Crime ambiental Archive

Já não bastava os de Santa Catarina, agora são os ruralistas do Paraná

chearn73

O Eco de 09 de junho de 2009

O ataque à legislação ambiental segue percorrendo o país. Chegou agora ao Paraná, na carona da federação de agricultura daquele estado.

Assim como outras entidades ruralistas, apela para melodramas individuais para tentar derrubar uma lei que atende à maioria.

Texto recente da entidade mostra a situação de um pequeno agricultor às voltas com córregos e nascentes em seu sítio de dez hectares em Japurá.

Realmente, pela legislação, nada lhe sobra de terreno para agricultura tradicional.

O texto ruralista lembra da degradação provocada no passado pelo próprio governo associado ao setor privado, mas não fala em recuperação da área, nem que porções de reserva legal podem ser usadas para atividades econômicas controladas.

Mas, o mais importante, é que terras tão ricas em água e nascentes em meio à vegetação nativa nem deveriam ter sido ocupadas.

Falta planejamentoe orientação na ocupação do solo brasileiro.

Sem isso, fica fácil jogar a culpa nas costas da legislação.

Os grandes agricultores paranaenses estão com o mesmo sonho dos catarinenses de extinguir a reserva legal, de diminuir a mata ciliar para 5 metros, não preservar nascentes, plantar em várzeas, topo de morro, enfim, para que mata nativa? Quem foi a anta que inventou esta porcaria de reserva legal? pensam eles. Quem fez este código florestal não entendia nada bradam eles. Sim, porque eles, os grandes latifundiários, sim, eles entendem tudo … de destruir o planeta em nome do lucro imediato. Tendo seus agrodólares no bolso, que se exploda o resto.

As grandes cooperativas COCAMAR e COAMO são as mesmas que agora estão apoiando esta lei, porque nós, que já plantamos mata ciliar há cinco anos vemos estas cooperativas sendo amiguinhas dos agricultores e passando a mão na cabeça deles, incentivando o agricultor a não recompor a reserva legal porque estão esperando a mudança na legislação. Claro, lucro máximo e a natureza que se exploda. Querem plantar até dentro do rio, só não plantam porque a correnteza leva. Querem jogar terra em cima das nascentes para que elas sumam e eles possam ter mais uns metros de terra para plantar.

Será que o Luiz Lourenço e José Aroldo Gallassini vão comer os dólares da venda da soja, do trigo e do milho transgênico? Vão fazer suco de soja e de milho transgênico para substituir a água que bebem, quando a água dos rios acabarem pela falta da mata ciliar?

Deveríamos trancafiar esses dois seres insensatos – a palavra era outra mas o censor vetou – em uma casa por um mês e só deixá-los beber e comer esses três produtos em todas as refeições para eles entenderem a importância da água limpa, a importância das nascentes, não só como água de beber, mas também como habitat para peixes que fazem parte de nossa alimentação. Para que eles entendam que água é vida, que sem água não haverá semente que alimentará o gado com qual eles fazem churrasco. Que o acompanhamento do churrasquinho do final de semana é feito de legumes e verduras que também necessitam de água para serem cultivados.

Será que eles são tão burros – são não, claro que não – que não sabem que 70% de toda água é utilizada para agricultura e que somente 10% é água de beber e 20% é a água utilizada por indústrias? Quando os rios secarem os maiores prejudicados serão os agricultores.

E que história é essa de 5 metros de mata ciliar. Quem é plantador de mata ciliar como nós, sabe muito bem que em um terreno plano você planta árvores com espaçamento de 3 metros e sendo assim, dá menos de duas linhas de árvores, para proteger os rios de todo o veneno que o agricultor joga na plantação.

Nos temos visto, década após década no Paraná ninguém recuperando o que foi destruído para plantar e ninguém faz nada e, para complicar, agora, querem que isto vire lei, isto é, liberou geral, afinal para que 5% de floresta nativa no estado? Nossa vocação é plantar! Ouvimos isto à exaustão, mas sabíamos que o prazo de 20 anos para recuperação das áreas estava acabando e que eles teriam que recuperar o que destruíram mas, agora, vemos que se for como em Santa Catarina, adeus resto do resto da mata nativa no estado, afinal, 5% de mata nativa indo ao chão, vende-se a madeira, depois se planta ou cria gado, converte-se esses 5% em dólares … lá estão eles fazendo as contas.

É isso, faremos nossa parte divulgando mais esta canalhice dos ruralistas, mas no final, quem tem que barrar este crime contra a humanidade é o nosso governador, porque em Santa Catarina a lei passou e vem ministro dizendo que vai recorrer, blábláblá e nada. Foi só discurso político para não ficar feio para o governo que adora desmatar. Quando e se a lei for considerada ilegal, toda a mata nativa de Santa Catarina já terá ido ao chão para uso da terra para a agricultura.

Isto é Brasil. E depois vem o presidente bebum dizer que estamos dando exemplo ao mundo de como cuidar da natureza. Hahaha, faz-nos rir.

Porque não apoiamos combustível feito de comida – biocombustíveis e alimentos

Veri’s kleiner Winkel

Continuando o post anterior, também não apoiamos combustíveis feitos de comida pelo mesmo motivo, o uso de terra fértil e água, recursos cada vez mais raros para fazer combustível. Isto é mais um dos crimes cometidos contra a humanidade em nome da ganância desenfreada sem responsabilidade ambiental, para com os seres de hoje e os que ainda não nasceram.

Temos o dever de conservar este planeta para os futuros habitantes poderem viver e não apenas sobreviver. Temos hoje tecnologias sustentáveis para combustíveis sem haver a necessidade de destruir recursos naturais para criação de combustível.

Scientific American Brasil – edição especial nº 32 – Todas as fontes de energia

Biocombustíveis e Alimentos

Por Kenneth G. Cassman – professor de agronomia e ciência do solo da University of Nebraska e especialista em análise de produtividade de safras

Para aprimorar políticas de aproveitamento de colheitas é preciso investir em pesquisa de ponta

A humanidade tem desfrutado de um raro período de fartura na produção agrícola desde que teve início a revolução verde em meados da década de 60. Essa tendência sustentou o desenvolvimento econômico e uma significativa redução da fome e da pobreza no mundo. No entanto, é possível que haja uma drástica mudança nesse quadro, devido ao forte crescimento econômico nos países mais populosos do mundo e à perda de terras aráveis.

O aumento de renda leva as pessoas a consumir mais carne e laticínios, o que exige uma produção maior de grãos por unidade de área para alimentação animal. A rápida expansão da produção de biocombustíveis apenas complica a competição entre alimentos e combustível.

Além disso, as safras de arroz e de trigo tentam superar o limite genético de produção permitida pelas variedades atuais e o índice de aumento das safras não é suficiente para atender à demanda por ração para animais, alimentos e biocombustíveis para os 6,5 bilhões de habitantes do mundo. Sem melhoras significativas, o desmatamento descontrolado e a degradação ambiental serão resultados inevitáveis da tentativa de alimentar os 9 bilhões de habitantes que a Terra terá em 2050.

Debate-se agora se as mudanças climáticas reduzirão ainda mais a capacidade do mundo de se alimentar. É fundamental avaliar os efeitos de longo prazo para estabelecer políticas capazes de garantir a produção de alimentos. Infelizmente as respostas são conflitantes. Grande parte dessa polemica existe porque as pesquisas sobre produtividade de solo realizadas em estufas e em pequenas áreas – os métodos experimentais atuais – não são capazes de prever a produtividade das áreas plantadas em escala comercial; não há como comparar a produção em grande escala. Sem medições diretas sob condições realistas de crescimento, temos de recorrer a simulações por computador ou a avaliações de dados históricos – e aqui também aparecem resultados conflitantes.

Há uma necessidade urgente de quantificar melhor o impacto projetado das mudanças climáticas sobre as grandes plantações. O financiamento para experiências reais, no entanto, está diminuindo. E a vinculação dos modelos de mudanças climáticas com a produção de grãos é relativamente rudimentar.

Os formuladores de políticas dependem desse trabalho, mas os modelos são limitados pela ciência em que se baseiam. Os modelos de previsão devem ser validados por medições reais de como o clima afeta o crescimento de colheitas em ecossistemas agrícolas reais, ao longo do tempo e em diferentes regiões. Sem uma validação rigorosa, os modelos podem ser enganosos, na medida em que pequenos erros se transformam em grandes.

