Ecologia urbana Archive

Sorocaba busca multa para desperdício de água

Quem for flagrado desperdiçando água pode ser multado em até R$ 15 mil, em Sorocaba (SP), prevê projeto protocolado na Câmara da cidade. Segundo a medida, é considerado desperdício usar água do sistema público para lavar carros e calçadas.

O valor dobra na reincidência e triplica nos períodos de estiagem, como o atual. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito Vitor Lippi (PSDB).

O Serviço Autônomo de Água e Esgotos (SAAE) de Sorocaba iniciou campanha nas rádios pedindo economia de água. Também pede à população que denuncie o desperdício. A medida foi tomada em razão do aumento no consumo motivado pelo clima seco.

Sem chuva há 45 dias, o nível dos reservatórios baixou e a autarquia começou a usar água da represa de Ipaneminha, reservada para os períodos de seca. Ontem, apesar da melhoria na umidade do ar, que à tarde estava em 34%, a cidade voltou a registrar queimadas. Um incêndio atingiu uma área de 12 hectares de mata e eucaliptos numa região de condomínios, no Alto da Boa Vista. Bombeiros e voluntários trabalharam toda a madrugada para evitar que as chamas atingissem chácaras.

Em Porto Feliz, com a redução no nível do ribeirão Avecuia, o serviço de água começou a usar o aquífero Tubarão para manter o abastecimento. O líquido é captado em poços profundos. A cidade também convive com a fumaça oriunda de queimadas. Em Araçoiaba da Serra, produtores rurais do bairro Jundiaquara reclamavam da falta de água para irrigação. Lagoas e córregos usados para a captação estavam praticamente secos. (AE)

Fonte – José Maria Tomazela, Reporter Diário de 30 de agosto de 2010

Esta é uma lei que todas as cidades tem que ter, porque é ridículo o consumo exagerado de água pela população. É só sair em qualquer dia do ano e ver funcionários lavando calçadas de empresas, donas de casa varrendo a calçada com mangueira e a imbecilidade do povo lavando carro nos finais de semana na calçada, com a mangueira jorrando água no chão enquanto o carro é ensaboado.

Caros políticos, sejam vereadores, deputados estaduais, prefeitos e governadores, vocês tem que fazer leis mais importantes que nomear ruas e criar datas comemorativas. Sempre postamos leis ambientais na esperança de que vocês políticos que visitam a página se inspirem nessas leis e as copiem.

Vocês podem fazer mais do que só que ficar quatro anos só inventando leis inúteis e tentando enricar através de esquemas. Façam leis que podem mudar o destino da humanidade e uma delas é a economia de água, recurso natural precioso para a humanidade, que está sendo desperdiçado, contaminado, enfim, ninguém se dá conta da importância da água, até as torneiras secarem.

Na Inglaterra, uso de sacolas plásticas cai 43% em 4 anos

Nós ainda estamos engatinhando nesse tema, mas nos supermercados da Inglaterra, nos últimos quatro anos, o uso de sacolas plásticas caiu 43%, segundo matéria de hoje do jornal inglês “The Guardian”. Nesse período, a quantidade de matéria-prima usada para a fabricação dessas bolsas foi reduzida em 39.700 toneladas por ano.

Em entrevista ao jornalista Mark King, um porta-voz da rede varejista Marks & Spencer diz que eles começaram a cobrar pela sacola plástica, que leva 100 anos para se decompor na natureza, em maio de 2008. Além da cobrança, eles incentivam o uso de bolsas que podem ser utilizadas várias vezes. E os números mostram que as novas práticas adotadas pela rede valeram a pena: de 2006 para cá, o uso de sacolas plásticas caiu 64%.

Para conseguirmos bons resultados como esse, é preciso mudar de atitude. Ainda dá tempo! Consumidores que estão preocupados com a preservação do meio ambiente devem deixar o plástico de lado e passar a usar bolsas de tecido, que podem ser encontradas em lojas e supermercados da cidade.

Fonte – O Globo de 25 de agosto de 2010

Solução óbvia, mas que não vem sendo adotada no Brasil pelo varejista por medo de perder o cliente e quando existe lei, ela não bane de vez a sacola ou obriga a cobrar por ela porque o político tem medo de perder voto com uma lei impopular.

Vamos dizer o que funciona de verdade para acabar com as malditas sacolas plásticas de uso único.

Dar desconto para quem levar sua própria sacola. Tem sido adotado o desconto de R$ 0,03 a cada 5 itens. Funciona mal e porcamente, pois as pessoas não dão valor a centavos.

Trocar por um quilo de alimento a cada 50 sacolas devolvidas. Funciona pior ainda, primeiro porque as pessoas tem preguiça de armazenar e levar as sacolas de volta e segundo porque o supermercadista não quer trocar lixo – para o supermercadista é lixo pois ninguém recicla sacola plástica de uso único – por comida de jeito nenhum.

Cobrar pela sacola, de preferência 10 vezes mais do que seu preço de compra. Isto é, uma sacola custa para o supermercado R$ 0,03, então que se cobre R$ 0,30 a sacola, porque se cobrar seu valor de custo, as pessoas comprarão e continuarão a usar, porque o valor é muito baixo. Agora, se cobrar R$ 0,30 por cada sacola, a situação muda, as pessoas levarão suas sacolas retornáveis, carrinhos de feira, mochilas, pedirão caixas de papelão usadas. Essa estratégia funciona muitíssimo bem.

Fazer lei para banir as sacolas plásticas de uso único no varejo. Esta é a melhor solução, mas tem que ser um político mais preocupado com a humanidade e o planeta do que com sua popularidade, apesar de que inicialmente as pessoas reclamam mas, passado um mês todos já se acostumaram e passam a ver com bons olhos a lei. É o caso do prefeito de São Paulo, Kassab, que acabou com a poluição visual ordenando a retirada dos outdoors que emporcalhavam a cidade e regulamentou o tamanho dos letreiros das lojas e por isso foi vaiado, xingado, coitado. Mas, hoje, qualquer morador ou visitante de São Paulo percebe claramente como a cidade ficou mais bonita, mais limpa e elogia a coragem do prefeito em fazer o que é certo.

É isso, para banir para o quinto dos infernos essa invenção diabólica que é a sacola plástica de uso único tem que ser através de lei, senão cada coisa irá funcionar mais ou menos, e elas continuarão a causar enchentes, entupir bueiros, contaminar rios e mares, diminuindo a vida útil dos lixões e aterros em 10%, matando animais e deixando um planeta pior para todos nós.

Mude o mundo, mudando seus hábitos. Use sacola retornável.

Tendência de aumento no consumo de alimentos orgânicos

Tendências para o setor em 2010 apontam para o fortalecimento de alimentos orgânicos no mercado

O alto custo dos produtos alimentícios em 2009 teve um grande impacto nas hábitos de consumo dos norte-americanos. Em artigo publicado na XXX, Phil Lempert, responsável pelo site o “o guro dos supermercados” chama atenção para o fato de que cada vez mais americanos estão preparando sua própria comida em casa, levando lanches ao trabalho, e optando por marcas genéricas baseado em seu preço baixo. A questão é: esta tendência continuará em 2010?

De acordo com Lempert sim. Entre as tendências para o varejo mundial, o especialista destaca a larga utilização de produtos fabricados com ingredientes orgânicos, em uma investida das empresas para tornarem seus alimentos mais saudáveis. Um dos indicadores de sucesso desta tendência é a maior aquisição por parte dos consumidores por produtos que privilegiam sua saúde.

Empresas como a fabricante de sorvetes Haagen Dazs, a Peter Pan Peanut Butter (a única grande marca de pasta de amendoim com baixos níveis de frutose de milho), e a nova linha de sopas saudáveis da Campbell’s são exemplos do movimento por um setor alimentício mais sustentável.

Outras tendências:

•Crescimento no número de marcas próprias dos grandes varejistas em detrimento das marcas conceituadas;
•Estabelecimento de marcas do país de origem;
•Diminuição no investimento em publicidade e exploração de plataformas de mídia social que reproduzem o famoso boca-a-boca, como tiwtter, blogs, ferramentas para celular etc;
•Ascensão das comidas estilo gourmet;
•Produtos destinados a relaxar a consumidor, com substâncias, por exemplo, que facilitem seu sono etc.

Fonte – Idéia Sócio Ambiental / Varejo Sustentavel

Empreendedores precisam estar preparados para a sustentabilidade

Em entrevista à Pequenas Empresas & Grandes Negócios, a coordenadora técnica do Programa de Responsabilidade Social no Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGV), Roberta Cardoso, dá exemplos de como as pequenas e médias empresas podem se tornar mais sustentáveis

Doutora em administração e coordenadora técnica do Programa de Responsabilidade Social no Varejo da Fundação Getúlio Getulio Vargas (FGV), Roberta Cardoso é uma das defensoras de práticas sustentáveis pelas empresas varejistas. Em entrevista à Pequenas Empresas & Grandes Negócios, a doutora diz que nos próximos anos a tendência é ocorrer uma conscientização dos consumidores, que estarão em busca de produtos e serviços que não agridem o meio ambiente. “A mudança vai acontecer gradualmente e os empreendedores precisam estar preparados para elas”.

Que dicas você dá para empresas que querem ser sustentáveis e não sabem por onde começar?

É interessante começar pelo público interno. Explicar para os funcionários o que é sustentabilidade, dizer que a questão vai além de cuidar do meio ambiente, ensinar formas de ser mais sustentável na vida pessoal e dentro da empresa. Feito isso, pode-se começar a desenvolver alguns projetos como, por exemplo, coleta pós-consumo e reciclagem. Dar oportunidade a fornecedores locais para gerar renda local e diminuir a emissão de Co2 também é um bom início.

Quais são os principais desafios para as empresas se tornarem sustentáveis?

O primeiro deles é a massificação dos produtos. Mudança de cultura também é um impasse. Porque para haver sustentabilidade dois elementos são necessários: tecnologia, que possibilita fazer mais com menos, e a mudança de hábito, o que é mais complicado porque mexe com a mentalidade das pessoas e com estilo de vida. De qualquer forma, acho que temos feitos avanços. Muitos consumidores já estão sensibilizados. Há três anos, quando eu ia fazer compras e recusava sacolas, as pessoas achavam estranho. Hoje é um comportamento normal

A sociedade atual é muito consumista e a sustentabilidade prega consumir apenas o necessário. Como vai se dar essa mudança de comportamento e de escolha da população?

O estilo de vida das pessoas vai mudar e a legislação será precisa e eficiente. Na verdade, certos abusos vão começar a ficar caros. A taxa do lixo aplicada em São Paulo é uma tendência, medidor individual de água nos prédios é outra. Desperdiçar recursos vai sair caro porque tem um impacto muito grande. As pessoas vão ter que reduzir ou modificar a forma de consumo. Não há outra saída.

Não corre o risco das empresas terem seus lucros diminuídos?

Não. O que vai acontecer é uma mudança na forma de consumo. Vamos consumir mais serviços. Muitos produtos vão ser de propriedade das empresas e terão vida útil maior. O site Susteintable Everyday apresenta algumas soluções interessantes. Por exemplo, ao invés de todas as casas terem máquina de lavar e secadora, lavanderias comunitárias serão instaladas nos prédios, em condomínios ou em regiões. O usuário paga pelo serviço. O empresário precisa estar atento a essas mudanças, saber que elas estão acontecendo e encontrar novas oportunidades de negócio que certamente vão surgir. Fecham-se algumas portas, mas abrem-se outras. A mudança vai acontecer gradualmente e os empreendedores precisam estar preparados para elas.

Que empresas têm maior dificuldade de ter uma estrutura sustentável? As grandes ou as pequenas e médias?

