Projeto Mata Ciliar FUNVERDE – 01 de setembro de 2007 – sábado

Hoje foi dia de espaço saúde, em que a prefeitura faz prevenção de doenças com exames, atividades e dicas de alimentação saudável nos bairros da cidade.

Nós participamos com dicas para a dona de casa de economia de água, energia, reciclagem, destinação de óleo de cozinha …

Nem sempre a pessoa polui por maldade, mas por falta de informação e a FUNVERDE tem a obrigação de informar as pessoas de seus deveres para com o planeta.

Porque parece que as pessoas só tem direitos, direito de não reciclar, de gastar água, energia elétrica, jogar lixo nas ruas … e não há multa para coibir estas atitudes.

Enquanto a multa não vem, ensinamos as pessoas a mudarem sua atitude para merecerem ser inquilinos deste planeta.

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Enquanto a maioria ficou no espaço saúde, uma parte foi, com o mapa dos rios, verificar o próximo lugar de plantio de mata ciliar, no córrego Maringá.

Cade a mata ciliar que deveria estar aqui? Só tem uma fileira de leucenas, árvore exótica e invasora.

Com essa grama baixa nem precisa roçar, é só fazer os buracos e plantar.

Melhor ainda, já está cercado, portanto, os animais quadrúpedes não irão comer as ponteiras das árvores e os animais bípedes não irão entrar para destruir as árvores.

Uma bomba d´água perdida no meio do mato.

Aqui nem leucena tem fingindo ser mata ciliar.

Pergunto novamente, cade a mata ciliar que estava aqui? O bicho homem comeu.

Gramadão bunitu sô.

Alguém que tem dinheiro para manter este gramado lindo deste jeito também deve ter dinheiro para plantar a mata ciliar, então porque não o faz?

Detalhe, o terreno é da prefeitura mas o povo da foto está usando o local.

E o rio, para variar, está imundo.

Claro, todo mundo joga lixo nas ruas e nem para para pensar que esse lixo sempre vai para o lugar mais baixo, ou seja, o rio.

Depois de andar por mais de uma hora no mato, é hora de sentar e descansar, ou melhor, fazer planos para o plantio.

Estamos sentados em frente a um lugar problemático, que seria nosso próximo local de plantio, mas como a prefeitura HUMANIZOU A PAISAGEM, vamos ter que pensar em algo para nao provocar a ira da população.

Fizeram um parque gramado em local de mata ciliar e a prefeitura roça periodicamente.

Estas árvores que você vê são leucenas, exóticas agressivas e só tem uma fileira destas árvores antes do barranco do rio.

Abelhas estão desaparecendo no sul do Brasil

Por visionthing64

por Marco Aurélio Weisheimer – Agência Carta Maior

Apicultores gaúchos e catarinenses relatam desaparecimento de abelhas em níveis inéditos. Alguns produtores registram perdas de 25% na produção de mel. Pesquisador diz que uma das causas do fenômeno pode ser a influência de lavouras transgênicas.

Porto Alegre, RS –  As primeiras notícias sobre o fenômeno do desaparecimento das abelhas foram recebidas como uma espécie de enredo de um novo filme de ficção científica. Mas o problema tornou-se muito real. Nos Estados Unidos recebeu o nome de Colony Collapse Disorder (Desordem e Colapso da Colônia). Agora, o problema foi detectado também no Brasil, particularmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Matéria publicada no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis, afirma que o desaparecimento das abelhas já é motivo de grande preocupação entre apicultores dos dois Estados. E o desaparecimento vem acompanhado de outro problema: as abelhas que permanecem nas colméias estão morrendo infectadas por diversas doenças. Em depoimento ao jornal, o apicultor e pesquisador Leandro Simões, de Campo Alegre, diz que nunca viu algo parecido em 35 anos de profissão.

O fenômeno pode causar graves desequilíbrios ambientais, uma vez que as abelhas são responsáveis por mais de 90% da polinização e, de forma direta ou indireta, por 65% dos alimentos consumidos pelos seres humanos. Alguns produtores já registram perdas de 25% na produção de mel.

Segundo Jair Barbosa Júnior, do Instituto de Estudos Socioeconômicos, com sede em Brasília, uma das possíveis causas do fenômeno pode ser a influência de lavouras transgênicas. No Brasil, lembrou Barbosa, não há estudos aprofundados sobre o impacto dos transgênicos no ecossistema. Outra possível causa apontada pelo pesquisador é o aquecimento global. O sistema de orientação das abelhas funciona por meio dos olhos. As abelhas dependem da luz solar para encontrar o caminho de volta para as colméias. O aumento da incidência de raios ultravioletas poderia, assim, ser uma das causas do fenômeno. Essa possível causa não explica, porém, o que está atingindo o sistema imunológico dos animais.

A advertência de Einstein

O físico Albert Einstein disse que se as abelhas desaparecessem, a humanidade seguiria o mesmo rumo em um período de 4 anos. A razão é muito simples: sem abelhas não há polinização, e sem polinização não há alimentos. O desaparecimento das abelhas começou a ser tema na mídia em 2006, nos EUA e no Canadá, quando criadores que alugam enxames para agricultores começaram a relatar o desaparecimento destes animais em níveis muito elevados.

Em várias regiões destes dois países, apicultores chegaram a perder 90% de suas colméias. O biólogo norte-americano Edward Wilson, chamou o fenômeno de “o Katrina da entomologia”, numa referência ao furacão que arrasou Nova Orleans, nos EUA.

Na Califórnia, entre 30% e 60% das abelhas desapareceram. Em algumas regiões da costa leste dos EUA e do Texas, esse índice chegou a 70%. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o fenômeno foi registrado em 42 estados norte-americanos e duas províncias canadenses. A redução das colônias de abelhas no país vem ocorrendo, pelo menos, desde 1980. De acordo com dados do USDA, o número de colméias hoje nos EUA (2,4 milhões) é 25% do que aquele que existia em 1980.

