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Calçadas permeáveis – uma solução contra as enchentes

Calçadas permeáveis – uma solução contra as enchentes

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As águas de março estão chegando mais cedo – e trazendo muitos problemas para quem mora na cidade. A grande quantidade de concreto, asfalto e rios canalizados dificulta o escoamento de todo aquele volume trazido pelas chuvas de verão, e o resultado não poderia ser outro: enchente, e todos problemas que vem junto com ela.

O Living Design acredita que, como cidadãos, devemos fazer o possível para deixar o local onde moramos mais agradável para se viver. Por isso, já que aqui em São Paulo nós somos responsáveis pela calçada em frente à nossas casas (ou comércios), por que não adotar uma medida sustentável para diminuir um pouco a quantidade de solos impermeáveis que temos por aqui?

Uma solução são os blocos de concreto permeáveis, uma tecnologia que já está disponível no Brasil. Eles podem ser encontrados facilmente nas grandes lojas de materiais de construção, seu preço é acessível e existem uma série de modelos para facilitar a adequação estética.

Abaixo,  o artigo do arquiteto e secretário executivo da BlocoBrasil (Associação Brasileira dos Fabricantes de Blocos de Concreto), Carlos Alberto Tauil, explica mais sobre os blocos de concreto permeáveis, e ainda sugere maneiras alternativas para o combate às enchentes. Confira:

Contra as enchentes, calçadas e praças com pisos permeáveis

“As enchentes que afetaram a vida dos paulistanos e de muitos brasileiros de diversos estados neste início de dezembro certamente se repetirão, se não forem tomadas providências estruturais para evitá-las. Entre outros fatores, os especialistas sabem que a crescente impermeabilização da cidade, com calçadas, praças e áreas internas de condomínios e casas tendo cada vez mais reduzidas suas áreas permeáveis (jardins, estacionamentos, pontos de passagem etc.), soma-se ao fato de que mais ruas são asfaltadas e os córregos canalizados. Como conseqüência, um volume maior de água vai para os córregos que, devido à canalização, também encaminham essa quantidade muito maior de água e em maior velocidade e ao mesmo tempo aos grandes rios – Tietê e Pinheiros, no caso de São Paulo -, tornando as enchentes, muitas vezes, uma tragédia praticamente inevitável.

A prefeitura paulistana lançou neste mês de novembro um decreto (49.544/09) que busca a padronização e a reforma de calçadas em cerca de 600 km de rotas estratégicas da capital paulista e propõe a construção de 350 km de calçadas novas. Serão cerca de 300 ruas e avenidas a serem reformadas pela prefeitura, sob a orientação das secretarias municipais das Subprefeituras e da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. A relação de calçadas divulgada pela prefeitura é resultado do Plano Emergencial de Calçadas (PEC), criado pela 14.675, de autoria da vereadora paulistana Mara Gabrilli. De acordo com  a prefeitura de São Paulo, em 2005, com a publicação do decreto 45.904, que regulamenta o Programa Passeio Livre, a cidade passou a priorizar a acessibilidade e definiu os materiais permitidos para as reformas que são: o concreto moldado in loco, os blocos de concreto intertravado, as placas pré-moldadas de concreto e o ladrilho hidráulico. O decreto prevê ainda a readequação do mobiliário urbano, melhorando a drenagem e a livre circulação de pedestres

Toda essa preocupação da prefeitura paulistana com a acessibilidade e a mobilidade urbana, que devem ser bem propiciadas pelas calçadas, é muito correta. Mas tanto a prefeitura quanto os empreendedores privados do mercado imobiliário, proprietários de imóveis comerciais, industriais e outros e síndicos de condomínios e proprietários de residências unifamiliares devem pensar em alternativas para aumentar a permeabilidade de nossas calçadas, praças e demais áreas que hoje estão sendo impermeabilizadas com concreto ou asfalto. Já existem no mercado brasileiros pisos intertravados de concreto com coeficiente de permeabilidade bastante elevado e que ajuda a infiltrar a água no solo, diminuindo bastante o volume de água que é conduzido aos córregos (canalizados ou não) e, por sua vez, destes aos grandes rios de nossas metrópoles.

Os pisos intertravados de concreto permeáveis unem em um só produto um conjunto de qualidades que os recomendam ao administradores públicos e privados, contratantes e especificadores (arquitetos, paisagistas, engenheiros) de obras de calçadas, praças e pavimentos internos de condomínios comerciais e residenciais: oferecem alternativas estéticas (cores e formas) que permitem projetar com beleza, obedecem a padrões de qualidade elevados e têm custo acessível, comparado a outras soluções. Representam portanto alternativa eficaz contra a impermeabilização do solo urbano e devem cada vez mais constar das possibilidades de uso em normas legais das cidades brasileiras.”

Em Maringá, existe uma norma de que exige que as calçadas sejam feitas destes blocos intertravados de concreto, que aqui chamamos de paver, mas infelizmente não vemos os fiscais da prefeitura cobrando esta obrigatoriedade, o que é uma pena, porque a cidade está ficando totalmente impermeabilizada. É o caso da lei ou norma ser boa mas se não houver fiscalização o benefício é nulo.

Este tipo de piso favorece o escoamento da água da chuva que recarrega o lençol freático.

Quando falamos em valores, inicialmente o preço deste piso é um pouco mais caro, mas na hora de dar manutenção não se tem que quebrar nada para refazê-lo, é só retirar e recolocar os pavers e assim o preço do investimento é recuperado.

Voltemos ao exemplo de Maringá que tem mais de 130 mil árvores. Quando existe problema com raizes, normalmente tem que se quebrar e refazer a calçada totalmente e refazê-la e e no caso dos pavers é só se retirar o paver, acertar o que estiver errado e recolocar este paver, tendo o custo só de mão de obra.

Temos em algum lugar perdido aqui na fundação um manual de colocação de paver, passo a passo. Quando encontrarmos iremos postar.

Vereadores, prefeitos, deputados e governadores. Está aí uma boa norma ou lei para se aplicar em suas cidades e estados. Uma boa forma de se prevenir enchentes e garantir a água pela infiltação da chuva no lençol freático.

Mudar o mundo é fácil.

As melhores idéias são as mais simples.

Criem leis para regulamentar o caos em que se encontra nossa civilização.

Fonte – Living Design

Foto - Living Design

A última pérola do Jornalista Edson Lima, agora sobre a invasão das calçadas pelo comércio

 

Da coluna do Edson Lima, no jornal O Diário do Norte do Paraná dia 3 de setembro de 2009:

“Absurdo – Como pode, em apenas um mês, 1,5 mil comerciantes serem notificados porque não cumprem a lei das calçadas?”

“Perda – Eles podem usar 25% da calçada para expor seus produtos, mas, como está, até isso podem perder. Vão ter prejuízos enormes, se nada puderem mostrar fora da loja.”

Maringá, como muitas cidades, vive uma situação que até pouco tempo era raro, o comerciante está cada dia utilizando mais e mais as calçadas para expor suas mercadorias.

