Reciclagem Archive

Campanha diga não à incineração do lixo – conheça mais sobre esta alternativa perigosa

A FUNVERDE é membro do fórum do lixo e cidadania que nasceu em setembro de 2010 para solucionar o que parece insolúvel, o problema do lixo em Maringá, que não é resolvido pelo poder público desde nunca.

A prefeitura pretende instalar uma usina que custará centenas de milhões de Reais para queimar 500 toneladas de lixo por dia, sendo que Maringá só gera 350 toneladas de lixo por dia e menos de 5% disso é reciclado.

O fórum é contra esta alternativa ambientalmente incorreta, perigosa para a saúde humana e para o próprio planeta.

O que é necessário é educação ambiental para reduzir a geração de lixo, separar o que é gerado para a reciclagem e compostagem. Esse é o beabá da gestão do lixo, o básico. Sem isso, não adianta se pensar em alternativas fantasiosas, mirabolantes, porque queimar lixo deseduca a população, incentivando o consumo, dizendo que você pode consumir e depois nós queimamos, jogamos o lixo para baixo do tapete.

Esta alternativa retira postos de trabalho dos coletores de recicláveis, gerando desemprego e instabilidade social.

A primeira audiência pública foi cancelada judicialmente no mês passado, mas haverá outra no dia 15 de dezembro de 2011.

Participe, diga não à queima do lixo em Maringá.

Para você conhecer mais sobre esse assunto e saber porque não podemos permitir a instalação desta usina, leia alguns artigos abaixo.

Conhecimento é poder.

Clique nos links para ler em formato pdf.

Incineração de resíduos sólidos urbanos, aproveitamento na co-geração de energia. Estudo para a região metropolitana de Goiânia – GO

Geração de energia elétrica a partir da incineração de lixo urbano: o caso de Campo Grande – MS

L’incinération des déchets en Île-de-France: Considérations environnementales et sanitaires

Incinération des ordures ménagères en France: effets sur la santé

Synthèse des connaissances sur les impacts environnementaux et les risques sanitaires de l’incinération, de la méthanisation, et des centres de stockage

Caracterização das cinzas de incineração de resíduos industriais e de serviços de saúde

Incineradores de resíduos sólidos, processos de coincineração e implicações para a saúde humana: princípio da precaução

Análise espacial dos riscos à saúde associados à incineração  de resíduos sólidos: avaliação preliminar

Acórdão sobre a queima de pneus pela cocamar

Sentença sobre a queima de pneus pela cocamar

Manifesto contra a incineração, pela reciclagem e reutilização dos materiais do lixo domiciliar - incineracaonao.net

Incineração e saúde humana. Estudo do conhecimento sobre os impactos da incineração na saude humana – Greenpeace

Incineração não é a solução – Greenepace 

Curitiba, PR, 27/11/2011 – Audiência pública em Curitiba contra instalação de usinas incineradoras de lixo no Paraná

Participamos da audiencia pública realizada em Curitiba, na Assembléia Legislativa, organizada pelos deputados Luciana Rafagnin, Rasca Rodrigues, Luiz Eduardo Cheida e Elton Welter, no dia 28 de dezembro de 2011.

Esta audiência marcou o início do processo da criação de uma lei para impedir a instalação das usinas de incineração de lixo nas cidades no Paraná.

Também estamos lutando contra a instalação desta usina na cidade de Maringá, sede da FUNVERDE, através da nossa participação no fórum do lixo e cidadania, que foi criado em setembro de 2010 para resolver o problema do lixo na cidade, que nunca foi resolvido por nenhum prefeito até hoje.

O atual prefeito está praticamente no último ano do seu segundo mandato e também não fez absolutamente nada para resolver este problema, as 5 cooperativas estão praticamente sucateadas, a reciclagem não consegue ultrapassar 3% na cidade, a compostagem é inexistente, enfim, um caos em uma cidade que gera mais de 350 toneladas de lixo todos os dias.

Todas as leis federais, estaduais e municipais dão a receita de como se resolver o problema do lixo que é simplesmente reduzir a geração do lixo, separar para a reciclagem e compostagem na fonte. Podemos citar apenas duas para você consultar, a 11.445/2007 e a 12.305/2010. Sim, separação na fonte, não adianta juntar tudo, contaminar tudo e depois dizer que está separando em uma usina de triagem, isto não existe, isso não funciona. Reduzindo e separando, enviando para a reciclagem e compostagem, sobrará no máximo 10% de todo o lixo de rejeito para destinação final, o que quer dizer que em Maringá, se houvesse compostagem e reciclagem, só 35 toneladas por dia seriam rejeito.

Este é outro problema com a usina de  incineração que o prefeito pretende instalar na cidade. Ela necessitará de no mínimo 500 toneladas por dia de resíduos para funcionamento.

Acontece que nosso lixo é composto de 50% de matéria orgânica, portanto, passível de compostagem para se transformar em adubo para a agricultura. Somos o celeiro do país e todo o adubo é bem vindo para fertilizar a terra, ainda mais adubo orgânico, proveniente dos resíduos orgânicos gerados em nossas cozinhas como cascas, folhas, sementes … partes de alimentos que não são utilizados na cozinha.

Nosso lixo é composto por mais de 40% de produtos recicláveis, que devem voltar ao ciclo de produção para não haver a necessidade da retirada de novas matérias primas do planeta, que tem um número finito de recursos naturais e se queimarmos esses recursos naturais nessas usinas de incineração, nossos descendentes não terão matéria prima para sobreviverem no futuro.

Portanto, como já dissemos anteriormente, se for feita a separação na fonte para a reciclagem e para a compostagem, no máximo 10% sobra de rejeito. De onde virão as outras 465 toneladas para a queima? Ou será que, como atualmente não existe compostagem e a reciclagem é praticamente inexistente na cidade, tudo será queimado? Mistérios …

Preste especial atenção na palestra do André Abreu, da Fundação France Libertés, que foi criada pela primeira dama da França, Danielle Mitterrand em 1986, para proteger recursos naturais preciosos do planeta, principalmente a água e para defender a educação, a democracia participativa e a economia sustentável.  Madame Mitterrand apoiava e acompanhava de perto a luta do movimento nacional dos catadores de materiais de recicláveis no Brasil, se posicionando firmemente contra a incineração de lixo, que além dos danos ambientais, problemas de saúde, causa o desemprego dos catadores, pessoas sem qualificação profissional, que não encontram seu lugar na economia tradicional e conseguem seu sustento através da comercialização do lixo reciclável, que acaba desaparecendo com a instação de incineradores.

Falaremos mais sobre os problemas dos incineradores nos próximos posts, principalmente porque na próxima semana tem audiência pública para validar a instalação da usina de incineração e esperamos que você participe, se posicione contra esta medida ambientalmente incorreta de dar destinação ao lixo gerado.

Como o youtube não aceita vídeos de mais de 15 minutos, tivemos que cortar por palestrante para postar.

 

Abertura do evento e Deputado Luiz Eduardo Cheida.

 

Deputado Elton Welter.

 

Doutor Saint Clair Honorato, coordenador do centro operacional de apoio às promotorias de proteção ao meio ambiente do Paraná, nosso maior aliado na guerra contra as usinas de incineração de lixo no Paraná.

 

Carlos Cavalcante, membro do movimento nacional dos catadores de materiais recicláveis.

 

Jorge Villalobos professor da UEM.

 

André Abreu de Almeida, da France Libertés – Fundação Danielle Mitterrand.

 

Margaret Matos de Carvalho procuradora do ministério público do Paraná.

 

Deputado Rasca Rodrigues.

 

As últimas quatro partes são considerações da plenária.

Projeto de lei de rotulagem para descarte de materiais recicláveis

Projeto de Lei Municipal nº 560 do Vereador Natalini – Cria o Rótulo Descarte Padrão e o serviço de informação sobre pontos de descarte de materiais recicláveis e dá outras providências. Data da Publicação: 25/11/2011.

Diário Oficial da Cidade de São Paulo – sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Câmara Municipal – Gabinete do Presidente – Projeto de lei 01-00560/2011 do Vereador Natalini (PV)

Cria o Rótulo Descarte Padrão e o serviço de informação sobre pontos de descarte de materiais recicláveis e dá outras providências

A Câmara Municipal de São Paulo DECRETA:

Art. 1° – Os fabricantes, importadores e respectivos elos da cadeia produtiva de bens físicos, no Município de São Paulo deverão veicular de forma expressa e inequívoca, em todas as embalagens e materiais impressos, um Rótulo Descarte Padrão que indica ao consumidor, onde e como fazer o descarte adequado dos resíduos sólidos provenientes do acondicionamento e do produto final.
Art. 2° – Este Rótulo Descarte Padrão deverá direcionar o consumidor a banco de dados atualizado, disponibilizado na internet, possibilitando fácil gerenciamento da logística reversa, bem como atendimento pelos SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor de cada empresa, feitos por intermédio de telefone, proporcionando amplo acesso por parte do consumidor.
I – Os dados dos pontos de descarte de cada tipo de material reciclável deverão conter: nome do estabelecimento, endereço/ logradouro completo, CEP e endereço de correio eletrônico.
II – A listagem dos pontos de descarte é de responsabilidade exclusiva de cada fabricante, importador ou demais elos da cadeia produtiva da marca comercializada.
III – O serviço de informação dos pontos de descarte deve ser 100% gratuito à população.
IV – O uso de tecnologias e codificações para mobilidade (celulares, tablets, etc) deve ser incorporada ao Rótulo Descarte Padrão de modo a facilitar a rápida identificação dos pontos de descarte.
Parágrafo primeiro – Durante uma eventual espera ao telefone, não serão apresentadas ao consumidor, através de gravação ou qualquer outro meio, mensagens de caráter publicitário.
Art. 3° O descumprimento desta lei acarretará aos responsáveis as seguintes penalidades:
I – advertência.
II – multa de R$ 1000,00 (um mil reais), dobrada em caso de reincidência;
III – cassação da licença de funcionamento, para o caso da infração persistir.
Parágrafo único. A multa de que trata o inciso II deste artigo será atualizada anualmente pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, acumulada no exercício anterior, sendo que, no caso de extinção deste índice, será adotado outro índice criado pela legislação federal e que reflita a perda do poder aquisitivo da moeda.
Artigo 4° – O disposto nesta lei não prejudica a aplicação de demais sanções previstas em outras disposições legais, no que for pertinente, em especial no Código de Defesa do Consumidor (Lei n° 8.078 de 11 de setembro de 1.900).
Art. 5° – O Poder Executivo Municipal regulamentará esta lei no prazo de 90 (noventa) dias contados a partir da sua publicação.
Art. 6° – As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 7° – Esta lei entrará em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação.
Sala das Sessões, 23 de novembro de 2011. Às Comissões competentes.”

Justificativa

O elo mais frágil da corrente do descarte, recolhimento e reciclagem dos resíduos sólidos é justamente a falta de informação do consumidor onde descartar estes resíduos. Justamente o consumidor, que está na ponta do início do processo, pela desinformação fica à margem, o que significa que o processo não se inicia, aí a explicação provável para os baixos índices de recolhimento do lixo reciclável no nosso país.
A Lei Federal 12.305 define em seu artigo terceiro, inciso VI – controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade informações e participação nos processos de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos; inciso XVII – responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei;
Ainda a Lei 12.305, Art. 12 – A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão e manterão, de forma conjunta, o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir), articulado com o Sinisa e o Sinima.
Este Projeto harmoniza o texto da Lei Federal com as responsabilidades do Município criando as condições de informação ao consumidor onde realizar o descarte dos seus resíduos, portanto conto com o apoio dos meus nobres pares para a sua aprovação.

