Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura

Em muitas ocasiões, a solução para o futuro está no resgate do conhecimento do passado.

Leia onde diz que o governo está dificultando a pesquisa por interesse de grandes produtores de sementes.

Isso me lembra das petroquímicas – aliás, toda bandidagem me lembra das petroquímicas, que preferem destruir o mundo do que perder 1% do seu faturamento.

Jornal do meio ambiente 

Procurando melhorar o sabor e o valor nutricional de seus pães, um grupo de “padeiros camponeses” franceses está buscando variedades antigas de trigo, muitas das quais não têm sido plantadas por mais de um século.

Realizando experimentos com estas variedades, eles estão descobrindo que algumas apresentam vantagens inesperadas, como provocar taxas muito menores de intolerância ao glúten entre consumidores do que os pães industrializados.

Em diferentes partes da França pequenos grupos de agricultores, principalmente orgânicos, continuam a produzir pães bons e nutritivos, apesar da crescente dominação da panificação industrial.

Por várias décadas, o trigo tem sido geneticamente melhorado pelas empresas sementeiras para responder às necessidades dos grandes produtores de trigo e das grandes panificações industriais, que não são as mesmas dos agricultores orgânicos e padeiros artesanais.

Foi por este motivo que padeiros camponeses, inicialmente de forma isolada, começaram a buscar as variedades antigas de trigo.

Não foi fácil, pois estas variedades vinham sendo negligenciadas por mais de meio século.

Os padeiros camponeses tiveram que buscar junto a agricultores que conservaram as variedades antigas e também em bancos de sementes do INRA (Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola da França).

Alguns agricultores apenas multiplicaram as variedades obtidas, enquanto outros, mais ambiciosos, começaram a melhorar as variedades antigas para que elas se adaptassem a diferentes regiões, climas, sistemas de manejo, e também para que servissem à produção artesanal de pão.

A partir da articulação de iniciativas neste campo foram criadas novas redes de intercâmbio de sementes entre padeiros agricultores de várias partes da França.

Entretanto, segundo a legislação francesa atual, estas trocas de sementes entre agricultores são ilegais.

Muitas organizações européias têm lutado junto à Comissão Européia pela criação de um sistema de registro paralelo para as chamadas “sementes de conservação”, que possa flexibilizar as rígidas normas de registro que ameaçam a biodiversidade de plantas cultivadas.

Mas como o lobby das indústrias sementeiras é muito forte, tem sido difícil alcançar um consenso neste sentido e este trabalho tem sido sistematicamente adiado.

A experiência francesa ainda é de pequena escala.

No total, existem cerca de 100 padeiros camponeses, trabalhando de diferentes maneiras com variedades tradicionais de trigo.

A maior parte deles possui seu próprio moinho, o que os torna capazes de vender tanto farinha, como pão.

Mas na Inglaterra alguns moinhos tradicionais começaram a comprar as variedades tradicionais de trigo, o que significa que padeiros mais pobres, que não têm seu próprio moinho, estão podendo começar a cultivar as variedades antigas também.

Baseado no texto “Bread of Life”, de Hélène Zaharia:
http://www.grain.org/seedling/?id=470

Contaminação transgênica – coexistência impossível

Campanha por um Brasil livre de transgênicos de 20 de junho de 2007

Nesta semana em que a CTNBio deve decidir sobre a liberação comercial de mais duas variedades de milho transgênico, este Boletim apresentará diariamente casos concretos de agricultores prejudicados pela contaminação. São exemplos de uma situação bem mais ampla que reforçam a necessidade de se proibir os transgênicos.

Caso 2
Contaminação de produção orgânica em São Miguel do Iguaçu-PR

Quando a família Guerini mudou-se para São Miguel do Iguaçu, a escolha da propriedade foi feita de acordo com o projeto de agricultura que eles queriam implantar. Após mais de 20 anos de sojicultura no Paraguai, a proposta era trabalhar com a agricultura orgânica, menos impactante ao meio ambiente. Buscando um maior equilíbrio da propriedade como um todo, deram preferência para uma área que tem 1.500 metros de fronteira com o Parque Nacional do Iguaçu, uma das mais importantes Unidades de Conservação do mundo.

Soja e milho são os principais cultivos anuais produzidos na propriedade, que juntos somam de lavouras. A vizinhança é formada por extensas monoculturas: soja no verão e milho na safrinha.

Sílvio conta que o equilíbrio ecológico resultante de ser vizinho do parque é anulado pelos agrotóxicos usados nas áreas vizinhas. “Na época da soja o cheiro de veneno entra dentro de casa”, lamenta. Além disso, as pragas acabam sendo “empurradas” para sua área, seja por efeito das pulverizações, seja pela colheita praticamente simultânea dos vizinhos que as deixa sem alimento.

Na safra de 2006/07 um novo fator veio dificultar ainda mais a atividade dos Guerini: a contaminação de sua soja orgânica pela transgênica. A colheita na propriedade é feita com maquinário próprio e que só trabalha ali. Assim, essa possível fonte de contaminação fica descartada. As sementes usadas eram certificadas e não acusaram presença de transgênicos quando testadas pelo método PCR.

Apenas a primeira carga comercializada acusou contaminação por transgênicos. A única diferença entre esta e as demais foi o transporte até a empresa comercializadora, a Gebana. A primeira foi feita com caminhão da empresa e as demais com caminhão próprio. Já atento para o problema, Sílvio acompanhou a varredura do caminhão antes da primeira carga. Mesmo assim, esta parte da produção não pôde ser vendida como orgânica.

Sílvio queixa-se do abandono por parte do poder público, que ao invés de estimular uma agricultura mais sustentável, acaba dificultando-a. Como exemplo cita os resultados prejudiciais da Medida Provisória 327, que reduziu de 10 km para 500 metros a zona de amortecimento no entorno das áreas de conservação onde era proibido plantar soja transgênica.

Com a redução dessas que eram as únicas áreas livres de transgênicos no País, seus vizinhos passaram a adotar as sementes modificadas, aumentando assim não só o uso de herbicida nas proximidades do Parque, como também os riscos de contaminação de sua produção orgânica.

Apesar de inexistirem no Brasil estatísticas oficiais sobre este assunto, os relatos sobre agricultores que são obrigados a abandonar o sistema orgânico de produção têm crescido a cada safra e se multiplicam nos principais estados produtores de soja.

