Poluição Archive

Como separar o lixo no Japão

timtak

www.Sankyo-br.com

Claudia Higa

A coleta seletiva é uma alternativa ecologicamente correta que desvia, do destino em aterros sanitários ou lixões, resíduos sólidos que poderiam ser reciclados.

Com isso alguns objetivos importantes são alcançados:

A vida útil dos aterros sanitários é prolongada e o meio ambiente é menos contaminado.

Além disso o uso de matéria prima reciclável diminui a extração dos nossos tesouros naturais.

Uma lata velha que se transforma em uma lata nova é muito melhor que uma lata a mais. E de lata em lata o planeta vai virando um lixão…

O método de separação, data, local e horário para jogar o lixo varia de acordo com cada cidade.

Os lixos domésticos são coletados e processados pela Prefeitura. O método de separação, data, local e horário para jogar o lixo varia de acordo com cada cidade. Se não encontrar as informações indicadas próximo à residência, informe-se na Prefeitura.

É importante colaborar na separação do lixo.

Algumas cidades têm regras mais rígidas que outras, mas, no geral, segue-se a seguinte classificação:

Lixo incinerável

Sobras de comida (remova o excesso de água); óleo de cozinha (mergulhe em papel ou tecido, ou solidifique com agente coagulante); papéis não recicláveis (remova antes clipes ou grampos); roupas e fraldas descartáveis; pequenas plantas e arbustos (estes devem ser cortados em pedaços de até 50 cm e amarrados).

Lixo não-incinerável

Produtos de plástico, vinil, borracha ou couro (como sapatos e bolsas)vidro ( no caso de garrafas quebradas, deve-se colocar aviso de “perigo”); aerossol (não faça buracos e só jogue depois de esvaziar totalmente o vasilhame); pequenos aparelhos elétricos; lâmpadas fluorescentes (coloque-as em caixas de papelão); peças de metal e cerâmica; embalagens de alumínio; saquinhos para aquecimento (kairo).

Lixo reciclável (papel)

Jornais e panfletos (dobre os jornais em quatro e amarre-os); papelão e sacolas (dobre as caixas e amarre-as); revistas, cadernos, papel de embrulho, envelope, catálogos, livros e cartões-postais (amarre-os de acordo com a categoria).

Lixo reciclável

Normalmente são recolhidas duas vezes ao mês. Ao separá-los, é necessário lavar as garrafas e latas.

Garrafas quebradas e latas que não sejam de bebida, remédio e alimentos não são recicláveis e devem ser jogadas como lixo não-incinerável.

Garrafas de saquê de 1,8 litro e de cerveja podem ser levadas diretamente às lojas de bebidas.

Lixo nocivo

Produtos venenosos ou perigosos, como botijão de gás, derivados do petróleo (gasolina, querosene, tíner), tinta, remédio, pilha, fogos de artifício, fósforo, extintor de incêndio, isqueiro.

Para jogá-los, deve-se contactar o centro de coleta de lixo local.

Lixo de grande porte

Móveis, bicicletas, acolchoados e outros itens domésticos (com exceção de geladeira, televisão, máquina de lavar roupa e ar-condiciona-do) que tenham um dos lados maior que 30 cm.

Para jogar esse tipo de lixo é necessário fazer reserva junto ao centro de coleta, que informa a taxa a ser paga e o dia de coleta.

Garrafas plásticas (pet bottle)

Garrafas plásticas de refrigerante, bebida alcoólica ou shooyu (molho de soja) que levam a marca “PET” são coletadas em supermercados que tenham contêineres próprios com a marca de reciclagem.

Para que as garrafas sejam recolhidas, é necessário remover a tampa e o rótulo, lavar a parte interna e amassá-las.

Utensílios de papelão

Embalagens de leite ou bandejas feitas de papelão também são coletadas por supermercados ou centros de coleta públicos.

Antes de jogá-las, é necessário lavá-las e, no caso das embalagens e leite, dobrá-las.

Reciclagem de eletrodomésticos

São recolhidos, por ano, cerca de 600 mil toneladas de eletrodomésticos. Antes, eram recolhidos pela Prefeitura como lixo de grande porte (sodai gomi) e enterrados.

Mas diante do excesso desse tipo de lixo, o governo introduziu, em abril de 2001, a Lei de Reciclagem de Eletrodomésticos. Quem quer se desfazer de um eletrodoméstico deve entrar em contato com a loja onde comprou o produto ou onde irá comprar o novo artigo. A lei atual inclui quatro artigos: geladeira, televisão, ar-condicionado e máquina de lavar.

O consumidor arca com a taxa de coleta/transporte e reciclagem. A loja, por sua vez, repassa o produto para a fabricante efetuar a reciclagem.

As taxas de coleta e transporte variam conforme a empresa e a distância de transporte, além da tarifa de reciclagem, que fica entre de ¥ 2.400 e ¥ 4.600, de acordo com cada fabricante.

Vocabulário básico:

Japonês Português
moeru gomi lixo incinerável
moenai gomi lixo não incinerável
sodai gomi lixo de grande porte
shigen gomi lixo reciclável
yuugai gomi lixo nocivo

Fonte: IPC e www.lixo.com.br

E depois vocês reclamam quando pedimos para separar o lixo em 3 sacos, reciclável, compostável e rejeito.

Imaginem se vocês morassem no Japão …

Esse é um ensaio para o futuro, o que colocamos na postagem é o que o Brasil num futuro muito próximo será obrigado a fazer, porque os recursos naturais são finitos.

Vamos conspirar agora, no Japão eles não tem quase recursos naturais, mas quando importam suas mercadorias, as embalagens ficam no país e se tornam seus recursos naturais sem terem que extrair do planeta.

Isso é lucro líquido, porque eles importam coca cola em lata de alumínio ou pet – por exemplo – e ao reciclar o alumínio a tampa da pet, o rótulo e a própria PET eles estão enriquecendo seu país com recursos naturais que antes não possuiam.

Ou seja, além de eles importarem os produtos que consomem, importam indiretamente todas as embalagens que podem ser recicladas diversas vezes.

Orientais espertos.

Vejam que tudo é lavado, higienizado, para não perder o valor do produto, ao contrário daqui que é tudo jogado no lixo comum onde exige muito mais água e produtos químicos para a reciclagem.

É muito melhor ser correto na fonte, na sua casa, mas aqui, com a abundância – por enquanto – de recursos naturais, todos pensam que moram no paraíso, que tem escravos mágicos para limpar sua sujeira e que nunca faltará recursos naturais para serem explorados.

Não conseguimos entender essa recusa do brasileiro em reciclar, eles ficam esperando uma lei para os obrigar a reciclar e mesmo assim temos certeza de que o farão pela metade, quando tiver alguma embalagem meio grudenta – como embalagem de leite condensado – enfiarão escondido no meio do compostável ou rejeito só para não terem que lavar, o típico jeitinho brasileiro.

Por isso já estamos falando há anos que temos que fazer reciclagem e compostagem 100%, para evitar a construção de mais aterros que tomam terra fértil, para fazer a vida útil destes aterros aumentar em 95%, para poupar recursos naturais para o futuro, para nossos descendentes.

Pensem brasileiros, pensem, antes que o tempo acabe.

Como aprovar a lei de desplastificação do Paraná

Desculpem pelo link que não funcionou, mas o VEOH, onde hospedamos nossos vídeos, simplesmente saiu do ar no Brasil.

Agora os links estão corretos, por favor assista e depois envie mensagem para nossos queridos deputados para que eles façam valer seus salários.

Primeiro, assista a este vídeo em que o Cheida questiona os interesses de seus coleguinhas, do porque eles não querem aprovar a lei de desplastificação do nosso querido Paraná.

Vejam bem a cara de pau do edgar bueno, aquele de já há mais de um ano sentou sua bunda parlamentar em cima do projeto para impedir sua aprovação a mando da petromáfia e de seu braço pago, a plastimorte.

O vídeo está dividido em três partes.

  

Depois de assistir, envie uma mensagem para todos os nossos muitíssimo bem pagos deputados estaduais solicitando que votem em regime de urgência a lei de desplastificação do Paraná.

Vamos desplastificar o Paraná!

Rever práticas de consumo e incentivar tecnologias que não agridam o meio ambiente deve ser o compromisso de todos pela preservação do planeta.

Neste sentido, colocamos à disposição a mensagem a ser enviada aos deputados estaduais do Paraná, pedindo que agilizem a votação do projeto de lei que torna obrigatória a utilização do plástico oxi-biodegradável em substituição ao plástico convencional.

Participe!

Copie a mensagem abaixo e envie para todos os deputados estaduais, cujos endereços eletrônicos estão abaixo da mensagem.

Nossa página tem uma visitação média de 2.000 pessoas por dia, se cada um de vocês enviar uma mensagem, certamente conseguiremos nosso objetivo.

Para você que mora fora do estado do Paraná, ou mesmo fora do Brasil – temos centenas de acessos diários de todo o globo – lembre-se, moramos todos em uma pequena bolinha azul perdida no espaço, nenhum de nós está aqui a passeio, se destruirmos este planeta, não teremos outro para fugir, então, tudo o que for feito para melhorar a vida em um ponto do planeta, se reflete em todo o planeta, e esta lei melhorará a vida de cada habitante no planeta terra, habitantes de hoje e do futuro.

Por favor, nos ajude nessa árdua tarefa, que é desplastificar o planeta.

Senhor Deputado Estadual do Paraná,

Nós, cidadãos paranaenses, pedimos seu VOTO FAVORÁVEL na segunda discussão do Projeto de Lei 134/07, que tramita em regime de urgência na Assembléia Legislativa do Estado do Paraná há quase um ano, e que “torna obrigatório a utilização de material biodegradável ou reutilizável para embalagens de produtos em supermercados, congêneres e comércio em geral e incentiva estes mesmos estabelecimentos a adotarem programas de respeito ao meio ambiente.”

Entendemos que esta é uma importante medida para livrar o Paraná da contaminação pelo plástico convencional; onde só as redes de supermercado geram cerca de um bilhão e 200 milhões de sacolas plásticas todos os meses.

Baseados em Lei Federal, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Ministério Público já estão acionando as grandes redes de supermercados, shoppings e comércio em geral.

Pressionam o comércio a adotar práticas sustentáveis, fazendo com que os estabelecimentos comecem a se adaptar.

Desta forma, é preciso APROVAR o mais rápido possível a lei estadual que discipline o tema.

Pesquisas do mundo todo têm comprovado a efetiva degradação ambiental dos polímeros oxi -biodegradáveis.

No Paraná, o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), órgão da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, aponta, pelo laudo n° 07007752, que o material oxi-biodegradável analisado satisfaz completamente as exigências da Resolução no 105, de 19 de maio de 89, da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde.

É preciso acompanhar os avanços da sociedade.

DEPUTADOS ESTADUAIS DO PARANÁ

Ademar Traiano
Partido: PSDB
Telefone: 41 - 33504096
E-mail: ademartraiano@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=147
Site:

Alexandre Curi
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504058
E-mail: alexandrecuri@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=182
Site:

Antonio Anibelli
Partido: PMDB
Telefone: 41 – 3504013
E-mail: anibelli@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=185
Site:

Antonio Belinati
Partido: PP
Telefone: 41 - 33504285
E-mail: antoniobelinati@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=258
Site:

Artagão Junior
Partido: PMDB
Telefone: 41 – 3504079
E-mail: artagaojunior@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=187
Site:

Augustinho Zucchi
Partido: PDT
Telefone: 41 – 3504048
E-mail: augustinhozucchi@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=188
Site:

Beti Pavin
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504056
E-mail: betipavin@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=271
Site: http://deputadabetipavin@yahoo.com.br

Caito Quintana
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504124
E-mail: quintana@pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=246
Site: http://www.caitoquintana.com.br

Carlos Simões
Partido: PR
Telefone: 41 - 33504006
E-mail: carlossimoes@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=190
Site:

Cheida
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504088
E-mail: cheida@cheida.com.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=249
Site:

Chico Noroeste
Partido: PR
Telefone: 41 - 33504092
E-mail: chiconoroeste@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=192
Site: http://www.chiconoroeste.com.br

Cida Borghetti
Partido: PP
Telefone: 41 – 3504071
E-mail: cidaborghetti@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=193
Site:

Cleiton Kielse
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504075
E-mail: cleitonkielse@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=194
Site:

Deputado Dr. Batista
Partido: PMN
Telefone: 41 - 33504084
E-mail: drbatista@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=265
Site:

Dobrandino Gustavo da Silva
Partido: PMDB
Telefone: 41 – 3504038
E-mail: dobrandino@gmail.com
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=196
Site:

Douglas Fabricio
Partido: PPS
Telefone: 41 - 33504066
E-mail: douglasfabricio@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=261
Site: http://www.douglasfabricio.com.br

Durval Amaral
Partido: DEM
Telefone: 41 – 3504127
E-mail: durvalamaral@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=239
Site:

Duílio Genari
Partido: PP
Telefone: 41 – 3504042
E-mail: duiliogenari@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=197
Site: http://www.duiliogenari.com.br

Edgar Bueno
Partido: PDT
Telefone: 41 - 33504000
E-mail: edgarbueno@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=260
Site:

Edson Luiz Strapasson
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504073
E-mail: strapass@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=244
Site:

Elio Rusch
Partido: DEM
Telefone: 41 - 33504059
E-mail: eliorusch@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=198
Site:

Elton Welter
Partido: PT
Telefone: 41 - 33504039
E-mail: eltonwelter@pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=199
Site: http://www.welter.org.br

Fabio Camargo
Partido: PTB
Telefone: 41 - 33504000
E-mail: fabiocamargo@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=256
Site:

Felipe Lucas
Partido: PPS
Telefone: 41 - 33504000
E-mail: felipelucas@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=262
Site:

Fernando Carli Filho
Partido: PSB
Telefone: 41 - 33504000
E-mail: fernandocarlifilho@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=264
Site:

Francisco Buhrer
Partido: PSDB
Telefone: 41 - 33504232
E-mail: franciscobuhrer@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=201
Site:

Geraldo Cartário Ribeiro
Partido: PDT
Telefone: 41 - 33504077
E-mail: geraldocartario@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=202
Site:

Jocelito Canto
Partido: PTB
Telefone: 41 - 33504069
E-mail: jocelitocanto@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=203
Site:

Luciana Guzella Rafagnin
Partido: PT
Telefone: 41 - 33504087
E-mail: lucianarafagnin@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=207
Site:

Luiz Accorsi
Partido: PSDB
Telefone: 41 - 33504043
E-mail: luizaccorsi@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=208
Site:

Luiz Carlos Martins
Partido: PDT
Telefone: 41 - 33504076
E-mail: luizcarlosmartins@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=209
Site: http://luizcarlosmartins@pr.gov.br

Luiz Claudio Romanelli
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504000
E-mail: luizromanelli@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=250
Site: http://www.luizromanelli.com.br

Luiz Fernandes Litro
Partido: PSDB
Telefone: 41 - 33504320
E-mail: litro@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=275
Site:

Luiz Nishimori
Partido: PSDB
Telefone: 41 – 3504170
E-mail: luiznishimori@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=180
Site:

Marcelo Rangel
Partido: PPS
Telefone: 41 - 33504000
E-mail: marcelorangel@marcelorangel.com.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=263
Site: http://www.marcelorangel.com.br

Mauro Moraes
Partido: PMDB
Telefone: 41 – 3504029
E-mail: mauromoraes@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=211
Site: http://www.mauromoraes.com.br

Miltinho Puppio
Partido: PSDB
Telefone: 41 - 33504047
E-mail: miltinhopupio@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=273
Site:

Mohamed Ali Hamze (MAMEDE)
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504068
E-mail: mamede@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=248
Site:

Nelson Justus
Partido: DEM
Telefone: 41 - 33504165
E-mail: nelsonjustus@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=215
Site: http://www.nelsonjustus.com.br

Nereu Moura
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504034
E-mail: nmoura@pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=149
Site:

Ney Leprevost
Partido: PP
Telefone: 41 - 33504000
E-mail: neyleprevost@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=259
Site: http://www.neyleprevost.com.br

Osmar Bertoldi
Partido: DEM
Telefone: 41 - 33504298
E-mail: osmarbertoldi@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=257
Site: http://http://www.osmarbertoldi.com.br

Pastor Edson Praczyk
Partido: PRB
Telefone: 41 – 3504290
E-mail: pastoredson@pastoredson.com.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=217
Site: http://www.pastoredson.com.br

Pedro Ivo
Partido: PT
Telefone: 41 – 3504086
E-mail: pedroivo@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=218
Site:

Plauto Miró Guimarães
Partido: DEM
Telefone: 41 - 33504015
E-mail: plautomiro@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=219
Site:

Professor Luizão
Partido: PT
Telefone: 41 - 33504253
E-mail: luizao@professorluizao.com.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=267
Site:

Péricles de Mello
Partido: PT
Telefone: 41 - 33504250
E-mail: contato@periclesdemello.com.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=270
Site:

Reni Pereira
Partido: PSB
Telefone: 41 – 3504091
E-mail: contato@renipereira.com.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=223
Site: http://www.renipereira.com.br

Rosane Ferreira
Partido: PV
Telefone: 41 - 33504025
E-mail: rosanedopv@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=266
Site: http://www.rosanedopv.com

Stephanes Junior
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504026
E-mail: stephanesjunior@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=251
Site: http://www.stephanesjunior.com.br

Tadeu Veneri
Partido: PT
Telefone: 41 – 3504094
E-mail: tadeuveneri@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=225
Site: http://www.tadeuveneri.com.br

Teruo Kato
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504098
E-mail: teruokato@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=252
Site: http://www.teruokato.com.br

Valdir Rossoni
Partido: PSDB
Telefone: 41 – 3504095
E-mail: valdirrossoni@alep.pr.gov.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=226
Site:

Waldyr Pugliesi
Partido: PMDB
Telefone: 41 - 33504000
E-mail: waldyr@waldyrpugliesi.com.br
Url: http://www.alep.pr.gov.br/deputados/index.php?id=253
Site: http://www.waldyrpugliesi.com.br

Para facilitar, colocamos os e-mail separados por ponto e vírgula prontinhos para enviar a mensagem para todos os deputados de uma vez só.

ademartraiano@alep.pr.gov.br; alexandrecuri@alep.pr.gov.br; anibelli@alep.pr.gov.br; antoniobelinati@alep.pr.gov.br; artagaojunior@alep.pr.gov.br; augustinhozucchi@alep.pr.gov.br; betipavin@alep.pr.gov.br; quintana@pr.gov.br; carlossimoes@alep.pr.gov.br; cheida@cheida.com.br; chiconoroeste@alep.pr.gov.br; cidaborghetti@alep.pr.gov.br; cleitonkielse@alep.pr.gov.br; drbatista@alep.pr.gov.br; dobrandino@gmail.com; douglasfabricio@alep.pr.gov.br; durvalamaral@alep.pr.gov.br; duiliogenari@alep.pr.gov.br; edgarbueno@alep.pr.gov.br; strapass@alep.pr.gov.br; eliorusch@alep.pr.gov.br; eltonwelter@pr.gov.br; fabiocamargo@alep.pr.gov.br; felipelucas@alep.pr.gov.br; fernandocarlifilho@alep.pr.gov.br; franciscobuhrer@alep.pr.gov.br; geraldocartario@alep.pr.gov.br; jocelitocanto@alep.pr.gov.br; lucianarafagnin@alep.pr.gov.br; luizaccorsi@alep.pr.gov.br; luizcarlosmartins@alep.pr.gov.br; luizromanelli@alep.pr.gov.br; litro@alep.pr.gov.br; luiznishimori@alep.pr.gov.br; marcelorangel@marcelorangel.com.br; mauromoraes@alep.pr.gov.br; miltinhopupio@alep.pr.gov.br; mamede@alep.pr.gov.br; nelsonjustus@alep.pr.gov.br; nmoura@pr.gov.br; neyleprevost@alep.pr.gov.br; osmarbertoldi@alep.pr.gov.br; pastoredson@pastoredson.com.br; pedroivo@alep.pr.gov.br; plautomiro@alep.pr.gov.br; luizao@professorluizao.com.br; contato@periclesdemello.com.br; contato@renipereira.com.br; rosanedopv@alep.pr.gov.br; stephanesjunior@alep.pr.gov.br; tadeuveneri@alep.pr.gov.br; teruokato@alep.pr.gov.br; valdirrossoni@alep.pr.gov.br; waldyr@waldyrpugliesi.com.br

Oxi-bio o que?

