Cinco gráficos que explicam como a poluição por plástico ameaça a vida na Terra

Chinês com garrafas de plásticoEstima-se que uma média de 10 milhões de toneladas de resíduos de plástico vão parar no mar todos os anos. GETTY IMAGES

A vida marinha corre o risco de sofrer danos irreparáveis em decorrência de milhões de toneladas de resíduos de plástico que vão parar no mar todos os anos.

“É uma crise planetária. Estamos acabando com o ecossistema oceânico”, afirmou à BBC Lisa Svensson, diretora de oceanos do programa da ONU para o Meio Ambiente.

Diante do alerta, a BBC preparou cinco gráficos para explicar como o plástico se transformou em uma ameaça ao meio ambiente e mostrar a dimensão do estrago que ele pode causar ao ser descartado no oceano.

Por que o plástico é problemático?

O plástico da forma que conhecemos existe há cerca de 70 anos. E, desde então, o uso desse material tem transformado muitas áreas – da confecção de roupas à culinária, passando pela engenharia, design e até o comércio varejista.

gráfico sobre a quantidade de plástico espalhada pela terra

Uma das grandes vantagens de muitos tipos de plástico é o fato de que são projetados para durar mais – por muitos e muitos anos.

Praticamente todo plástico já produzido continua existindo, mesmo que não esteja em seu formato original.

Em artigo publicado na revista acadêmica Science Advances, em julho, o pesquisador Roland Geyer, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, estima em 8,3 bilhões de toneladas a quantidade de plástico já produzida no mundo.

Desse total, cerca de 6,3 bilhões de toneladas são classificadas como resíduos – e 79% estariam em aterros ou na natureza. Ou seja, pouco material é reciclado ou reaproveitado.

A grande quantidade de resíduos de plástico é resultado do estilo de vida moderno, em que o plástico é usado como matéria-prima para diversos itens descartáveis ou “de uso único”, como garrafas de bebida, fraldas, cotonetes e talheres.

Mapa indicando a alta concentração de plástico em diferentes oceanos

4 bilhões de garrafas de plástico

Garrafas de bebida são um dos tipos mais comuns de resíduos de plástico.

Estima-se que 480 bilhões de garrafas tenham sido vendidas em todo o mundo até 2016 – o que representa 1 milhão de garrafas por minuto.

Somente a Coca-Cola foi responsável por produzir 110 bilhões de garrafas de plástico.

Alguns países têm discutido maneiras de diminuir o consumo do material. O Reino Unido, por exemplo, debate oferecer água potável de graça nas grandes cidades e criar unidades para devolução de plástico.

Gráfico sobre garrafas plásticas

Que quantidade de plástico vai para o mar?

Calcula-se que 10 milhões de toneladas de plástico vão parar no mar todos os anos.

Em 2010, pesquisadores do Centro de Análises Ecológicas da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, contabilizaram 8 milhões de toneladas – e estimaram 9,1 milhões de toneladas para 2015.

O mesmo estudo, publicado na revista acadêmica Science em 2015, analisou 192 países com território à beira-mar que estão contribuindo para o lançamento de resíduos de plástico nos oceanos. E descobriu que 13 dos 20 principais responsáveis pela poluição marinha são nações asiáticas.

Enquanto a China está no topo da lista, os Estados Unidos aparecem na 20ª posição.

O Brasil ocupa, por sua vez, o 16º lugar do ranking, que leva em conta o tamanho da população vivendo em áreas costeiras, o total de resíduos gerados e o total de plástico jogado fora.

O lixo plástico costuma acumular em áreas do oceano onde os ventos provocam correntes circulares giratórias, capazes de sugar qualquer detrito flutuante. Há cinco correntes desse tipo no mundo, mas uma das mais famosas é a do Pacífico Norte.

Gráfico mostra o que pode acontecer com cotonetes

Os detritos da costa dos Estados Unidos levam, em média, seis anos para atingir o centro dessa corrente. Já os do Japão podem demorar até um ano.

As cinco correntes apresentam normalmente uma concentração maior de resíduos de plástico do que outras partes do oceano. Elas promovem ainda um fenômeno conhecido como “sopa de plástico”, que faz com que pequenos fragmentos do material fiquem suspensos abaixo da superfície da água.

Além disso, a decomposição da maioria dos resíduos de plástico pode levar centenas de anos.

Existem, no entanto, iniciativas para limpar a corrente do Pacífico Norte. Uma operação liderada pela organização não-governamental Ocean Cleanup está prevista para começar em 2018.

Por que é prejudicial à vida marinha?

Para aves marinhas e animais de maior porte – como tartarugas, golfinhos e focas -, o perigo pode estar nas sacolas de plástico, nas quais acabam ficando presos. Esses animais também costumam confundir o plástico com comida.

Tartarugas não conseguem diferenciar, por exemplo, uma sacola de uma água-viva. Uma vez ingeridas, as sacolas de plástico podem causar obstrução interna e levar o animal à morte.

