Ecologia urbana

15 países que dão lição em reciclagem de lixo

Enquanto o Brasil ainda rascunha os planos setoriais de logística reversa, previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos, distante daqui, o velho continente registra taxas de reciclagem superiores a 50%, movimentando um mercado bilionário

Desperdício não tem vez aqui

Segundo um novo relatório da Agência Europeia do Ambiente, a taxa de reciclagem dos países europeus aumentou 21% entre 2001 e 2010. Atualmente, 35% de todo o lixo gerado nas cidades ganha vida nova e ainda gera receita: a boa gestão de resíduos sólidos da União Europeia já rende 1% do PIB do bloco. Na ponta do lápis, trata-se de um mercado que emprega 2 milhões de pessoas e rende 145 bilhões de euros por ano.

Mas muitos países ainda precisam ir além, a fim de atender as metas mandatórias ambiciosas do bloco, que determinam uma taxa de reciclagem de lixo urbano de 50% até 2020. Cinco deles já chegaram lá. Na Áustria, Alemanha, Bélgica, Holanda e Suíça, a vontade política e a participação civil deram um novo valor ao lixo. Exemplos que devem inspirar o Brasil, que recicla apenas 13% de seus resíduos urbanos.

Maringá recicla 3%, São Paulo recicla menos de 1%…

Áustria
Lixo produzido por pessoa/ano: 591 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 57,3%
Taxa de reciclagem em 2010: 62,8 %
Crescimento: 5,5%

Alemanha
Lixo produzido por pessoa/ano: 583 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 48,1%
Taxa de reciclagem em 2010: 61,8%
Crescimento: 13,7%

Bélgica
Lixo produzido por pessoa/ano: 466 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 50,7%
Taxa de reciclagem em 2010: 57,6%
Crescimento: 7%

Holanda
Lixo produzido por pessoa/ano: 595 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 45,2%
Taxa de reciclagem em 2010: 50,9%
Crescimento: 5,6%

Suíça
Lixo produzido por pessoa/ano: 707 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 46,6%
Taxa de reciclagem em 2010: 50,5%
Crescimento: 3,9%

Suécia
Lixo produzido por pessoa/ano: 465 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 38,7%
Taxa de reciclagem em 2010: 49,2%
Crescimento: 10,5%

Luxemburgo
Lixo produzido por pessoa/ano: 678 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 37,3%
Taxa de reciclagem em 2010: 46,8%
Crescimento: 9,5%

Copenhague
Lixo produzido por pessoa/ano: 673 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 36,4%
Taxa de reciclagem em 2010: 42,3%
Crescimento: 5,8%

Noruega
Lixo produzido por pessoa/ano: 469 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 44,3%
Taxa de reciclagem em 2010: 42,1%
Crescimento: – 2,2%

Reino Unido
Lixo produzido por pessoa/ano: 521 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 12,4%
Taxa de reciclagem em 2010: 38,8%
Crescimento: 26,5%

Irlanda
Lixo produzido por pessoa/ano: 636 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 11,3%
Taxa de reciclagem em 2010: 35,7%
Crescimento: 24,4%

Itália
Lixo produzido por pessoa/ano: 531 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 17,4%
Taxa de reciclagem em 2010: 35,7%
Crescimento: 18,3%

França
Lixo produzido por pessoa/ano: 532 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 26,1%
Taxa de reciclagem em 2010: 34,9%
Crescimento: 8,8%

Espanha
Lixo produzido por pessoa/ano: 535 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 21,4%
Taxa de reciclagem em 2010: 33,1%
Crescimento: 11,6%

Finlândia
Lixo produzido por pessoa/ano: 470 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 33,6%
Taxa de reciclagem em 2010: 32,8%
Crescimento: – 0,8%

Fonte – Planeta Sustentável de 19 de março de 2013

Imagem - worshiphim24_7

Poderia um simples aditivo resolver um problema mundial?

Tradução livre e resumida

Todos os países estão enfrentando problemas graves e crescentes com os resíduos de plástico. Um novo filme de Jeremy Irons chamado “Trashed” será lançado em breve e mostra a extensão devastadora deste material onipresente no ambiente natural. O plástico está, literalmente, em todos os lugares: em minúsculas partículas no oceano, em cursos de água, florestas – mesmo em nossos corpos.