Decreto regulamenta crédito presumido do IPI na compra de resíduos sólidos

Os estabelecimentos industriais terão direito, até 31 de dezembro de 2014, a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI na aquisição de resíduos sólidos a serem utilizados como matérias-primas ou produtos intermediários na fabricação de seus produtos. É o que estabelece o Decreto nº 7.619 , de 21 de novembro de 2011, publicado no Diário Oficial da União (DOU), desta terça-feira (22/11/2011).

São considerados resíduos sólidos os materiais, substâncias, objetos ou bens descartados resultantes de atividades humanas em sociedade.

Os resíduos sólidos deverão ser adquiridos diretamente de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, constituídas de, no mínimo, vinte cooperados pessoas físicas, sendo vedada, neste caso, a participação de pessoas jurídicas.

Decreto

O Decreto nº 7.619 , de 21 de novembro de 2011, publicado no DOU de 22/11/2011, é o seguinte, na íntegra:

Parágrafo único. Para efeitos deste Decreto, resíduos sólidos são os materiais, substâncias, objetos ou bens descartados resultantes de atividades humanas em sociedade.

Art. 2º Para fins do disposto no art. 1º, os resíduos sólidos deverão ser adquiridos diretamente de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, constituídas de, no mínimo, vinte cooperados pessoas físicas, sendo vedada, neste caso, a participação de pessoas jurídicas.

Art. 3º Os resíduos sólidos de que trata este Decreto são aqueles classificados nos códigos 39.15, 47.07, 7001.00.00, 72.04, 7404.00.00, 7503.00.00, 7602.00.00, 7802.00.00 e 7902.00.00 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados – TIPI, bem como aqueles descritos em destaques “Ex” agregados a esses mesmos códigos.

Art. 4º A venda dos resíduos sólidos de que trata o art. 3º será comprovada por documento fiscal previsto na legislação do IPI.

Art. 5º O crédito presumido de que trata o art. 1º será apurado pelo adquirente mediante a aplicação da alíquota da TIPI a que estiver sujeito o produto final resultante do aproveitamento dos resíduos sólidos que se enquadram nas condições estabelecidas neste Decreto, sobre os seguintes percentuais do valor inscrito no documento fiscal referido no art. 4º:

I – cinquenta por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados na posição 39.15 e no código 7001.00.00 da TIPI;

II – trinta por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados nas posições 47.07 e 72.04 da TIPI; ou

III – dez por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados nos códigos 7404.00.00, 7503.00.00, 7602.00.00, 7802.00.00 e 7902.00.00 da TIPI.

§ 1º O valor do crédito presumido apurado deverá:

I – constar de nota fiscal de entrada emitida pelo estabelecimento industrial adquirente dos resíduos sólidos; e

II – ser escriturado no item 005 do quadro “Demonstrativo de Créditos” do Livro Registro de Apuração do IPI, modelo 8, observando-se ainda as demais regras de escrituração constantes da legislação do imposto.

§ 2º O aproveitamento do crédito presumido dar-se-á, exclusivamente, por sua dedução com o IPI devido nas saídas do estabelecimento industrial de produtos que contenham os resíduos sólidos referidos no art. 3º.

§ 3º Fica vedada a escrituração do crédito presumido quando os produtos que contenham os resíduos sólidos referidos no art. 3º saírem do estabelecimento industrial com suspensão, isenção ou imunidade do IPI.

Art. 6º A Secretaria da Receita Federal do Brasil poderá estabelecer normas complementares para aplicação do disposto neste Decreto.

Art. 7º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 21 de novembro de 2011; 190º da Independência e 123º da República.

Fonte – Diário Oficial da União de 22 de novembro de 2011

E ainda existe prefeito querendo queimar matéria prima, recursos naturais. Isto é simplesmente criminoso. Na verdade é um crime contra a humanidade.

Against incineration

Why waste incineration is wrong

Waste incineration is like controlling the population through euthanasia before birth control. It’s wrong because it’s trying to control the problem, before preventing the cause. Most wise people recognise that prevention is better than cure, so how can waste incineration be a viable option?

If we look deeper into the problem of production and consumer waste, we see that its a monster that has got out of control. We are producing so much and so fast, that slowing it down and reducing waste is not enough. We also need to get rid of it more efficiently and stop contaminating the environment by burying rubbish in the ground. Incineration answers the problem of reducing the bulk of waste by 95-96 %, depending upon composition and degree of recovery of materials. Incineration is therefore at a superficial level, a viable solution.

The argument for incineration focusses on providing an immediate solution to reducing landfill waste burial and mitigates the toxic after effect by pointing to possible solutions for unwanted bi-products, such as reprocessing of leachate and gas scrubbing. The cost of post treatment like this is high and its effectiveness is uncertain for technical reasons. Some medical waste is in fact very suitable for incineration as the high temperatures reached are sufficient to sterilise the waste and remove the biological hazard. In addition, some incineration processes may be linked to power production by utilising the heat generated. Overall, there is undoubtedly a niche market for incineration, but not as a panacea to mass waste reduction.

Unfortunately, waste incineration comes with its own environmental problems, as well as technical issues and dubious cost effectiveness. Incinerators produce greenhouse gases like CO2, and also heavy metals, particulates, sulphur dioxide, acids, furan and dioxins. Although incineration may reduce the bulk of waste, by burning it away, the toxic by-products produced are no longer bound to stable materials and maybe freely released into the environment as gasses and leachate. Waste mass is reduced, but at a high cost of greater environmental pollution. The wider goal of reducing toxic contamination and sustaining environmental systems is ultimately defeated through incineration.

Taking a wider view of post consumer and post industrial waste reveals that the real root of the problem lies much further back and begins with the production of waste, as opposed to its disposal. That may seem obvious, but if so, why are we even contemplating the use of incinerators? Why don’t we grasp the nettle of responsibility and prevent the problem and stop taking reactive measures of dealing with the monster after it has escaped? If we project the waste problem into future generations, it’s clear that incineration can only be a temporary measure, or reserved for specialist waste disposal needs.

If the real issue is rooted in waste production, then the most effective prevention is to centre our resources on providing creative and legislative methods to reduce waste in the first place. This is the only route that will achieve sustainable waste reduction without incurring too many tricky caveats at the end of use. The counter argument against this approach suggests that while this maybe an ideal solution, it will take too much time to implement and we need an immediate relief to landfill waste. Many UK regions calculate that we have only a few years left of available landfill space and that we are already at a critical stage in dealing with waste disposal. This observation makes incineration attractive as a necessary evil that maybe inevitable, at least as a short term option.

It is true that it takes a long time to stop a moving freight train and that in order to avoid disaster it is tempting to divert it’s route rather than apply the brakes. The easy option is not always the best one and usually only offers short term solutions. We do have to take immediate action, but incineration is an easy diversion that leads later us up a siding with nowhere to go. The answer is to make large and immediate investment into prevention and not cure. This way ahead is not unusual and has already been adopted by other countries like New Zealand and parts of Canada. They have turned the prevention of waste and residual recycling into a business opportunity, seeing waste that can’t be factored out of manufacturing as resource material for new production. Not only good for the environment, but also good for industry. This ‘closed loop’ approach regards waste as the result of a failure to realise a reuse possibility for any materials. If something can not be reused, it becomes more costly because it has no residual post production or post consumer recycling value.

No producer wants to raise costs and if they can recover materials for reuse this is an incentive for cleaner greener production methods. To make such systems work there needs to be organised and effective recovery systems, both in manufacturing and also post consumer recycling. These are the areas that we must focus on here in the United Kingdom to initiate a sea-change of attitudes both in industry, marketing and consumer habits.

Where do we go with this? The goal of MyZeroWaste.com is to demonstrate that with a change in attitude and a small amount of commitment, an ordinary family can achieve a huge reduction in landfill waste in excess of 80% without much effort. This can be done with virtually no cost or outlay and relies solely on a ‘will’ to shop carefully, recycle responsibly and see waste as a resource. Our small model demonstrates a paradigm for change that is both easy to realise and accessible by ordinary people. If this model was proliferated across our region and country, we would see a reduction in landfill waste that would leave every other method almost redundant. We have gone from about 100 ltrs of weekly waste to an average of 150grams of waste, that is only due to lack of mixed plastics recycling facilities in our area. We joke that if everyone else produced as little waste as us, our village would only need a small transit van for landfill kerbside collection. Our waste bin has 6 weeks of unrecycleble plastic in it and it’s only half full. The main changes for us have been in an attitude of mindfulness and very little has changed to threaten our consumer enjoyment or lifestyle.

It can be argued that what we have demonstrated is a new skill, a new cultural shift that is required for a new generation facing new environmental problems. We still eat well, enjoy a little moderate spending and note only a small ‘down-shifting’ as a result of our recycling habits. The fact is that a small effort to prevent waste by an individual or family unit multiplied across a large area has a much greater effect than the reactive efforts to deal with waste once it’s produced. Surely that is a valuable key to revealing the way forward.

We advocate a ‘Greater awareness campaign’ as the primary thrust for waste reduction. The individual holds the key, whether that is a head of industry, politician, ordinary individual, or family household. Reach the individual on a mass scale and a vast change can be achieved with a self governing approach that removes the need for legislation or draconian measures. Even with limitations with kerbside collections and problems with mixed plastics recycling we have shown that huge reductions in landfill waste are possible, simply by adopting new habits and utilising the resources available.

Zero landfill waste is a distinct possibility, 75% – 90% reduction is a certainty, given an acceptance and commitment from the individual. Have our decision makers become too detached from the people that they can’t reach them. Or is that that local government is too occupied with popularity and vote securing? Maybe we see that waste freight train thundering along the tracks and think it’s simply too big and too fast to put the brakes on and that the only option left is to limit the damage and incinerate the evidence of our environmental crash.

Fonte – My Zero Waste

Incineração não é a solução

Queimar já foi considerado o método mais eficiente de acabar com o lixo, seja ele de origem doméstica ou industrial. Entretanto, com o avanço da industrialização, a natureza dos resíduos mudou drasticamente. A produção em massa de produtos químicos e plásticos torna, hoje em dia, a eliminação do lixo por meio da incineração um processo complexo, de custo elevado e altamente poluidor. Longe de fazer o lixo desaparecer, a incineração acaba gerando ainda mais resíduos tóxicos, e tornando-se uma ameaça para a saúde pública e o ambiente.

Em maio de 2001, o Brasil assinou a Convenção de Estocolmo, tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) que trata do combate aos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), e que aponta a incineração de resíduos como uma das principais fontes geradoras destes poluentes. A Convenção recomenda que o uso de incineradores seja eliminado progressivamente.

Impactos da Incineração

As emissões tóxicas, liberadas mesmo pelos incineradores mais modernos, são formadas por três tipos de poluentes perigosos para o ambiente e para a saúde humana: os metais pesados, os produtos de combustão incompleta e as substâncias químicas novas formadas durante o processo de incineração. Nenhum processo de incineração opera com 100% de eficácia.

