Lixo Archive

Audiência pública para queimar lixo amanhã 30 de janeiro de 2012 08 horas da manhã no auditório Hélio Moreira

Mais uma audiência pública da proposta do plano municipal de saneamento básico – leia-se queima de lixo, queima de recursos naturais.

Desta vez irá ocorrer no dia 30 de janeiro de 2012, isto é, amanhã, 08 horas da manhã, no Hélio moreira, atrás da prefeitura.

Reduzir o consumo, reutilizar embalagens e, finalmente, separar para a reciclagem e compostagem, esta é a única e sensata solução para o problema do lixo. Queimar lixo é o mesmo que esconder o lixo embaixo do tapete para não ter o trabalho de resolver verdadeiramente este problema, é incentivar o consumismo, afinal, tudo será queimado, desaparecerá magicamente em um monte de cinzas.

Utilize sempre os 5Rs, para diminuir geração de resíduos, que hoje já passa de 1 quilo / dia por pessoa no Brasil.

REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis e diminuir a geração de lixo;

RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens;

REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna;

REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente,

RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

Participe da audiência pública e iga não à incineração de lixo!

Atenção, fique alerta – prefeitura anuncia nova audiência pública para queimar o lixo em 30 de janeiro de 2012

Mais uma audiência pública da proposta do plano municipal de saneamento básico – leia-se queima de lixo, queima de recursos naturais -. Desta vez irá ocorrer no dia 30 de janeiro de 2012, 08 horas da manhã, no Hélio moreira.

Então, convocam a audiência no apagar das luzes de 2010, quando a cidade está praticamente vazia e festando, data em que ninguém está preocupado em ler jornal, muito menos os classificados e marcam a audiência para o final de janeiro, período em que todos estão em férias.

A convocação apareceu no jornal o diário no dia 29 de dezembro – pra ninguém ler – no caderno de classificados, o classidiário – que ninguém lê – na página C-6, canto inferior direito, em letrinhas beeem pequenininhas, que é para ter absoluta certeza de que quem é contra queimar o lixo não iria ler.

Com quase 10 milhões para gastar em publicidade, quando lhes interessa, compram página inteira, caso contrário, escondem onde ninguém lê. Isso é falta de espírito democrático, isso não se faz.

Mas, como leais soldados da mãe terra, estamos sempre em alerta, Defcon 1 e, portanto, vamos divulgar, panfletar, conceder entrevistas, chamar especialistas, adesivar carros, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para não deixar este crime ocorrer.

Reduzir o consumo, reutilizar embalagens e, finalmente, separar para a reciclagem e compostagem, esta é a única e sensata solução para o problema do lixo. Queimar lixo é o mesmo que esconder o lixo embaixo do tapete para não ter o trabalho de resolver verdadeiramente este problema, é incentivar o consumismo, afinal, tudo será queimado, desaparecerá magicamente em um monte de cinzas.

Utilize sempre os 5Rs, para diminuir geração de resíduos, que hoje já passa de 1 quilo / dia por pessoa no Brasil.

REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis e diminuir a geração de lixo;

RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens;

REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna;

REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente,

RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

Diga não à incineração de lixo!

 

Santa Catarina – Eletrosul faz pregão eletrônico para queimar lixo

Eletrosul faz ´pregão eletrônico´ para contratar estudo dirigido para um sistema de tratamento térmico de lixo

A ELETROSUL Centrais Elétricas S/A que possui a sua sede em Florianópolis (Santa Catarina), publicou as vésperas do Natal e do Ano Novo, um edital para cumprir a licitação pública – Pregão Eletrônico nº 913112161 – que tem por objeto a contratação de “Estudo de Viabilidade Para Um Sistema De Tratamento Térmico de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e Geração de Energia Elétrica”.

O ofício da ELETROSUL que torna pública a licitação – Pregão Eletrônico nº 913112161 – é assinado pelo gerente da Divisão de Licitação e Contratos – DVLC, datado em 16 de dezembro de 2011, uma sexta-feira, dia que antecede a semana em que todo o povo brasileiro se preparava para as Festas de Natal e da Virada do Ano.

Nesse documento em questão, a Divisão de Licitação e Contratos da ELETROSUL diz que “o recebimento das propostas ocorre a partir das 16h do dia 16/12/2011 e a abertura programada para às 10h do dia 05/01/2012, sendo que o início da sessão de disputa de preços será às 14h do dia 05/01/2012”.

O leitor do site Máfia do Lixo pode calcular o total de dias úteis que antecedem a apresentação da proposta exigida no Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL.

O dia da publicação do Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL ocorreu em uma sexta-feira (16/12/2011).

Vem o sábado (17/12) e o domingo (18/12). A seguir contamos cinco (5) dias úteis. E chega a véspera de Natal, sábado (24/12). Dia seguinte é Natal, domingo (25/12).
Mais cinco (5) dias e temos outro sábado (31/12), esse agora é véspera de Ano Novo.

Chega o dia 1º de janeiro de 2012, um domingo. Temos então mais três (3) dias úteis na primeira semana de 2012. E finalmente o dia da abertura do Pregão Eletrônico nº 913112161, uma quinta-feira (05/01).

Contamos treze (13) dias úteis, desde a data de publicação do Pregão Eletrônico nº 913112161, tempo esse oportunizado para que as empresas brasileiras interessadas em participar do certame da ELETROSUL, cujo objeto prevê a contratação de “Estudo de Viabilidade Para Um Sistema De Tratamento Térmico de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e Geração de Energia Elétrica”, apresentem as suas propostas. Inacreditável.

O “estudo” a ser contratado pela ELETROSUL vai definir posteriormente o Edital de uma licitação milionária, instrumento esse a ser publicado ainda em 2012, cujo certame terá por objeto a instalação e operação de uma USINA DE LIXO na Região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, atingindo o total de trinta e nove (39) cidades gaúchas: Bom Progresso, Braga, Campo Novo, Crissiumal, Esperança do Sul, Humaitá, Sede Nova, São Martinho, São Valério do Sul, Tiradentes do Sul, Três Passos, Ametista do Sul, Boa Vista das Missões, Caiçara, Cerro Grande, Cristal do Sul, Erval Seco, Frederico Westphalen, Irai, Jaboticaba, Palmitinho, Pinhal, Pinheirinho do Vale, Rodeio Bonito, Seberi, Taquaruçu do Sul, Vicente Dutra, Vista Alegre, Alpestre, Constantina, Engenho Velho, Gramado dos Loureiros, Nonoai, Novo Xingu, Rio dos Índios, Ronda Alta, Sarandi, Três Palmeiras e Trindade do Sul.

Lendo o edital do Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL, pode-se perceber que a licitação apresenta fortes indícios de direcionamento, que impedem a participação de diversas empresas brasileiras, as quais utilizam outras tecnologias de ponta. Tecnologias essas diferentes da proposta pela ELETROSUL no Pregão Eletrônico em andamento.

Entendo que a definição de tecnologia imposta pela ELETROSUL interfere e distorce o processo licitatório público.

Conforme consta no edital do Pregão Eletrônico nº 913112161, a ELETROSUL exige experiência em incineração, impondo em uma licitação pública essa tecnologia, um processo desaconselhado pela PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos, e que afasta inúmeras empresas brasileiras, as quais possuem outras tecnologias concorrentes que são utilizadas em diversos países da Europa.

Se desconhece que a ELETROSUL tenha promovido qualquer audiência pública com os moradores das trinta e nove cidades gaúchas, cuja pauta tenha sido a contratação desse “estudo” que impõe a tecnologia da incineração de lixo.

Certamente o Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPE-SC) deverá analisar com profundidade o edital do Pregão Eletrônico nº 913112161 da ELETROSUL.

O administrador Enio Noronha Raffin vai noticiar ainda hoje o MPE-SC para que esse tome as providências de estilo.

Fonte – Máfia do lixo de 04 de janeiro de 2012

Não é só por aqui que a máfia do lixo está querendo queimar recursos naturais. O Brasil se tornou uma mina de ouro para a máfia do lixo. Bilhões em contratos que duram mais de 30 anos, é o paraíso para eles. Mas por que isto está ocorrendo? Porque os administradores públicos vem empurrando o problema do lixo com a barriga faz séculos, se recusando a fazer a lição de casa, que é cobrar da população a separação para reciclagem e compostagem.

As prefeituras não tem um programa de educação ambiental para desincentivar o consumo, conscientizar da população para o problema do lixo e ensinar que, cada um fazendo sua parte, todos ganham com a solução do problema.

Infelizmente, o primeiro setor só se interessa por obras faraônicas, bilionárias, que rendam o dízimo, o terço, que a mídia divulgue. Agora, fazer o básico parece não fazer parte dos planos dos administradores públicos.

Os porquinhos vão à praia

 

 


As cestas de lixo nunca serão suficientes para os porquinhos. Porque o que conta é educação e cultura

Era lixo só. No domingo de Natal, ninguém se atrevia a ir à praia em Ipanema e Leblon, os bairros da zelite carioca. É o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, mas o que sobra em dinheiro falta em educação. Todo mundo culpou a Comlurb, a companhia municipal de limpeza. Que direito tem a prefeitura de expor nossa falta de respeito com o espaço público?

É verdade que houve uma falha operacional. Os garis do sábado à noite teriam de dar mais duro para compensar a redução da equipe da Comlurb no domingo. A praia mais sofisticada da cidade, que vai do canto do Arpoador até o fim do Leblon, amanheceu com 25 toneladas de lixo espalhadas, um espetáculo nojento. Cocos são o maior detrito: 20 mil por dia. Mas tem muita embalagem de biscoito e sorvete. As criancinhas imitam os pais que deixam na areia latas de cerveja, copos de mate, garrafinhas de água, espetos de queijo coalho, canudos de plástico. É o porco pai, a porca mãe e a prole de porquinhos.

Adorei o atraso da Comlurb por seu papel didático. Quem andou no calçadão dominical e olhou aquela imundície pode ter pensado, caso tenha consciência: e se cada um cuidasse de seu próprio lixo como pessoas civilizadas? O Rio está cheio de farofeiro. De fora e de dentro. De todas as classes sociais. Gente que ainda não aprendeu que pode carregar seu próprio saquinho de lixo na praia. A areia que sujamos hoje será ocupada amanhã por nós mesmos, nossas crianças ou os bebês dos outros. Falo do Rio, mas o alerta serve para o Brasil inteiro neste verão. Temos um litoral paradisíaco. Por que maltratar as praias?

Na Cidade Maravilhosa, o terceiro maior orçamento da prefeitura é o da Comlurb. Só perde para Educação e Saúde. Por ano, a prefeitura gasta R$ 1 bilhão coletando lixo dos prédios e das ruas. “Para recolher a lambança que as pessoas fazem nas ruas, parques, praias, são gastos R$ 550 milhões”, me disse o prefeito Eduardo Paes. “Daria para construir 100 escolas num ano, ou 150 creches, ou 200 clínicas da família.”

No ano passado, Paes criou o “lixômetro”, uma medição do lixo público nos bairros. Quem reduzisse mais ao longo do ano ganharia benfeitorias. O campeão foi a Cidade de Deus, comunidade carente pacificada. Menos lixo no espaço público significa economia para o contribuinte e trabalho menos penoso para os garis. A multa no Rio, hoje, para quem joga lixo na rua é de R$ 146, mas jamais alguém foi multado. Os guardas municipais raramente abordam os sujismundos e preferem tentar educar, explicar que não é legal.

Os porquinhos adoram um argumento: não haveria cestas de lixo suficientes. Na orla, as 1.400 caçambas não dariam para o lixo do verão. A partir de fevereiro, as caçambas dobrarão de volume, de 120 litros para 240 litros. E nunca serão suficientes. Porque o que conta é educação e cultura. Ou você se sente incapaz de jogar qualquer coisa no chão e anda com o papel melado de bala até encontrar uma lixeira, ou você joga mesmo, sem culpa nem perdão. O outro argumento é igual ao dos políticos corruptos: todo mundo rouba, por que não eu? Pois é, todo mundo suja, a areia já está coalhada de palitinhos, plásticos e cocos, que diferença eu vou fazer? Toda a diferença do mundo. O valor de cada um ninguém tira.

Em alta temporada, 200 garis recolhem, de 56 quilômetros de praias no Rio, 70 toneladas de lixo aos sábados e 120 toneladas de lixo aos domingos. A praia com mais lixo é a da Barra da Tijuca. Em seguida, Copacabana. Tenham santa paciência. Quando vejo aquela família que leva da praia suas barracas, cadeirinhas e bolsas, mas deixa na areia um rastro de lixo, dá vontade de perguntar: na sua casa também é assim?

A tímida campanha do “Rio que eu amo eu cuido” mostra que muito mais conscientização será necessária. A China produziu um gigantesco rolo compressor antes das Olimpíadas: em outdoors nas ruas, programas de rádio e televisão, o governo pedia à população que não cuspisse e escarrasse na rua. Era uma forma de tentar mostrar ao mundo que o povo não era tão mal-educado.

Experimente responder a estas perguntas. Jogo lixo na rua? Já deixei lixo na praia? De carro, furo o sinal vermelho? Acelero no sinal amarelo para assustar o pedestre? Buzino sem parar e xingo no trânsito? Dirijo depois de beber? Deixo meu cachorro fazer cocô na rua sem recolher? Já fiz xixi publicamente? Corro de bicicleta na calçada, pondo em risco velhinhos e crianças? Abro a mala do carro estacionado para fazer ecoar meu som predileto?
Que tal ser um cidadão melhor e menos porquinho em 2012?