Tomando-se como exemplo o caso da Gebana, em 2006 foram identificados 04 casos de contaminação; o número aumentou em mais de 100% em 2007, passando para 09 casos.

Os agricultores que possuem contrato com a Gebana representam um universo pequeno do problema da contaminação, mas ilustram perfeitamente a situação verificada na produção de soja no Brasil.

Temores sobre os transgênicos estão se confirmando, diz cientista gaúcho

Eu te disse, eu te disse …

Desde o início desta aberração dos transgênicos a FUNVERDE se posicionou contra e agora as provas estão aumentando de que os transgênicos podem destruir a humanidade.

Ecoagência de 23 de julho de 2007

Geneticista Flávio Lewgoy revela que já há vários casos comprovados no mundo de graves danos à saúde humana e animal provocados pelo uso de transgênicos. “O que os críticos dos transgênicos sempre disseram está aparecendo, e em grau exponencial, mostrando que se tratam de produtos de alto risco”, afirmou o cientista à EcoAgência.

Porto Alegre, RS – Um parecer científico da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) sobre os Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), dirigido ao Conselho Estadual de Saúde, põe mais lenha na fogueira desse debate. O texto afirma, com todas as letras, que estão comprovados os riscos dos transgênicos à saúde humana e animal.

Elaborado pelo químico e especialista em genética Flávio Lewgoy, ex – professor titular do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e conselheiro da Agapan, o documento destaca que, em 1999,  ele já tinha alertado a respeito do potencial nocivo dos OGMs, como resultado dos genes alienígenas inseridos em seus genomas.

“Desde então, pesquisas científicas em renomadas instituições de vários países, bem como relatos de casos, evidenciam que esse potencial se concretizou, em alto risco à saúde pública e animal, com a liberação comercial de variedades Geneticamente Modificadas de soja e milho sem avaliação adequada”, afirma Lewgoy.

A seguir, ele enumera no documento de quatro páginas, com a citação das fontes científicas, vários exemplos disso. Tais pesquisas, observa, foram publicadas em periódicos científicos internacionais, de reconhecida seriedade, após rigorosa revisão por painéis de especialistas da mesma área – o chamado “peer review”.  “Os artigos expõem anomalias na bioquímica, sistema imune, anatomia, crescimento, reprodução e comportamento em animais aliementados com batatas, milho ou soja geneticamente modificados”, assinala Lewgoy.

Pesquisas com roedores

São impressionantes, por exemplo, os resultados citados de pesquisas com roedores alimentados com transgênicos.  

No Rowett Institute, em Aberdeen, Escócia, roedores jovens alimentados com a batata transgência mostraram, após 110 dias, lesões pré-cancerosas no aparelho digestivo, limitado desenvolvimento do cérebro, fígado, testículos, pâncreas, intestinos dilatados e danos no sistema imune, relataram os cientistas Puztai e Ewen, autores do estudo. 

Já a doutora Irina Ermákova, da Academia de Ciências da Rússia, publicou que ratas alimentadas com soja RR (tolerante ao herbicida glifosato, liberada no Brasil) tiveram excesso de filhotes malformados e com pouca sobrevida: os sobreviventes eram estéreis. Além disso, num comunicado ao 14º. Congresso Europeu de Psiquiatria, ela advertiu ainda que a mesma dieta elevou os níveis de ansiedade e agressividade dos roedores.

Com resultados bem semelhantes, cientistas das universidade de Urbino, Perguia e Pavia, na Itália, revelaram que a alimentação de camundongos com soja RR provocou alterações no pâncreas, fígado e intestino dos roedores.

Reações humanas ao algodão, milho e soja

Na Índia, em seis aldeias, os trabalhadores de plantações do algodão Bt (transgênicos) tiveram afecções de pele, olhos e aparelho respiratório. Detalhe importante: todos tinham, anteriormente, trabalhado com algodão não geneticamente modificado (convencional), sem apresentar esses problemas de saúde.

Em outro caso relatado por Lewgoy, nas Filipinas, em 2003, cerca de 100 pessoas que viviam perto de uma plantação de milho Bt Mon810 tiveram reações cutâneas, intestinais, respiratórias e outros sintomas quando o milho começou a florescer. “Testes do sangue de 39 pessoas acusaram a presença de anticorpos contra a toxina Bt, o que reforça a suposição de que o pólen seria a causa do episódio. Esses sintomas reapareceram em 2004, em ao menos quatro outras localidades onde foi plantado o mesmo cultivar de milho”.

Já na Grã-Bretanha verificou-se um grande aumento nas alergias à soja após a introdução do produto GM. “Em 1999, em curto espaço de tempo, alergias causadas pelo consumo de soja tiveram um salto na incidência de 10% para 15%”.

A soja geneticamente modificada foi introduzida justamente naquele ano no país. E os testes sangüíneos para anticorpos revelaram reações diferentes das pessoas a variedades de soja não-transgências e transgênica (que tem maior concentração de uma proteína alergênica, por “coincidência”).

Mortes de animais

Após a colheita do algodão, no distrito de Warangal, em Andhra Pradesh, Índia, 10 mil ovelhas que pastaram folhas e brotos das plantas transgênicas adoeceram e morreram em cinco a sete dias, conta o geneticista. A causa provável apontada foi a a toxina Bt (do produto transgênico), sendo que não houve mortes de ovelhas nos campos de algodão não-Bt.

Enquanto isso, em Hesse, Alemanha, doze vacas leiteiras de um rebanho, alimentadas com folhas e sabugos de milho Bt 176, duplamente transgênico, resistente ao herbicida glufosinato e secretor da toxina Bt, morreram. A Syngenta, fornecedora das sementes pagou 40 mil euros de indenização ao fazendeiro, mas as amostras coletadas para exames de laboratório sumiram, misteriosamente.

Por outro lado, em fazendas dos Estados Unidos constatou-se que, entre ração transgênica e não-transgênica, os animais preferem a última: “Em testes feitos em fazendas, vacas e porcos repetidamente rejeitaram milho GM Bt. Animais que evitaram alimentos GM (soja RR, milho Bt) incluem vacas, porcos, gansos selvagens, esquilos, veados, alces, ratos e camundongos”, destaca o parecer.