Livrevista de maio de 2008

Conheça as possíveis alternativas às sacolas plásticas

Danielle Nagase

Preocupados com o meio ambiente e impulsionados a acabar com a circulação de sacolas plásticas confeccionadas com material sintético (petróleo), devido ao Projeto de Lei 1494/07 do deputado Edson Santos, pessoas têm desenvolvido práticas alternativas à questão.

A mais falada destas escolhas é a substituição do material sintético na produção pelo oxi-biodegradável. Tal nome é dado ao processo de degradação do plástico que utiliza aditivos para acelerar sua decomposição, contando com o auxílio do oxigênio, da temperatura e de processos mecânicos – vento, chuva, etc. Assim, o plástico oxi-biodegradável agride menos a natureza, pois seu tempo de vida é bem menor que o do plástico convencional: em 18 meses ocorre a sua degradação completa.

“Estas sacolas são bastante viáveis. Já existem, no país, mais de 120 fábricas as produzindo e, além disso, migrar a confecção para este tipo de material não requer grandes esforços, já que não é necessário mudar em nada a linha de produção. O acréscimo do preço dessas sacolas [de 2 a 5%] é muito barato se contarmos o ganho ambiental que proporcionam”, afirmou Cláudio Jorge, presidente da Funverde. “Não muda nada para o usuário, mas muito para o meio ambiente”, acrescentou.

Funverde

Slogan da campanha da Funverde a favor das sacolas oxi-biodegradáveis e a sacola retornável desenvolvida pela ONG

A rede de supermercados Walt Mart informou que não trabalha com as sacolas oxi-biodegradáveis, mas como também se preocupa com a quantidade de plástico lançada ao meio ambiente e com os prejuízos que traz, a rede disponibiliza a seus clientes, primeiramente nas unidades do sul do país, sacolas retornáveis como alternativa às de material sintético. As novas opções são: sacos de papel, sacolas retornáveis de lona ou de algodão cru e caixas plásticas e de papelão. Enquanto umas são biodegradáveis, outras são reutilizáveis.

“No varejo, muitos dos resíduos sólidos são gerados por fornecedores e clientes, mas nós do Wal Mart Brasil também assumimos nossa responsabilidade. Fornecendo opções de embalagens ecológicas aos nossos consumidores, estaremos ajudando a diminuir a quantidade de plástico depositado na natureza”, afirmou Luiz Zacharias, diretor regional da rede de supermercados.

Controvérsias à proibição do uso das sacolas de plástico convencionais surgiram. Umas sobre sua eficácia, mas principalmente sobre seu impacto econômico. Por serem mais caras que as de material sintético, a população começou a temer que o custo das oxi-biodegradáveis fossem mexer com seu bolso. “Cada caso é um caso. Vai depender do tamanho da empresa, de seu poder aquisitivo e do que é vendido também. Aqui, o valor das sacolas não será repassado ao consumidor, já que esse valor é muito baixo em relação às mercadorias”, afirmou Maristela Tsuchiya, gerente da óptica e relojoaria, Tic Tac.

Mudança de hábito?

Desde 1862, com a invenção de uma resina sintética, pelo químico inglês Alexandre Parkes, que o plástico figura como utensílio na vida do ser humano. Com o surgimento das sacolas plásticas, elas foram apontadas como favoráveis ao crescimento econômico, pois reduziam os custos da indústria e do comércio, por serem mais baratas que as de papel.

Com o passar dos anos, e os recursos se tornando escassos, com a poluição da natureza pelo homem e com todos os problemas que vieram e ainda vêm à tona, os benefícios das sacolas plásticas foram colocados em questão. “Antigamente, a população e o consumo eram muito menores do que hoje, fazendo com que o impacto da mudança de um padrão de sacolas para outro [de papel para de plástico] não fosse sentido naquela época”, comenta Cláudio Jorge, presidente da Funverde (ONG que zela pelo meio ambiente).

“Sacos plásticos não tem vida própria, só tem utilidade quando associados com outros objetos e, mesmo assim, ela é passageira. Depois de transportar compras no supermercado, ele já não é mais útil. Mas qual seria o problema? É que depois que ele se torna inútil, ele não volta para o supermercado para ser útil novamente. E ele ainda terá uma longa vida perambulando pelo mundo a fora”, alertou Silveira Neto, em seu blog, Eu podia tá matando.

eupodiatamatando.com

Elas também são vítimas do plástico

Com toda essa polêmica, ou até mesmo devido ao Projeto de Lei 1494/07, as sacolas retornáveis surgiram como alternativa às sacolas sintéticas e até mesmo às oxi-biodegradáveis para quem preferi-las. Isso trouxe um velho hábito da população à tona: “No meu tempo não existia nada disso não. Quando nós íamos à venda, levávamos uma sacola de pano, que nós mesmos fazíamos, para carregar as compras”, declarou a aposentada, Zenaide dos Santos, ao contar como faziam antigamente, já que ainda não existiam sacolas nem de papel, nem de plástico.

“Era uma cena muito típica: minha mãe pegando uma velha sacola, que era de plástico também, só que mais resistente e levando mais uma vez para a feira. Eu não me lembro disso ser um estorvo, era algo comum, simples e normal. Todos viviam suas vidinhas sem sacos plásticos e talvez, sem saber, éramos mais felizes”, acrescentou Silvério na mesma postagem.

Também apoiando o fim das sacolas plásticas e assim, o Projeto de Lei, está a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo. Ela desenvolveu o projeto Eu não sou de plástico, que também incentiva a utilização de sacolas de pano. “O homem precisa se sensibilizar mais e se preocupar com a natureza. Não é possível ficar indiferente às sucessivas tragédias que destroem a Mãe Terra. A iniciativa de reverter a situação começa dentro de casa e juntos podemos fazer muito”, declarou o estilista Januário Vaiano, no site da campanha.

Proibição do uso de sacolas plásticas

Reciclar, atividade na qual materiais passíveis de serem reaproveitados são desviados do lixo, separados e processados para serem reutilizados como matéria-prima na manufatura de novos produtos. Não é difícil se deparar com projetos que esclareçam e incentivem a reciclagem. O que é difícil é encontrar pessoas que realmente fazem a sua parte para atingir o chamado desenvolvimento sustentável – aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas.

As sacolas plásticas fabricadas com resina sintética (petróleo), encontradas em estabelecimentos comerciais, são um exemplo da insuficiência da reciclagem – apenas 16,5% dos resíduos plásticos pós-consumo são reciclados (no Brasil, são produzidas 1,2 bilhões de sacolas plásticas por ano). “Desde que as sacolas de papel foram trocadas pelas plásticas, o custo empresarial diminui e o ambiental aumentou. Com o crescimento da população e do consumo, desde as pequenas até as grandes cidades estão sentindo os prejuízos”, relatou Cláudio Jorge, presidente da Funverde (Fundação Verde, ONG que zela pelo meio ambiente).

Funverde

O lar das sacolas plásticas daqui até os próximos 100 anos

Depois de utilizadas, as sacolas são destinadas a acondicionar o lixo ou são descartadas em lixões, aterros sanitários ou em lugares inapropriados – rios, florestas, bueiros -, permanecendo no meio ambiente por mais de 100 anos. Sacos plásticos contaminam o ambiente aquático, matam animais, que os confundem com algas, provocam enchentes e colaboram com o efeito estufa, já que o resíduo orgânico contido dentro deles é decomposto por bactérias, que na ausência de oxigênio realizam respiração anaeróbica, liberando gás metano, que é 21 vezes mais prejudicial que o gás carbônico. Além disso, o plástico impede a passagem de água, retardando a decomposição de outros materiais.

Foi pensando nestes problemas, que o deputado Edson Santos (PT-RJ) desenvolveu o Projeto de Lei 1494/07, ainda em tramitação, que diz em seu art. 1º: “Esta lei obriga o acondicionamento de qualquer material de uso doméstico, comercial, industrial, administrativo ou hospitalar e os resíduos sólidos de qualquer procedência, cujo reaproveitamento ou destinação final seja em território nacional, em recipientes confeccionados com material oxi-biodegradável”.

“Entendemos que tal regulação por parte do Estado é capaz de impulsionar e orientar todo o mercado para um comportamento condizente com os desafios que temos pela frente de ajustar nossa economia aos limites físicos determinados pelo meio ambiente”, declarou Edson Santos, em sua justificativa ao Projeto.

Lixo eletrônico será de responsabilidade do fabricante

lixo.eletronico

A indústria brasileira de eletrônicos começa a se preparar para uma nova era, com a mudança de conceitos sobre o destino dos produtos fabricados. Se até então, a responsabilidade das empresas terminava na porta das lojas ou nas mãos do consumidor, agora surge um novo caminho: o Projeto de Lei 1991/07 que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos, com previsão para ser votado em abril, responsabiliza o fabricante pelo descarte do seu produto após o término da vida útil. Computadores, impressoras, celulares, entre outros produtos usados, terão que voltar para a indústria.

De acordo com o artigo 61 do projeto de lei, “os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos deverão ser obrigatoriamente segregados na fonte geradora, coletados e destinados em conformidade com os procedimentos estabelecidos pelos órgãos competentes”. A futura legislação determina o prazo de dois anos, a partir da publicação, para adequação dos fabricantes quanto aos procedimentos específicos para os resíduos de eletroeletrônicos.

Já o artigo 62, enfatiza essa obrigatoriedade ao estabelecer que fabricantes, distribuidores, importadores, comerciantes e revendedores são responsáveis pelo gerenciamento dos resíduos eletroeletrônicos em todas suas fases, desde a geração até a disposição final. A futura legislação coloca em evidência uma modalidade do novo milênio – a logística reversa, levando o produto de volta ao fabricante, com o fluxo de resíduos gerados direcionado para a cadeia produtiva.

O Projeto de Lei é resultado das propostas debatidas ao longo dos últimos sete anos em seminários regionais e nacionais com diversos segmentos da sociedade civil. O texto foi concebido por um grupo interministerial, formado pelos Ministérios do Meio Ambiente, Cidades, da Saúde, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do Planejamento, Orçamento e Gestão, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Fazenda e Casa Civil.

Manufatura reversa

A política nacional de resíduos sólidos vai além da obrigatoriedade sobre a destinação final. O projeto de lei, em seu artigo 17, aponta que somente cessará a responsabilidade do gerador de resíduos sólidos, quando estes forem reaproveitados em produtos, na forma de novos insumos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos. Se aprovado, o projeto dará novo estímulo para empresas que atuam na cadeia da reciclagem e reaproveitamento de commodities.

A Oxil Manufatura Reversa e Gerenciamento de Resíduos, empresa sediada em Paulínia (SP), com dez anos de atuação e pioneira nesse processo, especializou-se no gerenciamento de resíduos de grandes fabricantes de equipamentos de informática, telefonia, eletroeletrônicos e eletrodomésticos e hoje transforma 99,7% do que recebe em matéria-prima para a fabricação de novos produtos. A empresa atende grandes fabricantes de eletroeletrônicos que têm a preocupação com a destinação de seus produtos, desde equipamentos obsoletos, fora de linha, ou aqueles que o fabricante já recolhe juntos aos consumidores.

Segundo a analista ambiental da Oxil, Talita Ancona, a aprovação da legislação já é o começo de um caminho que o país precisa trilhar. No entanto, a responsabilidade ambiental precisa ser massificada também junto ao consumidor. “A população ainda não está conscientizada sobre a importância da reciclagem”, afirma Talita.

A analista ambiental reforça o fato de que o avanço tecnológico gera cada vez mais o lixo eletrônico. Mundialmente são produzidas cerca de 50 milhões de toneladas do chamado e-lixo, o correspondente a 5% de todo o lixo gerado pela humanidade. A troca cada vez mais rápida dos produtos contribui para o aumento desse volume. No ano passado foram vendidos mais de 7 milhões de computadores e a cada quatro ou cinco anos esses equipamentos são trocados pelos consumidores. Em 2008, a previsão é que sejam vendidos 8,5 milhões de computadores.

O processo de manufatura reversa reaproveita o lixo eletrônico, transformando cada peça desmontada em matéria-prima para novos produtos, vindo ao encontro do que prevê o artigo 17 da futura legislação. Em um computador, todos os componentes desmontados, são separados pelo tipo de material. Nesse procedimento a Oxil obtém 41% de metal ferroso, 40% de polímeros, 7% de placas, 4% de fios, cabos e conectores, 3% de papel e papelão, 3% de vidro e 2% de metal não ferroso. Já uma impressora gera vários materiais, como o plástico da estrutura e dos cartuchos, borracha e metal dos cilindros de impressão e papelão e isopor da embalagem. Os plásticos e as placas são triturados formando granulados. Ao final do processo, todo o material está pronto para ser reutilizado como matéria-prima.

Assim, dentro da cadeia produtiva, um CD se transforma em cabide, o pó do toner da impressora vira pigmento para cabo de panela, o PVC dos fios do computador é utilizado para fabricar sola de calçado, o vidro do monitor do computador será usado para a fabricação de vitrificação de piso cerâmico e o isopor da embalagem pode integrar a decoração da casa, seja como parte da moldura de um quadro ou no rodapé da sala.

Além de preservar o meio ambiente e contribuir com a cadeia produtiva na geração de matéria-prima, a Oxil também garante a proteção da marca dos fabricantes. Para atender aos seus clientes, a empresa possui os mais rigorosos procedimentos internos de segurança que vão desde a parte logística, no transporte e armazenamento dos produtos, passando pela manipulação de todo o material que inclui a completa destruição dos manuais, adesivos e etiquetas das marcas, até a destinação de todos os reciclados. Além disso, os fabricantes recebem um laudo final da descaracterização dos lotes recebidos e, quando necessário, acompanha material fotográfico.

Resposta para Evaldo Nunes

 

Recebemos o comentário do Evaldo abaixo e estamos respondendo no site para que outras pessoas possam analisar e possivelmente nos ajudar a resolver nossos problemas ambientais.

 

Eu não consigo entender porque querem proibir as sacolas plásticas, se nós sabemos que elas representam apenas 5% do plástico produzido no Brasil. Dai eu pergunto: Vão proibir também as embalagens de por ex. arroz, açúcar, feijão etc;

E os potes de margarina, chimias, vão me dizer que todas estas embalagens são recicladas?

Se só existirem apenas sacolas biodegradáveis teremos a certeza que a poluição ambiental será maior, pois dentro das mesmas, é posto vários tipos de lixo tais como: couro, potes e outros materiais; e todos, por saberem que as sacolas vão se decompor, vão depositá-las em qualquer lugar dai vai aparecer tudo o que estava dentro dela. Ao invés de proibir; temos que conscientizar o uso da mesma, pois o plástico é um material 100% reciclavel.

Não entendo porque todos estão levantando esta bandeira e esquecem de protestar com coisas que poderião ser mais importantes como: a poluição de rios,arroios; por produtos químicos tóxicos que acabam com a vida marinha.

Nota:Existem em torno de 3 recicladoras de produtos reciclaveis no mundo.

Obrigado pela atenção e agurdo outros comentários.

 

 

 

Se você ler http://funverde.wordpress.com/fale-conosco/projetos-funverde/porque-plastico-oxi-biodegradavel/  você verá que não estamos tentando acabar com o uso de plástico, como você sugere, estamos levando o problema para ser discutido.

 

 

Encontramos um meio de sermos menos radicais com a adoção das sacolas oxi-biodegradáveis, visto que o usuário não irá ser afetado em nada.

 

 

Quanto a sua afirmação de que as sacolas são um mal menor, com certeza você nunca visitou um fundo de vale onde tudo que é jogado nas ruas da cidade vai parar.

 

 

Veja algumas fotos em nosso site e depois voltamos a conversar.

 

 

O lixo em si é composto de uma parte de plástico e outros produtos, mas sem dúvida, os produtos derivados dos plásticos, vão ficar muito tempo no meio ambiente.

 

 

Sempre colocamos que as mudanças devem ser graduais, pois o ser humano é resistente a qualquer mudança. Quando levantamos o problema do plástico, colocamos todos os tipos em debate.

 

 

Mas, um pote de margarina não sai voando em dias de vendaval e muito menos, entopem os bueiros causando muitas vezes até morte de pessoas por alagamento ou nenhuma vaca irá comer este pote e vir a morrer por causa desta ingestão.

 

 

Quando sugerimos a substituição dos plásticos convencionais por plásticos oxi-biodegradáveis, pedimos dezenas de laudos, inclusive laudos de contato direto com alimentos, então podemos afirmar que os sacos de arroz, açúcar ou margarina podem ser fabricados com a tecnologia oxi-biodegradável, sendo este o próximo passo de nosso projeto.

 

 

Quanto a outras bandeiras que estamos deixando de lado, na verdade nunca as deixamos, mas uma coisa que não somos é hipócritas, que pensamos que temos a solução para todos os males.

 

Esperamos que outras pessoas possam nos ajudar a salvar o mundo de amanhã colocando em suas vidas a bandeira de preservação ambiental como nós o fazemos.

 

 

Por isso, convidamos a você e a muitos outros, que nos ajudem a ter um futuro, vamos fazer a diferença com ações e não com críticas e difamação, vamos fazer a diferença com ações que nos trazem a certeza de um mundo melhor para nossos netos e as demais gerações vindouras.

 

 

Quando nós colocamos os problemas para serem analisados, vamos atrás das soluções.

 

O projeto sacolas ecológicas veio para resolvermos o problema da plastificação do planeta e estamos trabalhando e conseguindo bons resultados.

 

 

Sabemos que esta é só uma das ações possíveis, mas estamos agindo, enquanto outros não fazem nada, só reclamam e criticam.

 

 

Apesar de tudo, estamos confiantes no ser humano e pensamos que existe, sim, um futuro melhor possível e vamos fazer o impossível para que ele aconteça.

 

FUNVERDE

 

Vence prazo e empresários são obrigados a mudar

ActionPixs (Maruko)

PARA ASSISTIR A MATÉRIA, CLIQUE AQUI.

