Plástico Archive

Indústria do plástico luta para limpar imagem apostando mais em marketing do que em tecnologias sustentáveis

Vilão do ambiente, setor aposta mais em marketing do que em tecnologias sustentáveis

Guardadas as proporções, a indústria do plástico vive hoje dilema semelhante ao da indústria do tabaco. De sacolas de supermercado a embalagens, o excesso de plástico passou a fazer parte da vida das pessoas e a acumular em lugares indesejados – entupindo bueiros e causando poluição em rios e mares. De útil, passou a vilão ambiental.

Agora, a indústria do plástico prepara uma ofensiva publicitária e vai mirar a chamada “geração Y”, os jovens de 14 a 28 anos, usuários assíduos da internet e presença massiva em redes sociais, como Twitter, Facebook e Orkut.

Nos Estados Unidos, a Society of Plastics Industry (SPI), entidade que representa essa indústria, acaba de lançar uma campanha publicitária de US$ 15 milhões para dizer aos jovens que o plástico em si não é um problema, e sim seu descarte incorreto no ambiente.

Bandidagem! Ao invés de resolverem o problema da poluição, usam milhões para fazer lavagem cerebral nos jovens que serão consumidores dos plásticos por muitas décadas. Pura ilusão de ótica para enganar a humanidade e continuar poluindo o planeta. Enquanto enganam o consumidor, continuam plastificando o mundo, deixando a poluição para os humanos que pisarão no planeta daqui a 5 séculos limparem.

“Queremos mostrar que a indústria do plástico não se resume a seu impacto no ambiente. O plástico está presente na medicina, nos computadores. Nem sempre a durabilidade do plástico é ruim”, diz William Carteaux, presidente da SPI, que veio ao Brasil divulgar a campanha. A ação terá foco no mercado americano, mas o temor com a reputação preocupa a indústria do plástico no Brasil, que prevê investir R$ 19,3 milhões até 2011 em campanhas para melhorar sua reputação.

Acontece que 80% do plástico é de uso único, usado somente uma vez no período de 6 meses e que ficará poluindo o planeta por 5 séculos. Os 20% restantes não nos preocupa, mas para confundir o consumidor eles ficam falando besteiras, mentiras, inverdades … com sempre fizeram.

Os investimentos, no entanto, não contemplam pesquisas em tecnologias para minimizar os principais problemas relacionados ao material: sua longa permanência na natureza, estimada em 400 anos após o descarte, e o déficit de reciclagem. No caso brasileiro, parte do dinheiro está sendo usada em um programa para melhorar a qualidade das sacolas plásticas distribuídas pelos supermercados e assim, estimular a redução do consumo – todos os anos, os brasileiros utilizam 12 bilhões de sacolinhas.

Na verdade, todos os anos a indústria despeja no país com mais de 30 bilhões de sacolinhas plásticas de uso único.

Pois é, a máfia do plástico está praticando o greenwashing com a pataquada da diminuição do consumo com suas sacolas mais resistentes. Eles dizem que o consumo irá reduzir em 30%, no entanto as sacolas mais resistentes usam 30% mais de plástico. Isso é mentir para continuar plastificando o planeta.

“Eu não diria que temos uma crise de imagem, mas temos, sim, um problema”, reconhece Carteaux. O foco nos jovens não é à toa. As imagens de sacolas plásticas causando enchentes nas cidades ou sendo engolidas por animais correm o mundo via internet, e a indústria quer usar as mesmas plataformas de informação que têm colocado o plástico na mira. “Ambientalistas e ONGs estão usando as redes sociais para promover uma agenda muito específica, contrária ao plástico, mas sem muito embasamento científico”, diz.

Sem embasamento científico? Só os pesquisadores da máfia é que tem crédito? Então tá. Ambientalistas tem que alertar o público porque o governo não o faz, porque a indústria só polui e a máfia está ficando nervosinha porque está perdendo seus doletas.

Bisfenol

Outro desafio que a indústria enfrenta é a crescente resistência a certos tipos de plástico que contêm a substância bisfenol-A (BPA). Usado desde a década de 1960 na produção de mamadeiras, utensílios domésticos e embalagens, a substância contém componentes suspeitos de interferir no funcionamento do sistema endócrino, pois simula a ação do hormônio feminino estrogênio.

No início do ano, a Food and Drug Administration (FDA), agência que controla alimentos e remédios nos EUA, manifestou preocupação em relação aos prejuízos à saúde causados pela substância. Alguns países, como Canadá e Dinamarca, proibiram o químico, bem como vários Estados americanos. No Brasil, a substância é permitida, mas há dois projetos de lei que propõem o banimento do BPA.

Para a psicóloga Vera Rita de Mello Ferreira, especializada em psicologia econômica e consultora de empresas, o investimento em marketing puro e simples não é o melhor caminho para tornar mais positiva a imagem do setor. “Não dá para mudar a imagem sem mudar o comportamento. Para o consumidor, o plástico é um inimigo. Para a indústria, o consumidor é um chato. É preciso quebrar esse padrão de confronto.”

Consumo crescente. O consumo per capita de plástico no Brasil é de 28 quilos por habitante ao ano – número que cresce anualmente 6%. O consumo brasileiro ainda está distante do padrão americano, que consome 100 quilos de plástico por habitante/ano. “A verdade é que a indústria do plástico terá de se reinventar, buscar novas formas de reciclar e novas matérias-primas, como os plásticos de origem vegetal”, afirma Luiz de Mendonça, presidente da Quattor Petroquímica. Segundo ele, em dez anos, certos produtos de plástico deixarão de ser consumidos, como a sacolinha de supermercado. “Será preciso inovação.”

Imagem em risco

Poluição

O descarte incorreto é um dos principais problemas das cidades. Sacolas plásticas entopem bueiros e caem nos rios. O plástico representa 70% do lixo que chega aos oceanos.

Ciclo de vida

O aumento do consumo de descartáveis tornou o plástico um artigo de uso rápido, mas de longa permanência na natureza. Um copo descartável é usado em menos de um minuto, mas, após descartado, permanece cerca de 400 anos no ambiente.

Exceto se for aditivado, o que faz o plástico se biodegradar em 18 meses.

Impactos

400 anos – é o tempo estimado para a degradação do plástico na natureza

33 milhões – de sacolas são distribuídas todos os dias no Brasil - mais 30 bilhões de sacolas são jogadas no ambiente no Brasil todos os anos

68% – do refrigerante produzido no País é embalado em garrafas PET

20 vezes – mais plástico é usado hoje pela população mundial do que há 50 anos

Fonte -  Andréa Vialli para o Estadão de 09 de junho de 2010

Pois é, máfia do plástico, está na hora de tirar a grana do bolso para pagar a limpeza do lixo plástico que que vocês criam, Vocês já perceberam em 2010 que greenwashing não funciona, porque nós, ecoxiitas e ecochaatos fizemos a nossa parte de mostrar a verdadeira face da máfia do plástico para a população e mesmo seus milhões não conseguiram mais esconder a poluição que vocês causam. Então, se o greenwashing não funciona e não funcionará mais porque nós ambientalistas não deixaremos funcionar, está na hora de arregaçar as mangas e pegar no pesado. Não, brincadeirinha, vocês não tem competência para pegar no pesado, pode ser só colocar a mão no bolso para pagar a limpeza do lixo criado por vocês desde o século passado mesmo.

Limpou, sujou, uma regra que toda criança aprende com seus pais mas parece que vocês ainda não aprenderam esta lição até agora, mas já passou da hora.

Vamos limpar o planeta, com financiamento dos mafiosos, os sujismundos do planeta.

União Européia estuda proibir o uso de sacolas plásticas

A Comissão Europeia lançou nesta quarta-feira (18/05) uma consulta pública, que vai até agosto, para decidir o melhor caminho para reduzir o uso de sacolas plásticas. Com cada europeu usando 500 sacolas plásticas por ano e toneladas de plástico sujando o Mar Mediterrâneo, a Comissão pode proibir seu uso em lojas ou taxá-las para combater a poluição.

A Europa produziu 3,4 milhões de toneladas de sacolas plásticas em 2008, o equivalente ao peso de dois milhões de carros, segundo o braço executivo da União Europeia (UE).

As sacolas geralmente acabam no mar e demoram centenas de anos para se decompor. Cerca de 250 bilhões de pedaços de plástico, com peso total de 500 toneladas, sujam o Mediterrâneo, ameaçando a vida marinha, já que os animais podem sufocar ao comer o plástico, confundido com comida.

Em alguns Estados da UE, sacolas plásticas foram proibidas em lojas e os consumidores devem pagar por elas nos supermercados, mas esta não é uma regra geral no bloco.

“Cinquenta anos atrás o uso único de uma sacola plástica era quase inexistente. Agora, nós a usamos por alguns minutos e poluímos o ambiente por décadas”, disse o comissário europeu Janez Potocnik.

“Mas as atitudes sociais estão evoluindo e há um amplo desejo por mudanças. É por isso que estamos olhando todas as opções, incluindo a ampla proibição na Europa de sacolas plásticas”, disse Potocnik.

O representante da UE disse que também quer reunir opiniões sobre o aumento da visibilidade de produtos com embalagens biodegradáveis e estimular os requisitos para embalagens desse tipo. As informações são da Dow Jones.

Fonte – Reporter Diário de 18 de maio de 2011

Primeiro veio a Itália em primeiro de janeiro e agora a União Européia. Que venham as sacolas retornáveis!

Claro que em casos em que as sacolas plásticas de uso único são insubstituíveis, que sejam permitidas apenas as sacolas com ciclo de vida útil controlado, para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto contido na embalagem.

Pesquisador adverte: não sigam o conselho do presidente da APAS, não comam sacolas de comida!

Comentário às matérias de jornais de São Paulo na semana de 17 a 23 de abril de 2011.

Ao contrário do que é mencionado na reportagem, as sacolas “verdes” não se decompõem no ambiente em 2 meses. Nas condições de aterros sanitários, principal forma de disposição de resíduos domiciliares em SP, as sacolas necessitarão de muitos anos para se decomporem.

Mesmo em condições ideais de compostagem (ainda uma solução minoritária em todo o país), as misturas de amido de milho com poliéster alifático-aromático (usadas nas sacolas) se decompõem muito depressa inicialmente (gerando CO2 do efeito estufa), para depois se decomporem muito mais lentamente. E aí começam os problemas, pois aproximadamente metade da mistura é formada por um polímero originado do petróleo, que contem a substância ácido tereftálico, com um anel aromático, de biodegradação muito mais lenta que a do amido, e cuja toxicidade no ambiente ainda não foi totalmente demonstrada.

Se é assim, então por que pagar tanto a mais por uma sacola, que irá se degradar com a mesma velocidade que as oxibiodegradáveis em aterros?

Não vejo como um plástico possa ser considerado “verde” por ser feito de um alimento, no caso o amido de milho, embora biodegradabilidade seja sempre interessante.

O governo mexicano deixou de recomendar plásticos feitos a partir do milho, depois que o preço deste alimento subiu às nuvens, jamais retornando ao patamar anterior. Isto, é claro, sem falar da poluição por agrotóxicos e fertilizantes, típicas das grandes indústrias interessadas em altos lucros a curto prazo.

As sacolas tradicionais aditivadas com pró-oxidantes (oxibiodegradáveis) também podem degradar-se rapidamente (biodegradando-se muito mais depressa que as sacolas convencionais), impedindo assim que se acumulem em bueiros ou em rios e oceanos e não são feitas a partir de alimentos, mas com uma fração do petróleo (a nafta), que representa 4% dos derivados, e que de qualquer maneira seria queimada, caso não fosse utilizada.

Não recomendo que as sacolas comestíveis sejam provadas ou comidas por pessoas, pois a metade (ou até mais) da sua composição é formada por um plástico que contém ácido tereftálico, um composto aromático que em certas concentrações é tóxico a humanos.

A preocupação é louvável, e a poluição dos materiais plásticos é incontestável. Mas a simples substituição por outros materiais, sem a análise completa do ciclo de vida dos produtos, apenas irá substituir o vilão, sem resolver o problema.

O papel e o papelão são excelentes materiais depois de prontos. Contudo, sua fabricação requer muita água e energia e é poluente do ar, da água e do solo, além de provir da monocultura de eucaliptos ou pinheiros, com fertilizantes e agrotóxicos.

As sacolas retornáveis feitas de fibras vegetais são uma alternativa inteligente. Mas é preciso levar em conta que sujam (tornando-se assim impróprias para alimentos) e rasgam com o tempo, e são muito mais pesadas (contem muito mais matéria prima) que as sacolas convencionais. Ah Telmo, quando a sacola retornável ficar suja, é só lavar que fica limpa novamente, pronta para muitos e muitos anos de uso. Sem contar que uma sacola retornável de bom tamanho substitui ao menos 15 sacos plásticos de uso único e durante os muitos anos que uma sacola retornável pode ser usada, a economia no uso e descarte do plástico pós consumo é muito grande.

E fica sempre faltando uma embalagem para colocar o lixo do dia-a-dia. Esta embalagem, como usado na Irlanda, poderia ser um saco bem grande de plástico, incluindo-se aqui os oxibiodegradáveis, podendo assim ser reciclada ou biodegradada. O saco de lixo deve ser sempre fabricado com material reciclado para estimular a cadeia da reciclagem e sempre com material com ciclo de vida útil programado, para diminuir o tempo de degradação, como por exemplo, o plástico oxibiodegradável. Isso porque a taxa de reciclagem no país não chega a 1% e apenas 8% das cidades conta com reciclagem.

Em conclusão, a preocupação com os plásticos é louvável e a situação assim como está não pode ficar. Mas é muito mais interessante oferecer todas as possibilidades e deixar as pessoas decidirem. Não vejo nenhuma razão lógica para as sacolas serem de apenas um dos materiais biodegradáveis oferecidos no mecado. Todos deveriam ser aceitos, observando-se a aceitação popular e os eventuais efeitos ao meio ambiente.

Fonte – Professor Telmo Ojeda da Área de Meio Ambiente – IFRS – POA, Membro do Comitê Científico da Oxobiodegradable Plastics Association

É isso Telmo, primeiro sacolas com ciclo de vida útil controlado, não importando a tecnologia, desde que claro, com os laudos comprovando a segurança e eficácia. Segundo cobrar pelas sacolas, pois quem quiser poluir que pague pela poluição causada e por último mas o mais importante, use sacola retornável sempre.