Crítica à CTNBio

Quando aprovou a liberação comercial do milho transgênico da Bayer (resistente ao herbicida glufosinato), recentemente, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) afirmou que a espécie não é potencialmente causadora de degradação ao meio ambiente ou de prejuízos à saúde humana e animal. “Esta afirmação não se sustenta nos fatos”, critica o cientista gaúcho e conselheiro da Agapan.

Segundo ele, as duas únicas pesquisas publicadas a respeito foram duramente criticadas por pesquisadores independentes por serem mal elaboradas, mas mesmo assim detectaram problemas no uso do produto. Um experimento com galinhas, cita Lewgoy, mostrou que as aves alimentas com ração de milho geneticamente modificado tiveram o dobro da mortalidade, além de menor ganho de peso. A segunda experiência empregou a proteína PAT, que o milho transgênico sintetiza, e filhotes de ratos alimentados por 13 dias com baixas ou altas doses da proteína tiveram problemas de crescimento. 

Além disso, completa, são muito reduzidos ou inexistentes os estudos sobre a digestão no organismo humano e animal do herbicida e seus metabólitos (empregados na planta e na espiga transgênica), bem como sua interação com os microorganismos do aparelho digestivo.

Riscos preocupantes 

“Os riscos de saúde, humanos e animais, do consumo de transgênicos agrícolas, expostos e documentados neste parecer, imediatos – por exemplo, alergias – e a médio e  longo prazo, afetando os sistemas nervoso, digestivo e imune, são preocupantes”, afirma o geneticista.

Na conclusão do documento, ele recomenda que seja exigido o cumprimento da lei que determina a rotulagem dos produtos transgênicos disponíveis aos consumidores. Orienta também para que o Conselho Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul e dos demais estados e municipios tomem medidas judiciais para impedir o licenciamento e liberação comercial dos transgênicos que não tenham passado por rigorosas avaliações, feitas por cientistas independentes, declaradamente sem conflitos de interesse, ressalta.

“Os defensores dos transgênicos estão ficando acuados, os fatos sinalizam que alguma coisa há de errado. Estamos na véspera de grandes acontecimentos para derrubar os mitos dos transgênicos, que só existem pelas enormes quantias que as empresas do setor investem”, disse Lewgoy à EcoAgência.

Genoma é muito complexo

O geneticista destaca que o genoma é extremamente complexo, por isso é impossível aos cientistas que trabalham na produção de transgênicos controlar todos os seus efeitos.

Para ele, estes fatos todos só não têm vindo à público por omissão da imprensa e cumplicidade de boa parte dos cientistas, alguns ingênuos – acreditando que ser contra os transgênicos é ser contra a ciência – e outros silenciados ou pagos pela indústria. Mas dois cientistas brasileiros já abandonaram a CTNbio por não concordarem com os procedimentos do órgão na avaliação dos OGMs, lembra.

Por estranho que pareça, destaca, há muitos cientistas norte-americanos contestando os OGMs e que estão sofrendo represálias por isso: “O poder financeiro dessas empresas é estarrecedor, mas não estão conseguindo mais tapar o sol com a peneira, há uma série de denúncias contra os transgênicos, estamos vivendo outros tempos”, acredita o cientista.

Nível de agrotóxico em soja transgênica é alto

Para não dizer que não falei das flores. Flores de soja, naturalmente.

Desde o início desta sandice deste governo federal incompetente e bêbado de liberar transgênicos e em troca encher os bolsos de dinheiro, ficamos muito assustados, mas pudemos contar com um governador previdente.

Lembram do princípio da precaução? Pois bem, ele bateu a mão na mesa e disse que o Paraná não seguiria o governo federal para destruir a biodiversidade do país.

Agora, mais e mais notícias estão mostrando a verdade sobre os transgênicos, a praga do Século XXI e países que querem exportar soja não transgênica só compram do Paraná.

Parabéns governador, por cumprir seu papel de proteger os cidadãos do Paraná.

Jornal O Diário do Norte do Paraná, de 28 de julho de 2007 

Glifosato encontrado em amostras do produto no Paraná está acima do permitido pela Anvisa; especialistas alertam para os riscos de intoxicação e de prejuízo à saúde

Cleber França A quantidade de glifosato encontrada nas amostras de soja transgênica do Estado está acima do permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A informação, divulgada pela Empresa Paranaense de Classificação (Claspar), é que 70% das análises apresentaram resíduos de agrotóxicos, das quais 5% estão em um patamar considerado grave.De acordo com o presidente da Claspar, Valdir Izidoro Silveira, de toda a produção de soja do Estado, colhida na última safra, 290 mil toneladas estariam contaminadas com 2,9 mil quilos do princípio ativo do agrotóxico. Ele ressaltou que além de representar um risco à saúde pública, o uso excessivo do agrotóxico contribui para contaminação do solo e causa prejuízo à biodiversidade.

Em 2003, a Anvisa elevou o valor máximo de porcentagem do glifosato, de 2 para 10 microgramas, para cada quilo. Em algumas amostras avaliadas este ano foi detectado teor de intoxicação superior  a 36. De acordo com Silveria , se fossem adotados os patamares anteriores à normativa aprovada há quatro anos, todas as amostras seriam reprovadas.

A mudança, na opinião do presidente da Claspar, beneficia somente o fabricante . “Estão colocando veneno em nossa mesa. Quem aprovou e apóia essa normativa deveria estar na cadeia”, disse.

Intoxicação
No Paraná, de 1993 a 2005, foram registrados 8.665 casos de intoxicação por agrotóxico. Desse total, 1.054 foram por herbicidas do tipo glifosato. Os herbicidas têm sido utilizados de forma crescente na agricultura, nas duas últimas décadas, para eliminação de ervas daninhas. Substituem a mão-de-obra na capina. De 2000 a 2004, o consumo de glifosato cresceu 95% no Brasil, enquanto que no mesmo período a área plantada de soja avançou 71%.

Conforme a Secretaria de Estado e Agricultura do Paraná o efeito do glifosato é cumulativo e pode  estar ligado diretamente a vários tipos de câncer, podendo inclusive causar deformação em fetos. “Essa doença tem maior incidência em regiões onde se usa muito agrotóxico”, relatou o médico oncologista Jordão Francisco da Silva Junior.