Acabou o prazo estipulado pelo Ministério Público do Paraná para as empresas trocarem as sacolas plásticas pelas oxibiodegradáveis. Por causa da mudança, empresários se reuniram hoje (06) pela manhã na Acic, quando o representante da ONG Uru apresentou as opções de sacolas.

No entanto, a reunião gerou polêmica, pois os empresários argumentam que o MP deu um prazo muito curto para a adaptação. Também alegam que as sacolas são mais caras e que ainda não foi comprovada a eficácia do produto na decomposição rápida no meio ambiente, como sugerem alguns ambientalistas.

Prazo curto onde? Já faz dois anos que o MP está pedindo uma solução, então faz dois anos e 15 dias, desde quando isto é prazo pequeno para os comerciantes resolverem o problema de plastificação do planeta que eles causam?

Dos empresários participantes na reunião nenhum é a favor da mudança, mas não há como ir contra a determinação judicial, portanto eles decidiram que aos poucos vão começar a usar as oxibiodegradáveis.

“Só no Paraná temos esse problema grave que ninguém tem a solução, não conhecemos o produto oxibiodegradável, mas temos que cumprir a determinação. Esse material é caro porque é importado e custa mais de 50 reais o quilo; além do mais entendemos que é prejudicial ao meio ambiente, mas até que tudo mude no Paraná nós somos obrigados a acatar”, argumentou o fabricante de sacolas plásticas, Sérgio Terres.

Como assim só no nosso estado? No mundo inteiro está acontecendo este movimento para acabar com as malditas sacolas plásticas convencionais e ele diz que é só no Paraná?

Conhecemos sim o produto oxibiodegradável, temos dezenas de laudos interncionais e mais de 20 laudos nacionais comprovando a eficácia e segurança do produto, inclusive para contato direto com alimentos.

Não é caro não senhor, o plástico fábricado com aditivo oxibiodegradável não chega a custar 5% a mais do que o plástico convencional atualmente. O senhor fala que o aditivo custa mais de 50 Reais o quilo, mas quantos quilos de plástico o senhor fabrica com este aditivo, e quanto o senhor ganha com este plástico fabricado? Já respondendo, um quilo do aditivo permite transformar em plástico oxibiodegradável 100 quilos de plástico, pois ele é usado à concentração de 1% no plástico convencional, não alterando em nada a produção normal do plástico, mas com a vantagem de este plástico com ciclo de vida útil programado não demorar mais 500 anos para se degradar e em 18 meses este plástico já terá se transformado em água, biomassa e pequena quantidade de CO2.

Com que base científica este fabricante diz entender que é prejudicial ao meio ambiente? Entendo que ele quer dizer que o plástico oxibiodegradável, que se decompõe em 18 meses é mais prejudicial que o plástico que ele fabrica, que fica mais de 500 anos poluindo nosso planeta. Será ele um pesquisador, um cientista? Ele tem algum laudo que comprova que o plástico convencional não faz mal ao planeta? NAO, é claro que não, pois sabemos que o plástico oxibiodegradável é o plástico que causa menos impacto ao planeta.

Ele diz, que ainda bem que é só no Paraná, leia, assista, ouça a mídia e você vai ver que é no Brasil inteiro que está acontecendo a revolução das sacolas.

A mudança já ocorreu, você apenas tem que se adaptar para contribuir com a preservação do planeta. Quem não se adaptar terá que para de vender plástico no Paraná, porque o próximo passo vai ser multar quem fabrica plástico convencional no estado.

E tem mais, logo logo, ele não vai ter mais mercado no país inteiro e vai ter que mudar de ramo, porque estão aparecendo leis e decretos de obrigatoriedade de uso do plastico oxibiodegradável no primeiro e no segundo setor no Brasil inteiro, com a ajuda da FUNVERDE, que em 2004 resolveu dar um basta na plastificação do planeta e em 2005 encontrou a solução e junto com o governo do estado e do ministério público, está resolvendo o problema da plástificação, primeiro do Paraná e depois do Brasil.

Até mesmo o ambientalista Antônio Falkembak não tem certeza do bem causado pela sacola oxibiodegradável, mas argumenta que é o primeiro passo.

“Essa medida é para atender a sugestão do MP, pois as empresas precisavam dar uma solução para essas embalagens. O estado todo está se adequando e isso é o mais recomendável para o momento, vamos ter que abraçar essa idéia até que consigamos comprovar que não é o melhor caminho”, explicou.

O senhor Falkembak pode entrar em contato com a FUNVERDE a qualquer momento, para disponibilizarmos os laudos comprovando a eficácia e segurança ambiental da tecnologia escolhida pela FUNVERDE como uma parte da solução para o problema das sacolas no país.

A FUNVERDE não apoia e jamais apoiará plásticos biodegradáveis fabricados a partir de alimentos pois com a explosão populacional planetária, estamos entrando em uma crise mundial de alimentos e de água, e portanto somos enfáticos em dizer que solo fértil e água potável devem ser utilizados exclusivamente para plantio de alimentos para a humanidade, não devemos jamais usar recursos naturais tão preciosos para fazer sacola que é usada no máximo por meia hora e depois já perdeu sua utilidade.

Os mercadistas já estão usando a nova sacola e os empresários a partir do momento que forem notificados pelo MP têm o prazo de 15 dias para apresentar uma solução. O que foi acordado no encontro de hoje é que o departamento jurídico da Acic vai estudar a lei de concessões do lixo, mas que não há como deixar de usar a oxiobiodegradável.

Há sim, use sacolas retornáveis que é a solução ideal. Ou então pare de oferecer sacolas para seus clientes. Soluções óbvias, que podem ser aplicadas de imediato.

A sacola oxibiodegradável é a metade do caminho, porque a luz no fim do túnel está em banir sacolas de uso único de qualquer material e voltarmos a utilizar as retornáveis, que é o caminho mais lógico.

Afinal, por que usar sacolas de uso único? Preguiça, acomodação, falta de amor ao planeta sãos as respostas a esta pergunta.

Será que você não tem a capacidade de levar sua sacola para fazer compras? Será que você não tem amor aos seus descendentes para fazer este ato de respeito às futuras gerações? Se a resposta for não, então para você os rigores da lei.

“Nem o empresário e nem a sacola são os vilões do meio ambiente, até porque a sacola representa menos de 3% dos resíduos de lixo. Agora, a indicação é que conforme forem acabando as sacolas convencionais, que as empresas comecem a usar oxiobiodegradável”, sugere.

Os empresários, o consumidor e as sacolas são sim os vilões da história, porque as sacolas representam 10% dos resíduos gerados diariamente e ficam 500 anos para contar história.

E não tem isso de estoque não, se você tiver uma tonelada de sacolas, pode distribuir sim, desde que colete uma tonelada de sacolas usadas.

Vamos agir como uma familia planetária, porque a sacola que você distribui em seu comércio irá entupir bueiros, matar animais que consomem estas sacolas, poluir rios e mares, dos quais você bebe água – os rios é claro – e matar os peixes que você come – dos rios e mares.

Causa e consequência senhores comerciantes, não se finjam de inocentes porque nenhum de nós, produtores, vajeristas ou consumidores somos inocentes, somos nós que estamos poluindo e destruindo planeta para as próximas gerações.

Não é inocente nem a pessoa que aceita a sacolinha ao terminar a compra, que deveria ver se ela é oxibiodegradável e se não for, denunciar ao órgão competente para o comerciante ser multado ou então ser uma pessoa consciente e levar sua própria sacola e se negar a utilizar a sacola do comerciante.

Ou então, se a compra for pequena – fala sério, é uma pouca vergonha na cara pegar sacola em videolocadora, fármácia e ao fazer pequenas compras, afinal, tem mão para que e bolsos para que?

E se for mulher, com esta moda de big bag, dá para carregar até uma geladeira dentro das bolsas, então porque não colocar as compras pequenas dentro delas?

O que as impede de levar sacolas retornáveis dentro de suas bolsas? Vale a mesma resposta anterior, preguiça, acomodação, falta de amor ao próximo e ao planeta.

Novamente, temos que professar o orgulho que sentimos do nosso governador Requião, do nosso secretário de meio ambiente estadual Rasca Rodrigues e do coordenador estadual de resíduos Dudas, que está descendo a lenha nos poluidores – em forma de multa, é claro, nada de violência física no nosso Paraná -, do instituto ambiental do estado que está multando estes poluidores criminosos e principalmente do nosso procurador do meio ambiente Doutor Saint Clair, que não tem medo de aplicar a lei, doa a quem doer para resolver o problema dos resíduos sólidos do estado.

Parabéns a todos vocês, vocês são um exemplo para os outros estados e vocês nos enchem de esperança, com a ajuda de vocês certamente nossos descendentes herdarão um planeta melhor para viver.

Prefeituras têm oito dias para fazer gerência do lixo – ACABOU O PRAZO SENHORES PREFEITOS

 

O diário do norte do Paraná de 15 de fevereiro de 2008

Ministério Público do Paraná garante: vai processar prefeitos que não implantarem planos de gerenciamento do lixo e projetos de compostagem e reciclagem até o dia 23 de fevereiro.

Acabou-se o que era doce. Eu adoraria assistir - a título de vingança contra todos os políticos ladrões do país – só algumas dezenas de prefeitos sendo algemados e entrando pela porta de trás do camburão, sendo presos por policiais com armas pesadas, para eles entenderem que tem que fazer o serviço pelo qual são muitíssimo bem pagos.

Adivinhe quem está fazendo o trabalho pesado para variar. O Dr Saint Clair, procurador de meio ambiente do ministério público do Paraná, é claro. Só ele mesmo para por ordem na casa.

Vence no sábado 23 de fevereiro o prazo estipulado pela lei federal 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico.

O Ministério Público do Paraná adiantou que vai cobrar judicialmente o cumprimento das novas regras por parte dos prefeitos e aqueles que não apresentarem os planos de gerenciamento dos resíduos urbanos e projetos de reciclagem e compostagem vão ser responsabilizados criminalmente por ato de improbidade administrativa.

De acordo com o Centro de Apoio às Promotorias de Defesa do Meio Ambiente do Paraná, apenas três dos 399 municípios do Estado adotaram as medidas necessárias: Bituruna, Foz do Iguaçu e General Carneiro.

Pelamordedeus, isso parece uma brincadeira, como é que pode apenas 3 dos 399 municípios terem responsabilidade ambiental? Vagabundagem pura destes outros prefeitos. O que estão fazendo como nosso dinheiro? Porque temos que nos exaurir de tanto trabalhar para pagar estes altíssimos impostos cobrados no país e não ter a mínima ideia de para onde está indo todo esse dinheiro? Porque não estou vendo onde meu dinheiro está sendo aplicado.

Para o restante dos prefeitos paranaenses, as promotorias vão fazer a cobrança do prazo judicialmente e nas ações vão pedir a perda do mandato e a cassação dos direitos políticos dos administradores.

Ótimo, porque a única coisa que mexe com um político é a possibilidade de não se eleger mais. Todos uns pavões inconsequentes e preguiçosos, facilmente compráveis, subornáveis.

“Os prefeitos tiveram tempo suficiente para cumprir a lei”, afirma o coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Defesa do Meio Ambiente, procurador Saint-Clair Honorato dos Santos.

“A alegação de falta de recursos não é crível, porque para 90% dos municípios do Paraná o pátio de compostagem custa apenas R$ 30 mil.”

Ô loco, 30 mil é troco se pensarmos no quanto nossos vereadores gastaram com o escândalo dos laptops superfaturados. Alguém ainda lembra do escândalo dos laptops em Maringá que acabou em pizza? Não? Pois é, se todos tivessem memória esses políticos malandros não continuariam a usar nosso precioso dinheiro dos impostos em roubalheira e esse dinheiro acabaria no lugar certo. É por isso que os municípios não tem dinheiro para nada, os políticos ladrões querem ser eleitos para arrombar os cofres, raspar áté o último centavo do fundo do tacho.

O coordenador lembra que há dois anos tem rodado o Paraná e realizado audiências públicas para alertar os prefeitos e secretários de Meio Ambiente sobre as exigências e os prazos.

Estivemos em vários dessas audiências e nenhum prefeito pode alegar que não sabia da cobrança. O problema é que sempre contam com o esquecimento. Mas prefeitos, desta vez vocês se deram mal, hahaha, quero ver como vão se safar desta.

Com relação aos processos contra os prefeitos que não atenderem à determinação, o Ministério Público informou que os promotores de Meio Ambiente de cada comarca é que vão definir como vai ser feita judicialmente a cobrança.

Aqui em Maringá temos um promotor linha dura, ainda bem. Nesse eu confio.

Maringá

Na comarca de Maringá, o promotor de Defesa do Meio Ambiente, Manoel Ilecir Heckert, que responde pelas cidades de Maringá, Paiçandu, Floresta, Ivatuba e Doutor Camargo, diz ter encaminhado na última semana um requerimento com pedido de informações a cada um dos cinco prefeitos, e que solicitará a abertura de um inquérito policial contra aqueles que não atenderem às determinações da lei federal.

Inquérito policial, boa, muito boa, dá um gostinho bom de justiça …

Segundo Heckert, os cinco municípios já respondem a ações civis públicas por problemas relacionados ao gerenciamento dos resíduos urbanos e, agora, a cobrança vai ocorrer na esfera criminal.

Dá-lhes, Doutor Ilecir.

“Será a pessoa física do prefeito que vai responder como responsável. Vai ser obrigado pessoalmente a implementar a política pública”, aponta.

Heckert lamenta que o problema tenha chegado a este estágio, da necessidade de se impetrar novas ações.

Chegou a este ponto Doutor Ilecir, porque no Brasil infelizmente tudo acaba em pizza e os políticos não tem medo de nada. Bem … ao menos até agora.

“Foi avisado e muito bem. Na nossa região, todos sabem desta necessidade”, destaca Heckert.

“Pena que as câmaras municipais não fiscalizam a atuação dos prefeitos neste sentido. É uma pena esta omissão do poder político , que fez a coisa chegar ao ponto de termos que fazer os processos e gastar dinheiro do Estado para cobrar uma obrigação para favorecer toda a sociedade.”

Se todos os vereadores do Paraná forem como os nossos, que só querem saber de laptops superfaturados - sempre uso essa, é muito divertido e jamais esquecerei – e outros escândalos que vira e mexe ficamos sabendo que acontece na câmara municipal,  vereadores que só pensam em seus próprios bolsos, então está explicado.

Coleta seletiva está implantada em ‘quase’ toda Maringá

A coleta de lixo reciclável feita pelas cinco cooperativas e duas associações de Maringá aumentou de 40 toneladas, em janeiro de 2007, para 161 toneladas, no mês passado.

Ok, este dado babaca eu sei quem deu, sempre repete este dado ridículo assim na frase: – então né, Maringá coleta 350 ton de lixo dia e já estamos reciclando 150 ton mês.

Acorda filhinha, se o lixo coletado é contado por dia, então também conte por dia a quantidade reciclada. Parece coisa feita para enrolar a população. Então né, mesmo sendo a minoria da população, nós da FUNVERDE fazemos as contas. E rimos, rimos muito da conta malandra, hahaha.

Vamos fazer a continha, 350 ton de lixo total dia, 161 ton recicladas mês = pouco mais de 5 ton dia reciclados. Isso é número que se me apresente num município da categoria de Maringá com 350 mil habitantes? Vocês acham isso um trabalho sério? Nós absolutamente não achamos. Exigimos mais, muito mais em troca de nossos impostos pesadíssimos.

Mesmo assim, cerca de 40% da população ainda não separa o lixo. A abrangência do serviço na cidade é quase total, segundo o coordenador do setor, Antonio Carlos Lopes.

Claro que não, enquanto vocês não fizerem uma lei para multar quem não separa o lixo, o povão não vai mesmo separar, é a lei do menor esforço.

Perai, notaram uma discrepância nas contas?  Eu acabo de notar, enquanto estou escrevendo este post.

Vamos aos cálculos novamente.

Se 50% do lixo é reciclável, 40% compostável e 10% de rejeito, temos que,

das 350 ton diárias – aproximadamente 1 quilo por habitante, nossa cidade tem aproximadamente 350 mil habitantes -, 175 ton são de lixo reciclável,

A prefeitura afirma que recicla só 5 ton dia,

Então,

temos que,

Menos de 3% do que poderia ser reciclado está sendo reciclado diariamente.

Então como podem afirmar que 60% da população separa o lixo? Façam as contas, não chega nem perto do número que a prefeitura divulga.

Conhece o ditado “liar, liar, pants on fire?”. Aplica-se perfeitamente ao caso.

“A única região ainda não atendida é a da Avenida Mandacaru, entre as avenidas Colombo e Alziro Zarur”, aponta Lopes.

Segundo ele, há essa lacuna no sistema porque faltam três caminhões para dar o suporte necessário às cooperativas. Para isso, foram solicitados mais dois caminhões para a Prefeitura.

Lopes conta que os integrantes da Coopermaringá chegaram a atender àqueles bairros durante um tempo, mas, por causa do baixo retorno, acabaram abandonando o local.

“Eles não tiveram paciência para que os moradores se conscientizassem”, argumenta o coordenador da coleta seletiva de lixo.

Maringá conta com cinco caminhões para suprir a demanda, além de uma kombi, carrinhos e carroças.

A Coopercanção, cooperativa do Jardim Santa Felicidade, vai ganhar em breve um barracão próprio, com balança, prensa, baias de separação, sala para cursos e refeitório, além do suporte de funcionamento garantido pela Prefeitura.

Flórida seleciona e recicla lixo

Pelo menos 95% dos 2.500 habitantes de Flórida, a 60 quilômetros de Maringá, estão comprometidos com um projeto ambiental que está reduzindo a quantidade de lixo levada diariamente para o lixão da cidade.

Das 40 toneladas que eram recolhidas mensalmente como lixo, mais de sete toneladas agora são separadas e vendidas para empresas de reciclagem.

E a meta, segundo a prefeita Maria Aparecida Pirani Leoni (PTB), é aumentar ainda mais o índice de aproveitamento e envolver o restante da população com o projeto de coleta seletiva.

A idéia de selecionar o lixo reciclável foi oferecida a todos os municípios da região polarizada por Maringá pela Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), que firmou uma parceria com o Cesumar para o desenvolvimento de um plano de gerenciamento que definisse a destinação do lixo produzido nas cidades da região.

A coleta seletiva foi apresentada como uma das alternativas em vários fóruns realizados pela Amusep com prefeitos e secretários municipais de Serviços Públicos e de Indústria e Comércio.

“Nos comprometemos com o projeto e decidimos colocá-lo imediatamente em prática”, afirma a prefeita Leoni, que determinou ao secretário de Indústria e Comércio de Flórida, Gilmar Moreira, que elaborasse um plano que convencesse a população da importância da coleta seletiva.

Parabéns à prefeita – note que é uma mulher - por fazer valer seu salário. 

O projeto começou a ser executado há dois anos “e sentimos a cada mês o aumento da participação dos moradores”, declara Moreira. Primeiramente, foram sensibilizados formadores de opinião para levar a mensagem a toda a comunidade.

