Ambiente Archive

12 lugares no mundo que baniram ou taxaram o uso de sacola plástica

Conheça as experiências de alguns países e cidades que restringiram a distribuição dos polêmicos saquinhos de polietileno no comércio

A discussão sobre proibir ou não o fornecimento de sacolas plásticas por estabelecimentos comerciais pode ser recente no Brasil, mas lá fora é possível encontrar iniciativas com pelo menos uma década de vida. Em alguns casos, para reduzir o consumo das embalagens de polietileno, os governos locais resolveram cobrar uma taxa do consumidor que quiser usar o modelo tradicional.

Na Irlanda, a iniciativa adotada desde 2002 ajudou reduzir a distribuição de sacos plásticos em mais de 90%. A maioria dos consumidores irlandeses simplesmente optaram por levar uma sacola reutilizável de casa do que tirar dinheiro do próprio bolso para carregar as compras. Outros lugares, como a capital do México, preferiram radicalizar, criando leis que proíbem o fornecimento das embalagens em supermercados, farmácias e demais pontos comerciais. Os exemplos não param aí. Confira a seguir 12 países e cidades que baniram ou passaram a cobrar pelo uso das sacolinhas plásticas.

Ruanda

Este pequeno país africano que durante anos estampou negativamente o noticiário internacional, devido ao genocídio perpetrado por extremistas em 1994, agora chama atenção por outros motivos. Ruanda já está em seu quarto ano com uma lei de abrangência nacional que proíbe todos os tipos de saco plástico. Além de resolver a crise humanitária, o país pôs fim à poluição causada por sacolas plásticas, que sujavam as ruas e os cursos de água, prejudicando a agricultura. Graças à ação, as cidades ruandesas estão hoje entre as mais limpas da África.

Itália

Em ritmo de preservação, a Itália tornou-se o primeiro país da Europa a banir as sacolas de polietileno. A proibição nacional começou a valer em janeiro de 2011. Desde então, as lojas italianas, que utilizavam 20 bilhões de sacolas por ano (o maior índice europeu), só podem oferecer sacos de plástico, papel, pano ou de materiais biodegradáveis.

Cidade do México

Desde agosto de 2010, a capital do México conta com leis que proíbem o fornecimento de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais. As multas para os lojistas que burlam as regras podem variar de 4,4 mil a 90 mil dólares. A lei também estabelece que os comerciantes da capital mexicana só poderão vender sacolas plásticas biodegradáveis. A inciativa faz parte do chamado “Plano Verde”, que propõe uma série de estratégias para estimular o desenvolvimento sustentável e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

India

Nenhum lojista, distribuidor, comerciante, vendedor ou ambulante pode fornecer sacolas plásticas aos consumidores na Índia em algumas regiões, como a cidade de Dharamsala. O banimento total, incluindo produção, armazenagem, uso, venda e distribuição de sacolas de polietileno começou a valer em agosto de 2010. A iniciativa foi adotada para diminuir o impacto no meio ambiente e também impedir a ingestão e morte de vacas (animal sagrado). Além de multas, a violação da lei prevê prisão de até 5 anos.

China

Imagine 1,3 bilhões de habitantes, cerca de um sétimo da população mundial, consumindo e descartando sacolinhas plásticas todos os dias dentro de um só país? Pois era assim na China até 2008, quando as sacolas plásticas foram banidas do país. Antes disso, os chineses consumiam cerca de 3 bilhões de sacolinhas por dia.

Também foi proibida a produção, distribuição e uso de saquinhos menores e mais finos, como os usados para embalar produtos a granel (frutas e vegetais) nos mercados. Segundo reportagem do britânico The Guardian, a iniciativa evitou o uso de 1,6 milhões de toneladas de petróleo no seu primeiro ano.

Bangladesh

Bangladesh foi um dos primeiros países a promulgar, em 2002, uma lei que proíbe a fabricação, distribuição e uso de sacolas plásticas em seu território. Ambientalistas e urbanistas culpavam os sacos plásticos, que se espalhavam pelas ruas, entupindo bueiros, de agravar as inundações mortais que ocorreram no país em 1989 e 1998. Só a capital Dacca descartava 9,3 milhões de sacos plásticos diariamente. Hoje, uma década depois, a região virou um importante polo produtor de eco-bags.

Irlanda

A cobrança pelas sacolas, instituída em 2002, mudou o comportamento do consumidor, que passou a levar sua própria sacola reutilizável para o mercado. Com a criação do imposto conhecido como Plas Tax, que cobra 22 centavos de euro por sacola, a distribuição dos modelos plásticos caiu 97,5%. O valor recolhido com a venda de sacolinhas alternativas, como as de papel, é destinado à um fundo que promove a reciclagem de lixo e iniciativas ambientais.

Austrália

Apesar de na Austrália não vigorar nenhuma lei proibitiva de abrangência nacional, em muitas regiões, os supermercados resolveram se unir para estimular o uso de sacolas alternativas às embalagens plásticas. E não faltam opções, há inclusive ecobags térmicas para carregar artigos quentes ou frios. Na Austrália do Sul, um dos seis estados australianos, as sacolas plásticas estão proibidas desde 2009.

Alemanha

O uso de sacolas reutilizáveis ou caixas de papelão para acondicionar as compras no supermercado já virou hábito na Alemanha. Quem, ao contrário, quiser levar suas compras numa sacola plástica tradicional tem que pagar uma taxa que varia de 5 a 10 centavos de euro.

África do Sul

O governo da África do Sul decidiu proibir em 2003 que lojas distribuam a seu clientes sacolas plásticas para carregar mercadorias. O comerciante que infringe a lei pode receber uma multa de até 50 mil reais ou mesmo ser condenado a dez anos de prisão.

São Francisco

São Francisco, na Califórnia, foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolas. Somente as de papel reciclado ou biodegradáveis (feitas de goma de batata ou de milho) podem ser utilizadas. Quando a lei entrou em vigor, em 2007, a prefeitura local estimou que a iniciativa reduziria o consumo de petróleo em 3 milhões de litros por ano.

Washington D.C.

A capital americana é outra que aboliu os sacos plásticos, passando a cobrar em 2010 uma taxa de 5 centavos de dólar sobre cada sacola utilizada. Após a restrição, Washington viu o uso de sacolas plásticas cair 85% em apenas um mês. O montante arrecadado com a venda vai para um projeto de despoluição do rio Anacostia.

Fonte e imagem – Exame de 07 de fevereiro de 2012

Sacola retornável, já!

Empresário inimigo do planeta tenta aterrar nascente do rio Pirapó

Empresário tentava aterrar nascente do rio Pirapó

Fiscais da delegacia regional de Londrina do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e policiais da Força Verde notificaram o proprietário de um terreno ao lado de uma área de preservação permanente (APP) em Apucarana (65 km de Maringá). Segundo uma denúncia anônima, o lote estava sendo desmatado e uma nascente do rio Pirapó estava sendo aterrada.

Com apoio da polícia, os fiscais interditaram a obra, que pretendia transformar a APP em um estacionamento. O dono do terreno, que não teve o nome divulgado, foi notificado, teve que desmanchar o que havia sido feito e vai responder na Justiça por crime ambiental.

A multa por desmatamento em área de nascente pode chegar a R$ 7 mil. O responsável também é obrigado a fazer o reflorestamento do local.

Segundo a assessoria da Sanepar, os danos à nascente não chegaram a causar problemas para o rio Pirapó, componente do manancial de abastecimento de Maringá.

Fonte – Jornal O Diário do Norte do Paraná de 28 março de 2012

A legislação é muito branda com estes destruidores do planeta. Criminosos que não se importam com os recursos naturais e acham que porque são donos da propriedade, podem destruir nascentes que abastecem a coletividade devem perder a posse da terra, e ficarem na cadeia até o fim de suas vidas.

Já está na hora de mudar a legislação, porque a ganância desenfreada de uns não pode comprometer as necessidades básicas da coletividade e sim, estamos falando da água, um recurso natural precioso e cada vez menos encontrado no planeta.

Mas poderíamos tambem estar falando dos ruralistas gananciosos que querem comprometer o futuro da humanidade mudando, destruindo o código florestal que hoje protege água, solo, a flora e a fauna.

Nós precisamos manter o código florestal atual para que nossos descendentes usem com mais sabedoria do que nossa geração  estes recursos naturais, porque, assim como nós, eles também necessitarão de água potável, solo fértil para viverem no planeta.

Os ruralistas querem comer o planeta agora, querem o lucro agora,alegando que são eles que alimentam o mundo, mas esquecendo que tem que proteger o solo e a água para haver agricultura também no futuro e não só no presente, para também alimentar a os seres do amanhã.

Vete, Dilma!

Sacolinhas estão em rota de extinção

Para diretor presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar, não há o que discutir: o fim das sacolinhas plásticas é essencial na sociedade do século XXI

“Não há espaço para os produtos descartáveis em uma sociedade que ruma para o desenvolvimento sustentável.”

A população brasileira consome, todos os anos, cerca de 14 bilhões de sacolinhas plásticas descartáveis. Se fossem empilhadas, segundo cálculo feito pelo Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, elas chegariam a 750 km de altura. Trata-se de uma quantidade absurda de lixo, que, para Helio Mattar, diretor presidente da organização, é totalmente desnecessária e, mais do que isso, inadmissível na sociedade do século XXI, que ruma para o desenvolvimento sustentável.

Só a população do estado de São Paulo, antes do banimento das sacolas plásticas de uso único, no início deste mês, usava por meia hora e depois descartava, muitas vezes incorretamente, poluindo o planeta por 500 anos, mais de 30 bilhões de sacolas plásticas de uso único por ano, segundo o presidente da APRAS.

“Não há como construir uma sociedade sustentável com produtos descartáveis. As sacolinhas estão em rota de extinção, dando lugar a alternativas mais duráveis”, afirma Mattar, que questiona o atual padrão de consumo da sociedade: “Você utiliza uma porção de recursos naturais, água e energia para produzir uma sacola que é usada uma ou duas vezes e, depois, vai para o lixo e ocupa espaço nos aterros por anos. Qual a lógica? Não faz o menor sentido”.

Para ele, todos os protestos contra o fim da distribuição das sacolas plásticas descartáveis nos supermercados teriam fundamento, se não existisse uma outra alternativa para armazenar e transportar as compras. Mas não é o caso. “Qual é a função da sacolinha? Por que ela foi inventada? Para levarmos produtos de um lugar para o outro. Para este fim, há várias opções muito melhores, como sacolas reutilizáveis, carrinhos de feira e caixas de plástico e papelão. As pessoas precisam incorporar os produtos duráveis ao seu dia a dia”, diz o especialista.

Para aqueles que afirmam que, com o fim da distribuição das sacolinhas, não terão onde armazenar seu lixo, Mattar tem a resposta na ponta da língua. “A maioria das pessoas sempre colocou o lixo para fora de casa em sacos de lixo e não em sacolas descartáveis. Nada mudou. Mas quem utiliza as sacolinhas para este fim, realmente, vai ter que se reeducar. É uma mudança de hábito necessária. A sacola plástica descartável não foi criada para descartar resíduos”, afirma o especialista, que considera positiva a sugestão que a Apas fez ao governo do Estado de São Paulo para reduzir, temporariamente, o ICMS para as sacolas reutilizáveis e sacos de lixo produzidos com material reciclado. “Qualquer medida que ajude o consumidor a se adaptar à nova realidade é válida”, completa.

Com o banimento das sacolas plásticas de uso único, a reciclagem irá aumentar, porque ninguém gosta de rasgar dinheiro, ninguém quer gastar comprando muitos sacos de lixo e como o lixo reciclável que é o lixo seco pode ser acondicionado em recipientes retornáveis, as cooperativas de reciclagem terão mais material e os recicláveis não irão parar nos lixões e aterros.

Já para quem incorporou o discurso de que os supermercados estão lucrando com o fim da distribuição das sacolas descartáveis porque seu preço está embutido no custo dos produtos, Mattar explica: “O setor varejista é extremamente competitivo. Se os supermercados realmente estão se apropriando dos lucros, isso durará por, no máximo, três meses. Se está sobrando dinheiro, a tendência é que eles baixem o preço de determinados produtos para ganhar vantagem sobre os concorrentes, que, em resposta, também diminuírão os preços. No final das contas, o benefício econômico virá para o próprio consumidor”, esclarece.

Mattar também ressalta os benefícios ambientais do fim da distribuição das sacolas descartáveis: “Redução de emissões, já que lançamos muito CO2 na atmosfera para produzir as sacolinhas, diminuição das enchentes, cidades mais limpas e economia de dinheiro”.

Diminuição do custo do poder público no setor de limpeza, que agora não tem mais que varrer as sacolas das ruas, calçadas, limpar bocas de lobo que ficavam cheias de sacolas plásticas de uso único, causando enchentes, aumento em 10% da vida útil dos lixões e aterros…

Sabe por quê? Com o fim das sacolas plásticas, a quantidade de lixo produzido pela população diminui – lembra da pilha de 750 km de altura? – e, consequentemente, o espaço ocupado nos aterros sanitários também. “Criar essas áreas para armazenar lixo custa dinheiro. Ao reduzir a produção de resíduos, economizamos dinheiro que, se não houver corrupção, pode ser investido em setores como saúde e educação. A sociedade só tem a ganhar com o fim da distribuição das sacolas plásticas”, conclui o especialista.

Fonte – Exame de 11 de abril de 2012

Imagem – Sacola retornável Vicbag

Ser “verde” requer mudanças, diz Tensie Whelan

Considerada uma das 100 pessoas mais influentes em ética nos negócios pela revista Ethisphere, presidente da Rainforest Alliance quer tornar os produtos sustentáveis mainstream

“Se nos preocuparmos com o futuro de nossos filhos e netos, não temos escolha. Precisaremos mudar a forma como produzimos e consumimos”

De forma tímida, a certificação sócioambiental vem chamando atenção de grandes empresas, que enxergam neste atestado de produção sustentável a chance de se diferenciar da concorrência e acessar mercados mais exigentes. Mas ainda é preciso fazer o fruto desse trabalho – os produtos verdes – caírem nas graças dos consumidores.

