Responsabilidade vira economia

Empresa maringaense é referência na região, como prestadora de serviço ambiental evitando descarte de material tóxico

Lâmpadas descartadas representam risco de contaminação do solo

Dona Maria trocou a lâmpada fluorescente que já não ilumina a sala de estar e a jogou no lixo. O destino desse resíduo doméstico é o aterro sanitário, que não deveria receber esse tipo de material considerado tóxico e perigoso. E é aí que começa, ou melhor, cresce o problema.

A questão central não é a lâmpada jogada por dona Maria no lixo, mas imagine centenas, milhares ou até milhões delas sendo despejadas no aterro, descartadas também pelos grandes consumidores como as indústrias e as empresas.

Isso representa um grande risco de contaminação do solo e dos lençóis freáticos por metais pesados extremamente tóxicos contidos nesses materiais, como mercúrio, nocivo ao meio ambiente.

Vale salientar que existe uma lei ambiental que obriga os revendedores e os fabricantes não só a receber, mas principalmente a dar um fim às lâmpadas “aposentadas”. Mas o que seria na prática dar a destinação correta?

Para evitar, assim, que esse material tóxico seja descartado impropriamente no meio ambiente, várias empresas se especializaram na prestação de serviço especializado.

Em Maringá, a Nortevisual é referência na área. “Temos uma parceria com a empresa Ambiensys, de Curitiba, que possui uma tecnologia inovadora chamada Bulbox para a correta destinação de lâmpadas”, diz Alexandre Sefrian Martins, consultor de vendas da Nortevisual.

Uma das principais vantagens do serviço oferecido, além do custo, é que o equipamento compacto faz a descontaminação da lâmpada no próprio local da empresa ou onde estão armazenadas.

“Isso reduz o custo porque evita as despesas de transporte e os riscos de transportar um elemento perigoso, como o mercúrio, em sua forma mais tóxica”, atenta Martins.

Ele acrescenta que a empresa ainda possui licença junto ao Instituto Ambiental do Paraná para a prestação do serviço de coleta e transporte dos resíduos contaminados gerados por postos de combustível, lavanderia, indústrias, empresas de ônibus, entre outros.

Processo ambientalmente seguro

O equipamento compacto pode fazer a descontaminação da lâmpada na própria empresa

R$ 0,60 é o custo médio referente a coleta e correta destinação de cada lâmpada

Neste processo, os resíduos ficam separados e armazenados com segurança dentro do equipamento, composto de um tambor de aço, acoplado ao sistema de trituração, aspiração (sistema a vácuo), tripla filtragem (retenção de micro partículas de vidro, pó fósforo e vapor de mercúrio) e mesa de acionamento dotada de comandos com microprocessador, contador digital e botão de emergência.

Depois da descontaminação, os resíduos serão transportados até cada uma das maiores empresas de reciclagem de vidro e alumínio do país.

Isso permite a Nortevisual fornecer a cada cliente a Certificação de Reciclagem e Destinação Final de Resíduos, garantindo a rastreabilidade, que se caracteriza como um necessário e importante procedimento para empresas certificadas ou em processo de certificação ISO 14000.

O cliente ganha em economia, confiança, segurança e, ainda, participa de um grande processo de desenvolvimento sustentável e responsabilidade com o meio-ambiente.

Para saber mais sobre a Nortevisual, clique aqui.

Falta de terras agricultáveis

Notícia pequeninha mas com consequências catastróficas.

 

kaverkev

O Diário do Norte do Paraná de 01 de fevereiro de 2008 

Enquanto muitos se preocupam com as conseqüências do aquecimento global, alguns especialistas tentam chamar atenção para outra crise mundial que vem se formando bem embaixo dos nossos pés: a falta de terras agricultáveis.Em geral, o planeta é coberto por um pouco mais de três pés de solo fértil. A camada superficial rica em nutrientes de onde vem nosso alimento enfrenta uma situação crítica no suporte para a vida na Terra.“Nós estamos perdendo mais e mais a cada dia”, afirma o geologista da Universidade de Washington, David Montgomery.

 

 

Hamed Saber

Fantasia plástica do xico graziano

Vamos desmascarar o xico, vamos tirar a fantasia de carnaval do xico, leia os comentários.

Bucky O’Hare

Folha de São Paulo de 21 de janeiro de 2008

Nada de sacolinha plástica. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente inovou a campanha Verão Limpo/2008, distribuindo um milhão de sacolas retornáveis aos usuários das 295 praias paulistas. Seiscentos monitores e 6 mil vendedores ambulantes estão engajados na campanha. Confeccionadas com fibra de algodão e material reciclado, tais sacolas carregam uma mensagem ambiental ao turista. Jogue limpo na areia.

Questão de coerência. O governo paulista abriu uma frente de luta ecológica contra o uso exagerado do plástico na sociedade. As razões são notórias. O resistente e prático polímero, derivado do petróleo, está emporcalhando o mundo. Estima-se um consumo de 500 bilhões de sacos plásticos por ano, ou seja, 1,5 bilhão por dia ou, ainda, um milhão por minuto. Vacas sagradas na Índia morrem engasgadas; aterros sanitários se entopem.

O “mutirão ambiental” consolida uma de nossas estratégias de trabalho. Neste, como em outros assuntos, é preciso alterar a atitude das pessoas, mudando seu comportamento ambiental. A conscientização da cidadania modifica hábitos de consumo.

Assim, promovemos, em 08 de dezembro passado, um mutirão com o seguinte mote: “nas compras de Natal, evite a sacola plástica”. Foi um sucesso, embora preliminar. Muitas lojas, especialmente na capital, interessadas em conquistar clientes e agregar novo valor aos seus negócios, informaram que irão substituir suas embalagens de vendas. Rumo ao consumo sustentável.