Os metais pesados, como chumbo, cádmio, arsênio, mercúrio e cromo, não são destruídos durante a incineração, e são frequentemente liberados para o ambiente em formas até mais concentradas e perigosas do que no lixo original. Equipamentos de controle de poluição podem remover alguns desses metais das emissões, mas mesmo os mais modernos não eliminam com segurança todos eles. No mais, os metais pesados não desaparecem,são transferidos para as cinzas ou para os filtros, que acabam posteriormente sendo aterrados.

Outro aspecto traiçoeiro da incineração ocorre pela formação de produtos químicos durante o processo de combustão, que são totalmente novos e altamente tóxicos – as dioxinas e os furanos. Estes produtos são formados pela recombinação de fragmentos químicos de lixo parcialmente queimados nos fornos dos incineradores, e depositados nas chaminés e/ou nos dispositivos controladores de poluentes. Dioxinas e furanos são tidos como os produtos químicos mais tóxicos já conhecidos. As dioxinas são formadas quando materiais contendo cloro, como o PVC, são queimados.

Outro problema muitas vezes ignorado é a alta toxicidade das cinzas resultantes do processo de incineração. A destinação final de forma segura e ambientalmente correta dessas cinzas é cara e problemática. Manejadas de forma inadequada, elas representam riscos para a saúde e o meio ambiente a curto e longo prazo. Alguns especialistas recomendam depositá-las em aterros equipados com um revestimento de plástico comum, como forma de prevenir lixiviações para o lençol freático. Mesmo assim, todos os revestimentos feitos em aterros podem eventualmente sofrer vazamentos. O interessante é que em todas as palestras que assistimos, os promotores dão a brilhante idéia de que  que as cinzas podem ser utilizadas para asfalto. Isso nos assusta, porque é o mesmo que espalhar esta poluição pelo planeta, lambuzar o planeta com cinzas contendo metais pesados.

Incineração: Danos à saúde humana e ao Meio Ambiente

De forma geral, pesquisas científicas e levantamentos comunitários e técnicos associam os impactos da incineração ao aumento das taxas de câncer, a doenças respiratórias, a anomalias reprodutivas (como má formação fetal), a danos neurológicos e a outros efeitos sobre a saúde — em casos de exposições a metais pesados, a organoclorados e a outros poluentes liberados por incineradores.

Em 1997, a IARC (Agência Internacional de Pesquisas do Câncer) classificou as dioxinas mais tóxicas como cancerígenas para os humanos. Uma vez emitidas no meio ambiente, essas substâncias podem viajar longas distâncias pelo ar e pelas correntes oceânicas, tornando-se uma contaminação global.

As dioxinas liberadas pelos incineradores também podem acumular-se em animais ruminantes e peixes, por meio da cadeia alimentar. São diversos os casos relatados mundialmente em que produtos como leite, ovos e carne continham níveis de dioxina acima dos permitidos legalmente.

A incineração no Brasil

A Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Incineração

O Greenpeace critica o último texto da proposta para a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tinha como relator da Comissão Especial de Resíduos Sólidos da Câmara Federal, o então deputado Emerson Kapaz (PPS-SP). Mais uma vez, a incineração e o coprocessamento em fornos de cimento eram apresentados como as principais políticas para a redução de resíduos. A primeira versão do documento fora apresentada em agosto de 2001. Esta proposta de lei de certa forma regulamenta o uso de incineradores, e prioriza o uso de tecnologias “sujas”. Ainda, este documento vai de encontro à Convenção de Estocolmo, a qual aponta a incineração de resíduos como uma das principais fontes produtoras de POPs, incluindo as dioxinas.

Resolução do Conama e a Incineração

Como resultado da 39ª reunião extraordinária do Conama realizada em 29 de outubro de 2002, o processo nº 02000.007884/2001-48, que dispõe sobre procedimentos e critérios para funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos, foi desastrosamente aprovado (com emendas). Este documento não apenas regulamenta o uso de incineradores com também estipula valores máximos para a emissão de dioxinas e furanos cinco vezes maiores que os permitidos em países europeus e nos Estados Unidos. Também este documento apresenta um retrocesso para o Brasil, indo de encontro ao acordado na Convenção de Estocolmo. Para ver o documento do Conama, acesse www.mma.gov.br/port/conama/doc/reun/reuniao39/result/resul71.doc 

Alternativas

Em termos gerais

1 – Estratégias e planos que promovam a redução, o reuso e a reciclagem de materiais, produtos e resíduos.

2 – A Produção Limpa.

O Greenpeace acredita que devem ser adotadas medidas para interromper imediatamente a utilização de incineradores. Em vez de apenas restringir as normas e padrões de controles de poluição ambiental, os governos nacionais devem implementar as seguintes políticas:

a – estabelecer moratória à construção de novos incineradores de lixo e à ampliação dos já existentes;

b – implementar um rápido programa para desativação de todos os incineradores existentes;

c. desenvolver programas de produção limpa para eliminar processos, produtos e resíduos tóxicos. Para saber mais sobre produção limpa, confira o documento www.greenpeace.org.br/toxicos/Producao_Limpa.doc

Em relação a substâncias industriais tóxicas – tecnologias modernas de destruição

Algumas das tecnologias de destruição de resíduos tóxicos recentemente desenvolvidas oferecem vantagens tanto no desempenho quanto nos custos, em relação ao uso de incineradores. Dentre estas tecnologias modernas de destruição, citamos algumas, entre elas a Redução de Substâncias Químicas em Fase Gasosa, a Oxidação Eletroquímica, Metal fundido e Sal fundido. Para mais informações leia o documento “Incineração e Saúde Humana-Estudo do Conhecimento Sobre os Impactos da Incineração na Saúde Humana – Tradução Preliminar (Sumário Executivo), Michelle Allsopp, Pat Costner e Paul Johnston, Laboratórios de Pesquisas do Greenpeace, Universidade de Exeter, Reino Unido www.greenpeace.org.br/toxicos/pdf/sumario_exec_health.pdf.

É importante ressaltar, no entanto, que diversos fatores, como os recursos necessários para instalação, manutenção, testes de desempenho, entre outros, tornam ambas as tecnologias, convencionais (incineração) e modernas, inapropriadas para uso contínuo e de longo prazo. Neste contexto, a adoção de uma estratégia de emissão zero e a redução dos impactos sobre a saúde causados pelo processo de manejo de resíduos significam uma mudança para um padrão baseado nos axiomas da redução, reutilização e reciclagem.

Demandas do Greenpeace

Os seguintes pontos devem estar presentes nas estratégias para estímulo à prevenção (redução), reutilização (reuso) e reciclagem e, portanto, para a diminuição dos impactos adversos sobre a saúde humana causados pelo manejo de resíduos:

1 – Plano de eliminação de toda e qualquer forma de incineração de resíduos: domésticos, hospitalares e industriais.

2 – Mecanismos financeiros e legais para aumentar a reutilização de embalagens (ex. garrafas, contêineres etc) e produtos (ex. gabinetes de computadores, componentes eletrônicos).

3 – Mecanismos financeiros (como impostos sobre aterros sanitários) destinados diretamente para montar a infra-estrutura necessária para reciclagem.

4 – Estimulação de mercados para materiais reciclados por meio de exigências legais de que as embalagens e os produtos contenham, quando for apropriado, a quantidade de material reciclado. Os
materiais que não podem ser reciclados de forma segura ou decompostos no final do ciclo de vida útil (por exemplo, o plástico PVC) devem ser substituídos por materiais mais sustentáveis. Aplicar na vida real a teoria berço a berço, onde a totalidade do que for fabricado, na destinação pós consumo ou retornará em forma de matéria prima reciclável para a indústria ou em forma de matéria prima compostável para a natureza. 

5 – A curto prazo, é preciso evitar que materiais e produtos que contribuem para a geração de substâncias perigosas em incineradores entrem na corrente de resíduos; os produtores devem arcar com os custos. Esses produtos incluem equipamentos eletrônicos, metais e produtos que contêm metais, como pilhas e lâmpadas fluorescentes, além de plásticos PVC (revestimento para chão, cabos, embalagens, perfis de janelas etc) e outros produtos que contenham substâncias perigosas. Um dos problemas que já ouvimos é que um computador tem muitos tipos de plástico que não podem ser reciclados juntos e portanto, inviabilizando a cadeia de reciclagem. Algumas vezes o reciclador põe fogo em um pedaço, para, pasmem, pelo cheiro, saber o tipo de plástico. Solução, todo e qualquer componente de plástico, de computador a garrafa de água, tem que ter a marcação com o triângulo da reciclagem com o número dentro, não importa o tamanho deste componente. Solução simples e eficaz.

E, de uma forma mais geral

6 – Expansão do desenvolvimento de tecnologias de produção limpa que sejam mais eficientes em termos de consumo energético e de materiais, e fabricar produtos mais limpos, que gerem menos lixo,
e que possam ser usados em um “ciclo fechado”, de forma a satisfazer as necessidades da sociedade de forma mais justa e sustentável. Berço a berço – a matéria prima é extraída apenas uma vez do planeta e é indefinidamente  reutilizada na indústria ou na natureza para não pressionar os recursos naturais do planeta, poupando esses recursos naturais para os seres do amanhã.

7 – Implementação do Princípio da Precaução de forma que, no futuro, seja possível evitar problemas antes que eles ocorram. A continuidade e o aprofundamento da pesquisa científica têm um papel fundamental na identificação de potenciais problemas e soluções. As incertezas relacionadas à determinação de impactos da incineração na saúde humana e no meio ambiente são consideráveis e, muitas vezes, não podem ser reduzidas.

Campanha de Substâncias Tóxicas do Greenpeace Brasil www.greenpeace.org.br/toxicos

Fonte – Greenpeace

Convite – Festival lixo e cidadania 2011 em Belo Horizonte – MG

O Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) convida para participar da 2ª Semana Mineira de Redução de Resíduos e do 10º Festival Lixo e Cidadania que acontecerá de 19 à 27 de novembro.

Inscrições – www.minasmenosresiduos.com.br

Assessoria de Comunicação
Centro Mineiro de Referência em Resíduos
Av. Belém 40 – Bairro Esplanada
Belo Horizonte – MG
Fone 31 3465-1212

Coleta seletiva x incineração do lixo

Na campanha de 2004, a incineração do lixo em Maringá era algo fora de cogitação.

Na campanha, falava-se – e não apenas o prefeito eleito, mas também de candidatos – em favor da coleta seletiva, com incentivos do município às cooperativas.

Das promessas de campanha para a prática temos outro discurso e hoje, passados quase oito anos desde a primeira eleição de Silvio Barros (PP), a administração municipal discute a criação de uma usina de incineração do lixo.

Nesse caso, penso que o município deveria olhar mais para os bons exemplos de países desenvolvidos. Na opinião do leigo que vos fala, queimar o lixo é bem coisa de terceiro mundo.

Fonte – Luiz Fernando Cardoso, Blog café com jornalista de 17 de novembro de 2011

Folder contra a incineração do lixo

Clique no cartaz para visualizar em tamanho maior.

O fórum do lixo e cidadania criou este cartaz para alertar a população sobre os as vantagens da reciclagem e compostagem e os perigos da incineração do lixo.

Apoie a campanha contra a queima do lixo em Maringá, copie o cartaz para seu site, blog, compartilhe.

Precisamos mostrar à prefeitura que esta opção não foi discutida com a sociedade e que esta não não é a opção correta para fazer a gestão do lixo da cidade.

O que queremos é educação ambiental para estimular a redução do consumo e consequentemente, a diminuição do lixo gerado.