No ramo há mais de duas décadas, Tensie Whelan afirma que a solução para tornar o “verde” mainstream é simples – e de mão dupla: “As empresas precisam fornecer e levar aos consumidores escolhas sustentáveis. E os consumidores têm que incentivar as empresas a fazer essas escolhas”, diz. Reconhecida como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em ética nos negócios pela revista Ethisphere, Tensie é presidente da Rainforest Alliance, uma das organizações de certificação agrícola e florestal mais respeitadas do mundo.

A entidade, que completa 25 anos em maio, já certificou o equivalente a 160 milhões de campos de futebol em florestas voltadas para o manejo sustentável em 80 países. No Brasil, duas das maiores empresas do ramo de papel e celulose, a Suzano e a Kablin, contam com o selo. Tensie era uma das presenças mais aguardadas no Fórum Brasil Certificado, que vai até quinta (12) em São Paulo, mas por questões de saúde não pode vir. Ela falou de Nova York com EXAME.com. Confira alguns trechos da entrevista.

EXAME.com - O que define um produto verde?

Tensie - É um produto sustentável, aquele que é produzido de uma forma que é boa para as pessoas e boa para o planeta.

EXAME.com - Quais são os obstáculos para produtos verdes se tornarem mainstream?

Tensie - As resistências são várias. Primeiro, a sociedade está acostumada a produzir produtos de maneira que não protegem as pessoas ou o ambiente. O desafio aqui é encontrar uma nova forma de fazer negócios. Um segundo obstáculo é o fato dos consumidores terem se acostumado a pagar um preço baixo por produtos que nem sempre refletem os custos reais de produção, tanto em termos de salários dos trabalhadores, quanto de uso de água, solo, proteção da biodiversidade e outros serviços ambientais.

EXAME.com - Há uma crença disseminada de que ser verde é caro e difícil. Mas, de fato, os produtos sustentáveis costumam ter preço mais salgado que um convencional…

Tensie - Não necessariamente. Observamos que a produção sustentável pode aumentar a produtividade e qualidade e, além disso, reduzir os custos (por usar menos produtos químicos e recursos e gerar menos resíduos, etc). O problema é que muitas vezes os produtos convencionais são tão baratos, mas tão baratos, que a única explicação para eles custarem pouco é porque são produzidos explorando trabalhadores e o meio ambiente.

Precisamos ter em mente que ser verde requer mudança. Quanto mais abraçarmos essa ideia, mais fácil e menos cara ela será. E se nós nos preocupamos com o futuro de nossos filhos e netos, não temos escolha. Teremos que mudar.

EXAME.com - Em que setores do mercado a certicação sócioambiental está ganhando mais atenção e por quê?

Tensie - A mudança está acontecendo mais rápido no setor de alimentos porque as pessoas pensam mais sobre o que comem do que sobre outros produtos. Além disso, alguns dos problemas de segurança alimentar têm deixado os consumidores mais sensibilizados e atentos para a necessidade de saber de onde seu alimento vem. Por isso, é mais fácil conseguir a atenção do consumidor.

Pelo menos uma em cada dez bananas do mundo são certificadas (15%) pela organização, mais 3% do cacau e do café e quase 7% de todo o chá consumido [a marca Lipton é uma das que leva a certificação verde].

EXAME.com - Qual os papel das empresas, governos e investidores nesse processo?

Tensie - É um papel simples e fácil. As empresas precisam fornecer e levar aos consumidores escolhas sustentáveis. E os consumidores têm que incentivar essas empresas a fazer essas escolhas. No site da Rainforest Alliance é possível encontar uma lista de produtos cerificados.

EXAME.com - Os consumidores costumam ser céticos em relação às empresas que se dizem verdes, mesmo quando elas realmente estão fazendo a coisa certa. Como quebrar essa postura defensiva?

Tensie - As pessoas não fazem reclamações nem desconfiam quando há uma terceira parte envolvida, ONGs e insituições independentes que avaliam as práticas dessas empresas e dão seu parecer. A certificação é o atestado de que os produtos e serviços de determinada empresa são diferenciados, por terem a garantia de que são produzidos de forma socialmente justa e com baixo impacto ambiental.

Fonte – Exame de 11 de abril de 2011

Garujá, SP – supermercados não precisam mais dar sacolas aos clientes

Os mercados em Guarujá não precisam mais fornecer sacolinhas aos clientes. O Tribunal de Justiça (TJ) do Estado cancelou ontem a eficácia da Lei Municipal 3.921/12, sancionada no final do mês passado. Essa ordem legal determinava o fornecimento de sacolas de papel, pano ou caixas de papelão por parte dos supermercados da Cidade.

Com a decisão do TJ, esses estabelecimentos comerciais voltam a ser regidos pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público, Fundação Procon e Associação Paulista de Supermercados (Apas). Na prática, os mercados não precisam mais dar sacolas, o que está valendo para os demais municípios desde o último dia 4.

Antes, em Guarujá, estabelecimentos que não dessem a sacolinha poderiam ser multados em até R$ 2.100,00.

Base

Tomada pelo desembargador Campos Mello, a decisão do tribunal teve como base o fato de que a competência para legislar sobre este assunto é do Estado e da União.

Mas, para o autor da lei, o vereador Marcelo Squassoni (PRB), trata-se de uma artimanha da Apas para que os supermercados não precisem gastar dinheiro fornecendo sacolas gratuitamente. “Essa é uma posição comercial. Se fosse em prol do meio ambiente, eles não questionariam a lei que fiz, que não determina a distribuição das sacolas de plástico, mas sim de uma opção ecológica”.

O vereador crê que a decisão da APRAS é econômica, e nós cremos que a lei dele é eleitoreira, porque parece que este ano todos os políticos estão querendo seus 15 minutos de fama e estão usando as sacolinhas que estão na mídia dia sim, outro também para fazer bondade com a poluição do planeta.

O Banimento das significa economia dos municípios – dos nossos impostos – para limpar as ruas, bueiros, aumento na vida útil dos lixões e aterros de 10%, cidade menos poluída, planeta menos sujo para nossos descendentes, aumento da reciclagem e compostagem.

Em que ponto esses políticos se perderam no entendimento do problema gigantesco que são as sacolas? Qualquer criança do maternal hoje já aprende em casa ou na escola sobre a política nacional de resíduos sólidos, mesmo que não conheça o termo: não geração, diminuição, reutilização, reciclagem e compostagem. Talvez os adultos acomodados, que tem preguiça de dobrar uma sacola para não serem pegos de surpresa nas chamadas compras por impulso, que preferem destruir o mundo para continuarem acomodados, egoístas, que não tem compromisso com o planeta e com a coletividade devam voltar às aulas, para aprenderem a como respeitar o próximo, o planeta e os humanos do futuro, seus próprios descendentes. 

Squassoni afirma que o fato do assunto ser de competência do Estado e União é uma discussão técnica jurídica. “O meu papel na Câmara é político. Tomei esta atitude porque é a que vai ao encontro do que a população quer”, diz o parlamentar.

Claro que a população quer sacolas de uso único, porque se o supermercado fornecer sacola retornável e não custar nada para o consumidor ele não trará na próxima compra, pois sabe que de uso único ou retornável, sempre haverá sacola. Enquanto houver sacola gratuita, sem o chute na bunda do consumidor, ele não evoluirá, pois é acomodado e egoísta.

Ele afirma que agora vai verificar junto ao corpo jurídico da Câmara se há alguma atitude que pode ser tomada para reverter a decisão. “Se for o caso, entrarei com recurso até por minha própria conta, com meu corpo jurídico”.

A Prefeitura informa que, mesmo não sendo notificada, já tomou conhecimento da ação pela página oficial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e, em resposta ao Judiciário, interrompeu a fiscalização que estava em início para garantir o cumprimento da lei municipal.

De acordo com a Advocacia Geral do Município, a referida lei atende ao princípio da legalidade e a Administração fará a defesa e usará os recursos judiciais necessários para sustentar a constitucionalidade da determinação, considerando que se trata de matéria de interesse local (de competência legislativa municipal).

Burrice da prefeitura, que não está percebendo como irá economizar dinheiro dos cofres públicos com limpeza municipal, com o aumento de vida do aterro, com o aumento do padrão de vida dos recicladores, pois com o fim d sacola automaticamente aumenta reciclagem e por fim como o município irá ficar mais limpa e bonita.

Consumidores

Alheios às reviravoltas da lei na Justiça, alguns consumidores cobravam ontem a fiscalização dos supermercados. A comerciária Adriana Pereira dos Santos, de 32 anos, não entendia o motivo dos estabelecimentos ainda não estarem cumprindo a determinação. “É um absurdo! Se o problema é que as sacolas são prejudiciais ao meio ambiente, concordo com a mudança. Mas nem isso eles querem. Só pensam no lucro”.

A cabelereira Mariana Souza, de 34 anos, não deixou de lado sua sacola de pano para ir a um estabelecimento, mas também não esperava que a lei fosse cancelada. “Acho que tem que ser uma opção da população utilizar ou não um material mais ecológico. Eu uso, mas muitas vezes dou aquela passada básica no supermercado depois do trabalho e não estou com a minha sacola. Nestes casos, gostaria que o supermercado me desse uma opção”.

O supermercado tem, compre outra sacola retornável, gaste mais dinheiro como punição pelo esquecimento da sacola retornável. Em todos os lugares em que as sacolas plásticas de uso único foram banidas, as pessoas aprenderam a jamais esquecer sua sacola retornável em casa. É tudo questão de hábito, de incorporar este novo costume às suas vidas.

Fonte – A Tribuna de 12 de abril de 2012

Incineração de resíduos – contexto e riscos associados

Introdução

Este texto é uma síntese de estudos conduzidos pela Fundação France Libertés sobre a questão dos impactos sociais, ecológicos e econômicos da incineração de resíduos sólidos. Estes estudos são baseados em pesquisas e análises realizadas em parceria com instituições acadêmicas, empresas privadas, ONGs e poder público e têm como objetivo enriquecer o debate ainda bastante incipiente no Brasil em torno da Incineração de resíduos e seus diferentes impactos sobre a população e sobre o meio ambiente.

A incineração de resíduos sólidos, solução apresentada hoje no Brasil como alternativa “verde” e “sustentável” para a gestão do lixo das grandes metrópoles, já é praticada nos países chamados desenvolvidos há mais um século. Na Europa boa parte dos países praticam em níveis diferentes essa forma de eliminação de resíduos, sendo que a França destaca-se com um parque de quase 150 incineradores [ http://www.france-incineration.org/], gerenciados integralmente ou parcialmente pelo setor privado. Mas a solução industrial de queima do lixo, para além das aparências de “boa gestão” e de “modernidade industrial”, esconde uma série de paradoxos e de controvérsias que hoje são cada vez mais presentes na Europa mas ainda pouco debatidas no Brasil.

Na França, país chave para toda análise e compreensão do aspecto econômico dos temas aqui debatidos, a incineração de resíduos é promovida por empresas que historicamente detêm um quase-monopólio da gestão de água, saneamento e resíduos sólidos, em um mercado que está entre os mais lucrativos e estratégicos do setor de serviços, juntamente com o mercado da gestão de água potável. A atribuição de contratos de prestação de serviços para a incineração de resíduos entre prefeituras (ou consorcio intermunicipais) e empresas privadas na França é sempre objeto de grandes batalhas de interesses econômicos, por serem estes contratos de longa duraçao e sobretudo garantidos com dinheiro publico, o que torna a incineração um negocio bastante seguro do ponto de vista econômico [LENGLET, Roger et TOULY, Jean-Luc (2006) : L’eau des multinationales : Les vérités inavouables. Paris. Editeur Fayard].

Com a evolução dos incineradores em direção ao “reaproveitamento energético” da energia térmica gerada, essas usinas são frequentemente apresentadas hoje como “sustentáveis” ou “verdes”, o que é no mínimo bastante curioso para unidades industriais hiperemissoras de dioxina e de outros gases comprovadamente perigosos para a saúde pública. Mas a emissão de gases potencialmente cancerígenos e o alto nível de toxicidade das cinzas pós-queima (ou escória) não são os únicos aspectos polêmicos do debate em torno da incineração.

A necessidade de potencial calorífero para a incineração (PCI), conferido essencialmente por papel, madeira e embalagens, torna a reciclagem um obstáculo ao próprio modelo econômico das usinas de incineração. Em poucas palavras, quanto mais reciclarmos nossos jornais, papeis e embalagens, menos lucrativos serão os incineradores e mais custo de garantia econômica para o poder publico, ou seja, para o contribuinte. O avanço dessas caríssimas usinas também cria um sério problema social no Brasil e nos países do sul, pela falta de espaço no modelo de concessão privada para os catadores, setor hoje consolidado no Brasil e que é responsável por grande parte da reciclagem de alumínio, PET e papel, assim como no México, na Índia, nas Filipinas e outros países emergentes.

1. Impactos sócio-econômicos

A incineração de resíduos a partir de estruturas industriais surgiu no ano de 1895 na Alemanha. Numa época em que a preocupação com o meio ambiente não estava na agenda dos governantes, nem mesmo em discussão pela sociedade. Essa foi então uma maneira “simples” de “eliminar” os resíduos. Até a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a incineração foi se desenvolvendo nos países ricos sem maiores debates com a sociedade.

Depois da Segunda Guerra, o consumo da sociedade Européia e Norte Americana se transformou rapidamente, multiplicando a geração de resíduos e a forma da sociedade se organizar, face a um novo modelo de consumo [VIVERET, Patrick (2004) : Reconsidérer la Richesse; Editions de l’aube. Paris. Pages 45-54]. Como consequência, a maior parte dos países industrializados ampliaram o número de usinas incineradoras, em detrimento de outras propostas de gestão dos resíduos.

