A cimeira sobre o clima que serviu o almoço em caixas de plástico

Foto: Ivo Pereira/Global Imagens

Com muitas restrições de segurança por causa da presença de Obama, todos os participantes tiveram direito a uma “lunch-box”, que é como quem diz a uma caixa com almoço. A ideia da organização – para evitar saídas e entradas do Coliseu – até podia ter sido uma boa ideia, não fosse o almoço ter sido servido… em embalagens de plástico.

Numa conferência sobre alterações climáticas, foi servida uma salada de massa fusilli dentro de uma caixa de plástico. Um garfo e uma faca de plástico, uma sanduíche e uma bolacha embrulhadas em plástico e até uma mão cheia de uvas dentro de uma caixa de plástico (com outro garfo de plástico para as comer).

Muito plástico em cerca de três mil lancheiras, numa cimeira onde Obama deixou claro que a mudança tem que vir de cada um de nós.

No foyer do Coliseu, muita gente comentava o almoço servido em caixas de plástico, ao mesmo tempo que questionava se já teria chegado o homem por quem todos esperavam. Contam os jornalistas que estavam na Rua Passos Manuel, à porta da sala de espetáculos do Porto, que a rua foi literalmente esvaziada no momento em que o carro de Obama chegou.

Aliás, as regras de participação eram apertadíssimas. O convite desincentivava as pessoas a levarem mochilas e computadores. Era proibido filmar, gravar ou fotografar a conferência do antigo presidente dos EUA. As luzinhas verdes da power-bank fizeram mesmo com que um funcionário viesse ao camarote alertar para as “consequências gravíssimas” que podíamos sofrer caso algum aparelho de gravação estivesse ativado.

Obama agradeceu a hospitalidade do Porto, lamentou vir sempre a correr, sem tempo para relaxar, estar de férias, beber um cálice de vinho do Porto. Ouviu um aplauso extenso, bebeu um gole de água – ou de outra coisa qualquer, não sabemos o quê. A garrafa de plástico dele ficou intacta. Usou um copo de papel.

Fonte – Barbara Baldaia, TSF.pt de 06 de julho de 2018

Todo mundo diz que quer salvar o mundo, mas nada de mudar seus péssimos hábitos de consumo! Pensar global e não agir local e pessoal é muito bonito para fingir que é ecologicamente correto para os amigos e para tirar fotos e publicar nas redes sociais, mas, ao final do dia, você não terá feito absolutamente nenhuma diferença na proteção ao planeta e na luta pela sobrevivência da humanidade!!!

Lixo na escola: qual a importância e como podemos reciclar os materiais gerados neste ambiente?

É fundamental que as escolas mostrem para os seus alunos o caminho percorrido pelo lixo e a importância da reciclagem desses resíduos. Imagem: AVAVA / iStock / Getty Images Plus

As escolas descartam uma grande quantidade de lixo, sendo que a maior parte deste montante é reciclável. Investir em ações que incentivem a reciclagem desses materiais é importante não apenas par ao meio ambiente, mas também para envolver e conscientizar os alunos e a comunidade escolar a respeito da sustentabilidade ambiental.

Vale destacar que o debate a respeito do lixo é fundamental, e deve estar presente nas salas de aula para dar exemplo aos alunos e fazer com que eles aprendam a cuidar do meio ambiente de maneira prática. O aprendizado dos alunos não se restringe à teoria, e é essencial que eles se envolvam com os assuntos discutidos na sala.

O que ensinar aos alunos sobre lixo?

Uma escola é capaz de gerar uma grande quantidade de lixo por dia: além de papéis e materiais, há a hora do recreio, em que alunos e professores descartam restos de alimentos e itens como sacos plásticos, embalagens, guardanapos e copos. O final do intervalo para o recreio, portanto, pode ser um excelente momento para mostrar aos alunos a quantidade de detritos que são descartados.

Aulas teóricas a respeito do caminho que o lixo percorre ao ser descartado também são importantes, de modo a ensinar como as ações cotidianas levam ao acúmulo de resíduos nos lixões. Também é importante destacar a importância de separar os materiais recicláveis e não recicláveis, encaminhando todos de maneira adequada.

Para as crianças pequenas, aprender a jogar seu lixo em uma lixeira já é um grande aprendizado. Porém, é preciso ir além e ensinar como podemos fazer a diferença no impacto que ele causa ao meio ambiente. Uma dessas ações é separar o lixo em lixeiras apropriadas, como as de materiais orgânicos, plásticos, papeis, vidros, eletrônicos e o restante do lixo.

Outro fundamento essencial é mostrar para os alunos como eles podem diminuir a quantidade de lixo gerada por meio de ações simples como reduzir o uso de copos plásticos ou reaproveitar garrafas PET.

A importância da reciclagem

A união das aulas teóricas com a prática da coleta de lixo seletivo permite ao aluno refletir sobre a realidade mundial a respeito da poluição. O mundo não tem recursos infinitos, embora sejam abundantes. Por isso, se não houver cuidado no manejo de fontes animais, vegetais e minerais, simplesmente se extinguirá.

