Poluição Archive

O engodo da prefeitura de Belo Horizonte na limpeza de araque na Lagoa da Pampulha

Cartão postal da cidade e uma das áreas mais nobres, a região da Lagoa da Pampulha, projetada por Oscar Niemeyer, poderia ganhar aspecto e funcionalidade litorâneos nos próximos anos.

Era o que se previa em relação às obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento(PAC 2) incluindo subsídios de até R$ 102 milhões para a revitalização da Lagoa, que lamentavelmente se tornou um grande depósito de esgotos.

A despoluição da Lagoa da Pampulha, há décadas no glossário do” promessometro” dos políticos agora ganha uma nova faceta, em função da necessidade da capital mineira também se adequar para receber os jogos da Copa do Mundo.

De acordo com estudos científicos, bacias hidrográficas como a da lagoa da Pampulha foram classificadas visando a defesa de seus níveis de qualidade e considerando que a saúde e o bem estar humano, assim como o equilíbrio ecológico aquático, que não devem ser afetados como conseqüência da deterioração da qualidade das águas.

Ocorre que uma manobra na proposta de edital para a realização das obras propõe que sejam realizados os ajustes necessários para que as águas se enquadrem como de Classe 2, o que significa que continuariam poluídas, apenas um pouco menos que na atualidade.

Assim, em silêncio do jeito que político mineiro gosta, a oportunidade de despoluir a lagoa da Pampulha ao ponto de poder equiparar-se à situação, por exemplo, do lago do Ibirapuera em São Paulo, será totalmente perdida, na medida em que ficará apenas um pouquinho menos suja, mas nunca limpa.

Com isso, o sonhado plano de valorizar essa região da cidade parece que vai ser um tremendo engodo em função da falsa idéia de que é possível economizar, já que o mineiro dificilmente exigiria algo melhor. É o cúmulo!

Fonte – Brasil Sustentável

Relatório destaca empresas que mais contaminam o solo e as águas no Brasil

As empresas Fundição Tupy na região sul, Usiminas- Arcelor Mittal, na região sudeste; Braskem na região nordeste e Petrobras na região norte, são os principais destaques em relatório que aponta avanço da contaminação das águas e do solo no país.

A Campanha da Fraternidade, realizada todos os anos no período da quaresma, em 2011 teve como lema “Fraternidade e a vida no planeta”, coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), promovendo a reflexão coletiva da sociedade em relação ao descaso das autoridades com a preservação dos recursos naturais.

Tratada como mercadoria, “a vida no planeta” está em risco, para as presentes e futuras gerações.

FUNDIÇÃO TUPY – JOINVILLE – SC

Na região SUL, Joinville é destaque NEGATIVO, devido ao avanço da contaminação na baía da Babitonga, tendo a FUNDIÇÃO TUPY como principal agente de degradação com riscos à saúde pública, entre as 10 maiores poluidoras das águas, desde a primeira edição, em função do não tratamento de seus resíduos industriais extremamente tóxicos, em especial as areias de fundição. Nesta edição foi dectado o agravamento disso.

A areia usada no processo de fundição, quando em contato com uma série de produtos químicos se contamina. O elemento mais tóxico é o fenol, que representa cerca de 20% do total, trata-se de substância cancerígena, que torna essa areia muito escura e perigosa. A empresa deveria segregar esse material, dar destinação correta, mas estão misturando os 20% contaminados com o restante, tornando o todo comprometido, depositando irregularmente nas margens da Baía da Babitonga.

Além disso, há denúncias também em relação à contaminação da atmosfera, pela liberação de “pó de ferro” que – além de sujar os quintais da vizinhança – aumentam os problemas respiratórios da população. Trata-se de um pó fino extraído das lixas e absorvidos do ambiente interno por compressores que deveria ser umidificado e enviado a local adequado. Mas a empresa tem jogado esse pó, extremamente fino, na mesma área em que depositam a areia de fundição, aí ele dissipa na atmosfera e se espalha na vizinhança.

O problema é mais grave por conta da omissão das autoridades e da mídia, afinal, a Tupy é uma indústria se coloca como estratégica na geração de empregos em Joinville. Com isso, chantageiam a opinião pública e jogam com os políticos. Em Floripa procuram agradar o DEM, em Joinville, procuram se arranjar com o PT.

Em 2008 a FIESC (Federação das Indústrias catarinenses) se uniu à Federação do Agronegócio, com a proposta de criação de um Código Ambiental catarinense, como forma de burlar limitações da legislação ambiental federal. Em troca introduziram no texto alguns artigos que beneficiam as indústrias, entre eles um que previa o reuso das areias de fundição na construção civil.

O Código Ambiental catarinense foi questionado na justiça federal, mas a Tupy tem pressa em impor essa reuso, para não pagar pela poluição que causa, tanto que recentemente cedeu lajotas feitas de areias contaminadas para a Prefeitura de Joinville usar, inclusive na reconstituição da calçada do Exército.

Em fevereiro de 2011, no 11º. Fórum Social Mundial, juntamente com representantes de comunidades afetadas por graves contaminações em todo o mundo, como a Chechênia, Bósnia e outras, por conta de minas terrestres; Índia, China e África por conta de vazamentos químicos e do Brasil, por conta das contaminações por indústrias e lixões, foi aprovada recomendação para que as organizações sociais busquem criminalizar as práticas de contaminação que afetam principalmente populações pobres desprotegidas.

No caso da Tupy em Joinville, estão sendo reunidos testemunhos de pessoas da comunidade do entorno da fábrica, juntando provas para se exigir indenizações.e até requerer a prisão preventiva de autoridades ligadas à FUNDEMA e, se for o caso, do próprio prefeito da cidadepor estarem se curvando a interesses econômicos colocando em risco a saúde da população que dizem defender.

USIMINAS ARCELOR MITTAL – IPATINGA – MG

Na região SUDESTE, o maior destaque recai sob a empresa Arcelor Mittal em cuja área onde está instalada a USIMINAS existe uma ampla camada de contaminação por benzeno e outros metais pesados cancerígenos. Apesar da intensa luta da comunidade local e pressão da imprensa exigindo que a retirada imediata desse solo contaminado, que se espalha, a empresa continua enrolando as autoridades.

Para se ter uma idéia, além das áreas de produção, no solo abaixo da área destinada a “vestiários” foram descobertas mais de 60 mil metros cúbidos de solo contaminado com benzeno e alcatrão. Para esse caso específico a USIMINAS está contratando pelo prazo de 20 anos uma empresa de monitoramente ambiental, confirmando sua opção pelo embromatios, apesar do compromisso com o Ministério Público de solucionar o problema global a partir de 30 de abril de 2011.

O Ministério Público em Ipatinga obrigou a USIMINAS a tomar providências. Para enganar a população e o MP – se propuseram assinar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) comprometendo-se com o início da remediação da área e remoção de lodo contaminado. Com o espírito do “embromation” comum a grandes empresas que tripudiam em cima de populações de cidades do interior, humilhando suas autoridades com arrogância e cinismo, a USIMINAS anunciou que todo o trabalho local será realizado pela CSD Geoclock.

Trata-se de uma empresa que – em todo o Brasil – tem servido só para as empresas enganarem as autoridades e a opinião pública, tendo sido a grande responsável pela falta de providência em diversos passivos históricos como o Aterro Matovani (região de Campinas-SP). A missão desse tipo de empresa é inventar a necessidade de monitoramento e pequenas ações de remediação, sem exigir providências concretas como remoção de contaminantes, caro para quem as contratam para que gastem o mínimo.

BRASKEM e PETROBRAS – CAMAÇARI (BA), MANAUS E URUCUM (AM)

Na região nordeste, o destaque negativo é a BRASKEM, grande produtora de matéria prima para embalagens plásticas, em função do LOBBY contra o uso de tecnologias de biodegradação do plástico pelas indústrias a quem fornece matéria prima e contra a aplicação de leis que inibam a distribuição indiscriminada de embalagens plásticas não recicláveis. Junto com a Petrobrás, a Braskem domina o cartel da produção e distribuição de resinas.

A distribuição indiscriminada de sacolas plásticas não recicláveis, principalmente por grandes redes de supermercado como Walmart, Carrefour e Pão de Açucar, tem como efeito nocivo dessa ação o agravamento do problema causado pelas enchentes, além da poluição das águas marinhas, causando danos irreparáveis na fauna aquática que morre por sufocamento ao ingerir o plástico que, jogado no oceano leva centenas de anos para degradar, ganhando a aparência de algas, fonte de alimentação das espécies.

Já na região norte, disparada, aparece a Petrobrás como a maior poluidora, em especial por contaminação do solo em sua unidade de Manaus e na área do duto de gas de Urucum

Fonte – Brasil Sustentável

Poluição

Fonte – Um sábado qualquer de 27 de abril de 2011

Frase do século

“Enquanto milhões de pessoas morrem de fome, não se pode admitir o apoio de prefeitos e governadores, o Ministério do Meio Ambiente à sacolas feitas de comida. É inaceitável que as pessoas façam suas compras em supermercados que fornecem e vendem sacolas feitas com alimentos misturados com Petróleo que depois de usadas vão parar no lixo, e que nem podem ser recicladas.”

5 Substâncias Tóxicas Que Já Podem Estar Dentro Da Sua Casa – O que fazer para se proteger?

Pesquisas recentes têm associado 5 ,que estão entre os mais utilizados no mundo todo, à uma série de doenças incluindo o câncer, problemas sexuais e comportamentais.

Nós os encontramos diariamente em garrafas de plástico, embalagens para guardar alimentos, papel filme, latas, acessórios de cozinha, eletrodomésticos, carpetes, cortinas de banheiro, roupas, produtos de higiene pessoal, móveis, TVs, eletrônicos, colchas e lençóis, colchões e almofadas. Resumindo, é muito provável que todos os ambientes em quase todas as casas dos Estados Unidos contenha no mínimo um desses químicos, muitos não existiam a um século atrás.

Os 5 químicos são o bisfenol A, ou BPA; ftalatos; ácido perfluoro-octanoico (PFOA); formaldeído e os PBDEs – difenil éteres polibromados. Testes revelam que os químicos já estão presentes na maioria das pessoas, mas será que ameaçam a saúde de crianças e também a nossa?

O que já sabemos sobre os 5 químicos:

BPA – BISFENOL A

O que faz: BPA é um polimero usado na fabricação de plástico policarbonato, leve, transparente, resistente ao calor e quase inquebrável. É também usado em resinas epoxy.

Onde é encontrado: Garrafas de água, mamadeiras, embalagens plásticas para acondicionamento de alimentos reutilizáveis, talheres plásticos, copos infantis, revestimento interno (resina epóxi) em latas, tampas de jarras, CDs, equipamentos elétricos e eletrônicos e seladores dentais.

Como estamos expostos: Ao consumir alimentos ou bebidas acondicionadas em embalagens que contenham BPA. Crianças e bebês também podem se expor no contato com materiais que contenham BPA pela mão e depois a boca. O BPA também migra de seladores dentais em bocas de pacientes. Fetos são expostos já na barriga da mãe. Quase todos já se expos alguma vez na vida. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças no Estados Unidos encontrou BPA na urina de 93% das pessoas testadas.

Efeitos na saúde: O Conselho Americano da Indústria Química (American Chemistry Council), afirma que a exposição é tão baixa que não prejudica a saúde. Um estudo de 5 anos promovido pela organização Kaiser Permanente com trabalhadores chineses revelou a associação de altas doses de exposição ao BPA à redução na atividade sexual de homens. Essa pesquisa, juntamente com estudos recentes, sugere que o BPA é um potencial cancerígeno que atua como o estrogênio, hormônio feminino e interfere no extremamente delicado sistema endócrino. De acordo com o FDA (Food and Drug Administration), esses estudos sugerem que o BPA pode afetar o cérebro, o comportamento e a glândula da próstata em fetos, bebês e crianças.

Regulamentação nos Estados Unidos: O BPA foi declarado recentemente como um químico preocupante, uma das cinco substâncias que a agência está focando para obter maiores esclarecimentos e possivelmente uma regulamentação mais rígida. (As outras substâncias são: ftalatos, parafinas cloradas de cadeia curta, PBDEs e químicos perfluorados incluindo o PFOA). O FDA permite o uso do BPA em embalagens alimentares
O que você pode fazer para diminuir sua exposição: Compre embalagens e garrafas reutilizáveis para acondicionar alimentos e líquidos de aço inox e vidro. Se preferir o plástico, olhe o número de reciclagem na parte posterior do produto. Se ele tem o número 7, assuma que tem BPA, a não ser que esteja explicitamente dizendo que é BPA fere. Consuma alimentos congelados ou frescos ao invés de enlatados. Outras precauções incluem não esquentar no microondas ou colocar alimentos e bebidas quentes em embalagens plásticas e descartar mamadeiras e copos infantis de plástico que estejam arranhados.

FTALATOS

O que eles fazem: Essa família de químicos torna o plástico mais maleável. Eles também são usados como conectores de químicos.

Onde são encontrados: Xampus, condicionadores, sprays de cabelo, perfumes, colônias, sabão, esmalte de unha, cortinas de plástico de banheiro, cânulas médicas, bolsa para administração intravenosa, pisos de vinil, papéis de parede, embalagens alimentares e revestimento externo de capsulas programadas farmacêuticas.

Como estamos expostos: Ftalatos são absorvidos pela no uso de produtos de higiene pessoal, ingerido em medicamentos, alimentos, água e poeira. Recém-nascidos podem ser expostos através do uso de xampus, loções e talcos. Fetos podem ser expostos ainda na barriga. Virtualmente todos estão expostos aos ftalatos.

Efeitos na saúde: Um novo estudo feito pelo Mount Sinai Center for Children’s Environmental Health and Disease Prevention Research revelou uma associação estatística entre a exposição pré-natal de ftalatos e a incidência de ADHD – Transtorno do déficit de Atenção/Hiperatividade anos depois. Ftalatos são considerados interferentes endócrinos e estudos também revelaram uma associação estatística entre a exposição aos ftalatos e o desenvolvimento sexual masculino. Pesquisas também observaram que os ftalatos interferem no desenvolvimento reprodutivo em animais do sexo masculino em laboratório.

Regulamentação nos Estados Unidos: Ftalatos estão na lista de “químicos preocupantes”do EPA. O FDA permite o uso de ftalatos em embalagens alimentares. O governo americano proibiu no ano passado o uso de 6 ftalatos na fabricação de brinquedos e produtos infantis.

O que você pode fazer para diminuir sua exposição: Evite xampus, condicionadores e outros produtos de higiene pessoal que listem “fragrância”como um ingrediente. Elas podem conter ftalatos. (Empresas não precisam divulgar o ingrediente das fragrâncias e a indústria afirma que esse ftalato é seguro.) O governo americano recentemente eliminou uma fonte de exposição ao proibir a venda de brinquedos que contenham qualquer um dos 6 ftalatos.

ÁCIDO PERFLUORO-OCTANOICO (PFOA – também conhecido como C8)

O que faz: O PFOA é usado na produção de Teflon e milhares de outros produtos não aderentes e resistentes a manchas e à água.

Onde é encontrado: O PFOA está presente no Teflon e em outros revestimentos não aderentes e resistentes a manchas ou à água. Esses revestimentos são usados em equipamentos culinários, roupas resistentes à água, móveis, carpetes e milhares de outras aplicações industriais. O PFOA também pode se formar na quebra ou degradação desses produtos.

Como estamos expostos: Respirando ar contaminado e comendo bebidas e alimentos contaminados. Alguns pesquisadores afirmam que panelas não aderentes soltam vapores de PFOA que contaminam a comida preparada.

Efeitos na saúde: Quase todas as pessoas possuem PFOA em seu sangue. O PFOA causa câncer e problemas de desenvolvimento em animais de laboratório. O EPA concluiu em sua pesquisa que o PFOA provavelmente é carcinogênico mas as pesquisas não foram suficientes para determinar seu potencial carcinogênico em humanos.