Fonte – Ruth de Aquino, Época de 29 de dezembro de 2011

Imagem - Editor B

A matéria é sobre o Rio, mas pode ser transportada para qualquer cidade do Brasil. Em Maringá, por exemplo, as famílias de porcos, os namorados porcos, os amigos porcos … vão à catedral no final de semana e deixam seu lixo no gramado. Os imundos tem a capacidade de fazer churrasquinho no bobódromo da Avenida Tiradentes – bobódromo porque  os bobos passam a noite indo e vindo num looping infinito, dããã, enchendo a cara e fazendo uma baderna infernal – e deixam a sujeira, garrafas long neck, normalmente quebradas, copos e sacolas de plástico … para os proprietários ou os garis limparem na segunda feira. Imundos!

Isso quando não usam as ruas como  banheiro, fazendo xixi nas portas e fachadas das lojas e edifícios. O que diabos estas famílias destes porcos ensinam em casa? Sim, porque higiene, educação, se aprende em casa, ou não, no caso do Brasil.

É por isso que somos a favor de multas para estes porcos, imundos, que fazem do mundo a sua lixeira. Não adianta educar marmanjo, porque a falta de educação deles já está cristalizada, seu comportamento detestável só é mutável através da multa, porque a consciência de marmanjo reside no bolso. Marmanjos sabem exatamente o que o que estão fazendo é errado, mas são apenas porcos por natureza e se quisermos mudá-los, vamos impactar seus bolsos.

Cabe ao poder público fiscalizar e arrecadar, multando os porcos, para ajudar a pagar os garis que tem que limpar a sujeira que eles geram, já que seus pais acham normal o comportamento de seus filhos e não coibem este comportamento em casa. Como já diziam nossas avós, se a família não ensina, o mundo ensina.

Maringá, PR, 15/12/2011 – Audiência pública para a instalação do incinerador de lixo

Assista abaixo a audiência pública realizada pela prefeitura de Maringá para implementar uma PPP – parceria público privada para a instalação de um incinerador que custará 350 milhões de Reais, que necessitará de 500 ton / dia de lixo para alimentar o incinerador – Maringá gera 350 ton / dia, sendo que se houver reciclagem e compostagem, apenas sobrarão 35 ton / dia para abastecer o incinerador – e a PPP tem duração de 30 anos, prorrogáveis por mais 5 anos.

Tivemos problemas técnicos e não conseguimos filmar o início da audiência, faltando filmar o início, em que falou o representante de uma ong que quer queimar lixo, que trouxe um cacique piromaníaco e um bando de pseudoambientalistas a convite prefeitura, para validar a escolha do prefeito em queimar recursos naturais.

Ao final da audiência solicitamos ao Leopoldo Fiewski a gravação para podermos postar e ele disse que assim que recebesse a filmagem, nos disponibilizaria. Estamos aguardando, secretário.

 

Talitha Pricila Cabral Coelho, secretária do Fórum intermunicipal de lixo e cidadania, entregando ofício com o posicionamento do fórum de lixo e cidadania, claro, contra a instalação do incinerador de lixo.

 

O prefeito Silvio Barros II, que tem fixação por queimar o lixo da cidade desde que se se tornou prefeito.

 

Adriana Lima Domingos, gerente de auditoria operacional do TC – Tribunal de Contas do Paraná – relato de estudos sobre o panorama de disposição final de RSU no Paraná.

Odair Segantini, da ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – panorama dos RSU no Brasil e no mundo.

 

Jorge Villalobos, do Observatório ambiental – riscos ambientais e alternativas para destinação final de RSU,

 

Eduardo Gobbi, coordenador de recursos hídricos e saneamento básico da SEMA/PR – Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Panorama e perspectiva de gestão de RSU para o Estado do Paraná.

 

Milton Norio Sogabe, entenheiro da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – experiências e alternativas tecnológicas para destinação de RSU.

 

Perguntas e respostas.

Ponta Grossa pode sofrer apagão do lixo

Membros do Comdema vistoriaram o aterro. Capacidade terminaria no final deste mês

Membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) fizeram, ontem, vistoria no aterro controlado do Botuquara, que recebe os resíduos produzidos em Ponta Grossa. A constatação é de que o local não terá mais espaço para receber o lixo até o final deste mês. O secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, José Fernando de Paula, rebate e garante que o ‘prazo de validade’ vence em março do próximo ano.

“A informação que temos é de que a capacidade do Botuquara termina neste dia 20 de dezembro, com uma margem de erro de 10 dias. Ou seja, somente haverá espaço para a destinação de lixo no aterro até o final deste mês, no máximo”, diz o presidente do Comdema, Gustavo Ribas Netto.

A preocupação, de acordo com ele, é o tempo curto de sobrevida: para receber mais lixo, precisaria ser feita readequação do local e isso tudo demanda tempo. “Já encaminhamos ofícios à Prefeitura questionando essa situação e, ainda, acerca do andamento da instalação da chamada usina do lixo. Nos próximos dias, vamos posicionar os vereadores sobre a situação dos resíduos sólidos em Ponta Grossa”. A usina do lixo é proposta da Prefeitura para substituir o Botuquara.

O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente, José Fernando de Paula, garante que não há riscos de ‘apagão’ no setor. “Se não fizéssemos qualquer intervenção, o aterro teria capacidade para receber resíduos até março do próximo ano. Mas iniciaremos uma readequação na próxima semana, o que garantirá capacidade de mais oito meses”, diz, acrescentando que a readequação levará cerca de três dias para ser concluída.

Esse prazo, de acordo com ele, permitirá que a Prefeitura tenha tempo hábil para finalizar a instalação da usina do lixo. “Além da readequação, vamos firmar TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o IAP, garantindo a possibilidade de expansão do Botuquara. Assim, teremos tempo suficiente para finalizarmos o projeto da usina”. (L.A.)

Comdema

Na visita ao aterro, estiveram presentes membros do Conselho Municipal do Meio Ambiente, da Câmara Técnica de Meio Ambiente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa, Instituto Ambiental do Paraná, Prefeitura e da empresa Ponta Grossa Ambiental, que gerencia o Botuquara.

Fonte – Luciana Almeida, Diário dos Campos de 15 de dezembro de 2012

Estes senhores, ao visitarem este lixão, não viram o óbvio, que é a solução para qualquer lixão, qualquer aterro, uma solução mágica que aumenta em 90%  a vida útil do aterro, uma solução que qualquer imbecil, ao olhar nesta foto, enxerga, se tiver o mínimo de bom senso.

Esta solução maravilhosa, mágica, é simplesmente separar o lixo na fonte geradora – na casa da dona maria e do seu zé e em qualquer local que gere este lixo – em três partes, para reciclagem, compostagem e rejeito. Senhores, reciclar e compostar, reciclar e compostar, reciclar e compostar … este é o mantra que vocês devem aprender, a a frase mágica do novo milênio.

Não adianta reinventar a roda, inventar soluções bilionárias. A solução está na lei ou decreto obrigando a separação na fonte, fiscalização por amostragem, multa por não separação ou ainda não recolhimento do lixo não separado, organização das cooperativas de reciclagem ou, no caso da falta delas, a prefeitura criar departamento para comercialização deste material reciclável.

Isto custa quase nada e resolve de uma vez por todas o problema da esmagadora maioria das cidades do país, que é não ter mais local para depositar lixo.

Administradores públicos, entoem o mantra e resolvam o problema do lixo: reciclar e compostar, reciclar e compostar, reciclar e compostar …

Campanha diga não à incineração de lixo em Maringá

Você já deve ter lido na nossa página que estamos em uma campanha contra a instalação de uma usina de incineração de lixo na cidade.

Dia 15 de dezembro haverá uma audiência para a prefeitura sacramentar a instalação desta usina e não podemos permitir que nossa cidade verde seja poluída por uma tecnologia que os europeus estão abandonando após terem aprendido da maneira mais difícil que estas usinas não ecologicamente corretas, causando doenças em seus cidadãos, com a contaminação do leite, da carne dos animais e dos vegetais que durante décadas receberam do ar as cinzas tóxicas e cancerígenas destas usinas.

O material da campanha contra a instalação da usina de incineração de lixo em Maringá ficou pronto na semana passada. Começamos a distribuir no mesmo dia os folders e adesivar os carros após pedir permissão para a pessoa, é claro.

Final de semana teve panfletagem e adesivagem no centro da cidade e nas feiras livres. Esta semana, a partir de segunda-feira até dia 15 de dezembro, dia da audiência pública para tentar enfiar goela abaixo dos cidadãos de Maringá esta usina indecente, haverá panfletagem no centro da cidade.

Se você quiser o folder ou adesivar o carro, entre em contato para informarmos onde os voluntários estarão panfletando e adesivando carros.

Queremos agradecer imensamente ao Eduardo Marçal Santa Bárbara, da empresa de comunicação e marketing EMARÇAL pela criação do material para a campanha, sem o qual não seria possível continuarmos a luta contra esta usina infernal.

O Eduardo é o publicitário da FUNVERDE que cria todas as logos e campanhas da fundação há muito tempo, portanto, entende tudo de comunicação e meio ambiente.

Novamente Eduardo, nossos agradecimentos pelo seu trabalho árduo, principalmente neste final de ano, em que sabemos, você está atolado de serviço mas sempre arranja um tempo para nos socorre.

Nós e o planeta agradecemos pelo seu sempre impecável e incansável trabalho.

Agradecemos muito também aos empresários da cidade, que se cotizaram para pagar o material impresso, mas que não podemos citar os nomes por motivos óbvios, quer dizer, pediram para ficarem anônimos por medo de retaliação do primeiro poder.

Não seja apenas um pagador de impostos, seja um cidadão, junte-se a nós nesta luta para manter nossa cidade livre deste incinerador que destrói a cidadania ao incentivar o consumismo, afinal, é consumir e o lixo some, magicamente.

O incinerador deseduca a população que demorou tanto tempo para aprender a separar seu lixo para a reciclagem.

O incinerador causa desemprego as centenas de pessoas que, sem qualificação para encontrar trabalho na economia formal, encontram na reciclagem uma maneira de trabalhar e ganhar seu sustento.

A reciclagem está sendo uma fonte de renta para os recicladores e a sociedade lucra com os produtos que são reciclados e também a segurança publica ganha, pois sem esta renda, teríamos uma quantidade enorme de pessoas entrando na situação de insegurança social – pobreza extrema.

O incinerador causa sérias doenças, dentre elas o câncer, pois a fumaça tóxica contém dioxinas e furanos, altamente prejudiciais à saúde, além de partículas muito pequenas que deixam de ser filtradas pelo nosso corpo, aderindo a parede do pulmão, provocando doenças que irão impactar o Sistema Único de Saúde.

E por fim, gerenciamento de lixo sempre foi, é e sempre será a separação na fonte do material para a reciclagem, para a compostagem e o rejeito. Com a separação na fonte, sobrará no máximo 10% de rejeito e com o incinerador, de tudo que entrar para queima, sobrará 15% de rejeito de cinzas tóxicas, classe 1, que tem que ser armazenadas em locais especiais para não contaminar o planeta.

Diga não à incineração de lixo em Maringá e em qualquer outro local do planeta. Diga sim à reciclagem e compostagem.

Informativo da campanha Diga Não à Incineração do Lixo em Maringá

Adesivo para carro

Botton para camiseta

 

Campanha diga não à incineração do lixo – conheça mais sobre esta alternativa perigosa

A FUNVERDE é membro do fórum do lixo e cidadania que nasceu em setembro de 2010 para solucionar o que parece insolúvel, o problema do lixo em Maringá, que não é resolvido pelo poder público desde nunca.

A prefeitura pretende instalar uma usina que custará centenas de milhões de Reais para queimar 500 toneladas de lixo por dia, sendo que Maringá só gera 350 toneladas de lixo por dia e menos de 5% disso é reciclado.

O fórum é contra esta alternativa ambientalmente incorreta, perigosa para a saúde humana e para o próprio planeta.

O que é necessário é educação ambiental para reduzir a geração de lixo, separar o que é gerado para a reciclagem e compostagem. Esse é o beabá da gestão do lixo, o básico. Sem isso, não adianta se pensar em alternativas fantasiosas, mirabolantes, porque queimar lixo deseduca a população, incentivando o consumo, dizendo que você pode consumir e depois nós queimamos, jogamos o lixo para baixo do tapete.

Esta alternativa retira postos de trabalho dos coletores de recicláveis, gerando desemprego e instabilidade social.

A primeira audiência pública foi cancelada judicialmente no mês passado, mas haverá outra no dia 15 de dezembro de 2011.

Participe, diga não à queima do lixo em Maringá.

Para você conhecer mais sobre esse assunto e saber porque não podemos permitir a instalação desta usina, leia alguns artigos abaixo.

Conhecimento é poder.

Clique nos links para ler em formato pdf.

Incineração de resíduos sólidos urbanos, aproveitamento na co-geração de energia. Estudo para a região metropolitana de Goiânia – GO

Geração de energia elétrica a partir da incineração de lixo urbano: o caso de Campo Grande – MS

L’incinération des déchets en Île-de-France: Considérations environnementales et sanitaires

Incinération des ordures ménagères en France: effets sur la santé

Synthèse des connaissances sur les impacts environnementaux et les risques sanitaires de l’incinération, de la méthanisation, et des centres de stockage

Caracterização das cinzas de incineração de resíduos industriais e de serviços de saúde

Incineradores de resíduos sólidos, processos de coincineração e implicações para a saúde humana: princípio da precaução

Análise espacial dos riscos à saúde associados à incineração  de resíduos sólidos: avaliação preliminar

Acórdão sobre a queima de pneus pela cocamar

Sentença sobre a queima de pneus pela cocamar

Manifesto contra a incineração, pela reciclagem e reutilização dos materiais do lixo domiciliar - incineracaonao.net

Incineração e saúde humana. Estudo do conhecimento sobre os impactos da incineração na saude humana – Greenpeace

Incineração não é a solução – Greenepace 

Curitiba, PR, 27/11/2011 – Audiência pública em Curitiba contra instalação de usinas incineradoras de lixo no Paraná

Participamos da audiencia pública realizada em Curitiba, na Assembléia Legislativa, organizada pelos deputados Luciana Rafagnin, Rasca Rodrigues, Luiz Eduardo Cheida e Elton Welter, no dia 28 de dezembro de 2011.