As grandes possuem mais recursos, mas por outro lado elas têm uma organização complexa. Então, para haver mudanças é mais demorado. Por outro lado, essas empresas conseguem abarcar um número maior de ações porque têm mais recursos e são bem estruturadas. Em relação às pequenas, o tamanho é uma das principais vantagens. Geralmente a equipe é reduzida e o dono tem como acompanhar todo o processo de mudança, que é bem rápido. É mais fácil adotar medidas e ver se estão sendo cumpridas. Dá para perceber o resultado logo e corrigir o rumo rapidamente. Agora, geralmente, as ações das pequenas empresas são localizadas, há uma dificuldade em aplicar iniciativas em todos os setores da gestão. Alguns são ótimos com o meio ambiente, outros mexem com o público interno. São ações isoladas bem interessantes, mas isoladas.

Produtos sustentáveis são mais caros?

Às vezes sim, mas esses produtos estão se tornando mais populares e isso diminui o preço. Os orgânicos, por exemplo, estão barateando. É importante que ocorra a popularização dos produtos para que a massa tenha acesso e a sustentabilidade do planeta se torne viável. Caso contrário, não funciona. O preço é um fator que inibe a experiência, principalmente nas classes sociais mais baixas. A redução do IPI foi uma medida interessante porque permitiu à população comprar eletrodomésticos mais eficientes, que gastam menos energia e são menos poluentes.

O que as empresas devem fazer para popularizar os produtos sustentáveis? Como mudar a mentalidade do consumidor?

O consumidor, na maioria das vezes, compra o que está acostumado. Ele sai esperando determinado serviço e produto. Então, para popularizar o consumo sustentável é preciso mostrar aos clientes quais são as motivações e a importância delas. Qualquer procedimento deve ser explicado para evitar ruídos. Deve-se tornar eficiente a comunicação nos pontos de venda e treinar funcionários para esclarecer possíveis dúvidas. Em geral, o empreendedor se surpreende com a resposta positiva dos clientes porque é impressionante como os consumidores querem fazer parte, como eles estão ávidos para contribuir de alguma forma.

Como lidar com os erros?

O erro vai acontecer. Estamos abrindo caminhos que não existiam. É diferente de você aplicar uma teoria que já foi testada há anos e deu certo. Sustentabilidade é um assunto que, apesar de ter um histórico de discussão sobre ele, a aplicação no meio empresarial é recente. No Brasil, o tema só começou a despontar no final da década de 90. Porém, ao errar, o empreendedor não pode desistir e nem desanimar. É preciso se aperfeiçoar, corrigir as falhas e nunca desfazer o compromisso com o objetivo final.

Tem alguma empresa no Brasil com práticas de sustentabilidade admiráveis?

O WalMart implementou ações inovadoras e coerentes. A empresa montou um comitê para revistar monitorar se as práticas sustentáveis têm sido cumpridas e há metas de percentual de produtos sustentáveis dentro de cada linha. Etiquetas informam o grau de sustentabilidade de cada produto. Além disso, eles desenvolveram cooperativas nas regiões aonde atuam e têm mobilizado os fornecedores. É um projeto muito sério, mas não é o único. Várias medidas em paralelo têem sido feitas por empresas de todos os portes.

Fonte – Ana Cristina Dib, PEGN / www.varejosustentavel.com.br

Logística Reversa como alternativa de ganho para supermercados

Logística Reversa como alternativa de ganho para o varejo: um estudo de caso em um supermercado de médio porte.

Mais um ótimo projeto para ser copiado por varejistas, principalmente supermercadistas.

.

Clique aqui (arquivo PDF)

.

Fonte – www.varejosustentavel.com.br

Sustentabilidade através do aproveitamento de resíduos em supermercados

Sustentabilidade através do aproveitamento de resíduos: um estudo dos processos implantados por um supermercado de médio porte.

Para o supermercadista ler e copiar o projeto, pois bons exemplos e projetos podem devem ser copiados.

. .

Clique aqui (arquivo PDF)

.

Fonte – www.varejosustentavel.com.br

Falta de dinheiro não é desculpa para não ser sustentável

A disseminação de práticas e produtos sustentáveis passa necessariamente pelo varejo

A disseminação de práticas e produtos sustentáveis passa necessariamente pelo varejo, que tem papel-chave nesse processo. Isso porque é o varejista que está próximo do consumidor e este compra produtos com base em escolhas prévias do comerciante. Assim, se o comerciante colocar em suas gôndolas produtos piratas, produzidos por empresas que ainda não adotaram o tema da sustentabilidade, ou que desperdiçam os recursos naturais, esses itens ganharão mais mercado.

O pequeno varejista também pode incluir em seu negócio práticas sustentáveis e, para tanto, não precisa desenvolver grandes projetos. Falta de caixa não é justificativa para não fazer nada. “Ele pode sugerir para a sua cadeia de suprimentos usar menos embalagem, gerir a loja de forma mais “verde”, ou seja, com mais janelas, economizar água, luz, contratar aprendizes, portadores de deficiência etc.”, sugere Roberta Cardoso, coordenadora-técnica do Programa de Sustentabilidade no Varejo do Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getúlio Vargas (GVcev). Que fique claro, lembra ela, que se a empresa pequena não consegue abraçar todas as áreas ao mesmo tempo, pode escolher, em todo caso, um primeiro passo.

Outras duas práticas podem ser consideradas pelo pequeno varejo. Uma é dar oportunidade para os fornecedores de sua região, fomentando assim o desenvolvimento local, que consequentemente irá gerar renda na região e beneficio social, econômico e ambiental. Pode estimular também entre seus clientes a prática do consumo consciente, oferecendo informações, ou eliminado a sacola plástica, entre outras ações. “O varejo tem todas as condições de estimular um mercado sustentável no Brasil, conversando com sua comunidade, esclarecendo-a sobre os produtos que adquire, estimulando-a a participar do processo”, acrescenta Roberta.

Definição

Sustentabilidade, define a técnica do Centro de Excelência, é minimizar os impactos negativos e maximizar os positivos na sociedade, incluindo os sociais e ambientais. Para praticá-la, o comerciante tem de fazer a releitura de suas atividades, conhecer os impactos que ela gera na sociedade e no ambiente e verificar o que pode ser mudado. “Não é necessário criar programas especiais. Sustentabilidade não é algo à parte do negócio. Precisamos de mudança no dia a dia e em todas as ações”, defende Roberta, sem deixar de alertar que é possível identificar quando uma empresa está praticando a sustentabilidade ou quando está usando-a apenas para promoção. “Os fatores de diferenciação são a intenção, algo difícil de ser medido, e a coerência entre as ações. É preciso coerência e consistência entre o discurso e a prática.”

Fonte – Evandro Monteiro, Diário do Comércio de 29 de novembro de 2010

Foi às compras e esqueceu a sacola? Não tem problema, faça um furoshiki na hora!

Em 23 de setembro de 2009, durante o jantar de premiação do 1º prêmio FECOMERCIO de sustentabilidade  – a FUNVERDE participou da banca julgadora – A Sanae Murayama Saito, uma mulher fantástica, presidente do Sindivarejista de Campinas e região me ensinou a fazer uma sacola tão fácil de fazer que não dá para ninguém mais usar a desculpa para não usar sacola retornável, porque esta sacola que pode ficar dobrada dentro da sua bolsa para emergências, como compras de impulso em shopping, farmácia, banca de revista …

Claro que não estamos pedindo para você usar a furoshiki, esta sacola de nome tão estranho mas que é super prática, para fazer a compra do mês no supermercado, pois para grandes compras o ideal é usar sacolas retornáveis, caixas de papelão, carrinho de feira … qualquer coisa, menos as malditas sacolas de plástico de uso único, mas ela pode e deve ser usada quando você esqueceu a sua sacola retornável em casa para pequenas compras.

Assista abaixo, a maravilhosa matéria da Globo, realizada pela Juliane Guzonni, onde explicamos passo a passo como fazer uma furoshiki.

O furoshiki é a arte tradicional de embrulho japonês através da utilização de um tecido quadrado – de preferência um tecido que não amasse, como seda – que possibilita embrulhar qualquer objeto. Este tipo de sacola é usada no Japão há muitos séculos – seu uso se iniciou há mais de 1200 anos atrás - e só perdeu sua popularidade após a criação das famigeradas sacolas plásticas.

No ano passado o uso desta sacola foi resgatado pela ministra do meio ambiente, Yuriko Koike, que compreendeu o grande mal causado pelo uso das sacolas plásticas de uso único e melhor, entendeu que mudança de atitude individual pode o destino da coletividade e melhor ainda, começou a divulgar a furoshiki e a utilizar esta sacola. Nada melhor do que o exemplo. Foi lançada então a campanha Mottainai furoshiki – 3 Rs reutilizar, reduzir, reciclar – pelo governo japonês para resgatar a tradição japonesa e incentivar o uso da furoshiki de forma moderna, como sacola retornável e fizeram até o folheto abaixo, para ensinar as pessoas como fazer diversos tipos de sacolas retornáveis, embrulhos, tudo com um pedaço de tecido.

Abaixo alguns modelos de furoshiki do site Muhle. clique nas imagens para ver em tamanho maior.

Abaixo, mais um vídeo de como fazer uma furoshiki.

Quando for dar um presente, compre um tecido que não amasse, com padronagem que o presenteado gostar, e embrulhe este presente, pois na verdade você estará dando dois presentes, já que o embrulho não será descartado imediatamente no lixo e sim utilizado por muito tempo como uma sacola retornável e quem você presentear certamente lembrará mais tempo do presente que recebeu.

Mude o destino da humanidade e do planeta apenas mudando seus hábitos, use sacola retornável, use furoshiki.

Maioria não vai às compras com sua ecobag

Pesquisa conduzida por uma confecção que faz sacolas ecológicas, a Gatto de Rua, expôs um problema que diretores do Wal-Mart já haviam me falado anteriormente: o aumento no número de pessoas que têm ecobags não necessariamente significa uma diminuição do consumo de sacolas plásticas na mesma proporção.

De todas as pessoas consultadas, apenas 34% possuem as sacolas ecológicas . Dessas, 71% não estavam utilizando sua ecobag na hora da compra. Os principais motivos apresentados foram: esquecimento, pouca praticidade para carregar a sacola e a opção de alguns consumidores em reciclagem das sacolas plásticas para outros fins.

Isso mesmo: a maioria das pessoas que têm ecobags não as levam para as compras! Essas sacolas são usadas como bolsas comuns e até (somente) como acessório de moda.

Alooou pessoal. De que adianta usar uma sacola que estampa palavras como: “consumo sustentável”, “não sou de plástico”, “consciência ambiental”, se ela não está diminuindo realmente o consumo de plástico, como era a sua proposta original? Só por que ser “verde” virou moda? Vamos acordar.

Dicas da blogueira, que é uma usuária assídua de todos os tipos de ecobag para os que decidem comprar coisas “no meio do caminho” – ou seja, saíram de casa sem ter o intuito de comprar –, aos que nunca lembram de pegá-las antes de sair e também aos que não acham as ecobags práticas:

- Sempre tenha uma ecobag mais prática na bolsa. Há várias que podem ser dobradas ou enroladas e não ocupam muito espaço. Isso serve mais para as mulheres, eu sei, mas homens também podem dar um jeito. É só ter uma ou duas sacolinhas plásticas no bolso do casaco ou da calça. Se cabe uma carteira, cabe uma sacolinha imperceptível.

- Deixe sua ecobag bem em vista, em locais que você sabe que irá olhar antes de sair para as compras. Quem sabe, a ecobag pode até virar decoração na sua sala ou na sua cozinha. Não preciso lembrá-los de que existem algumas simplesmente lindas.

- Se você vai ao supermercado ou à feira com aqueles carrinhos de metal que evitam (e como!) problemas na coluna do vivente, abra sua ecobag dentro dele e sempre deixe por lá. Assim, você nunca esquecerá.

Fonte – Blog Ar Puro de 20 de agosto de 2010

Imagem – FUNVERDE

Que novidade … a FUNVERDE bate na mesma tecla desde 2004, quando criou o projeto sacolas ecológicas e que tem arduamente ajudado na criação de leis para banir as malditas sacolas plásticas de uso único, cidade a cidade, estado a estado, um verdadeiro trabalho de formiguinha, diante da resistência do tubarão assassino, que é a máfia do plástico, a máfia que pretende cobrir o planeta com as suas asquerosas sacolas plásticas de uso único, pois afinal, o que importa para eles é o lucro a qualquer preço e depois que fabricam a sacola, que o mundo se vire para limpar a sujeira que elas causam.