O lixo é um dos principais causadores dos danos ambientais. Materiais como uma sacola plástica, quando jogados diretamente na natureza, demoram no mínimo cem anos para se degradar. Enquanto isso não acontece, pode até mesmo matar espécies e contaminar rios. Mas se esse material for coletado e reciclado, ele não irá para a natureza e voltará a ser reutilizado em sua função anterior ou de outras formas.

Crianças e adolescentes tem uma tendência natural a se engajar por causas transformadoras, desde que incentivados adequadamente. Eles, inclusive, tendem a copiar comportamentos e a repercuti-los em seus grupos sociais — o que aumenta ainda mais a responsabilidade de envolvê-los em valores importantes.

Fonte – Pensamento Verde de 02 de abril de 2018

Curso gratuito para professores – Biomas brasileiros: conhecer para preservar

Carga horária: 16 horas
Horários: turma da manhã (8h – 12h) ou turma da noite (19h – 23h)
Local: MUDI-UEM (Bloco O33)
Programação

16/05

– Por que uma capacitação para professores?

– O MUDI

  • História
  • Organização
  • Visitando o museu

– Museus de ciências;

  • História dos museus de ciências
  • Funções dos museus
  • A educação nos museus de ciências
  • Relação museu x escola

23/05

– A exposição sobre Zoologia do MUDI

  • Bastidores do ambiente da zôo

De onde vêm os animais

A taxidermia

Importância da coleção

– Dioramas

  • O que são dioramas;
  • Origem;
  • Funções dentro dos museus.

30/05

– Relações ecológicas;

  • Conceitos básicos (população, comunidade, ecossistema, biomas e biosfera);
  • Relações intra e interespecíficas;
  • Relações entre os seres vivos e o ambiente.

– Os biomas brasileiros (características da vegetação);

– Ser humano x natureza.

06/06

– Atividade em sala de aula

Calouros de agronomia da UNINGÁ plantam sementes em trote ambiental

Em mais uma ação AUC 2018, nesta manhã (09/04) deu-se início à semeadura de espécies nativas para a condução até o mês de setembro, onde será comemorado o Dia da Árvore.

Saber reconhecer a importância das árvores em nossas vidas, valorizar a riqueza e retribuição ao planeta e ainda, conscientizar a comunidade sobre a importância em nossas ruas, praças, parques, jardins, fundos de vales, propriedades rurais, seja onde for é vital ao ser humano.

Ao profissional de agronomia é torna-se essencial participar do processo de produção e conhecimento quanto aos benefícios de cada espécie arbórea em nosso ambiente.

Aos acadêmicos do curso de Agronomia Diurno e Noturno será realizado este ano, um trote diferenciado, sim – Trote Cultural e/ou Ambiental, em parceria com instituições governamentais afim de levar ao nosso município um pouco do verde.

Materiais como Schinus molle e tabebuias, deram início as atividades.

Entretanto, com base nos trabalhos que estão sendo realizados em parceria na formatação do novo Plano Diretor de Maringá, serão ainda semeados espécies como:

Pterocarpus violaceus; Caesalpinia echinata; Handroanthus chrysotrichus; Bauhinia variegata; Cassia grandis; dentre outras presentes na lista de espécies a serem usadas nas vias públicas, praças, parques, fundos de vales.

Parabéns a todos os envolvidos no trabalho:
Prefeitura Municipal de Maringá
Universidade Estadual de Maringá
FUNVERDE
Centro Universitário Ingá, UNINGÁ
AGRO UNINGÁ CONSULTORIA

Antes dos portugueses, SP teve floresta tropical, Cerrado e mini-Pantanal

Mapa de SP antes da colonizaçãoA BBC Brasil elaborou um mapa inédito da flora paulistana original marcada pela diversidade de biomas antes da colonização | Ilustração: Leandro Lopes de Souza

Antes da chegada dos portugueses, quem caminhasse alguns quilômetros pelo território da atual cidade de São Paulo poderia cruzar florestas tropicais com bromélias, orquídeas e árvores de até 45 metros de altura, campos cerrados com espécies de troncos grossos e galhos retorcidos, araucárias e arbustos típicos da região Sul e várzeas de rios que lembravam o Pantanal.

A extraordinária variedade da flora nativa – em parte moldada pelos indígenas que habitavam a área e hoje confinada a poucas ilhas na zona urbana – atraía para a região um conjunto igualmente diverso de animais, entre os quais onças-pintadas, tucanos-de-bico-verde, micos-leões-pretos e veados-catingueiros.

A partir de relatos históricos, de estudos do botânico Ricardo Cardim e de informações etimológicas, a BBC Brasil produziu um mapa inédito das formações vegetais de São Paulo antes da colonização. A ilustração, a cargo do artista Leandro Lopes de Souza, busca recriar a paisagem contemplada da colina onde, em 25 de janeiro de 1554, padres jesuítas celebraram a missa que passou para a história como o ato de fundação da cidade.

Segundo Cardim, daquele morro, na confluência dos rios Tamanduateí e Anhangabaú, tinha-se “uma das melhores vistas do Brasil”.