Já segundo a Associação de Apicultura Americana, o desaparecimento das abelhas atingiu 30 estados dos EUA. A morte repentina de abelhas também já foi registrada em países como Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Manfred Hederer, presidente da Associação Alemã de Apicultores, relatou uma queda de 25% nas populações de abelhas por toda o país.

Transgênicos entre os suspeitos

Entre as possíveis causas do fenômeno, são citadas a radiação de telefones celulares, o uso indiscriminado de herbicidas e o uso de transgênicos, em especial os do milho Bt (com gene resistente a insetos; contém pedaços do DNA da bactéria Bacillus thuringiensis).

Diversos países proibiram, recentemente, variedades transgênicas do tipo Bt, o segundo transgênico mais plantado hoje no mundo (fica atrás apenas da soja). O governo peruano proibiu a variedade da batatinha transgênica Bt, em razão do país ser o centro de origem e biodiversidade desta cultura. O México proibiu totalmente o plantio ou consumo do milho Bt pelas mesmas razões. O governo da Grécia tomou a mesma decisão, estendendo a proibição a 20 variedades do milho Bt, por risco de ameaça à espécie humana, à vida silvestre e à indústria de criação de abelhas. O Brasil, por sua vez, vem aprovando a liberação de transgênicos Bt.

Outra hipótese levantada relaciona o problema à radiação dos telefones celulares. O jornal inglês The Independent publicou matéria a respeito, afirmando que a radiação dos celulares poderia estar interferindo no sistema de navegação das abelhas, provocando a desorientação das mesmas, que, assim, não conseguiriam mais voltar para suas colméias. Além disso, citou pesquisas alemãs que apontaram mudanças de comportamento das abelhas nas proximidades de linhas de transmissão de alta tensão.

Ainda não foi encontrada nenhuma prova sobre a real causa do problema. A possibilidade de uma praga causada por algum produto químico é questionada pelo fato de que não são encontrados restos mortais das abelhas em grande número. Quando uma colônia é afetada por algum microorganismo, há muitos insetos mortos em torno delas. Nos casos relatados nos EUA e em outros países, as abelhas simplesmente estão desaparecendo.

Alguns cientistas, por outro lado, minimizam o problema. O professor emérito de entomologia da Oregon State University, Michael Burgett, disse ao jornal The New York Times que as grandes baixas em abelhas em algumas regiões poderiam simplesmente ser um reflexo de picos populacionais superiores à taxa normal de mortalidade em décadas recentes. Segundo ele, no final dos anos 70 houve um fenômeno similar a este, que, na época, foi chamado de “doença do desaparecimento”. Não foi encontrada uma causa específica para o desaparecimento.

Mas não se trata de uma simples repetição. A novidade é que, desta vez, o problema está aparecendo ao mesmo tempo em várias regiões do planeta, inclusive no Brasil.

veja também este artigo da FUNVERDE a respeito do desaparecimento das abelhas pelo mundo

Silence of the bees – O Desaparecimento mundial das abelhas 

Palestra para empresários em Apucarana – 31 de agosto de 2007

À noite, fomos palestrar para empresários de Apucarana sobre nossos projetos e houve demonstração de destinação correta de lâmpadas fluorescentes.

Demos também dicas de como impactar menos o planeta através das ações individuais.

lembre-se, 25% da conta de eletricidade se deve a lâmpadas, troque suas lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes, que gastam 10 vezes menos e duram 10 vezes mais.

Mas por favor, não jogue estas lâmpadas no lixo, entregue no local onde comprou porque ela contém mercúrio, fósforos e outros materiais perigosos.

As fotos ficaram horríveis porque estava muito escuro.

Reunião de mata ciliar urbana de Maringá – 31 de agosto de 2007

Depois da reunião na sociedade rural, duas outras reuniões foram marcadas, uma somente para tratar da mata ciliar em propriedades rurais e outra – hoje – de mata ciliar urbana.

Estiveram presentes representantes da prefeitura de Maringá, ONGs, polícia ambiental, IAP, promotoria de meio ambiente, SANEPAR, COPEL, SEMA e SUDERHSA.

Como eu previa, a prefeitura tirou o corpo fora, a discussão migrou para despejo de esgoto nos rios e nada de falar de plantio de mata ciliar nos 32 rios e 68 nascentes da cidade.

Só uma idiota da prefeitura, que trabalha nos fundos de vale – e não fez nada até hoje – resolveu atacar a FUNVERDE e o projeto mata ciliar FUNVERDE, que desde 2004 já plantou mais de 30 mil mudas de árvores de no mínimo 1,5 metro de altura em terrenos públicos de 3 rios da cidade.

A estúpida, para esconder sua incompetência, olhou para mim e disse que não adiantava atirar para todos os lados para fazer mata ciliar.

Melhor é fazer como ela, pregar a bunda na sua cadeira na prefeitura e receber o salário no final do mês sem trabalhar.

Imbecil, burra, estúpida, incompetente, preguiçosa, funcionária pública que está só esperando a aposentadoria.

Se atirar para todos os lados é escolher um rio – o primeiro rio que revegetamos, o córrego Mandacaru é o maior da cidade e este ano iniciaremos o córrego Maringá, o segundo maior rio da cidade – através de mapa conseguido a muito custo, porque ninguém quer disponibilizar os mapas que são públicos, descobrir os terrenos que são da prefeitura, roçar, perfurar, plantar, estaquear, aguar, fazer roçada de manutenção até a copa das árvores fecharem, se isto é atirar para todos os lados, então esta imbecil incompetente deveria fazer valer seu salário e começar a atirar para todos os lados.

Eu não entendo, a prefeitura tem um viveiro, trator, pessoas sobrando, porque não planta?

É tão simples, começar a plantar e só parar quando todos os rios e nascentes tiverem sido revegetados.

sempre ouvi dizer que antes da gestão do PT a prefeitura tinha 3 mil funcionários, quando o PT saiu, tinham sido contratados mais 3 mil funcionários e portanto, hoje, a prefeitura conta com um quadro de 7  mil funcionários.

Com tanta gente, será que não dá para dar serviço para essa gente, para pelo menos plantar a mata ciliar?

