Martin-brower e McDonald´s abastecem caminhões com biodiesel produzido a partir do próprio óleo de cozinha

Pela primeira vez no país, produção de biocombustível é feita em ciclo fechado: os veículos da Martin-Brower que fazem o abastecimento do McDonald’s testam biodiesel produzido a partir do óleo de cozinha recolhido dos próprios restaurantes.

Um importante projeto está em fase de testes para que os caminhões que abastecem os restaurantes McDonald’s do Brasil sejam movidos a biodiesel produzido de maneira inédita no país. Em um processo de logística reversa, os caminhões da Martin-Brower – empresa de Logística e Distribuição para o food service – ao entregar os produtos, recolhem o óleo de cozinha utilizado nos restaurantes da rede.

Esse óleo é levado à sede da Martin-Brower, em Osasco (SP), onde é armazenado e enviado à usina da SP BIO, que faz o processo de transformação em biodiesel. Para fechar o ciclo, o combustível, assim gerado, abastece os caminhões, que fazem as entregas seguintes e recolhem mais óleo para ser usado em uma nova produção de biodiesel. O teste já passou por três fases e, atualmente, cinco caminhões da empresa rodam pelo país com esse biocombustível.

Os testes foram iniciados em junho de 2009 e são liderados pela Martin-Brower e Arcos Dourados, que opera a marca McDonald’s na América Latina, e pela Martin-Brower, fornececedora exclusiva do McDonald´s, envolvendo outras 10 empresas parceiras – MAN Latin América, que representa as empresas Volkswagen, Cummins e Tietê Caminhões e Ônibus; Shell, Thermo King, SP BIO, MWM International e Tek Diesel. A coordenação e consultoria do projeto está a cargo da ATA – Ativos Técnicos e Ambientais.

O projeto começou com um caminhão da Martin-Brower que recolhia óleo de 17 restaurantes para fabricação de biodiesel B20. Atualmente, o número de restaurantes aumentou para 20 e o teste foi estendido para cinco caminhões, sendo quatro abastecidos com B20 e um com B100, ou seja, 100% de óleo de cozinha reciclado.

Anualmente, os restaurantes da rede McDonald’s utilizam cerca de três milhões de litros de óleo de cozinha para a fritura de batatas e empanados, que já vinham sendo recolhidos e reciclados em produtos como o sabão, entre outros. Esse volume, quando destinado integralmente para a reciclagem em combustível, poderá abastecer com biodiesel B40 toda a frota de caminhões que atendem a rede no país.

Para garantir a segurança em todas as etapas do transporte do óleo de cozinha a ser reciclado em biodiesel, foram desenvolvidos especialmente para este projeto galões, chamados de “bombonas”, que se encaixam perfeitamente embaixo das fritadeiras e contam com travas de segurança para evitar o vazamento do líquido. Além disso, essas “bombonas”, com capacidade para 20 litros cada, têm design ergonômico e podem ser empilhadas, facilitando o armazenamento e o transporte no caminhão.

Benefícios à sustentabilidade

Além das vantagens econômicas, o projeto pode trazer inúmeros benefícios do ponto de vista da sustentabilidade. Em primeiro lugar, o projeto só usa óleo de cozinha que já foi utilizado e sua reciclagem ajuda a evitar a contaminação do meio ambiente. Quando descartado indevidamente, cada litro de óleo de cozinha, segundo a Sabesp, pode contaminar até 20 mil litros de água.

A reciclagem para produção de biodiesel também auxilia na redução da emissão de gás carbônico, que provoca o efeito estufa. Como o biodiesel é de origem vegetal, o carbono nele contido foi anteriormente removido da atmosfera pelo processo de fotossíntese das oleaginosas, não aumentando assim o estoque de carbono acumulado no meio ambiente. Já o diesel, cuja origem é o petróleo retirado do subsolo, depois de refinado e consumido nos veículos, libera uma carga nova de CO2.

O uso do biodiesel também reduz a emissão de enxofre, gás tóxico prejudicial à saúde humana, que está presente em teor bem mais elevado na composição do óleo diesel.

Sobre a Martin-Brower

Fundada há mais de 50 anos, nos Estados Unidos é hoje uma das maiores empresas em distribuição logística do mundo, atendendo mais de 9.000 restaurantes da rede McDonald´s, representando 61% do mercado nos EUA. A empresa tem atuação em 6 países nas Américas e está presente também na Irlanda – Europa. Graças aos excelentes serviços prestados foi elevada à condição de maior distribuidor logístico mundial para o sistema McDonald´s. Com vistas a expandir sua atuação, a empresa instalou-se no Brasil em 1982 para atender com exclusividade o sistema McDonald´s e, em 1998 passou a fazer parte do Grupo Reyes Holdings que, com foco na área de distribuição para os mercados de food service e bebidas ocupa a posição de uma das maiores empresas privadas nos EUA, segundo a Revista Forbes.

No Brasil atende também outras importantes empresas, entre eles o Ráscal, Rede Griletto, Applebee´s, All Parmegiana, levando assim serviços especializados e diferenciados para os clientes, como líder em logística e distribuição para o mercado de food service.

Em 2008 a Martin-Brower foi eleita uma das 150 melhores empresas para se trabalhar, segundo o Guia Exame/Você S.A. “As Melhores Empresas para Você Trabalhar” e pelo quarto ano consecutivo uma das melhores empresas em Gestão de Pessoas pelo Guia Valor Carreira.

Preocupada em contribuir com as causas sociais, a Martin-Brower é a idealizadora do Invitational Golf Cup – evento beneficente em prol do Instituto Ronald McDonald, instituição que atua no combate ao câncer infanto-juvenil. Este ano o evento que está em sua sétima edição, acontece em 25 de setembro, no Terras de São Jose Golfe Clube, em Itu (SP) e a Martin-Brower, mais uma vez, é sua principal patrocinadora.

Sobre o McDonald’s Brasil

A marca McDonald’s é líder no segmento de alimentação fora de casa e conta com 577 restaurantes e 60 unidades de McCafé. Há 31 anos atuando no Brasil, a rede está presente em 143 cidades, localizadas em 22 estados e no Distrito Federal. Na América Latina, a marca é operada pela empresa Arcos Dourados, de capital latino-americano e detentora da maior franquia McDonald’s no mundo, com 1.700 restaurantes distribuídos em 19 países da região. No Brasil, foram atendidos 1,6 milhão de clientes por dia em 2009, com faturamento de R$ 3,45 bilhões, que representou um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior. Esses números garantiram a primeira posição em vendas na América Latina e a oitava posição no ranking global da corporação.

O McDonald’s dedica grande atenção aos projetos socioambientais e aos compromissos comunitários. O primeiro restaurante da América Latina, e uma das poucas construções no país a obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo U.S. Green Building Council, é o McDonald’s localizado na Riviera de São Lourenço, em Bertioga/SP. No Brasil, entre outras iniciativas, é realizada a “Gincana Bom Vizinho”, um incentivo ao espírito solidário das equipes que desenvolvem ações em benefício do entorno dos restaurantes, e que só em 2009 chegou a mais de 5.500 atividades locais. Além disso, a cultura dos 3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) norteia as políticas de compras, a logística de distribuição e também a operação dos restaurantes, com iniciativas como redução de estoques e de materiais utilizados nas embalagens, coleta seletiva e reciclagem de papel.