Até aí tudo bem, apoiadíssimo.

Na outra ponta, busca-se a produção mais limpa. O governo paulista está prestes a regulamentar a lei estadual de resíduos sólidos. Em decreto, o Governador Serra estabelecerá, claramente, a co-responsabilidade das empresas que produzem ou se utilizam de material plástico em seus negócios. Vale para outros resíduos também. A regra é simples: quem produz lixo se obriga a resolver o problema da poluição.

Assim, vai aumentar a reciclagem do plástico. Hoje, boa parte das embalagens de refrigerantes, cerca de 50%, já está sendo reutilizada. A própria indústria se compromete com esse esforço que, evidentemente, não pode mais ficar sob responsabilidade única dos pobres catadores de rua.

De onde o xico tirou que 50% das embalagens de refrigerante  são recicladas? Cadê a prova desses números, ele está mentindo descaradamente. Só se ele, espertamente, somou pet mais vidro mais alumínio e dividiu por 3, como é a cara dele fazer, mascarar os números para ficar bem na foto. Porque, note na frase acima Hoje, boa parte das embalagens de refrigerantes, cerca de 50%, já está sendo reutilizada ele não disse reciclada, não disse pet … é a cara dele esta afirmação.

A reutilização através da reciclagem pós consumo é proibida pela ANVISA. É proibido o uso de PET reciclado pós consumo para fabricação de embalagens (garrafas por exemplo) para embalar alimentos (refrigerantes por exemplo), assim como de qualquer tipo de plástico reciclado pós consumo.

Seguindo essa linha, projeto de lei do governo, em elaboração final na Secretaria do Meio Ambiente, visa impedir, no território paulista, a produção e comercialização de bebidas alcoólicas, especialmente cerveja, em recipientes à base de resina plástica, especialmente o famoso PET-Tereftalato de Poletileno. Já imaginaram, espalhar por aí, atiradas das janelas dos carros, alguns bilhões de garrafas plásticas, vazias depois da bebedeira? Inaceitável.

Você conhece alguma bebida alcoólica seja vendida em garrafas PET? Sinceramente nunca vi, mas claro, posso estar tremendamente equivocada. Nem mesmo cerveja eu já vi em PET. Então a lei que ele se vangloria não existe na prática, pois está proibindo o que não existe ou que não é o principal problema. São os refrigerantes (bebidas carbonatadas) que utilizam garrafas PET.Mas como a indústria é poderosa, ele não aplicou a lei para as garrafas PET de refrigerantes.

Quanto às demais bebidas, ou produtos variados envasados em garrafas plásticas, imagina-se um prazo, entre 6 a 10 anos, para serem banidas, suas perniciosas embalagens, do comércio. Certamente ninguém imagina andar para trás. O governo quer ver a evolução das nocivas embalagens por formas menos agressivas ao meio ambiente. A proibição para as outras bebidas – leia-se refrigerante, se vier vai demorar alguns anos, como ele mesmo escreve. Então não resolve o problema agora e 10 anos é inaceitável no ritmo atual em que estamos destruindo o planeta. Se ele estivesse querendo trabalhar sério e não fazer uma jogada política, teria dado o prazo de um ano.“O governo quer ver a evolução das nocivas embalagens por formas menos agressivas ao meio ambiente”, creio teremos que mostrar a ele uma invencção  revolucionária, que pode ser infinitamente reciclada economizando nossos preciosos recursos naturais, mas acho que ele não conhece essa maravilha da natureza que nossos antepassados já usavam, a maravilhosa GARRAFA DE VIDRO RETORNÁVEL. Para que reinventar a roda xico, obrigue em seu estado a proibição de venda de bebidas, exceto em garrafas de vidro retornáveis.Tem gente que me dá até medo de tão burra que é, fingindo querer arrumar um problema e fechando os olhos para a solução à sua frente.O único plástico verdadeiramente amigo da natureza está chegando ao mercado. Derivados do amido da mandioca, da celulose de eucalipto ou do etanol, os novos materiais biodegradáveis acenam com excelentes perspectivas. Mas a nova tecnologia precisa de apoio, pois o lobby da indústria do petróleo, que sustenta o plástico atual, é fortíssimo. E, quase sempre, disfarçado.

Dizer que os únicos plásticos amigos do meio ambiente são aqueles derivados de amido da mandioca, da celulose do eucalipto, ou do etanol é burrice.

Celulose de eucalipto não é considerado plástico, e desde os primórdios é conhecido como papel.

Plástico de Etanol – originado da cana de açúcar – não é, nunca foi, nem será biodegradável.

A única diferença em relação aos plásticos convencionais derivados do petróleo é a origem, do Etanol pode vir sim da cana-de-açúcar, mas será a mesma praga demorada para se degradar tanto quanto o plástico convencional.

Neste caso ele está claramente defendendo as petroquímicas que estão investindo neste segmento.

Então o lobby é dele com as petroquímicas, não dos oxi-biodegradáveis, que são atacados pelas petroquímicas brasileiras, como você deve ter acompanhado em nossa luta desde 2005.

Por fim, o plástico de amido nem sempre é fabricado somente com amido.

Na maior parte das vezes recebe poliesteres, portanto são chamados de plásticos híbridos.

Custam uma fortuna e requerem área de plantio. O preço dos alimentos já está nas alturas. vale a pena usar terras para plantar plástico enquanto os alimentos são caros e a população do mundo necessita de alimentos?

Vale a pena destinar áreas de plantio de alimentos para usar na plantação de plástico? Isto já está ocasionando desmatamento e encarecimento dos gêneros alimentícios. Terra é para cultivo de alimentos, não para plantar plástico.

