Eu ouvi falar que! Eu acho que! Talvez! Pode ser que!

Aradan 

SEMA PR – Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Paraná

Venha tirar suas dúvidas com relação aos plásticos oxi-biodegradáveis com quem realmente possui dados e laudos científicos do assunto.

Data – 25 de setembro de 2007

Local – Assembléia Legislativa do Paraná – Centro Cívico s/n

Hora – 10 horas

Estarão presentes, Dr Michael Stephen que é membro formal do comitê do meio ambiente do parlamento do Reino Unido e coordenador geral da OPA, associação mundial que congrega os cientistas especializados em plásticos oxi-biodegradáveis, entidade que possui em seus quadros cientistas e pesquisadores de importantes universidades de todo o mundo, dentre eles Dr Telmo Ojeda, especialista em polímeros e plásticos oxi-biodegradáveis.

Não perca esta oportunidade.

Começe não desperdiçando esta idéia

INDÚSTRIA X AMBIENTALISTA – Sacola ecológica causa polêmica

 

Jornal Folha de Londrina de 09 de setembro de 2007

Ana Domingues rebate afirmação de que sacolas oxi-biodegradáveis agridem mais o meio ambiente: ‘A indústria petroquímica paga para as pessoas falarem besteira’

Um simpósio realizado há poucos dias em Curitiba pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpep) concluiu que as sacolas oxi-biodegradáveis podem representar mais perigo ao meio ambiente do que as sacolas tradicionais, conforme noticiado pela FOLHA. Essa informação deixou indignada a fundadora e voluntária da Funverde, Ana Domingues. A FUNVERDE é uma ONG ambientalista, com sede em Maringá, que incentiva o uso das sacolas oxi-biodegradáveis nos supermercados. Segundo ela, os organizadores do simpósio usam a estratégia da repetição para transformar ”mentiras em verdades”.

O que a senhora teria a dizer sobre este simpósio?

A indústria petroquímica paga para as pessoas falarem besteira, tentando transformar uma mentira em verdade pela repetição. Vem o pessoal da Plastivida dizendo que é uma ONG isenta. Como pode ser uma ONG isenta se é mantida pelas petroquímicas? É besteira. Eles falam de laudos, mas não têm laudos, não têm dados químicos, não têm nenhum dado. No nosso caso, a primeira coisa que analisamos foram os laudos internacionais para o uso das sacolas oxi-biodegradáveis. Eles sabem que o material não é prejudicial, mas ficam pagando as pessoas para dizer que é. Por quê? Para não perder 1% do mercado, porque com o plástico oxi-biodegradável você tira 1% do plástico normal e coloca 1% de aditivo. Então, é um monte de gente comprada. A relação custo benefício de uma sacola dessas é enorme, mas as pessoas preferem destruir o mundo.

Por que, então, as pessoas se posicionam desta maneira?

Dinheiro, poder econômico. A indústria de plástico de sacolas no Paraná vai ter um lucro de R$ 3,2 bilhões. Então, isso é falta de amor. Eles querem comer o planeta: vamos sugar o planeta, vamos destruir o planeta, porque quando ele acabar, a gente não vai mais estar vivo. O mundo vai acabar quando eu acabar.

Qual objetivo do projeto das sacolas oxi-biodegradáveis?

Criamos esse projeto para as pessoas prestarem atenção no problema do lixo, para elas se darem conta de que têm alguma coisa errada, de que estão consumindo demais, para daí chegar ao ideal que é a sacola retornável. A sacola oxi-biodegradável não é um fim, mas um meio para as pessoas acordarem. Dizerem, pera lá, vou comprar um remédio, vem num saquinho; vou ali comprar um sorvete, vem num saquinho. Vamos falar de ciclo de vida do produto e o ciclo de vida de utilização do produto. O ciclo de vida de uma sacola não pode ser milhares de vezes maior do que o ciclo de utilidade dela. Se você a usou por uma hora, ela não pode demorar 500 anos para se decompor.

A ampliação do uso das sacolas oxi-biodegradáveis no Brasil depende do quê?

Depende só da boa vontade dos supermercadistas. Preço não é mais problema, não é mais argumento. Quando o supermercadista adota esta sacola, ele ganha do concorrente, ele ganha mais clientes. Hoje, é basicamente querer. É boa vontade e responsabilidade ambiental do comerciante. A gente chama isso de capitalismo verde. Você precisa ganhar dinheiro sim, ninguém vive de brisa, mas você pode ter o seu negócio e impactar menos o ambiente. E essa sacola é uma maneira de impactar menos.

