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	<title>FUNVERDE - FUNDAÇÃO VERDE &#187; Recursos naturais</title>
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		<title>Aula básica de reciclagem ou como acondicionar o lixo sem as sacolas plásticas de uso único</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 10:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Compostagem]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia urbana]]></category>
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		<category><![CDATA[Lixo]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Este post é a reciclagem de um post de 02 de janeiro de 2009, quando já éramos cobrados sobre como acondicionar o lixo quando nosso projeto conseguisse banir as sacolas plásticas de uso único do país. O projeto teve início em 2004 e terminaria em 2010, com o banimento em todo o país das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_46xJ-oCEDo"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/_46xJ-oCEDo" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"></embed></object>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #008000;">Este post é a reciclagem de um post de 02 de janeiro de 2009, quando já éramos cobrados sobre como acondicionar o lixo quando nosso projeto conseguisse banir as sacolas plásticas de uso único do país. O projeto teve início em 2004 e terminaria em 2010, com o banimento em todo o país das sacolas plásticas de uso único, mas não contávamos com um inimigo com tantos recursos financeiros, a máfia do plástico e portanto, o projeto está demorando um pouco mais do que previmos. Mas estamos quase chegando lá, aguardem um pouco mais, só um pouco.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Então estamos usando o texto como base e atualizando com a experiência que adquirimos nestes anos. A teoria é maravilhosa, mas nada como o dia a dia, aprender na prática, consertar os erros e aparar as arestas do projeto. A prática leva à perfeição.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Recebemos milhares de reclamações desde que lançamos o projeto sacolas ecológicas para banir as sacolas plástica de uso único de pessoas revoltadas, querendo saber como fazer para acondicionar o lixo se deixassem de “ganhar” sacolas de supermercado.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Não entendemos qual o drama, o porque de tanta reclamação, afinal, qual é o segredo? Será que as pessoas esqueceram que é só usar um pouquinho o cérebro e para solucionar qualquer problema?</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Primeiro, tenha piedade, você utiliza por ano mais de 1.000 sacolas e se você fizer compras por 50 anos – em média – você estará gerando 50.000 sacolas , que se não forem oxibiodegradáveis, irão ficar de herança para seus mais longínquos descendentes limparem sua sujeira. Se você não se importa com o planeta, pense ao menos nos que ainda não nasceram, nos seus descendentes.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Depois, vai cair a mão se você deixar umas 4 sacolas retornáveis no carro, no seu local de trabalho ou em qualquer lugar de onde você sai para fazer as compras?</span></p>
<p><span style="color: #008000;">E não me venha com a desculpa de que custa dinheiro, afinal você paga de 3 a 10 centavos – embutidos no preço da mercadoria que você adquire – por cada sacola que você “acha” que está ganhando.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Então, pegue um jeans velho ou compre um pedaço de tecido barato – que seja uma chita bem colorida – e a máquina de costura da sua mãe, sogra, amiga e faça suas próprias sacolas ou compre nos supermercados – elas estão custando menos de 2 Reais cada e portanto, 4 custarão menos de 10 Reais – ou junte um monte de amigas e façam sacolas coloridas e deem de presente para seus namorados, amigos, pais, irmãos – homem também tem que participar da desplastificação do planeta – e faça as contas de quantas milhares de sacolas de uso único um grupo de amigos deixa de usar por ano ao adotar a sacola retornável.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Em uma tarde de sábado ou domingo você pode ajudar você, seus parentes e amigos a deixarem o vício da sacola.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Então tá, você deixou de “ganhar” as sacolas no comércio – não estamos somente falando de supermercados, mas de todo o varejo – então, vem a grande pergunta, como diabos vou fazer para acondicionar meu lixo?</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Primeiro, saiba que você tem a obrigação de separar seu lixo, afinal, foi você que gerou este lixo. O lixo deve ser separado em 3 partes, o que pode ser reciclado, o que pode ser compostado e o rejeito. Mais adiante falaremos de óleo culinário usado, lâmpadas e baterias.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O que é reciclavel – vidro, plástico, alumínio, metal, papel.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O que é compostável – sobra de comida, cascas, folhas, raízes, basicamente a sobra dos alimentos que irá ser transformado em adubo orgânico para enriquecimento do solo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O que é rejeito – papel higiênico, lenço de papel, fralda descartável e absorvente íntimo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O que deve ser separado de todos os anteriores e dada destinação correta</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;">Óleo &#8211; deve ser acondicionado em uma garrafa PET e entregue para a prefeitura ou vendido, pois muitas empresas pagam por este óleo que irá ser reciclado.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Lâmpada &#8211; deve ser devolvida em lojas onde são vendidas, pois a lei obriga quem vende a receber o material pós consumo. Você não precisa ter a nota fiscal, não precisa ter comprado no local, pode entregar em qualquer local onde seja vendida a lâmpada.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Bateria &#8211; se for de celular, devolver em revendas de celulares, pois eles são obrigados a aceitar a bateria e o próprio celular, o carregador quando você não usar mais. Você não precisa ter comprado no local, apenas entregue onde é vendida a marca do celular ou da bateria ou carregador que você está descartando. A famosa pilha para eletrônicos, assim como lâmpada, deve ser devolvida em lojas onde são vendidas, pois a lei obriga quem vende a receber o material pós consumo. Você não precisa ter a nota fiscal, não precisa ter comprado no local, pode entregar em qualquer local onde seja vendida a pilha.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Como separar o lixo reciclável – compre ou arranje um recipiente de 100 a 500 litros, que pode ser um tambor, um saco de plástico reforçado ou ráfia, uma caixa de papelão ou plástico e deixe em sua área de armazenamento de lixo. O tamanho do recipiente depende do espaço que você tem, de quanto lixo reciclável você gera, de quanto em quanto tempo é coletado o lixo reciclável.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Quando você estiver fazendo comida – a cozinha é a área que mais gera lixo – lembre-se de enxaguar e colocar de cabeça para baixo o reciclável para que fique limpo e seco – e não você não estará usando água limpa, porque você abre a embalagem e coloca na cuba da pia, assim, quando for lavar a louça, automaticamente, você já irá enxaguando o reciclável, que quanto mais limpo, maior o valor de mercado, aumentando a renda do coletor de recicláveis. Depois de seco, uma ou duas vezes ao dia, na hora da limpeza da cozinha, coloque estas embalagens reciláveis dentro do seu local de armazenamento de reciclável.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"> Não esqueça de reciclar o material reciclável do banheiro, pelamordamãeterra, não vá colocar vidro de xampu, creme dental ou ou qualquer embalagem reciclável junto com lixo de banheiro – rejeito – coloque este material junto no seu recipiente de material reciclável.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Lembre-se de que o lixo reciclável representa mais de 75% do volume do lixo acondicionado, então você não irá quase comprar mais sacos de lixo. Ah, você não precisa separar por material reciclável, coloque todos os tipos junto, porque nas cooperativas de reciclagem os coletores  fazem a separação e daí você não terá como usar a desculpa de falta de espaço para ter cada container por tipo de material – vidro, plástico, alumínio, metal, papel.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Como separar o lixo compostável – compre sacos de lixo de 10 a 30 litros, sempre oxibiodegradáveis – o saco de lixo oxibiodegradável pode ser descartado junto com o lixo compostável – e reciclados e no momento de preparação das refeições você coloca este lixo em pequenos saquinhos. Se não quiser gastar comprando  sacos, assista ao vídeo no início do post.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Quanto ao rejeito – pequenos sacos de 10 a 30 litros, sempre oxibiodegradáveis e reciclados. Se não quiser gastar comprando  sacos, assista ao vídeo no início do post.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Daí você pode vender seu lixo reciclável, doar para algum catador, entregar no dia da coleta do material reciclável, isto é com você, mas lembre-se de que a cada embalagem que você mandar para a reciclagem, você está dando um tempo a mais de sobrevida para a humanidade, afinal, ao reciclar, os recursos naturais deixarão de ser extraídos do planeta e o material volta para a indústria infinitamente para fabricação de novos produtos, o chamado ciclo berço a berço, poupando esses recursos naturais para as próximas gerações, os seres do amanhã.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Só com estas atitudes, você estará economizando até 100% na compra de sacos para acondicionamento de lixo. Você também estará aumentando o espaço a vida útil dos aterros sanitários em até 90% e deixando matéria prima para os futuros habitantes do planeta usarem, afinal, quando você deixar este planeta, outros ocuparão seu lugar.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"> Seus descendentes também precisarão dos recursos naturais do planeta para viver, não deixe que enterrem seu lixo que pode ser reciclado, pense nos seres do amanhã, use sacola retornável.</span></p>
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		<title>E você ainda acha legal usar sacola de comida?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 23:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Sacola retornável]]></category>

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		<description><![CDATA[Comida no prato e sacola retornável, já!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Comida no prato e sacola retornável, já!</span></p>
<p><a href="http://farm8.staticflickr.com/7002/6751716603_201a724684_b.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://farm8.staticflickr.com/7002/6751716603_201a724684_z.jpg" alt="" width="453" height="640" /></a></p>
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		<title>Será que vai faltar sacola de plástico de comida?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 22:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Sacola retornável]]></category>
		<category><![CDATA[Superpopulação]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Com estiagem, perdas na agropecuária chegam a 40% no RS A estiagem que atinge o Rio Grande do Sul já impacta a produção da agricultura e da pecuária no Estado no início deste ano. De acordo com a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), a escassez de chuvas provocou perdas de até 40% da produção. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #008000;">Com estiagem, perdas na agropecuária chegam a 40% no RS</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">A estiagem que atinge o Rio Grande do Sul já impacta a produção da agricultura e da pecuária no Estado no início deste ano. De acordo com a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), a escassez de chuvas provocou perdas de até 40% da produção. As culturas mais afetadas são as de <strong>milho</strong>, feijão e soja, além da oferta de leite.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">&#8220;As principais regiões atingidas são a central, a norte e a nordeste do Estado. Nesses locais, as estimativas de p<strong>erdas na produção do milho estão entre 20% e 30%.</strong> Na região de Santa Rosa, por exemplo, a produção de feijão perdeu cerca de 30% do total. Já na região central, a cultura de soja tem estimativas de perdas de 10%&#8221;, afirmou a doutora em agrometereologia da Fepagro, Loana Cardoso.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Já a produção da pecuária no Estado é a mais atingida com a falta de chuvas, pois o pasto, utilizado como alimento para o gado de leite, está escasso. &#8220;A produção leiteira perdeu entre 30% e 40%, principalmente do Vale do Taquari, na região central, já que as pastagens estão secando, diminuindo assim o alimento, e por fim, a produção de leite&#8221;, disse Cardoso.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">De acordo com o Centro Estadual de Metereologia do Rio Grande do Sul (Cemet), a estiagem vem se prolongando desde setembro e não há previsão de chuvas significativas até a segunda quinzena de janeiro. <strong>&#8220;A ração, geralmente utilizada como complemento à alimentação, pode substituir o pasto, mas os produtores não contam com grandes estoques. Por isso, devem racionar o uso para manter a oferta, já que não sabemos até quando irá essa seca&#8221;, concluiu.</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Vinicius Pereira, Portal Terra de 04 de janeiro de 2012</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Somos e sempre fomos contra utilizar comida para outro uso que não seja alimento, seja para humanos, seja para animais como alimentação indireta, nos perdoem os amigos vegetarianos.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Com o aumento da temperatura do planeta, o clima totalmente louco, desertificação, longas estações sem chuva, quebra de safras ano após ano, aumento da população planetária e estas megacorporações do mal ainda inventam mais esta, roubar comida do prato da humanidade para fazer uma sacola que será usada por meia hora e depois descartada.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Comida no prato e sacola retornável, já!</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>¿Bolsas hechas con comida? Pero a quién se le ocurre…</title>
		<link>http://www.funverde.org.br/blog/archives/10038</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 21:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Sacola retornável]]></category>
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		<description><![CDATA[Como solución para reducir el número de bolsas de plástico que llevan años contaminando nuestros ríos, bosques, mares y selvas, el Gobierno sacó una ley (Ley 22/2011) que propone la sustitución de estas bolsas no biodegradables por bolsas fabricadas a partir de productos alimenticios. ¡Qué gran idea! O sea, que ahora nos vamos a dedicar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Como solución para reducir el número de bolsas de plástico que llevan años contaminando nuestros ríos, bosques, mares y selvas, el Gobierno sacó una ley (Ley 22/2011) que propone la sustitución de estas bolsas no biodegradables por bolsas fabricadas a partir de productos alimenticios.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">¡Qué gran idea!</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O sea, que ahora nos vamos a dedicar a cultivar para bolsas en vez de alimentar a las personas…</span></p>
<p><span style="color: #008000;">¡Qué no nos tomen el pelo!</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Amigos de la Tierra creemos que ya es hora de dejar de generar residuos que la Tierra no puede soportar y de consumir más recursos de los que deberíamos. Para ello, queremos: c</span><span style="color: #008000;">oncienciar a la población de lo importante que es realizar un consumo responsable, e</span><span style="color: #008000;">xigir a los gobiernos que gestionen los residuos adecuadamente e a</span><span style="color: #008000;">poyar alternativas sostenibles que hagan posible el cambio&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Amigos de la Tierra</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Ainda bem que não estamos sozinhos na guerra contra as sacolas de comida.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Comida é para alimentar a humanidade e jamais para fazer sacola.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Comida para os humanos e sacola retornável, já!</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Annie Leonard &#8211; A revolução do consumo e da felicidade</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 10:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[De onde vem o papel que você segura neste momento? O quão sustentável é a camiseta supostamente ecologicamente correta que acaba de comprar? A mulher que respondeu a essas e a centenas de outras perguntas sobre produção de bens de consumo se tornou uma celebridade. A ambientalista americana Annie Leonard ficou mundialmente famosa pelo vídeo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;"><object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3c88_Z0FF4k"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/3c88_Z0FF4k" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"></embed></object></span></p>
<p><span style="color: #008000;">De onde vem o papel que você segura neste momento? O quão sustentável é a camiseta supostamente ecologicamente correta que acaba de comprar? A mulher que respondeu a essas e a centenas de outras perguntas sobre produção de bens de consumo se tornou uma celebridade. A ambientalista americana Annie Leonard ficou mundialmente famosa pelo vídeo &#8220;A história das coisas&#8221;, exibido milhões de vezes no YouTube. O curta ganhou uma versão em livro &#8211; o homônimo &#8220;A história das coisas&#8221; (Editora Zahar). Em ambos, Annie defende não só a sustentabilidade, mas a felicidade.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> Qual a sua inspiração para fazer o vídeo e escrever &#8220;A história das coisas&#8221;?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie Leonard -</strong> Quando era estudante universitária em Nova York, me impressionava muito com as monumentais pilhas de lixo depositadas nas ruas todos os dias. Um dia resolvi abrir os sacos para ver o que as pessoas jogavam fora. Fiquei chocada ao descobrir que havia muito material reutilizável, especialmente papel e metal. Então resolvi ir ao depósito de lixo da cidade. Havia montanhas de móveis, roupas, livros, comida. Isso despertou minha curiosidade sobre a função das coisas em nossas vidas. De onde elas vem, para onde vão e como administrar melhor sua produção e uso. Depois de formada, trabalhei para ONGs ambientais e viajei pelo mundo.Vi os impactos ambiental, social e de saúde ocultos das coisas que usamos e jogamos fora. Fiquei frustrada que o custo real de todos os bens que consumimos não é explicitado nas propagandas que nos encorajam a comprar coisas para nos assegurar felicidade, sucesso e segurança. Eu queria promover uma discussão mais honesta sobre padrões de produção e consumo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> Como surgiu a ideia do filme e do livro?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> Comecei fazendo um cartoon para descrever os sistemas de ação e consumo. E deu certo! Depois criamos um vídeo de 20 minutos e o postamos em dezembro de 2007. Para minha surpresa, foi um sucesso. Já foi exibido mais de 15 milhões de vezes, acessado em praticamente todos os países do mundo. O livro &#8220;A história das coisas&#8221; foi continuação desse trabalho.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> Você viajou por mais 40 países para pesquisar como as coisas são produzidas e descartadas. O que descobriu? O que viu de mais significativo?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> A lição mais importante que aprendi é que há muitos meios de criar um mundo melhor. Soluções economicamente viáveis já existem, energia renovável à produção limpa e resíduos zero. Precisamos fazer uma nova revolução industrial que transforme nossos sistemas de produção e consumo drasticamente, reduza o gasto de energia e água, elimine substâncias tóxicas, tornem os produtos mais duráveis. Precisamos investir mais em ação, saúde e meio ambiente, e não no acúmulo de coisas. Há muitos problemas ambientais para resolver, do caos climático ao colapso dos recursos pesqueiros. Seria fácil ficar deprimido se não tivéssemos tantas boas alternativas já disponíveis. Felizmente, podemos começar a construir um futuro agora. Em cada país que visito vejo pessoas &#8211; de professores a pais, empresários e até mesmo políticos &#8211; que trabalham para um futuro melhor. Isso me dá uma grande esperança.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> Você já esteve no Brasil?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> Ainda não, mas espero conhecer o Brasil. É um dos países onde mais gente assistiu ao meu filme. Recebemos milhares de e-mails de brasileiros, de pessoas que concordam com a mensagem de &#8220;A história das coisas&#8221; e trabalham para um ambiente mais saudável, sustentável e justo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> Como podemos tornar nossa vida mais sustentável e feliz?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> Pensando por nós mesmos. Estabelecendo nossa própria medição de satisfação. Não deixando comerciais instilarem um senso de inadequação que nos faça achar necessárias coisas das quais realmente não precisamos. Conhecendo melhor nossos valores e visão de uma vida feliz, e os pondo em prática.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> Como mudanças pessoais podem fazer diferença?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> Escolhas responsáveis, como consumir o necessário, cuidar do lixo e usar menos carro, nos fazem não só nos sentirmos melhor quanto inspiram outras pessoas a fazer o mesmo, a levar uma vida ambientalmente responsável. É claro, o impacto ambiental das indústrias é maior, mas nosso grande potencial de mudança é a chance de pressionar por novos padrões de produção e consumo. É preciso mudar a mentalidade das pessoas sobre o lixo e o desperdício, fazê-las associar isso a sua vida pessoal.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> Qual a melhor forma de educar as pessoas sobre meio ambiente?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> Nossa economia, nossa saúde, nossas vidas dependem de termos um ambiente saudável, mas a educação ambiental por muitos anos tem sido segregada como uma área de estudo opcional. Precisamos mudar isso. A consciência de nosso papel no meio ambiente deve permear todas as áreas de educação, inclusive as profissionais, como medicina ou negócios. Afinal, não existirão negócios, hospitais e produtos num planeta morto.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> Como podemos conciliar nossa necessidade de coisas como computadores, geladeiras etc. com o impacto ambiental que causam?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> Eu não estou dizendo que devemos nos desapegar de tudo. O que eu digo é que os bens de consumo precisam ser saudáveis e seguros para o planeta, para quem os produz e para nós mesmos. Por exemplo, hoje os telefones celulares têm metais tóxicos. E também não duram nada. Somos estimulados a comprar sempre modelos novos, em campanhas publicitárias milionárias, que estigmatizam os aparelhos mais antigos. O ideal é que os aparelhos durassem mais, pudessem ser atualizados e utilizassem tecnologias que facilitassem a reciclagem. Hoje, nos EUA, o tempo de vida útil médio de um celular é de apenas um ano. Se considerarmos a quantidade de energia e os materiais necessários para produzir um celular, uma vida útil tão curta é uma verdadeira tragédia. Eu não sou contra ter coisas. Eu apenas defendo um consumo mais responsável. Defendo que as coisas sejam mais duráveis e possam ser recicladas.