A FUNVERDE repudia totalmente utilizar terra, que deve ser utilizada para plantio de alimentos ou preservada com um recurso natural futuro, para plantio de sacolas.

Só mesmo na cabeça do xiquita bacana esta idéia.

Ah não, tem o lula lelé também que quer fazer da amazônia o celeiro da humanidade celeiro de álcool, plantando cana para virar álcool, peraí, álcool, cana, pinga, ah, tá explicado.

Mas como ele é ligado ao lobby do agro negócio, está explicado a paixão dele por plástico de amido e de Etanol da cana-de-açúcar.

Além disto, onde estão as áreas de compostagem no Brasil, onde tem que ser destinados os plásticos biodegradáveis e compostáveis derivados do amido?

Oxibiodegradável se chama sua roupa de carnaval, vestida qual fantasia para iludir o povo. Acrescido de componentes químicos tóxicos – catalisadores à base de cádmio e chumbo, entre outros – o plástico tradicional se esfarela no ambiente, desaparecendo ao olho nu. Parece bom, mas esconde um perigo, conforme alertam os especialistas.

Deusmelivreeguarde xico, de novo a velha história contra o plástico oxibiodegradável? Você teve que colocar o rabinho entre as pernas no ano passado mas continua colocando em termos políticos uma briga que deveria ser contra a poluição. Leiam  o xico teve se retratando, CLIQUE AQUI.  

Curiosa mesmo, porém, é a idéia do deputado estadual Sebastião Almeida (PT), que deseja tornar obrigatório – repito, obrigatório – o uso desse controverso plástico. A indústria, multinacional, que fabrica o plástico oxibiodegradável adorou. Evidentemente, recomendei ao Governador o veto ao projeto de lei. Divulguei a posição do governo em artigo nesta Folha de S. Paulo. Inconformado, o parlamentar esbravejou contra mim. Impingiu-me uma ação popular. A empresa ameaçou me processar. Defendi-me juridicamente. Haja paciência.

Ué, que eu saiba ele não foi ameaçado de processo, foi apenas notificado a explicar do que estava falando quando atacou os plásticos oxi-biodegradáveis. E a resposta dele está disponível há dois parágrafos acima, é só clicar.Que cara cretino, transformando uma derrota em bravata, o deputado Sebastião Almeida deseja sim tornar obrigatório o uso do plástico oxibiodegradável onde estiver sendo usado o plástico convencional. E o veto do governador será derubado logo logo, fique esperto xiquinho. Ô xico, diz aí, não sabe fazer conta não, não frequentou a escola, ó meu rei? O que é melhor, um plástico que demora 500 anos para se decompor, que fica causando enchentes em seu estado, ou um plástico que em um ano e meio já era, já se degradou e foi consumido por microorganismos? Viximaria xico, largue de ser esse político safado, que está mais preocupado com o cargo do que com o destino da humanidade, pense no planeta e nos humanos e não fique arranjando briga a toa.

Baltasar Gracián dizia que o homem prudente transforma a ojeriza em espelho. Chega de confronto. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente vai investir fortemente em educação ambiental. Para que, consciente, a população saiba discernir, ela própria, sobre seu futuro. Melhor dizendo, sobre o futuro da civilização. Sem engodo plástico.

Xico, tenho que lhe dizer que acho que você tem um vício perverso, a o engodo.

Você conhece o Tesco?

O Tesco, a maior rede de supermercados do Reino Unido inova mais uma vez.

Depois de anunciar que seus novos prédios vão contar com energia eólica, energia solar, captação de água de chuva, já utilizar sacolas oxi-biodegradáveis para boca de caixa, dar desconto para quem retornar com sua sacola de plástico oxi-biodegradável, distribuir sacolas retornáveis, agora tem mais uma novidade.

Eles estão dando o uso correto ao plástico oxi-biodegradável, usam para embalar alimentos, pois o ciclo de vida útil de uma embalagem não pode ser milhões de vezes maior do que o ciclo de vida do produto que ele embala, como é o caso do plástico convencional que demora até 500 anos para se degradar enquanto a alface que você comprou embalada com ele acabou em alguns minutos quando você a comeu.

Enquanto isso na terra da lula lelé e do xico fantasia plástica graziano tenta fazer do plástico oxi-biodegradável uma luta política, para manter seu cargo e suas mordomias.

Por isso lá eles tem a rainha Elisabeth e o Tony Blair – não gosto do gordon brown, então fico com o primeiro – e nós temos a lula lelé e o xico fantasia plástica graziano.

É, cada um tem os governantes que merece.

España prohibirá las bolsas de plástico en 2010

Alberto Hektor El – Khouri 

Radiocable de 2 de janeiro de 2008

En este mes de enero, el Gobierno quiere aprobar el Plan Nacional Integrado de Residuos que tiene entre sus objetivos prohibir en el año 2010 las bolsas de plástico de un solo uso no biodegradables. Como era previsible la industria se opone a la medida y asegura que es inviable, pero se trata de una campaña a nivel mundial contra estas bolsas, cuya durabilidad -tardan hasta 400 años en descomponerse- suele terminar constituyendo un grave problema para el medio ambiente.

España es el primer productor de bolsas de plástico de un único uso y el tercer consumidor en Europa. Cada año se distribuyen 10.500 millones de bolsas de plástico en España, lo que equivale a 96.000 toneladas. El 62% de las bolsas de plástico se reutiliza como bolsa de basura y el 10% se recicla a través de los contenedores amarillos. Pero la mayor parte de ellas acaba su vida en vertederos o lo que es peor en el mar.