“São Paulo era um local extraordinário porque justamente havia essa contraposição de campos, florestas, rios produtivos e muita caça – não por acaso os índios escolheram viver aqui”, afirma o pesquisador, que está finalizando um livro sobre a vegetação original da cidade.

Cerrado e araucáriasCerrado e araucárias eram parte da vegetação paulistana | Ilustração: Leandro Lopes de Souza

No linguajar botânico, São Paulo era um ecótono, ou seja, um ponto de encontro de diferentes biomas. Cardim diz que havia na cidade trechos da Mata Atlântica, vegetação característica do litoral brasileiro, de matas mistas de araucárias, bioma típico do Sul, e do Cerrado, formação predominante no Centro-Oeste.

Ele afirma ainda que nos cerrados paulistanos se achavam plantas do Pampa, bioma do Rio Grande do Sul, e que as várzeas dos rios Tietê e Pinheiros – os maiores da cidade – se assemelhavam ao Pantanal mato-grossense.

A localização de São Paulo – entre a costa e o Planalto Central brasileiro e no limite entre as zonas tropical e subtropical – favoreceu a diversidade de biomas. Também contribuíram sua variedade de solos e topografia irregular (a diferença entre o ponto mais alto da zona urbanizada da cidade, a Vila Mariana, e as águas do Tietê chega a 109 metros, segundo um estudo do geógrafo Aziz Ab’Sáber).

Garça vermelhaGuarapiranga, onde há hoje uma represa, vem da união entre guará (garça) e piranga (vermelha), provável referência à espécie Eudocimus ruber | Ilustração: Leandro Lopes de Souza

Moldada por incêndios

Quando os primeiros exploradores portugueses venceram a Serra do Mar, encontraram na futura capital paulista três aldeias indígenas, do povo Tupiniquim.

Em Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo, o historiador americano John Manuel Monteiro conta que os povoados não eram fixos: conforme o solo empobrecia e a caça rareava, as comunidades buscavam outras áreas.

Segundo o botânico Ricardo Cardim, sucessivos incêndios – naturais e provocados pelos indígenas – ajudam a explicar a presença de cerrados na paisagem original paulistana. O fogo impedia o adensamento da vegetação e favorecia a sobrevivência de árvores resistentes, com troncos grossos, típicas do bioma.

Cardim diz que os indígenas recorriam ao fogo para abrir clareiras para roças, encurralar animais na caça ou renovar a vegetação campestre. A rebrota atraía herbívoros, entre os quais cervos, que também eram caçados pelos grupos.

Animais da antiga fauna paulistanaA extraordinária variedade da flora nativa atraía para a região um conjunto igualmente diverso de animais, entre os quais onças-pintadas, tucanos-de-bico-verde, micos-leões-pretos e veados-catingueiros | Ilustração: Leandro Lopes de Souza

Os incêndios comiam as bordas das florestas e as deixavam com formato circular – daí, segundo o botânico, o nome do bairro Capão Redondo, na zona sul da cidade. Havia muitos outros capões (do tupi kaa’pãu, ilha de mato) pelo território.

No início do século 17, a fauna local ainda parecia bem preservada. Segundo o pesquisador, moradores eram alertados sobre os riscos de caminhar nas vias paulistanas “porque havia onças que comiam gente”.

Dizia-se que várias delas moravam na serra da Cantareira e desciam até a várzea do Tietê para caçar. Há relatos sobre a presença dos felinos até na região da atual avenida Paulista, então coberta por uma floresta densa, chamada pelos indígenas de caaguaçu (matagal, em tupi). Um trecho da antiga mata deu origem ao Parque Trianon, um dos raros locais na zona urbana que preservam a vegetação original.

Outra área de mata fechada ficava no vale do Anhangabaú, no atual centro da cidade, onde índios escravizados costumavam buscar refúgio. Dessa floresta, nada restou.

MapaIlustração: Leandro Lopes de Souza

Árvores-bairros

Cambucis e araucárias, que antes cobriam várias partes da cidade, também desapareceram. A primeira espécie, comum nas matas ciliares paulistanas, atraía antas ao frutificar e batizou um bairro da região central.

A segunda, hoje restrita à região Sul e a algumas serras do Sudeste, se espalhava por todos os biomas da cidade. Resistente a incêndios brandos e importante para a alimentação dos indígenas, que consumiam sua semente, o pinhão, a árvore é a razão por trás do nome do bairro Pinheiros.

Outros endereços paulistanos com nomes em tupi dão pistas sobre a riqueza das paisagens nativas, conforme o dicionário tupi-português de Luiz Caldas Tibiriçá (curiosamente, também se chamava Tibiriçá o cacique da antiga aldeia Inhapuambuçu, nas imediações do atual Pateo do Colégio).

MuriciIlustração de uma murici; hoje, segundo o botânico Cardim, o cerrado paulistano sobrevive em apenas três faixas de terra na zona oeste | Ilustração: Leandro Lopes de Souza

Guarapiranga, onde há hoje uma represa, vem da união entre guará (garça) e piranga (vermelha), provável referência à espécie Eudocimus ruber. M’Boi Mirim, atual estrada na zona sul, é uma possível derivação de mboia mirim, cobra pequena.

