AUDIÊNCIA PÚBLICA EM CURITIBA HOJE 28 de outubro de 2008

Evento – Audiência pública

Local – Curitiba – Paraná.

Endereço -Ministério Público, Rua Marechal Floriano Peixoto, 1251, Rebouças.

Data – 28 de outubro de 2008.

Irão se reunir no Ministério Público a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos através de seu Secretário RASCA RODRIGUES e o Promotor Dr. SAINT CLAIR HONORATO para discutir o problema do PET no Estado e das embalagens Longa Vida (TETRA PAK).

Será solicitado para todas as empresas o número de embalagens disponibilizadas no Estado e qual o trabalho de recolhimento que essas empresas fazem para resolver o problema de poluição que essas embalagens causam no nosso Estado.

14:30h – Empresas de Pet Coca-cola, Pepsi, Guaraná Antarctica, Gatorate, Cini etc.

16:00h – Embalagens Longa Vida (Tetra Pak) Nestlé, Parmalat, Frimesa, Elege, Cocamar, CICA etc.

Por favor, compareçam e façam pressão para que as empresas assumam sua responsabilidade na logística reversa dos produtos que comercializam.

Se não houver pressão – o famoso pé na bunda – ninguém se mexe, então, se o governo está fazendo sua parte, faça você também, compareça e mostre para esses fabricantes que você quer ver este problema resolvido.

Seminário – Água Elemento Vida: Bacia Hidrográfica – Unidade de Gerenciamento para Ações Descentralizadas

O Curso de Arquitetura e Urbanismo da FEAU/UNIMEP está divulgando o 2º Seminário Internacional de Biotecnologia “Água Elemento Vida: Bacia Hidrográfica – Unidade de Gerenciamento para Ações Descentralizadas”, nos dias 30 e 31 de outubro de 2008, no Teatro UNIMEP – Campus Taquaral, evento promovido pelo Grupo H2O, Unimep e Comitês PCJ.

Clique na imagem para ver em tamanho maior.

Exposição Mil Cores Brasileiras

O Curso de Arquitetura e Urbanismo da FEAU/UNIMEP vêm convidá-los para a exposição “Mil Cores Brasileiras” da artista plástica e arquiteta Paula Pittia, a se realizar de 24 de outubro a 06 de novembro de 2008 no Hall do Prédio Administrativo do Campus Taquaral da UNIMEP, Rod do Açúcar km 156, Piracicaba SP.

Paraná – lei exige produtos embalados em plástico oxi-biodegradável

dionisio dias

Diário de Guarapuava de 10 de outubro de 2008

Proprietários de bares, restaurantes, lanchonetes, quiosques e ambulantes têm, até o final de dezembro, para fornecerem guardanapos e canudos separados individualmente em embalagens fechadas. A proposta, de autoria do deputado estadual Stephanes Junior (PMDB), foi sancionada pelo governador Roberto Requião e publicada no Diário Oficial do Estado, no dia 24 de setembro.

A justificativa do deputado para a elaboração da lei é que, ao serem embalados, canudos e guardanapos ficariam livres de contaminações por manipulação humana e exposição inapropriada. “É notório e sabido que as condições de manipulação de guardanapos e canudos plásticos que vão à mesa ou ao encontro dos consumidores estão suscetíveis a contaminações por manipulação, tanto humana quanto em exposição inapropriada”, disse ele ao propor o projeto.

Além da higienização, o projeto também prevê embalagens ecologicamente apropriadas, de material oxibiodegradável o que, segundo Stephanes Junior, evitaria a poluição do meio ambiente. “Em pouco tempo, a compostagem, resultante da oxibiodegradação do material utilizado nas embalagens, atingiria índices próximos a zero na escala da poluição ambiental, o que não seria possível com as embalagens comuns”, afirmou o texto do projeto.

O descumprimento à lei prevê multa de 60 UPFs (Unidade Padrão Fiscal do Paraná) na 1ª infração. Em caso de reincidência, a multa duplica e numa 3ª ocasião passaria a 300 UPFs. Cada UPF equivale a R$ 54,29.

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Paraná online de 07 de agosto de 2008

O projeto de lei 850/07, aprovado na última terça-feira pela Assembléia Legislativa do Paraná, deve adaptar os materiais usados pelos consumidores em bares e restaurantes.

