Curitiba libera cultivo de horta na calçada e vai regulamentar prática

Curitiba libera cultivo de horta na calçada e vai regulamentar práticaFoto: Horta Comunitária de Calçada Cristo Rei‎

Moradores haviam sido denunciados por cultivarem em espaços públicos.

O prefeito de Curitiba (Paraná), Rafael Greca, recebeu nesta semana os responsáveis pela horta cultivada no Cristo Rei, Ricardo Leinig e Márcia Steil, e pelas bananeiras plantadas no Hugo Lange, Vanderlei Lozano Silva. Todos haviam sido denunciados por moradores da cidade por cultivar em espaços públicos. Na reunião, o prefeito anunciou que vai criar nova regulamentação, que estimule a agricultura urbana e solucione casos similares, evitando conflitos como os que ocorreram com os três.

“A agricultura urbana é uma tendência mundial, a humanidade tem que se voltar de novo para terra e para o arado”, disse o prefeito. Greca ainda brincou com os participantes. “Se Burle Marx, meu amigo e grande paisagista brasileiro, fosse vivo, ia louvar a ideia de colocar bananeiras, ao invés de roseiras europeias, no jardim.” No encontro, Greca disse que vai suspender as sanções contra Vanderlei e Ricardo e Márcia, enquanto o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, o Ippuc, está fazendo nova regulamentação para estes tipos de casos.

O Ippuc já constituiu um grupo de estudo para flexibilizar o uso do remanescente de recuo, área onde usualmente fica o canteiro de grama nas calçadas. A atual legislação não prevê o aproveitamento dessas áreas para este fim, o que obriga a fiscalização a penalizar quem cultiva nesses recuos.

Os responsáveis pela horta do Cristo Rei, Ricardo Leinig e Márcia Steil, também celebraram o resultado. Leinig explicou ao prefeito que medidas de segurança serão tomadas. “Para evitar a poluição, usamos plantas não comestíveis, que protegem as hortaliças”, contou.

Vanderlei foi acompanhado pela esposa, Kátia Regina Matins Souza, e o filho Téo, de apenas cinco anos. “Um dos motivos pelos quais plantei as bananeiras foi ensinar ao meu filho como é a natureza”, contou. Lozano Silva também comentou que as plantas acabaram se tornando queridas da vizinhança e comemorou a decisão do prefeito.

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Fontes – Prefeitura de Curitiba / CicloVivo de 14 de julho de 2017

Fotos – Horta Comunitária de Calçada Cristo Rei‎

Prefeitura desiste de multar bananeira e horta e vai alterar lei de cultivo em calçada

Vanderlei Lozano foi multado por cultivar bananeiras na calçada de casa. Foto: Aniele Nascimento.Vanderlei Lozano foi multado por cultivar bananeiras na calçada de casa. Foto: Aniele Nascimento.

O impasse entre a prefeitura de Curitiba e moradores que mantêm horta comunitária e plantação de bananeiras em calçadas dos bairros Cristo Rei e Juvevê, respectivamente, chegou ao fim. As duas situações haviam sido denunciadas e notificadas pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU), mas depois da mobilização da comunidade e reportagens da Gazeta do Povo, o município vai regulamentar esse tipo de plantação urbana.

A decisão foi divulgada quarta-feira (12) pela prefeitura, após audiência entre o prefeito Rafael Greca (PMN) e os representantes das iniciativas. Até então, os casos estavam sendo tratados pelo município como obstrução e falta de limpeza adequada do passeio.

A disputa entre o poder público e industriário Vanderlei Lozano para manter uma plantação de bananeiras na calçada na frente da casa dele, na Rua Conselheiro Carrão, no Juvevê, gerou multa de R$ 812 ao morador neste ano, mas vem de antes. Em 2015, ainda durante a gestão Gustavo Fruet (PDT, Lozano já havia enfrentado problemas com a SMU por causa de seu bananal. Na época, ele recorreu das notificações recebidas. Como resultado, o caso foi arquivado e a própria prefeitura elogiou Lozano em sua página no Facebook. Segundo o texto da “Prefs” na época, “Curitiba precisa de mais pessoas como Vanderlei” e que a administração “entendeu que as plantas não prejudicam o passeio”, deixando claro publicamente que ele poderia manter as bananeiras onde estavam.