Em primeiro lugar, é importante salientar que a incineração de resíduos somente se justifica em países com alta produção de resíduos secos (o chamado lixo seco) e baixa quantidade de resíduos orgânicos (o chamado lixo molhado). A alta concentração de resíduos orgânicos (ou lixo molhado) inviabiliza economicamente a incineração por não permitir que a chama da incineração atinja as altas temperaturas necessárias para diminuir o seu volume às cinzas. Com baixo potencial calorífico dos resíduos, a quantidade de energia necessária para a incineração é muito maior, o que representa um maior custo de manutenção das usinas, em um contexto de alta nas tarifas de energia.

A tabela abaixo compara o tipo de produção de lixo nos EUA e no Brasil.

                       Orgânico          Metais          Plásticos          Papel/Papelão          Vidro          Outros (têxtil, madeiras etc.)
Brasill            55%                    2%                      3%                             25%                          2%                                13%
EUA                 11,2%                 7,8%                  10,7%                       37,4%                     5,5%                            27,4%

Fonte: http://www.abre.org.br/index_pagina.php

Como podemos aferir, o lixo brasileiro é ainda hoje predominantemente orgânico, o que torna ainda inviável economicamente a implantação de uma politica nacional de incineração de resíduos, ainda que sejam inegáveis as mudanças no consumo da sociedade brasileira, decorrentes do atual estágio de desenvolvimento do pais.

Cabe lembrar aqui que a característica industrial e o alto custo das usinas impõem um modelo de negócios no longo prazo, com contratos de concessão de pelo menos 20 anos de serviço para unidades que podem durar até 100 anos. Isto quer dizer que essas usinas deverão, para poderem financiar-se corretamente a juros baixos, terem garantias do setor público em serem alimentadas com resíduos secos por pelo menos 40 anos (tempo mínimo de operação de uma usina desse tipo). Consideramos ainda o fato que o forno incinerador não admite grandes variações de abastecimento de resíduos, e deve ser constantemente alimentando por uma quantidade estipulada em seu projeto técnico. Isso quer dizer que a cidade (ou as cidades) que decidirem implantar um incinerador estarão se comprometendo a não reciclar uma boa quantidade de resíduos secos por todo esse período (40 a 100 anos), para manter a demanda de abastecimento de resíduos das usinas incineradoras.

Recentemente, a França se viu criticada por ter que importar lixo seco da vizinha Alemanha, para manter em funcionamento algumas de suas incineradoras, fato que gerou protestos por parte dos franceses, que, em última análise, estão sofrendo o impacto da incineração de um resíduo que eles não produziram.

1.1. Incineração e a ilusão do reaproveitamento energético

Uma das características positivas normalmente atribuídas à incineração é o reaproveitamento energético. Quer dizer, a produção de energia térmica (para aquecimento das casas e prédios em países de clima frio) e energia elétrica a partir do calor liberado na incineração.

A produção de energia térmica tem um bom aproveitamento em relação aos resíduos incinerados. Isso quer dizer, que de acordo com as técnicas disponíveis atualmente, é possível recuperar entre 70% e 90% do calor liberado na incineração para aquecimento de água e óleo que é distribuído nas casas e prédios para aquecimento [http://www.syctom-paris.fr/]. Entretanto, essa técnica somente tem validade em paises que na maior parte do ano têm temperaturas abaixo ou pouco acima de zero, como por exemplo, a Noruega, a Suécia, a Finlândia, Dinamarca e, no limite, a Alemanha. Países como a França já não justificam esse tipo de utilização da energia, pois passa-se o ano inteiro incinerando resíduos para utilizar energia térmica apenas durante 6 meses. No caso do Brasil e de grande parte dos países do sul essa alternativa não teria justificação adequada, pela não utilização de aquecedores nas residências.

Já a produção de energia elétrica tem um aproveitamento muito baixo em relação à totalidade de resíduos incinerados. A recuperação média do calor liberado pela incineração de resíduos fica entre 7% e 15% do total. Isso quer dizer que perde-se no processo entre 85% e 93% do calor produzido.

Utilizando como exemplo a Usina de Incineração de ISSEANE, localizada em Paris (França) e considerada a mais moderna da Europa (enquadrando-se em todas as exigentes regras impostas pela União Européia), apenas 15% do calor liberado é revertido em energia elétrica. Essa usina incinera os resíduos produzidos por 1 milhão de pessoas, de 17 cidades da região metropolitana de Paris, incinerando um total de 460 mil toneladas de resíduos por ano. Entretanto a energia elétrica produzida nessa usina, abastece somente 4 mil residências [Relatório de Atividade Anual Usina de ISSEANE 2009], o equivalente a um bairro de Paris.

Vale lembrar que, no mínimo 75% dos resíduos incinerados nessa usina são secos, ou seja, passíveis de serem reciclados. A reciclagem desses resíduos poderia poupar uma quantidade de energia elétrica muito maior do que a produzida pela usina, já que a fabricação de metais, principalmente o alumínio, demanda uma enorme quantidade de energia elétrica. Mas não apenas o alumínio, a produção de papel/papelão, vidro, plásticos e mesmo a madeira, demandam além de energia elétrica, a subtração de mais matéria prima na natureza. Dessa forma, o aproveitamento de energia vendido pelas usinas incineradoras esta muito distante da energia e das matérias primas que seriam poupadas se, ao invés de incineradas, os resíduos secos tivessem sido reciclados.

Vale lembrar aqui, que segundo estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) do Ministério do Planejamento do Brasil, o país perde hoje cerca de 8 bilhões de reais por ano por não ter um programa nacional de reciclagem. Entre outros custos, o IPEA considera a quantidade de energia elétrica dispendida para fabricar novas embalagens que poderiam ter sido recicladas e também a extração de mais matéria-prima na natureza que poderiam ter sido poupadas.

É importante lembrar ainda, que os resíduos úmidos que são incinerados junto aos resíduos secos poderiam ser aproveitados a partir de técnicas de metanização, ou seja, geração de gás natural, utilizados na indústria e nas residências, sem os prejuízos da incineração. Teríamos nesse caso então, geração de energia sem incineração e com reciclagem.

1.2. O alto custo da incineração

A Usina de ISSEANE foi a ultima usina de incineração e também a mais moderna construída na França, em 2007. Ela custou 500 milhões de euros (1,250 bilhão de reais), para poder estar totalmente adequada às normas ambientais impostas pela União Européia. Atualmente está em debate a reconstrução de uma antiga usina em Ivry, também na cidade de Paris, para substituir a que não tem mais condições de operar. O projeto está em fase de debate público, e existe uma enorme pressão para que não aconteça. Os governos locais envolvidos já aceitaram diminuir em 20% o volume de lixo incinerado em relação à antiga usina, dando mostras de que a incineração não é mesmo o caminho a ser seguido futuramente. Esse novo projeto esta orçado em nada menos do 1 bilhão de euros (2,5 bilhões de reais).

Além disso, os governos pagam para as empresas que controlam essas usinas entre 70 e 110 euros por tonelada de lixo incinerado (entre R$ 150,00 e R$ 300,00), enquanto um aterro sanitário no Brasil paga de 40 a 60 reais por tonelada de lixo tratado. Vale dizer que esse valor é unicamente para incinerar os resíduos. Não está computado aí o valor de coleta nas ruas (pago a parte em outro contrato) e nem se leva em consideração a receita oriunda da venda da energia térmica e elétrica. A Usina de ISSEANE, por exemplo, que incinera 460 mil toneladas por ano, cobra em média 70 euros por tonelada incinerada. Isso representa uma receita anual aproximada de 32 milhões de euros (sem contar a venda de energia), mas o número de empregados diretos na usina não chega a 100 pessoas. Quase 100 milhões de reais e menos de 100 empregos…

Por fim, ressalta-se que o Brasil é hoje o único país do mundo com uma indústria de reciclagem desenvolvida e que não possui programa governamental de coleta seletiva e triagem. Toda cadeia produtiva da reciclagem no Brasil é fortemente baseada nos catadores, que por sua vez não estão inseridos formalmente nessa cadeia. Segundo dados do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, são entre 800 mil e 1 milhão de pessoas trabalhando na base dessa cadeia produtiva, espalhados por todo país.

Para pensar uma politica de gestão de resíduos hoje no Brasil, é primordial pensar esses trabalhadores como atores centrais. O Brasil deve construir alternativas a partir da sua própria experiência, e qualquer caminho que seja escolhido deve levar em conta essa classe de trabalhadores.

2. Impactos na saúde pública e no meio ambiente

A incineração de resíduos produz dois tipos de matérias residuais: os gases e as cinzas/escórias.

Como a queima de qualquer produto – como o cigarro, por exemplo – a incineração libera diversos gases ligados à combustão e a transformação do carbono, altamente tóxicos em sua grande maioria. Dentre os gases liberados pela incineração existem gases ácidos (dióxido de enxofre (SO2), ácido clorídrico e ácido fluorídrico (fluoreto hidrogénio) (HCl e HF), óxidos de azoto (NOx), monóxido de carbono (CO), vapor de água e dióxido de carbono (CO2) além de outros gases do efeito estufa (GEE) e muitos metais chamados “metais pesados” (cádmio, tálio, chumbo, mercúrio etc.), e um grande número de substâncias cancerígenas e tóxicas para a reprodução da vida, como as dioxinas, furanos, hidrocarbonetos [Rapport Incineration (Relatorio de Incineração) da Associação Francesa de Pesquisa Anti-Câncer elaborado em 17/09/2007].

No filtro de um cigarro são encontradas entre 2.000 e 3.000 substâncias químicas, e apesar desse filtro, o cigarro não deixa de fazer mal à saúde humana. Com os incineradores acontece a mesma coisa. Apesar de toda tecnologia empregada nos filtros das chaminés, não é possível reduzir a níveis seguros a emissão desses gases, e em especial a dioxina.

A dioxina é um tipo de gás extremamente difícil de ser filtrado, ela inevitavelmente escapa ao ambiente externo da incineração. Mas ela é ao mesmo tempo, um dos gases mais tóxicos para saúde humana, ligado por exemplo ao aumento de fetos natimortos por anencefalia. Além disso, a dioxina é um elemento altamente cancerígeno e prejudicial à vida, seja ela humana ou de outros seres vivos. Assim, a incineração de resíduos coloca em risco a saúde não apenas daqueles que trabalham na planta das usinas, como toda a sociedade no entorno, sem um limite seguro de distância, já que o vento e a poeira transportam a dioxina para cada vez mais longe com o passar do tempo.

Por sua vez, as cinzas residuais da incineração não são menos toxicas. O volume do lixo incinerado é reduzido em média em 75% do volume inicial. Isso quer dizer que sobram ainda 25% da massa inicial, entretanto, essa escoria residual é altamente química e poluente para o meio ambiente. Ali encontram-se metais pesados misturados à toda sorte de produtos químicos oriundos da incineração (tais como os citados anteriormente). Essa cinza é muito química para ser descartada em aterros sanitários, comprometendo a saúde daqueles que moram próximo, mas também a fauna e as águas do subsolo (os lençóis freáticos).

Como alternativa, a partir da década de 1970 os incineradores passaram a fornecer essas cinzas para serem misturadas ao asfalto para construção de estradas, dando assim um novo fim àquela massa química. Entretanto, passados 40 anos do início dessas atividades, testes preliminares patrocinados pela União Européia indicam que em razão do processo de lixiviação desencadeado pelas chuvas ao longo dos anos, os lençóis freáticos, rio e mananciais próximos às estradas onde essas cinzas foram depositadas, podem estar sofrendo uma séria contaminação pelos derivados químicos das cinzas. Este problema se acentua em países com fortes chuvas, como o Brasil, onde as estradas sofrem a cada verão com enchentes e inundações.

Assim, como veremos a seguir, a União Européia vem endurecendo as normas relativas a incineração nos últimos 20 anos, e chegou ao ponto de lançar um política de eliminação dos incineradores pelos países membros do bloco, no longo prazo, mas que vem encontrando grandes resistências dentro dos países em razão do grande poder de lobby das grandes empresas que atuam no setor.

3. As normas críticas da Comissão Européia e a discussão política atual

A Comissão Européia ja estabeleceu que a incineração do lixo não é uma boa prática para gestão e tratamento de resíduos.

Através de seguidas diretivas, dentre as quais a mais recente a 2000/76/CE [http://europa.eu/legislation_summaries/environment/waste_management/l28072_fr.htm], a Comissão estabeleceu que “A incineração de resíduos perigosos e não perigosos, podem dar origem à emissão de poluentes do ar, da água e do solo e ter efeitos adversos na saúde humana.(…)”.

A partir dessas diretivas ela recomenda fortemente que os países membros da União Européia estabeleçam políticas nacionais de substituição da incineração por processos de metanização, compostagem e reciclagem, além de programas de redução da produção de resíduos.

Mas vale lembrar que as diretivas da União Européia não têm força de lei nos países, o que traz o poder de decisão para dentro de cada Estado. E é justamente junto aos governos nacionais que o lobby atua com mais força. No caso da França, ela incinera quase 50% de todo o lixo que produz atualmente, e recicla menos de 20%, números muito distantes dos recomendados pela Comissão Européia. O único país que vem atingindo os números aconselhados em relação à reciclagem é a Alemanha, que recicla quase 50% de todo o lixo produzido. Os demais países sofrem uma força de lobby muito grande por parte dos grandes grupos que dominam a incineração (no caso da França, as maiores empresas são a Suez Environemment e a Veolia) e também das fabricantes de cimento, que também promovem a incineração.

