Substância usada em mamadeiras afeta cérebro de mães camundongos

Mão segurando mamadeiraPesquisa: BPS é uma substância encontrada em artigos plásticos de uso infantil em substituição ao BPA, proibido em muitos países para essa finalidade. (Thinkstock)

Em laboratório, exposição ao Bisfenol S (BPS) em animais foi associada à negligência materna e até mesmo infanticídio

São Paulo – Nos últimos anos, tem crescido o interesse dos cientistas a respeito dos efeitos potenciais de substâncias químicas industriais presentes em artigos do dia a dia sobre a saúde humana e de outros animais. Eles já descobriram, por exemplo, que algumas delas podem se comportar como hormônios impostores e interferir no correto funcionamento do sistema endócrino dos seres vivos, com graves consequências para seu desenvolvimento.

Quando tais substâncias, chamadas de “disruptores endócrinos”, estão presentes em produtos destinados a gestantes e bebês, grupos vulneráveis, a preocupação é redobrada. Atentos aos perigos, vários países do mundo, incluindo o Brasil, proibiram nos últimos anos a venda de mamadeiras de plástico, chupetas e outros utensílios de uso infantil que contenham a substância Bisfenol A (BPA), associada a diversos tipos de câncer e problemas reprodutivos, além de obesidade, puberdade precoce e doenças cardíacas.

Para substituir o BPA, surgiu outra substância, o Bisfenol S (BPS). Mas uma nova pesquisa divulgada nesta semana também coloca em xeque a segurança desse substituto químico. No estudo inédito, a cientista de saúde ambiental Laura Vandenberg e a neurocientista Mary Catanese, da Universidade de Massachusetts Amherst, examinaram os efeitos do BPS sobre o comportamento materno e as regiões cerebrais relacionadas a ele em camundongos.

Elas descobriram mudanças sutis, mas marcantes, no comportamento de nidificação das mães expostas ao BPS durante a gestação e a lactação de sua prole. Um efeito preocupante foi “o aumento surpreendente da incidência de infanticídio” em um grupo de ratos.

Segundo as pesquisadores, embora estudos anteriores tenham indicado baixa exposição humana ao BPS, essa  exposição tem aumentado ao longo dos últimos 10 anos. E, assim como o BPA, há evidências de que BPS também seja um disruptor endócrino.

Os resultados da pesquisa sugerem que os cuidados maternos, incluindo a capacidade das mães para se adaptarem às necessidades de seus filhotes durante o desenvolvimento precoce, foram prejudicados após a exposição ao BPS “com efeitos diferentes baseado na dose, período pós-parto e tempo de exposição durante a gestação.”

A pesquisa foi publicada na revista científica Endocrinology. Segundo as autoras, “descobrir os efeitos de substâncias químicas ambientais que podem influenciar os cuidados maternos adequados têm implicações sociais e de saúde pública amplas” porque, de uma perspectiva evolutiva, o comportamento materno está relacionado à própria sobrevivência da prole.

Metodologia

Para a análise, as pesquisadoras dividiram camundongos grávidas em três grupos de tratamento: um não recebeu nenhuma dose de BPS, enquanto os outros dois receberam doses pequenas mais em níveis diferentes durante a gestação e lactação.

Além disso, duas fêmeas de cada uma dessas ninhadas foram acasaladas com ratos machos não expostos ao BPS e testadas quanto ao comportamento materno usando os mesmos ensaios usados para testar suas mães.

As pesquisadoras registraram o comportamento de cada mãe na construção e proteção do ninho,  comendo, alimentando, bebendo, dormindo, descansando e cuidando dos filhotes em três momentos separados depois que eles nasceram.

Os animais também foram avaliados quanto ao tempo de resgatar os filhotes que foram removidos do ninho, outra medida de cuidado materno.

Durante o processo, as pesquisadoras examinaram os efeitos da exposição ao BPS em uma região do cérebro sensível ao estrogênio (hormônio sexual feminino) ou substâncias químicas que o imitam.