Os sinais de intoxicação vão desde irritação nas mucosas à insuficiência pulmonar. O contato com a pele pode provocar ulcerações e necrose; os efeitos decorrentes de  inalação incluem irritação nasal, cefaléia e tosse. E o contato com os olhos pode provocar  inflamação severa da  córnea e opacidade da visão.

TRANSGÊNICOS E OS AGROTÓXICOS

45% foi o porcentual transgênico na safra de soja 2006/2007, plantada no Paraná.

70% é o porcentual transgênico previsto para a atual safra de soja plantada no Estado.

271.903 foi a quantidade de glifosato, em toneladas, consumida no País em 2005.

279.215 foi a quantidade de glifosato, em toneladas, consumida no País em 2006.

Projeto Mata Ciliar FUNVERDE – 28 de julho de 2007 – sábado

Atrasado mas postado.

Terminamos de plantar a primeira das 3 quadras – datas – da prefeitura no Córrego Nazaré e fomos medir a segunda para fazer os furos e plantar daqui a duas semanas.

A primeira visão do terreno, sem uma árvore.

Início das marcações.

O pessoal foi do barranco estável até 30 metros acima e fincou estacas para o tratorista saber até onde fazer os buracos.

O Elias ajudando os meninos medirem a mata ciliar.

Está vendo a casa à direita e à esquerda um mato, pois bem, o proprietário plantou esta mata há uns 5 anos e mais para frente vamos mostrar as fotos da mata já fechada, dá até gosto.

Veja se não dá gosto o tamanho da mata.

Como a mata está cheia de pata de vaca florindo, muitos beija-flor e abelhas estão fazendo algazarra.

Terra maravilhosa em que se plantando – e cuidando – tudo dá.

A primeira vez das estagiárias na mata.

Senhoritas, bem vindas ao estágio e espero que gostem de estar conosco melhorando o planeta com nossos projetos que agora também são seus.

Guerra ao plástico

O qua acontece quando o governo é bem intencionado mas muito, muito mesmo, mal assessorado.

Parabéns pela iniciativa e sinto muito pela solução encontrada.

Ontem ouvi que na Holanda estão chamando plástico de matriz orgânica de PLANTAÇÃO DE PLÁSTICO.

Papel então nem pensar, imagine que na europa só 16% da terra é fertil, a população logo chegará a 10 bilhões de almas e o povo plantando comida para transformar em plástico ou papel para alguém utilizar uma única vez durante 20 minutos e depois jogar fora.

O custo ambiental deste tipo de ambalagem é inaceitável.

Primeiro o plástico de amido é 50% mais caro, no mínimo, depois é comida e não deve ser utilizado para armazenagem, deve ser utilizado como alimento, oras bolas.

Aproveitando e corrigindo, o plástico pode demorar mais de 500 anos para se degradar.

Quando o assessor da diretoria técnica e industrial da COMLURB, José Henrique Penido diz na matéria para trocar por sacolas retornáveis. Aí sim, a FUNVERDE é totalmente favorável a esta medida.

Quando o presidente da associação brasileira da indústria de embalagens plasticas flexíveis Rogério Mani diz indústria diz que está trabalhando em projetos de coleta seletiva e reciclagem minha resposta é. HAHAHA, uma sonora gargalhada, porque eles jamais colocaram a mão no bolso para tirar um centavo e não vai ser agora, só diz isso para que a lei não passe e depois esquecem o assunto. Normal, estão defendendo o que é deles.

Quando ele diz que estão trabalhando em novas tecnologias, que sei quais são e uma delas já estão fazendo alarde que é o plástico de álcool – que pode ser feito de qualquer coisa da qual se faça bebida, como cana, arroz, beterraba … -, só que não importa de se petróleo ou de álcool, nenhum dos dois é degradável, a não ser que se aplique um aditivo de biodegradação.

Não nos enrole Rogério Mani e esclareça a população sobre essa enrolação de voces. – Dã, agora somos ecologistas porque estamos fazendo plástico de etanol, Ok, pode falar isso mas desde que diga que a cadeia molecular do plástico de álcool é tão grande quanto a cadeia molecular do plástico da matriz de petróleo. Chega de enganar a população.

Me assustei também com a ambientalista presidente da ONG Ecomarapendi, Vera Chavalier quando defende o plástico de milho.

Ela só pensou na biodegradação completa, mas sem pesar o custo ambiental deste custo de plástico, porque, de novo, fazer plantação de plástico é inaceitável e depois o plástico biodegradável precisa de ambiente biologicamente ativo para se degradar, o que não ocorrerá com ao plástico que não é dada destinação correta – aqueles que voam para cima das árvores e outros locais inusitados – e depois esse plástico necessita de ambiente biologicamente ativo para se degradar – normalmente locais de compostagem.

Não vai adiantar nada para aqueles porcos que jogam seus sacos nas ruas, rios.

Última coisa contra o plástico de amido, ele gera metano na degradação, 21 vezes mais prejudicial ao planeta do que o CO2.

Porque o governo não baixa uma lei de utilização de plásticos oxi-biodegradáveis, que não necessita de ambiente biologicamente ativo para a degradação?

Ou então proibe de vez as sacolas plásticas?

Ou ainda, só permite que os estabelecimentos dêem ou vendam para seus clientes sacolas retornáveis?

Ou mais uma sugestão, primeiro só permita sacolas oxi-biodegradáveis e a cada ano diminua um percentual de 10%  a utilização destes sacos substituindo-os por sacolas retornáveis.

Qualquer coisa, mas procurem assessores mais competentes que entendam o problema como um conjunto e não com soluções únicas e mal arranjadas.

O globo de 26 de julho de 2007

Estado quer proibir sacolas e multar empresas que não recolhem garrafas para reciclagem

O governo estadual enviara à Assembléia Legislativa (alerj), ao fim do recesso, no inicio de agosto, um projeto de lei que proíbe a distribuição gratuita de sacolas plasticas aos consumidores.

Além disso, torna obrigatória a substituição gradual do produto por plástico fabricado a partir de material biodegradável.

A iniciativa da Secretaria do Ambiente foi encampada pelo governador Sergio Cabral, que enviará o texto, em regime de urgência, para a apreciação dos deputados.

