O que é a ‘6ª extinção em massa’ e por que já passou da hora de nos preocuparmos (e muito!)

Enquanto demagogos e lunáticos insistem em questionar o aquecimento global e a efeito dos destrutivos hábitos humanos que vem colocando em risco o meio ambiente na terra, os efeitos de tais hábitos seguem se intensificando em direções cada vez mais alarmantes. O que antes sempre era anunciado como uma possibilidade em um futuro remoto, agora já se torna palpável e próximo, ao passo que possivelmente muitos de nós que aqui estamos poderemos enxerga-lo: cientistas anunciam que uma sexta extinção em massa poderá acontecer na Terra até o ano de 2050.

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É considerado extinção em massa quando 3 de cada 4 espécies desaparecem literalmente da face da terra – e é isso que a ação do homem vem provocando nos últimos séculos. Em um ritmo de diminuição de 2% da vida selvagem ao ano, em 2020 nós poderemos ter perdido já dois terços da vida animal do planeta (só na última década, um quinto dos elefantes desapareceu).

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Em 2050, ano em que possivelmente atingiremos essa terrível marca de uma nova extinção em massa, estima-se que haverá mais plástico do que peixes nos oceanos.

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Essa seria a primeira extinção desde a era mesozoica, há 66 milhões de anos – a diferença é que essa será inteiramente causada pelo homem.

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Como qualquer criança sabe, a extinção de uma espécie somente pode provocar intenso desequilíbrio no meio ambiente, afetando direta e indiretamente um sem fim de outras espécies ao redor. Incêndios, desmatamentos, culturas predatórias, poluição, uso excessivo de combustível fóssil, o crescimento irrefreável da população humana, excesso de pesca e, principalmente o excesso de produção de carne bovina são apontados como os principais motivos para esse horizonte apocalíptico que se anuncia.

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Ainda que o aquecimento global esteja somente começando, e que a eleição de uma figura como Trump – que nega tais fenômenos como se não passassem de propaganda, contrariando toda a comunidade científica – sejam notícias ainda mais assustadoras, é possível adotar pequenas medidas que, em massa, poderão impactar positivamente para transformarmos esse destino trágico.

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Deixar de usar sacos plásticos, trocar suas lâmpadas por luzes LED, diminuir o consumo de carne vermelha e pressionar os políticos a adotarem e investirem em energia limpa são excelentes exemplos de atitudes concretas que podem ser tomadas hoje. Ou então, o que será preciso acontecer para que levemos a sério o que está se sucedendo dia após dia diante de nossos olhos? Até o momento que nem esse dia após o outro estiver garantido.

sextinc%cc%a7a%cc%83o1© fotos: divulgação

Fonte – Hypeness

Retrospectiva da conservação ambiental 2016

grileiro-dos-jardins-desmatamento-vilela-marcio_isenseeO helicóptero do Ibama sobrevoa, no Pará, área grilada e desmatada por José Junqueira Vilela Filho, líder da talvez a maior quadrilha já flagrada na Amazônia. Foto: Marcio Isensee

Desmatamento na Amazônia sobe

A Amazônia perdeu 7.989 quilômetros quadrados (km²) entre agosto de 2015 a julho de 2016, o pior ano no desmatamento na Amazônia desde 2008, quando 12.911 km² de floresta desapareceram. O aumento no desmatamento foi de 29% comparado com o mesmo período do ano passado. A área de floresta perdida em 12 meses equivale a cinco cidades de São Paulo.

No mesmo ano em que o desmatamento aumentou, a Polícia Federal desmantelou uma quadrilha de desmatadores cuja base era em São Paulo e que faturou R$1,9 bilhão. Segundo os investigadores,  Antonio José Junqueira Vilela Filho comandava dos Jardins paulistanos uma quadrilha que atuava com grilagem de terra e desmatamento na região de Castelo dos Sonhos e Novo Progresso, no sudoeste do Pará.

Licenciamento ambiental entrou na berlinda

O licenciamento ambiental entrou no rol de assuntos prioritários para o Congresso Nacional em 2016. Não que em anos anteriores os parlamentares não tenham tentado modificar o que boa parte deles chama de um dos maiores entraves ao desenvolvimento do país. Mas, agora, a crise econômica e a pressão por fazer a economia voltar a crescer deram a justificativa para a votação de projetos que afrouxam de vez o licenciamento ambiental. Uma dessas iniciativas é a Proposta de Emenda à Constituição 65, a qual prevê a simples apresentação do Estudo de Impacto Ambiental como suficiente para liberar a obra, que não poderá mais ser suspensa ou cancelada por causa do licenciamento ambiental. Na prática, a proposta do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) acaba com o licenciamento ambiental como ele é feito hoje. A PEC foi aprovada em abril, sem alarde, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado e ia direto para votação em plenário, mas um requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) fez a proposta voltar para o CCJ. Por enquanto, a PEC 65 deixou de ser uma ameaça.

Já na Câmara avança o projeto do licenciamento “flex”, que transfere para os Estados a definição do que deve ou não ser licenciado e dispensa o licenciamento para atividades agropecuárias.

Como as modificações na lei de licenciamento pareciam inevitáveis, o Ministério do Meio Ambiente trabalhou para que o Executivo apresentasse uma proposta consensual entre ambientalistas e setor produtivo para ser votada no Congresso. O texto não agradou o agronegócio e o setor industrial. A proposta está sendo discutida na Casa Civil, mas o governo preferiu não aguardar o consenso em relação ao seu próprio projeto e trabalhou diretamente para que o projeto de licenciamento flex fosse votado na Câmara.O imbróglio abriu a primeira crise pública entre a Casa Civil e o Ministério do Meio Ambiente.

Além do licenciamento, outras iniciativas de Sarney Filho estão desagradando os ruralistas, que pedem a Temer o afastamento do ministro do Meio Ambiente. A divulgação dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) deixou os ruralistas furiosos. Os fazendeiros ameaçam processar o ministro por “violação de privacidade”, pois os dados tornados públicos contêm imagens de mais de 3 milhões de propriedades rurais que passam a poder ser monitoradas por qualquer cidadão.

Nem tudo foi notícia negativa no campo do licenciamento. O Ibama arquivou o licenciamento da usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, empreendimento considerado tão danoso ao meio ambiente quanto Belo Monte.

Troca troca de comando

O impeachment fez o ano de 2016 ser de troca de comando nas principais autarquias ambientais do país. Em maio, tanto o Ibama quanto o ICMBio ficaram sob comando de interinos até o novo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que substituiu Izabella Teixeira, nomear os novos ocupantes. Rômulo Mello retornou ao cargo de presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Suely Araújo assumiu o Ibama. Mello, funcionário de carreira do Ibama, faleceu em outubro, vítima de um enfarto. Ele foi substituído por Ricardo Soavinski, que era secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

A novela da lista vermelha de peixes ameaçados

Ainda não foi dessa vez que termina a novela jurídica em torno da lista vermelha de peixes e invertebrados aquáticos ameaçados de extinção. Mas, o saldo desse ano foi positivo para a conservação. No dia 16 de dezembro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) restabeleceu a vigência da portaria 445, cuja validade foi questionada por representantes do setor pesqueiro no ano passado. Mas o Tribunal ainda julgará o mérito da causa, decisão que deverá acontecer em 2017.

Publicada em 17 de dezembro de 2014, a portaria do Ministério do Meio Ambiente proibiu a captura, o transporte, o manejo, armazenamento e comercialização de 475 peixes ameaçados de extinção, a grande maioria sem valor comercial, como peixes de poças d’água, que são sazonais. A lista foi contestada pelo setor pesqueiro industrial, que argumenta que a proteção (e por consequência, a proibição de pesca) de 31 espécies causará desemprego no setor.

Unidades de Conservação

Alcatrazes vista de oeste. O lado abrigado da ilha principal possui os melhores ancoradouros e pontos de mergulhoAlcatrazes vista de oeste. O arquipélago agora é um Refúgio da Vida Silvestre. Foto: Fabio Olmos

Em maio, Dilma Rousseff assinou a criação de 5 novas unidades de conservação, todas localizadas no estado do Amazonas, na região da bacia do rio Madeira. Foram criados a Área de Proteção Ambiental dos Campos de Manicoré, as Florestas Nacionais do Aripuanã e de Urupadi, a Reserva Biológica do Manicoré e o Parque Nacional do Acari. No total, essas UCs chegam a 2,6 milhões de hectares.

2016 entrará para a história como o ano em que finalmente o Arquipélago de Alcatrazes foi protegido. Não como Parque Nacional, como planejado desde o início da proposta, mas como Refúgio da Vida Silvestre. O ICMBio garante que a unidade será aberta a visitação no começo do segundo semestre de 2017. Do outro lado, o  governo de Goiás conseguiu adiar a tão esperada ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

No Pantanal, a batalha para criar três Unidades de Conservação municipais em Bonito acabou com a proposta paralisada. Ações na Justiça adiaram o debate em torno da criação das áreas para proteger os banhados dos rios Prata e Formoso e a proposta não saiu do papel.

O ano termina com o governo reduzindo a Floresta Nacional de Jamanxim em 43% para tentar minimizar o passivo fundiário na região da unidade de conservação, impasse que alimenta a violência na região. Ela chegou ao auge com o assassinato do policial João Luiz de Maria Pereira, em junho, durante operação do Ibama de combate ao desmatamento e garimpo em Jamanxin.

Belo Monte e Samarco

MARIANA, MG, BRASIL: 13 Novembro 2015: Vista geral do distrito Bento Rodrigues, da cidade de Mariana em Minas Gerais. No dia 5 de novembro, uma barragem de rejeitos minerais da empresa Samarco (controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP) estourou, inundando de lama a regiao. (Fotos: Victor Moriyama/Greenpeace)Vista de Bento Rodrigues em 13 de novembro de 2015, epicentro da inundação de lama causada pela Samarco. Foto: Victor Moriyama/Greenpeace

Às vésperas da cassação de seu mandato, Dilma Rousseff fez questão de ir a Altamira, Pará, para inaugurar a principal obra de infraestrutura da sua administração: a usina hidrelétrica de Belo Monte. Mesmo pronta, a maior hidrelétrica em funcionamento na Amazônia continua alvo de ações na Justiça por não cumprir as condicionantes ambientais e sociais.

A tragédia do rompimento da barragem de rejeitos da Samarco fez um ano em novembro. A lama continua contaminando o rio Doce e, no começo do ano, havia a suspeita de que havia atingido Abrolhos, duvida descartada após análises da água. Ainda não houve punição definitiva para a Samarco e seus dirigentes por negligenciar a segurança da barragem, mas o Departamento Nacional de Produção Mineral se mexeu (ou pelo menos sinalizou) para aumentar as exigências de segurança em barragens, na tentativa de evitar que novas “Marianas” aconteçam.

Novas espécies e ameaças

jararaca-bothrops-sazimaiA nova espécie de jararaca descoberta em uma ilha do Espírito Santo. Foto: Ricardo Sawaya

Como todo ano, em 2016 também foram descobertas novas espécies. Destacamos o Bothrops sazimai, espécie de jararaca insular endêmica da Ilha dos Franceses, localizada no litoral do Espírito Santo. A espécie é pouco menor do que as jararacas que vivem nos continentes, embora tenha olhos e caudas relativamente maiores.

Das águas gélidas do Hemisfério Norte, os cientistas apresentaram ao mundo o vertebrado mais longevo da Terra: o tubarão-da-groenlândia, que vive em média 272 anos e é capaz de chegar à casa dos 400, de acordo com um estudo realizado por biólogos marinhos dinamarqueses.

A descoberta de um recife submerso na costa amazônica, que se estende por cerca mil quilômetros, entre a costa do Maranhão e da Guiana Francesa foi outro destaque. Diferente da imagem conhecida, de recifes formados por corais coloridos, na costa amazônica predominam esponjas e algas calcárias, que se adaptam melhor à falta de luz.

O ano não foi apenas de boas notícias na área de conservação. Denúncias e relatos de crimes ambientais preencheram parte considerável do noticiário. Considerado a quarta atividade ilegal mais lucrativa do mundo, o crime ambiental vitimou aves e contribuiu para a redução dos números de grandes mamíferos.

Em plena preparação para as Olimpíadas, o Exército abateu a onça Juma, logo após o animal participar da cerimônia de revezamento da Tocha Olímpica em Manaus. Com 18 anos e cerca de 55 quilos, o macho Juma era mascote do 1° Batalhão de Infantaria de Selva. Veterano de desfiles militares, foi incluído de última hora no trajeto da tocha olímpica pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, sem a devida autorização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), órgão responsável pelo licenciamento do zoológico.

Fonte – O Eco de 29 de dezembro de 2016

Australiano transforma espaço de 60 m² em fazenda urbana

Australiano transforma espaço de 60 m² em fazenda urbana“As pessoas não têm noção do que é possível fazer em espaços pequenos.” | Foto: Divulgação/Deep Green Permaculture

A plantação no quintal produz anualmente 70 quilos de vegetais e 161 quilos de frutas

A agricultura urbana é uma das soluções para garantir a segurança alimentar no mundo. Este é o pensamento do permacultor australiano Geoff Lawton. Como um dos grandes incentivadores do plantio em pequenos espaços, ele mostra que é possível produzir diversos tipos de alimentos em áreas muito pequenas. Para provar a eficiência deste conceito, o especialista mostrou o exemplo criado por um de seus alunos, que produz centenas de quilos de frutas, legumes e ervas medicinais em sua própria residência.

Angelo Eliade é um farmacêutico que vive na cidade de Melbourne, na Austrália. Estudante de permacultura, ele levou quatro anos para transformar um jardim comum em uma verdadeira fazenda urbana. Externamente a casa é exatamente igual às residências vizinhas, com um pequeno gramado à frente. No entanto, ao abrir o portão, o que se vê é um terreno altamente fértil espalhado por apenas 60 metros quadrados.

“Você pode transformar qualquer propriedade, de qualquer situação para a absoluta abundância”, explica Lawton. A casa em Melbourne comprova isso. No quintal de Eliade são produzidos anualmente 70 quilos de vegetais e 161 quilos de frutas. Entre as opções estão: limões, maçãs, figos, cereja, pêssego, uva, banana, feijão, pepino, batata, alface, cenoura, alho, cana-de-açúcar, entre outras coisas.

O farmacêutico explica que não é necessário ter um conhecimento profundo do assunto ou ser um especialista para começar a plantar. No entanto, é preciso se interessar pelo tema para entender o funcionamento e a relação entre as espécies e o solo.

Uma das principais dicas do australiano consiste em manter sempre a variedade na produção. Mesmo plantando em um espaço pequeno, é possível ter muitas espécies diferentes crescendo juntas. Atentando às características de cada uma delas, é possível planejar onde serão plantadas para que uma ajude a outra a se desenvolver melhor.

Eliade ainda lembra que nada do plantio deve ser descartado. Os resíduos do cultivo são excelentes para serem aproveitados como adubo orgânico, oferecendo mais nutrientes para manter o solo sempre saudável. Segundo ele, a principal diferença entre ter um jardim comum e um sistema deste tipo é que a natureza passa a controlar o ambiente sozinha, o que traz inúmeros benefícios à biodiversidade local. Outra prática do permacultor é utilizar a água da chuva captada em seu telhado para irrigar seu jardim.

O projeto do australiano começou há quatro anos, com a ajuda de Geoff Lawton, desde então, Eliade percebeu algumas mudanças importantes em sua vida, principalmente relacionadas à sua própria saúde. Ele diz que passou a ter hábitos e um estilo de vida muito mais saudáveis, além de saber exatamente o que está comendo e ter a certeza de que os alimentos não estão contaminados com agrotóxicos e pesticidas.

“As pessoas não têm noção do que é possível fazer em espaços pequenos. Isso pode acontecer em qualquer lugar, basta entender o potencial e o funcionamento”, explicou Lawton.

O permacultor disponibiliza gratuitamente em seu site vídeos educativos que ensinam os conceitos de permacultura e direcionam as pessoas interessadas em iniciarem seus próprios plantios.

Clique aqui para acessar a página e ter mais informações.

Fonte – Thaís Teisen, CicloVivo de 23 de novembro de 2016

Bioplástico é produzido a partir de resíduos da produção de queijo

AINIA heads up a project to create bioplastic from surplus cheese whey.

O bioplástico a partir de poli-hidroxibutirato ( PHB ) é obtido do processo de fermentação do soro do leite, um sub produto da indústria do queijo.

O produto bioplástico evita o descarte de cerca de 40% do soro de leite e pode ser usado como embalagem do próprio queijo. Além disso, plástico produzido com PHB é biodegradável.

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Researchers create bioplastic ‘Wheypack’ from cheese waste

Researchers led by AINIA technology center in Spain, have created a bioplastic ‘Wheypack’ from surplus cheese whey.

The bioplastic, polyhydroxybutyrate (PHB) is created following a fermentation bioprocess of whey, a by­product from the cheese industry.

European Commission’s Circular Economy

The research is part of the European Commission’s Circular Life Wheypack project in response to concerns in the dairy industry about what to do with whey surplus from cheese.

In Europe, 75m tons of whey is produced every year from cheesemaking and around 40% of that is disposed of and managed as waste.

The PHB obtained from the whey surplus of cheese manufacturer, Central Quesera Montesinos, in Spain, could replace traditional plastics in the packaging of its own dairy products.

Miguel Alborch, project coordinator, AINIA, told DairyReporter, most commercial plastics are synthetic polymers derived from petrochemicals, and are difficult to biodegrade. PHB is biodegradable, from renewable sources (bio­based) and represents a significant step towards achieving more sustainable packaging.

He said to develop the bioplastic the team had to identify and characterize the types of whey coming from the production processes of the different varieties of cheeses of Central Quesera Montesinos.

They then selected the ones with the best aptitudes to carry out the fermentative bioprocess.

“The Life Wheypack project shows the dairy industry can make a profit by production of PHB biodegradable packaging tailored to the needs of their products,” he said.

“AINIA’s partners include Central Quesera Montesinos, Aimplas (Spain) and Embalnor (Portugal), who all have experience in food technologies and production, bioprocess technologies, polymer technology and food packaging manufacturing.

“Embalnor is designing and developing the final package with this bioplastic material. The PHB packages will have the same features of traditional petroleum­based plastic packages, but with a smaller carbon footprint.”

Project title: Reduction of CO2 emissions by the PHB use obtained from whey: demonstration in dairy products packaging

Project policy area: Climate change

Programme: Life programme ­ LIFE13 ENV/ES/000608

­ Project coordinator: AINIA (Spain), Miguel Alborch project coordinator

Partners: AINIA, Aimplas, Embalnor and Central Quesera Montesinos

Duration: 01/06/2014­30/11/2016

Budget: €1,188,777

Acies Bio Whey2Value technology

In other news, Acies Bio in Slovenia, has received a €1.7m ($1.9m) grant from the EU Horizon 2020 SME INST program for its Whey2Value (W2V) technology.

Horizon 2020 funds SMEs to develop groundbreaking innovative ideas for products, services or processes that are ready to face global market competition.

The money will go towards setting up a prototype processing plant to launch production of organic vitamin B12. W2V will utilize waste whey as a primary ingredient for microbial fermentation to produce the vitamin for the animal feed additives industry.

“The innovation W2V is a perfect example of how the Circular Economy should work,” a spokesman said.

“The Whey2Value technology requires a low­cost processing facility, which can be installed on site, and minimal maintenance costs.

“It represents a unique opportunity to create a huge and disruptive impact on dairy industry, particularly for the competitiveness of small and medium sized European dairy companies, generating high­value products from waste material, and at the same time creating a sustainable solution with a greatly reduced burden to the environment.

“The objective of this project proposal is to prepare a thorough business plan and feasibility study in the scope of Phase 1, followed by scaling­up and demonstration of operational technology in industrial setting with a local dairy company in the scope of Phase 2.

“The technology is ready for industrial demonstration, which will be followed by EU and global commercialization of Whey2Value. We expect a rapid worldwide market adoption of this disruptive eco­biotechnology.”

Project Acronym: WHEY2VALUE

EU Contribution: 1.781.938

Project duration: 01/11/2015 to 31/10/2017

Call ID: H2020­SMEINST­2­2015

Beneficiary: ACIES BIO

Fonte – Jenny Eagle, DairyReporter

Boletim do Instituto IDEAIS DE 10 de outubro de 2016

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As abelhas estão morrendo intoxicadas no Brasil

Abelhas cobertas de pólen em Frankfurt, AlemanhaAbelhas cobertas de pólen em Frankfurt, Alemanha (Frank Rumpenhorst/AFP/VEJA)

A morte do inseto preocupa apicultores e agricultores por colocar em risco a produção de alimentos

Se pagássemos pelo serviço que as abelhas prestam à natureza, elas estariam bilionárias. O “salário” à colmeia mundial seria de 212 bilhões de dólares por ano. O cachê é alto assim porque o inseto é responsável por 73% da polinização de toda a cultura mundial. O resultado é a garantia de 40% dos alimentos consumidos por nós. Por isso, sua possível extinção – que pode não estar tão distante, como apontou este novo estudo (no link) – é algo tão preocupante, seja para a biodiversidade do planeta ou até, pasmem, para os produtores de inseticidas, produtos que as matam.

A relação é simples. Sem abelhas, não há agricultura, muito menos a necessidade de agrotóxicos. Foi por isso que o projeto Colmeia Viva, do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) foi criado e agora divulga o Mapeamento de Abelhas Participativo (MAP), como resultado de uma parceria entre agricultores e apicultores.

“Reconhecemos o nosso papel na relação entre a agricultura e a apicultura. Uma não existe sem a outra e somos parte disso. É preciso criar boas práticas para o uso dos defensivos”, explicou a vice-presidente do Sindiveg, Silvia Fagnani.

O principal resultado da pesquisa é de que 70% das abelhas estudadas morreram de intoxicação por inseticidas. E em todos os casos, o que causou a morte foi o uso incorreto dos produtos por parte dos aplicadores. A pesquisa apontou, entretanto, que as abelhas mortas na área analisada não apresentaram sintomas da Síndrome do Colapso das Abelhas (CCD), fenômeno registrado principalmente no hemisfério norte com a espécie Apis Mellifera.

Pelo CCD, elas desaparecem sem deixar vestígios. No Brasil, o caso é de mortalidade por intoxicação. Entres os produtos encontrados, estão alguns dos mais vendidos e conhecidos no mercado, como o Neonicotinoide e o Pirazol.

O relatório, porém, é só um começo para o que o projeto pretende realizar, segundo o biólogo Osmar Malaspina, especialista em ecotoxicologia das abelhas, da Unesp, e que participou da pesquisa. Para esta primeira análise, apenas 13 casos foram estudados. A validade, entretanto, de acordo com o pesquisador, se dá pelo tempo de investigação, de um ano. Para que as abelhas sejam analisadas é necessário que o apicultor denuncie, ao Sindiveg, a morte de sua criação em até 24 horas ou que o agricultor perceba que os insetos estão morrendo em sua plantação nesse mesmo espaço de tempo.

“O curto prazo entre a denúncia e a coleta dificulta um pouco a pesquisa, por isso restringimos a área de abrangência ao estado de São Paulo, com foco em poucas amostras. Para apresentarmos dados mais consistentes, precisamos estudar mais colmeias e, para isso, é necessário que apicultores e agricultores colaborem ligando para o nosso disque denúncia”, pediu Malaspina.

As criações mais afetadas, segundo o biólogo, são as próximas às grandes produções de monocultura, como as de soja e as de cana. “Inseticidas, como o próprio nome já diz, são feitos para matar insetos. Estamos tentando amenizar essa situação para que os aplicadores usem de forma correta e possam diminuir a mortalidade das abelhas. A solução definitiva, porém, estaria em repensar a forma como produzimos alimento, sem necessitar da aplicação desses defensivos”, explicou.

O biólogo ainda lembra da importância do inseto para o lucro do grande produtor. No Brasil, há cerca de 3 mil espécies de abelhas. Alguns cultivos, como o melão e a maçã, são polinizados por apenas um tipo, e o desaparecimento da abelha da região significaria o fim da produção.

“O agricultor, por falta de conhecimento, só pensa em fertilizante e adubos. Mas não sabe que a abelha é a maior responsável por manter sua colheita. Agora, se não há comida, elas não ficam no local. Por isso, é importante aliar a plantação a corredores de florestas, construindo habitats apropriados aos insetos”, concluiu o biólogo.

O MAP continua e as análises também. O relatório completo está disponível no site do Colmeia Viva e o telefone para denúncias e dúvidas é o 0800 771 8000.

Fonte – Talissa Monteiro, Veja de 04 de outubro de 2016

Energia para um mundo menos contaminado

Energia para um mundo menos contaminado

/LUIS TINOCO

As empresas aceleram sua transformação antes da chegada do carro elétrico e do impulso das energias renováveis

A pouco mais de um mês da próxima cúpula do clima, em Marrakech, inúmeros fóruns, estudos, projeções e mensagens públicas continuam discutindo as conclusões da cúpula anterior sobre as mudanças climáticas – a COP21 de Paris –, que foi encerrada com o compromisso de que o mundo manterá o aumento médio da temperatura muito abaixo dos dois graus centígrados. “Gostamos de pensar que faremos isso de uma maneira agradável e controlada, e não vivendo em um planeta hostil, onde desaparecerão grandes populações humanas. Mas, de uma forma ou de outra, teremos que fazer”, sorri Dimitri Zenghelis.

Para o pesquisador, é uma questão de escolher entre o susto e a morte. Ao fim de setembro, participou de uma conferência em Madri, na qual lançou um punhado de frases provocativas: “Embora haja uma enorme quantidade de combustíveis fósseis, grande parte das reservas de gás e carbono terão que ficar debaixo da terra”, foi uma delas. “Agora a temperatura da terra está um grau acima do que era na época pré-industrial. O que aconteceria se a temperatura subisse quatro ou cinco graus? Provavelmente, pensamos que não faria diferença, mas, na última vez que isso ocorreu, havia jacarés nos polos”.

Zenghelis lembrou naquele fórum, organizado pela Câmara de Comércio dos EUA na Espanha e pelo Instituto Elcano, que milhares de empresas, e não apenas os cidadãos, motivam os governos a estabelecerem limites mais exigentes em políticas de meio-ambiente. “E não o fazem porque se dedicam a criar ursos polares, mas porque querem ser mais eficientes”. A eficiência, de fato, é a palavra mágica que deveria mudar as coisas em um setor que precisa bastante de uma correção de rumo.

Um relatório publicado neste verão pela BP aponta que, em 2015, o consumo de petróleo cresceu 1,9%, e o de gás, 5,4%, enquanto a demanda de carbono no planeta caiu 1,8%. O mix de consumo global continua preferindo um modelo que use fontes energéticas convencionais: o pegajoso combustível lidera o consumo de energia primária (por volta de 32%), seguido do carbono, com 29,2%, e em terceiro lugar aparece o gás natural, com 23,8%. As energias renováveis têm apenas 9,6% do bolo, e o resto do mercado, 4,4%, fica com a energia nuclear.

Energia para um mundo menos contaminado

Enquanto a energia renovável cresce a um ritmo superior a 200%, a queda do carbono pode ser vista nos números dos líderes do mercado. A anglo-suíça Xtrata-Glencore, a maior exportadora mundial de carbono térmico, faturou 170,497 bilhões de dólares (equivalente a R$ 550 bilhões), por volta de 20% a menos que em 2012. A anglo-australiana BHP Billition passou dos 72,260 bilhões em vendas (2012) para 44,636 bilhões em 2015. Quanto aos gigantes do petróleo, os preços baixos do barril causaram enormes feridas a suas receitas: a chinesa Sinopec reduziu seu faturamento em 146 bilhões de dólares nos últimos dois anos. A BP perdeu 156 bilhões (até os 222,894 bilhões), e a americana Exxon Mobile passou de vendas de 390,247 bilhões em 2013 para 236,810 bilhões (153 bilhões a menos), segundo dados da Bloomberg.

As grandes empresas elétricas, por outro lado, mantêm-se firmes diante das quedas dos preços: a State Grid, maior companhia de distribuição e transmissão do mundo (China), que ocupa a segunda posição entre as maiores empresas do planeta, atrás do Wallmart, teve uma queda de apenas 1% em suas receitas nos últimos dois anos. A EDF ou a E.ON tiveram quedas maiores, mas também não viveram grandes oscilações.

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El futuro

Pedro Linares, professor da escola de engenharia ICAI da Universidade de Comillas, em Madri, e coordenador da cátedra BP de Energia e Sustentabilidade, afirma que, com todas as cautelas – “há muitos futuros”, afirma -, existem dois elementos perturbadores que afetam o mercado como o conhecemos. A crescente competitividade da energia fotovoltaica e a maciça expansão do carro elétrico. “Todos consideram que, cedo ou tarde, as duas coisas vão acontecer, a questão é em que momento. Em 2050, parece estar claro que, na Europa, o transporte com petróleo será anedótico, independente de melhoras em motores de combustão interna”, acredita. Repsol, uma das principais empresas do país, faz contas sobre esses presságios. Antonio Merino, diretor de estudos da petroleira, analisa que, nos cenários que consideraram, projetam-se um aumento do consumo de gás para substituir o carbono e um crescimento da demanda de petróleo, da qual a China será responsável por 60%, segundo números do estudo A Energia na Espanha, do Ministério da Indústria. “Nós estudamos como reduzir as emissões na exploração, com processos mais eficientes”. Como? “Podemos armazenar e reutilizar o CO2 para reinjetá-lo. Embora a captura e sequestro do carbono sejam caras”.

Em sua projeção, o petróleo continuará sendo um combustível imprescindível e se avançará muito na eficiência dos motores, tanto a diesel quanto a gasolina. “Na China, estão sendo introduzidas medidas de eficiência. O que acontece é que temos uma demanda de transporte, de consumo de carburantes, que continua aumentando. Não sabemos quando será estabilizada, mas, no cenário central que foi concordado em Paris, há um crescimento de demanda até 2030 ou 2035”. Fernando Temprano, diretor de tecnologia da petroleira, admite que, uns anos atrás, discutiram internamente na Repsol sobre quem queriam ser: uma empresa de fornecimento de gasolina e diesel ou uma empresa que fornece energia para o transporte, seja qual for. Escolheram o segundo. “Temos que explicar socialmente a complexidade do tema energético. Não podemos ter mudanças bruscas. Os motores elétricos não substituirão os de combustão em um toque de mágica. A transição acontecerá por meio de veículos híbridos e de um aumento na eficiência dos motores”. No seu centro de I+D, trabalham em várias direções, tanto investigando tecnologias relacionadas com recargas e armazenamento de eletricidade, quanto com produtos que tornem sua atividade mais eficiente. O problema está nos destinatários dos seus produtos.

Energia para um mundo menos contaminado

Calcula-se que o custo da contaminação esteja entre 2% e 5% do PIB mundial por ano. Três horas no trânsito são três horas de produtividade perdidas por um trabalhador, às quais são acrescentadas as emissões do seu carro. Além da conscientização do consumidor, os consultados concordam que o ponto chave está e estará no transporte. O professor da IESE, Juan Luis López Cardenete, afirma que o problema é que 70% das emissões não estão vinculadas ao sistema elétrico. Fundamentalmente, partem do transporte terrestre, marítimo e aéreo. “O avanço dos motores de combustão tem sido extraordinário, mas não é suficiente. O potencial de redução de emissões com as tecnologias comerciais já existentes é enorme”. Dá um exemplo: com um galão (3,7 litros) de gasolina, os carros nos EUA percorrem, de acordo com o parque automobilístico atual, metade dos quilômetros dos europeus. “Para que o mundo possa continuar desenvolvendo-se, basta converter um parque automobilístico no europeu de hoje em dia”.

Mas tudo passa por outra variável, talvez a mais negligenciada de todas: os consumidores. “Os humanos gostam de colocar a culpa nos que oferecem e infantilizar os que demandam, que em última instância são os causadores do problema”, sorri López Cardenete. Trabalhar para que a sociedade perceba a importância da redução da sua demanda energética é uma tarefa que precisa ser executada, em conjunto, por governos e indústrias. Os primeiros, além disso, precisam tomar decisões drásticas, como fechar fábricas contaminantes antes que termine sua vida econômica.

Há muito a ser feito, dizem os especialistas, mas, em resumo, “basta ter uma visão diferente e não tradicional”, para enfrentar os novos desafios energéticos. A má notícia, acrescentam, é que um mundo muito fragmentado politicamente, onde o protecionismo ganha terreno, a governança global, essa a que aspiraram os signatários do acordo de Paris para evitar um mundo mais desigual, ameaça desaparecer.

Fonte – Maria Fernández, El País de 08 de outubro de 2016

Só 9% do grande comércio ainda usa sacos de plástico com taxa

Cerca de 72% das empresas passaram a usar sacos de maior espessura – JOSÉ MARIA FERREIRA

Foi um desaparecimento imediato e (quase) sem deixar rasto. Desde que, em Fevereiro de 2015, entrou em vigor a taxa de dez cêntimos sobre os sacos de plástico com 0,05 milímetros de espessura, apenas 9% dos maiores retalhistas continuaram a usar esta solução nas lojas. Os dados constam de um inquérito feito pela Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) às 129 empresas associadas – onde se incluem desde a Primark, a Ikea, o Pingo Doce ou o Continente.

“Antes da reforma da fiscalidade verde 74% das insígnias usavam sacos de plástico leve em conjunto com outras soluções e só 19% usavam sacos de papel”, diz Ana Isabel Trigo de Morais, directora-geral da APED. Com a introdução da taxa ambiental, “72% das insígnias passaram a usar sacos com paredes superiores a 50 microns em conjunto com outras soluções e apenas 9% utilizam sacos de plásticos leve”, continua.

Registou-se “uma redução de 95% de sacos leves em número de unidades introduzidos por nós no mercado. E uma diminuição de 71% na utilização de sacos, incluindo de lixo, que resultou numa redução em peso do plástico de 40%”, disse, citando o mesmo inquérito, embora sem adiantar números absolutos.

No caso do retalho alimentar, os sacos de plástico de menor espessura desapareceram praticamente das caixas de supermercados. Os principais operadores optaram por soluções de maior espessura (e por isso não sujeitas a imposto) e passaram a cobrar sempre aos clientes por estas e outras embalagens. Na prática, o sector escapou da obrigação de cobrar a taxa aos consumidores, que em contrapartida passaram a ter de pagar ou reutilizar.

Não se sabe qual é o valor obtido com as vendas destes produtos alternativos aos sacos de plásticos sujeitos à taxa. Questionada, Ana Isabel Trigo de Morais refere que “empiricamente as pessoas usam até ao limite os sacos reutilizáveis”.

Cerca de 11% diminuiu separação de lixo

Os portugueses não parecem estar descontentes com a medida. O Primeiro Grande Inquérito sobre Sustentabilidade em Portugal, que será divulgado nesta terça-feira em Lisboa, mostra que 69% dos 1500 inquiridos acredita que a medida incentivou a reutilização de sacos para as compras e 56,3% indica que diminuiu o volume de lixo de plástico.

O estudo, feito pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS) a pedido da Missão Continente, revela ainda que no caso de 63,5% a medida obrigou a comprar sacos específicos para o lixo. Este foi, aliás, um dos efeitos colaterais. Dados anteriormente recolhidos pelo PÚBLICO indicam que o consumo de sacos de lixo em Portugal aumentou mais de 40% desde que a taxa entrou em vigor.

Questionados sobre os efeitos práticos na sua vida, a maioria (57,5%) garante que nada mudou e continua a fazer separação de lixo. No caso de 17,9%, houve até um aumento. Ainda assim, mais de 11% admite que diminuiu esta prática “porque habitualmente usava sacos de plástico gratuitos”.

Outra das consequências foi sentida directamente pela indústria que fabricava estas embalagens. De acordo com a Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (APIP), a maioria dos sacos de lixo são agora encomendados a países asiáticos e as empresas tiveram de se ajustar e passar a produzir sacos de maior espessura. A redução de vendas chegou aos 30%.

De 40 milhões a 200 mil euros

Com iniciativa, introduzida pelo executivo de Passos Coelho, o Governo esperava encaixar 40 milhões de euros logo em 2015, mas o valor recebido esteve longe do objectivo: 1,6 milhões de euros. Mais recentemente, o Ministério do Ambiente antecipou que as verbas a arrecadar em 2016 não devem ultrapassar os 200 mil euros. A estimativa inicial de 40 milhões de euros foi calculada com base numa previsão de queda no consumo de 466 para 50 sacos per capita.

A opção de taxar os sacos com 0,05 milímetros de espessura prendeu-se com o facto de serem reutilizados menos vezes. De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente, pelas suas características são mais difíceis de tratar enquanto resíduos e têm como destino o aterro “apenas após uma ou duas utilizações”. “São também mais leves e por isso voam mais facilmente, o que facilita que atinjam grandes distâncias, poluindo o mar. São ainda facilmente fragmentáveis e, uma vez em meio propício, como o ambiente marinho, separam-se em partículas finas, introduzindo-se nos ecossistemas e na cadeia alimentar”, escreve a agência.

A lei prevê que as receitas obtidas com a taxa sobre os sacos sejam distribuídas entre Estado (75%), Fundo para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade (13,5%), Agência Portuguesa do Ambiente (8,5 %), Autoridade Tributária (2 %) e para a Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (1 %).

Fonte – Ana Rute Silva, Público de 06 de setembro de 2016

Mudas frutíferas são plantadas no Bosque das Grevíleas de Maringá

Parceria da Funverde com a VIAPAR: mais de mil arvores no Bosque Sensorial

Ao todo, já foram cultivadas mais de 1.000 árvores de 100 espécies com apoio da VIAPAR

Quem visita o Bosque das Grevíleas em Maringá, de longe estranha ao ver alguns pontos brancos em meio às árvores. Isso nada mais é do que vida. São novas plantas crescendo em meio às velhas árvores que compõem o cenário. No lugar de cada grevílea morta a Organização Não Governamental FUNVERDE cultiva uma nova, no caso, uma espécie frutífera. Um trabalho invisível realizado faz sete anos. Para isso a instituição recebe o apoio da concessionária de rodovias VIAPAR, a qual também ampara outros projetos ambientais da ONG.

Ao todo, já foram cultivadas mais de 1.000 árvores somente no espaço, chegando a 3.500 ao final do projeto Bosque Sensorial. “É uma forma de mostrar, principalmente para as crianças que frequentam o local, que existem outras frutas além de maça e banana. Caqui, pitanga, ingá, abacate e manga são algumas das mais de 100 espécies plantadas ali onde as pessoas sempre realizam piqueniques. Sem o apoio da concessionária nada disso sairia do papel, uma parceria de quem quer fazer, com quem pode fazer”, declarou a instituidora e voluntária da FUNVERDE, Ana Domingues.

Recentemente a ONG também cultivou quase 30 mudas de Ipê Roxo na sede da VIAPAR, em Maringá. Elas foram plantadas no espaço onde atualmente é realizado o projeto da Oficina de Trânsito, bem ao lado do Bosque do Trabalhador, outro plantio coordenado pela FUNVERDE. Em paralelo a concessionária auxiliou esta mesma instituição no plantio de 40 mil árvores as quais ajudam a reflorestar a mata ciliar em quatro rios de Maringá. E se você pensa que as ações ambientais da empresa param por ai está enganado.

Preocupada com a preservação da natureza a VIAPAR mantém diversos outros programas ecológicos. Um deles consiste no recolhimento de lixo às margens das estradas administradas nas regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná. A parte são realizadas ações voltadas para o descarte correto de componentes eletrônicos e lâmpadas fluorescentes. “Além disso, recentemente a concessionária plantou 610 árvores nativas nas alças do contorno de Campo Mourão”, frisou o engenheiro de Segurança, responsável pela Gestão Ambiental da VIAPAR, Guilherme Giandon.

Neste caso, as mudas foram fornecidas pelo viveiro do município e o cultivo realizado em parceria com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Fonte – Assessoria de Comunicação da VIAPAR de 30 de agosto de 2016

Nota da FUNVERDE – As árvores foram adquiridas no Viveiro Tangará – fone 44 3266 6110 -, onde adquirimos as árvores para todos os nossos projetos desde 2004. Sempre se mostraram eficientes e confiáveis.

Guia alimentar de dietas vegetarianas para adultos

A obra traz subsídios aos profissionais da nutrição para atender pacientes vegetarianos e aqueles que desejam adotar a alimentação vegetariana.

Publicação da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Fonte – Instituto Pólis