O hemisfério sul está particularmente lutando com a questão dos resíduos de plástico, por isso é uma boa notícia que o Paquistão acaba de passar uma nova legislação – o chamado A Proibição (fabricação, venda e uso) de produtos plásticos não degradáveis – que proíbe a importação, a fabricação, armazenamento, comércio, fornecimento, distribuição, venda e o uso de todos os produtos descartáveis de plástico feitos total ou substancialmente de polietileno ou polipropileno ou poliestireno – a menos que eles sejam oxibiodegradáveis.

Pelo regulamento anunciado pelo ministro para as Alterações Climáticas, o cumprimento é exigido no território federal do Paquistão a partir de abril de 2013 – ficando a cargo do Ministério coordenar a introdução da tecnologia do plástico oxibiodegradável nos governos provinciais. Este é um passo ousado do Paquistão, mas tem implicações muito mais amplas.

A legislação proíbe não só a fabricação de produtos plásticos descartáveis convencionais no Paquistão, mas também impede que sejam importados para o Paquistão. Isto significa que todas as empresas de qualquer lugar do mundo que estão produzindo e exportando plásticos descartáveis e produtos assim embalados para o Paquistão devem fazê-lo e / ou empacotá-los com tecnologia oxi-biodegradável a partir de um fornecedor registrado com o governo do Paquistão.

Em seu comunicado de imprensa, o Ministro observou que a tecnologia “oxi-biodegradável de plástico é simples e não necessita alteração nas máquinas nem no processo de produção” dos produtos de plástico. Tudo o que é necessário é “uma pequena quantidade de aditivo baseado em oleolefina que é misturado com a matéria-prima (grânulos), para desenvolver as propriedades biodegradáveis do plástico.”

O ministro concluiu sua entrevista dizendo: “A fim de promover esta tecnologia no país criamos grupos de discussão sobre plásticos biodegradáveis para criar a consciência entre os empresários. Graças a esses esforços, um número de usuários como; Pão Dawn, MENUE, KFC, McDonalds, Hyper Star, Sazgar, DHA, ICI de poliéster, etc já começaram a usar sacos plásticos oxi-biodegradáveis , como parte de sua responsabilidade social”.

Parece incrível – na verdade, quase bom demais para ser verdade – que um aditivo “simples” pode resolver um problema em todo o mundo, e nos leva à pergunta: por que todos os governos não legislam que este aditivo seja incluído na fabricação de plástico?

Um dos principais fornecedores mundiais deste “plástico de vida controlado ” é a empresa Symphony, do Reino Unido. Você já deve ter visto sacolas plásticas com o símbolo de uma gota com d2w escrito dentro. Este plástico automaticamente “se autodestrói” em um tempo pré-determinado.

Ao ajustar o percentual de aditivo e suas combinações, a Symphony pode alterar o período de vida útil de um produto de plástico descartável de acordo com a sua utilização, após o que, um catalisador denominado d2w presente na cadeia molecular dos polímeros os transformarão em biodegradáveis.

Este processo pode ocorrer na terra ou na água, enquanto o oxigênio está presente e é acelerado pela luz ultravioleta e calor em ambiente aberto. O que é mais importante – e é a opção preferida – o plástico ainda pode ser reciclado se recolhido antes do fim de sua vida útil.

Symphony sustenta que as cadeias poliméricas quebradas podem ser bioassimiladas pelos microrganismos do mesmo modo que acontece com as folhas e a palha. A conversão final dos componentes originais do plástico resulta em água, dióxido de carbono, e biomassa sem deixar resíduos nocivos.

Fonte – Lorna Howarth, escritora e ambientalista. Contribuindo para a revista Resurgence & Ecologist é também fundadora de uma agência e editora independente.  The Ecologist  de 09 de fevereiro de 2013

Nota da RES Brasil / Symphony – A tecnologia, aditivos e plásticos d2w estão em conformidade com a nova lei do Paquistão, estando a Symphony regularmente registrada como fornecedora de tecnologia e aditivos oxibiodegradáveis junto ao governo daquele país. Essa é a segurança para você, mesmo aqui no Brasil, ao usar uma tecnologia e material que realmente produz plásticos biodegradáveis por processo de oxidação da poliolefina.