Fonte – PMA de 14 de junho de 2010

Biodiesel no fast food – McDonald’s lança projeto de biodiesel a partir do óleo de cozinha usado

Companhia de fast-food cria sistema para transformar resíduos de frituras em biocombustível, que abastece os caminhões de entrega da rede

Parte da frota de caminhões que abastece lojas da McDonald’s será movida a biodiesel

Os restaurantes McDonald’s do Brasil estão iniciando um processo para dar destino mais nobre aos cerca de três milhões de litros de óleo de cozinha utilizados na fritura de batatas e empanados. O material, que já era reciclado e encaminhado à fabricação de sabão, começa a ser transformado em biodiesel, ganhando os tanques dos caminhões que fazem a entrega de produtos alimentícios às lojas da empresa.

Lançado oficialmente nesta terça-feira (08/06), o programa é resultado de três anos de pesquisas. Liderado pela Arcos Dourados, dona das franquias McDonald’s na América Latina, e pela Martin-Brower, responsável pela logística e distribuição da rede, o projeto envolve outras nove parcerias: Volkswagen, Shell, Thermo King, SP BIO, Tietê Caminhões e Ônibus, MWM International, Cummins, Tek Diesel e Ativos Técnicos e Ambientais (ATA).

De acordo com o diretor-geral da Martin-Brower, Tupa Gomes, a iniciativa traz benefícios ambientais e econômicos. De um lado, há a diminuição de 26% das emissões de gás carbônico na cadeia de abastecimento dos restaurantes, destinação segura para o óleo e contribuição para a melhoria da qualidade do ar. De outro, há a economia gerada pelo suprimento próprio de parte do combustível – estima-se que o projeto possa reduzir em até 40% a necessidade de compras de diesel da companhia. “Esse é o nosso Proálcool, e possivelmente o exportaremos para a matriz, nos Estados Unidos”, afirma o executivo.

Circuito fechado

Um processo de logística reversa norteia o sistema de transformação de óleo de cozinha da McDonald’s em biodiesel: os mesmo caminhões que realizam as entregas de alimentos às lojas são responsáveis pelo recolhimento do óleo. Assim que é coletado, o produto das frituras é levado à sede da Martin-Brower, em Osasco, SP, onde é armazenado e posteriormente enviado à usina da SP BIO, localizada em Sumaré, SP, que produz o biodiesel. Para fechar o ciclo, o combustível abastece os caminhões, que fazem as entregas seguintes e recolhem mais óleo para ser usado em uma nova fabricação de biodiesel.

Inicialmente, o projeto está em operação em 20 restaurantes de São Paulo (ao todo, são 580 no país). A frota é composta por 4 veículos que rodam com B20 (20% de biodiesel adicionado ao diesel comum) e outro com B100 (100% de biodiesel). Os caminhões com B20 não necessitaram de nenhum ajuste mecânico, já o com B100 leva um pacote tecnológico, que possibilita a partida a diesel e a injeção progressiva de biodiesel no motor.

Em cerca de um ano de testes, já foram produzidos 61,9 mil litros de combustível por meio do programa, sendo 59,6 mil litros de B20 e 2,3 mil litros de B100. Em relação ao rendimento, o biocombustível mostrou-se menos eficiente que o diesel, com alta de 6% no consumo de litros por quilômetro.

Segundo Ricardo Neuding, sócio-diretor da ATA, empresa que cuidou da coordenação e consultoria técnica dos testes, o projeto é viável porque se utiliza de uma estrutura logística já existente, gerando poucos custos extras. “Além disso, não compete com a produção de alimentos nem aumenta a pressão por desmatamento, críticas comuns à produção de biocombustíveis”, diz.

O próximo passo é criar um programa de crédito de carbono, com a devida autorização da Organização das Nações Unidas (ONU). Em breve deve haver também a ampliação da coleta de óleo para outros restaurantes McDonald’s e a construção de uma usina própria.

Fonte – Globo Rural de 08 de junho de 2010

Mogi Mirim, SP – Lei de descarte de óleo lubrificante

Mais uma lei de um político que se importa com os seres que vivem sobre o planeta.

Parabéns vereador Gustavo Stupp por resolver mais um problema gravíssimo que é a contaminação do solo e lençol freático pelo descarte incorreto de óleo lubrificante.

Políticos de plantão, vejam abaixo mais uma lei a ser copiada.

Projeto de lei nº de 2009 que dispõe sobre a proteção do meio ambiente na comercialização, na troca e no descarte de óleo lubrificante, e dá outras providências

A Câmara de Mogi Mirim aprova:

Art. 1º – O estabelecimento que comercializa ou consome óleo lubrificante, ou realiza a troca dessa substância fica sujeito a licenciamento ambiental.

Parágrafo único – O órgão ambiental poderá estabelecer procedimento simplificado para o licenciamento de estabelecimento que comercializa ou adquire óleo lubrificante em volume considerado de pequeno potencial poluidor, assim definido em ato regulamentar do órgão municipal colegiado competente.

Art. 2º – O estabelecimento que comercializa ou consome óleo lubrificante, ou realiza a troca dessa substancia fica obrigado a dispor de:
I – Local de coleta de óleo lubrificante usado, com acesso para o público em geral;
II – tanque de armazenamento ou contêiner plástico para depósito de óleo lubrificante usado;
III – piso impermeável, no local de troca de óleo lubrificante, com canaletas metálicas para prevenção de acidentes ambiental, quando for o caso;
IV – cartazes ou placas de fácil visibilidade que informem o público em geral sobre o local de troca de óleo lubrificante, quando for o caso;
V – funcionários capacitados para o manuseio de óleo lubrificante, com uso de equipamento de proteção individual – EPIs – adequados à atividade.

Art. 3º – O estabelecimento que comercializa ou consome óleo lubrificante, ou realiza a troca dessa substância fica obrigado a destinar, de forma ambientalmente correta, o óleo lubrificante usado por ele coletado a empresa refinadora credenciada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, bem como os outros resíduos das trocas de óleo por ele realizadas aos locais previstos em legislação pertinente.

Parágrafo único – Exclui dos dispositivos desta lei os Mini-Mercados, Supermercados e Hipermercados,

Art. 4º – Os documentos fiscais de aquisição e de destinação de óleo lubrificante deverão estar à disposição dos órgãos municipais competentes, nos estabelecimentos de que trata esta Lei, pelo prazo de 5 (cinco) anos, contados da data de emissão do documento.

Art. 5º – O descumprimento do disposto nos artigos 1º e 4º sujeita o infrator a multa de:
I – 3 (três) salários mínimos nacional, na primeira ocorrência;
II – 5 (cinco) salários mínimos nacional, na primeira reincidência;
III – 7 (sete) salários mínimos nacional, nas reincidências a partir da segunda.

Art. 6º – O consumidor final que contaminar o meio ambiente pelo descarte indevido de óleo lubrificante usado fica sujeito à multa de:
I – 2 (dois) salários mínimos nacionais, na primeira ocorrência;
II – 4 (quatro) salários mínimos nacionais, na primeira reincidência;
III – 6 (seis) salários mínimos nacionais, nas reincidências a partir da segunda.