Uma lei francesa de 13 de julho de 1992 determina que a incineração de resíduos no final da cadeia produtiva não devem mais ser prioritariamente incinerados e devem ser, preferencialmente compostados, metanizados ou reciclados. Entretanto, governos locais na França vêm desrespeitando sistematicamente essa lei, por pressão do lobby empresarial, e têm lançado ainda alguns projetos de usinas de incineração (como os já citados anteriormente), ao invés de desenvolverem novas políticas públicas de reutilização ou reciclagem dos resíduos. A França possui atualmente 147 incineradores. É o pais que mais possui incineradores no mundo.

4. Conclusão

Quando ultrapassamos os lugares comuns e os projetos de comunicação “verde” e avançamos na crítica fundamentada aos passivos ecológicos, sociais e econômicos da incineração, podemos concluir com boa base técnica que desenvolver uma política de incineração de resíduos no Brasil é apoiar uma politica de gestão de resíduos onerosa e insustentável, difícil de ser justificada com os imperativos ecológicos e sociais do Século XXI.

Com a generalização provável a nível mundial das normas ambientais já válidas na Europa, promover os incineradores é ir contra um modelo que está em vias de ser superado, tendo em vista que ainda que os governos nacionais resistam à pressão da população e das diretivas Européias, no longo prazo haverá cada vez menos espaço para esses projetos caros, socialmente e ambientalmente incorretos. Do ponto de vista social, ressaltamos o papel importante dos “wastepickers” e dos catadores de material reciclável no Brasil, e seu potencial de inclusão social para uma população historicamente marginalizada e com dificuldades para serem absorvidos pelo mercado formal de trabalho. A força do movimento dos catadores no Brasil, representado pelo MNCR (Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável) repousa no espírito de cooperativismo e de empreendedorismo social, o que pode e deve ser apoiado pelo poder público como solução sustentável e inclusiva para um modelo de gestão de resíduos baseado não na eliminação, mas na redução, no reuso e na reciclagem.

Bibliografia consultada

LENGLET, Roger et TOULY, Jean-Luc (2006). L’eau des multinationales: Les vérités inavouables. Paris. Editeur Fayard.

VIVERET, Patrick (2004). Reconsidérer la Richesse. Editions de l’aube. Paris.

Relatórios e estudos

Rapport Incineration (Relatório de Incineração) da Associação Francesa de Pesquisa Anti-Câncer (Datado de 17/09/2007).

Relatório de Atividade Anual da Usina de ISSEANE 2009.

Páginas na Internet

http://europa.eu/legislation_summaries/environment/waste_management/l28072_fr.htm (consultado em 10/06/2010)

http://www.abre.org.br/index_pagina.php (consultado em 09/06/2010)

http://www.cniid.org/ (consultado em 05/06/2010)

http://www.ipea.gov.br/portal/ (consultado em 11/06/2010)

http://www.france-incineration.org/ (consultado em 08/06/2010)

http://www.syctom-paris.fr/ (consultado em 10/06/2010)

Fonte – Marcelo Negrão e André Abreu de Almeida, Fundação France Libertés

MPs recomendam que IAP não faça licenciamento de usina de incineração de lixo

O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente de Maringá, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho encaminharam nesta quinta-feira (22 de março de 2012) recomendação administrativa ao Instituto Ambiental do Paraná, para que não faça o licenciamento da usina de incineração de resíduos sólidos do Município.

Entre as muitas considerações que os MPs fazem na recomendação estão a ausência de preocupação do poder público em tomar as devidas precauções para evitar danos ao meio ambiente e à saúde da população, não tendo sido realizados estudos prévios sobre a emissão de gases tóxicos decorrentes da queima do lixo, bem como, da viabilidade do local onde se pretende instalar a usina de incineração, não havendo previsão de uma rede eficiente de monitoramento do controle de gases e, consequentemente, do solo, da água e dos alimentos no entorno da usina.

Também ressalta-se que a instalação da usina de incineração no local onde funcionava o antigo “lixão” de Maringá fere a sentença da 2ª Vara Cível da comarca nos autos de Ação Civil Pública nº 569/2000, que condenou o Município em várias obrigações, tais como destinar outro local para o aterro sanitário, a ser implantado dentro das normas técnicas do IAP, com elaboração de estudo e relatório de impacto ambiental; e promover a realização de programa de gestão ambientalmente adequado aos resíduos urbanos, proporcionando condições de trabalho para a população que vive do lixo, com a implementação de reciclagem que abranja toda a coleta de lixo.

A recomendação destaca, ainda, que a proposta do Município viola a Lei de Polícia Nacional de Resíduos Sólidos, já que esta prevê prioritariamente a não produção, a reutilização, a reciclagem e a compostagem de resíduos, ao passo que o projeto em questão aponta para a incineração da totalidade do resíduo urbano, indiscriminadamente.

Outro fato relevante é que a incineração ainda não está suficientemente regulamentada.

MMA – Manual de orientação para planos de gestão de resíduos sólidos

Fórum lixo e cidadania – GDI se posiciona contra a instalação da usina de incineração de lixo


Nota do GDI – Grupo de diálogo inter-religioso de Maringá sobre o projeto de incineração de resíduos sólidos urbanos

O GDI – Grupo de Diálogo Inter-religioso de Maringá, tendo conhecimento da intenção da municipalidade em instalar uma Usina de Incineração de Resíduos Sólidos Urbanos, procurou informar-se sobre os danos à saúde das pessoas, à saúde do meio ambiente e o prejuízo social causado aos nossos irmãos fraternos que tiram da reciclagem o sustento para vida, além dos elevados custos econômicos relacionados à implantação de um empreendimento dessa natureza, vem a público emitir a seguinte nota:

1 – Referendamos e seguimos o posicionamento contrário a incineração da Arquidiocese de Maringá emitido em 15 de março de 2012, e reafirmado em 22 de março de 2012.

2 – Seguimos a Orientação do Observatório das Metrópoles, entidade ligada a Universidade de Maringá, que atua em 15 regiões brasileiras implementando políticas setoriais urbanas fundamentadas na Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. No dia 22 de Março de 2012, o Observatório das Metrópoles da UEM emitiu nota pública de apoio ao Movimento Contra a Proposta de Incineração dos Rsus em Maringá.

3 – Apoiamo-nos igualmente no teor da Recomendação Administrativa conjunta Nº01/2012 do Ministério Público do Estado do Paraná, do Ministério Público Federal – Procuradoria da República no Município de Maringá e Ministério Público do Trabalho – Procuradoria Do Trabalho No Município de Maringá para que IAP – Instituto Ambiental do Paraná “se abstenha de licenciar empreendimento ou unidade de incineração e/ou de valorização/recuperação energética de resíduos sólidos urbanos oriundos da coleta domiciliar convencional no âmbito do Município de Maringá ou região, no intuito de cumprir sua missão de ‘proteger, preservar, conservar, controlar e recuperar o patrimônio ambiental, buscando melhor qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável com a participação da sociedade’” (Missão e Atribuições do Instituto Ambiental do Paraná – http://www.iap.pr.gov.br.) Essa recomendação tornou-se pública no dia 22 de março de 2012.

4 – Na condição de líderes espirituais das principais tradições religiosas presentes em Maringá, desafiaremos os integrantes de nossas comunidades a exercerem a cidadania plena e autônoma, orientando-os a que busquem o maior número de informações possíveis sobre esse tema.

5 – Nomearemos observadores para acompanhar as discussões e ações do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania, Maringá, Sarandi e Paiçandu.

Por compreendermos que não haverá paz no mundo sem que as religiões exerçam além de funções espirituais, também suas obrigações sociais, isto é, fé com responsabilidade social, é que como membros do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Maringá subscrevêmo-nos,

BAHÁ’Í – Dra. Mahasti Sahihi de Macedo

BUDISTA – Monge Eduardo Ryoho Sasaki

CANDOMBLÉ – Sra Maria de Lourdes Nascimento (Yalorixá Sandiá)

CATÓLICO – Dom Anuar Battisti

EVANGÉLICO – Reverendo Dr Robert Stephen Newnum

MUÇULMANO – Sheikh Abdelbagi Osman

UMBANDISTA – Sra Marilza Martins de Paiva

Maringá, 12 de Abril, de 2012

Fórum lixo e cidadania – SINTEEMAR e outras entidades se posicionam contra a instalação da usina de incineração de lixo

Posicionamento contrário à proposta de incineração dos RSUS: moção de apoio aprovada, por unanimidade, na Plenária Estadual do Fórum Estadual dos Servidores Públicos do Paraná (FES), realizada em Maringá, no SINTEEMAR, em EM 28 de março de 2012

Pocisionamento contrário à proposta de incineração dos RSUs

As entidades reunidas na Plenária do Fórum das Entidades Sindicais manifesta seu apoio ao Movimento Contra a Proposta de Incineração dos Rsus em Maringá em concordância com os Motivos apresentados pelo Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania de Maringá, Paiçandu e Sarandi. Somos contrários a Incineração dos RSU pelos seguintes motivos:

1 – Porque se trata de medida extremamente arriscada, sob diversos pontos de vista, especialmente porque não há ainda um sistema de incineração operante no Brasil e também não há um sistema de controle de gases rigoroso em nosso país. A incineração é um processo emissor de toxinas e exige um controle técnico apurado (elencada como desvantagem do processo de incineração na versão preliminar do PMSB Maringá, 2011, p. 178). No caso, propomos prestigiar o princípio maior do Direito Ambiental, que é o da prevenção-precaução, evitando-se riscos desnecessários ao meio ambiente e à saúde pública;

2 -Porque se trata de tecnologia cara, a ser custeada pela própria população, em contraposição a outras tecnologias mais baratas e que não representam riscos do ponto de vista da saúde pública e do meio ambiente (reciclagem e compostagem). A implantação de um sistema/usina de reaproveitamento energético requer altos custos para implantação (elencada como desvantagem do processo de incineração na versão preliminar do PMSB Maringá, 2011, p. 178);

3 – Porque a matriz energética brasileira é fundada em outras bases, sendo considerada uma das mais limpas do mundo, enquanto a tecnologia de incineração como fonte de energia é altamente questionável do ponto de vista de seu potencial poluente;

4 – Porque é uma tecnologia que gera dependência permanente da geração de lixo – para que não seja interrompida a incineração e geração de energia – , o que vai em sentido contrário (na contra-mão) do que preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixa como seus objetivos preferenciais a não geração, redução, reutilização e reciclagem dos resíduos;

5 – Porque a incineração, nos termos da legislação vigente, especialmente da Política Nacional de Resíduos Sólidos, deve, portanto, ser precedida de outras medidas e políticas públicas, especialmente de políticas voltadas à educação ambiental (não geração, redução, reutilização), à correta segregação de resíduos e à reciclagem, o que não foi providenciado, a contento, no âmbito do Município de Maringá, como é de conhecimento de toda a população maringaense. Segundo o próprio PMSB de Maringá, que se encontra submetido a consulta pública, o processo necessita do poder calorífico de plásticos e papéis para valorização do processo, ou de outros elementos combustíveis que substituam esses materiais (elencada como desvantagem do processo de incineração na versão preliminar do PMSB Maringá, 2011, p. 178);

6 – Porque o Município de Maringá sequer está cumprindo aquilo a que foi condenado em processo movido pela Promotoria do Meio Ambiente – que são obrigações básicas no que diz respeito ao gerenciamento de resíduos. Conforme manifestação da própria Promotoria do Meio Ambiente, a qual entende que a proposta da incineração fere não só a decisão prolatada no processo, mas também a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, tratando-se de uma tentativa do Município de exonerar-se de cumprir aquilo que deve ser cumprido.

7 – Porque, conforme foi relatado pela própria empresa sondada pela Prefeitura para os estudos acerca do projeto de incineração – a qual compareceu, a pedido, em reunião realizada pelo Fórum – o volume de material necessário ao funcionamento da unidade seria bastante elevado, demandando também a queima de material reciclável, o que representaria um prejuízo à sociedade como um todo e principalmente aos trabalhadores envolvidos com a reciclagem e a comercialização dos recicláveis;

8 – Porque a dependência de lixo para o processo de incineração e geração de energia estimula o aumento de consumo, de produção de lixo e colabora para a “deseducação” ambiental (pois a correta separação dos resíduos deixa de ser uma necessidade e não precisa mais ser cobrada pelo Poder Público), privilegiando-se, assim, um modelo de desenvolvimento insustentável e prejudicial à vida em todas as suas formas;

9 – Porque, diferente do que tem sido alegado pela Prefeitura de Maringá, há um forte movimento de resistência no Brasil e em toda a Europa contra os incineradores (vide depoimento da organização France Libertés – Fundação Danielle Mitterrand na audiência pública realizada sobre o tema, em dezembro do corrente ano, na Assembléia Legislativa do Estado do Paraná), sendo que esta não seria a primeira vez na história em que estaríamos presenciando o comércio – tendo de um lado países desenvolvidos e de outro países emergentes – de tecnologias ultrapassadas ou inadequadas, com evidente prejuízo à saúde das pessoas;

10 – Porque o próprio Ministério do Meio Ambiente tem se posicionado, de forma taxativa e em diversas ocasiões, contrário à incineração como estratégia de gestão de resíduos sólidos urbanos, destacando a necessidade de valorização da coleta seletiva e do trabalho dos catadores de materiais recicláveis.

Consideramos necessário evidenciar esta questão e envolver toda a sociedade, de forma a promover um diálogo permanente que construa soluções contemplando os aspectos sociais, econômicos e ambientais.