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> O que você faz para reduzir seu consumo, reutilizar produtos e proteger os recursos naturais?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> Eu compro menos coisas novas. Em parte porque eu levo muito a sério a responsabilidade ecológica e também porque eu não quero a minha casa entulhada de coisas. Há aparelhos, como impressoras, por exemplo, que podem ser compartilhados com amigos. Poderíamos compartilhar mais certos aparelhos e mesmo carros. DVDs, livros, tudo isso pode ser compartilhado e trocado entre amigos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> A publicidade tem um grande impacto em nossa vida. Como podemos lidar melhor com isso?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> Eu tenho recebido muitos e-mails do Brasil que expressam exatamente preocupação com isso. Muitos anúncios fomentam uma sensação de ansiedade ou inadequação se você não tem um determinado produto. Todos os dias ouvimos que nosso cabelo e nosso corpo poderiam melhorar com esse ou aquele produto; que não temos um bom carro ou celular. Temos mais coisas do que qualquer geração antes da nossa e nem por isso somos mais felizes. Na verdade, somos mais infelizes do que as gerações que nos antecederam. Por isso, é prioritário limitar a publicidade para crianças, só estimula uma sensação permanente de insatisfação. Também deveria haver leis mais rígidas em relação à honestidade da informação que é veiculada. Precisamos encorajar o pensamento crítico sobre a publicidade. Ter coisas demais não aumenta nossa qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> Como podemos passar de uma cultura acostumada a jogar coisas fora a outra de lixo zero, que valorize produtos não-tóxicos?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> Não existe uma receita mágica. A solução está em várias frentes simultâneas. Numa delas podemos recompensar cidades e indústrias que reduzam o lixo e implementem taxas para grandes poluidores. Na frente tecnológica é importante desenvolver produtos com menos uso de materiais, que sejam mais duráveis e facilitem a reciclagem. Na frente cultural, estimular valores que não sejam baseados no consumo excessivo, investir em centros comunitários que compartilhem cultura. Na frente econômica, é preciso parar de favorecer indústrias poluidoras e incentivar a sustentabilidade. Há muitas estratégias e desafios. Mas muitos problemas ecológicos não são realmente difíceis de resolver. Já existem boas tecnologias e informação para fazer as coisas mudarem. A falta de ação é indesculpável.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> O materialismo realmente nos faz infelizes?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> A despeito de todas as que pregam que consumir mais coisas nos torna mais felizes, um crescente número de pesquisas tem mostrado o contrário. Uma orientação de vida altamente materialista só aumenta a insegurança e a ansiedade. Eu não estou dizendo que comprar um produto novo nunca nos faz felizes. Mas à medida que consumimos mais, a satisfação vai diminuindo. Nosso primeiro ou segundo casaco certamente tiveram um impacto maior do que o 12 ou 13. Além disso, também nos preocupamos com os gastos. Obviamente, todas essas considerações só valem para quem pode consumir. Claro que pessoas que lutam para comprar comida a cada dia ficam muito felizes quando podem comprar alguma coisa. Mas quando falo de consumismo, estou me referindo a quem já tem o suficiente.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>O Globo -</strong> Nossa sociedade está mesmo passando por um momento de mudança de paradigma? Como a economia global pode se adaptar?</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Annie -</strong> Há ainda milhões e milhões de pessoas no mundo que vivem na pobreza, que vão dormir com fome e que precisam de bens materiais básicos de saúde e educação. Para essas pessoas, é importante, essencial. Mas também há milhões de pessoas que têm mais do que realmente precisam. Essas pessoas associam status, felicidade e segurança à quantidade de bens que possuem. Felizmente, eu percebo que muita gente começa a pensar de forma diferente. Muitas pessoas começam a se sentir sufocadas no meio de um oceano de coisas. Nossas casas estão cheias. Nossas garagens estão lotadas. Passamos nosso tempo livre comprando, arrumando as muitas coisas que compramos. Temos mais coisas, porém, menos amigos do que as gerações anteriores. Estamos nos tornando socialmente isolados e solitários. Por isso, muita gente começa a perceber que as coisas mais importantes na nossa vida não são coisas materiais. Temos um excesso de coisas e um déficit do que realmente importa: tempo para lazer, para vida em comunidade, senso de significado em nossas vidas. Pessoas de todos os países ricos do mundo começam a reconsiderar suas prioridades, aprender a como viver melhor com menos, e a construir redes de compartilhamento de coisas. Você facilita o acesso a uma série de produtos que precisa apenas por parte do tempo, como cortadores de grama, copiadoras, e não precisa mais ser consumido pelo excesso. Já vemos mudanças na economia em busca de um novo modelo. Negócios baseados em aluguel de carros, DVDs e mesmo vestidos caros começam a florescer em toda parte. Para esse tipo de negócio, que são uma forma de inovação, há muitas oportunidades. E é um caminho de sucesso que não está baseado na destruição dos recursos do planeta. Eu sei que existe um longo caminho para uma economia global sustentável. Há desafios. Mas esses desafios não são nada se comparados com o desastre que nos espera se tentarmos continuar com o modelo atual indefinidamente. A questão não é se a economia irá se adaptar. Mas como ela fará isso. Simplesmente não podemos manter para sempre nosso ritmo de consumo atual. Vamos mudar por vontade própria e estratégia ou devido a um desastre. Eu prefiro que mudemos por estratégia e acho que já começamos!</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Ana Lucia Azevedo, Agência O Globo de de 10 de janeiro de 2012</span></p>
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		<title>Maringá, PR, 15/12/2011 &#8211; Audiência pública para a instalação do incinerador de lixo</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 11:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Assista abaixo a audiência pública realizada pela prefeitura de Maringá para implementar uma PPP &#8211; parceria público privada para a instalação de um incinerador que custará 350 milhões de Reais, que necessitará de 500 ton / dia de lixo para alimentar o incinerador &#8211; Maringá gera 350 ton / dia, sendo que se houver reciclagem e compostagem, apenas sobrarão 35 ton / dia para abastecer o incinerador &#8211; e a PPP tem duração de 30 anos, prorrogáveis por mais 5 anos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Tivemos problemas técnicos e não conseguimos filmar o início da audiência, faltando filmar o início, em que falou o representante de uma ong que quer queimar lixo, que trouxe um cacique piromaníaco e um bando de pseudoambientalistas a convite prefeitura, para validar a escolha do prefeito em queimar recursos naturais.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Ao final da audiência solicitamos ao Leopoldo Fiewski a gravação para podermos postar e ele disse que assim que recebesse a filmagem, nos disponibilizaria. Estamos aguardando, secretário.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #008000;">Talitha Pricila Cabral Coelho, secretária do Fórum intermunicipal de lixo e cidadania, entregando ofício com o posicionamento do fórum de lixo e cidadania, claro, contra a instalação do incinerador de lixo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1lfiXjjtS5M"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1lfiXjjtS5M" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"></embed></object></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #008000;">O prefeito Silvio Barros II, que tem fixação por queimar o lixo da cidade desde que se se tornou prefeito.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2iDfmRb42DI"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2iDfmRb42DI" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"></embed></object></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #008000;">Adriana Lima Domingos, gerente de auditoria operacional do TC &#8211; Tribunal de Contas do Paraná &#8211; relato de estudos sobre o panorama de disposição final de RSU no Paraná.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Odair Segantini, da ABRELPE &#8211; Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais &#8211; panorama dos RSU no Brasil e no mundo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/su_oQSS1fLQ"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/su_oQSS1fLQ" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"></embed></object></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eZr0xxjnA4w"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/eZr0xxjnA4w" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"></embed></object></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #008000;">Jorge Villalobos, do Observatório ambiental &#8211; riscos ambientais e alternativas para destinação final de RSU,</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qVc365rfwuE"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/qVc365rfwuE" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"></embed></object></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #008000;">Eduardo Gobbi, coordenador de recursos hídricos e saneamento básico da SEMA/PR &#8211; Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos &#8211; Panorama e perspectiva de gestão de RSU para o Estado do Paraná.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FywnkAzKIRc"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/FywnkAzKIRc" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"></embed></object></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #008000;">Milton Norio Sogabe, entenheiro da CETESB &#8211; Companhia Ambiental do Estado de São Paulo &#8211; experiências e alternativas tecnológicas para destinação de RSU.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OfNd5IJYqYo"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/OfNd5IJYqYo" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"></embed></object></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #008000;">Perguntas e respostas.</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QfH60su7VDs"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/QfH60su7VDs" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"></embed></object></span></p>
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		<title>Campanha diga não à incineração de lixo em Maringá</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 12:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já deve ter lido na nossa página que estamos em uma campanha contra a instalação de uma usina de incineração de lixo na cidade. Dia 15 de dezembro haverá uma audiência para a prefeitura sacramentar a instalação desta usina e não podemos permitir que nossa cidade verde seja poluída por uma tecnologia que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Você já deve ter lido na nossa página que estamos em uma campanha contra a instalação de uma usina de incineração de lixo na cidade.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Dia 15 de dezembro haverá uma audiência para a prefeitura sacramentar a instalação desta usina e não podemos permitir que nossa cidade verde seja poluída por uma tecnologia que os europeus estão abandonando após terem aprendido da maneira mais difícil que estas usinas não ecologicamente corretas, causando doenças em seus cidadãos, com a contaminação do leite, da carne dos animais e dos vegetais que durante décadas receberam do ar as cinzas tóxicas e cancerígenas destas usinas.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O material da campanha contra a instalação da usina de incineração de lixo em Maringá ficou pronto na semana passada. </span><span class="Apple-style-span" style="color: #008000;">Começamos a distribuir no mesmo dia os folders e adesivar os carros após pedir permissão para a pessoa, é claro.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Final de semana teve panfletagem e adesivagem no centro da cidade e nas feiras livres. </span><span class="Apple-style-span" style="color: #008000;">Esta semana, a partir de segunda-feira até dia 15 de dezembro, dia da audiência pública para tentar enfiar goela abaixo dos cidadãos de Maringá esta usina indecente, haverá panfletagem no centro da cidade.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Se você quiser o folder ou adesivar o carro, entre em contato para informarmos onde os voluntários estarão panfletando e adesivando carros.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Queremos agradecer imensamente ao Eduardo Marçal Santa Bárbara, da empresa de comunicação e marketing EMARÇAL pela criação do material para a campanha, sem o qual não seria possível continuarmos a luta contra esta usina infernal.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O Eduardo é o publicitário da FUNVERDE que cria todas as logos e campanhas da fundação há muito tempo, portanto, entende tudo de comunicação e meio ambiente.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Novamente Eduardo, nossos agradecimentos pelo seu trabalho árduo, principalmente neste final de ano, em que sabemos, você está atolado de serviço mas sempre arranja um tempo para nos socorre.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Nós e o planeta agradecemos pelo seu sempre impecável e incansável trabalho.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Agradecemos muito também aos empresários da cidade, que se cotizaram para pagar o material impresso, mas que não podemos citar os nomes por motivos óbvios, quer dizer, pediram para ficarem anônimos por medo de retaliação do primeiro poder.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Não seja apenas um pagador de impostos, seja um cidadão, junte-se a nós nesta luta para manter nossa cidade livre deste incinerador que destrói a cidadania ao incentivar o consumismo, afinal, é consumir e o lixo some, magicamente.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O incinerador deseduca a população que demorou tanto tempo para aprender a separar seu lixo para a reciclagem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O incinerador causa desemprego as centenas de pessoas que, sem qualificação para encontrar trabalho na economia formal, encontram na reciclagem uma maneira de trabalhar e ganhar seu sustento. </span></p>
<p><span style="color: #008000;">A reciclagem está sendo uma fonte de renta para os recicladores e a sociedade lucra com os produtos que são reciclados e também a segurança publica ganha, pois sem esta renda, teríamos uma quantidade enorme de pessoas entrando na situação de insegurança social &#8211; pobreza extrema.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O incinerador causa sérias doenças, dentre elas o câncer, pois a fumaça tóxica contém dioxinas e furanos, altamente prejudiciais à saúde, além de partículas muito pequenas que deixam de ser filtradas pelo nosso corpo, aderindo a parede do pulmão, provocando doenças que irão impactar o Sistema Único de Saúde.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">E por fim, gerenciamento de lixo sempre foi, é e sempre será a separação na fonte do material para a reciclagem, para a compostagem e o rejeito. Com a separação na fonte, sobrará no máximo 10% de rejeito e com o incinerador, de tudo que entrar para queima, sobrará 15% de rejeito de cinzas tóxicas, classe 1, que tem que ser armazenadas em locais especiais para não contaminar o planeta.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Diga não à incineração de lixo em Maringá e em qualquer outro local do planeta. Diga sim à reciclagem e compostagem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Informativo da campanha Diga Não à Incineração do Lixo em Maringá</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7175/6482121749_37ed8afc1a_b.jpg" target="_blank"><span style="color: #008000;"><img class="alignnone" src="http://farm8.staticflickr.com/7175/6482121749_37ed8afc1a_z.jpg" alt="" width="460" height="640" /></span></a></span></p>
<p><span style="color: #008000;">Adesivo para carro</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7026/6481938597_d83c6ce52b_b.jpg" target="_blank"><span style="color: #008000;"><img class="alignnone" src="http://farm8.staticflickr.com/7026/6481938597_d83c6ce52b_z.jpg" alt="" width="640" height="222" /></span></a></span></p>
<p><span style="color: #008000;">Botton para camiseta</span></p>
<p><span style="color: #008000;"><a href="http://farm8.staticflickr.com/7143/6481937555_55b4f6b801_b.jpg" target="_blank"><span style="color: #008000;"><img class="alignnone" src="http://farm8.staticflickr.com/7143/6481937555_55b4f6b801.jpg" alt="" width="500" height="500" /></span></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>FAO constata processo de estrangeirização de terras na América Latina</title>
		<link>http://www.funverde.org.br/blog/archives/9825</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 13:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Deslocalização agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>
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		<description><![CDATA[Para representante da organização, governos da região devem garantir que compras de áreas não tenham efeitos negativos sobre o desenvolvimento da agricultura local Um estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em 17 países da América Latina e do Caribe descobriu intensos processos de concentração e estrangeirização de terras na região. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #008000;">Para representante da organização, governos da região devem garantir que compras de áreas não tenham efeitos negativos sobre o desenvolvimento da agricultura local</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Um estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em 17 países da América Latina e do Caribe descobriu intensos processos de concentração e estrangeirização de terras na região.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A análise da entidade investigou a fundo o fenômeno de obtenção de terras (land grabbing, em inglês) e detectou que a compra de terras destinadas à produção de alimentos, da qual participam governos estrangeiros, se restringe ao Brasil e Argentina, mas o interesse está voltado para toda a América Latina.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">&#8220;O fenômeno de concentração e estrangeirização da terra e das cadeias de valor do setor silvícola e agropecuário é um tema que afeta grande parte da região&#8221;, enfatiza o documento.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Neste sentido, o oficial de Políticas da FAO, Fernando Soto-Baquero, adverte que os governos da região devem encontrar formas de assegurar que os processos de concentração e estrangeirização de terras não tenham efeitos negativos sobre a segurança alimentar, o emprego agrícola e o desenvolvimento da agricultura familiar.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Já o consultor da FAO a cargo de analisar os 17 estudos sobre obtenção de terras, Saturnino Borras, professor do Instituto de Estudos Sociais de Haia, destaca que há um amplo ressurgimento do interesse em investir em terras na região. &#8220;É muito mais do que se assumia anteriormente, seja em termos de investimento de terras ou de obtenção&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Martine Dirven, especialista em desenvolvimento rural na América do Sul, concorda com a ideia: &#8220;estamos diante de uma nova onda de um processo de estrangeirização das terras&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">&#8220;Em dez anos houve aumentos de sete vezes do preço da terra no Uruguai e um grande processo de concentração das terras na América Latina&#8221;, acrescenta.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Segundo o diretor do Centro de Estudos Sociais (Cepes) do Peru, Fernando Eguren, a concentração na terra não é só um fenômeno econômico, mas também uma &#8220;concentração de influências, de poder político nas esferas territoriais onde está ocorrendo&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">&#8220;Por fim, também tem a ver com restrições na democracia&#8221;, alerta Eguren, após analisar o estudo apresentado pelo Escritório Regional da FAO, durante o seminário &#8220;Dinâmicas no mercado da terra na América Latina e no Caribe&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Agência EFE / Globo Rural de 25 de novembro de 2011</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Os governos devem proibir a compra de áreas por potências estrangeiras. Eles não tem compromisso com a preservação da terra, afinal, se a terra ficar contaminada, perder produtividade, eles abandonam e compram em outro país ou outro local do país escolhido para ser devastado.</span></p>
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		<title>Agricultura é chave para enfrentar falta de água e energia, diz FAO</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 12:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para atender população mundial, produção de alimentos deverá crescer 70% até 2050 Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (17/11), na Alemanha, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) destacou que a agricultura é a chave para enfrentar as necessidades futuras de água e energia. Mas, segundo a organização, é preciso planejamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #008000;">Para atender população mundial, produção de alimentos deverá crescer 70% até 2050</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (17/11), na Alemanha, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) destacou que a agricultura é a chave para enfrentar as necessidades futuras de água e energia. Mas, segundo a organização, é preciso planejamento integral e maior atenção aos pequenos produtores.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Para Alexander Müller, diretor-geral adjunto da FAO para Recursos Naturais, a agricultura &#8220;pode e deve se transformar na coluna vertebral da economia verde do amanhã&#8221;. O executivo ressaltou ainda que “os desafios de segurança alimentar, o desenvolvimento econômico e a segurança energética no atual contexto de desenvolvimento demográfico requer atenção renovada ao agronegócio”.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A FAO calcula que para alimentar a população mundial, que irá alcançar 9 bilhões de pessoas em 2050, a produção mundial deve aumentar em 70%. A demanda global de energia vai aumentar 36% até 2035 e a concorrência pela água entre a agricultura, as cidades e a indústria vai se intensificar.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">&#8220;Chegou a hora de parar de tratar os alimentos, a água e a energia como questões separadas e enfrentar o desafio de equilibrar de forma inteligente as necessidades destes três setores, aproveitando as sinergias e buscando oportunidades para reduzir o uso da água, ao invés de competir por ela&#8221;, explicou Müller.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Globo Rural de 17 de novembro de 2011</span></p>
