15 países que dão lição em reciclagem de lixo

Enquanto o Brasil ainda rascunha os planos setoriais de logística reversa, previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos, distante daqui, o velho continente registra taxas de reciclagem superiores a 50%, movimentando um mercado bilionário
Desperdício não tem vez aqui
Segundo um novo relatório da Agência Europeia do Ambiente, a taxa de reciclagem dos países europeus aumentou 21% entre 2001 e 2010. Atualmente, 35% de todo o lixo gerado nas cidades ganha vida nova e ainda gera receita: a boa gestão de resíduos sólidos da União Europeia já rende 1% do PIB do bloco. Na ponta do lápis, trata-se de um mercado que emprega 2 milhões de pessoas e rende 145 bilhões de euros por ano.
Mas muitos países ainda precisam ir além, a fim de atender as metas mandatórias ambiciosas do bloco, que determinam uma taxa de reciclagem de lixo urbano de 50% até 2020. Cinco deles já chegaram lá. Na Áustria, Alemanha, Bélgica, Holanda e Suíça, a vontade política e a participação civil deram um novo valor ao lixo. Exemplos que devem inspirar o Brasil, que recicla apenas 13% de seus resíduos urbanos.
Maringá recicla 3%, São Paulo recicla menos de 1%…
Áustria
Lixo produzido por pessoa/ano: 591 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 57,3%
Taxa de reciclagem em 2010: 62,8 %
Crescimento: 5,5%
Alemanha
Lixo produzido por pessoa/ano: 583 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 48,1%
Taxa de reciclagem em 2010: 61,8%
Crescimento: 13,7%
Bélgica
Lixo produzido por pessoa/ano: 466 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 50,7%
Taxa de reciclagem em 2010: 57,6%
Crescimento: 7%
Holanda
Lixo produzido por pessoa/ano: 595 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 45,2%
Taxa de reciclagem em 2010: 50,9%
Crescimento: 5,6%
Suíça
Lixo produzido por pessoa/ano: 707 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 46,6%
Taxa de reciclagem em 2010: 50,5%
Crescimento: 3,9%
Suécia
Lixo produzido por pessoa/ano: 465 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 38,7%
Taxa de reciclagem em 2010: 49,2%
Crescimento: 10,5%
Luxemburgo
Lixo produzido por pessoa/ano: 678 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 37,3%
Taxa de reciclagem em 2010: 46,8%
Crescimento: 9,5%
Copenhague
Lixo produzido por pessoa/ano: 673 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 36,4%
Taxa de reciclagem em 2010: 42,3%
Crescimento: 5,8%
Noruega
Lixo produzido por pessoa/ano: 469 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 44,3%
Taxa de reciclagem em 2010: 42,1%
Crescimento: – 2,2%
Reino Unido
Lixo produzido por pessoa/ano: 521 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 12,4%
Taxa de reciclagem em 2010: 38,8%
Crescimento: 26,5%
Irlanda
Lixo produzido por pessoa/ano: 636 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 11,3%
Taxa de reciclagem em 2010: 35,7%
Crescimento: 24,4%
Itália
Lixo produzido por pessoa/ano: 531 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 17,4%
Taxa de reciclagem em 2010: 35,7%
Crescimento: 18,3%
França
Lixo produzido por pessoa/ano: 532 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 26,1%
Taxa de reciclagem em 2010: 34,9%
Crescimento: 8,8%
Espanha
Lixo produzido por pessoa/ano: 535 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 21,4%
Taxa de reciclagem em 2010: 33,1%
Crescimento: 11,6%
Finlândia
Lixo produzido por pessoa/ano: 470 kg
Taxa de reciclagem em 2001: 33,6%
Taxa de reciclagem em 2010: 32,8%
Crescimento: – 0,8%
Fonte – Planeta Sustentável de 19 de março de 2013
Imagem - worshiphim24_7
Documentário – Plasticized, 2011
Documentário sobre a plastificação dos oceanos.
Nós geramos este lixo ao não reciclar.