Entidades participantes – SINTEEMAR, AFUEM, APRA, SINDASPEN, APP/Curitiba, APP/Paranavaí, APP/Maringá, SINDSEAB, SINPROPAR, ALÉM DE SERVIDORES DE OUTRAS BASES SINDICAIS

Fórum lixo e cidadania – Observatório das Metrópoles se posiciona contra a instalação da usina de incineração de lixo

Manifesto de apoio do Observatório das Metrópoles da UEM ao movimento contra a proposta de incineração dos RSUs em Maringá

O Observatório das Metrópoles, membro do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania – Maringá, Sarandi e Paiçandu, manifesta seu apoio ao Movimento Contra a Proposta de Incineração dos Rsus em Maringá em concordância com os Motivos apresentados pelo movimento. Os estudos e pesquisas realizadas nas quinze regiões metropolitanas brasileiras onde o Observatório das Metrópoles atua têm subsidiado a construção de políticas setoriais urbanas consoantes com os marcos regulatórios em vigor. O Brasil tem o privilégio de possuir hoje um avançado Sistema Nacional de Política Urbana que assegura um desenvolvimento sustentável sob todos os aspectos, pois reconhece as pessoas como centro das políticas públicas.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 é um destes marcos que define princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações para a gestão dos resíduos sólidos produzidos nas cidades brasileiras. Em Maringá o governo municipal vem defendendo uma solução para a gestão destes resíduos, respaldada num discurso que aparentemente inclui a aquiescência do conjunto das demais municipalidades da região em entregar o seu lixo para a cidade pólo processar. Identifica-se nessa premissa um grave vício de origem, pois inexiste qualquer arranjo regional-metropolitano, na forma de uma figura jurídica de direito público que dê segurança política para os gestores das demais localidades da região metropolitana. Isso implica – novamente – numa lógica que subordina os demais municípios a Maringá, quando a relação deveria ser de cooperação entre entes autônomos.

As diretrizes norteadoras de um arranjo público metropolitano como este poderiam estar construídas, agregando forças sociais políticas que se congregariam em torno de objetivos comuns na implementação efetiva da governabilidade metropolitana. O protagonismo na busca de solução conjunta e avançada no sentido de promover a “sinergia” que esse tema exige é do Fórum Lixo e Cidadania que propõe respostas coletivas a um problema de interesse comum a todos os municípios, afinal as questões engendradas pela atual fase predatória do desenvolvimento capitalista, carecem de soluções coletivas, democráticas, participativas, cooperativas.

Reiteramos nosso apoio ao Movimento Contra a Proposta de Incineração dos Rsus em Maringá.

Ana Lúcia Rodrigues - Coordenadora do Observatório das Metrópoles-Núcleo Região Metropolitana de Maringá

Maringá, março de 2012

Fórum lixo e cidadania – igreja católica se posiciona contra a instalação da usina de incineração de lixo

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Os principais objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos são a não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Se os três primeiros objetivos forem cumpridos, já haverá uma grande diminuição dos resíduos. Depois é só fazer a separação do lixo em reciclável, compostável e rejeito, sendo que o rejeito jamais ultrapassará 10% de todo o lixo gerado.

Essas ações realizadas em conjunto já seriam o suficiente para aumentar o tempo de uso dos aterros em mais de 90%, fazendo com que sejam desnecessárias essas idéias mirabolantes do nosso atual prefeito, que a todo dia tem uma brilhante idéia para revolver o problema do lixo, todas elas envolvendo grandes somas de dinheiro, mas nunca, nestes 7 anos fez o básico, que seria o incentivo à reciclagem e à compostagem.

Material reciclado que une pessoas


Paraná começa a desenvolver redes para melhorar a vida dos catadores de lixo. Há iniciativas em Foz do Iguaçu, Londrina e Pinhais

Eliminar a figura do atravessador, fortalecer a categoria dos catadores de materiais recicláveis, aumentar o lucro de suas famílias e erradicar o trabalho infantil. Com objetivos bem claros, as redes de cooperativas e de associações surgem da necessidade de aperfeiçoamento do trabalho diário de buscar nas ruas da cidade o lixo que pode ser reciclado e sustentar famílias. Ainda iniciante no assunto, o Paraná conta hoje com uma dessas redes em implantação em Foz do Iguaçu, outra em Londrina e uma em construção em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Além dessas, organizações do Litoral e da própria RMC compõem a primeira rede de empreendimentos de catadores voltada para a logística reversa, a Rede Carta Paraná.

A procuradora do trabalho e coordenadora do Fórum Estadual Lixo e Cidadania, Margaret Matos de Carvalho, defende a criação de redes de cooperativas como essas. “São de extrema importância, considerando a fragilidade dessas organizações”, afirma. Segundo ela, o estado só não tem um número maior de redes devido à falta de organização da categoria.

Segundo os registros da Procuradoria Regional do Trabalho, cerca de cem cooperativas e associações estão localizadas no Paraná: 60 só na RMC. Criadas a partir de 2001 por uma necessidade do mercado de materiais recicláveis, as cooperativas garantem um lucro de 20% a 30% maior do que ganhariam os catadores se não fossem cooperados. Com a implantação de uma rede de cooperativas, esse valor pode subir para 40% ou mais.

Custos

Coordenador da Rede Car­­ta Paraná, Carlos Alencastro Cavalcanti conta que a venda direta à indústria (feita pelas redes) elimina custos do processo, o que um catador sozinho não tem condições de conseguir. “Essa faixa de lucro que ficava pelo caminho fará parte da renda do catador”, assegura Cavalcanti.

A Carta Paraná é formada por 30 cooperativas e associações e envolve cerca de 3 mil famílias. Cada uma recebe de acordo com o volume de material reciclável coletado. Em uma dessas cooperativas, a Catamare, são 50 famílias de diversas regiões de Curitiba que chegam a ganhar R$ 700 por mês, além do pagamento do INSS, uma garantia que o catador que não é cooperado não dispõe.

É o caso de Lia Oliveira, de 39 anos, que trabalha com material reciclável desde os 10 anos. “Minha roupa, meu brinquedo, tudo era do lixo” lembra a catadora, que sustenta uma casa com seis pessoas com o que ela e a filha de 22 anos ganham na cooperativa. Cooperada há cinco anos, Lia fala que o que lucrava com a venda para depósitos particulares não dava para pagar suas contas. “Se aqui dá R$ 40 lá [no depósito] dava só R$ 15.”

Com menos idade e experiência, porém o mesmo empenho, Cleiton Rodrigues Elias divide o barracão da cooperativa com Lia há 4 meses. Com 22 anos, Cleiton veio a pé e de bicicleta do Piauí, estado onde nasceu e que carrega no apelido. Sua primeira morada foi a Casa dos Pobres São João Batista, no Rebouças, de onde um dia saiu para procurar emprego e encontrou a cooperativa. “Só sei que hoje estou aqui”, fala o rapaz, que em poucos dias com o que ganhou na cooperativa conseguiu alugar um quarto para morar.

Convivência

Lucros e experiências precisam ser compartilhados

Está em processo de formação na região de Curitiba a Coopersol, cooperativa solidária de reciclagem que conta com instituições de Almirante Tamandaré, Piraquara e dos bairros da capital paranaense Fazendinha e Bairro Novo. São cinco associações que constituem uma rede. Segundo a educadora popular do Projeto Mutirão e do Cefuria Magda Mascarello, a rede de cooperativas deve trabalhar com dois objetivos: a comercialização dos materiais sem um atravessador; e a socialização, que permitirá um maior conhecimento de leis, projetos e ações do Ministério Público voltadas a esses trabalhadores. “A discussão já acontece na Coopersol. Percebemos um processo de solidariedade entre os grupos por não terem acesso à moradia e creche”, conta.

O sistema

Entenda como funcionará a Central de Valorização de Materiais Recicláveis (CVMR):

InauguraçãoAbre hoje a Central de Valorização de Materiais Recicláveis, uma iniciativa da Carta Paraná – Rede Solidária de Associações e Cooperativas de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral.

Composição - Tem 30 cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis, num total de 3 mil famílias atendidas.

Local - Está em um prédio construído especialmente para abrigar a CVMR, localizado na cidade de Pinhais, onde será feita a estocagem, separação e posterior venda dos materiais enviados pelas cooperativas.

Dinheiro - Os lucros obtidos com a venda dos materiais serão divididos com os cooperados participantes de acordo com quanto cada um enviou para a CVMR.

Fundação - A CVMR é uma realização que contou com o apoio de entidades como o Ministério Público do Estado, Ministério Público do Trabalho, Sindicato das Indústrias de Bebidas do Estado Paraná, Instituto Lixo e Cidadania, Movimento Nacional dos Catadores e prefeitura de Pinhais. A meta é construir outras centrais como esta na RMC e Litoral paranaense e expandir o projeto para outras cidades do estado.

Fonte e imagem – Gazeta do Povo de 12 de abril de 2012

Florianópolis, SC – condomínio residencial com geração de energia eólica

Deve ser entregue em maio de 2012 o primeiro empreendimento residencial do Brasil com captação de energia limpa dos ventos.

Projeto da incorporadora Asas e desenvolvido pela Buzz Inteligência Imobiliária, o Neo Next Generation é localizado no Novo Campeche, em Florianópolis.

O projeto é composto por duas torres, cada uma com uma hélice na parte superior. As turbinas de seis metros de altura por três metros de largura têm um design funcional e silencioso. As hélices de fibra de carbono entram em operação com ventos a partir de 3,5 metros por segundo de velocidade.

Além das duas turbinas eólicas, o empreendimento terá placas para geração de energia solar. De acordo com os empreendedores, as duas fontes de captação combinadas irão suprir 100% da energia necessária para aquecer toda a água quente utilizada pelo condomínio, representando uma economia anual estimada em R$ 43 mil no consumo potencial de energia elétrica.

A sustentabilidade também está presente no consumo de água do condomínio. Será adotado um sistema de tratamento de efluentes, com captação e reutilização da água consumida para uso nos jardins e áreas comuns. Essa iniciativa, somada ao uso inteligente dos sanitários, possibilita a redução de 50% do consumo de água em todo o condomínio.

Conceito
O conceito do Next Generation é de autoria do arquiteto paulista Jaques Suchodolski, que busca criar edifícios residenciais de alto padrão arquitetônico que reúnam as melhores tecnologias disponíveis de sustentabilidade e geração de energias limpas na construção civil.

Suchodolski realizou pesquisas, ao lado de consultores técnicos coordenados pela Asas Engenharia e Habitat, sobre o padrão dos ventos na região do Campeche. Com os resultados da pesquisa em mãos, o arquiteto optou pela instalação da turbina 4K da empresa norte-americana Urban Green Energy, com potência nominal de 4 mil Watts.

Fonte – Revista Pense Imóveis

Califórnia processa empresas por falsa rotulagem de embalagens biodegradáveis e recicláveis

 

Três empresas de garrafas de água foram processadas na Califórnia, na última quarta-feira (26). As ações partiram da procuradora-geral da República do estado, Kamala Harris. As companhias afirmam que suas garrafas são biodegradáveis.

A suposta capacidade das garrafas em serem recicláveis e biodegradáveis não passou despercebida pelas autoridades. As empresas desrespeitaram uma lei estadual de marketing ambiental, que proíbe o uso de etiqueta em embalagem plástica de alimento ou bebida, afirmando que o produto é biodegradável.

O plástico é um material que leva milhares de anos para se decompor naturalmente e nunca poderá ser decomposto em um aterro sanitário, por exemplo. Porém, as garrafas de plástico AquaMantra, comercializada pela ENSO Plásticos, tentaram convencer os consumidores do contrário.

No rótulo os fabricantes colocaram uma mensagem afirmando que a embalagem possui uma substância que faz com que o material se desintegre em até cinco anos. A tal substância, além de não acelerar o processo de desintegração, dificulta o processo de reciclagem de garrafas e é considerado um contaminante.

O mercado percebeu que desenvolver produtos sustentáveis pode trazer grandes benefícios econômicos. Realmente, a sustentabilidade deve ser entendida como aliada do desenvolvimento da sociedade, mas tornou-se comum a prática do Greenwashing em algumas empresas, que tentam enganar os consumidores com supostas vantagens ecológicas.

A Califórnia proibiu algumas empresas de usarem os termos “biodegradável” e “degradável”, em 2008. A lei deve expandir para todos os produtos plásticos em 2013.

Fonte – Los Angeles Times / Ciclovivo

O Estado da Califórnia ( EUA ) move ação contra três empresas por uso de informação falsa e rotulagem enganosa de marketing nas embalagens denominadas biodegradáveis e recicláveis, numa violação às leis vigentes naquele estado, com potencial dano ambiental ( clique na imagem para ler a minuta do processo).

As embalagens objeto do processo receberam um tipo de aditivo “orgânico” que prometia a biodegradação em aterros sanitários e outros ambientes, na ausência de Oxigênio, gerando Metano ( CH4), no prazo de cinco anos. A propaganda e rotulagem foram consideradas enganosas devido ao fato das embalagens não ter cumprido o que prometiam, não degradando em nenhum ambiente. O aditivo usado na produção era vendido como sendo um aditivo microbiano.

Este tipo de aditivo – que inclusive está sendo vendido no Brasil com a mesma promessa – afirma ser orgânico, mas de forma alguma implica na transformação de todo o resto da embalagem como sendo orgânica, como vem sendo rotulada em diversos países, muitas vezes levando a logomarca da ASTM indevidamente impressa.

Mesmo não tendo nenhuma relação com as tecnologias e materiais representados pela RES Brasil, o caso da Califórnia reforça a preocupação da RES Brasil com a forma de rotulagem e informações impressas e divulgadas em sites da internet e em artigos e embalagens plásticas produzidas com as tecnologias RES Brasil.

O Brasil não é diferente da Califórnia e temos o Código de Defesa do Consumidor que exige que atributos e características dos produtos devam ser claramente informados ao consumidor e passíveis de serem provadas e comprovadas através de laudos independentes. Caso contrário, é propaganda falsa e enganosa.

Leiam com atenção o MIPE que cada fabricante licenciado recebe da RES Brasil, especialmente nos capítulos que se referem à impressão de informações e rotulagem, e sigam estritamente o que está informado.
Entrem em contato com a RES Brasil caso tenham dúvidas sobre o que informar e imprimir como informação ao cliente e consumidor.

Os técnicos e consultoria jurídica da RES Brasil estão à disposição para informar e auxiliar, cumprindo desta forma as regras existentes referentes a rotulagem ambiental.