El problema es tan serio que, según Greenpeace, en pleno Oceano Pacífico existe un “basurero” del tamaño de la Península Ibérica, donde en donde hay seis veces más plásticos y desechos no biodegradables que plancton. Muchos cetaceos, peces o mamiferos marinos acaban comiendo ese plástico y mueren con el estómago obstruido o asfixiados. Además del impacto natural, también de denuncia el despilfarro de energía que este producto supone.

El Gobierno pensaba en un principio imponer unas medidas para sustituir el 75% de las bolsas de plástico en 2015 pero finalmente han optado por la prohibición. Algo que no será fácil de alcanzar, ya que, según los fabricante, no hay un sustituto real del plástico, ni materia prima suficiente para otra opción. Hay otras sugerencias como hacer bolsas más grandes que sean reutilizables o las biodegradable.

Y en Uganda han encontrado un modo de darle una nueva vida a estas bolsas. Las recogen de vertederos y contenedores de la capital Kampala y fabrican con ellas cestas, zapatos o tejas.

Pois é, França, China, Espanha, Argentina … e nós aqui, a mercê da máfia das petroquímicas.

Uma pergunta, será que lá os políticos são menos corruptos ou aqui as petroquímicas são mais corruptoras? Ou as duas alternativas anteriores estão corretas?

O que fazer com as sacolas?

 

Revista do varejo de janeiro de 2008

por Andréa da Luz

Como reduzir o impacto ambiental das embalagens de plástico no comércio? Entre testes de novos materiais e a volta do hábito de reutilizar sacolas, confira algumas das soluções encontradas pelos varejistas

O descarte inadequado, o baixo índice de reciclagem, o entupimento de redes pluviais e o longo tempo para decomposição das sacolas plásticas (cerca de 100 anos) estão forçando o consumidor a repensar costumes e o comércio a estudar alternativas de embalagens menos agressivas ao ambiente. A preocupação ambiental traz de volta o velho hábito de fazer compras levando uma sacola própria, ao mesmo tempo em que se pesquisam novos materiais como o tecido não-tecido (TNT), o bioplástico e o plástico oxibiodegradável, em designs inteligentes e em bolsas reutilizáveis.

Entre as diversas alternativas encontradas pelo varejo, a panificadora e confeitaria paulistana Pão do Parque lançou uma campanha pelo uso das sacolas reutilizáveis de TNT no começo de 2007. A sacola custa R$ 2 e a renda é repassada a uma ONG que cuida da preservação de mamíferos aquáticos ameaçados de extinção. *Explicamos que queríamos resgatar o antigo costume de usar essas sacolas para sensibilizar as pessoas a cuidarem do ambiente*, diz a sócia-gerente Fabiana Casselhas. Ela lembra que, no começo, as pessoas compravam as sacolas mas esqueciam de trazer quando voltavam à padaria. *Muitos achavam que queríamos economizar na compra de sacolas plásticas*, conta Fabiana. O treinamento dos atendentes ajudou a multiplicar a idéia e esclarecer o objetivo da ação. Mais de mil unidades foram vendidas e, em breve, haverá mais um modelo à disposição. *Assim atingimos dois tipos de clientes: os que querem abraçar a causa e os que querem fazer isso sem perder o estilo*, afirma.

Outra solução simples e eficiente é a Bag Market, sacola organizadora reutilizável e reciclável que se encaixa dentro dos carrinhos de supermercados. O produto é uma criação da empresa paulista Gatto de Rua, que antes de entrar nesse mercado atuava no ramo de confecções de moda. A idéia partiu da sócia e diretora comercial da empresa, Elaine Guapo. Irritada com a falta de uma bolsa prática e eficiente para fazer compras, ela reuniu a equipe de criação para fazer o design das peças.

Foram quatro anos de trabalho para desenvolver e aperfeiçoar um protótipo. Depois, mais dois meses de pesquisas para achar o material adequado: a fibra de polipropileno retornável de 80g, um TNT lavável, originado do plástico, leve e de uso sustentável. A intenção não é acabar com a sacola plástica, mas oferecer às pessoas uma oportunidade de ajudar na preservação ambiental. *O grande apelo ecológico de nosso produto é que, após o tempo médio de uso de cinco anos, pode-se descartá-lo na coleta reciclável de lixo*, explica o sócio-diretor Mário Gaspar.

Lançada em março de 2007 em São Paulo durante a feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), a bolsa fez tanto sucesso que se transformou no carro-chefe da empresa. A produção atual é de 12 mil peças mensais, mas a meta é ampliar para 18 mil a 20 mil sacolas em 2008 e atingir a capacidade total de 48 mil unidades/mês em cinco anos. Os sócios negociam com um grande canal de varejo a distribuição para todo o País, divulgam o artigo em feiras do setor e desenvolvem outras peças para carrinhos e cestas de farmácias, empórios e lojas. *Não vimos ainda no mercado um produto tão completo e que satisfaça tanto o cliente quanto a Bag Market*, afirma Gaspar.

Disponível em dois tamanhos, com capacidade para 130 litros e 210 litros, possui três divisórias permitindo a separação entre perecíveis e não-perecíveis, e ainda pode se transformar em três bolsas separadas. O preço é de R$ 60 e R$ 80, respectivamente, para as sacolas média e grande. Consumidores também podem adquiri-las arcando com o custo do envio por Sedex. Em novembro, 350 unidades foram vendidas em uma campanha promocional da Coppertone na loja Brooklin do Carrefour, em São Paulo.

