Cartilha apresenta usos com energia renovável para comunidades isoladas

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Quem trabalha com desenvolvimento de comunidades tradicionais reconhece os grandes desafios e dificuldades das populações em sobreviver em locais sem energia elétrica e isoladas dos centros urbanos, ou em locais com energia elétrica intermitente e proveniente de grupos geradores a gasolina ou a diesel. A matriz energética desses locais, normalmente dependente de combustíveis fósseis, onera a geração de energia em razão dos altos custos envolvidos no transporte desses combustíveis por grandes distâncias, além do elevado custo de operação, manutenção e da dificuldade logística para lidar com essas micro e miniusinas termoelétricas. Além disso, o funcionamento intermitente desses grupos geradores a diesel, normalmente das 18 às 22 horas, impede a operação de equipamentos para conservação de alimentos para agregação de valor aos produtos locais, tais como geladeiras e congeladores elétricos.

No caso de sistemas produtivos acionados por combustíveis fósseis, o elevado custo do combustível e da manutenção quase sempre não viabiliza a maioria dos negócios estruturados nessas pequenas cadeias de valor de base comunitária, seja no processamento de frutas, seja no de pescados, ou na produção de óleos essenciais.

Nesse sentido, a energia solar fotovoltaica e a solar térmica encontram um nicho de atuação muito importante em localidades isoladas onde o trabalho “braçal” é responsável pela produtividade e pela subsistência humana, principalmente considerando que existem cerca de 2 milhões de brasileiros na Amazônia Legal que ainda utilizam fontes de energia “suja” e não renovável para atender às suas necessidades básicas. Globalmente, dados das Nações Unidas e do Banco Mundial (Sustainable Energy for All – SE4ALL) apontam que cerca de 1,2 bilhão de seres humanos não tem acesso à energia limpa e moderna, e 2,5 bilhões de pessoas dependem da lenha ou da biomassa para cozinhar e aquecer suas residências.

É nesse contexto que o WWF-Brasil e seus parceiros, no âmbito do Projeto Resex Produtoras de Energia Limpa, apresentam a cartilha Usos de Sistemas Energéticos com Fontes Renováveis em Regiões Isoladas. A carência de informações reclamada pelas entidades representativas dos extrativistas impulsionou a iniciativa. A publicação traz alternativas mais viáveis para utilização de sistemas energéticos renováveis voltados para usos produtivos e agregadores de valor, melhorando a qualidade de vida das comunidades e a manutenção da floresta. Ela lista soluções testadas no Brasil e aprovadas pelas populações locais, como o uso de energia solar para refrigeração e fabricação de gelo, extração de óleo vegetal, beneficiamento de castanha, açaí e mandioca, bombeamento e purificação de água, iluminação portátil, telecentros em escolas e outros. A cartilha traz ainda especificações técnicas, custos médios para cada tipo de aplicação e tamanhos de sistemas e fontes de financiamento já disponíveis no Brasil.

O Lançamento da publicação ocorrerá na Universidade Estadual do Amazonas, Campus de Lábrea, no dia 27 de abril, a partir das 18 horas. É nesta cidade, onde há duas reservas extrativistas, que o WWF-Brasil está realizando com os mais de 5000 extrativistas moradores das reservas o projeto com energia solar para uso produtivo. O município registra os maiores índices de desmatamento do estado do Amazonas.

Fonte – WWF de 25 de abril de 2017

Detran economiza 92% de energia com troca de lâmpadas de semáforos

Com a substituição dos modelos incandescentes por LEDs, custo do consumo dos 3.160 sinaleiros em todo o DF caiu de R$ 385 mil para R$ 30 mil por mês.Com a substituição dos modelos incandescentes por LEDs, custo do consumo dos 3.160 sinaleiros em todo o DF caiu de R$ 385 mil para R$ 30 mil por mês. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Com a substituição dos modelos incandescentes por LEDs, custo do consumo dos 3.160 sinaleiros em todo o DF caiu de R$ 385 mil para R$ 30 mil por mês

Os 3.160 semáforos de todo o Distrito Federal, instalados pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF), tiveram suas lâmpadas incandescentes substituídas por 7.160 LEDs (diodos emissores de luz). Isso resultou em uma economia de 92% no custo da energia elétrica consumida pelos equipamentos.

O consumo de energia elétrica dos 2.131 sinaleiros de veículos e dos 1.029 de pedestres custava ao Detran-DF em torno de R$ 385 mil por mês. Com o uso da nova tecnologia, o valor foi reduzido para apenas R$ 30 mil mensais.