Quais outras informações do simpósio a senhora questiona?

O Simpep fala que distribui por mês 80 milhões de sacolas no Paraná. Isso é mentira. Só em Maringá são 15 milhões. A conta certa é 1,2 bilhão de sacolas por mês no Paraná, jogadas nos lixões, aterros, rios, em qualquer lugar. Só que eles falam um número pequeno com medo de sofrer um processo. É muito lixo jogado fora. A informação de que entre 19% e 20% da produção de plástico no Brasil é reciclada também é falsa. É uma mentira deslavada. Não chega a 5%. São essas mentiras que me deixam enojada.

Para Ana, ‘ninguém vive de brisa, mas você pode ter o seu negócio e impactar menos o ambiente. E essa sacola é uma maneira de impactar menos’

Eli Araújo
Reportagem Local

Ambientalistas querem reduzir uso de sacolinhas

vincentcobb

Jornal diário do grande ABC de 09 de setembro de 2007

Elas são práticas, funcionais e numerosas. Por minuto, 1 milhão de sacolas plásticas rodam de mão em mão em todo o planeta. Um consumo que deixa marcas por, no mínimo, 500 anos.

O fator ecológico levanta polêmica em busca de soluções. Modelos oxibiodegradáveis e bolsas permanentes estão no foco. A moda, agora, é inovar, de volta ao passado.

“Sabe aquela sacolinha que nossas avós usavam para fazer compras? Aquelas, feitas de plástico e de pano? Pois é, são essas que temos de voltar a usar. É possível e necessário viver sem o descartável”, diz o professor de design do Mackenzie Ivo Pons.

Ele é um dos coordenadores de uma campanha lançada pela Prefeitura de São Paulo pela conscientização ambiental. Com o lema Eu não sou de plástico, a Secretaria Municipal do Verde quer disseminar a idéia de cada cidadão ter a sua sacola de compras, que vai e volta.

“Estamos plastificando o planeta. Recebemos mais sacolas do que usamos. Precisamos diminuir essa prática, encher cada uma delas com o máximo de produtos que pudermos e depois encaminha-las para a reciclagem. O uso do plástico não pode ser indiscriminado, como está”, afirma o presidente da FUNVERDE, Cláudio José Jorge.

Não é difícil comprovar o desperdício. No Brasil, os supermercados distribuem, a cada mês, mais de 1 bilhão de sacos plásticos aos clientes. A conta, por dia, chega a 33 milhões. As redes brasileiras pouco fazem para evitar o uso exagerado do plástico. Nos caixas, o produto fica à disposição dos consumidores, que abusam da quantidade.

Levantamento feito pela FUNVERDE garante que 80% das sacolas de compras produzidas e distribuídas viram sacos de lixo doméstico, para banheiro ou cozinha.

O vendedor de saco de lixos Milton Tomaz reclama do movimento nas vendas. “Trabalho com isso há 27 anos e acompanhei a mudança de hábito das pessoas. Hoje, vendo menos, por causa das sacolinhas. Os grandes condomínios viraram meus maiores clientes, pela quantidade. Quem mora sozinho, só usa os saquinhos”, garante.

A praga das sacolas chegou às feiras. Agora, além dos saquinhos transparentes, que envolvem legumes, frutas e peixes, os clientes pedem, e até exigem, a sacola para carregar as compras. “Às vezes nem é preciso. O saquinho pode ser carregado na mão, mas não temos como negar, conta a feirante Fanny Francis Zampolo, obrigada a oferecer 15 kg de sacolas plásticas por semana.

O gasto vai contra a tradição. As bolsas de feira servem, exatamente, para acomodar os produtos e evitar o uso de outras embalagens. “O problema é que a maioria das pessoas usa o plástico em casa. Vendo peixe, que poderia ser embalado apenas com papel branco ou saquinho simples. Há clientes, porém, que pedem a sacola e, ainda, uma bandeja de isopor”, diz a vendedora Selma Kawagoe.

Pão e leite com desconto para quem tiver embalagem própria

A solução para economizar na embalagem do pão também requer esforço financeiro. A Abip (Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria) investe em um projeto que prevê desconto de até 10% no preço do pão e do leite para o cliente que levar sua própria sacola à padaria.