Ibirapuera pode vir da junção de ybyrá, árvore, e puera, sufixo que indica passado, algo “que foi” – possível menção ao charco com troncos secos (que já foram árvores) onde se criou o principal parque da cidade, drenado após o plantio de eucaliptos australianos.

Reprodução de antiga paisagem paulistaLocalização de São Paulo favoreceu a diversidade de biomas e a presença do jerivá | Ilustração: Leandro Lopes de Souza

Ipiranga, cujas margens plácidas ouviram o brado retumbante, é rio vermelho – e que, como tantos outros cursos d’água paulistanos, foi canalizado conforme a cidade crescia.

O bioma paulistano mais golpeado pela urbanização foi o Cerrado, que, segundo Cardim, se estendia por boa parte da cidade atual, incluindo trechos dos bairros do Ipiranga, Bela Vista, Luz, Butantã, Vila Mariana e a região do aeroporto de Congonhas.

AraucáriaCambucis e araucárias, que antes cobriam várias partes da cidade, também desapareceram | Ilustração: Leandro Lopes de Souza

A formação foi descrita no fim do século 16 por um antepassado do botânico – e que, embora padre, deixou herdeiros no Brasil -, o jesuíta português Fernão Cardim. Em visita à então vila de Piratininga, embrião da São Paulo contemporânea, ele comparou a vegetação à do país natal.

“É terra de grandes campos e muito semelhante ao sítio de Évora, na boa graça, e campinas, que trazem cheia de vacas, que é formosura de ver”, descreveu numa carta ao superior eclesiástico. “Esta terra parece um novo Portugal”, concluiu, encantado.

Hoje, segundo o botânico Cardim, o cerrado paulistano sobrevive em apenas três faixas de terra na zona oeste – duas delas na Cidade Universitária e uma no Jaguaré.

Uma boa amostra da formação original está no Parque Estadual do Juquery, no município vizinho de Franco da Rocha. Para Cardim, trata-se da “última joia incrustada (na região metropolitana de São Paulo) que conserva o cerrado perfeito”, onde se encontram espécies como pequizeiros, palmeiras macaúbas e muricis.

CambucisMesmo que São Paulo ficasse desabitada e suas construções fossem demolidas, jamais recuperaria os biomas originais; na imagem, cambucis | Ilustração: Leandro Lopes de Souza

Floresta cultural

Ao longo do desenvolvimento de São Paulo, as árvores nativas foram cedendo espaço não só para construções, mas também para espécies exóticas. Hoje, de acordo com Cardim, 90% das plantas da cidade são estrangeiras.

“Somos como aqueles cariocas que há cem anos andavam de cartola e casaco de pele na beira da praia porque queriam ser franceses. O paulistano, no que se refere ao paisagismo e às áreas verdes, quer ser tudo, menos brasileiro.”

Por isso, diz o botânico, mesmo que São Paulo ficasse desabitada e suas construções fossem demolidas, jamais recuperaria os biomas originais.

JabuticabeiraNo linguajar botânico, São Paulo era um ecótono, um ponto de encontro de diferentes biomas; acima, jabuticabeira | Ilustração: Leandro Lopes de Souza

Ele afirma que as antigas áreas de Cerrado seriam sufocadas por capins estrangeiros e que não haveria mais incêndios para manter o equilíbrio do bioma.

Com o tempo, diz ele, a cidade seria tomada por uma floresta densa – “mas não uma Mata Atlântica natural, e sim uma floresta cultural, que refletiria nossas escolhas enquanto sociedade e serviria como um registro da nossa passagem por aqui”.

FlorestaA localização de São Paulo – entre a costa e o Planalto Central brasileiro e no limite entre as zonas tropical e subtropical – favoreceu a diversidade de biomas | Ilustração: Leandro Lopes de Souza

Fonte – João Fellet, BBC Brasil de 24 de fevereiro de 2018

Mar e oceano, você sabe qual a diferença?

Mar e oceano, você sabe qual a diferença entre os dois?

Hoje vamos propor realçar as diferenças que existem entre mar e Oceano. Primeiro, um pouco de história. Quando Vasco Núñez de Balboa cruzou o Istmo de Panamá, em 1513, e se aventurou  por águas desconhecidas, ele as chamou de Mar do Sul. Cinco anos depois, Fernão de Magalhães, navegando em clima calmo, o chama de Oceano Pacífico. Este nome tornou-se oficial apenas no final do século XIX. Esta é uma forma de colocar o problema: mares e oceanos são, em primeiro lugar, convenções. São invenções humanas. Daí a dificuldade em diferenciá-los claramente, se não para justificá-los.

A matéria é interessante, vem do site www.science-et-vie.com. Vamos conhecer as diferenças?