Você pode também assistir ao documentário no site http://www.plasticizedthemovie.com/
Prefeitos assumem incapacidade de acabar com lixões

Lei determina fim dos depósitos a céu aberto até 2014 e gestores pedem novos prazos.
“Meu pai e minha mãe me criaram com isso daqui, eu tirei o sustento dos meus filhos daqui, e, hoje, o do meu neto também. Se isso acabar, como é que nós vamos ficar?”, indaga Cosme de Assis, catador do Lixão da Estrutural, no Distrito Federal, sobre a desativação do lugar. Cosme está incrédulo quanto às promessas de readequação dos catadores após o fim dos lixões, exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010. O prazo para que todos os lixões a céu aberto do país sejam desativados vai até 2 de agosto do ano que vem. Mas, se depender de muitos prefeitos, catadores como Cosme vão continuar vivendo no lixo por mais tempo.
A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) anunciou que vai negociar com o Congresso e com o governo federal a prorrogação do prazo para que os municípios troquem os lixões por aterros sanitários ambientalmente corretos. Para o recém-empossado presidente da entidade, José Fortunati (PDT), de Porto Alegre, “é impossível que grande parte das cidades cumpra a lei”. Ele já buscou apoio dos presidentes da Câmara e do Senado para que seja alterada a lei que criou a PNRS. “Queremos prazos distintos de acordo com a realidade de cada cidade”, reivindica. Ele argumenta que 72% dos prefeitos vitoriosos nas eleições de 2012 não estavam no cargo. Por isso, culpam as gestões anteriores pelo atraso na adaptação à lei. Lá vem de novo os políticos enrolando, empurrando com a barriga, choramingando. Já estamos quase no meio do ano e certamente nenhum desses prefeitos eleitos fizeram nada para começar a resolver o problema do lixo, apenas ficaram reclamando e assim continuarão até o fim da gestão e veremos essa mesma enrolação com os próximos eleitos. Infelizmente, o problema do lixo jamais será resolvido no país, porque é um eterno aumento de prazo, ninguém é punido, ninguém é preso.
O temor dos prefeitos tem procedência. Os ministérios públicos dos estados poderão acionar os prefeitos por improbidade administrativa, caso não desativem os lixões. Se isso ocorrer, todos poderão ficar inelegíveis. “Temos prefeituras no Acre, como a de Porto Walter ou de Santa Rosa do Purus, em que o prefeito não tem sequer um servidor de nível superior. Então, cada caso vai depender da postura e da sensibilidade do promotor e do gestor municipal”, diz a procuragora-geral do Acre, Patrícia de Amorim Rêgo. Então, né… eles estão preocupados com a inegibilidade e não com a resolução dos problemas e olhem que é para resolver os problemas das cidades que estes prefeitos foram eleitos.
Relator da lei que instituiu a PNRS, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) critica a proposta dos prefeitos. “A legislação tem que premiar posturas e punir quem não segue uma regra. Sou terminantemente contrário a qualquer dilatação do prazo”, afirma. O deputado defende, no entanto, a possibilidade de uma nova data para a conclusão dos planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos, “para evitar que os municípios deixem de receber recursos federais”.
Até o momento, o valor repassado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) às cidades para que elaborem os planos municipais passa de R$ 23 milhões, valor considerado baixo por representantes dos prefeitos. “Isso é ridículo. Se fossem bilhões, talvez fosse o suficiente para fazer o plano. E o que temos hoje? A baixa adesão”, critica o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. Segundo estimativa da CNM, os aterros sanitários custarão R$ 70 bilhões aos cofres públicos. Cerca de 1,7 mil municípios nem deram início à elaboração dos planos. E nenhum prefeito cogita usar o dinheiro dos impostos dos cidadãos para fazer o que tem quer feito? Pagamos caro para que esse dinheiro seja aplicado na manutenção da cidade, na resolução dos problemas. E aí? Para onde está indo este dinheiro?
