Ser humano: maior espécie invasora

população mundial 8000 aC - 2100 dC

“O ser humano é um ectoparasita que está matando o seu hospedeiro”
Alves (28/09/2016)

“Há 10.000 anos os seres humanos e seus animais representavam menos de um décimo de um por cento da biomassa dos vertebrados da terra. Agora, eles são 97 por cento”
Patterson (07/05/2014)

Em 2012, escrevi um artigo provocativo no Portal Ecodebate perguntando se a expansão do ser humano por todos os cantos e espaços do Planeta poderia ser considerada uma atividade semelhante ao que acontece na biologia com as espécies invasoras.

A ideia do conflito irreconciliável e antagônico entre o ser humano e a natureza não é nova. Diversos autores já trataram a humanidade como um câncer, uma praga ou erva daninha que ataca a biodiversidade da Terra. Por exemplo, o grande ambientalista David Attenborough disse: “Somos uma praga sobre a Terra. Não é apenas a mudança climática; é o espaço absoluto, lugares para cultivar alimentos para esta enorme horda. Ou nós limitamos o nosso crescimento populacional ou o mundo natural fará isso por nós. Aliás o mundo natural já começou a fazer isso para nós agora”.

Na mesma linha, o filósofo britânico John Gray, em entrevista à revista Época (29/05/2006), apresenta um prognóstico pessimista sobre a humanidade: “A espécie humana expandiu-se a tal ponto que ameaça a existência dos outros seres. Tornou-se uma praga que destrói e ameaça o equilíbrio do planeta. E a Terra reagiu. O processo de eliminação da humanidade já está em curso e, a meu ver, é inevitável. Vai se dar pela combinação do agravamento do efeito estufa com desastres climáticos e a escassez de recursos. A boa notícia é que, livre do homem, o planeta poderá se recuperar e seguir seu curso”.

Também o Dr. David Suzuki (2016) considera que os seres humanos estão no topo dos predadores do mundo. Predação é uma função natural importante. Mas como a população humana cresceu, passou a influir na dinâmica dos ecossistemas rompendo os equilíbrios naturais. Ele diz que precisamos parar de procurar bodes expiatórios e olhar no espelho e perceber que a principal causa do declínio das espécies são o agigantamento das atividades antrópicas.

Agora em abril de 2016, a revista Nature publicou o texto “Post-invasion demography of prehistoric humans in South America” (GOLDBERG, et. al. 2016) que trata da “invasão” humana na América do Sul. O texto reconstrói os padrões espaço-temporais de crescimento da população humana na América do Sul, usando um banco de dados recém-agregados de 1.147 sítios arqueológicos e 5.464 datações calibradas abrangendo quatorze mil a dois mil anos atrás. Demonstra que, em vez de uma expansão exponencial constante, a história demográfica dos sul-americanos é caracterizada por duas fases distintas. Em primeiro lugar, os humanos se espalharam rapidamente por todo o continente desde 14 mil anos, mas manteve-se com população baixa até 8.000 anos atrás, incluindo um período de oscilações (boom and bust) sem crescimento líquido por 4.000 anos. Só com sedentarismo generalizado a partir de 5,5 mil anos atrás houve uma segunda fase demográfica de crescimento exponencial da população. A capacidade da humanidade para modificar seu ambiente e para aumentar acentuadamente a capacidade de carga na América do Sul é, portanto, um fenômeno recente.

archaeological sites in database

O estudo estabelece uma base para a compreensão de como os seres humanos contribuíram para a maior extinção do Pleistoceno de grandes mamíferos, como preguiças, cavalos e criaturas chamadas gomphotheres. Em seguida, o estudo considera que, de acordo com outras espécies invasoras, os seres humanos parecem ter sido submetidos a um declínio da população, consistente com a ideia da sobre-exploração dos recursos naturais. Mas com o surgimento de sociedades sedentárias houve novamente crescimento exponencial da população.

Hoje em dia parece que o crescimento populacional ultrapassou a capacidade de carga novamente. A pergunta que fica é se os avanços tecnológicos serão capazes de superar os limites da capacidade de carga ou se a pressão das atividades antrópicas vai provocar uma grande extinção em massa das espécies endêmicas e dos demais seres vivos do Planeta.

O artigo publicado na revista PLoS Biology, em agosto de 2016, estima que o mundo natural contém cerca de 8,7 milhões de espécies. Mas a grande maioria ainda não foi identificada. Os autores alertam que muitas espécies serão extintas antes que possam ser estudadas.

As estatísticas mostram que as áreas de proteção ambiental cobrem apenas 20 milhões de quilômetros quadrados, ou cerca de 15% do planeta, número que está abaixo das Metas de Aichi de Biodiversidade, adotadas por mais de 190 países em 2010, que prevê 17% de cobertura em 2020. As Metas de Aichi são consideradas o maior acordo global sobre biodiversidade em nível mundial e estão voltadas à redução da perda da biodiversidade, em todo o planeta. Reunidas em cinco objetivos estratégicos, as 20 Metas de Aichi são assim chamadas, pois foram definidas durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10), realizada em Nagoya, Província de Aichi, Japão. No entanto, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), as conquistas em número e tamanho têm de ser acompanhadas de melhoras em sua qualidade, com a proteção de lugares com maior diversidade biológica.

Nos últimos 20 anos, o mundo perdeu 3,3 milhões de quilômetros quadrados, ou quase 10%, das suas áreas de natureza não domesticada, isto é, regiões praticamente intocadas pela ação humana, segundo cálculo do periódico científico “Current Biology”. Trata-se de uma perda catastrófica da vida selvagem. Em artigo publicado na revista Science, o biólogo americano Samuel Wasser mostra que cerca de 50 mil elefantes africanos são caçados por criminosos a cada ano, para uma população de 500 000 indivíduos. Uma taxa de 10% ao ano pode levar rapidamente à extinção da espécie.

Para mudar este quadro, o biólogo Edward Osborne Wilson acredita que o ser humano está provocando um “holocausto biológico” e para evitar a “extinção em massa de espécies”, ele propõe uma estratégia para destinar METADE DO PLANETA exclusivamente para a proteção dos animais. No livro O futuro da Vida, Osborne faz uma defesa da incrível diversidade de espécies que o Homo sapiens está destruindo antes mesmo de ter acumulado conhecimento sobre elas.

Como diz matéria da France Presse (06/11/2014): “O ser humano é, por excelência, a espécie mais invasora do planeta. Surgiu na África e se expandiu, modificando todos os ecossistemas”. É uma espécie autoinvasora, pois as migrações são seguidas de dominação e destruição.

A mesma conclusão é apresentada em interessante artigo de Fábio Olmos, em O Eco (19/09/2016) que mostra como a dominação do Planeta pelo Homo Sapiens provocou a extinção de inúmeras espécies nos últimos 50 mil anos. Ele sintetiza o artigo: “Uma conclusão é que somos a mais destruidora dentre as espécies exóticas e invasoras, embora não nos listem no catálogo oficial das espécies-praga danosas à biodiversidade”.