Esta audiência marcou o início do processo da criação de uma lei para impedir a instalação das usinas de incineração de lixo nas cidades no Paraná.

Também estamos lutando contra a instalação desta usina na cidade de Maringá, sede da FUNVERDE, através da nossa participação no fórum do lixo e cidadania, que foi criado em setembro de 2010 para resolver o problema do lixo na cidade, que nunca foi resolvido por nenhum prefeito até hoje.

O atual prefeito está praticamente no último ano do seu segundo mandato e também não fez absolutamente nada para resolver este problema, as 5 cooperativas estão praticamente sucateadas, a reciclagem não consegue ultrapassar 3% na cidade, a compostagem é inexistente, enfim, um caos em uma cidade que gera mais de 350 toneladas de lixo todos os dias.

Todas as leis federais, estaduais e municipais dão a receita de como se resolver o problema do lixo que é simplesmente reduzir a geração do lixo, separar para a reciclagem e compostagem na fonte. Podemos citar apenas duas para você consultar, a 11.445/2007 e a 12.305/2010. Sim, separação na fonte, não adianta juntar tudo, contaminar tudo e depois dizer que está separando em uma usina de triagem, isto não existe, isso não funciona. Reduzindo e separando, enviando para a reciclagem e compostagem, sobrará no máximo 10% de todo o lixo de rejeito para destinação final, o que quer dizer que em Maringá, se houvesse compostagem e reciclagem, só 35 toneladas por dia seriam rejeito.

Este é outro problema com a usina de  incineração que o prefeito pretende instalar na cidade. Ela necessitará de no mínimo 500 toneladas por dia de resíduos para funcionamento.

Acontece que nosso lixo é composto de 50% de matéria orgânica, portanto, passível de compostagem para se transformar em adubo para a agricultura. Somos o celeiro do país e todo o adubo é bem vindo para fertilizar a terra, ainda mais adubo orgânico, proveniente dos resíduos orgânicos gerados em nossas cozinhas como cascas, folhas, sementes … partes de alimentos que não são utilizados na cozinha.

Nosso lixo é composto por mais de 40% de produtos recicláveis, que devem voltar ao ciclo de produção para não haver a necessidade da retirada de novas matérias primas do planeta, que tem um número finito de recursos naturais e se queimarmos esses recursos naturais nessas usinas de incineração, nossos descendentes não terão matéria prima para sobreviverem no futuro.

Portanto, como já dissemos anteriormente, se for feita a separação na fonte para a reciclagem e para a compostagem, no máximo 10% sobra de rejeito. De onde virão as outras 465 toneladas para a queima? Ou será que, como atualmente não existe compostagem e a reciclagem é praticamente inexistente na cidade, tudo será queimado? Mistérios …

Preste especial atenção na palestra do André Abreu, da Fundação France Libertés, que foi criada pela primeira dama da França, Danielle Mitterrand em 1986, para proteger recursos naturais preciosos do planeta, principalmente a água e para defender a educação, a democracia participativa e a economia sustentável.  Madame Mitterrand apoiava e acompanhava de perto a luta do movimento nacional dos catadores de materiais de recicláveis no Brasil, se posicionando firmemente contra a incineração de lixo, que além dos danos ambientais, problemas de saúde, causa o desemprego dos catadores, pessoas sem qualificação profissional, que não encontram seu lugar na economia tradicional e conseguem seu sustento através da comercialização do lixo reciclável, que acaba desaparecendo com a instação de incineradores.

Falaremos mais sobre os problemas dos incineradores nos próximos posts, principalmente porque na próxima semana tem audiência pública para validar a instalação da usina de incineração e esperamos que você participe, se posicione contra esta medida ambientalmente incorreta de dar destinação ao lixo gerado.

Como o youtube não aceita vídeos de mais de 15 minutos, tivemos que cortar por palestrante para postar.

 

Abertura do evento e Deputado Luiz Eduardo Cheida.

 

Deputado Elton Welter.

 

Doutor Saint Clair Honorato, coordenador do centro operacional de apoio às promotorias de proteção ao meio ambiente do Paraná, nosso maior aliado na guerra contra as usinas de incineração de lixo no Paraná.

 

Carlos Cavalcante, membro do movimento nacional dos catadores de materiais recicláveis.

 

Jorge Villalobos professor da UEM.

 

André Abreu de Almeida, da France Libertés – Fundação Danielle Mitterrand.

 

Margaret Matos de Carvalho procuradora do ministério público do Paraná.

 

Deputado Rasca Rodrigues.

 

As últimas quatro partes são considerações da plenária.

Incineração não é a solução

Queimar já foi considerado o método mais eficiente de acabar com o lixo, seja ele de origem doméstica ou industrial. Entretanto, com o avanço da industrialização, a natureza dos resíduos mudou drasticamente. A produção em massa de produtos químicos e plásticos torna, hoje em dia, a eliminação do lixo por meio da incineração um processo complexo, de custo elevado e altamente poluidor. Longe de fazer o lixo desaparecer, a incineração acaba gerando ainda mais resíduos tóxicos, e tornando-se uma ameaça para a saúde pública e o ambiente.

Em maio de 2001, o Brasil assinou a Convenção de Estocolmo, tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) que trata do combate aos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), e que aponta a incineração de resíduos como uma das principais fontes geradoras destes poluentes. A Convenção recomenda que o uso de incineradores seja eliminado progressivamente.

Impactos da Incineração

As emissões tóxicas, liberadas mesmo pelos incineradores mais modernos, são formadas por três tipos de poluentes perigosos para o ambiente e para a saúde humana: os metais pesados, os produtos de combustão incompleta e as substâncias químicas novas formadas durante o processo de incineração. Nenhum processo de incineração opera com 100% de eficácia.

Os metais pesados, como chumbo, cádmio, arsênio, mercúrio e cromo, não são destruídos durante a incineração, e são frequentemente liberados para o ambiente em formas até mais concentradas e perigosas do que no lixo original. Equipamentos de controle de poluição podem remover alguns desses metais das emissões, mas mesmo os mais modernos não eliminam com segurança todos eles. No mais, os metais pesados não desaparecem,são transferidos para as cinzas ou para os filtros, que acabam posteriormente sendo aterrados.

Outro aspecto traiçoeiro da incineração ocorre pela formação de produtos químicos durante o processo de combustão, que são totalmente novos e altamente tóxicos – as dioxinas e os furanos. Estes produtos são formados pela recombinação de fragmentos químicos de lixo parcialmente queimados nos fornos dos incineradores, e depositados nas chaminés e/ou nos dispositivos controladores de poluentes. Dioxinas e furanos são tidos como os produtos químicos mais tóxicos já conhecidos. As dioxinas são formadas quando materiais contendo cloro, como o PVC, são queimados.

Outro problema muitas vezes ignorado é a alta toxicidade das cinzas resultantes do processo de incineração. A destinação final de forma segura e ambientalmente correta dessas cinzas é cara e problemática. Manejadas de forma inadequada, elas representam riscos para a saúde e o meio ambiente a curto e longo prazo. Alguns especialistas recomendam depositá-las em aterros equipados com um revestimento de plástico comum, como forma de prevenir lixiviações para o lençol freático. Mesmo assim, todos os revestimentos feitos em aterros podem eventualmente sofrer vazamentos. O interessante é que em todas as palestras que assistimos, os promotores dão a brilhante idéia de que  que as cinzas podem ser utilizadas para asfalto. Isso nos assusta, porque é o mesmo que espalhar esta poluição pelo planeta, lambuzar o planeta com cinzas contendo metais pesados.

Incineração: Danos à saúde humana e ao Meio Ambiente

De forma geral, pesquisas científicas e levantamentos comunitários e técnicos associam os impactos da incineração ao aumento das taxas de câncer, a doenças respiratórias, a anomalias reprodutivas (como má formação fetal), a danos neurológicos e a outros efeitos sobre a saúde — em casos de exposições a metais pesados, a organoclorados e a outros poluentes liberados por incineradores.

Em 1997, a IARC (Agência Internacional de Pesquisas do Câncer) classificou as dioxinas mais tóxicas como cancerígenas para os humanos. Uma vez emitidas no meio ambiente, essas substâncias podem viajar longas distâncias pelo ar e pelas correntes oceânicas, tornando-se uma contaminação global.

As dioxinas liberadas pelos incineradores também podem acumular-se em animais ruminantes e peixes, por meio da cadeia alimentar. São diversos os casos relatados mundialmente em que produtos como leite, ovos e carne continham níveis de dioxina acima dos permitidos legalmente.

A incineração no Brasil

A Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Incineração

O Greenpeace critica o último texto da proposta para a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tinha como relator da Comissão Especial de Resíduos Sólidos da Câmara Federal, o então deputado Emerson Kapaz (PPS-SP). Mais uma vez, a incineração e o coprocessamento em fornos de cimento eram apresentados como as principais políticas para a redução de resíduos. A primeira versão do documento fora apresentada em agosto de 2001. Esta proposta de lei de certa forma regulamenta o uso de incineradores, e prioriza o uso de tecnologias “sujas”. Ainda, este documento vai de encontro à Convenção de Estocolmo, a qual aponta a incineração de resíduos como uma das principais fontes produtoras de POPs, incluindo as dioxinas.

Resolução do Conama e a Incineração

Como resultado da 39ª reunião extraordinária do Conama realizada em 29 de outubro de 2002, o processo nº 02000.007884/2001-48, que dispõe sobre procedimentos e critérios para funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos, foi desastrosamente aprovado (com emendas). Este documento não apenas regulamenta o uso de incineradores com também estipula valores máximos para a emissão de dioxinas e furanos cinco vezes maiores que os permitidos em países europeus e nos Estados Unidos. Também este documento apresenta um retrocesso para o Brasil, indo de encontro ao acordado na Convenção de Estocolmo. Para ver o documento do Conama, acesse www.mma.gov.br/port/conama/doc/reun/reuniao39/result/resul71.doc 

Alternativas

Em termos gerais

1 – Estratégias e planos que promovam a redução, o reuso e a reciclagem de materiais, produtos e resíduos.

2 – A Produção Limpa.

O Greenpeace acredita que devem ser adotadas medidas para interromper imediatamente a utilização de incineradores. Em vez de apenas restringir as normas e padrões de controles de poluição ambiental, os governos nacionais devem implementar as seguintes políticas:

a – estabelecer moratória à construção de novos incineradores de lixo e à ampliação dos já existentes;

b – implementar um rápido programa para desativação de todos os incineradores existentes;

c. desenvolver programas de produção limpa para eliminar processos, produtos e resíduos tóxicos. Para saber mais sobre produção limpa, confira o documento www.greenpeace.org.br/toxicos/Producao_Limpa.doc

Em relação a substâncias industriais tóxicas – tecnologias modernas de destruição

Algumas das tecnologias de destruição de resíduos tóxicos recentemente desenvolvidas oferecem vantagens tanto no desempenho quanto nos custos, em relação ao uso de incineradores. Dentre estas tecnologias modernas de destruição, citamos algumas, entre elas a Redução de Substâncias Químicas em Fase Gasosa, a Oxidação Eletroquímica, Metal fundido e Sal fundido. Para mais informações leia o documento “Incineração e Saúde Humana-Estudo do Conhecimento Sobre os Impactos da Incineração na Saúde Humana – Tradução Preliminar (Sumário Executivo), Michelle Allsopp, Pat Costner e Paul Johnston, Laboratórios de Pesquisas do Greenpeace, Universidade de Exeter, Reino Unido www.greenpeace.org.br/toxicos/pdf/sumario_exec_health.pdf.

É importante ressaltar, no entanto, que diversos fatores, como os recursos necessários para instalação, manutenção, testes de desempenho, entre outros, tornam ambas as tecnologias, convencionais (incineração) e modernas, inapropriadas para uso contínuo e de longo prazo. Neste contexto, a adoção de uma estratégia de emissão zero e a redução dos impactos sobre a saúde causados pelo processo de manejo de resíduos significam uma mudança para um padrão baseado nos axiomas da redução, reutilização e reciclagem.

Demandas do Greenpeace

Os seguintes pontos devem estar presentes nas estratégias para estímulo à prevenção (redução), reutilização (reuso) e reciclagem e, portanto, para a diminuição dos impactos adversos sobre a saúde humana causados pelo manejo de resíduos:

1 – Plano de eliminação de toda e qualquer forma de incineração de resíduos: domésticos, hospitalares e industriais.

2 – Mecanismos financeiros e legais para aumentar a reutilização de embalagens (ex. garrafas, contêineres etc) e produtos (ex. gabinetes de computadores, componentes eletrônicos).

3 – Mecanismos financeiros (como impostos sobre aterros sanitários) destinados diretamente para montar a infra-estrutura necessária para reciclagem.

4 – Estimulação de mercados para materiais reciclados por meio de exigências legais de que as embalagens e os produtos contenham, quando for apropriado, a quantidade de material reciclado. Os
materiais que não podem ser reciclados de forma segura ou decompostos no final do ciclo de vida útil (por exemplo, o plástico PVC) devem ser substituídos por materiais mais sustentáveis. Aplicar na vida real a teoria berço a berço, onde a totalidade do que for fabricado, na destinação pós consumo ou retornará em forma de matéria prima reciclável para a indústria ou em forma de matéria prima compostável para a natureza. 

