Estudo mostra que agricultura orgânica pode alimentar população mundial inteira

Você já deve ter ouvido falar que os agrotóxicos são usados para aumentar a produção na agricultura. O argumento sempre aparece em conversas sobre sustentabilidade na produção de alimentos, como se fosse a única maneira possível de manter estes 7 bilhões de humanos alimentados na Terra. A boa notícia é que dá sim para manter todo mundo de barriga cheia sem recorrer a pesticidas.

Quem comprova isso é o estudo “Agricultura Orgânica para o Século 21”, realizado pela Universidade Estadual de Washington (EUA) e publicado pela revista Nature em fevereiro de 2016. A pesquisa foi liderada pelo professor de Ciência do Solo e Agroecologia, John Regalnold, em conjunto com o doutorando Jonathan Wather. A conclusão? A agricultura orgânica poderia ser usada para alimentar toda a população do mundo.

O relatório foi além ao mostrar que os orgânicos não são apenas suficientemente produtivos para cumprir essa tarefa, mas também rentáveis. Eles ainda melhoram as condições ambientais e a qualidade de vida dos trabalhadores rurais. Para chegar a essa conclusão, o estudo analisou centenas de outras pesquisas já realizadas sobre o tema, buscando avaliar se a agricultura orgânica seria capaz de ser sustentável produtiva, econômico, social e ambientalmente.

“Os sistemas agrícolas orgânicos produzem rendimentos mais baixos em comparação com a agricultura convencional. No entanto, eles são mais rentáveis e amigáveis com o meio ambiente e fornecem alimentos iguais ou mais nutritivos que contêm menos (ou nenhum) resíduos de pesticidas quando comparados com a agricultura convencional“, detalha o resumo do estudo.

Os pesquisadores sugerem ainda que a melhor solução seria combinar a agricultura orgânica com tecnologias de plantio modernas. Entre elas, pode-se destacar técnicas como rotação de culturas, gestão natural de pragas e adubação do solo com o uso de compostagem.

Fonte – Hypeness

Projeto promove o cultivo de hortaliças em lajes de Paraisópolis

Projeto Horta na Laje em ParaisópolisHortas: os moradores poderão fazer cursos de cultivo de hortaliças (Marina Demartini/EXAME.com)

O “Horta na Laje” tem como objetivo incentivar a alimentação saudável, a sustentabilidade e a economia dentro da comunidade paulistana

O cinza do concreto e o marrom dos tijolos estão prestes a ganhar o verde das plantas em Paraisópolis, comunidade na zona sul paulistana. As lajes dos cerca de 120 mil habitantes que lá vivem devem ganhar hortaliças em breve, graças ao projeto “Horta na Laje”.

A iniciativa teve início nesta semana com a implantação de uma horta comunitária na laje da União dos Moradores de Paraisópolis. Criado a partir de uma parceria entre o Instituto Stop Hunger e a Associação das Mulheres de Paraisópolis, o “Horta na Laje” terá a participação direta de 500 pessoas no cultivo das hortaliças na União dos Moradores.

O objetivo final é oferecer cursos de técnicas de plantio em vasos para que moradores da comunidade cultivem alimentos em suas casas. “Não temos espaço na horizontal, mas temos muito espaço de sobra na vertical, são milhares de quilômetros de lajes na comunidade”, falou a EXAME.com o presidente do Instituto Escola do Povo Gilson Rodrigues. Que tal montar uma mini-horta em casa? A Casa Verde te ensina o passo a passo. Confira! Patrocinado

A ideia, segundo Fernando Cosenza, presidente do Instituto Stop Hunger, ligado a Sodexo, é formar e capacitar os moradores para que tenham uma alimentação mais saudável. “Muitas pessoas não se alimentam bem na comunidade não só porque falta dinheiro para comprar hortaliças, que geralmente são caras, mas também pela falta de acesso a esses produtos”, explica Cosenza em entrevista a EXAME.com.

Projeto "Horta na Laje" em Paraisópolis

A inspiração para a criação do “Horta na Laje” veio de outro projeto do Instituto, o “Programa Hortaliças”. Nessa iniciativa, estudantes de agronomia da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp) ganham bolsas de estudo para trabalharem em hortas comunitárias. Todos os alimentos produzidos são doados para outras organizações sociais.

A Unesp, aliás, irá auxiliar o projeto na comunidade com o oferecimento de cursos de técnicas de plantio aos moradores. As aulas serão realizadas bimestralmente e serão ministradas por Arthur Bernardes, professor de agronomia da universidade. A EXAME.com, Bernardes conta que os cursos irão englobar assuntos relacionados ao cultivo de hortaliças, como adubação, irrigação e todo o cronograma de plantio.

Para o professor, o “Horta na Laje” traz os princípios da segurança alimentar e da integração familiar. “Ao plantar em suas lajes, as famílias irão se alimentar do que plantam, o que facilita o acesso e diminui gastos”, explica. “Além disso, tem a ideia do trabalho coletivo, em que cada um tem que fazer um pouco para as hortaliças crescerem saudáveis.”

Economia sustentável

Outro foco do projeto é transformar Paraisópolis em uma comunidade sustentável. “Queremos reaproveitar o que já foi usado, como água e terra”, diz Rodrigues, do Instituto Escola do Povo. No futuro, o projeto deve trabalhar com a compostagem.

Rodrigues adiciona que a promoção da sustentabilidade também está relacionada com a aproximação da comunidade com a natureza. “Paraisópolis é uma comunidade de origem nordestina, um povo acostumado a mexer com a terra. Queremos que essas pessoas voltem a ter um contato mais próximo com a natureza a partir do plantio.”

Já Fernando Cosenza espera que, em breve, os moradores criem uma economia própria dentro da comunidade com a troca dos alimentos que serão cultivados nas lajes. “Enquanto um planta apenas alface, outro irá cultivar apenas agrião, permitindo a rotação desses alimentos entre as pessoas e promovendo o trabalho coletivo.”

Projeto Horta na Laje em Paraisópolis

Empoderamento feminino

Para Elizandra Cerqueira, presidente da Associação das Mulheres de Paraisópolis, o projeto vai além da sustentabilidade ou da alimentação saudável. “O ‘Horta na Laje’ é uma oportunidade para as mulheres da comunidade gerarem renda a partir da troca ou venda alimentos”, diz em entrevista a EXAME.com.

Segundo Cerqueira, a associação promove um projeto de gastronomia, em que as mulheres são ensinadas a cozinhar para buffets e incentivadas a empreender no ramo. “Com as hortas, elas poderão utilizar os alimentos colhidos para a criação de pratos. Assim, as moradoras poderão oferecer um serviço sem precisar gastar com a matéria-prima”, explica. Por dentro do assunto: É mais difícil empreender sendo mulher?

Atualmente, 53% da população de Paraisópolis é composta por mulheres, sendo que 20% delas são chefes de família, de acordo com a associação. “Por isso, o projeto deve beneficiar as mulheres que precisam sustentar seus filhos, ao mesmo tempo que providencia uma alimentação saudável”, diz a presidente. “Além disso, uma mulher que tem educação, trabalho e se sente empoderada, dificilmente irá aceitar viver em uma situação de violência.”

Fonte – Marina Demartini, Exame de 02 de junho de 2017

Plantas companheiras e antagônicas

Enquanto eles podem ter um sabor incrível juntos em sua salada, os tomateiros realmente detestam crescer perto de qualquer membro da família cucurbitácea, que incorpora pepinos. Os tomates adoram cenouras e manjericão, então, plantar estes juntos, os farão crescer muito mais vigorosamente.

A possibilidade de que algumas plantas e famílias de plantas sejam “companheiras” com outras pessoas e desenvolvam-se melhor juntas é chamado de plantação de companheiros, e já existe desde o início da jardinagem.

Plantar seus vegetais em linhas impecáveis ​​com rótulos é lindo de se olhar e menos exigente para a colheita. Seja como for, quando olhamos para a natureza, não vemos linhas perfeitas, nem plantas se desenvolvem agrupadas em grupos da mesma planta.

Copiar a biodiversidade da natureza pode fazer seu jardim parecer confuso, mas foi demonstrado que ajuda cada planta individual a se desenvolver melhor. As plantas em uma policultura são mais fortes e tendem a ter menos infortúnios de insetos ou doenças.

