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Aula básica de reciclagem ou como acondicionar o lixo sem as sacolas plásticas de uso único

 

Este post é a reciclagem de um post de 02 de janeiro de 2009, quando já éramos cobrados sobre como acondicionar o lixo quando nosso projeto conseguisse banir as sacolas plásticas de uso único do país. O projeto teve início em 2004 e terminaria em 2010, com o banimento em todo o país das sacolas plásticas de uso único, mas não contávamos com um inimigo com tantos recursos financeiros, a máfia do plástico e portanto, o projeto está demorando um pouco mais do que previmos. Mas estamos quase chegando lá, aguardem um pouco mais, só um pouco.

Então estamos usando o texto como base e atualizando com a experiência que adquirimos nestes anos. A teoria é maravilhosa, mas nada como o dia a dia, aprender na prática, consertar os erros e aparar as arestas do projeto. A prática leva à perfeição.

Recebemos milhares de reclamações desde que lançamos o projeto sacolas ecológicas para banir as sacolas plástica de uso único de pessoas revoltadas, querendo saber como fazer para acondicionar o lixo se deixassem de “ganhar” sacolas de supermercado.

Não entendemos qual o drama, o porque de tanta reclamação, afinal, qual é o segredo? Será que as pessoas esqueceram que é só usar um pouquinho o cérebro e para solucionar qualquer problema?

Primeiro, tenha piedade, você utiliza por ano mais de 1.000 sacolas e se você fizer compras por 50 anos – em média – você estará gerando 50.000 sacolas , que se não forem oxibiodegradáveis, irão ficar de herança para seus mais longínquos descendentes limparem sua sujeira. Se você não se importa com o planeta, pense ao menos nos que ainda não nasceram, nos seus descendentes.

Depois, vai cair a mão se você deixar umas 4 sacolas retornáveis no carro, no seu local de trabalho ou em qualquer lugar de onde você sai para fazer as compras?

E não me venha com a desculpa de que custa dinheiro, afinal você paga de 3 a 10 centavos – embutidos no preço da mercadoria que você adquire – por cada sacola que você “acha” que está ganhando.

Então, pegue um jeans velho ou compre um pedaço de tecido barato – que seja uma chita bem colorida – e a máquina de costura da sua mãe, sogra, amiga e faça suas próprias sacolas ou compre nos supermercados – elas estão custando menos de 2 Reais cada e portanto, 4 custarão menos de 10 Reais – ou junte um monte de amigas e façam sacolas coloridas e deem de presente para seus namorados, amigos, pais, irmãos – homem também tem que participar da desplastificação do planeta – e faça as contas de quantas milhares de sacolas de uso único um grupo de amigos deixa de usar por ano ao adotar a sacola retornável.

Em uma tarde de sábado ou domingo você pode ajudar você, seus parentes e amigos a deixarem o vício da sacola.

Então tá, você deixou de “ganhar” as sacolas no comércio – não estamos somente falando de supermercados, mas de todo o varejo – então, vem a grande pergunta, como diabos vou fazer para acondicionar meu lixo?

Primeiro, saiba que você tem a obrigação de separar seu lixo, afinal, foi você que gerou este lixo. O lixo deve ser separado em 3 partes, o que pode ser reciclado, o que pode ser compostado e o rejeito. Mais adiante falaremos de óleo culinário usado, lâmpadas e baterias.

O que é reciclavel – vidro, plástico, alumínio, metal, papel.

O que é compostável – sobra de comida, cascas, folhas, raízes, basicamente a sobra dos alimentos que irá ser transformado em adubo orgânico para enriquecimento do solo.

O que é rejeito – papel higiênico, lenço de papel, fralda descartável e absorvente íntimo.

O que deve ser separado de todos os anteriores e dada destinação correta

Óleo – deve ser acondicionado em uma garrafa PET e entregue para a prefeitura ou vendido, pois muitas empresas pagam por este óleo que irá ser reciclado.

Lâmpada – deve ser devolvida em lojas onde são vendidas, pois a lei obriga quem vende a receber o material pós consumo. Você não precisa ter a nota fiscal, não precisa ter comprado no local, pode entregar em qualquer local onde seja vendida a lâmpada.

Bateria – se for de celular, devolver em revendas de celulares, pois eles são obrigados a aceitar a bateria e o próprio celular, o carregador quando você não usar mais. Você não precisa ter comprado no local, apenas entregue onde é vendida a marca do celular ou da bateria ou carregador que você está descartando. A famosa pilha para eletrônicos, assim como lâmpada, deve ser devolvida em lojas onde são vendidas, pois a lei obriga quem vende a receber o material pós consumo. Você não precisa ter a nota fiscal, não precisa ter comprado no local, pode entregar em qualquer local onde seja vendida a pilha.

Como separar o lixo reciclável – compre ou arranje um recipiente de 100 a 500 litros, que pode ser um tambor, um saco de plástico reforçado ou ráfia, uma caixa de papelão ou plástico e deixe em sua área de armazenamento de lixo. O tamanho do recipiente depende do espaço que você tem, de quanto lixo reciclável você gera, de quanto em quanto tempo é coletado o lixo reciclável.

Quando você estiver fazendo comida – a cozinha é a área que mais gera lixo – lembre-se de enxaguar e colocar de cabeça para baixo o reciclável para que fique limpo e seco – e não você não estará usando água limpa, porque você abre a embalagem e coloca na cuba da pia, assim, quando for lavar a louça, automaticamente, você já irá enxaguando o reciclável, que quanto mais limpo, maior o valor de mercado, aumentando a renda do coletor de recicláveis. Depois de seco, uma ou duas vezes ao dia, na hora da limpeza da cozinha, coloque estas embalagens reciláveis dentro do seu local de armazenamento de reciclável.

Não esqueça de reciclar o material reciclável do banheiro, pelamordamãeterra, não vá colocar vidro de xampu, creme dental ou ou qualquer embalagem reciclável junto com lixo de banheiro – rejeito – coloque este material junto no seu recipiente de material reciclável.

Lembre-se de que o lixo reciclável representa mais de 75% do volume do lixo acondicionado, então você não irá quase comprar mais sacos de lixo. Ah, você não precisa separar por material reciclável, coloque todos os tipos junto, porque nas cooperativas de reciclagem os coletores  fazem a separação e daí você não terá como usar a desculpa de falta de espaço para ter cada container por tipo de material – vidro, plástico, alumínio, metal, papel.

Como separar o lixo compostável – compre sacos de lixo de 10 a 30 litros, sempre oxibiodegradáveis – o saco de lixo oxibiodegradável pode ser descartado junto com o lixo compostável – e reciclados e no momento de preparação das refeições você coloca este lixo em pequenos saquinhos. Se não quiser gastar comprando  sacos, assista ao vídeo no início do post.

Quanto ao rejeito – pequenos sacos de 10 a 30 litros, sempre oxibiodegradáveis e reciclados. Se não quiser gastar comprando  sacos, assista ao vídeo no início do post.

Daí você pode vender seu lixo reciclável, doar para algum catador, entregar no dia da coleta do material reciclável, isto é com você, mas lembre-se de que a cada embalagem que você mandar para a reciclagem, você está dando um tempo a mais de sobrevida para a humanidade, afinal, ao reciclar, os recursos naturais deixarão de ser extraídos do planeta e o material volta para a indústria infinitamente para fabricação de novos produtos, o chamado ciclo berço a berço, poupando esses recursos naturais para as próximas gerações, os seres do amanhã.

Só com estas atitudes, você estará economizando até 100% na compra de sacos para acondicionamento de lixo. Você também estará aumentando o espaço a vida útil dos aterros sanitários em até 90% e deixando matéria prima para os futuros habitantes do planeta usarem, afinal, quando você deixar este planeta, outros ocuparão seu lugar.

Seus descendentes também precisarão dos recursos naturais do planeta para viver, não deixe que enterrem seu lixo que pode ser reciclado, pense nos seres do amanhã, use sacola retornável.

Por que confiamos e indicamos os produtos da Vicbag

A FUNVERDE iniciou o projeto para banir as sacolas plásticas de uso único no Brasil em 2004. Em 2005 criamos a primeira lei que rapidamente foi copiada em varios estados e cidades do país.

Mas, desde o início do projeto tínhamos alguns problemas que precisavam ser resolvidos para o projeto ficar completo.

Um deles que foi resolvido em 2005 foi o plástico com ciclo de vida útil controlado biodegradável d2w, que resolveu nossos problemas com as embalagens de uso único que não podem ser banidas, a exemplo de embalagens de carnes, peixes, que contaminariam sacolas retornáveis.

O outro só foi resolvido no início de 2010, quando vimos que precisávamos urgentemente de uma parceira que comercializasse sacolas retornáveis com baixo custo, para que, da classe A até a classe C, D e E pudessem ter sua sacola retornável, sem que isso pesasse no orçamento familiar. A solução foi a Vicbag, a primeira e maior empresa de sacolas retornáveis do mundo. Após o contato com eles no início de 2010, demorou mais de meio ano para que pudéssemos divulgar seu produto, no final de 2010, com laudos de terceira parte para termos certeza de que eles seguiam os princípios da sustentabilidade.

A sustentabilidade é um tripé em que estão contidos os aspectos econômicos, sociais e ambientais e por isso precisávamos de uma empresa que respeitasse essas normas.

Após lermos o extenso relatório de sustentabilidade, pudemos apoiar a Vicbag que desde então, vem fornecendo sacolas para todo o país.

Surgiram muitos boatos contra a Vicbag, mas a FUNVERDE, apoiada não em fofocas, mas em relatórios e laudos continua a apoiar a Vicbag, que é a melhor alternativa para o varejista adquirir sacolas retornáveis a um preço e qualidade justos para que consigamos alcançar os objetivos do nosso projeto de banir as sacolas plásticas de uso único para sempre.

Abaixo, uma declaração da Vicbag atestando que seu produto sustentável, isto é, ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável.

Clique na imagem para visualizar em tamanho maior.

Vicbag sacolas retornáveis de baixo custo

O ano começou diferente em várias cidades e estados do Brasil, a exemplo de São Paulo. O estado de São Paulo iniciou  o ano sem sacolas plásticas de uso único, através de acordo entre o governo e o varejo.

Com a proibição da distribuição gratuita das sacolas plásticas de uso único surge uma necessidade, a da utilização da sacola retornável que é durável, prática e ecologicamente correta.

A FUNVERDE incentiva desde 2004 a utilização de sacola retornável, pois apenas uma sacola substitui até 15 sacolas plásticas de uso único, diminuindo a poluição planetária.

Varejista, a Vicbag tem o produto que você necessita para atender seus clientes, a sacola retornável com alta qualidade e baixo custo.

Sacolas retornáveis em grande quantidade, a partir de 25.000 (vinte e cinco mil) unidades. Como o preço das sacolas é baixíssimo, sem concorrência no Brasil, você irá adquirir uma quantidade muito maior por um preço muito menor.

Para maiores informações, entre em contato com Charlotte Brun, da Vicbag falando em português.

Telefone 0021 33 1 4692 6654 – 21 é a operadora de telefonia, que pode ser substituída pela operadora de sua preferência.

Email charlotte@vicbag.com

Site www.vicbag.com

VicBag Group
31 rue Jean Jaurès

92800 Puteaux
França

Apesar da empresa ser na França, a língua não será uma barreira, pois você irá conversar com a Charlotte no mais perfeito português.

Veja algumas fotos abaixo.

A maioria delas tem reforço no fundo, porta garrafas – normalmente para 4 garrafas – nas laterais e um fecho.

Essas abaixo tem lugar para 4 garrafas nos cantos.

sacola VB Sac PP woven Melon

 

sacola VB trilogie passion

sacola VB view (Small)

Essa é imensa. Ótima para ir à feira, onde nenhuma fruta, verdura, legume ou tempero amassa o outro. Ela tem 90 cm de largura por 35 cm de fundo, uma alça grande e outra pequena e ainda um fecho.

 

sacola VB Superbagopn

sacola VB spar

Essa é de TNT, com um reforço no fundo e alças reforçadas.

sacola VB LEAF BAG CLEAR

Essa é lindíssima, de juta, encara um shopping sem constrangimento.

sacola VB jute logo copie

sacola VB DSC01809 fond blanc

sacola VB DPAM

Essa além de ter os porta garrafas dentro, tem o fecho ajustável.

sacola VB Auchan Italie

Essa é dobrável, se torna um saquinho de 15 cm e pode ser carregada na bolsa.

sacola VB carrefour

sacola VB 02

Essa tem rodinhas, para quando estiver muito pesada.

sacola VB Trolley vert bis

Estes são apenas alguns dos modelos da VicBag.

Gloria Kalil e o fim das sacolinhas plásticas

Há pelo menos dois anos muitas das melhores marcas de moda andam oferecendo de brinde para as mais diversas ocasiões – Natal, aniversários, desfiles – sacolinhas de pano em todos os formatos possíveis e imagináveis.

