Lixo Archive

91 per cent of Canadians test positive for BPA

 

 

 

 

 

 

 

More than 90 per cent of people, aged between six to 79, tested positive for the chemical bisphenol A (BPA) in their urine, reveals the Canadian Health Measures Survey.

The federal study conducted, between 2007 and 2009, analyzed blood and urine samples for indicators of more than 80 environmental contaminants and chemical substances.

Those surveyed had a mean concentration of 1.16 micrograms of BPA per litre in their urine.

The study also revealed that concentrations of BPA in urine were higher for children aged 6 to 11 than they were for adults aged 40 to 79. The highest concentrations were identified in teenage children.

Some scientists argue that BPA damages human health – adversely effecting the reproductive and nervous systems.

But supporters of BPA claim that the chemical is safe to use in food and beverage packaging.

Enquanto isso, o xico tóxico da plastimorte , o CETEA/ITAL, o INP e todo o setor que vive às custas da máfia das petroquímicas, engana a população e ainda ataca tecnologias que resolvem o problema da poluição causada pelos seus próprios plásticos …

Por que $$$erá???

Lixo vindo da Alemanha é encontrado em porto no RS

Uma carga de 22 toneladas de lixo embarcada na Alemanha foi interceptada pela Receita Federal no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, em 3 de agosto. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o contêiner, que deveria trazer plástico para reciclagem, trazia lixo doméstico.

Entre os materiais encontrados, ainda segundo o Ibama, havia embalagens de produtos de limpeza, fraldas descartáveis e resíduos contaminados. Segundo o Instituto, só é permitida a importação de resíduos de origem industrial, sem matéria orgânica, para evitar contaminação.

A transportadora responsável pela carga foi multada pelo Ibama em R$ 1,5 milhão. A empresa importadora, com sede em Esteio (RS), também recebeu multa, no valor de R$ 400 mil.

O Ibama enviou, na segunda-feira (16), uma notificação à transportadora, que tem dez dias após o recebimento do documento para levar a carga novamente para a Alemanha. Até as 13h desta terça-feira (17), a transportadora não havia confirmado o recebimento da notificação.

Fonte – G1 de 17 de agosto de 2010

Imagem – G1

Ô gente que pega no pé da máfia do plástico! Afinal, ah … é para a Plastimorte reciclar … será que ninguém entende os meninos travessos? Ué … não tem plástico compostável de comida da BASF?

Agora falando sério, com uma taxa de reciclagem de menos de 1% no país, tem que se proibir a importação de qualquer material para a reciclagem, temos que incentivar a reciclagem no país. Enquanto os outros países se livram do lixo deles, nós jogamos nosso material reciclável em lixões uns poucos aterros no país.

 

The Majestic Plastic Bag – A Mockumentary

RJ – Estado começa a punir por descumprimento da lei das sacolas plásticas

A secretária do Ambiente, Marilene Ramos, com o apoio de técnicos da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e do setor de educação ambiental, comandou, na manhã desta quinta-feira, em Niterói, a primeira blitz punitiva a estabelecimentos comerciais no Estado do Rio. O objetivo da ação é verificar se as exigências da sobre o uso de sacolas plásticas para embalar mercadorias estão sendo cumpridas.

Dos três visitados, dois estavam irregulares. Os dois estabelecimentos receberam um auto de constatação, expedido pela Cicca, e foram multados. Eles terão de pagar um valor a ser estipulado por uma equipe específica do Inea nos próximos dias. A lei prevê multas que podem chegar até a R$ 20 mil por cada obrigação não cumprida. A punição varia de estabelecimento para estabelecimento, de acordo com uma série de fatores anotados pelos fiscais.

Uma farmácia foi punida por não ter afixado cartaz informativo da lei nem estar informando os clientes sobre benefícios previstos. Segundo a secretária Marilene Ramos, a situação da farmácia foi atenuada pela garantia dada pela subgerente Simone Santos, que assinou o auto, de que a matriz já a informara das providências de enquadramento da rede à lei.

Um supermercado foi duplamente multado: por afixar um cartaz fora dos padrões exigidos e por não ter definido uma das três medidas previstas na lei para beneficiar os consumidores que querem contribuir para a diminuição do uso de sacolas plásticas. Segundo o coordenador da Cicca, José Maurício Padrone, que entregou o auto de constatação ao gerente Joel Vieira, o valor da segunda multa vai levar em conta o flagrante dos fiscais à negativa do gerente em conceder para uma cliente que solicitara o desconto de R$ 0,03 por estar com uma sacola retornável.

A partir de agora, todos os estabelecimentos de médio e grande portes, assim considerados aqueles que faturam R$ 2,4 milhões por ano ou R$ 200 mil por mês, são obrigados a obedecer a legislação. Os de menor faturamento ainda têm um ano para se adaptarem à lei, sancionada em julho de 2009. O prazo de um ano dado ao primeiro grupo de estabelecimentos venceu há um mês, mas a Secretaria do Ambiente, desde então, vinha apenas alertando e notificando os comerciantes sobre a obrigação do enquadramento na legislação. Além de fiscais da Cicca, haverá fiscalização permanente pelos técnicos das superintendências regionais do Inea em todo o estado.

De acordo com a lei, os estabelecimentos podem optar por uma das três formas de estimular clientes a substituir ou diminuir o uso de sacolas plásticas: a cada cinco itens comprados, o cliente que não usar sacola plástica ganhará desconto de, no mínimo, R$ 0,03; cinquenta sacolas plásticas devolvidas para o estabelecimento comercial poderão ser trocadas por um quilo de arroz ou de feijão ou por qualquer produto de valor similar que componha a cesta básica; e o estabelecimento comercial poderá fornecer apenas sacolas retornáveis.

- A lei não se limita a supermercados, mas se aplica a todos os estabelecimentos que vendam produtos que sejam acondicionados em sacolas plásticas. Por isso, estamos hoje visitando tipos diferentes de estabelecimentos – alertou Marilene Ramos, recomendando a automatização do abatimento às empresas que optarem pelo desconto, o que, à primeira vista, deverá ser a grande maioria no estado.Outra exigência da lei é a fixação de um cartaz em local visível pelos clientes com os seguintes dizeres: “Sacolas plásticas convencionais dispostas inadequadamente no meio ambiente levam mais de 100 anos para se decompor. Colaborem, descartando-as, sempre que necessário, em locais apropriados à coleta seletiva. Traga de casa a sua própria sacola ou use sacolas reutilizáveis”.

A secretária conversou com alguns clientes dos lugares visitados, alertando-os para a possibilidade de denunciar quem não estiver cumprindo a lei. – O consumidor deve usar o nosso disque denúncia, cujo número é 2253-1177 – informou a secretária. A expectativa da Secretaria do Ambiente é diminuir em 30% o número de sacolas plásticas usadas por mês no Estado do Rio com a aplicação dessas medidas. Segundo Marilene Ramos, são utilizadas mensalmente no estado cerca de 200 milhões de sacolas plásticas. – Ninguém precisa achar que não haverá mais sacolas plásticas para colocar lixo em casa. Apenas estamos buscando a redução do seu uso – afirmou a secretária.

A maioria dos usuários se mostram a favor da lei. A advogada Fernanda Teixeira, que acondicionou suas compras no Supermercado Império da Banha em caixas de papelão, sem ganhar o desconto, garantiu que iria reivindicar o benefício ao gerente. Ela aplaudiu a iniciativa do governo do estado. – Os comerciantes têm de se estruturar mais para atender a demanda, a partir do momento em que aumentar o número de pessoas usando menos sacolas plásticas. No caso das compras de mês, por exemplo, como vão ser acondicionados tantos produtos? No caso de o estabelecimento fornecer caixas de papelão, eles vão ficar misturados ou vão ser acondicionados corretamente? As caixas serão fornecidas gratuitamente ou serão vendidas? Isso tudo tem de ser definido pelos estabelecimentos. Se todos colaborarem e o Estado fiscalizar, vai dar certo – apostou a advogada.

Fonte – Diário do Vale de 13 de agosto de 2010

Imagem – red_paper_record

Maravilhoso! Para aqueles que vem com a ladainha de que “tem lei que pega, tem lei que não pega”, vocês se deram mal, máfia do plástico, porque esta lei já pegou!

FECOMÉRCIO – A política nacional de resíduos sólidos

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No Paraná, 53% dos municípios ainda jogam lixo em qualquer lugar

Mais da metade dos 399 municípios do Paraná ainda não tem aterros sanitários. Segundo um levantamento divulgado neste ano pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), apenas 47% das cidades possuem um local adequado para destinação dos resíduos sólidos. Em 27% dos municípios, ainda são usados aterros controlados – considerados uma solução intermediária para o problema – e nos outros 26%, ou 109 municípios, ainda são usados lixões. Com a aprovação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, ontem, essa realidade deverá mudar em breve.

De acordo com o estudo do Ipardes, os lixões estão localizados em municípios pequenos, com menos de 20 mil habitantes, e estão concentrados no Centro, Centro-Sul e Nordeste do estado. No entanto, grandes municípios, como Guarapuava e Paranaguá, também estão na lista. O principal argumento dos gestores é o custo de manutenção.

Prisão

Na opinião do procurador de justiça do Meio Ambiente no Paraná, Saint Clair Honorato dos Santos, a falta de recursos não é desculpa para a presença de lixões. “Quanto menor a cidade, mais barato o custo de manutenção. O descumprimento da legislação ambiental, na minha opinião, deveria levar o gestor para a cadeia. Prisão preventiva obrigatória para todos os prefeitos que descumprissem a lei”, opina.

Segundo o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Recursos Hídricos (Sema), Laerty Dudas, o problema dos lixões é cultural e não depende apenas dos gestores. “O objetivo deve ser minimizar e reduzir a geração de resíduos. Apenas 15% do que produzimos é lixo, todo o resto é reaproveitável. Separando, evitamos a criação dos lixões e aumentamos a vida útil dos aterros”, afirma.

Das 170 mil toneladas de lixo produzidas no Brasil por dia, 40% são depositadas em lixões municipais, segundo a estimativa da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e resíduos Especiais. No Paraná são produzidas 20 mil toneladas de lixo por dia.

Segundo um trabalho acadêmico publicado pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), além dos prejuízos ao meio ambiente – como a contaminação do lençol freático – , o lixão pode causar impactos na saúde do ser humano, como alto risco de contaminação de doenças transmitidas por vetores, principalmente a dengue.

Fonte – Gabriel Azevedo, Gazeta do Povo de 03 de agosto de 2010

Imagem -  baansok

Essa pouca vergonha dos prefeitos do Paraná não terem programa de reciclagem de lixo, de não terem local para compostagem já deveria ter acabado há muito tempo e teria, se ao menos um dos prefeitóides tivesse sido algemado – opa, agora não pode mais – e jogado na parte de trás de um camburão. É um crime terrível contra a humanidade e o planeta cometido diariamente por estes pseudogestores das cidades ao jogar o lixo em lixões. Fazer uma praça com chafariz, toda iluminada dá voto, agora, mexer com lixo tira voto e por isso eles não assumem sua responsabilidade.

É simples resolver o problema do lixo. Se houver separação em duas partes – reciclável e não reciclável – já aumentará a vida útil dos lixões e aterros em 50%. Se houver, além disso, separação em 3 partes – reciclável, compostável e rejeito – a vida útil dos lixões e aterros será aumentada em 95, visto que somente 5% do lixo que geramos é rejeito, o resto é 50% compostável – adubo orgânico, produto cada vez mais necessário para enriquecermos o solo – e 45% é reciclável, que gera renda para catadores e para a própria prefeitura.

Como fazer isso acontecer? Lei para multar quem nao fizer a separação, seja pessoa física ou jurídica. Multa por amostragem de locais de coleta, multas estas dadas pelos próprios garis, com um caminhão passado dia x para coleta de reciclável e dia y para compostável e dia z para rejeito. O caminhão para reciclável pode ser semanal, pois dá para acumular este material limpo.

Ao invés de licitações para comprar unicórnios, pégasos e fadas – vocês sabem do que estamos falando - os prefeitos deveriam tomar vergonha nas suas dignissimas caras de pau e fazer licitação para comprar caminhões de lixo e resolver de vez por todas essa encrenca do lixo.

E se algum prefeiteco disser que é difícil e caro fazer compostagem, que tire sua dignissima bunda da sua majestosa cadeira do seu luxuoso gabinete e vá visitar as três cidades modelo do Paraná, que fazem compostagem barata, limpa e rentável, que são General Carneiro, Tibagi e Bituruna. Temos certeza de que vocês serão muitíssimo bem recebidos senhores prefeitos, pois estas cidades tem imenso orgulho de terem resolvido o problema do lixo com soluções simples.

Brasileiro produz tanto lixo quanto europeu

Estudo em 364 cidades mostra que o País já se aproxima dos Estados Unidos, o campeão

O brasileiro já produz a mesma quantidade de lixo que um europeu. A melhoria do poder de compra dos brasileiros está fazendo com que a população do País gere cada vez mais lixo inorgânico, como embalagens, ao mesmo tempo em que a implantação de programas de coleta seletiva e os níveis de reciclagem não crescem na mesma medida.

A média de geração de lixo no Brasil hoje é de 1,152 kg por habitante por dia, padrão próximo aos dos países da União Europeia, cuja média é de 1,2 kg por dia por habitante. Nas grandes capitais, esse volume cresce ainda mais: Brasília é a campeã, com 1,698 kg de resíduos coletados por dia, seguida do Rio, com 1,617 kg/dia, e São Paulo, com 1,259 kg/dia.

Além disso, o volume de lixo cresceu 7,7% em 2009 – foram 182 mil toneladas/dia geradas em 2009, ante 169 mil toneladas/dia no ano anterior. Os dados fazem parte do estudo “Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2009″, que será divulgado hoje, no Rio.

O estudo, anual, abrange 364 municípios e foi realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), entidade que reúne as empresas de coleta e destinação de resíduos.

“Alcançamos um padrão europeu de geração de resíduos e estamos nos aproximando dos americanos. Infelizmente, isso está acontecendo sem alcançarmos o mesmo grau de desenvolvimento desses países”, afirma Carlos Roberto da Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.

Segundo ele, a produção de lixo em capitais como Brasília caminha para se tornar próxima aos 2,8 kg por habitante/dia, que é a média de um cidadão americano. “Isso revela muito sobre hábitos de consumo e descarte dos moradores dessas cidades. Quanto mais alta a renda, maior o consumo de comida pronta, por exemplo, que implica em excesso de embalagens”, afirma.

De acordo com o levantamento, 56,8% desse lixo vai para aterros sanitários, 23,9% vai para aterros controlados (que não possuem tratamento de chorume) e 19,3% termina em lixões. Os aterros das grandes cidades, no entanto, caminham para a saturação. “Os resíduos gerados na cidade de São Paulo hoje são enviados para aterros a 30 km de distância”, diz Silva.

Entulho

E não são apenas os resíduos que caracterizam o lixo doméstico (resto de alimentos, embalagens) que estão em expansão. O País também está produzindo mais entulho de construção: hoje, na média, cada brasileiro produz 0,576 kg de resíduos de construção civil. Em 2009, foram 91,4 mil toneladas/dia do entulho – um crescimento de quase 14% em relação a 2008, quando foram geradas 80,3 mil toneladas por dias de entulho.

Segundo Silva, isso é reflexo do bom momento da economia e do setor de construção em especial. “Há mais pessoas construindo e nenhuma lei que regulamente o descarte desses materiais.”

Lei nacional. Uma das saídas para o problema do aumento do lixo é a lei nacional de resíduos sólidos. O projeto foi aprovado na Câmara em março, após 19 anos de idas e vindas, e agora aguarda votação do Senado.

Várias entidades, incluindo representantes da indústria e de ONGs, fazem pressão para que a lei saia até 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente. “A expectativa é de que a lei já seja sancionada pelo presidente Lula na data”, diz Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente da indústria de embalagens Tetra Pak e um dos articuladores do grupo de trabalho sobre o tema.

Faça sua parte

Evite o desperdício
Planeje a compra de alimentos para não haver desperdício. Dimensione a compra de produtos perecíveis com as necessidades da família.

Busque a durabilidade
Procure comprar produtos mais duráveis. Evite descartáveis.

Reduza embalagens
Evite comprar frutas, verduras e legumes embalados. Dê preferência para produtos vendidos a granel: leve a embalagem de casa. Escolha produtos com menor número de embalagens. Opte por produtos com refil e reduza o uso de sacolas plásticas.

Coleta seletiva não acompanha ritmo

Os programas de coleta seletiva dos municípios brasileiros não acompanham o ritmo da produção de lixo no País. Embora a geração de resíduos tenha crescido 7,7% entre 2008 e 2009, o número de municípios com iniciativas de coleta seletiva avançou apenas 1,2% no período. Em 2008, 55,9% das cidades brasileiras tinham programas; em 2009, eram 56,6%.