Uma idéia inspirada no esforço de comerciantes de Joinville, no Paraná. A diretora de meio ambiente da associação, Roseli Steiner Hang, explica que a adesão é positiva.

“Trabalhamos o projeto há três anos no município com o intuito de proteger a natureza do plástico. As padarias associadas incentivam o cliente a carregar sua própria embalagem. Pode ser uma cesta, uma bolsa de pano ou uma sacola de plástico mesmo, mas com maior durabilidade”, explica.

A Abip aposta no retorno da ação. “As padarias começam a ganhar maior credibilidade com o consumidor. Os clientes gostam de contar que ‘na padaria deles’, as pessoas se preocupam com o meio ambiente. Só na minha, reduzi em 60% o uso de sacolas”, conta Roseli.

A diferença é bastante significativa, mediante estatísticas que garantem que 40 mil pessoas freqüentam padarias em todo o País. Cada uma delas consome cerca de 25 mil sacolas por mês.

Cobrança por sacola de plástico força mudança de hábito

A mudança de hábito, porém, não requer muito esforço, apenas estratégia de resultado. A mais simples é cobrar pela sacola. Na região, o mercado atacadista Sams’Club mostra que é possível economizar na embalagem.

A rede cobra R$ 0,15 por sacola. A verba é revertida para a Fundação Abrinq, pelos direitos da criança e do adolescente. Os clientes aprovam e revelam que é fácil defender o meio ambiente.

“Já estamos acostumados. Sempre que vamos às compras colocamos nossas sacolas no carro para embalar os produtos depois do pagamento. Em vez de empacotar no mercado, empacotamos no estacionamento. É viável fazer isso”, diz o gerente de produtos Júlio Fidelis.

A mulher de Fidelis, Marisa Lago Machado, acredita que a diminuição da utilização das sacolas depende diretamente da cobrança. Apesar do baixo valor, a rede revela que arrecadou, somente em 2006, cerca de R$ 80 mil na venda de mais de 500 mil unidades.

“As sacolas que compramos aqui são maiores e bastante resistentes. Podemos usar várias vezes, sem precisar descartar logo. É uma utilização mais consciente. Meu marido guarda as sacolas no carro e trazemos quando precisamos embalar as compras”, revela a dona de casa Vânia Maria Furlan.

O ambientalista Cláudio José Jorge confirma. “As pessoas precisam sentir no bolso a diferença.”

Modelo oxibiodegradável não convence

O assunto sacola plástica oxibiodegradável desperta polêmica entre governo, ambientalistas, associações do setor e população. A briga pelo uso do aditivo químico responsável pelo desmanche do produto em até 18 meses chegou ao Palácio do Governo.

O governador José Serra vetou projeto de lei que obrigava supermercados a distribuírem apenas sacolas ecológicas. A justificativa está na política de investimentos, que aposta na reforma do sistema de coleta de resíduos sólidos.

A opção é pela reciclagem e o receio pela possibilidade de a sacola oxibiodegradável também causar poluição. Há recusa, ainda, por parte da Abre (Associação Brasileira de Embalagens) e Plastivida.

O presidente do Instituto Socioambiental dos Plásticos, Francisco de Assis Esmeraldo, afirma que a fragmentação da sacola ecológica se dá em pequenas partículas, que ficam dispersas e tornam a reciclagem inviável, gerando a chamada poluição invisível, que causa danos ao meio ambiente.

A mesma fórmula, porém, é usada com sucesso no Estado do Paraná.

Mas enquanto não se chega a um consenso, a dica é apelar para modelos alternativos, como a sacola de compra permanente.

“Há sacolas para todos os tipos de compras: produtos secos, gelados ou garrafas. É só ter criatividade e vontade de colaborar”, diz a coordenadora das costureiras da campanha Eu não sou de plástico, Deli Espíndola.

Projeto Mata Ciliar FUNVERDE – 22 de setembro de 2007 – sábado

Hoje os vizinhos do local em que estamos plantando vieram ajudar.

 

Essas meninas, tentando carregar peso … deixem para os meninos que foram geneticamente programados para isso.

Olhe a facilidade com que ele carrega esse feixe de bambu.

Os vizinhos, sempre benvindos.

Esse é nosso batedor de estacas preferido – ele tem mais de 1,80 de altura.

Olhe os mais baixinhos, como sofrem.

Trabalho finalizado.

Esse trecho será cuidado pelos vizinhos, que farão roçadas de manutenção.

Isso quer dizer que a floresta irá fechar mais rápido.

Um viva aos vizinhos conscientes.

Novo plástico, com decomposição mais rápida que o comum, divide opiniões

 

Wolfgang Binder

Jornal Folha de Sao Paulo de 14 de setembro de 20007

As soluções para minimizar os impactos que os sacos plásticos causam ao ambiente dividem especialistas e, em vários Estados, têm colocado em lados opostos os que defendem a utilização de um novo tipo de plástico fabricado com um aditivo que acelera sua decomposição e os que entendem que essa solução também causa estragos ao ambiente.

O governo de São Paulo vetou, em julho, um projeto de lei do deputado estadual Sebastião Almeida (PT) que obrigava comerciantes a adotar sacolas plásticas de mais rápida decomposição – oxi-biodegradáveis. No Paraná e no Rio Grande do Sul, as Assembléias Legislativas discutem a aprovação de projetos de mesmo teor.

Em São Paulo, a principal razão apresentada pela Secretaria do Meio Ambiente para o veto à exigência do plástico oxi-biodegradável foi que ele é produzido com aditivos químicos que contaminariam o solo e as águas – tese com a qual os defensores do produto não concordam. Para a secretaria, melhor seria esperar a produção de plásticos produzidos a partir do milho ou da cana-de-açúcar.

Tanto o plástico oxi-biodegradável quanto o produzido a partir do milho ou da cana -chamados de biodegradáveis- têm decomposição muito mais rápida do que os hoje utilizados. O plástico comum leva pelo menos cem anos para se decompor -os oxi-biodegradáveis, de 18 meses a três anos. A principal diferença entre os dois é que, no caso do oxi-biodegradável, ele é comumente produzido a partir de derivados do petróleo. No caso dos biodegradáveis, são fontes renováveis de energia, menos poluentes.

“O melhor seria não usar plástico, não importa se é o usual ou o degradável”, diz Sabetai Calderoni, do Instituto Brasil Ambiente. O ambientalista cita experiências feitas nos EUA e na Suíça de desestímulo ao uso do plástico em troca de sacolas de lona ou pano.

O pesquisador do Instituto de Mudanças Globais da Coppe/UFRJ, Luciano Basto, pondera que ainda não há substituto para o plástico, seja ele degradável ou não, no que diz respeito ao lixo doméstico.

“Hoje, acho improvável que alguém deixe de usar lixeira sem saco de plástico. Acho que a grande discussão seria como é possível gerar menos lixo. Para isso, é preciso rever nosso padrão de consumo. É como se resolvêssemos o problema da unha encravada. É importante fazer isso, mas o problema continua sendo o sapato que usamos, e não a unha.”

Antônio Gois
Da sucursal do Rio

ANTIPLÁSTICO – vamos votar na nova enquete da folha

 

O comércio brasileiro começa a aderir ao uso de sacolas de tecido –principalmente lona– em detrimento das de plástico, que poluem o ambiente. Você vai aderir?

Agora está com 13.001 votos

11.439    SIM      88%

 1.562     NÃO     12%

Clique aqui para votar

O dilema da sacola plástica

loupiote (Old Skool)

Revista do IDEC de setembro de 2007

Você sabe onde vão parar aquelas sacolinhas de plástico que lhe dão a todo momento, em supermercados, farmácias e padarias, e que, depois, você transforma em saco de lixo? Reciclagem? Lixões? Aterros sanitários? Fundo de vales, rios e mares? No estômago de algum animal que as ingere e acaba morrendo sufocado? Todas as alternativas estão corretas. Desde que foram inseridas no mercado, na década de 1980, substituindo os sacos de papel, as sacolas plásticas vêm se acumulando no planeta. Como se trata de um material muito barato, seu valor no mercado de reciclagem é muito baixo. Por isso os catadores e recicladores acabam, muitas vezes, não as recolhendo. Os próprios representantes dos fabricantes de plásticos admitem que o material ganhou mercado porque não tem concorrência, diante de seu pequeno custo.

Mas o fato é que as sacolas plásticas acabam ocupando muito espaço, depois de descartadas. Atualmente, 18% do lixo dos paulistas corresponde aos sacos, e menos de 1% desse lixo é reciclado, segundo números da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo. Outro dado, segundo o deputado estadual Sebastião Almeida (PT-SP), é que o Brasil produz anualmente 210 mil toneladas de plástico filme, matéria-prima dos saquinhos plásticos. O número representa cerca de 10% do lixo do país, onde a capacidade dos aterros ou lixões está no limite. Já o ciclo de vida do plástico é estimado em 200 anos, em média. Mas há quem diga que pode chegar a 450 anos. Em suma, ele não se degrada tão cedo no ambiente.

Desde sua invenção, em 1907, o polímero (plástico) vem ocupando cada vez mais espaço no dia-a-dia das cidades. Ganhou novas formas, cores e utilidades. As primeiras sacolas eram de plástico mais grosso (de baixa densidade). As mais populares hoje são as mais finas (de alta densidade). Isso reduz o uso de matéria-prima: nafta (derivada do petróleo), material não renovável.

Já existem resinas plásticas feitas de fontes renováveis, como o etanol da cana-de-açúcar. O material, apesar de não ser biodegradável, vem sendo anunciado como a salvação da lavoura para a substituição do petróleo. Mas sua decomposição também levará séculos e gerará gás carbônico, tal como ocorre com as sacolas convencionais.

Oxi-biodegradável

Um aditivo que age como catalisador, misturado em pequena quantidade ao plástico, está dando o que falar. Com o auxílio de oxigênio, calor, vento e chuva, o chamado plástico oxi-biodegradável tem um ciclo de vida médio de 18 meses, segundo a RESBrasil. A empresa, representante brasileira do produto, afirma que ele é exatamente igual ao convencional. O que muda é o tempo que leva para se degradar.

Diversos estabelecimentos em todo o mundo já o utilizam. No Brasil, algumas cidades do Sul e do Sudeste, também. Maringá, no Paraná, é tido como município pioneiro a adotá-lo. “Somos o primeiro supermercado no Brasil a adotar as sacolas em toda a rede”, disse o gerente de marketing do Cidade Canção, Célio Kuratani Hata. Desde janeiro, as 10 lojas da empresa aderiram ao oxi-biodegradável e consomem 2 milhões de sacolas ao mês. O gerente afirmou que seu custo fica até 7% mais caro, mas acredita que ele se reduza, com o aumento da adesão ao produto.

Também em Maringá, a prefeitura aprovou uma lei, em fevereiro, que obriga os órgãos administrativos a utilizarem, como saco de lixo, o plástico oxi-biodegradável. E entidades civis da cidade, como a FUNVERDE – criada em 1999 para atuar na restituição da mata ciliar de córregos e nascentes -, também participam do movimento. “Todo sábado fazemos catação de lixo nas margens dos rios e vemos a grande quantidade de sacolinhas. Foi aí que tivemos a idéia de falar com os comerciantes e propor soluções”, contou Cláudio José Jorge, um dos fundadores da FunVerde. Foi assim que vários estabelecimentos da cidade aderiram ao oxi-biodegradável.

Segundo a FunVerde, o consumo de plásticos é de 1 milhão por minuto em todo o mundo. Isso corresponde a quase 1,5 bilhão por dia, e a mais de 500 bilhões por ano. Daí a importância do uso do oxi-biodegradável, para a entidade. O produto adicionado à composição do plástico é capaz de quebrar suas moléculas (que são muito grandes) em partes menores. “Facilita a ação dos microrganismos”, explicou Cláudio José.

Mas há quem discorde da eficácia do produto, dizendo que ele não se degrada totalmente. “Para onde vai essa massa em forma de pó?”, questionou Paulo Dacolina, diretor superintendente do Instituto Nacional do Plástico, formado por uma união das associações de classe da indústria. Já Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (organização também ligada à indústria), chamou a atenção para a baixa qualidade dos sacos plásticos disponíveis, que influi na quantidade usada. “Ao embalar suas mercadorias no supermercado, o consumidor sempre usa duas ou até três unidades, colocando uma dentro da outra. Se os fabricantes cumprissem a norma técnica, economizaríamos 50% do consumo.”

No primeiro semestre deste ano, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) avaliou 18 sacolas de supermercados. O estudo constatou que nenhuma delas está de acordo com a norma técnica (NBR 14.937), e que 67% não atingiram critérios mínimos de resistência.