Reduzir, reutilizar e reciclar

O foco da rede francesa de supermercados, no entanto, é nos três Rs: reduzir, reutilizar, reciclar. O Carrefour quer chamar a atenção do consumidor para o uso racional ensinando a reutilizar e descartar de maneira correta para reciclagem. A empresa realiza um projeto piloto na loja de Pamplona, em São Paulo, com sacolas de polipropileno que custam entre R$ 2 e R$ 3. Com capacidade para 35 quilos, 5 mil unidades foram importadas da França. De acordo com a gerente de Sustentabilidade da empresa, Karina Chaves, o primeiro momento é de conscientização. *Apenas repassamos ao consumidor o custo das embalagens, pois queremos estimular o novo hábito*, diz. E, para entender melhor o comportamento dos clientes e seus hábitos de compra, a empresa realiza uma pesquisa naquela unidade. *O estudo acontece junto com o projeto das sacolas e visa avaliar se e onde existe a demanda por embalagens diferenciadas*, explica Karina.

Simultaneamente, a rede já oferece caixas de papelão para acondicionar compras maiores, que não cabem nas bolsas de polipropileno. A empresa também estimula os fornecedores a estudarem alternativas à utilização do plástico. Outra opção é utilizar menos sacolas no supermercado. Uma unidade agüenta até seis quilos de produtos, então não é preciso usar duas para carregar um pacote de arroz.

Sucesso de público

Em Florianópolis, o Hippo Supermercados lançou o projeto piloto da sacola reutilizável 100% algodão em julho passado, com divulgação em banners e panfletos e treinamento na frente de caixa. A primeira remessa, de 300 unidades, se esgotou em uma semana. *Encomendamos mais 300 e a procura também foi maior do que a oferta, o que nos deixou felizes porque o principal objetivo é estimular a reutilização, mesmo que as sacolas não sejam da nossa empresa*, diz a assessora de marketing Márcia Regina Bonett. A bolsa é vendida por R$ 9 e quem a adquire ganha um quilo de adubo orgânico. Cerca de 2 mil unidades já foram comercializadas. *Isso é só o começo, pois acreditamos que a empresa que não estiver protegendo o ambiente não terá como existir no futuro*, avalia Márcia.

Segundo ela, o objetivo é ampliar a participação do consumidor nas ações ambientais da empresa. Com um público focado principalmente nas classes A e B, o supermercado tem a vantagem de contar com a fácil adesão da clientela ao conceito de proteção ambiental. *Já tínhamos uma cliente que vinha ao supermercado com as próprias sacolas e não pegava novas no caixa. Outros traziam sacolas reutilizáveis de viagens feitas a países da Europa*, conta a assessora. A idéia do projeto, portanto, é reduzir a quantidade de lixo que se leva para casa. A empresa utiliza ainda modelos oxibiodegradáveis certificados (um aditivo é acrescentado ao plástico convencional permitindo a desintegração das sacolas em contato com o oxigênio, luz e calor) que levam de um ano e meio a dois anos para serem decompostos em partículas menores, invisíveis a olho nu, na natureza.

Essa alternativa também foi adotada em julho pela rede Sesi Farmácias em Santa Catarina, com 83 lojas no Estado. A empresa está substituindo as sacolas pequenas, de maior uso, pelo novo plástico mesmo com a polêmica criada em torno do material. Isso porque vários segmentos discutem a contaminação do ambiente pelas partículas que se originam dos oxibiodegradáveis, o que não está provado cientificamente. Segundo o superintendente Sérgio Gargioni, caso os danos sejam confirmados, a continuidade do uso poderá ser reavaliada. A rede incentiva também o uso de sacolas de tecido 100% algodão que podem ser compradas por R$ 5 ou trocadas por pontos acumulados no Cartão Fidelidade.

Discussões à vista

A questão das embalagens no comércio vai além da mera eliminação das sacolas comuns. É preciso levar em conta a infra-estrutura, os hábitos comportamentais brasileiros e as conseqüências do uso das alternativas disponíveis. Por isso, ainda deve haver muita controvérsia sobre o assunto. De acordo com a pesquisadora do Departamento de Tecnologia de Polímeros da Unicamp, Lúcia Mei, que conduz estudos sobre o material no Brasil, pesquisas feitas na Itália, Inglaterra e EUA mostraram que microorganismos atacam os plásticos oxibiodegradáveis, o que seria um indício de que eles são biodegradáveis após sofrerem a desintegração por exposição ao tempo.

De acordo com a pesquisadora, é preciso fazer mais ensaios científicos para comprovar que isso de fato ocorre. *Prefiro coletar mais dados antes de dizer que é seguro usar esse tipo de embalagem. Em viagem recente à China e Japão, no entanto, percebi que os oxibiodegradáveis estão sendo muito utilizados*, afirma. As sacolas comuns podem ser recicladas várias vezes, quando corretamente descartadas e não contaminadas com o lixo. Quando isso acontece, o custo da limpeza antes da reciclagem inviabiliza o processo e elas vão para os aterros. *As oxibiodegradáveis podem ser recicladas ou compostadas. Na Europa, por exemplo, onde há falta de espaço para aterros, é feita a compostagem, enquanto no Brasil a possibilidade ainda está sendo estudada para os plásticos em geral*, diz Mei.

O governador do Estado de São Paulo, José Serra, é contra o uso do material e vetou recentemente um projeto de lei que obriga a troca do plástico-filme pelo oxibiodegradável no comércio. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente realizou em dezembro, na capital e no interior do estado, um mutirão de conscientização sobre o problema causado pelo uso de sacolas plásticas e estimulou o uso de sacolas de pano.

Já a ONG FUNVERDE defende a embalagem oxibiodegradável. *Com a opção aditivada, o produto ficará no máximo 18 meses no ambiente, causando menor dano do que as sacolas tradicionais. Por isso, a população deve cobrar dos comerciantes o uso de sacolas com ciclo de vida curta, evitando aumentar o rastro de poluição que deixaremos para as gerações futuras*, diz o presidente Cláudio José Jorge. Para a organização, o custo das embalagens (independente do tipo) sempre é repassado ao consumidor; então o mais importante é levar em conta o custo dos danos ambientais causado pelo descarte incorreto das sacolas plásticas convencionais, somado ao uso de dinheiro público para limpeza de áreas poluídas com esses objetos, como rios e ruas. *Este custo é enorme e afeta todos e o planeta*, diz.

O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumo Honda, afirma que os supermercados estão procurando soluções para cooperar com a não-agressão ao ambiente. Segundo ele, Condor e Muffato, do Paraná, e Modelo, de Mato Grosso, já aderiram às sacolas com plástico oxibio. Outros adotam as reutilizáveis ou trabalham com a conscientização dos clientes. Mas o presidente admite que é preciso saber mais sobre a ação dos oxibiodegradáveis. Por isso, o setor começa a discutir e a trabalhar em conjunto com o governo e a sociedade organizada, em busca de soluções mais efetivas para o problema.

Taxa polêmica

Em alguns países europeus, a solução afeta diretamente o bolso do consumidor, que paga para usar as sacolas de plástico-filme dos supermercados. Mas o modelo de taxação tem pouca chance de dar certo no Brasil. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), Rogério Mani, é preciso analisar a situação socioeconômica e a infra-estrutura de cada país. *Se houver no Brasil uma taxa para sacolas plásticas, quem vai sofrer é o consumidor, pois a maioria da população faz compras a pé ou usando algum meio de transporte que não o automóvel*, aponta.

*Não podemos dizer que vamos eliminar totalmente o uso do plástico. Precisamos estimular seu uso racional e o descarte correto*, defende a gerente de Sustentabilidade do Carrefour, Karina Chaves. O presidente da Abief partilha da mesma opinião. *Não podemos considerar as sacolas plásticas como vilãs, pois o problema é o descarte incorreto. O caminho mais curto e eficiente para resolver essa situação é a reciclagem energética*, afirma Rogério Mani, ressaltando o fato de se tratar de “um dos produtos mais versáteis do mundo” e uma das poucas embalagens que suportam cerca de mil vezes seu próprio peso. *Há ainda o aspecto econômico do País, que faz com que a maior parte se transforme em sacos para acondicionamento de lixo.*

Justamente por essa condição é que o executivo não acredita na massificação das sacolas reutilizáveis. Para ele, a maior oferta continuará sendo de sacolas tradicionais, porém com melhor qualidade. Mani cita como exemplo o Programa da Qualidade de Sacolas Plásticas, que envolve 15 fabricantes e visa reduzir em até 30% o consumo de sacolas no varejo. “Com sacolas melhores, serão necessárias menos unidades para acomodar as compras”, afirma. O novo modelo mais reforçado foi lançado em dezembro pela Plastivida e pelo Instituto Nacional do Plástico (INP).

O que diz a indústria

Para Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), a discussão sobre as sacolas no comércio tem que ser mais profunda e cautelosa. *Conforme o desfecho do debate, a indústria atenderá a nova demanda, mas não dá para definir uma única solução e obrigar o mercado a atendê-la através de legislação*, opina. Ela alerta para a necessidade de fomentar o mercado de material reciclado para fortalecer a demanda – o que incentivará a indústria de reciclagem a reprocessar esse material – e incentivar o desenvolvimento de tecnologias que permitam o uso de materiais já reciclados na fabricação de embalagens.

Para dar suporte à indústria, entidades como o Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) e a Plastivida estudam os efeitos da degradação das oxibiodegradáveis em solos e rios. Mas na opinião da diretora da Abre, a segurança das embalagens reutilizáveis também deve ser discutida. *Como transportam produtos químicos e de limpeza e depois alimentos (como verduras) sem proteção, pode haver contaminação. Que órgão vai se responsabilizar por isso?*, questiona.

A fabricante Nobelpack, que fornece sacolas de papel 100% reciclado pós-consumo ao varejo, já trilha o caminho das embalagens ecologicamente corretas. O produto é feito a partir da celulose resultante da reciclagem de embalagens longa-vida e de jornais e revistas. Com uma tonelada de papel reciclado, se produz em média 20 mil sacolas. Em 2007, 85% da matéria-prima utilizada veio de embalagens longa-vida recicladas, cujo reaproveitamento rendeu uma economia de 31,1 milhões de litros de água (equivalente ao consumo médio mensal de 5.200 pessoas), 343.900 kW de energia (consumo médio de cerca de 1.960 famílias/mês) e a preservação de 16.660 árvores reflorestadas.

De acordo com a gerente de marketing Cleonice Rodrigues Takeda, os varejistas buscam alternativas com apelo ambiental e benefícios sociais. Por isso, a empresa oferece várias opções como o plástico oxibiodegradável, o plástico reciclado pós-consumo, o papel 100% reciclado pós-consumo, além de desenvolver sacolas retornáveis em TNT e em ráfia. *A tendência é que todas as alternativas caminhem juntas e que o varejo teste várias em conjunto para ver o que será mais apropriado*, diz. *Os supermercados estão sendo considerados os grandes vilões por causa das sacolas plásticas, mas a troca envolve custos e mudança de cultura, o que leva tempo*, avalia Cleonice. Na opinião dela, o caminho é a conscientização, em especial do consumidor, de quem deve partir a exigência da troca das embalagens.