Gráfico indicando o tempo de decomposição de cada tipo de material

Pedaços maiores de plástico também causam danos ao sistema digestivo de aves e baleias – e são potencialmente fatais.

Com o tempo, os resíduos de plástico são degradados, dividindo-se em pequenos fragmentos. O processo, que é lento, também preocupa os cientistas.

Uma pesquisa da Universidade de Plymouth, na Inglaterra, mostrou que resíduos de plástico foram encontrados em um terço dos peixes capturados no Reino Unido, entre eles o bacalhau.

Além de resultar em desnutrição e fome para os peixes, os pesquisadores dizem que, ao consumir frutos do mar, os seres humanos podem estar se alimentando, por tabela, de fragmentos de plástico. E os efeitos disso ainda são desconhecidos.

Em 2016, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar alertou para o crescente risco à saúde humana, dada a possibilidade de micropartículas de plástico estarem presentes nos tecidos dos peixes comercializados.

Fonte – BBC Brasil de 16 de dezembro de 2017

Lei que proíbe jogar alimentos fora vira exemplo mundial

Desperdício de alimentos em Curitiba: na França, cena poderia gerar multa | Daniel Castellano/Arquivo Gazeta do PovoDesperdício de alimentos em Curitiba: na França, cena poderia gerar multa. Daniel Castellano/Arquivo Gazeta do Povo

Medida tomada em 2016 na França proibiu supermercados de jogar alimentos no lixo. Apenas 11% dos 7,1 milhões de toneladas dos alimentos desperdiçados do País saem desses estabelecimento

A cozinha francesa é a mais famosa do mundo. Mas o país vem ganhando destaque não apenas na mesa, mas na lata de lixo também

Em fevereiro de 2016, a França tornou-se o primeiro país do mundo a proibir os supermercados de jogar alimentos fora. Lá, os mercados devem doar alimentos não utilizados. Os estabelecimentos que não cumprem a legislação são multados.

A legislação também determina que as escolas ensinem os alunos sobre a sustentabilidade e que as empresas disponibilizem estatísticas de resíduos alimentares em relatórios. Os restaurantes são obrigados a disponibilizar sacos para levar a comida embora.

Doutora em sociologia da Sciences Po, em Paris, Marie Mourad é autora de vários estudos sobre o desperdício de alimentos. Ela diz que “a França não é o país que menos desperdiça alimentos no mundo, mas se tornou um dos mais proativos”.

Exemplo mundial

Os esforços da França não passaram despercebidos. O país obteve a melhor posição no Índice de Sustentabilidade Alimentar de 2017, uma pesquisa de 25 países em toda a Europa, Oriente Médio, Ásia e as Américas, conduzido pelo Economist e Barilla Center for Food and Nutrition Foundation (BCFN). Cada francês desperdiça 234 quilos de comida por ano, de acordo com o relatório do BCFN, uma média drasticamente melhor do que os 430 quilos dos americanos.

O desperdício de alimentos é um problema global. Todos os anos, cerca de 1,3 bilhão de toneladas, ou um terço de todos os alimentos produzidos, são descartados, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Recuperar apenas 25% desse alimento desperdiçado poderia alimentar 870 milhões de pessoas famintas – efetivamente acabando com a fome do mundo.

Se o desperdício de alimentos fosse um país, seria o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa, perdendo apenas para os Estados Unidos e China. “O desperdício de alimentos é um problema muito urgente”, diz Jason Clay, vice-presidente sênior de alimentos e mercados no World Wildlife Fund. “Nos EUA, não temos pessoas no governo que pensam muito em desperdício de alimentos”, diz o Clay. “Isso nos separou da França: eles têm pessoas que abordaram esta questão politicamente”.

Membro da Assembleia Nacional da França, Guillaume Garot ajudou a criar a legislação com sua experiência anterior como ex-ministro júnior da indústria de alimentos – um cargo que, por si só, prova a dedicação da França à questão, dizem especialistas.

No entanto, a França não está sozinha neste campo. Ao longo da última década, a Grã-Bretanha demonstrou muito sucesso nas estatísticas, diz Craig Hanson, diretor global de alimentos, florestas e água no World Resources Institute, e a Dinamarca lançou iniciativas inovadoras.

A lei da França é nova, mas apenas 11% dos 7,1 milhões de toneladas dos alimentos desperdiçados do País saem dos supermercados. Mas para Clay e Mourad, a lei é importante simbolicamente. Nem os Estados Unidos, nem a Grã-Bretanha ou a Dinamarca, têm legislação governamental comparável.

Antes da lei de 2016, os supermercados franceses doavam 35 mil toneladas por ano, cerca de um terço da oferta, disse Jacques Bailet, presidente da rede Banques Alimentaires, em 2016. Se os supermercados pudessem aumentar as doações em apenas 15%, isso significaria mais 10 milhões de refeições para franceses por ano.