O que queremos é a implementação da reciclagem na fonte inserindo as cooperativas, pagando a elas o mesmo valor por tonelada que hoje a prefeitura paga para as grandes empresas que coletam nosso lixo. As cooperativas fecham o ciclo berço a berço, em que o material é extraído uma vez da natureza, é encaminhado à indústria que transforma este material em produtos, que depois é consumido e depois separado para a reciclagem e enviado para as cooperativas que depois comercializam este material, que retorna para a indústria, que fabrica novo produto, é utilizado pelo consumidor que separa para a reciclagem, infinitamente, poupando recursos naturais.

Essas empresas hoje depositam tudo na pedreira sem reciclar ou compostar qualquer tipo de material, apenas jogam fora a matéria prima que poderia retornar para a indústria e para a agricultura.

Cada brasileiro gera mais de 1 quilo de lixo por dia e mais de 40% deste lixo é composto de materiais recicláveis, que devem ser retornados ao ciclo industrial, para poupar recursos naturais para que os seres do amanhã possam também viver sobre o planeta.

Lembre-se de que vivemos em uma bola azul, no canto da via láctea, em que todos os recursos naturais, absolutamente todos, são finitos, como em uma receita de bolo, tem um percentual de cada um e se não reaproveitarmos estes materiais, quando acabar, acabou, terminou, já era.

Queremos inserir pessoas que não tem qualificação para o mercado de trabalho convencional nas cooperativas, para gerar renda a estas pessoas e suas famílias, dando-lhes dignidade, transformando as cooperativas na porta de entrada para o mercado de trabalho formal.

Queremos compostagem para aproveitamento do lixo orgânico, que corresponde a aproximadamente 50% de todo o lixo gerado diariamente na cidade, para a transformar em adubo orgânico para ser usado em nossas plantações.

Queremos Maringá mais limpa, mais ecológica, mais preparada para o Século XXI.

Vamos dizer não à incineração do lixo

Queimar lixo é queimar recursos naturais finitos no nosso planeta, necessários à nossa sobrevivência e à sobrevivência dos seres do amanhã. Por isso, diga não à incineração.

Diga sim à reciclagem e compostagem que geram apenas de 3 a 5% de rejeito.

Diga sim à reciclagem e compostagem que gera cidadania, dignidade e trabalho.

Diga não à incineração do lixo que gera até 15% de rejeito.

Diga não à incineração que queima materiais que devem voltar para o ciclo de produção para não ser necessário extrair mais recursos naturais finitos do planeta para a produção de novos produtos.

Incineração de lixo, conheça alguns de seus problemas

Longe de ser uma tecnologia universalmente provada como asseguram seus promotores, a incineração de lixo doméstico com recuperação da energia tem sido uma experimentação, que depois de 20 anos deixou os cidadãos dos países industrializados com a herança de altos níveis inaceitáveis de dioxina e seus compostos em seus alimentos, seus tecidos, seus bebês e na vida selvagem.

Alguns dos problemas da incineração de resíduos -  descargas de poluentes tanto para o ar como para outros meios, custos econômicos e custos de emprego, perda de energia, insustentabilidade e incompatibilidade com outros sistemas para a gestão de resíduos. Também lida com os problemas específicos dos países do hemisfério Sul.

As dioxinas são os poluentes mais importantes associados aos incineradores. Estes são os causadores de uma grande variedade de problemas de saúde que incluem o câncer, danos no sistema imunológico, problemas na reprodução dos seres vivos e de desenvolvimento.

As dioxinas são bio-acumulativas, isto é, passam para a cadeia alimentar da presa para o predador, concentrando-se na carne e nos produtos lacticínios e por último no Homem. As dioxinas são de particular preocupação, pois se disseminam no meio ambiente e no homem, em níveis que já demonstraram estar causando problemas de saúde, implicando que neste momento estão populações inteiras sofrendo os seus efeitos adversos. Os incineradores são a principal fonte de dioxinas em nível mundial.

Os incineradores são uma das maiores fontes de poluição por mercúrio, sendo a sua contaminação de vasto alcance, os intoxicados pelo mercúrio tem prejuízos em suas funções motora, sensorial e cognitiva. Os incineradores são também uma fonte significativa de emissões para o meio ambiente de outros metais pesados, tais como o chumbo, cádmio, arsénio, cromo e berílio.

Outros poluentes que causam preocupação incluem – não dioxinas – hidrocarbonetos halogénicos, gases ácidos, que são precursores da chuva ácida, partículas que prejudicam as funções pulmonares e gases que provocam o efeito de estufa. Contudo, a caracterização das descargas de poluentes das incineradores ainda está incompleta e estão presentes nas emissões de ar e nas cinzas muitos componentes não identificados.

Os operadores de incineradores afirmam várias vezes que as emissões estão sob controle, mas as evidências indicam que isto não é verdade.

Primeiro porque para muitos poluentes tais como as dioxinas qualquer nível de emissão é inaceitável. Segundo porque a verificação das emissões é irregular e bastante imperfeita, deste modo não são verdadeiramente conhecidos os atuais níveis de emissões. Terceiro porque a informação existente indica que os atuais incineradores são incapazes de satisfazer o padrão mínimo.

Quando o equipamento para o controle de poluição funciona, remove os poluentes do ar concentrando-os nas cinzas soltas, criando um fluxo perigoso de resíduos tóxicos que necessita de um tratamento adicional. Deste modo o problema da libertação de poluentes não está resolvido. Os poluentes são simplesmente transferidos de um meio – ar – para outro  -sólido ou água -.

As cinzas liberadas pelos incineradores são bastante perigosas e são muitas vezes mal reguladas. Nem os aterros sanitários são seguros, porque deixam passar substâncias perigosas. Em alguns lugares as cinzas estão expostas ao ambiente ou até espalham-se por áreas residenciais ou áreas de produção alimentos – agropecuárias -.

Os incineradores estão muitas vezes situados ao redor de populações, normalmente minoritárias de baixo rendimento, com a teoria de que estes setores da população politicamente fracos, serão menos capazes de resistir-lhes. Isto é uma violação dos princípios básicos da justiça ambiental e dos direitos humanos.

Os incineradores modernos são de longe, a abordagem mais dispendiosa para a gestão de resíduos, só os custos da construção podem ser centenas de milhões de dólares. Os custos de construção e de funcionamento normal dos incineradores são inevitavelmente suportados pelo público.

As companhias de incineradores têm inventado vários esquemas de financiamento complicados, para conseguirem o apoio do governo em pagamentos em longo prazo, o que várias vezes provou ser desastroso para os governos locais. Muitas cidades, nos Estados Unidos, endividaram-se devido investirem em incineradores.

Os incineradores criam de longe menos empregos por toneladas de resíduos do que as tecnologias alternativas e práticas, tais como a reciclagem e compostagem. Geralmente, também substituem o trabalho em rede de reciclagem informal, já existente, causando dificuldade adicional ao mais pobre dos pobres.

Os incineradores são também adaptados para funcionar como produtores de energia, visto poderem produzir eletricidade. No entanto, uma análise detalhada do ciclo de atividade revela que os incineradores gastam mais energia do que produzem.

Isto porque os produtos reutilizáveis e recicláveis que são incinerados e que deveriam ser reutilizados ou reciclados devem ser substituídos por novos produtos, extraindo e processando materiais virgens, pressionando ainda mais o planeta com a exploração de recursos naturais finitos para transformá-los em novos produtos, gastando muito mais energia, causando também mais danos ao meio ambiente do que seria se os materiais fossem reutilizados, ou produzidos a partir de materiais reciclados.

A grande parte da história da incineração de resíduos, tem sido nos países do Norte. Os contextos dos países do Sul são capazes de ser ainda mais problemáticos para esta tecnologia. A falta de capacidade de monitoramento significa que os incineradores são capazes de ser ainda mais poluidores do que os do Norte. Problemas administrativos, tais como orçamentos incertos e a corrupção, podem interferir com a manutenção necessária. As diferentes condições físicas, tais como o tempo e as características dos resíduos, podem tornar as operações difíceis ou até mesmo impossíveis.

Finalmente, deve ser entendido que os incineradores são incompatíveis com outras formas de gestão de resíduos. Os incineradores competem para o mesmo orçamento e materiais descartáveis com outras formas de gestão de resíduos, subestimando a ética da separação na fonte, que gere o manejo apropriado dos resíduos.

Alguns fatos

Utilizar os 5Rs, para diminuir geração de resíduos, que hoje já passa de 1 quilo / dia por pessoa no Brasil. 5Rs – REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis e diminuir a geração de lixo; RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens; REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna; REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

Ao se realizar a reciclagem e a compostagem, apenas restará de 3 a 5% de todo o lixo produzido para ser dada uma destinação correta. As últimas tecnologias que estudamos de incineração tem como resíduo final de até 15% de rejeito, muito mais do que se fosse realizada a compostagem e a reciclagem.

Incinerar lixo é dar incentivar as pessoas se tornarem consumistas, afinal, depois de consumir é só queimar, é varrer o lixo para baixo do tapete.

Reciclagem e compostagem gera muitos postos de trabalho, inserindo no mercado produtivo pessoas sem qualificação, gerando renda e dignidade para estas pessoas.

Reciclagem e compostagem não necessita de investimentos milionários, muitas vezes passando da casa das centenas de milhões para sua implantação.

Reciclagem e compostagem, estas são as verdadeiras soluções para limpar o lixo do planeta.

Diga não à incineração!

Caixa eletrônico compra celulares velhos e paga em dinheiro

Quem possui montes e mais montes de celulares antigos sempre se pergunta o que fazer com eles. Que tal reciclá-los e ainda ganhar uma graninha em troca? A empresa norte-americana EcoATM criou uma espécie de caixa eletrônico que recompensa as pessoas que descartarem seus aparelhos velhos – o que inclui tocadores de MP3.

Segundo o Engadget, programas de reciclagem de aparelhos celulares já existem, mas levam muito tempo para serem concluídos. Com o EcoATM o processo leva apenas cinco minutos: tudo que se precisa fazer é depositar o aparelho na máquina e aguardar para “rechear” a carteira.

O EcoATM avalia o celular ou MP3 player do usuário visual e tecnicamente. O processo é gravado a partir de uma etiqueta de identificação. O escâner visual analisa as condições físicas do aparelho, e na sequência o usuário precisa conectar o dispositivo a um cabo de força na própria máquina.

Se o equipamento estiver funcionando, a empresa pode encaminhá-lo para lojas de eletrônicos usados. Isso interfere no valor que o caixa eletrônico vai pagar pelo aparelho – a avaliação a partir de sites de compra e venda de objetos de segunda mão é feita em tempo real e apresentada na tela para o usuário. Após a avaliação, é possível escolher se o celular ou tocador de músicas fica para ser recolhido ou se a pessoa desiste. Se o aparelho não funciona, essa etapa é pulada e o valor de compra é baseado nos componentes recicláveis do aparelho.

Quando o usuário aceito o preço oferecido pela máquina, tem a opção de doar todo o dinheiro ou uma parte dele para uma instituição de caridade cadastrada no sistema. O troco, ou o valor inteiro se a doação não foi realizada, vêm na sequência, por uma saída como a do saque em caixas eletrônicos comuns.

De acordo com o Ubergizmo, a máquina está sendo instalada nos principais shopping centers em diversas cidades dos Estados Unidos. O site oficial da EcoATM aponta 20 locações, sendo uma delas em Redmond, na sede da Microsoft, e outras 17 locais na Califórnia.

