Ecologia urbana Archive

Exigências para eficiência de eletrodomésticos vai aumentar

Inmetro avisou que vai rever os níveis de classificação de eficiência energética dos aparelhos eletrônicos; expectativa é que metade perca a classificação máxima

As novas classificações serão válidas para geladeiras, fogões, fornos e ar-condicionado

A partir de janeiro de 2013, apenas cerca de 40% dos eletrodomésticos fabricados no país permanecerão com a classificação A, que indica maior eficiência energética, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Atualmente, 80% estão nessa categoria. A redução será consequência da revisão dos níveis de eficiência, que está sendo feita pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do instituto. A revisão abrange geladeiras, fogões, fornos e ar-condicionado.

De acordo com o Inmetro, o consumidor será o maior beneficiado com a reclassificação, ao trocar aparelhos de baixa eficiência por aqueles de menor consumo. A economia na conta de luz pode ultrapassar R$ 600 por ano, se for considerada a quantidade de aparelhos em uma casa.

“Por ano, o consumidor pode economizar cerca de R$ 120 ao optar pelo condicionador de ar mais eficiente. Ou seja, considerando o tempo de vida útil do produto, em uma década estará comprando outro novo com o que economizou na utilização diária”, estima o coordenador do programa, Marcos Borges.

Dentro da nova classificação de eficiência, os eletrodomésticos terão que consumir entre 3% e 5% menos energia para receber a nota máxima de avaliação. Além disso, produtos da atual Classe E não poderão mais ser comercializados a partir de 2013. “O Inmetro faz periodicamente revisões dos programas, induzindo a indústria a implementar melhorias nos aparelhos, que vão subindo gradativamente na faixa de etiquetagem”, explica Borges.

O programa foi criado em 1984, para promover a fabricação de produtos mais econômicos e de menor impacto ambiental, que são etiquetados com a classificação de A a E. Desde então, somente os refrigeradores e condicionadores de ar mais eficientes já proporcionaram uma economia de pelo menos R$ 2,4 bilhões nas contas de energia da população, segundo cálculo do Inmetro.

Os produtos mais eficientes em cada categoria recebem o selo Procel e Conpet, da Eletrobras e da Petrobras, respectivamente. O primeiro premia os equipamentos elétricos e o segundo, os que consomem gás.

Fonte – Portal Exame de 01 de fevereiro de 2012

O ideal é sempre melhorar a eficiência dos aparelhos que usem eletricidade para não ter que construir novas usinas para gerar mais e mais energia, conforme aumenta o consumo.

Se tem uma situação que está se arrastando é a das lâmpadas incandescentes, que no começo do século já foram banidas de vários países e aqui nada acontece. Simplesmente tem que ser proibidas porque consomem muito mais e duram muito menos do que uma lâmpada fluorescente ou LED. Uma lâmpada incandescente gasta 80% menos que uma fluorescente e dura 20 vezes mais. A LED dura ainda mais e gasta ainda menos do que as duas primeiras. E as lâmpadas correspondem a 25% do valor da fatura de eletricidade.

O mesmo vale para aparelhos que utilizem água, como chuveiros, torneiras, vaso sanitário, que devem ter sua eficiência melhorada para evitar a falta de água.

Diminuir o consumo é um dos 5Rs.

O Barcelona adota plásticos recicláveis e biodegradáveis d2w com Ciclo de Vida Útil Controlado em suas embalagens

Fralda oxibiodegradável debuta em países vizinhos

 

Já estão sendo comercializadas na América do Sul ( Chile, Peru, Argentina ) as fraldas Babysec, fabricadas e embaladas com plásticos recicláveis e biodegradáveis d2w.

A marca tornou-se líder em vendas em apenas 3 semanas depois do lançamento.

Fabricada e acondicionada a partir de filmes de polietileno oxibiodegradáveis (que se decompõem em poucos meses), a Babysec Cuidado Total é mais nova integrante da linha de fraldas descartáveis Babysec, da chilena CMPC. O produto está à venda na Argentina, no Chile e no Peru.

A decomposição acelerada é resultado do uso dos aditivos degradantes d2w, da inglesa Symphony Environmental (representada no Brasil pela Res Brasil), na produção dos plásticos.

Fonte – EmbalagemMarca

Finalmente a solução para mais um produto que ficava centenas de anos poluindo o planeta e agora em pouco tempo já terá se biodegradado. Agora faltam as marcas nacionais usarem plástico oxibiodegradável em suas fraldas.

Por que confiamos e indicamos os produtos da Vicbag

A FUNVERDE iniciou o projeto para banir as sacolas plásticas de uso único no Brasil em 2004. Em 2005 criamos a primeira lei que rapidamente foi copiada em varios estados e cidades do país.

Mas, desde o início do projeto tínhamos alguns problemas que precisavam ser resolvidos para o projeto ficar completo.

Um deles que foi resolvido em 2005 foi o plástico com ciclo de vida útil controlado biodegradável d2w, que resolveu nossos problemas com as embalagens de uso único que não podem ser banidas, a exemplo de embalagens de carnes, peixes, que contaminariam sacolas retornáveis.

O outro só foi resolvido no início de 2010, quando vimos que precisávamos urgentemente de uma parceira que comercializasse sacolas retornáveis com baixo custo, para que, da classe A até a classe C, D e E pudessem ter sua sacola retornável, sem que isso pesasse no orçamento familiar. A solução foi a Vicbag, a primeira e maior empresa de sacolas retornáveis do mundo. Após o contato com eles no início de 2010, demorou mais de meio ano para que pudéssemos divulgar seu produto, no final de 2010, com laudos de terceira parte para termos certeza de que eles seguiam os princípios da sustentabilidade.

A sustentabilidade é um tripé em que estão contidos os aspectos econômicos, sociais e ambientais e por isso precisávamos de uma empresa que respeitasse essas normas.

Após lermos o extenso relatório de sustentabilidade, pudemos apoiar a Vicbag que desde então, vem fornecendo sacolas para todo o país.

Surgiram muitos boatos contra a Vicbag, mas a FUNVERDE, apoiada não em fofocas, mas em relatórios e laudos continua a apoiar a Vicbag, que é a melhor alternativa para o varejista adquirir sacolas retornáveis a um preço e qualidade justos para que consigamos alcançar os objetivos do nosso projeto de banir as sacolas plásticas de uso único para sempre.

Abaixo, uma declaração da Vicbag atestando que seu produto sustentável, isto é, ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável.

Clique na imagem para visualizar em tamanho maior.

Vicbag sacolas retornáveis de baixo custo

O ano começou diferente em várias cidades e estados do Brasil, a exemplo de São Paulo. O estado de São Paulo iniciou  o ano sem sacolas plásticas de uso único, através de acordo entre o governo e o varejo.

Com a proibição da distribuição gratuita das sacolas plásticas de uso único surge uma necessidade, a da utilização da sacola retornável que é durável, prática e ecologicamente correta.

A FUNVERDE incentiva desde 2004 a utilização de sacola retornável, pois apenas uma sacola substitui até 15 sacolas plásticas de uso único, diminuindo a poluição planetária.

Varejista, a Vicbag tem o produto que você necessita para atender seus clientes, a sacola retornável com alta qualidade e baixo custo.

Sacolas retornáveis em grande quantidade, a partir de 25.000 (vinte e cinco mil) unidades. Como o preço das sacolas é baixíssimo, sem concorrência no Brasil, você irá adquirir uma quantidade muito maior por um preço muito menor.

Para maiores informações, entre em contato com Charlotte Brun, da Vicbag falando em português.

Telefone 0021 33 1 4692 6654 – 21 é a operadora de telefonia, que pode ser substituída pela operadora de sua preferência.

Email charlotte@vicbag.com

Site www.vicbag.com

VicBag Group
31 rue Jean Jaurès

92800 Puteaux
França

Apesar da empresa ser na França, a língua não será uma barreira, pois você irá conversar com a Charlotte no mais perfeito português.

Veja algumas fotos abaixo.

A maioria delas tem reforço no fundo, porta garrafas – normalmente para 4 garrafas – nas laterais e um fecho.

Essas abaixo tem lugar para 4 garrafas nos cantos.

sacola VB Sac PP woven Melon

 

sacola VB trilogie passion

sacola VB view (Small)

Essa é imensa. Ótima para ir à feira, onde nenhuma fruta, verdura, legume ou tempero amassa o outro. Ela tem 90 cm de largura por 35 cm de fundo, uma alça grande e outra pequena e ainda um fecho.

 

sacola VB Superbagopn

sacola VB spar

Essa é de TNT, com um reforço no fundo e alças reforçadas.

sacola VB LEAF BAG CLEAR

Essa é lindíssima, de juta, encara um shopping sem constrangimento.

sacola VB jute logo copie

sacola VB DSC01809 fond blanc

sacola VB DPAM

Essa além de ter os porta garrafas dentro, tem o fecho ajustável.

sacola VB Auchan Italie

Essa é dobrável, se torna um saquinho de 15 cm e pode ser carregada na bolsa.

sacola VB carrefour

sacola VB 02

Essa tem rodinhas, para quando estiver muito pesada.

sacola VB Trolley vert bis

Estes são apenas alguns dos modelos da VicBag.

Gloria Kalil e o fim das sacolinhas plásticas

Há pelo menos dois anos muitas das melhores marcas de moda andam oferecendo de brinde para as mais diversas ocasiões – Natal, aniversários, desfiles – sacolinhas de pano em todos os formatos possíveis e imagináveis.

Eu e toda a turma da moda, devemos ter ganho pelo menos umas cinquenta delas ao longo deste tempo. Pois finalmente chegou a hora de usar pra valer as tais ecobags. Dia 25 de janeiro a cidade de São Paulo decretou o fim das sacolinhas plásticas no supermercados – lei que deve aos poucos ser implantada pelo país.

De agora em diante vamos ter que nos lembrar de carregá-las pra baixo e para cima, especialmente na hora das comprinhas de supermercado, farmácia, feira… Só tem um jeito: deixar algumas no porta-malas dos carros ou bem dobradas no fundo de todas as nossas it bolsas.

É claro que no começo vai ser uma amolação e aquela gritaria de sempre – nada é mais difícil do que mudar um hábito. E onde colocar compras molhadas como peixes? Ou: com que forrar lixinhos de banheiro? Onde jogar cascas de banana? E onde colocar o frasco do xampu para ele não vazar na nécessaire?

O tempo dirá!

Fonte – Blog Chic Gloria Kalil de 25 de janeiro de 2011

Gloria Kalil é Jornalista, empresária e consultora de moda. Diretora de confecções como Fiorucci e Jeigikei. Desde 1995 dedica-se à consultoria de estilo e negócios ligados ao campo da moda e do comportamento. Faz palestras e projetos especiais, como vídeos, planos de marketing para lojas de varejo e assessorias para indústrias e organizações institucionais como o Senac. Colabora também com matérias de moda para a imprensa escrita, televisão e outras mídias

Imagem – Sacolas Vicbag

Audiência pública para queimar lixo amanhã 30 de janeiro de 2012 08 horas da manhã no auditório Hélio Moreira

Mais uma audiência pública da proposta do plano municipal de saneamento básico – leia-se queima de lixo, queima de recursos naturais.

Desta vez irá ocorrer no dia 30 de janeiro de 2012, isto é, amanhã, 08 horas da manhã, no Hélio moreira, atrás da prefeitura.

Reduzir o consumo, reutilizar embalagens e, finalmente, separar para a reciclagem e compostagem, esta é a única e sensata solução para o problema do lixo. Queimar lixo é o mesmo que esconder o lixo embaixo do tapete para não ter o trabalho de resolver verdadeiramente este problema, é incentivar o consumismo, afinal, tudo será queimado, desaparecerá magicamente em um monte de cinzas.

Utilize sempre os 5Rs, para diminuir geração de resíduos, que hoje já passa de 1 quilo / dia por pessoa no Brasil.

REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis e diminuir a geração de lixo;

RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens;

REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna;

REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente,

RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

Participe da audiência pública e iga não à incineração de lixo!

Aprenda a fazer sacola retornável com aquela camiseta que você não usa mais

Chega de reclamar que você que não tem opção para carregar as compras com a proibição das sacolas.

Quem quer faz, é só ver este vídeo de um programa infantil onde o professor Sassá ensina as crianças a fazerem suas próprias sacolas retornáveis com material que seria jogado fora.

Então pare de tanta reclamação e se acostume, porque a era das sacolas plásticas de uso único acabou, passou, ficou no passado.

Aja como um cidadão do Século XXI e pare de emporcalhar o planeta. Use sacola retornável.

Foi às compras e esqueceu a sacola? Não tem problema, faça um furoshiki na hora!

Repetindo o post de 2010, porque a idéia é mais atual do que nunca.

