Ecologia urbana Archive

MPs recomendam que IAP não faça licenciamento de usina de incineração de lixo

O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente de Maringá, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho encaminharam nesta quinta-feira (22 de março de 2012) recomendação administrativa ao Instituto Ambiental do Paraná, para que não faça o licenciamento da usina de incineração de resíduos sólidos do Município.

Entre as muitas considerações que os MPs fazem na recomendação estão a ausência de preocupação do poder público em tomar as devidas precauções para evitar danos ao meio ambiente e à saúde da população, não tendo sido realizados estudos prévios sobre a emissão de gases tóxicos decorrentes da queima do lixo, bem como, da viabilidade do local onde se pretende instalar a usina de incineração, não havendo previsão de uma rede eficiente de monitoramento do controle de gases e, consequentemente, do solo, da água e dos alimentos no entorno da usina.

Também ressalta-se que a instalação da usina de incineração no local onde funcionava o antigo “lixão” de Maringá fere a sentença da 2ª Vara Cível da comarca nos autos de Ação Civil Pública nº 569/2000, que condenou o Município em várias obrigações, tais como destinar outro local para o aterro sanitário, a ser implantado dentro das normas técnicas do IAP, com elaboração de estudo e relatório de impacto ambiental; e promover a realização de programa de gestão ambientalmente adequado aos resíduos urbanos, proporcionando condições de trabalho para a população que vive do lixo, com a implementação de reciclagem que abranja toda a coleta de lixo.

A recomendação destaca, ainda, que a proposta do Município viola a Lei de Polícia Nacional de Resíduos Sólidos, já que esta prevê prioritariamente a não produção, a reutilização, a reciclagem e a compostagem de resíduos, ao passo que o projeto em questão aponta para a incineração da totalidade do resíduo urbano, indiscriminadamente.

Outro fato relevante é que a incineração ainda não está suficientemente regulamentada.

MMA – Manual de orientação para planos de gestão de resíduos sólidos

Fórum lixo e cidadania – GDI se posiciona contra a instalação da usina de incineração de lixo


Nota do GDI – Grupo de diálogo inter-religioso de Maringá sobre o projeto de incineração de resíduos sólidos urbanos

O GDI – Grupo de Diálogo Inter-religioso de Maringá, tendo conhecimento da intenção da municipalidade em instalar uma Usina de Incineração de Resíduos Sólidos Urbanos, procurou informar-se sobre os danos à saúde das pessoas, à saúde do meio ambiente e o prejuízo social causado aos nossos irmãos fraternos que tiram da reciclagem o sustento para vida, além dos elevados custos econômicos relacionados à implantação de um empreendimento dessa natureza, vem a público emitir a seguinte nota:

1 – Referendamos e seguimos o posicionamento contrário a incineração da Arquidiocese de Maringá emitido em 15 de março de 2012, e reafirmado em 22 de março de 2012.

2 – Seguimos a Orientação do Observatório das Metrópoles, entidade ligada a Universidade de Maringá, que atua em 15 regiões brasileiras implementando políticas setoriais urbanas fundamentadas na Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. No dia 22 de Março de 2012, o Observatório das Metrópoles da UEM emitiu nota pública de apoio ao Movimento Contra a Proposta de Incineração dos Rsus em Maringá.

3 – Apoiamo-nos igualmente no teor da Recomendação Administrativa conjunta Nº01/2012 do Ministério Público do Estado do Paraná, do Ministério Público Federal – Procuradoria da República no Município de Maringá e Ministério Público do Trabalho – Procuradoria Do Trabalho No Município de Maringá para que IAP – Instituto Ambiental do Paraná “se abstenha de licenciar empreendimento ou unidade de incineração e/ou de valorização/recuperação energética de resíduos sólidos urbanos oriundos da coleta domiciliar convencional no âmbito do Município de Maringá ou região, no intuito de cumprir sua missão de ‘proteger, preservar, conservar, controlar e recuperar o patrimônio ambiental, buscando melhor qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável com a participação da sociedade’” (Missão e Atribuições do Instituto Ambiental do Paraná – http://www.iap.pr.gov.br.) Essa recomendação tornou-se pública no dia 22 de março de 2012.

4 – Na condição de líderes espirituais das principais tradições religiosas presentes em Maringá, desafiaremos os integrantes de nossas comunidades a exercerem a cidadania plena e autônoma, orientando-os a que busquem o maior número de informações possíveis sobre esse tema.

5 – Nomearemos observadores para acompanhar as discussões e ações do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania, Maringá, Sarandi e Paiçandu.

Por compreendermos que não haverá paz no mundo sem que as religiões exerçam além de funções espirituais, também suas obrigações sociais, isto é, fé com responsabilidade social, é que como membros do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Maringá subscrevêmo-nos,

BAHÁ’Í – Dra. Mahasti Sahihi de Macedo

BUDISTA – Monge Eduardo Ryoho Sasaki

CANDOMBLÉ – Sra Maria de Lourdes Nascimento (Yalorixá Sandiá)

CATÓLICO – Dom Anuar Battisti

EVANGÉLICO – Reverendo Dr Robert Stephen Newnum

MUÇULMANO – Sheikh Abdelbagi Osman

UMBANDISTA – Sra Marilza Martins de Paiva

Maringá, 12 de Abril, de 2012

Fórum lixo e cidadania – SINTEEMAR e outras entidades se posicionam contra a instalação da usina de incineração de lixo

Posicionamento contrário à proposta de incineração dos RSUS: moção de apoio aprovada, por unanimidade, na Plenária Estadual do Fórum Estadual dos Servidores Públicos do Paraná (FES), realizada em Maringá, no SINTEEMAR, em EM 28 de março de 2012

Pocisionamento contrário à proposta de incineração dos RSUs

As entidades reunidas na Plenária do Fórum das Entidades Sindicais manifesta seu apoio ao Movimento Contra a Proposta de Incineração dos Rsus em Maringá em concordância com os Motivos apresentados pelo Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania de Maringá, Paiçandu e Sarandi. Somos contrários a Incineração dos RSU pelos seguintes motivos:

1 – Porque se trata de medida extremamente arriscada, sob diversos pontos de vista, especialmente porque não há ainda um sistema de incineração operante no Brasil e também não há um sistema de controle de gases rigoroso em nosso país. A incineração é um processo emissor de toxinas e exige um controle técnico apurado (elencada como desvantagem do processo de incineração na versão preliminar do PMSB Maringá, 2011, p. 178). No caso, propomos prestigiar o princípio maior do Direito Ambiental, que é o da prevenção-precaução, evitando-se riscos desnecessários ao meio ambiente e à saúde pública;

2 -Porque se trata de tecnologia cara, a ser custeada pela própria população, em contraposição a outras tecnologias mais baratas e que não representam riscos do ponto de vista da saúde pública e do meio ambiente (reciclagem e compostagem). A implantação de um sistema/usina de reaproveitamento energético requer altos custos para implantação (elencada como desvantagem do processo de incineração na versão preliminar do PMSB Maringá, 2011, p. 178);

3 – Porque a matriz energética brasileira é fundada em outras bases, sendo considerada uma das mais limpas do mundo, enquanto a tecnologia de incineração como fonte de energia é altamente questionável do ponto de vista de seu potencial poluente;

4 – Porque é uma tecnologia que gera dependência permanente da geração de lixo – para que não seja interrompida a incineração e geração de energia – , o que vai em sentido contrário (na contra-mão) do que preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixa como seus objetivos preferenciais a não geração, redução, reutilização e reciclagem dos resíduos;

5 – Porque a incineração, nos termos da legislação vigente, especialmente da Política Nacional de Resíduos Sólidos, deve, portanto, ser precedida de outras medidas e políticas públicas, especialmente de políticas voltadas à educação ambiental (não geração, redução, reutilização), à correta segregação de resíduos e à reciclagem, o que não foi providenciado, a contento, no âmbito do Município de Maringá, como é de conhecimento de toda a população maringaense. Segundo o próprio PMSB de Maringá, que se encontra submetido a consulta pública, o processo necessita do poder calorífico de plásticos e papéis para valorização do processo, ou de outros elementos combustíveis que substituam esses materiais (elencada como desvantagem do processo de incineração na versão preliminar do PMSB Maringá, 2011, p. 178);

6 – Porque o Município de Maringá sequer está cumprindo aquilo a que foi condenado em processo movido pela Promotoria do Meio Ambiente – que são obrigações básicas no que diz respeito ao gerenciamento de resíduos. Conforme manifestação da própria Promotoria do Meio Ambiente, a qual entende que a proposta da incineração fere não só a decisão prolatada no processo, mas também a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, tratando-se de uma tentativa do Município de exonerar-se de cumprir aquilo que deve ser cumprido.

7 – Porque, conforme foi relatado pela própria empresa sondada pela Prefeitura para os estudos acerca do projeto de incineração – a qual compareceu, a pedido, em reunião realizada pelo Fórum – o volume de material necessário ao funcionamento da unidade seria bastante elevado, demandando também a queima de material reciclável, o que representaria um prejuízo à sociedade como um todo e principalmente aos trabalhadores envolvidos com a reciclagem e a comercialização dos recicláveis;

8 – Porque a dependência de lixo para o processo de incineração e geração de energia estimula o aumento de consumo, de produção de lixo e colabora para a “deseducação” ambiental (pois a correta separação dos resíduos deixa de ser uma necessidade e não precisa mais ser cobrada pelo Poder Público), privilegiando-se, assim, um modelo de desenvolvimento insustentável e prejudicial à vida em todas as suas formas;

9 – Porque, diferente do que tem sido alegado pela Prefeitura de Maringá, há um forte movimento de resistência no Brasil e em toda a Europa contra os incineradores (vide depoimento da organização France Libertés – Fundação Danielle Mitterrand na audiência pública realizada sobre o tema, em dezembro do corrente ano, na Assembléia Legislativa do Estado do Paraná), sendo que esta não seria a primeira vez na história em que estaríamos presenciando o comércio – tendo de um lado países desenvolvidos e de outro países emergentes – de tecnologias ultrapassadas ou inadequadas, com evidente prejuízo à saúde das pessoas;

10 – Porque o próprio Ministério do Meio Ambiente tem se posicionado, de forma taxativa e em diversas ocasiões, contrário à incineração como estratégia de gestão de resíduos sólidos urbanos, destacando a necessidade de valorização da coleta seletiva e do trabalho dos catadores de materiais recicláveis.

Consideramos necessário evidenciar esta questão e envolver toda a sociedade, de forma a promover um diálogo permanente que construa soluções contemplando os aspectos sociais, econômicos e ambientais.