Porque eu chego na prefeitura e tem um monte de gente não fazendo nada, isso me dá uma raiva, porque são nossos impostos sendo desperdiçados, então, pelamordedeus, arranjem serviço para estas pessoas, porque não adianta me dizer que não tem gente para plantar quando tem gente para ler revista o dia inteiro.

Ainda bem que o IAP e a promotoria do meio ambiente sabem do nosso serviço voluntário muito bem feito, sabem que só nós estamos fazendo a mata ciliar da cidade e o chefe do IAP disse isso na reunião.

Eles sabem também que a prefeitura não plantou uma simples árvore em fundo de vale em muitos e muitos anos.

E sinceramente, eu tenho certeza de que nunca irão plantar, com a desculpa de sempre, que a prefeitura não tem dinheiro.

Para onde vão nossos impostos eu não sei.

Show de besteirol – Plásticos oxibiodegradáveis prejudicam meio ambiente

por Dr Catherine

Ainda bem que no dia 23 o Eli, jornalista da Folha de Londrina nos ligou  para fazermos uma matéria rebatendo essa imbecilidade abaixo.

Será que ninguém se deu conta de que ninguém dos plásticos oxi-biodegradáveis foi convidado a falar, ou ao menos estar presente como ouvinte na platéia?

Será que ninguém disse para o jornalista que a plastivida não é uma ong imparcial – você não pode ser imparcial se alguém paga você para dar opiniões favoráveis a quem lhe paga -? Até o ponto de ônibus da rua sabe que a Plastivida foi fundada e representa os interesses financeiros das petroquímicas brasileiras – veja na página da FUNVERDE matéria sobre o assunto.

Porque ninguém diz que foi a Plastivida quem promoveu o seminário, logicamente selecionando apenas aqueles que – como ela – são contra a tecnologia?

Vamos aos atores da comédia – seria cômico se não fosse trágico – Plastivida, que dispensa outras apresentações, CETEA, que tem entre seus sócios e provedores, diversas petroquímicas brasileiras, o SIMPEP, que é o sindicato das empresas fabricantes de embalagens plásticas, que como todos sabem, dependem de matéria prima das petroquímicas e caso tivessem posição favorável aos oxi-biodegradáveis correm o risco de ficar sem matéria prima para tocar suas atividades.

É só lembrar da carta – coação – da Braskem que está publicada no site da FUNVERDE.

E por fim o Prof. Narayan, que é ligado aos fabricantes de biopolímeros e bioplásticos, aquele grupo econômico que utiliza de matéria prima renovável (amido de milho por exemplo) para fabricação de embalagens.

Vale lembrar, que apesar de não termos sido convidados nem estivemos presentes, recebemos informação que durante a palestra do Prof. Narayan em nenhum momento se disse especializado nos oxi-biodegradáveis e tampouco disse que não funcionavam, nem disse qualquer coisa a respeito de d2w – Symphony.

Para variar, usaram uma pessoa de respeito e quando o homem foi embora disseram o que quiseram, porque ele não estava mais no país para se defender.

Típico das petroquímicas que pensa que controla o país pela força de seus bilhões.

Só sei que enquanto eles combatem a solução para a sacola plástica, a cada minuto, o planeta vai sendo sufocado por sacolas plásticas convencionais à taxa de 1 milhão de sacolas plásticas convencionais por minuto, 1,5 bilhão por dia resultando em mais de 500 bilhões de sacolas plásticas por ano. Lembrando sempre que elas podem durar até 500 anos.

Vou fazer mais comentários em vermelho depois dos parágrafos porque fiquei muito emputecida com estes putos.

Jornal Folha de Londrina de 21 de agosto de 2007 

Rodrigo Lopes

Plásticos oxi-biodegradáveis prejudicam meio ambiente

Esta foi a conclusão de simpósio que debateu a degradação de materiais plásticos e o impacto ambiental

Curitiba – Os materiais plásticos oxi-biodegradáveis, que recentemente começaram a ser usados em sacolas de supermercados no Paraná, podem representar perigo maior ao meio ambiente do que os plásticos normais, que levam até 500 anos para se decompor. Esta foi uma das principais conclusões do 5º Simpósio Plastivida, realizado ontem em Curitiba para discutir alternativas sócio-ambientais para plásticos após o consumo. O evento, promovido pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpep) em parceria com a organização não-governamental Plastivida, contou com a presença de especialistas do Brasil e do exterior. Evento totalmente imparcial, não tendencioso, como você pode ler. Estes especialistas são todos contra o plástico oxi-biodegradável. Porque não trouxeram pessoas para fazer o contraponto, falar a favor? Medo da verdade?

Para discutir a degradação de materiais plásticos e o impacto deste processo no meio ambiente, a Plastivida trouxe a Curitiba o especialista norte-americano Ramani Narayan, professor da Universidade de Michigan. Ele defendeu que a oxi-biodegradação, em que a decomposição do material plástico acontece em até 18 meses, sendo acelerada por meio da inclusão de aditivos em sua fórmula, não representa menos perigos à natureza. ‘‘Ele provou que, quando se acelera o processo de degradação, a liberação de metais como níquel, cobalto e manganês fica acima do aceitável’’, explica o diretor-executivo do Simpep, Moacir Moura. Além disso, como esse material se degrada mais rápido, ele se esfarela em partículas, ficando invisível a olho nu e não podendo ser reaproveitado de maneira alguma. Ora, ora, senhor moacir moura, colocando palavras na boca do senhor ramani. Não sei porque mas parece que o senhor já disse isso antes, o mesmo discurso de sempre. Se o simpep trouxer 100 pessoas – de preferência que não falem portugues, porque é mais facil dizer, olha gente, o que ele disse é … e colocar o mesmo discurso de sempre – alguém do simpep ou da plastivida irá dizer sempre a mesma coisa, sem provas, documentos, laudos.