A proposta obriga não só os estabelecimentos mas também os ambulantes a fornecerem guardanapos e canudos plásticos individuais e embalados para os consumidores.

Caso seja sancionada pelo governador Roberto Requião, a lei poderá punir os transgressores com multa, que varia de R$ 2,4 mil a R$ 8 mil, e suspensão do alvará de funcionamento.

De acordo com a proposta, de autoria do deputado Reinhold Stephanes Júnior (PMDB), as embalagens dos guardanapos e dos canudos devem ser feitas de material oxibiodegradável, ou seja, de um material que se decompõe em pouco tempo e não polui o meio ambiente.

A intenção do projeto, segundo o deputado, seria conservar a saúde dos consumidores.” Muita gente acaba passando por problemas estomacais devido à falta de higiene desses materiais e não sabem onde foram contaminadas. Com as embalagens, o problema acaba”, atesta o deputado.

Para o presidente do Sindicato Profissional dos Vendedores Ambulantes no Estado do Paraná, César José de Souza, caso a lei seja sancionada, não será difícil cumpri-la. “Esse tipo de material já existe no mercado”. Segundo ele, esses produtos custam de 15% a 20% a mais do que os matérias sem as embalagens.

No entanto, Souza questiona o fato de o guardanapo contaminar o alimento. “Os carrinhos de cachorro-quente utilizam o papel toalha pela praticidade e por ser mais barato.

Como o cliente toca com as mãos apenas a folha que vai usar, não há contaminação do restante do material”, diz. Nesse caso, contudo, Stephanes ressalta que a lei é específica para guardanapos e não atinge toalhas de papel.

Já o presidente da Associação Brasileira dos Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, reconhece a legitimidade da intenção da lei, porém afirma que a norma deveria focar nos fabricantes, “Quando um produto sai da indústria, esta deveria ser submetida às regras e não o pequeno comerciante”, afirma.

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Lei nº 15.952

Data 24 de setembro de 2008.

Súmula: Obriga os restaurantes, bares, lanchonetes, quiosques, ambulantes e similares a utilizarem guardanapos e canudos de plástico individualmente e hermeticamente embalados em todo o Estado do Paraná.

A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná decretou e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º Obriga os restaurantes, bares, lanchonetes, quiosques, ambulantes e similares a utilizarem guardanapos e canudos de plástico individualmente e hermeticamente embalados em todo o Estado do Paraná.

Parágrafo Único. O material a ser empregado nas embalagens herméticas, deverá ser oxibiodegradável, obrigatoriamente.

Art. 2º O descumprimento ao disposto na presente lei sujeitará os infratores às seguintes penas:

a) 60 (sessenta) UPF/PR – Unidade Padrão Fiscal do Paraná, na 1ª infração;

b) 120 (cento e vinte) UPF/PR – Unidade Padrão Fiscal do Paraná, na reincidência;

c) 200 (duzentas) UPF/PR – Unidade Padrão Fiscal do Paraná, suspensão do alvará de funcionamento e fechamento do estabelecimento até o cumprimento dos dispositivos legais, na 3ª infração.

Art. 3º O Poder Executivo regulamentará a presente lei.

Art. 4º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO DO GOVERNO EM CURITIBA, em 24 de setembro de 2008.

Roberto Requião
Governador do Estado

Virgilio Moreira Filho
Secretário de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul

Rafael Iatauro
Chefe da Casa Civil

Reinhold Stephanes Junior
Deputado Estadual

Parabéns ao deputado Stephanes Junior por mais esta lei ambientalmente correta, que irá diminuir o plastico nos lixões e aterros sanitários, ou, pior ainda, nos fundos de vale e dentro dos rios e mares.

Ainda é pouco, sabemos disso, porque hoje tudo vem embalado em plástico, mas ja contamos com várias vitórias, principalmente no nosso amado estado do Paraná, em que toda sacola de uso único de plástico, não somente em supermercados, mas em todo o varejo – aquela sacola de boca de caixa também chamada de sacola de checkout – tem que ser obrigatoriamente de plástico oxi-biodegradável, porque o plástico convencional é eterno – me diga que 500 anos poluindo não é uma eternidade – e o plástico oxi-biodegradável em aproximadamente 18 meses já terá virado comida de microorganismos.