5 – A curto prazo, é preciso evitar que materiais e produtos que contribuem para a geração de substâncias perigosas em incineradores entrem na corrente de resíduos; os produtores devem arcar com os custos. Esses produtos incluem equipamentos eletrônicos, metais e produtos que contêm metais, como pilhas e lâmpadas fluorescentes, além de plásticos PVC (revestimento para chão, cabos, embalagens, perfis de janelas etc) e outros produtos que contenham substâncias perigosas. Um dos problemas que já ouvimos é que um computador tem muitos tipos de plástico que não podem ser reciclados juntos e portanto, inviabilizando a cadeia de reciclagem. Algumas vezes o reciclador põe fogo em um pedaço, para, pasmem, pelo cheiro, saber o tipo de plástico. Solução, todo e qualquer componente de plástico, de computador a garrafa de água, tem que ter a marcação com o triângulo da reciclagem com o número dentro, não importa o tamanho deste componente. Solução simples e eficaz.

E, de uma forma mais geral

6 – Expansão do desenvolvimento de tecnologias de produção limpa que sejam mais eficientes em termos de consumo energético e de materiais, e fabricar produtos mais limpos, que gerem menos lixo,
e que possam ser usados em um “ciclo fechado”, de forma a satisfazer as necessidades da sociedade de forma mais justa e sustentável. Berço a berço – a matéria prima é extraída apenas uma vez do planeta e é indefinidamente  reutilizada na indústria ou na natureza para não pressionar os recursos naturais do planeta, poupando esses recursos naturais para os seres do amanhã.

7 – Implementação do Princípio da Precaução de forma que, no futuro, seja possível evitar problemas antes que eles ocorram. A continuidade e o aprofundamento da pesquisa científica têm um papel fundamental na identificação de potenciais problemas e soluções. As incertezas relacionadas à determinação de impactos da incineração na saúde humana e no meio ambiente são consideráveis e, muitas vezes, não podem ser reduzidas.

Campanha de Substâncias Tóxicas do Greenpeace Brasil www.greenpeace.org.br/toxicos

Fonte – Greenpeace

Convite – Festival lixo e cidadania 2011 em Belo Horizonte – MG

O Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) convida para participar da 2ª Semana Mineira de Redução de Resíduos e do 10º Festival Lixo e Cidadania que acontecerá de 19 à 27 de novembro.

Inscrições – www.minasmenosresiduos.com.br

Assessoria de Comunicação
Centro Mineiro de Referência em Resíduos
Av. Belém 40 – Bairro Esplanada
Belo Horizonte – MG
Fone 31 3465-1212

Coleta seletiva x incineração do lixo

Na campanha de 2004, a incineração do lixo em Maringá era algo fora de cogitação.

Na campanha, falava-se – e não apenas o prefeito eleito, mas também de candidatos – em favor da coleta seletiva, com incentivos do município às cooperativas.

Das promessas de campanha para a prática temos outro discurso e hoje, passados quase oito anos desde a primeira eleição de Silvio Barros (PP), a administração municipal discute a criação de uma usina de incineração do lixo.

Nesse caso, penso que o município deveria olhar mais para os bons exemplos de países desenvolvidos. Na opinião do leigo que vos fala, queimar o lixo é bem coisa de terceiro mundo.

Fonte – Luiz Fernando Cardoso, Blog café com jornalista de 17 de novembro de 2011

Folder contra a incineração do lixo

Clique no cartaz para visualizar em tamanho maior.

O fórum do lixo e cidadania criou este cartaz para alertar a população sobre os as vantagens da reciclagem e compostagem e os perigos da incineração do lixo.

Apoie a campanha contra a queima do lixo em Maringá, copie o cartaz para seu site, blog, compartilhe.

Precisamos mostrar à prefeitura que esta opção não foi discutida com a sociedade e que esta não não é a opção correta para fazer a gestão do lixo da cidade.

O que queremos é educação ambiental para estimular a redução do consumo e consequentemente, a diminuição do lixo gerado.

O que queremos é a implementação da reciclagem na fonte inserindo as cooperativas, pagando a elas o mesmo valor por tonelada que hoje a prefeitura paga para as grandes empresas que coletam nosso lixo. As cooperativas fecham o ciclo berço a berço, em que o material é extraído uma vez da natureza, é encaminhado à indústria que transforma este material em produtos, que depois é consumido e depois separado para a reciclagem e enviado para as cooperativas que depois comercializam este material, que retorna para a indústria, que fabrica novo produto, é utilizado pelo consumidor que separa para a reciclagem, infinitamente, poupando recursos naturais.

Essas empresas hoje depositam tudo na pedreira sem reciclar ou compostar qualquer tipo de material, apenas jogam fora a matéria prima que poderia retornar para a indústria e para a agricultura.

Cada brasileiro gera mais de 1 quilo de lixo por dia e mais de 40% deste lixo é composto de materiais recicláveis, que devem ser retornados ao ciclo industrial, para poupar recursos naturais para que os seres do amanhã possam também viver sobre o planeta.

Lembre-se de que vivemos em uma bola azul, no canto da via láctea, em que todos os recursos naturais, absolutamente todos, são finitos, como em uma receita de bolo, tem um percentual de cada um e se não reaproveitarmos estes materiais, quando acabar, acabou, terminou, já era.

Queremos inserir pessoas que não tem qualificação para o mercado de trabalho convencional nas cooperativas, para gerar renda a estas pessoas e suas famílias, dando-lhes dignidade, transformando as cooperativas na porta de entrada para o mercado de trabalho formal.

Queremos compostagem para aproveitamento do lixo orgânico, que corresponde a aproximadamente 50% de todo o lixo gerado diariamente na cidade, para a transformar em adubo orgânico para ser usado em nossas plantações.

Queremos Maringá mais limpa, mais ecológica, mais preparada para o Século XXI.

Sim, somos contra queimar o lixo reciclável e o lixo compostável.

Saiba porque você também deve ser contra mais esta proposta indecente da prefeitura de Maringá.

Lixo deve ser separado para a reciclagem e compostagem na fonte, isto é, nas nossas casas, nas empresas e indústrias.

O lixo é responsabilidade de quem o gerou. Queimar lixo, além de queimar recursos naturais, é varrer a sujeira para baixo do tapete.

Repensar, recursar, reduzir, reutilizar, reciclar, estes são os passos para a solução do problema do lixo, o resto é reiventar a roda.

Diga não à usina de queima de lixo!

Convite – Reunião do fórum do lixo e cidadania para divulgação da carta de repúdio à queima do lixo em Maringá – PR

Fórum do lixo e cidadania é contra queima do lixo em Maringá

Em setembro de 2010 foi realizada uma reunião, no colégio Marista, com mais de 100 representantes de vários setores da comunidade para criar o Fórum de Lixo e Cidadania de Maringá, Sarandi e Paiçandu. O objetivo do movimento é discutir e encontrar formas para solucionar o grave problema que estas cidades, e as cooperativas de catadores existentes nelas, enfrentam com o lixo urbano. Os organizadores do Fórum também se propõem a discutir a questão em outros municípios.

Em Maringá, especificamente, os participantes do fórum estão preocupados especialmente com o enfraquecimento das cooperativas de trabalhadores, que estão sucateadas, e a intenção da prefeitura em instalar uma usina de queima do lixo na cidade. Hoje, cerca de 40% das 350 toneladas de lixo geradas diariamente são compostas de material reciclável. As cooperativas não conseguem reciclar nem 3% deste total. Uma grande quantidade de resíduos sólidos está sendo enterrada na pedreira.

Na opinião dos participantes do fórum, as cooperativas precisam do apoio do poder público e falta a elas qualificação profissional e equipamentos. Mas, a conclusão é de que não há interesse da prefeitura em desenvolver as cooperativas devido à intenção de se instalar a usina. O fórum criou um grupo de estudo específico para debater a questão de Maringá. Este grupo deve divulgar os resultados das discussões no próximo dia 18, durante reunião no anfiteatro do Colégio Marista, às 19 horas.

A reunião contará com convidados que farão breves exposições sobre o tema.

O grupo deverá ainda divulgar uma carta de repúdio à queima do lixo, apoiando a reestruturação das cooperativas e favorável à reciclagem e à compostagem. Estas questões são destacadas na lei Nº 12.305, de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O texto ressalta a redução, reuso e reaproveitamento do lixo, além de fazer referências ao envolvimento das cooperativas de catadores no processo de gestão dos resíduos.

Segundo o Procurador do Trabalho e representante da Coordenação Colegiada do Fórum Intermunicipal Lixo e cidadania “O Fórum, que se constitui como espaço democrático e pluralista, tem procurado refletir sobre os temas de seu interesse e adotar posições fundamentadas, levando em consideração diferentes aspectos, especialmente técnicos e jurídicos. Nesse sentido, a posição a ser apresentada à sociedade no dia 18 – referente à proposta do Município de Maringá de implantação de uma unidade de incineração de resíduos – é consistente e embasada, devendo ser levada em consideração por todos, especialmente pela Administração Pública do Município de Maringá. A iniciativa do Fórum é digna de nota, é a sociedade civil buscando ser ouvida em tema da mais alta relevância, não se conformando em aguardar passivamente decisões que influenciam os destinos de todos os maringaenses”.

As reuniões do fórum ocorrem mensalmente com vários setores da sociedade organizada como ongs, universidades, igrejas, clubes de serviço e a população em geral.

Participe desta reunião e saiba mais sobre a nossa proposta para incentivar a reciclagem e compostagem, gerando dignidade aos coletores de recicláveis.

Precisamos de todos os cidadãos preocupados e com bom senso para impedirmos a queima de matéria prima que hoje gera renda para muitas famílias.

Queimar material reciclável é roubar recursos naturais das próximas gerações, que assim como nós, necessitarão de matéria prima para viverem no planeta.

Data – 18 de outubro
Horário - 19 horas
Local - Anfiteatro do colégio Marista
Avenida Tiradentes, 963 - Maringá - PR

Projeto de lei para recolhimento de resíduos de medicamentos em condomínios e hotéis

PL 2494/2011 do deputado Taumaturgo Lima – Torna obrigatória a criação de pontos de coleta para recolhimento de resíduos de medicamentos nos condomínios residenciais, resorts, hotéis e pousadas.

Torna obrigatória a criação de pontos de coleta para recolhimento de resíduos de medicamentos nos condomínios residenciais, resorts, hotéis e pousadas.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1°. Ficam os condomínios residenciais com mais de 20 (vinte) unidades habitacionais obrigados a instalar pontos de coleta, devidamente identificados, para descarte de resíduos de medicamentos e medicamentos vencidos.

Art. 2º. Resorts, hotéis e pousadas com mais de 30 (trinta) leitos ficam obrigados ao estabelecido no Art. 1º desta lei.

Art. 3º. A expedição do alvará de funcionamento estará condicionada à comprovação da implantação deste procedimento.

Art. 4°. Ficam os órgãos municipais e distrital responsáveis pela realização de coleta pública dos resíduos bem como responsáveis pela destinação final, atendendo à RESOLUÇÃO DE DIRETORIA COLEGIADA – RDC N° 306, de 7 de dezembro de 2004/ANVISA para descarte de resíduos classe B.

Art. 5º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

Devido a uma série de fatores, como o processo de urbanização, a exigüidade de espaço e a insegurança, percebe-se com clareza na sociedade uma tendência de constituição de condomínios residenciais, verticais ou horizontais, produzindo como efeito obvio a concentração de pessoas por unidade física de espaço, o que implica também concentração de resíduos de toda ordem.

Neste caso, tratamos dos resíduos decorrentes do uso parcial ou da perda de validade de medicamentos. Em cada um dos prédios ou aglomerados residenciais com estas características vivem centenas ou até milhares de pessoas que se obrigam a descartar os medicamentos sem uso como lixo comum, causando dano e risco ambiental. Se considerarmos o crescimento da expectativa de vida da população, não é demais afirmar que cada vez mais usuários (pessoas idosas) somam-se a esta estimativa.

Por outro lado, com o crescimento da renda e com o aumento das facilidades para viagens de turismo, mais pessoas estão tendo acesso a resorts, hotéis e pousadas, de sorte que este também constitui um setor importante do ponto de vista da geração de resíduos de medicamentos.

O fato de todo esse contingente descartar suas sobras de remédios misturadas ao lixo comum constitui agravo ao meio ambiente que pode ser evitado se, assim como em outros casos, estiver ao alcance das pessoas local apropriado para a deposição do material a ser descartado.

Para isto, estamos propondo que condomínios residenciais com mais de 20 (vinte) unidades habitacionais e estabelecimentos de residência temporária (resorts, hotéis e pousadas) com mais de 30 leitos tenham, para receberem autorização de habitabilidade, que oferecer local apropriado à coleta de restos de medicamentos ou medicamentos com validade vencida que deverão ser recolhidos e destinados pelo serviço de limpeza pública conforme estabelecido em norma da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA.

Certo de que estamos oferecendo à sociedade uma importante contribuição, peço aos pares a aprovação do presente projeto de lei.

 Fonte – Câmara Federal dos Deputados de outubro de 2011

Interessante esta lei, pois as pessoas jogam remédios no lixo comum ou pior, no vaso sanitário, mas quem deve dar destinação a este material é o gerador, isto é, os condomínios e hotéis tem que contratar empresas que coletam lixo hospitalar para dar a destinação correta e se a quantidade for pequena, entregar em farmácias, que são os locais que vendem estes estes medicamentos e portanto, tem que receber o medicamento que sobrou ou que a data de validade expirou para realizar a logística reversa. No caso de farmácias isto é muito simples, pois o mesmo caminhão que faz a entrega dos medicamentos pode levar o material que foi devolvido pelo consumidor e entregar nas fábricas para dar a destinação correta.