Portanto, se não tomar cuidado, a humanidade pode ser vítima de seu próprio sucesso, podendo fracassar devido ao retrocesso das demais espécies, como as abelhas que são fundamentais para a polinização e a produção de alimentos no mundo. O parasitismo humano está matando o hospedeiro e provocando um holocausto biológico. O invasor parasitário geralmente fracassa quando o egoísmo predomina sobre o altruísmo e se adota uma solução de terra arrasada.

Referencias

ALVES, JED. Ser humano: espécie invasora? Ecodebate, RJ, 25/07/2016

ALVES, JED. Planeta sitiado, #Colabora, RJ, 07/06/2016

ALVES, JED. Mundo cheio e decrescimento, Ecodebate, RJ, 03/06/2016

ALVES, JED. O mundo com 10 bilhões de habitantes em 2053, Ecodebate, RJ, 28/09/2016

WILSON, Edward O. O futuro da vida: um estudo da biosfera para a proteção de todas as espécies, inclusive a humana. Rio de Janeiro: Campus, 2002

ATTENBOROUGH, David. Humans are plague on Earth, The Telegraph, 22/01/2013

France Presse. Avanço de espécies invasoras ameaça biodiversidade no planeta, G1, O Globo, RJ, 06/11/2014

GOLDBERG, Amy, MYCHAJLIW, Alexis M. HADLY, Elizabeth A. Post-invasion demography of prehistoric humans in South America, Nature, 06/04/2016

PATTERSON, Ron. Of Fossil Fuels and Human Destiny, May 7, 2014

Dr. David Suzuki. The Planet’s Most Dangerous Predator Is Us, EcoWatch, Sep. 13, 2016

BBC. Monsters We Met – Episode 1 – The Eternal Frontier, 2013

Fabio Olmos. Humanos, a espécie invasora suprema, O Eco, 19/09/2016

Richard Black. Species count put at 8.7 million, BBC News, 23 August 2011

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE.

Fonte – EcoDebate de 19 de dezembro de 2016

Padrão de consumo atual é insustentável para população de 7 bilhões

Foto: Marcos Santos/USP ImagensFoto: Marcos Santos/USP Imagens

Em palestra da série USP Talks, pesquisadores alertam para a necessidade de mudar o sistema socioeconômico e nosso modo de vida para reverter mudanças climáticas

O sistema socioeconômico construído e adotado pela humanidade desde a Primeira Revolução Industrial, em 1750, possui um padrão de consumo insustentável para um mundo com 7 bilhões de pessoas como o atual, e mais ainda para a população que se estima que habitará a Terra daqui a poucas décadas, de 9 a 10 bilhões de indivíduos.

A afirmação é do professor Paulo Artaxo, do Instituto de Física (IF) da USP, que, junto do professor Frederico Brandini, do Instituto Oceanográfico (IO) da USP, participou do USP Talks na quarta-feira, 30 de novembro, para tratar do tema Mudanças Climáticas: a Terra daqui a 100 anos.

“Quando a China, Índia e África, que juntas têm hoje mais de 3 bilhões de habitantes, resolverem ter o mesmo padrão de consumo dos países desenvolvidos – e isso não vai demorar -, não precisa ser muito inteligente para perceber que não vai dar certo. Precisamos mudar o sistema”, defende Artaxo, que é referência mundial no estudo da física aplicada a problemas ambientais.

O professor afirma não ver maior desafio para a ciência e a humanidade do que as mudanças climáticas, pois elas colocam em xeque nossa estrutura socioeconômica e nosso modo de viver. “Ainda tem gente que diz não acreditar nas mudanças climáticas, como o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Mas ele representa grandes interesses, assim como qualquer presidente. Não é uma questão de acreditar ou não, não é religião. As mudanças estão aí.”

“Quando a China, Índia e África resolverem ter o mesmo padrão de consumo dos países desenvolvidos – e isso não vai demorar -, não precisa ser muito inteligente para perceber que não vai dar certo. Precisamos mudar o sistema”

O professor ainda chama a atenção para um dilema ético causado pelas mudanças climáticas: “Temos o direito de causar a extinção em massa de inúmeras espécies que dividem o planeta conosco?”. De acordo com Artaxo, 40 bilhões de toneladas de gases estufa são lançadas na atmosfera todos os anos, uma taxa que ainda está em ascensão. Isso já gerou um aumento de 1ºC na temperatura média do planeta – no Brasil, o aumento foi de 1,5º a 1,8º, uma mudança crítica para ecossistemas como a Amazônia.

A floresta amazônica é um importante recurso para adiar os efeitos das mudanças climáticas, por ser o que se chama de uma bomba biológica, isto é, um grande sistema de retenção de carbono. Isso se dá porque o tronco das árvores necessita de enorme quantidade desse elemento para se formar. Porém, o professor Artaxo alerta que essa capacidade de armazenamento está se esgotando, pois as árvores não crescem para sempre, e árvores novas estão sendo sistematicamente desmatadas. “O Brasil desmatou, no último ano, 8 mil quilômetros quadrados de floresta primária na Amazônia. É uma quantidade enorme.”

Oceanos

O professor Frederico Brandini explica que, assim como a Amazônia, os oceanos também caracterizam uma bomba biológica, em virtude da absorção do carbono pelas algas unicelulares que os habitam. Além disso, eles são uma bomba de solubilidade, pois o dióxido de carbono (CO2) é muito solúvel em água, especialmente nos mares gelados próximos aos polos, que têm maior capacidade de dissolução da molécula e, por serem mais densos, levam-na ao fundo do oceano.

Porém, a capacidade da bomba biológica dos oceanos também está se esgotando, pois as algas concentram-se numa faixa limitada deles, aquela que recebe luz. Segundo o professor, apenas os 100 metros superficiais (cerca de 2% do oceano) são iluminados pela radiação solar.

Ao mesmo tempo a bomba de solubilidade é sobrecarregada pela desmedida emissão de carbono das atividades humanas, e, quanto mais carbono no fundo dos oceanos, mais ácida fica a água. “Hoje, a acidez da água dos oceanos é 30% maior do que 150 anos atrás. Isso prejudica, por exemplo, os corais, que são formados por substâncias básicas como o carbonato de cálcio. Estamos matando os recifes de coral”, afirma Brandini, estudioso da área de Oceanografia Biológica.

“Hoje, a acidez da água dos oceanos é 30% maior do que 150 anos atrás. Isso prejudica, por exemplo, os corais, que são formados por substâncias básicas como o carbonato de cálcio. Estamos matando os recifes de coral”

Esse esgotamento da capacidade da retenção de carbono das bombas biológicas é preocupante. De acordo com Brandini, 30% do gás carbônico absorvido fica retido nas florestas, outros 30% nos oceanos e o restante é o que ele chama de “carbono perdido”. “Não se sabe para onde vai essa porcentagem, é possível que parte dela fique presa às nossas roupas, por exemplo. A questão é que os outros 60% vão deixar de ser fixados pelas árvores e pelos oceanos, então teremos ainda mais gases estufa na atmosfera, o que vai agravar o aquecimento global.”

Há ainda outros problemas da ação humana para o equilíbrio dos oceanos. Brandini afirma que algumas substâncias presentes em cosméticos e remédios não são metabolizadas por nosso organismo e, uma vez excretadas, chegam aos oceanos por meio do esgoto. “Essas substâncias ficam por décadas circulando na água, há peixes e outros seres vivos espalhados pelos mares do mundo todo contaminados por elas”, explica. Além disso, o professor ressalta os impactos da poluição sonora e luminosa causada pelo homem. “O oceano não é um universo visual, a maior parte dele é escura. Os seres marinhos se comunicam principalmente pelo som ou por mecanismos químicos, e estamos desequilibrando isso também.”

Há esperança?

Com ressalvas, os professores se mostram otimistas em relação à possibilidade de superarmos as mudanças climáticas. Artaxo afirma que iniciativas como o Acordo de Paris, aprovado por 195 países em 2015, embora bem intencionadas, são insuficientes. O acordo prevê uma redução de 32% da emissão de gases estufa com o objetivo de limitar a no máximo 2ºC o aumento da temperatura média do planeta.

“Essa redução está longe de acontecer e, mesmo se acontecesse, não seria possível alcançar a meta proposta. Além disso, o aumento da temperatura global em 2ºC representaria no Brasil um aumento da ordem de 3ºC a 3,5ºC, em média. Imagine o que aconteceria em cidades como Cuiabá e Manaus.” Entretanto, se a ação do homem se mantiver como a atual pelos próximos 100 anos, o professor afirma que a temperatura média do planeta poderia aumentar de 5ºC a 7º C, o que seria uma catástrofe.

De acordo com Artaxo, um caminho para lidar com as mudanças climáticas, mais do que tratados internacionais, é uma mudança radical em nossa sociedade, desde os padrões de consumo até a política. “Temos que rever a forma como medimos o sucesso de um país. Por que, em vez de relacionar sucesso ao que é produzido pela indústria – portanto estimulando produção e consumo insustentáveis-, não medimos a felicidade da população com o sistema implementado?”

Além dessa ideia, que já é posta em prática no Butão, país do sul da Ásia, o professor sustenta a necessidade de um sistema global de governança. “Um presidente pensa no que vai acontecer nos quatro anos de seu mandato, assim como um empresário pensa no lucro de sua empresa naquele ano. Precisamos começar a pensar que todos dividimos a mesma casa, acabar com o conceito de ‘país’ e implementar políticas públicas globais em relação ao meio ambiente.”

“Precisamos começar a pensar que todos dividimos a mesma casa, acabar com o conceito de ‘país’ e implementar políticas públicas globais em relação ao meio ambiente”

Apesar de parecer utópico, os professores dão exemplos práticos para mostrar que a mudança é possível. Artaxo lembra que já possuímos tecnologia suficiente para produzir carros 70% a 90% mais eficientes que os atuais, enquanto Brandini fala de energias alternativas que poderiam ser exploradas pelo Brasil, como a eólica, a solar e a das marés, tecnologias que não são comparativamente caras e cujas fontes existem em abundância no País. Artaxo defende também o desmatamento zero para manter a capacidade de retenção carbônica da Amazônia, e Brandini afirma que “se tivéssemos uma educação de qualidade, não seria necessário educação ambiental, pois as pessoas saberiam da importância do meio ambiente”.

Ambos confiam na capacidade do ser humano de superar dificuldades, por meio de esforço, conscientização e da ciência – a qual Artaxo defende que deveria ter maior influência em decisões políticas e na elaboração de políticas públicas. “As baleias já foram a maior commodity do planeta, pois o óleo de sua gordura era o que iluminava as cidades da Europa. Se não tivéssemos descoberto o petróleo, elas teriam sido extintas. Depois o petróleo trouxe outros tantos problemas, mas, como já fizemos antes, podemos resolvê-los”, diz Brandini.

A oitava e última edição do USP Talks em 2016 ocorreu na tarde de quarta-feira, 30 de novembro, no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura. A série de eventos é uma iniciativa das Pró-Reitorias de Graduação e de Pesquisa da USP, em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo e apoio da Livraria Cultura. Mais informações na página do Facebook.

Fonte – Diego C. Smime, Jornal da USP de 01 de dezembro de 2016

Veja como a população mundial cresceu com o passar dos anos

Demorou um bom tempo, mas assim que conseguimos, ficamos completamente sem controle, não?

Precisamos de 200.000 anos para chegar ao primeiro bilhão de humanos, mas apenas mais 200 anos para chegar a 7 bilhões. Veja este mapa que mostra como a população mundial cresceu e também como nos espalhamos ao redor do globo, com destaque para grandes impérios e eventos históricos que nos ajudaram a dominar a Terra como uma pandemia.

Fonte – Casey Chan, American Museum of Natural History / Digg / Gizmodo de 10 de novembro de 2016

E aí, vamos continuar nos calando sobre controle populacional? Igrejas continuam com seu mimimi de não podemos interferir nas decisões das pessoas quanto ao número de filhos que querem.”Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra” deu no que deu. Basta!

Crescimento e demografia em xeque

Gary Gardner, Tom Prugh e Michael Renner, diretores do projeto O Estado do Mundo 2015, do Worldwatch Institute, criticam a busca incessante do crescimento pelos países ricos.

O estudo usa a expressão “ameaças veladas à sustentabilidade”. Que ameaças são essas? As informações sobre a crise ambiental já não são bem conhecidas?

A consciência a respeito das muitas ameaças ambientais de fato aumentou nos últimos anos, e as pesquisas comprovam a vontade das pessoas ao redor do mundo para enfrentá-las. Mas frequentemente falta senso de urgência que responda à gravidade das ameaças. Além disso, muitas questões de sustentabilidade subjacentes são premissas – sobre a viabilidade do crescimento econômico infinito e o papel da energia barata, por exemplo – que ainda não foram examinadas. Confrontar esses pressupostos de forma aberta e direta é essencial para criar um caminho rumo a um futuro sustentável.

Que mensagens este estudo de 2015 traz como substancialmente novas em relação aos anos anteriores?

Destacamos três. A primeira, de que os danos ambientais têm um impacto econômico muito subestimado. A noção de stranded assets – ativos que poderão nunca ser aproveitados por motivos ambientais – estão levando os principais analistas financeiros a reavaliar carteiras de investimento em todo o mundo. Um exemplo são as reservas de petróleo, que podem nunca ser bombeadas por causa de questões climáticas. A escassez de água na China está levando ao abandono de lavouras e hidrelétricas. Como as condições ambientais vão se deteriorar em muitas regiões e de forma global, carteiras de investimento vão sofrer. A segunda refere-se à preocupação de que mais de 60% das 400 doenças infecciosas em seres humanos que surgiram nos últimos 70 anos foram de origem animal. Essa transmissão é cada vez mais provável com o crescimento do comércio internacional e as viagens, a pecuária intensiva, e a ocupação humana de áreas selvagens. E a terceira é de que o crescimento econômico, por muito tempo um objetivo político de governos nacionais, pode já não ser aconselhável, pelo menos nos países ricos, em que grandes economias continuam a ultrapassar os limites ambientais. Há anos que ativistas pedem o não-crescimento, mas agora pesquisadores acadêmicos no Canadá demonstraram que esse objetivo pode ser gerido de uma forma que reduza o emprego, aumente a equidade, freie as emissões de carbono e outros danos ambientais. Os países pobres ainda precisam crescer para gerar prosperidade e oportunidade para o seu povo, mas os ricos devem encontrar maneiras de manter um elevado nível de bem-estar para a população, em vez de uma produção cada vez maior de bens por pessoa.

O estudo cita Naomi Klein para frisar que o grande nó está no sistema econômico dominante – o capitalismo e a busca do crescimento, ainda que “verde”. Que revisões ou reformas estruturantes são necessárias neste sistema, e até que ponto são viáveis?

Em primeiro lugar, é preciso redescobrir o papel essencial da formulação de políticas de interesse público. Para isso é preciso afastar-se da ideia de que as forças do mercado vão resolver os problemas sociais e ambientais. Isso exige que as empresas privadas não cresçam tanto a ponto de ficar mais poderosas do que órgãos dirigentes democraticamente eleitos. Em segundo, precisamos transformar as normas pelas quais as empresas privadas são regidas – passando do interesse restrito ao acionista para o amplo interesse dos stakeholders, que incluem os trabalhadores, as comunidades impactadas pelas empresas e o ambiente natural. Temos visto o surgimento das “B-corp”, mas ainda são raras. Outras alternativas são as empresas controladas pelos trabalhadores e as cooperativas. Mas isso requer apoio dos governos e do público para ser bem-sucedido.

O estudo coloca a civilização humana como vítima de seu sucesso. Os avanços tecnológicos permitiram expandir a população e a pressão sobre recursos naturais. Para reduzir essa pegada, basta recorrer novamente à tecnologia, ou uma diminuição demográfica se faz necessária?

O número de pessoas que a Terra pode suportar depende muito da maneira como as pessoas querem viver. Nações ricas, auxiliadas por tecnologia e energia abundante, conseguiram um estilo de vida material outrora inimaginável, mas, depois de um certo nível, o aumento de felicidade não seguiu o mesmo ritmo do aumento da riqueza. Usada com sabedoria, a tecnologia pode ajudar a aliviar a crescente pressão sobre a biosfera, mas provavelmente não será capaz de criar uma civilização sustentável até que o número de seres humanos decline. O objetivo deve ser o de atingir um menor número de pessoas ao longo do tempo buscando a equidade na distribuição da riqueza, melhor educação e oportunidades econômicas para as mulheres, e outras políticas de “aterrissagem suave”.

Fonte – Amália Safatle, Página 22 de 02 de fevereiro de 2016

World population stabilization unlikely this century

Abstract

The United Nations recently released population projections based on data until 2012 and a Bayesian probabilistic methodology. Analysis of these data reveals that, contrary to previous literature, world population is unlikely to stop growing this century. There is an 80% probability that world population, now 7.2 billion, will increase to between 9.6 and 12.3 billion in 2100. This uncertainty is much smaller than the range from the traditional UN high and low variants. Much of the increase is expected to happen in Africa, in part due to higher fertility and a recent slowdown in the pace of fertility decline. Also, the ratio of working age people to older people is likely to decline substantially in all countries, even those that currently have young populations.

The United Nations (UN) is the leading agency that projects world population into the future on a regular basis (1). Every two years it publishes revised data of the populations of all countries by age and sex, as well as fertility, mortality and migration rates, in a biennial publication called the World Population Prospects (WPP) (2). In July 2014, probabilistic projections for individual countries to 2100 were released Unlike previous projections, they allow us to quantify our confidence in projected future trends using established methods of statistical inference. They are based on recent data, including the results of the 2010 round of censuses and recent surveys until 2012, as well as the most recent data on incidence, prevalence and treatment for the countries most affected by the HIV/AIDS epidemic (3), which had not been included previously.

Our analysis of these data show that world population can be expected to increase from the current 7.2 billion people to 9.6 billion in 2050 and 10.9 billion in 2100 (Fig. 1A). These projections indicate that there is little prospect of an end to world population growth this century without unprecedented fertility declines in most parts of Sub-Saharan Africa still experiencing fast population growth.

Traditionally, the UN has also provided high and low projection scenarios (shown in Fig. 1A), obtained by adding or subtracting half a child from the total fertility rate (TFR, in children per woman) on which the main (or medium) projection is based, for each country and all future time periods. These scenarios have been criticized as having no probabilistic basis and leading to inconsistencies (4, 5). For example, while it is plausible that fertility could exceed the main projection by half a child in a given country and year, it is unlikely that this would be the case for all countries and all years in the future, as assumed in the high projection.

In a methodological innovation aimed at overcoming this limitation, we derived new probabilistic projections based on probabilistic Bayesian hierarchical models for major components of demographic change, namely fertility (6–8) and life expectancy (9, 10). These models incorporated available data and take advantage of data from other countries when making projections for a given country. They also incorporated external information through Bayesian prior distributions, including an upper bound of 1.3 years per decade on the asymptotic rate of increase of life expectancy, based on historic data on life expectancy in leading countries (11) and on changes in the maximum age at death (12). They included the assumption that the total fertility rate for a country will ultimately fluctuate around a country-specific long-term average which is estimated from the data; these long-term averages are between 1.5 and 2 children per woman for most countries with high probability (7).

Probabilistic population projections were then obtained by inputting the output from the statistical models to the standard cohort component projection method (4, 13). Aggregates were based on individual country projections, and take into account the correlations between countries’ fertility future trajectories (8). The models yielded probabilistic projections, and thus probabilistic limits for future quantities of interest, responding to calls for probabilistic population forecasting (5). See the supplementary materials and http://esa.un.org/unpd/ppp/ for summary tables, plots, assumptions and methodology. Here we summarize the overall trends and discuss their implications for world population in the future. The probabilistic projections of world population (Fig. 1A) provide a general statement of the confidence we can have in the projections. For example, there is a 95% probability that world population in 2100 will be between 9.0 and 13.2 billion. They also provide updated answers to longstanding questions about population change. Lutz et al. (14) gave an 85% probability that world population growth would end in the 21st century, but our probabilistic projection indicates that this probability is much lower, at only 30%. Lutz et al. (15) considered a doubling of world population from 1997 to 2100 to be unlikely, with a probability of one-third. We found a similar, but slightly lower probability of 25%. The probabilistic intervals were much narrower than those between the traditional high and low scenarios, which seem to overstate uncertainty about future world population.

Figure 1B shows the projections of total population for each continent to the end of the century. Asia will probably remain the most populous continent, although its population is likely to peak around the middle of the century and then decline. The main reason for the increase in the projection of the world population is an increase in the projected population of Africa. The continent’s current population of about one billion is projected to rise to between 3.1 and 5.7 billion with probability 95% by the end of the century, with a median projection of 4.2 billion. While this is large, it does not imply unprecedented population density: it would make Africa’s population density roughly equal to that of China today.

The increase in the projected population of Africa is due to persistent high levels of fertility, and the recent slowdown in the rate of fertility decline (16). Three-quarters of this anticipated growth is attributable to fertility levels above replacement level, and a quarter to mortality reduction and current youthful age structure (17). Since 1950, fertility has declined rapidly in Asia and Latin America, and has also started to decline in Africa. Demographers had projected that fertility in African countries would decline at a rate similar to what has been observed in Asia and Latin America.