Em 23 de setembro de 2009, durante o jantar de premiação do 1º prêmio FECOMERCIO de sustentabilidade  – a FUNVERDE participou da banca julgadora – A Sanae Murayama Saito, uma mulher fantástica, presidente do Sindivarejista de Campinas e região me ensinou a fazer uma sacola tão fácil de fazer que não dá para ninguém mais usar a desculpa para não usar sacola retornável, porque esta sacola que pode ficar dobrada dentro da sua bolsa para emergências, como compras de impulso em shopping, farmácia, banca de revista …

Claro que não estamos pedindo para você usar a furoshiki, esta sacola de nome tão estranho mas que é super prática, para fazer a compra do mês no supermercado, pois para grandes compras o ideal é usar sacolas retornáveis, caixas de papelão, carrinho de feira … qualquer coisa, menos as malditas sacolas de plástico de uso único, mas ela pode e deve ser usada quando você esqueceu a sua sacola retornável em casa para pequenas compras.

Assista abaixo, a maravilhosa matéria da Globo, realizada pela Juliane Guzonni, onde explicamos passo a passo como fazer uma furoshiki.

O furoshiki é a arte tradicional de embrulho japonês através da utilização de um tecido quadrado – de preferência um tecido que não amasse, como seda – que possibilita embrulhar qualquer objeto. Este tipo de sacola é usada no Japão há muitos séculos – seu uso se iniciou há mais de 1200 anos atrás - e só perdeu sua popularidade após a criação das famigeradas sacolas plásticas.

No ano passado o uso desta sacola foi resgatado pela ministra do meio ambiente, Yuriko Koike, que compreendeu o grande mal causado pelo uso das sacolas plásticas de uso único e melhor, entendeu que mudança de atitude individual pode o destino da coletividade e melhor ainda, começou a divulgar a furoshiki e a utilizar esta sacola. Nada melhor do que o exemplo. Foi lançada então a campanha Mottainai furoshiki – 3 Rs reutilizar, reduzir, reciclar – pelo governo japonês para resgatar a tradição japonesa e incentivar o uso da furoshiki de forma moderna, como sacola retornável e fizeram até o folheto abaixo, para ensinar as pessoas como fazer diversos tipos de sacolas retornáveis, embrulhos, tudo com um pedaço de tecido.

Abaixo alguns modelos de furoshiki do site Muhle. clique nas imagens para ver em tamanho maior.

Abaixo, mais um vídeo de como fazer uma furoshiki.

Quando for dar um presente, compre um tecido que não amasse, com padronagem que o presenteado gostar, e embrulhe este presente, pois na verdade você estará dando dois presentes, já que o embrulho não será descartado imediatamente no lixo e sim utilizado por muito tempo como uma sacola retornável e quem você presentear certamente lembrará mais tempo do presente que recebeu.

Mude o destino da humanidade e do planeta apenas mudando seus hábitos, use sacola retornável, use furoshiki.

Aprenda a fazer sua própria sacola retornável com jornal e cola

O artista plástico Elson Sposito ensina passo a passo

Com a polêmica envolvendo o fim das sacolinhas plásticas nos supermercados de Ribeirão Preto, o artista plástico Elson Sposito, morador do Jardim Flórida, criou há um ano uma sacola feita à base de jornal e cola.

 

Forte e resistente, a ideia de fazer as sacolas de jornal surgiu das conversas com o filho biólogo. “Ele foi me estimulando e comecei a pensar no que podia fazer com aquela pilha de jornal, que depois de ler perde a utilização”, explica. De acordo com ele, os custos com a sacola de jornal é só com a cola e a alça pode ser feita de fitas, barbantes ou panos velhos.

Em visita à redação do jornal A Cidade, ele ensinou passo a passo a confecção da sacola ecologicamente correta. Ao lado, na galeria de fotos, uma sequência de imagens ilustra todo o processo.

Para quem gostou da ideia e quer aprender diretamente com o artista, no dia 7 de fevereiro, terça-feira, às 20h, Elson vai realizar uma oficina sobre a sacola retornável no Centro Cultural Palace, em Ribeirão Preto.

Material

Separar 8 folhas duplas de jornal, um tubo de cola, duas tiras de tecido, duas tiras de papelão e uma caixa de papelão.

Confecção

Cole uma folha dupla sobre a outra, formando quatro peças.

Emende as peças com cola, formando uma fileira com as folhas.

Utilizar como molde para a sacola uma caixa de papelão, que será revestida (enrolada) com as folhas de jornal. A caixa não deve ser colada, para que sirva apenas como forma para a sacola.

Para fazer o fundo da sacola, basta unir com cola as quatro laterais inferiores como se fosse um embrulho de presente. Terminado o fundo, retire a caixa de papelão.

Para fazer a alça, basta dobrar a parte superior para o lado de dentro, como se fosse uma “barra” de calça. Nas duas partes maiores, cole uma tira de papelão para dar suporte à alça.

Faça um pequeno furo em cada lateral onde será colocada a alça. Utilize para fazer a alça o material de sua preferência. Pode ser barbante, sobras de tecidos, cadarço de tênis, etc. Na parte exterior, o nó deve ser maior do que o furo.

Acabamento

Passe uma camada de verniz à base de água para tornar a sacola mais bonita e resistente. Depois de pronta, aguarde por duas horas a sacola secar.

Fonte e imagens – Paulo Schneider, Jornal A Cidade de 26 de janeiro de 2012

Vai fazer compra hoje? Lembre-se de levar sua sacola retornável!

Vai fazer compra hoje? Lembre-se de levar sua sacola retornável.

É hoje. Finalmente, após a máfia do plástico derrubar 3 leis proibindo as sacolas plásticas de uso único, governo e varejistas do estado de São Paulo se uniram em um acordo para banir aquelas que representam 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade do país, as sacolas plásticas de uso único, que demoram 1 segundo para serem produzidas, são utilizadas por meia hora e depois ficam poluindo por 500 anos.

Kassab, Alckmin, APAS, parabéns pela coragem em enfrentar a máfia multibilionária do plástico para em nome do planeta e da humanidade.

Desde 2004 a FUNVERDE vem travando uma guerra contra a sacola plástica de uso único, perdendo inúmeras batalhas, mas ganhando algumas e garantimos, vale a pena, nossos descendentes merecem. Cada cidade, cada estado que adere à lei ou acordo, não nos importa, estamos mais perto do consumo sustentável, estamos mais perto de um planeta menos poluído para nossos descendentes.

Esta guerra começou aqui, em Maringá, no Paraná, em 2004, nos fundos de vales poluídos por sacolas plasticas e muitos outros produtos plásticos. Foi quando a FUNVERDE definiu que em 5 anos baniria as sacolas plásticas de uso único no país.

Em 2005, após um ano de busca por uma tecnologia que fizesse o plástico ser menos impactante ao planeta, descobrimos o plástico com ciclo de vida útil controlado biodegradável de petróleo d2w, que ao invés de durar 500 anos, em 18 meses se biodegrada. Definimos que este seria nosso primeiro passo, chamar a atenção para o problema e daria menos tempo de vida a estas sacolas plásticas e mais tempo de vida para a humanidade. Começamos a incentivar o uso de sacolas retornáveis  e definimos que em cinco anos, acabaríamos com as sacolas plásticas de uso único. Óbvio que produtos como FLV – sacos para frutas, legumes e verduras – e sacolas para embalar carne, peixe, frango … produtos contaminantes ainda usariam o plástico, mas estes poderiam ser acondicionados com plástico biodegradável de petróleo, que também poderia ser usado em todas as outras embalagens de uso único, como embalagens de xampu, iogurte, saco de arroz ou qualquer produto embalado em plástico.

Quando começamos a estudar este plástico, recebemos inúmeros laudos internacionais e nacionais e começam novos testes nacionais e então fomos descobrindo fatos assustadores do plastico, dia a dia. Ficamos sabendo que a sacola plástica de uso único representava 10% de todo o lixo gerado diariamente no país, que 80% dos plásticos eram de uso único e a cada descoberta nos preocupávamos mais em encontrar uma solução para este problema que se mostrava muito pior do que inicialmente imaginávamos.

A política nacional de resíduos sólidos estava quase completando duas décadas sem ser aprovada, a reciclagem no país não chegava a 1% – e não passa disso até hoje – menos de 10% das cidades tinha aterro sanitário, menos de 5% das cidades contava com reciclagem organizada pelo poder público … a cada descoberta ficávamos mais chocados e preocupados, nos perguntando porque ninguém do governo federal estava fazendo nada com relação ao lixo gerado no país.

Pronto, a solução estava pronta, agora era pegar as armas e iniciar a guerra pelo planeta e em cinco anos limpar o planeta, simples assim, ou assim, inocentemente pensávamos.

Criamos assim a primeira lei de muitas para banir as sacolas, primeiro só podendo usar sacolas com ciclo de vida útil controlado para minimizar os danos ao ambiente e divulgar o problema da plastificação para a população, mas já avisando para quem fazia a lei que em 5 anos a lei mudaria, não podendo ser usada mais nenhuma sacola, apenas a retornável. no final de 2006 a primeira rede de supermercados do país se juntou ao projeto passando a usar somente as sacolas biodegradáveis de petróleo, o Supermercado Cidade Canção, aqui em Maringá. Em 2007 a primeira lei foi aprovada aqui em Maringá. No final deste ano o governo do Paraná nos chamou para limparmos o estado das sacolas e assim o Paraná se tornou o primeiro estado a banir as sacolas plásticas de uso único convencionais, só podendo ser utilizadas sacolas ambientalmente corretas, biodegradáveis de plástico ou papel e retornáveis.

Em 2008 o conselho superior de sustentabilidade da FECOMERCIO de São Paulo nos convidou para falar para os maiores varejistas do país sobre nosso projeto e fomos convidados a participar do fórum permanente de varejo e consumo sustentável da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. 

Ainda 2007 começamos a enviar a lei para vereadores, prefeitos, deputados e governadores Brasil afora para que eles copiassem a lei e assim começaram nossos problemas. Foram dezenas de entrevistas em Rádio, Jornal e Televisão. O projeto ficou conhecido em todo o país e nós ficamos conhecidos pela máfia do plástico.

Até 2007 nem imaginávamos que tínhamos um inimigo tão poderoso, a máfia dos plásticos, com seus advogados caríssimos e cujo único objetivo foi, é e será sempre vomitar todo o plástico que pudessem, mas claro, sem responsabilidade de destinação pós consumo. Nossa vontade era apenas de proteger o mundo contra a vontade destas corporações de destruir o mundo.

Foi assim que encontramos o fim da inocência, aprendemos que não é só querer salvar o mundo, tem que lutar todas as batalhas, cidade a cidade, estado a estado, o que fizemos bravamente até hoje e sabemos que a guerra não acabou, mas antes de 2015 teremos ganho esta guerra em todo o país, pela humanidade e pelo planeta.

Ao longo dos anos fomos modificando as leis para podermos defender o planeta das corporações que visam somente o lucro, sem pensar no amanhã. Finalmente a lei foi alterada de proibição para comercialização das sacolas,  pois vimos que a consciência do povo brasileiro reside no bolso e que, enquanto houvesse sacola grátis, nada mudaria.

Algumas redes decidiram dar desconto de 3 centavos a cada cinco itens adquiridos – é a média de produtos que cabe em uma sacola – mas era pouco, brasileiro não dá valor a tão pouco, não tem ideia de quanto vale uma moeda e portanto nossa sugestão para a lei era de cobrar 10 vezes o custo de cada sacola, isto é, quer usar sacola, pague 30 centavos a unidade.

Vimos algumas ações coordenadas de varejistas e o governo municipal ou estadual fazerem um acordo, no caso da lei ser derrubada e isso começou a ocorrer em cidades de Santa Catarina, onde a primeira cidade a banir as sacolas plasticas de uso único foi Xanxerê, no dia primeiro de abril de 2009.

Convidamos os supermercadistas de Xanxerê para contar sua história pelo Brasil, para convencer os políticos que valia a pena banir as sacolas, participamos e eventos junto com a ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados em 2009 onde foram apresentados o caso de Xanxerê ao MMA – Ministério do Meio Ambiente. Foi nesta ocasião que o MMA começou a mobilização para acabar de vez com o uso indiscriminado da sacolas plásticas no Brasil.

Após inúmeras reuniões e muita conversa, estamos hoje vendo o início de uma nova era. A era da limpeza nas ruas, do final daquelas imagens de pessoas perdendo tudo nos dias de enchentes porque os bueiros estão entupidos com tantas sacolas plásticas de uso único jogadas incorretamente. Daquelas inúmeras sacolas voando nos dias de ventos fortes. Estamos iniciando uma era de cidadania plena, onde o cidadão age em vez de ficar somente reclamando, agora sabemos que podemos mudar o que está errado no planeta, onde a união entre as pessoas é o caminho para chegarmos a evolução, construindo um planeta melhor para nossos filhos e netos melhor do que o planeta que nos foi legado por nossos pais.

Temos muita história para contar sobre este projeto, mas o texto já está ficando longo demais. Aos poucos iremos contando toda a história, afinal a guerra ainda não está ganha. Não esquecemos do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais … e inúmeras cidades de apenas 5 mil habitantes em que seus governantes acabaram com as sacolas. A cada cidade que bane as sacolas plásticas de uso único nosso projeto cresce, o mundo fica mais limpo, e o destino do planeta muda, para melhor.