“Procuramos envolver os estudantes, professores, o setor público e os vereadores; depois fizemos um mutirão, passando de casa em casa, em empresas, distribuindo panfletos e explicando a importância de separar o material reaproveitável. O povo de Flórida aceitou bem a idéia e começou a colocá-la em prática”, ressalta o secretário.

Sacolas especiais são entregues em todas as casas para que as pessoas depositem o material reciclável e, diariamente, uma equipe de funcionários da prefeitura percorre a cidade recolhendo as sacolas.

“Essas sacolas são numeradas e, com base nesses números, todos os meses reunimos a população na praça central para realizarmos o sorteio de brindes, que são comprados com o dinheiro da própria reciclagem”, explica o secretário.

O aumento da reciclagem deve acontecer ainda neste ano, com a implantação de um novo aterro sanitário pela Prefeitura.

“Com o novo aterro, vamos implantar um projeto de compostagem e o material resultante, rico em húmus e nutrientes minerais, será aproveitado como adubo pelos agricultores”, adianta Moreira.

Presidente da Amusep diz que prefeitos estão cientes

O prefeito de Sarandi e presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), Cido Spada (PT), afirmou que existe a consciência dos prefeitos da região sobre os prazos e os investimentos necessários para o cumprimento da lei 11.445, de 2007.

Sério? Existe mesmo a consciência? Pois não parece.

Ah, é verdade, estão conscientes, mas daí para partir para a ação está muito longe, hahaha. Prefeitinhos acomodados.

“Na Amusep, dentro das possibilidades, vão ser cumpridas as determinações”, diz ele.

Como assim dentro das possibilidades? Estão achando que tudo vai acabar em pizza novamente? Estão esperando a poeira abaixar? Olhem o que o Doutor Saint Clair fez com os supermercados e as sacolas de plástico. Pecador, temei, chegou hora de seu julgamento.

Sobre a possibilidade de serem impetrados processos, Spada relata que cada um dos municípios vai se defender no Judiciário e, se necessário, mostrar a realidade financeira.

Se defender do que spada? tás brincando? Como vão explicar que não estão fazendo o que a lei obriga e que´é o lógico a se fazer?

“Se não tem dinheiro, o prefeito não vai deixar de cumprir com as obrigações em Saúde e Educação para isto.”

Ô seu burro, reciclagem e compostagem trazem economia na saúde pública, é duro por gente não competente no poder, tá loco.

Pense, spada, raciocine. Por que temos tanta dengue? Por lixo acumulado e jogado em lugar inadequado. Se for feita a reciclagem e compostagem 100%, isso além melhorar a saúde da população ainda trará dinheiro com a venda do adubo resultante do composto, do dinheiro da reciclagem, possibilitando assim a aplicação desse dinheiro em saúde e em educação.

Outra coisa, quando a reciclagem é feita 100%, os catadores que tem uma dezena de filhos cada passa tranquilamente da linha dos 1000 reais de renda, trazendo como consequência direta a diminuição de filhos destes catadores, fazendo com que eles eduquem melhor estes filhos, que se alimentem melhor, melhorando a saúde, a segurança pública, a educação …

Aprendeu a lição spada? Nunca ninguém te disse isso? Se ninguém te disse isso, você deve estar muito mal assessorado, sinto ter que lhe informar.

Spada declara que os municípios da Amusep contrataram juntos o plano de gerenciamento e, agora, cada um por si desenvolve as ações necessárias para cumprir a lei.

‘Em Maringá, fizemos a nossa parte’, diz secretário do Meio Ambiente

Não fizemos não, secretário, não estamos nem perto disso. Não fizemos, não estamos fazendo e nem sei se faremos, pelo andar da carruagem.

O Diário: Como o senhor avalia o posicionamento do Ministério Público do Paraná com relação à cobrança dos planos de gerenciamento e a execução de projetos de reciclagem e compostagem?

Diniz Afonso, secretário do Meio Ambiente e Agricultura: A Promotoria deu prazo até 23 de fevereiro, mas a maioria dos municípios do Estado não conseguiu se adequar até agora. É fácil para o Ministério Público fazer a imposição, mas não arruma os recursos. Em Maringá, temos a reciclagem e estamos desenvolvendo um projeto-piloto com a tecnologia biopuster. No convênio, a parte da Prefeitura foi feita. Agora esperamos a conclusão da parte da Biopuster. A pretensão é dar início ao tratamento do lixo em março.

É fácil sim secretário, ja demos a receita para a prefeitura mas ninguém deu bola. Vamos ver agora se com a água batendo na bunda vocês nos ouvem.

Fazemos a reciclagem sim, em nossa cidade, mas fazemos mal e porcamente.

Quanto ao bioembususter vamos esperar o funcionamento para nos pronunciarmos, mas a priori, somos contra, desde que vimos a apresentação da empresa que está implantando este sistema em nossa cidade.

O Diário: O Ministério Público do Meio Ambiente tem feito forte cobrança na questão da compostagem. Há a previsão de algum projeto neste sentido para a cidade de Maringá?

Diniz Afonso: Da parte de compostagem, temos alguma coisa no viveiro municipal e no pátio da Secretaria dos Serviços Públicos. Mas a questão dos recursos também é importante, pois (para executar um projeto) precisaríamos de um terreno, barracão, pá carregadeira, caminhão, tudo exclusivo para isto. E na Secretaria do Meio Ambiente não temos esta previsão (de implantação).

Então arranjem dinheiro secretário, porque ninguém nos pergunta se temos dinheiro para pagar nossos impostos, só temos que pagar e calar nossa boca.

Então arranjem dinheiro, façam reciclagem, façam compostagem e calem a boca como nós mortais fazemos.

E nada de se vangloriar depois da lição feita, porque não é mais que a obrigação de vocês, vocês são eleitos para fazer o básico e nem isso fazem.

Eu duvideodó que não consigamos arranjar dinheiro para isto, que poderia vir da própria reciclagem, já explicamos isto, já demos a receita de bolo não uma, mas várias vezes.

O Diário: Como o senhor acredita que vai ficar a cobrança judicial da Promotoria por conta da compostagem em Maringá?

Diniz Afonso: Acredito que a alternativa que temos (biopuster) justifica a não implantação da compostagem do modo tradicional. Não estamos indiferentes. Estamos tomando providências e o próprio procurador do Ministério Público tem conhecimento disto.

Como é que é? Não entendi. Vocês vão utilizar o bioembuster para deseducar a população? Então a população não vai mais separar o lixo, já que tem o bioembuster.

Daí a dona maria, o seu joão mudam para outra cidade e vão se comportar como porcos no resto do mundo, já que pode jogar tudo no mesmo lixo porque tem o bioembuster.

Esta resposta deve ser de brincadeira né?

Porque em países desenvolvidos onde está sendo usado o bioembuster é para remediar aterros antigos reciclando o que está lá a muito tempo, liberando o espaço do aterro para outras atividades, nunca é utilizado para aterros ou lixões novos. Só para ter uma idéia de como funciona o Bioembuster, você joga tudo no mesmo local e depois de tudo decomposto a esteira separa tudo, mas tudo precisa ser lavado pois está tudo contaminado, todos tipos de lixos juntos.  E sem falar na qualidade dos produtos reciclados, você terá uma bateria junto com um restos de alface. O orgânico iria direto para compostagem, e a pilha para reciclagem. Deste jeito teremos um composto orgânico contaminado com metais pesados. Não é muito mais lógico separar antes de juntar tudo no mesmo saco?

Eu me recuso a acreditar que vocês estejam tomando este atalho preguiçoso, porque isto não é a cara da minha cidade, sinceramente.

Nós da FUNVERDE somos a favor da educação em tudo. E sabemos que tudo inicia em casa, desde a educação formal até a educação ambiental.

Temos de bater em cima de reciclagem, reuso e redução inclusive com leis de obrigatoriedade de reciclagem, e compostagem para podermos ter esperança de um mundo melhor para nossos filhos e netos, ou seja, os SERES DE AMANHÃ.

O Espírito Santo é o primeiro estado a aprovar a lei de obrigatoriedade de uso de plástico oxi-biodegradável

O governador Paulo Hartung do Espírito Santo sancionou a Lei 8745, de autoria da deputada Luzia Toledo que torna obrigatório nos estabelecimentos comerciais do Estado do Espírito Santo a utilizarem para o acondicionamento de produtos embalagens plásticas oxi-biodegradáveis.

A inicitiva da deputada busca, principalmente a conscientização ecológica de toda a população capixaba.

Devagar e sempre, um estado já foi, só faltam os outros.

Parabéns à Deputada Luzia toledo por ser a pioneira no banimento dos plásticos convencionais no Brasil, pois mesmo em nosso estado do Paraná, onde nasceu o projeto, ainda não aprovou a lei – ainda.

Parabéns também ao Governador Hartung, por não se dobrar diante da pressão das petroquímicas e pensar em primeiro lugar na população e nos que ainda não nasceram, esta é uma atitude raramente encontrada em políticos brasileiros e extremamente louvável, devendo ser copiada por todos os outros governadores.

Mas … vamos ser sinceros, ninguém lembra quem foi o segundo homem a pisar na lua e então o posto de primeiro estado a desplastificar o país ninguém tira do Espírito Santo.

Lembrem-se de que este é apenas o primeiro passo, um passo gigantesco, mas a seguir vem a aprovação da lei de obrigatoriedade de uso de sacolas retonáveis permanentes, muito em breve.

Petroquímicas, tremei, temei, porque ano a ano estamos avançando, mesmo com seu tremendo poderio financeiro.

É a razão suplantando o capitalismo selvagem, em que só o lucro prevalece, sem responsabilidade ambiental.

E para comememorar, fogos de artifício, é claro, mas virtuais para sermos ecologicamente corretos.

Para consumidores, adoção de sacola retornável não é tão simples

Folha de Londrina de 04 de dezembro de 2007

Eli Araujo

Boa parte da população está consciente de que as sacolas plásticas oferecidas pelos supermercados causam uma série de danos ao meio ambiente e sabe também que o uso das sacolas retornáveis poderia reduzir o problema de forma significativa. Mas a mudança de hábito não é algo tão simples quanto se pode imaginar em um primeiro momento. Os próprios consumidores colocam uma série de obstáculos. Na opinião de alguns deles, os supermercados deveriam oferecer as novas sacolas gratuitamente aos ‘‘clientes especiais’’ e outros alegam que precisariam sair do trabalho e passar em casa para pegar a sacola ou ainda citam que deixam a sacola em casa por ‘‘falta de tempo’’.

Me dá coceira quando leio bobagens, tenho que comentar as besteiras da matéria.

Eli, a matéria é ótima, obrigada por sempre estar interessado em matérias que fazem diferença para o planeta, mas, as pessoas entrevistadas é que são umas antas, umas imbecis.

Vamos por partes -tem que ler o por partes com sotaque caipira, senão não tem graça.

A bancária Maria Concília Caccavella concorda que as sacolas plásticas usadas nos supermercados são prejudiciais ao meio ambiente e que ‘‘deveria haver uma maior conscientização das pessoas em relação ao assunto’’. Ela disse que comprou uma sacola retornável há poucos dias em um supermercado, mas ainda não teve como usar a sacola. ‘‘Você chega em casa depois do trabalho, tem que ir ao mercado, e naquela correria não dá tempo de pegar a sacola’’. Maria diz que considera interessante que as sacolas retornáveis estejam disponíveis no comércio, mas não é só isso que vai resolver os problemas. ‘‘Acho que todo mundo tem que fazer a sua parte e contribuir para um mundo melhor’’.

Maria, sacanagem sua, comprou a sacola para que, para fazer bonito para as amigas, porque é moda? Compre e use Maria, senão está jogando fora seu dinheiro e nem louco queima dinheiro.

Pense Maria, pense, vou te ensinar a não esquecer a sacola em casa, mas aproveite que vou ensinar só uma vez e não vou repetir, tá?

Duvido que você vá ao mercado sem sua bolsa, toda mulher tem uma companheira inseparável, sua bolsa, então maria, a moda agora é big bag, aquela bolsona que de tão grande dá até para levar o cachorrinho dentro para passear.

Então Maria, deixe a sacola retornável dentro da sua bolsa, viu que simples? Que óbvio, não? Menos novela na cabeça Maria e mais preocupação com o planeta.

Maria, você diz que “considera interessante que as sacolas retornáveis estejam disponíveis no comércio, mas não é só isso que vai resolver os problemas”. Maria, Maria, acorde, por favor, em nome de seus descendentes, é claro que não é só isso que vai resolver os problemas, mas temos que atacar todos os problemas de uma vez só, não seja como uma vereadora de nossa cidade que quis ridicularizar nosso promotor de meio ambiente dizendo ”para que se preocupar com árvores quando tem tanto bandido solto nas ruas”, o que a vereadora não entendeu é que tem que prender bandido sim, mas também se preocupar com as árvores, sim – desculpe Edith, te adoro, mas não podia deixar passar - atacar os problemas em todas as frentes de batalha possíveis, então não venha dizer que uma atitude não vai resolver o problema total, isso é desculpa de pessoas preguiçosas que não querem fazer nada, só fingir que fazem e, no seu caso, nem isso.

Aí voce termina assim ‘‘Acho que todo mundo tem que fazer a sua parte e contribuir para um mundo melhor’’. Ô sua estúpida, besta quadrada, ignorante, que discurso vazio, do século passado, ô minha filha, tá louca, é? A sacola é o início de sua contribuição, veja bem, é só o ínício, porque do jeito que nós humanos massacramos este planeta temos que fazer muito mais do que só usar a sacola, mas o começo é a sacola, sacou, entendeu, capisci?

A secretária Elaine Giroti usa as sacolas dos supermercados para colocar lixo orgânico e as sacolas que sobram ela coloca no lixo reciclável. Ela mora em um edifício na região Sul da cidade e lamenta que nem todos moradores separem o lixo. ‘‘A gente vê muita coisa reciclável no lixo orgânico’’. Elaine acha louvável que o comércio ofereça as sacolas retornáveis a seus clientes, mas vê alguns obstáculos na adoção do novo hábito. ‘‘Os nossos avós usavam as sacolas retornáveis porque as mulheres ficavam em casa e iam direto para o mercado. Agora, você trabalhando fora, tem que sair e passar no mercado e não vai levar a sacola de casa para o trabalho’’. Independente do detalhe, ela acha que é interessante o comércio ter este tipo de sacola à disposição dos clientes.

Mais um exemplo de mulher estereotipada, que não pensa, só assiste novela e fofoca. ‘‘Os nossos avós usavam as sacolas retornáveis porque as mulheres ficavam em casa e iam direto para o mercado. Agora, você trabalhando fora, tem que sair e passar no mercado e não vai levar a sacola de casa para o trabalho’’. Para você a mesma resposta que dei para a Maria, leve a sacola no carro, deixe no porta malas. Ah, não vai de carro para o trabalho, melhor ainda, porque mostra que você está preocupada com o ambiente, então tá, vai de bicicleta, ônibus, diapé, whatver, leve as sacolas retornáveis na bolsa, deixe algumas na gaveta do serviço, isso não é desculpa, bem, na verdade é uma desculpa bem da esfarrapada.

E as mulheres e homens europeus que fizeram esta volta ao passado para preservarem o futuro?

Em países desenvolvidos europeus as pessoas levam sacolas novas, velhas, arrebentadas, lindas, horríveis, levam cestas em suas bicicletas, eles não estão preocupados com a moda, mas sabem que se não levarem suas sacolas terão que pagar até um euro por sacola do mercado ou levarem as compras nas mãos.

O vendedor Henor Mota se considera uma pessoa ‘‘ecologicamente correta’’ e concorda com a comercialização das sacolas retornáveis, mas faz uma ressalva. ‘‘Se o mercado vender duas ou três mil sacolas a R$ 10,00, cada uma, estará tirando cerca de R$ 20 mil a R$ 30 mil de circulação, e o dinheiro se concentra cada vez mais nas mãos de poucos’’. Por isso, ele acha que os supermercados deveriam ter alguma forma de compensação com os ‘‘clientes especiais’’, aqueles que vão ao mercado quase todos os dias. ‘‘Antes, a gente comprava outras coisas em outras lojas; e hoje, até os eletrodomésticos a gente compra no supermercado. O nosso dinheiro fica todo aqui. Então, é preciso haver uma forma de conciliar os interesses. Acho que para estes clientes especiais, o supermercado deveria oferecer a sacola gratuitamente’’.

Henor, parabéns, é isso mesmo – não vou dizer É ISSO AÍ em protesto contra a coca cola que usa embalagens descartáveis, PET, alumínio, long neck one way ao invés de voltar a usar o bom e velho casco de vidro – você pode até comprar a sacola mas tem que pedir desconto ao supermercadista, porque ele vai estar economizando com sua atitude.

Ou eles dão as sacolas retornáveis ou tem que dar desconto para quem levar sua sacola, apoiado Henor.

Resistência é natural, diz ambientalista

O presidente da Fundação Verde, Cláudio José Jorge, considera ‘‘natural’’ que haja uma certa resistência na substituição das sacolas plásticas pelas sacolas retornáveis. ‘‘Há uma dificuldade de aceitação de qualquer coisa que seja diferente e, neste caso, a mudança implica em ir ao supermercado levando a própria sacola’’. Jorge lembra que alguns supermercados aboliram as sacolas plásticas pura e simplesmente e os clientes foram, de certa forma, obrigados a aceitar o novo sistema.

O presidente está se referindo às duas redes atacadistas, Makro e Atacadão, vai dizer que deixou de ir lá só porque eles não dão mais a famigerada sacolinha?

A Funverde é uma ONG ambientalista com sede em Maringá, que atua em âmbito nacional. Um de seus primeiros projetos foi sugerir a implantação das sacolas oxibiodegradáveis nos supermercados. Estas sacolas demoram apenas um ano e meio para se decompor no meio ambiente, enquanto as sacolas plásticas tradicionais demoram cerca de 100 anos. A Funverde considera que a adoção das sacolas retornáveis é uma etapa ‘‘mais avançada’’ no processo de conscientização.

Sinto dizer que não foi um de nossos primeiros projetos, temos projetos desde 1999, temos mais de 10 projetos em andamento e o projeto sacolas ecológicas – oxi-biodegradáveis – e sacolas retornáveis sairam do projeto mata ciliar funverde, que desde 2004 planta árvores de no mínimo 1,5 metro em mata ciliar, com o objetivo – que temos cumprido à risca – de reflorestar um rio por ano.

Jorge sugere que os supermercados ofereçam algum desconto, como forma de estímulo, para os consumidores que utilizam a sacola retornável com maior freqüência, uma vez que as empresas estarão economizando na compra de sacolas plásticas.

Supermercados terão 30 dias para implantar alternativa às sacolas plásticas

Gazeta do povo de 18 de outubro de 2007

Ministério Público do Paraná (MP-PR) deu prazo de 30 dias para que os supermercados apresentem alternativas às tradicionais sacolas plásticas para a distribuição de mercadorias aos clientes. O Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente do MP-PR reuniu-se nesta quinta-feira (18), em Curitiba, com representantes de três redes supermercadistas que ainda não haviam apresentado propostas.

O procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos determinou multa de até R$ 50 milhões em caso de descumprimento, baseado na Lei de Crimes Ambientais. Em maio, o MP-PR reuniu os 14 maiores supermercadistas da capital e região e pediu propostas de solução para o problema das sacolas plásticas. Estima-se que no Paraná sejam despejadas, mensalmente, 80 milhões de sacolas no meio ambiente. Segundo o MP, as empresas têm liberdade para definir qual alternativa ao plástico devem adotar para minimizar os danos ambientais.

Bem-me-quer discute campanha pelo não-uso de sacolas plásticas

Rose Rocha

O apelo para abolir as sacolas plásticas do nosso dia-a-dia não é novo. Se você jogar uma delas fora hoje vai poluir a cidade por pelo menos mais cem anos. O provável é que apenas seu tataraneto se livre dos seus efeitos nocivos. Com essa preocupação, a organização não-governamental Instituto Bem-me-quer estabelece em seu calendário de atividades uma campanha de conscientização ao não-uso de tais sacolas junto ao comércio e à comunidade de Atalaia, que deverá ser lançada no início de 2008.

Feitos de derivados de petróleo, os sacos plásticos têm vida útil longa no ambiente, mas não são muito resistentes. No final de junho, um teste do Inmetro divulgado pelo Fantástico reprovou as sacolas de 12 dos 18 maiores supermercados do país. Mesmo assim, elas se multiplicam em grande velocidade; estão no lixo doméstico, nas ruas e nos lixões, provenientes de milhares de fontes distribuidoras.

Para Olívia Morais, diretora de Projetos Especiais da ONG, um dos maiores entraves para esta compreensão é de ordem cultural, pois grande parte do povo brasileiro ainda vê a questão ambiental como tema secundário. Por isso, ações de conscientização exigem um tempo maior para alcançar resultados positivos.

A primeira etapa da campanha planejada pelo Instituto acontecerá junto à rede pública de ensino, envolvendo alunos, professores e a comunidade atalaiense. A concepção do projeto estabelece a socialização da informação do problema representado por uma “inocente” sacola plástica jogada no meio ambiente. Através de imagens de áreas do município de Atalaia com maior concentração de lixo, os facilitadores enfatizarão o problema com base na pergunta: o que acontece quando mais de 500 bilhões de sacolas plásticas distribuídas no mundo acabam no ambiente?

Segundo Olívia, só nas unidades de triagem de lixo das grandes cidades as sacolas representam cerca de 15% do plástico comercializado. ”Como nem sempre esse material é reaproveitado, o resultado são bueiros obstruídos e canos entupidos. Algumas sacolas podem liberar toxinas perigosas se queimadas e, quando param no mar, matam tartarugas e animais que as confundem com comida”, afirma.

Sacolas ecológicas – No Brasil, as cidades paranaenses de Curitiba e Maringá já têm leis que exigem o uso de sacolas ecológicas pelos estabelecimentos comerciais. A idéia no Sul é utilizar uma sacola com maior resistência, de modo que as pessoas possam usar direto. Os estabelecimentos comerciais podem optar por sacolas ecológicas, de plástico oxi-biodegradável.

Segundo a Funverde (funverde.wordpress.com), fundação que divulga o produto, essas sacolas são feitas de plástico convencional, mais 1% de um aditivo que as faz se degradarem em, aproximadamente, 18 meses. O custo é, no máximo, 10% maior do que o das convencionais. Aqui, enquanto não alcançamos essa sensibilização, propagaremos a ida ao supermercado com sua própria sacola, que pode ser de plástico mais resistente, pano, algodão, como nos tempos da vovó.

A idéia é que a campanha tenha duração de nove meses e dividida em três etapas: na primeira, será feita a apresentação do problema à comunidade, ação desenvolvida com palestras e exibição de filmes, de modo a chamar atenção para o problema. A segunda parte será composta de oficinas para confecção de sacolas de tecido e outros materiais, que servirão de símbolo da atividade, e, por fim, a apresentação dos resultados conquistados.

Londres e as sacolas plásticas

 

O eco de 14 de novembro de 2007

As famosas sacolas plásticas, alvo de muitas polêmicas ao redor do planeta, estão perto de virar apenas história. Pelo menos em Londres. É que nesta terça-feira, 33 conselhos da capital britânica decidiram se unir ao esforço nacional contra o uso gratuito do produto. A intenção é criar uma legislação para taxar um preço em cima de cada unidade fornecida pelas lojas da metrópole, além de incentivar a aquisição de bolsas de pano para carregar as mercadorias dos mercados até as residências.

A medida mereceu a reportagem de capa no jornal The Independent desta quarta-feira.

De acordo com o diário, é possível que as sacolas plásticas sejam banidas de uma vez por todas dentro de alguns anos.

The independent de 14 de novembro de 2007

London joins national campaign to banish the curse of the plastic bag

By Martin Hickman, Consumer Affairs Correspondent

British shops hand out a staggering 13 billion every year. But after a decision by 33 London councils yesterday, plastic bags could be soon be consigned to history, unmourned by anyone who cares about cleaning up the environment.

Eighty villages, towns and cities, including Brighton and Bath, have introduced or are considering a ban on them since shops in the Devon market town of Modbury went “plastic bag- free”. But yesterday represented the most significant move yet. The capital is now on board.

All 33 authorities in the London Councils group voted for legislation to prevent shops in the capital handing out free plastic bags. In the next fortnight Westminster Council will present a private Bill to the House of Commons which would apply to every London shop from the humblest newsagent to Harrods.

Shoppers clutching large numbers of bags in London’s West End could become a thing of the past; instead they will be asked to use sturdy reusable plastic “bags for life” or cotton or string hold-alls. London’s authorities said they needed to halt the environmental damage done by plastic bags, which use oil and landfill space and kill marine wildlife.

The ban is likely to be opposed by big retailers such as Tesco which prefer encouragement rather than coercion to change behaviour. But campaigners point to international trailblazers that have already banned the bags, places as diverse as Tasmania and Tanzania, which this year were joined by Paris and San Francisco. London would be the biggest urban centre yet to take the plunge.

Peter Robinson, director of Waste Watch, said: “We’ve seen successful action taken on carrier bags all across the world from Australia to Zanzibar, and now it’s time for London to take a lead on this issue in the UK.”

Although the London ban could take years to come into force, the groundswell of opposition to free disposable bags is unmistakable – and perhaps unstoppable. Major retailers have signed an agreement with the Government’s waste body, Wrap, to reduce the environmental impact of plastic bag use by 25 per cent by the end of next year. They are making the bags more lightweight, exploring biodegradable options, and discouraging their routine distribution.

Tesco says it has cut its use of carrier bags by 1 billion to 3 billion after a high-profile campaign to give loyalty points to shoppers reusing them. Today Sainsbury’s will announce in its financial results that it has cut plastic bag use by 10 per cent as a result of having signs at the checkouts asking shoppers to consider the environment and promoting jute and cotton bags. Marks & Spencer is to chargeshoppers 5p a plastic bag after a trial in Northern Ireland that cut the number handed out by 66 per cent.

The Government says it is monitoring the efforts in commerce, but is set against a plastic bag tax of the kind introduced five years ago in Ireland, where the number of carrier bags has fallen by 90 per cent. Officials claim there is evidence that Irish shoppers are using other types of plastic instead. The plastic revolution was started by a BBC camerawoman, Rebecca Hosking, from Modbury, after she had seen the deaths of albatross chicks that had eaten plastic. In the absence of government action, 43 traders in the town decided to start their own “plastic bag-free town” in May. The shops refused to give out free plastic bags, charging 5p for a cornstarch bag, 10p for a paper one or £1.50 for a cotton carrier.

Trade did not fall off, and the six-month experiment proved so successful that Modbury has made the change permanentand made the carrying of a plastic bag an antisocial activity.

Other towns such as Hebden Bridge in West Yorkshire and Overton in Hampshire have followed suit, and the idea of going “plastic bag-free” is taking hold elsewhere, such as in Brighton, where councillors last month called on the city’s retailers to stop giving out bags.

The plastics industry insisted that such bans were environmentally harmful, arguing that re-use of plastic bags – to line bins, wrap packed lunches and scoop up dogs’ mess – made them more environmentally friendly than cotton alternatives, and that the oil used to make the HDPE (high density polyethylene) bags came from a by-product of oil.

Nonetheless, the industry says that unnecessary use of bags is a problem, and is calling on shoppers to consider whether they really need them. Peter Woodall, of the Packaging and Industrial Films Association, said: “We are losing the battle in terms of hearts and minds of the public, who now certainly believe that the plastic bag is a hazard to health and the environment and something we need to eradicate from society.”

Ms Hosking, who started the Modbury experiment, said that plastic bags were the start of a campaign against disposable consumer culture. “It’s our consumption of everything – whether it’s petrol, water or consumer goods – that is driving virtually every environmental problem on the planet and it needs to stop. We have shown that individual people can make a difference,” she said.

A local convenience, a global problem

Anyone who has seen The Graduate, one of the great movie classics, will remember vividly the single-word piece of advice that Dustin Hoffman’s confused young career-hopeful, Benjamin Braddock, receives from a well-meaning family friend: Plastics.

Asked to clarify what exactly he means, the family friend, Mr McGuire, explains: “There’s a great future in plastics.” And in 1967, when the film was made, no doubt there was.

Unfortunately, in the succeeding years, many aspects of what then seemed to be those oh-so-convenient, revolutionary, synthetic materials have come to appear not a blessing but a curse – and plastic bags are high on the list.

The trouble with them is that they have the vices of their virtues. They are incredibly cheap and light, and so are produced in astronomical, scarcely credible, numbers; and remarkably tough for their lightness, they are incredibly persistent in the environment once we have finished with them.

Nobody knows exactly how many plastic bags are consumed annually worldwide, but a good estimate is between 500 billion and 1,000 billion, which comes out at more than a million a minute – and then they’re all thrown away. But as they do not biodegrade, huge numbers don’t disappear. They have become the most ubiquitous item of litter. They are the icons of the throwaway society.

In parts of Africa, there are so many blowing through the bush that a cottage industry has sprung up in harvesting windblown bags and using them to weave hats, or even more bags.

But in some parts of the environment, they represent a lethal threat to wildlife, in particular in the oceans. According to the British Antarctic Survey, they have spread from Spitzbergen north of the Arctic Circle to the Falkland Islands at the other end of the globe.

When floating they can resemble jellyfish, and so are often mistakenly eaten by sea turtles and other marine mammals and birds, with fatal results.

No one denies plastic bags are satisfyingly convenient. But as Billy Joel sang, you pay for your satisfaction somewhere along the line.

Michael McCarthy

Reciclagem aumenta tempo de vida útil de aterros sanitários

Jornal o diário do norte do Paraná

Ministério Público alerta as prefeituras para que adequem e invistam nos aterros sanitários até fevereiro de 2008, sob pena de ato de improbidade administrativa

A falta de investimentos dos municípios em programas de reciclagem e compostagem pode levar o Ministério Público Estadual (MP-PR) a tomar medidas drásticas contra as prefeituras. Segundo levantamento da instituição, apenas dois municípios do Paraná – Bituruna e General Carneiro (Sul do Estado) – implantaram esses sistemas. Apesar do prazo inicial para apresentação de projetos de gerenciamento e tratamento do lixo ter sido estendido de dezembro de 2006 para 23 de fevereiro de 2008, somente mais um município – Cruz Machado (Sul do Estado) – está em condições de cumprir esse cronograma, com plano de instalação dos sistemas ainda no final desse ano. Embora os processos não resolvam de maneira definitiva o problema dos aterros sanitários, a redução do volume final de resíduos enviado a esses locais é substancial, prolongando a vida útil dos lixões.

A reciclagem separa componentes do lixo – como plásticos, latas de alumínio e papel – e os encaminha para reaproveitamento. Já na compostagem, o lixo orgânico (composto principalmente por sobras de alimentos) é tratado por cerca de um mês em um ambiente úmido e a temperaturas que variam entre 45ºC e 65ºC, sendo processado por microorganismos. Passado esse período, a matéria orgânica pode ser utilizada como fertilizante. Além do lixo orgânico, também o lodo de esgotos pode sofrer o mesmo processo.

“Os números são desanimadores, o que mostra que o investimento em reciclagem e em compostagem, não tem sido efetivo. Vou cobrar isso de todos os municípios”, afirma o coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias do Meio Ambiente, procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos. O procurador lembra que as prefeituras devem informar também se elaboraram e apresentaram ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) o Plano de Arborização e o Plano de Recuperação de Recursos Hídricos, projetos da área ambiental que também haviam sido requeridos em fevereiro.

O trabalho do MP-PR com as prefeituras começou no final de 2004 e hoje atinge todo o Estado. “Os prefeitos já estão cientes de nossa preocupação com a questão dos resíduos sólidos e das matas ciliares. A partir de agora, a cobrança será mais drástica”, afirmou Saint-Clair.

O MP-PR alerta que os prefeitos dos municípios que não estiverem de acordo com a Lei Federal 11.445 de janeiro de 2007- que trata do assunto – podem ser processados em ações por improbidade administrativa. Uma condenação por ato de improbidade pode implicar em perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa.

MP dá prazo final para que supermercadistas do PR implementem alternativas às sacolas plásticas

Jornal o diário do norte do Paraná 

O Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, do Ministério Público do Paraná, reuniu-se nesta quinta-feira, em Curitiba, com representantes das redes supermercadistas Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar. O MP-PR cobrou novamente das empresas a apresentação de formas alternativas às tradicionais sacolas plásticas para a distribuição de mercadorias aos clientes. Nenhum dos três grupos apresentou sugestões – o pedido inicial da Promotoria havia sido feito em 24 de maio deste ano, informa a assessoria de imprensa do órgão.

O procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos, que conduziu o encontro, determinou um prazo final de mais 30 dias para que os supermercados cumpram a recomendação. Após esse período, as empresas estarão sujeitas a multa ambiental (Lei Federal 9605/98), que pode variar de R$ 50 a R$ 50 milhões em razão do volume de sacolas distribuídas. Esta medida vale para todas as empresas do ramo no Estado. “Os empresários foram deixados livres para apresentarem uma alternativa. Há panificadores que estão adotando as sacolas de tecido. Existem ainda as oxiobiodegradáveis”, explica Patrícia Ribas, assessora de imprensa da Promotoria.

Durante o encontro, seguindo pedido anterior da Promotoria, as redes Pão de Açúcar e Carrefour apresentaram a relação mensal de sacolas que entregam aos clientes no Paraná – 1,5 milhão e 2,1 milhões, respectivamente. A rede Wal-Mart não apresentou esse balanço.

Em maio, o MP-PR reuniu os 14 maiores supermercadistas da capital e região e pediu propostas de solução para o problema das sacolas plásticas. Estima-se que, mensalmente, o estado receba um passivo ambiental de 80 milhões de sacolas.

Programa mais você ambiental

Assistam aos dois vídeos, o primeiro, sobre como o ser humano é porco, cospe no prato que come, o único planeta que temos para morar.

Quando terminarem de destruir este planeta com sua imundície, onde estes porcos pensam que irão morar?

Acordem seus animais, estamos presos aqui, nessa minúscula bolinha azul – nem tão mais azul com todo o CO2 que jogamos na atmosfera – na imensidão do espaço.

Nenhum ser iluminado, nenhum extraterrestre virá nos socorrer, nos arrebatar para outro planeta despoluído, nós mesmos temos que limpar nossa sujeira, arrumar o que arruinamos, o paraíso que era este planeta antes da era industrial.

Porque jogar sofá, fogão, vaso sanitário, cama, colchão o diabo a quatro nos rios é suicídio e olhe que nós nestes anos todos de limpeza de rios estamos acostumados com a sujeira da população, acostumados mas revoltados.

Já tiramos de rios, pneus de carro, de caminhão de bicicleta, fogão, sofá, pia, vaso sanitário, sapato, roupa, enfim, tudo o que possa imaginar, sem contar as malditas sacolinhas de mercado – motivo pelo qual criamos os dois projetos, sacolas ecológicas oxi-biodegradáveis e sacolas retornáveis, para melhorar a gestão de resíduos no país.

Nestes dois projetos estão contidos vários outros subprojetos, como ecocaixa, ecoponto, volta das embalagens retornáveis, calçada limpa … é só ver na página da FUNVERDE os vários projetos para reverter essa lambança que a humanidade fez.

O que gostamos foi que a Ana Maria Braga tem um público extremamente poluidor, que é a dona de casa, seja da classe A, dos condomínios, até a classe D e E, das favelas e dos morros e o que ela fala a dona de casa assimila.

Se bem que quem nos falou sobre a matéria foi um amigo nosso, do sexo masculino, que assistiu o programa, então não é só a dona de casa que é influenciada pelo programa, mas também os machos de plantão, aqueles que tomam cerveja em long neck e alumínio, descartáveis e que deveriam voltar à cerveja de vidro retornável.

Quando criamos o projeto ecocaixa – multiplicadores de boas práticas ambientais, foi porque percebemos que as crianças estão recebendo educação ambiental nas escolas, mas os adultos nunca receberem educação ambiental e como o planeta não tem tempo de deixar essas gerações de poluidores sumirem da face da terra, transformamos os caixas e empacotadores da nossa cidade em multiplicadores ambientais em que esses profissionais durante a passagem das compras pelo caixa ensinam a dona e o dono de casa noções de como gerir os resíduos de suas residências.

No próximo ano expandiremos os projetos de gestão ambiental para todo o país, a exemplo do que estamos fazendo com os projetos de sacolas ecológicas e retornáveis, em que estamos conseguindo que a legislação seja mudada em cidades e estados para acabar com a praga das sacolas de compra de plástico convencional.

Chega de falar e vamos assistir as matérias.

Caçador de lixo no Recife

Ouça a Ana Maria Braga utilizando dados da FUNVERDE sobre o consumo de sacolas plásticas no país.

Sacola mais você

Cheida questiona interesses contra as sacolas oxi-biodegradáveis

Portal do deputado estadual Cheida

Leiam o texto abaixo, entendam como funciona o lobbie das petroquímicas e porque no Paraná, onde nasceu o projeto sacolas ecológicas em 2005, mais precisamente aqui em Maringá, na FUNVERDE, ainda não saiu uma lei de obrigatoriedade de uso delas.

Mas não faz mal não, a apras – associação de supermercadistas do estado do Paraná já disse que 100% dos supermercados estão usando, e quando iniciamos o projeto paralelamente iniciamos o projeto sacolas retornáveis que já está pegando, então, não vai ser um deputado babaca, sem vergonha, vendido, que irá parar o processo, só está ficando mais rico com o dinheiro de propina das petroquímicas.

Então né, fiquei sem palavras, não tinha mais nada a dizer depois que o Cheida matou a pau as petroquímicas e a plastimorte, e olhe que eu ficar sem palavras é quase um milagre.

Esse cheida é maravilhoso, não tem trava na língua.

Tem um deputado estadual pago pelas petroquímicas que já está desde maio deste ano emperrando a discussão das sacolas oxi-biodegradáveis, ele representa as indústrias, fez até uma audiência pública contra as sacolas oxi-biodegradáveis, um safado, sem vergonha e sem compromisso com seus eleitores e com seus próprios filhos e netos, visto que está destruindo o futuro deles por causa de algumas moedas – tá bom vai, um montão de moedas.