Acompanhe os post anteriores em http://funverde.wordpress.com/2008/02/03/porque-tenho-a-sensacao-de-morar-no-paraguai-parte-i/ e

 http://funverde.wordpress.com/2009/03/16/maringa-pr-promotoria-do-meio-ambiente-quer-desocupacao-das-calcadas/ e

http://funverde.wordpress.com/2009/02/11/maringa-cidade-infernal/ e

http://funverde.wordpress.com/2009/03/17/a-calcada-nao-pertence-mais-ao-pedestre/

Desde que a fiscalização finalmente começou a mostrar serviço no segundo semestre de 2009 - com muitos anos de atraso, devemos salientar – o pedestre finalmente pode começar a transitar livremente pelas calçadas da cidade e pensamos que o problema finalmente havia sido resolvido, afinal, faz anos que ligamos para a prefeitura, ligamos para a ouvidoria, ligamos para a fiscalização, demos várias entrevistas sobre o assunto e postamos matérias com fotos na página.

Daí vem o colunista do principal jornal da cidade falar as besteiras acima. Mas é uma brincadeira de mau gosto mesmo. O que motiva este sujeito a desrespeitar o pedestre deste jeito? Edson, a calçada pertence ao pedestre e somente ao pedestre.

A CALÇADA NÃO PODE SER USADA para expor mercadorias, banners, totens, venda de mercadorias paraguaias, caixas de som com propagandas das lojas e suas músicas imbecis nos ensurdecendo, pessoas ficarem distribuindo folders que serão descartados daqui a cinco metros no chão para depois ter que gastar dinheiro público para os garis varrerem a sujeira, pessoas perseguindo outras para oferecerem empréstimos, locutores berrando chamando o comprador.

A CALÇADA NÃO PODE SER  pintada de cor diferente, colar propaganda no chão, despejar papel picado que depois irá parar nos rios, pendurar arcos com balões, bandeirolas, tudo o que acontecia na cidade.

O comerciante não pode usar os 25% da calçada, porque a lei maior é a federal, esta lei a que você deve estar se referindo foi uma lei muito imbecil que a vereadora Edith Dias, na gestão passada,  fez para beneficiar o comércio em detrimento ao pedestre e já há anos estamos tentando derrubar esta lei.

Quando a loja se estabeleceu no local,  ela deve ter calculado qual a área necessária para sua instalação e a calçada JAMAIS deve ser contada neste cálculo. Por que você diz que ele terá prejuízo? Se ninguém estiver usando a calçada, todas as lojas terão uma concorrência justa, o comerciante deve investir sim, em vitrine para chamar o consumidor mas jamais botar um locutor para berrar em nossos ouvidos.

Edson, olhe as fotos acima, é disso que você gosta, você acha lindas e maravilhosas as cenas acima? Você gosta de caminhar no meio deste caos?

São atitudes assim que levaram a humanida a ficar estagnada, temos que mudar e mudar para melhor, tornarmo-nos mais civilizados e você que assina uma coluna no jornal, deveria dar o bom exemplo e não ficar falando estas besteiras.

Nunca, jamais, o interesse de um empresário pode estar acima dos interesses da coletividade, leia, aprenda e evolua.

O zebrão é uma anta

Mas ao menos temos um consolo, ao contrário da lula lelé que é a anta do diogo, pelo menos o zebrão não é nossa anta graças à mãe terra, porque não votamos nele.

No PROJETO CIDADE LIMPA FUNVERDE, um muitos dos tópicos para ordenar a cidade é o desaparecimento da vaga exclusiva de estacionamento em frente às farmácias, afinal, farmácia hoje mais parece shopping center, você compra de revista pornográfica até azeite importado, de cerveja gelada até chinelo de dedo, de pão até celular, não tem nenhuma semelhança com as farmácias de antigamente, onde você comprava remédios, media a pressão arterial e tinha outros serviços relacionados à saúde.

Em Maringá tem quadra com até 5 farmácias, então imagine quantas vagas do cidadão estão sendo usadas por elas enquanto o motorista fica gastando combustível procurando vaga para estacionar, um absurdo.

Já há algum tempo estamos lendo sobre o projeto de lei dele autorizando reserva de vaga para estacionamento de veículos em frente às farmácias, mas imaginamos que ele soubesse que era uma lei ilegal e inconstitucional e que ele não continuaria com este projeto estúpido, que beneficia um ramo do comercio em detrimento a todos os outros. E se por acaso amanhã, sorveteria quiser vaga exclusiva? Se existe lei para um tipo de comércio, todos os outros também podem requerer esta regalia. Uia, mas não é que superestimamos a inteligência o homem? Ele continuou com este projeto debilóide e no dia 19 de maio o projeto chegou a entrar em pauta na sessão ordinária – adoramos a palavra ORDINÁRIA porque também pode descrever o caráter da turma do amém -.

Ainda bem que este projeto que beneficia as farmácias foi retirado de pauta, pelo menos por enquanto.

As farmácias de Maringá já cortam todas as árvores em frente para aparecer o letreiro, emporcalham as calçadas com papel picado, penduram de balão a bandeirola nas árvores, pintam e adesivam as calçadas, colocam mercadorias expostas nas calçadas atrapalhando o pedestre, colocam caixas de som na calçada para deixar qualquer pedestre surdo, essas farmácias farmácias precisam de lei para parar de poluir a cidade e não para beneficiá-las, porque a anta do zebrão não faz uma lei dessas, que beneficie a população que o elegeu ao invés de fazer uma lei que beneficie os poluidores? Zebrão, você foi eleito para fazer leis para a população, quando é que você irá começar a exercer o papel para qual foi eleito?

O que não entendemos é que a anta sabia que o projeto seria retirado de pauta, porque já teve até parecer contrário da assessoria jurídica da câmara, então porque continuar com este projeto? Respondemos. Para aparecer na mídia, mesmo que seja para aparecer com uma lei inútil. Quer aparecer? Então pendure uma melancia no pescoço que terá o mesmo efeito, mas pelo menos não irá prejudicar a população.

Estamos de olho.

Lançamento do Projeto Canto das Ervas neste domingo

Quando o arquiteto Jorge Macedo Vieira projetou Maringá, desenhou três áreas  ecológicas localizadas no perímetro urbano, duas delas propositadamente foram desenhadas em forma de pulmão, que são o Parque do Ingá e do Bosque II, para mostrar às gerações futuras a vegetação original existente na região e servir como pulmões da cidade. A terceira área é o Horto Florestal que você pode visualizar no Google Earth.

Além dessas três áreas, a cidade conta ainda com mais 14 bosques, totalizando 17  áreas verdes dentro da cidade, com mais de 100 alqueires de matas nativas que, somadas às mais de 130 mil árvores das ruas, praças e avenidas, proporcionam 26,65 m2 de área verde por habitante.

Hoje o entorno destas essas duas áreas servem de local de caminhada para os maringaenses, mas existe um espaço perdido entre a cerca e a pista de caminhada que é feita de concreto.

Foi dai nasceu o projeto Canto das Ervas, que pretende plantar ervas aromáticas nesse espaço perdido, pois Maringá conta com mais de 1.200 condomínios verticais, as pessoas que moram em apartamentos não tem mais espaço para sua horta e quem mora em casa acaba pavimentando todo o solo em que poderia cultivar uma horta, um pomar, um jardim, enfim, ninguém mais lembra do cheiro da hortelã, da salsinha, da camomila colhidos na hora.