A medida pretende reduzir os gastos anuais da SERLA, de quase R$ 15 milhões, com a dragagem de “verdadeiros rios de plástico”, como classificou o secretario Carlos Minc.

Esses estabelecimentos desrespeitaram a lei 3369/00, que obriga quem produz ou vende plástico a recomprar 25% do material e apoiar cooperativas de catadores que fazem coleta e reciclagem.

Feita de resinas sintéticas originadas do petróleo, a maior parte dos sacos plásticos usados no comercio não é biodegradável.

Com a lei, só serão permitidos plásticos feitos de materiais como fibra de cana ou de milho, que degradam em três meses, enquanto os convencionais levam de 100 a 200 anos.

O prazo para a substituição das sacolas no comercio pode variar de seis meses a um ano.

PROBLEMA É MAIOR NOS RIOS DA BAIXADA

Minc calcula que circulem no comércio do Rio cerca de um bilhão de sacolas plásticos por ano, além de 900 milhões de unidades de PET, entre garrafas e embalagens.

Para ele, os plásticos não biodegradáveis são os principais responsáveis pelo assoreamento de rios e canais.

O secretario cita como mais problemáticos os rios da Baixada Fluminense, entre eles Meriti, Sarapuí, Pavuna e Iguaçu. – Parece que dá para andar por cima de tanto plástico,que entope os rios, mata os peixes e causa enchentes que levam esgoto para dentro das casas – explicou Minc.

O coordenador do projeto ECOBARREIRAS da fundação superintendência estadual de rios e lagos (SERIA), Marcio Carvalho, informa que os sacos plásticos representam cerca de 30% do lixo retirado das barreiras flutuantes montadas nos rios Irajá. Meriti, Arroio Fundo e nos canais do Mangue, do Cunha e de Marapendi.

Segundo ele, nelas são retiradas de 13 a 15 toneladas de lixo por mês.

Parte do material é reciclado, mas os sacos, juntamente com o material orgânico, acabam no lixo.

A COMLURB estima que os sacos de plástico representam algo entre 3% e 4% das 8,5 mil toneladas de lixo recolhidas diariamente.

A proposta promete causar polemica com fabricantes e comerciantes.

O presidente da associação brasileira da indústria de embalagens plasticas flexíveis Rogério Mani, diz que projetos semelhantes surgem com freqüência em outras cidades e estados, mas não se transformam em lei.

Ele lembra que uma iniciativa parecida não foi aprovada na camara de vereadores do rio, há dois anos: – Temos que tomar cuidado, pois você pode achar que vai resolver um problema e criar outro para as próximas gerações.

Não existe no Brasil um material totalmente degradável e o que vem de fora, de amido de milho, é inviável, porque custa cinco vezes mais. Talvez seja possível utilizá-lo daqui a alguns anos, mas hoje não.

Ele diz que o problema das sacolas hoje seria o descarte incorreto, mas que isso poderia ser resolvido com investimento em educação: – A sacola virou a bola da vez dos ambientalistas.

Esse lugar já foi ocupado pelas garrafas PET e pelas latas, que hoje viraram fonte de renda e saíram das ruas.

Mas, hoje, 28% do que é produzido já é reciclado.

A indústria já está trabalhando em cima de novas tecnologias e em projetos de coleta seletiva e reciclagem.

Para o assessor da diretoria técnica e industrial da COMLURB, José Henrique Penido, a troca por sacolas de plástico biodegradável não resolveria o problema.

Ele acha que a substituição deveria ser feita por sacos de papel ou bolsas retornáveis: – sou contra o plástico biodegradável.

Os que não são totalmente biodegradáveis também geram detritos, alem de contribuir para o efeito estufa, gerando gás metano.

E os feitos de amido de milho, alem de também gerarem metano, usam um alimento na produção de embalagens.

A presidente da ONG Ecomarapendi, Vera Chavalier, discorda.

Para ela, a lei deve estimular a produção não só de sacolas, mas de outros produtos biodegradáveis. – Os plásticos biodegradáveis podem ser feitos a partir do petróleo ou por polímeros orgânicos, como milho e açúcar.

Os de milho são totalmente biodegradáveis.

O custo pode ser apontado como um empecilho, mas apenas porque a escala de produção é baixa – disse.

Representantes do comércio no rio aplaudem a medida, mas temem prejuízos.

O presidente da Sindilojas, Aldo Carlos de Moura Gonçalves, espera uma contrapartida do estado, caso haja aumento de custos.

Para o presidente da associação de supermercados, Aylton Fornari, a lei forçará todos os comerciantes a diminuir os danos ao meio ambiente, sem prejudicar a concorrência.

Segundo Minc, o estado espera atrair duas grandes empresas européias de reciclagem.

A aversão a sacolas costuma ser observada em estrangeiros, em sua maioria.

Uma caixa de um supermercado da Zona Sul contou que turistas europeus costumam se negar a usar as sacolas, por razões ecológicas.

Sacos plásticos e lixo tomam conta da Praia do Catalão, na Ilha do Fundão

Na praia de São Conrado surfistas passeiam diante de um mar de garrafas PET levadas para a areia após um temporal

Quanto aos turistas estrangeiros, no Brasil tem muita gente – descendente de europeus – como minha vizinha, neta de alemães que só usa sacola retornável, no caso está utilizando uma sacola retornável que foi de sua avó alemã.

Afinal, porque jogar fora a sacola se após anos e anos de uso ainda funciona?

Educação sendo transmitida geração para geração.

É por isso que sempre dizemos, educação é tudo, porque, você acha que algum descendente desta senhora irá voltar a utilizar sacos plásticos? Acho que não, o bom exemplo é a melhor forma de educação.

Projeto sacolas retornáveis

Sacolas descartáveis, 1 segundo para produzir, 20 minutos de uso e 500 anos destruindo o planeta.

Sacolas retornáveis, a solução para os problemas das sacolas de compras de plástico convencional.

Mesmo depois do projeto de sacolas oxi-biodegradáveis, estamos pensando no próximo passo do projeto, que é banir as sacolas de compra de uso único.

A Sacola Retornável é a solução para as compras em supermercado, feiras, farmácias, açougues, vídeolocadora … onde é possível levar uma sacola para trazer as compras.

É mais barato para o comerciante e é melhor para o planeta, pois o custo ambiental é muito baixo.