Art. 7º – Relativamente às multas previstas nos artigos 5º e 6º.
I – Considera-se reincidência o cometimento de nova infração no período de 12 (doze) meses imediatamente posterior à aplicação de multa por infração de mesma natureza;
II – Caso não haja pagamento da multa pelo infrator a divida será inscrita na Dívida Ativa após seu vencimento.

Art. 8º – O Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias, contados da data de sua publicação.

Parágrafo único – O regulamento previsto no caput deste artigo incluirá também a especificação do órgão do Executivo que ficará responsável pela fiscalização do disposto desta Lei e o prazo para pagamento das multas previsto nos artigos 5º (cinco) e 6º (seis).

Art. 9º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando as disposições em contrario.

Justificativa

A poluição gerada pelo descarte de 1 t/dia de óleo usado no solo ou cursos d’água equivale ao esgoto doméstico de 40 mil habitantes. A queima indiscriminada do óleo lubrificante usado, sem tratamento prévio de desmetalização, gera emissões significativas de óxidos metálicos, além de outros gases tóxicos, como a dioxina e óxidos de enxofre. O Projeto considera que o rerrefino do óleo lubrificante usado ou contaminado é instrumento prioritário para a gestão ambiental. Assim, todo o óleo lubrificante usado deve, obrigatoriamente, ser recolhido e ter destinação adequada, de forma a não afetar negativamente o ambiente, sendo proibidos quaisquer descartes em solos, águas superficiais, sistemas de esgoto ou lançamento de águas residuais.

A inexistência de local e equipamento apropriados para a execução da troca de óleo lubrificante em estabelecimentos que comercializam este produto vem levando muitos consumidores a promover pessoalmente a troca de óleo de seus veículos e descartar o óleo usado diretamente no meio ambiente, agredindo-o de forma violenta.

Existem também estabelecimentos comerciais que efetuam a referida troca e descartam o óleo usado sem critério de proteção do meio ambiente, ou não armazenam a substância adequadamente, inviabilizando a sua reciclagem.

A Constituição Federal estabelece, no artigo 23, IV, que é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, “proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas”.

Este Projeto de Lei visa a preservação do meio ambiente em nosso Município regulamentado a comercialização de óleo lubrificante e exigindo procedimentos e locais adequados para o serviço de troca desse produto, bem como disciplinando o descarte dos resíduos daí resultantes.

É válido relembrar que é dever do Município proteger o meio ambiente de ações ou condutas omissivas que causem ou possam causar poluição e degradação ambiental.

Ressalte-se ainda que as normas contidas neste Projeto já são objetos de resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, em especial das de nº. 362, de 23 de junho de 2005, e nº. 273, de 29 de novembro de 2000, assim como aparecem em portaria da ANP, em especial na de nº 116, de 5 de julho de 2000.

Vereador Luis Gustavo Antunes Stupp e Vereador Luís Roberto Tavares

Óleo de cozinha usado, guarde e aguarde

Você tem óleo de culinária usado em casa ou em seu comércio?

Não jogue fora, não dê para ninguém, não troque a troco de banana ou de produtos de limpeza, o que dá na mesma.

Seu óleo usado não é lixo, ele vale dinheiro.

Aguarde uma maravilhosa novidade em breve.

Paraná: jogo duro com grandes geradores de resíduos

 

Revista Reciclagem Moderna nº 15 de março/abril de 2009

Entrevista com Laerty Dudas – Coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente do Paraná

Já há algum tempo, a Europa decidiu arregaçar as mangas para implantar ações em prol do meio ambiente. Entre essas ações está a introdução da Diretriz ROHS – Restriction of Hazardous Substances – que limita ou impede o uso de metais pesados como chumbo, cádmio e mercúrio em equipamentos eletroeletrônicos. Em outra linha de ação, os países-membro da Comunidade Européia conseguiram elevar os níveis de reciclagem em materiais como plástico e papel.

No Brasil, entretanto, ainda faltam leis para fiscalizar ou regulamentar o uso e descarte de uma série de produtos. Interesses empresariais e a falta de conhecimentos técnicos por parte de alguns agentes dificultam ou atrasam leis e decretos que poderiam dar melhor destino a algumas substâncias perigosas, ou, em outros casos, elevar os níveis de reciclagem no país. Basta ver o que está acontecendo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que se encontra emperrada no Congresso devido à uma série de discussões entre o poder público e empresas geradoras de resíduos.

No estado do Paraná, porém, a responsabilidade do fabricante de produtos começa a ser discutida e cobrada pelas autoridades. A emissão das ações pró ambiente do estado estão sendo coordenadas pela Secretaria do Meio Ambiente e, muitas vezes, com o apoio do Ministério Público do Estado.

Em 2003, o governo paranaense lançou o Programa de Desperdício Zero, projeto que deu origem à Política Estadual de Resíduos Sólidos. Passados seis anos de implantação dessa política, o Paraná tornou-se o principal Estado do País a endurecer o jogo com as empresas geradoras de resíduos sólidos. O resultado dessa atuação do Estado foi uma avalanche de reuniões, dezenas de multas e até mandatos de segurança solicitados pela Reciclanip – a entidade criada pelas empresas fabricantes de pneus Bridgestone Firestone, Goodyear, Michelin e Pirelli.

Nesta interessante entrevista com o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente do Paraná (SEMA), Laerty Dudas, você poderá acompanhar vários detalhes de alguns fatos que estão se desenrolando no Estado. As informações reveladas aqui servem de alerta para os demais Estados e para o governo federal, já que temos uma Política Nacional de Resíduos Sólidos prestes a completar 18 anos no papel.

RECICLAGEM MODERNA: quais são os objetivos do Programa Desperdício Zero do Paraná?

DUDAS: quando se fala em papel, aparista ou carrinheiro, o grande objetivo é gerar emprego e renda. A indústria vai necessitar de papel reciclado para colocar na composição daquilo que está fabricando. Estamos dando uma valorização ao produto a partir de uma necessidade. Esse material terá uma rotatividade maior.

RM: além de papel, quais são os outros materiais foco do programa?

DUDAS: Pneu, por exemplo. A política é de que o fabricante assuma a responsabilidade legal, já estamos conversando há dois anos com todos os fabricantes para que implantem uma logística reversa. Eles se reuniram em uma associação para blindar os fabricantes de pneus. Esse é um problema sério porque eles desenvolvem tecnologias para fabricação de pneus, mas não desenvolvem tecnológicas para reaproveitar o pneu inservível, eles dependem de um terceiro desenvolvedor de tecnologia que é a indústria cimenteira, que usa o pneu como fonte energética. Todo mundo se esquece da Lei nº 6.938/1981 (Lei federal), que é de responsabilidade solidária. A partir do momento em que você coloca a sua logomarca num produto, tem responsabilidade social por aquele produto até o seu destino final, então, já existe algo nesse sentido. Agora, não existem leis específicas para lâmpadas, por exemplo. Porque as sacolas oxi-biodegradáveis apareceram, por exemplo? Para convivermos melhor com o plástico.

RM: na revista Reciclagem Moderna nº 14 foi publicada uma reportagem bem apurada sobre sacolas plásticas. Estas sacolas que se decompõem são apenas agradáveis aos olhos, pois fragmentam o material em pequenos pedaços, correto?