A lei melhora não apenas a quantidade de alimentos doados, dizem especialistas, mas também a qualidade. “A luta contra o desperdício de alimentos deve se tornar uma grande causa nacional, como a segurança rodoviária, que mobiliza todos”, afirma Garot.

Fontes – The Christian Science Monitor / Gazeta do Povo de 07 de janeiro de 2018

Homens são menos férteis que seus pais; cigarro e agrotóxico são vilões

Um amplo levantamento que compilou e comparou os dados de 185 estudos científicos sobre a fertilidade, realizados entre 1981 e 2013, aponta para uma redução média de até 52% na contagem de espermatozoides em homens nesse período.

A queda pela metade na produção das células reprodutivas masculinas se verificou entre os homens “ocidentais”, como classificaram os pesquisadores do Hospital Mount Sinai, de Nova York. A categoria inclui homens que vivem nos Estados Unidos, Europa, Austrália e Nova Zelândia.

Não há dados suficientes, no levantamento, que permitam verificar se o mesmo ocorreu no Brasil. “Mas é possível especular que o declínio esteja ocorrendo por aqui também”, afirma o brasileiro Anderson Joel Martino Andrade, professor e pesquisador no Departamento de Fisiologia da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Ele participou do trabalho no Mount Sinai, onde obteve seu pós-doutorado em epidemiologia reprodutiva.

“O estudo agrupou e avaliou os resultados de outros trabalhos científicos. Selecionamos 185 pesquisas entre mais de 7,5 mil publicadas entre 1981 e 2013. Com um universo de 42 mil homens”, explica Andrade.

“Levando-se em conta que é um fenômeno que possivelmente envolve fatores ambientais, possivelmente eles também estão presentes em países como o Brasil.” Anderson Joel Andrade, pesquisador da UFPR

Uma vez selecionados os estudos, os dados foram analisados com o auxílio de softwares especializados em estatísticas. “Os homens que colheram material para avaliação em 2011 tinham uma contagem de células reprodutivas 52% menor, em média, que outros em mesma situação mas que entregaram o sêmen no início da década de 1970.”

Mesmo se considerados também os homens que já se sabiam férteis quando fizeram a coleta, houve queda (de 31%) na contagem de espermatozoides ao longo do período avaliado.

Cigarro, obesidade e agrotóxicos, vilões também aqui

“É um dado impactante”, avalia o médico César Augusto Cornel, presidente dos delegados da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), entidade que reúne profissionais que atuam na área. “Mas, como todo estudo, ainda precisa de complementos. É preciso avaliar outras regiões. Não tenho conhecimento no Brasil de um estudo semelhante. E é preciso haver cautela, não é caso de alarmismo”, ele pondera.

No caso do levantamento conduzido no Mount Sinai, uma das limitações é o fato de se ter analisado apenas um entre uma série de fatores que pode causar infertilidade em homens, a contagem e a concentração de espermatozoides disponíveis. Outros, como a mobilidade e a morfologia (isto é, a forma das células reprodutivas) também são importantes. “Um critério isolado, às vezes, não significa que um paciente seja infértil”, afirma Cornel.

Embora o trabalho realizado em Nova York não tivesse como objetivo apontar quais as causas da redução na produção de espermatozoides, Andrade e Cornel apontam para os mesmos suspeitos a respeito do que poderia estar por trás do problema.

“Fatores ambientais como exposição a substâncias químicas, inclusive agrotóxicos, tabagismo, seja na idade adulta ou da mãe, durante a gestão, estresse e obesidade estão associados com problemas na fertilidade masculina”, diz o pesquisador da UFPR.

“Fumar, ser sedentário, beber em excesso, usar drogas, anabolizantes para desenvolvimento muscular ou sintéticos de hormônios como a finasterida (indicada para o tratamento da calvície masculina) podem afetar a fertilidade” César Augusto Cornel, médico

Uma vez selecionados os estudos, os dados foram analisados com o auxílio de softwares especializados em estatísticas. “Os homens que colheram material para avaliação em 2011 tinham uma contagem de células reprodutivas 52% menor, em média, que outros em mesma situação mas que entregaram o sêmen no início da década de 1970.” Mesmo se considerados também os homens que já se sabiam férteis quando fizeram a coleta, houve queda (de 31%) na contagem de espermatozoides ao longo do período avaliado.