Atende à agenda XXI no que diz respeito à mudança de padrão de produção e consumo.

Nossas avós usavam sacolas retornáveis e sobreviveram.

Elas não tinham à disposição sacolas de plástico ou de papel.

Para se ter idéia do que estamos falando, vamos colocar em números.

Uma familia de 4 pessoas de classe média usa 1.000 sacolas por ano – no supermercado, padaria, açougue, feira, videolocadora, farmácia …

Essas sacolas convencionais podem demorar até 500 anos para sumirem na natureza, contaminando rios e oceanos, matando animais quando da sua ingestão, por confundirem com alimento.

Nós da FUNVERDE, desenvolvemos e confeccionamos sacolas permanentes para ajudar a comprar as arvores que são plantadas no PROJETO MATA CILIAR FUNVERDE, que replanta as matas ciliares da cidade de Maringá.

Só utilizamos arvores nativas e frutíferas nativas de no mínimo um metro e meio de altura.

Estamos desenvolvendo sacolas permanentes em plástico que pode ser oxi-biodegradável – com degradação programada para cinco anos -, que pode ser utilizada para acondicionar produtos gelados ou congelados que podem se molhar, evitando que se forme microorganismos na sacola, onde não pode ser usada sacola permanente de tecido orgânico.

Logo estaremos postando as fotos das novas sacolas. Estamos em fase de desenvolvimento de produtos e fornecedores, podemos adiantar que serão baseadas nas sacolas hoje utilizadas na comunidade européia.

A FUNVERDE temo como objetivo do projeto, a cada ano, substituir no mínimo 10% das sacolas plásticas oxi-biodegradáveis por sacolas retornáveis no comércio.

Preço  R$ 20,00  mais o valor do correio

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Sacola permanente de lona 100% algodão

Tamanho 48 x 38 x 20 cm

 

                                         ESGOTADA

Sacolas ecológicas provocam furor em compradores de Nova York

 

Folha online de 19 de julho de 2007 

da Efe, em Nova York

Sacolas de supermercado “ecológicas”, feitas de algodão, projetadas para substituir as poluentes bolsas de papel e de plástico, provocaram compras eufóricas na cidade de Nova York.

Quatro estabelecimentos da rede de lojas de produtos orgânicos Whole Foods, em Manhattan, colocaram à venda cerca de 20 mil sacolas ecológicas com a inscrição “Não Sou uma Sacola de Plástico”.

Centenas de pessoas fizeram fila antes da abertura da loja na quarta-feira (18) para comprar a sacola, de US$ 15, em poucos minutos.

A idéia é que os clientes comprometidos com o meio ambiente levem as sacolas para a loja. Isso diminuiria o uso de sacos plásticos –que levam cerca de 500 anos para se desintegrar– ou de papel –o que evitaria a derrubada em massa de árvores.

A estratégia, que tem sido considerada uma moda passageira, é para a criadora, a designer inglesa Anya Hindmarch, uma maneira de alcançar uma boa conduta.

A mensagem escrita nos sacos é vista com freqüência no ombro de milhares de pessoas.

A designer –famosa por suas carteiras e bolsas com preços de até US$ 1,5 mil– começou a campanha timidamente em Londres. Diante do sucesso, a idéia se disseminou para outras cidades.

O furor que essas sacolas despertam foi tamanho que, no mês passado, a polícia de Taiwan teve que dispersar um tumulto gerado pela venda que levou 30 pessoas para o hospital.

“Odeio a idéia de por a defesa do ambiente como moda, mas é necessário colocá-la em evidência para que se torne um hábito”, disse a designer à imprensa local. Anya Hindmarch, que tem cinco filhos, já chegou a usar mais de 30 sacolas de plástico em compras de supermercado.

Calcula-se que os americanos utilizem cerca de 100 bilhões de sacolas plásticas por ano. Apenas 1% é reciclada. O restante é jogado nas ruas e nas águas ou então fica preso em árvores, fiação elétrica e drenagens.

A cidade de São Francisco já tem uma lei que proíbe o uso de sacolas não-recicláveis. Outras cidades nos EUA, como Boston, Baltimore, Portland e Santa Monica, estão considerando projetos de lei semelhantes.

Presidente da Plastivida desafiou o poder público a mostrar quem usa essa tecnologia e provar sua eficiência

 

Na notícia abaixo o presidente da Plastivida desafia o poder público a provar sobre os plásticos oxi-biodegradáveis.

Desculpe, mas nunca vi uma coisa destas.

É uma total inversão de valores e deveres.

Talvez se sintam capazes de desafiar o Estado, pois se sentem amparados pelo poder econômico de grandes empresas petroquímicas.

Parecem ter o poder de “sequestrar” do Estado suas atribuições de definir leis e representar a sociedade.

Os homens das sombras não tem respeito por ninguém, mandam no Brasil e acham que no Paraná irão destruir nossa vocação para salvar o planeta.

Sobre as provas, todos os interessados do governo e do ministério público tem os laudos de biodegradabilidade, ecotoxicidade, segurança no contato com alimentos.

As petroquímicas não, não apresentaram nenhum laudo contraditório à biodegradabilidade mas abriram, como sempre,  suas bocarras – sem um laudo – para tentar destruir o projeto, tentar destruir o planeta.

Se eles falam que não funciona, que eles provem, não que queiram que o governo prove.

Dizem que o plástico oxi-biodegradável não se biodegrada, só se degrada, mas vamos lá, qual o problema do plástico convencional? Porque ele demora até 500 anos para se biodegradar? O tamanho de sua cadeia molecular extremamente longa que faz com que os microorganismos demorem para biodegradar o plástico.

Quando essa cadeia – no plástico oxi-biodegradável – é quebrada, os microorganismos irão biodegradar este plástico porque a cadeia foi quebrada.

Lembra da melancia? Tente comer uma inteira, não dá. Corte em fatias e você consegue comer inteira.

Com o plástico ocorre a mesma coisa, cadeia molecular grande, 500 anos para se biodegradar, quebre e em 18 meses se biodegrada.

Básico, lógico, menos para as petroquímicas e sua ganância pelo lucro desenfreado. 