Entidades participantes – SINTEEMAR, AFUEM, APRA, SINDASPEN, APP/Curitiba, APP/Paranavaí, APP/Maringá, SINDSEAB, SINPROPAR, ALÉM DE SERVIDORES DE OUTRAS BASES SINDICAIS

Fórum lixo e cidadania – Observatório das Metrópoles se posiciona contra a instalação da usina de incineração de lixo

Manifesto de apoio do Observatório das Metrópoles da UEM ao movimento contra a proposta de incineração dos RSUs em Maringá

O Observatório das Metrópoles, membro do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania – Maringá, Sarandi e Paiçandu, manifesta seu apoio ao Movimento Contra a Proposta de Incineração dos Rsus em Maringá em concordância com os Motivos apresentados pelo movimento. Os estudos e pesquisas realizadas nas quinze regiões metropolitanas brasileiras onde o Observatório das Metrópoles atua têm subsidiado a construção de políticas setoriais urbanas consoantes com os marcos regulatórios em vigor. O Brasil tem o privilégio de possuir hoje um avançado Sistema Nacional de Política Urbana que assegura um desenvolvimento sustentável sob todos os aspectos, pois reconhece as pessoas como centro das políticas públicas.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 é um destes marcos que define princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações para a gestão dos resíduos sólidos produzidos nas cidades brasileiras. Em Maringá o governo municipal vem defendendo uma solução para a gestão destes resíduos, respaldada num discurso que aparentemente inclui a aquiescência do conjunto das demais municipalidades da região em entregar o seu lixo para a cidade pólo processar. Identifica-se nessa premissa um grave vício de origem, pois inexiste qualquer arranjo regional-metropolitano, na forma de uma figura jurídica de direito público que dê segurança política para os gestores das demais localidades da região metropolitana. Isso implica – novamente – numa lógica que subordina os demais municípios a Maringá, quando a relação deveria ser de cooperação entre entes autônomos.

As diretrizes norteadoras de um arranjo público metropolitano como este poderiam estar construídas, agregando forças sociais políticas que se congregariam em torno de objetivos comuns na implementação efetiva da governabilidade metropolitana. O protagonismo na busca de solução conjunta e avançada no sentido de promover a “sinergia” que esse tema exige é do Fórum Lixo e Cidadania que propõe respostas coletivas a um problema de interesse comum a todos os municípios, afinal as questões engendradas pela atual fase predatória do desenvolvimento capitalista, carecem de soluções coletivas, democráticas, participativas, cooperativas.

Reiteramos nosso apoio ao Movimento Contra a Proposta de Incineração dos Rsus em Maringá.

Ana Lúcia Rodrigues - Coordenadora do Observatório das Metrópoles-Núcleo Região Metropolitana de Maringá

Maringá, março de 2012

Fórum lixo e cidadania – igreja católica se posiciona contra a instalação da usina de incineração de lixo

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Os principais objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos são a não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Se os três primeiros objetivos forem cumpridos, já haverá uma grande diminuição dos resíduos. Depois é só fazer a separação do lixo em reciclável, compostável e rejeito, sendo que o rejeito jamais ultrapassará 10% de todo o lixo gerado.

Essas ações realizadas em conjunto já seriam o suficiente para aumentar o tempo de uso dos aterros em mais de 90%, fazendo com que sejam desnecessárias essas idéias mirabolantes do nosso atual prefeito, que a todo dia tem uma brilhante idéia para revolver o problema do lixo, todas elas envolvendo grandes somas de dinheiro, mas nunca, nestes 7 anos fez o básico, que seria o incentivo à reciclagem e à compostagem.

Material reciclado que une pessoas


Paraná começa a desenvolver redes para melhorar a vida dos catadores de lixo. Há iniciativas em Foz do Iguaçu, Londrina e Pinhais

Eliminar a figura do atravessador, fortalecer a categoria dos catadores de materiais recicláveis, aumentar o lucro de suas famílias e erradicar o trabalho infantil. Com objetivos bem claros, as redes de cooperativas e de associações surgem da necessidade de aperfeiçoamento do trabalho diário de buscar nas ruas da cidade o lixo que pode ser reciclado e sustentar famílias. Ainda iniciante no assunto, o Paraná conta hoje com uma dessas redes em implantação em Foz do Iguaçu, outra em Londrina e uma em construção em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Além dessas, organizações do Litoral e da própria RMC compõem a primeira rede de empreendimentos de catadores voltada para a logística reversa, a Rede Carta Paraná.

A procuradora do trabalho e coordenadora do Fórum Estadual Lixo e Cidadania, Margaret Matos de Carvalho, defende a criação de redes de cooperativas como essas. “São de extrema importância, considerando a fragilidade dessas organizações”, afirma. Segundo ela, o estado só não tem um número maior de redes devido à falta de organização da categoria.

Segundo os registros da Procuradoria Regional do Trabalho, cerca de cem cooperativas e associações estão localizadas no Paraná: 60 só na RMC. Criadas a partir de 2001 por uma necessidade do mercado de materiais recicláveis, as cooperativas garantem um lucro de 20% a 30% maior do que ganhariam os catadores se não fossem cooperados. Com a implantação de uma rede de cooperativas, esse valor pode subir para 40% ou mais.

Custos

Coordenador da Rede Car­­ta Paraná, Carlos Alencastro Cavalcanti conta que a venda direta à indústria (feita pelas redes) elimina custos do processo, o que um catador sozinho não tem condições de conseguir. “Essa faixa de lucro que ficava pelo caminho fará parte da renda do catador”, assegura Cavalcanti.

A Carta Paraná é formada por 30 cooperativas e associações e envolve cerca de 3 mil famílias. Cada uma recebe de acordo com o volume de material reciclável coletado. Em uma dessas cooperativas, a Catamare, são 50 famílias de diversas regiões de Curitiba que chegam a ganhar R$ 700 por mês, além do pagamento do INSS, uma garantia que o catador que não é cooperado não dispõe.

É o caso de Lia Oliveira, de 39 anos, que trabalha com material reciclável desde os 10 anos. “Minha roupa, meu brinquedo, tudo era do lixo” lembra a catadora, que sustenta uma casa com seis pessoas com o que ela e a filha de 22 anos ganham na cooperativa. Cooperada há cinco anos, Lia fala que o que lucrava com a venda para depósitos particulares não dava para pagar suas contas. “Se aqui dá R$ 40 lá [no depósito] dava só R$ 15.”

Com menos idade e experiência, porém o mesmo empenho, Cleiton Rodrigues Elias divide o barracão da cooperativa com Lia há 4 meses. Com 22 anos, Cleiton veio a pé e de bicicleta do Piauí, estado onde nasceu e que carrega no apelido. Sua primeira morada foi a Casa dos Pobres São João Batista, no Rebouças, de onde um dia saiu para procurar emprego e encontrou a cooperativa. “Só sei que hoje estou aqui”, fala o rapaz, que em poucos dias com o que ganhou na cooperativa conseguiu alugar um quarto para morar.

Convivência

Lucros e experiências precisam ser compartilhados

Está em processo de formação na região de Curitiba a Coopersol, cooperativa solidária de reciclagem que conta com instituições de Almirante Tamandaré, Piraquara e dos bairros da capital paranaense Fazendinha e Bairro Novo. São cinco associações que constituem uma rede. Segundo a educadora popular do Projeto Mutirão e do Cefuria Magda Mascarello, a rede de cooperativas deve trabalhar com dois objetivos: a comercialização dos materiais sem um atravessador; e a socialização, que permitirá um maior conhecimento de leis, projetos e ações do Ministério Público voltadas a esses trabalhadores. “A discussão já acontece na Coopersol. Percebemos um processo de solidariedade entre os grupos por não terem acesso à moradia e creche”, conta.

O sistema

Entenda como funcionará a Central de Valorização de Materiais Recicláveis (CVMR):

InauguraçãoAbre hoje a Central de Valorização de Materiais Recicláveis, uma iniciativa da Carta Paraná – Rede Solidária de Associações e Cooperativas de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral.

Composição - Tem 30 cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis, num total de 3 mil famílias atendidas.

Local - Está em um prédio construído especialmente para abrigar a CVMR, localizado na cidade de Pinhais, onde será feita a estocagem, separação e posterior venda dos materiais enviados pelas cooperativas.

Dinheiro - Os lucros obtidos com a venda dos materiais serão divididos com os cooperados participantes de acordo com quanto cada um enviou para a CVMR.

Fundação - A CVMR é uma realização que contou com o apoio de entidades como o Ministério Público do Estado, Ministério Público do Trabalho, Sindicato das Indústrias de Bebidas do Estado Paraná, Instituto Lixo e Cidadania, Movimento Nacional dos Catadores e prefeitura de Pinhais. A meta é construir outras centrais como esta na RMC e Litoral paranaense e expandir o projeto para outras cidades do estado.

Fonte e imagem – Gazeta do Povo de 12 de abril de 2012

Florianópolis, SC – condomínio residencial com geração de energia eólica

Deve ser entregue em maio de 2012 o primeiro empreendimento residencial do Brasil com captação de energia limpa dos ventos.

Projeto da incorporadora Asas e desenvolvido pela Buzz Inteligência Imobiliária, o Neo Next Generation é localizado no Novo Campeche, em Florianópolis.

O projeto é composto por duas torres, cada uma com uma hélice na parte superior. As turbinas de seis metros de altura por três metros de largura têm um design funcional e silencioso. As hélices de fibra de carbono entram em operação com ventos a partir de 3,5 metros por segundo de velocidade.

Além das duas turbinas eólicas, o empreendimento terá placas para geração de energia solar. De acordo com os empreendedores, as duas fontes de captação combinadas irão suprir 100% da energia necessária para aquecer toda a água quente utilizada pelo condomínio, representando uma economia anual estimada em R$ 43 mil no consumo potencial de energia elétrica.

A sustentabilidade também está presente no consumo de água do condomínio. Será adotado um sistema de tratamento de efluentes, com captação e reutilização da água consumida para uso nos jardins e áreas comuns. Essa iniciativa, somada ao uso inteligente dos sanitários, possibilita a redução de 50% do consumo de água em todo o condomínio.

Conceito
O conceito do Next Generation é de autoria do arquiteto paulista Jaques Suchodolski, que busca criar edifícios residenciais de alto padrão arquitetônico que reúnam as melhores tecnologias disponíveis de sustentabilidade e geração de energias limpas na construção civil.

Suchodolski realizou pesquisas, ao lado de consultores técnicos coordenados pela Asas Engenharia e Habitat, sobre o padrão dos ventos na região do Campeche. Com os resultados da pesquisa em mãos, o arquiteto optou pela instalação da turbina 4K da empresa norte-americana Urban Green Energy, com potência nominal de 4 mil Watts.

Fonte – Revista Pense Imóveis

Califórnia processa empresas por falsa rotulagem de embalagens biodegradáveis e recicláveis

 

Três empresas de garrafas de água foram processadas na Califórnia, na última quarta-feira (26). As ações partiram da procuradora-geral da República do estado, Kamala Harris. As companhias afirmam que suas garrafas são biodegradáveis.

A suposta capacidade das garrafas em serem recicláveis e biodegradáveis não passou despercebida pelas autoridades. As empresas desrespeitaram uma lei estadual de marketing ambiental, que proíbe o uso de etiqueta em embalagem plástica de alimento ou bebida, afirmando que o produto é biodegradável.

O plástico é um material que leva milhares de anos para se decompor naturalmente e nunca poderá ser decomposto em um aterro sanitário, por exemplo. Porém, as garrafas de plástico AquaMantra, comercializada pela ENSO Plásticos, tentaram convencer os consumidores do contrário.

No rótulo os fabricantes colocaram uma mensagem afirmando que a embalagem possui uma substância que faz com que o material se desintegre em até cinco anos. A tal substância, além de não acelerar o processo de desintegração, dificulta o processo de reciclagem de garrafas e é considerado um contaminante.

O mercado percebeu que desenvolver produtos sustentáveis pode trazer grandes benefícios econômicos. Realmente, a sustentabilidade deve ser entendida como aliada do desenvolvimento da sociedade, mas tornou-se comum a prática do Greenwashing em algumas empresas, que tentam enganar os consumidores com supostas vantagens ecológicas.