***

Plastic Fantastic? The Ecologist’s Lorna Howarth reports on news and action from the environmental frontline… Could a simple additive resolve a world-wide problem?

All countries are facing severe and growing problems with plastic waste – indeed a new film featuring Jeremy Irons called Trashed will soon be released which shows the devastating extent of this ubiquitous material in the natural environment. It is literally everywhere: in minute particles in the ocean, in watercourses, forests, hedgerows – even in our bodies.

The Global South is particularly struggling with the issue of plastic waste, so it’s welcome news that Pakistan has just passed new legislation – called The Prohibition of Non-degradable Plastic Products (Manufacture, Sale and Usage) Regulations, 2013 – that bans the import, manufacturing, stockpiling, trade, supply, distribution, sale and use of all disposable plastic products made wholly or substantially of polyethylene or polypropylene or polystyrene – unless they are oxo-biodegradable.

The regulations, announced by the Minister for Climate Change, state that compliance is required in the federal territory of Pakistan from April 2013 – with the Ministry coordinating the introduction of the alternative plastic oxo-biodegradable technology with Provincial governments. This is a bold step by Pakistan, but it has much wider implications.

The legislation prohibits not only the manufacture of conventional disposable plastic products in Pakistan, but also prevents them being imported into Pakistan. This means that all companies anywhere in the world exporting conventionally-produced disposable plastic products to Pakistan must make and/or package them in future with oxo-biodegradable technology from a supplier registered with the Pakistan government.

In his Press Briefing, the Minister noted that, “oxo-biodegradable plastic technology is simple and needs neither alteration in machinery nor in the manufacturing process” of plastic products. All that is required is that “a small quantity of olefin-based additive is mixed with the raw material (granules) to develop biodegradable properties in plastic.”

The Minister concluded his briefing by saying “With a view to promoting this technology in the country, we held workshops on biodegradable plastics to create awareness among entrepreneurs. Because of these efforts, a number of users like; Dawn Bread, KFC, McDonalds, Hyper Star, Sazgar, DHA, ICI Polyester, MENUE etc. have started using oxo-biodegradable plastic bags as part of their social responsibility.”

It seems incredible – in fact almost too good to be true – that a ‘simple’ additive can resolve a world-wide problem, and begs the question, why don’t all governments legislate that this additive is included in plastic manufacture?

One of the world’s major suppliers of this ‘controlled-life plastic’ is the UK company, Symphony. You may have seen their biodegradable plastic bags with the d2w teardrop symbol on them. This plastic automatically “self-destructs” at a predetermined time.

By adjusting the amount of additive, Symphony can change the shelf-life of a disposable plastic product according to its usage, whereupon, a catalyst within the d2w breaks down the molecular chain of polymers into ‘harmless’ substances that are biodegradable.

This process can take place on land or in water as long as oxygen is present and is accelerated by ultraviolet light and heat in the open environment. What’s more – and is the preferred option – the plastic can still be recycled if collected before the end of its useful life.

Symphony maintains that the broken-down polymers can be bio-assimilated by micro-organisms in the same way as is the case for leaves and straw, converting the original components of the plastic into carbon dioxide, water and biomass leaving no harmful residues.

At the time of going to press, The Ecologist is still awaiting feedback from an independent scientist to confirm that the ‘harmless’ substances left behind after decomposition of oxo-biodegradable plastics are indeed harmless when bio-assimilated.

Ultimately, much of this plastic is still derived from petroleum, and therein lies the Achilles’ Heel of this story: the continued dependence on fossil fuels.

We welcome any feedback from Ecologist readers on the pros and cons of oxo-biodegradable plastic.

Leia mais em http://www.waste-management-world.com/articles/2013/02/pakistan-bans-disposable-plastic-proucdts-unless-oxo-biodegradable.html 

Documentátio – Plastic Planet, 2009

Documentário – Plasticized, 2011

Documentário sobre a plastificação dos oceanos.

Nós geramos este lixo ao não reciclar.

Você pode também assistir ao documentário no site http://www.plasticizedthemovie.com/

Symphony aborda a ameaça de microrganismos resistentes a antibióticos

Tradução livre e resumida.

A Symphony Environmental Technologies desenvolveu formulações antibacterianas e antifúngicas testadas contra mais de 50 microrganismos, incluindo o MRSA, E.coli, Salmonela, Listeria, Pseudomonas e Aspergillus niger.

O d2p ( AF ) inibe o crescimento de fungos, bactérias, mofo e algas que provocam manchas, descoloração e odores.

O uso do d2p ( AF ) pode aumentar a vida de prateleira do pão e de outros produtos alimentares, reduzindo a necessidade de uso de conservantes e mantendo as características estéticas e funcionais do produto, alega a empresa.

A notícia acompanha do artigo de Dame Sally Davies, chefe da associação de medicina do Reino Unido, que publicou a recente descoberta de uma “ ameaça catastrófica” causada pela resistência de microrganismos aos antibióticos.

“ Se não podemos mais contar com antibióticos, temos que lidar com bactérias antes que entrem em nossos organismos. O d2p é urgentemente necessário em embalagens de alimentos, utensílios de cozinha, cartões de crédito, tampas de vaso sanitários, telefones, coberturas de mesas e todos os produtos que podem transferir micróbios de uma pessoa para outra” disse Michael Laurier, CEO da Symphony.

Fonte - RES Brasil, representante exclusivo das tecnologias d2p e d2w no Brasil

Symphony tackles threat of antibiotic resistant bugs

Symphony Environmental Technologies has developed anti-bacterial and anti-fungal formulations which can be put into plastic products during manufacturing, claiming it will help prevent the spread of infection.

d2p (AB) is an anti-bacterial formulation tested against more than 50 organisms including MRSA, E.coli, salmonella, listeria, pseudomonas and aspergillus niger.

d2p (AF) inhibits the growth of fungi, bacteria, mildew and algae that can cause discoloration, staining and odours.

It can increase shelf-life of bread and other foods, and reduce the need for preservatives, whilst maintaining the aesthetic and functional properties of plastic products, claims the firm.

The news comes on the back of Dame Sally Davies, the UK’s chief medical officer, claiming that there is a “catastrophic threat” of resistance to antibiotics.

“If we can no longer rely on antibiotics we have to deal with the bacteria before they get into our bodies” said Michael Laurier, Symphony’s CEO.

“d2p is urgently needed in food packaging, table-tops, kitchen utensils, WC seats, telephones and in other plastic products likely to transfer microbes, such as credit cards.”

Fonte –  FoodProduction Daily de 20 de março de 2013

Instituto Ideais lança selo verde e programa clube dos autênticos

Entidade realiza testes para verificar a autenticidade dos plásticos

O Instituto Ideais – Incentivo e Desenvolvimento de Embalagens Ambientais, Inovação e Sustentabilidade – acaba de lançar o selo de qualidade “OBP OK”, voltado para plásticos oxibiodegradáveis (OBP em inglês), e o Clube dos Autênticos, uma página no site da entidade (www.i-ideais.org.br) que vai divulgar as marcas e produtos testados e que foram aprovados.

As iniciativas têm por objetivo promover a informação e a rotulagem corretas, além de combater fraudes e falsificações, evitando que o consumidor seja enganado. “É uma forma de valorizar as empresas e indústrias que investem em tecnologia para que os plásticos tragam menos impactos ao meio ambiente. As empresas, muitas vezes, pagam a mais por essas embalagens, tais como os supermercados e lojas, mas não tem em mãos uma autêntica embalagem biodegradável”, explica o presidente do Ideais, Fernando Figueiredo.

Para ter o selo “OBP OK” os fabricantes precisam ser associados ao Instituto Ideais e enviar as amostras dos plásticos biodegradáveis para os testes. Para o comércio, que faz uso deste tipo de embalagem, os testes são gratuitos. O teste é feito por meio de uma máquina especial que, em contato com o plástico, “lê” os componentes e revela se o plástico tem a tecnologia oxibiodegradável.

O Clube dos Autênticos divulga a lista de nomes de lojas, supermercados e indústrias no site do instituto que tiveram amostras de embalagens biodegradáveis coletadas, testadas e aprovadas. A lista ainda contém o fabricante, a data/lote e a tecnologia utilizada e impressa no plástico.

Sobre o Ideais

Formado por pesquisadores, ONG´s e fabricantes de sacolas de plásticos naturalmente degradáveis (hidrobiodegradáveis, oxibiodegradáveis, hidrossolúveis), o Instituto Ideais surgiu para apoiar pesquisas e contribuir na criação de novos materiais, além de promover a educação ambiental, o consumo consciente e atuar junto ao poder público na normatização e fiscalização de plásticos degradáveis.

Entre os principais nomes do instituto está o Prof. Dr. Telmo Ojeda, engenheiro químico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, uma das principais autoridades nos estudos sobre a utilização de plásticos degradáveis, com artigos publicados em conceituadas revistas científicas. Fazem parte dos membros fundadores, além de Ojeda, outras organizações e empresas, como a Funverde e a EcoSigma.

Fonte – Pauta Social de 08 de maio de 2013 / Boletim do Instituto Ideais de 13 de maio de 2013

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Prefeitos assumem incapacidade de acabar com lixões

Lei determina fim dos depósitos a céu aberto até 2014 e gestores pedem novos prazos.

“Meu pai e minha mãe me criaram com isso daqui, eu tirei o sustento dos meus filhos daqui, e, hoje, o do meu neto também. Se isso acabar, como é que nós vamos ficar?”, indaga Cosme de Assis, catador do Lixão da Estrutural, no Distrito Federal, sobre a desativação do lugar. Cosme está incrédulo quanto às promessas de readequação dos catadores após o fim dos lixões, exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010. O prazo para que todos os lixões a céu aberto do país sejam desativados vai até 2 de agosto do ano que vem. Mas, se depender de muitos prefeitos, catadores como Cosme vão continuar vivendo no lixo por mais tempo.

A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) anunciou que vai negociar com o Congresso e com o governo federal a prorrogação do prazo para que os municípios troquem os lixões por aterros sanitários ambientalmente corretos. Para o recém-empossado presidente da entidade, José Fortunati (PDT), de Porto Alegre, “é impossível que grande parte das cidades cumpra a lei”. Ele já buscou apoio dos presidentes da Câmara e do Senado para que seja alterada a lei que criou a PNRS. “Queremos prazos distintos de acordo com a realidade de cada cidade”, reivindica. Ele argumenta que 72% dos prefeitos vitoriosos nas eleições de 2012 não estavam no cargo. Por isso, culpam as gestões anteriores pelo atraso na adaptação à lei. Lá vem de novo os políticos enrolando, empurrando com a barriga, choramingando. Já estamos quase no meio do ano e certamente nenhum desses prefeitos eleitos fizeram nada para começar a resolver o problema do lixo, apenas ficaram reclamando e assim continuarão até o fim da gestão e veremos essa mesma enrolação com os próximos eleitos. Infelizmente, o problema do lixo jamais será resolvido no país, porque é um eterno aumento de prazo, ninguém é punido, ninguém é preso.

O temor dos prefeitos tem procedência. Os ministérios públicos dos estados poderão acionar os prefeitos por improbidade administrativa, caso não desativem os lixões. Se isso ocorrer, todos poderão ficar inelegíveis. “Temos prefeituras no Acre, como a de Porto Walter ou de Santa Rosa do Purus, em que o prefeito não tem sequer um servidor de nível superior. Então, cada caso vai depender da postura e da sensibilidade do promotor e do gestor municipal”, diz a procuragora-geral do Acre, Patrícia de Amorim Rêgo. Então, né… eles estão preocupados com a inegibilidade e não com a resolução dos problemas e olhem que é para resolver os problemas das cidades que estes prefeitos foram eleitos.

Relator da lei que instituiu a PNRS, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) critica a proposta dos prefeitos. “A legislação tem que premiar posturas e punir quem não segue uma regra. Sou terminantemente contrário a qualquer dilatação do prazo”, afirma. O deputado defende, no entanto, a possibilidade de uma nova data para a conclusão dos planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos, “para evitar que os municípios deixem de receber recursos federais”.

Até o momento, o valor repassado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) às cidades para que elaborem os planos municipais passa de R$ 23 milhões, valor considerado baixo por representantes dos prefeitos. “Isso é ridículo. Se fossem bilhões, talvez fosse o suficiente para fazer o plano. E o que temos hoje? A baixa adesão”, critica o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. Segundo estimativa da CNM, os aterros sanitários custarão R$ 70 bilhões aos cofres públicos. Cerca de 1,7 mil municípios nem deram início à elaboração dos planos. E nenhum prefeito cogita usar o dinheiro dos impostos dos cidadãos para fazer o que tem quer feito? Pagamos caro para que esse dinheiro seja aplicado na manutenção da cidade, na resolução dos problemas. E aí? Para onde está indo este dinheiro?

O MMA estima que apenas 20% dos 5.565 municípios brasileiros concluíram os projetos ou solicitaram verbas para sua elaboração até 2 de agosto de 2012, quando expirou o prazo legal para essta etapa do processo.O gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Saburo Takahashi, revela que o órgão vai soltar, em breve, uma nova chamada para os municípios que perderam o primeiro prazo. “Para atender os 80% que restam, temos de tomar pé da situação e verificar como poderemos apoiar esses municípios que ainda não têm planos.” “O MMA estima…” peraí, eles nem tem certeza de nada, estão chutando, salvem as almas!

INTIMAÇÃO: Em Igaci, a 150km de Alagoas, o prefeito Oliveiro Pianco (PMDB) nem bem foi empossado e já recebeu uma intimação do Ministério Público para acabar com o lixão da cidade, de 25 mil habitantes, sob pena de pagar do próprio bolso multa de R$ 1 mil por dia. “Disseram que não podiam dar um prazo maior, pois tinham dado à gestão anterior”, reclama. A solução foi mandar os resíduos para o lixão da vizinha Palmeira dos Índios, a 15km de distância. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que ainda há 2,9 mil lixões para serem erradicados em todo o Brasil, distribuídos em 2.810 municípios. A maioria, de pequeno porte, como Igaci, que, para se adequar à PNRS, se consorciou com Palmeira dos Índios e mais 11 municípíos do agreste alagoano para construir dois aterros sanitários de uso comum. Não há nada de errado nos pequenos municípios se reunirem consórcios e enviarem o lixo até a 100 km de distância, para um só local. É mais lógico.

Para Maria Vitória Ferrari, pesquisadora em gestão e tecnologia de resíduos da Universidade de Brasília, o problema não é só dos pequenos municípios, deve ser encarado por toda a sociedade. “A questão é cultural, é a forma que convivemos com o lixo. Se os municípios tiverem mecanismos, as pessoas estão dispostas a fazer as coisas certas. Mas é preciso campanhas longas e contínuas de educação”, conclui a pesquisadora, ressaltando o papel individual no cuidado com os resíduos, mesmo após a implementação da PNRS. Campanhas devem ser acompanhadas do peso da lei, de multas pesadas, não temos mais tempo para ficar brincando de educação ambiental e continuar emporcalhando o planeta. Chega de passar a mão na cabeça da população porca e dos políticos corruptos.

Fonte – Diário de Pernambuco de 07 de Maio de 2013

Imagem - Christyam

E vejam que estão falando em aterros controlados, aterros sanitários, não estão nem falando nada em reciclagem, em design berço a berço, em eliminar sobreembalagens… Menos de 10% dos municípios do país tem reciclagem organizada pelas prefeituras. Nem em 2100 resolveremos o problema do lixo neste país.

Quanto tempo leva um plástico para biodegradar?

Deixe cair um frasco de ketchup no chão e você vai agradecer ao quase indestrutível material PET usado para produzir a maioria dos frascos e garrafas que não quebram. Deixe o mesmo frasco num aterro sanitário e você poderá ter pensamentos diferentes, mais negativos em relação a poluição do meio ambiente.

Por quê?

Plásticos convencionais, como o PET, não se decompõe da mesma forma que outros materiais como a madeira, capim e restos de comida que passam por um processo conhecido como biodegradação quando enterrados.

Enquanto adoram estes tipos de resíduos, as bactérias torcem o nariz para os plásticos convencionais.

Com base nesta lógica, é seguro afirmar que o plástico nunca vai ser biodegradado? Claro que não. Daniel Burd, um estudante de Waterloo Collegiate Institute, demonstrou recentemente que certos tipos de bactérias podem decompor plástico. Sua pesquisa rendeu o prêmio na Feira de Ciência do Canadá no valor de USD 10.000 em dinheiro e uma bolsa de USD 20.000.

Até que outros pesquisadores possam replicar o experimento de Burd e estações de tratamento de resíduos poderem implementar novos processos, a única maneira de quebrar o plástico é através da oxibiodegradação. Este tipo de decomposição requer oxigênio, com ou sem a presença de luz solar e calor, e não requer a presença de bactérias. Quando os raios UV e o calor atingem este tipo de plástico, na presença de oxigênio, eles quebram as ligações que prendem juntas a longa cadeia molecular do plástico. Com o tempo, isso transforma um grande pedaço de plástico em vários pequenos pedaços de um material que não é mais plástico e é tão biodegradável quanto uma folha de árvore.

É também claro que um plástico enterrado num aterro raramente vê a luz do dia. Mas é fato que nos campos, praias, cidades e no oceano, onde um monte de sacolas , sacos, garrafas e todo o tipo de plástico vai acabar parando, o plástico recebe luz e calor.

Uma solução para este desastre ambiental é o plástico biodegradável.

Existem dois tipos disponíveis no mercado: o plástico hidrobiodegradável à base de plantas e de plástico oxibiodegradável à base de petróleo, gás natural ou Etanol .

O primeiro tipo, o ácido polilático (PLA), um plástico feito de milho se decompõe em água e dióxido de carbono em até 180 dias. Mas as condições para que isso ocorra são muito específicas. O PLA decompõe de forma mais eficiente e neste prazo em instalações comerciais de compostagem em temperaturas elevadas. Quando enterrado num aterro ou lixão, ou abandonados no meio ambiente aberto, um saco de plástico feito a partir de milho pode permanecer intacto tanto quanto um saco de plástico feito a partir de óleo ou gás natural.

O segundo tipo, o oxibiodegradável, é produzido adicionando um percentual de aditivo durante o processo de fabricação dos plásticos convencionais. Este tipo de plástico vai degradar em ambiente aberto onde existe Oxigênio e a degradação é acelerada por luz e calor. A degradação inicial não necessita de presença de microrganismos, os quais participam da etapa seguinte que é o da biodegradação. O processo é acelerado na presença de luz e/ou calor.

Lembre-se. A fraude não é uma opção. Você não é obrigado a usar ou produzir plásticos biodegradáveis. Mas se produzir e/ou consumir, não se deixe enganar. Exija testes, laudos e provas.

Fontes:

• Gerngross, Tillman U. and Steven C. Slater. “How Green Are Green Plastics?” Scientific American. August 2000.
• Kawawada, Karen. “WCI student isolates microbe that lunches on plastic bags.” The Record. May 22, 2008. (Nov. 22, 2010) http://news.therecord.com/article/354044
• Ransford, Matt. “Why Trashing the Oceans is More Dangerous Than We Imagined.” Popular Science. April 1, 2008. (Nov.22,2010) http://www.popsci.com/environment/article/2008-04/why-trashing-oceans-more-dangerous-we-imagined
• Royte, Elizabeth. “Corn Plastic to the Rescue.” Smithsonian Magazine. August 2006. http://www.smithsonianmag.com/science-nature/plastic.html
• Shukman, David. “Warning on plastic’s toxic threat.” BBC News. March 27, 2008. (Nov. 22, 2010) http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7316441.stm
• Sohn, Emily. “Plastic decomposes quickly at sea, study finds.” MSNBC. Aug. 20, 2009. (Nov. 22, 2010) http://www.msnbc.msn.com/id/32493098/ns/us_news-environment/

Fonte – Boletim do Instituto IDEAIS de 06 de maio de 2013

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Ideais lança página com lista de plásticos biodegradáveis autênticos

O Instituto Ideais acaba de lançar uma página na Internet com lista de nome de lojas, supermercados e produtos que tiveram amostras de embalagens plásticas biodegradáveis coletadas, testadas e aprovadas.

A lista ainda contém o fabricante, data / lote e a tecnologia utilizada e impressa no plástico testado e aprovado.