Cigarro, obesidade e agrotóxicos, vilões também aqui “É um dado impactante”, avalia o médico César Augusto Cornel, presidente dos delegados da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), entidade que reúne profissionais que atuam na área. “Mas, como todo estudo, ainda precisa de complementos. É preciso avaliar outras regiões. Não tenho conhecimento no Brasil de um estudo semelhante. E é preciso haver cautela, não é caso de alarmismo”, ele pondera. No caso do levantamento conduzido no Mount Sinai, uma das limitações é o fato de se ter analisado apenas um entre uma série de fatores que pode causar infertilidade em homens, a contagem e a concentração de espermatozoides disponíveis. Outros, como a mobilidade e a morfologia (isto é, a forma das células reprodutivas) também são importantes. “Um critério isolado, às vezes, não significa que um paciente seja infértil”, afirma Cornel. Embora o trabalho realizado em Nova York não tivesse como objetivo apontar quais as causas da redução na produção de espermatozoides, Andrade e Cornel apontam para os mesmos suspeitos a respeito do que poderia estar por trás do problema. “Fatores ambientais como exposição a substâncias químicas, inclusive agrotóxicos, tabagismo, seja na idade adulta ou da mãe, durante a gestão, estresse e obesidade estão associados com problemas na fertilidade masculina”, diz o pesquisador da UFPR. César Augusto Cornel, médico Fumar, ser sedentário, beber em excesso, usar drogas, anabolizantes para desenvolvimento muscular ou sintéticos de hormônios como a finasterida (indicada para o tratamento da calvície masculina) podem afetar a fertilidade”

César Augusto Cornel, médico

“Homens que trabalham diretamente com pesticidas, na produção de plásticos, na indústria química, que lidam com derivados do petróleo, apresentam redução da qualidade dos espermatozoides. Isso já é conhecido: são agentes que funcionam como um quimioterápico, diminuindo a reprodução celular.” Andrade trabalha, na UFPR, num estudo piloto que mediu a concentração, na urina de 50 gestantes, de um componente químico chamado ftalato, amplamente usado na indústria do plástico que, além de problemas de fertilidade, também causa câncer. “As concentrações de ftalato que encontramos nas mulheres brasileiras, em 2015, são similares às da segunda metade dos anos 1990 na Alemanha, onde houve um grande declínio desde então. Ele é um desregulador endócrino, e pode prejudicar a vida reprodutiva dos bebês em gestação”, diz. Ele também preocupa-se com a ingestão de agrotóxicos pelos brasileiros (https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/03/31/consumo-defrutas-e-vegetais-com-agrotoxico-diminui-quantidade-de-esperma.htm), facilitada pela legislação muito mais permissiva que em países desenvolvidos. “O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, muito em função de lavouras extensivas de soja e milho. Precisamos estudar mais a saúde reprodutiva dos trabalhadores que lidam diretamente com isso”, argumenta Andrade. “Sabemos que pode estar havendo uma ingestão maior de pesticidas pelos brasileiros, e é provado que isso pode ter uma consequência quanto à fertilidade”, concorda Cornel.

 

O que dá para fazer? Nesse cenário, o melhor a fazer é avaliar os hábitos cotidianos e buscar um estilo de vida mais saudável, dizem os dois. “Parar de fumar, comer melhor, perder peso, tudo isso ajuda”, diz o médico. Há, para além da garantia de mais fertilidade, um bom motivo para isso. “Há estudos mostrando que a qualidade do sêmen está relacionada com outros aspectos de saúde geral do homem. Ele é uma espécie de marcador da saúde geral. Há evidências ligando a baixa contagem de espermatozoides a um maior risco de hospitalização e até mesmo de morte”, adverte Andrade.

Fonte – Rafael Moro, UOL de 03 de janeiro de 2018

Poluição mata 1.7 milhão de crianças todos os anos, segundo a OMS

Todos os anos, poluentes ambientais custam um estimado de 1,7 milhão de vidas entre crianças com menos de cinco anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As causas incluem água suja, falta condições sanitárias apropriadas, higiene insuficiente e poluição interna e externa. Segundo o relatório, esses poluentes são responsáveis pela morte de uma em quatro crianças entre 1 mês de vida e 5 anos.

A maioria das causas de morte de crianças são preveníveis com intervenções que já estão disponíveis nessas comunidades mais afetadas. Essas causas são diarreia, malária e pneumonia, que podem ser evitadas usando mosqueteiros nas camas, combustíveis seguros para cozinhar e acesso à água limpa melhorado.

“Um ambiente poluído é fatal, particularmente para crianças pequenas. Seus sistemas imunológicos e órgãos em desenvolvimento e seus pequenos corpos e vias respiratórias os tornam especialmente vulneráveis à sujeira no ar e na água”, explica a diretora geral da OMS, Dr. Margaret Chan.

Bebês expostos a poluição do ar, seja dentro ou fora de casa, incluindo fumaça de cigarro, têm um alto risco de ter pneumonia durante a infância além de risco de doenças crônicas respiratórias, como asma, para o resto de suas vidas. A organização global também deu destaque ao risco aumentado de doenças cardíacas, derrame e câncer por conta da poluição do ar.

“Tanto a poluição externa quanto a interna têm um efeito importante na saúde e desenvolvimento das crianças, e não é apenas o contexto estereotipado da ‘poluição das cidades’ que traz esses problemas, que também acontecem nas zonas rurais em que as famílias cozinham dentro de casa com lenha ou carvão”, diz Joy Lawn, professora de reprodução materna e saúde infantil da London School of Hygiene and Tropical Medicine (Reino Unido).