Resultado

As autoras encontraram um surpreendente aumento da incidência de infanticídio entre as mães expostas à menor dose de BPS durante a gestação. Elas relatam que embora esses mesmos efeitos não tenham sido observados na dose mais alta, mais de 10% das fêmeas expostas a 2 microgramas de BPS por quilo ao dia mataram seus filhotes ou forneceram cuidados maternos tão pobres que um ou mais filhotes padeceram.

“Embora não seja estatisticamente significante, a negligência e a má atenção materna que observamos foram impressionantes. ”

Além do infanticídio, elas também encontraram efeitos induzidos por BPS em aspectos importantes do cuidado materno tanto em mães expostas quanto em suas filhas.

As fêmeas expostas à maior dose de BPS durante a gestação e a lactação passaram significativamente mais tempo no ninho do que as fêmeas do grupo de controle, um dado inesperado, tendo em vista que as mães geralmente passam menos tempo no ninho à medida que os filhotes crescem e se desenvolvem. Os pesquisadores sugerem que a exposição da mãe BPS “pode indicar uma falta de ajuste” para a evolução das necessidades de seus filhotes.

As mães expostas a BPS também mostraram latência (o tempo que se estabelece, por exemplo, entre um estímulo e uma resposta) significantemente menor para recuperar seu primeiro filhote removido do ninho e para recuperar sua ninhada inteira, o que pode não representar melhor cuidado, mas “indicar hiperatividade, comportamento compulsivo, stress, resposta a filhotes dispersos”.

Diferentes efeitos foram observados nos comportamentos maternos das filhas expostas ao BPS. Segundo a pesquisa, elas passaram significativamente menos tempo no ninho em comparação com os camundongos não expostos. O tempo gasto na construção do ninho foi maior, o que “pode indicar um comportamento repetitivo ou semelhante ao “TOC”, transtorno obsessivo compulsivo.

De acordo com as cientistas,  “descobrir os efeitos de substâncias químicas ambientais que podem influenciar os cuidados maternos adequados têm implicações sociais e de saúde pública amplas” porque, de uma perspectiva evolutiva, o comportamento materno está relacionado à sobrevivência da prole.

Fonte – Vanessa Barbosa, Exame de 23 de dezembro de 2016

Research Warns BPA-Free Plastic Bottles Still Toxic to Infants and Toddlers

Michael Green, an environmental health executive and father of a feisty toddler named Juliette, worked to rid his cabinets of baby bottles and plastic cups containing the additive bisphenol A (BPA), which mimics estrogen and has been linked to serious health problems like cancer, diabetes, miscarriages and obesity.

According to recent research, some BPA-free products, like bottles and sippy cups, actually released synthetic estrogens that were more potent than BPA.

Green switched to BPA-free plastics to solve the issue, but was alarmed when he found research suggesting some of these “healthier” bottles and cups contained synthetic estrogens as well.

To get a more definitive answer, Green turned to the company he runs, the Californ0a-based Center for Environmental Health, to see just what additives were used to form the BPA-free plastics.

Mother Jones reports:

The center shipped Juliette’s plastic cup, along with 17 others purchased from Target, Walmart and Babies R Us, to CertiChem, a lab in Austin, TX. More than a quarter—including Juliette’s—came back positive for estrogenic activity.

These results mirrored the lab’s findings in its broader National Institutes of Health-funded research on BPA-free plastics. CertiChem and its founder, George Bittner, who is also a professor of neurobiology at the University of Texas-Austin, had recently coauthored a paper in the NIH journal Environmental Health Perspectives.

It reported that “almost all” commercially available plastics that were tested leached synthetic estrogens—even when they weren’t exposed to conditions known to unlock potentially harmful chemicals, such as the heat of a microwave, the steam of a dishwasher or the sun’s ultraviolet rays. According to Bittner’s research, some BPA-free products actually released synthetic estrogens that were more potent than BPA.

Estrogen plays an integral role in just about everything from bone growth and ovulation to heart function. Too much or too little, especially in utero or during early childhood, can alter brain and organ development, leading to certain diseases later in life. For instance, elevated estrogen levels generally increase a woman’s risk of breast cancer.

Estrogenic chemicals found in several common products have been tied to a myriad of problems in humans and animals.