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		<title>Em 15 anos, mundo perdeu 10 hectares de floresta por minuto, diz FAO</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 11:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os países da América do Sul e da África lideram entre os que mais derrubam a mata O uso das áreas de florestas no mundo, em 15 anos, caiu em 30% no período de 1990 a 2005. O percentual se refere a um total de 3,69 bilhões de hectares de florestas em todo o planeta. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #008000;">Os países da América do Sul e da África lideram entre os que mais derrubam a mata</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">O uso das áreas de florestas no mundo, em 15 anos, caiu em 30% no período de 1990 a 2005. O percentual se refere a um total de 3,69 bilhões de hectares de florestas em todo o planeta. Os dados mostram ainda que a perda líquida de florestas (prejuízos que são parcialmente compensados pelo reflorestamento e pela expansão natural) aumentou de 4,1 milhões de hectares por ano, de 1990 a 2000, para 6,4 milhões de hectares. Os países da América do Sul e da África lideram entre os que mais desmatam no mundo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A conclusão está no estudo apresentado nesta quarta-feira (30/11) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Os resultados da pesquisa se baseiam em uma pesquisa global de sensoriamento remoto.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Pelos resultados do estudo, a taxa média de desmatamento mundial alcançou 4,5 milhões de hectares por ano, de 1990 a 2005. A derrubada da mata ocorreu, em grande parte, nas florestas tropicais transformadas em áreas agrícolas. Em 15 anos, segundo os especialistas, 10 hectares de floresta sofreram perda líquida, em média, por minuto.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">&#8220;O desmatamento está privando milhões de pessoas de bens e serviços florestais que são cruciais para a subsistência rural, o bem-estar econômico e a saúde ambiental&#8221;, disse o diretor assistente para a Área de Florestas da FAO, Eduardo Rojas-Briales.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">De acordo com os pesquisadores, a Ásia foi a única região que registrou ganhos líquidos em área florestal de uso da terra em ambos os períodos. Mas houve desmatamento em todas as regiões do mundo, pois em alguns países, como a China, o plantio extensivo ultrapassou as áreas de floresta.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os resultados da pesquisa fornecem dados que podem ser usados em pesquisas sobre biodiversidade e redução de emissões por desmatamento e degradação florestal nos países em desenvolvimento, temas da COP-17, a Conferência do Clima que acontece em Durban, na África do Sul, e termina em 9 de dezembro.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Agência Brasil / Globo Rural de 30 de novembro de 2011</span></p>
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		<title>Destruição dos recursos naturais põe alimentação mundial em risco, diz FAO</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 10:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escassez de terras e degradação dos sistemas hídricos ameaçam a sustentabilidade da cadeia produtiva de alimentos A degradação e a escassez de terras e água colocam em perigo vários sistemas de produção de alimentos em todo o mundo e representam um desafio para alimentar a população mundial que chegará a 9 bilhões de pessoas em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #008000;">Escassez de terras e degradação dos sistemas hídricos ameaçam a sustentabilidade da cadeia produtiva de alimentos</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">A degradação e a escassez de terras e água colocam em perigo vários sistemas de produção de alimentos em todo o mundo e representam um desafio para alimentar a população mundial que chegará a 9 bilhões de pessoas em 2050, afirmou em comunicado a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).</span></p>
<p><span style="color: #008000;">&#8220;O estado dos recursos de terras e água para a alimentação e a agricultura assinala que, apesar do aumento nos últimos 50 anos na produção de alimentos, os lucros se associaram a práticas de gestão que degradaram as terras e os sistemas hídricos&#8221;, diz o relatório.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">De acordo com a FAO, atualmente muitos desses sistemas correm o risco de perder de forma progressiva sua capacidade produtiva por conta da pressão demográfica e de práticas e usos agrícolas insustentáveis. O comunicado assinala que não há região imune, em todo o planeta há sistemas em perigo, das terras altas dos Andes até as estepes da Ásia Central, da bacia hidrográfica do Murray-Darling na Austrália até o centro dos Estados Unidos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Será enorme o desafio de proporcionar alimentos suficientes para um planeta que tem cada vez mais fome, especialmente nos países em desenvolvimento, onde as terras de boa qualidade, os nutrientes do solo e a água são menos abundantes. Entre 1961 e 2009, a superfície agrícola mundial cresceu 12%, mas a produção agrícola cresceu 150%, graças a um aumento significativo dos rendimentos dos principais cultivos. Entretanto, um dos &#8220;sinais de advertência&#8221; do relatório é que as taxas de crescimento da produção agrícola diminuíram em muitas áreas e atualmente não chegam à metade do que eram no apogeu da Revolução Verde.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O relatório aponta o crescente desequilíbrio entre disponibilidade e demanda de terras e recursos hídricos. O número de áreas que chegam aos limites de sua capacidade produtiva aumenta rapidamente. O documento adverte que &#8220;25% das terras do planeta estão degradadas&#8221;. Outros 8% apresentam uma degradação moderada, 36% estão em condições de estabilidade ou degradação ligeira e 10% se classificam como terras que estão melhores. A superfície restante do planeta está descoberta (cerca de 18%) ou coberta por massas de água continentais (2%).</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A definição da FAO de degradação vai além da deterioração das terras e das águas em si, e inclui uma avaliação de outros aspectos dos ecossistemas afetados, como a perda de biodiversidade</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Agência EFE / Globo Rural de 28 de novembro de 2011</span></p>
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		<title>Decreto regulamenta crédito presumido do IPI na compra de resíduos sólidos</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 20:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Os estabelecimentos industriais terão direito, até 31 de dezembro de 2014, a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados &#8211; IPI na aquisição de resíduos sólidos a serem utilizados como matérias-primas ou produtos intermediários na fabricação de seus produtos. É o que estabelece o Decreto nº 7.619 , de 21 de novembro de 2011, publicado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Os estabelecimentos industriais terão direito, até 31 de dezembro de 2014, a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados &#8211; IPI na aquisição de resíduos sólidos a serem utilizados como matérias-primas ou produtos intermediários na fabricação de seus produtos. É o que estabelece o Decreto nº 7.619 , de 21 de novembro de 2011, publicado no Diário Oficial da União (DOU), desta terça-feira (22/11/2011).</span></p>
<p><span style="color: #008000;">São considerados resíduos sólidos os materiais, substâncias, objetos ou bens descartados resultantes de atividades humanas em sociedade.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os resíduos sólidos deverão ser adquiridos diretamente de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, constituídas de, no mínimo, vinte cooperados pessoas físicas, sendo vedada, neste caso, a participação de pessoas jurídicas.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Decreto</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">O Decreto nº 7.619 , de 21 de novembro de 2011, publicado no DOU de 22/11/2011, é o seguinte, na íntegra:</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Parágrafo único. Para efeitos deste Decreto, resíduos sólidos são os materiais, substâncias, objetos ou bens descartados resultantes de atividades humanas em sociedade.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Art. 2º Para fins do disposto no art. 1º, os resíduos sólidos deverão ser adquiridos diretamente de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, constituídas de, no mínimo, vinte cooperados pessoas físicas, sendo vedada, neste caso, a participação de pessoas jurídicas.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Art. 3º Os resíduos sólidos de que trata este Decreto são aqueles classificados nos códigos 39.15, 47.07, 7001.00.00, 72.04, 7404.00.00, 7503.00.00, 7602.00.00, 7802.00.00 e 7902.00.00 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados &#8211; TIPI, bem como aqueles descritos em destaques &#8220;Ex&#8221; agregados a esses mesmos códigos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Art. 4º A venda dos resíduos sólidos de que trata o art. 3º será comprovada por documento fiscal previsto na legislação do IPI.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Art. 5º O crédito presumido de que trata o art. 1º será apurado pelo adquirente mediante a aplicação da alíquota da TIPI a que estiver sujeito o produto final resultante do aproveitamento dos resíduos sólidos que se enquadram nas condições estabelecidas neste Decreto, sobre os seguintes percentuais do valor inscrito no documento fiscal referido no art. 4º:</span></p>
<p><span style="color: #008000;">I &#8211; cinquenta por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados na posição 39.15 e no código 7001.00.00 da TIPI;</span></p>
<p><span style="color: #008000;">II &#8211; trinta por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados </span><span style="color: #008000;">nas posições 47.07 e 72.04 da TIPI; ou</span></p>
<p><span style="color: #008000;">III &#8211; dez por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados </span><span style="color: #008000;">nos códigos 7404.00.00, 7503.00.00, 7602.00.00, 7802.00.00 e </span><span style="color: #008000;">7902.00.00 da TIPI.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">§ 1º O valor do crédito presumido apurado deverá:</span></p>
<p><span style="color: #008000;">I &#8211; constar de nota fiscal de entrada emitida pelo estabelecimento </span><span style="color: #008000;">industrial adquirente dos resíduos sólidos; e</span></p>
<p><span style="color: #008000;">II &#8211; ser escriturado no item 005 do quadro &#8220;Demonstrativo de </span><span style="color: #008000;">Créditos&#8221; do Livro Registro de Apuração do IPI, modelo 8, observando-</span><span style="color: #008000;">se ainda as demais regras de escrituração constantes da </span><span style="color: #008000;">legislação do imposto.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">§ 2º O aproveitamento do crédito presumido dar-se-á, exclusivamente, </span><span style="color: #008000;">por sua dedução com o IPI devido nas saídas do estabelecimento </span><span style="color: #008000;">industrial de produtos que contenham os resíduos sólidos </span><span style="color: #008000;">referidos no art. 3º.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">§ 3º Fica vedada a escrituração do crédito presumido quando </span><span style="color: #008000;">os produtos que contenham os resíduos sólidos referidos no art. 3º </span><span style="color: #008000;">saírem do estabelecimento industrial com suspensão, isenção ou imunidade </span><span style="color: #008000;">do IPI.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Art. 6º A Secretaria da Receita Federal do Brasil poderá </span><span style="color: #008000;">estabelecer normas complementares para aplicação do disposto neste </span><span style="color: #008000;">Decreto.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Art. 7º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Brasília, 21 de novembro de 2011; 190º da Independência e </span><span style="color: #008000;">123º da República.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Diário Oficial da União de 22 de novembro de 2011</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">E ainda existe prefeito querendo queimar matéria prima, recursos naturais. Isto é simplesmente criminoso. Na verdade é um crime contra a humanidade.</span></p>
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		<title>Incineração não é a solução</title>
		<link>http://www.funverde.org.br/blog/archives/9763</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 11:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Compostagem]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Lixo]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Queimar já foi considerado o método mais eficiente de acabar com o lixo, seja ele de origem doméstica ou industrial. Entretanto, com o avanço da industrialização, a natureza dos resíduos mudou drasticamente. A produção em massa de produtos químicos e plásticos torna, hoje em dia, a eliminação do lixo por meio da incineração um processo complexo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Queimar já foi considerado o método mais eficiente de acabar com o lixo, seja ele de origem doméstica ou industrial. Entretanto, com o avanço da industrialização, a natureza dos resíduos mudou </span><span style="color: #008000;">drasticamente. A produção em massa de produtos químicos e plásticos torna, hoje em dia, a eliminação do lixo por meio da incineração um processo complexo, de custo elevado e altamente poluidor. Longe de fazer o lixo desaparecer, a incineração acaba gerando ainda mais resíduos tóxicos, e tornando-se uma ameaça para a saúde pública e o ambiente.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Em maio de 2001, o Brasil assinou a Convenção de Estocolmo, tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) que trata do combate aos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), e que aponta a </span><span style="color: #008000;">incineração de resíduos como uma das principais fontes geradoras destes poluentes. A Convenção recomenda que o uso de incineradores seja eliminado progressivamente.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Impactos da Incineração</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">As emissões tóxicas, liberadas mesmo pelos incineradores mais modernos, são formadas por três tipos de poluentes perigosos para o ambiente e para a saúde humana: os metais pesados, os produtos de </span><span style="color: #008000;">combustão incompleta e as substâncias químicas novas formadas durante o processo de incineração. Nenhum processo de incineração opera com 100% de eficácia.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os metais pesados, como chumbo, cádmio, arsênio, mercúrio e cromo, não são destruídos durante a incineração, e são frequentemente liberados para o ambiente em formas até mais concentradas e </span><span style="color: #008000;">perigosas do que no lixo original. Equipamentos de controle de poluição podem remover alguns desses metais das emissões, mas mesmo os mais modernos não eliminam com segurança todos eles. No </span><span style="color: #008000;">mais, os metais pesados não desaparecem,são transferidos para as cinzas ou para os filtros, que acabam posteriormente sendo aterrados.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Outro aspecto traiçoeiro da incineração ocorre pela formação de produtos químicos durante o processo de combustão, que são totalmente novos e altamente tóxicos – as dioxinas e os furanos. Estes </span><span style="color: #008000;">produtos são formados pela recombinação de fragmentos químicos de lixo parcialmente queimados nos fornos dos incineradores, e depositados nas chaminés e/ou nos dispositivos controladores de </span><span style="color: #008000;">poluentes. <strong>Dioxinas e furanos são tidos como os produtos químicos mais tóxicos já conhecidos.</strong> As dioxinas são formadas quando materiais contendo cloro, como o PVC, são queimados.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Outro problema muitas vezes ignorado é a alta toxicidade das cinzas resultantes do processo de incineração. A destinação final de forma segura e ambientalmente correta dessas cinzas é cara e </span><span style="color: #008000;">problemática. Manejadas de forma inadequada, elas representam riscos para a saúde e o meio ambiente a curto e longo prazo. Alguns especialistas recomendam depositá-las em aterros equipados </span><span style="color: #008000;">com um revestimento de plástico comum, como forma de prevenir lixiviações para o lençol freático. Mesmo assim, todos os revestimentos feitos em aterros podem eventualmente sofrer vazamentos. <span style="color: #ff0000;">O interessante é que em todas as palestras que assistimos, os promotores dão a brilhante idéia de que  que as cinzas podem ser utilizadas para asfalto. Isso nos assusta, porque é o mesmo que espalhar esta poluição pelo planeta, lambuzar o planeta com cinzas contendo metais pesados.</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Incineração: Danos à saúde humana e ao Meio Ambiente</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">De forma geral, pesquisas científicas e levantamentos comunitários e técnicos associam os impactos da incineração ao aumento das taxas de câncer, a doenças respiratórias, a anomalias reprodutivas </span><span style="color: #008000;">(como má formação fetal), a danos neurológicos e a outros efeitos sobre a saúde — em casos de exposições a metais pesados, a organoclorados e a outros poluentes liberados por incineradores.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Em 1997, a IARC (Agência Internacional de Pesquisas do Câncer) classificou as dioxinas mais tóxicas como cancerígenas para os humanos. Uma vez emitidas no meio ambiente, essas substâncias podem </span><span style="color: #008000;">viajar longas distâncias pelo ar e pelas correntes oceânicas, tornando-se uma contaminação global.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">As dioxinas liberadas pelos incineradores também podem acumular-se em animais ruminantes e peixes, por meio da cadeia alimentar. São diversos os casos relatados mundialmente em que produtos </span><span style="color: #008000;">como leite, ovos e carne continham níveis de dioxina acima dos permitidos legalmente.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">A incineração no Brasil</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">A Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Incineração</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">O Greenpeace critica o último texto da proposta para a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tinha como relator da Comissão Especial de Resíduos Sólidos da Câmara Federal, o então </span><span style="color: #008000;">deputado Emerson Kapaz (PPS-SP). Mais uma vez, a incineração e o coprocessamento em fornos de cimento eram apresentados como as principais políticas para a redução de resíduos. A primeira versão </span><span style="color: #008000;">do documento fora apresentada em agosto de 2001. Esta proposta de lei de certa forma regulamenta o uso de incineradores, e prioriza o uso de tecnologias “sujas”. Ainda, este documento vai de encontro à Convenção de Estocolmo, a qual aponta a incineração de resíduos como uma das principais fontes produtoras de POPs, incluindo as dioxinas.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Resolução do Conama e a Incineração</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Como resultado da 39ª reunião extraordinária do Conama realizada em 29 de outubro de 2002, o processo nº 02000.007884/2001-48, que dispõe sobre procedimentos e critérios para funcionamento </span><span style="color: #008000;">de sistemas de tratamento térmico de resíduos, foi desastrosamente aprovado (com emendas). Este documento não apenas regulamenta o uso de incineradores com também estipula valores máximos </span><span style="color: #008000;">para a emissão de dioxinas e furanos cinco vezes maiores que os permitidos em países europeus e nos Estados Unidos. Também este documento apresenta um retrocesso para o Brasil, indo de encontro </span><span style="color: #008000;">ao acordado na Convenção de Estocolmo. Para ver o documento do Conama, acesse www.mma.gov.br/port/conama/doc/reun/reuniao39/result/resul71.doc </span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Alternativas</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Em termos gerais</span></p>
<p><span style="color: #008000;">1 &#8211; Estratégias e planos que promovam a redução, o reuso e a reciclagem de materiais, produtos e resíduos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">2 &#8211; A Produção Limpa.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O Greenpeace acredita que devem ser adotadas medidas para interromper imediatamente a utilização de incineradores. Em vez de apenas restringir as normas e padrões de controles de poluição ambiental, </span><span style="color: #008000;">os governos nacionais devem implementar as seguintes políticas:</span></p>
<p><span style="color: #008000;">a &#8211; estabelecer moratória à construção de novos incineradores de lixo e à ampliação dos já existentes;</span></p>
<p><span style="color: #008000;">b &#8211; implementar um rápido programa para desativação de todos os incineradores existentes;</span></p>
<p><span style="color: #008000;">c. desenvolver programas de produção limpa para eliminar processos, produtos e resíduos tóxicos. Para saber mais sobre produção limpa, confira o documento </span><span style="color: #008000;">www.greenpeace.org.br/toxicos/Producao_Limpa.doc</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Em relação a substâncias industriais tóxicas &#8211; tecnologias modernas de destruição</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Algumas das tecnologias de destruição de resíduos tóxicos recentemente desenvolvidas oferecem vantagens tanto no desempenho quanto nos custos, em relação ao uso de incineradores. Dentre estas </span><span style="color: #008000;">tecnologias modernas de destruição, citamos algumas, entre elas a Redução de Substâncias Químicas em Fase Gasosa, a Oxidação Eletroquímica, Metal fundido e Sal fundido. Para mais informações leia o </span><span style="color: #008000;">documento “Incineração e Saúde Humana-Estudo do Conhecimento Sobre os Impactos da Incineração na Saúde Humana – Tradução Preliminar (Sumário Executivo), Michelle Allsopp, Pat Costner e Paul </span><span style="color: #008000;">Johnston, Laboratórios de Pesquisas do Greenpeace, Universidade de Exeter, Reino Unido www.greenpeace.org.br/toxicos/pdf/sumario_exec_health.pdf.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">É importante ressaltar, no entanto, que diversos fatores, como os recursos necessários para instalação, manutenção, testes de desempenho, entre outros, tornam ambas as tecnologias, convencionais </span><span style="color: #008000;">(incineração) e modernas, inapropriadas para uso contínuo e de longo prazo. Neste contexto, a adoção de uma estratégia de emissão zero e a redução dos impactos sobre a saúde causados pelo processo </span><span style="color: #008000;">de manejo de resíduos significam uma mudança para um padrão baseado nos axiomas da redução, reutilização e reciclagem.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Demandas do Greenpeace</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Os seguintes pontos devem estar presentes nas estratégias para estímulo à prevenção (redução), reutilização (reuso) e reciclagem e, portanto, para a diminuição dos impactos adversos sobre a saúde </span><span style="color: #008000;">humana causados pelo manejo de resíduos:</span></p>
<p><span style="color: #008000;">1 &#8211; Plano de eliminação de toda e qualquer forma de incineração de resíduos: domésticos, hospitalares e industriais.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">2 &#8211; Mecanismos financeiros e legais para aumentar a reutilização de embalagens (ex. garrafas, contêineres etc) e produtos (ex. gabinetes de computadores, componentes eletrônicos).</span></p>