Clique nas imagens para ver em tamanho maior o mapa do local do plantio neste domingo.

A Funverde lançará neste domingo, 5 de abril de 2009, às nove horas da manhã o Projeto Canto das Ervas.

Durante o lançamento, haverá o plantio de 300 mudas de ervas aromáticas no entorno do Bosque II, na Avenida Nóbrega esquina com Avenida JK.

A FUNVERDE completa 10 anos em 19 de maio de 2009 e como o objetivo é a preservação e recuperação ambiental e o bem estar da humanidade, a conscientização da população em relação à importância do consumo sustentável, nada melhor do que plantar ervas aromáticas para as pessoas compartilharem.

O projeto Canto das Ervas foi criado para chamar a atenção da população para a necessidade de se resgatar hábitos saudáveis. Antigamente, tínhamos o habito de ir até a horta para colher ervas para tempero ou para chá. Hoje, compramos as ervas nas feiras e supermercados, sem muitas vezes saber como elas são cultivadas ou para que servem. Com este projeto estamos trazendo de volta uma qualidade de vida que não temos mais, proporcionando o contato das pessoas com a terra.

A vida moderna está distanciando o homem da natureza. Já não olhamos mais para o céu para ver a beleza das estrelas, não olhamos mais para o chão para contemplar a beleza das flores, estamos vivendo uma vida insegura ou cercada de tanta segurança que não há espaço para a natureza. O ambiente passou a ser algo estranho para muitos indivíduos.

O Projeto Canto das Ervas vai proporcionar bem estar físico e mental às pessoas, resgatando o conhecimento que um dia foi de nossas avós. Era normal, para as gerações antigas, o preparo de chás e remédios homeopáticos. As pessoas sabiam a utilidade de cada erva aromática. Queremos trazer de volta a lembrança de nossa infância com os aromas e sabores.

O projeto Canto das Ervas será sempre desenvolvido em locais públicos, para que toda a comunidade seja beneficiada. Sem barreiras, pois a terra pertence a todos e todos devem usufruir dela.

O projeto tem apoio o apoio da Viapar e da Prefeitura Municipal de Maringá. As plantas serão regadas uma vez por semana e ficarão à disposição da população para serem recolhidas, naturalmente, depois de formadas.

Brevemente, o site terá uma página com mais mais detalhes sobre as plantas. É importante que a população saiba para que servem as plantas e como tirar o melhor proveito delas.

Outro objetivo do projeto é estimular as pessoas a criarem seus próprios Cantos de Ervas em suas casas.

Venha participar do lançamento de mais este projeto da FUNVERDE.

Você está convidado a participar deste plantio de ervas aromáticas junto conosco.

O caos urbano

Está cada dia mais difícil para o pedestre se locomover em nossa cidade, veja as fotos abaixo, que são da Avenida João Paulino Vieira Filho.

Para podermos passar pela calçada tivemos que ir empurrando as caixas de lixo que deixaram na calçada, um nojo, mas melhor do que arriscar a ser atropelado na movimentada avenida.

O que está faltando para a população é gentileza, cuidado com o próximo, porque se os idiotas que jogam lixo em todos os lugares pensassem que estão atrapalhando os outros, as cidades não estariam este caos absoluto.

Você estaciona e logo vê o que terá que enfrentar para andar na calçada,isso  já tira o humor de qualquer um.

Olhe o espaço ocupado pelo tapume da construção, mal e porcamente dá para passar por causa dos postes. Fiscais, saiam para as ruas, multem, tirem a bunda das cadeiras na prefeitura e façam seu trabalho nas ruas, vocês são pagos para isso.

Veja que nojeira e não adianta dizer que a culpada é a prefeitura que não limpa, porque culpados sãos os porcos que jogam tudo no meio da rua, como se tivessem um séquito de escravos para limpar tudo por eles.

Mesmo que a prefeitura deixe um gari por quadra, eles terão trabalho o dia inteiro, porque a população é porca. Será que esses imundos jogam o lixo dentro de suas casas também?

Neste local para passarmos, tivemos que tirar as caixas que estavam em cima da calçada, porque as lixeiras ficaram cheias e eles também tomaram o espaço total da calçada, pena que tiramos as fotos depois de remover as caixas que como você pode ver, estão no canto esquerdo inferior.

E o que dizer destes motoristas porcos imundos que para não sujar seus preciosos automóveis jogam tudo pela janela, veja a imundície do canteiro central.

Por isso somos a favor do monitoramento com câmeras por toda a cidade, para se poder multar por cada bituca de cigarro, por cada papel amassado, cada garrafa de cerveja ou refrigerante que esses nojentos jogam nas ruas.

Dá vergonha da falta de educação da população. É tão bom andar em lugar limpo, organizado, mas depende de nós manter nossa cidade assim, coisa que estes animais não entendem, por isso, multa neles, que é a única coisa que funciona.

A calçada não pertence mais ao pedestre

Já não basta esta poluição visual nas calçadas dos totens, cones – que diabos este cone está fazendo em cima da calçada? – mercadorias expostas, enormes letreiros, ainda vem este carro do correio e estaciona em cima da calçada, parece até brincadeira, de que servem as leis se ninguém as cumpre?

Veja que tem espaço de sobra para o carteiro espertinho estacionar na rua e mesmo se não tivesse, que ele estacionasse mais longe, mas não … lá vem a lei de gerson, todos querem tomar vantagem em tudo e o pedestre … bem, o pedestre que se @#$!&*%.

Sabemos que no país tem por volta de 190 milhões de habitantes e aproximadamente 165 milhões destes habitantes estão morando nas cidades. Com o aumento da população urbana e a falta de civilidade, gentileza, educação, a perda das origens ocasiona o que está ocorrendo em todas as cidades do país, o caos se instaurou, juntando a criminalidade à falta de bom senso e a lei de gerson, as cidades vivem uma guerra urbana, é motorista xingando motorista, ninguém respeitando sinaleiros ou faixas de pedestres, motoqueiros e ciclistas na contramão e nas calçadas, estacionamento em local indevido, excesso de propaganda nas ruas …

Eis o motivo motivo da criação do PROJETO CIDADE LIMPA, obrigar as regras a serem cumpridas, criar leis que sejam compatíveis com este novo século para que as cidades se transformem em locais apraziveis, civilizados, onde possamos retornar a utilizar as praças nos finais de tarde, para diminuir o estress de se viver em uma cidade.

Não tem mais volta, temos que viver em cidades, então, façamos delas lugares em que desejemos viver.

Maringá – PR – promotoria do Meio Ambiente quer desocupação das calçadas

Gazeta do Povo JM online RPC de 06 de março de 2009

Propagandas, mesas de bares, entulho e tapumes atrapalham pedestres, principalmente os cadeirantes


A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente quer que a Prefeitura de Maringá determine a desocupação das calçadas ocupadas por propagandas, mesas de bares, entulhos e tapumes de construções espalhados pela cidade. De acordo com a promotoria, os responsáveis pelos estabelecimentos comercias, residências e construções estão usando os espaços de forma ilegal, impedido a circulação dos pedestres e, principalmente, dos portadores de deficiência física.