O MMA estima que apenas 20% dos 5.565 municípios brasileiros concluíram os projetos ou solicitaram verbas para sua elaboração até 2 de agosto de 2012, quando expirou o prazo legal para essta etapa do processo.O gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Saburo Takahashi, revela que o órgão vai soltar, em breve, uma nova chamada para os municípios que perderam o primeiro prazo. “Para atender os 80% que restam, temos de tomar pé da situação e verificar como poderemos apoiar esses municípios que ainda não têm planos.” “O MMA estima…” peraí, eles nem tem certeza de nada, estão chutando, salvem as almas!
INTIMAÇÃO: Em Igaci, a 150km de Alagoas, o prefeito Oliveiro Pianco (PMDB) nem bem foi empossado e já recebeu uma intimação do Ministério Público para acabar com o lixão da cidade, de 25 mil habitantes, sob pena de pagar do próprio bolso multa de R$ 1 mil por dia. “Disseram que não podiam dar um prazo maior, pois tinham dado à gestão anterior”, reclama. A solução foi mandar os resíduos para o lixão da vizinha Palmeira dos Índios, a 15km de distância. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que ainda há 2,9 mil lixões para serem erradicados em todo o Brasil, distribuídos em 2.810 municípios. A maioria, de pequeno porte, como Igaci, que, para se adequar à PNRS, se consorciou com Palmeira dos Índios e mais 11 municípíos do agreste alagoano para construir dois aterros sanitários de uso comum. Não há nada de errado nos pequenos municípios se reunirem consórcios e enviarem o lixo até a 100 km de distância, para um só local. É mais lógico.
Para Maria Vitória Ferrari, pesquisadora em gestão e tecnologia de resíduos da Universidade de Brasília, o problema não é só dos pequenos municípios, deve ser encarado por toda a sociedade. “A questão é cultural, é a forma que convivemos com o lixo. Se os municípios tiverem mecanismos, as pessoas estão dispostas a fazer as coisas certas. Mas é preciso campanhas longas e contínuas de educação”, conclui a pesquisadora, ressaltando o papel individual no cuidado com os resíduos, mesmo após a implementação da PNRS. Campanhas devem ser acompanhadas do peso da lei, de multas pesadas, não temos mais tempo para ficar brincando de educação ambiental e continuar emporcalhando o planeta. Chega de passar a mão na cabeça da população porca e dos políticos corruptos.
Fonte – Diário de Pernambuco de 07 de Maio de 2013
Imagem - Christyam
E vejam que estão falando em aterros controlados, aterros sanitários, não estão nem falando nada em reciclagem, em design berço a berço, em eliminar sobreembalagens… Menos de 10% dos municípios do país tem reciclagem organizada pelas prefeituras. Nem em 2100 resolveremos o problema do lixo neste país.
Prefeitura do Rio vai multar a partir de julho quem jogar lixo na rua

Guarda Municipal vai usar um equipamento para aplicar as multas. Basta o número do CPF para que a multa seja registrada.
A Prefeitura do Rio vai aplicar multas a partir de julho para quem jogar lixo no chão. As novas regras foram anunciadas nesta terça-feira (9). Não importa o tamanho do lixo. Pode ser um chiclete ou uma guimba de cigarro, como mostrou o RJTV.
Valores
Para resíduos pequenos, que tenham tamanho igual ou menor ao de uma lata de cerveja, a multa é de R$ 157. Para resíduos maiores que uma lata de cerveja e menores que um metro cúbico, o valor sobe para R$ 392. O que for descartado de forma inadequada com tamanho acima de um metro cúbico, custará ao infrator R$ 980.
Multa pelo número do CPF
A Guarda Municipal vai usar um palmtop para aplicar as multas. Basta o número do CPF para que a multa seja registrada. Se o cidadão se recusar a dar o CPF, será levado pela PM até a delegacia mais próxima como já acontece com quem é flagrado fazendo xixi na rua.
Quem for multado tem o direito de recorrer. Se ainda assim for considerado culpado e decidir não pagar a multa, terá o título protestado pela prefeitura. Ou seja, poderá ter dificuldades para pedir empréstimos ou fazer compras parceladas no varejo.
Por ano, a varrição de ruas e a limpeza das praias custam R$ 16,5 milhões. Dinheiro público que poderia ser melhor empregado na construção de creches, hospitais ou casas populares.
