Greenwashing – Ford, Fiat e GM são acusadas por propagandas enganosas no Brasil

Ford, Fiat e GM são acusadas por propagandas enganosas no Brasil

O Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) advertiu Fiat, Ford e General Motors por divulgarem informações consideradas enganosas sobre o apelo ecológico de seus veículos.

A acusação feita pela Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) apontou promessas de sustentabilidade e respeito ao meio-ambiente não comprovadas pelas empresas – a prática é conhecida como “greenwashing”.

A denúncia contra a Fiat se concentra no pneu Superverde, que prometia baixo consumo de combustível e alta durabilidade, supostamente contribuindo para a preservação do meio-ambiente.

A Proteste afirma que, mesmo que o pneu ofereça os benefícios prometidos, fatores como produção, uso e descarte dos pneus não são condizentes com a promessa sustentável do produto.

No caso da General Motors, o problema está no nome “Eco” dado a motores e transmissões de alguns modelos da marca, como Onix, Prisma, Montana, Cobalt e Spin.

Embora a fabricante tenha alegado que o nome vem de “econômico” e não de “ecológico”, a justificativa não foi aceita porque a Chevrolet prometia melhoria nas emissões de poluentes, característica mais condizente a um veículo ecológico do que econômico.

Já a Ford afirmou que o Fusion EcoBoost oferece equilíbrio entre potência, economia de combustível e baixa emissão de poluentes.

No entanto, o sedã não só teve desempenho ruim no Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro (obtendo a nota “D”, na qual “A” sinaliza a melhor nota e “E” identifica a pior) como também não ganhou o selo Conpet, dado a modelos com melhor eficiência energética.

Fonte – NewTrade de 25 de abril de 2017

Fiat Chrysler acusada de falsificar emissões

Fiat Punto EVO MyLifeFiat Punto EVO MyLife

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) acusou a Fiat Chrysler de utilizar um software oculto em dois modelos a diesel, com intenção de manipular os testes de emissões de gases poluentes.

A EPA, a agência que “descobriu” o escândalo das emissões do grupo Volkswagen, revelou, esta quinta-feira, que o software foi detetado nos modelos Dodge Ram e Jeep Grand Cherookee, dois veículos vendidos nos EUA e equipados com motores 3.0 a diesel, fabricados entre 2014 e 2016. A Agência estima que 104 mil veículos foram afetados.

Não informar [as autoridades] sobre um software que afeta as emissões dos motores dos veículos é uma violação séria da lei, que pode resultar em poluição nociva”, afirmou Cynthia Giles, fonte oficial da EPA.

Segundo a agência Reuters, trata-se de um dispositivo auxiliar de controlo de emissões, que permite que os veículos emitam poluentes para a atmosfera acima do legalmente permitido, nomeadamente óxido de nitrogénio (NOx),

A multa pela utilização de software de controlo de emissões sem o conhecimento das autoridades pode chegar aos 4,6 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros).

O diretor executivo (CEO) da Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, já reagiu à polémica e garantiu que a marca não cometeu qualquer ilegalidade. A empresa, aliás, já iniciou conversações com a EPA e disponibilizou documentos que considerou relevantes.

Não fizemos nada de ilegal. Nunca houve intenção de enganar os testes de emissões. Tudo isto é um absurdo”, disse Sergio Marchionne.

A Fiat Chrysler garante que vai provar que o software de controlo de emissões tem um propósito e não foi desenhado para enganar os testes. Por sua vez, a EPA já informou que vai prosseguir as investigações contra a Fiat Chrysler.

Fonte – Élvio Carvalho, Tvi24 de 12 de janeiro de 2017

Somos inocentes, somos inocentes, somos inocentes… parecem políticos brasileiros ao serem apanhados em alguma operação da PF.

Volkswagen diz que vai pagar multa de US$ 4,3 bi por fraude nos EUA

Acordo com autoridades deve ser oficializado nos próximos dias.
Montadora já tinha se proposto a gastar US$ 15 bi para compensar clientes.

