Sacola retornável Archive

Sacola de papel ou de plástico, qual a melhor opção?

Plástico ou papel, Oh, dúvida cruel! Qual das duas sacolas de uso único devo escolher para carregar minhas compras? É lógico que nenhuma das duas, que são péssimas para o planeta. Use sempre sacolas retornáveis, podendo ser até sacola retornável fabricada com, mas, atente para o detalhe, desde que não seja plástico fabricado de comida.

O que é plástico de comida - é o plástico fabricado com o amido de batata, milho, mandioca arroz e farinha … qualquer comida que contenha amido tem o potencial de ser desviada do prato dos humanos pela máfia do plástico para fabricar sacola. Tem também o plástico de cana, que ao invés de ser transformada em açúcar, também vira sacola, com o agravante de demorar os mesmos 500 anos para sumir da face da terra, assim como o plástico de petróleo.

Tenha sempre sacolas retornáveis na bolsa, na mochila, no carro, na moto ou bicicleta, em casa, no trabalho … crie este bom hábito, para não ser pego desprevenido nas chamadas compras por impulso, que é sempre a desculpa usada por quem não usa sacola retornável. Em qualquer matéria na tv, quando alguém é entrevistado, dá sempre a mesma desculpa: nooosaa, sabe, eu sei da importância de usar sacola retornável. Só não estou usando hoje, porque não programei a compra. Ou então: puxa vida, tenho sacola retornável sim, um montão delas, mas estão todas em casa. Seria hilário, se não fosse trágico, se não fosse um ato criminoso.

Usar sacola retornável significa banir sacola plástica de uso único, que por sua vez significa diminuir em 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer local do país e, lembre-se, a reciclagem das sacolas de plástico de uso único é próxima de zero, pois elas são leves e é necessário coletar mais de 500 delas para conseguir um quilo de plástico e elas estão sempre contaminadas com o lixo depositado dentro delas. Portanto, não são recicladas e ficam por 500 anos poluindo o planeta.

Mas, e sempre tem o mas … nos casos em que é impossível usar sacola retornável para acondicionar produtos, como no caso de produtos molhados como em açougue, peixaria ou qualquer produto que contamine a sacola retornável, prefira sempre a sacola plástica de uso único à sacola de papel de uso único.

Você que acompanha a página da FUNVERDE, já sabe que sacola de papel usa recursos naturais valiosos e que jamais deveriam ser usados para fabricar algo que é usado por meia hora e depois descartado. Terra fértil e água potável devem ser usados para plantar alimentos para uma humanidade em crescimento, afinal, já passamos dos 7 bilhões, muitos dos quais, famintos e sedentos.

No entanto, sacolas plásticas de uso único já tem uma alternativa ambientalmente correta, que é adicionar aditivo que promove a biodegradação da sacola em 18 meses, transformando o plástico eterno que fica poluindo rios e mares por 500 anos em um produto que em 18 meses terá se biodegradado. Este plástico é conhecido como plástico com ciclo de vida útil programado d2w ou plástico oxibiodegradável ou ainda plástico biodegradável de petróleo.

Então, não se sinta tão culpado se for obrigado a usar sacolas de plástico de uso único, se elas forem biodegradáveis de petróleo, mas não se sinta tão confortável a ponto de esquecer as sacolas retornáveis, estas sim, são a solução para a plastificação do planeta.

Vamos aos comentários dos gráficos abaixo.

 

Os as duas sacolas analisadas são usadas apenas uma vez, por no máximo meia hora. Isso quer dizer que não importa a quantidade de energia usada para fabricá-las, mesmo que a sacola de plástico ganhe sempre de papel, a sacola retornável será sempre a vencedora, não importa de que material seja fabricada, será usada por centenas de vezes, durante anos, portanto, nem precisamos comparar com as duas acima.

As duas sacolas analisadas são utilizadas apenas uma vez, por no máximo meia hora e depois descartadas, portanto são inúteis e incompatíveis com o consumo sustentável. Isso quer dizer que não importa quanto a sacola de plástico é melhor que a sacola de papel – realmente é – mas o que importa é que a sacola retornável, não importa o material de que seja fabricada, é infinitamente melhor que as duas acima.

As duas sacolas analisadas são utilizadas apenas uma vez, por no máximo meia hora e depois descartadas, portanto são inúteis e incompatíveis com o consumo no Século XXI. Use sempre sacolas retornáveis.

Sacolas de plástico de uso único nunca, jamais são recicladas, porque são necessárias mais de 500 delas para o catador de recicláveis conseguir 1 quilo de plástico, quando pode usar seu tempo para coletar pouco mais de 50 latas de alumínio para conseguir o mesmo peso em muito menos tempo por um produto que irá lhe render muito mais dinheiro no final do dia. Isso não quer dizer que a sacola de papel é boa, nada disso, ela é péssima para o planeta, por usar recursos naturais preciosos, que são terra fértil e água potável para plantar árvores para então fazer uma sacola que será usada por meia hora e vamos parar com a brincadeira, pois estamos em um país em que se recicla menos de 1% do material potencialmente reciclável, isso quer dizer que sacolas plásticas ou sacolas de papel não são recicladas. Novamente, use sempre sacolas retornáveis, porque uma sacola de papel ou de plástico de uso único será usada para acondicionar em média 5 produtos e suporta um peso de 5 quilos é usada apenas uma vez enquanto uma sacola retornável suporta peso até 30 quilos e dezenas de produtos, pois o volume de uma sacola retornável de tamanho médio comporta o mesmo que 10 sacolas de uso único.

As duas vão invariavelmente acabar nos milhares de lixões do país, simples assim. Cansamos de analisar os comparativos acima, pois são todos tendenciosos, pendendo para a sacola plástica, sem usar a terceira alternativa, a mais correta para a humanidade e o planeta, a sacola retornável, não importa o material de que seja fabricada, que será usada por centenas ou milhares de vezes, que não voa com o vento, como a sacola de plástico, que não usa terra fértil e água potável para ser fabricada e usada uma única vez como a sacola de papel.

Resumindo, para produtos molhados, como peixe, carne ou qualquer coisa que não se possa usar sacola retornável, opte por sacola plástica de uso único biodegradável de petróleo, o plástico com ciclo de vida útil controlado d2w que em 18 meses já terá se biodegradado.

Jamais use sacola de uso único de papel, ou de plástico de cana ou de plástico de amido – feito de milho, batata, arroz, trigo, mandioca ou qualquer alimento que possua amido e que possa ser desviado do prato dos humanos pela máfia do plástico – que usa terra fértil e água potável para produzir algo inútil, algo que rouba recursos naturais dos humanos do futuro.

E por fim, seja um cidadão responsável, pense ao menos nos seus filhos e netos, seja menos egoísta e acomodado, mantenha o planeta livre das sacolas de uso único, tenha sempre sacolas retornáveis no carro, na bicicleta, no serviço, em casa, sempre.

Quanta energia é utilizada na fabricação de um saco de papel e de um saco de plástico?

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Sacola de plástico ou de papel? Lógico que nenhuma das duas, use sempre sacola retornável.

Tenha sempre sacolas retornáveis na bolsa, na mochila, no carro, na moto ou bicicleta, em casa, no trabalho … crie este bom hábito, para não ser pego desprevenido quando for comprar por impulso.

Usar sacola retornável significa banir sacola plástica de uso único, que por sua vez significa diminuir em 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer local do país e, lembre-se, a reciclagem das sacolas de plástico de uso único é praticamente zero, pois são leves e é necessário coletar mais de 500 delas para conseguir um quilo de plástico e elas estão sempre contaminadas com o lixo depositado dentro delas. Portanto, não são recicladas e ficam por 500 anos poluindo o planeta.

Mas, e sempre tem o mas … nos casos em que é impossível usar sacola retornável para acondicionar produtos, como no caso de produtos molhados como em açougue, peixaria ou qualquer produto que contamine a sacola retornável, prefira sempre a sacola plástica de uso único à sacola de papel.

Você que acompanha a página da FUNVERDE, já sabe que sacola de papel usa recursos naturais valiosos e que jamais deveriam ser usados para fabricar algo que é usado por meia hora e depois descartado. Terra fértil e água potável devem ser usados para plantar alimentos para uma humanidade em crescimento, afinal, já passamos dos 7 bilhões, muitos dos quais, famintos e sedentos.

No entanto, sacolas plásticas de uso único já tem uma alternativa ambientamente correta, que é adicionar aditivo que promove a biodegradação da sacola em 18 meses, transformando o plástico eterno que fica poluindo rios e mares por 500 anos em um produto que em 18 meses terá se biodegradado. Este plástico é conhecido como plástico com ciclo de vida útil programado d2w ou plástico oxibiodegradável ou ainda plástico biodegradável.

Então, não se sinta tão culpado ao usar sacolas de plástico de uso único, se elas forem biodegradáveis de petróleo, mas não se sinta tão confortável a ponto de esquecer as sacolas retornáveis, estas sim, são a solução para a plastificação do planeta.

Uso de sacolas reutilizáveis nos supermercados de Jundiaí é aprovado por 77%, diz pesquisa

Um ano após adotar o uso de sacolas reutilizáveis nos supermercados, a população da cidade paulista de Jundiaí aprova a medida. Isso é o que revela a pesquisa realizada pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), em que 77% dos entrevistados se mostraram favoráveis à substituição de sacolas descartáveis por reutilizáveis nos comércios.

Os dados, que também mostram que 73% não concordam com o retorno das sacolas descartáveis, foram divulgados nesta quinta, 13, e apresentados ao governador do Estado, Geraldo Alckmin. A medida faz parte da campanha “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”, que tem como objetivo substituir completamente o uso dessas embalagens nos supermercados de São Paulo.

A pesquisa foi executada pelo Ibope Inteligência com moradores de Jundiaí, cidade escolhida pela Apas para implantar o projeto-piloto da campanha “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”, que tem como objetivo substituir as sacolas descartáveis por reutilizáveis nos supermercados. Com esta pesquisa, a Apas buscou mensurar a percepção da população de Jundiaí e as mudanças de hábito após um ano da implantação do projeto na cidade, o que ocorreu em 30 de agosto de 2011.

Para o presidente da Apas João Galassi, a iniciativa de substituir as sacolas plásticas descartáveis por reutilizáveis é uma forma de conscientizar os consumidores quanto à preservação do meio ambiente. “A população de Jundiaí está de parabéns, pois os resultados apurados mostram seu elevado nível de consciência ambiental e sua capacidade de se adaptar a esta nova realidade”, afirma.

O protagonismo da população de Jundiaí se traduz nos resultados da pesquisa, já que 86% dos entrevistados consideram importante ou muito importante sua atitude individual de não usar sacolas descartáveis. E, para 77% dos entrevistados, a substituição das sacolas descartáveis é a ação em favor do meio ambiente mais lembrada pelos consumidores da cidade.

Outro indicador da aceitação da substituição das sacolas foi o fato do Procon do município não ter registrado reclamação por parte dos consumidores durante o primeiro ano de campanha. A pesquisa ainda demonstrou que 93% dos entrevistados apoiam a expansão da campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco” para todo o estado de São Paulo, enquanto, 83% apoia a expansão da campanha para outros tipos de comércio.

As sacolas reutilizáveis e caixas de papelão foram as principais alternativas adotadas pela população para transportar suas compras. Para 89% a alternativa foi a utilização de sacolas reutilizáveis, 45% também optaram por caixas de papelão, 30% por sacolas biodegradáveis compostáveis, 16% por carrinho de feira e 13% por caixa de plástico.

“Agora estamos trabalhando para a implantação da Campanha em todo o estado para cessar a distribuição de sacolas descartáveis a partir de 25 de janeiro de 2012, conforme o acordo firmado em maio passado com o governo de São Paulo”, conclui Galassi.

Fonte – Estadão de 13 de outubro de 2011

Jaú, SP – Carregando as compras com ecologia

Ao que tudo indica, as sacolinhas de supermercados estão com seus dias contados. Em Jaú, professora desenvolve sacola ecológica que reaproveita o couro e ajuda o meio ambiente

Parece cena de comercial antigo, uma mulher entra no mercado, faz suas compras e depois sai com uma bela sacola de pano. Embora pareça coisa de cinema, isso está se tornando cada vez mais comum no dia a dia da população.

No mundo todo, mais de 500 bilhões de sacolas plásticas são produzidas por ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia ou a 1 milhão por minuto. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente, uma proporção de 66 sacolas por habitante. No Brasil, anualmente mais de 30 bilhões de sacolas são usadas por meia hora e depois descartadas no ambiente para ficar poluindo por 500 anos.

A maior parte delas tem dois destinos: o lixão ou a natureza.

No meio ambiente cada sacola leva anos para se decompor. Isso quando não acabam servindo de alimento para animais que morrem por não conseguir digerir o produto. Com a Lei Municipal que entrou em vigor no dia 30 de julho, proibindo estabelecimentos de distribuir sacolas que não sejam a oxibiodegradáveis, a diminuição já pode ser sentida. No ambiente, as sacolas de uso único fabricadas com plástico convencional levam 500 anos para se decompor.

Segundo a tecnóloga em meio ambiente e recursos hídricos da secretaria de Meio Ambiente, Breyla Baricelli, o departamento buscou uma forma de incentivar o uso das sacolas ecológicas. “Fomos atrás de patrocínio pra fazer cinco mil sacolas ecológicas para o pessoal trocar por 1kg de alimento. Elas logo acabaram e, por fim, os alimentos foram entregues para o Fuss que destinou à famílias carentes”.

Sacolão

A professora Vandete Garcia de Moraes dá aulas há 20 anos no Centro Cultural de Jaú e já aderiu à nova forma de se fazer compras. Ela teve uma ideia inovadora ao criar uma sacola com couro e começou a ensinar o método a seus alunos. “Como agora as pessoas estão levando sacolas no mercado, decidi fazer um sacolão de couro”.

Vandete trabalha com couro desde 2001 e diz ter começado a utilizar o material em seus trabalhos devido a grande quantidade que é desperdiçada por fábricas de Jaú. “Começamos a ver que todo aquele lixo estava sendo jogado e que ninguém fazia nada. Sobravam muitos restos de couro e a prefeitura não vencia recolher”. E foi assim que surgiu a ideia da professora.

O “Curso de Couro”, com retalhos do produto, ensina os alunos a fabricar porta-moedas, almofadas, tapetes, bolsas e, agora, a novidade ecologicamente correta ‘sacolão de couro’. Essa é uma ecobag (bolsa ecológica) diferente, com a cara da cidade e que ajuda a preservar o meio ambiente. “Apesar de não ter espaço para as compras do mês, dá para levar as compras da semana”, diz Vandete. Ela afirma que o produto é mais resistente que as sacolas de pano disponíveis no comércio.

O único problema é o custo. No início muitas fábricas disponibilizavam os retalhos de couro gratuitamente. Com o tempo as doações diminuíram tanto que o Centro Cultural passou a comprar o material. “Ainda têm algumas fábricas que doam, embora sejam poucas. A maior parte tem medo, porque acha que jogaremos as sobras em qualquer lugar. Mas nós aproveitamos quase tudo, até fazemos almofadas de bolinha que usam pedaços ainda menores” explica.

Quando não existem doações, o único caminho é a compra do material para que os 15 alunos, em duas turmas, possam aprender o que fazer com os retalhos. “Fica caro para fazer um sacolão de couro se você tiver que comprar. Usamos 80 quadrados de 8 centímetros, cada um deles sai por R$ 0,30 centavos, e depois usamos mais R$ 4 de barbante. Então, para cada bolsa, gastamos R$ 30”, lamenta.

Vandete faz um apelo para que as fábricas de calçado ajudem com doações. “Se as fábricas doarem o que sobra do couro, poderemos fazer mais bolsas e elas não estarão jogando os restos em qualquer lugar. No final todos saem ganhando”.

Fonte – Agência Bom Dia

Imagem – Sacola Vicbag

Sacolas retornáveis podem ser fabricadas a partir de qualquer material, sempre aproveitando o material que seria descartado. Cada cidade uma realidade, uma oportunidade de se criar arte para o transporte das mercadorias.

Parabéns à cidade de Jaú e aos seus habitantes, que acabam de se livrar de um dos grandes problemas que a humanidade está enfrentando, o lixo. Graças a esta lei e à criatividade de pessoas como a Vandete, a cidade fica livre de 10% de todo o lixo gerado diariamente, as famosas sacolas plásticas de uso único de plástico convencional. O planeta e a humanidade agradecem.

Itália – Lei nacional obriga o comércio a utilizar sacolas plásticas biodegradáveis em substituição a sacolas plásticas convencionais

O comércio utiliza sacos e sacolas plásticas biodegradáveis e recicláveis d2w, com ciclo de vida útil controlado.

De novo, repetindo, mais uma vez, até que todos aprendam.

Em primeiro lugar, tenha sempre na sua bolsa, no seu carro, na sua mochila, sempre jundo com você, uma sacola retornável.

Agora, nos casos em que a sacola plástica de uso único não puder ser substituída por motivos de higiene, só use plástico com ciclo de vida útil programado, o plástico que não fica 500 anos poluindo o planeta, o plástico que em apenas 18 meses já terá se biodegradado, retornado ao planeta em forma de nutrientes.