NASA entra em projeto de segurança alimentar

O que a NASA tem a ver com a geração de alimentos no mundo? O esperado é que as lentes dos telescópios da agência espacial estejam sempre apontados para o lado oposto ao da Terra, mas os satélites da NASA ainda podem trazer uma importante contribuição para o nosso planeta.

A agência uniu-se com a Universidade de Maryland (EUA) para liderar um projeto que usa dados de satélites para melhorar a segurança alimentar nos países em desenvolvimento. Os dados dos satélites ajudam a identificar áreas vulneráveis a problemas como seca, alagamento e incêndios, além de analisar variedade de solo e condições de colheitas.

“Aumento do preço de alimentos e falta de comida relacionados com um clima severo ilustra o risco associado com falhas no conhecimento sobre a produção e oferta de comida. O objetivo desse consórcio é levar esses dados para as mãos de mais pessoas que tomam decisões sobre agricultura e produção”, diz Inbal Becker-Resef, pesquisador da Universidade de Maryland.

“Por mais de cinco décadas, a NASA tem usado o vantajoso ponto de vista espacial para entender e explorar o nosso planeta, melhorar vidas e garantir nosso futuro”, dizem representantes do consórcio.

O Consórcio de Observação da Terra para Segurança Alimentar e Agricultura (EOFSAC, em inglês) vai receber da NASA US$14,5 milhões em cinco anos para encontrar soluções para agricultura e acesso à água doce.

Fontes – NASA / Juliana Blume, Hypescience de 12 de dezembro de 2017

Relatório da ONU aponta produção global de quase 45 milhões de toneladas de lixo eletrônico

foto de lixo eletrônicoSomente 20% de todo o lixo eletrônico produzido foi reciclado em 2016

A Universidade das Nações Unidas, com apoio da União Internacional de Telecomunicações, publicou na última quarta-feira, dia 13 de dezembro, um documento que traz detalhes sobre o volume de lixo eletrônico descartado no mundo. De acordo com o levantamento, cerca de 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico foram geradas em 2016, representando um aumento de 8% em relação a 2014.

Segundo os pesquisadores da Universidade da ONU, a estimativa é de que até 2021 os números subam em 17% apenas no que diz respeito ao descarte deste tipo de material — que engloba desde celulares, computadores, até baterias, televisões e outros eletrônicos.

Global E-waste Monitor 2017, nome do relatório, detalha ainda que 4% de todo esse volume tem como destino os aterros sanitários, sendo que 76% dessa quantidade é incinerada ou reciclada em operações “informais”.

Ainda sobre esta edição, o documento afirma que somente 20% do lixo eletrônico recolhido em 2016 foi reciclado, mesmo grande parte destes resíduos sendo composta por metais recuperáveis (cobre, platina, ouro, prata, entre outros). Para se ter uma ideia, a baixa taxa de reciclagem pode também impactar negativamente na economia, já que calcula-se um valor próximo a 55 bilhões de dólares encontrados na forma de material.

Outro dado expressivo do relatório diz respeito à tendência de crescimento em relação ao descarte de materiais eletrônicos per capita. O principal número ligado a este dado é o do aumento de 5% de desperdício médio desses materiais por pessoa no mundo, subindo de 5,8 kg (2014) para 6,1 kg. Como justificativa, os especialistas apontam que a queda dos preços dos eletrônicos instigou estimulou o consumo, resultando em maior descarte de produtos velhos.

Entre os países campeões de descarte de lixo eletrônico per capita, estão Austrália e Nova Zelândia na liderança, com cerca de 17 kg por habitante. A Rússia vem atrás com 16,6 kg. Na contramão, os países africanos apresentam os menores índices do planeta com só 1,9 kg. Já o Brasil, produz cerca de 7,4 kg por pessoa.

O relatório completo está disponível no site da Universidade, clicando aqui.

Fonte – Pensamento Verde de 15 de dezembro de 2017

Emissões de gás carbônico do setor de construção chegaram a 76 gigatoneladas em 2010-2016

Prédios já construídos devem passar por processos de recondicionamento, para adotar sistemas mais sustentáveis. Foto: PEXELSPrédios já construídos devem passar por processos de recondicionamento, para adotar sistemas mais sustentáveis. Foto: PEXELS

O segmento de construção e edificações precisará melhorar em 30% sua eficiência energética até 2030 para manter o planeta na caminho rumo às metas do Acordo de Paris. É o que revela um novo relatório da ONU Meio Ambiente, divulgado pela Aliança Global do setor no início deste mês (11). Levantamento aponta que essa área produtiva responde por 39% das emissões de gás carbônico associadas ao consumo e à produção de energia.

O segmento de construção e edificações precisará melhorar em 30% sua eficiência energética até 2030 para manter o planeta na caminho rumo às metas do Acordo de Paris. É o que revela um novo relatório da ONU Meio Ambiente, divulgado pela Aliança Global do setor no início deste mês (11). Levantamento aponta que essa área produtiva responde por 39% das emissões de gás carbônico associadas ao consumo e à produção de energia.