Regulamentação nos Estados Unidos: O PFOA é considerado um “químico preocupante”pelo EPA.

O que você pode fazer para diminuir sua exposição: O EPA não recomenda nenhuma ação para diminuir a exposição ao PFOA. Você pode reduzir sua exposição usando panelas de aço inox ou ferro. Caso utilize panelas não aderentes, não as esquente demasiadamente, pois podem liberar gases tóxicos.

FORMALDEÍDO

O que faz: Formaldeído é um ingrediente de resinas que age como uma cola na fabricação de compensados de madeira.

Onde é encontrado: Em compensados como prateleiras, painéis e painéis de fibra; também em colas, adesivos e alguns tipos de tecido.

Como estamos expostos: Ao respirar gases liberados por produtos que contêm formaldeído. A fumaça de carros e cigarros também contem formaldeído.

Efeitos na saúde: O formaldeído é um conhecido carcinogênico que provoca câncer respiratório ou gastrointestinal. Os vapores do formaldeído podem causar náusea, irritação na pele, olhos lacrimejantes ou ardência nos olhos, nariz e garganta.

O que você pode fazer para diminuir sua exposição: Comprar móveis sem formaldeído elimina grande parte da exposição que enfrentamos. Se você tem produtos que contêm formaldeído, aumente a ventilação, reduza a umidade com ar condicionado ou desumidificadores e mantenha sua casa fresca.

PBDEs – difenil éteres polibromados

O que eles fazem: PBDEs são um grupo de químicos utilizados como anti-inflamáveis, o que significa que eles reduzem a possibilidade de um material pegar fogo ou diminuem a velocidade da queima.

Onde são encontrados: PBDEs são encontrados em TVs, computadores, insulação de cabos e espuma de móveis. Ao longo do tempo, TVs e outros produtos liberam PBDEs que se acumula na poeira. Mais de 56 milhões de PBDEs são produzidos anualmente no mundo e eles não se desintegram facilmente.

Como estamos expostos: Engolir poeira contaminada com PBDE e o contato com essa poeira são as duas principais rotas do químico para nosso corpo, eles depois se acumulam no tecido adiposo. Podemos também nos expor pela comida ou água. Bebês recém-nascidos que são amamentados estão expostos aos PBDEs pelo leite da mãe e possuem uma exposição maís alta comparada ao seu peso, seguida de bebês e crianças pequenas de acordo com dados do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (Centers for Disease Control and Prevention). Níveis em humanos têm crescido rapidamente desde que os PBDEs foram introduzidos nas décadas de 1960 e 1970.

Efeitos na saúde: PBDEs acumulam no corpo. Testes toxicológicos mostram que o PBDEs podem danificar o fígado e os rins e afetar o cérebro e o comportamento, de acordo com o EPA.
Regulamentação nos Estados Unidos: Em dezembro o EPA classificou os PBDEs como “químicos preocupantes”.

O que você pode fazer para diminuir sua exposição: Evite comprar produtos que sejam anti-inflamáveis e não deixe poeira acumular em sua casa.

Fonte – CNN em dia 31 de maio de 2010 (Parte do Programa Especial Toxic America)

91 per cent of Canadians test positive for BPA

 

 

 

 

 

 

 

More than 90 per cent of people, aged between six to 79, tested positive for the chemical bisphenol A (BPA) in their urine, reveals the Canadian Health Measures Survey.

The federal study conducted, between 2007 and 2009, analyzed blood and urine samples for indicators of more than 80 environmental contaminants and chemical substances.

Those surveyed had a mean concentration of 1.16 micrograms of BPA per litre in their urine.

The study also revealed that concentrations of BPA in urine were higher for children aged 6 to 11 than they were for adults aged 40 to 79. The highest concentrations were identified in teenage children.

Some scientists argue that BPA damages human health – adversely effecting the reproductive and nervous systems.

But supporters of BPA claim that the chemical is safe to use in food and beverage packaging.

Enquanto isso, o xico tóxico da plastimorte , o CETEA/ITAL, o INP e todo o setor que vive às custas da máfia das petroquímicas, engana a população e ainda ataca tecnologias que resolvem o problema da poluição causada pelos seus próprios plásticos …

Por que $$$erá???

Brasil se torna o principal destino de agrotóxicos banidos no exterior

Campeão mundial de uso de agrotóxicos, o Brasil se tornou nos últimos anos o principal destino de produtos banidos em outros países. Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia (UE), Estados Unidos e um deles até no Paraguai.

A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em dados das Nações Unidas (ONU) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Apesar de prevista na legislação, o governo não leva adiante com rapidez a reavaliação desses produtos, etapa indispensável para restringir o uso ou retirá-los do mercado. Desde que, em 2000, foi criado na Anvisa o sistema de avaliação, quatro substâncias foram banidas. Em 2008, nova lista de reavaliação foi feita, mas, por divergências no governo, pressões políticas e ações na Justiça, pouco se avançou.

Até agora, dos 14 produtos que deveriam ser submetidos à avaliação, só houve uma decisão: a cihexatina, empregada na citrocultura, será banida a partir de 2011. Até lá, seu uso é permitido só no Estado de São Paulo.

Da lista de 2008, três produtos aguardam análise de comissão tripartite – formada pelo Istituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Ministério da Agricultura (Mapa) e Anvisa – para serem proibidos: acefato, metamidofós e endossulfam. Um item, o triclorfom, teve o pedido de cancelamento feito pelo produtor. Outro produto, o fosmete, terá o registro mantido, mas mediante restrições e cuidados adicionais.

Enquanto as decisões são proteladas, o uso de agrotóxicos sob suspeita de afetar a saúde aumenta. Um exemplo é o endossulfam, associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil t.

“Estamos consumindo o lixo que outras nações rejeitam”, resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz, Rosany Bochner. Proibido na UE, China, Índia e no Paraguai, o metamidofós segue caminho semelhante.

O pesquisador da Fiocruz Marcelo Firpo lembra que esse padrão não é inédito. “Assistimos a fenômeno semelhante com o amianto. Com a redução do mercado internacional, os produtores aumentaram a pressão para aumentar as vendas no Brasil.” As táticas usadas são várias. “Pagamos por isso um preço invisível, que é o aumento do custo na área de saúde”, completa.

O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, Luís Rangel, admite que produtos banidos em outros países e candidatos à revisão no Brasil têm aumento anormal de consumo entre produtores daqui. Para tentar contê-lo, deve ser editada uma instrução normativa fixando teto para importação de agrotóxicos sob suspeita. O limite seria criado segundo a média de consumo dos últimos anos. Exceções seriam analisadas caso a caso.

A lentidão na apreciação da lista começou com ações na Justiça, movidas pelas empresas de agrotóxicos e pelo sindicato das indústrias. Em uma delas, foram incluídos documentos em que o próprio Mapa posicionou-se contrariamente à restrição. Só depois que liminares foram suspensas, em 2009, as análises continuaram.

Empresas. Representantes das indústrias criticam o formato da reavaliação. O setor diz não haver critérios para a escolha dos produtos incluídos na lista. E criticam a Anvisa por falta de transparência. Para as indústrias, o material da Anvisa não traz informações técnicas.

A Associação Nacional de Defesa Vegetal critica as listas de riscos ligados ao uso de produtos, muitas vezes baseadas em estudos feitos em laboratório. “Não há como fazer estudos de risco em população expressiva. A cada dia, mais países baseiam suas decisões em estudos feitos em laboratórios”, rebate o gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meireles.

Fonte – Lígia Formenti, Estadão de 30 de maio de 2010

Entenda por que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo

Professor diz que a lentidão do Estado em proibir o uso agrotóxicos prejudiciais à saúde causa mortes.

O Brasil é campeão mundial de uso de agrotóxico, embora não seja o campeão mundial de produção agrícola. O País ainda é o principal destino de agrotóxicos barrados no exterior. Para entender por que isso acontece, entrevistamos o pesquisador do assunto, Wanderley Pignati, doutor em Saúde Pública e professor da Universidade Federal de Mato Grosso. Confira abaixo:

Por que o Brasil lidera o ranking de uso de agrotóxicos? Temos mais pragas que os demais países?

É uma somatória de razões. A mais óbvia é que somos um dos maiores produtores agrícolas do mundo, de soja principalmente. Uma outra é que nossas sementes melhoradas já são pensadas para usar agrotóxicos. São selecionadas até um certo ponto em que, realmente, dependem destes produtos. E, para dar a produtividade que se espera, demandam grandes quantidades. Em terceiro lugar, não temos mais pragas, mas, por usarmos agrotóxicos há tantos anos, nossas pragas ficaram mais resistentes. É um espiral que vai aumentando.

Como outros países evitam o uso de agrotóxicos?

Eles limitam o uso de agrotóxicos mais tóxicos. Aqui usamos agrotóxicos que foram proibidos em 1985 na União Européia (UE), Estados Unidos e Canadá. No Brasil, estamos tentando revisar o uso de 14 tipos há dois anos e não conseguimos, porque dependemos do parecer do Ministério da Agricultura, do Ministério do Meio Ambiente e o parecer do próprio sindicato dos produtores.

Na UE existe uma fiscalização mais rigorosa. Aqui aplicamos dezenas de agrotóxicos por avião, coisa que é proibida lá. Jogamos agrotóxicos por avião perto de casas, animais, gado, nascentes de rios e córregos. Outro fator importante é a conscientização da população europeia, que cobra este tipo de cuidado do governo e dos produtores.

Agrotóxico faz mal mesmo se for usado corretamente?

Não existe uso seguro. Isso é uma fala dos produtores de agrotóxico. Por exemplo, se o trabalhador que aplica estiver como um astronauta – isolado com todos os equipamentos de proteção (EPI), inclusive para respirar – ele é menos prejudicado, mas não existe uma proteção 100% dos trabalhadores. E qual a proteção ao ambiente? Isso vai sempre deixar resíduos em alimentos, contaminar rios, ar, lençóis freáticos. Que segurança é essa?

E se formos mais a fundo nessa discussão, veremos que é uma contaminação intencional. Em termos jurídicos, fala-se em crime culposo quando a pessoa não teve a intenção de cometê-lo e doloso quando teve. Aqui não é um crime culposo. Não é culpa do vento que mudou o agrotóxico de direção, mas do agricultor que cometeu um ato inseguro e intencional. Existe a intenção de poluir para atingir o alvo dele – no caso, os insetos, as pragas. Ele aceita conscientemente essa consequência.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as intoxicações por agrotóxicos são três milhões anuais. Destes, 2,1 milhões de casos acontecem nos países em desenvolvimento. Mais de 20 mil pessoas morrem no mundo, 14 mil estão nas nações do terceiro mundo. Existe alguma razão para que essas mortes concentrem-se nestes países?

Utiliza-se mais agrotóxico, em primeiro lugar, porque se produz mais alimentos em países em desenvolvimento. Muitas dessas lavouras usam agrotóxicos proibidos na União Europeia, EUA e Canadá. Ora, se são mais tóxicos e proibidos lá, naturalmente acontecerão mais mortes aqui na América Latina e na África. E quer saber mais? Muitos desses agrotóxicos são produzidos no primeiro mundo e vendidos para o terceiro.

Como um agrotóxico provoca a morte de uma pessoa? Que outros males eles podem causar à saúde?

Depende do agrotóxico. Aqui no Mato Grosso, por exemplo, já vimos caso de trabalhador que estava no trator com o ar condicionado ligado, jogando agrotóxico. Como o filtro de ar estava vencido, e ele não usava máscara dentro do trator, morreu de intoxicação aguda. Alguns agrotóxicos também causam câncer, problemas neurológicos, má formação fetal e desregulação endócrina. São extremamente prejudiciais à saúde humana. Estão na água, no ar, na chuva.

Os defensivos agrícolas demoram de três a quatro anos para degradar e o produto é tão prejudicial quanto a substância inicial. Um grande problema são doenças crônicas que acontecem durante anos de uso continuado de níveis baixos de agrotóxicos. Existe hoje a determinação de um limite máximo de resíduo por alimento. Esse limite não deveria existir, é absurdo. Cada pessoa tem uma sensibilidade diferente ao produtos. Sabe como esse limite é determinado? A partir da média da sensibilidade das pessoas, são medidas arbitrárias. No Brasil, por exemplo, um quilo de soja pode ter 10 miligramas de glicosato [princípio ativo de um agrotóxico famoso]. Nos EUA o limite é de 5 mg, na Argentina 5 mg, mas na Europa é 0,2 mg.

Qual a punição dada ao agricultor que permite que seus funcionários ou clientes sejam intoxicados no Brasil?

Primeiro ele vai responder ao Ministério do Trabalho, porque será notificado como um acidente de trabalho. Depois, podem entrar com uma ação de crime doloso [intencional] contra ele. Porque se contratou, tem que dar toda a proteção ao trabalhador. A punição depende muito da força do Sindicato.

Na sua opinião, os alimentos transgênicos são uma solução para o uso de agrotóxicos?

Pelo contrário. Alguns transgênicos são feitos para ser mais resistentes aos agrotóxicos, por isso se usa ainda mais, como a soja resistente ao glicosato.

Quais são as lavouras que mais usam agrotóxicos no Brasil?

Por hectare é o algodão. Logicamente não comemos algodão, mas sua semente é usada para fazer ração de gatos e outros animais. Outras lavouras que usam muito agrotóxico são as de tomate, morango, hortaliças em geral, soja e milho.

Como se proteger? Basta lavar bem as verduras e legumes?

Não. O consumidor deve também consultar os dados do PARA [Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos] da Anvisa. Nos dados de 2009, ele descobrirá os alimentos que têm problemas e poderá evitá-los. Mas é preciso ainda pressionar a Secretaria de Saúde e do Meio Ambiente para que façam uma vigilância mais dura.

Fonte – Mariana Lucena, Revista Galileu

Imagem – natoshapetersen

Bisfenol-A(BPA) – Ao contrário do que diz a Abiquim já existem estudos científicos dos riscos à saúde

Recentemente o MPF/SP instaurou inquérito para apurar riscos da substância bisfenol-A (BPA) à saúde, tendo em vista as crescentes preocupações mundiais com os reconhecidos riscos desta substância.

Como não poderia deixar de ser, a Abiquim imediatamente negou que os riscos existam.

Em entrevista a jornalista Daniel Mello, repórter da Agência Brasil, em 19/07/2010, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Nelson Pereira dos Reis,

…confirmou que dentro dos limites o Bisfenol não representa perigo. Segundo ele, mesmo com parte da substância pode se misturando ao alimento, se as normas de dosagem forem seguidas, a substância é eliminada rapidamente do organismo. “Ele é eficientemente metabolizado e excretado”, destacou.

A proibição do Bisfenol em alguns países se deve, de acordo com Pereira, a decisões políticas não embasadas em fatos científicos. “Não há nada cientificamente comprovado que o uso do Bisfenol A ofereça risco à saúde”.

A substância é utilizada, segundo ele, apenas em uma pequena parte dos produtos feitos de plástico. “O Bisfenol é utilizado na fabricação de policarbonados, o que perto do conjunto dos plásticos é uma parte muito pequena, perto de 1%.”

Apesar de garantir a segurança do produto, o presidente da Abiquim disse que “testes adicionais são bem-vindos”….

A declaração, meramente protocolar, não foi diversa do que seria de se esperar, principalmente considerando que a indústria química nunca foi uma militante da transparência e da verdade. Mas, neste caso, a distorção dos fatos pode ser uma ameaça à saúde pública.

O bisfenol-A (BPA) é tema recorrente nos meus textos como editor de ciências e, em razão disto, me darei ao trabalho de documentar vários estudos científicos dos riscos à saúde do BPA.

Vejamos:

A exposição aos níveis ambientais regulamentados para indústria química dos EUA, pela EPA, ainda no útero e/ou no início da vida pode causar danos de longa duração à função testicular, segundo um novo estudo realizado em animais. Os resultados foram apresentados segunda-feira na 92a Reunião Anual da Endocrine Society’s, realizada em San Diego.

