Água Archive

Sacola plástica, o filme!

Acabamos de assistir este filme e tivemos que compartilhar com você.

É uma história que nós gostaríamos de ter filmado, porque diz exatamente tudo sobre a vida de uma sacola plástica de uso único fabricada com plástico convencional eterno, aquele que fica mais de cinco séculos poluindo o planeta.

Durante este filme, nenhuma sacola foi destruída, até porque elas são indestrutíveis.

Use sempre sacola retornável fabricada com qualquer material, desde que seja retornável - se for de plástico, deve ser fabricada com plástico com ciclo de vida útil controlado, e que para ser considerada retornável tem que ter no mínimo 100 micras por parede -, ajude-nos a banir o plástico eterno da face da terra, que está plastificando completamente este planeta.

Quanto aos outros plásticos, use sempre plástico com ciclo de vida útil controlado, isto é, plástico oxi-biodegradável.

Assim que possível, postaremos a versão legendada, mas o ingles do narrador está muito fácil de entender, portanto, assista já.

A história das coisas

Você ainda lembra do vídeo a história das coisas, que fala sobre o consumismo e como isso está destruindo o planeta?

Paraná – Lei para uso de areia industrial em obras públicas

Paraná – Lei para uso de areia industrial em obras públicas

Estabelece a utilização de Areia Industrial em obras públicas do Estado do Paraná.

Art. 1º – Fica determinada a utilização de Areia Industrial, extraída dos finos de britagem e/ou pó de pedra, no processo construtivo de obras públicas contratadas pelo Poder Público no Estado do Paraná.

§ 1º – As empresas fornecedoras de agregados para a construção civil devem exercer suas atividades zelando pelo meio ambiente, de modo a reduzir o impacto ambiental causado pela exploração dos recursos naturais disponíveis.

Art. 2º – Está lei entrará em vigor na data da sua publicação, cabendo ao Poder Executivo a sua regulamentação no prazo de 120 (cento e vinte) dias.

Sala das Sessões, 23 de fevereiro de 2010.

Deputada Estadual Rosane Ferreira – PV

Justificativa

O presente Projeto de Lei tem por objetivo estabelecer o uso de Areia Industrial em obras públicas, contratadas pelo Poder Público, ficando a sua regulamentação a encargo do Poder Executivo Estadual.

A extração de areia natural em áreas de preservação permanente como as bacias hidrográficas, mananciais públicos de abastecimento e dos corredores ecológicos de preservação da fauna e da flora do nosso Estado, tem destruído de forma irreversível nossas várzeas, impactando agressivamente no equilíbrio do meio ambiente.

Atualmente, o consumo da areia natural somente apresenta prospecção para a exploração de lavras, e na maioria dos casos o empreendedor alarga essa concessão atuando de forma predatória. Com o término da exploração deixa o passivo ambiental para o proprietário da área e, em alguns casos sob a responsabilidade do Estado, onerando a sociedade com o custo da reparação ambiental.

O Estado do Paraná possui alternativas de exploração de arenitos e de desmonte de rochas, com vantagens técnicas equiparadas à areia natural. O impacto ambiental seria sensivelmente reduzido e economicamente viável, além de permitir a recuperação da área ao término da exploração.

Diante do exposto, contamos com o apoio dos nobres pares para a aprovação do presente Projeto de Lei.

Algumas Vantagens do uso da Areia Industrial

Estudos científicos demonstram que a Areia Industrial pode ser utilizada tanto na produção de argamassas, como no concreto;

Só no Estado do Paraná, a produção é de 20 milhões de toneladas de agregados por ano, sendo 46% de brita e 52% de areia;

O mercado de produção de Areia Industrial está preparado suprir a demanda imediata de substituição da areia natural pelos agregados artificiais, o que demonstra a viabilidade técnica e econômica da proposta;

A substituição da areia natural pela areia industrial é imprescindível para assegurar um meio ambiente mais sustentável, com alternativas viáveis para evitar o desperdício e o uso irracional deste insumo não renovável, extraído das várzeas e leitos de rios estaduais quase totalmente esgotados. É urgente a necessidade de incorporar ao processo construtivo o uso da areia industrial, preservando as poucas áreas ainda intocadas, em beneficio de toda a sociedade e do meio ambiente para as presentes e futuras gerações.

Este é um projeto de lei que deve ser copiado por todos os estados, porque simplesmente acaba com a destruição das margens dos rios e várzeas, que são áreas de preservação permanente e berço da vida dos rios.

Uma coisa esquisita é hoje não se poder plantar em área de várzea, mas se poder extrair areia destes locais. Nem um nem outro devem ser permitidos, é lógico.

Adoramos leis que se iniciam fazendo o poder público dar o exemplo, como neste caso. Primeiro o governo faz lei para ele mesmo dar o exemplo e depois cria lei para o contribuinte também fazer sua parte.

Parabéns à deputada Rosane por sua preocupação em resolver mais um problema ambiental grave.

Vereadores e deputados, entrem em contato com a Rosane, se informem e copiem esta lei para suas cidades e estados.

Por favor, sempre cite a fonte, pois se a cópia é uma forma de elogio, citar a fonte é uma  questão de justiça para com o autor.

Barco feito com 12 mil garrafas plásticas inicia viagem entre EUA e Austrália

Um barco feito de 12 mil garrafas plásticas partiu neste domingo em uma jornada da cidade americana de San Francisco até a capital australiana Sydney.

O objetivo da viagem, que deverá durar três meses, é chamar a atenção para o problema da poluição nos oceanos.

O ambientalista e herdeiro do setor bancário David De Rothschild e sua tripulação partiram no catamarã Plastiki.

A jornada de 11 mil milhas náuticas passará pelo local conhecido como “grande depósito de plástico do Pacífico”, uma massa de lixo cinco vezes maior do que o Reino Unido.

Quatro em cada cinco garrafas plásticas acabam em depósitos de lixo, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Rothschild, de 31 anos, já completou expedições aos dois polos e várias florestas.

“Viajando a 2.0 nós ummm! Há muito oceano pela frente!”, disse Rothschild em sua página no site de mensagens Twitter. “Acabamos de avistar nosso primeiro lixo marinho – um copo de plástico!”

Reciclando – As 12 mil garrafas plásticas usadas no Plastiki foram recheadas com dióxido de carbono para tornar a embarcação durável e permitir que flutue.

O catamarã usa energia solar, eólica e turbinas marítimas.

Uma bicicleta ergométrica será usada para carregar os laptops que serão usados a bordo e há também um banheiro que transformará detritos em adubo e um jardim para que vegetais possam ser plantados.

Críticos dizem que a expedição apenas perpetua a crença de que é aceitável usar plástico se as pessoas reciclarem o material, ao invés de encorajar o fim do uso.

Eles também dizem que se o Plastiki quebrar no meio da jornada, depositará milhares de garrafas diretamente no oceano.

Fonte – Folha Online

Imagem – Folha Online

Água Perrier que se cuide

O Eco de 05 de outubro de 2009

Depois de a cidade australiana de Bundanoon (localizada a 150 quilômetros de Sydney) ter abolido a venda e o consumo de água engarrafada na semana passada, agora é a vez de Londres trocar as garrafinhas plásticas por “máquinas de água”. A iniciativa deve ser colocada em prática ainda este mês, em dois locais estratégicos: a estação de ônibus de Hammersmith e o museu da Tower Bridge. A mudança conta com o apoio das empresas de água londrinas, que ficarão responsáveis pela instalação das máquinas. Se a moda pegar nestes locais, que recebem cerca de 400 mil visitantes todos os anos, a iniciativa será ampliada para as estações de metrô e outros locais públicos, antes das Olimpíadas de 2012. O objetivo é estimular o uso de garrafas reutilizáveis.

A iniciativa tem recebido muitas críticas, principalmente sobre a qualidade da água, mesmo após um relatório ter indicado que a água da torneira é 99,99% compatível com as normas nacionais e européias. O setor da indústria de engarrafamento também não gostou da idéia, e alega que a medida lhes causará um rombo de 1,5 bilhão de dólares anuais. Do outro lado, no entanto, estão argumentos pra lá de convincentes em favor da medida: o engarrafamento de água exige 2 mil vezes mais energia para sua produção em comparação à água de torneira, provoca uso desnecessário de plástico e combustível para transporte e apenas 1/3 dos 13 bilhões de garrafas plásticas vendidas no Reino Unido em 2008 para diversos usos foi reciclado.

O vídeo (sem áudio) mostra como é o funcionamento da “máquina de água”, que enche uma garrafa de 500 ml por 20 pence (cerca de R$ 0,60).

Laudos confirmam que sanepar joga merda na água dos rios mas iap diz que é normal

O que se faz em um caso como este, se nem com o iap podemos contar? Para quem não sabe, iap quer dizer instituto ambiental do Paraná.

Já faz dois anos que estamos denunciando que a sanepar  joga merda liquidificada nos nossos rios, que não trata o esgoto, tratamento pelo qual pagamos 80% da fatura de água e mesmo assim o órgão que deveria multar fica quieto, subserviente e vamos parar com os adjetivos por aqui, porque senão vai complicar …

Quem nos protegerá?

Chamem o Homem Aranha, o Super Homem, o Batman e o Robin ou qualquer outro super herói, porque certamente o iap não está fazendo seu serviço.

Leia abaixo.

Jornal O Diário do Norte do Paraná de 22 de outubro de 2009

Índices - de merda – estão acima, mas IAP acha normal

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apresentou esta semana os resultados dos exames laboratoriais das coletas que fez nos ribeirões Mandacaru e Maringá, que recebem resíduos das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) 1 e 3, da Sanepar em Maringá. Segundo o chefe do instituto, Paulino Mexia, “os resultados mostram que as estações estão operando no limite máximo permitido pela lei, mas não estão irregulares”.

Continue com a conversa para boi dormir, estamos ouvindo.

Os dados contrariam laudos da própria Sanepar, inclusos numa ação movida pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, que mostraram que, em cinco coletas feitas entre janeiro e maio deste ano, as duas estações estavam irregulares. Paulino também disse que as estações que estavam sem licença ambiental, agora já estão regularizadas.

Hmmm …

O chefe do IAP justificou que os novos laudos indicam que as ETEs 1 e 3 estão dentro de uma margem permitida “e por isso, a Sanepar não será multada agora”. Mas advertiu que “as estações estão no máximo do máximo e a Sanepar precisa se preocupar com isso”.

Mas, se não se preocupar o iap fará o que? O mesmo que estão fazendo agora: NADICA DE NADA!

Os laudos do IAP mostram que a emissão de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) das amostras colhidas no dia 15 de julho, era de 65 ml/l na ETE 3 e a coleta do dia 29 de outubro, na ETE 1, era de 72 mg/l. A resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), nº 357, estabelece que o valor máximo da DBO é de 60 mg/l, bem menos do que os valores encontrados pelo IAP.

A informação de Marli Vieira Lino, técnica responsável pelo laboratório do IAP em Londrina, que assina os novos laudos, é que apesar dos valores encontrados estarem acima da norma, os técnicos do IAP têm liberdade para interpretar os dados, segundo normas do próprio instituto.

Liberdade para interpretar … hmmm … suspeito …

“Para dizer que aquele valor encontrado significa poluição ou não, precisamos da interpretação do fiscal que fez a coleta”, disse. Professores do Laboratório de Análise de Água da Universidade Estadual de Maringá (UEM) preferiram não se manifestar sobre os laudos do IAP, apesar de reconhecerem que os valores indicados estão acima da resolução do Conama.

Os mesmos laudos do IAP mostram que a Demanda Química de Oxigênio (DQO) das amostras colhidas nos dois ribeirões que recebem descargas das lagoas de tratamentos 1 e 3, também estão acima do permitido pelo Conama.

Na ETE 1, a DQO estava em 264 mg/l e na ETE 3, estava em 242 mg/l. O Conama estabelece como valor máximo 150mg/l. O PH da água, segundo o Conama, deve ficar entre 5 e 9 e os laudos do IAP mostram que nas datas das coletas ele estava em 7,10 e 7,20.

Ah, Paulino. Vá tomar um copo de água na saída do ETE do Córrego Maringá vá. Se você fizer isso, acreditaremos que você acredita no que diz.

Novos laudos serão juntados ao processo

O promotor de Defesa do Meio Ambiente de Maringá, Manoel Ilecir Heckert, informou ontem que os novos laudos do IAP devem ser encaminhados para Curitiba, para fazerem parte da ação que a promotoria estadual move contra a Sanepar local, mas o prosseguimento ou não da ação vai depender da análise técnica desses laudos. Se no período anterior, quando a emissão de resíduos das lagoas estavam acima do permitido, houve prejuízo à saúde da população e ao meio ambiente, a ação prossegue, “mas caso isso não seja comprovado, a ação pode ser arquivada”, explicou.

Continua muito acima do permitido, Só não vê quem acha conveniente não ver.

As denúncias de que as estações que atendem à zona norte de Maringá (ETEs 1 e 3) estavam poluindo importantes mananciais, despejando esgoto com cargas poluentes bem acima do permitido pela legislação, e funcionando sem as licenças ambientais do IAP, foram feitas em agosto pelo O Diário, com base em documentos da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Maringá. As duas denúncias, conforme a Lei Orgânica do Município (LDO) de Maringá, podem levar à cassação da concessão.

O Capítulo 5 da Lei Orgânica do Município, que trata das Obras e Serviços Públicos, determina, no seu Artigo 91, parágrafo 3º: “O município poderá retomar, sem indenização, os serviços permitidos ou concedidos, desde que executados em desconformidade com o ato ou contrato”. O Artigo 92, item 1º, que trata da fiscalização e rescisão da concessão prevê nos itens 4º e 5º “a obrigação de manter serviço adequado” e a “obrigação rigorosa de atender aos dispositivos de proteção ao meio ambiente”.

Eles continuam jogando merda em nossos rios e os únicos que poderiam detê-los estão olhando para o outro lado. Isto é a cara do Brasil.

Saiba mais nos links abaixo.

http://funverde.wordpress.com/2008/12/22/materia-do-sbt-com-a-funverde-sobre-o-tratamento-de-esgoto-da-sanepar/

http://funverde.wordpress.com/2008/12/04/projeto-mata-ciliar-funverde-29-de-novembro-de-2008/

http://funverde.wordpress.com/2006/11/11/11-novembro-2006-sabado/

 

Surprise, surprise, sacolas plásticas representam 90% do lixo recolhido no dia mundial de limpeza de praias

Heal the Bay

Nooossa, alguém constatou o óbvio, é só olhar para fora e para cima num dia de ventania para constatar que a maioria do que está voando não é passarinho e sim as famigeradas sacolas plásticas.