However, while fertility has been declining in Africa over the past decade, it has been doing so at only about one-quarter of the rate at which it did in Asia and Latin America in the 1970s, when they were at a comparable stage of the fertility transition (16). Indeed, in some African countries, the decline seems to have stalled (18).

Bongaarts and Casterline (16) suggest two reasons for the slower fertility decline in Sub-Saharan Africa. First, they note that despite declines in fertility desires in Africa, the most recent levels of ideal family size are still high, with a median of 4.6 children per woman. This is in line with prevailing family norms (19), and the fact that total fertility before fertility started to decline was higher in Africa (6.5) than in the other regions (5.8) (20, 21). Second, the unmet need for contraception (the difference between the demand for contraception and its use) has remained substantial at about 25%, with no systematic decline over the past 20 years (22).

A stall in the decline in the past decade is apparent from the past and projected levels of TFR for Nigeria, the most populous country in Africa (Fig. 2A). The UN’s projection continues to project a decline, but the uncertainty bands are wide, indicating that the stall could continue for a considerable time. This continued high fertility for total population: would result in a projected increase of more than five-fold by 2100, from the current 160 to 914 million (Fig. 2B). There is considerable uncertainty about this, but there is still a 90% probability that Nigeria’s population in 2100 will exceed 532 million, a more than three-fold increase.

We also indicate the likely level of population aging in different countries. One measure of this is the Potential Support Ratio (PSR), equal to the number of people aged 20-64 divided by the number of people 65 and over (Fig. 3). This can be viewed very roughly as reflecting the number of workers per retiree. Currently, the country with the lowest PSR is Japan, with 2.6.

Germany’s PSR is currently 2.9, and is projected to decline rapidly at first, to about 1.7 in 2035, and then to 1.4 by the end of the century. While there is uncertainty about the level at the end of the century, with an 80% prediction interval of 1.1 to 1.7, it is likely that the German PSR will be well below the current Japanese one. The USA’s current PSR is 4.6, and this is projected to decline to 1.9 by 2100 (80% prediction interval 1.6–2.2).

While the population aging issues of developed countries have been widely discussed (23), the likely patterns in developing populations that currently have young populations are less well known. China’s PSR is projected to decline to 1.8 (80% prediction interval 1.4–2.3), from the current high level of 7.8. Brazil’s PSR is currently 8.6 and is projected to decline to 1.5 (1.0–2.0), which is well below the current Japanese level. India has a PSR of 10.9, but this is projected to decline to 2.3 (1.5–3.2) by the end of the century. The only country in Fig. 3 that is projected to have a PSR above 3 by the end of the century is Nigeria, whose PSR is currently at the high level of 15.8 and is projected to decline to 5.4 (3.4–7.8).

These results suggest some important policy implications. Rapid population growth in high-fertility countries can create a range of challenges: environmental (depletion of natural resources, pollution), economic (unemployment, low wages, poverty), health (high maternal and child mortality), governmental (lagging investments in health, education and infrastructure), and social (rising unrest and crime) (24).

Among the most robust empirical findings in the literature on fertility transitions are that higher contraceptive use and higher female education are associated with faster fertility decline (25). These suggest that the projected rapid population growth could be moderated by greater investments in family planning programs to satisfy the unmet need for contraception (26, 27), and in girls’ education. It should be noted, however, that the UN projections are based on an implicit assumption of a continuation of existing policies, but an intensification of current investments would be required for faster changes to occur. It should also be noted that the projections do not take into account potential negative feedback from the environmental consequences of rapid population growth. The addition of several billion people in Africa could lead to severe resource shortages which in turn could affect population size through unexpected mortality, migration or fertility effects.

The implications are not all negative, however. Rapid fertility decline brings with it the prospect of a potential long-lasting demographic dividend in countries that currently have high fertility, such as Nigeria; see Fig. 3. Figure 3 also suggests that developing countries with young populations but lower fertility (e.g., China, Brazil and India) are likely to face the problems of aging societies before the end of the century. This suggests that they need to invest some of the benefits from their demographic dividends in coming decades in provision for future seniors, such as social security, pension and senior health care funds.

References and Notes

1. W. Lutz, S. K C, Dimensions of global population projections: What do we know about future population trends and structures? Philos. Trans. R. Soc. London Ser. B 365, 2779–2791 (2010). doi:10.1098/rstb.2010.0133 pmid:20713384

2. United Nations, World Population Prospects: The 2012 Revision (Population Division, Dept. of Economic and Social Affairs, United Nations, New York, 2013).

3. UNAIDS, Global Report: UNAIDS Report on the Global AIDS Epidemic 2013 (UNAIDS, Geneva, Switzerland, 2013).

4. R. D. Lee, S. Tuljapurkar, Stochastic population forecasts for the United States: Beyond high, medium, and low. J. Am. Stat. Assoc. 89, 1175–1189 (1994). doi:10.1080/01621459.1994.10476857

5. National Research Council, Beyond Six Billion: Forecasting the World’s Population (National Academy Press, Washington, DC, 2000).

6. L. Alkema, A. E. Raftery, P. Gerland, S. J. Clark, F. Pelletier, T. Buettner, G. K. Heilig, Probabilistic projections of the total fertility rate for all countries. Demography 48, 815–839 (2011). doi:10.1007/s13524-011-0040-5 pmid:21748544

7. A. E. Raftery, L. Alkema, P. Gerland, Bayesian population projections for the United Nations. Stat. Sci. 29, 58–68 (2014). doi:10.1214/13-STS419

8. B. K. Fosdick, A. E. Raftery, Regional probabilistic fertility forecasting by modeling between-country correlations. Demogr. Res. 30, 1011–1034 (2014). doi:10.4054/DemRes.2014.30.35

9. A. E. Raftery, J. L. Chunn, P. Gerland, H. Sevčíková, Bayesian probabilistic projections of life expectancy for all countries. Demography 50, 777–801 (2013). doi:10.1007/s13524-012-0193-x pmid:23494599

10. A. E. Raftery, N. Lalic, P. Gerland, N. Li, G. Heilig, Joint probabilistic projection of female and male life expectancy. Demogr. Res. 30, 795–822 (2014). doi:10.4054/DemRes.2014.30.27

11. J. Oeppen, J. W. Vaupel, Broken limits to life expectancy. Science 296, 1029–1031 (2002). doi:10.1126/science.1069675 pmid:12004104

12. J. R. Wilmoth, L. J. Deegan, H. Lundström, S. Horiuchi, Increase of maximum life-span in Sweden, 1861–1999. Science 289, 2366–2368 (2000). doi:10.1126/science.289.5488.2366 pmid:11009426

13. A. E. Raftery, N. Li, H. Ševčíková, P. Gerland, G. K. Heilig, Bayesian probabilistic population projections for all countries. Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A. 109, 13915–13921 (2012). doi:10.1073/pnas.1211452109 pmid:22908249

14. W. Lutz, W. Sanderson, S. Scherbov, The end of world population growth. Nature 412, 543–545 (2001). doi:10.1038/35087589 pmid:11484054

15. W. Lutz, W. Sanderson, S. Scherbov, Doubling of world population unlikely. Nature 387, 803–805 (1997). doi:10.1038/42935 pmid:9194559

16. J. Bongaarts, J. Casterline, Fertility transition: Is sub-Saharan Africa different? Popul. Dev. Rev. 38 (suppl. 1), 153–168 (2013). doi:10.1111/j.1728-4457.2013.00557.x pmid:24812439

17. K. Andreev, V. Kantorová, J. Bongaarts, Technical Paper No. 2013/3: Demographic Components of Future Population Growth (Population Division, Dept. of Economic and Social Affairs, United Nations, New York, 2013).

18. United Nations, Population Facts No. 2013/10, December 2013 – Explaining Differences in the Projected Populations Between the 2012 and 2010 Revisions of World Population Prospects: The Role of Fertility in Africa (Population Division, Dept. of Economic and Social Affairs, United Nations, New York, 2013).

19. T. A. Moultrie, I. M. Timaeus, Rethinking African fertility: The state in, and of, the future sub-Saharan African fertility decline, paper presented at the Annual Meeting of the Population Association of America (2014);

20. J. C. Caldwell, P. Caldwell, The cultural context of high fertility in sub-Saharan Africa. Popul. Dev. Rev. 13, 409 (1987). doi:10.2307/1973133

21. J. C. Caldwell, P. Caldwell, Is the Asian family planning program model suited to Africa? Stud. Fam. Plann. 19, 19–28 (1988). doi:10.2307/1966736 pmid:3284023

22. United Nations, Model-Based Estimates and Projections of Family Planning Indicators: 2013 Revision (Population Division, Dept. of Economic and Social Affairs, United Nations, New York, 2014).

23. National Research Council, Aging and the Macroeconomy (National Academy Press, Washington, DC, 2012).

24. J. Bongaarts, Demographic trends and implications for development, IUSSP 2013 Meeting, Busan (2013);

25. C. Hirschman, Why fertility changes. Annu. Rev. Sociol. 20, 203–233 (1994). doi:10.1146/annurev.so.20.080194.001223 pmid:12318868

26. London Summit on Family Planning, Technical note: Data sources and methodology for developing the 2012 baseline, 2020 objective, impacts and costings (2012).

27. H. B. Peterson, G. L. Darmstadt, J. Bongaarts, Meeting the unmet need for family planning: Now is the time. Lancet 381, 1696–1699 (2013). doi:10.1016/S0140-6736(13)60999-X pmid:23683620

28. Acknowledgments: We thank all the team involved in the production of the 2012 Revision of the World Population Prospects, and in particular K. Andreev and F. Pelletier. We also thank two anonymous reviewers for helpful comments. Supported by NIH grants R01 HD054511 and R01 HD070936. Raftery’s research was also supported by a Science Foundation Ireland ETS Walton visitor award, grant reference 11/W.1/I2079. Views expressed in this article are those of the authors and do not necessarily reflect those of NIH or the United Nations.

Para detalhes das referências e notas, consulte o artigo original.

Patrick Gerland1,*,†, Adrian E. Raftery2,*,†, Hana Ševčíková3, Nan Li1, Danan Gu1, Thomas Spoorenberg1, Leontine Alkema4, Bailey K. Fosdick5, Jennifer Chunn6, Nevena Lalic7, Guiomar Bay8, Thomas Buettner9,‡, Gerhard K. Heilig9,‡, John Wilmoth1 – Author Affiliations
1Population Division, Department of Economic and Social Affairs, United Nations, New York, NY 10017, USA.
2Departments of Statistics and Sociology, University of Washington, Seattle, WA 98195–4322, USA.
3Center for Statistics and the Social Sciences, University of Washington, Seattle, WA 98195–4320, USA.
4Department of Statistics and Applied Probability and Saw Swee Hock School of Public Health, National University of Singapore, Singapore 117546.
5Department of Statistics, Colorado State University, Fort Collins, CO 80523–1877, USA.
6James Cook University Singapore, 600 Upper Thomson Road, Singapore 574421.
7Institutional Research, University of Washington, Seattle, WA 98195–9445, USA.
8Latin American and Caribbean Demographic Center (CELADE), Population Division of the United Nations ECLAC, Santiago, Chile.
9Population Division, United Nations, New York, NY, USA.
†Corresponding author. E-mail: gerland@un.org (P.G.); raftery@u.washington.edu (A.E.R.)
* These authors contributed equally to this work.
‡ Retired.
Science 18 Sep 2014: pp. DOI: 10.1126/science.1257469

Fonte – Science Magazine

Para não engravidar, mulheres poderão usar este chip financiado por Bill Gates

E agora, a versão geek da notícia.

A Bill and Melinda Gates Foundation doou dinheiro para a MicroCHIPS, empresa americana criadora de um chip que libera anticoncepcionais no corpo da mulher por até 16 anos, e pode ser controlado sem fios para ser ligado ou desligado.

Implantes contraceptivos já existem, e são considerados o método anticoncepcional mais eficaz de todos pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Trata-se de uma cápsula que libera uma versão sintética do hormônio progesterona de forma gradual, inibindo a ovulação e evitando a gravidez.

O implante é inserido por um médico sob a pele do braço não-dominante; no Brasil, o custo varia de R$ 900 a R$ 2 mil. Ele dura até três anos, quando precisa ser substituído. Vale notar que este contraceptivo é reversível: se a mulher retira o implante, ela pode engravidar quase que imediatamente.

É a mesma ideia por trás do dispositivo criado pela MicroCHIPS. A Technology Review explica:

O dispositivo mede cerca de 20 x 20 x 7 mm, e foi projetado para ser implantado sob a pele das nádegas, parte superior do braço, ou abdome. Ele dispensa 30 microgramas por dia de levonorgestrel, um hormônio já utilizado em vários tipos de contraceptivos. O hormônio, em quantidade a ser dispensada por dezesseis anos, é armazenado em pequenos reservatórios de um microchip com 1,5 cm de largura dentro do dispositivo.

O levonorgestrel é uma versão sintética do hormônio progesterona. Mas como ele sai do dispositivo e entra na corrente sanguínea da mulher?

A MicroCHIPS inventou uma vedação hermética de titânio e platina nos reservatórios que contêm o levonorgestrel. Ao aplicar uma corrente elétrica no lacre… ele se derrete temporariamente, permitindo que uma pequena dose de hormônio seja distribuída a cada dia.

Em 2012, o chip foi testado para liberar remédios contra osteoporose em mulheres pós-menopausa – e deu certo.

Se o chip passar nos testes, seria uma revolução em métodos contraceptivos: a mulher precisaria implantá-lo apenas duas vezes na vida – uma na adolescência, outra aos 30 – porque ele dura até dezesseis anos.

Além disso, o chip pode ser ativado e desativado por controle remoto, caso a mulher queira engravidar nesse meio tempo – ela não precisaria ir ao médico. E “médicos também poderiam ajustar as doses remotamente”, o que talvez seja meio preocupante: quem vai controlar como o chip é ativado ou desativado? A MicroCHIPS diz que ainda precisa lidar com a criptografia do dispositivo, “para manter seus dados fluindo sem fios de forma privada e segura”.

Felizmente, haverá tempo para resolver esses problemas: o dispositivo começará os testes não clínicos nos EUA no ano que vem; o objetivo é levá-lo ao mercado até 2018.

A Gates Foundation financia diversos projetos relacionados à saúde e desenvolvimento, especialmente em países pobres. Um dos problemas a se resolver é o planejamento familiar: “220 milhões de mulheres nos países em desenvolvimento não querem engravidar, mas não têm acesso a contraceptivos”, diz o site oficial da entidade filantrópica.

Ela está financiando este projeto, e também doou milhões para criar uma camisinha de hidrogel, que imita a pele humana e pode ser mais confortável (e desejável) de usar.

Fonte – MIT / Engadget / Felipe Ventura, Gizmodo de 08 de julho de 2014

Imagem – MicroCHIPS

Sem controle de natalidade, não há esperança para a resolver o problema da superpopulação x recursos naturais.

EUA desenvolvem chip contraceptivo com controle remoto

Um chip de computador contraceptivo, que pode ser acionado por controle remoto, foi desenvolvido em Massachusetts, nos Estados Unidos.

O chip é implantado sob a pele de uma mulher, liberando uma pequena dose do hormônio levonorgestrel a cada dia.

Esse processo acontece diariamente por até 16 anos, mas pode ser interrompido a qualquer momento por meio de um controle remoto sem fio.

O projeto foi apoiado por Bill Gates e passará por teste nos Estados Unidos no próximo ano – e, possivelmente, será colocado à venda em 2018.

O dispositivo mede 20mm x 20mm x 7mm e terá “preços competitivos”, disse um de seus criadores.

Facilidade

Doses minúsculas do hormônio são armazenadas em um microchip de 1,5cm no interior do dispositivo.

Uma pequena carga eléctrica derrete uma vedação ultra-fina que cobre o levonorgestrel, liberando uma dose de 30 microgramas no organismo.

Existem outros tipos de implante contraceptivo disponíveis, contam os pesquisadores, mas eles requerem que a paciente procure uma clínica para ser submetida a um procedimento ambulatorial para desativá-los.

“A capacidade de ligar e desligar o dispositivo traz mais facilidade para aqueles que estão planejando ter uma família”, disse o Dr. Robert Farra, do MIT.

O próximo desafio da equipe é garantir que o dispositivo seja absolutamente seguro a ponto de evitar a ativação ou desativação de outra pessoa sem o conhecimento da mulher.

“A comunicação com o implante precisa ocorrer à distância da pele”, disse o Dr. Farra. “Alguém do outro lado da sala não pode re-programar o seu implante”.

Implante

A mesma tecnologia também pode ser utilizada para administrar outros medicamentos.

Simon Karger, chefe de negócios e intervenções cirúrgicas da consultoria global de desenvolvimento de produtos e tecnologia Cambridge Consultants, disse que a tecnologia de implante – como é o caso do chip contraceptivo – enfrenta uma série de desafios e riscos.

Mas ele acrescentou que, em geral “o valor para o paciente desses tipos de implante pode ser enorme” e prevê “um futuro com muitos tratamento utilizando implantes inteligentes”.

Tal inovação vem em um momento em que os governos e organizações em todo o mundo concordaram com um planejamento familiar abrangendo cerca de 120 milhões mais mulheres em 2020.

O desafio abre as portas para que este tipo de tecnologia de implante seja utilizado em áreas onde o acesso a anticoncepcionais tradicionais é limitado – uma prioridade, argumentou o engenheiro biomédico Gavin Corley.

“Mais do que uma necessidade de primeiro mundo, essa é uma aplicação humanitária “, disse à BBC.

Fonte – Dave Lee, BBC News de 8 de julho de 2014

ONU: mundo não pode seguir os atuais padrões de consumo

Ao encerrar a sessão da primeira Assembleia do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em Nairóbi, capital do Quênia, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que é hora de “mudar a forma como o mundo encara a questão do desenvolvimento sustentável”.

Para Ban Ki-moon, a primeira assembleia do Pnuma irá ajudar a formular as políticas nacionais sobre o meio ambiente. O secretário-geral lembrou que o mundo não pode seguir os padrões atuais de consumo. Segundo ele, à medida que a população aumenta, é preciso reconhecer que o consumo dos recursos do planeta não é mais sustentável.

Para ele, o trabalho não será fácil. Ele disse que os ministros terão que enfrentar interesses de vários setores. Ban Ki-moon encerrou o discurso lembrando que convidou chefes de Estado e de Governo para a Conferência do Clima, que será promovida em Nova York, no dia 23 de setembro.

O secretário-geral falou para 160 ministros de Estado, entre eles a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e 1,2 mil participantes da assembleia que começou na segunda-feira (23).

Fonte – Rádio ONU / Ambiente Brasil de 28 de junho de 2014

“É irresponsabilidade ter famílias grandes”, afirma biólogo apresentador da BBC

O veterano apresentador da Rede BBC, de Londres, Inglaterra, David Attenborough declarou que é uma irresponsabilidade ter uma família grande no mundo superlotado onde vivemos hoje. Attenborough não está otimista sobre o futuro e pensa que, daqui a 100 anos, as pessoas vão olhar para trás e sentir saudades de um planeta menos cheio e mais feliz. Será que isso vai mesmo acontecer?

O apresentador é a voz e muitas vezes o criador dos documentários de biologia da BBC como “Vida”, por exemplo. Todos já ouvimos suas palavras e assistimos a programas criados por ele em algum momento.

Hoje com 87 anos, Attenborough advertiu as gerações futuras sobre as grande probabilidades de enfrentarem vidas menos felizes e menos saudáveis, à medida que os recursos naturais da Terra forem se tornando cada vez mais escassos e as maravilhas naturais forem desaparecendo.

Ele até mesmo apoiou a política de controle de natalidade da China, baseada no conceito do filho único, elogiando o país por ter reconhecido que, se sua população mantivesse o ritmo acelerado de crescimento, em pouco tempo teria bocas demais para alimentar.

O assunto surgiu enquanto o apresentador concedia uma entrevista coletiva sobre seu novo documentário, cujo tema é a ascensão e o sucesso dos animais vertebrados, e que estreia ainda neste mês no Reino Unido.

Quando o papo chegou no controverso tema da política chinesa de um filho por casal, ele declarou: “O grau no qual a política tem sido aplicada é terrível, e sem dúvida esta medida produziu todos os tipos de tragédias pessoais. Não há nenhuma dúvida sobre isso”. E emendou: “Por outro lado, os próprios chineses reconheceram que isso teria de ser feito agora, senão seriam mais diversas milhões de mais bocas a mais no país para serem alimentadas do que as que existem agora”.

O apresentador, que tem dois filhos, acrescentou: “Se você for capaz de convencer as pessoas de que é um ato irresponsável ter grandes famílias neste momento da história e de que a riqueza material é de tal ordem importante que as pessoas a valorizem muito e não sofram as consequências de uma família pequena, então tudo isso é feito para o bem”.

“Mas eu não sou particularmente otimista sobre o futuro. Temos sorte de vivermos agora, porque as coisas vão piorar. Sou mais sortudo que meu avô, que nunca saiu de um raio de 8 quilômetros da aldeia onde nasceu. Eu tenho todos os tipos de prazeres e luxos que eu aprecio e estou muito, muito feliz. Acho que isso se aplica à maioria das pessoas deste país”, considera.

E continua: “Mas eu acho que, em 100 anos, as pessoas vão olhar para trás e se lembrar de mundo que já foi menos cheio, com muitas maravilhas naturais e mais saudável”. Apesar desta convicção, o inglês não acredita que os seres humanos corram riscos de entrarem em extinção em um mundo cada vez mais superlotado.

“Nós somos muito inteligentes e extremamente capazes de utilizarmos os recursos aos quais temos acesso. Vamos encontrar maneiras de preservarmos a nós mesmos, tenho certeza. Porém, se a nossa vida vai ser tão rica e boa como é agora, é outra questão. A população mundial pode, eventualmente, se reduzir – o que seria certamente uma ajuda – embora as chances de isso acontecer no próximo século seja muito pequena. Eu acho que é impossível, na verdade”.

O apresentador ainda comentou que nós, seres humanos, nos tornamos tão avançados que paramos de evoluir. Ele explicou por quê: “Se a seleção natural, como proposta por Darwin, é o mecanismo principal da evolução, então nós paramos a seleção natural. Isso aconteceu quando começamos a ser capazes de criar de 95 a 99% de nossos bebês”.

Attenborough, que recebeu um marca-passo em junho deste ano depois de sofrer um problema no coração, disse que não possui planos de se aposentar. “Nunca quero parar de trabalhar. Claro que eventualmente não serei mais capaz de fazê-lo, mas enquanto posso – e enquanto o público também quiser – terei o maior prazer em continuar trabalhando”, disse. “Se eu estivesse ganhando o meu dinheiro empregado em uma mina de carvão, ficaria muito contente com a perspectiva de me aposentar. Mas eu não estou, eu viajo para os quatro cantos do mundo atrás das coisas mais incrivelmente interessantes. Tenho muita sorte”, concluiu.

Fonte – Daily Mail / Hipescience

Incrível, continuamos em crescimento e mesmo assim nenhum governo no mundo está agindo. Cozinhando o sapo em água morna.

Até 2050 serão necessários três planetas para suprir necessidades da população mundial, alerta ONU

Diante de crises econômicas, do aumento da degradação ambiental e da ameaça das mudanças climáticas, a comunidade internacional tem que se esforçar para melhor utilizar os recursos naturais da Terra.

Com o objetivo de informar sobre as ações necessárias que darão início a um futuro mais sustentável, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que atua como Secretariado do Quadro dos 10 anos de programas sobre Consumo e Produção Sustentáveis (10YFP), lançou esta semana a Global SCP Clearinghouse, uma rede de apoio e troca de informações sobre produção e consumo sustentável.

Os formuladores de políticas e profissionais de todo o mundo têm desenvolvido iniciativas e ferramentas que contribuem para o consumo e a produção sustentável (SCP, na sigla em inglês) ao longo dos anos, mas a informação existente é fragmentada e ainda faltam as pontes para conectá-las às pessoas.

A Clearinghouse utiliza os princípios das redes sociais para unir a comunidade global SCP e criar um centro para o conhecimento e a cooperação sobre o tema. Procura inspirar governos, setor empresarial, pesquisadores, sociedade civil e todos os profissionais da área ou outras partes interessadas a compartilhar iniciativas, notícias, ideias, melhores práticas e ferramentas para criar um banco de dados em todo o mundo, bem como uma rede de especialistas, de modo a fortalecer as parcerias através de um mercado de cooperação, grupos de trabalho e fóruns.

“O consumo e a produção sustentável não é apenas consumir menos, mas também fazer mais e melhor com menos. É sobre o aumento da eficiência dos recursos, promover estilos de vida sustentáveis e contribuir para a redução da pobreza”, disse Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA.

“O PNUMA pretende acelerar a transição para estilos de vida mais sustentáveis e ajudar a tornar estes estilos de vida disponíveis para as pessoas nos países em desenvolvimento”, acrescentou.

A ciência mostra que o estilo de vida atual da humanidade é insustentável. A população mundial, de 7 bilhões de pessoas, precisa atualmente dos recursos de um planeta e meio para se alimentar.

Se as tendências atuais de consumo continuarem, até 2050 — quando a população deverá chegar a nove bilhões — serão necessários três planetas terra. Somando-se a essas pressões, está a rápida aceleração da urbanização.

Embora as cidades ocupem apenas 3% da superfície terrestre do planeta, consomem 75% dos recursos naturais, produzem 50% dos resíduos mundiais e são responsáveis por 60 a 80% das emissões dos gases de efeito estufa. A urbanização só vai continuar a distorcer as taxas desproporcionais de consumo, aponta o PNUMA.

A SCP pode ajudar a população dos países em desenvolvimento através da criação de novos mercados, empregos decentes e sustentáveis — por exemplo, através de alimentos orgânicos, comércio justo, moradia sustentável, energia renovável, transporte sustentável e turismo –, bem como uma gestão mais eficiente e equitativa dos recursos naturais.

Ela também oferece a possibilidade de os países em desenvolvimento obterem um salto qualitativo para tecnologias de recursos mais eficientes, ambientalmente saudáveis e competitivas, contornando as fases ineficientes e poluentes do desenvolvimento. A poucos dias do seu pré-lançamento na reunião do Conselho de Administração do PNUMA, em fevereiro deste ano, a Global SCP Clearinghouse registrou quase 800 novos membros, de mais de 500 organizações com base em cerca de 100 países diferentes.

Dentre as muitas iniciativas apresentadas à Clearinghouse está, por exemplo, a Plataforma de Arroz Sustentável (SRP), coorganizado pelo PNUMA e pelo Instituto Internacional de Pesquisa do Arroz com o objetivo promover a eficiência dos recursos e fluxos comerciais sustentáveis, produção e operações de consumo e as cadeias de fornecimento no setor global de arroz — uma cultura que alimenta metade do planeta.

Outra iniciativa é o Programa de Construção Sustentável, do banco público brasileiro Caixa Econômica Federal, que possui 70% do financiamento para construções de casas no mercado nacional e que, portanto, exerce grande influência na indústria de construção. O objetivo do programa é imbuir nessas indústrias práticas de construção sustentáveis, bem como a redução do impacto ambiental nos 2,6 mil escritórios no país.

Os interessados são incentivados a visitar o site da global SCP Clearinghouse para saber mais sobre as iniciativas em todo o mundo, se inscrever ou se registar como um especialista ou uma pessoa capacitada na área.

O desenvolvimento da Global SCP Clearinghouse foi apoiado pela Comissão Europeia, Noruega, Ministério espanhol de Negócios Estrangeiros e Cooperação,Ministério espanhol da Agricultura, Alimentos e Meio Ambiente e Ministério sueco do Meio Ambiente.

Fonte – Informe da ONU Brasil / Portal EcoDebate em 28 de maio de 2013

Imagem – THEfunkyman