“As atividades de coleta seletiva de materiais recicláveis parecem ter chegado a um ponto de indefinição. Pouco mais da metade dos municípios tem iniciativas nesse sentido ou estimulam tais atividades, mas esse índice não avança na mesma medida que a geração de resíduos”, diz Carlos Roberto Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe, entidade que reúne empresas de coleta de lixo. Segundo ele, projetos voluntários são apenas uma solução parcial para o problema.

Silva observa, no entanto, que a geração de lixo é menor justamente nas capitais que possuem programas bem-estruturados de coleta seletiva, como Porto Alegre, que está abaixo da média nacional na produção diária de resíduos por habitante.

Enquanto o brasileiro na média produz 1,152 kg por dia, o porto-alegrense gera 1,073. Curitiba, que também tem coleta seletiva eficiente, produz 1,195 kg por habitante/dia, média ligeiramente superior à nacional. “Ao separar os resíduos, o cidadão presta atenção no lixo que produz. E esse é o primeiro passo para reduzir”, afirma.

Reciclagem

Apesar da estagnação no número de municípios que praticam a separação dos resíduos, o Brasil manteve posições avançadas na reciclagem de alguns tipos de materiais, como latas de alumínio (91,5% de reciclagem, o mais alto índice do mundo), plástico PET (54,8%, só perdendo para o Japão), vidro (47%) e papel (45%).

Na avaliação de André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), entidade que apoia cooperativas de catadores e programas de reciclagem nas empresas, o Brasil avançou de forma significativa nos índices de reciclagem de materiais. “São altos quando comparados a outros países. Isso mostra que estamos no caminho certo”, diz Vilhena.

Segundo ele, a aprovação da lei nacional de resíduos sólidos deve fortalecer a cadeia da reciclagem, ao propor um marco regulatório para que prefeituras, empresas e consumidores tenham responsabilidades compartilhadas na gestão do lixo. “Para avançar ainda mais, precisamos fortalecer o papel dos catadores com maior investimento das prefeituras e empresas na organização de cooperativas, ampliando a eficiência e melhorando aspectos de qualidade e segurança do trabalho. A lei nacional vai ajudar muito neste aspecto.”

Para Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente da fabricante de embalagens Tetra Pak, as indústrias que usam resíduos como matéria-prima já enfrentam dificuldades. “A coleta não atende a demanda das fábricas. Está faltando de PET a embalagens cartonadas.”

Fonte – Andrea Vialli, Estadão de 26 de maio de 2010

Imagem – Bert#

Estes números de reciclagem estão muito fantasiosos, porque temos dados das cidades com coleta seletiva organizada pelas prefeituras é de 7%, a coleta seletiva não chega a 1% e este número de cidades com aterros sanitários e controlados está muito, mas muito esquisito, pois o dado que temos é de que apenas 13% dos municípios do país tem aterro sanitário, dados estes vindos do governo federal.

Estado do Rio de Janeiro – Aos poucos população se adapta à nova lei

A população da cidade está se adaptando aos poucos à nova lei estadual, que determina a substituição de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais. A determinação gerou polêmica e foi tema da mais recente reunião do fórum Agenda 21, realizada ontem.

Entre os supermercados, alguns já aderiram à novidade. Em um estabelecimento no Centro, um cartaz bem visível explicando a determinação pode ser encontrado na entrada, e displays com informações sobre os males do mau uso da sacola plástica foram dispostos dentro do supermercado.

De acordo com o gerente Henrique Bortoloso, alguns clientes já aderiram à utilização da sacola retornável e medidas foram tomadas para incentivar ainda mais essa ação. – Sabemos que essa embalagem não pode ser abolida, o problema é o mau uso desse material. Para o mercado a utilização ou não dessa embalagem não causa grande impacto. Ainda há algumas pessoas resistentes a essa mudança, mas muitos clientes estão aceitando e colaborando – disse.

No estabelecimento, as sacolas de plástico que antes ficavam soltas nos caixas agora passaram a ser colocadas em um recipiente especial para controlar a retirada. – Muita gente passava e pegava muito mais do que precisava para carregar as compras, com esse material as sacolas só podem ser retiradas uma de casa vez – explicou o gerente.

Além dessas medidas, o supermercado também está comercializando as sacolas retornáveis. Segundo o gerente, as sacolas de pano custam R$ 2, sendo que desse valor R$ 0,50 são doados para a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) do município. E das opções de incentivo também determinadas pela lei, o estabelecimento optou pela que oferece desconto de R$ 0,03 no valor da compra para cada cinco itens cujo cliente optar por não utilizar a sacola plástica.

Pontos positivos e negativos

Lair Paula Cunha, 69, já aderiu à nova forma de fazer compras. Na manhã de hoje, a aposentada foi ao supermercado e levou sua bolsa ecológica para carregar o que comprou. – Desde quando a lei entrou em vigor estou trazendo minha sacola. Pelo menos ajuda um pouco ao meio ambiente. Estamos cuidando do futuro dos nossos netos e bisnetos – afirmou.

Mas alguns ainda apresentam resistência em substituir as sacolas de plástico por retornáveis, como o bancário Antônio Ferreira. Segundo ele, a lei não é prática, pois as sacolas são utilizadas para acondicionar o lixo residencial.

- Por enquanto não vou aderir, pois uso as sacolas para jogar o lixo fora. Sem as sacolas terei que comprar saco de lixo, que é de plástico do mesmo jeito. Acho que deveriam trabalhar melhor a questão da coleta seletiva e não criar leis assim – falou.

A dona de casa Tatiana Falcão disse que ainda não sabe se a nova lei é realmente boa ou não:

- Acho bom e ruim. Bom por causa do meio ambiente e ruim, pois não sei como farei para jogar o lixo fora.

Fonte – Diário do Vale de 30 de julho de 2010

Imagem – topamazonsavings

Vamos deixar claro que desde 2004 a FUNVERDE decidiu que iria banir as sacolas plásticas de uso único e está conseguindo seu objetivo através do projeto sacolas ecológicas e de leis que estão se multiplicando em várias cidades e estados.

Para quem afirma que é impossível acabar com as sacolas plásticas de uso único, é só ver o número crescente de cidades que estão aprovando lei para banir as famigeradas sacolas plásticas de uso único no país.

Para os preguiçosos de plantão, que são só pensam no seu conforto e ficam inventando desculpas para não levar sua própria sacola para fazer compras, vamos destruir a maior desculpa que esses humanos egoístas usam para não banirem as sacolas plásticas de uso único de suas vidas, que é a desculpa do “e o que vou fazer com meu lixo sem sacolas plásticas de uso único para usar como saco de lixo?”.

Vamos novamente, de novo, traveiz, ensinar detalhadamente como separar o lixo para reciclagem e deixar este lixo na sua área de serviço sem cheirar mal por uma semana e ainda economizar na compra dos sacos de lixo. Leia, aprenda e evolua.

Primeiro, quando for fazer compra no supermercado, ao menos uma vez por mês deixe uma das sacolas retornáveis em casa e carregue algumas das compras em uma caixa que foi usada para acondionar os produtos da fábrica e use esta caixa como recipiente permanente para lixo reciclável. Ou então, se quiser, leve quatro caixas por mês e jogue a caixa junto para reciclagem junto com o material reciclável separado dentro dela. Ou então adquira um tambor de 200 litros, ou um saco de ráfia de 200 litros  ou mesmo um saco de lixo de 200 litros feito de material reciclado e oxibiodegradável que voltará para dentro de casa após você entregar seu lixo reciclável e trouxer o recipiente de volta. O reciclável estará limpo – ensinamos abaixo – e não contaminará seu recipiente. No caso do saco de lixo de 200 lixo reciclado e oxibiodegradável, se você quiser, também pode enviar junto para reciclagem, tudo depende de sua vontade, os recipientes podem ser enviados para reciclagem junto com o acondicionado dentro ou ficarem por meses indo e voltando, para sua economia e consciência limpa.

Papeis, revistas e jornais - é só empilhar, se não quiser colocar junto com o resto do lixo reciclável ou colocar no seu recipiente para lixo reciclável.

No banheiro - vidros de xampu, creme dental, embalagens de sabonete e outras embalagens devem ser colocados diretamente na caixa de reciclável, não sendo misturado com o lixo normal de banheiro – papel higiênico, cotonetes, absorventes – porque este lixo é rejeito, não pode ser reciclado nem compostado.

Na cozinha – normalmente as embalagens de alimentos são ou meladas – leite condensado, como exemplo – ou então oleosas – lata de atum, como exemplo. Essas devem ser deixadas na cuba da pia e quando você for lavar a louça automaticamente a água da torneira e o sabão da bucha irão limpar estas embalagens que depois colocadas de cabeça para baixo para secagem. Outras embalagens como ervilha, milho ou molho de tomate, podem ser imediatamente enxaguadas e colocada de cabeça para baixo na pia para secagem.

Está tudo seco? Ótimo, parabéns. Agora é só colocar todo o lixo reciclável na sua caixa de papelão do supermercado ou no seu saco de 100 ou 200 litros, no saco de ráfia, no tambor … depende do seu consumo de produtos industrializados e quando der uma semana – é bom sempre descartar semanalmente para que o coletor saiba que dia passar – é só colocar para fora de casa, podendo você conversar com o coletor de recicláveis para agendar a colocação com o dia em que ele passar. Se você morar em prédio, faça uma reunião com seus vizinhos para todos disporem o lixo reciclável para coleta no mesmo dia, podendo assim até vender esse lixo para empresas recicladoras e gerar renda para o prédio. Então, se você usar a caixa do supermercado, economizou 100% em saco de lixo, ou então, irá gastar apenas 4 sacos por mês. O lixo reciclável representa 75% do volume do lixo gerado mas apenas 40% do peso do lixo gerado.

Quanto ao saco de lixo para o lixo do banheiro e o lixo da cozinha, use as sacolas de FLV – frutas, legumes e verduras – aquele monte de sacos em que você coloca alho, cebolinha, salsinha, pimentão, batata … ele pode e dever ser utilizado para o lixo de cozinha – que representa no máximo 25% do volume do lixo gerado diariamente e em peso, representa 60% do lixo gerado – e para o lixo de banheiro, porque neste lixo só irá papel higiênico, cotonete e absorvente.

Viu como é fácil? Não precisar fazer MBA em reciclagem, é só usar um pouco de lógica e assumir a responsabilidade com a destinação final de tudo o que você consome.

Se você separar todo o seu lixo para a reciclagem e para a compostagem todos os dias de sua vida os aterros e lixões só receberão entre 3 a 5% do lixo que é depositado atualmente, aumentando sua vida útil em no mínimo 95%.

Com uma taxa de reciclagem menor que 1% no país, devemos usar apenas sacos de lixo plástico feito de material reciclado, para movimentar o setor da reciclagem e mais, sempre oxibiodegrádável, pois quando este saco de lixo não for reciclado – lembra da taxa de 1% de reciclagem no país? – ao menos este saco irá se biodegradar em um ano e meio, ao contrário do saco de lixo convencional, que fica poluindo o planeta por no mínimo cinco séculos.

Fazendo a separação total do seu lixo, você economiza 75% em sacos de lixo e pode dispensar aquelas malditas sacolas plásticas convencionais eternas ao fazer as compras e finalmente se tornar um consumidor do Século XXI, um cidadão que merece viver sobre este planeta ao começar a usar sua sacola retornável.

Se ainda estiver reclamando de ter que comprar saco de lixo, lembre-se, o número de sacos que você precisa para um mês representa o preço de uma cerveja ou de um maço de cigarros, ou então de um batom barato ou de um esmalte. Não é caro e se você utilizar os métodos acima, nem estes sacos você precisará comprar. Mudar é fácil, basta querer e agir.

Não fique esperando os prefeitos resolverem este problema, pois, em um universo de mais de 5.500 municípios do país, apenas um, que é Nova esperança, teve uma prefeita responsável – graças ao empurrão do ministério público – o suficiente para resolver o problema do lixo da cidade que administra.

Seja um humano responsável, separe seu lixo. Os humanos do presente e do futuro agradecem.

Plástico chega à Antártida remota

Estudo mostra que lixo produtizo pelo homem atinge locais não habitados e impacta a vida marinha

O lixo produzido pelos homens tem chegado a áreas remotas do oceano na região antártica e o plástico é o material que mais preocupa. É o que mostra um estudo feito por pesquisadores da British Antarctic Survey e do Greenpeace a partir dos dados obtidos a bordo de dois navios – o RRS James Clarck Ross e o MV Speranza. As embarcações percorreram as partes leste e oeste da região antártica.

Leandra Gonçalves, ligada ao Greenpeace e uma das autoras do estudo, diz que foram encontrados “restos de materiais de pesca, muitas caixas plásticas e micropartículas plásticas”. As sacolas, diferentemente do que ocorre em outras regiões, não foram vistas em grande quantidade. Os resultados foram aceitos para publicação na revista Marine Environmental Research em maio e serão divulgados na edição de agosto.

O texto diz que, de 69 itens vistos pelo MV Speranza, 43% eram materiais plásticos. No caso dos 59 itens observados pelo navio RRS James Clarck Ross, 41% também eram plásticos. Com isso, a vida selvagem – peixes, golfinhos, focas, leões e elefantes marinhos – fica mais vulnerável. Eles sofrem ao engolir plásticos e podem morrer sufocados ou enforcados pelo material.

Fonte – Afra Balazina, Jornal O Estado de São Paulo de 15 de julho de 2010

E a máfia do plástico ainda continua com a afirmação estapafúrdia de que OS PLÁSTICOS SÃO FANTÁSTICOS! Para eles o lucro é somente o que importa e quanto à poluição que causam … Ah, isso não é problema deles, nunca!

Política Nacional de Resíduos Sólidos

Política Nacional de Resíduos Sólidos é o marco de uma batalha que começa daqui para a frente e reforça o movimento ambientalista. Frase é do presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomercio, José Goldemberg, que observa ser difícil acreditar que o Brasil não tivesse uma lei de resíduos sólidos.

Após mais de 20 anos no Congresso, foi aprovado na semana passada o Projeto de Lei 203-B/1991, que regulamenta a reciclagem e disciplina o manejo dos resíduos por meio da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ainda aguardando a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto foi apresentado em 1989 e analisado somente em 1991, voltando a pauta em 2001 pelo então deputado Emerson Kapaz.

“É difícil de acreditar que um país grande e urbanizado como o Brasil não tivesse até agora uma lei de resíduos sólidos”, afirma José Goldemberg, presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). Como a discussão a respeito do tema se delongava no Congresso, a ausência de uma lei que regulasse o setor permitiu até então uma variedade de situações que não eram benéficas para ninguém, principalmente para a saúde pública. A edição de algumas resoluções pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) veio suprir a lacuna legal, cuidando das questões urgentes com a fixação de critérios técnicos para o assunto, entre elas a Política Nacional de Educação Ambiental (lei 9.795/99) e posteriores Estatuto da Cidade (10.257/01) e Política Nacional de Saneamento Básico (lei 11.445/07).

“A lei é o marco de uma batalha que começa daqui para a frente e reforça o movimento ambientalista”, assinala Goldemberg. Segundo ele, a lei é complicada por envolver diversos setores da sociedade, incluindo os catadores de lixo, porém um grande progresso, pois dá instrumentos ao Ministério Público para fiscalizar e punir, criando novos instrumentos de pressão às práticas inadequadas. Se for sancionada pelo presidente Lula (há uma tendência para tal), os governos municipais, estaduais e federal, juntamente com os setores industrial e de comércio e serviços terão quatro anos para se adaptarem. O lixo remanescente da reciclagem irá para os aterros sanitários, que vão substituir os lixões. Porém, essa não será uma tarefa fácil. “Em São Paulo, a Cetesb levou dez anos para acabar com os lixões. Esses problemas terão de ser resolvidos em paralelo”, pondera Goldemberg. De acordo com dados do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), que embasaram o projeto, 59% do lixo produzido no Brasil tem como destino os lixões contra 13% encaminhados para aterros sanitários (destinação correta). Ainda segundo os mesmos levantamentos, dos 5.564 municípios brasileiros, apenas 405 tinham serviço de coleta seletiva em 2008.

Em relação ao conteúdo material, a proposta reforça os princípios já fixados em outras leis ligadas ao tema, acrescentando ferramentas que poderão auxiliar no planejamento integrado e compartilhado do gerenciamento de resíduos. Neste sentido, destacam-se a obrigatoriedade de elaboração dos Planos de Gerenciamento de Resíduos por parte do Poder Público e pelos Geradores. O texto indica também quais são os critérios para a elaboração dos mencionados planos, bem como a indicação daqueles que são obrigados a apresentá-los (em evidente inspiração no Estatuto da Cidade). Os municípios com menos de 30 mil habitantes de população urbana, por exemplo, poderão apresentar um Plano Simplificado de Gerenciamento de Resíduos.

