Plástico Archive

Supermercado não lucra com as sacolinhas

Diretoria da Apas intensifica ação para vencer as resistências e garantir sucesso com substituições.

A direção da Apas (Associação Paulista de Supermercados) resolveu escancarar as informações sobre as sacolinhas de plástico para tentar vencer as últimas resistências contra a sua retirada dos estabelecimentos. Tanto que o diretor regional em Bauru, Erlon Ortega, não economiza na explicação.

“Precisamos ser francos: os supermercados não lucram com as sacolinhas. Aliás, quem paga por elas é o próprio cliente porque esse custo já está embutido nas mercadorias”.

Erlon esclarece que a partir de 25 de janeiro de 2012, quando se espera tirar de circulação as sacolinhas, os supermercados oferecerão opções aos clientes a preço de custo. Como outra sacola plástica que poderá ser comprada – e que “nasceu para ser descartável porque é feita por meio de reciclagem. E, claro, se decompõe no ambiente muito antes do que os 100 anos previstos das outras sacolinhas.

Alternativas

 Além disso, vários tipos de sacola retornável serão oferecidas com capacidade para receber de 6kg até 15kg de mercadoria cada uma.

A partir de R$ 0,19 (sacolinha de amido de milho), o cliente já poderá ter uma sacolinha que demora de 6 a 9 meses para se decompor. Outras custarão a partir de R$ 0,50. “Também incentivamos o uso de caixas de papelão”, acrescenta.

O planeta agradece por essa mudança de hábito.

Fonte – Agência Bom Dia de 11 de novembro de 2011

Qualquer ameba apática já sabe que quem paga pela sacola plástica de uso único é o consumidor. Batemos nesta tecla desde 2004, quando decidimos que iríamos iniciar uma cruzada contra as sacolas plásticas de uso único, que representam 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade do mundo.

Parabéns ao estado de São Paulo que é a maior população do país, com mais de 30 bilhões de consumidores. Veja que não dissemos cidadãos, dissemos consumidores, consumistas, pois se fossem cidadãos, não precisaríamos estar em guerra já há mais de meia década contra a sacola plástica de uso único, os cidadãos entenderiam os malefícios das sacolas e por vontade própria já teriam banido estas pragas.

De qualquer maneira, finalmente o estado de São Paulo em 2012 se verá livre desta praga que jamais deveria ter sido inventada, que plastifica o país desde a década de 80 do século passado e qualquer uma destas sacolinhas, desde a primeira que foi fabricada ainda está poluindo o planeta e ficará poluindo ainda por algumas centenas de anos.

Estamos recebendo notícias da campanha de plastificação do estado, dando palpites, acompanhando de perto e apoiamos completamente esta inciativa do  estado, que muitas vezes está acontecendo cidade a cidade do estado, cada uma adaptando a lei à sua realidade.

Agora, desde o início da campanha, estamos brigando porque não concordamos com a venda de sacolas de amido ou de cana, que usam recursos naturais cada vez mais preciosos, que são terra fértil e água potável para produção de comida e depois transformam esta comida em sacola para ser usada por meia hora. Isto é um crime contra a humanidade, isto é roubar comida do prato de milhões de humanos famintos e roubar a terra fértil dos seres do amanhã.

Tem mais, a sacola de amido tem no máximo 25% de amido e o resto é petróleo. Então dizer que sacola de amido é ambientalmente correta é uma baita de uma mentira que a brakem nos conta.

A sacola de cana demora 500 anos para se degradar, o mesmo que uma sacola de plástico de petróleo. Dizer que é sustentável é outra mentira que basf nos conta.

Somos sim a favor da venda da sacola plástica de uso único, afinal, a consciência da humanidade reside no bolso. E que se venda a no mínimo 30 centavos a unidade, que é em média 10 vezes o preço de custo da sacola, para o consumidor sentir no bolso o estrago que uma sacola causa.

Agora, Se querem vender sacola de uso único, que vendam sacolas biodegradáveis de petróleo, as sacolas com ciclo de vida útil controlado com aditivo d2w, que em 18 meses já terá se biodegradado.

E acaba aí nossa briga com qualquer um que queira banir as sacolas, porque não se pode trocar seis por meia dúzia, não se pode trocar sacola de petróleo, que ainda é um produto abundante, que é a matriz energética mundial por sacola de comida, que aumenta a fome no mundo, que rouba comida e água dos humanos de hoje e terra fértil dos humanos de amanhã.

E por fim, use sempre sacola retornável, esta sim, a única solução para a plastificação do planeta.

 

 

I am a green … enganação

Se você não se importa com:

1 – Mais de 1 bilhão de pessoas sem comida;

2 – Mais de 1 bilhão de pessoas sem acesso a água potável;

3 – Aumento de preços de alimentos (preços internacionais de alimentos estão subindo quase 50% por ano);

4 – Aumento do preço do álcool combustível (etanol);

5 – Aumento do preço do açúcar;

6 – O Brasil importando álcool e pagando preços altos por não ter produção interna suficiente;

7 – Seus filhos e netos correndo o risco de não ter o que comer num futuro bem próximo;

8 – Gases efeito estufa como CO2, Metano (23 vezes mais potente que o CO2) e Óxido Nitroso (300 vezes mais potente que o CO2);

9 – Dinheiro publico sendo emprestado pelo BNDS para financiar estes projetos eco-engodos a juros subsidiados;

10 – Com os supermercados vendendo sacola de comida, contribuindo com aumento da fome no planeta.

Então compre nos supermercados sacolas compostáveis fabricadas com comida misturada com petróleo (menos de 25% de amido e o resto de petróleo), que não podem ser recicladas, não podem ser recicladas com os plásticos convencionais, não podem ser fabricadas com plásticos convencionais reciclados e que vão parar no lixo. Comida na forma de sacola, para ser jogada no lixo, sem qualquer outra utilização e que para serem fabricadas, usam terras férteis, água fresca, e adubos nitrogenados que emitem Óxido Nitroso e Metano quando biodegradarem nos lixões e aterros.

Ou então compre produtos plásticos descartáveis fabricados com o plástico derivado de Etanol de cana de açúcar, aquela mesma planta que produz açúcar para sua alimentação e álcool (Etanol) que você utiliza como combustível, ou está misturado na gasolina e que demora os mesmos 500 anos para sumir do planeta, como sua equivalente, a sacola de petróleo.

Seja cúmplice deste crime e engodo ambiental, comprando protetores solares, iogurte, xampu e outros produtos que estão sendo vendidos no Brasil e no mundo sob o falso apelo verde.

Mas se você se preocupa com os humanos, com o planeta, e com seus filhos e netos, então recuse comprar em supermercados que usam sacolas feitas de comida, não comprem produtos que tentam te enganar dizendo serem verdes só por que foram fabricados com plástico de Etanol, que ajuda a devastar o planeta, fontes de água e alimentos.

Você é o responsável pelas suas ações. A decisão é sua. Avisado você foi e pelo menos você não  poderá dizer que não sabia.

Agora, sem brincadeira, se você não tiver outra opção a não ser comprar nesses supermercados que vendem sacolas de comida, leve sua sacola retornável e pressione o gerente, encha a paciência dele para que, se forem vender sacolas plásticas de uso único para desestimular o consumo, que estas sacolas sejam biodegradáveis de petróleo com ciclo de vida útil controlado d2w, que em 18 meses já terá sumido da face da terra. Imagine você se o gerente não tiver tempo de fazer mais nada a não ser ficar ouvindo reclamação do cliente. Isso fará os supermercados banirem as sacolas de comida rapidinho. Você pode mudar o mundo, basta agir.

O que é uma sacola de comida? É a sacola fabricada a partir de amido de alimentos como milho, mandioca, trigo, batata, arroz … qualquer planta que contenha amido é potencialmente uma sacola de comida. Qualquer alimento que contenha amido pode ser roubada do prato dos humanos para ser transformada em uma sacola que será usada por apenas meia hora. Isso é um crime, um uso muito imbecil para qualquer alimento e para os recursos naturais – terra fértil e água potável – usados na sua produção.

I am green … washing – plásticos de Etanol

Uma fábula a álcool

Era uma vez, um país que disse ter conquistado a independência energética com o uso do álcool feito a partir da cana de açúcar. Seu presidente falou ao mundo todo sobre a sua conquista e foi muito aplaudido por todos. Na época, este país lendário começou a exportar álcool até para outros países mais desenvolvidos. Alguns anos se passaram e este mesmo país assombrou novamente o mundo quando anunciou que tinha tanto petróleo que seria um dos maiores produtores do mundo e seu futuro como exportador estava garantido.

A cada discurso de seu presidente, os aplausos eram tantos que confundiram a capacidade de pensar de seu povo. O tempo foi passando e o mundo colocou algumas barreiras para evitar que o grande produtor invadisse seu mercado. Ao mesmo tempo adotaram uma política de comprar as usinas do lendário país, para serem os donos do negócio. Em 2011, o fabuloso país grande produtor de combustíveis, apesar dos alardes publicitários e dos discursos inflamados de seus governantes, começou a importar álcool e gasolina.

Primeiro começou com o álcool, e já importou mais de 400 milhões de litros e deve trazer de fora neste ano um recorde de 1,5 bilhão de litros, segundo o presidente de sua maior empresa do setor, chamada Petrobras Biocombustíveis. Como o álcool do exterior é inferior, um órgão chamado ANP (Agência Nacional do Petróleo) mudou a especificação do álcool, aumentando de 0,4% para 1,0% a quantidade da água, para permitir a importação. Ao mesmo tempo, este país exporta o álcool de boa qualidade a um preço mais baixo, para honrar contratos firmados.

Como o álcool começou a ser matéria rara, foi mudada a quantidade de álcool adicionada à gasolina, de 25% para 20%, o que fez com que a grande empresa produtora de gasolina deste país precisasse importar gasolina, para não faltar no mercado interno. Da mesma forma, ela exporta gasolina mais barata e compra mais cara, por força de contratos.

A fábula conta ainda que grandes empresas estrangeiras, como a BP (British Petroleum), compraram no último ano várias grandes usinas produtoras de álcool neste país imaginário, como a Companhia Nacional de Álcool e Açúcar, e já são donas de 25% do setor. A verdade é que hoje este país exótico exporta o álcool e a gasolina a preços baixos, importa a preços altos um produto inferior, e seu povo paga por estes produtos um dos mais altos preços do mundo. Infelizmente esta fábula é real e o país onde estas coisas irreais acontecem chama-se Brasil.

Fonte – Celio Pezza

E aí, você ainda acha  sustentável, ecologicamente correto, a salvação da lavoura, o último biscoito do pacote, o bicho da goiaba … usar terra fértil e água potável, recursos naturais cada vez mais escassos, para plantar cana e fazer sacola de plástico para ser usada por meia hora e depois jogar esta sacola no planeta para ela ficar poluindo por 500 anos? Sim, porque plástico de cana dura os mesmos 500 anos que o plástico de petróleo.

Plástico de petróleo, ou melhor de nafta, que é um subproduto do refino do petróleo, em que sobram de 3 a 7% de nafta, se não for transformada em plástico, será queimada nas usinas aumentando a temperatura do planeta. O problema do plástico de  petróleo de uso único – qualquer plástico de uso único, que representam 80% de todos os produtos de plástico, mas principalmente, a sacola plástica de uso único que representa 50% de todos os produtos de plástico – é que ele fica poluindo por 500 anos e por isso apoiamos desde 2005 o plástico biodegradável de petróleo com ciclo de vida útil controlado d2w, que em 18 meses já terá voltado ao planeta.

Mas, e preste atenção no mas, sacola biodegradável de petróleo só deve ser usada onde não for possível usar sacola retornável, esta sim, a solução final para a plastificação do planeta.

Sacola de papel ou de plástico, qual a melhor opção?

Plástico ou papel, Oh, dúvida cruel! Qual das duas sacolas de uso único devo escolher para carregar minhas compras? É lógico que nenhuma das duas, que são péssimas para o planeta. Use sempre sacolas retornáveis, podendo ser até sacola retornável fabricada com, mas, atente para o detalhe, desde que não seja plástico fabricado de comida.

O que é plástico de comida - é o plástico fabricado com o amido de batata, milho, mandioca arroz e farinha … qualquer comida que contenha amido tem o potencial de ser desviada do prato dos humanos pela máfia do plástico para fabricar sacola. Tem também o plástico de cana, que ao invés de ser transformada em açúcar, também vira sacola, com o agravante de demorar os mesmos 500 anos para sumir da face da terra, assim como o plástico de petróleo.

Tenha sempre sacolas retornáveis na bolsa, na mochila, no carro, na moto ou bicicleta, em casa, no trabalho … crie este bom hábito, para não ser pego desprevenido nas chamadas compras por impulso, que é sempre a desculpa usada por quem não usa sacola retornável. Em qualquer matéria na tv, quando alguém é entrevistado, dá sempre a mesma desculpa: nooosaa, sabe, eu sei da importância de usar sacola retornável. Só não estou usando hoje, porque não programei a compra. Ou então: puxa vida, tenho sacola retornável sim, um montão delas, mas estão todas em casa. Seria hilário, se não fosse trágico, se não fosse um ato criminoso.

Usar sacola retornável significa banir sacola plástica de uso único, que por sua vez significa diminuir em 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer local do país e, lembre-se, a reciclagem das sacolas de plástico de uso único é próxima de zero, pois elas são leves e é necessário coletar mais de 500 delas para conseguir um quilo de plástico e elas estão sempre contaminadas com o lixo depositado dentro delas. Portanto, não são recicladas e ficam por 500 anos poluindo o planeta.

Mas, e sempre tem o mas … nos casos em que é impossível usar sacola retornável para acondicionar produtos, como no caso de produtos molhados como em açougue, peixaria ou qualquer produto que contamine a sacola retornável, prefira sempre a sacola plástica de uso único à sacola de papel de uso único.

Você que acompanha a página da FUNVERDE, já sabe que sacola de papel usa recursos naturais valiosos e que jamais deveriam ser usados para fabricar algo que é usado por meia hora e depois descartado. Terra fértil e água potável devem ser usados para plantar alimentos para uma humanidade em crescimento, afinal, já passamos dos 7 bilhões, muitos dos quais, famintos e sedentos.

No entanto, sacolas plásticas de uso único já tem uma alternativa ambientalmente correta, que é adicionar aditivo que promove a biodegradação da sacola em 18 meses, transformando o plástico eterno que fica poluindo rios e mares por 500 anos em um produto que em 18 meses terá se biodegradado. Este plástico é conhecido como plástico com ciclo de vida útil programado d2w ou plástico oxibiodegradável ou ainda plástico biodegradável de petróleo.

Então, não se sinta tão culpado se for obrigado a usar sacolas de plástico de uso único, se elas forem biodegradáveis de petróleo, mas não se sinta tão confortável a ponto de esquecer as sacolas retornáveis, estas sim, são a solução para a plastificação do planeta.

Vamos aos comentários dos gráficos abaixo.

 

Os as duas sacolas analisadas são usadas apenas uma vez, por no máximo meia hora. Isso quer dizer que não importa a quantidade de energia usada para fabricá-las, mesmo que a sacola de plástico ganhe sempre de papel, a sacola retornável será sempre a vencedora, não importa de que material seja fabricada, será usada por centenas de vezes, durante anos, portanto, nem precisamos comparar com as duas acima.

As duas sacolas analisadas são utilizadas apenas uma vez, por no máximo meia hora e depois descartadas, portanto são inúteis e incompatíveis com o consumo sustentável. Isso quer dizer que não importa quanto a sacola de plástico é melhor que a sacola de papel – realmente é – mas o que importa é que a sacola retornável, não importa o material de que seja fabricada, é infinitamente melhor que as duas acima.

As duas sacolas analisadas são utilizadas apenas uma vez, por no máximo meia hora e depois descartadas, portanto são inúteis e incompatíveis com o consumo no Século XXI. Use sempre sacolas retornáveis.

Sacolas de plástico de uso único nunca, jamais são recicladas, porque são necessárias mais de 500 delas para o catador de recicláveis conseguir 1 quilo de plástico, quando pode usar seu tempo para coletar pouco mais de 50 latas de alumínio para conseguir o mesmo peso em muito menos tempo por um produto que irá lhe render muito mais dinheiro no final do dia. Isso não quer dizer que a sacola de papel é boa, nada disso, ela é péssima para o planeta, por usar recursos naturais preciosos, que são terra fértil e água potável para plantar árvores para então fazer uma sacola que será usada por meia hora e vamos parar com a brincadeira, pois estamos em um país em que se recicla menos de 1% do material potencialmente reciclável, isso quer dizer que sacolas plásticas ou sacolas de papel não são recicladas. Novamente, use sempre sacolas retornáveis, porque uma sacola de papel ou de plástico de uso único será usada para acondicionar em média 5 produtos e suporta um peso de 5 quilos é usada apenas uma vez enquanto uma sacola retornável suporta peso até 30 quilos e dezenas de produtos, pois o volume de uma sacola retornável de tamanho médio comporta o mesmo que 10 sacolas de uso único.

As duas vão invariavelmente acabar nos milhares de lixões do país, simples assim. Cansamos de analisar os comparativos acima, pois são todos tendenciosos, pendendo para a sacola plástica, sem usar a terceira alternativa, a mais correta para a humanidade e o planeta, a sacola retornável, não importa o material de que seja fabricada, que será usada por centenas ou milhares de vezes, que não voa com o vento, como a sacola de plástico, que não usa terra fértil e água potável para ser fabricada e usada uma única vez como a sacola de papel.

Resumindo, para produtos molhados, como peixe, carne ou qualquer coisa que não se possa usar sacola retornável, opte por sacola plástica de uso único biodegradável de petróleo, o plástico com ciclo de vida útil controlado d2w que em 18 meses já terá se biodegradado.

Jamais use sacola de uso único de papel, ou de plástico de cana ou de plástico de amido – feito de milho, batata, arroz, trigo, mandioca ou qualquer alimento que possua amido e que possa ser desviado do prato dos humanos pela máfia do plástico – que usa terra fértil e água potável para produzir algo inútil, algo que rouba recursos naturais dos humanos do futuro.