O SR. LUIZ EDUARDO CHEIDA – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, quero, a pretexto do que ontem discutimos aqui em relação às sacolas oxi-biodegradáveis – e a Deputada Rosane retirou o seu projeto, infelizmente, mas sem dúvida nenhuma não se retirou da discussão – quero lançar uma pergunta que não quer calar: a quem interessa de fato não ter no Paraná as sacolas oxi-biodegradáveis?

O plástico, como nós sabemos, está sendo produzido desde a década de 30 no mundo. Menos de 5% desse plástico até hoje foi incinerado, o que significa que mais de 95% do que foi produzido no Planeta ainda está aí, porque o plástico demora mais de 600 anos para se decompor.

Mas, curiosamente, a Assembléia Legislativa do Paraná, corre o risco hoje de ter que sair correndo atrás dos costumes para só então fazer uma lei sobre as sacolas oxi-biodegradáveis.

Eu digo isso porque há empresas no Paraná que já vendem, comercializam e aplicam essas sacolas. Vejam os senhores deputados: Curitiba, através da Arauplast, das Embalagens Viva; Cascavel, através da Polibeg, do Grupo Nova; Colombo, através da Luxplast; Maringá, através da Yop; Foz do Iguaçu, através da Polibeg Plásticos; Quatro Barras, através da Zivalplast; São José dos Pinhais, através da Dinaplast; Pinhais, através da Nekplast; Londrina, com a J.P. Embalagens, Royal Pack, Yop Tekpak e outras mais… o que significa que o Paraná já está comercializando a despeito de qualquer lei na Assembléia.

Muitas vezes as leis precedem os costumes, mas agora me parece que nós na Assembléia Legislativa ou tomamos essa questão nas mãos e a discutimos profundamente, ou vamos ter que sair correndo atrás dos costumes para só então fazer as leis.

Quero dizer aqui que não existe nenhum laudo científico no mundo produzido nem pela indústria petroquímica e nem por ninguém, dizendo que as sacolas oxi-biodegradáveis são danosas ao ambiente ou que não funcionem. Não existe em lugar nenhum, cientificamente dito. Fiz um rastreamento e uma procura, coloquei todos aqueles que poderiam me ajudar nesta tarefa há dois meses, não existe no mundo nenhum laudo científico que comprove um dano ao meio ambiente pelas sacolas oxibiodegradáveis.

Entretando, a indústria do plástico e a indústria petroquímica não querem a sacola. E eu arrisco aqui: não quer porque quando o povo disser ‘queremos a destruição de uma sacola plástica’, ele está admitindo que o plástico é danoso ao meio ambiente, e isto a indústria petroquímica não aceita.

Tanto que tenho nas mãos um documento que depois quero passar aos senhores e senhoras deputadas, e à imprensa também, da chamada Plastivida do Brasil, comunicando a indústria petroquímica de algumas vitórias, e dentre essas vitórias, apontando que a hoje sacolinha plástica é quase uma unanimidade, por sua praticidade. E que neste campo obtiveram vitórias expressivas em várias partes do país contra a chamada disseminação e obrigatoriedade do seu uso.

Mas o que me chama mais a atenção é esta Plastivida, que representa o setor petroquímico, estar comemorando o fato de estarem triturando sacolas de pano no Estado de São Paulo. Parece brincadeira. Mas dizem aqui, depois deixo às mãos dos senhores Deputados: ‘no sentido de neutralizar os impactos negativos das sacolas de pano, informamos que já tomamos as medidas necessárias para reverter esse quadro’.

Impactos  negativos de uma sacola de pano? É a Plastividade quem diz, que representa o setor petroquímico.

Pergunto novamente: a quem interessa, no Brasil, então, que não progrida esta discussão das sacolas oxi-biodegradáveis? Eu acredito que interessa ao setor de plástico, e não há dúvida nenhuma que a Assembléia Legislativa do Paraná deve discutir este assunto com maior profundidade.

Por isso vou propor, através da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente, o chamamento de um seminário com autoridades, se possível inclusive autoridades internacionais, se a Assembléia assim o entender, para que nós não sejamos aqui nenhuma instituição taxada depois como ‘Maria vai com as outras’, mas que também não sejamos os bois de piranha que, me parece, a indústria quer que sejamos.

É preciso meter a colher nessa conversa, por isso acho nefasto qualquer tipo de ‘deixa pra lá’ nesta discussão. Ela é importante, há setores de peso envolvidos nisso. Não quero ser manipulado, nem usado e nem tampouco os Deputados que apresentaram os seus projetos de lei – o Deputado Caíto, Deputado Reinold Stephanes Jr., Deputada Rosane Ferreira. Mas precisamos retomar essa discussão. A Plastivida, que representa o setor petroquímico, está delirantemente comemorando a destruição das sacolas de pano no Brasil. Alguma coisa deve estar errada.

Nestes segundos finais, concedo aparte à Deputada Rosane Ferreira.

A SENHORA ROSANE FERREIRA – Quero parabenizá-lo por sua colocação e quero realmente ratificar as suas palavras. Retirei o meu projeto, mas não saio da luta contra o dano que as sacolas plásticas estão causando ao meio ambiente.

O que senti é que o meu projeto de lei estava contemplado nos outros dois projetos e eu os sentia mais eficazes do que meu projeto, que visava apenas criar um programa.

Como falei, conte comigo. Estarei presente, enquanto vice-presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente. Tenha em mim uma auxiliar nessa sua proposta.

Muito obrigada.

O SR. LUIZ EDUARDO CHEIDA – Muito obrigado.

Custo do fim das sacolas plásticas pode sobrar para consumidor

Portal bem Paraná de 19 de novembro de 2007

Prazo para supermercados apresentarem alternativa acabou, mas elas ainda existem

Grupo Pão de Açúcar colocou à venda sacolas retornáveis e iniciou campanha para consumidor

A solução para as sacolas plásticas ainda não foi dada, apesar de ontem ter acabado o prazo estabelecido pelo procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos aos supermercados. Em alguns casos, o custo será repassado ao consumidor que deverá pagar para ter as chamadas sacolas retornáveis já disponibilizadas à venda, por R$ 3,99, caso das lojas da rede Pão de Açúcar (Pão de Açúcar e Extra). De acordo com o ultimato de Santos, quem não cumprisse a lei poderia ser multado em até R$ 50 milhões. Mas como o promotor está em viagem ao exterior, a promotoria não quis se pronunciar ontem sobre o caso.

Vamos aos comentários em vermelho. Como assim o consumidor vai pagar o pato? É só o consumidor exigir desconto quando levar sua sacola retornável de casa. O consumidor já paga por estas sacolas de plástico convencional, que custam de 3 a 8 centavos cada uma. E o que impede da dona de casa fazer sua sacola, embornal, picuá com um jeans velho, um pedaço de chita? Nossas avós faziam.

Vamos parar de reclamar e fazer nossa parte pela sobrevivência do planeta. E viva as sacolas retornáveis.|

Segundo a Associação Paranaense de Supermercado (Apras), todas da rede do Estado já aderiram as sacolas oxi-biodegradáveis — que se deterioram em 18 meses. “O problema será maior com os pequenos, aqueles supermercados com duas, três portas”, afirmou Walmor Rovaris, presidente da Apras. Ele também defende que, parte da solução para o problema, parta de uma maior consciência da população sobre o meio ambiente.

Parabéns à apras, depois de enchermos tanto o saco deles desde 2005, mostraram que sabem agir quando precisam. Gente, isso não é uma derrota para a apras, mas eles mostraram que atravessaram a fronteira para o Século XXI. Tudo bem que o Dr Saint Clair Honorato teve que ameaçar com uma pequena multa de R$ 50 Reais a 50 milhões de reais por dia que não tomassem uma atitude quanto às sacolas de plástico convencionais, mas eles fizeram, então parabéns apras, o Paraná está caminhando para um futuro sustentável.

As grandes redes argumentam que as chamadas sacolas oxi-biodegradáveis demais, além de não haver comprovação de que elas realmente não fazem mal ao meio ambiente.

Peça a algum supermercadista algum laudo contrário à tecnologia de oxi-biodegradabilidade, eles não tem, mas nós temos laudos internacionais e nacionais atestando a segurança e a eficácia desta tecnologia. Eles apenas dizem que não presta para não ter que comprar, hahaha.

O grupo Pão de Açúcar informou que a partir de janeiro deverá implementar um usina de reciclagem das sacolas plásticas. Mas até lá não deverá retirá-las do mercado, apenas incentivar os consumidores a se utilizarem de outros meios de transporte. Segundo a assessoria, os funcionários estão sendo treinados a oferecer outras alternativas até mesmo com o uso de caixas para acomodar as compras nos carros e já houve o comunicado à Promotoria da decisão.

Está equivocadíssimo o Pão de Açúcar ao inventar esse nhenhenhem de reciclagem de sacolas plásticas. Você se imagina retornando todas as suas sacolas de plastico ao mercado? Nem eu. Isso de novo é só enrolação, para não ter que agir.

Na mesma linha está a rede Wal-Mart. O grupo, pela assessoria de imprensa, informou que implantou dois projetos pilotos: um com sacola oxi-biodegradável e outro com sacolas retornáveis e caixas. Como ainda não tenha um estudo conclusivo, o grupo tem adotado nas lojas da rede (Mercadorama, Wal-Mart, Wal-Mart Supercenter e Sam’s Club), sacolas reprocessadas feitas com aparas de plástico.

Sacola reprocessada feitas com aparas de plástico continuam no ambiente por 500 anos. Uma vaia para vocês.

Depois, quando começarmos uma campanha para boicote a empresas sem consciencia ambiental, ou melhor, responsabilidade ambiental, não me venham reclamar, vamos pedir o boicote a empresário safado que só quer o lucro e destruir o planeta.

E você, vai continuar a comprar em empresa que está destruindo o futuro dos seus filhos e netos? Que está emporcalhando o planeta em que eles viverão?

Segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), mensalmente, são distribuídas em média cerca de 80 milhões de sacolas de plástico no Estado,   que correspondem a 20 toneladas de plástico lançados no meio ambiente. Como o plástico pode demorar até 500 anos para se decompor, essas sacolas causam graves problemas ambientais.

Números errados o da SEMA, pois no primeiro semestre de 2007 os supermercados estavam vomitando 1 bilhão e 200 milhões de sacolas por mês no nosso planeta azul, só contando os supermercados e não contando as LFV – plástico para legumes, frutas e verduras. E sem contar também videolocadoras, farmácias, feiras, açougues …

Em maio deste ano, a Promotoria solicitou às redes Pão de Açúcar e Carrefour que apresentassem a relação mensal de sacolas que entregam aos clientes no Paraná — 1,5 milhão e 2,1 milhões, respectivamente. A rede Wal-Mart não apresentou esse balanço. Em maio, o MP-PR reuniu os 14 maiores supermercadistas da capital e região e pediu propostas de solução para o problema das Sacolas plásticas.

As sacolas oxi-biodegradáveis, segundo Rovaris já foram adotadas pelas redes Condor, Muffato e Cidade Canção.

Sacolas plásticas têm 30 dias de vida no Paraná

Bem Paraná de 23 de outubro de 2007

Supermercados que não cumprirem prazo estarão sujeitos a multas de até R$ 50 milhões

Da Redação do Jornal do Estado

 

O procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos  determinou ontem um prazo final de 30 dias para que os supermercados “aposentem” a sacolas plásticas comuns e as substituam por alternativas. Após esse período, as empresas estarão sujeitas a multa ambiental (Lei Federal 9605/98), que pode variar de R$ 50 a R$ 50 milhões em razão do volume de sacolas distribuídas.

Segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), mensalmente, são distribuídas em média cerca de 80 milhões de sacolas de plástico no Estado,   que correspondem a 20 toneladas de plástico lançados no meio ambiente. Como o plástico pode demorar até 500 anos para se decompor, essas sacolas causam graves problemas ambientais.

O Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, do Ministério Público do Paraná, reuniu-se ontem, em Curitiba, com representantes das redes supermercadistas Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar. O MP-PR cobrou novamente das empresas a apresentação de formas alternativas às tradicionais sacolas plásticas para a distribuição de mercadorias aos clientes. Nenhum dos três grupos apresentou sugestões – o pedido inicial da Promotoria havia sido feito em 24 de maio deste ano.

Durante o encontro, seguindo pedido anterior da Promotoria, as redes Pão de Açúcar e Carrefour apresentaram a relação mensal de sacolas que entregam aos clientes no Paraná — 1,5 milhão e 2,1 milhões, respectivamente. A rede Wal-Mart não apresentou esse balanço. Em maio, o MP-PR reuniu os 14 maiores supermercadistas da capital e região e pediu propostas de solução para o problema das sacolas plásticas. 

As empresas têm liberdade total para definir qual alternativa ao plástico devem adotar para minimizar o estrago causado ao meio ambiente. Uma das opções apresentadas aos supermercadistas é a adoção de sacolas oxi-biodegradáveis. O material usado se decompõe sem a necessidade de ser enterrado, apenas pela ação do clima, em um período máximo de 18 meses. Os supemercados Condor, Muffato e Cidade Canção  já aderiram a soluções ambientalmente corretas.

Pesquisa — No final de setembro,  o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente (Caopma ) órgão do Ministério Público do Paraná, divulgou pesquisa sobre o uso de sacolas oxibiodegradáveis. Das 226 empresas (36% do total) que responderam aos questionamentos sobre o uso de sacolas oxibiodegradáveis, 48% se comprometeram ou já adotaram as sacolas feitas de material que ser decompõe sem a necessidade de ser enterrado. Os empresários que responderam aos questionários enviados representam 36% dos 734 cadastrados junto à Associação Paranaense de Supermercadista (Apras).

Consumidores aprovam substituição de sacolas

Tribuna Catarinense de 24 de novembro de 2007

Uma sacola plástica pode demorar até 300 anos para se decompor, enquanto a de papel, pano ou oxi-biodegradáveis de três meses a um ano

Anita Souza

Consumidores de Balneário Camboriú são favoráveis a proposta apresentada nesta semana pelo Ministério Publico de Santa Catarina, para que supermercadistas e varejistas substituam suas sacolas plásticas por embalagens menos poluentes, como as oxi-biodegradáveis, as de pano, papel ou caixas de papelão. A intenção é preservar ainda mais o meio ambiente.

A reportagem da Tribuna esteve em alguns supermercados de Balneário para saber a opinião dos consumidores sobre a possível troca no material das sacolas.

Para o promoter Cesar Ponco, 26, a idéia é bastante válida, mas faz um alerta; “Espero que os fabricantes das sacolas não esqueçam de reforçar o material, porque as sacolas de plásticas são mais fortes”, comenta.

Turista vinda do Mato Grosso, Catarina Ruaro Barbosa, 56, que há quatro anos passa suas férias em Balneário, também aprova a idéia proposto pelo MP; “Acho muito bom preservar a natureza, e também acredito que vá ficar mais prático transportar as compras nas sacolas”, diz.

“Acho isto muito correto para o meio ambiente. Acredito que também vá ficar melhor para carregar as compras. As de plástico cortam as mãos”, lembra a zeladora Zeli Inhaia, 46.

A iniciativa da substituição do material das sacolas é uma ação conjunta do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CME) com as Promotorias de Justiça. O CME atuará junto aos segmentos estaduais, e os Promotores de Justiça com atuação no meio ambiente vão agir diretamente com o comerciante local.

Vamos buscar alternativas não poluentes por meio do entendimento”, explica o Coordenador do CME, Promotor de Justiça Marcelo Gomes Silva. O CME enviou a todas as Promotorias de Justiça com atuação no meio ambiente sugestão de recomendação a ser enviada às entidades comerciais e sugestão de alternativas de substituição das sacolas plásticas, de modo a auxiliar a atuação dos Promotores de Justiça. O CME começará os contatos de conscientização nos próximos dias.

A lei nº 6.938, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, diz que poluidor é todo aquele que polui direta ou indiretamente. “Quando o comerciante não recicla, ele também polui o meio ambiente”, explica o Promotor de Justiça. Estatísticas indicam que as sacolas plásticas são responsáveis por 10% do lixo produzido no País e levam cerca de 300 anos para se decompor na natureza. Elas também são os principais poluidores encontrados nos mares e rios.

A iniciativa do MPSC espelha-se em recomendação pioneira no Estado proposta pela Promotora de Justiça Simone Cristina Schultz à Associação Comercial e Empresarial de São Francisco do Sul. A Promotora de Justiça pediu para que a entidade conscientize os comerciantes do município a substituir as sacolas plásticas pelas de papel.

Saiba mais sobre as sacolas plásticas

Decomposição

Sacolas plásticas: cerca de 300 anos
Sacolas oxi-biodegradáveis: em média um ano
Papel: três a seis meses
Pano: seis meses a um ano

Composição

As sacolas plásticas são compostas de resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). Suas cadeias moleculares são inquebráveis, sendo impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.

Prejuízos ao meio ambiente

No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo os lixo do País

Para produzir uma tonelada de plástico são necessários 1.140 kw/hora (energia que iluminaria 7.600 residências com lâmpadas econômicas por 1 hora), sem contar a água utilizada no processo e os dejetos que são gerados

Quando incineradas liberam toxinas perigosas para a saúde

São produzidas a partir de fonte não-renovável.

Bolsas ecológicas

Comuniweb de 24 de novembro de 2007

Consumidores já não se preocupam apenas com estética, design, funcionalidade ou preço, mas também com a responsabilidade ecológica que o produto assume tanto em sua confecção quanto em seu uso. A moda ecologicamente correta, pelo jeito, veio para ficar

BEATRIZ DE OLIVEIRA

A indústria têxtil se preocupa com o desenvolvimento de novas fibras naturais e sintéticas, que diminuam a agressão ao meio ambiente sem perder outras características, como o conforto. Algumas marcas já trabalham com o algodão orgânico, aquele produzido sem o uso de agrotóxicos. Outras investem no fio feito a partir da reciclagem de garrafas pet.

Entretanto, a verdade é que os produtos ecologicamente corretos ainda custam muito caro ao bolso do consumidor e exigem grandes investimentos dos produtores. Até que o mercado se adapte completamente a essa tendência, levará um bom tempo. Até mesmo porque ninguém quer parecer um “ecochato”.
 
As roupas precisam ter estilo, além de ser sustentáveis.
Por enquanto, a única peça que é unanimidade no mundo da moda e que aparece para fazer um grande bem ao planeta, são as ecobolsas. Não que todas elas já sejam produzidas da forma mais correta, mas o fato de substituírem o uso de centenas de saquinhos plásticos não-biodegradáveis já torna a causa justa.

A idéia é recuperar aquele antigo costume de ir à feira, padaria e supermercado com sua própria sacola. E como vivemos na era do consumismo, a ecobolsa também deve ser levada para os shoppings. A maior parte dos modelos é dobrável e cabe dentro de sua bolsa. Fez compras? Mostre que está na moda e use a sua própria ecobolsa, evitando o uso das tão frágeis sacolinhas de plástico ou papel.

Primeira ecobolsa

A designer responsável por tornar a bolsa ecológica um produto tão cobiçado foi a inglesa Anya Hindmarch, conhecida por suas bolsas de milhares de dólares.