Mas a gestão municipal mudou e, a partir de janeiro, o industriário voltou a ser notificado. Desde janeiro a prefeitura vinha emitindo notificações para a retiradas das bananeiras – são cerca de 20 que ocupam a calçada, mas apenas três são adultas – , o que resultou na multa de R$ 812.

Já no caso da horta criada na calçada da Rua Roberto Cichon, um dos responsáveis, o antropólogo Ricardo Leinig, recebeu notificação para desmanchar o cultivo de hortaliças em até dez dias. Ele e os demais mantenedores decidiram protocolar uma Defesa de Notificação na Secretaria Municipal de Urbanismo, fazer manifestações e até um abaixo-assinado a favor da horta. Foram recolhidas mais de 2 mil assinaturas.

Suspensão das notificações

Segundo Greca, as sanções contra os mantenedores dessas iniciativas serão suspensas. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) também está fazendo uma nova regulamentação para casos deste tipo. O prefeito lembrou que a agricultura urbana é uma tendência mundial, por isso tomou a decisão de mudar a lei. “A humanidade tem que se voltar de novo para terra e para o arado”, disse ele, durante a reunião de quarta-feira.

Um grupo de estudo foi criado para flexibilizar o uso da parte remanescente do recuo das calçadas, área em que costumam ficar canteiros de gramas. A legislação atual não prevê o aproveitamento dessas áreas para o plantio, o que leva a fiscalização a penalizar quem faz cultivos.

Os mantenedores das iniciativas comemoraram o resultado da audiência. Lozano assinalou que um dos motivos pelos quais plantou as bananeiras foi para ensinar ao filho sobre a natureza. Além disso, conforme ele, a ação tem sido bem acolhida pela vizinhança.
Fonte – Tribuna Paraná de 13 de julho de 2017

Quais dificuldades hortas urbanas têm enfrentado para serem implementadas no Brasil

Horta em calçada do bairro Cristo Rei, em Curitiba, foi notificada pela prefeitura. Foto:: horta comunitária de calçada Cristo Rei/Reprodução

Hortas comunitárias instaladas em terrenos ociosos, praças e outros espaços lidam com burocracia e incômodo de parte da vizinhança

No início de junho, uma horta comunitária instalada em parte da calçada da Rua Roberto Cichon, no bairro Cristo Rei, em Curitiba, foi notificada pela prefeitura da cidade para que fosse removida.

A solicitação de remoção se baseia em um decreto municipal, que só permite o plantio de grama no local. O processo aberto pela prefeitura, consultado pelo Nexo, fala em “desobstruir o passeio”.

A “Horta Comunitária de Calçada Cristo Rei” foi criada por moradores em novembro de 2016 e, segundo o portal G1, envolve mais de 100 pessoas em sua manutenção. Elas cultivam alimentos e ervas, privilegiando as “pancs”, plantas alimentícias não convencionais.

Impedimentos vindos do poder público já foram enfrentados na implementação de hortas em outras cidades. Em 2014, moradores do bairro City Lapa, em São Paulo, fizeram uma tentativa semelhante, limpando um canteiro público e criando uma horta no lugar.

No ano seguinte, veio a exigência de que a administração do local, que é coletiva, fosse formalizada na prefeitura sob o nome de um só responsável. A burocracia e o desagrado de outros habitantes do bairro em relação ao uso do espaço colocaram sua continuidade em risco.

Flor no asfalto

Os termos horta urbana, agricultura urbana e horta comunitária entraram mais firmemente no léxico das cidades brasileiras nos últimos cinco anos.

O cultivo orgânico de alimentos — como hortaliças e ervas — e outras plantas nas cidades busca reaproximar moradores das metrópoles do plantio, promover a alimentação saudável e também intervir no espaço urbano, transformando áreas ociosas.

O movimento é antigo e internacional. Em 1973, a artista e ativista americana Liz Christy criou um jardim comunitário em um terreno abandonado no Lower East Side, bairro de Nova York que havia sofrido com a debandada da classe média para os subúrbios. O jardim deu origem ao movimento “guerrilha verde”, em atividade até hoje.

Como e por que manter uma horta urbana

Os benefícios da implementação de hortas nas cidades são defendidos por ativistas, urbanistas e organizações internacionais. Esses benefícios envolvem, para a cidade, impactos ecológicos e um novo uso para espaços ociosos, e, para as pessoas, impactos sociais e nutricionais, ao incluir na rotina alimentar itens plantados e colhidos por elas próprias. Além disso, dependendo do volume da produção que a horta atingir, ela pode descomprimir os gastos com alimentação das famílias envolvidas.

O manual Hortas Urbanas, lançado em 2016, pelo Instituto Pólis, fornece um passo a passo para quem quer dar início a uma horta na cidade. A cartilha se divide em:

Organizar o grupo interessado em trabalhar na horta;

Encontrar um local: as áreas podem ser canteiros de praças, áreas comuns em condomínios, terrenos baldios ou ociosos (nesses casos é necessário verificar o histórico de ocupação do terreno), quintais coletivos, espaços cedidos pelo poder público, ou outros. Deve-se levar em consideração se a área é exposta ao sol durante pelo menos 4 a 6 horas diárias; se há água para irrigação; se há muita proximidade de árvores, para evitar a competição por nutrientes do solo e o sombreamento; se a área está sujeita a alagamento e se há ventilação;

Escolher as espécies e plantar. O manual dá dicas de quais espécies são mais adequadas para climas quentes ou para o período de inverno. Também indica todos os elementos necessários para iniciar a horta, de utensílios e ferramentas a insumos;

Planejar uma rotação de culturas para não esgotar o solo.

Informações sobre controle de pragas e doenças, preparo de biofertilizantes, adubação e plantio em pequenos espaços, como o canteiro da calçada em Curitiba, também estão presentes no manual.

A situação das hortas ‘embargadas’

Em entrevista ao Nexo, responsáveis pela horta curitibana dizem que há “falta de critério” na argumentação da prefeitura, uma vez que o plantio se dá na calçada, sem obstruir o passeio.

“O decreto que a prefeitura cita para afirmar que a nossa horta está infringindo a legislação está sendo usado de modo enviesado. Esse decreto trata de construções e reconstruções de passeios. E aqui não tem nada a ver com construção e reconstrução… Houve meramente uma intervenção paisagística na anterior área de grama, [que na verdade era] mato e lixo”, diz o coletivo de moradores que cuida da horta.

Apesar do processo aberto pela prefeitura ainda não ter conclusão, a horta continua. E foi inclusive ampliada: antes do conflito, possuía 40 metros quadrados. Foi ampliada para 90m2, passando a existir não só na calçada que fica em frente ao terreno que foi objeto da notificação, como na do terreno vizinho, um comércio. Segundo os hortelões, ela conta com a autorização dos proprietários para existir.

A horta da Lapa, em São Paulo, também continua sendo mantida pelos moradores e não enfrentou mais reclamações. Lá também são plantadas ervas e pancs. “Eu vou lá quase todos os dias tirar mato, lixo etc e às vezes decidimos fazer mutirão. A horta é aberta e quem quiser pode colher ervas como manjericão e outros”, diz Neide Rigo, nutricionista, moradora do bairro e uma das criadoras do espaço.

Para Rigo, o maior obstáculo à manutenção de uma horta urbana hoje é “o pensamento de políticos e algumas pessoas que veem qualquer verde ou terra exposta com algo sujo e maléfico”, disse ao Nexo. “É incrível como a reunião de pessoas felizes nos espaços públicos ainda incomoda”.

Fonte – Juliana Domingos de Lima, Nexo de 03 de julho de 2017

Projeto promove o cultivo de hortaliças em lajes de Paraisópolis

Projeto Horta na Laje em ParaisópolisHortas: os moradores poderão fazer cursos de cultivo de hortaliças (Marina Demartini/EXAME.com)

O “Horta na Laje” tem como objetivo incentivar a alimentação saudável, a sustentabilidade e a economia dentro da comunidade paulistana

O cinza do concreto e o marrom dos tijolos estão prestes a ganhar o verde das plantas em Paraisópolis, comunidade na zona sul paulistana. As lajes dos cerca de 120 mil habitantes que lá vivem devem ganhar hortaliças em breve, graças ao projeto “Horta na Laje”.

A iniciativa teve início nesta semana com a implantação de uma horta comunitária na laje da União dos Moradores de Paraisópolis. Criado a partir de uma parceria entre o Instituto Stop Hunger e a Associação das Mulheres de Paraisópolis, o “Horta na Laje” terá a participação direta de 500 pessoas no cultivo das hortaliças na União dos Moradores.

O objetivo final é oferecer cursos de técnicas de plantio em vasos para que moradores da comunidade cultivem alimentos em suas casas. “Não temos espaço na horizontal, mas temos muito espaço de sobra na vertical, são milhares de quilômetros de lajes na comunidade”, falou a EXAME.com o presidente do Instituto Escola do Povo Gilson Rodrigues. Que tal montar uma mini-horta em casa? A Casa Verde te ensina o passo a passo. Confira! Patrocinado

A ideia, segundo Fernando Cosenza, presidente do Instituto Stop Hunger, ligado a Sodexo, é formar e capacitar os moradores para que tenham uma alimentação mais saudável. “Muitas pessoas não se alimentam bem na comunidade não só porque falta dinheiro para comprar hortaliças, que geralmente são caras, mas também pela falta de acesso a esses produtos”, explica Cosenza em entrevista a EXAME.com.

Projeto "Horta na Laje" em Paraisópolis

A inspiração para a criação do “Horta na Laje” veio de outro projeto do Instituto, o “Programa Hortaliças”. Nessa iniciativa, estudantes de agronomia da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp) ganham bolsas de estudo para trabalharem em hortas comunitárias. Todos os alimentos produzidos são doados para outras organizações sociais.

A Unesp, aliás, irá auxiliar o projeto na comunidade com o oferecimento de cursos de técnicas de plantio aos moradores. As aulas serão realizadas bimestralmente e serão ministradas por Arthur Bernardes, professor de agronomia da universidade. A EXAME.com, Bernardes conta que os cursos irão englobar assuntos relacionados ao cultivo de hortaliças, como adubação, irrigação e todo o cronograma de plantio.

Para o professor, o “Horta na Laje” traz os princípios da segurança alimentar e da integração familiar. “Ao plantar em suas lajes, as famílias irão se alimentar do que plantam, o que facilita o acesso e diminui gastos”, explica. “Além disso, tem a ideia do trabalho coletivo, em que cada um tem que fazer um pouco para as hortaliças crescerem saudáveis.”

Economia sustentável

Outro foco do projeto é transformar Paraisópolis em uma comunidade sustentável. “Queremos reaproveitar o que já foi usado, como água e terra”, diz Rodrigues, do Instituto Escola do Povo. No futuro, o projeto deve trabalhar com a compostagem.

Rodrigues adiciona que a promoção da sustentabilidade também está relacionada com a aproximação da comunidade com a natureza. “Paraisópolis é uma comunidade de origem nordestina, um povo acostumado a mexer com a terra. Queremos que essas pessoas voltem a ter um contato mais próximo com a natureza a partir do plantio.”

Já Fernando Cosenza espera que, em breve, os moradores criem uma economia própria dentro da comunidade com a troca dos alimentos que serão cultivados nas lajes. “Enquanto um planta apenas alface, outro irá cultivar apenas agrião, permitindo a rotação desses alimentos entre as pessoas e promovendo o trabalho coletivo.”

Projeto Horta na Laje em Paraisópolis

Empoderamento feminino

Para Elizandra Cerqueira, presidente da Associação das Mulheres de Paraisópolis, o projeto vai além da sustentabilidade ou da alimentação saudável. “O ‘Horta na Laje’ é uma oportunidade para as mulheres da comunidade gerarem renda a partir da troca ou venda alimentos”, diz em entrevista a EXAME.com.

Segundo Cerqueira, a associação promove um projeto de gastronomia, em que as mulheres são ensinadas a cozinhar para buffets e incentivadas a empreender no ramo. “Com as hortas, elas poderão utilizar os alimentos colhidos para a criação de pratos. Assim, as moradoras poderão oferecer um serviço sem precisar gastar com a matéria-prima”, explica. Por dentro do assunto: É mais difícil empreender sendo mulher?

Atualmente, 53% da população de Paraisópolis é composta por mulheres, sendo que 20% delas são chefes de família, de acordo com a associação. “Por isso, o projeto deve beneficiar as mulheres que precisam sustentar seus filhos, ao mesmo tempo que providencia uma alimentação saudável”, diz a presidente. “Além disso, uma mulher que tem educação, trabalho e se sente empoderada, dificilmente irá aceitar viver em uma situação de violência.”

Fonte – Marina Demartini, Exame de 02 de junho de 2017

Plantas companheiras e antagônicas

Enquanto eles podem ter um sabor incrível juntos em sua salada, os tomateiros realmente detestam crescer perto de qualquer membro da família cucurbitácea, que incorpora pepinos. Os tomates adoram cenouras e manjericão, então, plantar estes juntos, os farão crescer muito mais vigorosamente.

A possibilidade de que algumas plantas e famílias de plantas sejam “companheiras” com outras pessoas e desenvolvam-se melhor juntas é chamado de plantação de companheiros, e já existe desde o início da jardinagem.

Plantar seus vegetais em linhas impecáveis ​​com rótulos é lindo de se olhar e menos exigente para a colheita. Seja como for, quando olhamos para a natureza, não vemos linhas perfeitas, nem plantas se desenvolvem agrupadas em grupos da mesma planta.

Copiar a biodiversidade da natureza pode fazer seu jardim parecer confuso, mas foi demonstrado que ajuda cada planta individual a se desenvolver melhor. As plantas em uma policultura são mais fortes e tendem a ter menos infortúnios de insetos ou doenças.

Plantas como cenouras, aneto, salsa e pastinaga atrairão louva-a-Deus, joaninhas e insetos. Essas espécies de insetos predadores se deleitam com os insetos que gostam de arruinar seus tomates.

É também por isso que é um pensamento incrível misturar algumas flores em sua horta, particularmente cravo e capuchinha. Essas flores vão atrair e nutrir insetos polinizadores úteis. Capuchinha são flores consumíveis e parecem deslumbrantes em pratos de saladas, e sua raiz nutritiva, chamada mashua.

No entanto, poucas plantas simplesmente não se dão bem e não vão bem quando são compelidas a compartilhar o espaço da raiz. Pimentas e feijões não gostam de estar um ao lado do outro, nem batatas e tomates (ambos indivíduos da família nightshade). Ervilhas devem estar longe das cebolas, e as alfaces não gostam de estar próximas das plantas de brócolis.

Fonte – The Plant Guide de 18 de maio de 2017

Hortinha Fresca: colher os legumes da terra num supermercado

Hortinha fresca no supermercado Zona Sul

Alimentos frescos que se podiam colher num supermercado

Os consumidores que passaram no Supermercado Zona Sul do Shopping Barra Square, no Rio de Janeiro, no dia 8 de abril, puderam colher diretamente da terra os seus legumes e ervas aromáticas, como alfaces, couve roxa, manjericão, alecrim, malaguetas, cebolinho, entre outros.

“Alimentos tão frescos que você mesmo pode colher, só aqui no Zona Sul”, dizia o slogan da campanha.

“Trata-se de uma solução simples e inovadora que nos ajuda a destacar o compromisso do Zona Sul com práticas comerciais sustentáveis e, ao mesmo tempo, torna a experiência do consumidor uma ação de consciencialização para as diferenças de uma alimentação fresca e saudável”, disse Pietrangelo Leta, diretor comercial do Zona Sul.

A aceitação do público foi tão boa que a iniciativa deveria ser replicada em mais supermercadosdurante mais tempo.

Fonte – The UniPlanet de 14 de junho de 2017

A horta comunitária que alimenta 2 mil famílias de graça

A horta comunitária que alimenta 2 mil famílias de graça

O mundo produz o suficiente para alimentar 10 bilhões de pessoas. Mas, mesmo assim, ainda há 795 milhões passando fome. A distribuição da monocultura concentrada acaba sendo um empecilho e também desperdiçamos ⅓ de toda comida cultivada. Para reduzir a distância percorrida pelos alimentos, muitas hortas comunitárias urbanas estão surgindo.

A cidade de Detroit, famosa por sua indústria automobilística, já anunciou no ano passado que quer ter 22 quarteirões de horta comunitária — que gerará aproximadamente 120 empregos. Segundo o site americano Inhabitat, o que já existe na cidade atualmente alimenta duas mil famílias de graça.

A Iniciativa de Agricultura Urbana de Michigan é quem está implementando pouco a pouco o despretensioso projeto. A ideia é que dois acres sejam destinados a cultivo de mudas de frutas e vegetais e o terceiro seja lar de 200 árvores frutíferas.

“Há quatro anos estamos cultivando hortas urbanas que geram alimentação fresca e diversa para os cidadãos da cidade. E vem mais por aí!”, explica o site do projeto.

Fonte – Jéssica Miwa, The Greenest Post de de 22 de fevereiro de 2017

Terreno baldio vira horta em meio a prédios na Pituba

Há cerca de um ano, a Prefeitura, por meio da Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), da Secretaria de Manutenção (Seman) e da Limpurb, começou a apoiar o projeto Hortas Urbanas Salvador, idealizado por moradores do bairro da Pituba. Quinhentas mudas, entre hortaliças, árvores frutíferas e leguminosas, já foram doadas ao projeto, além de insumos para o plantio, meios-fios para contenção das leiras, britas e ráfias (tipo de tecido muito usado na agricultura).

Localizada entre prédios na Avenida Paulo VI, em um dos bairros mais populosos da cidade, com cerca de 250 mil habitantes, a Horta Urbana Salvador começou a ganhar forma após alguns mutirões de limpeza no terreno, que possui aproximadamente 2,1 mil metros quadrados. Para auxiliar na retirada de 50 toneladas de entulhos que existiam no local foram necessárias as participações de moradores do bairro e de máquinas e homens da Limpurb.

De acordo com Wilson Brandão, idealizador do projeto, o desconforto de ter ao lado onde mora um terreno baldio servindo de área de descarte de entulho e esconderijo para insetos foi o motivo principal dele, familiares e de alguns vizinhos tomarem a iniciativa de solicitar da Prefeitura o apoio necessário para transformar o local em um espaço mais limpo e em condições de se cultivar hortaliças.

Em novembro de 2016, as 500 mudas foram plantadas no local e, em janeiro, a primeira colheita foi realizada. Couve, alface, manjericão e outros alimentos, sem qualquer tipo de agrotóxico, foram colhidos e doados ao Lar Irmã Maria Luiza, espaço na Cidade Baixa que abriga idosos carentes e com problemas de saúde. De acordo com seu Wilson, o objetivo principal do que é produzido pela horta é doar para quem precisa. “Escolhemos doar os alimentos por entendermos que a horta também tem uma função social. Caso o que foi colhido tenha sido suficiente para a doação, repartiremos entre nós moradores o que sobrar”, explica.

Hoje, depois da terceira colheita, a horta já possui 22 leiras e mais de 40 voluntários. São crianças, jovens, adultos e idosos que se revezam como podem e com o tempo que tem, a partir de uma escala de trabalho, para manter o local irrigado e bem cuidado. “É gratificante ver a participação de pessoas de todas as idades numa atividade que vai além do plantio. Estamos construindo um ambiente sadio, de novas amizades e formando uma nova família, além de transformar um terreno que era foco de mosquitos em um local produtivo.

Uma das voluntárias participantes do projeto, a administradora de empresas Lúcia Cunha, 61, conta que recebeu o convite para participar da horta através de um aplicativo de celular, e desde então tem seu horário determinado durante a semana para molhar as leiras, onde estão plantadas as hortaliças. “Quando estou lá não penso em nada. Todos os vizinhos participam. O projeto nos tornou mais integrados”, afirma Lúcia.

Parceria

Iniciativas que visam revitalizar o espaço urbano e promover o bem estar coletivo vêm dando certo e estreitando a parceria entre o poder público municipal e a sociedade. O Alto do Itaigara é outro exemplo dessa integração. Moradores do bairro já arborizaram cerca de dois mil metros de calçadas e revitalizaram uma área verde onde antes servia de depósito de entulhos. Batizado de Recanto Santo Antônio, o local se tornou um espaço de convivência familiar e palco de ações socioambientais organizados pela própria comunidade.

De acordo com a Secis, a previsão é que sejam criadas mais dez hortas urbanas em outros pontos da cidade até o fim do próximo ano. Segundo o secretário da Cidade Sustentável e Inovação, André Fraga, esse tipo de projeto em que o cidadão é um agente participativo de transformações que envolvem espaços públicos é muito positivo, não só do ponto de vista ambiental, mas também do social.

“Iniciativas como a horta urbana, na Pituba, e o Recanto Santo Antônio, no Alto do Itaigara, reforçam a importância da participação da população na construção de uma cidade voltada para o bem estar coletivo. Mesmo com poucos recursos, é possível realizar ideias inovadoras e colher resultados que acrescentem de forma muito benéfica no cotidiano de quem mora em cidade grande, como é o caso de Salvador”, salienta Fraga. “Daremos o apoio necessário, mas é importante a comunidade se organizar para cuidar do local”, reforça.

Fonte – Prefeitura de Salvador de 09 de março de 2017

Assista – O projeto hortas urbanas transforma terreno abandonado em solo fértil