Reciclagem polêmica

“A solução mais viável para que esse volume de plástico se degrade com rapidez é o oxi-biodegradável. É melhor do que as que temos, difíceis de reciclar”, afirmou o engenheiro agrônomo e civil Cícero Bley Júnior. Autor de planos diretores de limpeza urbana de diversas cidades, Bley Júnior trabalhou com reciclagem de lixo na Usina de Araucária (PR), entre 1987 e 1997.

Especialista em gestão de resíduos, ele revelou que as sacolas plásticas até podem ser recicladas. Mas, na prática, isso não ocorre. “Tudo precisa estar limpo para reciclar. As sacolas fininhas absorvem mais sujeiras e são muito difíceis de lavar”, explicou. Como as sacolinhas passaram a ser utilizadas para armazenar o lixo doméstico, as chances de chegarem limpas às usinas são remotas.

Dados da Associação Brasileira de Embalagens (Abre) demonstram que o material é o menos procurado para reciclagem. Apenas 16,5% dos plásticos rígidos e filme são reciclados, em média, no Brasil. A Abre estima que o plástico filme corresponda a 29% do total de plásticos separados para reciclagem, nas cidades que promovem a coleta seletiva.

A Central de Triagem da Sé, que separa e organiza o lixo para enviá-lo para as usinas de reciclagem, informou que vende todo o volume de plástico que recebe, inclusive os de alta densidade. A Revista do Idec tentou entrar em contato com a compradora do material, para saber como ela procede. Porém, a empresa não autorizou que seu nome e contato fossem revelados pela Coopere (cooperativa de catadores responsável pela Central de Triagem da Sé).

Cícero Bley, contudo, questiona. “Se houver alguma usina que consiga reaproveitar as sacolinhas de forma que não seja poluente, faço questão de ir pessoalmente conhecer”, disse. Segundo o engenheiro, existem processos de queima do plástico, para reciclagem, que podem gerar gases cancerígenos.

Mudança de comportamento

Além da livre iniciativa, alguns estabelecimentos estão sendo obrigados a substituir suas sacolas. Com base na Política Estadual de Resíduos Sólidos, aprovada em 1999, todas as empresas do Paraná devem dar uma destinação correta a seus resíduos. “Convocamos os 14 maiores supermercados de Curitiba a adotarem medidas para reduzir o passivo ambiental”, explicou Saint-Clair Honorato Santos, procurador do Ministério Público Estadual. “A curto prazo, as sacolas oxi-biodegradáveis vieram para ficar no lugar das convencionais. Enquanto isso, a longo prazo, é preciso conscientizar e mudar padrões comportamentais. O ideal é a adoção de sacolas retornáveis”, afirmou.

Algumas padarias do país também já estão tomando iniciativas parecidas. Em Joinville (SC), estão dando descontos de até 10% na compra do pão e do leite aos clientes que levam suas próprias sacolas. “Somente depois de três anos de projeto é que estamos colhendo frutos. Conscientizar vale a pena, mas não é tarefa fácil”, disse Roseli Steines, presidente do Sindicato da Panificação de Joinville, idealizadora do projeto.

Recentemente, o município e o estado de São Paulo vetaram projetos de lei (PL) que obrigariam os estabelecimentos comerciais a substituir as sacolas convencionais pelas oxi-biodegradáveis. Ambos justificaram o veto com a falta de comprovação científica de que a alternativa é de fato positiva. A prefeitura paulistana aposta agora numa campanha que incentiva o uso da boa e velha sacola de pano.

A medida também é incentivada pelo estado paulista e pelas prefeituras do Rio de Janeiro e de Curitiba, que também vetou um PL semelhante. Também o Paraná e o Rio de Janeiro estão na expectativa da aprovação de um projeto de lei parecido com o que São Paulo vetou. “Estamos otimistas”, declarou o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, que defende um tratamento fiscal diferenciado às empresas que utilizarem o plástico reciclável. “As indústrias no Brasil produzem livremente, sem controle. Em outros países, isso não acontece. É preciso taxar os produtos visando sua reciclagem”, explicou o especialista Cícero Bley, que lembrou que o país sequer possui uma Política Nacional de Resíduos.

