Ecotecnologia Archive

Testes comprovando eficácia do plástico oxibiodegradável RES Brasil d2w

Sempre que falarem besteiras sobre plásticos oxibiodegradáveis iremos colocar os dois seguintes filmes com testes provando sua eficiência e segurança ambiental.

O primeiro é o teste comparativo de biodegradação entre 1 sacola de comida, uma sacola oxibiodegradável e 1 folha. Não foi testada a sacola de plástico convencional por esta demorar 5 séculos para se decompor, então não tem porque estar na comparação

Dois tipos de sacolas biodegradáveis foram penduradas em um varal no dia 03/12/2010.

Mais de 350 fotos auditadas registraram o comportamento destas sacolas no meio ambiente pelo período de 181 dias, até 04/06/2011.

Materiais testados:

1 – Sacola branca, rotulada como 100% Biodegradável e 100% Compostável, fabricada em 07/2010 e vendida em supermercado na cidade de Jundiaí pelo valor unitário de R$ 0,19. O processo de biodegradação desta sacola é tecnicamente denominado Hidrobiodegradação. Este tipo de plástico, que não pode ser reciclado juntamente com os plásticos convencionais, é produzido com blenda polimérica de PLA (derivado de amido) + Poliéster (petroquímico).

2 – Sacola verde, corretamente produzida com a tecnologia e aditivos d2w – RES Brasil, fabricada em 10/2010, e distribuída sem custos para o consumidor por rede de supermercados da região de Vinhedo. O processo é tecnicamente denominado Oxobiodegradação. Este tipo de plástico pode ser reciclado juntamente com os plásticos convencionais, e fabricado a partir de plásticos convencionais reciclados.

3 – Uma folha de arbusto também foi utilizada para comparar a velocidade de degradação.

Podemos constatar que uma sacola de comida – que é fabricada com 40% de amido, isto é, milho, batata, mandioca, arroz, trigo, e 60% de petróleo, então não entendemos como é chamada de ecologicamente correta se é fabricada com mais da sua metade de petróleo – continua firme e forte, pois se não for descartada em ambiente de compostagem, não se biodegradará nos 180 dias que os fabricantes alegam.

A sacola oxibiodegradável, como a FUNVERDE já sabe desde 2005, é biodegradável, é reciclável, é o plástico ideal por ter seu tempo de vida útil programado para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem, tudo comprovado cientificamente por dezenas de laudos, dezenas de pesquisas, dezenas de pesquisadores nacionais e internacionais, por dezenas de institutos de pesquisa renomados.

Então, parem com esta brincadeira sem graça de usar terra fértil e água potável, recursos naturais cada vez mais escassos, para plantar comida e então, desviar esta comida do prato de milhões de famintos para fabricar uma sacola, que além de tudo, tem mais da sua metade da composição de petróleo para fingir estar salvando o mundo.

Parem de brincar com recursos naturais, parem imediatamente de fazer greenwashing.

Queremos banir as sacolas plásticas de uso único sim, mas não é assim que se faz e, dizemos isso por experiência, pois nossa guerra contra o plástico começou em 2004. Vamos dizer o que funciona e o que não funciona.

A sacola plástica de uso único tem que ser cobrada e o valor de 19 centavos é até baixo, queremos que seja cobrado o valor de 10 vezes o custo desta sacola isto é, 30 centavos, para o consumidor sentir no bolso a dor que o planeta sente ao receber este lixo inútil após meia hora de uso.

A sacola retornável tem que ter um custo acessível a todos, isto é, deve custar de 1 a 3 Reais, no máximo, pois assim, cada um pode ter 10 sacolas, o que é mais que suficiente para acondicionar as compras do mês.

Deve ser permitido o uso de qualquer sacola de uso único, cobrando por ela é lógico, mas desde que esta sacola tenha o ciclo de vida útil controlado, isto é, que não fique centenas de anos poluindo o planeta, podendo ser oxibiodegradável, hidrobiodegradável, de papel … o mercado escolhe e com educação ambiental, certamente não escolherá uma que irá aumentar a fome no mundo, que é a sacola de comida.

A APRAS está de parabéns ao cobrar pelas sacolas, só está mal informada sobre a sacola de comida, mas é um começo, um bom começo para o fim das sacolas plásticas de uso único.

O outro filme é sobre a degradação e biodegradação de uma sacola plástica com ciclo de vida útil controlado d2w.

A solução final para a plastificação planetária é a volta da sacola retornável. É nisso que temos trabalhado desde 2004. Agora, onde ela for indispensável – para frios, carnes, e produtos que não podem ser acondicionados em sacolas retornáveis – de ver usada a sacola com ciclo de vida útil controlada d2w e a defenderemos sempre, isto é, não toleraremos achismos e besteiras ditas por quem não entende o que fala, ou por burrice ou por bandidagem, porque termos provas científicas de que sacolas plasticas com ciclo de vida útil controlado d2w que são ambientalmente seguras.

Estadão vem embalado em saco oxibiodegradável

Clique na imagem para visualizar em tamanho maior.

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), desde quinta-feira (2), até amanhã (terça-feira, 7), o jornal O Estado de S.Paulo vem embalado em saco plástico oxibiodegradável com anúncio da montadora, lembrando a importância da data e da consciência ambiental.

Trata-se de uma ação da Ford, com criação da JWT e solução do Estadão – Projetos Especiais.

Fonte e imagem – AdNews de 06 de junho de 2011

Parabéns ao Estadão pela iniciativa e agora que começaram, aqui vai uma cobrança, que continuem a usar o saco oxibiodegradável d2w RES Brasil para todo o sempre.

Começou tem que continuar, afinal, de que adianta ser ambientalmente correto apenas por uma semana se podem ser ambientalmente corretos todos os dias do ano.

Lembrem-se de que, terminada a semana do meio ambiente, ainda continuamos a viver neste planeta todos os outros dias do ano e as soluções tem que ser permanentes, para nosso próprio bem.

Japan’s ‘Sunrise Plan’ Could Require Solar Panels on All New Buildings by 2030

Sun’s Rising… And Solar Panels are There to Catch It

Nuclear power isn’t exactly popular right now in Japan, so the government is looking at other sources of power to secure the country’s future energy needs. A new initiative called the “Sunrise Plan”, which isn’t yet in force but should be announced this week at the G8 in France, could help the land of the rising sun turn toward solar energy for more of its electricity.

Prime Minister Naoto Kan is considering a plan to require all new buildings in Japan to install solar paneling by 2030. The plan, which would cover all new homes and commercial buildings, is expected to be announced at the end of the week at the two-day G8 summit in France.

This could help Japan regain the solar leadership that it lost to Europe some years ago, and it could eventually lead to cheaper solar panels through economies of scale (at first it could drive prices up, but the industry should react by increasing production capacity).

This wouldn’t solve Japan’s energy problems as long as there isn’t a way to efficiently store all that solar power, but it would certainly help increase clean energy production.

And who knows, maybe by 2030 solar panels will be cheap enough $/watt that Japan wont be alone in deploying it on new constructions …

Fonte – The Telegraph / Time / Treehugger de 24 de maio de 2011

A vida sem sacolas plásticas

Proibição da distribuição e da venda de sacolinhas no comércio da cidade de São Paulo impõe mudança de hábitos; entre as alternativas estão sacolas retornáveis e caixas de papelão

A lei que proíbe a distribuição e a venda de sacolas plásticas no comércio de São Paulo, aprovada pela Câmara Municipal na semana passada e logo sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSB), pôs os consumidores em uma encruzilhada. Se por um lado a retirada de circulação das sacolas traz benefícios, como a redução dos entupimentos em bueiros e do plástico descartado no ambiente, por outro impõe ao paulistano dilemas cotidianos. Como transportar as compras? E se não houver uma sacola retornável à mão? E o lixo doméstico, como descartar?

Para Eduardo Jorge, secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, é questão de hábito. “O que está sendo questionado com a lei é o uso excessivo das sacolas descartáveis. As cidades que já adotaram leis semelhantes, como Jundiaí e Belo Horizonte, mostram que o comércio soube se adaptar e a população aceitou a medida” diz Jorge.

Grandes redes do varejo se preparam para atender ao consumidor. No Grupo Pão de Açúcar, que engloba as redes Extra e CompreBem, os consumidores poderão adquirir sacolas retornáveis – os preços variam de R$ 2,99 a R$ 9,90 – ou solicitar aos funcionários caixas de papelão para transportar as compras.

Ligia Korkes, gerente de sustentabilidade do grupo, diz que a demanda por caixas de papelão gratuitas pode ser maior que a quantidade de embalagens disponíveis. “Pode faltar caixa e vamos avisar os consumidores.”

Fora da capital, a rede também venderá sacolas biodegradáveis, feitas com amido de milho, a R$ 0,20 a unidade. Mais rígida, a lei paulistana não permite a comercialização de nenhum tipo de sacola plástica. Agora sim Kassab, ou pode comercializar todas as sacolas com ciclo de vida útil controlado ou nenhuma delas, nada de privilegiar sacola feita de comida.

Experiências

Nove meses após o acordo com os supermercados que previa a extinção das sacolinhas plásticas, Jundiaí comemora a redução do envio para o aterro sanitário de 80 toneladas de plástico por mês, o que representa 720 toneladas no período. Os cálculos são da Associação Paulista de Supermercados. A adesão foi de 99% dos supermercados, que deixaram de distribuir 176 milhões de sacolas.

Agora, a cidade se prepara para estender a restrição à distribuição das sacolas para outros segmentos do comércio. Pesquisas locais apontam que 75% da população aprovou a medida.

No Estado do Rio, a legislação que estimula a redução do uso de sacolas plásticas, fiscalizada desde julho de 2010, não atingiu a eficácia esperada entre os consumidores, de acordo com balanço da Secretaria do Meio Ambiente. Cerca de 70% das lojas de grande porte cumprem a lei, mas a maior parte dos estabelecimentos deixa de oferecer o desconto de R$ 0,03 a cada cinco itens a quem não utilizar as embalagens. Desconto não convence ninguém, principalmente porque o desconto é tão pequeno que não dói no bolso. Tem que cobrar pela sacola e cobrar muito, só assim as pessoas entenderão que sacola faz mal, nem que a mensagem que eles entendam seja: sacola faz mal para o bolso, hahaha.

Mais branda que a lei paulistana, pois apenas estimula a substituição de sacolas comuns por embalagens reutilizáveis, o texto aprovado na Assembleia Legislativa do Rio em 2009 obriga os estabelecimentos a oferecer os descontos, vender embalagens mais resistentes e estabelece a troca de 50 sacolas plásticas por 1 kg de arroz ou feijão.

“Houve redução significativa do número de sacolas plásticas utilizadas, mas esperamos mais. A eficácia da lei poderia ser maior se a população se conscientizasse e exigisse o desconto em vez de utilizar a embalagem comum”, diz José Padrone, da coordenadoria de combate a crimes ambientais da Secretaria do Ambiente. / COLABORARAM BRUNO BOGHOSSIAN e ROSE MARY DE SOUZA, ESPECIAL PARA O ESTADO

Ninguém muda de habito sem pressão, as pessoas são acomodadas, preguiçosas, tem que existir lei que multe, que cobre, só assim ocorre a mudança.

Perguntas e respostas

1. Como transportar as compras, já que as sacolas plásticas agora estão proibidas em São Paulo?

Antes de ir às compras, consumidor terá de se programar e levar uma sacola retornável, que pode ser feita de lona, plástico, tecido ou qualquer outro material. Outra opção será levar um carrinho de feira; carregar uma mochila para transportar as compras ou pedir, nos supermercados, que as compras sejam acondicionadas em caixas de papelão. Se estiver de carro, o consumidor pode levar os itens até o porta-malas do veículo no próprio carrinho do supermercado.

2. E se o consumidor estiver desprevenido, sem uma sacola retornável à mão?

Nesse ponto, a lei aprovada em São Paulo restringe as opções dos consumidores, que não poderão comprar sacolas descartáveis, como ocorre em outras cidades. A opção será comprar uma sacola retornável (há modelos a partir de R$ 2,99 nas lojas do Pão de Açúcar, por exemplo), pedir a caixa de papelão ou transportar os itens na própria bolsa ou mochila que estiver carregando. Depois de algumas vezes esquecendo a sacola, certamente o consumidor terá aprendido a lição e não se esquecerá mais, principalmente porque este esquecimento tem um custo, o custo de adquirir uma nova sacola retornável.

3. A restrição às sacolas plásticas é válida também para feiras livres?

Alimentos vendidos a granel, como é o caso de hortifrútis comercializados em feiras livres e supermercados, poderão continuar sendo embalados em sacos plásticos descartáveis. O mesmo vale para alimentos que podem verter água – como carnes, peixes, laticínios -, que podem ser embalados com sacolas descartáveis. Aí a lei falha, pois deveria exigir que onde fosse impossível banir a sacola plástica de uso único, que essa obrigatoriamente fosse fabricada com material de ciclo de vida útil controlado, para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem. E mesmo onde seja imprescindível o seu uso, que a sacola com ciclo de vida útil controlado seja taxado, com o valor de 20 centavos, para desincentivar o seu uso.

4. A lei proíbe também sacolas descartáveis de papel?

Não, a lei aprovada em São Paulo proíbe sacolas de plástico. Não há qualquer restrição em relação às sacolas de papel, mesmo que sejam descartáveis. Sacola de papel é sacola com ciclo de vida útil controlado e deveria ser taxada, com preço de 20 centavos, para impedir seu uso indiscriminado, assim como o uso de qualquer sacola, pois ela também demanda terra fértil e água potável para ser fabricada e esses são recursos naturais preciosos, que não deveriam ser desperdiçados para se plantar sacolas.

5. Quando a lei passa a valer?

A legislação foi publicada no Diário Oficial em 18 de maio, então ela já está vigorando. No entanto, a lei ainda precisa ser regulamentada, o que deverá ser feito até 31 de dezembro pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo. O comércio se prepara para banir as sacolas plásticas somente a partir do dia 1.º de janeiro de 2012. Aleluia! Já passou da hora!

6. A restrição às sacolas plásticas valem só para os supermercados ou contempla outros tipos de estabelecimento comercial?