Scientists have linked BPA to ailments including asthma, cancer, infertility, low sperm count, genital deformity, heart disease, liver problems and Attention Deficit Hyperactivity Disorder. “Pick a disease, literally pick a disease,” said Frederick vom Saal, a biology professor at the University of Missouri-Columbia who studies BPA, to Mother Jones.

Plastics Industry Combats Troubling BPA-Free Research

In 2008, major news sources, like The Huffington Post, The New York Times and Good Morning America, issued health alerts over baby products containing BPA, and urged Congress and retailers to ban BPA in baby products due to its toxicity and links to cancer, diabetes and obesity.

Walmart and Babies R Us took note and started pulling plastics containing BPA from their shelves.

Now, countless plastic products, from sippy cups and blenders to Tupperware containers, are advertised as BPA-free; however, Bittner’s findings—some of which have been confirmed by other scientists—suggest that many of these alternatives share the qualities that make BPA so potentially harmful.

Following the release of Bittner’s troubling conclusions, a fight with the $375-billion-a-year plastics industry ensued.

The American Chemistry Council, which lobbies for plastics makers and has worked to refute the science linking BPA to health problems, teamed up with Tennessee-based Eastman Chemical to diminish Bittner and his research.

The company has told corporate customers the Environmental Protection Agency discredited Bittner’s testing methods. It has not.

Eastman Chemical, the maker of Tritan, a widely used plastic listed as BPA-free, sued CertiChem to prevent it from publicizing their findings that Tritan is estrogenic by convincing a jury that its product was free of estrogenic activity.

It also launched a public relations campaign promoting Tritan’s safety, which was targeted at families with young children.

“It can be difficult for consumers to tell what is really safe,” the vice president of Eastman’s specialty plastics division, Lucian Boldea, said in a web video, before an image of a pregnant woman popped on screen. With Tritan, he added, “consumers can feel confident that the material used in their products is free of estrogenic activity.”

After the Mother Jones BPA March/April 2014 cover story went to press, the magazine published the following update today on its website:

After this story went to press, the U.S. Food and Drug Administration published a paper finding that BPA was safe in low doses. However, the underlying testing was done on a strain of lab rat known as the Charles River Sprague Dawley, which doesn’t readily respond to synthetic estrogens, such as BPA. And, due to laboratory contamination, all of the animals—including the control group—were exposed to this chemical. Academic scientists say this raises serious questions about the study’s credibility.

Fonte – Ecowatch / Ecoliving de 04 de março de 2014

Vidro, usem vidro, sempre, por favor. Principalmente ao esquentar no microondas ou congelar.

Study Finds Over 24,000 Chemicals In Bottled Water: Which Ones Are Harming You?

German researchers have discovered endocrine disrupting chemicals (EDCs), that could adversely affect development and reproduction, to be contained in 18 different bottled water products(1). Of the 24,520 suspect chemicals found to be present in bottled water, the one that showed consistent results and illustrated anti-androgenic and anti-estrogenic activity is di(2-ethylhexyl) fumarate (DEHF). Endocrine disruptors are chemicals that can interfere with the hormone system, they can cause cancerous tumors, birth defects, cardiovascular disorders, metabolic disorders and as mentioned earlier, other developmental disorders(1).

This study comes from Martin Wagner and Jorg Oehlmann of the Goethe University Frankfurt, Frankfurt am Main, and Michael Schlusener and Thomas Ternes of the German Federal Institute of Hydrology. They determined that bottled water could contain serious amounts of EDCs that should be a cause from concern.

Researchers used spectrometric simulation to narrow down their findings to DEHF as the only possible EDC giving rise to harmful activity. DEHF is also known as an anti-estrogenic compound, which means that another unidentified EDC must be present in the samples that showed anti-androgenic activity.

The authors employed a sensitive in vitro bioassay to characterize the total estrogenic burden leaching from plastics, including potential mixture effects and unidentified EDCs. Using a similar approach, a series of studies reported a widespread estrogenic contamination of commercially available bottled water. Here, we combine biological and chemical analysis to identify putative steroid receptor antagonists in bottled water. Most of the products were potently antiestrogenic and antiandrogenic in the bioassays. Nontarget high-resolution mass spectrometry pointed towards maleate and fumarate isomers as promising candidates and subsequently enabled the identification of di(2-ethylhexyl) fumarate. Because its concentration is too low to explain the observed activity, other compounds must contribute. However, further maleate/fumarate isomers are not only biologically active but structurally highly similar to phthalates. Hence, we speculate these compounds might represent a novel, so far overlooked group of EDCs. An increasing number of in vitro studies reports the presence of EDCs in bottled water. With previous studies focusing on estrogenicity, the present work provides evidence for an additional contamination with steroid receptor antagonists. We detected antiestrogens and antiandrogens in the majority of analyzed bottled water products. Moreover, the antagonist activity was very potent. An equivalent of 3.75 ml bottled water inhibited estrogen and androgen receptor by up to 60 and 90 percent. Bottled water from six different countries has been found to contain estrogenic, antiestrogenic, as well as androgenic, progestagenic, and glucocorticoid-like chemicals. This demonstrates that a popular beverage is contaminated with diverse-acting EDCs(1).
What Can You Do?
The answer is simple, don’t drink bottled water! Apart from that, you can purchase water filters that take out the chlorine and fluoride from your water if you choose, they aren’t that hard to find and if you do your research you can find some fairly inexpensive ones. If you’re interested, shoot us an email and we can help you out in your search. 24,000 chemicals is a lot of chemicals to be putting into your body. I’m not saying all of them are harmful, but who would want to take that chance? It’s not uncommon for us to taste some of these chemicals within the water that come from the plastic, especially if you leave the bottle in the sun for a short period of time.

Here is a very informative video that shares a lot more of what needs to be known about bottled water:

Fonte – Collective Evolution

Imagem – mivox

França alerta para riscos do bisfenol A à saúde

A França anunciou nesta terça-feira que pedirá à União Europeia para reforçar os controles sobre o bisfenol A, substância presente em vasilhas plásticas e latas de conservas, após um estudo que alertou para os riscos de exposição de mulheres grávidas para seus filhos.

A agência francesa para a segurança alimentar (ANSES) “confirma” os efeitos potencialmente nocivos deste produto presente em muitos artigos de uso cotidiano.

Após a pesquisa, realizada em animais, a agência francesa recomendou especialmente às mulheres grávidas que evitem consumir alimentos enlatados devido aos riscos para o feto, advertindo que poderiam vir a desenvolver câncer de mama.

O bisfenol A é usado com frequência na fabricação de garrafas e vasilhas plásticas, em latas de refrescos e embalagens de alimentos.

O bisfenol A (BPA, na sigla em inglês) pode ser encontrado também no revestimento de garrafas e vasilhas plásticas, assim como em recibos de caixas registradoras, o que motivou a agência a pedir que as mulheres que trabalham como caixas tenham precaução.

A ANSES também pediu às mulheres grávidas que evitem beber água de garrafões de “policarbonato”, encontrados em muitos escritórios, pois seriam “uma fonte de exposição ao bisfenol A”.

Considerada uma substância que altera o funcionamento do sistema endocrinológico, o bisfenol A já foi vinculado em alguns estudos a problemas do sistema nervoso, distúrbios reprodutivos, diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade.

Há um ano o Parlamento francês aprovou a proibição do BPA em todas as embalagens de alimentos a partir de 2014 e já em 2013 para os produtos destinados a crianças menores de 3 anos.

A medida permitirá reduzir o risco de ingestão de alimentos contaminados com esta substância química de origem industrial.

A União Europeia, os Estados Unidos e o Canadá já proibiram o uso desta substância na fabricação de mamadeiras.

Em setembro de 2011, a agência francesa já tinha advertido para os riscos potencialmente nefastos do BPA.

Na ocasião, o diretor geral da ANSES, Marc Mortureux, pediu para substituir esta substância química sempre que possível “em uma lógica de prevenção”.

Agora, a agência foi mais longe em sua advertência, ao levar em conta “pela primeira vez” as exposições reais da população ao bisfenol A pela alimentação, pelo ar que respiramos e também por contato cutâneo.

Com base em estudos feitos em animais e levando em conta os níveis de exposição, a agência concluiu que há “um risco potencial para as crianças que vão nascer de mulheres grávidas expostas” ao bisfenol A.

“Os efeitos identificados envolvem uma modificação da estrutura da glândula mamária no feto, que poderia favorecer o desenvolvimento posterior de um tumor”, destacou a agência.

A população se expõe a este produto na alimentação (80% da contaminação), sobretudo com as latas de conserva, que costumam conter um revestimento interno com BPA, acrescentou a agência.

Fonte – AFP de 09 de abril de 2013

Garrafas de plástico, latas de conserva, mamadeiras, vasilhas plásticas para acondicionamento de qualquer coisa, que você compra a menos de 1 Real e agora pasmem, recibos de caixas registradoras, que você recebe ao comprar qualquer coisa, aquele que todos nós manuseamos diariamente… Melancias explosivas, peixes do rio Mekong, agrotóxico em tudo o que comemos…

Então é isso, estamos a cada segundo sendo envenenados pelo que comemos, pelo que bebemos, pelo que manuseamos, pelo que cheiramos. Não só as grávidas correm perigo, mas sim, toda a humanidade.

Será que, a exemplo do aquecimento global, só quando restarem alguns gatos pingados vivos, enxergaremos que estamos nos matando, que estamos rumando em passos largos para a extinção da humanidade?

Químico de latas de alumínio aumenta risco de doença cardíaca e renal nas crianças

União Europeia e EUA já proibiram biberões com Bisfenol A, mas novo estudo pede novas proibições

A exposição a um químico utilizado na produção de plásticos alimentares e latas de alumínio parece estar associado ao risco de doença cardíaca e renal em crianças e adolescentes, revela um estudo publicado esta quarta-feira e citado pela Agência Lusa.

Segundo o artigo, publicado na edição online da Kidney International, uma publicação da revista Nature, mesmo níveis reduzidos do Bisfenol A (BPA) aumentam a libertação de proteína na urina, um biomarcador de falência renal e do risco futuro de doença cardíaca.

Realizado por cientistas da Universidade de Nova Iorque, o estudo consistiu numa análise dos dados recolhidos num rastreio nacional a 710 crianças e adolescentes entre os 6 e os 19 anos.

“Apesar de o nosso estudo não confirmar definitivamente que o BPA contribui para as doenças cardíacas ou renais em crianças, juntamente com o nosso estudo anterior sobre o BPA e a obesidade, estes novos dados vêm juntar-se às preocupações já existentes sobre o BPA como um fator de risco cardiovascular em crianças e adolescentes”, disse o médico Leonardo Trasande, coautor do artigo.

Para o cientista, este estudo vem dar razão àqueles que apelam a uma maior limitação da exposição ao BPA, especialmente entre as crianças.

“Removê-lo das latas de alumínio é provavelmente uma das melhores maneiras de limitar a exposição. Há alternativas que os fabricantes podem usar”, disse o cientista norte-americano.

Nos EUA, é proibida a utilização de BPA na produção de biberões e copos para crianças, mas o químico ainda é usado no revestimento interior das latas de alumínio. Os fabricantes argumentam que este composto tem uma função antissética, mas os cientistas têm dito que afeta diversos mecanismos no metabolismo humano.

As crianças norte-americanas são expostas ao BPA desde cedo – até há pouco tempo os biberões continham o químico – e estudos demonstraram que, aos seis anos, 92 por cento delas já tinham vestígios de Bisfenol A na urina.

A União Europeia proíbe, desde março de 2011, a produção e, desde junho do mesmo ano, a comercialização de biberões contendo Bisfenol A na Europa.

Já em setembro, a equipa de Trasande publicou um estudo que revelava uma associação significativa entre a obesidade nas crianças e adolescentes e concentrações elevadas de BPA na sua urina.

Fonte – TVI24 de 09 de janeiro de 2013

Curitiba, PR – Venda de produtos com bisfenol passa a ser proibida

Foi promulgada em Curitiba a lei que proíbe a produção, o fornecimento e a venda de materiais que tenham em sua composição elementos plásticos que liberem o Poluente Orgânico Persistente Bisfenol A (BPA). A promulgação da norma, no último dia 14, pelo presidente da Câmara, o vereador João do Suco (PSDB), foi anunciada nesta quarta-feira (19), durante sessão plenária, pelo autor da proposta, Aladim Luciano (PV).

Fabricantes, fornecedores e comerciantes destes produtos têm o prazo de um ano para se adequar. No caso de descumprimento, a lei prevê primeiramente notificação, em seguida multa de R$ 1,5 mil, podendo haver, em caso de reincidência, suspensão e até cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento.

A substância, geralmente utilizada na fabricação de produtos infantis, como mamadeiras, chupetas e brinquedos, além de cancerígena, atua como desregulador hormonal, agindo de modo mais violento nas crianças. A liberação desses poluentes no meio ambiente acarreta em contaminações químicas graves, causando inúmeras doenças degenerativas.

O Bisfenol A é utilizado pela indústria em compostos plásticos. Além de usado na fabricação de materiais infantis, também é utilizado na produção de selantes dentários, latas de conserva, lentes de óculos, materiais automotivos, garrafas de água mineral, encanamentos de água de abastecimentos, adesivos, CDs, DVDs, impermeabilizantes de papéis e tintas.

Lei nº 14.188, de 14 de dezembro de 2012 – Dispõe sobre o controle do Poluente Orgânico Persistente Bisfenol A (BPA), no âmbito do município de Curitiba e dá outras providências.

A Câmara Municipal de Curitiba, Capital do Estado do Paraná, aprovou e eu, presidente, nos termos dos parágrafos 3º e 7º do artigo 57, da Lei Orgânica do Município de Curitiba Promulgo a seguinte lei:

Art. 1º Ficam proibidos, no âmbito do município de Curitiba, a fabricação, o fornecimento e a comercialização de mamadeiras, bicos, chupetas e brinquedos infantis compostos por elementos que liberem o Poluente Orgânico Persistente Bisfenol A (BPA).

Art. 2° Os fabricantes, fornecedores e comerciantes dos produtos descritos no artigo 1° tem o prazo de 1 (um) ano, a contar da data de publicação, para atendimento ao disposto nesta lei.

Art. 3º O não cumprimento do disposto nesta lei, implicará nas seguintes sanções:

I – Notificação na primeira ocorrência;

II – Multa de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) na segunda ocorrência;

III – Suspensão do alvará de funcionamento por 60 (sessenta) dias na terceira ocorrência;

IV – Cassação do alvará de funcionamento na quarta ocorrência.

Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Rio Branco, em 14 de dezembro de 2012.

Vereador JOÃO LUIZ CORDEIRO

Presidente

Parabéns aos vereadores de Curitiba pela pela aprovação desta lei importante para a preservação da saúde dos curitibanos.

Bancada Ambientalista da ALEP, onde estão vocês que ainda não propuseram esta lei para proteger todos os paranaenses?

Exposure to nanoparticles in foods may harm health

New research published in the journal Nature Nanotechnology has found exposure to engineered nanoparticles found in foods and pharmaceuticals may be more harmful to health than previously thought.

Researchers at Cornell University investigated how large doses of polystyrene nanoparticles—a common, FDA-approved material found in substances from food additives to vitamins—affected how well chickens absorbed iron, an essential nutrient, into their cells.

Researchers tested both acute and chronic nanoparticle exposure using human gut cells in petri dishes as well as live chickens and reported matching results. They chose chickens because these animals absorb iron into their bodies similarly to humans, and they are also similarly sensitive to micronutrient deficiencies. The researchers used commercially available, 50-nanometer polystyrene carboxylated particles that are generally considered safe for human consumption. They found that following acute exposure, a few minutes to a few hours after consumption, both the absorption of iron in the in vitro cells and the chickens decreased. However, following exposure of 2 milligrams per kilogram for two weeks—a slower, more chronic intake—the structure of the intestinal villi began to change and increase in surface area. This was an effective physiological remodeling that led to increased iron absorption.

The researchers noted that in some sense this intestinal villi remodeling was positive because it shows the body adapts to challenges. But it serves to underscore how such particles, which have been widely studied and considered safe, cause barely detectable changes that could lead to, for example, over-absorption of other, harmful compounds.

“Nanoparticles are entering our environment in many different ways,” the researchers said. “We have some assurance that at a gross level they are not harmful, but there may be more subtle effects that we need to worry about.”

Fonte – Food Product Design de 17 de fevereiro de 2012

Sweden bans BPA in food packaging intended for kids

Just weeks after the U.S. Food and Drug Administration (FDA) rejected a petition to ban the much-debated chemical bisphenol A (BPA) from food and beverage packaging, the government of Sweden banned the use of (BPA) in packaging for food intended for children under the age of 3 years.

Government officials made the announcement on April 13, and noted the action will mainly affect the lids of baby food bottles. The mandate also gave the Swedish Chemicals Agency a 3-month deadline to determine whether the chemical should be banned from certain types of thermal paper, including receipts and tickets, and to determine the extent of BPA’s use in drinking-water pipes, toys and children’s goods.

A 2011 report compiled by the Swedish Chemicals Agency and the National Food Agency determined there is greater uncertainty than previously when it comes to determining a safe level for low-dose exposure. The agencies proposed a number of measures aimed at increasing knowledge about the prevalence of and exposure to BPA and at protecting children from exposure from known sources.

According to the report, children’s food marketed in Sweden now comes in BPA-free packaging. The ban will ensure that this voluntary phase-out of BPA becomes permanent.

“Parents must be able to feel confident about the products with which their children come into contact in daily life. As a matter of caution, we are now acting in all areas that the agencies believe play a significant role in the exposure of young children,” said Minister for the Environment Lena Ek. “The EU should take more far-reaching initiatives than today to limit children’s exposure to bisphenol A and other known endocrine disruptors. I intend to raise the issue with the Commission and the Member States this spring when we discuss the contents of the EU’s next environmental action program.”

Fonte – Food Product Design de 25 de abril de 2012

Effects from BPA exposure last generations

A new study published in the journal Endocrinology shows exposure to low doses of bisphenol A (BPA) during gestation had immediate and long-lasting, trans-generational effects on the brain and social behaviors in mice.

Public health concerns have been fueled by findings that BPA exposure can influence brain development. In mice, prenatal exposure to BPA is associated with increased anxiety, aggression and cognitive impairments.

The findings come just three months after FDA rejected the Natural Resources Defense Council’s petition to ban BPA from food and beverage packaging. FDA said NRDC did not present compelling scientific evidence to impose new restrictions; however, the agency said it will continue to study the issue.

“We have demonstrated for the first time to our knowledge that BPA has trans-generational actions on social behavior and neural expression,” said Emilie Rissman, PhD, of the University of Virginia School of Medicine and lead author of the study. “Since exposure to BPA changes social interactions in mice at a dose within the reported human levels, it is possible that this compound has trans-generational actions on human behavior. If we banned BPA tomorrow, pulled all products with BPA in them, and cleaned up all landfills tomorrow it is possible, if the mice data generalize to humans, that we will still have effects of this compound for many generations.”

For the study, female mice were fed food with or without BPA before mating and throughout gestation. Plasma levels of BPA in supplemented female mice were in a range similar to those measured in humans. Juveniles in the first generation exposed to BPA in utero displayed fewer social interactions as compared with control mice. The changes in genes were most dramatic in the first generation (the offspring of the mice that were exposed to BPA in utero), but some of these gene changes persisted into the fourth generation.

“BPA is a ubiquitous chemical, it is in the air, water, our food, and our bodies,” Rissman said. “It is a man-made chemical, and is not naturally occurring in any plant or animal. The fact that it can change gene expression in mice, and that these changes are heritable, is cause for us to be concerned about what this may mean for human health.”

Fonte – CHEVY CHASE, Md., Food Product Design de 18 de junho de 2012

Anvisa finalmente proíbe mamadeira com bisfenol A

Decisão se apoia em vários estudos internacionais que apontaram possíveis problemas de saúde causados pela substância

O bisfenol A é utilizado na fabricação de policarbonato, um tipo de resina usada na produção da maioria dos plásticos

Após vetos do Canadá, da União Europeia e do estado de Nova York, o Brasil decidiu também proibir o uso do bisfenol A (BPA) nas mamadeiras – fabricadas no país ou importadas. A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começa a valer a partir de janeiro.

Várias pesquisas já haviam apontado o potencial danoso do bisfenol A, uma substância tóxica presente no plástico, especialmente em crianças de até um ano de idade. Segundo estudos anteriores, a substância aumenta os riscos de problemas endócrinos em crianças pequenas. Nos adultos, potencializa as chances de câncer de mama e problemas cardíacos. Um estudo americano divulgado em junho deste ano afirma que a substância se acumula no corpo com maior facilidade do que se pensava anteriormente.

A Anvisa também estuda a regulamentação do uso do bisfenol A em embalagens de alimentos. Segundo a agência “até o momento, não há justificativa para adoção de outras restrições de uso para a substância.”

Indústria – Segundo comunicado do Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, que representa algumas das maiores fabricantes de plástico do Brasil, “os fabricantes de mamadeiras se anteciparam buscando alternativas ao bisfenol A, mesmo não havendo estudos conclusivos sobre riscos a saúde no uso dessa substância (…), e as produzem desde o ano passado em polipropileno, plástico que não emprega Bisfenol A em sua composição.”

Como assim baianense? Com mais de três mil estudos comprovando o perigo para a saúde humana e você ainda diz que não existem estudos conclusivos? Você só deve estar de brincadeira, porque certamente não acreditamos que você esteja querendo desinformar o consumidor, não podemos crer que você esteja deliberadamente querendo expor fetos, bebês e crianças a uma fonte de comprovada de câncer. Que coisa feia baianense! Defenda o que pode ser defendido, mas nunca, jamais minta, porque isso é muito feio e neste caso a mentira pode trazer consequências  à saúde de humanos.

O que é – O bisfenol A (BPA) é a matéria-prima do policarbonato, um plástico resistente que é utilizado em vários produtos, como mamadeiras ou no revestimento interno de latas.

O que provoca – A substância é similar a um hormônio feminino, o estrogênio. Ao entrar em contato com o organismo, ela pode alterar o funcionamento das glândulas, aumentando ou diminuindo a ação de hormônios naturalmente produzidos pelo corpo, essenciais para o funcionamento correto do organismo.

Riscos – A partir de estudos realizados com camundongos, os pesquisadores detectaram problemas como câncer de mama, distúrbios no coração, obesidade e hiperatividade. Além disso, a substância pode provocar danos aos fetos, afetados durante a gestação, e a crianças pequenas, que podem ter suas funções endócrinas prejudicadas.

Bisfenol – Substância encontrada em plásticos pode ser prejudicial à saúde. Veja abaixo dicas para evitar a substância

Mamadeiras – Prefira mamadeiras de vidro ou livre de bisfenol A para os bebês

Microondas – Evite esquentar no microondas bebidas e alimentos armazenados em recipientes de plástico. O bisfenol A é liberado em maiores quantidades quando o plástico é aquecido.

Geladeira e freezer – Vasilhas de plástico não devem ser levadas ao congelador. A liberação do composto é acelerada quando há resfriamento.

Enlatados – Atenção ao consumo de alimentos e bebidas enlatadas. O bisfenol A é utilizado no revestimento interno das latas.

No lugar de pratos e copos de plástico, opte por vidro, porcelana ou aço inoxidável.

Descarte utensílios de plástico lascados ou arranhados. Lavá-los com detergentes fortes e utilizar a parte grossa das esponjas são atitudes contraindicadas.

É possível identificar embalagens plásticas com bisfenol A. Evite aquelas que tenham os símbolos de reciclagem com os números 3 e 7 no interior do triângulo.

Fonte – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SP (Sbem) e Elaine Costa, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo e membro do grupo de trabalho dos desreguladores endócrinos da Sbem-SP / Revista Veja de 16 de setembro de 2011