Sacola retornável Archive

Na Inglaterra, uso de sacolas plásticas cai 43% em 4 anos

Nós ainda estamos engatinhando nesse tema, mas nos supermercados da Inglaterra, nos últimos quatro anos, o uso de sacolas plásticas caiu 43%, segundo matéria de hoje do jornal inglês “The Guardian”. Nesse período, a quantidade de matéria-prima usada para a fabricação dessas bolsas foi reduzida em 39.700 toneladas por ano.

Em entrevista ao jornalista Mark King, um porta-voz da rede varejista Marks & Spencer diz que eles começaram a cobrar pela sacola plástica, que leva 100 anos para se decompor na natureza, em maio de 2008. Além da cobrança, eles incentivam o uso de bolsas que podem ser utilizadas várias vezes. E os números mostram que as novas práticas adotadas pela rede valeram a pena: de 2006 para cá, o uso de sacolas plásticas caiu 64%.

Para conseguirmos bons resultados como esse, é preciso mudar de atitude. Ainda dá tempo! Consumidores que estão preocupados com a preservação do meio ambiente devem deixar o plástico de lado e passar a usar bolsas de tecido, que podem ser encontradas em lojas e supermercados da cidade.

Fonte – O Globo de 25 de agosto de 2010

Solução óbvia, mas que não vem sendo adotada no Brasil pelo varejista por medo de perder o cliente e quando existe lei, ela não bane de vez a sacola ou obriga a cobrar por ela porque o político tem medo de perder voto com uma lei impopular.

Vamos dizer o que funciona de verdade para acabar com as malditas sacolas plásticas de uso único.

Dar desconto para quem levar sua própria sacola. Tem sido adotado o desconto de R$ 0,03 a cada 5 itens. Funciona mal e porcamente, pois as pessoas não dão valor a centavos.

Trocar por um quilo de alimento a cada 50 sacolas devolvidas. Funciona pior ainda, primeiro porque as pessoas tem preguiça de armazenar e levar as sacolas de volta e segundo porque o supermercadista não quer trocar lixo – para o supermercadista é lixo pois ninguém recicla sacola plástica de uso único – por comida de jeito nenhum.

Cobrar pela sacola, de preferência 10 vezes mais do que seu preço de compra. Isto é, uma sacola custa para o supermercado R$ 0,03, então que se cobre R$ 0,30 a sacola, porque se cobrar seu valor de custo, as pessoas comprarão e continuarão a usar, porque o valor é muito baixo. Agora, se cobrar R$ 0,30 por cada sacola, a situação muda, as pessoas levarão suas sacolas retornáveis, carrinhos de feira, mochilas, pedirão caixas de papelão usadas. Essa estratégia funciona muitíssimo bem.

Fazer lei para banir as sacolas plásticas de uso único no varejo. Esta é a melhor solução, mas tem que ser um político mais preocupado com a humanidade e o planeta do que com sua popularidade, apesar de que inicialmente as pessoas reclamam mas, passado um mês todos já se acostumaram e passam a ver com bons olhos a lei. É o caso do prefeito de São Paulo, Kassab, que acabou com a poluição visual ordenando a retirada dos outdoors que emporcalhavam a cidade e regulamentou o tamanho dos letreiros das lojas e por isso foi vaiado, xingado, coitado. Mas, hoje, qualquer morador ou visitante de São Paulo percebe claramente como a cidade ficou mais bonita, mais limpa e elogia a coragem do prefeito em fazer o que é certo.

É isso, para banir para o quinto dos infernos essa invenção diabólica que é a sacola plástica de uso único tem que ser através de lei, senão cada coisa irá funcionar mais ou menos, e elas continuarão a causar enchentes, entupir bueiros, contaminar rios e mares, diminuindo a vida útil dos lixões e aterros em 10%, matando animais e deixando um planeta pior para todos nós.

Mude o mundo, mudando seus hábitos. Use sacola retornável.

Foi às compras e esqueceu a sacola? Não tem problema, faça um furoshiki na hora!

Em 23 de setembro de 2009, durante o jantar de premiação do 1º prêmio FECOMERCIO de sustentabilidade  – a FUNVERDE participou da banca julgadora – A Sanae Murayama Saito, uma mulher fantástica, presidente do Sindivarejista de Campinas e região me ensinou a fazer uma sacola tão fácil de fazer que não dá para ninguém mais usar a desculpa para não usar sacola retornável, porque esta sacola que pode ficar dobrada dentro da sua bolsa para emergências, como compras de impulso em shopping, farmácia, banca de revista …

Claro que não estamos pedindo para você usar a furoshiki, esta sacola de nome tão estranho mas que é super prática, para fazer a compra do mês no supermercado, pois para grandes compras o ideal é usar sacolas retornáveis, caixas de papelão, carrinho de feira … qualquer coisa, menos as malditas sacolas de plástico de uso único, mas ela pode e deve ser usada quando você esqueceu a sua sacola retornável em casa para pequenas compras.

Assista abaixo, a maravilhosa matéria da Globo, realizada pela Juliane Guzonni, onde explicamos passo a passo como fazer uma furoshiki.

O furoshiki é a arte tradicional de embrulho japonês através da utilização de um tecido quadrado – de preferência um tecido que não amasse, como seda – que possibilita embrulhar qualquer objeto. Este tipo de sacola é usada no Japão há muitos séculos – seu uso se iniciou há mais de 1200 anos atrás - e só perdeu sua popularidade após a criação das famigeradas sacolas plásticas.

No ano passado o uso desta sacola foi resgatado pela ministra do meio ambiente, Yuriko Koike, que compreendeu o grande mal causado pelo uso das sacolas plásticas de uso único e melhor, entendeu que mudança de atitude individual pode o destino da coletividade e melhor ainda, começou a divulgar a furoshiki e a utilizar esta sacola. Nada melhor do que o exemplo. Foi lançada então a campanha Mottainai furoshiki – 3 Rs reutilizar, reduzir, reciclar – pelo governo japonês para resgatar a tradição japonesa e incentivar o uso da furoshiki de forma moderna, como sacola retornável e fizeram até o folheto abaixo, para ensinar as pessoas como fazer diversos tipos de sacolas retornáveis, embrulhos, tudo com um pedaço de tecido.

Abaixo alguns modelos de furoshiki do site Muhle. clique nas imagens para ver em tamanho maior.

Abaixo, mais um vídeo de como fazer uma furoshiki.

Quando for dar um presente, compre um tecido que não amasse, com padronagem que o presenteado gostar, e embrulhe este presente, pois na verdade você estará dando dois presentes, já que o embrulho não será descartado imediatamente no lixo e sim utilizado por muito tempo como uma sacola retornável e quem você presentear certamente lembrará mais tempo do presente que recebeu.

Mude o destino da humanidade e do planeta apenas mudando seus hábitos, use sacola retornável, use furoshiki.

Maioria não vai às compras com sua ecobag

Pesquisa conduzida por uma confecção que faz sacolas ecológicas, a Gatto de Rua, expôs um problema que diretores do Wal-Mart já haviam me falado anteriormente: o aumento no número de pessoas que têm ecobags não necessariamente significa uma diminuição do consumo de sacolas plásticas na mesma proporção.

De todas as pessoas consultadas, apenas 34% possuem as sacolas ecológicas . Dessas, 71% não estavam utilizando sua ecobag na hora da compra. Os principais motivos apresentados foram: esquecimento, pouca praticidade para carregar a sacola e a opção de alguns consumidores em reciclagem das sacolas plásticas para outros fins.

Isso mesmo: a maioria das pessoas que têm ecobags não as levam para as compras! Essas sacolas são usadas como bolsas comuns e até (somente) como acessório de moda.

Alooou pessoal. De que adianta usar uma sacola que estampa palavras como: “consumo sustentável”, “não sou de plástico”, “consciência ambiental”, se ela não está diminuindo realmente o consumo de plástico, como era a sua proposta original? Só por que ser “verde” virou moda? Vamos acordar.

Dicas da blogueira, que é uma usuária assídua de todos os tipos de ecobag para os que decidem comprar coisas “no meio do caminho” – ou seja, saíram de casa sem ter o intuito de comprar –, aos que nunca lembram de pegá-las antes de sair e também aos que não acham as ecobags práticas:

- Sempre tenha uma ecobag mais prática na bolsa. Há várias que podem ser dobradas ou enroladas e não ocupam muito espaço. Isso serve mais para as mulheres, eu sei, mas homens também podem dar um jeito. É só ter uma ou duas sacolinhas plásticas no bolso do casaco ou da calça. Se cabe uma carteira, cabe uma sacolinha imperceptível.

- Deixe sua ecobag bem em vista, em locais que você sabe que irá olhar antes de sair para as compras. Quem sabe, a ecobag pode até virar decoração na sua sala ou na sua cozinha. Não preciso lembrá-los de que existem algumas simplesmente lindas.

- Se você vai ao supermercado ou à feira com aqueles carrinhos de metal que evitam (e como!) problemas na coluna do vivente, abra sua ecobag dentro dele e sempre deixe por lá. Assim, você nunca esquecerá.

Fonte – Blog Ar Puro de 20 de agosto de 2010

Imagem – FUNVERDE

Que novidade … a FUNVERDE bate na mesma tecla desde 2004, quando criou o projeto sacolas ecológicas e que tem arduamente ajudado na criação de leis para banir as malditas sacolas plásticas de uso único, cidade a cidade, estado a estado, um verdadeiro trabalho de formiguinha, diante da resistência do tubarão assassino, que é a máfia do plástico, a máfia que pretende cobrir o planeta com as suas asquerosas sacolas plásticas de uso único, pois afinal, o que importa para eles é o lucro a qualquer preço e depois que fabricam a sacola, que o mundo se vire para limpar a sujeira que elas causam.

A verdade inconveniente é que pessoas são preguiçosas, acomodadas, incapazes de mudar seus hábitos, por mais prejudiciais que estes hábitos sejam e por isso a lei é importante, para forçar a mudança desses hábitos e um desses péssimos hábitos que tem que mudar urgentemente é parar de emporcalhar o planeta com as sacolas plásticas de uso único, voltar a usar sacolas retornáveis, caixas, carrinhos de feira, enfim, tudo que for reutilizável, durável.

Enquanto o varejo – principalmente o supermercado – permanecer distribuindo sacolas como pipoca e algodão doce e o consumidor continuar achando que estas sacolas são gratuitas, nada irá mudar, exceto pela força da lei e isto nós estamos fazendo, pois não acreditamos na mudança pela boa vontade da população.

Ah, quase esquecemos de mencionar. A sacola que foi utilizada na matéria do blog é fabricada pela FUNVERDE para gerar renda para manter os diversos projetos da fundação. Clique aqui para saber como colaborar com nossos projetos adquirindo nossas sacolas. Clique aqui.

RJ – Estado começa a punir por descumprimento da lei das sacolas plásticas

A secretária do Ambiente, Marilene Ramos, com o apoio de técnicos da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e do setor de educação ambiental, comandou, na manhã desta quinta-feira, em Niterói, a primeira blitz punitiva a estabelecimentos comerciais no Estado do Rio. O objetivo da ação é verificar se as exigências da sobre o uso de sacolas plásticas para embalar mercadorias estão sendo cumpridas.

Dos três visitados, dois estavam irregulares. Os dois estabelecimentos receberam um auto de constatação, expedido pela Cicca, e foram multados. Eles terão de pagar um valor a ser estipulado por uma equipe específica do Inea nos próximos dias. A lei prevê multas que podem chegar até a R$ 20 mil por cada obrigação não cumprida. A punição varia de estabelecimento para estabelecimento, de acordo com uma série de fatores anotados pelos fiscais.

Uma farmácia foi punida por não ter afixado cartaz informativo da lei nem estar informando os clientes sobre benefícios previstos. Segundo a secretária Marilene Ramos, a situação da farmácia foi atenuada pela garantia dada pela subgerente Simone Santos, que assinou o auto, de que a matriz já a informara das providências de enquadramento da rede à lei.

Um supermercado foi duplamente multado: por afixar um cartaz fora dos padrões exigidos e por não ter definido uma das três medidas previstas na lei para beneficiar os consumidores que querem contribuir para a diminuição do uso de sacolas plásticas. Segundo o coordenador da Cicca, José Maurício Padrone, que entregou o auto de constatação ao gerente Joel Vieira, o valor da segunda multa vai levar em conta o flagrante dos fiscais à negativa do gerente em conceder para uma cliente que solicitara o desconto de R$ 0,03 por estar com uma sacola retornável.

A partir de agora, todos os estabelecimentos de médio e grande portes, assim considerados aqueles que faturam R$ 2,4 milhões por ano ou R$ 200 mil por mês, são obrigados a obedecer a legislação. Os de menor faturamento ainda têm um ano para se adaptarem à lei, sancionada em julho de 2009. O prazo de um ano dado ao primeiro grupo de estabelecimentos venceu há um mês, mas a Secretaria do Ambiente, desde então, vinha apenas alertando e notificando os comerciantes sobre a obrigação do enquadramento na legislação. Além de fiscais da Cicca, haverá fiscalização permanente pelos técnicos das superintendências regionais do Inea em todo o estado.

De acordo com a lei, os estabelecimentos podem optar por uma das três formas de estimular clientes a substituir ou diminuir o uso de sacolas plásticas: a cada cinco itens comprados, o cliente que não usar sacola plástica ganhará desconto de, no mínimo, R$ 0,03; cinquenta sacolas plásticas devolvidas para o estabelecimento comercial poderão ser trocadas por um quilo de arroz ou de feijão ou por qualquer produto de valor similar que componha a cesta básica; e o estabelecimento comercial poderá fornecer apenas sacolas retornáveis.

- A lei não se limita a supermercados, mas se aplica a todos os estabelecimentos que vendam produtos que sejam acondicionados em sacolas plásticas. Por isso, estamos hoje visitando tipos diferentes de estabelecimentos – alertou Marilene Ramos, recomendando a automatização do abatimento às empresas que optarem pelo desconto, o que, à primeira vista, deverá ser a grande maioria no estado.Outra exigência da lei é a fixação de um cartaz em local visível pelos clientes com os seguintes dizeres: “Sacolas plásticas convencionais dispostas inadequadamente no meio ambiente levam mais de 100 anos para se decompor. Colaborem, descartando-as, sempre que necessário, em locais apropriados à coleta seletiva. Traga de casa a sua própria sacola ou use sacolas reutilizáveis”.

A secretária conversou com alguns clientes dos lugares visitados, alertando-os para a possibilidade de denunciar quem não estiver cumprindo a lei. – O consumidor deve usar o nosso disque denúncia, cujo número é 2253-1177 – informou a secretária. A expectativa da Secretaria do Ambiente é diminuir em 30% o número de sacolas plásticas usadas por mês no Estado do Rio com a aplicação dessas medidas. Segundo Marilene Ramos, são utilizadas mensalmente no estado cerca de 200 milhões de sacolas plásticas. – Ninguém precisa achar que não haverá mais sacolas plásticas para colocar lixo em casa. Apenas estamos buscando a redução do seu uso – afirmou a secretária.

A maioria dos usuários se mostram a favor da lei. A advogada Fernanda Teixeira, que acondicionou suas compras no Supermercado Império da Banha em caixas de papelão, sem ganhar o desconto, garantiu que iria reivindicar o benefício ao gerente. Ela aplaudiu a iniciativa do governo do estado. – Os comerciantes têm de se estruturar mais para atender a demanda, a partir do momento em que aumentar o número de pessoas usando menos sacolas plásticas. No caso das compras de mês, por exemplo, como vão ser acondicionados tantos produtos? No caso de o estabelecimento fornecer caixas de papelão, eles vão ficar misturados ou vão ser acondicionados corretamente? As caixas serão fornecidas gratuitamente ou serão vendidas? Isso tudo tem de ser definido pelos estabelecimentos. Se todos colaborarem e o Estado fiscalizar, vai dar certo – apostou a advogada.

Fonte – Diário do Vale de 13 de agosto de 2010

Imagem – red_paper_record

Maravilhoso! Para aqueles que vem com a ladainha de que “tem lei que pega, tem lei que não pega”, vocês se deram mal, máfia do plástico, porque esta lei já pegou!

Estado do Rio de Janeiro – Carrefour de Niterói é notificado por não cumprir legislação ambiental

A Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), órgão vinculado à Secretaria de estado do Ambiente, responsável pela fiscalização de supermercados e estabelecimentos comerciais que utilizam sacolas plásticas para o transporte de mercadorias, notificou, na manhã desta sexta-feira (6/8), o supermercado Carrefour, em Niterói, na Região Metropolitana, pelo não cumprimento da lei 5.502/2009, que prevê a substituição e o recolhimento de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais localizados no estado do Rio, como forma de colocá-las à disposição do ciclo de reciclagem e proteção ao meio ambiente fluminense.

Durante as vistorias, que também incluíram o supermercado Guanabara, os fiscais explicaram aos consumidores como funciona a ação em favor do meio ambiente. De acordo com a lei, os clientes que optarem por não usar sacos plásticos vão ganhar descontos. A cada cinco itens comprados, haverá um abatimento de R$ 0,03 no valor total da compra. O consumidor que devolver sacolas receberá, a cada 50 unidades, um quilo de arroz ou feijão. Os estabelecimentos também podem fornecer uma sacola mais resistente que possa ser usada no mínimo vinte vezes pelo consumidor. Um cartaz sobre a medida deve ser afixado no local.

- O objetivo da lei é conscientizar os consumidores. A lei não pretende acabar com as sacolas plásticas, mas orientar para que se faça um uso consciente. A Secretaria do Ambiente já realizou blitz em 12 empresas comerciais e apenas três (Super Market, Casa & Vídeo e Carrefour) não estão cumprindo a lei. Os estabelecimentos foram notificados e, daqui a sete dias, a fiscalização vai retornar.

- A tolerância acabou. A partir de agora é multa – explicou o coordenador da Cicca, José Maurício Padrone.

Depois de quatro jornadas de fiscalização, a Cicca inicia, na próxima semana, a segunda fase da campanha, desta vez autuando estabelecimentos comerciais de grande e médio porte que não estejam cumprindo a lei, com multas que variam entre R$ 200 e R$ 20 mil.

- Todos tiveram um ano para se adequar. A lei está em vigor desde julho de 2009 e, até hoje, alguns estabelecimentos comerciais ainda não estão cumprindo a legislação. Segundo a lei, o prazo para a substituição das sacolas é de dois a três anos para microempresas e empresas de pequeno porte. Para as empresas de médio e grande porte, o prazo de um ano expirou hoje – destacou Padrone.

A fiscalização contou com o apoio da Superintendência de Educação Ambiental para orientar a população sobre a importância de diminuir o consumo de sacolas plásticas, que levam até 100 anos para se decompor, e de adotar a bolsa retornável, que pode ser usada por muito mais tempo. A vistoria, além de advertir supermercados e lojas quanto ao cumprimento da lei, pretende criar consumidores conscientes para proteger o meio ambiente.

Segundo o coordenador da Cicca, as fiscalizações também estão previstas para acontecer nos municípios do Interior fluminense. Para tanto, esta semana o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) reuniu todas as superintendências do órgão no interior para iniciar as campanhas educativas junto aos estabelecimentos comerciais e os consumidores.

- Em geral, a Cicca está tendo uma surpresa muito positiva com os resultados da campanha. Na realidade, hoje, o marketing verde, como já está sendo chamado esse processo de conscientização e ação direta do comércio e do consumidor em favor do meio ambiente, é muito forte e beneficia toda a sociedade – lembrou.

Fonte – Rafael Masgrau, O Diário de Petrópolis de 07 de agosto de 2010

Imagem – shareub

Por que as grandes redes pensam que estão imunes às leis deste país? Em seus países de origem, eles cumprem a legislação direitinho, já aqui … Isso é uma falta de respeito. Compre somente onde respeitam as leis e o ambiente. Boicote estas redes que riem de nossa legislação.

Estado do Rio de Janeiro – Aos poucos população se adapta à nova lei

A população da cidade está se adaptando aos poucos à nova lei estadual, que determina a substituição de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais. A determinação gerou polêmica e foi tema da mais recente reunião do fórum Agenda 21, realizada ontem.

Entre os supermercados, alguns já aderiram à novidade. Em um estabelecimento no Centro, um cartaz bem visível explicando a determinação pode ser encontrado na entrada, e displays com informações sobre os males do mau uso da sacola plástica foram dispostos dentro do supermercado.

De acordo com o gerente Henrique Bortoloso, alguns clientes já aderiram à utilização da sacola retornável e medidas foram tomadas para incentivar ainda mais essa ação. – Sabemos que essa embalagem não pode ser abolida, o problema é o mau uso desse material. Para o mercado a utilização ou não dessa embalagem não causa grande impacto. Ainda há algumas pessoas resistentes a essa mudança, mas muitos clientes estão aceitando e colaborando – disse.

No estabelecimento, as sacolas de plástico que antes ficavam soltas nos caixas agora passaram a ser colocadas em um recipiente especial para controlar a retirada. – Muita gente passava e pegava muito mais do que precisava para carregar as compras, com esse material as sacolas só podem ser retiradas uma de casa vez – explicou o gerente.

Além dessas medidas, o supermercado também está comercializando as sacolas retornáveis. Segundo o gerente, as sacolas de pano custam R$ 2, sendo que desse valor R$ 0,50 são doados para a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) do município. E das opções de incentivo também determinadas pela lei, o estabelecimento optou pela que oferece desconto de R$ 0,03 no valor da compra para cada cinco itens cujo cliente optar por não utilizar a sacola plástica.

Pontos positivos e negativos

Lair Paula Cunha, 69, já aderiu à nova forma de fazer compras. Na manhã de hoje, a aposentada foi ao supermercado e levou sua bolsa ecológica para carregar o que comprou. – Desde quando a lei entrou em vigor estou trazendo minha sacola. Pelo menos ajuda um pouco ao meio ambiente. Estamos cuidando do futuro dos nossos netos e bisnetos – afirmou.

Mas alguns ainda apresentam resistência em substituir as sacolas de plástico por retornáveis, como o bancário Antônio Ferreira. Segundo ele, a lei não é prática, pois as sacolas são utilizadas para acondicionar o lixo residencial.

- Por enquanto não vou aderir, pois uso as sacolas para jogar o lixo fora. Sem as sacolas terei que comprar saco de lixo, que é de plástico do mesmo jeito. Acho que deveriam trabalhar melhor a questão da coleta seletiva e não criar leis assim – falou.

A dona de casa Tatiana Falcão disse que ainda não sabe se a nova lei é realmente boa ou não:

- Acho bom e ruim. Bom por causa do meio ambiente e ruim, pois não sei como farei para jogar o lixo fora.

Fonte – Diário do Vale de 30 de julho de 2010

Imagem – topamazonsavings

Vamos deixar claro que desde 2004 a FUNVERDE decidiu que iria banir as sacolas plásticas de uso único e está conseguindo seu objetivo através do projeto sacolas ecológicas e de leis que estão se multiplicando em várias cidades e estados.

Para quem afirma que é impossível acabar com as sacolas plásticas de uso único, é só ver o número crescente de cidades que estão aprovando lei para banir as famigeradas sacolas plásticas de uso único no país.