A restrição vale para todo tipo de comércio – shopping centers, farmácias, lojas de roupas e calçados, etc. Lojas do comércio popular, como as da Rua 25 de Março, já estão discutindo qual solução será dada aos consumidores: só nas 3,5 mil lojas da região, estima-se que sejam utilizadas 250 mil sacolas/dia. Esses estabelecimentos poderão continuar oferecendo sacolas de papel, ou poderão oferecer sacolas reutilizáveis para venda. Imagine a quantidade de sacolas de papel na 25, não queremos nem pensar, solução estúpida, tem que ser sacola retornável. Ainda bem que as sacolas de papel não aguentam muito peso e portanto não serão a solução ideal.

7. Pesquisas apontam que 100% dos consumidores utilizam as sacolas plásticas descartáveis para colocar o lixo doméstico. Com a proibição, quais são as alternativas?

Os consumidores terão de comprar sacos específicos para descartar o lixo. Esses sacos são encontrados em supermercados e são mais resistentes, além de serem, na maior parte das vezes, feitos com plástico já reciclado. Já existem opções de sacos para acomodar o lixo feitos de plástico de matérias-primas renováveis. A empresa Embalixo, de Campinas (SP), está produzindo sacos plásticos de cana-de-açúcar para embalar o lixo. A vantagem ambiental, explica o diretor da empresa, Rafael Costa, é que, diferente do petróleo, o material absorve CO2 da atmosfera. Sai por R$ 0,14 a unidade.  Então tá, agora saco de lixo feito de comida, comida direto para o lixo, aiaiai. Saco de lixo tem que ter ciclo de vida útil controlado para não ficar 500 anos poluindo o planeta e ser fabricado com material reciclável para incentivar a cadeia da reciclagem, mas nunca com comida. Ah, você sabia que o saco de cana demora 500 anos para ser biodegradado, sumir da face da terra? Qual a vantagem em seu uso? Nenhuma, exceto a vantagem financeira que a máfia do plástico leva.

Outra opção será utilizar os sacos plásticos que continuarão a ser distribuídos (como os usados para embalar alimentos a granel ou que podem verter água) para dispor o lixo produzido em casa. Há ainda consumidores que estão usando jornal velho, dobrado em uma espécie de origami, para acomodar o lixo da pia da cozinha e do banheiro. Não esqueça o FLV, aquele saco de frutas, legumes e verduras, que continuará a ser distribuído, onde você coloca em cada um 1 maço de salsinha, 1 maço de cebolinha, 1 pimentão verde, 1 pimentão vermelho … enfim, são enormes e podem ser utilizados no lixo de banheiro e cozinha, para não irem direto para o lixo sem terem sido reutilizados.

Outro detalhe, se você fizer a separação do lixo para reciclagem você economizará 75% com sacos de lixo, pois o material reciclável corresponde a 75% do volume do lixo gerado e pode ser acomodado em embalagens retornáveis, como grandes sacos de lixo que voltam para você colocar novamente material reciclável, saco de ráfia, as caixas que você receberá no supermercado … enfim, opções não faltam, se você estiver preocupado com o preço do saco de lixo. E o saco para o lixo não reciclável – cozinha e banheiro – pode ser o FLV, como comentado anteriormente.

8.Qual o custo do saco de lixo?

Cálculos feitos pelo Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Plásticos de São Paulo e Região apontam que, com a compra dos sacos de lixo, o consumidor terá um gasto mensal extra da ordem de R$ 11.

9. Quais impactos ao meio ambiente as sacolas descartáveis podem trazer?

Feitas de petróleo, as sacolas plásticas descartáveis podem demorar até 400 anos para se decompor no meio ambiente. Descartadas de forma incorreta pela população, entopem bueiros nas ruas e prejudicam a drenagem urbana. Podem ainda acabar em rios, lagos e mares, prejudicando a vida aquática. Peixes, aves, tartarugas e baleias morrem ao ingerir as sacolas por engano. A extração e o refino do petróleo utilizado para fabricar as sacolas descartáveis também são emissores de gases de efeito estufa, que agravam o aquecimento global. Cuidado, pois sacolas de uso único feitas de cana demoram 500 anos para se biodegradarem, mesmo sendo feitas de material orgânico, muito cuidado com as mentiras que a máfia do plástico conta. E sacolas feitas de comida – batata, mandioca, milho, arroz, trigo … – roubam comida do prato de humanos para serem utilizadas por meia hora. É literalmente, jogar comida no lixo. A melhor opção é a sacola retornável, carrinho de feira, qualquer opção que seja reutilizável.

10. De que modo a proibição pode ajudar a diminuir esse impacto? É realmente necessário banir as sacolas ou uma ampla campanha de conscientização resolveria o problema?

Só na cidade de São Paulo, estima-se que sejam usadas 650 milhões de sacolas/mês. No Estado são 2,5 bilhões/mês. Esse volume deixará de ser descartado incorretamente na cidade e reduzirá o volume de lixo que vai para aterros. Na avaliação do Instituto Akatu, ONG que incentiva o consumo consciente, as duas medidas devem caminhar juntas. “A criação da lei aliada à veiculação de uma campanha tem importância política: o cidadão percebe que tem obrigações, mas não está sozinho. As empresas e o governo também as têm” diz a ONG, em nota. Uma coisa que nos diverte muitíssimo é ver este número de 2,5 bilhões de sacolas por mês só no estado de São Paulo, significando 30 bilhões de sacolas por ano só no estado de São Paulo. Número finalmente vomitado pela associação de supermercadistas, número que sabíamos ser verdadeiro mas que era escondido a sete chaves pela máfia do plástico para esconder o lixo que geravam anualmente. Desde o ano passado a plastimorte, o braço pseudo ambiental da máfia do plástico estava com uma lengalenga de ter diminuido de 20 para 12 bilhões o número de sacolas plásticas de uso único fabricadas anualmente no país, desde 2008, esqueçendo que existem seres pensantes, que iriam contestar, acreditando que uma mentira dita muitas vezes acabaria sendo tomada como verdade. Não funcionou máfia, vocês foram descobertos.

Para entender

Diferentes tipos de plástico no mercado

Reciclado - Fabricado com plásticos usados e descartados. A maioria dos sacos pretos de lixo é desse material.

Plástico de cana – O “plástico verde”, feito de cana-de-açúcar, foi desenvolvido no Brasil pela petroquímica Braskem. Embora de matéria-prima renovável – ajuda a absorver carbono da atmosfera no processo de produção -, leva o mesmo tempo para se decompor que o plástico feito de petróleo. Leva 500 anos para se biodegradar e ainda usa terra fértil e água potável para ser produzido.

Biodegradável ou bioplástico – Feito com matéria-prima renovável, como milho ou mandioca, decompõe-se mais rapidamente na natureza. Em até seis meses, esse tipo plástico é decomposto. Outra vantagem da matéria-prima de origem vegetal é a substituição do petróleo, que produz mais gases de efeito estufa em sua extração e refino. Então, pois é, bem … vamos ter que comentar, não dá para deixar passar. Pessoal, gente, consumidor, cidadão, pare de acreditar em contos de fadas! Ninguém planta nada à mão, são usadas máquinas para preparar a terra, semear, passar adubo, veneno, colher, transportar a comida e este processo usa o que? Petróleo, gente, petróleo! São usados terra fértil e água potável para plantar comida – milho, mandioa, batata, arroz, trigo, qualquer alimento que gere amido pode potencialmente ser roubado dos nossos pratos para fazer sacola de uso único – e depois roubar esta comida da humanidade para fabricar sacola que será usada por meia hora e depois descartada imediatamente e se essa sacola não for para um local de compostagem – outra lenda urbana, praticamente não existem composteiras no país – liberará metano na sua decomposição, essa sacola inviabiliza a cadeia de reciclagem, pois não pode ser reciclada com plástico convencional, ao contrário da sacola oxibiodegradável. Essa sacola, por usar a mesma terra que seria usada para plantar comida, aumenta o custo da comida. Esta sacola de comida é um crime contra a humanidade.

Oxibiodegradável – Bastante difundido no comércio brasileiro, esse tipo de plástico é feito de petróleo e recebe um aditivo químico que acelera o processo de degradação das moléculas: o plástico pode se desfazer em 18 meses. Mas as substâncias químicas persistem no solo e na água. Aiaiai, dai-nos paciência. Esse plástico com ciclo de vida útil programado é a melhor solução para as aplicações onde o plástico é indispensável, como já comentado em parágrafos anteriores. A FUNVERDE apóia esta tecnologia desde 2005, após o recebimento de todos os laudos internacionais e nacionais que comprovam a sua eficácia e segurança ambiental.

Enfim, parabéns ao estado e à cidade de São Paulo, Parabéns ao Kassab por desafiar a máfia do pástico e deixar sampa mais bonita e segura para seus habitantes, os de hoje e os de amanhã.

Benvindas as sacolas retornáveis e mais um estado do Brasil!

Fonte – Estadão de 22 de maio de 2011

Imagem – Sacolas Vicbag

Cosméticos certificados garantem satisfação aos consumidores

Empresa paranaense fabricante de amenities é certificada pela OPA – Oxo Biodegradable Plastics Association.

Muito se fala em preservação ambiental e na garantia de um futuro melhor às próximas gerações. Mas será que as empresas e grandes indústrias estão realmente preocupadas com a causa? No estado do Paraná, por exemplo, algumas indústrias já implantaram estratégias para contribuir com o meio ambiente e cumprir sua função social. É o caso da Realgem’s do Brasil – localizada em Colombo (PR) – que fabrica e comercializa amenities (cosméticos para hotelaria).

Além de adotar o uso de embalagens biodegradáveis para seus produtos, a empresa, que está há mais de 20 anos no mercado, também desenvolveu cosméticos biodegradáveis. Por conta disso, a Realgem’s foi certificada pela OPA – uma entidade com sede em Londres, formada por renomados cientistas de todo o mundo que certifica e avalia embalagens plásticas como oxi-biodegradáveis e não eco tóxicas.

A Realgem’s adotou o uso de embalagens biodegradáveis em parceria com a RES Brasil – empresa especializada em tecnologias inovadoras que tornam o plástico um produto compatível com a preservação do meio ambiente. A RES Brasil licencia empresas brasileiras fabricantes de embalagens para uso das tecnologias e distribuí as matérias primas.

No Brasil, a Realgem’s é pioneira no uso da tecnologia d2w para o mercado de amenities. A RES Brasil fornece o aditivo para que a empresa produza as embalagens. De acordo com o diretor superintendente da RES Brasil, Eduardo Van Roost, as certificações emitidas pelo OPA são numeradas para controle e os critérios para a certificação são muito rigorosos. “Para ser certificada, assim como a Realgem’s, a empresa precisa seguir fielmente as normas de produção e estar em acordo com um padrão que chamamos de ASTM 6954-04. Essa certificação é válida enquanto as logomarcas dos fabricantes estiverem no site da Res Brasil e nos sites de todo o mundo que divulgam quais empresas são licenciadas e quais produzem corretamente este tipo de embalagem plástica”, afirma Van Roost.

De acordo com o diretor comercial da Realgem’s, Mauro Carvalho, para a empresa é um grande orgulho receber essa certificação. “Eu também sou consumidor e sei que todos gostam de ter uma garantia de qualidade. Nossos produtos seguem rigorosos padrões de qualidade e essas certificações comprovam nossa preocupação em colocar no mercado produtos de qualidade e socialmente comprometidos com a preservação do meio ambiente”, finaliza.

Fonte – Baragai de 26 de abril de 2011

Embalagens de plástico convencional demoram séculos para desaparacerem da face da terra e se tornam uma herança maldita para nossos descendentes se livrarem.

Embalagens com ciclo de vida útil controlado aproximam o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida ao produto.

O planeta e os humanos que ainda não nasceram agradecem.

Comentário a reportagens de jornais de São Paulo sobre as sacolas de comida na semana de 17 a 23 de abril de 2011

Ao contrário do que é mencionado na reportagem, as sacolas “verdes” não se decompõem no ambiente em 2 meses. Nas condições de aterros sanitários, principal forma de disposição de resíduos domiciliares em SP, as sacolas necessitarão de muitos anos para se decomporem.

Mesmo em condições ideais de compostagem (ainda uma solução minoritária em todo o país), as misturas de amido de milho com poliéster alifático-aromático (usadas nas sacolas) se decompõem muito depressa inicialmente (gerando CO2 do efeito estufa), para depois se decomporem muito mais lentamente. E aí começam os problemas, pois aproximadamente metade da mistura é formada por um polímero originado do petróleo, que contem a substância ácido tereftálico, com um anel aromático, de biodegradação muito mais lenta que a do amido, e cuja toxicidade no ambiente ainda não foi totalmente demonstrada.

Se é assim, então por que pagar tanto a mais por uma sacola, que irá se degradar com a mesma velocidade que as oxibiodegradáveis em aterros?

Não vejo como um plástico possa ser considerado “verde” por ser feito de um alimento, no caso o amido de milho, embora biodegradabilidade seja sempre interessante. Contudo, o governo mexicano deixou de recomendar plásticos feitos a partir do milho, depois que o preço deste alimento subiu às nuvens, jamais retornando ao patamar anterior. Isto, é claro, sem falar da poluição por agrotóxicos e fertilizantes, típicas das grandes indústrias interessadas em altos lucros a curto prazo. As sacolas tradicionais aditivadas com pró-oxidantes (oxibiodegradáveis) também podem degradar-se rapidamente (biodegradando-se muito mais depressa que as sacolas convencionais), impedindo assim que se acumulem em bueiros ou em rios e oceanos. E não são feitas a partir de alimentos, mas com uma fração do petróleo (a nafta), que representa 4% dos derivados, e que de qualquer maneira seria queimada, caso não fosse utilizada.

Não recomendo que as sacolas comestíveis sejam provadas ou comidas por pessoas, pois a metade (ou até mais) da sua composição é formada por um plástico que contém ácido tereftálico, um composto aromático que em certas concentrações é tóxico a humanos.

A preocupação é louvável, e a poluição dos materiais plásticos é incontestável. Mas a simples substituição por outros materiais, sem a análise completa do ciclo de vida dos produtos, apenas irá substituir o vilão, sem resolver o problema. O papel e o papelão são excelentes materiais depois de prontos. Contudo, sua fabricação requer muita água e energia e é poluente do ar, da água e do solo, além de provir da monocultura de eucaliptos ou pinheiros, com fertilizantes e agrotóxicos. As sacolas retornáveis feitas de fibras vegetais são uma alternativa inteligente. Mas é preciso levar em conta que sujam (tornando-se assim impróprias para alimentos) e rasgam com o tempo, e são muito mais pesadas (contem muito mais matéria prima) que as sacolas convencionais. E fica sempre faltando uma embalagem para colocar o lixo do dia-a-dia. Esta embalagem, como usado na Irlanda, poderia ser um saco bem grande de plástico, incluindo-se aqui os oxibiodegradáveis, podendo assim ser reciclada ou biodegradada.