Plantas como cenouras, aneto, salsa e pastinaga atrairão louva-a-Deus, joaninhas e insetos. Essas espécies de insetos predadores se deleitam com os insetos que gostam de arruinar seus tomates.

É também por isso que é um pensamento incrível misturar algumas flores em sua horta, particularmente cravo e capuchinha. Essas flores vão atrair e nutrir insetos polinizadores úteis. Capuchinha são flores consumíveis e parecem deslumbrantes em pratos de saladas, e sua raiz nutritiva, chamada mashua.

No entanto, poucas plantas simplesmente não se dão bem e não vão bem quando são compelidas a compartilhar o espaço da raiz. Pimentas e feijões não gostam de estar um ao lado do outro, nem batatas e tomates (ambos indivíduos da família nightshade). Ervilhas devem estar longe das cebolas, e as alfaces não gostam de estar próximas das plantas de brócolis.

Fonte – The Plant Guide de 18 de maio de 2017

Pesquisa mostra que produtos orgânicos são consumidos por 15% da população

Produtos e alimentos cultivados sem aditivos químicos e sem causar danos ao meio ambiente, expostos na conferência Green Rio - Rio Orgânico 2014, no Jardim Botânico (Fernando Frazão/Agência Brasil)Os produtos orgânicos mais consumidos são verduras, legumes e frutas. Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

Cerca de 15% da população urbana consumiu algum produto orgânico nos últimos dois meses, segundo pesquisa divulgada hoje (7) pelo Conselho Brasileiro de Produção Orgânica e Sustentável (Organis). A maior procura por este tipo de produto (34%) está na Região Sul, que ultrapassa o dobro do consumo nacional. Os dados foram divulgados no primeiro dia da 13ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia (Bio Brazil Fair), que vai até domingo (11), na Bienal do Ibirapuera, na capital paulista.

“Precisávamos ter o perfil por região, com consumo, costumes e percepção do consumidor de orgânicos. Essa pesquisa ajudará nas estratégias comerciais dos produtores, empresas e varejistas. Se há cerca de 600 feiras orgânicas mapeadas no Brasil e, a cada ano, o crescimento do setor chega em 20%, temos um potencial de aumento do consumo”, disse Ming Liu, diretor executivo do Organis.

Os produtos orgânicos mais consumidos são verduras, legumes e frutas. Seis em cada dez consumidores consomem verduras orgânicas. Os legumes e as frutas são escolhas de uma em cada quatro pessoas. Entra as outras opções disponíveis ao consumidor de orgânicos estão produtos como carnes, chocolates, sucos, leites, laticínios, biscoitos, shampoos, sabonetes e tecidos.

Orgânico

Para ter o selo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que reconhece como produto orgânico é necessário seguir alguns critérios, como ter certificação por organismos credenciados pelo ministério, sendo dispensado da certificação os produzidos por agricultores familiares que fazem parte de organizações de controle social cadastradas no Mapa.

Pela legislação, considera-se produto orgânico, seja ele in natura ou processado, aquele que é obtido em um sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local.

Consumo

Entre os motivos apresentados na pesquisa para o consumo neste segmento, os entrevistados citaram questões relacionadas à saúde. A associação entre alimentos orgânicos e saúde foi citada por seis em cada dez pessoas (64%). Indicações de consumo da mídia e de profissionais da saúde também se destacaram, chegando a 15% das pessoas.

“Existe um grande interesse dos consumidores, os empreendedores e empresários estão visualizando essa oportunidade e a feira [Bio Brazil Fair] é um indicativo de que tem mais produtos disponíveis no mercado”, disse Liu. No entanto, ele ressalta que é importante a conscientização dos consumidores sobre as características dos orgânicos e sobre a regulamentação.

O varejo convencional é o principal local de compra dos produtos orgânicos. Cerca de 60% das pessoas vão até os supermercados e aproximadamente 25% compram em feiras. No entanto, o mercado de orgânicos tem ainda lojas especializadas em produtos naturais, compra direto com o produtor e os clubes de compras coletivas, que são ainda uma promessa, na avaliação do Organis.

Marcas

A pesquisa chegou à conclusão que, para os consumidores, não há uma marca associada de forma sólida ao mercado de produtos orgânicos no país, porque 84% dos entrevistados não souberam citar uma marca específica. “Para nós o que foi uma surpresa é que desses 15% [de pessoas que consumiram orgânicos], 85% não lembraram da marca do produto que consumiram. Então eles não fidelizaram ainda com uma marca”, disse Lui.

Segundo a entidade, existe uma grande disposição para consumir mais produtos orgânicos, mas o preço foi citado como o maior limitador para o aumento do consumo. A falta de preços acessíveis foi citada por 62% dos entrevistados como impeditivo. A falta de lugares próximos foi a segunda causa mais citada (32%), seguida por falta de conhecimento (11%). Apesar de haver um movimento crescente para o consumo de orgânicos, 25% das pessoas não estão interessadas em mudar o hábito de consumo convencional.

Feita pela Market Analisys, a pesquisa entrevistou 905 consumidores de orgânicos, sendo adultos com idades entre 18 e 69 anos, de São Paulo, de Rio de Janeiro, de Salvador, de Belo Horizonte, de Brasília, de Curitiba, do Recife, de Porto Alegre e de Goiânia.

Fonte – Camila Boeh, edição Fábio Massalli, Agência Brasil de 07 de junho de 2017

A horta comunitária que alimenta 2 mil famílias de graça

A horta comunitária que alimenta 2 mil famílias de graça

O mundo produz o suficiente para alimentar 10 bilhões de pessoas. Mas, mesmo assim, ainda há 795 milhões passando fome. A distribuição da monocultura concentrada acaba sendo um empecilho e também desperdiçamos ⅓ de toda comida cultivada. Para reduzir a distância percorrida pelos alimentos, muitas hortas comunitárias urbanas estão surgindo.

A cidade de Detroit, famosa por sua indústria automobilística, já anunciou no ano passado que quer ter 22 quarteirões de horta comunitária — que gerará aproximadamente 120 empregos. Segundo o site americano Inhabitat, o que já existe na cidade atualmente alimenta duas mil famílias de graça.

A Iniciativa de Agricultura Urbana de Michigan é quem está implementando pouco a pouco o despretensioso projeto. A ideia é que dois acres sejam destinados a cultivo de mudas de frutas e vegetais e o terceiro seja lar de 200 árvores frutíferas.

“Há quatro anos estamos cultivando hortas urbanas que geram alimentação fresca e diversa para os cidadãos da cidade. E vem mais por aí!”, explica o site do projeto.

Fonte – Jéssica Miwa, The Greenest Post de de 22 de fevereiro de 2017

Terreno baldio vira horta em meio a prédios na Pituba

Há cerca de um ano, a Prefeitura, por meio da Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), da Secretaria de Manutenção (Seman) e da Limpurb, começou a apoiar o projeto Hortas Urbanas Salvador, idealizado por moradores do bairro da Pituba. Quinhentas mudas, entre hortaliças, árvores frutíferas e leguminosas, já foram doadas ao projeto, além de insumos para o plantio, meios-fios para contenção das leiras, britas e ráfias (tipo de tecido muito usado na agricultura).

Localizada entre prédios na Avenida Paulo VI, em um dos bairros mais populosos da cidade, com cerca de 250 mil habitantes, a Horta Urbana Salvador começou a ganhar forma após alguns mutirões de limpeza no terreno, que possui aproximadamente 2,1 mil metros quadrados. Para auxiliar na retirada de 50 toneladas de entulhos que existiam no local foram necessárias as participações de moradores do bairro e de máquinas e homens da Limpurb.

De acordo com Wilson Brandão, idealizador do projeto, o desconforto de ter ao lado onde mora um terreno baldio servindo de área de descarte de entulho e esconderijo para insetos foi o motivo principal dele, familiares e de alguns vizinhos tomarem a iniciativa de solicitar da Prefeitura o apoio necessário para transformar o local em um espaço mais limpo e em condições de se cultivar hortaliças.

Em novembro de 2016, as 500 mudas foram plantadas no local e, em janeiro, a primeira colheita foi realizada. Couve, alface, manjericão e outros alimentos, sem qualquer tipo de agrotóxico, foram colhidos e doados ao Lar Irmã Maria Luiza, espaço na Cidade Baixa que abriga idosos carentes e com problemas de saúde. De acordo com seu Wilson, o objetivo principal do que é produzido pela horta é doar para quem precisa. “Escolhemos doar os alimentos por entendermos que a horta também tem uma função social. Caso o que foi colhido tenha sido suficiente para a doação, repartiremos entre nós moradores o que sobrar”, explica.

Hoje, depois da terceira colheita, a horta já possui 22 leiras e mais de 40 voluntários. São crianças, jovens, adultos e idosos que se revezam como podem e com o tempo que tem, a partir de uma escala de trabalho, para manter o local irrigado e bem cuidado. “É gratificante ver a participação de pessoas de todas as idades numa atividade que vai além do plantio. Estamos construindo um ambiente sadio, de novas amizades e formando uma nova família, além de transformar um terreno que era foco de mosquitos em um local produtivo.

Uma das voluntárias participantes do projeto, a administradora de empresas Lúcia Cunha, 61, conta que recebeu o convite para participar da horta através de um aplicativo de celular, e desde então tem seu horário determinado durante a semana para molhar as leiras, onde estão plantadas as hortaliças. “Quando estou lá não penso em nada. Todos os vizinhos participam. O projeto nos tornou mais integrados”, afirma Lúcia.

Parceria

Iniciativas que visam revitalizar o espaço urbano e promover o bem estar coletivo vêm dando certo e estreitando a parceria entre o poder público municipal e a sociedade. O Alto do Itaigara é outro exemplo dessa integração. Moradores do bairro já arborizaram cerca de dois mil metros de calçadas e revitalizaram uma área verde onde antes servia de depósito de entulhos. Batizado de Recanto Santo Antônio, o local se tornou um espaço de convivência familiar e palco de ações socioambientais organizados pela própria comunidade.

De acordo com a Secis, a previsão é que sejam criadas mais dez hortas urbanas em outros pontos da cidade até o fim do próximo ano. Segundo o secretário da Cidade Sustentável e Inovação, André Fraga, esse tipo de projeto em que o cidadão é um agente participativo de transformações que envolvem espaços públicos é muito positivo, não só do ponto de vista ambiental, mas também do social.

“Iniciativas como a horta urbana, na Pituba, e o Recanto Santo Antônio, no Alto do Itaigara, reforçam a importância da participação da população na construção de uma cidade voltada para o bem estar coletivo. Mesmo com poucos recursos, é possível realizar ideias inovadoras e colher resultados que acrescentem de forma muito benéfica no cotidiano de quem mora em cidade grande, como é o caso de Salvador”, salienta Fraga. “Daremos o apoio necessário, mas é importante a comunidade se organizar para cuidar do local”, reforça.

Fonte – Prefeitura de Salvador de 09 de março de 2017

Assista – O projeto hortas urbanas transforma terreno abandonado em solo fértil

Livro ensina a plantar temperos em casa e sugere receitas

Livro gratuito e online ensina a plantar temperos em casa e sugere receitasLivro traz dicas sobre como e onde plantar, tipos e propriedades dos temperos. | Foto: Divulgação

A publicação Sabores da Horta ensina a cultivar em pequenos espaços e preparar deliciosos pratos

A culinária é uma arte que pode servir também como terapia. Poucas coisas podem ser tão prazerosas do que passar um sábado ou domingo no aconchego do lar, receber os amigos ou reunir a família, para jogar conversa fora, preparar receitas novas e degustar uma excelente refeição preparada pelos anfitriões.

Até mesmo na preparação das refeições do dia-a-dia é possível deixar a comida mais saborosa com a utilização de temperos cultivados no jardim de casa ou em pequenos espaços nos apartamentos.

O livro “Sabores da Horta – do plantio ao prato”, publicado pela Codeagro (Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios), da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, traz dicas sobre o tema.

Como e onde plantar, tipos e propriedades dos temperos, melhores épocas para o plantio e receitas muito originais, são alguns conteúdos do livro. Por exemplo, você sabia que é possível surpreender as visitas com um delicioso sorvete (diet) de manjericão?

De acordo com o “Sabores da Horta – do Plantio ao Prato”, o manjericão é um tempero rico em vitamina A e C e minerais como cálcio e potássio. Auxilia no alívio da tosse, bronquite, rouquidão, dores de garganta e auxilia no tratamento de aftas. É próprio para ser plantado em ambientes mais quentes e é utilizado para o tempero de carnes, peixes, sopas e molhos de tomate.

 

Fonte – CicloVivo de 15 de maio de 2017

Valorizar a agricultura familiar é promover o desenvolvimento social

Foto: Elaine Casap/Creative Commons

Alimentos produzidos nas pequenas propriedades representam 70% do que é consumido diariamente no País e 56% no mundo

A maior parte da comida que está no prato do brasileiro é produzida em pequenas propriedades, quase sempre com mão-de-obra familiar. Os pequenos agricultores são responsáveis por 70% dos alimentos que são consumidos diariamente no País, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Fazem isso ocupando apenas 25% da área produtiva, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), o que representa uma alta produtividade relativa desse modo de produção quando comparado a outros modos de produzir os alimentos consumidos diariamente na casa dos brasileiros.

No contexto mundial, o papel das famílias também é relevante: a estimativa da FAO é de 500 milhões de propriedades agrícolas familiares, com participação de 56% da produção global. A agricultura familiar promove o desenvolvimento socioeconômico e cultural das comunidades locais, além de garantir a segurança alimentar. Por isso, no Dia do Campo (5/5), o Instituto Akatu convida governos, empresas e consumidores encontrarem formas de valorizarem cada vez mais esse tipo de produção.

O fato de ser realizada por proprietários de pequenas áreas rurais, faz da agricultura familiar muito diferente da agricultura patronal, que utiliza trabalhadores fixos ou temporários. Mais do que isso, os estabelecimentos familiares são os principais geradores de postos de trabalho no meio rural por unidade de área produtiva: para gerar um posto de trabalho, precisam de oito hectares, enquanto estabelecimentos patronais precisam de 67 hectares, segundo estudo “O Novo Retrato da Agricultura Familiar – O Brasil Redescoberto”, da FAO e do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Na Região Norte, isso é ainda mais discrepante, pois são necessários 166 hectares da agricultura patronal para gerar um emprego, e apenas 14 hectares para a agricultura familiar fazer o mesmo.

No Brasil, a agricultura familiar é a base econômica de 90% dos municípios com até 20 mil habitantes, absorvendo 40% da população economicamente ativa do País e respondendo por 35% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, segundo o Censo Agropecuário de 2006, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ao gerar renda local, ela fixa o homem no campo e diminui as pressões nas cidades. Segundo a FAO, também preserva os alimentos tradicionais, além de proteger a biodiversidade agrícola, já que esse modelo produtivo dificilmente é associado à monocultura.

Há vários alimentos populares que contam fortemente com a produção desses pequenos agricultores, no Brasil. A agricultura familiar é responsável por 87% da produção de mandioca, por 70% do feijão, por 59% de carne suína, por 58% do leite e por 46% do milho no País, por exemplo. A produção de orgânicos, que não usa pesticidas, tem uma forte participação da agricultura familiar: dos 12 mil produtores de orgânicos no Brasil, 70% praticam a agricultura familiar, segundo o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Governos podem  apoiar a agricultura familiar ao implementar políticas públicas específicas relacionadas a crédito, assistência técnica, seguro, acesso a mercados – merecendo destaque o acesso dos produtos ao consumidor final – , compras públicas e tecnologias adequadas ao agricultor familiar. Varejistas podem incluir esses agricultores na sua lista de fornecedores, com o cuidado de comunicar ao consumidor a origem do produto, para que ele faça uma compra consciente de estar apoiando famílias de agricultores.

Nos mercados e feiras, não é fácil para o consumidor identificar quais produtos são provenientes da agricultura familiar. Uma das formas é procurar pelo Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf), conferido pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, do MDA.Cerca de 22 mil produtos já receberam o Sipaf, sendo feitos com mão de obra majoritariamente familiar um grande conjunto de produtos como verduras, legumes, polpas de frutas, laticínios, artesanato, entre outros.

Fonte – Akatu de 05 de maio de 2017