Para os preguiçosos de plantão, que são só pensam no seu conforto e ficam inventando desculpas para não levar sua própria sacola para fazer compras, vamos destruir a maior desculpa que esses humanos egoístas usam para não banirem as sacolas plásticas de uso único de suas vidas, que é a desculpa do “e o que vou fazer com meu lixo sem sacolas plásticas de uso único para usar como saco de lixo?”.

Vamos novamente, de novo, traveiz, ensinar detalhadamente como separar o lixo para reciclagem e deixar este lixo na sua área de serviço sem cheirar mal por uma semana e ainda economizar na compra dos sacos de lixo. Leia, aprenda e evolua.

Primeiro, quando for fazer compra no supermercado, ao menos uma vez por mês deixe uma das sacolas retornáveis em casa e carregue algumas das compras em uma caixa que foi usada para acondionar os produtos da fábrica e use esta caixa como recipiente permanente para lixo reciclável. Ou então, se quiser, leve quatro caixas por mês e jogue a caixa junto para reciclagem junto com o material reciclável separado dentro dela. Ou então adquira um tambor de 200 litros, ou um saco de ráfia de 200 litros  ou mesmo um saco de lixo de 200 litros feito de material reciclado e oxibiodegradável que voltará para dentro de casa após você entregar seu lixo reciclável e trouxer o recipiente de volta. O reciclável estará limpo – ensinamos abaixo – e não contaminará seu recipiente. No caso do saco de lixo de 200 lixo reciclado e oxibiodegradável, se você quiser, também pode enviar junto para reciclagem, tudo depende de sua vontade, os recipientes podem ser enviados para reciclagem junto com o acondicionado dentro ou ficarem por meses indo e voltando, para sua economia e consciência limpa.

Papeis, revistas e jornais - é só empilhar, se não quiser colocar junto com o resto do lixo reciclável ou colocar no seu recipiente para lixo reciclável.

No banheiro - vidros de xampu, creme dental, embalagens de sabonete e outras embalagens devem ser colocados diretamente na caixa de reciclável, não sendo misturado com o lixo normal de banheiro – papel higiênico, cotonetes, absorventes – porque este lixo é rejeito, não pode ser reciclado nem compostado.

Na cozinha – normalmente as embalagens de alimentos são ou meladas – leite condensado, como exemplo – ou então oleosas – lata de atum, como exemplo. Essas devem ser deixadas na cuba da pia e quando você for lavar a louça automaticamente a água da torneira e o sabão da bucha irão limpar estas embalagens que depois colocadas de cabeça para baixo para secagem. Outras embalagens como ervilha, milho ou molho de tomate, podem ser imediatamente enxaguadas e colocada de cabeça para baixo na pia para secagem.

Está tudo seco? Ótimo, parabéns. Agora é só colocar todo o lixo reciclável na sua caixa de papelão do supermercado ou no seu saco de 100 ou 200 litros, no saco de ráfia, no tambor … depende do seu consumo de produtos industrializados e quando der uma semana – é bom sempre descartar semanalmente para que o coletor saiba que dia passar – é só colocar para fora de casa, podendo você conversar com o coletor de recicláveis para agendar a colocação com o dia em que ele passar. Se você morar em prédio, faça uma reunião com seus vizinhos para todos disporem o lixo reciclável para coleta no mesmo dia, podendo assim até vender esse lixo para empresas recicladoras e gerar renda para o prédio. Então, se você usar a caixa do supermercado, economizou 100% em saco de lixo, ou então, irá gastar apenas 4 sacos por mês. O lixo reciclável representa 75% do volume do lixo gerado mas apenas 40% do peso do lixo gerado.

Quanto ao saco de lixo para o lixo do banheiro e o lixo da cozinha, use as sacolas de FLV – frutas, legumes e verduras – aquele monte de sacos em que você coloca alho, cebolinha, salsinha, pimentão, batata … ele pode e dever ser utilizado para o lixo de cozinha – que representa no máximo 25% do volume do lixo gerado diariamente e em peso, representa 60% do lixo gerado – e para o lixo de banheiro, porque neste lixo só irá papel higiênico, cotonete e absorvente.

Viu como é fácil? Não precisar fazer MBA em reciclagem, é só usar um pouco de lógica e assumir a responsabilidade com a destinação final de tudo o que você consome.

Se você separar todo o seu lixo para a reciclagem e para a compostagem todos os dias de sua vida os aterros e lixões só receberão entre 3 a 5% do lixo que é depositado atualmente, aumentando sua vida útil em no mínimo 95%.

Com uma taxa de reciclagem menor que 1% no país, devemos usar apenas sacos de lixo plástico feito de material reciclado, para movimentar o setor da reciclagem e mais, sempre oxibiodegrádável, pois quando este saco de lixo não for reciclado – lembra da taxa de 1% de reciclagem no país? – ao menos este saco irá se biodegradar em um ano e meio, ao contrário do saco de lixo convencional, que fica poluindo o planeta por no mínimo cinco séculos.

Fazendo a separação total do seu lixo, você economiza 75% em sacos de lixo e pode dispensar aquelas malditas sacolas plásticas convencionais eternas ao fazer as compras e finalmente se tornar um consumidor do Século XXI, um cidadão que merece viver sobre este planeta ao começar a usar sua sacola retornável.

Se ainda estiver reclamando de ter que comprar saco de lixo, lembre-se, o número de sacos que você precisa para um mês representa o preço de uma cerveja ou de um maço de cigarros, ou então de um batom barato ou de um esmalte. Não é caro e se você utilizar os métodos acima, nem estes sacos você precisará comprar. Mudar é fácil, basta querer e agir.

Não fique esperando os prefeitos resolverem este problema, pois, em um universo de mais de 5.500 municípios do país, apenas um, que é Nova esperança, teve uma prefeita responsável – graças ao empurrão do ministério público – o suficiente para resolver o problema do lixo da cidade que administra.

Seja um humano responsável, separe seu lixo. Os humanos do presente e do futuro agradecem.

Jornal Nacional fala sobre lei das sacolas do estado do Rio de Janeiro

Sensacional o comentário da Renata Vasconcellos aos 2 minutos e 40  segundos do vídeo, que simplesmente acabou com os 18,6 milhões que a plastimorte e seus maléficos patrões petromáfia investiram para iludir a sociedade, com o discursinho jaguara de que o plástico é fantático.

O exemplo de Xanxerê

Para quem pensa que, quando se mexe no bolso das pessoas, a conscientização fica mais fácil, Xanxerê é um exemplo concreto.

Diferente do que se pode imaginar, a idéia de não distribuir mais as sacolas de plástico tradicionais veio das próprias redes de supermercado da cidade de pouco mais de 40 mil habitantes, no interior de Santa Catarina.

Preocupados com o uso abusivo das sacolas e ligados nas tendências mundiais, os supermercadistas decidiram vender em vez de distribuir as sacolas em suas lojas. O foco, no entanto, era a importância da reutilização – fosse de uma sacola de pano ou de plástico ou uma caixa de papelão.

Na Secretaria Municipal do Meio Ambiente e em outras entidades locais, encontraram o apoio que precisavam para efetivar a idéia da conscientização. O projeto, que durou seis meses, teve imprensa, escolas e associações de moradores como grandes alvos.

- Sem uma rede de apoiadores não é possível mudar nada – garante Edson Marció, supermercadista e um dos coordenadores do projeto.

Para banir as embalagens plásticas, sacolas retornáveis foram disponibilizadas a preço de custo, e cerca de 3 mil unidades foram doadas para famílias carantes da cidade. Hoje, a unidade de sacola plástica tradicional é vendida por R$ 0,10, e a de papel, por R$ 0,25, em 90% dos supermercados locais. Os que não fazem parte do projeto são, em sua maioria, pequenos armazéns.

Um ano depois do início da campanha, os números podem surpreender até mesmo os céticos. Mais de 84% da população diz ter se adaptado à nova realidade, e um número ainda maior, 86% garante aprovar o uso das sacolas retornáveis.

Dessa forma, mais 11 cidades no oeste de Santa Catarina replicaram o projeto e outras quatro estão em fase de implantação. Todas com o apoio de Xanxerê, que deixou de consumir cerca de 40 toneladas de sacolas em um ano de projeto.

Zero Hora de 05 de julho de 2010

Xanxerê é um exemplo que deve ser seguido por todas as 5.500 cidades do País, pois o consumo mensal da cidade era de um milhão de sacolas e depois de banirem as sacolas plásticas de uso único, diminuíram a geração de 10% de todo o lixo da cidada, que é o que representa o uso de sacolas plásticas de uso único.

Jundiaí, SP – Consumidores se preparam para deixar de lado as sacolas plásticas

Dia 30 de agosto é a data marcada para que as grandes redes de supermercados e lojas deixem, de uma vez por todas, de entregar as sacolas plásticas para que o consumidor carregue suas compras. Esta é uma iniciativa, em Jundiaí, da APAS (Associação Paulista de Supermercados), desenvolvida em parceria com o Russi Supermercados, com objetivo de preservar o Meio Ambiente.

Nesta manhã (13 de julho), um grupo composto por cerca de 100 supermercados esteve reunido na Câmara dos Dirigentes Lojistas para definir as peças publicitárias que serão utilizadas nesta campanha de conscientização voltada à população.

Segundo Edvaldo Bronzeri, vice-presidente da APAS e presidente da rede parceira de supermercados, todo material será padronizado e utilizado por toda rede supermercadista.

“As sacolinhas convencionais demoram 400 anos para se decompor. No passado não a utilizávamos e tínhamos outros meios de carregar nossas compras… no futuro não deixará de ser diferente. Substituiremos as sacolas plásticas por sacolas elaboradas com material compostável (amido de milho), que demoram 180 dias para se decompor e ainda vira adubo” explicou ele.

Ahãm, usar terra fértil e água potável para plantar comida que deve alimentar os humanos para transformar em sacolas que serão utilizadas por meia hora. Muito esperto, muito inteligente … Edvaldo, quando alguém faminto te pedir um prato de comida, ofereça a esta pessoa um sacola feita de comida.

O Sincomerciários de Jundiaí e Região, por meio do presidente Claudio Oliveira da Silva, tem apoiado a iniciativa e divulgado em sua mídia própria a campanha.

“Temos de estar unidos em prol do Meio Ambiente. É aqui que viverão nossos descendentes e não podemos mais ‘sufocar’ o planeta. Temos de dar as mãos e fazer aquilo que está em nosso alcance objetivando o desenvolvimento sustentável do Planeta. A iniciativa da APAS é excelente e apoiamos”, frisou Claudio.

A previsão é de que até 30 de agosto os estoques de sacolas dos supermercados que aderiram a iniciativa já tenha acabado. O projeto conta com apoio do Procon Jundiaí e da Prefeitura do Município, que tem legislação própria prevendo a não utilização deste material e só não a colocou em prática ainda devido esta iniciativa saudável.

As sacolas biodegradáveis serão vendidas nos supermercados por R$ 0,19 cada – preço de custo. As redes arcarão com os impostos. O cliente também poderá optar por levar sacolas de pano ou ainda, segundo orientações do Procon, solicitar (se houver disponível) caixas de papelão no próprio mercado para carregar suas compras.

Para Valdeir Aleixo Soares, copeira, não havia iniciativa melhor. Ela, que foi às compras no final de semana, já levou suas próprias sacolas de material biodegradável.

“Levei cinco sacolas. Aderi à campanha e acho que todos os consumidores têm de tirar o chapéu para a iniciativa. Não precisamos de sacolas plásticas. Pense pelo seguinte lado: elas são pequenas, não cabe quase nada, são frágeis e a gente, no nosso egoísmo, utilizávamos somente para depois reutilizarmos em nossos cestos de lixo. Agora carregamos tudo em menos sacolas e em casa fazemos um lixão apenas com sacos próprios de lixo. Como gosto de costurar, também vou providenciar mais sacolas para minhas compras e de minha família. Parabéns à APAS. O Meio Ambiente agradece”, disse Valdeir.

Fonte – Letícia Giassetti, Jornal de Itupeva, 14 de julho de 2010

Quando lemos o título da matéria, pensamos que era mais uma cidade a banir as sacolas de uso único, mas não, era a maldita idéia de usar solo fértil e água limpa, recursos naturais cada vez mais escassos, para fazer sacola de comida. Haja saco!

Vamos parar com as idéias esdrúxulas e bizzaras para resolver o problema da plastificação planetária? Não temos que reinventar a roda, apenas dar um passo atrás, quando usávamos embalagens retornáveis para carregar o que comprávamos. Vamos parar de inventar sacolas de comida, sacolas de papel e apenas dar um basta na sacolamania, banindo as malditas sacolas de uso único.

Qual será o deputado ou senador que terá consciência  para propor a seguinte lei federal: A partir de 31 de dezembro de 2010, fica proibida a fabricação, comercialização e distribuição de sacolas de uso único, não importando o material de que sejam feitas. Qualquer cidadão sendo visto portando uma simples sacola, será multado e em caso de reincidência, preso. Em caso de fiscalização, a fábrica ou varejo em que for encontrada qualquer sacola será multada e em caso de reincidência, fechada, encerrada a atividade na fábrica ou varejo. Simples assim! Eficaz assim!

Quando é que as pessoas irão perceber que a única alternativa é banir a sacola de uso único? Quando é que as pessoas irão agir e usar somente sacolas retornáveis? Até entendemos que com o preço das sacolas de comida a 19 centavos, as pessoas irão, por economia, levar suas próprias sacolas, mas o mais racional a se fazer é uma lei para banir sacolas de uso único do varejo, seja de que material for. Temos que cortar o mal pela raiz e nos esquecer que um dia fomos consumistas a tal ponto que levávamos nossas compras em sacolas de uso único, totalmente desnecessárias. Esta é uma página da história que temos que virar, se quisermos sobreviver.

RJ – Uso de sacolas plásticas no comércio do Rio fica restrito a partir de sexta-feira

O uso de sacolas plásticas para embalar mercadorias fica restrito no Rio de Janeiro a partir de sexta-feira (16), com a entrada em vigor da Lei nº 5.502 de 2009. Os parlamentares da Assembleia Legislativa do estado tinham aprovado o adiamento para janeiro de 2011, mas o Diário Oficial do estado publicou nesta terça-feira (13) o veto do governador Sérgio Cabral.

Parabéns governador, por enfrentar a máfia do plástico e ao Minc por propor a lei.

Também na sexta-feira, fiscais da Secretaria do Ambiente vão a supermercados e lojas para garantir a aplicação da lei. O órgão informou, no entanto, que inicialmente eles vão realizar ações educativas e não está prevista a aplicação de multa, que pode chegar a R$ 20 mil.

De acordo com o presidente da Associação de Supermercados do Rio de Janeiro, Aylton Fornari, o comércio vem se adaptando há algum tempo às novas regras.

“Estamos preparados para cumprir essa lei, os mercados vão dar desconto de 3 centavos em cada cinco itens para quem não quiser levar a sacola. E vão disponibilizar outros tipos de sacolas reforçadas, como de lona e ráfia, que possam ser reutilizadas. Isso já vem acontecendo há algum tempo, mas sexta começa a fiscalização da mudança do sistema”, destacou Fornari.

O comércio popular também terá de observar a lei. O presidente da Sociedade de Amigos e Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), Ênio Bittencourt, diz que será difícil mudar em tão puco tempo e reclama da falta de alternativas.

“A gente vai fazer o que for possível, porque o comércio popular utiliza muito esse material. Vai ficar meio apertado o prazo, vamos tentar diminuir, porque não nos apresentaram nenhuma alternativa”, disse Bittencourt, que representa comerciantes do maior centro de comércio popular da cidade.

Ênio, como assim, “pouco tempo”, “prazo apertado”? A lei concedeu um ano para adaptação do varejo! Quanto tempo mais você quer? Quem se recusa a mudar em um ano não irá mudar jamais. E quanto à falta de alternativa, venda sacolas retornáveis, como seus pais e avós usaram a vida inteira. Faça-nos o favor, pare de reclamar e adapte-se. A humanidade e o planeta agradecem.

Rosângela de Souza, que trabalha numa papelaria na Praça Mauá, no centro do Rio, reclamou da falta de informação, apesar de ser a favor da preservação do meio ambiente.

“Tem mais é que mudar mesmo, o que pudermos fazer para melhorar o meio ambiente será ótimo, o planeta agradece. Mas faltou informação, porque no nosso caso acabamos de comprar um estoque para seis meses de sacola plástica. Não sabemos o que vai ser feito ainda”, disse a vendedora.

Envie as sacolas para a reciclagem, Rosângela. Não faltou informação coisíssima nenhuma, o varejo sabia muito bem do prazo, mas fez que não viu, porque não interessava ver.

Em quase um ano da campanha Saco É um Saco, do Ministério do Meio Ambiente em parceria com a Secretaria do Ambiente do estado, foram recolhidos mais de 600 milhões de sacolas plásticas no Rio de Janeiro. A assessoria da Secretaria do Ambiente informou que a campanha vai ser intensificada com o objetivo de esclarecer a população sobre os prejuízos que o plástico causa ao meio ambiente, já que a decomposição do material leva até 500 anos.

Lembrem-se de que hoje mais de 20 bilhões de sacolas são usadas e jogadas no Brasil por ano desde a década de 80 do século passado, moramos num país em que a reciclagem não chega a 1% e que das 5.500 cidades, pouco mais de 10% conta com aterro sanitário, as outras todas tem apenas lixões a céu aberto e menos de 10% das cidades tem coleta seletiva organizada pelas prefeituras.

O que estamos esperando para banir as sacolas? Estamos esperando caminhar sobre sacolas, plastificar o planeta inteiro antes de mudarmos nossos péssimos hábitos de consumo? Mude o mundo, use sacola retornável.

Enquete sobre a lei do Rio de Janeiro – VOTE SIM!

Descobrimos uma enquete no jornal O Dia On Line de hoje (14/07) perguntando ao leitor se a Lei 5.502/09, restritiva ao uso de sacolas plásticas de supermercados, deve começar a valer amanhã, dia em que entrará em vigor.

Vamos votar “SIM” nesta  lei que irá acabar com a poluição gerada pelas sacolas plásticas de uso único de plástico convencional, as verdadeiras vilãs da natureza. Essas sacolas ficam poluindo o planeta por pelo menos 500 anos.

Cada pessoa pode votar somente uma vez.

Agradecemos a participação e o envolvimento dos habitantes do planeta terra e principalmente dos cidadãos do estado do Rio de Janeiro.

Se deixarmos essa chance passar, a máfia do plástico continuará fabricando estas sacolas plásticas de uso único, estas pragas que representam 10% de todo o lixo gerado diariamente nas cidades e que provocam enchentes e destroem a vida no planeta. Essas malditas sacolas plásticas de uso único não são recicladas e ficam por pelo menos cinco séculos destruindo a vida no planeta.

Não podemos permitir isso.

Não podemos perder essa luta.

O Minc fez a parte dele ao apresentar o projeto de lei. Agora depende de nós apoiarmos o bom político que pensa na humanidade e no planeta.

O futuro de toda a humanidade depende da ação de cada um dos humanos. Vote agora.

http://odia.terra.com.br/portal/conexaoleitor/

A lei que incentiva a redução de sacolas plásticas nos supermercados deve começar a valer amanhã?

( X ) SIM

(     ) Não

Viçosa, MG – Projeto que prevê a substituição de sacolas plásticas é aprovado pela Câmara

O último debate realizado na Câmara Municipal de Viçosa (CMV) gerou discussões em torno da preocupação com as questões ambientais. O vereador, Marcos Nunes, apresentou um projeto que prevê abolição das sacolas plásticas de embalagem por lei municipal.

Marcos Nunes alertou para o problema gerado pelas sacolas plásticas, muito utilizadas em estabelecimentos comerciais. Segundo ele, o material utilizado na fabricação é degradante e altamente poluente.

Para o vereador a abolição do uso de sacolas plásticas de polietileno de alta densidade (PEAD) em substituição com outras retornáveis é viável, para tanto a comunidade deverá contribuir, com ações ecologicamente corretas.

Segundo dados da prefeitura, Viçosa gasta cerca de 300 mil por ano, com a limpeza urbana, verba esta que poderia estar sendo utilizada para outros fins.

Algumas cidades brasileiras já abandonaram o uso das sacolas plásticas, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A alternativa foi utilizar as ditas retornáveis, mais conhecidas como sacolas de tecido. A intenção é de que Viçosa siga esse exemplo, mas para isso é necessário propor uma reeducação ambiental, que de acordo com o vereador será um grande desafio.

“Verificamos que há uma percepção generalizada que nos últimos séculos a ação humana tem modificado profundamente o equilíbrio do planeta,contribuindo para as mazelas ambientais”, alerta Marcos.O projeto foi aprovado por todos legisladores, em primeira votação.

Fonte – Camila Barros, Jornal de Viçosa de 02 de julho de 2010

A Lei das sacolas do Rio de Janeiro foi para o brejo

Aprovado projeto que adia efeitos da lei das sacolas plásticas

A Assembléia Legislativa aprovou em discussão única, nesta terça-feira, o projeto de lei 3.028/10, do deputado Paulo Ramos (PDT), que estende para janeiro de 2011 o prazo para a adequação dos estabelecimentos comerciais à lei 5.502/09, que determina o recolhimento e a substituição de sacolas plásticas. De acordo com o deputado, a lei trata determina a substituição das sacolas plásticas como forma de colocá-las à disposição do ciclo de reciclagem, mas “a política de reciclagem no Estado do Rio de Janeiro está em implantação, com a organização dos trabalhadores e das indústrias de reciclagem”. Apesar disso, o deputado Carlos Minc (PT), que foi secretário do Ambiente, afirmou que o Governo deverá vetar a matéria. O governador Sérgio Cabral terá quinze dias úteis para apreciar a matéria.

Paulo Ramos defendeu o projeto. Segundo ele, é necessário um tempo hábil para realização do objeto da lei. “É inegável a urgência da proteção ao meio ambiente no Estado, mas há de se fazer de forma coerente”, ponderou o parlamentar. Para o petista Minc, porém, o Governo do estado é contrário à prorrogação dos efeitos da norma. “O projeto vai ser vetado, o Governo não é favorável a este adiamento”. Ele explicou que o Executivo irá editar um decreto regulamentando o cumprimento da regra, que entra em vigor no próximo dia 15 para supermercados e demais estabelecimentos comerciais de médio e grande porte. “No dia 16, já teremos fiscais nas portas dos supermercados para garantir o cumprimento da lei”, acrescentou.