Na verdade, surpresa nenhuma, claro, apenas uma constatação dolorosa e triste da encrenca que os humanos criaram para si mesmos, a plastificação do planeta. Tudo por causa da comodidade, preguiça e acomodação do ato de se usar sacola de uso único.

Jornal Dimensão

A Secretaria de Planejamento Urbano de Imbé (Seplan) participou do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias. O evento ecológico contou com a participação efetiva do secretário Osmar Junior que se uniu aos 100 voluntários que percorreram, aproximadamente, 2 km nas praias de Imbé e Tramandaí e margem da Lagoa de Tramandaí recolhendo lixo.

A ação totalizou aproximadamente 600 Kg de lixo, classificados em 7.164 itens. A grande maioria do lixo (90%) era composta por plásticos. Entre os itens encontrados, destaque para as sacolas plásticas (1700 unidades), bitucas de cigarro (1242), embalagens de alimento (677), canudinhos de refrigerante (644) e tampinhas de refrigerante (509). Na margem da lagoa, também chamou a atenção o grande número de garrafas PET (303).

Segundo professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e biólogo do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars), entidade organizadora do evento, Paulo Ott, a quantidade de plástico perto e dentro do mar é preocupante. Segundo ele, muitas espécies de animais marinhos confundem o plástico com seus itens alimentares. O plástico pode obstruir o trato digestivo desses animais causando-lhes vários problemas, inclusive a morte. “A idéia da realização desta ação não é simplesmente limpar as praias e rios, mas despertar a atenção das pessoas para esse crescente problema mundial e incentivá-las a buscar soluções localmente”, ressaltou Ott.

Cidade australiana proíbe água engarrafada

Ted Raynor- Gone For Awhile

BBC Brasil de 09 de julho de 2009

Uma cidade rural no sul da Austrália votou por maioria quase absoluta pela proibição da venda de água engarrafada por causa de seu impacto sobre o meio ambiente.

Ativistas disseram que Bundanoon, em Nova Gales do Sul, é provavelmente a primeira comunidade do mundo a adotar tal medida.

A campanha pela proibição alega que a extração, embalagem e transporte da água engarrafada usam muitos recursos.

Além disso, as garrafas plásticas vazias terminam em depósitos de lixo, afirma a campanha “Bundy on Tap”, que significa “Bundy (apelido da cidade) na torneira”.

Mais de 350 moradores da cidade compareceram à prefeitura para votar em uma reunião aberta.

Só um morador votou contra a proibição, junto com um representante da indústria de água engarrafada, informou a rede de tv australiana ABC.

Segundo o correspondente da BBC em Sydney, Nick Bryant, os moradores da cidade prometeram não perturbar os visitantes se eles ignorarem a proibição, mas vão encorajá-los a encher uma garrafa reutilizável nos bebedores da rua principal de Bundanoon.

As garrafas vão ter o slogan “Bundy on Tap”.

Campanha

Um dos líderes da campanha, John Dee, disse que a opinião mudou na cidade quando uma empresa de bebidas anunciou planos de explorar um reservatório subterrâneo em Bundanoon.

“A empresa queria extrair a água localmente, levá-la para Sydney, onde seria engarrafada, e transportá-la de volta para vendê-la na cidade”, disse ele.

“Isso fez com que as pessoas se dessem conta do impacto ambiental da água engarrafada e levantou a discussão na cidade.”

A proibição foi apoiada por proprietários de lojas na cidade, que tem cerca de 2.500 habitantes.

“Nós acreditamos que Bundanoon seja a primeira cidade do mundo que fez com que seus lojistas proibissem a venda de água engarrafada”, disse Dee. “Ainda não vimos isso em nenhum outro lugar”.

O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Nathan Rees apoiou a causa, ordenando que todos os departamentos do governo parem de comprar água engarrafada e passem a usar água da torneira.

Oceano de lixo nos mares do planeta

 

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O Eco de 09 de junho de 2009

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou ontem (8), Dia Mundial dos Oceanos, o relatório Marine Litter: a Global Chalenge, algo como Lixo nos oceanos: um desafio global, em tradução livre.

A publicação destaca que mais de 80% do lixo disposto nos mares é formado por sacolas plásticas e garrafas PET. Com o tempo, o material se quebra em minúsculas partículas consumidas pelas menores formas de vida marinha na base da cadeia alimentar. Filtros de cigarros, embalagens de tabaco e restos de cigarro formam 40% do lixo marinho no Mar Mediterrâneo, enquanto no Equador o lixo proveniente do mercado do fumo foi responsável por mais da metade de todos os descartes encontrados na costa em 2005.

Em cinco anos de pesquisa na região do Mar do Norte, pesquisadores descobriram que 95% das aves marinhas continuam plástico nos seus estômagos.

O objetivo do documento, segundo a organização, não é apenas trazer uma visão global da situação do lixo que vaga pelos mares, mas apresentar e analisar informações produzidas pelos 12 programas regionais parceiros da ONU na questão.

Além disso, com a ajuda de consultores e técnicos, o relatório busca propor recomendações para resolver problemas associados ao assunto em todo o mundo.

Para conferir a íntegra do relatório, clique aqui.

Filmes que você tem que asssistir para mudar seus hábitos de consumo

Agora que passou o dia mundial do meio ambiente, todos voltaram para suas vidinhas ordinárias de consumismo desenfreado, de não separação de lixo, de usar sacolas de plástico de uso único.

Parece que todos moram em marte nos 364 dias do ano e só no dia internacional do meio ambiente é que visitamos este planetinha azul e resolvemos comemorar, afinal, se morássemos os 365 dias do ano no planeta terra, em todos os dias do ano respeitaríamos mais nossa casa, o planeta terra.

Humanos são assim, fingem que fazem alguma coisa em alguma data especial para que todos os seus vizinhos, amigos e parentes pensem que ele é melhor do que é no dia a dia, mas não tem a verdadeira coragem de mudar seus péssimos hábitos que estão levando a humanidade à extinção.

Qual a dificuldade em separar seu lixo em reciclável e compostavel?

Por que você ainda não trocou suas lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes, muito mais econômicas e duráveis?

Por que diabos você ainda aceita as sacolinhas de plástico de uso único quando vai às compras? Por que você ainda não tem uma dezena de sacolas retornáveis no carro, em casa, no trabalho?

Não espere que o governo municipal, estadual ou federal venha com uma solução mágica para salvar o planeta, pois os políticos sempre estão no poder para enriquecer e nunca para resolver os problemas do país.

Você tem que fazer sua parte e ainda fazer a parte de seus amigos, parentes e vizinhos, porque apenas 1% da população consegue mudar seus hábitos conscientemente e por amor à humanidade. O resto da população só alterará seu estilo de vida com multas ou se morrer e deixar que a próxima geração mude.

Quer incentivos para seu subconsciente entender que estamos à beira da extinção?

Esta semana, vá todos os dias à videolocadora e assista os filmes abaixo filmes antes de dormir. Se depois disso você ainda misturar casca de comida com embalagem, não fechar a torneira para escovar os dentes, não apagar as luzes ao sair de um local, continuar usando as malditas sacolas plásticas … sinto muito, mas você infelizmente faz parte dos 99% da humanidade que estão nessa terra só para assistir novela, jogar futebol, fofocar e consumir até acabar com o último alqueire de solo fértil, a última gota de água potável e, para pessoas assim, resta somente a multa ou esperar que elas morram e que a próxima geração seja mais consciente.

Tem pessoas que a única mudança que promovem em suas vidinhas ordinárias é a da terra que tem que ser movida para enterrar seu caixão. Pelo menos, essas pessoas terão deixado para sempre o planeta para pessoas mais conscientes, que merecem viver na mãe terra.

  • O dia depois de amanhã – The day after tomorrow, 2004
  • O dia em que a terra parou – The day the earth stood still, 1951 e 2008
  • A 11ª hora
  • Uma verdade inconveniente – An inconvenient truth, 2006
  • Soylent green, 1973
  • Quem matou o carro elétrico – Who killed the electric car, 2006
  • Syriana, 2005
  • Fim dos tempos – The happening, 2008
  • Home, 2009

Se esqueci algum, mande mensagem que colocarei na lista.

O Home pode ser assistido nos links abaixo, o primeiro em ingles com legenda em ingles e o segundo em portugues de portugal.

http://www.youtube.com/watch?v=jqxENMKaeCU&feature=channel

  

http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U

  

O futuro está em nossas mãos

Tem uma piada americana que começa com uma pergunta: como diminuir o consumo, ou no caso deles, o consumismo desenfreado? A resposta é simples: deixar os velhos humanos com os seus velhos e péssimos hábitos morrerem.

Já vimos que não se ensina truques novos a cachorros velhos, exceto através da pressão das multas e, como multar não dá voto, estamos nesta situação em que todos fazem o que querem, esgotando recursos naturais do planeta e emporcalhando o mundo com embalagens, duas atitudes que terão um alto preço para nossos descendentes.

Já não bastava os de Santa Catarina, agora são os ruralistas do Paraná

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O Eco de 09 de junho de 2009

O ataque à legislação ambiental segue percorrendo o país. Chegou agora ao Paraná, na carona da federação de agricultura daquele estado.

Assim como outras entidades ruralistas, apela para melodramas individuais para tentar derrubar uma lei que atende à maioria.

Texto recente da entidade mostra a situação de um pequeno agricultor às voltas com córregos e nascentes em seu sítio de dez hectares em Japurá.

Realmente, pela legislação, nada lhe sobra de terreno para agricultura tradicional.

O texto ruralista lembra da degradação provocada no passado pelo próprio governo associado ao setor privado, mas não fala em recuperação da área, nem que porções de reserva legal podem ser usadas para atividades econômicas controladas.

Mas, o mais importante, é que terras tão ricas em água e nascentes em meio à vegetação nativa nem deveriam ter sido ocupadas.

Falta planejamentoe orientação na ocupação do solo brasileiro.

Sem isso, fica fácil jogar a culpa nas costas da legislação.

Os grandes agricultores paranaenses estão com o mesmo sonho dos catarinenses de extinguir a reserva legal, de diminuir a mata ciliar para 5 metros, não preservar nascentes, plantar em várzeas, topo de morro, enfim, para que mata nativa? Quem foi a anta que inventou esta porcaria de reserva legal? pensam eles. Quem fez este código florestal não entendia nada bradam eles. Sim, porque eles, os grandes latifundiários, sim, eles entendem tudo … de destruir o planeta em nome do lucro imediato. Tendo seus agrodólares no bolso, que se exploda o resto.

As grandes cooperativas COCAMAR e COAMO são as mesmas que agora estão apoiando esta lei, porque nós, que já plantamos mata ciliar há cinco anos vemos estas cooperativas sendo amiguinhas dos agricultores e passando a mão na cabeça deles, incentivando o agricultor a não recompor a reserva legal porque estão esperando a mudança na legislação. Claro, lucro máximo e a natureza que se exploda. Querem plantar até dentro do rio, só não plantam porque a correnteza leva. Querem jogar terra em cima das nascentes para que elas sumam e eles possam ter mais uns metros de terra para plantar.

Será que o Luiz Lourenço e José Aroldo Gallassini vão comer os dólares da venda da soja, do trigo e do milho transgênico? Vão fazer suco de soja e de milho transgênico para substituir a água que bebem, quando a água dos rios acabarem pela falta da mata ciliar?

Deveríamos trancafiar esses dois seres insensatos – a palavra era outra mas o censor vetou – em uma casa por um mês e só deixá-los beber e comer esses três produtos em todas as refeições para eles entenderem a importância da água limpa, a importância das nascentes, não só como água de beber, mas também como habitat para peixes que fazem parte de nossa alimentação. Para que eles entendam que água é vida, que sem água não haverá semente que alimentará o gado com qual eles fazem churrasco. Que o acompanhamento do churrasquinho do final de semana é feito de legumes e verduras que também necessitam de água para serem cultivados.

Será que eles são tão burros – são não, claro que não – que não sabem que 70% de toda água é utilizada para agricultura e que somente 10% é água de beber e 20% é a água utilizada por indústrias? Quando os rios secarem os maiores prejudicados serão os agricultores.

E que história é essa de 5 metros de mata ciliar. Quem é plantador de mata ciliar como nós, sabe muito bem que em um terreno plano você planta árvores com espaçamento de 3 metros e sendo assim, dá menos de duas linhas de árvores, para proteger os rios de todo o veneno que o agricultor joga na plantação.

Nos temos visto, década após década no Paraná ninguém recuperando o que foi destruído para plantar e ninguém faz nada e, para complicar, agora, querem que isto vire lei, isto é, liberou geral, afinal para que 5% de floresta nativa no estado? Nossa vocação é plantar! Ouvimos isto à exaustão, mas sabíamos que o prazo de 20 anos para recuperação das áreas estava acabando e que eles teriam que recuperar o que destruíram mas, agora, vemos que se for como em Santa Catarina, adeus resto do resto da mata nativa no estado, afinal, 5% de mata nativa indo ao chão, vende-se a madeira, depois se planta ou cria gado, converte-se esses 5% em dólares … lá estão eles fazendo as contas.

É isso, faremos nossa parte divulgando mais esta canalhice dos ruralistas, mas no final, quem tem que barrar este crime contra a humanidade é o nosso governador, porque em Santa Catarina a lei passou e vem ministro dizendo que vai recorrer, blábláblá e nada. Foi só discurso político para não ficar feio para o governo que adora desmatar. Quando e se a lei for considerada ilegal, toda a mata nativa de Santa Catarina já terá ido ao chão para uso da terra para a agricultura.

Isto é Brasil. E depois vem o presidente bebum dizer que estamos dando exemplo ao mundo de como cuidar da natureza. Hahaha, faz-nos rir.

Você pode economizar água com escolhas simples

Fonte – Good Magazine

Para você que não muda seus hábitos porque pensa que é impossível mudar o mundo sozinho, este infográfico acima – clique para ver em tamanho legível – mostra quanta água cada um de nós gasta diariamente.