<p><span style="color: #008000;">3 &#8211; Mecanismos financeiros (como impostos sobre aterros sanitários) destinados diretamente para montar a infra-estrutura necessária para reciclagem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">4 &#8211; Estimulação de mercados para materiais reciclados por meio de exigências legais de que as embalagens e os produtos contenham, quando for apropriado, a quantidade de material reciclado. <strong>Os</strong></span><br />
<strong><span style="color: #008000;"> materiais que não podem ser reciclados de forma segura ou decompostos no final do ciclo de vida útil (por exemplo, o plástico PVC) devem ser substituídos por materiais mais sustentáveis. </span></strong><span style="color: #008000;"><span style="color: #ff0000;">Aplicar na vida real a teoria berço a berço, onde a totalidade do que for fabricado, na destinação pós consumo ou retornará em forma de matéria prima reciclável para a indústria ou em forma de matéria prima compostável para a natureza. </span></span></p>
<p><span style="color: #008000;">5 &#8211; A curto prazo, é preciso evitar que materiais e produtos que contribuem para a geração de substâncias perigosas em incineradores entrem na corrente de resíduos; os produtores devem arcar </span><span style="color: #008000;">com os custos. Esses produtos incluem equipamentos eletrônicos, metais e produtos que contêm metais, como pilhas e lâmpadas fluorescentes, além de plásticos PVC (revestimento para chão, cabos, </span><span style="color: #008000;">embalagens, perfis de janelas etc) e outros produtos que contenham substâncias perigosas. <span style="color: #ff0000;">Um dos problemas que já ouvimos é que um computador tem muitos tipos de plástico que não podem ser reciclados juntos e portanto, inviabilizando a cadeia de reciclagem. Algumas vezes o reciclador põe fogo em um pedaço, para, pasmem, pelo cheiro, saber o tipo de plástico. Solução, todo e qualquer componente de plástico, de computador a garrafa de água, tem que ter a marcação com o triângulo da reciclagem com o número dentro, não importa o tamanho deste componente. Solução simples e eficaz.</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">E, de uma forma mais geral</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">6 &#8211; Expansão do desenvolvimento de tecnologias de produção limpa que sejam mais eficientes em termos de consumo energético e de materiais, e fabricar produtos mais limpos, que gerem menos lixo,</span><br />
<span style="color: #008000;"> e que possam ser usados em um “ciclo fechado”, de forma a satisfazer as necessidades da sociedade de forma mais justa e sustentável. <span style="color: #ff0000;">Berço a berço &#8211; a matéria prima é extraída apenas uma vez do planeta e é indefinidamente  reutilizada na indústria ou na natureza para não pressionar os recursos naturais do planeta, poupando esses recursos naturais para os seres do amanhã.</span></span></p>
<p><span style="color: #008000;">7 &#8211; Implementação do Princípio da Precaução de forma que, no futuro, seja possível evitar problemas antes que eles ocorram. A continuidade e o aprofundamento da pesquisa científica têm um papel </span><span style="color: #008000;">fundamental na identificação de potenciais problemas e soluções. As incertezas relacionadas à determinação de impactos da incineração na saúde humana e no meio ambiente são consideráveis e, </span><span style="color: #008000;">muitas vezes, não podem ser reduzidas.</span></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="color: #008000;">Campanha de Substâncias Tóxicas do Greenpeace Brasil www.greenpeace.org.br/toxicos</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Greenpeace</span></p>
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		<title>Convite &#8211; Festival lixo e cidadania 2011 em Belo Horizonte &#8211; MG</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 10:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
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		<description><![CDATA[O Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) convida para participar da 2ª Semana Mineira de Redução de Resíduos e do 10º Festival Lixo e Cidadania que acontecerá de 19 à 27 de novembro. Inscrições &#8211; www.minasmenosresiduos.com.br Assessoria de Comunicação Centro Mineiro de Referência em Resíduos Av. Belém 40 &#8211; Bairro Esplanada Belo Horizonte &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">O Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) convida para participar da 2ª Semana Mineira de Redução de Resíduos e do 10º Festival Lixo e Cidadania que acontecerá de 19 à 27 de novembro.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Inscrições &#8211; www.minasmenosresiduos.com.br</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Assessoria de Comunicação</span><br />
<span style="color: #008000;"> Centro Mineiro de Referência em Resíduos</span><br />
<span style="color: #008000;"> Av. Belém 40 &#8211; Bairro Esplanada</span><br />
<span style="color: #008000;"> Belo Horizonte &#8211; MG</span><br />
<span style="color: #008000;"> Fone 31 3465-1212</span></p>
<p><a href="http://www.minasmenosresiduos.com.br/" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://farm7.static.flickr.com/6091/6347169687_1d71b4abb6_o.jpg" alt="" width="550" height="2835" /></a></p>
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		<title>Vamos dizer não à incineração do lixo</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 16:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Queimar lixo é queimar recursos naturais finitos no nosso planeta, necessários à nossa sobrevivência e à sobrevivência dos seres do amanhã. Por isso, diga não à incineração. Diga sim à reciclagem e compostagem que geram apenas de 3 a 5% de rejeito. Diga sim à reciclagem e compostagem que gera cidadania, dignidade e trabalho. Diga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Queimar lixo é queimar recursos naturais finitos no nosso planeta, necessários à nossa sobrevivência e à sobrevivência dos seres do amanhã. Por isso, diga não à incineração.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Diga sim à reciclagem e compostagem que geram apenas de 3 a 5% de rejeito.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Diga sim à reciclagem e compostagem que gera cidadania, dignidade e trabalho. </span></p>
<p><span style="color: #008000;">Diga não à incineração do lixo que gera até 15% de rejeito.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Diga não à incineração que queima materiais que devem voltar para o ciclo de produção para não ser necessário extrair mais recursos naturais finitos do planeta para a produção de novos produtos.</span></p>
<p><img class="alignnone" src="http://farm7.static.flickr.com/6096/6350348013_58d1a676e0_z.jpg" alt="" width="453" height="640" /></p>
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		<title>Incineração de lixo, conheça alguns de seus problemas</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 15:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Longe de ser uma tecnologia universalmente provada como asseguram seus promotores, a incineração de lixo doméstico com recuperação da energia tem sido uma experimentação, que depois de 20 anos deixou os cidadãos dos países industrializados com a herança de altos níveis inaceitáveis de dioxina e seus compostos em seus alimentos, seus tecidos, seus bebês e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://farm7.static.flickr.com/6114/6350974178_c187e19df8_z.jpg" alt="" width="460" height="640" /></p>
<p><span style="color: #008000;">Longe de ser uma tecnologia universalmente provada como asseguram seus promotores, a incineração de lixo doméstico com recuperação da energia tem sido uma experimentação, que depois de 20 anos deixou os cidadãos dos países industrializados com a herança de altos níveis inaceitáveis de dioxina e seus compostos em seus alimentos, seus tecidos, seus bebês e na vida selvagem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Alguns dos problemas da incineração de resíduos -  descargas de poluentes tanto para o ar como para outros meios, custos econômicos e custos de emprego, perda de energia, insustentabilidade e incompatibilidade com outros sistemas para a gestão de resíduos. Também lida com os problemas específicos dos países do hemisfério Sul.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">As dioxinas são os poluentes mais importantes associados aos incineradores. Estes são os causadores de uma grande variedade de problemas de saúde que incluem o câncer, danos no sistema imunológico, problemas na reprodução dos seres vivos e de desenvolvimento.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">As dioxinas são bio-acumulativas, isto é, passam para a cadeia alimentar da presa para o predador, concentrando-se na carne e nos produtos lacticínios e por último no Homem. As dioxinas são de particular preocupação, pois se disseminam no meio ambiente e no homem, em níveis que já demonstraram estar causando problemas de saúde, implicando que neste momento estão populações inteiras sofrendo os seus efeitos adversos. Os incineradores são a principal fonte de dioxinas em nível mundial.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os incineradores são uma das maiores fontes de poluição por mercúrio, sendo a sua contaminação de vasto alcance, os intoxicados pelo mercúrio tem prejuízos em suas funções motora, sensorial e cognitiva. Os incineradores são também uma fonte significativa de emissões para o meio ambiente de outros metais pesados, tais como o chumbo, cádmio, arsénio, cromo e berílio.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Outros poluentes que causam preocupação incluem &#8211; não dioxinas &#8211; hidrocarbonetos halogénicos, gases ácidos, que são precursores da chuva ácida, partículas que prejudicam as funções pulmonares e gases que provocam o efeito de estufa. Contudo, a caracterização das descargas de poluentes das incineradores ainda está incompleta e estão presentes nas emissões de ar e nas cinzas muitos componentes não identificados.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os operadores de incineradores afirmam várias vezes que as emissões estão sob controle, mas as evidências indicam que isto não é verdade.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Primeiro porque para muitos poluentes tais como as dioxinas qualquer nível de emissão é inaceitável. Segundo porque a verificação das emissões é irregular e bastante imperfeita, deste modo não são verdadeiramente conhecidos os atuais níveis de emissões. Terceiro porque a informação existente indica que os atuais incineradores são incapazes de satisfazer o padrão mínimo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Quando o equipamento para o controle de poluição funciona, remove os poluentes do ar concentrando-os nas cinzas soltas, criando um fluxo perigoso de resíduos tóxicos que necessita de um tratamento adicional. </span><span style="color: #008000;">Deste modo o problema da libertação de poluentes não está resolvido. Os poluentes são simplesmente transferidos de um meio &#8211; ar &#8211; para outro  -sólido ou água -.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">As cinzas liberadas pelos incineradores são bastante perigosas e são muitas vezes mal reguladas. Nem os aterros sanitários são seguros, porque deixam passar substâncias perigosas. Em alguns lugares as cinzas estão expostas ao ambiente ou até espalham-se por áreas residenciais ou áreas de produção alimentos &#8211; agropecuárias -.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os incineradores estão muitas vezes situados ao redor de populações, normalmente minoritárias de baixo rendimento, com a teoria de que estes setores da população politicamente fracos, serão menos capazes de resistir-lhes. Isto é uma violação dos princípios básicos da justiça ambiental e dos direitos humanos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os incineradores modernos são de longe, a abordagem mais dispendiosa para a gestão de resíduos, só os custos da construção podem ser centenas de milhões de dólares. Os custos de construção e de funcionamento normal dos incineradores são inevitavelmente suportados pelo público.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">As companhias de incineradores têm inventado vários esquemas de financiamento complicados, para conseguirem o apoio do governo em pagamentos em longo prazo, o que várias vezes provou ser desastroso para os governos locais. Muitas cidades, nos Estados Unidos, endividaram-se devido investirem em incineradores.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os incineradores criam de longe menos empregos por toneladas de resíduos do que as tecnologias alternativas e práticas, tais como a reciclagem e compostagem. Geralmente, também substituem o trabalho em rede de reciclagem informal, já existente, causando dificuldade adicional ao mais pobre dos pobres.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os incineradores são também adaptados para funcionar como produtores de energia, visto poderem produzir eletricidade. </span><span style="color: #008000;">No entanto, uma análise detalhada do ciclo de atividade revela que os incineradores gastam mais energia do que produzem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Isto porque os produtos reutilizáveis e recicláveis que são incinerados e que deveriam ser reutilizados ou reciclados devem ser substituídos por novos produtos, extraindo e processando materiais virgens, pressionando ainda mais o planeta com a exploração de recursos naturais finitos para transformá-los em novos produtos, gastando muito mais energia, causando também mais danos ao meio ambiente do que seria se os materiais fossem reutilizados, ou produzidos a partir de materiais reciclados.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A grande parte da história da incineração de resíduos, tem sido nos países do Norte. Os contextos dos países do Sul são capazes de ser ainda mais problemáticos para esta tecnologia. A falta de capacidade de monitoramento significa que os incineradores são capazes de ser ainda mais poluidores do que os do Norte. Problemas administrativos, tais como orçamentos incertos e a corrupção, podem interferir com a manutenção necessária. As diferentes condições físicas, tais como o tempo e as características dos resíduos, podem tornar as operações difíceis ou até mesmo impossíveis.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Finalmente, deve ser entendido que os incineradores são incompatíveis com outras formas de gestão de resíduos. Os incineradores competem para o mesmo orçamento e materiais descartáveis com outras formas de gestão de resíduos, subestimando a ética da separação na fonte, que gere o manejo apropriado dos resíduos.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Alguns fatos</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Utilizar os 5Rs, para diminuir geração de resíduos, que hoje já passa de 1 quilo / dia por pessoa no Brasil. 5Rs – REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis e diminuir a geração de lixo; RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens; REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna; REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Ao se realizar a reciclagem e a compostagem, apenas restará de 3 a 5% de todo o lixo produzido para ser dada uma destinação correta. As últimas tecnologias que estudamos de incineração tem como resíduo final de até 15% de rejeito, muito mais do que se fosse realizada a compostagem e a reciclagem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Incinerar lixo é dar incentivar as pessoas se tornarem consumistas, afinal, depois de consumir é só queimar, é varrer o lixo para baixo do tapete.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Reciclagem e compostagem gera muitos postos de trabalho, inserindo no mercado produtivo pessoas sem qualificação, gerando renda e dignidade para estas pessoas.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Reciclagem e compostagem não necessita de investimentos milionários, muitas vezes passando da casa das centenas de milhões para sua implantação.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Reciclagem e compostagem, estas são as verdadeiras soluções para limpar o lixo do planeta.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Diga não à incineração!</span></p>
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		<title>I am a green &#8230; enganação</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 15:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Crime ambiental]]></category>
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		<category><![CDATA[Plástico oxi-biodegradável]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Sacola retornável]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você não se importa com: 1 &#8211; Mais de 1 bilhão de pessoas sem comida; 2 &#8211; Mais de 1 bilhão de pessoas sem acesso a água potável; 3 &#8211; Aumento de preços de alimentos (preços internacionais de alimentos estão subindo quase 50% por ano); 4 &#8211; Aumento do preço do álcool combustível (etanol); [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="Apple-style-span" style="color: #008000;">Se você não se importa com:</span></p>
<p><span style="color: #008000;">1 &#8211; Mais de 1 bilhão de pessoas sem comida;</span></p>
<p><span style="color: #008000;">2 &#8211; Mais de 1 bilhão de pessoas sem acesso a água potável;</span></p>
<p><span style="color: #008000;">3 &#8211; Aumento de preços de alimentos (preços internacionais de alimentos estão subindo quase 50% por ano);</span></p>
<p><span style="color: #008000;">4 &#8211; Aumento do preço do álcool combustível (etanol);</span></p>
<p><span style="color: #008000;">5 &#8211; Aumento do preço do açúcar;</span></p>
<p><span style="color: #008000;">6 &#8211; O Brasil importando álcool e pagando preços altos por não ter produção interna suficiente;</span></p>
<p><span style="color: #008000;">7 &#8211; Seus filhos e netos correndo o risco de não ter o que comer num futuro bem próximo;</span></p>
<p><span style="color: #008000;">8 &#8211; Gases efeito estufa como CO2, Metano (23 vezes mais potente que o CO2) e Óxido Nitroso (300 vezes mais potente que o CO2);</span></p>
<p><span style="color: #008000;">9 &#8211; Dinheiro publico sendo emprestado pelo BNDS para financiar estes projetos eco-engodos a juros subsidiados;</span></p>
<p><span style="color: #008000;">10 &#8211; Com os supermercados vendendo sacola de comida, contribuindo com aumento da fome no planeta.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Então compre nos supermercados sacolas compostáveis fabricadas com comida misturada com petróleo (menos de 25% de amido e o resto de petróleo), que não podem ser recicladas, não podem ser recicladas com os plásticos convencionais, não podem ser fabricadas com plásticos convencionais reciclados e que vão parar no lixo. Comida na forma de sacola, para ser jogada no lixo, sem qualquer outra utilização e que para serem fabricadas, usam terras férteis, água fresca, e adubos nitrogenados que emitem Óxido Nitroso e Metano quando biodegradarem nos lixões e aterros.</span></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="color: #008000;">Ou então compre produtos plásticos descartáveis fabricados com o plástico derivado de Etanol de cana de açúcar, aquela mesma planta que produz açúcar para sua alimentação e álcool (Etanol) que você utiliza como combustível, ou está misturado na gasolina e que demora os mesmos 500 anos para sumir do planeta, como sua equivalente, a sacola de petróleo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Seja cúmplice deste crime e engodo ambiental, comprando protetores solares, iogurte, xampu e outros produtos que estão sendo vendidos no Brasil e no mundo sob o falso apelo verde.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Mas se você se preocupa com os humanos, com o planeta, e com seus filhos e netos, então recuse comprar em supermercados que usam sacolas feitas de comida, não comprem produtos que tentam te enganar dizendo serem verdes só por que foram fabricados com plástico de Etanol, que ajuda a devastar o planeta, fontes de água e alimentos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Você é o responsável pelas suas ações. A decisão é sua. Avisado você foi e pelo menos você não  poderá dizer que não sabia.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Agora, sem brincadeira, se você não tiver outra opção a não ser comprar nesses supermercados que vendem sacolas de comida, leve sua sacola retornável e pressione o gerente, encha a paciência dele para que, se forem vender sacolas plásticas de uso único para desestimular o consumo, que estas sacolas sejam biodegradáveis de petróleo com ciclo de vida útil controlado d2w, que em 18 meses já terá sumido da face da terra. Imagine você se o gerente não tiver tempo de fazer mais nada a não ser ficar ouvindo reclamação do cliente. Isso fará os supermercados banirem as sacolas de comida rapidinho. Você pode mudar o mundo, basta agir.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O que é uma sacola de comida? É a sacola fabricada a partir de amido de alimentos como milho, mandioca, trigo, batata, arroz &#8230; qualquer planta que contenha amido é potencialmente uma sacola de comida. Qualquer alimento que contenha amido pode ser roubada do prato dos humanos para ser transformada em uma sacola que será usada por apenas meia hora. Isso é um crime, um uso muito imbecil </span><span class="Apple-style-span" style="color: #008000;">para qualquer alimento e para os recursos naturais &#8211; terra fértil e água potável &#8211; usados na sua produção.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>I am green &#8230; washing &#8211; plásticos de Etanol</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 14:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Ecotecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Sacola retornável]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma fábula a álcool Era uma vez, um país que disse ter conquistado a independência energética com o uso do álcool feito a partir da cana de açúcar. Seu presidente falou ao mundo todo sobre a sua conquista e foi muito aplaudido por todos. Na época, este país lendário começou a exportar álcool até para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;"><strong>Uma fábula a álcool</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;">Era uma vez, um país que disse ter conquistado a independência energética com o uso do álcool feito a partir da cana de açúcar. Seu presidente falou ao mundo todo sobre a sua conquista e foi muito aplaudido por todos. Na época, este país lendário começou a exportar álcool até para outros países mais desenvolvidos. Alguns anos se passaram e este mesmo país assombrou novamente o mundo quando anunciou que tinha tanto petróleo que seria um dos maiores produtores do mundo e seu futuro como exportador estava garantido.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A cada discurso de seu presidente, os aplausos eram tantos que confundiram a capacidade de pensar de seu povo. O tempo foi passando e o mundo colocou algumas barreiras para evitar que o grande produtor invadisse seu mercado. Ao mesmo tempo adotaram uma política de comprar as usinas do lendário país, para serem os donos do negócio. Em 2011, o fabuloso país grande produtor de combustíveis, apesar dos alardes publicitários e dos discursos inflamados de seus governantes, começou a importar álcool e gasolina.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Primeiro começou com o álcool, e já importou mais de 400 milhões de litros e deve trazer de fora neste ano um recorde de 1,5 bilhão de litros, segundo o presidente de sua maior empresa do setor, chamada Petrobras Biocombustíveis. Como o álcool do exterior é inferior, um órgão chamado ANP (Agência Nacional do Petróleo) mudou a especificação do álcool, aumentando de 0,4% para 1,0% a quantidade da água, para permitir a importação. Ao mesmo tempo, este país exporta o álcool de boa qualidade a um preço mais baixo, para honrar contratos firmados.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Como o álcool começou a ser matéria rara, foi mudada a quantidade de álcool adicionada à gasolina, de 25% para 20%, o que fez com que a grande empresa produtora de gasolina deste país precisasse importar gasolina, para não faltar no mercado interno. Da mesma forma, ela exporta gasolina mais barata e compra mais cara, por força de contratos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A fábula conta ainda que grandes empresas estrangeiras, como a BP (British Petroleum), compraram no último ano várias grandes usinas produtoras de álcool neste país imaginário, como a Companhia Nacional de Álcool e Açúcar, e já são donas de 25% do setor. A verdade é que hoje este país exótico exporta o álcool e a gasolina a preços baixos, importa a preços altos um produto inferior, e seu povo paga por estes produtos um dos mais altos preços do mundo. Infelizmente esta fábula é real e o país onde estas coisas irreais acontecem chama-se Brasil.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Celio Pezza</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">E aí, você ainda acha  sustentável, ecologicamente correto, a salvação da lavoura, o último biscoito do pacote, o bicho da goiaba &#8230; usar terra fértil e água potável, recursos naturais cada vez mais escassos, para plantar cana e fazer sacola de plástico para ser usada por meia hora e depois jogar esta sacola no planeta para ela ficar poluindo por 500 anos? Sim, porque plástico de cana dura os mesmos 500 anos que o plástico de petróleo.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Plástico de petróleo, ou melhor de nafta, que é um subproduto do refino do petróleo, em que sobram de 3 a 7% de nafta, se não for transformada em plástico, será queimada nas usinas aumentando a temperatura do planeta. O problema do plástico de  petróleo de uso único &#8211; qualquer plástico de uso único, que representam 80% de todos os produtos de plástico, mas principalmente, a sacola plástica de uso único que representa 50% de todos os produtos de plástico &#8211; é que ele fica poluindo por 500 anos e por isso apoiamos desde 2005 o plástico biodegradável de petróleo com ciclo de vida útil controlado d2w, que em 18 meses já terá voltado ao planeta.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Mas, e preste atenção no mas, sacola biodegradável de petróleo só deve ser usada onde não for possível usar sacola retornável, esta sim, a solução final para a plastificação do planeta.</span></p>