Quando será que chegam aqui?

Fonte e imagem – Portal Terra de 18 de outubro de 2011

 

Sim, somos contra queimar o lixo reciclável e o lixo compostável.

Saiba porque você também deve ser contra mais esta proposta indecente da prefeitura de Maringá.

Lixo deve ser separado para a reciclagem e compostagem na fonte, isto é, nas nossas casas, nas empresas e indústrias.

O lixo é responsabilidade de quem o gerou. Queimar lixo, além de queimar recursos naturais, é varrer a sujeira para baixo do tapete.

Repensar, recursar, reduzir, reutilizar, reciclar, estes são os passos para a solução do problema do lixo, o resto é reiventar a roda.

Diga não à usina de queima de lixo!

Convite – Reunião do fórum do lixo e cidadania para divulgação da carta de repúdio à queima do lixo em Maringá – PR

Fórum do lixo e cidadania é contra queima do lixo em Maringá

Em setembro de 2010 foi realizada uma reunião, no colégio Marista, com mais de 100 representantes de vários setores da comunidade para criar o Fórum de Lixo e Cidadania de Maringá, Sarandi e Paiçandu. O objetivo do movimento é discutir e encontrar formas para solucionar o grave problema que estas cidades, e as cooperativas de catadores existentes nelas, enfrentam com o lixo urbano. Os organizadores do Fórum também se propõem a discutir a questão em outros municípios.

Em Maringá, especificamente, os participantes do fórum estão preocupados especialmente com o enfraquecimento das cooperativas de trabalhadores, que estão sucateadas, e a intenção da prefeitura em instalar uma usina de queima do lixo na cidade. Hoje, cerca de 40% das 350 toneladas de lixo geradas diariamente são compostas de material reciclável. As cooperativas não conseguem reciclar nem 3% deste total. Uma grande quantidade de resíduos sólidos está sendo enterrada na pedreira.

Na opinião dos participantes do fórum, as cooperativas precisam do apoio do poder público e falta a elas qualificação profissional e equipamentos. Mas, a conclusão é de que não há interesse da prefeitura em desenvolver as cooperativas devido à intenção de se instalar a usina. O fórum criou um grupo de estudo específico para debater a questão de Maringá. Este grupo deve divulgar os resultados das discussões no próximo dia 18, durante reunião no anfiteatro do Colégio Marista, às 19 horas.

A reunião contará com convidados que farão breves exposições sobre o tema.

O grupo deverá ainda divulgar uma carta de repúdio à queima do lixo, apoiando a reestruturação das cooperativas e favorável à reciclagem e à compostagem. Estas questões são destacadas na lei Nº 12.305, de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O texto ressalta a redução, reuso e reaproveitamento do lixo, além de fazer referências ao envolvimento das cooperativas de catadores no processo de gestão dos resíduos.

Segundo o Procurador do Trabalho e representante da Coordenação Colegiada do Fórum Intermunicipal Lixo e cidadania “O Fórum, que se constitui como espaço democrático e pluralista, tem procurado refletir sobre os temas de seu interesse e adotar posições fundamentadas, levando em consideração diferentes aspectos, especialmente técnicos e jurídicos. Nesse sentido, a posição a ser apresentada à sociedade no dia 18 – referente à proposta do Município de Maringá de implantação de uma unidade de incineração de resíduos – é consistente e embasada, devendo ser levada em consideração por todos, especialmente pela Administração Pública do Município de Maringá. A iniciativa do Fórum é digna de nota, é a sociedade civil buscando ser ouvida em tema da mais alta relevância, não se conformando em aguardar passivamente decisões que influenciam os destinos de todos os maringaenses”.

As reuniões do fórum ocorrem mensalmente com vários setores da sociedade organizada como ongs, universidades, igrejas, clubes de serviço e a população em geral.

Participe desta reunião e saiba mais sobre a nossa proposta para incentivar a reciclagem e compostagem, gerando dignidade aos coletores de recicláveis.

Precisamos de todos os cidadãos preocupados e com bom senso para impedirmos a queima de matéria prima que hoje gera renda para muitas famílias.

Queimar material reciclável é roubar recursos naturais das próximas gerações, que assim como nós, necessitarão de matéria prima para viverem no planeta.

Data – 18 de outubro
Horário - 19 horas
Local - Anfiteatro do colégio Marista
Avenida Tiradentes, 963 - Maringá - PR

Sacola furada – o estudo da braskem, basf, eco e akatu

Estudo encomendado por empresa química ignora tempo de decomposição do plástico e supõe que o destino das sacolas descartáveis seja apenas o aterro sanitário ou a reciclagem

É difícil falar sobre sacolas plásticas sem esbarrar em interesses, seja das indústrias petroquímicas ligadas à fabricação da matéria-prima, seja de quem as condenam. No meio desse debate ficam os consumidores, que precisam decidir se colocam as compras na sacolinha descartável – que depois pode acomodar o lixo – ou se levam a sacolona de pano ou plástico mais durável, que podem ser reutilizadas centenas de vezes, minimizando a produção de lixo no planeta.

Para abordar o assunto, o Instituto Akatu lançou o estudo Ecoeficiência das sacolas de supermercado, encomendado pela Braskem – produtora de resina termoplástica, matéria prima para as sacolas – e desenvolvido pela Fundação Espaço Eco que, por sua vez, é uma entidade vinculada à empresa química Basf.

No estudo, que analisou oito tipos de sacola, concluiu-se que as de plástico são mais “ecoeficientes” que as demais alternativas em diversas situações.

Nas palavras da diretora-presidente da Fundação Espaço ECO, Sonia Chapman: “Por um lado, sacolas descartáveis de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações que os consumidores têm maior volume de compras, maior frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo maior, que garanta o reuso das sacolas plásticas para o descarte desse lixo. Por outro lado, sacolas retornáveis de tecido ou de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações em que os consumidores têm menor volume de compras, menor frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo menor, com baixa compra de sacos para condicionar o lixo”.

Sacolas retornáveis foram, são e sempre serão a melhor opção para acondicionamento das compras, não acredite nas besteiras que este estudo está tentando enfiar goela abaixo do consumidor.

Lacunas

Esse panorama, no entanto, merece ressalvas. O estudo não incluiu entre os fatores de impacto ambiental o tempo de decomposição de cada um dos materiais, principal preocupação daqueles que se opõem às sacolas plásticas. Os pesquisadores levaram em conta o que acontece com os produtos – da produção ao descarte – apenas no período de um ano.

“Não consideramos todo o ciclo porque ninguém sabe exatamente quanto tempo a sacola de plástico demora pra se decompor. E só trabalhamos com dados oficiais”, diz Emiliano Graziano, gerente de ecoeficiência da Fundação Espaço Eco.

Esta foi boa. Sacolas plásticas de uso único quando fabricadas com plástico convencional demoram ao menos 500 anos para sumir da face da terra. Sim, um segundo para serem produzidas, trinta minutos de uso e cinco séculos poluindo o planeta e matando aves, peixes e animais.

Embora o tempo de decomposição do plástico seja objeto de controvérsia, não existe nenhuma estimativa que não se componha em séculos.

O estudo também considera que o destino das sacolas plásticas, após o descarte, é o aterro sanitário ou a reciclagem. A realidade do país, no entanto, mostra que apenas 32% dos municípios têm aterros sanitários para enviar o lixo de forma segura ao meio ambiente e à saúde pública. Pelo menos 30% do que é descartado pelas cidades vai parar em lixões a céu aberto e sem tratamento, segundo dados do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).

Somente 14% dos municípios tem aterro sanitário – o 64% tem lixão e o resto das cidades conta com aterro controlado -, apenas 6% das cidades tem reciclagem organizada pela prefeitura, menos de 1% do lixo do país vai para a reciclagem – 0,8% – e poderíamos continuar com os dados por muito tempo, mas já deu para você ter uma idéia de que sacolas jamais são recicladas, até porque é necessário coletar 800 delas para poder vender por uns poucos centavos. É óbvio que o catador de recicláveis NÃO vai coletar algo que dê mais trabalho e renda menos dinheiro. Lógica pura. 

Analisados só os processos produtivos, as sacolas de pano e ráfia (um tipo de plástico mais resistente) causariam mais impactos ao meio ambiente, porque consomem mais recursos naturais, energia para produção e água. Uma sacola de tecido, por exemplo, passa pelo cultivo do algodão, uso de agrotóxicos, colheita, transporte, fabricação de fibra até virar pano. Segundo Ana Domingues, da Fundação Verde, uma ONG que milita contra o uso de sacolas descartáveis, o ciclo do plástico é de fato mais curto e com menos emissões do que o do algodão. “Se consideramos apenas a primeira parte do ciclo de vida de uma sacola de pano, ela tem maior impacto ambiental, mas como dura de cinco a dez anos, esse impacto é minimizado e vale a pena produzi-la”, diz.

Quanto à reciclagem, ainda segundo Graziano, o estudo se baseou em dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), que afirmam ser de 10% o índice de reciclagem de sacolas plásticas no País. Para a Fundação Verde, no entanto, essa marca não chega a 1%. Por serem muito leves, não compensa recolher sacos para reciclá-los. Para obter um quilo, é preciso juntar 800 unidades. A produção do plástico virgem é de baixo custo, o que desestimula o processo industrial para reciclar.

Agora o graziano abusou da nossa inteligência, ao querer nos convencer de que 10% das sacolas são recicladas. É um absurdo, será que ele não fica vermelho ao contar esta lorota? 

Para que o caminho da sacola retornável tenha valido a pena para a natureza, o estudo da Akatu afirma que é preciso que ela seja reutilizada diversas vezes. A de ráfia, por exemplo, é feita de um plástico durável, mas deve ser levada ao supermercado pelo menos 60 vezes. Ana Domingues afirma que, ao eliminarmos o consumo e o descarte de sacolas descartáveis, diminuímos 10% do lixo do planeta. “Para jogar o lixo doméstico fora, temos alternativas como usar os saquinhos que transportam frutas e legumes ou usar caixas de papelão. E a sacola retornável é uma alternativa boa em qualquer circunstância”, diz.

Questionado se, por ter sido encomendado por uma empresa ligada ao setor, a credibilidade do estudo não estaria em risco, Emiliano diz que o maior objetivo da pesquisa é educar. “Trabalhamos com a Braskem baseados em critérios de seriedade e por ela ser uma empresa idônea. Não sei o que eles vão fazer com os resultados, mas o estudo serve para promover a reflexão dos impactos que todos os tipos de sacolas têm”, afirma.

Nos recusamos a comentar o último parágrafo. Pense no que o graziano disse e tente não rir.

Fonte – Revista Página 22 de 10 de agosto de 2011

Imagem – milliped

Vídeo – Educação ambiental para crianças

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O que nós não tivemos em nossa infância, agora está até nas histórias em quadrinhos e desenhos infantis.

O Maurício de Souza e seu estúdio estão de parabéns pelo excelente filme da turma da mônica, que ensina passo a passo a educação ambiental para as crianças sem ser cansativo e na linguagem que eles entendem.

No final de semana, aproveite e assista junto com seus filhos o filme “Como salvar o planeta”.

Deixe sempre muito claro para seus filhos que nós precisamos do planeta para sobreviver, mas o planeta jamais precisou, precisa ou precisará da humanidade. Aliás, todas as outras formas de vida sofrem com nossa existência, por isso nossa responsabilidade é tão grande.