Clean up the world 2011

Sacos e luvas plásticas recicláveis e biodegradáveis d2w RES Brasil utilizadas novamente no evento Clean Up The World.

Clique no link http://web.me.com/amigancapro/clean_up_the_world_2011/Praia_de_Copacabana.html para ver as fotos de cada localidade no Brasil e também o relatório final desta campanha de limpeza em parceria com a ONU / UNEP.

Clique no link  http://web.me.com/amigancapro/clean_up_the_world_2011/Agradecimentos.html  

Este Relatório será enviado à ONU / UNEP / Clean Up The World Australia e será divulgado para mais de 125 países.

Fonte – Instituto Aqualung

Projeto iniciado em Hong Kong propõe registrar o consumo de plástico das empresas

Ideia segue a mesma linha de raciocínio usada nas avaliações de “pegada do carbono”

Um empreendedor ambientalista de Hong Kong chamado Doug Woodring resolveu expandir uma boa ideia. Inspirado pelo projeto que estimula as empresas a registrarem o carbono que emitem para que cada um saiba da responsabilidade que detém no aquecimento global, o ativista lidera a criação do projeto Plastic Disclosure Project (Projeto de Divulgação do Plástico).

Programado para ser lançado oficialmente em setembro, o projeto propõe, igualmente ao que hoje fazem com o carbono, a criação de uma “pegada do plástico”. Estamos tentando incentivar as empresas para que gerenciem e usem os plásticos de maneira mais consciente e sejam reconhecidas por esse trabalho, tanto pelos consumidores como pelos investidores,” explicou Woodring.

No começo de outubro, centenas de empresas e instituições de todo o mundo receberão um questionário pedindo que avaliem e informem o consumo de plásticos: quanto usam? Qual processo de reciclagem utilizam e para qual finalidade? Quais políticas implementam na empresa para a redução do consumo do plástico ou para aumentar o volume do uso de plástico reciclado ou  biodegradável? São perguntas simples, mas que podem ajudar a chamar a atenção de empresas, de investidores e do público ao tema do descarte plástico de uma maneira que cause um grande impacto na sociedade.

“A poluição com plásticos é um fenômeno global de imensas proporções que vem crescendo há décadas. Para lidar com esse problema é preciso uma solução ampla e global que inclua uma reconsideração sistemática da utilização e produção”, declara o ativista.

Ainda segundo Woodring, o projeto é uma tentativa de fazer mais do que simplesmente recolher lixo na praia. O objetivo é mudar a consciência e o comportamento dos grandes utilizadores de plástico: universidades, hospitais e, principalmente, as grandes empresas.

A iniciativa toma como base o Carbon Disclosure Project (em uma tradução livre, Projeto de Divulgação do Carbono) que vem questionando, monitorando e melhorando a emissão de carbono de várias empresas por mais de uma década. Atualmente, em torno de três mil organizações de 60 países medem e divulgam as emissões de gases de efeito estufa, além de dividir suas estratégias de  mudanças climáticas utilizando os serviços do Projeto de Divulgação do Carbono. No ano passado, o projeto também começou a perguntar às empresas sobre o uso de água, com o mesmo objetivo de alcançar índices melhores na conservação do recurso.

“O aumento da transparência de empresas pode ajudar investidores ecologicamente conscientes a avaliarem melhor os riscos e as oportunidades de empresas na cadeia global do valor do plástico,” disse Jeremy Higgs, diretor da Environmental Investment Services Asia, uma empresa de gestão de investimentos baseada em Hong Kong que, no mês passado, tornou-se o primeiro investidor da  iniciativa doando 50 mil dólares.

Em torno de 300 milhões de toneladas de plástico são produzidas anualmente no mundo. No entanto apenas 10% são recicladas. Do plástico que é descartado, estima-se que sete milhões de toneladas por ano se acumulam nos mares, onde ele se fragmenta aos poucos e quanto menor o pedaço mais fácil fica de ser engolido por animais marinhos.

“É irônico pensar que as mesmas qualidades que fazem o plástico um material tão popular o tornam um problema”, disse Erik Floyd, tesoureiro da Associação para Investimentos Sustentáveis e Responsáveis da Ásia e co-fundador do projeto plástico.

Em outras palavras, como o plástico é barato, leve e durável, praticamente todas as indústrias o idolatram. Mas porque é leve e barato, a quantidade produzida é imensa e como é muito durável, ele não “vai embora”. O plástico acumulado em meio século ainda está na terra.

Grande parte da solução é então prevenir que o plástico chegue no meio ambiente e é isso em essência que o projeto está tentando fazer.

Ao fazer com que empresas avaliem a própria pegada plástica e peça, o projeto espera que o nível de consciência sobre o problema aumente e que as empresas vislumbrem um potencial de economia, incentivando de alguma maneira a mudança dos padrões de consumo.

Fonte – New York Times / O Tao do Consumo de 15 de agosto de 2011

Imagem – LYNETTELYNN_D

Raising Awareness of Plastic Waste

Most people are familiar with the concept of a carbon footprint. Many may also know there is such a thing as a water footprint. But whoever heard of a plastic footprint? Well, soon, more and more people will have.

Starting in early October, hundreds of companies and institutions around the world will receive a questionnaire asking them to assess and report their use of plastic: how much they use, what processes they have for recycling and what — if any — policies they have to reduce their plastic consumption or to increase the proportion of recycled or biodegradable plastic within their organizations.

Fairly simple questions, but ones that could help to thrust the issue of plastic waste and pollution onto the radars of corporations, investors and the public in a much bigger way.

“What we’re trying to do is to have companies manage and use plastic much more wisely, and to receive recognition for doing so from both customers and investors,” said Doug Woodring, an environmental entrepreneur in Hong Kong who has a background in asset management and is the driving force behind the initiative.

“Plastic pollution is a major global phenomenon that has crept up on us over the decades, and it really requires a global and comprehensive solution that includes systemic rethinks about usage and production.”

Announced last year, and due to be introduced formally in September, the Plastic Disclosure Project is trying to provide the solution that Mr. Woodring describes, by pushing the thinking about plastic pollution far beyond beach cleanups with an attempt to change the awareness and behavior of big users of plastic, which include not only companies but also universities, hospitals and sports groups.

The concept behind the project is not new. The initiative models itself on the Carbon Disclosure Project , which has been prodding companies into monitoring and improving their carbon emissions for about a decade.

About 3,000 organizations in about 60 countries measure and disclose their greenhouse gas emissions and climate change strategies through the carbon disclosure project. Last year, the project also began asking companies about their water use, with the same aim of prompting more conservative use of that resource.

Like the carbon project, the plastic disclosure initiative is backed by investors: asset managers who value information about any potential wastage or liabilities related to the use of energy, water or plastic, or, conversely, any improvements that will bolster a company’s bottom line or its image with consumers.

“Increased transparency by companies should improve the ability of sustainable investors to assess the investment risks and opportunities of companies in the global plastic value chain,” said Jeremy Higgs, managing director of Environmental Investment Services Asia , an investment management company in Hong Kong that last month became a founding sponsor of the Plastic Disclosure Project, with a $50,000 grant.

While carbon emissions and water use are pretty firmly embedded in the consciousness of most organizations, the use of plastic generally is not.

But campaigners and scientists are increasingly sounding the alarm over the amount of plastic that is used wastefully (think of single-use drink bottles and packaging), or that ends up as trash in rivers and oceans. Many say that plastic pollution has swelled into a major threat for the world’s oceans and for the global environment as a whole.

The U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration, for one, has said that marine debris “has become one of the most pervasive pollution problems facing the world’s oceans and waterways .”

And in Europe, the E.U. commissioner for maritime affairs and fisheries, Maria Damanaki, has said that pollution in the Mediterranean Sea has reached “alarming proportions.”

Here is why: About 300 million tons of plastic is produced globally each year. Only about 10 percent of that is recycled. Of the plastic that is simply trashed, an estimated seven million tons ends up in the sea each year.

There, it breaks down into smaller and smaller fragments over the years.

The tinier the pieces, the more easily they are swallowed by marine life. (One study found that fish in the North Pacific ingest as much as 24,000 tons of plastic debris a year).

Because much of the disintegrating mass is no longer in the form of solid chunks, it is hard to scoop it out once it gets into the ocean. And because no single nation or authority bears responsibility for the oceans, cleanup and prevention are largely left to nongovernmental organizations.

“It’s ironic: the very features that make plastic so popular also make it problematic,” said Erik Floyd, a former equity analyst who is the treasurer of the Association for Sustainable and Responsible Investment in Asia and who co-founded the plastic project with Mr. Woodring.

In other words, because plastic is inexpensive, lightweight and durable, virtually every industry — be it retailing, manufacturing or logistics — loves it.

But because it is light and cheap, there is a lot of it. And because it is so durable, it does not “go away.” Plastic accumulated over half a century is now out there.

A big part of the solution therefore has to be to prevent plastic from getting into the environment in the first place. That, in essence, is what the plastic disclosure project’s team and its backers (it also has a stamp of approval from the Clinton Global Initiative ) are trying to do.

By getting companies to assess their own — and their suppliers’ and service providers’ — plastic footprints voluntarily, the project is hoping to raise awareness of the problem and the potential savings that can be made, and to prompt organizations to change their consumption patterns.

That could mean reducing wasteful use; collecting, reusing or recycling plastic trash; stepping up the use of recycled plastic or of more easily biodegradable materials; and modifying product designs to minimize plastic use. The information compiled could be valuable to investors.

Some companies have already made progress on those fronts. Electrolux, the Swedish appliance maker, for example, introduced a range of vacuum cleaners in February that are made from recycled plastic. Coca-Cola has devised a plastic bottle that also contains plant-based materials. And Procter & Gamble has the long-term aim of using 100 percent recycled or renewable material in its products and packaging.

“Once you’ve taken an inventory of your use for the first time, it’s easy to improve on it,” said Mr. Woodring. “It’s not necessarily painful.”

Further down the line, the time may come when plastic trash is seen as something that has greater commercial value. After all, plastic, which is petroleum-based, can be converted into fuel. The technologies to do so exist, but “trash-to-cash” projects are mostly still small because the recycling and collection programs needed to give them a reliable supply of plastic waste are insufficient or completely absent.

With any luck, the plastic project will help start more action on that front, too.

This article has been revised to reflect the following correction:

Correction: August 15, 2011

An earlier version of this article misstated the location of a study on fish ingesting plastic debris in the ocean. The study took place in the North Pacific, not the North Atlantic.

Fonte – Bettina Wassener, New York Times de 14 de agosto de 2011

Imagem – LYNETTELYNN_D

Sacola furada – o estudo da braskem, basf, eco e akatu

Estudo encomendado por empresa química ignora tempo de decomposição do plástico e supõe que o destino das sacolas descartáveis seja apenas o aterro sanitário ou a reciclagem

É difícil falar sobre sacolas plásticas sem esbarrar em interesses, seja das indústrias petroquímicas ligadas à fabricação da matéria-prima, seja de quem as condenam. No meio desse debate ficam os consumidores, que precisam decidir se colocam as compras na sacolinha descartável – que depois pode acomodar o lixo – ou se levam a sacolona de pano ou plástico mais durável, que podem ser reutilizadas centenas de vezes, minimizando a produção de lixo no planeta.

Para abordar o assunto, o Instituto Akatu lançou o estudo Ecoeficiência das sacolas de supermercado, encomendado pela Braskem – produtora de resina termoplástica, matéria prima para as sacolas – e desenvolvido pela Fundação Espaço Eco que, por sua vez, é uma entidade vinculada à empresa química Basf.

No estudo, que analisou oito tipos de sacola, concluiu-se que as de plástico são mais “ecoeficientes” que as demais alternativas em diversas situações.

Nas palavras da diretora-presidente da Fundação Espaço ECO, Sonia Chapman: “Por um lado, sacolas descartáveis de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações que os consumidores têm maior volume de compras, maior frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo maior, que garanta o reuso das sacolas plásticas para o descarte desse lixo. Por outro lado, sacolas retornáveis de tecido ou de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações em que os consumidores têm menor volume de compras, menor frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo menor, com baixa compra de sacos para condicionar o lixo”.

Sacolas retornáveis foram, são e sempre serão a melhor opção para acondicionamento das compras, não acredite nas besteiras que este estudo está tentando enfiar goela abaixo do consumidor.

Lacunas

Esse panorama, no entanto, merece ressalvas. O estudo não incluiu entre os fatores de impacto ambiental o tempo de decomposição de cada um dos materiais, principal preocupação daqueles que se opõem às sacolas plásticas. Os pesquisadores levaram em conta o que acontece com os produtos – da produção ao descarte – apenas no período de um ano.

“Não consideramos todo o ciclo porque ninguém sabe exatamente quanto tempo a sacola de plástico demora pra se decompor. E só trabalhamos com dados oficiais”, diz Emiliano Graziano, gerente de ecoeficiência da Fundação Espaço Eco.

Esta foi boa. Sacolas plásticas de uso único quando fabricadas com plástico convencional demoram ao menos 500 anos para sumir da face da terra. Sim, um segundo para serem produzidas, trinta minutos de uso e cinco séculos poluindo o planeta e matando aves, peixes e animais.

Embora o tempo de decomposição do plástico seja objeto de controvérsia, não existe nenhuma estimativa que não se componha em séculos.

O estudo também considera que o destino das sacolas plásticas, após o descarte, é o aterro sanitário ou a reciclagem. A realidade do país, no entanto, mostra que apenas 32% dos municípios têm aterros sanitários para enviar o lixo de forma segura ao meio ambiente e à saúde pública. Pelo menos 30% do que é descartado pelas cidades vai parar em lixões a céu aberto e sem tratamento, segundo dados do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).