Segundo o promotor Ilecir Heckert, a calçada é um bem de uso comum e não pode ser explorada como propriedade privada. “Todo mundo tem o direito de ir e vir. Essas ocupações estão disseminadas por toda a cidade. Se um pedestre comum tem dificuldade para contornar uma construção cercada por tapumes sobre a calçada, imagine uma pessoa com deficiência física”, explica.

Heckert conta que o pedido para a desocupação já foi enviado à prefeitura, responsável pela fiscalização das calçadas. “O pedido formal foi enviado em dezembro do ano passado, mas até agora nada foi feito. Há uma lei municipal que permite ocupação de até um terço da calçada, mas muitos extrapolam este espaço. Além disso, a lei federal garante a acessibilidade. A calçada foi feita para a circulação de pessoas e não para acomodar propagandas, mesas ou entulhos”, diz.

Doutor Ilecir, na verdade, a lei municipal estipula o uso de 2/3 da calçada, porque nossos amados, adorados, competentes, honestos vereadores, sem interesse nenhum, sem nenhum estímulo financeiro, só pelo puro amor à cidade, fizeram o desfavor de alterar a lei de 1/3 para 2/3 e o que vemos agora é que quem está construindo avança ainda mais que isto, constroe escritórios para a venda de suas construções também avançando na calçada, enfim, Maringá está um caos e a população agora tem que andar de carro, estacionar dentro de shoppings, comprar dentro destes mesmos shoppings, para evitar andar nas calçadas.

Mas não é só isso, temos uma lei que permite que o comerciante exponha suas mercadorias na calçada – lei da vereadora Edith Dias – e o que vemos é de cama com colchão, bicicletas, geladeiras, TVs, máquinas de lavar roupa, louça, secadoras, araras com roupas, cestos com produtos, enfim, todos os produtos imagináveis ocupando as  calçadas, ainda temos caixas de som com barulho insuportável, locutores chamando os clientes para dentro das lojas, vendedores de produtos paraguaios, pessoas perseguindo os pedestres para emprestar dinheiro, a cada 5 passos gente distribuindo folders, mesas de bares ocupando quase toda a calçada sem deixar espaço para o pedestre.

Concluindo, nossa cidade é o paraguai (Paraguaios, estamos falando de Ciudad del Este).

Mas como a FUNVERDE não reclama sem ter projeto para resolver o objeto da reclamação, estamos há dois anos desenvolvendo o PROJETO CIDADE LIMPA.

A promotoria ainda aguarda um parecer da prefeitura. Caso não haja um posicionamento sobre o caso, o promotor alerta que tanto a administração municipal quanto os responsáveis pelas calçadas podem sofrer ação civil pública. “Teremos que tomar as medidas legais cabíveis. As calçadas não podem ser ocupadas de forma indiscriminada”, ressalta.

A analista de sistemas Ana Domingues, fundadora da ONG Funverde sofre para circular nas calçadas de Maringá. Entre os obstáculos estão os tapumes das construções, geladeiras das lojas de eletrodomésticos, mesas e cadeiras dos bares. “Está impossível se locomover na cidade”, diz.

Ana conta que o problema é antigo e desde 1999 a ONG vem lutando para reverter a situação, mas, de lá para cá, nada mudou. “O município aprova leis de ocupação das calçadas que vão contra a legislação federal. Calçada é do pedestre”, defende.

A prefeitura reconhece que existem abusos na cidade, mas garante que há fiscalização. Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura afirma que a lei municipal permite a ocupação de um terço das calçadas para uso do comércio e das construções, mas nem todos respeitam este limite. A prefeitura pede que os responsáveis pelos estabelecimentos respeitem os espaços destinados ao pedestre.

Deve ter alguma coisa errada, pois perguntamos na prefeitura e ficamos sabendo que o codigo de posturas diz que a ocupação tem que ser de 1/3 mas os vereadores mudaram a lei para 2/3.

Quanto à frase A prefeitura pede que os responsáveis pelos estabelecimentos respeitem os espaços destinados ao pedestre, eles devem estar brincando, porque a prefeitura não tem que pedir, tem que enviar os fiscais e multar pesadamente.

Segundo a assessoria, quem não obedece à lei é notificado e em caso de reincidência pode ser multado. O valor da multa depende do espaço ocupado. O menor valor é próximo de R$ 120.

Isso lá é multa? Multa tem que ter um valor tão alto que desincentive o infrator, com uma multa dessas não tem um bar ou comerciante que vá cumprir a lei. É só ver o bar ao lado do Banco do Brasil na Avenida Duque de Caxias, cada vez que passamos lá a calçada está tomada pelas mesas e cadeiras e todas as vezes ligamos para a fiscalização da prefeitura e jamais eles retiraram as mesas e cadeiras, então …

Fomos contatados por um jornalista do jornal Gazeta do Povo de Curitiba que disse que após ler no nosso blog sobre a ocupação irregular das calçadas em Maringá resolveu nos entrevistar sobre um dos nossos projetos, o PROJETO CIDADE LIMPA, uma série de normas a serem seguidas pelas cidades para podermos viver em um local menos caótico, visto que quase 90% da população do país é urbana.

Estamos levando o PROJETO CIDADE LIMPA para vários estados através de palestras para quais somos convidados por gestores interessados em ordenar a vida em sociedade e uma dessas mudanças é a ocupação desordenada das calçadas, dentre tantos outros problemas.

Estamos resgatando, neste projeto, o bem estar de viver em uma comunidade, porque as cidades estão crescendo tão rapidamente e com tão diferentes tipos de pessoas que estamos perdendo o básico da convivência, a aplicação da lei de gerson (levar vantagem em tudo) está tomando conta também das cidades, o comerciante pode tudo, o cidadão, o pedestre, nada pode.

Olhe abaixo e diga se não dá desânimo ao estar caminhando tranquilamente e ver esta barreira na sua frente, ainda mais que esta construção está avançando mais do que deveria, porque a lei já está errada, dando 2/3 da calçada para a construção, quando o correto seria a construção ou reforma ocupar apenas 1/3 da calçada.

Lembre-se, uma construção como esta da foto, não deve ser uma coisa rápida, teremos este visual por no mínimo dois anos.

Daí você chega perto e vê que a calçada está moída, acabada, intransitável. Porque esta construtora ao menos não se digna a deixar a minúscula faixa consertada? Porque não existe fiscalização, o pedestre que se exploda.

Leia mais em nossos posts sobre a ocupação de calçadas com a categoria ou tag PROJETO CIDADE LIMPA.

Maringá, cidade infernal para os pedestres II

Você ainda lembra desta foto abaixo? Veja do que se trata no post Maringá, cidade infernal para os pedestres.

Se você já tinha achado um absurdo a construtora tomar a calçada para construir escritório para vender apartamento, tomar o lugar do pedestre se locomover, deixar a calçada cheia de lixo e pensou que não tinha como piorar, você se enganou, veja o que fizeram uma semana depois daquelas fotos e daquele post.

Note que até as árvores ficaram para dentro do cercado.

Diga, sinceramente, se você for mãe ou pai de criança que ainda usa carrinho de bebê, se você tiver problema de locomoção ou simplesmente utilizar cadeira de rodas, você conseguiria passar neste 1 metro de calçada que deixaram?

Olhe mais de perto, está simplesmente intransitável.

Primeiro que este empresário usou mais calçada do que dispõe a lei, que diz que o empresário pode utilizar 2/3 da calçada – a calçada tem 4,5 m e então ele deveria deixar livres 1,5 m mas comeu meio metro do pedestre, guloso -, o que é um absurdo, pois originalmente a lei falava em 1/3, mas nossos adorados vereadores, como legítimos representantes das pessoas que transitam neste trecho apertadíssimo de uma rua movimentadíssima, fizeram, sem interesse escuso nenhum, o favor de mudar a lei para que nossos empresários socialmente responsáveis e geradores de empregos possam utilizar 2/3 da calçada durante o tempo que for necessário para a obra ser concluída, mesmo que se passem anos.

Parabéns vereadores, vocês nos enchem de orgulho, como sempre. Nós não desejamos o mal, nunca, mas todos que estão vivos estão sujeitos a se acidentarem, mesmo que seja durante uma pelada - para os leitores gringos, não é pornografia, pelada é jogo de futebol – e quando a mãe terra permite, todos também envelhecem, gerando dificuldades de locomoção, então, a título de experiencia, sem lhes desejar mal nenhum, estimados vereadores, seria interessante que todos vocês que votaram a favor desta lei de roubo de calçada pelo empresário lei passassem algum tempo em uma cadeira de rodas e tivessem que passar diariamente por este local ou qualquer outro local em construção em Maringá, que está do mesmíssimo jeito, para ver a cagada que vocês fizeram.

Nós reclamamos sim, pois somos pedestres, pagadores de impostos, mas também propomos soluções e a solução para este problema já faz parte do nosso PROJETO CIDADE LIMPA, porque como em Maringá, qualquer outra cidade do país está vivendo este caos, com mais de 80% da população do país  urbana, as cidades estão se transformando em lugares caóticos para se viver.

A solução é simples, a construção só pode avançar 1/3 da calçada e o construtor tem que reformar o resto do 2/3 para o pedestre se locomover, não deixar entulho na calçada, porque o construtor tem que lembrar que é lei federal, a calçada pertence ao pedestre, ele está tomando emprestado este pedaço de calçada por um determinado tempo. Empresário, quem está caminhando por esta calçada pode ser um comprador do que você estiver construindo, ou um ex-comprador, por causa da raiva que você está provocando nele, seja esperto, se não for por consciência, pense ao menos em seu bolso, trate bem seu possível futuro cliente.

No caso desta construção, em que a calçada tem 4,5 metros – medimos com trena – o empresário só deixou uma faixa de 1 metro, toda esburacada, impossível de se transitar. Ele poderia PELO MENOS ter arrumado este pedaço antes fazer a cerquinha para não prejudicar a comunidade.

Mas como sabemos que a coisa só funciona na base da multa, que a consciência do empresário está localizada no bolso, onde está a fiscalização municipal?

Cadê a árvore daqui? O gato comeu?

O fim das vagas de estacionamento das farmácias e a cidadania

le Korrigan

Um problema enfrentado em todas as cidades do país está a ponto de ser resolvido em Maringá.

Finalmente a prefeitura de nossa irá acabar com as vagas de estacionamento exclusivo em frente às farmácias. Jjá era hora, em uma cidade em que se tem até 4 farmácias por quadra, farmácias que causam tanta poluição visual na cidade ocupando as calçadas com suas propagandas, papel picado, balões pendurados, bandeirolas penduradas nas marquises, exposição de mercadorias – não gente, remédio não, mas colocam fraldas e outras mercadorias em cestos na calçada, que pertence ao pedestre – as mesmas farmácias que cortam as árvores para não esconder a fachada, que de farmácia não tem mais nada, só falta vender carne assada e pão fresco, porque de resto, virou um um varejo que também vende remédio.

Mas não é só isso que tem que mudar, no projeto de cidade limpa que a FUNVERDE apresentou em 2008 ao COMDEMA – conselho municipal de defesa do meio ambiente de Maringá, constava o fim das vagas das farmácias mas também o fim das vagas para carga e descarga de mercadorias, trabalho que deve que ser realizado após as 18:00 para não atrapalhar o trânsito, afinal quem já não se irritou com um caminhão da coca cola parado em fila dupla em frente de um bar em pleno horário de banco? Quem já não teve vontade de estacionar nas enormes vagas de carga e descarga que ocupam 1/3 de quadra em nossas calçadas e nem sempre são utilizadas? Os entregadores preferem parar em fila dupla em frente ao local da descarga.

Esses caminhões com mercadorias estacionam em suas vagas, estacionam em nossas vagas, estacionam em fila dupla e ninguém diz nada, mas agora, vá você parar em uma vaga destinada a eles … multa na certa.

E o que dizer dos carro forte para os bancos e o comércio em geral que tem escrito atrás PERMITIDA A PARADA EM QUALQUER LUGAR? O que para no banco do brasil na avenida duque da caxias simplesmente estaciona em cima da calçada em horário comercial e o pedestre que se exploda, o pedestre que ande pela rua, sendo vigiado por enormes gorilas com armas pesadas. Por que eles não fazem a carga e descarga de dinheiro à noite ou após o fechamento do comércio? Afinal eles estão armados, não serão roubados de dia ou de noite e o pedestre agradece e o trânsito também.

Quando mais de 80% da população já é urbana no país, está na hora de organizarmos nossa vida nas cidades, para que as cidades não se transformem em um inferno, em uma Ciudad del Este, coisa que já está ocorrendo há muito tempo em Maringá, que está se transformando em uma cidade feia de se olhar e de se morar, com os comerciantes ocupando as calçadas com mercadorias, com vendedores ambulantes de mercadorias “importadas” infestando as calçadas, com gente distribuindo panfletos a cada dois passos – nas esquinas eles se multiplicam - emporcalhando o chão, porque, distribuir eles distribuem, limpar a prefeitura tem que limpar, usando nossos impostos, com bares ocupando quase 100% das calçadas – o pedestre tendo que implorar para o bebedor de cerveja afastar a mesa para ele passar ou então passar pela rua, isto tudo de dia, em horário comercial -, com lojas colocando totens em toda a calçada, algumas lojas com vários totens, com caixas de som nas calçadas, locutores berrando em nossos ouvidos nas calçadas, com calçadas quebradas, esburacadas, impossíveis de se caminhar, gente perseguindo o pedestre para oferecer dinheiro …

Esta é a cidade que desejamos morar? Não, certamente não.

Então o que fazer? O que nós da FUNVERDE fazemos, ligamos para a prefeitura, para a fiscalização, para a polícia ambiental, para o IAP, falamos com o promotor de meio ambiente, reclamamos para a ouvidoria, para o diabo a quatro, porque exigimos uma mudança, exigimos que nossos impostos sejam utilizados para melhorar nossa cidade.

Pelamordamãeterra, estamos no Século XXI, temos que parar de viver como bárbaros, em meio ao caos, temos que mudar, temos que tomar para nós a responsabilidade de melhorar nossa casa, nosso quintal, nosso bairro, nossa cidade, temos que reclamar quando nosso vizinho deixa seu quintal sujo, fazendo proliferar a dengue, diminuindo o valor das residências em todo o bairro, quando faz barulho após as 10 da noite, temos que parar de pensar em nosso próprio umbigo e entender que o que acontece à nossa volta nos afeta, afeta a cidade.

Temos que nos preocupar quando uma calçada ou uma rua está intransitável, porque pode ocasionar acidentes com qualquer um de nós, afinal todos temos o direito de ir e vir.

Sei que parece coisa de cidade pequena, em que um vizinho sabe tudo do outro, mas temos que começar a implantar o sistema de neighborhood watch, em que todos tomam para si uma parte da responsabilidade da segurança, limpeza, bem estar do seu bairro, afetando assim a cidade toda.

Nós temos que agir hoje na parte de segurança porque está a cada dia piorando os crimes no país, o estado não está sendo eficiente ao nos prover segurança, não temos fiscais suficientes para verificar todas as calçadas, o ordenamento do comércio, por isso todos nós temos temos aobrigação e o direito de sermos os fiscais, mas não adianta só reclamar para os amigos em uma rodinha de cerveja, tem que reclamar para as pessoas certas e cobrar que eles resolvam o problema.

Não sejamos somente eleitores de 4 em 4 anos, sejamos os xerifes.

Maringá, cidade infernal para os pedestres

O post foi feito usando como exemplo a cidade de Maringá, mas em qualquer cidade do país a pouca vergonha do empresário, a falta de respeito para com o pedestre é a mesma.

Maringá aparentemente foi criada somente para pessoas jovens e saudáveis residirem e que também não tenham filhos.

Se alguém tiver algum problema de mobilidade ou ficar idoso, que se mude, porque a cidade definitivamente não é apropriada para os que são diferentes.

Com os problemas nas calçadas esburacadas, abutres invadindo a calçada para exposição de mercadorias, construtoras roubando parte da calçada com material de construção, verdadeiras casinhas construídas tomando toda a calçada, é um crime contra cadeirantes, pessoas com problemas de mobilidade, mães e pais com carrinhos de bebês, idosos … um deficiente visual querer se locomover pelas calçadas da cidade então, é um verdadeiro suicídio.

No final do ano, perto do natal, perdi a paciência após esperar um tempão para atravessar um espaço Avenida Brasil, entre uma agência do Banco Real e outra do mesmo banco, na esquina. Neste local tem o banco na esquina, um varejão de quinquilharias que toma todo o espaço na calçada para expor suas mercadorias, ao lado tem um quiosque de venda de sorvete, um monte de vendedores de mercadorias do paragua e daí vem  a outra agência, sem nem mencionar as várias farmácias na quadra, que emporcalham o espaço público com suas propagandas, bandeirolas, sujeira no chão …

Voltando à história, não entendia porque tinha congestionamento de gente na calçada até enxergar que o quiosque de sorvete – será que eles tem permissão para estar lá? – tinha colocado um enorme totem do outro lado da calçada, deixando que só uma pessoa passasse por vez. Me deu uma vontade louca de derrubar aquela porcaria.

Sei que foi um pensamento irracional, mas onde estão os fiscais desta cidade? Será que teremos que arrumar a cidade nós mesmos na base da violência? Tenho certeza de que mais pedestres tem vontade de marretar as bicicletas em frente às lojas americanas, derrubar todos os totens que impedem o ir e vir nas calçadas, apedrejar as TVs, geladeiras e fogões em frente às casas bahia, salfer e tantas outras mais, tacar fogo nos colchões que estas lojas colocam na calçada. Afinal, a calçada não pertence ao comerciante, pertence a nós, que usamos as calçadas para caminharmos.

Maringá, Maringá …

Note a sujeira no chão tem de plástico a vassoura, de buracos a entulho na calçada, cade os fiscais?
Olhe que maravilhosa obra de engenharia, colocaram até vidro para os pedestres se olharem dos dois lados do vidro, que fofo.
Não é lindinho? Taí uma idéia, como construíram uma verdadeira casa, os sem teto deveriam se mudar para lá, afinal a calçada pertence à comunidade e a construtora invadiu a calçada, portanto a casinha é da comunidade.

Em Maringá ninguém respeita vaga de estacionamento para pessoas com necessidades especiais

Na vaga reservada em frente ao Banco do Brasil na Avenida Duque de Caxias.

Eu sei que vocês irão estranhar eu não falar cobras e lagartos da situação como é de costume, mas … falar mais o que? Nada, uma imagem vale mais do que mil palavras, ou neste caso, mais do que mil xingamentos.
 
 

Sem vergonha na cara

Veja as fotos abaixo e diga se não dá vontade de arranjar um prego daqueles de fixar trilho de trem e mais uma baita de uma marreta e marretar no dedão do pé do cretino safado que pregou a placa nesta árvore só para ouvir o sujeito desavergonhado berrar.

Porque tenho a sensação de morar no Paraguai – parte I

Prepare-se, porque o texto será longo.

Antes que você pergunte o que isto tem a ver com ambiente, lembre-se que mais da metade da população mora em cidades e temos que fazer destas cidades lugares melhores para se viver.

O post não se refere só a Maringá, serve para quase todas as cidades do país, mas desta vez só fotografei nossa cidade, da próxima farei isto em Londrina, cidade vizinha, com quase o dobro de habitantes mas que está um lixo do mesmo jeito.

A única cidade que vi que está organizando o caos paraguaio de outdoors, fachadas, letreiros é São Paulo, graças ao Kassab.

Sempre que ando no centro de Maringá tenho a nítida sensação de estar em outro país, o Paraguai.

Paraguaios e simpatizantes, sem briga por favor, não estou falando do país, mas sim daquele lugar em que os brasileiros vão fazer compras, aquela cidade imunda, mal cheirosa.

Veja as fotos abaixo e diga sinceramente se é um lugar agradável para passear.

Primeira pergunta, qual o nome do desavergonhado do vereador que criou a lei de ocupação de calçadas pelos comerciantes?

Gente, quem gosta de fazer comprinhas no paragua, a Avenida Brasil é seu lugar, você irá se sentir em casa.

Esta foto é um primor, mostra em que a Avenida Brasil se transformou, uma pena, porque eu amo esta cidade.

veja a foto abaixo, tem de fogão, geladeira e até colchão ocupando a calçada, o que me faz peguntar, de quem é a calçada?

Sempre pensei que fosse do pedestre, mas não é o que vejo em Maringá.

Não pense você que são só algumas lojas que acham que a calçada faz parte da loja, quase todas fazem esta cagada.

Quer comprar bicicleta, não tem problema, as lojas americanas colocam na calçada em exposição para você, não precisa nem entrar. Que gente com amor no coração, sempre pensando no consumidor, até rolou uma lágrima de emoção, hahaha.

O povo se amontoa – também impedindo quem quer transitar na calçada – para olhar as mercadorias expostas nas calçadas.

Lembram daquela música? … a minha felicidade é um crediário nas casas bahia … pois é, a minha felicidade será o dia que as casas bahia tirarem as mercadorias da calçada, fizerem um letreiro menor, enfim, ficarem civilizados. Tem até geladeira na calçada.

O pessoal da casas bahia, com o tamanho do letreiro vocês estão esperando que algum satélite capte do espaço o nome da loja? É para colocar no google earth?

Isso sem contar as Pernambucanas, porque hoje passei na frente e tinha de tudo na calçada, estavam descarregando eletrodomésticos no horário comercial, mas quando voltei algumas horas depois para tirar fotos ja tinham tirado, mas certamente terei inúmeras oportunidades de flagrar esta vergonha. Lojinha feia do inferno, parece que atravessamos a ponte de Foz do Iguaçu.

Ai, ai, ai, e o que dizer dessa lojas mil, que toma a calçada inteira com balões para atrair o consumidor.

Viu descrever mais algumas pérolas, como o vendedor de geladinho do lado, o enooooorme letreiro da loja, totens na calçada, enfim, o caos total.

Notaram uma noiva perdida na foto?

Eu notei depois que tirei a foto, porque o nome da loja – infelizmente apareceu só um pedaço do gigantesco letreiro – e os calçados na calçada chamaram mais a atenção.

Note que em cada metro da loja tem o nome pendurado, para você ter certeza, consumidor, que está na loja certa.

Mais algumas fotos de calçadas ocupadas – sem o consentimento do consumidor, claro.

Olha que que bacana. o comerciante aproveitou até a calçada para fazer propaganda de sua loja, que meigo. Muitíssimo obrigada senhor comerciante, agora vou sempre andar olhando para baixo para ver mais propagandas, o senhor foi muito criativo, as cores discretas e a pequena fachada com seu nome, mais as mercadorias na calçada não eram poluição suficiente, o senhor tinha que emporcalhar mais minha cidade. Porcalhão.

E essa loja salfer, em qualquer cidade é esta nojeira, mercadorias na calçada, um letreiro enorme cor de gema de ovo, papel picado que as pessoas carregam com os pés e que deixam a cidade uma sujeira e que nossos garis, pagos por todos os consumidores, inclusive os que não compram na salfer pagam para limpar a sujeira que fazem.

Outra lei que estamos redigindo é para horário de descarregamento de mercadorias, que deve acontecer depois das seis da tarde, porque estes caminhões param em qualquer lugar atrapalhando o trânsito, isso dá uma raiva.

Ué, o que aconteceu com esta loja, fui hoje só para tirar uma foto dos móveis que eles deixam na calçada, atravancando a passagem e hoje estava mais civilizado.

Só se for cego você não encontra essa loja, que colocou o letreiro dos dois lados do prédio. Não bastasse isso, ainda colocaram mais um totem para avisar que a fujifilm está ali.

Ai ai, Kassab, venha ensinar para minha cidade como você colocou ordem no galinheiro aí, porque estive em dezembro em sampa e a coisa que mais adorei foi o M do mcdonalds com menos de um metro de altura, uma coisa discreta e aposto que ninguém deixou de frequentar o local pelo tamanho da placa, ao contrário do Mcdonalds daqui que tem uma placa do tamanho de um prédio de 5 andares.

Mas não se preocupe Kassab, também vamos pegar esta lei e copiar – porque o que é bom se copia, com a devida permissão, é claro, como o projeto resíduo zero do Paraná e as leis de utilização de plástico da FUNVERDE para o primeiro e segundo setor que estão sendo copiados no país todo – e este ano vamos acabar com a putaria em Maringá.

Quanta poluição visual, que nojo. à esquerda tem um cartaz com o nome da loja pendurado avançando quase toda a calçada.

Roupas na rua, penduradas em araras, é a própria ciudad del este.

A foto abaixo é ao lado do Banco do Brasil, em plena tarde, com mesas no meio da calçada em um lugar em muito movimento, ficando quase impossível transitar.

Essa é uma região de bancos, por isso o tráfego diário de pessoas é imenso, o cara não se toca de que está atrapalhando?

Uma foto de frente do local ao lado do Banco do Brasil.

Perceba o lixo na calçada em pleno horário de funcionamento do estabelecimento.

Será que o estúpido do comerciante não percebe que lixo enfeia a cidade? Que afasta clientes?

Gente, isso é o mínimo que pedimos, pensem, por favor, não façam as coisas só por fazer, porque não morar em uma cidade ordenada, limpa?

Essa foto é ótima, dois totens, cartaz pendurado do lado de fora, uma placa móvel de não estacione, mesas e cadeiras atrapalhando o tráfego de pessoas, chão sujo, sujo não, imundo … e por aí vai, ECA.

E aí, bateu uma fominha? Nada tema, em Maringá não há problema, venha comer um churrasquinho de gato preparado na calçada, com fumaça para todo lado. Tem até guarda sol e mesa para temperos, que lindo.

Note ao lado e ao fundo as mesas vermelhas na calçada, a cor deve ser para chamar ainda mais a atenção de quem passa.

Perceba mais uma coisa na foto, cadê a árvore que deveria estar aqui, algum safado cortou.

Esta foto é em frente ao Banco do Brasil, onde as pessoas usam o chão como lixeira, mesmo tendo uma lixeira em cada esquina e outra no meio da quadra.

Tem o povo que fica de tocaia esperando os transeuntes passarem para oferecer dinheiro. Assediam todo mundo, são inconvenientes e não ficam parados, esperam a pessoa passar e vão seguindo a vítima a quadra inteira insistindo para que aceitem empréstimo.

Essa gente está usando a rua para fazer negócio, será que pagam taxa de ocupação da calçada?

Na primeira foto a tocaia, onde o predador escolhe a presa perfeita

Nesta foto o predador encontrou a vítima, que será seguida, importunada por todo o quarteirão. Depois o caçador retorna ao ponto de tocaia para espreitar a próxima vítima.

E o que dizer dos imensos letreiros das lojas? Eles pensam que tem alguém cego? Fica uma bagunça visual desagradável, um caos total, muito desagradável.

Essas lojas não vendem qualidade, vendem o quanto maior, mais brilhante, mais chamativo melhor.

Daqui a pouco vão colocar stripers em frente das lojas para atrair clientes. Oh céus, só falta isso inspirar os porquinhos.

E o que falar dos banners no meio da calçada? Em todos os lugares eles tem o que chamam de totens, às vezes mais de um por loja, um verdadeiro nojo.

Gostei da frase “a sua família merece”, merece sim, uma calçada limpa senhor comerciante, sem totens, sem poluição visual.

Vendedores a cada esquina, sem obrigação de recolher o lixo que gera.

farmácia nissei, estou escrevendo em minúsculo porque eles não respeito nossa calçada e certamente jamais comprarei numa farmácia que usa a calçada para propaganda.

E o que dizer desse banco – isso é um banco? – que tirou a árvore da frente e colocou uma imensa placa. Gente ridícula, aproveitadora, sem noção.