As petroquímicas dizem – duvido – que podem dar dinheiro para incinerar este plástico, mas eles vão dar dinheiro para tirar o plástico que voa para dentro dos rios, do estômago de animais, aves e peixes, vão dar dinheiro para retirar o lixo das matas, de cima das árvores e de outros lugares inacessíveis.

Chega seus cretinos, vocês tem que apanhar de vara de marmelo para tomar vergonha na cara.

Parem de ser hipócritas, nós sabemos que na hora vocês falam que vão dar dinheiro, em todas as reuniões, mas me digam, quanto vocês estão investindo agora na reciclagem, em educação ambiental?

Quanto investiram até hoje?

Ameaçaram um pesquisador que fez laudos favoráveis ao plástico oxi-biodegradável a ponto dele não comparecer à audiência e mandaram uma pesquisadora da mesma universidade falar exatamente o contrário do laudo do primeiro, sem apresentar provas.

Não sei quem é pior, quem corrompe ou quem é corrompido.

Onde está a honra de vocês?

Vocês não tem descendentes, não tem medo do lixo que estão deixando de herança para eles?

Vocês não percebem que o mundo não acabará quando vocês morrerem, que vocês tem sim, responsabilidade pelo desastre ecológico que todo dia produzem?

Ninguém na FUNVERDE é abraçador de árvores, acreditamos no capitalismo, mas um capitalismo verde, com responsabilidade pelo planeta para que as próximas gerações tenham um planeta para habitar.

Lembrem-se, senhores gananciosos, de que vocês estão aqui num planeta emprestado das próximas gerações, daqueles que ainda não nasceram.

Por favor, deixem a casa limpa para os próximos inquilinos.

De novo, tudo isso porque vão perder 1% do seu lucro multibilionário se a lei entrar em vigor.

ELES QUEREM DESTRUIR O PLANETA POR CAUSA DE 1% DO SEU LUCRO.

Do Valor Econômico de 18 de julho de 2007

Paraná discute o uso da nova sacolinha

Quem fez compras ontem e levou seus produtos pra casa numa sacolinha de plástico não pode nem imaginar a complexidade das discussões que aconteceram entre políticos e representantes da indústria sobre os impactos da embalagem no meio ambiente. O debate ocorreu na Assembléia Legislativa do Paraná, onde tramitam três projetos de lei que tratam da substituição dessas sacolas por outras batizadas de ecológicas.

Também chamadas de oxibiodegradáveis, as novas sacolas levam na composição um aditivo que permite desintegração mais rápida. Na mesa, deputados defenderam a idéia. Na platéia, enviados de gigantes como Basf, Dow, Braskem, Odebrecht, Petroquímica Triunfo e outras empresas, além de representantes de universidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, combateram a medida.

Depois de quase quatro horas de discussão, nada ficou decidido. Novos confrontos são esperados tanto no Paraná como em São Paulo, onde o deputado Sebastião Almeida (PT) espera aprovação de lei de sua autoria, que exige o uso da nova embalagem pelo varejo, por parte do governador José Serra.

Minutos antes do início da reunião, materiais foram distribuídos e entrevistas foram concedidas. O presidente da Plastivida, instituto mantido pela indústria, Francisco de Assis Esmeraldo, disse que do ponto de vista ambiental os projetos não são bons porque essas sacolas são desintegradas, mas não desaparecem. Ele desafiou o poder público a mostrar quem usa essa tecnologia e provar sua eficiência.

Tanto para o deputado paulista como para os paranaenses Rosane Ferreira (PV), Caíto Quintana (PMDB) e Reinhold Stephanes Júnior (PMDB), é preciso fazer algo. Como as sacolas comuns demoram mais de 100 anos para se decompor e as oxibiodegradáveis seriam decompostas em poucos meses, elas seriam uma boa solução. Quintana acredita que seu projeto deve ser votado em agosto.

Antonio Morschbacker, responsável pela área de biodegradáveis da Braskem, questionou os tipos de polímeros usados nas sacolas oxibiodegradáveis, que não estariam regulamentados. O secretário do Meio Ambiente do Paraná, Rasca Rodrigues, rebateu que o correto seria fazer um “enfrentamento ao plástico”.

Representantes de universidades afirmaram que o aditivo usado para a oxibiodegradação contém metais pesados prejudiciais à saúde. Eduardo Van Roost, superintendente da Res Brasil, de Valinhos (SP), disse que importa esse aditivo da Inglaterra e prometeu iniciar a produção em 60 dias em um país da América do Sul para baratear custos. Ele se disse espantado com as declarações. “Todos os que falaram têm o dedo da petroquímica. Somos um grão de areia.”

Antes de sair da reunião, o secretário Rodrigues acusou a indústria de não ajudar a retirar plásticos do meio ambiente. No plenário, a estudante de Direito Elis Wendpap pediu explicações para o fato de os deputados da mesa usarem copos descartáveis em vez de vidro e papéis com impressão em apenas um dos lados.

Na saída, Morschbacker, da Braskem, disse que a indústria está pensando no longo prazo, por isso propõe a incineração de resíduos plásticos para geração de energia e não descarta a colocação de recursos em projetos nesse sentido.

Cresce pressão para proibição de sacolas plásticas em lojas

 

Do site folha verde, da Mercedes Lorenzo.

Viu como estamos sendo light por aqui?

Primeiro trocamos as sacolas convencionais por sacolas oxi-biodegradáveis, para levantar a discussão.

O comerciante já estará trocando 500 anos de poluição por 18 meses.

Depois, gradativamente, quem aderir plástico oxi-biodegradável vai sendo educado sobre os males do plástico e convencido a utilizar paralelamente a sacola retornável, a trocar 10% anualmente uma pela outra até que no final, as sacolas plásticas de uso único desapareçam do comércio.

Depois tem gente que tem coragem de nos chamar de radicais.

Então vou comentar a matéria abaixo e já respondendo à pergunta, papel ou plástico, nenhum naturalmente, plástico só se for oxi-biodegradável.

Qual o sentido em se utilizar terra fértil para plantar árvores, que depois serão cortadas, para se depois transformar em um saco que será utilizado apenas uma vez para acondicionar compras, por menos de uma hora e depois jogar esse saco no lixo?

Sei que estão falando de sacolas recicladas, mas será que tem papel reciclado para tudo isso?