Para começar, ninguém diz que o plástico oxi-biodegradável é totalmente reciclável e quanto a esfarelar em partículas e nao poder ser reaproveitado, nunca vi catador pegar plástico em cima de árvores ou de dentro de rios para reciclar, ele vai pegar na lixeira da dona de casa e o plástico oxi-biodegradável neste momento não está esfarelado, como diz o senhor moacir.

A utilização de plásticos oxi-biodegradáveis no Paraná vem aumentando nos últimos meses, principalmente para a fabricação de sacolas de supermercados. Isso porque, em maio, o Ministério Público Estadual (MPE) chegou a cobrar dos mercados de Curitiba e região que substituíssem as sacolas tradicionais, que levar até 500 anos para se decompor. A estimativa do MPE é que, mensalmente, cerca de 80 milhões dessas sacolas, equivalentes a 20 toneladas de plástico, vão para aterros e lixões no Estado. A polêmica também atingiu outros Estados. Em São Paulo, uma lei que obrigava os comerciantes a usar sacolas oxi-biodegradáveis acabou sendo vetada pelo governador José Serra (PSDB). No Paraná são distribuidas pelos supermercados mensalmente 1 bilhão e 200 milhões de sacolas de compra, mas o simpep diz um número menor por medo de ter que assumir a responsabilidade pelo produto que fabrica, que ficará 500 anos incomodando os humanos ainda não nascidos.

   Para Moacir Moura, a principal solução para diminuir o impacto do plástico no meio ambiente é investir ainda mais em reciclagem. ‘‘A saída é aumentar a consciência ambiental das pessoas, para aumentar a reciclagem pós-consumo’’, diz o diretor. Atualmente, entre 19% e 20% da produção de plástico no Brasil é reciclada, o que representa cerca de 500 mil toneladas do produto anualmente. O Paraná é responsável pelo reaporveitamento de cerca de 66 mil toneladas por ano. ‘‘O ideal seríamos chegar nos índices da Europa, onde entre 37% e 40% da produção é reciclada’’, declara Moura. Lá vem o moacir com mentiras novamente, porque não se recicla nem 5% das sacolas plásticas no Brasil – nos últimos dados falam em 3% – e ele vem com esse número astronômico, bem longe da realidade para não se comprometer, novamente.E quando ele fala em investir ainda mais em reciclagem, quanto eles investem em reciclagem, educação ambiental?Parece aquele discurso, o governo tem que investir em … e deixar o problema para o próximo, só usufruindo dos lucros da indústria plástica sem responsabilidade ambiental.  

Para o diretor do Simpep, a conscientização para reciclagem beneficiaria não apenas o meio ambiente. ‘‘Essa atividade traz também um retorno social, com geração de emprego e renda. Atualmente, entre 60 e 65 mil pessoas trabalham com reciclagem no Paraná’’, afirma.

A sua empresa está ambientalmente adequada?

Gerenciamento de resíduos: evite multas. 

As empresas paranaenses que ainda não elaboraram seu Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos em breve serão notificadas a fazê-lo, sob pena de multa

“É uma obrigação legal!” – revela a advogada e consultora ambiental, Dra. Letícia Kochepki de Brito.

“Em Curitiba, por exemplo, já há lei municipal neste sentido. Em Campo Mourão, entre outros municípios, todas as empresas que gerem, de alguma forma, resíduos, têm até o final de setembro para apresentar o Plano ao Ministério Público. E isto acontecerá em todo o Estado, como por exemplo e MARINGÁ vide notícia abaixo, onde até o final deste ano as empresas serão notificadas a apresentarem o Plano à Prefeitura, sob pena de multa”.

Ainda de acordo com a consultora, para uma empresa obter alvará da Prefeitura e licença ambiental junto ao IAP – Instituto Ambiental do Paraná, ela precisa apresentar o Plano de Gerenciamento de Resíduos. Também para a renovação das licenças o documento é exigido. “Em verdade, como a lei paranaense de resíduos sólidos é de 1999, sequer haveria necessidade de notificação, pois as empresas já deveriam ter se adequado. Afinal, ninguém pode alegar desconhecimento da lei. No entanto, alguns Municípios estão optando por notificar antes de multar”.

A informação foi confirmada pela Secretaria do Meio Ambiente de Maringá,  pelo IAP e pelo Ministério Público. “A Prefeitura já tem exigido o plano de gerenciamento para novas empresas; sem ele não concedemos sequer alvará. E até o final do ano estaremos notificando os mais diversos segmentos para que também elaborem o plano”, revelou Ednilson, responsável pelo setor de resíduos junto à Prefeitura.

Os empresários têm sido orientados a elaborar o Plano o quanto antes, para evitarem maiores dores de cabeça. É o primeiro passo para a empresa evitar responsabilização, seja administrativa, cível ou criminal”.

Acerca de quais empresas necessitam realizar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, revela a citada consultora: “Todas aquelas consideradas potencialmente poluidoras: indústrias de pequeno, médio ou grande porte, postos de gasolina, estabelecimentos de ensino, estabelecimentos de saúde em geral, terminais rodoviários, portuários, aeroportuários, hotéis, motéis, shoppings centeres, supermercados, empresas com resíduos de pneumáticos, concessionárias de veículos, empresas que atuem com óleos lubrificantes, transportadoras, e demais empresas com potencial poluidor”.

O Ministério Público conferiu um prazo diferenciado para  postos de combustíveis, empresas do ramo de lubrificantes, concessionárias de veículos, transportadoras, oficinas mecânicas, em razão da classe de resíduo gerado, e que este prazo venceu em julho, podendo estes setores ser fiscalizados a qualquer momento.

A Suporte Ambiental Assessoria e Planejamento está atendendo na Av. Pedro Taques, 1572, sala 06, fone (44) 3031-1745, em Maringá-PR, e conta com equipe multidisciplinar apta a regularizar a situação ambiental de sua empresa.

NÃO MATARÁS!

O homem é o serial killer da natureza.

O sexto dos dez mandamentos que Deus inscreveu nas tábuas dadas a Moisés, têm utilidade somente quando se trata de sua própria espécie (e olhe lá!). O mundo está cheio de matanças, cuidadosamente planejadas que, pelo tempo que se leva em planilha-las, é certo que não se deixa de matar por falta de reflexão.

– Matar é da nossa natureza – diria, sem cerimônias, um humano honesto.

Nesta laboriosa progressão de extermínios, que as boas técnicas das armas e das balas garantem com precisão, as espécies acabam. E, quando acabam, findam-se para sempre.

Isso não ocorre por serem geneticamente fracas. Ocorre porque seus habitats são invadidos por soja, banana, doença, mosquito, formiga, erva-daninha, rato, porco, garimpo ou pasto. Ou, na caça ilegal, porque os chifres curam reumatismo, as penas são adornos; os testículos, afrodisíacos; a carne, iguaria; o tronco, madeira nobre.

Quanto mais se mata, mais raro fica, quanto mais raro, maior o preço. Um quilo de chifre de rinoceronte indiano, há dez anos, era vendido na praça por módicos 12 mil dólares; hoje, não custa menos que 50 mil.

A pressão econômica está por detrás da matança.

Junte-se a esta chacina voluntária as mudanças climáticas, cuja sentença na melhor hipótese é a de que 25% das espécies já têm seu fim decretado, estamos diante do mais bem sucedido matador que este planeta já viu.

O futuro das espécies está nas mãos da espécie humana.

Nas mãos, justamente, da espécie que tem se preocupado mais com sua própria sobrevivência do que com a sobrevida dos que a cercam.

O sexto mandamento exige que os homens não causem danos, ao corpo ou a alma, a si ou ao próximo.

A fim de cumprí-lo, tem que considerar como próximo as demais espécies. Próximo é um semelhante.

Então, não sendo semelhante, há chancela para matar. Sem peso n´alma.

– Os humanos não são mesmo semelhantes aos demais seres da natureza – classifica minha tia.

– Somos semelhantes ao Criador! – meu primo pleiteia, a plenos pulmões.

– Os Dez Mandamentos são para obedecer! – baba a sogra do seu cunhado.

– Então, é aí que a desobediência começa – diz quem ainda não bebeu.

– Quão fácil seria se vocês se considerassem semelhantes ao mundo natural – abana a cauda o meu cachorro.

Entendendo seu ponto de vista, quieto no meu canto, penso:

– Este é o ponto de partida.

– Quem sabe ainda haja tempo de agir – arremata ele, com toda lucidez.

Um abraço forte pra cachorro e até sexta que vem.

Luiz Eduardo Cheida

Varejo busca alternativa para as sacolas de plástico

Eu encontrei esta matéria perdida desde o mês passado e ao relê-la percebi  que a silvia rolim, da pseudo-ong plastivida – nunca vi ong ser criada e mantida por petroquímicas e se dizer isenta quando o assunto é o produto das petroquímicas – não fez a lição de casa neste dia.

Leia o que ela disse, [… ao se desmancharem, liberariam a tinta das embalagens, que muitas vezes contêm metal pesado. Em forma de sacola, a tinta fica presa].

Ahá, dona silvia, finalmente a senhora admitiu que o metal pesado está na pigmentação da sacola e não no aditivo.

Se eu fosse de alguma petroquímica iria despedir esta senhora por não ter a mentira na ponta da língua e contar a verdade sem querer.

É mais ou menos assim, o cérebro dela diz para mentir mas a língua, num lapso, contou a verdade.

Vou traduzir o que ela disse: a plastivida acha melhor que o plástico não seja oxi-biodegradável porque as petroquímicas estão ficando cada vez mais bilhardárias porque seu lucro é escandaloso ao não utilizar tintas ambientalmente corretas para aumentar seu lucro e não respeitar o brasileiro com estas tintas que contaminam o meio ambiente e o oxi-biodegradável veio expor as petroquímicas que achavam que todos eles já teriam comido o planeta e passado desta para uma melhor antes dos humanos que ainda não nasceram descobrirem – daqui a 500 anos – a herança que as petroquímicas deixaram para eles, a sujeira que as petroquímicas deixaram para esses cidadãos do futuro limparem.

Uma correção – no comércio paranaense o uso das sacolas plásticas é de aproximadamente 1 bilhao e 200 milhões por mês.

Quanto ao pseudo laudo do cetea, pelo menos agora eles estão chamando este laudo de ALERTA, porque de laudo não tem nada, é só um monte de pitaco e como eu já disse, abrir a boca e falar besteira é fácil, quero ver provar, onde estão os laudos contra o plástico oxi-biodegradável? Porque os laudos a favor nós temos desde 2005.

Quando a senhora silvia fala que, [é uma briga de cachorro grande, há muitos interesses envolvidos] ela sabe muito bem quem são os cachorros grandes, imensos, gigantescos – pelo menos no lucro escandaloso e sem compromisso ambiental, afinal, capitalistas todos somos, mas capitalistas selvagens só alguns -, que são os mantenedores da plastivida, as petroquímicas, que não querem perder 1% do seu lucro – o aditivo substitui 1% do plástico na fabricação – e por isso querem que tudo se exploda, desde que não tenham prejuizo, nem que seja de 1%.

Valor econômico de 06 de juho de 2007

Rosangela Bacima, do Grupo Pão de Açúcar: necessidade de novos estudosUm dos maiores vilões da natureza pode estar com os dias contados. Grandes redes de varejo e órgãos de governo começam a colocar em prática alternativas tecnológicas às sacolas de plástico, utilizadas amplamente nos estabelecimentos comerciais do país.

A nova aposta do mercado é o chamado oxibiodegradável, um aditivo acrescentado ao plástico convencional que permite a desintegração das sacolas em poucos meses após o contato com o oxigênio, luz e calor. Para seus defensores, a tecnologia, já utilizada em outros países, seria uma resposta positiva aos problemas ambientais do Brasil. Críticos, porém, alertam para a necessidade de estudos aprofundados sobre sua eficácia.

Paraná, Santa Catarina e São Paulo já desenvolvem as primeiras experiências com esses plásticos.