A tecnologia LED é mais resistente, tem durabilidade aproximada de cinco anos e baixo consumo de energia. Além disso, proporciona melhor visibilidade, sem ofuscamento da visão, como acontece no caso da lâmpada incandescente.

R$ 4,2 milhõesEconomia anual no custo da energia elétrica dos semáforos, com a troca de tecnologia”

Por ano, o gasto do órgão com energia nos semáforos era em torno de R$ 4,6 milhões. Agora, o valor estimado caiu para R$ 360 mil, o que significa uma economia anual de R$ 4,2 milhões.

A expectativa é que os LEDs diminuam também o valor da manutenção dos equipamentos, da ordem de R$ 724 mil por mês. Os gastos ocorrem principalmente na época das chuvas, quando 40% das lâmpadas comuns queimam e provocam transtornos nos cruzamentos de veículos.

Termo de cooperação com a CEB

A troca da tecnologia foi resultado de um termo de cooperação entre o Detran-DF e a Companhia Energética de Brasília (CEB), para implementação de projeto de eficiência energética com substituição das lâmpadas de todos os semáforos do DF.

Todo material utilizado foi adquirido pela CEB, dentro do orçamento do seu programa de eficiência energética. Já a mão de obra foi mobilizada pelo Detran-DF, sem custo adicional, uma vez que já estava inclusa no contrato de manutenção semafórica.

Fonte – Agência Brasília, com informações do DETRAN-DF de 24 de maio de 2017

Engenheiro britânico usa plástico reciclado para criar asfalto 60% mais resistente

Engenheiro britânico usa plástico reciclado para criar asfalto 60% mais resistenteO asfalto é feito com materiais 100% reciclados. | Foto: Divulgação/MacRebur

O produto tem chamado atenção de grandes investidores, entre eles o bilionário Richard Branson

O uso de plástico reciclado tem sido cada vez mais testado na construção sustentável. Um dos exemplos mais recentes veio de um trio de empreendedores do Reino Unido. Trata-se do desenvolvimento de um asfalto de excelente qualidade produzido de uma maneira muito mais barata, uma vez que utiliza resíduos plásticos.

Batizado de MR6, o asfalto ecológico possui menos betume do que uma pavimentação tradicional. A empresa desenvolvedora, MacRebur, afirma que o resultado é um produto mais fácil de ser aplicado, em comparação com os outros. Também garante que o asfalto é mais 60% mais resistente, tendo melhores resultados em diversos quesitos – o que aumenta a vida útil da estrada.

Foto: MacRebur

Apresentado como um asfalto econômico e duradouro, ele é feito com materiais 100% reciclados, o processo é benéfico por diversas razões, entra eles ajuda a reduzir: o uso de combustíveis fósseis, a pegada de carbono e a quantidade de lixo que iria para o aterro sanitário. Além disso, ele não tem custos de infra-estrutura maiores do que um asfalto comum e ainda requer menor investimento em manutenção.

Foto: MacRebur

A ideia da tecnologia veio do engenheiro Toby McCartney quando trabalhava no sul da Índia com uma instituição de caridade que ajudava trabalhadores de um aterro sanitário. Quando voltou ao Reino Unido ele se juntou a dois amigos para criar uma mistura de resíduos de plásticos que pode ser adicionada ao material base da produção de asfalto e assim surgiu o MR6.

Foto: MacRebur

“Após 18 meses de testes e testes, tivemos o nosso produto que é dentro dos padrões britânicos e europeus e é um aditivo de alto desempenho que melhora as estradas que conduzimos hoje”, explica a companhia.

O produto tem chamado atenção de grandes investidores, entre eles o bilionário Richard Branson que premiou a MacRebur com o primeiro lugar em uma competição de startups promovida pela sua empresa.

Fontes – ONE2030 / CicloVivo de 01 de junho de 2017

Primeira indústria do tipo entra em ação para capturar CO2 do ar

Climeworks has opened its first Direct Air Capture (DAC) plant, which captures CO2 from a waste ...Climeworks has opened its first Direct Air Capture (DAC) plant, which captures CO2 from a waste recovery facility in Zurich, Switzerland(Credit: Julia Dunlop)

Uma empresa chamada Climeworks criou uma tecnologia interessante: uma fábrica de filtragem de CO2, que purifica o gás do efeito estufa.

A primeira de seu tipo foi montada perto de Zurique, na Suíça.

A instalação bombeia o gás para o ar, depositando-o quimicamente na superfície de um filtro. Quando o filtro está completamente cheio, é aquecido a cerca de 100° C para isolar o CO2, que pode então ser purificado e vendido.

The facility, complete with the DAC plant on the roof, as seen from the nearby greenhouseThe facility, complete with the DAC plant on the roof, as seen from the nearby greenhouse(Credit: Julia Dunlop)

DAC

No ano passado, quase 200 países assinaram o Acordo de Paris, se comprometendo a reduzir as emissões de gases de efeito estufa a fim de evitar que as temperaturas globais aumentem mais de 2° C acima dos níveis pré-industriais antes do final do século.

Clamptek’s Air cylinder

Porém, apenas reduzir o aumento das emissões não é suficiente para atingir essa meta – tecnologias que extraem CO2 da atmosfera também são vitais.

Christoph Gebald (left) and Jan Wurzbacher (right), co-founders of ClimeworksChristoph Gebald (left) and Jan Wurzbacher (right), co-founders of Climeworks (Credit: Julia Dunlop)

A Climeworks nomeou sua fábrica “Direct Air Capture” (DAC). Na planta DAC atual, o CO2 puro é canalizado para uma estufa a 400 metros de distância, onde é usado para cultivar vegetais.

While the current DAC plant pipes the CO2 it captures to a nearby greenhouse, Climeworks says...While the current DAC plant pipes the CO2 it captures to a nearby greenhouse, Climeworks says the gas could be used for a variety of industrial applications(Credit: Julia Dunlop)

No entanto, a empresa afirmou que o gás também pode ser utilizado para uma variedade de outras aplicações industriais, como criar combustíveis neutros ou bebidas carbonatadas.

Planos ambiciosos

Para torná-la o mais eficiente possível, a planta DAC é alimentada pelo excesso de calor da instalação abaixo.

Por enquanto, o sistema pode capturar até 900 toneladas de CO2 por ano. Para demonstrar seu poder, a planta funcionará como um projeto piloto por três anos. Depois disso, a Climeworks delineou planos muito mais ambiciosos.

The DAC plant collects CO2 from the facility its on top of, and deposits it onto...The DAC plant collects CO2 from the facility its on top of, and deposits it onto a filter, and when that’s full, it will isolate the CO2 to be sold or piped away (Credit: Julia Dunlop)

“Tecnologias de emissões negativas altamente escaláveis são cruciais se quisermos ficar abaixo do alvo de dois graus da comunidade internacional”, disse Christoph Gebald, cofundador e diretor-gerente da Climeworks. “A tecnologia DAC oferece vantagens distintas para alcançar esse objetivo e é perfeitamente adequada para ser combinada com o armazenamento subterrâneo. Trabalhamos arduamente para atingir o objetivo de filtrar 1% das emissões globais de CO2 até 2025. Para isso, estimamos que cerca de 250 mil plantas DAC como essa são necessárias”.

Fontes – Michael Irving, NewAtlas / Natasha Romanzoti, Hypescience de 01 de junho de 2017

A maior usina solar flutuante do mundo é chinesa e já está em funcionamento

Está em funcionamento, na China, a maior usina solar flutuante do mundo, com capacidade de 40MW. Essa geração de energia é suficiente para abastecer uma cidade com 15 mil residências.

O projeto foi instalado a província de Anhui, num lago onde havia uma mina de carvão desativado. Com a usina, a China avança na produção de energia limpa – projetos flutuantes são vantajosos porque se aproveitam de água e terra que até então não tinham utilidade.

A água esfria naturalmente o sistema e a temperatura ambiente, o que melhora a geração de energia e limita danos a longo prazo causados pelo calor. A opção por sistemas flutuantes também evita que se ocupe espaço em regiões densamente povoadas, o que, na China, é um problema em particular. Atualmente, o país abriga mais de cem cidades com populações de, pelo menos, um milhão de pessoas cada uma.

China na dianteira

Embora tenha sido, no passado, uma das maiores poluidoras em todo o mundo no âmbito das emissões de carbono e das mudanças climáticas, a China virou a página com seriedade. Agora, tornou-se um líder mundial na adoção de energias renováveis em busca de um futuro mais verde e sustentável. Esse tipo de compromisso deve ser estendido a todos os países; ao mesmo tempo em que se intensificam as mudanças climáticas, as tendências e mudanças prejudiciais também avançam. Os três últimos anos foram palco de variações de temperatura assustadoras.

O futuro da humanidade está ligado diretamente ao futuro das energias renováveis. Felizmente, inovações como esta – uma planta solar flutuante na China – provam que há incontáveis formas de abordar o problema e reverter a situação de forma prática e efetiva.

Fonte – Carolina Goetten, Futurism/Hypescience de 01 de junho de 2017

Elétricos serão mais baratos que carros a gasolina em 10 anos

Fabricantes de veículos como Renault e Tesla há tempos elogiam os gastos menores com combustível e funcionamento dos carros elétricos, que ajudam a compensar os preços iniciais mais elevados da compra de veículos de zero emissão.

Agora uma pesquisa da Bloomberg New Energy Finance indica que com a queda dos custos da bateria, comprar os veículos elétricos também será mais barato nos EUA e na Europa já em 2025. As baterias atualmente representam cerca de metade do custo dos veículos elétricos e os preços delas diminuirão cerca de 77 por cento entre 2016 e 2030, afirmou a empresa de pesquisas com sede em Londres.

“Em termos de pagamento inicial esses carros começarão a ficar mais baratos e as pessoas começarão a adotá-los mais à medida que os preços se aproximarem da paridade”, disse Colin McKerracher, analista da empresa. “Depois disso eles serão ainda mais atraentes.”

A Renault, que fabrica o carro elétrico Zoe, prevê que os custos totais de propriedade dos veículos elétricos no começo de 2020 serão iguais aos dos veículos convencionais com motores de combustão interna (conhecidos no setor como ICE), segundo Gilles Normand, vice-presidente sênior para veículos elétricos da empresa francesa.

“Temos duas curvas”, disse Normand, em entrevista concedida no início do mês em Londres. “Uma delas é a da redução de custos da tecnologia do veículo elétrico, porque há mais avanços no custo da tecnologia e mais volume, de modo que o custo dos veículos elétricos vai cair. O custo do ICE vai aumentar como resultado das normas mais rigorosas, especialmente no que diz respeito às normas para o material particulado.”

MIT usa tronco de árvore para produzir filtro altamente eficiente

MIT usa tronco de árvore para produzir filtro altamente eficienteOs pesquisadores usaram pedaços de pinheiro branco com pequenas tubulações de plástico. | Foto: MIT

O produto pode ser a solução para comunidades rurais e lugares remotos que não dispõem de água potável

Será que o segredo de tudo está na natureza? Mais uma vez, cientistas encontraram no meio ambiente a solução para um problema cotidiano. Desta vez, a descoberta deu origem a um sistema simples de filtragem de água a partir de troncos de árvores.

Desenvolvido por uma equipe do MIT, a tecnologia de baixo custo é capaz de filtrar até quatro litros de água por dia, removendo até 99% da bactéria E. Coli, que é comum em humanos e animais, porém pode causar problemas em grandes quantidades – infecção intestinal e urinária são os mais comuns.

Para isso, foi utilizado um pedaço de alburno, que é a parte logo abaixo da “casca” da madeira e é constituída por células vivas responsáveis por conduzir água e nutrientes para as folhas. Os pesquisadores usaram pedaços de pinheiro branco com pequenas tubulações de plástico para criar o filtro de água, mas outras árvores estão sendo testadas para quem sabe descobriram maneiras de eliminar outros tipos de contaminantes. Detalhes do processo podem ser conferidas no estudo publicado no Plos One.

Existe uma enorme variação entre as plantas. Poderia haver plantas muito melhores lá fora, que são adequados para este processo. Idealmente, um filtro seria uma fatia fina de madeira que você poderia usar por alguns dias, em seguida, jogá-la fora e substituí-la sem quase nenhum custo”, explica Rohit Karnik, professor de engenharia mecânica no MIT.

O produto pode ser a solução para comunidades rurais ou lugares remotos que, por falta de saneamento básico, são abastecidos por água contaminada. Não é intenção do grupo criar algo para o mercado, a ideia é justamente ser uma alternativa de baixo custo e feita em pequena escala.