É importante lembrar que, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE, apurado em 2000, apenas 63 municípios brasileiros possuem população urbana superior a 30 mil habitantes. Isso significa que, de acordo com o projeto, apenas 8,65% dos municípios seriam obrigados a elaborar o Plano de Gerenciamento de Resíduos mais detalhado. Todos os demais municípios (91,34%) estariam incumbidos apenas da elaboração do plano simplificado.

Fonte – FECOMÉRCIO, MixLegal nº 04 de 19 de julho de 2010

A Lei das sacolas do Rio de Janeiro foi para o brejo

Aprovado projeto que adia efeitos da lei das sacolas plásticas

A Assembléia Legislativa aprovou em discussão única, nesta terça-feira, o projeto de lei 3.028/10, do deputado Paulo Ramos (PDT), que estende para janeiro de 2011 o prazo para a adequação dos estabelecimentos comerciais à lei 5.502/09, que determina o recolhimento e a substituição de sacolas plásticas. De acordo com o deputado, a lei trata determina a substituição das sacolas plásticas como forma de colocá-las à disposição do ciclo de reciclagem, mas “a política de reciclagem no Estado do Rio de Janeiro está em implantação, com a organização dos trabalhadores e das indústrias de reciclagem”. Apesar disso, o deputado Carlos Minc (PT), que foi secretário do Ambiente, afirmou que o Governo deverá vetar a matéria. O governador Sérgio Cabral terá quinze dias úteis para apreciar a matéria.

Paulo Ramos defendeu o projeto. Segundo ele, é necessário um tempo hábil para realização do objeto da lei. “É inegável a urgência da proteção ao meio ambiente no Estado, mas há de se fazer de forma coerente”, ponderou o parlamentar. Para o petista Minc, porém, o Governo do estado é contrário à prorrogação dos efeitos da norma. “O projeto vai ser vetado, o Governo não é favorável a este adiamento”. Ele explicou que o Executivo irá editar um decreto regulamentando o cumprimento da regra, que entra em vigor no próximo dia 15 para supermercados e demais estabelecimentos comerciais de médio e grande porte. “No dia 16, já teremos fiscais nas portas dos supermercados para garantir o cumprimento da lei”, acrescentou.

Presidente do Sindicato das Empresas Despoluidoras do Ambiente e Gestoras de Resíduos do Estado, Glauco Pessoa lamentou a afirmação do parlamentar. Ele explicou que a idéia da prorrogação dos efeitos da lei foi apresentada pelo sindicato ao deputado Paulo Ramos. “A lei, do jeito que está, é nociva e prejudica a cadeia produtiva da reciclagem”, garante Pessoa. Segundo ele, uma das opções dadas pela lei às sacolas, as chamadas bolsas oxibiodegradáveis, não podem ser recicladas por contaminar o polietileno utilizado no processo. “Além disso, elas não são totalmente biodegradáveis. Também deixam um passivo ambiental”, acrescentou. Para ele, a solução para o problema seria o Governo obrigar as indústrias de sacola a se adequarem às normas da ABNT, aumentando a espessura das sacolas, a exemplo do que já fez o estado do Rio Grande do Sul. “Lá isso causou uma redução de 30% no uso das sacolas”, disse ele, antes de defender: “A solução definitiva passa pela educação ambiental e pela coleta seletiva. Xampu é de plástico, telefone é de plástico. Sem educação ambiental, não há saída”.

Fonte – http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo2.asp?num=36065

Foto - rafael.andrade

E a lei do Rio foi para o vinagre. Pior ainda, o deputado paulo galhos está querendo proibir também as sacolas oxibiodegradáveis, as sacolas ambientalmente corretas, porque em 18 meses terá se biodegradado, isto é, voltado ao ambiente em forma de água, biomassa e uma pequena quantidade de CO2, ao contrário da sacola plástica de uso único convencional que fica por 500 anos poluindo o planeta.

Então, fica tudo como está, fica tudo como era, tudo sujo, tudo poluído, sacola plástica à vontade para o deleite do consumidor e para a felicidade da máfia do plástico e sem as oxi que o comércio já usava desde 2007 e que foram uma vitória para o ambiente. Mas a coisa fica pior, as sacolas terão 30% a mais de plástico em cada uma e continuarão demorando 500 anos para se degradar. A máfia agora irá aumentar o lucro em 30% em cada sacola que vender. Negócio da china.

Vejamos, quem ganha com isso?

A população só perde, porque 10% de todo o lixo gerado em uma cidade corresponde às famigeradas sacolas plásticas de uso único e continuarão a provocar enchentes que irão matar a população em época de chuvas. Opa, já aconteceu isso faz poucos meses, mas parece que os habitantes do estado esqueceram. Ah, agora só lembram da copa.

Os municípios só perdem, porque continuarão gastando fortunas para limpar ruas, fundos de vale e bueiros, diminuindo a vida útil dos aterros, pois 10% de todo o lixo que vai para os aterros é de sacolas plásticas, os municípios ficam com o trabalho e o custo de limpar a sujeira que a indústria das sacolas gera mas não quer se responsabilizar por limpar.

O ambiente só perde com as sacolas, que ficam emporcalhando o planeta por 500 anos.

Então, quem ganha mesmo? A máfia do plástico, que agora aumentaram o lucro em 30%, com as sacolas 30% mais pesadas.

Onde estavam os habitantes do estado ontem durante a votação? E as ONGs, o que estavam fazendo durante a votação? Duvidamos que o paulo galhos tivesse a coragem de pedir o adiamento, que na verdade é o início do fim da lei se a população estivesse assistindo a sessão. É ano de votação e a única coisa que político tem medo é de perder votos. Mas não, o que prevalece no país é a cultura umbigo: todos olhando para os próprios umbigos, os seus próprios interesse e o coletivo não interessa a ninguém, mesmo cada um fazendo parte da coletividade. É por isso que as máfias tem poder, que os políticos são corruptos, porque ninguém fiscaliza e os poucos idiotas como nós, que que lutam para fazer deste um mundo melhor são tão poucos que não conseguem ser ouvidos.

Pobre Minc, que tentou cumprir com seu dever de proteger a sociedade e o ambiente, motivo pelo qual foi eleito. Ele tentou, mas está cercado de deputados que estão a serviço de quem pagar melhor. Só nos resta esperar pelo veto do governador Sérgio Cabral, que sabe das implicações que o uso das sacolas plásticas de uso único representam para seu estado.

A Lei das Sacolas Plásticas, de autoria do deputado estadual Carlos Minc, prevê três opções, para que os supermercados reduzam o uso de sacolas: substituição por sacos reutilizáveis, troca de 50 sacos usados por 1 quilo de um alimento da cesta básica, ou desconto de R$ 0,03, para cada cinco objetos que forem vendidos sem os sacos.

A lei não é a ideal, porque a lei ideal é aquela que diz: em dezembro de 2010 estão banidas todas as sacolas de uso único no varejo, podendo ser usadas somente as sacolas retornáveis. Mas, é um começo, uma mudança saudável para livrar a sociedade do vício das sacolas. Este tipo de lei faz acordar o cidadão do seu sono profundo de consumismo.

Agora vamos aos esclarecimentos: “Paulo Ramos defendeu o projeto. Segundo ele, é necessário um tempo hábil para realização do objeto da lei”. Mais tempo para que? Para derrubarem a lei e aprovarem a lei de sacola de plástico com 30% a mais de plástico? Está claro a quem serve o paulo galhos.

“Presidente do Sindicato das Empresas Despoluidoras do Ambiente e Gestoras de Resíduos do Estado, Glauco Pessoa lamentou a afirmação do parlamentar. Ele explicou que a idéia da prorrogação dos efeitos da lei foi apresentada pelo sindicato ao deputado Paulo Ramos. A lei, do jeito que está, é nociva e prejudica a cadeia produtiva da reciclagem”, garante Pessoa. Segundo ele, uma das opções dadas pela lei às sacolas, as chamadas bolsas oxibiodegradáveis, não podem ser recicladas por contaminar o polietileno utilizado no processo. “Além disso, elas não são totalmente biodegradáveis. Também deixam um passivo ambiental”. Plásticos oxibiodegradáveis são recicláveis e reciclados todos os dias, existem estudos, laudos nacionais e internacionais comprovando isso, mas a mentira vale mais neste país. Eles são sim biodegradáveis e não há a necessidade de serem dispostos  

Para Glauco, a solução para o problema seria o Governo obrigar as indústrias de sacola a se adequarem às normas da ABNT, aumentando a espessura das sacolas, a exemplo do que já fez o estado do Rio Grande do Sul. “Lá isso causou uma redução de 30% no uso das sacolas”, disse ele, antes de defender: “A solução definitiva passa pela educação ambiental e pela coleta seletiva. Xampu é de plástico, telefone é de plástico. Sem educação ambiental, não há saída”. Quanto à norma n° 14.937 da ABNT. Parágrafo único. Além das especificações contidas na norma referida no “caput”, as sacolas plásticas deverão possuir a espessura mínima de 0,027 milímetros e indicar, em quilogramas, a respectiva capacidade de carga. Não existe na norma oficial 14.937 nenhuma referência a espessura. Isso só faz a petromáfia vender mais resina.

Na lei do paulo galhos tem um artigo que diz Art. 2°. Fica proibida, em todo Estado do Rio de Janeiro, a disponibilização de sacolas feitas de plástico biodegradável em supermercados e outras casas de comércio do mesmo gênero, com mais de 4 caixas registradoras, fora das especificações estabelecidas pela norma n° 15.448-2 da ABNT”. Esta norma não é de biodegradação e sim de compostagem. Aquela que serve aos interesses da BASF que tem o plástico de milho transgênico misturado com petróleo, que só serviria se fosse destinado à compostagem -  o que não existe no Brasil, que emite METANO, e que NÃO PODE SER RECICLADO, ESSE SIM NÃO PODE SER RECICLADO, Mas no pai$ deste legislador, pode se inverter os fatos sem problema algum.

Rio de Janeiro – Alerj pode adiar início de lei contra as sacolas

Minc afirma que proposta é uma manobra política; Paulo Ramos diz que faltou mais discussão sobre o assunto.

Paulo, discutir mais o que, se desde 2005 estamos discutindo, discutindo, discutindo até a exaustão? A solução é banir as sacolas plásticas de uso único, só não vê quem tem interesse econômico, ou seja, quem ganha dinheiro produzindo sacolas!!!

A lei que restringe o uso de sacolas plásticos pelos supermercados, que começaria a valer em pouco menos de três semanas, pode ter seu início adiado.

Será votada amanhã, ao meio-dia, em sessão extraordinária na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), um projeto para que a norma só entre em vigor em janeiro de 2011, em vez do dia 15 de julho próximo.

A proposta é do deputado estadual Paulo Ramos (PDT), que alega a necessidade de mais discussão, mas apresentou o projeto quinta-feira à noite, sem muito alarde. Segundo o parlamentar, a política de reciclagem no estado está em implantação e, portanto, seria necessário mais tempo: — Queremos um prazo maior para ter uma discussão.

Vai continuar ou não a fabricação da sacolas plásticas? E as sacolas das outras lojas? Não serão proibidas também? Há a cultura de recolher o lixo doméstico com elas. Não será fácil mudar isso na sociedade.

Para o deputado estadual Carlos Minc (PT), ex-ministro do Meio Ambiente e autor do projeto de lei original, o impacto das sacolas plásticas na natureza é terrível. Ele diz que o plástico descartado, além de poluir, mata por asfixia pássaros, tartarugas e golfinhos, provocando ainda inundações ao obstruir rios, lagoas e canais.

— O projeto de lei ficou dois anos sendo discutido e emendado na Alerj, até que, em 2009, lançamos a campanha nacional “Saco é um saco”, que conseguiu retirar do meio ambiente 600 milhões de sacolas, apenas entre junho e dezembro do ano passado — afirma.

Segundo o ex-ministro, no Rio são distribuídos dois bilhões de sacolas plásticas por ano. No Brasil, em 2008, esse número chegou a 18 bilhões. Com a campanha “Saco é um saco”, caiu para 17,4 bilhões em 2009.

— Este ano, a campanha deve retirar um bilhão de sacolas do meio ambiente. Há outras iniciativas, como a do Carrefour, que inaugurou em março um supermercado em Piracicaba (SP) sem sacolas plásticas — diz.

Minc acusa Paulo Ramos de estar fazendo uma manobra política com o novo projeto: — Só em dragagem, o governo estadual gastou R$ 150 milhões no ano passado. Seria um grande retrocesso. A campanha educativa é o mais importante da lei. Temos que trocar o descartável pelo reutilizável.

Programa reduz em 40% número de sacolas usadas

Paulo Ramos, por sua vez, critica a iniciativa de Minc.

— A intenção da lei é nobre, mas é uma manobra de divulgação.

A lei não acaba com a sacola plástica — diz.

O deputado André Lazaroni (PMDB), presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj, acredita que a prorrogação é importante.

— Não adianta não convencer a sociedade. O problema está na má utilização das sacolas, e precisamos colocar em pauta isso.

Paulo da Colina, diretor do Instituto Nacional do Plástico, conta que há três anos a entidade iniciou um programa de qualidade e consumo responsável.

O projeto desenvolveu uma sacola mais resistente, que pesa quatro gramas e aguenta carregar até seis quilos.

— Com esse programa, redes como o Pão de Açúcar já reduziram em 40% o número de sacolas plásticas — diz Colina.

Só para começar, eles se movimentaram para defender o plástico em 2009,  pare de mentir nas datas, apesar de sabermos que isso é difícil para você. Foi só em 2009 que vocês viram que os “ativistas motivados” – palavras da plastivida – isto é, nós, os ecochatos, biodesagradáveis, quem tem interesses claros na preservação ambiental, estávamos diminuindo o lucro de vocês ao informar a população e ao governo do enorme problema que plásticos estavam causando desde a década de 80 do século passado. Antes disso vocês não tinham porque gastar em publicidade para defender o plástico, pois ninguém tinha acordado para o lixo que vocês fabricavam, sem ter a responsabilidade de limpar este lixo pós consumo. Então, pelo menos dessa vez, minta menos, ou cale a boca, porque é só googlear na web para encontrar a verdade.

Saco é um saco e o dacolina é um enorme saco. Manipula os números ao sabor do vento, ou melhor, ao sabor dos interesses da máfia do plástico. Primeiro, que as sacolas que ele defende contém 30% mais plástico que a sacola normal, o que quer dizer, 30% a mais de lucro para a máfia do plástico, depois que a própria máfia diz que o objetivo final é diminuir em 30% o uso dos plásticos – sem perder dinheiro claro, a história de trocar seis por meia dúzia ao diminuir em 30% o uso das sacolas mas usar 30% a mais de plástico na fabricação de cada uma – e que não passaram de 12% até hoje na diminuição do uso e esta é a informação oficial, mas o dacolina mente descaradamente para aparecer bem na foto.

O presidente da Associação de Supermercados do Rio, Aylton Fornari, aposta no uso de sacolas plásticas biodegradáveis: — O problema é que a lei não sugere uma alternativa para substituição da sacola plástica. Essa é a maior questão.

Já a secretária estadual de Ambiente, Marilene Ramos, afirma ser contra a prorrogação.

— Queremos estimular um consumo consciente e diminuir a circulação de sacolas plásticas.

O projeto de lei aprovado ano passado só tem pontos positivos para a sociedade.

Fonte – Júlia Motta, O Globo – Rio de Janeiro/RJ de 28 de junho de 2010

A quem serve o deputado estadual do Rio de Janeiro Paulo Ramos? Com certeza não aos seus eleitores, pois se assim o fosse, não teria entrado com o projeto de lei nº 2829/2009, que defende os interesses das petroquímicas, ao não  aceitar sacolas biodegradáveis, oxibiodegradáveis, ou qualquer tecnologia que diminuia o lucro de quem ele defende. Você pode ler abaixo o projeto de lei ou no próprio site da Alerj.  http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/scpro0711.nsf/012cfef1f272c0ec832566ec0018d831/da4bc9c92b7f8ba0832576900072ac60?OpenDocument

Lá ele propõe que aumentemos a espessura das sacolas plásticas e não eliminemos. Com isso, quem ganha? Resposta simples, os fabricantes. Em janeiro do ano que vem, quando o Rio de Janeiro for contar seus mortos nas chuvas fortes de verão, ninguém irá se lembrar deste senhor que poderia ficar quieto e deixar esta lei entrar agora e não deixar as sacolas que foram descartadas incorretamente entupir centenas de bueiros no estado. Indiretamente, ele está condenando muitos a perdas em seu patrimônio e muitas vezes a perdas de vida.

Precisamos que o interesse de alguns não suplante o interesse da coletividade, da população, mesmo que estes alguns tenham um poder econômico muito grande. Cabe a nós fazermos a escolha, deixamos a lei passar ou condenamos muitos a perdas irreparáveis?

