Dia Mundial dos Oceanos: consciência é saída para evitar catástrofe

Beleza de recife no litoral de Honduras disputa espaço com as grandes quantidades de plástico: globalização da poluição (Foto: Luciano Candisani)Beleza de recife no litoral de Honduras disputa espaço com as grandes quantidades de plástico: globalização da poluição (Foto: Luciano Candisani)

De acordo com a ONU, se não houver mudanças no descarte de lixo, em 2050 planeta terá mais plástico do que peixes nas águas

Eles cobrem cerca de 70% da superfície da Terra e são um importante elo que permite o equilíbrio da vida em nosso planeta. Mesmo assim, têm suportado toneladas diárias de lixo em forma de desrespeito, falta de educação e consciência sobre o futuro. Tudo em nome de um progresso que busca a praticidade e o conforto. No Dia Mundial dos Oceanos, o site do Terra da Gente abre espaço para o fotógrafo brasileiro Luciano Candisani, que há duas décadas percorre o mundo registrando os incríveis pontos de resistência da natureza e os cada vez mais comuns problemas com a poluição das águas.

“Nosso mundo está sendo inundado por resíduos plásticos prejudiciais. As partículas de microplástico hoje presentes no oceano superam as estrelas de nossa galáxia”, António Guterres, secretário-geral da ONU

“Sou testemunha ocular de que não temos muito o que comemorar. Atualmente, não há lugar no mundo que não tenha problemas com o plástico, por exemplo”, afirma o fotógrafo. “Por outro lado, podemos enaltecer a resiliência dos oceanos que, mesmo com as graves consequências dos nossos atos, ainda apresentam lugares de grande riqueza natural que mantêm o seu cenário original. Gosto de registrar esses locais para mostrar que ainda podemos ter esperança em mudar essa história”, diz.

População de baleias jubartes que buscam a costa brasileira para a reprodução aumenta a cada ano: refúgio precisa ser protegido (Foto: Luciano Candisani)População de baleias jubartes que buscam a costa brasileira para a reprodução aumenta a cada ano: refúgio precisa ser protegido (Foto: Luciano Candisani)

O plástico é o principal vilão dos mares que banham os continentes e representam 97,5% do total de água existente no planeta, abrigando 29% da biodiversidade conhecida até o momento. Levantamentos da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que, por ano, são consumidas até 5 trilhões de sacolas plásticas em todo o mundo. Também anualmente, 8 milhões de toneladas de garrafas plásticas vão parar nos oceanos, prejudicando 600 espécies marinhas, das quais 15% estão ameaçadas de extinção. Para se ter uma ideia do problema, a cada minuto, são compradas 1 milhão de garrafas plásticas.

Mas o drama vai além da água, outro triste dado é que 90% das aves marinhas já ingeriram plástico pelo menos uma vez na vida, de acordo com o mesmo estudo internacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, é ainda mais enfático: “Se as tendências atuais continuarem, em 2050 nossos oceanos terão mais plástico do que peixes”.

“Cada clique é uma manifestação do meu encantamento por esses pontos nos oceanos que ainda possuem uma riqueza natural. Mas, como fotógrafo, vivo um questionamento: trabalho para falar de conservação, mas o meu próprio deslocamento pelo planeta gera impacto”, Luciano Candisani, fotógrafo de natureza

Barbeador no ninho

O fotógrafo Candisani viu de perto os efeitos maléficos da indústria do consumo. Até mesmo na Ilha da Trindade, localizada no Oceano Atlântico, a cerca de 1,2 mil quilômetros da costa brasileira, o lugar habitado mais remoto do País, ele encontrou resíduos de plástico na água. “A quantidade de lixo plástico vista ali, naquele lugar tão distante de tudo, foi impressionante. Ao ler os rótulos das embalagens foi possível perceber que aquilo vinha de várias partes do mundo. As pessoas descartam em qualquer ponto e não têm noção do quão distante o oceano pode carregar aquilo”, lamenta o brasileiro.

Vida silvestre no arquipélago dos Alcatrazes, no Litoral Norte de São Paulo: paraísos ameaçados  (Foto: Luciano Candisani)Vida silvestre no arquipélago dos Alcatrazes, no Litoral Norte de São Paulo: paraísos ameaçados (Foto: Luciano Candisani)

Outra experiência ruim foi na Reserva Biológica Atol das Rocas, também no Atlântico – localizada a pouco mais de 260 quilômetros de Natal (RN). O fotógrafo estava registrando andorinhas do mar quando percebeu algo de estranho nos ninhos desses pássaros. Eram objetos plásticos que haviam sido recolhidos para compor o lugar que receberia os ovos. Tubos de canetas esferográficas, canudos e até barbeadores descartáveis foram vistos ali.

“Não tem um lugar que eu tenha visitado, por mais remoto que seja, que não tenha os reflexos do nosso modo de vida. O primeiro passo para uma mudança é ver que todas as nossas atitudes têm impacto porque estamos inseridos nesse sistema de consumo constante. Precisamos estabelecer outra relação com a prosperidade. Muitos dos nossos confortos são insustentáveis. As pessoas estão muito dependentes de uma forma artificial de sobrevivência”, reforça o fotógrafo, levantando uma importante discussão.

“(A poluição nos mares) É o resultado do nosso modo de vida, são os efeitos colaterais. Todos fazemos parte do mesmo ecossistema e precisamos perceber que tudo o que é descartado vai para algum lugar. O que jogamos fora acaba indo para o estômago de muitas espécies”, Luciano Candisani.