Somente 14% dos municípios tem aterro sanitário – o 64% tem lixão e o resto das cidades conta com aterro controlado -, apenas 6% das cidades tem reciclagem organizada pela prefeitura, menos de 1% do lixo do país vai para a reciclagem – 0,8% – e poderíamos continuar com os dados por muito tempo, mas já deu para você ter uma idéia de que sacolas jamais são recicladas, até porque é necessário coletar 800 delas para poder vender por uns poucos centavos. É óbvio que o catador de recicláveis NÃO vai coletar algo que dê mais trabalho e renda menos dinheiro. Lógica pura. 

Analisados só os processos produtivos, as sacolas de pano e ráfia (um tipo de plástico mais resistente) causariam mais impactos ao meio ambiente, porque consomem mais recursos naturais, energia para produção e água. Uma sacola de tecido, por exemplo, passa pelo cultivo do algodão, uso de agrotóxicos, colheita, transporte, fabricação de fibra até virar pano. Segundo Ana Domingues, da Fundação Verde, uma ONG que milita contra o uso de sacolas descartáveis, o ciclo do plástico é de fato mais curto e com menos emissões do que o do algodão. “Se consideramos apenas a primeira parte do ciclo de vida de uma sacola de pano, ela tem maior impacto ambiental, mas como dura de cinco a dez anos, esse impacto é minimizado e vale a pena produzi-la”, diz.

Quanto à reciclagem, ainda segundo Graziano, o estudo se baseou em dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), que afirmam ser de 10% o índice de reciclagem de sacolas plásticas no País. Para a Fundação Verde, no entanto, essa marca não chega a 1%. Por serem muito leves, não compensa recolher sacos para reciclá-los. Para obter um quilo, é preciso juntar 800 unidades. A produção do plástico virgem é de baixo custo, o que desestimula o processo industrial para reciclar.

Agora o graziano abusou da nossa inteligência, ao querer nos convencer de que 10% das sacolas são recicladas. É um absurdo, será que ele não fica vermelho ao contar esta lorota? 

Para que o caminho da sacola retornável tenha valido a pena para a natureza, o estudo da Akatu afirma que é preciso que ela seja reutilizada diversas vezes. A de ráfia, por exemplo, é feita de um plástico durável, mas deve ser levada ao supermercado pelo menos 60 vezes. Ana Domingues afirma que, ao eliminarmos o consumo e o descarte de sacolas descartáveis, diminuímos 10% do lixo do planeta. “Para jogar o lixo doméstico fora, temos alternativas como usar os saquinhos que transportam frutas e legumes ou usar caixas de papelão. E a sacola retornável é uma alternativa boa em qualquer circunstância”, diz.

Questionado se, por ter sido encomendado por uma empresa ligada ao setor, a credibilidade do estudo não estaria em risco, Emiliano diz que o maior objetivo da pesquisa é educar. “Trabalhamos com a Braskem baseados em critérios de seriedade e por ela ser uma empresa idônea. Não sei o que eles vão fazer com os resultados, mas o estudo serve para promover a reflexão dos impactos que todos os tipos de sacolas têm”, afirma.

Nos recusamos a comentar o último parágrafo. Pense no que o graziano disse e tente não rir.

Fonte – Revista Página 22 de 10 de agosto de 2011

Imagem – milliped

Piada do mês: braskem e basf afirmam que sacola plástica pode ser ecoeficiente

Antes de ler a notícia abaixo, veja quem é quem neste estudo, para deixar bem claro que o patrocinador do mesmo é quem produz o plástico e por isso,  o estudo é totalmente parcial. Eles querem que a população consuma uma quantidade maior de plásticos para poderem auferir maiores lucros e por isso tem todo o interesse em dizer que o plástico é fantástico, em convencer você de que o plástico é a oitava maravilha do mundo e esconder a poluição causada por este produto no pós consumo, consumo este que corresponde a 20% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade e as sacolas em particular representam metade de todo o plástico também descartado diariamente, isto é, sacolas plásticas correspondem a 10% de todo o lixo produzido diariamente no país.

A plastivida foi criada pela braskem em 1994 para defender seus intereses e desde que iniciamos em 2005 o projeto para banir as sacolas plásticas de uso único eles tem se mostrado fiéis aos seus criadores, a braskem, ao inventar maneiras criativas de mentir o para a população e esconder os malefícios causados pelo plástico.

A fundação espaço eco foi criada em 2005 pela basf, a que produz plástico de comida – a sacola de amido que usa terra fértil e água limpa para plantar alimentos que contem amido como batata, mandioca, milho, arroz, trigo ou qualquer outro alimento que contenha amido e depois rouba este alimento do prato da humanidade para fabricar uma sacola que será usada por meia hora e depois descartada muitas vezes no meio ambiente, em local incorreto -.

A sacola de amido ainda tem mais alguns agravantes, um deles sendo que a sacola de amido tem em sua composição mais de 50% de petróleo, portanto é um engodo, mentem ao dizer que é uma sacola feita de recursos naturais renováveis - se menos da metade dela é feita de comida, então que desistam desta idéia e continuem a usar petróleo, é uma mentira e menos terão que nos contar.

A sacola de amido não pode ser reciclada junto com o plástico convencional e só se degrada nos prometidos 180 dias se for colocada em um ambiente biologicamente ativo, isto é, dentro de uma composteira e, infelizmente, dá para contar nos dedos de uma mão as cidades que praticam compostagem no Brasil.

O instituto akatu, apoiador do projeto tem em sua página a braskem como seu apoiador estratégico, isto é, recebe dinheiro da braskem, portanto cai por terra a isenção do akatu e a baskem é a que fabrica plástico convencional e agora também o plástico de cana, que usa terra fértil e água potável para fabricar o plástico de cana que, a propósito, demora os mesmos 500 anos para se degradar. Sim, os mesmos 500 anos de poluição que causa o plástico convencional.

Agora, a matéria.

A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, a Fundação Espaço ECO e o Instituto Akatu apresentam hoje (02/08), um estudo comparativo sobre o uso de diferentes tipos de sacolas para transporte de compras de supermercado, bem como os impactos econômicos e ambientais de cada alternativa. A análise foi desenvolvida pela Fundação Espaço ECO, entidade que busca o desenvolvimento sustentável por meio do compartilhamento de conhecimento e tecnologias aplicadas em ecoeficiência, educação socioambiental e restauração ambiental. A divulgação do estudo tem o apoio do Instituto Akatu, referência na busca da conscientização a favor do consumo consciente.

Para que a discussão sobre a melhor alternativa de uso de sacolas passasse a ser baseada em estudos científicos, foi analisado o ciclo de vida de algumas opções de sacolas disponíveis no mercado brasileiro, entre elas algumas descartáveis (de polietileno tradicional, de polietileno de cana-de-açúcar e as aditivadas com promotor de oxibiodegradação) e algumas retornáveis [papel, ráfia, tecido e TNT (tecido não tecido)]. Aha, finalmente estão admitindo que as sacolas são realmente oxibiodegradáveis, estão utilizando a terminologia correta.

O estudo é inédito no Brasil e leva em consideração algumas das condições atuais no país quanto à tecnologia, métodos de produção e impactos ambientais decorrentes, quando se considera alguns cenários de uso da sacola e de descarte de lixo pelos consumidores. As alternativas de sacolas englobadas no estudo foram avaliadas para um período de um ano, considerando variados cenários envolvendo maior ou menor volume de compras, maior ou menor frequência de idas ao supermercado, maior ou menor frequência de descarte do lixo, tipo de matéria-prima utilizada na produção das sacolas, capacidade de carga, custo de cada sacola, número de vezes em que é utilizada, reutilização ou não da sacola como saco de lixo e envio ou não da sacola para reciclagem. Incrível, avaliadas para o período de um ano. Isso só pode ser piada, pois as sacolas retornáveis podem ser utilizadas por pelo menos uma década, dependendo do material de fabricação, como o algodão. Mesmo as sacolas retornáveis de plástico – PP – podem ser utilizadas por pelo menos meia década. Enquanto isso, o problema causado pelas sacolas plásticas de uso único dura pelo menos 500 anos. Sim, são cinco séculos em que estas sacolas ficam poluindo o planeta, ocupando espaço, provocando enchentes, matando animais, peixes e aves, provocando impermeabilização nas camadas dos lixões e aterros, enfim, sacola plástica de uso único é uma desgraça ambiental que deve simplesmente ser banida para todo o sempre. Mas como dissemos acima, o estudo foi encomendado por agentes interessados em sua continuidade, portanto, para nós, não tem valor científico.

A análise do ciclo de vida (ACV) foi ampliada para considerar o que é chamado de “ecoeficiência”, que avalia cada alternativa quanto ao seu impacto ambiental e seu custo – englobando desde a extração da matéria-prima até o descarte da sacola, passando pela sua produção e uso. Desta forma, toda a cadeia produtiva é considerada e analisada em relação ao impacto ambiental e o custo em cada uma de suas etapas.

“Com esse estudo, buscamos incentivar uma discussão informada sobre o tema e ao mesmo tempo motivar uma visão abrangente e científica sobre os diversos impactos ambientais associados aos hábitos de transporte de compras de supermercados. Precisamos informar o consumidor para que ele se sinta mais seguro na hora de decidir que sacola utilizar”, diz Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem. “Quem ganha com essa análise e com a decisão correta do consumidor é a natureza e, por decorrência, a sociedade”, afirma. Aham, faz de conta que acreditamos em fadas, elfos, gnomos … tá bom, acreditamos nos poneis malditos e nos smurfs, principalmente se for em 3D.

O estudo mostra que a melhor opção de sacola depende do cenário em que ela é utilizada, podendo variar segundo o volume de compras, o número de idas ao supermercado e a frequência de descarte do lixo. “Foram feitas análises para diversos cenários e identificadas duas tendências. Por um lado, sacolas descartáveis de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações que os consumidores têm menor volume de compras, maior frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo maior, que garanta o reuso das sacolas plásticas para o descarte desse lixo. Por outro lado, sacolas retornáveis de tecido ou de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações em que os consumidores têm maior volume de compras, menor frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo menor, com baixa compra de sacos para condicionar o lixo”, afirma Sonia Chapman, diretora-presidente da Fundação Espaço ECO. Então, vamos traduzir assim. A indústria do plástico deve ter pensado: bem, quem vai muito ao supermercado usa muitas sacolas portanto é nosso consumidor e portanto devemos dizer para usarem nossas sacolas. Quem não vai quase nunca ao supermercado usa poucas sacolas portanto nos dá pouco lucro e então vamos fazer papel de bonzinhos e dizer que esses ecochatos podem usar sacolas retornáveis, afinal, eles não afetam nosso lucro. Brincadeira sem graça. Quando ao lixo, se você separar o material para a reciclagem, você já economizará 75% dos sacolas de lixo – o lixo reciclável representa em média 75% do volume do lixo gerado diariamente e 40% do peso - e só usará um saco de lixo por semana para colocar esse lixo que deve ser encaminhado para reciclagem e o saco pode ser reutilizado, principalmente se for de ráfia. Quanto ao lixo de orgânico – restos de alimentos – e o lixo de banheiro – papel higiênico – você pode usar as sacolas de flv - frutas, legumes e verduras -, aquelas que você acondiciona alho, cebola, batata … e normalmente não são reutilizadas para nada mas são muito mais resistentes que as sacolas de uso único e tem o tamanho ideal para o lixo de cozinha e banheiro. Assim, se você estiver preocupado com o preço do saco do lixo, ai está a solução e acabou seu problema.

“O consumo com consciência dos seus impactos ambientais e sociais guia as decisões e os comportamentos do consumidor consciente, que busca sempre aumentar os impactos positivos e reduzir os negativos. Esse estudo serve como parâmetro para que cada consumidor tome suas decisões com informações embasadas cientificamente, levando sua consciência à prática na hora de definir que sacola usar para suas compras de supermercado, escolhendo a melhor alternativa frente aos cenários do estudo que melhor se encaixa à realidade do consumidor”, diz Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. Sonia Chapman complementa: “é importante que o estudo seja utilizado para que cada agente possa contribuir para reduzir os impactos e isso pode mudar as conclusões no tempo. A melhoria contínua dos impactos socioambientais deve ser o foco e depende tanto dos produtores, nas diversas etapas de produção, como das decisões dos consumidores”. 

Fonte – Gazeta Web de 02 de agosto de 2011

Imagem – Sacola Vicbag

A sacola retornável é uma tendência mundial e é certo que, daqui a algum tempo, todos estarão utilizando algum tipo desta sacola.

A indústria plástica está fazendo o papel dela, está tentando mostrar que precisa sobreviver. Está na hora destas indústrias se adaptarem a um novo mundo e a um novo consumidor, um consumidor que exige qualidade e responsabilidade ambiental. Produtos ecologicamente incorretos ou com uma pegada ambiental grande, está com seus dias contados nas prateleiras do supermercado ou no varejo em geral.

Mas, para acabar logo com esta conversa, leve sempre sua sacola retornável, para não cair na armadilha da compra por impulso, não importa com que material seja fabricada, separe seu lixo para a reciclagem e não acredite nesses estudos encomendados por quem não está preocupado com o planeta, mas sim simplesmente com o lucro e inventa estudos para enganar a população.

Sacolas plásticas podem ser vantajosas?

Um estudo elaborado pela Fundação Espaço Eco recentemente, conclui que sacolas descartáveis podem ser ecologicamente vantajosas em determinadas situações. A análise foi feita com oito diferentes tipos de sacolas. Das plásticas tradicionais às fabricadas com o chamado plástico verde – produzido com cana-de-açúcar – e as oxi-biodegradáveis, todas descartáveis, até as de pano e de plástico duráveis, as de TNT (tecido não tecido) e de papel.