Presidente do Sindicato das Empresas Despoluidoras do Ambiente e Gestoras de Resíduos do Estado, Glauco Pessoa lamentou a afirmação do parlamentar. Ele explicou que a idéia da prorrogação dos efeitos da lei foi apresentada pelo sindicato ao deputado Paulo Ramos. “A lei, do jeito que está, é nociva e prejudica a cadeia produtiva da reciclagem”, garante Pessoa. Segundo ele, uma das opções dadas pela lei às sacolas, as chamadas bolsas oxibiodegradáveis, não podem ser recicladas por contaminar o polietileno utilizado no processo. “Além disso, elas não são totalmente biodegradáveis. Também deixam um passivo ambiental”, acrescentou. Para ele, a solução para o problema seria o Governo obrigar as indústrias de sacola a se adequarem às normas da ABNT, aumentando a espessura das sacolas, a exemplo do que já fez o estado do Rio Grande do Sul. “Lá isso causou uma redução de 30% no uso das sacolas”, disse ele, antes de defender: “A solução definitiva passa pela educação ambiental e pela coleta seletiva. Xampu é de plástico, telefone é de plástico. Sem educação ambiental, não há saída”.

Fonte – http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo2.asp?num=36065

Foto - rafael.andrade

E a lei do Rio foi para o vinagre. Pior ainda, o deputado paulo galhos está querendo proibir também as sacolas oxibiodegradáveis, as sacolas ambientalmente corretas, porque em 18 meses terá se biodegradado, isto é, voltado ao ambiente em forma de água, biomassa e uma pequena quantidade de CO2, ao contrário da sacola plástica de uso único convencional que fica por 500 anos poluindo o planeta.

Então, fica tudo como está, fica tudo como era, tudo sujo, tudo poluído, sacola plástica à vontade para o deleite do consumidor e para a felicidade da máfia do plástico e sem as oxi que o comércio já usava desde 2007 e que foram uma vitória para o ambiente. Mas a coisa fica pior, as sacolas terão 30% a mais de plástico em cada uma e continuarão demorando 500 anos para se degradar. A máfia agora irá aumentar o lucro em 30% em cada sacola que vender. Negócio da china.

Vejamos, quem ganha com isso?

A população só perde, porque 10% de todo o lixo gerado em uma cidade corresponde às famigeradas sacolas plásticas de uso único e continuarão a provocar enchentes que irão matar a população em época de chuvas. Opa, já aconteceu isso faz poucos meses, mas parece que os habitantes do estado esqueceram. Ah, agora só lembram da copa.

Os municípios só perdem, porque continuarão gastando fortunas para limpar ruas, fundos de vale e bueiros, diminuindo a vida útil dos aterros, pois 10% de todo o lixo que vai para os aterros é de sacolas plásticas, os municípios ficam com o trabalho e o custo de limpar a sujeira que a indústria das sacolas gera mas não quer se responsabilizar por limpar.

O ambiente só perde com as sacolas, que ficam emporcalhando o planeta por 500 anos.

Então, quem ganha mesmo? A máfia do plástico, que agora aumentaram o lucro em 30%, com as sacolas 30% mais pesadas.

Onde estavam os habitantes do estado ontem durante a votação? E as ONGs, o que estavam fazendo durante a votação? Duvidamos que o paulo galhos tivesse a coragem de pedir o adiamento, que na verdade é o início do fim da lei se a população estivesse assistindo a sessão. É ano de votação e a única coisa que político tem medo é de perder votos. Mas não, o que prevalece no país é a cultura umbigo: todos olhando para os próprios umbigos, os seus próprios interesse e o coletivo não interessa a ninguém, mesmo cada um fazendo parte da coletividade. É por isso que as máfias tem poder, que os políticos são corruptos, porque ninguém fiscaliza e os poucos idiotas como nós, que que lutam para fazer deste um mundo melhor são tão poucos que não conseguem ser ouvidos.

Pobre Minc, que tentou cumprir com seu dever de proteger a sociedade e o ambiente, motivo pelo qual foi eleito. Ele tentou, mas está cercado de deputados que estão a serviço de quem pagar melhor. Só nos resta esperar pelo veto do governador Sérgio Cabral, que sabe das implicações que o uso das sacolas plásticas de uso único representam para seu estado.

A Lei das Sacolas Plásticas, de autoria do deputado estadual Carlos Minc, prevê três opções, para que os supermercados reduzam o uso de sacolas: substituição por sacos reutilizáveis, troca de 50 sacos usados por 1 quilo de um alimento da cesta básica, ou desconto de R$ 0,03, para cada cinco objetos que forem vendidos sem os sacos.

A lei não é a ideal, porque a lei ideal é aquela que diz: em dezembro de 2010 estão banidas todas as sacolas de uso único no varejo, podendo ser usadas somente as sacolas retornáveis. Mas, é um começo, uma mudança saudável para livrar a sociedade do vício das sacolas. Este tipo de lei faz acordar o cidadão do seu sono profundo de consumismo.

Agora vamos aos esclarecimentos: “Paulo Ramos defendeu o projeto. Segundo ele, é necessário um tempo hábil para realização do objeto da lei”. Mais tempo para que? Para derrubarem a lei e aprovarem a lei de sacola de plástico com 30% a mais de plástico? Está claro a quem serve o paulo galhos.

“Presidente do Sindicato das Empresas Despoluidoras do Ambiente e Gestoras de Resíduos do Estado, Glauco Pessoa lamentou a afirmação do parlamentar. Ele explicou que a idéia da prorrogação dos efeitos da lei foi apresentada pelo sindicato ao deputado Paulo Ramos. A lei, do jeito que está, é nociva e prejudica a cadeia produtiva da reciclagem”, garante Pessoa. Segundo ele, uma das opções dadas pela lei às sacolas, as chamadas bolsas oxibiodegradáveis, não podem ser recicladas por contaminar o polietileno utilizado no processo. “Além disso, elas não são totalmente biodegradáveis. Também deixam um passivo ambiental”. Plásticos oxibiodegradáveis são recicláveis e reciclados todos os dias, existem estudos, laudos nacionais e internacionais comprovando isso, mas a mentira vale mais neste país. Eles são sim biodegradáveis e não há a necessidade de serem dispostos  

Para Glauco, a solução para o problema seria o Governo obrigar as indústrias de sacola a se adequarem às normas da ABNT, aumentando a espessura das sacolas, a exemplo do que já fez o estado do Rio Grande do Sul. “Lá isso causou uma redução de 30% no uso das sacolas”, disse ele, antes de defender: “A solução definitiva passa pela educação ambiental e pela coleta seletiva. Xampu é de plástico, telefone é de plástico. Sem educação ambiental, não há saída”. Quanto à norma n° 14.937 da ABNT. Parágrafo único. Além das especificações contidas na norma referida no “caput”, as sacolas plásticas deverão possuir a espessura mínima de 0,027 milímetros e indicar, em quilogramas, a respectiva capacidade de carga. Não existe na norma oficial 14.937 nenhuma referência a espessura. Isso só faz a petromáfia vender mais resina.

Na lei do paulo galhos tem um artigo que diz Art. 2°. Fica proibida, em todo Estado do Rio de Janeiro, a disponibilização de sacolas feitas de plástico biodegradável em supermercados e outras casas de comércio do mesmo gênero, com mais de 4 caixas registradoras, fora das especificações estabelecidas pela norma n° 15.448-2 da ABNT”. Esta norma não é de biodegradação e sim de compostagem. Aquela que serve aos interesses da BASF que tem o plástico de milho transgênico misturado com petróleo, que só serviria se fosse destinado à compostagem -  o que não existe no Brasil, que emite METANO, e que NÃO PODE SER RECICLADO, ESSE SIM NÃO PODE SER RECICLADO, Mas no pai$ deste legislador, pode se inverter os fatos sem problema algum.

Rio de Janeiro – Alerj pode adiar início de lei contra as sacolas

Minc afirma que proposta é uma manobra política; Paulo Ramos diz que faltou mais discussão sobre o assunto.

Paulo, discutir mais o que, se desde 2005 estamos discutindo, discutindo, discutindo até a exaustão? A solução é banir as sacolas plásticas de uso único, só não vê quem tem interesse econômico, ou seja, quem ganha dinheiro produzindo sacolas!!!

A lei que restringe o uso de sacolas plásticos pelos supermercados, que começaria a valer em pouco menos de três semanas, pode ter seu início adiado.

Será votada amanhã, ao meio-dia, em sessão extraordinária na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), um projeto para que a norma só entre em vigor em janeiro de 2011, em vez do dia 15 de julho próximo.

A proposta é do deputado estadual Paulo Ramos (PDT), que alega a necessidade de mais discussão, mas apresentou o projeto quinta-feira à noite, sem muito alarde. Segundo o parlamentar, a política de reciclagem no estado está em implantação e, portanto, seria necessário mais tempo: — Queremos um prazo maior para ter uma discussão.

Vai continuar ou não a fabricação da sacolas plásticas? E as sacolas das outras lojas? Não serão proibidas também? Há a cultura de recolher o lixo doméstico com elas. Não será fácil mudar isso na sociedade.

Para o deputado estadual Carlos Minc (PT), ex-ministro do Meio Ambiente e autor do projeto de lei original, o impacto das sacolas plásticas na natureza é terrível. Ele diz que o plástico descartado, além de poluir, mata por asfixia pássaros, tartarugas e golfinhos, provocando ainda inundações ao obstruir rios, lagoas e canais.

— O projeto de lei ficou dois anos sendo discutido e emendado na Alerj, até que, em 2009, lançamos a campanha nacional “Saco é um saco”, que conseguiu retirar do meio ambiente 600 milhões de sacolas, apenas entre junho e dezembro do ano passado — afirma.

Segundo o ex-ministro, no Rio são distribuídos dois bilhões de sacolas plásticas por ano. No Brasil, em 2008, esse número chegou a 18 bilhões. Com a campanha “Saco é um saco”, caiu para 17,4 bilhões em 2009.

— Este ano, a campanha deve retirar um bilhão de sacolas do meio ambiente. Há outras iniciativas, como a do Carrefour, que inaugurou em março um supermercado em Piracicaba (SP) sem sacolas plásticas — diz.

Minc acusa Paulo Ramos de estar fazendo uma manobra política com o novo projeto: — Só em dragagem, o governo estadual gastou R$ 150 milhões no ano passado. Seria um grande retrocesso. A campanha educativa é o mais importante da lei. Temos que trocar o descartável pelo reutilizável.

Programa reduz em 40% número de sacolas usadas

Paulo Ramos, por sua vez, critica a iniciativa de Minc.

— A intenção da lei é nobre, mas é uma manobra de divulgação.

A lei não acaba com a sacola plástica — diz.

O deputado André Lazaroni (PMDB), presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj, acredita que a prorrogação é importante.

— Não adianta não convencer a sociedade. O problema está na má utilização das sacolas, e precisamos colocar em pauta isso.

Paulo da Colina, diretor do Instituto Nacional do Plástico, conta que há três anos a entidade iniciou um programa de qualidade e consumo responsável.

O projeto desenvolveu uma sacola mais resistente, que pesa quatro gramas e aguenta carregar até seis quilos.

— Com esse programa, redes como o Pão de Açúcar já reduziram em 40% o número de sacolas plásticas — diz Colina.

Só para começar, eles se movimentaram para defender o plástico em 2009,  pare de mentir nas datas, apesar de sabermos que isso é difícil para você. Foi só em 2009 que vocês viram que os “ativistas motivados” – palavras da plastivida – isto é, nós, os ecochatos, biodesagradáveis, quem tem interesses claros na preservação ambiental, estávamos diminuindo o lucro de vocês ao informar a população e ao governo do enorme problema que plásticos estavam causando desde a década de 80 do século passado. Antes disso vocês não tinham porque gastar em publicidade para defender o plástico, pois ninguém tinha acordado para o lixo que vocês fabricavam, sem ter a responsabilidade de limpar este lixo pós consumo. Então, pelo menos dessa vez, minta menos, ou cale a boca, porque é só googlear na web para encontrar a verdade.

Saco é um saco e o dacolina é um enorme saco. Manipula os números ao sabor do vento, ou melhor, ao sabor dos interesses da máfia do plástico. Primeiro, que as sacolas que ele defende contém 30% mais plástico que a sacola normal, o que quer dizer, 30% a mais de lucro para a máfia do plástico, depois que a própria máfia diz que o objetivo final é diminuir em 30% o uso dos plásticos – sem perder dinheiro claro, a história de trocar seis por meia dúzia ao diminuir em 30% o uso das sacolas mas usar 30% a mais de plástico na fabricação de cada uma – e que não passaram de 12% até hoje na diminuição do uso e esta é a informação oficial, mas o dacolina mente descaradamente para aparecer bem na foto.

O presidente da Associação de Supermercados do Rio, Aylton Fornari, aposta no uso de sacolas plásticas biodegradáveis: — O problema é que a lei não sugere uma alternativa para substituição da sacola plástica. Essa é a maior questão.

Já a secretária estadual de Ambiente, Marilene Ramos, afirma ser contra a prorrogação.

— Queremos estimular um consumo consciente e diminuir a circulação de sacolas plásticas.

O projeto de lei aprovado ano passado só tem pontos positivos para a sociedade.

Fonte – Júlia Motta, O Globo – Rio de Janeiro/RJ de 28 de junho de 2010

A quem serve o deputado estadual do Rio de Janeiro Paulo Ramos? Com certeza não aos seus eleitores, pois se assim o fosse, não teria entrado com o projeto de lei nº 2829/2009, que defende os interesses das petroquímicas, ao não  aceitar sacolas biodegradáveis, oxibiodegradáveis, ou qualquer tecnologia que diminuia o lucro de quem ele defende. Você pode ler abaixo o projeto de lei ou no próprio site da Alerj.  http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/scpro0711.nsf/012cfef1f272c0ec832566ec0018d831/da4bc9c92b7f8ba0832576900072ac60?OpenDocument

Lá ele propõe que aumentemos a espessura das sacolas plásticas e não eliminemos. Com isso, quem ganha? Resposta simples, os fabricantes. Em janeiro do ano que vem, quando o Rio de Janeiro for contar seus mortos nas chuvas fortes de verão, ninguém irá se lembrar deste senhor que poderia ficar quieto e deixar esta lei entrar agora e não deixar as sacolas que foram descartadas incorretamente entupir centenas de bueiros no estado. Indiretamente, ele está condenando muitos a perdas em seu patrimônio e muitas vezes a perdas de vida.

Precisamos que o interesse de alguns não suplante o interesse da coletividade, da população, mesmo que estes alguns tenham um poder econômico muito grande. Cabe a nós fazermos a escolha, deixamos a lei passar ou condenamos muitos a perdas irreparáveis?

Sacolas estas totalmente dispensáveis, porque uma sacola retornável pode ser utilizada por anos e anos e em cada uma delas cabe o que precisaria de 5 sacos plásticos de uso único para acondicionar as mercadorias. Sacolas retornáveis são grandes, são confortáveis, acondicionam muitos produtos, a alça não corta os dedos … enfim, só tem vantagens. Quando dizemos sacolas retornáveis pode ser carrinho de feira, caixa plástica, mochila ou o que quiser, desde que seja usado por anos e não por um breve momento, que é o caso das sacolas plásticas de uso único, estas tranqueiras que jamais deveriam ter sido inventadas..

Rio de Janeiro, acorde antes que seja tarde, ainda temos tempo para mudar isso. A única solução para a sacola de uso único é acabar com a mesma. Por ano emporcalhamos o país com mais de 20 bilhões de sacolas que demoram 1 segundo para serem produzidas, são utilizadas por meia hora e depois ficam de herança maldita para os seres do amanhã, aqueles que nascerão em 500 anos.

Vamos limpar o Brasil, vamos acabar com as sacolas plásticas de uso único, já!

 

PROJETO DE LEI Nº 2829/2009 – PROÍBE A DISPONIBILIZAÇÃO DE SACOLAS PLÁSTICAS POR SUPERMERCADOS E OUTRAS CASA DE COMÉRCIO FORA DOS PADRÕES ESTABELECIDOS PELA NORMA Nº 14.937 DA ABNT OU PELA NORMA Nº 15.448-2.

Autor(es): Deputado PAULO RAMOS

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

RESOLVE:

Art. 1°. Fica proibida, em todo o Estado do Rio de Janeiro, a disponibilização de sacolas feitas de plástico convencional em supermercados e outras casas de comércio do mesmo gênero, com mais de 4 caixas registradoras, fora das especificações estabelecidas pela norma n° 14.937 da ABNT.

Parágrafo único. Além das especificações contidas na norma referida no “caput”, as sacolas plásticas deverão possuir a espessura mínima de 0,027 milímetros e indicar, em quilogramas, a respectiva capacidade de carga.

Art. 2°. Fica proibida, em todo Estado do Rio de Janeiro, a disponibilização de sacolas feitas de plástico biodegradável em supermercados e outras casas de comércio do mesmo gênero, com mais de 4 caixas registradoras, fora das especificações estabelecidas pela norma n° 15.448-2 da ABNT.

Art. 3°. Os estabelecimentos terão um prazo de 180 dias, contados da publicação desta Lei, para se adequar aos seus dispositivos.

Parágrafo único. A inobservância de qualquer uma das normas indicadas nesta Lei acarretará ao infrator as sanções previstas, no que couber, na Lei federal n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor, além de sanções que vierem a ser estabelecidas em regulamento próprio.

Art. 4º. O Poder Executivo editará os atos necessários para regulamentação desta Lei.

Art.5º. Fica revogada a Lei nº 5.502, de 15 de julho de 2009.

Art. 6º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 21 de dezembro de 2009

Deputado PAULO RAMOS

JUSTIFICATIVA

As sacolas plásticas de supermercado têm sido cada vez mais utilizadas. Dados da Plastivida (2007) indicam que as sacolas plásticas são preferidas por 71% da população e 100% as reutilizam como saco de lixo.
As características de praticidade, leveza, higiene e economicidade, fundamentam a preferência da população.

100% até podem utilizar as sacolas plásticas de uso único como sacos de lixo, mas nao usam 100% delas para sacos de lixo. Levando em conta que cada consumidor usa mil sacolas por ano e usa uma sacola, no máximo, por dia para acondicionar lixo, o resto vai para o lixo dentro de outras sacolas plásticas de uso único.

Ocorre que, nos últimos anos, muitos fabricantes de sacolas, pressionados pela busca de redução de custos para os seus clientes, buscaram reduzir a espessura das sacolas. Em muitos casos foram além do possível e colocaram no mercado sacolas de baixa confiabilidade, que acabavam rasgando. Isso provocou uma mudança dos hábitos no consumidor, que passou a utilizar mais de uma sacola para embalar suas compras. Criando o efeito da sobre-embalagem. Esse uso exagerado aumentou a presença das sacolas nos resíduos sólidos urbanos.

Este projeto de lei tem como objetivo reorganizar o mercado de sacolas plásticas, resgatando a confiança ao consumidor e com isso reduzindo o número de sacolas utilizadas através do uso responsável das mesmas. A produção de sacolas dentro da norma ABNT 14.937 (2005) “Sacolas plásticas tipo camiseta – Requisitos e métodos de ensaio” promoverá a Redução, primeiro R dos 3 Rs associados à gestão adequada de resíduos (Reduzir, Reutilizar, Reciclar). A produção dentro da norma também facilitará o Reuso, uma vez que é reforçada sua resistência. Isso promoverá a melhoria das condições do meio ambiente.

A Plastivida (Instituto Socioambiental dos Plásticos) e o INP (Instituto Nacional do Plástico), em pareceria com a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) e ABIEF (Associação Brasileira de Indústrias de embalagens Plásticas Flexíveis), vêm conduzindo o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas desde 2007. Esse programa voluntário vem obtendo resultados expressivos. Nos supermercados que já aderiram, a redução do consumo chegou a 35%. A base desse programa é a produção das sacolas dentro da norma e a educação ambiental das pessoas que trabalham nos supermercados e dos consumidores. O SINDIECO (Sindicato das Empresas Despoluidoras do Ambiente e Gestoras de Resíduos do Estado do Rio de Janeiro) vem contribuindo em campanhas de educação ambiental junto a sociedade, comunicamos que as sacolas plásticas recicláveis sem aditivo químico, são matérias primas para as empresas recicladoras e as oxi-degradáveis inviabilizam a reciclagem porque o resultado final do plástico reciclado possui em sua composição o aditivo químico e o produto final também se degradará comprometendo a qualidade dos produtos reciclados provenientes do plástico pós-consumo. O que gera a poluição, é a falta de uma política de destinação correta dos resíduos sólidos contemplando a implantação de coleta seletiva em todo o estado do Rio de Janeiro e o comprometimento dos gestores públicos em destinar os recicláveis para as cooperativas ou empresas de reciclagem contribuindo de fato com uma alternativa ambientalmente correta para a geração de empregos e renda, diminuindo os impactos ambientais nos aterros e a preservação dos recursos naturais.

Nooossa, em 2009 a redução não chegava a 7% e a plastimorte já falava em 35%. Ô bando de mentirosos descarados.

Mentirosos. Sacolas plásticas oxibiodegradáveis podem e devem ser recicladas junto com o plástico convencional.

Outro problema que esta lei endereça é a introdução de aditivos, chamados oxi-degradáveis. Não está demonstrado que o uso desses aditivos provoca a biodegradação. Pelo contrário, há estudos que demonstram que o aditivo provoca apenas a fragmentação do material (Fraunhofer, 2009). Isso irá dificultar a implementação do 3º R, a reciclagem. O uso desses aditivos é muito controverso (ITAL, Secretaria de Agricultura e Abastecimento, 2007) e, portanto deve ser evitado enquanto testes oficiais de organizações públicas não garantam a capacidade real de provocar a biodegradação de filmes plásticos. Isso será garantido através da aplicação de testes de acordo com a norma ABNT 15.448-2 (2008), “Embalagens plásticas degradáveis e/ou de fontes renováveis – Parte 2: Biodegradação e compostagem – Requisitos e métodos de ensaio”.

Mentirosos, mentirosos, mentirosos. Existem dezenas de testes independentes – isto é, não pagos pelos interesses da petromáfia – de renomadas instituições de pesquisa, internacionais e nacionais, todos eles comprovando a eficiência e segurança deste aditivo. Quanto aos testes pagos pela petromáfia, estes não vimos até hoje.

Espero, pelo exposto, contando com a anuência de meus pares, aprovar o presente projeto de lei.

Caro leitor, veja que o deputado só usa os dados da máfia do plástico para justificar a lei, uma lei que defende os interesses dessa corporação do mal, que pouco se importa se está destruindo o planeta, desde que obtenha lucro máximo, o famoso capitalismo selvagem.

Macapá, AP – Campanha de troca de sacola plástica pela retornável

 

Trocar a sacola de plástico pela retornável. Uma campanha que começou na Feira do Produtor no bairro do Pacoval. O objetivo é conscientizar a população a mudar um habito antigo que atinge em cheio o meio ambiente. Esse é o novo desafio que o consumidor tem pela frente. Mais de 500 sacolas foram distribuídas entre consumidores e produtores.

Uma das preocupações entre os coordenadores da campanha é repassar a população o dano que a sacola plástica provoca ao meio ambiente. Este material leva de 100 a 450 anos para se decompor. São elas que na maioria das vezes entopem os bueiros causando inundações.

Campanha

Na feira, as sacolas de plástico predominam, os produtos são colocados naturalmente dentro delas. Mas agora o consumidor tem uma alternativa. E como tudo no início é recebido como uma certa dose de cautela, com a sacola retornável não foi diferente. As sacolas retornáveis foram produzidas no presídio feminino. A Cada três dias trabalhados equivalem à redução de um dia de pena. A meta do programa é a mudança gradual.