A estilista usou a forte influência e apelo que sua marca tem para mostrar que não está na moda usar sacos plásticos. Este ano, ela lançou sua proposta de ecobolsa, que vinha com a escrita I’m not a plastic bag; em tradução livre, Eu não sou uma sacola de plástico. Depois que algumas celebridades como Reese Witherspoon e Jessica Biel foram flagradas com as suas, logo o estoque da edição limitada esgotou.

Em São Paulo

Aqui no Brasil, uma das iniciativas mais interessantes partiu da prefeitura da cidade de São Paulo, que, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, lançou a campanha Eu não sou de plástico!. Projeto que tem como objetivo reeducar a população e incentivar o uso de sacolas biodegradáveis e de uso prolongado, ao invés de sacos plásticos descartáveis.

A iniciativa usa o apelo fashion para ganhar adeptos. O ponto forte da campanha é a exposição de bolsas ecológicas com a curadoria da jornalista e consultora de moda Lilian Pacce. Participam mais de 100 estilistas brasileiros, que criaram bolsas exclusivas para a mostra itinerante na capital paulista.

No início do mês, Lilian Pacce veio a Brasília ministrar uma palestra sobre moda ecológica e, na ocasião, foi questionada sobre a vinda da exposição para a capital da República. Ela comentou que ainda não havia recebido nenhum convite, mas que seria uma ótima idéia. Enquanto nenhum empresário traz a exposição para terras brasilienses, um shopping da cidade faz sua própria mostra.

Brasília Shopping

O Brasília Shopping lançou a campanha Natal com atitude, um projeto que, além do interesse econômico, tem forte cunho social, cultural e motivador. “O consumidor é muito exigente e, para atendê-lo, buscamos uma forma de unir moda e arte com um apelo diferente, no caso, o socioambiental, em função da tendência mundial acerca do tema”, diz Anapaula Cunha, gerente de marketing do shopping.

Criaram bolsas para a exposição os estilistas André Kallagri, Andréa Monteiro, Fernanda Ferrugem, Kátia Ferreira, Léo Alves, Luciana Barbo, Márcio Santos, Nágela Maria, Priscila Bosquê, Romilda Gomes, Romildo Nascimento, Sandra Maria e Sônia Reis. Em mostra paralela, os lojistas do shopping também criaram suas próprias ecobolsas e a surpresa fica por conta dos modelos criados pelas áreas de serviço, como alimentação. Vale conferir.

Os clientes do shopping que fizerem compras acima de R$ 100 podem desembolsar mais R$ 20 e levar para casa a bolsa ecológica desenvolvida pela designer Rosanna Tarcitano, para o Brasília Shopping.

Capital consciente

Ortiga e Dot Paper foram as precursoras da ecobag na cidade, ao distribuírem os mimos durante o último Capital Fashion Week. A proposta fashion e educativa continua sendo o maior sucesso e até inspiraram outras marcas a aderirem à iniciativa.

“Voltei de uma viagem a Nova Iorque com isso na cabeça. Lá, todo mundo estava usando. Mas os brasilienses também estão muito ligados nas tendências globais e, logo que lancei, a aceitação foi excelente. As primeiras 100 esgotaram rapidamente e já está sendo produzida uma nova série, desta vez em detalhes dourados. A idéia é que as pessoas também presenteiem no Natal com uma ecobolsa, um presente educativo, muito moderno e com ótimo preço”, afirma Janaína Ortiga.

Fabiani Barbosa mostra como uma papelaria também pode estar engajada e dar um bom exemplo. Lá, as clientes ganham a bolsa quando efetuam compras em valores acima de R$ 200. “Queria há muito tempo ter a ecobolsa e já comecei com duas mil sacolas. Gostaria de dá-las para todo mundo, até porque a proposta é bem educativa. Mas, por enquanto, ganha quem comprar na loja. Estou muito feliz de ver as pessoas usando, já encontrei várias delas no supermercado Pão de Açúcar, do Lago Sul”.

Kátia Ferreira, da Apoena, associação responsável pela produção das bolsas do Brasília Shopping, também se posiciona de forma muito positiva no mercado da moda ecológica. “A ecobolsa é apenas uma das ações da Apoena. A empresa pensa em trabalhos sustentáveis de forma mais abrangente. Desenvolvemos até paetês de garrafas pet e latinhas”.

A gerente da Patachou do ParkShopping, Cibele Andrade, mostra que a marca também percebeu a importância de investir no setor. “A ecobag é um fenômeno que mostra como as grifes do mundo todo estão preocupadas e pensando ecologicamente. Na Patachou não poderia ser diferente e as nossas clientes estão aderindo à idéia”.

A Pão Dourado mostra que a moda da ecobolsa não tem limites. É a própria Apoena que desenvolveu a peça-piloto para a rede de padarias, reutilizando sacos de farinha. “A gente não sabia o que fazer com os sacos de 50kg de farinha, que tinham uma vida útil muito pequena. Queríamos usar o material de uma forma mais inteligente e assim surgiu a idéia. A Pão Dourado se preocupa em atuar ecologicamente e socialmente, já que essa ação gera emprego para várias costureiras”, observa Sérvulo Tito Lívio, da comissão de meio ambiente da rede.

Lazarini, Santa Lolla, Paula Ferber, Lorenzo Merlino e várias outras marcas também apostam nas ecobolsas. E você, já escolheu a sua? Caso prefira, faça e customize a sua própria bolsa ecológica. O chique é que a bolsa seja simples, prática, útil e, claro, com conceito de moda.

Mudança de hábito

A servidora pública Isabella Brito confessa que ainda está aprendendo a usar a novidade. “Fui ao lançamento da bolsa da Patachou, achei a idéia inovadora e comprei a minha. Já ouvia muito sobre isso no exterior e agora temos aqui. Mas ainda estou aprendendo a me reeducar, para mudar o hábito de ir ao supermercado ou feira e sair com várias sacolinhas. E como o modelo é bem bonito, uso a minha até para passear ou ir ao clube”, destaca.

Já Marlete Sabino, proprietária de salão de beleza que leva o seu nome, aderiu à campanha rapidamente. “Já tinha uma ecobolsa, comprada durante uma viagem. Logo depois, a Ortiga lançou e amei o modelo. Achei muito mais prático para ir ao supermercado e fazer outras compras; já vou com o bolsão e não preciso sair com sacolinhas. E como a bolsa é bonita, também uso para passear”, encerra.

Sindicato de indústrias protesta contra lei que coíbe uso de sacos plásticos em Pernambuco

Parabéns ao deputado Pedro Eurico de Barros, mostrando que o estado pode sim, dar o exemplo e não apenas cobrar da população.

Fazer o dever de casa antes de cobrar dos outros.

Isto sim é deputado, que pensa no futuro da espécie humana, que sabe que não adianta nada cobrar da população e o estado fazer a coisa errada.

Está mais que na hora do estado parar de comprar madeira não certificada, reciclar, compostar, comprar apenas materiais ecologicamente corretos, aplicar a gestão de resíduos na máquina pública.

Para as outras centenas de deputados do país, está na hora de copiar os bons exemplos de quem faz, ou melhor, já passou da hora.

Quanto às petroquímicas, para variar estão usando de estratégias burras , estão usando as indústrias para fazerem chantagem emocional com a população.

Os caras estão malucos, qualquer indústria que fabrique plástico convencional pode fabricar plástico oxi-biodegradável sem ter que mudar nada na produção.

Quanto à reciclagem de sacolas de mercado ou sacos de lixo, é só olhar as fotos abaixo, no lixão – sim, não é aterro, é lixão ainda – de Sarandi, uma cidade de quase 100 mil habitantes ao lado de Maringá – sede da FUNVERDE – para ver os carroceiros parados, esperando o lixo rico chegar, enquanto centenas de milhares de sacolas de mercado e sacos de lixo estão no monte de lixo do lixão.

Então seus hipócritas, estúpidos e dissimulados das petroquímicas e da plastimorte, parem de falar de reciclagem de sacos e sacolas de plástico, porque o coletor de reciclável jamais irá reciclar este tipo de material, afinal são necessárias quase 1000 sacolas para ele ter o mesmo lucro que tem coletando menos de 50 latas de alumínio.

Aplaudam a iniciativa do deputado Pedro Eurico, porque ele está ajudando a limpar o planeta da sujeira que vocês pruduzem e ganham milhões sem nenhuma responsabilidade ambiental.

O lixo aqui …

E os coletores sentados lá … esperando o lixo que tem valor de mercado.

E então, vocês das petroquímicas, dos sindicatos do plástico, das indústria dos plástico irão contratar coletores exclusivamente para coletar estes sacos imundos? Sim, imundos porque estão com todo tipo de lixo.

Hipócritas, até quando vão somente ter lucro sem colocar a mão no bolso para sanar o problema global que causam? Pelo menos calem a boca quando tem alguém tentando melhorar o planeta, calem a boca porque tem alguém fazendo o que vocês nunca fizeram, não fazem e não jamais farão. Seus folgados.

O globo online de 05 de novembro de 2007

Letícia Lins

RECIFE – Uma lei que determina que repartições estaduais de Pernambuco substituam sacos de lixo de plástico por outros de material ecológico e biodegradável provocou a reação dos industriais do setor.

Presidente do Sindicato de Indústrias de Plástico, Fernando Pinheiro afirma que, em vez de proibir o uso daquelas sacolas, o governo deveria lançar campanhas educativas para que elas se tornem recicláveis. Ele teme que a medida leve o setor à falência no estado, onde há 600 empresas atuando, das quais 180 apenas são formais.

A Lei 13.316 é de autoria do deputado estadual Pedro Eurico de Barros (PSDB) e entrou em vigor no dia 15 de outubro. As sacolas plásticas e as garrafas pet se transformaram em um grande problema em rios e córregos de Pernambuco, inclusive nas galerias de escoamento pluvial.

Novos modelos de sacolas retornáveis

Veja nossos mais novos  modelos de sacolas retornáveis, lançados em novembro de 2007.

 Sacola retornável em lona 100% algodão cru

 

Sacola retornável em lona de caminhão

Sacola retornável em algodão cru para padaria, frutaria, videolocadora, farmácia e tudo mais que utilizar uma sacola menor que a de supermercado

Sacola retornável em polipropileno de baixo custo para supermercado

 

Benefícios do uso da sacola retornável

Você se torna um consumidor do Século XXI, com responsabilidade ambiental.

Você encerra sua atividade de plastificador do planeta – cada família com 4 pessoas polui o planeta com mais de 1.000 sacolas plásticas por ano.

Ao utilizar 1 sacola retornável você deixa de utilizar aproximadamente 500 sacolas por ano.

Você economiza recursos naturais e energia para a fabricação de bilhões de sacolas plásticas todos os anos.

Ao adquirir as sacolas retornáveis você está ajudando a neutralizar suas emissões de carbono.

A produção de sacolas plásticas e a dos demais produtos que consumimos diariamente emitem carbono, que é um gás do efeito estufa, que está aumentando a temperatura da terra.

Ao comprar uma sacola retornável da FUNVERDE, você está contribuindo diretamente para a diminuição desse impacto, pois alem de você deixar de emitir carbono ao não utilizar mais sacolas plásticas convencionais, você está ajudando no plantio de árvores nativas da mata ciliar.

O dinheiro arrecadado com a venda da sacola retornável é utilizado na compra, plantio e manutenção de árvores que ajudam a diminuir a quantidade de carbono no planeta.

As árvores são utilizadas no projeto mata ciliar FUNVERDE, que desde 2004, replanta as margens dos rios, com árvores nativas de aproximadamente 1,5 metro de altura que, durante seu crescimento – no mínimo durante 20 anos – estará capturando carbono da atmosfera.

Esse aumento de gases causa temperaturas mais altas, que por sua vez provocam derretimento de geleiras, mudanças nas épocas de chuvas, queda na produção de alimentos, secas, fome.

Moramos todos em uma bola azul. As árvores plantadas no Paraná estarão beneficiando cada cidadão do mundo.

Espalhe esta idéia, só utilize e incentive seus amigos e parentes a utilizarem sacolas retornáveis ao fazerem compras.

Reduza o consumo de embalagens dispensáveis.

Reutilize tudo que for possível.

Recicle – separe para a reciclagem todo material que possa ser reciclado.

A soma destas pequenas ações é que farão a diferença na preservação do planeta para os seres de amanhã.

Efeito estufa

São gases que estão na atmosfera da Terra e que fazem a regulação da temperatura. Portanto, são essenciais para toda a vida no planeta.

São eles: Dióxido de Carbono(CO2), Metano(CH4), Óxido Nítrico(N2O), Hidrofluorcarbonetos(HFCs), Hidrofluoretos(HFEs) e Perfluorcarbonetos(PFCs).

Dentre os gases, o mais produzido, e por isso mesmo, o mais significativo é o carbono.

Todo ser vivo, manda para a atmosfera o carbono ao respirar. E nós, seres humanos, ainda geramos mais carbono ao andar de carro, consumir energia elétrica, plástico e outros produtos, o lixo, e com isso, aumentamos os gases do efeito estufa.

1º seminário sobre gerenciamento de resíduos sólidos da região norte

Muito obrigada por todos que participaram do seminário, é sempre muito importante estes eventos comparecerem muitas pessoas para mostrar aos prefeitos que nós queremos que eles trabalhem sério em cima deste problema tão grave, que toma terra fértil para jogar lixo, que desperdiça recursos naturais ao jogar no lixo produtos que poderiam ser reciclados e não ter que retirar da natureza matéria prima para fazer novos produtos, ao impedir que restos de comida fertilizem nosso solo.

Vou pinçar algumas pessoas da foto abaixo. Tem o Lorenso Cassaro, da SANEPAR – companhia de água, Rogeo Barbosa, presidente do COMDEMA – conselho de defesa do meio ambiente de Maringá. A letícia Kochepki e esposo, que tem uma consultoria ambiental que faz plano de gerenciamento de resíduos, o Noboru Hioka, da FUNVERDE.

Em Maringá, onde jogamos no aterro 320 toneladas de lixo por dia, 40% poderia ser reciclado – nem 10% disso chega a ser reciclado – 50% poderia ser compostado, virar terra fértil – 0% é compostado – e só 10% é rejeito, que realmente é lixo.

Abaixo, o lixão de Sarandi, que pertence a região metropolitana de Maringá.

Para os crédulos, que dizem que os catadores pegam sacolas de mercado, é só olhar os catadores sentados, esperando o lixo que dá dinheiro chegar e as sacolas de plástico continuam no lixão, não tem valor.

Se os prefeitos fizessem seu dever de casa, nosso aterro aumentaria sua vida útil em 90%, isto é, não precisaríamos tão cedo pegar outra porção de terra fértil, que deve ser reservada para cultivo de alimentos, para se transformar em um cemitério de lixo.

Parece brincadeira, mas, desde 2004 o ministério público do Paraná vem cobrando dos prefeitos compostagem, reciclagem e plano diretor de arborização.

Abaixo o nosso maravilhoso procurador do meio ambiente, Dr Saint Clair Honorato, que está fazendo muito prefeito tremer de medo por não usar nossos impostos para melhorar o planeta.

Pois bem, hoje só 2 prefeitos do Paraná, dos 399, tomaram vergonha em suas caras e pararam de utilizar terra fértil para lixões ou aterros.

Esta é a última ação antes de 23 de fevereiro, quando os prefeitos poderão ser processados administrativamente e criminalmente por não terem gerenciamento de resíduos em suas cidades – compostagem, reciclagem, aterro sanitário – e será cobrado também o plano diretor de arborização das cidades.

Político só age na pressão e quem sabe agora, com a ameaça de perderem seus direitos políticos eles saiam de seus gabinetes para a vida real.

Bem que eu gostaria de ver uma pá de prefeitos sairem algemados da prefeitura, com policiais de metralhadoras os escoltando.

Sonhar não paga imposto.

O secretário de meio ambiente de Maringá, Diniz Afonso, falou sobre seus projetos de reciclagem compostagem e plano diretor de arborização.

Dia 12 de novembro em Maringá compareceram aproximadamente 250 pessoas e 30 representantes da AMUSEP – Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense.

Dia 13 de novembro em Londrina compareceram aproximadamente 150 pessoas e 30 representantes da região metropolitana.

Vários setores palestraram.

O Supermercado Canção - primeira rede de supermercados do Brasil a utilizar sacolas oxi-biodegradáveis – falou sobre seus projetos ambientais em parceria com a FUNVERDE, sacolas oxi-biodegradáveis, ecocaixas, ecoponto, entrega de óleo e sobreembalagens e outros projetos a serem lançados em 2008.

Este é o Celio Kuratani Hata, gerente de marketing do Supermercado Cidade Canção.

Observem um senhor de camisa amarela e cabelos claros no canto direito, é nosso competentíssimo e estimado promotor de meio ambiente de Maringá, Dr Manoel Ilecir Heckert.

A UEM – Universidade Estadual de Maringá - falou também de seus projetos com alguém do pró-resíduo.

O presidente da FUNVERDE, Cláudio José Jorge. A FUNVERDE ajudou na organização do evento.

O chefe regional do IAP – Instituto Ambiental do Paraná, Paulino Mexia, explicando como o IAP vem atuando em conjunto com o ministério público para cobrar plano de resíduos das empresas.

Cá comigo traduzo como, o IAP está usando o chicote, o pé na bunda das empresas, porque empresário normalmente só se adequa às regras ambientais na base da multa.

O hospital Santa Rita falou do seu plano de gerenciamento de resíduos.

E finalmente – coca cola é isso aí - a coca cola veio falar que empresa maravilhosa ela é, uma empresa 100% ambientalmente adequada, que não polui nosso país, enfim, que exemplo de empresa, a ser seguido.

Brincadeirinha.

A coca cola é uma empresa safada, sem compromisso com o país que explora. Parece uma locusta, destruindo tudo por onde passa, sem dar um retorno ao país de quem espreme todo o dinheiro.

Isso não lembra a época do descobrimento, quando os portugueses vieram para cá, escravizaram, pilharam … olha só, somos escravos das corporações internacionais que em seus países tem consumidores atentos e aqui deitam e rolam, muito lucro sem responsabilidade ambiental.

É isso aí, coca cola é isso aí.

Porque eles não dão conta das embalagens pós consumo, as pet, latas de alumínio? Existe lei para isso mas parece que eles estão acima da lei, pois toda empresa tem que dar conta do ciclo do seu produto, assim como quem vende lâmpadas, baterias, pneus tem que dar conta do produto após ter sido descartado e mesmo assim parece que não é com eles.

É só ver as pet emporcalhando nosso planeta, entupindo bueiros, causando enchentes, Dá até vontade de encher um caminhão com as embalagens da coca cola e jogar em frente a uma fábrica deles.

Porque eles não voltam a utilizar garrafas de vidro retornáveis? Melhor, porque nós, quando vamos a um restaurante, boteco, qualquer lugar, não exigimos que a embalagem da coca seja de vidro?

Simples assim, quer ver? – Quero uma coca cola em garrafa de vidro. – Não tem. – Então tá, vou procurar onde tenha.