Piada do mês: braskem e basf afirmam que sacola plástica pode ser ecoeficiente

Antes de ler a notícia abaixo, veja quem é quem neste estudo, para deixar bem claro que o patrocinador do mesmo é quem produz o plástico e por isso,  o estudo é totalmente parcial. Eles querem que a população consuma uma quantidade maior de plásticos para poderem auferir maiores lucros e por isso tem todo o interesse em dizer que o plástico é fantástico, em convencer você de que o plástico é a oitava maravilha do mundo e esconder a poluição causada por este produto no pós consumo, consumo este que corresponde a 20% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade e as sacolas em particular representam metade de todo o plástico também descartado diariamente, isto é, sacolas plásticas correspondem a 10% de todo o lixo produzido diariamente no país.

A plastivida foi criada pela braskem em 1994 para defender seus intereses e desde que iniciamos em 2005 o projeto para banir as sacolas plásticas de uso único eles tem se mostrado fiéis aos seus criadores, a braskem, ao inventar maneiras criativas de mentir o para a população e esconder os malefícios causados pelo plástico.

A fundação espaço eco foi criada em 2005 pela basf, a que produz plástico de comida – a sacola de amido que usa terra fértil e água limpa para plantar alimentos que contem amido como batata, mandioca, milho, arroz, trigo ou qualquer outro alimento que contenha amido e depois rouba este alimento do prato da humanidade para fabricar uma sacola que será usada por meia hora e depois descartada muitas vezes no meio ambiente, em local incorreto -.

A sacola de amido ainda tem mais alguns agravantes, um deles sendo que a sacola de amido tem em sua composição mais de 50% de petróleo, portanto é um engodo, mentem ao dizer que é uma sacola feita de recursos naturais renováveis - se menos da metade dela é feita de comida, então que desistam desta idéia e continuem a usar petróleo, é uma mentira e menos terão que nos contar.

A sacola de amido não pode ser reciclada junto com o plástico convencional e só se degrada nos prometidos 180 dias se for colocada em um ambiente biologicamente ativo, isto é, dentro de uma composteira e, infelizmente, dá para contar nos dedos de uma mão as cidades que praticam compostagem no Brasil.

O instituto akatu, apoiador do projeto tem em sua página a braskem como seu apoiador estratégico, isto é, recebe dinheiro da braskem, portanto cai por terra a isenção do akatu e a baskem é a que fabrica plástico convencional e agora também o plástico de cana, que usa terra fértil e água potável para fabricar o plástico de cana que, a propósito, demora os mesmos 500 anos para se degradar. Sim, os mesmos 500 anos de poluição que causa o plástico convencional.

Agora, a matéria.

A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, a Fundação Espaço ECO e o Instituto Akatu apresentam hoje (02/08), um estudo comparativo sobre o uso de diferentes tipos de sacolas para transporte de compras de supermercado, bem como os impactos econômicos e ambientais de cada alternativa. A análise foi desenvolvida pela Fundação Espaço ECO, entidade que busca o desenvolvimento sustentável por meio do compartilhamento de conhecimento e tecnologias aplicadas em ecoeficiência, educação socioambiental e restauração ambiental. A divulgação do estudo tem o apoio do Instituto Akatu, referência na busca da conscientização a favor do consumo consciente.

Para que a discussão sobre a melhor alternativa de uso de sacolas passasse a ser baseada em estudos científicos, foi analisado o ciclo de vida de algumas opções de sacolas disponíveis no mercado brasileiro, entre elas algumas descartáveis (de polietileno tradicional, de polietileno de cana-de-açúcar e as aditivadas com promotor de oxibiodegradação) e algumas retornáveis [papel, ráfia, tecido e TNT (tecido não tecido)]. Aha, finalmente estão admitindo que as sacolas são realmente oxibiodegradáveis, estão utilizando a terminologia correta.

O estudo é inédito no Brasil e leva em consideração algumas das condições atuais no país quanto à tecnologia, métodos de produção e impactos ambientais decorrentes, quando se considera alguns cenários de uso da sacola e de descarte de lixo pelos consumidores. As alternativas de sacolas englobadas no estudo foram avaliadas para um período de um ano, considerando variados cenários envolvendo maior ou menor volume de compras, maior ou menor frequência de idas ao supermercado, maior ou menor frequência de descarte do lixo, tipo de matéria-prima utilizada na produção das sacolas, capacidade de carga, custo de cada sacola, número de vezes em que é utilizada, reutilização ou não da sacola como saco de lixo e envio ou não da sacola para reciclagem. Incrível, avaliadas para o período de um ano. Isso só pode ser piada, pois as sacolas retornáveis podem ser utilizadas por pelo menos uma década, dependendo do material de fabricação, como o algodão. Mesmo as sacolas retornáveis de plástico – PP – podem ser utilizadas por pelo menos meia década. Enquanto isso, o problema causado pelas sacolas plásticas de uso único dura pelo menos 500 anos. Sim, são cinco séculos em que estas sacolas ficam poluindo o planeta, ocupando espaço, provocando enchentes, matando animais, peixes e aves, provocando impermeabilização nas camadas dos lixões e aterros, enfim, sacola plástica de uso único é uma desgraça ambiental que deve simplesmente ser banida para todo o sempre. Mas como dissemos acima, o estudo foi encomendado por agentes interessados em sua continuidade, portanto, para nós, não tem valor científico.

A análise do ciclo de vida (ACV) foi ampliada para considerar o que é chamado de “ecoeficiência”, que avalia cada alternativa quanto ao seu impacto ambiental e seu custo – englobando desde a extração da matéria-prima até o descarte da sacola, passando pela sua produção e uso. Desta forma, toda a cadeia produtiva é considerada e analisada em relação ao impacto ambiental e o custo em cada uma de suas etapas.

“Com esse estudo, buscamos incentivar uma discussão informada sobre o tema e ao mesmo tempo motivar uma visão abrangente e científica sobre os diversos impactos ambientais associados aos hábitos de transporte de compras de supermercados. Precisamos informar o consumidor para que ele se sinta mais seguro na hora de decidir que sacola utilizar”, diz Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem. “Quem ganha com essa análise e com a decisão correta do consumidor é a natureza e, por decorrência, a sociedade”, afirma. Aham, faz de conta que acreditamos em fadas, elfos, gnomos … tá bom, acreditamos nos poneis malditos e nos smurfs, principalmente se for em 3D.

O estudo mostra que a melhor opção de sacola depende do cenário em que ela é utilizada, podendo variar segundo o volume de compras, o número de idas ao supermercado e a frequência de descarte do lixo. “Foram feitas análises para diversos cenários e identificadas duas tendências. Por um lado, sacolas descartáveis de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações que os consumidores têm menor volume de compras, maior frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo maior, que garanta o reuso das sacolas plásticas para o descarte desse lixo. Por outro lado, sacolas retornáveis de tecido ou de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações em que os consumidores têm maior volume de compras, menor frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo menor, com baixa compra de sacos para condicionar o lixo”, afirma Sonia Chapman, diretora-presidente da Fundação Espaço ECO. Então, vamos traduzir assim. A indústria do plástico deve ter pensado: bem, quem vai muito ao supermercado usa muitas sacolas portanto é nosso consumidor e portanto devemos dizer para usarem nossas sacolas. Quem não vai quase nunca ao supermercado usa poucas sacolas portanto nos dá pouco lucro e então vamos fazer papel de bonzinhos e dizer que esses ecochatos podem usar sacolas retornáveis, afinal, eles não afetam nosso lucro. Brincadeira sem graça. Quando ao lixo, se você separar o material para a reciclagem, você já economizará 75% dos sacolas de lixo – o lixo reciclável representa em média 75% do volume do lixo gerado diariamente e 40% do peso - e só usará um saco de lixo por semana para colocar esse lixo que deve ser encaminhado para reciclagem e o saco pode ser reutilizado, principalmente se for de ráfia. Quanto ao lixo de orgânico – restos de alimentos – e o lixo de banheiro – papel higiênico – você pode usar as sacolas de flv - frutas, legumes e verduras -, aquelas que você acondiciona alho, cebola, batata … e normalmente não são reutilizadas para nada mas são muito mais resistentes que as sacolas de uso único e tem o tamanho ideal para o lixo de cozinha e banheiro. Assim, se você estiver preocupado com o preço do saco do lixo, ai está a solução e acabou seu problema.

“O consumo com consciência dos seus impactos ambientais e sociais guia as decisões e os comportamentos do consumidor consciente, que busca sempre aumentar os impactos positivos e reduzir os negativos. Esse estudo serve como parâmetro para que cada consumidor tome suas decisões com informações embasadas cientificamente, levando sua consciência à prática na hora de definir que sacola usar para suas compras de supermercado, escolhendo a melhor alternativa frente aos cenários do estudo que melhor se encaixa à realidade do consumidor”, diz Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. Sonia Chapman complementa: “é importante que o estudo seja utilizado para que cada agente possa contribuir para reduzir os impactos e isso pode mudar as conclusões no tempo. A melhoria contínua dos impactos socioambientais deve ser o foco e depende tanto dos produtores, nas diversas etapas de produção, como das decisões dos consumidores”. 

Fonte – Gazeta Web de 02 de agosto de 2011

Imagem – Sacola Vicbag

A sacola retornável é uma tendência mundial e é certo que, daqui a algum tempo, todos estarão utilizando algum tipo desta sacola.

A indústria plástica está fazendo o papel dela, está tentando mostrar que precisa sobreviver. Está na hora destas indústrias se adaptarem a um novo mundo e a um novo consumidor, um consumidor que exige qualidade e responsabilidade ambiental. Produtos ecologicamente incorretos ou com uma pegada ambiental grande, está com seus dias contados nas prateleiras do supermercado ou no varejo em geral.

Mas, para acabar logo com esta conversa, leve sempre sua sacola retornável, para não cair na armadilha da compra por impulso, não importa com que material seja fabricada, separe seu lixo para a reciclagem e não acredite nesses estudos encomendados por quem não está preocupado com o planeta, mas sim simplesmente com o lucro e inventa estudos para enganar a população.

How many football pitches are needed to make green plastic?

Fact – by Braskem’s own admission http://www.braskem.com.br/plasticoverde/eng/im-green.html

To produce just 3 tonnes of Green PE, land equal to 1 football pitch of sugar cane is need. To meet today’s global polyethylene (PE) demand of 160 Million Tonnes, this equates to planting enough sugar cane to cover 53,333,333 football pitches, or planting enough sugar plantations the size of a football pitch, in a line stretching around the world 121 times. Is this sustainability?

They claim that the sugar cane absorbs CO2 and that their green PE Carbon foot print is therefore positive, but that would only be true if there was MORE sugar cane than the vegetation already there.

Is there any good reason to take arable land and water resources away from people around the world to produce bio-plastics and bio-fuels?

We don’t think so. Food prices are high enough already. 2009 to 2010 the global food prices inceased overall by 49% and from 2010 to 2010 increased 39% prices, increased even more the problem of the hunger around the world.

Interest in bio-based plastics derives from two mistakes – first that it reduces demand for oil, and second that the plastic is biodegradable in the open environment.

Polyethelyne (PE) and Polypropylene (PP) play a significant role in our lives but oil is not extracted to make plastic. It is extracted for fuel, and plastic is made from a by-product which used to be wasted. Plastic does not therefore increase the amount of oil extracted, and can in fact reduce it. This is because plastic has the same calorific value as the oil from which it was made. It should not be wasted by being sent to landfill, but should instead be sent to modern incinerators, where the calorific value can be captured and used to generate electricity without harmful emissions. This, of course, afterpassing through recycling until it is not possible to recover this plastic by recycling.

Bio-based plastics are not necessarily biodegradable in the open environment or at all, but there is a commercially viable solution for the Global Packaging Industry, by using low-cost oxo-biodegradable additives.

When the additive is added to PE or PP (whether derived from oil or sugar cane), it will break down the molecular structure, in the presence of oxygen. It turns ordinary plastic after its useful life into a material with a completely different molecular structure. At that stage it is no longer a plastic and has become a material which can be bio-assimilated in the open environment, in the same way as a leaf, therefore will significantly help resolve the increasing problem of Plastic Waste in the Environment, that blights our Countryside, blocks drains and pollutes our rivers and oceans .

Oxo-Biodegradable plastics can be made with recyclate and are also recyclable. They can be tested according to the test methods prescribed in ASTM 6954; UAE Standard 5009/2009 – and the recently published British Standard 8472, which provide tests for biodegradation in soil and simulate the real-world behaviour of plastic products which get into the environment and cannot realistically be collected.

Plastic of life cycle controlled – oxybiodegradable – is the best option to solve the problem of excess plastic that society uses, but only where it can not  be use reusable bag, it is the best and most logical choice for packaging of goods retail.

Quantos campos de futebol são necessários para se fazer plástico verde?

Fato – por admissão da própria Braskem, veja em http://www.braskem.com.br/plasticoverde/eng/im-green.html

Para produzir apenas 3 toneladas de PE Verde, é necessária uma área igual a 1 campo de futebol plantada com cana de açúcar. Para atender a demanda atual global de polietileno (PE) de hoje de 160 milhões de toneladas, isso equivaleria ao plantio de cana-de-açúcar suficiente para cobrir 53.333.333 campos de futebol. Para que cultivo de plantações de cana de açúcar seja suficiente para suprir a demanda de mercado mundial isso corresponde a uma linha de campos de futebol que se estende ao redor do mundo, dando 121 vezes voltas no planeta. Isto é sustentabilidade?

Eles alegam que a cana absorve o CO2 e que os seus Polietilenos verdes reduzem a pegada de carbono, sendo portanto, positiva, mas isso só seria verdade se houvesse mais plantações de cana de açúcar do que as já existentes.

Existe alguma boa razão para tomar recursos naturais tais como terras aráveis e água e privar as pessoas destes recursos ao redor do mundo, para produzir bioplásticos e biocombustíveis?

Nós não pensamos assim. Os preços dos alimentos já estão altos o suficiente. De 2009 para 2010 os preços globais dos alimentos aumentaram internacionalmente em 49% e de 2010 para 2011 aumentaram de preço 39%, aumentando ainda mais  o problema da fome ao redor do mundo.

O interesse em plásticos baseados em materiais de fontes renováveis deriva de dois erros – o primeiro que reduz a demanda por petróleo, e segundo que o plástico é biodegradável em ambiente aberto.

Polietileno (PE) e polipropileno (PP) desempenham um papel significativo em nossas vidas, mas o petróleo não é extraído para fabricar plástico. É extraído para uso como combustível, e plástico é feito de um subproduto que costumava ser desperdiçado. Plástico, portanto, não faz aumentar a quantidade de petróleo extraído, e pode de fato e pelo contrário, reduzir o petróleo extraído. Isso se dá porque o plástico tem o mesmo valor calórico que o óleo a partir do qual ele foi feito. Não deve ser desperdiçado ao ser enviado para aterro, mas devem ao invés disso, ser enviados para incineradores modernos, onde o valor calórico pode ser capturado e usado para gerar eletricidade sem emissões nocivas. Isto, é claro, após passar por reciclagem até não ser mais possível recuperar este plástico pela reciclagem.

Plásticos baseados em materiais de fontes renováveis e biodegradáveis não o são necessariamente no ambiente aberto ou no ambiente em geral, mas há uma solução comercialmente viável para a indústria global de embalagens, que é usar os aditivos oxibiodegradáveis que são economicamente viáveis.

Quando o aditivo é adicionado ao PE ou PP (se derivados do petróleo ou do Etanol da cana de açúcar), ele irá quebrar a estrutura molecular, na presença de oxigênio. Isso acontece, após sua vida útil, transformando o plástico comum, em um material com uma estrutura molecular completamente diferente. Nessa fase não é mais um plástico e se torna um material que pode ser bioassimilado em ambiente aberto, da mesma forma que uma folha, portanto, ajuda significativamente a resolver o problema crescente de resíduos de plástico no ambiente, que afeta nossos campos, entopem bocas de lobo afentando a drenagem urbana e polui os nossos rios e oceanos, matando animais, aves e peixes.

Plásticos oxibiodegradáveis podem ser feitos a partir de plástico reciclado e também são recicláveis. Eles podem ser testados de acordo com os métodos de ensaio prescrito no ASTM 6954; UAE Padrão 5009/2009 – e o recentemente publicado British Standard 8472, que oferecem testes de biodegradação em solo e simula o comportamento no mundo real de produtos de plástico que ficam no ambiente e que não podem ser realisticamente recolhidos.

Plástico com ciclo de vida útil controlado – oxibiodegradável – é a melhor opção para resolver o problema do excesso de plásticos que a sociedade consome, mas apenas onde não puder ser utilizada a sacoal retornável, que é a melhor e a mais lógica opção para acondicionamento de mercadorias no varejo.

Peixes engolem de 12 mil a 24 mil toneladas de plástico por ano, diz estudo

Um estudo feita por pesquisadores do sul da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que pequenos peixes do norte do Oceano Pacífico estão ingerindo plástico. De acordo com a publicação, 9% dos peixes capturados durante uma expedição feita em 2008, na Costa Oeste dos Estados Unidos, continham pedaços de plástico em seus estômagos.

Com base em evidências, os autores do estudo, Peter Davison e Rebecca Asch, estimam que os peixes que vivem em profundezas intermediária do Pacífico Norte ingerem entre 12 mil e 24 mil toneladas de plástico por ano.

O estudo foi apresentado no final de junho na revista científica Marine Ecology Progress Series e chamou a atenção para os efeitos do lixo que circula através das correntes marítimas. Fizeram parte da pesquisa a Algalita Marine Research Foundation (Fundação de Pesquisa Marinha Algalita) e California Coastal Water Research Project (Projeto de Pesquisa das Águas Costeiras da Califórnia).

De acordo com a pesquisa, cada peixe capturado pelo grupo continha, em média, dois pedaços de plástico. Mas animais de algumas espécies, como os peixes-lanterna, que se alimentam de plânctons, chegaram a engolir 83 peças do material.