Esse grande volume de sacolas plásticas é disponibilizado pelos estabelecimentos comerciais, como supermercados, farmácias e lojas. Estima-se que 80% delas vão para o lixo, comprometendo a capacidade de aterros e a contaminação de lençóis freáticos. A campanha vai se concentrar nas Feiras do Produtor e Supermercados. (IG)

Fonte – Portal da Amazônia de 09 de junho de 2010

Foto – Nadia D Miller

Adoramos divulgar estas iniciativas que no final servem para chegarmos mais perto do fim das sacolas plásticas de uso único.

As sacolas plásticas têm futuro?

Com uma queda na produção de 15% nos últimos três anos, as embalagens tradicionais perdem espaço para os modelos ecológicos

Em cem anos, o plástico passou de herói a vilão – por ironia, devido às mesmas características que popularizaram seu uso. Ser flexível, impermeável, resistente e pouco reativo a produtos químicos virou um problema quando essas qualidades começaram a ser associadas ao apelo do descartável. No Brasil, 90% de 1 bilhão de sacolas que mensalmente embalam produtos em lojas e supermercados vão parar no lixo. A situação já foi pior: há quatro anos, o país consumia 3 bilhões de unidades mensais, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) – e com a mesma taxa de descarte.

O varejo distribui anualmente mais de 20 bilhões de sacolas plásticas de uso único, sendo o principal culpado, o setor supermercadista. Essas sacolas ficarão poluindo o planeta por 500 anos.

90% das sacolas que saem das lojas e supermercados vão parar no lixo

Devido à fama de produto do mal, as sacolas plásticas têm recebido ataques de várias frentes. O golpe mais recente – e talvez o maior até o momento – foi o anúncio da rede Carrefour de banir esse tipo de embalagem de suas lojas em quatro anos. A decisão inclui as demais bandeiras do grupo: Atacadão e Dia%. “Em 2014, quando o processo estiver implantado em todas as lojas, teremos retirado de circulação 800 milhões de unidades por ano”, afirma Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade do Carrefour. Com a mesma preocupação, outras redes do varejo adotam ações semelhantes, embora não tão definitivas. O grupo Fnac, por exemplo, distribui apenas sacolas de plástico biodegradável há cinco anos. Em 2010, deixou de oferecer os modelos maiores de embalagens descartáveis. Como opção, as lojas dispõem de uma bolsa retornável, feita de material reciclado, e que custa R$ 3. “Tivemos uma adesão acima da expectativa nos primeiros meses. Mais de 40% dos clientes passaram a usar o produto”, diz Patrícia Nina, diretora de operações da Fnac Brasil.

Na verdade, o Carrefour joga no ambiente anualmente 1 bilhão e 800 milhões de sacolas, o que corresponde a 150 milhões de sacolas distribuídas mensalmente pela rede. Só que lemos algo preocupante no início do mês, antes Pianez tinha dito que baniriam as sacolas em 2014 e na última entrevista ele já aumentou em um ano, isto é, disse que baniriam em 2015. Pianez, estamos de olho nas suas declarações.

A FNAC usa sacolas oxibiodegradáveis, que tem o ciclo de vida útil controlado, isto é, o fabricante, a pedido do comprador, estipula o tempo de vida que deve ter esta sacola, que pode variar de um ano e meio a cinco anos e depois estas sacolas serão biodegradadas, ou seja, voltarão à natureza em forma de água, CO2 e biomassa.

20% é a projeção de redução no consumo de sacolas plásticas em 2010

Com o cerco se fechando, o consumo brasileiro de sacolas plásticas cai anualmente. Em 2007, foram produzidas 17,9 bilhões de unidades. No ano seguinte, 16,4 bilhões, 8,4% a menos. Em 2009, 15 bilhões, uma queda de 16%. Neste ano, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estima uma diminuição de 20%. “As campanhas contra o plástico afetam muito a indústria. O segmento de sacolas descartáveis representa 14% dos negócios do setor”, afirma Alfredo Schmitt, presidente da Abief. Sem alternativa, os fabricantes começam a se reciclar. Materiais oxibiodegradáveis, hidrossolúveis e biodegradáveis, que se dissolvem na natureza de três a 36 meses, ganham terreno na mesma velocidade com que o plástico tradicional perde mercado. No ano passado, representaram negócios da ordem de R$ 100 milhões.

As linhas ecológicas já representam 18% das embalagens flexíveis produzidas no país, de acordo com a Res Brasil, representante da marca de aditivos dw2 para a fabricação de polímeros de baixo impacto ambiental. Os compostos comercializados pela Res Brasil, quando acrescentados à fórmula básica do plástico, aceleram a decomposição dos polímeros em até 400 vezes. Ou seja, as sacolas aditivadas são absorvidas pela natureza em até três meses – contra mais de 100 anos da embalagem comum. “Estamos crescendo a um ritmo de 10% ao mês”, afirma Eduardo Van Roost, diretor-superintendente da empresa, que espera faturar R$ 5 milhões em 2010.

18% esse é o percentual que as linhas ecológicas já representam no total de embalagens flexíveis produzidas no país

Além dos plásticos de degradação rápida, o papel e o papelão ganham relevo entre as opções de substituição ao polímero comum. “Sacolas de papel são o nosso carro-chefe hoje – representam 70% dos nossos itens”, afirma Mauricio Groke, diretor comercial da Antilhas, uma das maiores fabricantes brasileiras de embalagens. “Com exceção dos supermercados, há uma tendência das lojas de migrar para esse tipo de solução.” O grupo deve investir R$ 10 milhões neste ano e impulsionar pesquisas de novos materiais e produtos. A meta é crescer 16% em 2010.

No mercado desde 1953, a Nobelplast dedicou mais de meio século à fabricação exclusiva de embalagens plásticas. Até despertar para a demanda por sustentabilidade, em 2004. A preocupação ambiental levou a empresa a criar a versão verde do próprio negócio: surgiu então a Nobelpack, com investimentos de R$ 3,5 milhões. “Hoje, 90% das nossas sacolas são produzidas com papel reciclado. Trabalhamos também com matéria-prima certificada, além de plásticos oxibiodegradáveis e biodegradáveis”, afirma Beni Adler, diretor-executivo da empresa.

85% a mais custa uma embalagem de papel comparada com a de plástico

O maior impedimento para a troca das sacolas tradicionais por opções menos agressivas ao ambiente é o preço. Cada unidade do plástico comum custa em média 2 centavos de real. “Uma embalagem oxibiodegradável tem valor 20% maior, em média. E uma de papel, é 85% mais cara”, compara Groke. O futuro das sacolas está mesmo é nas mãos dos consumidores. Irão comandar a mudança se estiverem realmente dispostos a pagar mais por opções de menor impacto ambiental ou forçar a cadeia produtiva a arcar com essa diferença de custo.

O valor de uma sacola oxibodegradável não custa nem 5% a mais do que uma sacola plástica convencional. Esses números estão equivocados para desincentivar o uso da tecnologia.

Sem agredir a natureza – conheça os substitutos ecológicos dos derivados de petróleo

Biodegradável

São feitos a partir de substâncias orgânicas, como milho, cana e batata. Se descartado, o plástico desaparece na natureza em questão de meses. A degradação ocorre pela ação de micro-organismos. No entanto, na ausência de oxigênio (caso seja enterrado, por exemplo), a decomposição gera gás metano, que contribui para o efeito estufa

Oxibiodegradável

Um aditivo acelera em até 400 vezes a dissolução do plástico tradicional – com a ação de luz, calor e umidade, reduz o tempo de 100 anos para 3 meses. Em uma segunda fase, micro-organismos terminam o processo e deixam como resíduos apenas dióxido de carbono e água

Compostável

É um tipo de plástico biodegradável, ou seja, com base vegetal, que se comporta como matéria orgânica comum. É produzido para ser usado no processo de compostagem, para a obtenção de húmus e adubo

Papel certificado

O selo do Forest Stewardship Council (FSC) assegura que o material da sacola vem de manejo sustentável das florestas. Isso significa preservação, extração responsável de matéria-prima e ajuda no desenvolvimento das comunidades

Papel reciclado

Existem dois tipos básicos: o pré-consumo, no qual a matéria-prima vem de resíduos de fábricas antes de chegar ao mercado (como as aparas) e o pós-consumo, que usa material descartado (como embalagens longa-vida). O segundo tipo ajuda a retirar lixo da natureza, por meio de coleta seletiva e da ação de cooperativas de catadores

Fonte – Sérgio Tauhata, PEGN

Foto – Jim Frazier

Não existe outra solução a não ser banir a sacola plástica de uso único. É a atitude mais lógica e sustentável a se tomar. Que venham as sacolas retornáveis de qualquer material, tecido, crochê, carrinhos de feira, mochilas, inclusive as sacolas retornáveis fabricadas com plástico, mas desde que com plástico com ciclo de vida útil controlado. Está na hora de assumirmos nossa responsabilidade para com as futuras gerações e nos livrarmos dessas aberrações, que nasceram para estimular o consumismo e a irresponsabilidade ambiental. Sacolas retornáveis, já!

Sorocaba, SP – Aprovada lei para banir as sacolas plásticas de uso único de plástico convencional

Os vereadores aprovaram, em primeira discussão, o projeto de lei do vereador João Donizeti (PSDB) que obriga os supermercados a oferecerem aos clientes sacolas retornáveis ou embalagens biodegradáveis e oxibiodegradáveis para embalar os produtos, proibindo o uso de sacolas plásticas, que poluem o meio ambiente.

O projeto prevê notificação, multa de R$ 5 mil e R$ 10 mil em caso de reincidência e até cassação do alvará pelo descumprimento da determinação.

Os estabelecimentos terão 90 dias após a publicação da lei para adaptação e a arrecadação com as multas será destinada ao Fundo de Apoio ao Meio Ambiente (Fama).

Fonte – Cruzeiro do Sul de 15 de junho de 2010

Parabéns aos vereadores de Sorocaba pela responsabilidade ambiental que demonstraram ao acabar com o problema da plastificação planetária. Merece nossa admiração principalmente o vereador João Donizeti por mostrar iniciativa ao propor a lei da desplastificação da cidade.

O planeta e os humanos de hoje e do futuro agradecem.

Sacolas plásticas, da praticidade a um problema gigantesco

As sacolas plásticas surgiram no fim da década de 1950, e eram motivo de orgulho das redes de supermercados e símbolo de status entre as donas-de-casa. Hoje, 60 anos depois, a sacola se tornou um problema muito sério. Em todo o mundo são produzidos 500 bilhões de unidades a cada ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia ou a 1 milhão por minuto. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente, o que dá 66 sacolas por brasileiro ao mês. E o tempo que uma sacola leva para se decompor na natureza é de mais ou menos 300 anos.

No Brasil são distribuídas anualmente mais de 20 bilhões de sacolas plásticas de uso único que ficam emporcalhando o planeta por 5 séculos.

No total, são 210 mil toneladas de plástico, a matéria-prima das sacolas, ou seja, 10% de todo o detrito do país. É muito lixo. Algumas alternativas estão sendo adotadas. Uma delas, muito popular na Europa e nos Estados Unidos, é o uso de sacolas de pano. Em Nova York, as que levam a inscrição “Eu não sou uma sacola de plástico” viraram febre.

Em São Francisco, as sacolas de plástico foram banidas. Somente as feitas de produtos derivados do milho ou de papel reciclado podem ser usadas. Outra solução adotada é a cobrança de uma taxa por sacola, como acontece na Irlanda desde 2002. O dinheiro é revertido para projetos ambientais.

Sacola de comida – milho, mandioca, cana de açúcar … – não!

No Brasil, a principal alternativa são as sacolas de plástico oxibiodegradáveis. Elas vêm com um aditivo químico que acelera a decomposição em contato com a terra, a luz ou a água. O prazo de degradação é até 100 vezes menor, ou seja, uma sacola leva apenas três anos para desaparecer. O governo do Paraná distribui gratuitamente essas sacolas.

Mas, há controvérsias. Recente pesquisa concluída por um brasileiro mostra que não é bem assim. O engenheiro de materiais Guilherme José Macedo Fechine, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, realizou uma bateria de testes com um tipo de plástico oxibiodegradável vendido no mercado nacional e constatou que, apesar de ele se fragmentar e virar pó, não é consumido por fungos, bactérias, protozoários e outros microorganismos – condição necessária para ser considerado biodegradável e desaparecer do solo ou da água.

Peloamordamãeterra, de novo a balela de que uma pesquisa de um brasileiro, uma única pesquisa conduzida por um sujeito de má fé que criou seu aditivo e criou seu plástico e inventou resultados a mando da máfia do plástico e que depois teve que desmentir tudo o que disse … até quando iremos ouvir estas besteiras, a respeito de uma pesquisa furada, quando temos dezenas de pesquisas nacionais e internacionais, conduzidas por pesquisadores sérios, instituições sérias, até quando? Por que será que ouvem as mentiras da máfia e não ouvem a voz da ciência? Plástico oxibiodegradável é biodegradável, é reciclável, é o plástico ideal por ter seu tempo de vida útil programado para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem, tudo comprovado cientificamente por dezenas de laudos, dezenas de pesquisas, dezenas de pesquisadores nacionais e internacionais, por dezenas de institutos de pesquisa renomados!!! Gravaremos esta resposta para não ter que escrever tudo de novo a cada vez que alguém escreve besteiras a respeito da melhor solução encontrada atualmente – nossa matriz energética mundial é petróleo, a cada barril refinado sobra até 7% de nafta, que se não for transformado em plástico será queimada nas próprias refinarias. O único problema é que esse plástico dura 500 anos, ou melhor, durava, até a invenção do plástico com ciclo de vida programado – para o problema do plástico de uso único!!!

 No início do ano, o governador José Serra vetou um projeto de lei da Assembleia Legislativa paulista que tornava obrigatório o uso de sacolas plásticas com o aditivo oxibiodegradável porque havia dúvidas sobre o real benefício ao meio ambiente. “Meu estudo comprovou que não são biodegradáveis”, afirma Fechine, que acaba de retornar da Bélgica, onde participou de um congresso internacional sobre modificação e degradação de polímeros, o Modest 2008.

Esse fechine continua mentindo, mesmo tendo que se retratar anteriormente sobre o assunto. Fazer o que, ele deve ter interesses que não conhecemos para falar estas besteiras mesmo sem ter provas do que fala.

Em 2009 o então Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, criou no Rio de janeiro a Campanha “Saco é um saco”, que consistiu, entre outras coisas, a criação do “dia sem sacola”. O desafio, para todos os brasileiros foi o de recusar, durante, no mínimo, 24 horas, as sacolas plásticas.

O ministro defendeu a utilização de sacolas retornáveis e condenou o uso abusivo das sacolinhas plásticas, que acabam indo parar no lixo, ajudando a aumentar os níveis de poluição nos rios, córregos, mares, praças e parques, entupindo bueiros e causando todo tipo de dano.

E os supermercados, o que pensam disso?

Na guerra contra as sacolas plásticas, os supermercados foram um dos mais criticados, pois são os maiores provedores da sacolinhas para o lar.

O presidente da APAS – Associação Paulista de Supermercados, João Sanzovo Neto assinou, em Jundiaí, projeto-piloto para abolir a sacola plástica do comércio da cidade a partir de agosto de 2010. O projeto, que surgiu na Câmara Municipal, imediatamente recebeu o apoio dos supermercados locais. Os meses de junho e julho serão dedicados à campanha para conscientizar a população sobre a necessidade de usar sacolas retornáveis, sensibilizar o comércio e treinar as equipes do varejo. A partir de agosto nenhum estabelecimento comercial de Jundiaí oferecerá sacolas plásticas aos consumidores.

Mais uma cidade com políticos conscientes, preocupados com o planeta e a humanidade. Parabéns Jundiaí e se precisarem, contem com nosso apoio.

O Walmart Brasil lançou dia 12/03/10 o programa “Cliente Consciente Merece Desconto” em São Paulo. O programa começou em 3 lojas (Osasco, Tamboré e Morumbi), como um projeto-piloto. Em 60 dias atingiu todas as unidades do Walmart no país, ou seja, suas 436 lojas em 18 Estados Brasileiros, além do Distrito Federal, e consiste em dar desconto para quem recusar as sacolas plásticas. Além do programa, também em 60 dias todas as lojas terão um caixa preferencial para quem não usa os sacos plásticos.

Infelizmente o desconto não é o suficiente para mudar o comportamento do consumidor preguiçoso. Enquanto houver sacola sendo distribuida gratuitamente – sim, sabemos que o custo está embutido em cada produto, mas o consumidor parece não saber – você verá só os ecochatos trazendo suas sacolas retornáveis para embalar as compras. Nós fazemos parte desse time de ecochatos, biodesagradáveis, porque desde 2005 ninguém da FUNVERDE utiliza sacolas plásticas de uso único para as compras no varejo, seja no supermercado ou na farmácia.

Xanxerê, uma cidade de 42.000 habitantes, em Santa Catarina também conseguiu cortar 91% do uso de sacolinhas desde abril de 2009, quando os supermercados passaram a cobrar pelas sacolas plásticas. Xanxerê não tem lei que proíba o uso de sacos plásticos, a iniciativa partiu da sociedade civil e tomou proporções maiores. Anteriormente eram usadas 1 milhão de sacolas por mês na cidade.

Xanxerê não tem lei que proíba o uso de sacos plásticos. A iniciativa para reduzir o consumo partiu da sociedade civil e começou com uma campanha da prefeitura local, informa o Ministério do Meio Ambiente. Anteriormente, eram usadas 1 milhão de sacolas por mês na cidade.

Xanxerê é modelo para o país e sempre que vamos a eventos sobre o fim das sacolas plásticas de uso único convidamos os supermercadistas de lá para darem seu depoimento de como é fácil desplastificar o mundo. Xanxerê completou 1 ano sem sacolas em primeiro de abril de 2010.

O grupo Carrefour tem a meta mundial de zerar o uso de sacolas plásticas até 2015. O diretor de sustentabilidade do Carrefour Brasil, Paulo Pianez, diz que eliminou o uso das sacolas plásticas na sua unidade de Piracicaba, interior de São Paulo e a meta no país é reduzir 50% o uso das sacolinhas, inicialmente, e em 2015, zerar o consumo.

Pianez cita que a grande dificuldade do projeto é driblar a “relação afetiva” que o brasileiro tem com a sacola e que, por isso, é preciso dar ao consumidor outras alternativas e mostrar a ele os danos da embalagem. “O brasileiro usa sacola para lixo em casa, para guardar roupa molhada da academia, leva para praia. Não podemos retirar tudo e não mostrar opções. Temos que investir no consumo racional das sacolinhas, na reutilização delas”, afirma Pianez.

Vixi, isso é mau, muito mau. Antes era 2014, agora mudaram a data do banimento para 2015. We smell rats! Se a cada mês o Carrefour joga no Brasil 150 milhões de sacolas, mais um ano corresponde a quase 2 bilhões de sacolas a mais para ficar poluindo o planeta por 500 anos. Não dá para confiar nesses varejistas de jeito nenhum.

Oba, chegando a copa do mundo todo mundo usa o futebolês para ilustrar qualquer frase. Então vamos aderir. Pianez, drible a relação afetiva do consumidor com as sacolas simplesmente parando de distribuir estas porcarias inúteis em dezembro de 2010 e assim, marque um gol para a humanidade e o planeta.

“O brasileiro usa sacola para lixo em casa, para guardar roupa molhada da academia, leva para praia”. Hmmm, esquisito, o Pianez está usando o discurso “o plástico é fantástico” da plastivida. Muito esquisito …

Pianez, lixo se embala em saco de lixo com tempo de vida útil programado e feito de plástico reciclado para incentivar a cadeia da reciclagem, ninguém recicla sacola plástica jamais é reciclada e você sabe muito bem disso, pois são necessárias 800 delas para o catador conseguir alguns centavos, o mesmo que conseguiria coletando pouco mais de 50 latas de alumínio. O saco plástico de uso único quando usado para acondicionar lixo fica sujo e por isso não pode ser reciclado. Mude o discurso fútil e faça algo útil. Ordene o fim da distribuição das sacolas plásticas de uso único em sua rede em dezembro de 2010. Mais ação e menos discurso, é disso que o planeta precisa, Pianez.

Já os Supermercados Comper, em Mato Grosso do Sul e toda a rede, realizam campanhas para reduzir o consumo de sacos plásticos. Visando a sustentabilidade, começaram a vender sacolas retornáveis para incentivar a mudança de hábito dos consumidores, e as sacolas plásticas estão com mensagens do tipo “Recicle, use menos e diminua o consumo de plástico. Colabore com o meio ambiente usando sacolas retornáveis.”

De acordo com a gerente de Operações da empresa, Izilda Maria da Silva, a venda deste produto faz parte da campanha Economia da Sacola Plástica que já tem 2 anos. Mesmo com o trabalho de conscientização ela aponta que ainda são poucas as pessoas que fazem uso do acessório. Izilda diz que apenas 2% dos clientes vão às compras com a sacola reutilizável.

Repetindo: ninguém, além dos chaatos e chiitas, irá usar sacola retornável enquanto houver distribuição de sacola plástica de uso único.

A rede Econômica, maior rede varejista do MS, que possui 56 lojas, apóia o projeto de eliminar as sacolinhas dos supemercados. “É verdade que não é uma prática muito funcional, mas é de extrema importância não só para o setor varejista, mas a população como um todo deve se preocupar com a questão ambiental, todos colaboram para a melhoria ou problemas existentes no planeta”, afirma o presidente da Rede Econômica de Supermercados, Edson Veratti.

A indústria de plástico rebate

Assim que o Ministério do Meio Ambiente lançou em junho de 2009 a campanha “Saco é um Saco” alertando a população para o problema, convidou cada cidadão para usar seu poder de consumidor e fazer uso consciente das sacolinhas plásticas; a indústria do plástico reagiu imediatamente: colocou na televisão uma campanha simpática para dizer que “plástico é legal”, que a sua adoção significou um inegável progresso, que não podemos viver sem ele.

Publicou também um informe nos jornais brasileiros, dizendo: “O plástico faz parte da vida contemporânea, é 100% reciclável e está em milhares de produtos. Sem ele, não haveria computadores, seringas descartáveis, bolsas de soro e de sangue para salvar vidas. O plástico tornou os automóveis mais leves, reduzindo a emissão de CO2, causador do efeito estufa. As sacolas plásticas são reutilizáveis, práticas, higiênicas e têm múltiplos usos. São particularmente importantes para 80% dos consumidores que fazem compras a pé ou de ônibus”.