Volkswagen deverá gastar US$ 20 bi com o escândalo dos motores a diesel, mais do que o previsto

A Volkswagen confirmou nesta terça-feira (10) que negociou o pagamento de US$ 4,3 bilhões em multas pelo escândalo dos motores a diesel nos Estados Unidos. O acordo encerraria processos na esfera civil e criminal sobre o “dieselgate” e ainda precisa ser aprovado por autoridades americanas.

A montadora afirmou que também irá se declarar culpada pela conduta criminosa e será acompanhada por um monitor independente nos próximos 3 anos.

O Departamento de Justiça dos EUA não comentou o comunicado da empresa.

O “dieselgate” foi descoberto em setembro de 2015 por meio de uma acusação do governo americano.

A Volkswagen admitiu que usou um programa de computador para burlar resultados de testes de emissão de poluentes em 11 milhões carros com motor a diesel em todo o mundo. Nas ruas, o software era desativado e eles poluiam mais do que o nível aceitável.

É o 2º acordo bilionário nos EUA

Em outubro passado, o grupo já tinha aceitado um acordo na Justiça americana para pagar US$ 15 bilhões em compensações aos proprietários dos cerca de 600 mil carros vendidos naquele país e envolvidos na fraude.

Os clientes podem escolher entre revender o carro para a montadora ou levá-los para recall que vai corrigir o problema.

Com mais este acordo, os gastos da Volkswagen como o “dieselgate” chegam a quase US$ 20 bilhões, mais do que o previsto pela empresa.

A montadora foi multada também no Brasil, onde há 17 mil unidades da picape Amarok com o software, mas entrou na Justiça contra as cobranças.

Executivo preso

Oliver Schmidt, executivo da Volkswagen, foi preso por envolvimento no escândalo dos motores a diesel nos EUA, segundo o jornal 'New York Times' (Foto: Broward County Sheriff's Office/Reuters)

Oliver Schmidt, executivo da Volkswagen,
foi preso por envolvimento no escândalo
dos motores a diesel nos Estados Unidos
‘ (Foto: Broward County Sheriff’s Office/Reuters)

No último sábado, o FBI prendeu um executivo da montadora que foi acusado por promotores de Michigan de saber do dispositivo fraudulento e ocultá-lo das autoridades.

Foi a primeira prisão de um executivo no caso nos EUA. Não há informações sobre se esse processo continuaria mesmo após o acordo a ser fechado pela Volks.

Campeã de vendas

Mais cedo, nesta terça, a montadora divulgou que bateu seu recorde de vendas de carros em 2016, com 10,3 milhões de unidades, a despeito do escândalo.

O montante deve fazer dela a número 1 do mundo em vendas no ano passado, superando a Toyota, que liderou pelos 4 anos anteriores.

Saiba mais sobre o escândalo na VW

Fonte – G1 de 10 de janeiro de 2017

Bombril muda embalagem por falso apelo ecológico

Frase “100% ecológico” (à esquerda) deixa de aparecer nas embalagens

Grifo nosso.

A Bombril irá tirar o texto “100% ecológico” da embalagem de sua esponja de aço. A empresa teve recurso contra a troca da embalagem rejeitado pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária – Conar.

O caso partiu de denúncia feita pela associação de consumidores Proteste, que argumentou faltar “comprovação para o apelo sustentável” que justificasse o fato de a marca usar a frase “100% ecológico” nas suas embalagens.

Em julgamento, realizado em abril de 2016, o Conar recomendou a substituição do termo “100% ecológico” por “100% biodegradável”. A Bombril entrou com recurso, mas, no último dia 26, os conselheiros decidiram, por unanimidade, manter o pedido de alteração.
A nova embalagem deverá chega ao mercado a partir da segunda quinzena deste mês.

Nota do IDEAIS

Este fato mostra como é importante que os atributos de vantagens ambientais impressas nas embalagens sejam acompanhadas e corroboradas por provas e certificações emitidas por entidades certificadoras independentes.