E depois, para se reciclar ou fazer sacola papel virgem há gasto de energia, utilização de recursos naturais que poderiam ser poupados se o consumidor trouxesse sua sacola de casa.

Adorei também o comentário do coordenador de reciclagem da cidade, que disse que só se recicla 1% das sacolas de mercado. Ele é realista.

Quanto à pessoa que fala do tanto de petróleo que é utilizado para fabricar plástico, ele está enganado, porque a parte do petróleo – a nafta – que é utilizada para fazer sacolas plásticas é um subproduto do refino do petróleo, é uma sobra, que, ou se faz plástico ou se incinera sem ter nenhuma utilidade.

Então, ou se utiliza sacola oxi-biodegradável ou sacola retornável, permanente – preferencialmente.

Agora, a cidade doar sacolas permanentes para os habitantes é a melhor notícia, estão de parabéns.

E depois tem que cobrar por quem não trouxer sua sacola, para acabar com a brincadeira de que sempre haverá espaço para criar aterros.

As pessoas tem que se lembrar que abrir para abrir um aterro tem que se destruir terra fértil, que poderia ser utilizada para plantar comida para humanos.

Logo, logo, seremos 9 bilhões. 

Que bom que até os americanos estão acordando. 

Uol News de 24 de julho de 2007

Ian Urbina
Em Annapolis, Maryland

Papel ou plástico? É uma pergunta que há muito persegue os clientes de mercados. Mas o debate poderá em breve ser decidido nesta cidade costeira, onde um projeto de lei que visa proteger a vida marinha proibiria as sacolas plásticas em todo o varejo.

São Francisco sancionou uma proibição em abril, mas ela se aplica aos grandes mercados e farmácias. Medidas semelhantes estão sendo consideradas em Boston; Baltimore; Oakland, Califórnia; Portland, Oregon; Santa Monica, Califórnia; e Steamboat Springs, Colorado.

Alexandra Cousteau, neta de Jacques Cousteau e diretora do EarthEcho, um grupo de educação ambiental em Washington, disse: “A proibição do plástico faz sentido pela simples razão de que leva mais de 1.000 anos para biodegradar, o que significa que cada pedaço de plástico que já fabricamos ainda está por aí, com grande parte indo parar nos oceanos, matando os animais”. Cousteau participou de um encontro público realizado aqui na segunda-feira em apoio à medida. Mais de 70 pessoas compareceram ao encontro.

O projeto de lei visa ajudar a proteger Chesapeake Bay e seus tributários, cujos peixes e aves freqüentemente morrem após ingerir sacos plásticos descartados. Segundo o projeto de lei que passará por uma votação final no Conselho Municipal em outubro, as lojas seriam obrigadas a oferecer sacolas de papel feitas de material reciclado.

Os críticos dizem que a proibição seria cara e contraproducente. “Soa bem até você considerar o custo”, disse Barry F. Scher, porta-voz da Giant Food, uma rede de mercados com sede em Landover, Maryland.

Em vez de proibir sacolas de plástico, que custam 2 centavos de dólar cada em comparação aos 5 centavos das sacolas de papel, Annapolis deveria exigir o cumprimento de suas leis de lixo, disse Scher.

Ele acrescentou que a Giant já oferece um crédito de 3 centavos por cada sacola de plástico que os clientes devolvem à loja e que 2.200 toneladas de sacos por ano são recicladas e transformadas em bancos de quintal e de praça.

As sacolas de papel são mais volumosas para transportar do que as sacolas de plástico, acrescentou Scher, e mais caminhões, combustível e poluição estão envolvidos em sua entrega às lojas.

“Isto pode ser verdade”, disse Alderman Sam Shropshire, o autor do projeto de lei daqui, “mas o que eles não dizem é que para fazer 100 bilhões de sacolas de plástico, que é quanto usamos nos Estados Unidos por ano, são necessários 12 milhões de barris de petróleo. Nenhum petróleo é usado para produzir sacolas de papel reciclado”.

Jeffrie Zellmer, diretor legislativo da Associação dos Varejistas de Maryland, disse que é necessário bem menos energia para reciclar plástico do que para reciclar papel. Zellmer acrescentou que 90% dos varejistas usam sacolas de plástico e que os custos poderão triplicar ou sextuplicar, no final sendo repassados aos consumidores.

O coordenador de reciclagem comercial da Cidade e Condado de San Francisco, Jack Macy, disse que nacionalmente 1% de todos os sacolas de plástico de compras é reciclado.

“Isto significa que o restante vai parar em um depósito de lixo”, disse Macy. “De forma que o argumento sobre a reciclagem do plástico ser mais eficiente em energia não é forte.”

“Olha”, disse Shropshire, “no final, a melhor opção é as pessoas trazerem suas próprias sacolas reutilizáveis. Mas se não o fizerem, então elas podem usar sacolas de papel que se biodegradam mais rapidamente do que o plástico e não exigem que árvores sejam cortadas”.

Por ora, a prefeita Ellen O. Moyer de Annapolis, uma democrata, permanece indecisa sobre a medida. Um porta-voz de Moyer, Ray Weaver, disse que a cidade planeja distribuir sacolas reutilizáveis para quase todos os moradores até o último trimestre.

Para isto, disse Weaver, a cidade está considerando se associar aos fabricantes de velas de navegação para usar material excedente, que adolescentes em programas de empregos poderiam costurar em sacolas.

“Eu acho que é uma ação inteligente”, disse Jim Martin, proprietário da Free State Press, uma pequena loja de impressão e cópia a várias quadras do Capitólio Estadual, enquanto encomendava cartões de visita para um membro do Conselho Municipal para serem entregues em um sacola de plástico.

Martin disse estar mais disposto a deixar de trabalhar com as sacolas de plástico por estar cansado do lixo nas ruas, árvores e na baía.

Brian Cahalan, dono do 49 West, um loja de café a cerca de duas quadras do Capitólio, disse que independente da aprovação ou não da medida, o debate o levou a agir.

Apesar de sua loja usar sacolas de plástico, disse Cahalan, ele planeja encorajar os clientes a trazerem suas próprias sacolas ao cobrar 25 centavos por cada sacola que a loja usar.

“Assim não teremos que descobrir qual dos dois tipos de lixo é o pior”, ele disse.

Tradução: George El Khouri Andolfato