O seqüestro de carbono pelo solo é um desses casos. Os modelos prevêem que o solo reterá mais gás carbônico com a chamada prática de produção sem arar a terra, na qual os caules e as raízes são deixados para se decompor depois da colheita. Apesar disso, nenhum estudo recente baseado em medições diretas do solo confirmou qualquer melhora efetiva.

Não podemos ficar à espera de simulações perfeitas; decisões políticas devem ser tomadas com o conhecimento disponível, mesmo que imperfeito. O perigo, obviamente, é que políticas equivocadas baseadas em modelos incorretos possam desperdiçar bilhões de dólares. Temos de gastar mais em pesquisas reais para aperfeiçoar os modelos e poder prever melhor o impacto das mudanças climáticas. Somente depois poderemos decidir se o mundo pode suportar mais safras para alimentar os biocombustíveis.

E como sempre dizemos, um bom caldo de galinha e o princípio da precaução nunca fizeram mal a ninguém.

Porque não apoiamos plástico feito de comida – A volta do espectro de Malthus

Veri’s kleiner Winkel

Parem de achar que somos contra a ciência,  apenas porque nós fincamos uma posição firme e contra  o plástico feito de comida, seja o plástico pseudo verde da braskem – pseudo verde porque dura os mesmos 500 anos do plástico convencional – ou o plástico de amido.

Estes dois tipos de plásticos são crimes contra a humanidade, inventados para consumir nossos preciosos recursos naturais – água e terra fértil – para plantar plástico, que será consumido brevemente depois descartado no planeta, tendo usado recursos cada vez mais raros neste planeta, onde já se percebe grande diminuição de terra arável e do volume de chuvas, dentre outros fatores limitantes para a gricultura, por causa do aquecimento global.

Temos dois artigos para que vocês entendam nosso posicionamento e parem de nos rotular de ecochatos, biodesagradáveis … Vocês verão o porque temos que repudiar estes tipos de plástico, principalmente num planeta em que a matriz energética é o petróleo e a cada barril refinado, há a sobra de 7% de nafta, que se não for utilizado para fazer plástico, será imediatamente queimado nas usinas, aumentando o efeito estufa sem ter tido utilidade para os humanos.

É por isso que somos ferrenhos defensores do plástico oxi-biodegradável, que transforma o plástico convencional eterno de matriz petróleo em plástico de ciclo de vida curto, que em 18 meses já terá se degradado, deixando para trás apenas água e uma pequena quantidade de CO2 e biomassa. É por isso que criamos, em 2005, um projeto para divulgar este tipo de plástico ambientalmente correto, um plástico desenhado para o século XXI.

Scientific American Brasil de outubro de 2008

Ainda é preciso verificar se as previsões pessimistas de Malthus estão se tornando realidade ou se simplesmente estão sendo adiadas

por Jeffrey Sachs – diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia

Em 1798 Thomas Robert Malthus fez uma previsão famosa que ganhos de curto prazo nos padrões de vida, inevitavelmente seriam desestabilizados à medida que o crescimento da população mundial superasse a produção de alimentos, e assim levando os padrões de vida a voltar aos níveis de subsistência. “Estamos condenados pela tendência de a população crescer em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética”, comentava na época.

Durante 200 anos, economistas afirmaram que Malthus ignorou o avanço tecnológico, o que teria permitido que a curva de crescimento da população se mantivesse à frente da curva de alimentos. O argumento é que a produção de alimentos pode na verdade crescer geometricamente porque além da terra, a produção depende também do know-how. Com os avanços na produção de sementes, nutrientes do solo, reposição de nutrientes ─ como fertilizantes químicos ─, irrigação, mecanização e outros, os suprimentos de alimentos podem permanecer bem à frente da curva de crescimento da população. Em outras palavras, os avanços tecnológicos em todos seus aspectos ─ agricultura, energia, uso da água, manufatura, controle de doenças, gerenciamento de informação, transporte, comunicações ─ permitem que a produção de alimentos cresça mais rápido que a população.

Um outro fator, ao que tudo indica, que solapa o argumento de Malthus é a transição demográfica. De acordo com essa transição, as sociedades passam de condições em que altos índices de fertilidade são, a grosso modo, compensados por altos índices de mortalidade, para condições de baixos índices fertilidade, com baixas taxas de mortalidade. Malthus não contava com os avanços na saúde pública, planejamento familiar e métodos modernos de contracepção, que juntamente com a urbanização e outras tendências, resultariam num declínio acentuado nas taxas de fertilidade chegando até abaixo da “taxa de substituição” de 2,1 filhos por casal. Talvez a população do mundo tenha revertido sua tendência de crescimento em progressão geométrica.

As críticas ao pessimismo de Malthus resistiram por longo tempo. De fato, quando eu estudava economia, o raciocínio de Malthus era alvo de galhofa, considerado por meus mestres como exemplo de previsão ingênua totalmente equivocada. Além disso, desde a época de Malthus, os salários médios no mundo todo aumentaram em pelo menos uma ordem de grandeza, de acordo com analistas econômicos, apesar de a população ter aumentado de cerca de 800 milhões em 1798 para 6,7 bilhões atualmente.

Alguns economistas chegaram ao ponto de afirmar que o alto crescimento das populações teria sido a maior razão para a melhoria de padrão de vida, e não um entrave. De acordo com essa interpretação, a octuplicação no aumento da população desde 1798 fez crescer proporcionalmente o número de gênios, além disso, são os gênios os responsáveis pelos avanços globais da humanidade. Costuma-se dizer que uma grande população é tudo de que se precisa para promover o progresso.

Na verdade o espectro de Malthus não foi exorcizado — ao contrário, longe disso. O aumento de know-how não só permitiu obter mais saídas para as mesmas entradas, mas também melhorou nossa capacidade de vasculhar a Terra em busca de mais entradas. Essa primeira revolução industrial começou com a utilização de combustíveis fósseis, particularmente o carvão, através das máquinas a vapor de Watt.

A humanidade estava presa a depósitos geológicos de energia solar primordial, armazenada na forma de carvão, petróleo e gás para atender suas necessidades modernas. Aprendemos a escavar minerais em locais mais profundos, pescar com redes maiores, mudar o curso de rios para formar canais e represas, nos apoderar de mais habitats de outras espécies e derrubar florestas com ferramentas mais poderosas para limpar grandes áreas. Inúmeras vezes, não conseguimos mais por menos, mas ao contrário sempre, mais por mais, convertendo ricas histórias de capital natural em altos fluxos de consumo atual. Boa parte do que chamamos de “lucro” ─ no sentido lato do valor agregado à atividade econômica ─ é na verdade uma redução ou uma perda do capital natural.

E embora o planejamento familiar e os métodos contraceptivos tenham de fato assegurado um baixo índice de fertilidade em muitas partes do mundo, a taxa de fertilidade geral permanece em 2,6, muito acima da taxa de substituição. A África subsaariana ─ região mais pobre do mundo ─ ainda tem uma taxa geral de fertilidade de 5,1 filhos por mulher, e a população global continua a crescer a uma taxa de cerca de 79 milhões por ano, com o maior aumento nos locais mais pobres. De acordo com previsões de fertilidade média da Divisão de População das Nações Unidas, estamos em vias de atingir 9,2 bilhões de pessoas na metade do século.

Se de fato continuarmos a consumir uma quantidade desmedida de petróleo e tivermos falta de alimentos, se reduzirmos as reservas fósseis de água do subsolo e destruirmos as florestas restantes e devastarmos os oceanos e enchermos a atmosfera com gases do efeito estufa, que pode provocar descontrole no clima da Terra com elevação do nível dos oceanos, poderemos estar confirmando a maldição de Malthus, embora tudo isso possa ser evitado. A idéia que know-how aprimorado e redução voluntária de fertilidade possam sustentar um crescente nível de ganhos para o mundo parece correto, mas somente se futuras tecnologias nos permitirem economizar o capital natural e não apenas encontrar maneiras mais inteligentes de reduzi-lo, de forma mais barata e rápida.