Fonte – Corte Superior de Justiça do Estado da Califórnia / RES Brasil

Parafraseando Abraham Lincoln, alguém pode enganar todos durante um certo tempo, alguns o tempo todo, mas não é possível enganar todos por todo o tempo.

Pilantras, tremei, porque a qualquer hora vocês, falsificadores, cairão. Os falsificadores nos tiram do sério, porque aproveitam a falta de fiscalização para enganar o consumidor.

Mas, certamente, a hora deles serem desmascarados está chegando. Esperamos que seja logo.

 

Reunião do fórum lixo e cidadania em 09 de abril de 2012 com a presença do prefeito Silvio Barros II


Para quem não pode comparecer à reunião ordinária do fórum lixo e cidadania do dia 09 de abril de 2012, eis a chance de assistir aos vídeos da reunião.

O Prefeito Silvio Barros II nos deu a honra de sua presença e defendeu a instalação da usina de incineração de lixo na cidade.

O fórum de lixo e cidadania, do qual a FUNVERDE é participante, se posiciona contrária à instalação desta usina de incineração de lixo que irá custar aproximadamente 350 milhões para os contribuintes, terá um contrato de 35 anos prorrogável por mais 5 anos e que ao final do contrato terá custado alguns bilhões para a população maringaense e terá certamente ceifado muitas vidas devido aos gases e cinzas tóxicas que produzirá.

Em outros posts daremos algumas sugestões ao prefeito sobre como resolver realmente o problema do lixo de Maringá, respeitando o tripé da sustentabilidade – ambiental, social e econômico – com educação ambiental para privilegiar, em ordem de prioridade, a não-geração, a redução da geração, a reciclagem, e finalmente o tratamento ou disposição final, o social incentivando as cooperativas e o econômico comercializando os materiais recicláveis e o adubo fabricado a partir do lixo orgânico.

Abertura da reunião pelo coordenador do fórum lixo e cidadania, com o procurador do trabalho Fábio Alcure expondo os motivos do fórum se posicionar contrário ao incinerador, a secretária do fórum Cathiane explanando o histórico do fórum e o prefeito Silvio Barros II defendendo o posicionamento da prefeitura da instalação do incinerador de lixo.

Questionamento da platéia.

O prefeito Silvio Barros II respondendo as perguntas.

O prefeito Silvio Barros II e o Procurador do Trabalho Fábio Alcure respondendo as perguntas.

Considerações finais.

Jamie Oliver cria polêmica sobre ‘gosma rosa’ em hambúrguer nos EUA

Restos de carne limpos com amônia e vendidos livremente viram alvo de polêmica; indústria contra-ataca com campanhas

Três das quatro fábricas norte-americanas de um tipo de carne processada (“lean beef trimmings”, ou restos de carne de vaca) devem ser fechadas, após uma onda de críticas iniciada pelo chef britânico Jamie Oliver.

A onda de críticas colocou em xeque a própria existência do “lean beef trimming” – conhecido popularmente como “pink slime”, ou “gosma rosa”: Será que a carne vai ser extinta ou simplesmente acabará sendo relançada com um novo nome?

A polêmica começou em 2011, quando Jamie Oliver mostrou, em programa transmitido nos EUA, como era fabricada boa parte dos hambúrgueres do país: com carne processada feita de restos de cortes mais nobres – a qual, em décadas anteriores, seria usada apenas para alimentar cachorro.

Mas, com um processo que, segundo Oliver, inclui a limpeza com amônia, ela se transforma em hambúrgueres que são vendidos em diversas escolas públicas, redes de fast-food e restaurantes americanos.

A limpeza com amônia foi reproduzida por Oliver em seu programa, diante de uma plateia que assistia a tudo com expressão de asco na face.

Em reação, grandes cadeias de supermercado, restaurantes e algumas escolas públicas resolveram proibir a “gosma rosa”.

Perda de empregos

Mas a consequente perda de 850 postos de trabalho em fábricas de “gosma rosa”, num momento em que os EUA lutam contra uma alta taxa de ociosidade, despertou a ira de uma parte da opinião pública americana e protestos contra Oliver.

O chef britânico se tornou o principal alvo das críticas por ter sido ele quem provavelmente mais fez força para colocar a “gosma rosa” em debate nos EUA, ainda que o tema tenha sido tratado também por um programa de TV da conhecida jornalista Diane Sawyer.

O Departamento de Agricultura do país acabou permitindo que escolas removam produtos contendo a “pink slime” de suas cantinas, acatando pedido de um abaixo-assinado online com mais de 200 mil assinaturas.

Para a indústria da carne, foi uma dura lição de relações públicas e transparência na era das mídias sociais. Pode ter sido também o primeiro exemplo de um ingrediente alimentar que foi banido não por conta de algum tipo de contaminação, mas simplesmente porque as pessoas começaram a achá-lo nojento.

Contra-ataque

Líderes dessa indústria se revoltaram contra a campanha, e dizem que o produto é usado desde os anos 1990 e que cumpre os padrões exigidos pelas agências reguladoras.

No início desta semana, a indústria contra-atacou, lançando o slogan “Dude, it’s beef” (“Cara, isso é carne”) e o site beefisbeef.com e também mostrando o governador do Texas (e ex-pré-candidato presidencial), Rick Perry, mastigando um hambúrguer contendo o chamado lean beef trimming (pedaços de carne magra). Também criou o site beefisbeef.com

Mas, para o consultor Gary Martin, a indústria não entendeu o recado. “Quem se importa se (o produto) é 100% carne e se é livre de bactérias, se é algo que achamos nojento?”, diz ele.

Outro erro da indústria, na sua opinião, foi não ter criado uma marca para o lean beef trimming, permitindo que o nome depreciativo (gosma rosa) se popularizasse.

Talvez isso não tivesse evitado as críticas da imprensa, mas teria facilitado a contenção da crise, argumenta.

Para EJ Schultz, jornalista especializado em indústria alimentícia, a ira dos consumidores foi fomentada pela falta de transparência do setor.

“As pessoas estão se perguntando: Por que eu não soube disso antes? Por que isso não foi colocado nos rótulos?”

O futuro da “gosma rosa”

Segundo Jason Karpf, professor de relações públicas e marketing, diz que as indústrias de carne têm adicionado restos e outros produtos aos hambúrgueres desde os anos 1970, para reduzir seus preços – mas eles terão que encontrar um substituto à “gosma rosa” que “seja capaz de suportar o escrutínio (público)”.

Em contrapartida, EJ Schultz ainda acredita que os “lean beef trimmings” ainda podem, se forem devidamente rotulados, se manter como uma alternativa de baixo custo para os amantes de hambúrgueres.

Já a consultora de marcas Denise Lee Yohn opina que, para as empresas envolvidas na crise, a melhor alternativa talvez seja esperar a poeira baixar.

“Se elas esperarem, deixarem o assunto morrer, em cerca de seis meses ninguém vai pensar nisso, e elas poderão voltar com seu produto.”

Fonte – BBC Brasil de 06 de abril de 2012

Aí está. Como sempre afirmamos faz mais de década, temos que estar sempre vigilantes pois ninguém cuida da população, principalmente quem deveria, que são as agências do governo criadas para controlar a qualidade da indústria de alimentos, de remédios, agrotóxicos… a população só fica sabendo dos escândalos ou por algum doido ou pela imprensa e, mesmo assim, a indústria usa o marketing para minimizar a perda de confiabilidade e não diminuir o lucro. 

As necessidades de muitos sobrepõe-se às necessidades de poucos. Estes funcionários podem procurar outros empregos, mas a coletividade tem que ser protegida banindo-se este tipo de alimento que,  para aumentar o lucro da indústria, está sendo oferecido a humanos, principalmente em escolas, prejudicando a saúde dos mais frágeis dos humanos, que são as crianças. Lembrem-se de que esta carne anteriormente só servia para ração, pois não era apropriada para consumo humano, mas daí vem a indústria, joga produtos químicos na carne e vende como carne barata.

As doenças estão aumentando e surgindo novas, colocando em risco a vida de toda a humanidade, pois estamos comendo veneno, lixo, tudo empurrado goela abaixo pelas indústrias, preocupadas apenas com o lucro e tendo como cúmplices as agências governamentais criadas para nos proteger.

Mas, novamente, você pode destruir este esquema apenas não comendo o que sabe não ser saudável e avisando seus familiares e amigos, usando as redes sociais para boicotar o lixo que querem nos empurrar goela abaixo.

Ou fazemos isso ou… soylent green.

A Vicbag congratula São Paulo pelo banimento das sacolas plásticas de uso único

A Vicbag parabeniza todos os habitantes do estado de São Paulo por acordarem hoje em uma nova era, a era do consumo sustentável, deixando para trás a sociedade voltada para o descarte, muito bem representada pelas sacolas plásticas de uso único, que demoram um segundo para serem produzidas, são descartadas após meia hora de uso e ficam no planeta por 500 anos, poluindo e matando todos os seres vivos.

Sacolas plásticas de uso único representam 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade do planeta e ficam poluindo por 500 anos.

Sacolas plásticas de uso único utilizam recursos naturais preciosos para serem produzidas, demoram 1 segundo para serem fabricadas, são utilizadas por 30 minutos e depois jogadas no planeta por 500 anos, por isso são tão prejudiciais e devem ser banidas e substituídas por sacolas retornáveis.

Sacolas retornáveis são a melhor solução para a humanidade e o planeta. Economizam recursos naturais e evitam a contaminação do planeta.

Elas podem ser utilizadas por muitas vezes, higienizadas e reutilizadas novamente por muitas outras vezes.

A VicBag é a pioneira – desde 1984 – e a líder mundial na fabricação e na distribuição de sacolas retornáveis e personalizadas em ráfia laminada – polipropileno laminado -.

A VicBag trabalha também com novas matérias, tais como ráfia não laminada, náilon, algodão, tecido de juta e tecido de PET reciclada.

As sacolas são personalizáveis, podendo ser adaptados dimensões, cores, impressões, logotipos e demais opções, para atender as suas necessidades.

Para adquirir sacolas retornáveis a partir de 25.000 (vinte e cinco mil unidades) com excelente relação qualidade / preço, por favor, entre em contato com Charlotte Brun, da VicBag.

Telefone 00XX 33 1 4692 6654 – XX é a operadora de telefonia de sua preferência

A empresa é Francesa, mas o contato é totalmente em português.

VicBag Group

Email charlotte@vicbag.com
Site www.vicbag.com
31 rue Jean Jaurès – 92800 – Puteaux – França

 

 

 

Adeus sacolas plásticas de uso único

Após várias leis serem aprovadas, vetadas, a máfia do plástico entrar com liminares para derrubar leis, hoje é um dia histórico, pois finalmente todo o estado de São Paulo está livre das sacolas plásticas de uso único.

Só no estado de São Paulo eram distribuídas mais de 30 bilhões de sacolas anualmente, sacolas que demoravam mais de 5 séculos para sumirem da face da terra, poluindo, matando, indo parar em bueiros e causando enchentes, diminuindo em 10% a vida útil de lixões e aterros sanitários – sacolas plásticas representam 10% de todo o lixo gerado diariamente – e finalmente indo parar em rios e oceanos, matando a vida marinha.

Não podemos esquecer que este dia histórico teve início em 07 de maio de 2008 na primeira reunião do conselho superior de sustentabilidade da FECOMERCIO,  em que o professor José Goldemberg convidou a FUNVERDE para falar para os maiores varejistas, entre eles os grandes supermercadistas do estado para apresentarmos o problema causado pelas sacolas e o nosso projeto para banir as sacolas plásticas de uso único no país até 2010.

O professor Goldemberg ficou sabendo do nosso projeto que se iniciou em 2004 para o banimento das sacolas e quis levar nossa experiência e nosso projeto para são São Paulo, que é o maior consumidor e o maior gerador de resíduos do país.

Então, alguns anos se passaram, está demorando um pouco mais do que imaginávamos para banir as sacolas plásticas de uso único – nosso prazo era 2010 – mas, mesmo a passos lentos, as vitórias estão acontecendo e quem sabe, com São Paulo liderando, os outros estados também se inspirem para livrar o ambiente destas sacolas que afetam o planeta e a nossa vida nossa e a vida de nossos descendentes mais longínquos. Sim, porque em 500 anos os habitantes do planeta ainda estarão limpando as sacolas que descartamos desde a década de 80 do século passado.

Parabéns ao estado de São Paulo, uma nova era se inicia, com menos lixo e mais consciência ambiental.

Ah, não esqueçam de levar suas sacolas retornáveis quando saírem de casa.

Veículo a hidrogênio passa no teste das ruas

Tira-teima

Engenheiros suíços realizaram o primeiro teste de longa duração, em condições reais de operação, com um veículo a hidrogênio.

Embora sejam comuns em campanhas de marketing das principais indústrias automobilísticas, há vários entraves tecnológicos rumo à viabilização total de um carro a hidrogênio.

Pelo menos esse é o consenso entre os especialistas.

Mas os engenheiros do instituto EMPA não se deram por vencidos e decidiram testa um carro a hidrogênio com a tecnologia disponíveis hoje, e verificar se o que já está disponível não seria bom o suficiente.

Robustez

A tecnologia de célula a combustível a hidrogênio e motores elétricos foi incorporada em um veículo utilitário, dedicado à limpeza de ruas.

O veículo foi submetido a condições reais de operação na cidade de Basel, durante três meses, inteiramente operado pelos funcionários da companhia de limpeza.

O resultado foi melhor do que o esperado: ele só teve que ir para a oficina uma única vez, para troca de uma bomba de água e do conversor de tensão entre a célula a combustível e as baterias.

Segundo os técnicos, o teste demonstrou que as células a combustível estão prontas para serem usadas em aplicações reais do dia-a-dia, particularmente em nichos de aplicação, como nos utilitários de serviços públicos.