E mais um totem do lado de imensa placa, porque a placa era pouco para eles.

Vou colocar mais uma foto para você ter uma noção de como é absurda esta situação, em uma cidade onde bate facil facil os 40 graus no verão, o estúpido do dono do estabelecimento colocar uma placa no lugar de árvore.

Boicotem este banco, eles não tem respeito pela população. Empresário inescrupuloso deve ir à falência.

E o que dizer dos comerciantes que colocam o lixo em pleno horário comercial para fora? Vereadores, porque vocês ao invés de fazerem leis ridículas de ocupação de calçada não fazem uma lei regulamentando o horário de colocar o lixo para fora, a exemplo da cidade de Uberaba, Minas Gerais, em que o lixo só pode ser colocado para fora depois do fechamento do estabelecimento, das 8 as 10 da noite.

Mas senhores vereadores, não se preocupem, vocês não vão ter que se esforçar, vamos pegar a lei e levar prontinha para um de vocês propor.

Sabemos que trabalhar cansa, por isso, sempre que queremos que alguma coisa aconteça, levamos o texto da lei mastigadinho, só para algum de vocês aprovar.

E os cachorreiros? Deusmelivreeguarde, em cada esquina tem um e no local sempre tem centenas de pombos, transmissoras de dezenas de doenças mortais.

Pombo é rato com asas, vai onde tem sujeira, o que me leva a pensar … hmmm … esses cachorreiros estão mantendo o local limpo? A resposta está na ponta da língua. Não é claro que não, são lugares imundos, é só dar uma olhada no cachorreiro da Avenida Brasil ao lado do Cine Plaza, quando você passa a pombalhada levanta vôo, credo, que medo.

Claro que os cachorreiros também tem bancos, banquetas para os clientes, e quem passa que se dane.

Tem um cachorreiro ao lado das lojas americanas, onde é intransitável, o cara toma todo o espaço dos pedestres.

Tem cachorreiro organizado, coloca até lona para marcar o local.

Veja o chão, que porcalheira.

E o discreto cartaz anunciando que a loja osmoze está com 50% de liquidação. Nooossa, é claro que, agora que vi um anúncio do tamanho de um ônibus certamente me convenceram, vou comprar mesmo … em outra loja mais civilizada.

Vamos boicotar estes idiotas até aprenderem a comercializar suas mercadorias sem fazer poluição visual.

Depois falam que o prato típico de Maringá é porco no tacho, pois está mais para cachorrão, e sem higiene.

Veja esta foto e diga se você acha que isto é a cara de uma cidade civilizada. Porque eu não acho.

Esses dois cachorreiros são os mais nojentos da cidade, pois toda vez que passo por ali é só pombo que voa, sujeira na rua … cadê a saúde pública? Onde está a fiscalização? Como as pessoas tem coragem de comer ao lado de pombos e tanta sujeira?

E esses porcos que colocam propaganda nos orelhões e postes? Porque não são condenados a limparem a sujeira? Qual a dificuldade para se fazer isso se o nome da empresa, telefone, está tudo escrito? Isto é caso para cadeia, ou pelo menos pena alternativa, limpando a cidade, com um cartaz pendurado no pescoço, EMPORCALHEI A CIDADE E AGORA ESTOU SENDO OBRIGADO A LIMPAR.

Alguém reconhece este restaurante? Maravilhoso, comida ótima, muito bonito, mas … qual o direito que eles tem ao reformar a calçada e não deixar nem 10 centímetros para o pedestre? Tomaram a calçada toda com areia, pedra e o escambau.

Bom, estas fotos foram feitas no sábado, antes do carnaval, então por isso não tinha tanta sujeira para mostrar, mas prometo que tiro um dia de folga e num dia de movimento normal, lá pelo dia 10 do mês que vem vou dar uma volta a pé para registrar outros momentos tão lindos de nossa cidade.

Não tirei foto de pessoas distribuindo folhetos – por falar nisso, semana passada surtei porque um desses moleque que distribuem estes folhetos simplesmente amassou um e jogou no chão diante de minha recusa em aceitar a propaganda, dai fiz o calhordinha catar e jogar na lixeira que estava a 10 passos dele, - porque essas pessoas distribuem as propagandas na rua mas não são obrigados a catar depois que as pessoas jogam no chão – muitas vezes a poucos passos de onde receberam.

Faltou também o povo que fica com o microfone na calçada aos berros chamando clientes para dentro das lojas, vendedores que ficam insistindo para que você entre nas lojas, os camelôs que vendem de tudo na calçada, sem que não passe um fiscal para coibir o comércio ilegal de mercadorias e tenho certeza de que esqueci mais um monte de coisas.

Outra coisa que faltou fotografar foi seguranças empoleirados em cima de escadas para impedir que as pessoas furtem as mercadorias dispostas na calçada

Ah, esqueci dos carroceiros, na maioria das vezes crianças, atrapalhando o trânsito para catar lixo das lojas. Lojistas, se vocês colocarem o lixo para fora depois das seis da tarde o problema dos carroceiros será resolvido.

Se você comerciante, abastecer seu comércio de mercadorias depois das seis da tarde, o problema com os caminhões, calçadas cheias de mercadorias, também será resolvido.

Tudo tem solução e na esmagadora maioria das vezes esta solução é muito fácil, só tem que raciocinar.

Desculpe o post tão longo, mas no final do ano a FUNVERDE apresentou aos conselheiros do COMDEMA – conselho de defesa do meio ambiente de Maringá estes problemas, o que resultou em uma força da polícia militar, IAP, prefeitura e esqueci os outros órgãos que formaram uma força tarefa para conter o som alto – pena que tenha ficado só perto da universidade, porque os comerciantes colocam as caixas de som na calçada e obrigam todo mundo a ouvir sua propaganda, música brega, locutores que assassinam a língua mãe.

Então a sujeira acaba aqui e agora, porque na próxima semana tem outra reunião do COMDEMA e iremos apresentar as fotos acima e certamente vamos resolver estes problemas em 2008.

Agora preciso de uma ajuda, quem foi o vereador que fez a lei da ocupação da calçada? Precisamos derrubar esta lei ridícula.

Tudo bem você colocar mesas e cadeiras à noite, desde que se deixa um espaço decente para os transeuntes, afinal, este é um país tropical, todo mundo merece tomar uma cerveja gelada à noite, depois de trabahar o dia inteiro, mas de dia é muita falta de respeito.

E principalmente quero saber se essa lei também diz respeito aos lojistas fazerem da calçada uma extensão de seu comércio.

Então este ano será muito corrido, porque vamos propor várias leis para organizar esta bagunça que se tornou nossa amada cidade.

Mas depende de nós, os cidadãos do Brasil, mudar nossas cidades para melhor, porque ninguém faz nada sem um chute na bunda e que melhor chute do que reclamar nas lojas, boicotar se a reclamação não resolver, falar com seu vereador – espero que você lembre em quem votou – denunciar para o ministério público, reclamar com o orgão fiscalizador, como o IAP no Paraná, com o prefeito de sua cidade, enfim, ser mais cidadão argentino e menos cidadão brasileiro acomodado.

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