Alguns critérios para diferenciar mar e oceano

Existem vários critérios. O primeiro é o mais intuitivo: o que distingue um mar de um oceano é antes de mais nada uma questão  de escala. Por definição, o oceano é maior.  O menor dos Oceanos, o Índico, tem uma superfície de 73 milhões de quilômetros quadrados, enquanto o maior mar, o da Arábia, cobre 3,6 milhões de quilômetros quadrados.

ilustração de mapa com mar da arábiaO maior dos mares, o Mar da Arábia

Oceanos são limitados por continentes…

Essa é outra das diferenças, as fronteiras dos oceanos são os continentes. Já os mares se distinguem por uma área menor e por terem fronteiras diferentes daquelas dos Oceanos.

imagem de mapa mundi dos oceanos e maresOceanos e suas fronteiras: os continentes (Ilustração: http://www.historiaegeografia.com/)

As outras diferenças são  a natureza de suas fronteiras, a profundidade, e a salinidade de suas águas, também levadas em consideração pelos oceanógrafos. Por convenção, o termo oceano significa as maiores extensões de água salgada, cercadas por continentes. Há cinco deles: Pacífico, Atlântico, Índico, Ártico, e Antártico, ou Austral.

Os mares têm duas grandes categorias. Por um lado, os mares fronteiriços, dispostos ao longo do contorno dos oceanos, e circunscritos por penínsulas, ilhas ou profundidades abissais. O Mar do Caribe, por exemplo, na fronteira com o Oceano Atlântico, está rodeado por uma série de ilhas.

Ilustração do mar do caribeIlustração: www.estudopratico.com.br

Há mares muito profundos, e outros, nem tanto…

Mas atenção, tenha cuidado, nem todos os mares são necessariamente “rasos”! A profundidade dos mares fronteiriços pode ser muito grande, acima de 2.000 metros, como o Mar da Noruega (máximo 4.000 m) ou o Mar de Coral (no máximo 9.140 m), localizado entre a Austrália e Nova Caledônia.

Ilustração de mapa com o mar da NoruegaIlustração: http://www.mundoreal.xyz/

Mas os mares também podem ser localizados em plataformas continentais e, portanto, sem exceder 200 metros de profundidade: este é o caso do mar do Canal da Mancha, ou do Mar do Norte.

E, finalmente, há mares fechados…

Este tipo de mar tem características próprias. A segunda maior categoria do que se convencionou chamar de mares, são aqueles que se comunicam com o oceano apenas por um estreito, e são cercados quase totalmente  por terra. Esse é o caso do mar Mediterrâneo, ligado ao Atlântico pelo Estreito de Gibraltar.

Ilustração de mapa do mediterrâneoMediterrâneo, um dos mares ‘fechados’ (Ilustração: www.istockphoto.com)

Como resultado, ao contrário dos mares costeiros, suas características hidrológicas são muito diferentes das do oceano. Estão sujeitos a uma forte evaporação e são muitas vezes mais salgados do que o oceano global (os cinco oceanos comunicando-se uns com os outros). Enquanto a salinidade deste último é de 35 gramas / litro, no Mediterrâneo, varia de 38 a 39,5 g / litro. No Mar vermelho a salinidade sobe para 41 g / litro. O mar Morto, o campeão em salinidade, tem picos de  até 275 gramas por litro!  Já o Báltico, também um mar ‘fechado’, mas alimentado por muitos rios, a salinidade cai para 5 ou 10 gramas por litro.

Referência

https://www.science-et-vie.com/questions-reponses/quelle-est-la-difference-entre-une-mer-et-un-ocean-10127

Fonte – João Lara Mesquita, Mar sem Fim de 01 de fevereiro de 2018

Você sabe o que é metabolismo urbano?

Este pequeno vídeo produzido por parceiros da Iniciativa Global para Cidades com Recursos Eficientes – liderada pela ONU Meio Ambiente – explica o conceito de “metabolismo urbano” e como ele pode ser útil para os governos locais.

Estudos sobre o metabolismo urbano ajudam as cidades e suas regiões a avaliar o uso atual dos recursos e a identificar caminho para melhorias.

Detalhes em resourceefficientcities.org e bit.ly/ONUMeioAmbiente.

Fonte – ONU Brasil de 20 de dezembro de 2017

Tome uma atitude: Coisas que você pode fazer pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Coisas que você pode fazer a partir do seu sofá

  • Economize eletricidade conectando aparelhos em uma tira de força e desligando-o completamente quando não estiver em uso, incluindo o seu computador.
  • Pare de extratos bancários em papel e pague suas contas online ou via celular. Sem papel, não há necessidade de destruição da floresta.
  • Compartilhe, não goste. Se você vê uma publicação de mídia social interessante sobre os direitos das mulheres ou as mudanças climáticas, compartilhe-a para que pessoas da sua rede também vejam.
  • Fala! Peça às suas autoridades locais e nacionais que se envolvam em iniciativas que não prejudiquem pessoas ou o planeta. Você também pode expressar seu apoio ao Acordo de Paris e pedir ao seu país para ratificá-lo ou assinar se ainda não .
  • Não imprima. Veja algo online que você precisa lembrar? Anote-o em um caderno ou melhor ainda, uma nota de pós-it digital e poupe o papel.
  • Apaga as luzes. Sua TV ou tela de computador oferece um brilho aconchegante, então desligue outras luzes se não precisar delas.
  • Faça um pouco de pesquisa on-line e compre apenas de empresas que você conhece práticas sustentáveis ​​e não prejudicam o meio ambiente.
  • Denuncie agressores online. Se você notar assédio em um quadro de mensagens ou em uma sala de bate-papo, marque essa pessoa.
  • Mantenha-se informado. Acompanhe suas notícias locais e fique em contato com os Objetivos Globais on-line ou nas mídias sociais no @GlobalGoalsUN .
  • Conte-nos sobre suas ações para alcançar os objetivos globais usando o hashtag #globalgoals em redes sociais.
  • Além do acima, compensar as emissões de carbono restantes! Você pode calcular sua pegada de carbono e comprar créditos climáticos do Climate Neutral Now . Desta forma, você ajuda a reduzir as emissões globais mais rápido! “

Coisas que você pode fazer em casa

  • Ar seco. Deixe seu cabelo e roupa secar naturalmente em vez de correr uma máquina. Se você lavar a roupa, verifique se a carga está cheia.
  • Tome duchas curtas. As banheiras requerem mais galões de água do que um chuveiro de 5-10 minutos.
  • Coma menos carne, aves e peixe. Mais recursos são usados ​​para fornecer carne do que plantas
  • Congele produtos frescos e restos se você não tiver a chance de comê-los antes que eles se tornem ruins. Você também pode fazer isso com comida take-away ou entregue, se você sabe que não vai sentir vontade de comer no dia seguinte. Você vai economizar comida e dinheiro.
  • Os resíduos de alimentos para compostagem e compostagem podem reduzir o impacto climático enquanto também reciclagem de nutrientes.
  • Reciclagem de papel, plástico, vidro e alumínio evita que os aterros cresçam.
  • Compre produtos minimamente embalados.
  • Evite pré-aquecer o forno. A menos que você precise de uma temperatura de cozimento precisa, comece a aquecer sua comida diretamente quando liga o forno.
  • Conecte vazamentos de ar em janelas e portas para aumentar a eficiência energética
  • Ajuste seu termostato, menor no inverno, mais alto no verão
  • Substitua aparelhos antigos por modelos eficientes de energia e lâmpadas
  • Se você tiver a opção, instale painéis solares em sua casa. Isso também reduzirá sua conta de eletricidade!
  • Obter um tapete. Tapetes e tapetes mantêm sua casa quente e seu termóstato baixo.
  • Não enxaguar. Se você usar uma máquina de lavar louça, pare de enxaguar suas placas antes de executar a máquina.
  • Escolha uma melhor opção de fralda. Swaddle seu bebê em fraldas de pano ou uma nova marca descartável ambientalmente responsável.
  • Pá neve manualmente. Evite o barulhento de neve barulhento e exaustor e faça algum exercício.
  • Use correspondências de papelão. Eles não exigem nenhum petróleo, ao contrário de isqueiros plásticos de gás.

Coisas que você pode fazer fora de sua casa

  • Compre local. O apoio às empresas do bairro mantém as pessoas empregadas e ajuda a evitar que os caminhões conduzam distâncias distantes.
  • Compre refeições com planos inteligentes, use listas de compras e evite compras de impulso. Não sucumbir a truques de marketing que o levem a comprar mais alimentos do que você precisa, particularmente para itens perecíveis. Embora estes possam ser menos caros por onça, eles podem ser mais caros, se grande parte desse alimento for descartado.
  • Compre Funny Fruit – muitas frutas e vegetais são jogados fora porque seu tamanho, forma ou cor não estão “corretos”. Comprar esta fruta engraçada perfeitamente boa, no mercado do fazendeiro ou em qualquer outro lugar, utiliza alimentos que, de outra forma, poderiam ser desperdiçados.
  • Quando você vai a um restaurante e está pedindo frutos do mar sempre pergunte: “Você serve frutos do mar sustentáveis?” Deixe suas empresas favoritas saberem que os frutos do mar são amigáveis ​​na sua lista de compras.
  • Compre apenas para frutos do mar sustentáveis. Existem agora muitos  aplicativos como este  que irão dizer o que é seguro consumir.
  • Bicicleta, caminhe ou transporte público. Salve as viagens de carro para quando você tem um grande grupo.
  • Use uma garrafa de água e uma xícara de café recarregáveis. Reduzir o desperdício e talvez até poupar dinheiro no café.
  • Traga seu próprio saco quando comprar. Passe a bolsa de plástico e comece a carregar seus próprios estofados reutilizáveis.
  • Pegue menos guardanapos. Você não precisa de um punhado de guardanapos para comer o seu takeout. Pegue apenas o que você precisa.
  • Compre o vintage. Brand-new não é necessariamente o melhor. Veja o que você pode fazer de repouso de lojas de segunda mão.
  • Mantenha seu carro. Um carro bem ajustado emitirá menos fumos tóxicos.
  • Doe o que você não usa. As instituições de caridade locais darão uma vida nova a suas roupas, livros e móveis de uso suave.
  • Vacine-se e seus filhos. Proteger sua família da doença também ajuda a saúde pública.
  • Aproveite o seu direito de eleger os líderes do seu país e da comunidade local.

Coisas que você pode fazer no trabalho

  • Se você tem uma fruta ou lanche que você não quer, não jogue fora. Dê isso a alguém que precisa e está pedindo ajuda.
  • Todos no trabalho têm acesso a cuidados de saúde? Descubra quais são seus direitos para trabalhar. Combater a desigualdade.
  • Mentor jovens. É uma maneira pensativa, inspiradora e poderosa de guiar alguém para um futuro melhor.
  • As mulheres ganham 10 a 30 por cento menos do que os homens pelo mesmo trabalho. A persistência da desigualdade persiste em todos os lugares. Digite seu apoio para pagamento igual por trabalho igual.
  • 4 bilhões de pessoas não têm acesso a serviços básicos de saneamento. Preste sua voz para falar sobre a falta de sanitários em muitas comunidades ao redor do mundo!
  • Certifique-se de que sua empresa usa tecnologia de aquecimento e refrigeração eficiente em energia, e ajuste o termostato, menor no inverno, mais alto no verão.
  • Mantenha-se informado. Leia sobre os trabalhadores em outros países e as práticas comerciais. Fale com seus colegas sobre essas questões.
  • A sua empresa investiu em infra-estrutura limpa e resiliente? É a única maneira de manter os trabalhadores seguros e proteger o meio ambiente.
  • Levante sua voz contra qualquer tipo de discriminação em seu escritório. Todos são iguais, independentemente do seu gênero, raça, orientação sexual, formação social e habilidades físicas.
  • Bicicleta, caminhe ou transporte público para o trabalho. Salve as viagens de carro para quando você tem um grande grupo.
  • Organize uma semana sem impacto no trabalho. Aprenda a viver de forma mais sustentável durante pelo menos uma semana: un.org/sustainabledevelopment/be-the-change .
  • Fala! Peça à sua empresa e ao Governo que se envolvam em iniciativas que não prejudicam pessoas ou o planeta. Voe seu apoio para o Acordo de Paris!
  • Grande parte do desperdício que produzimos em terra acaba nos oceanos.
  • Examine e altere as decisões do dia-a-dia. Você pode reciclar no seu local de trabalho? A sua empresa está comprando de comerciantes envolvidos em práticas ecológicas nocivas?
  • Conheça seus direitos no trabalho. Para acessar a justiça, saber o que você tem direito irá percorrer um longo caminho.
  • Responsabilidade social corporativa conta! Incentive sua empresa a trabalhar com a sociedade civil e encontrar formas de ajudar as comunidades locais a atingir os objetivos.

Fontes – ONU / EcoDebate de 20 de fevereiro de 2018

7 dicas para tornar sua viagem ambientalmente amigável

Parque Nacional do Pantanal é uma sugestão de destino para viagem nacional. Créditos: ICMBioParque Nacional do Pantanal é uma sugestão de destino para viagem nacional. Créditos: ICMBio

Passeios podem ter menor ou maior impacto na natureza, basta fazer boas escolhas

Viajar e descansar são momentos bastante esperados, mas podem pesar na conta do meio ambiente se envolver atividades que o prejudicam. Para que seu tempo de lazer não se torne um pesadelo para a natureza, basta tomar alguns cuidados.

Confira 7 dicas para reduzir os impactos da sua viagem e até contribuir para a conservação da natureza:

1 – A opção mais econômica e ambientalmente amigável é aproveitar o que sua cidade tem para oferecer. Visitar parques, praças, museus e outras atrações locais é a opção mais acessível financeiramente e a mais amiga da natureza também. Dessa forma, você evita o uso de transportes como ônibus rodoviários ou aviões, um dos modais menos eficientes do ponto de vista energético. Caso o destino escolhido seja distante, não há como evitar a viagem de avião. A dica aqui então é optar por voos diretos, que têm impacto menor, já que a decolagem e o pouso são os grandes consumidores de energia, de acordo com o coordenador e professor da Academia de Ciências Aeronáuticas Positivo (ACAP) da Universidade Positivo (UP), Fabio Jacob. Estender as férias, evitando fazer diversas viagens ao longo do ano, também é indicado. E lembre-se que levar bagagens leves contribuem para a economia de combustível durante o voo.

2 – Para se locomover na cidade visitada, a sugestão é utilizar transporte público, como ônibus, trens e metrô, poupando o meio ambiente de emissões de gases de mais um carro. Além disso, esses meios de transporte proporcionam ao visitante uma experiência mais real com a cidade, trazendo mais proximidade com os moradores e a rotina local. De acordo com o membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza e secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, essa atitude contribui com uma preocupação nacional que é a redução das emissões de GEEs. “As emissões nacionais de gases de efeito estufa subiram 8,9% em 2016, em comparação com o ano anterior. É o nível mais alto desde 2008 e a maior elevação vista desde 2004. As consequências disso são e serão sentidas por todo o planeta se não agirmos rapidamente”.

3 – Explorar as opções turísticas do Brasil e ainda apoiar as unidades de conservação nacionais é uma ótima forma de aproveitar as férias. O Brasil tem mais de 70 parques nacionais, consideradas unidades de conservação de proteção integral, de acordo com o Sistema Nacional de Unidade de Conservação da Natureza (SNUC). Além do objetivo primário de conservação, essas áreas também possibilitam a prática de turismo e promovem a aproximação com a natureza, que traz diversos benefícios para a sociedade. De acordo com Teresa Magro, professora da Universidade de São Paulo (USP) no Departamento de Ciências Florestais e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, estar próximo de áreas verdes ajuda a evitar o “transtorno de déficit de natureza”, ou seja, um dos impactos do nosso distanciamento das áreas naturais, além de aliviar o estresse e melhorar a capacidade de concentração. O site www.wikiparques.org é uma espécie de fórum online em que os viajantes podem indicar e compartilhar experiências em Parques Nacionais e áreas protegidas, e pode ser um bom guia para quem procura por esses destinos.

4 – Aproveitar o período de férias para se comprometer com alguma causa ambiental é uma ótima alternativa. Há, inclusive, agências de viagens que oferecem opções de voluntariado de diversos tipos, como o auxílio a pessoas em situação de risco, tratamento de animais em extinção e conservação de florestas e áreas naturais, em diversas regiões do mundo. No Brasil, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza mantém em uma de suas Reservas Naturais um programa de voluntariado que recebe voluntários há 20 anos. A Reserva Natural Salto Morato, localizada no litoral paranaense, recebe voluntários cujo trabalho agrega conhecimento e traz melhorias para a unidade de conservação, que ganha reforço nas ações de preservação da natureza e atendimento aos visitantes. De acordo com o administrador da Reserva, Bruno Rosa Alves, o tempo mínimo para o voluntariado é de um mês. “Nesse período, o voluntário consegue conhecer e se adaptar à rotina de trabalho e vivência no local. Além disso, tem tempo suficiente para compartilhar ideias e vivências, contribuindo para criar novas experiências e implementar melhorias às atividades na reserva”, explica.

5 – Continuar com os hábitos de conservação que se utiliza em casa é obrigatório. Não é porque você está em um hotel que deixará de apagar a luz quando sair, ou desligar os aparelhos como ventilador/aquecedor/ar-condicionado. Outra sugestão é reutilizar as roupas de cama e toalhas. Na sua casa, você troca as toalhas todos os dias? Então na viagem também não é necessário. Leide Takahashi, gerente de projetos ambientais da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, reforça: “Se você vai visitar um lugar, tem que cuidar do impacto que vai gerar. Não é só separar o lixo. É analisar se o seu comportamento não interfere na cultura local e se é adequado”. O mesmo vale para as compras: ao escolher aquela lembrança para familiares e amigos, dê preferência a mercadorias que valorizam a mão de obra local e produtos de fornecedores certificados, de baixo consumo, feitos com materiais “ambientalmente amigáveis” – material reciclado ou reciclável, fontes renováveis e que possibilitem reutilização. A especialista explica que o turismo sustentável ocorre em cadeia e atende tanto as necessidades dos turistas, quanto das comunidades.

6 – Evite atrações que utilizam exploração animal. Nado com golfinhos, performance de animais em circos e aquários, passeios em elefantes e visitas a zoológicos que permitem que você tire foto com animais silvestres, são alguns exemplos. Muita gente não sabe, mas para que esses animais fiquem disponíveis para os turistas, é preciso submetê-los a diversas privações físicas, sociais e psicológicas que não fazem parte da sua natureza selvagem. Se você quer conhecer animais, o melhor é observá-los em seu habitat natural, como Parques Nacionais, Reservas Naturais e outras categorias de unidades de conservação. Apesar disso, quando executado com cautela, o turismo de interação pode ser uma prática importante na sensibilização ambiental da sociedade para a conservação da natureza, como relata a pesquisadora Vera da Silva, coordenadora do projeto “Distribuição e estimativa populacional de boto-vermelho (Inia geoffrensis) e tucuxi (Sotalia fluviatilis) no baixo rio Negro, Amazonas”, realizado pela Associação Amigos do Peixe-boi (AMPA) com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e que também é membro da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza e coordenadora do Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “O boto-vermelho e o tucuxi não são bem vistos na região e estão sendo caçados quase à beira da extinção. O turismo de interação é uma das únicas formas de conseguir a empatia da sociedade e a conscientização da necessidade de proteção desses carismáticos animais”, conta a pesquisadora.

7 – Quando for à praia, lugares que geralmente oferecem menos acesso à lixeiras e serviços públicos de limpeza, leve uma sacola para recolher seu lixo. Grande parte do lixo deixado na areia vai para o mar e pode causar prejuízos ambientais graves, como a perda do potencial turístico causado pela alteração estética, contaminação dos oceanos e a morte de animais marinhos, que confundem o lixo com alimento. Segundo estudos, 54% de todas as espécies de mamíferos marinhos, todas as espécies de tartarugas marinhas e 56% espécies de aves marinhas já foram afetadas pelo emaranhamento ou ingestão acidental de lixo. A dica aqui é seguir os mandamentos do turismo ecológico: não tirar nada a não ser fotografias; não deixar nada além de pegadas; não matar nada além do tempo e não queimar nada além de calorias.

Fontes – Rede de Especialistas de Conservação da Natureza / EcoDebate de 02 de fevereiro de 2018