A rede de Farmácias Sesi em Santa Catarina, com 83 lojas, começou a substituição de sacolas biodegradáveis há 10 dias. Após estudar a substituição do plástico por sacolas de papel e considerar o processo economicamente inviável, a rede chegou ao oxibiodegradável. Segundo o superintendente Sérgio Gargioni, as sacolas pequenas – de maior uso – foram substituídas pelo novo plástico. Ele calcula que 5 milhões de sacolas da Sesi farão menos mal ao meio ambiente. “Enquanto o plástico convencional demoraria 100 anos para se decompor na natureza, a nova sacola levaria de 6 a 24 meses”.

O executivo explica que os custos com a confecção das sacolas oxibiodegradáveis subiram em 15% frente às anteriores, e ainda não foi possível fazer a substituição das sacolas de grande porte.

A rede de supermercados Angeloni, com lojas em Santa Catarina e Paraná, tem um experimento em andamento em Curitiba onde, por ordem do Ministério Público, as empresas de supermercados estão utilizando sacolas produzidas com aditivo oxibiodegradável.

No Paraná, a discussão sobre qual a melhor sacola para uso no varejo rendeu muitos capítulos nos últimos meses. Em Maringá, Noroeste do Estado, a prefeitura decidiu em fevereiro, por decreto, que a administração pública passaria a utilizar as embalagens oxibiodegradáveis. Feiras livres e redes de supermercado do município também aderiram ao produto. Em Curitiba a novidade chegou em abril, quando as 23 lojas do Armazéns da Família – mercados que vendem produtos mais baratos para a população de baixa renda – adotaram a tecnologia.

Na semana passada a Câmara de Vereadores de Curitiba aprovou projeto de lei que pode obrigar o comércio a usar as sacolas oxibiodegradáveis na cidade e incentivar o uso das não-descartáveis, feitas de tecido. A medida depende de sanção do prefeito Beto Richa (PSDB) e, se não for vetada, os estabelecimentos terão prazo de um ano para se adaptar às regras.

No âmbito estadual, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério Público, reuniu empresários em maio passado para pedir uma alternativa ambientalmente correta para o destino de 80 milhões de sacolas plásticas usadas mensalmente no Paraná. A idéia era encontrar uma solução conjunta para o problema, o que não foi possível até agora. No mês passado, a rede de supermercados Condor, uma das maiores do Estado, anunciou que utilizaria as oxibiodegradáveis.

“Fui ao lixão e vi o tanto de sacola que tem lá. Só da minha empresa são 10 milhões de sacolas por mês”, disse o presidente da rede, Pedro Joanir Zonta, que aceitou pagar 12% mais pelas embalagens. Outra grande rede do Estado, a Muffato, também adotará essas embalagens nos próximos dias.

No comércio paranaense uso de sacolas plásticas chega a quase 80 milhões todos os meses

Mas mesmo a adesão dos maiores supermercadistas do Estado não levou ao consenso sobre o uso do aditivo que permite que as sacolas se decomponham mais rapidamente que as tradicionais. Além do preço, um ponto de discórdia é exatamente esse aditivo que, embora usado em outros países, não tem aprovação da Anvisa. “Usamos por pressão do mercado, por modismo”, diz um fabricante do Paraná que não quer ser identificado.

Por conta da cobrança dos órgãos públicos, a demanda por essas sacolas cresceu na fabricante de embalagens Arauplast, de Curitiba. O diretor-presidente, Celso Gusso, diz que começou a fazer oxibiodegradáveis há quatro meses e atende 50 clientes com o produto. “Tenho consultas de mais 60 interessados”. Ele espera que a diferença de preço entre as convencionais e as ecológicas caia de 12% para 4% a 6% em breve, em função do aumento de volume e possibilidade de que o aditivo usado na fabricação passe a ser feito no Brasil.

A briga promete novos rounds. No mês passado o Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpep) divulgou nota contra o uso das sacolas. “Buscamos sempre o melhor, desde que comprovadamente seus resultados venham ao encontro das leis vigentes, com resultados e não só apelo ou marketing dirigido”.

Em São Paulo, a adoção das sacolas oxibiodegradáveis também está longe de um consenso. A Assembléia Legislativa aprovou na última quinta-feira um projeto de lei defendendo a sua obrigatoriedade no Estado, que agora aguarda a sanção do governador José Serra (PSDB). Na outra direção, o prefeito da cidade, Gilberto Kassab (DEM), vetou na íntegra projeto-de-lei de nº 159/07 aprovado em maio sobre o mesmo assunto. A anulação do projeto se deveu à falta de estudos aprofundados sobre a eficácia desse material em minimizar os danos ao meio ambiente.

“O que temos hoje [plástico convencional] é ruim, mas não vamos substituí-los por algo que promete ser a solução quando ainda temos dúvidas”, disse Hélio Neves, chefe de gabinete da Secretaria de Verde e Meio Ambiente de São Paulo.

Silvia Rolim, assessora técnica da Plastivida, entidade que representa a cadeia produtiva do setor de plásticos, questiona o argumento de que os biodegradáveis são a solução para o problema. “Há pouca biodegradação nas camadas profundas dos aterros sanitários, onde não há oxigênio nem luz ou temperatura para isso”, diz ela. “Somente os plásticos das camadas de lixo da superfície poderiam se biodegradar, o que é um percentual muito pequeno. Além disso, ao se desmancharem, liberariam a tinta das embalagens, que muitas vezes contêm metal pesado. Em forma de sacola, a tinta fica presa.”

O Cetea (Instituto de Tecnologia de Alimentos), da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, alerta também para o fato de que as micropartículas resultantes da degradação do plástico poderiam ser absorvidas por rios e lençóis freáticos. Em outras palavras, dizem os críticos, não é porque não se vê o plástico que ele não irá contaminar o meio ambiente.

“É uma briga da cachorro grande, há muitos interesses envolvidos”, afirma Silvia, da Plastivida.

Diante da polêmica e da falta de regulamentação, o Grupo Pão de Açúcar interrompeu seu programa-piloto realizado pelo período de um ano na loja do Real Parque, em São Paulo. “A necessidade de maiores estudos sobre eficácia e o real impacto dessas sacolas sobre a natureza levaram à suspensão do projeto”, disse Rosangela Bacima, diretora de Responsabilidade Socioambiental do grupo. “Só retomaremos o projeto com a comprovação de eficácia e respaldo legal”.

No lugar das sacolas biodegradáveis, o Pão de Açúcar irá ampliar para quase 100 o número de postos de coleta de resíduos sólidos para reciclagem no país, cuja implantação começou há seis anos. A empresa também informou que comercializa sacolas retornáveis, de pano, vendidas por R$ 3,99.

Comunidade debate utilização de sacolas oxi-biodegradáveis no comércio

Parabéns ao Vereador Pedro Incerti pela proposição da lei, mostra que é um político que está fazendo valer os votos que recebeu, com sua preocupação com o futuro do planeta e a sobrevivência dos habitantes do planeta.

As pessoas normalmente se preocupam com o efeito estufa e outros problemas mas ficam por aí, reclamando e se lamentando, esperando o mundo acabar.

O vereador foi adiante, encontrou uma solução – nosso projeto – e transformou em projeto de lei.

Este é um cidadão do Século XXI, que quando visualiza um problema encontra uma solução e a aplica.

Aos do contra, esta vou deixar passar porque estão sem argumentos e estão chovendo no molhado.

Câmara municipal de Caxias do Sul – RS de 28 de agosto de 2007 

Audiência Pública da Comissão de Meio Ambiente propõe discussão de Projeto de Lei

Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores realizou uma Audiência Pública nesta terça-feira, dia 28, para debater o Projeto de Lei, que tramita no Legislativo, de autoria do Vereador Guiovane Maria/PT, que propõe a substituição de sacolas plásticas comuns nos estabelecimentos comerciais da cidade por sacolas oxi-biodegradáveis.

O presidente da Comissão, Vereador Pedro Incerti/PDT, justificou a Audiência. “De nada adianta o Poder Executivo fazer investimentos nessa área sem que se incentivem outras alternativas ambientais”, declarou Incerti.

O Secretário do Meio Ambiente, Ari Dallegrave, presente no encontro, aproveitou sua manifestação para questionar a tecnologia. “O efeito imediato da sacola oxi-biodegradável, após a sua fabricação, é igual a plástica? E quem pagaria por este custo, o consumidor final?”, perguntou o Secretário.

Para explicar a intenção do Projeto, o Vereador Guiovane Maria pronunciou-se. “Promovemos esta Audiência para debater. O Projeto não está pronto, ele pode ser alterado. Queremos saber o que a sociedade pensa a respeito deste assunto. Sabemos que tem propostas nele que o tornam inconstitucional, tentaremos juntos criar uma proposta válida e que contente a maioria” destacou o parlamentar.

Palestrou sobre os prejuízos das sacolas plásticas convencionais e sobre a fabricação e os benefícios das sacolas oxi-biodegradáveis, o diretor comercial da Res Brasil,Tecnologia em Embalagens Naturalmente Degradáveis, Nivaldo Bosio. “No mundo, cerca de 1 milhão de sacolas de supermercado são fabricadas por minuto. Mais de 80 por cento são descartadas. Usamos 20 vezes mais plástico de todo tipo do que há 50 anos. As famílias eliminam 40 quilos de plástico por ano. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas a cada mês. Somente 19 por cento dos resíduos plásticos pós-consumo são reciclados, ou seja, 81 por cento não são. E 89 por cento das cidades não possuem aterros sanitários. Acrescentando um aditivo pode-se programar a vida útil das sacolas. Trabalhamos com o prazo de 2 anos. Este aditivo não compromete a funcionalidade da sacola, é seguro para o contato com alimentos e não traz malefícios ao meio ambiente. Isso é assegurado por laboratórios de renome no mundo. O sal vai fazer o processo da oxidação. Ao terminar o prazo de vida, a sacola entra em processo de fragmentação, e se degrada naturalmente em qualquer ambiente interno ou externo, mesmo na ausência de luz e água. Tenho informações de que o custo para a empresa seria de 5 a 10 por cento com relação ao preço das sacolas convencionais”, informou o diretor comercial.

Diversas pessoas interessadas no assunto manifestaram-se na seqüência, preocupadas com alguns artigos do Projeto e revelando que alguns institutos e pessoas no país posicionaram-se contra a mudança por não confiarem nos pareceres estrangeiros.

Ao final do debate, Guiovane Maria resumiu os posicionamentos. “A maior discussão é em relação ao custo. O que é consenso, que é o que todos nós buscamos, é uma melhor qualidade de vida não só para nós, mas para os que virão depois de nós”, concluiu o parlamentar.

Entidades opinam sobre projeto de lei das sacolas plásticas

Parabéns pela inciativa vereador Tubias Calil, acerto em cheio ao colocar na lei embalagens oxi-biodegradáveis ou retornáveis, porque sacolas retornáveis são a sucessão natural das sacolas oxi-biodegradáveis.

Essa professora marta tocchetto é uma imbecil, repetindo o que as petroquímicas dizem, ponto.

As pessoas, mesmo sem ter pesquisado a fundo um assunto querem se arvorar de especialistas e começam a dizer bobagens. Como diria aquela música … quinze minutos de fama …

As sacolas ecológicas tem sim, laudos de que trazem benefícios, quero ver os laudos dela de que as sacolas oxi-biodegradáveis trazem malefícios, porque falar, dar pitaco sem laudo é fácil, é só abrir a boca e falar besteira.

Dai vem a frase a seguir dela [Promover o consumo sustentável, e não a simples troca sem que a população reflita e modifique seus padrões de consumo. A reciclagem, o reaproveitamento, a substituição não são os únicos meios. Se nós simplesmente trocarmos as sacolas, não estaremos mudando o padrão de consumo. O projeto de lei tem que ser um projeto educativo”.] esta colocação faz sentido, mas cadê o projeto, porque ouvi até violinos de emoção com a colocação desta senhora, mas quero uma solução para agora, o que esta lei traz.