Plástico ao longo da cadeia alimentar

Essa espécie de peixe é uma das mais comuns nos oceanos e é fonte de alimentos para outros, como o atum e o dourado. Dessa forma, o plástico ingerido pelos peixes-lanterna acaba sendo transferido para o estômago de outras espécies ao longo da cadeia alimentar. A dúvida dos cientistas agora é se essa substância pode chegar até os seres humanos

“À medida que os pedaços grandes de plástico se fragmentam, eles vão ficando do tamanho e com a textura de um alimento natural”, disse Charles Mooore, fundador da Fundação Algalita e autor do estudo. “O que estamos observando é toda a rede alimentar sendo contaminada pelo plástico”.

Os estudiosos já documentaram os perigos apresentados por esse lixo flutuante para as tartarugas, os pássaros marinhos e os mamíferos que se alimentam desse lixo ou ficam presos nos detritos.

Para realizar o estudo, os pesquisadores das duas instituições avançaram por cerca de 1,6 mil quilômetros da costa, em busca de peixes vivendo em meio às partículas de lixo flutuante numa área do Pacífico conhecida como Eastern Garbage Patch. Eles dissecaram e analisaram os peixes num laboratório em Costa Mesa.

Fonte – EcoD / Envolverde de 14 de julho de 2011

Imagem – jmhuttun

Já passou da hora de banir a sacola plástica de uso único. Sacola retornável, já!

Etanol e China estimulam alta de alimentos, ou, porque não usar sacola biodegradável

As pressões sobre a oferta provocadas pelo aumento na demanda da China por soja e milho para produção de etanol estimulam a forte alta nos preços mundiais dos alimentos, segundo estudo de economistas da Purdue University.

O maior consumo de biocombustíveis e a demanda da China por sementes oleaginosas exigiram 46,5 milhões de acres de terra agrícola nos Estados Unidos em 2010, quase o triplo do necessário em 2005, de acordo com o estudo divulgado ontem, em Washington.

As pressões sobre os preços foram ainda mais intensificadas pela fraqueza do dólar, que torna as exportações dos EUA mais atrativas, e por problemas com o clima, segundo o estudo. Além disso, a demanda passou a reagir menos a problemas na oferta, o que também pressiona os preços.

“O atual período de estoques apertados e os preços relativamente altos deverão continuar nos próximos um ou dois anos”, disseram os autores no estudo. “No fim das contas, a questão não é apenas se as ofertas mundiais podem acompanhar os recentes aumentos de demanda, mas se poderão manter o ritmo do crescimento da demanda ao longo do tempo”.

Os preços globais dos alimentos subiram 39% nos últimos 12 meses, chegando a patamar recorde em fevereiro, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O aumento nos custos influenciou em parte os distúrbios no norte da África e Oriente Médio, que resultaram na derrubada dos governos da Tunísia e Egito.

As despesas dos EUA com alimentos subiram 3,7% no ano até junho, de acordo com dados do governo americano. Nesse período, foram verificados os maiores preços, desde pelo menos 2008, nos contratos futuros de arroz, trigo, milho, soja e leite.

O relatório foi divulgado ontem no fórum mensal realizado em Washington pela Farm Foundation, um órgão de pesquisas sem fins lucrativos dedicado a questões agrícolas, que encomendou o estudo. Os autores do relatório da Purdue University, Wallace Tyner, Philip Abbott e Christopher Hurt, não especificaram o quanto cada fator foi responsável pela elevação dos preços.

A alta dos alimentos verificada nos últimos 12 meses é similar à observada em 2008, com várias das mesmas influências, embora sua importância relativa tenha mudado, disseram os autores do estudo.

Problemas climáticos que afetaram a produção, como a seca de 2010 na Rússia e as enchentes deste ano no Meio-Oeste dos EUA, combinados com uma demanda que não se adapta aos estoques mais baixos, estão fazendo os preços ficarem mais sensíveis a mudanças na oferta, segundo os pesquisadores. Como os países desenvolvidos têm menor capacidade para expandir a área de plantio, a escassez em outros países é mais difícil de ser solucionada, destaca o relatório.

No fórum de ontem em Washington, Tyner um dos autores, apontou o uso de etanol e o consumo de soja pela China como dois choques “muito grandes e persistentes na demanda”.

Essa demanda poderia estabilizar-se nos próximos anos, depois de as exigências governamentais de uso do etanol chegarem a seu ponto máximo e com a recomposição dos estoques de soja da China, de acordo com o relatório.

Atualmente, o etanol continua afetando os estoques de milho. O combustível pode consumir até 40% da última colheita americana de milho, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Fonte – Bloomberg / Alan Bjerga, Valor Econômico de 20 de julho de 2011

Entre 2009 e 2010 os preços globais dos alimentos subiram 49%, entre 2010 e 2011 subiram mais 39% e os mafiosos desviando comida do prato da humanidade para fazer sacola biodegradável. Isto é um crime contra a humanidade. Usam terra fértil e água potável para plantar comida para alimentar a humanidade e depois roubam estes alimentos para fabricar uma sacola que será usada por meia hora e depois jogada no planeta, como lixo.

E aí, vai uma sacola plástica feita de comida? Lembre-se, a sacola biodegradável leva à insegurança alimentar mundial, porque são usados alimentos para fabricá-las, tais como batata, arroz, milho, mandioca e trigo, alimentos que contém amido e que são a base da alimentação da população mundial.

Recuse a sacola biodegradável, não compre nos locais que oferecem sacolas biodegradáveis.

Quando for ao supermercado, lembre-se de levar suas sacolas retornáveis, que podem ser usadas durante anos, incontáveis vezes, não gerando lixo, protegendo o futuro da humanidade.

Prefeitura de Uberaba promete jogar duro contra sacolas plásticas

Prefeitura de Uberaba atuará com rigor na fiscalização do uso de sacolas plásticas, que estará proibido a partir de hoje. Agentes de fiscalização da PMU vão percorrer os estabelecimentos comerciais da cidade para checar a adequação à nova lei.

A intenção é proibir a distribuição das sacolas de plástico comum, aquelas biodegradáveis, retornáveis e oxibiodegradáveis poderão ser utilizadas. A ideia é incentivar principalmente a utilização das sacolas retornáveis, já que em futuro próximo as plásticas como um todo serão exterminadas do comércio local, revela assessor jurídico da secretaria de Meio Ambiente, Bernardo Cecílio.

Durante a fiscalização, que começa a partir de amanhã, os agentes irão verificar os documentos do empreendimento, como alvará, e, dependendo do local, licenciamento ambiental, e, ainda, vão averiguar as sacolas utilizadas. Se aquelas encontradas não estiverem de acordo com a legislação, o empresário será notificado para se adequar num prazo de 15 dias e ainda será multado no valor de R$150, explica Cecílio.

Caso o estabelecimento ainda tenha grande quantidade de sacolas plásticas no estoque, compradas antes do dia 30 de março, deve procurar a Secretaria de Meio Ambiente até hoje para realização de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que concede prazo maior para que se adapte à nova lei, completa. Até o dia 30 de março os estabelecimentos comerciais tiveram que reduzir em pelo menos 50% o uso de sacolas plásticas. A alternativa aprovada para substituição são sacolas biodegradáveis, retornáveis e oxibiodegradáveis.

Fonte – JM Online de 28 de junho de 2011

Não adianta só fazer lei, tem que fiscalizar. Parabéns à prefeitura de Uberaba pela seriedade com que estão tratando o problema seríssimo causado pelas sacolas plásticas de uso único.

O primeiro passo é liberar sacolas com ciclo de vida útil controlado e o próximo é baní-las, somente usando sacolas retornáveis.

Não seja pego desprevenido, lembre-se sempre de levar sua sacola retornável quando for às compras.

Uberaba, MG – Comércios com estoque de sacolas plásticas têm prazo para firmar TAC

Comerciantes que ainda têm sacolas plásticas no estoque e não firmaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ganharam mais tempo para se adequar. Foi prorrogado prazo para que os interessados compareçam à Secretaria de Meio Ambiente (Semat) para assinar o Termo que concede período maior para que se adaptem à lei municipal 11.089, de 31 de dezembro de 2010, que proíbe o uso de sacolas plásticas.

Inicialmente a data limite para a realização do TAC era o último dia 28, porém, Bernardo Cecílio, assessor jurídico da Secretaria de Meio Ambiente, afirma que ela foi prorrogada por mais essa semana, dando oportunidade àqueles empresários que não puderem comparecer à Semat até então.

Até o momento, 22 TACs estão prontos e outros ainda estão em andamento. No entanto, assessor ressalta que para aqueles que forem penalizados durante a fiscalização e já tiverem feito o Termo, mas ainda não estão com ele em mãos, terão a multa anulada. Já aqueles multados que não consolidaram o TAC ainda poderão fazê-lo, mas a multa permanecerá. “A fiscalização que deveria ter se iniciado no dia 29 foi prorrogada e deverá começar hoje, devido à grande movimentação em função do TAC.”

Se aquelas encontradas não estejam de acordo com a legislação, o empresário será notificado para se adequar em prazo de 15 dias e ainda será multado no valor de R$150. Se dentro desse prazo o comerciante não se adequar, a multa passará para R$500, afirma Cecílio.

Até o dia 30 de março os estabelecimentos comerciais tiveram que reduzir em pelo menos 50% o uso de sacolas plásticas. Até o fim de junho, 100% das sacolas plásticas deveriam estar fora de circulação. A alternativa aprovada para substituição são sacolas biodegradáveis, retornáveis e oxibiodegradáveis.

Fonte – JM Online de 01 de julho de 2011

Uberaba, MG – Sacolas plásticas convencionais estão proibidas no comércio

A partir desta terça-feira – hoje – os empresários estão proibidos de utilizar sacolas plásticas tradicionais em seus estabelecimentos comerciais. De acordo com o assessor de gabinete da Semat (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo), Bernardo Cecílio da Fonseca, somente as sacolas determinadas na lei poderão circular no município. “A primeira multa é no valor de R$ 150, a segunda será R$ 500, a terceira autuação custará R$ 1.500. Se mesmo assim o comerciante insistir em usar as sacolas plásticas tradicionais, o estabelecimento será interditado por uma semana e, continuando a infração, o alvará de funcionamento será suspenso”, afirma.

Como nem todos os empresários dos segmentos conseguiram se adequar à legislação, o assessor de gabinete explica que os comerciantes procuraram a Semat, com objetivo de assinar um termo de compromisso e apresentar um PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos) contemplando a destinação final ambientalmente adequada. “Somente quem comprou as sacolas tradicionais antes do dia 30 de março conseguiu realizar o termo de compromisso, onde foi estipulado um novo prazo para se adequar à legislação”, garante.

Sacola biodegradável – O assessor de gabinete garantiu que os empresários vão cumprir a lei, porque, além de ter sido realizada campanha de conscientização, a Prefeitura de Uberaba criou uma central de fiscais para fiscalizar todos os estabelecimentos comerciais da cidade. “Cada sacola biodegradável (feita de amido de milho) custa em média R$ 0,19. Como aconteceu com a oxibiodegradável, à medida que os comerciantes forem adquirindo a sacola biodegradável, o valor poderá ficar mais acessível aos comerciantes”, revela.

Sacola retornável – Já as sacolas retornáveis são aquelas confeccionadas com material resistente ao uso contínuo, que suportem o acondicionamento e transportam produtos e mercadorias em geral. “Estas sacolas custam entre R$ 2 até R$ 3. No entanto, têm empresas customizando as sacolas retornáveis e vendendo a preços exorbitantes. Recebi informações, que existe um estabelecimento vendendo as sacolas retornáveis por R$ 50″, finaliza.

Fonte – Jornal de Uberaba de 28 de junho de 2011

Aqui vai a lei para quem quiser copiar. Político bom não é aquele que fica pondo nome em rua e sim aquele que faz leis – como esta – que melhoram a qualidade de vida dos humanos e do planeta.

Parabéns à cidade de Uberaba por esta iniciativa que está livrando a cidade do plástico convencional eterno, que dura 500 anos até sumir do planeta.

A lei está ótima, podendo ser usada qualquer embalagem de uso único com ciclo de vida útil controlado – papel, oxibibiodegradável, biodegradável – que aproxima o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem.

Só temos uma reclamação, uma das grandes. Não importa o tipo de embalagem com ciclo de vida útil controlado, ela tem que ser cobrada do cliente, para inibir seu uso. Já passou da hora de banirmos as embalagens de uso único, que é o símbolo do consumismo desenfreado em que vivemos. Se pudermos banir esta embalagem nosso mundo ficará melhor para nós e nossos descendentes.

Mas quem sabe Uberaba altere esta lei incluindo a cobrança, em um próximo passo para banir as sacolas plásticas de uso único.

Lei nº 11.089/2010

Dispõe sobre a responsabilidade pela distribuição e utilização de sacolas plásticas comuns e sua substituição no Município de Uberaba, e dá outras providências.

O Povo do Município de Uberaba, Estado de Minas Gerais, por seus representantes na Câmara Municipal, aprova e eu, Prefeito Municipal, em seu nome, sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º – As sociedades comerciais e os empresários de que trata o art. 966 do Código Civil, titulares de estabelecimentos comerciais no Município de Uberaba devem utilizar, para o acondicionamento de produtos e mercadorias em geral, sacolas ecológicas, sacolas plásticas oxi-biodegradáveis – OBP’s ou sacolas retornáveis, quando estas possuírem características de transitoriedade.

Parágrafo Único – Não se sujeitam à observância do disposto nesta Lei às embalagens originais das mercadorias e produtos.

Art. 2º – Para os efeitos desta Lei entende-se por:

I – sacolas ecológicas – aquelas feitas de material reciclável, retornável (is) ou que se decompõem por biodegradação, tendo como resultado gás carbônico, água e biomassa ou ainda as fabricadas com bioplásticos ou biopolímeros de fontes renováveis, provenientes de cultura agrícola, não ecotóxicos ou danosos ao meio ambiente;

II – sacolas Oxibiodegradáveis – aquelas que apresentam degradação inicial por oxidação acelerada por luz e calor, devendo degradar ou desintegrar em fragmentos por um período de tempo especificado, sendo possível ser biodegradada por microorganismos e cujos resíduos finais não sejam prejudiciais ao meio ambiente;

III – sacolas retornáveis – aquelas confeccionadas com material resistente ao uso contínuo, que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral.

Art. 3º – Alternativas tecnológicas ambientalmente adequadas poderão ser utilizadas, desde que devidamente aprovadas pelo órgão competente.

Art. 4º – A substituição prevista por esta Lei será efetuada nos seguintes prazos:

I – em 90 (noventa) dias, deverá ocorrer a redução de 50% (cinquenta por cento) do número de sacolas plásticas comuns disponibilizadas aos clientes nos estabelecimentos de que trata esta Lei;

II – em 180 (cento e oitenta) dias, deverá a redução ocorrer em 100% (cem por cento) do número de sacolas plásticas comuns disponibilizadas aos clientes nos estabelecimentos de que trata esta Lei;

III – após o período mencionado no inciso anterior fica proibido o uso de sacolas plásticas comuns.

§ 1º – A comprovação da redução se fará mediante a apresentação de notas fiscais das sacolas plásticas adquiridas no ano base de 2010, com aquelas que forem adquiridas posteriormente.

§ 2º – Os estabelecimentos comerciais que optarem por utilizar sacolas plásticas comuns durante o período que trata o inciso I e II deste artigo, deverão assinar individualmente um Termo de Compromisso com a SEMAT e apresentar um PGRS – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos contemplando a destinação final ambientalmente adequada do resíduo.

Art. 5º – Aos estabelecimentos comerciais cabe a realização de campanhas educativas e de conscientização dos seus clientes a respeito dos benefícios da substituição de que trata esta Lei, bem como o combate ao descarte inadequado, por meio de campanhas publicitárias e programas educacionais.

§1º – Os estabelecimentos deverão manter postos de entrega voluntária de sacolas plásticas residuais, disponíveis aos consumidores, devendo dar destinação final ambientalmente adequada para as mesmas.

§2º – As campanhas educativas e de conscientização a que se refere o caput deste artigo e para os fins do art. 6º também serão realizadas pelo Poder Executivo, através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Turismo – SEMAT, para a população em geral.

Art. 6º – O uso de sacolas plásticas comuns como sacos de lixo são proibidos, de acordo com a Lei Municipal nº 10.697/2008, que dispõe sobre a organização do Sistema de Limpeza Urbana do Município.

Art. 7º – É vedado o uso de copos de papel pelos estabelecimentos comerciais.

Art. 8º – A inobservância do disposto nesta Lei acarretará ao infrator a imposição das seguintes sanções:

I – notificação e multa de 01 (uma) UFM, quando da primeira infração;

II – multa de 05 (cinco) UFMs, quando da primeira reincidência;

III – multa de 10 (dez) UFMs, quando da segunda reincidência;

IV – interdição temporária pelo período de 7 (sete) dias.

V – cassação do alvará de licença e localização, na terceira reincidência.

Parágrafo Único – O recolhimento de que trata este artigo será destinado ao Fundo Municipal do Meio Ambiente sendo os recursos arrecadados, destinados a projetos ambientais aprovados pelo órgão competente, conforme legislação vigente. 11.089/2010)

Art. 9º – A fiscalização do cumprimento dos dispositivos desta Lei será realizada pelos agentes credenciados pela Prefeitura Municipal de Uberaba.

Art. 10 – O Poder Executivo poderá regulamentar esta Lei por Decreto.

Art. 11 – As despesas com a execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 12 – Revogam-se as disposições em contrário em especial as Leis 10.298, de 11 de dezembro de 2007, e 10.361, de 15 de abril de 2008. Art. 13 – Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.

Prefeitura Municipal de Uberaba(MG), 15 de dezembro de 2010.

ANDERSON ADAUTO PEREIRA Prefeito Municipal

ANTÔNIO SEBASTIÃO DE OLIVEIRA Secretário Municipal de Governo

Taciba, SP – Curso de bolsas ecológicas

Quanto menos sacolas utilizar, menos lixo será produzido. O uso responsável de sacolas plásticas evitará seu desperdício.

Pensando sobre o assunto, a Secretaria de Meio Ambiente, com apoio da Prefeitura Municipal, promoveu no dia 28 de maio, utilizando a estrutura da Cooperativa de Costura de nossa cidade, o curso de produção de ECOBOLSAS (Sacolas Ecológicas).

O curso teve duração de 4hs, sob o comando da Instrutora Neuza, da cidade de Regente Feijó, que recebeu o convite da engenheira agrônoma do município Lívia P. Prado Silva e contou com a participação de 25 pessoas.

As sacolas ecologicas foram produzidas com o aproveitamento de banners doados pela Prefeitura de Taciba.

Essa iniciativa tem como objetivo conscientizar a população para que realizem ações sustentáveis, visando a preservação do meio ambiente.

Uma das atividades possíveis para auxiliar na preservação ambiental é o uso das sacolas ecológicas durante as compras diárias em estabelecimentos comerciais.

Uma sacola plástica, quando não tem destino correto, acumula-se em bueiros e contribuem para que ocorram os entupimentos e as enchentes, levando em média 450 anos para se decompor no meio ambiente.

Faça um cálculo rápido, confira quantas embalagens plásticas você utiliza em cada compra e depois multiplique pelo número de compras que você realiza no mês.

Não pense no vizinho e no quanto ELE não é consciente. Faça sua parte e leve uma bolsa ecológica quando for fazer suas compras.

A coperativa tem intenção de continuar esse trabalho, confeccionando suas bolsas e comercializando.

Fonte e imagem – Prefeitura municipal de Taciba, SP

Esta é uma ótima idéia  para ser copiada por empresas e prefeituras que podem ministrar cursos com sobras de tecido de indústria de confecção, banners, roupas que não são mais utilizadas, todos esses materiais podem se transformar em sacolas retornáveis e também gerar renda para quem fizer o curso de sacolas retornáveis. Parabéns à cidade de Taciba pela excelente iniciativa.

Lei das sacolas plásticas aguarda votação há 1 ano em Maringá

Matéria de página inteira no jornal O Diário do Norte do Paraná sobre a lei das sacolas plásticas que não passa de jeito nenhum no berço da resistência contra a plastificação do planeta. Foi aqui, em Maringá, em 2004, que a FUNVERDE decidiu que em até 2010 acabaria com as sacolas plásticas de uso único no país, livrando assim a humanidade de 10% de todo o lixo gerado diariamente e que não é reciclado. Ainda não conseguimos caro leitor, mas estamos quase lá, tenha um pouco de paciência porque a luta é árdua.

O engraçado é que temos leis em várias cidades e estados, inclusive em outros países mas, infelzmente, em nossa própria cidade o projeto não anda de jeito nenhum. Deve ser aquele velho ditado de que santo de casa não faz milagre.

Ao Vinicius, agradecemos a matéria tão bem escrita. São iniciativas assim que educam a população para a importância de mudar seus hábitos em nome de um planeta melhor para todos.

Maringá se orgulha do verde e da adoção de práticas ecologicamente corretas, mas está perdendo o pioneirismo para outros centros. Depois de ter sido pioneira, em 2008, na adoção de sacolas com ciclo de vida controlada, a cidade está atrasada na legislação referente à distribuição de sacolas plásticas em supermercados.

A proposta já foi adotada nos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e em Belo Horizonte (MG), com leis baseadas em projetos da ONG maringaense Fundação Verde (Funverde).

Em 2004, a Funverde desenvolveu um projeto de lei e apresentou para diversas prefeituras e câmaras. Embora tenha sido aprovada em diversas cidades, a proposta está há 1 ano na Câmara Maringá, sem previsão de votação.

O projeto de lei 11.701, de 8 de junho de 2010, propõe a proibição da oferta de sacolas plásticas comuns nos hipermercados, supermercados, mercados e mercearias do município.

As penalidades variam de advertência, multa de R$ 1 mil, duplicada em caso de reincidência, chegando à interdição e cassação do alvará.

No lugar da oferta gratuita, os estabelecimentos passariam a cobrar pelas sacolas, para desestimular seu consumo em favor de recipientes retornáveis, como sacolas de pano, lona e outros materiais reaproveitáveis. A medida tem a mesma concepção da lei adotada por São Paulo e outros grandes centros brasileiros.

O autor da proposta, vereador Humberto Henrique (PT), afirma que o projeto de lei já foi aprovado pelas comissões competentes, mas não segue para votação até que haja consenso por parte dos estabelecimentos interessados.

“Estamos aguardando uma reunião da Apras (Associação Paranaense de Supermercados), pois 90% dessa medida depende dos supermercados”, diz Henrique.

O vereador acredita que sem o envolvimento da classe empresarial, a aplicação da lei ficará ameaçada. “Sem o apoio dela, não funciona. Conversamos com supermercadistas de Xanxerê (SC), onde foi adotada a medida, e nos disseram que o apoio do setor é fundamental.”

A Apras é favorável ao projeto, afirma o presidente regional para o noroeste paranaense, Roberto Burci. Ele diz que há amplo apoio por parte da classe supermercadista, mas uma minoria ainda insiste em se opor à ideia de proibir a distribuição gratuita de sacolas plásticas.

“Estamos conversando em particular com esses empresários, para saber suas razões. Mas diretoria e a maioria na Apras são favoráveis.”

Entre as razões para a oposição ao projeto, Burci afirma que alguns lojistas consideram a distribuição gratuita algo tradicional e que as pessoas usam a sacola para acomodar lixo doméstico.

“Se houvesse destinação correta, tudo bem, mas sabemos que essas sacolas acabam sendo lançadas no meio ambiente”, afirma Burci. “É um problema para nós também. Nossa intenção não é ganhar dinheiro vendendo sacola”, acrescenta.

A regional noroeste representa 60 supermercadistas só em Maringá. A Apras pretende reverter o lucro com a venda de sacolas para uma entidade de assistência social. “Nossa intenção é que essa lei comece a valer em 2012.”

Mesmo com o apoio dos supermercados, não há consenso sobre a medida na Câmara. Para o líder do prefeito, vereador Heine Macieira (PP), a conscientização é o melhor caminho para resolver o problema das sacolas plásticas no meio ambiente. Senhor vereador, infelizmente, a conscientização reside no bolso das pessoas, como temos comprovado desde 2004, quando iniciamos nossa cruzada contra a sacola plástica de uso único. Ou bane, ou cobra, senão, a preguiça, o comodismo dos humanos não os fará usar sacola retornável.

“Concordo que temos que encontrar uma forma de reduzir ou até eliminar as sacolas plásticas do ambiente, mas discordo que seja cobrando que chegaremos a uma solução”, sustenta. Ele afirma que muitos consumidores podem preferir pagar e continuar a utilizar as sacolas. “Reconheço que o problema existe, mas acho que o melhor caminho é a conscientização. ” O senhor pagaria 30 centavos por sacola só por pirraça? Ninguém sai de um supermercado com menos de 10 sacolas, o que custa 3 Reais para o consumidor. Em todas as cidades em que elas estão sendo cobradas a diminuição é de 95 a 98% já no primeiro mês e olhe que já temos cidades que estão cobrando pelas sacolas há mais de 2 anos. Tem gente que dá palpite em tudo só para ter seus 15 minutos de fama, coisa feia senhor vereador.

Recentemente, o vereador acompanhou o prefeito Silvio Barros (PP) e o secretário de Meio Ambiente, Leopoldo Fiewski, à França, onde visitaram usinas de incineração de lixo para geração de energia elétrica e calor. “Vi muitas sacolas plásticas sendo incineradas nessas unidades. A solução final pode passar por iniciativas como essa”, avalia. Claro né, agora suas intenções estão claras, senhor vereador líder do prefeito. Se as sacolas correspondem a 10% de todo o lixo gerado diariamente na cidade e elas forem banidas, vocês terão 10% a menos de matéria prima para queimar na usina de incineração que a propósito, nós não deixaremos vocês construírem nem a pau, juvenal! Quando é que o senhor irá perceber que o senhor não trabalha para o prefeito e sim para o cidadão e que nós não queremos ser contaminados por cancerígenos com a incineração de commodities? Se o senhor não entende, por favor contrate assessores competentes para quando falar, não falar abobrinha sobre o que não entende. O lixo deve ser separado na fonte em 3 tipos, reciclável, compostável e rejeito e então ser encaminhado para as cooperativas reciclagem, para a usina de compostagem e daí sim, sobrar somente os 3 a 5% de rejeito.

35 toneladas de sacolas plásticas são descartadas por dia

A dona de casa Lucia Antunes, moradora da Vila Morangueira, saiu do supermercado com quatro sacolas plásticas ontem. Ao saber que os recipientes poderão ser cobrados, ela afirma que já vai mudar o hábito. “Nesse caso passaria a trazer de casa. A gente acaba levando a sacola devido à correria”, afirma Lúcia.

A Funverde estima em 35 toneladas diárias a quantidade de sacolas plásticas jogadas no lixo em Maringá. “Corresponde a 10% de todo o lixo gerado na cidade”, diz presidente da ONG, Cláudio José Jorge.

Ele afirma que para cada quilo de sacola plástica são necessárias 800 unidades. “Todos os meses, os supermercados de Maringá geram 30 milhões de sacolas plásticas”, calcula.

A fundadora da Funverde, Ana Domingues, argumenta que os consumidores precisam perceber que estão pagando pelos objetos para moderar o consumo.

“Propomos que o valor cobrado seja dez vezes o custo para o supermercado”, diz Ana. Em alguns casos, a sacola pode custar R$ 0,03 ao estabelecimento.

Como muita gente utiliza as sacolas para acondicionar lixo doméstico, Ana afirma que há possibilidade de praticamente zerar sua utilização. “O primeiro passo é a separação do lixo reciclável. Só isso reduz em 75% o uso de sacos de lixo”, comenta.

Vidros, garrafas PET, latas de alumínio e embalagens de leite já são amplamente aceitas por catadores de lixo reciclável e podem ser acondicionadas em caixas de papelão, papel ou outras embalagens reaproveitáveis.

Para o lixo comum, em sua maior parte de origem orgânica, a ambientalista recomenda a utilização de sacos de lixo grandes, que podem ser utilizados apenas uma vez por semana. “Essas sacolas também estarão disponíveis, em breve, na versão oxibiodegradável”, ressalta.

Para as compras, o consumidor pode utilizar sacolas de algodão, lona ou polipropileno, um material plástico mais resistente. “Essas sacolas retornáveis substituem até 20 sacolas plásticas e podem durar até 5 anos”, destaca Ana.

Mercado aposta em soluções ecológicas

De olho em consumidores preocupados com a questão ambiental, as empresas lançam novidades para facilitar a vida de quem quer exercer o consumo consciente. A Citroën oferece sua própria versão para a sacola retornável, que é item de fábrica para os modelos C4 Picasso e C4 Grand Picasso.

No porta-malas há uma sacola retornável resistente e uma estrutura dotada de rodinhas e puxador, para facilitar o transporte das mercadorias no supermercado.

“Como é um veículo voltado para a família, essa sacola retornável é um diferencial importante, que deixa as pessoas deslumbradas”, diz o vendedor Anilson Gouveia, da concessionária maringaense Citroën Vernie.

O carrinho acoplado à sacola se encaixa no piso do porta-malas, evitando que as compras chacoalhem e se esparramem pelo compartimento. “A capacidade da sacola retornável é de 15 quilos”, diz o vendedor Vanderson Tieppo.

Os carrinhos de feira ganharam sua versão moderna. Uma versão de plástico, com rodinhas e puxadores metálicos, com capacidade para 25 quilos, é dobrável e se transforma numa maleta, facilmente transportada com uma das mãos.

Um fabricante do Rio de Janeiro oferece o produto por R$ 83,99. Outras versões estão sendo oferecidas por até R$ 240. Sacolas térmicas, próprias para porta-malas de carros, são vendidas por R$ 100.

Em muitos modelos de veículos, os porta-malas já vêm com ganchos e alças, para que as pessoas possam prender essas sacolas e carrinhos com redes ou elásticos, para que os produtos comprados não se quebrem ou se espalhem durante o trajeto.

Fonte – Vinicius Carvalho, O Diário do Norte do Paraná de 14 de junho de 2011

Imagem – Sacolas FUNVERDE

Vai uma sacolinha aí?

O governo de São Paulo anunciou a ambiciosa meta de transformar o Estado no primeiro do Brasil a banir o uso de sacolas plásticas no comércio

Invisível há até bem pouco tempo, a questão do impacto das sacolas plásticas no meio ambiente ganhou muito destaque nos últimos dias. Finalmente! Parece que todos acordaram para a questão: governo, sociedade civil, comércio e indústria. Por iniciativa própria ou por falta de opção, parece que agora vai. Finalmente conseguimos acordar o país para o imenso problema da sacola plástica de uso único, após mais de meia década de trabalho árduo, afinal, desde 2004 iniciamos uma guerra contra as sacolas plásticas de uso único, guerra esta que ainda não está ganha, mas as batalhas estão sendo, vencidas, uma a uma, arduamente, ano a ano, cidade a cidade.

O governo de São Paulo anunciou a ambiciosa meta de transformar o Estado no primeiro do Brasil a banir o uso de sacolas plásticas no comércio. Foi assinado um protocolo de intenções com a APAS – Associação Paulista de Supermercados – para acabar com o uso de sacolas plásticas descartáveis. E será um enorme passo, para um estado que consome aproximadamente 25 bilhões de sacolinhas plásticas de origem petroquímica, somente nos supermercados. No mesmo sentido, a iniciativa busca a conscientização, incentivando a substituição das sacolas plásticas por embalagens biodegradáveis, feitas de amido de milho, ou mesmo pelo uso de bolsas feitas de material reciclável ou reaproveitado, como as lonas. São mais de 30 bilhões de sacolinhas/ano no estado de São Paulo. E infelizmente, adotaram uma alternativa desastrosa para as sacolas plásticas, que é a sacola comida, feita com amido de alimentos – milho, trigo, batata, mandioca, arroz … qualquer comida que tenha amido está sendo desviada para fazer uma sacola que será usada por meia hora e depois jogada no ambiente, uma completa imbecilidade.

Em Jundiaí, no interior do Estado de SP, o uso da sacola descartável já foi praticamente abolido: a substituição de embalagem teve adesão de 95% dos supermercados, com aprovação de 75% da população. Aos poucos que não aderiram, há a opção de pagar R$ 0,19 por cada sacola biodegradável, feita de amido de milho. Além disso, os supermercados oferecem caixas de papelão para o consumidor.

Já em Belo Horizonte, a iniciativa tem força de lei, precisamente a número 9.529/08, que proíbe os comerciantes da cidade de distribuirem sacolas plásticas aos clientes e prevê multa de R$ 1 mil para os estabelecimentos que não a cumprirem, e o dobro, em caso de reincidência. O objetivo é estimular o uso das embalagens biodegradáveis e que são vendidas nos próprios estabelecimentos comerciais. Os consumidores ainda têm a opção de utilizar suas próprias sacolas retornáveis. Na fase de implantação do projeto, não serão aplicadas multas e acontecerá a campanha Sacola Plástica Nunca Mais. Os estabelecimentos que integrarem a iniciativa oferecerão um modelo de sacola retornável, no valor de R$ 1,98.

Voltando a São Paulo, a iniciativa enfrenta protestos de representantes do Sindicato dos Químicos e Plásticos do estado, com a acusação de reduzir entre 20 mil e 100 mil empregos diretos e indiretos, além de aumentar o lucro dos supermercados. É natural a redução de emprego no setor, mas pense assim, quando se impede a caça ou pesca de algum animal por estar causando sua extinção, os caçadores e pescadores ficam sem emprego e tem que se adaptar, ir para outro emprego.

Copo meio cheio ou meio vazio? Empresas, como uma localizada em Ibirité, MG, começam a se preparar para a mudança. Possui 200 clientes, 40 funcionários e produzia 25 toneladas ao mês. Com as novas sacolas, seus clientes pagarão o triplo pelas sacolas biodegradáveis, resultando numa diminuição de 70% das vendas na capital mineira. Já em SP, algumas empresas, como uma sediada em Arujá, já estão prevendo a terceira ampliação da fábrica, que somente atende aos pedidos de sacolas biodegraváveis.

No meio da cadeia, o varejo também faz a sua parte. O Walmart, por exemplo, oferece um Caixa Eco, dando preferência na fila aos clientes que não utilizam sacolas plásticas. Desde 2008, nos EUA e no Brasil, já se trabalha com agressivas metas de redução de consumo das embalagens, com desafios de redução próximos de 30% de um ano para o outro. O Pão de Açúcar, além de incentivar o uso de sacolas retornáveis, colabora na coleta seletiva nos bairros onde atua, através de parcerias com fabricantes e cooperativas.