E por fim, seja um cidadão responsável, pense ao menos nos seus filhos e netos, seja menos egoísta e acomodado, mantenha o planeta livre das sacolas de uso único, tenha sempre sacolas retornáveis no carro, na bicicleta, no serviço, em casa, sempre.

Esse é o Brasil, o país do faz de conta. Senador afirma que plástico de etanol é biodegradável. Não é não!

Esse é o Brasil, o país do faz de conta!

O senador Delcídio do Amaral diz um monte de besteiras ao defender o plástico que aumenta a fome dos humanos, o plástico que usa terra fértil e água potável, recursos naturais preciosos que devem ser usados para aplacar a fome dos humanos e que na opinição do senador, devem ser usados para plantar cana que posteriormente será transformada em algo totalmente inútil, que é o plástico de cana, um plástico que demora os mesmos 500 anos para sumir do planeta, tal qual como seu similar, o plástico de petróleo.

E vem o senador falar que o plástico de etanol é biodegradável, quando nunca foi, nem nunca será …

Algumas pérolas do senador,  abaixo.

“ Por isso, nada mais justo do que trazer para o nosso estado a planta de polietileno planejada pela empresa, que vai produzir a matéria prima necessária a fabricar inúmeros materiais plásticos biodegradáveis,  com tecnologia de ponta, gerando mais empregos, riquezas e preservando o meio ambiente.”

“Dentro desta mesma linha, o próximo passo é utilizar o etanol produzido aqui para, através de um processo químico do qual uma outra empresa do grupo, a Brasken, detém a tecnologia, produzir o eteno, o polietileno e , posteriormente, o plástico, que tem milhares de utilidades. Tudo isso com uma grande vantagem. O plástico feito a partir do álcool é biodegradável e não traz para o meio ambiente os mesmos danos que aquele feito a partir do petróleo. É o chamado plástico verde, limpo, que não polui.”

Primeiro, senador, o plástico de cana demora os mesmos 500 anos para sumir da face da terra e o senhor deve saber disso, a não ser que seja muito mal assessorado ou muito mal intencionado.

Segundo, senador, o plástico de cana rouba comida do prato de humanos, aumentando a fome no planeta, pois usa a mesma terra fértil e a mesma água potável que seria usada para plantar comida, mas neste caso, estes recursos naturais são desviados para plantar plástico.

Terceiro, senador, de onde o senhor tirou esta história de “preservando o meio ambiente”, se para plantar plástico é necessário sacrificar florestas para abrir locais de plantio?

E por fim, senador, de onde o senhor tirou a teoria de que o plástico pseudo verde não polui, se ele fica por cinco séculos poluindo e matando?

Esses políticos são o fim da picada, são o fim do mundo. Precisamos renovar, construir novos políticos preocupados com os interesses do planeta e da humanidade e não preocupados com ”interesses” do umbigo.

Leia o que senador disse sobre o assunto nas matérias abaixo.

http://www.ocorreionews.com.br/noticia/9128-delcidio-diz-que-desafio-agora-e-trazer-fabrica-de-plastico-verde-para-ms.html

http://www.capitalnews.com.br/ver_not.php?id=222131&ed=Economia&cat=Not%C3%ADcias

E por fim, se houver necessidade de usar plástico, que se use o plástico biodegradável com ciclo de vida útil controlado d2w, derivado de petróleo, mas que 18 meses já terá se biodegradado, sumido do planeta.

No mais, sempre que você for às compras, não utilize sacola plástica de uso único, não importando o tipo de plástico, use sempre sacola retornável, qualquer sacola retornável, mesmo que seja sacola retornável de plástico, mas que este plástico não seja fabricado com comida.

Quanta energia é utilizada na fabricação de um saco de papel e de um saco de plástico?

´

Sacola de plástico ou de papel? Lógico que nenhuma das duas, use sempre sacola retornável.

Tenha sempre sacolas retornáveis na bolsa, na mochila, no carro, na moto ou bicicleta, em casa, no trabalho … crie este bom hábito, para não ser pego desprevenido quando for comprar por impulso.

Usar sacola retornável significa banir sacola plástica de uso único, que por sua vez significa diminuir em 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer local do país e, lembre-se, a reciclagem das sacolas de plástico de uso único é praticamente zero, pois são leves e é necessário coletar mais de 500 delas para conseguir um quilo de plástico e elas estão sempre contaminadas com o lixo depositado dentro delas. Portanto, não são recicladas e ficam por 500 anos poluindo o planeta.

Mas, e sempre tem o mas … nos casos em que é impossível usar sacola retornável para acondicionar produtos, como no caso de produtos molhados como em açougue, peixaria ou qualquer produto que contamine a sacola retornável, prefira sempre a sacola plástica de uso único à sacola de papel.

Você que acompanha a página da FUNVERDE, já sabe que sacola de papel usa recursos naturais valiosos e que jamais deveriam ser usados para fabricar algo que é usado por meia hora e depois descartado. Terra fértil e água potável devem ser usados para plantar alimentos para uma humanidade em crescimento, afinal, já passamos dos 7 bilhões, muitos dos quais, famintos e sedentos.

No entanto, sacolas plásticas de uso único já tem uma alternativa ambientamente correta, que é adicionar aditivo que promove a biodegradação da sacola em 18 meses, transformando o plástico eterno que fica poluindo rios e mares por 500 anos em um produto que em 18 meses terá se biodegradado. Este plástico é conhecido como plástico com ciclo de vida útil programado d2w ou plástico oxibiodegradável ou ainda plástico biodegradável.

Então, não se sinta tão culpado ao usar sacolas de plástico de uso único, se elas forem biodegradáveis de petróleo, mas não se sinta tão confortável a ponto de esquecer as sacolas retornáveis, estas sim, são a solução para a plastificação do planeta.

RES Brasil é premiada como um dos destaques do Anuário Brasileiro de Sustentabilidade 2010/2011

As empresas com melhor e pior desempenho no Anuário Brasileiro de Sustentabilidade 2010/2011

A partir da análise de 500 empresas, referente à suas contribuições para a promoção da responsabilidade social e ambiental, pesquisa da Agência BRASIL SUSTENTÁVEL para o ANUÁRIO BRASILEIRO DA SUSTENTABILIDADE 2010/2011 destaca os 50 melhores exemplos.

O método de aferição seguem os critérios estabelecidos pelo Programa Internacional de Certificação Social de Qualidade CERTIQUALITY WORLD, prioriza critérios de reconhecimento público da atuação das empresas a partir de uma pesquisa de opinião nas esferas de atuação de cada uma.O mais importante é que as empresas só tomam conhecimento da avaliação com a publicação dos resultados, assim evitando quaisquer distorções que prejudiquem a credibilidade do processo

O processo está baseado na realização de uma ampla pesquisa de opinião junto ao publico nas esferas de atuação de cada empresa, cruzando informações de bancos de dados públicos quanto ao cumprimento da legislação, ética concorrencial, compromissos com a comunidade na área de atuação, transparência corporativa, entre outros.

Desenvolvida em 3 etapas (quantitativa, qualitativa e técnica) o processo de certificação é realizado de forma independente e autônoma sem qualquer contato ou interferência com as empresas pesquisadas. Essa característica confere às empresas selecionadas e certificadas pontos nos índices de avaliação de riscos à sustentabilidade de suas operações.

Na Lista POSITIVA, as primeiras 10 colocadas são PREMIADAS. As demais, em ordem alfabética, são CERTIFICADAS. Logo após divulgamos a LISTA NEGATIVA

PREMIADAS

FORD - Melhor MARCA, tendo o modelo ECO-SPORT como destaque no segmento de bens duráveis;

NOKIA - Melhor desempenho em logística reversa de bens de consumo;

Grupo SENPAR- Terras de São José - Melhor performance no segmento da construção civil, em especial pelo pioneirismo na introdução da tecnologia de reuso da água em assentamentos humanos com o empreendimento TERRAS 2 ( Itu-SP);

CAQUITUS - Melhor desempenho em processos produtivos sustentáveis, com destaque para a fabricação de álcool de cereais a partir do reaproveitamento de resíduos agrícolas (Duartina/SP);

Res Brasil Embalagens Sustentáveis – Melhor desempenho no segmento de inovações tecnológicas para a fabricação de embalagens, pela introdução da tecnologia D2W de biodegradação de plásticos;

Shopping Barigui - Curitiba - PR - Melhor desempenho no comércio varejista de qualidade;

Osklen - Melhor desempenho na promoção do conceito de moda sustentáveis;

Starbuck Coffee - São Paulo/SP – Melhor desempenho na promoção da sustentabilidade de suprimentos;

Indústria de Móveis Todeschini - Melhor desempenho no controle socio-ambiental da cadeia produtiva da fabricação de móveis e utensilios domésticos;

Mogi das Cruzes/SP - Melhor desempenho na relação indústria- comunidade em defesa dos recursos naturais na região do bairro onde se localiza o Distrito Industrial do Taboão.

Fonte - Agência Brasil Sustentável

Parabéns à Empresa RES Brasil, que, com a invenção da tecnologia D2W – plástico com ciclo de vida útil controlado -, revolucionou a história do plástico, fazendo com que os plásticos durem muito menos que o plástico convencional e diminuindo seu impacto no planeta.

O plástico com ciclo de vida útil programado D2W aproxima o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem, ou seja, o produto que estiver embalado no plástico, não terá um tempo de vida muito diferente do plástico da embalagem, ao contrário do plástico convencional que fica por 500 anos poluindo o planeta, o plástico com ciclo de vida útil programado em aproximadamente 18 meses já terá se biodegradado, sobrando apenas biomassa, água e uma pequena quantidade de CO2.

A FUNVERDE escolheu este plástico com ciclo de vida útil programado D2W em 2005 como a melhor opção para substituição do plástico com vida eterna, onde a fábrica não demite um único funcionário para se adaptar e não gera despesas em troca de equipamento para o dono da indústria, tornando-se assim a única opção viável econômica e ambientalmente para onde o plástico não pode ser substituído. Esta transição não é onerosa e substitui as sacolas plásticas fabricadas com plástico convencional e todos os demais plásticos de uso único, que correspondem a 80% de todo o plástico consumido em qualquer lugar do mundo.

Em um país em que o índice de reciclagem não chega a 1% de todo lixo produzido, em que pouco mais de 5% das cidades tem reciclagem organizada pelo poder público, em que pouco mais de 10% de suas cidades conta com aterros controlados, é necessária a mudança nos produtos para diminuir a poluição do planeta.

Lembrando sempre que para sacolas plásticas de uso único, a FUNVERDE recomenda o uso de sacolas retornáveis, que são boas para o planeta, exceto em casos em que elas são imprescindíveis, como em açougues, peixarias ou outros produtos que não podem ser acondicionados em sacolas retornáveis.

Pedimos a todos, pense em reduzir o consumo de produtos que são utilizados somente uma vez, reutilize, recicle, pense nos nossos filhos, netos e bisnetos, precisamos fazer o possível agora para que haja um ambiente saudável para os seres que ainda nem nasceram, os seres do amanhã.

Projeto iniciado em Hong Kong propõe registrar o consumo de plástico das empresas

Ideia segue a mesma linha de raciocínio usada nas avaliações de “pegada do carbono”

Um empreendedor ambientalista de Hong Kong chamado Doug Woodring resolveu expandir uma boa ideia. Inspirado pelo projeto que estimula as empresas a registrarem o carbono que emitem para que cada um saiba da responsabilidade que detém no aquecimento global, o ativista lidera a criação do projeto Plastic Disclosure Project (Projeto de Divulgação do Plástico).

Programado para ser lançado oficialmente em setembro, o projeto propõe, igualmente ao que hoje fazem com o carbono, a criação de uma “pegada do plástico”. Estamos tentando incentivar as empresas para que gerenciem e usem os plásticos de maneira mais consciente e sejam reconhecidas por esse trabalho, tanto pelos consumidores como pelos investidores,” explicou Woodring.

No começo de outubro, centenas de empresas e instituições de todo o mundo receberão um questionário pedindo que avaliem e informem o consumo de plásticos: quanto usam? Qual processo de reciclagem utilizam e para qual finalidade? Quais políticas implementam na empresa para a redução do consumo do plástico ou para aumentar o volume do uso de plástico reciclado ou  biodegradável? São perguntas simples, mas que podem ajudar a chamar a atenção de empresas, de investidores e do público ao tema do descarte plástico de uma maneira que cause um grande impacto na sociedade.

“A poluição com plásticos é um fenômeno global de imensas proporções que vem crescendo há décadas. Para lidar com esse problema é preciso uma solução ampla e global que inclua uma reconsideração sistemática da utilização e produção”, declara o ativista.

Ainda segundo Woodring, o projeto é uma tentativa de fazer mais do que simplesmente recolher lixo na praia. O objetivo é mudar a consciência e o comportamento dos grandes utilizadores de plástico: universidades, hospitais e, principalmente, as grandes empresas.

A iniciativa toma como base o Carbon Disclosure Project (em uma tradução livre, Projeto de Divulgação do Carbono) que vem questionando, monitorando e melhorando a emissão de carbono de várias empresas por mais de uma década. Atualmente, em torno de três mil organizações de 60 países medem e divulgam as emissões de gases de efeito estufa, além de dividir suas estratégias de  mudanças climáticas utilizando os serviços do Projeto de Divulgação do Carbono. No ano passado, o projeto também começou a perguntar às empresas sobre o uso de água, com o mesmo objetivo de alcançar índices melhores na conservação do recurso.

“O aumento da transparência de empresas pode ajudar investidores ecologicamente conscientes a avaliarem melhor os riscos e as oportunidades de empresas na cadeia global do valor do plástico,” disse Jeremy Higgs, diretor da Environmental Investment Services Asia, uma empresa de gestão de investimentos baseada em Hong Kong que, no mês passado, tornou-se o primeiro investidor da  iniciativa doando 50 mil dólares.

Em torno de 300 milhões de toneladas de plástico são produzidas anualmente no mundo. No entanto apenas 10% são recicladas. Do plástico que é descartado, estima-se que sete milhões de toneladas por ano se acumulam nos mares, onde ele se fragmenta aos poucos e quanto menor o pedaço mais fácil fica de ser engolido por animais marinhos.

“É irônico pensar que as mesmas qualidades que fazem o plástico um material tão popular o tornam um problema”, disse Erik Floyd, tesoureiro da Associação para Investimentos Sustentáveis e Responsáveis da Ásia e co-fundador do projeto plástico.

Em outras palavras, como o plástico é barato, leve e durável, praticamente todas as indústrias o idolatram. Mas porque é leve e barato, a quantidade produzida é imensa e como é muito durável, ele não “vai embora”. O plástico acumulado em meio século ainda está na terra.

Grande parte da solução é então prevenir que o plástico chegue no meio ambiente e é isso em essência que o projeto está tentando fazer.

Ao fazer com que empresas avaliem a própria pegada plástica e peça, o projeto espera que o nível de consciência sobre o problema aumente e que as empresas vislumbrem um potencial de economia, incentivando de alguma maneira a mudança dos padrões de consumo.

Fonte – New York Times / O Tao do Consumo de 15 de agosto de 2011

Imagem – LYNETTELYNN_D

Raising Awareness of Plastic Waste

Most people are familiar with the concept of a carbon footprint. Many may also know there is such a thing as a water footprint. But whoever heard of a plastic footprint? Well, soon, more and more people will have.

Starting in early October, hundreds of companies and institutions around the world will receive a questionnaire asking them to assess and report their use of plastic: how much they use, what processes they have for recycling and what — if any — policies they have to reduce their plastic consumption or to increase the proportion of recycled or biodegradable plastic within their organizations.

Fairly simple questions, but ones that could help to thrust the issue of plastic waste and pollution onto the radars of corporations, investors and the public in a much bigger way.

“What we’re trying to do is to have companies manage and use plastic much more wisely, and to receive recognition for doing so from both customers and investors,” said Doug Woodring, an environmental entrepreneur in Hong Kong who has a background in asset management and is the driving force behind the initiative.

“Plastic pollution is a major global phenomenon that has crept up on us over the decades, and it really requires a global and comprehensive solution that includes systemic rethinks about usage and production.”

Announced last year, and due to be introduced formally in September, the Plastic Disclosure Project is trying to provide the solution that Mr. Woodring describes, by pushing the thinking about plastic pollution far beyond beach cleanups with an attempt to change the awareness and behavior of big users of plastic, which include not only companies but also universities, hospitals and sports groups.

The concept behind the project is not new. The initiative models itself on the Carbon Disclosure Project , which has been prodding companies into monitoring and improving their carbon emissions for about a decade.

About 3,000 organizations in about 60 countries measure and disclose their greenhouse gas emissions and climate change strategies through the carbon disclosure project. Last year, the project also began asking companies about their water use, with the same aim of prompting more conservative use of that resource.

Like the carbon project, the plastic disclosure initiative is backed by investors: asset managers who value information about any potential wastage or liabilities related to the use of energy, water or plastic, or, conversely, any improvements that will bolster a company’s bottom line or its image with consumers.

“Increased transparency by companies should improve the ability of sustainable investors to assess the investment risks and opportunities of companies in the global plastic value chain,” said Jeremy Higgs, managing director of Environmental Investment Services Asia , an investment management company in Hong Kong that last month became a founding sponsor of the Plastic Disclosure Project, with a $50,000 grant.

While carbon emissions and water use are pretty firmly embedded in the consciousness of most organizations, the use of plastic generally is not.

But campaigners and scientists are increasingly sounding the alarm over the amount of plastic that is used wastefully (think of single-use drink bottles and packaging), or that ends up as trash in rivers and oceans. Many say that plastic pollution has swelled into a major threat for the world’s oceans and for the global environment as a whole.

The U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration, for one, has said that marine debris “has become one of the most pervasive pollution problems facing the world’s oceans and waterways .”

And in Europe, the E.U. commissioner for maritime affairs and fisheries, Maria Damanaki, has said that pollution in the Mediterranean Sea has reached “alarming proportions.”

Here is why: About 300 million tons of plastic is produced globally each year. Only about 10 percent of that is recycled. Of the plastic that is simply trashed, an estimated seven million tons ends up in the sea each year.