Nas próximas décadas teremos que migrar para energia solar e energia nuclear segura, uma vez que ambas fornecem, em princípio, energia limpa ─ se compararmos com a energia atual ─ adequadamente vinculadas a tecnologias aprimoradas e controles sociais. O know-how terá que ser aplicado a automóveis com alto rendimento (alta quilometragem por litro), agricultura com reaproveitamento da água e edifícios verdes que reduzam fortemente o consumo de energia. Teremos que repensar as dietas modernas e os projetos urbanos para conseguir estilos de vida mais saudáveis que também rejeitem padrões de consumo intensivo de energia. E teremos que ajudar a África e outras regiões a acelerar a transição demográfica para níveis de fertilidade de substituição, a fim de estabilizar a população global em torno de 8 bilhões.

Não há nada, num cenário sustentável como esse que viole as restrições de recursos ou disponibilidade de energia da Terra. No entanto, ainda não estamos seguindo essa trajetória sustentável, e os sinais do mercado atual não estão nos conduzindo por esse caminho. Precisamos de novas políticas para movimentar o mercado de forma sustentável ─ por exemplo, taxando o carbono para reduzir emissões de gases do efeito estufa ─ e para promover progressos tecnológicos em economia de recursos e não em mineração de recursos. Precisamos de novas políticas que reconheçam a importância de uma estratégia de crescimento sustentável e mobilização global para consegui-la.

Será que Malthus foi derrotado? Depois de dois séculos, realmente ainda ninguém sabe.

Paraná – Envasadores de long neck multados em 7 milhões

Um passarinho muito verde nos confidenciou que no início de maio de 2009 as envasadoras de long neck foram multadas em 7 milhões por não fazerem logística reversa e não comprovarem que esta embalagem é ambientalmente sustentável.

O que nos tem intrigado é que não encontramos nada na mídia, alguém ficou sabendo de alguma coisa?

Precisamos urgentemente de todos os detalhes, porque esta é mais uma vitória do estado do Paraná sobre os empresários inescrupulosos que só visam lucro sem ter que arcar com sua responsabilidade pelo resíduo resultante do produto que fabricam.

Será que as envasadoras estão presenteando a mída com exemplares do objeto da multa?

Piada do polietileno verde (piadinha sem graça para a humanidade)

 

Deeble - foto de queimada de canavial

Lemos hoje no portal terra na página do mercado ético – sua plataforma global para sustentabilidade a seguinte notícia, empresa brasileira produzirá plástico biodegradável em larga escala.

Já estamos nos irritando com tanta publicidade em cima de um crime ambiental e pior, enganosa.

Primeiro que o título já está incorreto, porque este plástico é não é biodegradável, só vai se decompor após 500 anos, exatamente como plástico tradicional eterno, só troca a origem da matéria prima, que ao invés de vir do petróleo vem da cana de açúcar.

Depois, sinceramente, quando um faminto pedir um prato de comida para você, você irá dar uma sacola de polietileno verde para ele se alimentar a matar a fome? Qual o sentido de se usar terra fértil e água, recursos naturais cada vez mais raros para plantar cana para fazer plástico e que ainda irá durar 500 anos? Resposta, mais lucro para a bras quem? e nada de comprometimento desta empresa com o planeta, como sempre. Esta empresa pratica o capitalismo selvagem, isto é, lucro sem responsabilidade ambiental.

Acorde, não caia neste conto de fadas do polietileno pretensamente verde da bras quem?

Mesmo o plástico de amido, que é biodegradável em ambiente biologicamente ativo, isto é, composteiras ainda é um crime contra a humanidade e o planeta, pois exaure o solo, utiliza água para plantar batata, mandioca, milho e outros alimentos que deveriam estar alimentando a humanidade e não sendo utilizados para fabricar sacolinhas que serão utilizadas por no máximo meia hora.

Sacolas plásticas de uso único tem que ser banidas, relegadas ao esquecimento como uma infeliz invenção da humanidade. Essas  malditas sacolas demoram um segundo para serem fabricadas, são utilizadas por meia hora no máximo e depois ficam por aí, 500 anos assombrando a humanidade com sua poluição. Lembre-se de que as sacolas plásticas de uso único correspondem a 50% de todo o plástico fabricado e que o plástico corresponde a 20% de todo o lixo recolhido – ou jogado fora – todos os dias em todo o planeta.

Quanto ao plástico para outras aplicações, esse tem que ser plástico oxi-biodegradável, que em um ano e meio já terá se oxi-biodegradado, decomposto, voltado ao solo como se nunca tivesse existido. Estamos falando de plástico para envolver carnes no açougue, para embalar pão, sacos para frutas, legumes e verduras, plástico flexível – aquele que vem protegendo a bandeja de isopor que também deve ser oxi-biodegradável que tem dentro 5 fatias de presunto e que será consumido em apenas uma refeição -, afinal, qual o sentido em você comprar um iogurte, tomar em 5 goles e depois o recipiente do iogurte ficar de herança para seus descendentes?

Leia abaixo textos técnicos que se aplicam ao plástico feito de comida.

Cana-de-açúcar como matéria prima de fonte renovável: De acordo com Fioravanti (Fioravanti C. Mais alimento e florestas no ar – erosão e poluição. São Paulo: Revista Fapesp número 148, páginas 43-45, julho de 2008), os métodos de produção de cana-de-açúcar no Brasil ainda se assemelham àqueles utilizados há aproximadamente cinco séculos, embora a produtividade tenha aumentado. Lavouras são estabelecidas devastando-se florestas nativas. A fumaça das queimadas, antes do corte da cana, agrava doenças respiratórias, tais como asma, especialmente em crianças e idosos. Outros efeitos são a erosão e a compactação dos solos, e a poluição dos rios com fertilizantes e resíduos da produção do açúcar e do álcool. O modelo de produção da cana está longe de ser ambientalmente sustentável, embora a cana seja uma fonte de matéria-prima renovável. Para cada litro de etanol, são produzidos 10-12 litros de vinhaça, um resíduo marrom de aroma forte, corrosivo e rico em matéria orgânica, cujo destino é incerto, uma vez que poucas plantas são capazes de usar como fertilizante para cana-de-açúcar toda a vinhaça que produzem. O cultivo polui os rios da mesma forma que o esgoto orgânico o faz, causando eutrofização da água, com depleção do oxigênio dissolvido e mortandade de peixes. Na época das queimadas (novembro-abril), as admissões hospitalares aumentam em três vezes, devido a problemas respiratórios. As partículas transportadas pelo vento e pela chuva contêm resíduos de pesticidas, inclusive alguns que já foram banidos, mas que ainda são usados. As tecnologias de plantio intensivo, certamente as favoritas entre as grandes companhias, que adoram altos lucros a curto prazo, empregam fertilizantes e pesticidas em altas concentrações, os quais conduzem ao contínuo envenenamento do solo e da água. O uso intensivo da terra causa erosão e compactação, com a conseqüente perda de solo. A mão de obra empregada é paga miseravelmente, e está sujeita a condições de trabalho quase desumanas.

Observa-se que as condições acima também se aplicam a todos os biopolímeros e até aos biocombustíveis. Uma avaliação integral do ciclo de vida torna-se necessária.

Tecnologia para produção de etileno a partir de etanol: De acordo com Garcia (Garcia, CB. Mercado de gás natural dos setores químico e termo-elétrico para os próximos dez anos no Estado da Bahia. Dissertação de mestrado, Universidade de Salvador – Departamento de Engenharia e Arquitetura, Salvador, 2005, 223 p.), na década de 1980, a Salgema (unidade posteriormente incorporada à Braskem) tinha uma planta de etileno a partir da desidratação do etanol obtido da cana-de-açúcar, em Maceió, Alagoas. Esta planta foi construída em um período de encorajamento governamental ao etanol (Programa Pró-Álcool), mas foi fechada no início da década de 1990, por falta de competitividade em relação ao etileno produzido da nafta. Em 2000, esta planta estava abandonada e pesadamente erodida pela atmosfera marítima de Maceió. Contudo, a partir de 2004, com os preços do petróleo alcançando o nível de US$ 60 o barril, houve uma elevação no preço da nafta, que reduziu a diferença de custos entre as duas rotas produtivas. Além disso, a crescente produtividade por hectare na produção de cana e o uso de produtos verdes de fontes renováveis auxiliaram a tornar possível a produção de etileno a partir do etanol.