Em conclusão, a preocupação com os plásticos é louvável e a situação assim como está não pode ficar. Mas é muito mais interessante oferecer todas as possibilidades e deixar as pessoas decidirem. Não vejo nenhuma razão lógica para as sacolas serem de apenas um dos materiais biodegradáveis oferecidos no mecado. Todos deveriam ser aceitos, observando-se a aceitação popular e os eventuais efeitos ao meio ambiente.

Professor Telmo Ojeda – Área de Meio Ambiente – IFRS – POA – Membro do Comitê Científico da Oxobiodegradable Plastics Association

A posição da FUNVERDE continua a mesma desde 2004. Sacolas retornáveis em primeiro lugar. Se estiverem sujas, lavem-nas, quando ficarem velhas, após uns mil ciclos de uso, encaminhem-nas para a reciclagem. Quando não puder ser utilizada a sacola retornável – açougue, peixaria e outras utilizações em que se contaminaria a sacola retornável -, que seja usado o plástico com ciclo de vida útil controlado oxibiodegradável, que tira 1% da nafta e coloca no lugar 1% do aditivo que permite que este tipo de plástico em aproximadamente 18 meses tenha se biodegradado, diminuindo  poluição do planeta.

Enquanto a matriz energética mundial for o petróleo, o plástico de petróleo é a melhor opção, quando for necessário o seu uso – na maioria das vezes pode ser substituido pela sacola retornável – porque este tipo de plástico é feito do subproduto do petróleo, a nafta, numa proporção de 3 a 7% de cada barril refinado e que se não for transformada em plástico – aí inclusos todos os tipos de plásticos, por isso não estamos preocupados em banir as sacolas plásticas de uso único – será queimada na própria refinaria, contribuindo para o aquecimento do planeta sem ter tido utilidade para a humanidade. O único porém é que o plástico convencional demora 500 anos para se degradar e por isso apoiamos o uso do plástico com ciclo de vida útil programado.

Mais algumas considerações. 50% de todo o plástico é de sacolas plásticas de uso único, que no país somam mais de 30 bilhões anualmente. E não caiam no conto da máfia do plástico com seus números fantasiosos de que diminuíram as sacolas desde 2008, pois eles pensam que todos acreditam nas balelas que eles contam. Pensem e verão que este número na verdade aumentou, pois temos hoje a base da pirâmide que foi alçada à condição de classe média e que hoje representa 53% do poder de consumo do país. Eles viraram consumidores na mesma época que a máfia do plástico começou a maquiar os números dizendo que estava diminuindo o uso das sacolas e as pessoas, com preguiça de pensar, engolem esta mentira.

Ouçam o Telmo Ojeda, ele sabe o que fala, ele sabe que o plástico verde é uma ilusão de ótica, que na verdade leva mais de 60% de petróleo na composição e eles não dizem isso. Daí vocês irão dizer, ótimo, só 40% é de comida mas não deve ser esse o raciocínio. Ele deve ser o seguinte, a cada ciclo de plantio o solo perde a fertilidade que jamais será recuperada, é utilizada água potável, e esses são dois recursos naturais imprescindíveis para os humanos. Depois tem o monte de adubo, pesticida, o combustível para colher, transportar, beneficiar esta comida que depois será roubada do prato dos humanos para virar uma sacola completamente dispensável.

Os alimentos os quais podem ser utilizados para fazer o plástico de comida, os que tem amido, que podem ser milho, trigo, mandioca, batata, arroz, subiram o preço internacionalmente em 49% em 2010. Vocês acham que com essa nova farra de fazer sacola de comida eles vão baixar? Não sejam ingênuos, esse negócio de plástico de comida é uma conspiração para exterminar a raça humana, fiquem alertas, não engulam esta idéia.

Quanto a só usar sacola de comida e nenhum outro tipo de sacola, isso é muito suspeito, parece conspiração entre governo, supermercadistas e basf e quem perde com esta conspiração é a humanidade, que tem seu alimento, sua água e seu solo fértil roubados.

Não compre em supermercado que venda sacola de comida, temos que parar esta conspiração agora, antes que atinja todo o país. Se não fizermos nada, será que nossos descendentes nos perdoarão por mais este crime?

Supermercados e governo de SP fazem projetos para eliminar sacolas plásticas

Projeto-piloto com embalagem paga funciona e consegue aprovação das grandes redes

Os supermercados e o governo de São Paulo vão lançar um programa conjunto para acabar com as sacolas plásticas oferecidas no comércio varejista no Estado, segundo o presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados), João Galassi. O anúncio oficial da campanha deverá ser feito na feira da entidade, marcada para o dia 9 de maio.

O processo para retirar as embalagens plásticas foi inspirado no projeto-piloto “Chega de Sufocar o Planeta” da cidade de Jundiaí, eu começou em agosto de 2010.Com o apoio da prefeitura da cidade, os donos de supermercados da cidade distribuíram uma carga de sacolas retornáveis para a população e deixaram de oferecer a sacola plástica gratuita.

Quando acabaram as embalagens retornáveis, os supermercados passaram a vender as sacolas padronizadas por R$ 1,80, explica Galassi.

“Para quem esquecia a sacola em casa, colocamos à disposição uma sacola plástica feita à base de milho, que leva dois meses para desaparecer e custa R$ 0,19.

A iniciativa, segundo o presidente da Apas, ganhou a aprovação de 75% dos moradores da cidade e, no primeiro mês, 80 toneladas de sacolas plásticas deixaram de circular. Enquanto isso, lembra Galassi, foram vendidos 20 toneladas extras de sacos de lixo comuns, que são descartáveis.

O governo do Estado tomou conhecimento e gostou do resultado. Por isso, resolveu apostar na iniciativa dos supermercados de Campinas, mas, como condição, pediu pelo menos seis meses para conscientizar a população, explica Galassi.

A idéia deverá tomar corpo nos próximos dias, já que as grandes redes varejistas – como Pão e Açúcar, Walmart e Carrefour – já aprovaram a medida, diz o presidente da associação.

Fonte – 180 graus de 23 de abril de 2011

Agora, leia a noticia corretamente.

Supermercados e governo de SP fazem projetos para tirar comida do prato da população e transformar esta comida em sacola que será usada por meia hora e depois jogada no lixo, já que não existem composteiras para depositar estas sacolas de comida e elas não podem ser recicladas com o plástico convencional.

O processo para retirar comida dos pratos das pessoas foi inspirado no projeto-piloto “Chega de Sufocar o Supermercado” da cidade de Jundiaí, que começou em agosto de 2010.

“Para quem esquecia a sacola em casa, colocamos à disposição uma sacola plástica feita à base de comida misturada com petróleo, e dizemos que leva dois meses para desaparecer e custa R$ 0,19. Assim enganamos a população. Este plano para matar a humanidade de fome tem o apoio do monopólio da BASF, fabricante da matéria prima e deixa a população sem opções.

Aproveitamos para aumentar os preços dos sacos de lixo também. Assim, a população otária fica sem saída e compra saco para lixo mais caro. Enquanto isso, lembra Galassi, foram vendidos 20 toneladas extras de sacos de lixo comuns, por preços até 300% mais caro.

Falando sério, é maravilhosa a idéia de se cobrar por sacolas plásticas de uso único, tanto é que nossa última proposição de lei obriga os varejistas a cobrarem 10 vezes o valor médio da sacola plástica de uso único, o que atualmente dá uns 30 centavos de Real. Quando a sacola plástica de uso único pesa no bolso, as pessoas começam a levar suas sacolas retornáveis que estão jogadas num canto em suas casas, o que nos leva a outro ditado, a de que a memória também está no bolso, isto é, pesou no bolso as pessoas se lembram das sacolas retornáveis. E tem que existir lei para cobrança das sacolas porque ninguém irá voltar ao hábito de usar sacolas retornáveis se não for penalizado financeiramente, daí onde vem o primeiro ditado, o de que a consciência do povo reside no bolso, vide o uso do cinto de segurança. Antes da lei e da multa ninguém mudava seus hábitos, depois que souberam que seriam multados, todos pensaram na segurança e hoje o cinto de segurança é uma unanimidade.

É isso que queremos ao propormos lei para cobrança de sacola plástica de uso único, que a sacola retornável se torne uma unanimidade, mesmo que seja através de lei, de multa, de cobrança.

Nossas intenções sempre foram claras, nosso objetivo final é banir as sacolas plásticas de uso único para todo o sempre. Claro que, nos casos em que elas forem imprescindíveis, como no caso de açougues, peixarias e outras aplicações em que não dá para usar sacola retornável, que se use sacola com ciclo de vida útil controlado, para aproximar o ciclo de vida da sacola ao ciclo de vida contido dentro da sacola. E sim, apoiamos desde 2005 as sacolas com ciclo de vida útil controlado oxibiodegradável, que elegemos como o melhor substituto para o plástico convencional, que ao contrário da sacola plástica convencional, que demora 500 anos poluindo, a oxibiodegradável em aproximadamente 18 meses já terá se biodegradado, voltado ao planeta.

Agora, nós absolutamente não admitimos é o que a basf, o governo e os supermercadistas estão fazendo, que é desviar comida do prato do consumidor – milho, cana, trigo, mandioca, batata, arroz, que só por acaso tiveram um aumento mundial de preço de 49% em 2010 – para fazer sacola que será usada por meia hora e depois jogada no lixo, já que é impossível de ser reciclada junto com outros tipos de plásticos. Sim, a sacola de comida, além de matar humanos de fome, ainda inviabilizam a reciclagem. Nos próximos posts escreveremos mais sobre as desvantagens da sacola de comida e porque a adoção dela é um crime contra a humanidade.

Outra coisa, que história é essa de cobrar até 300% a mais pelo saco de lixo? Isso é coisa de bandido. Estamos aqui lutando desde 2004 para acabar com as sacolas plásticas de uso único para limpar o planeta de 10% de todo o lixo gerado diariamente – é o volume de lixo que as sacolas representam – e os supermercadistas espertinhos, levando vantagem, penalizando consumidor elevando o preço do saco de lixo. Deveriam sim, colaborar com o planeta para banir as sacolas e vender saco de lixo a preço de custo, isso seria o supermercadista fazer sua parte, mas parece que o governo, para variar, está olhando para o outro lado, permitindo mais esta malandragem.

Supermercadistas, MMA, vereadores e deputados, ajam como humanos preocupados com o planeta e não com o lucro, é só isso que pedimos a vocês. Quanto à basf, esta está se lixando para a segurança alimentar planetária, só quer vender sacola de comida e para esta não adianta falar nada, mas para os outros atores deste teatro fuleiro, só estamos avisando que não ficaremos calados diante do crime contra a humanidade que vocês estão cometendo, que é roubar comida do prato da humanidade para fazer sacola.

Impressão de QR Code em artigos e embalagens plásticas d2w – RES Brasi

Esta é para os usuários de embalagens plásticas d2w – RES Brasil, com ciclo de vida útil controlado.

Com a popularização dos smart phones, que permitem a leitura de códigos QR, é possível através deste tipo de código obter informações, levar a sites, telefones e e-mails.

Esta ferramenta vai ser cada dia mais utilizada e acreditamos que o consumidor muitas vezes queira saber mais sobre as embalagens fabricadas com tecnologia e aditivos d2w – RES Brasil.

Para isso, a RES Brasil criou um QR Code que poderá ser impresso nas embalagens e assim as pessoas poderão ver através de seus celulares as informações mais importantes a respeito das embalagens d2w – RES Brasil.

A imagem do QR Code está em anexo, em diversos formatos e seu uso é livre e gratuito caso sua empresa considere interessante esta ferramenta de informação. A impressão é facultativa, e deve ser feita com boa qualidade para que possa ser detectada e lida pelos equipamentos.

Para leitura do QR Code é preciso baixar aplicativos para cada tipo de telefone celular. Em geral estes aplicativos são gratuitos e estão disponíveis para download na Internet.

Também é possível, sem custos, a sua empresa ter seu próprio QR Code, com as informações que julguem importantes, e assim poder imprimir em suas embalagens.

Na imagem acima, o QR Code com informações sobre plásticos d2w – RES Brasil. Se você tem um celular com câmera e já possua o aplicativo, é só focalizar o código para ver a mensagem.

Fonte – RES Brasil de 11 de março de 2011

Embalagens biodegradáveis são destaques na indústria de cosméticos paranaense

Preocupada em contribuir com a preservação ambiental e lançar produtos inovadores no mercado, a Realgem’s do Brasil – fábrica de cosméticos para hotelaria – é a única empresa do país que desenvolve e faz o uso de embalagens biodegradáveis para seus amenities.

As embalagens, aprovadas em rigorosos testes de biodegradabilidade, apresentam o selo “RES Brasil”- que licencia empresas para o uso de materiais e tecnologias na fabricação de embalagens plásticas com características biodegradáveis.

Produzidas a partir de fonte renovável, além de manter o compromisso com o meio ambiente, as embalagens da Realgem’s contam com design moderno e funcional e levam aos consumidores produtos com fragrâncias exclusivas, feitas a partir de essências naturais como o guaraná, murumuru, melão, pitanga, algodão, maracujá, açaí, menta e muitas outras.

Produtos ecologicamente corretos

Além das embalagens, a Realgem’s – que tem fábrica em Colombo (PR) – também é a única do país que oferece ao mercado cosméticos com fórmulas biodegradáveis, como shampoos, condicionadores, sabonetes e loções hidratantes, divididas em diferentes linhas. É importante ressaltar que todos os produtos passaram por testes de biodegradabilidade antes de serem lançados no mercado.

Todos os cosméticos desenvolvidos pela fábrica contam com rigoroso padrão de qualidade. Além de hidratar, embelezar e trazer muitos benefícios aos consumidores, eles têm um sério compromisso firmado com a preservação ambiental. Os profissionais dos laboratórios da Realgem’s, altamente capacitados, são treinados para desenvolver os melhores e mais modernos produtos do mercado para satisfazer os clientes e consumidores finais, consolidando cada dia mais o conceito “Realgem’s: uma empresa verde”.