There, it breaks down into smaller and smaller fragments over the years.

The tinier the pieces, the more easily they are swallowed by marine life. (One study found that fish in the North Pacific ingest as much as 24,000 tons of plastic debris a year).

Because much of the disintegrating mass is no longer in the form of solid chunks, it is hard to scoop it out once it gets into the ocean. And because no single nation or authority bears responsibility for the oceans, cleanup and prevention are largely left to nongovernmental organizations.

“It’s ironic: the very features that make plastic so popular also make it problematic,” said Erik Floyd, a former equity analyst who is the treasurer of the Association for Sustainable and Responsible Investment in Asia and who co-founded the plastic project with Mr. Woodring.

In other words, because plastic is inexpensive, lightweight and durable, virtually every industry — be it retailing, manufacturing or logistics — loves it.

But because it is light and cheap, there is a lot of it. And because it is so durable, it does not “go away.” Plastic accumulated over half a century is now out there.

A big part of the solution therefore has to be to prevent plastic from getting into the environment in the first place. That, in essence, is what the plastic disclosure project’s team and its backers (it also has a stamp of approval from the Clinton Global Initiative ) are trying to do.

By getting companies to assess their own — and their suppliers’ and service providers’ — plastic footprints voluntarily, the project is hoping to raise awareness of the problem and the potential savings that can be made, and to prompt organizations to change their consumption patterns.

That could mean reducing wasteful use; collecting, reusing or recycling plastic trash; stepping up the use of recycled plastic or of more easily biodegradable materials; and modifying product designs to minimize plastic use. The information compiled could be valuable to investors.

Some companies have already made progress on those fronts. Electrolux, the Swedish appliance maker, for example, introduced a range of vacuum cleaners in February that are made from recycled plastic. Coca-Cola has devised a plastic bottle that also contains plant-based materials. And Procter & Gamble has the long-term aim of using 100 percent recycled or renewable material in its products and packaging.

“Once you’ve taken an inventory of your use for the first time, it’s easy to improve on it,” said Mr. Woodring. “It’s not necessarily painful.”

Further down the line, the time may come when plastic trash is seen as something that has greater commercial value. After all, plastic, which is petroleum-based, can be converted into fuel. The technologies to do so exist, but “trash-to-cash” projects are mostly still small because the recycling and collection programs needed to give them a reliable supply of plastic waste are insufficient or completely absent.

With any luck, the plastic project will help start more action on that front, too.

This article has been revised to reflect the following correction:

Correction: August 15, 2011

An earlier version of this article misstated the location of a study on fish ingesting plastic debris in the ocean. The study took place in the North Pacific, not the North Atlantic.

Fonte – Bettina Wassener, New York Times de 14 de agosto de 2011

Imagem – LYNETTELYNN_D

Sacola furada – o estudo da braskem, basf, eco e akatu

Estudo encomendado por empresa química ignora tempo de decomposição do plástico e supõe que o destino das sacolas descartáveis seja apenas o aterro sanitário ou a reciclagem

É difícil falar sobre sacolas plásticas sem esbarrar em interesses, seja das indústrias petroquímicas ligadas à fabricação da matéria-prima, seja de quem as condenam. No meio desse debate ficam os consumidores, que precisam decidir se colocam as compras na sacolinha descartável – que depois pode acomodar o lixo – ou se levam a sacolona de pano ou plástico mais durável, que podem ser reutilizadas centenas de vezes, minimizando a produção de lixo no planeta.

Para abordar o assunto, o Instituto Akatu lançou o estudo Ecoeficiência das sacolas de supermercado, encomendado pela Braskem – produtora de resina termoplástica, matéria prima para as sacolas – e desenvolvido pela Fundação Espaço Eco que, por sua vez, é uma entidade vinculada à empresa química Basf.

No estudo, que analisou oito tipos de sacola, concluiu-se que as de plástico são mais “ecoeficientes” que as demais alternativas em diversas situações.

Nas palavras da diretora-presidente da Fundação Espaço ECO, Sonia Chapman: “Por um lado, sacolas descartáveis de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações que os consumidores têm maior volume de compras, maior frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo maior, que garanta o reuso das sacolas plásticas para o descarte desse lixo. Por outro lado, sacolas retornáveis de tecido ou de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações em que os consumidores têm menor volume de compras, menor frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo menor, com baixa compra de sacos para condicionar o lixo”.

Sacolas retornáveis foram, são e sempre serão a melhor opção para acondicionamento das compras, não acredite nas besteiras que este estudo está tentando enfiar goela abaixo do consumidor.

Lacunas

Esse panorama, no entanto, merece ressalvas. O estudo não incluiu entre os fatores de impacto ambiental o tempo de decomposição de cada um dos materiais, principal preocupação daqueles que se opõem às sacolas plásticas. Os pesquisadores levaram em conta o que acontece com os produtos – da produção ao descarte – apenas no período de um ano.

“Não consideramos todo o ciclo porque ninguém sabe exatamente quanto tempo a sacola de plástico demora pra se decompor. E só trabalhamos com dados oficiais”, diz Emiliano Graziano, gerente de ecoeficiência da Fundação Espaço Eco.

Esta foi boa. Sacolas plásticas de uso único quando fabricadas com plástico convencional demoram ao menos 500 anos para sumir da face da terra. Sim, um segundo para serem produzidas, trinta minutos de uso e cinco séculos poluindo o planeta e matando aves, peixes e animais.

Embora o tempo de decomposição do plástico seja objeto de controvérsia, não existe nenhuma estimativa que não se componha em séculos.

O estudo também considera que o destino das sacolas plásticas, após o descarte, é o aterro sanitário ou a reciclagem. A realidade do país, no entanto, mostra que apenas 32% dos municípios têm aterros sanitários para enviar o lixo de forma segura ao meio ambiente e à saúde pública. Pelo menos 30% do que é descartado pelas cidades vai parar em lixões a céu aberto e sem tratamento, segundo dados do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).

Somente 14% dos municípios tem aterro sanitário – o 64% tem lixão e o resto das cidades conta com aterro controlado -, apenas 6% das cidades tem reciclagem organizada pela prefeitura, menos de 1% do lixo do país vai para a reciclagem – 0,8% – e poderíamos continuar com os dados por muito tempo, mas já deu para você ter uma idéia de que sacolas jamais são recicladas, até porque é necessário coletar 800 delas para poder vender por uns poucos centavos. É óbvio que o catador de recicláveis NÃO vai coletar algo que dê mais trabalho e renda menos dinheiro. Lógica pura. 

Analisados só os processos produtivos, as sacolas de pano e ráfia (um tipo de plástico mais resistente) causariam mais impactos ao meio ambiente, porque consomem mais recursos naturais, energia para produção e água. Uma sacola de tecido, por exemplo, passa pelo cultivo do algodão, uso de agrotóxicos, colheita, transporte, fabricação de fibra até virar pano. Segundo Ana Domingues, da Fundação Verde, uma ONG que milita contra o uso de sacolas descartáveis, o ciclo do plástico é de fato mais curto e com menos emissões do que o do algodão. “Se consideramos apenas a primeira parte do ciclo de vida de uma sacola de pano, ela tem maior impacto ambiental, mas como dura de cinco a dez anos, esse impacto é minimizado e vale a pena produzi-la”, diz.

Quanto à reciclagem, ainda segundo Graziano, o estudo se baseou em dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), que afirmam ser de 10% o índice de reciclagem de sacolas plásticas no País. Para a Fundação Verde, no entanto, essa marca não chega a 1%. Por serem muito leves, não compensa recolher sacos para reciclá-los. Para obter um quilo, é preciso juntar 800 unidades. A produção do plástico virgem é de baixo custo, o que desestimula o processo industrial para reciclar.

Agora o graziano abusou da nossa inteligência, ao querer nos convencer de que 10% das sacolas são recicladas. É um absurdo, será que ele não fica vermelho ao contar esta lorota? 

Para que o caminho da sacola retornável tenha valido a pena para a natureza, o estudo da Akatu afirma que é preciso que ela seja reutilizada diversas vezes. A de ráfia, por exemplo, é feita de um plástico durável, mas deve ser levada ao supermercado pelo menos 60 vezes. Ana Domingues afirma que, ao eliminarmos o consumo e o descarte de sacolas descartáveis, diminuímos 10% do lixo do planeta. “Para jogar o lixo doméstico fora, temos alternativas como usar os saquinhos que transportam frutas e legumes ou usar caixas de papelão. E a sacola retornável é uma alternativa boa em qualquer circunstância”, diz.

Questionado se, por ter sido encomendado por uma empresa ligada ao setor, a credibilidade do estudo não estaria em risco, Emiliano diz que o maior objetivo da pesquisa é educar. “Trabalhamos com a Braskem baseados em critérios de seriedade e por ela ser uma empresa idônea. Não sei o que eles vão fazer com os resultados, mas o estudo serve para promover a reflexão dos impactos que todos os tipos de sacolas têm”, afirma.

Nos recusamos a comentar o último parágrafo. Pense no que o graziano disse e tente não rir.

Fonte – Revista Página 22 de 10 de agosto de 2011

Imagem – milliped

Piada do mês: braskem e basf afirmam que sacola plástica pode ser ecoeficiente

Antes de ler a notícia abaixo, veja quem é quem neste estudo, para deixar bem claro que o patrocinador do mesmo é quem produz o plástico e por isso,  o estudo é totalmente parcial. Eles querem que a população consuma uma quantidade maior de plásticos para poderem auferir maiores lucros e por isso tem todo o interesse em dizer que o plástico é fantástico, em convencer você de que o plástico é a oitava maravilha do mundo e esconder a poluição causada por este produto no pós consumo, consumo este que corresponde a 20% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade e as sacolas em particular representam metade de todo o plástico também descartado diariamente, isto é, sacolas plásticas correspondem a 10% de todo o lixo produzido diariamente no país.

A plastivida foi criada pela braskem em 1994 para defender seus intereses e desde que iniciamos em 2005 o projeto para banir as sacolas plásticas de uso único eles tem se mostrado fiéis aos seus criadores, a braskem, ao inventar maneiras criativas de mentir o para a população e esconder os malefícios causados pelo plástico.

A fundação espaço eco foi criada em 2005 pela basf, a que produz plástico de comida – a sacola de amido que usa terra fértil e água limpa para plantar alimentos que contem amido como batata, mandioca, milho, arroz, trigo ou qualquer outro alimento que contenha amido e depois rouba este alimento do prato da humanidade para fabricar uma sacola que será usada por meia hora e depois descartada muitas vezes no meio ambiente, em local incorreto -.

A sacola de amido ainda tem mais alguns agravantes, um deles sendo que a sacola de amido tem em sua composição mais de 50% de petróleo, portanto é um engodo, mentem ao dizer que é uma sacola feita de recursos naturais renováveis - se menos da metade dela é feita de comida, então que desistam desta idéia e continuem a usar petróleo, é uma mentira e menos terão que nos contar.

A sacola de amido não pode ser reciclada junto com o plástico convencional e só se degrada nos prometidos 180 dias se for colocada em um ambiente biologicamente ativo, isto é, dentro de uma composteira e, infelizmente, dá para contar nos dedos de uma mão as cidades que praticam compostagem no Brasil.

O instituto akatu, apoiador do projeto tem em sua página a braskem como seu apoiador estratégico, isto é, recebe dinheiro da braskem, portanto cai por terra a isenção do akatu e a baskem é a que fabrica plástico convencional e agora também o plástico de cana, que usa terra fértil e água potável para fabricar o plástico de cana que, a propósito, demora os mesmos 500 anos para se degradar. Sim, os mesmos 500 anos de poluição que causa o plástico convencional.

Agora, a matéria.

A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, a Fundação Espaço ECO e o Instituto Akatu apresentam hoje (02/08), um estudo comparativo sobre o uso de diferentes tipos de sacolas para transporte de compras de supermercado, bem como os impactos econômicos e ambientais de cada alternativa. A análise foi desenvolvida pela Fundação Espaço ECO, entidade que busca o desenvolvimento sustentável por meio do compartilhamento de conhecimento e tecnologias aplicadas em ecoeficiência, educação socioambiental e restauração ambiental. A divulgação do estudo tem o apoio do Instituto Akatu, referência na busca da conscientização a favor do consumo consciente.

Para que a discussão sobre a melhor alternativa de uso de sacolas passasse a ser baseada em estudos científicos, foi analisado o ciclo de vida de algumas opções de sacolas disponíveis no mercado brasileiro, entre elas algumas descartáveis (de polietileno tradicional, de polietileno de cana-de-açúcar e as aditivadas com promotor de oxibiodegradação) e algumas retornáveis [papel, ráfia, tecido e TNT (tecido não tecido)]. Aha, finalmente estão admitindo que as sacolas são realmente oxibiodegradáveis, estão utilizando a terminologia correta.

O estudo é inédito no Brasil e leva em consideração algumas das condições atuais no país quanto à tecnologia, métodos de produção e impactos ambientais decorrentes, quando se considera alguns cenários de uso da sacola e de descarte de lixo pelos consumidores. As alternativas de sacolas englobadas no estudo foram avaliadas para um período de um ano, considerando variados cenários envolvendo maior ou menor volume de compras, maior ou menor frequência de idas ao supermercado, maior ou menor frequência de descarte do lixo, tipo de matéria-prima utilizada na produção das sacolas, capacidade de carga, custo de cada sacola, número de vezes em que é utilizada, reutilização ou não da sacola como saco de lixo e envio ou não da sacola para reciclagem. Incrível, avaliadas para o período de um ano. Isso só pode ser piada, pois as sacolas retornáveis podem ser utilizadas por pelo menos uma década, dependendo do material de fabricação, como o algodão. Mesmo as sacolas retornáveis de plástico – PP – podem ser utilizadas por pelo menos meia década. Enquanto isso, o problema causado pelas sacolas plásticas de uso único dura pelo menos 500 anos. Sim, são cinco séculos em que estas sacolas ficam poluindo o planeta, ocupando espaço, provocando enchentes, matando animais, peixes e aves, provocando impermeabilização nas camadas dos lixões e aterros, enfim, sacola plástica de uso único é uma desgraça ambiental que deve simplesmente ser banida para todo o sempre. Mas como dissemos acima, o estudo foi encomendado por agentes interessados em sua continuidade, portanto, para nós, não tem valor científico.

A análise do ciclo de vida (ACV) foi ampliada para considerar o que é chamado de “ecoeficiência”, que avalia cada alternativa quanto ao seu impacto ambiental e seu custo – englobando desde a extração da matéria-prima até o descarte da sacola, passando pela sua produção e uso. Desta forma, toda a cadeia produtiva é considerada e analisada em relação ao impacto ambiental e o custo em cada uma de suas etapas.

“Com esse estudo, buscamos incentivar uma discussão informada sobre o tema e ao mesmo tempo motivar uma visão abrangente e científica sobre os diversos impactos ambientais associados aos hábitos de transporte de compras de supermercados. Precisamos informar o consumidor para que ele se sinta mais seguro na hora de decidir que sacola utilizar”, diz Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem. “Quem ganha com essa análise e com a decisão correta do consumidor é a natureza e, por decorrência, a sociedade”, afirma. Aham, faz de conta que acreditamos em fadas, elfos, gnomos … tá bom, acreditamos nos poneis malditos e nos smurfs, principalmente se for em 3D.

O estudo mostra que a melhor opção de sacola depende do cenário em que ela é utilizada, podendo variar segundo o volume de compras, o número de idas ao supermercado e a frequência de descarte do lixo. “Foram feitas análises para diversos cenários e identificadas duas tendências. Por um lado, sacolas descartáveis de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações que os consumidores têm menor volume de compras, maior frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo maior, que garanta o reuso das sacolas plásticas para o descarte desse lixo. Por outro lado, sacolas retornáveis de tecido ou de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações em que os consumidores têm maior volume de compras, menor frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo menor, com baixa compra de sacos para condicionar o lixo”, afirma Sonia Chapman, diretora-presidente da Fundação Espaço ECO. Então, vamos traduzir assim. A indústria do plástico deve ter pensado: bem, quem vai muito ao supermercado usa muitas sacolas portanto é nosso consumidor e portanto devemos dizer para usarem nossas sacolas. Quem não vai quase nunca ao supermercado usa poucas sacolas portanto nos dá pouco lucro e então vamos fazer papel de bonzinhos e dizer que esses ecochatos podem usar sacolas retornáveis, afinal, eles não afetam nosso lucro. Brincadeira sem graça. Quando ao lixo, se você separar o material para a reciclagem, você já economizará 75% dos sacolas de lixo – o lixo reciclável representa em média 75% do volume do lixo gerado diariamente e 40% do peso - e só usará um saco de lixo por semana para colocar esse lixo que deve ser encaminhado para reciclagem e o saco pode ser reutilizado, principalmente se for de ráfia. Quanto ao lixo de orgânico – restos de alimentos – e o lixo de banheiro – papel higiênico – você pode usar as sacolas de flv - frutas, legumes e verduras -, aquelas que você acondiciona alho, cebola, batata … e normalmente não são reutilizadas para nada mas são muito mais resistentes que as sacolas de uso único e tem o tamanho ideal para o lixo de cozinha e banheiro. Assim, se você estiver preocupado com o preço do saco do lixo, ai está a solução e acabou seu problema.

“O consumo com consciência dos seus impactos ambientais e sociais guia as decisões e os comportamentos do consumidor consciente, que busca sempre aumentar os impactos positivos e reduzir os negativos. Esse estudo serve como parâmetro para que cada consumidor tome suas decisões com informações embasadas cientificamente, levando sua consciência à prática na hora de definir que sacola usar para suas compras de supermercado, escolhendo a melhor alternativa frente aos cenários do estudo que melhor se encaixa à realidade do consumidor”, diz Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. Sonia Chapman complementa: “é importante que o estudo seja utilizado para que cada agente possa contribuir para reduzir os impactos e isso pode mudar as conclusões no tempo. A melhoria contínua dos impactos socioambientais deve ser o foco e depende tanto dos produtores, nas diversas etapas de produção, como das decisões dos consumidores”. 