Sacolas estas totalmente dispensáveis, porque uma sacola retornável pode ser utilizada por anos e anos e em cada uma delas cabe o que precisaria de 5 sacos plásticos de uso único para acondicionar as mercadorias. Sacolas retornáveis são grandes, são confortáveis, acondicionam muitos produtos, a alça não corta os dedos … enfim, só tem vantagens. Quando dizemos sacolas retornáveis pode ser carrinho de feira, caixa plástica, mochila ou o que quiser, desde que seja usado por anos e não por um breve momento, que é o caso das sacolas plásticas de uso único, estas tranqueiras que jamais deveriam ter sido inventadas..

Rio de Janeiro, acorde antes que seja tarde, ainda temos tempo para mudar isso. A única solução para a sacola de uso único é acabar com a mesma. Por ano emporcalhamos o país com mais de 20 bilhões de sacolas que demoram 1 segundo para serem produzidas, são utilizadas por meia hora e depois ficam de herança maldita para os seres do amanhã, aqueles que nascerão em 500 anos.

Vamos limpar o Brasil, vamos acabar com as sacolas plásticas de uso único, já!

 

PROJETO DE LEI Nº 2829/2009 – PROÍBE A DISPONIBILIZAÇÃO DE SACOLAS PLÁSTICAS POR SUPERMERCADOS E OUTRAS CASA DE COMÉRCIO FORA DOS PADRÕES ESTABELECIDOS PELA NORMA Nº 14.937 DA ABNT OU PELA NORMA Nº 15.448-2.

Autor(es): Deputado PAULO RAMOS

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

RESOLVE:

Art. 1°. Fica proibida, em todo o Estado do Rio de Janeiro, a disponibilização de sacolas feitas de plástico convencional em supermercados e outras casas de comércio do mesmo gênero, com mais de 4 caixas registradoras, fora das especificações estabelecidas pela norma n° 14.937 da ABNT.

Parágrafo único. Além das especificações contidas na norma referida no “caput”, as sacolas plásticas deverão possuir a espessura mínima de 0,027 milímetros e indicar, em quilogramas, a respectiva capacidade de carga.

Art. 2°. Fica proibida, em todo Estado do Rio de Janeiro, a disponibilização de sacolas feitas de plástico biodegradável em supermercados e outras casas de comércio do mesmo gênero, com mais de 4 caixas registradoras, fora das especificações estabelecidas pela norma n° 15.448-2 da ABNT.

Art. 3°. Os estabelecimentos terão um prazo de 180 dias, contados da publicação desta Lei, para se adequar aos seus dispositivos.

Parágrafo único. A inobservância de qualquer uma das normas indicadas nesta Lei acarretará ao infrator as sanções previstas, no que couber, na Lei federal n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor, além de sanções que vierem a ser estabelecidas em regulamento próprio.

Art. 4º. O Poder Executivo editará os atos necessários para regulamentação desta Lei.

Art.5º. Fica revogada a Lei nº 5.502, de 15 de julho de 2009.

Art. 6º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 21 de dezembro de 2009

Deputado PAULO RAMOS

JUSTIFICATIVA

As sacolas plásticas de supermercado têm sido cada vez mais utilizadas. Dados da Plastivida (2007) indicam que as sacolas plásticas são preferidas por 71% da população e 100% as reutilizam como saco de lixo.
As características de praticidade, leveza, higiene e economicidade, fundamentam a preferência da população.

100% até podem utilizar as sacolas plásticas de uso único como sacos de lixo, mas nao usam 100% delas para sacos de lixo. Levando em conta que cada consumidor usa mil sacolas por ano e usa uma sacola, no máximo, por dia para acondicionar lixo, o resto vai para o lixo dentro de outras sacolas plásticas de uso único.

Ocorre que, nos últimos anos, muitos fabricantes de sacolas, pressionados pela busca de redução de custos para os seus clientes, buscaram reduzir a espessura das sacolas. Em muitos casos foram além do possível e colocaram no mercado sacolas de baixa confiabilidade, que acabavam rasgando. Isso provocou uma mudança dos hábitos no consumidor, que passou a utilizar mais de uma sacola para embalar suas compras. Criando o efeito da sobre-embalagem. Esse uso exagerado aumentou a presença das sacolas nos resíduos sólidos urbanos.

Este projeto de lei tem como objetivo reorganizar o mercado de sacolas plásticas, resgatando a confiança ao consumidor e com isso reduzindo o número de sacolas utilizadas através do uso responsável das mesmas. A produção de sacolas dentro da norma ABNT 14.937 (2005) “Sacolas plásticas tipo camiseta – Requisitos e métodos de ensaio” promoverá a Redução, primeiro R dos 3 Rs associados à gestão adequada de resíduos (Reduzir, Reutilizar, Reciclar). A produção dentro da norma também facilitará o Reuso, uma vez que é reforçada sua resistência. Isso promoverá a melhoria das condições do meio ambiente.

A Plastivida (Instituto Socioambiental dos Plásticos) e o INP (Instituto Nacional do Plástico), em pareceria com a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) e ABIEF (Associação Brasileira de Indústrias de embalagens Plásticas Flexíveis), vêm conduzindo o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas desde 2007. Esse programa voluntário vem obtendo resultados expressivos. Nos supermercados que já aderiram, a redução do consumo chegou a 35%. A base desse programa é a produção das sacolas dentro da norma e a educação ambiental das pessoas que trabalham nos supermercados e dos consumidores. O SINDIECO (Sindicato das Empresas Despoluidoras do Ambiente e Gestoras de Resíduos do Estado do Rio de Janeiro) vem contribuindo em campanhas de educação ambiental junto a sociedade, comunicamos que as sacolas plásticas recicláveis sem aditivo químico, são matérias primas para as empresas recicladoras e as oxi-degradáveis inviabilizam a reciclagem porque o resultado final do plástico reciclado possui em sua composição o aditivo químico e o produto final também se degradará comprometendo a qualidade dos produtos reciclados provenientes do plástico pós-consumo. O que gera a poluição, é a falta de uma política de destinação correta dos resíduos sólidos contemplando a implantação de coleta seletiva em todo o estado do Rio de Janeiro e o comprometimento dos gestores públicos em destinar os recicláveis para as cooperativas ou empresas de reciclagem contribuindo de fato com uma alternativa ambientalmente correta para a geração de empregos e renda, diminuindo os impactos ambientais nos aterros e a preservação dos recursos naturais.

Nooossa, em 2009 a redução não chegava a 7% e a plastimorte já falava em 35%. Ô bando de mentirosos descarados.

Mentirosos. Sacolas plásticas oxibiodegradáveis podem e devem ser recicladas junto com o plástico convencional.

Outro problema que esta lei endereça é a introdução de aditivos, chamados oxi-degradáveis. Não está demonstrado que o uso desses aditivos provoca a biodegradação. Pelo contrário, há estudos que demonstram que o aditivo provoca apenas a fragmentação do material (Fraunhofer, 2009). Isso irá dificultar a implementação do 3º R, a reciclagem. O uso desses aditivos é muito controverso (ITAL, Secretaria de Agricultura e Abastecimento, 2007) e, portanto deve ser evitado enquanto testes oficiais de organizações públicas não garantam a capacidade real de provocar a biodegradação de filmes plásticos. Isso será garantido através da aplicação de testes de acordo com a norma ABNT 15.448-2 (2008), “Embalagens plásticas degradáveis e/ou de fontes renováveis – Parte 2: Biodegradação e compostagem – Requisitos e métodos de ensaio”.

Mentirosos, mentirosos, mentirosos. Existem dezenas de testes independentes – isto é, não pagos pelos interesses da petromáfia – de renomadas instituições de pesquisa, internacionais e nacionais, todos eles comprovando a eficiência e segurança deste aditivo. Quanto aos testes pagos pela petromáfia, estes não vimos até hoje.

Espero, pelo exposto, contando com a anuência de meus pares, aprovar o presente projeto de lei.

Caro leitor, veja que o deputado só usa os dados da máfia do plástico para justificar a lei, uma lei que defende os interesses dessa corporação do mal, que pouco se importa se está destruindo o planeta, desde que obtenha lucro máximo, o famoso capitalismo selvagem.

Greenwashing – Plástico, agora é ecológico …

Ontem ao andar pelas dependências do supermercado, em busca de café, pão e outras coisas do cotidiano voltei a ver diversos badulaques de plásticos com o adesivo do ursinho panda da wwf.

Nunca vão me convencer que comprar plástico é ecológico. É sim um grande negócio:

A empresa que fabrica plástico, doa parte do valor para a ONG e fica de bem com a sociedade.

A ONG arrecada muito dinheiro e empresta seu nome para empresa

A população, que adora plástico, mas sabe que não é ecológico, compra o plástico achando que está ajudando o meio ambiente e vai tranquila para casa.

Ninguém vai me convencer que uma taça dessas ai acima é mais ecológica do que uma taça de vidro.

Fonte e fotos – Blog Ciência Alternativa

Seminário GVcev – Gestão de resíduos e pós-consumo no varejo

Seminário GVcev Gestão de Resíduos e Pós-Consumo no Varejo

Data – 10 de junho de 2010

Horário - 08:30 às 13:00 hs

Local - FGV-EAESP

Sala – Salão Nobre

Como chegar - Rua Itapeva, 432 ou Av. 09 de Julho, 2029, São Paulo – SP 

O varejo gera grande quantidade de resíduos em suas operações, além de contribuir na distribuição de produtos e embalagens que acabam tendo como destino final aterros e lixões.

Conheça os desafios e oportunidades para aumentar a competitividade de sua empresa e reduzir a quantidade de resíduos gerados.

Público alvo – diretores, gerentes e profissionais do varejo, seus fornecedores e demais interessados.

Coordenadores – Roberta Cardoso (FGV-EAESP) e Luiz Macedo (FGV-EAESP)

Clique aqui para fazer sua inscrição.

Brasileiro está produzindo mais lixo

 Maciej Dakowicz

A quantidade de lixo produzida pelos brasileiros está cada vez mais próxima dos descartes dos europeus, segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

A média de geração de lixo no Brasil atualmente é de 1,152 kg por habitante por dia, padrão próximo aos dos países da União Europeia, cuja média é de 1,2 kg por habitante por dia, segundo o jornal O Estado de S.Paulo.

Nas principais capitais, o volume cresce ainda mais. A primeira colocada é Brasília, com com 1,698 kg de resíduos por habitante por dia, seguida do Rio de Janeiro, com 1,617 kg, e São Paulo, com 1,259 kg.

O volume de lixo cresceu 7,7% em 2009. A pesquisa mostra que a melhoria do poder de compra dos brasileiros faz com que a população gere cada vez mais lixo inorgânico, como embalagens descartáveis, enquanto a implantação de programas de coleta seletiva e os níveis de reciclagem não crescem na mesma medida.

Fonte – Correio do Brasil de 26 de maio de 2010

Enquanto isso a taxa de reciclagem no país é de 0,8%, só 7% das cidades tem coleta seletiva munipal, só 13% das cidades tem aterro sanitário ou controlado e o resto das 5.500 só pode contar com lixões a céu aberto, geramos diariamente no país mais de 150 mil toneladas de resíduos … as estatísticas estão aí, só não vê quem não quer ver para não ser obrigado mudar seus hábitos consumistas.

De 50 a 55% do resíduo gerado é orgânico e deve ser separado para compostagem e se transformar no adubo ideal para a agricultura. De 40 a 45% do lixo gerado é composto de materiais recicláveis que deve ser separado na fonte para voltar ao ciclo produtivo, diminuindo assim o uso de recursos naturais que devem ser poupados para as futuras gerações. Somente 5% de todo o resíduo diariamente é rejeito, isto é, que não pode ser reciclado ou compostado.

Diante dos dados acima, vemos que a única coisa que está faltando para resolver definitivamente o enorme problema com o lixo em que nós mesmos nos metemos é a separação na fonte, o único lugar em que faz sentido reciclar, pois o lixo pode ser separado, vai chegar limpo na mão do reciclador, não estará contaminado e por último e mais importante, a separação total de reciclável, compostável e rejeito aumentará a vida útil dos aterros, lixões em até 95%, ou seja, se fôssemos utilizar durante 100 anos um aterro, esse tempo praticamente dobraria.

Além de ser totalmente ilógico você enterrar lixo, pois estará enterrando adubo orgânico e materiais que voltariam ao ciclo produtivo, isto é, um liquidificador reciclado irá se transformar em outro equipamento, sem ter que impactar o ambiente procurando por recursos naturais que seriam necessários para fabricar este outro equipamento.

Ao pesquisarmos uma foto para ilustrar o artigo, encontramos esta sequência muito boa que mostra que a preguiça para reciclar na fonte gera um enorme problema ambiental e social demontrado no link a seguir http://www.flickr.com/photos/maciejdakowicz/sets/386746/show/

O lixo nosso de cada dia

Pesquisadora pesa e analisa resíduos produzidos em uma semana por quatro famílias paulistanas

Poder aquisitivo – Em países ricos, a concentração de resíduos inorgânicos é maior do que a de orgânicos, pelo maior consumo de alimento embalado

Lixo per capita – 1 kg de lixo por habitante por dia é a média do brasileiro. Entre os americanos, esse volume é de 2,25 kg. Em São Paulo, é de 1,5 kg

São Paulo – 10% do lixo produzido por dia no Brasil é gerado na capital paulistana, o equivalente a 17 mil toneladas diárias de resíduos

Reciclagem – 21% apenas do plástico produzido no Brasil é reciclado. Porém, o material representa 22% do total coletado

Prejuízos – R$ 8 bi por ano é o que o País poderia lucrar com a reciclagem. Hoje, a coleta seletiva rende de R$ 1,4 bi a R$ 3,3 bi

Total – 8,14 total de lixo de 6 a 13 de maio

Hábitos – “As pessoas têm rotinas corridas e preferem consumir alimentos prontos.” Ivone Silva, Pesquisadora da UNIFESP

O material de trabalho da geóloga Ivone Silva, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é o que o resto das pessoas descarta. Munida de avental, luvas deborracha e uma balança de supermercado, ela gosta de sair a campo para analisar o lixo produzido nas cidades. Entre 2008 e 2009, Ivone separou e pesou 250 quilos de resíduos por dia. Contou apenas com o apoio de dois bolsistas e
de dois funcionários da prefeitura para fazer um raio X do lixo em Diadema, no ABC.

A pedido do Estado, Ivone e os universitários Carolina Theóphilo e Paul Fooster repetiram a experiência num universo muito menor. Analisaram o lixo inorgânico produzido durante uma semana em quatro apartamentos, com dois a cinco moradores, de um prédio na região da Consolação, em São Paulo. O resíduo orgânico, que no País responde por cerca de 50% do lixo doméstico, foi descartado para facilitar a estocagem.

O objetivo da iniciativa foi mostrar às pessoas o quanto elas produzem de resíduos. “Nunca tinha parado para refletir sobre isso”, diz Márcia Marino, de 50 anos. Márcia, o marido e os filhos, adultos jovens, foram os campeões na produção de lixo, com 3,58 quilos – total que inclui 20 garrafas PET de refrigerante. Ou seja, em um ano a família produziria pouco mais de 170 quilos – ou o dobro disso, considerando
o lixo orgânico. “Vou tentar produtos com embalagens diferentes, como vidro. Aqui em casa a gente manda para reciclagem, então esse lixo não está sendo jogado no ambiente.”

Ivone também analisou os itens que mais pesaram no volume de lixo produzido pelas famílias. Os vilões foram o papelão e o plástico duro ou PET. “São itens geralmente mais pesados”, explica.

A professora da Unifesp lembra que há diferenças gritantes de consumo em áreas pobres ou ricas, mas vê uma tendência clara da população em favor de alimentos prontos, embalados, em porções cada vez menores. “As pessoas têm rotinas corridas e preferem comprar o alho já picado, molho de tomate pronto. Até a água de coco vem em embalagem longa-vida”, afirma Ivone. “As embalagens representam
um avanço tecnológico para conservar alimentos, mas depois o consumidor não sabe o que fazer com elas.”

A experiência teve um adendo: analisar os resíduos secos produzidos pelos serviços de delivery de fast food. Os moradores de um dos apartamentos, pai, mãe, filho de 10 anos e empregada doméstica, concordaram em pedir durante quatro noites refeições das redes Habib’s, China in Box, McDonald’s e Pizza Hut. Os resíduos foram pesados e separados por material. “O pedido de pizza fica em primeiro
lugar, porque o papelão pesa mais, mas o lixo dos outros pedidos também foi relevante pelo grande número de unidades de embalagens”, analisou Ivone.

A Pizza Hut afirmou que as embalagens do delivery são recicláveis. “Nos últimos dois anos, a empresa investiu em novas tecnologias. Reduzimos em mais de 20% o material utilizado.”

O McDonald’s liderou em volume e em número de embalagens. A empresa afirma que tem um compromisso com o ambiente e adota condutas como o princípio dos três R’s: reduzir, reutilizar e reciclar. “Essa política norteia a logística de distribuição e a operação dos restaurantes.”

O Habib’s alegou que suas embalagens incentivam o cliente a reciclar. “Além disso, a rede sempre procura definir embalagens de materiais recicláveis, reduzindo sua variedade e tamanho.”

O China in Box afirmou que a embalagem de seu box padrão usa papel cartão certificado. “A empresa também está prestes a implantar o uso de sacolas biodegradáveis, possivelmente ainda no segundo semestre de 2010.”

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APTO 21 – 3,58 kg – Pai, mãe e dois filhos
Total: 3,58kg
papel+papelão: 29,6%
tetrapak: 5,5%
vidro: 4,4%
latas de alumínio: 1,6%
latas de metal ferroso: 5%
isopor: 3,3%
plástico mole: 6%
plástico duro + PET: 41%

MATERIAL
20 GARRAFAS PET DE REFRIGERANTE, GARRAFA DE DETERGENTE, POTE DE FERMENTO, POTE DE MOLHO INGLÊS, 2 COPOS DE PLÁSTICO DE REQUEIJÃO, POTE DE SORVETE, GARRAFA DE PLÁSTICO DE LEITE, 5 CAIXAS TETRAPAK DE LEITE, 1 CAIXA TETRAPAK DE ÁGUA DE COCO, 2 MAÇOS DE CIGARRO, EMBALAGEM DE PAPELÃO DOS CORREIOS, 3 REVISTAS, MATERIAL PUBLICITÁRIO, COMPROVANTES bANCÁRIOS, CAIXAS DE OVO, CAIXA DE GELATINA, CAIXA DE CHOCOLATE, CAIXA DE SABÃO EM PÓ, 2 LATAS DE ALUMÍNIO DE REFRIGERANTE, 5 LATAS (SARDINHA, LEITE CONDENSADO, MILHO VERDE), EMBALAGEM DE ALUMÍNIO DE DESODORANTE, VIDRO DE REQUEIJÃO, CAIXAS DE ISOPOR, SACOLINHAS PLÁSTICAS, SACO DE ARROZ, SACOS DE SALGADINHO, SACO DE FARINHA, SAQUINHO DE QUEIJO RALADO, SACO DE BATATA PALHA, PACOTE DE MIOJO, PACOTE DE BIS E SAQUINHO DE GUARDANAPO

“Não tinha ideia do quanto produzo de lixo. Vou procurar reduzir.” Márcia Marino, dona de casa, 50 anos

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APTO 22 – 2,36 kg – República com 5 universitários
Total: 2,36 kg
papel + papelão: 17,7%
tetrapak: 11%
plástico mole: 11,8%
plástico duro + PET: 31,3%
latas de alumínio: 5%
latas de material ferroso: 3,3%
vidro: 19,5%

MATERIAL
8 GARRAFAS PET, POTE DE DANONE, POTE DE SORVETE, POTE DE IOGURTE, POTE DE TEMPERO, 2 GARRAFAS DE VIDRO DE CERVEJA, LATAS DE ALUMÍNIO DE CERVEJA, LATAS DE REFRIGERANTE, LATAS DE MILHO, CAIXA TETRAPAK DE SUCO E LEITE, EMBALAGEM DE PAPELÃO PARA PIZZA, McDONALD’S, EMBALAGEM DE COOKIES, MAÇOS DE CIGARRO, COMPROVANTES BANCÁRIOS E PAPEL DE CADERNO

“As empresas deveriam investir na produção de embalagens diferentes.” Júlio G., publicitário de 30 anos

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APTO 31 – 0,90 kg – Mãe e filho
Total: 0,90kg
papel + papelão: 43,3%
plástico mole: 12,2%
plástico duro + PET: 35,5%
isopor: 3,3%
tetrapak: 4,4%
embalagens contendo alumínio: 1,1%
restos de madeira: 1,1%

MATERIAL
EMBALAGENS DE SABÃO EM PÓ, CHOCOLATE, BOBINA DO ROLO DE PAPEL HIGIÊNICO, CAIXA DE REMÉDIO, JORNAL, COMPROVANTES BANCÁRIOS, ISOPOR, GARRAFA DE AMACIANTE, GARRAFA DE REFRIGERANTE, CAIXA DE SUCO, EMBALAGEM DE ARROZ, BISNAGAS, PÃO E SACOLINHAS

“Meu filho fica fora de casa o tempo todo e acabamos consumindo pouco.” Marina Ruocco, pedagoga de 52 anos

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APTO 32 – 1,30 kg – Pai, mãe, filho e doméstica
Total: 1,30kg
papel + papelão: 46,1%
plástico mole: 24,6%
plástico duro + PET: 16,9%
isopor: 4,6%
tetrapak: 7,7%

MATERIAL
ISOPOR, 3 GARRAFAS PET, 2 POTES DE TEMPERO, 6 POTES DE DANONINHO, MARGARINA, EMBALAGEM DE PAPELÃO DE CONGELADOS, CAIXAS DE OVOS, BOBINA DE ROLOS DE PAPEL HIGIÊNICO, EMBALAGEM DE PAPELÃO DE BATATA FRITA FAST FOOD, COPO DE PAPELÃO DE FAST FOOD, SACOLA DE PAPELÃO, PAPEL DE CADERNO, EMBALAGEM DE PAPELÃO DE SEDEX, EMBALAGEM DE PAPELÃO DE DOCE, EMBALAGEM DE CAFÉ, EMBALAGENS DE REMÉDIO, PANFLETOS PUBLICITÁRIOS, 3 CAIXAS DE LEITE E UMA CAIXA TETRAPAK DE ERVILHA, SACOLINHAS DE PLÁSTICO, SACO DE ARROZ, SAQUINHOS DE DOCE E
SALGADINHOS, PACOTE DE MIOJO, PACOTE DE CHOCOLATE, EMBALAGEM PLÁSTICA DE PAPEL HIGIÊNICO E SACO DE LENTILHA

“Sempre tento comprar produtos que geram menos lixo e evito as sacolinhas.” Paula Ruocco, empresária de 25 anos

O TESTE DO FAST FOOD – 1,52 KG

A mesa do delivery

Pizza Hut:
total: 580 g
papelão: 86,2%
papel: 1,7%
plástico duro +
PET: 10,3%
plástico mole: 1,7%

Mc Donald’s:
total: 370 g
papel+papelão: 81%
plástico duro
(copos): 16,2%
plástico mole: 2,7%

Habib’s:
total: 300 g
papelão: 73,3%
papel: 6,6%
plástico duro+
PET: 20%

China in Box:
total: 270 g
papel+papelão: 59,2%
plástico duro +
PET: 22,2%
plástico mole: 7,4%
madeira: 7,4%
embalagens de
alumínio: 3,7%

Fonte – Fernanda Fava e Karina Ninni Especial para O Estado de 19 de maio de 2010

 

Cruzeiros deixam rastro de lixo na costa brasileira

 
Há cerca de 15 anos os navios estrangeiros desfrutam de liberdade para explorar a navegação de cabotagem na costa brasileira.
 
E, pelo que relatam alguns passageiros, os cruzeiros marítimos ainda não amadureceram o suficiente para desenvolverem o turismo sustentável. Em determinado momento, os armadores – donos de todos os navios que faturam alto na temporada de novembro a abril, principalmente entre Rio de Janeiro e São Paulo – se queixaram da falta de cultura dos brasileiros. Denunciaram sinais de depredação das sofisticadas instalações de seus transatlânticos. No entanto, a contrapartida inexiste. Navios que cortam os mares brasileiros trazem, em sua tripulação, profissionais de capacidade duvidosa – pelo menos é o que fica no ar quando se registram mortes e até problemas sérios de saúde a bordo dos cruzeiros.
 
Pior: passageiros trazem ao conhecimento da Conapub um crime ecológico que contradiz a propaganda enganosa da sustentabilidade dessa atividade turística – citada por tratados e convenções internacionais.
 
Recentemente um navio da MSC ofereceu a uma turista – que se colocou a contemplar as águas de Angra dos Reis à noite – uma cena nada condizente com a pompa e retórica das empresas que vendem esses passeios.
 
Um rastro de lixo, onde se misturavam embalagens plásticas e esgoto, imagem digna dos piores dias do Rio Tietê.
A questão é: quem responde por isso? Quem reclama da suposta depredação de seus navios extremamente lucrativos – o que não diminui o lamento diante das citadas depredações – pode se dar o direito de poluir o mar?
Com a palavra a Abremar.

Fonte – CONAPUB de 22 de abril de 2010

Foto - Miguelángel

Cientistas alertam para sopa de lixo plástico nos oceanos

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Pesquisadores alertam sobre uma nova praga no oceano: um redemoinho de fragmentos de plástico semelhantes a confetes se estende por milhares de quilômetros quadrados numa extensão remota do oceano Atlântico. O lixo flutuante – difícil de ser visto da superfície e reunido por um turbilhão de correntes – foi documentado por dois grupos de cientistas que navegavam entre a paradisíaca Bermuda e as ilhas portuguesas dos Açores no meio do Atlântico.

Os estudos descrevem uma sopa de micropartículas semelhante à chamada Grande Mancha de Lixo do Pacífico, um fenômeno descoberto há uma década entre o Havaí e a Califórnia. Segundo os pesquisadores, é provável que esse fenômeno exista em outros lugares do globo.

“Descobrimos o grande depósito de lixo do Atlântico”, disse Anna Cummins, que coletou amostras de plástico enquanto navegava pela região em fevereiro. Os detritos são prejudiciais aos peixes, mamíferos marinhos – e, no topo da cadeia alimentar, potencialmente aos humanos -, mesmo com a maior parte do plástico tendo se fragmentado em pedaços pequeninos, quase invisíveis.

Como não há nenhuma forma realista de limpar os oceanos, conservacionistas dizem que é essencial impedir mais acúmulo de plástico através da conscientização e, sempre que possível, desafiar a cultura do lixo, que utiliza materiais não-biodegradáveis em produtos descartáveis. “Nosso trabalho agora é conscientizar as pessoas de que a poluição de plástico nos oceanos é um problema global – infelizmente, ele não se limita a apenas uma mancha”, Cummins disse.

As equipes de pesquisa apresentaram suas descobertas em fevereiro no Encontro de Ciências Oceânicas de 2010, em Portland, Oregon. Embora cientistas relatem a presença de plástico em partes do oceano Atlântico desde os anos 1970, os pesquisadores dizem que conquistaram avanços importantes no mapeamento da extensão da poluição.

Cummins e seu marido, Marcus Eriksen, de Santa Monica, Califórnia, velejaram pelo Atlântico para seu projeto de pesquisa. Eles planejam estudos similares no sul do Atlântico em novembro e no sul do Pacífico na próxima primavera.

Na viagem de Bermuda a Açores, eles cruzaram o mar de Sargaços, uma área delimitada por correntes oceânicas, inclusive a corrente do Golfo. Eles coletaram amostras a cada 160 quilômetros, com uma interrupção causada por uma grande tempestade. Cada vez que eles puxavam a rede de pesca, ela vinha cheia de plástico.

Um estudo separado de alunos de graduação da Associação de Educação Marinha, em Woods Hole, Massachusetts, coletou mais de seis mil amostras em viagens entre o Canadá e o Caribe ao longo de duas décadas. A pesquisadora principal, Kara Lavendar Law, disse que eles encontraram as maiores concentrações de plástico entre 22 e 38 graus de latitude norte, uma mancha de lixo que se alonga numa extensão que se aproxima à distância entre Cuba e Washington.

Longas trilhas de algas, misturadas a garrafas, caixas de madeira e outros detritos se encontram à deriva nas águas calmas da área, conhecida como Zona de Convergência Subtropical do Atlântico Norte. A equipe de Cummins até mesmo coletou um peixe-porco ainda com vida, preso dentro de um balde de plástico.

Mas o lixo mais preocupante é quase invisível: incontáveis pedaços pontudos de plástico, muitas vezes menores do que borrachas de lápis, suspensos perto da superfície no azul profundo do Atlântico. “É chocante ver em primeira mão¿, Cummins disse. “Nada se compara a estar lá em pessoa. Conseguimos deixar nosso rastro realmente em todos os lugares.”

Mais dados ainda são necessários para avaliar as dimensões da mancha de lixo do Atlântico Norte. Charles Moore, pesquisador oceânico que descobriu a mancha de lixo do Pacífico em 1997, disse que o Atlântico inquestionavelmente tem quantidades similares de plástico. A costa leste dos Estados Unidos possui mais gente e mais rios que despejam lixo no mar. Mas como há mais tempestades no Atlântico, os detritos por lá têm maior probabilidade de se dispersar, disse.

A despeito da diferença entre as duas regiões, plásticos são devastadores para o meio ambiente em todo o mundo, disse Moore, cuja Fundação de Pesquisa Marinha Algalita, com sede em Long Beach, Califórnia, esteve entre os patrocinadores de Cummins e Eriksen.

“A pegada de plástico da humanidade é provavelmente mais perigosa que a pegada de carbono”, ele disse. Plásticos se enroscam em pássaros e acabam na barriga de peixes: um estudo citado pela Administração Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA (NOAA na sigla em inglês) diz que até 100 mil mamíferos marinhos podem ter mortes relacionadas ao lixo a cada ano. Os pedaços de plástico, que os peixes não conseguem distinguir do plâncton, são perigosos em parte por absorverem substâncias químicas prejudiciais, que também circulam pelo oceano, disse Jacqueline Savitz, cientista marinha do Oceana, um grupo de conservação oceânica com sede em Washington.

Até 80% dos detritos marinhos provêm da terra firme, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. O governo americano teme que a poluição possa prejudicar seus interesses vitais. “Esse plástico tem o potencial de impactar nossos recursos e nossa economia”, disse Lisa DiPinto, diretora do programa de detritos marinhos da NOAA. “É ótimo conscientizar o público de que o plástico que usamos em terra pode acabar no oceano.”

DiPinto disse que a agência federal está patrocinando uma nova viagem da Associação de Educação Marinha este verão americano, para medir a poluição de plástico no sudeste de Bermuda. A NOAA também está envolvida na pesquisa sobre a mancha do Pacífico.

“Infelizmente, os plásticos que usamos não são eliminados de maneira cuidadosa”, Savitz disse. “Precisamos usar menos plástico e, se formos usá-lo, temos que assegurar que o descartaremos de maneira correta.”

Fonte – Portal Terra de 18 de abril de 2010

Foto – Portal Terra

Sacola plástica, o filme!

Acabamos de assistir este filme e tivemos que compartilhar com você.

É uma história que nós gostaríamos de ter filmado, porque diz exatamente tudo sobre a vida de uma sacola plástica de uso único fabricada com plástico convencional eterno, aquele que fica mais de cinco séculos poluindo o planeta.

Durante este filme, nenhuma sacola foi destruída, até porque elas são indestrutíveis.

Use sempre sacola retornável fabricada com qualquer material, desde que seja retornável - se for de plástico, deve ser fabricada com plástico com ciclo de vida útil controlado, e que para ser considerada retornável tem que ter no mínimo 100 micras por parede -, ajude-nos a banir o plástico eterno da face da terra, que está plastificando completamente este planeta.

Quanto aos outros plásticos, use sempre plástico com ciclo de vida útil controlado, isto é, plástico oxi-biodegradável.

Assim que possível, postaremos a versão legendada, mas o ingles do narrador está muito fácil de entender, portanto, assista já.

O Lixo não desce redondo!!!

E o Rio de Janeiro sucumbiu a mais uma tempestade! E mais uma vez a natureza, pobre coitada, é a culpada! Moramos em um país tropical, e o conhecimento sobre as chuvas no fim do verão não está restrito ao círculo dos técnicos da meteorologia, até o poeta cantou: “são as águas de março fechando o verão…”.

É preciso desmacarar a falsa representação da realidade que serve a determinados interesses!

Não é  possível que em um mundo repleto de ameaças ambientais que desafiam a tecnologia e a ciência, como a extinção de várias espécies, o aquecimento global ou o buraco na camada de ozônio, ainda não tenhamos resolvido o problema do saneamento básico em suas três dimensões; a coleta e tratamento dos esgotos sanitários a gestão das águas pluviais e a gestão dos resíduos sólidos.