É pouco mas é o início, pois até uma maratona se inicia com o primeiro passo.

Um dia desses estavamos assistindo o globo reporter sobre frutas nativas e foi muito agressivo ver que na colheita de uvas, bananas, mangas, pêssegos e outras frutas são utilizadas muitas embalagens de plástico, que serão descartadas rapidamente após um curto ciclo de vida útil, virando poluentes para o planeta por meio milênio, portanto, eternas para nós.

Estamos com projeto desde 2004 para acabar com o plástico de uso único eterno. Queremos – e conseguiremos, certamente, ou você duvida? – que todas as embalagens de produtos que atualmente são de plástico eterno, sejam transformadas em embalagens de plástico de ciclo de vida curta, ou seja, plástico oxi-biodegradável.

Lembre-se que precisamos diminuir os resíduos que geramos ou então estaremos fadados a viver sobre montanhas de lixo. E certamente não dá para plantar alimento em cima de plástico.

Agora que o projeto sacolas ecológicas de plástico oxi-biodegradável e retornável parou de engatinhar e está quase caminhando sozinho – foi nossa primeira investida contra o plástico convencional, porque sacolas de compras de uso único são totalmente dispensáveis e são a maior fonte de poluição por plástico do planeta – podemos nos focar em outro problema relacionado ao plástico, que são as embalagens plásticas de produtos.

Descobrimos que se utiliza mais plástico na parte de estocagem do supermercado – sempre iniciamos com os supermercados porque tudo é superlativo dentro deles, são montanhas de tudo sendo distribuídas todos os dias no mundo todo – do que na boca de caixa.

Feche os olhos e imagine a sua última ida ao supermercado. Você pega um carrinho de compras, vai para o setor de hortifruti e pega uma dúzia de sacos para FLV – frutas, legumes e verduras – e começa, 1 saco para a salsinha, 1 para cebolinha, 1 para hortelã, 1 para manjericão, 1 para alho, 1 para cebola, 1 para a alface que já está dentro de uma embalagem toda perfurada então vai molhar as outras compras, por isso você coloca dentro de um FLV- se você comprar alface crespa, alface lisa e alface americana serão 3 sacos – e vejamos, 1 para repolho, 1 para couve flor, 1 para brocoli, 1 para pimentão – um saquinho para cada cor de pimentão, porque eles tem preços diferentes, o amarelo, o vermelho e o verde, apesar de eu ja ter visto o branco e o preto, então serão no mímino 3 sacos – daí vem 1 para batata, 1 para batata doce, xuxu, abobrinha …

Passemos para as frutas, limão, laranja, maçã, abacaxi, melão, uva – 1 saco para cada cor de uva e para cada espécie – pêssego e por aí vai.

Leite, se for de garrafa plástica, já vem 6 em um saco plástico, se for de tetrapack vem 12 em uma embalagem de papel coberta por plástico.

Xampu, margarina, requeijão, sorvete, produtos de limpeza, para onde você olhar e comprar em um supermercado, tudo está envolto em plástico eterno.

Será que já não passou da hora de banirmos este tipo de plástico eterno? Calma, sem palavrões, olhe a boca suja, não vamos banir o plástico do planeta, apenas o plastico eterno.

Então, para quem nos conhece, já adivinhou que este é o próximo passo que está em fase de planejamento, aguarde novidades, estamos iniciando com algumas grandes marcas nacionais e internacionais que estão substituindo as embalagens de seus produtos – trocando o plástico eterno por plástico com ciclo de vida programado oxi-biodegradável.

Argentina – Manifestação pede cumprimento da lei sobre reutilização e reciclagem

Stinger / Zeptonn

Ativistas do Greenpeace se penduraram no Obelisco de Buenos Aires, um dos principais símbolos da Argentina, em um protesto que provocou caos no trânsito. Antes de serem detidos pela polícia, seis manifestantes colocaram um cartaz para reivindicar que o governo municipal aplique uma lei vigente desde o ano passado, que cria um programa integral de reutilização e reciclagem de lixo.

Para retirar dois ativistas que estavam pendurados no monumento com cordas de alpinismo, a polícia e os bombeiros tiveram que usar um guindaste, por isso grande parte das avenidas que cercam o Obelisco foram bloqueadas. Além disso, vários pedestres que circulavam pela área no momento pararam para observar a operação, o que complicou ainda mais o deslocamento de veículos no centro de Buenos Aires.