Numa viagem a Honduras, Candisani registrava uma comunidade de pescadores que tiravam o seu sustento com muito respeito ao meio ambiente. Durante as fotos, porém, uma surpresa desagradável: uma onda de lixo espalhou pedaços de plástico pela praia. “Por mais que existam ações locais responsáveis (como a dos pescadores hondurenhos), de nada adianta se não mudarmos a mentalidade globalmente. Precisamos mostrar para as pessoas que uma reação precisa envolver a todos”, acredita o brasileiro.

Palestras

Na tentativa de dar a sua contribuição para essa mudança, o fotógrafo costuma apresentar palestras em escolas. Ali, ele repassa o seu encantamento pela natureza para os jovens estudantes e, ao mesmo tempo, planta sementes de boas práticas. Orientar as futuras gerações a respeitarem os oceanos pode ser a solução para minimizar os impactos que hoje ameaçam toda a vida dentro e fora deles. Candisiani tem dado a sua gotinha de esforço para oceanos mais limpos. Cabe, agora, a cada um de nós aumentar essa onda.

Fonte – Fábio Gallacci, Terra da Gente

Boletim do Instituto IDEAIS de 08 de junho de 2018

Em dia dos oceanos, ONU celebra compromisso para proteger 62% dos litorais contra poluição plástica

Baleias-jubarte. Foto: Flickr (CC)/Christopher MichelBaleias-jubarte. Foto: Flickr (CC)/Christopher Michel

No Dia Mundial dos Oceanos, lembrado neste 8 de junho, o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, comemorou a adesão nesta semana de oito novos países à campanha Mares Limpos, iniciativa para proteger as águas salgadas do mundo contra a poluição plástica. Com isso, chegou a 51 o número de nações envolvidas com a estratégia das Nações Unidas, lançada em fevereiro de 2017. Juntos, países respondem por 62% de todas as costas do planeta.

Segundo o Solheim, a Mares Lipmos é agora o maior pacto global para combater o lixo marinho. Entre os novos apoiadores, está a Índia, sede oficial das celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), que teve o tema #AcabeComAPoluiçãoPlástica. O gigante asiático se comprometeu a banir todos os plásticos descartáveis até 2022. A nação também prometeu fazer uma inspeção de todo seu litoral, com o apoio da campanha da ONU.

Na Nigéria, um dos dez países que mais polui a natureza com plástico, serão criadas 26 centros de reciclagem do material. A medida é parte das metas firmadas pela nação africana junto à Mares Limpos. Solheim se encontrará hoje com oficiais do governo nigeriano, para discutir futuras ações conjuntas.

Argentina, Costa do Marfim, Emirados Árabes Unidos, Honduras, Guiana e Vanuatu também se uniram à campanha da ONU.

“Existe agora mais impulso do que nunca para acabar com a poluição plástica e proteger os oceanos que todos compartilhamos contra a maré de plástico descartável”, afirmou Solheim.

“Ver tantos países se apresentando para a luta, unindo-se à campanha Mares Limpos, significa que estamos todos caminhando rumo a oceanos mais saudáveis, que sejam livres de poluição e cheios de vida.”

A ONU Meio Ambiente lembrou que, também nesta semana, os chefes de Estado dos países do G7 estão reunidos no Canadá para sua cúpula anual. Na pauta das potências, estão os problemas relacionados aos oceanos, como a poluição plástica, a sobrepesca, a elevação do nível do mar e a resiliência de comunidades costeiras.

Mais de 30 agências da ONU contra o plástico descartável

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que 80% da poluição marinha vem do continente — incluindo 8 milhões de toneladas de plástico por ano. Para o dirigente máximo das Nações Unidas, isso “entope cursos d’água, prejudica comunidades que dependem da pesca e do turismo, mata tartarugas e pássaros, baleias e golfinhos, e encontra meios de chegar às áreas mais remotas do planeta e a toda a cadeia alimentar de que em última análise nós dependemos”.

Guterres convocou todos os cidadãos a se mobilizar pelo fim do lixo plástico.

“Ações começam em casa e falam mais alto do que palavras. As Nações Unidas visam dar o exemplo, e mais de 30 das nossas agências agora já começaram a trabalhar para acabar com o uso de plástico descartável. Mas todos precisam fazer a sua parte”, afirmou o secretário-geral.

“Você pode fazer a diferença hoje — e todos os dias — fazendo coisas simples, carregando sua própria garrafa de água, caneca de café e sacolas de compras, reciclando o plástico que você compra, evitando os produtos que contêm microplásticos e se voluntariando para limpezas (de praia) locais”, completou Guterres.

Oceanos absorveram 93% do excesso de calor do efeito estufa

Também por ocasião do dia internacional, a chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, lembrou que os mares são essenciais para a manutenção da vida no planeta. Os oceanos fornecem mais de 60% dos “serviços ecossistêmicos”, a começar pela produção da maior parte do oxigênio e pela regulação do clima. Nos últimos 50 anos, as águas salgadas do mundo absorveram 93% do excesso de calor ligado ao agravamento do efeito estufa.

Mas a saúde dos mares está em risco, enfatizou a dirigente, devido à superexploração de recursos, como a sobrepesca, à poluição e ao aumento da absorção de gás carbônico. “Aquecimento global, acidificação, zonas mortas, proliferação de algas nocivas e degradação do ecossistema são fenômenos que refletem o impacto das atividades humanas no oceano”, afirmou Audrey.