Ou então … – então hoje eu tomo pepsi, desde que tenha em garrafa de vidro. Não tem. – Então tá, vou procurar onde tenha e se da próxima vez que eu vier aqui ainda não tiver coca em garrafa de vidro, não volto mais, perdeu um freguês e ainda vou falar para a família e os amigos boicotarem seu estabelecimento. Afinal uma propaganda negativa atinge um público muito maior do que uma propaganda positiva.

Deu risada? Acha que não funciona? Pois bem, nós da FUNVERDE já fizemos muitos restaurantes pararem com a história de cerveja long neck, lata de alumínio. Dá trabalho, mas também é divertido. Exercitar a cidadania nunca fez mal para ninguém – exceto na época da ditadura, hahaha.

Garanto que se bancarmos os cidadãos eles mudam a produção rapidinho para garrafa retornável.

Gente, pelamordedeus, nós regulamos o mercado, nós podemos fazer uma fábrica prosperar ou quebrar, nós podemos tudo, como consumidores, mas temos que sair da frente da tv, parar de assistir novela e tomarmos conta do país, porque senão não dá, isso aqui já virou a casa da mãe joana. E alguém vai me dizer que está esperando o molusco bêbado fazer alguma coisa? Faz-me rir.

Esse cara da coca cola me irritou profundamente, porque o questionei sobre as pet e ele não teve competência para responder. Pior, disse que só vão voltar ao vidro se houver pressao por parte do ministério público, do governo … é isso aí.

Terminado o desabafo contra a coca cola – é isso aí – voltemos ao evento, que foi um sucesso total, nas duas cidades.

Abaixo, fotos do evento em Londrina.

Clique aqui para ouvir a matéria na CBN.

Sairam também materias no SBT, Globo, Rede TV e Record e mais outros rádios, jornais e tv, mas nem a todos temos acesso. Assim que conseguir os vídeos, posto aqui.

Então ficamos assim, vamos esperar 23 de fevereiro, porque o ministério está fazendo sua parte e nós temos que cobrar nossos direitos, mas com o dever de fiscalizar, atazanar a vida de nossos prefeitos para eles pararem de roubar nosso dinheiro sem fazer nada.

A França ficou verde

E nós aqui?

- Liberando os transgênicos;

- Plantando cana na amazônia;

- Achando que gestão de resíduos é perfumaria – serra -;

- Tranformando floresta em plantação de cana, soja, pasto para gado;

- Tacando fogo nas florestas e assim aumentando a emissão de CO2;

- Ninguém reciclando, desperdício de água, desperdício de tudo …

- Nem se tocando de que 20% do consumo de energia de uma casa vem das lâmpadas e que se as fábricas de lâmpadas incandescentes fossem banidas, aumentaríamos a eficiência energética sem precisar construir mais usinas;

- Aumentando o número madeireiras ilegais … como sempre estamos deitados eternamente em berço explêndido, na contramão do mundo.

 anuentersteens

O blog do Jorge Cordeiro, O Escriba, chama atenção para o surpreendente pacote verde ambicioso lançado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. O plano francês é abrangente. Seus principais pontos são:- Redução de 20% a 30% das emissões de gases do efeito estufa até 2020;- Garantir que 20% da energia produzida no país seja obtida por fontes renováveis até 2020;- Incentivo a programas de eficiência energética para reduzir em 20% o consumo de energia (basicamente no transporte e nos prédios públicos;

- Suspender a construção de novas estradas e aeroportos no país;

- Abolir as lâmpadas incandescentes até 2010;

- Suspensão do cultivo comercial de transgênicos no país;

- Redução de 50% no uso de pesticidas em 10 anos;

- Aumentar de 2% para 6% a área agrícola destinada a produtos orgânicos;

- Banir a importação de madeira extraída de maneira ilegal;

- Apoiar o fim da pesca de arrasto no fundo do mar;

- Apoiar a criação de áreas marinhas protegidas.Sarkozy, eleito com um discurso conservador, está se saindo um conservacionista. É um belo exemplo. Principalmente se o plano for mesmo viável.

Ilha de Wight pode ser a primeira totalmente ecológica da Europa

captainadventure 

Globo online

A administração municipal da Ilha de Wight, ao sul da Inglaterra, caracterizada pela força dos ventos e das marés, quer transformá-la em totalmente dependente de energias renováveis.

Segundo projeto publicado nesta sexta (02) pelo jornal “The Guardian”, a ilha se propõe a utilizar a energia gerada com os excrementos das 5.500 vacas do rebanho local para mover ônibus. Já a energia produzida pelas marés poderia ser exportada para o resto da Inglaterra.

Entre outras idéias estudadas, de acordo com o jornal, está a de oferecer energia de graça a todos os veículos motorizados e estimular o uso de bicicleta e charretes. Existem planos para encorajar os turistas a deixar o carro em casa e utilizar os transportes públicos da ilha.

O Prefeitura de Wight entrou em contato com o arquiteto Terry Farrell (que está ajudando a construir na China a maior cidade ecológica do mundo) e com a Universidade de Southampton, que pesquisa o potencial energético da ilha.

Segundo as autoridades locais, a conversão ecológica da ilha é a melhor maneira de estimular uma economia como a de Wight, dominada pelo turismo e pelo esporte de vela.

Mais da metade da ilha é considerada como de beleza natural extraordinária. O litoral é muito protegido e as águas são limpas.

Apesar desses atrativos indubitáveis, os salários de Wight são os segundos mais baixos de todo o país. Quase metade dos 130.000 habitantes tem mais de 50 anos.

“Estamos em posição muito boa para nos convertermos na ilha mais verde da Europa”, diz o principal administrador local, Joe Duckworth.

“Poderíamos ser grandes exportadores de energia maremotora. A tecnologia já existe, há dinheiro para financiá-la, e todo mundo está desejando”, afirma Duckworth.

Parabéns à cidade de Piracicaba – SP

Finalmente um prefeito que teve coragem de peitar o serra e mostrar que se preocupa com o futuro da humanidade.

Parabéns ao prefeito Barjas Negri que sancionou a lei e ao vereador Capitão Gomes, que propôs a lei.

É bom que o serra se prepare, porque o Sebastião Almeida vai dar o troco. Espero que o Sebastião derrube este veto imbecil ainda em novembro, porque se o governador não faz nada para livrar o estado dele do lixo, tem quem esteja preocupado, a exemplo do deputado Sebastião Almeida e de vários vereadores do Estado de São Paulo, que estão propondo leis de obrigatoriedade de uso de sacolas oxi-biodegradáveis e retornáveis para suas cidades.

O serra poderia ter poupado um monte de dinheiro e sancionado a lei estadual, mas já que cometeu a imbecilidade de vetar, muitas cidades do estado estão tomando para si a responsabilidade de resolver o problema das malditas sacolas de plástico convencional.

Isso parece coisa do debiloide do bush, que não apoia iniciativas de conter as emissões de gases de efeito estufa, mas estados e cidades americanas estão resolvendo estado a estado, cidade a cidade.

A parte boa do veto do serra foi a mídia ter acordado para um problema gigantesco, que é a gestão – ou a falta da gestão – dos resíduos sólidos no país.

Quando ele chamou o problema dos plásticos de perfumaria, ele acordou milhões de pessoas, que estavam cegos para esse problema, apesar de que cada dia mais e mais lixões e aterros são construidos, eles estão fora dos olhos dos consumidores e, como diz aquele ditado, o que o olhos não vêem …

Se ele tivesse, como um bom administrador preocupado com o presente e o futuro dos habitantes do seu estado, simplesmente sancionado esta lei de responsabilidade ambiental, a mídia não teria despertado a população para este grande problema e feito pipocar leis de obrigatoriedade de uso do plástico oxi-biodegradável e sacolas retornáveis em todo o país. Parabéns serra, sua estupidez fez bem ao mundo.

Ainda bem que para cada governador panaca, tem deputados e vereadores preocupados.

Para um show de lei, um show de fogos de artifício para comemorar.

 

Gazeta de Piracicaba de 30 de outubro de 2007 

Página Verde – Lei da ‘sacolinha’

Barjas contraria Serra e sanciona lei das sacolas oxi-biodegradáveis

LUCIANA CARNEVALE

Ao contrário do que aconteceu com o deputado estadual Sebastião Almeida (PT), que teve vetado pelo governador José Serra (PSDB) o projeto de lei, de sua autoria, que trata sobre a substituições das chamadas ‘sacolinhas’ plásticas convencionais, em supermercados, armazéns e empórios, por embalagens oxi-biodegradáveis, em Piracicaba a proposta foi sancionada como lei pelo prefeito Barjas Negri (PSDB). Assinado pelo vereador Capitão Gomes (PP), parlamentar aliado à atual administração, o projeto, agora legislação municipal, passa a ser incorporado ao Código de Posturas. Embora já tenha sido assinado pelo chefe do Executivo, a lei não passa a valer nesse momento.

Os estabelecimentos comerciais terão prazo até 1º de dezembro de 2008 para se adequarem aos dispositivos da mudança.

A nova embalagem, denominada de oxi-biodegradável, será diferenciada da sacola tradicional por apresentar degradação inicial por oxidação acelerada por meio de luz e calor. A sacola moderna terá capacidade de ser biodegradada por microorganismos, desde que os resíduos finais não sejam ecotóxicos ou danosos ao meio ambiente.

De acordo com a nova lei, os lojistas que não trocarem as sacolas convencionais pelas ecologicamente corretas a partir de 2 de dezembro do ano que vem, serão alvo de multa cujo valor será definido a partir do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas, que mede a inflação do País anualmente. Quem não se atualizar às modificações, mesmo com a multa, será punido com a cobrança de 100% do valor previsto anteriormente. A aplicação da multa, segundo o Código de Posturas, não desobriga o infrator a cumprir as exigências da lei.

Nos bastidores

 

A sanção do projeto das sacolas oxi-biodegradáveis, por Barjas, deve, curiosamente, repercutir muito na Assembléia Legislativa. Para começar, o deputado Sebastião Almeida deve argumentar ao governador que, como os textos assinados por ele e pelo vereador Capitão Gomes são semelhantes, não haveria motivos para que o veto seja mantido pelo plenário da Casa.

A assessoria do parlamentar ressalta, ainda, que o petista deverá justificar a queda do veto ao explicar que sendo tucano como Barjas, Serra teoricamente teria de pensar e agir seguindo a mesma linha política. Almeida defende que o projeto das sacolas seja mantido intacto pela Assembléia, ou seja, de preferência sem emendas.

Sacolas plásticas serão substituídas nos supermercados

*TreMichLan*

NOTA DEZ para a promotora pela descoberta do problema e a iniciativa de resolver esta encrenca e NOTA ZERO pela solução encontrada.

É isto que dá a promotora não estar bem assessorada.

Alguém deveria informar a ela da pegada ambiental da sacola de papel.

Em um mundo, em que terra fértil está virando raridade, plantar sacola não dá, né dona promotora.

Que a senhora estimule o uso de sacolas retornáveis ou de plástico oxi-biodegradável.

Porque oxi-biodegradável, lá vamos nós novamente explicar.

A matriz energética do mundo depende do petróleo, que ainda tem muitos anos para alterada.

A cada barril de petróleo refinado, sobra uma parcela de NAFTA, matéria prima do plástico.

Se essa nafta não for transformada para as sacolas, ela será queimada, produzindo diretamente CO2, sem ao menos ter utilidade e obrigando o plantio de matéria prima para outros tipos de sacolas.

Mas, claro, estas sacolas demoram até 500 anos para se decompor, então, vem o pulo do gato, a tecnologia de oxi-biodegradabilidade, que faz com que estas sacolas em aproximadamente 18 meses, se decomponha.

Mais explicações, leia na subpágina porque plástico oxi-biodegradável.

O barriga verde, de 30 de Outubro de 2007

Em São Francisco do Sul, MPSC recomenda substituição de sacolas plásticas pelas de papel

A Promotora de Justiça Simone Cristina Schultz quer que a Associação Comercial e Empresarial de São Francisco do Sul conscientize os comerciantes do município a substituir as sacolas plásticas pelas de papel.

A recomendação foi expedida no dia 15 de outubro de 2007. “As sacolas de plásticos utilizadas pelo comércio local, principalmente por supermercados, tornaram-se vilãs do meio ambiente”, argumenta a Promotora de Justiça.

Estudos mostram que as sacolas plásticas, resultado de um composto de resinas sintéticas extraídas do petróleo, levam cerca de três séculos para desintegrarem-se completamente.

Já a decomposição do papel é bem mais rápida, de três a seis meses.

“A conscientização da sociedade quanto ao uso das sacolas plásticas está ocorrendo em muitos países. Desejamos um desenvolvimento sustentável para garantir o meio ambiente equilibrado às futuras gerações”, sustenta a Promotora de Justiça.

Você é o exemplo de alguém

Lembre-se deste vídeo ao jogar lixo pela janela do carro, não reciclar, desperdiçar água, jogar óleo usado na pia, enfim, fazer tudo o que você faz hoje, que é desperdiçar recursos naturais sem pensar no futuro.

O que a criança vê, a criança faz, repete os gestos do seu herói, do seu exemplo, que é você.

Se você não ensinar aos seus descendentes a serem seres ambientalmente corretos, que futuro você espera para o planeta?

Sacos ecológicos

 

Gazeta de piracicaba de 23 de outubro de 2007

Projeto do capitão Gomes aguarda sinal verde ou vermelho de Barjas

LUCIANA CARNEVALE

Está nas mãos do prefeito Barjas Negri (PSDB), pronto para ser sancionado, ou vetado, o projeto de lei de autoria do vereador Capitão Gomes (PP), protocolado na Câmara no último mês de maio e aprovado recentemente em plenário, que trata sobre a substituição das chamadas ‘sacolinhas’ plásticas convencionais, bastante utilizadas em super, hipermercados, armazéns, padarias e até em empórios, por embalagens biodegradáveis. O novo material acarretaria num aumento aproximado de cerca de 40% dos custos de um estabelecimento, mas o comércio ganharia muito, segundo Capitão, em termos ambientais. “Enquanto a ‘sacolinha’ dura mais de um século para se degradar, a nova seria extinta na natureza em no máximo 18 meses”, argumenta.

Apesar da ponderação ecologicamente correta, a palavra final do chefe do Executivo, que não foi localizado ontem (22), pela Gazeta, é aguardada com ansiedade. Isso porque o governador José Serra, tucano a exemplo de Barjas, vetou projeto assinado pelo deputado estadual, Sebastião Almeida (PT), que também sugere a implantação das sacolas plásticas biodegradáveis. Os textos dos projetos são muito semelhantes.

O detalhe é que, apesar de integrarem os mesmos partidos, Serra e Barjas poderiam adotar atitudes distintas. Enquanto Serra rechaça a propositura do parlamentar petista, a partir de documento emitido pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano, ex-aluno da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), que alega que o plástico modificado continuaria contaminando o ecossistema, o prefeito de Piracicaba teria de analisar o veto a projeto de um vereador aliado. Politicamente, é o que se chama de ‘segurar uma batata quente nas mãos’.

Se de um lado Almeida articula a derrubada do veto ao seu projeto, na Assembléia – a Gazeta apurou que é raríssimo isso ocorrer – Capitão usa ‘armas’ técnicas e científicas para defender sua tese. Amparado por pareceres favoráveis das comissões permanentes da Câmara, por técnicos da Bioagri e pelo pesquisador Carlos Cerri, o pepista pretende aguardar a decisão de Barjas antes de se posicionar.

“Se o prefeito vetar o projeto, vou procurar explicar a ele o que pretendo”, observa. “Aproximadamente 56% do lixo plástico é formado por embalagens usadas. Três quartos disso é proveniente do uso doméstico e 80% do um bilhão de sacolas de compras produzidas e distribuídas por mês, no Brasil, viram sacos para lixo caseiro. Esse material vai para os aterros sanitários, deteriorando a natureza. As sacolas biodegradáveis, ao contrário, reduzem a poluição ambiental. É o que pretendo ponderar”, salienta Capitão.

Situação local

Estudo apurado pela Gazeta mostra que, em Piracicaba, de um total de 300 toneladas de resíduos coletados diariamente, 45 toneladas são de plástico que poderiam ser reciclados. As ‘sacolinhas’ de supermercado integram até 10% desse montante.

A volta das sacolas de pano

Enquanto Piracicaba espera por uma decisão de Barjas, a Prefeitura da cidade gaúcha de Lajeado, distante uma hora e meia da capital Porto Alegre (RS), com uma população de 67 mil habitantes, optou por uma atitude radical. Sacola de plástico, por lá, nem pensar. A moda, segundo Joseline Manfroi, coordenadora do Centro de Educação Ambiental do município, pelo menos por lá, é a utilização de sacolas feitas à base de algodão natural cru, com estampa em tom verde. Cansada de visualizar um verdadeiro ‘véu branco’, formado pela concentração de ‘sacolinhas’ no aterro sanitário local, Joseline, que falou ontem à Gazeta, disse que a Prefeitura decidiu agir para evitar um mal maior. “Em média, cada pessoa usava duas sacolas de plástico por dia, num total de 60 mensais. Multiplicado ao número de habitantes, o consumo girava em torno de 4.020.000 de sacolas. Um exagero”, salienta. “Não era possível mais admitir o uso de um produto derivado do petróleo, combustível fóssil, que tanto colabora para o aquecimento global”, explica a coordenadora.

Com o apoio de empresas, a Prefeitura de Lajeado produziu, inicialmente, oito mil unidades da sacola de mudou a cultura das pessoas e virou sucesso entre jovens e até entre idosos pelo estilo. Cerca de 7,5 mil foram distribuídas. Para ganhar a sua, a pessoa teria de apresentar, em troca, um quilo de alimento não-perecível.

As companhias que apoiaram a iniciativa tiveram seus logotipos estampados gratuitamente no verso das sacolas, que se transformaram, para muita gente, em bolsas próprias para um passeio no shopping ou passaram a ser consideradas perfeitas para a balada do final de semana. A idéia foi tão bem aceita que caiu, também, nas graças da iniciativa privada.

Joseline conta que alguns supermercados realizam promoções. Por exemplo: quem voltar a comprar na loja, com a sacola, recebe um cupom que dá direito à pessoa concorrer a um carro zero quilômetro.

Será que o serra se arrependeu de ter vetado a lei dos oxi-biodegradáveis?

A plastivida anda distribuindo o artigo do xico graziano aconselhando o serra a vetar a lei de utilização de oxi-biodegradáveis, para os usuários de pástico oxi como se fosse um laudo de alguma autoridade máxima em oxi-biodegradabilidade.

O que eles não colocam é a carta em que o xico se retratou e que estou postando abaixo.

O que está me divertindo muito é que as empresas que utilizam a tecnologia de oxi-biodegradabilidade por causa do projeto sacolas ecológicas estão enviando este comunicado da plastivida para nós, indignados com a cara de pau destes bandidos pagos pelas petroquímicas.

Pobre serra, será que ele se arrependeu de ter vetado a lei, que poderia ajudar a solucionar o grave problema de lixo de sampa?

fabbriciuse

cenz

the_ml

   

Tem um post e uma subpágina com o questionamento ao xico e esta mesma carta.

Se quiser entender o imbróglio todo, leia a subpágina ou o post.

Clique na imagem para ler em tamanho maior.

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