Em comunicado, o Greenpeace denunciou que a gestão de resíduos promovida pelo governo portenho é a principal causa de poluição da periferia da cidade, onde mais de 5 mil toneladas diárias de lixo terminam enterradas nos aterros sanitários, segundo o Greenpeace.

A chamada lei “Lixo Zero”, aprovada pela Legislatura da capital argentina, prevê que os resíduos da cidade diminuam em 50% em 2012 e em 75% até 2017.

Não consegui encontrar a lei na web, entrei em contato com um contato de Buenos Aires para ver se ele consegue a lei, daí publico aqui.

Você já deve conhecer minha tese sobre o pé na bunda, se não conhecer, não se preocupe, eu explico de novo.

O humano médio é um preguiçoso e acomodado por natureza. Se você deixar, a população vai querer casa, comida e roupa lavada, o que equivale a novela, futebol e fofoca.

É por isso que tem que ter um pé na bunda de vez em quando para as pessoas sairem do marasmo e o que o pessoal do greenpeace fez foi exatamente isso, dar um chute na bunda dos políticos portenhos.

Nós temos o projeto LIXO ZERO, RECICLAGEM E COMPOSTAGEM 100% que trata exatamente disso, enviar só os 5% de resíduos que não podem ser compostados ou reciclados para o lixão ou aterro, aumentando assim a vida útil destes locais em 95%, não compromentendo mais solo fértil com a construção de depósitos de lixo.

Não entendemos a recusa das pessoas em fazerem a separação de materiais, afinal é só ter um saco não descartável, normalmente de rafia para o reciclavel que vai para o saco lavado – é só enxaguar – e seco que será despejado num container maior e outro descartável oxi-biodegradável para o lixo orgânico que virará composto – ouro preto – e um menorzinho para o rejeito – absorvente, papel higiênico e fraldas.

Fala a verdade, onde está a dificuldade? Não tem dificuldade mas sobra preguiça.

Aeroporto de Berlim pode virar eco-cidade

vince42

CONAPUB

Tempelhof, o gigantesco e histórico aeroporto de Berlim, poderá se transformar na primeira eco-cidade européia.

O terminal, que já foi chamado de “mãe de todos os aeroportos” e de “Portão da Europa” será desativado nas próximas semanas. O aeroporto teve um movimento de 13 milhões de passageiros, mas é considerado deficitário, com um custo anual de 15 milhões de dólares para os cofres públicos.

O governo pretende dar outra utilidade ao terminal. Uma das propostas é um plano russo-alemão para construir a primeira eco-cidade da Europa, com capacidade para 50 mil moradores.

O projeto original prevê a construção de um prédio sofisticado, de 15 quilômetros de extensão, com pistas construídas sobre os telhados, de modo a oferecer mais espaço para árvores e plantas. Empresários russos admitem investir dois bilhões de euros na cidade ecológica.

Estamos curiossísimos para ver este projeto sair do papel.

Cientistas criam máquina que captura GEEs

Thomas Eichmann

Inovação tecnológica

Um equipamento parecido com um telescópio gigante é a mais nova arma de um grupo de cientistas canadenses na luta contra as mudanças climáticas. O protótipo desenvolvido na Universidade de Calgary é capaz de capturar o dióxido de carbono (CO2) diretamente do ambiente, em qualquer lugar do mundo.

Com a nova tecnologia, os inventores afirmam que será possível absorver, por exemplo, o carbono que carros e aviões liberam no ar. As emissões do setor de transporte representam mais da metade dos gases do efeito estufa do planeta e são consideradas as mais difíceis de serem mitigadas, justamente porque os emissores estão espalhados por todos os lugares.

Os pesquisadores defendem que, quando a tecnologia for produzida em escala comercial, poderá ser adotada como um complemento a outras iniciativas para reduzir as emissões dos transportes, como os biocombustíveis e os veículos elétricos.

Além do CCS

O que existe hoje no mercado são equipamentos capazes de capturar o carbono diretamente nas fontes poluidoras, como os instalados nas chaminés de usinas de energia movidas a carvão. “A primeira vista, capturar CO2 do ar onde a sua concentração é de 0,04% parece absurdo, sendo que estamos apenas iniciando a captura economicamente viável em usinas de energia onde o CO2 produzido está numa concentração de mais de 10%”, afirma o cientista que lidera a pesquisa, David Keith, à revista ScienceDaily.