A Califórnia proibiu algumas empresas de usarem os termos “biodegradável” e “degradável”, em 2008. A lei deve expandir para todos os produtos plásticos em 2013.

Fonte – Los Angeles Times / Ciclovivo

O Estado da Califórnia ( EUA ) move ação contra três empresas por uso de informação falsa e rotulagem enganosa de marketing nas embalagens denominadas biodegradáveis e recicláveis, numa violação às leis vigentes naquele estado, com potencial dano ambiental ( clique na imagem para ler a minuta do processo).

As embalagens objeto do processo receberam um tipo de aditivo “orgânico” que prometia a biodegradação em aterros sanitários e outros ambientes, na ausência de Oxigênio, gerando Metano ( CH4), no prazo de cinco anos. A propaganda e rotulagem foram consideradas enganosas devido ao fato das embalagens não ter cumprido o que prometiam, não degradando em nenhum ambiente. O aditivo usado na produção era vendido como sendo um aditivo microbiano.

Este tipo de aditivo – que inclusive está sendo vendido no Brasil com a mesma promessa – afirma ser orgânico, mas de forma alguma implica na transformação de todo o resto da embalagem como sendo orgânica, como vem sendo rotulada em diversos países, muitas vezes levando a logomarca da ASTM indevidamente impressa.

Mesmo não tendo nenhuma relação com as tecnologias e materiais representados pela RES Brasil, o caso da Califórnia reforça a preocupação da RES Brasil com a forma de rotulagem e informações impressas e divulgadas em sites da internet e em artigos e embalagens plásticas produzidas com as tecnologias RES Brasil.

O Brasil não é diferente da Califórnia e temos o Código de Defesa do Consumidor que exige que atributos e características dos produtos devam ser claramente informados ao consumidor e passíveis de serem provadas e comprovadas através de laudos independentes. Caso contrário, é propaganda falsa e enganosa.

Leiam com atenção o MIPE que cada fabricante licenciado recebe da RES Brasil, especialmente nos capítulos que se referem à impressão de informações e rotulagem, e sigam estritamente o que está informado.
Entrem em contato com a RES Brasil caso tenham dúvidas sobre o que informar e imprimir como informação ao cliente e consumidor.

Os técnicos e consultoria jurídica da RES Brasil estão à disposição para informar e auxiliar, cumprindo desta forma as regras existentes referentes a rotulagem ambiental.

Fonte – Corte Superior de Justiça do Estado da Califórnia / RES Brasil

Parafraseando Abraham Lincoln, alguém pode enganar todos durante um certo tempo, alguns o tempo todo, mas não é possível enganar todos por todo o tempo.

Pilantras, tremei, porque a qualquer hora vocês, falsificadores, cairão. Os falsificadores nos tiram do sério, porque aproveitam a falta de fiscalização para enganar o consumidor.

Mas, certamente, a hora deles serem desmascarados está chegando. Esperamos que seja logo.

 

Reunião do fórum lixo e cidadania em 09 de abril de 2012 com a presença do prefeito Silvio Barros II


Para quem não pode comparecer à reunião ordinária do fórum lixo e cidadania do dia 09 de abril de 2012, eis a chance de assistir aos vídeos da reunião.

O Prefeito Silvio Barros II nos deu a honra de sua presença e defendeu a instalação da usina de incineração de lixo na cidade.

O fórum de lixo e cidadania, do qual a FUNVERDE é participante, se posiciona contrária à instalação desta usina de incineração de lixo que irá custar aproximadamente 350 milhões para os contribuintes, terá um contrato de 35 anos prorrogável por mais 5 anos e que ao final do contrato terá custado alguns bilhões para a população maringaense e terá certamente ceifado muitas vidas devido aos gases e cinzas tóxicas que produzirá.

Em outros posts daremos algumas sugestões ao prefeito sobre como resolver realmente o problema do lixo de Maringá, respeitando o tripé da sustentabilidade – ambiental, social e econômico – com educação ambiental para privilegiar, em ordem de prioridade, a não-geração, a redução da geração, a reciclagem, e finalmente o tratamento ou disposição final, o social incentivando as cooperativas e o econômico comercializando os materiais recicláveis e o adubo fabricado a partir do lixo orgânico.

Abertura da reunião pelo coordenador do fórum lixo e cidadania, com o procurador do trabalho Fábio Alcure expondo os motivos do fórum se posicionar contrário ao incinerador, a secretária do fórum Cathiane explanando o histórico do fórum e o prefeito Silvio Barros II defendendo o posicionamento da prefeitura da instalação do incinerador de lixo.

Questionamento da platéia.

O prefeito Silvio Barros II respondendo as perguntas.

O prefeito Silvio Barros II e o Procurador do Trabalho Fábio Alcure respondendo as perguntas.

Considerações finais.

A Vicbag congratula São Paulo pelo banimento das sacolas plásticas de uso único

A Vicbag parabeniza todos os habitantes do estado de São Paulo por acordarem hoje em uma nova era, a era do consumo sustentável, deixando para trás a sociedade voltada para o descarte, muito bem representada pelas sacolas plásticas de uso único, que demoram um segundo para serem produzidas, são descartadas após meia hora de uso e ficam no planeta por 500 anos, poluindo e matando todos os seres vivos.

Sacolas plásticas de uso único representam 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade do planeta e ficam poluindo por 500 anos.

Sacolas plásticas de uso único utilizam recursos naturais preciosos para serem produzidas, demoram 1 segundo para serem fabricadas, são utilizadas por 30 minutos e depois jogadas no planeta por 500 anos, por isso são tão prejudiciais e devem ser banidas e substituídas por sacolas retornáveis.

Sacolas retornáveis são a melhor solução para a humanidade e o planeta. Economizam recursos naturais e evitam a contaminação do planeta.

Elas podem ser utilizadas por muitas vezes, higienizadas e reutilizadas novamente por muitas outras vezes.

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Site www.vicbag.com
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Adeus sacolas plásticas de uso único

Após várias leis serem aprovadas, vetadas, a máfia do plástico entrar com liminares para derrubar leis, hoje é um dia histórico, pois finalmente todo o estado de São Paulo está livre das sacolas plásticas de uso único.

Só no estado de São Paulo eram distribuídas mais de 30 bilhões de sacolas anualmente, sacolas que demoravam mais de 5 séculos para sumirem da face da terra, poluindo, matando, indo parar em bueiros e causando enchentes, diminuindo em 10% a vida útil de lixões e aterros sanitários – sacolas plásticas representam 10% de todo o lixo gerado diariamente – e finalmente indo parar em rios e oceanos, matando a vida marinha.

Não podemos esquecer que este dia histórico teve início em 07 de maio de 2008 na primeira reunião do conselho superior de sustentabilidade da FECOMERCIO,  em que o professor José Goldemberg convidou a FUNVERDE para falar para os maiores varejistas, entre eles os grandes supermercadistas do estado para apresentarmos o problema causado pelas sacolas e o nosso projeto para banir as sacolas plásticas de uso único no país até 2010.

O professor Goldemberg ficou sabendo do nosso projeto que se iniciou em 2004 para o banimento das sacolas e quis levar nossa experiência e nosso projeto para são São Paulo, que é o maior consumidor e o maior gerador de resíduos do país.

Então, alguns anos se passaram, está demorando um pouco mais do que imaginávamos para banir as sacolas plásticas de uso único – nosso prazo era 2010 – mas, mesmo a passos lentos, as vitórias estão acontecendo e quem sabe, com São Paulo liderando, os outros estados também se inspirem para livrar o ambiente destas sacolas que afetam o planeta e a nossa vida nossa e a vida de nossos descendentes mais longínquos. Sim, porque em 500 anos os habitantes do planeta ainda estarão limpando as sacolas que descartamos desde a década de 80 do século passado.

Parabéns ao estado de São Paulo, uma nova era se inicia, com menos lixo e mais consciência ambiental.

Ah, não esqueçam de levar suas sacolas retornáveis quando saírem de casa.

Veículo a hidrogênio passa no teste das ruas

Tira-teima

Engenheiros suíços realizaram o primeiro teste de longa duração, em condições reais de operação, com um veículo a hidrogênio.

Embora sejam comuns em campanhas de marketing das principais indústrias automobilísticas, há vários entraves tecnológicos rumo à viabilização total de um carro a hidrogênio.

Pelo menos esse é o consenso entre os especialistas.

Mas os engenheiros do instituto EMPA não se deram por vencidos e decidiram testa um carro a hidrogênio com a tecnologia disponíveis hoje, e verificar se o que já está disponível não seria bom o suficiente.

Robustez

A tecnologia de célula a combustível a hidrogênio e motores elétricos foi incorporada em um veículo utilitário, dedicado à limpeza de ruas.

O veículo foi submetido a condições reais de operação na cidade de Basel, durante três meses, inteiramente operado pelos funcionários da companhia de limpeza.

O resultado foi melhor do que o esperado: ele só teve que ir para a oficina uma única vez, para troca de uma bomba de água e do conversor de tensão entre a célula a combustível e as baterias.

Segundo os técnicos, o teste demonstrou que as células a combustível estão prontas para serem usadas em aplicações reais do dia-a-dia, particularmente em nichos de aplicação, como nos utilitários de serviços públicos.

Economia de combustível

A principal vantagem do veículo a hidrogênio é a economia de combustível.

Em vez de 5 a 5,5 litros de diesel por hora – equivalente a um consumo energético de 180-200 MJ/h – o utilitário a hidrogênio gastou entre 0,3 e 0,6 kg de hidrogênio por hora – equivalente a 40-80 MJ/h.

Deve ser levado em conta que o custo inicial do veículo a hidrogênio é três vezes maior do que o mesmo modelo a diesel. Mas os engenheiros argumentam que as células a combustível, um componente importante do custo inicial, custam hoje um décimo do que custavam há 10 anos, e essa tendência está se mantendo.

No quesito emissão de poluentes, embora as células a combustível só emitam vapor de água como resíduo, é necessário levar em conta que o hidrogênio hoje é produzido pela reforma do gás natural. Ainda assim, o veículo a hidrogênio emitiu 40% menos CO2 do que a versão a diesel, levando em conta todo o ciclo.

Sem vazamentos

Não foi detectada nenhuma ocorrência de vazamento de hidrogênio, nem mesmo nas estações de reabastecimento, que eram operadas pelos próprios funcionários do serviço de limpeza da cidade, que usavam o veículo.

Os testes continuarão em outra cidade, uma vez que os engenheiros pretendem observar o comportamento do veículo a hidrogênio conforme suas peças se desgastam, a fim de calcular o custo total no tempo de vida do veículo.

Fonte e imagem – Site Inovação Tecnológica de 30 de março de 2012

Visite o site da Symphony USA e RES Brasil na NPE

Convite

Symphony USA e RES Brasil convidam você a visitar nosso estande na NPE de 1º a 5 de abril de 2012, no OCCC (Centro de Convenções de Orange County), em Orlando, Flórida, EUA.

A NPE2012 é a maior exposição e conferência do setor de plásticos do mundo. O evento apresentará mais de 500 sessões educativas técnicas e de negócios sobre assuntos relacionados a bioplásticos, sustentabilidade e tecnologias de resinas, além de um programa educativo especial realizado em espanhol.

Será um imenso prazer receber sua visita e podermos conversar a apresentar as novidades e lançamentos da RES Brasil e Symphony USA.