Nossa responsabilidade transcende nosso ciclo de vida, alcançando os humanos e outras formas de vida que ainda não nasceram.

Por isso a importância deste filme, pois as crianças de hoje decidirão com seus hábitos de consumo o futuro de toda a humanidade.

Antes de consumir, pense nos 5Rs – REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis; RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens; REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna; REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

O planeta e a humanidade agradecem.

Golfinhos e baleias ameaçados pelo lixo plástico nos oceanos

Uma baleia já foi encontrada com 33 quilos de plásticos no corpo

O lixo plástico na superfície dos oceanos é uma ameaça mortal para as baleias e os golfinhos e ainda não foi estudado pela ciência, segundo um estudo que será apresentado na reunião da Comissão Baleeira, que começa nesta segunda-feira na ilha britânica de Jersey.

Em 2008, 134 tipos de redes diferentes foram encontradas nos estômagos de duas cachalotes que encalharam no litoral da Califórnia, Estados Unidos, e que provavelmente morreram de oclusão intestinal. Em 1999, na cidade de Biscarrosse (sudoeste da França), uma baleia de Cuvier encalhou com 33 kg de plástico no corpo.

Os cetáceos, como as tartarugas e os pássaros, têm grande dificuldade de digerir esses dejetos, cada vez mais numerosos, indica o estudo apresentado ao comitê científico da Comissão Baleeira Internacional (CBI), viando à reunião de Jersey.

“A ameaça dos dejetos marinhos de plástico para inúmeros animais marinhos foi estabelecida há tempos, mas a ameaça para as baleias e os golfinhos é menos clara”, considera o autor, Mark Simmonds, cientista chefe da Sociedade para a Conservação dos Golfinhos e Baleias (WDCS), uma ONG britânica.

“No entanto, foi estabelecido que esses dejetos podem causar dano aos animais, seja porque os ingere, ou porque ficam enredados neles”, explicou.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) destacou em fevereiro, em seu informe de 2011, a forma com que milhões de dejetos plásticos ameaçam os litorais devido à utilização cada vez mais importante do plástico e de taxas de reciclagem ainda fracas.

A WDCS é favorável que a CBI assine o “Compromisso de Honolulu”, um pedido internacional lançado em março, no Havaí, para incentivar os governos, associações e cidadãos a agir para reduzir os dejetos marinhos.

Fonte – Revista Exame de 10 de julho de 2011

Imagem – bee happy123

De quantas provas mais você precisa, de quantos argumentos mais você precisa, para finalmente abandonar esse seu péssimo hábito de usar sacola plástica de uso único e para finalmente tomar coragem de separar o que é lixo do material reciclável?

Seus péssimos hábitos, sua preguiça, estão matando as outras formas de vida no planeta.

Este planeta não nos pertence, nós somente o emprestamos de nossos descendentes e o partilhamos com outras formas de vida que estão sendo mortas pelos seus horríveis hábitos e seu comodismo.

Mude seus hábitos e mude o mundo. Use sacola retornável e recicle, sempre.

Sarandi dá o primeiro passo para aumentar a reciclagem

Sarandi começa projeto de coleta seletiva

Cerca de 3,5 mil famílias participarão do primeiro estágio do projeto de implantação da coleta seletiva em Sarandi, anunciado pelo prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior (PDT), durante o Fórum Lixo e Cidadania, realizado no fim de abril.

Cada família receberá sacolas plásticas de duzentos litros para fazer a separação dos resíduos. Em paralelo, a prefeitura vai desenvolver uma campanha de conscientização sobre a necessidade de se fazer a seleção.

De acordo com o secretário de Indústria e Comércio de Sarandi, José Luiz de Almeida, a cidade foi dividida em cinco setores. “A primeira etapa do projeto vai começar pelos jardins Panorama e Novo Panorama. Todas as casas vão receber as sacolas padronizadas com a logomarca da prefeitura e as famílias vão ser orientadas a fazer a separação do lixo que será recolhido duas vezes por semana”, explica.

O secretário adianta que os resíduos serão colocados nos caminhões e as sacolas devolvidas para voltar a serem usadas. “Cuidar para preservar estas sacolas, será o primeiro exercício de conscientização sobre o importante papel da iniciativa”, diz.

O projeto recebe apoio das igrejas, estudantes, professores, entidades de classe e da Cooperativa Ecológica Central. Além das sacolas, serão distribuídos adesivos para identificar as famílias participantes da iniciativa.

Para Almeida, mais do que reduzir a quantidade de lixo a ser depositada no aterro sanitário da cidade, o projeto vai contribuir com a redução dos lixões a céu aberto.

“Nós vamos envolver toda a sociedade na luta em favor do meio ambiente, acredito que vamos ter uma boa aceitação em pouco tempo”, destaca.

Fonte – Luiz de Carvalho, O Diário do Norte do Paraná de 23 de julho de 2011

Enquanto isso, em Maringá … Bem, em Maringá a reciclagem continua no patamar de 3%, continuam as tentativas por parte do primeiro setor em desestabilizar as cooperativas … Enfim, Maringá, continua a mesma do século passado, sem resolver o problema do lixo, o primeiro setor divulgando planos mirabolantes, soluções mágicas, mas só no blábláblá, pois de concreto, nadica de nada.

E o lixo dos maringaenses continuam indo para uma pedreira, o reciclável, o compostável, o rejeito. Maringá, Maringá … 

 

Conceitos – Recycling, Downcycling e Upcycling

A Reciclagem (recycling) na sua definição mais exata, é a recuperação de um material ou produto para que possa ser reutilizado em um outro produto sem perder as suas características técnicas. O material é recuperado e se torna matéria prima para o mesmo produto do qual era feito originalmente.

Um exemplo é a garrafa de vidro, que pode ser derretida, e virar outra garrafa novamente. No caso dos plásticos, com a resina PET, ele pode ser reciclada em outra garrafa plástica ou algo de mesmo valor. Isso também acontece com as latas de alumínio.

Porém muitos materiais não podem ser reutilizados para se fabricar o produto original, por perderem suas propriedades técnicas.

Downcycling

Downcycling é o processo de recuperação de um material para reuso em um produto com menor valor, ou seja, a integridade do material é de certa forma comprometida com o processo de recuperação.

Algumas resinas plásticas, como a PEAD, usadas como matéria-prima de embalagens primárias, de leite, iogurte e sucos não podem ser verdadeiramente recicladas. O resultado de sua recuperação não pode ser usada novamente como embalagens de produtos alimentícios. Inclusive está na legislação da Anvisa. Estas resinas são transformadas em coisas como mesas, cadeiras, lixeiras e requerem tratamento extra em termos de energia e dos produtos químicos que compõem as resinas.

Outro exemplo de material que não pode ser reciclado e sim downcycled é o papel. O papel para escrita de boa qualidade não pode ser reciclado em papel do mesmo tipo, com as mesmas características, ele é então downcycled em papéis para fotocópia, papel cartão e papel higiênico.

Upcycling

Upcycling é um processo de recuperação que converte os resíduos muitas vezes desperdiçados em novos materiais ou produtos com melhor qualidade e valor ambiental.

Um exemplo bem conhecido é a utilização de lona de caminhões usadas na fabricação de roupas, bolsas, chapéus, bonés e outros artigos com alto valor agregado. Ou o uso de resíduos para o artesanato ou design de novos produtos.

Reciclar ou não reciclar?

A palavra reciclagem acaba sendo usada em todos esses processos, até mesmo para poder simplificar para um leigo, mas na hora da escolha do material para a fabricação da embalagem, ou mesmo no nosso dia a dia, no nosso consumo, é importante entender essas diferenças e usá-las como critério de escolha.

É importante lembrar que a reciclagem pode requerer muita energia em seu processo produzindo artigos com menor valor ambiental. E não podemos justificar o consumo exagerado de produtos só porque as embalagens são “recicláveis”.

Pense sempre nos “3Rs” na seguinte ordem: reduzir, reusar e reciclar.

Fonte – Site Embalagem Sustentável

Imagem – Helenab67

Antes de consumir, pense nos 5Rs – REPENSAR a nossa relação com o planeta e e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis; RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos embalagens que não possam ser recicladas; REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna; REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

Normas para descarte de medicamentos vencidos

Projeto de Lei estabelece regras para a coleta e destinação adequada a fármacos no Estado de São Paulo

Em 8 de abril, foi publicado no Diário Oficial o Projeto de Lei (PL) n° 260, de 05 de abril de 2011, da Assembleia Legislativa de São Paulo, que prevê regras para a destinação final de medicamentos vencidos no Estado de São Paulo. Uma das metas propostas pelo PL é a criação do Certificado Estadual do Meio Ambiente (Cema), que será entregue aos responsáveis pelo cumprimento desta lei, além de municípios, entidades, organizações e associações da sociedade civil que colaborarem integralmente com as diretrizes estabelecidas.

De acordo com o projeto, os estabelecimentos que comercializam remédios deverão dispor de uma placa de sinalização em um espaço com visibilidade para informar os consumidores como proceder em relação aos medicamentos vencidos. Inclusive, para aumentar a abrangência do projeto, serão criados “ecopontos”, facilitando o acesso da população ao descarte de medicamentos.

O deputado Orlando Morando (PSDB), autor do PL, justifica que a criação do projeto alegando que “cerca de 20% dos medicamentos adquiridos são descartados de alguma forma no meio doméstico, conforme o Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (IDUM), e esse descarte é uma das maiores causas de envenenamento e intoxicação”, explica. “Esses medicamentos, principalmente antibióticos, podem fortalecer as bactérias com as quais interage na água. Essas, ao serem ingeridas pelo homem, tornam-se resistentes ao remédio”, completa o deputado.

Os produtos recolhidos deverão ser incinerados ou destinados a aterros especializados. O controle do cumprimento da Lei, caso aprovada, ficará a sob a responsabilidade da Administração Pública Estadual competente em matéria de meio ambiente e saúde.

Fonte – FECOMERCIO de 20 de junho de 2011

Mais uma cidade quer queimar recursos naturais

Santo André estuda gerar energia a partir do lixo

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e a USTDA (Agência Norte-Americana para o Comércio e Desenvolvimento) assinaram nesta segunda-feira (27) um acordo de cooperação no valor de US$ 469 mil para a realização de estudo de viabilidade para a construção de uma usina de processamento de gás de aterro e geração de energia a partir de resíduos sólidos.

Segundo o superintendente da autarquia, Ângelo Pavin, o estudo poderá durar até um ano e meio. “Ele será responsável por fazer análises técnicas, econômicas e financeiras”, afirmou o comandante da autarquia, que destacou que a iniciativa de propor o estudo foi da própria agência americana, e não do Semasa.

A gerente da Agência, Gabrielle Mandel, explica que o projeto será dividido em duas partes. “Primeiro iremos verificar se podemos utilizar o gás metano existente no local atualmente, que é produzido pelo lixo que lá se encontra, para gerar energia. Depois iremos verificar a possibilidade da construção de uma usina de incineração de lixo”, conta.

“A diferença entre a utilização do gás e da usina é que a usina é um meio de dar uma destinação final ao lixo e, ao mesmo tempo, produzir energia. Já a canalização do gás, teoricamente, já poderia ser feita agora, pois ele existe, ele está lá, pois é produzido por todo o resíduo. Mas os estudos são necessários para sabermos quanto de gás é produzido, se é mesmo suficiente para a transformação em energia e quanto custaria isso tudo”, completou o superintendente. Apesar de não querer se aprofundar no assunto, Pavin garantiu que há empresas interessadas em instalar uma usina no local. “Isso está em andamento”, disse, sem dar detalhes.

