Rosa dos Anjos, artista plástica que teve obras vandalizadas pela prefeitura de Maringá, realiza palestra amanhã na UEM

A artista plástica brasileira sediada no Amazonas, Rosa dos Anjos, é a autora de 55 trabalhos artísticos que estão no Parque do Inga, criados há 6 anos que necessitam ser revitalizados.

O acervo compreende desde a estatua em bronze do Prefeito Adriano Valente fundador do Parque do Ingá, como a gruta da Santinha, os animais em tamanho natural identificados em Braile para os cegos também identificá-los, como bancos pintados com coruja, insetos e borboletas encontrados no parque, que já não existem mais.

Ela chegou hoje em Maringá e foi convidada a palestrar aos alunos e professores do curso de Artes Visuais,amanhã as 14h na UEM no Auditório do Bloco I12 .

O Tema será “A arte e sua valorização como patrimônio histórico, cultural e os direitos autorais do artista Lei Federal 9610/98”.

Confira e participe da preservação das obras de arte de sua cidade.

Abismada, admirada, apalermada, aparvalhada, apavorada, areada, assombrada, assustada, aterrada, aterrorizada, atônita, aturdida, bestificada, boba, boquiaberta, chapada, embaçada, embasbacada, espantada, estarrecida, estupefata, horrorizada, pasma, passada, perplexa, petrificada…

São todos sinônimos de chocada, que é como me sinto com mais esta besteira – estou aqui tentando ser levemente educada -, este crime contra obras artísticas que trazem visitantes ao parque. Caso os gestores atuais da prefeitura de Má-ringá não saibam, turismo é dinheiro limpo, não consome recursos naturais para se fabricar nada, não polui o ar, a água, a terra.

O parque atrai visitantes de todos os lugares do país, visitantes que adoram conhecer e fotografar as obras de arte criadas pela Rosa dos Anjos.

Dai me pergunto, como é que aconteceu um crime destes? Quem, na prefeitura, que tem prefeito, vice-prefeito, chefe de gabinete, secretários, diretores, gerentes… uma hierarquia imensa – que consome o dinheiro de nossos impostos, para variar – para o peão que está com a tinta e o pincel simplesmente não fazer besteira.

Parece que aconteceu assim: chega um peão e pensa “nooossa, esses bancos estão sujos” e ao invés de lavar, falar com toda a cadeia de chefes acima dele e perguntar que atitude deve ser tomada, foi lá e pintou.

Ou subindo mais na cadeia de comando, que está deixando muitíssimo a desejar, o chefe em algum ponto da cadeia pensa, ou melhor, não pensa e manda pintar tudo, sem pesquisar para saber como, quando e porque aqueles bancos foram pintados.

Sabem o que é pior? As coisas estão piorando. Ao invés de aprenderem com seus erros, não conseguem e os erros estão se tornando mais constantes, piores, maiores. Quem sofre? A coletividade, como sempre.

Hoje vemos a pintura de bancos

Mas daqui a pouco…

Ai, ai, ai… Má-ringá, Má-ringá!

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