Clique na imagem abaixo para obter seu Guest Pass.

Metais mais raros da Terra entram para “lista de risco”

Elementos de risco

O Serviço Geológico Britânico divulgou uma lista de “elementos ameaçados de fornecimento”.

Não é uma lista de elementos raros ou “ameaçados de esgotamento”, mas daqueles elementos mais importantes economicamente com risco de sofrerem quebra na cadeia de fornecimento global.

“A lista dá uma indicação do risco relativo para o fornecimento dos elementos químicos ou grupos de elementos que precisamos para manter nossa economia e nosso estilo de vida,” afirma o órgão britânico, em tom pouco diplomático.

A posição de cada elemento na lista é determinada por fatores que podem impactar sua oferta, incluindo a abundância de cada elemento na crosta terrestre, a localização da produção e das reservas atuais, e a estabilidade política desses locais.

Minerais tecnológicos

Os dados destacam a importância da China na mineração mundial, sobretudo nesta área dos chamados “minerais tecnológicos”.

O Brasil está presente entre os elementos com sinal vermelho, graças ao nióbio – o país fornece quase a totalidade do nióbio do mundo, um elemento importante na indústria do aço, eletrônica, supercondutores e até dos experimentos com a fusão nuclear.

A lista é encabeçada por minerais como as terras raras, grupo da platina, o nióbio e o tungstênio.

Segundo os organizadores da lista, não há nenhum risco de esgotamento das reservas de nenhum dos minerais listados, sendo que os maiores riscos ao fornecimento são “fatores de risco humanos” – geopolítica e nacionalismo – e acidentes.

Fonte e imagens – Site Inovação tecnológica de 15 de setembro de 2011

Mudança para tecnologias verdes pode iniciar guerras minerais

Metais raros

É cada vez maior a preocupação com o uso de metais muito raros, essenciais aos equipamentos de alta tecnologia.

Segundo um estudo que acaba de ser concluído por pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology), uma mudança em larga escala rumo a fontes de energia mais limpas pode colocar em risco o suprimento desses elementos, especialmente de dois metais da família das terras raras.

A família das terras raras é composta por 17 elementos, que vêm sendo usados em inúmeras aplicações de alta tecnologia, de aviões a lasers e sistemas de imageamento médico.

Dois deles, o disprósio e o neodímio, são os mais sensíveis à disseminação dessas novas tecnologias, garantem Randolph Kirchain e seus colegas.

Longa vida à mineração

O disprósio e o neodímio estão presentes sobretudo na fabricação de ímãs de última geração, presentes nas turbinas eólicas e nos carros elétricos.

Mas há riscos de falta de suprimento envolvendo também o lantânio, cério, praseodímio, samário, európio, gadolínio, térbio e ítrio.

As projeções indicam elevações na demanda dos diversos elementos que variam entre 600% e 2.600% nos próximos 25 anos, enquanto a produção tem crescido alguns poucos pontos percentuais ao ano.

Recentemente o Serviço Geológico do Reino Unido criou uma lista de risco dos metais mais raros da Terra.

O professor James Burnell, do Serviço Geológico do Colorado, vai mais longe, e chega a falar em “guerras comerciais”.

“Há um equívoco no público, que confunde mudança para energias alternativas com um abandono da mineração, o que não pode ser feito,” diz ele, lembrando que a desejada diminuição da exploração do petróleo e do gás natural nada tem a ver com a extração dos outros minerais, embora ambas sejam mineração.

Uma grande variedade de metais raros são necessários para fabricar também os painéis fotovoltaicos para energia solar, as células de combustível para uma sonhada economia do hidrogênio, e até baterias de alta capacidade para os veículos híbridos e elétricos.

Terras raras da China

Assim, todos os metais, os raros e os não-raros, terão que continuar sendo produzidos pela mineração – que pertence ao setor industrial, e não ao setor primário, outra confusão comum.

Ocorre que os depósitos minerais não escolhem fronteiras, e não se distribuem equanimemente entre os países. Na verdade, a maioria dos metais de terras raras estão hoje em uma condição de quase monopólio, em poder da China.

E a China está se preparando para construir geradores de energia eólica que chegam a 330 giga-watts. Apesar disso, pressões recentes dos países desenvolvidos, que já protocolaram uma queixa contra o país na Organização Mundial do Comércio pela diminuição das vendas de terras raras já tenham feito as autoridades chinesas anunciarem que estão revisando esses planos.

Se o projeto for levado adiante, isso exigirá cerca de 59 mil toneladas de neodímio para construir os ímãs, o que é mais do que a produção anual do país desse metal. Ou seja, sobrará pouco abastecer o resto do mundo, que sonha ainda, além da energia eólica, com os carros elétricos.

Novas minas ou novas decisões

Assim, segundo Burnell, guerras comerciais, geradas pela busca de novos suprimentos de minerais, estão no horizonte.

No entanto, estima ele, nem o público e nem os políticos parecem estar cientes do problema.

A saída, segundo o pesquisador, está no investimento em novas tecnologias para a extração desses metais raros de outros tipos de minérios, além da busca por novas minas.

Pesquisas indicam, por exemplo, que os leitos dos oceanos têm depósitos ricos em terras raras, enquanto trabalhos iniciais apontam no sentido da sintetização de materiais raros derivando-os de elementos mais abundantes.

O Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras do mundo mas, como parece ter firmado pé na decisão de ser um país agropecuário, não as explora.

Fonte – Site Inovação Tecnológica de 22 de março de 2012

Reciclagem pessoal, reciclagem, sempre reciclagem. Batemos nesta tecla já faz mais de uma década e o processo não avança. Sem reciclagem chegará a hora em que não haverá mais o que minerar, não haverá mais matéria prima para nossas necessidades e nossos desejos, graças ao consumismo desenfreado, ao design para obsolescência, à fabricação para o descarte quase instantâneo, afinal, quando você compra um celular, já está com a boca salivando para comprar o próximo, pois a mídia induz a sociedade para o consumo irresponsável sem incentivar a destinação pós consumo para a reciclagem.

Coca-Cola e Pepsi mudam corante para evitar rótulo que adverte sobre câncer

 


As empresas Coca-Cola e Pepsi mudarão o processo de produção de um de seus corantes para evitar colocar em suas garrafas rótulos de advertência sobre ingredientes cancerígenos, informou nesta sexta-feira (9) à Agencia Efe a Associação Americana de Bebidas (ABA, na sigla em inglês).

O corante de caramelo destas bebidas conterá a partir de agora níveis mais baixos de 4-metilimidazol (4-MEI), um composto químico que foi acrescentado à lista de substâncias cancerígenas no estado da Califórnia.

“A Pepsi e a Coca-Cola pediram a seu fornecedor de corantes que diminua os níveis deste composto para evitar colocar estes rótulos, algo que será aplicado em todo o país, mas isto não quer dizer que a fórmula das bebidas será alterada”, explicou a ABA.

As mudanças já foram feitas para as bebidas produzidas na Califórnia, e serão estendidas ao restante do país.

“A ciência simplesmente não mostra que o 4-MEI seria uma ameaça para a saúde humana quando utilizado em alimentos ou bebidas. De fato, os resultados das agências reguladoras no mundo todo, incluindo nos EUA e Canadá, consideram que o corante de caramelo é seguro”, acrescenta a associação.

A ABA insiste que o estado da Califórnia acrescentou este componente à lista de elementos cancerígenos sem nenhum respaldo científico.

“Uma pessoa precisaria beber mais de 2.900 latas de Coca-Cola por dia durante 70 anos para alcançar a dose mais baixa desse componente registrada entre os ratos utilizados neste estudo que gerou a decisão da Califórnia”, explicou a ABA.

Segundo a associação, as duas companhias continuarão usando o corante de caramelo em certos produtos, como é habitual, e os consumidores “não notarão nenhuma diferença, nem terão que se preocupar com qualquer problema de saúde”.

Fonte – Portal UOL de 09 de março de 2012

Aham, então tá, né. Se não fosse cancerígeno, nunca, jamais, em tempo algum mudariam a fórmula. Ah coca e pepsi, nos poupem das mentiras.

Pessoal, se tiverem sede tomem água ou suco, é muito mais saudável do que tomar toneladas de açúcar e químicos cancerígenos.

Oh Zé, considerações de um cidadão de Catanduvas sobre o fim das sacolas plásticas de uso único

Dentro de duas semanas os supermercados não serão mais obrigados a fornecer qualquer tipo de sacolinhas aos clientes. Tudo corre dentro do previsto e estipulado pela APAS – Associação Paulista de Supermercados, porém ainda assim há quem se sinta incomodado e até prejudicado por ter que comprar uma sacola retornável.

Catanduva nos primeiros dias de adesão ao TAC- Termo de Ajuste de Conduta – sentiu na maioria dos supermercados reticência por parte dos consumidores, que queriam de toda forma uma sacola grátis.

A medida ecologicamente correta já é realidade em outros municípios como, por exemplo, Jundiaí, uma cidade desenvolvida. O município foi pioneiro e não viu qualquer empecilho por parte dos consumidores. Muito pelo contrário, adotaram a prática e abraçaram a causa.

Mas no Noroeste Paulista a coisa muda de figura e ninguém quer ter o trabalho de andar com uma sacola retornável no carro ou então dentro da bolsa. Afinal, já que foi assim a vida inteira, para que mudar agora, não é mesmo?

Uma cidade onde empresários cobram o desenvolvimento, a vinda de empresas, eventos e tudo que se refira ao crescimento econômico da cidade, não moveu uma palha (com exceção dos supermercados) para conscientizar os consumidores e explicar que para evoluir é preciso mudar! Para evoluir é preciso deixar sua zona de conforto e apoiar novas iniciativas. Para evoluir é vital deixar a mente arcaica enxergar novos horizontes.

Enquanto isso não acontecer, pode vir até o Banco Central para Catanduva, que ela continuará com a mesma ideia provinciana de sempre.

Fonte – O Regional de 22 de março de 2012

Vídeo – O silencio das abelhas

 

As abelhas surgiram na terra há 100 milhões de anos e tem sua evolução totalmente ligada as flores. Mas com o Agronegócio, seu habitat está sendo devastado, seu ar poluído, seu pólen contaminado com pesticidas carregados de neurotoxinas, gerando um processo suicida: sem elas não haverá colheita.

Por causa disso, apicultores sobre rodas levam suas colmeias de um extremo ao outro dos EUA. As mesmas abelhas trabalham na Flórida e na Califórnia e fazem longas viagens de caminhão para polinizarem as plantações.
Mas agora elas estão desaparecendo rapidamente no mundo todo, pondo em risco a alimentação como a conhecemos.

Somente nos EUA 1/3 delas se foram.

A contínua redução das populações não se restringe apenas às abelhas, mas também às borboletas e outros insetos vitais para a planta.

A polinização de 3/4 das plantas dependem de insetos polinizadores.

Silence of the bees, EUA, 2009

Documentário – Fluxo, por amor à água

 

Nosso planeta vive através da água. Nós seres humanos somos 70% constituídos de água.

Hoje estamos contaminando de forma violenta quase todas as nossas reservas de água potável. Dejetos humanos ou de animais, hormônios, produtos farmacêuticos, pesticidas e uma infinidade de produtos químicos são lançados em nossos mananciais, rios e córregos. A ciência ainda não sabe tudo o que essa contaminação causar ao nosso organismo.

A produção de alimentos associada aos insumos químicos consome 5 vezes mais água para poder dissolvê-los. Essa combinação, água e químicos, é desastrosa.

Mas talvez o descaso de muitos governos em relação à água não seja incompetência: a escassez define o valor de um bem, sendo assim, há muitos grupos interessados em lucrar com o fornecimento de algo precioso. O documentário trata de como essa relação com a água vem se estabelecendo ao redor do mundo.

Flow for the love of water, EUA, 2008

O nosso lado Homer Simpson

Perguntamos a Vera Rita de Mello Ferreira, professora da Fipecafi-USP, o quanto a ação do consumidor, sozinho, faz a diferença na melhoria das condições da sociedade e do ambiente, ou se são necessárias medidas de larga escala e amplo alcance, como a coibição à sacolinha plástica.

Nesta entrevista, ela responde que empurrões – o chamado nudge – são importantes para auxiliar o indivíduo a fazer a escolha que julga melhor para si e para a sociedade, mas que acaba não conseguindo fazer devido a uma série de motivos. O indivíduo quer fazer, mas se perde no caminho. “É nosso lado Homer Simpson, que toma sorvete com a testa”, diz Vera, autora dos livros A cabeça do investidor e Psicologia Econômica.

O que é o nudge?

Nudge é um empurrãozinho, um cutucão. É dar um empurrão para as pessoas fazerem aquilo que gostariam, mas se atrapalham no meio do caminho.

Porque se te perguntarem: “Você quer viver sem ar? Sem água? Sem comida?” Não. Então você vai precisar fazer isso, isso e isso. Aí você responde: “Ai, que preguiça”, ou, “Ah, sim, vou querer fazer, mas hoje não, vou começar amanhã”. Todas essas limitações cognitivas, do processamento do conhecimento, e emocionais que todo mundo tem, ficariam mais reduzidas em um contexto com nudges, com empurrõezinhos, para as pessoas irem fazendo aquilo que fosse melhor para elas.

Chamamos isso de “arquitetura de escolha”. Uma série de pesquisadores da economia comportamental e psicologia econômica acabaram desistindo de pensar nas questões de educação e conscientização, de empoderamento, achando que as pessoas não aprendem, ou dificilmente aprendem.

Ou demoram muito tempo para aprender?

Olha, não é bem questão de demorar. É de não conseguir aprender mesmo. Porque às vezes as oportunidades são escassas, ou não há um feedback ali prontamente adequado, especialmente em questões complexas como as econômicas, financeiras e ambientais. Quando há o que chamam de conflito de interesse, fica mais difícil ainda. Ou seja, se você quer incentivar a poupança, fica mais fácil porque todo mundo tem esse interesse, é legal para o governo, para os bancos e para as pessoas. Agora, em relação a crédito, por exemplo: os bancos querem dar crédito, mas isso nem sempre é bom para as pessoas. Na questão ambiental, claro que também tem conflito de interesse, até porque falta clareza de qual é a escolha intertemporal que estão fazendo, ou seja, se você ficar pensando só no que é prático e fácil no curto prazo, você vai pagar um preço mais alto no longo prazo.

Ou você, ou a geração futura, né?

Nós, nesta geração, já estamos pagando. De todo modo, as pessoas tem essa dificuldade, as empresas também. Acaba-se operando no curto prazo, no que se chama de “eu quente”. Os autores do livro Nudge– O empurrão para a escolha certa, Richard Thaler e Cass Sunstine , chamam isso de nosso lado “Homer Simpson”, aquele que toma sorvete com a testa. Eles acham que, para essas situações, em que é difícil as pessoas aprenderem com a experiência, é difícil tomarem decisões consistentes, é difícil ter um feedback que ajude a ensinar, são poucas as oportunidades de repetir a experiência muitas vezes –na questão ambiental, a gente está acabando com o ambiente uma vez, não vai ter outra vez para aprender. Não vai ter muita chance de aprender com o erro, será tarde demais. Então eles sugerem que em todas essas situações, o mais adequado é que gestores desenhem o contexto de uma maneira que torne quase impossível tomar decisões cretinas. O “cretina” vai por minha conta, em inglês é fool proof.

Nesse processo de escolha, as pessoas podem questionar se adianta individualmente fazerem algo bom para o ambiente, se a maioria não faz?

Por isso a arquitetura de escolha pretende chegar a todo mundo, seria uma espécie de política pública, de ações de empresas em larga escala. Mas tem duas coisas importantes nisso: você não tira a opção da pessoa de fazer besteira, se ela quiser muito. Por isso, o nome original, que é meio assustador, é “paternalismo libertário”. Paternalismo porque indica o caminho, e libertário porque não é obrigatório. Então vem aquela discussão sobre quem vai decidir o que é melhor. Acho que isso é absolutamente irrelevante pelo seguinte. Um: o contexto já está desenhado, já existe arquitetura de escolha sendo feita o tempo inteiro, ou aleatoriamente, ou via propaganda e marketing. A minha ideia é que, as pessoas que vão receber os cutucões, possam de alguma maneira participar da construção do contexto, porque isso não quebra o encanto.

Como assim, construção do contexto? Poderia dar um exemplo?

Vou dar um exemplo mais na minha área, a econômica. Você quer poupar e não consegue. Combina no banco o esquema de fazer um desconto automático vai para uma conta separada, para dificultar de mexer. E automática para evitar a tentação de adiar o investimento. Ou então a pessoa está fazendo dieta, vai ao supermercado e não compra chocolate. Como não tem em casa, ela vai ficar com preguiça de sair para comprar quando tiver vontade.

Nas questões ambientais, eles dão exemplos no livro – que inclusive está traduzido para o português. Na Califórnia, com aquela crise toda de energia, puseram um aparelhinho na casa das pessoas que mostra quando você está consumindo abaixo do seu teto: fica uma carinha sorridente verdinha. Quando está chegando perto do teto, fica amarelo e mais sério. Quando ultrapassou, fica vermelho e faz careta. Reduziram o consumo em até 40%, porque a energia é invisível. Você quer economizar, mas não sabe se está no limite, se está abaixo dele. Então fazer coisas que deem oportunidade de ter informações precisas, na hora, isso ajuda a trazer a escolha intertemporal para o presente. Se não, você fica consumindo agora e só daqui a um mês vem a conta e você se espanta. No dia seguinte, apaga as luzes etc. Mas logo em seguida esquece, porque tem tantas outras coisas do dia a dia para se preocupar.

Uma hipótese que levanto no meu livro: o fato de não ter uma data precisa, o colapso, a catástrofe vai acontecer no dia tal, dificulta. Eu comparei com o Bug do Milênio. Neste caso, todo mundo fez o que precisava. Isso pra mim é um enigma, como foi que todo mundo conseguiu se preparar, e ainda envolveu uma enorme grana. Pensando na questão ambiental, não tem um prazo, uma data em que o “bicho vai pegar geral”. Então, as pessoas continuam a empurrar com a barriga.

Já existem empresas, ou governos, ou políticas levando o conceito do nudge na prática?

Sim, isso começou, inclusive, com o trabalho que os autores do livro fizeram com o plano de pensão dos EUA. É o seguinte: no primeiro dia de trabalho, as pessoas precisam já fazer uma série de escolhas. Estão chegando no trabalho e recebem um formulário no qual têm que já marcar algumas coisas: se vão aderir ou não, se quando tiver um reajuste no salário querem que ajuste a contribuição ou não, onde vão investir etc. O resultado é que grande parte das pessoas não aderia. E, quando aderia, não marcava a opção de aumentar cada vez que tivesse um aumento de salário, o que depois vinha a impactar na renda da aposentadoria. Então os pesquisadores usaram o conhecimento de psicologia econômica: simplesmente inverteram a ordem nas opções do formulário. Só isso. Em primeiro, colocaram “eu quero aderir e quero que aumente cada vez que tiver um reajuste de salário automaticamente”.

Que estratégia os pesquisadores usaram? A nossa tendência em ficar com a primeira alternativa que surge. Como era uma opção mais sacrificada, e não estava no alto, as pessoas pensavam, “ah, estou sem cabeça de pensar isso agora, depois eu penso”. Passavam 30 anos e não faziam. Outra coisa que usaram: uma vez feita a escolha, entra na inércia e na procrastinação. Quando invertem, ajudam a pessoa a escolher o que de fato ela sabe que é melhor para ela, e depois ela fica com preguiça de mudar. Então pronto, viraram o feitiço contra o feiticeiro.

Outra coisa: usaram nossa aversão a perdas. Se perguntam para a pessoa: você quer ter um desconto agora, para contribuir? A pessoa responde que não. Se perguntar: e no ano que vem? Como a gente não consegue ver direito o futuro, a gente responde que no ano que vem não tem problema, pode descontar, sim. Então, pronto, as pessoas topam e acabam fazendo o que é melhor para elas.

O grande exemplo top de nudge é do banheiro masculino do aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, que, para manter a higiene – porque parece que a rapaziada erra a mira – eles pintaram uma mosquinha bem no centro do urinol. Esse é o nudge, porque aí os caras ficam tentando acertar a mosquinha e molham onde devem. É ótimo exemplo de nudge, porque tem baixo custo e pode ser feito em larga escala. Se a pessoa não quiser, pode mirar no lugar errado, mas em geral toma a decisão mais adequada pra ela, porque é melhor usar um ambiente limpo.

A política de doação de órgãos, que considera todos como doadores a não ser que se manifestem contra, seria um exemplo de nudge no Brasil?

Sim.

E essa questão da sacolinha pode ser um pouco de nudge também?

Pode ser. É algo interessante de as pessoas começarem a pensar no assunto.

Uma coisa: quando as pessoas sabem muitas outras estão fazendo, isso funciona como nudge também. Se eu souber que 70% das pessoas já não estão usando a sacolinha, eu vou me sentir estúpida de não fazer também.

Quando as empresas dizem que têm políticas a favor da sustentabilidade, elas deveriam adotar estratégias de nudge para provar que de fato estão comprometidas?

Sim, mas é preciso pensar em formas de ajudar as pessoas. No caso da sacolinha, se houvesse uma alternativa muito prática, sem dúvida que a adesão ia aumentar. Não sei qual. Que seja um ganchinho no carro para pendurar a sacola – pensei isso agora – isso já seria um nudge: algo que ajude as pessoas a lembrar, porque elas podem estar super bem intencionadas, mas se não tiver alguma coisa ali na mão… Você está comprando peixe no supermercado… é duro, né? Então algum lembrete, alguma coisa que ajude as pessoas a tomar a decisão.

A Tragédia dos Comuns é um argumento que reforça a importância do nudge?

Eu diria que reforça a importância de continuarmos pensando sobre melhores praticas, alternativas, encaminhamentos viáveis e inovações que ainda não alcançamos. A “arquitetura de escolha” – o termo não é meu, é do Thaler e Sunstein, no livro Nudge – entra como parte desse debate. É uma das estratégias que podem ser usadas.

Saber que o consumidor não sabe fazer a melhor escolha não acaba por levar à desmobilização e põe por terra os esforços voltados à educação ambiental e a campanhas de conscientização?

Vejo como o principal risco reduzir as oportunidades para se aprender com a própria experiência – embora isso seja muuuuuuuuito difícil. Então, como comentei antes, defendo uma combinação de abordagens – a arquitetura de escolha com discussões com o próprio público-alvo que vai receber os nudges, para construí-los coletivamente. Com toda a facilidade das redes sociais, isso talvez seja mais viável que nunca. E com as pessoas se envolvendo mais nesse processo de elaboração conjunta, talvez isso aumente sua adesão às propostas de mudança também.

Fonte – Amália Safatle, Revista Página 22 de 12 de março de 2012

Diga não à incineração de lixo. Diga sim à reciclagem e compostagem!

 

Clique no texto, imprima e assine o projeto de lei de iniciativa popular para impedir a incineração de lixo em Maringá

Projeto para queima do lixo está na mira do Ministério do Trabalho

O polêmico projeto para incineração do lixo, proposto pela Prefeitura de Maringá através de uma parceria público-privada (PPP) e aprovado pela Câmara Municipal, está na mira do Ministério Público do Trabalho (MPT). O procurador do trabalho, Fábio Aurélio da Silva Alcure, instaurou um inquérito nesta segunda-feira (19) para analisar a proposta de instalação da usina que, no entendimento dele,  trará prejuízos aos catadores de recicláveis da cidade.

“O projeto apresentado prevê a queima de recicláveis, logo, isso teria reflexo no segmento. Os catadores ficarão desempregados e, devido a baixa qualificação profissional dos mesmos, possivelmente terão dificuldades para conseguir a recolocação no mercado”, argumenta o procurador, sem saber precisar o número de catadores de recicláveis que atuam na cidade. “Hoje em Maringá há seis cooperativas de recicláveis, com números variáveis de associados, fora os que trabalham como autônomos”.

A questão social é a principal, mas não a única motivação do inquérito aberto pelo MPT. Os problemas ambientais e à saúde humana também preocupam o procurador Alcure, que também atua como coordenador do Fórum Intermunicipal Lixo & Cidadania. “Este é um projeto polêmico que precisa ser melhor analisado pela população que só agora está sendo esclarecida sobre o que de fato é a usina proposta e os riscos que ela pode trazer”, alerta o procurador.

Procurado pela reportagem, o secretário de Saneamento e Meio Ambiente, Leopoldo Fiewski, disse que a secretaria e nem a Procuradoria Jurídica da Prefeitura haviam sido notificados pelo MPT e informou que só comentaria o assunto quando tivesse conhecimento do teor do documento.

Abaixo-assinado

Antes do MPT, a Igreja Católica já havia se posicionada contra a queima do lixo. Em nota, assinada pelo Arcebispo Dom Anuar Battisti, a igreja disse estar atenta aos anseios do povo e ‘preocupada com a defesa da saúde, assim como com a preservação do meio ambiente’.

O Fórum Intermunicipal Lixo & Cidadania organizou também um abaixo-assinado para mobilizar a população. Desde o início deste mês estão sendo coletadas assinaturas para enviar à Câmara Municipal de Maringá um Projeto de Iniciativa Popular proibindo a prática na cidade. Das 12.500 assinaturas necessárias para que o projeto possa entrar em discussão na Casa de Leis, já foram conseguidas oito mil. 

Protesto no sábado

Os manifestantes devem realizar um ato contrário à incineração de lixo neste sábado (24), a partir das 9h, na Praça Rocha Pombo, em Maringá. Eles devem seguir em caminhada, com trio elétrico, faixas, cartazes e banners, pela Avenida Brasil até a Praça Raposo Tavares, onde acontecer um ato público. Na página do evento no Facebook, mais de 130 pessoas já haviam confirmado presença.

Além de discursos, devem ocorrer apresentações de maracatu, teatro e um “enterro do meio ambiente com cortejo fúnebre”. Haverá exposição de artesanato e objetos artísticos feitos com sofá, e lixo reciclável. Haverá também uma demonstração de composteiras caseiras para resíduos úmidos orgânicos de cozinha. 

Fonte – Rosângela Gris, Jornal O Diário do Norte do Paraná de 19 de março de 2012

Projeto de Iniciativa Popular já recolheu 8 mil assinaturas contra incineração de lixo em Maringá

Manifestantes contrários à incineração de lixo estão coletando assinaturas, desde o início de março, para enviar à Câmara Municipal de Maringá um Projeto de Iniciativa Popular proibindo a prática na cidade. A iniciativa é das entidades organizadas no Fórum Intermunicipal Lixo & Cidadania e já conseguiu recolher cerca de 8 mil assinaturas. São necessárias 12.500 para que o projeto possa entrar em discussão na Casa de Leis.

Mesmo criticado por ambientalistas, no início de fevereiro foi aprovado pelos vereadores, um projeto de lei que autoriza a Prefeitura firmar parceria público-privada (PPP) para a destinação dos resíduos sólidos. A proposta vem sendo avaliada pelo município desde 2010, quando o prefeito Silvio Barros (PP) foi aos Estados Unidos para conhecer a tecnologia de queima de lixo para a produção de energia.

A coleta de assinaturas acontece durante as missas em várias igrejas católicas da cidade, na sede da Associação de Reflexão e Ação Social (ARAS), junto à Igreja Santo Antônio, e também no Diretório Central dos Estudante (DCE) da Universidade Estadual de Maringá (UEM). “Nossa meta é enviar o projeto até metade do mês de abril”, fala um dos organizadores do movimento, Edson Pilatti.

Os manifestantes pedem que ao invés da incineração, sejam privilegiadas ações que não causem impacto ao meio ambiente, e privilegiem a reciclagem.

Protesto no sábado

Os manifestantes devem realizar um ato contrário à incineração de lixo neste sábado (24), a partir das 9h, na Praça Rocha Pombo, em Maringá. Eles devem seguir em caminhada, com trio elétrico, faixas, cartazes e banners, pela Avenida Brasil até a Praça Raposo Tavares, onde acontecer um ato público. Na página do evento no Facebook, mais de 130 pessoas já haviam confirmado presença.

Além de discursos, devem ocorrer apresentações de maracatu, teatro e um “enterro do meio ambiente com cortejo fúnebre”. Haverá exposição de artesanato e objetos artísticos feitos com sofá, e lixo reciclável. Haverá também uma demonstração de composteiras caseiras para resíduos úmidos orgânicos de cozinha.

“Tecnologia ainda não foi definida”, diz prefeito

Em entrevista a O Diário, na semana passada, o prefeito Silvio Barros disse que ainda não sabe se a incineração de lixo realmente vai acontecer. “Estamos ainda em processo de licitação e as empresas ainda vão apresentar as propostas de tecnologias para a destinação do lixo. Talvez nem seja esse o sistema de destinação dos resíduos. Não tem nada decidido”, afirmou.

Conforme Barros ainda não há uma data definida sobre quando as propostas serão conhecidas. “Primeiro temos que conhecer as empresas que vão se concorrer à licitação para então optarmos pela melhor alternativa para o município”, disse.

Fonte – Rubia Pimenta, Jornal O Diário do Norte do Paraná de 19 de março de 2012

O prefeito deve pensar que a população é estúpida dizendo que não sabe se irá haver a incineração, que a empresa ainda não foi escolhida… Está tudo acertado, nós sabemos, a empresa, a tecnologia os valores. Acontece que o prefeito não contava com a mobilização popular contra este projeto estúpido.

Reafirmamos aqui que NÃO HAVERÁ incineração, porque a população não quer, porque a população está se mobilizando e enviando um recado muito claro para o prefeito, a de que queremos reciclagem e compostagem e NÃO QUER um incinerador instalado em nossa cidade.

Não gerar, reduzir, reutilizar e separar para a reciclagem e compostagem, esta é a solução para o problema do lixo que o prefeito não resolveu em mais de 7 anos de governo.

Mais de 60% das capitais brasileiras proíbem uso de sacolas plásticas em supermercados

Mais de 60% das capitais brasileiras – 17 das 27 capitais – aprovaram leis que proíbem ou que regulam o uso de sacolas plásticas em supermercados e outros estabelecimentos comerciais. Em pelo menos três capitais – Manaus, Fortaleza e Curitiba – há projetos tramitando na Câmara Municipal sobre o assunto. Entretanto, aprovar a lei não significa colocá-la em prática. Em diversas cidades há ações na Justiça para suspender a aplicação da norma.

Em Recife, a Justiça considerou inconstitucional a lei que obriga o fornecimento, por parte dos comerciantes, de sacolas oxibiodegradáveis (que contém um aditivo que causa degradação mais rápida). O argumento é que o município não pode legislar sobre matéria de meio ambiente. Essa competência, segundo a Constituição, cabe à União, aos estados e ao Distrito Federal.1

O município de Recife recorreu da decisão. Se o pedido de recurso for acatado pelo Tribunal de Justiça local, a matéria seguirá para decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Enquanto isso, a ação fica suspensa.

Na maior cidade do país, São Paulo, a Justiça também considerou a lei inconstitucional. Entretanto, foi assinado um acordo com a Associação Paulista de Supermercados para que, até 3 de abril, os estabelecimentos forneçam caixas de papelão gratuitamente ou sacolas biodegradáveis por R$ 0,19 e ecobags por R$ 1,80. A partir de 4 de abril, os consumidores deverão transportar suas compras em sacolas próprias.

O ideal, segundo o presidente do Instituto Sócioambiental dos Plásticos (Plastivida), Miguel Bahiense, é o uso racional das sacolas plásticas. Ele destacou que estudos mostram que sacolas plásticas têm melhor desempenho, inclusive no acondicionamento de lixo, do que outras embalagens.

“Num aterro sanitário 0,2% é sacola plástica, 65% são material orgânico. A saída é ter incineração, reciclagem energética. Dizer que as sacolas abarrotam os aterros sanitários é uma mentira deslavada”, disse. “É preciso ter sacolas resistentes e que seu uso envolva preservação ambiental e uso consciente”, completou. 2

Para a fundadora da Fundação Verde (Funverde), Ana Domingues, a solução é acabar com as sacolas plásticas e educar o consumidor a usar engradados ou sacolas retornáveis. Caixa de papelão, segundo ela, deve ser a última opção. “Já passou da hora de banir as sacolas. Não tem lógica usar um segundo pra fabricar um produto, usar por meia hora e demorar 500 anos para tirar do meio ambiente”, comentou.

Abandonar a sacola plástica tem sido a decisão de muitos consumidores, mesmo antes de leis regularem o assunto. A dona de casa Maria do Carmo Santos, por exemplo, diz que as sacolas retornáveis oferecem maior resistência, durabilidade e segurança para as suas compras. “Eu já abandonei o uso das sacolinhas de plástico há muito tempo. Elas poluem demais e sujam nossa casa. Eu até faço coleção dessas sacolas ecológicas que são lindas, práticas e duram muito mais do que as de plástico”, disse.

A dona de casa Graciana Maria de Jesus tem a mesma opinião. Para ela, as sacolas plásticas oferecidas no mercado não são de boa qualidade. “Essas sacolinhas de mercado não valem nada! Além de a gente passar raiva, porque rasgam com facilidade e nem para colocar no lixo servem. Comprei essa bolsa (ecobag) que dá para colocar mais produtos e para carregar é bem melhor”, disse.

Brasileiros usam 15 bilhões de sacolas plásticas por ano 3

No Brasil, estima-se que o uso de sacola plástica seja 41 milhões por dia, 1,25 bilhão por mês e 15 bilhões por ano. Mas os consumidores brasileiros representam apenas uma parte do uso mundial do produto.

Dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) indicam que, no mundo, são distribuídas de 500 bilhões a 1 trilhão de sacolas plásticas por ano. Dar uma destinação adequada a essas sacolas e incentivar o uso das chamadas ecobags tem sido prioridade em muitos países.

Na Irlanda, por exemplo, as sacolas plásticas foram vendidas, inicialmente, 0,15 centavos de euro por sacola. Com isso, houve a redução de 94% no consumo individual. Antes de 2002, quando a lei foi instituída, cada consumidor usava 300 sacolas por ano. Agora, o número é de 21 sacolas anuais. Hoje, o preço da sacola é 0,22 centavos de euro. O comércio oferece sacolas retornáveis.

Na Inglaterra, as sete maiores redes atacadistas assinaram acordo voluntário com o governo para reduzir à metade o consumo de sacolas plásticas até 2009. Para atingir a meta, houve investimento em ações de educação e conscientização dos consumidores, além da adoção de programas de fidelidade e campanhas de reciclagem.

Os Estados Unidos e o Canadá não têm leis nacionais regulando o uso de sacolas. Nesses países, cabe a cada estado adotar sua norma. Em Washington, capital norte-americana, há a cobrança de US$ 0,05 para cada sacola plástica ou de papel usada no comércio.

Em Toronto, no Canadá, desde 2009 os comerciantes cobram US$ 0,05 por sacola plástica. O governo local incentiva que o dinheiro arrecadado seja usado na própria comunidade ou em iniciativas ambientais.

Fonte – Priscilla Mazenotti, Agência Brasil de 10 de março de 2012 reproduzido nos seguintes jornais 180 Graus / 24 Hora News / A Tarde Online / A Tribuna / Administradores / Agência Brasil / Agência Brasil de 10 de março de 2012 / Ambiente Já / Aqui Acontece / Ariquemes Online / Atibaia News / Bem Paraná / Bom dia Sorocaba / Canal Rio Claro / Cenário MT / Circuito Mato Grosso / Correio de Corumba / Correio do Brasil / Correio do Estado / D 24 am / Diário de São Paulo / Diário do Nordeste / GAZ / Info Online / Jornal da Cidade Bauru / Jornal Dia a Dia / Jornal do Comércio / Jornal do Commércio Recife / Jornal Stylo / Mais Comunidade / Midia News / Midiamax / MS Notícias / NE10 / News Agency Jornal US / O Dia Online / O Diário do Norte do Paraná / O Documento / O Girassol / O Povo Online / O Repórter / O Serrano / Portal a Crítica / Portal AZ / Portal Band / Portal Bragança Notícias / Portal do Jornal A Crítica de Campo Grande / Portal MSN / Portal R7 / Portal Stylo / Portal Terra / Portugal Digital / Primeira Edição / Rádio Itaperuna Gospel FM / Só Notícias / Tribuna da Bahia / Tribuna do Norte Natal / Último Instante

Imagem – Sacola Vicbag

1 – Absurda esta decisão da justiça. O plástico biodegradável de petróleo, também denominado de oxibiodegradável é a melhor opção que a tecnologia pode oferecer nos casos em que o plástico não pode ser substituído. Um plástico que em aproximadamente 18 meses terá se biodegradado, sumido da face da terra deixando para trás somente água, biomassa e uma pequena quantidade de CO2. Não no caso das sacolas plásticas de uso único, essas devem ser banidas para o quinto dos infernos, mas para todos os outros tipos de plásticos de uso único, a exemplo do frasco de xampu, a embalagem do iogurte, sorvete, arroz, sal… essas devem ser fabricadas com plástico com ciclo de vida útil programado para aproximar a vida útil da embalagem à vida útil do produto contido na embalagem.

2 – A sacola plástica de uso único corresponde a 10% de todo o lixo e ela demora mais de 5 séculos para sumir do planeta. Sacola plástica de uso único é o símbolo do consumismo, da sociedade do descarte, porque demora 1 segundo para ser produzida, é usada por meia hora e depois descartada em qualquer canto, incorretamente, em lixões ou aterros e ficam poluindo o planeta por mais de 500 anos, como uma herança maldita para nossos mais longínquos descendentes limparem a sujeira que desde a década de 80 do século passado estamos gerando por puro egoísmo, comodismo. Para saber mais sobre a necessidade do banimento das sacolas plásticas de uso único, leia na página da FUNVERDE as centenas de matérias sobre o assunto.

3 – Só o estado de São Paulo joga no ambiente mais de 30 bilhões de sacolas anualmente, segundo o presidente da APAS – associação paulista de supermercados. Para saber quanto o país usa e descarta todos os anos, multiplique este número por no mínimo dois e aí sim, teremos o número real da poluição, do desastre ambiental causados por essas malditas sacolas plásticas de uso único.

Sacola retornável, já! Pelo amor que temos à humanidade e ao planeta.

Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania colhe assinaturas contra usina incineradora de lixo em Maringá

Participantes do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania, que se dizem contra a instalação de uma usina de incineração de lixo em Maringá e que foi aprovada recentemente pela Câmara Municipal, colhem assinaturas para um projeto de iniciativa popular para proibir a queima de lixo na cidade.

A meta, segundo a Fundação Verde, é conseguir a adesão de 12.500 eleitores, número necessário para que a proposta seja votada pelos vereadores. “Mas o objetivo do fórum é conseguir no mínimo 35 mil para os vereadores aprovarem esta lei, afinal, este ano é ano de eleição e os vereadores não poderão ignorar o desejo desta quantidade de eleitores”, consta no texto.

Ainda conforme o texto divulgado pela fundação, diversas entidades organizadas que participam do fórum já começaram a coletar as assinaturas para o projeto de iniciativa popular que proíbe a instalação da usina para queimar o lixo na cidade.

Dois pontos estão definidos como local para entregar as folhas com as assinaturas, No Diretório Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e sede da Aras Maringá, que fica em frente à Igreja Santo Antônio. Quem também quiser participar pode entregar as folhas durante a reunião ordinária do fórum intermunicipal lixo e cidadania, que ocorrerá nesta terça-feira (13), no Plenarinho da Câmara Municipal, às 19h.

Fonte – Wilame Prado, Jornal O Diário do Norte do Paraná de 13 de março de 2012

Informativo do fórum lixo e cidadania – porque não queimar / incinerar o lixo

Clique na imagem para ler o informativo.

Utilize sempre os 5Rs, para diminuir geração de resíduos, que hoje já passa de 1 quilo / dia por pessoa no Brasil.

REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis e diminuir a geração de lixo;

RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens;

REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna;

REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente,

RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

Assine o projeto de lei de iniciativa popular para impedir a instalação de usina de incineração de lixo em Maringá.

A igreja católica é contra a instalação da usina de incineração de lixo

Clique nas imagens para visualizar em tamanho maior.

 

 

Os principais objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos são a não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Se os três primeiros objetivos forem cumpridos, já haverá uma grande diminuição dos resíduos. Depois é só fazer a separação do lixo em reciclável, compostável e rejeito, sendo que o rejeito jamais ultrapassará 10% de todo o lixo gerado.

Essas ações realizadas em conjunto já seriam o suficiente para aumentar o tempo de uso dos aterros em mais de 90%, fazendo com que sejam desnecessárias essas idéias mirabolantes do nosso atual prefeito, que a todo dia tem uma brilhante idéia para revolver o problema do lixo, todas elas envolvendo grandes somas de dinheiro, mas nunca, nestes 7 anos fez o básico, que seria o incentivo à reciclagem e à compostagem.

O consumidor deve aprender a avaliar quando há ou não necessidade de usar sacola plástica


“Considero um avanço o fato de que a maioria dos brasileiros seja a favor de utilizar as sacolas reutilizáveis. O próximo passo é fazer com que isso se torne um hábito”, avalia a gerente de comunicação do Instituto Akatu.

“A briga contra as sacolinhas plásticas não é uma briga com o plástico em si, é uma briga contra a descartabilidade”, esclarece a gerente de comunicação do Instituto Akatu, que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente. Em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone, Ludmila Frateschi explica que as sacolas plásticas geram impactos ambientais em dois momentos: primeiro, ao serem fabricadas, pois demandam uma série de recursos naturais; e, posteriormente, ao serem descartadas após pouco tempo de uso. “Cada uma demora mais de cem anos para se decompor no meio ambiente”, alerta. No entanto, enfatiza, o setor do plástico desempenha um papel fundamental ao oferecer a matéria-prima para desenvolver material descartável para hospitais, pois evita a contaminação. “Os produtores de plástico não deveriam estar tão preocupados com a mudança, porque nós precisamos muito do plástico para viver”, frisa.

Além do lento processo de decomposição, Ludmila enfatiza que o “plástico tem uma tendência de se fragmentar em pequenos espaços, fazendo com que ele se espalhe rapidamente, contaminando muitos ambientes. Além de contaminar a água, ele acaba matando a fauna e a flora que vivem na água. Por essas e outras razões, as sacolas plásticas estão sendo consideradas um problema”.

Segundo ela, os sacos de lixo preto e azul são menos agressivos ao meio ambiente, uma vez que são fabricados a partir de um plástico que já foi utilizado. Entretanto, assegura, as sacolas reutilizáveis continuam sendo a melhor alternativa para minimizar os impactos ambientais. “As sacolas biodegradáveis não deveriam ser uma opção; elas deveriam ser uma escolha para quem esqueceu a sua sacola, fez uma pequena compra, teve algum imprevisto. No dia a dia, a opção deveria ser utilizar a mesma sacola reutilizável várias vezes”, destaca.

Ludmila Frateschi é psicóloga, formada pela Universidade de São Paulo– USP, e especialista em comunicação corporativa, formada pela Escola de Comunicação e Artes da mesma instituição. Há oito anos atua em planejamento e gestão de comunicação para a sustentabilidade, construção de reputação e relacionamento institucional. Trabalha no Akatu desde 2007, onde é gerente de comunicação do instituto.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Qual é o impacto das sacolinhas plásticas no meio ambiente?

Ludmila Frateschi – O impacto das sacolas é muito grande, pois como são descartáveis, elas são utilizadas uma vez e, posteriormente, são jogadas no lixo. Isso significa que todo o processo produtivo que envolve a fabricação das sacolinhas é desperdiçado, desde a água que é utilizada atéa matéria-prima do plástico, a mão de obra e o transporte.

Depois que as sacolas são descartadas, elas geram outro impacto ambiental, porque cada uma demora mais de 100 anos para se decompor no meio ambiente. Isso significa que a quantidade de sacolas utilizadas gera uma grande quantidade de lixo, que sobrecarrega os lixões e aterros sanitários. O mundo está em uma situação em que não há mais espaço para depositar o lixo que se produz. Tal material fica no aterro sanitário e não se degrada. Pior do que isso, é que o plástico tem uma tendência de se fragmentar em pequenos espaços, fazendo com que ele se espalhe rapidamente, contaminando muitos ambientes. Além de contaminar a água, ele acaba matando a fauna e a flora que vivem na água. Por essas e outras razões, as sacolas plásticas estão sendo consideradas um problema.

Sacolas plásticas demoram mais de 500 anos para sumirem do planeta, o que quer dizer que o nossos descendentes de daqui a cinco séculos é que terão que limpar a sujeira causada pelo consumismo do século 20 e 21, simbolizado pelas dezenas de bilhões de sacolas plásticas usadas anualmente desde a década de 80, pois todas as sacolas plásticas fabricadas até hoje continuarão por muitas gerações no planeta, contaminando e matando.

IHU On-Line – O argumento da indústria de que a sacola plástica é reutilizável em lixeiras domésticas e não é descartável é um bom argumento?

Ludmila Frateschi – Esse é um argumento frágil, primeiro porque o problema é justamente utilizar a sacola plástica uma ou duas vezes. Há diferença entre utilizar uma sacola duas vezes e 30 ou 50 vezes, por exemplo. Usar um produto uma ou duas vezes faz com que ele seja descartável.

No que se refere a encontrar uma maneira de acomodar o lixo, temos muitas questões a serem discutidas. De fato, precisamos de uma alternativa mais adequada para o descarte do lixo. As empresas precisariam desenvolver sacos grandes de lixo biodegradáveis. Além disso, precisaríamos demandar do poder público uma coleta seletiva adequada.

Sacos para lixo devem ser fabricados SEMPRE com material reciclado e com plástico biodegradável de petróleo, o plástico oxibiodegradável para dar destino ao plástico pós consumo e para durar apenas 18 meses após o descarte.

IHU On-Line – Os sacos de lixo que são vendidos no supermercado têm uma composição diferente da sacolinha plástica? Ele é menos danoso ao meio ambiente, ou na prática acaba causando os mesmos problemas?

Ludmila Frateschi – Os sacos de lixo preto e azul são feitos de material reciclado e causam um impacto menor ao meio ambiente, porque eles são produzidos a partir de um plástico que já foi utilizado antes. Então, há uma sustentabilidade maior nesse processo, apesar de não ser uma alternativa biodegradável.

Já existem várias fábricas que produzem sacos para lixo com material reciclado e biodegradável de petróleo com praticamente o mesmo preço do saco para lixo convencional.

IHU On-Line – Por que a indústria plástica é tão refratária ao banimento das sacolas plásticas?

Ludmila Frateschi – As sacolas plásticas são um produto bastante disseminado e lucrativo. Então é natural que os produtores, que talvez terão de se adaptar a produzir outros produtos de plástico, se sintam atrapalhados com essa mudança de comportamento do consumidor. Do ponto de vista do Akatu – e nós temos dialogado bastante com essa área da indústria –, os produtores de plástico não deveriam estar tão preocupados com a mudança, porque nós precisamos muito do plástico para viver. Ele é importante quando produz material descartável para hospitais, uma vez que evita contaminação; é importante quando é utilizado como matéria-prima de coisas duráveis, limpas, laváveis, que podem ser utilizadas várias vezes. Então, a briga contra as sacolinhas plásticas não é uma briga com o plástico em si, é uma briga contra a descartabilidade. Não deveríamos produzir facilmente os produtos descartáveis. Deveríamos ter um modelo de consumo que valorizassem a reutilização.

IHU On-Line – Qual é o papel que os grandes supermercados desempenham nesse contexto?

Ludmila Frateschi – Os supermercados podem desempenhar alguns papéis. Em São Paulo, por exemplo, foi feito um acordo entre o governo do Estado e a Associação Paulista de Supermercados – APAS, que acabou motivando a retirada das sacolas plásticas dos supermercados. Foi um acordo setorial de alta regulamentação, ou seja, não se trata de uma lei, mas os supermercados optaram por banir as sacolas plásticas das lojas.

Outro caminho importante é o da conscientização do consumidor. As pessoas precisam ter consciência de que existem alternativas para carregar as compras (sacolas retornáveis, caixas).

IHU On-Line – E nessa questão da conscientização, como vê a cultura do brasileiro e a compulsividade no consumo de sacolas plásticas? É possível vencer essa cultura?

Ludmila Frateschi – Acredito que sim. Se as pessoas tiverem consciência do impacto que as sacolas plásticas provocam e tiverem alternativas que não pesem no bolso, que não modifiquem a vida delas de uma maneira complicada, podem, sim, adquirir um comportamento mais consciente. Os nossos trabalhos vêm mostrando que, quando as pessoas têm noção dos impactos, tendem a se mobilizar e conseguem modificar os comportamentos do cotidiano.

Ninguém muda o comportamento sem ser obrigado. Por isso a cobrança pelas sacolas ou simplesmente o banimento são a solução, pois quando impacta o bolso ou diante da inexistência da sacola, só assim o consumidor muda de atitude. Enquanto houver sacola grátis no varejo, jamais o consumidor sairá da sua zona de conforto, ele jamais levará sua sacola retornável com tantas sacolas plásticas de uso único à sua disposição.

IHU On-Line – Como as pessoas estão reagindo a essa decisão de banir as sacolas do supermercado?

Ludmila Frateschi – As pessoas têm algumas dificuldades, e as mudanças são difíceis. Nas primeiras semanas de janeiro, a reação dos consumidores foi mais complexa. Eles estavam incomodados, principalmente porque as sacolas biodegradáveis e as reutilizáveis estavam sendo vendidas. O consumidor sentiu que foi obrigado a mudar de comportamento rápido demais, sem uma contrapartida do supermercado. No entanto, foi feito um acordo entre o Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor– Procom e a APAS para que, durante dois meses, existisse um período de adaptação do consumidor. Ficou estabelecido que o supermercado seria obrigado a oferecer alternativas gratuitas e também oferecer sacolas reutilizáveis a preço de custo. Depois dessa iniciativa, os consumidores ficaram um pouco mais calmos e estão se esforçando para se adaptar. Há algumas dificuldades práticas. Algumas delas são: “Como organizar as minhas compras numa única sacola? É melhor ter uma ou duas sacolas?”. Elaboramos um texto, que está publicado no nosso site, o qual responde aos seis maiores incômodos do consumidor.

IHU On-Line – Não é contraditório o fato de que a maioria dos brasileiros apoie o fim das sacolinhas, mas ao mesmo tempo não utilizem a sacola retornável e tampouco se disponha a pagar pelas sacolas biodegradáveis?

Ludmila Frateschi – Acredito que isso não seja exatamente uma contradição. Todo processo de mudança acontece desta maneira: primeiro, nos conscientizamos que temos que fazer uma mudança, e depois vamos conseguindo mudar na prática, até que a nova atividade vire um hábito. Todos os processos de conscientização passam por esse processo. Então, considero um avanço o fato de que a maioria dos brasileiros seja a favor de utilizar as sacolas reutilizáveis. O próximo passo é fazer com que isso se torne um hábito. As sacolas biodegradáveis não deveriam ser uma opção; elas deveriam ser uma alternativa para quem esqueceu a sua sacola, fez uma pequena compra, teve algum imprevisto. No dia a dia, a opção deveria ser utilizar a mesma sacola reutilizável várias vezes. Nesse sentido, planejar as compras é importante. São essas mudanças de hábito que o consumidor deve fazer.

É por isso que uma sacola plástica de uso único deve custar no mínimo 50 centavos, para que as pessoas entendam que não é para usar e que se usar irá pagar caro. Este é o gatilho que irá desencadear a mudança de atitude do consumidor.

IHU On-Line – Em sua opinião quais são os passos a serem dados para uma política de superação do uso das sacolas plásticas?

Ludmila Frateschi – Em primeiro lugar, é preciso uma campanha de conscientização em que se apresenta o problema gerado pelo uso das sacolas plásticas, seja no âmbito ambiental ou econômico. Posteriormente, é preciso convidar as pessoas a avaliar o impacto das mudanças de suas atitudes e, enfim, o impacto da mudança de atitude da sociedade como um todo. Passando por essa fase de conscientização, há uma fase complementar que é a oferta de alternativas fáceis, possíveis e com um preço acessível para as pessoas, como as sacolas reutilizáveis.

Tudo isso já foi feito, a FUNVERDE iniciou um campanha nacional contra as sacolas plásticas em 2005, nossas leis para banimento das sacolas plásticas de uso único começaram a ser aprovadas em 2007 em diversas cidades e estados, o ministério do meio ambiente em iniciou a campanha saco é um saco, a abras está fazendo campanha faz muito tempo. Então não tem mais que fazer campanha, faz 7 anos que a mídia vem nos apoiando e divulgando os danos causados pelas sacolas plásticas de uso único, incentivando o banimento delas. Quem disser que não sabe que sacola plástica é danosa ao meio ambiente está simplesmente mentindo, a não ser que seja um extraterrestre que chegou no planeta agora. Quanto as alternativas fáceis e com preço acessível, também não é desculpa, pois uma sacola retornável custa o mesmo que um esmalte, menos de 2 Reais.

IHU On-Line – Quando compramos verduras e frutas, elas vão dentro de um saco e depois ainda vão dentro da sacola. Esse também é um problema?

Ludmila Frateschi – Em alguns casos, os saquinhos plásticos das frutas, legumes e verduras se justificam. Por exemplo, quando a vida útil do produto é muito frágil, como da ameixa ou do pêssego, a sacola aumenta essa vida útil. Isso é bom, porque reduz o desperdício de alimentos. O ideal é que esse saco tenha o mínimo de plástico possível e seja feito com uma matéria prima que possa ser biodegradável. Em outros casos, como a banana, não há necessidade de sacolinha plástica. O consumidor deve aprender a avaliar quando há ou não necessidade de usar sacola plástica.

O saco de FLV – frutas, legumes e verduras – pode ser utilizado como lixo para cozinha e banheiro por seu tamanho adequado e em breve, queremos que este saco seja biodegradável de petróleo.

Fonte – Ludmila Frateschi, Adital de Quarta, 14 de março de 2012

É uma pena que as ONGs poderosas do país estejam aparecendo só agora, pois procuramos todas elas a partir de 2005 para nos apoiar no projeto de banimento de sacolas plásticas de uso único e todas, sem exceção, se recusaram a nos apoiar, dando as mais variadas desculpas, talvez com medo do inimigo, a máfia do plástico, ou medo da reação do consumidor, ou talvez ainda por não acharem interessante o projeto. Agora, quando o trabalho está praticamente terminado, as sacolas praticamente banidas, depois que lutamos todas as batalhas, com a guerra praticamente ganha, elas aparecem na mídia para receber os aplausos. Então tá.

De qualquer maneira, sabemos quem lutou esta guerra, batalha a batalha, desde 2004 contra um inimigo poderoso e cruel. E a FUNVERDE fica imensamente feliz em dizer que a guerra contra 10% de todo o lixo gerado diariamente está praticamente ganha. Demorou mas conseguimos. Sacolas retornáveis, já!

Fórum lixo e cidadania marca ato público contra a queima de lixo em Maringá

Venha participar da caminhada contra a incineração.

No dia 24 de março haverá uma caminhada no centro da cidade e um ato às 9hs na Praça Rocha Pombo.

A concentração terá início na Praça Rocha Pombo e de lá haverá uma caminhada pela Avenida Brasil que seguirá até a Praça Raposo Tavares.

Além da manifestação, haverá trio elétrico, apresentações culturais, faixas e cartazes contra a incineração de lixo na cidade.

Terá exposição de arte do lixo, artesanato e esculturas e utensílios de reuso, sofá feito com pet e couro de reciclagem e outros produtos.

Também haverá painéis solares para aquecer a água e economizar energia nas residências feito com garafas plásticas pet e tetrapak.

Haverá uma exposição das composteiras caseiras para resíduos úmidos orgânicos de cozinha – restos de alimentos – e demonstração sobre a importância da educação ambiental e a reciclagem.

Para outras informações, entre em contato com a coordenação do fórum pelo email forum.reciclagem@gmail.com.

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