Vamos parar de falar, gastar saliva se não for para resolver o problema, coisa de gente velha do século passado, gente reclamona que não pode ver uma solução que acha um problema – inexistente – para detonar a ação, porque é muito mais fácil ficar parada, criando raizes do que se mover para melhorar o planeta.

Vou começar a denominar esta senhora de plantadora de sacolas e de inimiga do planeta, porque será que esta senhora não sabe que a terra fértil no mundo está diminuindo e que plantar qualquer coisa para virar embalagem é uma estupidez?

Francamente viu, pense no problema globalmente, senhora marta e pare de falar besteiras.

Outra informação para a senhora, plástico biodegradável gera metano em sua decomposição, que é 21 vezes mais prejudicial ao clima do que o CO2, resultante da degradação do plástico oxi-biodegradável.

Se quiser dar mais pitacos, por favor, leia, se informe e pare de abrir a boca para atrapalhar soluções encontradas para melhorar nossa vida no planeta.

Vá visitar qualquer fundo de vale, rio, aterro sanitário ou lixão e veja porque o vereador fez a proposição da lei.

Reflita dona marta, porque enquanto a senhora quer proibir esta lei, os lixões estão se enchendo dia a dia de plástico.

Senhora marta, eu a declaro nes momento uma inimiga do planeta. Ponto final.

Câmara de vereadores  de Santa Maria – RS de 20 de agosto de 2007

Entidades ligadas ao meio ambiente e representantes de redes de Supermercados participaram da audiência pública promovida  pela comissão especial da Câmara que analisa o projeto

O projeto de lei que dispõe sobre as sacolas plásticas utilizadas pelos estabelecimentos comerciais no âmbito de Santa Maria foi discutido em audiência pública na tarde desta segunda-feira. A reunião foi promovida pela comissão especial, formada pelos vereadores Tubias Calil (presidente), Luis Carlos Fort (vice) e Julio Brenner (relator) e também contou com a participação da vereadora Anita Costa Beber. Conforme a proposta, os estabelecimentos comerciais de Santa Maria deverão acondicionar os produtos em embalagens plásticas oxi-biodegradáveis ou retornáveis. Participaram da audiência, representantes da Rede Vivo Supermercados, Dois Irmãos, Vigilância Sanitária, Secretaria Municipal de Proteção Ambiental, Fundação Moã, e associações comunitárias.

No início da audiência pública, o autor do projeto, vereador Tubias Calil, apresentou informações sobre cidades do Brasil que já adotaram as sacolas oxi-biodegradáveis, dentre elas, Maringá, Curitiba e Panambi, além de outros municípios que já aprovaram projetos que instituem o uso de sacolas ecológicas como Uruguaiana e Chapecó. Segundo Tubias, a rede Pão de Açúcar e, também, a Rede de Farmácias SESI já adotaram iniciativas para reduzir o uso de sacolas plásticas, como a substituição das sacolas comuns por 100% algodão e oxi-biodegradáveis. “A Câmara de Vereadores não está inventando moda. Muitas cidades já adotaram essa iniciativa”, disse.

A professora Marta Tocchetto da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, explicou que há uma confusão em relação ao tipo de embalagem e esclareceu a diferença entre os conceitos de oxi-biodegradável e biodegradável, salientando que o contraste está no tempo de degradação dos dois. O plástico oxi-biodegradável tem um aditivo químico derivado do petróleo que acelera a decomposição. Já o plástico biodegradável é derivado de compostos vegetais a base de amido. Este tipo de plástico ainda está em fase experimental, não disponível no mercado. “Como nós estamos acrescentando um aditivo químico, nós vamos gerar novos compostos oriundos dessa degradação. Aí está a grande questão: o plástico modificado continuará agredindo, por ser derivado de níquel, cobalto e manganês, substâncias presentes nos resíduos da decomposição das sacolas. As sacolas oxi-biodegradáveis não tem nenhuma comprovação científica de que traz somente benefícios”. Conforme Marta, não se pode obrigar os estabelecimentos a adotar o uso de sacolas seja ela oxi-bio ou bio. “Nós temos outras alternativas. Promover o consumo sustentável, e não a simples troca sem que a população reflita e modifique seus padrões de consumo. A reciclagem, o reaproveitamento, a substituição não são os únicos meios. Se nós simplesmente trocarmos as sacolas, não estaremos mudando o padrão de consumo. O projeto de lei tem que ser um projeto educativo”.

O proprietário da Empresa Sakos e Embalagens, Fabrício Oliveira, destacou a necessidade de incentivar a reciclagem ao invés de obrigar o uso de plástico oxi-biodegradável. “É preciso uma lei que incentive a vinda de indústrias de reciclagem aqui para Santa Maria. Em Santa Catarina há regiões que tem doze empresas na mesma área”.

O vereador Tubias Calil disse que o objetivo do projeto é gerar um pouco menos de lixo. “No entendimento de alguns ambientalistas a educação é tudo, mas nós não aprovando esse projeto estaremos cruzando os braços para estas questões do meio ambiente. Não é do dia para a noite que as pessoas vão se educar. Esse projeto é uma solução imediata. Se nós não fizermos uma norma, as pessoas não vão obedecer. Isso é o primeiro passo de muitos passos para a educação ambiental”.

O vereador Júlio Brenner salientou a importância do projeto para evitar uma saturação do meio ambiente causada pela acumulação de lixo. “Nós temos que mudar nossa cultura. A rede Vivo, que está usando as sacolas retornáveis, é um exemplo. Todos nós estamos discutindo esse assunto que é a saturação, a contaminação dos nossos lixões e todo o ambiente por meio dos lençóis freáticos”, afirmou.

Conforme o vereador Tubias Calil, o assunto não está encerrado. Devido às várias contribuições, os vereadores irão verificar, junto à Procuradoria Jurídica da Casa, a possibilidade de realização de outra audiência pública sobre o tema.