Antes da chuva cair muito trabalho de casa estava por fazer. Enquanto os políticos desperdiçam verbas com propagandas pra se autopromover o Rio, cidade maravilhosa, vai ficando cada dia mais decadente. No domingo passado o jornalista Elio Gaspari denunciou:“O prefeito Eduardo Paes pediu R$ 270 milhões ao governo federal para acabar com o alagamento da Praça da Bandeira. Faria melhor destinando à prevenção de enchentes os R$ 120 milhões que separou para gastar em publicidade. Depois, pediria ao governador Sérgio Cabral que lhe desse R$ 150 milhões do ervanário de R$ 180 milhões que pretende encharcar em propaganda. Secaria a praça e sobrariam R$ 30 milhões”. O dinheiro existe, a questão é a prioridade na destinação das verbas. Acidentes pressupõem que a ocorrência seja inevitável ou imprevisível e os problemas estruturais da cidade só viram o foco depois das tragédias e aí fica claro como os discursos das autoridades não passam de jogo de linguagem que encobrem a ausência de macroestratégias para tratar estas questões.

Nas encostas onde é proibido construir, as moradias se equilibram, nas várzeas onde a cheia é certa, os construções desafiam a natureza e enquanto isso tem muito político querendo flexibilizar a legislação ambiental que se observada e cumprida impediria que muitas desgraças acontecessem. Mas a tentação em ceder aos poderosos da construção civil faz com que a miopia de certos governantes enxerguem nas áreas verdes e não construídas um oásis para encher o bolso de dinheiro, desprezando a certeza de que quanto mais pavimentamos as cidades, mais contribuímos para uma drenagem deficiente aumentando o risco de enchentes.

Por outro lado a sociedade está cada vez mais apática e delega todas as suas responsabilidades. Não é apenas dos políticos a responsabilidade de cuidar da cidade. A cidade mais limpa é aquela que mais se limpa ou aquela em que os cidadãos a sujam menos? Com a discussão sobre a tragédia das chuvas um velho tema veio à tona: o lixo nosso de cada dia. Ele vai parar em todos os lugares, menos no lugar certo que é o aterro sanitário. Ele vai parar nos rios, nas calçadas, nos lixões, no mar e na areia da praia. Aqui são três problemas: o banhista que larga o lixo na areia, os fabricantes de sucos e refrigerantes, que pra melhorar sua logísitica abandonaram as embalagens retornáveis e não deram uma solução para as embalagens plásticas os espécimes mais avistados faça sol ou chuva e ainda os panfletos publicitários distribuídos.

São aqueles papéis recheados de tintas que muitos nem lêem e que acabam se somando ao lixo abandonado no fim de um dia de praia. Culpa de quem? Dos banhistas? Dos panfleteiros? Das agências? Impossível não responabilizar os patrocinadores … responsabilidade solidária. No final ninguém sabe quem distribuiu ou criou a campanha, mas o patrocinador, aquele que gasta milhões promovendo sua marca, acaba “ficando mal na foto” associando sua marca ao lixo que emporcalha as praias. Por que não usar faixas pra fazer a propaganda? Por que não investir em campanhas de educação para demostrar o perigo que o lixo representa para a cidade e seus cidadãos? E é para que eles mudem sua estratégia de marketing respeitando a natureza e o espaço público que eu faço este texto e pergunto. Gostou da foto? Tanta verba gasta pra morrer na praia?

Fonte – Márcia Pimenta, Envolverde

Rio de Janeiro ganha lei que bane sacolas plásticas

Sacolas descartáveis voltaram ao centro das discussões. No Rio entra em vigor em julho lei que restringe seu uso e estabelece que redes de supermercados ofereçam descontos e alternativas aos consumidores, que ainda resistem à mudança.

O Rio é o primeiro Estado do País a ter uma lei para controlar o consumo excessivo de sacolas plásticas. Em 15 de julho, entra em vigor a Lei nº 5.502, que regulamenta o uso das sacolas nos supermercados dos 92 municípios cariocas. Ainda não é o banimento total, como fizeram outros países, onde cada consumidor leva sua própria embalagem para carregar produtos e alimentos.

Para reforçar a luta pela redução no consumo de sacolas, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, distribuiu ontem três mil sacos retornáveis a quem passava pela Praia de Ipanema. “O meio ambiente não aguenta. Ano passado conseguimos reduzir 600 milhões de sacolas plásticas. A meta pra esse ano é de 1,5 bilhão”, afirmou o ministro.

Olha o minc aí fazendo propaganda política para se eleger sabemos lá o que ele quer ser. Não quis banir as sacolas plásticas de uso único enquanto era ministro e no último minuto da última hora do último dia de ministro vem fazer obaoba para aparecer na mídia.

Queremos dados concretos e provas de que diminuíram 600 milhões de sacolas, o que é um nada visto que o consumo delas passa de 20 bilhões anualmente. E não nos venha ele dizer em 1,5 bilhão, pois mesmo assim não seria nada, se ele se referir ao programa da máfia do plástico que aumentou em 30%  a espessura da sacola, então mesmo que diminuíssem 30% do consumo de sacolas anualmente, a soma ainda seria zero, pois as sacolas estão com 30% mais plástico em sua composição.

Minc, uma vaia para sua atuação como ministro do meio ambiente e a sua incompetência em resolver a gravíssima questão das sacolas que representam 10% de todo o lixo gerado diariamente no país.

No Rio, os supermercados serão obrigados a oferecer alternativas, como caixas de papelão, além de dar desconto de três centavos a cada cinco produtos que o consumidor comprar sem usar a embalagem do local. Segundo a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, até 2012 todos os estabelecimentos deverão estar adaptados.

Cada sacola, feita a partir do petróleo ou do gás natural, demora cerca de quatro séculos para se dissolver na natureza. E, no Brasil, o consumo é alto: são 12 bilhões de sacolas por ano. Um milhão e meio a cada hora. Pelo menos 20% delas, segundo cálculo do Ministério do Meio Ambiente, acabam descartadas e ajudam a entupir bueiros, poluir rios e infestar o fundo do mar.

Cada sacola que demora 1 segundo para ser fabricada, é utilizada por meia hora, demora 500 anos para sumir da face da terra.

O consumo das sacolas no país ultrapassa 20 bilhões por ano.

Menos de 1% das sacolas é encaminhada para reciclagem.

Menos de 15% dos municípios tem aterro sanitário, o resto é lixão a céu abrerto.

Arroz e feijão. A lei determina também que o supermercado é obrigado a dar um quilo de feijão ou arroz ao consumidor que devolver 50 sacolas. Elas terão de ser encaminhadas para reciclagem. “O estímulo econômico é capaz de mudar hábitos”, define Marilene.

Resta saber se o consumidor vai aderir à lei.

Caramba dona Marinele, confie na lei e se não der para confiar, encha de fiscais com enormes multas, daí a senhora vai ver como essa lei será cumprida.

Hoje, cerca de 80% das sacolas são usadas para colocar o lixo doméstico – e, sem as sacolas, muitas pessoas não sabem o que fazer com os resíduos domésticos. “Para o lixo úmido não há nada melhor do que o plástico, mas é preciso usar com mais critério”, defende Fernanda Daltro, coordenadora da campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente.

Quem disse que 80% delas são usadas para acondicionar o lixo doméstico? De onde a moçoila tirou esse número? Será que foi com a plastimorte? Se fosse assim, não existiriam estas sacolas aos bilhões poluindo o país. Uma casa utiliza no máximo uma sacola dessas por dia para acondionar o lixo e como o ano ainda tem 365 dias, sobra sacola para dar, vender, poluir, e matar a vida no planeta. Tinha que ser uma pérola saída da boca de alguém do MMA. Incompeteeentes …

Vamos dar uma aula para a fernandinha. Fernandinha, é o seguinte, o lixo orgânico tem que ser acondicionado em saco de lixo feito de material reciclado, para fomentar a reciclagem, para aumentar o valor do plástico reciclável e aumentar a taxa de coleta, viu filhinha? E quanto ao lixo reciclável, este deve ser acondicionado em embalagens retornáveis, isto é, você coloca o lixo e o coletor devolve sua caixa, seu saco de juta ou plástico, seu balde, seu tambor … para ser utilizado indefinidamente. Aulinha básica de disposição de lixo para você fernandinha.

Algumas redes já se anteciparam à lei. O Carrefour planeja banir até 2014 as sacolas plásticas nas suas lojas no Brasil. “Fizemos isso na Espanha, França, Bélgica, Polônia, Itália e China. Os brasileiros já têm maturidade para ter uma nova forma de se relacionar com a sacola plástica”, defende Paulo Pianez, diretor do grupo.

O carrefour distribui mensalmente 150 milhões de sacolas. Até 2014 o carrefour terá distribuido e deixado de herança para os moradores que nascerão há 500 anos aproximadamente 9 bilhões de sacolas. Quem quer acabar com as sacolas acaba em 6 meses e não fica planejando acabar em meia década.

O Walmart também já aderiu à campanha. Há um ano, a rede dá desconto a quem dispensa a sacola plástica nas 300 lojas nas regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste do País. Segundo cálculos da rede americana, o programa tirou de circulação 16,6 milhões de sacolas no período. Nas filiais cariocas, o projeto entra em vigor em 60 dias.

O walmart distribui mensalmente 150 milhões de sacolas. O walmart distribui anualmente 1 bilhão e 800 milhões de sacolas. O programa tem um ano. Então eles diminuiram a distribuição das sacolas em menos de 1% em um ano. Preste atenção nas contas. Os números soltos parecem grandes, significativos, mas quando se faz as contas, vemos que eles não estão fazendo nadinha para diminuir a distribuição das sacolas.

O grupo Pão de Açúcar ainda estuda mudanças para cumprir a lei. “Temos grande interesse nesta questão. Fomos a primeira empresa do varejo a adotar medidas para reduzir embalagens”, diz Paulo Pompilio, diretor de relações institucionais do grupo.

O pão de açúcar também distribui mensalmente 150 milhões de sacolas. Leia o discurso vazio acima, não estão fazendo absolutamente nada, estão fazendo ainda menos que seus concorrentes do carrefour e walmart.

Ícone

Agora só falta o consumidor se acostumar. “A sacola é o ícone do desperdício. Leis como esta tiram a gente da zona de conforto”, defende Fernanda Daltro. Ela resume o hábito de muitos consumidores atuais: pegamos a sacola de graça, jogamos fora, não nos preocupamos em separar o lixo. “Vai dar trabalho mudar, mas não dá para fugir desta questão por muito tempo.”

Dicas

Quantidade – sempre que for possível, prefira embalagens que tragam maior volume de produto (5kg de açúcar ou arroz em vez de 1kg, por exemplo) ou compre a granel
Excesso – procure comprar produtos que usem uma menor quantidade de embalagens: biscoitos que usam uma grande embalagem para todos em vez daqueles que trazem cada um embalado individualmente, por exemplo
Lixo – em casa, prefira um lixo maior, para usar um saco grande em vez de várias sacolinhas
Ecobag – no mercado, leve sua própria sacola de compras

Fonte – Estadão

Parabéns ao estado do Rio de Janeiro, mas cremos que a lei deveria prever uma data limite para o uso destas dispensáveis sacolas plásticas de uso único, como por exemplo, dezembro de 2010. Após essa data, quem fabricar, distribuir ou ainda utilizar estas pragas, que sejam multados, presos ou o que mais for necessário para desplastificar o estado do Rio.

Blowing in the wind

Encontro defende uso das sacolas biodegradáveis

As ultrajantes, outrora simplórias, notas e batidas do folk norte-americano ganharam espaço, ontem pela manhã, no Salão Nobre da Câmara de Vereadores de Piracicaba, durante o Debate Público Municipal: Ciclo de vida de embalagens plásticas – Descarte final. “Blowin’ in the Wind” do compositor Bob Dylan, deu tom aos vídeos que ilustravam ao fundo as falas de palestrantes e autoridades, destacando uma série de lixões a céu aberto, rios e lagos poluídos. “O que está acontecendo em Piracicaba é inédito. Nunca aconteceu”, resume o vereador e idealizador do debate, Capitão Gomes (PP), evidenciando a alta na procura e forte apelo junto à sociedade, que as sacolas produzidas através do oxi-biodegradável vem atingindo. “A proposta é levar ao maior numero de consumidores possíveis”, destaca ele apontando para uma das sacolas biodegradáveis implantadas no comercio local, novidade em âmbito nacional.

O tempo médio para que essas sacolas comecem a se decompor é de um ano e meio.

Contudo, como acena o palestrante Eduardo Van Roost, fatores externos podem contribuir para que sua vida seja prolongada. “O calor, a umidade, todos esses fatores contribuem para que a sacola seja integrada ao solo”, explica. “Se você deixar dentro de uma geladeira, por exemplo, é claro que dura mais”, justifica. De acordo com ele, a negligência pelo plástico confere segurança ao meio ambiente. “Essa é a principal vantagem já que as sacolas não poluem”, sugere.

O promotor de justiça, Alexandre Andrade Pereira, constatou outra vantagem: a conscientização do consumidor. “O objetivo é mudar o habito do consumidor, afinal, não muda nada se o consumo desenfreado e inconsciente continuar”, argumenta. “Aos poucos a população adere às mensagens e faz com que elas passem a fazer parte do cotidiano”, finaliza. Como sugerido pela própria Câmara Municipal: “The answer is blowin’ in the Wind” (a resposta vêm ao sopro do vento) e com o tempo.

Fonte – A Tribuna Piracicabana de 20 de março de 2010

Mais uma matéria sobre o fórum sobre o ciclo de vida de embalagens embalagens plásticas e descarte final em Piracicaba.

Achamos muito criativa a matéria, por citar o filme que colocamos no intervalo, com a ótima música do Bob Dylan. Pena que recebemos apenas o recorte da matéria e não temos como citar o nome de quem escreveu.

Veja o filme.

Walmart diz que não usa sacolas plásticas. Mas usa …

Walmart diz que não usa sacolas plásticas. Mas usa …

Hoje – dia 08 -  recebi um release enorme do Grupo Walmart Brasil, dizendo que já “fizeram com que mais de 60 milhões de sacolas plásticas deixassem de ser consumidas desde 2007 na Região Sul – o que representa 11% a menos”.

Querem mostrar a preocupação ecológica da empresa. Muito bem. No mesmo sentido, dizem ainda – no release – que “no RS, clientes das lojas BIG, Nacional e TodoDia já adquiriram mais de 446 mil sacolas de algodão (eles não venderiam mais sacolas plásticas)”.

Comentário meu – Tomara que a rede esteja mesmo cumprindo o que sua assessoria de imprensa anuncia aos quatro ventos, como flocos de algodão. Pois em meados de dezembro do ano passado enviei a eles e-mail com uma cobrança e não responderam. Eu perguntava por que, apesar da propaganda do consumo consciente ecológica que faziam, seguiam utilizando sacolas plásticas num supermercado da rede em Pelotas. Nem um mísero e-mail de resposta me enviaram. Silêncio sepulcral. Ah, esse Walmart…

Leia abaixo a denúncia feita por um leitor e colega do Amigos, na ocasião, e que motivou o envio do meu e-mail à assessoria de imprensa do Walmart.

Leitor Fábio Castro escreve: “Recentemente adquiri no BIG (rede de supermercados) algumas sacolas retornáveis (aquelas feitas em tecido), na tentativa de contribuir para a sustentabilidade mundial. Hoje, ao voltar ao supermercado para fazer compras e exercer meu papel de “cidadão ecologicamente responsável”, tive a seguinte surpresa:

- Você não pode entrar com as sacolas retornáveis nos corredores do estabelecimento, pois as mesmas são comercializadas neste ambiente – me disse uma funcionária.

Então, ela (o supermercado) teve a brilhante ideia de embalar as minhas sacolas de pano em um SACO PLÁSTICO utilizado como Guarda Volumes”. Perguntei à moça do caixa se isto era procedimento comum e a resposta foi: SIM.

Parafraseando o Lula: “Que M !@#$% de Sustentabilidade é essa que a rede varejista apregoa, inclusive nos monitores próximos aos caixas”?!”.

Fonte -  Rubens filho para o Amigos de Pelotas de 08 de abril de 2010

Foto -  Amigos de Pelotas

Só comentando, nooossa, eles diminuiram 60 milhões de sacolas durante os 3 anos da campanha – 2007, 2008 e 2009 -., uau, lendo rapidamente até parece um número expressivo.

Acontece que eles jogam no solo do Brasil 150 milhões de sacolas por mês, isto é, em três anos de alardeado projeto, eles diminuiram o equivalente a pouco mais de 1/3 do número de sacolas que eles distribuem em um único mês. Enquanto isso, nestes mesmos três anos eles poluiram o país com bem mais de 5 bilhões de sacolas.

Cuidado com os números, pois podem parecer enormes, se não tivermos toda a equação. Isto é, eles estão fazendo de conta que são verdes e continuam poluindo do mesmo jeito. Quem quer faz e pelo visto eles não querem e ainda mentem se dizendo ecologicamente corretos.

Xanxerê comemora 1 ano sem sacolas plásticas

Xanxerê comemora 1 ano sem sacolas plásticas

Xanxerê comemora 1 ano de combate ao uso excessivo de sacolas plásticas

Números levantados pelos supermercadistas de Xanxerê, cidade do Oeste de Santa Catarina, apontam que nos sete maiores supermercados da cidade o consumo de sacolas plásticas baixou de 1 milhão para 150 mil unidades por ano. Sacola retornável é a opção mais usada.

Na verdade, baixou de 1 milhão para 150 mil unidades por mês. Eram distribuídas 12 milhões de sacolas por ano e agora somente  um 1 milhão e 800 mil sacolas, o que ainda é muito mas é quase nada, se comparado com um ano atrás.

Há mais de cinco anos a empresária e dona de casa Cira Moschetta carrega sua sacola retornável sempre que vai fazer compras e recusa sacolas plásticas. Ela conta que sua atitude isolada já foi motivo de gozação e brincadeiras entre amigos que viam em sua ação uma utopia, pois para eles, as pessoas jamais abandonariam as sacolas plásticas. “Nos mercados, os pacoteiros achavam muito estranho eu chegar com minha própria sacola”, revela Cira, moradora de Xanxerê, município com cerca de 40 mil habitantes, no Oeste de Santa Catarina.

Em abril de 2009, uma campanha pelo uso de sacolas retornáveis foi adotada por supermercadistas de Xanxerê, cidade que, desde então, acabou com o fornecimento gratuito de sacolas plásticas aos clientes. Quase um ano depois, dados levantados pelos supermercadistas da cidade apontam que nos sete maiores supermercados da cidade o consumo de sacolas plásticas baixou de 1 milhão para 150 mil unidades por ano.

Por mês.

Tudo começou quando um vídeo postado no Youtube denunciou uma grave agressão ao meio ambiente como resultado do uso excessivo e descarte incorreto de sacolas plásticas: um lixão de sacolas e outros objetos plásticos tomavam parte do Oceano Pacífico.

Ao assistirem ao filme, cerca de dez proprietários de mercados de Xanxerê – pólo do comércio da região do Alto Irani com cerca de 130 mil habitantes distribuídos em 14 municípios – decidiram agir e propuseram uma arriscada troca aos consumidores. Ao invés de receber a sacola plástica gratuita, todos deveriam comprar sacolas feitas com tecido que seriam vendidas nos mesmos supermercados a preço de custo. Os consumidores tinham ainda a opção de levar suas compras em sacolas plásticas recicláveis, vendidas por R$ 0,50 o pacote com cinco unidades. Xanxerê estava prestes a se tornar a primeira cidade do Brasil a abolir as sacolas plásticas nos mercados

A campanha foi anunciada em folhetos entregues nos caixas dos mercados em outubro de 2008, para ser lançada oficialmente em abril de 2009. A iniciativa contou com divulgação nas três emissoras de rádio, uma de televisão e nos jornais.

Nos primeiros dias sem sacolas gratuitas nos mercados, foram muitas as reclamações indignadas nos meios de comunicação e principalmente nos caixas dos próprios mercados. Clientes abandonaram o carrinho de compras na boca do caixa ao saber da “novidade”. Outros foram mais longe, literalmente, e preferiram fazer suas compras nos municípios vizinhos, como Xaxim, há cerca de 20 Km de Xanxerê.

Edson Marció, um dos organizadores da campanha e membro de uma família proprietária de dois supermercados de porte médio, admite que a reação era esperada, mas acabou sendo bem menor do que os empresários temiam. “Estávamos preparados para o pior. Se a atitude dos consumidores fosse de repúdio total, ou muito grande, pediríamos desculpas em conjunto e ressarciríamos, em dinheiro, no dia seguinte, às pessoas que compraram as sacolas retornáveis”. Mas nada disso foi preciso.

“Minha sogra reclamou muito no começo. Ela usava umas 15 sacolas plásticas virgem por semana para embalar o lixo doméstico. Hoje ela armazena tudo em sacos adequados para o lixo e só coloca para coleta quando o saco estiver cheio. Ela tem 80 anos e se adaptou muito bem”, conta Cira Moschetta, a empresária que já vem praticando o uso consciente das sacolas plásticas antes mesmo da campanha chegar à cidade.

Marció confessa que o maior medo dos empresários, ao iniciar a campanha, era mesmo de perder clientes. Mas felizmente, a aceitação da mudança superou as expectativas iniciais. Ele revela que o último levantamento para medir a aderência dos consumidores à campanha feita no início do ano, indicou que 85% dos consumidores deixaram de usar sacolas plásticas, sendo que apenas 54% dos consumidores de Xanxerê compraram a ideia desde o início.

Troca de experiência é o melhor caminho para o sucesso

Não demorou muito e os empresários de Xanzerê começaram a ser procurados por municípios vizinhos que desejavam adotar a iniciativa. Nesse momento, eles se deram conta da forma impositiva com que a campanha foi conduzida. “Nós imaginávamos que as imagens, os números e as conseqüências catastróficas ao meio ambiente – mostradas pelo vídeo – iriam sensibilizar a todos, e isso bastaria para conquistar a adesão dos consumidores”, reconhece Marció. Essa autocrítica permitiu que os novos interessados em substituir as sacolas plásticas na região não cometessem o mesmo erro.

“Sempre que uma iniciativa propõe mudanças no cotidiano de uma comunidade, o ideal é que ela seja feita de forma colaborativa, envolvendo todas as partes. A imposição geralmente leva a resultados muito ruins, pois mudar o comportamento, o hábito das pessoas significa essencialmente levá-las a uma autocrítica em relação a si próprio. Isso não se conquista com a imposição”, explica Heloisa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.

Outros nove municípios de Santa Catarina implantaram projetos semelhantes, com pequenas variações quanto à conscientização e formas de facilitar a adesão. Substituíram as sacolas plásticas por retornáveis os municípios de Xaxim, São Lourenço do Oeste, Mondai, Coronel Freitas, Cordilheira Alta, Seara, Ponte Serrada, São Domingos e Pinhalzinho.

“Eu achei a campanha da sacola retornável muito interessante, aderi a ela desde o início, e não só no mercado, mas na loja, na farmácia”, conta Márcia Puccini Bernardi, gerente comercial e dona de casa. Segundo ela, quando o volume é pequeno coloca na bolsa e evita usar a sacola plástica. “Levo a sacola renovável dentro do carro. Antes eu usava a sacolinha do mercado para o lixo, hoje eu compro o saco próprio pra lixo”, explica ela.

Opções para substituir as sacolas plásticas existem, tanto para levar as compras para casa, quanto para acomodar o lixo doméstico, destino de cerca de 80% das sacolas plásticas utilizadas no Brasil.

Desde quando se usa 80% das sacolas para acondicionar lixo? Se fosse assim, milhões delas não seriam todos os meses jogadas na natureza. Uma pessoa não usa 25% delas, o resto é jogado fora sem uso.

Segundo Mello, “exemplos como esses deveriam inspirar o mundo inteiro. Os moradores de Xanxerê estão mostrando ao mundo que é possível, que existem alternativas às sacolas plásticas. Mais do que isso até, que essas alternativas estão em nossas mãos, que diminuir os impactos negativos do nosso consumo é possível”.

Em abril de 2010, os consumidores de Xanxerê serão informados dos resultados da campanha iniciada há um ano. Mas, um resultado já pode ser notado: nos mercados, há alternativas para os consumidores levarem mercadorias para casa. São vendidos pacotes de papel reciclado, há empréstimo de caixas de papelão e um mercado vendeu com sucesso aos clientes uma caixa de plástico resistente, para ser transportada no bagageiro do carro.

Basta parar por alguns minutos na porta de qualquer supermercado para conferir – as sacolas retornáveis, de variadas formas, tamanhos e modelos, muitas feitas em casa, predominam!

Fonte – Romeu Scirea Cilio, especial para o Instituto Akatu em 11 de março de 2010

Sempre convidamos os representantes do projeto e representantes da prefeitura de Xanxerê para palestrar em eventos sobre sacolas em todo o país, pois eles são o maior e melhor exemplo de como se banir as sacolas plásticas de uso único da sociedade atual.

Parabéns Edson e Ary Marció e ao Ale Badotti por estarem à frente deste projeto, indo como beija-flores indo apagar o incêndio, fazendo sua parte, indo de cidade em cidade, para convencer todo o estado de Santa Catarina a se livrar desta praga que assola a sociedade contemporânea, que é a sacola plástica de uso único.

Plastivida apronta mais uma e desafia o Carrefour

Plastivida apronta mais uma e desafia o Carrefour

Plastivida desafia o Carrefour a distribuir sacolas plásticas mais resistentes

Recentemente, a rede de supermercados Carrefour anunciou uma série de medidas para, em quatro anos, banir definitivamente em suas lojas o uso de sacolas plásticas.

A Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos desafia que, entre tais medidas, o Carrefour distribua sacolas plásticas dentro da Norma Técnica ABNT NBR 14.937, para garantir que sejam mais resistentes, suportem o peso das compras na totalidade de sua capacidade e, assim, não tenham que ser usadas em duplicidade para que não rasguem.

A Plastivida lembra que é um direito do consumidor exigir sacolas plásticas fabricadas com a qualidade determinada pela Norma Técnica. É também uma recomendação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), divulgada no site do Ministério, que o consumidor exija sacolas certificadas.

Elas garantem a integridade das mercadorias que embalam; após carregarem as compras, podem – e são– reutilizadas em inúmeras funções (como embalar o lixo doméstico, levar utensílios para a praia, acondicionar o guarda-chuva molhado dentro da bolsa, guardar alimentos, etc); e evitando assim o desperdício, já que o consumidor pode usar cada uma delas em sua total capacidade, sem ter que colocar uma dentro da outra, o que reduz a quantidade utilizada e descartada.

Econômicas, resistentes, práticas, higiênicas e inertes, sacolas plásticas são reutilizáveis e 100% recicláveis. Tanto que, segundo pesquisa do Ibope, 100% delas são reutilizadas como saco de lixo e são as embalagens preferidas de 71% das donas de casa para transportarem suas compras. A questão nos dias de hoje é reduzir o impacto ambiental causado por aqueles que descartam incorretamente as sacolinhas.

A sacola produzida dentro da Norma Técnica ABNT NBR-14.937 traz o peso que elas podem suportar (6,0 kg) e, com isso, o consumidor consegue racionalizar o uso dessas embalagens. Com um consumo responsável, não é necessário penalizar a população, com alternativas como, por exemplo, a de cobrar por sacolas retornáveis.

A Plastivida acredita que a solução mais equilibrada está no investimento na informação e conscientização. Com pouco mais de dois anos, o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas criado pela cadeia produtiva do setor, já conta com a participação de três dos seis maiores grupos varejistas do Brasil, de inúmeras outras redes, além do apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e de suas congêneres estaduais.

Voltado para a conscientização da população sobre uso responsável e descarte adequado de sacolas plásticas, o Programa já reduziu 40%do consumo das sacolinhas na maior rede de supermercados do País.

Dessa forma, a Plastivida chama o Carrefour para assumir esse compromisso com a população e com a sustentabilidade.

Fonte – Consumidor Moderno de 01 de abril de 2010

Foto – parri67….I tell

No dia da mentira, 1º de Abril, a plastivida não poderia deixar passar em branco sua data mais querida. Dispara uma série de mentiras, usa o Pão de Açúcar para avalizar as inverdades e ainda por cima se acha no direito de desafiar o Carrefour a aderir ao mentiroso e cartelizado programa de qualidade das sacolinhas.

Mentira número 1 - 100% delas são reutilizadas como saco de lixo.

Se isso fosse verdade, não existiram sacolinhas plásticas largadas no meio ambiente, nem seriam usadas nas diversas formas como querem mostrar os mitômanos da plastivida e a FUNVERDE não teria iniciado, em 2004, a cruzada contra as malditas sacolas plásticas através seu projeto sacolas ecológicas.

Mentira número 2 - dentro da Norma Técnica ABNT NBR-14.937 traz o peso que elas podem suportar (6,0 kg).

Não existe nesta norma qualquer referência a peso a ser suportado pela sacola, tampouco em relação à espessura.

Além disso, e que não é menos grave, tais sacolinhas ditas certificadas, são produzidas somente por meia dúzia de fabricantes, configurando formação de cartel, em prejuízo de milhares de fabricantes de sacolas no Brasil.

Se, de acordo com a plastivida, o Grupo Pão de Açúcar é signatário e aderiu ao uso destas tais sacolas, é conivente com a mentira em relação à norma, com a distorção e manipulação de normas e com a formação de cartel no Brasil, prejudicando a livre concorrência entre as indústrias e uso de outros materiais e tecnologias.

Não conseguimos acreditar que a ABRAS também apóia este tipo de comportamento da mentira, da dissimulação, da falta de caráter do cartel.

A plastivida diz que conta com apoio do Ministério do Meio Ambiente em seu programa mentiroso. Será que o MMA sabe disso? Será que o MMA realmente apóia a mentira e o cartel? Esperamos que o MMA se manifeste.

Ao desafiar o Carrefour a aderir, a plastivida está convidando o Carrefour a ter a mesma postura que o Grupo Pão de Açúcar. Ou seja, enganar a sociedade dizendo que as sacolas obedecem uma norma que não existe em relação a espessura e capacidade de carga e comprar somente de fabricantes que fazem parte deste cartel.

O Carrefour já tomou anunciou decisão de usar sacos plásticos feitos de comida, comida transgênica misturada com mais de 50% de petróleo, que usa mais energia e água em sua fabricação, onde o plantio dos genéticamente modificados e transgênicos da BASF poluem o solo e águas para prover o amido para a fabricação de parte da matéria prima destas sacolas que serão adotadas pelo Carrefour. O Carrefour falta mais uma vez com a verdade ao dizer que tais sacos e sacolas são de origem renovável, quando mais de 50% é petróleo, são várias vezes mais caras que as de plástico, além da mentira maior ao dizer que vão biodegradar em 180 dias, esquecendo de mencionar que isso talvez só aconteça em ambiente de compostagem, o que não existe no Brasil. Ainda que existisse, estas pseduo sacos e sacolas biodegradáveis da Basf emitem Metano em sua degradação, gás 23 vezes mais potente como efeito estufa.

É esse o parceiro do Carrefour, a BASF do plástico transgênico feito a partir de comida, roubando comida e água de bilhões de bocas famintas?

É claro que o Carrefour prometeu acabar com as sacolas em 4 anos. Também pudera, em 4 anos o ministro é outro, o presidente é outro, o presidente do Carrefour será outro e as pessoas já terão esquecido. Por falar em ministro, por sinal não é mais ministro, pois se licenciou para sair candidato a deputado federal depois de inflar sua participação no noticiário fazendo campanha contra sacola – claro, dá audiência.

E cadê os resultados da campanha saco é um saco?

Quem quer banir sacola plástica poluente faz agora, imediatamente. Quem só quer aparecer diz que faz em 4 anos, e ainda engana a sociedade falando que na Espanha já baniu em suas lojas. O que de fato fez na Espanha é vender e assim engordar sua receita. É só ir a qualquer loja do Carrefour na Espanha para comprovar. Se bem que não somos contra cobrar, afinal, deu reultado na Irlanda, que praticamente baniu as sacolas porque as pessoas não querem pagar por elas.

Mentira número 3 - o programa já reduziu 40%do consumo das sacolinhas na maior rede de supermercados do País.

A plastivida está se referindo ao Grupo Pão de Açúcar como signatário do programa mentiroso e cartelizado. Mas o pior é a mentira escondida nestes dados. O Grupo Pão de Açúcar usa no mínimo 150 milhões de sacolas por mês, o que significa que eles distribuem no mínimo 1 bilhão e 800 milhões de sacolas por ano. Se tivesse reduzido 40%, isso significaria uma diminuição de 720 milhões de sacolas por ano e não 80 milhões como a plastivida diz no seu site.

Plastivida, como sempre, manipulando informação para aumentar o lucro de seus patrões.

Plastivida, como sempre, uma vergonha nacional!

Barco feito com 12 mil garrafas plásticas inicia viagem entre EUA e Austrália

Barco feito com 12 mil garrafas plásticas inicia viagem entre EUA e Austrália

Um barco feito de 12 mil garrafas plásticas partiu neste domingo em uma jornada da cidade americana de San Francisco até a capital australiana Sydney.

O objetivo da viagem, que deverá durar três meses, é chamar a atenção para o problema da poluição nos oceanos.

O ambientalista e herdeiro do setor bancário David De Rothschild e sua tripulação partiram no catamarã Plastiki.

A jornada de 11 mil milhas náuticas passará pelo local conhecido como “grande depósito de plástico do Pacífico”, uma massa de lixo cinco vezes maior do que o Reino Unido.

Quatro em cada cinco garrafas plásticas acabam em depósitos de lixo, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Rothschild, de 31 anos, já completou expedições aos dois polos e várias florestas.

“Viajando a 2.0 nós ummm! Há muito oceano pela frente!”, disse Rothschild em sua página no site de mensagens Twitter. “Acabamos de avistar nosso primeiro lixo marinho – um copo de plástico!”