O plástico em números

  • Cerca de 66 milhões de sacolas plásticas são consumidas por mês no Estado de São Paulo e menos de um terço é reciclada. Calcula-se que das 12 mil toneladas de lixo doméstico produzidas por mês na cidade, 8,6% (ou mil toneladas) sejam de material plástico. (Fonte: O Estado de São Paulo, dados de setembro/2007)
  • 465,1 bilhões de unidades de sacos plásticos foram consumidas no mundo em 2007. (Fonte: RES Brasil, associada à Abief)
  • 20% do total de plástico é reciclado em média no Brasil, o equivalente a 200 mil toneladas por ano. Não há dados específicos sobre o plástico-filme. Sabe-se apenas que o material representa 29% do total de plásticos separados pelas cidades que fazem coleta seletiva.
  • 50% de energia pode ser economizada com o uso de plástico reciclado.
  • 3,2% das sacolas e sacos plásticos são reciclados nos EUA (28,8 mil toneladas por ano) e 2% das embalagens de produtos (30 mil toneladas). O plástico é altamente combustível, mas a reciclagem energética ainda não é praticada no Brasil.

Fonte: Cempre

Piada do dia

Recebemos um folder de um amigo que esteve em Belo Horizonte, foi a um supermercado e que ficou horrorizado ao receber o mesmo, porque é, como nós da FUNVERDE, um dos que aprovam a tecnologia de plástico oxi-biodegradável, por ser ambientalmente mais amigável que o plástico convencional.

Claro que o ideal para embalagens de único é a sacola retornável, mas enquanto não conseguimos aprovar leis para banir de vez a sacola de boca de caixa, esta é a tecnologia que a FUNVERDE apóia, dissemina e incentiva.

E sempre haverá uso para o plástico, como nas embalagens de LFV – legumes frutas e verduras, embalagens para alimentos, sacos de lixo, daí tem que ser plástico oxi-biodegradável – que ao invés de ficar 500 anos poluindo o planeta, em apenas 18 meses já tera sido consumido por microorganismos.

Por favor, leia a matéria e depois os comentários.

ESCLARECIMENTO AO CONSUMIDOR

As sacolas consideradas biodegradáveis e oxi-biodegradáveis ainda não foram liberadas para o uso pelos órgãos competentes por conterem aditivos compostos por metais ou outras substâncias que, associados à decomposição e fragmentação de resinas causadas pela ação de oxi-degradação, podem contaminar o meio ambiente.

Em artigo publicado no jornal folha de São Paulo de 07/08/2007, Francisco Graziano Neto, engenheiro agrônomo e secretario estadual do meio ambiente de São Paulo, fala que tais sacolas são apelidadas ilusoriamente de “plástico ecológico” por injetarem no meio ambiente, com rapidez, as partículas tóxicas associadas aos derivados de petróleo. Ainda segundo ele, um truque químico faz com que os derivados esfarelem os polímeros derivados do petróleo, fazendo-os desaparecer a olho nu. “Mas os resíduos permanecem perigosamente infiltrados no solo. Pior, ao serem decompostos, liberam carbono de suas moléculas: representam séria ameaça ao meio ambiente.”

Amparados também em informações e orientações da BRAKEN, indústria fornecedora da matéria prima utilizada nas sacolas convencionais e da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão regulamentador de tal procedimento, nós, do Mart Plus, preferimos aguardar um parecer técnico mais definitivo sobre o assunto para, realmente, lhe oferecer uma opção de embalagem segura, com a certeza de que estaremos contribuindo, efetivamente, para a preservação da sua segurança e do meio ambiente.

O nosso compromisso com a sua saúde e com o meio ambiente nos obriga a ter, sempre, uma atitude de cautela.

Mart Plus, sempre pensando em você

NINGUÉM é obrigado a usar ou adotar embalagens plásticas oxi-biodegradáveis, mas que apesar disto, é bem vinda e utilizada em mais de 50 países do mundo sem qualquer tipo de restrição.

O problema são os plásticos e sacolas plásticas convencionais. estas é que estão sendo proibidas em diversos países do mundo.

Se este supermercado quer continuar a poluir utilizando sacolas plásticas convencionais, deve saber o que faz e portanto assumir sua responsabilidade.

Atacar tecnologias consagradas e cientificamente comprovadas para justificar sua posição de poluidor rotineiro e irresponsável é não ter argumentos.

Sacolas convencionais, tampouco as oxi-biodegradáveis, não necessitam de LIBERAÇÃO de uso. A ANVISA não legisla sobre SACOLAS. Este órgão legisla sobre materiais e substancias que compõe a embalagem final quando para entrar em contato com alimentos. O que não é o caso de sacolas de compras.

Mesmo assim, Symphony detentora da tecnologia e aditivos para fabricação de plásticos oxi-biodegradáveis protocolou informe junto a ANVISA em 09/2007. Além disto, e mesmo sem necessidade, sacolas plásticas Oxi-Biodegradáveis d2w foram submetidas a testes de migração total e específica de acordo com resolução 105 da ANVISA. Os testes forma feitos em laboratório independente, brasileiro e homologado junto a ANVISA.

Portanto a afirmação abaixo não se sustenta e em caso de dúvidas recomendamos que entrem em contato direto com a ANVISA.

Em relação a contaminação do meio ambiente, embalagens plásticas e aditivos oxi-biodegradáveis d2w foram testados e aprovados por laboratórios e universidades brasileiras e internacionais.

Onde estão as provas e laudos de quem diz o contrário?

Quanto ao xico – homenzinho que só faz fuchico -, a pergunta é onde ele mentiu? No artigo ou no ofício em papel timbrado e assinado da secretaria de estado do meio ambiente onde afirma desconhecer a tecnologia d2w e não possuir qualquer estudo a respeito?

Quanto ao Carbono, o que o Xico emite (CO2) quando fala besteira é muito mais nocivo que embalagens plásticas oxi-biodegradáveis.

Braskem é a maior petroquímica da América Latina. Não é laboratório, nem autoridade de saúde ou sanitária. Muito pelo contrário. É a origem dos problemas das sacolas plásticas. Ganha dinheiro vendendo resinas plásticas utilizadas como matéria prima para fabricação de sacolas plásticas e reage contando mentiras para tentar salvar seu negócio das leis que estão proibindo sacolas plásticas por toda a parte do mundo.

Se este supermercado tem tanta certeza do que está falando, e até para ser coerente com sua cautela, primeiro deveria deixar de utilizar sacolas plásticas e ao mesmo tempo tem o dever de avisar o mundo e a ciência dos perigos que encontrou nas sacolas plásticas oxi-biodegradáveis.

Tem a obrigação de provar o que está dizendo.

Se não prova, está enganando seu próprio consumidor. Será que os consumidores deste supermercado merecem ser enganados por eles?

Rampas, finalmente

Tem muita gente descendo o pau no prefeito de Maringá porque ele está implantando 390 rampas no centro da cidade.

Eu não entendo essa gente, mesmo que o prefeito faça algo bom para toda a população eles levam para o lado político e querem fazer as pessoas acreditarem que a obra não deve ser realizada.

Estranho, porque você ja deve ter atravessado ao menos uma rua em sua vida e tenho certeza que deve ter atravessado em uma rampa, porque a rampa é um declive natural do terreno, não é uma escada, você não tem que fazer esforço para descer ou subir uma rampa.

É só prestar atenção. Em qualquer lugar, se tem uma rampa e ao lado desta tem uma escada, as pessoas preferem utilizar a rampa.

Arquitetos, prestem mais atenção, mais rampas menos escadas. Para que fazer uma escada ao lado de uma rampa, faça só a rampa.

Todos utilizam rampas para atravessar as ruas, uma vez ou outra.

Quando você é bebê, você está dentro de um carrinho de bebê, quando você leva uma topada no futebol e usa por uns tempos, gesso, muleta ou bengala.

Quando você tem a felicidade de se tornar idoso, você tem alguma dimuição de visão, perda de força nos membros inferiores e a rampa ajuda muito a não cair ao atravessar a rua.

Quando você tem algum tipo de necessidade especial e utiliza cadeira de rodas a rampa é imprescindível, porque nada mais indigno do que ter que esperar alguém passar por você, analisar o humor da pessoa e ter que implorar ajuda para atravessar a rua porque ou não tem rampa ou a rampa está intransitável.

Outra coisa, dizem que quem tem que fazer a rampa é o proprietário do imóvel e não a prefeitura. Qual o problema da prefeitura realizar a obra e cobrar depois no iptu como taxa de emolumento?

A prefeitura fazendo as rampas, elas ficam todas padronizadas, não tem que se esperar a boa vontade do dono da propriedade.

Credo, parece que estas pessoas que só sabem criticar querem que as pessoas com necessidades especiais – as pessoas fora do padrão – fiquem em casa para não deixar a cidade feia. E ao não querer que as rampas sejam construidas elas querem impedir o trânsito destas pessoas. Isso é preconceito viu povo, e preconceito dá cadeia.

Então prefeito Silvio Barros II, parabéns pelas rampas, queremos agora que elas se tornem um padrão em Maringá e que em todas as esquinas de todas as ruas, que em todos os bairros e finalmente toda a cidade de Maringá se torne acessível a todos.

Só para constar, não gostei da foto mas vou tirar outras melhores e posto depois.

Ciclovias

Pois então, enquanto em todo o planeta se discute a construção de ciclovias para:

– Melhorar o caos urbano – diminuir o os engarrafamentos, diminuir o número de carros que transitam nas cidades;

– Diminuir a pegada ecológica das pessoas – ao deixar o carro em casa e caminhar ou pedalar deixa-se de emitir CO2 gerado pelos automóveis, um gás do efeito estufa, que está aumentando a temperatura no planeta;

– Melhorar a saúde da população – caminhar ou pedalar melhora a saúde e diminui a pressão sobre o sistema público de saúde;

– Diminuir o stress causado pelos engarrafamentos – as pessoas perdem um tempo precioso e a paciência ao ficarem presas no trânsito.

O povo daqui está batendo pesado na construção de uma ciclovia que só está trazendo benefícios para a cidade.

No velho mundo só o que se vê são ciclovias onde estudantes, empresários, aposentados, donas de casa, vão trabalhar, estudar ou fazer o que tem que fazer diariamente em suas bicicletas.

A coisa mais interessante é ver pais de bicicletas rebocando carrinhos com um ou mais filhos, carrinhos com cobertura para proteger do frio ou da chuva. 

São ricos, pobres, velhos ou novos, todos democraticamente dividindo o espaço nas ciclovias.

Maringá tem espaço para ciclovias em todas as suas avenidas porque nos canteiros centrais, muito largos por sinal, ou tem uma árvore no meio ou duas nas laterais do canteiro central sobrando espaço para se fazer uma ciclovia no meio do túnel das árvores.

Claro que precisamos de câmeras em toda a cidade para prevenir motoristas atropelando ciclistas na intersecção das ciclovias com as ruas, mas no centro de Maringá já estão  instalando várias câmeras e espero que logo logo toda a cidade esteja monitorada para diminuir o índice de violência e de acidentes na cidade.

Infelizmente o ser humano tem uma propensão para o mal e só a vigilância constante impede que ele cometa erros.

Depois que o prefeito Silvio Barros II se reeleger vamos pedir uma ciclovia – ou mais – por ano.

Ele fez esta tão rápido, ficou tão bonita, que mal posso esperar para ver toda a cidade cheia de ciclovias.

A população terá melhor qualidade de vidade, o planeta está ganhando uma chance de sobreviver e os seres do amanhã encontrarão um planeta melhor quando chegarem.

Vou tirar mais fotos de pessoas transitando na ciclovia.