Lembrem-se deste dia, o dia em que os aterros e lixões de são paulo ganharam 10% a mais de vida útil. Isto é só o começo.

Imagem – Sacola Vicbag

São Paulo, SP – Sacola gigante é colocada no centro

Feita de material reciclável, a sacola serve para conscientizar os paulistanos a utilizar as reutilizáveis

Uma sacola gigante feita de material reutilizável está prendendo o olhar das pessoas que passam nesta segunda-feira pelo Largo São Bento, no centro de São Paulo.

Essa é uma iniciativa do governo do Estado em parceria com a prefeitura da capital para conscientizar os paulistanos a utilizarem sacolas reutilizáveis.

Lei das sacolas plásticas

As sacolas plásticas nos supermercados de São Paulo deixarão de ser gratuitas a partir do dia 25 de janeiro. Acordo entre o comércio e a prefeitura prevê o fim das embalagens para proteger o meio ambiente.

A medida deveria entrar em vigor em janeiro, mas foi barrada pela Justiça após uma ação do sindicato da indústria de material plástico, que alega que a medida pode provocar a demissão de 6.000 pessoas.

Apesar disso, a associação dos supermercados fez um acordo para acabar com as sacolas. O acordo prevê que 1.300 estabelecimentos acabem com a distribuição gratuita no dia 25. No lugar das embalagens gratuitas, os estabelecimentos passarão a vender sacolas biodegradáveis por R$ 0,19.

Quem não quiser pagar terá de levar as compras em caixas de papelão, mochilas ou sacolas de pano.

Fonte e imagem – Portal da Band de 16 de janeiro de 2012

Preparem suas sacolas retornáveis porque a era das sacolas acabou, finalmente.

Annie Leonard – A revolução do consumo e da felicidade

De onde vem o papel que você segura neste momento? O quão sustentável é a camiseta supostamente ecologicamente correta que acaba de comprar? A mulher que respondeu a essas e a centenas de outras perguntas sobre produção de bens de consumo se tornou uma celebridade. A ambientalista americana Annie Leonard ficou mundialmente famosa pelo vídeo “A história das coisas”, exibido milhões de vezes no YouTube. O curta ganhou uma versão em livro – o homônimo “A história das coisas” (Editora Zahar). Em ambos, Annie defende não só a sustentabilidade, mas a felicidade.

O Globo - Qual a sua inspiração para fazer o vídeo e escrever “A história das coisas”?

Annie Leonard - Quando era estudante universitária em Nova York, me impressionava muito com as monumentais pilhas de lixo depositadas nas ruas todos os dias. Um dia resolvi abrir os sacos para ver o que as pessoas jogavam fora. Fiquei chocada ao descobrir que havia muito material reutilizável, especialmente papel e metal. Então resolvi ir ao depósito de lixo da cidade. Havia montanhas de móveis, roupas, livros, comida. Isso despertou minha curiosidade sobre a função das coisas em nossas vidas. De onde elas vem, para onde vão e como administrar melhor sua produção e uso. Depois de formada, trabalhei para ONGs ambientais e viajei pelo mundo.Vi os impactos ambiental, social e de saúde ocultos das coisas que usamos e jogamos fora. Fiquei frustrada que o custo real de todos os bens que consumimos não é explicitado nas propagandas que nos encorajam a comprar coisas para nos assegurar felicidade, sucesso e segurança. Eu queria promover uma discussão mais honesta sobre padrões de produção e consumo.

O Globo - Como surgiu a ideia do filme e do livro?

Annie - Comecei fazendo um cartoon para descrever os sistemas de ação e consumo. E deu certo! Depois criamos um vídeo de 20 minutos e o postamos em dezembro de 2007. Para minha surpresa, foi um sucesso. Já foi exibido mais de 15 milhões de vezes, acessado em praticamente todos os países do mundo. O livro “A história das coisas” foi continuação desse trabalho.

O Globo - Você viajou por mais 40 países para pesquisar como as coisas são produzidas e descartadas. O que descobriu? O que viu de mais significativo?

Annie - A lição mais importante que aprendi é que há muitos meios de criar um mundo melhor. Soluções economicamente viáveis já existem, energia renovável à produção limpa e resíduos zero. Precisamos fazer uma nova revolução industrial que transforme nossos sistemas de produção e consumo drasticamente, reduza o gasto de energia e água, elimine substâncias tóxicas, tornem os produtos mais duráveis. Precisamos investir mais em ação, saúde e meio ambiente, e não no acúmulo de coisas. Há muitos problemas ambientais para resolver, do caos climático ao colapso dos recursos pesqueiros. Seria fácil ficar deprimido se não tivéssemos tantas boas alternativas já disponíveis. Felizmente, podemos começar a construir um futuro agora. Em cada país que visito vejo pessoas – de professores a pais, empresários e até mesmo políticos – que trabalham para um futuro melhor. Isso me dá uma grande esperança.

O Globo - Você já esteve no Brasil?

Annie - Ainda não, mas espero conhecer o Brasil. É um dos países onde mais gente assistiu ao meu filme. Recebemos milhares de e-mails de brasileiros, de pessoas que concordam com a mensagem de “A história das coisas” e trabalham para um ambiente mais saudável, sustentável e justo.

O Globo - Como podemos tornar nossa vida mais sustentável e feliz?

Annie - Pensando por nós mesmos. Estabelecendo nossa própria medição de satisfação. Não deixando comerciais instilarem um senso de inadequação que nos faça achar necessárias coisas das quais realmente não precisamos. Conhecendo melhor nossos valores e visão de uma vida feliz, e os pondo em prática.

O Globo - Como mudanças pessoais podem fazer diferença?

Annie - Escolhas responsáveis, como consumir o necessário, cuidar do lixo e usar menos carro, nos fazem não só nos sentirmos melhor quanto inspiram outras pessoas a fazer o mesmo, a levar uma vida ambientalmente responsável. É claro, o impacto ambiental das indústrias é maior, mas nosso grande potencial de mudança é a chance de pressionar por novos padrões de produção e consumo. É preciso mudar a mentalidade das pessoas sobre o lixo e o desperdício, fazê-las associar isso a sua vida pessoal.

O Globo - Qual a melhor forma de educar as pessoas sobre meio ambiente?

Annie - Nossa economia, nossa saúde, nossas vidas dependem de termos um ambiente saudável, mas a educação ambiental por muitos anos tem sido segregada como uma área de estudo opcional. Precisamos mudar isso. A consciência de nosso papel no meio ambiente deve permear todas as áreas de educação, inclusive as profissionais, como medicina ou negócios. Afinal, não existirão negócios, hospitais e produtos num planeta morto.

O Globo - Como podemos conciliar nossa necessidade de coisas como computadores, geladeiras etc. com o impacto ambiental que causam?

Annie - Eu não estou dizendo que devemos nos desapegar de tudo. O que eu digo é que os bens de consumo precisam ser saudáveis e seguros para o planeta, para quem os produz e para nós mesmos. Por exemplo, hoje os telefones celulares têm metais tóxicos. E também não duram nada. Somos estimulados a comprar sempre modelos novos, em campanhas publicitárias milionárias, que estigmatizam os aparelhos mais antigos. O ideal é que os aparelhos durassem mais, pudessem ser atualizados e utilizassem tecnologias que facilitassem a reciclagem. Hoje, nos EUA, o tempo de vida útil médio de um celular é de apenas um ano. Se considerarmos a quantidade de energia e os materiais necessários para produzir um celular, uma vida útil tão curta é uma verdadeira tragédia. Eu não sou contra ter coisas. Eu apenas defendo um consumo mais responsável. Defendo que as coisas sejam mais duráveis e possam ser recicladas.

O Globo - O que você faz para reduzir seu consumo, reutilizar produtos e proteger os recursos naturais?

Annie - Eu compro menos coisas novas. Em parte porque eu levo muito a sério a responsabilidade ecológica e também porque eu não quero a minha casa entulhada de coisas. Há aparelhos, como impressoras, por exemplo, que podem ser compartilhados com amigos. Poderíamos compartilhar mais certos aparelhos e mesmo carros. DVDs, livros, tudo isso pode ser compartilhado e trocado entre amigos.

O Globo - A publicidade tem um grande impacto em nossa vida. Como podemos lidar melhor com isso?

Annie - Eu tenho recebido muitos e-mails do Brasil que expressam exatamente preocupação com isso. Muitos anúncios fomentam uma sensação de ansiedade ou inadequação se você não tem um determinado produto. Todos os dias ouvimos que nosso cabelo e nosso corpo poderiam melhorar com esse ou aquele produto; que não temos um bom carro ou celular. Temos mais coisas do que qualquer geração antes da nossa e nem por isso somos mais felizes. Na verdade, somos mais infelizes do que as gerações que nos antecederam. Por isso, é prioritário limitar a publicidade para crianças, só estimula uma sensação permanente de insatisfação. Também deveria haver leis mais rígidas em relação à honestidade da informação que é veiculada. Precisamos encorajar o pensamento crítico sobre a publicidade. Ter coisas demais não aumenta nossa qualidade de vida.

O Globo - Como podemos passar de uma cultura acostumada a jogar coisas fora a outra de lixo zero, que valorize produtos não-tóxicos?

Annie - Não existe uma receita mágica. A solução está em várias frentes simultâneas. Numa delas podemos recompensar cidades e indústrias que reduzam o lixo e implementem taxas para grandes poluidores. Na frente tecnológica é importante desenvolver produtos com menos uso de materiais, que sejam mais duráveis e facilitem a reciclagem. Na frente cultural, estimular valores que não sejam baseados no consumo excessivo, investir em centros comunitários que compartilhem cultura. Na frente econômica, é preciso parar de favorecer indústrias poluidoras e incentivar a sustentabilidade. Há muitas estratégias e desafios. Mas muitos problemas ecológicos não são realmente difíceis de resolver. Já existem boas tecnologias e informação para fazer as coisas mudarem. A falta de ação é indesculpável.

O Globo - O materialismo realmente nos faz infelizes?

Annie - A despeito de todas as que pregam que consumir mais coisas nos torna mais felizes, um crescente número de pesquisas tem mostrado o contrário. Uma orientação de vida altamente materialista só aumenta a insegurança e a ansiedade. Eu não estou dizendo que comprar um produto novo nunca nos faz felizes. Mas à medida que consumimos mais, a satisfação vai diminuindo. Nosso primeiro ou segundo casaco certamente tiveram um impacto maior do que o 12 ou 13. Além disso, também nos preocupamos com os gastos. Obviamente, todas essas considerações só valem para quem pode consumir. Claro que pessoas que lutam para comprar comida a cada dia ficam muito felizes quando podem comprar alguma coisa. Mas quando falo de consumismo, estou me referindo a quem já tem o suficiente.

O Globo - Nossa sociedade está mesmo passando por um momento de mudança de paradigma? Como a economia global pode se adaptar?

Annie - Há ainda milhões e milhões de pessoas no mundo que vivem na pobreza, que vão dormir com fome e que precisam de bens materiais básicos de saúde e educação. Para essas pessoas, é importante, essencial. Mas também há milhões de pessoas que têm mais do que realmente precisam. Essas pessoas associam status, felicidade e segurança à quantidade de bens que possuem. Felizmente, eu percebo que muita gente começa a pensar de forma diferente. Muitas pessoas começam a se sentir sufocadas no meio de um oceano de coisas. Nossas casas estão cheias. Nossas garagens estão lotadas. Passamos nosso tempo livre comprando, arrumando as muitas coisas que compramos. Temos mais coisas, porém, menos amigos do que as gerações anteriores. Estamos nos tornando socialmente isolados e solitários. Por isso, muita gente começa a perceber que as coisas mais importantes na nossa vida não são coisas materiais. Temos um excesso de coisas e um déficit do que realmente importa: tempo para lazer, para vida em comunidade, senso de significado em nossas vidas. Pessoas de todos os países ricos do mundo começam a reconsiderar suas prioridades, aprender a como viver melhor com menos, e a construir redes de compartilhamento de coisas. Você facilita o acesso a uma série de produtos que precisa apenas por parte do tempo, como cortadores de grama, copiadoras, e não precisa mais ser consumido pelo excesso. Já vemos mudanças na economia em busca de um novo modelo. Negócios baseados em aluguel de carros, DVDs e mesmo vestidos caros começam a florescer em toda parte. Para esse tipo de negócio, que são uma forma de inovação, há muitas oportunidades. E é um caminho de sucesso que não está baseado na destruição dos recursos do planeta. Eu sei que existe um longo caminho para uma economia global sustentável. Há desafios. Mas esses desafios não são nada se comparados com o desastre que nos espera se tentarmos continuar com o modelo atual indefinidamente. A questão não é se a economia irá se adaptar. Mas como ela fará isso. Simplesmente não podemos manter para sempre nosso ritmo de consumo atual. Vamos mudar por vontade própria e estratégia ou devido a um desastre. Eu prefiro que mudemos por estratégia e acho que já começamos!