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		<title>Vídeo &#8211; Educação ambiental para crianças</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 11:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[5Rs repensar recusar reduzir reutilizar reciclar]]></category>
		<category><![CDATA[Educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>

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		<description><![CDATA[. . O que nós não tivemos em nossa infância, agora está até nas histórias em quadrinhos e desenhos infantis. O Maurício de Souza e seu estúdio estão de parabéns pelo excelente filme da turma da mônica, que ensina passo a passo a educação ambiental para as crianças sem ser cansativo e na linguagem que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<object width="400" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JBziTdOE3QM"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/JBziTdOE3QM" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="300"></embed></object>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O que nós não tivemos em nossa infância, agora está até nas histórias em quadrinhos e desenhos infantis.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O Maurício de Souza e seu estúdio estão de parabéns pelo excelente filme da turma da mônica, que ensina passo a passo a educação ambiental para as crianças sem ser cansativo e na linguagem que eles entendem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">No final de semana, aproveite e assista junto com seus filhos o filme &#8220;Como salvar o planeta&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Deixe sempre muito claro para seus filhos que nós precisamos do planeta para sobreviver, mas o planeta jamais precisou, precisa ou precisará da humanidade. Aliás, todas as outras formas de vida sofrem com nossa existência, por isso nossa responsabilidade é tão grande.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Nossa responsabilidade transcende nosso ciclo de vida, alcançando os humanos e outras formas de vida que ainda não nasceram.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Por isso a importância deste filme, pois as crianças de hoje decidirão com seus hábitos de consumo o futuro de toda a humanidade.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Antes de consumir, pense nos 5Rs – REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis; RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens; REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna; REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O planeta e a humanidade agradecem.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Oceano arrasta lixo de 45 países a uma grande reserva natural mexicana</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 22:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Lixo]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>

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		<description><![CDATA[Programa permanente de limpeza será iniciado As autoridades ambientais do México detectaram lixo arrastado pelo oceano proveniente de pelo menos 45 países na reserva natural Sian Ka&#8217;an, localizada no Caribe mexicano e declarada patrimônio natural da humanidade pela Unesco em 1987, informaram neste sábado fontes oficiais.   A Secretaria do Meio Ambiente do México (Semarnat) explicou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;"><strong><img class="alignnone" src="http://farm4.static.flickr.com/3269/3678838960_f87e7f8388.jpg" alt="" width="448" height="500" /></strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Programa permanente de limpeza será iniciado</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;">As autoridades ambientais do México detectaram lixo arrastado pelo oceano proveniente de pelo menos 45 países na reserva natural Sian Ka&#8217;an, localizada no Caribe mexicano e declarada patrimônio natural da humanidade pela Unesco em 1987, informaram neste sábado fontes oficiais.  </span></p>
<p><span style="color: #008000;">A Secretaria do Meio Ambiente do México (Semarnat) explicou que, através da Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas (Conanp) e com o apoio da Prefeitura da cidade de Tulum e a associação civil Amigos de Sian Ka&#8217;an, iniciará um programa permanente de limpeza das praias nessa reserva natural, localizada no estado mexicano de Quintana Roo.  </span></p>
<p><span style="color: #008000;">A limpeza inclui toda a região entre o Arco Maya até Ponta Yuyum, detalhou a dependência em comunicado enquanto o comissário Nacional de Áreas Naturais Protegidas, Luis Fueyo Mac Donald, explicou na nota que as autoridades &#8220;encontraram vasilhas provenientes de 45 países, alguns bem afastados como a Rússia e Finlândia, em sua maioria vasilhas plásticas&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">  O funcionário manifestou que o lixo não é produzido pelos &#8220;visitantes nem pelos habitantes das comunidades&#8221; que moram no interior de Sian Ka&#8217;an &#8211; em língua maia &#8220;porta do céu&#8221; -, que ocupa mais de 520 mil hectares.  </span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fueyo indicou que os animais da região frequentemente confundem os resíduos com comida e ao serem ingeridos podem levar a morte, e explicou que os trabalhos de limpeza coincidem com o 25º aniversário da reserva natural, o primeiro lugar no México decretado como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.  </span></p>
<p><span style="color: #008000;">O programa de remoção de resíduos é financiado com o apoio de diversos proprietários de terrenos na zona litorânea da reserva, e com recursos do Programa de Conservação para o Desenvolvimento Regional Sustentável (PROCODES), operado pela Conanp.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Revista Exame de 06 de agosto de 2010</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Imagem - <a href="http://www.funverde.org.br/photos/doodlebird/">Doodle Bird</a></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Não adianta, o planeta é um só, o lixo gerado em um país pode aparecer em qualquer lugar do globo.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Vocês ainda lembram da escola, da experiência do terrário? Para quem não lembra, em um vidro com tampa coloca-se terra, plantas, certa quantidade de água e fecha-se a tampa. O sistema é fechado, tal qual o planeta terra. A água é a mesma, o oxigênio é o mesmo, os recursos naturais são os mesmos. Temos que respeitar esses limites, não temos tecnologia para buscar nenhum material em outro planeta, ainda.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">O quanto antes percebermos o efeito borboleta e assumirmos a responsabilidade pelo planeta e não apenas por nosso umbigo, nossa casa, nossa rua &#8230; o mundo se transformará em um lugar melhor para a humanidade viver.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Medidas simples como, reciclar, diminuir o consumo, não usar sacolas plásticas de uso único e sim sacolas retornáveis que podem ser reutilizadas milhares de vezes, dar preferência para embalagens reutilizáveis, preferir produtos com menos ou nenhuma sobreembalagem e com embalagens recicláveis &#8230; cada um de nós pode e deve fazer a sua parte e a parte dos que não estão fazendo nada para mudar o futuro da humanidade e do planeta.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>How many football pitches are needed to make green plastic?</title>
		<link>http://www.funverde.org.br/blog/archives/9304</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 16:05:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ecologia urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Ecotecnologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Fact – by Braskem’s own admission http://www.braskem.com.br/plasticoverde/eng/im-green.html To produce just 3 tonnes of Green PE, land equal to 1 football pitch of sugar cane is need. To meet today’s global polyethylene (PE) demand of 160 Million Tonnes, this equates to planting enough sugar cane to cover 53,333,333 football pitches, or planting enough sugar plantations the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Fact – by Braskem’s own admission <a href="http://www.braskem.com.br/plasticoverde/eng/im-green.html"><span style="color: #008000;">http://www.braskem.com.br/plasticoverde/eng/im-green.html</span></a></span></p>
<p><span style="color: #008000;">To produce just 3 tonnes of Green PE, land equal to 1 football pitch of sugar cane is need. To meet today’s global polyethylene (PE) demand of 160 Million Tonnes, this equates to planting enough sugar cane to cover 53,333,333 football pitches, or planting enough sugar plantations the size of a football pitch, in a line stretching around the world 121 times. Is this sustainability?</span></p>
<p><span style="color: #008000;">They claim that the sugar cane absorbs CO2 and that their green PE Carbon foot print is therefore positive, but that would only be true if there was MORE sugar cane than the vegetation already there.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Is there any good reason to take arable land and water resources away from people around the world to produce bio-plastics and bio-fuels? </span></p>
<p><span style="color: #008000;">We don’t think so. Food prices are high enough already. 2009 to 2010 the global food prices inceased overall by 49% and from 2010 to 2010 increased 39% prices, increased even more the problem of the hunger around the world.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Interest in bio-based plastics derives from two mistakes – first that it reduces demand for oil, and second that the plastic is biodegradable in the open environment.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Polyethelyne (PE) and Polypropylene (PP) play a significant role in our lives but oil is not extracted to make plastic. It is extracted for fuel, and plastic is made from a by-product which used to be wasted. Plastic does not therefore increase the amount of oil extracted, and can in fact reduce it. This is because plastic has the same calorific value as the oil from which it was made. It should not be wasted by being sent to landfill, but should instead be sent to modern incinerators, where the calorific value can be captured and used to generate electricity without harmful emissions. This, of course, afterpassing through recycling until it is not possible to recover this plastic by recycling.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Bio-based plastics are not necessarily biodegradable in the open environment or at all, but there is a commercially viable solution for the Global Packaging Industry, by using low-cost oxo-biodegradable additives.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">When the additive is added to PE or PP (whether derived from oil or sugar cane), it will break down the molecular structure, in the presence of oxygen. It turns ordinary plastic after its useful life into a material with a completely different molecular structure. At that stage it is no longer a plastic and has become a material which can be bio-assimilated in the open environment, in the same way as a leaf, therefore will significantly help resolve the increasing problem of Plastic Waste in the Environment, that blights our Countryside, blocks drains and pollutes our rivers and oceans .</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Oxo-Biodegradable plastics can be made with recyclate and are also recyclable. They can be tested according to the test methods prescribed in ASTM 6954; UAE Standard 5009/2009 &#8211; and the recently published British Standard 8472, which provide tests for biodegradation in soil and simulate the real-world behaviour of plastic products which get into the environment and cannot realistically be collected.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Plastic of life cycle controlled &#8211; oxybiodegradable &#8211; is the best option to solve the problem of excess plastic that society uses, but only where it can not  be use reusable bag, it is the best and most logical choice for packaging of goods retail.</span></p>
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		<title>Quantos campos de futebol são necessários para se fazer plástico verde?</title>
		<link>http://www.funverde.org.br/blog/archives/9303</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 16:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fato &#8211; por admissão da própria Braskem, veja em http://www.braskem.com.br/plasticoverde/eng/im-green.html Para produzir apenas 3 toneladas de PE Verde, é necessária uma área igual a 1 campo de futebol plantada com cana de açúcar. Para atender a demanda atual global de polietileno (PE) de hoje de 160 milhões de toneladas, isso equivaleria ao plantio de cana-de-açúcar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Fato &#8211; por admissão da própria Braskem, veja em http://www.braskem.com.br/plasticoverde/eng/im-green.html</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Para produzir apenas 3 toneladas de PE Verde, é necessária uma área igual a 1 campo de futebol plantada com cana de açúcar. Para atender a demanda atual global de polietileno (PE) de hoje de 160 milhões de toneladas, isso equivaleria ao plantio de cana-de-açúcar suficiente para cobrir 53.333.333 campos de futebol. Para que cultivo de plantações de cana de açúcar seja suficiente para suprir a demanda de mercado mundial isso corresponde a uma linha de campos de futebol que se estende ao redor do mundo, dando 121 vezes voltas no planeta. Isto é sustentabilidade?</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Eles alegam que a cana absorve o CO2 e que os seus Polietilenos verdes reduzem a pegada de carbono, sendo portanto, positiva, mas isso só seria verdade se houvesse mais plantações de cana de açúcar do que as já existentes.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Existe alguma boa razão para tomar recursos naturais tais como terras aráveis e água e privar as pessoas destes recursos ao redor do mundo, para produzir bioplásticos e biocombustíveis?</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Nós não pensamos assim. Os preços dos alimentos já estão altos o suficiente. De 2009 para 2010 os preços globais dos alimentos aumentaram internacionalmente em 49% e de 2010 para 2011 aumentaram de preço 39%, aumentando ainda mais  o problema da fome ao redor do mundo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O interesse em plásticos baseados em materiais de fontes renováveis deriva de dois erros &#8211; o primeiro que reduz a demanda por petróleo, e segundo que o plástico é biodegradável em ambiente aberto.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Polietileno (PE) e polipropileno (PP) desempenham um papel significativo em nossas vidas, mas o petróleo não é extraído para fabricar plástico. É extraído para uso como combustível, e plástico é feito de um subproduto que costumava ser desperdiçado. Plástico, portanto, não faz aumentar a quantidade de petróleo extraído, e pode de fato e pelo contrário, reduzir o petróleo extraído. Isso se dá porque o plástico tem o mesmo valor calórico que o óleo a partir do qual ele foi feito. Não deve ser desperdiçado ao ser enviado para aterro, mas devem ao invés disso, ser enviados para incineradores modernos, onde o valor calórico pode ser capturado e usado para gerar eletricidade sem emissões nocivas. Isto, é claro, após passar por reciclagem até não ser mais possível recuperar este plástico pela reciclagem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Plásticos baseados em materiais de fontes renováveis e biodegradáveis não o são necessariamente no ambiente aberto ou no ambiente em geral, mas há uma solução comercialmente viável para a indústria global de embalagens, que é usar os aditivos oxibiodegradáveis que são economicamente viáveis.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Quando o aditivo é adicionado ao PE ou PP (se derivados do petróleo ou do Etanol da cana de açúcar), ele irá quebrar a estrutura molecular, na presença de oxigênio. Isso acontece, após sua vida útil, transformando o plástico comum, em um material com uma estrutura molecular completamente diferente. Nessa fase não é mais um plástico e se torna um material que pode ser bioassimilado em ambiente aberto, da mesma forma que uma folha, portanto, ajuda significativamente a resolver o problema crescente de resíduos de plástico no ambiente, que afeta nossos campos, entopem bocas de lobo afentando a drenagem urbana e polui os nossos rios e oceanos, matando animais, aves e peixes.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Plásticos oxibiodegradáveis podem ser feitos a partir de plástico reciclado e também são recicláveis. Eles podem ser testados de acordo com os métodos de ensaio prescrito no ASTM 6954; UAE Padrão 5009/2009 &#8211; e o recentemente publicado British Standard 8472, que oferecem testes de biodegradação em solo e simula o comportamento no mundo real de produtos de plástico que ficam no ambiente e que não podem ser realisticamente recolhidos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Plástico com ciclo de vida útil controlado &#8211; oxibiodegradável &#8211; é a melhor opção para resolver o problema do excesso de plásticos que a sociedade consome, mas apenas onde não puder ser utilizada a sacoal retornável, que é a melhor e a mais lógica opção para acondicionamento de mercadorias no varejo.</span></p>
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		<title>A nova geopolítica dos alimentos, entrevista com Lester R. Brown</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jul 2011 11:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>

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		<description><![CDATA[“Preparem-se, tanto agricultores como chanceleres, para uma nova era em que a escassez mundial de alimentos vai moldar cada vez mais a política global”, alerta Lester R. Brown, presidente do Earth Policy Institute, em artigo publicado na revista Foreign Policy e reproduzido pelo jornal O Estado de S.Paulo, 22-05-2011. Segundo ele, “imagens de satélite mostram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;"><img class="alignnone" src="http://farm5.static.flickr.com/4063/4487013007_8f12ff66f6.jpg" alt="" width="500" height="333" /></span></p>