A diretora-geral da UNESCO chamou atenção para a descoberta em 2018 de uma nova zona morta, no Golfo de Omã. A área é maior do que a Escócia e continua se expandindo. O fenômeno ocorre quando a vida marinha sofre um processo de asfixia, com níveis dramaticamente baixos de oxigênio.

Audrey também alertou para o despejo de plástico nos mares. Atualmente, esse tipo de resíduo é lançado no oceano a uma taxa de um caminhão cheio por minuto. São 8 milhões de toneladas pro ano. “Parte desse lixo se concentra em áreas do oceano chamadas de giros, ocasionados pela circulação das correntes oceânicas”, explicou a chefe da agência da ONU.

“Apesar disso, existem soluções para combater tais desastres. Lugares nos quais a destruição foi interrompida voltaram a ter vida. O meio ambiente marinho é capaz de demonstrar resiliência, se nós permitirmos a sua recuperação das pressões antropogênicas, por meio da boa gestão de seus ecossistemas.”

Audrey elogiou a resolução da Assembleia Geral da ONU que proclama a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, em 2021-2030. Aprovada no ano passado, medida visa ampliar investimentos destinados a essa área de pesquisa, que recebe somente 4,5% dos recursos públicos disponibilizados para as ciências naturais.

“Nenhum país sozinho é capaz de mensurar as mudanças que ocorrem no oceano, nem de limpá-lo e protegê-lo. Por meio da cooperação internacional, da transferência de tecnologia e do compartilhamento de conhecimentos, nós podemos ter sucesso no desenvolvimento de políticas favoráveis ao meio ambiente, que promovam o crescimento sustentável com base no oceano”, completou a chefe da UNESCO.

Fonte – ONU Brasil

Boletim do Instituto IDEAIS de 08 de junho de 2018

Fundo dos mares europeus tem espécies vulneráveios e cada vez mais plástico

O plástico representa 95% dos resíduos que flutuam no Mar Mediterrâneo

O fundo dos mares e oceanos europeus, como o Atlântico, Mediterrâneo ou Báltico, têm algumas das espécies mais vulneráveis, como os tubarões, mas também uma “quantidade crescente” de resíduos plásticos, alertou hoje a organização Oceana.

A assinalar o Dia Mundial dos Oceanos, que hoje se comemora, a organização científica salienta a “crescente quantidade de plásticos que afectam as espécies de profundidade vulneráveis”.

Nas suas actividades de exploração dos oceanos, os investigadores filmaram resíduos em áreas até mil metros de profundidade nas águas europeias.

Em comunicado, a Oceana recorda que, a cada minuto, se vende um milhão de garrafas de plástico e cada uma delas “demora cerca de 450 anos a desintegrar-se”.

Segundo estimativas existentes, referidas pela organização, há mais de cinco mil milhões de fragmentos de plástico a flutuar nos oceanos, com um peso superior a 250 mil toneladas, e todos os anos chegam ao mar oito milhões de toneladas daquele material.

Alerta para os “graves danos” provocados por este tipo de poluição nos organismos marinhos e no ecossistema do oceano já que, “ao se deteriorarem em pequenos bocados, as micropartículas de plástico entram na cadeia alimentar”.

“O maior impacto do lixo no mar é aquele que não vemos: os microplásticos e a contaminação das profundezas”, realça o director executivo da Oceana Europa, Lasse Gustavsson, citado no comunicado.

Os responsáveis políticos europeus, como os portugueses, estão alertados para este problema e a Comissão Europeia apresentou uma proposta de estratégia visando, nomeadamente, a proibição de determinados produtos de plástico não reutilizáveis, a qual é apoiada pela Oceana.

“Muitas pessoas perguntam o que podem fazer para preservar os oceanos, e todos temos um papel a desempenhar: os governos devem limitar a produção e os cidadãos reciclar e reutilizar os utensílios de plástico para que não cheguem às praias e ao estômago dos peixes e aos frágeis habitats de profundidade”, refere Lasse Gustavsson.

A vulnerabilidade destes ecossistemas está relacionada com vários factores como o seu crescimento lento, como os corais, ou a sua limitada procriação, como é o caso dos tubarões de profundidade.

ONG denuncia que plástico contamina 95% do Mar Mediterrâneo

O plástico representa 95% dos resíduos que flutuam no Mar Mediterrâneo, que alcançam “níveis recordes de contaminação” a maior parte de países, como a Turquia e a Espanha, indica um estudo da World Wide Fund for Nature (WWF).

A propósito do Dia Mundial dos Oceanos, a Organização Não Governamental chama a atenção para a poluição no Mediterrâneo e pede às instituições, empresas e cidadãos que se comprometam com a luta contra a contaminação marinha.

Segundo o relatório, os turistas de um conjunto de países onde se inclui a Turquia, Espanha, Itália, Egipto e França, provocam um aumento da poluição marinha em cerca de 40% em cada Verão.

O Mar Mediterrâneo está, segundo a WWF, a converter-se numa perigosa lixeira, com níveis recorde de contaminação de microplásticos que ameaçam várias espécies marinhas e a saúde dos seres humanos quando estes produtos entram na cadeia alimentar.

As Nações Unidas lembram que 80% da poluição dos oceanos é proveniente das pessoas.

Na sua página oficial, a ONU lembra também que oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos em cada ano, prejudicando a vida selvagem, mas igualmente a pesca ou o turismo.

E acrescenta que a poluição por plásticos custa a vida a um milhão de aves marinhas e a 100 mil mamíferos, também em cada ano.

E é também em cada ano que o plástico causa oito mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros) de danos nos ecossistemas marinhos.

Fonte – Sábado.pt

Imagens – Reuters

Voletim do Instituto IDEAIS de 08 de junho de 2018

AGU defende lei municipal que proíbe sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais

Foto: Câmara municipal de Porto Alegre

A Advocacia-Geral da União (AGU) defende no Supremo Tribunal Federal a Lei Municipal nº 7.281/11, que impede a distribuição de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais em Marília (SP). A norma determina a substituição do material por sacolas biodegradáveis ou ecológicas, feitas a partir de material reciclado.

A AGU apresentou petição para ingresso como amicus curiae no julgamento de recurso extraordinário da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) contra decisão do Tribunal de Justiça do estado (TJ-SP), que decidiu pela inconstitucionalidade da lei. Caso admitido o ingresso pelo STF, a instituição ressaltará que a medida promove a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente.

Em seu pedido, a AGU destacou a relevância da matéria por se tratar de tema caro à União – a defesa ativa do meio ambiente, solidificando as razões de sua participação. O órgão é favorável à constitucionalidade da lei, frisando que, segundo a própria Constituição Federal, o município tem competência para legislar localmente sobre o meio ambiente, desde que haja harmonia com a disciplina estabelecida pelos demais entes federados (União e Estado), e que a omissão do município na questão gera prejuízos incalculáveis ao meio ambiente.

Outro argumento apresentado é o fato de diversas iniciativas semelhantes estarem em curso, nas esferas municipal e federal, visando o mesmo fim de proteção ambiental, e que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito constitucional fundamental, cuja proteção compete a todos os entes federados. O órgão ponderou sobre o impacto ecológico do plástico no meio ambiente, que, segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU), responde por 90% de todo o lixo que flutua nos oceanos, por exemplo.

A AGU, em sua defesa, levantou também entendimentos recentes nesse sentido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apontando ainda outra jurisprudência da Suprema Corte decidindo pela constitucionalidade de legislação semelhante aplicada no município de Rio Claro, também em São Paulo.

Recurso Extraordinário nº 732.686 – STF.
Luiz Flávio Moura
Assessoria de Comunicação da AGU
(61) 2026-8524
Site: www.agu.gov.br
Twitter: @advocaciageral

Fonte: Jornal Dia Dia

Boletim do Instituto IDEAIS de 14 de maio de 2018

O Plástico, a poluição e a necessidade do consumo consciente

A poluição causada pelo plástico tem sido alvo de muitas ações em diversos países. O plástico gera impactos em todas as fases da sua cadeia produtiva, mas o maior deles é no pós-consumo. Além de ser difícil de ser compactado, gerando um grande volume de lixo, sua decomposição pode levar até 400 anos no meio ambiente.

Grande parte das ações internacionais são contra os plásticos descartáveis, ou “de um uso só”, como canudos, sacolas, talheres e copos de água e café.Nesses casos, a proibição desses itens tem sido a solução para diminuir o impacto ambiental desse material. Vários países já baniram o uso de sacolas plásticas, como China, França, Ruanda, Itália, entre outros.Bangladesh foi o primeiro país a tomar essa iniciativa, em 2002, depois que sacolas plásticas obstruíram bueiros nas áreas urbanas, numa enchente devastadora no país.No Brasil, tramita no Senado uma matéria que prevê a retirada gradual do plástico da composição de pratos, copos, bandejas e talheres descartáveis. Em dez anos, o plástico deverá ser substituído por materiais biodegradáveis.

Outro alvo de ações envolve as microesferas plásticas que compõem cosméticos como sabonetes, cremes hidratantes, pastas de dente, esmaltes e outros produtos. A Holanda foi o primeiro país a proibir o uso dessas substâncias em cosméticos, em 2014. Reino Unido e Nova Zelândia já baniram as microesferas plásticas também.

Os oceanos são os que mais sentem a poluição causada pelo plástico. Já é tanto plástico nas águas dos mares que, se continuar assim, estima-se que haverá mais plásticos do que peixes nos oceanos, em 2050, segundo um estudo da Ellen MacArthur Foundation.Como não são biodegradáveis, os plásticos e as microesferas são ingeridas por animais marinhos e adentram a cadeia alimentar, sendo consumidas por muitos de nós, através dos peixes e outros animais marinhos, podendo causar riscos à saúde humana. Ou seja, estamos comendo plástico também.

Ao escolher não utilizar produtos de plástico, quando possível, o consumidor consciente está contribuindo para o bem-estar do meio ambiente e, consequentemente, de toda humanidade. Se vai usar o produto feito de plásticouma única vez, prefira outras opções.Se vai utilizar a sacola plástica somente para transportar o produto comprado da loja ou mercado para casa, prefira levar sua sacola reutilizável. Se vai usar o copo descartável para beber água uma vez, prefira um copo reutilizável. E assim por diante. Certas atitudes podem ser tomadas, independentes da omissão do poder público ou adequação do mercado. E devem ser tomadas.

Fonte – Fabiana Barbi, Jundiaí Agora

Boletim do Instituto IDEAIS de 08 de maio de 2018

Chefe da ONU apela por ações contra a “pandemia de plástico” na sequência da investigação chocante do Mail

The head of UN Environment Erik Solheim, pictured, has called on people to pay attention to science and accept the health risks of plasticThe head of UN Environment Erik Solheim, pictured, has called on people to pay attention to science and accept the health risks of plastic

Erik Solheim, chefe da ONU para o Meio Ambiente, pediu ação contra uma pandemia de plástico.

Segue investigação que revelou quanto plástico há no ar do Reino Unido.

Michael Gove, secretário do Meio Ambiente, disse que está determinado a resolver o problema.

UN chief calls for action against the ‘plastic pandemic’ following Mail’s shock investigation

Erik Solheim, head of UN Environment, has called for action on plastic pandemic

Follows investigation that revealed how much plastic there is in the air in the UK

Michael Gove, Environment secretary, said that he is determined to tackle issue 

The United Nations, Environment Secretary, MPs and health campaigners last night called for action against the ‘plastic pandemic’ following a Daily Mail investigation.

Tiny particles of plastic are present in the air, contaminating the food we eat and the air we breathe, this newspaper revealed yesterday.

Fish fillet samples from eight stores were tested and all revealed worrying levels of plastic exposure.

Scientists behind the research said this was evidence that microplastics are all around us. It is the latest damning indictment of modern society’s reliance on plastic when its damaging effects are still unknown.

The Mail’s research follows ten years of campaigning against plastic, which was praised by the UN last year.

Yesterday Erik Solheim, head of UN Environment, said: ‘This Daily Mail investigation is yet more shocking but important evidence of the global scale of plastic pollution.

‘It’s high time for people to pay attention to the science and accept that we simply cannot afford to continue with this carefree attitude to polluting our water and the air we breathe. We still don’t know nearly enough about the potential health risks of plastics pollution, although this is fast becoming an area of high priority research because of the sheer scale of the problem. Still, common sense dictates that inaction is not an option.’

Last night Environment Secretary Michael Gove said: ‘The findings of the Mail’s investigation are deeply disturbing. I will be examining them very carefully. I remain determined to tackle plastic pollution.’

Environment minister Therese Coffey added: ‘While the basis and conclusions of this study need to be considered more in detail, we are clear we need to protect our precious planet from the scourge of plastic waste and honouring our pledge to leave our natural world in a better state than we inherited it across land, sea and air.

‘That is why we are driving global action and leading by example including introducing one of the world’s toughest bans on plastic microbeads and taking nine billion plastic bags out of circulation with our 5p carrier bag charge.’

The UN, pressure groups and the government have pledged to take action to tackle the plastic pandemic following a Daily Mail investigationThe UN, pressure groups and the government have pledged to take action to tackle the plastic pandemic following a Daily Mail investigation

Experts warn ingesting plastic particles can affect lungs, kidneys and hormones. They can even travel from the intestines to a mother-to-be’s placenta.

Dame Sally Davies, Chief Medical Officer, has warned of ‘unquantified’ health consequences of microplastics while leading scientists have called for urgent further research.

Last week, four Commons select committees demanded a new Clean Air Act and an end to Britain’s ‘poisonous air’.

Tory MP Neil Parish, chairman of the environment, food and rural affairs committee, said it was ‘deeply concerning’ that airborne microplastics may pose a risk to public health.

‘The latest revelations underscore the importance of joining up action across sectors and Government departments,’ he said. ‘There is an urgent need for further studies on the prevalence and health impacts of airborne microplastics.’

Labour MP Mary Creagh, chairman of the environmental audit committee, said: ‘These worrying findings by the Daily Mail show the urgent need to act. It is not enough for ministers to give up plastics for Lent, we need policy not piety to turn back the plastic tide.’

A potential health effect of ingesting microplastics is lung damage as tiny particles can lodge deep inside them without disintegrating for weeks.

Alison Cook, director of policy at the British Lung Foundation, called for ‘an ambitious Clean Air Act without delay’. She added: ‘The Mail has revealed the potential threat of microplastics in the air.’

Julian Kirby, for Friends of the Earth, said ‘a phase-out of all but the safest, most essential plastics’ was needed to stop the particles getting into waterways and the air. Apolline Roger, of green lawyers Client Earth, said: ‘Single-use and unnecessary plastics need to be banned.’

The particles found in the Mail’s research were 0.25mm to 1mm long and mainly fibres from textiles used in clothing, carpets or furniture.

Most of our food ‘is contaminated’

Most of the food we eat and drink is likely to be contaminated with microplastics, leading scientists warned last night.

Dr Andrew Mayes, of the University of East Anglia, said: ‘It shouldn’t be a surprise to people that everything they eat, drink, touch, is contaminated with tiny particles.’

Plastic had been seen as a ‘wonderful new product’ but only after years of extensive use ‘did it begin to dawn on people that it was the tip of an environmental disaster iceberg’, he added.

Dr Natalie Welden, who led the Mail’s research, said although airborne microplastics have been shown to affect items displayed on counters, processed food could be even more at risk. Each stage of the production process could lead to the fragments being trapped in the food, she added.

‘Generally it’s going to be something that, whether at the supermarket or in your home, it’s something that’s very difficult to control,’ said Dr Welden.

Dr Mayes helped devise a study for the World Health Organisation which found microplastics in bottled water.

He said this was ‘just the start’, adding: ‘If we look at other food and drink sources, I would expect to find similar results. We don’t know what we’ve done to ourselves.’

Boletim do Instituto IDEAIS de 27 de março de 2018

SOS Terra? Corais desenvolvem gosto perigoso por…plástico!

Imagem da Duke University mostra um pólipo do coral com um pedaço de plástico.Imagem da Duke University mostra um pólipo do coral com um pedaço de plástico. (Alex Seymour, Duke Univ./Divulgação)

Estudo mostra como a poluição plástica tem ganhado contornos cada vez mais sombrios. Veja no vídeo

A ingestão de lixo plástico é uma das maiores ameaças à vida marinha na atualidade. Quando plásticos chegam aos oceanos, eles se quebram em minúsculos pedaços, que são facilmente confundidos por alimentos pelos animais,  acarretando em uma série de problemas de saúde – asfixia, ferimentos internos, desnutrição – podendo até levar à morte. Mas nem sempre a ingestão acidental é o problema.

Pesquisadores da Duke University descobriram que, em se tratando dos corais, a ingestão de microplásticos pode se dar por outro motivo: eles “gostam” do sabor. Como os plásticos podem liberar centenas de compostos químicos em seus corpos e no ambiente circundante, a suspeita é de que os corais tenham um apetite especial por algumas dessas substâncias, mas os cientistas ainda não sabem dizer quais.

Os efeitos biológicos desse “fast-food” de compostos químicos para os corais ainda são desconhecidos, mas alguns, como os ftalatos, são conhecidos estrogênios e androgênios ambientais, hormônios que afetam a determinação do sexo. O estudo foi publicado no periódico Marine Pollution Bulletin.

Para o experimento, os pesquisadores coletaram corais na costa da Carolina do Norte, nos EUA, e os colocaram num tanque de água salgada. Na hora de alimentá-los, eles deixavam cair pedaços de plástico e de areia do mesmo tamanho perto dos pólipos, aquelas estruturas cilíndricas em forma de saco que formam o corpo do coral e em cuja extremidade superior se encontra a boca.

No primeiro experimento, eles usaram oito tipos diferentes de microplásticos e grãos de areia limpos. Quando reconheciam os grãos de areia, a boca dos pólipos se fechava. Já os plásticos…”Descobrimos que os corais comeram todos os tipos de plástico que oferecemos e praticamente ignoraram a areia”, disse o pesquisador Austin S. Allen, em comunicado da universidade. “Isso sugere que o próprio plástico contém algo que o torne saboroso”.

O coral não tem olhos, o que significa que eles procuram alimentos usando sensores químicos, que seriam a versão da língua. Essencialmente, eles devem provar algo para decidir se é comida. O coral comeu 80% do plástico oferecido, mas comeu areia apenas uma vez em 10 tentativas, o que significa que eles podem perceber uma diferença entre os dois.

No segundo experimento, eles dividiram os corais em câmaras de alimentação separadas. A cada grupo foi oferecida a mesma quantidade de “alimentos” plásticos durante um período de 30 minutos, mas alguns grupos receberam apenas partículas microplásticas puras e limpas, enquanto outros receberam microplásticos cobertos por um biofilme bacteriano, que máscara o “sabor” do plástico.

Dessa vez, os pesquisadores verificaram que os corais comeram os dois tipos de plástico, mas preferiram o tipo puro por uma margem de três a um, talvez porque os plásticos novos possuem carga química mais alta do que aqueles que já estão em fases avançadas de degradação. Além disso, cerca de 8% do plástico ingerido ficava retido nos sistemas digestórios dos corais por 24h ou mais.

Os pesquisadores esperam que suas descobertas incentivem mais pesquisas para explorar o papel que o “gosto” do plástico desempenha e por que os organismos marinhos ingerem os microplásticos, procurando formas de contornar esse problema.

Fonte – Vanessa Barbosa, Exame

Boletim do Instituto Ideais de 07 de dezembro de 2017

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Ao contrário de SP e Rio, o Quênia protege o meio ambiente quando proibe sacolas plásticas comuns

Lixo acumulado no bairro de Mathare, em Nairóbi. EFE/Dai KurokawaLixo acumulado no bairro de Mathare, em Nairóbi. EFE/Dai Kurokawa

Com uma das leis de sacos e sacolas mais rígidas do mundo, o Quênia dá uma lição de como preservar o meio ambiente e proteger a vida selvagem

Enquanto o Quênia e muitos países do mundo vem proibindo sacos e sacolas plásticas comuns não biodegradáveis e aprovando alternativas como os plásticos biodegradáveis, o município de São Paulo continua a desobedecer a lei do ex prefeito Kassab que proíbe sacolas plásticas quando na gestão Haddad editou um regulamento ilegal – segundo definiu a justiça – ao ferir a lei, dando outro nome, tamanho e cores para a mesma coisa (sacola plástica) e que permite o uso de sacolas plásticas em Polietileno não biodegradável desde que fabricadas com 51% de Polietileno derivado do Etanol, que tem como única fornecedora e fabricante no Brasil a Braskem da Odebrecht.

Os supermercadistas de São Paulo comemoram esta ajudinha quando o atual prefeito João Dória ignora e dá continuidade a essa ilegalidade. Agora os supermercados cobram pelas sacolas com a desculpa de ser uma sacola maior e mais espessa, mas omitem ser quimicamente iguais aquelas que foram proibida por lei, que nunca vão ser recicladas nem vão retornar como já não eram as anteriores. Um truque que engana o consumidor com o apoio do prefeito Dória.

O estado do Rio de Janeiro já está votando projeto de lei igual, que oficializa a poluição por sacolas plásticas não biodegradáveis desde que fabricadas com o material que a Odebrecht mantém como monopólio.

Será que os deputados fluminenses vão aprovar um escândalo destes?

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Quenianos tentam se adaptar às restrições para uso de sacolas plásticas

Há um mês, o Quênia aboliu as sacolas de plástico, mas ainda não foi muito bem esclarecido o que a população deve fazer a partir de agora. A proibição, a mais rígida do mundo, foi comemorada por ambientalistas, mas os consumidores dizem que o governo não informou sobre alternativas acessíveis.

O Executivo sugeriu o uso de materiais ecológicos e reutilizáveis, como papel para embalagem, juta ou lona, mas todas essas opções são muito caras para boa parte da população que vive com menos de R$ 6 por dia.

Apesar dos altos níveis de pobreza no país, a lei contempla multas de 1.988.801 e 3.949.179 xelins quenianos (R$ 60 mil a R$ 120 mil), e até dois anos de prisão para quem fabricar, importar, vender ou usar bolsas de plástico. Isto, em um país com uma das maiores taxas de corrupção do mundo, colabora para um inevitável aumento das extorsões por parte da Polícia, a instituição mais obscura do Quênia.

A Agência Nacional de Gestão Ambiental (Nema, na sigla em inglês) tem agentes próprios encarregados de aplicar a lei, mas os arredores dos supermercados agora estão mais cheios do que nunca de policiais em busca de usuários ingênuos.

“Se a população não sabe quem são os verdadeiros encarregados de zelar pelo cumprimento da regra, isso será um impulso para se pedir mais subornos”, admite à Agência Efe o diretor executivo para o Quênia da organização Transparência Internacional, Samuel Kimeu.

A situação de desamparo também afeta os pequenos comerciantes. Diane, que tem uma barraquinha de verduras, explicou à Efe que aderiu às bolsas de papel, mas precisou passar a cobrar 20 xelins por cada uma (R$ 0,60) para ter algum lucro, já que as pessoas passaram a comprar menos.

Os comércios menores viram seus rendimentos diminuir por não poder fornecer aos clientes bolsas resistentes para transportar as compras mais pesadas. Conforme a lei, nem o próprio vendedor pode usá-la. Assim, alguns começaram a camuflar as sacolas de plástico em recipientes legalizados, por exemplo, pacotes de papel.

Salm, proprietário de um açougue, revelou à Efe que está negociando a importação de bolsas de plástico biodegradável da China.

“Vai sair mais em conta do que as bolsas de papel”, defendeu o comerciante.

Segundo ele, os seus clientes têm colaborado e, ao que parece, os supermercados são os mais afetados pela medida.

A falta de ajuda para se adaptar a uma medida anunciada em fevereiro provoca cenas cômicas em diferentes cenários, como frutas esparramadas pelo chão, clientes desesperados e funcionários constrangidos.

Enquanto alguns optam por carregar as compras em caixas de papelão, outros estacionam o carro nos abarrotados estacionamentos e passam os produtos diretamente do carrinho para o porta-malas.

Abinesh é gerente de um dos supermercados da popular rede Chandarana e afirmou que a medida está afetando muito a todos.

“Alguns clientes não querem comprar as bolsas de papel e deixam os produtos nos caixas porque não podem carregá-los. De toda forma, é bom para o meio ambiente”, refletiu o gerente.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), os supermercados quenianos distribuem 100 milhões de bolsas de plástico por ano e que costumam ser utilizadas apenas uma vez. Depois, elas são descartadas, contaminando o ambiente, sendo ingeridas por animais e causando doenças ou até a morte dos bichos.

Isto também representa um problema para as pessoas. Frequentemente vacas de Nairóbi são vistas pastando em áreas repletas de sacolas descartadas. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), de 10% a 15% dos animais abatidos para consumo humano têm restos de plástico no organismo.

As bolsas de plástico também servem como criadouros de mosquitos que transmitem doenças temidas no país, como malária e dengue.

Esta é a quarta vez que o governo nacional tenta introduzir medidas de restrição ou proibição ao uso de bolsas plásticas. Em 2005, 2007 e 2011 as propostas foram por água abaixo por causa da força dos fabricantes e importadores destes materiais.

O Greenpeace comemorou este “fio de esperança”, mas lembrou ao governo o desafio de dar conta das toneladas de plástico que já estão contaminando o meio ambiente.

“Logo começaremos a ver cidades e estradas mais limpas. Uma viagem de milhares de quilômetros começa com o primeiro passo”, afirmou à Efe a diretora executiva do Greenpeace para a África, Njeri Kabeberi.

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Ainda bem que em países sérios se combate a poluição dos plásticos comuns. Se esperarmos o prefeito Dória cumprir a lei que proíbe sacolas plásticas todos estaremos vivendo afogados nas sacolas plásticas.

Fonte – EFE

Boletim do Instituto IDEAIS 24 de outubro de 2017

Observação da FUNVERDE: para todas as questões acima a resposta é só uma “sacola retornável”!

Irei comentar a matéria em um próximo post.

Plásticos degradáveis de fontes renováveis interferem na qualidade do reciclado

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Demorou muito. Era uma questão de tempo para todos saberem que aqueles plásticos degradáveis baseados em derivados vegetais arruinam todo o processo de reciclagem.

Foi o que descobriram agora os membros da Recicladores de Plásticos da Europa.

Plásticos degradáveis baseados em amido, PLA e PBAT são os principais culpados pelos problemas de funcionalidade do plástico reciclado.

A reportagem traz à tona a verdade sobre plásticos de origem renovável.

Estes fatos só comprovam mais uma vez que os plásticos biodegradáveis produzidos com aditivos oxibiodegradáveis certificados pela OPA, ABNT e IDEAIS são a melhor escolha para quem quer proteger o meio ambiente sem abrir mão da reciclabilidade.

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Plastic Recyclers Europe finds degradable plastics from Southern Europe deplete film quality

Recycled film quality negatively affected by degradable plastics from Southern Europe

Plastics Recyclers Europe has warned of increasing contamination of recyclate with degradable plastic, from waste streams in Southern Europe.

It said a trial with 1000 tonnes of equally purchased qualities of waste from Northern Europe and Southern Europe suppliers showed substantial quality discrepancies in the recycled film.

Waste streams in the South of Europe pose a quality issue in films with recycled content production due to a higher share of degradable plastics, which cause holes and speckling in film made from recyclate. The tests were performed on industrial lines to first produce recycled plastics and then to convert into a film of 50-micron thickness.

Abrasions of the supply lines turned out to be a useful indicator since they are batch-independent and thus could be used as a statistical average. To understand the defects and ruptures of the film, samples were analysed by IR, thermal analysis as well as via gas chromatography mass spectrometry.

These analyses demonstrated that most of the degradation is coming from substances used in production of degradable plastics: starch, polylactide (PLA) and polybutylene adipate terephthalate (PBAT).

These tests show that there is a big impact on the functionality of recycled plastics coming from Southern Europe waste films flows. Therefore, it is necessary to develop separate streams not only for bio-waste but also degradable plastics in order to make sure that degradable plastics do not enter waste streams of conventional plastics.

Fonte – John Carlon, bp&r

Boletim do Instituto Ideais de 03 de outubro de 2017

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Vender ou importar sacos plásticos dá multa ou cadeia no Quênia

Shoppers in Kenya use an estimated 100 million plastic bags a year, many of which wind up in landfills like this one in Nairobi. BEN CURTIS / ASSOCIATED PRESS

DAR ES SALAAM, Tanzania — Kenya will now punish with up to four years in jail anyone making, selling or importing plastic bags, putting in place one of the world’s toughest bans on the ubiquitous item that is blamed for clogging oceans and killing marine life.

The new rule, announced in March and put into effect on Monday, also means that garbage bags will be taken off supermarket shelves and visitors entering Kenya will be required to leave their duty-free shopping bags at the airport.

Kenya joins more than 40 other countries including China, the Netherlands and France that have introduced taxes on bags or limited or prohibited their use.

In Rwanda, plastic bags are illegal, and visitors are searched at the airport. Britain introduced a 5 pence charge at stores in 2015, leading to a plunge of more than 80 percent in the use of plastic bags. There are no nationwide restrictions on the use of plastic bags in the United States, though states like California and Hawaii ban nonbiodegradable bags.

Kenyan shoppers are thought to use 100 million plastic bags a year, according to the United Nations, and the new rules created some worries in the capital, Nairobi, when they were announced.

Fruit and vegetable sellers were at a loss for how to market their produce, and some residents mistook ordinary traffic controllers for law enforcement officials looking to punish consumers who violated the new law. In informal settlements, where most of the city’s residents live, plastic bags are used as “flying toilets” — holding human waste in the absence of a proper sewage system.

Judy Wakhungu, Kenya’s environment minister, tried to allay people’s fears, telling Reuters that the ban was primarily aimed at manufacturers and suppliers. “Ordinary wananchi will not be harmed,” she said, using a Kiswahili word for “common person.”

Kenya tried to ban the use of plastic bags in 2007 and 2011, but the limits were not put in place.

The new regulations call for a fine of $19,000 to $38,000 or a four-year jail term for those manufacturing or importing plastic bags in Kenya. Plastics used in primary industrial packaging are exempt, according to the National Environment Management Authority, although it said that the new regulation would prohibit retailers from selling garbage bags.

Kenyans have had several months to adjust to the idea of the new rules, a period during which big supermarket chains like Nakumatt and the French multinational retail giant Carrefour began offering cloth bags instead of plastic. The country’s High Court last week rejected a case filed by two plastic bag importers to drop the ban, saying that protecting the environment was more important than the companies’ commercial interests.

Before the ban went into effect, Chege Kariuki, the chairman of the Waste and Environment Management Association of Kenya, said that garbage collectors would be unable to operate without plastic bin liners. “Waste management in Nairobi will become impossible for all waste companies,” he told The Star, a Kenyan newspaper.

Samuel Matonda, a spokesman for the Kenya Association of Manufacturers, said the new regulation could cost up to 60,000 jobs. “The knock-on effects will be very severe,” Mr. Matonda told The Standard newspaper. “It will even affect the women who sell vegetables in the market — how will their customers carry their shopping home?”

In lieu of plastic, the Kenyan government has encouraged people to tote reusable alternatives, including bags made of paper, cloth and sisal, a plant with stiff leaves.

Worldwide, plastic bags contribute to eight million tons of plastic that leak into the ocean every year, according to the United Nations Environment Program. “At current rates, by 2050, there will be more plastic in the oceans than fish, wreaking havoc on marine fisheries, wildlife and tourism,” the program said in a statement when Kenya’s ban was announced in March.

Plastic bags can take hundreds of years to degrade, and polyethylene bags can strangle sea turtles and fill the stomachs of whales and dolphins until they die of starvation. In Kenya, livestock often graze on garbage, and bags are found in the stomachs of cows when they are slaughtered, according to the United Nations Environment Program.

Njeri Kabeberi, the executive director of Greenpeace Africa, said Kenyans needed to switch to “100 percent” reusable and eco-friendly alternative packaging materials.

“We urge all Kenyans to know the importance of preserving the environment,” she said.

Fonte – The New York Times

Boletim do Instituto IDEAIS, BI 30/08/2017

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