A verdade inconveniente é que pessoas são preguiçosas, acomodadas, incapazes de mudar seus hábitos, por mais prejudiciais que estes hábitos sejam e por isso a lei é importante, para forçar a mudança desses hábitos e um desses péssimos hábitos que tem que mudar urgentemente é parar de emporcalhar o planeta com as sacolas plásticas de uso único, voltar a usar sacolas retornáveis, caixas, carrinhos de feira, enfim, tudo que for reutilizável, durável.

Enquanto o varejo – principalmente o supermercado – permanecer distribuindo sacolas como pipoca e algodão doce e o consumidor continuar achando que estas sacolas são gratuitas, nada irá mudar, exceto pela força da lei e isto nós estamos fazendo, pois não acreditamos na mudança pela boa vontade da população.

Ah, quase esquecemos de mencionar. A sacola que foi utilizada na matéria do blog é fabricada pela FUNVERDE para gerar renda para manter os diversos projetos da fundação. Clique aqui para saber como colaborar com nossos projetos adquirindo nossas sacolas. Clique aqui.

Lixo vindo da Alemanha é encontrado em porto no RS

Uma carga de 22 toneladas de lixo embarcada na Alemanha foi interceptada pela Receita Federal no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, em 3 de agosto. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o contêiner, que deveria trazer plástico para reciclagem, trazia lixo doméstico.

Entre os materiais encontrados, ainda segundo o Ibama, havia embalagens de produtos de limpeza, fraldas descartáveis e resíduos contaminados. Segundo o Instituto, só é permitida a importação de resíduos de origem industrial, sem matéria orgânica, para evitar contaminação.

A transportadora responsável pela carga foi multada pelo Ibama em R$ 1,5 milhão. A empresa importadora, com sede em Esteio (RS), também recebeu multa, no valor de R$ 400 mil.

O Ibama enviou, na segunda-feira (16), uma notificação à transportadora, que tem dez dias após o recebimento do documento para levar a carga novamente para a Alemanha. Até as 13h desta terça-feira (17), a transportadora não havia confirmado o recebimento da notificação.

Fonte – G1 de 17 de agosto de 2010

Imagem – G1

Ô gente que pega no pé da máfia do plástico! Afinal, ah … é para a Plastimorte reciclar … será que ninguém entende os meninos travessos? Ué … não tem plástico compostável de comida da BASF?

Agora falando sério, com uma taxa de reciclagem de menos de 1% no país, tem que se proibir a importação de qualquer material para a reciclagem, temos que incentivar a reciclagem no país. Enquanto os outros países se livram do lixo deles, nós jogamos nosso material reciclável em lixões uns poucos aterros no país.

 

The Majestic Plastic Bag – A Mockumentary

SUS tem interesse em 71 espécies de plantas medicinais

O Ministério da Saúde divulgou uma lista com 71 plantas de interesse do SUS. Entre as plantas encontram-se a alcachofra, a aroeira da praia e a unha-de-gato, usadas pela sabedoria popular e confirmadas cientificamente, para distúrbios de digestão, inflamação vaginal e dores articulares, respectivamente.

A Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus) traz uma lista de plantas medicinais com potencial para gerar produtos de interesse ao SUS.

O objetivo do Ministério da Saúde, com a divulgação da lista, é orientar estudos e pesquisas que possam subsidiar a elaboração da relação de fitoterápicos disponíveis para uso da população. Atualmente, o SUS já oferece fitoterápicos derivados de espinheira santa, para gastrites e úlceras, e de guaco, para tosses e gripes.

Fitoterápicos

Fitoterápico, de acordo com a legislação sanitária brasileira, é o medicamento obtido exclusivamente a partir de matérias-primas ativas vegetais. Os fitoterápicos utilizados pelo SUS são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e, por isso, são considerados seguros e eficazes para a população.

O SUS pretende ampliar a lista de medicamentos fitoterápicos disponíveis na assistência farmacêutica básica em todo o país. O Ministério da Saúde também espera que com o Programa, os Estados possam se sentir estimulados a oferecer o serviço com esse tipo de medicamento – são 12 Estados ao todo que já oferecem.

Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus)

01 – Achillea millefolium
02 – Allium sativum
03 – Aloe spp * (A. vera ou A. barbadensis)
04 – Alpinia spp * (A. zerumbet ou A. speciosa)
05 – Anacardium occidentale
06 – Ananas comosus
07 – Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea
08 – Arrabidaea chica
09 – Artemisia absinthium
10 – Baccharis trimera
11 – Bauhinia spp * (B. affinis, B. forficata ou B. variegata)
12 – Bidens pilosa
13 – Calendula officinalis
14 – Carapa guianensis
15 – Casearia sylvestris
16 – Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita
17 – Chenopodium ambrosioides
18 – Copaifera spp
19 – Cordia spp * (C. curassavica ou C. verbenacea)
20 – Costus spp * (C. scaber ou C. spicatus)
21 – Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri)
22 – Curcuma longa
23 – Cynara scolymus
24 – Dalbergia subcymosa
25 – Eleutherine plicata
26 – Equisetum arvense
27 – Erythrina mulungu
28 – Eucalyptus globulus
29 – Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana *
30 – Foeniculum vulgare
31 – Glycine max
32 – Harpagophytum procumbens
33 – Jatropha gossypiifolia
34 – Justicia pectoralis
35 – Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum *
36 – Lamium album
37 – Lippia sidoides
38 – Malva sylvestris
39 – Maytenus spp * (M. aquifolium ou M. ilicifolia)
40 – Mentha pulegium
41 – Mentha spp * (M. crispa, M. piperita ou M. villosa)
42 – Mikania spp * (M. glomerata ou M. laevigata)
43 – Momordica charantia *
44 – Morus sp *
45 – Ocimum gratissimum
46 – Orbignya speciosa
47 – Passiflora spp * (P. alata, P. edulis ou P. incarnata)
48 – Persea spp* (P. gratissima ou P. americana)
49 – Petroselinum sativum
50 – Phyllanthus spp * (P. amarus, P.niruri, P. tenellus e P. urinaria)
51 – Plantago major
52 – Plectranthus barbatus = Coleus barbatus
53 – Polygonum spp * (P. acre ou P. hydropiperoides)
54 – Portulaca pilosa *
55 – Psidium guajava *
56 – Punica granatum
57 – Rhamnus purshiana
58 – Ruta graveolens
59 – Salix alba
60 – Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira
61 – Solanum paniculatum
62 – Solidago microglossa
63 – Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam
64 – Syzygium spp * (S. jambolanum ou S. cumini)
65 – Tabebuia avellanedeae
66 – Tagetes minuta
67 – Trifolium pratense
68 – Uncaria tomentosa
69 – Vernonia condensata
70 – Vernonia spp * (V. ruficoma ou V. polyanthes)
71 – Zingiber officinale

* definir a(s) espécie(s) com cultivo, estudos e indicação de uso

Fonte – Diário da Saúde

Imagem -  mauroguanandi

Leia na página sobre nosso projeto canto das ervas, que ensina à comunidade a utilidade e importância do uso das ervas medicinais e culinárias, tão conhecidas por antepassados.

Este conhecimento infelizmente está sumindo com os antigos e por isso criamos o projeto canto das ervas, para resgatar este conhecimento e fazer as pessoas entenderem que tempero não é só salsinha e cebolinha e que nem toda enfermidade necessita de farmácia.

Uma advertência para o mundo

A onda de calor sem precedentes que assola a Rússia diminui a produção de grãos, o que pode aumentar o preço dos alimentos, afirma o especialista Lester Brown. Uma turbina eólica no Estado de Iowa pode produzir eletricidade limpa. Mas o governo dos Estados Unidos destina milhares de milhões de dólares para subsidiar a produção de etanol, com mínimas consequências sobre o aquecimento global, disse Lester, fundador do Instituto da Terra, com sede em Washington.

“O mais inteligente que os Estados Unidos podem fazer é eliminar aos poucos os subsídios do etanol”, acrescentou Lester, referindo-se à alta do preço de alguns alimentos devido à onda de calor sem precedentes que assola o oeste da Rússia, que dizimou cultivos e aumentou a quantidade de mortos por dia. “Costumamos ter entre 360 e 380 mortes por dia nesta época. Agora são 700. A mortalidade duplicou”, disse à agência russa Ria-Novosti o chefe do departamento de Saúde da prefeitura de Moscou, Andreï Seltsovski.

“A lição que temos de aprender diz que deve ser levada mais a sério a mudança climática, e realizada uma rápida redução das emissões de gases-estufa, antes que a situação fuja ao controle”, alertou Lester à IPS. Em julho, a temperatura média em Moscou esteve oito graus acima do normal, e “esse tipo de aumento durante todo um mês é algo inédito”, acrescentou.

Foram registrados 37 graus na capital russa no dia 9. A temperatura média normal de agosto é de 21 graus. Foram 28 dias seguidos de temperaturas superiores a 30 graus. A umidade da terra caiu a níveis só observados uma vez a cada 500 anos, afirmou Lester. A previsão é que a produção de trigo e outros grãos caia 40%, ou mais, na Rússia, no Cazaquistão e na Ucrânia. A região produz 25% das exportações mundiais de trigo.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, anunciou que o país proibirá as exportações de grãos. O preço dos alimentos aumentará, mas ainda não se sabe quanto, previu Lester. “Só sabemos que o trigo, o milho e a soja já estavam mais caros no começo deste mês do que em agosto de 2007, antes do recorde do preço dos grãos”, acrescentou.

Os gases-estufa liberados na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis concentram a energia solar na atmosfera. Especialistas climáticos prevêem que seja mantido o aumento na quantidade e intensidade das ondas de calor e que ocorram mais secas. O calor e os incêndios custaram a vida de centenas de pessoas no ano passado, na pior seca que aconteceu na Austrália em mais de um século, que também prejudicou o setor agrícola. Na Europa ocorreu algo similar em 2003, quando morreram 53 mil pessoas, mas os cultivos não foram tão afetados.

Se a onda de calor que assola a Rússia tivesse atingido regiões produtoras de grãos como aquelas onde ficam Chicago e Pequim, as consequências teriam sido muito piores, porque a produção de cada uma delas é cinco vezes maior do que a russa, disse Lester. As perdas chegaram a entre 100 e 200 toneladas de grãos, com consequências inimagináveis para o fornecimento de alimentos. “O que acontece na Rússia é chama atenção para a vulnerabilidade do fornecimento de alimentos”, ressaltou.

O clima da Terra está esquentando e a maioria dos cultivos é sensível ao calor e à falta de água. A produção de arroz caiu de 10% a 20% nos últimos 25 anos na Tailândia, Índia, China e Vietnã, devido ao aquecimento global, segundo nova pesquisa da norte-americana Universidade da Califórnia. Dados coletados em 227 fazendas bem irrigadas mostram uma importante redução na produção devido às altas temperaturas registradas durante a noite, segundo os pesquisadores.

“Quanto mais quentes são as noites, mais diminui a produção de arroz”, disseram Jarrod Welch, da Universidade da Califórnia, em San Diego, e seus colegas do Proceedings of the National Academy of Sciences. Estudos anteriores chegaram a conclusões similares em terrenos experimentais, mas esta é a primeira vez que ocorre em condições reais e em grande escala.

Com tanta pressão sobre o fornecimento de alimentos, simplesmente é um erro utilizar 25% da produção de grãos para produzir etanol e usar como combustível de automóveis, insistiu Lester. “É preciso eliminar gradativamente os subsídios ao etanol e reduzir de fato as emissões contaminantes de forma urgente”, acrescentou. Envolverde/IPS

Fonte – Stephen Leahy, IPS / Envolverde de 12 de agosto de 2010

Imagem - kenskritters

Enquanto isso, aqui, no famoso celeiro do mundo, continua a utilização do solo fértil e da água potável para se plantar comida e depois usar esta comida não para alimentar os milhões de humanos famintos do planeta, mas sim para fabricar combustível e agora, horror dos horrores, também para fabricar sacola plástica, a invenção mais imbecil, mais desnecessária criada no século passado.