Como é o caso dos plásticos biodegradáveis e recicláveis legítimos, que devem atender norma ABNT PE 308.01 para aditivos plásticos oxibiodegradáveis, assim como apresentar a certificação da ABNT de conformidade com esta norma brasileira e também da entidade internacional OPA.

Plásticos fabricados com material certificado pela ABNT devem levar impresso o selo ecológico verde autorizado pela ABNT contendo o número da certificação válida.

Para saber mais consulte o IDEAIS ou peça ao seu fornecedor a certificação emitida pela ABNT.

Fonte – EmbalagemMarca

Boletim do Instituto IDEAIS de 12 de setembro de 2016

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Dois produtos terão que alterar embalagens enganosas

Produtos maquiados – Marcelo Theobald

Empresas não conseguiram provar sustentabilidade

Em decisão unânime, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) atendeu solicitação da Proteste e avaliou que o Fósforo Fiat Lux não tem comprovação ou certificação para manter a expressão “madeira 100% reflorestada” em sua embalagem.

A empresa não apresentou o selo de certificadora ambiental como o FSC ou Cerflor — além de não tornar acessível para o consumidor informações que o confirmariam. Terá que haver supressão da expressão “madeira 100% reflorestada”, bem como da figura.

Outro produto que na avaliação da Proteste faz “maquiagem verde”, apontando indevidamente um diferencial ambiental, é o Guardanapos de Papel Carrefour que traz na embalagem um símbolo verde com uma folha informando: “100% fibras naturais”.

O Conar acatou pedido da Proteste para tirar da embalagem tal informação porque fibra natural é comum a este tipo de produto e não cabe ser usado como diferencial para a escolha do consumidor. E as “fibras naturais” se referem às fibras celulósicas, que apesar de naturais, não representam nenhum tipo de benefício ao meio ambiente. Afinal, a produção de papel pode causar desmatamento, gasto de água e energia, além de poder emitir gases poluentes.

O Conar ainda julgará nesta terça-feira, processo ético envolvendo o saco de lixo Embalixo que alega ser de material reciclado, e fósforo Paraná, que se diz ecológico.

Nota do Instituto IDEAIS

Entidades e a justiça estão no rastro dos atributos ambientais sem comprovação.

Já existem procedimentos e inquéritos instaurados contra empresas relacionados à falsa rotulagem de produtos autodenominados biodegradáveis, ecológicos, renováveis etc, por exemplo, embalagens plásticas, inclusive sacolas.

A boa notícia é que por conta disto tem aumentado em muito a valorização de selos ecológicos do tipo I, por exemplo o selo FSC para papel e o ABNT PE 308 de qualidade ambiental para aditivos plásticos oxibiodegradáveis. Também são muito importantes as certificações e selos da OPA e do IDEAIS.

Estas são as formas para você se prevenir contra os falsos plásticos biodegradáveis.

Plásticos biodegradáveis produtos ecológicos desde que com o selo de certificação impresso, e acompanhando da correspondente certificação numerada.

Abaixo o selo de qualidade ambiental da ABNT PE-308 acreditado pelo INMETRO. Ele deve estar sempre acompanhado de numeração e certificação.

Evite problemas. Exija do seu fornecedor a certificação ABNT para os plásticos fabricados com aditivos certificados pela ABNT em conformidade com a norma PE-308.01.

Abaixo selos da OPA e IDEAIS que também devem estar acompanhados das certificações emitidas por estas entidades.

Fonte – O Globo

Boletim do Instituto IDEAIS de 01 de junho de 2016

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ABNT – os sete pecados da rotulagem ambiental

Pecado do Custo Ambiental Camuflado

É uma declaração de que um Produto é “verde” baseado apenas em um conjunto restrito de atributos sem atenção a outras importantes questões ambientais. Papel, por exemplo, não é necessariamente ambientalmente preferível apenas pelo fato de vir de uma floresta plantada sustentavelmente. Outras importantes questões no processo de produção do papel, tais como a emissão de gases de efeito estufa ou a utilização de cloro no branqueamento do papel podem ser igualmente importantes.

Pecado da Falta de Prova

Uma declaração ambiental que não pode respaldada informação de suporte facilmente acessível ou por uma certificação de terceira parte confiável. Exemplos comuns são produtos como lenços de papel ou papel toalha, que declaram várias porcentagens de conteúdo reciclável pós-consumo, sem fornecer evidência.

Pecado da Incerteza

Uma declaração que é tão pobre ou abrangente que seu real significado provavelmente não será compreendido pelo consumidor. “Totalmente natural” é um exemplo. Arsênico, urânio, mercúrio e formaldeídos são de ocorrência totalmente natural, e venenosos. “Totalmente natural” não é necessariamente “verde”.

Pecado do Culto a Falsos Rótulos

Um produto que, através de palavras ou imagens, dá a impressão de endosso de terceira parte quando este endosso não existe; rótulos falsos, em outras palavras.

Pecado da Irrelevância

Uma declaração ambiental que pode ser verdadeira mas não é importante ou é inútil para os consumidores que buscam produtos ambientalmente preferíveis. “Livre de CFC” é um exemplo comum, já que é um apelo freqüente apesar do fato de que os CFCs estão banidos por lei.

Pecado do “Menos Pior”

Uma declaração pode ser verdadeira na categoria do Produto, mas que arrisca distrair o consumidor do maior impacto ambiental da categoria como um todo. Cigarros orgânicos podem ser um exemplo deste Pecado, tanto quanto veículos utilitários eficientes no consumo de combustível.

Pecado da Mentira

Declarações ambientais que são simplesmente falsas. Os exemplos mais comuns eram produtos falsamente declarados como sendo certificados ou registrados pela eficiência energética (“Energy Star”).

Fonte – ABNT

Conheça produtos que utilizam a maquiagem verde no Brasil – Parte 2

Nota do IDEAIS: Assista a segunda parte da matéria a respeito de falsos atributos relacionados a biodegradabilidade e ecologia. E aproveitem para conferir abaixo as mensagens mais comuns encontradas impressas em embalagens, sacos e sacolas. É muito provável que você já tenha visto alguma destas mensagens. Nenhuma delas contém o número de certificação em conformidade com alguma certificadora oficial, por exemplo, ABNT, INMETRO etc. Sua marca apoia a falsa rotulagem que engana o consumidor?

Dá para acreditar em alguma destas mensagens sem comprovação de órgão certificador do Brasil? Plástico biodegradável é uma ótima escolha, desde que impresso o número do certificado de conformidade emitido por certificadora independente e reconhecida no Brasil, por exemplo, a ABNT, acreditada pelo INMETRO. Certificação ABNT significa que aquela embalagem plástica rotulada como biodegradável atendeu normas nacionais em vigor.

Imprima na embalagem o selo ecológico autorizado, com número da certificação emitido por órgão certificador quando comunicar atributo ecológico em sua embalagem.
Exija isso do seu fornecedor de matéria prima e do fabricante da embalagem.

Assista, clicando aqui.

Fonte – Cidades e Soluções – Globo News

Boletim do Instituto IDEAIS de 23 de março de 2016

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Conheça produtos que utilizam a maquiagem verde no Brasil – Parte 1

Nota do IDEAIS: A matéria aborda o que o IDEAIS tem insistido há tempos a respeito de falsos atributos relacionados a biodegradabilidade e ecologia. Temos alertado sobre a fabricação e distribuição de embalagens plásticas, principalmente sacolas, com falsos atributos ambientais.

Em quais dos 7 pecados sua embalagem plástica ou produto se enquadram?

Não seja um “ greenwasher”. Plástico biodegradável é uma ótima escolha, desde que acompanhado de certificado de conformidade emitido por certificadora independente e reconhecida, por exemplo, a ABNT, acreditada pelo INMETRO.

Evite constrangimentos desnecessários junto ao consumidor, CONAR, órgãos de defesa do consumidor, Ministério Público e imprensa.

Imprima na embalagem o selo ecológico autorizado por órgão certificador quando comunicar atributo ecológico em sua embalagem. Exija isso do seu fornecedor de matéria prima e do fabricante da embalagem.

Se não tem como provar os dizeres que imprime, melhor não comunicar nada. Não tem nenhum valor aquilo que não possui certificação de órgão certificador.

Assista, clicando aqui.

Fonte – Cidades e Soluções – Globo News

Boletim do Instituto IDEAIS de 14 de março de 2016

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Agora são os acionistas que vão processar a Volkswagen por fraude

Grandes acionistas devem entrar com processo por causa da forte queda das ações da montadora alemã após escândalo em emissões de poluentes

Dezenas de grandes acionistas da Volkswagen pretendem processar a montadora em um tribunal alemão, buscando compensação pela derrocada de suas ações devido ao escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes.

O escritório de advocacia Nieding + Barth disse nesta segunda-feira que apresentará um caso junto a um tribunal regional em Brunswick nesta semana, buscando centenas de milhões de euros em pagamento de danos em nome de 66 investidores institucionais de Estados Unidos e Grã-Bretanha.

“Somando-se a isso, reunimos vários milhares de investidores privados. Assim, achamos que somos a maior plataforma para ações contra a Volkswagen na Alemanha”, disse Klaus Niedling, da Niedling + Barth.

As ações da Volkswagen perderam quase um terço de seu valor, ou cerca de 22 bilhões de euros, desde que a montadora admitiu em setembro ter enganado reguladores americanos sobre emissões de poluentes com a ajuda de um software instalado em automóveis com motores a diesel.

O escritório pretende usar as chamadas ações modelo de mercados de capitais, um procedimento judicial alemão que – pela ausência de ações coletivas como as americanas – usa determinações judiciais vencidas por investidores individuais como modelo para obter danos a outros que são igualmente afetados.

A Volkswagen não comentou o assunto.

Fonte – Reuters / Veja de 18 de janeiro de 2016

Governo dos EUA processa a Volks em US$ 20 bi por fraude ambiental

Departamento de Justiça americano entrou com a ação nesta segunda-feira por causa da manipulação de testes de emissão de poluentes em carros da montadora

O governo dos Estados Unidos apresentou nesta segunda-feira um processo ambiental contra a Volkswagen devido às fraudes em motores de veículos da montadora alemã para burlar o controle de emissões poluentes. Os processos civis podem passar de 20 bilhões de dólares, segundo a ação.

A ação foi apresentada pelo Departamento de Justiça em um tribunal federal de Detroit, no estado de Michigan, em nome da Agência de Proteção Meio Ambiental americana (EPA). A acusação contra a Volks é de “impedir e dificultar” os controles de emissões poluentes por parte das autoridades dos EUA. A montadora instalou em 600.000 veículos movidos a diesel comercializados nos EUA um sistema que, nos testes, informava um nível de emissão de poluentes menor do que o que os carros efetivamente liberavam quando chegavam às ruas.

O Departamento de Justiça indicou em comunicado que o processo alega que o fabricante alemão violou as normas ambientais recolhidas na chamada Lei de Ar Limpo com a introdução no mercado americano de veículos com características diferentes das que indicava em suas certificações.

“Com a apresentação de hoje (do processo), damos um passo importante para proteger a saúde pública buscando que a Volkswagen preste contas por qualquer ilegalidade sobre a contaminação do ar”, disse em comunicado Cynthia Giles, vice-administradora para o cumprimento de normas ambientais do Departamento de Justiça.

A Volkswagen, que também é alvo de processos coletivos movidos consumidores por causa desse mesmo escândalo, admitiu a fraude de alguns modelos de seus veículos para ocultar o nível de suas emissões poluentes nos testes oficiais.

Fonte – Veja de 04 de janeiro de 2016