Multiplique essas quantidades por 7 bilhões de pessoas e você terá uma idéia de quanta água usamos todos os dias. Gaia é extremamente generosa conosco, fornecendo água e alimento para todas estas almas. Será que você não pode também devolver esta generosidade mudando seus hábitos, tomando água nas refeições ao invés de refrigerante, deixando de comer carne pelo menos uma vez por semana?

Cada mudança de atitude conta e você pode fazer parte da mudança que garantirá o futuro da humanidade.

Com este infográfico, você pode calcular quanta água você gasta por dia e assim mudar seus hábitos para reduzir o consumo.

Cada gota é um galão, medida que equivale a 3,8 litros.

As gotas azuis são galões consumidos diretamente e as verdes são galões consumidos indiretamente – como por exemplo, os milhares de litros usados no processo de produção da carne.

Veja como a grande maioria da água consumida é consumida de maneira indireta – gotinhas verdes -.

Em cinza, você vê as opções que você faz que desperdiçam água, em amarelo estão alternativas que economizam água.

Você consegue economizar 125 litros de água só trocando refrigerante por água.

Já trocar carne de gado por frango economiza incríveis 4.600 litros.

Se você se quiser mesmo mudar e trocar todos os hábitos cinza por hábitos amarelos, você conseguirá economizar até 8.626 litros de água por dia.

E você ainda pensa que não pode fazer nada para mudar o mundo?

Mude o mundo mudando seus hábitos, como você age no dia a dia faz a diferença entre a extinção ou a perpetuação da raça humana.

Código antiambiental de Santa Catarina

O Eco de 24 de março de 2009

Transcorridos pouco mais de três meses das catástrofes que assolaram o estado de Santa Catarina, em razão das fortes enxurradas e dos descuidos do homem com o meio ambiente, provocando enchentes de toda ordem, deslizamentos de encostas, dezenas de mortos e milhares de desabrigados, além de gigantescos prejuízos econômicos ao Estado, parece que a tragédia sensibilizou o Brasil e o Mundo, mas não a maioria dos deputados catarinenses, determinados que estão para a aprovação do Código Ambiental Estadual, PL 0238.0/2008, prevista para o próximo dia 31 de março na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC).

Das inúmeras alterações realizadas pelo Governo do Estado à minuta inicialmente elaborada por representantes de diferentes segmentos da sociedade civil, entidades públicas e privadas, a mais grave e perigosa de todas as alterações, sem sombra de dúvidas, está na redução das matas ciliares situadas às margens dos cursos d’água, de 30 para 5 metros. A mobilização do setor produtivo, com o apoio explícito do Governo é enorme e bem articulada, confundindo significativamente a opinião pública.

O argumento utilizado é o prejuízo econômico que as áreas de preservação permanente- APPs, situadas ao longo dos rios, ocasiona com a perda de área produtiva na pequena propriedade rural. Segundo informações do Levantamento Agropecuário Catarinense – LAC, 89% das propriedades agrícolas catarinenses são minifúndios de até 50 hectares, representando aproximadamente 167.000 propriedades rurais distribuídas em solo catarinense.

E o argumento é que uma parcela destes está sendo economicamente afetada pelas regras ambientais vigentes. Porém, o que poucos sabem é que, também segundo dados do LAC, dos aproximadamente 6.000.000 de hectares que servem à produção agrícola do Estado, 32,52% pertence a apenas 1,9% dos proprietários rurais, detentores de grandes latifúndios. Este dado deixa explícito que os principais interessados (e beneficiados) com a mudança legislativa não são os pequenos agricultores (que representam 45,68% da extensão fundiária), e sim os grandes.

Com a lei, toda a sociedade catarinense abdicará para sempre de boa parte deste importantíssimo bem ambiental que a todos pertence (as matas ciliares), cuja função prioritária está na preservação dos recursos hídricos, essencial à sobrevivência humana, renúncia esta que servirá, de forma especial, a uma minoria economicamente privilegiada. É justo que isso ocorra?

O que poucos sabem, pasmem, é que o pequeno agricultor familiar, e somente ele, em vista do reconhecido interesse social da sua atividade, já possui autorização legal, pelo próprio Código Florestal (lei 4.771/65) que se pretende revogar, para economicamente utilizar as áreas de preservação permanente, desde que o faça mediante um sistema de manejo agroflorestal sustentável.

Na realidade, nem o Poder Executivo Estadual, nem o Setor Agroindustrial, em vista da redação do art. 115 do projeto de lei, demonstram empenho em contornar o problema pelo caminho da legalidade, estímulo à utilização responsável destas áreas ecologicamente importantes e geração de fontes alternativas de renda ao pequeno agricultor. Aliás, no sistema de integração é fato sabido que desinteressa às agroindústrias que os seus integrados tenham outras fontes de renda. A absoluta relação de dependência faz e sempre fez parte do negócio.

Também é importante que a população saiba que o Ministério Público, com razoabilidade e responsabilidade sócio-ambiental, de forma pontual, há anos, juntamente com a FATMA e outras entidades, mostra-se sensível à causa.

O auxílio vem sendo prestado a milhares de pequenos agricultores com a facilitação da obtenção dos licenciamentos ambientais através de termos de ajustamento de condutas- TACs, que vem sendo firmados e renovados com os diferentes setores produtivos (suinocultura, avicultura, rizicultura, fruticultura, dentre outros), voltados à regularização ambiental de situações consolidadas.

Esses ajustes, em sua maioria, fixam a extensão das matas ciliares a serem protegidas em 10 metros, e não 30 como afirma o setor produtivo, mediante o cumprimento de outras exigências ambientais importantes, com especial destaque para o tratamento e destinação adequada dos resíduos da produção.

É revoltante que projetos de lei voltados a instituição de incentivos fiscais ecológicos, assim como outras iniciativas de estímulo à preservação ambiental e à sustentabilidade da própria atividade econômica continuem sem vez na Assembléia Legislativa.

Se o Código Ambiental Estadual for aprovado com a atual redação, constituir-se-á numa aberração jurídica, eis que afrontará o Estado Constitucional de Direito em desrespeito às regras de competência previstas nas Constituições Federal e Estadual, como bem sabem os senhores Deputados, além de apresentar vício de legitimidade, eis que a sua redação atual não possui o amplo respaldo social, mas principalmente de um segmento, que é o setor produtivo.

E afetará também, de forma direta, a geração presente, tornando-a ainda mais vulnerável às intempéries climáticas, estimulando a ocorrência de novas catástrofes, possivelmente com maior envergadura que as já ocorridas, considerando a importância das matas ciliares na contenção de enchentes em face das previsíveis enxurradas que estão por vir.

Acredito que ainda haja tempo para uma mobilização e forte reação social voltada à reversão do quadro grave que se anuncia e sensibilização de nossos representantes, dispensando complexas batalhas judiciais, desgastantes e custosas aos cofres públicos. Ou aguardemos, mais uma vez, as conseqüências catastróficas de nossa passividade.

Luis Eduardo Souto é Promotor de Justiça e Coordenador-Geral do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público de Santa Catarina. O artigo acima foi apresentado no seminário Ambientalis 2009, em Chapecó, entre 17 e 19 de março, na palestra Código Ambiental de Santa Catarina.

Absurdo dos Absurdos, vamos amarrar estes canalhas em cadeiras, pegar uma pinça e arrancar cada pelo dos cílios destes políticos e produtores e colocá-los em uma tempestade de areia ou de chuva mesmo, para eles entenderem na carne a importância da mata ciliar.

Nós, que temos um projeto continuado de replantio de mata ciliar desde 2004, que já plantamos dezenas de milhares de árvores, com 1/4 delas sendo de frutíferas nativas para atração da avifauna, com árvores de no mínimo um metro e meio para viabilizar sua sobrevivência, só podemos ficar pasmos diante deste crime contra a humanidade e o planeta.

Idiotas, suicidas e pior, assassinos das gerações futuras.

Dia mundial da água, não temos o que comemorar

George*50

Desperdício de água no Brasil é recorde

Correio do Brasil de 22 de março de 2009

O consumo diário médio de água por pessoa nos grandes centros urbanos brasileiros oscila entre 250 a 400 litros do recurso natural. O volume é mais que o dobro do considerado ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU) fixado em 110 litros/dia. O Brasil também detém o recorde negativo de desperdício de água por habitante em termos globais. Ele foi detectado na região do Lago Sul, em Brasília, onde o gasto médio diário de água por pessoa atinge mil litros. Enquanto isso, em países da Àfrica, como a Namíbia, por exemplo, as pessoas têm menos de um litro de água por dia.

As informações são do engenheiro Paulo Costa, da consultoria paulista H2C, especialista em programas de racionalização do uso de água jque já desenvolveu mais mil projetos em empresas, hospitais e condomínios comerciais e residenciais.

Segundo ele, só cinco países no mundo apresentam um nível de consumo de água per capita previsto pela ONU: Alemanha, Bélgica, República Tcheca, Hungria e Portugal. O especialista explicou que os resultados alcançados por esses países são fruto da conjugação de tecnologia com informação, educação ambiental e re-educação da população adulta. De acordo com o engenheiro, esse também deve ser caminho a ser seguido pelo Brasil para reverter o alto nível de desperdício de água no país.

Em primeiro lugar, ele destacou a necessidade de os brasileiros adotarem uma nova postura diante do consumo de água:

– Isso diz respeito à re-educação ambiental, que deve ser difundida entre os adultos.

Em relação às crianças, Costa indicou a necessidade de que a disciplina de educação ambiental passe a fazer parte da grade curricular das escolas de ensino fundamental.

– Isso possibilita uma vantagem em termos de atitude em relação ao consumo – afirmou.

Para reduzir o desperdício, o especialista lembrou uma série de dicas, como os banhos mais curtos, uma vez que o chuveiro responde por 46% do consumo de água dentro de uma casa. Ele recomendou também que, ao fazer a limpeza de utensílios de cozinha, deve-se usar pouca água e muito sabão e bucha, lembrando que as torneiras e misturadores respondem por 14% do consumo domiciliar. Outra dica é escovar os dentes com a torneira fechada.

– São cuidados básicos em relação ao que nós já temos quanto ao consumo – disse.

Costa criticou a preocupação geral da sociedade e dos governos com a ampliação da produção de água, ao invés de buscar reduzir o consumo.

– O que nós tínhamos de água disponível em 1950 é o mesmo que temos hoje, mas temos alguns bilhões a mais de seres humanos. Então, se não pensarmos em controlar a demanda, estamos completamente errados, porque o trabalho que as concessionárias de água e a população como um todo vêm fazendo é de apressar o término dos estoques. A água é a mesma, precisamos é controlar a forma como usá-la – advertiu.

Dados da ONU apontam que mais de 4 bilhões de pessoas vão ter problemas com escassez de água em 2050. Segundo o engenheiro, existe tecnologia de sobra no Brasil para gerir a demanda da água, que é um bem finito, não renovável e tem um custo elevado de tratamento.

– É a atitude que nos falta –, afirmou.

De acordo com Costa, a conjugação de tecnologia e educação ambiental pode levar condomínios residenciais a terem 30% a 40% de economia por mês em seus gastos com água. Já nos condomínios comerciais, empresas e indústrias, a redução do gasto mensal com água pode chegar a 60%.

– Ou seja, o que nós vemos como despesa no balanço de uma empresa pode se transformar em receita, por meio da adoção de programas de racionalização de consumo de água – disse o engenheiro.

Não tem segredo, algumas dicas que devem ser adotadas já,

Encha a cuba da pia de água e ensaboe toda a louça de torneira desligada, só religando para enxaguar sua louça.

Banhos de 5 a 10 minutos.

Escovar os dentes de torneira fechada.

Jamais varrer a calçada com a mangueira.

Jamais lavar o carro, a moto, a bicicleta com a mangueira, use para isso um balde.

É impressionante como a solução é óbvia, simples, mas os humanos são ignorantes, preguiçosos e burros o suficiente para não mudarem sua atitude com relação aos recursos naturais do planeta. É por isso que estamos caminhando por uma trilha que culminará na extinção da raça humana se não mudarmos hoje, agora, já.

Xiquito nada bacana e o dia internacional da água

ParsecTraveller

Xiquito, esta é uma mensagem pessoal para dizer que lembramos de você e demos ótimas risadas na última reunião ao ler as besteiras que você escreveu sobre o dia internacional a mando de seus mestres do lado escuro da força.

Não engulam a patacoada do xico das esmeraldas, o soldadinho de plástico da plastimorte, humilde servo das petromáfias que diz que o plástico é reciclável, o plástico é divino,  o plástico deveria ser santificado pelo vaticano, o plástico é mais importante para a humanidade do que a invenção da roda, pois ele fala em nome dos destruidores do planeta, ele é a voz dos capitalistas selvagens, que só visam o lucro sem responsabilidade ambiental, isto é, se o sujeito fabrica o plástico ele tem que dar conta do resíduo após a utilizacao, isto é lei federal, mas como no brasil tudo acaba em pizza ou samba …

Aí xiquito, lemos o que você vomitou sobre o dia da água e temos certeza de que você pensou no que comentaríamos, afinal você sempre tem cólicas renais só de ver se postamos alguma coisa sobre o que você diz, mas dessa vez não deu nem vontade, pelo menos por agora, mas se tivermos tempo – gastamos muito tempo combatendo seu exército plastificado e nosso tempo é precioso - vamos deixar você feliz e comentar parágrafo a parágrafo o monte de mentiras que você vomitou e a imprensa mal informada ou então muito bem paga publicou.

Parabéns, é bom ter o dinheiro dos seus mestres, dá para publicar as mentiras que quiser em qualquer veículo de comunicação.

Ainda bem que a população já está ficando escolada e não acredita em uma palavra do que você diz, vide vergonha atrás de vertonha que você passou no ano passado nas audiências públicas que armou para derrubar nossas leis estaduais e municipais e não ganhou uma, hahaha.

Deveríamos dar uma de rei Juan carlos e te dizer ¿PORQUE NO TE CALLAS? mas os cidadãos do país estão fazendo isto por nós, então, para que perder nosso precioso tempo? Temos que usar nosso tempo com sabedoria, para desplastificar o planeta.

Xiquito, feliz dia mundial da água, mas sem plásticos, por favor, a não ser que sejam plásticos oxi-biodegradáveis!

Matéria do SBT com a FUNVERDE sobre o tratamento de esgoto da SANEPAR

O Murilo Gatti, reporter do SBT, leu em nossa página sobre nossa primeira expedição do ano ao ETE e pediu uma matéria.