DUDAS: temos no Paraná 14 laudos técnicos (sendo oito do Brasil e seis internacionais) e convocamos para o Estado o presidente da Sociedade Mundial de Cientistas em Polímeros Plásticos (Polymer Society – uma divisão do Instituto Internacional de Materiais, Minerais e Mineração) desmentido muita coisa do que as indústrias falam. Fizemos algumas blitze em redes do varejo, mas a sociedade mudou a sacola.

Aqui cabe uma pequena correção, foram feitos 25 os laudos nacionais em diversas instituições conceituadas, e no Paraná, quem não optar por plástico oxi-biodegradavel, retornável ou qualquer outra sacola que seja ambientalmente menos prejudicial do que o plástico convencional e eterno, pode levar uma multa de até R$ 70.000,00 por dia.

RM: e o que ocorre no mercado de pneus?

DUDAS: no caso do pneu, estão tentando mudar a resolução de forma que seja favorável a eles (fabricantes). Eles falam que o município tem que dar barracão e custear funcionários. Onde você vai colocar dinheiro público para acondicionar resíduo de indústria? Isso é improbidade administrativa. Esse convênio (acordo firmado entre fabricantes de pneus e algumas prefeituras do Paraná) é ilegal. Ele favorece a indústria pneumática.

E como sempre diz o Dudas, daqui a pouco aparece um fabricante qualquer coisa exigindo do município que também armazene seu resíduo, afinal, se abriram exceção para um, todos poderão exigir o mesmo tratamento dierenciado, a lei vale para todos.

RM: que acordo é esse?

DUDAS: no Paraná temos uma unidade da Votorantim que aproveita e precisa de 3 mil toneladas/mês de pneus. O Paraná gera 2 mil toneladas/mês. Matematicamente, o problema no Estado está resolvido. Só que percebemos que a conta não estava fechando. Começamos a perguntar: por que o pneu paranaense não interessava para a Votorantim? Porque a Reciclanip fez um acordo comercial com a Votorantim e estão trazendo pneu de Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. Ou seja, eles estão limpando os outros Estados, enquanto o pneu do Paraná está sobrando.

RM: o que foi feito sobre isso?

DUDAS: tivemos uma reunião com o pessoal do Ministério da Saúde que defendia a proposta da Reciclanip. O município não pode gastar dinheiro público para acondicionar material de resíduo da indústria. Podemos até assinar convênio com a Reciclanip, desde que eles assumam toda a responsabilidade.

RM: isso ainda está em discussão?

DUDAS: emitimos R$ 20 milhões em multas para esse pessoal (fabricantes de pneus). Para cada pneu da marca Firestone, por exemplo, achado na rua, emitimos multa de R$ 10 mil. O município não fabricou pneu, isso não é dele. Outra idéia nossa foi amontoar os pneus e colocar um cartaz com os dizeres: “Esses pneus são de propriedade da empresa Goodyear, Firestone, Pirelli …” Emitimos multa também de R$ 2 milhões para a Reciclanip porque ela mandou ofício para as prefeituras solicitando que as mesmas desconsiderassem o que o governo do Estado falava. Também acionamos o Ministério Público, que avisou para os 52 prefeitos que assinaram o acordo: “Vocês podem responder por improbidade administrativa”. Na prefeitura de Foz do Iguaçu, por exemplo, pagam-se R$ 2.700,00 pelo aluguel de um barracão para estocar pneu. Esse pneu nunca sai de lá, porque estão trazendo pneu de fora do Estado. Devido à nossa pressão, em janeiro de 2009 a Reciclanip tirou os pneus de um barracão da cidade de Almirante Tamandaré (região metropolitana de Curitiba).

RM: o que mais foi feito?

DUDAS: nós nos reunimos com uma associação local que prometeu limpar os pneus do Paraná se fosse proibida a entrada de pneu de fora. Então foi feita uma resolução proibindo a entrada de pneu de fora. No início de fevereiro deste ano, a Reciclanip entrou com um mandato de segurança para cassar a resolução do Governo do Estado do Paraná.

RM: qual foi a reação do estado?

DUDAS: estamos tentando cassar essa liminar. Eles colocam como defesa que estamos impedindo um acordo comercial. Meio ambiente é a 15ª prioridade deles (Reciclanip). O acordo comercial (com a Votorantim) é o que interessa nesse momento. Queremos que eles limpem o Paraná. A Reciclanip diz que vai cumprir a resolução em 62 anos.

RM: como você acha que acontece em outros lugares?

DUDAS: não foge à regra. É inadmissível que você pague R$ 2 mil ou R$ 2,5 mil para acondicionar resíduos da Firestone ou Michelin. Com esse dinheiro é possível pintar uma escola, ou comprar um computador por mês. Quando a prefeitura cede espaço e verba para acondicionar pneu, a indústria só tem a agradecer. Os 52 municípios que assinaram o acordo estão sendo denunciados pelo Ministério Público do Paraná para ressarcir esse gasto. O sócio da Reciclanip paga R$ 50 por tonelada para incinerar os pneus na Votorantim. Mas se a empresa não for sócia, precisa desembolsar R$ 300. É um absurdo o que está acontecendo. Na última reunião da câmara técnica, voou até cadeira.

RM: mas está prevista uma reunião do CONAMA sobre esse assunto. Você não acha que poderemos ter novidades?

DUDAS: resolução não tem força de lei. Se a empresa quiser colocar na defesa que não atende à resolução, tudo bem. O pessoal se esquece de que no Paraná temos uma lei para pneus. A resolução é apenas um encontro de técnicos que vão dar diretrizes para que vire lei. Os advogados da Reciclanip caem da cadeira quando conversam conosco porque temos a Lei 12.493/99 e o artigo 11 é bem claro sobre pneu. Ela diz que o fabricante é o responsável pela coleta, armazenamento e destino final do pneu. Eles argumentam que estão trabalhando a resolução do CONAMA. Querem atribuir ao município essa responsabilidade.

Temos 210 parceiros da iniciativa privada no Programa do Estado. A Ambev, por exemplo, precisa apresentar para nós a justificativa da sustentabilidade da embalagem tipo long neck. Já fizemos a denúncia no Ministério Público. A Ambev percebeu que a logística reversa da embalagem long neck é insustentável. Comercialmente, entretanto, a long neck concorre com o alumínio. Alguns componentes químicos foram retirados da garrafa, assim ela ficou com menos peso. Essa embalagem não tem pressão para ser envasada mais de uma vez, por isso é descartada para o meio ambiente. Esse produto não tem preço, logo ele é ruim para o meio ambiente.

Um passarinho verde nos contou que as envasadoras de produtos em long neck no Paraná, receberam uma pequena multa de sete milhões de reais no inicio de maio de 2009 por não estarem praticando a logística reversa. Infelizmente não houve divulgação por parte da imprensa. Haja poder para poder encobrir esta noticia. Devem ter dado muita cerveja para calar a boca da imprensa.

Todas as empresas fabricantes de óleo combustível também estão obrigadas a fazer coleta, transporte e destino final. Este é o nosso objetivo: ter sempre o reciclador para fechar a cadeia da reciclagem. Por que a embalagem de agrotóxico conseguiu fechar o cerco? Porque o fabricante assumiu a responsabilidade. Então, o que deu certo para os agrotóxicos estamos colocando para os outros resíduos. Em alguns tipos de embalagens torna-se difícil fazer a segregação de materiais.

“Eles argumentam que estão trabalhando a resolução do CONAMA. Querem atribuir ao município essa responsabilidade” Mas isso é muita cara de pau, e não duvidamos nada que eles consigam através de lobbie, mudar esta resolução no país da pizza, onde a indústria só visa o lucro sem quere se responsabilizar pela sujeira que fabricam e emprorcalham o planeta.

RM: mas existe em São Paulo uma unidade da TetraPak que faz segregação de embalagem longa vida, por exemplo.

DUDAS: mas quanto eles colocam no mercado e quanto eles recolhem? Nós nos reunimos com o pessoal da TetraPak por meio de um programa chamado “Paraná e TetraPak em ação”. Em 2007, eles assumiram o compromisso de fazer o escoamento sustentável da embalagem. Eles estão no Ministério Público e chamamos os municípios que fazem parte do G-22 (grupo de cidades do Paraná). Cem por cento dos municípios estão insatisfeitos com o modelo. A responsabilidade é deles e não do município. Deixamos bem claro que o município não é empregado da TetraPak. Demos um prazo de 30 dias para a TetraPak resolver o problema. Decidimos (o G-22) que vamos pegar toda a embalagem recolhida e depositar na fábrica mais moderna deles, que fica na cidade de Ponta Grossa (PR). Fala-se muito em reciclagem, mas não vemos a participação efetiva da indústria.

O G-22 é composto pelos 22 maiores municípios do estado do Paraná, que concentram 80% da população e são responsáveis pela geração de 85% dos resíduos. O Paraná tem hoje 399 municípios.

RM: essas multas que você citou já foram entregues?

DUDAS: já. A alegação dos supermercados, por exemplo, é que eles cedem a sacola para o cliente colocar o produto. Os supermercados dizem que não têm culpa se colocam a sacola para transportar o produto e, em casa, o cliente a usa como saco de lixo. Acho engraçado o supermercado colocar a culpa no cliente, afinal, quem mantém o faturamento do supermercado?

Isso é o mesmo que morder a mão do dono ou cuspir no prato que come, né, supermercadista?

RM: em que outras áreas de materiais estão ocorrendo ações semelhantes?

DUDAS: lâmpadas. Fabricantes como GE e Sylvania foram multados em R$ 10 mil por dia até apresentarem relatório de logística reversa. Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açucar receberam multas que somam R$ 14 milhões. Todos os clientes da TetraPak estão no Ministério Público. Ligamos para um deles no País (clientes de embalagem da TetraPak) e dissemos o seguinte: “Meu amigo, você depositou a sua embalagem no meu Estado. Gostaríamos que viesse retirar”.

RM: quais foram os resultados positivos dessa política implantada no Estado?

DUDAS: colocamos todos os fabricantes no circuito por bem ou por mal, pressionando a fazer uma logística reversa de todos os materiais produzidos. Infelizmente, tivemos de mudar alguns pontos porque sentimos que ninguém quer fazer nada. Não gostamos de conversar com associações. Elas foram feitas para blindar as empresas. Quando fizemos pressão sobre o PET, o que o pessoal fez? A Coca-Cola recorreu ao Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), que é uma entidade que atende ao interesse dos associados. A primeira coisa que o André Vilhena (diretor-executivo do Cempre) fez foi pedir prazo. Nunca vi pedir tanto prazo na vida. E por quê? Porque eles não querem colocar a mão na massa. Quando você pergunta quanto de garrafa de PET é disponibilizado no Estado, ninguém sabe. Eles conseguem rastrear uma embalagem de suco, mas não sabem quanto venderam para o Estado. A TetraPak disse que aumentou a reciclagem de embalagem longa vida em 32% no Estado. O índice mundial é de 16%. Qual foi a façanha que a empresa faz se nem para campo eles foram? Eles (TetraPak) questionaram a realidade de alguns municípios por aqui e nunca mais voltaram.

Quem não sabe quem é o André Vilhena, por favor, procure no google, vale a pena.

RM: você acredita que o programa ajudou a melhorar o comércio de materiais recicláveis no Estado?

DUDAS: a avaliação principal é que se o fabricante não participar do processo, tenho pena do reciclador. Para o reciclador, a parte mais cara é fazer o material chegar até o pátio da empresa dele. Agora, de quem é esse material? Do fabricante. Não interessa se o reciclador está ganhando dinheiro com esse resíduo. Isso não exime o fabricante de responsabilidade. O fabricante deveria beijar os pés do reciclador porque ele está tratando de um resíduo que ele (o fabricante) produziu. Estamos forçando o fabricante a ajudar o reciclador. Tenho pena dos recicladores porque eles apresentam uma solução sem apoio da empresa fabricante. Neste país, só haverá mudanças quando o fabricante der mais apoio ao reciclador.

Infelizmente, somente com multas milionárias alguma mudança na atitude dos fabricantes irá acontecer. Somos acomodados por natureza e se ninguém der um chute na bunda, ninguém vai para frente.

RM: você acredita em um aumento de campo de trabalho para o reciclador após a implantação do programa?

DUDAS: acredito que ele tenha aumentado, mas à custa de muito suor. Gosto de dar exemplos práticos: ligamos para a maior recicladora de embalagens TetraPak do Paraná para perguntar se a empresa fabricante estava oferecendo algum tipo de apoio. Esse reciclador ligou para a empresa em janeiro e, em resposta, recebeu alguns folders com propaganda da empresa. Isso é um absurdo. Enquanto o fabricante estiver alheio à responsabilidade, coitado do reciclador. Neste país tudo é colocado ao contrário. Os fabricantes é que deveriam perguntar para o reciclador se ele precisa de um carro, uma máquina ou algum tipo de apoio.

RM: em novembro, a SEMA publicou a Lei nº 15.696, que obriga o estado a adquirir certos tipos de papéis (cartões, embalagens, recibos etc), Cuja composição seja de 50% de papel reciclado. Essa lei já está promovendo a redução do volume de papel reciclado no estado?

Corrigindo a revista, deve ser o aumento do papel reciclado no estado.

DUDAS: baseamos esta lei na idéia de a indústria criar demanda de papel reciclado. O carrinheiro, associação ou empresa teriam um valor melhor pelo papel porque a indústria precisa dele para poder fornecer ao Estado. A empresa tem de provar que usou 50% de reciclado na composição do papel.

RM: mas como a empresa pode provar isso?

DUDAS: por meio de rastreabilidade, a empresa procura um certificador idôneo. Depois disso, a empresa consegue obter o Selo Azul da SEMA (nota da redação: esse selo é a garantia para o Estado de que a empresa foi certificada quanto à rastreabilidade). Na regulamentação da lei, colocamos apenas o básico. Agora, qualquer empresa que vende para o poder público precisa estar com a sua documentação em dia. A empresa chega aqui e quer obter o Selo Azul. A primeira coisa que vamos ver é se a empresa existe legalmente. Alguns deram problema com documentação na Receita Federal.

RM: quantas certificações Selo Azul o Estado do Paraná já expediu?

DUDAS: nenhuma até o momento e por quê? Porque a empresa interessada não existe legalmente.

RM: então as compras de certos tipos de papéis estão paralisadas?

DUDAS: a primeira empresa que poderá adquirir o Selo Azul acabou de regularizar a situação no INSS. As compras não estão paralisadas. Já fomos acusados de querer parar o estado. Havia empresas que colocavam 0,1% de apara pós-consumo junto com fibra virgem e diziam que o papel delas era reciclado. O papel reciclado vendido era papel maquiado.

RM: sobre a rastreabilidade que você comentou, não corre o risco de ser criada no Paraná uma indústria de venda de laudos?

DUDAS: não. Não posso pensar nisso. Vou acreditar no laboratório. Se existe uma indústria de venda é um problema de polícia. O laudo falso é problema de polícia. Estamos fazendo a nossa lição de casa.

RM: mas na publicação da Lei 15.696 não está claro que o reciclado usado na composição do papel novo tenha de ter sido gerado no Estado. Isso não dá brecha para que entre no Paraná papel reciclado vindo da China, por exemplo?

DUDAS: na regulamentação da lei existe um capítulo que diz que o instituto de pesquisa certificador precisa ir até a indústria e verificar a origem do reciclado. Se o instituto assinou um laudo de rastreabilidade, eu tenho de acreditar. Trouxemos para o Paraná o maior especialista mundial em polímeros biodegradáveis. Se uma pessoa como essa está assinando algo, quem somos nós para discordar? Temos de acreditar nos órgãos acreditadores.

RM: você tem idéia de quanto o Estado compra em papel? Quando esses números estarão disponíveis?

DUDAS: no momento em que tivermos todas as empresas divididas por categorias, conseguirei ter esse número. No momento, não queremos nos iludir no trabalho que estamos realizando. Vamos ter idéia desse volume e da proporção com o reciclado daqui a alguns meses.

É isso, falar mais o que depois de uma entrevista brilhante como esta do Dudas, que trabalha incansavelmente em conjunto com o Secretário do Meio Ambiente do Estado Rasca Rodrigues e com o Ministério Público com o Procurador de Meio Ambiente Doutor Saint Clair Honorato, sob a batuta do nosso genial, encardido, turrão e briguento governador, Roberto Requião, neste que consideramos o melhor governo do estado no quesito meio ambiente.

Estamos para os outros estados na legislação ambiental como a Suiça está para a Somália, há anos luz de distância na limpeza de resíduos do estado, obrigando os fabricantes a cumprirem sua obrigação de se responsabilizar por seus resíduos, ou seja, responsabilidade do berço à reciclagem, reinserindo seus produtos novamente na linha de produção.

Mas não pense você que eles estão cumprindo sua obrigação legal e moral sem espernear, e espernear muito. Eles só começam a se mover quando chegam as multas milionárias, quando são ameaçados de não poder mais atuar no estado.

Agora perguntamos, porque os outros estados não estão vindo até nosso estado em caravanas para aprender como se trata o setor produtivo? Porque os outros estados continuam reféns dos poluidores e se sentem com as mãos atadas se a solução está tão perto, no Paraná?

Dudas, continue a excelente batalha contra os poluidores, estamos aqui para apoiá-lo e também para apoiar o Rasca e o Doutor Saint Clair, para que nosso estado consiga finalmente ser um estado resíduo zero, para que consigamos fazer a reciclagem e compostagem 100%, só sobrando para os aterros os 5% de rejeito, que é o que não pode ser reciclado ou compostado.

Graças ao nosso governador, nosso procurador estadual de meio ambiente, nosso secretário estadual de meio ambiente, nosso coordenador de resíduos, podemos dizer que temos orgulho de ser paranaenses.

DUDAS AKA A CHIBATA.

 

Portugal – Oleões chegam a Albufeira

Do blog Namb – Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve

A Câmara Municipal de Albufeira instalou nove oleões no concelho, contemplando todas as freguesias. Trata-se de um equipamento de depósito de óleos alimentares usados, que servem depois para o fabrico de biodiesel.

Os óleos alimentares usados quando enviados para a rede de esgotos poluem os receptores hídricos, originando distúrbios no funcionamento das Estações de Tratamento de Águas Residuais.

De salientar que um só litro de óleo pode contaminar um milhão de litros de água.

Em Albufeira os oleões estão na Urbanização dos Caliços, no Ecocentro do Páteo, na Cooperativa “o Nosso Tecto”, no Parque de Estacionamento da Escola Diamantina Negrão e Urbanização Vale Pedras.

Nas Ferreiras, junto ao Mercado Municipal. Em Olhos de Água no Centro de Saúde. Na Guia, também junto ao Mercado Municipal. E em Paderne na área urbana.

Condomínio verde, lixo zero

JannK

Iniciamos mais um projeto rumo a uma vida sustentável.

Viver sustentavelmente é retirar do planeta somente os recursos naturais necessários para sobrevivermos sem com isso comprometer a sobrevivência dos seres do amanhã.

Podemos acrescentar ainda que viver sustentavelmente é retirar do planeta os recursos naturais e reaproveitá-los no ciclo de produção até o seu limite através da reciclagem 100% para evitar que exploremos ainda mais o planeta sem necessidade alguma.

O que ocorre atualmente é que as pessoas não reciclam nem 5% do que poderia ser reciclado, obrigando sempre a criação de novos produtos, a retirada de matéria prima do planeta sem necessidade alguma, apenas por preguiça de separar o que é reciclável ou não.

Estamos jogando no lixo produtos preciosos apenas pelo egoísmo, pela preguiça de separarmos. Você acha que isto é justo para com o planeta, para com os outros humanos de hoje e os seres que virão no futuro?

Reciclar deixou de ser uma moda, e virou uma questão de sobrevivência para a humanidade. É uma questão que tem que ser resolvida hoje, agora, já.

Como de costume, estamos iniciando o projeto na cidade de Maringá – somos muito bairristas -, mas o projeto será desenvolvido em qualquer cidade do país, basta ter iniciativa e boa vontade para dar inicio, afinal nossos projetos são nacionais, apenas usamos Maringá, nossa casa como laboratório de testes.

Fomos convidados a apresentar o PROJETO CONDOMÍNIO VERDE, LIXO ZERO no Condomínio Vila Suíça aqui em Maringá, um condomínio com mais de 100 apartamentos que quer iniciar a separação do lixo, óleo, lâmpadas e baterias e dar a destinação correta a estes materiais.

Sempre que o presidente da FUNVERDE conversa com secretários de meio ambiente do município – digo secretários no plural porque já se passaram vários desde que iniciamos a conversa sobre a solução do gerenciamento de lixo e nenhum secretário nos escutou até hoje -, ele ressalta que a única forma do cidadão separar seu lixo – sem falar de multa – é comprando este lixo, porque o que tem valor não vai para o lixo.

Até hoje nenhum político deu bola para esta frase do nosso presidente e por isso, NOVAMENTE, vamos ter que resolver o problema com nossas próprias mãos, mas tudo bem, este é mais um projeto para mostrar que os prefeitos e vereadores estão se lixando para o lixo, ressolver o problema do lixo não dá voto, construir poste ou alguma obra visível, um monumento, isso sim dá voto.

Maringá tem mais de mil condomínios verticais – os horizontais ficam para a segunda parte do projeto – e iremos de um em um para que todos iniciem a reciclagem de seu lixo, já que não existe um programa sério de reciclagem em nossa cidade – pelos dados da prefeitura menos de 5% é reciclado na cidade – e tudo vai para o lixão – agora tem o biopuster, mas tudo chega tão contaminado que mais da metade do que poderia ser reciclado é perdido, devido à contaminação com o lixo orgânico. Só apoiaremos o biopuster quando ele for utilizado para sua real função, que é a transformar em composto orgânico o lixo orgânico que for disposto lá, quando a prefeitura multar quem não separa seu lixo na fonte e não estiver mais indo para o biopuster matéria prima preciosa para fazer novos produtos, isso é um crime contra a humanidade.

Como não temos paciência para ver o mundo acabar sem fazermos nada, como não temos crença em que alguém vá resolver qualquer problema por nós, novamente criamos um projeto que se inicia aqui, em nossa cidade, mas já avisando que este é mais um projeto nacional da FUNVERDE – a exemplo dos projetos de sacolas oxi-biodegradáveis e de sacolas retornáveis -, de reciclagem e compostagem 100% com multas pesadíssimas para quem não tiver a responsabilidade de separar seu lixo na fonte, a exemplo de inúmeros países europeus.

É uma vergonha alguém que se considera um cidadão não ter a vergonha na cara de se responsabilizar pelos resíduos que gera. Estamos falando em todas as classes sociais e intelectuais, pessoas de todas as idades, cidadãos deste planeta que ainda não se conscientizaram de que esta é nossa casa, nossa única casa e que temos a obrigação de deixá-la limpa para nós e nossos descendentes.

Maior vergonha ainda são os políticos que deveriam fazer leis para coibir a prática de encher os lixões de produtos recicláveis e não fazem nada, olham para o outro lado, como se o lixo não fosse problema deles.

O objetivo principal do PROJETO CONDOMÍNIO VERDE, LIXO ZERO é a reciclagem do lixo que, em condomínios, é concentrado, facilitando o manuseio e a aplicação de qualquer projeto, porque os condomínios tem uma autoridade máxima, que é o síndico. O sindico, normalmente tem como preocupação o lixo gerado pelos seus condôminos – ou deveria ter.

Estamos levando a solução mágica, que é a transformação do lixo em matéria prima para gerar novos produtos, ou simplificando, a venda direto dos plásticos, vidros, latas, alumínios, papéis etc que são usados pelos moradores do condomínio e hoje são descartados no lixo comum junto com lixo orgânico .

Se antes quando falávamos em resolver o problema dos resíduos domésticos o foco era a ecologia, agora estamos aliando ecologia à economia, porque vimos que é muito mais fácil convencer as pessoas pelo bolso do que pela consciência ambiental, quando se fala em valores as pessoas se tornam muito mais sensíveis a qualquer problema.

Estamos gerando renda onde existia um problema.

Para se ter uma idéia do problema que estamos falando, pense que normalmente, são feitas até 4 limpezas nas caixas de gorduras dos prédios por ano, gerando despesas significativas para o condomínio.

Somente com o óleo de fritura que deixa de ir para o ralo, as caixas de gordura dos prédios passam a ter uma vida útil até a próxima limpeza muito maior, evitando em até 75% os gastos com a manutenção.

Lembre-se de que isso representa uma economia aproximada de R$ 5.000,00 reais por ano, em edifícios com 90 a 100 apartamentos.

Se você é morador de apartamento ou síndico seja um cidadão responsável, entre em contato conosco para que seu condomínio faça parte do nosso projeto.

Vamos trabalhar hoje para que exista um amanhã.

Londrinos partem para a Grécia com carros movidos a óleo de cozinha

Taras Kalapun

BBC Brasil de 16 de agosto de 2008

Dez equipes irão fazer o trajeto de 3 mil quilômetros em duas semanas.

Um grupo de aventureiros parte Londres neste sábado para uma viagem a até a Grécia usando como combustível apenas óleo de cozinha usado em restaurantes e lanchonetes que encontrarem no trajeto.

O projeto Grease to Greece (Gordura para a Grécia, em tradução livre) faz parte de outro maior, o FatFinding (ou Caçadores de Gordura) e conta com 10 grupos de motoristas.

As equipes sairão do centro de Londres e seguirão até a Atenas em um percurso de 3 mil quilômetros a ser realizado durante duas semanas.

O idealizador do projeto, Andy Pag, já viajou de Londres a Timbuktu em um automóvel movido a base de chocolate e afirma que o objetivo é identificar se o uso de óleo vegetal reciclado é viável para ser utilizado como combustível em longa distância.

“A intenção é verificar se o uso do óleo é possível e praticável em viagens longas e rir um pouco no caminho”, afirmou Pag.

A chegada em Atenas está prevista para o dia 27 de agosto. O time que chegar primeiro a capital irá receber um troféu das mãos do embaixador britânico na Grécia.

Combustível

Pag explica que as equipes poderão, em emergências, recorrer ao biocombustível e comprar óleo de cozinha em supermercados, caso seja necessário. No entanto, o principal combustível da viagem deverá ser óleo reciclado de restaurantes e lanchonetes encontrados no trajeto.

Segundo Pag, o principal desafio será convencer os donos dos estabelecimentos a doarem a gordura usada, já que em alguns países, há um controle duro com relação aos resíduos comerciais.

“Será difícil explicar para um dono de uma lanchonete na Croácia que queremos a gordura do estabelecimento dele”, brinca um dos organizadores.

“Estamos nas mãos dos donos de lanchonetes na Europa”, disse.

De acordo com Pag, não é necessário converter os motores a diesel para usar biocombustíveis. Segundo ele, a maioria dos motores comportam a mistura de óleo vegetal com combustível comum.

“As equipes não precisam converter seus motores, mas se fizerem, será mais fácil evitar o uso de combustíveis fósseis completamente durante a viagem”, concluiu Pag.

Enquanto isso, no país da novela, do samba, do futebol e do Lula, todo mundo continua jogando óleo de cozinha usado na pia, contaminando milhões de litros de água por dia.

1º seminário sobre gerenciamento de resíduos sólidos da região norte

Muito obrigada por todos que participaram do seminário, é sempre muito importante estes eventos comparecerem muitas pessoas para mostrar aos prefeitos que nós queremos que eles trabalhem sério em cima deste problema tão grave, que toma terra fértil para jogar lixo, que desperdiça recursos naturais ao jogar no lixo produtos que poderiam ser reciclados e não ter que retirar da natureza matéria prima para fazer novos produtos, ao impedir que restos de comida fertilizem nosso solo.

Vou pinçar algumas pessoas da foto abaixo. Tem o Lorenso Cassaro, da SANEPAR – companhia de água, Rogeo Barbosa, presidente do COMDEMA – conselho de defesa do meio ambiente de Maringá. A letícia Kochepki e esposo, que tem uma consultoria ambiental que faz plano de gerenciamento de resíduos, o Noboru Hioka, da FUNVERDE.

Em Maringá, onde jogamos no aterro 320 toneladas de lixo por dia, 40% poderia ser reciclado – nem 10% disso chega a ser reciclado – 50% poderia ser compostado, virar terra fértil – 0% é compostado – e só 10% é rejeito, que realmente é lixo.

Abaixo, o lixão de Sarandi, que pertence a região metropolitana de Maringá.

Para os crédulos, que dizem que os catadores pegam sacolas de mercado, é só olhar os catadores sentados, esperando o lixo que dá dinheiro chegar e as sacolas de plástico continuam no lixão, não tem valor.

Se os prefeitos fizessem seu dever de casa, nosso aterro aumentaria sua vida útil em 90%, isto é, não precisaríamos tão cedo pegar outra porção de terra fértil, que deve ser reservada para cultivo de alimentos, para se transformar em um cemitério de lixo.

Parece brincadeira, mas, desde 2004 o ministério público do Paraná vem cobrando dos prefeitos compostagem, reciclagem e plano diretor de arborização.

Abaixo o nosso maravilhoso procurador do meio ambiente, Dr Saint Clair Honorato, que está fazendo muito prefeito tremer de medo por não usar nossos impostos para melhorar o planeta.

Pois bem, hoje só 2 prefeitos do Paraná, dos 399, tomaram vergonha em suas caras e pararam de utilizar terra fértil para lixões ou aterros.

Esta é a última ação antes de 23 de fevereiro, quando os prefeitos poderão ser processados administrativamente e criminalmente por não terem gerenciamento de resíduos em suas cidades – compostagem, reciclagem, aterro sanitário – e será cobrado também o plano diretor de arborização das cidades.

Político só age na pressão e quem sabe agora, com a ameaça de perderem seus direitos políticos eles saiam de seus gabinetes para a vida real.

Bem que eu gostaria de ver uma pá de prefeitos sairem algemados da prefeitura, com policiais de metralhadoras os escoltando.

Sonhar não paga imposto.

O secretário de meio ambiente de Maringá, Diniz Afonso, falou sobre seus projetos de reciclagem compostagem e plano diretor de arborização.

Dia 12 de novembro em Maringá compareceram aproximadamente 250 pessoas e 30 representantes da AMUSEP – Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense.

Dia 13 de novembro em Londrina compareceram aproximadamente 150 pessoas e 30 representantes da região metropolitana.

Vários setores palestraram.

O Supermercado Canção – primeira rede de supermercados do Brasil a utilizar sacolas oxi-biodegradáveis – falou sobre seus projetos ambientais em parceria com a FUNVERDE, sacolas oxi-biodegradáveis, ecocaixas, ecoponto, entrega de óleo e sobreembalagens e outros projetos a serem lançados em 2008.

Este é o Celio Kuratani Hata, gerente de marketing do Supermercado Cidade Canção.

Observem um senhor de camisa amarela e cabelos claros no canto direito, é nosso competentíssimo e estimado promotor de meio ambiente de Maringá, Dr Manoel Ilecir Heckert.

A UEM – Universidade Estadual de Maringá – falou também de seus projetos com alguém do pró-resíduo.

O presidente da FUNVERDE, Cláudio José Jorge. A FUNVERDE ajudou na organização do evento.

O chefe regional do IAP – Instituto Ambiental do Paraná, Paulino Mexia, explicando como o IAP vem atuando em conjunto com o ministério público para cobrar plano de resíduos das empresas.

Cá comigo traduzo como, o IAP está usando o chicote, o pé na bunda das empresas, porque empresário normalmente só se adequa às regras ambientais na base da multa.

O hospital Santa Rita falou do seu plano de gerenciamento de resíduos.

E finalmente – coca cola é isso aí – a coca cola veio falar que empresa maravilhosa ela é, uma empresa 100% ambientalmente adequada, que não polui nosso país, enfim, que exemplo de empresa, a ser seguido.

Brincadeirinha.

A coca cola é uma empresa safada, sem compromisso com o país que explora. Parece uma locusta, destruindo tudo por onde passa, sem dar um retorno ao país de quem espreme todo o dinheiro.

Isso não lembra a época do descobrimento, quando os portugueses vieram para cá, escravizaram, pilharam … olha só, somos escravos das corporações internacionais que em seus países tem consumidores atentos e aqui deitam e rolam, muito lucro sem responsabilidade ambiental.

É isso aí, coca cola é isso aí.

Porque eles não dão conta das embalagens pós consumo, as pet, latas de alumínio? Existe lei para isso mas parece que eles estão acima da lei, pois toda empresa tem que dar conta do ciclo do seu produto, assim como quem vende lâmpadas, baterias, pneus tem que dar conta do produto após ter sido descartado e mesmo assim parece que não é com eles.

É só ver as pet emporcalhando nosso planeta, entupindo bueiros, causando enchentes, Dá até vontade de encher um caminhão com as embalagens da coca cola e jogar em frente a uma fábrica deles.

Porque eles não voltam a utilizar garrafas de vidro retornáveis? Melhor, porque nós, quando vamos a um restaurante, boteco, qualquer lugar, não exigimos que a embalagem da coca seja de vidro?

Simples assim, quer ver? – Quero uma coca cola em garrafa de vidro. – Não tem. – Então tá, vou procurar onde tenha.

Ou então … – então hoje eu tomo pepsi, desde que tenha em garrafa de vidro. Não tem. – Então tá, vou procurar onde tenha e se da próxima vez que eu vier aqui ainda não tiver coca em garrafa de vidro, não volto mais, perdeu um freguês e ainda vou falar para a família e os amigos boicotarem seu estabelecimento. Afinal uma propaganda negativa atinge um público muito maior do que uma propaganda positiva.

Deu risada? Acha que não funciona? Pois bem, nós da FUNVERDE já fizemos muitos restaurantes pararem com a história de cerveja long neck, lata de alumínio. Dá trabalho, mas também é divertido. Exercitar a cidadania nunca fez mal para ninguém – exceto na época da ditadura, hahaha.

Garanto que se bancarmos os cidadãos eles mudam a produção rapidinho para garrafa retornável.

Gente, pelamordedeus, nós regulamos o mercado, nós podemos fazer uma fábrica prosperar ou quebrar, nós podemos tudo, como consumidores, mas temos que sair da frente da tv, parar de assistir novela e tomarmos conta do país, porque senão não dá, isso aqui já virou a casa da mãe joana. E alguém vai me dizer que está esperando o molusco bêbado fazer alguma coisa? Faz-me rir.

Esse cara da coca cola me irritou profundamente, porque o questionei sobre as pet e ele não teve competência para responder. Pior, disse que só vão voltar ao vidro se houver pressao por parte do ministério público, do governo … é isso aí.

Terminado o desabafo contra a coca cola – é isso aí – voltemos ao evento, que foi um sucesso total, nas duas cidades.

Abaixo, fotos do evento em Londrina.

Clique aqui para ouvir a matéria na CBN.

Sairam também materias no SBT, Globo, Rede TV e Record e mais outros rádios, jornais e tv, mas nem a todos temos acesso. Assim que conseguir os vídeos, posto aqui.

Então ficamos assim, vamos esperar 23 de fevereiro, porque o ministério está fazendo sua parte e nós temos que cobrar nossos direitos, mas com o dever de fiscalizar, atazanar a vida de nossos prefeitos para eles pararem de roubar nosso dinheiro sem fazer nada.

Você é o exemplo de alguém

Lembre-se deste vídeo ao jogar lixo pela janela do carro, não reciclar, desperdiçar água, jogar óleo usado na pia, enfim, fazer tudo o que você faz hoje, que é desperdiçar recursos naturais sem pensar no futuro.

O que a criança vê, a criança faz, repete os gestos do seu herói, do seu exemplo, que é você.

Se você não ensinar aos seus descendentes a serem seres ambientalmente corretos, que futuro você espera para o planeta?