Eu e toda a turma da moda, devemos ter ganho pelo menos umas cinquenta delas ao longo deste tempo. Pois finalmente chegou a hora de usar pra valer as tais ecobags. Dia 25 de janeiro a cidade de São Paulo decretou o fim das sacolinhas plásticas no supermercados – lei que deve aos poucos ser implantada pelo país.

De agora em diante vamos ter que nos lembrar de carregá-las pra baixo e para cima, especialmente na hora das comprinhas de supermercado, farmácia, feira… Só tem um jeito: deixar algumas no porta-malas dos carros ou bem dobradas no fundo de todas as nossas it bolsas.

É claro que no começo vai ser uma amolação e aquela gritaria de sempre – nada é mais difícil do que mudar um hábito. E onde colocar compras molhadas como peixes? Ou: com que forrar lixinhos de banheiro? Onde jogar cascas de banana? E onde colocar o frasco do xampu para ele não vazar na nécessaire?

O tempo dirá!

Fonte – Blog Chic Gloria Kalil de 25 de janeiro de 2011

Gloria Kalil é Jornalista, empresária e consultora de moda. Diretora de confecções como Fiorucci e Jeigikei. Desde 1995 dedica-se à consultoria de estilo e negócios ligados ao campo da moda e do comportamento. Faz palestras e projetos especiais, como vídeos, planos de marketing para lojas de varejo e assessorias para indústrias e organizações institucionais como o Senac. Colabora também com matérias de moda para a imprensa escrita, televisão e outras mídias

Imagem – Sacolas Vicbag

Aprenda a fazer sacola retornável com aquela camiseta que você não usa mais

Chega de reclamar que você que não tem opção para carregar as compras com a proibição das sacolas.

Quem quer faz, é só ver este vídeo de um programa infantil onde o professor Sassá ensina as crianças a fazerem suas próprias sacolas retornáveis com material que seria jogado fora.

Então pare de tanta reclamação e se acostume, porque a era das sacolas plásticas de uso único acabou, passou, ficou no passado.

Aja como um cidadão do Século XXI e pare de emporcalhar o planeta. Use sacola retornável.

Foi às compras e esqueceu a sacola? Não tem problema, faça um furoshiki na hora!

Repetindo o post de 2010, porque a idéia é mais atual do que nunca.

Em 23 de setembro de 2009, durante o jantar de premiação do 1º prêmio FECOMERCIO de sustentabilidade  – a FUNVERDE participou da banca julgadora – A Sanae Murayama Saito, uma mulher fantástica, presidente do Sindivarejista de Campinas e região me ensinou a fazer uma sacola tão fácil de fazer que não dá para ninguém mais usar a desculpa para não usar sacola retornável, porque esta sacola que pode ficar dobrada dentro da sua bolsa para emergências, como compras de impulso em shopping, farmácia, banca de revista …

Claro que não estamos pedindo para você usar a furoshiki, esta sacola de nome tão estranho mas que é super prática, para fazer a compra do mês no supermercado, pois para grandes compras o ideal é usar sacolas retornáveis, caixas de papelão, carrinho de feira … qualquer coisa, menos as malditas sacolas de plástico de uso único, mas ela pode e deve ser usada quando você esqueceu a sua sacola retornável em casa para pequenas compras.

Assista abaixo, a maravilhosa matéria da Globo, realizada pela Juliane Guzonni, onde explicamos passo a passo como fazer uma furoshiki.

O furoshiki é a arte tradicional de embrulho japonês através da utilização de um tecido quadrado – de preferência um tecido que não amasse, como seda – que possibilita embrulhar qualquer objeto. Este tipo de sacola é usada no Japão há muitos séculos – seu uso se iniciou há mais de 1200 anos atrás - e só perdeu sua popularidade após a criação das famigeradas sacolas plásticas.

No ano passado o uso desta sacola foi resgatado pela ministra do meio ambiente, Yuriko Koike, que compreendeu o grande mal causado pelo uso das sacolas plásticas de uso único e melhor, entendeu que mudança de atitude individual pode o destino da coletividade e melhor ainda, começou a divulgar a furoshiki e a utilizar esta sacola. Nada melhor do que o exemplo. Foi lançada então a campanha Mottainai furoshiki – 3 Rs reutilizar, reduzir, reciclar – pelo governo japonês para resgatar a tradição japonesa e incentivar o uso da furoshiki de forma moderna, como sacola retornável e fizeram até o folheto abaixo, para ensinar as pessoas como fazer diversos tipos de sacolas retornáveis, embrulhos, tudo com um pedaço de tecido.

Abaixo alguns modelos de furoshiki do site Muhle. clique nas imagens para ver em tamanho maior.

Abaixo, mais um vídeo de como fazer uma furoshiki.

Quando for dar um presente, compre um tecido que não amasse, com padronagem que o presenteado gostar, e embrulhe este presente, pois na verdade você estará dando dois presentes, já que o embrulho não será descartado imediatamente no lixo e sim utilizado por muito tempo como uma sacola retornável e quem você presentear certamente lembrará mais tempo do presente que recebeu.

Mude o destino da humanidade e do planeta apenas mudando seus hábitos, use sacola retornável, use furoshiki.

Aprenda a fazer sua própria sacola retornável com jornal e cola

O artista plástico Elson Sposito ensina passo a passo

Com a polêmica envolvendo o fim das sacolinhas plásticas nos supermercados de Ribeirão Preto, o artista plástico Elson Sposito, morador do Jardim Flórida, criou há um ano uma sacola feita à base de jornal e cola.

 

Forte e resistente, a ideia de fazer as sacolas de jornal surgiu das conversas com o filho biólogo. “Ele foi me estimulando e comecei a pensar no que podia fazer com aquela pilha de jornal, que depois de ler perde a utilização”, explica. De acordo com ele, os custos com a sacola de jornal é só com a cola e a alça pode ser feita de fitas, barbantes ou panos velhos.

Em visita à redação do jornal A Cidade, ele ensinou passo a passo a confecção da sacola ecologicamente correta. Ao lado, na galeria de fotos, uma sequência de imagens ilustra todo o processo.

Para quem gostou da ideia e quer aprender diretamente com o artista, no dia 7 de fevereiro, terça-feira, às 20h, Elson vai realizar uma oficina sobre a sacola retornável no Centro Cultural Palace, em Ribeirão Preto.

Material

Separar 8 folhas duplas de jornal, um tubo de cola, duas tiras de tecido, duas tiras de papelão e uma caixa de papelão.

Confecção

Cole uma folha dupla sobre a outra, formando quatro peças.

Emende as peças com cola, formando uma fileira com as folhas.

Utilizar como molde para a sacola uma caixa de papelão, que será revestida (enrolada) com as folhas de jornal. A caixa não deve ser colada, para que sirva apenas como forma para a sacola.

Para fazer o fundo da sacola, basta unir com cola as quatro laterais inferiores como se fosse um embrulho de presente. Terminado o fundo, retire a caixa de papelão.

Para fazer a alça, basta dobrar a parte superior para o lado de dentro, como se fosse uma “barra” de calça. Nas duas partes maiores, cole uma tira de papelão para dar suporte à alça.

Faça um pequeno furo em cada lateral onde será colocada a alça. Utilize para fazer a alça o material de sua preferência. Pode ser barbante, sobras de tecidos, cadarço de tênis, etc. Na parte exterior, o nó deve ser maior do que o furo.

Acabamento

Passe uma camada de verniz à base de água para tornar a sacola mais bonita e resistente. Depois de pronta, aguarde por duas horas a sacola secar.

Fonte e imagens – Paulo Schneider, Jornal A Cidade de 26 de janeiro de 2012

Vai fazer compra hoje? Lembre-se de levar sua sacola retornável!

Vai fazer compra hoje? Lembre-se de levar sua sacola retornável.

É hoje. Finalmente, após a máfia do plástico derrubar 3 leis proibindo as sacolas plásticas de uso único, governo e varejistas do estado de São Paulo se uniram em um acordo para banir aquelas que representam 10% de todo o lixo gerado diariamente em qualquer cidade do país, as sacolas plásticas de uso único, que demoram 1 segundo para serem produzidas, são utilizadas por meia hora e depois ficam poluindo por 500 anos.

Kassab, Alckmin, APAS, parabéns pela coragem em enfrentar a máfia multibilionária do plástico para em nome do planeta e da humanidade.

Desde 2004 a FUNVERDE vem travando uma guerra contra a sacola plástica de uso único, perdendo inúmeras batalhas, mas ganhando algumas e garantimos, vale a pena, nossos descendentes merecem. Cada cidade, cada estado que adere à lei ou acordo, não nos importa, estamos mais perto do consumo sustentável, estamos mais perto de um planeta menos poluído para nossos descendentes.

Esta guerra começou aqui, em Maringá, no Paraná, em 2004, nos fundos de vales poluídos por sacolas plasticas e muitos outros produtos plásticos. Foi quando a FUNVERDE definiu que em 5 anos baniria as sacolas plásticas de uso único no país.

Em 2005, após um ano de busca por uma tecnologia que fizesse o plástico ser menos impactante ao planeta, descobrimos o plástico com ciclo de vida útil controlado biodegradável de petróleo d2w, que ao invés de durar 500 anos, em 18 meses se biodegrada. Definimos que este seria nosso primeiro passo, chamar a atenção para o problema e daria menos tempo de vida a estas sacolas plásticas e mais tempo de vida para a humanidade. Começamos a incentivar o uso de sacolas retornáveis  e definimos que em cinco anos, acabaríamos com as sacolas plásticas de uso único. Óbvio que produtos como FLV – sacos para frutas, legumes e verduras – e sacolas para embalar carne, peixe, frango … produtos contaminantes ainda usariam o plástico, mas estes poderiam ser acondicionados com plástico biodegradável de petróleo, que também poderia ser usado em todas as outras embalagens de uso único, como embalagens de xampu, iogurte, saco de arroz ou qualquer produto embalado em plástico.

Quando começamos a estudar este plástico, recebemos inúmeros laudos internacionais e nacionais e começam novos testes nacionais e então fomos descobrindo fatos assustadores do plastico, dia a dia. Ficamos sabendo que a sacola plástica de uso único representava 10% de todo o lixo gerado diariamente no país, que 80% dos plásticos eram de uso único e a cada descoberta nos preocupávamos mais em encontrar uma solução para este problema que se mostrava muito pior do que inicialmente imaginávamos.

A política nacional de resíduos sólidos estava quase completando duas décadas sem ser aprovada, a reciclagem no país não chegava a 1% – e não passa disso até hoje – menos de 10% das cidades tinha aterro sanitário, menos de 5% das cidades contava com reciclagem organizada pelo poder público … a cada descoberta ficávamos mais chocados e preocupados, nos perguntando porque ninguém do governo federal estava fazendo nada com relação ao lixo gerado no país.

Pronto, a solução estava pronta, agora era pegar as armas e iniciar a guerra pelo planeta e em cinco anos limpar o planeta, simples assim, ou assim, inocentemente pensávamos.

Criamos assim a primeira lei de muitas para banir as sacolas, primeiro só podendo usar sacolas com ciclo de vida útil controlado para minimizar os danos ao ambiente e divulgar o problema da plastificação para a população, mas já avisando para quem fazia a lei que em 5 anos a lei mudaria, não podendo ser usada mais nenhuma sacola, apenas a retornável. no final de 2006 a primeira rede de supermercados do país se juntou ao projeto passando a usar somente as sacolas biodegradáveis de petróleo, o Supermercado Cidade Canção, aqui em Maringá. Em 2007 a primeira lei foi aprovada aqui em Maringá. No final deste ano o governo do Paraná nos chamou para limparmos o estado das sacolas e assim o Paraná se tornou o primeiro estado a banir as sacolas plásticas de uso único convencionais, só podendo ser utilizadas sacolas ambientalmente corretas, biodegradáveis de plástico ou papel e retornáveis.

Em 2008 o conselho superior de sustentabilidade da FECOMERCIO de São Paulo nos convidou para falar para os maiores varejistas do país sobre nosso projeto e fomos convidados a participar do fórum permanente de varejo e consumo sustentável da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. 

Ainda 2007 começamos a enviar a lei para vereadores, prefeitos, deputados e governadores Brasil afora para que eles copiassem a lei e assim começaram nossos problemas. Foram dezenas de entrevistas em Rádio, Jornal e Televisão. O projeto ficou conhecido em todo o país e nós ficamos conhecidos pela máfia do plástico.

Até 2007 nem imaginávamos que tínhamos um inimigo tão poderoso, a máfia dos plásticos, com seus advogados caríssimos e cujo único objetivo foi, é e será sempre vomitar todo o plástico que pudessem, mas claro, sem responsabilidade de destinação pós consumo. Nossa vontade era apenas de proteger o mundo contra a vontade destas corporações de destruir o mundo.

Foi assim que encontramos o fim da inocência, aprendemos que não é só querer salvar o mundo, tem que lutar todas as batalhas, cidade a cidade, estado a estado, o que fizemos bravamente até hoje e sabemos que a guerra não acabou, mas antes de 2015 teremos ganho esta guerra em todo o país, pela humanidade e pelo planeta.