Realidade em outros países
O que começa a valer agora no Rio de Janeiro já é realidade em vários outros lugares do mundo. No Texas, Estados Unidos, astros do cinema, da música e do esporte participam ativamente de campanhas publicitárias que estimulam o cidadão a não sujar as ruas. O valor da multa pode chegar até 500 dólares, aproximadamente mil reais, dependendo do peso do lixo.
Em Londres, o rigor é o mesmo. Uma das campanhas mais populares é que lembra que um simples chiclete jogado no chão pode custar 80 libras de multa, aproximadamente R$ 240.
Em Paris, cuspir na rua é infração tão grave quanto não limpar a sujeira do cachorro. Multa de 35 euros, o equivalente a R$ 87.
Em Tóquio é difícil encontrar algum gari nas ruas. Os japoneses aprendem desde cedo na escola e recolher todo o lixo que produzem e dar a destinação correta.
Fonte – G1 de 09 de abril de 2013
Imagem - Cris Komesu
Esta lei tem que ser implantada em todas as cidades brasileiras. Chega das pessoas usarem as ruas como sua lixeira particular. E não adianta campanha de educação ambiental, porque nenhum porco aprende sem a dor no bolso. Quem tem consciência não será atingido pela campanha porque já faz o correto e quem não faz não é por ignorância, é porque é um porco imundo que tem que ser multado para mudar seus péssimos hábitos.
Vereadores de Maringá e do Brasil, copiem a lei, façam de nossas cidades um lugar melhor para se viver.
A insustentável alienação do consumo humano

Há décadas a comunidade internacional vem mantendo a crença em um mito, o de que é possível desenvolvimento econômico contínuo e irrestrito em um planeta com recursos limitados e que, para mensurá-lo, basta computar periodicamente o valor de todos os bens e serviços produzidos, num indicador denominado Produto Interno Bruto (PIB), sem atentar para os respectivos impactos sobre os recursos naturais utilizados.
A título de exemplo, o valor de uma floresta só é avaliado quando derrubada, ignorando-se quanto valeriam o ecossistema íntegro e os serviços ambientais por ele prestados, tais como produção de oxigênio, regulação do fluxo dos rios, captura de dióxido de carbono e tantos outros. Igualmente, o pescado só é considerado como valor quando retirado do oceano, sem considerar os danos causados à biota da massa d’água onde ele se encontra; os combustíveis fósseis, somente quando extraídos, sem levarem-se na devida conta o empobrecimento dos estoques ou redução das jazidas; e assim por diante. No que pesem suas óbvias impropriedades, o aumento do PIB, segundo seu conceito vigente, é meta prioritária de todas as nações, no que pese ser imprescindível criar-se um sistema de medição mais racional e significativo.
Esse sistema esdrúxulo de avaliar-se o desenvolvimento atendeu razoavelmente aos seus propósitos enquanto a população humana foi relativamente pequena e quando muitos acreditavam ingenuamente que os recursos terrestres eram inesgotáveis. Entretanto, com a explosão tecnológica acelerada e o crescimento demográfico persistente, e consequentemente o aumento descontrolado do consumo, o sistema demonstrou evidências óbvias de inadequação.
A revista científica Nature publicou um trabalho extremamente interessante, o qual indicou que pelo menos em três áreas de atividades humanas os limites aceitáveis já se encontram ultrapassados, no que se refere à qualidade de vida humana e sustentabilidade do ambiente: impacto sobre a biodiversidade, mudanças climáticas e ciclo de nitrogênio, este último devido essencialmente à agricultura.
O mesmo trabalho indicou outras seis áreas nas quais nos aproximamos perigosamente do inaceitável: uso do solo e da água, poluição, ciclo do fósforo, emissão de aerossóis e acidificação dos mares.
O reconhecimento gradativo de que nossa civilização embrenhou-se num rumo errado levou a ONU, em 1987, através de sua Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a divulgar o conceito de “desenvolvimento sustentável” como sendo aquele que “atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras alcançarem suas próprias necessidades”. O conceito é perfeito, mas, desde então, resta saber como amplamente concretizá-lo na prática.