Economia de combustível

A principal vantagem do veículo a hidrogênio é a economia de combustível.

Em vez de 5 a 5,5 litros de diesel por hora – equivalente a um consumo energético de 180-200 MJ/h – o utilitário a hidrogênio gastou entre 0,3 e 0,6 kg de hidrogênio por hora – equivalente a 40-80 MJ/h.

Deve ser levado em conta que o custo inicial do veículo a hidrogênio é três vezes maior do que o mesmo modelo a diesel. Mas os engenheiros argumentam que as células a combustível, um componente importante do custo inicial, custam hoje um décimo do que custavam há 10 anos, e essa tendência está se mantendo.

No quesito emissão de poluentes, embora as células a combustível só emitam vapor de água como resíduo, é necessário levar em conta que o hidrogênio hoje é produzido pela reforma do gás natural. Ainda assim, o veículo a hidrogênio emitiu 40% menos CO2 do que a versão a diesel, levando em conta todo o ciclo.

Sem vazamentos

Não foi detectada nenhuma ocorrência de vazamento de hidrogênio, nem mesmo nas estações de reabastecimento, que eram operadas pelos próprios funcionários do serviço de limpeza da cidade, que usavam o veículo.

Os testes continuarão em outra cidade, uma vez que os engenheiros pretendem observar o comportamento do veículo a hidrogênio conforme suas peças se desgastam, a fim de calcular o custo total no tempo de vida do veículo.

Fonte e imagem – Site Inovação Tecnológica de 30 de março de 2012

Pneus velhos viram proteção anti-ruído para estradas

Painéis de pneus

Pesquisadores espanhóis desenvolveram uma técnica de reprocessamento que permite construir barreiras anti-ruído para estradas usando pneus velhos.

Quem roda pelas estradas que passam próximo aos grandes centros urbanos observa enormes muros de concreto, ao lado da estrada ou entre as pistas.

Essas construções servem tanto para minimizar o ruído da estrada que chega às áreas residenciais, quanto para isolar as pistas.

Os engenheiros desenvolveram uma técnica que usa o material dos pneus, com um gasto mínimo de energia, para a confecção de painéis.

Estes painéis podem ser montados como se fossem segmentos de um muro pré-moldado.

Barreira acústica eficiente

Depois de resolver os problemas estruturais, a boa surpresa veio quando os pesquisadores verificaram que o material poroso dos pneus velhos produz uma barreira acústica mais eficiente.

Além de uma maior absorção dos ruídos, as barreiras feitas com pneus reciclados são mais leves, minimizando os custos de engenharia durante a construção.

Embora o objetivo primário seja a construção de proteções acústicas para rodovias, o material poderá ser usado em outras aplicações similares.

Mercado

O projeto é parte de um esforço de pesquisa e desenvolvimento, financiado pela União Europeia, para dar novas destinações aos pneus reciclados.

O projeto, chamado EKOPAN, pretende agora preencher o hiato existente entre a demonstração de que os painéis de isolamento acústico funcionam e a sua chegada ao mercado.

Para isso, os engenheiros do Instituto Tecnalia estão testando a conversão dos pneus velhos em painéis acústicos em escala industrial, para que a solução possa chegar às estradas.

Fonte – Site Inovação Tecnológica de 10 de dezembro de 2011

Visite o site da Symphony USA e RES Brasil na NPE

Convite

Symphony USA e RES Brasil convidam você a visitar nosso estande na NPE de 1º a 5 de abril de 2012, no OCCC (Centro de Convenções de Orange County), em Orlando, Flórida, EUA.

A NPE2012 é a maior exposição e conferência do setor de plásticos do mundo. O evento apresentará mais de 500 sessões educativas técnicas e de negócios sobre assuntos relacionados a bioplásticos, sustentabilidade e tecnologias de resinas, além de um programa educativo especial realizado em espanhol.

Será um imenso prazer receber sua visita e podermos conversar a apresentar as novidades e lançamentos da RES Brasil e Symphony USA.

Clique na imagem abaixo para obter seu Guest Pass.

Oceano tem grandes depósitos de minerais de terras raras

Pesquisadores japoneses dizem ter encontrado vastos depósitos de minerais de terras raras, utilizados em equipamentos de alta tecnologia, no solo do Oceano Pacífico.

Geólogos estimam que existam atualmente 110 bilhões de toneladas de elementos raros no fundo do Pacífico.

Terras valiosas

Os pesquisadores japoneses estimam ter encontrado entre 80 e 100 toneladas de minerais raros no leito oceânico a profundidades entre 3,5 mil e 6 mil metros abaixo da linha d’água.

Atualmente, a China responde por 97% da produção de 17 metais provenientes de terras raras, muitas vezes chamados de “ouro do século 21″, por serem raros e valiosos.

O quase monopólio de produção exercido pela China levou o país a restringir o fornecimento dos metais raros no ano passado, durante uma disputa territorial com o Japão.

Esses minerais são usados em iPods, TVs de tela plana, carros elétricos, mísseis, óculos de visão noturna, turbinas e imãs supercondutores, por exemplo.

Além da China, as reservas são encontradas também na Rússia, em outras ex-repúblicas soviéticas, nos Estados Unidos, na Austrália e na Índia.

O Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras do mundo, mas virtualmente sem exploração.

Terras raras no mar

A descoberta foi divulgada pela publicação científica britânica Nature Geoscience, que relatou que a equipe de cientistas comanda por Yasuhiro Kato, professor de geociências da Universidade de Tóquio, encontrou os minerais em 78 locais diferentes na lama oceânica do Pacífico.

“Os depósitos contêm uma uma forte concentração de terras raras. Apenas um quilômetro quadrado dos depósitos será capaz de atender a um quinto do consumo mundial atual,” afirmou o professor Yasuhiro Kato.

A descoberta foi feita em águas internacionais, em uma área próxima ao estado norte-americano do Havaí e em outra perto da Polinésia Francesa, segundo o relatório formulado pelos exploradores japoneses.

Ainda não se sabe, no entanto, se será viável tecnologicamente realizar a prospecção em uma área tão profunda e, caso seja, se será possível explorar comercialmente os metais trazidos à tona.

Os depósitos foram se acumulando no solo oceânico ao longo de centenas de milhões de anos.

Mineração no mar

O número de companhias que vêm solicitando licenças para realizar prospecções no solo do Pacífico vem crescendo rapidamente.

Entre as dificuldades de realizar a exploração dos metais raros está o fato de que eles são minúsculos e estão espalhados em uma vasta área, o que faz com que muitos dos locais que contam com terras raras não sejam viáveis para a exploração comercial ou estejam sujeitos a restrições ambientais.

Bibliografia - Deep-sea mud in the Pacific Ocean as a potential resource for rare-earth elements. Yasuhiro Kato, Koichiro Fujinaga, Kentaro Nakamura, Yutaro Takaya, Kenichi Kitamura, Junichiro Ohta, Ryuichi Toda, Takuya Nakashima, Hikaru Iwamori. Nature Geoscience, 03 July 2011, Vol.: Published online. DOI: 10.1038/ngeo1185

Agora, não contentes em destruir as águas do mar, vamos também destruir seu leito. Resultado da sociedade para o descarte, em que se come o mundo e que não se preocupa em reciclar o que é descartado, para recuperar os recursos naturais para seu reuso em novos materiais.

Materiais raros podem ser sintetizados a partir de elementos abundantes

Cientistas japoneses apresentaram uma nova estratégia para lidar com a chamada “crise dos elementos raros”.

Essa crise foi deflagrada pela crescente demanda por elementos como o lítio, usado em baterias, e pelos elementos da família das terras raras, como o disprósio e o neodímio, usados em ímãs permanentes de discos rígidos e geradores solares.

Estratégia dos elementos onipresentes

Há poucos dias, uma equipe da Universidade de Tóquio anunciou a descoberta grandes depósitos de minerais de terras raras no Oceano Pacífico.

Mas Hideo Hosono e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Tóquio acreditam ter uma solução mais pronta: sintetizar os elementos raros a partir de elementos mais abundantes.

Chamada por eles de “estratégia dos elementos onipresentes”, a técnica consiste em sintetizar materiais industrialmente importantes, sejam eletrônicos, termiônicos ou estruturais, usando materiais de baixo custo disponíveis comercialmente.

E eles já começaram a fazer isto na prática: a equipe descreveu suas pesquisas na síntese e aplicações de óxidos baseados em um conjunto dos 20 a 30 elementos mais abundantes, incluindo silício, alumínio, cálcio, sódio e magnésio.

A chave para essa estratégia dos elementos onipresentes é um conhecimento profundo do papel que cada um dos elementos desempenha nas propriedades físicas dos materiais, um conhecimento que está se tornando disponível a partir das pesquisas com nanopartículas desses materiais.

Cerâmicas de alta tecnologia

O grupo descreve a síntese, as propriedades e as aplicações de memórias não-voláteis, emissores de campo eletrônicos e materiais fotoemissores a partir de uma cerâmica (12CaO*7Al2O3 [C12A7]).

Os pesquisadores citam também a produção de oxigênio ionizado, que é importante para a indústria eletrônica na fabricação de diodos de silício sobre semicondutores – o método tradicional usa uma ação catalítica da platina, um metal cada vez mais escasso e caro.

O método substituto produz grandes quantidades de oxigênio atômico pelo aquecimento por incandescência de um tubo de 2 milímetros de diâmetro feito de zircônia, uma cerâmica, dopada com óxido de ítrio.

Na área de materiais estruturais, outra cerâmica (3Al2O3*2SiO2) mostrou-se superior às ligas de alumínio usadas na construção dos envoltórios externos de espaçonaves e satélites espaciais.

Já a SrTiO3/TiO2 mostrou um incremento de cinco vezes no efeito Seebeck em relação ao material bruto – o efeito Seebeck é o efeito apresentado pelos materiais termoelétricos, que transformam calor diretamente em eletricidade.

Foco nas cerâmicas

Os exemplos citados no artigo – uma lista bastante longa – resultam tanto de pesquisas do próprio grupo quanto de outros pesquisadores.

Isso mostra que a estratégia dos elementos onipresentes já é uma realidade, e só precisa ser encarada como um método de pesquisas para que novos substitutos dos elementos raros sejam encontrados.

E, a julgar pelos desenvolvimentos já alcançados, as cerâmicas passarão a ser alvos de pesquisa cada vez mais interessantes.

Bibliografia - New functionalities in abundant element oxides: ubiquitous element strategy. Hideo Hosono, Katsuro Hayashi, Toshio Kamiya, Toshiyuki Atou, Tomofumi Susaki. Science and Technology of Advanced Materials, Vol.: 12 (2011) p. 034303. DOI: 10.1088/1468-6996/12/3/034303

Fonte – Site Inovação Tecnológica de 19 de julho de 2011

Metais mais raros da Terra entram para “lista de risco”

Elementos de risco

O Serviço Geológico Britânico divulgou uma lista de “elementos ameaçados de fornecimento”.

Não é uma lista de elementos raros ou “ameaçados de esgotamento”, mas daqueles elementos mais importantes economicamente com risco de sofrerem quebra na cadeia de fornecimento global.

“A lista dá uma indicação do risco relativo para o fornecimento dos elementos químicos ou grupos de elementos que precisamos para manter nossa economia e nosso estilo de vida,” afirma o órgão britânico, em tom pouco diplomático.

A posição de cada elemento na lista é determinada por fatores que podem impactar sua oferta, incluindo a abundância de cada elemento na crosta terrestre, a localização da produção e das reservas atuais, e a estabilidade política desses locais.

Minerais tecnológicos

Os dados destacam a importância da China na mineração mundial, sobretudo nesta área dos chamados “minerais tecnológicos”.

O Brasil está presente entre os elementos com sinal vermelho, graças ao nióbio – o país fornece quase a totalidade do nióbio do mundo, um elemento importante na indústria do aço, eletrônica, supercondutores e até dos experimentos com a fusão nuclear.

A lista é encabeçada por minerais como as terras raras, grupo da platina, o nióbio e o tungstênio.

Segundo os organizadores da lista, não há nenhum risco de esgotamento das reservas de nenhum dos minerais listados, sendo que os maiores riscos ao fornecimento são “fatores de risco humanos” – geopolítica e nacionalismo – e acidentes.

Fonte e imagens – Site Inovação tecnológica de 15 de setembro de 2011

Mudança para tecnologias verdes pode iniciar guerras minerais

Metais raros

É cada vez maior a preocupação com o uso de metais muito raros, essenciais aos equipamentos de alta tecnologia.

Segundo um estudo que acaba de ser concluído por pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology), uma mudança em larga escala rumo a fontes de energia mais limpas pode colocar em risco o suprimento desses elementos, especialmente de dois metais da família das terras raras.

A família das terras raras é composta por 17 elementos, que vêm sendo usados em inúmeras aplicações de alta tecnologia, de aviões a lasers e sistemas de imageamento médico.

Dois deles, o disprósio e o neodímio, são os mais sensíveis à disseminação dessas novas tecnologias, garantem Randolph Kirchain e seus colegas.

Longa vida à mineração

O disprósio e o neodímio estão presentes sobretudo na fabricação de ímãs de última geração, presentes nas turbinas eólicas e nos carros elétricos.

Mas há riscos de falta de suprimento envolvendo também o lantânio, cério, praseodímio, samário, európio, gadolínio, térbio e ítrio.

As projeções indicam elevações na demanda dos diversos elementos que variam entre 600% e 2.600% nos próximos 25 anos, enquanto a produção tem crescido alguns poucos pontos percentuais ao ano.

Recentemente o Serviço Geológico do Reino Unido criou uma lista de risco dos metais mais raros da Terra.

O professor James Burnell, do Serviço Geológico do Colorado, vai mais longe, e chega a falar em “guerras comerciais”.

“Há um equívoco no público, que confunde mudança para energias alternativas com um abandono da mineração, o que não pode ser feito,” diz ele, lembrando que a desejada diminuição da exploração do petróleo e do gás natural nada tem a ver com a extração dos outros minerais, embora ambas sejam mineração.

Uma grande variedade de metais raros são necessários para fabricar também os painéis fotovoltaicos para energia solar, as células de combustível para uma sonhada economia do hidrogênio, e até baterias de alta capacidade para os veículos híbridos e elétricos.

Terras raras da China

Assim, todos os metais, os raros e os não-raros, terão que continuar sendo produzidos pela mineração – que pertence ao setor industrial, e não ao setor primário, outra confusão comum.

Ocorre que os depósitos minerais não escolhem fronteiras, e não se distribuem equanimemente entre os países. Na verdade, a maioria dos metais de terras raras estão hoje em uma condição de quase monopólio, em poder da China.

E a China está se preparando para construir geradores de energia eólica que chegam a 330 giga-watts. Apesar disso, pressões recentes dos países desenvolvidos, que já protocolaram uma queixa contra o país na Organização Mundial do Comércio pela diminuição das vendas de terras raras já tenham feito as autoridades chinesas anunciarem que estão revisando esses planos.

Se o projeto for levado adiante, isso exigirá cerca de 59 mil toneladas de neodímio para construir os ímãs, o que é mais do que a produção anual do país desse metal. Ou seja, sobrará pouco abastecer o resto do mundo, que sonha ainda, além da energia eólica, com os carros elétricos.

Novas minas ou novas decisões

Assim, segundo Burnell, guerras comerciais, geradas pela busca de novos suprimentos de minerais, estão no horizonte.

No entanto, estima ele, nem o público e nem os políticos parecem estar cientes do problema.

A saída, segundo o pesquisador, está no investimento em novas tecnologias para a extração desses metais raros de outros tipos de minérios, além da busca por novas minas.

Pesquisas indicam, por exemplo, que os leitos dos oceanos têm depósitos ricos em terras raras, enquanto trabalhos iniciais apontam no sentido da sintetização de materiais raros derivando-os de elementos mais abundantes.

O Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras do mundo mas, como parece ter firmado pé na decisão de ser um país agropecuário, não as explora.

Fonte – Site Inovação Tecnológica de 22 de março de 2012

Reciclagem pessoal, reciclagem, sempre reciclagem. Batemos nesta tecla já faz mais de uma década e o processo não avança. Sem reciclagem chegará a hora em que não haverá mais o que minerar, não haverá mais matéria prima para nossas necessidades e nossos desejos, graças ao consumismo desenfreado, ao design para obsolescência, à fabricação para o descarte quase instantâneo, afinal, quando você compra um celular, já está com a boca salivando para comprar o próximo, pois a mídia induz a sociedade para o consumo irresponsável sem incentivar a destinação pós consumo para a reciclagem.

Revolução solar – astrônomo promete usina solar de 1 GW

Usina fotovoltaica

Seus criadores a chamam de “revolução solar”.

Segundo eles, sua tecnologia é a primeira com capacidade para viabilizar usinas de geração de energia solar fotovoltaica na faixa dos gigawatts.

A maioria dos projetos atuais de fazendas solares de grande porte é do tipo termossolar, que aproveita o calor do Sol para aquecer líquidos e gerar vapor. Este vapor gira turbinas que produzem eletricidade.

O tipo mais tradicional, mas mais caro, é baseado em células solares, ou painéis fotovoltaicos, que usam a luz do Sol para gerar eletricidade diretamente.

A proposta da empresa emergente Rehnu é otimizar esse sistema mais tradicional, gerando mais energia e, desta forma, baixando seu custo.

Espelho de telescópio

Foram colocadas juntas várias tecnologias, todas já bem-conhecidas, mas com melhoramentos individuais que produziram um resultado final muito superior ao obtido em outras plantas-piloto ou plantas de demonstração.

Um módulo Rehnu de geração fotovoltaica consiste de um refletor parabólico com 3,1 metros quadrados, e um equipamento compacto, chamado Unidade de Conversão de Energia, instalado no ponto focal do refletor.

A primeira inovação está no próprio refletor, desenvolvido pelo astrônomo Roger Angel, um dos criadores da empresa, para funcionar como espelho de telescópios.

O Very Large Telescope do ESO, por exemplo, instalado no Chile, usa quatro espelhos construídos com a técnica desenvolvida pelo Dr. Angel, cada um com 8,2 metros de diâmetro.

Células solares de tripla junção

A segunda inovação está no uso de células solares de tripla junção, um tipo de célula solar de altíssima eficiência, detendo todos os recordes de rendimento com larga margem em relação às tecnologias competidoras.

O problema é que essas células solares multicamadas são caras, sendo ainda economicamente inviável construir painéis solares comuns com elas.

Esse problema parece ter sido resolvido com a adoção da terceira inovação do módulo Rehnu: uma lente especial para colocar muita luz sobre poucas células solares.

Lente multifocal

O refletor concentra a luz e a coloca exatamente sobre uma lente instalada na parte frontal da Unidade de Conversão de Energia.

Esta é uma técnica bastante conhecida, chamada concentrador solar.

Sua maior vantagem é que ela coloca luz de altíssima intensidade sobre algumas poucas células solares de alto rendimento. Assim, usando poucas células, o painel não sai tão caro.

Isso, é claro, exigiu mais um melhoramento técnico.

Como não se trata de simplesmente focalizar a luz em um ponto, mas em vários pontos, os astrônomos-empreendedores tiveram que desenvolver uma lente capaz de receber a luz concentrada pelo painel e a distribuir igualitariamente entre todas as células solares instaladas dentro do módulo.

De quilo a giga

Segundo seus idealizadores, o custo de instalação de uma usina solar com a tecnologia Rehnu pode chegar a US$1 por watt por volta de 2020, se seus planos de fabricação em larga escala tiverem sucesso.

Sua pretensa usina solar na faixa do gigawatt cobriria uma área de 15 quilômetros quadrados.

Por enquanto, eles estão instalando uma planta de demonstração no deserto do Arizona, que deverá ser capaz de produzir 20 kilowatts.

Fonte e imagem – Site Inovação Tecnológica de 21 de março de 2012

Mude o que você consome para mudar o que a humanidade consome

Os cinco posts anteriores se referem a mudanças na fabricação de alimentos e, consequentemente, na transformação de alimentos cancerígenos em alimentos menos perigosos para a alimentação humana. Menos perigosos, mas não totalmente seguros, porque eles estão retirando apenas alguns componentes, porque agora o consumidor está sabendo que estes conservantes, corantes, saborizantes… tem efeitos danosos à saúde humana. Sabe-se lá quantos mais componentes perigosos a indústria mundial de alimentos está escondendo do consumidor, matando seus clientes aos poucos por causa do lucro e contando que uma parte deles sobreviva para continuar consumindo seus produtos.

A cada descoberta científica dos venenos que a indústria produz para nós comermos eles tem um procedimento padrão. Primeiro eles negam que seus produtos sejam venenosos, esperando que o consumidor esqueça. Em caso de muitos processos, aí sim, ou eles se fazem de inocentes e retiram o aditivo dizendo que não sabiam que fazia mal ou então retiram o aditivo jurando de pés juntos que não faz mal mas mesmo assim, só para o consumidor se sentir mais seguro, eles estão retirando, mesmo que não havendo necessidade.

Lembre-se consumidor, eles não estão nem um pouco preocupados com você, com sua saúde, pois se você morrer por causa de sua comida artificial, ainda restarão outros mais de 7 bilhões de consumidores para eles lucrarem. Quem tem que se preocupar com o que comer é você, pois só a sua escolha de uma comida mais saudável mudará a indústria, porque eles dependem do consumidor, eles fabricam para o consumidor e portanto se você não comprar o produto deles e fizer propaganda negativa para todos que você conhecer, o movimento vai aumentando até o ponto da indústria, para não ir à falência, mudar o que produz.

Quanto ao McDonalds e outras empresas cuidando dos suínos, bovinos e aves, é o resultado dos movimentos pró animais que passaram a divulgar relatórios, documentos e documentários sobre as péssimas condições de criação destes animais e portanto, para evitar processos e perda de clientes, eles estão se fazendo de amigos dos animais, simples assim.

Como diz o título da matéria, só você mudando o que come pode mudar o que a humanidade come.

Agora, fale sério, você acredita mesmo que um M&M com cores tão exuberantes pode ser saudável? Você acredita mesmo que essas cores podem existir sem milhares de produtos químicos? Eeeca!

McDonalds´s não quer mais suínos confinados

 


Ação é adotada em resposta aos defensores dos direitos dos animais

O anúncio é o mais recente de uma série de medidas adotadas pelo McDonald’s e outras cadeias de restaurantes para melhorar sua imagem pública.

A rede de lanchonetes McDonald’s está pressionando seus fornecedores de carne de porco a não mais confinarem as porcas reprodutoras em pequenos espaços. O esforço é visto como resposta a problemas levantados pelos defensores dos direitos animais. De acordo com matéria veiculada no jornal The Wall Street Journal, a empresa afirmou há algumas semanas que os pequenos cercados onde ficam as reprodutoras “não são um sistema de produção sustentável” e que há alternativas que “são melhores para o bem-estar das porcas”. A mudança foi anunciada em conjunto com a Sociedade Humanitária dos Estados Unidos, que elogiou a decisão.

Em geral, nos Estados Unidos as baias de gestação – como são chamados os cercados — confinam as porcas cujos filhotes são criados e abatidos para fabricação de bacon e salsichas. As baias têm, em média, 60 centímetros de largura e impendem movimentos como o de se virar, com espaço suficiente apenas para que as porcas se levantem e deitem.

O anúncio é o mais recente de uma série de medidas adotadas pelo McDonald’s e outras cadeias de restaurantes para melhorar sua imagem pública, em um momento em que elas estão sob pressão, não só de grupos ativistas como também de alguns consumidores, para que adotem práticas mais saudáveis e favoráveis ao meio ambiente.

Na avaliação de Arnaldo Einjisk, superintendente do grupo brasileiro JD, que desde 2005 investe na suinocultura natural no Brasil, a decisão é acertada e sinaliza uma tendência para o setor. “Os consumidores estão preocupados com a maneira que os animais são criados e isso deve provocar mudanças no sistema de produção de diversos países”, diz. O grupo JD acredita que a adoção de sistemas naturais de criação deve ajudar a elevar o consumo de suínos no Brasil. A empresa é detentora do selo “Certified Humane”, que atesta a preservação do bem-estar animal na criação de bovinos e suínos, através da nutrição equilibrada, sem antibiótico ou hormônio, existência de abrigos e áreas de repouso para os animais e condições que permitem a manifestação do comportamento natural dos animais.

Ações

O maior produtor de suínos dos Estados Unidos, a Smithfield Foods disse que completou um terço do seu plano de 10 anos para passar todas as porcas para “sistemas de habitação em grupo”. A Cargill também está implementando planos para substituir as gaiolas. Há cerca de 5,8 milhões de porcas reprodutoras nos Estados Unidos, em uma população total de 65,9 milhões de suínos, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês). O McDonald’s compra cerca de 1% de total da carne de porco produzida no país.

Sob a pressão do grupo Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta), o McDonald’s conseguiu em 2000 que seus fornecedores de ovos parassem de praticar a “muda forçada”, em que as galinhas perto do fim da sua vida produtiva são privadas de comida para forçá-las a botar mais ovos e exigiu que seus fornecedores de ovos aumentassem o tamanho das gaiolas das galinhas poedeiras.

Outras cadeias de lanchonetes vêm trabalhando em estreita colaboração com grupos defensores dos direitos dos animais para modificar suas práticas. A Burger King deu destaque a um prêmio que recebeu há alguns anos da Peta, reconhecendo as melhorias que fez na área do bem-estar animal. Para Tom Vilsack, secretário do Departamento de Agricultura, o McDonald’s é capaz de promover uma mudança na maneira como a indústria de carne de porco funciona, devido ao tamanho da empresa e ao seu volume de compras.

Fonte – Luciana Franco, Revista Globo Rural de 28 de fevereiro de 2012

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Nestlé elimina ingredientes artificiais de todos os seus doces na Grã-Bretanha

 


O braço da Nestlé no Reino Unido anunciou ter removido totalmente cores, sabores e preservativos artificiais de seus doces, entre os quais barras de chocolate e balas.

Em comunicado, a empresa anunciou que promoverá a mesma mudança em países europeus e no Canadá, mas não menciona o Brasil.

Segundo jornais britânicos, a Nestlé seria a primeira grande empresa de produtos alimentícios a retirar todos os componentes artificiais de toda sua linha de doces.

A companhia, que produz marcas populares no Brasil como Nescau, Chokito e Tostines, eliminou mais de 80 ingredientes não naturais das receitas de 79 produtos vendidos no Reino Unido.

Os químicos foram substituídos por alternativas naturais vindas de concentrados de frutas, legumes e plantas comestíveis, como cenoura, hibisco, cártamo, rabanete e limão.

A barra de chocolate Crunch foi o último dos itens da companhia a ter a fórmula modificada. Há seis anos a empresa vem promovendo as mudanças.

A Food Standards Agency, que cuida da qualidade dos alimentos no país, havia recomendado fabricantes de alimentos a eliminarem ingredientes químicos.

Um estudo da ONG britânica Grupo de Apoio a Crianças Hiperativas mostra que de um total de 357 crianças hiperativas examinadas 87% apresentaram agravamento do seu quadro devido a colorantes artificiais na comida, enquanto 72% reagiram a preservantes.

De acordo com comunicado da Nestlé, as mudanças foram feitas em resposta a pesquisa da empresa Health Focus International que mostra que 74% dos consumidores buscam produtos naturais nas prateleiras de supermercados.

A Health Focus International tem entre seus clientes grandes empresas do ramo de alimentação, incluindo a própria Nestlé.

Fonte – BBC Brasil de 02 de março de 2012

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