Minas Gerais discute lei das sacolas plásticas

Acontecerá no dia 12 de maio, na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, às 13:30, no Plenarinho IV, Audiência Pública da comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte.

A reunião, requerida pelo Deputado Célio Moreira e Deputado Alencar da Silveira Jr, irá debater o Projeto de Lei nº 1.023/2011, que trata a substituição do uso das sacolas plásticas tradicionais por outras, biodegradáveis, no comércio de Belo Horizonte.

De acordo com Lei nº 1.023/2011, fica proibida a utilização das tradicionais sacolinhas plásticas, sendo permitida apenas a utilização de sacolas de material biodegradável ou as retornáveis. A punição para os comerciantes que não seguirem as novas regras vai de multa, variável entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, a cassação do alvará de funcionamento.

Foram convidados para audiência, Adriano Magalhães Chaves, Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Nívio Tadeu Lasmar Pereira, Secretário Municipal de Meio Ambiente; Arnaldo Godoy, Vereador Municipal de Belo Horizonte; Angelo Roncalli, Presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM); Lázaro Luiz Gonzaga, Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sincofarma Minas); Roberto Luciano Fagundes, Presidente da Associação Comercial de Minas (ACMinas); e Bruno Selmi Dei Falci, Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).

Também foram convidados para a audiência Miguel Bahiense, Presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos; Lúcia Pacífico, Presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidoras de Minas Gerais (MDC/MG); José Nogueira Soares Nunes, Presidente do Conselho Diretor da Associação Mineira de Supermercados (Amis); Sussumu Honda, Presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras); e Maria Dalce Ricas, Superintendente Executiva da Amda.

Data – 12 de maio Audiência Pública da comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte
Horário – 13:30
Local – Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais no Plenarinho IV
Endereço – Rua Rodrigues Caldas, 30 – Bairro Santo Agostinho – Belo Horizonte – MG

Participe a audiência pública, precisamos de sua ajuda para dizer não às sacolas plásticas feitas de comida, que não ajudam o planeta, que roubam comida da boca de milhões de humanos.

Sacolas de comida usam terra fértil e água potável para plantar alimentos – milho, mandioca, batata, trigo, arroz, cana – e depois são roubadas do prato dos humanos para serem transformadas em sacolas que serão usadas por meia hora e depois jogadas no ambiente.

Apoiamos a cobrança das sacolas, pois enquanto as sacolas forem gratuitas ninguém lembrará de levar suas sacolas retornáveis.

Apoiamos sacolas com ciclo de vida útil controlado, não importando a tecnologia, pois elas não ficam por 500 anos poluindo o planeta, ao contrário da sacola de plástico convencional que ficará por 5 séculos como uma herança para os humanos ainda não nascidos.

Agora, mas jamais apoiaremos o roubo de comida da humanidade para fazer uma sacola que será usada por meia hora e depois descartada.

Sacola de comida inviabiliza a cadeia de reciclagem, pois não pode ser reciclada junto com qualquer outro tipo de plástico.

Sacola de comida usa 40% de comida e 60% de petróleo, portanto é um engodo.

Sacola de comida para se biodegradar em 180 dias necessita de ambiente de compostagem, rico em microorganismos e dá para contar nos dedos de uma das mãos o número de cidades que tem composteiras.

Se a sacola de comida não descartada em composteira, irá gerar gás metano, 23 vezes mais prejudicial ao planeta do que o CO2.

DIGA NÃO À SACOLA DE COMIDA!

SACOLA RETORNÁVEL, JÁ!

Governo quer São Paulo sem sacolinhas até 2012

Alckmin assina protocolo com supermercados para retirar de circulação sacolas plásticas derivadas de petróleo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou ontem um protocolo de intenções com a Associação Paulista de Supermercados (Apas) para retirar de circulação até 2012 as sacolas plásticas descartáveis derivadas do petróleo. Pelo acordo, voluntário, os supermercados deixam de fornecer as sacolas gratuitamente e passam a oferecer outras alternativas para o transporte das compras.

O objetivo da medida é tirar de circulação cerca de 2,5 bilhões de sacolinhas que hoje são distribuídas mensalmente em todo o Estado. Muitas são descartadas de maneira incorreta e acabam entupindo bueiros e dificultando a drenagem urbana, agravando o problema de enchentes. Também são danosas à vida marinha, pois podem ser engolidas por animais ou asfixiá-los.

“Não é obrigatório. Queremos estimular uma cultura de sustentabilidade nos supermercados”, disse Alckmin, após assinar o protocolo, na abertura do 27.º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, na capital. Os donos de supermercados agora terão seis meses para fazer campanhas de estímulo à mudança de hábito do consumidor.

Na prática, os lojistas deverão incentivar alternativas como o uso de sacolas retornáveis, carrinhos de feira e caixas de papelão para o transporte das compras. Se optar pela sacola descartável, o consumidor terá de pagar pela versão biodegradável, feita de amido de milho, que estará disponível para vendas nos supermercados por cerca de R$ 0,20.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas, a medida propõe uma mudança de atitude. “Esperamos uma grande adesão. Em Jundiaí, que já tomou essa iniciativa, no primeiro mês houve a adesão de 75% dos consumidores. A própria população cobrou dos supermercados que ficaram de fora e, hoje, 95% das pessoas aderiram”, disse. Em oito meses, segundo Covas, 480 toneladas de plástico deixaram de ir para os aterros.

Reação

A restrição do uso das sacolas desagradou aos trabalhadores da indústria química e dos plásticos. Manifestantes receberam o governador Geraldo Alckmin, na abertura do congresso, com faixas e cartazes em que criticavam a medida.

Segundo Lourival Pereira, coordenador de saúde e meio ambiente do Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Plásticos de São Paulo e Região, o fim das sacolas pode resultar na perda de 20 mil empregos só na Grande São Paulo. “Elegeram a sacola plástica como a vilã ambiental. Não é verdade: a sacola pode ser recolhida e reciclada.” Para ele, a medida penaliza o consumidor, que terá de pagar por sacos para dispor o lixo. “A questão ambiental está sendo usada como fachada para reduzir os custos dos grandes supermercados.”

Guerra ao plástico

59 sacolas por mês é quanto cada paulista leva para casa

R$ 11 é o gasto que o consumidor terá por mês com a compra de sacola biodegradável, diz o sindicato

Fonte – Andréa Vialli, Estadão de 10 de maio de 2011

A notícia do fim da distribuição gratuita de sacolas plásticas de uso único seria a coroação dos nossos esforços, da nossa luta, do nosso empenho, pois desde 2004 estamos lutando para acabar com as sacolas plásticas de uso único, que ficam 500 anos poluindo o planeta mas … tem o pequeno mas, que nesse caso é um grande e preocupante mas.

Esse mas é que depois de derrotar a máfia do plástico eterno e seus asseclas, surgiu uma máfia maior ainda, a máfia do plástico de comida, em que se planta comida – milho, batata, mandioca, arroz, trigo, cana – usando terra fértil e água potável para desviar esta comida, roubar es comida do prato de bilhões de famintos para fabricar uma sacola que será usada por meia hora e depois descartada no planeta.

Ah, vocês podem dizer, mas esta sacola é feita de recursos naturais renováveis. Então tá, acontece que não é bem assim, água potável e terra fértil são recursos naturais cada vez mais raros e preciosos para alimentar uma população global que se aproxima de 7 bilhões e continua a crescer e não devem ser usados futilmente, sem necessidade, com o risco das próximas gerações não terem terra e água para plantarem seus alimentos.

Depois tem outro mas, que é esta sacola ter 40% de comida e 60% de petróleo, o que quer dizer que estão enganando o consumidor, pois a maior parte da sacola ainda é petróleo, então, que vantagem maria leva? A única que ganha é a basf, enganando o consumidor e o resto do planeta perde, inclusive os humanos que ainda não nasceram.

Querem outro mas? Essa sacola não pode ser reciclada junto com o plástico convencional, ela destrói a cadeia da reciclagem, impedindo que plásticos convencionais e oxibiodegradáveis voltem a se transformar em plástico novamente.

Ainda não cansaram dos mas? Então tá, lá vai mais um mas … para se decompor em 180 dias esta sacola necessita de ambiente de compostagem, rico em microorganismos. Ganha um pirulito de amora quem citar 5 cidades brasileiras que tem composteiras, num país em que a reciclagem não chega a 1%, em que menos de 10% das cidades tem coleta seletiva organizada pela prefeitura, poucas cidades tem aterro sanitário, um pouco mais tem aterros controlados e a esmagadora maioria das cidades conta somente com lixões a céu aberto.

Cobrar pelas sacolas plásticas de uso único é maravilhoso, a solução ideal, apoiamos completamente esta medida, pois quem quer poluir, que pague por isso, mas que sejam sacolas com ciclo de vida útil controlado, não importando a tecnologia, sacolas fabricadas, sim com petróleo, mas que em 18 meses já terão se degradado, voltado ao planeta em forma de água, pequena quantidade de CO2 e biomassa.

Ah, e o mais importante, não esqueça sua sacola retornável em casa. Sacola retornável, já! O planeta e os seres de amanhã agradecem.

Finalmente apareceu um dado confiável do número de sacolas usadas no Brasil

Agora sim, estamos começando a ter os verdadeiros números do consumo de sacolas no país, sacolas estas que se não forem fabricadas com plástico de ciclo de vida útil programado, ficarão 500 anos poluindo o planeta, se tornando um problema para os seres humanos do futuro resolverem.

Numa matéria do Estadão de 10 de maio de 2011, surgiu o número de 2,5 bilhões de sacolas mensais usadas por meia hora e depois descartadas pelos consumidores sem qualquer dor na consciência no estado de São Paulo.

Isso significa que só no estado de São Paulo, são utilizadas 30 bilhões, isso mesmo, você não leu errado, são usadas brevemente e descartadas TRINTA BILHÕES DE SACOLAS PLÁSTICAS DE USO ÚNICO MENSALMENTE SÓ NO ESTADO DE SÃO PAULO!

A máfia do plástico vinha alardeando desde o início do ano que havia diminuído o uso anual de sacolas no país de 20 bilhões em 2008 para 12 bilhões em 2010, número este que contestamos desde o início.

É só ler em qualquer lugar que o consumo aumentou no ano passado 6 vezes mais que o crescimento populacional, o que significa muitas sacolas a mais no final do ano.

Pelos nossos cálculos – lembrem-se que estamos pesquisando sacolas desde 2004, com o objetivo de baní-las – o número passava muito de 30 bilhões usadas anualmente no país, mas decidimos usar o número de 30 bilhões para não sermos taxados de exagerados e agora nossos números foram confirmados.

Para quem ainda não sabe, sacolas plásticas de uso único representam 10% de todo o lixo gerado diariamente nas cidades do país.

Ao banirmos as sacolas plásticas de uso único estaremos resolvendo 10% de todo o problema do lixo, aumentando em 10% a vida útil dos aterros e lixões do país.

Seja um cidadão, seja responsável pela mudança no padrão de consumo que o planeta necessita para poder continuar a abrigar a humanidade, use sacola retornável.

Comentário a reportagens de jornais de São Paulo sobre as sacolas de comida na semana de 17 a 23 de abril de 2011

Ao contrário do que é mencionado na reportagem, as sacolas “verdes” não se decompõem no ambiente em 2 meses. Nas condições de aterros sanitários, principal forma de disposição de resíduos domiciliares em SP, as sacolas necessitarão de muitos anos para se decomporem.

Mesmo em condições ideais de compostagem (ainda uma solução minoritária em todo o país), as misturas de amido de milho com poliéster alifático-aromático (usadas nas sacolas) se decompõem muito depressa inicialmente (gerando CO2 do efeito estufa), para depois se decomporem muito mais lentamente. E aí começam os problemas, pois aproximadamente metade da mistura é formada por um polímero originado do petróleo, que contem a substância ácido tereftálico, com um anel aromático, de biodegradação muito mais lenta que a do amido, e cuja toxicidade no ambiente ainda não foi totalmente demonstrada.

Se é assim, então por que pagar tanto a mais por uma sacola, que irá se degradar com a mesma velocidade que as oxibiodegradáveis em aterros?

Não vejo como um plástico possa ser considerado “verde” por ser feito de um alimento, no caso o amido de milho, embora biodegradabilidade seja sempre interessante. Contudo, o governo mexicano deixou de recomendar plásticos feitos a partir do milho, depois que o preço deste alimento subiu às nuvens, jamais retornando ao patamar anterior. Isto, é claro, sem falar da poluição por agrotóxicos e fertilizantes, típicas das grandes indústrias interessadas em altos lucros a curto prazo. As sacolas tradicionais aditivadas com pró-oxidantes (oxibiodegradáveis) também podem degradar-se rapidamente (biodegradando-se muito mais depressa que as sacolas convencionais), impedindo assim que se acumulem em bueiros ou em rios e oceanos. E não são feitas a partir de alimentos, mas com uma fração do petróleo (a nafta), que representa 4% dos derivados, e que de qualquer maneira seria queimada, caso não fosse utilizada.

Não recomendo que as sacolas comestíveis sejam provadas ou comidas por pessoas, pois a metade (ou até mais) da sua composição é formada por um plástico que contém ácido tereftálico, um composto aromático que em certas concentrações é tóxico a humanos.

A preocupação é louvável, e a poluição dos materiais plásticos é incontestável. Mas a simples substituição por outros materiais, sem a análise completa do ciclo de vida dos produtos, apenas irá substituir o vilão, sem resolver o problema. O papel e o papelão são excelentes materiais depois de prontos. Contudo, sua fabricação requer muita água e energia e é poluente do ar, da água e do solo, além de provir da monocultura de eucaliptos ou pinheiros, com fertilizantes e agrotóxicos. As sacolas retornáveis feitas de fibras vegetais são uma alternativa inteligente. Mas é preciso levar em conta que sujam (tornando-se assim impróprias para alimentos) e rasgam com o tempo, e são muito mais pesadas (contem muito mais matéria prima) que as sacolas convencionais. E fica sempre faltando uma embalagem para colocar o lixo do dia-a-dia. Esta embalagem, como usado na Irlanda, poderia ser um saco bem grande de plástico, incluindo-se aqui os oxibiodegradáveis, podendo assim ser reciclada ou biodegradada.

Em conclusão, a preocupação com os plásticos é louvável e a situação assim como está não pode ficar. Mas é muito mais interessante oferecer todas as possibilidades e deixar as pessoas decidirem. Não vejo nenhuma razão lógica para as sacolas serem de apenas um dos materiais biodegradáveis oferecidos no mecado. Todos deveriam ser aceitos, observando-se a aceitação popular e os eventuais efeitos ao meio ambiente.

Professor Telmo Ojeda – Área de Meio Ambiente – IFRS – POA – Membro do Comitê Científico da Oxobiodegradable Plastics Association

A posição da FUNVERDE continua a mesma desde 2004. Sacolas retornáveis em primeiro lugar. Se estiverem sujas, lavem-nas, quando ficarem velhas, após uns mil ciclos de uso, encaminhem-nas para a reciclagem. Quando não puder ser utilizada a sacola retornável – açougue, peixaria e outras utilizações em que se contaminaria a sacola retornável -, que seja usado o plástico com ciclo de vida útil controlado oxibiodegradável, que tira 1% da nafta e coloca no lugar 1% do aditivo que permite que este tipo de plástico em aproximadamente 18 meses tenha se biodegradado, diminuindo  poluição do planeta.

Enquanto a matriz energética mundial for o petróleo, o plástico de petróleo é a melhor opção, quando for necessário o seu uso – na maioria das vezes pode ser substituido pela sacola retornável – porque este tipo de plástico é feito do subproduto do petróleo, a nafta, numa proporção de 3 a 7% de cada barril refinado e que se não for transformada em plástico – aí inclusos todos os tipos de plásticos, por isso não estamos preocupados em banir as sacolas plásticas de uso único – será queimada na própria refinaria, contribuindo para o aquecimento do planeta sem ter tido utilidade para a humanidade. O único porém é que o plástico convencional demora 500 anos para se degradar e por isso apoiamos o uso do plástico com ciclo de vida útil programado.

Mais algumas considerações. 50% de todo o plástico é de sacolas plásticas de uso único, que no país somam mais de 30 bilhões anualmente. E não caiam no conto da máfia do plástico com seus números fantasiosos de que diminuíram as sacolas desde 2008, pois eles pensam que todos acreditam nas balelas que eles contam. Pensem e verão que este número na verdade aumentou, pois temos hoje a base da pirâmide que foi alçada à condição de classe média e que hoje representa 53% do poder de consumo do país. Eles viraram consumidores na mesma época que a máfia do plástico começou a maquiar os números dizendo que estava diminuindo o uso das sacolas e as pessoas, com preguiça de pensar, engolem esta mentira.

Ouçam o Telmo Ojeda, ele sabe o que fala, ele sabe que o plástico verde é uma ilusão de ótica, que na verdade leva mais de 60% de petróleo na composição e eles não dizem isso. Daí vocês irão dizer, ótimo, só 40% é de comida mas não deve ser esse o raciocínio. Ele deve ser o seguinte, a cada ciclo de plantio o solo perde a fertilidade que jamais será recuperada, é utilizada água potável, e esses são dois recursos naturais imprescindíveis para os humanos. Depois tem o monte de adubo, pesticida, o combustível para colher, transportar, beneficiar esta comida que depois será roubada do prato dos humanos para virar uma sacola completamente dispensável.

Os alimentos os quais podem ser utilizados para fazer o plástico de comida, os que tem amido, que podem ser milho, trigo, mandioca, batata, arroz, subiram o preço internacionalmente em 49% em 2010. Vocês acham que com essa nova farra de fazer sacola de comida eles vão baixar? Não sejam ingênuos, esse negócio de plástico de comida é uma conspiração para exterminar a raça humana, fiquem alertas, não engulam esta idéia.

Quanto a só usar sacola de comida e nenhum outro tipo de sacola, isso é muito suspeito, parece conspiração entre governo, supermercadistas e basf e quem perde com esta conspiração é a humanidade, que tem seu alimento, sua água e seu solo fértil roubados.

Não compre em supermercado que venda sacola de comida, temos que parar esta conspiração agora, antes que atinja todo o país. Se não fizermos nada, será que nossos descendentes nos perdoarão por mais este crime?

Supermercados e governo de SP fazem projetos para eliminar sacolas plásticas

Projeto-piloto com embalagem paga funciona e consegue aprovação das grandes redes

Os supermercados e o governo de São Paulo vão lançar um programa conjunto para acabar com as sacolas plásticas oferecidas no comércio varejista no Estado, segundo o presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados), João Galassi. O anúncio oficial da campanha deverá ser feito na feira da entidade, marcada para o dia 9 de maio.

O processo para retirar as embalagens plásticas foi inspirado no projeto-piloto “Chega de Sufocar o Planeta” da cidade de Jundiaí, eu começou em agosto de 2010.Com o apoio da prefeitura da cidade, os donos de supermercados da cidade distribuíram uma carga de sacolas retornáveis para a população e deixaram de oferecer a sacola plástica gratuita.

Quando acabaram as embalagens retornáveis, os supermercados passaram a vender as sacolas padronizadas por R$ 1,80, explica Galassi.

“Para quem esquecia a sacola em casa, colocamos à disposição uma sacola plástica feita à base de milho, que leva dois meses para desaparecer e custa R$ 0,19.

A iniciativa, segundo o presidente da Apas, ganhou a aprovação de 75% dos moradores da cidade e, no primeiro mês, 80 toneladas de sacolas plásticas deixaram de circular. Enquanto isso, lembra Galassi, foram vendidos 20 toneladas extras de sacos de lixo comuns, que são descartáveis.

O governo do Estado tomou conhecimento e gostou do resultado. Por isso, resolveu apostar na iniciativa dos supermercados de Campinas, mas, como condição, pediu pelo menos seis meses para conscientizar a população, explica Galassi.

A idéia deverá tomar corpo nos próximos dias, já que as grandes redes varejistas – como Pão e Açúcar, Walmart e Carrefour – já aprovaram a medida, diz o presidente da associação.

Fonte – 180 graus de 23 de abril de 2011

Agora, leia a noticia corretamente.

Supermercados e governo de SP fazem projetos para tirar comida do prato da população e transformar esta comida em sacola que será usada por meia hora e depois jogada no lixo, já que não existem composteiras para depositar estas sacolas de comida e elas não podem ser recicladas com o plástico convencional.

O processo para retirar comida dos pratos das pessoas foi inspirado no projeto-piloto “Chega de Sufocar o Supermercado” da cidade de Jundiaí, que começou em agosto de 2010.

“Para quem esquecia a sacola em casa, colocamos à disposição uma sacola plástica feita à base de comida misturada com petróleo, e dizemos que leva dois meses para desaparecer e custa R$ 0,19. Assim enganamos a população. Este plano para matar a humanidade de fome tem o apoio do monopólio da BASF, fabricante da matéria prima e deixa a população sem opções.

Aproveitamos para aumentar os preços dos sacos de lixo também. Assim, a população otária fica sem saída e compra saco para lixo mais caro. Enquanto isso, lembra Galassi, foram vendidos 20 toneladas extras de sacos de lixo comuns, por preços até 300% mais caro.

Falando sério, é maravilhosa a idéia de se cobrar por sacolas plásticas de uso único, tanto é que nossa última proposição de lei obriga os varejistas a cobrarem 10 vezes o valor médio da sacola plástica de uso único, o que atualmente dá uns 30 centavos de Real. Quando a sacola plástica de uso único pesa no bolso, as pessoas começam a levar suas sacolas retornáveis que estão jogadas num canto em suas casas, o que nos leva a outro ditado, a de que a memória também está no bolso, isto é, pesou no bolso as pessoas se lembram das sacolas retornáveis. E tem que existir lei para cobrança das sacolas porque ninguém irá voltar ao hábito de usar sacolas retornáveis se não for penalizado financeiramente, daí onde vem o primeiro ditado, o de que a consciência do povo reside no bolso, vide o uso do cinto de segurança. Antes da lei e da multa ninguém mudava seus hábitos, depois que souberam que seriam multados, todos pensaram na segurança e hoje o cinto de segurança é uma unanimidade.

É isso que queremos ao propormos lei para cobrança de sacola plástica de uso único, que a sacola retornável se torne uma unanimidade, mesmo que seja através de lei, de multa, de cobrança.

Nossas intenções sempre foram claras, nosso objetivo final é banir as sacolas plásticas de uso único para todo o sempre. Claro que, nos casos em que elas forem imprescindíveis, como no caso de açougues, peixarias e outras aplicações em que não dá para usar sacola retornável, que se use sacola com ciclo de vida útil controlado, para aproximar o ciclo de vida da sacola ao ciclo de vida contido dentro da sacola. E sim, apoiamos desde 2005 as sacolas com ciclo de vida útil controlado oxibiodegradável, que elegemos como o melhor substituto para o plástico convencional, que ao contrário da sacola plástica convencional, que demora 500 anos poluindo, a oxibiodegradável em aproximadamente 18 meses já terá se biodegradado, voltado ao planeta.

Agora, nós absolutamente não admitimos é o que a basf, o governo e os supermercadistas estão fazendo, que é desviar comida do prato do consumidor – milho, cana, trigo, mandioca, batata, arroz, que só por acaso tiveram um aumento mundial de preço de 49% em 2010 – para fazer sacola que será usada por meia hora e depois jogada no lixo, já que é impossível de ser reciclada junto com outros tipos de plásticos. Sim, a sacola de comida, além de matar humanos de fome, ainda inviabilizam a reciclagem. Nos próximos posts escreveremos mais sobre as desvantagens da sacola de comida e porque a adoção dela é um crime contra a humanidade.

Outra coisa, que história é essa de cobrar até 300% a mais pelo saco de lixo? Isso é coisa de bandido. Estamos aqui lutando desde 2004 para acabar com as sacolas plásticas de uso único para limpar o planeta de 10% de todo o lixo gerado diariamente – é o volume de lixo que as sacolas representam – e os supermercadistas espertinhos, levando vantagem, penalizando consumidor elevando o preço do saco de lixo. Deveriam sim, colaborar com o planeta para banir as sacolas e vender saco de lixo a preço de custo, isso seria o supermercadista fazer sua parte, mas parece que o governo, para variar, está olhando para o outro lado, permitindo mais esta malandragem.

Supermercadistas, MMA, vereadores e deputados, ajam como humanos preocupados com o planeta e não com o lucro, é só isso que pedimos a vocês. Quanto à basf, esta está se lixando para a segurança alimentar planetária, só quer vender sacola de comida e para esta não adianta falar nada, mas para os outros atores deste teatro fuleiro, só estamos avisando que não ficaremos calados diante do crime contra a humanidade que vocês estão cometendo, que é roubar comida do prato da humanidade para fazer sacola.

Frase do século

“Enquanto milhões de pessoas morrem de fome, não se pode admitir o apoio de prefeitos e governadores, o Ministério do Meio Ambiente à sacolas feitas de comida. É inaceitável que as pessoas façam suas compras em supermercados que fornecem e vendem sacolas feitas com alimentos misturados com Petróleo que depois de usadas vão parar no lixo, e que nem podem ser recicladas.”

Sacola de comida não, por favor!

… Ô Joãozinho, tá na mesa! Venha comer. Pare de brincar de Banco Imobiliário!

Hoje mamãe fez seu prato favorito.

Traga seus amigos, o Geraldinho, o Lacerdinha, o Sussuminho, as meninas do MMA e todos seus colegas, Carrefourzinho, Abilinho e Waltinho.

Maringá, PR – Reunião irá debater fim das sacolas de uso único

Além do vereador Humberto Henrique, a reunião teve a participação da ONG Funverde, da ACIM e da Apras

Uma reunião realizada na manhã de hoje definiu um cronograma para votação do Projeto de Lei de autoria do vereador Humberto Henrique (PT) que estimula o uso das sacolas ecológicas em substituição das tradicionais sacolinhas plásticas distribuídas nos supermercados.

Pelo projeto, os estabelecimentos comerciais da cidade ficarão obrigados a oferecer aos consumidores alternativas como sacolas retornáveis e caixas de papelão. Ao mesmo tempo ficará proibida a distribuição gratuita das sacolinhas.

“Essa proposta está em discussão desde o ano passado. Agora vamos realizar uma reunião pública no começo do mês de abril para debater o projeto com toda a população e também para apresentar informações sobre os impactos que o uso indiscriminado das sacolas plásticas causa ao meio ambiente”, explica Humberto.

Segundo estimativa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Brasil consome 33 milhões de sacolas por dia, 1 bilhão por mês, 12 bilhões por ano. Em contato com a natureza esse material provoca diversos danos ambientais como a impermeabilização do solo e de aterros e lixões, a obstrução de pontos de drenagem de chuvas, poluição nas cidades, florestas e oceanos e até a morte de animais.

Gelinton Batista / Assessoria de Imprensa do Vereador Humberto Henrique

A FUNVERDE apresentou o projeto de lei para o vereador Humberto Henrique em 15 de setembro de 2010 após várias reuniões anteriores, em que apresentamos para o vereador os motivos para se aprovar a lei para banir as sacolas de uso único na cidade.

O vereador também acompanhou a FUNVERDE ao fórum de embalagens plásticas em Piracicaba, SP, em 19 de março de 2010, evento este que a FUNVERDE ajudou a organizar. Neste evento que a FUNVERDE já postou anteriormente, pesquisadores, políticos, consumidores foram esclarecidos da importância da lei das sacolas proposta pelo Capitão Gomes e aprovada pela Câmara Municipal de Piracicaba que regula a utilização das sacolas plásticas de uso único.

De setembro até novembro, a FUNVERDE e o Vereador Humberto Henrique fizeram várias reuniões com a associação de supermercadistas de Maringá e Região e com várias redes de supermercados, para pedir apoio a esta lei, que sozinha, acaba com 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade, que é o que representam as sacolas de uso único.

Chegou o final do ano, um novo ano começou e agora está na hora de aprovar a lei. Mas, antes disso, faremos esta reunião com a população para esclarecer a importância desta lei para limpar nossa cidade.

Só uma correção, o Brasil usa e descarta anualmente muito mais de 20 bilhões de sacolas de uso único nas ruas, bueiros, fundos de vale, rios, lixões a céu aberto …

Abras – Seminário Sacolas Plásticas e o Consumidor: Desafios e Estratégias 2011/2015

Seminário Sacolas Plásticas e o Consumidor: Desafios e Estratégias 2011/2015 discute o tema na associação.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promovem no Dia do Consumidor, 15 de março, o seminário Sacolas Plásticas e o Consumidor: Desafios e Estratégias 2011/2015.

O evento celebra ainda o pacto do setor supermercadista brasileiro em prol da redução do uso de sacolas plásticas.

O seminário também contará com o lançamento de três cartilhas com orientações para organizar campanhas de uso consciente de sacolas plásticas para gestores municipais, instituições públicas e privadas e consumidores. As publicações foram produzidas pelo Ministério com apoio da Abras.

Durante o seminário, a Abras apresenta as estratégias atuais do setor e as ações futuras.

O Ministério apresenta as ações governamentais de sustentabilidade relacionadas ao setor supermercadista.

Seminário Sacolas Plásticas e o Consumidor: Desafios & Estratégias 2011/2015

Data - 15 de março de 2011

Horário – das 9h às 11h

Local – Abras – Auditório Charles Bird – Avenida Diógenes Ribeiro de Lima, 2.872 – Alto da Lapa - São Paulo – SP

Telefone para inscrições – 11 3838-4509 / 3838-4506 - Email sustentabilidade@abras.com.br

Itália confirma proibição de sacolas plásticas

Tribunal italiano confirma proibição das sacolas plásticas

O TAR (Tribunal Administrativo Regional) do Lazio confirmou a proibição da comercialização de sacolas plásticas. Os juízes da 3ª Secção do TAR, presididos por Giuseppe Daniele, rejeitaram o pedido com que a Unionplast (indústria e comércio de embalagens) e quatro fabricantes solicitavam a suspensão da medida com a qual o Ministério do Meio Ambiente proibiu a partir de 1º de janeiro passado a comercialização de sacolas plásticas.

“É uma grande satisfação a confirmação do TAR da proibição de comercializar estas embalagens. O fim das sacolas é uma diretriz de grande valor ambiental”, comentou Stefano Ciafani, responsável científico da Legambiente (a maior organização ambiental da Itália, com 20 agências regionais e mais de 115 mil associados em todo o país), sobre a decisão do TAR do Lazio de recusar o pedido das empresas e de Unionplast pela suspensão da medida (introduzida, no papel, na Lei das Finanças de 2007) que proíbe o uso das tradicionais sacolas plásticas desde o início do ano.

A Legambiente interveio ‘ad opponendum’ contra o recurso dos produtores de embalagens plásticas, dando respaldo aos “motivos do Ministério do Meio Ambiente” e “em defesa de uma lei inovadora que coloca a Itália (onde se consomem 25% das sacolas comercializadas nos 27 Estados-membros) na vanguarda em relação ao problema da poluição causada por estas embalagens”.

Esta proibição, acrescenta Ciafani – nos coloca “na Europa e no mundo entre os países mais virtuosos justamente por ser uma norma de grande valor ambiental”.

Fonte – Rádio Italiana

Imagem – VicBag sacolas retornáveis

O título poderia ser “petromáfia perde guerra do plástico no país da máfia”, ou então “Itália, lá o governo sabe como lidar com os petromafiosos”. Poderíamos pensar em vários títulos, todos divertidos, mas, de qualquer maneira, sempre é prazeroso ver a petromáfia perder uma guerra, mesmo que não seja no Brasil.

Quem sabe um dia também ganharemos a guerra do plástico no Brasil, porque aqui, os petromafiosos são poderosos, tem muito dinheiro para fazer o mal, corromper políticos e essas táticas que eles usam desde 2005, quando decidimos que iríamos banir o plástico no país até 2010 e como você pode ver, ainda não conseguimos, mas não se preocupe, nós jamais desistiremos desta guerra, até vencê-la.

Como não temos os milhões anuais que eles tem para impedir o banimento do plástico – em 2010 a verba da petromáfia para endeusar o plástico foi de mais de 18 milhões -, vamos andando como dá, com coragem para lutar batalha a batalha, cidade a cidade, estado a estado. Não lutamos na esfera federal porque o governo finge não ver o problema do plástico, fica dando desculpa esfarrapada, brincando de educação ambiental enquanto o país é soterrado por mais de 20 bilhões de sacolas plásticas de uso único anualmente, brincando daquele saco de campanha “o saco é um saco” que é um saco e não adianta nada.

Mas nós sabemos muitíssimo bem porque eles não tomam uma atitude para acabar com a plastificação do país e nunca irão fazer nada, afinal, plástico vem do petróleo que vem da petrobrás que da dinheiro para o governo.

Enfim, no final do ano ouvimos o ministro do meio ambiente da Itália dizer que eles utilizavam 30% de todo o plástico da União Européia, o que é um absurdo. Lembre-se de que eles tem um problema de lixo horroroso, a máfia do lixo controla tudo por lá – e por aqui também – e ao se livrarem da sacola plástica de uso único, estão resolvendo ao menos 10% do problema do lixo.

Parabéns aos políticos italianos que não se deixaram corromper pela petromáfia. Todos ganham ao se banir a sacola plástica de uso único, os seres humanos de hoje e os que ainda irão habitar o planeta, um planeta que não estará plástificado. Que venham as sacolas retornáveis!

Reino Unido – Estudo de análise de ciclo de vida de sacolas

Tradução livre dos principais resultados do Estudo de Análise de Ciclo de Vida de Sacolas utilizadas em Supermercados do Reino Unido, realizado de acordo com normas ISO 14040 (ISO 2006), realizado pela Agência Ambiental do Reino Unido concluiu que:

1) O reuso de sacolas plásticas convencionais, em Polietileno de Alta Densidade, e outros sacos plásticos leves como sacos para lixo produz maiores benefícios que reciclar estes mesmos produtos;

2) Sacos plásticos produzidos com blendas de amido e poliéster possuem potencial maior de aquecimento global e de depleção abiótica do que as de plástico convencional devido ao incremento no peso de material utilizado nos sacos e nos altos impactos na produção da matéria prima;

3) Os sacos de papel, de Polietileno de baixa densidade ( PEBD ), de tecido não tecido ( TNT ) em Polipropileno ( PP ) , e de tecidos de algodão devem ser reusados no mínimo, 3, 4, 11 e 131 vezes, respectivamente, para assegurar que tenham menor impacto no aquecimento global do que um saco de Polietileno de Alta Densidade não reusado;

4) Reciclagem e/ou Compostagem geralmente produzem somente uma pequena redução no potencial de aquecimento global e na depleção abiótica.

Life Cycle Assessment of Supermarket Carrier Bags Report: SC030148

(…) The Environment Agency is the leading public body protecting and improving the environment in England and Wales.

It’s our job to make sure that air, land and water are looked after by everyone in today’s society, so that tomorrow’s generations inherit a cleaner, healthier world. (…)

(…) Executive Summary

This study assesses the life cycle environmental impacts of the production, use and disposal of different carrier bags for the UK. (…)

(…) The following types of carrier bag were studied:

• a conventional, lightweight carrier made from high-density polyethylene (HDPE);

• a lightweight HDPE carrier with a prodegradant additive designed to break the down the plastic into smaller pieces;

• a biodegradable carrier made from a starch-polyester (biopolymer) blend;

• a paper carrier;

• a “bag for life” made from low-density polyethylene (LDPE);

• a heavier more durable bag, often with stiffening inserts made from non woven polypropylene (PP); and

• a cotton bag.(…)

(…)• The reuse of conventional HDPE and other lightweight carrier bags for shopping and/or as bin-liners is pivotal to their environmental performance and reuse as bin liners produces greater benefits than recycling bags.

• Starch-polyester blend bags have a higher global warming potential and abiotic depletion than conventional polymer bags, due both to the increased weight of material in a bag and higher material production impacts.

• The paper, LDPE, non-woven PP and cotton bags should be reused at least 3, 4, 11 and 131 times respectively to ensure that they have lower global warming potential than conventional HDPE carrier bags that are not reused. The number of times each would have to be reused when different proportions of conventional (HDPE) carrier bags are reused are shown in the table below.

• Recycling or composting generally produce only a small reduction in global warming potential and abiotic depletion.

Fonte - http://www.environment-agency.gov.uk – Agência do Meio Ambiente do Reino Unido Published by: Environment Agency, Horizon House, Deanery Road, Bristol, BS1 5AH – www.environment-agency.gov.uk – © Environment Agency em 18 de fevereiro de 2011

Sempre chegamos à mesma conclusão. Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e como última alternativa Reciclar. Ninguém utiliza uma sacola retonável menos que uma centena de vezes. Uma sacola retornável acaba se tornando uma segunda bolsa e quando estiver suja, é só lavar e usar de novo.

Quando não puder ser utilizada a sacola retornável, em casos como açougue, peixaria ou qualquer outro local em que o produto contamine a sacola, a melhor solução é o plástico com ciclo de vida útil controlado.

Essas são as soluções para mudar o mundo, melhorar o mundo, gerar menos lixo e preservar recursos naturais para os futuros moradores deste planeta.

Gostaram da imagem da sacola no início do texto? É uma sacola retornável da VicBag, uma sacola retornável que acondiciona uma quantidade de produtos que seriam necessárias 15 sacolas plástica de uso único para acondicionaro. E o melhor, elas custam bem menos de 1 dolar a unidade. Se quiser maiores informações sobre estas sacolas, entre em contato com a FUNVERDE por telefone ou email.

Quanto ao plástico com ciclo de vida útil controlado oxibiodegradável, se quiser maiores informações, entre em contato com a FUNVERDE por telefone ou email para informarmos as mais de 350 fábricas no país. Você ficará surpreso com o que está sendo fabricado com o plástico com ciclo de vida útil programado. Todo o plástico de uso único pode e deve ser fabricado com plástico com ciclo de vida útil programado, para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto embalado.

Mudar o mundo é fácil, basta dar o primeiro passo.

 

A grande farsa dos supermercados em Jundiaí pode se espalhar pelo Brasil

Para os desavisados, até que parece positiva para o meio ambiente a campanha da Associação Paulista de Supermercados – APAS – e da Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS - de uso de sacolas plásticas compostáveis, campanha esta que ameaça se espalhar pelo país.

Mas as aparências enganam. E enganam o consumidor, as autoridades e toda a sociedade. Na realidade, os supermercados passaram a vender, por R$ 0,19 – isso mesmo, dezenove centavos a unidade -, sacolas plásticas que são fabricadas com alimentos – amido – misturado com derivados de petróleo.

É isso mesmo, caro cidadão. Os espertos dos supermercados deram uma pintada de verde – greenwashing - na sacola para posar de preocupados com o meio ambiente.

Na sacola está escrito “Vamos tirar o planeta do sufoco”. Na verdade, a frase correta deveria ser  ”Vamos tirar os supermercados do sufoco”.

Esta sacola desvia alimentos da população e por consequência o preço da comida vai aumentar para todos nós. Isso já aconteceu recentemente no México.

Usam terras férteis e água fresca para plantar fontes de amido – batata, milho, mandioca, arroz, trigo … qualquer planta que contém amido é potencialmente uma produtora de plástico -, muitas vezes de fontes transgênicas.

O cultivo do amido usa fertilizantes nitrogenados e isso forma o gás oxido nitroso, 300 vezes mais potente como gás efeito estufa. Depois a sacola vai para no lixo. Se a biodegradação acontecer em local sem oxigênio, também vai gerar o explosivo gás metano – aquele que explodiu o Morro do Bumba em Niterói e matou dezenas de pessoas -. Este gás é 23 vezes mais potente como efeito estufa.

Devido a sua composição, estas sacolas não podem ser recicladas juntamente com os plásticos comuns. Os supermercados querem destruir a reciclagem?

Além disso, só serve para biodegradar em ambiente controlado de compostagem industrial. Ora, existe coleta separada e destino destas sacolas para usina de compostagem? Existe usina de compostagem industrial em Jundiaí? quantas usinas deste tipo existem no Brasil?

Se não existe destino adequado, elas não cumprem norma nenhuma de compostagem. É mais comida que vai ser jogada fora, agora na forma de sacolas. E muito dinheiro no caixa do supermercado.

Ah, claro, eles vão dizer que estão vendendo pelo preço de custo. Claro que estão. A economia está no fato que eles deixaram de comprar, estocar e fornecer de graça um monte de sacolas. Até que isso parece positivo numa primeira leitura. Mas não é.

A verdade é que os custos das antigas sacolas plásticas já estavam embutido nos preços dos produtos que eles vendiam para você consumidor. Alguém viu aos preços dos produtos caírem depois que eles passaram a vender sacolas feitas de comida, alimento que vai faltar nos pratos de milhões de pessoas?

Para o golpe e a farsa se tornarem perfeitas e “tirar os supermercados do Sufoco”, é claro, o preço dos sacos plásticos para lixo disparou em Jundiaí. Coincidência? Passaram a vender sacolas feitas de comida … as pessoas não compram por que é caro … e o preço dos sacos de lixo dispara …

Alô Procon!!! Alô IDEC!!! Alô Pró Teste!!! Alô Defensores públicos!!! Alô ANVISA!!! Investiguem estes fatos.

Será que tem cartel e monopólio de fabricação, de produto, de matéria prima e de preços? Será que a matéria prima tem registro na ANVISA?

Por que outros tipos de sacolas com ciclo de vida útil controlado – papel e oxibiodegradável – não podem ser comercializadas nesta cidade?

Todos sabem que a FUNVERDE luta desde 2005 para banir, ou ao menos diminuir o consumo de sacolas plásticas de uso único. Nestes anos estudamos todas as alternativas e apoiamos aquelas que apresentam menor impacto para o meio ambiente.

O que não podemos permitir, nem nos calar, é diante deste crime contra a humanidade e o planeta que estes supermercados e suas associações estão promovendo. Deixem de comprar nestes supermercados. Compre em outra cidade!

A FUNVERDE sempre disse que a melhor opção é não usar sacolas plásticas de uso único, dê preferencia a sacola retornável, não use sacolas plásticas feitas a partir de amido (comida), caso seja necessária a sacola plástica de uso único, utilize as sacolas plásticas oxibiodegradáveis que podem ser recicladas e tem vida útil programada, ou seja, não é eterna, vamos fazer a nossa parte para podermos ter um futuro para nós, nossos filhos, netos e todos os seres que ainda não nasceram neste planeta.

Plástico de comida é tão ruim quanto o plástico de petróleo

Plásticos de base vegetal não são necessariamente mais ambientalmente seguros ou “verdes” do que os similares derivados de petróleo.

De acordo com um estudo na revista Environmental Science & Technology de 21 de outubro de 2010, os polímeros de base biológica são mais benéficos ao meio ambiente. No entanto, o plantio e o processo químico com alto consumo de energia significam que sua produção é mais poluente do que a dos plásticos derivados de petróleo.

PITTSBURGH— De acordo com um relatório publicado na Environmental Science & Technology, uma análise por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, sugere que os biopolímeros não são necessariamente melhores para o ambiente do que seus similares à base de petróleo. A equipe de pesquisa descobriu que, enquanto biopolímeros são os materiais mais ecologicamente corretos, a produção dos plásticos tradicionais pode ser ambientalmente menos onerosa.

Os biopolímeros superam outros plásticos em biodegradabilidade, baixa toxicidade, e o uso de recursos renováveis. No entanto, o plantio e os processos químicos necessários à sua produção absorvem grandes quantidades de energia e liberam fertilizantes e pesticidas no ambiente, como escreveu Michaelangelo Tabone (ENG, A&S ’10), que conduziu a análise como estudante de pós-graduação no laboratório de Amy Landis, professor de engenharia civil e ambiental na Faculdade de Engenharia Swanson em Pittsburgh. Tabone e Landis trabalharam com James Cregg, um pós-graduando em química na Pittsburgh School of Arts and Sciences; e Eric Beckman, co-diretor do Mascaro Center for Sustainable Innovation (Centro de Inovação Sustentável) e o fundo George M. Bevier Professor of Chemical and Petroleum Engineering, da Faculdade Swanson. O projeto teve o apoio da Fundação Nacional de Ciências (National Science Foundation).

Os pesquisadores examinaram 12 plásticos — sete polímeros derivados de petróleo, quarto biopolímeros, e um híbrido. Primeiramente a equipe conduziu uma avaliação de ciclo de vida (LCA) para a fase de pré-produção de cada polímero, a fim de avaliar os efeitos ambientais e sanitários da energia, matérias-primas e produtos químicos utilizados para criar uma onça (31,1 grama) de peletes de plástico. Eles então avaliaram cada plástico, na sua forma final, em relação aos princípios de concepção/projeto verde, incluindo biodegradabilidade, eficiência energética, desperdício, e toxicidade.

Os biopolímeros ficaram entre os poluidores mais prolíficos durante a produção, conforme revelou a avaliação de ciclo de vida. A equipe atribuiu isso aos fertilizantes e defensivos agrícolas, uso da terra para a agricultura extensiva, bem como o tratamento químico intenso necessário para converter vegetais em plástico. Os quatro biopolímeros foram os maiores contribuintes para a depleção do ozônio. As duas formas testadas do polímero derivado de açúcar – ácido polilático padrão (PLA-G), e o tipo fabricado pela empresa NatureWorks, sediada em Minnesota, (PLA-NW), o plástico derivado de açúcar mais comum nos EUA — exibiram a maior contribuição para eutrofização, a qual ocorre quanto corpos d’água superfertilizados não mais suportam vida. Um dos tipos de polihidroxialcanoato derivado de milho, PHA-G, ficou no topo da classificação de acidificação. Além disso, os biopolímeros ficaram acima da maioria dos polímeros derivados de petróleo em termos de ecotoxicidade e emissão de carcinógenos.

Resultados da avaliação de ciclo de vida com os biopolímeros PLA-NW, PLA-G, PHA-G, e PHA-S. Hibrido é B-PET. Tabela da Environmental Science & Technology.

plásticos verdes são tão nocivos quanto os produzidos a partir do petróleo.

Uma vez em uso, no entanto, os biopolímeros superaram os polímeros tradicionais por suas características benéficas ao meio ambiente. Por exemplo, o plástico derivado de açúcar produzido pela NatureWorks deixou a sexta posição na avaliação de ciclo de vida para se tornar o material com maior conformidade com os padrões de concepção/projeto verde. Por outro lado, o onipresente polipropileno (PP), amplamente utilizado em embalagens, é o plástico cuja produção é mais “limpa”, porém despencou para a nona posição como material sustentável.

O interessante é que os pesquisadores descobriram que o biopolietileno tereftalato (hibrido petróleo-vegetal), ou B-PET, combina os problemas causados pela agricultura com a teimosia estrutural do plástico tradicional, sendo nocivo durante a produção (12º lugar) e o uso (8º lugar).

Landis continuará o projeto agora submetendo os polímeros a uma avaliação de ciclo de vida total (full LCA), a qual determinará também o impacto ambiental dos polímeros durante o uso até seu eventual descarte.

Revista Environmental Science & Technology

Existem invenções que jamais deveriam deixar o laboratório, como é o caso do plástico feito de comida.

O impacto de se plantar alimento para fabricar plástico ou biocombustível é muito grande, tanto para o planeta quanto para a humanidade. O perigo para a segurança alimentar global é imenso, em um planeta que está chegando a 7 bilhões de almas no meio deste ano, das quais, mais de 1 bilhão não tem alimento em seu prato e não tem água potável para saciar sua sede.

Enquanto isso os capitalistas selvagens, as máfias do plástico não estão preocupadas com a sobrevivência da humanidade, querem o lucro imediato, não importando a poluição que causem, os recursos naturais que roubam dos humanos que ainda nem nasceram.

Nos diga qual o sentido de se usar terra fértil e água potável para plantar alimentos e depois roubar estes alimentos da humanidade para transformar em embalagens que serão utilizadas por no máximo meia hora. Não faz sentido nenhum, é insensato, é maluco, é criminoso.

Lembre-se de qualquer alimento que contenha amido é uma potencial matéria prima para fabricação de plástico de comida e as principais fontes são batata, mandioca, milho, arroz, trigo … você acha que a máfia do plástico está preocupada com a alta dos alimentos devido ao desvio destes alimentos para fabricação de plástico? Acha que eles serão solidários ao verem cada vez mais faltar alimento por causa do desvio deste alimento para seu lucro? Não, não e não.

Só depende de você, consumidor, fazer com que o plástico de comida suma da face da terra. Você, consumidor, define o que é fabricado ou não. Ao recusar um produto você forçará o fabricante a não fabricá-lo mais, porque ele não terá para quem vender e não terá lucro.

Não utilize plástico de comida,  boicote os supermercadistas que estão aderindo a esta prática criminosa, que é matar de fome o a humanidade ao roubar comida para fazer plástico.

Coca-Cola diz que embalagem biodegradável não é uma opção viável

Em seu relatório de sustentabilidade de 2009/2010, a Coca-Cola fez uma avaliação hostil em relação a embalagens biodegradáveis de bebidas.

A gigante dos refrigerantes, explicou: “Enquanto embalagens biodegradáveis podem ser uma boa escolha para os produtos que não são comercialmente recicláveis, o processo de captura da energia incorporada e matérias-primas nas garrafas de bebidas para a reutilização através da reciclagem é, em nossa opinião, a muito melhor opção”.

Segundo Mr. Foulds, consultor das empresas produtoras de embalagens compostáveis, a falta de instalações de compostagem, o preço e a separação do PET são fatores que têm impedido até agora que as soluções compostáveis se tornem a solução verde de escolha para os fabricantes de bebidas. “O uso do PET reciclado continua a ganhar impulso e superou a solução da garrafa compostável”, disse Foulds.

O analista afirmou que algumas empresas de menor porte têm visto as embalagens compostáveis como uma forma de se diferenciar. Mas para as grandes empresas de transformação, a necessidade de grandes volumes de material à base de plantas para as embalagens compostáveis é problemático e caro, especialmente devido à controvérsia em torno da utilização de fontes de alimento potencial para fins não alimentares.

Fonte – Tradução parcial e livre de artigo original em Inglês, Food Production Daily de 15 de fevereiro de 2011

Imagem – roitberg

Diga não ao plástico de comida!

Coca-Cola says biodegradable packaging ‘not a viable option’

Coca-Cola said earlier this month that biodegradable packaging is “simply not a viable option” but a new report suggests that other smaller drinks companies are beginning to take an interest.

In its 2009/2010 sustainability report, Coca-Cola gave a hostile assessment of biodegradable drinks packaging. It said: “A one-use bottle is simply not a viable option for our business.”

The soft drinks giant explained: “While biodegradable packaging can be a sound choice for products that are not commercially recyclable, the process of capturing the embodied energy and raw materials in beverage bottles for reuse through recycling is, in our view, a much better option.”

But according to a new report on drinks biopackaging from Zenith International not all manufacturers agree with Coca-Cola.

High growth rates

The food and drinks consultancy said the use of biopackaging, defined in the report as compostable packaging, rose by 47 per cent in Western Europe and North America last year. This takes total volume to over 100 million litres – a small proportion of total volume but a large percentage increase nonetheless.

“Despite the difficulties, we foresee continuing strong growth in development projects. If the challenges can be answered, then volume can gain serious market share”, said Jenny Foulds, a senior analyst at Zenith.

Foulds said the environmental credentials of compostable bottles, typically made from corn-based PLA (polylactic acid), sit well with green-minded consumers.

Persistent challenges

This provides a powerful basis for future growth but challenges such as price, separation from PET and composting facilities persist.

These factors have so far prevented compostable solutions from becoming the green solution of choice for drinks manufacturers. “The use of recycled PET continues to gain momentum and has overtaken compostable bottle formats,” said Foulds.

The analyst said some smaller companies have seen compostable packaging as a way of differentiating themselves. But for bigger companies sourcing high volumes of plant-based material for compostable packaging is problematic and expensive, especially given the controversy surrounding the use of potential food sources for non-food purposes.

For that to change and for the likes of Coca-Cola to back biodegradable packaging, Foulds said government backing including the provision of adequate composting facilities, tax incentives and other financial support may be needed.

Hasso v. Pogrell, managing director of European Bioplastics, said he is unaware of any drinks package on the market that is truly biodegradable – that is to say that meets the European standard for compostability EN 13432.

The trade body head said the broader bio-packaging concept has a promising future in the sector. Pogrell praised the Plant Bottle from Coca-Cola saying it may be considered a bioplastic product because renewable resources are used in its manufacture and it is suitable for recycling alongside ordinary PET.

But he warned that some partial solutions like oxo-degradable additives that make packaging fragment and fall apart may do as much harm as good, causing problems at recycling and composting facilities.

Fonte – Food production daily de 15 de fevereiro de 2011

Imagem – roitberg

Instruções para os consumidores de Jundiaí sobre as sacolas plásticas feitas com comida que os supermercados estão vendendo

Caro consumidor,

Em primeiro lugar, você deve deixar imediatamente de consumir alimentos que contenham amido (batata, mandioca, milho, arroz, trigo etc) para que a BASF possa usar este alimento e fonte de energia para produzir a matéria prima para a fabricação destas sacolas. Ah … esqueça que existem bilhões de famintos no Brasil e no mundo.

Depois, você vai a um destes supermercados, faz suas compras – mas não se esqueça! Você não pode comprar mais alimentos que contenham amido, primeiro para não faltar material para a BASF, depois porque estes alimentos vão custar uma fortuna, pois o preço dos alimentos vai aumentar.

Claro, quando for comprar sacos plásticos para lixo, você vai descobrir que o preço aumentou, pois os supermercados estão cobrando pelas sacolas feitas com comida. Como a população não vai pagar R$ 0,19 por sacola, é claro que vão precisar de sacos para lixo … por isso, os “santinhos “dos supermercados aumentaram o preço dos sacos de lixo!

Ao passar pelo caixa, vai descobrir que vai ter que pagar R$ 0,19 por cada sacolinha feita de comida misturada com Petróleo.

Se mesmo assim você comprou estas sacolas, que somente vão biodegradar em ambiente controlado e industrial de compostagem, e que não podem ser recicladas junto com os plásticos convencionais, você vai descobrir que não existe coleta seletiva, destinação correta, nem instalações de compostagem em Jundiaí, nem na maior parte do Brasil.

Neste caso, a sugestão da Funverde é a seguinte:

Compre uma pá, faça um buraco em seu jardim, e enterre estas sacolas. Se a mãe terra permitir, e existirem microorganismos no subsolo, elas vão fragmentar e quem sabe biodegradar um dia. Sim, isso mesmo, as sacolas que você pagou R$ 0,19 cada uma, feita de comida que vai faltar em seu prato, tem que no mínimo ser enterradas. Então não se esqueça de sua pá, para enterrar as sacolas a cada vez que for às compras.

Caso você more em um apartamento, a Funverde entende o problema e dá uma sugestão. Volte ao supermercado junto com sua pá e enterre as sacolas nos jardins e gramados do supermercado. Ou então, vá até a prefeitura de Jundiaí e faça o mesmo.

Ao menos você estará fazendo sua parte … e quem sabe ganhe alguns músculos a mais com o exercício de enterrar sacolas da Basf, feitas de comida misturada com Petróleo e ainda estará economizando com a academia.

Atenção, se você jogar estas sacolas plásticas no lixo, e elas forem parar no lixão, elas vão gerar metano se não existir oxigênio – situação encontrada em quase 80% dos locais que se dispõe o lixo no país -. Neste caso, você deve saber que metano é um gás 23 mais danoso como efeito estufa e que causa explosões. Mas fique tranqüilo, com o calor que anda fazendo, não tem importância aumentar a temperatura do planeta mais um pouquinho, não é? Ou ver aterros explodirem, como aconteceu no Morro do Bumba, em Niterói no ano passado, causando deslizamento e morte de dezenas de pessoas.

Isso a APAS, a ABRAS e o supermercados de Jundiaí não falam. Mas acho que é para você economizar, não comprar a pá e não gastar energia enterrando as sacolas nas áreas externas do supermercado. Afinal, os supermercados estão sempre preocupados com o meio ambiente, com sua saúde e com seu bolso, principalmente. Ou será que é com os bolsos deles?

Somos totalmente a favor de cobrar pelas sacolas plásticas de uso único para inibir o seu uso, mas desde que estas sacolas não sejam fabricadas com comida e também esperamos contar com o bom senso dos supermercadistas, para que não elevem o preço do saco de lixo, pois eles já estarão ganhando – e muito – ao não ter que adquirir milhões de sacolas plásticas todos os meses.

Tudo é uma questão de bom senso, o que não estamos vendo neste processo de se banir as sacolas plásticas.

A FUNVERDE, em  2004, teve a idéia de acabar com as sacolas plásticas de uso único e em 2005 esta idéia se tornou um projeto, inclusive com leis para banir ou desincentivar o uso da sacola de uso único, não importando o material da sacola. Ninguém antes da FUNVERDE abordou o problema da sacola plástica de uso único, nós portanto, nos sentimos os pais da idéia, mas estamos sentindo que mais uma vez o que era para ser uma solução, está sendo corrompida para ganhos particulares e perda de toda a humanidade. Fazer plástico de comida, abusar no preço do saco para lixo, entrar com liminar para derrubar as leis que estão banindo as sacolas de uso único, conversa com os políticos a portas fechadas, tudo isso nos incomoda muito, porque vemos que o interesse de poucos está acima do interesse da coletividade.

Diga não às sacolas plásticas feitas de comida – Duas capitais irão copiar o projeto das sacolinhas criado por Jundiaí

Belo Horizonte, MG será a primeira capital, em Brasil; Vitória, ES será a segunda, a partir de julho próximo

O governo de São Paulo se reuniu com a Apas (Associação Paulista de Supermercados) na tarde desta sexta-feira para discutir que a implantação do programa de extinção das sacolinhas plásticas, criado por Jundiaí, seja expandido para todo o estado. Esse projeto está de se espalhando pelo país.

A Apas anunciou que Belo Horizonte será a primeira capital a adotar o programa de Jundiaí, a partir de 18 de abril, e Vitória, ES será a segunda, a partir de julho próximo.

Jundiaí extinguiu as sacolinhas plásticas dos supermercados em agosto do ano passado. O programa, desenvolvido pela Apas, teve apoio da Prefeitura de Jundiaí.

Nos últimos seis meses, Jundiaí retirou de circulação 480 toneladas de plástico e 132 milhões de sacolas distribuídas em supermercados. Esse é o resultado da campanha pioneira implantada na cidade, que pretende extinguir as sacolinhas plásticas tradicionais, substituindo por opções de embalagens retornáveis e métodos alternativos de transporte de mercadoria.

O município reduziu em 95% a distribuição das sacolas plásticas nos supermercados desde o início da campanha. Anteriormente, Jundiaí produzia 22 milhões de sacolas/mês, o equivalente a 80 toneladas de plástico filme.

O resultado foi possível com as sacolas biodegradáveis, que nesses seis meses já tiveram 12 milhões de unidades vendidas ao preço de R$ 0,19 e também com as bolsas em tecido TNT (um tecido produzido com fibras desorientadas e aglomeradas), capaz de acondicionar até 15 Kg, ao preço de R$ 1,85

Fonte – Agência Bom Dia de 18 de fevereiro de 2011

Apoimos em parte este projeto desde o início. Só em parte, porque tem algo muito, mas muito errado mesmo, em roubar alimento da boca de milhões de famintos para fabricar sacolas que serão utilizadas por meia hora e depois jogadas no planeta. É o mesmo que ir a um restaurante, pedir uma refeição maravilhosa e quando esta chegar, pedir para o garçom jogar na lata de lixo. Uma imbecilidade, um crime.

Peloamordamãe terra, tem algo muito errado com a humanidade, estão todos ficando retardados. Entendam que comida é para alimentar a humanidade e não para fabricar sacolas.

Estas malditas sacolas feitas com comida são um crime contra a humanidade, é assinar uma sentença de morte para os humanos do futuro, nossos descendentes que ainda nem nasceram. Pensem, raciocinem, parem de assistir novela e ir a shopping para consumir, aprendam que toda ação corresponde a uma reação, que para produto fabricado, é necessário utilizar recursos naturais planetários finitos.

No caso da porcaria da sacola plástica de uso único de comida, é utilizada terra fértil, água potável para plantar alimento que será desviado, roubado do prato dos humanos para fabricar esta sacola para usá-la por apenas meia hora.

A cada safra plantada, o solo perde fertilidade e enquanto isso continuam a queimar nafta nas unidades de refino de petróleo. Para cada barril de petróleo transformado em gasolina ou diesel … existe uma produção de nafta, que é um rejeito, uma sobra do refino que corresponde de 3 a 7% e que se não for utilizada para fabricar plástico , será queimada na usina, contribuindo assim com o aquecimento do planeta. Enquanto nossa matriz energética for o petróleo, temos que utilizar a nafta para fabricação do plástico, quando este for necessário, é claro.

Agora, a pergunta que não quer calar: quem ganha com a sacola feita de comida? Só os petromafiosos e seus asseclas,  porque todo o resto da humanidade só perde com o roubo de comida para fazer sacola.

Sacola de comida é toda a sacola feita com alimentos, a exemplo de batata, arroz, mandioca, milho cana de açúcar.

O único problema com o plástico do petróleo é que ele demora 5 séculos para se degradar e por isso a FUNVERDE, desde 2005, apoia e incentiva a fabricação, comercializaçção e utilização de plástico com ciclo de vida útil controlado para o plástico de uso único, plástico este que corresponde a 80% de todo o plástico fabricado. Este tipo de plástico em 18 meses já terá se biodegradado, é um plastico ambientalmente correto, mas, como dissemos anteriormente, deve ser utilizado somente onde não pode ser substituído por embalagens retornáveis.

Não somos contra cobrar pelas sacolas, muito pelo contrário. A última lei que redigimos para banir as sacolas plásticas prevê a cobrança de 30 centavos por sacola para desestimular sua utilização, mas as sacolas devem fabricadas com com plástico oxibiodegradável. Por que 30 centavos? Porque cada sacola custa para o varejista no mínimo 3 centavos e na lei prevê a cobrança de 10 vezes o valor da sacola. Esse é o truque, fazer a sacola pesar no bolso. Ninguém sai de um supermercado com menos de 10 sacolas e com a cobrança de 30 centavos, o consumidor irá pagar 3 Reais por essas 10 sacolas e irá pensar muito na próxima vez que for às compras, porque é um valor significativo.

Cobrar pelas sacolas é um incentivo para o consumidor criar o hábito de usar sacola retornável, é uma educação ambiental incentivada pelo bolso.

Sem dúvida, a melhor solução para carregar compras, é a sacola retornável, como já sabiam nossas avós.

Alta de alimentos põe 44 milhões de pessoas na pobreza

Os preços internacionais dos alimentos continuaram subindo com força nos últimos meses, aumentando a pobreza e as preocupações com a economia, informou hoje o Banco Mundial. O índice de preços do banco subiu 15% entre outubro do ano passado e janeiro de 2011, o que significa elevação de 30% em relação ao mesmo período do ano passado e apenas 3% abaixo do pico de 2008. O Banco Mundial relatou que esse aumento, que inclui alta significativa dos preços do trigo e do milho, colocou cerca de 44 milhões de pessoas em situação de pobreza desde junho.

“Os preços globais dos alimentos estão subindo para níveis perigosos e ameaçam dezenas de milhões de pessoas pobres no mundo”, disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, em comunicado.

A alta dos alimentos tem sido uma grande preocupação para as autoridades internacionais. O Banco Mundial alertou que a elevação dos preços pode causar “macro vulnerabilidades”, especialmente nos países menos sólidos em âmbito fiscal, que são forçados a importar grandes volumes de alimentos.

No entanto, o Banco Mundial ponderou que boas colheitas em muitos países africanos ajudaram a conter a elevação dos preços de alguns itens. Além disso, o banco observou que os preços internacionais do arroz subiram moderadamente e que o cenário desse mercado permanece estável.

O Banco Mundial avisou, ainda, que as mudanças climáticas devem causar mais impacto nos preços dos alimentos do que ocorreu no passado. “A frequência de eventos relacionados ao clima durante o último ano e seu impacto nos preços da comida ressaltam a vulnerabilidade dos pobres diante das mudanças climáticas”, afirmou o banco. As informações são da Dow Jones.

Fonte – Estadão de 15 de fevereiro de 2011

Bom dia bandidos da petromáfia, vocês leram esta notícia? Até quando vocês vão continuar a utilizar terra fértil e água potável para plantar comida e daí roubar esta comida do prato dos famintos do planeta e então desviar esta comida para fabricar sacolas plásticas que serão utilizadas por meia hora e depois jogadas no planeta? Isso é um crime contra a humanidade, um crime contra os humanos que ainda nem nasceram, porque a cada safra plantada, diminui a fertilidade do solo, um solo que será necessário para plantar alimento para os humanos do futuro, um solo que é a herança de nossos descendentes.

Vocês, petromafiosos, estão roubando a herança de nossos descendentes, vocês estão condenando a humanidade à extinção, tudo para ter mais lucro, não importando a poluição que causam, não importando se irão destruir o planeta.

Consumidores, sejam cidadãos, não utilizem sacolas fabricadas com comida, boicotem o comércio que estiver utilizando este tipo de sacola, briguem pela sobrevivência dos seus descendentes, façam sua parte e levem sacolas retornáveis para acondicionar as compras. Façam sua parte, porque formos esperar pelo governo proibir esta sacola, estamos perdidos.

ONU – preço recorde de alimento ajuda a provocar tumulto

Agências da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiram hoje que os preços recordes das commodities básicas estão ajudando a provocar tumultos ao redor do mundo e contribuíram para a queda do presidente tunisiano no mês passado.

“Não só existe um risco, mas já houve protestos em algumas partes do mundo por causa da alta dos preços”, afirmou Jacques Diouf, diretor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a repórteres. “Alguns governos se viram em difíceis situações e um deles inclusive caiu”, disse ele, referindo-se à saída do veterano mandatário da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, em uma revolta popular em 14 de janeiro.

Na semana passada, contudo, a economista da FAO Liliana Balbi declarou que a onda de protestos no norte da África resultava de preocupações econômicas e políticas, e não da inflação dos alimentos. Assim como outras autoridades da organização, ela afirmou que os preços de itens alimentícios básicos permaneciam estáveis em países norte-africanos, e não poderiam ter sido o gatilho para os tumultos.

Ontem, a entidade informou que os preços dos alimentos atingiram em janeiro o maior nível desde que a agência começou a monitorá-los, em 1990. O indicador da FAO, que mede a variação mensal dos preços de uma cesta de commodities, subiu 3,4% frente ao mês de dezembro, aos 231 pontos.

O Programa Mundial de Alimentos, ou agência da ONU, informou: “O desenrolar dos eventos no Oriente Médio nas últimas semanas serve como um alerta para nós sobre o papel importante que a segurança alimentar desempenha em acalmar a revolta popular.”

“Em toda a região, nós vimos protestos civis impulsionados por um complexo conjunto de diferentes fatores, mas todos compartilhando algo em comum – crescente ansiedade com relação à alta dos preços e preocupação com o acesso aos alimentos”, completou a agência, em um comunicado.

Os preços adicionam “estresse aos sistemas cuidadosamente calibrados para levar comida suficiente aos países para alimentar as populações famintas e fornecer subsídios que garantam que (os alimentos) sejam vendidos por preços acessíveis aos mais pobres”. As informações são da Dow Jones.

Fonte – Reporter diário de 4 de fevereiro de 2011

Enquanto isso, lá naquele país gigante da américa do sul, a máfia do plástico agora inventa de fazer plástico de comida, como se não assistissem noticiário, como se o assunto não fosse com eles. Eles estão utilizando terra fértil e água potável para plantar comida para fazer dois tipos de plástico, o plástico de cana de açúcar – que demora os mesmos 500 anos que o plástico convencional para se degradar – e o plástico de amido, que utiliza qualquer alimento que contenha amido, como por exemplo, batata, milho, mandioca, arroz … qualquer alimento que contenha amido está na mira da máfia do plástico. Cuidado, seu prato pode ficar vazio por causa da ganância da máfia do plástico, que só se importa com o lucro, sem pensar no crime ambiental cometido contra a humanidade ao usar terra fértil e água potável para plantar comida e desviar esta comida do seu prato para fabricar sacolas plásticas que serão utilizadas por no máximo meia hora e  depois descartadas.

A rede portuguesa de supermercados Pão de Açúcar e Jumbo adotam sacolas plásticas com ciclo de vida útil controlado d2w

Pois é né, mais uma rede de supermercados que contamina o solo brasileiro com sacolas que duram 500 anos, despejam seu lixo de sacolas plásticas eternas aqui, mas em outros países eles agem como deveria agir o varejista preocupado com o planeta.

Novamente perguntamos, eles tem mais respeito por Portugal e pelos portugueses do que pelo Brasil e pelos Brasileiros? Nosso país e nosso dinheiro vale menos que o deles?

10% de todo o lixo coletado diariamente em qualquer cidade brasileira é composta de sacolas plásticas de uso único fabricadas com plástico convencional, aquelas que ficam por 500 anos ocupando lugar nos lixões, aterros, fundos de vale, rios e mares, em cima das árvores, em bueiros causando enchentes … e o governo não faz nada para mudar esta realidade, porque se quisesse, já teria resolvido o problema da sacola plástica de uso único no começo desde século … e o varejista que não respeita o país continua distribuindo essas malditas sacolas plásticas de uso único, e as fábricas, mesmo tendo tecnologia para transformar o plástico convencional em plástico com ciclo de vida útil controlado, não muda nada, não se sente responsável pelo lixo que fabrica … e o consumidor, folgado, faz de conta que não é com ele e continua levando estas sacolas plásticas eternas aos montes para sua casa.

Tudo bem que o consumidor é acomodado, não quer ter o trabalho de levar sua sacola retornável de casa, mas será que ele não pode ao menos cobrar que esta sacola de uso único que ele leva seja uma sacola com ciclo de vida útil controlado? Será que o consumidor acha que existe um outro planeta para fugir quando este ficar inabitável? Gente, são distribuídas mais de 20 bilhões de sacolas plásticas de uso único, fabricadas com plástico eterno por ano. Multiplique isto desde a década de 80 do século passado e tenha em mente que a sacola plástica de uso único corresponde a 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer lugar do país. Tenha em mente que a primeira sacola que foi fabricada no início da década de 80 do século passado ainda está por aí, poluindo o planeta, o planeta que não pertence à nossa geração, pertence aos humanos do futuro, os seres do amanhã.

Consumidor, cidadão, acorde, estamos plastificando o planeta, estamos legando aos nossos descendentes um enorme problema, que é a plastificação planetária, estamos roubando terra fértil dos nossos descendentes para transformar em lixões, em aterros. Vamos parar de ficar na frente da TV assistindo novela e começar a usar o cérebro para outra coisa que não seja pensar nos dramas dos personagens das novelas.

Até quando a humanidade ficará agindo como uma horda de zumbis, consumindo e poluindo? Quando é que cada humano irá acordar e mudar cada um de seus hábitos que em conjunto está causando a extinção da humanidade, a destruição do planeta?

Até quando teremos que falar sobre sacolas? Estamos nessa guerra desde 2005 e nosso plano de banir a sacola de uso único até 2010 foi por água abaixo por causa de alguns humanos que não merecem o título de cidadão, porque não age como cidadãos, nem sabem o que significa cidadania, eles só podem ser taxados de consumidores, porque todos querem tudo ao mesmo tempo agora, consumindo em excesso, sonhando com objetos de consumo e com isso destruindo os recursos naturais que farão falta para os seres do amanhã.

De novo, outra vez, pedimos, leve sua sacola retornável quando for às compras e se esqueceu, ao menos boicote os supermercados que distribuem seus milhões de sacolas plásticas de uso único fabricadas com plástico convencional.

Se tiver preguiça de usar sacola retornável, ao menos exija do seu supermercadista e de qualquer varejista que utilize sacola plástica com ciclo de vida útil controlado.

Só para sua informação, pão de açúcar, carrefour e walmart utilizam, cada um deles 150 milhões de sacolas plásticas por mês, claro que estes dados são de 2007, porque agora deve passar de 200 milhões cada rede, a cada mês e eles, desrespeitosamente, se recusam a utilizar sacolas plásticas com ciclo de vida útil controlado. Será que eles merecem que você seja cliente deles? Sem o seu dinheiro, consumidor, eles irão à falência, ou melhor, quando perceberem que estão perdendo clientes, eles irão mudar sua atitude arrogante e irão parar de poluir o solo de nosso país. Você consumidor, pode tudo, mas tem que querer e depois, tem que agir.

Pedimos perdão pelas fotos, que estão horrorosas, a sacola parece que foi mastigada e cuspida, mas o que importa é dá para visualizar.

Omã, Dubai e Marrocos – Carrefour usa sacolas plásticas com ciclo de vida útil controlado oxibiodegradável d2w

O Carrefour usa sacolas plásticas com ciclo de vida útil controlado oxibiodegradável d2w em Omã, Dubai e Marrocos, e não usa no Brasil. Por que não usa? Não usa por que?

Será que nós somos menos cidadãos que os cidadãos do oriente médio? Ou será que porque lá o governo cobra responsabidade dos fabricantes e varejistas? Ou ainda, será porque lá eles estão preocupados com o espaço ocupado nos aterros pelas malditas sacolas plásticas, que irão ficar por cinco séculos sobre o planeta?

Até quando o governo do Brasil vai ficar com esta atitude de estou pouco me lixando, fazendo cara de paisagem diante do problema gigantesco das sacolas? Quando o governo irá fazer uma lei para regular o uso da sacola plástica de uso único, que corresponde a 10% de todo o lixo coletado diariamente em todo o país? 10% é muita coisa, ainda mais se este lixo acabar indo parar em fundos de vale, rios, lagos, mares e ficar por 500 anos poluindo o planeta.

No Brasil, são pouquíssimas cidades que contam com aterros sanitários, e menos ainda as que contam com programa de reciclagem e portanto, invariavalmente, essas sacolas ficam por aí, voando ao menor vento, poluindo e matando. É só lembrar das últimas chuvas e enchentes.

Essa campanha do “saco é um saco” é simplesmente um saco! Ficam apoiando sacola de comida – pelamordedeus! -, ficam apoiando sacolas plásticas de uso único com 30% a mais de plástico, isto é, que poluem 30% a mais do que as outras e nada de fazer lei para banir para o quinto dos infernos as malditas sacolas plásticas de uso único!

Sacolas com ciclo de vida útil controlado são boas para o planeta, são boas para a humanidade, claro, enquanto não houver lei para somente utilizar sacolas retornáveis. O plástico com ciclo de vida útil controlado deve ser utilizado para todas as aplicações de uso único de plástico, para aproximar o ciclo de vida da embalagem ao ciclo de vida do produto. Quer exemplos? Lá vão: iogurte, xampu, sorvete, copo plástico descartável … e tantas outras cujo conteúdo é utilizado rapidamente e a embalagem é eterna, mas não precisa ser, com a utilização do plástico com ciclo de vida útil controlado.

As sacolas plásticas de uso único não deixarão de existir, não somos ingênuos, mas elas devem ser utilizadas somente quando forem necessárias, a exemplo de peixarias, açougues e outras aplicações em que não é possível utilizar sacola retornável. Neste caso, deve obrigatoriamente ser utilizado o plástico com ciclo de vida útil controlado que em apenas 18 meses já terá se biodegradado, voltado ao planeta em forma de água, biomassa e uma pequena quantidade de CO2, ao contrário da sacola plástica de uso único convencional, que demora 500 anos para sumir da face da terra.

É por isso que a FUNVERDE apoia o uso deste tipo de plástico de uso único, com ciclo de vida útil controlado.

Agora, para transporte de mercadorias, o ideal é a sacola retornável, a mochila, o carrinho de feira, o carrinho de compras, a caixa plástica retornável ou qualquer coisa que seja utilizada várias vezes, pois é o fim da picada utilizar energia e recursos naturais para se fabricar uma sacola plástica em 30 segundos, utiliza-la por meia hora e depois se jogar esta embalagem no planeta para alguém limpar nossa caca daqui há 500 anos.

Portanto, leve sempre sua sacola retornável para transportar as compras e quando não for possível, use somente sacola plástica com ciclo de vida útil controlado.

Ah, antes que nos esqueçamos, quando for fazer compras no Carrefour, pergunte ao gerente por que eles não gostam do Brasil, por que eles não respeitam o cidadão brasileiro e continuam a usar sacolas plásticas convencionais. Ou melhor, só compre em supermercado que respeite o planeta e a humanidade, pare de comprar no Carrefour até eles pararem de poluir nosso país.

7 bilhões de humanos + sacolas biodegradáveis feitas a partir de comida = bilhões de humanos a menos no planeta

Parece que a máfia do plástico descobriu uma maneira eficaz de diminuir a população planetária, coisa que nenhum governo de nenhuma nação do planeta fez até agora.

Eles descobriram que se roubarem comida dos bilhões de famintos para fazerem plástico, fatalmente irá faltar alimento para os humanos que morrerão de fome e consequentemente isso irá diminuir a população do planeta. Só tem uma falha no plano da petromáfia, eles se esquecem que diminuindo os habitantes, fatalmente, irão diminuir os consumidores de plástico também.

Parabéns à máfia do plástico! Quem sabe eles ganharão algum prêmio nobel pela descoberta miraculosa que irá diminuir a população do planeta a níveis aceitáveis para os recursos naturais existentes no planeta.

Agora, sem brincadeira, tem coisa mais de bandido, mais de gente gananciosa, mais de gente safada, do que usar recursos naturais cada vez mais raros disponíveis no planeta – água potável e terra fértil – para plantar comida – cana, milho, arroz, batata, mandioca … – e depois usar este alimento para produzir plástico?

Primeiro que, a cada safra de alimento que se produz, o solo vai ficando cada vez mais empobrecido menos fértil, produzindo menos e jamais recuperando esta fertilidade, mesmo com todo o adubo químico do mundo.

Depois que, com o aquecimento global, o clima está completamente enlouquecido. Só no ano passado, soja, trigo, arroz e milho subiram quase 50% de preço mundialmente e a tendência é que cada vez se produza menos alimentos por conta do clima, então teremos cada vez menos alimentos e mais bocas para alimentar, visto que este ano chegaremos a 7 bilhões de habitantes sobre o planeta terra.

Terceiro que, enquanto  a matriz energética mundial continuar sendo o petróleo, cujo refino gera de 5 a 7% de nafta, que se não for utilizada para fabricação de plástico, será queimada na própria refinaria, contribuindo para o aquecimento global sem ao menos ter tido utilidade para a humanidade, nada justifica utilizar terra fértil e água potável para plantar alimentos e então desviar estes alimentos para produzir plástico.

Nossa birra para com o plástico é que o maldito desgraçado demora 500 anos para se degradar e por isso desde 2005 apoiamos e incentivamos a fabricação e o uso do plástico com ciclo de vida útil controlado, que é biodegradável mas que usa o petróleo como base para sua fabricação e que em 18 meses já terá se voltado ao planeta sem poluí-lo e sem roubar alimento de bilhões de famintos.

Lembre-se que 20% de todo o lixo corresponde a plástico e 80% de todo o plástico é utilizado somente uma vez e depois fica poluindo o planeta por 500 anos.

Então a solução é, para sacolas plásticas de uso único – que correspondem a 50% de todo o plástico utilizado mundialmente – elas devem ser banidas e nós devemos voltar a utilizar sacolas retornáveis, caixas, mochilas, carrinhos de feira dos simples ou daqueles mais transadinhos, com uma mochila acoplada, que é fechado, discreto e cabe pelo menos o conteúdo de umas 20 sacolas de plástico de uso único dentro. Mas não vale colocar as compras na sacola plástica de uso único e depois colocar dentro do carrinho de feira, isso é estupidez e não faz sentido.

Para os casos em que a sacola plástica é indispensável, como no caso de acondicionamento de legumes, frutas, verduras, produtos de açougue ou peixaria, plástico flexível – strech – e outras aplicações do plástico de uso único em que é impossível se substituir o plástico de uso único por embalagem retornável – embalagens de xampu, margarina, sorvete, iogurte … -, a unica solução aceitável é o plástico com ciclo de vida útil controlado, biodegradável, feito a partir de petróleo, que não rouba alimento da boca da humanidade faminta e nem dos seres do amanhã, os humanos que ainda nem nasceram mas que estão tendo seus recursos naturais, sua fonte de sobrevivência – terra fértil e água potável – roubados pelos habitantes do presente e que por isso mesmo, impossibilitarão estes futuros humanos de sobreviverem no planeta, tendo como consequência final, a extinção da raça humana.

Porque tanta preocupação com a superpopulação mundial? Assista o filme abaixo.

Fome ainda atinge 11,2 milhões no País

“Fome ainda atinge 11,2 milhões no País” este é o título de uma matéria no Estadão.

Se vamos comentar? Claro que sim! Óbvio!

Enquanto a fome aumenta no planeta, BASF e Braskem põe em prática sua brilhante estratégia de aumentar a fome no Brasil e  no mundo, produzindo plástico de comida que usa terra fértil e água potável para plantar o alimento que então é desviado do prato de mais de um bilhão de famintos no planeta para fazer seu plástico que será utilizado por no máximo meia hora.

Pior, o plástico de cana ainda tem o agravante de demorar os mesmos 500 anos para se degradar, igualzinho o plástico convencional.

Será que quando algum humano faminto implorar por um prato de comida para os diretores das duas poderosas empresas, seus diretores irão oferecer sacolas de plástico para saciar a fome e a sede do pobre coitado?

Plantar batata, arroz, mandioca, cana, milho … para fazer plástico é um crime contra a humanidade, um crime contra os humanos que ainda nem nasceram e que quando nascerem não terão água potável para beber nem solo fértil para plantar o alimento que necessitarão para sobreviver.

Nâo use plástico de comida, não seja aliado da BASF e Braskem na conspiração para matar a humanidade de fome e sede!

Sacola retornável já!

Maioria defende proibição de sacolas plásticas para compras

Pesquisa apontou também que 59% da população defende que a preocupação com o meio-ambiente é mais importante que o crescimento econômico

A proibição do uso de sacolas plásticas para carregar compras é aprovada por 60% da população, segundo a pesquisa Sustentabilidade Aqui e Agora, feita pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Supermercado Walmart.

O levantamento, que ouviu 1.100 pessoas em 11 capitais, constatou também que 21% não saberiam como descartar o lixo doméstico sem os saquinhos, 40% acreditam que limpeza pública é o principal problema ambiental nas suas cidades ou bairros, 61% acham que a responsabilidade é dos órgãos públicos e 18% que o meio ambiente é responsabilidade dos indivíduos.

Ainda de acordo com a pesquisa, 82% dos cidadãos se dispõem a participar de abaixo-assinados para responder questões ambientais, mas sem atuar diretamente na solução dos problemas.

A pesquisa mostrou que 70% das pessoas jogam pilhas e baterias em lixo comum, 66% descartam remédios em lixo doméstico, 33% não dão a destinação correta para sobra de tintas e solventes.

Além disso, 39% descartam óleo usado na pia da cozinha e 17% tem lixo eletrônico em casa. Mesmo assim, a pesquisa apontou que 59% dos entrevistados disseram que o meio ambiente deve ter prioridade sobre o crescimento econômico.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os dados da pesquisa são importantes porque sinalizam que a questão ambiental está no dia-a-dia do cidadão brasileiro, mostra mudanças de comportamento e que não é preciso gerar produtos que vão parar no lixo causando danos ambientais. “O número de pessoas que aprovam a proibição das sacolas plásticas é bastante promissor”.

Izabella ressaltou que para mudar o comportamento das pessoas que acham a sacola essencial para o descarte do lixo doméstico é preciso informar sobre o que fazer para eliminar o lixo e ter estrutura para recepcionar os resíduos.

“Isso tem a ver com nossa capacidade de gerar menos resíduo, ou seja, nós temos que exigir embalagens práticas, mais eficientes e coleta seletiva. Nós precisamos informar mais, dotar as cidades de maior infraestrutura para tratar do resíduo, mobilizar outros atores, como os catadores de lixo estruturando cooperativas para agregar valor a essa atividade”.

O presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Sanzovo, usou como exemplo um projeto implantado em Jundiaí, interior de São Paulo, onde a prefeitura fez um acordo com os mercados que tiraram de circulação as sacolinhas desde o mês de setembro, reduzindo em 80 mil sacolas por mês o consumo.

“Estamos agora fazendo o passo-a-passo para implantar o projeto em outras cidades”. Ele sugere que seja elaborada uma lei para implantar o projeto em outras localidades e disse que no estado de São Paulo os supermercados já estão preparados para atender a exigência.

O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, disse que a entidade tem um plano de redução das sacolas em 30% até 2013 e 40% até 2015. Segundo ele, de 2007 a 2009 o consumo desse tipo de embalagem caiu 30%. “Cobrar pelas sacolas é um caminho para reduzir o uso. A sociedade está preparada para esse trabalho. Mas é preciso trabalhar ainda a questão da educação e implantar novas tecnologias de plástico verde”.

Fonte – Flávia Albuquerque, AGÊNCIA BRASIL de 25 de novembro de 2011

Ai Sussumu, não nos venha com a besteira de apoiar o plástico pseudo verde, um plástico que utiliza terra fértil e água potável para plantar alimento e desviar este alimento da humanidade para fazer uma bosta de uma sacola que será utilizada por meia hora e depois ficará por 500 anos, como a sacola de petróleo, poluindo o planeta. Nisso, a fertilidade do solo terá diminuído, recursos naturais terão sido gastos, apenas para satisfazer a comodidade do consumidor preguiçoso, que não tem a capacidade de levar uma sacola retornável, mochila, carrinho de feira, caixa de papelão ou plástico, qualquer coisa que seja retornável, para fazer suas compras.

Plástico verde, também chamado de plástico de comida, é um crime contra os humanos do presente e do futuro.

Para variar, a ministra fica falando em educação ambiental sem focar no mais importante, que é lei para banir a sacola plástica de uso único para o inferno.

Fim das sacolas plásticas?

Uma pesquisa, realizada em 11 capitais brasileiras, revela: 60% dos brasileiros são a favor de uma lei que proíba o uso de sacolas plásticas. Não é só isso: 59% afirmam que o Meio Ambiente deve ter prioridade sobre o crescimento econômico. Em alguns lugares pontuais, caso de Brasília, esse número chegou a 81%. Esses são alguns dos resultados da pesquisa “Sustentabilidade: Aqui e Agora”, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Instituto Synovate e o Wal-Mart Brasil.

O resultado da pesquisa, realizada entre os dias 27 de setembro e 13 de outubro deste ano, foi divulgado ontem, em São Paulo. Além da Capital paulista, participaram da enquete as cidades de Belém/ PA, Belo Horizonte/ MG, Brasília/ DF, Curitiba/ PR, Fortaleza/ CE, Goiânia/ GO, Porto Alegre/ RS, Recife/ PE, Rio de Janeiro/ RJ e Salvador/BA.

O estudo foi feito para identificar comportamentos, opiniões e atitudes dos brasileiros que demonstrassem maior adesão no que se refere à proteção ao Meio Ambiente e à adoção de hábitos de consumo mais responsáveis. Esgoto (18%) e lixo (19%) aparecem entre os problemas ambientais urbanos que mais preocupam os brasileiros, mostrando que são bem reconhecidos pela população. A limpeza pública é entendida como uma dificuldade ambiental nos bairros (39%), seguida da ausência de áreas verdes (10%) e da poluição (7%).

Em relação ao que a população está disposta a fazer, as ações preferidas são separar lixo para a reciclagem (66%), eliminar o desperdício de água (63%) e participar de campanhas de redução de energia (46%), apontando alto potencial de adesão às políticas públicas nesses temas.

A cidade de Curitiba se destacou entre as 11 capitais no quesito separação do lixo seco e molhado e os catadores são identificados como principais agentes da coleta seletiva. Mas ao mesmo tempo os brasileiros não querem colocar a mão no bolso. Mostram-se mais dispostos a doar tempo e trabalho comunitário, do que comprar produtos mais caros ainda que mais ecoeficientes.

Um triste dado apontado pela pesquisa diz respeito à destinação correta de resíduos e mostra que ainda há um longo caminho a se percorrer. Isso porque 70% jogam pilhas e baterias no lixo doméstico; 66% descartam remédios; 33% depositam tintas e solventes; 39% descartam óleo usado na pia da cozinha; e 17% possuem lixo eletrônico guardado em casa.

Para complicar, a população não soube citar (em 85% dos casos) nenhuma organização ou instituição que cuidem do Meio Ambiente, ou que trabalhe por alguma causa ambiental. Destaque apenas para o Ibama e a organização internacional Greenpeace. A íntegra da pesquisa pode ser acessada no endereço abaixo.

http://www.mma.gov.br/estruturas/182/_arquivos/sustentabilidade_aqui_agora_182.pdf

Fonte – MMA de 25 de novembro de 2010

Estamos nesta guerra desde 2004 para banir as sacolas plásticas, propondo leis para cidades e estados. Agora chegou a hora do governo parar de enrolar, de fugir de sua responsablidade e de se juntar a nós para ganhar esta guerra.

Já passou da hora de uma lei federal banindo as sacolas plásticas de uso único para todo o sempre. Nos casos em que elas são indispensáveis, por seu conteúdo ser úmido e neste caso ser impossível utilizar sacola retornável, elas tem que ser cobradas do consumidor no mínimo 30 centavos por unidade e obrigatoriamente tem que ser fabricadas com plástico com ciclo de vida útil programado.

O consumidor já conhece o problema e está pronto para mudar, o varejista também. Então o que falta é uma lei federal para acabar com o uso das sacolas plásticas de uso único, que representam 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade do país.

Veja abaixo alguns destaques da pesquisa. Clique nas imagens para ver em tamanho maior.

 

Editorial do Estadão critica a postura dos vereadores de São Paulo contra a proibição das sacolas plásticas

Sacos de plástico

O projeto que proíbe o uso de sacolas plásticas pelos estabelecimentos de varejo da capital paulista, em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, encontrou inesperada resistência. A proposição, de autoria do vereador Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB), já aprovada em primeira discussão pela Câmara Municipal, deveria ter ido à votação final na quarta-feira (10/11), mas foi retirada da pauta, tendo prevalecido o argumento de que seria muito curto o prazo estabelecido para os lojistas se adaptarem à nova regra. Um substitutivo deve ser apresentado, mas sem chances de ser votado este ano. A protelação é estranha, uma vez que o projeto não propõe mudança radical e conta com o apoio de entidades de defesa do consumidor e de setores do comércio, como a Associação Paulista de Supermercados (Apas).

“seria muito curto o prazo estabelecido para os lojistas se adaptarem à nova regra.” Dai-nos paciência, a maioria das leis não dá prazo maior que seis meses para banir as sacolas plásticas. Isso é conversa fiada de vereador bandeado para o lado da máfia do plástico.

“encontrou inesperada resistência”. Não, não, já era esperada esta resistência da máfia do plástico, que quer que o mundo se exploda, desde que seu lucro esteja garantido.

As redes com mais de 20 lojas teriam seis meses para deixar de usar sacolas plásticas. Na realidade, muitos supermercados já vêm se preparando para isso, oferecendo ao consumidor a opção de adquirir, por preço baixo, uma bolsa retornável, ampla e resistente. Caixas de papelão, para compras maiores, são gratuitas. Já nas redes com 10 a 19 lojas, a proibição teria um ano para entrar em vigor, prazo que se estenderia para dois anos no caso daquelas com menos de 10 lojas. O prazo para as feiras livres vai até quatro anos, um período de transição que para alguns ambientalistas é longo demais.

Longo e desnecessário, mas já era um avanço, que pelo jeito jamais acontecerá, pois a máfia do plástico é poderosa e os vereadores são baratinhos.

A cidade de São Paulo está atrasada no que diz respeito à restrição do uso de embalagens plásticas, não biodegradáveis. Em muitos países, esse tipo de material está proibido há anos, como parte dos esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, já que a grande maioria dos plásticos é fabricada a partir de derivados de petróleo. No Brasil, o processo já começou no Estado do Rio de Janeiro, onde está em vigor uma lei aprovada em julho do ano passado, que determinou o recolhimento e substituição de sacolas plásticas por bolsas reutilizáveis. Municípios do interior de São Paulo, como Birigui e Jundiaí, também tomaram medidas para reduzir o uso de embalagens plásticas, prevendo a sua proibição total a partir de 1.º de janeiro.

Pode vir a ser adotado em São Paulo, durante a fase de transição, o sistema utilizado com sucesso no Rio, pelo qual os supermercados oferecem desconto de R$ 0,03 a cada cinco itens adquiridos pelos consumidores, se eles dispensarem o uso de sacolas de plástico. É preciso não esquecer de que se trata de uma parcela do custo que deixa de ser repassada ao consumidor e também representa uma economia para os estabelecimentos.

Melhor que o desconto é cobrar 30 vezes mais o preço de cada sacola que o consumidor utilizar. Exemplificando, no caso do desconto, se o consumidor deixar de usar 10 sacolas ele estará recebendo R$ 0,30 de desconto, o preço de 3 balas 7 belo, no caso da cobrança, se o consumidor utilizar 10 sacolas, ele estará pagando R$ 3,00, preço de 3 vidros de esmalte para as unhas. A consciência do homem moderno reside no bolso, só o peso no bolso muda a consciência do consumidor.

Além da questão do aquecimento global, os efeitos perniciosos ao meio ambiente das sacolas de plástico, que levam décadas para se decompor na natureza, são enormes, pois 80% delas são usadas uma única vez e descartadas ou então aproveitadas como sacos de lixo. Entopem bueiros, vão parar em lixões ou aterros sanitários e poluem os rios e o mar, onde são lançadas. A simples observação, na vida cotidiana, mostra como o uso desses invólucros é frequentemente desnecessário e pode ser facilmente substituído. Calcula-se que se utilizam no País 35 mil unidades de sacolas por minuto e 2 milhões por hora.

É verdade que a situação já foi pior. Graças aos esforços de conscientização, algum progresso tem sido feito. Desde 2007 está em vigor o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, resultante de uma parceria entre a indústria e o varejo, que projeta um consumo de 14 bilhões de sacolas não biodegradáveis este ano, um número ainda muito elevado, mas que registra uma queda de 3,9 bilhões de unidades com relação a quatro anos atrás. Esses são esforços meritórios, mas insuficientes. São necessárias medidas mais ousadas do poder público para reduzir ainda mais o uso de sacolas plásticas e estimular a sua reciclagem, quando possível.

No país, são utilizadas mais de 20 bilhões de sacolas plásticas de uso único por ano, não acreditem na máfia do plástico que diz que diminuiu para 14 ou 16 bilhões, porque eles mudam estes números de acordo com seus interesses, isto é, são um bando de gananciosos mentirosos, destruidores do planeta. A cada semestre fazemos pesquisa com supermercadistas de grandes, médios e pequenos supermercados para descobrir como está o consumo de sacolas plásticas de uso único e este número só aumenta.

Pelo visto, a maioria da Câmara Municipal de São Paulo considera que os interesses de uma parte dos lojistas se antepõem aos da população.

Os lojistas, supermercadistas ou qualquer varejista deseja o fim das sacolas plásticas de uso único, que são um custo para eles. Quem está barrando esta lei é claramente a máfia do plástico.

Fonte – Estadão de 17 de novembro de 2010

São Paulo – Empregados de fábricas de sacolas plásticas protestam na Câmara

Manifestantes se opõem a projeto que veta uso de sacolinhas no comércio. Diretor de sindicato diz que pode haver desemprego em fábricas.

Manifestantes ligados ao Sindicato dos Químicos de São Paulo realizaram um protesto com faixas e cartazes na tarde desta quarta-feira (17), em frente à Câmara Municipal de São Paulo, na região central da cidade, contra o projeto de lei 528/2009, do vereador Carlos Alberto Bezerra (PSDB), que proíbe a distribuição gratuita de sacolas plásticas em lojas e supermercados.

Segundo Lourival Batista, diretor do Sindicato dos Químicos de São Paulo, caso seja aprovado, o projeto pode afetar 20 mil empregos em 140 indústrias que produzem as sacolas plásticas.

Na semana passada, a pedido do vereador Francisco Chagas (PT), os vereadores adiaram a votação do projeto de lei 528/2009 por falta de consenso entre os parlamentares. Chagas, que é diretor licenciado do sindicato, pediu que Bezerra retire o projeto ou que o conjunto dos vereadores o rejeite. “Acho que essa é a única solução, para que possamos construir um novo texto, com contribuição mais ampla de todas as partes. “

Bezerra disse que não vai retirar o projeto e espera que ele seja votado a partir do texto já em tramitação ainda neste ano. “O texto esteve aberto esteve em discussão”, afirmou o vereador.

Parabéns pela coragem vereador Bezerra, nós, por experiência, sabemos o que é lutar contra a máfia do plástico, que nunca aparece, mas coloca sempre um sindicato como escudo. Desde 2004, quando decidimos acabar com a sacola plástica de uso único, temos visto o poder que tem a máfia do plático e as mentiras usadas para validar seus argumentos. Eles só visam o lucro mas não querem a responsabilidade de limpar o lixo que geram e por isso tem que mentir para continuar a destruir o planeta.

Bezerra afirmou que não sabe de onde o Sindicato dos Químicos tirou o número segundo o qual 20 mil empregos podem ser ameaçados caso a proibição das sacolinhas entre em vigor. Segundo Chagas, a fonte é um estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Na época do Cidade Limpa (que proíbe a publicidade exterior) usavam a mesma argumentação, mas o projeto teve apoio popular maciço e o desemprego não acontece. Com a proibição dos bingos também foi a mesma coisa”, afirmou.

Perfeito, verador Bezzera, argumento imbatível. Conte conosco pois estamos nesta luta já faz mais de 5 anos e sabemos, com toda certaza, de que a única solução para as sacolas plásticas de uso único é baní-las para o quinto dos infernos.

Fonte – G1 de 17 de novembro de 2010

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