A planta de polietileno verde: Esta planta foi celebrada recentemente pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul, por ter sua instalação decretada neste Estado. Para receber a planta, o governo do Estado teve de renunciar a impostos, deixando de recolher valores que poderiam trazer significativos melhoramentos sociais e econômicos. A planta produzirá 200 mil toneladas anuais de polietileno em 2010 (já se fala em 2011) e custará 160-200 milhões de dólares, gerando apenas 100 novos empregos diretos. A fonte de energia será baseada na queima de carvão gaúcho, que possui cerca de 50 % de cinzas e quantidades significativas de enxofre.

O produto polietileno verde: Braskem costuma não mencionar aos clientes, quando faz propaganda de seu polietileno verde, que o material não é biodegradável, sendo idêntico ao polietileno comum, exceto pelos isótopos de carbono 14. A companhia tem promovido apresentações e seminários, além de visita a clientes, por todo o país. De acordo com alguns comentários obtidos na internet, como o “polietileno verde” não é biodegradável, os resultados se resumem em remover o carbono da cana de açúcar (obtido com toda a poluição inerente para convertê-lo em polietileno comum) e depois depositá-lo, mais tarde, principalmente em aterros sanitários brasileiros, ou na rua, nos solos e águas, etc.

Há muito a imagem ambiental da Braskem, representada pela Plastivida, estava muito deteriorada. Surpreendentemente, e milagrosamente, sem que se tivesse qualquer notícia prévia sobre interesse, atividades e parcerias com instituições nesse sentido, surgiu o polietileno verde, a partir do nada, para salvar a imagem ambiental da Braskem, provando que a empresa sempre estivera comprometida com o ambiente. Falou-se que esse projeto era um dos dois grandes projetos da companhia (juntamente com o de nanocompósitos, cujo resultado também não se viu no mercado, apenas na mídia). Falou-se que o polietileno verde foi desenvolvido pelo centro de tecnologia da empresa com cinco milhões de dólares até o nível de planta piloto. O produto foi “certificado” pelo laboratório Beta Analytics (Florida, EUA). Na realidade, o certificado não declara nenhum produto como “verde”, apenas declara o óbvio, isto é, que a matéria-prima era de fonte renovável, afinal foi obtido da desidratação do etanol da cana-de-açúcar.

Tudo isso parece mostrar que o real interesse da companhia não é outro senão sobreviver, crescer e perpetuar-se a qualquer preço. Com lucro, muito lucro, obtido sabe-se lá com que métodos.

Por mais que se esforce em ter uma imagem verde, a Braskem nunca pareceu realmente interessada na preservação ambiental. Sua única motivação parece ser o lucro elevado ao infinito, e sem limites. Recentemente, a companhia Odebrecht, controladora da Braskem, foi chamada de corrupta e corruptora pelo presidente do Equador, sendo banida daquele país. Investigações também estão sendo conduzidas na Venezuela, por sonegação de impostos. No Brasil, há muitas notícias de corrupção envolvendo a companhia Odebrecht, reportadas em jornais e revistas. A mesma parece ter facilidade em obter apoio de políticos, sindicatos e outras associações, em defesa de seus interesses.

O lado positivo de tudo isto é o reconhecimento da companhia de que todos os outros produtos por ela manufaturados não são realmente verdes: devem ter outras cores, tais como preta, cinza, marrom, roxa… Já é alguma coisa: é o reconhecimento de que poluem, e de que a reciclagem não consegue impedir a poluição, pois não funciona com as sacolas plásticas descartáveis.

A Braskem e a farsa do plástico verde que contribui para o aumento da fome no planeta

gardawind

Na semana passada fomos bombardeados com a piada do ano, o lançamento do fenomenal, maravilhoso, miraculoso plástico feito de polietileno verde.

A imprensa está anunciando este novo plástico como a salvação do planeta, quando na verdade este plástico é mais um crime contra a humanidade que a brasquem? pratica, este falso plástico verde é mais um produto criado para exaurir os recursos naturais do planeta. A terra fértil, a água limpa e o ar puro, o triângulo de sustentação da vida estão cada vez mais escassos, pois o homem degrada a terra, polui a água e a população do globo aumenta.

Primeiro que de plástico verde não tem nada, é somente a matriz de produção muda, do petróleo para a cana. Agora pense, leitor, se seu carro é movido a gasolina e para cada barril de petróleo refinado há uma sobra de 7% de nafta que se não for transformado em plástico, será queimado na própria refinaria, contribuindo para o efeito estufa, então, para que usar terra fértil e água – que devem ser utilizados unicamente para plantar alimentos para a faminta humanidade – para plantar cana que depois irá ser transformada em plástico?

Não faz o menor sentido, principalmente porque 50% de todo o plástico produzido no mundo corresponde às malditas sacolinhas de uso unico, que serão utilizadas por 30 minutos e depois ficarão 500 anos poluindo o planeta, sendo deixadas de herança para nossos mais longínquos descendentes.

A verdade cristalina sobre este polietileno dito verde é que o polietileno dito verde demora tanto quanto o polietileno feito de petróleo para se degradar.

Resumindo, O POLIETILENO VERDE TAMBÉM DEMORA 500 ANOS PARA SUMIR DA FACE DA TERRA.

É mais uma mentira que nos contam, é mais uma lorota que querem que engulamos sem pensar, usam a proteção ambiental como uma cortina de fumaça para nos confundir. Googleie as palavras braskem + polietileno verde e verá que eles não dizem que dura 500 anos, dizem que é ambientalmente correto, enfim, a cada discurso que a brasquem? faz, o presidente enrola um pouquinho para não dizer a verdade nua e crua, a verdade é que o polietileno verde é mais um fator de aumento da fome no planeta.

Para você ver por entre a cortina de mentira, em uma matéria o presidente da brasquem? faz um monte de elogios ao seu polietileno superhiperultrapoderoso e depois vem com a frase “O plástico tradicional, que tem o petróleo como matéria-prima, leva mais de 200 anos para ser absorvido.” (DCI) mas não fala que o plástico da brasquem? dura o mesmo tanto, que na verdade é mais de 500 anos.

(DCI) “A empreitada demandará investimentos de R$ 500 milhões para produzir 200 mil toneladas de polietileno, e para alcançar esse nível precisará de 400 milhões de litros de álcool.” Pois é, usando o álcool que hoje é utilizado nos carros para fabricar plástico, isso é uma piada de muito mal gosto. Enquanto existir o petróleo, não há razão de existir o plástico dito verde, que de verde não tem nada, tem a cor do deserto, que é no que irá se transformar o terreno em que estão plantando plástico de cana.

(DCI) “Atividade que será facilitada pelo novo zoneamento agrícola planta no Rio Grande do Sul, divulgado na semana passada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.” Então quer dizer que também, já de caso pensado, influenciaram a mudança no zoneamento agrícola do RS para poder desertificar ainda mais aquele estado e ganhar bilhões por ano, eita capitalismo selvagem, que não pensa que a terra que se usa hoje é um empréstimo que fazemos dos futuros habitantes deste planeta.

(O Eco ) “plásticos a partir da cana-de-açúcar, um material totalmente biodegradável que pode se decompor na natureza um ano depois de descartado. O plástico tradicional, que tem o petróleo como matéria-prima, leva mais de 200 anos para degradar-se completamente.” Mentira, mentira mentira, esse plástico dito verde demora o mesmo tanto que o plástico fabricado a partir do petróleo, isto é, mais de 500 anos.

(O Eco ) “O consumo de plásticos provenientes de todas as origens chega a 200 milhões de toneladas ao ano, de acordo com ele.” Esse número está completamente errado, muito abaixo do número real. Sempre minimizam este número para não saibamos a contaminação que o plástico causa ao planeta, para que não descubramos que estamos plastificando o planeta e que nossos descendentes provavelmente serão soterrados pelo plastico eterno.

(O Eco ) “O plástico biodegradável libera gás carbônico e água quando se decompõe e não libera substâncias tóxicas.” Tem alguma coisa errada, estão querendo nos confundir com plástico biodegradável, coisa que o polietileno de cana não é, é só uma mudança na matriz de produção, do petróleo para a cana.

(Correio do Povo) “Mas o polietileno verde não é biodegradável na natureza.” Ahá, agora sim, neste jornal eles disseram a verdade, este plástico também é eterno.