Ele acrescenta que uma das vantagens do novo modelo é poder realizar a captura em qualquer lugar do mundo, independente de onde esteja localizada a fonte poluidora, já que o CO2 viaja pela atmosfera e não fica estático no local onde foi gerado. Este é o principal diferencial da tecnologia em relação às atuais técnicas de CCS (captura e armazenamento de carbono), que necessitam do equipamento instalado dentro da usina em que o CO2 é produzido e de uma tubulação para levar o gás compactado até um reservatório geológico.

Keith afirma que uma empresa pode ter uma usina para explorar petróleo nas areias betuminosas de Fort McMurray, no Canadá, mas instalar o equipamento de remoção do carbono do ambiente onde for mais barato, em países como a China, por exemplo. “E a mesma quantidade de CO2 será capturada”, garante.

Ar purificado

O invento suga o ar do ambiente para dentro da máquina, onde se utiliza hidróxido de sódio para extrair o CO2 do ar. Em seguida, o CO2 é separado do hidróxido de sódio e fica disponível para ser armazenado ou reaproveitado para outros fins, como a produção de combustível.

O processo de captura de carbono no ar utiliza menos de 100 kw/hora de eletricidade por tonelada de CO2. Uma torre experimental montada pelos pesquisadores é capaz de absorver 20 toneladas de CO2 por ano em único metro quadrado de ar impuro – o equivalente à quantidade média de emissões de um cidadão norte-americano por ano. O protótipo comprovou que a tecnologia é eficiente energeticamente, pois captura 10 vezes mais CO2 do que o utilizado para gerar a energia do seu funcionamento.

Mar subirá um metro até fim do século

Sister72

CONAPUB de 10 de outubro de 2008

Uma notícia preocupante acaba de chegar direto de Berlim. Cientistas do Instituto de Pesquisa do Clima de Potsdam atualizaram suas previsões sobre o efeito do aquecimento global sobre o nível do mar e concluíram: até 2100, a superfície dos oceanos aumentará, em média, um metro.

Anteriormente, os pesquisadores prognosticavam uma elevação de até 59 centímetros no nível do mar, até o final do século.

Essa mudança de projeção se deve, de um lado, à velocidade do degelo dos pólos e, por outro, à lentidão dos governos em adotar e executar ações para reduzir a emissão de carbono no ambiente. Essa letargia liquida as chances de impedir que o aquecimento do planeta supere 2 graus centígrados neste século.

Você pode até pensar – Ah, mas eu já não estarei mais sobre este planeta mesmo … -, mas e quanto aos seus descendentes, você tem a coragem de dizer que isso será um problema deles?

Isto é o máximo do egoismo planetário, afinal, gestos simples, mudança no padrão de consumo podem mudar este futuro sombrio e mesmo assim as pessoas continuam jogando bola, fofocando, assistindo novela e deixando este planeta morrer.

Assim caminha a humanidade, com um pouco de preguiça e sem vontade.

PARANA 1 X SKOL 0

baakerr

Não, você não está no blog errado nem este é um post sobre futebol, mas é sobre mais uma vitória do estado sobre as megacorporações que só visam o lucro sem assumir sua responsabilidade ambiental para com o planeta e os humanos.

Primeiro leia as duas notícias abaixo.

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Lobo Guará de 15 de setembro de 2008

Cacareco ambiental não desce redondo

Recentemente a Skol lançou uma embalagem de vidro diferente para sua cerveja. Chamada de Skol Litrão, a nova garrafa é um verdadeiro cacareco ambiental e pode trazer inúmeros prejuízos ao meio ambiente caso não seja coletada e destinada adequadamente – afinal, estes novos recipientes não são retornáveis.

Assim como as garrafas long neck, o Litrão foi criado para concorrer com outros segmentos de embalagens de bebidas, como garrafas PET e latas de alumínio, sem considerar o seu prejuízo ambiental.