Reciclando – As 12 mil garrafas plásticas usadas no Plastiki foram recheadas com dióxido de carbono para tornar a embarcação durável e permitir que flutue.

O catamarã usa energia solar, eólica e turbinas marítimas.

Uma bicicleta ergométrica será usada para carregar os laptops que serão usados a bordo e há também um banheiro que transformará detritos em adubo e um jardim para que vegetais possam ser plantados.

Críticos dizem que a expedição apenas perpetua a crença de que é aceitável usar plástico se as pessoas reciclarem o material, ao invés de encorajar o fim do uso.

Eles também dizem que se o Plastiki quebrar no meio da jornada, depositará milhares de garrafas diretamente no oceano.

Fonte – Folha Online

Imagem – Folha Online

Piracicaba, SP – Sacola plástica de uso único, a inimiga do planeta

Piracicaba, SP – Sacola plástica de uso único, a inimiga do planeta

Debate público na câmara municipal de Piracicaba, SP, apresentou tecnologias e alternativas ao uso das sacolas plásticas

Alternativas para o descarte e uso das embalagens e das sacolas plásticas foram apresentadas por representantes do poder público, empresas e entidades ontem, no debate público Ciclo de Vida de Embalagens Plásticas: Descarte Final, realizado no salão nobre da Câmara de Vereadores.

A iniciativa do vereador Capitão Gomes procurou mostrar que existe pesquisa, tecnologia e ideias para reduzir o uso desse material que polui o meio ambiente. O vereador é autor do projeto que se tornou a lei 233/08, que obriga os estabelecimentos comerciais da cidade a oferecer sacolas biodegradáveis, oxibiodegradáveis ou retornáveis aos seus clientes a partir de outubro deste ano. A lei está suspensa por uma liminar concedida ao Sindicato da Indústria de Materiais Plásticos do Estado de São Paulo.

O evento reuniu poucas pessoas, mas contou com representantes de diversas municípios, como Mogi Mirim, Maringá, Bauru, entre outras. “Mais de 300 cidades já nos procuraram por estarem interessadas na nossa lei”, afirmou o vereador.

O secretário de Defesa do Meio Ambiente, Rogério Vidal, destacou a importância do evento que mostrou os exemplos de duas cidades que baniram as sacolas plásticas. Em Descalvado (São Paulo), um Termo de Ajuste de Conduta da Promotoria do Meio Ambiente, aliada à conscientização da população, conseguiu êxito a partir de janeiro. Em Xanxerê, Santa Catarina, a iniciativa partiu dos supermercadistas, que envolveram o poder público e a comunidade. “Na ocasião da aprovação da lei em Piracicaba, atendemos as associações de supermercados e procuramos ampliar o prazo de vigência da lei, mas veio uma liminar do sindicato. Já estamos tomando medidas contra essa liminar”.

Debate

Os participantes do evento ressaltaram que as sacolas plásticas – utilizadas para descarte do lixo doméstico – geram um problema de deterioração ambiental. Fotos de rios repletos desses resíduos, pássaros e tartarugas marinhas enroscados nelas, animais e pessoas em meio ao lixo plástico e outras imagens foram mostradas no evento.

Eduardo Van Roost, da empresa Res Brasil, apresentou uma tecnologia que contribui para a deterioração mais rápida do plástico. A empresa importa um aditivo inglês, chamado d2w, que adicionado na fabricação do plástico promove a sua fragmentação em 18 meses. Segundo ele, isso proporciona um controle do ciclo de vida dessas sacolas.

Por meio de um vídeo, o professor Telmo Ojeda apresentou a palestra Plásticos Biodegradáveis Esclarecimentos das principais dúvidas. Ele falou dos testes realizados com a poluição gerada pelo plástico biodegradável.

O engenheiro Fernando Figueiredo, da EcoSigma, comentou sobre os Aspectos da Compostagem e Potencial de Ecotoxicidade de Compostos Obtidos com Resíduos de Plásticos Oxibiodegradáveis. Segundo ele, para se decompor esse material precisa ficar exposto à luz, precisa de oxigênio.

Márcia Ranzani e Márcio Gava, da Bioagri, falaram sobre “Biodegradação conceitos e métodos”. O promotor de Justiça da cidade de Descalvado, Alexandre Andrade Pereira, informou que os 33 supermercados da cidade aderiram à medida que proibiu o uso de sacolas plásticas na cidade a partir do dia 1º de janeiro de 2010 e a população se conscientizou. “O transtorno de não levar as compras em sacolas plásticas é mínimo, comparado ao benefício que se pretende alcançar.

“O Meio Ambiente não é nosso. Tomamos emprestado das gerações futuras e temos que garantir que elas tenham o mesmo direito que temos hoje, de utilizar os recursos do planeta”, afirmou.

Ações evitam o uso do plástico

O presidente da ONG Fundação Verde, Claudio José Jorge e a fundadora da entidade, Ana Domingues, apresentaram dados sobre o impacto no país e no mundo das sacolas plásticas no meio ambiente. Eles mostraram o projeto de incentivo ao uso de sacolas retornáveis ou biodegradáveis. “As oxibiodegradáveis ou embalagens que usam o d2w são alternativas enquanto não se elimina de vez o uso dessas sacolas plásticas”, afirmou Ana.

Ela criticou o fato de países na Europa terem autorizado o plantio de batata transgênica para ser utilizada para a produção do plástico, que se degrada em 18 meses. “O problema é que há seres humanos passando fome e ao invés do plantio ter como finalidade a alimentação, será para produzir embalagem”.

O presidente da entidade também alertou para o fato das outras embalagens que são usadas no dia-a-dia, como a embalagem de isopor, o plástico strech que embala alimentos e os sacos plásticos das verduras, legumes e frutas. “Para preparar uma salada, se a pessoa utilizar três verduras diferentes, dois legumes, cebola, salsa, no final do preparo terá descartado umas dez embalagens plásticas”.

O comerciante Edson Marció, da cidade de Xanxerê, em Santa Catarina, apresentou os resultados de um ano que a cidade – de 45 mil habitantes – não utiliza as sacolas plásticas para embalar suas compras. “Tudo começou quando recebi um e-mail mostrando a degradação que as sacolas plásticas estão provocando no planeta, às vésperas de uma reunião entre os principais supermercados da cidade para discutirmos horário de funcionamento no final do ano”.

Segundo ele, os participantes desse encontro entenderam que eram corresponsáveis por essa poluição e mobilizaram a sociedade e o poder público.

Lixo Plástico – Impacto no Meio Ambiente

1 segundo é o tempo de produção de uma sacola plástica
30 minutos é o período médio de uso dessa sacola
500 anos ela permanece poluindo o planeta
Cada brasileiro gera em média 1 quilo de lixo por dia
20% de todo o lixo gerado são sacolas plásticas
Somente 1% de todo o lixo no país é reciclado
Mais de 85% das cidades brasileiras depositam o lixo em lixões a céu aberto
É necessário coletar em média 800 sacolas para o reciclador conseguir um quilo
Fonte -ONG Fundação Verde

Fonte – Adriana Ferezim para Gazeta de Piracicaba de 20 de março de 2010

Foto – fonte desconhecida

Liminar barra lei contra sacolas em Piracicaba, SP

Liminar barra lei contra sacolas em Piracicaba, SP

Mais uma notícia sobre o fórum sobre o ciclo de vida e descarte final de embalagens plásticas.

Reunir argumentos para tentar derrubar a liminar que suspendeu a Lei Complementar número 233, que regulamenta o fim do uso de sacolas plásticas em Piracicaba, foi o principal objetivo do debate público sobre o ciclo de vida e o descarte das embalagens plásticas realizado ontem na Câmara de Vereadores.

Segundo o vereador Carlos Gomes da Silva, o Capitão Gomes (PP), autor da lei, o município usará as informações fornecidas por especialistas no processo em que será julgado o mérito da decisão judicial, concedida em dezembro de 2009 pelo TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

De acordo com Gomes, o município está empenhado em conseguir a suspensão da liminar. “O que estamos discutindo aqui é de extrema importância para a cidade. Os pesquisadores, ambientalistas e empresas relacionadas ao assunto estão mostrando que o plástico oxi-biodegradável é a solução”, disse.

Um dos principais temas abordados na discussão foi o plástico oxi-biodegradável. O produto possui um tempo de decomposição de 18 meses, bem inferior ao do plástico comum, que pode demorar cerca de 200 anos.

O plástico convencional pode demorar mais de 500 anos para sumir da face do planeta.

Segundo Eduardo Van Roost, representante da empresa Res Brasil, que produz esse material no país, a diferença do plástico oxi-biodegradável está na adição de um componente, chamado D2W, que faz com que ele se desintegre. “Com isso, o plástico fica, no máximo, 10% mais caro. Ele é produzido da mesma forma, com as mesmas máquinas e funcionários”, explicou.

Para o secretário municipal de defesa do meio ambiente, Rogério Vidal, embora o debate tenha abordado o plástico oxi-biodegradável, a lei aprovada na cidade é mais ampla, pois permite ainda o uso de sacolas biodegradáveis (que são feitas de material orgânico, como o amido de milho) e as retornáveis. “A lei tem esse caráter amplo por ter sido discutida com as associações representativas dos supermercados”, disse.

Ainda podem ser usadas sacolas de papel, mas o ideal é que a sacola de uso único desapareça e só seja usada a sacola retornável.

Além da forma como seria feita, o prazo para o fim do uso das sacolas pláticas também foi negociado com os supermercados, sendo transferido de 2009 para 2010. “A lei de Piracicaba foi pioneira e a partir daqui outras cidades também começaram a desenvolver as suas leis. Nós apoiamos esse tipo de iniciativa”, disse Ary de Araújo Júnior, representante da APAS (Associação Paulista de Supermercados).

Para Araújo, o maior problema relacionado ao assunto é a falta de unanimidade nas leis. “Falta uma legislação nacional que defina o assunto”, disse. No entanto, para ele, o fim do uso de sacolas plásticas não será possível. “É preciso conscientizar os consumidores para a redução do uso desse material.”

É claro que é plenamente possível acabar com o uso de sacolas plásticas rapidamente. Se houvesse interesse político, poderíamos banir as sacolas plásticas de uso único até o fim de 2010, mas a máfia do plástico pressiona os políticos e o varejo e, enquanto isso, o país continua sendo plastificado e o passivo ambiental sendo legado para as futuras gerações mitigarem e as petroquímicas rolando no dinheiro irresponsável e sujo, irresponsável pois fabrica, lucra e não limpa a sujeira que gera.

De acordo com Ana Domingues, instituidora da FUNVERDE – Fundação Verde, cada pessoa utiliza 1.000 sacolas plásticas por ano. No caso de Piracicaba, são quase 400 milhões de sacolas plásticas por ano. “As sacolas representam 10% de todo o lixo produzido pela população”, afirmou.

Segundo Ana, o fim do uso do produto faria com que a vida útil dos aterros sanitários fosse prorrogada, pois teriam mais espaço, além de acabar com o chorume, já que as sacolas oxi-biodegradáveis e biodegradáveis se decompõem com o lixo orgânico.

Para o fim do hábito do uso das sacolas plásticas como suporte para o lixo doméstico, a instituidora tem uma solução simples. “Basta usar sacos de lixo feitos de material biodegradável para o lixo orgânico e caixas de papelão para o lixo reciclável, que representa 75% do total”, disse.

Se você utilizar uma lixeira fixa, ou saco de ráfia, ou uma lixeira grande de plástico para acondicionar o lixo reciclável e voltar com esta embalagem para dentro de casa ou melhor, usar a caixa de papelão usado que trouxe as compras do supermercado – caixas de mercadorias que chegam das fábricas para os supermercados e depois são descartadas são ótimas para levar as compras quando se está de carro – e estas caixas ainda podem ser recicladas junto com o lixo reciclável, que representa 75% do volume do lixo gerado diariamente.

Daí só sobra 25% do volume de todo o lixo para ser acondicionado, que pode ser acondicionado em lixos de 15 ou 30 litros, sempre fabricados com plástico reciclado para incentivar a cadeia de reciclagem e feitos de plástico oxi-biodegradável ou biodegradável, que podem ser compostados juntamente com o lixo orgânico.

Esta é a solução para a choradeira do fim da sacola plástica de uso único e o acondicionamento de lixo.

Fonte – Camila para o Jornal de Piracicaba de 20 de março de 2010

Foto – bxlaxl

Evento aborda uso de sacolas de plástico em Piracicaba, SP

Evento aborda uso de sacolas de plástico em Piracicaba, SP

Algumas notícias sobre o fórum sobre o ciclo de vida e o descarte final de embalagens plásticas, em Piracicaba, SP.

O uso de sacolas será discutido hoje na Câmara de Vereadores de Piracicaba, a partir das 8h, no debate público sobre o ciclo de vida e o descarte das embalagens plásticas.

Segundo o vereador Carlos Gomes da Silva, o Capitão Gomes (PP), o evento tem como objetivo estimular o uso de plástico oxibiodegradável como forma de se evitar danos ao meio ambiente.

Recentemente a cidade recebeu algumas iniciativas para evitar o uso de sacolas plásticas, que demoram de 300 a 400 anos para se decompor.

Entre elas está a aprovação de lei municipal para que estabelecimentos comerciais forneçam sacolas retornáveis e embalagens alternativas aos consumidores.

A Câmara fica na rua Alferes José Caetano, 834, Centro, Piracicaba, SP.

Fonte – Camila Souza para o Jornal Gazeta de Piracicaba de 19 de março de 2010

Foto – bxlaxl

Participe do Fórum sobre o ciclo de vida de embalagens plásticas com foco no descarte final

Participe do Fórum sobre o ciclo de vida de embalagens plásticas com foco no descarte final

A FUNVERDE – Fundação Verde, convida a todos para o Debate Público Municipal Sobre Ciclo de Vida de Embalagens Plásticas com Foco no Descarte Final que ocorrerá no dia 19 de março de 2010, sexta-feira, das 08:00 às 12:00, no Salão Nobre da Câmara de Vereadores de Piracicaba - Rua Alferes José Caetano, 834 – Piracicaba – SP.

O objetivo é promover o debate técnico sobre o tema, de modo a contribuir para a reflexão sobre as opções para o equacionamento do problema do uso das sacolas plásticas como embalagem de produtos domésticos e reutilizadas para acondicionamento do lixo residencial.

Dada a amplitude do tema, há que se dar prioridade aos aspectos que resultam em impactos ambientais de grande intensidade e efeitos sócioeconômicos altamente significativos.

As sacolas plásticas usadas na embalagem de produtos domésticos e reutilizadas para lixo residencial, são o tipo de embalagem cujo descarte final tornou-se um sério problema de deterioração ambiental e que tende a agravar-se de forma acelerada no mundo todo.

Este debate tem por objetivo chegar a um consenso que possibilite apontar opção factível no contexto de ações inteligentes de políticas públicas, considerando-se os seguintes fatores intervenientes:

a) Cultural – reorientação dos hábitos de consumo visando reduzir o consumo de embalagens descartáveis degradáveis, ou não.

b) Administração pública – promoção de projetos de reciclagem em seus vários segmentos (coleta de lixo, tratamento de resíduos, campanhas de orientação pública etc.).

c) Política tecnológica – apoio e desenvolvimento de projetos de normatização técnica e certificação de conformidade para matérias primas e produtos manufaturados de embalagens de uso doméstico.

d) Legislação – textos legislativos voltados a regulação de sistemas de coleta seletiva de lixo urbano, de critérios para contratos de terceirização de serviços de coleta e descarte de lixo urbano, de embalagens para comercialização de produtos de uso doméstico (alimentos, produtos de limpeza, higiene pessoal e cosméticos etc).

e) Parcerias Público-Privadas – projetos de incentivo e apoio a campanhas de disseminação do conhecimento a respeito de embalagens ambientalmente degradáveis e de iniciativas de exploração comercial da reciclagem de embalagens.

f) Indústria de plásticos – a resposta para a indústria de embalagens plásticas se adequarem à nova realidade de consumo sustentável. Incentivo à pesquisa e a utilização de materiais mais ambientalmente amigáveis e economicamente viáveis.

Esta é a função do debate, isto é, discutir tecnicamente as opções, apresentar alternativas para o descarte final, na perspectiva do interesse público e relevância social ambiental, e por outro lado, despertar a iniciativa privada para a exploração comercial de embalagens ambientalmente sustentáveis.

A FUNVERDE está colaborando na organização deste evento e apóia totalmente a organização de eventos que visam esclarecer a população e os governantes sobre os problemas e as soluções que resolvam em definitivo o problema de resíduos sólidos no país.

 Participe, esta é uma oportunidade para você ter mais informações sobre a temática dos resíduos sólidos e de se engajar conosco nesta batalha que é desplastificar o país.

 

convitepiracicaba  

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