Veja o post de novembro de 2008.

http://funverde.wordpress.com/2008/12/04/projeto-mata-ciliar-funverde-29-de-novembro-de-2008/

Veja se a situação não está até pior do que em novembro de 2006.

http://funverde.wordpress.com/2006/11/11/11-novembro-2006-sabado/

Lá fomos nós no domingo e ficamos por 2 horas na fedentina da estação de tratamento de esgoto – tratamento, hahaha … – vendo como a SANEPAR esconde a merda do consumidor e joga no rio para ser tomada pela próxima cidade, é por esse tratamento que eles nos cobram.

Assista por favor, sempre lembrando de que você paranaense paga 80% a mais na fatura de água para eles coletarem e tratarem o esgoto.

Como eles fingem que fazem o tratamento, imagine o lucro – fabuloso – que eles tem.

O cara da SANEPAR disse que irão investir 8 milhões no ano que vem, pois eu duvido, eles estão prometendo já há 2 anos e não fizeram nada até agora e como o consumidor tem a memória curtíssima, certamente ele está esperando que no ano que vem as pessoas já tenham esquecido da promessa, é assim que o país funciona, promessas, quebra de promessas, esquecimento e o país continua uma merda, literalmente.

O cara disse que consertaram o vazamento que mostramos mas o buraco está lá, só não vazou ainda porque não choveu, porque quando chover …

O cara ainda diz que a poluição é apenas visual, mas como disse o apresentador do programa, será que ele encheria uma garrafa da água imediatamente após o despejo do esgoto e tomaria?

O cara diz que as dificuldades ocorrem por conta do aumento do consumo, mas peraí, se o consumo aumenta, aumenta a receita, 2+2=4, qual é a dificuldade? Enrolão.

E porque esperaram a denúncia para falar dos famosos 8 milhões, porque há 2 anos atrás quando os procuramos eles disseram que iriam resolver e passados dois anos, ganhando milhões por mês sem aplicar nadica de nada na melhoria do sistema eles vem com esssa história? Acredite se quiser, porque nós, certamente, não acreditamos.

Definitivamente o cara está enrolando a nós, os usuários da SANEPAR, porque ele diz que depois de jogar a bosta no rio, a SANEPAR despolui 78% dessa água. Onde eles fazem isso? Em alguma usina invisível? em alguma outra dimensão? Pense, raciocine, ele está falando água – com merda – não ouça simplesmente, torne-se um cidadão, veja como o cara está enrolando, falando coisas sem sentido, esperando que nós, os idiotas pagadores de impostos, simplesmente acreditemos em tudo o que ele diz porque ele é o representante da SANEPAR, mentindo na maior cara da pau.

Mas a culpa não é dele, a culpa é nossa, que não reclamamos, que engolimos tudo o que nos é imposto, se a gasolina sobe, nós reclamamos em alguma roda de amigos por algum tempo, até que tenhamos outra coisa para reclamar e o assunto antigo some da roda, se os deputados estaduais do Paraná votam para si mesmos uma aposentadoria a que não tem direito, também reclamamos e depois esquecemos, se o pedágio sobe, ficamos indignados por mais ou menos uma semana ou menos e esquecemos, se os vereadores compram laptops superfaturados reclamamos por um mês e depois votamos nestes mesmos salafrários e eles são reeleitos, se na calada da noite, no senado, aumentam em mais de 7 mil vereadores sem mexer reduzir os gastos nas câmaras municipais – quando dizemos vereadores queremos dizer sangue sugas, porque eles só sabem por nome em rua, fazer falcatruas, ganhar mesadas de empresas para votar assuntos de interesses dessas empresas, enfim, vereadores não servem para nada, a nãoser enriquecer a si mesmos e daqui a pouco certamente eles irão, a exemplo da câmara estadual, conseguir uma aposentadoria para si mesmos - somos um bando de reclamões sem atitudes que mudem o país, por isso essa corja de bandidos roubam impunemente, de políticos a empresas privadas, porque nós não batemos panelas, não processamos, não fazemos passeatas.

Nossa primeira visita ao ETE mau este ano.

No dia da matéria nós fizemos vários filmes que ainda iremos editar e postar.

Tome banhos rápidos

Projeto Mata Ciliar FUNVERDE – 29 de novembro de 2008 – nova visita ao ETE da SANEPAR

Excepcionalmente, postaremos as atividades do projeto mata ciliar FUNVERDE de 29 de novembro, mesmo sabendo que estamos devendo os posts desde maio de 2008, porque é a continuação do post anterior, que fala sobre a problemática do abastecimento de água na cidade de Maringá e que deve refletir 99% dos problemas do país, porque não acreditamos que esteja melhor em quase nenhuma outra cidade do país. Se estivermos errados, por favor, por piedade, por misericórdia, nos mostre este caso excepcional de uma cidade que tenha uma estação de tratamento decente neste país de cabral.

Hoje, ao invés de plantarmos árvores – não tinha buracos feitos para o plantio – fomos fazer uma expedição fedorenta ao ETE mau.

No dia 11 de novembro de 2006 fizemos a primeira expedição para saber onde estava indo o cocô da população da região norte de Maringá – não tenha nojo, alguém tem que fazer o trabalho sujo – e qual foi a nossa surpresa ao nos vermos enganados pela companhia de saneamento do Paraná.

Ao conversarmos com um representante da SANEPAR, ele nos levou na semana seguinte ao ETE bom – para nós, meia boca – e nos assegurou que estariam melhorando os outros dois ETEs maus, deixando estes pelo menos no mesmo nivel do ETE bom. Pedimos um cronograma, que até hoje não recebemos, recebemos sim, um monte de desculpas a cada vez que cobrávamos a construção destes ETEs. Voce pode ver estas visitas clicando aqui e aqui.

Então, depois de dois anos e com a iminência da construção de mais um pouidor do Rio Pirapó, resolvemos ver o que eles tinham feito para melhorar os ETEs maus. Surpresa nenhuma para nós ao vermos que tudo como dantes no quartel de abrante, ou pior, piorou, agora tem furos no emissário que leva a merda ao rio e o resto você verá ao ler o resto do post. Só não leia antes das refeições, você pode perder seu apetite.

Nossos bravos expedicionários, sorridentes, antes do fedor contaminante. Só não apareceu na foto o presidente, que estava atrás da câmera.

Eu sei que este site está com posts meio escatológicos, mas a verdade tem que ser dita, cheire o quanto cheirar.

A bosta líquida.

E … apresentamos, a bosta em pó!

A reação  dos bravos machos ao terrível cheiro, observe suas expressões.

Observe, eles não sabem o que é pior, respirar pela boca ou pelo nariz, de tanto nojo, hahaha.

Este local é de um vazamento da tubulação e adivinhe para onde vai.

Já ouviu o termo a vaca foi para o bejo? Então, nesse caso a merda foi para o brejo onde as vacas pastam. Agora imagine os ovos de helmintos e todos os outros contaminantes de clínicas, funerárias e todos os produtos químicos da cidade jogados no esgoto e as vacas bebendo desta água, comendo o pasto que é aguado com cocô líquido, imagine o leite e o iogurte, o queijo destas vacas.

Os vazamentos e as vacas no brejo de cocô, ao fundo, no lado direito da foto.

Agora veja para onde vai seu cocô liquefeito, que você paga o valor correspondente 80% da sua fatura para ser tratado, isto no Paraná. Seu dinheiro está indo à merda, desculpe a piada, foi inevitável.

Você pensa que seu esgoto está sendo tratado, porque afinal, você paga na sua fatura um valor absurdo – os 80% – para tratar, mas todos nós estamos sendo enganados, roubados, porque eles contam com nosso nojo de ir ao local de tratamento e assim, continua a farsa.

Ainda bem que foto não tem cheiro, eca.

Opa, você está vendo alguma mata ciliar? Nem nós.

Esta merda toda está matando o Córrego Mandacaru, que se junta ao Córrego Maringá e que alguns quilômetros após este local desagua no Rio Pirapó que mais adiante deságua no Rio Paraná e finalmente no mar.

Nestas duas fotos a seguir, à direita você pode ver o rio que preservamos tanto, que já plantamos a mata ciliar em vários locais, sendo contaminado pela SANEPAR no canto esquerdo.

Nesta foto, você pode ver a junção do Córrego Maringá – à esquerda, ainda não embosteado – e à direita o encontro com o córrego Mandacaru, totalmente preto de merda.

Nesta foto abaixo, veja o Córrego Mandacaru – preto de merda – e à frente o Córrego Maringá, ainda não contaminado.

Estes dois rios são a cópia do Negro e Solimões, só que o negro no caso daqui é de bosta e todo o tipo de produtos químicos que você possa imaginar ou pior, nem saber.

Veja como está tudo desbarrancando, como a SANEPAR não se digna a plantar uma simples árvore na mata ciliar, que tipo de responsabilidade ambiental eles tem? Aparentemente, só no papel, para inglês ver.

E esta espuminha básica? O que será? Já sei, nossos conspiradores de plantão dizem que eles acrescentam a espuma para ficar branco e esconder como é a verdadeira cor da água, hahaha.

Repetimos, você não acha que a SANEPAR deveria ao menos se envergonhar desta merda toda e plantar ao menos a mata ciliar? Pense pelo lado bom, pelo menos ninguém mais conseguiria chegar às margens dos rios e não veria a caca que estão os rios, caca esta despejada por eles. Nóis si indigna mais si divertimu.

Sei que causa estranheza ver nossos voluntários de cara fechada, porque normalmente estão sorrindo, se divertindo nas nossas atividades, mas desta vez não deu, a tristeza e a indignação suplantou qualquer outro sentimento.

Só restou ir embora, mas se você ainda lembra do nosso lema, nós detectamos um problema, encontramos uma solução e a aplicamos, ou, fazemos esta solução ser aplicada. Então, não pense que este post foi uma reclamação, porque não somos de reclamar, nós existimos para resolver os problemas, com a ajuda sempre do primeiro e do segundo setor.

Agora, por favor, assista este pequeno filme sobre o despejo do esgoto matando nossos rios, matando toda a vida existente nesses rios e é claro, como moramos todos no mesmo planeta, matando a vida humana.

Quem tem alguma situação diferente do que acontece aqui, por favor, repetimos, nos relate, para que tenhamos um parâmetro para cobrar a SANEPAR, para que eles copiem aqui na nossa casa.

Ministério Público de Apucarana recebe carta de Padres que são contrários ao Cemitério Portal do Céu da família Bertoli

 

halgatewood

Apucarana Notícias de 27 de novembro de 2008

A igreja de Apucarana com representação de seu padres enviou hoje para a Imprensa e para o Ministério Público uma carta de repúdio a Inauguração do Cemitério Portal do Céu de Apucarana, que será inaugurado nos próximos dias na região do Rio Pirapó o qual abastece Apucarana e Maringá.

O Cemitério é um investimento da família Bertoli, a mesma do presidente da Câmara Municipal de Apucarana, Mauro Bertoli do PTB. Segundo a Igreja a liberação dada pelo IAP é inadmissível.

Os párocos querem que o promotor Eduardo Cabrini do Meio Ambiente de Apucarana solicite uma nova perícia no local. Na carta os padres questionam ainda a atitude do IAP que não submeteu a consulta popular o pedido de liberação para se construir o cemitério, como prevê os termos da Resolução do CONAMA nº 001, de 23 de janeiro de 1986.

A carta foi divulgada para a Imprensa de Apucarana:

À Promotoria do Meio Ambiente
V. Exª Eduardo Cabrini

Vivemos atualmente com uma crescente preocupação ambiental e, quando falamos em poluição, lembramo- nos de quase todas as suas formas, contudo, pouco ou nunca se ouve falar a respeito dos cemitérios. Estes devem ser comparados aos aterros sanitários para lixos domésticos, uma vez que as matérias enterradas são orgânicas, entretanto, existe um agravante: é um aterro sanitário com muito “lixo hospitalar” incluso, posto que a maioria das matérias orgânicas enterradas carrega bactérias e vírus de todas as espécies. Devemos considerar, ainda, que metais pesados, advindos de próteses, materiais das urnas, etc. contribuem para a ação poluidora, e os ácidos orgânicos gerados na decomposição cadavérica irão reagir com esses metais.

Uma das maiores preocupações dos ambientalistas é sobre o Necrochorume – líquido que é liberado pelo corpo em decomposição. Apenas para ilustrar: um corpo em decomposição pode liberar cerca de 30 litros de necrochorume – composto basicamente de água, sais minerais e substâncias orgânicas biodegradáveis, como a putrescina – em um período de seis meses. Infelizmente, na maioria dos cemitérios brasileiros, a disposição desses resíduos sólidos é inadequada, ficando em depósitos a céu aberto, o que nos leva a crer que, além dos populares lixões, temos outro problema a ser encarado.

Os cemitérios podem ser fonte geradora de impactos ambientais. A localização e operação inadequadas de necrópoles em meios urbanos podem provocar a contaminação de mananciais hídricos por microorganismos que proliferam no processo de decomposição dos corpos. Se o aquífero freático for contaminado
na área interna do cemitério, essa contaminação poderá fluir para regiões próximas, aumentando o risco de saúde nas pessoas que venham a utilizar dessa água.

Foi considerando a potencial e efetiva degradação ambiental provocada pela instalação e manutenção de cemitérios, que os PADRES DA CIDADE DE APUCARANA, com a reta responsabilidade que se deve, manifestaram e manifestam sua preocupação com a instalação do CEMITÉRIO PARQUE PORTAL DO CÉU na cidade de Apucarana. A preocupação é respaldada na idéia de que não se devem correr riscos nas questões ambientais, ainda mais quando estas terão consequências imediatas sobre a vida da população. No caso aqui, o risco está na localidade do cemitério, vizinho a nascentes de água e a um Rio, que serve como captação de água para o abastecimento da população de Apucarana e Maringá. Também chama atenção o fato de que a decisão sobre a construção do cemitério em momento algum foi submetido à consulta popular, como prevê a Lei. “O Estudo Prévio do Impacto Ambiental será submetido à consulta popular, mediante audiências públicas, promovidas pelo Instituto Ambiental do Paraná, nos termos da Resolução do CONAMA nº 001, de 23 de janeiro de 1986. “A falta de cumprimento deste dispositivo da lei só reforça a preocupação, o que nos leva a pedir à Promotoria do Meio Ambiente uma nova análise técnica e jurídica do processo sobre a instalação do CEMITÉRIO PARQUE PORTAL DO CÉU em nossa cidade.

Vejamos, quem foi comprado nessa negociata e por quanto. Vamos ver quem e quais são os ingredientes da pizza.
Devemos por o prefeito na história? Sim, é claro, naturamente, sem ele assinar um documento nada aconteceria – a desculpa dele naturalmente será, uai, assinei sem ver, ou então, parafraseando o Bart Simpson, nao fui eu, já estava assim quando cheguei.
E os vereadores daquela cidade? SIM, SIM e SIM, porque todo vereador, via de regra é corrupto, são uns incompetentes na vida pessoal que querem ser eleitos para não ter que trabalhar pelo resto da vida, vide Maringá, que tem vereadores que já estão no poder – e só usam este poder em benefício próprio e para beneficiar os seus amigos e os amigos do rei, a população que se exploda - há 4 ou 5 mandatos, qual leitãozinho engordando com a grana pública, recebendo propina de todos os lados para aprovar projetos – como este do cemitério - que beneficiam o segundo setor – claro, desde que paguem muito bem.
E quanto ao IAP? Sabe, gostaríamos de dizer que eles não são o orégano da pizza, porque sabemos que o trabalho que eles fazem é de extrema importância para o estado mas, depois dessa … estamos esperando para ver a desculpa que irão inventar para poder liberar um empreendimento destes com um potencial poluidor que irá afetar centenas de milhares de habitantes do estado. Salta uma pizza de tomate longa vida com muzzarela! Mas o tomate é transgênico e a muzzarela feita de leite de vaca que tomou água do pirapó, portanto, muzzarela radioativa e daqui a pouco, morta-viva!
Vamos do início.

Quando a FUNVERDE cobra da SANEPAR que eles plantem a mata ciliar – de todos os rios que captam agua – no caso de Maringá, desde a nascente do Rio Pirapó, que abastece a água que a população toma eles dizem na cara dura que não cobram pela água que entregam, cobram pela prestação de serviço, mesmo se a água estiver com metais pesados eles só dão um efeito cosmético, tirando o barro da água, ela fica transparente, à custa de muita química pesada, que causa cálculos renais nos paranaenses – somos campeões brasileiros de calculo renal -, mas a água continua com todo o material contaminante dentro, afinal vale o ditado, o que os olhos não vêem …

Quando a FUNVERDE cobra da SANEPAR o cronograma de construção dos ETEs – estação de tratamento de esgoto – das duas outras estações de tratamento de esgoto da cidade – e cobra já há dois anos – eles desconversam e enrolam, dizem que depende de um monte de fatores, dinheiro principalmente, aquele blablabla de sempre e fica nisso. Oras, para onde está indo a montanha de dinheiro que pagamos todos os meses na conta de água? A SANEPAR simplesmente liquidifica a bosta e solta no rio sem tratamento nenhum, é por esse tipo de tratamento que estamos pagando horrores.

Veja este link da visita a um ETE mal cheiroso em 11 de novembro de 2006.

Veja também este link da visita a um ETE menos mal cheiroso em 25 de novembro de 2006.

Aqui em Maringá, eles tem três estações de tratamento e como eles mesmo chamam, um ETE bom e dois ETEs ruins e mesmo a que eles se referem como melhor é uma bosta – literalmente.

Depois, desconfiamos que eles ainda estejam vendendo a merda em pó como adubo, porque eles tem que se livrar do que eles chamam de lodo de alguma maneira e estão vendendo, distribuindo, sorteando, bingando nas cidades do estado, um produto contaminado inclusive com ovos de helmintos, que ficam mais de 15 anos no solo, infectando pessoas. Eles não tem a vontade de tratar este lodo porque ficaria muito caro, então entregam ou vendem o lodo – bosta seca contaminada – para plantio de alimentos. E não adianta dizer que vendem a bosta solida – alguém ainda se lembra da frase o suprasumo da bosta em pó? Hahaha – para ser pulverizada em locais em que não se planta alimento que irá ter contato direto com a bosta em pó porque daqui a 15 anos o terreno pode ser vendido para alguém que plante batata ou qualquer outro alimento que será contaminado com essa merda e dai a caca já estára feita e ninguém irá assumir a responsabilidade, como sempre neste país.

Num dos próximos posts colocaremos como é feita a preservação da água em New York, onde os habitantes bebem água de torneira e que não necessita de tratamento, porque a companhia de água de lá cuida da água desde a nascente, a 200 quilômetros da cidade, trazendo assim, uma água límpida, que provoca orgulho em seus consumidores.

O Rio Pirapó nasce em Apucarana, no meio da cidade e sem proteção nenhuma. A nascente fica embaixo de uma casa de madeira e a água é cristalina, com muitos peixinhos, mas o prefeito de lá ainda não protege o local, mesmo sabendo se tratar de uma importante nascente, coisa de político safado.

Se a água que tomássemos fosse de lá, não necessitaria de tratamento, porque é extremamente limpa.

Mas daí começa a caca, pois tem um lixão desativado que funcionou por umas duas décadas mas não foi removido o lixo de lá e o chorume escorre diretamente para o rio, levando metais pesados, contaminantes e sabeseládeus o que mais. Em dias de chuva é um deus nos acuda. Mas a SANEPAR fecha os olhos para este problema e por lá, devem dizer ah, deixa para lá, quando captarmos a água em Maringá, jogamos um monte de produtos químicos para deixar a água transparente e os trouxas dos consumidores jamais saberão o que estão tomando, huahuahua – risada de mafioso – mas continuemos com a tragédia que vocês já devem imaginar.

Daí há alguns quilômetros da nascente existe uma fábrica de defensivos químicos – veneno – de nome nortealguma coisa – não, não estamos colocando este nome pela metade por medo de processo, é que realmente não lembramos o nome completo da fábrica – que despeja seus resíduos no rio – oba, daqui a pouco começaremos a brilhar no escuro, economia de eletricidade, vejam pelo lado bom - mas a SANEPAR continua achando que está tudo normal, tudo bem, tudo zen.

Isso sem contar zero porcento de mata ciliar desde a nascimento do Rio Pirapó, num estado de intensa atividade agrícola, em que o agricultor só não planta dentro do rio porque a enxurrada leva a safra. Então, o que tem de veneno das lavouras, terra fértil, lixo, indo para dentro do rio, não dá nem para mensurar, a água chega na estação de tratamento barrenta, um nojo, tudo porque a SANEPAR não acha que tem responsabilidade de cuidar desta água desde a nascente. Eles não estão cuidando do que dá dinheiro para eles, acham que jogando produtos químicos fortíssimos na água estão fazendo o papel deles, isto é, ganhar muuuito dinheiro do povo palhaço, pateta, que paga mês a mês para consumir esta água nojenta.

Agora a cereja do bolo – ou morango, para os que não gostam de cereja – vão construir um cemitério na beira do rio, daí podemos acrescentar mais uma palavra ao nosso dicionário, pois além de bebermos o chorume do lixão desativado – e que já deveria ter sido removido de lá há mais de uma década – de Apucarana vamos tomar água de NECROCHORUME – puxa vida, este editor não tem cor fluorescente para destacar a palavra, tinha que ser fluorescente e ainda piscar – e daqui a pouco nos transformaremos em seres brilhantes com vários olhos – os peixes da lagoa da usina nuclear de Springfield, dos simpsons – ou ainda em mortos-vivos, por consumir necrochorume – eita palavra engraçada.

É isso, matamos a charada, se nos transformarmos em zumbis, os políticos terão os eleitores ideais, que não questionam suas negociatas, suas roubalheiras, pronto, depois do lula dar o bolsa escola, telefone social – nominho chique -, luz fraterna, água solidária, vale gás, vale leite, vale pinga, só não vale ter vergonha na cara, para criar eleitores perpétuos – e gente parindo adoidado para ter todos esses benefícios que a classe média paga com muito suor – agora vão criar em Maringá os eleitores zumbis, parabéns aos políticos, encontraram a solução ideal para não ter oposição.

Foto do Maringaense daqui a algum tempo …

kkdraga

Momento político – o João Ivo é um grande mentiroso, ou … não volte não jão

Pedimos desculpas aos nossos leitores pelo mundo, afinal faz muito tempo que somos mais lidos mundo afora do que por leitores maringaenses, mas hoje precisamos falar um pouco de Maringá, nosso quintal, afinal, não adianta limpar o mundo se o seu quintal está sujo.

Se tem uma coisa que nos deixa indignados é político mentiroso. Sabemos que nós brasileiros temos memória curta, mas em tão pouco tempo, o político não pode falar tanta besteira junta.

Desde que lemos a entrevista dos candidatos a prefeito no O diário do Norte do Paraná de 30 de agosto de 2008 sobre as propostas dos prefeitáveis estávamos sem tempo para dizer algumas coisinhas a respeito da matéria, mas agora fizemos dar tempo.

Vamos iniciar com o ex alcaide da cidade, que foi o que falou mais asneiras e que não tinha amor nenhum pelo verde de nossa cidade.

O prefeito faz parte do meio ambiente

[...] João Ivo Caleffi promete um plano de manejo para o Parque do Ingá, para combater a erosão. Vai cuidar das árvores, com podas criteriosas. E acena com “políticas vigoras” em relação à poluição do ar, das águas e do solo. [...]

Então, né … ele não fez absolutamente nada pelo Parque do Ingá ou por nenhuma outra área de proteção ambiental na última gestão que era o prefeito, aliás, só deixou a erosão tomar conta do parque do ingá, do bosque II, do horto florestal … porque acreditaríamos que nesta gestão, se for eleito – credo, esperamos que não. batamos na madeira - irá fazer alguma coisa? Não, não acreditamos mais em contos de fadas, somos adultos.

Entre o cedro e a canafístula

As árvores não são meros adereços paisagísticos da cidade como faz crer a vã filosofia de alguns desavisados gestores públicos. Elas não podem ser erradicadas e sim substituídas, quando estiverem comprovadamente doentes e ameaçando cair.

As podas têm que ser criteriosas e a motosserra não deve servir de alívio a placas comerciais pelos galhos encobertos.

É chover no molhado falar da importância das árvores para a qualidade do ar de uma cidade. Mas em Maringá, chover no molhado é preciso. Ainda mais quando a gente se depara com dramas de famílias que aguardam há mais de dois anos pela substituição de uma árvore que ameaça cair sobre sua casa ou quando, na contramão do bom senso, percebe-se a rapidez com que são retiradas árvores que encobrem placas de propaganda, principalmente defronte a grandes redes de farmácia.

A defesa do meio ambiente é bandeira de todos os candidatos, inclusive de quem faz da proteção das árvores apenas figura de retórica. Antes de entrar nas propostas sobre meio ambiente que trago para o debate nesta campanha, quero me reportar a um exemplo claro do apreço que tenho pelas árvores da nossa cidade.

Falo do cedro quase centenário da Avenida Gurucaia, duplicada na minha gestão em parceria com o Cesumar.

A árvore nativa era, do ponto de vista técnico, um empecilho para a execução daquele projeto. Depois de muita discussão com ambientalistas, decidimos mudar o traçado de uma das vias e preservar o cedro, que está lá como testemunha viva de uma administração municipal que respeitou o meio ambiente.

Como assim? O cara está louco? Surtou de vez? Cara mentiroso compulsivo!

Não houve discussão nenhuma, houve sim uma guerra dos ambientalistas contra a prefeitura, onde ELE era o prefeito municipal.

Inúmeras vezes tivemos que ligar para a maior autoridade ambiental da cidade à noite, de madrugada até, aos finais de semana, porque nossos informantes de dentro da prefeitura diziam que estavam com o trator ou motosserra ou machado para cortar a árvore e a autoridade ambiental – bendito seja este homem, que a mãe terra lhe proporcione muitos e muitos anos de vida e saúde para continuar lutando contra os bandidos da cidade – ligava para o secretário de meio ambiente da época – que de meio ambiente nunca entendeu nadica de nada e nunca entenderá, não tem competência para tanto -, ligava para o diabo a quatro para impedir a retirada do cedro.

A guerra foi tão violenta que o prefeito tinha um CC japonês que disse que desejava que nossos filhos fossem os primeiros a morrer em algum acidente por causa do desvio para preservar o cedro, isso é que é gente com maldade no coração, ainda bem que a mãe terra nos protege quando fazemos seu trabalho, louvada seja Mãe Gaia.

Sabemos que, como nós, outras pessoas lutaram para este cedro estar lá até hoje e por muitas décadas ainda e somente a união destas pessoas e do poder da nossa autoridade máxima do meio ambiente fez este cedro estar lá e NÃO a vontade do ex alcaide.

Algumas pessoas que nos ajudaram muito são da UEM, as professoras Marta, Conceição e a Sueli, mulheres e guerreiras a serviço do planeta.

Porque, por ele, o ex prefeito, o cedro já teria virado banco, tábua de parede ou chão casa, cerca, armário ou sei lá mais o que.

Então candidato, não venha mentir, por favor, porque o eleitor maringaense tem memória e por isso, você, se depender de seus planos furados para o ambiente, jamais será reeleito e se as pessoas se esqueceram do que houve com o cedro, nós estamos aqui para lembrá-las e para mostrar a foto desta majestosa árvore que enfeita a Avenida Gurucaia, mas jamais e nunca graças a você, que desejou ardentemente matar esta árvore mas não conseguiu.

O mesmo não se pode dizer das araucárias e da canafístula centenária cortadas à força em novembro último na residência da família do primeiro prefeito de Maringá, o saudoso Inocente Vilanova (os vídeos estão no You Tube).

Isto também foi errado, nunca, jamais, deveriam ter cortado estas árvores, mas se formos comparar crime por crime, de quem foi o maior crime? Do candidato que não irá ganhar, é claro, do ex alcaide,

Mas espere, ainda temos muito mais a contar.

Preservar o verde de Maringá é prioridade do governo João Ivo-Akemi.

O Parque do Ingá terá um plano de manejo de verdade, com prioridade no combate à erosão, o mesmo ocorrendo no Bosque II. Já o Horto Florestal que pertence à Companhia Melhoramentos, negociaremos para transformar seus 17 alqueires num grande jardim botânico.

Hmmm, já ouvi esta história antes, da boca do primeiro secretário de meio ambiente deste candidato e nunca passou de blábláblá.

Espere, o segundo secretário de meio ambiente dele também vinha com essa lengalenga e nada, nada, nada … nada de resolver os problemas ambientais da cidade.

Claro, falar é fácil, convence os tolos que acreditam em promessas vazias. Agora, fazer, isso sim é difícil, necessita de gente competente, com ideais, com vontade e iniciativa. Mas ainda bem que nesta administração existe quem fala e faz.

Temos que cuidar também da cobertura florestal das nossas ruas, praças e avenidas , com programas sérios de substituição das árvores doentes. Vamos desenvolver projetos de recuperação dos fundos de vale, com replantio de espécies nativas e monitoramento permanente das margens dos mananciais, para evitar construções irregulares.

Quantas árvores este candidato plantou em fundos de vale em sua administração? Nos mostre porque queremos ver quantos ribeirões, córregos, nascentes ele recuperou.

O que havia sim era que éramos acusados de invadir terras públicas ao plantarmos árvores no PROJETO MATA CILIAR FUNVERDE.

O segundo secretariozinho de meio ambiente nos chamava em sua salinha aos berros, para todos os subordinadinhos dele ouvirem do lado de fora da salinha – povinho gosta de fazer barraquinho – porque não queria que recuperássemos as matas ciliares. Será que era porque ao fazermos mostrávamos que eles não faziam? Óbvio que sim. Para exemplificar, em uma das vezes que fomos convocados à salinha do secretário incompetentezinho, fomos xingados um monte porque em universo de mais de 1.000 árvores que plantamos em um final de semana, o araponga, olheiro – chame do que quiser - deles viu 6 aroeiras pimenta ao invés de aroeira salsa – erro do viveiro, fazer o que, depois trocamos as árvores – e nos ameaçou de processo, dizendo que estávamos plantando exóticas em mata ciliar.

Fala a verdade, quanto tempo sobrando tinha o cara para ir ver o que estávamos plantando, ir andando de linha em linha de plantio para querer nos destruir. Gente má, inimigos do planeta e da humanidade. Se fossem homens de bem iriam fazer os buracos para que tivéssemos menos trabalho ao recompor a mata ciliar dos rios da cidade, um trabalho que sempre fizemos voluntariamente, porque na época do ex prefeito tínhamos que fazer os buracos com cavadeiras, enxadas e enxadões.

Ah, as pouquíssimas árvores que fingiam plantar eram de um tamanho ridículo, coisa de quem finge fazer, mas não faz de verdade, só faz para tirar foto na hora do plantio, porque depois da foto mais de 90% destes projetos de árvores morrem. Por isso a FUNVERDE planta árvores de no mínimo 1,5 metro em seu projeto mata ciliar, para ter certeza de que elas irão sobreviver aos maus tratos dos homens e da natureza.

E tem mais, graças ao nosso atual prefeito, nós plantamos milhares e milhares de ávores no PROJETO MATA CILIAR FUNVERDE, porque quando o atual prefeito entrou na prefeitura o procuramos para fazer uma parceria na recuperação de nossos rios, uma parceria que dura até hoje e sabemos que durará até o final do segundo mandato deste prefeito que certamente será reeleito ainda no primeiro turno.

Na época em que o secretário era o Croce, um parceirão, e o Toninho da agricultura que continua até hoje nos ajudando quando pedimos os buracos para o replantio de mata ciliar. Não podemos nos esquecer do Pinheiro que sempre nos ajuda quando alguém solta animais dentro do plantio e do Eduardo Ecker que sempre nos deu ajuda técnica, sempre muito inspirado e conhecedor de árvores.

Então, a parceria envolve o primeiro, o segundo e o terceiro setor.

Elegemos um rio a ser revegetado – sempre terra pública ou de pessoas carentes – a prefeitura faz a roçada inicial e os buracos, nós plantamos – sempre árvores nativas de uma lista de 300 espécies, 25% de frutíferas nativas – e a Viapar – Rodovias Integradas do Paraná, dá manutenção no plantio – roçadas periódicas – até que a copa das árvores se feche.

Então, se o prefeito anterior nunca nos deu apoio na recuperação dos rios da cidade em que ele governava e o atual prefeito sempre nos apoiou, quem vocês acham que queremos que seja reeleito?

Continuando … alguém se lembra das quase 150 árvores que este ex que quer ser novamente alcaide mandou derrubar na Avenida Tamandaré, a qual ele transformou avenida em rua, beneficiando os poderosos que ganharam um pedaço terreno a mais? Sim, porque o que aconteceu com os metros de avenida? Não foram desintegrados, foram anexados aos terrenos em frente e quem ganhou com isso? Porque a coletividade só perdeu, assim como as árvores, que foram abatidas, sacrificadas por esse sujeito que agora se diz amante das árvores, pois sim …

Flávio Cruvinel Brandão

Altagracia Aristy

Essas árvores acima não são os flamboyants da ex Avenida Tamandaré, mas ilustramos para você poder pensar como o ex alcaide se preocupava com as árvores de Maringá.

Quer mais histórias deste que se diz o herói da natureza?

Temos mais sim, não pense que acabou.

Alguém se lembra da quase centena de canafístulas que este ex governante da nossa querida cidade – e com a benção da Mãe Terra nunca mais será eleito prefeito - mandou derrubar também em seu desastrado mandato? Porque nós lembramos, lembramos e ajudamos a replantar tudo com a ajuda dos empresários verdes de Maringá e do IA. Veja a data destas fotos abaixo.

Quando o IA ia ser aberto eles queriam plantar florzinha na tiradentes para a inauguração e sugerimos que replantassem as canafistulas que o ex incompetente mandou cortar, afinal o nome do era IA e não IF – instituto da florzinha – e nos comprometemos a conseguir 100 ipês roxos para isso, árvores de 2 a 3 metros. Com a bondade de nossos cidadãos e empresários conseguimos comprar 126 árvores que foram plantadas pelo IA na rua do teatro Calil Haddad e as que sobraram foram plantadas na praça da catedral.

Nosso programa de governo prevê também atenção especial à coleta seletiva de lixo, projeto de um novo aterro sanitário e, em parceria com as empresas do setor, discutir uma saída adequada para a destinação dos entulhos gerados pela construção civil. Além disso, temos que ter políticas vigorosas de controle da poluição do ar, das águas e do solo, sempre em parceria com o IAP, Polícia Florestal e Ministério Público.
  
Ai, ai, ai, se ainda fôssemos crianças e acreditássemos em fadas … estge Jõao, teve sua chance e não fez nada, quem transformou o lixão em aterro não foi o ex, foi o atual prefeito. Quem transformou em crime jogar entulhos em fundos de vale também não foi ele, foi o atual prefeito. Quem fez a primeira lei do plástico ambientalmente correto no Brasil para livrar o país da plástificação, gerando assim uma enxurrada de leis em estados e cidades para desplastificar nossa pátria com seu exemplo, não foi de jeito nenhum o ex, foi o atual prefeito.

Ele fala como se fosse o salvador da cidade se for eleito, se esquecendo que ele já se sentou naquela cadeira e não fez nada de bom para a natureza.

Então, por essas e outras besteiras ambientais do ex prefeito, vamos usar a frase que passa incessantemente e irritantemente na TV, na campanha política, na versão livre, é claro.

João, NÃO VOLTA NÃO!

Ou,

NÃO VOLTA NÃO, João!

Em outros posts comentaremos as besteiras desta mesma entrevista dos outros que querem eleitos prefeito, mas não serão.

 

 

 

Londrinos partem para a Grécia com carros movidos a óleo de cozinha

Taras Kalapun

BBC Brasil de 16 de agosto de 2008

Dez equipes irão fazer o trajeto de 3 mil quilômetros em duas semanas.

Um grupo de aventureiros parte Londres neste sábado para uma viagem a até a Grécia usando como combustível apenas óleo de cozinha usado em restaurantes e lanchonetes que encontrarem no trajeto.

O projeto Grease to Greece (Gordura para a Grécia, em tradução livre) faz parte de outro maior, o FatFinding (ou Caçadores de Gordura) e conta com 10 grupos de motoristas.

As equipes sairão do centro de Londres e seguirão até a Atenas em um percurso de 3 mil quilômetros a ser realizado durante duas semanas.

O idealizador do projeto, Andy Pag, já viajou de Londres a Timbuktu em um automóvel movido a base de chocolate e afirma que o objetivo é identificar se o uso de óleo vegetal reciclado é viável para ser utilizado como combustível em longa distância.

“A intenção é verificar se o uso do óleo é possível e praticável em viagens longas e rir um pouco no caminho”, afirmou Pag.

A chegada em Atenas está prevista para o dia 27 de agosto. O time que chegar primeiro a capital irá receber um troféu das mãos do embaixador britânico na Grécia.

Combustível

Pag explica que as equipes poderão, em emergências, recorrer ao biocombustível e comprar óleo de cozinha em supermercados, caso seja necessário. No entanto, o principal combustível da viagem deverá ser óleo reciclado de restaurantes e lanchonetes encontrados no trajeto.

Segundo Pag, o principal desafio será convencer os donos dos estabelecimentos a doarem a gordura usada, já que em alguns países, há um controle duro com relação aos resíduos comerciais.

“Será difícil explicar para um dono de uma lanchonete na Croácia que queremos a gordura do estabelecimento dele”, brinca um dos organizadores.

“Estamos nas mãos dos donos de lanchonetes na Europa”, disse.

De acordo com Pag, não é necessário converter os motores a diesel para usar biocombustíveis. Segundo ele, a maioria dos motores comportam a mistura de óleo vegetal com combustível comum.

“As equipes não precisam converter seus motores, mas se fizerem, será mais fácil evitar o uso de combustíveis fósseis completamente durante a viagem”, concluiu Pag.

Enquanto isso, no país da novela, do samba, do futebol e do Lula, todo mundo continua jogando óleo de cozinha usado na pia, contaminando milhões de litros de água por dia.

Se o seu copo d'água falasse

Oceano Mare

Imagine só: a água que você bebe hoje é a mesma que os dinossauros bebiam 65 milhões de anos atrás. Que é a mesma que bebiam os animais que vieram antes dos dinossauros. Que é mesma na qual nadam hoje as baleias-azuis e na qual Colombo navegou para descobrir a América.

O planeta Terra – que, na verdade, deveria ser chamado Água – tem uma quantidade fixa de água desde a sua formação. A maior parte (97,5%) está nos oceanos: algo em torno de 1,3 bilhão de quilômetros cúbicos de água. O que resta está congelado nas calotas polares, dissolvido na atmosfera como vapor, escondido debaixo da terra ou passeando entre rios e lagos na superfície.

No fim das contas, acredite se quiser, apenas 1% da água do planeta está disponível de fato para o consumo humano. Por isso é bom cuidarmos dela bem direitinho. E vou te contar uma coisa: essa água toda é antiga, muito antiga. Já rodou o mundo, e pode ter passado por lugares que você nem imagina (mas vai imaginar agora, se eu tiver um mínimo de competência para escrever esse artigo).

Praticamente toda a água que você vê por aí foi formada mais ou menos 4 bilhões de anos atrás, quando a Terra era ainda pouco mais do que um bebê chorão. Sem me aprofundar muito na geologia e na astronomia, nosso querido planeta rochoso foi formado uns 4,5 bilhões de anos atrás, a partir de um aglomerado de pedaços de pedra e gelo que estavam circulando em torno do Sol. A bola foi crescendo, crescendo, até que virou planeta.

No meio dessa maçaroca toda, já estava a água. Só que congelada. Com o tempo, por meio de uma série de processos geológicos, essa água foi expelida por vulcões do interior da Terra para a atmosfera, na forma de vapor. Com mais um pouco de tempo, e mais alguns truques de química e física atmosférica, o vapor virou chuva, e o que era terra virou mar.

Hoje temos um ciclo hidrológico fechado: a água do mar evapora, vira chuva no continente, escorre de volta para o mar e vira chuva de novo (de uma forma bem simplificada, é claro). Mas é tudo a mesma água de 4 bilhões de anos atrás! Não existe “nova água” sendo produzida, a não por uma pitada aqui ou ali que continua a sair bela boca dos vulcões.

Por isso, a mesma molécula de água que você bebe hoje pode já ter passado pelo estômago de um dinossauro. Pode já ter estado dentro da célula de uma minhoca, ou mesmo de algum antepassado seu. Pode já ter sido chuva no Saara. Pode já ter sido bebida de homens pré-históricos ou água benta na mãos do papa. Certamente, ao longo de bilhões de anos, já correu pelas profundezas do oceano e voltou mais de uma vez.

Na semana passada, celebrou-se o Dia Mundial da Água. O grande problema de escassez que enfrentamos hoje não decorre da falta de água, propriamente dita, mas do mau uso que fazemos dela. Quando um lençol freático seca, a água que estava ali não deixou de existir, ela foi consumida, poluída e jogada em algum outro lugar que não nos serve mais. O Rio Tietê continua cheio de água, e até transborda quando chove, mas quem é que vai querer beber?

Mesmo essa água imunda do Tietê vai acabar no mar, que, com o tempo, vai limpá-la e mandá-la de voltar para nós na forma de chuva. Quem sabe fazemos um melhor uso dela da próxima vez?
“A natureza manda água limpa para nós todos os dias, em quantidades bastante generosas. Nós é que não sabemos usá-la”, diz o professor Eneas Salati, da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável

Pense nisso a próxima vez que beber um copo d’água.

É fantástico, sacolas biodegradáveis e oxi-biodegradáveis em debate

Clique na imagem para assistir a reportagem de domingo 16 de março de 2008, comentando sobre os males do plástico e as possíveis soluções.

Para quem não puder assistir, leia o conteúdo da matéria abaixo.

Programa Fantástico de 16 de março de 2008

Entre na campanha pelo fim do saco plástico

Você já reparou com quantas sacolas plásticas a gente volta pra casa depois uma ida ao supermercado, à padaria, ao shopping? Elas são um problema ambiental muito sério.  

Gente fazendo compras com sacola de pano ainda existe. Em Joinville, as padarias dão desconto para quem dispensa sacola de plástico. Vale para o pão e para o leite também.

A idéia de baixar o consumo de sacos plásticos surgiu em uma escola. Foi sugestão das crianças preocupadas com o meio ambiente e assustadas com o que viram numa visita ao aterro sanitário da cidade.

“Aquele cheiro ruim, aquele monte de sacola de plástico. Tem muita, mas muita sacola de plástico”, diz Letícia de Souza, de 10 anos.

É muita sacola mesmo. Em um mês, nós, brasileiros, usamos um bilhão de sacos plásticos. E um bilhão por mês significa que, do começo desta reportagem até agora, foram consumidos mais de 23 mil saquinhos só no Brasil. E o pior: o Brasil parece assistir passivo ao desastre, enquanto países já reagem.

O governo chinês quer mudar a imagem de um dos países mais poluidores do mundo. O primeiro vilão a ser derrotado já foi escolhido: os sacos plásticos.

A partir de 1º de junho, lojas e supermercados não poderão mais oferecer sacos plásticos gratuitamente. E fica proibido também fabricar, vender e usar sacolas plásticas muito finas, aquelas que de tão fininhas não podem ser recicladas. A decisão radical surpreendeu. Mas a China está apenas seguindo uma tendência internacional.

Em 2002, a Irlanda passou a taxar as sacolas plásticas. Em um ano, o uso caiu mais de 90%. Na Alemanha e na França, só recebe sacola plástica na loja quem paga por ela. Na África, Ruanda, Quênia, Tanzânia e África do Sul, proibiram o uso de sacolinhas plásticas.

Enquanto isso, no Brasil…

“Você vai na loja de vídeo, eles colocam dentro do saco plástico. O saco do supermercado não é lá grandes coisas. E eles colocam dois sacos de supermercado”, indaga a atriz Gláucia Rodrigues.

O Fantástico propôs uma tarefa para Dona Gláucia, Seu Luiz e os três filhos: guardar, durante uma semana, todo saco plástico que recebessem na rua. “Agora, para onde vai isso?”, pergunta Dona Gláucia.

Aí é que está problema! Só 20% dos plásticos são reciclados no Brasil. O resto? Bom, o resto está aí, poluindo os mares e matando peixes, boiando nos rios e entupindo bueiros. Acredita-se que o plástico leve até dois séculos ou mais para se decompor.

“O lixo que a gente produz fica aqui. Não evapora, não vai para Marte, não vai para a Lua. Fica aqui. E se não é degradável, é uma tragédia”, comenta Gláucia.

Plástico biodegradável? O que é isso?

“É um produto que se degrada por ação de microorganismos vivos e, portanto, ele deixa de existir para se transformar em moléculas menores que não prejudicam o meio ambiente”, explica a pesquisadora Maria Filomena Rodrigues, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo.

No Brasil, já existe tecnologia para a fabricação de plástico biodegradável. Existe até uma usina fabricando matéria-prima, no município de Serrana, pertinho de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Lá, a cana vira açúcar, e o açúcar vira plástico biodegradável.

“Se for colocado no lixo, em até 180 dias ele desaparece totalmente, se transformando em gás carbônico e água”, garante o fabricante de plástico biodegradável, Sylvio Ortega.

Mas, por enquanto, tudo o que a usina produz vai para o exterior. No Brasil, ainda usamos o velho plástico, aquele feito a partir do petróleo, que leva séculos para se degradar.

Chocante a cara de pau das petroquímicas, que agora vem com esta história de plástico biodegradável.

Como pode, num século em que irão acontecer guerras por falta de comida e água – os chineses -, utilizar solo fértil, cada vez mais raro, que deve ser reservado para alimentar a população mundial para plantar cana, usar água para irrigar, colher a cana, fazer açúcar e … pasmem … fazer plástico desse açúcar.

Pelamordamãeterra, plantar sacola plástica deve ser considerado crime contra a humanidade, contra os seres do amanhã, que irão necessitar dessa água e dessa terra que está sendo utilizada irresponsavelmente para plantar algo inútil, dispensável, que é a sacola plástica, usada por meia hora e jogada fora.

Alguns anos atrás, apareceu no mercado aquilo que parecia ser a solução do planeta. Você já ouviu falar no chamado plástico oxibiodegradável? Ele também vem do petróleo. Em menos de um ano, o plástico exposto ao sol vira pó. Mas logo surgiram críticas, dizendo que o produto não se biodegrada. Ele apenas faz o plástico virar pó – um pó cheio de metais pesados.

“Esta é uma grande falácia, um grande engodo. Quando você fala em biodegradável, você pensa que se desmancha no ar, desaparece na natureza. Isso não é verdade”, afirma o representante da indústria de plásticos, Francisco Assis.

Por acaso o xico de assis tem alguma coisa melhor que possa substituir imediatamente todos os plásticos de uso único no mundo e que custe tão pouco mais, que não mude a estrutura das fábricas, que não signifique demissão em massa, que não use terra fértil nem água que devemospoupar para os que ainda não nasceram?

Ele tem uma solução imediata para os plásticos que ele defende com unhas e dentes que estão destruindo o planeta, que poluem os rios, os mares, tem uma solução para para os animais que estão morrendo ao consumir este plástico, ao confundir com alimento?

NÃO, É CLARO QUE NÃO.Ele está pagando ou vai pagar pela limpeza das ruas, das árvores, dos fundos de vales, dos rios e mares, dos bueiros? Quando um enchente inunda bairros inteiros, destruindo o patrimonio de uma vida inteira, e algumas vezes consumindo vidas humanas?

 Como nesta foto abaixo?

Porque até agora é o governo que está responsável para sanar os problemas causados por esta farra dos plásticos de uso único, como as sacolas plásticas.

Ele defende o consumo desenfreado das sacolas plásticas convencionais, porque com o consumo em alta, como hoje, ganha ele e ganham as petroquimicas com a grande produção desta materia prima que está plastificando do planeta.

As petroquímicas ganham bilhões anualmente sem se responsabilizar pelo ciclo do plástico.

O fabricante de lâmpada, bateria são responsáveis pelo ciclo de seu produto, cabendo a eles dar destinação a este produto quando chega o final de sua vida útil. Isso é responsabilidade ambiental pelo ciclo de vida dos produtos.

E aí, alguém viu as petroquímicas se responsabilizando por seus produtos?

NÃO, NUNCA, JAMAIS.

“Os laudos comprovam que é um produto que não agride o meio ambiente, pelo contrário, ele veio para ajudar a diminuir os resíduos produzidos no meio ambiente”, comenta a fabricante de plástico oxibiodegradável, Flávia Morandini.

Enquanto nossa matriz energética for o petróleo, o mais barato ecologicamente falando, é utilizar plástico de uso único oxi-biodegradável, pois para cada barril de petróleo refinado sobra um percentual de nafta – matéria prima das sacolas plásticas – e que se não for utilizada esta nafta para produzir plástico, será queimada gerando aquecimento global – CO2 – sem ter tido utilidade para a humanidade.

Quanto à eficácia e segurança da tecnologia oxi-biodegradável, devo dizer que temos todos os laudos internacionais e nacionais que precisamos para assegurar que o produto é seguro, inclusive para contato direto com alimentos.

O governo do Paraná vem multando sistematicamente os supermercados que não estão utilizando estas sacolas, com base nestes laudos, porque só no Paraná são distribuidas mais de 1 bilhão e 200 milhões de sacolas por mês para uma população de menos de 10 milhões de habitantes.

E olhe que estamos só falando de sacolas de uso único de supermercados, acrescente a isso sacolas de padaria, açougue, farmácia, videolocadora, roupas …

Imagine um estado do tamanho de São Paulo, quantas sacolas plásticas convencionais de uso único estão sendo jogadas no planeta e lá ficarão, por séculos?

É por isso que a FUNVERDE em 2004 decidiu que iria resolver o problema da plástificação do planeta e em 2005 criou o projeto sacolas ecológicas oxi-biodegradáveis FUNVERDE e o projeto sacolas retornáveis FUNVERDE, porque chega de discurso vazio, agora é a hora de agir, porque amanhã não teremos mais como consertar todo o mal que estamos causando ao planeta terra e aos nossos descendentes.

No Rio de Janeiro, a família de Dona Gláucia cumpriu a tarefa que o Fantástico sugeriu:

“Em praticamente uma semana, a gente juntou 84 sacos plásticos. Dá uma média de mais de dez por dia”, calcula a atriz.

Nos cinco minutos que durou a reportagem, 115 mil sacolas plásticas foram consumidas no Brasil.

Beba água do orvalho

 

Blog do planeta 

Dois arquitetos israelenses inventaram um sistema para captar água a partir da umidade do ar.

Os pesquisadores Joseph Cory e Eyal Malka, do Instituto de Tecnologia Tchnion, desenvolveram o WatAir, uma estrutura com telas que capta a umidade e fornece água potável.

Eles se inspiraram na capacidade das folhas e das teias de aranha para acumular o orvalho matinal.

Segundo os pesquisadores, o WatAir pode ser fabricado com material reciclado.

Cada estrutura tem 96 metros quadrados de tela.

O tecido é armado em uma pirâmide invertida.

Pode captar 48 litros de água um uma noite, mesmo em regiões secas ou poluídas, garantem os pesquisadores.

Novos modelos de sacolas retornáveis

Veja nossos mais novos  modelos de sacolas retornáveis, lançados em novembro de 2007.

 Sacola retornável em lona 100% algodão cru

 

Sacola retornável em lona de caminhão

Sacola retornável em algodão cru para padaria, frutaria, videolocadora, farmácia e tudo mais que utilizar uma sacola menor que a de supermercado

Sacola retornável em polipropileno de baixo custo para supermercado

 

Benefícios do uso da sacola retornável

Você se torna um consumidor do Século XXI, com responsabilidade ambiental.

Você encerra sua atividade de plastificador do planeta – cada família com 4 pessoas polui o planeta com mais de 1.000 sacolas plásticas por ano.

Ao utilizar 1 sacola retornável você deixa de utilizar aproximadamente 500 sacolas por ano.

Você economiza recursos naturais e energia para a fabricação de bilhões de sacolas plásticas todos os anos.

Ao adquirir as sacolas retornáveis você está ajudando a neutralizar suas emissões de carbono.

A produção de sacolas plásticas e a dos demais produtos que consumimos diariamente emitem carbono, que é um gás do efeito estufa, que está aumentando a temperatura da terra.

Ao comprar uma sacola retornável da FUNVERDE, você está contribuindo diretamente para a diminuição desse impacto, pois alem de você deixar de emitir carbono ao não utilizar mais sacolas plásticas convencionais, você está ajudando no plantio de árvores nativas da mata ciliar.

O dinheiro arrecadado com a venda da sacola retornável é utilizado na compra, plantio e manutenção de árvores que ajudam a diminuir a quantidade de carbono no planeta.

As árvores são utilizadas no projeto mata ciliar FUNVERDE, que desde 2004, replanta as margens dos rios, com árvores nativas de aproximadamente 1,5 metro de altura que, durante seu crescimento – no mínimo durante 20 anos – estará capturando carbono da atmosfera.

Esse aumento de gases causa temperaturas mais altas, que por sua vez provocam derretimento de geleiras, mudanças nas épocas de chuvas, queda na produção de alimentos, secas, fome.

Moramos todos em uma bola azul. As árvores plantadas no Paraná estarão beneficiando cada cidadão do mundo.

Espalhe esta idéia, só utilize e incentive seus amigos e parentes a utilizarem sacolas retornáveis ao fazerem compras.

Reduza o consumo de embalagens dispensáveis.

Reutilize tudo que for possível.

Recicle – separe para a reciclagem todo material que possa ser reciclado.

A soma destas pequenas ações é que farão a diferença na preservação do planeta para os seres de amanhã.

Efeito estufa

São gases que estão na atmosfera da Terra e que fazem a regulação da temperatura. Portanto, são essenciais para toda a vida no planeta.

São eles: Dióxido de Carbono(CO2), Metano(CH4), Óxido Nítrico(N2O), Hidrofluorcarbonetos(HFCs), Hidrofluoretos(HFEs) e Perfluorcarbonetos(PFCs).

Dentre os gases, o mais produzido, e por isso mesmo, o mais significativo é o carbono.

Todo ser vivo, manda para a atmosfera o carbono ao respirar. E nós, seres humanos, ainda geramos mais carbono ao andar de carro, consumir energia elétrica, plástico e outros produtos, o lixo, e com isso, aumentamos os gases do efeito estufa.

1º seminário sobre gerenciamento de resíduos sólidos da região norte

Muito obrigada por todos que participaram do seminário, é sempre muito importante estes eventos comparecerem muitas pessoas para mostrar aos prefeitos que nós queremos que eles trabalhem sério em cima deste problema tão grave, que toma terra fértil para jogar lixo, que desperdiça recursos naturais ao jogar no lixo produtos que poderiam ser reciclados e não ter que retirar da natureza matéria prima para fazer novos produtos, ao impedir que restos de comida fertilizem nosso solo.

Vou pinçar algumas pessoas da foto abaixo. Tem o Lorenso Cassaro, da SANEPAR – companhia de água, Rogeo Barbosa, presidente do COMDEMA – conselho de defesa do meio ambiente de Maringá. A letícia Kochepki e esposo, que tem uma consultoria ambiental que faz plano de gerenciamento de resíduos, o Noboru Hioka, da FUNVERDE.

Em Maringá, onde jogamos no aterro 320 toneladas de lixo por dia, 40% poderia ser reciclado – nem 10% disso chega a ser reciclado – 50% poderia ser compostado, virar terra fértil – 0% é compostado – e só 10% é rejeito, que realmente é lixo.

Abaixo, o lixão de Sarandi, que pertence a região metropolitana de Maringá.

Para os crédulos, que dizem que os catadores pegam sacolas de mercado, é só olhar os catadores sentados, esperando o lixo que dá dinheiro chegar e as sacolas de plástico continuam no lixão, não tem valor.

Se os prefeitos fizessem seu dever de casa, nosso aterro aumentaria sua vida útil em 90%, isto é, não precisaríamos tão cedo pegar outra porção de terra fértil, que deve ser reservada para cultivo de alimentos, para se transformar em um cemitério de lixo.

Parece brincadeira, mas, desde 2004 o ministério público do Paraná vem cobrando dos prefeitos compostagem, reciclagem e plano diretor de arborização.

Abaixo o nosso maravilhoso procurador do meio ambiente, Dr Saint Clair Honorato, que está fazendo muito prefeito tremer de medo por não usar nossos impostos para melhorar o planeta.

Pois bem, hoje só 2 prefeitos do Paraná, dos 399, tomaram vergonha em suas caras e pararam de utilizar terra fértil para lixões ou aterros.

Esta é a última ação antes de 23 de fevereiro, quando os prefeitos poderão ser processados administrativamente e criminalmente por não terem gerenciamento de resíduos em suas cidades – compostagem, reciclagem, aterro sanitário – e será cobrado também o plano diretor de arborização das cidades.

Político só age na pressão e quem sabe agora, com a ameaça de perderem seus direitos políticos eles saiam de seus gabinetes para a vida real.

Bem que eu gostaria de ver uma pá de prefeitos sairem algemados da prefeitura, com policiais de metralhadoras os escoltando.

Sonhar não paga imposto.

O secretário de meio ambiente de Maringá, Diniz Afonso, falou sobre seus projetos de reciclagem compostagem e plano diretor de arborização.

Dia 12 de novembro em Maringá compareceram aproximadamente 250 pessoas e 30 representantes da AMUSEP – Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense.

Dia 13 de novembro em Londrina compareceram aproximadamente 150 pessoas e 30 representantes da região metropolitana.

Vários setores palestraram.

O Supermercado Canção - primeira rede de supermercados do Brasil a utilizar sacolas oxi-biodegradáveis – falou sobre seus projetos ambientais em parceria com a FUNVERDE, sacolas oxi-biodegradáveis, ecocaixas, ecoponto, entrega de óleo e sobreembalagens e outros projetos a serem lançados em 2008.

Este é o Celio Kuratani Hata, gerente de marketing do Supermercado Cidade Canção.

Observem um senhor de camisa amarela e cabelos claros no canto direito, é nosso competentíssimo e estimado promotor de meio ambiente de Maringá, Dr Manoel Ilecir Heckert.

A UEM – Universidade Estadual de Maringá - falou também de seus projetos com alguém do pró-resíduo.

O presidente da FUNVERDE, Cláudio José Jorge. A FUNVERDE ajudou na organização do evento.

O chefe regional do IAP – Instituto Ambiental do Paraná, Paulino Mexia, explicando como o IAP vem atuando em conjunto com o ministério público para cobrar plano de resíduos das empresas.

Cá comigo traduzo como, o IAP está usando o chicote, o pé na bunda das empresas, porque empresário normalmente só se adequa às regras ambientais na base da multa.

O hospital Santa Rita falou do seu plano de gerenciamento de resíduos.

E finalmente – coca cola é isso aí - a coca cola veio falar que empresa maravilhosa ela é, uma empresa 100% ambientalmente adequada, que não polui nosso país, enfim, que exemplo de empresa, a ser seguido.

Brincadeirinha.

A coca cola é uma empresa safada, sem compromisso com o país que explora. Parece uma locusta, destruindo tudo por onde passa, sem dar um retorno ao país de quem espreme todo o dinheiro.

Isso não lembra a época do descobrimento, quando os portugueses vieram para cá, escravizaram, pilharam … olha só, somos escravos das corporações internacionais que em seus países tem consumidores atentos e aqui deitam e rolam, muito lucro sem responsabilidade ambiental.

É isso aí, coca cola é isso aí.

Porque eles não dão conta das embalagens pós consumo, as pet, latas de alumínio? Existe lei para isso mas parece que eles estão acima da lei, pois toda empresa tem que dar conta do ciclo do seu produto, assim como quem vende lâmpadas, baterias, pneus tem que dar conta do produto após ter sido descartado e mesmo assim parece que não é com eles.

É só ver as pet emporcalhando nosso planeta, entupindo bueiros, causando enchentes, Dá até vontade de encher um caminhão com as embalagens da coca cola e jogar em frente a uma fábrica deles.

Porque eles não voltam a utilizar garrafas de vidro retornáveis? Melhor, porque nós, quando vamos a um restaurante, boteco, qualquer lugar, não exigimos que a embalagem da coca seja de vidro?

Simples assim, quer ver? – Quero uma coca cola em garrafa de vidro. – Não tem. – Então tá, vou procurar onde tenha.

Ou então … – então hoje eu tomo pepsi, desde que tenha em garrafa de vidro. Não tem. – Então tá, vou procurar onde tenha e se da próxima vez que eu vier aqui ainda não tiver coca em garrafa de vidro, não volto mais, perdeu um freguês e ainda vou falar para a família e os amigos boicotarem seu estabelecimento. Afinal uma propaganda negativa atinge um público muito maior do que uma propaganda positiva.

Deu risada? Acha que não funciona? Pois bem, nós da FUNVERDE já fizemos muitos restaurantes pararem com a história de cerveja long neck, lata de alumínio. Dá trabalho, mas também é divertido. Exercitar a cidadania nunca fez mal para ninguém – exceto na época da ditadura, hahaha.

Garanto que se bancarmos os cidadãos eles mudam a produção rapidinho para garrafa retornável.

Gente, pelamordedeus, nós regulamos o mercado, nós podemos fazer uma fábrica prosperar ou quebrar, nós podemos tudo, como consumidores, mas temos que sair da frente da tv, parar de assistir novela e tomarmos conta do país, porque senão não dá, isso aqui já virou a casa da mãe joana. E alguém vai me dizer que está esperando o molusco bêbado fazer alguma coisa? Faz-me rir.

Esse cara da coca cola me irritou profundamente, porque o questionei sobre as pet e ele não teve competência para responder. Pior, disse que só vão voltar ao vidro se houver pressao por parte do ministério público, do governo … é isso aí.

Terminado o desabafo contra a coca cola – é isso aí – voltemos ao evento, que foi um sucesso total, nas duas cidades.

Abaixo, fotos do evento em Londrina.

Clique aqui para ouvir a matéria na CBN.

Sairam também materias no SBT, Globo, Rede TV e Record e mais outros rádios, jornais e tv, mas nem a todos temos acesso. Assim que conseguir os vídeos, posto aqui.

Então ficamos assim, vamos esperar 23 de fevereiro, porque o ministério está fazendo sua parte e nós temos que cobrar nossos direitos, mas com o dever de fiscalizar, atazanar a vida de nossos prefeitos para eles pararem de roubar nosso dinheiro sem fazer nada.

A França ficou verde

E nós aqui?

- Liberando os transgênicos;

- Plantando cana na amazônia;

- Achando que gestão de resíduos é perfumaria – serra -;

- Tranformando floresta em plantação de cana, soja, pasto para gado;

- Tacando fogo nas florestas e assim aumentando a emissão de CO2;

- Ninguém reciclando, desperdício de água, desperdício de tudo …

- Nem se tocando de que 20% do consumo de energia de uma casa vem das lâmpadas e que se as fábricas de lâmpadas incandescentes fossem banidas, aumentaríamos a eficiência energética sem precisar construir mais usinas;

- Aumentando o número madeireiras ilegais … como sempre estamos deitados eternamente em berço explêndido, na contramão do mundo.

 anuentersteens

O blog do Jorge Cordeiro, O Escriba, chama atenção para o surpreendente pacote verde ambicioso lançado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. O plano francês é abrangente. Seus principais pontos são:- Redução de 20% a 30% das emissões de gases do efeito estufa até 2020;- Garantir que 20% da energia produzida no país seja obtida por fontes renováveis até 2020;- Incentivo a programas de eficiência energética para reduzir em 20% o consumo de energia (basicamente no transporte e nos prédios públicos;

- Suspender a construção de novas estradas e aeroportos no país;

- Abolir as lâmpadas incandescentes até 2010;

- Suspensão do cultivo comercial de transgênicos no país;

- Redução de 50% no uso de pesticidas em 10 anos;

- Aumentar de 2% para 6% a área agrícola destinada a produtos orgânicos;

- Banir a importação de madeira extraída de maneira ilegal;

- Apoiar o fim da pesca de arrasto no fundo do mar;

- Apoiar a criação de áreas marinhas protegidas.Sarkozy, eleito com um discurso conservador, está se saindo um conservacionista. É um belo exemplo. Principalmente se o plano for mesmo viável.

Ilha de Wight pode ser a primeira totalmente ecológica da Europa

captainadventure 

Globo online

A administração municipal da Ilha de Wight, ao sul da Inglaterra, caracterizada pela força dos ventos e das marés, quer transformá-la em totalmente dependente de energias renováveis.

Segundo projeto publicado nesta sexta (02) pelo jornal “The Guardian”, a ilha se propõe a utilizar a energia gerada com os excrementos das 5.500 vacas do rebanho local para mover ônibus. Já a energia produzida pelas marés poderia ser exportada para o resto da Inglaterra.

Entre outras idéias estudadas, de acordo com o jornal, está a de oferecer energia de graça a todos os veículos motorizados e estimular o uso de bicicleta e charretes. Existem planos para encorajar os turistas a deixar o carro em casa e utilizar os transportes públicos da ilha.

O Prefeitura de Wight entrou em contato com o arquiteto Terry Farrell (que está ajudando a construir na China a maior cidade ecológica do mundo) e com a Universidade de Southampton, que pesquisa o potencial energético da ilha.

Segundo as autoridades locais, a conversão ecológica da ilha é a melhor maneira de estimular uma economia como a de Wight, dominada pelo turismo e pelo esporte de vela.

Mais da metade da ilha é considerada como de beleza natural extraordinária. O litoral é muito protegido e as águas são limpas.

Apesar desses atrativos indubitáveis, os salários de Wight são os segundos mais baixos de todo o país. Quase metade dos 130.000 habitantes tem mais de 50 anos.

“Estamos em posição muito boa para nos convertermos na ilha mais verde da Europa”, diz o principal administrador local, Joe Duckworth.

“Poderíamos ser grandes exportadores de energia maremotora. A tecnologia já existe, há dinheiro para financiá-la, e todo mundo está desejando”, afirma Duckworth.

Parabéns à cidade de Piracicaba – SP

Finalmente um prefeito que teve coragem de peitar o serra e mostrar que se preocupa com o futuro da humanidade.

Parabéns ao prefeito Barjas Negri que sancionou a lei e ao vereador Capitão Gomes, que propôs a lei.

É bom que o serra se prepare, porque o Sebastião Almeida vai dar o troco. Espero que o Sebastião derrube este veto imbecil ainda em novembro, porque se o governador não faz nada para livrar o estado dele do lixo, tem quem esteja preocupado, a exemplo do deputado Sebastião Almeida e de vários vereadores do Estado de São Paulo, que estão propondo leis de obrigatoriedade de uso de sacolas oxi-biodegradáveis e retornáveis para suas cidades.

O serra poderia ter poupado um monte de dinheiro e sancionado a lei estadual, mas já que cometeu a imbecilidade de vetar, muitas cidades do estado estão tomando para si a responsabilidade de resolver o problema das malditas sacolas de plástico convencional.

Isso parece coisa do debiloide do bush, que não apoia iniciativas de conter as emissões de gases de efeito estufa, mas estados e cidades americanas estão resolvendo estado a estado, cidade a cidade.

A parte boa do veto do serra foi a mídia ter acordado para um problema gigantesco, que é a gestão – ou a falta da gestão – dos resíduos sólidos no país.

Quando ele chamou o problema dos plásticos de perfumaria, ele acordou milhões de pessoas, que estavam cegos para esse problema, apesar de que cada dia mais e mais lixões e aterros são construidos, eles estão fora dos olhos dos consumidores e, como diz aquele ditado, o que o olhos não vêem …

Se ele tivesse, como um bom administrador preocupado com o presente e o futuro dos habitantes do seu estado, simplesmente sancionado esta lei de responsabilidade ambiental, a mídia não teria despertado a população para este grande problema e feito pipocar leis de obrigatoriedade de uso do plástico oxi-biodegradável e sacolas retornáveis em todo o país. Parabéns serra, sua estupidez fez bem ao mundo.

Ainda bem que para cada governador panaca, tem deputados e vereadores preocupados.

Para um show de lei, um show de fogos de artifício para comemorar.

 

Gazeta de Piracicaba de 30 de outubro de 2007 

Página Verde – Lei da ‘sacolinha’

Barjas contraria Serra e sanciona lei das sacolas oxi-biodegradáveis

LUCIANA CARNEVALE

Ao contrário do que aconteceu com o deputado estadual Sebastião Almeida (PT), que teve vetado pelo governador José Serra (PSDB) o projeto de lei, de sua autoria, que trata sobre a substituições das chamadas ‘sacolinhas’ plásticas convencionais, em supermercados, armazéns e empórios, por embalagens oxi-biodegradáveis, em Piracicaba a proposta foi sancionada como lei pelo prefeito Barjas Negri (PSDB). Assinado pelo vereador Capitão Gomes (PP), parlamentar aliado à atual administração, o projeto, agora legislação municipal, passa a ser incorporado ao Código de Posturas. Embora já tenha sido assinado pelo chefe do Executivo, a lei não passa a valer nesse momento.

Os estabelecimentos comerciais terão prazo até 1º de dezembro de 2008 para se adequarem aos dispositivos da mudança.

A nova embalagem, denominada de oxi-biodegradável, será diferenciada da sacola tradicional por apresentar degradação inicial por oxidação acelerada por meio de luz e calor. A sacola moderna terá capacidade de ser biodegradada por microorganismos, desde que os resíduos finais não sejam ecotóxicos ou danosos ao meio ambiente.

De acordo com a nova lei, os lojistas que não trocarem as sacolas convencionais pelas ecologicamente corretas a partir de 2 de dezembro do ano que vem, serão alvo de multa cujo valor será definido a partir do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas, que mede a inflação do País anualmente. Quem não se atualizar às modificações, mesmo com a multa, será punido com a cobrança de 100% do valor previsto anteriormente. A aplicação da multa, segundo o Código de Posturas, não desobriga o infrator a cumprir as exigências da lei.

Nos bastidores

 

A sanção do projeto das sacolas oxi-biodegradáveis, por Barjas, deve, curiosamente, repercutir muito na Assembléia Legislativa. Para começar, o deputado Sebastião Almeida deve argumentar ao governador que, como os textos assinados por ele e pelo vereador Capitão Gomes são semelhantes, não haveria motivos para que o veto seja mantido pelo plenário da Casa.

A assessoria do parlamentar ressalta, ainda, que o petista deverá justificar a queda do veto ao explicar que sendo tucano como Barjas, Serra teoricamente teria de pensar e agir seguindo a mesma linha política. Almeida defende que o projeto das sacolas seja mantido intacto pela Assembléia, ou seja, de preferência sem emendas.

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