Fonte – Bagarai Negócios de 16 de março de 2011

Plástico com ciclo de vida útil controlado tem inúmeras aplicações, pode e deve ser utilizado em em qualquer embalagem de uso único, para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem.

Parabéns à Realgem´s por fazer a sua parte para desplastificar o planeta e por respeitar os seres e hoje e principalmente os seres de amanhã, que quando chegarem ao planeta, não terão que limpar o lixo deixado pela Realgem´s.

Empresários, copiem esta idéia, usem embalagems com ciclo de vida útil controlado em suas embalagens de uso único. Os humanos de hoje e de amanhã agradecem.

Visite o novo site da RES Brasil

A RES Brasil, empresa especializada em embalagens naturalmente degradáveis e líder no segmento na América Latina, acaba de lançar sua nova página na internet.

O site está mais interativo e traz notícias, informações sobre as tecnologias, enquetes e acesso a redes sociais.

Todas as tecnologias comercializadas pela RES, entre elas os plásticos hidrobiodegradáveis, oxibiodegradáveis e hidrossolúveis, são aprovadas por instituições especializadas no Brasil e no mundo.

Clique na imagem para visitar o site da RES Brasil, parceira da FUNVERDE desde 2005 como solução para resolver o problema da plastificação do planeta.

MG – Procon Assembleia faz campanha para acabar com sacolas plásticas

Uma panfletagem e distribuição de sacolas retornáveis e biodegradáveis na Praça da Assembleia marcou o início da campanha “Sacola Plástica Nunca Mais – O futuro está em nossas mãos”, desenvolvida pelo Procon ALMG. A atividade aconteceu na manhã desta quinta-feira (17) e contou com grande participação dos cidadãos.

A servidora do Procon, Margareth Cintra, foi a coordenadora da ação. Segundo ela, o objetivo foi conscientizar o consumidor para a importância do uso das sacolas retornáveis ou das 100% compostáveis, que, após seis meses, podem ser utilizadas como adubo. “A participação das pessoas é impressionante. O consumidor já está buscando esta alternativa, e tem se mostrado cada vez mais consciente”, disse. Ainda de acordo com ela, a próxima etapa da campanha será nas escolas. ” Faremos o mesmo trabalho em estabelecimentos de ensino públicos e particulares de Belo Horizonte. O pedido, aliás, foi feito pelas professoras, para que a educação comece desde cedo”, reforçou.

Nova legislação vale a partir do dia 18 de abril

Margareth lembrou, também, que, a partir desta sexta-feira (18), o Procon vai iniciar a fiscalização do uso das sacolas plásticas convencionais nos supermercados e comércio em geral. A expectativa é de que as sacolas retornáveis sejam vendidas a R$ 1,99 e as biodegradáveis sejam comercializadas a R$ 0,19. O trabalho atende às determinações da Lei Municipal 9.529, de 2008, que proíbe o uso de qualquer sacola plástica descartável que não seja compostável (aquelas feitas de material orgânico).

A dona de casa Lúcia da Costa Fernandes acredita que a iniciativa, tanto da Prefeitura de Belo Horizonte quanto do Procon são importantes, mas ela pondera que será preciso um período de adaptação. “Vamos ter que nos acostumar, mas a consciência já existe. Temos mesmo que cuidar o meio ambiente e do planeta”, afirma.

A servidora pública Maria do Carmo Ladeira Torres também aprovou a campanha. Na opinião dela, é preciso retirar as sacolas de circulação para que as pessoas participem. “Tem que mexer no bolso das pessoas. Como as sacolas vão ser vendidas, ninguém mais vai esquecer quando for ao supermercado”, aponta.

Fonte – Assembléia de Minas Gerais de 17 de março de 2011

Concordamos com quase tudo, a exceção é a maldita sacola de comida, porque é um crime contra a humanidade se utilizar terra fértil e água potável para plantar batata, mandioca, cana, arroz, trigo … para roubar estes alimentos da boca dos bilhões de famintos do planeta e transformar uma sacola plástica de uso único que será utilizada por meia hora e depois não terá mais utilidade.

Mais pontos negativos, estas sacolas tem que ir para composteiras que são ambientes biologicamente ativos, se forem jogada no ambiente ou em lixões ou aterros, gerarão metano, gás 23 vezes pior que o CO2, aumentando o efeito estufa. Agora a pergunta, Belzonte tem composteira? Nananinanina, não tem não, meu senhor ou senhora!

Elas só tem de 20 a 40% de comida, o resto é petróleo, então, que vantagem maria leva nessa? Jogo de cena, greenwashing, mentira para enganar o consumidor, é o que realmente é esta sacola de comida.

Elas não podem entrar no processo de reciclagem junto com o plástico convencional, portanto, inviabilizam a reciclagem, ao contrário da sacola com o ciclo de vida útil controlado que pode ser reciclada junto com o plástico convencional ou se for abandonada em local inadequado, em 18 meses terá se biodegradado, voltado ao planeta.

Desafiamos qualquer um a nos dizer alguma vantagem da sacola de comida, porque até agora ninguém conseguiu nos convencer que roubar comida da humanidade para produzir algo completamente desnecessário é algo bom.

Sacola retornável, já!

Estudos científicos provam eficiência dos oxibiodegradáveis

Após o gerente-administrativo da Associação dos Supermercadistas de Uberaba e Região do Triângulo Mineiro (Assuper), Olair dos Santos, afirmar que os empresários estavam tendo dificuldades para encontrar as sacolas biodegradáveis no mercado, para cumprir a lei municipal nº 11.089, que proíbe o uso de sacolas plásticas por qualquer empreendimento comercial, surge informação.

A assessoria de imprensa de uma empresa que revende sacolas oxibiodegradáveis, Giselle Hoffmann, revelou que no Brasil são mais de 280 indústrias disponíveis para atender os comerciantes de várias partes do Brasil. “O mercado de embalagens biodegradáveis apresenta crescimento considerável no país desde 2007. O assunto está em evidência e entre as alternativas para substituir o plástico comum estão as sacolas oxibiodegradáveis”, declara.

Ela ainda explica que ao contrário do que foi divulgado por entidades que representam os interesses comerciais das petroquímicas, o produto é uma alternativa segura e testada. “As sacolas oxibiodegradáveis contêm aditivas e tecnologia que aceleram a degradação do plástico convencional, sem contar que as oxi custam quase dez vezes menos que um plástico biodegradável. Isso está comprovado cientificamente por laboratórios de credibilidade no país”, conclui.

Fonte – Jornal de Uberaba de 14 de março de 2011

Notícia velha para a FUNVERDE, que desde 2005 apoia  a fabricação e incentiva a comercialização e uso de plásticos com ciclo de vida útil controlado, também chamado de plástico oxibiodegradável, mais especificamente a tecnologia d2w, que já em 2005 nos forneceu algumas dezenas de laudos internacionais e atualmente tem mais de 25 laudos nacionais, na última contagem eram 27, isso no ano passado, todos laudos de instituições de pesquisa e pesquisadores renomados.

O plástico com ciclo de vida útil controlado serve para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do conteúdo da embalagem. É uma estupidez você tomar um iogurte em cinco minutos e depois sua embalagem durar 500 anos para se degradar, o mesmo ocorrendo com as sacolas plásticas de uso único convencional , que demoram 1 segundo para serem produzidas, são utilizadas por meia hora e depois ficam por 5 centenas de anos poluindo o planeta.

Claro que o ideal é utilizar sacola retornável, mas existem casos em que elas não podem ser utilizadas, com em açougues, peixarias e outros casos em que por ser molhado, o produto contamina a sacola retornável. Nesses casos, o ideal é o uso da sacola oxibiodegradável, que em 18 meses terá se biodegradado, restando apenas água, uma pequena quantidade de CO2 e biomassa.

A grande farsa dos supermercados em Jundiaí pode se espalhar pelo Brasil

Para os desavisados, até que parece positiva para o meio ambiente a campanha da Associação Paulista de Supermercados – APAS – e da Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS - de uso de sacolas plásticas compostáveis, campanha esta que ameaça se espalhar pelo país.

Mas as aparências enganam. E enganam o consumidor, as autoridades e toda a sociedade. Na realidade, os supermercados passaram a vender, por R$ 0,19 – isso mesmo, dezenove centavos a unidade -, sacolas plásticas que são fabricadas com alimentos – amido – misturado com derivados de petróleo.

É isso mesmo, caro cidadão. Os espertos dos supermercados deram uma pintada de verde – greenwashing - na sacola para posar de preocupados com o meio ambiente.

Na sacola está escrito “Vamos tirar o planeta do sufoco”. Na verdade, a frase correta deveria ser  ”Vamos tirar os supermercados do sufoco”.

Esta sacola desvia alimentos da população e por consequência o preço da comida vai aumentar para todos nós. Isso já aconteceu recentemente no México.

Usam terras férteis e água fresca para plantar fontes de amido – batata, milho, mandioca, arroz, trigo … qualquer planta que contém amido é potencialmente uma produtora de plástico -, muitas vezes de fontes transgênicas.

O cultivo do amido usa fertilizantes nitrogenados e isso forma o gás oxido nitroso, 300 vezes mais potente como gás efeito estufa. Depois a sacola vai para no lixo. Se a biodegradação acontecer em local sem oxigênio, também vai gerar o explosivo gás metano – aquele que explodiu o Morro do Bumba em Niterói e matou dezenas de pessoas -. Este gás é 23 vezes mais potente como efeito estufa.

Devido a sua composição, estas sacolas não podem ser recicladas juntamente com os plásticos comuns. Os supermercados querem destruir a reciclagem?

Além disso, só serve para biodegradar em ambiente controlado de compostagem industrial. Ora, existe coleta separada e destino destas sacolas para usina de compostagem? Existe usina de compostagem industrial em Jundiaí? quantas usinas deste tipo existem no Brasil?

Se não existe destino adequado, elas não cumprem norma nenhuma de compostagem. É mais comida que vai ser jogada fora, agora na forma de sacolas. E muito dinheiro no caixa do supermercado.

Ah, claro, eles vão dizer que estão vendendo pelo preço de custo. Claro que estão. A economia está no fato que eles deixaram de comprar, estocar e fornecer de graça um monte de sacolas. Até que isso parece positivo numa primeira leitura. Mas não é.

A verdade é que os custos das antigas sacolas plásticas já estavam embutido nos preços dos produtos que eles vendiam para você consumidor. Alguém viu aos preços dos produtos caírem depois que eles passaram a vender sacolas feitas de comida, alimento que vai faltar nos pratos de milhões de pessoas?

Para o golpe e a farsa se tornarem perfeitas e “tirar os supermercados do Sufoco”, é claro, o preço dos sacos plásticos para lixo disparou em Jundiaí. Coincidência? Passaram a vender sacolas feitas de comida … as pessoas não compram por que é caro … e o preço dos sacos de lixo dispara …

Alô Procon!!! Alô IDEC!!! Alô Pró Teste!!! Alô Defensores públicos!!! Alô ANVISA!!! Investiguem estes fatos.

Será que tem cartel e monopólio de fabricação, de produto, de matéria prima e de preços? Será que a matéria prima tem registro na ANVISA?

Por que outros tipos de sacolas com ciclo de vida útil controlado – papel e oxibiodegradável – não podem ser comercializadas nesta cidade?

Todos sabem que a FUNVERDE luta desde 2005 para banir, ou ao menos diminuir o consumo de sacolas plásticas de uso único. Nestes anos estudamos todas as alternativas e apoiamos aquelas que apresentam menor impacto para o meio ambiente.

O que não podemos permitir, nem nos calar, é diante deste crime contra a humanidade e o planeta que estes supermercados e suas associações estão promovendo. Deixem de comprar nestes supermercados. Compre em outra cidade!

A FUNVERDE sempre disse que a melhor opção é não usar sacolas plásticas de uso único, dê preferencia a sacola retornável, não use sacolas plásticas feitas a partir de amido (comida), caso seja necessária a sacola plástica de uso único, utilize as sacolas plásticas oxibiodegradáveis que podem ser recicladas e tem vida útil programada, ou seja, não é eterna, vamos fazer a nossa parte para podermos ter um futuro para nós, nossos filhos, netos e todos os seres que ainda não nasceram neste planeta.

Plástico de comida é tão ruim quanto o plástico de petróleo

Plásticos de base vegetal não são necessariamente mais ambientalmente seguros ou “verdes” do que os similares derivados de petróleo.

De acordo com um estudo na revista Environmental Science & Technology de 21 de outubro de 2010, os polímeros de base biológica são mais benéficos ao meio ambiente. No entanto, o plantio e o processo químico com alto consumo de energia significam que sua produção é mais poluente do que a dos plásticos derivados de petróleo.

PITTSBURGH— De acordo com um relatório publicado na Environmental Science & Technology, uma análise por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, sugere que os biopolímeros não são necessariamente melhores para o ambiente do que seus similares à base de petróleo. A equipe de pesquisa descobriu que, enquanto biopolímeros são os materiais mais ecologicamente corretos, a produção dos plásticos tradicionais pode ser ambientalmente menos onerosa.

Os biopolímeros superam outros plásticos em biodegradabilidade, baixa toxicidade, e o uso de recursos renováveis. No entanto, o plantio e os processos químicos necessários à sua produção absorvem grandes quantidades de energia e liberam fertilizantes e pesticidas no ambiente, como escreveu Michaelangelo Tabone (ENG, A&S ’10), que conduziu a análise como estudante de pós-graduação no laboratório de Amy Landis, professor de engenharia civil e ambiental na Faculdade de Engenharia Swanson em Pittsburgh. Tabone e Landis trabalharam com James Cregg, um pós-graduando em química na Pittsburgh School of Arts and Sciences; e Eric Beckman, co-diretor do Mascaro Center for Sustainable Innovation (Centro de Inovação Sustentável) e o fundo George M. Bevier Professor of Chemical and Petroleum Engineering, da Faculdade Swanson. O projeto teve o apoio da Fundação Nacional de Ciências (National Science Foundation).

Os pesquisadores examinaram 12 plásticos — sete polímeros derivados de petróleo, quarto biopolímeros, e um híbrido. Primeiramente a equipe conduziu uma avaliação de ciclo de vida (LCA) para a fase de pré-produção de cada polímero, a fim de avaliar os efeitos ambientais e sanitários da energia, matérias-primas e produtos químicos utilizados para criar uma onça (31,1 grama) de peletes de plástico. Eles então avaliaram cada plástico, na sua forma final, em relação aos princípios de concepção/projeto verde, incluindo biodegradabilidade, eficiência energética, desperdício, e toxicidade.

Os biopolímeros ficaram entre os poluidores mais prolíficos durante a produção, conforme revelou a avaliação de ciclo de vida. A equipe atribuiu isso aos fertilizantes e defensivos agrícolas, uso da terra para a agricultura extensiva, bem como o tratamento químico intenso necessário para converter vegetais em plástico. Os quatro biopolímeros foram os maiores contribuintes para a depleção do ozônio. As duas formas testadas do polímero derivado de açúcar – ácido polilático padrão (PLA-G), e o tipo fabricado pela empresa NatureWorks, sediada em Minnesota, (PLA-NW), o plástico derivado de açúcar mais comum nos EUA — exibiram a maior contribuição para eutrofização, a qual ocorre quanto corpos d’água superfertilizados não mais suportam vida. Um dos tipos de polihidroxialcanoato derivado de milho, PHA-G, ficou no topo da classificação de acidificação. Além disso, os biopolímeros ficaram acima da maioria dos polímeros derivados de petróleo em termos de ecotoxicidade e emissão de carcinógenos.

Resultados da avaliação de ciclo de vida com os biopolímeros PLA-NW, PLA-G, PHA-G, e PHA-S. Hibrido é B-PET. Tabela da Environmental Science & Technology.

plásticos verdes são tão nocivos quanto os produzidos a partir do petróleo.

Uma vez em uso, no entanto, os biopolímeros superaram os polímeros tradicionais por suas características benéficas ao meio ambiente. Por exemplo, o plástico derivado de açúcar produzido pela NatureWorks deixou a sexta posição na avaliação de ciclo de vida para se tornar o material com maior conformidade com os padrões de concepção/projeto verde. Por outro lado, o onipresente polipropileno (PP), amplamente utilizado em embalagens, é o plástico cuja produção é mais “limpa”, porém despencou para a nona posição como material sustentável.

O interessante é que os pesquisadores descobriram que o biopolietileno tereftalato (hibrido petróleo-vegetal), ou B-PET, combina os problemas causados pela agricultura com a teimosia estrutural do plástico tradicional, sendo nocivo durante a produção (12º lugar) e o uso (8º lugar).

Landis continuará o projeto agora submetendo os polímeros a uma avaliação de ciclo de vida total (full LCA), a qual determinará também o impacto ambiental dos polímeros durante o uso até seu eventual descarte.

Revista Environmental Science & Technology

Existem invenções que jamais deveriam deixar o laboratório, como é o caso do plástico feito de comida.

O impacto de se plantar alimento para fabricar plástico ou biocombustível é muito grande, tanto para o planeta quanto para a humanidade. O perigo para a segurança alimentar global é imenso, em um planeta que está chegando a 7 bilhões de almas no meio deste ano, das quais, mais de 1 bilhão não tem alimento em seu prato e não tem água potável para saciar sua sede.

Enquanto isso os capitalistas selvagens, as máfias do plástico não estão preocupadas com a sobrevivência da humanidade, querem o lucro imediato, não importando a poluição que causem, os recursos naturais que roubam dos humanos que ainda nem nasceram.

Nos diga qual o sentido de se usar terra fértil e água potável para plantar alimentos e depois roubar estes alimentos da humanidade para transformar em embalagens que serão utilizadas por no máximo meia hora. Não faz sentido nenhum, é insensato, é maluco, é criminoso.

Lembre-se de qualquer alimento que contenha amido é uma potencial matéria prima para fabricação de plástico de comida e as principais fontes são batata, mandioca, milho, arroz, trigo … você acha que a máfia do plástico está preocupada com a alta dos alimentos devido ao desvio destes alimentos para fabricação de plástico? Acha que eles serão solidários ao verem cada vez mais faltar alimento por causa do desvio deste alimento para seu lucro? Não, não e não.

Só depende de você, consumidor, fazer com que o plástico de comida suma da face da terra. Você, consumidor, define o que é fabricado ou não. Ao recusar um produto você forçará o fabricante a não fabricá-lo mais, porque ele não terá para quem vender e não terá lucro.

Não utilize plástico de comida,  boicote os supermercadistas que estão aderindo a esta prática criminosa, que é matar de fome o a humanidade ao roubar comida para fazer plástico.

Coca-Cola diz que embalagem biodegradável não é uma opção viável

Em seu relatório de sustentabilidade de 2009/2010, a Coca-Cola fez uma avaliação hostil em relação a embalagens biodegradáveis de bebidas.

A gigante dos refrigerantes, explicou: “Enquanto embalagens biodegradáveis podem ser uma boa escolha para os produtos que não são comercialmente recicláveis, o processo de captura da energia incorporada e matérias-primas nas garrafas de bebidas para a reutilização através da reciclagem é, em nossa opinião, a muito melhor opção”.

Segundo Mr. Foulds, consultor das empresas produtoras de embalagens compostáveis, a falta de instalações de compostagem, o preço e a separação do PET são fatores que têm impedido até agora que as soluções compostáveis se tornem a solução verde de escolha para os fabricantes de bebidas. “O uso do PET reciclado continua a ganhar impulso e superou a solução da garrafa compostável”, disse Foulds.

O analista afirmou que algumas empresas de menor porte têm visto as embalagens compostáveis como uma forma de se diferenciar. Mas para as grandes empresas de transformação, a necessidade de grandes volumes de material à base de plantas para as embalagens compostáveis é problemático e caro, especialmente devido à controvérsia em torno da utilização de fontes de alimento potencial para fins não alimentares.

Fonte – Tradução parcial e livre de artigo original em Inglês, Food Production Daily de 15 de fevereiro de 2011

Imagem – roitberg

Diga não ao plástico de comida!

Coca-Cola says biodegradable packaging ‘not a viable option’

Coca-Cola said earlier this month that biodegradable packaging is “simply not a viable option” but a new report suggests that other smaller drinks companies are beginning to take an interest.

In its 2009/2010 sustainability report, Coca-Cola gave a hostile assessment of biodegradable drinks packaging. It said: “A one-use bottle is simply not a viable option for our business.”

The soft drinks giant explained: “While biodegradable packaging can be a sound choice for products that are not commercially recyclable, the process of capturing the embodied energy and raw materials in beverage bottles for reuse through recycling is, in our view, a much better option.”

But according to a new report on drinks biopackaging from Zenith International not all manufacturers agree with Coca-Cola.

High growth rates

The food and drinks consultancy said the use of biopackaging, defined in the report as compostable packaging, rose by 47 per cent in Western Europe and North America last year. This takes total volume to over 100 million litres – a small proportion of total volume but a large percentage increase nonetheless.

“Despite the difficulties, we foresee continuing strong growth in development projects. If the challenges can be answered, then volume can gain serious market share”, said Jenny Foulds, a senior analyst at Zenith.

Foulds said the environmental credentials of compostable bottles, typically made from corn-based PLA (polylactic acid), sit well with green-minded consumers.

Persistent challenges

This provides a powerful basis for future growth but challenges such as price, separation from PET and composting facilities persist.

These factors have so far prevented compostable solutions from becoming the green solution of choice for drinks manufacturers. “The use of recycled PET continues to gain momentum and has overtaken compostable bottle formats,” said Foulds.

The analyst said some smaller companies have seen compostable packaging as a way of differentiating themselves. But for bigger companies sourcing high volumes of plant-based material for compostable packaging is problematic and expensive, especially given the controversy surrounding the use of potential food sources for non-food purposes.

For that to change and for the likes of Coca-Cola to back biodegradable packaging, Foulds said government backing including the provision of adequate composting facilities, tax incentives and other financial support may be needed.

Hasso v. Pogrell, managing director of European Bioplastics, said he is unaware of any drinks package on the market that is truly biodegradable – that is to say that meets the European standard for compostability EN 13432.

The trade body head said the broader bio-packaging concept has a promising future in the sector. Pogrell praised the Plant Bottle from Coca-Cola saying it may be considered a bioplastic product because renewable resources are used in its manufacture and it is suitable for recycling alongside ordinary PET.

But he warned that some partial solutions like oxo-degradable additives that make packaging fragment and fall apart may do as much harm as good, causing problems at recycling and composting facilities.

Fonte – Food production daily de 15 de fevereiro de 2011

Imagem – roitberg

Entrevista com Eduardo Van Roost, Res Brasil – O cliente é quem manda

PR  - Porta-vozes de bancos manifestaram em 2010 simpatia pelo uso de copos descartáveis oxibiodegradáveis. No entanto, segundo os produtores desses copos, se recusam a pagar por eles a mais do que pagam pelo copo descartável convencional. Como interpreta essa atitude contraditória dos bancos e como a Res Brasil pretende combatê-Ia em 2011?

Van Roost – A princípio pode parecer que o custo é o único fator que impediria a adoção dos copos oxibio por parte dos bancos. Mas, veja, eles já adotam sacos, sacolas e envelopes com nossa tecnologia (N.R. – o agente oxibio d2w da inglesa Symphony). Esses produtos têm menor valor agregado e, por isso, o impacto dos d2w nos custos seria maior que nos copos. Entendo, portanto que as empresas estão adotando a aditivação oxibio nos itens sobre os quais existem maiores pressões contra os plásticos convencionais e assim, gradativamente, migrar para outros produtos contendo d2w, inclusive copos, assim que tiverem realizados os estudos de análise de ciclo de vida útil entre copos, canecas de vidro /cerâmica e os similares de plásticos convencionais. Daí para o emprego dos produtos com d2w será o próximo passo. As ações já tomadas incluem parecer sobre os aditivos d2w que já recebemos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), assim como a divulgação do uso de copos e outras embalagens acrescidas de d2w ao redor do mundo, incentivando empresas brasileiras a adotar a mesma postura.

PR – A maioria dos transformadores entrevistados que adota o aditivo oxibio declara que, dada a polêmica em torno da fragmentação e não decomposição total da embalagem no meio ambiente, emprega o material enxergando nele uma solução ambiental capenga, utilizada na falta de alternativa melhor. O que pretende fazer em 2011 para retificar ou aprimorar essa imagem do aditivo junto aos transformadores?

Van Roost – Parte dos transformadores atende aos pedidos dos clientes finais, e a exemplo da dificuldade de provar os benefícios dos plásticos convencionais, também encontra dificuldades para entender a proposta dos plásticos contendo d2w. Mas são os consumidores finais que resolvem que a tecnologia oxibio tem seu valor para salvar o planeta contra a poluição causada pelo descarte irresponsável e incorreto dos resíduos plásticos no meio ambiente. Posso afirmar sem receio de errar: não existe produto plástico mais exaustivamente testado quanto à sua eficácia e segurança que os artefatos acrescidos de d2w. Com base nessas provas, a indústria é informada que a solução para os ataques ao setor já é uma realidade e acessível a todos.

Fonte – Plásticos em Revista de dezembro de 2010

 

Os Pecados da Biologia Sintética – como ela trará plásticos mais baratos através da ruína das nações mais pobres da Terra

Eis uma previsão sombria para meditar. A chamada “biologia sintética”, essa onda da biotecnologia, através da qual tecnófilos excêntricos engendram formas de vida peculiares, pode prejudicar as florestas tropicais e as comunidades que delas dependem. Tal tecnologia vai acabar custando vidas, provavelmente muitas delas!

E não estou sugerindo que haverá mortandade direta por vírus perniciosos, mas mortes econômicas. E os mortos não serão dignos de nota, serão agricultores, pecuaristas e moradores da floresta que vivem em nações pobres, e que dependem de produtos de origem vegetal.

A Biologia Sintética é festejada como uma panacéia, mas devemos ter clareza sobre os motivos que a tornam um negócio tão significativo, e quem será prejudicado. Seus defensores profetizam que biologia sintética levará a uma “Nova Bioeconomia”, através da qual a biologia será utilizada para realizar tarefas que hoje são realizadas pela indústria de transformação.

A nova Bioeconomia parece inocentemente verde (ecologicamente correta). Trata-se de leveduras e bactérias que estão sendo reprojetadas como bio-fábricas para produzir plástico, produtos químicos e combustíveis nos quais estamos viciados. Uma vez que micróbios se banqueteiam com matéria vegetal, seja ela resultante de algas, lascas de madeira, ou açúcar, as plantas substituiriam o petróleo como a principal matéria-prima para a produção industrial. O abastecimento de matérias-primas estratégicas, incluindo medicamentos, borracha e óleos, passaria das mãos dos agricultores do hemisfério sul, para tanques de fermentação controlados pelo Norte.

A agropecuária, indústria florestal, química, de biotecnologia e energia estão apostando dinheiro grosso nessa visão. A Chevron e a Procter & Gamble estão patrocinando a LS9 Inc., cujos micróbios sintéticos fermentam celulose de plantas transformando-a em gasolina, querosene de aviação, ou plástico. A Chevron também está apostando nas algas Solazyme que se alimentam de açúcar para produzir um substituto da gasolina; enquanto a Unilever está financiando a produção pela mesma empresa, de um substituto ao óleo de palma. A Exxon, British Petroleum, e a Novartis estão patrocinado a empresa Craig Venter Synthetic Genomics Inc. A General Motors e a Marathon Oil esperam que os “bichinhos” criados através de bioengenharia pela Mascoma possam converter lascas de madeira em etanol. A DuPont já transforma 40 mil hectares de milho por ano em plástico, graças ao fermento sintético.

Consideremos também a vedete da indústria Biosintética, a Amyris Biotechnologies. Seus pesquisadores já reprogramaram levedos para excretar uma substância que produz gasolina, diesel, plásticos, detergentes, perfumes, e muito mais. A lista de parceiros da Amyris parece muito com àquela dos participantes do Fórum Mundial em Davos: Shell, Mercedes, Oil Total, Procter & Gamble, Sanofi-Aventis, Cosan, Bunge, Al Gore, Bill Gates, e Vinod Khosla. A Amyris tem até certo verniz filantrópico, tendo recebido dinheiro de Bill Gates para produzir o composto antimalárico (artemisinina) em tanques no Leste Europeu, em vez dos campos do leste da África. Mas, quando a artemisinina sintética for comercializada, no próximo ano, milhares de agricultores de pequeno porte, que cultivam Artemísia, podem descobrir que sua fonte de renda lhes foi ceifada. Com o tempo, eles podem vir experimentar o desemprego tal como os seringueiros, enquanto a Goodyear aumenta sua produção de borracha de pneu através da E. coli sintética, seguidos de perto pelos fazendeiros de baunilha de Madagascar, quando a vanilina desenvolvida em laboratório entrar em produção em escala comercial .

Agricultores espoliados não são a única desvantagem dessa nova bioindústria. A fermentação de micróbios sintéticos exige grandes quantidades de plantas, eufemisticamente chamadas de “biomassa”. Surpreendentemente, a biomassa é escassa. È verdade que o planeta anualmente produz 320,000 milhões de toneladas de matéria vegetal, mas um quarto dela já é utilizada como alimento, ração e lenha. As plantas restantes lutam para limpar o nosso ar e água, reciclar carbono, sustentar a biodiversidade, e restabelecer a fertilidade do solo, funções realizadas por elas nos ecossistemas muito antes serem relegadas à condição de biomassa. Segundo a Global Footprint Network, já estamos excedendo esta capacidade biológica em 150 por cento, acumulado uma dívida com o ecossistema para a qual a natureza não pode oferecer nenhuma saída. Do ponto de vista dos sistemas da terra, extrair mais de biomassa do planeta é como tirar sangue de um paciente com hemorragia: estupidez.

A perspectiva ao nível de solo também é desanimadora. Quando a Amyris iniciar a produção comercial de óleo diesel à base de açúcar, neste ano, irá estimular a expansão da cultura brasileira de açúcar, a qual consome grandes quantidades de água, destruindo rapidamente a frágil bacia hidrográfica do Cerrado, empurrando a produção de soja mais fundo Amazônia à dentro, e liberando 150 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, devido às queimadas para colheita, mudanças no uso da terra, e utilização de adubos.

Os custos sociais também serão altos. A expansão das fronteiras agrícolas do Brasil aumentará o número dos sem-terra, engrossando as fileiras dos pobres urbanos. Entrementes no Brasil, a mesma cana é colhida por um exército de meio milhão de trabalhadores migrantes, muitos dos quais sofrem em condições de escravidão, com problemas respiratórios e morte prematura por exaustão.

É perfeitamente lógico que as empresas de Biologia Sintética, como a Amyris, se voltem para o Brasil como fonte de matéria prima. Oitenta e seis por cento da biomassa global é armazenada nos trópicos e subtrópicos, exatamente onde estão também, inconvenientemente localizados, os 1,5 bilhão de camponeses do mundo. A disponibilização da biomassa para a nova Bioeconomia pressupõe a extinção da “velha Bioeconomia”, da agricultura de subsistência, pecuária e coleta. Mesmo enquanto tal transição bioeconômica ainda está em andamento, já estamos assistindo a uma voraz disputa pela terra, material vegetal, e recursos naturais.

Segundo o Banco Mundial, cerca de 50 milhões de hectares de terras tropicais foram açambarcados por investidores estrangeiros nos últimos anos, dos quais 21 por cento para garantir biomassa para produção de biocombustível. Uma análise em apenas 11 países Africanos pela Friends of the Earth revelou uma área do tamanho da Dinamarca, recentemente adquirida para a produção de matérias-primas para biocombustíveis. Relatos in loco de tais aquisições (arquivados em www.farmlandgrab.org) falam de aldeias queimadas, camponeses assassinados, e famílias passando fome.

Quando se trata de notícias sobre biologia sintética, a criação de formas de vida à la Frankenstein é que chega às manchetes. Mas, na verdade, a ânsia mundana das empresas de biotecnologia, por mais terra, mais biomassa, e meios de subsistência é uma matéria muito mais importante.

Artigo produzido por Future Tense, uma colaboração entre a Universidade Estadual do Arizona, New America Foundation, e Slate. A conferência Future Tense sobre a capacidade dos governos em se manter em dia com os avanços científicos será realizada na sede do Google em Washington DC, em 3 e 4 de fevereiro de 2011.

Fonte – Jim Thomas, Slate de 2 de fevereiro de 2011

Para acessar os hiperlinks da matéria, visite http://www.slate.com/id/2283299/

Empresa lança lâmpada LED para substituir incandescentes de 60 watts

Na maioria das cidades do mundo, o uso das lâmpadas fluorescentes de baixo consumo tem aumentado nos últimos anos. Apesar de serem maias eficientes que as incandescentes, calcula-se que são as lâmpadas LED quem tomarão a dianteira para se chegar a uma iluminação sustentável.

Por quê? As LED têm uma vida útil de 25 mil horas, mais do que o dobro das fluorescentes e 25 vezes maior que a das incandescentes. Além disso, as LED não contêm o mercúrio poluidor das fluorescentes e estão em constante desenvolvimento.

A nova lâmpada LED foi desenvolvida pela Royal Philips Electronics e apresentado na feira Lightfair International, em Las Vegas. Seu objetivo é substituir a lâmpada mais utilizada pela iluminação doméstica, a incandescente de 60 watts.

O novo modelo de LED oferecerá uma economia de energia de 80% em relação às incandescentes, consumindo 12 watts em vez de 60.

Muitas pessoas não adotam as lâmpadas fluorescentes porque a iluminação que proporcionam é diferente da das lâmpadas incandescentes. Mas segundo a Philips, as novas lâmpadas LED terão iluminação e forma similares às tradicionais e deverão ser comercializadas nos Estados Unidos a partir do último trimestre deste ano.

Segundo estimativas da Philips, só nos Estados Unidos são vendidas mais de 425 milhões de lâmpadas incandescentes de 60 watts por ano. Substituí-las por modelos LED poderia economizar cerca de 5,6 milhões de toneladas de emissões de carbono (relacionadas à economia na produção de energia).

Obviamente, os números aumentam se levarmos em conta o consumo internacional.

Será uma questão de esperar o lançamento mundial e testar a experiência do usuário com esta nova geração de lâmpadas LED. Um desafio interessante.

Fonte – Planet green de 18 de maio de 2010

Imagem – Philips

E por aqui, enrolaram para 2014 banir as lâmpadas incandescentes. Para variar, no Brasil se empurra tudo com a barriga. Haveria uma economia absurda de energia elétrica na troca de todas as lâmpadas incandescentes por lâmpadas LED. São estas mudanças que diminuem a necessidade de construção de novas usinas geradoras de energia, são essas as mudanças necessárias para mudar o destino da humanidade, mas ficamos patinando, com um governo que não tem responsabilidade nem vontade necessárias para realizar estas mudanças através de lei, com uma população acomodada, enfim, nada muda e não sabemos se a mudança virá a tempo, a tempo de mudar o destino da humanidade.

Asfalto ecológico

Pelo menos oito ruas da cidade de São Paulo devem começar 2011 cobertas com um novo tipo de asfalto, produzido pela prefeitura.

Composto de resíduos de obras e demolições, o material ajuda a preservar o meio ambiente e custa até 40% menos do que o produto tradicional.

Fonte – PEGN

Estamos pesquisando mais sobre esta tecnologia para postar uma matéria completa sobre o assunto, aguarde.

Gráfica aposta em práticas sustentáveis e triplica de tamanho

Fazer a transição de sua empresa para o Século XXI, onde as palavras de ordem são, sustentabilidade, ecologicamente correto, diminuição da pegada ambiental … enfim, proteger o planeta por meio de ações ambientalmente corretas, não siginifica, de maneira alguma, ir à falência, derrubar o império capitalista.

Veja abaixo como uma empresa ambientalmente correta pode não somente sobreviver, mas também, conquistar novos clientes que estão dispostos a colaborar com o planeta.

A Mattavelli utiliza papel certificado e tintas sem materiais pesados, além de obedecer a um plano de prevenção de riscos ambientais

A Gráfica Mattavelli foi inagurada em São Paulo em 1947. Nas cinco décadas seguintes, a empresa se desdobrou para acompanhar os avanços tecnológicos e sobreviver em meio à intensa concorrência do setor. No final dos anos 1990, a Mattavelli inaugurou uma nova fase de sua história ao despertar para a importância da preservação do meio ambiente. Nem faz tanto tempo assim, mas falar de práticas sustentáveis naquela época soava um tanto quanto distante da realidade da área. “Hoje, a primeira pergunta feita pelos clientes é se temos papel certificado”, diz o proprietário, Osmar Mattavelli, 70 anos, 56 dos quais dedicados à gráfica fundada por seu pai.

A Mattavelli tem, sim, à disposição da clientela o papel com o selo FSC, que indica a procedência ambientalmente correta da matéria-prima. Além disso, a empresa usa tintas sem metais pesados, eliminou o uso do benzeno (substância altamente tóxica e poluente) e tem um plano de prevenção de riscos ambientais em constante atualização. No fim do ano passado, lançou um verniz biodegradável, o Opaque 832, fruto de pesquisas coordenadas diretamente por Mattavelli.

Para 2011, ele promete lançar uma alternativa ambientalmente correta às embalagens do tipo clamshell, aquelas de plástico rígido transparente que são dificílimas de se abrir. Uma nova versão do verniz Opaque 832 também está nos planos. O investimento na preservação ambiental foi, além de benéfico para a sociedade, um ótimo negócio, segundo ele. Nos últimos dez anos — os mesmos em que a empresa se voltou para a ecologia —, o faturamento da empresa triplicou. No ano passado, as vendas chegaram a R$ 28,3 milhões.

BOAS PRÁTICAS – A empresa conta com a certificação ISO 14001, relativa à preservação ambiental. Entre outras coisas, a gráfica utiliza apenas tintas sem metais pesados (como a Soy Ink, feita à base de óleo de soja) e recicla 33 toneladas de aparas de papel por mês.

VERNIZ ECOLÓGICO - A Mattavelli investiu R$ 50 mil para criar o Opaque 832, um verniz à base de água que não contém solventes, produtos tóxicos ou metais pesados em sua composição. Sua aplicação produz o mesmo efeito da película plástica, comum em capas de livros e revistas. Além de ser mais barato e ter um processo produtivo mais ágil, o verniz é biodegradável.

PAPEL CERTIFICADO – A gráfica passou a utilizar papel aprovado pelo Forest Stewardship Council (FSC) em 2009. Isso significa que sua produção é realizada a partir de florestas manejadas adequadamente.

Fonte – Leonardo Millen, PEGN

Nutrella inova e lança quatro sabores inéditos embaladas em plásticos com ciclo de vida útil controlado d2w / RES Brasil

As versões Sementes, Ervas Finas, Açaí com Banana e Granola e Amaranto Light foram desenvolvidas para quem busca uma alimentação saudável e nutritiva.

A busca por um estilo de vida saudável – que começa, entre outras práticas, por meio do consumo de alimentos que beneficiam o organismo – é uma tendência cada vez maior. Para apoiar os adeptos de hábitos saudáveis, bem como incentivar novos consumidores a iniciarem uma alimentação equilibrada, a Nutrella lança quatro novos sabores que complementam suas linhas Vitta Natural 100% Integral, Vitta e Light.

As versões Sementes e Ervas Finas integram o portfólio da linha Vitta Natural 100% Integral, lançada em 2009 como uma revolução no segmento alimentício, pois é a única linha de pães naturais do mercado, ou seja, que não utilizam conservantes artificiais. Além disso, são preparados exclusivamente com farinha de trigo integral, que conserva as três partes do grão do trigo (gérmen, endosperma e farelo), contribuindo para uma maior concentração de fibras, vitaminas e minerais.

Ideal para uma alimentação natural e saborosa, o Nutrella Vitta Natural 100% Integral Sementes é um mix de grãos que reúne as propriedades da linhaça com o girassol e o gergelim. Já o Nutrella Vitta Natural 100% Integral Ervas Finas é uma combinação de diversas ervas em um pão saudável e nutritivo, ideal para explorar novas ocasiões de consumo, como acompanhamento de sopas e cremes. Ambos estão disponíveis em versões de 400g.

A opção Açaí com Banana e Granola chega para complementar a linha Vitta, que tem como objetivo trazer os benefícios dos grãos e cereais para equilibrar o organismo. O açaí é uma fruta rica em fibras, lipídios e antioxidantes, cujo consumo cresceu nos últimos anos e ganhou a preferência dos brasileiros. O novo pão Nutrella Açaí com Banana e Granola é feito com a fruta e contém pedacinhos de banana (disponível na versão de 400g).

Por fim, a linha Light, ganha o novo lançamento Amaranto Light. O amaranto é um cereal que recebeu destaque recentemente, pelos benefícios que oferece para o funcionamento do organismo e pelo alto nível de proteínas e minerais como cálcio, fósforo, vitaminas e aminoácidos que oferece. O pão Nutrella Amaranto Light contém o cereal e pode ser encontrado na versão de 320g.

Sempre pensando na saúde do meio ambiente, todas as embalagens são feitas de plástico 100% degradável. Enquanto os plásticos comuns levam cerca de 100 anos para se degradar, as embalagens dos pães Nutrella levam até no máximo cinco. Isso se deve a incorporação de um ativo pró-degradante que acelera o rompimento das cadeias moleculares do material de embalagem e acelera a degradação ao término de sua vida útil.

Todos são livres de gordura trans e estarão disponíveis a partir deste mês nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Pão Nutrella Vitta Natural 100% Integral Sementes – 400g – R$ 4,15 | Pão Nutrella Vitta Natural 100% Integral Ervas Finas – 400g – R$ 4,15 | Pão Nutrella Vitta Açaí com Banana – 400g – R$ 4,15 | Pão Nutrella Amaranto Light – 320g – R$ 4,15. www.nutrella.com.br

Fonte – Portal da Revista Fator  de 20 de janeiro de 2011

Assim como ocorre em todos os países onde o Grupo Bimbo está presente, aqui no Brasil as marcas de pães Nutrella e Pulmann são embaladas em plásticos com ciclo de vida útil Controlado d2w / RES Brasil.

Esta aplicação é possível devido ao fato dos aditivos d2w estarem de acordo com as resoluções e listas positivas da ANVISA e o desempenho relacionado à degradação, biodegradação e segurança para o meio ambiente e à vida terem sido comprovados em testes conduzidos a pedido do próprio Grupo Bimbo, e também por diversas universidades, laboratórios e centros de pesquisa independentes e creditados ao redor do mundo, inclusive no Brasil.

O Grupo Bimbo é a maior empresa de panificação do mundo.

Diminuir a quantidade de embalagens e acondicionar os produtos em embalagens ambientalmente corretas e principalmente, com ciclo de vida útil controlado, para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto embalado, este deve ser o compromisso da indústria mundial. Traduzindo: você consome um iogurte em 5 minutos, um xampu em uma semana, um óleo vegetal em 15 dias e estas embalagens atualmente duram 500 anos, isto é um completo absurdo e um desrespeito aos seres que ainda nem nasceram neste planeta e terão de se livrar destas embalagens descartadas por nós.

É por isso a FUNVERDE apoia e estimula a troca de embalagens eternas e poluidoras por embalagens ambientalmente corretas e com ciclo de vida útil controlado, por respeito ao planeta e aos humanos de hoje e do futuro.

Aeroponia viabiliza o cultivo de batatas sem uso de terra

Além da economia de água e de fertilizantes, a técnica pode aumentar a produção em até cinco vezes

Foi-se o tempo em que possuir um pedaço de terra era requisito para o cultivo de batatas. Uma técnica denominada aeroponia, ou “cultivo no ar”, possibilita a produção de alimentos deixando expostas suas raízes. No mês passado, as empresas espanholas Newco (Sociedade para Transferência da Tecnologia em Batata) e Neiker-Tecnalia (Instituto Vasco de Investigação e Desenvolvimento Agrário) apresentaram a novidade à imprensa especializada no Campus Agroalimentario de Arkaute, em Vitória-Gasteiz, na Província de Álava.

Segundo os pesquisadores espanhóis, o novo sistema evita a incidência de enfermidades provenientes do solo, além de economizar água e fertilizantes. A produção ocorre dentro de uma espécie de caixa, que funciona como uma estufa em total escuridão, reproduzindo as características do meio abaixo da terra.

Um sistema de nebulização, que funciona à base de energia elétrica, é responsável por pulverizar as raízes expostas com uma solução aquosa contendo todos os micros e macronutrientes necessários ao crescimento das plantas. O tempo de nebulização varia entre 15 e 60 segundos, de acordo com o ciclo da cultura e o clima da região onde se está cultivando.

A colheita é escalonada, feita através de janelas laterais construídas na estufa para tal finalidade. Assim, os minitubérculos podem ser colhidos tão logo atinjam o tamanho desejado pelo produtor. Em condições tropicais de cultivo, a escolha do sistema aeropônico para a produção de batatas-semente depende do nível tecnológico do produtor ou da empresa produtora, além da disponibilidade de mão de obra especializada, gerador para cobrir eventuais falhas de energia elétrica e recursos para investimentos, pois a água que compõe a solução nutritiva e pulveriza as raízes não deve conter fitopatógenos que possam comprometer o crescimento das plantas.

Geralmente, nos sistemas de cultivo sem solo, um fator limitante ao desenvolvimento das culturas é o teor de oxigênio disponível. Devido ao excesso de água nos substratos e ao pequeno volume dos canais de cultivo, o processo de respiração pelas raízes fica seriamente comprometido. Porém, na aeroponia, esta é uma premissa superada. Por não haver nenhum tipo de impedimento ao desenvolvimento do sistema radicular das plantas, sugere-se que a emissão de novas raízes seja facilitada, contribuindo para o aumento, em cinco vezes, no número de minitubérculos por planta. Enquanto no solo são produzidos até dez tubérculos por planta, no sistema de aeroponia podem ser obtidos até 50 minitubérculos por planta.

O alto custo inicial de implantação e a possibilidade de perda total da produção, caso o produtor não disponha de um sistema auxiliar de geração de energia, representam as desvantagens para a aplicação da aeroponia.

Com experimentos realizados entre 2005 e 2007, o engenheiro agrônomo e pesquisador científico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) Polo Nordeste Paulista, Thiago Leandro Factor, comprovou no Brasil a eficácia da aeroponia comparando os custos de produção do novo sistema à hidroponia convencional, no qual as raízes ficam suspensas em meio líquido. O custo médio estimado do minitubérculo no sistema hidropônico varia entre 12 e 19 centavos de real, enquanto que no sistema aeropônico é possível produzir o minitubérculo por oito centavos.

“Por proporcionar melhor retorno financeiro ao produtor rural, o sistema aeropônico se apresenta como melhor opção de investimento”, diz Factor, que há três anos defendeu esses resultados em sua tese de doutorado apresentada à Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Jaboticabal, SP.

Com o auxílio do engenheiro, produtores e empresas nacionais deverão implantar, no próximo ano, essa nova tecnologia para o cultivo de batatas no Brasil. Além disso, Factor inaugurará em Mococa, município do interior de São Paulo, uma unidade de pesquisa e difusão do sistema. “Aeroponia é um universo a ser explorado e, por não exigir grande quantidade de água, poderá solucionar a produção de alimentos no futuro”, conclui.

Windstalk concept is a wind farm without the turbines

Wind turbines are an increasingly popular way to generate clean energy with large-scale wind farms springing up all over the world. However, many residents near proposed wind farm sites have raised concerns over the aesthetics and the low frequency vibrations they claim are generated by wind turbines. An interesting Windstalk concept devised by New York design firm Atelier DNA could overcome both these problems while still allowing a comparable amount of electricity to be generated by the wind.

Devised as a potential clean energy generation project/tourist attraction for Abu Dhabi’s Masdar City, the Windstalk concept consists of 1,203 carbon fiber reinforced resin poles, which stand 55 meters (180 feet) high and are anchored to the ground in concrete bases that range between 10 and 20 meters (33-66 ft) in diameter. The poles, which measure 30cm (12 in.) in diameter at the base, tapering up to a diameter of 5cm (2 in.) at the top, are packed with a stack of piezoelectric ceramic discs. Between the discs are electrodes that are connected by cables that run the length of each pole – one cable connects the even electrodes, while another connects the odd ones.

So, instead of relying on the wind to turn a turbine to generate electricity, when the pole sways in the wind, the stack of piezoelectric discs are compressed, generating a current through the electrodes. In a nice visual way to indicate how much – if any – power the poles are generating, the top 50cm (20 in.) of each pole is fitted with an LED lamp that glows and dims relative to the amount of power. So when the wind stops, the LED’s go dark.

As a way to maximize the amount of electricity the Windstalk farm would generate, the concept also places a torque generator within the concrete base of each pole. As the poles sway, fluid is forced through the cylinders of an array of current generating shock absorbers to convert the kinetic energy of the swaying poles into electrical energy.

Because the electricity generation capabilities of a Windstalk field site would depend on the wind, the designers have devised a way to store the energy. Below the field of poles would be two large chambers located on top of each other and shaped like the bases of the poles but inverted, (see the cross section image of the pole base section below). When the wind is blowing, part of the electricity generated is used to power a set of pumps that moves water from the lower chamber to the upper one. Then, when the wind dies down, the water flows from the upper chamber down to the lower chamber, turning the pumps into generators.

The WIndstalk project is still only a concept, so the designers haven’t determined the optimal shape for the stalks, saying computer simulations could be used to devise the best profile for maximizing the pole’s movement and variation. Even so, the design team estimates that the overall electricity output of the concept would be comparable to that of a conventional wind turbine array because, even though a single wind turbine that is limited to the same height as the poles may produce more energy than a single Windstalk, the Windstalks can be packed in much denser arrays.

The Atelier DNA Windstalk concept took out second prize in the Land Art Generator Initiative (LAGI) competition this year that asked entrants to “design a series of land/environmental art installations that uniquely combine aesthetic intrigue and artistic concept with clean energy generation.”

Fonte – Ecogizmo de 13 de outubro de 2010

Como você pode ver, as tecnologias ambientalmente corretas estão sendo criadas aos montes, mas falta o empurrão do governo com leis ou incentivos fiscais para mudarmos nossa matriz energética e enfim, nos livrarmos da maldição do aquecimento global.

Pigments from peanuts: a better way to make dyes from agricultural waste

Researchers at the Argentine National Institute for Industrial Technology (INTI) are taking a new approach to the manufacture of natural dyes from agricultural waste. The method involves extraction of pigments from waste and conserving them in dust form, meaning they can be dry stored for use all year round. Over the past year numerous agricultural materials have been tested with one of the most promising candidates being peanut shells – one of Argentina’s main exports.

The study has two aims; firstly to identify a sustainable process for creating water-soluble natural dyes that may be dry-stored, and that is capable of creating reliably high-grade products; and secondly, to ascertain the optimal circumstances for consistent staining and retention over time.

The conventional method of extracting natural dyes involves boiling vegetables in running water, but the advantages to this new technique are that the feedstock can be maintained all year round using products that would otherwise be discarded, and the direct extraction of the pigment.

Identification of suitable species is a collaborative effort between the Department for Chemistry and Textiles, and the Outreach Unit of the Institute. So far 20 dyes from plant species have been isolated and tested, including: sunflower husk, parsley, olive, laurel, rosemary and lemon, walnut, peanut and onion. The method of extracting the dye means they are very resistant to wear and washing, but like many natural colors they remain sensitive to light exposure so far.

It’s hoped that this dye retention can be improved with further research, and researchers will continue to evaluate other potential sources from other industries such as food, cosmetics, paints, paper and rubber and apply some of these to an industrial-scale application.

Fonte – Treehugger de 16 de janeiro de 2011

Esses pigmentos naturais podem e devem ser utilizados para impressão em plásticos oxibiodegradáveis.

Spray-on film turns windows into solar panels

Imagine if all the windows of a building, and perhaps even all its exterior walls, could be put to use as solar collectors. Soon, you may not have to imagine it, as the Norweigan solar power company EnSol has patented a thin film solar cell technology designed to be sprayed on to just such surfaces. Unlike traditional silicon-based solar cells, the film is composed of metal nanoparticles embedded in a transparent composite matrix, and operates on a different principle. EnSol is now developing the product with help from the University of Leicester’s Department of Physics and Astronomy.

“One of the key advantages is that it is a transparent thin film that can be coated onto window glass so that windows in buildings can also become power generators,” said Chris Binns, Professor of Nanotechnology at Leicester. “Obviously some light has to be absorbed in order to generate power but the windows would just have a slight tinting (though a transmission of only 8-10% is common place for windows in the ‘sun belt’ areas of the world). Conversely the structural material of the building can also be coated with a higher degree of absorption. This could be side panels of the building itself, or even in the form of ‘clip-together’ solar roof tiles.”

For the time being, the research partners are developing prototype squares of the material, measuring 16 square centimeters each. The researchers say that, due to nanotech research that has already been performed at Leicester, the institution is uniquely suited for production of the film. Ultimately, EnSol hopes to achieve a cell efficiency of at least 20 percent, and have its product ready for the commercial market by 2016.

This development is reminiscent of Sphelar cells – solidified silicon drop-based solar cells recently developed by Kyosemi Corporation. Although the technology is different, they are also intended to be used in solar panels that double as windows.

Fonte – Ecogizmo de 17 de agosto de 2010

Sony demonstrates ‘Flower Power’ solar windows

At the Eco Products 2010 exhibition in Tokyo this past weekend, Sony showed intentions to bring new meaning to the phrase “flower power” with this beautifully designed Hana Mado, or “Flower Window.” The device is actually a dye-sensitized solar cell (DSSC) which converts light into electrical energy.

For the purposes of the demonstration, Sony attached a small fan to the device to show how it continuously generates power. When the light is blocked, the fan stops spinning. Hana Mado is exciting for a number of reasons, not the least of which is that the technology costs less than other solar tech, and is easy to install in already existing buildings.

The smart design is very aesthetically pleasing too, using screen printing to generate custom designs according to the consumer’s preference. Other colors are available for use as well, not just the green and yellow you see in the picture above.

Building solar cells into windows is obviously a brilliant idea. We’ve covered similar solutions here on Gizmag before, most notably Kyosemi Corporation’s Sphelar cells, which used silicon droplets embedded in glass to absorb light from all directions.

Sony’s representative told us that he could not say when these cells would be commercially available, but it is encouraging to see this prototype finally on display. The company made news back in 2008 when it announced that that development of DSSC with 10 percent energy conversion efficiency had been achieved.

Fonte – Ecogizmo de 13 de dezembro de 2010

Agora estamos falando em verdadeira inovação ecológica e tecnológica. Imagine todas as janelas de todas as casas e prédios com este tipo de janela gerando energia.

Brasil estuda viabilidade de combustível de microalga

Um dos obstáculos para avanços é a falta de recursos das equipes de pesquisa

Cientistas brasileiros ingressaram na corrida para tornar economicamente viável a produção de combustível extraído de algas microscópicas. Na opinião dos pesquisadores, recursos escassos e equipes que atuam de forma solitária ainda constituem obstáculos para avanços na área.

O desafio é imenso. Só não supera as promessas. De todas as fontes de biocombustíveis, nenhuma oferece produtividade tão grande. Das plantas superiores – com raiz, tronco e folhas -, a melhor opção para produção de óleo – e, depois, biodiesel – é o dendê: cada hectare produz 4,4 mil litros por ano. Algumas microalgas produzem até 90 mil litros em idêntica área e no mesmo período: 20 vezes mais.

E as vantagens não terminam aí. Há microalgas que apreciam águas salobras ou águas com resíduos. O uso de tais microrganismos aliviaria a demanda por água doce e limpa, que costuma ser alta em culturas convencionais para produção de biocombustíveis, como soja e cana.

Além disso, regiões como o semiárido brasileiro poderiam encontrar sua vocação econômica com fazendas de microalgas. Não haveria desperdício de solo – pouco produtivo na região – e haveria luz de sobra para a fotossíntese das algas. O lençol freático de água salobra forneceria o meio de cultivo. Por fim, as microalgas são ótimos fixadores de carbono, contribuindo para atenuar o aquecimento global.

Contudo, os problemas começam cedo. Pouca gente aposta que a alternativa se tornará viável em menos de uma década. Há inúmeros desafios técnicos: otimização de fotobiorreatores – onde as algas são cultivadas -, desenvolvimento de processos baratos para separar microrganismos da água, identificação de espécies promissoras para cultivo … E com o barril do petróleo custando menos que R$ 150, é difícil tornar viáveis economicamente fontes alternativas de energia, o que retarda de forma significativa a pesquisa.

Fonte – Exame.com de 16 de janeiro de 2011

Imagem – captain_wick 

Este é o verdadeiro combustível renovável e sustentável, que não rouba recursos naturais da humanidade, isto é, não usa solo fértil e água potável para ser fabricado.

Hoje nós vemos o crime cometido pelos plantadores de cana, milho, mandioca, batata e tantos outros alimentos, que usam terra fértil e água potável, recursos naturais cada vez mais preciosos e raros para plantar comida e para depois desviar esta comida do prato dos bilhões de famintos e sedentos do planeta para fazer combustível e plástico.

Se o governo realmente tivesse interesse em desenvolver energia limpa, entraria com financiamento pesado para o desenvolvimento do combustível de alga e este financiamento faria o tempo do resultado da pesquisa  diminuir de 10 anos para no máximo 3 anos.

Mas como dissemos, no meio disso tem um grande SE … Se não houvessem os bilhões da petrobrás, se a petrobrás não fosse um cabide de emprego e fonte de renda para todos os políticos do país … e por aí vai, SE, SE, SE …

Falar em sustentabilidade é muito bonito, mas não vemos o governo incentivar, aliás, na maioria das vezes, vemos o governo boicotar este tipo de pesquisa. Coronéis!

Symphony e Eco-polymers participam da feira Arabplast

DUBAI – Emirados Árabes Unidos

Symphony e Ecopolymers participam da Feira Arabplast e lançam a família de aditivos anti-microbianos e anti-fungos d2p.

Na mesma oportunidade foi lançado o equipamento anti-fraude capaz de detectar falsificações em embalagens plásticas d2w.

Esta foi a terceira participação da Symphony nesta importante feira. Symphony d2w é um aditivo autorizado pelo governo dos Emirados Árabes Unidos, onde o uso de plásticos oxibiodegradáveis é exigido por lei.

O estande da Symphony foi visitado por ministros de diversos países e especialmente pelo Ministro de Meio Ambiente e Águas dos EAU.

Arabplast – Symphony and Ecopolymers launch two new technologies and report record visitor interest

In January 2011, Symphony Environmental Technologies PLC and Eco-Polymers exhibited at the 10th Arab International Plastics & Rubber Industry Trade Show & Conference in Dubai, UAE. There was worldwide interest in Symphony’s d2w Oxo-biodegradable technology, which turns ordinary plastic at the end of its useful life into a material with a completely different molecular structure. At that stage it is no longer a plastic and has become a material, which can be bio-asssimilated in the open environment in the same way as a leaf. The use of Oxo-b­iodegradable plastic technology is now compulsory in the UAE.

The two companies together also successfully launched two new products – ‘d2p’ a range of antimicrobial and fungicidal plastic additives, and the ‘d2Detector’, an anti-counterfeiting and quality control unit. This unit is a “must have” for anyone concerned about counterfeiting of their products, who need to know that it is wrapped in their own sealed wrapper. For more information visit www.d2w.net

Symphony had its best stand so far – at this its 3rd visit at the ARABPLAST show. The stand was not only impressive, but it also had an excellent position, next to the world’s largest polymer producers. The show was a great success and Symphony is very pleased with the several hundred enquiries it had from all over the Middle East, Europe and Asia. Being a Government-authorised Oxo-biodegradable
additive-supplier in the UAE, Symphony’s stand attracted Ministers from several countries.

Michael Laurier, Symphony’s CEO said “We were honoured to receive and demonstrate the ‘d2Detector’ to the Minister of Environment and Water for the UAE, Dr. Rashid Ahmed Bin Fahad who expressed great interest in our product. We had a very successful workshop which was attended by many of our Distributors, as well as government officials”.

Symphony and Eco-Polymers used this opportunity to test many products with the new ‘d2Detector’ and found that there was either no additive being used at all, or not enough. Due to these discoveries, Symphony will shortly be launching a free service for d2w users to have their products checked on a regular basis. For a video of d2w oxo-bioplastic film degrading, go to:http://www.youtube.com/watch?v=i3TGqcpWJTM

Note to editors

Symphony is the only public company specialising in oxo-biodegradable plastics. It has a diverse and growing customer-base and has established itself as a global business, serving 92 countries through 59 Distributors. It is investing heavily in R&D and is continuing to develop innovative technology. Symphony is a member of the Oxo-biodegradable Plastics Association (www.biodeg.org), the Society for the Chemical Industry (UK), and the American Standards organisation (ASTM). Symphony is also a member of the British Plastics Federation, the European Organisation for Packaging & the Environment (EUROPEN), and the British Brands Group. Symphony actively participates in the work of the British Standards Institute (BSI), the European Standards Organisation (CEN), and the International Standards Organisation (ISO).

A Reinvenção da Folha Vegetal

Mais um artigo da série adquirir conhecimento é entediante mas é necessário.

Combustível definitivo pode não derivar de milho ou algas, mas diretamente do Sol

Como um pregador que anuncia um inferno de “fogo e enxofre”, Nathan S. Lewis vem proferindo um discurso sobre a crise energética que é, ao mesmo tempo, aterrador e estimulante. Para evitar um aquecimento global potencialmente debilitante, o químico do California Institute of Technology (Caltech) afirma que a civilização deve ser capaz de gerar mais de 10 trilhões de watts de energia limpa e livre de carbono até 2050. Isso corresponde a três vezes a demanda média americana de 3,2 trilhões de watts. O represamento de todos os lagos, rios e riachos do planeta, avalia ele, só forneceria 5 trilhões de watts de energia hidrelétrica. A energia nuclear poderia dar conta do recado, mas o mundo precisaria construir um novo reator a cada dois dias nos próximos 50 anos.

Antes que seus ouvintes fiquem excessivamente deprimidos, Lewis anuncia uma fonte de salvação: o Sol lança mais energia sobre a Terra por hora do que a energia que a humanidade consome em um ano. Mas ressalta que, para se salvar, a humanidade carece de uma descoberta radical em tecnologia de combustível solar: folhas artificiais que captem seus raios e produzam combustível químico em massa no local, de modo muito semelhante ao das plantas. Esse combustível pode ser queimado como petróleo ou gás natural para abastecer carros e gerar calor ou energia elétrica, e também armazenado e utilizado quando o Sol se põe.

O laboratório de Lewis é um de vários que produzem protótipos de folhas, não muito maiores que chips de computadores, para produzir combustível de hidrogênio a partir de água, em vez da glicose gerada por folhas naturais. Ao contrário dos combustíveis fósseis, a queima do hidrogênio é limpa. Outros pesquisadores trabalham em ideias competitivas para captar a energia do Sol, como algas geneticamente alteradas que liberam biocombustíveis, ou novos organismos biológicos desenvolvidos por bioengenharia para produzir petróleo. Todas essas abordagens destinam-se a transformar luz solar em energia química armazenável, transportável e facilmente consumida. Lewis, no entanto, argumenta que a opção de folhas produzidas pelo homem é a solução mais viável para atingir os níveis de produção industrial necessários para abastecer a civilização.

Embora alguns protótipos laboratoriais tenham produzido pequenas quantidades de combustível solar direto – ou eletrocombustível, como as substâncias químicas são ocasionalmente chamadas –, a tecnologia ainda necessita ser aprimorada para ser manufaturada em grande escala e a preços baixos. Para abastecer os Estados Unidos de energia, Lewis calcula que, em vez de dispositivos específicos, parecidos com chips, o país precisaria produzir películas de combustível solar finas e flexíveis, que saíssem de linhas de produção de alta velocidade, como jornais. Essas lâminas, ou membranas, deveriam ser tão baratas como carpetes sob medida e, por fim, cobrir uma área de aproximadamente 53 mil km², equivalente à superfície da Paraíba, no Brasil.

Longe de ser um sonho fantástico, essa tecnologia vem progredindo espasmodicamente desde as pressões do ex-presidente Jimmy Carter por fontes de energia alternativas durante a crise do petróleo, na década de 70. Agora, diante da ameaça de um novo período energético e climático crítico, o combustível solar subitamente se tornou alvo de atenção. Stenbjörn Styring, da Universidade de Uppsala, na Suécia, que pesquisa o desenvolvimento de sistemas artificiais que imitam a fotossíntese, assegura que o número de consórcios dedicados a esse desafio passou de apenas dois, em 2001, para 29 atualmente. “São tantos que talvez não estejamos contando corretamente”, duvida.

Em julho, o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, na sigla em inglês) liberou US$ 122 milhões, para um período de cinco anos, a uma equipe de cientistas de vários laboratórios, liderada por Lewis, para desenvolver tecnologia de combustível solar, uma das três novas prioridades de pesquisa energética desse órgão. Combustíveis solares “resolveriam os dois maiores problemas americanos: segurança energética e emissões de carbono”, avalia Steven E. Koonin, subsecretário de ciência do DOE. Ele acredita que as estratégias Sol-combustível enfrentarão obstáculos “formidáveis”, mas admite que a tecnologia merece investimentos, porque “a recompensa é suficientemente grande”.

Na fotossíntese, as folhas verdes utilizam energia solar para organizar as ligações químicas de água e dióxido de carbono, e produzir e armazenar combustível em forma de açúcares. “Queremos criar algo que seja o mais parecido possível a uma folha”, relata Lewis, referindo- se a dispositivos com funcionamento igualmente simples, mas que produzam uma substância química diferente. A folha artificial que Lewis está projetando exige dois elementos principais: um coletor para converter energia solar (fótons) em energia elétrica (elétrons) e um eletrolisador que utiliza a energia de elétrons para dissociar a água em moléculas de oxigênio e hidrogênio. Um catalisador – substância química ou metal – é acrescentado para ajudar a divisão molecular. Células fotovoltaicas, que já criam energia elétrica a partir da luz solar e de eletrolisadores, são utilizadas em vários processos comerciais; portanto, o truque, aqui, é unir os dois em películas solares baratas e eficientes.

Protótipos volumosos foram desenvolvidos para demonstrar como essa união funcionaria. Engenheiros da montadora de carros japonesa Honda, por exemplo, construíram uma caixa mais alta que uma geladeira, coberta de células fotovoltaicas. Em seu interior, um eletrolisador utiliza a eletricidade solar para dissociar moléculas de água. A caixa então libera o oxigênio resultante no ar ambiente e comprime e armazena o hidrogênio restante, que a Honda gostaria de usar para recarregar carros equipados com células de combustível.

Em princípio, esse mecanismo ajudaria a solucionar o aquecimento global, já que apenas luz solar e água são necessárias para gerar energia; o subproduto é o oxigênio, e a descarga resultante posteriormente da queima de hidrogênio em uma célula de combustível é a água. O problema é que células solares comerciais contêm dispendiosos cristais de silício. E os eletrolisadores estão cheios de platina, o metal nobre que até hoje é o melhor material para catalisar a reação de decomposição da água, mas uma onça troy (31,10… gramas) desse material custa cerca de US$ 1,5 mil (perto de R$ 2,7 mil).

Isso significa que a estação de hidrogênio solar da Honda jamais inundará o mundo de energia. Lewis calcula que, para atender à demanda global, futuros dispositivos de combustível solar teriam de custar menos de US$ 1 por 0,09 m2 de superfície coletora de luz solar, além de terem capacidade de converter 10% da energia dessa luz em combustível químico. Para isso, será necessária uma tecnologia fundamentalmente nova, aplicável em grande escala, como películas ou “carpetes” produzidos com materiais baratos. Ou, como diz Harry A. Atwater, Jr., colega de Lewis no Caltech, “precisamos pensar em batatas-chips, não chips de silício”.

Em busca de um catalisador

A procura por uma tecnologia como essa ainda é incipiente, apesar de várias décadas de trabalhos intermitentes. Daniel G. Nocera, do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e um colega descobriram em 2008 uma combinação barata de fosfato e cobalto, capaz de catalisar a produção de oxigênio – etapa necessária da reação para decompor a água. Embora o dispositivo do protótipo fosse apenas parte do quebra-cabeça – os pesquisadores não encontraram um catalisador melhor para liberar hidrogênio, o combustível de fato – o MIT o apregoou como um “importante salto” rumo à “fotossíntese artificial”. Nocera chegou a prever que, em breve, os americanos estariam produzindo hidrogênio para os seus carros utilizando equipamentos de fundo de quintal e a preços razoáveis. Essas alegações ousadas não foram bem recebidas por alguns peritos em energia solar. Eles insistem em que as pesquisas ainda têm décadas pela frente. Outros são mais teimosos: o Departamento de Energia e a empresa de capital de risco Polaris Venture Partners apoiam o atual trabalho de Nocera na Sun Catalytix, uma empresa que ele criou em Cambridge, Massachusetts.

No Caltech, enquanto isso, Lewis vem trabalhando em um meio de coletar e converter os fótons solares – primeiro passo em qualquer dispositivo de combustível solar – muito mais barato que células solares convencionais de silício cristalino. Ele projetou e produziu um coletor de nanofios de silício embutidos em uma película de plástico transparente que, quando expandido, pode ser “enrolado e desenrolado como um cobertor” [ver box na página ao lado]. Seus nanofios podem converter luz em energia elétrica com efi ciência de 7%. Isso literalmente empalidece diante de uma comparação com células solares comerciais, que chegam a uma eficiência de até 20%. Mas se o material pudesse ser produzido em escala suficientemente barata – aquelas lâminas que saem rolando de uma prensa como jornais – uma eficiência mais baixa poderia ser aceitável.

Também se debate se o hidrogênio é a melhor opção para produzir combustível solar. Equipes que trabalham com organismos biológicos capazes de produzir biocombustíveis líquidos argumentam que são mais fáceis de armazenar e transportar que hidrogênio. Mas o gás hidrogênio também é flexível: pode ser usado em carros com células de combustíveis, queimado em usinas elétricas para gerar eletricidade, e até servir como matéria-prima na produção de diesel sintético. Mesmo assim, “a solução é produzir um combustível químico energeticamente denso”, com emissões mínimas de carbono, enfatiza Lewis. “Não vamos nos prender (obcecadamente) em nenhum deles em particular.”

Folhas reais provam que a luz solar pode ser convertida em combustível usando apenas elementos comuns. A humanidade é capaz de imitar esse processo para resgatar o planeta do aquecimento global? O prognóstico não é claro. “O fato de não conseguirmos resolver o problema com componentes prontos, à nossa disposição nas prateleiras de lojas, é a razão por que esse é um período tão empolgante para trabalhar nessa área”, considera Lewis. Mas ele está preocupado porque a sociedade ainda não compreendeu as dimensões do problema energético, nem porque soluções revolucionárias são tão necessárias. É por isso que ele passa tanto tempo no circuito de palestras, pregando a salvação solar. “Ainda não estamos tratando esse problema como algo em que podemos nos dar ao luxo de falhar”, considera ele.

Fonte – Antonio Regalado, Scientific American Brasil

Imagem - Mélisande*

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