Ao longo dos anos fomos modificando as leis para podermos defender o planeta das corporações que visam somente o lucro, sem pensar no amanhã. Finalmente a lei foi alterada de proibição para comercialização das sacolas,  pois vimos que a consciência do povo brasileiro reside no bolso e que, enquanto houvesse sacola grátis, nada mudaria.

Algumas redes decidiram dar desconto de 3 centavos a cada cinco itens adquiridos – é a média de produtos que cabe em uma sacola – mas era pouco, brasileiro não dá valor a tão pouco, não tem ideia de quanto vale uma moeda e portanto nossa sugestão para a lei era de cobrar 10 vezes o custo de cada sacola, isto é, quer usar sacola, pague 30 centavos a unidade.

Vimos algumas ações coordenadas de varejistas e o governo municipal ou estadual fazerem um acordo, no caso da lei ser derrubada e isso começou a ocorrer em cidades de Santa Catarina, onde a primeira cidade a banir as sacolas plasticas de uso único foi Xanxerê, no dia primeiro de abril de 2009.

Convidamos os supermercadistas de Xanxerê para contar sua história pelo Brasil, para convencer os políticos que valia a pena banir as sacolas, participamos e eventos junto com a ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados em 2009 onde foram apresentados o caso de Xanxerê ao MMA – Ministério do Meio Ambiente. Foi nesta ocasião que o MMA começou a mobilização para acabar de vez com o uso indiscriminado da sacolas plásticas no Brasil.

Após inúmeras reuniões e muita conversa, estamos hoje vendo o início de uma nova era. A era da limpeza nas ruas, do final daquelas imagens de pessoas perdendo tudo nos dias de enchentes porque os bueiros estão entupidos com tantas sacolas plásticas de uso único jogadas incorretamente. Daquelas inúmeras sacolas voando nos dias de ventos fortes. Estamos iniciando uma era de cidadania plena, onde o cidadão age em vez de ficar somente reclamando, agora sabemos que podemos mudar o que está errado no planeta, onde a união entre as pessoas é o caminho para chegarmos a evolução, construindo um planeta melhor para nossos filhos e netos melhor do que o planeta que nos foi legado por nossos pais.

Temos muita história para contar sobre este projeto, mas o texto já está ficando longo demais. Aos poucos iremos contando toda a história, afinal a guerra ainda não está ganha. Não esquecemos do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais … e inúmeras cidades de apenas 5 mil habitantes em que seus governantes acabaram com as sacolas. A cada cidade que bane as sacolas plásticas de uso único nosso projeto cresce, o mundo fica mais limpo, e o destino do planeta muda, para melhor.

Lembrem-se deste dia, o dia em que os aterros e lixões de são paulo ganharam 10% a mais de vida útil. Isto é só o começo.

Imagem – Sacola Vicbag

Será que vai faltar sacola de plástico de comida?

Com estiagem, perdas na agropecuária chegam a 40% no RS

A estiagem que atinge o Rio Grande do Sul já impacta a produção da agricultura e da pecuária no Estado no início deste ano. De acordo com a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), a escassez de chuvas provocou perdas de até 40% da produção. As culturas mais afetadas são as de milho, feijão e soja, além da oferta de leite.

“As principais regiões atingidas são a central, a norte e a nordeste do Estado. Nesses locais, as estimativas de perdas na produção do milho estão entre 20% e 30%. Na região de Santa Rosa, por exemplo, a produção de feijão perdeu cerca de 30% do total. Já na região central, a cultura de soja tem estimativas de perdas de 10%”, afirmou a doutora em agrometereologia da Fepagro, Loana Cardoso.

Já a produção da pecuária no Estado é a mais atingida com a falta de chuvas, pois o pasto, utilizado como alimento para o gado de leite, está escasso. “A produção leiteira perdeu entre 30% e 40%, principalmente do Vale do Taquari, na região central, já que as pastagens estão secando, diminuindo assim o alimento, e por fim, a produção de leite”, disse Cardoso.

De acordo com o Centro Estadual de Metereologia do Rio Grande do Sul (Cemet), a estiagem vem se prolongando desde setembro e não há previsão de chuvas significativas até a segunda quinzena de janeiro. “A ração, geralmente utilizada como complemento à alimentação, pode substituir o pasto, mas os produtores não contam com grandes estoques. Por isso, devem racionar o uso para manter a oferta, já que não sabemos até quando irá essa seca”, concluiu.

Fonte – Vinicius Pereira, Portal Terra de 04 de janeiro de 2012

Somos e sempre fomos contra utilizar comida para outro uso que não seja alimento, seja para humanos, seja para animais como alimentação indireta, nos perdoem os amigos vegetarianos.

Com o aumento da temperatura do planeta, o clima totalmente louco, desertificação, longas estações sem chuva, quebra de safras ano após ano, aumento da população planetária e estas megacorporações do mal ainda inventam mais esta, roubar comida do prato da humanidade para fazer uma sacola que será usada por meia hora e depois descartada.

Comida no prato e sacola retornável, já!

¿Bolsas hechas con comida? Pero a quién se le ocurre…

Como solución para reducir el número de bolsas de plástico que llevan años contaminando nuestros ríos, bosques, mares y selvas, el Gobierno sacó una ley (Ley 22/2011) que propone la sustitución de estas bolsas no biodegradables por bolsas fabricadas a partir de productos alimenticios.

¡Qué gran idea!

O sea, que ahora nos vamos a dedicar a cultivar para bolsas en vez de alimentar a las personas…

¡Qué no nos tomen el pelo!

Amigos de la Tierra creemos que ya es hora de dejar de generar residuos que la Tierra no puede soportar y de consumir más recursos de los que deberíamos. Para ello, queremos: concienciar a la población de lo importante que es realizar un consumo responsable, exigir a los gobiernos que gestionen los residuos adecuadamente e apoyar alternativas sostenibles que hagan posible el cambio…

Fonte – Amigos de la Tierra

Ainda bem que não estamos sozinhos na guerra contra as sacolas de comida.

Comida é para alimentar a humanidade e jamais para fazer sacola.

Comida para os humanos e sacola retornável, já!

Annie Leonard – A revolução do consumo e da felicidade

De onde vem o papel que você segura neste momento? O quão sustentável é a camiseta supostamente ecologicamente correta que acaba de comprar? A mulher que respondeu a essas e a centenas de outras perguntas sobre produção de bens de consumo se tornou uma celebridade. A ambientalista americana Annie Leonard ficou mundialmente famosa pelo vídeo “A história das coisas”, exibido milhões de vezes no YouTube. O curta ganhou uma versão em livro – o homônimo “A história das coisas” (Editora Zahar). Em ambos, Annie defende não só a sustentabilidade, mas a felicidade.

O Globo - Qual a sua inspiração para fazer o vídeo e escrever “A história das coisas”?

Annie Leonard - Quando era estudante universitária em Nova York, me impressionava muito com as monumentais pilhas de lixo depositadas nas ruas todos os dias. Um dia resolvi abrir os sacos para ver o que as pessoas jogavam fora. Fiquei chocada ao descobrir que havia muito material reutilizável, especialmente papel e metal. Então resolvi ir ao depósito de lixo da cidade. Havia montanhas de móveis, roupas, livros, comida. Isso despertou minha curiosidade sobre a função das coisas em nossas vidas. De onde elas vem, para onde vão e como administrar melhor sua produção e uso. Depois de formada, trabalhei para ONGs ambientais e viajei pelo mundo.Vi os impactos ambiental, social e de saúde ocultos das coisas que usamos e jogamos fora. Fiquei frustrada que o custo real de todos os bens que consumimos não é explicitado nas propagandas que nos encorajam a comprar coisas para nos assegurar felicidade, sucesso e segurança. Eu queria promover uma discussão mais honesta sobre padrões de produção e consumo.

O Globo - Como surgiu a ideia do filme e do livro?

Annie - Comecei fazendo um cartoon para descrever os sistemas de ação e consumo. E deu certo! Depois criamos um vídeo de 20 minutos e o postamos em dezembro de 2007. Para minha surpresa, foi um sucesso. Já foi exibido mais de 15 milhões de vezes, acessado em praticamente todos os países do mundo. O livro “A história das coisas” foi continuação desse trabalho.

O Globo - Você viajou por mais 40 países para pesquisar como as coisas são produzidas e descartadas. O que descobriu? O que viu de mais significativo?

Annie - A lição mais importante que aprendi é que há muitos meios de criar um mundo melhor. Soluções economicamente viáveis já existem, energia renovável à produção limpa e resíduos zero. Precisamos fazer uma nova revolução industrial que transforme nossos sistemas de produção e consumo drasticamente, reduza o gasto de energia e água, elimine substâncias tóxicas, tornem os produtos mais duráveis. Precisamos investir mais em ação, saúde e meio ambiente, e não no acúmulo de coisas. Há muitos problemas ambientais para resolver, do caos climático ao colapso dos recursos pesqueiros. Seria fácil ficar deprimido se não tivéssemos tantas boas alternativas já disponíveis. Felizmente, podemos começar a construir um futuro agora. Em cada país que visito vejo pessoas – de professores a pais, empresários e até mesmo políticos – que trabalham para um futuro melhor. Isso me dá uma grande esperança.

O Globo - Você já esteve no Brasil?

Annie - Ainda não, mas espero conhecer o Brasil. É um dos países onde mais gente assistiu ao meu filme. Recebemos milhares de e-mails de brasileiros, de pessoas que concordam com a mensagem de “A história das coisas” e trabalham para um ambiente mais saudável, sustentável e justo.

O Globo - Como podemos tornar nossa vida mais sustentável e feliz?

Annie - Pensando por nós mesmos. Estabelecendo nossa própria medição de satisfação. Não deixando comerciais instilarem um senso de inadequação que nos faça achar necessárias coisas das quais realmente não precisamos. Conhecendo melhor nossos valores e visão de uma vida feliz, e os pondo em prática.

O Globo - Como mudanças pessoais podem fazer diferença?

Annie - Escolhas responsáveis, como consumir o necessário, cuidar do lixo e usar menos carro, nos fazem não só nos sentirmos melhor quanto inspiram outras pessoas a fazer o mesmo, a levar uma vida ambientalmente responsável. É claro, o impacto ambiental das indústrias é maior, mas nosso grande potencial de mudança é a chance de pressionar por novos padrões de produção e consumo. É preciso mudar a mentalidade das pessoas sobre o lixo e o desperdício, fazê-las associar isso a sua vida pessoal.

O Globo - Qual a melhor forma de educar as pessoas sobre meio ambiente?

Annie - Nossa economia, nossa saúde, nossas vidas dependem de termos um ambiente saudável, mas a educação ambiental por muitos anos tem sido segregada como uma área de estudo opcional. Precisamos mudar isso. A consciência de nosso papel no meio ambiente deve permear todas as áreas de educação, inclusive as profissionais, como medicina ou negócios. Afinal, não existirão negócios, hospitais e produtos num planeta morto.

O Globo - Como podemos conciliar nossa necessidade de coisas como computadores, geladeiras etc. com o impacto ambiental que causam?

Annie - Eu não estou dizendo que devemos nos desapegar de tudo. O que eu digo é que os bens de consumo precisam ser saudáveis e seguros para o planeta, para quem os produz e para nós mesmos. Por exemplo, hoje os telefones celulares têm metais tóxicos. E também não duram nada. Somos estimulados a comprar sempre modelos novos, em campanhas publicitárias milionárias, que estigmatizam os aparelhos mais antigos. O ideal é que os aparelhos durassem mais, pudessem ser atualizados e utilizassem tecnologias que facilitassem a reciclagem. Hoje, nos EUA, o tempo de vida útil médio de um celular é de apenas um ano. Se considerarmos a quantidade de energia e os materiais necessários para produzir um celular, uma vida útil tão curta é uma verdadeira tragédia. Eu não sou contra ter coisas. Eu apenas defendo um consumo mais responsável. Defendo que as coisas sejam mais duráveis e possam ser recicladas.

O Globo - O que você faz para reduzir seu consumo, reutilizar produtos e proteger os recursos naturais?

Annie - Eu compro menos coisas novas. Em parte porque eu levo muito a sério a responsabilidade ecológica e também porque eu não quero a minha casa entulhada de coisas. Há aparelhos, como impressoras, por exemplo, que podem ser compartilhados com amigos. Poderíamos compartilhar mais certos aparelhos e mesmo carros. DVDs, livros, tudo isso pode ser compartilhado e trocado entre amigos.

O Globo - A publicidade tem um grande impacto em nossa vida. Como podemos lidar melhor com isso?

Annie - Eu tenho recebido muitos e-mails do Brasil que expressam exatamente preocupação com isso. Muitos anúncios fomentam uma sensação de ansiedade ou inadequação se você não tem um determinado produto. Todos os dias ouvimos que nosso cabelo e nosso corpo poderiam melhorar com esse ou aquele produto; que não temos um bom carro ou celular. Temos mais coisas do que qualquer geração antes da nossa e nem por isso somos mais felizes. Na verdade, somos mais infelizes do que as gerações que nos antecederam. Por isso, é prioritário limitar a publicidade para crianças, só estimula uma sensação permanente de insatisfação. Também deveria haver leis mais rígidas em relação à honestidade da informação que é veiculada. Precisamos encorajar o pensamento crítico sobre a publicidade. Ter coisas demais não aumenta nossa qualidade de vida.

O Globo - Como podemos passar de uma cultura acostumada a jogar coisas fora a outra de lixo zero, que valorize produtos não-tóxicos?

Annie - Não existe uma receita mágica. A solução está em várias frentes simultâneas. Numa delas podemos recompensar cidades e indústrias que reduzam o lixo e implementem taxas para grandes poluidores. Na frente tecnológica é importante desenvolver produtos com menos uso de materiais, que sejam mais duráveis e facilitem a reciclagem. Na frente cultural, estimular valores que não sejam baseados no consumo excessivo, investir em centros comunitários que compartilhem cultura. Na frente econômica, é preciso parar de favorecer indústrias poluidoras e incentivar a sustentabilidade. Há muitas estratégias e desafios. Mas muitos problemas ecológicos não são realmente difíceis de resolver. Já existem boas tecnologias e informação para fazer as coisas mudarem. A falta de ação é indesculpável.

O Globo - O materialismo realmente nos faz infelizes?

Annie - A despeito de todas as que pregam que consumir mais coisas nos torna mais felizes, um crescente número de pesquisas tem mostrado o contrário. Uma orientação de vida altamente materialista só aumenta a insegurança e a ansiedade. Eu não estou dizendo que comprar um produto novo nunca nos faz felizes. Mas à medida que consumimos mais, a satisfação vai diminuindo. Nosso primeiro ou segundo casaco certamente tiveram um impacto maior do que o 12 ou 13. Além disso, também nos preocupamos com os gastos. Obviamente, todas essas considerações só valem para quem pode consumir. Claro que pessoas que lutam para comprar comida a cada dia ficam muito felizes quando podem comprar alguma coisa. Mas quando falo de consumismo, estou me referindo a quem já tem o suficiente.

O Globo - Nossa sociedade está mesmo passando por um momento de mudança de paradigma? Como a economia global pode se adaptar?

Annie - Há ainda milhões e milhões de pessoas no mundo que vivem na pobreza, que vão dormir com fome e que precisam de bens materiais básicos de saúde e educação. Para essas pessoas, é importante, essencial. Mas também há milhões de pessoas que têm mais do que realmente precisam. Essas pessoas associam status, felicidade e segurança à quantidade de bens que possuem. Felizmente, eu percebo que muita gente começa a pensar de forma diferente. Muitas pessoas começam a se sentir sufocadas no meio de um oceano de coisas. Nossas casas estão cheias. Nossas garagens estão lotadas. Passamos nosso tempo livre comprando, arrumando as muitas coisas que compramos. Temos mais coisas, porém, menos amigos do que as gerações anteriores. Estamos nos tornando socialmente isolados e solitários. Por isso, muita gente começa a perceber que as coisas mais importantes na nossa vida não são coisas materiais. Temos um excesso de coisas e um déficit do que realmente importa: tempo para lazer, para vida em comunidade, senso de significado em nossas vidas. Pessoas de todos os países ricos do mundo começam a reconsiderar suas prioridades, aprender a como viver melhor com menos, e a construir redes de compartilhamento de coisas. Você facilita o acesso a uma série de produtos que precisa apenas por parte do tempo, como cortadores de grama, copiadoras, e não precisa mais ser consumido pelo excesso. Já vemos mudanças na economia em busca de um novo modelo. Negócios baseados em aluguel de carros, DVDs e mesmo vestidos caros começam a florescer em toda parte. Para esse tipo de negócio, que são uma forma de inovação, há muitas oportunidades. E é um caminho de sucesso que não está baseado na destruição dos recursos do planeta. Eu sei que existe um longo caminho para uma economia global sustentável. Há desafios. Mas esses desafios não são nada se comparados com o desastre que nos espera se tentarmos continuar com o modelo atual indefinidamente. A questão não é se a economia irá se adaptar. Mas como ela fará isso. Simplesmente não podemos manter para sempre nosso ritmo de consumo atual. Vamos mudar por vontade própria e estratégia ou devido a um desastre. Eu prefiro que mudemos por estratégia e acho que já começamos!

Fonte – Ana Lucia Azevedo, Agência O Globo de de 10 de janeiro de 2012

Maringá, PR, 15/12/2011 – Audiência pública para a instalação do incinerador de lixo

Assista abaixo a audiência pública realizada pela prefeitura de Maringá para implementar uma PPP – parceria público privada para a instalação de um incinerador que custará 350 milhões de Reais, que necessitará de 500 ton / dia de lixo para alimentar o incinerador – Maringá gera 350 ton / dia, sendo que se houver reciclagem e compostagem, apenas sobrarão 35 ton / dia para abastecer o incinerador – e a PPP tem duração de 30 anos, prorrogáveis por mais 5 anos.

Tivemos problemas técnicos e não conseguimos filmar o início da audiência, faltando filmar o início, em que falou o representante de uma ong que quer queimar lixo, que trouxe um cacique piromaníaco e um bando de pseudoambientalistas a convite prefeitura, para validar a escolha do prefeito em queimar recursos naturais.

Ao final da audiência solicitamos ao Leopoldo Fiewski a gravação para podermos postar e ele disse que assim que recebesse a filmagem, nos disponibilizaria. Estamos aguardando, secretário.

 

Talitha Pricila Cabral Coelho, secretária do Fórum intermunicipal de lixo e cidadania, entregando ofício com o posicionamento do fórum de lixo e cidadania, claro, contra a instalação do incinerador de lixo.

 

O prefeito Silvio Barros II, que tem fixação por queimar o lixo da cidade desde que se se tornou prefeito.

 

Adriana Lima Domingos, gerente de auditoria operacional do TC – Tribunal de Contas do Paraná – relato de estudos sobre o panorama de disposição final de RSU no Paraná.

Odair Segantini, da ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – panorama dos RSU no Brasil e no mundo.

 

Jorge Villalobos, do Observatório ambiental – riscos ambientais e alternativas para destinação final de RSU,

 

Eduardo Gobbi, coordenador de recursos hídricos e saneamento básico da SEMA/PR – Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Panorama e perspectiva de gestão de RSU para o Estado do Paraná.

 

Milton Norio Sogabe, entenheiro da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – experiências e alternativas tecnológicas para destinação de RSU.

 

Perguntas e respostas.

Campanha diga não à incineração de lixo em Maringá

Você já deve ter lido na nossa página que estamos em uma campanha contra a instalação de uma usina de incineração de lixo na cidade.

Dia 15 de dezembro haverá uma audiência para a prefeitura sacramentar a instalação desta usina e não podemos permitir que nossa cidade verde seja poluída por uma tecnologia que os europeus estão abandonando após terem aprendido da maneira mais difícil que estas usinas não ecologicamente corretas, causando doenças em seus cidadãos, com a contaminação do leite, da carne dos animais e dos vegetais que durante décadas receberam do ar as cinzas tóxicas e cancerígenas destas usinas.

O material da campanha contra a instalação da usina de incineração de lixo em Maringá ficou pronto na semana passada. Começamos a distribuir no mesmo dia os folders e adesivar os carros após pedir permissão para a pessoa, é claro.

Final de semana teve panfletagem e adesivagem no centro da cidade e nas feiras livres. Esta semana, a partir de segunda-feira até dia 15 de dezembro, dia da audiência pública para tentar enfiar goela abaixo dos cidadãos de Maringá esta usina indecente, haverá panfletagem no centro da cidade.

Se você quiser o folder ou adesivar o carro, entre em contato para informarmos onde os voluntários estarão panfletando e adesivando carros.

Queremos agradecer imensamente ao Eduardo Marçal Santa Bárbara, da empresa de comunicação e marketing EMARÇAL pela criação do material para a campanha, sem o qual não seria possível continuarmos a luta contra esta usina infernal.

O Eduardo é o publicitário da FUNVERDE que cria todas as logos e campanhas da fundação há muito tempo, portanto, entende tudo de comunicação e meio ambiente.

Novamente Eduardo, nossos agradecimentos pelo seu trabalho árduo, principalmente neste final de ano, em que sabemos, você está atolado de serviço mas sempre arranja um tempo para nos socorre.

Nós e o planeta agradecemos pelo seu sempre impecável e incansável trabalho.

Agradecemos muito também aos empresários da cidade, que se cotizaram para pagar o material impresso, mas que não podemos citar os nomes por motivos óbvios, quer dizer, pediram para ficarem anônimos por medo de retaliação do primeiro poder.

Não seja apenas um pagador de impostos, seja um cidadão, junte-se a nós nesta luta para manter nossa cidade livre deste incinerador que destrói a cidadania ao incentivar o consumismo, afinal, é consumir e o lixo some, magicamente.

O incinerador deseduca a população que demorou tanto tempo para aprender a separar seu lixo para a reciclagem.

O incinerador causa desemprego as centenas de pessoas que, sem qualificação para encontrar trabalho na economia formal, encontram na reciclagem uma maneira de trabalhar e ganhar seu sustento.

A reciclagem está sendo uma fonte de renta para os recicladores e a sociedade lucra com os produtos que são reciclados e também a segurança publica ganha, pois sem esta renda, teríamos uma quantidade enorme de pessoas entrando na situação de insegurança social – pobreza extrema.

O incinerador causa sérias doenças, dentre elas o câncer, pois a fumaça tóxica contém dioxinas e furanos, altamente prejudiciais à saúde, além de partículas muito pequenas que deixam de ser filtradas pelo nosso corpo, aderindo a parede do pulmão, provocando doenças que irão impactar o Sistema Único de Saúde.

E por fim, gerenciamento de lixo sempre foi, é e sempre será a separação na fonte do material para a reciclagem, para a compostagem e o rejeito. Com a separação na fonte, sobrará no máximo 10% de rejeito e com o incinerador, de tudo que entrar para queima, sobrará 15% de rejeito de cinzas tóxicas, classe 1, que tem que ser armazenadas em locais especiais para não contaminar o planeta.

Diga não à incineração de lixo em Maringá e em qualquer outro local do planeta. Diga sim à reciclagem e compostagem.

Informativo da campanha Diga Não à Incineração do Lixo em Maringá

Adesivo para carro

Botton para camiseta

 

Campanha diga não à incineração do lixo – conheça mais sobre esta alternativa perigosa

A FUNVERDE é membro do fórum do lixo e cidadania que nasceu em setembro de 2010 para solucionar o que parece insolúvel, o problema do lixo em Maringá, que não é resolvido pelo poder público desde nunca.

A prefeitura pretende instalar uma usina que custará centenas de milhões de Reais para queimar 500 toneladas de lixo por dia, sendo que Maringá só gera 350 toneladas de lixo por dia e menos de 5% disso é reciclado.

O fórum é contra esta alternativa ambientalmente incorreta, perigosa para a saúde humana e para o próprio planeta.

O que é necessário é educação ambiental para reduzir a geração de lixo, separar o que é gerado para a reciclagem e compostagem. Esse é o beabá da gestão do lixo, o básico. Sem isso, não adianta se pensar em alternativas fantasiosas, mirabolantes, porque queimar lixo deseduca a população, incentivando o consumo, dizendo que você pode consumir e depois nós queimamos, jogamos o lixo para baixo do tapete.

Esta alternativa retira postos de trabalho dos coletores de recicláveis, gerando desemprego e instabilidade social.

A primeira audiência pública foi cancelada judicialmente no mês passado, mas haverá outra no dia 15 de dezembro de 2011.

Participe, diga não à queima do lixo em Maringá.

Para você conhecer mais sobre esse assunto e saber porque não podemos permitir a instalação desta usina, leia alguns artigos abaixo.

Conhecimento é poder.

Clique nos links para ler em formato pdf.

Incineração de resíduos sólidos urbanos, aproveitamento na co-geração de energia. Estudo para a região metropolitana de Goiânia – GO

Geração de energia elétrica a partir da incineração de lixo urbano: o caso de Campo Grande – MS

L’incinération des déchets en Île-de-France: Considérations environnementales et sanitaires

Incinération des ordures ménagères en France: effets sur la santé

Synthèse des connaissances sur les impacts environnementaux et les risques sanitaires de l’incinération, de la méthanisation, et des centres de stockage

Caracterização das cinzas de incineração de resíduos industriais e de serviços de saúde

Incineradores de resíduos sólidos, processos de coincineração e implicações para a saúde humana: princípio da precaução

Análise espacial dos riscos à saúde associados à incineração  de resíduos sólidos: avaliação preliminar

Acórdão sobre a queima de pneus pela cocamar

Sentença sobre a queima de pneus pela cocamar

Manifesto contra a incineração, pela reciclagem e reutilização dos materiais do lixo domiciliar - incineracaonao.net

Incineração e saúde humana. Estudo do conhecimento sobre os impactos da incineração na saude humana – Greenpeace

Incineração não é a solução – Greenepace 

Curitiba, PR, 27/11/2011 – Audiência pública em Curitiba contra instalação de usinas incineradoras de lixo no Paraná

Participamos da audiencia pública realizada em Curitiba, na Assembléia Legislativa, organizada pelos deputados Luciana Rafagnin, Rasca Rodrigues, Luiz Eduardo Cheida e Elton Welter, no dia 28 de dezembro de 2011.

Esta audiência marcou o início do processo da criação de uma lei para impedir a instalação das usinas de incineração de lixo nas cidades no Paraná.

Também estamos lutando contra a instalação desta usina na cidade de Maringá, sede da FUNVERDE, através da nossa participação no fórum do lixo e cidadania, que foi criado em setembro de 2010 para resolver o problema do lixo na cidade, que nunca foi resolvido por nenhum prefeito até hoje.

O atual prefeito está praticamente no último ano do seu segundo mandato e também não fez absolutamente nada para resolver este problema, as 5 cooperativas estão praticamente sucateadas, a reciclagem não consegue ultrapassar 3% na cidade, a compostagem é inexistente, enfim, um caos em uma cidade que gera mais de 350 toneladas de lixo todos os dias.

Todas as leis federais, estaduais e municipais dão a receita de como se resolver o problema do lixo que é simplesmente reduzir a geração do lixo, separar para a reciclagem e compostagem na fonte. Podemos citar apenas duas para você consultar, a 11.445/2007 e a 12.305/2010. Sim, separação na fonte, não adianta juntar tudo, contaminar tudo e depois dizer que está separando em uma usina de triagem, isto não existe, isso não funciona. Reduzindo e separando, enviando para a reciclagem e compostagem, sobrará no máximo 10% de todo o lixo de rejeito para destinação final, o que quer dizer que em Maringá, se houvesse compostagem e reciclagem, só 35 toneladas por dia seriam rejeito.

Este é outro problema com a usina de  incineração que o prefeito pretende instalar na cidade. Ela necessitará de no mínimo 500 toneladas por dia de resíduos para funcionamento.

Acontece que nosso lixo é composto de 50% de matéria orgânica, portanto, passível de compostagem para se transformar em adubo para a agricultura. Somos o celeiro do país e todo o adubo é bem vindo para fertilizar a terra, ainda mais adubo orgânico, proveniente dos resíduos orgânicos gerados em nossas cozinhas como cascas, folhas, sementes … partes de alimentos que não são utilizados na cozinha.

Nosso lixo é composto por mais de 40% de produtos recicláveis, que devem voltar ao ciclo de produção para não haver a necessidade da retirada de novas matérias primas do planeta, que tem um número finito de recursos naturais e se queimarmos esses recursos naturais nessas usinas de incineração, nossos descendentes não terão matéria prima para sobreviverem no futuro.

Portanto, como já dissemos anteriormente, se for feita a separação na fonte para a reciclagem e para a compostagem, no máximo 10% sobra de rejeito. De onde virão as outras 465 toneladas para a queima? Ou será que, como atualmente não existe compostagem e a reciclagem é praticamente inexistente na cidade, tudo será queimado? Mistérios …

Preste especial atenção na palestra do André Abreu, da Fundação France Libertés, que foi criada pela primeira dama da França, Danielle Mitterrand em 1986, para proteger recursos naturais preciosos do planeta, principalmente a água e para defender a educação, a democracia participativa e a economia sustentável.  Madame Mitterrand apoiava e acompanhava de perto a luta do movimento nacional dos catadores de materiais de recicláveis no Brasil, se posicionando firmemente contra a incineração de lixo, que além dos danos ambientais, problemas de saúde, causa o desemprego dos catadores, pessoas sem qualificação profissional, que não encontram seu lugar na economia tradicional e conseguem seu sustento através da comercialização do lixo reciclável, que acaba desaparecendo com a instação de incineradores.

Falaremos mais sobre os problemas dos incineradores nos próximos posts, principalmente porque na próxima semana tem audiência pública para validar a instalação da usina de incineração e esperamos que você participe, se posicione contra esta medida ambientalmente incorreta de dar destinação ao lixo gerado.

Como o youtube não aceita vídeos de mais de 15 minutos, tivemos que cortar por palestrante para postar.

 

Abertura do evento e Deputado Luiz Eduardo Cheida.

 

Deputado Elton Welter.

 

Doutor Saint Clair Honorato, coordenador do centro operacional de apoio às promotorias de proteção ao meio ambiente do Paraná, nosso maior aliado na guerra contra as usinas de incineração de lixo no Paraná.

 

Carlos Cavalcante, membro do movimento nacional dos catadores de materiais recicláveis.

 

Jorge Villalobos professor da UEM.

 

André Abreu de Almeida, da France Libertés – Fundação Danielle Mitterrand.

 

Margaret Matos de Carvalho procuradora do ministério público do Paraná.

 

Deputado Rasca Rodrigues.

 

As últimas quatro partes são considerações da plenária.

Projeto de lei de rotulagem para descarte de materiais recicláveis

Projeto de Lei Municipal nº 560 do Vereador Natalini – Cria o Rótulo Descarte Padrão e o serviço de informação sobre pontos de descarte de materiais recicláveis e dá outras providências. Data da Publicação: 25/11/2011.

Diário Oficial da Cidade de São Paulo – sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Câmara Municipal – Gabinete do Presidente – Projeto de lei 01-00560/2011 do Vereador Natalini (PV)

Cria o Rótulo Descarte Padrão e o serviço de informação sobre pontos de descarte de materiais recicláveis e dá outras providências

A Câmara Municipal de São Paulo DECRETA:

Art. 1° – Os fabricantes, importadores e respectivos elos da cadeia produtiva de bens físicos, no Município de São Paulo deverão veicular de forma expressa e inequívoca, em todas as embalagens e materiais impressos, um Rótulo Descarte Padrão que indica ao consumidor, onde e como fazer o descarte adequado dos resíduos sólidos provenientes do acondicionamento e do produto final.
Art. 2° – Este Rótulo Descarte Padrão deverá direcionar o consumidor a banco de dados atualizado, disponibilizado na internet, possibilitando fácil gerenciamento da logística reversa, bem como atendimento pelos SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor de cada empresa, feitos por intermédio de telefone, proporcionando amplo acesso por parte do consumidor.
I – Os dados dos pontos de descarte de cada tipo de material reciclável deverão conter: nome do estabelecimento, endereço/ logradouro completo, CEP e endereço de correio eletrônico.
II – A listagem dos pontos de descarte é de responsabilidade exclusiva de cada fabricante, importador ou demais elos da cadeia produtiva da marca comercializada.
III – O serviço de informação dos pontos de descarte deve ser 100% gratuito à população.
IV – O uso de tecnologias e codificações para mobilidade (celulares, tablets, etc) deve ser incorporada ao Rótulo Descarte Padrão de modo a facilitar a rápida identificação dos pontos de descarte.
Parágrafo primeiro – Durante uma eventual espera ao telefone, não serão apresentadas ao consumidor, através de gravação ou qualquer outro meio, mensagens de caráter publicitário.
Art. 3° O descumprimento desta lei acarretará aos responsáveis as seguintes penalidades:
I – advertência.
II – multa de R$ 1000,00 (um mil reais), dobrada em caso de reincidência;
III – cassação da licença de funcionamento, para o caso da infração persistir.
Parágrafo único. A multa de que trata o inciso II deste artigo será atualizada anualmente pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, acumulada no exercício anterior, sendo que, no caso de extinção deste índice, será adotado outro índice criado pela legislação federal e que reflita a perda do poder aquisitivo da moeda.
Artigo 4° – O disposto nesta lei não prejudica a aplicação de demais sanções previstas em outras disposições legais, no que for pertinente, em especial no Código de Defesa do Consumidor (Lei n° 8.078 de 11 de setembro de 1.900).
Art. 5° – O Poder Executivo Municipal regulamentará esta lei no prazo de 90 (noventa) dias contados a partir da sua publicação.
Art. 6° – As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 7° – Esta lei entrará em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação.
Sala das Sessões, 23 de novembro de 2011. Às Comissões competentes.”

Justificativa

O elo mais frágil da corrente do descarte, recolhimento e reciclagem dos resíduos sólidos é justamente a falta de informação do consumidor onde descartar estes resíduos. Justamente o consumidor, que está na ponta do início do processo, pela desinformação fica à margem, o que significa que o processo não se inicia, aí a explicação provável para os baixos índices de recolhimento do lixo reciclável no nosso país.
A Lei Federal 12.305 define em seu artigo terceiro, inciso VI – controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade informações e participação nos processos de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos; inciso XVII – responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei;
Ainda a Lei 12.305, Art. 12 – A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão e manterão, de forma conjunta, o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir), articulado com o Sinisa e o Sinima.
Este Projeto harmoniza o texto da Lei Federal com as responsabilidades do Município criando as condições de informação ao consumidor onde realizar o descarte dos seus resíduos, portanto conto com o apoio dos meus nobres pares para a sua aprovação.

Empresa americana cria carregador solar para celular

Com o Ray, é possível alimentar a bateria de aparelhos de uma forma prática e sustentável

Ficar com aparelhos eletrônicos sem bateria é uma das piores coisas para quem gosta de viver antenado em tudo e com todos. Pensando nessas pessoas, a empresa americana Quirky elaborou o Ray, um carregador solar para celulares.

Para poder alimentar a bateria de aparelhos eletrônicos a partir da energia solar, o Ray conta com uma espécie de ventosa que permite que o carregador possa ser grudado em qualquer superfície. Assim, é possível carregar o aparelho até mesmo dentro de aviões – desde que o tempo esteja favorável.

O Ray apresenta uma entrada USB, e um indicador luminoso em LED mostra quando a carga está completa. Além de prático e útil, o aparelho é leve e cabe no bolso e pode ser transportado para qualquer lugar. Uma camada reforçada de plástico também previne danos de possíveis quedas. A pré-venda do Ray já está disponível na internet por US$ 39,99, o equivalente a R$ 74.

Fonte – PEGN de 28 de novembro de 2011

FAO constata processo de estrangeirização de terras na América Latina

Para representante da organização, governos da região devem garantir que compras de áreas não tenham efeitos negativos sobre o desenvolvimento da agricultura local

Um estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em 17 países da América Latina e do Caribe descobriu intensos processos de concentração e estrangeirização de terras na região.

A análise da entidade investigou a fundo o fenômeno de obtenção de terras (land grabbing, em inglês) e detectou que a compra de terras destinadas à produção de alimentos, da qual participam governos estrangeiros, se restringe ao Brasil e Argentina, mas o interesse está voltado para toda a América Latina.

“O fenômeno de concentração e estrangeirização da terra e das cadeias de valor do setor silvícola e agropecuário é um tema que afeta grande parte da região”, enfatiza o documento.

Neste sentido, o oficial de Políticas da FAO, Fernando Soto-Baquero, adverte que os governos da região devem encontrar formas de assegurar que os processos de concentração e estrangeirização de terras não tenham efeitos negativos sobre a segurança alimentar, o emprego agrícola e o desenvolvimento da agricultura familiar.

Já o consultor da FAO a cargo de analisar os 17 estudos sobre obtenção de terras, Saturnino Borras, professor do Instituto de Estudos Sociais de Haia, destaca que há um amplo ressurgimento do interesse em investir em terras na região. “É muito mais do que se assumia anteriormente, seja em termos de investimento de terras ou de obtenção”.

Martine Dirven, especialista em desenvolvimento rural na América do Sul, concorda com a ideia: “estamos diante de uma nova onda de um processo de estrangeirização das terras”.

“Em dez anos houve aumentos de sete vezes do preço da terra no Uruguai e um grande processo de concentração das terras na América Latina”, acrescenta.

Segundo o diretor do Centro de Estudos Sociais (Cepes) do Peru, Fernando Eguren, a concentração na terra não é só um fenômeno econômico, mas também uma “concentração de influências, de poder político nas esferas territoriais onde está ocorrendo”.

“Por fim, também tem a ver com restrições na democracia”, alerta Eguren, após analisar o estudo apresentado pelo Escritório Regional da FAO, durante o seminário “Dinâmicas no mercado da terra na América Latina e no Caribe”.

Fonte – Agência EFE / Globo Rural de 25 de novembro de 2011

Os governos devem proibir a compra de áreas por potências estrangeiras. Eles não tem compromisso com a preservação da terra, afinal, se a terra ficar contaminada, perder produtividade, eles abandonam e compram em outro país ou outro local do país escolhido para ser devastado.

Agricultura é chave para enfrentar falta de água e energia, diz FAO

Para atender população mundial, produção de alimentos deverá crescer 70% até 2050

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (17/11), na Alemanha, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) destacou que a agricultura é a chave para enfrentar as necessidades futuras de água e energia. Mas, segundo a organização, é preciso planejamento integral e maior atenção aos pequenos produtores.