Se o consumidor conhecesse o conforto da alça de uma sacola retornável, que não estrangula os dedos, que dá para carregar na mão ou no ombro, que em uma única sacola retornável cabe o que seria necessária usar 5 sacolas plásticas de uso único, que jamais irá arrebentar, que é só lavar às vezes e pode ser utilizada por muitos anos … enfim, a sacola retornável só traz benefícios para o consumidor e se ele soubesse disso, jamais iria tocar em uma sacola plástica de uso único novamente. Principalmente o consumidor que faz compra a pé ou de ônibus, que ao invés de carregar 50 sacolas plásticas de uso único pode carregar 10 sacolas retornáveis, sem aquela lambança que faz uma sacola plástica de uso único. Imagine o consumidor em um ônibus com um monte de sacolas plásticas de uso único, que não tem uma base e portanto tudo se espalha no chão do ônibus, na hora de descer do ônibus o consumidor tem que achar a alça de cada uma delas e encaixar nos dedos, uma bagunça. Não adianta, é ridículo usar a palavra conforto e sacola plástica de uso único em uma mesma frase.

E a indústria plástica tem que parar de dizer que nós demonizamos o plástico de uso único. Eles fazem isso para nos desacreditar, mesmo sabendo que nossa luta é contra a sacola plástica de uso único e todos os plásticos que nós iremos conseguir transformar em plásticos com ciclo de vida controlado para aproximar o ciclo de vida do da embalagem ao ciclo de vida do produto. Eles falam de bolsas de soro e seguingas, que devem e podem ser fabricados com plástico com ciclo de vida útil programado e tantos outros plásticos, que tem utilização por minutos e depois ficam séculos e séculos poluindo o planeta.

Os fabricantes se comprometeram, também, a produzir sacolas mais resistentes (para evitar uso em excesso e, com isso, reduzir o volume em 30%), estimular a utilização de sacolas plásticas de uso contínuo e desenvolver ações de educação sobre consumo responsável, coleta seletiva, reciclagem e utilização dos plásticos para a geração de energia.

Quanto às ações de educação até agora a máfia do plástico não fez nada, mesmo tendo uma verba de 18 milhões e 600 mil só para o ano de 2010 para desenvolver estas ações. Quanto a reduzir o volume das sacolas em 30%, do que adianta, se eles estão fazendo as sacolas com 30% a mais de plástico? Isso é de uma safadeza sem tamanho, uma ação para posarem de heróis, enquanto não perdem um centavo e continuam a poluir o planeta como antes.

A Plastivida, Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos chama a sociedade para a reflexão sobre o papel de cada cidadão na preservação ambiental. Ela analisou a questão das sacolas plásticas, através de pesquisa Ibope (2009), para verificar a importância das sacolas no cotidiano das pessoas. O resultado mostrou que 73% das entrevistadas utilizam as sacolas para acondicionar o lixo doméstico, 69% consideram as sacolas a embalagem ideal para carregar suas compras e 75% dizem que é função do varejo fornecer as sacolas.

Uma vez que a sacola plástica representa comodidade e economia para a dona de casa, a Plastivida acredita que o consumo responsável é a melhor opção para que este tipo de embalagem possa continuar a ser usado.

Claro que a plastimorte vai defender o plástico, ela foi criada pela indústria do plástico para defender o seu produto. Claro que a dona de casa não quer mudar e eles usam este argumento para também não mudarem. Depende de nós, ambientalistas e políticos acabarmos com a farra do plástico no país, pois se depender do consumidor, da plastimorte e da máfia do plástico, estaremos vivendo sobre montanhas de plásticos, logo, logo.

E como se posiciona o consumidor nesse contexto?

“Novamente, não é simples, pois sabemos que no nosso país é bastante comum a utilização da sacolinha plástica para acondicionar o lixo, sobretudo doméstico. É prático, confortável. Para quem, perguntamos? Como repetir diariamente esse comportamento sem nenhum questionamento? Tomamos, por acaso, remédio sem ligar para seus efeitos colaterais?” provoca Samyra Crespo, Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.

“Sou totalmente a favor da diminuição do uso de sacolas plásticas. Isso já virou um hábito irracional. Muitas vezes, vamos à farmácia, compramos um comprimido que cabe na bolsa e levamos pra casa dentro de uma sacolinha de plástico. Carrego sempre comigo uma sacola de pano, caso eu precise transportar alguma coisa. São pequenas atitudes que fazem toda a diferença! Aprendi isso quando morei na Alemanha. Lá também as sacolas são banidas dos supermercados. Se você quiser, tem que comprar. E as sacolas disponíveis são sempre de plástico mais resistente, como aquelas sacolas de feira, pra que possam ser reutilizadas”, afirma a consumidora Camila Pessoa.

Já Lisandra Alves acredita que o problema é a falta de educação das pessoas, que joga não somente sacolas, mas muito lixo em qualquer lugar. “Acho que os supermercados devem manter as sacolas, pois facilita para todos: quem vai de carro, e tem que levar as compras do carro para a residência, quem vai a pé depois do trabalho e tem que pegar ônibus, quem vai de bicicleta e tem que levar no guidão, dos trabalhadores deste setor… A sacolinha só tem a acrescentar”, afirma Alves.

Ahãm Camila, a sacolinha so tém a acrescentar, a acrescentar lixo no planeta.

Marcelos Bastos, Auditor Ambiental, também acredita que o problema não é sacola, e sim a educação da população. “Além de não ser tão efetivo no campo ambiental, a proibição do uso das sacolas plásticas, criaríamos um outro impacto que é o social pois centenas de pequenas e médias empresas e milhares de empregos seriam reduzidos senão eliminados caso da troca radical e para “ambientalistas” profissionais sabemos que impacto social é um dos principais fatores do impacto ambiental. O que devemos é incentivar como sociedade e governo o desenvolvimento de novas tecnologias e repassá-las ás empresas para se adaptarem ao novos mercados de forma gradual.

Criticar as sacolinhas e por a culpa nelas é tirarmos a responsabilidade de cada um e também do Estado que tem sua política de tratamento de lixo e coleta ridícula além de não levar a educação ambiental para as escolas de forma efetiva”, afirma Bastos.

Mato Grosso do Sul, como fica?

Um projeto de lei foi apresentado pelo deputado estadual Paulo Duarte (PT) , regulamentando o uso de sacolas plásticas em Mato Grosso do Sul, mas foi vetado pelo governador do Estado, André Pucinelli (PMDB). O projeto previa a possibilidade de os estabelecimentos comerciais oferecerem gratuitamente aos seus clientes sacolas de material biodegradável ou reutilizável para embalagens de mercadorias. O veto ainda será analisado pela Assembleia.

A argumentação do governador na mensagem de veto, é que se as sacolas não forem distribuídas gratuitamente, os consumidores acabarão comprando e os prejuízos ao meio ambiente ocorrerão da mesma forma, com o agravante de onerar o consumidor.

Paulo Duarte defende seu projeto de lei, informando que as sacolas já são pagas pelo consumidor, mas a diferença é que o preço está embutido nas mercadorias, passando a falsa impressão de que é gratuita. “O projeto visa estimular o uso consciente das sacolas. Quando o consumidor souber efetivamente pelo que está pagando, vai fazer o uso racional das sacolas, comprando apenas o que vai precisar”, afirmou Duarte.

Burro esse esse governador. Em qualquer lugar onde as sacolas pararam de ser distribuídas gratuitamente – vide Xanxerê e em outros países – o seu consumo praticamente deixou de existir. Ele deveria ler mais, se informar, antes de falar besteiras. Parabéns ao Deputado, esperamos que vocês derrubem o veto do governador mal informado para o bem do estado de Mato Grosso do Sul.

A população toma a frente

Enquanto algumas pessoas culpam o poder público, outras estão se mobilizando e tomando frente nesta “briga”, como é o caso de um grupo de pessoas da Capital, encabeçados por Geraldo Tomas, Val Reis, Liziane Berrocal e Cássio José, que se conheceram através do twitter, e com idéias parecidas resolveram criar uma mobilização para o uso consciente das sacolas plásticas. Para isso fizeram o dia100sacola, inspirado na campanha do Ministério do Meio Ambiente, “saco é um saco” e em 28 de novembro de 2009 foram para a praça Ary Coelho, juntamente com diversos twitteiros simpatizantes com a causa, trocar sacolinhas plásticas por sacolas reutilizáveis de tecido e uma muda de árvore nativa. A iniciativa superou as expectativas, foram arrecadados mais de 6km de plástico e distribuídas 650 sacolas reutilizáveis.

“Acreditamos que esta luta é de todos. Se cada um fizesse a sua parte, a mudança certamente viria. Não somos radicais em querer que as sacolas plásticas desapareçam do dia para a noite, o que queremos é conscientizar a população de que o uso em excesso destas sacolas estão causando diversas catástrofes ambientais. É muito lixo, se você andar pela cidade, vai encontrar diversas sacolinhas voando por todo lado”, afirma Cássio José, consultor financeiro.

Nova iniciativa acontecerá em 26 de junho, novamente em um espaço público. “O problema das sacolas plásticas apareceu nos comentário do pessoal que participa da rede social. Muita gente falou sobre as margens dos rios do Estado, que estão poluídos com inúmeras sacolinhas”, afirma Liziane Berrocal, jornalista. “E como o saco plástico é leve, acaba chegando ao pantanal, na beira dos córregos e em áreas de preservação, o que é muito prejudicial”.

“A perspectiva é que neste segundo evento, a promoção ultrapasse a marca dos 30 km arrecadados (As sacolinhas são amarradas uma na outra, formando uma grande corrente) e a distribuição será de 3.000 sacolas de tecido e cerca de 2.000 mudas de plantas nativas. Além disso, está programado um seminário para discussão do assunto e faremos algumas ações em escolas, pois a criançada é a maior multiplicadora da campanha.”, afirma Geraldo Tomas, consultor de seguros.

O grupo de pessoas que está se mobilizando para fazer parte do evento é grande. São pessoas que simpatizam com o meio ambiente, na sua maioria composta de twiteiros, da capital, e com o mote da campanha: “faça parte desta corrente”, o grupo parte em busca de patrocínio para viabilizar todos os eventos, e com isso, conscientizar o maior número de pessoas possível e atingir o objetivo, que é o de consumo consciente de sacolas plásticas.

Fonte – Midiamax News de 01 de junho de 2010

Foto -  tradeshowmall

Paraná – Procurador defende nova multa a supermercados

Poucas empresas têm plano de redução de descarte de sacolas plásticas

Todos os meses 80 milhões de sacolas plásticas são descartadas no meio ambiente no estado do Paraná. A estimativa é do Centro de Apoio às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente do Ministério Público do Paraná (MP). Desde que a instituição começou um trabalho de conscientização para o problema, poucas empresas aderiram à causa, estipula o procurador Saint-Clair Honorato Santos. “No Paraná pouco se fez. Tem que voltar a multar”, defende.

A multa a que se refere o procurador foi aplicada a grandes redes de supermercados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em 2008. As empresas foram autuadas em R$ 70 mil por não apresentarem à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e ao Ministério Público um plano de substituição das sacolas plásticas.

Dois anos depois da ação do IAP, a situação evoluiu pouco, avalia Santos. “O projeto de lei (que trata do assunto) está parado na Assembleia”, informa. A iniciativa, do deputado estadual Stephanes Júnior (PMDB), foi aprovada nas Comissões da Casa ainda em 2008, mas não entrou na pauta do plenário. Para Santos, a aplicação de multas e o estabelecimento de leis que estipulem regras para o setor é fundamental uma vez que “o Estado é indutor de política”.

Uma pesquisa do Centro de Apoio do MP com os supermercados do estado mostra que a maioria das empresas (48%) que dizem ter tomado alguma providência substituiu a sacola comum pela oxibiodegradável. Outros 21% dos supermercados informaram que apresentaram apenas sugestões do que pode ser feito e 18% aguardam a aprovação da lei para tomar alguma providência. Das 734 empresas consultadas pelo MP, apenas 36% responderam à pesquisa.

A resposta a iniciativas governamentais tem sido positiva. No estado do Rio de Janeiro, que aderiu à campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente, houve uma redução de pelo menos 600 milhões de sacolas plásticas desde o lançamento da proposta em julho de 2009. “Vamos intensificar a campanha Saco é um Saco também em áreas onde há muita aglomeração de pessoas, como nas praias, no Piscinão de São Gonçalo, no Maracanã, em dias de jogos. Enfim, o objetivo é esclarecer à população que as sacolas plásticas contribuem e muito na poluição do meio ambiente, pois esse material, quando descartado inadequadamente, leva até 500 anos para se decompor na natureza”, disse Marilene Ramos, secretária estadual de Meio Ambiente.

No Rio, a proposta é acabar com as sacolas plásticas e substituí-las por embalagens retornáveis, como as sacolas de pano. A iniciativa tem maior adesão entre os ambientalistas e empresários uma vez que as embalagens oxibiodegradáveis também são descartadas no ambiente e têm como vantagem apenas o menor tempo de degradação.

Mas nem tudo são más notícias. A rede Wal-Mart Brasil, que estava entre as empresas multadas pelo IAP em 2008, quer reduzir pela metade o número de sacolas plásticas entregues aos clientes até 2013. Segundo a empresa, 60 milhões de sacolas deixaram de ser consumidas no Sul do país desde 2007. O Wal-Mart começou o trabalho de redução das sacolas plásticas oferecendo sacolas retornáveis de algodão, uma iniciativa também realizada por outras empresas. A embalagem tem que ser adquirida pelo cliente, que a usa ao invés de embalar suas compras com plástico.

Além disso o Wal-Mart também começou a ofertar descontos para quem opta pela embalagem retornável ao invés de pegar sacolas plásticas. Em todo o Brasil já foram concedidos R$ 686 mil em descontos, o que representa 22,8 milhões de sacolas a menos.

Fonte – Jornale de 17 de maio de 2010

Foto – chigmaroff

Que venha a multa novamente, porque parece que ninguém faz nada para ajudar o planeta e a humanidade, só quando dói no bolso o varejista toma vergonha na cara e muda para diminuir o impacto que causa sobre o planeta.

Quanto à rede Walmart, é uma vergonha dizer que vai diminuir pela metade o número de sacolas até 2013, visto que distribui 150 milhões de sacolas mês e se fizermos as contas até 2013 dá alguns bilhões de sacolas que irão ficar por 5 séculos poluindo e matando. Esse Walmart nem teve a decência mudar para as sacolas oxibiodegradáveis, que, ao contrário das sacolas de uso único de plástico tradicional, em 18 meses já terão se biodegradado. Ao menos isso eles poderiam fazer mas não, continuam sendo multados diariamente e não respeitam a lei, se acham acima da lei, livres para poluir e destruir o planeta e a humanidade.

Quanto à lei, já fomos várias vezes à câmara de deputados do Paraná e ninguém tem interesse em que ela seja aprovada, a máfia do plástico parece ser muito amiguinha dos deputados, pois essa é a única explicação para esta lei não ter sido aprovada até hoje.

Doutor Saint Clair, apoiamos totalmente o senhor, mande multas milionárias para esse bando de varejistas que estão pouco se lixando para os resíduos que geram, querem o lucro fácil, sem ter que se responsabilizar pelo destino do resíduo gerado por eles.

Está na hora da proposição de uma lei mais rígida, uma lei que estipule que em janeiro de 2011 seja proibida a fabricação e distribuição de sacola plástica de uso único no Paraná. Quem desobedecer, que receba multas salgadas e se não funcionar, cadeia para esse bando de sujões. Se a máfia do plástico não quer a lei para o uso de plástico de ciclo de vida controlado, porque perdem 1% do lucro então que percam 100% do lucro. Que venham as sacolas retornáveis, os carrinhos de feiras, mochilas, caixas de papel, caixas de plástico …

A luta contra a sacolinha plástica de uso único

Os supermercados brasileiros estão em guerra contra as sacolinhas. As três redes líderes em faturamento distribuíram 372,9 milhões de sacos plásticos a menos no ano passado. Uma delas quer eliminar para sempre o uso das sacolinhas até 2014. E é melhor o consumidor se acostumar: caixas de papelão e sacolas retornáveis, as chamadas ecobags, prometem ser a norma em breve.

Continha de menos: Carrefour, Pão de Açúcar e Walmart distribuem por mês juntos 450 milhões de sacolas. Se economizaram 372,9 milhões de sacolas em 12 meses, quer dizer que diminuiram menos do que distribuem durante um mês somente. Isto é, diminuiram a poluição que causam em quase nada e continuam poluindo o país com mais de 5 bilhões de sacolas por ano. Trocando de quantidade para valores, essas empresas estão jogando no lixo, fundos de vale, rios e mares 150 milhões de Reais por ano, o que é uma insanidade. Imagine se os acionistas destas empresas ficarem sabendo a sua diretoria executiva está jogando no lixo por ano o valor de 50 milhões do seu investimento,  isso se pensar em um só mês, são 4 milhões por rede para entupir bocas de lobo, bueiros, rios e mares, matando peixes e animais com seu dinheiro. Em vez de se tornar um lucro, ainda se torna um pesadelo ambiental. Com este valor, o preço dos produtos vendidos poderiam ser menores, transferindo este valor para nós, a população em geral que comprar nestas grande redes. Tem louco para tudo nesse mundo. E você acionista das três redes, vai deixar por isso mesmo?

Ao total, todos os supermercados brasileiros consomem em média 12 bilhões de sacolas plásticas tradicionais anualmente. Os Estados Unidos, em comparação, consome 10 bilhões de sacos de papel – os americanos usam o material no lugar das sacolas plásticas.

O número de sacolas plásticas de uso único distribuídas anualmente passa de 20 bilhões e não os 12 bilhoes. Esse número é mascarado para diminuir o impacto ambiental das sacolas.

Sacola de papel é outra idéia imbecil, pois você está utilizando solo fértil e água limpa para plantar sacolas. é ilógico e um Genocídio!

“A questão das sacolas plásticas é debatida desde 2007″, explica o presidente da Abras, Sussumu Honda. “Agora, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos pela Câmara dos Deputados, cada empresa tem se posicionado com sua estratégia para seu público”, afirma. Com a nova legislação, todos os setores – produtor, comerciante, consumidor final e serviço de limpeza urbana – serão responsáveis pelos materiais. Aliás, quem contratar serviço de reciclagem terá incentivos fiscais. A lei ainda precisa da aprovação do Senado.

Sim, Sussumu, começou a ser debatida por causa única e exclusivamente da FUNVERDE, que em 2004 decidiu acabar com as sacolas plásticas de uso único no país e está conseguindo, para horror da máfia do plástico.

O uso de sacolas de plástico disparou na década de 1980, quando os grandes supermercados se popularizaram. Atualmente, a produção de plástico é 20 vezes maior do que há 50 anos, sendo que 80% do lixo plástico é composto por embalagens utilizadas uma única vez. A ONG Iniciativa Verde afirma que colocar em duas sacolas de supermercado o que poderia ser levado em três reduz em 20% sua emissão de CO2 – gás que causa o aquecimento global.

E nós, da FUNVERDE, dizemos que se você levar suas compras em sacolas retornáveis, carrinhos de feira, caixas … você estára zerando a emissão de CO2 emitido por sacolas plásticas de uso único. Básico!

Disputa para ser mais ecoeficiente

O Grupo Pão de Açúcar – Extra, CompreBem, Sendas, ABC CompreBem e Assai – disse que reduziu em 30% (91 milhões de unidades) sua distribuição de sacolas plásticas. Ele possui um programa no qual clientes que usem sacolas retornáveis ganham vale-compras. No ano passado, os clientes da classe C, do CompreBem, foram os que mais adquiriram as sacolas retornáveis – ou “ecobags”.

O Walmart Brasil anunciou que estenderá para todas as lojas um programa que devolve ao consumidor o valor de R$ 0,03 de cada sacola não utilizada. O preço é calculado no caixa por cada cinco itens adquiridos – quantidade média de produtos embalados em uma sacola, de acordo com o Instituto Akatu. Assim, em uma compra de 200 itens, o cliente receberá R$ 1,20. Segundo a empresa, o programa já tirou do meio ambiente 22,8 milhões de sacolas plásticas e concedeu R$ 686 mil. Até 2013, o Walmart espera reduzir o uso de sacolas plásticas em 50%. No ano passado, conseguiram diminuir 10% (138,9 milhões).

Por sua vez, o Carrefour afirmou que quer banir o uso de sacos plásticos em quatro anos. As lojas da rede na França, China e Polônia já não oferecem a sacola plástica tradicional. No lugar, comercializará sacolas retornáveis e biodegradáveis, produzidas a partir do milho. Em 2009, a rede conseguiu diminuir em 15% (143 milhões de unidades) a distribuição de sacolinhas comparando ao ano anterior.

Ai, sacola de comida não dá, é genocídio! É roubar terra fértil e água limpa para plantar milho, mandioca, cana de açúcar, isto é, comida, para fabricar sacolas que serão utilizadas por meia hora e jogadas fora. Isto com mais de 1 bilhão de humanos passando sede e fome no planeta.

“Há poucos anos, as ações de cunho socioambiental feitas por empresas eram vistas pelo consumidor com muita reserva. Em pequisas sobre o tema, os clientes diziam que as empresas queriam ganhar vantagem”, conta o sócio-sênior da consultoria empresarial de varejo e de marketing GS&MD – Gouvêa de Souza, Luiz Goes. Hoje, Goes acredita que o consumidor valoriza mais essas ações desde que fique claro que não se trata de oportunismo. “Gradualmente, as empresas têm o desafio de associar a marca à preservação ambiental. Por isso elas têm investido, por exemplo, em construção de unidades que poupam mais o meio ambiente e na valorização dos funcionários”, diz Goes. Além disso, ser sustentável é um investimento que barateia os custos.

As opções são escassas

As sacolas plásticas são produzidas a partir do petróleo ou do gás natural, recursos não-renováveis, e demoram cerca de 400 anos para se decompor. Como alternativa, no lugar dela poderiam ser usadas sacolas recicladas. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não permite a troca por questão de segurança à saúde. Outra opção seria sacolas de papelão. No entanto, é consumido 1,5 milhão de sacolas plásticas por hora pelos brasileiros — nos Estados Unidos, são cortadas nada menos que 14 milhões de árvores por ano apenas para abastecer esse mercado, um número inviável para os padrões daqui. Por sua vez, o plástico oxibiodegradável, que se despedaça em partículas minúsculas e considerado uma alternativa, é tema de polêmica. Segundo pesquisadores, os pedacinhos poderiam contaminar a água e serem consumidos por animais. Além disso, ele não pode ser reciclado.

Quem diz que plástico oxibiodegradável não funciona é porque está defendendo os interesses da petromáfia, a máfia do plástico, porque todos os testes foram feitos, pesquisas internacionais e nacionais, conduzidas por universidades e centros de pesquisas renomados. Mas ele não pode ser utilizado só para sacola plastica de uso unico enquanto não for banida, como também pode e deve ser utilizado para as outras embalagens plásticas de uso único, que corresponde a 80% de todo o plástico produzido no país para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem.

Quando à sacola plástica de uso único, essa deve sumir, desaparecer, ser banida da face da terra e a humanidade dar um passo atrás voltando a utilizar sacolas retornáveis, caixas, carrinhos de feira …

Fonte – Jornal Dia Dia de 06 de maio de 2010

Imagem -  johngarghan

Mato Grosso – Sacos plásticos estão em baixa

Supermercados de Mato Grosso realizam campanhas para reduzir o consumo de sacos plásticos. Visando sustentabilidade, as redes varejistas começaram a vender sacolas retornáveis para incentivar a mudança de hábito do consumidor mato-grossense. Os números mostram que entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas são consumidas em todo o mundo. Em Mato Grosso, a rede de Supermercados Modelo calcula que o consumo de sacolas retornáveis chega a 10 mil unidades, enquanto o de sacolas plásticas alcança 4 milhões em um mês. A empresa tem 14 unidades espalhadas pelo Estado.

O gerente de Recursos Humanos do Modelo, Aldecir Magalhães, explica que apesar do consumo ser alto, em um ano e meio foram percebidas reduções de 5% a 10% no uso de sacolinhas. “Em 2008 começamos a vender sacolas retornáveis que agradou os clientes”. O objetivo é estimular o consumo consciente dos consumidores, levando à preservação ambiental. Para Magalhães, as principais razões que ainda fazem o consumidor preferir a sacolinhas é a comodidade e a falta de consciência ambiental. “As pessoas não estão acostumadas a ir para às compras com sacolas retornáveis em mãos”. Além disso, ele aponta para o alto custo das sacolas “Enquanto pagamos R$ 3 pela retornável, a sacolinha de plástico custa R$ 0,03″. Ele aponta que a economia para o ambiente é maior quando são usadas as retornáveis. Isso porque, de cada 1 sacola retornável adquirida, aproximadamente 5 sacolas plásticas deixam de serem usadas.

Sobre o comentário de que “a cada 1 sacola retornável adquirida, aproximadamente 5 sacolas plásticas deixam de ser usadas” temos que acrescentar que 5 sacolas deixam de ser utilizadas a cada compra, porque a sacola retornável é utilizada indefinidamente. Então podemos dizer que a cada 1 sacola retornável adquirida, você deixa de utilizar no mínimo 500 sacolas plásticas de uso único a cada ano.

Outro exemplo em Mato Grosso vem da rede de supermercados Comper. Nas 4 unidades, em Cuiabá e Várzea Grande, os consumidores podem comprar as sacolas retornáveis, vendidas a R$ 1,99 cada. De acordo com a gerente de Operações da empresa, Izilda Maria da Silva, a venda deste produto faz parte da campanha Economia da Sacola Plástica que já tem 2 anos. Mesmo com o trabalho de conscientização ela aponta que ainda são poucas as pessoas que fazem uso do acessório. Izilda diz que, de cada 100 clientes, apenas 2 vão às compras com a sacola reutilizável.

A conscientização das redes varejistas de Mato Grosso caminha no mesmo rumo que a Campanha Saco é um Saco promovida pelo Ministério de Meio Ambiente (MMA), já aderida pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Poucos utilizam as retornáveis

Uma pequena parcela da população de Mato Grosso está consciente sobre as questões que envolvem o meio ambiente. A estudante Daniele Fernanda Nascimento Silva, 22, faz parte de um seleto grupo de consumidores que investiram na sacola retornável. Ela diz que vem se conscientizando de que o uso excessivo de sacolinhas é um vilão para o meio ambiente. “Quero vir fazer compras sem precisar levar um monte de sacolas plásticas para a casa”. Ela destaca que entre os benefícios da sacola retornável é a facilidade de carregá-la. E são consumidores feito Daniele que auxiliam a redução no consumo de sacolinhas.

Conforme os dados do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas levantados pela Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, o consumo de sacolinhas reduziu 16,2% nos últimos 3 anos. Cerca de 17,9 bilhões de sacolas plásticas foram usadas em 2007, enquanto que em 2008, passou para 16,2 bilhões e para 15 bilhões em 2009. De acordo com o Instituto, com as sacolas mais resistentes, o consumidor deixa de utilizá-las em duplicidade ou pela metade de sua capacidade, reduzindo a quantidade de sacolas que leva para casa, mas sem ter que deixar de usar estas embalagens, tão úteis no seu dia-a-dia.

Mentiras, mentiras e mais mentiras! Primeiro, o descarte de sacola plástica de uso único na verdade passa dos 20 bilhões por ano, depois que a plativida mente descaradamente ao dizer que está diminuindo o número de sacolas plásticas, quando na verdade está aumentando o peso dessas sacolas e assim, aumentando a poluição por sacolas, tudo para defender os interesses da máfia do plástico. Mesmo se fosse verdade a diminuição nos últimos 3 anos de 16,2%, as famosas sacolas do “programa consumo irresponsável de sacolas plastimorte” tem 30% a mais de plástico, isto é, eles aumentaram o uso do plástico em 30% a mais e se dizem – duvidamos – que diminuíram em 16,2%, então, o “programa consumo irresponsável de sacolas plastimorte” fez aumentar o número de sacolas – por causa do aumento do plástico em cada uma delas – em 14% nesses 3 anos. E tem mais, é só ir em supermercado para ver que não importa a espessura das sacolas, as pessoas estão viciadas nelas e por isso pedem para colocar os produtos em duas ou três sacolas, levam um produto em cada uma, é a verdadeira farra da sacola. E ainda tem gente que cai no papo da plastimorte …

Pesquisa Ibope, realizada com mulheres das classes B, C e D, responsáveis pelas compras de seus domicílios, revela que 100% das donas de casa reutilizam as sacolinhas para embalar o lixo doméstico, 75% são a favor do seu fornecimento pelo varejo e 71% delas acham que são o meio ideal para transportarem as compras.

Preguiçosas, gente sem compromisso com o planeta e com os seus próprios descendentes, gente que não merece viver no Século XXI, um século que necessita de sacrifícios por parte de cada um dos habitantes para curar o planeta que nós mesmos fizemos adoecer pelo consumismo planetário.

Agora vem cá ibope, vamos falar a verdade, 100% das donas de casa dizem reutilizar as sacolinhas plásticas para colocar lixo, mas elas não usam 100% das sacolas para embalar lixo. Poxa, isso é querer desinformar o cidadão. Uma pessoa usa em média 1.000 sacolas por ano e põe para casa lixo no máximo uma vez por dia, isso quer dizer que estão sobrando ao menos umas 635 sacolas. Fora que a sacola de videolocadora, de fármacia e outras sacolas minúsculas não servem para colocar lixo e vão direto parar dentro de outras sacolas plásticas de uso único para ficarem poluindo o planeta por cinco séculos.

Quanto a 75% delas serem a favor do seu fornecimento, está muito claro que são pessoas preguiçosas, que não tem a capacidade de dobrarem as sacolas retornáveis e colocarem na bicicleta, na moto, no carro, na bolsa, na mochila para a próxima compra, são pessoas que se fossem questionadas, diriam que também querem que o varejo lhes forneça transporte com motorista gratuito para ir às compras, água Evian gaseificada, café expresso kopi luwak, chá Yin Zhen ou Silver Needles, e por aí vai. É por isso que tem que ter legislação sobre o uso das sacolas e jamais perguntar para o consumidor que é basicamente egoísta, preguiçoso e consumista.

Quanto a 71% delas acharen que é o meio ideal de transporte é porque essas pessoas ainda não sentiram o conforto da alça de no mínimo 3 cm de uma sacola retornável, que pode ser carregada na mão ou no ombro, que não deixa os dedos roxos, quase gangrenando, por causa do enorme peso das alças concentrado nos dedos de quem esta carregando estas malditas sacolas plásticas de uso único. É muito divertido sair do mercado e ver as pessoas tentando balancear o peso das sacolas entre as duas mãos, parar daqui a meia quadra, colocar as sacolas na calçada suja, para trocar de lugar as sacolas, para o pulso, para o braço, de novo para os dedos, tudo isso suportando a sensação de corte que provocam essas invenções estúpidas, as sacolas plásticas de uso único. Fora que em 1 sacola retornável de tamanho normal - 40 cm x 40 cm – cabe o que seria necessário usar no minímo 5 sacolas plásticas de uso único. Uma sacola retornável de tamanho normal suporta o peso de 40 quilos, enquanto uma sacola plástica de uso único, mesmo aquelas do “programa consumo irresponsável de sacolas plastimorte” não aguentam quase nada de peso e por isso as pessoas tem que sobrepor 2 ou 3 sacolas para ter certeza de que elas não arrebentarão, destruindo o que estiver dentro. É por isso que esta pesquisa do ibope esta furada, porque as pessoas não tem como comparar uma sacola retornável com uma sacola plástica de uso único por nunca terem usado a primeira e por isso automaticamente dão uma resposta que não faz sentido.

Agradecemos ao ibope por prestar um desserviço à continuidade da raça humana com estas perguntas estapafúrdias.

A vendedora Neuma Gonçalves, 43, afirma que o uso da sacolinhas plásticas é mais fácil na correria do dia-a-dia. Ela diz que não tem o hábito de levar sacolas retornáveis para o supermercado. “Eu não lembro de usar. Também não comprei nenhuma”. Situação semelhante acontece com a consumidora Marluce Cristina, 30. Ela conta que até pensa em começar a usar sacolas retornáveis, mas nunca se lembra de levá-la quando vai ao supermercado. A consumidora conta que usa a sacola para outras finalidades, menos para ir às compras.(VL)

Pois é, é mais fácil, ninguém lembra, não tem o hábito … é por isso que os supermercadistas tem que deixar de distribuir as sacolas plásticas de uso único por força de lei, se necessário, porque daí se alguém esquecer da sacola retornável, vai ter que levar o que comprou na mão e daí numa próxima vez que for fazer compra, certamente criará o hábito, se lembrará e começará a ver que é mais cômodo, mais fácil, mais responsável usar sacola retornável.

Fonte – Vivian Lessa para a Gazeta Digital

Uberlandia, SP – Sacolas plásticas já são substituídas

Comerciantes têm até julho de 2011 para trocar embalagem por outra que não agrida o meio ambiente

Com prazo de até julho de 2011 para a substituição das sacolas plásticas por embalagens que não agridam o meio ambiente, os comerciantes e consumidores já começam a se adaptar à nova Lei. Estabelecimentos e cidadãos de Uberlândia já encontraram algumas alternativas para as sacolas plásticas.

Alguns clientes estão substituindo as sacolinhas por carrinhos, sacolas retornáveis feitas de pano, lona ou outro material reciclável, ou caixas de papelão, tudo em nome do meio ambiente. Na feira, o aposentado Júlio da Silva Neto, morador do bairro Martins, diz que usa a sacola retornável há oito anos. “Levar em apenas uma sacola, mais forte como essa, é melhor do que levar várias de plástico, que ainda prejudicam o solo depois que jogamos no lixo”, afirmou.

Balbina de Castro Amaral sempre faz suas compras levando um saco grande e o carrinho para carregar os produtos. “Não gosto de sacolas plásticas. Muitas vezes preciso usar, mas evito ao máximo, colocando menos sacolas ou levando as minhas retornáveis”, disse. Balbina Amaral lembra que, antes eram usadas as sacolas de papel, de fácil decomposição.

Escolástica Guedes de Freitas também usa carrinho e diz que nunca gostou de sacolas plásticas. “Tem mesmo que acabar com as sacolinhas, porque prejudica o meio ambiente. Vejo um monte delas jogadas nas ruas e gente usando para colocar lixo, o que considero errado”, disse.

Supermercados se adaptam

As sacolas oxibiodegradáveis, fabricadas com material de rápida decomposição, a sacola retornável e caixas de papelão já estão disponíveis em alguns supermercados de Uberlândia. O D’Ville, por exemplo, há dois anos, só utiliza sacolas plásticas 100% degradáveis.

Geiser Rodrigues, supervisora de caixa explica que o principal motivo da substituição é a preocupação com o meio ambiente. Segundo ela, apesar de o material ser em torno de 20% mais caro, o supermercado considera como um investimento ecológico.

O gerente do Bretas no bairro Roosevelt, Marlos Rodrigues, disse que o supermercado diminuiu em 33% o uso das sacolinhas. “Antes comprávamos 120 mil unidades por semana, agora compramos 80 mil. A intenção é adequar à lei o mais rápido possível.” No supermercado, é possível encontrar sacolas retornáveis a R$ 3,99.

No Atacadão, sacolas plásticas biodegradáveis são vendidas a R$ 0,18 e a renda é revertida para os Doutores da Alegria e a AACD. Neste ano, já foram doados quase R$ 570 mil. O gerente Wesley Totti afirma que “o planeta vem sofrendo não apenas com as sacolas, como também com as garrafas pet. Todos devem ser eliminados”. No estabelecimento não há sacolas plásticas, apenas caixas de papelão.

Resistência

Já no Cristo Rei, a gerente Tatiana Coelho sente muita resistência dos clientes. “Conseguimos diminuir apenas 10%, porque as pessoas levam nas caixas e embalagens maiores que oferecemos, mas pedem as sacolinhas para colocar lixo em casa.”

A professora Evelin Martins diz que gosta das sacolas plásticas. “Elas são práticas e servem pra jogar o lixo fora, mas concordo que se deva substituí-la por outro material.”

Carrefour quer banir sacolinhas

O diretor de sustentabilidade do Carrefour Brasil, Paulo Pianez, diz que pretende eliminar as sacolas plásticas de todas as 163 franquias existentes no Brasil num prazo máximo até 2014. O marco inicial do projeto é a unidade de Piracicaba (SP), onde, desde março deste ano, não se utiliza o material. Segundo Pianez, foi feito um trabalho de conscientização com o consumidor, com incentivo pelo uso de caixas de papelão e sacolas retornáveis.

Consumo no Brasil

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estima que o Brasil consuma 12 bilhões de sacolas plásticas por ano. Isso significa que cada brasileiro utiliza em torno de 66 unidades por mês. Esta embalagem demora cerca de 400 anos para se decompor.

Fonte – Carolina Vilela especial para o Correio de Uberlandia de 20 de maio de 2010

Parábéns aos vereadores e ao prefeito de Uberlândia, que mesmo sob pressão da máfia do plástico, tiveram a  coragem de livrar os habitantes atuais e futuros da cidade de um problema ambiental gravíssimo, que é a plastificação planetária.

Só corrigindo uma informação da matéria, os brasileiros jogam no ambiente anualmente mais de 20 bilhões de sacolas plásticas de uso único por ano.

Sacolas retornáveis de plástico

Sacolas retornáveis de plástico

A máfia do plástico vive nos acusando de demonizar o plástico, o que é uma grande mentira.

Queremos sim que as sacolas de uso único de plástico sejam banidas do planeta, que cada humano se esqueça que um dia essas inúteis existiram.

Existe coisa mais ridícula do que usar uma sacola de plástico eterno de uso único? Elas demoram um segundo para serem produzidas, são utilizadas durante meia hora e depois se tornam lixo que nossos mais longínquos descendentes terão que limpar. Isto é, daqui a 500 anos nossos descendentes terão que limpar a sujeira que geramos hoje.

Agora, a sacola retornável de pano, de crochê, de tricô, de juta, de palha de banana, palha de milho, de qualquer material, inclusive a de plástico, pode e deve ser incentivado o uso, pois ao invés de ser usada por apenas meia hora, ela pode ser usada por muitos anos.

Como ela não é leve, não irá voar como as sacolas de plástico de uso único, que estão voando por todos os lugares do planeta, poluindo rios e mares, provocando enchentes e matando aves, animais e peixes, que as confundem com alimento.

Como não são gratuitas, são mais pesadas, são mais bonitas, a chance delas acabarem na reciclagem é muito maior.

Veja abaixo algumas sacolas fabricadas com plástico, mas que são retornáveis. É claro que iremos convencer quem fabrica a aplicar o aditivo que torna o ciclo de vida útil delas controlado, para que elas não fiquem também 500 anos no planeta, mas calma, tudo a seu tempo.

A maioria delas tem reforço no fundo, porta garrafas – normalmente para 4 garrafas – nas laterais e um fecho.

Essas abaixo tem lugar para 4 garrafas nos cantos.

sacola VB Sac PP woven Melon

 

sacola VB trilogie passion 

sacola VB view (Small) 

Essa é imensa. Ótima para ir à feira, onde nenhuma fruta, verdura, legume ou tempero amassa o outro. Ela tem 90 cm de largura por 35 cm de fundo, uma alça grande e outra pequena e ainda um fecho.

sacola VB Superbagopn

sacola VB spar

Essa é de TNT, com um reforço no fundo e alças reforçadas.

sacola VB LEAF BAG CLEAR  

Essa é lindíssima, de juta, encara um shopping sem constrangimento.

sacola VB jute logo copie 

sacola VB DSC01809 fond blanc  

sacola VB DPAM

Essa além de ter os porta garrafas dentro, tem o fecho ajustável.

sacola VB Auchan Italie

Essa é dobrável, se torna um saquinho de 15 cm e pode ser carregada na bolsa.  

sacola VB carrefour 

sacola VB 02

Essa tem rodinhas, para quando estiver muito pesada.

sacola VB Trolley vert bis

Essa fábrica tem muitos modelos e postaremos mais fotos, conforme nos forem enviadas.

Este produto já existe no Brasil.

Para maiores informações, entre em contato com a FUNVERDE pelo email funverde@funverde.org.br.

Supermercados do Rio ameaçam ir à Justiça contra lei dos sacos plásticos

Reunião de varejistas e governo do estado foi marcada por críticas à lei. Dentro de dois meses, entra em vigor restrição ao uso das sacolas.

A reunião entre representantes dos supermercados, parlamentares e a Secretaria estadual de Ambiente (SEA) para discutir o uso das sacolas plásticas foi marcada por atritos entre os participantes. A dois meses da entrada em vigor da lei, o presidente da Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), Aylton Fornari, manifestou a intenção de ir à Justiça contra artigos da lei estadual.

Para Aylton Fornari, a “redação da lei está horrível” e os supermercados “não vão deixar de usar sacolas plásticas”. O deputado estadual Carlos Minc (PT), ex-ministro do Meio Ambiente e vice-presidente da comissão temática da Assembléia do Rio, foi incisivo ao defender a legislação aprovada. “A lei é essa, e quem não cumpri-la vai ter fiscalização na porta”, garantiu.

Aylton, você está se se recusando a cumprir a lei? Cadeia para você! Primeiro multa pesadíssima, para doer no bolso e depois cadeia, por estar plastificando o planeta conscientemente. Se a lei diz que tem que abandonar o vício da sacola, vocês vão cumprir caladinhos, é o mais sensato a fazer. Pare de espernear aylton, fica muito feio para você e o setor que você representa.

Se é sabido que 10% de todo o lixo coletado – ou jogado no ambiente – diariamente é composto de sacolas plásticas, que a reciclagem no país não chega a 1%, que temos pouco mais de 10% das cidades com aterros, o resto delas só dispõe de lixões a céu aberto, que temos um número inexpressivo de cidades com coleta seletiva, é no mínimo criminoso querer continuar a poluir o país com as malditas sacolas plásticas.

Isto é um absurdo, uma irresponsabilidade por parte dos supermercadistas por um lado se dizem preocupados com a poluição causada pelas sacolas, mas agora vem defendendo com unhas e dentes estas porcarias que ficam poluindo o planeta por cinco séculos, legando um passivo ambiental para os humanos que nem nasceram ainda terem que mitigar. Isso é puro greenwashing, fazem propaganda se dizendo engajados para salvar o planeta e por outro lado continuam a poluir. Vergonha!

O que se esconde atrás desta choradeira toda? Quem está manipulando os supermercadistas? Qualquer imbecil sabe que sacola plástica é custo para o supermercado, chegando a significar 5% do custo operacional mensal de um supermercado, ou seja, sem as sacolas o supermercado tem menos gasto, mais lucro, então, o que os está levando a defender as sacolas? O que, ou quem ou braskem?

Sabe o que é pior, muitas destas redes supermercadistas além de quererem continuar a poluir com as odiosas sacolas de uso único, ainda estão caindo no conto da plastivida de usar sacolas com 30% a mais de plástico, isto é, não querem só poluir, querem aumentar a poluição que causam em 30%. Este mundo está completamente enlouquecido, preso na engrenagem do capitalismo selvagem, em que tudo pode, desde que gere lucro desenfreado.

Perguntado se a Asserj pretende entrar com uma ação judicial contra a lei, Fornari respondeu: “Nossa assessoria jurídica estuda essa possibilidade.” O subsecretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Gelson Serva, que representou a governo do estado na reunião, afirmou que a área jurídica da SEA se prepara para o caso de a Asserj entrar com uma ação.

A lei estadual 5.502/09 foi sancionada em 15 de julho de 2009, e prevê o recolhimento e a substituição de sacolas plásticas por bolsas retornáveis nos estabelecimentos comerciais. Os prazos para a substituição são de 2 a 3 anos, para micro e pequenas empresas, e de 1 ano para empresas de médio e grande porte. Portanto, o prazo para os grandes supermercados se adequarem à nova lei se encerra em 15 de julho deste ano.

Entretanto, o presidente-executivo da Asserj diz que a lei não é clara. “Vamos substituir (as sacolas plásticas) pelo quê?”, indagou. “Nem quem fez a lei a está entendendo”, disparou. “O meu entendimento é de que as sacolas de plástico vão estar proibidas”, rebateu Gelson Serva.

Pergunte para sua avó, ela tem a resposta, que você também tem, que é usar sacolas retornáveis, carrinhos de feira, caixas de supermercado. Pare de fingir ignorância para justificar sua sede de poluir seu estado. Depois de tantas enchentes, deslizamentos, alagamentos, como você pode esquecer em tão pouco tempo que a maior causa disso tudo é o entupimento de bueiros, bocas de lobo pelas sacolas plásticas. Que ser amnésico.

Outro ponto polêmico é o trecho onde a lei afirma que os estabelecimentos que não tiverem promovido a substituição ficam obrigados a receber sacolas plásticas, “entregues pelo público em geral, independente do estado de conservação e origem”. Fornari mais uma vez foi enfático: “Sacos sujos são atrativos para insetos, e eu vou ter problemas com a Vigilância Sanitária. Será que é juridicamente cabível o Estado obrigar quem trabalha com gêneros alimentícios a receber lixo?”

Oras, se vocês não banirem as sacolas plásticas, aguentem as consequências, isto é, recebam as sacolas sujas com o mesmo amor que as distribuiram limpas. Não venham culpar a lei por algo que é culpa de vocês, que é poluir descaradamente, desavergonhadamente, criminosamente seu estado e sua cidade com as sacolas plásticas de uso único.

Ao longo da reunião, representantes de várias redes varejistas, como Wal Mart, Prezunic e Supermarket, mostraram-se preocupados com alguns pontos da lei e sobre como será a fiscalização. “No dia 15 de julho, o que vou falar para o meu cliente?”, chegou a indagar Josimar Salles, representante da rede Bramil de Supermercados, do interior do estado.

Josimar, fale para seu cliente, através da mídia que a partir do dia 15 de julho não serão mais disponibilizadas as sacolas plásticas de uso único na rede Bramil. Sacou? Entendeu? Por que é que esses caras, mesmo tendo um ano para se adaptar deixam tudo para a última hora e depois vem se fazer de vítimas e ainda esperam a revogação da lei? Que inferno, esse povo não cumpre as leis e ainda se acham as vítimas.

Poderiam, a partir da aprovação da lei, já ter colocado cartazes, inserido nas propagandas que a partir da 15 de julho de 2010 o cliente teria que se adaptar, poderiam já faz um ano ter começado a vender as sacolas retornáveis, carrinhos de feira, isto é, reeducar o consumidor, mas não … é mais fácil não cumprir a lei, derrubar a lei. Estes supermercadistas não tem respeito pelo cliente ou pelo planeta, só não querem mudar, evoluir.

“Essa lei foi discutida por dois anos. Preparem-se, porque é essa lei que vai entrar em vigor”, alertou Minc.

Minc, esperamos que você faça mais como deputado do que como ministro. Estamos de olho para ver sua atuação na lei da desplastificação do Rio.

Fonte – Bernardo Tabak para o G1 de 11 de maio de 2010

Imagem -  rafael.andrade

Escândalo à vista …. plastivida tentando mudar a lei do Rio de Janeiro

Escândalo à vista …. plastivida tentando mudar a lei do Rio de Janeiro

Desde que a lei do Rio foi aprovada, estávamos estranhando a plastivida estar tão quieta.

No fim, concluímos que era porque eles apostavam que a lei não iria ser cumprida, por isso não colocaram suas mentes malignas para agir e derrubar a lei.

Pois bem, além das mentiras habituais sobre a norma das sacolas, vai abaixo mais um festival de falácias para derrubar a lei.

Inferno astral das sacolinhas – Alerj analisa projeto que institui cobrança das sacolas plásticas em lojas

O Rio de Janeiro deve ganhar uma lei que institui a cobrança das sacolinhas plásticas usadas para transportar compras em qualquer estabelecimento comercial.

A cobrança da embalagem, que está em curso na Assembléia Legislativa, no entanto, está longe se ser um consenso.

O assunto opõe, de um lado, aqueles que encaram este tipo de embalagem como vilã da poluição ambiental e, por isso, desejam reduzir sua quantidade cobrando por elas. De outro, aqueles que defendem o uso da sacola de forma racional e, por isso, querem um investimento em campanhas educativas e adequação das diferentes redes varejistas a normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Segundo estas normas, a capacidade de resistência das sacolas deve ser limitada a seis quilos, o que impactaria menos o meio ambiente, já que com essa espessura elas são capazes de carregar mais peso. O que normalmente acontece, segundo Paulo da Colina, diretor do Instituto Nacional do Plástico, é que muitos dos supermercados usam sacolas com qualidade inferior: — E aí é preciso duas ou mais para carregar as compras — disse.

É só ler a norma para ver que o Paulinho está torcendo a verdade conforme seus interesses. Nós lemos!

Desde julho de 2009, o estado do Rio de Janeiro já tem a Lei 5.502, que prevê a redução gradativa do uso das embalagens no prazo de um ano. Mas, segundo o deputado André Lazzaroni, presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj, o texto gerou reclamações por parte da sociedade civil e, especialmente, de donos de supermercados. Por isso, está sendo revisto.

Quem foi mesmo que reclamou? A sociedade ou a bra$$$$kem?

Carambolas, o dono do supermercado vê a sacola como uma despesa a mais, chegando compor a 7% do seu custo operacional mensal. Isto significa que o supermercadista com a economia que faria ao deixar de comprar as sacolas para distribuir para o consumidor, poderia construir um supermercado a mais por ano e é por isso mesmo que ele jamais reclamaria, ele dá graças aos céus e está rezando para a sacola plástica de uso único ser banida do planeta.

— Um dos artigos, por exemplo, estabelece que o consumidor que deixar de usar a sacola tem o direito a um desconto no valor dos produtos que comprar.

Os mercadistas reclamaram, embora o abatimento fosse de apenas R$ 0,03, o que equivale ao preço da sacola.

O preço da sacola que está embutido no valor da compra tem que ser repassado para quem não utilizar a mesma. Pura lógica. O supermercadista que recusar este desconto está querendo lesar o consumidor.

Outra reclamação foi no artigo que define que a cada 50 sacos plásticos trazidos pelo consumidor, ele trocaria por um quilo de feijão ou arroz. Estamos revendo – disse Lazzaroni A proposta que está em curso na Alerj seguirá o modelo usado em países como Alemanha e Irlanda, que institui a cobrança da sacolinha. Além disso, deve conter um artigo sobre a adequação das sacolas às normas da ABNT. A solução, na opinião de Lazzaroni, até pode enfrentar alguma resistência em um primeiro momento, mas a longo prazo deve ter um efeito educativo.

Ótimo, cobrar pela sacolinha também funciona. Aliás, funciona muito melhor do que o desconto. Mas tem que se cobrar 10 vezes o preço que custa uma sacolinha, para doer de verdade no bolso do consumidor. Isto é, se o consumidor não levar a sacolinha, leva desconto de 3 centavos a cada 5 itens adquiridos e se quiser levar a sacolinha, que pague 30 centavos por sacolinha.

—Não queremos banir completamente as sacolas, nossa intenção é reduzir a quantidade. Quando se dá algo de graça há um consumo maior. Ao pagar, o consumidor pensará duas vezes em botar duas ou mais sacolas juntas para carregar suas compras – diz Lazzaroni.

Esta tese encontra ressonância no município de Xanxerê, em Santa Catarina, onde a sacola plástica não está sendo mais distribuída gratuitamente há um ano. Com uma ação conjunta de donos de supermercado e prefeitura, o uso da embalagem foi reduzido em mais de 80%. De um milhão de sacolas circulantes, hoje restaram 150 mil.

— O maior ganho pode ser visto a olho nu. Não vemos mais plástico no chão por aqui — diz Grasiella Tao, coordenadora de projetos educacionais da prefeitura e responsável pela ação na cidade. Ela conta que dos 29 mercados da cidade, 25 não distribuem mais as sacolas gratuitas. Vendem as retornáveis, feitas de lona ou TNT. — Nos primeiros meses, os moradores da cidade reclamaram por conta da cobrança, mas aos poucos se habituaram, até porque esclarecemos que o valor da sacola está embutido no preço dos produtos como custo operacional — disse.

O mérito do fim das sacolas em Xanxerê e mais 14 municípios de Santa Catarina é todo dos supermercadistas de Xanxerê, que em dezembro de 2008 decidiram banir as sacolas e o fizeram em primeiro de abril de 2009 e agora estão indo de cidade em cidade de seu estado, contar a experiência de Xanxerê e com isso estão banindo as cidades de Santa Catarina, uma por uma.

Eles também tem sido convidados pela FUNVERDE desde o meio do ano passado para palestrar em vários eventos sobre banimento de sacolas e contagiado quem ouve a palestra, pois mostram que é possível banir as sacolas que estão plastificando o planeta e é possível fazer isso rapidamente, sem enrolação.

Em Piracicaba, o Carrefour substituirá aos poucos as sacolinhas de sua loja até 2014 por outras retornáveis, feitas de ráfia por uma empresa vietnamita. Elas serão vendidas a R$ 1,90, a mais barata, e R$ 2,90, a mais cara. A escolha de um fornecedor estrangeiro é justificada pelo diretor de sustentabilidade Paulo Pianez, pela decisão da companhia em fazer uma compra global de sacolas, o que torna o preço de custo menor e o de venda razoável, segundo ele. Mas o fato é que os consumidores precisarão pagar por algo que estavam habituados a receber de graça, e que ainda utilizavam como saco de lixo depois das compras.

Ráfia é plástico, mas sacola retornável pode ser feita de qualquer material, inclusive plástico, desde que se aditive estas sacolas de ráfia para elas terem o ciclo de vida útil controlado e não ficarem 500 anos poluindo o planeta

Local para acondicionamento de lixo deve ser o saco de lixo fabricado com material reciclável e com ciclo de vida útil controlado e hábitos são facilmente mutáveis. Se não existem mais as sacolinhas, agora comprarão os sacos de lixo e os utilizarão com mais sabedoria, porque estarão pagando por estes sacos. Com a separação do lixo para reciclagem e compostagem, a dona de casa economiza 75% em sacos de lixo. Isso é ser um consumidor sustentável e responsável.

— Não queremos lucro com as sacolas que iremos vender, por isso vamos oferecer gratuitamente durante 15 dias, tempo estimado em pesquisa para que 100% dos consumidores circulem em um determinado ponto de venda.

— informa Pianez.

No caso do Carrefour, a dona de casa terá a chance de escolher ainda entre um carrinho de R$ 15 e mais um saco de bioplástico com capacidade de 10 quilos a R$ 0,30, além de caixas de papelão gratuitas, para levar suas compras para casa. O lucro da venda das sacolas de ráfia e das outra soluções será revertido em parte para a compra de sacos de bioplástico para o setor de perecíveis — dos mesmos fornecedores das sacolas plásticas, segundo o diretor — e para entidades que realizam trabalho social.

Bioplástico não, peloamordamãeterra! Fazer sacola de bioplástico é roubar água e comida dos bilhões de famintos do planeta. Usem sacos para perecíveis de oxi-biodegradável, é o mais racional a se fazer, porque a matriz mundial energética é o petróleo, que no momento do refino, tem até 7% de sobra de nafta, que se não for utilizada para fabricar plástico, será queimada nas usinas, prejudicando o clima mundial. O único porém, é que este plástico tem que ser transformado em plástico com ciclo de vida útil controlado, para não ficar cinco séculos plastificando o planeta.

Um supermercado usa o dobro das sacolas antes do caixa, isto é para açougue, hortifruti, padaria … e estes plásticos devem ter o ciclo de vida útil controlado – oxi-biodegradável – para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto. O Carrefour distribui mensalmente 150 milhões de sacolas de plástico de uso único e portanto distribuem mais 300 milhões de sacos para perecíveis e tem o dever para com a humanidade de diminuir o ciclo de vida destas sacolas de perecíveis, que não tem como ser banidas, ao contrário das sacolas plásticas de uso único de boca de caixa.

— O foco deste projeto é mudar uma cultura de alto consumo das sacolas de plástico que tem um impacto ambiental grande — completa Paulo Pianez.

O que, na opinião de Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida, entidade que atua na conscientização da população para o uso responsável de materiais de plásticos, poderia ser alcançado se todas as redes de varejo atendessem à norma da ABNT.

Esse xico bisfenol tóxico é um baita mentiroso. Defende seus chefes da máfia do plástico com unhas e dentes, mesmo que signifique a destruição do planeta e da humanidade. Continua com a estupidez de dizer que para diminuir o uso do plástico tem que se usar mais plástico. Anta.

— Das 300 empresas do país que fornecem sacolas plásticas, nove produzem dentro da norma técnica. Isso representa 75% do mercado. Portanto, ainda encontramos redes grandes de varejo com sacolas sem certificação, onde o consumidor precisa usar duas ou três, uma dentro da outra, para carregar suas compras — disse José Esmeraldo.

O Carrefour só começou a usar sacolas adequados às normas da ABNT em 2008. Mesmo assim, segundo Esmeraldo, é comum ver consumidores em suas lojas sobrepondo sacolas.

O problema é cultural, quem já não teve suas compras esparramadas no chão por culpa de uma sacola plástica de uso único que arrebentou? Todos sabem que se colocar duas cocas de 2 litros, o saquinho não agüentará mesmo, por isso já se coloca direto em dois ou mais sacos plásticos. Isso não irá mudar até abolir de vez o uso de sacolas plásticas de uso único. Daí cada um irá às compras com suas sacola retornável resistente já sabendo que esta não irá arrebentar na esquina ou até chegar ao carro.

— Não acho que a solução seja vilanizar o plástico, nem cobrar por algo que classes menos favorecidas utilizam, por exemplo, como saco de lixo, como mostrou recentemente uma pesquisa do Ibope. A solução é investir em educação — diz Esmeraldo.

Esta anta sabe, como todos os mais entendidos em finança que quando adquirimos um produto em uma loja ou no supermercado, já estamos pagando pela sacola plástica de uso único, pelo saco de perecível, pelo cafezinho, se houver, pela a água e por tudo o mais que usarmos no supermercado. Se for cobrado o saquinho à parte, é lógico que será uma forma de punir o cliente para não usar mesmo esta sacola e para incentivá-lo a trazer de casa sua sacola. É uma punição necessária para a mudança de hábito do consumidor, que deve entender que sacola de compra deve ser retornável e que lixo se acondiciona no saco de lixo reciclado e com ciclo de vida útil controlado, fazendo a separação para reciclagem.

O tio xico – família Adams – está querendo a simpatia das classes menos favorecidas com este comentário, dizendo que eles terão gastar com sacos de lixo? Acorde xico xico, a sacola plástica tem que acabar e acabará, com certeza. E muito antes do que você pensa e você sabe tanto quanto nós sabemos, que o uso de saco de lixo reciclado incentiva a cadeia de reciclagem e que se houver a separação do lixo, há a economia de 75% dos sacos de lixo.

O programa de consumo responsável da Plastivida tem adesão de 12 grandes redes de varejo — entre elas, a mais conhecida é o Grupo Pão de Açucar — e já conseguiu, com ações educativas, diminuir de 17 bilhões, em 2007, para 15 bilhões, em 2009, a circulação da embalagem no país. A meta é chegar aos 12 bilhões de sacolinhas.

A educação ambiental é importante, todos nós sabemos que o plástico é um problema sério para a vida sobre a terra, basta ver os problemas gerados nas cidades, provocando enchentes, no campo, nos rios e mares. Com o excesso de plástico pelo planeta, temos que transformar o plástico de uso único, que não pode ser banido, em plástico com ciclo de vida útil controlado, aproximando o ciclo de vida útil do plástico ao ciclo de vida útil do produto contido na embalagem plástica. Quanto às sacolas plásticas de uso único, elas devem ser eliminadas por completo, como já ocorreu em muitos países pelo mundo e estão começando a ser banidas no Brasil.
Até agora nós não conseguimos entender como pode uma associação que deveria pensar no futuro do plástico, ser incapaz de enxergar que está prejudicando seus associados com esta idéia ilógica de aumento da capacidade da sacola. Todos estão vendo que o plástico vai acabar na sua concepção de uso único e vamos ter um caminho só para levarmos nossas compras, que é usar nossas próprias sacolas retornáveis.

Esta associação dos plásticos deveria estar trabalhando para diminuir o tempo de vida útil do plástico no planeta para ficar mais tempo com seus associados trabalhando e gerando emprego. Com a recusa de ver a verdade, eles estão dando um tiro no próprio pé. Isso nos parece briginha de criança, pois todos sabem que o lógico é utilizar o aditivo no plástico para programar seu tempo de vida útil sobre este planeta e com isso gerar uma propaganda positiva para este vilão que hoje é o plástico de vida eterna. Com isso, as empresas produtoras de plástico poderiam ficar mais tempo no mercado. Mas, como briga de criança mimada dizem: não vamos aditivar nosso plástico para não agradar nosso inimigo. Estúpidos!

Gostaríamos de ver a cara dos acionistas destas empresas e das produtoras de resina, como por exemplo, a Braskem, como irão ficar, quando, estado a estado, cidade a cidade, não permitirem mais o uso de sacolas plásticas de uso único, vendo seus lucro despencarem, gerando desemprego nas empresas que produzem as sacolas plásticas.

Temos como exemplo disso, veja a cidade de Xanxerê em Santa Catarina. Antes de eliminarem as sacolas plásticas de uso único na cidade, utilizavam mais de um milhão de sacolas plásticas por mês, agora não passa de cem mil, e estão diminuindo esta quantidade. Esta é uma ida sem volta.

As propostas de banir as sacolas plástica têm o apoio do ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc. Desde que a campanha “Saco é um Saco” foi lançada pelo Ministério, em agosto do ano passado, as quatro redes varejistas que aderiram registraram uma redução de 600 milhões de sacolas.

— Não é possível tirar de circulação os 18 bilhões de sacolas que estão nas ruas hoje. Mas o meio-ambiente não aguenta. Por isso nós apostamos no consumo consciente — disse Minc.

Rei morto, rei posto, mas ainda assim, temos que comentar. Minc, quem disse que não é possível banir as mais de 20 bilhões de sacolas? Você andou ouvindo as besteiras que a plastivida conta? É possível e a
FUNVERDE vem fazendo sua parte de lutar pelo fim das sacolas, cidade a cidade, estado a estado, ao contrário do MMA que não vem fazendo nada efetivo para acabar com a plastificação do país. Esse MMA é uma vergonha

Antes de deixar o cargo, o ex-ministro pediu apoio de parlamentares para a votação do Projeto de Lei 203/91, que institui a política Nacional de Resíduos Sólidos. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e está aguardando apreciação dos senadores.

Se for aprovado, todos os geradores de resíduos sólidos, como indústrias, empresas de construção civil, hospitais, portos e aeroportos, terão a responsabilidade sobre a destinação daquilo que produzem.

— São 19 anos esperando. Há experiências recentes da iniciativa privada que servem para mostrar que muitas empresas, como o Carrefour e a Phillips, por exemplo, que estão se antecipando nesta questão ao poder público.

Espero que até o início do segundo semestre possamos comemorar a aprovação do projeto.

***Nós também esperamos a aprovação do projeto, mas francamente, não acreditamos, pois o projeto fere muitos interesses.

Fonte – Martha Neiva Moreira para O Globo de 06 de abril de 2010

Sacolas de plástico oxibiodegradável reduzem os impactos ambientais?

Sacolas de plástico oxibiodegradável reduzem os impactos ambientais?

SIM

“O plástico oxibiodegradável seria uma solução não somente para as sacolas, mas para todas as embalagens plásticas inadequadamente descartadas no meio ambiente, não recicladas. Desde 2004, a norma do Guia Padrão de Exposição e Testes de Plásticos confirma que os plásticos se degradam no meio ambiente combinando oxidação com biodegradação. Os testes informam se o plástico é degradável, biodegradável e não tóxico. No Brasil e no exterior, universidades, laboratórios e centros de pesquisa renomados, independentes e creditados testaram a tecnologia chamada oxibio d2w e comprovaram sua eficácia e segurança, inclusive no contato com alimentos. O d2w é um aditivo que age na decomposição das moléculas de carbono, podendo ser adicionado a polietileno, poliestireno ou polipropileno, em conformidade com as resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Mais de 90 países produzem o plástico oxibiodegradável com essa tecnologia. No Brasil, já são 260 indústrias. Os produtos podem ser reciclados com outros de plástico convencional ou produzidos a partir de plásticos reciclados. São idênticos aos convencionais, com a diferença única de se decomporem mais rápido, sem deixar resíduos nocivos – no caso de uma sacola típica de supermercados, o tempo estimado é de 18 meses. Por essas razões, a tecnologia é uma alternativa baseada nos pilares da sustentabilidade para diminuir os impactos ambientais de embalagens. A escolha é um primeiro passo. O ideal é que as pessoas e as indústrias se conscientizem quanto ao consumo responsável, à utilização e ao descarte.”

Eduardo Van Roos, diretor da Res Brasil (Plásticos com Ciclo de Vida Útil Controlado)

NÃO

“Muitos acham que os plásticos ditos oxibiodegradáveis poderiam ser jogados fora sem causar danos ambientais. Não é verdade. Trata-se de plásticos meramente oxidegradáveis ou fragmentáveis, que não se decompõem como prescrevem as Normas Técnicas nacionais e internacionais. Eles se dividem em pedacinhos e, no fim do processo, transformam-se em um pó que facilmente se espalha pelo solo, pela água e pelo ar. Nossa geração poderá beber, involuntariamente, plástico oxidegradável misturado à água, assim como os animais silvestres e de criação, causando sérios danos ambientais. Os fatos são comprovados pela Universidades de Michigan e da Califórnia, e Mackenzie, no Brasil, dentre outras. De acordo com elas, os fragmentos depositados no solo não podem ser coletados, reciclados mecanicamente ou recuperado energeticamente. O que a população pode e deve fazer é praticar os 3 R’s: reduzir o desperdício de sacolas; reutilizá-las; promover a coleta seletiva e reciclar. O poder público pode ajudar, aumentando a coleta seletiva municipal dos resíduos urbanos, pois só 7% das cidades brasileiras têm esse tipo de serviço. Algumas importantes redes de supermercados já fazem sua parte ao usarem sacolinhas resistentes, fabricadas dentro das normas técnicas, que, com ciclo de vida prolongado, reduzem o consumo total em 30%. Os plásticos são duráveis, leves, impermeáveis, atóxicos, inertes, não mofam nem enferrujam. São indispensáveis à vida moderna. Se o material é tão bom e provém do petróleo, que é um recurso finito, jamais deveria receber um aditivo que acelera a fragmentação, impedindo o reúso.”

Francisco de Assis Esmeraldo, engenheiro químico, presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos

Fonte – Brasil Sustentável de abril/maio de 2010

É xico tóxico, você continua vomitando suas mentiras. Mas entendemos isso, pois afinal, você é pago para mentir, pago para plastificar o planeta, tudo são interesses comerciais.

Não sabemos nem por onde começar a desmascará-lo, de tantas mentiras por linha da matéria que você conta.

Você diz que tem provas de várias e diversas universidades de que o plástico com ciclo de vida útil controlado não funciona. Pois bem, cite outras fora as duas acima. Não? Claro que não irá citar, pois não existem outros laudos e mesmo no do Mackenzie o pesquisador diz que ele mesmo fabricou um aditivo para testar, não usou um aditivo comercial, o que invalidou a pesquisa. Quanto à outra, aconteceu a mesma coisa, usou parâmetro de plástico compostável para plástico oxi-biodegradável. Poxa xico, assim não dá, pare de confundir a cabeça do consumidor para seus malévolos interesses.

E ninguém diz que o plástico oxi pode ser jogado fora como se jogasse uma folha de árvore, isso é outra invenção sua para distorcer a realidade.

Você sabe que o plástico oxi pode sim ser reciclado com o plástico convencional, sempre soube, mas continua a mentir.

E quanto às sacolas mais grossas, pesadas, vamos esclarecer uma coisa, vocês pretendem diminuir em 30% o consumo das sacolas colocando 30% mais plástico em cada sacola. Isso é de uma malandragem típica, fingindo estar fazendo o certo enquanto continuam a poluir o planeta em nome do lucro.

É um absurdo como esse cara continua a mentir e somente nós temos a coragem de ir contra ele e sua pseudo ong e ainda os seus mestres para desmascará-los.

Plástico de uso único, só se for plástico com ciclo de vida útil controlado. E quanto à sacola plástica de uso único, essas devem ser banidas para o quinto dos infernos, de onde nunca deveriam ter saido, esta invenção dos diabos.

Faltam leis que regulem as sacolinhas no Grande ABC

A pesar de as sacolas plásticas representarem pelo menos 10% das cerca de 60 mil toneladas de lixo produzidas ao mês no Grande ABC, ainda faltam leis que regulamentem seu uso.

A estimativa é de ambientalistas ouvidos pelo Diário que alertam para os problemas causados pelo o uso das sacolinhas, dadas em supermercados, farmácias, padarias e outros estabelecimentos comerciais. Elas levam 300 anos para se decompor. Desde que surgiram, na década de 1980 – para substituir os sacos de papel (cuja decomposição consome no máximo seis meses) – elas vêm se acumulando nas ruas, leitos de rios e muitas vezes são confundidas com alimentos por animais, como tartarugas, que acabam morrendo.

Além de não existirem leis, faltam campanhas de conscientização. ” É preciso haver iniciativa do poder público. Há estimativa que são usadas cerca de 1 milhão de sacolas por minuto no mundo”, disse Maurício Waldman, professor de resíduos sólidos da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais e pós-doutorando pela Unicamp na mesma área. O analista técnico de São Caetano Tadeu Berenguel, 46 anos, concorda que faltam campanhas. “Se o uso de caixas de papelão e sacolas retornáveis fosse mais divulgado, acredito que todos iriam aderir”. Já a aposentada Ana Maria Armone Lopes, 75, de Santo André, carrega sempre sacolas de tecido no carro. “Virou rotina e acredito que com o tempo todo mundo irá aderir. É assim na Inglaterra”.

Das sete cidades da região, só Ribeirão Pires afirmou que a Secretaria de Verde, Meio Ambiente e Saneamento Básico estuda – em conjunto com a Associação Comercial, Industrial e Agrícola do município – a viabilidade de uma lei. Em São Caetano, existe uma lei de agosto de 2008, do Executivo, que institui a Campanha de conscientização dos malefícios causados ao meio ambiente, pelo uso de sacolas plásticas fornecida pelos estabelecimentos comerciais em geral. Porém, não deu detalhes sobre de que forma se dá a campanha.

No Estado, a Secretaria de Meio Ambiente publicou resolução – nº 24, de 31 de março de 2010 -, que complementa a Política Estadual de Resíduos Sólidos. A medida obriga fabricantes, distribuidores e importadores de embalagens terciárias, que inclui as sacolas, a declararem o volume de plástico introduzido no mercado e manter “postos de entrega voluntária para os resíduos pós-consumo” e cumprir metas de recolhimento, dando destinação adequada aos mesmos.

Sociedade, governos e empresas têm iniciativas

Enquanto não existem leis e políticas que regulamentem a destinação adequada das sacolas plásticas, governos, empresas e ambientalistas vêm tomando medidas para tentar reduzir seu consumo. Como algumas redes de supermercados que adotaram sacolas mais resistentes para que não haja a necessidade de usar um número maior de plástico. “Três grandes redes no País se adequaram à norma brasileira, que prevê que a sacola deve ter a espessura de 27 micras (milésimo do milímetro)”, contou Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, entidade que representa os produtores de plástico.

Que linda, poética e até romântica a plativida, que finge ser uma ong mas que representa e defende o setor do plástico e está se lixando para a defesa do planeta, muito pelo contrário, está enchendo o planeta de lixo que durará cinco séculos, defendendo que para diminuir o consumo de plástico deve-se aumentar o consumo de plástico. Paradoxal. Explicamos: eles dizem que vão diminuir o consumo do plástico em 30% aumentando o peso da sacola em 30%, ou seja, estão vendendo 30% a mais de plástico e ainda por cima se fingem de mocinhos. Hahaha, piada sem graça, de mau gosto, uma verdadeira sacanagem que só acontece neste país, em que as pessoas engolem estas besteiras e não pensam, não percebem as verdadeiras intenções desses poluidores sem consciência.

Ribeirão Pires, Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema não têm uma ação específica para as sacolinhas, mas realizam coleta seletiva em alguns bairros e disponibilizam pontos de coleta.

Porém, para entrar novamente no mercado, a partir da reciclagem, a sacola precisa estar limpa, já que não há técnica de lavagem capaz de extrair a sujeira do plástico, que é muito fino. “É incorreto usá-la para lixo doméstico, porque vai para o aterro e perde a chance de ser reciclada. O melhor é usar o saco de lixo preto”, explicou o professor Maurício Waldman, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais. Segundo ele, caso esteja limpa, é possível reciclar a sacola plástica de cinco a seis vezes.

Dizemos mais, o ideal é utilizar o saco de lixo reciclado com ciclo de vida útil programado, para fomentar a reciclagem do plástico e somente usar o saco de lixo para o resíduo orgânico e rejeito, porque para o lixo reciclável o ideal é utilizar caixas ou qualquer recipiente reutilizável, onde você coloca o material reciclável limpo e seco, despeja este resíduo no local da reciclagem e volta com o recipiente para reutilizá-lo para colocar o resíduo reciclável.

“A única medida que vai mudar o comportamento da sociedade é a educação ambiental. Já existe uma política nacional de educação ambiental mas infelizmente não é implantada nos municípios”, declarou Virgílio Alcides de Faria, do MDV (Movimento em Defesa da Vida) do Grande ABC.

A única alternativa é uma lei federal banindo as sacolas plásticas de uso único em todo o território nacional para todo o sempre. Simples e eficaz. Parece que estes políticos querem complicar o que é fácil, ou, o mais provável, tenham interesse em não haver lei para banir as sacolas, prefiram o caos, por algum interesse pessoal.

Alternativas são menos agressivas à natureza

As primeiras sacolas plásticas eram feitas de material mais grosso, de baixa densidade (resistência). Atualmente, as mais usadas são mais finas e de alta densidade, o que tem reduzido o uso de matéria-prima derivada de petróleo (insumo não renovável). Há alguns anos, surgiram alguns materiais concorrentes.

O plástico oxibiodegradável se decompõe em cerca de 18 meses, graças a um aditivo em sua composição que age como catalisador. No entanto, ambientalistas questionam seu uso, já que o material não é totalmente biodegradável. Se decompõe a olho nu, porém, sobram micropartículas.

Que ambientalistas questionam seu uso? Queremos os nomes dessas antas, que mesmo sem ter nenhum conhecimento sobre o plástico com ciclo de vida útil controlado, ficam vomitando besteiras para ter seus 15 minutos de fama. Isso nos deixa furiosos, porque desde 2004, quando decidimos banir as malditas sacolas plásticas de uso único e descobrimos em 2005 o plástico oxi-biodegradável, solicitamos e obtivemos dezenas de laudos internacionais e nacionais, frutos de pesquisas de renomados cientistas e centros de pesquisa reconhecidas nacional e internacionalmente e daí sim, soubemos, com o aval de quem entende – não somos especialistas na área de química, mas mas para isso temos os especialistas – que o plástico com ciclo de vida útil programado era a solução para o problema dos plásticos, claro que a solução final para a sacola plática de uso único é o fim delas, mas o dobro dos plásticos de uso único podem e devem ser substituídos pelo plástico oxi-biodegradável.

Alguns supermercados no País já adotaram sacolas plásticas oxibiodegradáveis, e até já existem algumas leis municipais que instituem a obrigatoriedade do novo plástico. Um projeto de lei do vereador Wagner Lino (PT), de Santo André, previa a adoção de sacolas plásticas deste gênero. No entanto, a Câmara vetou o projeto com base no parecer de especialsitas sobre a eficácia da adoção do plástico. “Vou reapresentar o projeto como uma indicação de política pública para a Secretaria de Meio Ambiente, na semana que vem”, adiantou o vereador. Também existem resinas plásticas feitas de fontes renováveis, como o etanol da cana-de-açúcar. Porém, sua decomposição também levará séculos. Há, ainda, pesquisas nacionais de plásticos totalmente biodegradáveis, feitos a partir de matéria-prima vegetal como mandioca, buriti e também da cana.

Esses pseudo-especialistas que dizem que o plástico com ciclo de vida útil controlado não é eficaz não tem um simples laudo, uma simples pesquisa para os apoiar, estão só dando seus pitacos a mando das corporações interessadas em poluir e destruir o planeta, tudo em nome do lucro.

Quanto ao plástico de etanol, a duração dele é a mesma que a do pástico convencional e ainda um crime ambiental, por utilizar terra fértil e água limpa para produzir plástico, enquanto o número de famintos e sedentos aumenta no planeta.

O mesmo vale para a embalagem de papel oude amido de batata, mandioca, arroz … que rouba terra fértil e água lima para produzir uma embalagem que será utilizada por meia hora. Insensato, insano até.

Política nacional

Em março, foi aprovado, pela Câmara dos Deputados, o texto do PL (Projeto de Lei) que dispõe sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que tramitava na Casa há 19 anos. O PL, que seguiu para análise no Senado, regulamenta fabricação e destinação das embalagens, responsabilizando fabricantes, comerciantes, importadores e consumidores.

Países adotam medidas para reduzir o uso indiscriminado

Cerca de 300 bilhões de sacolinhas plásticas são utilizadas por ano no mundo. Para tentar reduzir o uso, muitos países já tomaram consciência e atitudes que vão desde banir até cobrar pelo uso.

Em alguns casos, o valor arrecadado é destinado a ações ambientais. “Em Bangladesh a sacolinha é proibida e pode dar prisão. Na Irlanda, cada sacola passou a custar R$ 0,40, em 2002. Com isso, houve queda de 90% do uso”, disse Maurício Waldman, professor de Resíduos Sólidos da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais e pós-doutorando pela Unicamp na mesma área.

A China resolveu abolir em 2008, não apenas as sacolas, mas o uso, a produção e a distribuição do plástico ultrafino, que é usado para embalar frutas e verduras. A Índia também tomou a mesma posição.

Nos Estados Unidos, em São Francisco, na Califórnia, além de proibir em grandes supermercados e farmácias, o governo criou os coletores para o descarte do lixo orgânico e reciclável.

Fonte – Bruna Gonçalves e Deborah Moreira para o Diário do Grande ABC de 06 de maio de 2010

Sacolas plásticas de uso único devem ser banidas já, enquanto temos terra para pisar, porque logo estaremos caminhando sobre montanhas de plástico.

Itu, SP faz campanha para reduzir uso de sacola plástica

Durante os dias 28 e 29 de maio, os supermercados, hipermercados e outros estabelecimentos comerciais de Itu, a 95 km de São Paulo, não usarão sacolas plásticas para embalar as compras. A iniciativa é do Ministério Público local, em parceria com a prefeitura e associações comerciais. O objetivo é conscientizar a população para os danos ambientais causados por essa prática.

Pesquisa feita em 2009 pelo promotor de justiça do Meio Ambiente, Amauri Chaves Arfelli, mostrou que o consumo na cidade é de 800 sacolas plásticas por habitante durante o ano. Com população de 160 mil moradores, Itu tem um consumo anual de 128 milhões de sacolas. “Sabemos que uma grande parte vai para o meio ambiente, causando a poluição do solo, dos rios e do ar”, disse.

Ele considera que esse é um hábito de consumo não consciente, que pode ser mudado por um processo de conscientização. “A população de Itu pode dar o exemplo de cidadania, reduzindo e, quem sabe, abolindo o uso de sacolas plásticas.”

Para incentivar a população a adotar o consumo consciente, supermercados que aderirem ao programa distribuirão gratuitamente sacolas duráveis ou retornáveis nessas duas datas. Os estabelecimentos comerciais assinarão acordo com o Ministério Público com fixação de metas a serem cumpridas no prazo de 12 a 24 meses para reduzir o uso de sacolas plásticas.

De acordo com o promotor, cada supermercado adotará livremente medidas internas com esse objetivo e divulgará aos consumidores. “Pode ser a cobrança por sacola plástica utilizada, substituição por caixas de papelão ou embalagens biodegradáveis, até mesmo descontos por sacola plástica não utilizada”, sugere.

As escolas participam desenvolvendo projetos sobre o tema. Grupos de alunos já se dispuseram a fazer campanhas em estabelecimentos próximos da unidade escolar e avaliar a eficácia das medidas adotadas. Os resultados do programa deverão ser apresentados durante seminário com a participação dos envolvidos.

Fonte – José Maria Tomazela para Agência estado de 30 de abril de 2010

Promotor Arfelli, parabéns pela sua iniciativa, mas ela pode ir mais longe, como por exemplo, fixar dezembro de 2010 como o último mês de distribuição gratuita de sacolas plásticas de uso único, fazendo com que Itu entre em 2011 como cidade livre das sacolas. O planeta merece esta atitude, assim como os seres do amanhã, que não devem ser penalizados por nossa preguiça de usar sacolas retornáveis.

Carrefour aprova a sacola retornável

Carrefour e Pão de Açúcar incentivam o fim da sacola plástica

Desde que implantou o sistema de eliminação de sacolas plásticas tradicionais no Carrefour, em Piracicaba – no dia 15 de março de 2010 – mais de 500 mil sacolinhas deixaram de ser utilizadas na unidade.

Isso significa menos sacolas sendo jogadas nos lixos e nas ruas, indo direto para bueiros e provocando ainda mais degradação ambiental. Igualmente positiva, de acordo com a rede, foi a receptividade do consumidor ao programa. “Tivemos alta adesão de nossos clientes, que optaram por substituir as descartáveis pelas sacolas reutilizáveis”. afirma o diretor de Sustentabilidade do Carrefour, Paulo Pianez.

Segundo ele, “é grande o número de consumidores que vão às compras levando suas sacolas retornáveis, ou que preferem utilizar as caixas de papelão, distribuídas gratuitamente, no lugar das sacolinhas tradicionais”. A partir desses dados, segundo ele, a empresa espera que até o fim deste ano 5 milhões de sacolinhas deixem de ser distribuídas nesta loja.

“Agradecemos aos clientes de Piracicaba que estão contribuindo de forma decisiva para o consumo consciente”, ressalta o diretor. A expectativa, segundo ele, é de que até 2014 as sacolas plásticas tradicionais sejam abolidas da rede Carrefour Hiper e Bairro.

Economia

Oferecendo a sacola reutilizável, o Carrefour também está fazendo economia, pois uma de suas opções de sacolas custa R$ 2,90 e tem capacidade para 35 quilos. Isso equivale a cinco sacolas plásticas que deixam de ser distribuídas. Além disso, o cliente tem à disposição caixas de papelão gratuitas para acondicionar suas compras.

A loja de Piracicaba, dea cordo com a assessoria de imprensa, vende sacolas que vão de R$ 1.90 a R$ 15. A distribuição gratuita foi encerrada no dia 31 de março.

Consumidor local dá exemplo

A professora Fernanda Gava Souza, 36, não se aparta mais da sacola retornável. Ontem, durante as compras no final do dia, havia esquecido de levar sua sacola, então comprou mais uma de ráfia. “Estou usando há meses e não me arrependo”, declara.

A comerciante Cláudia Martimiano da Silva, 36, também aboliu de vez a sacola plástica. “Além de não ficar com um monte de sacolas em casa, estou dando minha contribuição para ajudar a proteger o meio ambiente”, afirma.

Narriman Calarge, que é nutricionista, faz as compras e escolhe a caixa de papelão. “Acho que todo mundo deveria aderir à ideia de usar sacola retornável, ou até mesmo caixa de papelão, pois estará contribuindo para a preservação do meio ambiente.

Contrários

Muita gente tem procurado a Gazeta para reclamar que vai até determinado comércio com a sacola retornável, paga a conta, pega a nota a fiscal que é o comprovante de que a mercadoria está sendo quitada e não pode sair do estabelecimento se não for com a sacola que é oferecida.

Uma consumidora conta que depois de pagar a conta, como se recusou a levar a sacola plástica, convenceu a operadora do caixa de que iria levar em uma sacola retornável – que ela carrega constantemente na bolsa – porém foi ‘escoltada’ até a porta da loja.

Procon

O responsável pelo Procon de Piracicaba, Milton Sérgio Bissoli, diz que não há lei que determine o uso ou não das sacolas retornáveis no município, mas afirma que “é uma questão de bom senso entre a loja e o consumidor”.

10.217 sacolas vendidas

O Pão de Açúcar de Piracicaba vendeu, no ano passado inteiro, e de janeiro a abril deste ano, o total de 10.217 sacolas retornáveis. Só em 2009 foram 7.330, segundo a assessoria de imprensa. A loja, conforme apurou a Gazeta, não doa a sacola retornável aos consumidores, mas tem a ação de pontuação MAIS. Segundo Paulo Rogério Pandolfo, líder de seção, a cada R$ 1 real gasto o cliente acumula um ponto.

Com três mil pontos ele ganha um vale-compra de R$ 20, se acumular 5 mil pontos o prêmio é de R$ 50 e se obter 9 mil pontos, o vale-compra equivale a R$ 100. Também há, de acordo com ele, o programa ‘acelerador de pontos’, onde dependendo do produto que adquirir, o cliente tem mais pontos acumulados.

Opções

Na rede Pão de Açúcar, são sete opções de sacolas retornáveis – cinco em ráfia sintética, uma em algodão com a frase “eu sou uma sacola verde” e a sacola acoplável ao carrinho de compras. A rede também oferece caixa de papelão para cliente transportar suas compras.

Número

500 mil sacolas plásticas deixaram de ser distribuídas pelo Carrefour

Fonte – Ana Cristina de Andrade para a Gazeta de Piracicaba de 04 de maio de 2010

Não há mágica na atitude otimista do consumidor com o fim das sacolas, é somente a consciência de cada consumidor acordando.

Não entendemos tanto estranhamento por parte das duas redes pela atitude positiva do consumidor que não está reclamando do fim das sacolas, o consumidor se adapta, é só cessar a distribuição das sacolas plásticas de uso único gratuitamente que o consumidor se acostuma e ainda se sente parte da corrente para salvar a humanidade e o planeta, causando no consumidor um bem estar e sensação de estar fazendo sua parte pelo futuro da humanidade e o varejista que banir as sacolas ganhará mais clientes, os clientes do Século XXI, o cliente consciente, o cliente que quer se tornar sustentável, causar menos impacto no planeta.

Agora, se as sacolas continuarem disponíveis, a preguiça é maior do que o amor pelo planeta ou por qualquer coisa e o comodismo fará com que o consumidor continue utilizando as sacolas de uso único fabricadas com o plástico convencional eterno.

Carrefour, faça um favor ao bolso dos seus acionistas, à mãe terra e à humanidade, apaguem a idéia estúpida de banir as sacolas somente em 2014 e determinem que em janeiro de 2011 não haverá mais distribuição de sacolas plásticas de uso único em nenhuma de suas lojas.

Pão de Açúcar, Walmart e qualquer outro varejista que distribua as malditas sacolas plásticas de uso único fabricadas com plástico eterno, elejam dezembro de 2010 como o último mês de plastificação do planeta, o consumidor já está preparado, já está consciente, já está sensibilizado. Agora, só falta vocês fazerem sua parte, que é banir essas inúteis sacolas plásticas da face da terra.

Queremos 2011 sem sacolas plástica de uso único!

Respondendo ao comentário do Hélio do Rio de Janeiro, RJ

Respondendo ao comentário do Hélio do Rio de Janeiro, RJ

É amplamente divigulgado principalmente aqui que o uso das sacolas plásticas é nocivo á natureza, gostaria que observasse também que todas as embalagens hoje são feitas de polietileno(arroz,feijão,farinha.açúcar etc) estão não são nocivas também? não poluem?, pergunto: o que será feito?,

Já está sendo feito!

A FUNVERDE quando fala sobre banir o plástico convencional de uso único não se refere somente a sacola plástica convencional de uso único mas a todo plástico de uso único, que corresponde a 80% de todo o plástico fabricado, que é utilizado somente uma vez dentro de 6 meses e depois descartado para ficar poluindo o planeta por cinco séculos.

Desde 2004 estamos trabalhando para banir o plástico onde puder ser banido – sacolas plásticas de uso único – e quanto aos outros plásticos, que normalmente são plásticos de embalagens de produtos, estamos incentivando a transição destas embalagens para plástico com ciclo de vida útil programado.

Este incentivo se dá através do contato com as fábricas dos plásticos convencionais explicando para estes que neste novo século um dos grandes problemas é o lixo e que a embalagem deve ter o ciclo de vida aproximado ao ciclo de vida do produto contido na embalagem e através do contato com o varejo, com a mesma abordagem e por último, o contato com as fábricas dos produtos para que diminuam o número de embalagens dos produtos e que estas sejam ambientalmente corretas.

Hoje já estão no mercado embalagens com ciclo de vida útil controlado para verduras, legumes e frutas, plástico de açougue, filme plástico esticável, copos de plástico, embalagens para flores, plásticos para agricultura, embalagens de isopor com ciclo de vida útil controlado, sacos para padaria, e os plásticos de fábrica também já estão sendo produzidos com plásticos com ciclo de vida útil controlado como plástico para arroz, feijão, farinha, açúcar, xampu, desodorante, margarina, pão …

gostaria de saber também como consumidor, quais as alternativas de embalagens para levarmos nossas compras para casa?,

Você já ouviu falar de sacola retornável, carrinho de feira, mochila, caixa de papelão, caixa de plástico … ? São todas opções para você levar as compras para casa, sem o inconveniente de ter seus dedos gangrenados pela alça da sacola de plástico de uso único.

muitos consumidores como eu não tem carro, levaremos em sacolas ecólogicas?

Sim, claro, óbvio, uma sacola retornável de tamanho normal acondiciona o equivalente ao conteúdo de cinco sacolas de plástico de uso único. Essa tal de sacola retornável é uma invenção fantástica. Pergunte para a sua avó e ela lhe dirá que usou a vida inteira até a década de 80 do século passado, quando se acomodou e passou a usar as sacolas de plásticos que cortam a circulação de sangue nos dedos, que arrebentam e tem uma série de inconvenientes mas que, já que é de graça – as pessoas pensam que é de graça mas o preço delas está embutido no preço de cada mercadoria comprada no supermercado – a preguiça falou mais alto e as pessoas esqueceram que cada sacola demora centenas de anos para sumir da face da terra. É o consumismo, o comodismo destruindo o mundo.

 e os idosos conseguirão levar suas compras de mês nestas sacolas? caixas de papelão?

Você já ouviu falar de entrega em casa que os supermercados fazem? Uma compra do mês pode, sem custo nenhum para o idoso, o jovem, ou a pessoa de meia idade, ser entregue em casa, não é maravilhosa essa invenção?

E tem mais, o que você acha mais cômodo, uma sacola retornável ou carrinho de feira, que acomoda muitos produtos e que não machuca as mãos e cabe um monte de produtos ou várias, inúmeras, sacolas plásticas de uso único, que caem, arrebentam e derrubam as mercadorias contidas e por fim, arrebentam os dedos por carregar tanto peso em uma tirinha fina de plástico?

temos um grupo de pessoas que também preocupam-se com a natureza, acho que esta campanha é somente para beneficiar esses grandes supermercados e repassar os custos para nós consumidores otários consumidores.

Sinceramente não entendemos tanta reclamação. Desde quando uma sacola retornável, caixa de papel, caixa de plástico, mochila, carrinho de feira … são piores opções do que as malditas sacolas plásticas de uso único eternas?

A sacola retórnável ou qualquer outra embalagem retornável e permanente sempre foi e será a melhor escolha para o consumidor e para o planeta, exceto claro, para as pessoas preguiçosas que não querem ter o trabalho e a responsabilidade de carregar estas embalagens na mochila, na bolsa, na bicicleta, na moto, no carro … para estes preguiçosos, tudo dá trabalho e eles não querem nada que dê trabalho, só mordomia, nem que isto custe destruir nosso único lar, o planeta terra.

Hélio, assuma sua parcela de responsabilidade pela poluição que você causa, use sacola retornável.

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