São Bernardo

Apesar de Santo André ser um dos primeiros municípios do País a falar na construção de uma usina de incineração de lixo para obtenção de energia, São Bernardo saiu na frente. No início deste mês a Prefeitura local lançou edital para contratação da empresa responsável pela gestão dos resíduos sólidos no município. O vencedor do processo, que será concluído até o fim do ano, responderá ainda pela instalação do sistema de reaproveitamento de resíduos e da unidade de recuperação de energia, a chamada usina verde, com previsão de funcionamento para 2014.

A intenção é que a usina seja construída em terreno de 30 mil m², no antigo aterro do Alvarenga. A estimativa é de geração de até 30 MW/h, quantidade suficiente para iluminar todas as ruas e prédios públicos do município, ou até mesmo uma cidade como Diadema.

Fonte – Aline Bosio, Reporter Diário de 27 de junho de 2011

Queima de lixo ou como eles gostam de chamar “valorização de resíduos” deve ser utilizada como a última das últimas das alternativas, após o retorno dos materiais para o ciclo indústrial ou ciclo biológico, também chamado ciclo de berço a berço ou produto de ciclo fechado, isto é, tudo o que o que pode ser reaproveitado é reaproveitado para a indústria ou para a agricultura.

Na prática funciona assim: separar tudo o que for reciclável e compostável na fonte de geração destes resíduos – casas, restaurantes, empresas, fábricas … – e o que for reciclável ser comercializado para esse material se tornar nutriente para a a indústria, evitando a retirada de recursos naturais do planeta sem necessidade, o que for lixo orgânico tem que ir para a compostagem para se transformar em adubo orgânico para fertilizar o solo, isto é, se tornar nutriente para a natureza.

Daí sim, o que for rejeito, isto é, de 3 a 5% do lixo gerado, o lixo hospitalar, o que não puder ser utilizado como nutriente para a natureza ou para a indústria, pode ser queimado – desde que usados filtros – para evitar utilizar terra fértil como aterro.

Reunião ordinária do fórum do lixo e cidadania Maringá, Sarandi e Paiçandu

Mais uma vez relembramos que nesta quinta teremos reunião ordinária do Fórum Lixo e Cidadania – Maringá, Sarandi e Paiçandu.

Data – hoje, dia 16 de junho de junho de 2011

Horário - 19 horas

Local - Auditório do DFE – bloco H12, sala 15 – UEM

Pauta:

- relatos sobre o evento na Semana Ambiental da UEM;

– relatos sobre a mobilização em Curitiba;

– pedido de inserção do Município de Astorga no Fórum;

– mudança do dia da semana da reunião ordinária do Fórum;

– manisfestação do interessados em fazer parte da(s) comissão(ões) de estudo(s) dos autodiagnósticos municipais ou formação de comissão de estudos para subsidiar a posição do Fórum sobre a proposta de usina de incineração e

– assuntos gerais.

Participem, juntos, podemos resolver o problema do lixo de Maringá.

Produtos com matéria-prima reciclada terão benefício fiscal

O uso de papel reciclado vai ser incentivado no Paraná. O secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, encaminhou ao governador Beto Richa decreto para restabelecer a concessão de crédito presumido do ICMS, até dezembro de 2012, a produtos industrializados que usem, no mínimo, 75% de matéria-prima oriunda de produto reciclado de papel, papelão, plástico ou resíduo plástico.

De acordo com o secretário Hauly, a medida tem grande importância ambiental porque incentiva a prática da reciclagem em todo o Estado. O decreto tem valor retroativo a março deste ano, quando este e outros benefícios foram suspensos para análise da real importância e do retorno de cada um deles.

O crédito presumido será de 76,388% nas operações sujeitas à alíquota de 18%; de 64,583% nas operações sujeitas à alíquota de 12%; e de 39,285% nas operações sujeitas à alíquota de 7%.
O mesmo decreto, que ainda depende da assinatura do governador, revigora o crédito presumido aos fabricantes de todo tipo de etiquetas, para “resguardar a competitividade do setor diante de políticas tributárias adotadas por outros estados brasileiros, que já concedem benefícios fiscais ao setor”.

A medida prevê crédito de 90% dos débitos do imposto gerado pelas operações com esses produtos e aplica-se a etiquetas de papel ou cartão, impressas ou não, auto-adesivos, chapas, folhas, tiras, fitas, películas e outras formas planas, auto-adesivas, de plásticos, mesmo em rolos; folhas, tiras, fitas, películas e outras formas planas, auto-adesivas, de plásticos, mesmo em rolos.

Fonte – Governo do Paraná de 08 de junho de 2011

Quer mudar o mundo? É assim que se faz.

O que diz o Dr Saint Clair sobre queimar lixo em Maringá

Doutor Saint clair Honorato, Procurador MP do Estado do Paraná, responde à três perguntas sobre o lixo de Maringá.

O Diário – Pequenos municípios da região pretendem se unir para contruir um aterro em comum. Já em Maringá, uma das possibilidades cogitadas é a instalação de usina termoelétrica, alimentada com a queima de lixo. Esse tipo de usina é uma boa idéia?

Saint Clair – Seria ir na contramão da história. A maioria das cidades do mundo está acabando com a queima de lixo. A reciclagem e a compsotagem são os procedimentos mais adequados.

O Diário – Por que não é adequado?

Saint Clair – Em primeiro lugar, há a questão ambiental. A queima produz agentes cancerígenos, adotá-la seria contrariar a Convenção de Estocolmo. Também há a questão econômica: a lei manda priorizar o trabalho de catadores. Queimando o lixo, não é possível que eles trabalhem, não podemos incinerar.

O Diário – Na fiscalização pelo meio ambiente, quanto cabe ao poder público?

Saint Clair – O poder público não incentiva a sociedade a praticar as melhores políticas, que são a reciclagem e compostagem. Toda a questão gira em torno de como diminuir os rejeitos e reaproveitar o material descartado.

Fonte – Luiz de Carvalho, O Diário do Norte do Paraná de 11 de junho de 2011

Ainda estamos esperando uma matéria sobre a palestra que o Dr Saint Clair proferiu na UEM no dia 06 de junho de 2011, sobre a usina de queima de lixo que o prefeito teima em construir na cidade. A palestra foi ótima, o Dr Saint Clair como sempre brilhante em suas argumentações de porque é uma imbecilidade querer queimar nosso lixo, trazer invenções mirabolantes, querer reinventar a roda, quando a solução já existe desde que o homem começou a gerar lixo. Gerar, separar, reciclar e compostar.

A questão do lixo em Maringá é uma piada sem graça e pior, uma piada sem fim. Até quando, secretário do meio ambiente, Até quando, prefeito, vamos ver materiais recicláveis e material orgânico irem parar na pedreira? Isto é um crime contra a humanidade, pois enquanto material o reciclável que deveria voltar para a indústria para fabricar novos materiais – ciclo berço a berço – está sendo jogado fora na pedreira, outros tem que ser retirados do planeta para alimentar a indústria. Isso é desperdício, isso é roubar recursos naturais das próximas gerações, isso é uma imbecilidade sem tamanho.

A campanha continua, prefeito. Nem a paul Juvenal, vamos deixar o prefeito queimar recurso natural. Separar, reciclar e compostar, sempre. Queimar, jamais!

Só para lembrar os que pensam como nós, que o problema do lixo já passou da hora de ser resolvido, a próxima reunião do Fórum do Lixo e Cidadania ocorre nesta quinta-feira, dia 16 de junho, às 19:00, na UEM, no auditório do DFE – Bloco H12 – Sala 15.

Sustentabilidade rima com oportunidade

Família são-roquense dá exemplo de sustentabilidade – Com apoio da rede de Estância Supermercados, família são-roquense concilia preservação ambiental e geração de renda produzindo sacolas a partir de sacos de farinha

O protocolo de intenções assinado recentemente pelo Governo do Estado de São Paulo e pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) com o objetivo de criar mecanismos legais para reduzir a produção de lixo, abolindo o uso de sacolinhas descartáveis até 2012, gerou polêmica entre os empresários e sindicatos da indústria do plástico que consideram qualquer ação nesse sentido prejudicial para o setor econômico.

Enquanto o impasse entre preservação ambiental e o impacto do fim das sacolinhas plásticas na economia pautam as discussões, uma ideia colocada em prática por uma família são-roquense chama a atenção pela simplicidade e por mostrar como consciência ambiental e empreendedorismo podem andar juntos.

Com a ajuda da mãe, da esposa e dois filhos, o segurança Silvio José de Oliveira está produzindo sacolas a partir de sacos de farinha que antes eram jogados no lixo.

A ideia de fabricar sacolas surgiu quando Oliveira, que presta serviços na loja central do Estância Supermercado em São Roque, ficou incomodado ao ver o volume de sacolinhas plásticas que são utilizadas a cada compra. “Aqui em casa sempre procuramos utilizar as caixas de papelão quando vamos ao mercado, mas nem sempre elas estão disponíveis, foi quando me lembrei das sacolas de antigamente e decidi fazer umas para uso próprio”, conta.

Oliveira ganhou da gerente do supermercado quatro sacos de nylon que embalam a farinha utilizada na padaria. Confeccionou as sacolas e em retribuição à gentileza presenteou a gerente com uma delas. A direção do supermercado tomou conhecimento do fato, gostou do produto final e propôs que ele fabricasse as sacolas em escala. “Percebemos que com essa iniciativa poderíamos reduzir o volume de lixo produzido pelo supermercado, porque são cerca de 600 sacos de nylon que deixam de ser descartados todos os meses, e ao mesmo tempo ajudaríamos nossos clientes a reduzir o lixo em suas casas”, justifica Fernando Ferreira de Almeida, sócio do supermercado.

De solução caseira a empreendimento sustentável

A partir daí a iniciativa do segurança deixou de ser uma solução caseira individual e transformou-se numa parceria com oportunidade de gerar renda e de preservar do meio ambiente. O supermercado continuou cedendo os sacos e passou a comprar as sacolas prontas. “É um investimento que estamos fazendo na qualidade de vida da cidade e nossos clientes têm consciência disso. Acreditamos que ao apoiar essa ideia simples vamos motivar as pessoas a fazerem o mesmo e assim vamos colaborar para reduzir o impacto ambiental das sacolinhas que é grande e precisa ser revertido com urgência”, pondera o representante da rede Estância Supermercados.

Aumento da produção

O quartinho de costura onde as sacolas eram feitas, há cerca de três meses, ficou pequeno e a fabrica de sacolas foi transferida para um pequeno galpão no quintal também na casa dos Oliveira. “Começamos com 50 sacolas por semana, depois passamos a produzir 100, 150 e agora estamos fazendo 200 por semana”, comemora o fabricante de sacolas.

A família investiu o rendimento das primeiras remessas na compra de uma máquina industrial e já aguardam a chegada do segundo equipamento. “Faz muita diferença para trabalhar. Imagine alguém que está acostumado a dirigir um fusca e pega uma Ferrari. Com essa nova máquina, vamos produzir 400 sacolas por semana”, prevê. Para atender a demanda, Oliveira já estuda terceirizar parte da demanda e com isso gerar oportunidade de renda para mais três pessoas.

Engajamento

Mesmo com as perspectivas positivas e com o reforço no orçamento que já permitiu Silvio matricular o filho mais velho em uma escola particular, o segurança não perde de vista de vista que o ganho maior com a produção de sacolas não é financeiro e sim de qualidade de vida. “É bom saber que estamos ajudando a reduzir o lixo que as sacolinhas produzem. Acredito que se o projeto de reciclagem aqui da cidade fosse ampliado, a cidade seria ainda mais beneficiada. Se não preservarmos o que será dos nossos filhos e dos filhos deles”, conclui.

Distribuição das sacolas

As sacolas confeccionadas a partir da parceria serão distribuídas em breve nas três lojas Estância Supermercados. Para organizar a ação e evitar a quantidade excessiva do “brinde ecológico” por cliente, a direção do supermercado pretende estipular um valor mínimo em compras para ter direito à sacola.

Fonte – Guia São Roque de 10 de junho de 2011

Produto biodegradável é vilão se descartado de forma errada – veja o que estão falando das sacolas de comida

Os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados

O descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente. Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, garantem que a decomposição de copos descartáveis e outros utensílios libera gás metano, causador do efeito estufa. Leitor, preste atenção, eles estão falando das sacolinhas de comida que estão sendo usadas no Brasil.

Se este tipo de lixo for colocado em aterros sanitários que não capturam ou queimam o gás, o metano será liberado para a atmosfera e poderá contribuir para as emissões de poluentes.

Os cientistas alegam que o metano pode ser uma valiosa fonte de energia quando capturado, mas é um gás de efeito estufa se lançado na atmosfera. Os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados.

Os produtos ‘biodegradáveis’ sofrem processo rápido de decomposição. De acordo com os pesquisadores, ‘se os materiais degradam e liberam metano rapidamente, significaria menos combustível potencial para uso de energia e mais emissões de gases de efeito estufa’. Metano é um gás de efeito estufa 23 vezes mais prejudicial do que o CO2.

Fonte – Correio do Brasil de 31 de maio de 2011

Cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, divulgaram pesquisa nesta terça-feira (31) apontando que o descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente.

Você, nós, e até mesmo o poste da esquina já sabíamos disso há anos, mas precisa vir um pesquisador comprovar o óbvio para virar manchete.

É lógico que produtos plásticos hidrobiodegradáveis (aqueles plásticos feitos de comida – com batata, mandioca, milho, arroz, trigo …- compostáveis que utilizam terra, água, fertilizantes, energia não renovável para produção etc) vão gerar metano nos aterros, assim como todos os orgânicos que vão indevidamente parar lá, quando não existe oxigênio envolvido no processo de degradação e biodegradação.

Por isso que, SE usados, estes plásticos DEVEM seguir para a compostagem, junto com os orgânicos e esta compostagem, COMO SEMPRE DEVE SER, tem que ser aerada para sempre receber oxigênio, e assim gerar somente CO2 e não CH4.

Mas isso a ABRAS e congêneres não falam. Preferem vender efeito estufa! Agora o castelinho de ilusões da Basf começa a ruir.

Jundiaí e Belo Horizonte são cidades geradoras de gases efeito estufa, afinal optaram por hidrobiodegradáveis sem ter usina industrial e controlada de compostagem, e acabam jogando todo este plástico hidrobiodegradável no aterro. Que maravilha!

Plástico com ciclo de vida útil controlado oxibiodegradável d2w – RES Brasil precisa de Oxigênio para se biodegradar. Mas, se por acaso, for descartado em ambiente sem oxigênio, o plástico oxibiodegradável fica inerte e coisa inerte não gera Metano. Está ai uma das inteligências do d2w e é por isso que a FUNVERDE, desde 2005, apoia esta tecnologia, onde o plástico onde existe a necessidade do uso do plástico, o que não se aplica às malditas sacolinhas plásticas de uso único, essas devem sim, ser banidas para sempre até a humanidade esquecer de sua existência.

Belo Horizonte, MG – Evento – Cadeia de valores dos resíduos pneumáticos

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Olhem o nosso açúcar, terra fértil e água potável indo para o lixo!

Embalixo sustentável é alternativa ecológica em substituição às sacolas plásticas

O produto, inédito no Brasil, é feito de resina verde com fonte 100% renovável; Cerca de 90% dos consumidores reutilizam as sacolas plásticas para o descarte de lixo doméstico.

Com a proibição da distribuição gratuita das sacolas plásticas pelos estabelecimentos comerciais até o final deste ano, o consumidor busca alternativas para transportar as compras e embalar o lixo doméstico, já que a maioria reutiliza as sacolas plásticas para tais fins. Preocupada com o meio ambiente, a Embalixo, líder nacional na produção de sacos para lixos, desenvolveu o Embalixo Sustentável, primeiro saco de lixo verde do Brasil. O grande diferencial do produto, além de ser ecológico, é o preço convidativo.

O Embalixo Sustentável possui como principal matéria-prima o plástico verde – ao invés do petróleo – fabricado com fonte 100% renovável proveniente da cana-de-açúcar, que faz a captura de CO2 durante a sua produção. Com o slogan “Solução inteligente para um Planeta mais Verde”, o produto é uma alternativa ecológica e econômica.

Segundo o Rafael Costa, diretor da Embalixo, a estratégia de mercado para conquistar os consumidores está focada em oferecer uma nova alternativa por meio de um produto de material vegetal em substituição às sacolas plásticas. “Cerca de 90% dos consumidores reutilizam as sacolas distribuídas gratuitamente pelos estabelecimentos comerciais principalmente para embalar o lixo residencial. O Embalixo Sustentável tem como objetivo alcançar também esse público de forma definitiva contribuindo para um mundo melhor”, afirma o empresário que pretende aumentar em 50% as vendas do saco sustentável até o final de 2011. Atualmente, a Embalixo produz 400 toneladas por mês de sacos para lixo. Deste total, 30% (120 mil toneladas) usam o plástico verde como matéria-prima.

“Um pacote com 50 sacos para lixeiras de pia de cozinha ou de banheiro custa aproximadamente R$ 7,00, ou seja, R$ 0,14 cada um”, explica Costa. Isso significa uma economia de 26% com relação ao preço da sacola plástica que será oferecida pelos estabelecimentos comerciais por R$ 0,19 a unidade.

Os sacos para lixo com base em fontes renováveis apresentam a cor verde e medidas especiais para as lixeirinhas da cozinha, pia e banheiro, além dos padrões do mercado nacional 15 litros, 30 litros, 50 litros, 100 litros. Também existe o tamanho especial de 110 litros, desenvolvido para condomínios e jardins, onde se fazem necessários sacos maiores e com resistência extra. O Embalixo Sustentável pode ser encontrado em 500 pontos de venda em todo o Brasil como Carrefour, Extra, Pão de Açúcar, Big, Mercadorama, Nacional e Casa Santa Luzia.

Além da linha sustentável, a inovação permitiu a criação de uma linha de sacos para lixo Antibacteriana, com alta tecnologia que reduz os odores causados pelas bactérias e otimiza a utilização dos sacos para lixo.

Embalixo – Fundada na década de 90, a empresa se destaca como uma das líderes nacionais em fabricação de sacos de lixo e uma das principais da América Latina no segmento. Apresenta soluções inovadoras e com preocupação socioambiental. É pioneira na fabricação do saco de lixo 100% fonte renovável a partir de resina verde.

Fonte – Portal Fator Brasil de 14 de maio de 2011

Pensaram que esta é uma idéia brilhante? Uma sacada genial? Uma ótima notícia para a humanidade e o planeta? Nananinanão!!!

Acorde, humanidade, saco de lixo ou sacola plástica de uso único, ou qualquer tipo de plástico fabricado com comida é um crime contra a humanidade, é um crime contra os humanos que ainda nem nasceram!

E tem mais, ninguém comenta que este saco de lixo feito de comida – cana de açúcar – demora os mesmos 500 anos que o saco de lixo feito de petróleo para se degradar, gerando o mesmo lixo que gera uma sacola de petróleo.

É isso mesmo, consome-se terra fértil, consome-se água potável, dois recursos naturais essenciais para a vida dos humanos no planeta e que estão cada vez mais escassos, para plantar um alimento que depois será roubado do prato dos bilhões de famintos no planeta para se fazer saco de lixo e que além de tudo ficará nos lixões por 5 séculos.

Saco de lixo deve ser fabricado com plástico reciclado, para fomentar a reciclagem, usando o conceito berço a berço, onde o que era um tipo de plástico volta para a indústria para se transformar em outro tipo de plástico. E sem esquecer de aditivar este plástico para se tornar um plástico com ciclo de vida útil controlado, isto é, biodegradável, que em um ou dois anos suma da face da terra, vire comida de microorganismos.

Mas não é este o rumo que estamos vendo a revolução do plástico tomar. Ninguém está preocupado com o destino dos plásticos pós consumo, ninguém está preocupado com reciclagem. Consome-se o plástico e joga-se este plástico – que representa 20% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer lugar do planeta – em lixões, poluindo o planeta e claro, fabrica-se mais plástico de matéria prima virgem, ao invés de se reciclar o plástico pós consumo.

E pior, estamos vendo o surgimento de um plástico pior do que o plástico eterno – plástico convencional que demora 500 anos para se degradar - estamos vendo os recursos naturais necessários para nossa alimentação e dos humanos que nem nasceram sendo roubados para se fabricar plástico de comida.

É muita estupidez usar terra fértil e água potável para plantar milho, batata, mandioca, arroz, trigo e cana para fazer qualquer tipo de plástico, mas é especialmente uma estupidez usar comida para fazer plástico de uso único, a exemplo da sacola plástica de uso único, que é usada por meia hora e depois descartada ou saco de lixo, que deve ser fabricado com plástico reciclado.

É a estupidez e a ganância humana mostrando que não tem limites. Estamos traçando o caminho para a extinção da raça humana graças à estupidez dos próprios humanos.

Belo Horizonte, MG – Evento – logística reversa de embalagens de óleo lubrificante

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Vamos resolver o problema do lixo de Maringá

Está na hora de dar um basta nesta palhaçada do problema do lixo de Maringá.

Não espere a prefeitura resolver este problema, pois em 6 anos nada mudou, nada foi resolvido, a reciclagem não passa de 3%, o lixo está sendo jogado em uma pedreira na cidade.

Ajude a resolver o problema do lixo de Maringá, participe do fórum do lixo e cidadania, que acontece toda segunda quinta-feira do mês.

Pauta da próxima reunião do Fórum Intermunicipal do Lixo e Cidadania
Data – 12 de maio de 2011
Horário – 19h
Local – Auditório do DFE – bloco H12 – sala 15, na UEM

- Explanação por representante do IAP sobre processo de licenciamento das 5 cooperativas de coletores de recicláveis de Maringá;

- Esclarecimentos por parte do Secretário do Meio Ambiente de Maringá sobreimentos sobre a construção da usina de incineração, pleiteamento de recursos do fundo do G23 e a apresentação do autodiagnóstico por parte do Município;

- Mobilização da semana o meio ambiente – 09 de junho;

- Apresentação do pré-projeto BJ Santos pela comissão de trabalho e votação do mesmo;

- Semana ambiental da UEM e debate sobre usina de incineração em Maringá;

- Formação de comissões para o estudo dos autodiagnósticos dos Municípios e elaboração de diagnósticos do Fórum;

- Assuntos gerais.

Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania – Maringá, Sarandi e Paiçandu
Secretaria
forum.reciclagem@gmail.com

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