A cada dia inventam uma bobagem, cometem mais um crime ambiental, a cada dia as empresas inescrupulosas inventam mais um jeito de destruir o planeta, porque estão somente atrás do lucro fácil, não se importando o quanto poluam o ar, destruam a fertilidade do solo ou contaminem a água.

Vamos envenenar as águas?

O Eco de 24 de abril de 2009

Não bastando o Brasil ser líder mundial em consumo de agrotóxicos e contaminar os alimentos que chegam diariamente à mesa da população, agora planeja-se envenenar as águas. Na pauta do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), figura uma proposta para regular pesquisa, registro, venda e uso de agrotóxicos e produtos semelhantes em ambientes aquáticos. Uma versão prévia de resolução pode ser conferida aqui. Mas afinal, por que jogar venenos na água? Essa é a saída pensada por governistas para conter a proliferação de cracas, mexilhões-dourados, algas e outras plantas em reservatórios para abastecimento público e geração de energia. Afinal, quando os problemas são empurrados com a barriga, eles crescem e surgem soluções drásticas para os mesmos.

Para o professor Marcelo Pompêo, do Departamento de Ecologia da USP, deveriam ser avaliadas antes opções menos agressivas à natureza, deixando os agrotóxicos como última alternativa e impedindo seu uso, pelo menos, em mananciais voltados ao abastecimento público. “Há alternativas antes do uso de venenos, como a coleta manual ou mecânica (de organismos que se proliferam em reservatórios) e programas eficientes de monitoramento, baseados no conhecimento dos usos e da dinâmica de ocupação das bacias hidrográficas”, disse.

Precisamos dizer mais alguma coisa?

Casas do Tarumã devem ser demolidas em 4 meses

O Diário do Norte do Paraná de 14 de abril de 2009

Em 120 dias, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) terá de demolir todas as edificações existentes na área de preservação permanente no Residencial Tarumã, na zona sul de Maringá. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 1.500,00.

A decisão foi assinada pelo juiz relator Albino Jacomel Guérios, do Tribunal de Justiça (TJ) no dia 31 de março no recurso apresentado pelo Instituto contra a liminar concedida pelo juiz da 6º Vara Cível de Maringá, na ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público.

O pedido inicial da promotoria inclui como réus o município de Maringá, Empreendimentos Imobiliários Ingá e os proprietários dos lotes 03 a 11 e 21 a 35 da quadra 95, do Residencial Tarumã. De acordo com a sentença, estes são responsáveis solidários e deverão reflorestar a área.

Paulino Mexia, diretor regional do IAP, informou à reportagem, na tarde de ontem, que não havia sido notificado oficialmente sobre a sentença, razão pela qual não quis comentá-la.

“Não fui intimado da decisão, desconheço o conteúdo. Qualquer informação que eu passar será precipitada”, argumentou o diretor. Segundo Mexia, algumas casas do bairro já foram demolidas.

O procurador da Prefeitura, Luiz Manzato, reforçou a informação do gerente regional do IAP de que restam poucas edificações no local.

De acordo com o advogado, desde que o loteamento aberto em área de nascente de água passou a ser questionado na justiça, a prefeitura impediu que novas construções fossem erguidas na área, seguindo determinação judicial.

Até o início da noite de ontem, o procurador jurídico da prefeitura também desconhecia o teor da decisão proferida pelo TJ.

Note que esta notícia apareceu discretamente neste jornal, não lemos mais nada em nenhum outro jornal, blog, TV …

Há muitos anos atrás iniciamos uma campanha pela derrubada destas casas, que desde o início, foram construídas irregularmente em área de proteção ambiental.

Neste bairro, a água aflora dentro das casas, um verdadeiro desastre para a natureza e para os moradores do bairro.

Você nos perguntar como deixaram ser construído um bairro inteiro em cima de uma área de nascente e a resposta é sempre a mesma, ganância e corrupção. Ganância da loteadora, corrupção por parte da prefeitura que liberou a construção. E o IAP – Instituto Ambiental do Paraná que é o órgão fiscalizador, como é que deixou passar este crime ambiental?

Agora vem o chefe do IAP e diz que não está sabendo de nada, o procurador da prefeitura muito menos. Isto quer dizer que este post tem que ir para a lista das promessas ambientais, porque do jeito que nada foi divulgado, nada também irá acontecer.

Já vimos planos mirabolantes para resolver este problema. A prefeitura um ano destes queria canalizar a água subterrânea e jogar dentro do rio abaixo. Isto só para citar um plano que parece ser uma cortina de fumaça.

Não tem que inventar planos mirabolantes enquanto os moradores ficam doentes neste local úmido, tem que se retirar os moradores do local, a loteadora espertinha que já lucrou horrores tem que ressarcir estes moradores,  tem que pagar por seus terrenos e casas, tem que replantar a floresta nativa deste local que é de nascentes, portanto, tem que ficar protegido.

Quanto à prefeitura e ao IAP, esses tem que parar de enrolar e fazer cumprir a ordem de desocupação, não sabemos porque todo mundo enrola tanto – na verdade sabemos sim – sendo que a solução sempre foi a mesma, desocupação e recuperação.

A promotoria fez sua parte, como sempre. Agora, já os outros envolvidos … a mesma enrolação de sempre.

Vamos ver se finalmente, após anos de enrolação, o problema será resolvido e é claro, esta vai para a página de promessas, que criamos para servir de memorex para a população.

E assim foi aprovado o trágico código ambiental catarinense

fabbio

O Eco de 02 de abril de 2009

Ao aprovarem o Código Ambiental sem nenhum voto contra, os parlamentares catarinenses colocaram uma borracha na tragédia que se abateu sobre o estado há seis meses

Em novembro do ano passado, Santa Catarina sofreu na pele conseqüências provocadas em boa parte por décadas de devastação ecológica. Na ocasião, chuvas ininterruptas causaram enchentes e o desabamento de encostas, deixando 80 mil desabrigados. Pelo visto, a tragédia não foi suficiente para abrir os olhos do governador Luiz Henrique da Silveira e de deputados estaduais. Ontem à noite, com trinta e um votos a favor e sete abstenções, a Assembléia Legislativa aprovou projeto de lei que instaura o Código Ambiental do Estado. Entre outros absurdos, o texto reduz de 30 para 5 metros a faixa mínima de mata ciliar a ser preservada nas margens dos rios.

[... Acho uma tremenda contradição que um estado que há menos de seis meses sofreu uma tragédia ambiental por má ocupação do solo, com casas em encostas de morros e topos desmatados, queira acentuar as práticas que a causaram, e não revê-las.]

[... A falta de proteção das árvores das matas ciliares, afirma, vai auxiliar no assoreamento dos rios e rebaixamento dos lençóis freáticos. Em outras palavras, faltará ainda mais água em um estado que sofre todo verão com a escassez.]

[... Além disso, as águas dos rios ficarão mais turvas, já que as chuvas tendem a cair com maior freqüência em virtude das mudanças climáticas e vão levar mais resíduos da agricultura, como folhas, palhas e agrotóxicos. Tudo porque as produções ficarão mais próximas dos leitos e nascentes.]

[... O governo e a Companhia de Águas, por exemplo, precisaram cavar poços de 500 metros no oeste do estado para distribuir água.]

[...A legislação estadual pode apenas complementar a federal, sempre de forma mais protetora. Em resumo: regras estaduais menos protetoras do meio ambiente do que regras federais não têm validade, não podendo gerar efeitos. Assim, dizer que o futuro Código Ambiental de Santa Catarina vai legalizar o desmatamento de áreas de preservação, é induzir em erro a população.]

Falar mais o que? Acusar os deputados de corruptos, vendidos? Isso seria somente constatar uma realidade presente em todas as assembléias estaduais, todas sim, absolutamente todas, em todas as câmaras municipais, no senado e na câmara federal. Repetimos o que sempre dissemos e continuaremos dizendo, políticos são a escória da sociedade brasileira, se elegem não para se doarem, fazerem sua parte e melhorar o país, mas sim para acumular riquezas, ganhar o dízimo, o terço, estão políticos tão somente atender aos seus próprios interesses escusos, então nada disso é novidade para nós, a novidade é que a sociedade catarinense não se mobilizou para barrar esta lei que é um crime contra a humanidade.

É por isso que quando elogiamos um político por fazer o que a priori seria sua obrigação, entendam que este elogio é raro e especial, pois o político que estivermos elogiando é o trigo em meio ao joio, é a exceção à regra.

Quanto aos produtores, estes imbecis só pensam no ganho presente, lucro sem responsabilidade, queremos ver quando os rios e o lençol freático secarem, o que estes idiotas farão para irrigar suas plantações, como darão de beber aos animais, como explicarão para seus filhos porque seu estado ficou desertificado e a parte que lhes coube neste crime hediondo.

Esquecem os produtores que a terra lhes foi emprestada por seus descendentes, eles não são os donos da terra, até porque a vida de uma geração finda para dar início à vida da próxima geração, eles são apenas inquilinos e terão que prestar conta para os seres do amanhã de como conservaram a casa que lhes foi emprestada. Nesta hora será que conseguirão olhar diretamente para olhos dos netos e explicarem todo mal que causaram a eles?

Leia o resto da matéria fique você também com nojo desta corja de deputados de Santa Catarina.

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Código antiambiental de Santa Catarina

O Eco de 24 de março de 2009

Transcorridos pouco mais de três meses das catástrofes que assolaram o estado de Santa Catarina, em razão das fortes enxurradas e dos descuidos do homem com o meio ambiente, provocando enchentes de toda ordem, deslizamentos de encostas, dezenas de mortos e milhares de desabrigados, além de gigantescos prejuízos econômicos ao Estado, parece que a tragédia sensibilizou o Brasil e o Mundo, mas não a maioria dos deputados catarinenses, determinados que estão para a aprovação do Código Ambiental Estadual, PL 0238.0/2008, prevista para o próximo dia 31 de março na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC).

Das inúmeras alterações realizadas pelo Governo do Estado à minuta inicialmente elaborada por representantes de diferentes segmentos da sociedade civil, entidades públicas e privadas, a mais grave e perigosa de todas as alterações, sem sombra de dúvidas, está na redução das matas ciliares situadas às margens dos cursos d’água, de 30 para 5 metros. A mobilização do setor produtivo, com o apoio explícito do Governo é enorme e bem articulada, confundindo significativamente a opinião pública.

O argumento utilizado é o prejuízo econômico que as áreas de preservação permanente- APPs, situadas ao longo dos rios, ocasiona com a perda de área produtiva na pequena propriedade rural. Segundo informações do Levantamento Agropecuário Catarinense – LAC, 89% das propriedades agrícolas catarinenses são minifúndios de até 50 hectares, representando aproximadamente 167.000 propriedades rurais distribuídas em solo catarinense.

E o argumento é que uma parcela destes está sendo economicamente afetada pelas regras ambientais vigentes. Porém, o que poucos sabem é que, também segundo dados do LAC, dos aproximadamente 6.000.000 de hectares que servem à produção agrícola do Estado, 32,52% pertence a apenas 1,9% dos proprietários rurais, detentores de grandes latifúndios. Este dado deixa explícito que os principais interessados (e beneficiados) com a mudança legislativa não são os pequenos agricultores (que representam 45,68% da extensão fundiária), e sim os grandes.

Com a lei, toda a sociedade catarinense abdicará para sempre de boa parte deste importantíssimo bem ambiental que a todos pertence (as matas ciliares), cuja função prioritária está na preservação dos recursos hídricos, essencial à sobrevivência humana, renúncia esta que servirá, de forma especial, a uma minoria economicamente privilegiada. É justo que isso ocorra?

O que poucos sabem, pasmem, é que o pequeno agricultor familiar, e somente ele, em vista do reconhecido interesse social da sua atividade, já possui autorização legal, pelo próprio Código Florestal (lei 4.771/65) que se pretende revogar, para economicamente utilizar as áreas de preservação permanente, desde que o faça mediante um sistema de manejo agroflorestal sustentável.

Na realidade, nem o Poder Executivo Estadual, nem o Setor Agroindustrial, em vista da redação do art. 115 do projeto de lei, demonstram empenho em contornar o problema pelo caminho da legalidade, estímulo à utilização responsável destas áreas ecologicamente importantes e geração de fontes alternativas de renda ao pequeno agricultor. Aliás, no sistema de integração é fato sabido que desinteressa às agroindústrias que os seus integrados tenham outras fontes de renda. A absoluta relação de dependência faz e sempre fez parte do negócio.

Também é importante que a população saiba que o Ministério Público, com razoabilidade e responsabilidade sócio-ambiental, de forma pontual, há anos, juntamente com a FATMA e outras entidades, mostra-se sensível à causa.

O auxílio vem sendo prestado a milhares de pequenos agricultores com a facilitação da obtenção dos licenciamentos ambientais através de termos de ajustamento de condutas- TACs, que vem sendo firmados e renovados com os diferentes setores produtivos (suinocultura, avicultura, rizicultura, fruticultura, dentre outros), voltados à regularização ambiental de situações consolidadas.

Esses ajustes, em sua maioria, fixam a extensão das matas ciliares a serem protegidas em 10 metros, e não 30 como afirma o setor produtivo, mediante o cumprimento de outras exigências ambientais importantes, com especial destaque para o tratamento e destinação adequada dos resíduos da produção.

É revoltante que projetos de lei voltados a instituição de incentivos fiscais ecológicos, assim como outras iniciativas de estímulo à preservação ambiental e à sustentabilidade da própria atividade econômica continuem sem vez na Assembléia Legislativa.

Se o Código Ambiental Estadual for aprovado com a atual redação, constituir-se-á numa aberração jurídica, eis que afrontará o Estado Constitucional de Direito em desrespeito às regras de competência previstas nas Constituições Federal e Estadual, como bem sabem os senhores Deputados, além de apresentar vício de legitimidade, eis que a sua redação atual não possui o amplo respaldo social, mas principalmente de um segmento, que é o setor produtivo.

E afetará também, de forma direta, a geração presente, tornando-a ainda mais vulnerável às intempéries climáticas, estimulando a ocorrência de novas catástrofes, possivelmente com maior envergadura que as já ocorridas, considerando a importância das matas ciliares na contenção de enchentes em face das previsíveis enxurradas que estão por vir.

Acredito que ainda haja tempo para uma mobilização e forte reação social voltada à reversão do quadro grave que se anuncia e sensibilização de nossos representantes, dispensando complexas batalhas judiciais, desgastantes e custosas aos cofres públicos. Ou aguardemos, mais uma vez, as conseqüências catastróficas de nossa passividade.

Luis Eduardo Souto é Promotor de Justiça e Coordenador-Geral do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público de Santa Catarina. O artigo acima foi apresentado no seminário Ambientalis 2009, em Chapecó, entre 17 e 19 de março, na palestra Código Ambiental de Santa Catarina.

Absurdo dos Absurdos, vamos amarrar estes canalhas em cadeiras, pegar uma pinça e arrancar cada pelo dos cílios destes políticos e produtores e colocá-los em uma tempestade de areia ou de chuva mesmo, para eles entenderem na carne a importância da mata ciliar.

Nós, que temos um projeto continuado de replantio de mata ciliar desde 2004, que já plantamos dezenas de milhares de árvores, com 1/4 delas sendo de frutíferas nativas para atração da avifauna, com árvores de no mínimo um metro e meio para viabilizar sua sobrevivência, só podemos ficar pasmos diante deste crime contra a humanidade e o planeta.

Idiotas, suicidas e pior, assassinos das gerações futuras.

Sergipe – MP adverte sobre o perigo da incineração do plástico

Jan Hoogendoorn

Os ilusionistas das petroquímicas jogam nuvem de fumaça, discutindo sobre tecnologias comprovadas, para esconder os problemas dos plásticos.

E aí plastimorte, sabemos que o seu atual presidente anteriormente foi presidente do Instituto do PVC, portanto sabe muito bem sobre este material, ou será que ele vai fazer como o lula lelé e dizer que não sabia de nada?

Que tal perguntar a ele sobre Bisphenol A, Ftalatos, Furanos e Dioxinas? Além dos metais pesados encontrados nas tintas e pigmentos usados na indústria plástica?

Ninguém recicla, não pode ser incinerado, então a melhor solução é a biodegradação ou a proibição, escolham.

Greenpeace de 02 de março de 2009

O Estado de Sergipe muito tem discutido no sentido de encontrar as melhores alternativas para o tratamento dos seus resíduos sólidos. Para trazer mais informações à sociedade, tendo em vista a relevância do tema, o MPE apresentará uma série de artigos produzidos por pesquisadores de impacto ambiental.

O texto abaixo foi extraído so site do Greenpeace. Para lê-lo na íntegra, basta acessar www.greenpeace.org.br.

Incineração não é a solução

Queimar já foi considerado o método mais eficiente de acabar com o lixo, seja ele de origem doméstica ou industrial. Entretanto, com o avanço da industrialização, a natureza dos resíduos mudou drasticamente. A produção em massa de produtos químicos e plásticos torna, hoje em dia, a eliminação do lixo por meio da incineração um processo complexo, de custo elevado e altamente poluidor. Longe de fazer o lixo desaparecer, a incineração acaba gerando ainda mais resíduos tóxicos, e tornando-se uma ameaça para a saúde pública e o ambiente…..

… As emissões tóxicas, liberadas mesmo pelos incineradores mais modernos, são formadas por três tipos de poluentes perigosos para o ambiente e para a saúde humana: os metais pesados, os produtos de combustão incompleta e as substâncias químicas novas formadas durante o processo de incineração….

Nenhum processo de incineração opera com 100% de eficácia. Os metais pesados, como chumbo, cádmio, arsênio, mercúrio e cromo, não são destruídos durante a incineração, e são frequentemente liberados para o ambiente em formas até mais concentradas e perigosas do que no lixo original. …

Outro aspecto traiçoeiro da incineração ocorre pela formação de produtos químicos durante o processo de combustão, que são totalmente novos e altamente tóxicos – as dioxinas e os furanos….

Dioxinas e furanos são tidos como os produtos químicos mais tóxicos já conhecidos. As dioxinas são formadas quando materiais contendo cloro, como o PVC, são queimados….

A incineração no Brasil – A Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Incineração

O Greenpeace critica o último texto da proposta para a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tinha como relator da Comissão Especial de Resíduos Sólidos da Câmara Federal, o então deputado Emerson Kapaz (PPS-SP). Mais uma vez, a incineração e o coprocessamento em fornos de cimento eram apresentados como as principais políticas para a redução de resíduos. A primeira versão do documento fora apresentada em agosto de 2001. Esta proposta de lei de certa forma regulamenta o uso de incineradores, e prioriza o uso de tecnologias “sujas”. Ainda, este documento vai de encontro à Convenção de Estocolmo, a qual aponta a incineração de resíduos como uma das principais fontes produtoras de POPs, incluindo as dioxinas.”

Quando ONGs não são necessárias

 

Estas fotos acima não são para deixar você com água na boca, não se trata do líquido dourado que mata a sede num dia quente de verão, as fotos são para mostrar que quando o governo quer, ele faz.

Lembre-se que as ONGs foram criadas para resolver os problemas que o governo não se interessa em resolver e o setor empresarial não tem interesse econômico em resolver, principalmente porque a grande maioria dos problemas advém de suas atividades econômicas.

Agora, quando o primeiro setor faz sua lição de casa, nós, ongueiros podemos dar um tempo, descansar, arriscar até a tirar uma folguinha, mesmo que brevíssima.

E, se tem um lugar em que o governo do estado e o ministério público estadual estão dando aula para os outros estados e porque não dizer, para o mundo, este é o estado do Paraná.

Enquanto os outros estados estão na fase de estudar – estão contemplando os problemas, adoro esta palavra contemplar, porque quer dizer “não estou fazendo nada” – o problema dos resíduos, da falta de reciclagem, dos aterros que estão quase todos cheios, dos pneus, óleo lubrificante, óleo de cozinha usado, pet, tetrapak enfim, problemas que deveriam ser resolvidos pelos fabricantes mas não são – lucro sem responsabilidade é o lema do empresário brasileiro ou do estrangeiro que aporta nestas terras porque não existe pecado ou no caso punição do lado de baixo do equador – no Paraná, o ministério público na figura do procurador de justiça, coordenador do centro de apoio operacional às promotorias de proteção do meio ambiente – CAOP – DOUTOR SAINT CLAIR HONORATO, a secretaria estadual de meio ambiente, com o secretário do meio ambiente LINDSLEY DA SILVA RASCA RODRIGUES e o coordenador estadual de resíduos LAERTY DUDAS, todos eles sob o comando do nosso queridíssimo governador ROBERTO REQUIÃO DE MELLO E SILVA, estão resolvendo gradativamente e muito rapidamente o problema dos resíduos no estado do Paraná.

Só para exemplificar e dar sentido às fotos acima, a SKOL lançou uma garrafa long neck de 1 litro. Detalhe, lançou uma garra descartável, o que é um crime ambiental, pois esta garrafa ficará 5 mil anos poluindo o planeta, porque para a garrafa ficar mais leve ela não poderia ser reusada – retornável – algo a ver com não aguentar a pressão da lavagem – alguma coisa do gênero.

Agora sinta o poder do nosso estado, eles lançaram primeiramente no Paraná para ver a reação do governo e da sociedade organizada, porque se aqui ninguém percebesse o crime ambiental que eles estavam cometendo no nosso estado, porque aqui poluidor apanha de vara de marmelo – isso foi em outubro de 2008 – eles poderiam lançar no resto do país.

Pois não é que um passarinho verde bandeira do governo foi fazer compra de supermercado três dias após o lançamento? Coincidência ou sincronicidade? Não sabemos, talvez seja Mãe Terra guiando seus soldados como pedido de socorro, realmente não sabemos, mas que eles se deram muito mal, isso se deram, pois nesta mesma semana do lançamento do litrão de cerveja descartável, eles foram chamados a ajoelhar no milho.

Quando nós vimos essa aberração nos supermercados, a informação que continha nas gôndolas era de que o litrão era descartável, de uso único, one way, ligamos correndo para o passarinho, que nos deliciou com esta história.
Daí os supermercados primeiro escreveram para fazer de conta e a mando da Skol que era uma embalagem retornável sim, mesmo sabendo que não era, mais uma forma de enganar o consumidor, porque se eles afirmavam que era retornável, porque não recebiam o casco de volta?

Agora ficamos sabendo que eles mudaram a composição do vidro do litrão para que ela pudesse ser retornável e agora em fevereiro vimos que eles estão cobrando pelo casco ou a pessoa paga R$ 1,00 se não trouxer o casco.
Assim, o estado do Paraná ganhou mais uma batalha e também o Brasil, porque o que é feito aqui é difundido por todo o país.

Parabéns Doutor Saint Clair, Dudas, Rasca e nosso governador Requião, com vocês no poder, dá orgulho de ser paranaense.

Aniquilaram as últimas árvores da ex Avenida Tamandaré

Em maio de 2003 na administração do PT em Maringa, cortaram os mais de 150 flamboyants na Avenida Tamandaré – árvores de mais de 40 anos, enormes, frondosas –  e depois transformou a avenida em rua para atender a interesses escusos, dando uma grande fatia da avenida para aumentar os lotes dos proprietários do novo centro de Maringá, onde hoje está sendo construida praticamente uma cidade de tantos prédios.

Na época, tentamos através de liminar, proteger estas árvores, mas, conforme argumentaram na época, eles iriam transportar estas árvores para um local que estariam seguras. Entramos com ação contra a prefeitura e em 2005, houve a primeira audiência no processo da FUNVERDE contra a prefeitura de Maringá e já deu encrenca, porque o juiz era um velho caquético antiecologista. A conversa foi mais ou menos assim: é melhor vocês pararem com isto porque afinal, ninguém morreu, árvore não é ser humano, parem com esta bobagem, isso é perda de tempo. Bonito, muito bonito para um juiz, mas tudo bem, relevamos, afinal o cara tinha mais de 150 anos e no tempo dele o negócio era humanizar a paisagem, isto é, cortar todas as árvores e asfaltar, não se pode pedir alguém centenário mudar seus conceitos imbecis.

Daí os PeTralhas no poder usando de perfumaria barata fingiram que estavam salvando algumas árvores e plantaram 14 das 150 ao lado da polícia ambiental, todas picotadas, arrebentadas, para nenhuma sobreviver, fizeram de conta como sempre, mas pelo menos algumas das 14 plantadas, sobreviventes das 150 cortadas conseguiram viver.

No dia 01 de dezembro de 2008, estava passando em frente ao local do plantio destas árvores – plantio feito de qualquer jeito, para enganar,  vi uns caminhões e não vi mais as árvores em pé, somente os tocos destas árvores em cima destes caminhões, um montão de lenha = $$$.

Ai que saco, será que eles pensam que o cidadão tem amnésia? NÓS DA FUNVERDE NÃO TEMOS NÃO, VIU? Não nos interessa quem autorizou o corte, quem cortou, para onde vai esta madeira, o que nos interessa é que cortaram as últimas sobreviventes do massacre da tamandaré.

O que nos interessa é que jamais poderiam ter cortado estas árvores, porque foram as sobreviventes da retirada criminosa das 150 árvores da extinta Avenida Tamandaré a mando da administração PT. É o mesmo que libertar prisioneiros do campo de concentração e depois fuzilá-los.

Mais uma atitude nada ambiental nesta cidade pseudoverde.

De que adianta nós da FUNVERDE – terceiro setor – plantarmos milhares de árvores por ano, todos os sábados, de março a novembro, faça chuva ou faça sol se o primeiro setor não respeita o cidadão, muito menos o planeta.

Eu sempre me recusei a ter um celular cheio de funções, porque não uso nada destas frescuras, para mim celular foi feito só para falar, nem mensagem eu uso, mas neste dia fez falta ter um celular com uma câmera de 5 megapixels, porque só pude voltar no outro dia para fotografar o massacre da serra elétrica e daí não tinha nenhum caminhão no local, mas também não tinha nenhum dos flamboyants em pé, só estes troncos caídos, que certamente os caminhões irão recolher e dar algum fim $$$.

Então, este ano irei pedir ao papai noel um celulare com câmera de 5 mpx , para nunca mais perder nenhum momento de destruição ambiental, coisa comum na nossa querida Maringá.

Se alguém tiver fotos das árvores antes de serem derrubadas, por favor, nos envie, porque só temos estas abaixo, com elas mortas.

Se alguém também tiver fotos da ex-avenida com os flamboyants ainda em pé por favor, precisamos delas para nossos arquivos, porque só temos fotos impressas, foi no tempo em que ainda não tínhamos máquina digital.

Me diga se não dá vontade de serrar os pés destes vagabundos que cortaram estas árvores.

Estamos tentando descobrir quem foi o mandante de mais este crime que de novo vai acabar sem ninguém na cadeia.

 

O lixo que você está vendo é de uma casa que tinha sido invadida por mendigos e que finalmente conseguiram desocupar e por abaixo a casa.

Só sobrou o nada.

Xi, cuidado árvore solitária, provavelmente voltarão para matar você também.  Dois dias depois ela também já havia sido derrubada. Colocarei um post quando voltar com a máquina – de novo estava sem – para vocês verem a humanização da paisagem também na gestão do prefeito Silvio Barros II.

Veja como a falta de memória impera neste país, veja como cada um joga a responsabilidade para o outro, num eterno jogo de empurra empurra.

Tentamos ligar para o secretário do meio ambiente, mas ele está em Curitiba.

Ligamos para o engenheiro florestal responspavel pela arborização da cidade, o ciro, e ele disse que ele só foi fazer um levantamento da área e nem sabia se já tinham sido cortadas as árvores – JÁ - e que era para procurarmos o nuplan e que no local vai ser construído o parque do trópico de capricornio e por isso cortaram as árvores. Ele disse também que tinha um monte de eucaliptos que seriam cortados – JÁ FORAM. Quando perguntamos se ele se lembrava da história daquelas árvores – só para checar – ele disse que sim, Resumindo, o que ele quis dizer é: só sou o engenheiro florestal, só fui fazer a vistoria que me pediram, não fui o mandante, não fui eu que cortei, não fui eu, já estava assim quando cheguei - a la Bart Simpson.

Caramba, pelo que entendemos, em um parque tem que haver árvores, então porque cortaram?

Ligamos para nuplan e ninguém sabe merda nenhuma, o um tal de luciano foi ríspido ao ser pressionado, disse que o iap mandou, ao que respondemos que o iap não manda, apenas autoriza, ele não sabia da história do processo, da história daquelas árvores, um desmemoriado como qualquer um do primeiro setor. Disse que vai ser feito um bosque de árvores nativas lá e por isso o iap MANDOU cortar as árvores e que nós não sabíamos da história inteira e por isso estávamos reclamando. Seu merdinha, quem não sabe da história inteira é você, sua besta, que chegou agora e não tem história.

Tentamos ligar para o chefe do IAP para ouvir a versão dele mas ele não estava.

Tentamos ligar para o promotor do meio ambiente para pedir orientação mas ele não estava.

Nada disso teria acontecido se as pessoas fossem responsáveis. Primeiro o ciro que deveria, como engenheiro responsável pela arborização da cidade, ter avisado os irresponsáveis pelo projeto que aquelas árvores tinham história, que deveriam ser salvas, porque ele como engenheiro florestal deveria saber que elas são exóticas SIM mas NÃO SÃO INVASORAS, AGRESSIVAS, ASSASSINAS, e podem – poderiam – perfeitamente ficar no meio das nativas que serão plantadas, então, não sei se concluo que o cara é um incompetente ou não tá nem aí para o serviço para o qual foi contratado há quase 20 anos.

Quanto ao chefe do iap, qual é a dele de deixar as árvores com história serem cortadas? Um cara que deveria proteger as árvores fazendo esta barbaridade. Barbaridade tche!

E a polícia ambiental? As árvores estavam do lado do muro do quartel – sei lá como se chama a sede deles – como é que eles não falaram nada? Porque no dia que entramos para fotografar – tarde demais para as árvores – um soldado ficou de olho o tempo todo - mas também nem para nos abordar e perguntar o que estávamos fazendo lá, só ficou olhando.

Dai pensamos em processar a prefeitura, mas nos lembramos do juiz, que ainda me ameaçou de tirar da sala de audiência só porque eu fiquei muito puta quando ele disse para parar com o processo e eu disse algumas verdades, mas como dentro de uma sala de audiência o juiz é o imperador supremo da galáxia tive que me calar.

Então, resolvemos que processo está fora de questão, temos que escolher nossas batalhas, que já são tantas, para não nos desviar do caminho ou então nada acontece. Só acontece dos juizes nos humilharem, nos ridicularizarem.

Mas resolvemos que vamos espernear e encher o saco de todo mundo, contar para todos, vamos ao menos brigar para desopilar o fígado, falar com cada bandido que sabemos o que eles estão fazendo, apontar nossos dedos em seus narizes sujos de serragem das árvores que mandam cortar todos os dias.

Então, se era isso que os inimigos queriam ouvir, abram suas orelhas de burros e ouçam, VOCÊS VENCERAM! Por enquanto …

Venceram só hoje e só esta batalha, não comemorem tão cedo, seus bandidos babacas, soldados de pó de serra, porque de tanto tentar consertar as cagadas que vocês fazem, nem consegui montar a árvore de natal, justamente eu que monto a árvore no dia 25 de outubro para desfrutar do clima de natal por dois meses. Então por 12 horas de hoje, regozigem-se seus calhordas, porque eu vou passar a tarde montando minha maravilhosa árvore de natal e amanhã eu volto para combater vocês e vencer, como sempre, em nome da mãe terra. Salve Gaia, nossos inimigos serão derrotados!

Obrigada Silvio, muito obrigada meu amado prefeito, pelo belo presente de natal que você nos deu!

O pior é que sabemos que o tio silvio não tem nada a ver com isso, o cara é um ecologista de coração, cheio de boa vontade, mas não encontra gente competente para colocar na prefeitura, e agora ja era, não sobrou mais nenhuma testemunha do massacre da tamandaré.

Volto amanhã, com minha árvore montada, a casa decorada e muita paz no coração, porque eu sempre peço, Senhor, me de paciência para aguentar esses bandidos, porque se o Senhor me der forças …

Sem vergonha na cara

Veja as fotos abaixo e diga se não dá vontade de arranjar um prego daqueles de fixar trilho de trem e mais uma baita de uma marreta e marretar no dedão do pé do cretino safado que pregou a placa nesta árvore só para ouvir o sujeito desavergonhado berrar.

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