Eficiência maior, consumo muito maior
“a produção e o consumo de bens em escala global aumentaram tanto que, nos últimos 20 anos, a extração de recursos da Terra cresceu 41% e o uso dos fertilizantes nitrogenados aumentou 135%”
Dos inúmeros recursos naturais utilizados na vida quotidiana, alguns, se bem geridos, podem ser considerados renováveis. A água é um exemplo típico, ainda que hoje seja escassa em muitas regiões. Mas, devidamente cuidada, pode ser reutilizada para sempre. Outros podem ser ou não renováveis, tal como a madeira; se seu uso for compatível com o limite de renovação das florestas nativas ou plantadas, ele o é, mas não o será quando o recurso for utilizado abusivamente. E lembre-se nesta oportunidade que boa parte das florestas mundiais já desapareceram. Muitos outros recursos, porém, só admitem ser usados uma única vez, a exemplo dos combustíveis fósseis. Nesse caso, a única solução para aproximar seu emprego da sustentabilidade é utilizá-los com parcimônia, coisa que jamais aprendemos a fazer. Em todos esses casos, a reciclagem, a grande lição da natureza, deve ser amplamente utilizada dentro do conceito de desenvolvimento sustentável.
Os conceitos de desenvolvimento sustentável e uso sustentável de recursos vêm sendo gradativamente assimilados e já resultados significativos, ainda que longe da completa sustentabilidade. Um interessante documento divulgado pela consultoria KPMG indicou que, tomando-se como referência os números de 1990, e considerando o PIB global de 2011, cada dólar nele computado foi alcançado com menos 23% de matéria prima e 21% a menos de emissão dos gases do efeito estufa. Mas, em contrapartida a esse êxito realmente notável, a produção e o consumo de bens em escala global aumentaram tanto que, nos últimos 20 anos, a extração de recursos da Terra cresceu 41% e o uso dos fertilizantes nitrogenados aumentou 135%. Portanto, o esforço de racionalização da utilização dos recursos não está impedindo um aumento total brutalmente exagerado.
Nos últimos tempos, tem surgido uma ampla discussão sobre o que seria uma possível nova forma de economia, a Economia Verde. Segundo a ONU, ela é aquela que resulta na melhoria do bem-estar humano, devido à preocupação maior com a equidade social, os riscos ambientais e a escassez de recursos naturais. Significaria fugir do sistema que gerou as crises mundiais dos tempos recentes, envolvendo clima, fome, crises econômicas e agressões ao ambiente. Essas intenções são magníficas, mas de que forma concretizá-las é uma profunda incógnita.
Face às condições do mundo atual, uma afirmação é possível: o futuro TERÁ que ser diferente, ou a nossa civilização irracional, cedo ou tarde, entrará em colapso. É inconcebível extrapolarmos suas tendências de esbanjamento de recursos naturais e de consumo descontrolado. Os limites físicos do planeta Terra não o permitirão por muito tempo.
A grande conferência internacional Rio+20 poderia ter resultado em um esboço do início de uma solução. As dezenas de líderes mundiais presentes, no entanto, esquivaram-se de fazê-lo, preferindo postergá-lo para um futuro mal definido. Enquanto isto, os grandes problemas ambientais já configurados não param de agravar-se.
Fonte – Ibsen de Gusmão Câmara, O Eco de 25 de Março de 2013
Imagem - Claudio Cantonetti
Uso Eficiente de Energia em Comércio Lojista
Este trabalho foi elaborado a partir da experiência adquirida na execução de diagnósticos energéticos realizados no comércio lojista. Ao final da realização desses diagnósticos, pudemos constatar que esse tipo de comércio utiliza a energia elétrica quase que totalmente na iluminação e em aparelhos de ar condicionado. Cabe também salientar que hoje em dia é cada vez maior o número de lojas que se equipam com aparelhos de ar condicionado e que esse conforto oferecido é levado em consideração, na maioria das vezes, quando em dias muito quentes, o cliente tem a opção de escolher o estabelecimento comercial em que vai adquirir algum produto.