Fonte – Gazeta Web de 02 de agosto de 2011

Imagem – Sacola Vicbag

A sacola retornável é uma tendência mundial e é certo que, daqui a algum tempo, todos estarão utilizando algum tipo desta sacola.

A indústria plástica está fazendo o papel dela, está tentando mostrar que precisa sobreviver. Está na hora destas indústrias se adaptarem a um novo mundo e a um novo consumidor, um consumidor que exige qualidade e responsabilidade ambiental. Produtos ecologicamente incorretos ou com uma pegada ambiental grande, está com seus dias contados nas prateleiras do supermercado ou no varejo em geral.

Mas, para acabar logo com esta conversa, leve sempre sua sacola retornável, para não cair na armadilha da compra por impulso, não importa com que material seja fabricada, separe seu lixo para a reciclagem e não acredite nesses estudos encomendados por quem não está preocupado com o planeta, mas sim simplesmente com o lucro e inventa estudos para enganar a população.

Sacolas plásticas podem ser vantajosas?

Um estudo elaborado pela Fundação Espaço Eco recentemente, conclui que sacolas descartáveis podem ser ecologicamente vantajosas em determinadas situações. A análise foi feita com oito diferentes tipos de sacolas. Das plásticas tradicionais às fabricadas com o chamado plástico verde – produzido com cana-de-açúcar – e as oxi-biodegradáveis, todas descartáveis, até as de pano e de plástico duráveis, as de TNT (tecido não tecido) e de papel.

Uma das conclusões do estudo é a de que as sacolas descartáveis são mais ecoeficientes em relação às duráveis quando usadas por consumidores que vão ao supermercado apenas uma ou duas vezes por semana.

Diz o estudo que para quem faz compras mais de três vezes por semana as duráveis são a melhor opção, a não ser que esses consumidores utilizem as descartáveis para colocar o lixo na rua também três vezes por semana.

Diga-se de passagem que o conceito de ecoeficiência – palavra ainda ausente dos dicionários, mas criada para classificar produtos com maior valor agregado de utilidade e menor impacto socioambiental – é relativo e questionável. Depende do resultado que se quer alcançar. Na minha modesta opinião, daqui para frente, o que é supérfluo e descartável é antiecológico.

Por isso não vejo ecoeficiência em produtos feitos para virar lixo em poucos minutos, a menos que sejam extremamente úteis, como material hospitalar, por exemplo. E sacolas distribuídas gratuitamente a torto e a direito no comércio, além de desperdiçar recursos naturais são também o combustível de um desastre ambiental já em andamento nas ruas das cidades e principalmente nos oceanos, com as toneladas de saquinhos plásticos invadindo cada vez mais as águas.

Contra esse fato não há argumento plausível de ecoeficiência. Governantes de vários países sabem disso e estão agindo. Basta ver outro estudo, chamado “A sacola plástica na América Latina e no mundo”, publicado no site da Associação Latinoamericana de Supermercados (Alas).

O presidente do Instituto Akatu de Consumo Consciente, Hélio Mattar, fez o resumo da ópera em uma declaração à Agência Estado, quando falou das sacolas descartáveis: “Não dá para gastar água, energia e matérias-primas em um produto que depois será jogado no lixo. Esses recursos são limitados e o ideal é investir em bens mais duráveis”.

Na pior das hipóteses, cobrar pelas sacolas descartáveis é uma forma de fazer o consumidor pensar nisso antes de gastar dinheiro com elas. Porque infelizmente, para nós seres humanos, o que vem de graça não tem valor. Nem bons conselhos.

Fonte - Planeta Sustentável / Ambiente Brasil de 09 de agosto de 2011

Golfinhos e baleias ameaçados pelo lixo plástico nos oceanos

Uma baleia já foi encontrada com 33 quilos de plásticos no corpo

O lixo plástico na superfície dos oceanos é uma ameaça mortal para as baleias e os golfinhos e ainda não foi estudado pela ciência, segundo um estudo que será apresentado na reunião da Comissão Baleeira, que começa nesta segunda-feira na ilha britânica de Jersey.

Em 2008, 134 tipos de redes diferentes foram encontradas nos estômagos de duas cachalotes que encalharam no litoral da Califórnia, Estados Unidos, e que provavelmente morreram de oclusão intestinal. Em 1999, na cidade de Biscarrosse (sudoeste da França), uma baleia de Cuvier encalhou com 33 kg de plástico no corpo.

Os cetáceos, como as tartarugas e os pássaros, têm grande dificuldade de digerir esses dejetos, cada vez mais numerosos, indica o estudo apresentado ao comitê científico da Comissão Baleeira Internacional (CBI), viando à reunião de Jersey.

“A ameaça dos dejetos marinhos de plástico para inúmeros animais marinhos foi estabelecida há tempos, mas a ameaça para as baleias e os golfinhos é menos clara”, considera o autor, Mark Simmonds, cientista chefe da Sociedade para a Conservação dos Golfinhos e Baleias (WDCS), uma ONG britânica.

“No entanto, foi estabelecido que esses dejetos podem causar dano aos animais, seja porque os ingere, ou porque ficam enredados neles”, explicou.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) destacou em fevereiro, em seu informe de 2011, a forma com que milhões de dejetos plásticos ameaçam os litorais devido à utilização cada vez mais importante do plástico e de taxas de reciclagem ainda fracas.

A WDCS é favorável que a CBI assine o “Compromisso de Honolulu”, um pedido internacional lançado em março, no Havaí, para incentivar os governos, associações e cidadãos a agir para reduzir os dejetos marinhos.

Fonte – Revista Exame de 10 de julho de 2011

Imagem – bee happy123

De quantas provas mais você precisa, de quantos argumentos mais você precisa, para finalmente abandonar esse seu péssimo hábito de usar sacola plástica de uso único e para finalmente tomar coragem de separar o que é lixo do material reciclável?

Seus péssimos hábitos, sua preguiça, estão matando as outras formas de vida no planeta.

Este planeta não nos pertence, nós somente o emprestamos de nossos descendentes e o partilhamos com outras formas de vida que estão sendo mortas pelos seus horríveis hábitos e seu comodismo.

Mude seus hábitos e mude o mundo. Use sacola retornável e recicle, sempre.

How many football pitches are needed to make green plastic?

Fact – by Braskem’s own admission http://www.braskem.com.br/plasticoverde/eng/im-green.html

To produce just 3 tonnes of Green PE, land equal to 1 football pitch of sugar cane is need. To meet today’s global polyethylene (PE) demand of 160 Million Tonnes, this equates to planting enough sugar cane to cover 53,333,333 football pitches, or planting enough sugar plantations the size of a football pitch, in a line stretching around the world 121 times. Is this sustainability?

They claim that the sugar cane absorbs CO2 and that their green PE Carbon foot print is therefore positive, but that would only be true if there was MORE sugar cane than the vegetation already there.

Is there any good reason to take arable land and water resources away from people around the world to produce bio-plastics and bio-fuels?

We don’t think so. Food prices are high enough already. 2009 to 2010 the global food prices inceased overall by 49% and from 2010 to 2010 increased 39% prices, increased even more the problem of the hunger around the world.

Interest in bio-based plastics derives from two mistakes – first that it reduces demand for oil, and second that the plastic is biodegradable in the open environment.

Polyethelyne (PE) and Polypropylene (PP) play a significant role in our lives but oil is not extracted to make plastic. It is extracted for fuel, and plastic is made from a by-product which used to be wasted. Plastic does not therefore increase the amount of oil extracted, and can in fact reduce it. This is because plastic has the same calorific value as the oil from which it was made. It should not be wasted by being sent to landfill, but should instead be sent to modern incinerators, where the calorific value can be captured and used to generate electricity without harmful emissions. This, of course, afterpassing through recycling until it is not possible to recover this plastic by recycling.

Bio-based plastics are not necessarily biodegradable in the open environment or at all, but there is a commercially viable solution for the Global Packaging Industry, by using low-cost oxo-biodegradable additives.

When the additive is added to PE or PP (whether derived from oil or sugar cane), it will break down the molecular structure, in the presence of oxygen. It turns ordinary plastic after its useful life into a material with a completely different molecular structure. At that stage it is no longer a plastic and has become a material which can be bio-assimilated in the open environment, in the same way as a leaf, therefore will significantly help resolve the increasing problem of Plastic Waste in the Environment, that blights our Countryside, blocks drains and pollutes our rivers and oceans .

Oxo-Biodegradable plastics can be made with recyclate and are also recyclable. They can be tested according to the test methods prescribed in ASTM 6954; UAE Standard 5009/2009 – and the recently published British Standard 8472, which provide tests for biodegradation in soil and simulate the real-world behaviour of plastic products which get into the environment and cannot realistically be collected.

Plastic of life cycle controlled – oxybiodegradable – is the best option to solve the problem of excess plastic that society uses, but only where it can not  be use reusable bag, it is the best and most logical choice for packaging of goods retail.

Quantos campos de futebol são necessários para se fazer plástico verde?

Fato – por admissão da própria Braskem, veja em http://www.braskem.com.br/plasticoverde/eng/im-green.html

Para produzir apenas 3 toneladas de PE Verde, é necessária uma área igual a 1 campo de futebol plantada com cana de açúcar. Para atender a demanda atual global de polietileno (PE) de hoje de 160 milhões de toneladas, isso equivaleria ao plantio de cana-de-açúcar suficiente para cobrir 53.333.333 campos de futebol. Para que cultivo de plantações de cana de açúcar seja suficiente para suprir a demanda de mercado mundial isso corresponde a uma linha de campos de futebol que se estende ao redor do mundo, dando 121 vezes voltas no planeta. Isto é sustentabilidade?

Eles alegam que a cana absorve o CO2 e que os seus Polietilenos verdes reduzem a pegada de carbono, sendo portanto, positiva, mas isso só seria verdade se houvesse mais plantações de cana de açúcar do que as já existentes.

Existe alguma boa razão para tomar recursos naturais tais como terras aráveis e água e privar as pessoas destes recursos ao redor do mundo, para produzir bioplásticos e biocombustíveis?

Nós não pensamos assim. Os preços dos alimentos já estão altos o suficiente. De 2009 para 2010 os preços globais dos alimentos aumentaram internacionalmente em 49% e de 2010 para 2011 aumentaram de preço 39%, aumentando ainda mais  o problema da fome ao redor do mundo.

O interesse em plásticos baseados em materiais de fontes renováveis deriva de dois erros – o primeiro que reduz a demanda por petróleo, e segundo que o plástico é biodegradável em ambiente aberto.

Polietileno (PE) e polipropileno (PP) desempenham um papel significativo em nossas vidas, mas o petróleo não é extraído para fabricar plástico. É extraído para uso como combustível, e plástico é feito de um subproduto que costumava ser desperdiçado. Plástico, portanto, não faz aumentar a quantidade de petróleo extraído, e pode de fato e pelo contrário, reduzir o petróleo extraído. Isso se dá porque o plástico tem o mesmo valor calórico que o óleo a partir do qual ele foi feito. Não deve ser desperdiçado ao ser enviado para aterro, mas devem ao invés disso, ser enviados para incineradores modernos, onde o valor calórico pode ser capturado e usado para gerar eletricidade sem emissões nocivas. Isto, é claro, após passar por reciclagem até não ser mais possível recuperar este plástico pela reciclagem.

Plásticos baseados em materiais de fontes renováveis e biodegradáveis não o são necessariamente no ambiente aberto ou no ambiente em geral, mas há uma solução comercialmente viável para a indústria global de embalagens, que é usar os aditivos oxibiodegradáveis que são economicamente viáveis.

Quando o aditivo é adicionado ao PE ou PP (se derivados do petróleo ou do Etanol da cana de açúcar), ele irá quebrar a estrutura molecular, na presença de oxigênio. Isso acontece, após sua vida útil, transformando o plástico comum, em um material com uma estrutura molecular completamente diferente. Nessa fase não é mais um plástico e se torna um material que pode ser bioassimilado em ambiente aberto, da mesma forma que uma folha, portanto, ajuda significativamente a resolver o problema crescente de resíduos de plástico no ambiente, que afeta nossos campos, entopem bocas de lobo afentando a drenagem urbana e polui os nossos rios e oceanos, matando animais, aves e peixes.

Plásticos oxibiodegradáveis podem ser feitos a partir de plástico reciclado e também são recicláveis. Eles podem ser testados de acordo com os métodos de ensaio prescrito no ASTM 6954; UAE Padrão 5009/2009 – e o recentemente publicado British Standard 8472, que oferecem testes de biodegradação em solo e simula o comportamento no mundo real de produtos de plástico que ficam no ambiente e que não podem ser realisticamente recolhidos.

Plástico com ciclo de vida útil controlado – oxibiodegradável – é a melhor opção para resolver o problema do excesso de plásticos que a sociedade consome, mas apenas onde não puder ser utilizada a sacoal retornável, que é a melhor e a mais lógica opção para acondicionamento de mercadorias no varejo.

I´m a ” greenwashing ” – A rede de Lojas Pompéia inova no setor varejista e passa a utilizar sacolas de Plástico Verde em suas 63 unidades gaúchas

A rede de Lojas Pompéia inova no setor varejista e passa a utilizar sacolas de Plástico Verde em suas 63 unidades gaúchas.

Com esta ação, a Pompéia, segundo dados próprios, será a primeira rede do varejo brasileiro a oferecer esse modelo de sacolas plásticas aos clientes, com o objetivo de incentivar a conscientização sobre o uso de materiais de baixo impacto ambiental.

Para tanto, a Braskem, fabricante de resinas termoplásticas e produtos petroquímicos, produzirá a sacola tradicional em Polietileno Verde, material fabricado a partir do etanol da cana de açúcar.

Além disso, as novas sacolas levarão o selo “I’m Green” da fabricante e serão comercializadas pela Nobelpack, parceira da Braskem e especializada em embalagens.

Fonte – Site Baguete de 01 de agosto de 2011

Sacolas de cana são um crime contra a humanidade e não importa a boa vontade das lojas Pompéia, eles estão cometendo um crime ambiental até contra os humanos que ainda não nasceram.

Usa-se terra fértil e água potável, recursos naturais cada vez mais escassos e preciosos para a humanidade para plantar alimento que depois será desviado do prato dos humanos e transformado em algo inútil – sacola plástica de uso único – e que após meia hora de uso será jogada no planeta e ali ficará por no mínimo 500 anos.

Sim, caso você não saiba a sacola de cana não é biodegradável, isto é, fica por 500 anos poluindo o planeta, tal e qual uma sacola plástica de uso único feita de petróleo, mas isso a Braskem não conta para ninguém.

Estamos em um país em que a reciclagem não chega a 1%, em que apenas 6% das cidades contam com reciclagem organizada pela prefeitura, em que existem pouco mais de 10% de cidades que contam com aterros controlados, não estamos falando nem em aterros sanitários, apenas controlados, enfim, temos problemas seríssimos com resíduos sólidos pós consumo, o que quer dizer que este plástico jamais irá para a reciclagem, principalmente porque um catador precisa coletar aproximadamente 800 sacolas para conseguir vender 1 quilo de plástico enquanto precisa coletar apenas 60 latas de aluminio para conseguir este quilo, então, imagine o que ele prefere coletar. Sacolas plásticas de uso único praticamente não são recicladas no Brasil, não se engane.

Abaixo as sacolas feitas de cana ou sacolas feitas de comida, só use sacolas retornáveis.

Peixes engolem de 12 mil a 24 mil toneladas de plástico por ano, diz estudo

Um estudo feita por pesquisadores do sul da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que pequenos peixes do norte do Oceano Pacífico estão ingerindo plástico. De acordo com a publicação, 9% dos peixes capturados durante uma expedição feita em 2008, na Costa Oeste dos Estados Unidos, continham pedaços de plástico em seus estômagos.

Com base em evidências, os autores do estudo, Peter Davison e Rebecca Asch, estimam que os peixes que vivem em profundezas intermediária do Pacífico Norte ingerem entre 12 mil e 24 mil toneladas de plástico por ano.

O estudo foi apresentado no final de junho na revista científica Marine Ecology Progress Series e chamou a atenção para os efeitos do lixo que circula através das correntes marítimas. Fizeram parte da pesquisa a Algalita Marine Research Foundation (Fundação de Pesquisa Marinha Algalita) e California Coastal Water Research Project (Projeto de Pesquisa das Águas Costeiras da Califórnia).

De acordo com a pesquisa, cada peixe capturado pelo grupo continha, em média, dois pedaços de plástico. Mas animais de algumas espécies, como os peixes-lanterna, que se alimentam de plânctons, chegaram a engolir 83 peças do material.

Plástico ao longo da cadeia alimentar

Essa espécie de peixe é uma das mais comuns nos oceanos e é fonte de alimentos para outros, como o atum e o dourado. Dessa forma, o plástico ingerido pelos peixes-lanterna acaba sendo transferido para o estômago de outras espécies ao longo da cadeia alimentar. A dúvida dos cientistas agora é se essa substância pode chegar até os seres humanos

“À medida que os pedaços grandes de plástico se fragmentam, eles vão ficando do tamanho e com a textura de um alimento natural”, disse Charles Mooore, fundador da Fundação Algalita e autor do estudo. “O que estamos observando é toda a rede alimentar sendo contaminada pelo plástico”.

Os estudiosos já documentaram os perigos apresentados por esse lixo flutuante para as tartarugas, os pássaros marinhos e os mamíferos que se alimentam desse lixo ou ficam presos nos detritos.

Para realizar o estudo, os pesquisadores das duas instituições avançaram por cerca de 1,6 mil quilômetros da costa, em busca de peixes vivendo em meio às partículas de lixo flutuante numa área do Pacífico conhecida como Eastern Garbage Patch. Eles dissecaram e analisaram os peixes num laboratório em Costa Mesa.

Fonte – EcoD / Envolverde de 14 de julho de 2011

Imagem – jmhuttun

Já passou da hora de banir a sacola plástica de uso único. Sacola retornável, já!