Mas por que tanta atenção à aparentemente inofensiva sacolinha? No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme (matéria-prima da sacolinha). Este material demora 100 anos para se decompor nos aterros sanitários e se misturar ao solo. Já a sacola biodegradável se desfaz em até 180 dias em usina de compostagem e em dois anos em aterro. Bela evolução, não? Sacola biodegradável de comida só se biodegrada em ambiente de compostagem, isto é em composteira, senão faz mais mal do que bem e não se biodegrada no tempo esperado. Sacolas plásticas demoram mais de 500 anos para se decomporem. Sacolas plásticas representam 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade do país.

E quem mais se preocupa com ela? Pesquisadores afirmam que há no oceano pacífico uma enorme concentração de lixo plástico flutuante, a maior concentração de lixo do mundo, com mais de 1000 km de extensão! Podendo atingir uma profundidade de mais ou menos 10 metros, o resultado é próximo a 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos, incluindo as sacolinhas.

Pesquisando mais sobre o tema, descobri que há uma verdadeira cruzada mundial para a abolição do seu uso! Somente no estado de SP, cada habitante usa 59 sacolinhas plásticas por mês, em média. No mundo, são vendidas mensalmente aproximadamente 500 bilhões de sacolas plásticas!

A preocupação é tanta, que na África do Sul a venda de sacolinhas plásticas é crime passível de cadeia ou de multa de 13 mil dólares. Estudo realizado no Reino Unido indica que uma sacola retornável deve ser usada, pelo menos, 171 vezes para oferecer mais benefícios – em termos de aquecimento global – em relação a uma sacola plástica! Sob outra ótica, o prazo é três meses. Cada paulistano deve usar por pelo menos três meses sua sacola plástica retornável – considerando a estatística mensal de 59 sacolas plásticas ao mês – para que a troca tenha algum valor favorável em termos de aquecimento global. Temos na FUNVERDE pessoas que usam a mesma sacola desde 2005, quando começamos a produzir nossas próprias sacolas retornáveis, fazendo testes para saber o tamanho ideal da sacola, o tamanho da alça, o melhor tecido para sua fabricação … fomos cobaias para saber o que funcionava e o que não funcionava numa sacola retornável, até porque todos já tinham esquecido o que era uma sacola retornável e tínhamos que reaprender sozinhos. Tem algumas que estão bem acabadas, feiosas, mas temos tanto amor por elas que continuaremos usando-as até ficarem imprestáveis, até por uma questão de pesquisa, para saber quantos anos elas podem durar.

Pois vejo esta movimentação com muito otimismo e bons olhos. Estamos diante de mais um momento de ruptura, de quebra de paradigmas, dessa vez na busca da manutenção do conforto de todos, reduzindo substancialmente o impacto disso no meio ambiente. E toda vez que vejo uma grande parcela da população mundial, unida por uma causa pacífica e social, renovo minhas esperanças de crença nas pessoas. Você já aderiu? Reflita, decida e vamos juntos!

Fonte – Alessandro Saade, Portal Administradores de 14 de junho de 2011

Imagem – Sacola Vicbag

Sacolas retornáveis, já!

6 pecados ambientais da sacola plástica

Saiba porque as polêmicas sacolinhas plásticas distribuídas aos montes por supermercados e centros comerciais em todo o mundo são um perigo ambulante para o meio ambiente

Um problemão que leva até 400 anos para desaparecer

É isso mesmo, sacos e sacolas plásticas podem demorar até quatro séculos para se decompor, dependendo da exposição à luz ultravioleta e outros fatores. Trata-se de um período oitocentas vezes maior que o necessário para pôr um fim em materiais como papel ou papelão. Ao contrário do que acontece com o lixo orgânico, que leva entre 2 meses e um ano para “sumir” – sendo decomposto por minhocas, fungos e bactérias – a natureza simplesmente não sabe como se livrar dos plásticos.

Introduzidos na década de 1970, os sacos plásticos são relativamente novos no universo e por isso, segundo cientistas, ainda não há um micoorganismo capaz de decompor no curto prazo esse material, dono de cadeias moleculares quase inquebráveis. Resumo da ópera: apesar de práticas para o homem, as sacolinhas de polietileno feitas a partir de combustível fóssil são um péssimo negócio para a natureza.

Sobrecarregam aterros, reduzindo sua vida útil

Por ano, são produzidos em todo o mundo pelo menos 500 bilhões de unidades de saco plástico, o que equivale a 1,4 bilhão a cada dia ou 1 milhão por minuto. Imagine agora todo esse grande volume de sacolas indo parar nos aterros e lixões a céu aberto. A cena é no mínimo pavorosa, não? No Brasil, os sacos plásticos já representam 10% de todo lixo nacional.

Quando descartados de forma inadequada, eles comprometem a capacidade do aterro, reduzindo sua vida útil e deixando o terreno impermeável e instável para o processo de biodegradação de materiais orgânicos. Pra não falar do tempo quase infinito que levam para desaparecer. Com o excesso de sacolas plásticas, os municípios são obrigados a ampliar seus aterros sanitários.

Contribuem para inundações nos grandes centros urbanos

Em épocas de chuva, as sacolas mostram as consequências do descarte incorreto, entupindo bueiros nos grandes centros urbanos. Distribuídas a torto e a direito por farmácias, padarias, lojas e principalmente mercados, elas fazem um verdadeiro estrago. Leves e finas, as sacolinhas são varridas pelo vento e pela chuva para os bueiros, prejudicando o escoamento de água, o que contribui para ocorrência de enchentes.

Claro que elas não são as únicas culpadas pelas enchentes e inundações das cidades, mas contribuem muito para agravar o quadro de impermeabilização urbana. Além disso, bueiros entupidos por plásticos tornam-se o ambiente ideal para a reprodução de insetos transmissores de doenças, como mosquitos da dengue.

Formam ilhas de lixo plástico nos oceanos

Nem os oceanos escapam da “plastificação” em massa. Os resíduos plásticos dos aterros urbanos são carregados por enxurradas para o mar ou despejados diretamente nos rios pela população. E eles viajam milhares de quilômetros, sendo encontrados em ilhas e regiões marítimas remotas, bem longe da presença humana. Para se ter uma ideia, uma imensa área entre o litoral da Califórnia e o Havaí ganhou o nome de Lixão de Pacífico. Trata-se uma faixa formada por resíduos com extensão aproximada de 1,6 mil quilômetros que fica à deriva no mar.

Outro exemplo assustador da “plastificação” oceânica pode ser encontrado entre o Rio de Janeiro e a ilha de Ascensão, uma possessão britânica que fica no meio do Oceano Atlântico, no sentido de Angola, no Continente Africano. Uma expedição do projeto 5 Gyres, que avalia a poluição dos oceanos por resíduos plásticos em todo o mundo, encontrou fragmentos plásticos ao longo de todo o percurso de 3,5 mil km entre o Rio e a ilha, como se formassem uma linha fina e ininterrupta de lixo.

Matam milhares de animais por asfixia e ingestão

A poluição dos oceanos por resíduos plásticos têm consequências catastróficas para a vida nesse ecossistema. Muitos animais podem morrer por asfixia ou ingestão de fragmentos. Entre as principais vítimas estão tartarugas marinhas, peixes e aves como o albatroz.

Estimativas do Programa de Meio Ambienta da ONU (UNEP) apontam que anualmente o plástico é responsável pela morte de pelo menos um milhão de animais marinhos. Pelo volume no estômago, o animal que ingere o plástico acha que não precisa se alimentar e acaba morrendo por inanição, isso se não for asfixiado antes. Pior, quando o corpo do animal se decompõe, o plástico ingerido é liberado novamente no meio ambiente.

Liberam substâncias tóxicas ao se decompor

A decomposição de sacos plásticos na natureza, ainda que demorada, libera substâncias químicas que contaminam o meio ambiente. No mar, esse processo é acelerado devido à exposição do resíduo ao sol e à água. Segundo estudos da Universidade de Nihon, no Japão, quando o plástico se decompõe no mar, libera bisfenol-A (BPA) e oligômero (PS), substâncias químicas tóxicas que podem afetar a reprodução, o crescimento e o desenvolvimento de animais marinhos. Os males do saco plástico não terminam aí. A tinta usada para impressão colorida possui cádmio, um metal pesado altamente tóxico nocivo ao meio ambiente e à saúde dos animais.

Fonte e imagens – Exame.com de 13 de junho de 2011

É por isso que a ciência inventou o plástico com ciclo de vida útil controlado, que em 18 meses já terá se decomposto, isto é, voltado ao ambiente em forma de água, biomassa e pequena quantidade de CO2, o que não quer dizer que apoiemos sacolas plásticas de uso único, essas devem ser banidas para todo o sempre até a humanidade esquecer que elas já existiram e provocaram tanta poluição.

Sacolas retornáveis já! … mas, nos casos em que a sacola plástica de uso único for insubistituível, que seja usada a sacola plástica com ciclo de vida útil controlado, que não ficara poluindo o planeta por centenas de anos.

Sacola plástica, praga moderna

O consumo exagerado e o descarte incorreto das sacolinhas plásticas vêm machucando o planeta e deixando poluídos os oceanos, o solo e o ar. Saiba quais são as alternativas que podem ajudar a reverter esse quadro

Esta reportagem foi realizada antes projeto de lei que proibe o uso de sacolas plásticas a partir de 31/12/2011

Elas estão ao alcance da mão em todos os lugares: farmácias, padarias, lojas e principalmente nos supermercados. Mas, por trás dessa “fartura” há um dado surpreendente. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a fabricação de saquinhos no mundo pode chegar a 1 trilhão por ano. E para onde vai tudo isso? O primeiro destino é bem conhecido: lixões e aterros. “Cerca de 10% de todo o lixo do país é formado por sacolas plásticas”, afirma Jéferson Farias, engenheiro ambiental e coordenador de Meio Ambiente da Proactiva, empresa especializada em gestão integral de águas e de resíduos, de São Paulo. Como elas são feitas de um material derivado do petróleo, portanto, não biodegradável, chegam a permanecer no meio ambiente por até 400 anos, fazendo com que os problemas se alastrem assustadoramente. “Essa durabilidade tem um preço e quem paga somos nós”, afirma Cláudio Jorge José, presidente da ONG Funverde, do Paraná, que combate seu uso desde 2004. “Por serem impermeáveis, elas impedem a passagem de água e de oxigênio, dificultando a biodegradação dos alimentos ou materiais recicláveis contidos em seu interior”, diz o engenheiro-químico Telmo Ojeda, doutor em ciências do solo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). Isso sem contar os gases tóxicos, como metano, gás carbônico e sulfídrico, produzidos por micro-organismos, que vão parar na atmosfera assim que o material do plástico degrada. “Esses gases aumentam o efeito estufa e podem contaminar organismos”, afirma Ojeda.

Em época de chuva, o estrago está feito. “Quando chove, o lixo que está na rua vai direto para os bueiros. Ali, o plástico bloqueia a passagem de água e entope tudo”, afirma o especialista. O resultado você já conhece: enchentes, alagamentos e trânsito caótico, cenas corriqueiras nas grandes cidades.

Ainda tem mais: o que consegue passar pela tubulação do esgoto cai nos rios, lagos e oceanos. “Ao chegar nesses locais, ficam flutuando pela superfície e são facilmente ingeridos por animais como tartarugas e aves marinhas, que os confundem com alimento e morrem asfixiados”, diz Jéferson Farias. Até na hora da fabricação há perigo. “Além do consumo de água e energia, o uso do petróleo e do gás natural, ambos recursos não renováveis, geram líquidos e gases tóxicos que podem contaminar o solo, a água e o ar”, afirma.

É hora de mudar

Motivos não faltam para repensar sobre a real necessidade dos saquinhos em nossa vida. Dados da pesquisa Sustentabilidade: Aqui e Agora, feita em 2010, pelo Instituto de Pesquisa Synovate, em parceria com a rede de supermercados Walmart e o Ministério do Meio Ambiente, mostram que 60% das pessoas no país são a favor da proibição de sacolas plásticas. “Elas estão cada vez mais preocupadas com o futuro do planeta. Afinal, é nossa única moradia e temos de cuidar dele”, diz Cláudio Jorge José.

É por isso que diversas medidas vêm sendo tomadas por governos e pela iniciativa privada para reduzir e até mesmo proibir o uso de sacolas plásticas comuns. Essa jornada ecológica também conta com o apoio da população que cada vez mais adere às novas alternativas. Dentre elas a adoção das retornáveis tem dado certo. “A ideia é reutilizá-las várias vezes ao longo do ano”, diz Cláudio Jorge José. O resultado já pode ser comemorado. Segundo números do Ministério do Meio Ambiente, em 2007 a produção de saquinhos chegou a 18 bilhões de unidades, número que caiu para 14 bilhões no ano passado.

Dado incorreto, só o estado de São Paulo usa e descarta 30 bilhões de sacolas plásticas de uso único anualmente.

Experiências de sucesso

A mobilização contra o uso excessivo de sacolinhas plásticas já vem acontecendo no mundo há cerca de dez anos. Apesar de as discussões no país terem começado apenas em 2007, mais de 30 municípios brasileiros já adotaram políticas de redução e aumentaram as campanhas sobre o assunto. Por exemplo, ano passado foi criada a lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos que, entre outras medidas, obriga as prefeituras a estruturar a coleta seletiva em seus municípios num prazo máximo de quatro anos. Outra medida que colaborou para a redução do consumo foi a campanha “Saco É um Saco”, criada em 2009 pelo Ministério do Meio Ambiente. Uma das ações foi distribuir mais de 195.000 sacolas retornáveis por todo o Brasil, além de orientar como cada um poderia ajudar. “Todas essas medidas visam o consumo consciente e o estímulo ao descarte”, afirma Fernanda Altoé Daltro, gerente de produção e consumo sustentável da Secretaria do Ministério do Meio Ambiente.

E não é só: em março deste ano durante um encontro em São Paulo entre a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e os supermercados foram apresentadas metas de redução. De acordo com Sussumo Honda, presidente da Abras, a associação se comprometeu ante o MMA a reduzir 40% do uso de sacolas plásticas até 2015. Alguns mercados foram mais ousados: o Carrefour pretende eliminar 100% até 2015 e a rede Walmart 50% até 2013. Uma das primeiras cidades a adotar medidas nesse sentido foi Xanxerê, em Santa Catarina. A ideia surgiu em setembro de 2008 e partiu dos próprios empresários da cidade. A mobilização foi feita junto aos comerciantes e à comunidade local em uma ação que reduziu em 96% o uso das sacolas na região, sem a necessidade de uma legislação municipal. Como? Todos os 29 mercados do município pararam com a distribuição gratuita de saquinhos e passaram a cobrar 0,19 centavo por cada unidade biodegradável, com o objetivo de incentivar o uso das retornáveis ou das caixas e sacos de papel.

A iniciativa de Xanxerê cresceu e hoje já são mais de 30 cidades que não distribuem gratuitamente sacolsa plásticas de uso único no sul do país.

Jundiaí, no interior de São Paulo, também não precisou de leis para resolver o problema. No ano passado, a prefeitura fez um acordo com grande parte dos mercados da cidade e combinou que eles deixassem de distribuir sacolas plásticas comuns. No lugar, o cliente passou a ter como opção sacos biodegradáveis, bolsas retornáveis, caixas de papelão ou cestas. Essa medida eliminou 95% do uso dos saquinhos no município.

Tantos exemplos não deixam dúvidas quanto ao futuro das sacolas plásticas. Cabe a cada uma de nós começar essa mudança.

Descarte certo

Para onde vai a sujeirinha e os resíduos que acumulamos em casa?

Os supermercados estão adotando, aos poucos, algumas alternativas: a primeira é utilizar sacolas que reduzam o impacto ambiental, como as biodegradáveis ou de compostagem (que pode virar adubo, desde que haja tratamento para isso), cujo tempo de degradação é de até seis meses. “Parte do material é feito de amido de milho, de mandioca ou de cana-de-açúcar e a outra por um plástico derivado do petróleo”, diz o engenheiro-químico Telmo Ojeda. Ou então as oxibiodegradáveis, confeccionadas com o mesmo material da sacola plástica tradicional, mas com o tempo de degradação reduzido. “A diferença é que nelas são acrescentados aditivos como cobalto, manganês ou ferro, que aceleram a decomposição natural do plástico, que passa a ser de um a dois anos”, afirma o engenheiro- químico. Mas lembre-se: o ideal é usá-las para descartar resíduos sólidos, como restos de comida e itens de higiene pessoal. E para saber se o mercado de sua região possui alguma dessas embalagens, observe na própria sacola se há uma indicação do material de que ela é feita. Os lixos, como metal, papel, vidro e embalagens plásticas, podem ser separados em caixas ou sacos de papelão e direcionados à reciclagem.

Por um mundo melhor

Uma volta pelo globo e é possível perceber as inúmeras iniciativas inspiradoras que têm dado resultado em muitos países. Na China, por exemplo, passou a valer em 2008 uma lei que proíbe os varejistas de distribuir gratuitamente sacolas plásticas aos clientes, e quem desrespeitar leva multa! O valor não é nada amigável e pode chegar a 3 mil reais. Do outro lado do mundo, nos Estados Unidos, o Estado de Oakland determinou em 2007 que varejistas deveriam promover campanhas educativas sobre a importância do uso de sacolas retornáveis e também apresentar alternativas para o uso, como créditos e descontos para os consumidores que trouxessem sacolas retornáveis. Além disso, foi proibido distribuir sacolas plásticas comuns nos mercados, sendo possível escolher somente as de papel ou as de compostagem.