Pelo jeito continuaremos a caminhar a passos largos, rumo à inevitável extinção da raça humana, levando conosco incontáveis espécies da flora e da fauna nesta nossa corrida para consumir o mundo até a última gota de água potável, até o último hectare de terra fértil, até o último recurso natural do planeta.

Russia’s Agony a “Wake-Up Call” to the World

A wind turbine on an acre of northern Iowa farmland could generate 300,000 dollars worth of greenhouse-gas-free electricity a year. Instead, the U.S. government pays out billions of dollars to subsidise grain for ethanol fuel that has little if any impact on global warming, according to Lester Brown.

“The smartest thing the U.S. could do is phase out ethanol subsidies,” says Brown, the founder of the Washington-based Earth Policy Institute, in reference to rising food prices resulting from the unprecedented heat wave in western Russia that has decimated crops and killed at least 15,000 people.

“The lesson here is that we must take climate change far more seriously, make major cuts in emissions and fast before climate change is out of control,” Brown, one of the world’s leading experts on agriculture and food, told IPS.

Average temperatures during the month of July were eight degrees Celsius above normal in Moscow, he said, noting that “such a huge increase in temperature over an entire month is just unheard of.”

On Monday, Moscow reached 37 C when the normal temperature for August is 21 C. It was the 28th day in a row that temperatures exceeded 30 C.

Soil moisture has fallen to levels seen only once in 500 years, says Brown. Wheat and other grain yields are expected to decline by 40 percent or more in Russia, Kazakhstan, and Ukraine – regions that provide 25 percent of the world’s wheat exports. Russian Prime Minister Vladimir Putin announced a few days ago that Russia would ban all grain exports.

Food prices will rise but how much is not known at this point, says Brown. “What we do know, however, is that the prices of wheat, corn, and soybeans are actually somewhat higher in early August 2010 than they were in early August 2007, when the record-breaking 2007-08 run-up in grain prices began.”

Emissions of greenhouse gases like CO2 from burning fossil fuels trap more of the sun’s energy. Climate experts expected the number and intensity of heat waves and droughts to increase as a result. In 2009, heat and fire killed hundreds in Australia during the worst drought in more than century, which devastated the country’s agriculture sector. In 2003, a European heat wave killed 53,000 people but as it occurred late in the summer crop, yields were not badly affected.

If a heat wave like Russia’s were centred around the grain- producing regions near Chicago or Beijing, the impacts could be many times worse because each of these regions produce five times the amount of grain as Russia does, says Brown. Such an event could result in the loss of 100 to 200 million tonnes of grain with unimaginable affects on the world’s food supply.

“Russia’s heat wave is a wake-up call to the world regarding the vulnerability of the global food supply,” he said.

The global climate is warming and most food crops are both heat and drought sensitive. Rice yields have already fallen by 10-20 percent over the last 25 years in parts of Thailand, Vietnam, India and China due to global warming, new research has shown. Data from 227 fully-irrigated farms that grow “green revolution” crops are suffering significant yield declines due to warming temperatures at night, researchers found.

“As nights get hotter, rice yields drop,” reported Jarrod Welch of the University of California at San Diego and colleagues in the Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) Aug. 9. Previous studies have shown this result in experimental plots, but this is the first under widespread, real-world conditions.

With such pressures on the world’s food supply it is simply wrong-headed to use 25 percent of U.S. grain for ethanol as a fuel for cars, said Brown.

“Ethanol subsidies must be phased out and real cuts in carbon emissions made and urgently,” he said.

Fonte – Stephen Leahy, IPS de 11 de agosto de 2010

Imagem - kenskritters

Usar ecobag ajuda mais do que assinar manifesto

Há 11 anos ele abandonou o uso do carro próprio. Desde de 1993, faz a separação do lixo em casa. Na sua cozinha, não entra quase nada de comida pronta. Para adoçar pratos e bebidas, só açúcar orgânico. Quando procura o outro extremo do paladar, vai de sal marinho.

O que para muitos poderia ser sacrifício, para Maurício Waldman, um dos mais antigos ambientalistas do Estado, é só hábito, que não tem nada de radical, não soa ecochato e nem de salvador do planeta.

“Toda vez que usamos sacola retornável e separamos o lixo para o catador levar, contribuímos bem mais do que assinar manifesto em favor do panda”, simplificou.

Autor do livro Lixo: Cenários e Desafios, apresentado oficialmente ontem durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Waldman falou ao Diário sobre a necessidade cada vez mais urgente de se melhorar a gestão dos recursos sólidos.

“O Brasil é 3,06% da população mundial e 3,5% do PIB global. Mas somos, de acordo com estudos, origem de 5,5% ou 6,9% do total mundial do lixo urbano. Não adianta culpar os países ricos, o problema também é nosso! Só reduzir, reutilizar e reciclar não serve. É preciso repensar o modelo de consumo”, afirmou.

Envolvido com os temas ambientais desde a década de 1970, Waldman enxerga evolução no comportamento da sociedade.

Contudo, ao mesmo tempo em que mudança aponta uma saída, mostra também como é longo o caminho.

“A conscientização cresceu. Muitos setores do empresariado avançaram. Nos anos 1990 se fabricavam 64 latinhas com 1 quilo de alumínio. Hoje, se fabricam 74, um avanço indiscutível.”

Longe dos holofotes que iluminam os que vêm a público angariar prestígio divulgando suas ações ambientais, o exército de homens e mulheres que trabalha coletando, separando e transportando o lixo, pode ser marginalizado para muitos, mas é vital para a sobrevivência das cidades, segundo Waldman.

“É obrigatório lembrar dos catadores. As pessoas que dizem que a gestão do lixo está um caos não fazem idéia de como as coisas estariam sem o trabalho deles.”

Para o especialista, como no título de sua publicação, entender o cenário e o desafio que o lixo apresenta para a qualidade de vida de todos é uma tarefa para Poder Público, indústria e sociedade.

“Os segmentos da economia que mais crescem relacionam-se com a preservação ambiental: energia solar, agricultura orgânica e a reciclagem. Apenas atrasados insistem na sacolinha e nos descartáveis. Não existe vida sem mudança.

Professor realizou trabalhos no Grande ABC

O Grande ABC também é parte da longa da trajetória do professor e pesquisador Maurício Waldman, 44 anos, reconhecido como um dos especialistas mais respeitados quando o assunto é gestão de resíduos sólidos.

Nos dois primeiros anos da década de 1990, Waldman foi coordenador de Meio Ambiente em São Bernardo. Em Ribeirão Pires, trabalhou em cursos de capacitação sobre lixo, água e afro-educação.

Em 2006, voltou à região, mas dessa vez defendendo tese sobre a gestão dos recursos hídricos, enfocando também os mananciais do Grande ABC, com destaque para a Represa Billings.

Waldman é graduado em sociologia, mestre em antropologia e doutor em geografia, todos pela USP (Universidade de São Paulo).

Sua atuação profissional está concentrada em três esferas: no ativismo ecológico, na administração pública e no meio acadêmico.

Entre atividades realizadas no Brasil e no exterior, Waldman também se destaca pela publicação de livros e consultoria em relações internacionais, religião, topologia, antropologia, cidadania e racismo.

Atualmente, Waldman, que foi assessor do histórico ambientalista Chico Mendes, defensor das causas da floresta Amazônica, é pós-doutorando na área dos resíduos sólidos junto ao Instituto de Geociências da Unicamp, onde também é professor da disciplina Geografia da África Negra.

Política nacional

O tema abordado no seu mais recente livro, Lixo: Cenários e Desafio, deverá receber mais atenção dos governos a partir da nova Política Nacional dos Resíduos Sólidos – sancionada pela presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no começo de agosto.

Entre outras regras, a norma prevê a extinção dos lixões e o aumento dos índices de reciclagem.

Trechos

“Decorrência da manifesta vocação das sociedades humanas para transformar o meio natural, o lixo é indissociável das atividades desenvolvidas pelo homem, tanto no tempo quanto no espaço. Assim sendo, sem que nesta afirmação exista qualquer exagero, já nos primórdios da humanidade o lixo constítuia um foco obrigatório de atenções.”
Página 11

“Exibindo nos dias atuais uma performance que a mais audaciosa das profecias jamais ousou vaticinar, pela primeira vez na história o homem se sente ameaçado, no âmago de sua alma, pelo lixo. (…) Tomada de incerteza quanto à sua capacidade de solucionar um problema engendrado, no final das contas, por ela mesma, a sociedade contemporânea tornou-se presa da sensação de impotência em dar conta da questão.”
Página 45

“(…) O plástico parece ter invadido todas as redes sociais e econômicas. Até as feiras de rua, bastião de formas tradicionais de aquisição de alimentos, também capitularam diante do material. Atualmente, os fregueses levam junto com suas compras tanto plástico-filme quanto se estivessem retornando de um moderno supermercado. A insidiosa invasão do plástico em todos os espaços planetários tornou-se um descalabro mundial. Objetos feitos com esse material estão boiando em praticamente todas as águas marinhas do globo terrestre.”
Página 58

“Em síntese, os almejados ‘R” de Repensar, Reduzir e Reutilizar, apenas poderão se impor – ombro a ombro com práticas ecológicas efetivas abraçadas pelo conjunto da população – mediante um corpo de leis que imponha ações restritivas, coercitivas e/ou punitivas para o setor produtivo e uma atuação do Estado na qual ele demonstre agilidade e efetivo interesse público em fazer com que sejam cumpridas.

Fonte – André Vieira, Diário do Grande ABC de 15 de agosto de 2010

Imagem – Pretty and Green

Esqueçam os 3 R, temos que adicionar mais 2 R na equação.

Repense sua ligação com o planeta – fazemos parte do ecossistema global, não somos superiores a um pé de alface ou inferiores a uma girafa, somos iguais em importância a cada espécie existente no planeta e não podemos viver sem este planeta e todas as outras formas de vida que nos circundam, cada ação nossa tem consequências, muitas vezes graves e que põe em desequilíbrio toda vida no planeta – e com o consumo, ou atualmente, o consumismo desenfreado, analise como seu modo de vida afeta todo o equilíbrio do planeta e como este modo de vida está destruindo o planeta e a humanidade. Mas repense e mude seu modo de vida, se torne um consumidor responsável e sustentável, senão não adianta nada.

Recuse qualquer produto que cause destruição ao planeta e a outras formas de vida, recuse embalagens não sustentáveis, recuse alimentos que estão causando desmatamento ou causando poluição, recuse sacolas plásticas de uso único, enfim, recuse o que é ruim para todos os seres do planeta e por consequência, para nós humanos.

Reduza o consumo, pare de comprar bobagens só porque a mídia diz que você tem que ter algo que você nem sabe o que é, pare de consumir só para causar inveja aos outros, só compre o que for comer ou usar, não desperdice. Lembre que após você deixar o planeta, outras gerações de humanos necessitarão dos recursos naturais que esta geração está esgotando tão rapidamente e inconsequentemente.

Reutilize tudo o que puder, como embalagens, roupas – troque roupas, móveis, assessórios, enfim, tudo com suas amigas – para que o que deixar de ser utizado não vá para o lixo, o lixo de um é o tesouro de outro e você terá sempre coisas novas – novas para você, para aplacar sua sede de consumismo -.

E por fim Recicle, ou melhor, separe o lixo para reciclagem em 3 categorias, reciclável, compostável e rejeito. Se você fizer isso, ajudará a aumentar a vida útil dos aterros em até 95%, preservando a terra que seria utilizada para a construção desses depósitos de lixo para ser utilizada no futuro para plantio de comida para os humanos que ainda não nasceram.

Revista Pirelli Club Truck ganha embalagem sustentável

Publicação destinada a empresas de transporte é distribuída embalada com plástico oxibiodegradável

Desde a edição número 20, a Revista Pirelli Club Truck vem sendo distribuída embalada com plásticos oxibiodegradáveis. Com o acréscimo do aditivo d2w, os novos sacos plásticos têm seu período de degradação acelerado. Enquanto o plástico tradicional leva de 200 a 400 anos para ser absorvido pelo meio ambiente, os sacos oxibiodegradáveis levam em média apenas cinco anos.

Denis Karp, diretor da Transplast – empresa fabricante dos sacos plásticos utilizados para o envio da Revista Pirelli Club Truck –, informa que independentemente do local em que este material for descartado, seu período de decomposição será o mesmo. “O aditivo acrescentado ao plástico faz com que as cadeias moleculares sejam quebradas em partes menores, que são mais facilmente consumidas pelas bactérias responsáveis pela decomposição”, esclarece Karp. A degradação acelerada das embalagens não compromete sua vida útil (estimada em dois anos). Outro fator importante é que elas conservam suas características mecânicas, ou seja, continuam apresentando os mesmos níveis de resistência durante o uso.

Fonte – Revista Pirelli Club Truck

Saco plástico – ainda mais de revista, que é minúsculo – via de regra, jamais é reutilizado e nunca é reciclado, por isso a importância da utilização de novas tecnologias para minimizar o impacto deste tipo de embalagem plástica e a solução perfeita para casos onde a embalagem é indispensável é o plástico com ciclo de vida programado, que não irá ficar por até cinco séculos poluindo o planeta e infernizando a vida dos humanos do futuro. Em aproximadamente um ano e meio já terá se biodegradado, gerando apenas água, biomassa e uma pequena quantidade de CO2.

Maior turbina movida a marés do mundo será testada na Escócia

A maior turbina movida a energia de marés do mundo será testada na Escócia.

Criada pela empresa Atlantis Resources, a turbina AK-1000 será instalada para testes no Centro Europeu de Energia Marinha em Orkney, na Escócia.

Segundo a empresa a turbina subaquática foi desenvolvida para suportar a pressão das mais fortes correntes marinhas.

Com hélices de 18 m de diâmetro, mais de 22 m de altura e 1,3 mil toneladas, ela pode gerar até 1 MW de eletricidade, o suficiente para abastecer cerca de mil casas.

A empresa também afirma que por causa de sua baixa velocidade, a turbina não causará danos à vida marinha.

Se passar nos testes, a turbina podera ser a primeira de muitas a serem instaladas na costa da Escócia.

Fonte – BBC Brasil

Fabricantes de calçado pedem moratória a desmatamento no Brasil

Alguns dos maiores fabricantes de calçados da Grã-Bretanha estão exigindo de seus fornecedores de couro baseados no Brasil uma moratória imediata na destruição da floresta amazônica.

Entre as fabricantes, estão a Nike, Timberland, Clarks e Adidas.

A decisão foi anunciada após uma investigação do grupo ambientalista Greenpeace ter acusado, em junho deste ano, que parte do couro e da carne que chega à Grã-Bretanha do Brasil vem de fazendas que praticam desmatamento da Amazônia.

A moratória será aplicada a empresas que compram couro de bois criados em fazendas identificadas pelo Greenpeace que desmatam parte da floresta – tanto legal quanto ilegalmente. A moratória será estendida caso mecanismos de rastreamento do couro não sejam adotados dentro um ano.

Além do rastreamento

“A Nike pode dizer que com um alto nível de certeza que o couro usado nos nossos produtos não vem de áreas da bacia da Amazônia”, afirma uma nota divulgada pela empresa no seu site britânico no mês passado.

“No entanto, ao reconhecer que não há atualmente um sistema de rastreamento para traçar as origens do couro com 100% de confiança, nós divulgamos uma política que requer que nossos fornecedores estabeleçam um sistema de rastreamento no próximo ano. Além disso nós assinamos o príncipios ‘Comprometa-se ou cancele’, do Greenpeace, que defendem uma moratória do desmatamento.”

A Nike afirma que “além do rastreamento, é necessário um sistema de certificados para todas as indústrias envolvidas na carne brasileira e na cadeia de fornecedores de couro”.

A Timberland divulgou uma nota no blog Earthkeepers – site sobre questões ambientais que é apoiado pela empresa – na qual defende a moratória ao desmatamento.

“Para manter uma relação com a Timberland, todas as atuais fornecedoras brasileiras de couro precisam publicamente se comprometer a apoiar uma moratória imediata a qualquer expansão da pecuária na Amazônia até 15 de agosto de 2009″, afirma a nota da empresa.

“Além disso, este compromisso inclui a implementação de políticas de rastreamento e monitoramento para reforçar a adesão a esses princípios e um cronograma para eliminar o fornecimento de fazendas que praticaram desmatamento desde julho de 2006.”

A Nike e a Timberland elogiam a investigação do Greenpeace nas suas notas. Segundo a ONG, a campanha contra o desmatamento também tem apoio da Adidas e ganhou, nesta semana, o endosso da Clarks.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o ministro brasileiro do Meio Ambiente, Carlos Minc, elogiou a decisão das fabricantes de calçados.

“Com pressão do governo de um lado e com pressão do consumidor do outro, nós estamos começando a fechar o cerco contra criminosos (ambientais)”, disse Minc, segundo o Guardian.

Fonte – BBC Brasil de 04 de agosto de 2009

Imagem – stokebear

Você pode pensar que a notícia é velha, mas tem tudo a ver com a ação individual que todos nós podemos praticar, que é boicotar os produtos que causam degradação ambiental. Não vamos esperar sentados os supermercadistas boicotarem a carne, as indústrias boicotarem a soja, a indústria calçadista boicotar o couro, vamos também fazer nossa parte, porque a indústria só produz o que o consumidor quer comprar, o varejo só vende o que o consumidor está disposto a comprar e se o consumidor disser não aos produtos prejudiciais ao planeta, certamente toda a cadeia de produção e consumo irá mudar radicalmente e melhor, rapidamente.

RJ – Estado começa a punir por descumprimento da lei das sacolas plásticas

A secretária do Ambiente, Marilene Ramos, com o apoio de técnicos da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e do setor de educação ambiental, comandou, na manhã desta quinta-feira, em Niterói, a primeira blitz punitiva a estabelecimentos comerciais no Estado do Rio. O objetivo da ação é verificar se as exigências da sobre o uso de sacolas plásticas para embalar mercadorias estão sendo cumpridas.

Dos três visitados, dois estavam irregulares. Os dois estabelecimentos receberam um auto de constatação, expedido pela Cicca, e foram multados. Eles terão de pagar um valor a ser estipulado por uma equipe específica do Inea nos próximos dias. A lei prevê multas que podem chegar até a R$ 20 mil por cada obrigação não cumprida. A punição varia de estabelecimento para estabelecimento, de acordo com uma série de fatores anotados pelos fiscais.

Uma farmácia foi punida por não ter afixado cartaz informativo da lei nem estar informando os clientes sobre benefícios previstos. Segundo a secretária Marilene Ramos, a situação da farmácia foi atenuada pela garantia dada pela subgerente Simone Santos, que assinou o auto, de que a matriz já a informara das providências de enquadramento da rede à lei.

Um supermercado foi duplamente multado: por afixar um cartaz fora dos padrões exigidos e por não ter definido uma das três medidas previstas na lei para beneficiar os consumidores que querem contribuir para a diminuição do uso de sacolas plásticas. Segundo o coordenador da Cicca, José Maurício Padrone, que entregou o auto de constatação ao gerente Joel Vieira, o valor da segunda multa vai levar em conta o flagrante dos fiscais à negativa do gerente em conceder para uma cliente que solicitara o desconto de R$ 0,03 por estar com uma sacola retornável.

A partir de agora, todos os estabelecimentos de médio e grande portes, assim considerados aqueles que faturam R$ 2,4 milhões por ano ou R$ 200 mil por mês, são obrigados a obedecer a legislação. Os de menor faturamento ainda têm um ano para se adaptarem à lei, sancionada em julho de 2009. O prazo de um ano dado ao primeiro grupo de estabelecimentos venceu há um mês, mas a Secretaria do Ambiente, desde então, vinha apenas alertando e notificando os comerciantes sobre a obrigação do enquadramento na legislação. Além de fiscais da Cicca, haverá fiscalização permanente pelos técnicos das superintendências regionais do Inea em todo o estado.

De acordo com a lei, os estabelecimentos podem optar por uma das três formas de estimular clientes a substituir ou diminuir o uso de sacolas plásticas: a cada cinco itens comprados, o cliente que não usar sacola plástica ganhará desconto de, no mínimo, R$ 0,03; cinquenta sacolas plásticas devolvidas para o estabelecimento comercial poderão ser trocadas por um quilo de arroz ou de feijão ou por qualquer produto de valor similar que componha a cesta básica; e o estabelecimento comercial poderá fornecer apenas sacolas retornáveis.

- A lei não se limita a supermercados, mas se aplica a todos os estabelecimentos que vendam produtos que sejam acondicionados em sacolas plásticas. Por isso, estamos hoje visitando tipos diferentes de estabelecimentos – alertou Marilene Ramos, recomendando a automatização do abatimento às empresas que optarem pelo desconto, o que, à primeira vista, deverá ser a grande maioria no estado.Outra exigência da lei é a fixação de um cartaz em local visível pelos clientes com os seguintes dizeres: “Sacolas plásticas convencionais dispostas inadequadamente no meio ambiente levam mais de 100 anos para se decompor. Colaborem, descartando-as, sempre que necessário, em locais apropriados à coleta seletiva. Traga de casa a sua própria sacola ou use sacolas reutilizáveis”.

A secretária conversou com alguns clientes dos lugares visitados, alertando-os para a possibilidade de denunciar quem não estiver cumprindo a lei. – O consumidor deve usar o nosso disque denúncia, cujo número é 2253-1177 – informou a secretária. A expectativa da Secretaria do Ambiente é diminuir em 30% o número de sacolas plásticas usadas por mês no Estado do Rio com a aplicação dessas medidas. Segundo Marilene Ramos, são utilizadas mensalmente no estado cerca de 200 milhões de sacolas plásticas. – Ninguém precisa achar que não haverá mais sacolas plásticas para colocar lixo em casa. Apenas estamos buscando a redução do seu uso – afirmou a secretária.

A maioria dos usuários se mostram a favor da lei. A advogada Fernanda Teixeira, que acondicionou suas compras no Supermercado Império da Banha em caixas de papelão, sem ganhar o desconto, garantiu que iria reivindicar o benefício ao gerente. Ela aplaudiu a iniciativa do governo do estado. – Os comerciantes têm de se estruturar mais para atender a demanda, a partir do momento em que aumentar o número de pessoas usando menos sacolas plásticas. No caso das compras de mês, por exemplo, como vão ser acondicionados tantos produtos? No caso de o estabelecimento fornecer caixas de papelão, eles vão ficar misturados ou vão ser acondicionados corretamente? As caixas serão fornecidas gratuitamente ou serão vendidas? Isso tudo tem de ser definido pelos estabelecimentos. Se todos colaborarem e o Estado fiscalizar, vai dar certo – apostou a advogada.

Fonte – Diário do Vale de 13 de agosto de 2010

Imagem – red_paper_record

Maravilhoso! Para aqueles que vem com a ladainha de que “tem lei que pega, tem lei que não pega”, vocês se deram mal, máfia do plástico, porque esta lei já pegou!

Varejo lidera na economia verde

Vencer a pobreza e gerenciar as mudanças climáticas. São esses os principais desafios que o mundo terá de enfrentar nas próximas décadas, para dar conta da enorme responsabilidade planetária diante do aquecimento global. A previsão é do economista britânico lorde Nicholas Stern, estrela máxima do Fórum de Varejo 2010, promovido pelo Walmart Brasil ontem, na Federação do Comércio, em São Paulo. Professor da London School of Economics, onde preside o Instituto de Pesquisa Grantham sobre Alterações Climáticas e Meio Ambiente, Stern produziu em 2006 um relatório de repercussão mundial por ter sido o primeiro a mensurar os riscos, as perdas e os custos decorrentes do aumento desenfreado dos gases de efeito estufa.

Em sua palestra, o professor britânico, que também foi economista chefe do Banco Mundial, conclamou o setor privado a pressionar os governos – quase todos padecendo de uma “visão míope” – por políticas públicas que promovam e estimulam a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologia “verde”. As mais necessárias voltadas para uma taxação maior para grandes emissores de CO2, de maneira a incentivar, com esses impostos excedentes, descobertas e novos empreendedores.

Segundo ele, apesar de ainda ser arriscado investir em produtos de baixa emissão de carbono, é preciso pensar a longo prazo, com foco na próxima década, nas oportunidades que estarão abertas “por toda a parte”, em mercados “de trilhões de dólares”. “As pessoas – sejam funcionários, fornecedores ou clientes – estão cada vez mais interessadas em produtos verdes e em empresas responsáveis. Daqui para a frente a reputação da marca terá maior valor tangível”, argumentou.

Stern elogiou as iniciativas do Walmart em melhorar processos, aperfeiçoar serviços e conscientizar clientes e consumidores da importância dessa cruzada em favor da sustentabilidade. “Mais do que o discurso, é pelo poder do exemplo que conseguiremos avançar mais rapidamente em direção a essa nova revolução industrial.

O economista alertou sobre o alto preço que os países já vem pagando com uma pequena variação de temperatura (um aumento de 0,8%), como as recentes inundações no Paquistão e os incêndios ao redor da Rússia. “Se a temperatura aumentar 5 graus nos próximos 100 anos, como há 50% de chance de acontecer caso não haja uma redução drástica na concentração de gases de efeito estufa (especialmente CO2), a França vai virar deserto e pode chegar à casa de bilhões o número de pessoas migrando de país. Será o caos”, alertou.

Ele, no entanto, se mostrou otimista na capacidade de mobilização da sociedade para o enfrentamento da crise, na urgência que ela requer. Disse que o Brasil tem sido um protagonista relevante nas conferências internacionais do clima e disse que somos um país-chave nessa caminhada. “Sabemos como começar, onde cortar emissões , o que fazer, quanto vai custar – de 1 a 3% do PIB nacional por ano. Sabemos também a magnitude desse desafio, por isso nenhuma ideia pode ser desperdiçada. Qualquer ideia sobre corte de emissões, aumento da eficiência energética, da produtividade agrícola e sobre novas práticas e tecnologias. Vamos agir e ter esperança no futuro”, disse.

O varejo está fazendo sua parte. Ontem mesmo, o presidente do Walmart, Héctor Núñez, anunciou com o ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, compromissos para o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura no Brasil. Entre eles estão a identificação da origem e localidade de produção de 100% dos fornecedores de pescados da rede (até 2013); ampliação da oferta e estímulo ao consumo de pescados da região Amazônica; criação de um programa de valorização da pesca artesanal (até 2013) e de um sistema de rastreabilidade para 100% da cadeia de pescados (até 2016). A empresa também lançou um programa de rastreabilidade para os produtos perecíveis em geral, prioritariamente carnes e hortifrutigranjeiros.

Fonte – Denise Ribeiro, Envolverde de 12 de agosto de 2010

Imagem – cycle.nut66

Uma cafeteira amiga do meio ambiente

Sabe aquela cafeteira italiana? Aquela quando lançaram aqui no Brasil foi o maior sucesso? Pois é, você sabia que ela é uma cafeteira ecofriendly?

Criada em 1933 pelo italiano Alfonso Bialetti, a cafeteira italiana apresenta diversas vantagens em relação as atuais:

. Como dispensam filtros, sua utilização gera menos resíduos e gastos;

. São feitas quase inteiramente de alumínio, material altamente reciclável;

. Sua técnica utiliza pressão, imitando o funcionamento de uma máquina de expresso, e com isso consegue um café mais encorpado e aromático usando menos pó;

. Vão direto ao fogão, sem consumo de energia elétrica;

. Seu design simples e robusto – ao total são somente nove componentes – o que garante a durabilidade e uma cadeia produtiva mais eficiente (menos cabos, menos componentes elétricos, menos botões. E a ausência de vidro é garantia de menos embalagem de proteção durante o transporte);

. Pode durar toda uma vida, considerando a troca esporádica do selo interno de borracha;

. Os diversos tamanhos disponíveis permitem que você escolha o mais adequado às suas necessidades ou estilo de vida;

. É um produto que dificilmente ficará obsoleto (diferentemente de algumas cafeteiras que são verdadeiros “gadgets”), prova disso é que seu design se mantém praticamente intacto desde a concepção em 1933.

Bacana, não é? Na hora de comprar uma nova cafeiteira, pense nisso!

Fonte – Blog Atitude Sustentável

Imagem – Blog Atitude Sustentável

Por aqui, não vivemos sem nossa cafeteira italiana, que está velhinha, acabadinha, mas continua funcionando perfeitamente.

Chegou o substituto dos lampiões à querosene

No mundo, 1,6 bilhão de pessoas utilizam lampiões à querosene. Além de caros e perigosos para quem usa, podem causar câncer devido à fumaça que tóxica que produz.

Para acabar com o uso deles, surgiu o Nokero. O produto é uma lâmpada de LED à prova d’água e que utiliza energia solar para fornecer iluminação.

A lâmpada tem quatro painéis solares que recarregam a bateria para armazenar energia. A luz é proveniente de cinco focos de LED.

Quando a bateria está totalmente carregada, o produto fornece até quatro horas de iluminação. O problema é que a bateria tem vida útil de apenas dois anos, mas pode ser facilmente substituída.

O preço é de 15 dólares, mas a empresa que fabrica o produto pretende diminuir esse custo para 6 dólares, quando produzido em larga escala.

Fonte – Blog Atitude Sustentável

Imagem – Blog Atitude Sustentável

Gerador de energia pretende substituir as pilhas convencionais

A empresa Brother Industries criou um aparelho para substituir as pilhas convencionais. Para recarregar a energia, basta chacoalhar. O gerador de indução eletromagnética converte a energia cinética em energia elétrica.

O aparelho, no formato de uma pilha AA ou AAA, é ideal para aparelhos que consomem pouca energia e que não fiquem ligados o tempo todo, como controles remotos, por exemplo.

A empresa diz que o próximo passo é adaptar o formato para garantir que a tecnologia possa ser utilizada em mais aparelhos.

Fonte – Blog Atitude Sustentável

Imagem – Blog Atitude Sustentável

Quanto veneno tem nossa comida?

Os resíduos de agrotóxicos nos alimentos cultivados no Brasil preocupam quando são mal usados

Desde que os pesticidas sintéticos começaram a ser produzidos em larga escala, na década de 1940, há dúvidas sobre o perigo para a saúde humana. No campo, em contato direto com agrotóxicos, alguns trabalhadores rurais apresentam intoxicações sérias. Para avaliar o risco de gente que apenas consome os alimentos, cientistas costumam fazer testes com ratos e cães, alimentados com doses altas desses venenos. A partir do resultado desses testes e da análise de alimentos in natura (para determinar o grau de resíduos do pesticida na comida), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece os valores máximos de uso dos agrotóxicos para cada cultura. Esses valores têm sido desrespeitados, segundo as amostras da Anvisa. Alguns alimentos têm excesso de resíduos, outros têm resíduos de agrotóxicos que nem deveriam estar lá. Esses excessos, isoladamente, não são tão prejudiciais, porque em geral não ultrapassam os limites que o corpo humano aguenta. O maior problema é que eles se somam – ninguém come apenas um tipo de alimento

Fonte – Francine Lima (texto) e Alberto Cairo e Gerson Mora (arte), Época de 08 de agosto de 2010

 

E o tomate? O link está quebrado, então não sabemos quão contaminado está o tomate. Quando arrumarem o link, postaremos o tomate.

E depois dessa, se animou a acordar mais cedo e ir à feira comprar comida natural, saudável e orgânica? Pare de comer veneno, prefira sempre alimentos orgânicos.

Além de fazerem bem à saúde, alimentos orgânicos contribuem com a preservação do meio ambiente

Cada vez mais consumidores optam pela versão não industrializada da comida

Pesquisa mostra que cada vez mais brasilienses se tornam adeptos do consumo de alimentos orgânicos. Nos últimos anos, aumentou o número, principalmente de mulheres, nos mercados e feiras naturais

Sônia Maria de Souza tem 65 anos e muito vigor. Ativa, ela se divide entre as tarefas domésticas e a confeitaria caseira. Faz caminhada diária e não se descuida da alimentação. Ela acredita que a boa saúde se deve principalmente aos hábitos que mantém há mais de uma década.

— Há quase 15 anos consumo alimentos orgânicos, principalmente frango e hortaliças. O sabor é melhor, além de serem livres de agrotóxicos. Sinto o meu corpo mais forte. Hoje, dificilmente vou ao médico.

A alimentação orgânica é baseada no cultivo 100% natural e sustentável dos alimentos. São considerados orgânicos frutas, hortaliças, grãos, laticínios e carnes que não usam, em todo o processo produtivo, substâncias que possam colocar em risco a saúde de produtores e consumidores, como fertilizantes, agrotóxicos, antibióticos, aditivos químico-sintéticos e hormônios, dentre outros. Por isso, o cultivo de alimentos orgânicos também visa o consumo sustentável e a preservação do meio ambiente, uma vez que não agride o solo, as plantas e os animais.

Sônia faz parte de um número crescente de brasilienses que optam pelo consumo de alimentos orgânicos. Segundo pesquisa realizada pela Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV) da Universidade de Brasília (UnB) em 2008, esse público é formado, principalmente, por mulheres, pessoas com renda familiar acima de R$ 5 mil e nível educacional superior.

— O consumidor está compreendendo a importância de uma alimentação saudável e da responsabilidade que ele tem com o meio ambiente — comenta Ana Maria Junqueira, agrônoma e coordenadora do estudo.

A professora explica que a maioria das pessoas que consomem orgânicos é adulta e tem maior acesso a informações sobre os benefícios de uma alimentação natural.

A pesquisa mostra que o principal motivo pelo qual consumidores buscam os orgânicos é a preocupação com a saúde. Dos 400 entrevistados, 88% apontaram essa razão — principalmente em relação ao uso de agrotóxicos nas hortaliças convencionais, aos hormônios aplicados às rações dos animais e à contaminação dos solos de cultivo. O engenheiro Flávio Albuquerque é um desses consumidores. Comprador assíduo de orgânicos desde 1992, ele afirma nunca mais ter tido problemas com hipertensão.

— Como arroz, feijão, folhosos e queijos orgânicos com frequência. Após um ano com a mesma dieta, percebi a diferença em meu corpo. Não tenho mais alergias e minha pressão está estabilizada.

A preocupação de Flávio está correta. Algumas substâncias usadas em fertilizantes e hormônios podem influenciar negativamente na digestão e absorção de nutrientes. É o que afirma a nutricionista Débora Sorgi, criadora do site www.comerbemfazbem.com.br, que dá dicas sobre alimentação saudável.

— Além de perigosos para o organismo, alguns componentes de agrotóxicos e fertilizantes podem atrapalhar a absorção dos nutrientes dos outros alimentos. Eles se agregam ao nutriente e o transformam em algo que o corpo não entende como saudável.

Débora afirma que pode haver competição entre o componente saudável e o químico.

— O organismo acaba absorvendo uma substância menos nutritiva. Outro problema pode ocorrer na liberação incorreta de enzimas e nas variações do nível de acidez no estômago necessários para a digestão.

Dessa forma, o consumidor de alimentos com excesso de ingredientes químicos está mais suscetível a doenças, já que não tem seu organismo nutrido de forma completa durante as refeições.

Preocupação com o ambiente

Para Sônia Maria de Souza, consumir orgânicos é tão importante quanto praticar a coleta seletiva e a reciclagem no condomínio onde vive, na Asa Norte.

— Sabemos que para estar em harmonia com nosso corpo também é importante estar em harmonia com o ambiente em que vivemos. Tento passar isso para as pessoas que conheço. Viver de forma mais natural é uma maneira de garantir a segurança e a qualidade de vida daqueles que ainda nem nasceram — acredita.

Segundo o estudo realizado pela UnB, Sônia não é a única a defender essa filosofia. O cultivo sustentável dos alimentos é o terceiro motivo levantado pelos consumidores pesquisados para justificar o consumo de orgânicos: 33% deles disseram se preocupar com o meio ambiente.

O Ministério da Agricultura afirma no site www.prefiraorganicos.com.br que uma das características fundamentais da produção orgânica é a preocupação com o meio ambiente. Os sistemas orgânicos de produção priorizam o uso responsável dos recursos naturais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável. A agricultura orgânica busca diversificar e integrar a produção de espécies vegetais e animais com o objetivo de criar ecossistemas mais equilibrados. Dessa forma, o consumidor contribui para o aumento da qualidade de vida para as gerações atuais e futuras.

Direto para o cardápio

Cooperativas e lojas distribuidoras contribuem para que a comercialização de orgânicos se mantenha estável e o carrinho do consumidor, sempre cheio. Verinaldo e Veronilde da Silva Sousa, proprietários de uma loja especializada em orgânicos e consumidores de orgânicos há mais de 15 anos, recebem produtos vindos direto das fazendas de cultivo e de algumas fábricas.

— A cada ano, contamos com mais produtores. E a procura também é maior. Para cumprirmos a demanda do consumidor, ainda é preciso trazer mercadorias de outros estados, como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina — explica Verinaldo.

Fonte – Correio Braziliense / Click RBS de 05 de agosto de 2010

Imagem – ALITTA ROSE

Estado do Rio de Janeiro – Carrefour de Niterói é notificado por não cumprir legislação ambiental

A Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), órgão vinculado à Secretaria de estado do Ambiente, responsável pela fiscalização de supermercados e estabelecimentos comerciais que utilizam sacolas plásticas para o transporte de mercadorias, notificou, na manhã desta sexta-feira (6/8), o supermercado Carrefour, em Niterói, na Região Metropolitana, pelo não cumprimento da lei 5.502/2009, que prevê a substituição e o recolhimento de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais localizados no estado do Rio, como forma de colocá-las à disposição do ciclo de reciclagem e proteção ao meio ambiente fluminense.

Durante as vistorias, que também incluíram o supermercado Guanabara, os fiscais explicaram aos consumidores como funciona a ação em favor do meio ambiente. De acordo com a lei, os clientes que optarem por não usar sacos plásticos vão ganhar descontos. A cada cinco itens comprados, haverá um abatimento de R$ 0,03 no valor total da compra. O consumidor que devolver sacolas receberá, a cada 50 unidades, um quilo de arroz ou feijão. Os estabelecimentos também podem fornecer uma sacola mais resistente que possa ser usada no mínimo vinte vezes pelo consumidor. Um cartaz sobre a medida deve ser afixado no local.

- O objetivo da lei é conscientizar os consumidores. A lei não pretende acabar com as sacolas plásticas, mas orientar para que se faça um uso consciente. A Secretaria do Ambiente já realizou blitz em 12 empresas comerciais e apenas três (Super Market, Casa & Vídeo e Carrefour) não estão cumprindo a lei. Os estabelecimentos foram notificados e, daqui a sete dias, a fiscalização vai retornar.

- A tolerância acabou. A partir de agora é multa – explicou o coordenador da Cicca, José Maurício Padrone.

Depois de quatro jornadas de fiscalização, a Cicca inicia, na próxima semana, a segunda fase da campanha, desta vez autuando estabelecimentos comerciais de grande e médio porte que não estejam cumprindo a lei, com multas que variam entre R$ 200 e R$ 20 mil.

- Todos tiveram um ano para se adequar. A lei está em vigor desde julho de 2009 e, até hoje, alguns estabelecimentos comerciais ainda não estão cumprindo a legislação. Segundo a lei, o prazo para a substituição das sacolas é de dois a três anos para microempresas e empresas de pequeno porte. Para as empresas de médio e grande porte, o prazo de um ano expirou hoje – destacou Padrone.

A fiscalização contou com o apoio da Superintendência de Educação Ambiental para orientar a população sobre a importância de diminuir o consumo de sacolas plásticas, que levam até 100 anos para se decompor, e de adotar a bolsa retornável, que pode ser usada por muito mais tempo. A vistoria, além de advertir supermercados e lojas quanto ao cumprimento da lei, pretende criar consumidores conscientes para proteger o meio ambiente.

Segundo o coordenador da Cicca, as fiscalizações também estão previstas para acontecer nos municípios do Interior fluminense. Para tanto, esta semana o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) reuniu todas as superintendências do órgão no interior para iniciar as campanhas educativas junto aos estabelecimentos comerciais e os consumidores.

- Em geral, a Cicca está tendo uma surpresa muito positiva com os resultados da campanha. Na realidade, hoje, o marketing verde, como já está sendo chamado esse processo de conscientização e ação direta do comércio e do consumidor em favor do meio ambiente, é muito forte e beneficia toda a sociedade – lembrou.

Fonte – Rafael Masgrau, O Diário de Petrópolis de 07 de agosto de 2010

Imagem – shareub

Por que as grandes redes pensam que estão imunes às leis deste país? Em seus países de origem, eles cumprem a legislação direitinho, já aqui … Isso é uma falta de respeito. Compre somente onde respeitam as leis e o ambiente. Boicote estas redes que riem de nossa legislação.

No Paraná, 53% dos municípios ainda jogam lixo em qualquer lugar

Mais da metade dos 399 municípios do Paraná ainda não tem aterros sanitários. Segundo um levantamento divulgado neste ano pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), apenas 47% das cidades possuem um local adequado para destinação dos resíduos sólidos. Em 27% dos municípios, ainda são usados aterros controlados – considerados uma solução intermediária para o problema – e nos outros 26%, ou 109 municípios, ainda são usados lixões. Com a aprovação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, ontem, essa realidade deverá mudar em breve.

De acordo com o estudo do Ipardes, os lixões estão localizados em municípios pequenos, com menos de 20 mil habitantes, e estão concentrados no Centro, Centro-Sul e Nordeste do estado. No entanto, grandes municípios, como Guarapuava e Paranaguá, também estão na lista. O principal argumento dos gestores é o custo de manutenção.

Prisão

Na opinião do procurador de justiça do Meio Ambiente no Paraná, Saint Clair Honorato dos Santos, a falta de recursos não é desculpa para a presença de lixões. “Quanto menor a cidade, mais barato o custo de manutenção. O descumprimento da legislação ambiental, na minha opinião, deveria levar o gestor para a cadeia. Prisão preventiva obrigatória para todos os prefeitos que descumprissem a lei”, opina.

Segundo o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Recursos Hídricos (Sema), Laerty Dudas, o problema dos lixões é cultural e não depende apenas dos gestores. “O objetivo deve ser minimizar e reduzir a geração de resíduos. Apenas 15% do que produzimos é lixo, todo o resto é reaproveitável. Separando, evitamos a criação dos lixões e aumentamos a vida útil dos aterros”, afirma.

Das 170 mil toneladas de lixo produzidas no Brasil por dia, 40% são depositadas em lixões municipais, segundo a estimativa da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e resíduos Especiais. No Paraná são produzidas 20 mil toneladas de lixo por dia.

Segundo um trabalho acadêmico publicado pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), além dos prejuízos ao meio ambiente – como a contaminação do lençol freático – , o lixão pode causar impactos na saúde do ser humano, como alto risco de contaminação de doenças transmitidas por vetores, principalmente a dengue.

Fonte – Gabriel Azevedo, Gazeta do Povo de 03 de agosto de 2010

Imagem -  baansok

Essa pouca vergonha dos prefeitos do Paraná não terem programa de reciclagem de lixo, de não terem local para compostagem já deveria ter acabado há muito tempo e teria, se ao menos um dos prefeitóides tivesse sido algemado – opa, agora não pode mais – e jogado na parte de trás de um camburão. É um crime terrível contra a humanidade e o planeta cometido diariamente por estes pseudogestores das cidades ao jogar o lixo em lixões. Fazer uma praça com chafariz, toda iluminada dá voto, agora, mexer com lixo tira voto e por isso eles não assumem sua responsabilidade.

É simples resolver o problema do lixo. Se houver separação em duas partes – reciclável e não reciclável – já aumentará a vida útil dos lixões e aterros em 50%. Se houver, além disso, separação em 3 partes – reciclável, compostável e rejeito – a vida útil dos lixões e aterros será aumentada em 95, visto que somente 5% do lixo que geramos é rejeito, o resto é 50% compostável – adubo orgânico, produto cada vez mais necessário para enriquecermos o solo – e 45% é reciclável, que gera renda para catadores e para a própria prefeitura.

Como fazer isso acontecer? Lei para multar quem nao fizer a separação, seja pessoa física ou jurídica. Multa por amostragem de locais de coleta, multas estas dadas pelos próprios garis, com um caminhão passado dia x para coleta de reciclável e dia y para compostável e dia z para rejeito. O caminhão para reciclável pode ser semanal, pois dá para acumular este material limpo.

Ao invés de licitações para comprar unicórnios, pégasos e fadas – vocês sabem do que estamos falando - os prefeitos deveriam tomar vergonha nas suas dignissimas caras de pau e fazer licitação para comprar caminhões de lixo e resolver de vez por todas essa encrenca do lixo.

E se algum prefeiteco disser que é difícil e caro fazer compostagem, que tire sua dignissima bunda da sua majestosa cadeira do seu luxuoso gabinete e vá visitar as três cidades modelo do Paraná, que fazem compostagem barata, limpa e rentável, que são General Carneiro, Tibagi e Bituruna. Temos certeza de que vocês serão muitíssimo bem recebidos senhores prefeitos, pois estas cidades tem imenso orgulho de terem resolvido o problema do lixo com soluções simples.

Mecânico do ES inventa motor a ar 100% ecológico

O ar comprimido no cilindro serve para dar a partida no motor, que tem a capacidade de devolver ao cilindro 75% do ar consumido

Ele não rejeita a comparação com o Professor Pardal das histórias em quadrinhos, mas o mecânico Antônio “Pedro” Dariva, leva a sério sua invenção: um motor que funciona com ar comprimido. Sem o uso de combustíveis e capaz de se auto-abastecer, o equipamento é apontado pelo seu criador como o novo paradigma em motores.

Tudo começou há mais de 25 anos, quando Dariva teve a idéia de usar o ar comprimido para mover os pistões de um motor. “O motor a combustão funciona por causa do aumento de pressão. Então eu pensei que se usasse outro produto para provocar essa mudança de pressão, seria possivel fazer o mecanismo funcionar, sem jogar mais poluição no ar e sem depender do petróleo”, conta o inventor.

Da idéia inicial até o primeiro protótipo, foram cinco anos. A primeira patente foi obtida em 1994. Mas para chegar no nível atual de eficiência, foi necessário investir tempo e quase todo o dinheiro que ganha trabalhando na oficina mecânica da família, localizada em Vila Velha, região metropolitana de Vitória.

Para aprimorar seu projeto, Dariva, que não tem formação acadêmica, estudou o comportamento dos gases. O motor funciona com ar atmosférico comprimido. Um cilindro, semelhante aos utilizados por mergulhadores, é o “tanque de combustível”. Na verdade, segundo o inventor, o ar comprimido no cilindro serve para dar a partida no motor, que tem a capacidade de devolver ao cilindro 75% do ar consumido.

“Até aqui, chegamos a uma eficiência de 70, 75%. Isso significa que o motor repõe o ar comprimido enquanto funciona, aumentando a autonomia. No futuro, com a utilização de materiais e tecnologias mais avançadas, acredito que vamos poder aumentar isso”, explica Dariva.

Montagem

Todo as etapas do projeto, da concepção à fundição e usinagem das peças, foram executadas pelo mecânico, com a ajuda de alguns amigos. “Sem eles, eu não chegaria até aqui. Teve muita gente trabalhando de graça, de noite, para me ajudar nisso”.

O princípio de funcionamento é aparentemente simples: depois de acionado, o motor recolhe o ar do meio ambiente e o comprime em uma câmara, onde a temperatura chega a aproximadamente 400ºC. Neste momento, o ar se expande, liberando a energia necessária para mover os pistões e fazer o motor funcionar.

Nesse processo, o ar se resfria rapidamente e é expelido a uma temperatura de 10 graus negativos. “Como o ar expelido é mais frio que o ambiente, ele pode ser utilizado como refrigeração do carro e até no ar condicionado. Isso ajuda a proteger a camada de ozônio. Além disso, o motor capta ar quente e poluído e devolve ar frio e filtrado para a atmosfera”, afirma o inventor.

Como não utiliza a queima de combustíveis para gerar energia, o motor a ar comprimido é totalmente não poluente. O óleo lubrificante também tem um rendimento superior, podendo durar até quatro anos, porque não se contamina com resíduos da combustão.

Potência

Dariva já tem dois protótipos prontos, funcionando, que foram apresentados na Feira Internacional de Econegócios e Tecnologias Limpas, realizada no último fim de semana no município de Serra, região metropolitana de Vitória. O primeiro é um motor de 2 cilindros, com potência de 30 HP a 3 mil RPM. O segundo, um motor de 10 cilindros – sendo 8 ativos e 2 para reabastecimento – com potência de 70 Hp a 4 mil RPM.

Ele afirma que um veículo com este motor, utilizando um cilindro de 24 metros cúbicos, igual aos usados por veículos movidos a gás natural (GNV), poderá rodar 350 Km sem reabastecer. “Como ainda não alcançamos 100% de eficiência, depois de um tempo o motor perde pressão e é preciso recalibrar o cilindro”, explica.

Agora, o inventor capixaba sonha com a produção em série desses motores. Para isso, ele criou um empresa, dedicada à captação de recursos para o desenvolvimento de tecnologias ecológicas. “Com a ajuda de investidores, será possível tornar esse sonho realidade”, afirma Dariva.

Fonte – Alex Cavalcanti, Portal Terra

Imagem – Portal Terra

Brasileiro produz tanto lixo quanto europeu

Estudo em 364 cidades mostra que o País já se aproxima dos Estados Unidos, o campeão

O brasileiro já produz a mesma quantidade de lixo que um europeu. A melhoria do poder de compra dos brasileiros está fazendo com que a população do País gere cada vez mais lixo inorgânico, como embalagens, ao mesmo tempo em que a implantação de programas de coleta seletiva e os níveis de reciclagem não crescem na mesma medida.

A média de geração de lixo no Brasil hoje é de 1,152 kg por habitante por dia, padrão próximo aos dos países da União Europeia, cuja média é de 1,2 kg por dia por habitante. Nas grandes capitais, esse volume cresce ainda mais: Brasília é a campeã, com 1,698 kg de resíduos coletados por dia, seguida do Rio, com 1,617 kg/dia, e São Paulo, com 1,259 kg/dia.

Além disso, o volume de lixo cresceu 7,7% em 2009 – foram 182 mil toneladas/dia geradas em 2009, ante 169 mil toneladas/dia no ano anterior. Os dados fazem parte do estudo “Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2009″, que será divulgado hoje, no Rio.

O estudo, anual, abrange 364 municípios e foi realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), entidade que reúne as empresas de coleta e destinação de resíduos.

“Alcançamos um padrão europeu de geração de resíduos e estamos nos aproximando dos americanos. Infelizmente, isso está acontecendo sem alcançarmos o mesmo grau de desenvolvimento desses países”, afirma Carlos Roberto da Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.

Segundo ele, a produção de lixo em capitais como Brasília caminha para se tornar próxima aos 2,8 kg por habitante/dia, que é a média de um cidadão americano. “Isso revela muito sobre hábitos de consumo e descarte dos moradores dessas cidades. Quanto mais alta a renda, maior o consumo de comida pronta, por exemplo, que implica em excesso de embalagens”, afirma.

De acordo com o levantamento, 56,8% desse lixo vai para aterros sanitários, 23,9% vai para aterros controlados (que não possuem tratamento de chorume) e 19,3% termina em lixões. Os aterros das grandes cidades, no entanto, caminham para a saturação. “Os resíduos gerados na cidade de São Paulo hoje são enviados para aterros a 30 km de distância”, diz Silva.

Entulho

E não são apenas os resíduos que caracterizam o lixo doméstico (resto de alimentos, embalagens) que estão em expansão. O País também está produzindo mais entulho de construção: hoje, na média, cada brasileiro produz 0,576 kg de resíduos de construção civil. Em 2009, foram 91,4 mil toneladas/dia do entulho – um crescimento de quase 14% em relação a 2008, quando foram geradas 80,3 mil toneladas por dias de entulho.

Segundo Silva, isso é reflexo do bom momento da economia e do setor de construção em especial. “Há mais pessoas construindo e nenhuma lei que regulamente o descarte desses materiais.”

Lei nacional. Uma das saídas para o problema do aumento do lixo é a lei nacional de resíduos sólidos. O projeto foi aprovado na Câmara em março, após 19 anos de idas e vindas, e agora aguarda votação do Senado.

Várias entidades, incluindo representantes da indústria e de ONGs, fazem pressão para que a lei saia até 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente. “A expectativa é de que a lei já seja sancionada pelo presidente Lula na data”, diz Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente da indústria de embalagens Tetra Pak e um dos articuladores do grupo de trabalho sobre o tema.

Faça sua parte

Evite o desperdício
Planeje a compra de alimentos para não haver desperdício. Dimensione a compra de produtos perecíveis com as necessidades da família.

Busque a durabilidade
Procure comprar produtos mais duráveis. Evite descartáveis.

Reduza embalagens
Evite comprar frutas, verduras e legumes embalados. Dê preferência para produtos vendidos a granel: leve a embalagem de casa. Escolha produtos com menor número de embalagens. Opte por produtos com refil e reduza o uso de sacolas plásticas.

Coleta seletiva não acompanha ritmo

Os programas de coleta seletiva dos municípios brasileiros não acompanham o ritmo da produção de lixo no País. Embora a geração de resíduos tenha crescido 7,7% entre 2008 e 2009, o número de municípios com iniciativas de coleta seletiva avançou apenas 1,2% no período. Em 2008, 55,9% das cidades brasileiras tinham programas; em 2009, eram 56,6%.

“As atividades de coleta seletiva de materiais recicláveis parecem ter chegado a um ponto de indefinição. Pouco mais da metade dos municípios tem iniciativas nesse sentido ou estimulam tais atividades, mas esse índice não avança na mesma medida que a geração de resíduos”, diz Carlos Roberto Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe, entidade que reúne empresas de coleta de lixo. Segundo ele, projetos voluntários são apenas uma solução parcial para o problema.

Silva observa, no entanto, que a geração de lixo é menor justamente nas capitais que possuem programas bem-estruturados de coleta seletiva, como Porto Alegre, que está abaixo da média nacional na produção diária de resíduos por habitante.

Enquanto o brasileiro na média produz 1,152 kg por dia, o porto-alegrense gera 1,073. Curitiba, que também tem coleta seletiva eficiente, produz 1,195 kg por habitante/dia, média ligeiramente superior à nacional. “Ao separar os resíduos, o cidadão presta atenção no lixo que produz. E esse é o primeiro passo para reduzir”, afirma.

Reciclagem

Apesar da estagnação no número de municípios que praticam a separação dos resíduos, o Brasil manteve posições avançadas na reciclagem de alguns tipos de materiais, como latas de alumínio (91,5% de reciclagem, o mais alto índice do mundo), plástico PET (54,8%, só perdendo para o Japão), vidro (47%) e papel (45%).

Na avaliação de André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), entidade que apoia cooperativas de catadores e programas de reciclagem nas empresas, o Brasil avançou de forma significativa nos índices de reciclagem de materiais. “São altos quando comparados a outros países. Isso mostra que estamos no caminho certo”, diz Vilhena.

Segundo ele, a aprovação da lei nacional de resíduos sólidos deve fortalecer a cadeia da reciclagem, ao propor um marco regulatório para que prefeituras, empresas e consumidores tenham responsabilidades compartilhadas na gestão do lixo. “Para avançar ainda mais, precisamos fortalecer o papel dos catadores com maior investimento das prefeituras e empresas na organização de cooperativas, ampliando a eficiência e melhorando aspectos de qualidade e segurança do trabalho. A lei nacional vai ajudar muito neste aspecto.”

Para Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente da fabricante de embalagens Tetra Pak, as indústrias que usam resíduos como matéria-prima já enfrentam dificuldades. “A coleta não atende a demanda das fábricas. Está faltando de PET a embalagens cartonadas.”

Fonte – Andrea Vialli, Estadão de 26 de maio de 2010

Imagem – Bert#

Estes números de reciclagem estão muito fantasiosos, porque temos dados das cidades com coleta seletiva organizada pelas prefeituras é de 7%, a coleta seletiva não chega a 1% e este número de cidades com aterros sanitários e controlados está muito, mas muito esquisito, pois o dado que temos é de que apenas 13% dos municípios do país tem aterro sanitário, dados estes vindos do governo federal.

Tecidos feitos com garrafas PET são solução para moda sustentável

Uma alternativa para quem quer comprar roupas, bolsas e outros produtos feitos com materiais mais sustentáveis é o tecido de garrafa PET. Ele é feito a partir da reciclagem do plástico e pode evitar que novas matérias-primas sejam produzidas, além de reaproveitar o material que iria para o lixo.

Apesar de parecer novidade, os tecidos produzidos a partir das embalagens PET são os mesmos das roupas comuns de poliéster. A grande diferença é que em vez de utilizar o Tereftalato de Etileno virgem, a indústria recicla o plástico das garrafas e o transforma em fibras de poliéster.

Posteriormente, essa fibra poderá ser tecida junto com algodão e virar matéria-prima para roupas, bolsas, travesseiros, roupas de cama, tapetes e outra infinidade de produtos, ou ainda ser utilizada em sua forma bruta na confecção de banners, sacolas, embalagens etc.

Basta olhar a etiqueta de algumas roupas para ver que a composição do produto é feita com 50% de algodão e 50% de poliéster. As roupas feitas a partir dessa mistura ainda são mais resistentes, correm menor risco de desbotar ou formar “bolinhas”, além de amassam menos que aquelas feitas com 100% de algodão.

Benefícios ambientais

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de PET (ABIPET), em 2008 foram recicladas no Brasil 253 mil toneladas de embalagens, sendo que 38% foram encaminhadas para a área têxtil. Destes, 44% foram usados na indústria de vestuário, 35% para a produção de cordas, cerdas e monofilamentos e 21% para não-tecidos.

Além de incentivar os investimentos em cooperativas e catadores de lixo, a reciclagem pode trazer diversos ganhos ambientais. Para produzir um quilo de malha PET são recicladas 11 garrafas de dois litros de refrigerante.

Além disso, ao reutilizar o material a indústria deixa de produzir novas unidades de Tereftalato de Etileno, economizando água, energia e matérias-primas, como o petróleo. Por fim, a reciclagem evita o acúmulo do material em lixões e aterros e prolonga sua vida útil.

Fonte – Portal Terra de 28 de julho de 2010

A FUNVERDE comercializa camisetas confeccionadas com fio de PET reciclada para conseguir verba para manter seus diversos projetos. Apoie nossos projetos, adquira nossas camisetas de PET, que são ecologicamente corretas.

Cada camiseta fabricada retira do ambiente 3 garrafas PET. Quanto mais camistas de PET você usar, mais estará gerando renda para os catadores, mais PET serão recicladas e assim, a cadeia da reciclagem fica maior e mais forte.

Claro que somente fabricar camisetas com PET não vai resolver o problema da poluição causada pelas garrafas PET, mas, em um país em que a reciclagem mal chega a 1%, qualquer iniciativa ajuda a diminuir a poluição e a aumentar a reciclagem.

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes