Sobre a proibição de fracking no Paraná

Hoje de manhã me enviaram este memo. Obrigada, passarinho verde, pela informação. Melhor notícia do ano!

Então, se os vilões aparecerem onde você mora – no Paraná -, entre em contato com o IAP.

Agora, se você não mora no Paraná, comece uma campanha para proteger o solo e a água de onde você mora.

E se você mora especificamente no estado de São Paulo, veja esta notícia:

Primeira unidade de queima de lixo para energia será construída em 2017 em SP

Não adianta proteger a água e o solo, se eles vão contaminar o ar de onde você mora.

Pesquise na página da FUNVERDE por incineração e você conhecerá a guerra que travamos e ganhamos de 2010 a 2012 para impedir a contaminação de nossa cidade.

Não acredite em nada do que diz a matéria. Isso é pura preguiça do primeiro setor de fazer educação ambiental para a reciclagem e compostagem. Isso é tirar o sofá da sala, levando com o sofá recursos naturais finitos em um planeta com a população chegando a 10 bilhões de humanos que necessitarão destes recursos naturais que serão queimados.

Ah, só mais um detalhe. Depois da incineração, sobram no mínimo 15% de resíduos tóxicos que terão que ser enviados para ateros classe 1 e que custam até 5 vezes mais do que enviar o rejeito comum após a reciclagem e compostagem para o aterro normal.

Incineração, não!

Catadores realizam marcha contra incineração

Nesta quinta-feira (6), às 14h, catadores de materiais recicláveis realizam uma marcha contra a incineração de lixo. Os participantes caminharão até a Câmara dos Vereadores de Curitiba para apresentar um projeto de lei contra a queima de resíduos no município. A caminhada tem início no Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR).

O objetivo da marcha, organizada pelo Instituto Lixo e Cidadania, é sensibilizar a comunidade em prol da causa dos catadores. Pela manhã lideranças comunitárias e de cooperativas se reúnem na sede do MPT-PR para o Fórum Lixo e Cidadania, encontro mensal que discute a gestão de resíduos sólidos.

Na parte da tarde a intenção é de mobilizar por volta de 300 catadores para a passeata. O encontro homenageia o Dia Nacional dos Catadores, comemorado no dia 7 de junho, e também a Semana do Meio Ambiente, realizada entre os dias 3 e 7 desse mês.

O projeto de lei consiste na criação do Pró-Catador, programa de coleta seletiva com inclusão social dos catadores de materiais recicláveis. Se aprovada, a nova lei prevê apoio à organização produtiva dos catadores, à melhoria das condições de trabalho, à inclusão social e econômica e à expansão da coleta seletiva de resíduos sólidos, da reutilização e da reciclagem.

Um dos pontos mais importantes da proposta é a proibição da incineração como destino final dos resíduos sólidos urbanos. Incluindo a pirólise, co-geração ou qualquer outra tecnologia que utilize resíduos sólidos como matéria prima para a combustão.

O projeto de lei pretende vedar qualquer parceria público-privada para empreendimento que promova o aproveitamento energético a partir da incineração de lixo. Uma vez que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece que o gerenciamento dos resíduos deve ser um conjunto de ações exercidas nas etapas de coleta, transporte, tratamento e destinação final ambientalmente adequada.

Tanto do ponto de vista ambiental quanto do social, a incineração é considerada imprópria. A queima do lixo produz gases tóxicos que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiento. Além disso, o material que seria incinerado compõe a renda dos catadores de recicláveis.

Marcha contra a incineração
Data: 6 de junho
Horário: 14h
Local: Ministério Público do Trabalho – MPT-PR (Avenida Vicente Machado, 84 – Curitiba/PR)

Fórum Lixo e Cidadania
Data: 6 de junho
Horário: 9h
Local: Ministério Público do Trabalho – MPT-PR (Avenida Vicente Machado, 84 – Curitiba/PR)

Fonte – BondeNews de 03 de junho de 2013

Evento comemora o segundo ano de atividades do Fórum Lixo & Cidadania da Região Noroeste do Paraná

A proposta é integrar a comunidade em geral dando continuidade à campanha contrária à incineração do lixo

No próximo sábado, dia 20 de outubro de 2012, às 9 horas da manhã,  será realizado um evento de comemoração do segundo ano de atividades do Fórum Lixo & Cidadania da Região Noroeste do Paraná com a presença da Procuradora do Trabalho e Coordenadora Executiva do Instituto Lixo & Cidadania Dra Margaret Matos de Carvalho, do Procurador do Ministério do Trabalho Dr Fábio Aurélio da Silva Alcure, e de Marilza Aparecida de Lima do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais (MNCM).

O encontro, com caráter de formação para os catadores de materiais recicláveis, será no Centro Português de Maringá.

A proposta também é integrar a comunidade em geral, com as discussões que são realizadas nestes dois anos de atuação do Fórum Lixo & Cidadania da Região Noroeste do Paraná, dando continuidade à campanha de divulgação em Maringá dos argumentos nos quais nos apoiamos para dizermos NÃO A INCINERAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS.

Outro destaque do encontro será a palestra do Procurador de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, Dr Saint Clair Honorato Santos.

Após as falas dos convidados será servido um almoço aos participantes. Os convites custam R$25 e estão sendo vendidos na Aras/Cáritas – Associação de Reflexão e Ação Social da Arquidiocese de Maringá e no Açaizeiro.

Entrevistas podem ser feitas com o Dr Fábio Alcure 044 3226 1484 ou com Talitha Coelho 044 9978 3129.

México – Comunidade organizada derrota gigante cimenteira

Uma histórica vitória foi alcançada pela comunidade organizada de Huichapán, no estado de Hidalgo, localizado no centro da República Mexicana, que após 6 meses de mobilizações pacíficas e ações legais conseguiu o fechamento do terreno da empresa Proambiente, filial de Cementos Mexicanos, CEMEX, por parte da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais.

Este terreno era encarregado de receber e processar grande parte das 12.000 toneladas de resíduos sólidos gerados diariamente na Cidade do México, para serem queimados como combustíveis alternos nos fornos do terreno de CEMEX, de Huichapan.

O envio a fornos cimenteiros foi uma das principais “soluções” impulsionadas, mediante um convênio firmado com CEMEX e o Governo do Distrito Federal GDF para o tratamento dos resíduos da capital mexicana, após o fechamento do depósito de lixo Bordo Poniente (o maior da América Latina), em dezembro de 2011, e tem sido energicamente questionada por seus impactos negativos sobre a saúde humana e do meio ambiente, derivados de suas potenciais emissões de metais pesados, dioxinas e furanos, e outros contaminantes.

Os habitantes do município de Huichapan, principalmente das localidades de Maney, Dongoteay e Zothe, localizadas ao redor do terreno de CEMEX, começaram a sentir os efeitos negativos sobre a saúde e os ecossistemas quando esta começou a receber e a queimar indiscriminadamente o lixo proveniente do DF, e se organizaram no movimento Cidadãos Unidos pelo Meio Ambiente (CUMA), para resistir a essa falsa solução a um problema gerado em outro lugar do país e levantar suas próprias alternativas para o manejo dos resíduos.

A comunidade local foi permanentemente apoiada pelo biólogo Jorge Tadeo Vargas, da Aliança Global por Alternativas à Incineração (GAIA), e a deputada estatal Sandra Ordaz Oliver, Presidente da Comissão de Saúde do Congresso Local, que se comprometeu a fazer cumprir em todo o estado Hidalgo a proibição de combustão de resíduos sólidos urbanos e perigosos, assim como impulsionar a lei de Lixo Zero para o estado e seus municípios, que incluam as opções mais sustentáveis como a Redução e Separação de Resíduos na Origem, o Reuso, a Reciclagem e a Compostagem.

Fonte – Adital de 25 de setembro de 2012

Foz do Iguaçu, PR – Audiência pública sobre incineração de lixo em 09 de agosto de 2012

Foi realizada em 9 de agosto de 2012 audiência pública de esclarecimento sobre a proposta da prefeitura de Foz do Iguaçu de construir uma planta de aproveitamento energético dos resíduos sólidos urbanos através da queima, o que é uma absurdo do ponto de vista ambiental.

A FUNVERDE filmou mais esta audiência pública, como tem feito desde a primeira audiência sobre incineração realizada em Maringá e em Curitiba.

Sabemos que a máfia do lixo tem interesse em instalar 13 incineradores no Paraná. Maringá já aprovou lei que proíbe a incineração na cidade, após os esclarecimentos na audiência em Foz, os dois únicos vereadores presentes se posicionaram contra a instalação do incinerador e se comprometeram a aprovar lei proibindo a instalação do incinerador, baseada nas três leis que receberam da Dra Margaret, que são as leis de iniciativa popular de Maringá, a lei pró catador de Maringá e o projeto de lei estadual contra a incineração da bancada ambientalista.

Duas batalhas já foram ganhas, a de Maringá demorou dois anos, a de Foz foi mais rápida devido ao momento político, em que os candidatos não querem se indispor com seu eleitorado. Lá, o prefeito anunciou no dia 25 de julho que faria a licitação em 20 de agosto e um dia antes da audiência pública ele cancelou a licitação.

Quem sabe nas outras 11 cidades a batalha seja ainda mais rápida, ou… quem sabe a máfia do lixo entenda de uma vez por todas que em nosso estado nós não permitiremos a instalação de incinerador de lixo. Se houver alguma movimentação para a instalação do incinerador em seu estado, utilize o case de Maringá para se defender da máfia do lixo e se necessitar de ajuda, entre em contato conosco.

Estivemos em Foz ajudando a movimentar a mídia e usando nossa experiência para esclarecer a população sobre os danos à saúde e ao ambiente provocados pela incineração. Não adianta reinventar a roda, a solução para o gerenciamento de resíduos passa obrigatoriamente pelos 5Rs:

REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis e diminuir a geração de lixo e nossa pegada ambiental;

RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens;

REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna;

REUTILIZAR todas as embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente,

RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

Sabemos que nós geramos mais de 1 quilo de lixo por dia, já passou da hora de mudarmos este comportamento consumista tão danoso ao meio ambiente ou em breve não teremos recursos naturais para manter a vida no planeta. Lembre-se de que quando você deixar este mundo, muitas outras gerações de humanos, os seres do amanhã, também necessitarão dos recursos naturais para viverem. Se você não pensa no próximo ao ser um consumista, pense ao menos nos seus filhos e netos.

A audiência pública foi organizada pelo Ministério Público do trabalho e do meio ambiente do Paraná e foi realizada na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu.

Composição da mesa e abertura da audiência pública pelo Procurador de Justiça e Coordenador da CAOP – centro de apoio operacional às promotorias de proteção ao meio ambiente do Paraná Dr Saint Clair Honorato dos Santos.

 

Jorge Villalobos, da UEM.

 

Procuradora do Ministério Público do Trabalho, Dra Margaret Matos de Carvalho.

 

Marilza de Lima, representante no Paraná do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis e a entrega das propostas dos projetos de lei contra a incineração para os vereadores Nilton Bobato e Carkis Budel.

 

Procurador do Trabalho de Maringá e coordenador do Fórum Lixo e Cidadania Fábio Alcure.

 

Vereador Carlos Budel.

 

Questionamentos e considerações da plenária, respostas dos palestrantes e considerações finais.

Foz do Iguaçu, PR – Audiência pública sobre incineração de lixo de 09 de agosto de 2012

Matéria na Globo Foz do Iguaçu no jornal Paraná TV 1ª edição sobre a audiência Pública com a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Dra Margaret Matos de Carvalho e o Procurador de Justiça e  coordenador da CAOP – centro de apoio operacional às promotorias de proteção ao meio ambiente do Paraná Dr Saint Clair Honorato dos Santos.

http://globotv.globo.com/rpc/parana-tv-1a-edicao-foz-do-iguacu/v/audiencia-publica-vai-discutir-a-implantacao-de-empresa-para-incinerar-o-lixo/2081502/

Matéria na Globo Foz do Iguaçu no jornal Paraná TV 2ª edição sobre a audiência Pública com o procurador do trabalho de Maringá e coordenador do Fórum Lixo e Cidadania Fábio Alcure.

http://globotv.globo.com/rpc/parana-tv-2a-edicao-foz-do-iguacu/v/discussao-sobre-a-instalacao-de-uma-usina-incineradora-de-lixo-gera-polemica-em-foz/2082093/

Matéria da CBN com a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Dra Margaret Matos de Carvalho sobre a audiência pública.

http://www.cbnfoz.com.br/2012/08/09/audiencia-publica-debate-ncineracao-do-lixo-em-foz-do-iguacu/

Foz do Iguaçu, PR – Audiência pública sobre incineração de lixo

Audiência pública discutirá incineração de lixo em Foz do Iguaçu

Data – 9 de agosto
Horário – das 15 às 18 horas
Local – Plenário da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu
Endereço – Travessa Musfeldt, 81, Centro, Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu receberá, no dia 9 de agosto, uma audiência pública para discutir os riscos da tecnologia de incineração do lixo urbano. A prefeitura da cidade tem plano de instalar uma usina incineradora, medida altamente nociva dos pontos de vista socioeconômico e ambiental.

O evento, proposto pelo Fórum Lixo e Cidadania, também vai tratar do projeto de lei 362/2012, que proíbe a incineração dos resíduos sólidos urbanos no Paraná. “Durante audiências públicas que promovemos em outras regiões do estado, ficou claro que a queima de lixo representa danos ao meio ambiente, à geração de empregos e à vida da população, em razão dos poluentes cancerígenos”, defende o deputado Luiz Eduardo Cheida, autor da proposta ao lado da deputada Luciana Rafagnin (PT).

A emissão de poluentes pelas usinas de incineração preocupa as autoridades. “São altamente cancerígenos e sua ação não se limita ao local em que está instalada a unidade incineradora. São partículas tão agressivas que viajam pelo vento de um país a outro e atravessam continentes inteiros”, alerta a procuradora Margaret Matos de Carvalho.

A representante do Movimento Nacional de Catadores e integrante da Coordenação Colegiada do Fórum Lixo e Cidadania do Paraná, Marilza Aparecida de Lima, estima que o emprego de cerca de 200 mil trabalhadores do setor no Paraná estarão em risco se as usinas forem instaladas. “Essas famílias sobrevivem do material reciclável e a incineração acaba com as chances delas de obterem renda. Não só isso: ao eliminar o ganho das famílias, acaba, por consequência, com as oportunidades de elas educarem e criarem seus filhos longe do trabalho infantil e dos perigos das ruas”.

Além de Foz do Iguaçu, outros municípios do estado se organizam para instalar usinas de incineração. Em Maringá, a sociedade se mobilizou contra a medida e conseguiu aprovar um projeto de lei municipal proibindo a tecnologia. A instituidora da FUNVERDE, Ana Domingues, comemora: “É uma vitória. Queremos que o trabalho bem-sucedido em Maringá sirva de incentivo e exemplo para outras cidades”.

A audiência de Foz do Iguaçu deve contar com a participação da procuradora do Trabalho e coordenadora-executiva do Fórum Lixo e Cidadania do Paraná, Margaret Matos de Carvalho, do procurador do Trabalho Fábio Alcure, do professor da Universidade Estadual de Maringá, Jorge Villalobos, do procurador de Justiça e coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Meio Ambiente, Saint-Clair Honorato Santos, do integrante do Movimento Nacional de Catadores, Carlos Alencastro Cavalcanti e do presidente da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu, Edílio João Dall´Agnol.

Incineração será discutida em audiência pública em Foz do Iguaçu

Uma audiência pública, que acontecerá no dia 09 de agosto das 15 às 18 horas, na Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu vai discutir os riscos e males causados pela tecnologia de incineração do lixo urbano no Estado. Os catadores de materiais recicláveis discordam da adoção dessa prática, altamente nociva dos pontos de vista socioeconômico e ambiental, mas que tem seduzido cada vez mais as prefeituras e os consórcios regionais de municípios, pois está sendo apresentada como alternativa fácil, embora fruto de um investimento muito caro, para a eliminação dos resíduos desde as pequenas até as grandes cidades paranaenses. Mas para funcionar e gerar energia, essas usinas de incineração precisam manipular um volume extraordinário de resíduos sólidos, o que vai além da produção do lixo que não pode ser reciclado, os tais “rejeitos”.

A audiência foi proposta pelo FÓRUM ESTADUAL LIXO E CIDADANIA e pelo FÓRUM REGIONAL LIXO E CIDADANIA DA BPIII e vai contar com a participação da Procuradora do Trabalho e coordenadora-executiva do Fórum Lixo e Cidadania do Paraná, Margaret Matos de Carvalho, do Procurador do Trabalho Fábio Alcure, do Professor da Universidade Estadual de Maringá, Jorge Villalobos, do Procurador de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Meio Ambiente, Saint-Clair Honorato Santos, do integrante do Movimento Nacional de Catadores, Carlos Alencastro Cavalcanti e do Presidente da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu, Edílio João Dall´Agnol.

“A implantação de qualquer unidade incineradora significa um investimento alto”, informa a Procuradora Margaret Matos de Carvalho.“Não se recupera um investimento desse porte. É o que chamamos de balanço negativo, uma vez que o equipamento será deteriorado antes que seja recuperado o valor do seu investimento”, disse. Ela lembra ainda que além de Foz do Iguaçu, outros municipios do interior do Estado se organizam para instalação de usina de incineração. “Sabemos que o recurso envolvido no investimento é público e as empresas privadas não arcam com nenhum prejuízo, pois os municípios devem continuar pagando para a empresa incinerar e que se transforma em imposto para a sociedade”, completou.

A emissão de poluentes persistentes e cancerígenos também preocupa as autoridades paranaenses e a população em geral. Os principais poluentes persistentes, liberados pela incineração, são furanos e dioxinas, cujas emissões devem ser reduzidas até completa eliminação, conforme tratados ambientais internacionais. “São altamente cancerígenos e sua ação não se limita ao local em que está instalada a unidade incineradora. São partículas tão agressivas que viajam pelo vento de um país a outro e atravessam continentes inteiros”, alerta a Procuradora.

Em Maringá, no Norte do Estado, a sociedade se mobilizou contra a instalação de uma incineradora e conseguiu aprovar projeto de lei municipal proibindo essa tecnologia, resultado que se espera alcançar também em Foz do Iguaçu. Além da fumaça, a preocupação recai também nas cinzas tóxicas que é produzida em grande quantidade resultado da queima e a sua eliminação contamina os lençóis freáticos.

Os catadores de materiais recicláveis prevêem que os riscos vão além do econômico e ambiental e reclamam das consequências sociais da queima do lixo urbano, que começam no abandono das políticas de educação ambiental e significam até o fechamento de postos de trabalho na coleta seletiva dos resíduos, dificultando, assim, a redução da miséria. A representante do Movimento Nacional de Catadores e integrante da Coordenação Colegiada do Fórum Lixo e Cidadania do Paraná, Marilza Aparecida de Lima, estima que cerca de 200 mil trabalhadores do setor no Paraná serão afetados, justo em um dos seguimentos mais vulneráveis da sociedade brasileira. “Essas famílias na sua totalidade sobrevivem do material reciclável e a incineração acaba com as chances delas de obterem renda. Não só isso: ao eliminar o ganho das famílias, acaba, por conseqüência, com as oportunidades de elas educarem e criarem seus filhos longe do trabalho infantil e dos perigos das ruas”, argumenta.

Um grupo de catadores viajou à França no ano passado, a convite da Fundação France Libertés, e conheceu experiências de incineração no país europeu. “Eles também voltaram horrorizados com o impacto ambiental e a qualidade da água por lá. “A roupa lavada fica endurecida e não tem produto químico que resolva”, disse Marilza. “É um absurdo se pensar na prática da incineração por aqui, uma vez que o Brasil é um dos países que mais reciclam e um dos maiores do mundo em nível de água potável”, justifica.

Fonte – Margaret Matos de Carvalho de 3 de agosto de 2012

A igreja católica é contra a instalação da usina de incineração de lixo

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Os principais objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos são a não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Se os três primeiros objetivos forem cumpridos, já haverá uma grande diminuição dos resíduos. Depois é só fazer a separação do lixo em reciclável, compostável e rejeito, sendo que o rejeito jamais ultrapassará 10% de todo o lixo gerado.

Essas ações realizadas em conjunto já seriam o suficiente para aumentar o tempo de uso dos aterros em mais de 90%, fazendo com que sejam desnecessárias essas idéias mirabolantes do nosso atual prefeito, que a todo dia tem uma brilhante idéia para revolver o problema do lixo, todas elas envolvendo grandes somas de dinheiro, mas nunca, nestes 7 anos fez o básico, que seria o incentivo à reciclagem e à compostagem.

Audiência pública para queimar lixo amanhã 30 de janeiro de 2012 08 horas da manhã no auditório Hélio Moreira

Mais uma audiência pública da proposta do plano municipal de saneamento básico – leia-se queima de lixo, queima de recursos naturais.

Desta vez irá ocorrer no dia 30 de janeiro de 2012, isto é, amanhã, 08 horas da manhã, no Hélio moreira, atrás da prefeitura.

Reduzir o consumo, reutilizar embalagens e, finalmente, separar para a reciclagem e compostagem, esta é a única e sensata solução para o problema do lixo. Queimar lixo é o mesmo que esconder o lixo embaixo do tapete para não ter o trabalho de resolver verdadeiramente este problema, é incentivar o consumismo, afinal, tudo será queimado, desaparecerá magicamente em um monte de cinzas.

Utilize sempre os 5Rs, para diminuir geração de resíduos, que hoje já passa de 1 quilo / dia por pessoa no Brasil.

REPENSAR a nossa relação com o planeta e de como o nosso consumismo está afetando a viabilidade da continuação da raça humana e de todos os outros seres vivos, com o objetivo de nos tornarmos consumidores sustentáveis e diminuir a geração de lixo;

RECUSAR o que faz mal ao planeta e às pessoas, como no caso das sacolas plásticas e de tantas outras besteiras inventadas e também jamais adquirir produtos com embalagens que não possam ser recicladas ou com sobreembalagens;

REDUZIR nosso consumo somente para o necessário para que todos – inclusive os humanos que ainda não nasceram – tenham à sua disposição os recursos naturais, ar limpo, terra fértil e água potável para para viverem uma vida digna;

REUTILIZAR todas as  embalagens antes de separar para a reciclagem e finalmente,

RECICLAR, isto é, separar todo o material para a reciclagem e compostagem.

Participe da audiência pública e iga não à incineração de lixo!