A pesquisa indica que, em 2016, a superfície de áreas construídas alcançou a marca de 235 bilhões de metros quadrados. Ao longo dos próximos 40 anos, outros 230 bilhões serão erguidos — é como se, até 2060, nós adicionássemos anualmente ao planeta o equivalente à área do Japão. Por semana, construiríamos uma nova Paris.

De 2010 a 2016, o crescimento populacional, o aumento da área explorada pelo setor de construção e a maior demanda por energia provocaram um aumento na procura por eletricidade em edifícios. O acréscimo foi igual ao total de energia consumida pela Alemanha durante o mesmo período.

De acordo com o relatório, o problema com a expansão do setor está no fato de que, ao longo das próximas quatro décadas, dois terços de todos os prédios construídos serão levantados em países onde não há normas obrigatórias sobre uso eficiente de energia. Mais da metade dessas edificações será erguida nos próximos 20 anos.

“Embora a intensidade energética do setor de construções tenha melhorado, isso não foi suficiente para compensar a crescente demanda por energia. Uma ação ambiciosa é necessária sem postergações a fim de evitar o congelamento de ativos em prédios ineficientes, de longa vida, por décadas”, avaliou o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol.

A intensidade energética é calculada por meio da divisão do consumo total de energia — de um país ou setor da economia — pelo Produto Interno Bruto (PIB) ou, no caso de segmentos produtivos, pela parcela de riquezas por eles geradas. Quanto maior o número, maior a eficiência na utilização de energia.

Segundo a Agência Internacional de Energia e a ONU Meio Ambiente, entidades responsáveis pela pesquisa, essa taxa precisa aumentar em 30%, quando considerado o desempenho do setor de construção e edificações. Os dados mais recentes, porém, indicam que estamos indo no caminho contrário.

De 2010 a 2016, as emissões de gás carbônico do setor aumentaram quase 1% por ano, acumulando um volume de 76 gigatoneladas de CO2 liberadas na atmosfera. As promessas do Acordo de Paris exigirão esforços significativos — o tratado prevê a redução das emissões do setor a um teto anual de 4,9 gigatoneladas.

O incremento de 30% na intensidade energética exigirá quase o dobro dos atuais avanços em performance energética dos prédios já construídos. Melhorias teriam de chegar a mais de 2% por ano até 2030. Isso significa que construções com zero emissão e zero gasto de energia terão de se tornar o padrão global na próxima década.

A taxa de reformas dos sistemas de energia de edifícios também terá de aumentar, passando de 1 a 2% para entre 2 e 3%. Projetos de recondicionamento são particularmente importantes em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde em torno de 65% dos prédios que existirão em 2060 já foram construídos.

Para o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, progressos identificados no setor foram muito pequenos em anos recentes e não estão acompanhando a urgência da necessidade de transformações. “Explorar o potencial do setor de edificações e construção exige esforços de todos, em particular para lidar com o rápido crescimento de investimentos em construção ineficiente e intensiva (no que tange ao consumo de carbono)”, disse.

A publicação aponta estratégias para reverter esse cenário. Entre elas, estão a criação de incentivos de mercado para estimular a adoção de modelos sustentáveis; a implementação de códigos e políticas de construção, incluindo programas de certificação e rotulagem; investimentos em larga escala em soluções tecnológicas de baixo carbono; e iniciativas de divulgação de informação e conscientização junto a investidores e gestores.

Como exemplo bem-sucedido de prédio adequado aos imperativos de sustentabilidade, o relatório cita o edifício Edge, em Amsterdã. A construção explora o uso da luz natural e faz uso de energia solar, além de mobilizar tecnologias inteligentes, como sistemas de ventilação automáticos que funcionam por sensor ou por meio de interação com os usuários.

Acesse o relatório clicando aqui.

Fonte – ONU Brasil de 20 de dezembro de 2017

No planeta Macron

O presidente Emmanuel Macron durante o One Planet Summit. Foto Daily Mail

Midiática, cúpula organizada pelo presidente da França para marcar segundo aniversário do Acordo de Paris teve efeito positivo por ter trazido para um protagonismo conjunto governos nacionais, subnacionais e iniciativa privada

Para quem está acostumado às conferências do Clima da ONU, as COP, o One Planetde Emanuel Macron foi essencialmente “plim-plim”: um ambiente tipo Projac, com uma câmera de grua buscando o melhor ângulo do seu perfil gaulês. Todo o fundo do palco era constituído por um telão de altíssima definição e as bancadas dos chefes de estado dispostas como num estúdio de de TV. Decididamente Macron queria comunicar e a sua mensagem era de urgência: “Estamos perdendo a corrida para as mudanças climáticas! Esse é o desafio de nossa geração: ganhar a batalha contra o tempo”!