O estudo foi apresentado por Benson Akingbemi, PhD, principal autor do estudo e um professor adjunto na Auburn (Ala.) University.

Na mesma reunião da Endocrine Society’s, foi apresentado um estudo do Prof. Evanthia Diamanti-Kandarakis, PhD, da University of Athens Medical School in Greece, segundo o qual mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP), o desequilíbrio hormonal mais comum em mulheres em idade reprodutiva, podem ser mais vulneráveis à exposição ao BPA.

O estudo sugere que o BPA, um disruptor hormonal conhecido, é mais presente e associado com níveis mais altos de hormônios masculinos no sangue das mulheres com SOP, quando comparadas com mulheres saudáveis .

O estudo Bisphenol-A exposure in utero leads to epigenetic alterations in the developmental programming of uterine estrogen response], publicada na edição online da revista FASEB (http://www.fasebj.org), agrega mais dados de que os níveis considerados seguros, de exposição ao Bisfenol-A(BPA), não são efetivamente seguros. A pesquisa sugere que a exposição ao bisfenol A (BPA) durante a gestação leva a alterações epigenéticas que podem causar problemas de reprodução permanente na prole do sexo feminino. [in http://www.ecodebate.com.br/2010/03/01/a-exposicao-de-ratas-gravidas-ao-bisfenol-abpa-indica-que-a-contaminacao-pode-afetar-a-saude-da-prole-do-sexo-feminino/ ]

No estudo [Maternal Bisphenol A Exposure Promotes the Development of Experimental Asthma in Mouse Pups], pesquisadores expuseram ratas prenhas ao BPA, em dosagens proporcionais a uma mulher grávida, ao longo da gestação e do período de amamentação, identificando que a exposição aumentou o risco do desenvolvimento de asma. A pesquisa foi publicada na edição de fevereiro da revista Environmental Health Perspectives. [in http://www.ecodebate.com.br/2010/02/05/pesquisa-sugere-que-exposicao-de-gestantes-ao-bisfenol-abpa-aumenta-o-risco-de-asma-nas-criancas-por-henrique-cortez/ ]

Pesquisadores da Universidade de Exeter e Peninsula Medical School descobriram mais evidências de uma ligação entre a exposição ao bisfenol-A(BPA) e doença cardiovascular.

A pesquisa [Association of Urinary Bisphenol A Concentration with Heart Disease: Evidence from NHANES 2003/06] avaliou dados do estudo populacional NHANES 2005-2006, relativo aos EUA e seus resultados foram publicados pela revista online, PlosOne. [in http://www.ecodebate.com.br/2010/01/19/estudo-confirma-ligacao-do-bisfenol-abpa-a-doencas-cardiovasculares-em-adultos-por-henrique-cortez/ ]

De acordo com reportagem [BPA in the womb shows link to kids’ behavior] de Janet Raloff, na edição online do Science News, de 06/10/2009, as meninas que tiveram exposição pré-natal ao bisfenol-A (BPA), no início da gravidez, mostraram-se mais agressivas que os meninos, além de índices maiores de ansiedade. De acordo com o Science News, esta é a primeira pesquisa a associar a exposição a um contaminante ambiental aos problemas de comportamento diferenciado por gênero. [in http://www.ecodebate.com.br/2009/10/09/exposicao-pre-natal-ao-bisfenol-abpa-e-relacionada-a-efeitos-comportamentais-adversos-nas-criancas-por-henrique-cortez/ ]

Em um estudo [Use of Polycarbonate Bottles and Urinary Bisphenol A Concentrations] da Harvard School of Public Health (HSPH) pesquisadores descobriram que os participantes que, ao longo de uma semana, beberam em garrafas de policarbonato , comumente usado garrafas plásticas e mamadeiras, apresentaram um aumento de dois terços da substância química bisfenol-A (BPA) na urina . [in http://www.ecodebate.com.br/2009/05/25/estudo-confirma-a-contaminacao-por-bisfenol-a-bpa-a-partir-de-garrafas-plasticas/ ]

Pesquisadores da Yale School of Medicine comprovaram que o bisfenol-A (BPA) pode afetar primatas, tendo observado que ele produziu danos neurológicos em macacos. É a primeira evidência de que o BPA pode afetar a saúde de primatas e, por consequência, também os humanos.

A pesquisa foi publicada na edição online da PNAS, Proceedings of the National Academy of Sciences. O estudo “Bisphenol A prevents the synaptogenic response to estradiol in hippocampus and prefrontal cortex of ovariectomized nonhuman primates“, publicado na revista online PNAS, 10.1073/pnas.0806139105, está disponível para acesso integral no formato HTML. Para acessar o estudo clique aqui. [in http://www.ecodebate.com.br/2009/03/19/pesquisa-relaciona-o-bisfenol-a-bpa-a-danos-neurologicos/ ]

Estudo [State of the Evidence The Connection Between Breast Cancer and the Environment] sugere que produtos químicos encontrados em praticamente tudo, de pesticidas aos plásticos para produtos de higiene pessoal, ‘imitam’ ou alteram o hormônio estrógeno. Dentre estes produtos químicos destacam-se os controversos ftalatos e o bisfenol-A (BPA).

Os pesquisadores analisaram 400 estudos epidemiológicos e experimentais. De acordo com a pesquisa, a exposição a substâncias químicas comuns encontradas em garrafas plásticas de água, mamadeiras e embalagens de alimentos podem ser ligados ao desenvolvimento de câncer de mama, ao longo da expectativa de vida. [in http://www.ecodebate.com.br/2009/02/20/nova-pesquisa-reafirma-a-relacao-entre-exposicao-quimica-e-cancer-de-mama/ ]

Uma nova pesquisa, [Oral Exposure to Bisphenol A Increases Dimethylbenzanthracene-Induced Mammary Cancer in Rats] realizada na Universidade do Alabama em Birmingham, agrega novas informações e preocupações sobre o aditivo plástico bisfenol-A, BPA , comumente usado em produtos de consumo, inclusive mamadeiras, garrafas de água e revestimentos de latas.

O Dr. Coral Lamartiniere, descacado toxicologista e cientista sênior no Comprehensive Cancer Center, da UAB, concluiu que os baixos níveis de bisfenol-A, BPA, administrado via oral em roedores, causou tumores e alterações genéticas compatíveis com fases iniciais de câncer. [in http://www.ecodebate.com.br/2009/01/13/nova-pesquisa-reafirma-os-riscos-do-bisfenol-a-bpa-para-o-desenvolvimento-de-cancer-por-henrique-cortez/ ]

Frederick vom Saal, pesquisador da Divisão de Ciências Biológicas, da University of Missouri-Columbia, ao avaliar que o Canadá estuda proibir a utilização do BPA em produtos infantis, afirma que isto é um grande passo, mas não é o suficiente, porque o seu uso deve ser proibido integralmente. O Bisfenol A é, reconhecidamente, um disruptor do sistema hormonal e , em cobaias animai, já foi relacionado com o aumento do risco de desenvolvimento de câncer. Dados do Centers for Disease Control and Prevention mais de 90% dos norte-americano, com mais de 6 anos de idade, possuem algum grau de presença do BPA no organismo.

Vom Saal detaca que numerosos estudos com animais relacionam o BPA com disfunções sexuais, redução na contagem de esperma, feminização de macho e câncer de próstata. Ele afiram, ainda, que na pesquisa com animai não foram identificados níveis seguros de exposição ao Bifenol-A [in http://www.ecodebate.com.br/2008/09/20/pesquisador-afirma-que-nao-existem-niveis-seguros-de-exposicao-ao-bisfenol-a-bpa/ ]

Garrafas de plástico, quando aquecidas com água fervente, liberam químicos tóxicos bisfenol A (BPA), a uma taxa 55 vezes superior do que quando preenchidas com água temperatura em ambiente. É o que afirma um estudo realizado por pesquisadores da University of Cincinnati College of Medicine e publicado na revista Toxicology Letters.

Pesquisa publicada na revista Journal of the American Medical Association, JAMA, afirma que o BPA, utilizado em plásticos de garrafas e mamadeiras, está associado ao aumento dos casos de diabetes e problemas cardíacos. Pesquisadores da Exeter University, demonstraram que pessoas com altos níveis de BPA no organismo possuem alta probabilidade de desenvolver algumas doenças.

A pesquisa foi realizada utilizando dados dos EUA, coletados no National Health and Nutrition Examination Survey 2003-2004, com 1.455 adultos entre 18 e 74 anos. A concentração de BPA foi coletada em exames de urina.

Os cientistas identificaram que as pessoas com problemas cardiovasculares e diabetes possuíam maiores concentrações de Bisfenol A em suas urinas.

Para acessarem a íntegra do estudo “Association of Urinary Bisphenol A Concentration With Medical Disorders and Laboratory Abnormalities in Adults”, publicado no JAMA Vol. 300, No. 11, September 17, 2008, cliquem aqui.

Para acessarem o editorial do JAMA, na mesma edição, “Bisphenol A and Risk of Metabolic Disorders” cliquem aqui.

Há, portanto, informações e pesquisas mais do que suficientes para documentar os riscos do bisfenol-A (BPA) à saúde.

Os casos aqui relatados mostram que apenas a Abiquim convenientemente desconhece estes estudos.

Em nenhuma hipótese é aceitável que os interesses corporativos e o lucro possam significar quaisquer riscos à saúde.

O MPF/SP está absolutamente correto e, quem sabe assim, a Anvisa, finalmente, proíba esta ‘bomba’ química em nosso país, apesar dos poderosos interesses aos quais a Abiquim representa.

Para saber mais sobre o Bisfenol-A clique aqui.

Fonte – Henrique Cortez para o EcoDebate de 23 de julho de 2010.

MPF/SP instaura inquérito para apurar riscos da substância bisfenol-A (BPA) à saúde

A exposição ao BPA pode ter efeitos nocivos para a saúde. O BPA é usado em embalagens de plástico, como garrafas plásticas, copos e potes.

Substância utilizada na produção de garrafas plásticas, mamadeiras e outros produtos de plástico é suspeita de causar doenças e já foi proibida em outros países

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP), pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, instaurou inquérito civil público para apurar os eventuais efeitos nocivos à vida e à saúde das pessoas gerados pela substância Bisfenol A (BPA), bem como a forma de regulamentação de seu uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na portaria em que foi publicada a instauração do inquérito, o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, determinou que seja solicitado à Anvisa informações sobre a regulamentação da utilização da referida substância, além de eventuais estudos existentes sobre seus aspectos nocivos.

A preocupação sobre os riscos que o BPA pode causar à saúde e à vida se sustenta em recentes pesquisas divulgadas por uma universidade norte-americana. A substância já foi proibida em outros países, como Canadá, Dinamarca e Costa Rica, e em alguns estados norte-americanos.

Para muitos cientistas, a substância seria causadora de algumas doenças, como o câncer de mama, os distúrbios cardíacos, a obesidade e a hiperatividade. Mas a atenção é especial com as grávidas e as crianças pequenas. A substância pode prejudicar as funções endócrinas e alterar o funcionamento do hormônio feminino estrogênio.

No Brasil, o Bisfenol A é utilizado na produção de garrafas plásticas, mamadeiras, copos para bebês, entre outros produtos, a maioria de plástico.

Fonte – Informe da Procuradoria da República em São Paulo / EcoDebate de 20 de julho de 2010

Saiba mais sobre os riscos do amianto à saúde

O amianto é um mineral que ocorre na natureza. Uma variedade da substância, o amianto branco*, é usado na indústria da construção civil nos países em desenvolvimento, mas é proibido na maioria dos países industrializados, devido aos riscos para a saúde.

Outras formas de amianto – o azul e o marrom – são proibidos em todo o mundo.

Para que serve o amianto?

O amianto é resistente ao calor e ao fogo. Além disso, o material é resistente e barato, por isso pode ser usado de diversas formas. Ele pode ser misturado ao cimento para fabricação de tetos e pisos. Também é utilizado em canos, tetos, freios, entre outros.

O amianto é perigoso?

Fragmentos microscópicos de fibras de amianto são potencialmente perigosos quando inalados e podem provocar doenças respiratórias:

* Câncer de pulmão, que é o mais comum em pessoas expostas ao amianto;
* Mesotelioma, uma forma de câncer no peito que praticamente só ocorre em pessoas expostas ao amianto;
* Asbestose, uma doença que causa falta de ar e pode levar a problemas respiratórios mais graves.

O amianto branco, conhecido como crisótilo, é a única forma de amianto usada hoje. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a variação também é associada ao mesotelioma e outros tipos de câncer, mas seus produtores dizem que a substância é segura se manejada com cuidado.

Onde o amianto é usado?

Em países da União Europeia, na Austrália e em mais de 20 países, o amianto branco é proibido. Ele é limitado a quantidades pequenas nos Estados Unidos e no Canadá.

Os maiores consumidores são China, Índia e Rússia. Os maiores exportadores são Rússia, Cazaquistão, Brasil e Canadá.

E no Brasil?

O amianto é amplamente produzido e usado no Brasil, apesar de alguns esforços isolados para se banir a substância. O Brasil é o terceiro maior produtor e exportador de amianto, que é vendido para países como Colômbia e México. O país também é o quinto maior consumidor do produto.

As 11 empresas que trabalham com o produto empregam mais de 3,5 mil pessoas diretamente e movimentam R$ 2,5 bilhões por ano.

O amianto pode ser usado de forma segura?

Alguns especialistas afirmam que o amianto branco traz menos risco à saúde do que o amianto azul e marrom, mas mesmo empresas que vendem a substância dizem que os trabalhadores devem evitar inalar o ar com o produto.

Nos Estados Unidos, as fábricas precisam se certificar de que existe menos de 0,1 partículas de amianto por centímetro cúbico de ar.

Um órgão de saúde do governo americano afirma que mesmo a exposição a esse grau de contaminação do ar ao longo de uma vida toda de trabalho pode provocar cinco mortes por câncer e duas por asbestose em cada mil trabalhadores.

Como os trabalhadores podem se proteger?

Eles podem usar roupas protetoras e máscaras para respiração. Outra medida é reduzir o nível de poeira nas fábricas com ventiladores, aspiradores e água, mantendo o ambiente mais úmido.

Familiares de trabalhadores também correm risco?

O maior grupo de risco são os trabalhadores expostos por muito tempo. No entanto, há casos de esposas que morreram de doenças relacionadas ao amianto por manejarem as roupas sujas do marido. Filhos de trabalhadores também já morreram pelo mesmo motivo.

Quanto tempo leva para que se contraia uma doença relacionada ao amianto?

A asbestose pode surgir em uma década após exposição inicial ao amianto, mas em muitos casos ela demora ainda mais. O mesotelioma pode surgir em 30, 40 ou até 50 anos após a exposição. Médicos dizem que pacientes diagnosticados com mesotelioma tem menos de cinco anos de expectativa de vida.

Nota: Amianto branco também chamado de crisótilo ou crisotila.

Fonte – BBC Brasil / EcoDebate de 22 de julho de 2010

Amianto pode matar mais de 1 milhão no mundo até 2030

Especialistas em saúde pública alertam para um grande aumento no número de mortes nas próximas duas décadas devido ao uso do amianto pela indústria da construção civil, sobretudo nos países em desenvolvimento.

Uma investigação conjunta da BBC e do Consórcio de Jornalistas Investigativos revelou que mais de 1 milhão de pessoas podem morrer até 2030 devido a doenças ligadas à substância. Com um consumo de amianto 50 vezes maior do que os Estados Unidos, o Brasil é o quinto maior consumidor do produto em uma lista liderada por China, Índia e Rússia.

O amianto é uma fibra natural presente em minas. Barato e resistente ao calor e ao fogo, é misturado ao cimento para construção de telhas e pisos.

No entanto, a substância, cujo uso é proibido ou restrito em 52 países, solta fragmentos microscópicos no ar que podem provocar diversas doenças pulmonares quando inaladas, inclusive alguns tipos de câncer.

Amianto branco

A investigação conjunta do Consórcio de Jornalistas Investigativos e da BBC revelou que a produção de amianto continua na ordem de dois milhões de toneladas.