Todas as fontes consultadas para esta reportagem concordam num ponto: é preciso haver uma mudança comportamental. Por isso, deveria haver mais campanhas educativas e o resgate de hábitos como o uso de sacolas retornáveis. “As plásticas são supérfluas. Precisamos retomar o uso dos latões de lixo, quando isso for possível do ponto de vista sanitário, e as embalagens retornáveis, como as de vidro. É necessária uma colaboração mútua entre empresas, governos e consumidores”, concluiu o ambientalista Jeffer Castelo Branco, da Associação de Combate aos Poluentes (ACPO).

Cícero Bley também aconselha: “O ideal é adotar a sacola retornável para as compras”. “Para o lixo, devem ser usados sacos de lixo apropriados, de baixa densidade, grandes, para durarem a semana inteira. Daqueles pretos ou azuis, que são facilmente recicláveis.”

Alternativa realmente verde

Existem atualmente pesquisas com plásticos biodegradáveis, feitos de matéria-prima vegetal. Já há até alguns polímeros utilizados em materiais hospitalares, como implantes ortopédicos absorvíveis. Porém, eles ainda são muito caros.

Para se decompor, o plástico biodegradável precisa de um ambiente biologicamente ativo, como o corpo humano ou, no caso das sacolas, o solo, por exemplo. Além da cana, são pesquisadas fontes como o óleo de buriti e a mandioca.

“Atuo numa pesquisa sobre filme plástico para embalagens internas de alimentos, feitos a partir da mandioca. Mas há indícios de que futuramente ele possa ser usado também com finalidade externa. Para uma sacola, por exemplo”, afirmou a pesquisadora Carmen Cecília Tadini, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

O plástico no Idec:

O saco plástico que envolve a Revista do Idec, usado na sua distribuição, é oxi-biodegradável. Com base em laudos apresentados pelo fabricante, RES Brasil, e em declarações de especialistas, o Instituto entende que se trata de uma matéria-prima menos prejudicial ao meio ambiente, em comparação com o plástico comum. Porém, está atento para as discussões a esse respeito. Além disso, o Idec oferece uma sacola de pano como brinde para quem contribuir com a entidade. Mas também a vende por R$ 20 para não-associados, e por R$ 16 para associados. Estimula, assim, o uso de sacolas não descartáveis.

Dicas para o consumidor:

Sempre que possível, leve sua própria sacola (de tecido ou de fibras vegetais, por exemplo) quando for ao supermercado, à feira ou à padaria.

Para o destino do lixo doméstico, utilize sacos próprios para o lixo. Eles são recicláveis, ao contrário das sacolinhas de supermercado.

Não substitua o saco de lixo de sua casa todos os dias, a fim de economizar no uso do plástico. Mesmo a reciclagem requer o uso de energia e água, recursos que devem ser usados com racionalidade.

Pressione o supermercado e a padaria de sua vizinhança para que promovam as sacolas não descartáveis.

Saiba mais:

Fabricante do plástico oxi-biodegradável: www.resbrasil.com.br

Campanha das padarias: www.sacolapermanente.org.br

FUNVERDE: www.funverde.org.br

Sacolas de pano do Idec: www.lojadoidec.org.br

Projeto Mata Ciliar FUNVERDE – palestra na COPEL e plantio de árvores na mata ciliar – 19 de setembro de 2007

No dia 19 de setembro de manhã demos palestra para funcionários da COPEL – companhia paranaense de energia elétrica – sobre os projetos da FUNVERDE e como as pessoas podem sair do discurso e passar para a prática para fazer sua parte para salvar o planeta.

 

Depois da palestra fomos olhar a araucária de copos de plástico montada para conscientizar os funcionários de quantos copos eles utilizam por dia – quase 2.000.

Esse é o início de um projeto da COPEL de dar uma caneca para cada funcionário e assim parar de utilizar mais de 70 mil copos por ano que tem uso único e ficam poluindo o planeta por centenas de anos.

Quer algo mais irracional do que levantar da sua cadeira na empresa, pegar um copo, tomar alguns goles de água ou café e depois jogar o copo no lixo?

Desperdício, consumismo, afinal, ninguém vai morrer se tiver que passar uma água na caneca após o uso.

Quer ver como não muda quase nada? Levantar da sua cadeira, pegar a caneca em cima da mesa, levar ao local onde irá tomar a água ou o café, tomar o líquido, lavar a caneca, levar de volta para a mesa e ir trabalhar.