O afã de ocupar o espaço vazio de Barack Obama, acintosamente abandonado por Donald Trump, se evidenciou pelo papel oferecido aos personagens insurgentes do que chamo de U(d)SA: United (decarbonizing) States of America: o governador e o ex-governador da Califórnia, Jerry Brown e Arnold Schwazenneger, o ex-secretário de estado John Kerry, o financista e ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, o fundador da Microsoft Bill Gates, o governador do Colorado John Hickenlooper, o ator Sean Penn e outros. No mesmo dia em que Trump perdeu a eleição para o Senado no ultraconservador Alabama, viu também os U(d)SA pontificando em Paris.

One Planet ficou algo aquém da pretensão anunciada de uma “cúpula de chefes de Estado”: a China trouxe o vice-primeiro ministro, Liu Yandong – para além do seu indefectível “Senhor Clima”, Xie Zhenhua; a India, Brasil, Canadá e Alemanha se fizeram representar por ministros. A ausência mais notada foi a da chanceler Angela Merkel, a grande parceira política de Macron na Europa, às voltas com uma difícil negociação para formar maioria parlamentar e governo mas que, segundo as más línguas, não quis botar essa azeitona na empada do borbulhante presidente francês. Mandou a ministra do Meio Ambiente, Barbara Hendricks. Macron fez questão de dividir a presidência com o secretário geral da ONU, António Guterres, e o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, sóbrios e circunspectos. Os chefes de Estado mais em evidência, para além os dos países nórdicos e africanos, foram o presidente Enrique Peña Nieto, do México – o grande papagaio-de-pirata do evento – e o rei do Marrocos, Mohammed VI.

One Planet esteve mais um grande talk show climático do que uma cimeira de chefes de Estado, mas funcionou e pode ter consagrado um formato em que governantes, iniciativa privada e personalidades midiáticas se juntam e misturam. Algo evidentemente complementar ao processo de negociação climática da UNFCCC mas que procura avançar naquele tema fundamental no qual esta empaca: o financiamento da descarbonização. Como juntar os US$ 3,5 a 5 trilhões por ano em investimentos necessários para descarbonizar as economias e atingir a emissão líquida zero na segunda parte do século, eludindo as consequências mais catastróficas do aquecimento global?

Não se pode dizer que o One Planet tenha aportado as grandes respostas a essa pergunta, mas acrescentou alguns elementos interessantes. O Banco Mundial anunciou que iria precificar o carbono a US$ 40 dólares a tonelada em suas operações. Foi anunciada – sem nenhum detalhe — uma articulação entre bancos de desenvolvimento e outra entre fundos soberanos para financiar a descarbonização, segundo, tudo indica, garantias para a atração de grandes investimentos do setor financeiro internacional propiciando juros baixos. Foram reforçadas certas articulações e compromissos já em curso como o compromisso de abandono do carvão e a aliança solar. Oito Estados norte-americanos firmaram uma aliança pela eletrificação automotiva. A China e o México anunciaram – de forma algo requentada –seus mercados nacionais de carbono com articulação subnacional/internacional. A adaptação, frequentemente deixada para um segundo plano, mereceu um destaque interessante, no One Planet, com dois painéis dedicados a ela e anúncios de financiamento com cifras explícitas para países da África e do Caribe.

Noutros tópicos houve um recuo de última hora, como na articulação para uma espécie de fundo garantidor público internacional para viabilizar financiamento para programas e projetos aos juros mais baixos disponíveis. O recuo temporário se deveu à necessidade de “combinar com os alemães” e a dúvidas sobre como isso poderia ser estruturado “sem criar uma nova burocracia”. Isso também prejudicou os avanços pretendidos em relação à precificação positiva: mecanismos de premiação da descarbonização. Esses temas deverão ser retomados em breve. Em quase todas as intervenções que trataram da questão do financiamento prevaleceu o raciocínio de que a forma de atrair os trilhões necessários se dará através de uma articulação de garantias públicas com recursos provenientes do setor financeiro global, onde está a maior reserva de dinheiro do mundo. O consenso esboçado envolve a necessidade de oferecer garantias dos governos, fundos soberanos e bancos de desenvolvimento e de se ampliar muito a capacidade de elaboração de bons projetos, hoje muito deficiente. Mas essas foram conversas mais de bastidores que não couberam no formato televisivo do evento.

Não sabemos ainda qual foi “efeito público interno” do One Planet, certamente uma preocupação central de Macron que luta para subir nas pesquisas de opinião, que andaram se deteriorando recentemente. Seu efeito político global, no entanto, parece positivo por ter trazido um protagonismo conjunto de governos nacionais, subnacionais, iniciativa privada, personalidades midiáticas; por ter afirmado o tema adaptação e por ter ingressado – embora sem grandes avanços—no tema da mobilização dos trilhões. Como diriam os italianos (cujo primeiro-ministro, Paolo Gentiloni, aliás, também não compareceu): La nave va.