Para Alexander Müller, diretor-geral adjunto da FAO para Recursos Naturais, a agricultura “pode e deve se transformar na coluna vertebral da economia verde do amanhã”. O executivo ressaltou ainda que “os desafios de segurança alimentar, o desenvolvimento econômico e a segurança energética no atual contexto de desenvolvimento demográfico requer atenção renovada ao agronegócio”.

A FAO calcula que para alimentar a população mundial, que irá alcançar 9 bilhões de pessoas em 2050, a produção mundial deve aumentar em 70%. A demanda global de energia vai aumentar 36% até 2035 e a concorrência pela água entre a agricultura, as cidades e a indústria vai se intensificar.

“Chegou a hora de parar de tratar os alimentos, a água e a energia como questões separadas e enfrentar o desafio de equilibrar de forma inteligente as necessidades destes três setores, aproveitando as sinergias e buscando oportunidades para reduzir o uso da água, ao invés de competir por ela”, explicou Müller.

Fonte – Globo Rural de 17 de novembro de 2011

Em 15 anos, mundo perdeu 10 hectares de floresta por minuto, diz FAO

Os países da América do Sul e da África lideram entre os que mais derrubam a mata

O uso das áreas de florestas no mundo, em 15 anos, caiu em 30% no período de 1990 a 2005. O percentual se refere a um total de 3,69 bilhões de hectares de florestas em todo o planeta. Os dados mostram ainda que a perda líquida de florestas (prejuízos que são parcialmente compensados pelo reflorestamento e pela expansão natural) aumentou de 4,1 milhões de hectares por ano, de 1990 a 2000, para 6,4 milhões de hectares. Os países da América do Sul e da África lideram entre os que mais desmatam no mundo.

A conclusão está no estudo apresentado nesta quarta-feira (30/11) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Os resultados da pesquisa se baseiam em uma pesquisa global de sensoriamento remoto.

Pelos resultados do estudo, a taxa média de desmatamento mundial alcançou 4,5 milhões de hectares por ano, de 1990 a 2005. A derrubada da mata ocorreu, em grande parte, nas florestas tropicais transformadas em áreas agrícolas. Em 15 anos, segundo os especialistas, 10 hectares de floresta sofreram perda líquida, em média, por minuto.

“O desmatamento está privando milhões de pessoas de bens e serviços florestais que são cruciais para a subsistência rural, o bem-estar econômico e a saúde ambiental”, disse o diretor assistente para a Área de Florestas da FAO, Eduardo Rojas-Briales.

De acordo com os pesquisadores, a Ásia foi a única região que registrou ganhos líquidos em área florestal de uso da terra em ambos os períodos. Mas houve desmatamento em todas as regiões do mundo, pois em alguns países, como a China, o plantio extensivo ultrapassou as áreas de floresta.

Os resultados da pesquisa fornecem dados que podem ser usados em pesquisas sobre biodiversidade e redução de emissões por desmatamento e degradação florestal nos países em desenvolvimento, temas da COP-17, a Conferência do Clima que acontece em Durban, na África do Sul, e termina em 9 de dezembro.

Fonte – Agência Brasil / Globo Rural de 30 de novembro de 2011

Destruição dos recursos naturais põe alimentação mundial em risco, diz FAO

Escassez de terras e degradação dos sistemas hídricos ameaçam a sustentabilidade da cadeia produtiva de alimentos

A degradação e a escassez de terras e água colocam em perigo vários sistemas de produção de alimentos em todo o mundo e representam um desafio para alimentar a população mundial que chegará a 9 bilhões de pessoas em 2050, afirmou em comunicado a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

“O estado dos recursos de terras e água para a alimentação e a agricultura assinala que, apesar do aumento nos últimos 50 anos na produção de alimentos, os lucros se associaram a práticas de gestão que degradaram as terras e os sistemas hídricos”, diz o relatório.

De acordo com a FAO, atualmente muitos desses sistemas correm o risco de perder de forma progressiva sua capacidade produtiva por conta da pressão demográfica e de práticas e usos agrícolas insustentáveis. O comunicado assinala que não há região imune, em todo o planeta há sistemas em perigo, das terras altas dos Andes até as estepes da Ásia Central, da bacia hidrográfica do Murray-Darling na Austrália até o centro dos Estados Unidos.

Será enorme o desafio de proporcionar alimentos suficientes para um planeta que tem cada vez mais fome, especialmente nos países em desenvolvimento, onde as terras de boa qualidade, os nutrientes do solo e a água são menos abundantes. Entre 1961 e 2009, a superfície agrícola mundial cresceu 12%, mas a produção agrícola cresceu 150%, graças a um aumento significativo dos rendimentos dos principais cultivos. Entretanto, um dos “sinais de advertência” do relatório é que as taxas de crescimento da produção agrícola diminuíram em muitas áreas e atualmente não chegam à metade do que eram no apogeu da Revolução Verde.

O relatório aponta o crescente desequilíbrio entre disponibilidade e demanda de terras e recursos hídricos. O número de áreas que chegam aos limites de sua capacidade produtiva aumenta rapidamente. O documento adverte que “25% das terras do planeta estão degradadas”. Outros 8% apresentam uma degradação moderada, 36% estão em condições de estabilidade ou degradação ligeira e 10% se classificam como terras que estão melhores. A superfície restante do planeta está descoberta (cerca de 18%) ou coberta por massas de água continentais (2%).

A definição da FAO de degradação vai além da deterioração das terras e das águas em si, e inclui uma avaliação de outros aspectos dos ecossistemas afetados, como a perda de biodiversidade

Fonte – Agência EFE / Globo Rural de 28 de novembro de 2011

Decreto regulamenta crédito presumido do IPI na compra de resíduos sólidos

Os estabelecimentos industriais terão direito, até 31 de dezembro de 2014, a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI na aquisição de resíduos sólidos a serem utilizados como matérias-primas ou produtos intermediários na fabricação de seus produtos. É o que estabelece o Decreto nº 7.619 , de 21 de novembro de 2011, publicado no Diário Oficial da União (DOU), desta terça-feira (22/11/2011).

São considerados resíduos sólidos os materiais, substâncias, objetos ou bens descartados resultantes de atividades humanas em sociedade.

Os resíduos sólidos deverão ser adquiridos diretamente de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, constituídas de, no mínimo, vinte cooperados pessoas físicas, sendo vedada, neste caso, a participação de pessoas jurídicas.

Decreto

O Decreto nº 7.619 , de 21 de novembro de 2011, publicado no DOU de 22/11/2011, é o seguinte, na íntegra:

Parágrafo único. Para efeitos deste Decreto, resíduos sólidos são os materiais, substâncias, objetos ou bens descartados resultantes de atividades humanas em sociedade.

Art. 2º Para fins do disposto no art. 1º, os resíduos sólidos deverão ser adquiridos diretamente de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, constituídas de, no mínimo, vinte cooperados pessoas físicas, sendo vedada, neste caso, a participação de pessoas jurídicas.

Art. 3º Os resíduos sólidos de que trata este Decreto são aqueles classificados nos códigos 39.15, 47.07, 7001.00.00, 72.04, 7404.00.00, 7503.00.00, 7602.00.00, 7802.00.00 e 7902.00.00 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados – TIPI, bem como aqueles descritos em destaques “Ex” agregados a esses mesmos códigos.

Art. 4º A venda dos resíduos sólidos de que trata o art. 3º será comprovada por documento fiscal previsto na legislação do IPI.

Art. 5º O crédito presumido de que trata o art. 1º será apurado pelo adquirente mediante a aplicação da alíquota da TIPI a que estiver sujeito o produto final resultante do aproveitamento dos resíduos sólidos que se enquadram nas condições estabelecidas neste Decreto, sobre os seguintes percentuais do valor inscrito no documento fiscal referido no art. 4º:

I – cinquenta por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados na posição 39.15 e no código 7001.00.00 da TIPI;

II – trinta por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados nas posições 47.07 e 72.04 da TIPI; ou

III – dez por cento, no caso dos resíduos sólidos classificados nos códigos 7404.00.00, 7503.00.00, 7602.00.00, 7802.00.00 e 7902.00.00 da TIPI.

§ 1º O valor do crédito presumido apurado deverá:

I – constar de nota fiscal de entrada emitida pelo estabelecimento industrial adquirente dos resíduos sólidos; e

II – ser escriturado no item 005 do quadro “Demonstrativo de Créditos” do Livro Registro de Apuração do IPI, modelo 8, observando-se ainda as demais regras de escrituração constantes da legislação do imposto.

§ 2º O aproveitamento do crédito presumido dar-se-á, exclusivamente, por sua dedução com o IPI devido nas saídas do estabelecimento industrial de produtos que contenham os resíduos sólidos referidos no art. 3º.

§ 3º Fica vedada a escrituração do crédito presumido quando os produtos que contenham os resíduos sólidos referidos no art. 3º saírem do estabelecimento industrial com suspensão, isenção ou imunidade do IPI.

Art. 6º A Secretaria da Receita Federal do Brasil poderá estabelecer normas complementares para aplicação do disposto neste Decreto.

Art. 7º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 21 de novembro de 2011; 190º da Independência e 123º da República.

Fonte – Diário Oficial da União de 22 de novembro de 2011

E ainda existe prefeito querendo queimar matéria prima, recursos naturais. Isto é simplesmente criminoso. Na verdade é um crime contra a humanidade.

1º Seminário FECOMERCIO SP e SEBRAE SP de empreendedorismo social e desenvolvimento sustentável

Against incineration

Why waste incineration is wrong

Waste incineration is like controlling the population through euthanasia before birth control. It’s wrong because it’s trying to control the problem, before preventing the cause. Most wise people recognise that prevention is better than cure, so how can waste incineration be a viable option?

If we look deeper into the problem of production and consumer waste, we see that its a monster that has got out of control. We are producing so much and so fast, that slowing it down and reducing waste is not enough. We also need to get rid of it more efficiently and stop contaminating the environment by burying rubbish in the ground. Incineration answers the problem of reducing the bulk of waste by 95-96 %, depending upon composition and degree of recovery of materials. Incineration is therefore at a superficial level, a viable solution.

The argument for incineration focusses on providing an immediate solution to reducing landfill waste burial and mitigates the toxic after effect by pointing to possible solutions for unwanted bi-products, such as reprocessing of leachate and gas scrubbing. The cost of post treatment like this is high and its effectiveness is uncertain for technical reasons. Some medical waste is in fact very suitable for incineration as the high temperatures reached are sufficient to sterilise the waste and remove the biological hazard. In addition, some incineration processes may be linked to power production by utilising the heat generated. Overall, there is undoubtedly a niche market for incineration, but not as a panacea to mass waste reduction.

Unfortunately, waste incineration comes with its own environmental problems, as well as technical issues and dubious cost effectiveness. Incinerators produce greenhouse gases like CO2, and also heavy metals, particulates, sulphur dioxide, acids, furan and dioxins. Although incineration may reduce the bulk of waste, by burning it away, the toxic by-products produced are no longer bound to stable materials and maybe freely released into the environment as gasses and leachate. Waste mass is reduced, but at a high cost of greater environmental pollution. The wider goal of reducing toxic contamination and sustaining environmental systems is ultimately defeated through incineration.

Taking a wider view of post consumer and post industrial waste reveals that the real root of the problem lies much further back and begins with the production of waste, as opposed to its disposal. That may seem obvious, but if so, why are we even contemplating the use of incinerators? Why don’t we grasp the nettle of responsibility and prevent the problem and stop taking reactive measures of dealing with the monster after it has escaped? If we project the waste problem into future generations, it’s clear that incineration can only be a temporary measure, or reserved for specialist waste disposal needs.

If the real issue is rooted in waste production, then the most effective prevention is to centre our resources on providing creative and legislative methods to reduce waste in the first place. This is the only route that will achieve sustainable waste reduction without incurring too many tricky caveats at the end of use. The counter argument against this approach suggests that while this maybe an ideal solution, it will take too much time to implement and we need an immediate relief to landfill waste. Many UK regions calculate that we have only a few years left of available landfill space and that we are already at a critical stage in dealing with waste disposal. This observation makes incineration attractive as a necessary evil that maybe inevitable, at least as a short term option.

It is true that it takes a long time to stop a moving freight train and that in order to avoid disaster it is tempting to divert it’s route rather than apply the brakes. The easy option is not always the best one and usually only offers short term solutions. We do have to take immediate action, but incineration is an easy diversion that leads later us up a siding with nowhere to go. The answer is to make large and immediate investment into prevention and not cure. This way ahead is not unusual and has already been adopted by other countries like New Zealand and parts of Canada. They have turned the prevention of waste and residual recycling into a business opportunity, seeing waste that can’t be factored out of manufacturing as resource material for new production. Not only good for the environment, but also good for industry. This ‘closed loop’ approach regards waste as the result of a failure to realise a reuse possibility for any materials. If something can not be reused, it becomes more costly because it has no residual post production or post consumer recycling value.

No producer wants to raise costs and if they can recover materials for reuse this is an incentive for cleaner greener production methods. To make such systems work there needs to be organised and effective recovery systems, both in manufacturing and also post consumer recycling. These are the areas that we must focus on here in the United Kingdom to initiate a sea-change of attitudes both in industry, marketing and consumer habits.

Where do we go with this? The goal of MyZeroWaste.com is to demonstrate that with a change in attitude and a small amount of commitment, an ordinary family can achieve a huge reduction in landfill waste in excess of 80% without much effort. This can be done with virtually no cost or outlay and relies solely on a ‘will’ to shop carefully, recycle responsibly and see waste as a resource. Our small model demonstrates a paradigm for change that is both easy to realise and accessible by ordinary people. If this model was proliferated across our region and country, we would see a reduction in landfill waste that would leave every other method almost redundant. We have gone from about 100 ltrs of weekly waste to an average of 150grams of waste, that is only due to lack of mixed plastics recycling facilities in our area. We joke that if everyone else produced as little waste as us, our village would only need a small transit van for landfill kerbside collection. Our waste bin has 6 weeks of unrecycleble plastic in it and it’s only half full. The main changes for us have been in an attitude of mindfulness and very little has changed to threaten our consumer enjoyment or lifestyle.

It can be argued that what we have demonstrated is a new skill, a new cultural shift that is required for a new generation facing new environmental problems. We still eat well, enjoy a little moderate spending and note only a small ‘down-shifting’ as a result of our recycling habits. The fact is that a small effort to prevent waste by an individual or family unit multiplied across a large area has a much greater effect than the reactive efforts to deal with waste once it’s produced. Surely that is a valuable key to revealing the way forward.

We advocate a ‘Greater awareness campaign’ as the primary thrust for waste reduction. The individual holds the key, whether that is a head of industry, politician, ordinary individual, or family household. Reach the individual on a mass scale and a vast change can be achieved with a self governing approach that removes the need for legislation or draconian measures. Even with limitations with kerbside collections and problems with mixed plastics recycling we have shown that huge reductions in landfill waste are possible, simply by adopting new habits and utilising the resources available.

Zero landfill waste is a distinct possibility, 75% – 90% reduction is a certainty, given an acceptance and commitment from the individual. Have our decision makers become too detached from the people that they can’t reach them. Or is that that local government is too occupied with popularity and vote securing? Maybe we see that waste freight train thundering along the tracks and think it’s simply too big and too fast to put the brakes on and that the only option left is to limit the damage and incinerate the evidence of our environmental crash.

Fonte – My Zero Waste

Como viver sustentavelmente e ainda economizar

Entrevista concedida pela FUNVERDE para a revista Men’s Health de novembro de 2011 com dicas de como ser sustentável e ainda economizar.

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Meninos sarados, barriga de tanquinho é tudo de bom, biceps e triceps malhados melhor ainda, mas, por favor, lembrem-se de que o tempo é cruel e a beleza é como uva, passa. Entenderam? Uva passa. Portanto lembrem-se de malhar também outra parte do corpo, uma que nunca irá se atrofiar mesmo quando vocês ficarem velhinhos e caídos como o resto da humanidade, lembrem-se de malhar também o cérebro.

Vocês, adoradores do físico tem que lembrar que vivem em um ecossistema fechado, isto é, estão junto com todos os outros 7 bilhões de humanos presos nesta bolinha azul flutuando no universo rumo ao desconhecido, uma bolinha que contém  recursos naturais finitos.

Somente ser belo não é o suficiente, vocês tem as mesmas obrigações que os outros seres humanos do planeta, de se transformar de consumistas em consumidores sustentáveis, para poupar os recursos naturais do planeta  para quem ainda não nasceu, os seres do amanhã, que tem o mesmo direito que os humanos do presente de usufruir destes recursos naturais para viverem no planeta.

Portanto, leiam a coluna de sustentabilidade da revista todos os meses, com o mesmo interesse com que leem as outras colunas, porque sustentabilide é apenas a tradução para sobrevivência, e por isso esta coluna tem tanta importância quanto qualquer outra da revista.

Meninos bonitos, lembrem-se que a cabeça não é só para cultivar cabelos maravilhosamente bem cuidados – nós adoramos, não vamos negar – ou para usar boné de marca, porque dentro esta sua linda cabeça abriga um cérebro, um maravilhoso computador orgânico dentro do qual está a solução para todos os problemas da humanidade e que deve ser usado para pensar maneiras de melhorar o mundo para os humanos e todas as outras formas de vida que este planeta abriga.

Esta é uma obrigação de todos os seres humanos, novos, velhos, malhados, raquíticos, flácidos …

E para terminar, é claro, lembrem-se de reciclar e usar sacolas retornáveis, sempre.

Incineração não é a solução

Queimar já foi considerado o método mais eficiente de acabar com o lixo, seja ele de origem doméstica ou industrial. Entretanto, com o avanço da industrialização, a natureza dos resíduos mudou drasticamente. A produção em massa de produtos químicos e plásticos torna, hoje em dia, a eliminação do lixo por meio da incineração um processo complexo, de custo elevado e altamente poluidor. Longe de fazer o lixo desaparecer, a incineração acaba gerando ainda mais resíduos tóxicos, e tornando-se uma ameaça para a saúde pública e o ambiente.

Em maio de 2001, o Brasil assinou a Convenção de Estocolmo, tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) que trata do combate aos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), e que aponta a incineração de resíduos como uma das principais fontes geradoras destes poluentes. A Convenção recomenda que o uso de incineradores seja eliminado progressivamente.

Impactos da Incineração

As emissões tóxicas, liberadas mesmo pelos incineradores mais modernos, são formadas por três tipos de poluentes perigosos para o ambiente e para a saúde humana: os metais pesados, os produtos de combustão incompleta e as substâncias químicas novas formadas durante o processo de incineração. Nenhum processo de incineração opera com 100% de eficácia.

Os metais pesados, como chumbo, cádmio, arsênio, mercúrio e cromo, não são destruídos durante a incineração, e são frequentemente liberados para o ambiente em formas até mais concentradas e perigosas do que no lixo original. Equipamentos de controle de poluição podem remover alguns desses metais das emissões, mas mesmo os mais modernos não eliminam com segurança todos eles. No mais, os metais pesados não desaparecem,são transferidos para as cinzas ou para os filtros, que acabam posteriormente sendo aterrados.

Outro aspecto traiçoeiro da incineração ocorre pela formação de produtos químicos durante o processo de combustão, que são totalmente novos e altamente tóxicos – as dioxinas e os furanos. Estes produtos são formados pela recombinação de fragmentos químicos de lixo parcialmente queimados nos fornos dos incineradores, e depositados nas chaminés e/ou nos dispositivos controladores de poluentes. Dioxinas e furanos são tidos como os produtos químicos mais tóxicos já conhecidos. As dioxinas são formadas quando materiais contendo cloro, como o PVC, são queimados.

Outro problema muitas vezes ignorado é a alta toxicidade das cinzas resultantes do processo de incineração. A destinação final de forma segura e ambientalmente correta dessas cinzas é cara e problemática. Manejadas de forma inadequada, elas representam riscos para a saúde e o meio ambiente a curto e longo prazo. Alguns especialistas recomendam depositá-las em aterros equipados com um revestimento de plástico comum, como forma de prevenir lixiviações para o lençol freático. Mesmo assim, todos os revestimentos feitos em aterros podem eventualmente sofrer vazamentos. O interessante é que em todas as palestras que assistimos, os promotores dão a brilhante idéia de que  que as cinzas podem ser utilizadas para asfalto. Isso nos assusta, porque é o mesmo que espalhar esta poluição pelo planeta, lambuzar o planeta com cinzas contendo metais pesados.

Incineração: Danos à saúde humana e ao Meio Ambiente

De forma geral, pesquisas científicas e levantamentos comunitários e técnicos associam os impactos da incineração ao aumento das taxas de câncer, a doenças respiratórias, a anomalias reprodutivas (como má formação fetal), a danos neurológicos e a outros efeitos sobre a saúde — em casos de exposições a metais pesados, a organoclorados e a outros poluentes liberados por incineradores.

Em 1997, a IARC (Agência Internacional de Pesquisas do Câncer) classificou as dioxinas mais tóxicas como cancerígenas para os humanos. Uma vez emitidas no meio ambiente, essas substâncias podem viajar longas distâncias pelo ar e pelas correntes oceânicas, tornando-se uma contaminação global.

As dioxinas liberadas pelos incineradores também podem acumular-se em animais ruminantes e peixes, por meio da cadeia alimentar. São diversos os casos relatados mundialmente em que produtos como leite, ovos e carne continham níveis de dioxina acima dos permitidos legalmente.

A incineração no Brasil

A Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Incineração

O Greenpeace critica o último texto da proposta para a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tinha como relator da Comissão Especial de Resíduos Sólidos da Câmara Federal, o então deputado Emerson Kapaz (PPS-SP). Mais uma vez, a incineração e o coprocessamento em fornos de cimento eram apresentados como as principais políticas para a redução de resíduos. A primeira versão do documento fora apresentada em agosto de 2001. Esta proposta de lei de certa forma regulamenta o uso de incineradores, e prioriza o uso de tecnologias “sujas”. Ainda, este documento vai de encontro à Convenção de Estocolmo, a qual aponta a incineração de resíduos como uma das principais fontes produtoras de POPs, incluindo as dioxinas.

Resolução do Conama e a Incineração

Como resultado da 39ª reunião extraordinária do Conama realizada em 29 de outubro de 2002, o processo nº 02000.007884/2001-48, que dispõe sobre procedimentos e critérios para funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos, foi desastrosamente aprovado (com emendas). Este documento não apenas regulamenta o uso de incineradores com também estipula valores máximos para a emissão de dioxinas e furanos cinco vezes maiores que os permitidos em países europeus e nos Estados Unidos. Também este documento apresenta um retrocesso para o Brasil, indo de encontro ao acordado na Convenção de Estocolmo. Para ver o documento do Conama, acesse www.mma.gov.br/port/conama/doc/reun/reuniao39/result/resul71.doc 

Alternativas

Em termos gerais

1 – Estratégias e planos que promovam a redução, o reuso e a reciclagem de materiais, produtos e resíduos.

2 – A Produção Limpa.

O Greenpeace acredita que devem ser adotadas medidas para interromper imediatamente a utilização de incineradores. Em vez de apenas restringir as normas e padrões de controles de poluição ambiental, os governos nacionais devem implementar as seguintes políticas:

a – estabelecer moratória à construção de novos incineradores de lixo e à ampliação dos já existentes;

b – implementar um rápido programa para desativação de todos os incineradores existentes;

c. desenvolver programas de produção limpa para eliminar processos, produtos e resíduos tóxicos. Para saber mais sobre produção limpa, confira o documento www.greenpeace.org.br/toxicos/Producao_Limpa.doc

Em relação a substâncias industriais tóxicas – tecnologias modernas de destruição

Algumas das tecnologias de destruição de resíduos tóxicos recentemente desenvolvidas oferecem vantagens tanto no desempenho quanto nos custos, em relação ao uso de incineradores. Dentre estas tecnologias modernas de destruição, citamos algumas, entre elas a Redução de Substâncias Químicas em Fase Gasosa, a Oxidação Eletroquímica, Metal fundido e Sal fundido. Para mais informações leia o documento “Incineração e Saúde Humana-Estudo do Conhecimento Sobre os Impactos da Incineração na Saúde Humana – Tradução Preliminar (Sumário Executivo), Michelle Allsopp, Pat Costner e Paul Johnston, Laboratórios de Pesquisas do Greenpeace, Universidade de Exeter, Reino Unido www.greenpeace.org.br/toxicos/pdf/sumario_exec_health.pdf.

É importante ressaltar, no entanto, que diversos fatores, como os recursos necessários para instalação, manutenção, testes de desempenho, entre outros, tornam ambas as tecnologias, convencionais (incineração) e modernas, inapropriadas para uso contínuo e de longo prazo. Neste contexto, a adoção de uma estratégia de emissão zero e a redução dos impactos sobre a saúde causados pelo processo de manejo de resíduos significam uma mudança para um padrão baseado nos axiomas da redução, reutilização e reciclagem.

Demandas do Greenpeace

Os seguintes pontos devem estar presentes nas estratégias para estímulo à prevenção (redução), reutilização (reuso) e reciclagem e, portanto, para a diminuição dos impactos adversos sobre a saúde humana causados pelo manejo de resíduos:

1 – Plano de eliminação de toda e qualquer forma de incineração de resíduos: domésticos, hospitalares e industriais.

2 – Mecanismos financeiros e legais para aumentar a reutilização de embalagens (ex. garrafas, contêineres etc) e produtos (ex. gabinetes de computadores, componentes eletrônicos).

3 – Mecanismos financeiros (como impostos sobre aterros sanitários) destinados diretamente para montar a infra-estrutura necessária para reciclagem.

4 – Estimulação de mercados para materiais reciclados por meio de exigências legais de que as embalagens e os produtos contenham, quando for apropriado, a quantidade de material reciclado. Os
materiais que não podem ser reciclados de forma segura ou decompostos no final do ciclo de vida útil (por exemplo, o plástico PVC) devem ser substituídos por materiais mais sustentáveis. Aplicar na vida real a teoria berço a berço, onde a totalidade do que for fabricado, na destinação pós consumo ou retornará em forma de matéria prima reciclável para a indústria ou em forma de matéria prima compostável para a natureza. 

5 – A curto prazo, é preciso evitar que materiais e produtos que contribuem para a geração de substâncias perigosas em incineradores entrem na corrente de resíduos; os produtores devem arcar com os custos. Esses produtos incluem equipamentos eletrônicos, metais e produtos que contêm metais, como pilhas e lâmpadas fluorescentes, além de plásticos PVC (revestimento para chão, cabos, embalagens, perfis de janelas etc) e outros produtos que contenham substâncias perigosas. Um dos problemas que já ouvimos é que um computador tem muitos tipos de plástico que não podem ser reciclados juntos e portanto, inviabilizando a cadeia de reciclagem. Algumas vezes o reciclador põe fogo em um pedaço, para, pasmem, pelo cheiro, saber o tipo de plástico. Solução, todo e qualquer componente de plástico, de computador a garrafa de água, tem que ter a marcação com o triângulo da reciclagem com o número dentro, não importa o tamanho deste componente. Solução simples e eficaz.

E, de uma forma mais geral

6 – Expansão do desenvolvimento de tecnologias de produção limpa que sejam mais eficientes em termos de consumo energético e de materiais, e fabricar produtos mais limpos, que gerem menos lixo,
e que possam ser usados em um “ciclo fechado”, de forma a satisfazer as necessidades da sociedade de forma mais justa e sustentável. Berço a berço – a matéria prima é extraída apenas uma vez do planeta e é indefinidamente  reutilizada na indústria ou na natureza para não pressionar os recursos naturais do planeta, poupando esses recursos naturais para os seres do amanhã.

7 – Implementação do Princípio da Precaução de forma que, no futuro, seja possível evitar problemas antes que eles ocorram. A continuidade e o aprofundamento da pesquisa científica têm um papel fundamental na identificação de potenciais problemas e soluções. As incertezas relacionadas à determinação de impactos da incineração na saúde humana e no meio ambiente são consideráveis e, muitas vezes, não podem ser reduzidas.

Campanha de Substâncias Tóxicas do Greenpeace Brasil www.greenpeace.org.br/toxicos

Fonte – Greenpeace

Convite – Festival lixo e cidadania 2011 em Belo Horizonte – MG

O Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) convida para participar da 2ª Semana Mineira de Redução de Resíduos e do 10º Festival Lixo e Cidadania que acontecerá de 19 à 27 de novembro.

Inscrições – www.minasmenosresiduos.com.br

Assessoria de Comunicação
Centro Mineiro de Referência em Resíduos
Av. Belém 40 – Bairro Esplanada
Belo Horizonte – MG
Fone 31 3465-1212

Coleta seletiva x incineração do lixo

Na campanha de 2004, a incineração do lixo em Maringá era algo fora de cogitação.

Na campanha, falava-se – e não apenas o prefeito eleito, mas também de candidatos – em favor da coleta seletiva, com incentivos do município às cooperativas.

Das promessas de campanha para a prática temos outro discurso e hoje, passados quase oito anos desde a primeira eleição de Silvio Barros (PP), a administração municipal discute a criação de uma usina de incineração do lixo.

Nesse caso, penso que o município deveria olhar mais para os bons exemplos de países desenvolvidos. Na opinião do leigo que vos fala, queimar o lixo é bem coisa de terceiro mundo.

Fonte – Luiz Fernando Cardoso, Blog café com jornalista de 17 de novembro de 2011

Folder contra a incineração do lixo

Clique no cartaz para visualizar em tamanho maior.

O fórum do lixo e cidadania criou este cartaz para alertar a população sobre os as vantagens da reciclagem e compostagem e os perigos da incineração do lixo.

Apoie a campanha contra a queima do lixo em Maringá, copie o cartaz para seu site, blog, compartilhe.

Precisamos mostrar à prefeitura que esta opção não foi discutida com a sociedade e que esta não não é a opção correta para fazer a gestão do lixo da cidade.

O que queremos é educação ambiental para estimular a redução do consumo e consequentemente, a diminuição do lixo gerado.

O que queremos é a implementação da reciclagem na fonte inserindo as cooperativas, pagando a elas o mesmo valor por tonelada que hoje a prefeitura paga para as grandes empresas que coletam nosso lixo. As cooperativas fecham o ciclo berço a berço, em que o material é extraído uma vez da natureza, é encaminhado à indústria que transforma este material em produtos, que depois é consumido e depois separado para a reciclagem e enviado para as cooperativas que depois comercializam este material, que retorna para a indústria, que fabrica novo produto, é utilizado pelo consumidor que separa para a reciclagem, infinitamente, poupando recursos naturais.

Essas empresas hoje depositam tudo na pedreira sem reciclar ou compostar qualquer tipo de material, apenas jogam fora a matéria prima que poderia retornar para a indústria e para a agricultura.

Cada brasileiro gera mais de 1 quilo de lixo por dia e mais de 40% deste lixo é composto de materiais recicláveis, que devem ser retornados ao ciclo industrial, para poupar recursos naturais para que os seres do amanhã possam também viver sobre o planeta.

Lembre-se de que vivemos em uma bola azul, no canto da via láctea, em que todos os recursos naturais, absolutamente todos, são finitos, como em uma receita de bolo, tem um percentual de cada um e se não reaproveitarmos estes materiais, quando acabar, acabou, terminou, já era.

Queremos inserir pessoas que não tem qualificação para o mercado de trabalho convencional nas cooperativas, para gerar renda a estas pessoas e suas famílias, dando-lhes dignidade, transformando as cooperativas na porta de entrada para o mercado de trabalho formal.

Queremos compostagem para aproveitamento do lixo orgânico, que corresponde a aproximadamente 50% de todo o lixo gerado diariamente na cidade, para a transformar em adubo orgânico para ser usado em nossas plantações.

Queremos Maringá mais limpa, mais ecológica, mais preparada para o Século XXI.

Incineração de lixo, conheça alguns de seus problemas

Longe de ser uma tecnologia universalmente provada como asseguram seus promotores, a incineração de lixo doméstico com recuperação da energia tem sido uma experimentação, que depois de 20 anos deixou os cidadãos dos países industrializados com a herança de altos níveis inaceitáveis de dioxina e seus compostos em seus alimentos, seus tecidos, seus bebês e na vida selvagem.

Alguns dos problemas da incineração de resíduos -  descargas de poluentes tanto para o ar como para outros meios, custos econômicos e custos de emprego, perda de energia, insustentabilidade e incompatibilidade com outros sistemas para a gestão de resíduos. Também lida com os problemas específicos dos países do hemisfério Sul.

As dioxinas são os poluentes mais importantes associados aos incineradores. Estes são os causadores de uma grande variedade de problemas de saúde que incluem o câncer, danos no sistema imunológico, problemas na reprodução dos seres vivos e de desenvolvimento.

As dioxinas são bio-acumulativas, isto é, passam para a cadeia alimentar da presa para o predador, concentrando-se na carne e nos produtos lacticínios e por último no Homem. As dioxinas são de particular preocupação, pois se disseminam no meio ambiente e no homem, em níveis que já demonstraram estar causando problemas de saúde, implicando que neste momento estão populações inteiras sofrendo os seus efeitos adversos. Os incineradores são a principal fonte de dioxinas em nível mundial.

Os incineradores são uma das maiores fontes de poluição por mercúrio, sendo a sua contaminação de vasto alcance, os intoxicados pelo mercúrio tem prejuízos em suas funções motora, sensorial e cognitiva. Os incineradores são também uma fonte significativa de emissões para o meio ambiente de outros metais pesados, tais como o chumbo, cádmio, arsénio, cromo e berílio.

Outros poluentes que causam preocupação incluem – não dioxinas – hidrocarbonetos halogénicos, gases ácidos, que são precursores da chuva ácida, partículas que prejudicam as funções pulmonares e gases que provocam o efeito de estufa. Contudo, a caracterização das descargas de poluentes das incineradores ainda está incompleta e estão presentes nas emissões de ar e nas cinzas muitos componentes não identificados.

Os operadores de incineradores afirmam várias vezes que as emissões estão sob controle, mas as evidências indicam que isto não é verdade.

Primeiro porque para muitos poluentes tais como as dioxinas qualquer nível de emissão é inaceitável. Segundo porque a verificação das emissões é irregular e bastante imperfeita, deste modo não são verdadeiramente conhecidos os atuais níveis de emissões. Terceiro porque a informação existente indica que os atuais incineradores são incapazes de satisfazer o padrão mínimo.

Quando o equipamento para o controle de poluição funciona, remove os poluentes do ar concentrando-os nas cinzas soltas, criando um fluxo perigoso de resíduos tóxicos que necessita de um tratamento adicional. Deste modo o problema da libertação de poluentes não está resolvido. Os poluentes são simplesmente transferidos de um meio – ar – para outro  -sólido ou água -.

As cinzas liberadas pelos incineradores são bastante perigosas e são muitas vezes mal reguladas. Nem os aterros sanitários são seguros, porque deixam passar substâncias perigosas. Em alguns lugares as cinzas estão expostas ao ambiente ou até espalham-se por áreas residenciais ou áreas de produção alimentos – agropecuárias -.

Os incineradores estão muitas vezes situados ao redor de populações, normalmente minoritárias de baixo rendimento, com a teoria de que estes setores da população politicamente fracos, serão menos capazes de resistir-lhes. Isto é uma violação dos princípios básicos da justiça ambiental e dos direitos humanos.

Os incineradores modernos são de longe, a abordagem mais dispendiosa para a gestão de resíduos, só os custos da construção podem ser centenas de milhões de dólares. Os custos de construção e de funcionamento normal dos incineradores são inevitavelmente suportados pelo público.

As companhias de incineradores têm inventado vários esquemas de financiamento complicados, para conseguirem o apoio do governo em pagamentos em longo prazo, o que várias vezes provou ser desastroso para os governos locais. Muitas cidades, nos Estados Unidos, endividaram-se devido investirem em incineradores.

Os incineradores criam de longe menos empregos por toneladas de resíduos do que as tecnologias alternativas e práticas, tais como a reciclagem e compostagem. Geralmente, também substituem o trabalho em rede de reciclagem informal, já existente, causando dificuldade adicional ao mais pobre dos pobres.

Os incineradores são também adaptados para funcionar como produtores de energia, visto poderem produzir eletricidade. No entanto, uma análise detalhada do ciclo de atividade revela que os incineradores gastam mais energia do que produzem.

Isto porque os produtos reutilizáveis e recicláveis que são incinerados e que deveriam ser reutilizados ou reciclados devem ser substituídos por novos produtos, extraindo e processando materiais virgens, pressionando ainda mais o planeta com a exploração de recursos naturais finitos para transformá-los em novos produtos, gastando muito mais energia, causando também mais danos ao meio ambiente do que seria se os materiais fossem reutilizados, ou produzidos a partir de materiais reciclados.

A grande parte da história da incineração de resíduos, tem sido nos países do Norte. Os contextos dos países do Sul são capazes de ser ainda mais problemáticos para esta tecnologia. A falta de capacidade de monitoramento significa que os incineradores são capazes de ser ainda mais poluidores do que os do Norte. Problemas administrativos, tais como orçamentos incertos e a corrupção, podem interferir com a manutenção necessária. As diferentes condições físicas, tais como o tempo e as características dos resíduos, podem tornar as operações difíceis ou até mesmo impossíveis.

Finalmente, deve ser entendido que os incineradores são incompatíveis com outras formas de gestão de resíduos. Os incineradores competem para o mesmo orçamento e materiais descartáveis com outras formas de gestão de resíduos, subestimando a ética da separação na fonte, que gere o manejo apropriado dos resíduos.

Alguns fatos

Utilizar os 5Rs, para diminuir geração de resíduos, que hoje já passa de 1 quilo / dia por pessoa no Brasil. 5Rs – REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis e diminuir a geração de lixo; RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens; REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna; REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

Ao se realizar a reciclagem e a compostagem, apenas restará de 3 a 5% de todo o lixo produzido para ser dada uma destinação correta. As últimas tecnologias que estudamos de incineração tem como resíduo final de até 15% de rejeito, muito mais do que se fosse realizada a compostagem e a reciclagem.

Incinerar lixo é dar incentivar as pessoas se tornarem consumistas, afinal, depois de consumir é só queimar, é varrer o lixo para baixo do tapete.

Reciclagem e compostagem gera muitos postos de trabalho, inserindo no mercado produtivo pessoas sem qualificação, gerando renda e dignidade para estas pessoas.

Reciclagem e compostagem não necessita de investimentos milionários, muitas vezes passando da casa das centenas de milhões para sua implantação.

Reciclagem e compostagem, estas são as verdadeiras soluções para limpar o lixo do planeta.

Diga não à incineração!

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