Fonte – Ana Lucia Azevedo, Agência O Globo de de 10 de janeiro de 2012

Caindo a máscara dos plásticos pseudo verdes e de amido – biofuels industry in denial over CO2 error

Leia esta matéria que faz cair a mascara dos plásticos pseudo verdes da Braskem, dos plásticos de comida da Basf e de boa parte dos combustíveis de origem renovável. Agora, em português.

Indústria do biocombustível nega erro de neutralização de carbono

A União Europeia quer que o uso da bioenergia cresça mais de 50% até 2020, argumentando que esta fonte de energia é neutra em emissões de Carbono: o problema é que não é verdade, e este objetivo deve ser, de fato, descartado.

Tal medida iria enfrentar uma grande oposição do lobby ligado à agricultura, florestal e de energia, e diminuir ou reverter uma multibilionária indústria de bioenergia na Europa.

No entanto, as emissões de Carbono pela queima de bioenergia são, na verdade, muitas vezes maiores do que os combustíveis fósseis sendo considerada nula de carbono sob as regras de comércio de emissões e de baixo carbono em energia renovável.

Bioenergia refere-se a combustíveis líquidos ou sólidos derivados de plantas, seja das colheitas de alimentos, madeira ou gramíneas. 

Assim como combustíveis fósseis como gasolina, diesel e carvão, os chamados biocombustíveis também liberam Carbono quando se queimam em um motor de carro ou na indústria. 

Mas os políticos têm afirmado que a energia da queima das plantas não é poluente, porque o Carbono liberado é o mesmo que o Carbono absorvido quando as plantas estavam em crescimento. 

Essa afirmação ignora o fato que o plantio de uma lavoura para fins de gerar energia substitui outras plantações que seriam plantadas neste local, fazendo com que terras não cultivadas em outro lugar tenham que ser usadas para o cultivo que foi de lá tirado do seu local original de cultivo.

Quando esse novo campo, onde existia  grama, árvores ou arbustos é convertido em plantações para fins alimentar, ele não pode mais absorver CO2, anulando o suposto efeito neutro desta bioenergia.

Em outras palavras, a ideia de que esta bioenergia é carbono neutro, acaba não saindo da porteira da fazenda.

Uma exceção é o lugar onde a plantação desta lavoura de bioenergia, por exemplo, não substituiu a área plantada para produção de alimentação humana ou animal.

Mas isso significa reconhecer que existe alguma perda de utilidade,  isso é um debate antigo na industria, sendo plantar para fins de alimentação versus plantar para fins de gerar biocombustíveis.

O erro

Um painel de cientistas da Agência Europeia do Ambiente (EEA) há dois meses disse em uma nota: “As potenciais consequências deste erro da contabilidade de bioenergia são imensas”.

Eles confirmaram a primeira pesquisa destacada por Timothy Searchinger da Universidade de Princeton em um artigo de 2009 na revista Science.

A EEA é uma agência da União Européia que fornece consultoria independente.  Em seu painel de ciência recomendou há três anos que o objetivo da UE de usar biocombustíveis líquidos deveria ser suspenso.

O erro é crítico porque o maior objetivo da UE é de direcionar um quinto da energia do bloco europeu para derivados de fontes renováveis até 2020 depende muito da bioenergia.

Enquanto isso, a indústria está se expandindo através de metas para as refinarias e utilitários para consumo deste tipo de combustível.

Um joint venture envolvendo a companhia petrolífera BP, Dupont e AB Açúcar irá inaugurar uma nova refinaria no nordeste da Inglaterra, onde irá processar anualmente 1.100.000 toneladas de trigo, gerando  bioetanol, e vende a ideia de que este produto gerado não irá emitir Carbono, ou seja, seria um produto Carbono neutro.

“O CO2 emitido quando o biocombustível é queimado nos veículos é compensado pelo CO2 absorvido durante o crescimento do trigo na lavoura”, diz o website Vivergo.

O erro surgiu originalmente na Convenção do Clima das Nações Unidas 1992, onde as emissões de bioenergia foram categorizadas de acordo com o uso da terra em vez do tipo de energia, diz Searchinger.

O Protocolo de Kyoto de 1997 manteve essa abordagem. Mas neste protocolo, os países não têm a obrigatoriedade que prestar conta do uso de suas terras em suas metas de emissões e assim a quantidade CO2 emitido a partir de bioenergia desaparecem da contabilidade.

O erro do Carbono neutro acrescenta às preocupações de que os biocombustíveis poderiam realmente levar a grandes aumentos nas emissões de carbono, se os agricultores substituírem a perda de locais de plantação derrubando florestas, um efeito conhecido como a mudança indireta do uso da terra (ILUC).

O que significa?

O ponto principal é que o total das emissões de carbono emitidos nos escapamentos dos carros ou nas chaminés devem ser contabilizadas, assim como os combustíveis fósseis, em vez de ser ignorado, como está sendo feito hoje.

Atualmente, a bioenergia é considerada isenta de gases de efeito estufa permitindo o comércio de emissões de carbono no esquema da União Européia. Enquanto isso, funcionários da Europeus estão decidindo quais combustíveis gerados a partir de bioenergia devem ser considerados renováveis, dependendo das emissões de Carbono, o que provavelmente irá ignorar o equívoco do Carbono neutro. 

A soma das emissões da queima faz da bioenergia muito mais poluente do que os combustíveis fósseis porque existem emissões extras no crescimento da cultura e porque o produto tem um maior teor de umidade do que o petróleo ou o carvão.

Então,  a bioenergia a partir de plantas , não deve ser considerada como mais renovável ou de baixo carbono do que a energia gerada partir dos combustíveis fósseis.

Faz sentido continuar a apoiar a transformação de energia a partir de RESÍDUOS de produtos, incluindo resíduos de origem animal, alimentos e serrarias.

A bioenergia pode poupar algum carbono, mas é discutível se estes são suficientes para compensar as maiores emissões comparado com a queima de combustíveis fósseis.

Um caminho é aumentar o preço dos alimentos que poderiam ajudar os agricultores a melhorar o rendimento das culturas, o que significaria melhorar o rendimento das terra não cultivadas.

Outra coisa é não substituir as plantações deslocadas para outras áreas, apesar de que isso pode gerar ampliar os problemas com a alimentação humana .

Utilizar subprodutos para alimentação animal também pode salvar o cultivo dedicado para a alimentação do gado.

Economias nas emissões de carbono serão feitas caso a plantação produzir mais matéria vegetal, e então absorver mais CO2 do que a safra que a substituiu. Esse é o caso, por exemplo, onde a cana para produzir etanol é cultivado no lugar das pastagens.

Mas há também impactos de Carbono, incluindo o impacto ILUC mencionado acima.

Dada a dificuldade de calcular esses impactos, a suposição padrão deve ser que estes combustíveis emitem tanto carbono quanto os combustíveis fósseis.

Florestas plantadas para produzir o combustível de madeira também não escapam.

A primeira colheita pode absorver mais CO2 do que o uso anterior da terra. Mas, em sucessivas rotações, mudas novas absorvem menos carbono do que se as árvores cortadas fossem deixadas para crescer até a sua maturidade.

Searchinger usa o exemplo de uma rotação de 55 anos de Douglas Firs – uma conífera – para gerar combustível de madeira, que emite quatro a cinco vezes mais CO2 do que queimar carvão ou gás durante 25 anos, o período usual utilizado na análise de retorno do investimento.

Fonte – Gerard Wynn, Reuters de 14 de novembro de 2011. – Tradução – FUNVERDE

Zaeli é multada por omitir transgênicos

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, multou hoje a empresa Alimentos Zaeli Ltda. em R$ 548 mil por deixar de informar no rótulo do produto a existência de ingrediente transgênico em sua farinha de milho.

A fiscalização foi coordenada pelo DPDC com os Procons Estaduais do Mato Grosso, São Paulo e Bahia. Dentre os diversos produtos coletados pelos órgãos estaduais para análise, a Farinha de Milho – Fubá Fino Mimoso, fabricada pela Alimentos Zaeli Ltda., apresentou resultado positivo para a presença de transgênicos sem informar no rótulo do produto.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor e com o decreto 4.680/2003 2003, é obrigatório informar no rótulo do alimento a presença de mais de 1% de ingredientes transgênicos. Análise de laboratório confirmou a presença de 22% de milho geneticamente modificado.

Fonte – O bonde de 06 de janeiro de 2012

A solução simples, boicote esta e qualquer empresa que não tem respeito por seus clientes.

Oras, eles fabricam seus produtos para seus clientes, que são a base do seu lucro e se o cliente não quer transgênico, por que diabos eles estão fabricando isso? Para obter mais lucro?

Empresas precisam entender que quem manda é o cliente, que a concorrência é grande e se a empresa mentir, omitir informações, o cliente migra para seu concorrente, o que pode significar o fechamento desta empresa que foi desleal com o cliente.

Consumidor, aprenda que seu poder é absoluto, que você pode mudar toda a indústria, você pode mudar o mundo, mas você tem que querer, tem que ter iniciativa, tem que tirar a bunda do sofá onde passa os dias assistindo novelas e mobilizar seus parentes, amigos, sua rede de contatos, para que tudo mude.

Diga não aos transgênicos! Se você não comprar, eles não irão plantar, eles não irão fabricar.

Atenção, fique alerta – prefeitura anuncia nova audiência pública para queimar o lixo em 30 de janeiro de 2012

Mais uma audiência pública da proposta do plano municipal de saneamento básico – leia-se queima de lixo, queima de recursos naturais -. Desta vez irá ocorrer no dia 30 de janeiro de 2012, 08 horas da manhã, no Hélio moreira.

Então, convocam a audiência no apagar das luzes de 2010, quando a cidade está praticamente vazia e festando, data em que ninguém está preocupado em ler jornal, muito menos os classificados e marcam a audiência para o final de janeiro, período em que todos estão em férias.

A convocação apareceu no jornal o diário no dia 29 de dezembro – pra ninguém ler – no caderno de classificados, o classidiário – que ninguém lê – na página C-6, canto inferior direito, em letrinhas beeem pequenininhas, que é para ter absoluta certeza de que quem é contra queimar o lixo não iria ler.

Com quase 10 milhões para gastar em publicidade, quando lhes interessa, compram página inteira, caso contrário, escondem onde ninguém lê. Isso é falta de espírito democrático, isso não se faz.

Mas, como leais soldados da mãe terra, estamos sempre em alerta, Defcon 1 e, portanto, vamos divulgar, panfletar, conceder entrevistas, chamar especialistas, adesivar carros, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para não deixar este crime ocorrer.

Reduzir o consumo, reutilizar embalagens e, finalmente, separar para a reciclagem e compostagem, esta é a única e sensata solução para o problema do lixo. Queimar lixo é o mesmo que esconder o lixo embaixo do tapete para não ter o trabalho de resolver verdadeiramente este problema, é incentivar o consumismo, afinal, tudo será queimado, desaparecerá magicamente em um monte de cinzas.

Utilize sempre os 5Rs, para diminuir geração de resíduos, que hoje já passa de 1 quilo / dia por pessoa no Brasil.

REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis e diminuir a geração de lixo;

RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens;

REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna;

REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente,

RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

Diga não à incineração de lixo!

 

Santa Catarina – Eletrosul faz pregão eletrônico para queimar lixo

Eletrosul faz ´pregão eletrônico´ para contratar estudo dirigido para um sistema de tratamento térmico de lixo

A ELETROSUL Centrais Elétricas S/A que possui a sua sede em Florianópolis (Santa Catarina), publicou as vésperas do Natal e do Ano Novo, um edital para cumprir a licitação pública – Pregão Eletrônico nº 913112161 – que tem por objeto a contratação de “Estudo de Viabilidade Para Um Sistema De Tratamento Térmico de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e Geração de Energia Elétrica”.

O ofício da ELETROSUL que torna pública a licitação – Pregão Eletrônico nº 913112161 – é assinado pelo gerente da Divisão de Licitação e Contratos – DVLC, datado em 16 de dezembro de 2011, uma sexta-feira, dia que antecede a semana em que todo o povo brasileiro se preparava para as Festas de Natal e da Virada do Ano.

Nesse documento em questão, a Divisão de Licitação e Contratos da ELETROSUL diz que “o recebimento das propostas ocorre a partir das 16h do dia 16/12/2011 e a abertura programada para às 10h do dia 05/01/2012, sendo que o início da sessão de disputa de preços será às 14h do dia 05/01/2012”.

O leitor do site Máfia do Lixo pode calcular o total de dias úteis que antecedem a apresentação da proposta exigida no Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL.

O dia da publicação do Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL ocorreu em uma sexta-feira (16/12/2011).

Vem o sábado (17/12) e o domingo (18/12). A seguir contamos cinco (5) dias úteis. E chega a véspera de Natal, sábado (24/12). Dia seguinte é Natal, domingo (25/12).
Mais cinco (5) dias e temos outro sábado (31/12), esse agora é véspera de Ano Novo.

Chega o dia 1º de janeiro de 2012, um domingo. Temos então mais três (3) dias úteis na primeira semana de 2012. E finalmente o dia da abertura do Pregão Eletrônico nº 913112161, uma quinta-feira (05/01).

Contamos treze (13) dias úteis, desde a data de publicação do Pregão Eletrônico nº 913112161, tempo esse oportunizado para que as empresas brasileiras interessadas em participar do certame da ELETROSUL, cujo objeto prevê a contratação de “Estudo de Viabilidade Para Um Sistema De Tratamento Térmico de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e Geração de Energia Elétrica”, apresentem as suas propostas. Inacreditável.

O “estudo” a ser contratado pela ELETROSUL vai definir posteriormente o Edital de uma licitação milionária, instrumento esse a ser publicado ainda em 2012, cujo certame terá por objeto a instalação e operação de uma USINA DE LIXO na Região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, atingindo o total de trinta e nove (39) cidades gaúchas: Bom Progresso, Braga, Campo Novo, Crissiumal, Esperança do Sul, Humaitá, Sede Nova, São Martinho, São Valério do Sul, Tiradentes do Sul, Três Passos, Ametista do Sul, Boa Vista das Missões, Caiçara, Cerro Grande, Cristal do Sul, Erval Seco, Frederico Westphalen, Irai, Jaboticaba, Palmitinho, Pinhal, Pinheirinho do Vale, Rodeio Bonito, Seberi, Taquaruçu do Sul, Vicente Dutra, Vista Alegre, Alpestre, Constantina, Engenho Velho, Gramado dos Loureiros, Nonoai, Novo Xingu, Rio dos Índios, Ronda Alta, Sarandi, Três Palmeiras e Trindade do Sul.

Lendo o edital do Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL, pode-se perceber que a licitação apresenta fortes indícios de direcionamento, que impedem a participação de diversas empresas brasileiras, as quais utilizam outras tecnologias de ponta. Tecnologias essas diferentes da proposta pela ELETROSUL no Pregão Eletrônico em andamento.

Entendo que a definição de tecnologia imposta pela ELETROSUL interfere e distorce o processo licitatório público.

Conforme consta no edital do Pregão Eletrônico nº 913112161, a ELETROSUL exige experiência em incineração, impondo em uma licitação pública essa tecnologia, um processo desaconselhado pela PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos, e que afasta inúmeras empresas brasileiras, as quais possuem outras tecnologias concorrentes que são utilizadas em diversos países da Europa.

Se desconhece que a ELETROSUL tenha promovido qualquer audiência pública com os moradores das trinta e nove cidades gaúchas, cuja pauta tenha sido a contratação desse “estudo” que impõe a tecnologia da incineração de lixo.

Certamente o Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPE-SC) deverá analisar com profundidade o edital do Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL.

O administrador Enio Noronha Raffin vai noticiar ainda hoje o MPE-SC para que esse tome as providências de estilo.

Fonte – Máfia do lixo de 04 de janeiro de 2012

Não é só por aqui que a máfia do lixo está querendo queimar recursos naturais. O Brasil se tornou uma mina de ouro para a máfia do lixo. Bilhões em contratos que duram mais de 30 anos, é o paraíso para eles. Mas por que isto está ocorrendo? Porque os administradores públicos vem empurrando o problema do lixo com a barriga faz séculos, se recusando a fazer a lição de casa, que é cobrar da população a separação para reciclagem e compostagem.

As prefeituras não tem um programa de educação ambiental para desincentivar o consumo, conscientizar da população para o problema do lixo e ensinar que, cada um fazendo sua parte, todos ganham com a solução do problema.

Infelizmente, o primeiro setor só se interessa por obras faraônicas, bilionárias, que rendam o dízimo, o terço, que a mídia divulgue. Agora, fazer o básico parece não fazer parte dos planos dos administradores públicos.

It is sun-believable – pesquisadores criam tinta capaz de captar energia solar

Muitas residências e prédios comerciais já adotaram alternativas sustentáveis para terem energia elétrica como os painéis solares, que captam energia do sol. Os painéis solares se tornaram razoavelmente comuns, mas ainda assim são muito caros. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Notre Dame (que apesar do nome fica nos Estados Unidos), desenvolveram uma tinta para paredes capaz de captar energia solar, a Sun-Believable.

A tinta, que utiliza partículas semicondutoras para produzir energia, é uma opção barata para transformar uma residência inteira em um grande ‘painel’ de energia solar.

Os pesquisadores iniciaram o projeto com a tentativa de descobrir um mecanismo que fosse além da tecnologia solar baseada em silício. Para isso, a equipe se centrou em desenvolver nano partículas de dióxido de titânio, revestidas com sulfeto de cádmio ou seleneto de cádmio.

As partículas por sua vez foram misturadas em uma base de álcool-água para criar uma pasta. Quando a pasta é aplicada sobre um material condutor transparente e exposta à luz, ela é capaz de gerar energia.

Por enquanto, os pesquisadores conseguiram atingir apenas 1% de eficiência em conversão da luz em energia com a tinta, muito abaixo da eficiência energética de 10 a 15% dos painéis solares disponíveis no mercado.

“Mas esta tinta pode ser feita de forma barata e em grandes quantidades. Se pudermos melhorar a eficiência energética, poderemos fazer uma grande diferença encontrando outros recursos para as necessidades energéticas do futuro”, afirmou ao Science Daily Prashant Kamat, John A. Zahm, pesquisador do Centro de Nano Ciência e Tecnologia da Universidade de Notre Dame.

Os pesquisadores planejam agora estudar melhorias para tornar a Sun-Believable um material mais estável e eficiente.

Fonte e imagem – Geek de 25 de dezembro de 2011

Os porquinhos vão à praia

 

 


As cestas de lixo nunca serão suficientes para os porquinhos. Porque o que conta é educação e cultura

Era lixo só. No domingo de Natal, ninguém se atrevia a ir à praia em Ipanema e Leblon, os bairros da zelite carioca. É o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, mas o que sobra em dinheiro falta em educação. Todo mundo culpou a Comlurb, a companhia municipal de limpeza. Que direito tem a prefeitura de expor nossa falta de respeito com o espaço público?

É verdade que houve uma falha operacional. Os garis do sábado à noite teriam de dar mais duro para compensar a redução da equipe da Comlurb no domingo. A praia mais sofisticada da cidade, que vai do canto do Arpoador até o fim do Leblon, amanheceu com 25 toneladas de lixo espalhadas, um espetáculo nojento. Cocos são o maior detrito: 20 mil por dia. Mas tem muita embalagem de biscoito e sorvete. As criancinhas imitam os pais que deixam na areia latas de cerveja, copos de mate, garrafinhas de água, espetos de queijo coalho, canudos de plástico. É o porco pai, a porca mãe e a prole de porquinhos.

Adorei o atraso da Comlurb por seu papel didático. Quem andou no calçadão dominical e olhou aquela imundície pode ter pensado, caso tenha consciência: e se cada um cuidasse de seu próprio lixo como pessoas civilizadas? O Rio está cheio de farofeiro. De fora e de dentro. De todas as classes sociais. Gente que ainda não aprendeu que pode carregar seu próprio saquinho de lixo na praia. A areia que sujamos hoje será ocupada amanhã por nós mesmos, nossas crianças ou os bebês dos outros. Falo do Rio, mas o alerta serve para o Brasil inteiro neste verão. Temos um litoral paradisíaco. Por que maltratar as praias?

Na Cidade Maravilhosa, o terceiro maior orçamento da prefeitura é o da Comlurb. Só perde para Educação e Saúde. Por ano, a prefeitura gasta R$ 1 bilhão coletando lixo dos prédios e das ruas. “Para recolher a lambança que as pessoas fazem nas ruas, parques, praias, são gastos R$ 550 milhões”, me disse o prefeito Eduardo Paes. “Daria para construir 100 escolas num ano, ou 150 creches, ou 200 clínicas da família.”

No ano passado, Paes criou o “lixômetro”, uma medição do lixo público nos bairros. Quem reduzisse mais ao longo do ano ganharia benfeitorias. O campeão foi a Cidade de Deus, comunidade carente pacificada. Menos lixo no espaço público significa economia para o contribuinte e trabalho menos penoso para os garis. A multa no Rio, hoje, para quem joga lixo na rua é de R$ 146, mas jamais alguém foi multado. Os guardas municipais raramente abordam os sujismundos e preferem tentar educar, explicar que não é legal.

Os porquinhos adoram um argumento: não haveria cestas de lixo suficientes. Na orla, as 1.400 caçambas não dariam para o lixo do verão. A partir de fevereiro, as caçambas dobrarão de volume, de 120 litros para 240 litros. E nunca serão suficientes. Porque o que conta é educação e cultura. Ou você se sente incapaz de jogar qualquer coisa no chão e anda com o papel melado de bala até encontrar uma lixeira, ou você joga mesmo, sem culpa nem perdão. O outro argumento é igual ao dos políticos corruptos: todo mundo rouba, por que não eu? Pois é, todo mundo suja, a areia já está coalhada de palitinhos, plásticos e cocos, que diferença eu vou fazer? Toda a diferença do mundo. O valor de cada um ninguém tira.

Em alta temporada, 200 garis recolhem, de 56 quilômetros de praias no Rio, 70 toneladas de lixo aos sábados e 120 toneladas de lixo aos domingos. A praia com mais lixo é a da Barra da Tijuca. Em seguida, Copacabana. Tenham santa paciência. Quando vejo aquela família que leva da praia suas barracas, cadeirinhas e bolsas, mas deixa na areia um rastro de lixo, dá vontade de perguntar: na sua casa também é assim?

A tímida campanha do “Rio que eu amo eu cuido” mostra que muito mais conscientização será necessária. A China produziu um gigantesco rolo compressor antes das Olimpíadas: em outdoors nas ruas, programas de rádio e televisão, o governo pedia à população que não cuspisse e escarrasse na rua. Era uma forma de tentar mostrar ao mundo que o povo não era tão mal-educado.

Experimente responder a estas perguntas. Jogo lixo na rua? Já deixei lixo na praia? De carro, furo o sinal vermelho? Acelero no sinal amarelo para assustar o pedestre? Buzino sem parar e xingo no trânsito? Dirijo depois de beber? Deixo meu cachorro fazer cocô na rua sem recolher? Já fiz xixi publicamente? Corro de bicicleta na calçada, pondo em risco velhinhos e crianças? Abro a mala do carro estacionado para fazer ecoar meu som predileto?
Que tal ser um cidadão melhor e menos porquinho em 2012?

Fonte – Ruth de Aquino, Época de 29 de dezembro de 2011

Imagem - Editor B

A matéria é sobre o Rio, mas pode ser transportada para qualquer cidade do Brasil. Em Maringá, por exemplo, as famílias de porcos, os namorados porcos, os amigos porcos … vão à catedral no final de semana e deixam seu lixo no gramado. Os imundos tem a capacidade de fazer churrasquinho no bobódromo da Avenida Tiradentes – bobódromo porque  os bobos passam a noite indo e vindo num looping infinito, dããã, enchendo a cara e fazendo uma baderna infernal – e deixam a sujeira, garrafas long neck, normalmente quebradas, copos e sacolas de plástico … para os proprietários ou os garis limparem na segunda feira. Imundos!

Isso quando não usam as ruas como  banheiro, fazendo xixi nas portas e fachadas das lojas e edifícios. O que diabos estas famílias destes porcos ensinam em casa? Sim, porque higiene, educação, se aprende em casa, ou não, no caso do Brasil.

É por isso que somos a favor de multas para estes porcos, imundos, que fazem do mundo a sua lixeira. Não adianta educar marmanjo, porque a falta de educação deles já está cristalizada, seu comportamento detestável só é mutável através da multa, porque a consciência de marmanjo reside no bolso. Marmanjos sabem exatamente o que o que estão fazendo é errado, mas são apenas porcos por natureza e se quisermos mudá-los, vamos impactar seus bolsos.

Cabe ao poder público fiscalizar e arrecadar, multando os porcos, para ajudar a pagar os garis que tem que limpar a sujeira que eles geram, já que seus pais acham normal o comportamento de seus filhos e não coibem este comportamento em casa. Como já diziam nossas avós, se a família não ensina, o mundo ensina.

Energia solar já atingiu nível de competitividade econômica

Chique

“Já é hora de parar de ver a energia solar como a boutique das fontes de energia.”

Na verdade, ela nem mais deveria ser vista como uma fonte alternativa de energia, mas como “uma opção técnica e economicamente viável”.

O recado contundente é do pesquisador Joshua Pearce, da Universidade Queens, no Canadá.

Pearce e seus colegas fizeram o levantamento mais criterioso já realizado até agora dos custos da energia solar.

E encontraram números que são muito diferentes dos que vêm sendo adotados na larga maioria dos estudos da área, na maioria das vezes sem critério e sem nenhum questionamento.

Custo da energia solar

“Historicamente, quando comparam a economia da energia solar e das fontes convencionais de energia, as pessoas têm sido muito conservadoras,” diz o pesquisador, citando como “pessoas” os estudiosos que publicaram artigos científicos sobre o assunto.

O grupo de Pearce revisou todos esses estudos, publicados ao longo das últimas décadas, e descobriu que os números usados nas comparações de custos estão errados por uma larga margem.

Para descobrir o custo real da energia fotovoltaica é necessário considerar, além do custo dos painéis solares, os custos de instalação e de manutenção, o custo financeiro do investimento, a vida útil dos painéis e a potência efetiva que eles produzem ao longo do ano.

Coeficientes corretos

O primeiro erro encontrado foi na durabilidade dos painéis solares. “Com base nos últimos estudos de longo prazo, nós devemos fazer nossa análise econômica considerando um ciclo de vida de 30 anos, no mínimo,” afirmou Pearce.

Além disso, a maioria das análises reproduz um dado que afirma que a produtividade dos painéis solares fotovoltaicos cai a uma taxa de 1% ao ano, quando o dado real, com base nos painéis disponíveis hoje no comércio, fica entre 0,1 e 0,2%.

Finalmente, as análises têm largas variações quanto ao custo por watt de eletricidade gerada, que é citado entre US$2 e US$10.

“O custo verdadeiro em 2011, para painéis solares disponíveis no mercado mundial, é de US$1,” afirma Pearce, mesmo que os custos dos próprios painéis e da mão-de-obra para instalação variem largamente ao redor do mundo.

Competitiva

O estudo crítico refaz então os cálculos e conclui que a energia solar já está alcançou competitividade em várias partes do mundo.

Segundo os pesquisadores, os painéis solares já podem gerar uma eletricidade que é tão barata – em alguns lugares, mais barata – do que a energia que os consumidores compram hoje das concessionárias.

Isto sem atribuir um valor financeiro para os outros benefícios da energia solar, como a redução da poluição e a queda na emissão de carbono.

Bibliografia

A Review of Solar Photovoltaic Levelized Cost of Electricity. K. Branker, M. J.M. Pathak, J. M. Pearce. Renewable & Sustainable Energy Reviews. Vol.: 15, 4470-4482 (2011). DOI: 10.1016/j.rser.2011.07.104

Fonte – Inovação Tecnológica de 22 de dezembro de 2011

Imagem - media.wweek

Ponta Grossa pode sofrer apagão do lixo

Membros do Comdema vistoriaram o aterro. Capacidade terminaria no final deste mês

Membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) fizeram, ontem, vistoria no aterro controlado do Botuquara, que recebe os resíduos produzidos em Ponta Grossa. A constatação é de que o local não terá mais espaço para receber o lixo até o final deste mês. O secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, José Fernando de Paula, rebate e garante que o ‘prazo de validade’ vence em março do próximo ano.

“A informação que temos é de que a capacidade do Botuquara termina neste dia 20 de dezembro, com uma margem de erro de 10 dias. Ou seja, somente haverá espaço para a destinação de lixo no aterro até o final deste mês, no máximo”, diz o presidente do Comdema, Gustavo Ribas Netto.

A preocupação, de acordo com ele, é o tempo curto de sobrevida: para receber mais lixo, precisaria ser feita readequação do local e isso tudo demanda tempo. “Já encaminhamos ofícios à Prefeitura questionando essa situação e, ainda, acerca do andamento da instalação da chamada usina do lixo. Nos próximos dias, vamos posicionar os vereadores sobre a situação dos resíduos sólidos em Ponta Grossa”. A usina do lixo é proposta da Prefeitura para substituir o Botuquara.

O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente, José Fernando de Paula, garante que não há riscos de ‘apagão’ no setor. “Se não fizéssemos qualquer intervenção, o aterro teria capacidade para receber resíduos até março do próximo ano. Mas iniciaremos uma readequação na próxima semana, o que garantirá capacidade de mais oito meses”, diz, acrescentando que a readequação levará cerca de três dias para ser concluída.

Esse prazo, de acordo com ele, permitirá que a Prefeitura tenha tempo hábil para finalizar a instalação da usina do lixo. “Além da readequação, vamos firmar TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o IAP, garantindo a possibilidade de expansão do Botuquara. Assim, teremos tempo suficiente para finalizarmos o projeto da usina”. (L.A.)

Comdema

Na visita ao aterro, estiveram presentes membros do Conselho Municipal do Meio Ambiente, da Câmara Técnica de Meio Ambiente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa, Instituto Ambiental do Paraná, Prefeitura e da empresa Ponta Grossa Ambiental, que gerencia o Botuquara.

Fonte – Luciana Almeida, Diário dos Campos de 15 de dezembro de 2012

Estes senhores, ao visitarem este lixão, não viram o óbvio, que é a solução para qualquer lixão, qualquer aterro, uma solução mágica que aumenta em 90%  a vida útil do aterro, uma solução que qualquer imbecil, ao olhar nesta foto, enxerga, se tiver o mínimo de bom senso.

Esta solução maravilhosa, mágica, é simplesmente separar o lixo na fonte geradora – na casa da dona maria e do seu zé e em qualquer local que gere este lixo – em três partes, para reciclagem, compostagem e rejeito. Senhores, reciclar e compostar, reciclar e compostar, reciclar e compostar … este é o mantra que vocês devem aprender, a a frase mágica do novo milênio.

Não adianta reinventar a roda, inventar soluções bilionárias. A solução está na lei ou decreto obrigando a separação na fonte, fiscalização por amostragem, multa por não separação ou ainda não recolhimento do lixo não separado, organização das cooperativas de reciclagem ou, no caso da falta delas, a prefeitura criar departamento para comercialização deste material reciclável.

Isto custa quase nada e resolve de uma vez por todas o problema da esmagadora maioria das cidades do país, que é não ter mais local para depositar lixo.

Administradores públicos, entoem o mantra e resolvam o problema do lixo: reciclar e compostar, reciclar e compostar, reciclar e compostar …

Campanha diga não à incineração de lixo em Maringá

Você já deve ter lido na nossa página que estamos em uma campanha contra a instalação de uma usina de incineração de lixo na cidade.

Dia 15 de dezembro haverá uma audiência para a prefeitura sacramentar a instalação desta usina e não podemos permitir que nossa cidade verde seja poluída por uma tecnologia que os europeus estão abandonando após terem aprendido da maneira mais difícil que estas usinas não ecologicamente corretas, causando doenças em seus cidadãos, com a contaminação do leite, da carne dos animais e dos vegetais que durante décadas receberam do ar as cinzas tóxicas e cancerígenas destas usinas.

O material da campanha contra a instalação da usina de incineração de lixo em Maringá ficou pronto na semana passada. Começamos a distribuir no mesmo dia os folders e adesivar os carros após pedir permissão para a pessoa, é claro.

Final de semana teve panfletagem e adesivagem no centro da cidade e nas feiras livres. Esta semana, a partir de segunda-feira até dia 15 de dezembro, dia da audiência pública para tentar enfiar goela abaixo dos cidadãos de Maringá esta usina indecente, haverá panfletagem no centro da cidade.

Se você quiser o folder ou adesivar o carro, entre em contato para informarmos onde os voluntários estarão panfletando e adesivando carros.

Queremos agradecer imensamente ao Eduardo Marçal Santa Bárbara, da empresa de comunicação e marketing EMARÇAL pela criação do material para a campanha, sem o qual não seria possível continuarmos a luta contra esta usina infernal.

O Eduardo é o publicitário da FUNVERDE que cria todas as logos e campanhas da fundação há muito tempo, portanto, entende tudo de comunicação e meio ambiente.

Novamente Eduardo, nossos agradecimentos pelo seu trabalho árduo, principalmente neste final de ano, em que sabemos, você está atolado de serviço mas sempre arranja um tempo para nos socorre.

Nós e o planeta agradecemos pelo seu sempre impecável e incansável trabalho.

Agradecemos muito também aos empresários da cidade, que se cotizaram para pagar o material impresso, mas que não podemos citar os nomes por motivos óbvios, quer dizer, pediram para ficarem anônimos por medo de retaliação do primeiro poder.

Não seja apenas um pagador de impostos, seja um cidadão, junte-se a nós nesta luta para manter nossa cidade livre deste incinerador que destrói a cidadania ao incentivar o consumismo, afinal, é consumir e o lixo some, magicamente.

O incinerador deseduca a população que demorou tanto tempo para aprender a separar seu lixo para a reciclagem.

O incinerador causa desemprego as centenas de pessoas que, sem qualificação para encontrar trabalho na economia formal, encontram na reciclagem uma maneira de trabalhar e ganhar seu sustento.

A reciclagem está sendo uma fonte de renta para os recicladores e a sociedade lucra com os produtos que são reciclados e também a segurança publica ganha, pois sem esta renda, teríamos uma quantidade enorme de pessoas entrando na situação de insegurança social – pobreza extrema.

O incinerador causa sérias doenças, dentre elas o câncer, pois a fumaça tóxica contém dioxinas e furanos, altamente prejudiciais à saúde, além de partículas muito pequenas que deixam de ser filtradas pelo nosso corpo, aderindo a parede do pulmão, provocando doenças que irão impactar o Sistema Único de Saúde.

E por fim, gerenciamento de lixo sempre foi, é e sempre será a separação na fonte do material para a reciclagem, para a compostagem e o rejeito. Com a separação na fonte, sobrará no máximo 10% de rejeito e com o incinerador, de tudo que entrar para queima, sobrará 15% de rejeito de cinzas tóxicas, classe 1, que tem que ser armazenadas em locais especiais para não contaminar o planeta.

Diga não à incineração de lixo em Maringá e em qualquer outro local do planeta. Diga sim à reciclagem e compostagem.

Informativo da campanha Diga Não à Incineração do Lixo em Maringá

Adesivo para carro

Botton para camiseta

 

Campanha diga não à incineração do lixo – conheça mais sobre esta alternativa perigosa

A FUNVERDE é membro do fórum do lixo e cidadania que nasceu em setembro de 2010 para solucionar o que parece insolúvel, o problema do lixo em Maringá, que não é resolvido pelo poder público desde nunca.

A prefeitura pretende instalar uma usina que custará centenas de milhões de Reais para queimar 500 toneladas de lixo por dia, sendo que Maringá só gera 350 toneladas de lixo por dia e menos de 5% disso é reciclado.

O fórum é contra esta alternativa ambientalmente incorreta, perigosa para a saúde humana e para o próprio planeta.

O que é necessário é educação ambiental para reduzir a geração de lixo, separar o que é gerado para a reciclagem e compostagem. Esse é o beabá da gestão do lixo, o básico. Sem isso, não adianta se pensar em alternativas fantasiosas, mirabolantes, porque queimar lixo deseduca a população, incentivando o consumo, dizendo que você pode consumir e depois nós queimamos, jogamos o lixo para baixo do tapete.

Esta alternativa retira postos de trabalho dos coletores de recicláveis, gerando desemprego e instabilidade social.

A primeira audiência pública foi cancelada judicialmente no mês passado, mas haverá outra no dia 15 de dezembro de 2011.

Participe, diga não à queima do lixo em Maringá.

Para você conhecer mais sobre esse assunto e saber porque não podemos permitir a instalação desta usina, leia alguns artigos abaixo.

Conhecimento é poder.

Clique nos links para ler em formato pdf.

Incineração de resíduos sólidos urbanos, aproveitamento na co-geração de energia. Estudo para a região metropolitana de Goiânia – GO

Geração de energia elétrica a partir da incineração de lixo urbano: o caso de Campo Grande – MS

L’incinération des déchets en Île-de-France: Considérations environnementales et sanitaires

Incinération des ordures ménagères en France: effets sur la santé

Synthèse des connaissances sur les impacts environnementaux et les risques sanitaires de l’incinération, de la méthanisation, et des centres de stockage

Caracterização das cinzas de incineração de resíduos industriais e de serviços de saúde

Incineradores de resíduos sólidos, processos de coincineração e implicações para a saúde humana: princípio da precaução

Análise espacial dos riscos à saúde associados à incineração  de resíduos sólidos: avaliação preliminar

Acórdão sobre a queima de pneus pela cocamar

Sentença sobre a queima de pneus pela cocamar

Manifesto contra a incineração, pela reciclagem e reutilização dos materiais do lixo domiciliar - incineracaonao.net

Incineração e saúde humana. Estudo do conhecimento sobre os impactos da incineração na saude humana – Greenpeace

Incineração não é a solução – Greenepace 

Curitiba, PR, 27/11/2011 – Audiência pública em Curitiba contra instalação de usinas incineradoras de lixo no Paraná

Participamos da audiencia pública realizada em Curitiba, na Assembléia Legislativa, organizada pelos deputados Luciana Rafagnin, Rasca Rodrigues, Luiz Eduardo Cheida e Elton Welter, no dia 28 de dezembro de 2011.

Esta audiência marcou o início do processo da criação de uma lei para impedir a instalação das usinas de incineração de lixo nas cidades no Paraná.

Também estamos lutando contra a instalação desta usina na cidade de Maringá, sede da FUNVERDE, através da nossa participação no fórum do lixo e cidadania, que foi criado em setembro de 2010 para resolver o problema do lixo na cidade, que nunca foi resolvido por nenhum prefeito até hoje.

O atual prefeito está praticamente no último ano do seu segundo mandato e também não fez absolutamente nada para resolver este problema, as 5 cooperativas estão praticamente sucateadas, a reciclagem não consegue ultrapassar 3% na cidade, a compostagem é inexistente, enfim, um caos em uma cidade que gera mais de 350 toneladas de lixo todos os dias.

Todas as leis federais, estaduais e municipais dão a receita de como se resolver o problema do lixo que é simplesmente reduzir a geração do lixo, separar para a reciclagem e compostagem na fonte. Podemos citar apenas duas para você consultar, a 11.445/2007 e a 12.305/2010. Sim, separação na fonte, não adianta juntar tudo, contaminar tudo e depois dizer que está separando em uma usina de triagem, isto não existe, isso não funciona. Reduzindo e separando, enviando para a reciclagem e compostagem, sobrará no máximo 10% de todo o lixo de rejeito para destinação final, o que quer dizer que em Maringá, se houvesse compostagem e reciclagem, só 35 toneladas por dia seriam rejeito.

Este é outro problema com a usina de  incineração que o prefeito pretende instalar na cidade. Ela necessitará de no mínimo 500 toneladas por dia de resíduos para funcionamento.

Acontece que nosso lixo é composto de 50% de matéria orgânica, portanto, passível de compostagem para se transformar em adubo para a agricultura. Somos o celeiro do país e todo o adubo é bem vindo para fertilizar a terra, ainda mais adubo orgânico, proveniente dos resíduos orgânicos gerados em nossas cozinhas como cascas, folhas, sementes … partes de alimentos que não são utilizados na cozinha.

Nosso lixo é composto por mais de 40% de produtos recicláveis, que devem voltar ao ciclo de produção para não haver a necessidade da retirada de novas matérias primas do planeta, que tem um número finito de recursos naturais e se queimarmos esses recursos naturais nessas usinas de incineração, nossos descendentes não terão matéria prima para sobreviverem no futuro.

Portanto, como já dissemos anteriormente, se for feita a separação na fonte para a reciclagem e para a compostagem, no máximo 10% sobra de rejeito. De onde virão as outras 465 toneladas para a queima? Ou será que, como atualmente não existe compostagem e a reciclagem é praticamente inexistente na cidade, tudo será queimado? Mistérios …

Preste especial atenção na palestra do André Abreu, da Fundação France Libertés, que foi criada pela primeira dama da França, Danielle Mitterrand em 1986, para proteger recursos naturais preciosos do planeta, principalmente a água e para defender a educação, a democracia participativa e a economia sustentável.  Madame Mitterrand apoiava e acompanhava de perto a luta do movimento nacional dos catadores de materiais de recicláveis no Brasil, se posicionando firmemente contra a incineração de lixo, que além dos danos ambientais, problemas de saúde, causa o desemprego dos catadores, pessoas sem qualificação profissional, que não encontram seu lugar na economia tradicional e conseguem seu sustento através da comercialização do lixo reciclável, que acaba desaparecendo com a instação de incineradores.

Falaremos mais sobre os problemas dos incineradores nos próximos posts, principalmente porque na próxima semana tem audiência pública para validar a instalação da usina de incineração e esperamos que você participe, se posicione contra esta medida ambientalmente incorreta de dar destinação ao lixo gerado.

Como o youtube não aceita vídeos de mais de 15 minutos, tivemos que cortar por palestrante para postar.

 

Abertura do evento e Deputado Luiz Eduardo Cheida.

 

Deputado Elton Welter.

 

Doutor Saint Clair Honorato, coordenador do centro operacional de apoio às promotorias de proteção ao meio ambiente do Paraná, nosso maior aliado na guerra contra as usinas de incineração de lixo no Paraná.

 

Carlos Cavalcante, membro do movimento nacional dos catadores de materiais recicláveis.

 

Jorge Villalobos professor da UEM.

 

André Abreu de Almeida, da France Libertés – Fundação Danielle Mitterrand.

 

Margaret Matos de Carvalho procuradora do ministério público do Paraná.

 

Deputado Rasca Rodrigues.

 

As últimas quatro partes são considerações da plenária.

Prefeitura de SP lança campanha contra sacolas plásticas

A Associação Paulista dos Supermercados (APAS) e a prefeitura de São Paulo lançarão a campanha de conscientização “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco” contra o uso de sacolas plásticas, na próxima quinta-feira (15), na Praça Victor Civita.

O evento acontecerá no Museu Aberto da Sustentabilidade e terá a presença de comerciantes da capital e do prefeito Gilberto Kassab. Será um ato público que visa incentivar a população a dar preferência às sacolas retornáveis.

A lei que proíbe o uso de sacolas plásticas em São Paulo foi derrubada na Justiça pelo sindicato da indústria do plástico. Ao invés de recorrer da decisão, a prefeitura e a APAS estão unindo forças para a campanha de conscientização.

Atualmente, são cerca de 1.200 supermercados se adaptando a nova medida, sendo que muitos destes já oferecem alternativas mais sustentáveis. Oficialmente, a campanha começará no dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, e pretende conscientizar os consumidores e a indústria.

A campanha se espalhará por outras cidades do interior do Estado. Em Jundiaí, por exemplo, uma ação similar resultou na redução de 95% no uso de sacolas plásticas. Hoje os locais que ainda usam embalagens optam pelos materiais biodegradáveis, que têm impacto ambiental menor.

Fonte – Milton Jung, rádio CBN / Ciclovivo de 12 de dezembro de 2011

Pois e, máfia do plástico, essa batalha vocês perderam. Após mais de meia década de guerra, finalmente conseguiremos acabar com as malditas sacolas plasticas de uso único no estado que mais usa sacolas no país.

Agora é só questão de tempo para o país todo se desplastificar.

Que venham as sacolas retornáveis.

Projeto de lei de rotulagem para descarte de materiais recicláveis

Projeto de Lei Municipal nº 560 do Vereador Natalini – Cria o Rótulo Descarte Padrão e o serviço de informação sobre pontos de descarte de materiais recicláveis e dá outras providências. Data da Publicação: 25/11/2011.

Diário Oficial da Cidade de São Paulo – sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Câmara Municipal – Gabinete do Presidente – Projeto de lei 01-00560/2011 do Vereador Natalini (PV)

Cria o Rótulo Descarte Padrão e o serviço de informação sobre pontos de descarte de materiais recicláveis e dá outras providências

A Câmara Municipal de São Paulo DECRETA:

Art. 1° – Os fabricantes, importadores e respectivos elos da cadeia produtiva de bens físicos, no Município de São Paulo deverão veicular de forma expressa e inequívoca, em todas as embalagens e materiais impressos, um Rótulo Descarte Padrão que indica ao consumidor, onde e como fazer o descarte adequado dos resíduos sólidos provenientes do acondicionamento e do produto final.
Art. 2° – Este Rótulo Descarte Padrão deverá direcionar o consumidor a banco de dados atualizado, disponibilizado na internet, possibilitando fácil gerenciamento da logística reversa, bem como atendimento pelos SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor de cada empresa, feitos por intermédio de telefone, proporcionando amplo acesso por parte do consumidor.
I – Os dados dos pontos de descarte de cada tipo de material reciclável deverão conter: nome do estabelecimento, endereço/ logradouro completo, CEP e endereço de correio eletrônico.
II – A listagem dos pontos de descarte é de responsabilidade exclusiva de cada fabricante, importador ou demais elos da cadeia produtiva da marca comercializada.
III – O serviço de informação dos pontos de descarte deve ser 100% gratuito à população.
IV – O uso de tecnologias e codificações para mobilidade (celulares, tablets, etc) deve ser incorporada ao Rótulo Descarte Padrão de modo a facilitar a rápida identificação dos pontos de descarte.
Parágrafo primeiro – Durante uma eventual espera ao telefone, não serão apresentadas ao consumidor, através de gravação ou qualquer outro meio, mensagens de caráter publicitário.
Art. 3° O descumprimento desta lei acarretará aos responsáveis as seguintes penalidades:
I – advertência.
II – multa de R$ 1000,00 (um mil reais), dobrada em caso de reincidência;
III – cassação da licença de funcionamento, para o caso da infração persistir.
Parágrafo único. A multa de que trata o inciso II deste artigo será atualizada anualmente pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, acumulada no exercício anterior, sendo que, no caso de extinção deste índice, será adotado outro índice criado pela legislação federal e que reflita a perda do poder aquisitivo da moeda.
Artigo 4° – O disposto nesta lei não prejudica a aplicação de demais sanções previstas em outras disposições legais, no que for pertinente, em especial no Código de Defesa do Consumidor (Lei n° 8.078 de 11 de setembro de 1.900).
Art. 5° – O Poder Executivo Municipal regulamentará esta lei no prazo de 90 (noventa) dias contados a partir da sua publicação.
Art. 6° – As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 7° – Esta lei entrará em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação.
Sala das Sessões, 23 de novembro de 2011. Às Comissões competentes.”

Justificativa

O elo mais frágil da corrente do descarte, recolhimento e reciclagem dos resíduos sólidos é justamente a falta de informação do consumidor onde descartar estes resíduos. Justamente o consumidor, que está na ponta do início do processo, pela desinformação fica à margem, o que significa que o processo não se inicia, aí a explicação provável para os baixos índices de recolhimento do lixo reciclável no nosso país.
A Lei Federal 12.305 define em seu artigo terceiro, inciso VI – controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade informações e participação nos processos de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos; inciso XVII – responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei;
Ainda a Lei 12.305, Art. 12 – A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão e manterão, de forma conjunta, o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir), articulado com o Sinisa e o Sinima.
Este Projeto harmoniza o texto da Lei Federal com as responsabilidades do Município criando as condições de informação ao consumidor onde realizar o descarte dos seus resíduos, portanto conto com o apoio dos meus nobres pares para a sua aprovação.

Gerenciamento de Resíduos Sólidos: afinal, de quem é a responsabilidade?

Há muito temos sido incitados a escrever sobre as questões jurídicas que envolvam o meio ambiente. Decidimos, então, iniciar este espaço com um assunto bastante em voga hoje em dia, qual seja: o Gerenciamento de Resíduos Sólidos. Assim, buscamos contribuir, ainda que de forma singela, com os tantos debates que vêm ocorrendo em nosso país em torno deste tema.

Pois bem: muitos nos têm indagado a respeito da coleta municipal de resíduos em relação a grandes geradores. Oportuna, a respeito, a notícia veiculada hoje no blog Instituto Idéias (http://blog.institutoideias.com.br/o-lixo-afinal-no-rumo-certo/), que tentaremos comentar em breves palavras (e desde quando advogado consegue falar em breves palavras?).

Veja-se que a Prefeitura de São Paulo anunciou que, em cumprimento a um Decreto datado de 2002, começará a cassar os alvarás de bares, restaurantes, lojas e outros estabelecimentos que deixarem de contratar empresas privadas para recolher seu lixo, se produzirem mais de 200 quilos por dia.

Atitude arbitrária? Absolutamente! Trata-se apenas do exercício de um dos instrumentos da LPNMA – Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, de 1981 (art. 9º, IV). Afinal, se o Município confere alvará a uma empresa que venha a causar danos ao meio ambiente, entende-se que o órgão público é co-responsável. E – destaque-se – cabe ao Ministério Público fiscalizar o cumprimento desta legislação.

Assim, por exemplo, se o Município conceder alvará, ainda que provisório, a uma oficina mecânica, por mais que a destinação do óleo lubrificante usado seja responsabilidade exclusiva dela, cabe ao órgão fiscalizador, no caso a Secretaria do Meio Ambiente, avaliar o local de disposição deste óleo lubrificante. O piso é adequado? Há riscos de contaminação do solo ou do lençol freático?

Em caso de dano potencial, deverá o Município negar o alvará, sob pena de ser co-responsabilizado em um futuro dano.

A responsabilidade pela destinação de resíduos cabe ao gerador. Mas como em Direito nem tudo é exato, vamos aos poréns. Os Municípios têm a obrigação legal de coletar os resíduos de pequenos geradores, órgãos públicos e residências. Okay, mas qual é o limite que separa o grande e o pequeno gerador? Em alguns Municípios existem leis regulamentadoras ou o próprio Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos faz esta estipulação, seja em quilos, seja em litros. Outros, ao arrepio da lei, apenas vêm notificando empresas na qualidade de “grandes geradoras”, porém sem qualquer amparo legal para tanto.

Ocorre que esse tema permeia não só o Direito Ambiental, como também o Direito Tributário. Ora, se o Município cobra uma taxa para a coleta de resíduos e não presta o serviço a que se propõe (inclusive lançando a taxa em carnê de IPTU), é bastante discutível a necessidade de devolução em dobro deste valor.

Esta questão, porém, é delicada e pode ter vários desdobramentos, devendo ser analisada sempre caso a caso. Por vezes, uma empresa enquadrada como grande geradora pode se tornar pequena geradora se passar a reciclar corretamente seus resíduos. Se toda empresa enviasse à Coleta Municial apenas os rejeitos (o que seria o correto), não haveria a figura do grande gerador. Mas gerenciar resíduos não é só separá-los em lixeiras coloridas e bonitinhas! Gerenciar resíduos envolve uma série de outras questões e que, quando bem aplicadas, chegam a dar retorno financeiro ao empreendedor, de diferentes formas.