Fonte – Alfredo Sirkis, Observatório do Clima de 13 de dezembro de 2017

Baixo custo e pouco valor nutricional são receita de ultraprocessados

Número especial da Public Health Nutrition tem artigos sobre classificação de alimentos desenvolvida por pesquisadores da USP, incluindo a categoria ultraprocessados, de que os biscoitos industrializados são exemplo – Arte sobre fotos / Pixabay – CC

Para especialista, conceito de alimentos ultraprocessados confronta a indústria, que insiste em negar seus malefícios à saúde

Salgadinhos, refrigerantes e biscoitos: alimentos ultraprocessados feitos com ingredientes de baixo custo e pouco valor nutricional – muito açúcar, sódio, aditivos e sal.  Produzidos com o intuito de serem “irresistíveis” e consumidos facilmente, esses alimentos oferecem riscos à saúde ao promover a obesidade, diabete e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação.

Estudos sobre esses produtos e sua influência na saúde humana foram apresentados na revista científica Public Health Nutrition (volume 21, 2018), editada pela Sociedade Britânica de Nutrição. O número especial é dedicado à classificação criada pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da USP sobre o grau de processamento industrial de alimentos.

“É uma proposta metodológica que tem impacto no primeiro mundo”, afirma o professor Carlos Augusto Monteiro da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e membro do Nupens. Para ele, os artigos confirmam a hipótese sobre os ultraprocessados não serem saudáveis. Mais do que isso, o professor acredita que a classificação possui dimensão política, pois confronta a indústria alimentícia, que insiste em negar os malefícios desses alimentos à saúde.

A maioria das embalagens dos ultraprocessados verificados em um estudo na Austrália, por exemplo, trazia declarações nutricionais enganosas e os apresentava como “saudáveis”, apesar da alta prevalência de adição de açúcares adicionados e do questionável valor nutricional. Para a autora do estudo, o grau de declarações inadequadas ou imprecisas presentes é preocupante, particularmente em embalagens destinadas a atrair crianças.

Origem

A classificação denominada “Nova” foi proposta pela primeira vez em um artigo publicado em 2009 pela mesma revista. Desde então, vem sendo utilizada em estudos sobre sistema alimentar, dieta e saúde, em documentos técnicos de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Pan-Americana de Saúde, na orientação de políticas públicas em alimentação e nutrição e na construção de guias nacionais para a promoção da alimentação saudável e sustentável.

O conceito é fruto do projeto temático Consumo de alimentos ultraprocessados, perfil nutricional da dieta e obesidade em sete países e se divide em quatro classificações. A primeira categoria é composta de alimentos in natura, que devem ser a base da alimentação, como frutas e hortaliças. O segundo grupo é formado por ingredientes relativos à preparação culinária, o óleo, sal e açúcar, por exemplo. Já o terceiro são os alimentos preparados com adição de sal, açúcar ou outras substâncias do grupo dois, são eles: queijo, pães, legumes em conserva, entre outros. A última categoria se refere aos ultraprocessados.

Classificação alimentar apresenta os grupos de alimentos: in natura; ingredientes para preparação culinária; e alimentos com adição de sal, açúcar e outras substâncias, categoria da qual fazem parte como subgrupo os ultraprocessados – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A publicação traz 26 artigos assinados por pesquisadores de universidades e centros acadêmicos de vários países, incluindo Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, Inglaterra, México, Nova Zelândia, Líbano e Uruguai.

Os artigos publicados na revista Public Health Nutrition podem ser conferidos no site Cambridge Core.

Fonte – Jornal da USP de 04 de janeiro de 2017 com informações da Assessoria de Comunicação da FSP

Programa da ONU lança tradução em português de livro sobre financiamento de urbanização sustentável

Porto, em Portugal. Foto: Flickr (CC)/Berit WatkinPorto, em Portugal. Foto: Flickr (CC)/Berit Watkin

Em parceria com instituições de pesquisa, o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) lançou a tradução para o português do livro “Por uma estratégia de cidade sustentável: expansão urbana planejada, quadro legal e financiamento autárquico”. Publicação aborda desafios que países ricos e pobres enfrentaram — e continuam enfrentando — para implementar melhorias na infraestrutura urbana. Volume está disponível gratuitamente em meio virtual.

Em parceria com instituições de pesquisa, o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) lançou a tradução para o português do livro Por uma estratégia de cidade sustentável: expansão urbana planejada, quadro legal e financiamento autárquico. Publicação aborda desafios que países ricos e pobres enfrentaram — e continuam enfrentando — para implementar melhorias na infraestrutura urbana. Volume está disponível gratuitamente em meio virtual — acesse clicando aqui.

Com contribuições de pesquisadores do Instituto de Morfologia Urbana, de Paris, e da agência da ONU, o livro discute a importância de marcos normativos responsáveis pela definição, implementação e financiamento do planejamento urbano. O objetivo das análises teóricas é aprofundar o debate sobre o papel de dirigentes municipais na liderança de projetos de urbanização, tendo em vista questões de governança e autonomia orçamentária. A publicação apresenta ainda estudos de caso sobre reformas e políticas de habitação em Portugal.

Fonte – ONU Brasil de 26 de dezembro de 2017