Não doeu nada, não se perdeu mais que um minuto e sua consciência fica limpa com a certeza de ser um cidadão ambientalmente responsável.

À tarde, fomos plantar algumas árvores – simbolicamente, pois foram trazidas 150 árvores, mas só 12 dessas árvores estavam dentro do nosso padrão de qualidade e tamanho, então só plantamos as 12 – para comemorar o dia da árvore – adiantado – com alguns funcionários da COPEL.

Todos limpinhos para tirar fotos,  calor de 38 ºC à sombra, nem sabem o que os espera.

Gente de escritório não sabe pular cerca.

Início do plantio.

Hora de descer até o rio para pegar água para regar as árvores.

Como eram poucas árvores não usamos a motobomba.

Dai né, para descer todo o santo ajuda, mas para subir, o Roberto Ueno não está acostumado. Ê Roberto, tem que vir plantar mais vezes para aprender a escalar barranco.

Digam x.

Londres estuda proibir ou taxar as sacolas plásticas usadas no varejo

Viu, não é só aqui a preocupação com as sacolas, elas viraram uma epidemia mundial

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Diário do Comércio e Indústria – SP de 17 de setembro de 2007

A Prefeitura de Londres poderá iniciar uma proibição ou a cobrança de impostos para os varejistas que derem sacolas de plástico para transporte de compras. O objetivo do projeto é uma tentativa, segundo o poder público local, para melhorar o meio ambiente.

Os conselhos da prefeitura londrina, que representam os 32 distritos municipais da capital do Reino Unido, iniciaram uma análise sobre a questão, que deve durar um mês. Eles utilizarão suas descobertas para ajudar a delinear uma mudança nas leis. Em julho passado, os conselhos propuseram um imposto de 10 centavos de libra esterlina (US$ 0,20) por sacola.

O grupo diz que está tendo de enfrentar problemas com aterros sanitários devido ao fato de os londrinos utilizarem 1,6 bilhão de sacolas plásticas por ano, que demoram 400 anos para se decompor no meio ambiente.

A Associação Britânica de Plásticos se opõe à adoção de proibições ou de impostos e alega que as sacolas criam uma quantidade insignificante de lixo. A Irlanda adotou um imposto sobre sacolas plásticas em 2002, enquanto que a cidade norte-americana de São Francisco, no Estado da Califórnia, proibiu seu uso em grandes supermercados este ano.

“As pessoas têm de perceber que a sacola de plástico gratuita que elas pegam nos supermercados não é gratuita de jeito nenhum. Ela certamente não é gratuita com relação a seu custo para o meio ambiente”, disse Sean Brennan, executivo do setor de sustentabilidade do Conselho de Londres. Até 26 de outubro, o grupo tentará obter comentários do público sobre a adoção de um imposto, a proibição total ou a não-implantação de medida.

Fórum no Brasil

O Centro de Excelência em Varejo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo promovem no dia 24 de setembro o Fórum Alternativas de Embalagens no Varejo. Voltado para empresas e entidades varejistas, indústria, governo, comunidade acadêmica e demais interessados, tem como objetivo promover debate sobre os impactos das embalagens distribuídas e as alternativas economicamente viáveis e com menor impacto ambiental. Entre principais temas dos painéis estão “As Sacolas Plásticas e os Supermercados: a evolução do consumo”, “Iniciativas Adotadas pelo Varejo” e “Impacto das Embalagens no Meio Ambiente”.

Só faltam eles

Das 15 milhões de sacolas consumidas todos os meses na grande Maringá, quase todas as redes optaram por utilizar sacolas de plástico oxi-biodegradável.

Menos o supermercado São Francisco.

Eles distribuem todos os meses 3 milhões de sacolas, que irão ficar poluindo nosso planeta por 500 anos.

Por ano são 36 milhões de sacolas, em uma década eles terão poluído o planeta com 360 milhões de sacolas.

Eu deixei de comprar neste supermercado, mesmo tendo um há duas quadras de casa.

Prefiro atravessar a cidade do que comprar em um supermercado que não se preocupa com o planeta e com o futuro da humanidade, em um sumpermercado que só visa o lucro, sem responsabilidade ambiental, em um supermercado que está contribuindo para plastificar o planeta.

E você, onde faz suas compras? Para qual tipo de empresário você está dando seu dinheiro?

Agir hoje para viver melhor amanhã.