<p><span style="color: #008000;">“Preparem-se, tanto agricultores como chanceleres, para uma nova era em que a escassez mundial de alimentos vai moldar cada vez mais a política global”, alerta Lester R. Brown, presidente do Earth Policy Institute, em artigo publicado na revista Foreign Policy e reproduzido pelo jornal O Estado de S.Paulo, 22-05-2011.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Segundo ele, “imagens de satélite mostram duas novas e imensas bacias de areia: uma se estendendo pelo norte e o oeste da China e oeste da Mongólia, a outra cruzando a África Central. A civilização pode sobreviver à perda de suas reservas de petróleo, mas não pode sobreviver à perda de suas reservas de solo”. “À medida que terra e água se tornam mais escassas – constata Lester Brown – que a temperatura da Terra sobe e a segurança alimentar mundial se deteriora, está surgindo uma geopolítica perigosa de escassez de alimentos”</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Eis o artigo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Nos EUA, quando os preços mundiais do trigo sobem 75%, como no ano passado, isso significa a diferença entre um pão de US$ 2 e um pão custando, talvez, US$ 2,10. Se você viver em Nova Délhi, contudo, essa alta exorbitante dos preços realmente conta: uma duplicação do preço mundial significa que o trigo custa duas vezes mais.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Bem-vindos à nova economia alimentar de 2011: os preços estão subindo, mas o impacto não será sentido de maneira equitativa. Para os americanos, que gastam menos de um décimo da sua renda no supermercado, a alta do preço dos alimentos que assistimos até agora é um incômodo, não uma calamidade. Mas para os 2 bilhões de pessoas mais pobres do planeta, que gastam de 50% a 70% de sua renda em comida, essa disparada dos preços pode significar passar de duas refeições por dia para uma.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os que mal conseguem se segurar nos degraus mais baixos da escada econômica global correm o risco de se soltar de vez. Isso pode contribuir – e tem contribuído – para revoluções e insurgências.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Com a quebra de safra prevista para este ano, com governos do Oriente Médio e da África cambaleando em função das altas de preços, e com mercados nervosos enfrentando um choque após outro, os alimentos rapidamente se tornaram um condutor oculto da política mundial. E crises como esta vão se tornar cada vez mais comuns. A nova geopolítica dos alimentos parece muito mais vulnerável do que era. A escassez é a nova norma.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Até pouco tempo atrás, altas súbitas de preços não tinham tanta importância, pois eram rapidamente seguidas por um retorno aos preços relativamente baixos dos alimentos que ajudaram a moldar a estabilidade do fim do século 20 em boa parte do planeta. Agora, porém, tanto as causas como as consequências são sinistramente diferentes. Lamentavelmente, as altas de preços de hoje são causadas por tendências que estão contribuindo tanto para o aumento da demanda como dificultando o aumento da produção: entre elas, a rápida expansão da população mundial, os aumentos de temperatura que ressecam plantações, e o esgotamento de poços de irrigação.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Mais alarmante ainda, o mundo está perdendo sua capacidade de mitigar o efeito da escassez. É por isso que a crise dos alimentos de 2011 é genuína, e por isso ela poderá trazer consigo novas combinações de revoltas do pão e revoluções políticas. E se as sublevações que saudaram os ditadores Zine al-Abidine Ben Ali, na Tunísia; Hosni Mubarak, no Egito; e Muamar Kadafi, na Líbia não forem o fim da história, mas seu começo? Preparem-se, tanto agricultores como chanceleres, para uma nova era em que a escassez mundial de alimentos vai moldar cada vez mais a política global.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Demanda e produção</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">A duplicação dos preços mundiais dos grãos desde o início de 2007 foi impelida principalmente por dois fatores: o crescimento acelerado da demanda e a dificuldade crescente de expandir rapidamente a produção. O resultado é um mundo que parece chocantemente distinto da generosa economia mundial de grãos do século passado. Como será a geopolítica dos alimentos numa nova era dominada pela escassez? Mesmo neste estágio inicial, podemos ver ao menos os contornos gerais da economia alimentar emergente.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">No lado da demanda, os agricultores agora enfrentam claras fontes de pressão crescente. A primeira é o crescimento populacional. A cada ano, os agricultores do mundo precisam alimentar 80 milhões de pessoas adicionais, quase todas em países em desenvolvimento.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A população mundial quase dobrou desde 1970 e está a caminho de 9 bilhões em meados do século. Ao mesmo tempo, os EUA, que um dia conseguiram atuar como um amortecedor global contra safras ruins, agora estão convertendo quantidades imensas de grãos em combustível para carros, embora o consumo mundial de grãos, que gira em torno de 2,2 bilhões de toneladas métricas por ano, esteja crescendo em velocidade acelerada. Mas a taxa em que os EUA estão convertendo grãos em etanol tem crescido ainda mais rapidamente.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Essa capacidade massiva de converter grãos em combustível significa que o preço dos grãos está agora atrelado ao preço do petróleo. Assim, se o petróleo sobe para US$ 150 o barril ou mais, o preço dos grãos acompanhará a alta já que se torna mais lucrativo converter grãos em substitutos do petróleo. E esse não é um fenômeno apenas americano: o Brasil, que destila etanol de cana de açúcar, é o segundo maior produtor depois dos EUA, enquanto a União Europeia, que pretende obter 10% de sua energia de transporte de energias renováveis, em sua maioria biocombustíveis até 2020, também está desviando terras de culturas alimentares para esse fim.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Escassez de água</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Essa não é apenas uma história sobre a demanda crescente por alimentos. Do esgotamento de lençóis freáticos à erosão de solos e às consequências do aquecimento global, tudo significa que a oferta mundial de alimentos provavelmente não acompanhará nossos apetites coletivamente crescentes. Tome-se o caso a mudança climática: a regra prática entre ecologistas da produção vegetal é que, para cada 1 grau Celsius de aumento da temperatura acima do ótimo para a estação de crescimento, os agricultores podem esperar uma quebra de 10% no rendimento dos grãos. Essa relação foi confirmada dramaticamente durante a onda de calor de 2010 na Rússia, que reduziu a safra de grãos do país em quase 40%.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Com a elevação das temperaturas, os lençóis freáticos estão diminuindo na medida em que os agricultores bombeiam em excesso para irrigação. Isso infla artificialmente a produção de alimentos no curto prazo, criando uma bolha dos alimentos que estoura quando os aquíferos são esgotados e o bombeamento é necessariamente reduzido à taxa de recarga.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">No conjunto, mais da metade da população mundial vive em países onde os lençóis freáticos estão diminuindo. O Oriente Médio árabe politicamente convulsionado é a primeira região geográfica onde a produção de grãos atingiu o pico e começou a declinar por escassez de água, apesar de as populações continuarem a crescer. A produção de grãos já está diminuindo na Síria e no Iraque e, em breve, poderá declinar no Iêmen. Mas as maiores bolhas alimentares estão na Índia e na China. Como esses países enfrentarão a escassez inevitável quando os aquíferos forem esgotados? Ao mesmo tempo em que estamos secando nossos poços, estamos também maltratando nossos solos, criando novos desertos. A erosão do solo decorrente do excesso de cultivo e do manejo indevido da terra está solapando a produtividade de um terço das terras cultiváveis do mundo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Qual a gravidade disso? Imagens de satélite mostram duas novas e imensas bacias de areia: uma se estendendo pelo norte e o oeste da China e oeste da Mongólia, a outra cruzando a África Central. A civilização pode sobreviver à perda de suas reservas de petróleo, mas não pode sobreviver à perda de suas reservas de solo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Nesta era de aperto dos suprimentos mundiais de alimentos, a capacidade de cultivar alimentos está rapidamente se tornando uma nova forma de alavancagem geopolítica, e os países estão tratando de garantir seus próprios interesses paroquiais às custas do bem comum.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Terras estrangeiras</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Temendo não ser capaz de comprar os grãos necessários no mercado, alguns países mais ricos, liderados pela Arábia Saudita, Coreia do Sul e China, tomaram, em 2008, a medida incomum de comprar ou arrendar terras em outros países para cultivar grãos para si próprios. A maioria dessas compras de terras é na África, onde alguns governos arrendam terras cultiváveis por menos de US$ 2,5 por hectare/ano. Entre os principais destinos estão Etiópia e Sudão, países onde milhões de pessoas estão sendo sustentadas pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Muitos dos acordos de terras foram feitos secretamente e, na maioria dos casos, a terra envolvida já estava em uso por aldeões quando foi vendida ou arrendada. Com frequência, os que já estavam cultivando a terra não foram nem consultados nem sequer informados dos novos acordos. A hostilidade local a essas apropriações de terra é a regra, não a exceção.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Em 2007, quando os preços dos alimentos começaram a subir, a China assinou um acordo com as Filipinas para arrendar 1 milhão de hectares de terras destinadas a cultivar alimentos que seriam embarcados para a China. Quando a notícia vazou, o clamor público obrigou Manila a suspender o acordo. Um clamor parecido abalou Madagáscar, onde uma empresa sul-coreana, a Daewoo Logistics, havia tentado obter direitos a mais de 1,2 milhão de hectares. Notícias sobre o acordo ajudaram a criar um furor político que derrubou o governo e obrigou o cancelamento do acordo. Aliás, poucas coisas são mais propensas a alimentar insurgências do que privar pessoas de suas terras. Equipamentos agrícolas são facilmente sabotados. Os campos de grãos maduros queimam rapidamente quando se lhes ateia fogo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Essas aquisições representam um investimento potencial de estimados US$ 50 bilhões em agricultura em países em desenvolvimento. Então perguntamos: quanto isso tudo ampliará a produção mundial de alimentos? Não sabemos, mas a análise do Banco Mundial indica que somente 37% dos projetos serão dedicados a culturas alimentares. A maioria da terra adquirida até agora será usada para produzir bicombustíveis e outras culturas de interesse industrial.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Mesmo que alguns desses projetos acabem por aumentar a produtividade da terra, quem se beneficiará? Se virtualmente todos os insumos – o equipamento agrícola, o fertilizante, os pesticidas, as sementes – são comprados do exterior e se toda a produção é enviada para fora do país, eles pouco contribuirão para a economia do país hospedeiro. Por enquanto, as apropriações de terras contribuíram mais para provocar agitação social do que para aumentar a produção de alimentos.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Disputa</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Ninguém sabe onde chegará essa crescente competição por suprimentos alimentares, mas o mundo parece estar se afastando da cooperação internacional que evoluiu em muitas décadas depois da 2ª Guerra para uma filosofia de cada país por si. O nacionalismo alimentar poderá ajudar a garantir suprimentos alimentares para países ricos individuais, mas faz pouco para melhorar a segurança alimentar do mundo. Aliás, os países de baixa renda que hospedam apropriações de terras ou importam grãos provavelmente sofrerão uma deterioração de sua situação alimentar.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Depois da carnificina de duas guerras mundiais e dos descaminhos econômicos que levaram à Grande Depressão, os países se uniram em 1945 para criar a ONU, percebendo, finalmente, que no mundo moderno não podemos viver em isolamento por mais tentador que isso possa parecer. O Fundo Monetário Internacional foi criado para ajudar a gerir o sistema monetário e promover a estabilidade econômica e o progresso. Dentro do sistema da ONU, agências especializadas, da Organização Mundial de Saúde (OMS) à Organização para Agricultura e Alimentação (FAO) jogam importantes papéis no mundo de hoje. Tudo isso promoveu a cooperação internacional.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Mas embora a FAO colete e analise dados agrícolas globais e forneça assistência técnica, não há nenhum esforço organizado para garantir uma adequação dos suprimentos mundiais de alimentos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O presidente francês, Nicolas Sarkozy, está propondo lidarmos com a alta dos preços dos alimentos com uma redução da especulação nos mercados de commodities. Por útil que isso possa ser, trata os sintomas da insegurança alimentar crescente, não as causas, como o crescimento populacional e as mudanças climáticas. O mundo precisa se concentrar hoje, não só na política agrícola, mas numa estrutura que a integre com políticas para energia, população e água, que afetam diretamente a segurança alimentar.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Perigo</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Isso, porém, não está ocorrendo. Em vez disso, à medida que terra e água se tornam mais escassas, que a temperatura da Terra sobe e a segurança alimentar mundial se deteriora, está surgindo uma geopolítica perigosa de escassez de alimentos. A apropriação de terra, de água, e compra de grãos diretamente de fazendeiros em países exportadores são hoje partes integrantes de uma luta pelo poder global para segurança alimentar.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Com estoques de grãos baixos e a volatilidade climática aumentando, os riscos crescem. Hoje estamos tão perto da borda que uma ruptura do sistema alimentar poderá surgir a qualquer momento.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Talvez não tenhamos sorte para sempre. O que está hoje em questão é se o mundo conseguirá ir além de se concentrar nos sintomas da deterioração da situação alimentar e atacar suas causas subjacentes.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Se não conseguirmos aumentar o rendimento agrícola com menos água e conservar os solos férteis, muitas áreas agrícolas deixarão de ser viáveis. E isso vai muito além dos agricultores. Se não conseguirmos nos mexer com velocidade de um tempo de guerra para estabilizar o clima, talvez não sejamos capazes de evitar uma disparada dos preços dos alimentos. Se não conseguirmos acelerar a mudança para famílias menores e estabilizar a população mundial, mais cedo do que mais tarde, as filas de famintos continuarão a aumentar. A hora de agir é agora – antes que a crise dos alimentos de 2011 se torne a nova normalidade.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Ecodebate de 24 de maio de 2011</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Imagem &#8211; <a href="http://www.funverde.org.br/photos/geographyalltheway_photos/">geographyalltheway.com</a></span></p>
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		<title>Deslocalização agrícola &#8211; Chineses querem mais terras no Brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jul 2011 00:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Deslocalização agrícola]]></category>
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		<description><![CDATA[Os chineses até tentam esconder, mas não conseguem: planejam comprar mais terras no Brasil para produzir soja e milho, como confirmou ontem Zheng Qingzhi, presidente da China National Agricultural Development Group Corporation (CNADC), uma empresa estatal que já tem investimentos agrícolas em 40 países. Após conversar com Qingzhi, ontem em Genebra, Alessandro Teixeira, presidente da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Os chineses até tentam esconder, mas não conseguem: planejam comprar mais terras no Brasil para produzir soja e milho, como confirmou ontem Zheng Qingzhi, presidente da China National Agricultural Development Group Corporation (CNADC), uma empresa estatal que já tem investimentos agrícolas em 40 países.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Após conversar com Qingzhi, ontem em Genebra, Alessandro Teixeira, presidente da Associação Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), disse que os aportes chineses poderão alcançar centenas de milhões de dólares, como atestam notícias e relatos de projetos planejados ou em curso principalmente em regiões do Cerrado. Qingzhi ressalvou que “é cedo para confirmar uma decisão” no caso da estatal que dirige, mas Teixeira comentou que os chineses estão buscando terras no Centro-Oeste brasileiro, e que eles são bem-vindos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">“Estamos conversando”, disse Teixeira. Ainda há alguma prudência porque a agricultura é um setor difícil para os estrangeiros entrarem no Brasil, até pelo alto nível de competitividade do país no setor. Teixeira conta que um grande empresário egípcio, produtor de arroz, chegou ao Brasil querendo investir na agricultura. Foi ao Rio Grande do Sul e a resposta que recebeu foi de que havia arroz para vender, mas não terras. Reportagem de Assis Moreira, no Valor Econômico.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O recente – e crescente – interesse de grandes grupos estrangeiros em realizar aportes diretos na agricultura em geral, e na produção de alimentos em particular, tem sido evidenciada pela compra de amplas porções de terras em países em desenvolvimento por conglomerados da Coreia do Sul e da Arábia Saudita, por exemplo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Mas a China também está causando celeuma. A própria estatal CNADC já apresentou investimentos em arroz em Guiné, sisal na Tanzânia e ovos em Zâmbia, entre outros projetos acompanhados de instalação de hospitais, escolas e doações aos governos locais. Para analistas, é o novo colonialismo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O executivo chinês se defende. Para ele, tratam-se de projetos em que os dois lados ganham. Pequim produz no exterior tanto para vender a seu próprio mercado quanto para exportar para destinos como EUA, Europa e Japão. Mas há países na África, como Camarões, que dizem que só dando a terra de graça é que conseguem atrair investidores estrangeiros. Outros africanos retrucam que dessa maneira não é possível desenvolver a agricultura nos países em desenvolvimento.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">“Devemos dar mais importância aos investimentos na agricultura”, disse Qingzhi. A China está propondo a criação de um fundo para investimentos internacionais na agricultura, mas ele não deu detalhes.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O Japão, maior importador de alimentos no mundo em termos líquidos, mostrou, também em Genebra, um projeto da Gialinks, uma companhia privada com 478 investidores que já comprou 1.250 hectares de terras na Argentina para produzir soja e que agora avança no Paraguai e Peru, sempre com agricultores de origem japonesa e a produção destinada ao Japão.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O representante do governo japonês, Masahiko Suneya, deu como outro exemplo de sucesso a cooperação do Japão no desenvolvimento do Cerrado brasileiro, em um modelo também aplicado na produção de arroz na África.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A FAO, braço da ONU para Agricultura e Alimentação, estima que a produção alimentar precisa crescer 70% em relação ao nível atual para atender à população estimada em quase 10 bilhões de pessoas até 2050. No total, o fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) na agricultura representa apenas 1% do total global, ficando próximo de US$ 3 bilhões por ano.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Mas, diante do crescente interesse estrangeiro em terras em outras fronteiras, a comunidade internacional discute a criação de um conjunto de regras para “investimento responsável na agricultura”. Os critérios incluem estabilidade política, segurança alimentar local e proteção ambiental.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; EcoDebate de 28 de abri lde 2010</span></p>
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		<title>Deslocalização agrícola &#8211; Demanda mundial de biocombustíveis gera risco de despejo para agricultores africanos</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 23:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Deslocalização agrícola]]></category>
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		<description><![CDATA[Os agricultores africanos estão sob risco de serem forçados a deixar suas terras por pressão de investidores ou projetos do governamentais que ‘estimulam’ mudanças na cultura do cultivo, visando o atendimento da demanda global por biocombustíveis Pesquisa [Biofuels, food security and Africa] da Universidade de Edimburgo identificou que os meios de subsistência podem ser colocados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">Os agricultores africanos estão sob risco de serem forçados a deixar suas terras por pressão de investidores ou projetos do governamentais que ‘estimulam’ mudanças na cultura do cultivo, visando o atendimento da demanda global por biocombustíveis</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Pesquisa [Biofuels, food security and Africa] da Universidade de Edimburgo identificou que os meios de subsistência podem ser colocados em risco se as terras ferteis africanas, atualmente destinadas à agricultura de subsistência ou de atendimento à demanda local por alimentos, for convertida para o cultivo de biocombustíveis.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Com uma crescente pressão para encontrar alternativas de substituição aos combustíveis fósseis a produção mundial de biocombustíveis triplicou entre 2003 e 2007 e a previsão é dobrar novamente em 2011. Na África, Malawi, Mali, Mauritânia, Nigéria, Senegal, África do Sul, Zâmbia e Zimbabwe adotaram estratégias pró-biocombustível nacional.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os pesquisadores estimam que a alocação de terras para a produção de biocombustíveis, pelos projetos do governo ou investidores internacionais poderia significar que a população rural pobre seria forçada a abandonar suas terras ancestrais.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Acrescentam que os projetos de biocombustíveis também fazem parte de um comportamento “neocolonial”, com os países ricos adquirindo vastas extensões de terras em países pobres (deslocalização agrícola) . Em Madagascar, a empresa sul-coreana Daewoo Logistics tentou comprar uma área equivalente a do tamanho da Bélgica para instalação uma megafazenda para produção de milho e óleo de palma para biocombustíveis.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Organizações como o Banco Mundial afirmam que desviar terras para produzir biocombustíveis tem contribuído para a subida dos preços dos alimentos, que forçaram milhões na pobreza.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Segundo os pesquisadores, a ameaça que o aumento da produção de biocombustíveis representa para a segurança alimentar é particularmente séria na África, onde o alimento já é escasso e a segurança alimentar é insuficiente.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O relatório “Biofuels, food security and Africa” (Os biocombustíveis, segurança alimentar e África, em tradução livre)”, será publicado na edição de julho da revista African Affairs.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Henrique Cortez com informações de Ed Nash, University of Edinburgh, Ecodebate de 26 de abril de 2010</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Não se esqueçam a sacola de comida, que também desvia alimentos do prato da humanidade para fazer uma sacola totalmente dispensável, que será utilizada por meia hora e depois jogada no planeta.</span></p>
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		<title>Deslocalização agrícola &#8211; África à venda. Congo pode ter um terço de seu território arrendado para empresa sul-africana</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 22:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Deslocalização agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>

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		<description><![CDATA[A África está à venda Está para ser fechado um acordo pelo qual a República do Congo  &#8211; ou Congo-Brazzaville - arrendará a uma empresa sul-africana, a Agri SA, o equivalente a um terço de seu território, exatamente 10 milhões de hectares. A Agri representa cerca de 70 mil agricultores e empresas sul-africanas, que ficarão com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #008000;">A África está à venda</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Está para ser fechado um acordo pelo qual a República do Congo  &#8211; ou Congo-Brazzaville - arrendará a uma empresa sul-africana, a Agri SA, o equivalente a um terço de seu território, exatamente 10 milhões de hectares.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A Agri representa cerca de 70 mil agricultores e empresas sul-africanas, que ficarão com o direito a livre acesso às terras por um período incrivelmente longo, de até 90 anos, em troca de uma injeção de recursos que o governo local, em tese, aplicará nas zonas afetadas pela operação.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Um bom negócio para o desenvolvimento da África, o continente esquecido? Pode ser mas pode ser também um passo adiante no que Jacques Diouf, diretor-geral da FAO, o braço da ONU para agricultura e alimentação, chama de “neocolonialismo”.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A operação no Congo faz parte do que o jargão internacional batizou de “land grabing”, “tomada de terras”, denunciada em um relatório divulgado meses atrás pela própria FAO mais o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola e um centro britânico de pesquisas, o Instituto Internacional para o Ambiente e o Desenvolvimento.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O documento aponta, já no título, as duas possibilidades contidas nesse tipo de operação: chama-se “Tomada de Terras ou Oportunidade de Desenvolvimento?”.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O texto informa que “países africanos estão entregando vastos pedaços de terra cultivável para outros países e investidores quase de graça, com os únicos benefícios consistindo em vagas promessas de empregos e infraestrutura”.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A única diferença entre o “land grabing” na República do Congo e em outros países africanos está na nacionalidade dos investidores. No Congo, são da própria África. Nos países investigados pelo relatório da FAO e associadas (Etiópia, Gana, Mali, Madagascar e Sudão), são países ricos como a Arábia Saudita e a Coreia do Sul, temerosos por sua segurança alimentar. Mas a grande compradora de terras é a China, que busca, além de segurança alimentar, a exploração de minérios.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O relatório da FAO diz que, nos últimos cinco anos, cerca de 2,5 milhões de hectares foram entregues a estrangeiros, o que equivale à metade da terra arável do Reino Unido. Mas há uma outra estimativa, feita por Peter Brabeck, presidente da Nestlé, que eleva o total a 15 milhões de hectares, ou meia Itália, distribuídos por África, Ásia e América Latina.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O Brasil aparece na ponta africana da equação. O site Mother Jones, de temas ambientais e de desenvolvimento, visitou Massingir, no fundão de Moçambique, onde está em preparação um projeto de US$ 500 milhões, que promete empregar duas mil pessoas e usar aproximadamente 75 mil acres de terra para plantar cana-de-açúcar e produzir etanol, em usina com tecnologia brasileira –o tipo de projeto que é a menina dos olhos do presidente Lula.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">De novo, o projeto, conhecido como ProCana, apresenta a possibilidade de transformar para melhor a vida de milhares de africanos pobres ou de “pôr em risco o parque transnacional [vizinho] e outros importantes projetos de conservação”, escreve Adam Welz, o enviado de “Mother Jones”.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Tudo o que a diplomacia brasileira dispensa é a materialização do segundo cenário.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Clóvis Rossi, Folha Online / Ecodebate de 17 de outubro de 2009</span></p>