Na realização dos diagnósticos energéticos acima citados, foram observados os níveis de iluminamento nas lojas e as condições da refrigeração artificial (quando era o caso), assim como o estado geral das instalações elétricas do estabelecimento comercial. Ao fazermos uma avaliação do custo da energia elétrica, constatamos que ela representa, em alguns casos, 9% das despesas totais de uma loja.
Fonte – Projeto Energia Mais. Publicado pelo SEBRAE em Parceria com o PROCEL / Eletrobrás
União Europeia vai proibir cosméticos testados em animais

A partir de 11 de Março de 2013, a União Europeia vai proibir a venda e a importação de quaisquer produtos cosméticos ou de produtos de higiene pessoal que tenham sido testados em animais em qualquer lugar do mundo.
O anúncio foi feito a semana passada pelo comissário europeu Tonio Borg, numa carta dirigida aos ativistas que lutam há décadas contra as experiências em animais nesta e em outras indústrias, nomeadamente a organização não governamental Cruelty Free International, que há mais de 20 anos desenvolve campanhas a favor da proibição de testes com animais na indústria dos cosméticos.
Tradicionalmente, estes produtos são testados em animais para demonstrar a sua eficácia e segurança. Animais, incluindo coelhos, cobaias (porquinhos-da-índia), ratos-domésticos e ratazanas são constantemente injetados, asfixiados, alimentados à força e mortos para testes de cosméticos em todo o mundo.
De acordo com Cruelty Free International, mais de 80% do mundo permite que os animais possam ser usados em testes cruéis e desnecessários de cosméticos, que podem ser comprados em qualquer país, o que a organização considera eticamente inaceitável.
A decisão da União Europeia está sendo comemorada por ambientalistas e entidades de defesa dos animais. Os ativistas acreditam que a proibição possa servir de inspiração noutras partes do mundo, onde ainda não há restrições aos testes com animais, como os Estados Unidos e Ásia.
Fonte – Naturlink e Cruelty Free International de 04 de fevereiro de 2013
Imagem - lukristina
Como o Brasil jogou fora a riqueza natural do Vale do Paraíba
Quem pretende compreender por que a exploração predatória dos recursos naturais é mau negócio precisa conhecer a triste história do Vale do Paraíba. A região, que abrigava uma das florestas mais ricas do mundo, foi vítima do desmatamento voraz durante o ciclo do café. Os produtores praticaram uma agricultura itinerante baseada no avanço constante da fronteira agrícola, desmatando e queimando, deixando para trás terra esgotada, erodida, mal coberta por capim. Apensar dos avisos, prosseguiram no caminho insustentável e a riqueza durou pouco. Algumas das famílias outrora ricas terminaram pobres. As cidades sofisticadas entraram em decadência.
Essa história está lindamente mostrada no filme “O Vale” de Marcos Sá Corrêia e João Moreira Salles. No fim do ano passado, em homenagem aos 66 anos de Marcos, o Canal O Eco, fundado por ele, colocou no ar a versão completa do filme, cedida pela VídeoFilmes.
Em 56 minutos de cenas comoventes e entrevistas reveladoras, o filme mostra como uma região econômica próspera e educada pode seguir sem desvios para a autodestruição ecológica, pela incapacidade de visão. Explica por que parte dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo são como são hoje. É fundamental para valorizar o que restou daquela exuberante Mata Atlântica e entender a tragédia atual do desmatamento clandestino na Amazônia.
Alexandre Mansur, O Eco / Blog do Planeta de 01 de março de 2013
E como não aprendemos nunca, estamos destruindo outros ecossistemas, até finalmente conseguirmos nosso intento, que é destruir cada ser humano da face do planeta.
Em Nova York, o adeus à coca litrão

A imbatível combinação de pizza grande e refrigerante 2 litros está com os dias contados na cidade de Nova York. A partir de 12 de março, restaurantes e lanchonetes nova-iorquinas não poderão vender refrigerantes e outras bebidas adoçadas em vasilhames maiores do que 16 onças – o equivalente a 473 ml, sob pena de multa de US$ 200. Apenas água e sucos de fruta 100% naturais estarão isentos. A proibição foi proposta pelo prefeito Michael Bloomberg e aprovada em setembro, por unanimidade, pelo Conselho de Saúde da cidade.
Lutar contra a obesidade e os altos índices de incidência de diabetes são os principais motivos de Bloomberg. Mas, no país em que surgiram a Coca-Cola e a Pepsi, as duas maiores gigantes do setor, a limitação soa quase como heresia – para não dizer uma afronta à liberdade de escolha dos consumidores. Uma pesquisa feita pelo jornal “The New York Times” mostrou que 60% dos nova-iorquinos consideram a mudança uma “má ideia”.
A prefeitura argumenta que problemas relacionados à obesidade matam cerca de 6 mil pessoas por ano em Nova York, e que são mais comuns nas comunidades de baixa renda Um estudo feito em 2011 aponta que cerca de 70% da população negra e 66% da população hispânica da cidade é obesa, contra 52% dos residentes brancos.
A American Beverage Association, associação de fabricantes de bebidas, recorreu à Justiça em outubro para tentar barrar a legislação, com uma argumentação que se estende por 61 páginas. O caso está tramitando na Corte Federal de Manhattan. A associação também detonou uma campanha, em rádio e TV, no fim do ano passado, exaltando o direito dos consumidores à escolha.
A medida pode aliviar os riscos à saúde, mas vai doer no bolso dos moradores da cidade. O jornal “New York Post” fez as contas: uma pizzaria cobra, normalmente, US$ 3 por uma garrafa de 2 litros de Coca-Cola, mas, com a restrição, os clientes terão que comprar seis latas de 12 onças (355 ml), a US$ 1,50 cada, ou seja, US$ 7,50, para ter a mesma quantidade. A restrição também afetará os pitchers, jarras de 60 onças (1,75 litros) comumente vendidos em restaurantes voltados para o público infantil.
— É ridículo. Por que eles (os restaurantes e lanchonetes) não poderão vender algo que se compra no supermercado? – questionou o advogado Robert Bookman, da New York City Hospitality Alliance, organização para promoção turística da cidade, que aderiu à campanha da associação de bebidas.
O efeito para a imagem do prefeito Bloomberg também não foi das melhores. Ele vem sendo apelidado pela população de “Nanny Mike” (Babá Mike) e “Mayor Poppins” (Prefeito Poppins, em referência à personagem Mary Poppins), devido à sua tentativa de tutelar as decisões do público.
Fonte – Márcio Beck, Jornal O Globo de 25 de fevereiro de 2013
Imagem - Love Of Carnage!
Olha a máfia do fast food se pronunciando, como sempre, para defender seu lixo. É lógico que vão defender seus produtos de merda e seu lucro fabuloso, nada mais natural.
É lindo como as pessoas berram pelos seus direitos mas se esquecem que alguém paga a conta pelos seus exageros. Se entopem de porcarias, ficam gordos como porcos, a saúde vai para o espaço e quem paga a conta? Todos os cidadãos, com seus impostos. Pressão na saúde pública por conta de gente que não sabe se controlar. Pois bem, se não sabem se controlar, temos que cortar o acesso ao que os fazem ficar doentes, tirar o doce de suas bocas.
Peloamordamãeterra, o estômago em repouso de qualquer pessoa normal é do tamanho de seu punho fechado. Feche seu punho, olhe fixamente para ele e se conscientize de que você não necessita de mais de meio litro de refrigerante, de um prato com comida empilhada para ficar da altura do Pão de Açúcar. Coma para viver, não viva para comer o mundo. O seu exagero custa ao planeta terra fértil, água, recursos naturais dos que você está abusando e que farão falta aos seus descendentes, os seres do amanhã, que ainda nem nasceram neste planeta.
Parabéns ao prefeito Bloomberg, que assumiu uma posição ativa nesta questão, já que o governo federal é comandado pelas corporações.