A indústria do amianto movimenta bilhões de dólares, sobretudo com exportações para países em desenvolvimento, onde as leis de proteção e a fiscalização são mais brandas.

Apesar da proibição e restrição ao uso, uma variação da substância conhecida como amianto branco é produzida e exportada para diversos países.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo o amianto branco pode provocar câncer.

Alguns cientistas temem que a disseminação do amianto branco possa prolongar uma epidemia de doenças relacionadas à substância.

“Minha visão é de que os riscos são extremamente altos. Eles são tão altos quanto qualquer outra substância cancerígena que vimos, com exceção, talvez, do cigarro”, afirma Vincent Cogliano, cientista da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer da OMS.

Segundo a OMS, 125 milhões de pessoas convivem com amianto no trabalho. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 100 mil trabalhadores morram por ano devido a doenças relacionadas ao amianto.

Nos Estados Unidos, a indústria da construção civil não usa mais nenhum tipo de amianto. No entanto, o número de mortes devido à substância está chegando ao ápice, devido ao longo período em que a doença ainda pode se manifestar.

No México, mais de 2 mil empresas usam o amianto em diversos produtos, como freios, aquecedores, tetos, canos e cabos. Mais de 8 mil trabalhadores têm contato direto com a substância.

Doença

O Canadá é um dos maiores produtores mundiais de amianto branco e exporta o produto, mas proíbe seu uso no país.

Na província de Quebec, Bernard Coulombe, que é proprietário de uma mina, afirma que o amianto branco exportado por ele é vendido “exclusivamente para consumidores finais que possuem os mesmos padrões de higiene industrial do Canadá”. Ele afirma que sua indústria possui amparo legal para exportar o produto.

Não muito longe dali, a pintora amadora Janice Tomkins luta contra mesotelioma, uma doença rara ligada ao amianto. Ela acredita ter contraído a doença há vários anos devido à exposição ao amianto azul e marrom, variações hoje proibidas internacionalmente.

Ela luta para impedir que o governo do Quebec libere um financiamento de US$ 56 milhões para que a mina próxima a sua casa possa expandir a produção, de olho em mercados emergentes como a Índia.

Fonte – BBC Brasil / EcoDebate de 22 de julho de 2010

Pelo banimento do amianto em todo Brasil

O amianto é uma fibra natural muito utilizada em telhas e caixas d’água. No entanto, o contato, tanto por parte do produtor quanto do consumidor, com esse recurso pode trazer inúmeras e sérias doenças, principalmente respiratórias. O problema é tão grande que o amianto é totalmente proibido na Europa, além de Argentina e Chile. O Brasil é um dos principais produtores de materiais com amianto, mas está começando a discutir o banimento dele. Nesse sentido, depois de dois anos de estudos, a Câmara dos Deputados, através do Grupo de Trabalho do Amianto, da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, apresentou, recentemente, o relatório do amianto e propôs o banimento de todas as formas da fibra em todo o território nacional.

A IHU On-Line entrevistou, por telefone, o relator do dossiê, o deputado federal Edson Duarte (PV-BA). Ele falou sobre o conteúdo do documento, explicou os impactos que o banimento pode trazer ao país e analisou a cadeia de produção do amianto e os principais problemas que ele tem causado aos trabalhadores. “É preciso, também, que o governo brasileiro acompanhe todos aqueles que trabalharam ou que tiveram contato com a produção ou produtos feitos a partir desse mineral. Essas pessoas precisam de acompanhamento e tratamento. E o governo deve exigir que isso seja bancado pelas empresas”, disse Duarte.

IHU On-Line – O que diz o dossiê do amianto?

Edson Duarte – Esse relatório tem mais de 700 páginas e é um estudo profundo sobre a situação do amianto no Brasil. Nós temos diversos projetos tramitando na Câmara dos Deputados e no Senado a respeito do amianto e este relatório é o resultado de um grupo de trabalho que foi formado na Câmara dos Deputados para garantir subsídios em relação ao tema. Esse assunto é extremamente relevante e, no Brasil, foi motivado pelo banimento do amianto em toda a Europa e em alguns países da América do Sul.

Alguns estados, como São Paulo, já proibiram o uso do amianto. Há, portanto, um debate intenso, mas que não tinha subsídios para ir adiante. Desta forma, o grupo de trabalho elaborou este relatório de modo que pudesse garantir conteúdo para a realização do debate em torno das conseqüências do uso do amianto. Creio que, a partir de agora, vamos ter as condições e subsídios necessários para fazer um debate profundo e, com isso, espero que o Brasil tenha coragem de tomar a decisão de proibir o amianto de uma vez por todas em todo o país.

IHU On-Line – Há impactos sociais caso a lei seja aprovada?

Edson Duarte – Há. Isso porque temos, logicamente, empregos ligados à cadeia do amianto, desde a mina até o comércio. Mas não teremos grandes impactos com a proibição do uso desse recurso, porque a partir do momento em que o amianto seja banido, teremos outras matérias diversas que podem substituí-lo. Não haverá impacto significativo, até porque a cadeia do amianto é hoje uma cadeia bastante restrita. O único local que poderia sofrer um impacto maior é a cidade de Minas Sul, no interior de Goiás, onde está localizada a única mina de amianto do mineral no Brasil.

De qualquer forma, independente do banimento, o amianto é um mineral não renovável, então não tem como a cidade de Minas Sul ficar dependendo deste mineral como única fonte de renda, como acontece hoje. O que temos percebido é que em Goiás não há uma preocupação das autoridades em fazer uma transição necessária e inadiável.

IHU On-Line – É verdade que as doenças do amianto não ocorrem mais no Brasil?

Edson Duarte – Não é verdade. Há uma invisibilidade das doenças do amianto no Brasil. Há uma precariedade nos diagnósticos das doenças. Hoje, o acompanhamento das pessoas é feito quase que exclusivamente pelos médicos das empresas. Os trabalhadores não têm a quem recorrer porque o sindicato do setor é comprometido também com as empresas. É um sindicato que faz parte do movimento de lobby pró-amianto. Assim, estes trabalhadores não tem como receber outra avaliação, não há estrutura pública que ofereça tanto exames quanto diagnósticos que possam associar os problemas de saúde com o amianto.

O que nós sabemos é que algumas das doenças que são associadas ao amianto só aparecem depois de 30, 40 anos que o trabalhador teve contato com a fibra. Hoje não podemos dizer de forma segura que não há doentes no Brasil. É claro que os processos industrial e de mineração mudaram muito no país, mas não conseguiram garantir que o trabalho com amianto seja seguro e sem riscos. Todas as formas de amianto são agressivas e prejudiciais à saúde em todos os níveis de exposições e em todos os níveis em relação ao número de partículas em suspensão no ar. Isso é consenso médico e científico.

IHU On-Line – Antes mesmo da elaboração do dossiê, o senhor já havia tomado posição contrária ao uso do amianto. Por quê?

Edson Duarte – Eu encontrei tantos doentes em função do amianto no Brasil e isso me preocupou muito. Quando visitei as cidades Poções e Bom Jesus da Serra, no interior da Bahia, fiquei assustado com o número de doentes com problemas respiratórios que trabalharam na mina de amianto da região ou tiveram algum contato com ela. Acredito que precisamos conhecer esse assunto com profundidade e, definitivamente, tomarmos a decisão de proibir o amianto no Brasil.

Não há razão econômica, científica, tecnológica e comercial que justifique a continuidade do uso desta fibra. Se Europa, Argentina, Chile, Uruguai baniram, é preciso que o Brasil faça isso logo. É preciso, também, que o governo brasileiro acompanhe todos aqueles que trabalharam ou que tiveram contato com a produção ou produtos feitos a partir do amianto. Essas pessoas precisam de acompanhamento e tratamento e o governo deve exigir que isso seja bancado pelas empresas.

IHU On-Line – Como é a cadeia de produção do amianto no Brasil?

Edson Duarte – A cadeia de produção do amianto hoje no Brasil se restringe a uma mina que é uma das maiores do mundo. Ela é de propriedade da SAMA S.A. – Minerações Associadas que, por sua vez, pertence ao Grupo Eternit. Este é o maior grupo econômico que transforma amianto em produtos como telhas. Das novas empresas do Brasil, apenas três ainda usam filtros a base de amianto, sendo que duas delas já anunciaram o interesse de fazer a substituição. No setor de telhas já temos uma série de produtos similares, feito com outros recursos e com preços compatíveis. A própria Eternit já oferece telhas sem o amianto.

IHU On-Line – Como é feito o controle social na vigilância dos trabalhadores expostos ao amianto e qual a efetividade dessa regulação?

Edson Duarte – Não há controle, porque não existe estrutura pública para fiscalização e acompanhamento. No Ministério do Trabalho nós contamos apenas com uma profissional, que é uma das maiores especialistas no Brasil em relação ao amianto. A Fundacentro, que deveria acompanhar a questão da saúde, tem uma estrutura muito limitada de profissionais para dar atenção a um problema como o do amianto.

IHU On-Line – Há alternativas, portanto, para o uso do amianto?

Edson Duarte – Existem muitas alternativas. Os produtos que eram feitos com fibra do amianto já estão utilizado recursos à base do petróleo, fibras naturais e celulose. Há no mercado hoje material disponível e não há necessidade de continuarmos explorando o amianto. O Brasil deveria investir e financiar pesquisas para o aprimoramento das alternativas, não só para o amianto, mas para toda e qualquer produto que ofereça risco à saúde para a população. Hoje, utilizando o amianto, estamos tendo dois custos: 1) com o uso de uma tecnologia inadequada; e 2) com a saúde pública daqueles que estão ficando doentes.

Fonte – IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação / Ecodebate de 22 julho de 2010

Governo australiano anuncia parceria com lojas para eliminação voluntária de bisfenol A

O governo australiano anunciou um acordo com importantes lojas de varejo para descontinuar imediatamente a venda de mamadeiras que contenham bisfenol A (BPA). O acordo voluntário inclui importantes lojas de varejo que se comprometeram a remover os produtos de suas gôndolas. O Secretário Parlamentar da Saúde, Mark Butler, disse que a crescente preocupação do público com o químico foi a razão para que o governo mediasse o acordo com as lojas depois de meses de negociação. “O governo australiano ciente de que vários outros países estão questionando a presença de bisfenol A nas embalagens, está seguindo atentamente o desenrolar das reavaliações do FDA”, disse.

O bisfenol-A é um composto químico que migra de embalagens para os alimentos e age no corpo humano como o hormônio feminino estrogênio. Pesquisas já associaram o BPA a uma maior incidência de problemas cardíacos, diabetes, anormalidades no fígado e também problemas cerebrais e no desenvolvimento hormonal em crianças e recém-nascidos. Alguns estudos também provam que o bisfenol-A é responsável pelo crescimento de células cancerígenas, diminuição da qualidade e velocidade de esperma e infertilidade.

A eliminação progressiva começou dia 1º de julho com o grupo Wesfarmers (Coles, K Mart and Target) e as lojas de varejo Woolworths, Big W e Aldi. O movimento australiano coincide com a proibição do BPA na Dinamarca em embalagens alimentares para crianças de até 3 anos. Uma lei similar foi aprovada pelo senado francês e agora aguarda uma terceira instância para ser ratificada.

Nos Estados Unidos, a ONG National Resource Defense Council (NRDC) anunciou que deu entrada em um processo contra a Food and Drug Administration (FDA), órgão que corresponde a Anvisa americana, alegando que a agência está falhando ao não proibir o químico com a rapidez necessária. O grupo disse que “perdeu a paciência” depois de apresentar uma petição sobre o BPA à agência reguladora 18 meses atrás.

A petição do grupo NRDC argumenta que evidências científicas já disponíveis são mais que suficientes para concluir que a presença do BPA na indústria de alimentos e embalagens não é segura para o consumo de humanos. De acordo com Sarah Jansse, uma das representantes do NRDC, o FDA tem sido muito lento para reconhecer os resultados de pesquisas recentes com o BPA e tem relutado em regulamentar o uso do químico em embalagens alimentícias. “A maioria das pessoas acha que o governo não permitiria que os americanos fossem expostos ao BPA se não fosse uma substância segura, mas o FDA continua avaliando as pesquisas e até agora não tomou nenhuma atitude”, disse.

Recentemente, 60 especialistas e Ongs de todo mundo fizeram um apelo para que a EFSA, que corresponde a Anvisa européia, tome a iniciativa de diminuir a exposição de humanos ao BPA.

Fonte – Envolverde / Idéia Sócioambiental de 08 de julho de 2010

Foto – Badabulle

E aí máfia do plástico, até quando irão continuar a mentir com seu discurso de que o plástico é fantástico?

Mamãe, o seu leite é o melhor alimento para os bebê pelo menos até ele completar um ano e se houver necessidade, use mamadeira de vidro.

Para saber se a embalagem contém o bisfenol A, veja o símbolo de reciclagem abaixo.

Brasil – 4% do CO2 são lançados por 35 empresas

Foi divulgado na terça-feira, em São Paulo, o Inventário Registro Público de Emissões de Gases de Efeito Estufa, um estudo sob a coordenação do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (Gvces), em parceria com o World Resources Institute (Instituto Mundial de Recursos).

O levantamento, inédito no Brasil, mostra que no ano passado, apenas 35 grandes empresas lançaram 89 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera do país, ou seja, 4% de todas as emissões nacionais.

A indústria de transformação lidera em emissões com 89%, seguida pelo setor de mineração (10%).

Entre as companhias que constam do inventário estão a Petrobras, o Banco do Brasil, a Alcoa, Ambev, Furnas Centrais Elétricas, Natura e Souza Cruz.

As ações do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas fazem parte do programa internacional de normas de gestão ambiental, o GHG Protocol, integrado à Política Nacional de Clima e ao cumprimento da meta estabelecida na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), ocorrida em Copenhague, em dezembro de 2009.

Os dados do levantamento de todas as 35 empresas participantes podem ser acessados no endereço eletrônico www.fgv.br/ces/registro.

Fonte – CONAPUB de 24 de junho de 2010

Foto - freefotouk

Brasil seguirá usando agrotóxico banido

Agrotóxicos proibidos em vários países e já vetados no Brasil pelo Ministério da Saúde devem continuar a ser usados em alimentos comuns da mesa do brasileiro, como arroz, feijão e tomate.

No final de 2009, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu banir cinco agrotóxicos ligados a problemas como câncer e má-formação fetal: triclorfom, cihexatina, acefato, endossulfam e metamidofós, estes três últimos encontrados em alimentos no país.

Pela indicação do órgão do Ministério da Saúde, o uso seria diminuído gradativamente até que as substâncias fossem totalmente eliminadas no final do ano que vem.

Em março deste ano, no entanto, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria na qual mantém o uso desses compostos, por meio do Plano Nacional de Manejo do Risco de Agrotóxicos.

A ideia da pasta é só restringir a venda e impor mais limites na aplicação, em vez de eliminar as substâncias.
A medida é polêmica porque, pela lei, a palavra final sobre o tema é das pastas da Saúde e do Meio Ambiente, e não da pasta da Agricultura.

No tomate, no alface e no arroz, a utilização desses agrotóxicos já é proibida, mas, como os produtos estão à venda no mercado, acabam usados nesses alimentos.

No caso do feijão e do pimentão não há proibição, mas os compostos são achados em quantidades acima dos limites legais, segundo pesquisas feitas pela Anvisa.

DOENÇAS NEUROLÓGICAS

Pesquisas recentes mostram a relação da exposição a essas substâncias com doenças do sistema nervoso. Em 2008, um estudo de uma universidade americana mostrou que 61% dos pacientes com mal de Parkinson relataram contato com a aplicação desses produtos tóxicos.

Neste ano, a Academia Americana de Pediatria fez uma pesquisa com 1.100 crianças e constatou que as 119 que apresentaram transtorno de deficit de atenção tinham resíduo de organofosforado (molécula usada em agrotóxicos) na urina acima da média de outras crianças.

Em 2009, foi usado 1 milhão de toneladas de agrotóxicos em lavouras do país. Ou seja, 5 kg por brasileiro.

OUTRO LADO

O Ministério da Agricultura defende a realização de testes, conhecidos como “avaliações de risco”, para saber se os efeitos nocivos dos agrotóxicos podem ser minimizados sem que as substâncias sejam necessariamente banidas do país.

Segundo Luís Rangel, coordenador da Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta, a iniciativa de manter a utilização das substâncias foi tomada para que o Ibama e a Anvisa se mobilizem e participem da avaliação de risco.

A avaliação de risco é um estudo que combina os dados dos efeitos tóxicos de uma substância a dados sobre a exposição (doses e frequência) das pessoas a ela.

“O Ministério da Agricultura tem a intenção de criar ferramentas de manejo do risco desses agrotóxicos para que os riscos detectados pela Saúde [Anvisa] e pelo Meio Ambiente [Ibama] sejam minimizados”, afirma Rangel.

Entre as ferramentas de manejo do risco, ele citou a venda direta do fabricantes a grandes produtores e cooperativas e não no varejo.

Para Rangel, a substituição dos agrotóxicos banidos pela Anvisa seria inviável pelo custo elevado dos produtos mais modernos. Isso, afirma o coordenador, comprometeria a viabilidade econômica de muitos agricultores.

Questionado sobre se ao final de uma avaliação de risco prevaleceria o entendimento da Anvisa, Rangel diz que a “palavra final é da Anvisa”.

Pesquisadora e professora de Toxicologia do Curso de Ciências Farmacêuticas da Universidade de Brasília e integrante do grupo de peritos em resíduos de pesticidas da ONU, Eloísa Dutra Caldas diz que o problema é complexo.

Embora considere que, num mundo ideal, esses agrotóxicos devessem ser banidos, ela sustenta que “o agricultor precisa desses inseticidas, porque os substitutos são muitos caros”.

Fonte – Folha de 19 de junho de 2010

Foto -  blindfire.org

Até parece que ninguém jamais ouviu falar de agricultura orgânica.

Existem muitos interesses comerciais, muitas ligações entre os produtores destes venenos e o governo e por isso o governo sempre irá enrolar para banir os venemos, mesmo que isto cause doenças e mortes na população. Típico …

Só para lembrar que a BASF, aquela do plásticos de comida misturado com petróleo, é uma das fabricantes destes venenos. Já que não podem vender na Europa, vendem no Brasil.

Ao menos são coerentes ao vender coisas tóxicas e acabar com alimentos …

Greenwashing – Plástico, agora é ecológico …

Ontem ao andar pelas dependências do supermercado, em busca de café, pão e outras coisas do cotidiano voltei a ver diversos badulaques de plásticos com o adesivo do ursinho panda da wwf.

Nunca vão me convencer que comprar plástico é ecológico. É sim um grande negócio:

A empresa que fabrica plástico, doa parte do valor para a ONG e fica de bem com a sociedade.

A ONG arrecada muito dinheiro e empresta seu nome para empresa

A população, que adora plástico, mas sabe que não é ecológico, compra o plástico achando que está ajudando o meio ambiente e vai tranquila para casa.

Ninguém vai me convencer que uma taça dessas ai acima é mais ecológica do que uma taça de vidro.

Fonte e fotos – Blog Ciência Alternativa

Sacola plástica, o filme!

Acabamos de assistir este filme e tivemos que compartilhar com você.

É uma história que nós gostaríamos de ter filmado, porque diz exatamente tudo sobre a vida de uma sacola plástica de uso único fabricada com plástico convencional eterno, aquele que fica mais de cinco séculos poluindo o planeta.

Durante este filme, nenhuma sacola foi destruída, até porque elas são indestrutíveis.

Use sempre sacola retornável fabricada com qualquer material, desde que seja retornável - se for de plástico, deve ser fabricada com plástico com ciclo de vida útil controlado, e que para ser considerada retornável tem que ter no mínimo 100 micras por parede -, ajude-nos a banir o plástico eterno da face da terra, que está plastificando completamente este planeta.

Quanto aos outros plásticos, use sempre plástico com ciclo de vida útil controlado, isto é, plástico oxi-biodegradável.

Assim que possível, postaremos a versão legendada, mas o ingles do narrador está muito fácil de entender, portanto, assista já.

A história da água em garrafa

Aprenda também porque beber água em garrafa descartável impacta o ambiente.

Uma garrafa só não destrói o mundo, mas se somarmos todas as garrafas de todos os humanos que não vivem sem sua garrafa de água descartável diariamente …

Mudança de atitude, mudança de comportamento, mudança no padrão de consumo, cada um de nós pode e deve fazer sua parte, já.

A história das coisas

Você ainda lembra do vídeo a história das coisas, que fala sobre o consumismo e como isso está destruindo o planeta?

International coalition of scientists calls for bisphenol A ban

An international group of eminent scientist has today called for the banning of bisphenol A (BPA) in food and packaging for children on precautionary grounds.

The coalition of eight experts from the UK, Italy, and the United States backed increasingly widespread demands to outlaw the chemical and use less dangerous replacements. The move is the latest evidence of growing momentum in Europe over the past six months for calls to ban the chemical. Prior to this, major campaigns against BPA were mainly being waged in North America.

“To protect vulnerable populations, we believe it would be both prudent and precautionary in public health terms if products containing BPA used for baby and children’s food and liquid packaging in the UK were withdrawn,” said the scientists in a letter to the UK newspaper, the Independent. “BPA should be replaced by less hazardous substances.”

Food contact materials containing the substance should carry warning labels, they added.

But the UK Food Standard Agency said that best scientific evidence available showed that current exposure to BPA did not pose a health risk to consumers.

Sunsetting of BPA

The scientists, who included Dr Fiorella Belpoggi, director at the Cesare Maltoni Cancer Research Centre, in Italy, Dr Richard Clapp, Professor of Environmental Health at Boston University in the US, and Professor Vyvyan Howard, from the University of Ulster in Northern Ireland, called on the UK to follow the lead of the Danish Government, which last month became the first country in Europe to introduce a temporary ban on BPA.

Denmark announced on March 26 it had decided to impose the ban for children aged 0-3 as a precautionary measure after its food safety experts raised concerns that low-level exposure to the substance may inhibit learning capacity. From 1 July, 2010, it will be illegal to sell infant feeding bottles, feeding cups and packaging for baby food containing BPA in the Scandinavian country until research conclusively demonstrates its safety.

The group of scientists said today that sweeping measures to ban BPA must be backed by efforts to develop “effective toxics use-reduction and substitution strategies by government, industry and other sectors, and the implementation of sunsetting of potentially hazardous chemicals like BPA”. The establishment of toxics use-reduction databases to provide the cost-effective means to reduce hazards and risks and maintain economic and other activity was also vital.

Scientific evidence

Andrew Wadge, the FSA’s chief scientist, said: “We will always base our advice to consumers on the best available scientific evidence. Independent scientific experts advise that current levels of exposure to BPA are not harmful.

“The EFSA review concluded that low-dose effects of BPA in rodents have not been demonstrated in a robust and reproducible way, and so cannot be used as pivotal studies for risk assessment. EFSA is currently reviewing more recent research in this area and the UK is actively involved in this. We keep our advice to consumers under constant review.”

On the same day that the Danish move was unveiled, the European Food Safety Authority (EFSA) held an international summit to consult EU member states on its latest research into the chemical – which is used as a hardener in polycarbonate baby bottles and the epoxy linings of food cans. The agency is due to publish an updated opinion on BPA in the summer.

Fonte – Foodproductiondaily.com de 08 de abril de 2010

Quem disse que plásticos são fantásticos? Não são, não!

Quem disse que plásticos são fantásticos? Não são, não!

Quando a indústria plástica – leia-se Braskem – destina 18 milhões de Reais somente para o ano de 2010 para marketing e contrata o mais famoso marketeiro do país para ajudar a plastivida na tentativa de convencer a população que plásticos são fantásticos, que plásticos são quase miraculosos, que são totalmente reciclados, que se não forem reciclados eles sumirão como num passe de mágica, nós percebemos que eles sabem muito bem e sempre souberam que estão destruindo o mundo com seus plásticos, senão não gastariam tanto dinheiro para confundir e desinformar a população.

A indústria só começou a se defender, defender o lixo que geram diariamente após 2005, quando a FUNVERDE iniciou o o projeto sacolas ecológicas, criou projetos de lei para desplastificar o país e começou a mostrar os dados alarmantes do consumo de plástico no país e a população e os políticos acordaram para um problema que nem sabiam existir.

Daí a industria plástica iniciou, com seu braço disfarçado de ONG, a plastivida, que na verdade defende o interesse dos poluidores, uma campanha para endeusar o plático, contrataram escritórios de advocacia para tentar derrubar estas leis, entrar com liminares para continuarem ter o direito de poluir, tudo para poderem continuar com seu lucro fabuloso e irresponsabilidade criminosa ao continuar com sua poluição escandalosa sem ter que limpar sua sujeira.

Veja neste vídeo o porque a indústria plástica está gastando horrores com suas propagandas enganosas e não se engane, pare de usar sacolas plásticas de uso único, só use saco de lixo feito com material reciclado, deixe sobreembalagens no local de compra, pare de tomar água de garrafinha de plástico de uso único. Faça sua parte, porque a indústria jamais fara a dela e no governo federal, a única movimentação é a campanha ineficaz do saco é um saco. Na verdade esta campanha é que é um saco.

As imagens abaixo são as que a industria não quer que você veja, que o plástico mata, destrói.

 Neste vídeo Gary mostra a destruição que existe em um santuario ecologico a mais de 2000 milhas do continente. Mostra que cada parte do lixo que não é reciclado, o que é muito, está causando a destruição lenta e silenciosa da vida sobre este planeta. E quando você não recicla, você é em parte culpado por estas mortes, ainda que a maior culpada seja a indústria do plástico, ao não fomentar a reciclagem e não dar destinação ao plástico que fabricam.

Foto – Bag Monster

Laudos confirmam que sanepar joga merda na água dos rios mas iap diz que é normal

O que se faz em um caso como este, se nem com o iap podemos contar? Para quem não sabe, iap quer dizer instituto ambiental do Paraná.

Já faz dois anos que estamos denunciando que a sanepar  joga merda liquidificada nos nossos rios, que não trata o esgoto, tratamento pelo qual pagamos 80% da fatura de água e mesmo assim o órgão que deveria multar fica quieto, subserviente e vamos parar com os adjetivos por aqui, porque senão vai complicar …

Quem nos protegerá?

Chamem o Homem Aranha, o Super Homem, o Batman e o Robin ou qualquer outro super herói, porque certamente o iap não está fazendo seu serviço.

Leia abaixo.

Jornal O Diário do Norte do Paraná de 22 de outubro de 2009

Índices - de merda – estão acima, mas IAP acha normal

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apresentou esta semana os resultados dos exames laboratoriais das coletas que fez nos ribeirões Mandacaru e Maringá, que recebem resíduos das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) 1 e 3, da Sanepar em Maringá. Segundo o chefe do instituto, Paulino Mexia, “os resultados mostram que as estações estão operando no limite máximo permitido pela lei, mas não estão irregulares”.

Continue com a conversa para boi dormir, estamos ouvindo.

Os dados contrariam laudos da própria Sanepar, inclusos numa ação movida pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, que mostraram que, em cinco coletas feitas entre janeiro e maio deste ano, as duas estações estavam irregulares. Paulino também disse que as estações que estavam sem licença ambiental, agora já estão regularizadas.

Hmmm …

O chefe do IAP justificou que os novos laudos indicam que as ETEs 1 e 3 estão dentro de uma margem permitida “e por isso, a Sanepar não será multada agora”. Mas advertiu que “as estações estão no máximo do máximo e a Sanepar precisa se preocupar com isso”.

Mas, se não se preocupar o iap fará o que? O mesmo que estão fazendo agora: NADICA DE NADA!

Os laudos do IAP mostram que a emissão de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) das amostras colhidas no dia 15 de julho, era de 65 ml/l na ETE 3 e a coleta do dia 29 de outubro, na ETE 1, era de 72 mg/l. A resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), nº 357, estabelece que o valor máximo da DBO é de 60 mg/l, bem menos do que os valores encontrados pelo IAP.

A informação de Marli Vieira Lino, técnica responsável pelo laboratório do IAP em Londrina, que assina os novos laudos, é que apesar dos valores encontrados estarem acima da norma, os técnicos do IAP têm liberdade para interpretar os dados, segundo normas do próprio instituto.

Liberdade para interpretar … hmmm … suspeito …

“Para dizer que aquele valor encontrado significa poluição ou não, precisamos da interpretação do fiscal que fez a coleta”, disse. Professores do Laboratório de Análise de Água da Universidade Estadual de Maringá (UEM) preferiram não se manifestar sobre os laudos do IAP, apesar de reconhecerem que os valores indicados estão acima da resolução do Conama.

Os mesmos laudos do IAP mostram que a Demanda Química de Oxigênio (DQO) das amostras colhidas nos dois ribeirões que recebem descargas das lagoas de tratamentos 1 e 3, também estão acima do permitido pelo Conama.

Na ETE 1, a DQO estava em 264 mg/l e na ETE 3, estava em 242 mg/l. O Conama estabelece como valor máximo 150mg/l. O PH da água, segundo o Conama, deve ficar entre 5 e 9 e os laudos do IAP mostram que nas datas das coletas ele estava em 7,10 e 7,20.

Ah, Paulino. Vá tomar um copo de água na saída do ETE do Córrego Maringá vá. Se você fizer isso, acreditaremos que você acredita no que diz.

Novos laudos serão juntados ao processo

O promotor de Defesa do Meio Ambiente de Maringá, Manoel Ilecir Heckert, informou ontem que os novos laudos do IAP devem ser encaminhados para Curitiba, para fazerem parte da ação que a promotoria estadual move contra a Sanepar local, mas o prosseguimento ou não da ação vai depender da análise técnica desses laudos. Se no período anterior, quando a emissão de resíduos das lagoas estavam acima do permitido, houve prejuízo à saúde da população e ao meio ambiente, a ação prossegue, “mas caso isso não seja comprovado, a ação pode ser arquivada”, explicou.

Continua muito acima do permitido, Só não vê quem acha conveniente não ver.

As denúncias de que as estações que atendem à zona norte de Maringá (ETEs 1 e 3) estavam poluindo importantes mananciais, despejando esgoto com cargas poluentes bem acima do permitido pela legislação, e funcionando sem as licenças ambientais do IAP, foram feitas em agosto pelo O Diário, com base em documentos da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Maringá. As duas denúncias, conforme a Lei Orgânica do Município (LDO) de Maringá, podem levar à cassação da concessão.

O Capítulo 5 da Lei Orgânica do Município, que trata das Obras e Serviços Públicos, determina, no seu Artigo 91, parágrafo 3º: “O município poderá retomar, sem indenização, os serviços permitidos ou concedidos, desde que executados em desconformidade com o ato ou contrato”. O Artigo 92, item 1º, que trata da fiscalização e rescisão da concessão prevê nos itens 4º e 5º “a obrigação de manter serviço adequado” e a “obrigação rigorosa de atender aos dispositivos de proteção ao meio ambiente”.

Eles continuam jogando merda em nossos rios e os únicos que poderiam detê-los estão olhando para o outro lado. Isto é a cara do Brasil.

Saiba mais nos links abaixo.

http://funverde.wordpress.com/2008/12/22/materia-do-sbt-com-a-funverde-sobre-o-tratamento-de-esgoto-da-sanepar/

http://funverde.wordpress.com/2008/12/04/projeto-mata-ciliar-funverde-29-de-novembro-de-2008/

http://funverde.wordpress.com/2006/11/11/11-novembro-2006-sabado/

 

A última pérola do Jornalista Edson Lima, agora sobre a invasão das calçadas pelo comércio

 

Da coluna do Edson Lima, no jornal O Diário do Norte do Paraná dia 3 de setembro de 2009:

“Absurdo – Como pode, em apenas um mês, 1,5 mil comerciantes serem notificados porque não cumprem a lei das calçadas?”

“Perda – Eles podem usar 25% da calçada para expor seus produtos, mas, como está, até isso podem perder. Vão ter prejuízos enormes, se nada puderem mostrar fora da loja.”

Maringá, como muitas cidades, vive uma situação que até pouco tempo era raro, o comerciante está cada dia utilizando mais e mais as calçadas para expor suas mercadorias.

Acompanhe os post anteriores em http://funverde.wordpress.com/2008/02/03/porque-tenho-a-sensacao-de-morar-no-paraguai-parte-i/ e

 http://funverde.wordpress.com/2009/03/16/maringa-pr-promotoria-do-meio-ambiente-quer-desocupacao-das-calcadas/ e

http://funverde.wordpress.com/2009/02/11/maringa-cidade-infernal/ e

http://funverde.wordpress.com/2009/03/17/a-calcada-nao-pertence-mais-ao-pedestre/

Desde que a fiscalização finalmente começou a mostrar serviço no segundo semestre de 2009 - com muitos anos de atraso, devemos salientar – o pedestre finalmente pode começar a transitar livremente pelas calçadas da cidade e pensamos que o problema finalmente havia sido resolvido, afinal, faz anos que ligamos para a prefeitura, ligamos para a ouvidoria, ligamos para a fiscalização, demos várias entrevistas sobre o assunto e postamos matérias com fotos na página.

Daí vem o colunista do principal jornal da cidade falar as besteiras acima. Mas é uma brincadeira de mau gosto mesmo. O que motiva este sujeito a desrespeitar o pedestre deste jeito? Edson, a calçada pertence ao pedestre e somente ao pedestre.

A CALÇADA NÃO PODE SER USADA para expor mercadorias, banners, totens, venda de mercadorias paraguaias, caixas de som com propagandas das lojas e suas músicas imbecis nos ensurdecendo, pessoas ficarem distribuindo folders que serão descartados daqui a cinco metros no chão para depois ter que gastar dinheiro público para os garis varrerem a sujeira, pessoas perseguindo outras para oferecerem empréstimos, locutores berrando chamando o comprador.

A CALÇADA NÃO PODE SER  pintada de cor diferente, colar propaganda no chão, despejar papel picado que depois irá parar nos rios, pendurar arcos com balões, bandeirolas, tudo o que acontecia na cidade.

O comerciante não pode usar os 25% da calçada, porque a lei maior é a federal, esta lei a que você deve estar se referindo foi uma lei muito imbecil que a vereadora Edith Dias, na gestão passada,  fez para beneficiar o comércio em detrimento ao pedestre e já há anos estamos tentando derrubar esta lei.

Quando a loja se estabeleceu no local,  ela deve ter calculado qual a área necessária para sua instalação e a calçada JAMAIS deve ser contada neste cálculo. Por que você diz que ele terá prejuízo? Se ninguém estiver usando a calçada, todas as lojas terão uma concorrência justa, o comerciante deve investir sim, em vitrine para chamar o consumidor mas jamais botar um locutor para berrar em nossos ouvidos.

Edson, olhe as fotos acima, é disso que você gosta, você acha lindas e maravilhosas as cenas acima? Você gosta de caminhar no meio deste caos?

São atitudes assim que levaram a humanida a ficar estagnada, temos que mudar e mudar para melhor, tornarmo-nos mais civilizados e você que assina uma coluna no jornal, deveria dar o bom exemplo e não ficar falando estas besteiras.

Nunca, jamais, o interesse de um empresário pode estar acima dos interesses da coletividade, leia, aprenda e evolua.

Restos de plástico liberam substâncias tóxicas no oceano

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Revista Época de 20 de agosto de 2009

Pesquisadores descobrem que plástico se decompõe rapidamente no mar aberto, mas isso não é bom: ao se dissolver, esses materiais liberam elementos tóxicos.

Cientistas identificaram uma nova forma de poluição química causada pelas milhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos do mundo. Segundo o estudo, divulgado na quarta-feira (19), durante o encontro da Sociedade Americana de Química, e liderado por Katsuhiko Saido, da Universidade Nihon, no Japão, enquanto o plástico no mar se decompõe, cria substâncias tóxicas não naturais que podem afetar o crescimento e o desenvolvimento de animais marinhos e até mesmo ser tóxicas para humanos.

Até essa pesquisa, a ideia mais aceita era a de que o lixo plástico era estável e que sua principal ameaça aos animais derivava de problemas de asfixia e estrangulamento causados em criaturas que comessem ou se prendessem nos detritos – além de ser uma poluição desagradável à vista. A ideia geral sempre foi a de que plástico demorava anos para se degradar. Saido, entretanto, afirma que materiais plásticos se decompõem rapidamente quando expostos às condições e temperaturas do mar aberto.

Mas isso não é uma boa notícia: decompostos, esses materiais se dissolvem em químicos tóxicos que podem facilmente se espalhar pelo ambiente marinho, como o bisphenol A – causa de problemas no sistema hormonal de animais – e as substâncias conhecidas como oligômeros à base de poliestireno, que não existem na natureza. Um dos derivados de plástico mais utilizado no mundo, o isopor libera o monômero de estireno, uma substância reconhecidamente cancerígena, além de outros dois químicos derivados do estireno, que, acredita-se, também possam causar câncer.

Existem milhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos, mas o tamanho dessa poluição só tem sido amplamente reconhecida nos últimos anos. No Pacífico Norte, por exemplo, foi descoberta uma área que parece estar permanentemente coberta por uma camada de lixo flutuante e que tem uma extensão estimada similar à do Estado do Amazonas, o maior Estado brasileiro.

***

Ambiente Brasil de 21 de agosto de 2009

Os resíduos plásticos que acreditava-se que eram indestrutíveis se decompõem rapidamente na água e liberam substâncias tóxicas em todos os mares do mundo, afirmou um estudo apresentado na quarta-feira (19) na reunião anual da Sociedade Química dos Estados Unidos em Washington.

Os cientistas do Colégio de Farmácia da Universidade de Nihon, no Japão, disseram que a descoberta foi “surpreendente” porque se pensava que o maior perigo dos plásticos era que fossem comidos pelos peixes.

“Acreditava-se que os plásticos de uso diário eram em geral muito estáveis”, indicou Katsuhiko Saido, cientista que dirigiu a pesquisa.

“Descobrimos que o plástico no oceano na realidade se decompõe ao ficar exposto à água e ao sol e a outras condições ambientais. Esta é outra fonte de poluição global que continuará no futuro”, disse.

Saido ressaltou que todos os anos são jogadas nos rios japoneses 150 mil toneladas de resíduos plásticos, principalmente objeto de espuma plástica (Styrofoam) e o mesmo ocorre em outros mares.

Segundo o cientista, quando o plástico se decompõe libera a substância bisfenol A (BPA) e o oligômero PS, potencialmente tóxicos.

Outros estudos afirmam que tanto o BPA como o PS podem alterar a função hormonal nos animais e afetar gravemente seu sistema reprodutivo.

Os plásticos não se decompõem no sistema gástrico dos animais, mas as substâncias que liberam poderiam ser altamente prejudiciais, disseram os cientistas em seu relatório.

E agora xico tóxico, brasquem?, plastimorte, CETEA / Ital, INP, MMA et caterva?

Plásticos são maioria entre lixos marítimos

lalaface

A Foto da sacola acima foi tirada no oceano pacifico, mas poderia ser no rio da sua cidade, afinal o Wal-Mart despeja no Brasil 150 milhões de sacolas plásticas por mês e nem tem a responsabilidade de torná-las menos prejuiciais ao planeta, isto é, eles NÃO usam plástico oxi-biodegradável, o plástico e ciclo de vida curto de 18 meses ao contrário destas malditas sacolas de plástico eterno que eles insistem em usar em que a duração é de 500 anos.

Entenda no link a seguir, porque nós apoiamos o uso do plástico oxi-biodegradável. http://funverde.wordpress.com/sacolas/porque-plastico-oxi-biodegradavel/

Revista Veja de 08 de junho de 2009

A maior parte do lixo encontrado nos oceanos é composto por produtos plásticos, como garrafas, sacos e embalagens. Em algumas regiões, a “poluição plástica” representa 80% de todos os detritos encontrados. As informações fazem parte de um relatório do Programa Ambiental das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira em comemoração ao Dia Mundial dos Oceanos.

Embora a Unep não tenha como precisar o total de lixo nos oceanos, a entidade garante que as evidências indicam que a quantidade de entulho está crescendo. O relatório da ONU tem o intuito de alertar os governos das regiões onde a situação está mais crítica, para que alguma solução seja tomada.

A principal causa da poluição marítima, segundo a ONU, são o desperdício e a má administração dos recursos naturais. Ainda segundo a entidade, os sacos plásticos finos deveriam ter sua produção banida e o processo de reciclagem incentivado pelos governos.

Veja bem que foi a ONU que recomendou se banir a sacola plástica e não nós, os ecochatos, biodesagradáveis. E aí xico das esmeraldas, soldadinho de plástico das petromáficas, vai encarar a ONU? Hahaha.

O plástico também atinge diretamente os animais que vivem no mar ou dependem dele para sobreviver. Um estudo com os pássaros fulmaros glaciais, encontrados no Mar do Norte, revelou que 95% deles tinham pedaços de plástico em seus estômagos. Ao confundir a poluição com comida, muitos animais acabam ingerindo o plástico por engano, como é o caso das tartarugas que, frequentemente, confundem sacolas com águas-vivas, sua principal presa.

Economicamente, os países também acabam perdendo com a poluição, uma vez que ela pode contaminar áreas de agricultura e turismo, além de danificar barcos e equipamentos de pesca. Em apenas um ano, a Suécia gastou cerca de 1,5 milhão de dólares (aproximadamente 3 milhões de reais) para recuperar as praias de Bohuslan. O Peru também teve que investir cerca de 400.000 dólares (pouco mais de 780.000 reais) – o dobro do investimento feito na limpeza das áreas públicas apenas para limpar sua costa.

Paraná: jogo duro com grandes geradores de resíduos

 

Revista Reciclagem Moderna nº 15 de março/abril de 2009

Entrevista com Laerty Dudas – Coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente do Paraná

Já há algum tempo, a Europa decidiu arregaçar as mangas para implantar ações em prol do meio ambiente. Entre essas ações está a introdução da Diretriz ROHS – Restriction of Hazardous Substances – que limita ou impede o uso de metais pesados como chumbo, cádmio e mercúrio em equipamentos eletroeletrônicos. Em outra linha de ação, os países-membro da Comunidade Européia conseguiram elevar os níveis de reciclagem em materiais como plástico e papel.

No Brasil, entretanto, ainda faltam leis para fiscalizar ou regulamentar o uso e descarte de uma série de produtos. Interesses empresariais e a falta de conhecimentos técnicos por parte de alguns agentes dificultam ou atrasam leis e decretos que poderiam dar melhor destino a algumas substâncias perigosas, ou, em outros casos, elevar os níveis de reciclagem no país. Basta ver o que está acontecendo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que se encontra emperrada no Congresso devido à uma série de discussões entre o poder público e empresas geradoras de resíduos.

No estado do Paraná, porém, a responsabilidade do fabricante de produtos começa a ser discutida e cobrada pelas autoridades. A emissão das ações pró ambiente do estado estão sendo coordenadas pela Secretaria do Meio Ambiente e, muitas vezes, com o apoio do Ministério Público do Estado.

Em 2003, o governo paranaense lançou o Programa de Desperdício Zero, projeto que deu origem à Política Estadual de Resíduos Sólidos. Passados seis anos de implantação dessa política, o Paraná tornou-se o principal Estado do País a endurecer o jogo com as empresas geradoras de resíduos sólidos. O resultado dessa atuação do Estado foi uma avalanche de reuniões, dezenas de multas e até mandatos de segurança solicitados pela Reciclanip – a entidade criada pelas empresas fabricantes de pneus Bridgestone Firestone, Goodyear, Michelin e Pirelli.

Nesta interessante entrevista com o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente do Paraná (SEMA), Laerty Dudas, você poderá acompanhar vários detalhes de alguns fatos que estão se desenrolando no Estado. As informações reveladas aqui servem de alerta para os demais Estados e para o governo federal, já que temos uma Política Nacional de Resíduos Sólidos prestes a completar 18 anos no papel.

RECICLAGEM MODERNA: quais são os objetivos do Programa Desperdício Zero do Paraná?

DUDAS: quando se fala em papel, aparista ou carrinheiro, o grande objetivo é gerar emprego e renda. A indústria vai necessitar de papel reciclado para colocar na composição daquilo que está fabricando. Estamos dando uma valorização ao produto a partir de uma necessidade. Esse material terá uma rotatividade maior.

RM: além de papel, quais são os outros materiais foco do programa?

DUDAS: Pneu, por exemplo. A política é de que o fabricante assuma a responsabilidade legal, já estamos conversando há dois anos com todos os fabricantes para que implantem uma logística reversa. Eles se reuniram em uma associação para blindar os fabricantes de pneus. Esse é um problema sério porque eles desenvolvem tecnologias para fabricação de pneus, mas não desenvolvem tecnológicas para reaproveitar o pneu inservível, eles dependem de um terceiro desenvolvedor de tecnologia que é a indústria cimenteira, que usa o pneu como fonte energética. Todo mundo se esquece da Lei nº 6.938/1981 (Lei federal), que é de responsabilidade solidária. A partir do momento em que você coloca a sua logomarca num produto, tem responsabilidade social por aquele produto até o seu destino final, então, já existe algo nesse sentido. Agora, não existem leis específicas para lâmpadas, por exemplo. Porque as sacolas oxi-biodegradáveis apareceram, por exemplo? Para convivermos melhor com o plástico.

RM: na revista Reciclagem Moderna nº 14 foi publicada uma reportagem bem apurada sobre sacolas plásticas. Estas sacolas que se decompõem são apenas agradáveis aos olhos, pois fragmentam o material em pequenos pedaços, correto?

DUDAS: temos no Paraná 14 laudos técnicos (sendo oito do Brasil e seis internacionais) e convocamos para o Estado o presidente da Sociedade Mundial de Cientistas em Polímeros Plásticos (Polymer Society – uma divisão do Instituto Internacional de Materiais, Minerais e Mineração) desmentido muita coisa do que as indústrias falam. Fizemos algumas blitze em redes do varejo, mas a sociedade mudou a sacola.

Aqui cabe uma pequena correção, foram feitos 25 os laudos nacionais em diversas instituições conceituadas, e no Paraná, quem não optar por plástico oxi-biodegradavel, retornável ou qualquer outra sacola que seja ambientalmente menos prejudicial do que o plástico convencional e eterno, pode levar uma multa de até R$ 70.000,00 por dia.

RM: e o que ocorre no mercado de pneus?

DUDAS: no caso do pneu, estão tentando mudar a resolução de forma que seja favorável a eles (fabricantes). Eles falam que o município tem que dar barracão e custear funcionários. Onde você vai colocar dinheiro público para acondicionar resíduo de indústria? Isso é improbidade administrativa. Esse convênio (acordo firmado entre fabricantes de pneus e algumas prefeituras do Paraná) é ilegal. Ele favorece a indústria pneumática.

E como sempre diz o Dudas, daqui a pouco aparece um fabricante qualquer coisa exigindo do município que também armazene seu resíduo, afinal, se abriram exceção para um, todos poderão exigir o mesmo tratamento dierenciado, a lei vale para todos.

RM: que acordo é esse?

DUDAS: no Paraná temos uma unidade da Votorantim que aproveita e precisa de 3 mil toneladas/mês de pneus. O Paraná gera 2 mil toneladas/mês. Matematicamente, o problema no Estado está resolvido. Só que percebemos que a conta não estava fechando. Começamos a perguntar: por que o pneu paranaense não interessava para a Votorantim? Porque a Reciclanip fez um acordo comercial com a Votorantim e estão trazendo pneu de Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. Ou seja, eles estão limpando os outros Estados, enquanto o pneu do Paraná está sobrando.

RM: o que foi feito sobre isso?

DUDAS: tivemos uma reunião com o pessoal do Ministério da Saúde que defendia a proposta da Reciclanip. O município não pode gastar dinheiro público para acondicionar material de resíduo da indústria. Podemos até assinar convênio com a Reciclanip, desde que eles assumam toda a responsabilidade.

RM: isso ainda está em discussão?

DUDAS: emitimos R$ 20 milhões em multas para esse pessoal (fabricantes de pneus). Para cada pneu da marca Firestone, por exemplo, achado na rua, emitimos multa de R$ 10 mil. O município não fabricou pneu, isso não é dele. Outra idéia nossa foi amontoar os pneus e colocar um cartaz com os dizeres: “Esses pneus são de propriedade da empresa Goodyear, Firestone, Pirelli …” Emitimos multa também de R$ 2 milhões para a Reciclanip porque ela mandou ofício para as prefeituras solicitando que as mesmas desconsiderassem o que o governo do Estado falava. Também acionamos o Ministério Público, que avisou para os 52 prefeitos que assinaram o acordo: “Vocês podem responder por improbidade administrativa”. Na prefeitura de Foz do Iguaçu, por exemplo, pagam-se R$ 2.700,00 pelo aluguel de um barracão para estocar pneu. Esse pneu nunca sai de lá, porque estão trazendo pneu de fora do Estado. Devido à nossa pressão, em janeiro de 2009 a Reciclanip tirou os pneus de um barracão da cidade de Almirante Tamandaré (região metropolitana de Curitiba).

RM: o que mais foi feito?

DUDAS: nós nos reunimos com uma associação local que prometeu limpar os pneus do Paraná se fosse proibida a entrada de pneu de fora. Então foi feita uma resolução proibindo a entrada de pneu de fora. No início de fevereiro deste ano, a Reciclanip entrou com um mandato de segurança para cassar a resolução do Governo do Estado do Paraná.

RM: qual foi a reação do estado?

DUDAS: estamos tentando cassar essa liminar. Eles colocam como defesa que estamos impedindo um acordo comercial. Meio ambiente é a 15ª prioridade deles (Reciclanip). O acordo comercial (com a Votorantim) é o que interessa nesse momento. Queremos que eles limpem o Paraná. A Reciclanip diz que vai cumprir a resolução em 62 anos.

RM: como você acha que acontece em outros lugares?

DUDAS: não foge à regra. É inadmissível que você pague R$ 2 mil ou R$ 2,5 mil para acondicionar resíduos da Firestone ou Michelin. Com esse dinheiro é possível pintar uma escola, ou comprar um computador por mês. Quando a prefeitura cede espaço e verba para acondicionar pneu, a indústria só tem a agradecer. Os 52 municípios que assinaram o acordo estão sendo denunciados pelo Ministério Público do Paraná para ressarcir esse gasto. O sócio da Reciclanip paga R$ 50 por tonelada para incinerar os pneus na Votorantim. Mas se a empresa não for sócia, precisa desembolsar R$ 300. É um absurdo o que está acontecendo. Na última reunião da câmara técnica, voou até cadeira.

RM: mas está prevista uma reunião do CONAMA sobre esse assunto. Você não acha que poderemos ter novidades?

DUDAS: resolução não tem força de lei. Se a empresa quiser colocar na defesa que não atende à resolução, tudo bem. O pessoal se esquece de que no Paraná temos uma lei para pneus. A resolução é apenas um encontro de técnicos que vão dar diretrizes para que vire lei. Os advogados da Reciclanip caem da cadeira quando conversam conosco porque temos a Lei 12.493/99 e o artigo 11 é bem claro sobre pneu. Ela diz que o fabricante é o responsável pela coleta, armazenamento e destino final do pneu. Eles argumentam que estão trabalhando a resolução do CONAMA. Querem atribuir ao município essa responsabilidade.

Temos 210 parceiros da iniciativa privada no Programa do Estado. A Ambev, por exemplo, precisa apresentar para nós a justificativa da sustentabilidade da embalagem tipo long neck. Já fizemos a denúncia no Ministério Público. A Ambev percebeu que a logística reversa da embalagem long neck é insustentável. Comercialmente, entretanto, a long neck concorre com o alumínio. Alguns componentes químicos foram retirados da garrafa, assim ela ficou com menos peso. Essa embalagem não tem pressão para ser envasada mais de uma vez, por isso é descartada para o meio ambiente. Esse produto não tem preço, logo ele é ruim para o meio ambiente.

Um passarinho verde nos contou que as envasadoras de produtos em long neck no Paraná, receberam uma pequena multa de sete milhões de reais no inicio de maio de 2009 por não estarem praticando a logística reversa. Infelizmente não houve divulgação por parte da imprensa. Haja poder para poder encobrir esta noticia. Devem ter dado muita cerveja para calar a boca da imprensa.

Todas as empresas fabricantes de óleo combustível também estão obrigadas a fazer coleta, transporte e destino final. Este é o nosso objetivo: ter sempre o reciclador para fechar a cadeia da reciclagem. Por que a embalagem de agrotóxico conseguiu fechar o cerco? Porque o fabricante assumiu a responsabilidade. Então, o que deu certo para os agrotóxicos estamos colocando para os outros resíduos. Em alguns tipos de embalagens torna-se difícil fazer a segregação de materiais.

“Eles argumentam que estão trabalhando a resolução do CONAMA. Querem atribuir ao município essa responsabilidade” Mas isso é muita cara de pau, e não duvidamos nada que eles consigam através de lobbie, mudar esta resolução no país da pizza, onde a indústria só visa o lucro sem quere se responsabilizar pela sujeira que fabricam e emprorcalham o planeta.

RM: mas existe em São Paulo uma unidade da TetraPak que faz segregação de embalagem longa vida, por exemplo.

DUDAS: mas quanto eles colocam no mercado e quanto eles recolhem? Nós nos reunimos com o pessoal da TetraPak por meio de um programa chamado “Paraná e TetraPak em ação”. Em 2007, eles assumiram o compromisso de fazer o escoamento sustentável da embalagem. Eles estão no Ministério Público e chamamos os municípios que fazem parte do G-22 (grupo de cidades do Paraná). Cem por cento dos municípios estão insatisfeitos com o modelo. A responsabilidade é deles e não do município. Deixamos bem claro que o município não é empregado da TetraPak. Demos um prazo de 30 dias para a TetraPak resolver o problema. Decidimos (o G-22) que vamos pegar toda a embalagem recolhida e depositar na fábrica mais moderna deles, que fica na cidade de Ponta Grossa (PR). Fala-se muito em reciclagem, mas não vemos a participação efetiva da indústria.

O G-22 é composto pelos 22 maiores municípios do estado do Paraná, que concentram 80% da população e são responsáveis pela geração de 85% dos resíduos. O Paraná tem hoje 399 municípios.

RM: essas multas que você citou já foram entregues?

DUDAS: já. A alegação dos supermercados, por exemplo, é que eles cedem a sacola para o cliente colocar o produto. Os supermercados dizem que não têm culpa se colocam a sacola para transportar o produto e, em casa, o cliente a usa como saco de lixo. Acho engraçado o supermercado colocar a culpa no cliente, afinal, quem mantém o faturamento do supermercado?

Isso é o mesmo que morder a mão do dono ou cuspir no prato que come, né, supermercadista?

RM: em que outras áreas de materiais estão ocorrendo ações semelhantes?

DUDAS: lâmpadas. Fabricantes como GE e Sylvania foram multados em R$ 10 mil por dia até apresentarem relatório de logística reversa. Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açucar receberam multas que somam R$ 14 milhões. Todos os clientes da TetraPak estão no Ministério Público. Ligamos para um deles no País (clientes de embalagem da TetraPak) e dissemos o seguinte: “Meu amigo, você depositou a sua embalagem no meu Estado. Gostaríamos que viesse retirar”.

RM: quais foram os resultados positivos dessa política implantada no Estado?

DUDAS: colocamos todos os fabricantes no circuito por bem ou por mal, pressionando a fazer uma logística reversa de todos os materiais produzidos. Infelizmente, tivemos de mudar alguns pontos porque sentimos que ninguém quer fazer nada. Não gostamos de conversar com associações. Elas foram feitas para blindar as empresas. Quando fizemos pressão sobre o PET, o que o pessoal fez? A Coca-Cola recorreu ao Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), que é uma entidade que atende ao interesse dos associados. A primeira coisa que o André Vilhena (diretor-executivo do Cempre) fez foi pedir prazo. Nunca vi pedir tanto prazo na vida. E por quê? Porque eles não querem colocar a mão na massa. Quando você pergunta quanto de garrafa de PET é disponibilizado no Estado, ninguém sabe. Eles conseguem rastrear uma embalagem de suco, mas não sabem quanto venderam para o Estado. A TetraPak disse que aumentou a reciclagem de embalagem longa vida em 32% no Estado. O índice mundial é de 16%. Qual foi a façanha que a empresa faz se nem para campo eles foram? Eles (TetraPak) questionaram a realidade de alguns municípios por aqui e nunca mais voltaram.

Quem não sabe quem é o André Vilhena, por favor, procure no google, vale a pena.

RM: você acredita que o programa ajudou a melhorar o comércio de materiais recicláveis no Estado?

DUDAS: a avaliação principal é que se o fabricante não participar do processo, tenho pena do reciclador. Para o reciclador, a parte mais cara é fazer o material chegar até o pátio da empresa dele. Agora, de quem é esse material? Do fabricante. Não interessa se o reciclador está ganhando dinheiro com esse resíduo. Isso não exime o fabricante de responsabilidade. O fabricante deveria beijar os pés do reciclador porque ele está tratando de um resíduo que ele (o fabricante) produziu. Estamos forçando o fabricante a ajudar o reciclador. Tenho pena dos recicladores porque eles apresentam uma solução sem apoio da empresa fabricante. Neste país, só haverá mudanças quando o fabricante der mais apoio ao reciclador.

Infelizmente, somente com multas milionárias alguma mudança na atitude dos fabricantes irá acontecer. Somos acomodados por natureza e se ninguém der um chute na bunda, ninguém vai para frente.

RM: você acredita em um aumento de campo de trabalho para o reciclador após a implantação do programa?

DUDAS: acredito que ele tenha aumentado, mas à custa de muito suor. Gosto de dar exemplos práticos: ligamos para a maior recicladora de embalagens TetraPak do Paraná para perguntar se a empresa fabricante estava oferecendo algum tipo de apoio. Esse reciclador ligou para a empresa em janeiro e, em resposta, recebeu alguns folders com propaganda da empresa. Isso é um absurdo. Enquanto o fabricante estiver alheio à responsabilidade, coitado do reciclador. Neste país tudo é colocado ao contrário. Os fabricantes é que deveriam perguntar para o reciclador se ele precisa de um carro, uma máquina ou algum tipo de apoio.

RM: em novembro, a SEMA publicou a Lei nº 15.696, que obriga o estado a adquirir certos tipos de papéis (cartões, embalagens, recibos etc), Cuja composição seja de 50% de papel reciclado. Essa lei já está promovendo a redução do volume de papel reciclado no estado?

Corrigindo a revista, deve ser o aumento do papel reciclado no estado.

DUDAS: baseamos esta lei na idéia de a indústria criar demanda de papel reciclado. O carrinheiro, associação ou empresa teriam um valor melhor pelo papel porque a indústria precisa dele para poder fornecer ao Estado. A empresa tem de provar que usou 50% de reciclado na composição do papel.

RM: mas como a empresa pode provar isso?

DUDAS: por meio de rastreabilidade, a empresa procura um certificador idôneo. Depois disso, a empresa consegue obter o Selo Azul da SEMA (nota da redação: esse selo é a garantia para o Estado de que a empresa foi certificada quanto à rastreabilidade). Na regulamentação da lei, colocamos apenas o básico. Agora, qualquer empresa que vende para o poder público precisa estar com a sua documentação em dia. A empresa chega aqui e quer obter o Selo Azul. A primeira coisa que vamos ver é se a empresa existe legalmente. Alguns deram problema com documentação na Receita Federal.

RM: quantas certificações Selo Azul o Estado do Paraná já expediu?

DUDAS: nenhuma até o momento e por quê? Porque a empresa interessada não existe legalmente.

RM: então as compras de certos tipos de papéis estão paralisadas?

DUDAS: a primeira empresa que poderá adquirir o Selo Azul acabou de regularizar a situação no INSS. As compras não estão paralisadas. Já fomos acusados de querer parar o estado. Havia empresas que colocavam 0,1% de apara pós-consumo junto com fibra virgem e diziam que o papel delas era reciclado. O papel reciclado vendido era papel maquiado.

RM: sobre a rastreabilidade que você comentou, não corre o risco de ser criada no Paraná uma indústria de venda de laudos?

DUDAS: não. Não posso pensar nisso. Vou acreditar no laboratório. Se existe uma indústria de venda é um problema de polícia. O laudo falso é problema de polícia. Estamos fazendo a nossa lição de casa.

RM: mas na publicação da Lei 15.696 não está claro que o reciclado usado na composição do papel novo tenha de ter sido gerado no Estado. Isso não dá brecha para que entre no Paraná papel reciclado vindo da China, por exemplo?

DUDAS: na regulamentação da lei existe um capítulo que diz que o instituto de pesquisa certificador precisa ir até a indústria e verificar a origem do reciclado. Se o instituto assinou um laudo de rastreabilidade, eu tenho de acreditar. Trouxemos para o Paraná o maior especialista mundial em polímeros biodegradáveis. Se uma pessoa como essa está assinando algo, quem somos nós para discordar? Temos de acreditar nos órgãos acreditadores.

RM: você tem idéia de quanto o Estado compra em papel? Quando esses números estarão disponíveis?

DUDAS: no momento em que tivermos todas as empresas divididas por categorias, conseguirei ter esse número. No momento, não queremos nos iludir no trabalho que estamos realizando. Vamos ter idéia desse volume e da proporção com o reciclado daqui a alguns meses.

É isso, falar mais o que depois de uma entrevista brilhante como esta do Dudas, que trabalha incansavelmente em conjunto com o Secretário do Meio Ambiente do Estado Rasca Rodrigues e com o Ministério Público com o Procurador de Meio Ambiente Doutor Saint Clair Honorato, sob a batuta do nosso genial, encardido, turrão e briguento governador, Roberto Requião, neste que consideramos o melhor governo do estado no quesito meio ambiente.

Estamos para os outros estados na legislação ambiental como a Suiça está para a Somália, há anos luz de distância na limpeza de resíduos do estado, obrigando os fabricantes a cumprirem sua obrigação de se responsabilizar por seus resíduos, ou seja, responsabilidade do berço à reciclagem, reinserindo seus produtos novamente na linha de produção.

Mas não pense você que eles estão cumprindo sua obrigação legal e moral sem espernear, e espernear muito. Eles só começam a se mover quando chegam as multas milionárias, quando são ameaçados de não poder mais atuar no estado.

Agora perguntamos, porque os outros estados não estão vindo até nosso estado em caravanas para aprender como se trata o setor produtivo? Porque os outros estados continuam reféns dos poluidores e se sentem com as mãos atadas se a solução está tão perto, no Paraná?

Dudas, continue a excelente batalha contra os poluidores, estamos aqui para apoiá-lo e também para apoiar o Rasca e o Doutor Saint Clair, para que nosso estado consiga finalmente ser um estado resíduo zero, para que consigamos fazer a reciclagem e compostagem 100%, só sobrando para os aterros os 5% de rejeito, que é o que não pode ser reciclado ou compostado.

Graças ao nosso governador, nosso procurador estadual de meio ambiente, nosso secretário estadual de meio ambiente, nosso coordenador de resíduos, podemos dizer que temos orgulho de ser paranaenses.

DUDAS AKA A CHIBATA.

 

Organização protesta contra adiamento de redução do enxofre no diesel

TCM Hitchhiker

JMA de 9 de novembro de 2008

A mobilização é contra o Termo de Ajustamento de Conduta, firmado na semana passada e que, caso homologado pela Justiça Federal, permitirá o descumprimento da resolução do Conama que exige menor quantidade de enxofre no diesel produzido no país

A Fundação SOS Mata Atlântica promove, na quarta-feira passada (5), uma manifestação contra o acordo que permitirá a produção de diesel com mais enxofre do que o permitido na resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O protesto acontecerá em frente ao prédio da Justiça Federal, em São Paulo, às 11 horas, onde será apresentado um manifesto.

A organização protesta contra o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado na madrugada do último dia 30, sem a participação da sociedade civil, que adia por mais quatro anos a comercialização do diesel com menos quantidade de enxofre. O TAC contraria a Resolução 315 de 2002 do Conama, que previa a produção do diesel S50 para o início de 2009, isto é, um diesel com 50 partes por milhão (ppm) de enxofre. Para que o termo seja efetivado, no entanto, ele precisará ser homologado pela Justiça Federal.

O enxofre é um poluente altamente cancerígeno e, somente na cidade de São Paulo, é responsável pela morte de cerca de três mil pessoas. Hoje, o diesel produzido no país apresenta 2.000 partes por milhão (ppm) de enxofre, no interior, e 500 ppm nas regiões metropolitanas. Com acordo permitindo o não cumprimento da resolução do Conama, o diesel fornecido no país será de 1.800 ppm em janeiro de 2009 e de 500 ppm a partir de 2014. A SOS Mata Atlântica alerta para o fato de que esse acordo permitirá um diesel 900% mais poluente do que o que deveria ser.

Na presença do Ministério Público Federal (MPF), o acordo de adiamento da redução de enxofre no diesel foi feito pelos: Estado de São Paulo, Agência Nacional de Petróleo (ANP), Petrobras, Gás Natural e Biocombustíveis, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 17 montadoras de veículos e um fabricante de motores.

Contestações judiciais

A prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, pode contestar judicialmente o TAC proposto pelo Ministério Público Federal. De acordo com o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, foi feito uma consulta à Procuradoria Geral do Município e a secretaria aguarda resposta sobre a possibilidade de entrar na justiça contra o acordo. Além disso, o secretário irá entregar amanhã (5) um documento ao MPF pedindo a revisão do acordo.

Jorge não concorda com os argumentos do TAC, de que não é possível cumprir a medida até o prazo estipulado. “Eles não cumpriram a medida porque não quiseram. A ANP, a Petrobras, a Anfavea, todos eles participaram das discussões desde 2002. O que eles querem é ganhar dinheiro às custas da saúde do povo”.

Para o secretário do Meio Ambiente de São Paulo, o TAC é resultado da omissão do governo federal e da pressão das grandes empresas. “O acordo era exatamente o que as empresas queriam: adiar a resolução. Essa decisão é lamentável”, conclui.

Minc

O ministro do Meio Ambiente Carlos Minc divulgou ontem (3) uma carta com esclarecimentos sobre a posição do ministério a respeito da redução do teor de enxofre no diesel. O ministro argumenta as fortes pressões que recebeu do setor econômico e ressaltou que não comemora o acordo, mas que foi o melhor resultado obtido entre os possíveis.

Como assim, foi o melhor resultado obtido? Para quem é melhor? certamente ele deve viver em outro planeta, não contaminado por esse produto altamente cancerígeno.
Coitadinho dele, sofrendo fortes pressões, está com medinho, virou ministro para que, seu calhorda, se não aguenta o tranco, peça demissão.
Marionete da lula bêbada, covarde, vendido. Parece a lula trêbada, não é minha culpa, não sei de nada … então o que está fazendo no cargo seu ridículo? Nós consumidores sim, podemos dizer que não é culpa nossa, afinal não temos tinta na caneta, não temos poder, só podemos lamentar, mas, você, que foi incumbido de proteger o ambiente no país, se fazer de coitado? Quem você pensa que acredita? Boneco de ventríloco!

Está na hora de trocar de marionete, opa, de ministro do meio ambiente de novo, pelo menos a outra se fazia de sonsa, com aquela vozinha trêmula, de mulherzinha fraca, esse aí nem para fingir, é bandido na cara dura, safado.

Segundo Minc, os atrasos fizeram com que a resolução se tornasse impossível de ser cumprida. “Quando assumimos o MMA [Ministério do Meio Ambiente], há cinco meses, todos já sabiam que a resolução era impossível de se cumprir, devido às omissões de vários anos. O que se avizinhava, portanto, era um desastre ambiental, institucional e social”, argumenta.

Na carta, o ministro ressaltou as ações que desenvolveu no MMA para diminuição do enxofre no diesel, e disse acreditar que o TAC foi o melhor resultado possível. “Avaliamos que, dentro da adversidade, obtivemos o melhor resultado entre os possíveis, já que o integral cumprimento da resolução já havia sido anteriormente inviabilizado. Vamos agora avançar para fiscalizar e cumprir o TAC”, conclui.

Ahã, vai sim, vai é esquecer do assunto, afinal em 2014, se a mãe terra assim quiser, – e quer – esse partidinho de bandidinhos estará fora do poder e este cachorro minc que ninguém conhecia antes, irá de novo se tornar um desconhecido, após ter feito esse monte de burrada que está fazendo desde que virou ministro marionete, destruindo o país, permitindo ainda mais que sua antecessora, que os criminosos roubem o futuro de nossos habitantes.

Quando votar, lembre-se, não vote no PT, 2010 está próximo, esses petistinhas de merda estão destruindo a natureza, se vendem por qualquer trocado, são uns miseráveis, imprestáveis.

Abaixo o minc!

Abaixo a lula lelé!

SP acerta diesel S-10 para 2012. E o S-50?

 

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CONAPUB de 02 de novembro de 2008

Em 2012, os ônibus, caminhões e outros transportes pesados movidos a diesel vão usar o combustível S-10, com 10 partículas de enxofre por milhão (10). Atualmente, o diesel disponível nas grandes metrópoles é mais poluente, com 500 partes de enxofre por milhão (500 ppm).

Mas a maior parte do diesel usado é com 2.000 ppm de enxofre.

O acordo foi fechado entre o governo do Estado de São Paulo, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Petrobrás, e Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cetesb e Ibama. A decisão antecipa em quatro anos a implantação do diesel S-10, que tem o mesmo teor de enxofre do diesel europeu.

No entanto, ninguém tratou da vigência da resolução 315 do Conselho Nacional de Meio Ambiente, o Conama, que exige a distribuição do diesel S-50 a partir de primeiro de janeiro de 2009. A Petrobrás e a Anfavea deram sinais de que não cumprirão a norma, sob aquiescência da ANP. Tudo leva a crer que a antecipação da chegada do S-10 ao mercado seja a saída salomônica para a questão.

A petromáfia, a anfávea não irão cumprir? Nooossa, que novidade. Acordem, as petromáfias fazem parte do governo, é um cofrinho dos políticos corruptos, lógico e óbvio que não irão cumprir.

Enquanto isso, uma cidade como São Paulo registrará a morte de 3 mil pessoas por ano, devido a problemas respiratórios provocados principalmente pela poluição atmosférica que tem como grande vilão a emissão de dióxido de carbono dos veículos (com maior peso dos motores a diesel).

Com a palavra o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que celebrou o acordo por colocar o Brasil, daqui a quatro anos, no mesmo patamar dos europeus, que já se encaminham para o diesel com zero de enxofre.

***

CONAPUB de 06 de novembro de 2008

Minc admite: governo e ANP se omitiram na questão do diesel

Enfim o ministro do Meio Ambiente deu o braço a torcer e reconheceu que a resolução 315 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) não será cumprida sob a complacência do governo.

A resolução trata da redução do teor de enxofre no diesel, o que diminuiria a poluição emitida pelo combustível. Hoje, as grandes cidades distribuem o diesel S-500, com 500 partículas de enxofre por milhão, ppm). A meta era substituir, a partir de primeiro de janeiro de 2009, o diesel atual pelo S-50, com 50 ppm de enxofre e, em 2016, pelo S-10. Mas houve um acordo que antecipou a implantação do S-10 para 2012 e a resolução 315 foi relegada a segundo plano.

O ministro Carlos Minc, em entrevista à Agência Brasil, admitiu “a ANP demorou quatro anos para especificar o diesel, a Anfavea (associação dos fabricantes de veículos) não fez os novos motores, a Petrobrás também atrasou no diesel novo”.

E então, se não fizeram motores, se atrasou a produção, multa neles seu calhorda, pois você é o único no país com poder para isso. Aliás, você foi nomeado para isso, seu bastardo.

Pela resignação de Minc, a determinação do Conama será mesmo ignorada.

Coitadinho dele, tão indefeso, tão sem poder …

Dei um tempo antes de começar a criticar este bostinha, para ver como seria a atuação dele na defesa do ambiente, mas já havia sido alertada de que o cara é um comprado, vendido, e que a entrada dele no MMA seria um desastre – a tontinha anterior também não fazia merda nenhuma, mas não fazia apenas por pura incompetência, quero crer.

Pois dito e feito, ele esta usando o discurso da lula lelé – Uia, sério que que está acontecendo isso no Brasil? - Diesel 2.000, diesel 500? Queéisso, que gente má, que gente bandida … – E eu não sabia de nada … – Vejam vocês como as petromáfias são más, mas eu não posso fazer nada, sou só a bosta da maior autoridade de meio ambiente no país, não tenho poder de para mudar nada.

Acorde, seu bandidaço, se você não fizer nada, quem irá fazer? O josé dirceu? A lula trêbada? a dona marisa? Estamos mal de ministro de meio ambiente, salve-se quem puder.

Mau humor, olho para cima e só vejo a nuvem de tempestade que acompanha a Família Adams, olho para o horizonte e só vejo destruição, só consigo ver a extinção da humanidade, se depender dos políticos brasileiros.

Condomínio verde, lixo zero

JannK

Iniciamos mais um projeto rumo a uma vida sustentável.

Viver sustentavelmente é retirar do planeta somente os recursos naturais necessários para sobrevivermos sem com isso comprometer a sobrevivência dos seres do amanhã.

Podemos acrescentar ainda que viver sustentavelmente é retirar do planeta os recursos naturais e reaproveitá-los no ciclo de produção até o seu limite através da reciclagem 100% para evitar que exploremos ainda mais o planeta sem necessidade alguma.

O que ocorre atualmente é que as pessoas não reciclam nem 5% do que poderia ser reciclado, obrigando sempre a criação de novos produtos, a retirada de matéria prima do planeta sem necessidade alguma, apenas por preguiça de separar o que é reciclável ou não.

Estamos jogando no lixo produtos preciosos apenas pelo egoísmo, pela preguiça de separarmos. Você acha que isto é justo para com o planeta, para com os outros humanos de hoje e os seres que virão no futuro?

Reciclar deixou de ser uma moda, e virou uma questão de sobrevivência para a humanidade. É uma questão que tem que ser resolvida hoje, agora, já.

Como de costume, estamos iniciando o projeto na cidade de Maringá – somos muito bairristas -, mas o projeto será desenvolvido em qualquer cidade do país, basta ter iniciativa e boa vontade para dar inicio, afinal nossos projetos são nacionais, apenas usamos Maringá, nossa casa como laboratório de testes.

Fomos convidados a apresentar o PROJETO CONDOMÍNIO VERDE, LIXO ZERO no Condomínio Vila Suíça aqui em Maringá, um condomínio com mais de 100 apartamentos que quer iniciar a separação do lixo, óleo, lâmpadas e baterias e dar a destinação correta a estes materiais.

Sempre que o presidente da FUNVERDE conversa com secretários de meio ambiente do município – digo secretários no plural porque já se passaram vários desde que iniciamos a conversa sobre a solução do gerenciamento de lixo e nenhum secretário nos escutou até hoje -, ele ressalta que a única forma do cidadão separar seu lixo – sem falar de multa – é comprando este lixo, porque o que tem valor não vai para o lixo.

Até hoje nenhum político deu bola para esta frase do nosso presidente e por isso, NOVAMENTE, vamos ter que resolver o problema com nossas próprias mãos, mas tudo bem, este é mais um projeto para mostrar que os prefeitos e vereadores estão se lixando para o lixo, ressolver o problema do lixo não dá voto, construir poste ou alguma obra visível, um monumento, isso sim dá voto.

Maringá tem mais de mil condomínios verticais – os horizontais ficam para a segunda parte do projeto – e iremos de um em um para que todos iniciem a reciclagem de seu lixo, já que não existe um programa sério de reciclagem em nossa cidade – pelos dados da prefeitura menos de 5% é reciclado na cidade – e tudo vai para o lixão – agora tem o biopuster, mas tudo chega tão contaminado que mais da metade do que poderia ser reciclado é perdido, devido à contaminação com o lixo orgânico. Só apoiaremos o biopuster quando ele for utilizado para sua real função, que é a transformar em composto orgânico o lixo orgânico que for disposto lá, quando a prefeitura multar quem não separa seu lixo na fonte e não estiver mais indo para o biopuster matéria prima preciosa para fazer novos produtos, isso é um crime contra a humanidade.

Como não temos paciência para ver o mundo acabar sem fazermos nada, como não temos crença em que alguém vá resolver qualquer problema por nós, novamente criamos um projeto que se inicia aqui, em nossa cidade, mas já avisando que este é mais um projeto nacional da FUNVERDE – a exemplo dos projetos de sacolas oxi-biodegradáveis e de sacolas retornáveis -, de reciclagem e compostagem 100% com multas pesadíssimas para quem não tiver a responsabilidade de separar seu lixo na fonte, a exemplo de inúmeros países europeus.

É uma vergonha alguém que se considera um cidadão não ter a vergonha na cara de se responsabilizar pelos resíduos que gera. Estamos falando em todas as classes sociais e intelectuais, pessoas de todas as idades, cidadãos deste planeta que ainda não se conscientizaram de que esta é nossa casa, nossa única casa e que temos a obrigação de deixá-la limpa para nós e nossos descendentes.

Maior vergonha ainda são os políticos que deveriam fazer leis para coibir a prática de encher os lixões de produtos recicláveis e não fazem nada, olham para o outro lado, como se o lixo não fosse problema deles.

O objetivo principal do PROJETO CONDOMÍNIO VERDE, LIXO ZERO é a reciclagem do lixo que, em condomínios, é concentrado, facilitando o manuseio e a aplicação de qualquer projeto, porque os condomínios tem uma autoridade máxima, que é o síndico. O sindico, normalmente tem como preocupação o lixo gerado pelos seus condôminos – ou deveria ter.

Estamos levando a solução mágica, que é a transformação do lixo em matéria prima para gerar novos produtos, ou simplificando, a venda direto dos plásticos, vidros, latas, alumínios, papéis etc que são usados pelos moradores do condomínio e hoje são descartados no lixo comum junto com lixo orgânico .

Se antes quando falávamos em resolver o problema dos resíduos domésticos o foco era a ecologia, agora estamos aliando ecologia à economia, porque vimos que é muito mais fácil convencer as pessoas pelo bolso do que pela consciência ambiental, quando se fala em valores as pessoas se tornam muito mais sensíveis a qualquer problema.

Estamos gerando renda onde existia um problema.

Para se ter uma idéia do problema que estamos falando, pense que normalmente, são feitas até 4 limpezas nas caixas de gorduras dos prédios por ano, gerando despesas significativas para o condomínio.

Somente com o óleo de fritura que deixa de ir para o ralo, as caixas de gordura dos prédios passam a ter uma vida útil até a próxima limpeza muito maior, evitando em até 75% os gastos com a manutenção.

Lembre-se de que isso representa uma economia aproximada de R$ 5.000,00 reais por ano, em edifícios com 90 a 100 apartamentos.

Se você é morador de apartamento ou síndico seja um cidadão responsável, entre em contato conosco para que seu condomínio faça parte do nosso projeto.

Vamos trabalhar hoje para que exista um amanhã.

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