Assim, as empresas que usam e fabricam autênticos plásticos biodegradáveis são valorizadas, e o consumidor passa a saber quais são as embalagens verdadeiramente biodegradáveis.

Essa iniciativa do IDEAIS visa promover a correta informação e rotulagem, evitando que o consumidor seja enganado, e principalmente combater fraudes e falsificações.

Visite nossa nova página em http://www.i-ideais.org.br/ e clique em Clube dos Autênticos.

Fonte – Boletim do Instituto IDEAIS de 30 de abril de 2013

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França alerta para riscos do bisfenol A à saúde

A França anunciou nesta terça-feira que pedirá à União Europeia para reforçar os controles sobre o bisfenol A, substância presente em vasilhas plásticas e latas de conservas, após um estudo que alertou para os riscos de exposição de mulheres grávidas para seus filhos.

A agência francesa para a segurança alimentar (ANSES) “confirma” os efeitos potencialmente nocivos deste produto presente em muitos artigos de uso cotidiano.

Após a pesquisa, realizada em animais, a agência francesa recomendou especialmente às mulheres grávidas que evitem consumir alimentos enlatados devido aos riscos para o feto, advertindo que poderiam vir a desenvolver câncer de mama.

O bisfenol A é usado com frequência na fabricação de garrafas e vasilhas plásticas, em latas de refrescos e embalagens de alimentos.

O bisfenol A (BPA, na sigla em inglês) pode ser encontrado também no revestimento de garrafas e vasilhas plásticas, assim como em recibos de caixas registradoras, o que motivou a agência a pedir que as mulheres que trabalham como caixas tenham precaução.

A ANSES também pediu às mulheres grávidas que evitem beber água de garrafões de “policarbonato”, encontrados em muitos escritórios, pois seriam “uma fonte de exposição ao bisfenol A”.

Considerada uma substância que altera o funcionamento do sistema endocrinológico, o bisfenol A já foi vinculado em alguns estudos a problemas do sistema nervoso, distúrbios reprodutivos, diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade.

Há um ano o Parlamento francês aprovou a proibição do BPA em todas as embalagens de alimentos a partir de 2014 e já em 2013 para os produtos destinados a crianças menores de 3 anos.

A medida permitirá reduzir o risco de ingestão de alimentos contaminados com esta substância química de origem industrial.

A União Europeia, os Estados Unidos e o Canadá já proibiram o uso desta substância na fabricação de mamadeiras.

Em setembro de 2011, a agência francesa já tinha advertido para os riscos potencialmente nefastos do BPA.

Na ocasião, o diretor geral da ANSES, Marc Mortureux, pediu para substituir esta substância química sempre que possível “em uma lógica de prevenção”.

Agora, a agência foi mais longe em sua advertência, ao levar em conta “pela primeira vez” as exposições reais da população ao bisfenol A pela alimentação, pelo ar que respiramos e também por contato cutâneo.

Com base em estudos feitos em animais e levando em conta os níveis de exposição, a agência concluiu que há “um risco potencial para as crianças que vão nascer de mulheres grávidas expostas” ao bisfenol A.

“Os efeitos identificados envolvem uma modificação da estrutura da glândula mamária no feto, que poderia favorecer o desenvolvimento posterior de um tumor”, destacou a agência.

A população se expõe a este produto na alimentação (80% da contaminação), sobretudo com as latas de conserva, que costumam conter um revestimento interno com BPA, acrescentou a agência.

Fonte – AFP de 09 de abril de 2013

Garrafas de plástico, latas de conserva, mamadeiras, vasilhas plásticas para acondicionamento de qualquer coisa, que você compra a menos de 1 Real e agora pasmem, recibos de caixas registradoras, que você recebe ao comprar qualquer coisa, aquele que todos nós manuseamos diariamente… Melancias explosivas, peixes do rio Mekong, agrotóxico em tudo o que comemos…

Então é isso, estamos a cada segundo sendo envenenados pelo que comemos, pelo que bebemos, pelo que manuseamos, pelo que cheiramos. Não só as grávidas correm perigo, mas sim, toda a humanidade.

Será que, a exemplo do aquecimento global, só quando restarem alguns gatos pingados vivos, enxergaremos que estamos nos matando, que estamos rumando em passos largos para a extinção da humanidade?

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