Uma das conclusões do estudo é a de que as sacolas descartáveis são mais ecoeficientes em relação às duráveis quando usadas por consumidores que vão ao supermercado apenas uma ou duas vezes por semana.

Diz o estudo que para quem faz compras mais de três vezes por semana as duráveis são a melhor opção, a não ser que esses consumidores utilizem as descartáveis para colocar o lixo na rua também três vezes por semana.

Diga-se de passagem que o conceito de ecoeficiência – palavra ainda ausente dos dicionários, mas criada para classificar produtos com maior valor agregado de utilidade e menor impacto socioambiental – é relativo e questionável. Depende do resultado que se quer alcançar. Na minha modesta opinião, daqui para frente, o que é supérfluo e descartável é antiecológico.

Por isso não vejo ecoeficiência em produtos feitos para virar lixo em poucos minutos, a menos que sejam extremamente úteis, como material hospitalar, por exemplo. E sacolas distribuídas gratuitamente a torto e a direito no comércio, além de desperdiçar recursos naturais são também o combustível de um desastre ambiental já em andamento nas ruas das cidades e principalmente nos oceanos, com as toneladas de saquinhos plásticos invadindo cada vez mais as águas.

Contra esse fato não há argumento plausível de ecoeficiência. Governantes de vários países sabem disso e estão agindo. Basta ver outro estudo, chamado “A sacola plástica na América Latina e no mundo”, publicado no site da Associação Latinoamericana de Supermercados (Alas).

O presidente do Instituto Akatu de Consumo Consciente, Hélio Mattar, fez o resumo da ópera em uma declaração à Agência Estado, quando falou das sacolas descartáveis: “Não dá para gastar água, energia e matérias-primas em um produto que depois será jogado no lixo. Esses recursos são limitados e o ideal é investir em bens mais duráveis”.

Na pior das hipóteses, cobrar pelas sacolas descartáveis é uma forma de fazer o consumidor pensar nisso antes de gastar dinheiro com elas. Porque infelizmente, para nós seres humanos, o que vem de graça não tem valor. Nem bons conselhos.

Fonte - Planeta Sustentável / Ambiente Brasil de 09 de agosto de 2011

Golfinhos e baleias ameaçados pelo lixo plástico nos oceanos

Uma baleia já foi encontrada com 33 quilos de plásticos no corpo

O lixo plástico na superfície dos oceanos é uma ameaça mortal para as baleias e os golfinhos e ainda não foi estudado pela ciência, segundo um estudo que será apresentado na reunião da Comissão Baleeira, que começa nesta segunda-feira na ilha britânica de Jersey.

Em 2008, 134 tipos de redes diferentes foram encontradas nos estômagos de duas cachalotes que encalharam no litoral da Califórnia, Estados Unidos, e que provavelmente morreram de oclusão intestinal. Em 1999, na cidade de Biscarrosse (sudoeste da França), uma baleia de Cuvier encalhou com 33 kg de plástico no corpo.

Os cetáceos, como as tartarugas e os pássaros, têm grande dificuldade de digerir esses dejetos, cada vez mais numerosos, indica o estudo apresentado ao comitê científico da Comissão Baleeira Internacional (CBI), viando à reunião de Jersey.

“A ameaça dos dejetos marinhos de plástico para inúmeros animais marinhos foi estabelecida há tempos, mas a ameaça para as baleias e os golfinhos é menos clara”, considera o autor, Mark Simmonds, cientista chefe da Sociedade para a Conservação dos Golfinhos e Baleias (WDCS), uma ONG britânica.

“No entanto, foi estabelecido que esses dejetos podem causar dano aos animais, seja porque os ingere, ou porque ficam enredados neles”, explicou.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) destacou em fevereiro, em seu informe de 2011, a forma com que milhões de dejetos plásticos ameaçam os litorais devido à utilização cada vez mais importante do plástico e de taxas de reciclagem ainda fracas.

A WDCS é favorável que a CBI assine o “Compromisso de Honolulu”, um pedido internacional lançado em março, no Havaí, para incentivar os governos, associações e cidadãos a agir para reduzir os dejetos marinhos.

Fonte – Revista Exame de 10 de julho de 2011

Imagem – bee happy123

De quantas provas mais você precisa, de quantos argumentos mais você precisa, para finalmente abandonar esse seu péssimo hábito de usar sacola plástica de uso único e para finalmente tomar coragem de separar o que é lixo do material reciclável?

Seus péssimos hábitos, sua preguiça, estão matando as outras formas de vida no planeta.

Este planeta não nos pertence, nós somente o emprestamos de nossos descendentes e o partilhamos com outras formas de vida que estão sendo mortas pelos seus horríveis hábitos e seu comodismo.

Mude seus hábitos e mude o mundo. Use sacola retornável e recicle, sempre.

Oceano arrasta lixo de 45 países a uma grande reserva natural mexicana

Programa permanente de limpeza será iniciado

As autoridades ambientais do México detectaram lixo arrastado pelo oceano proveniente de pelo menos 45 países na reserva natural Sian Ka’an, localizada no Caribe mexicano e declarada patrimônio natural da humanidade pela Unesco em 1987, informaram neste sábado fontes oficiais.



A Secretaria do Meio Ambiente do México (Semarnat) explicou que, através da Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas (Conanp) e com o apoio da Prefeitura da cidade de Tulum e a associação civil Amigos de Sian Ka’an, iniciará um programa permanente de limpeza das praias nessa reserva natural, localizada no estado mexicano de Quintana Roo.



A limpeza inclui toda a região entre o Arco Maya até Ponta Yuyum, detalhou a dependência em comunicado enquanto o comissário Nacional de Áreas Naturais Protegidas, Luis Fueyo Mac Donald, explicou na nota que as autoridades “encontraram vasilhas provenientes de 45 países, alguns bem afastados como a Rússia e Finlândia, em sua maioria vasilhas plásticas”.



O funcionário manifestou que o lixo não é produzido pelos “visitantes nem pelos habitantes das comunidades” que moram no interior de Sian Ka’an – em língua maia “porta do céu” -, que ocupa mais de 520 mil hectares.



Fueyo indicou que os animais da região frequentemente confundem os resíduos com comida e ao serem ingeridos podem levar a morte, e explicou que os trabalhos de limpeza coincidem com o 25º aniversário da reserva natural, o primeiro lugar no México decretado como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.



O programa de remoção de resíduos é financiado com o apoio de diversos proprietários de terrenos na zona litorânea da reserva, e com recursos do Programa de Conservação para o Desenvolvimento Regional Sustentável (PROCODES), operado pela Conanp.

Fonte – Revista Exame de 06 de agosto de 2010

Imagem - Doodle Bird

Não adianta, o planeta é um só, o lixo gerado em um país pode aparecer em qualquer lugar do globo.

Vocês ainda lembram da escola, da experiência do terrário? Para quem não lembra, em um vidro com tampa coloca-se terra, plantas, certa quantidade de água e fecha-se a tampa. O sistema é fechado, tal qual o planeta terra. A água é a mesma, o oxigênio é o mesmo, os recursos naturais são os mesmos. Temos que respeitar esses limites, não temos tecnologia para buscar nenhum material em outro planeta, ainda.

O quanto antes percebermos o efeito borboleta e assumirmos a responsabilidade pelo planeta e não apenas por nosso umbigo, nossa casa, nossa rua … o mundo se transformará em um lugar melhor para a humanidade viver.

Medidas simples como, reciclar, diminuir o consumo, não usar sacolas plásticas de uso único e sim sacolas retornáveis que podem ser reutilizadas milhares de vezes, dar preferência para embalagens reutilizáveis, preferir produtos com menos ou nenhuma sobreembalagem e com embalagens recicláveis … cada um de nós pode e deve fazer a sua parte e a parte dos que não estão fazendo nada para mudar o futuro da humanidade e do planeta.

Sarandi dá o primeiro passo para aumentar a reciclagem

Sarandi começa projeto de coleta seletiva

Cerca de 3,5 mil famílias participarão do primeiro estágio do projeto de implantação da coleta seletiva em Sarandi, anunciado pelo prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior (PDT), durante o Fórum Lixo e Cidadania, realizado no fim de abril.

Cada família receberá sacolas plásticas de duzentos litros para fazer a separação dos resíduos. Em paralelo, a prefeitura vai desenvolver uma campanha de conscientização sobre a necessidade de se fazer a seleção.

De acordo com o secretário de Indústria e Comércio de Sarandi, José Luiz de Almeida, a cidade foi dividida em cinco setores. “A primeira etapa do projeto vai começar pelos jardins Panorama e Novo Panorama. Todas as casas vão receber as sacolas padronizadas com a logomarca da prefeitura e as famílias vão ser orientadas a fazer a separação do lixo que será recolhido duas vezes por semana”, explica.

O secretário adianta que os resíduos serão colocados nos caminhões e as sacolas devolvidas para voltar a serem usadas. “Cuidar para preservar estas sacolas, será o primeiro exercício de conscientização sobre o importante papel da iniciativa”, diz.

O projeto recebe apoio das igrejas, estudantes, professores, entidades de classe e da Cooperativa Ecológica Central. Além das sacolas, serão distribuídos adesivos para identificar as famílias participantes da iniciativa.

Para Almeida, mais do que reduzir a quantidade de lixo a ser depositada no aterro sanitário da cidade, o projeto vai contribuir com a redução dos lixões a céu aberto.

“Nós vamos envolver toda a sociedade na luta em favor do meio ambiente, acredito que vamos ter uma boa aceitação em pouco tempo”, destaca.

Fonte – Luiz de Carvalho, O Diário do Norte do Paraná de 23 de julho de 2011

Enquanto isso, em Maringá … Bem, em Maringá a reciclagem continua no patamar de 3%, continuam as tentativas por parte do primeiro setor em desestabilizar as cooperativas … Enfim, Maringá, continua a mesma do século passado, sem resolver o problema do lixo, o primeiro setor divulgando planos mirabolantes, soluções mágicas, mas só no blábláblá, pois de concreto, nadica de nada.

E o lixo dos maringaenses continuam indo para uma pedreira, o reciclável, o compostável, o rejeito. Maringá, Maringá … 

 

Reunião ordinária do fórum do lixo e cidadania Maringá, Sarandi e Paiçandu

Mais uma vez relembramos que nesta quinta teremos reunião ordinária do Fórum Lixo e Cidadania – Maringá, Sarandi e Paiçandu.

Data – hoje, dia 16 de junho de junho de 2011

Horário - 19 horas

Local - Auditório do DFE – bloco H12, sala 15 – UEM

Pauta:

- relatos sobre o evento na Semana Ambiental da UEM;

– relatos sobre a mobilização em Curitiba;

– pedido de inserção do Município de Astorga no Fórum;

– mudança do dia da semana da reunião ordinária do Fórum;

– manisfestação do interessados em fazer parte da(s) comissão(ões) de estudo(s) dos autodiagnósticos municipais ou formação de comissão de estudos para subsidiar a posição do Fórum sobre a proposta de usina de incineração e

– assuntos gerais.

Participem, juntos, podemos resolver o problema do lixo de Maringá.

O que diz o Dr Saint Clair sobre queimar lixo em Maringá

Doutor Saint clair Honorato, Procurador MP do Estado do Paraná, responde à três perguntas sobre o lixo de Maringá.

O Diário – Pequenos municípios da região pretendem se unir para contruir um aterro em comum. Já em Maringá, uma das possibilidades cogitadas é a instalação de usina termoelétrica, alimentada com a queima de lixo. Esse tipo de usina é uma boa idéia?

Saint Clair – Seria ir na contramão da história. A maioria das cidades do mundo está acabando com a queima de lixo. A reciclagem e a compsotagem são os procedimentos mais adequados.

O Diário – Por que não é adequado?

Saint Clair – Em primeiro lugar, há a questão ambiental. A queima produz agentes cancerígenos, adotá-la seria contrariar a Convenção de Estocolmo. Também há a questão econômica: a lei manda priorizar o trabalho de catadores. Queimando o lixo, não é possível que eles trabalhem, não podemos incinerar.

O Diário – Na fiscalização pelo meio ambiente, quanto cabe ao poder público?

Saint Clair – O poder público não incentiva a sociedade a praticar as melhores políticas, que são a reciclagem e compostagem. Toda a questão gira em torno de como diminuir os rejeitos e reaproveitar o material descartado.

Fonte – Luiz de Carvalho, O Diário do Norte do Paraná de 11 de junho de 2011

Ainda estamos esperando uma matéria sobre a palestra que o Dr Saint Clair proferiu na UEM no dia 06 de junho de 2011, sobre a usina de queima de lixo que o prefeito teima em construir na cidade. A palestra foi ótima, o Dr Saint Clair como sempre brilhante em suas argumentações de porque é uma imbecilidade querer queimar nosso lixo, trazer invenções mirabolantes, querer reinventar a roda, quando a solução já existe desde que o homem começou a gerar lixo. Gerar, separar, reciclar e compostar.

A questão do lixo em Maringá é uma piada sem graça e pior, uma piada sem fim. Até quando, secretário do meio ambiente, Até quando, prefeito, vamos ver materiais recicláveis e material orgânico irem parar na pedreira? Isto é um crime contra a humanidade, pois enquanto material o reciclável que deveria voltar para a indústria para fabricar novos materiais – ciclo berço a berço – está sendo jogado fora na pedreira, outros tem que ser retirados do planeta para alimentar a indústria. Isso é desperdício, isso é roubar recursos naturais das próximas gerações, isso é uma imbecilidade sem tamanho.

A campanha continua, prefeito. Nem a paul Juvenal, vamos deixar o prefeito queimar recurso natural. Separar, reciclar e compostar, sempre. Queimar, jamais!

Só para lembrar os que pensam como nós, que o problema do lixo já passou da hora de ser resolvido, a próxima reunião do Fórum do Lixo e Cidadania ocorre nesta quinta-feira, dia 16 de junho, às 19:00, na UEM, no auditório do DFE – Bloco H12 – Sala 15.

Produto biodegradável é vilão se descartado de forma errada – veja o que estão falando das sacolas de comida

Os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados

O descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente. Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, garantem que a decomposição de copos descartáveis e outros utensílios libera gás metano, causador do efeito estufa. Leitor, preste atenção, eles estão falando das sacolinhas de comida que estão sendo usadas no Brasil.

Se este tipo de lixo for colocado em aterros sanitários que não capturam ou queimam o gás, o metano será liberado para a atmosfera e poderá contribuir para as emissões de poluentes.

Os cientistas alegam que o metano pode ser uma valiosa fonte de energia quando capturado, mas é um gás de efeito estufa se lançado na atmosfera. Os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados.

Os produtos ‘biodegradáveis’ sofrem processo rápido de decomposição. De acordo com os pesquisadores, ‘se os materiais degradam e liberam metano rapidamente, significaria menos combustível potencial para uso de energia e mais emissões de gases de efeito estufa’. Metano é um gás de efeito estufa 23 vezes mais prejudicial do que o CO2.

Fonte – Correio do Brasil de 31 de maio de 2011

Cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, divulgaram pesquisa nesta terça-feira (31) apontando que o descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente.

Você, nós, e até mesmo o poste da esquina já sabíamos disso há anos, mas precisa vir um pesquisador comprovar o óbvio para virar manchete.

É lógico que produtos plásticos hidrobiodegradáveis (aqueles plásticos feitos de comida – com batata, mandioca, milho, arroz, trigo …- compostáveis que utilizam terra, água, fertilizantes, energia não renovável para produção etc) vão gerar metano nos aterros, assim como todos os orgânicos que vão indevidamente parar lá, quando não existe oxigênio envolvido no processo de degradação e biodegradação.

Por isso que, SE usados, estes plásticos DEVEM seguir para a compostagem, junto com os orgânicos e esta compostagem, COMO SEMPRE DEVE SER, tem que ser aerada para sempre receber oxigênio, e assim gerar somente CO2 e não CH4.

Mas isso a ABRAS e congêneres não falam. Preferem vender efeito estufa! Agora o castelinho de ilusões da Basf começa a ruir.

Jundiaí e Belo Horizonte são cidades geradoras de gases efeito estufa, afinal optaram por hidrobiodegradáveis sem ter usina industrial e controlada de compostagem, e acabam jogando todo este plástico hidrobiodegradável no aterro. Que maravilha!

Plástico com ciclo de vida útil controlado oxibiodegradável d2w – RES Brasil precisa de Oxigênio para se biodegradar. Mas, se por acaso, for descartado em ambiente sem oxigênio, o plástico oxibiodegradável fica inerte e coisa inerte não gera Metano. Está ai uma das inteligências do d2w e é por isso que a FUNVERDE, desde 2005, apoia esta tecnologia, onde o plástico onde existe a necessidade do uso do plástico, o que não se aplica às malditas sacolinhas plásticas de uso único, essas devem sim, ser banidas para sempre até a humanidade esquecer de sua existência.

Sacola de comida não é comida! Elas contém 60% de petróleo!

Ontem nem escrevemos nada, de tão desgastante que foi o dia anterior, com a morte de dois protetores do planeta e com a aprovação do código florestal na câmara dos deputados, mesmo sabendo que ainda temos várias oportunidades para derrubar esta monstruosidade que irá destruir as florestas, as águas e os recursos naturais do país, necessários para nós e nossos descendentes.

Mas o fechamento do dia foram as besteiras que estão sendo ditas sobre a sacola de comida, este crime contra a humanidade, que rouba terra fértil, água potável e alimentos do prato dos humanos, num planeta em que mais de 1 bilhão de almas acorda e dorme com fome todos os dias.

Primeiro, já estávamos aterrados com o João Sanzovo dizendo que poderíamos alimentar nossos filhos com o plástico de comida. Tá, talvez tenha dito em tom de brincadeira, talvez em tom de provocação, mas ele jamais poderia ter brincado com isso, se é que foi uma brincadeira e não uma mensagem subliminar para nos convencer de que o plástico de comida é bom. Nas palavras dele “É um material comestível. Seu filho vai poder comer a sacola”. Em um país com tantos analfabetos, analfabetos funcionais, ignorantes, ou podemos dizer, gente simples, uma frase de alguém com tanto poder pode parecer uma ordem.

Daí antes de ontem veio a última, do jornal destak. Estávamos lendo as matérias sobre a proibição – finalmente – das sacolas no país quando lemos este trecho respondendo a um comentário da matéria “Câmara aprova lei que proíbe sacolinhas” de 18/05: “Nota da Redação: O plástico oxibiodegradável demora 18 meses para se decompor. O material é alvo de pesquisas para que se saibam os reais impactos causados por ele ao meio ambiente. Já o plástico feito a partir do amido é completamente biodegradável, podendo, inclusive, ser usado na alimentação de animais.”

Esse foi o fim da picada, o golpe fatal. Já podemos imaginar o agricultor catando sacolas – porque sacolas voam para todos os lugares ao menor vento – e reforçando a alimentação dos animais, achando que está levando vantagem, afinal, milho é caro e ele está dando milho de graça para o gado. Peloamordamãeterra, que falta de responsabilidade do jornal, que perigo dizer besteiras como essa.

SACOLA DE COMIDA TEM 40% DE AMIDO E 60% DE PETRÓLEO. REPETINDO, 60% DE PETRÓLEO! Sacola de comida é tóxica, sacola de comida é mortal, não alimentem seus filhos ou seu gado com sacola de comida. Credo, para cada batalha ganha, temos que vencer mais uma centena, isso não acaba. Quando começamos a ganhar a guerra contra o plástico eterno, agora aparece a maldita sacola de comida e sabe-se lá mais o que aparecerá quando vencermos mais esta praga.

Ah, chamamos de sacola de comida a que é fabricada com qualquer alimento que tenha amido, como por exemplo mandioca, milho, batata, arroz e trigo.

Daí tem a sacola de cana que como o nome diz, é fabricada a partir da cana e que demora os mesmos 500 anos que a sacola convencional fabricada com petróleo, outra invenção imbecil.

Mas vamos lá, o Fernando Figueiredo, um renomado pesquisador respondeu a esta besteira e abaixo copiamos a resposta que ele escreveu no jornal. Ainda bem que estamos vigilantes, pois senão estas besteiras seriam ditas sem ninguém para rebater.

Primeiro, os comentário à matéria que você pode ler aqui http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,97084

RUBENS COLONEZI * Ponto para o meio ambiente! O mercado vai ter de se adaptar, com novos serviços, como por exemplo a entrega em domicílio, além de produtos produzidos para facilitar o transporte da unidade. Espero que o saldo seja bem positivo.

TIAGO MURAKAMI * Não é uma vitória do meio ambiente. O plástico oxibiodegradável não tem nada de ecológico. Ele não é reabsorvido totalmente pela natureza, apenas dissolve e se esfarela. O pó resultante, formado por compostos químicos e metais pesados do próprio plástico, além da tinta e dos pigmentos que o compunham, mistura-se à água e é absorvido pelo solo e ingerido por animais.

WILLIAN CRUZ Nota da Redação: O plástico oxibiodegradável demora 18 meses para se decompor. O material é alvo de pesquisas para que se saibam os reais impactos causados por ele ao meio ambiente. Já o plástico feito a partir do amido é completamente biodegradável, podendo, inclusive, ser usado na alimentação de animais.

Agora a resposta do Fernando.

Fernando Eovídio da Rosa Figueiredo – 19/05/2011 18:03

Prezados Comentaristas, principalmente Sr. Murakani e Willian Cruz.

Em relação aos plásticos oxibiodegradáveis, o Sr. Murakami está muito mal informado da realidade dos fatos, esta falácia repetida pelos concorrentes desta tecnologia soa como verdade aos ouvidos mais desavisados, mas é uma total non sense … é só pensar um pouco o que os plásticos são, ao que nos consta vem da nafta, gás derivado do craqueamento do petróleo, e este o que é… velhas árvores e dinossauro que soterrados a milhões de anos viraram petróleo, portanto ele não é derivado de um ET ou Parente do Super Homem que veio de Kripton e é indestrutível … é tão C-O-H como você ou qualquer outro ser que já viveu … então aquelas pequenas partículas em que ele se fragmenta, não vão ficar assombrando a maravilhosa e bela natureza ad aeternun como MENTEM DESCARADAMENTE alguns, que não tendo argumentos técnicos, econômicos e ambientais sustentáveis para garantir a sua tecnologia … usam deste expediente para denegrir os concorrentes e algumas mídias compradas pelo seu poder e lobbye vão perpetuando isso e o povo que não recebe as informações corretas vai repassando pelo preço que comprou ou seja, falam isso que o Sr. Murakami falou, temos mais de 4 anos de pesquisas e desenvolvimento em oxibiodegradável e ao invés dos metais pesados que eles falam, ele tem sim é um dos principais micronutrientes para as plantas e essencial para o nosso metabolismo com ativação de diversas enzimas e ajudam a combater os radicais livres é sim chama Manganês e é muito bom para a saúde do solo, das plantas e nossa. Quanto aos pigmentos … pode deixar que os mesmos microrganismos fazem com eles o que fazem com os nossos antepassados e tudo que já foi vivo neste planeta … ciclam e reciclam sem deixar vestígios indestrutíveis.

Quanto ao Sr. Cruz que falou que os plásticos de amido são completamente biodegradável, podendo, inclusive, ser usado na alimentação de animais … eu tenho só um conselho à ele, vai junto com o presidente da APAS que disse que é tão bom que poderia ser dado até para os filhos dos consumidores outro dia em entrevista a um Reporter da Folha … nós o convidamos para uma degustação pública em frente a sede da APAS, se o Sr. quiser participar também está convidado … mas é melhor não, pois as ditas não são só amido … primeiro não é amido mesmo é um derivado de amido chamado ácido polilático que é misturado com um poliéster derivado de petróleo, isso mesmo é 40% derivado de amido e 60% derivado de petróleo, vai dar indigestão se ingerido por homens ou animais … e outra coisa, esta tecnologia até pode ter a primeira vista assim um apelo de ambientalmente correta bem interessante, mas na hora do vamos ver o que sobra … nos próprios países onde ela foi desenvolvida Alemanha e Itália por exemplo, os fabricantes lá só recomendam a mesma para cidades muito específicas (o mais importante eles são muito educados e fazem a separação corretamente nas suas residencias), mas se não tiver uma coleta seletiva bem feita e uma logística reversa totalmente adequada que pegue estas e entregue direto em unidades de compostagem industrial eles não vendem as sacolas hidro-biodegradáveis e compostáveis pois não tem nenhuma razão de ser sem estas condições … e mais … é tem mais, elas não podem ser recicladas de maneira alguma junto com qualquer tipo de plástico convencional, ou seja, inviabilizam os lugares onde vai misturada a estes.

No Brasil seria uma catastrofe na cadeia de reciclagem de plásticos, muito legal né, os mais penalizados, os pobres catadores e as também empresas de reciclagem … e ainda desviam um recurso alimentar muito importante na mesa de quem? Dos mais pobres que consomem muito mais derivados de amido do que os ricos ou não … então tá bom, vão encarecer a alimentação dos pobres, mas isso não é problema aqui pois estamos em um país onde todos já comemos mais proteínas do que amidos …

Pessoal, enquanto tivermos informações incorretas ou mal intencionadas sendo passadas adiante a gente nunca vai melhorar este País.

Quem quiser informações técnicas sobre o assunto é só nos contatar.

Att.,
Fernando E. R. Figueiredo
EcoSigma – Campinas SP
fernandoerf@gmail.com

O engodo da prefeitura de Belo Horizonte na limpeza de araque na Lagoa da Pampulha

Cartão postal da cidade e uma das áreas mais nobres, a região da Lagoa da Pampulha, projetada por Oscar Niemeyer, poderia ganhar aspecto e funcionalidade litorâneos nos próximos anos.

Era o que se previa em relação às obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento(PAC 2) incluindo subsídios de até R$ 102 milhões para a revitalização da Lagoa, que lamentavelmente se tornou um grande depósito de esgotos.

A despoluição da Lagoa da Pampulha, há décadas no glossário do” promessometro” dos políticos agora ganha uma nova faceta, em função da necessidade da capital mineira também se adequar para receber os jogos da Copa do Mundo.

De acordo com estudos científicos, bacias hidrográficas como a da lagoa da Pampulha foram classificadas visando a defesa de seus níveis de qualidade e considerando que a saúde e o bem estar humano, assim como o equilíbrio ecológico aquático, que não devem ser afetados como conseqüência da deterioração da qualidade das águas.

Ocorre que uma manobra na proposta de edital para a realização das obras propõe que sejam realizados os ajustes necessários para que as águas se enquadrem como de Classe 2, o que significa que continuariam poluídas, apenas um pouco menos que na atualidade.

Assim, em silêncio do jeito que político mineiro gosta, a oportunidade de despoluir a lagoa da Pampulha ao ponto de poder equiparar-se à situação, por exemplo, do lago do Ibirapuera em São Paulo, será totalmente perdida, na medida em que ficará apenas um pouquinho menos suja, mas nunca limpa.

Com isso, o sonhado plano de valorizar essa região da cidade parece que vai ser um tremendo engodo em função da falsa idéia de que é possível economizar, já que o mineiro dificilmente exigiria algo melhor. É o cúmulo!

Fonte – Brasil Sustentável

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes