Sucessão ecológica

Sucessão ecológica é o nome dado para a sequência de comunidades biológicas, desde a colonização até o clímax de determinado ecossistema. Estas comunidades vão sofrendo mudanças ordenadas e graduais.

As primeiras plantas que se estabelecem são líquens e gramíneas, que são denominadas pioneiras, e vão gradualmente sendo substituídas por outras espécies de porte médio como arbustos.

Até que as condições ambientais chegam uma comunidade clímax com árvores de grande porte, apresentando uma diversidade compatível com as características do ambiente.

Nesta fase, o ecossistema apresenta um equilíbrio com o meio natural representando uma situação de homeostase.

Alguns fatores são importantes para a dinâmica da sucessão. As condições ambientais locais e as interações entre as espécies são fatores que contribuem para as mudanças ecológicas.

A sucessão ecológica passa pela comunidade pioneira, comunidade secundária, intermediária ou serial e comunidade clímax.

A sucessão primária ocorre em ambientes desprovidos de vida anteriormente, como dunas, rochas varridas pela erosão, um fluxo de lava ou um lago recém-formado.

A sucessão secundária acontece num ambiente que foi anteriormente ocupado por outras comunidades e que sofreu algum tipo de perturbação, como forças da natureza, que podem ser vendavais, inundações, deslizamentos ou furacões, ou perturbações provocadas pelo homem ou animais, como fogo, áreas cultivadas e corte de florestas.

Uma teoria descritiva da sucessão foi proposta por Frederic Clements em 1916, sendo hoje vista como uma teoria ecológica clássica, e de acordo com o autor, o processo envolve várias etapas.

Começa pela “nudação” que é a sucessão após uma perturbação e o surgimento de um sítio desprovido de vida. Prossegue com a “migração” que é a chegada de propágulos ao ambiente.

Depois vem a “ecese” que é o estabelecimento e crescimento das primeiras plantas pioneiras. Continua com a “concorrência” em que o estabelecimento de novas espécies provoca uma competição por espaço, luz e nutrientes.

E as últimas etapas são a “reação”, onde devido ao resultado da concorrência que o habitat impõe, as espécies vão sendo substituídas, de uma comunidade vegetal para outra. E finaliza com “estabilização”, onde a comunidade se mantém após as fases de reação, e surge o desenvolvimento de uma comunidade clímax.

Na fase pioneira são as primeiras espécies vegetais que conseguem se estabelecer. Sua taxa de disseminação é alta e sua dispersão é facilitada por ação do vento ou de outros fatores ambientais como rios e correntes marítimas.

Toleram altos níveis de radiação solar para germinar e se desenvolver e criam condições para o desenvolvimento de outras espécies vegetais denominadas intermediárias e tardias.

Existem estados inter-relacionais entre as espécies como a “Facilitação” quando uma ou mais espécies permitem o estabelecimento, crescimento e desenvolvimento de outras espécies.

A “Inibição” quando uma ou mais espécies dificultam ou prejudicam o estabelecimento de futuras espécies. Isto pode ocorrer por competição pelo espaço e nutrientes, sombreamento ou produção de substâncias alelopáticas que inibem a germinação de outras sementes.

E finalmente a “Tolerância”, na situação em que espécies preexistentes não afetam o estabelecimento das demais espécies.

As comunidades seriais são os estágios intermediários das comunidades ecológicas, que se iniciam após a implantação de espécies pioneiras, passando por um ou mais estágios intermediários, até atingir as condições de uma comunidade clímax.

Cada ecossistema apresenta diferentes padrões de clima e substrato. Na medida em que se estabelece a dinâmica dos eventos que envolvem a sucessão das formas vegetais, as condições de luz, a ocupação e proliferação dos microrganismos e animais também vai se apresentar de forma diferenciada em cada etapa.

As etapas iniciais da sucessão não apresentam condições para o estabelecimento de uma fauna diversificada, por não apresentarem recursos suficientes para a sua instalação. Verifica-se nesta fase a ocorrência de poucos animais como ácaros, formigas e aranhas.

Na medida em que as espécies intermediárias da sucessão conseguem se estabelecer e diversificar, a fauna vai aumentando em espécies, até atingir as condições de uma comunidade clímax, com muitas espécies de invertebrados, insetos, répteis, anfíbios, aves e mamíferos.

Dependendo do ecossistema, esta diversificação pode ser diferenciada. As regiões tropicais oferecem condições para abrigar uma grande diversidade de plantas e animais, enquanto regiões temperadas, geladas, desérticas, esta diversidade é mais restrita.

A sucessão ecológica para quando o ser consegue alcançar um equilíbrio com o ambiente físico e biótico, ou estado estacionário, também conhecido como homeostático.

A comunidade atinge o ápice de suas relações ecológicas, onde se chega ao ponto final da sucessão, ou clímax. Esta diversidade vai persistir indefinidamente, a não ser por ocorrência de grandes perturbações.

As características da etapa de clímax são que as populações não se alteram e o ecossistema se encontra equilibrado. Os indivíduos são substituídos por outros da mesma espécie.

De acordo com as formas de vida ou crescimento, são considerados indicadores de clima da região. E para cada ambiente físico, há um tipo de clímax.

Uma teoria chamada Teoria Alternativa dos Estados Estáveis, sugere que não há um ponto final na sucessão, mas muitos estados de transição ao longo do tempo ecológico (JACKSON, 2003).

Referência

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sucessão_ecológica

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Fonte – EcoDebate de 01 de fevereiro de 2018

Procedimentos para poda ou corte de árvores

Como devo proceder para podar ou cortar uma árvore?

O primeiro passo é saber onde a árvore está localizada. O fato de estar dentro dos lotes em zona urbana, nas vias públicas ou dentro dos lotes em zona rural, interfere no procedimento a ser tomado que é diferenciado para cada um destes três locais.

1 – Árvore localizada dentro de lotes na zona urbana

Apesar destas árvores pertencerem ao proprietário do lote, elas geram serviços ambientais que beneficiam toda a sociedade e o meio ambiente urbano. Por exemplo, as árvores que estão dentro de um lote geram sombra que pode amenizar a temperatura da calçada no entorno do lote em um dia quente, ou auxiliam na infiltração de água no solo, que recarrega o lençol freático.

Além disso, algumas dessas árvores podem ser de espécie ameaçada de extinção. Como estas espécies estão desaparecendo da natureza devido principalmente ao desmatamento das florestas, é necessário que sejam feitos esforços para mantê-las ainda presentes nas cidades. Diante de tais aspectos, o corte de árvores localizadas dentro dos lotes deve ser controlado pelo poder público.

O que é uma espécie exótica? É aquela originária de outro local e que foi introduzida na região, como por exemplo, mangueira, flamboyant, amora, ameixa, acerola, leucena, etc.

O que é uma espécie nativa? É aquela originária naturalmente do território Brasileiro, como peroba-rosa, ipê, araucária, canela, palmiteiro, jaboticaba, etc.

O corte de espécies exóticas dentro dos lotes é permitido desde que seja emitida uma despensa de autorização pela SEMA. Para espécies nativas, o corte só pode ser permitido se houver uma justificativa, e desde que seja feita uma compensação ambiental. Segundo a Resolução SEMA n° 01/2017, o corte de cada árvore de espécie nativa cortada deve ser compensado pelo plantio de pelo menos outras 10 árvores da mesma espécie, ou de outra espécie nativa indicada pelos técnicos da SEMA. O plantio deve ser realizado preferencialmente no mesmo lote onde o corte foi feito, ou em outro local a critéio dos técnicos da SEMA.

Para solicitar a autorização de corte de árvores de espécies nativas, ou a despensa de autorização para espécies exóticas localizadas dentro de um lote, a solicitação deve ser protocolada no exediente da SEMA. Os documentos e modelos necessários para a solicitação estão disponíveis na página:
http://www2.maringa.pr.gov.br/meioambiente/?cod=licenciamento

Os custos do corte de árvores dentro do lote fica a cargo do proprietário do lote. Como é uma atividade de risco, o proprietário deve contratar uma empresa especializada para realizar a remoção de forma segura.

Para maiores informações , ligar para 3293-8750.

2 – Árvore localizada nas ruas, avenidas ou praças

A poda ou corte de uma árvore nas vias públicas é um serviço de alta complexidade e responsabilidade, pois pode causar danos ao patrimônio público e privado, influenciar o trânsito de veículos, o fornecimento de energia elétrica e até mesmo afetar vidas humanas.

Além disso, estas árvores são um bem público e portanto, são de responsabilidade da administração municipal. A Secretaria Municipal de Serviços Públicos – SEMUSP dispõe de pessoal capacitado e equipado para realizar podas e cortes de árvores com responsabilidade e profissionalismo. Este é o único órgão que possui autorização para executar estes serviços.

Os serviços de poda ou corte podem ser solicitados pelo munícipe por três diferentes canais:

a) Preencher o formulário on line no endereço eletrônico:
http://geoproc.maringa.pr.gov.br:8081/sistema156/arborizacao.html

b) Utilizar o aplicativo para celular COLAB.RE disponível para download na App Store ou Google Play.

c) Contato telefônico com a Ouvidoria através do número 156.

3 – Árvore localizada dentro de lotes de propriedade pública ou privada na zona rural

A autorização de corte deve ser solicitada ao Instituto Ambiental do Paraná – IAP pelo link abaixo:
http://www.iap.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=371l

Para maiores informações , ligar para 3226-3665.

Informações complementares

As solicitações de autorização de corte ou poda de árvore serão avaliadas pelos técnicos do órgão competente, que poderá deferir, ou não, a solicitação considerando a necessidade e critérios técnicos.

Nas vias urbanas, geralmente é autorizado o corte de árvores que se encontra em uma das seguintes situações:

– Arvore condenada, ou seja, que apresenta o tronco danificado e que não há possibilidade de regeneração;

– Árvore possui copa muito inclinada, com risco de queda;

– Árvore plantada em local impróprio, o que dificulta o trânsito de pedestres e/ou veículos, ou afeta as edificações;

– Árvore com raízes muito danificadas, com risco de queda.

A realização de poda e corte de árvores sem autorização ou despensa de autorização é crime ambiental passível de multa, conforme regulamenta o Decreto Federal nº 6514/2008.

Fonte – Prefeitura de Maringá

Prefeitura analisa usar novas espécies

Novidade. Uma das espécies em estudo é a olaia, que tem flores no caule e galhos. Divulgação

As espécies que vão embelezar cada uma das ruas e avenidas da cidade serão definidas até o fim do ano. Essa é a previsão de membros da Câmara Técnica de Espécies, que integra a elaboração do Plano Diretor de Arborização de Maringá. Pelo decreto 529/2017, o plano tem até 27 de março para ser concluído.

Maior das câmaras técnicas, com cerca de 30 membros, a de Espécies tem o papel de estudar quais são as plantas mais adequadas para a arborização de Maringá, estabelecendo um padrão a ser seguido pelos gestores municipais. “Vamos definir o que plantar, como plantar e o local de cada espécie”, explica a ambientalista Ana Domingues, presidente da ONG Funverde.

Membro da câmara técnica, que também é composta por engenheiros florestais, paisagistas, arquitetos, professores de faculdades e universidades, entre outros, Ana diz que o grupo já concluiu os estudos para as zonas 1 (Centro) a 10 e para a Vila Esperança. Os demais bairros virão na sequência. “Não tem ninguém no País pensando a arborização rua a rua. Maringá vai ser referência para outras cidades, que virar coletar sementes e estudar nosso plano”, diz Ana.

Os estudos levam em conta beleza, florada, conforto térmico, longevidade das plantas, e variedade, com no máximo 10% de cada espécie. Abundante na cidade, a sibipiruna será gradativamente substituída por outras espécies. “Isso vai ocorrer conforme as árvores forem morrendo”, esclarece a ambientalista. Plantas proibidas na lista do Instituto Ambienta do Paraná (IAP) e do Instituto Horus, acrescenta Ana, também serão substituídas.

Em contrapartida, Maringá receberá novas espécies, que serão testadas primeiramente em ruas curtas. Caso elas e adaptem bem ao clima local, poderão ser usadas em novos bairros futuramente. Um exemplo dado por Ana é a olaia, também conhecida como árvore-de-judas, de porte pequeno (de 10 a 15 metros de altura) e de uma exuberante florada rosa.

O objetivo dos trabalhos é constituir um padrão da arborização, preservando um patrimônio de Maringá. “Para não se fazer mais imbecilidades que vão descaracterizar uma arborização que é histórica é que estamos elaborando esse plano”, diz Ana, citando equívocos recentes como o plantio de ipê roxo onde há ipê rosa, e de ipê rosa no lugar de flamboyant.

O Plano de Arborização de Maringá também tem em sua elaboração as seguintes câmaras técnicas: Geral, Histórico, Educação Ambiental, Legislação, Cadastro, Matéria-prima. O decreto 529/2017 é baseado em resoluções do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Maringá (Comdema). Os trabalhos são coordenados pela Secretária Municipal de Meio Ambiente (Sema), chefiada por Ederlei Alkamim.

Fonte – Luiz Fernando Cardoso, O Diário de 12 de novembro de 2017

Projeto sobre corte de árvores é aprovado em 3º turno

A Câmara de Maringá aprovou ontem, em terceiro turno, projeto de lei que autoriza a contratação de empresa para fazer corte, poda ou remoção de árvores. O Comdema (Conselho Municipal do Meio Ambiente) pediu o arquivamento da proposta por entender que é ilegal.

O projeto segue agora para o executivo. O Comdema também solicitou ao prefeito Ulisses Maia (PDT) que vete a matéria. No entendimento do conselho, o legislativo ignorou a lei complementar 1.093/2017, que entrou em vigor enquanto a proposta tramitava no legislativo. Ele diz que todo projeto de lei sobre matéria ambiental deve passar pelo Comdema.

A Funverde avalia que o projeto é inconstitucional, já que árvore é patrimônio público, que a prefeitura não terá condições de fiscalizar as ações das empresas, o que poderá resultar em comércio ilegal de madeira, que haverá sobrecarregamento de técnicos que emitem laudos e que o mau manejo poderá afetar serviços essenciais, a exemplo de água e energia elétrica.

A proposta assinada pelos vereadores Do Carmo (PR), Altamir Santos (PSD), Odair Fogueteiro (PHS), Sidnei Telles (PSD), Alex Chaves (PHS) e o presidente da Casa, Mário Hossokawa (PP), estabelece que a contratação da empresa para a execução dos serviços vai depender de autorização da prefeitura e todo o resíduo vegetal será destinado ao município.

Segundo a prefeitura, há cerca de 12 mil pedidos de remoção de árvores à espera de analise. Neste ano, engenheiros da Semusp emitiram laudos para a extração de 4.500 árvores e 3 mil foram retiradas.

Do Carmo defendeu que o projeto abre possibilidades para quem tem laudo técnico de remoção de árvore: contratar empresa especializada ou aguardar a execução do serviço pela Semusp (Secretaria de Serviços Públicos).

Fonte – Metro de 22 de novembro de 2017

Absurdo, e lá vem a máfia da árvore…

Porque a FUNVERDE é contra a lei de corte de árvores por terceiros

Fonte da imagem – desconhecida

Cremos que o projeto de lei nº 14089/2017 é arriscado, pois a prefeitura não vai conseguir fiscalizar adequadamente na cidade inteira se as árvores que serão retiradas possuem realmente autorização. Por exemplo, alguém pode ter autorização pra uma árvore e aproveitar para retirar outras duas ou três.

Aumentará muito a pressão no trabalho dos técnicos que autorizam o corte, pois eles passarão a ser o gargalo do sistema. Isso vai aumentar as chances de haver corrupção.

A prefeitura não vai conseguir fiscalizar adequadamente a execução do serviço das empresas, o que poderá aumentar muito as chances de ocorrerem acidentes, uma vez que as podas e remoções de árvores são atividades que exigem muito conhecimento técnico e prático dos técnicos. Além disso, há muito risco de danos ao patrimônio público e de terceiros e até risco de vida. Hoje, quem paga pelos danos causados pelas árvores, inclusive durante podas, é a prefeitura. E se a empresa causar danos durante o manejo das árvores, quem será responsabilizado? Quem pagará pelos danos causados?

As árvores que estão em calçadas, praças e parques são patrimônio público. Mesmo que o projeto de lei preveja que a prefeitura indicará a destinação de cada árvore cortada, a prefeitura não conseguirá fiscalizar isso adequadamente. Assim, aumentam muito as chances de haver apropriação do patrimônio público, gerando um comércio negro da madeira da arborização urbana. O que ocorre em outras cidades que possuem propostas semelhantes.

Cremos ser mais viável destinar mais recursos para equipar a SEMUSP e contratar técnicos do que entregar a arborização urbana na mão de uma máfia e ter que investir em uma fiscalização que será ineficaz.

PL 14089/2017

1093/2017

Projeto sobre árvores é ilegal, diz Comdema

Maringá. Proposta que tramita na Câmara libera contratação de empresa para cortar árvore. Conselho pede para prefeito vetar

Um projeto que será votado hoje em terceiro turno pela Câmara de Maringá, que permite quem possui laudo para cortar árvore contratar uma empresa, acendeu o sinal de alerta do Comdema (Conselho Municipal do Meio Ambiente) e outros órgãos ambientais, que alegam inconstitucionalidade da matéria e até criação de brechas para o comércio ilegal de madeira.

O Comdema notificou o prefeito Ulisses Maia (PDT) e solicitou que a proposta não seja sancionada. “Pela legislação, o conselho é soberano e as questões sobre o meio ambiente devem chegar ao nosso conhecimento. Nenhum vereador fez isto e o prefeito não nos deu resposta até o momento”, disse a presidente do órgão, Lilianny Ripke Gaspar.

Pela lei complementar 1.093/2017, que entrou em vigor enquanto a proposta tramitava no legislativo, todo projeto de lei sobre matéria ambiental deve passar pelo Comdema.

Segundo Lilianny, além dos autores da proposta ignorarem o conselho, o sistema de extração não pode ser alterado por um projeto de lei porque o município tem que concluir até março de 2018 o Plano de Arborização Urbana.

“Nenhum vereador fez isso e o prefeito não nos deu resposta até o momento.” Lilianny Gaspar, presidente do COMDEMA

A presidente da Funverde e membro do Comdema, Ana Domingues, avalia que o projeto é inconstitucional, já que árvore é patrimônio público; que a prefeitura não vai ter condições de fiscalizar as ações, o que poderá resultar em comércio ilegal de madeira; vai sobrecarregar técnicos que emitem laudos; e que há risco do mau manejo afetar serviços essenciais, a exemplo de água e energia elétrica.

“Cremos ser mais viável destinar recursos para equipar a Semusp [Secretaria Municipal de Serviços Públicos], e contratar técnicos, do que entregar a arborização urbana nas mãos de uma máfia e ter que investir em uma fiscalização que será ineficaz”, afirmou Ana.

Pela proposta assinada pelos vereadores Do Carmo (PR), Altamir Santos (PSD), Odair Fogueteiro (PHS), Sidnei Telles (PSD), Alex Chaves (PHS) e o presidente da Casa, Mário Hossokawa (PP), a contratação da empresa para a execução dos serviços vai depender de autorização da prefeitura e todo o resíduo vegetal será destinado ao município.

Segundo a prefeitura, há cerca de 12 mil pedidos de remoção de árvores para serem analisados. Neste ano, engenheiros da Semusp emitiram laudos para a extração de 4.500 árvores e 3 mil foram retiradas. Prefeitura A diretoria de imprensa da prefeitura informou que o prefeito vai se manifestar sobre o projeto somente quando a proposta for aprovada pelo legislativo e seguir para o executivo.

É mais uma possibilidade, afirma Do Carmo

O vereador Do Carmo (PHS) afirmou que o projeto de lei abre mais uma possibilidade para quem tem laudo técnico de remoção de árvore executar o serviço e que a prática vai trazer benefícios e não prejuízos ao meio ambiente.

“Quem tiver o laudo em mãos vai poder esperar pela prefeitura ou ter a opção de contratar uma empresa. Que fique bem claro à comunidade que estamos abrindo mais uma possibilidade para execução do serviço”, disse o parlamentar.

De acordo com o vereador, no ano passado, a administração municipal pagou quase R$ 600 mil em indenizações a pessoas que tiveram prejuízos com quedas de árvores comprovadamente condenadas .

Sobre o Comdema, o parlamentar afirmou que nenhum dos vereadores que assinam o projeto foi procurado pelo órgão. “Ninguém do Comdema nos apresentou uma lei dizendo que a discussão teria que passar pelo conselho.”

O parlamentar disse ainda que a fiscalização será feita pela Semusp e que as empresas cadastradas pela prefeitura terão responsabilidades na execução do serviço e entrega da madeira na Pedreira Municipal, local onde hoje este tipo de material é armazenado pela prefeitura.

Fonte – Eduardo Xavier, Metro Maringá de 21 de novembro de 2017

 

Árvores fornecem US$ 500 milhões em serviços para megacidades

Nova YorkCentral Park, Nova York. (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Nos últimos anos, os cientistas têm empreendido esforços para calcular o valor dos serviços ambientais prestados pelas árvores

Elas retiram poluentes do ar e da água, contribuem para um clima mais fresco e com direito à sombra, servem de habitat para várias espécies de animais e, de quebra, ainda melhoram o bem-estar das pessoas na correria das grandes cidades. Apesar de todas essas qualidades, as árvores nem sempre ocupam o espaço que merecem no planejamento urbano.

Para mudar esse quadro, nos últimos anos, os cientistas têm empreendido esforços para calcular, em moeda corrente, o valor de todos os serviços ambientais prestados pelas árvores, numa tentativa de sensibilizar os governos para a necessidade de preservar os ecossistemas naturais e expandir as áreas verdes.

Os resultados surpreendem. Um novo estudo publicado na revista Ecological Modeling revela que árvores fornecem nada menos do que US$ 500 milhões a cada ano em serviços que melhoram a vida nos centros urbanos.

O estudo se focou em megacidades, aglomerações urbanas com mais de 10 milhões de habitantes, como Pequim, Londres, Los Angeles, Cidade do México, Mumbai e Tóquio.

Segundo a pesquisa, um quilômetro quadrado de árvores representa um valor anual médio de US$ 1,2 milhão em benefícios para as megacidades.

Para cada pessoa, o valor dos serviços das árvores é de US$ 35, e poderia ser facilmente duplicado simplesmente plantando mais árvores. O melhor de tudo: as árvores não cobram um centavo sequer por esses serviços.

Fonte – Vanessa Barbosa, Exame de 24 de agosto de 2017

Jardim Botânico vai ganhar coleção de araucárias do mundo

(foto: Valdecir Galor/SMCS)

O caminhão transplantador não tinha como passar despercebido por quem visitava ou caminhava pelas pistas do Jardim Botânico na manhã desta quinta-feira (10/8). E a curiosidade ia além da presença do maquinário, as pessoas queriam mesmo saber a razão da abertura das grandes covas no terreno à esquerda da estufa. A área vai abrigar a mais nova coleção vegetal do espaço: Araucárias do Mundo.

Os 17 novos exemplares vão contemplar cinco espécies do gênero – Araucaria heterophylla, Araucaria columnaris, Araucaria bidwillii, Araucaria araucana, e a mais conhecida por aqui, a Araucaria angustifólia. No mundo, existem cerca de 18 espécies da árvore e o objetivo dos técnicos do Jardim Botânico é fazer a complementação gradativamente.

O plantio está previsto para setembro. Enquanto isso, o composto de material orgânico colocado nas covas é preparado para receber melhor as mudas e garantir o bom desenvolvimento. “Além disso, o risco de ondas de frio mais rigoroso diminui, o que também vai favorecer o crescimento”, diz o diretor de Produção Vegetal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, José Roberto Roloff. A estimativa é de que em cerca de dez anos elas atinjam um tamanho de dez metros.

O casal Maria e Ademir Davide, de Santo André, em São Paulo, parou para ver o caminhão em ação. Agora, eles pretendem voltar para ver a coleção plantada. “A cena é bem interessante, até paramos para olhar”, destacou a dona de casa. “Não conseguiremos voltar em setembro, mas com certeza viremos depois para conferir”, contou Maria.

Coleções

Araucárias do Mundo será a sétima coleção vegetal do Jardim Botânico. Os visitantes já têm acesso à Floresta Atlântica, Palmeiras Brasileiras, Floresta Estacional, Arbustos dos Campos do Paraná, Exóticas e Ameaçadas de Extinção.

O novo grupo de plantas é resultado do trabalho da Comissão Permanente Comissão Especial Permanente para pesquisa, implantação e manutenção das coleções vivas do Jardim Botânico Municipal de Curitiba.

Manutenção

Após a retomada da manutenção da estufa, com a limpeza e reorganização das plantas, as equipes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente fizeram a troca de todas as estruturas de bambu quebradas do painel de proteção contra os raios solares e bancos na área das Nativas.

Desde o início do ano, o local vem passando por melhorias, que incluem a limpeza da cascata e dos chafarizes e podas das árvores do bosque e estacionamento. Um novo bebedouro e um bicicletário também foram implantados para os frequentadores.

Fonte – Bem Paraná de 10 de agosto de 2017

Araucaria é um gênero de árvores coníferas na família Araucariaceae. Existem 19 espécies no gênero, com distribuições altamente separadas na Nova Caledônia (onde treze espécies são endêmicas), Ilha Norfolksudesteda AustráliaNova GuinéArgentinaChile, e sul e parte do sudeste do Brasil.

O gênero divide-se em duas secções, sendo algumas vezes tratados como gêneros separados:

A Terra tem 9% mais árvores do que se pensava

Luciana Macêdo / Fotos Públicas

Uma equipe de pesquisadores de vários países fez uma nova estimativa da cobertura florestal do planeta e, com base em imagens do Google Earth, por exemplo, constatou que a Terra tem pelo menos 9% mais árvores do que o calculado anteriormente, o que equivale em hectares a uma outra Amazônia.

Os resultados da investigação, conduzida pela FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, fazem parte de um artigo publicado na revista “Science” e podem esclarecer as dúvidas que cercam as estimativas dos sumidouros de carbono no planeta – florestas, vegetações e oceanos que absorvem CO2.

Para chegar a essas conclusões, os cientistas se concentraram nas zonas áridas, que respondem por 40% da superfície terrestre – mas que poderia aumentar a 50% no final do século por conta da mudança climática.

Nestas regiões, eles escolheram 213.795 lotes de meio hectare cada e deles examinaram detalhadamente as imagens disponíveis de satélites, principalmente do Google Earth.

Os pesquisadores conseguiram calcular que na regiões áridas da Terra existem de 40% a 47% mais florestas do que era notificado em estudos anteriores.

Isto representa 467 milhões de novos hectares de árvores que nunca tinham sido catalogadas nessas áreas, o que equivale a uma floresta Amazônica, segundo com diz o pesquisador Luis G. García Montero, professor da Universidade Politécnica de Madri.

Este novo cálculo aumenta as estimativas atuais da cobertura florestal do planeta em pelo menos 9%, segundo o artigo. De acordo com os estudiosos, as “novas árvores” sempre estiveram lá, mas as imagens em alta resolução e as novas tecnologia permitiram aprimorar o cálculo.

“Não é que as imagens de antes fossem ruins, mas não davam a dimensão que dão agora”, comentou Montero, explicando que possivelmente as sombras criadas por elas mesmas pudessem ser um fator para atrapalhar os satélites mais velhos na hora de captar as imagens e por isso a estimativa anterior era menor.

Agora, o novo estudo poderia ajudar a esclarecer dúvidas sobre as estimativas dos sumidouros de CO2.

Neste sentido, Montero lembrou que em 2015 a revista “Nature” publicou um artigo no qual os autores afirmavam que, de todo o gás carbônico emitido pelos humanos e capturado pela natureza, 25% tinha destino desconhecido. As novas estimativas na quantidade de árvores podem, em parte, ter esclarecido.

Fontes – EFE / Ciberia de 12 de maio de 2017

Planta que teria tanta proteína quanto a carne é estudada e cultivada em SC

Planta ajuda a inibir a ação dos radicais livres no organismo (Foto: Reprodução/RBS TV)Planta ajuda a inibir a ação dos radicais livres no organismo (Foto: Reprodução / RBS TV)

Moringa oleífera é apontada como ‘supernutritiva’ e boa para a imunidade. Podem ser usadas tanto as folhas quanto os talos para a alimentação

Clique aqui para assistir o vídeo.

Em Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, uma planta tem chamado a atenção de pesquisadores e nutricionistas. A Moringa oleífera é estudada pela capacidade de melhorar a imunidade e por seus nutrientes, como mostrou a RBS TV.

Segundo a reportagem, estudos científicos indicam que ela pode ter 35% de proteína depois de desidratada, quase o mesmo que a carne. Ela é rica em vitamina A, cálcio, potássio, ferro e vários outros nutrientes.

Nas refeições, podem ser usadas tanto as folhas quanto os talos, que servem inclusive para fazer farinha, que pode ser utilizada em bolos, pães e biscoitos. É

A enfermeira Noeli Pinheiro cultiva a planta há 10 anos. Ela recebeu as primeiras sementes  recebeu do Espírito Santo, mas a espécie tem origem asiática. “Ela é uma superplanta, um super-alimento”, conta Noeli.

A Epagri também estuda a planta. “A Moringa é de fácil cultivo, fácil colheita, depende de pouco manejo”, reforça o pesquisador da Epagri Rafael Morales.

Pesquisas

Um grupo de pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Pato Branco, descobriu a capacidade da Moringa em inibir a ação de radicais livres, o que ajuda a prevenir o câncer.

“Os nosso resultados comprovam que as folhas de Moringa Oleifera, além de apresentarem um elevado potencial nutricional, também apresentam um elevado potencial biológico, principalmente de capacidade antioxidante”, disse a doutora em Ciências Tatiane Oldoni.

Em outros estudos, são analisadas a capacidade de purificar a água. Em um vídeo (veja acima), as sementes são colocadas em água barrenta que se torna transparente em menos de duas horas.

Fonte – G1 de 31 de março de 2017