A tarefa de o Município enquadrar uma empresa como pequena ou grande geradora não é, todavia, das mais fáceis. Não basta ao Município fotografar, pesar, abrir sacos de lixo para verificar o que há lá dentro. A Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos, debatida durante anos, foi promulgada em 2010 (embora nada mais seja do que decorrência da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente de 1981). Eis que a lei chega jovem, formosa, com cara de má (uau!). Mas corre o risco de esbarrar no “jeitinho brasileiro do dia-a-dia”. E são esses “jeitinhos” que precisam ser encarados e evitados nos Planos de Gerenciamento de Resíduos Urbanos.

Ao longo destes anos de experiência na área do Direito Ambiental, temos visto de tudo um pouco: donos de empresas “distribuindo” sacos de lixo pela vizinhança, na calada da noite, para não serem enquadrados como grandes geradores; empresas cadeando seus contêineres; catadores informais indignados com estes mesmos contêineres cadeados e lançando fogo nos mesmos; moradores de condomínios usando contêiner de restaurantes, que acabaram sendo enquadrados como grandes geradores, embora não o fossem; discussão entre secretarias de meio ambiente e vigilância sanitária quanto ao local correto para a empresa dispor a lixeira; recicladores que passaram a cobrar para coletar resíduos recicláveis e orgânicos; catadores informais que passaram a madrugar em busca dos melhores resíduos, desarticulando as cooperativas; garis levando resíduos contaminantes em troca de um litro de refrigerante; empresas enterrando resíduos ou queimando, nos finais de semana; empresas lançando resíduos em fundos de vale; resíduos recicláveis sendo enviados para aterros classe I; etc.

Muitos destes e outros absurdos fazem parte de nosso cotidiano e o nosso intuito em demonstrá-los, aqui, é única e exclusivamente de oferecer subsídios aos Municípios que estão em fase de discussão de seus Planos de Gerenciamento de Resíduos, pois é preciso saber as dificuldades que poderão ocorrer para já agir preventivamente.

De qualquer sorte, ainda que a coleta e a destinação recaiam exclusivamente sobre o empreendedor, entendemos que o Poder Público tem a obrigação legal de fazer uso dos instrumentos de controle ambiental da LPNMA, dentre eles o de licenciamento ambiental. Assim, na esfera do meio ambiente, antes de conferir um Alvará Municipal, o Município deve analisar, com base em uma matriz de impactos ambientais e uma fiscalização in loco, a atividade da empresa e solicitar da mesma os projetos pertinentes, em especial no que tange ao gerenciamento de resíduos, tema aqui abordado.

Algumas atividades demandam de uma série de projetos ambientais, seja por obrigação de leis federais, estaduais, resoluções CONAMA, seja para cumprir requisitos de Sistema de Gestão (SGA, SGI, SMS) aplicados à empresa. Outras, ainda que não tenham legislação específica ou não gerem resíduos considerados perigosos (Classe I), também demandam rigor na concessão de Alvará por parte dos Órgãos Municiais competentes, pois até mesmo resíduos Classe II podem gerar um grau de contaminação no solo ou no lençol freático com conseqüências nefastas, e é por este motivo que em inúmeras demandas judiciais os Municípios são chamados ao pólo passivo na qualidade de co-responsáveis.

Assim, embora a responsabilidade de coleta e destinação do Município recaia apenas sobre pequenos geradores, órgãos públicos e residências, não abrangendo a coleta e destinação de resíduos de grandes geradores, mister se faz atentar para a responsabilidade subsidiária em caso de concessão de alvará para empresa potencialmente poluidora sem que a mesma apresente as medidas mitigatórias exigíveis.

Dra. Letícia R. Kochepki de Brito – OAB/PR 34258 – Advogada e Auditora em Meio Ambiente – Sócia-Proprietária da Kochepki Advocacia e Consultoria Ambiental – leti.k@uol.com.br

Fonte - Coluna Direito e Meio Ambiente de Novembro/2011

Empresa americana cria carregador solar para celular

Com o Ray, é possível alimentar a bateria de aparelhos de uma forma prática e sustentável

Ficar com aparelhos eletrônicos sem bateria é uma das piores coisas para quem gosta de viver antenado em tudo e com todos. Pensando nessas pessoas, a empresa americana Quirky elaborou o Ray, um carregador solar para celulares.

Para poder alimentar a bateria de aparelhos eletrônicos a partir da energia solar, o Ray conta com uma espécie de ventosa que permite que o carregador possa ser grudado em qualquer superfície. Assim, é possível carregar o aparelho até mesmo dentro de aviões – desde que o tempo esteja favorável.

O Ray apresenta uma entrada USB, e um indicador luminoso em LED mostra quando a carga está completa. Além de prático e útil, o aparelho é leve e cabe no bolso e pode ser transportado para qualquer lugar. Uma camada reforçada de plástico também previne danos de possíveis quedas. A pré-venda do Ray já está disponível na internet por US$ 39,99, o equivalente a R$ 74.

Fonte – PEGN de 28 de novembro de 2011

Fornecedores de plástico oxi-biodegradável

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Estamos recebendo um número imenso de ligações telefônicas e mensagens de supermercados, padarias, farmácias e outros tipos de comércio solicitando fornecedores de sacolas de plástico oxi-biodegradável, uns por livre e espontânea vontade e outros por livre e espontânea coação, não é Doutor Saint Clair?

Também tem aumentado muito a solicitação de fábricas de plástico convencional que entram em contato conosco ou porque seus clientes estão exigindo plásticos menos agressivos ao ambiente ou porque estão perdendo seus clientes para as fábricas que já migraram para a fabricação de plástico oxi-biodegradável.

Para os comerciantes nós enviamos uma lista com dezenas de fabricantes de plástico oxi-biodegradável em todo o país, pois hoje mais de 300 fábricas já migraram para a fabricação deste plástico de rápida degradação.

Para as fábricas indicamos o representante para a américa latina do aditivo que permite ao plástico se degradar e depois se biodegradar em aproximadamente 18 meses, ao contrário do plástico convencional que demora mais de 500 anos para sumir da face da terra.

Em ambos os casos, envie uma mensagem para funverde@funverde.org.br, que teremos o maior prazer em responder as suas dúvidas, principalmente porque nosso projeto tem como objetivo banir o plástico de uso único no Brasil .

Leia porque criamos o projeto sacolas ecológicas e porque apoiamos o plástico oxi-biodegradável.

 http://www.funverde.org.br/blog/sacolas/porque-plastico-oxi-biodegradavel

Faça também sua parte, exija do seu fornecedor – padaria, supermercado, açougue, farmácia, videolocadora, feira etc – que ele só utilize sacolas oxi-biodegradáveis ou retornáveis e só utilize saco de lixo oxi-biodegradável. O planeta tem solução, basta fazermos nossa parte.

Against incineration

Why waste incineration is wrong

Waste incineration is like controlling the population through euthanasia before birth control. It’s wrong because it’s trying to control the problem, before preventing the cause. Most wise people recognise that prevention is better than cure, so how can waste incineration be a viable option?

If we look deeper into the problem of production and consumer waste, we see that its a monster that has got out of control. We are producing so much and so fast, that slowing it down and reducing waste is not enough. We also need to get rid of it more efficiently and stop contaminating the environment by burying rubbish in the ground. Incineration answers the problem of reducing the bulk of waste by 95-96 %, depending upon composition and degree of recovery of materials. Incineration is therefore at a superficial level, a viable solution.

The argument for incineration focusses on providing an immediate solution to reducing landfill waste burial and mitigates the toxic after effect by pointing to possible solutions for unwanted bi-products, such as reprocessing of leachate and gas scrubbing. The cost of post treatment like this is high and its effectiveness is uncertain for technical reasons. Some medical waste is in fact very suitable for incineration as the high temperatures reached are sufficient to sterilise the waste and remove the biological hazard. In addition, some incineration processes may be linked to power production by utilising the heat generated. Overall, there is undoubtedly a niche market for incineration, but not as a panacea to mass waste reduction.

Unfortunately, waste incineration comes with its own environmental problems, as well as technical issues and dubious cost effectiveness. Incinerators produce greenhouse gases like CO2, and also heavy metals, particulates, sulphur dioxide, acids, furan and dioxins. Although incineration may reduce the bulk of waste, by burning it away, the toxic by-products produced are no longer bound to stable materials and maybe freely released into the environment as gasses and leachate. Waste mass is reduced, but at a high cost of greater environmental pollution. The wider goal of reducing toxic contamination and sustaining environmental systems is ultimately defeated through incineration.

Taking a wider view of post consumer and post industrial waste reveals that the real root of the problem lies much further back and begins with the production of waste, as opposed to its disposal. That may seem obvious, but if so, why are we even contemplating the use of incinerators? Why don’t we grasp the nettle of responsibility and prevent the problem and stop taking reactive measures of dealing with the monster after it has escaped? If we project the waste problem into future generations, it’s clear that incineration can only be a temporary measure, or reserved for specialist waste disposal needs.

If the real issue is rooted in waste production, then the most effective prevention is to centre our resources on providing creative and legislative methods to reduce waste in the first place. This is the only route that will achieve sustainable waste reduction without incurring too many tricky caveats at the end of use. The counter argument against this approach suggests that while this maybe an ideal solution, it will take too much time to implement and we need an immediate relief to landfill waste. Many UK regions calculate that we have only a few years left of available landfill space and that we are already at a critical stage in dealing with waste disposal. This observation makes incineration attractive as a necessary evil that maybe inevitable, at least as a short term option.

It is true that it takes a long time to stop a moving freight train and that in order to avoid disaster it is tempting to divert it’s route rather than apply the brakes. The easy option is not always the best one and usually only offers short term solutions. We do have to take immediate action, but incineration is an easy diversion that leads later us up a siding with nowhere to go. The answer is to make large and immediate investment into prevention and not cure. This way ahead is not unusual and has already been adopted by other countries like New Zealand and parts of Canada. They have turned the prevention of waste and residual recycling into a business opportunity, seeing waste that can’t be factored out of manufacturing as resource material for new production. Not only good for the environment, but also good for industry. This ‘closed loop’ approach regards waste as the result of a failure to realise a reuse possibility for any materials. If something can not be reused, it becomes more costly because it has no residual post production or post consumer recycling value.

No producer wants to raise costs and if they can recover materials for reuse this is an incentive for cleaner greener production methods. To make such systems work there needs to be organised and effective recovery systems, both in manufacturing and also post consumer recycling. These are the areas that we must focus on here in the United Kingdom to initiate a sea-change of attitudes both in industry, marketing and consumer habits.

Where do we go with this? The goal of MyZeroWaste.com is to demonstrate that with a change in attitude and a small amount of commitment, an ordinary family can achieve a huge reduction in landfill waste in excess of 80% without much effort. This can be done with virtually no cost or outlay and relies solely on a ‘will’ to shop carefully, recycle responsibly and see waste as a resource. Our small model demonstrates a paradigm for change that is both easy to realise and accessible by ordinary people. If this model was proliferated across our region and country, we would see a reduction in landfill waste that would leave every other method almost redundant. We have gone from about 100 ltrs of weekly waste to an average of 150grams of waste, that is only due to lack of mixed plastics recycling facilities in our area. We joke that if everyone else produced as little waste as us, our village would only need a small transit van for landfill kerbside collection. Our waste bin has 6 weeks of unrecycleble plastic in it and it’s only half full. The main changes for us have been in an attitude of mindfulness and very little has changed to threaten our consumer enjoyment or lifestyle.

It can be argued that what we have demonstrated is a new skill, a new cultural shift that is required for a new generation facing new environmental problems. We still eat well, enjoy a little moderate spending and note only a small ‘down-shifting’ as a result of our recycling habits. The fact is that a small effort to prevent waste by an individual or family unit multiplied across a large area has a much greater effect than the reactive efforts to deal with waste once it’s produced. Surely that is a valuable key to revealing the way forward.

We advocate a ‘Greater awareness campaign’ as the primary thrust for waste reduction. The individual holds the key, whether that is a head of industry, politician, ordinary individual, or family household. Reach the individual on a mass scale and a vast change can be achieved with a self governing approach that removes the need for legislation or draconian measures. Even with limitations with kerbside collections and problems with mixed plastics recycling we have shown that huge reductions in landfill waste are possible, simply by adopting new habits and utilising the resources available.

Zero landfill waste is a distinct possibility, 75% – 90% reduction is a certainty, given an acceptance and commitment from the individual. Have our decision makers become too detached from the people that they can’t reach them. Or is that that local government is too occupied with popularity and vote securing? Maybe we see that waste freight train thundering along the tracks and think it’s simply too big and too fast to put the brakes on and that the only option left is to limit the damage and incinerate the evidence of our environmental crash.

Fonte – My Zero Waste

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