Para baratear custos, os fabricantes desenvolveram uma garrafa que é reciclável, mas não é retornável – tornando a embalagem um produto menos interessante que os demais para a indústria da reciclagem. E sem o estímulo à reciclagem, muitas vezes estas garrafas vão para os aterros sanitários desnecessariamente ou acabam em fundos de rio e fundos de vale; em resumo, acabam na natureza.

Além disso, está havendo um desrespeito com o direito do consumidor. As garrafas são comercializadas como se fossem retornáveis e até divulgam benefícios pela troca da embalagem! Mas isso não acontece na prática. É uma propaganda enganosa.

Vale destacar que a embalagem só é retornável quando se tem logística de recolhimento; o que não é o caso, pois não encontramos mais nos supermercado os locais para entrega dos vasilhames.

Isso demonstra que é mais que necessária, é urgente, uma mudança de atitude por parte das indústrias. No Paraná o Litrão da Skol, este cacareco, não desce redondo.

Em tempo: Uma das maiores contribuições da reciclagem do vidro está na redução do consumo de matérias-primas naturais e não-renováveis, pois 72% do vidro é feito de areia e 28% de outros minerais como o calcário, que com a ação do calor transformam-se em vidro.

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Máfia do lixo de 18 de setembro de 2008

Após críticas Ambev apresenta mudanças para a ‘Skol’ litrão

Representantes da Ambev, indústria que recentemente lançou a embalagem de cerveja “Skol Litrão”, apresentaram as ações que serão desenvolvidas para orientar os consumidores que a nova garrafa é retornável.

Entre elas, mudanças no rótulo e na campanha de divulgação dando destaque para a palavra “retornável” e o treinamento de 180 promotoras que estarão nos principais pontos de venda no Paraná informando que as garrafas não são descartáveis.

A iniciativa da indústria só aconteceu depois do secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, classificar a nova embalagem como “cacareco” ambiental e alertar a sociedade sobre os prejuízos que poderia trazer à natureza.

O produto vinha sendo oferecido nos pontos de venda como descartável. O rótulo da cerveja não esclarecia se a embalagem era retornável ou não. Os consumidores ficaram confusos com relação à correta destinação da embalagem da cerveja.

Com estas mudanças e o início da troca das embalagens em mais de 20 redes de supermercados esta garrafa passa ser realmente retornável.

A inclusão dos grandes geradores de resíduos nos processos de coleta e reciclagem dos produtos que disponibilizam no mercado, como determina a Lei Federal 6.938/81, que aborda, entre outros temas, a responsabilidade solidária na destinação final dos resíduos sólidos, e a Lei Estadual 12.493/99, que dispõe sobre a destinação final dos resíduos no Paraná é uma ação do programa Desperdício Zero, desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente.

Para o coordenador do programa a negociação feita com a Ambev deve servir de exemplo para que outras empresas, adotem a política ambiental aliada às ações de venda. As ações comerciais e de marketing têm que estar alinhadas com as corretas políticas ambientais, inclusive em relação à preocupação com a destinação final dos resíduos, para que todos ganhem com a preservação do meio ambiente.

Se beber não dirija.

Leitor, entoe este mantra todos os dias antes de se levantar da cama … ooommm, ooommm, Ommanipadmehum,  um dia eu e meus filhos iremos morar no Paraná, o único estado que está se mobilizando para salvar o planeta, ooommm, ooommm, Ommanipadmehum …

Se a skol quisesse lançar algum produto para aumentar o prazer de beber, ao invés de beber a long neck em 5 minutos eles fariam uma super hiper mega cerveja de alumínio, porque ao menos o alumínio tem uma taxa de reciclagem de 94% no país.

Antes de lançar um produto, está na hora dos marketeiros pensarem na pegada ambiental do produto e escolher o material que menos impactar o planeta.

Diário da mata ciliar FUNVERDE

Se você olhar no topo da nossa página, observará que temos um novo componente na página, que é O DIÁRIO DA MATA CILIAR FUNVERDE.

Fizemos uma compilação de todos os dias de atividade no Projeto Mata Ciliar FUNVERDE para facilitar a consulta e a visualização do desenvolvimento do projeto.
  
Manteremos as atividades do projeto mata ciliar FUNVERDE sempre atualizadas neste espaço, para ser mais fácil localizar este projeto, tão importante para a biodersidade e para manter vivas as veias do planeta, que são os rios, tão importantes para nossa sobrevivência.