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		<title>Deslocalização agrícola &#8211; Terceirização de terras prejudica países em desenvolvimento</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 21:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Deslocalização agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>

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		<description><![CDATA[Cresce a tendência de ‘offshore farming’ Há países e investidores comprando e arrendando extensas áreas cultiváveis em nações pobres para produzir alimentos. As populações locais só têm a perder, alertam críticos. Os especialistas já falam de uma verdadeira caça à terra alheia, motivada pelos mais diversos fatores. Arábia Saudita, Japão, China, Coreia, Líbia e Egito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #008000;">Cresce a tendência de ‘offshore farming’</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Há países e investidores comprando e arrendando extensas áreas cultiváveis em nações pobres para produzir alimentos. As populações locais só têm a perder, alertam críticos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os especialistas já falam de uma verdadeira caça à terra alheia, motivada pelos mais diversos fatores. Arábia Saudita, Japão, China, Coreia, Líbia e Egito são países que precisam importar alimentos, a fim de suprir a demanda interna da população.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Há meses, as autoridades competentes dessas e de outras nações estão negociando a compra ou arrendamento de terra fértil no Brasil, Sudão, Uganda, Camboja e Paquistão, por exemplo, confirmando uma tendência mundial denominada offshore farming.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">E não só representantes governamentais, mas também investidores privados, estão à procura de terras cultiváveis, a baixo preço, em todos os continentes, seja para garantir a produção da indústria alimentícia ou para o cultivo de plantas destinadas à produção de biocombustível.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Alemães também</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Os empresários alemães também estão nesse barco. A Barnstedt eG e a prefeitura de Uelzen, cidade pequena situada no norte alemão, por exemplo, já compraram terras na Rússia para esse fim. A Agranus AG, sob direção de um ex-executivo da Bayer, arrendou consideráveis extensões de terra na Romênia, Bulgária e na República Tcheca. Já a Prokon GmbH e a Co KG dispõem de mais de 10 mil hectares na Tanzânia, enquanto a empresa Flora Ecopower, de Munique, marca presença na Etiópia.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">De acordo com estimativas da ONU, desde 2005, entre 15 e 20 milhões de hectares de terra de países em desenvolvimento foram vendidos ou arrendados por nações mais ricas, extensões que equivalem a nada menos que um quinto das superfícies cultiváveis da Europa. Negócios que acabam, por diversas razões, prejudicando as populaçõoes de regiões carentes, afirma Roman Herre, especialista em reforma agrária da Fian, uma organização internacional de defesa dos direitos humanos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">“A água, um recurso natural cada vez mais escasso, se tornou um bem extremamente estatégico. É evidente que muitas dessas empresas asseguram, através do acesso à terra, também o acesso à água. Há avaliações de especialistas de que haverá, no futuro, uma escassez muito maior de água do que de combustíveis fósseis”, observa Herre.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">População local em desvantagem</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Hoje, comenta o especialista, a falta de acesso à terra e água já pode ser considerada o maior problema para pequenos produtores rurais. A compra ou arrendamento de grandes áreas por estrangeiros acaba gerando somente poucos empregos para a população local. Muitas vezes – como é o caso dos chineses na África – os países que compram ou arrendam a terra também enviam a mão-de-obra de casa.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os agricultores locais estão ameaçados de serem expulsos das áreas que até então cultivavam. Esse foi o caso, por exemplo, de Peter Baleke Kayiira, obrigado a fugir, já em 2001, das Forças Armadas na Uganda. Tudo isso porque o governo ugandense havia aceitado que uma empresa alemã que comercializa café usasse a região ao redor de seu povoado para uma plantação.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">“Antes de sermos expulsos tudo estava bem, tínhamos nosso sustento garantido e até sobrava parte da produção que vendíamos. Agora isso não é mais possível. Só conseguimos fazer uma refeição por dia, as crianças não podem mais frequentar a escola. Se continuar assim, daqui a pouco seremos escravos”, descreve Kayiira.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Parca participação</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">As negociações que definem as condições de venda ou arrendamento de terra se realizam, na maioria das vezes, sem a participação da população local. Como o que aconteceu em Madagascar, onde o governo caiu no início do ano, depois que veio a público a intenção das autoridades de arrendar metade das zonas cultiváveis do país para um grupo da Coreia do Sul pelo prazo de nada menos que 99 anos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Esse não é um caso isolado, diz Herre, lembrando que no Quênia houve uma situação semelhante. “Lá, o emirado árabe Catar recebeu grandes extensões de terra, em troca da promessa de investir na região, entre outros na construção de um porto local.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O exemplo do Quênia e de Madagascar são clássicos, pois nesses dois países, como em muitos outros, a população local está sendo completamente ignorada durante tais negociações. Esses contratos são, na maioria das vezes, ocultados da opinião pública e só vêm à tona por acaso”, denuncia o especialista da Fian.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Promessas vazias</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">A experiência da organização mostra que os investidores, nesses contratos, costumam prometer projetos compatíveis com o desenvolvimento social local, bem como a criação de postos de trabalho e melhoria da infraestrutura. Essas promessas, contudo, quase nunca são cumpridas. Além disso, é importante lembrar que a produção agrária em escala industrial também afeta o meio ambiente de forma decisiva.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">“Quando se vê que o Banco Mundial, por exemplo, quer investir quatro bilhões de euros nos agronegócios, pode-se partir do princípio de que essas terras serão basicamente ocupadas pela monocultura e o consumo de água será extremamente alto. O uso de pesticidas e adubo também se intensifica, algo altamente prejudicial ao meio ambiente”, explica Heere.</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Desde a recente crise de alimentos de 2008, cresce – pelo menos nos setores de cooperação internacional – a consciência de que os pequenos produtores dos países do hemisfério sul são os que mais sofrem com o problema. Um acesso justo e igualitário à terra e à água e uma participação real das populações locais nos processos de decisão fazem parte do direito humano ao alimento, reconhecido pelo direito internacional. Isso é o que todo governo tem que garantir, conclui o especialista Heere.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Ulrike Mast-Kirschning, Agência Deutsche Welle / EcoDebate de 14 de agosto de 2009 /</span><span style="color: #008000;"> Revisão de Simone Lopes</span></p>
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		<title>Deslocalização agrícola e Neocolonialismo &#8211; Investidores estrangeiros tomam conta das terras agrícolas africanas</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 20:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Deslocalização agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos naturais]]></category>

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		<description><![CDATA[Governos e fundos de investimentos estão comprando terras agrícolas para cultivar na África e na Ásia Um negócio lucrativo, levando em conta o crescimento da população global e o aumento rápido dos preços dos alimentos. Mas o arriscado “Banco Imobiliário” da vida real está levando a um colonialismo moderno ao qual muitos países se submetem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #008000;">Governos e fundos de investimentos estão comprando terras agrícolas para cultivar na África e na Ásia</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Um negócio lucrativo, levando em conta o crescimento da população global e o aumento rápido dos preços dos alimentos. Mas o arriscado “Banco Imobiliário” da vida real está levando a um colonialismo moderno ao qual muitos países se submetem por necessidade.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Toda crise tem seus ganhadores. Um grupo deles está reunido na sala Stuyvesant do Marriott Hotel em Nova York. A sala de conferências, com persianas fechadas e luz reduzida, está cheia de homens de Iowa, São Paulo e Sydney – fazendeiros de milho, grandes proprietários de terras e administradores de fundos. Cada um deles pagou US$ 1.995 (cerca de R$ 3.700) para comparecer ao encontro Global AgInvesting 2009, a primeira conferência de investidores do emergente mercado mundial de terras agrícolas. Reportagem de Horand Knaup e Juliane von Mittelstaedt, no Der Spiegel.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Um homem da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) faz a primeira apresentação. Linhas coloridos sobem e descem nos gráficos de sua apresentação em PowerPoint. Algumas caem à medida que o ano 2050 se aproxima. Elas representam as terras agrícolas que estão desaparecendo como resultado das mudanças climáticas, empobrecimento do solo, urbanização e escassez de água. As outras linhas, que apontam direto para cima, representam a demanda por carne e biocombustível, os preços dos alimentos e o crescimento populacional. Há um abismo cada vez maior entre esses dois conjuntos de linhas. Ele corresponde à fome.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">De acordo com a maioria dos prognósticos, poderá haver 9,1 milhões de pessoas vivendo no planeta em 2050, cerca de dois bilhões a mais do que hoje.  <span style="color: #ff0000;">E todos os países ainda se recusam a abordar o assunto tabu que é controle populacional, a única solução para a superpopulação mundial.</span> Só nos próximos 20 anos, a demanda mundial por alimentos deve aumentar 50%. “São perspectivas pessimistas”, diz o homem da OCDE. Ele parece sério e até um pouco triste, enquanto descreve o futuro do mundo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Mas para o público na sala Stuyvesant, formado principalmente por homens e algumas mulheres, tudo isso são boas notícias e o clima é animado. Como poderia ser diferente? Afinal, a fome é o negócio deles. A combinação de mais pessoas e menos terra transforma os alimentos num investimento seguro, com retornos anuais de 20% a 30%, raros no atual cenário econômico.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Eles não são especialistas de Wall Street, nem tampouco pessoas que jogam dinheiro em outros continentes como se lançassem bolas de bilhar. Pelo contrário, são investidores extremamente conservadores que compram ou arrendam terras para plantar trigo ou criar gado. A terra é escassa e cara na Europa e nos Estados Unidos. Resolver esse problema significa desenvolver novas terras, que estão disponíveis somente na África, Ásia e América do Sul. Essa combinação de fatores desencadeou um jogo de alto risco, um Banco Imobiliário da vida real, no qual fundos de investimentos, bancos e governos estão empenhados numa corrida pelo acesso às terras aráveis do mundo.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">A última fronteira, ou encontrando alfa</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Susan Payne, uma mulher ruiva de nacionalidade britânica, é a diretora-executiva do maior fundo de terras no sul da África, que atualmente inclui 150 mil hectares, principalmente na África do Sul, Zâmbia e Moçambique. Payne espera levantar meio bilhão de euros (R$ 1,33 bi) junto a investidores. Ela fala sobre lutar contra a fome, mas os títulos em sua apresentação de PowerPoint, embelezada com fotos de campos de soja ao pôr-do-sol, contam uma história diferente. Um desses títulos diz: “África – a última fronteira para encontrar alfa”. A palavra “alfa” significa um investimento para o qual o retorno é maior do que o risco. A África é o continente alfa.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Isto porque a terra, que é extremamente fértil em algumas regiões, é barata no continente empobrecido. O fundo de terras de Payne paga de US$ 350 a US$ 500 (R$ 650 a R$ 930) por hectare na Zâmbia, cerca de um décimo do preço das terras na Argentina ou nos Estados Unidos. Para um pequeno fazendeiro na África, a produção média por hectare permanece inalterada há 40 anos. Com um pouco de fertilizantes e uma irrigação melhor, a produção poderia quadruplicar – assim como os lucros.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Essas são condições perfeitas para os investidores. Susan Payne vê isso dessa forma, assim como seus investidores. De fato, tem havido tanta demanda por esse tipo de investimento que Payne decidiu recentemente criar um novo sub-fundo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Uma grande quantidade de capital está disponível atualmente. Estamos no segundo ano da crise econômica global e os investidores estão buscando investimentos fortes e seguros, e é por isso que o público do encontro em Nova York incluiu não apenas gerentes de fundos hedge e executivos da agroindústria, mas também representantes de grandes fundos de pensão e diretores financeiros de cinco universidades, incluindo Harvard.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Milhares de fundos de investimentos, de grandes a pequenos, começaram recentemente a recorrer à fórmula mais básica do mundo: as pessoas precisam comer.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A administradora de investimentos norte-americana BlackRock, por exemplo, estabeleceu um fundo de agricultura de US$ 200 milhões, e separou US$ 30 milhões para a aquisição de terras agrícolas. A Renaissance Capital, companhia de investimentos russa, adquiriu mais de 100 mil hectares na Ucrânia. O Deutsche Bank e o Goldman Sachs investiram seu dinheiro na criação de porcos e galinhas na China, investimentos que incluem os direitos legais sobre a terra.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Os alimentos são o novo petróleo. As reservas mundiais de grãos caíram para uma baixa histórica no começo de 2008, e a subsequente alta nos preços marcaram um ponto de virada, da mesma forma que a crise do petróleo fez nos anos 70. A falta de pão provocou motins em todo o mundo, e 25 países, incluindo alguns dos maiores exportadores de grãos, impuseram restrições à exportação de alimentos.</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Então veio a segunda crise de 2008, a crise econômica. Dois medos – o medo da fome e do medo da incerteza – convergiram, desencadeando o que alguns já chamam de segunda geração do colonialismo.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Uma situação em que todos ganham?</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">A diferença em relação a esse novo colonialismo é que os países estão permitindo prontamente serem conquistados. O primeiro-ministro da Etiópia disse que seu governo está “ansioso” para oferecer acesso a centenas de milhares de hectares de terras agrícolas. O ministro da agricultura da Turquia anunciou: “Escolham e peguem o que quiserem”. Em meio à guerra contra o Taleban, o governo paquistanês investiu em sua autopromoção em Dubai, buscando seduzir os xeiques com redução de impostos e isenção de leis trabalhistas.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Todos esses esforços têm duas esperanças em comum. Uma é a esperança de os países pobres atingirem o desenvolvimento e a modernização em seus precários setores agrícolas. A outra é a esperança do mundo de que os investidores estrangeiros na África e na Ásia sejam capazes de produzir alimentos suficientes para um planeja que logo será povoado por 9,1 bilhões de pessoas; que eles tragam consigo todas as coisas que faltam aos países pobres, incluindo tecnologia, capital e conhecimento, sementes modernas e fertilizantes; e que esses investidores sejam capazes não só de dobrar as safras mas, em muitas partes da África, multiplicá-las por dez. Estimativas anteriores na verdade preveem um declínio na capacidade de produção de 3 a 4% em 2080, em comparação ao ano 2000.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Se os investidores tiverem sucesso, eles poderiam alcançar o que as agências de desenvolvimento não foram capazes de fazer nas últimas décadas: reduzir a fome que hoje aflige mais pessoas do que nunca, mais precisamente um bilhão em todo o mundo. Na melhor das hipóteses, esta poderia ser uma situação em que todos ganham, com lucro para os investidores e desenvolvimento para os pobres.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Não são apenas os banqueiros e especuladores, mas também os governos que estão adquirindo terras em outros países, buscando reduzir sua dependência do mercado mundial e das importações. A China abriga 20% da população mundial, mas tem apenas 9% das terras aráveis do mundo. O Japão é o maior importador de milho e a Coreia do Sul é o segundo maior. Os Estados do Golfo Pérsico importam 60% de seus alimentos, enquanto suas reservas naturais de água são suficientes para sustentar apenas mais 30 anos de agricultura.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Corrida pelas terras nos tempos modernos</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Mas o que acontecerá num mundo globalizado quando as colônias surgirem novamente? O que acontecerá, por exemplo, se a Arábia Saudita adquirir partes da região de Punjab no Paquistão ou se os investidores russos comprarem metade da Ucrânia? E o que acontecerá quando a fome atingir esses países? Será que os estrangeiros ricos instalarão cercas elétricas em volta de suas terras e guardas armados escoltarão os carregamentos das safras para fora do país? O Paquistão já anunciou planos para enviar 100 mil membros de suas forças de segurança para proteger as terras pertencentes a estrangeiros.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Como a corrida pelas terras dos tempos modernos é muito delicada, normalmente apenas o chefe de Estado do país é que conhece seus detalhes. Em alguns casos, entretanto, governadores já leiloaram terras para quem pagasse mais, como no caso do Laos e do Camboja, onde até mesmo os governos não sabem mais quanto de seus territórios ainda lhes pertence.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Ninguém tem certeza de quanta terra está em jogo. O número citado pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Política Alimentar (IFPRI, na sigla em inglês) é de 30 milhões de hectares, mas sua estimativa é impossível de ser verificada. Até as organizações das Nações Unidas têm de recorrer a reportagens dos jornais, enquanto o Banco Mundial está tentando convencer os países a prestarem mais atenção às letras miúdas dos acordos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Klaus Deininger, economista especializado em política agrária no Banco Mundial, estima que 10 a 30% das terras aráveis disponíveis estejam em risco, apesar de que apenas uma fração do número de arrendamentos e acordos de vendas tenham sido assinados. “Houve um grande salto em 2008, quando os planos e aplicações em muitos países mais do que dobraram, em alguns casos triplicaram”. Em Moçambique, diz Deininger, a demanda estrangeira é mais do que o dobro da terra agrícola cultivada existente, e o governo já distribuiu quatro milhões de hectares para investidores, metade deles estrangeiros.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os acordos mais espetaculares não estão sendo feitos por investidores privados, entretanto, mas sim pelos governos e pelos fundos e conglomerados que eles promovem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O governo do Sudão arrendou 1,5 milhões de hectares de terras agrárias de primeira qualidade para os Estados do Golfo, Egito e Coreia do Sul por 99 anos. Paradoxalmente, o Sudão também é o maior recebedor mundial de ajuda internacional, com 5,6 milhões de seus cidadãos dependentes do envio de alimentos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O Kuwait arrendou 130 mil hectares de campos de arroz no Camboja.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O Egito planeja plantar trigo e milho em 840 mil hectares de Uganda.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O presidente da República Democrática do Congo ofereceu o arrendamento de 10 milhões de hectares para os sul-africanos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A Arábia Saudita é um dos maiores e mais agressivos compradores de terra. Nessa primavera, o rei compareceu a uma cerimônia em que recebeu a primeira safra de arroz para exportação produzido exclusivamente para o reino na faminta Etiópia. A Arábia Saudita gasta US$ 800 milhões (R$ 1,5 bi) por ano promovendo companhias estrangeiras que cultivam “alimentos estratégicos” como arroz, trigo, cevada e milho, que então importa. Ironicamente, o país foi o sexto maior exportador de trigo do mundo nos anos 90. Mas a água é escassa e a nação deserta planeja preservar suas reservas. Exportar alimentos também significa exportar água.