Fonte – CicloVivo de 26 de abril de 2017

Estudantes criam embalagem de papel reciclado para o plantio de mudas

Aluno segura um dos copos de papel reciclado no laboratório (Foto: Divulgação )Aluno segura um dos copos de papel reciclado no laboratório (Foto: Divulgação)

O material substitui o plástico, que não se degrada no solo. A ideia surgiu como forma de aproveitar o excedente de papel usado na escola

A ideia surgiu durante uma atividade em princípio pouco educativa da escola: uma guerra de bolinhas de papel. A turma do aluno Nycholas Turela Pereira estava entretida com a guerra de bolinhas num dos intervados entre as aulas da Escola Estadual Técnica Agricola Desidério Finamor, em Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul. Em algum momento, um deles teve a ideia de usar papel molhado, que se desmanchava ao atingir o oponente. A estratégia balística deu origem a um insight ecológico para os alunos do 2º ano do ensino médio. (Nooossa, a turma do fundão tinha um aluno inspirado)

“Jogando o papel molhado, percebemos que aquele material se desmanchava e degradava rápido”, conta Nycholas. “Ele podia ser usado para resolver um problema no plantio de mudas.” Na verdade, a escola tinha dois problemas não relacionados. O primeiro era como dar um fim ecologicamente saudável a todo o papel usado e jogado fora. O segundo era como substituir as sacolas plásticas usadas para embalar as mudas plantadas na horta da escola. Como o plástico não é biodegradável, o material das embalagens permanecia na terra. A solução pensada pelos estudante foi simples: aproveitar o papel excedente e com ele fazer uma embalagem para as mudas. Como o papel é biodegradável, eliminariam um possível poluente no solo.

Orientado pela professora Simone Elenice Castelan, o grupo de Nycholas, com os colegas Leonardo Oliveira, Mateus Camargo, Anderson Riva e Matheus Bernardi, foi para o laboratório e desenvolveu um copinho feito com papel reciclado. O copo tem o tamanho certo para a brotação de mudas de plantas. No copo, as mudas podem ser cultivadas até ficarem prontas para o plantio direto no solo. Aí basta cavar um buraco na terra e plantar com o copo de papel e tudo. O copo de papel se desmancha em cerca de cinco dias. Não deixa nenhum resíduo.  “O plástico também atrapalhava o crescimento da raiz da planta na terra”, diz Nycholas. “Já o papel se rompe facilmente para o desenvolvimento das raízes. E a celulose do papel ainda vira nutriente para a muda.”

Os alunos testaram a técnica com tomateiros, tulipas, alfaces e roseiras. As mudas ficaram cerca de 18 dias se desenvolvendo nos copinhos de papel antes do plantio no solo. Nas experiências, as mudas ficaram no laboratório, em uma área seca de cimento. Um dos limites para o uso da técnica é o local onde ficam as mudas. Se for úmido, o papel desmancha. Se tiver muito solo, pode rachar. Mas os copinhos de papel tiram de cena os plásticos que acabam enchendo o solo nas áreas de plantio.

O trabalho foi um dos premiados pelo Projeto Criativos da Escola, do Instituto Alana, em 2016. Segundo a professora Simone, a técnica dos copinhos ainda está em fase artesanal. “Hoje faz mais sentido para pequenas comunidades ou hortas comunitárias”, afirma. Mas ela acredita que os copinhos podem ser adaptados para produção industrial e usados em larga escala na agricultura. Agora, os alunos transferiram o projeto para uma nova turma da escola. O novo grupo está planejando patentear a ideia. “A gente espera que a técnica seja usada em larga escala. A gente quer ver isso na mão de todo mundo”, diz Nycholas.

Para Simone, a primeira vitória já foi ver os alunos pensando em inovações com fundo ecológico numa escola de técnica agrícola. “Se você dá liberdade para eles pensarem livremente, vem muita ideia. A gente precisa incentivar os alunos e explorar esse potencial”, diz.

Da esquerda para a direita, a professora Simone com os alunos Nycholas, Mateus, Leonardo, Matheus, Anderson (Foto: divulgação )

Da esquerda para a direita, a professora Simone com os alunos Nycholas, Mateus, Leonardo, Matheus e Anderson (Foto: divulgação )

Fonte – Alexandre Mansur, Blog do Planeta de 01 de março de 2017

E sobre o enovelamento ou espelhamento das raizes?

Todos os trens da Holanda já são movidos a energia eólica

Todos os trens da Holanda já são movidos com energia eólicaFoto: divulgação NS

Desde o começo de janeiro, 100% dos trens que circulam pela Holanda estão sendo abastecidos exclusivamente com energia produzida por turbinas eólicas. A notícia foi divulgada pela companhia NS, que administra a rede ferroviária do país.

Em setembro de 2015, antecipamos aqui o anúncio do acordo firmado entre a NS e a empresa de energia Eneco, que previa que todos os trens holandeses funcionariam movidos somente com energia gerada pelo vento até o final de 2018.

Acontece que, com a inauguração de novas plantas eólicas (tanto onshore como offshore, ou seja, na costa), foi possível cumprir a meta um ano antes do previsto.

Cerca de 600 mil passageiros usam este sistema de transporte público diariamente. São aproximadamente 5.500 viagens por dia. É utilizada 1,4 TWh de eletricidade para poder suprir a demanda dos trens holandeses. É um volume gigantesco, o equivalente ao consumido por todas as residências dos Países Baixos.

Segundo os engenheiros da Eneco, uma turbina eólica funcionando por uma hora tem capacidade para gerar eletricidade para que um trem percorra 200 quilômetros.

O próximo objetivo da companhia é reduzir a demanda de energia dos trens – por passageiro -, em 35%, até 2020.

Todos os países escandinavos têm investido fortemente em fontes renováveis de energia: mais limpas e sustentáveis. Todavia, nesta região, a eólica é mais eficiente, já que o clima e geografia locais são mais favoráveis a ela. Em julho do ano passado, a Dinamarca bateu um novo recorde mundial, quando divulgou que 42% da energia produzida no país foi gerada a partir de usinas eólicas (leia mais neste outro post).

Estas e outras iniciativas comprovam como a dependência aos combustíveis fósseis, como óleo, gasolina, carvão e petróleo – extremamente poluentes – está com os dias contados. Diversos países mostram, na prática, como o uso de energias limpas é viável, econômico e eficaz.

Fonte – Suzana Camargo, Conexão Planeta de 30 de janeiro de 2017

Bioplástico produzido a partir de biogás rico em Metano

Bioplastic from BiogasBioplastic from Biogas

A empresa VTT desenvolveu uma solução para converter até mesmo pequenas fontes de biogás rico em metano em matérias-primas para alimentação animal ou bioplástico em fazendas, aterros sanitários e estações de tratamento de águas residuais.

Esta solução de redução de emissões baseia-se na capacidade das bactérias metanotróficas a crescer em metano em fermentadores de gás.

New Approach by VTT to Convert Methane-rich Biogas into Bioplastics

VTT has developed a solution for converting even small sources of methane-rich biogas into raw materials for animal feed or bioplastic on farms, landfills and wastewater treatment plants. This emission-reducing solution is based on the ability of methanotrophic bacteria to grow on methane in gas fermenters.

Bioplastic from Biogas

Methane-rich biogas is generated on farms, landfills and wastewater treatment plants in anaerobic digestion of biological material. Until now, the processing of such gas into biomethane has only been viable on large biogas-producing sites; small biogas sources such as farms have remained largely unexploited.

The method developed by VTT would reduce emissions, increase the use of biogas and improve protein self-sufficiency.

Process

It is based on the ability of methanotrophic bacteria to grow in aerobic conditions in gas fermenters, using methane as the source for carbon and energy. The process is as follows:

  • The methane gas generated by anaerobic digestion is fed into a gas fermenter.
  • A growth medium containing the methanotrophic bacteria circulates through the pipes of the gas fermenter, creating a single-cell protein biomass with a protein content of around 60%.
  • The cell mass is filtered, pasteurized and dried.

The methanotrophic bacteria and (depending on the growth conditions) cell mass may also contain polyhydroxybutyrate plastic (PHB) – a natural substance in the cells that enables them to store conserve energy. For example, PHB can be used as a raw material for biodegradable packaging material, instead of oil-based and non-biodegradable plastics such as polypropylene (PP).

  • The cell mass may contain 50% half of the PHB, in which case the protein content is around 30%.
  • Extraction is used to separate the PHB and protein fractions from the dried cell mass.

The production rate of VTT’s method needs to be improved: a couple of years of development work lie ahead. In addition, the protein fraction’s suitability as a feed component needs to be tested.

Based on previous studies, single-cell proteins produced using micro-organisms can be substituted for ingredients such as meat, soya, egg whites or fish in food and feed. Finland is import-dependent with respect to soya: a fluctuating worldwide crop causes price fluctuations and uncertainty about the availability of this foodstuff.

In Europe and Finland, attempts are being made to meet the challenge of protein feed for domesticated animals by improving protein self-sufficiency. This mainly involves promoting the production of vegetable protein. The production of single-cell proteins represents a good opportunity to improve our protein self-sufficiency.

About VTT Technical Research Centre

VTT Technical Research Centre of Finland Ltd is one of the leading research and technology companies in the Nordic countries. VTT has a national mandate in Finland. It uses its research and knowledge to provide expert services for our domestic and international customers and partners.

Fonte – Omnexus Specialchem

Boletim do Instituto IDEAIS de 05 de dezembro de 2016

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