Uberaba, MG – Sacolas plásticas convencionais estão proibidas no comércio

A partir desta terça-feira – hoje – os empresários estão proibidos de utilizar sacolas plásticas tradicionais em seus estabelecimentos comerciais. De acordo com o assessor de gabinete da Semat (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo), Bernardo Cecílio da Fonseca, somente as sacolas determinadas na lei poderão circular no município. “A primeira multa é no valor de R$ 150, a segunda será R$ 500, a terceira autuação custará R$ 1.500. Se mesmo assim o comerciante insistir em usar as sacolas plásticas tradicionais, o estabelecimento será interditado por uma semana e, continuando a infração, o alvará de funcionamento será suspenso”, afirma.

Como nem todos os empresários dos segmentos conseguiram se adequar à legislação, o assessor de gabinete explica que os comerciantes procuraram a Semat, com objetivo de assinar um termo de compromisso e apresentar um PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos) contemplando a destinação final ambientalmente adequada. “Somente quem comprou as sacolas tradicionais antes do dia 30 de março conseguiu realizar o termo de compromisso, onde foi estipulado um novo prazo para se adequar à legislação”, garante.

Sacola biodegradável – O assessor de gabinete garantiu que os empresários vão cumprir a lei, porque, além de ter sido realizada campanha de conscientização, a Prefeitura de Uberaba criou uma central de fiscais para fiscalizar todos os estabelecimentos comerciais da cidade. “Cada sacola biodegradável (feita de amido de milho) custa em média R$ 0,19. Como aconteceu com a oxibiodegradável, à medida que os comerciantes forem adquirindo a sacola biodegradável, o valor poderá ficar mais acessível aos comerciantes”, revela.

Sacola retornável – Já as sacolas retornáveis são aquelas confeccionadas com material resistente ao uso contínuo, que suportem o acondicionamento e transportam produtos e mercadorias em geral. “Estas sacolas custam entre R$ 2 até R$ 3. No entanto, têm empresas customizando as sacolas retornáveis e vendendo a preços exorbitantes. Recebi informações, que existe um estabelecimento vendendo as sacolas retornáveis por R$ 50″, finaliza.

Fonte – Jornal de Uberaba de 28 de junho de 2011

Aqui vai a lei para quem quiser copiar. Político bom não é aquele que fica pondo nome em rua e sim aquele que faz leis – como esta – que melhoram a qualidade de vida dos humanos e do planeta.

Parabéns à cidade de Uberaba por esta iniciativa que está livrando a cidade do plástico convencional eterno, que dura 500 anos até sumir do planeta.

A lei está ótima, podendo ser usada qualquer embalagem de uso único com ciclo de vida útil controlado – papel, oxibibiodegradável, biodegradável – que aproxima o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem.

Só temos uma reclamação, uma das grandes. Não importa o tipo de embalagem com ciclo de vida útil controlado, ela tem que ser cobrada do cliente, para inibir seu uso. Já passou da hora de banirmos as embalagens de uso único, que é o símbolo do consumismo desenfreado em que vivemos. Se pudermos banir esta embalagem nosso mundo ficará melhor para nós e nossos descendentes.

Mas quem sabe Uberaba altere esta lei incluindo a cobrança, em um próximo passo para banir as sacolas plásticas de uso único.

Lei nº 11.089/2010

Dispõe sobre a responsabilidade pela distribuição e utilização de sacolas plásticas comuns e sua substituição no Município de Uberaba, e dá outras providências.

O Povo do Município de Uberaba, Estado de Minas Gerais, por seus representantes na Câmara Municipal, aprova e eu, Prefeito Municipal, em seu nome, sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º – As sociedades comerciais e os empresários de que trata o art. 966 do Código Civil, titulares de estabelecimentos comerciais no Município de Uberaba devem utilizar, para o acondicionamento de produtos e mercadorias em geral, sacolas ecológicas, sacolas plásticas oxi-biodegradáveis – OBP’s ou sacolas retornáveis, quando estas possuírem características de transitoriedade.

Parágrafo Único – Não se sujeitam à observância do disposto nesta Lei às embalagens originais das mercadorias e produtos.

Art. 2º – Para os efeitos desta Lei entende-se por:

I – sacolas ecológicas – aquelas feitas de material reciclável, retornável (is) ou que se decompõem por biodegradação, tendo como resultado gás carbônico, água e biomassa ou ainda as fabricadas com bioplásticos ou biopolímeros de fontes renováveis, provenientes de cultura agrícola, não ecotóxicos ou danosos ao meio ambiente;

II – sacolas Oxibiodegradáveis – aquelas que apresentam degradação inicial por oxidação acelerada por luz e calor, devendo degradar ou desintegrar em fragmentos por um período de tempo especificado, sendo possível ser biodegradada por microorganismos e cujos resíduos finais não sejam prejudiciais ao meio ambiente;

III – sacolas retornáveis – aquelas confeccionadas com material resistente ao uso contínuo, que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral.

Art. 3º – Alternativas tecnológicas ambientalmente adequadas poderão ser utilizadas, desde que devidamente aprovadas pelo órgão competente.

Art. 4º – A substituição prevista por esta Lei será efetuada nos seguintes prazos:

I – em 90 (noventa) dias, deverá ocorrer a redução de 50% (cinquenta por cento) do número de sacolas plásticas comuns disponibilizadas aos clientes nos estabelecimentos de que trata esta Lei;

II – em 180 (cento e oitenta) dias, deverá a redução ocorrer em 100% (cem por cento) do número de sacolas plásticas comuns disponibilizadas aos clientes nos estabelecimentos de que trata esta Lei;

III – após o período mencionado no inciso anterior fica proibido o uso de sacolas plásticas comuns.

§ 1º – A comprovação da redução se fará mediante a apresentação de notas fiscais das sacolas plásticas adquiridas no ano base de 2010, com aquelas que forem adquiridas posteriormente.

§ 2º – Os estabelecimentos comerciais que optarem por utilizar sacolas plásticas comuns durante o período que trata o inciso I e II deste artigo, deverão assinar individualmente um Termo de Compromisso com a SEMAT e apresentar um PGRS – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos contemplando a destinação final ambientalmente adequada do resíduo.

Art. 5º – Aos estabelecimentos comerciais cabe a realização de campanhas educativas e de conscientização dos seus clientes a respeito dos benefícios da substituição de que trata esta Lei, bem como o combate ao descarte inadequado, por meio de campanhas publicitárias e programas educacionais.

§1º – Os estabelecimentos deverão manter postos de entrega voluntária de sacolas plásticas residuais, disponíveis aos consumidores, devendo dar destinação final ambientalmente adequada para as mesmas.

§2º – As campanhas educativas e de conscientização a que se refere o caput deste artigo e para os fins do art. 6º também serão realizadas pelo Poder Executivo, através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Turismo – SEMAT, para a população em geral.

Art. 6º – O uso de sacolas plásticas comuns como sacos de lixo são proibidos, de acordo com a Lei Municipal nº 10.697/2008, que dispõe sobre a organização do Sistema de Limpeza Urbana do Município.

Art. 7º – É vedado o uso de copos de papel pelos estabelecimentos comerciais.

Art. 8º – A inobservância do disposto nesta Lei acarretará ao infrator a imposição das seguintes sanções:

I – notificação e multa de 01 (uma) UFM, quando da primeira infração;

II – multa de 05 (cinco) UFMs, quando da primeira reincidência;

III – multa de 10 (dez) UFMs, quando da segunda reincidência;

IV – interdição temporária pelo período de 7 (sete) dias.

V – cassação do alvará de licença e localização, na terceira reincidência.

Parágrafo Único – O recolhimento de que trata este artigo será destinado ao Fundo Municipal do Meio Ambiente sendo os recursos arrecadados, destinados a projetos ambientais aprovados pelo órgão competente, conforme legislação vigente. 11.089/2010)

Art. 9º – A fiscalização do cumprimento dos dispositivos desta Lei será realizada pelos agentes credenciados pela Prefeitura Municipal de Uberaba.

Art. 10 – O Poder Executivo poderá regulamentar esta Lei por Decreto.

Art. 11 – As despesas com a execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 12 – Revogam-se as disposições em contrário em especial as Leis 10.298, de 11 de dezembro de 2007, e 10.361, de 15 de abril de 2008. Art. 13 – Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.

Prefeitura Municipal de Uberaba(MG), 15 de dezembro de 2010.

ANDERSON ADAUTO PEREIRA Prefeito Municipal

ANTÔNIO SEBASTIÃO DE OLIVEIRA Secretário Municipal de Governo

6 pecados ambientais da sacola plástica

Saiba porque as polêmicas sacolinhas plásticas distribuídas aos montes por supermercados e centros comerciais em todo o mundo são um perigo ambulante para o meio ambiente

Um problemão que leva até 400 anos para desaparecer

É isso mesmo, sacos e sacolas plásticas podem demorar até quatro séculos para se decompor, dependendo da exposição à luz ultravioleta e outros fatores. Trata-se de um período oitocentas vezes maior que o necessário para pôr um fim em materiais como papel ou papelão. Ao contrário do que acontece com o lixo orgânico, que leva entre 2 meses e um ano para “sumir” – sendo decomposto por minhocas, fungos e bactérias – a natureza simplesmente não sabe como se livrar dos plásticos.

Introduzidos na década de 1970, os sacos plásticos são relativamente novos no universo e por isso, segundo cientistas, ainda não há um micoorganismo capaz de decompor no curto prazo esse material, dono de cadeias moleculares quase inquebráveis. Resumo da ópera: apesar de práticas para o homem, as sacolinhas de polietileno feitas a partir de combustível fóssil são um péssimo negócio para a natureza.

Sobrecarregam aterros, reduzindo sua vida útil

Por ano, são produzidos em todo o mundo pelo menos 500 bilhões de unidades de saco plástico, o que equivale a 1,4 bilhão a cada dia ou 1 milhão por minuto. Imagine agora todo esse grande volume de sacolas indo parar nos aterros e lixões a céu aberto. A cena é no mínimo pavorosa, não? No Brasil, os sacos plásticos já representam 10% de todo lixo nacional.

Quando descartados de forma inadequada, eles comprometem a capacidade do aterro, reduzindo sua vida útil e deixando o terreno impermeável e instável para o processo de biodegradação de materiais orgânicos. Pra não falar do tempo quase infinito que levam para desaparecer. Com o excesso de sacolas plásticas, os municípios são obrigados a ampliar seus aterros sanitários.

Contribuem para inundações nos grandes centros urbanos

Em épocas de chuva, as sacolas mostram as consequências do descarte incorreto, entupindo bueiros nos grandes centros urbanos. Distribuídas a torto e a direito por farmácias, padarias, lojas e principalmente mercados, elas fazem um verdadeiro estrago. Leves e finas, as sacolinhas são varridas pelo vento e pela chuva para os bueiros, prejudicando o escoamento de água, o que contribui para ocorrência de enchentes.

Claro que elas não são as únicas culpadas pelas enchentes e inundações das cidades, mas contribuem muito para agravar o quadro de impermeabilização urbana. Além disso, bueiros entupidos por plásticos tornam-se o ambiente ideal para a reprodução de insetos transmissores de doenças, como mosquitos da dengue.

Formam ilhas de lixo plástico nos oceanos

Nem os oceanos escapam da “plastificação” em massa. Os resíduos plásticos dos aterros urbanos são carregados por enxurradas para o mar ou despejados diretamente nos rios pela população. E eles viajam milhares de quilômetros, sendo encontrados em ilhas e regiões marítimas remotas, bem longe da presença humana. Para se ter uma ideia, uma imensa área entre o litoral da Califórnia e o Havaí ganhou o nome de Lixão de Pacífico. Trata-se uma faixa formada por resíduos com extensão aproximada de 1,6 mil quilômetros que fica à deriva no mar.

Outro exemplo assustador da “plastificação” oceânica pode ser encontrado entre o Rio de Janeiro e a ilha de Ascensão, uma possessão britânica que fica no meio do Oceano Atlântico, no sentido de Angola, no Continente Africano. Uma expedição do projeto 5 Gyres, que avalia a poluição dos oceanos por resíduos plásticos em todo o mundo, encontrou fragmentos plásticos ao longo de todo o percurso de 3,5 mil km entre o Rio e a ilha, como se formassem uma linha fina e ininterrupta de lixo.

Matam milhares de animais por asfixia e ingestão

A poluição dos oceanos por resíduos plásticos têm consequências catastróficas para a vida nesse ecossistema. Muitos animais podem morrer por asfixia ou ingestão de fragmentos. Entre as principais vítimas estão tartarugas marinhas, peixes e aves como o albatroz.

Estimativas do Programa de Meio Ambienta da ONU (UNEP) apontam que anualmente o plástico é responsável pela morte de pelo menos um milhão de animais marinhos. Pelo volume no estômago, o animal que ingere o plástico acha que não precisa se alimentar e acaba morrendo por inanição, isso se não for asfixiado antes. Pior, quando o corpo do animal se decompõe, o plástico ingerido é liberado novamente no meio ambiente.

Liberam substâncias tóxicas ao se decompor

A decomposição de sacos plásticos na natureza, ainda que demorada, libera substâncias químicas que contaminam o meio ambiente. No mar, esse processo é acelerado devido à exposição do resíduo ao sol e à água. Segundo estudos da Universidade de Nihon, no Japão, quando o plástico se decompõe no mar, libera bisfenol-A (BPA) e oligômero (PS), substâncias químicas tóxicas que podem afetar a reprodução, o crescimento e o desenvolvimento de animais marinhos. Os males do saco plástico não terminam aí. A tinta usada para impressão colorida possui cádmio, um metal pesado altamente tóxico nocivo ao meio ambiente e à saúde dos animais.

Fonte e imagens – Exame.com de 13 de junho de 2011

É por isso que a ciência inventou o plástico com ciclo de vida útil controlado, que em 18 meses já terá se decomposto, isto é, voltado ao ambiente em forma de água, biomassa e pequena quantidade de CO2, o que não quer dizer que apoiemos sacolas plásticas de uso único, essas devem ser banidas para todo o sempre até a humanidade esquecer que elas já existiram e provocaram tanta poluição.

Sacolas retornáveis já! … mas, nos casos em que a sacola plástica de uso único for insubistituível, que seja usada a sacola plástica com ciclo de vida útil controlado, que não ficara poluindo o planeta por centenas de anos.

Teste comparativo de biodegradação de 1 sacola de comida, 1 sacola oxibiodegradável e 1 folha

Dois tipos de sacolas biodegradáveis foram penduradas em um varal no dia 03/12/2010.

Mais de 350 fotos auditadas registraram o comportamento destas sacolas no meio ambiente pelo período de 181 dias, até 04/06/2011.

Materiais testados:

1 – Sacola branca, rotulada como 100% Biodegradável e 100% Compostável, fabricada em 07/2010 e vendida em supermercado na cidade de Jundiaí pelo valor unitário de R$ 0,19. O processo de biodegradação desta sacola é tecnicamente denominado Hidrobiodegradação. Este tipo de plástico, que não pode ser reciclado juntamente com os plásticos convencionais, é produzido com blenda polimérica de PLA ( derivado de amido ) + Poliéster ( petroquímico ).

2 – Sacola verde, corretamente produzida com a tecnologia e aditivos d2w – RES Brasil, fabricada em 10/2010, e distribuída sem custos para o consumidor por rede de supermercados da região de Vinhedo. O processo é tecnicamente denominado Oxobiodegradação. Este tipo de plástico pode ser reciclado juntamente com os plásticos convencionais, e fabricado a partir de plásticos convencionais reciclados.

3 – Uma folha de arbusto também foi utilizada para comparar a velocidade de degradação.

Podemos constatar que uma sacola de comida – que é fabricada com 40% de amido, isto é, milho, batata, mandioca, arroz, trigo, e 60% de petróleo, então não entendemos como é chamada de ecologicamente correta se é fabricada com mais da sua metade de petróleo – continua firme e forte, pois se não for descartada em ambiente de compostagem, não se biodegradará nos 180 dias que os fabricantes alegam.

A sacola oxibiodegradável, como a FUNVERDE já sabe desde 2005, é biodegradável, é reciclável, é o plástico ideal por ter seu tempo de vida útil programado para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem, tudo comprovado cientificamente por dezenas de laudos, dezenas de pesquisas, dezenas de pesquisadores nacionais e internacionais, por dezenas de institutos de pesquisa renomados.

Então, parem  com esta brincadeira sem graça de usar terra fértil e água potável, recursos naturais cada vez mais escassos, para plantar comida e então, desviar esta comida do prato de milhões de famintos para fabricar uma sacola, que além de tudo, tem mais da sua metade da composição de petróleo para fingir estar salvando o mundo.

Parem de brincar com recursos naturais, parem imediatamente de fazer greenwashing.

Queremos banir as sacolas plásticas de uso único sim, mas não é assim que se faz e, dizemos isso por experiência, pois nossa guerra contra o plástico começou em 2004. Vamos dizer o que funciona e o que não funciona.

A sacola plástica de uso único tem que ser cobrada e o valor de 19 centavos é até baixo, queremos que seja cobrado o valor de 10 vezes o custo desta sacola isto é, 30 centavos, para o consumidor sentir no bolso a dor que o planeta sente ao receber este lixo inútil após meia hora de uso.

A sacola retornável tem que ter um custo acessível a todos, isto é, deve custar de 1 a 3 Reais, no máximo, pois assim, cada um pode ter 10 sacolas, o que é mais que sufuciente para acondicionar as compras.

Deve ser permitido o uso de qualquer sacola de uso único, cobrando por ela é lógico, mas desde que esta sacola tenha o ciclo de vida útil controlado, isto é, que não fique centenas de anos poluindo o planeta, podendo ser oxibiodegradável, hidrobiodegradável, de papel … o mercado escolhe e com educação ambiental, certamente não escolherá uma que irá aumentar a fome no mundo, que é a sacola de comida.

A APRAS está de parabéns ao cobrar pelas sacolas, só está mal informada sobre a sacola de comida, mas é um começo, um bom começo para o fim das sacolas plásticas de uso único.