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">O investidor precisa de um Estado fraco</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Os países ricos estão trocando dinheiro, petróleo e infraestrutura por comida, água e alimento para o gado. À primeira vista, isso parece apresentar uma solução para muitos problemas, diz Jean-Philippe Audinet, do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (Ifad). Em geral, ele está satisfeito com os investimentos agrícolas e diz que lutou por eles durante anos. “O que foi ruim foi o período em que os mercados estavam sendo inundados por alimentos baratos”.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Mas muitos dos países onde a terra está sendo tomada – Cazaquistão e Paquistão, por exemplo – sofrem com escassez de água. A África sub-saariana tem reservas naturais adequadas de água, mas o único país da região que atualmente produz um excesso de alimentos é a África do Sul. A maioria dos países, por outro lado, são importadores de alimentos e, com o aumento rápido das populações, é provável que se tornem importadores ainda mais dependentes no futuro. Será que esses países poderão se tornar de fato produtores importantes de alimentos?</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Audinet, o especialista do Ifad, conhece os riscos. “A forma como esses acordos estão estruturados pode prejudicar os países e os agricultores a longo prazo, roubando deles seu bem mais importante: a terra”. Olivier De Schutter, relator especial da ONU para O Direito à Alimentação, alerta: “Como os países da África estão competindo por investidores, estão baixando os preços em relação uns aos outros”. Alguns contratos, diz De Schutter, mal têm três páginas de extensão – para centenas de milhares de hectares de terra. Esses tipos de acordos estipulam quais produtos serão cultivados, o local, e o preço da compra ou arrendamento, mas não incluem nenhuma norma ambiental. Eles também não determinam os investimentos necessários em contrapartida nem estipulam que deverão ser criados empregos, diz De Schutter.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Alguns investidores concordam em construir escolas e pavimentar estradas, mas mesmo quando cumprem suas promessas, os benefícios para os governos anfitriões e agricultores locais têm vida curta. A longo prazo, entretanto, eles precisam <strong>sofrer as consequências da super-fertilização, desmatamento, consumo excessivo de água, redução da diversidade ecológica e perda de espécies locais. Para aumentar as safras e atingir lucros anuais de 20% ou mais, os grandes donos de terras estrangeiros precisam operar suas fazendas em escala industrial. E quando o solo começa a empobrecer depois de alguns anos, muitos investidores simplesmente mudam para outro lugar. A terra é tão barata que eles não são obrigados a valorizar práticas de agricultura sustentáveis.</strong></span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Rejeitando o velho modelo</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Por causa dos riscos, Audinet e De Schutter, assim como a maioria dos especialistas, preferem os contratos de produção à aquisição de terras. Em outras palavras, os investidores estrangeiros fornecem a tecnologia e o capital, enquanto os fazendeiros locais, trabalhando em suas próprias terras ou em terras arrendadas, fornecem arroz ou trigo a preços fixos. Este é um modelo clássico, testado e comprovado, mas não é o que os novos investidores querem. Eles querem controlar, ter propriedade, altos lucros e, acima de tudo, segurança – objetivos raramente compatíveis com os interesses de milhares de pequenos produtores.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O Senegal decidiu a favor dos contratos de produção e contra a venda de terras em grande escala, mas isso é possível porque o país é uma democracia estável. O mesmo não pode ser dito de muitos países onde a aquisição de terras está acontecendo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">“Quando os alimentos se tornam escassos, o investidor precisa de um Estado fraco que não o obrigue a obedecer nenhuma lei”, diz o empresário norte-americano Philippe Heilberg. Um Estado que permita a exportação de grãos apesar da fome em seu território, que seja consumido pela corrupção ou esteja profundamente endividado, que seja governado por uma ditadura, atormentado pela guerra civil, ou que envie milhões de trabalhadores para o exterior e precise que esses trabalhadores consigam vistos e empregos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Heilberg descobriu um país assim: o sul do Sudão, que na verdade é uma pré-nação, autônoma mas não independente. O norte-americano de 44 anos, filho de um mercador de café e fundador da firma de investimentos Jarch Capital, agora é o maior arrendatário de terra no sul do Sudão, com 400 mil hectares de terra agrária de primeira qualidade na província de Mayom.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A simples menção das palavras sul do Sudão conjura imagens de guerra civil, refugiados e fome, e não de um lugar onde alguém consideraria plantar tomates. Mas Heilberg alardeia que seu projeto será mais benéfico para o povo do que a própria ONU, e que ele criará empregos e produzirá alimentos. E insiste que Paulino Matip, de quem ele arrendou as terras por 50 anos, não seja chamado de ditador, mas sim “ex-ditador” ou “vice-chefe do Exército”. Heilberg só deixa de mencionar que os rebeldes liderados por Matip são suspeitos de terem cometido crimes de guerra.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Em vez de comprar ações, o ex-banqueiro está agora especulando sobre o futuro político do sul do Sudão, que ele insiste será um país independente em dez anos, quando as terras serão bem mais caras do que são hoje.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A aquisição de terras já está um passo à frente no oeste do Quênia, onde vive Erastas Dildo, 33, o tipo de pessoa que os investidores de Nova York provavelmente caracterizariam como um fator de risco: um pequeno agricultor que é dono de três hectares de terra. Em sua terra fértil, o milho fica verdejante e cresce até dois metros, o gado é tão gordo quanto os hipopótamos e os pés de tomate se inclinam com o peso de seus frutos. O vizinho rio Yala corre para o Lago Vitória. Há três pequenas casas de alvenaria na propriedade. Erastas colhe seu milho duas vezes por ano, e os vegetais e tomates crescem durante o ano todo. Um hectare produz 3.600 euros (quase R$ 9.600) em milho por ano, muito dinheiro para os padrões quenianos.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Eles expulsaram 400 famílias</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Mas isso tudo mudou quando Erastas foi contatado pela Dominion Farms, uma agroindústria norte-americana que estabeleceu uma colônia do delta do Yala, onde arrendou 3.600 hectares de terra por 45 anos, a um preço ridículo de US$ 12 mil por ano (R$ 22,4 mil). A Dominion, que planeja plantar arroz, vegetais e milho na terra, quer incluir os três hectares de Erastas Dildo em seu empreendimento.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os representantes da Dominion ofereceram pagar a ele cerca de 10 centavos por metro quadrado. Erastas recusou, e agora eles estão tornando as coisas um pouco difíceis para o agricultor. Sua arma mais eficiente é uma represa construída pela companhia. Quando Erastas tentou colher seu milho, encontrou a plantação inundada. “Eles estão jogando com o nível da água para nos expulsar”, disse. E quando isso não funciona, diz Erastas, a Dominion manda escavadeiras, bandidos e às vezes até a polícia.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">De acordo com seu contrato, a Dominion concordou em reformar “pelo menos uma escola e um centro médico” em cada um dos distritos locais. “Em vez disso, eles expulsaram 400 famílias”, diz Gondi Olima, da organização Amigos do Delta de Yala. De acordo com Olima, primeiro a Dominion criou novos empregos, uma vez que os trabalhadores eram contratados por dia para limpar o terreno com facões, mas depois ela companhia trouxe cada vez mais equipamento. “Agora eles têm tantas máquinas que os trabalhadores não são mais necessários”, diz Olima.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A Dominion Farms nega as acusações dos fazendeiros e afirma que já construiu oito salas de aula, doou portões e contemplou 16 crianças com bolsas escolares, além de fornecer camas e eletricidade para uma ala de hospital.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Talvez Erastas e sua família sejam forçados a abrir caminho para o desenvolvimento em breve, como já está acontecendo em muitos lugares. O Banco Mundial estima que apenas 2 a 10% das terras da África tenham donos ou arrendatários formais, e a maioria delas fica nas cidades. Uma família pode ter morado num pedaço ocupado de terra durante décadas, mas com frequência não têm como provar que é a proprietária.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">A caçada pela terra continua</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">Entretanto, a terra quase nunca é deixada sem uso. Os mais pobres, em particular, vivem da terra, onde coletam frutas, ervas ou madeira e alimentam seu gado. De acordo com um estudo conjunto feito por várias organizações da ONU, as tomadas de terra são normalmente justificadas com alegações de que a terra era improdutiva. Como resultado, de acordo com o relatório, as tomadas de terra têm potencial para tirar a posse dos agricultores em larga escala. Em muitos países, pode haver terra arável suficiente para todos, mas a qualidade não é uniforme – e os investidores querem a melhor terra. Essa, como de fato acontece, é a terra em que os agricultores normalmente vivem.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Como mais de 50% dos africanos são pequenos produtores, a aquisição em larga escala pode ser desastrosa para a população. Os que perdem suas terras, perdem tudo. O fato de que grandes investidores possam melhorar substancialmente as safras com sua tecnologia agrícola moderna não significa nada para os africanos que, depois de perderem suas terras e meios de sobrevivência, não conseguem comprar os novos produtos agrícolas.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O Banco Mundial e outras organizações estão desenvolvendo agora um código de conduta para os investidores. Uma declaração de intenções foi elaborada para o encontro do G-8 em L’Aquila, Itália, mas os chefes de Estado que compareceram não conseguiram concordaram em relação às normas restritivas.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">E assim continua a caçada por terra. A Dominion garantiu outros 3.200 hectares, e Philippe Heilberg está em processo de arrendar mais 600 mil hectares no sul do Sudão. Em Nova York, na sala Stuyvesant, um dos palestrantes recita números para ilustrar a rapidez com que a população global está crescendo: 154 pessoas por minuto, 9.240 por hora ou 221.760 por dia. E todas elas querem comer.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte - Reportagem Foreign Investors Snap Up African Farmland do Der Spiegel / UOL Notícias / Ecodebate de 3 de agosto de 2009 /</span><span style="color: #008000;"> Tradução de Eloise De Vylder</span></p>
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		<title>Deslocalização agrícola &#8211; Estrangeiros querem terras para produzir alimentos e o País não tem controle desses investimentos</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 19:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Deslocalização agrícola]]></category>
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		<description><![CDATA[Brasil à venda Cada vez mais interessados no Brasil, os investidores estrangeiros estão hoje especialmente atentos a um alvo: as terras nacionais. Durante sua visita à Arábia Saudita, no mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido por anfitriões interessados em produzir alimentos no Brasil. Para concretizar esse projeto, querem comprar terras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://farm7.static.flickr.com/6135/5988437946_5271bf7706_o.jpg" alt="" width="562" height="421" /></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Brasil à venda</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;">Cada vez mais interessados no Brasil, os investidores estrangeiros estão hoje especialmente atentos a um alvo: as terras nacionais. Durante sua visita à Arábia Saudita, no mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido por anfitriões interessados em produzir alimentos no Brasil. Para concretizar esse projeto, querem comprar terras agrícolas brasileiras, como já fizeram em outras partes do mundo.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O território nacional é visado pelo programa batizado como Iniciativa do Rei Abdullah para o Investimento na Agricultura no Exterior. Lançado em 2008 pelos sauditas, o empreendimento busca a autossuficiência alimentar, por meio da compra ou aluguel de latifúndios em nações com recursos naturais abundantes, para importar a produção. Esse é um movimento mundial: países com poucas áreas cultiváveis adquirem solos estrangeiros para produzir alimentos e importá-los. Matéria de Maíra Magro, da revista Isto É, Edição 2065.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">“O principal agente motivador desse movimento é o medo causado pelo recente aumento dos preços dos alimentos”, diz David Hallam, diretor da divisão de comércio e mercados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), em Roma. “Depender dos mercados mundiais para o abastecimento de comida e matéria-prima ficou mais arriscado”, conclui Hallam.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Uma pesquisa recente do Instituto Internacional de Pesquisa em Política Alimentar (IFPRI, na sigla em inglês), baseado em Washington, nos Estados Unidos, revela que os investidores estrangeiros arremataram entre 15 milhões e 20 milhões de hectares de terras no exterior desde 2006, em operações que podem chegar a US$ 30 bilhões.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">As negociações são feitas por empresas e fundos de investimento ou diretamente entre governos. Nessa corrida internacional, os principais compradores têm muito capital e pouca terra, como os países do Golfo, ou uma população grande, como a China, a Índia e a Coreia do Sul. Os vendedores são nações em desenvolvimento onde os custos da produção e do solo são muito mais baixos – a maior parte está na África, mas o Brasil compõe a lista.</span></p>
<p><strong><span style="color: #008000;">4 milhões de hectares de terras agrícolas brasileiras estão registrados como pertencentes a grupos internacionais, mas a área em poder dos estrangeiros pode ser bem maior</span></strong></p>
<p><span style="color: #008000;">“O investimento estrangeiro traz renda, gera empregos e desenvolvimento”, defende Anaximandro Doudement Almeida, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária. Mas especialistas defendem que o Brasil tenha maior controle sobre essas transações. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) contabiliza quatro milhões de hectares de terras agrícolas brasileiras registrados em nome de estrangeiros. Como muitos proprietários não declaram a nacionalidade no registro em cartório, essa extensão pode ser ainda maior. “Estimo que seja no mínimo três vezes mais”, diz Rolf Hackbart, presidente do Incra.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Do total registrado, mais da metade está na Amazônia, e o Mato Grosso é o Estado com a maior área nas mãos de estrangeiros: pelo menos 800 mil hectares. Segundo Hackbart, a procura internacional por terras agrícolas voltou a crescer recentemente. “Recebi várias delegações da China querendo comprar áreas no Brasil ou se associar a grupos nacionais para produzir alimentos e biocombustível”, diz. Corretores especializados confirmam um reaquecimento nessa procura, após um período de queda com a crise econômica mundial iniciada no ano passado.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Para que estrangeiros comprem imensas áreas no Brasil basta abrir uma empresa brasileira com capital estrangeiro ou associar-se a grupos nacionais. “Temos que criar novas regras”, reclama Hackbart, apontando as limitações já existentes para cidadãos estrangeiros e empresas constituídas no Exterior. Um parecer limitando a venda de terrenos a empresas brasileiras com capital estrangeiro está na Advocacia-Geral da União para análise desde agosto, sem previsão de desfecho.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Mesmo nos casos de venda direta a estrangeiros, o controle governamental é falho. “Tem até site estrangeiro na internet vendendo terra pública na Amazônia”, alerta Hackbart. Na rede, é possível encontrar alguns classificados internacionais oferecendo imóveis agrícolas. Um deles anuncia: “O interior do Brasil é livre de intrusões governamentais como a fiscalização dos códigos de ocupação do solo, zoneamento e outros aborrecimentos.”</span></p>
<p><span style="color: #008000;">“Esses (o solo) são os recursos naturais mais preciosos. Há um risco político imenso”, diz Alexandra Spieldoch, do Instituto para Políticas de Agricultura e Comércio, em Minneapolis, nos EUA. A investida agrícola internacional chama a atenção pelo tamanho. No Sudão, 690 mil hectares pertencem à Coreia do Sul, 400 mil hectares são dos Emirados Árabes e o Egito tem área semelhante. A China obteve o direito de usar 2,8 milhões de hectares no Congo e está negociando terras em Zâmbia.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Em janeiro, na Arábia Saudita, o rei Abdullah promoveu uma curiosa cerimônia: celebrou o recebimento dos primeiros grãos de arroz “saudita” produzidos no exterior. Vieram da Etiópia, onde o país está investindo US$ 100 milhões na plantação de arroz, trigo e cevada. Um fundo de investimentos de US$ 800 milhões, criado pelo governo saudita, está financiando o cultivo de arroz, trigo, cevada e milho em outros países, além da criação de animais. Os objetivos sauditas são claros. Mas <strong>no Brasil, até agora, não se sabe sequer o tamanho da presença estrangeira.</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte e imagem &#8211; Ecodebate de 8 de junho de 2009</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">&#8220;Do total registrado, mais da metade está na Amazônia, e o Mato Grosso é o Estado com a maior área nas mãos de estrangeiros&#8221;. Será que alguem acredita mesmo, que eles, ao se instalarem nessas áreas, preservam esta terra? Estamos falando de reserva legal, mata ciliar, APP, limite de uso de agrotóxicos &#8230; Não, não e não, e é por isso que deve haver a proibição de venda ou mesmo aluguel destas terras para outros países explorarem. Se quiserem alimentos, que comprem dos agricultores brasileiros.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Notem que estes dados são de 2009. De 2009 para 2010 os preços globais dos alimentos aumentaram internacionalmente em 49% e de 2010 para 2011 aumentarem de preço 39%. Então imaginem hoje quantos hectares de terras brasileiras estão nas mãos de outros países, para explorar, destruir, e depois é só procurar outro país para continuar o mesmo ciclo de destruição. Afinal, eles não são daqui, vem apenas para explorar, não tem um compromisso com a terra. Palavras que nos lembramos ao ler o texto, gafanhotos, piratas, saqueadores, melancias explosivas &#8230;</span></p>
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		<title>Deslocalização agrícola &#8211; A África dá as suas terras em troca de nada</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 18:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fundação Verde</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Deslocalização agrícola]]></category>
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		<description><![CDATA[As aquisições de terras em países pobres, última tendência entre corporações, fundos de investimento e países importadores de alimentos, supõem para os mais pobres enfrentar o possível desalojamento de suas terras e ao acesso às mesmas e aos seus recursos, como a água. É isso que se depreende de um estudo encarregado pela FAO (Organização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;">As aquisições de terras em países pobres, última tendência entre corporações, fundos de investimento e países importadores de alimentos, supõem para os mais pobres enfrentar o possível desalojamento de suas terras e ao acesso às mesmas e aos seus recursos, como a água. É isso que se depreende de um estudo encarregado pela FAO (Organização para a Agricultura e a Alimentação) e o PNUD (Programa para o Desenvolvimento), ambos ligados à ONU, apresentado nesta segunda-feira. A reportagem é de Lali Cambra e está publicada no jornal espanhol El País, 26-05-2009. A tradução é do Cepat.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O documento pontualiza que as aquisições (de modo geral feitas na África mediante contratos de aluguel de meio século ou um século inteiro pelo que nada se paga) podem constituir um benefício ao supor investimentos estrangeiros. Também pode acarrear atração tecnológica, incremento da produtividade agrária e criação de emprego e de infra-estrutura. Mas, assim como estão sendo levados a cabo, com precárias consultas à população local, falta de transparência e sem garantir nos contratos os compromissos de investimento, emprego ou desenvolvimento de infra-estruturas, supõe colocar em risco o modo de vida de milhares de pequenos agricultores ou pastores, cuja existência depende da terra.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">O estudo, realizado pelo Instituto Internacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED), enfatiza a necessidade primeira dos governos africanos de garantir os títulos de propriedade da população local, para protegê-la, evitar que seja desapropriada arbitrariamente e, assim mesmo, possibilitar que obtenha benefícios maiores dos hipotéticos investidores.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os autores do relatório analisaram os contratos de diversos países africanos com corporações, fundos de investimento e países importadores de alimentos como os do Golfo Pérsico, do Sudeste Asiático e da China. À vista destes documentos alertam para o fato de que existe entre os investidores a crença de que a África (e a América Latina) tem terra em abundância disponível, erma ou abandonada, “mas é preciso ir com cuidado com estes termos”. Opinam que são usados para equipará-las a terras não produtivas, quando talvez sejam usadas intermitentemente (são deixadas de barbecho) por pequenos agricultores ou por pastores ou por caçadores-coletores. Esta situação já teria se dado na Tanzânia, Etiópia ou Moçambique, onde terras que estavam sendo usadas teriam sido alugadas como “abandonadas”.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Se o abastecimento de terras para empresas investidoras estrangeiras poderia ter benefícios, algo que os autores enfatizam, esses não estão tão claros quando se revisa os acordos assinados com os governos africanos (foram estudados investimentos na Etiópia, Gana, Quênia, Madagascar, Moçambique, Sudão, Tanzânia e Zâmbia), onde se constata a falta de transparência e a impossibilidade do público de ter acesso aos contratos.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">A terra em si ou se dá de graça ou tem um cargo nominal (entre 5 e 10 euros o hectare em Mali). Os governos esperam benefícios como infra-estruturas ou criação de empregos. Mas os contratos – “de modo geral curtos e simples” – carecem de explicações sobre riscos ou benefícios, sobre o tipo de negócio a realizado na terra (se será uma plantação típica, se haverá um negócio conjunto com a população local) ou sobre a contratação.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Os autores do estudo reclamam a necessidade de consultas transparentes à população (apontam que em alguns casos estas consultas se limitam aos anciãos dos povoados, aos oficiais e à elite do governo municipal). Questões como a segurança alimentar no próprio país também são, em muitas ocasiões, passadas por alto.</span></p>
<p><span style="color: #008000;">Fonte &#8211; Ecodebate de 30 maio de 2009</span></p>
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