Em Bangladesh, surgiu em 2002 uma lei que proibia a produção, a comercialização e o uso de sacolas plásticas comuns na cidade de Dhaka. Mas a medida não se sustentou. Após oito anos e meio de banimento, as sacolas plásticas voltaram a ser vendidas e usadas em todos os mercados. Isso mostra que é preciso reeducar e conscientizar as pessoas para que a ideia pegue e não apenas impor medidas.

Fonte – Patricia Bernal / edição Carla Leirner, Bons Fluidos de maio de 2011

Imagem – Sacola retornável Vicbag

Sustentabilidade rima com oportunidade

Família são-roquense dá exemplo de sustentabilidade – Com apoio da rede de Estância Supermercados, família são-roquense concilia preservação ambiental e geração de renda produzindo sacolas a partir de sacos de farinha

O protocolo de intenções assinado recentemente pelo Governo do Estado de São Paulo e pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) com o objetivo de criar mecanismos legais para reduzir a produção de lixo, abolindo o uso de sacolinhas descartáveis até 2012, gerou polêmica entre os empresários e sindicatos da indústria do plástico que consideram qualquer ação nesse sentido prejudicial para o setor econômico.

Enquanto o impasse entre preservação ambiental e o impacto do fim das sacolinhas plásticas na economia pautam as discussões, uma ideia colocada em prática por uma família são-roquense chama a atenção pela simplicidade e por mostrar como consciência ambiental e empreendedorismo podem andar juntos.

Com a ajuda da mãe, da esposa e dois filhos, o segurança Silvio José de Oliveira está produzindo sacolas a partir de sacos de farinha que antes eram jogados no lixo.

A ideia de fabricar sacolas surgiu quando Oliveira, que presta serviços na loja central do Estância Supermercado em São Roque, ficou incomodado ao ver o volume de sacolinhas plásticas que são utilizadas a cada compra. “Aqui em casa sempre procuramos utilizar as caixas de papelão quando vamos ao mercado, mas nem sempre elas estão disponíveis, foi quando me lembrei das sacolas de antigamente e decidi fazer umas para uso próprio”, conta.

Oliveira ganhou da gerente do supermercado quatro sacos de nylon que embalam a farinha utilizada na padaria. Confeccionou as sacolas e em retribuição à gentileza presenteou a gerente com uma delas. A direção do supermercado tomou conhecimento do fato, gostou do produto final e propôs que ele fabricasse as sacolas em escala. “Percebemos que com essa iniciativa poderíamos reduzir o volume de lixo produzido pelo supermercado, porque são cerca de 600 sacos de nylon que deixam de ser descartados todos os meses, e ao mesmo tempo ajudaríamos nossos clientes a reduzir o lixo em suas casas”, justifica Fernando Ferreira de Almeida, sócio do supermercado.

De solução caseira a empreendimento sustentável

A partir daí a iniciativa do segurança deixou de ser uma solução caseira individual e transformou-se numa parceria com oportunidade de gerar renda e de preservar do meio ambiente. O supermercado continuou cedendo os sacos e passou a comprar as sacolas prontas. “É um investimento que estamos fazendo na qualidade de vida da cidade e nossos clientes têm consciência disso. Acreditamos que ao apoiar essa ideia simples vamos motivar as pessoas a fazerem o mesmo e assim vamos colaborar para reduzir o impacto ambiental das sacolinhas que é grande e precisa ser revertido com urgência”, pondera o representante da rede Estância Supermercados.

Aumento da produção

O quartinho de costura onde as sacolas eram feitas, há cerca de três meses, ficou pequeno e a fabrica de sacolas foi transferida para um pequeno galpão no quintal também na casa dos Oliveira. “Começamos com 50 sacolas por semana, depois passamos a produzir 100, 150 e agora estamos fazendo 200 por semana”, comemora o fabricante de sacolas.

A família investiu o rendimento das primeiras remessas na compra de uma máquina industrial e já aguardam a chegada do segundo equipamento. “Faz muita diferença para trabalhar. Imagine alguém que está acostumado a dirigir um fusca e pega uma Ferrari. Com essa nova máquina, vamos produzir 400 sacolas por semana”, prevê. Para atender a demanda, Oliveira já estuda terceirizar parte da demanda e com isso gerar oportunidade de renda para mais três pessoas.

Engajamento

Mesmo com as perspectivas positivas e com o reforço no orçamento que já permitiu Silvio matricular o filho mais velho em uma escola particular, o segurança não perde de vista de vista que o ganho maior com a produção de sacolas não é financeiro e sim de qualidade de vida. “É bom saber que estamos ajudando a reduzir o lixo que as sacolinhas produzem. Acredito que se o projeto de reciclagem aqui da cidade fosse ampliado, a cidade seria ainda mais beneficiada. Se não preservarmos o que será dos nossos filhos e dos filhos deles”, conclui.

Distribuição das sacolas

As sacolas confeccionadas a partir da parceria serão distribuídas em breve nas três lojas Estância Supermercados. Para organizar a ação e evitar a quantidade excessiva do “brinde ecológico” por cliente, a direção do supermercado pretende estipular um valor mínimo em compras para ter direito à sacola.

Fonte – Guia São Roque de 10 de junho de 2011

Cidades eliminam sacolas plásticas

Enquanto alguns empresários não sabem ainda o que fazer com o fim do produto, outros já comemoram

As sacolas plásticas criadas para facilitar a vida do dia a dia estão definitivamente com seus dias contados. De salvadoras da pátria ganharam status de vilãs do meio ambiente. Dezenas de prefeituras já começam a determinar a proibição da sacola plástica nos estabelecimentos comerciais.

A medida mais recente foi sancionada pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. A proibição das sacolas plásticas entra efetivamente em vigor em janeiro de 2012. Mas, durante esse período de adaptação, os estabelecimentos terão de fixar cartazes com a mensagem: “Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis”. O texto foi aprovado na Câmara Municipal. Quem insistir em usar as sacolas pagará multa de R$ 50 a R$ 50 milhões, de acordo com o faturamento da loja infratora.

Outras 12 capitais já têm medidas restritivas à utilização das sacolas plásticas. O município de Jundiaí (Grande São Paulo, 50 km da capital) foi um dos precursores. Um acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e a Prefeitura de Jundiaí, em julho do ano passado, substituiu as sacolinhas plásticas oxibiodegradáveis por sacolinhas produzidas com resina baseada em amido de milho.

Sem rumo

Os fabricantes de sacolas plásticas em São Paulo parecem um pouco perdidos. “A lei não está clara. Não sabemos que tipo de sacola será banida. A oxibiodegradável desaparece em 18 meses. A biodegradável é cara e a matéria-prima não está disponível. E os sacolões que utilizam plástico para colocar os alimentos, não terão restrições? Eu tenho orientado os meus clientes a continuarem utilizando as sacolas até o final do ano”, diz Ronaldo Marques Oliveira, representante comercial da D100 Embalagens Plásticas. Segundo ele, desde abril deste ano, quando a cidade de Belo Horizonte definiu a proibição, a procura por sacolas plásticas caiu 20%. “Nós vendemos uma média de 300 mil sacolas mês. Esse número deve cair bastante nos próximos meses.”

Por meio de nota, as entidades ligadas à indústria do plástico se colocaram contra a proibição: “Defendemos que as sacolas plásticas sejam utilizadas sim, porém fabricadas com a qualidade exigida pela Norma Técnica ABNT NBR-14937. Isso porque as sacolas mais resistentes inibem a prática de se colocar uma sacola dentro da outra para transportar produtos mais pesados ou utilizar somente a metade de sua capacidade, além de poderem ser usadas mais vezes, mesmo para as compras em supermercados.” Eles vendem plástico, então, é claro que eles querem que as sacolas continuem a poluir o planeta, é óbvio! Muito estranho seria se eles dissessem a verdade, que o produto que eles fabricam às dezenas de bilhões anualmente causa poluição, uma poluição que permanece no planeta por 500 anos.

De acordo com as entidades, a população não pode ser penalizada – seja com cobranças extras, com a geração de novas despesas com sacos de lixo, ou mesmo com a perda e empregos na cadeia produtiva das sacolas plásticas (que hoje garante em São Paulo cerca de 6 mil empregos diretos).

Consciência

Para a empresária e estilista Cris Sakauê, que trabalho com comércio de roupas em São Paulo, as sacolas plásticas nunca fizeram parte do negócio. “Estou produzindo sacolas retornáveis para as clientes mais fiéis. São em renda e são lindas. O objetivo é que, ao compra na loja, a cliente traga a sacola”. Para quem quer dar um presente da loja, Cris tem a opção em papel. Ela recicla também os saquinhos de roupa. “Todo mundo precisa se conscientizar da necessidade da reciclagem e do meio ambiente”.

Oportunidade

Se por um lado os comerciantes de sacola plástica ainda não sabem que rumo tomar, outros já estão vendo na proibição uma oportunidade. É o caso Rodrigo Cinatti, da Mutipel. Os pedidos de sacola de papel vêm crescendo 60% ao mês depois das leis que determinaram a substituição das sacolas. “Precisamos suspender a propaganda no Google, pois não estávamos dando conta dos pedidos. Estamos também atendendo 80% mais ligações de clientes atrás das sacolas de papel e papelão.”

Fonte – Agência Sebrae de Notícias / PEGN de 23 de maio de 2011

Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis!

Empresas se antecipam à lei que dá fim às sacolas plásticas

Em sete meses, o comércio de São Paulo vai ter que achar alternativas ao plástico. Sua empresa está preparada?

Depois de quatro anos em tramitação, o projeto de lei que proíbe a distribuição e a venda de sacolas plásticas no comércio da cidade de São Paulo foi aprovado e sancionado. A lei nº 15.374 foi publicada no dia 19 de maio. Mas há uma outra data ainda mais decisiva para os comerciantes paulistanos: a partir de janeiro de 2012, nada de sacolas plásticas nas lojas da cidade. O texto da norma é curto, mas suficiente para prever penalidades. Quem descumprir a lei pagará multa, que varia de R$ 50 mil a R$ 50 milhões, de acordo com o faturamento da empresa.

A maior parte dos comerciantes paulistanos precisa correr para se adaptar, mas alguns empresários se anteciparam e já oferecem alternativas às sacolinhas plásticas. “Notamos que os nossos clientes questionavam no caixa se havia sacola de papel para as compras pequenas, como uma velinha de bolo ou mesmo um pacote de guardanapo. Alguns até passaram a se oferecer para levar o produto na própria bolsa”, conta Elis Rinaldi, diretora de marketing da Rica Festa. A empresa do ramo de artigos festivos tem duas lojas em São Paulo e desde abril passou a adotar sacolas feitas de papel reciclado para atender os clientes.

Elis acredita que a rejeição ao plástico é característica de seu público – 80% formado por pessoas das classes A e B. “Para nós, o custo da sacola de papel chega a ser o dobro em comparação ao plástico, porém, o retorno dos clientes tem sido positivo, pois atendemos um nicho que tem consciência do impacto ao meio ambiente”, afirma.

A mudança de hábitos exige investimento, mas também pode agregar à empresa uma boa imagem, de preocupação com o meio ambiente. Assim avalia Leonardo Diniz, diretor da Drogaria Iguatemi, com lojas em quatro shoppings paulistanos. Em julho passado, a troca do plástico pelo papel de reflorestamento elevou o custo unitário da embalagem de R$ 0,04 para R$ 0,90. “Aproveitamos a reforma das lojas para trocar as sacolas e fazer um layout sofisticado. Os clientes hoje praticamente desfilam com a nossa sacolinha e divulgam a empresa”, diz.

Enquanto alguns comerciantes encaram o aumento dos custos como investimento em imagem e o absorvem, a tendência maior é que os valores sejam repassados ao consumidor. “Tudo que é custo vira preço”, afirma o economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo. Ele acredita que os comerciantes não vão simplesmente parar de oferecer sacolas ao consumidor. Na sua opinião, o empresário vai acabar buscando alternativas para não perder a clientela.

Em Belo Horizonte, onde a lei já está instituída, a chamada “sacola ecológica” (biodegradável) é vendida a R$ 0,19 para os clientes. Sua matéria-prima é de origem orgânica e passível de degradação pelas bactérias.

Um mês após a entrada em vigor da lei que proíbe as sacolas plásticas na capital mineira, um levantamento da Associação Mineira de Supermercados (AMIS) indicou que a cada dez consumidores sete já levavam sacolas retornáveis para fazer as compras. A adesão à norma está aumentando. Outro levantamento mostrou que na primeira semana após a implementação da lei, somente quatro a cada dez pessoas usavam as sacolas retornáveis. No total, 12 cidades já têm alguma medida contra o uso das sacolinhas.

Gerente de marketing e planejamento da Antilhas, empresa brasileira há 22 anos no ramo de embalagens, Claudia Sia afirma que a lei paulistana é mais rígida que a de outras cidades e também confusa. “Até para nós que somos técnicos existe dificuldade na leitura da lei, para entender como estão tratando da permissão de sacolas oxibiodegradáveis e biodegradáveis. Percebemos que a tendência é aumentar a busca pelo papel, pois simplifica e não gera dúvidas ao comerciante e à fiscalização”, afirma. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente será responsável por fiscalizar o comércio em São Paulo.

A tabela comparativa de preços entre os materiais das sacolas pode ser muito variada, dependendo do tipo e qualidade. Claudia fez uma comparação dos valores das matérias-primas usadas pela Antilhas e, segundo ela, as opções em papel e a biodegradável podem ter o mesmo preço, enquanto a oxibiodegradável seria 23% mais barata e a de plástico comum, 30%.

O uso do plástico comum continua permitido nas embalagens originais das mercadorias, para embalar produtos vendidos a granel e alimentícios que soltam água, como as carnes. Outra obrigação presente na lei paulistana será a de afixar placas informativas (de 40 X 40 cm) nos estabelecimentos comerciais com os dizeres: “Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis”.

Fonte – Mariana Congo, PEGN de 27 de maio de 2011

Droga Raia lança sacola retornável em São Paulo

Com a previsão de diminuir em 10% a utilização de sacolas plásticas descartáveis, a Droga Raia, segunda maior rede de farmácia e drogaria do País em número de lojas, está lançando mais uma iniciativa voltada à preservação do meio ambiente: a sua sacola retornável. Batizada de Raia Bag, a sacola custará R$ 2,45.

A ação, que faz parte do programa Raia Consciente – que abrange ações sociais e ambientais -, visa a reduzir a utilização de sacolas plásticas descartáveis nos mais de 4 milhões de atendimentos realizados mensalmente pelas 350 lojas da empresa.

Pouco espaço

A Raia Bag dobrada ocupa muito pouco espaço no bolso ou na bolsa de modo atrair o interesse do cliente em carregá-la.

Os funcionários da Raia serão treinados não apenas para apresentar o novo modelo de sacola, mas para conscientizar os clientes da real necessidade de uso das sacolas plásticas descartáveis. “Pretendemos diminuir em 10% o volume de sacolas descartáveis distribuídas nas lojas, deixando de fazer circular no meio ambiente mais de 4 milhões de sacolas por ano. Por isso, a redução da geração de sacolas plásticas descartáveis é um dos nossos principais projetos”, destaca Cristiana Pipponzi, executiva da empresa.

Outra iniciativa de destaque da empresa é o Programa Descarte Consciente”, um sistema de recolhimento e destinação correta de medicamentos vencidos ou em desuso, que já está instalado em cerca de 20 lojas da rede e que até o final de 2011 estará disponível em 200 pontos.

Cada quilograma de medicamentos recolhidos evita a contaminação de 450 mil de litros de água, além de impossibilitar o consumo indevido.

Fonte – DCI de 10 de maio de 2011

Sacola e carrinho de feira, verdadeiras embalagens retornáveis

Até o final do ano os supermercados representados pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) deixarão de entregar as atuais sacolas , que são derivadas de petróleo, ao consumidor do estado de São Paulo. O governo paulista e Apas assinam protocolo de cooperação na Feira da Apas – de 9 a 12 de maio – para banir o uso dessa embalagem nas cidades paulistas.

Em seu lugar retornam as sacolas retornáveis, ou se quiser ser mais ambientalmente correto as ecobags que geralmente são feitas com alguma material de menor impacto ambiental ou são produzidas pensando em todo o seu ciclo de vida.

Porém não precisa sair desesperadamente procurando uma ecobag com certificação ou que seja feita de um material renovável. Basta usar o que já existe em sua casa. Que tal a boa e velha sacola de feira?

Resistentes, laváveis, coloridas ou não, elas já são uma opção há muito tempo, mas na mudança das compras da feira para o supermercado ela acabou ficando no esquecimento.

E agora, vou precisar comprar muitas sacolas de feira?

Não!!! Para isso já criaram o carrinho de feira. Dobráveis e resistentes, aguentam as péssimas calçadas das cidades brasileiras.

A proposta é o consumidor criar o hábito de levar a sua embalagem ao supermercado. Com a mudança de comportamento será possível acabar com o uso da sacola descartável e incluir as retornáveis.

Uma dica, tenha sempre uma sacola por perto.

Se anda mais a pé, compre aquelas dobráveis que ficam pequenas na bolsa.

Se costuma fazer compras de carro, tenha sempre uma caixa ou sacola (retornável) no seu carro.

Fonte – Envolverde / Embalagem Sustentavel de 05 de maio de 2011

Teste comparativo de biodegradação de 1 sacola de comida, 1 sacola oxibiodegradável e 1 folha

Dois tipos de sacolas biodegradáveis foram penduradas em um varal no dia 03/12/2010.

Mais de 350 fotos auditadas registraram o comportamento destas sacolas no meio ambiente pelo período de 181 dias, até 04/06/2011.

Materiais testados:

1 – Sacola branca, rotulada como 100% Biodegradável e 100% Compostável, fabricada em 07/2010 e vendida em supermercado na cidade de Jundiaí pelo valor unitário de R$ 0,19. O processo de biodegradação desta sacola é tecnicamente denominado Hidrobiodegradação. Este tipo de plástico, que não pode ser reciclado juntamente com os plásticos convencionais, é produzido com blenda polimérica de PLA ( derivado de amido ) + Poliéster ( petroquímico ).

2 – Sacola verde, corretamente produzida com a tecnologia e aditivos d2w – RES Brasil, fabricada em 10/2010, e distribuída sem custos para o consumidor por rede de supermercados da região de Vinhedo. O processo é tecnicamente denominado Oxobiodegradação. Este tipo de plástico pode ser reciclado juntamente com os plásticos convencionais, e fabricado a partir de plásticos convencionais reciclados.

3 – Uma folha de arbusto também foi utilizada para comparar a velocidade de degradação.

Podemos constatar que uma sacola de comida – que é fabricada com 40% de amido, isto é, milho, batata, mandioca, arroz, trigo, e 60% de petróleo, então não entendemos como é chamada de ecologicamente correta se é fabricada com mais da sua metade de petróleo – continua firme e forte, pois se não for descartada em ambiente de compostagem, não se biodegradará nos 180 dias que os fabricantes alegam.

A sacola oxibiodegradável, como a FUNVERDE já sabe desde 2005, é biodegradável, é reciclável, é o plástico ideal por ter seu tempo de vida útil programado para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem, tudo comprovado cientificamente por dezenas de laudos, dezenas de pesquisas, dezenas de pesquisadores nacionais e internacionais, por dezenas de institutos de pesquisa renomados.

Então, parem  com esta brincadeira sem graça de usar terra fértil e água potável, recursos naturais cada vez mais escassos, para plantar comida e então, desviar esta comida do prato de milhões de famintos para fabricar uma sacola, que além de tudo, tem mais da sua metade da composição de petróleo para fingir estar salvando o mundo.

Parem de brincar com recursos naturais, parem imediatamente de fazer greenwashing.

Queremos banir as sacolas plásticas de uso único sim, mas não é assim que se faz e, dizemos isso por experiência, pois nossa guerra contra o plástico começou em 2004. Vamos dizer o que funciona e o que não funciona.

A sacola plástica de uso único tem que ser cobrada e o valor de 19 centavos é até baixo, queremos que seja cobrado o valor de 10 vezes o custo desta sacola isto é, 30 centavos, para o consumidor sentir no bolso a dor que o planeta sente ao receber este lixo inútil após meia hora de uso.

A sacola retornável tem que ter um custo acessível a todos, isto é, deve custar de 1 a 3 Reais, no máximo, pois assim, cada um pode ter 10 sacolas, o que é mais que sufuciente para acondicionar as compras.

Deve ser permitido o uso de qualquer sacola de uso único, cobrando por ela é lógico, mas desde que esta sacola tenha o ciclo de vida útil controlado, isto é, que não fique centenas de anos poluindo o planeta, podendo ser oxibiodegradável, hidrobiodegradável, de papel … o mercado escolhe e com educação ambiental, certamente não escolherá uma que irá aumentar a fome no mundo, que é a sacola de comida.

A APRAS está de parabéns ao cobrar pelas sacolas, só está mal informada sobre a sacola de comida, mas é um começo, um bom começo para o fim das sacolas plásticas de uso único.

Americana, SP – Lei que proíbe sacolas plásticas muda hábitos do consumidor

A nova lei que proíbe o comércio de Americana a distribuir sacolas plásticas está mudando os hábitos da população.

A medida, que entrou em vigor no domingo (5), vale para todo o comércio – supermercados, lojas e farmácias, entre outros, proíbe até mesmo o uso de sacolas biodegradáveis.

Algumas lojas da cidade colocaram à venda sacolas retornáveis, que têm um custo para o consumidor, mas são permitem que sejam reutilizadas. Nas ruas, muitos consumidores carregam as compras debaixo do braço.

O comerciante que descumprir a lei está sujeito a uma multa de R$ 5 mil na primeira autuação, em caso de reincidência, R$ 10 mil e, no caso de uma terceira infração, pode ter o estabelecimento fechado.

Segundo o secretário de Meio Ambiente de Americana, Jonas Santarosa, a fiscalização será feita por equipes da prefeitura e também após denúncias feitas pela população, apontando lojas e supermercados que descumprem a lei, que podem ser feitas pelos telefones (19) 3471-7770 ou pelo 153.

Parabéns a mais uma cidade que se livrou de 10% de todo o seu lixo, que é o que correspondem as sacolas plásticas de uso único.

Estamos acompanhando a movimentação da cidade desde o início do projeto e ficamos felizes que eles tenham conseguido.

Claro que tem gente descontente, mas são os de sempre, aqueles acomodados, preguiçosos, incapazes de mudar, nem que seja para salvar sua própria vida, mas estes, oras estes, deixem que reclamem, pois estes sempre vão reclamar de tudo, de qualquer maneira.

Uso racional de água pode evitar colapso no abastecimento

O início de junho, considerado o mês do meio ambiente, desperta atenção sobre temas relacionados à prevenção e conservação dos recursos naturais. Paulo Costa, diretor da H2C, empresa especializada em programas de uso racional da água e membro do Green Building Council Brasil, alerta para a necessidade de investir em programas de uso racional de água podemos evitar o colapso do abastecimento no futuro.

As concessionárias se preocupam muito em aumentar a produtividade, mas esquecem do desperdício causado pela rede hidráulica velha, vazamentos e ligações clandestinas. “Podemos dizer que cerca de R$ 7 bilhões deixam de ser traduzidos em dinheiro por conta do desperdício”, comenta Costa.

Segundo o especialista, o País tem tecnologia de sobra, no entanto, falta atitude. “Não há incentivos a projetos sustentáveis, falta informação e campanhas perenes de conscientização”, observa. Apesar da incidência de chuvas em boa parte no Brasil, são poucas ou quase inexistentes as iniciativas para a captação das águas das chuvas nas cidades, segundo o especialista. A água potável poderia ser substituída pela reutilizada em descargas sanitárias, lavatórios, limpeza de pátios, rega de jardins.

Outro ponto destacado por Costa é a necessidade de investir em educação ambiental no ensino básico. Países como Corea, Portugal e República Tcheca incluíram a educação ambiental como matéria na grade escolar há cerca de 30 anos e hoje colhem os frutos deste investimento.

Calcule seu consumo de água

Em casa, a população pode identificar se há desperdício efetuando conta básica. Basta multiplicar o consumo de água observado na fatura mensal em m³ por mil (para identificar o gasto em litros) e dividir o valor pela quantidade de moradores da residência e por 30 (número de dias do mês). “Se o resultado indicar que cada usuário consome mais de 200 litros de água isso indica que há potencial grande de consumo, já que o ideal é que cada pessoa gaste em torno de 110 litros de água por dia”, diz Costa.

Fonte – Natália Fernandjes, RD Online de 06 de junho de 2011

Imagem – harry harris

Produto biodegradável é vilão se descartado de forma errada – veja o que estão falando das sacolas de comida

Os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados

O descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente. Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, garantem que a decomposição de copos descartáveis e outros utensílios libera gás metano, causador do efeito estufa. Leitor, preste atenção, eles estão falando das sacolinhas de comida que estão sendo usadas no Brasil.

Se este tipo de lixo for colocado em aterros sanitários que não capturam ou queimam o gás, o metano será liberado para a atmosfera e poderá contribuir para as emissões de poluentes.

Os cientistas alegam que o metano pode ser uma valiosa fonte de energia quando capturado, mas é um gás de efeito estufa se lançado na atmosfera. Os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados.

Os produtos ‘biodegradáveis’ sofrem processo rápido de decomposição. De acordo com os pesquisadores, ‘se os materiais degradam e liberam metano rapidamente, significaria menos combustível potencial para uso de energia e mais emissões de gases de efeito estufa’. Metano é um gás de efeito estufa 23 vezes mais prejudicial do que o CO2.

Fonte – Correio do Brasil de 31 de maio de 2011

Cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, divulgaram pesquisa nesta terça-feira (31) apontando que o descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente.

Você, nós, e até mesmo o poste da esquina já sabíamos disso há anos, mas precisa vir um pesquisador comprovar o óbvio para virar manchete.

É lógico que produtos plásticos hidrobiodegradáveis (aqueles plásticos feitos de comida – com batata, mandioca, milho, arroz, trigo …- compostáveis que utilizam terra, água, fertilizantes, energia não renovável para produção etc) vão gerar metano nos aterros, assim como todos os orgânicos que vão indevidamente parar lá, quando não existe oxigênio envolvido no processo de degradação e biodegradação.

Por isso que, SE usados, estes plásticos DEVEM seguir para a compostagem, junto com os orgânicos e esta compostagem, COMO SEMPRE DEVE SER, tem que ser aerada para sempre receber oxigênio, e assim gerar somente CO2 e não CH4.

Mas isso a ABRAS e congêneres não falam. Preferem vender efeito estufa! Agora o castelinho de ilusões da Basf começa a ruir.

Jundiaí e Belo Horizonte são cidades geradoras de gases efeito estufa, afinal optaram por hidrobiodegradáveis sem ter usina industrial e controlada de compostagem, e acabam jogando todo este plástico hidrobiodegradável no aterro. Que maravilha!

Plástico com ciclo de vida útil controlado oxibiodegradável d2w – RES Brasil precisa de Oxigênio para se biodegradar. Mas, se por acaso, for descartado em ambiente sem oxigênio, o plástico oxibiodegradável fica inerte e coisa inerte não gera Metano. Está ai uma das inteligências do d2w e é por isso que a FUNVERDE, desde 2005, apoia esta tecnologia, onde o plástico onde existe a necessidade do uso do plástico, o que não se aplica às malditas sacolinhas plásticas de uso único, essas devem sim, ser banidas para sempre até a humanidade esquecer de sua existência.

Para que tanto drama para usar sacola retornável?

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Sobre a matéria da veja do post anterior.

“Como suportam até 15 quilos, quem vai às compras a pé (e não tem corpinho de halterofilista) deve ficar atento ao peso dos produtos”. Revista veja Ed. 2219 de 1º de junho de 2011.

Cremos que você tem duas mãos. Se estivermos corretos, você irá carregar nessas duas mãos ou duas sacolas retornáveis ou 30 sacolas plásticas de uso único.

Qual alternativa você acha mais fácil? carregar duas sacolas retornáveis onde cabe o equivalente ao que você teria que acomodar em 30 sacolas plásticas de uso único, sendo esta sacola retornável com alça de 3 cm de largura – largura média – para não cortar suas mãos, carregando suas compras confortavelmente no ombro, no antebraço, no pulso ou mesmo carregando nas mãos, sem cortar os dedos, e ainda você pode alternar os locais onde irá repousar a sacola, para não se cansar ou … você prefere carregar 30 sacolas plásticas de uso único, que praticamente causam gangrena em qualquer humano após 5 minutos de uso, onde os dedos das mãos, o pulso, o antebraço, tudo fica roxo ao apoiar estas sacolas plásticas de uso único que ao estarem cheias, esticam a alça, esta alça ficando com mílimetros e se transformando em um instrumento de tortura, de dor?

Tem mais, a sacola plástica de uso único é fina, rasga, se você põe no chão as 30 – ainda estamos comparando as duas sacolas retornáveis com as 30 sacolas plásticas de uso único – daí tem que adivinhar onde estão as alças de todas as malditas para novamente ser torturada, ter os dedos cortados, daí se cansar novamente, colocar este monte de sacolas no chão para descansar, carregar tudo de novo, num repetitivo ritual masoquista.

Outros dizem que as pessoas usam ônibus, trem, metrô, bicicleta, motocicleta, os pés para se locomover do supermercado – ou qualquer varejo – até sua casa, muitas vezes demorando horas no percurso. Então, ponto novamente para as sacolas retornáveis, que você pode carregar até quatro ao invés de 60 das sacolas plásticas de uso único sem correr o risco delas se rasgarem e cair tudo na rua, no metrô, no ônibus …

Oras, por favor, vamos acabar com esta balela de que é difícil usar sacola retornável. Elas são o melhor meio de se carregar qualquer compra e depois você não tem que ficar arranjando lugar para enfiar o monte de sacolas, que ficam às centenas nas casas tomando espaço, enfeiando sua casa.

Quando sacolas retornáveis ficam sujas, jogue na máquina de lavar roupa ou no tanque, lave e passe, se necessário e use novamente.

Mais alguma dúvida? Ficaremos felizes de ensiná-los a usar as sacolas retornáveis, mas, por favor, cortem o dramalhão, parem de resmungar, choramingar, lamentar a melhor solução para transporte de compras que a humanidade já inventou e olhe que ela já foi inventada há muitos séculos.

Sacola retornável, bom para você, bom para o planeta!

União Europeia debate proibição de sacolas plásticas

Quando o assunto é uso de sacolas plásticas, o comissário europeu para o Meio Ambiente, Janez Potocnik, é taxativo: “Nós avaliaremos todas as possibilidades, inclusive a proibição na União Europeia”, garante.

A maioria das cerca de 500 sacolinhas consumidas anualmente por cada cidadão do bloco europeu é usada uma única vez – um prejuízo incalculável para a natureza.

Tanto o Departamento Federal do Meio Ambiente da Alemanha quanto o Ministério alemão do Meio Ambiente mostram-se, todavia, um pouco céticos quanto à possibilidade de uma proibição geral de sacolas plásticas na União Europeia (UE), pois os países-membros possuem características muito heterogêneas. Em cada um deles, o uso das sacolinhas acontece de maneira distinta.

Na Alemanha, por exemplo, calcula-se que sejam gastas cerca de 65 sacolinhas por pessoa por ano – número bem abaixo da média da União Europeia. O sistema de reciclagem alemão também é considerado bastante eficiente. Embalagens plásticas, como sacolas, são jogadas em latas de lixo especiais. Dali elas são transformadas em outros sacos ou produtos plásticos.

Taxas sobre sacos – A intenção, no entanto, é melhorar ainda mais este índice. Heribert Wefers, assessor técnico da Liga do Meio Ambiente e Proteção à Natureza na Alemanha (Bund), vê diferentes caminhos, que não passam necessariamente pela proibição.

“Talvez outras coisas influenciem mais a consciência do consumidor. Precisamos sair dessa cultura de jogar fora. É possível introduzir taxas sobre as sacolas sob forma de impostos”, sugere. Importante é que as taxações incidam sobre sacolas de uso único e sobre as biodegradáveis e as de papel, que também possuem materiais nocivos ao meio ambiente.

A proibição de sacolinhas de plástico está longe de ser uma unanimidade entre os alemães. Parte da população acha que estes sacos são bastante práticos e justifica que eles custam muito pouco ou quase nada, além de poderem ser usados na chuva. Outra parte, no entanto, já adotou bolsas ou cestas.

Medidas diversificadas – O uso das sacolas plásticas é pauta em diversos países. Segundo levantamento da Departamento Federal do Meio Ambiente da Alemanha, 25% dos países em todo o mundo são contra o uso das polêmicas sacolinhas. Mas cada um lida com o tema de maneira diferente.

Austrália, Índia e alguns países africanos proibiram seu uso. Já alguns estados dos EUA, Bélgica e Irlanda sobretaxaram as sacolas, tornando-as muito caras para o consumidor. Segundo Wefers, a maioria obteve sucesso com a medida. Para se ter uma ideia, entre os irlandeses constatou-se que a imposição reduziu o volume de sacos em 90%.

Na China, por exemplo, elas não podem mais ser oferecidas gratuitamente. “Com a medida, o número de sacolas de plástico que vão parar no meio ambiente foi reduzido em dois terços”, afirma Wefers.

No Brasil e na Itália – No Brasil, Belo Horizonte foi a primeira cidade a adotar uma lei que proíbe a venda e a distribuição de sacos plásticos. A medida passou a valer em abril deste ano e a expectativa é de que 450 mil sacolas deixem de ser consumidas por dia na capital mineira. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro também contam com legislação semelhante, mas ainda estão no período de adaptação.

Há pouco tempo, a Itália editou uma proibição do uso de sacolas de plástico convencional nas compras. Em seu lugar foram introduzidos sacos biodegradáveis. Porém, tanto a Bund quanto o Departamento Federal acreditam que os biodegradáveis são uma fraude. Apesar de o termo soar como algo positivo, na verdade não é bem assim. Segundo Wefers, muitas usinas de compostagem não conseguem, por exemplo, identificar se trata-se de um composto biodegradável ou de plástico convencional. Além de conter material nocivo ao meio ambiente, esse material não se degrada tão facilmente como se espera.

Para o Departamento Federal do Meio Ambiente da Alemanha, o foco deve estar em opções que considerem sacos que possam ser usados mais vezes. O vice-porta-voz do órgão, Stephan Gabriel Haufe, defende duas alternativas para o plástico: “As sacolas de algodão ou de juta [fibra vegetal] podem ser usadas mais vezes e são feitas de materiais biológicos. O que não acontece com a sacola de papel, que leva muita substância química em sua composição para que o material fique mais firme. E isso a torna bastante cara”, explica.

Problemas ambientais – Em terra, as sacolas plásticas são um grande problema. Depois de usadas, elas são simplesmente jogadas fora e depois, distribuídas pelo vento. Frequentemente aparecem espalhadas pelas praias, parques e também no meio das cidades.

O problema no mar, no entanto, é mais grave. Além do grande tapete de lixo formado por plástico descartado, também há uma grande quantidade de pequenas partículas plásticas. Segundo o comissário europeu, atualmente cerca de 250 bilhões de partículas plásticas boiam atualmente apenas sobre o Mediterrâneo. A decomposição desses pedacinhos pode durar até cem anos.

“Estas pequenas partículas de plástico nos preocupam especialmente porque nestes trechos do oceano a concentração deste material acaba sendo maior do que a de plânctons. Os peixes comem estas partículas e ficam com o estômago mais cheio de plástico do que de plâncton. E aí está o perigo de morrerem de inanição com o estômago cheio”, explica Wefers.

A situação também é complicada para pássaros marinhos. Alguns correm o risco de se enroscarem no material e, com isso, ficarem sufocados. Outros acabam ingerindo as partículas automaticamente ao comerem os peixes que já têm plástico em seu organismo.

Além da poluição na terra e no mar, sacolas plásticas têm outra grande desvantagem. “Elas são produzidas a partir de petróleo, uma matéria-prima que daqui a um tempo pode não mais existir. Quanto menos usarmos as sacolas, mais vamos ajudar a poupar este recurso”, explica Haufe.

Fonte – Folha.com de 28 de maio de 2011

É claro que um grande número de pessoas não quer que as sacolas de uso único sejam banidas. Esses seres são iguais em todo o planeta. São egoístas os preocupados com o próprio umbigo, que não querem saber se suas ações tem consequências para toda a humanidade.

É por isso que tem que haver leis cobrando pelas sacolas, pois humanos são maus, egoístas e não mudam sem um incentivo, no caso, a cobrança pelas sacolas.

A vida sem sacolas plásticas

Proibição da distribuição e da venda de sacolinhas no comércio da cidade de São Paulo impõe mudança de hábitos; entre as alternativas estão sacolas retornáveis e caixas de papelão

A lei que proíbe a distribuição e a venda de sacolas plásticas no comércio de São Paulo, aprovada pela Câmara Municipal na semana passada e logo sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSB), pôs os consumidores em uma encruzilhada. Se por um lado a retirada de circulação das sacolas traz benefícios, como a redução dos entupimentos em bueiros e do plástico descartado no ambiente, por outro impõe ao paulistano dilemas cotidianos. Como transportar as compras? E se não houver uma sacola retornável à mão? E o lixo doméstico, como descartar?

Para Eduardo Jorge, secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, é questão de hábito. “O que está sendo questionado com a lei é o uso excessivo das sacolas descartáveis. As cidades que já adotaram leis semelhantes, como Jundiaí e Belo Horizonte, mostram que o comércio soube se adaptar e a população aceitou a medida” diz Jorge.

Grandes redes do varejo se preparam para atender ao consumidor. No Grupo Pão de Açúcar, que engloba as redes Extra e CompreBem, os consumidores poderão adquirir sacolas retornáveis – os preços variam de R$ 2,99 a R$ 9,90 – ou solicitar aos funcionários caixas de papelão para transportar as compras.

Ligia Korkes, gerente de sustentabilidade do grupo, diz que a demanda por caixas de papelão gratuitas pode ser maior que a quantidade de embalagens disponíveis. “Pode faltar caixa e vamos avisar os consumidores.”

Fora da capital, a rede também venderá sacolas biodegradáveis, feitas com amido de milho, a R$ 0,20 a unidade. Mais rígida, a lei paulistana não permite a comercialização de nenhum tipo de sacola plástica. Agora sim Kassab, ou pode comercializar todas as sacolas com ciclo de vida útil controlado ou nenhuma delas, nada de privilegiar sacola feita de comida.

Experiências

Nove meses após o acordo com os supermercados que previa a extinção das sacolinhas plásticas, Jundiaí comemora a redução do envio para o aterro sanitário de 80 toneladas de plástico por mês, o que representa 720 toneladas no período. Os cálculos são da Associação Paulista de Supermercados. A adesão foi de 99% dos supermercados, que deixaram de distribuir 176 milhões de sacolas.

Agora, a cidade se prepara para estender a restrição à distribuição das sacolas para outros segmentos do comércio. Pesquisas locais apontam que 75% da população aprovou a medida.

No Estado do Rio, a legislação que estimula a redução do uso de sacolas plásticas, fiscalizada desde julho de 2010, não atingiu a eficácia esperada entre os consumidores, de acordo com balanço da Secretaria do Meio Ambiente. Cerca de 70% das lojas de grande porte cumprem a lei, mas a maior parte dos estabelecimentos deixa de oferecer o desconto de R$ 0,03 a cada cinco itens a quem não utilizar as embalagens. Desconto não convence ninguém, principalmente porque o desconto é tão pequeno que não dói no bolso. Tem que cobrar pela sacola e cobrar muito, só assim as pessoas entenderão que sacola faz mal, nem que a mensagem que eles entendam seja: sacola faz mal para o bolso, hahaha.

Mais branda que a lei paulistana, pois apenas estimula a substituição de sacolas comuns por embalagens reutilizáveis, o texto aprovado na Assembleia Legislativa do Rio em 2009 obriga os estabelecimentos a oferecer os descontos, vender embalagens mais resistentes e estabelece a troca de 50 sacolas plásticas por 1 kg de arroz ou feijão.

“Houve redução significativa do número de sacolas plásticas utilizadas, mas esperamos mais. A eficácia da lei poderia ser maior se a população se conscientizasse e exigisse o desconto em vez de utilizar a embalagem comum”, diz José Padrone, da coordenadoria de combate a crimes ambientais da Secretaria do Ambiente. / COLABORARAM BRUNO BOGHOSSIAN e ROSE MARY DE SOUZA, ESPECIAL PARA O ESTADO

Ninguém muda de habito sem pressão, as pessoas são acomodadas, preguiçosas, tem que existir lei que multe, que cobre, só assim ocorre a mudança.

Perguntas e respostas

1. Como transportar as compras, já que as sacolas plásticas agora estão proibidas em São Paulo?

Antes de ir às compras, consumidor terá de se programar e levar uma sacola retornável, que pode ser feita de lona, plástico, tecido ou qualquer outro material. Outra opção será levar um carrinho de feira; carregar uma mochila para transportar as compras ou pedir, nos supermercados, que as compras sejam acondicionadas em caixas de papelão. Se estiver de carro, o consumidor pode levar os itens até o porta-malas do veículo no próprio carrinho do supermercado.

2. E se o consumidor estiver desprevenido, sem uma sacola retornável à mão?

Nesse ponto, a lei aprovada em São Paulo restringe as opções dos consumidores, que não poderão comprar sacolas descartáveis, como ocorre em outras cidades. A opção será comprar uma sacola retornável (há modelos a partir de R$ 2,99 nas lojas do Pão de Açúcar, por exemplo), pedir a caixa de papelão ou transportar os itens na própria bolsa ou mochila que estiver carregando. Depois de algumas vezes esquecendo a sacola, certamente o consumidor terá aprendido a lição e não se esquecerá mais, principalmente porque este esquecimento tem um custo, o custo de adquirir uma nova sacola retornável.

3. A restrição às sacolas plásticas é válida também para feiras livres?

Alimentos vendidos a granel, como é o caso de hortifrútis comercializados em feiras livres e supermercados, poderão continuar sendo embalados em sacos plásticos descartáveis. O mesmo vale para alimentos que podem verter água – como carnes, peixes, laticínios -, que podem ser embalados com sacolas descartáveis. Aí a lei falha, pois deveria exigir que onde fosse impossível banir a sacola plástica de uso único, que essa obrigatoriamente fosse fabricada com material de ciclo de vida útil controlado, para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem. E mesmo onde seja imprescindível o seu uso, que a sacola com ciclo de vida útil controlado seja taxado, com o valor de 20 centavos, para desincentivar o seu uso.

4. A lei proíbe também sacolas descartáveis de papel?

Não, a lei aprovada em São Paulo proíbe sacolas de plástico. Não há qualquer restrição em relação às sacolas de papel, mesmo que sejam descartáveis. Sacola de papel é sacola com ciclo de vida útil controlado e deveria ser taxada, com preço de 20 centavos, para impedir seu uso indiscriminado, assim como o uso de qualquer sacola, pois ela também demanda terra fértil e água potável para ser fabricada e esses são recursos naturais preciosos, que não deveriam ser desperdiçados para se plantar sacolas.

5. Quando a lei passa a valer?

A legislação foi publicada no Diário Oficial em 18 de maio, então ela já está vigorando. No entanto, a lei ainda precisa ser regulamentada, o que deverá ser feito até 31 de dezembro pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo. O comércio se prepara para banir as sacolas plásticas somente a partir do dia 1.º de janeiro de 2012. Aleluia! Já passou da hora!

6. A restrição às sacolas plásticas valem só para os supermercados ou contempla outros tipos de estabelecimento comercial?

A restrição vale para todo tipo de comércio – shopping centers, farmácias, lojas de roupas e calçados, etc. Lojas do comércio popular, como as da Rua 25 de Março, já estão discutindo qual solução será dada aos consumidores: só nas 3,5 mil lojas da região, estima-se que sejam utilizadas 250 mil sacolas/dia. Esses estabelecimentos poderão continuar oferecendo sacolas de papel, ou poderão oferecer sacolas reutilizáveis para venda. Imagine a quantidade de sacolas de papel na 25, não queremos nem pensar, solução estúpida, tem que ser sacola retornável. Ainda bem que as sacolas de papel não aguentam muito peso e portanto não serão a solução ideal.

7. Pesquisas apontam que 100% dos consumidores utilizam as sacolas plásticas descartáveis para colocar o lixo doméstico. Com a proibição, quais são as alternativas?

Os consumidores terão de comprar sacos específicos para descartar o lixo. Esses sacos são encontrados em supermercados e são mais resistentes, além de serem, na maior parte das vezes, feitos com plástico já reciclado. Já existem opções de sacos para acomodar o lixo feitos de plástico de matérias-primas renováveis. A empresa Embalixo, de Campinas (SP), está produzindo sacos plásticos de cana-de-açúcar para embalar o lixo. A vantagem ambiental, explica o diretor da empresa, Rafael Costa, é que, diferente do petróleo, o material absorve CO2 da atmosfera. Sai por R$ 0,14 a unidade.  Então tá, agora saco de lixo feito de comida, comida direto para o lixo, aiaiai. Saco de lixo tem que ter ciclo de vida útil controlado para não ficar 500 anos poluindo o planeta e ser fabricado com material reciclável para incentivar a cadeia da reciclagem, mas nunca com comida. Ah, você sabia que o saco de cana demora 500 anos para ser biodegradado, sumir da face da terra? Qual a vantagem em seu uso? Nenhuma, exceto a vantagem financeira que a máfia do plástico leva.

Outra opção será utilizar os sacos plásticos que continuarão a ser distribuídos (como os usados para embalar alimentos a granel ou que podem verter água) para dispor o lixo produzido em casa. Há ainda consumidores que estão usando jornal velho, dobrado em uma espécie de origami, para acomodar o lixo da pia da cozinha e do banheiro. Não esqueça o FLV, aquele saco de frutas, legumes e verduras, que continuará a ser distribuído, onde você coloca em cada um 1 maço de salsinha, 1 maço de cebolinha, 1 pimentão verde, 1 pimentão vermelho … enfim, são enormes e podem ser utilizados no lixo de banheiro e cozinha, para não irem direto para o lixo sem terem sido reutilizados.

Outro detalhe, se você fizer a separação do lixo para reciclagem você economizará 75% com sacos de lixo, pois o material reciclável corresponde a 75% do volume do lixo gerado e pode ser acomodado em embalagens retornáveis, como grandes sacos de lixo que voltam para você colocar novamente material reciclável, saco de ráfia, as caixas que você receberá no supermercado … enfim, opções não faltam, se você estiver preocupado com o preço do saco de lixo. E o saco para o lixo não reciclável – cozinha e banheiro – pode ser o FLV, como comentado anteriormente.

8.Qual o custo do saco de lixo?

Cálculos feitos pelo Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Plásticos de São Paulo e Região apontam que, com a compra dos sacos de lixo, o consumidor terá um gasto mensal extra da ordem de R$ 11.

9. Quais impactos ao meio ambiente as sacolas descartáveis podem trazer?

Feitas de petróleo, as sacolas plásticas descartáveis podem demorar até 400 anos para se decompor no meio ambiente. Descartadas de forma incorreta pela população, entopem bueiros nas ruas e prejudicam a drenagem urbana. Podem ainda acabar em rios, lagos e mares, prejudicando a vida aquática. Peixes, aves, tartarugas e baleias morrem ao ingerir as sacolas por engano. A extração e o refino do petróleo utilizado para fabricar as sacolas descartáveis também são emissores de gases de efeito estufa, que agravam o aquecimento global. Cuidado, pois sacolas de uso único feitas de cana demoram 500 anos para se biodegradarem, mesmo sendo feitas de material orgânico, muito cuidado com as mentiras que a máfia do plástico conta. E sacolas feitas de comida – batata, mandioca, milho, arroz, trigo … – roubam comida do prato de humanos para serem utilizadas por meia hora. É literalmente, jogar comida no lixo. A melhor opção é a sacola retornável, carrinho de feira, qualquer opção que seja reutilizável.

10. De que modo a proibição pode ajudar a diminuir esse impacto? É realmente necessário banir as sacolas ou uma ampla campanha de conscientização resolveria o problema?

Só na cidade de São Paulo, estima-se que sejam usadas 650 milhões de sacolas/mês. No Estado são 2,5 bilhões/mês. Esse volume deixará de ser descartado incorretamente na cidade e reduzirá o volume de lixo que vai para aterros. Na avaliação do Instituto Akatu, ONG que incentiva o consumo consciente, as duas medidas devem caminhar juntas. “A criação da lei aliada à veiculação de uma campanha tem importância política: o cidadão percebe que tem obrigações, mas não está sozinho. As empresas e o governo também as têm” diz a ONG, em nota. Uma coisa que nos diverte muitíssimo é ver este número de 2,5 bilhões de sacolas por mês só no estado de São Paulo, significando 30 bilhões de sacolas por ano só no estado de São Paulo. Número finalmente vomitado pela associação de supermercadistas, número que sabíamos ser verdadeiro mas que era escondido a sete chaves pela máfia do plástico para esconder o lixo que geravam anualmente. Desde o ano passado a plastimorte, o braço pseudo ambiental da máfia do plástico estava com uma lengalenga de ter diminuido de 20 para 12 bilhões o número de sacolas plásticas de uso único fabricadas anualmente no país, desde 2008, esqueçendo que existem seres pensantes, que iriam contestar, acreditando que uma mentira dita muitas vezes acabaria sendo tomada como verdade. Não funcionou máfia, vocês foram descobertos.

Para entender

Diferentes tipos de plástico no mercado

Reciclado - Fabricado com plásticos usados e descartados. A maioria dos sacos pretos de lixo é desse material.

Plástico de cana – O “plástico verde”, feito de cana-de-açúcar, foi desenvolvido no Brasil pela petroquímica Braskem. Embora de matéria-prima renovável – ajuda a absorver carbono da atmosfera no processo de produção -, leva o mesmo tempo para se decompor que o plástico feito de petróleo. Leva 500 anos para se biodegradar e ainda usa terra fértil e água potável para ser produzido.

Biodegradável ou bioplástico – Feito com matéria-prima renovável, como milho ou mandioca, decompõe-se mais rapidamente na natureza. Em até seis meses, esse tipo plástico é decomposto. Outra vantagem da matéria-prima de origem vegetal é a substituição do petróleo, que produz mais gases de efeito estufa em sua extração e refino. Então, pois é, bem … vamos ter que comentar, não dá para deixar passar. Pessoal, gente, consumidor, cidadão, pare de acreditar em contos de fadas! Ninguém planta nada à mão, são usadas máquinas para preparar a terra, semear, passar adubo, veneno, colher, transportar a comida e este processo usa o que? Petróleo, gente, petróleo! São usados terra fértil e água potável para plantar comida – milho, mandioa, batata, arroz, trigo, qualquer alimento que gere amido pode potencialmente ser roubado dos nossos pratos para fazer sacola de uso único – e depois roubar esta comida da humanidade para fabricar sacola que será usada por meia hora e depois descartada imediatamente e se essa sacola não for para um local de compostagem – outra lenda urbana, praticamente não existem composteiras no país – liberará metano na sua decomposição, essa sacola inviabiliza a cadeia de reciclagem, pois não pode ser reciclada com plástico convencional, ao contrário da sacola oxibiodegradável. Essa sacola, por usar a mesma terra que seria usada para plantar comida, aumenta o custo da comida. Esta sacola de comida é um crime contra a humanidade.

Oxibiodegradável – Bastante difundido no comércio brasileiro, esse tipo de plástico é feito de petróleo e recebe um aditivo químico que acelera o processo de degradação das moléculas: o plástico pode se desfazer em 18 meses. Mas as substâncias químicas persistem no solo e na água. Aiaiai, dai-nos paciência. Esse plástico com ciclo de vida útil programado é a melhor solução para as aplicações onde o plástico é indispensável, como já comentado em parágrafos anteriores. A FUNVERDE apóia esta tecnologia desde 2005, após o recebimento de todos os laudos internacionais e nacionais que comprovam a sua eficácia e segurança ambiental.

Enfim, parabéns ao estado e à cidade de São Paulo, Parabéns ao Kassab por desafiar a máfia do pástico e deixar sampa mais bonita e segura para seus habitantes, os de hoje e os de amanhã.

Benvindas as sacolas retornáveis e mais um estado do Brasil!

Fonte – Estadão de 22 de maio de 2011

Imagem – Sacolas Vicbag

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