Produto biodegradável é vilão se descartado de forma errada – veja o que estão falando das sacolas de comida

Os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados

O descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente. Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, garantem que a decomposição de copos descartáveis e outros utensílios libera gás metano, causador do efeito estufa. Leitor, preste atenção, eles estão falando das sacolinhas de comida que estão sendo usadas no Brasil.

Se este tipo de lixo for colocado em aterros sanitários que não capturam ou queimam o gás, o metano será liberado para a atmosfera e poderá contribuir para as emissões de poluentes.

Os cientistas alegam que o metano pode ser uma valiosa fonte de energia quando capturado, mas é um gás de efeito estufa se lançado na atmosfera. Os produtos biodegradáveis podem não respeitar tanto o meio ambiente quando descartado em aterros inadequados.

Os produtos ‘biodegradáveis’ sofrem processo rápido de decomposição. De acordo com os pesquisadores, ‘se os materiais degradam e liberam metano rapidamente, significaria menos combustível potencial para uso de energia e mais emissões de gases de efeito estufa’. Metano é um gás de efeito estufa 23 vezes mais prejudicial do que o CO2.

Fonte – Correio do Brasil de 31 de maio de 2011

Cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, divulgaram pesquisa nesta terça-feira (31) apontando que o descarte inadequado de produtos chamados ‘biodegradáveis’ pode ser prejudicial ao meio ambiente.

Você, nós, e até mesmo o poste da esquina já sabíamos disso há anos, mas precisa vir um pesquisador comprovar o óbvio para virar manchete.

É lógico que produtos plásticos hidrobiodegradáveis (aqueles plásticos feitos de comida – com batata, mandioca, milho, arroz, trigo …- compostáveis que utilizam terra, água, fertilizantes, energia não renovável para produção etc) vão gerar metano nos aterros, assim como todos os orgânicos que vão indevidamente parar lá, quando não existe oxigênio envolvido no processo de degradação e biodegradação.

Por isso que, SE usados, estes plásticos DEVEM seguir para a compostagem, junto com os orgânicos e esta compostagem, COMO SEMPRE DEVE SER, tem que ser aerada para sempre receber oxigênio, e assim gerar somente CO2 e não CH4.

Mas isso a ABRAS e congêneres não falam. Preferem vender efeito estufa! Agora o castelinho de ilusões da Basf começa a ruir.

Jundiaí e Belo Horizonte são cidades geradoras de gases efeito estufa, afinal optaram por hidrobiodegradáveis sem ter usina industrial e controlada de compostagem, e acabam jogando todo este plástico hidrobiodegradável no aterro. Que maravilha!

Plástico com ciclo de vida útil controlado oxibiodegradável d2w – RES Brasil precisa de Oxigênio para se biodegradar. Mas, se por acaso, for descartado em ambiente sem oxigênio, o plástico oxibiodegradável fica inerte e coisa inerte não gera Metano. Está ai uma das inteligências do d2w e é por isso que a FUNVERDE, desde 2005, apoia esta tecnologia, onde o plástico onde existe a necessidade do uso do plástico, o que não se aplica às malditas sacolinhas plásticas de uso único, essas devem sim, ser banidas para sempre até a humanidade esquecer de sua existência.

União Europeia debate proibição de sacolas plásticas

Quando o assunto é uso de sacolas plásticas, o comissário europeu para o Meio Ambiente, Janez Potocnik, é taxativo: “Nós avaliaremos todas as possibilidades, inclusive a proibição na União Europeia”, garante.

A maioria das cerca de 500 sacolinhas consumidas anualmente por cada cidadão do bloco europeu é usada uma única vez – um prejuízo incalculável para a natureza.

Tanto o Departamento Federal do Meio Ambiente da Alemanha quanto o Ministério alemão do Meio Ambiente mostram-se, todavia, um pouco céticos quanto à possibilidade de uma proibição geral de sacolas plásticas na União Europeia (UE), pois os países-membros possuem características muito heterogêneas. Em cada um deles, o uso das sacolinhas acontece de maneira distinta.

Na Alemanha, por exemplo, calcula-se que sejam gastas cerca de 65 sacolinhas por pessoa por ano – número bem abaixo da média da União Europeia. O sistema de reciclagem alemão também é considerado bastante eficiente. Embalagens plásticas, como sacolas, são jogadas em latas de lixo especiais. Dali elas são transformadas em outros sacos ou produtos plásticos.

Taxas sobre sacos – A intenção, no entanto, é melhorar ainda mais este índice. Heribert Wefers, assessor técnico da Liga do Meio Ambiente e Proteção à Natureza na Alemanha (Bund), vê diferentes caminhos, que não passam necessariamente pela proibição.

“Talvez outras coisas influenciem mais a consciência do consumidor. Precisamos sair dessa cultura de jogar fora. É possível introduzir taxas sobre as sacolas sob forma de impostos”, sugere. Importante é que as taxações incidam sobre sacolas de uso único e sobre as biodegradáveis e as de papel, que também possuem materiais nocivos ao meio ambiente.

A proibição de sacolinhas de plástico está longe de ser uma unanimidade entre os alemães. Parte da população acha que estes sacos são bastante práticos e justifica que eles custam muito pouco ou quase nada, além de poderem ser usados na chuva. Outra parte, no entanto, já adotou bolsas ou cestas.

Medidas diversificadas – O uso das sacolas plásticas é pauta em diversos países. Segundo levantamento da Departamento Federal do Meio Ambiente da Alemanha, 25% dos países em todo o mundo são contra o uso das polêmicas sacolinhas. Mas cada um lida com o tema de maneira diferente.

Austrália, Índia e alguns países africanos proibiram seu uso. Já alguns estados dos EUA, Bélgica e Irlanda sobretaxaram as sacolas, tornando-as muito caras para o consumidor. Segundo Wefers, a maioria obteve sucesso com a medida. Para se ter uma ideia, entre os irlandeses constatou-se que a imposição reduziu o volume de sacos em 90%.

Na China, por exemplo, elas não podem mais ser oferecidas gratuitamente. “Com a medida, o número de sacolas de plástico que vão parar no meio ambiente foi reduzido em dois terços”, afirma Wefers.

No Brasil e na Itália – No Brasil, Belo Horizonte foi a primeira cidade a adotar uma lei que proíbe a venda e a distribuição de sacos plásticos. A medida passou a valer em abril deste ano e a expectativa é de que 450 mil sacolas deixem de ser consumidas por dia na capital mineira. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro também contam com legislação semelhante, mas ainda estão no período de adaptação.

Há pouco tempo, a Itália editou uma proibição do uso de sacolas de plástico convencional nas compras. Em seu lugar foram introduzidos sacos biodegradáveis. Porém, tanto a Bund quanto o Departamento Federal acreditam que os biodegradáveis são uma fraude. Apesar de o termo soar como algo positivo, na verdade não é bem assim. Segundo Wefers, muitas usinas de compostagem não conseguem, por exemplo, identificar se trata-se de um composto biodegradável ou de plástico convencional. Além de conter material nocivo ao meio ambiente, esse material não se degrada tão facilmente como se espera.

Para o Departamento Federal do Meio Ambiente da Alemanha, o foco deve estar em opções que considerem sacos que possam ser usados mais vezes. O vice-porta-voz do órgão, Stephan Gabriel Haufe, defende duas alternativas para o plástico: “As sacolas de algodão ou de juta [fibra vegetal] podem ser usadas mais vezes e são feitas de materiais biológicos. O que não acontece com a sacola de papel, que leva muita substância química em sua composição para que o material fique mais firme. E isso a torna bastante cara”, explica.

Problemas ambientais – Em terra, as sacolas plásticas são um grande problema. Depois de usadas, elas são simplesmente jogadas fora e depois, distribuídas pelo vento. Frequentemente aparecem espalhadas pelas praias, parques e também no meio das cidades.

O problema no mar, no entanto, é mais grave. Além do grande tapete de lixo formado por plástico descartado, também há uma grande quantidade de pequenas partículas plásticas. Segundo o comissário europeu, atualmente cerca de 250 bilhões de partículas plásticas boiam atualmente apenas sobre o Mediterrâneo. A decomposição desses pedacinhos pode durar até cem anos.

“Estas pequenas partículas de plástico nos preocupam especialmente porque nestes trechos do oceano a concentração deste material acaba sendo maior do que a de plânctons. Os peixes comem estas partículas e ficam com o estômago mais cheio de plástico do que de plâncton. E aí está o perigo de morrerem de inanição com o estômago cheio”, explica Wefers.

A situação também é complicada para pássaros marinhos. Alguns correm o risco de se enroscarem no material e, com isso, ficarem sufocados. Outros acabam ingerindo as partículas automaticamente ao comerem os peixes que já têm plástico em seu organismo.

Além da poluição na terra e no mar, sacolas plásticas têm outra grande desvantagem. “Elas são produzidas a partir de petróleo, uma matéria-prima que daqui a um tempo pode não mais existir. Quanto menos usarmos as sacolas, mais vamos ajudar a poupar este recurso”, explica Haufe.

Fonte – Folha.com de 28 de maio de 2011

É claro que um grande número de pessoas não quer que as sacolas de uso único sejam banidas. Esses seres são iguais em todo o planeta. São egoístas os preocupados com o próprio umbigo, que não querem saber se suas ações tem consequências para toda a humanidade.

É por isso que tem que haver leis cobrando pelas sacolas, pois humanos são maus, egoístas e não mudam sem um incentivo, no caso, a cobrança pelas sacolas.

Sacola de comida não é comida! Elas contém 60% de petróleo!

Ontem nem escrevemos nada, de tão desgastante que foi o dia anterior, com a morte de dois protetores do planeta e com a aprovação do código florestal na câmara dos deputados, mesmo sabendo que ainda temos várias oportunidades para derrubar esta monstruosidade que irá destruir as florestas, as águas e os recursos naturais do país, necessários para nós e nossos descendentes.

Mas o fechamento do dia foram as besteiras que estão sendo ditas sobre a sacola de comida, este crime contra a humanidade, que rouba terra fértil, água potável e alimentos do prato dos humanos, num planeta em que mais de 1 bilhão de almas acorda e dorme com fome todos os dias.

Primeiro, já estávamos aterrados com o João Sanzovo dizendo que poderíamos alimentar nossos filhos com o plástico de comida. Tá, talvez tenha dito em tom de brincadeira, talvez em tom de provocação, mas ele jamais poderia ter brincado com isso, se é que foi uma brincadeira e não uma mensagem subliminar para nos convencer de que o plástico de comida é bom. Nas palavras dele “É um material comestível. Seu filho vai poder comer a sacola”. Em um país com tantos analfabetos, analfabetos funcionais, ignorantes, ou podemos dizer, gente simples, uma frase de alguém com tanto poder pode parecer uma ordem.

Daí antes de ontem veio a última, do jornal destak. Estávamos lendo as matérias sobre a proibição – finalmente – das sacolas no país quando lemos este trecho respondendo a um comentário da matéria “Câmara aprova lei que proíbe sacolinhas” de 18/05: “Nota da Redação: O plástico oxibiodegradável demora 18 meses para se decompor. O material é alvo de pesquisas para que se saibam os reais impactos causados por ele ao meio ambiente. Já o plástico feito a partir do amido é completamente biodegradável, podendo, inclusive, ser usado na alimentação de animais.”

Esse foi o fim da picada, o golpe fatal. Já podemos imaginar o agricultor catando sacolas – porque sacolas voam para todos os lugares ao menor vento – e reforçando a alimentação dos animais, achando que está levando vantagem, afinal, milho é caro e ele está dando milho de graça para o gado. Peloamordamãeterra, que falta de responsabilidade do jornal, que perigo dizer besteiras como essa.

SACOLA DE COMIDA TEM 40% DE AMIDO E 60% DE PETRÓLEO. REPETINDO, 60% DE PETRÓLEO! Sacola de comida é tóxica, sacola de comida é mortal, não alimentem seus filhos ou seu gado com sacola de comida. Credo, para cada batalha ganha, temos que vencer mais uma centena, isso não acaba. Quando começamos a ganhar a guerra contra o plástico eterno, agora aparece a maldita sacola de comida e sabe-se lá mais o que aparecerá quando vencermos mais esta praga.

Ah, chamamos de sacola de comida a que é fabricada com qualquer alimento que tenha amido, como por exemplo mandioca, milho, batata, arroz e trigo.

Daí tem a sacola de cana que como o nome diz, é fabricada a partir da cana e que demora os mesmos 500 anos que a sacola convencional fabricada com petróleo, outra invenção imbecil.

Mas vamos lá, o Fernando Figueiredo, um renomado pesquisador respondeu a esta besteira e abaixo copiamos a resposta que ele escreveu no jornal. Ainda bem que estamos vigilantes, pois senão estas besteiras seriam ditas sem ninguém para rebater.

Primeiro, os comentário à matéria que você pode ler aqui http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,97084

RUBENS COLONEZI * Ponto para o meio ambiente! O mercado vai ter de se adaptar, com novos serviços, como por exemplo a entrega em domicílio, além de produtos produzidos para facilitar o transporte da unidade. Espero que o saldo seja bem positivo.

TIAGO MURAKAMI * Não é uma vitória do meio ambiente. O plástico oxibiodegradável não tem nada de ecológico. Ele não é reabsorvido totalmente pela natureza, apenas dissolve e se esfarela. O pó resultante, formado por compostos químicos e metais pesados do próprio plástico, além da tinta e dos pigmentos que o compunham, mistura-se à água e é absorvido pelo solo e ingerido por animais.

WILLIAN CRUZ Nota da Redação: O plástico oxibiodegradável demora 18 meses para se decompor. O material é alvo de pesquisas para que se saibam os reais impactos causados por ele ao meio ambiente. Já o plástico feito a partir do amido é completamente biodegradável, podendo, inclusive, ser usado na alimentação de animais.

Agora a resposta do Fernando.

Fernando Eovídio da Rosa Figueiredo – 19/05/2011 18:03

Prezados Comentaristas, principalmente Sr. Murakani e Willian Cruz.

Em relação aos plásticos oxibiodegradáveis, o Sr. Murakami está muito mal informado da realidade dos fatos, esta falácia repetida pelos concorrentes desta tecnologia soa como verdade aos ouvidos mais desavisados, mas é uma total non sense … é só pensar um pouco o que os plásticos são, ao que nos consta vem da nafta, gás derivado do craqueamento do petróleo, e este o que é… velhas árvores e dinossauro que soterrados a milhões de anos viraram petróleo, portanto ele não é derivado de um ET ou Parente do Super Homem que veio de Kripton e é indestrutível … é tão C-O-H como você ou qualquer outro ser que já viveu … então aquelas pequenas partículas em que ele se fragmenta, não vão ficar assombrando a maravilhosa e bela natureza ad aeternun como MENTEM DESCARADAMENTE alguns, que não tendo argumentos técnicos, econômicos e ambientais sustentáveis para garantir a sua tecnologia … usam deste expediente para denegrir os concorrentes e algumas mídias compradas pelo seu poder e lobbye vão perpetuando isso e o povo que não recebe as informações corretas vai repassando pelo preço que comprou ou seja, falam isso que o Sr. Murakami falou, temos mais de 4 anos de pesquisas e desenvolvimento em oxibiodegradável e ao invés dos metais pesados que eles falam, ele tem sim é um dos principais micronutrientes para as plantas e essencial para o nosso metabolismo com ativação de diversas enzimas e ajudam a combater os radicais livres é sim chama Manganês e é muito bom para a saúde do solo, das plantas e nossa. Quanto aos pigmentos … pode deixar que os mesmos microrganismos fazem com eles o que fazem com os nossos antepassados e tudo que já foi vivo neste planeta … ciclam e reciclam sem deixar vestígios indestrutíveis.

Quanto ao Sr. Cruz que falou que os plásticos de amido são completamente biodegradável, podendo, inclusive, ser usado na alimentação de animais … eu tenho só um conselho à ele, vai junto com o presidente da APAS que disse que é tão bom que poderia ser dado até para os filhos dos consumidores outro dia em entrevista a um Reporter da Folha … nós o convidamos para uma degustação pública em frente a sede da APAS, se o Sr. quiser participar também está convidado … mas é melhor não, pois as ditas não são só amido … primeiro não é amido mesmo é um derivado de amido chamado ácido polilático que é misturado com um poliéster derivado de petróleo, isso mesmo é 40% derivado de amido e 60% derivado de petróleo, vai dar indigestão se ingerido por homens ou animais … e outra coisa, esta tecnologia até pode ter a primeira vista assim um apelo de ambientalmente correta bem interessante, mas na hora do vamos ver o que sobra … nos próprios países onde ela foi desenvolvida Alemanha e Itália por exemplo, os fabricantes lá só recomendam a mesma para cidades muito específicas (o mais importante eles são muito educados e fazem a separação corretamente nas suas residencias), mas se não tiver uma coleta seletiva bem feita e uma logística reversa totalmente adequada que pegue estas e entregue direto em unidades de compostagem industrial eles não vendem as sacolas hidro-biodegradáveis e compostáveis pois não tem nenhuma razão de ser sem estas condições … e mais … é tem mais, elas não podem ser recicladas de maneira alguma junto com qualquer tipo de plástico convencional, ou seja, inviabilizam os lugares onde vai misturada a estes.

No Brasil seria uma catastrofe na cadeia de reciclagem de plásticos, muito legal né, os mais penalizados, os pobres catadores e as também empresas de reciclagem … e ainda desviam um recurso alimentar muito importante na mesa de quem? Dos mais pobres que consomem muito mais derivados de amido do que os ricos ou não … então tá bom, vão encarecer a alimentação dos pobres, mas isso não é problema aqui pois estamos em um país onde todos já comemos mais proteínas do que amidos …

Pessoal, enquanto tivermos informações incorretas ou mal intencionadas sendo passadas adiante a gente nunca vai melhorar este País.

Quem quiser informações técnicas sobre o assunto é só nos contatar.

Att.,
Fernando E. R. Figueiredo
EcoSigma – Campinas SP
fernandoerf@gmail.com

Relatório destaca empresas que mais contaminam o solo e as águas no Brasil

As empresas Fundição Tupy na região sul, Usiminas- Arcelor Mittal, na região sudeste; Braskem na região nordeste e Petrobras na região norte, são os principais destaques em relatório que aponta avanço da contaminação das águas e do solo no país.

A Campanha da Fraternidade, realizada todos os anos no período da quaresma, em 2011 teve como lema “Fraternidade e a vida no planeta”, coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), promovendo a reflexão coletiva da sociedade em relação ao descaso das autoridades com a preservação dos recursos naturais.

Tratada como mercadoria, “a vida no planeta” está em risco, para as presentes e futuras gerações.

FUNDIÇÃO TUPY – JOINVILLE – SC

Na região SUL, Joinville é destaque NEGATIVO, devido ao avanço da contaminação na baía da Babitonga, tendo a FUNDIÇÃO TUPY como principal agente de degradação com riscos à saúde pública, entre as 10 maiores poluidoras das águas, desde a primeira edição, em função do não tratamento de seus resíduos industriais extremamente tóxicos, em especial as areias de fundição. Nesta edição foi dectado o agravamento disso.

A areia usada no processo de fundição, quando em contato com uma série de produtos químicos se contamina. O elemento mais tóxico é o fenol, que representa cerca de 20% do total, trata-se de substância cancerígena, que torna essa areia muito escura e perigosa. A empresa deveria segregar esse material, dar destinação correta, mas estão misturando os 20% contaminados com o restante, tornando o todo comprometido, depositando irregularmente nas margens da Baía da Babitonga.

Além disso, há denúncias também em relação à contaminação da atmosfera, pela liberação de “pó de ferro” que – além de sujar os quintais da vizinhança – aumentam os problemas respiratórios da população. Trata-se de um pó fino extraído das lixas e absorvidos do ambiente interno por compressores que deveria ser umidificado e enviado a local adequado. Mas a empresa tem jogado esse pó, extremamente fino, na mesma área em que depositam a areia de fundição, aí ele dissipa na atmosfera e se espalha na vizinhança.

O problema é mais grave por conta da omissão das autoridades e da mídia, afinal, a Tupy é uma indústria se coloca como estratégica na geração de empregos em Joinville. Com isso, chantageiam a opinião pública e jogam com os políticos. Em Floripa procuram agradar o DEM, em Joinville, procuram se arranjar com o PT.

Em 2008 a FIESC (Federação das Indústrias catarinenses) se uniu à Federação do Agronegócio, com a proposta de criação de um Código Ambiental catarinense, como forma de burlar limitações da legislação ambiental federal. Em troca introduziram no texto alguns artigos que beneficiam as indústrias, entre eles um que previa o reuso das areias de fundição na construção civil.

O Código Ambiental catarinense foi questionado na justiça federal, mas a Tupy tem pressa em impor essa reuso, para não pagar pela poluição que causa, tanto que recentemente cedeu lajotas feitas de areias contaminadas para a Prefeitura de Joinville usar, inclusive na reconstituição da calçada do Exército.

Em fevereiro de 2011, no 11º. Fórum Social Mundial, juntamente com representantes de comunidades afetadas por graves contaminações em todo o mundo, como a Chechênia, Bósnia e outras, por conta de minas terrestres; Índia, China e África por conta de vazamentos químicos e do Brasil, por conta das contaminações por indústrias e lixões, foi aprovada recomendação para que as organizações sociais busquem criminalizar as práticas de contaminação que afetam principalmente populações pobres desprotegidas.

No caso da Tupy em Joinville, estão sendo reunidos testemunhos de pessoas da comunidade do entorno da fábrica, juntando provas para se exigir indenizações.e até requerer a prisão preventiva de autoridades ligadas à FUNDEMA e, se for o caso, do próprio prefeito da cidadepor estarem se curvando a interesses econômicos colocando em risco a saúde da população que dizem defender.

USIMINAS ARCELOR MITTAL – IPATINGA – MG

Na região SUDESTE, o maior destaque recai sob a empresa Arcelor Mittal em cuja área onde está instalada a USIMINAS existe uma ampla camada de contaminação por benzeno e outros metais pesados cancerígenos. Apesar da intensa luta da comunidade local e pressão da imprensa exigindo que a retirada imediata desse solo contaminado, que se espalha, a empresa continua enrolando as autoridades.

Para se ter uma idéia, além das áreas de produção, no solo abaixo da área destinada a “vestiários” foram descobertas mais de 60 mil metros cúbidos de solo contaminado com benzeno e alcatrão. Para esse caso específico a USIMINAS está contratando pelo prazo de 20 anos uma empresa de monitoramente ambiental, confirmando sua opção pelo embromatios, apesar do compromisso com o Ministério Público de solucionar o problema global a partir de 30 de abril de 2011.

O Ministério Público em Ipatinga obrigou a USIMINAS a tomar providências. Para enganar a população e o MP – se propuseram assinar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) comprometendo-se com o início da remediação da área e remoção de lodo contaminado. Com o espírito do “embromation” comum a grandes empresas que tripudiam em cima de populações de cidades do interior, humilhando suas autoridades com arrogância e cinismo, a USIMINAS anunciou que todo o trabalho local será realizado pela CSD Geoclock.

Trata-se de uma empresa que – em todo o Brasil – tem servido só para as empresas enganarem as autoridades e a opinião pública, tendo sido a grande responsável pela falta de providência em diversos passivos históricos como o Aterro Matovani (região de Campinas-SP). A missão desse tipo de empresa é inventar a necessidade de monitoramento e pequenas ações de remediação, sem exigir providências concretas como remoção de contaminantes, caro para quem as contratam para que gastem o mínimo.

BRASKEM e PETROBRAS – CAMAÇARI (BA), MANAUS E URUCUM (AM)

Na região nordeste, o destaque negativo é a BRASKEM, grande produtora de matéria prima para embalagens plásticas, em função do LOBBY contra o uso de tecnologias de biodegradação do plástico pelas indústrias a quem fornece matéria prima e contra a aplicação de leis que inibam a distribuição indiscriminada de embalagens plásticas não recicláveis. Junto com a Petrobrás, a Braskem domina o cartel da produção e distribuição de resinas.

A distribuição indiscriminada de sacolas plásticas não recicláveis, principalmente por grandes redes de supermercado como Walmart, Carrefour e Pão de Açucar, tem como efeito nocivo dessa ação o agravamento do problema causado pelas enchentes, além da poluição das águas marinhas, causando danos irreparáveis na fauna aquática que morre por sufocamento ao ingerir o plástico que, jogado no oceano leva centenas de anos para degradar, ganhando a aparência de algas, fonte de alimentação das espécies.

Já na região norte, disparada, aparece a Petrobrás como a maior poluidora, em especial por contaminação do solo em sua unidade de Manaus e na área do duto de gas de Urucum

Fonte – Brasil Sustentável

Depois de décadas de consumismo, está na hora de limpar os plásticos do planeta

Para salvar suas águas, UE paga ‘pescadores de plástico’

Projeto foi lançado na França na sexta-feira e pretende limpar os mares da Europa, além de oferecer uma nova fonte de renda aos pescadores

A União Europeia, tão criticada no aspecto econômico, conseguiu surpreender em uma medida voltada para o meio ambiente. A Comissão para Assuntos Marítimos e Pesca da UE decidiu pagar para que pescadores capturarem plástico nos mares da região. A decisão vai resolver dois problemas. Primeiro, o dos profissionais que atingem a cota máxima de pesca – instituída para preservar a vida marinha local. Com a medida, eles conseguirão outra fonte de renda enquanto não podem retomar suas atividades. Segundo, o das baleias. O fato é que elas comem sacolas de supermercado jogadas ao mar confundindo-as com plâncton, por exemplo. O aparelho digestivo dos animais vai se enchendo até ficar completamente obstruído. Impedidas de absorver qualquer alimento, elas acabam morrendo de inanição.

“Nosso plano não é criar uma profissão de pescadores de plástico. Mas fazer com que pescadores tradicionais, que tiverem ultrapassado sua cota mensal, possam recolher plástico nos mares e rios e aumentar sua renda com isso”, explica o porta-voz da comissão, Oliver Drewes. A ideia começou a ser aplicada em pequenos projetos ao redor da Europa até que a comissária da pesca, Maria Damanaki, se encantou pelo conceito. Ela divulgou, então, em abril último, que sua comissão passaria a financiar iniciativas parecidas, por meio do Fundo de Pesca da UE.

Na semana passada, a ONG Waste Free Oceans (Oceanos Livres de Lixo) abraçou a oportunidade e lançou um projeto piloto que vai durar três anos. O empreendimento começará na França, no Mediterrâneo, mas pretende alcançar mais quatro mares da Europa: Báltico, Negro e Mar do Norte. Como outras tantas que a UE espera ver espalhadas pelo continente, essa iniciativa vai reunir investimentos da indústria local e do Fundo. As empresas participarão emprestando aos pescadores equipamentos com valores que variam entre 16.000 e 40.000 euros (36.832 e 92.080 reais), para que eles comecem sua “pescaria”. O Fundo cuidará dos salários. Ainda não se sabe qual será o valor exato da remuneração, mas um projeto parecido, que foi realizado há alguns meses na França, pagava aos pescadores 375 euros (863,25 reais) por tonelada de plástico.

Nesse caso, o preço da tonelada de plástico seria 13 vezes menor do que o de peixes, o que poderia desanimar os pescadores. Contudo, como eles já estariam impossiblitados de pescar por terem ultrapassado suas cotas, os idealizadores do projeto acreditam que o plástico poderia funcionar como uma renda complementar. Há ainda a expectativa de que, com a valorização do mercado da reciclagem, o negócio se torne mais rentável com o tempo.

Os pescadores de plástico – Thierry Thomazeau, pescador há 27 anos, foi um dos primeiros a se inscrever para participar da iniciativa, motivado por seu amor pelo mar. “A pesca me permite curtir o mar que tanto amo e sustentar a minha família ao mesmo tempo. É mais que uma profissão, é um estilo de vida”, conta. Ele se sentiu compelido a ajudar a despoluir as águas após o derramamento de petróleo na costa da França em 2003, apelidado de maré negra. “Foi uma crise de consciência para mim, a partir daí eu decidi me esforçar para coletar detritos e proteger o mar”, conta o pescador. Para ele, a pesca de plástico é mais importante ideologicamente do que financeiramente. “Eu espero que mais pescadores europeus façam o mesmo, sobretudo para mostrar para a sociedade que os pescadores apoiam a proteção ao meio ambiente”.

Os colegas de Thomazeau, a partir de agora, serão selecionados por comitês nacionais e regionais. “Esses pescadores atuarão nas áreas mais prejudicadas das costas, que ainda estão sendo selecionadas. Em junho, pretendemos lançar um braço do projeto na Bélgica; em novembro, na Espanha e na Grécia. A Alemanha também deve entrar em nosso calendário até o final do ano”, diz Alexandre Dangis, membro do conselho da Waste Free Oceans.

Vergonha antiga – Os projetos que serão lançados com o apoio da UE pretendem aliviar um velha vergonha da Europa: a de abrigar alguns dos mares mais poluídos do mundo, como o Báltico e o Mediterrâneo. Uma pesquisa recente da Expedição Mediterrâneo em Perigo revelou que cerca de 250 bilhões de pedaços microscópicos de plástico flutuam nesse mar, ameaçando sua biodiversidade. O peso médio de cada um deles é de 1,8 miligrama, o que totaliza cerca de 500 toneladas de plástico em toda sua superfície – e a pesquisa nem chegou a considerar a poluição das profundezas.

Por ser relativamente isolado dos oceanos, como a maioria dos mares europeus, o Mediterrâneo precisa de um a dois séculos para renovar suas águas completamente. Ou seja: toda a sujeira que cair nele, ficará lá por muito tempo. Ou pelo menos até que os pescadores de plástico possam fazer algo a respeito.

Fonte e imagem – Veja de 23 de maio de 2011

E aí braskem, basf, ou então mesmo vocês, “meninos” da plastivida, que tal financiar a limpeza do plástico de todo o planeta? Afinal, vocês fabricam o plástico e depois fingem que se esquecem que são responsáveis pela destinação pós consumo do lixo plástico, muito conveniente.

Vocês lembram que a máfia do plástico, muito orgulhosa de si mesma, ano passado alardeou que tinha 18.600 milhões de verba para 2010 para convencer o consumidor que o plástico era fantástico? Bem, não conseguiram convencer ninguém, pois as leis estão pipocando por todos os lados para banir as sacolas plásticas de uso único. Então concluímos que eles devem ter grana em caixa ou então jogaram o dinheiro fora, pois estão muito mal de propaganda e alianças políticas.

Bem, se nossa conclusão estiver correta, eles devem ter grana suficiente para financiar a limpeza do lixo que criam e deveriam fazê-lo, ter uma verba milionária todos os anos para pagar catadores e pescadores para limpar o lixo que a mafia cria todos os segundos de todos os dias de todos os anos, desde o século passado. Isso sim seria uma ótima propaganda e não greenwashing, que é só o que eles fazem hoje.

Indústria do plástico luta para limpar imagem apostando mais em marketing do que em tecnologias sustentáveis

Vilão do ambiente, setor aposta mais em marketing do que em tecnologias sustentáveis

Guardadas as proporções, a indústria do plástico vive hoje dilema semelhante ao da indústria do tabaco. De sacolas de supermercado a embalagens, o excesso de plástico passou a fazer parte da vida das pessoas e a acumular em lugares indesejados – entupindo bueiros e causando poluição em rios e mares. De útil, passou a vilão ambiental.

Agora, a indústria do plástico prepara uma ofensiva publicitária e vai mirar a chamada “geração Y”, os jovens de 14 a 28 anos, usuários assíduos da internet e presença massiva em redes sociais, como Twitter, Facebook e Orkut.

Nos Estados Unidos, a Society of Plastics Industry (SPI), entidade que representa essa indústria, acaba de lançar uma campanha publicitária de US$ 15 milhões para dizer aos jovens que o plástico em si não é um problema, e sim seu descarte incorreto no ambiente.

Bandidagem! Ao invés de resolverem o problema da poluição, usam milhões para fazer lavagem cerebral nos jovens que serão consumidores dos plásticos por muitas décadas. Pura ilusão de ótica para enganar a humanidade e continuar poluindo o planeta. Enquanto enganam o consumidor, continuam plastificando o mundo, deixando a poluição para os humanos que pisarão no planeta daqui a 5 séculos limparem.

“Queremos mostrar que a indústria do plástico não se resume a seu impacto no ambiente. O plástico está presente na medicina, nos computadores. Nem sempre a durabilidade do plástico é ruim”, diz William Carteaux, presidente da SPI, que veio ao Brasil divulgar a campanha. A ação terá foco no mercado americano, mas o temor com a reputação preocupa a indústria do plástico no Brasil, que prevê investir R$ 19,3 milhões até 2011 em campanhas para melhorar sua reputação.

Acontece que 80% do plástico é de uso único, usado somente uma vez no período de 6 meses e que ficará poluindo o planeta por 5 séculos. Os 20% restantes não nos preocupa, mas para confundir o consumidor eles ficam falando besteiras, mentiras, inverdades … com sempre fizeram.

Os investimentos, no entanto, não contemplam pesquisas em tecnologias para minimizar os principais problemas relacionados ao material: sua longa permanência na natureza, estimada em 400 anos após o descarte, e o déficit de reciclagem. No caso brasileiro, parte do dinheiro está sendo usada em um programa para melhorar a qualidade das sacolas plásticas distribuídas pelos supermercados e assim, estimular a redução do consumo – todos os anos, os brasileiros utilizam 12 bilhões de sacolinhas.

Na verdade, todos os anos a indústria despeja no país com mais de 30 bilhões de sacolinhas plásticas de uso único.

Pois é, a máfia do plástico está praticando o greenwashing com a pataquada da diminuição do consumo com suas sacolas mais resistentes. Eles dizem que o consumo irá reduzir em 30%, no entanto as sacolas mais resistentes usam 30% mais de plástico. Isso é mentir para continuar plastificando o planeta.

“Eu não diria que temos uma crise de imagem, mas temos, sim, um problema”, reconhece Carteaux. O foco nos jovens não é à toa. As imagens de sacolas plásticas causando enchentes nas cidades ou sendo engolidas por animais correm o mundo via internet, e a indústria quer usar as mesmas plataformas de informação que têm colocado o plástico na mira. “Ambientalistas e ONGs estão usando as redes sociais para promover uma agenda muito específica, contrária ao plástico, mas sem muito embasamento científico”, diz.

Sem embasamento científico? Só os pesquisadores da máfia é que tem crédito? Então tá. Ambientalistas tem que alertar o público porque o governo não o faz, porque a indústria só polui e a máfia está ficando nervosinha porque está perdendo seus doletas.

Bisfenol

Outro desafio que a indústria enfrenta é a crescente resistência a certos tipos de plástico que contêm a substância bisfenol-A (BPA). Usado desde a década de 1960 na produção de mamadeiras, utensílios domésticos e embalagens, a substância contém componentes suspeitos de interferir no funcionamento do sistema endócrino, pois simula a ação do hormônio feminino estrogênio.

No início do ano, a Food and Drug Administration (FDA), agência que controla alimentos e remédios nos EUA, manifestou preocupação em relação aos prejuízos à saúde causados pela substância. Alguns países, como Canadá e Dinamarca, proibiram o químico, bem como vários Estados americanos. No Brasil, a substância é permitida, mas há dois projetos de lei que propõem o banimento do BPA.

Para a psicóloga Vera Rita de Mello Ferreira, especializada em psicologia econômica e consultora de empresas, o investimento em marketing puro e simples não é o melhor caminho para tornar mais positiva a imagem do setor. “Não dá para mudar a imagem sem mudar o comportamento. Para o consumidor, o plástico é um inimigo. Para a indústria, o consumidor é um chato. É preciso quebrar esse padrão de confronto.”

Consumo crescente. O consumo per capita de plástico no Brasil é de 28 quilos por habitante ao ano – número que cresce anualmente 6%. O consumo brasileiro ainda está distante do padrão americano, que consome 100 quilos de plástico por habitante/ano. “A verdade é que a indústria do plástico terá de se reinventar, buscar novas formas de reciclar e novas matérias-primas, como os plásticos de origem vegetal”, afirma Luiz de Mendonça, presidente da Quattor Petroquímica. Segundo ele, em dez anos, certos produtos de plástico deixarão de ser consumidos, como a sacolinha de supermercado. “Será preciso inovação.”

Imagem em risco

Poluição

O descarte incorreto é um dos principais problemas das cidades. Sacolas plásticas entopem bueiros e caem nos rios. O plástico representa 70% do lixo que chega aos oceanos.

Ciclo de vida

O aumento do consumo de descartáveis tornou o plástico um artigo de uso rápido, mas de longa permanência na natureza. Um copo descartável é usado em menos de um minuto, mas, após descartado, permanece cerca de 400 anos no ambiente.

Exceto se for aditivado, o que faz o plástico se biodegradar em 18 meses.

Impactos

400 anos – é o tempo estimado para a degradação do plástico na natureza

33 milhões – de sacolas são distribuídas todos os dias no Brasil - mais 30 bilhões de sacolas são jogadas no ambiente no Brasil todos os anos

68% – do refrigerante produzido no País é embalado em garrafas PET

20 vezes – mais plástico é usado hoje pela população mundial do que há 50 anos

Fonte -  Andréa Vialli para o Estadão de 09 de junho de 2010

Pois é, máfia do plástico, está na hora de tirar a grana do bolso para pagar a limpeza do lixo plástico que que vocês criam, Vocês já perceberam em 2010 que greenwashing não funciona, porque nós, ecoxiitas e ecochaatos fizemos a nossa parte de mostrar a verdadeira face da máfia do plástico para a população e mesmo seus milhões não conseguiram mais esconder a poluição que vocês causam. Então, se o greenwashing não funciona e não funcionará mais porque nós ambientalistas não deixaremos funcionar, está na hora de arregaçar as mangas e pegar no pesado. Não, brincadeirinha, vocês não tem competência para pegar no pesado, pode ser só colocar a mão no bolso para pagar a limpeza do lixo criado por vocês desde o século passado mesmo.

Limpou, sujou, uma regra que toda criança aprende com seus pais mas parece que vocês ainda não aprenderam esta lição até agora, mas já passou da hora.

Vamos limpar o planeta, com financiamento dos mafiosos, os sujismundos do planeta.

União Européia estuda proibir o uso de sacolas plásticas

A Comissão Europeia lançou nesta quarta-feira (18/05) uma consulta pública, que vai até agosto, para decidir o melhor caminho para reduzir o uso de sacolas plásticas. Com cada europeu usando 500 sacolas plásticas por ano e toneladas de plástico sujando o Mar Mediterrâneo, a Comissão pode proibir seu uso em lojas ou taxá-las para combater a poluição.

A Europa produziu 3,4 milhões de toneladas de sacolas plásticas em 2008, o equivalente ao peso de dois milhões de carros, segundo o braço executivo da União Europeia (UE).

As sacolas geralmente acabam no mar e demoram centenas de anos para se decompor. Cerca de 250 bilhões de pedaços de plástico, com peso total de 500 toneladas, sujam o Mediterrâneo, ameaçando a vida marinha, já que os animais podem sufocar ao comer o plástico, confundido com comida.

Em alguns Estados da UE, sacolas plásticas foram proibidas em lojas e os consumidores devem pagar por elas nos supermercados, mas esta não é uma regra geral no bloco.

“Cinquenta anos atrás o uso único de uma sacola plástica era quase inexistente. Agora, nós a usamos por alguns minutos e poluímos o ambiente por décadas”, disse o comissário europeu Janez Potocnik.

“Mas as atitudes sociais estão evoluindo e há um amplo desejo por mudanças. É por isso que estamos olhando todas as opções, incluindo a ampla proibição na Europa de sacolas plásticas”, disse Potocnik.

O representante da UE disse que também quer reunir opiniões sobre o aumento da visibilidade de produtos com embalagens biodegradáveis e estimular os requisitos para embalagens desse tipo. As informações são da Dow Jones.

Fonte – Reporter Diário de 18 de maio de 2011

Primeiro veio a Itália em primeiro de janeiro e agora a União Européia. Que venham as sacolas retornáveis!

Claro que em casos em que as sacolas plásticas de uso único são insubstituíveis, que sejam permitidas apenas as sacolas com ciclo de vida útil controlado, para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem.

Pesquisador adverte: não sigam o conselho do presidente da APAS, não comam sacolas de comida!

Comentário às matérias de jornais de São Paulo na semana de 17 a 23 de abril de 2011.

Ao contrário do que é mencionado na reportagem, as sacolas “verdes” não se decompõem no ambiente em 2 meses. Nas condições de aterros sanitários, principal forma de disposição de resíduos domiciliares em SP, as sacolas necessitarão de muitos anos para se decomporem.

Mesmo em condições ideais de compostagem (ainda uma solução minoritária em todo o país), as misturas de amido de milho com poliéster alifático-aromático (usadas nas sacolas) se decompõem muito depressa inicialmente (gerando CO2 do efeito estufa), para depois se decomporem muito mais lentamente. E aí começam os problemas, pois aproximadamente metade da mistura é formada por um polímero originado do petróleo, que contem a substância ácido tereftálico, com um anel aromático, de biodegradação muito mais lenta que a do amido, e cuja toxicidade no ambiente ainda não foi totalmente demonstrada.

Se é assim, então por que pagar tanto a mais por uma sacola, que irá se degradar com a mesma velocidade que as oxibiodegradáveis em aterros?

Não vejo como um plástico possa ser considerado “verde” por ser feito de um alimento, no caso o amido de milho, embora biodegradabilidade seja sempre interessante.

O governo mexicano deixou de recomendar plásticos feitos a partir do milho, depois que o preço deste alimento subiu às nuvens, jamais retornando ao patamar anterior. Isto, é claro, sem falar da poluição por agrotóxicos e fertilizantes, típicas das grandes indústrias interessadas em altos lucros a curto prazo.

As sacolas tradicionais aditivadas com pró-oxidantes (oxibiodegradáveis) também podem degradar-se rapidamente (biodegradando-se muito mais depressa que as sacolas convencionais), impedindo assim que se acumulem em bueiros ou em rios e oceanos e não são feitas a partir de alimentos, mas com uma fração do petróleo (a nafta), que representa 4% dos derivados, e que de qualquer maneira seria queimada, caso não fosse utilizada.

Não recomendo que as sacolas comestíveis sejam provadas ou comidas por pessoas, pois a metade (ou até mais) da sua composição é formada por um plástico que contém ácido tereftálico, um composto aromático que em certas concentrações é tóxico a humanos.

A preocupação é louvável, e a poluição dos materiais plásticos é incontestável. Mas a simples substituição por outros materiais, sem a análise completa do ciclo de vida dos produtos, apenas irá substituir o vilão, sem resolver o problema.

O papel e o papelão são excelentes materiais depois de prontos. Contudo, sua fabricação requer muita água e energia e é poluente do ar, da água e do solo, além de provir da monocultura de eucaliptos ou pinheiros, com fertilizantes e agrotóxicos.

As sacolas retornáveis feitas de fibras vegetais são uma alternativa inteligente. Mas é preciso levar em conta que sujam (tornando-se assim impróprias para alimentos) e rasgam com o tempo, e são muito mais pesadas (contem muito mais matéria prima) que as sacolas convencionais. Ah Telmo, quando a sacola retornável ficar suja, é só lavar que fica limpa novamente, pronta para muitos e muitos anos de uso. Sem contar que uma sacola retornável de bom tamanho substitui ao menos 15 sacos plásticos de uso único e durante os muitos anos que uma sacola retornável pode ser usada, a economia no uso e descarte do plástico pós consumo é muito grande.

E fica sempre faltando uma embalagem para colocar o lixo do dia-a-dia. Esta embalagem, como usado na Irlanda, poderia ser um saco bem grande de plástico, incluindo-se aqui os oxibiodegradáveis, podendo assim ser reciclada ou biodegradada. O saco de lixo deve ser sempre fabricado com material reciclado para estimular a cadeia da reciclagem e sempre com material com ciclo de vida útil programado, para diminuir o tempo de degradação, como por exemplo, o plástico oxibiodegradável. Isso porque a taxa de reciclagem no país não chega a 1% e apenas 8% das cidades conta com reciclagem.

Em conclusão, a preocupação com os plásticos é louvável e a situação assim como está não pode ficar. Mas é muito mais interessante oferecer todas as possibilidades e deixar as pessoas decidirem. Não vejo nenhuma razão lógica para as sacolas serem de apenas um dos materiais biodegradáveis oferecidos no mecado. Todos deveriam ser aceitos, observando-se a aceitação popular e os eventuais efeitos ao meio ambiente.

Fonte – Professor Telmo Ojeda da Área de Meio Ambiente – IFRS – POA, Membro do Comitê Científico da Oxobiodegradable Plastics Association

É isso Telmo, primeiro sacolas com ciclo de vida útil controlado, não importando a tecnologia, desde que claro, com os laudos comprovando a segurança e eficácia. Segundo cobrar pelas sacolas, pois quem quiser poluir que pague pela poluição causada e por último mas o mais importante, use sacola retornável sempre.

Minas Gerais discute lei das sacolas plásticas

Acontecerá no dia 12 de maio, na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, às 13:30, no Plenarinho IV, Audiência Pública da comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte.

A reunião, requerida pelo Deputado Célio Moreira e Deputado Alencar da Silveira Jr, irá debater o Projeto de Lei nº 1.023/2011, que trata a substituição do uso das sacolas plásticas tradicionais por outras, biodegradáveis, no comércio de Belo Horizonte.

De acordo com Lei nº 1.023/2011, fica proibida a utilização das tradicionais sacolinhas plásticas, sendo permitida apenas a utilização de sacolas de material biodegradável ou as retornáveis. A punição para os comerciantes que não seguirem as novas regras vai de multa, variável entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, a cassação do alvará de funcionamento.

Foram convidados para audiência, Adriano Magalhães Chaves, Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Nívio Tadeu Lasmar Pereira, Secretário Municipal de Meio Ambiente; Arnaldo Godoy, Vereador Municipal de Belo Horizonte; Angelo Roncalli, Presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM); Lázaro Luiz Gonzaga, Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sincofarma Minas); Roberto Luciano Fagundes, Presidente da Associação Comercial de Minas (ACMinas); e Bruno Selmi Dei Falci, Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).

Também foram convidados para a audiência Miguel Bahiense, Presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos; Lúcia Pacífico, Presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidoras de Minas Gerais (MDC/MG); José Nogueira Soares Nunes, Presidente do Conselho Diretor da Associação Mineira de Supermercados (Amis); Sussumu Honda, Presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras); e Maria Dalce Ricas, Superintendente Executiva da Amda.

Data – 12 de maio Audiência Pública da comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte
Horário – 13:30
Local – Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais no Plenarinho IV
Endereço – Rua Rodrigues Caldas, 30 – Bairro Santo Agostinho – Belo Horizonte – MG

Participe a audiência pública, precisamos de sua ajuda para dizer não às sacolas plásticas feitas de comida, que não ajudam o planeta, que roubam comida da boca de milhões de humanos.

Sacolas de comida usam terra fértil e água potável para plantar alimentos – milho, mandioca, batata, trigo, arroz, cana – e depois são roubadas do prato dos humanos para serem transformadas em sacolas que serão usadas por meia hora e depois jogadas no ambiente.

Apoiamos a cobrança das sacolas, pois enquanto as sacolas forem gratuitas ninguém lembrará de levar suas sacolas retornáveis.

Apoiamos sacolas com ciclo de vida útil controlado, não importando a tecnologia, pois elas não ficam por 500 anos poluindo o planeta, ao contrário da sacola de plástico convencional que ficará por 5 séculos como uma herança para os humanos ainda não nascidos.

Agora, mas jamais apoiaremos o roubo de comida da humanidade para fazer uma sacola que será usada por meia hora e depois descartada.

Sacola de comida inviabiliza a cadeia de reciclagem, pois não pode ser reciclada junto com qualquer outro tipo de plástico.

Sacola de comida usa 40% de comida e 60% de petróleo, portanto é um engodo.

Sacola de comida para se biodegradar em 180 dias necessita de ambiente de compostagem, rico em microorganismos e dá para contar nos dedos de uma das mãos o número de cidades que tem composteiras.

Se a sacola de comida não descartada em composteira, irá gerar gás metano, 23 vezes mais prejudicial ao planeta do que o CO2.

DIGA NÃO À SACOLA DE COMIDA!

SACOLA RETORNÁVEL, JÁ!

Governo quer São Paulo sem sacolinhas até 2012

Alckmin assina protocolo com supermercados para retirar de circulação sacolas plásticas derivadas de petróleo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou ontem um protocolo de intenções com a Associação Paulista de Supermercados (Apas) para retirar de circulação até 2012 as sacolas plásticas descartáveis derivadas do petróleo. Pelo acordo, voluntário, os supermercados deixam de fornecer as sacolas gratuitamente e passam a oferecer outras alternativas para o transporte das compras.

O objetivo da medida é tirar de circulação cerca de 2,5 bilhões de sacolinhas que hoje são distribuídas mensalmente em todo o Estado. Muitas são descartadas de maneira incorreta e acabam entupindo bueiros e dificultando a drenagem urbana, agravando o problema de enchentes. Também são danosas à vida marinha, pois podem ser engolidas por animais ou asfixiá-los.

“Não é obrigatório. Queremos estimular uma cultura de sustentabilidade nos supermercados”, disse Alckmin, após assinar o protocolo, na abertura do 27.º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, na capital. Os donos de supermercados agora terão seis meses para fazer campanhas de estímulo à mudança de hábito do consumidor.

Na prática, os lojistas deverão incentivar alternativas como o uso de sacolas retornáveis, carrinhos de feira e caixas de papelão para o transporte das compras. Se optar pela sacola descartável, o consumidor terá de pagar pela versão biodegradável, feita de amido de milho, que estará disponível para vendas nos supermercados por cerca de R$ 0,20.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas, a medida propõe uma mudança de atitude. “Esperamos uma grande adesão. Em Jundiaí, que já tomou essa iniciativa, no primeiro mês houve a adesão de 75% dos consumidores. A própria população cobrou dos supermercados que ficaram de fora e, hoje, 95% das pessoas aderiram”, disse. Em oito meses, segundo Covas, 480 toneladas de plástico deixaram de ir para os aterros.

Reação

A restrição do uso das sacolas desagradou aos trabalhadores da indústria química e dos plásticos. Manifestantes receberam o governador Geraldo Alckmin, na abertura do congresso, com faixas e cartazes em que criticavam a medida.

Segundo Lourival Pereira, coordenador de saúde e meio ambiente do Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Plásticos de São Paulo e Região, o fim das sacolas pode resultar na perda de 20 mil empregos só na Grande São Paulo. “Elegeram a sacola plástica como a vilã ambiental. Não é verdade: a sacola pode ser recolhida e reciclada.” Para ele, a medida penaliza o consumidor, que terá de pagar por sacos para dispor o lixo. “A questão ambiental está sendo usada como fachada para reduzir os custos dos grandes supermercados.”

Guerra ao plástico

59 sacolas por mês é quanto cada paulista leva para casa

R$ 11 é o gasto que o consumidor terá por mês com a compra de sacola biodegradável, diz o sindicato

Fonte – Andréa Vialli, Estadão de 10 de maio de 2011

A notícia do fim da distribuição gratuita de sacolas plásticas de uso único seria a coroação dos nossos esforços, da nossa luta, do nosso empenho, pois desde 2004 estamos lutando para acabar com as sacolas plásticas de uso único, que ficam 500 anos poluindo o planeta mas … tem o pequeno mas, que nesse caso é um grande e preocupante mas.

Esse mas é que depois de derrotar a máfia do plástico eterno e seus asseclas, surgiu uma máfia maior ainda, a máfia do plástico de comida, em que se planta comida – milho, batata, mandioca, arroz, trigo, cana – usando terra fértil e água potável para desviar esta comida, roubar es comida do prato de bilhões de famintos para fabricar uma sacola que será usada por meia hora e depois descartada no planeta.

Ah, vocês podem dizer, mas esta sacola é feita de recursos naturais renováveis. Então tá, acontece que não é bem assim, água potável e terra fértil são recursos naturais cada vez mais raros e preciosos para alimentar uma população global que se aproxima de 7 bilhões e continua a crescer e não devem ser usados futilmente, sem necessidade, com o risco das próximas gerações não terem terra e água para plantarem seus alimentos.

Depois tem outro mas, que é esta sacola ter 40% de comida e 60% de petróleo, o que quer dizer que estão enganando o consumidor, pois a maior parte da sacola ainda é petróleo, então, que vantagem maria leva? A única que ganha é a basf, enganando o consumidor e o resto do planeta perde, inclusive os humanos que ainda não nasceram.

Querem outro mas? Essa sacola não pode ser reciclada junto com o plástico convencional, ela destrói a cadeia da reciclagem, impedindo que plásticos convencionais e oxibiodegradáveis voltem a se transformar em plástico novamente.

Ainda não cansaram dos mas? Então tá, lá vai mais um mas … para se decompor em 180 dias esta sacola necessita de ambiente de compostagem, rico em microorganismos. Ganha um pirulito de amora quem citar 5 cidades brasileiras que tem composteiras, num país em que a reciclagem não chega a 1%, em que menos de 10% das cidades tem coleta seletiva organizada pela prefeitura, poucas cidades tem aterro sanitário, um pouco mais tem aterros controlados e a esmagadora maioria das cidades conta somente com lixões a céu aberto.

Cobrar pelas sacolas plásticas de uso único é maravilhoso, a solução ideal, apoiamos completamente esta medida, pois quem quer poluir, que pague por isso, mas que sejam sacolas com ciclo de vida útil controlado, não importando a tecnologia, sacolas fabricadas, sim com petróleo, mas que em 18 meses já terão se degradado, voltado ao planeta em forma de água, pequena quantidade de CO2 e biomassa.

Ah, e o mais importante, não esqueça sua sacola retornável em casa. Sacola retornável, já! O planeta e os seres de amanhã agradecem.

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes