Vídeo – O homem que plantava árvores

O homem que plantava árvores – A fábula de Elzéard Bouffier (1987). O romancista francês Jean Giono (1895-1970) escreveu, em 1953, “L’homme qui plantait des arbres” (O homem que plantava árvores), retratando, por meio do trabalho do personagem Elzéard Bouffier a recuperação ambiental, via florestamento, da região de Provença, que não por acaso é a terra natal do escritor. Esta animação delicada e única, vencedora do OSCAR® de filme curto de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência. Conta a história de um homem bom e simples, um pastor que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar pra trás um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos.

Este personagem pode ser fictício, mas existem outros personagens reais que há muitos e muitos anos plantam suas sementes e mudas de árvores nativas incansavelmente, todos os domingos do ano e que ainda assim são desconhecidos da população.

Esses homens plantam florestas para todos, plantam árvores nativas para fornecer sombra, frutíferas para os visitantes dos bosques conhecerem e saborearem as frutas colhidas no pé.

Esses homens ensinam estagiários universitários a plantar e a cuidar de árvores, conhecimento que eles levam para o resto de suas vidas.

Esses homens são o Cláudio, o Ayrton e o Charles, que já há uma década – o projeto mata ciliar iniciou em 2004 – deixam o mundo mais verde com suas árvores.

Esses homens são uma inspiração por sua persistência em mudar o mundo, mesmo encontrando tanta resistência de quem não quer que o mundo melhore, de quem não faz e não quer que ninguém faça.

Parabéns a estes plantadores de florestas por uma década melhorando o mundo com sua dedicação e trabalho árduo.

 

Projeto Mata Ciliar FUNVERDE – Matéria no jornal O Diário

Satélite mostra que fundos de vale estão mais verdes

Nos últimos dez anos foram plantadas mais de 100 mil mudas de espécies nativas às margens dos córregos de Maringá. Ainda há muito para ser reflorestado, mas as imagens do Google Earth mostram que pastos estão dando lugar às árvores. Recomposição é realizada pela Prefeitura de Maringá e organizações não governamentais.

Olhando daqui do chão fica difícil para o maringaense constatar que a arborização de Maringá tenha mudado na última década – além das podas, cortes e replantios no passeio público. Já algumas centenas de quilômetros acima, imagens de satélite mostram que o antes e o depois são evidentes. Com o plantio de cerca de 100 mil mudas de espécies nativas desde 2004, diversas regiões de fundos de vale tiveram o cenário de pasto e terra substituído por densas áreas de espécies nativas da Mata Atlântica.

É o que O Diário levantou com base em imagens do Google Earth, programa de computador que traz imagens de satélite e que conta com opção de “linha do tempo”, permitindo a comparação das fotos recentes – as novas são de março deste ano – com anteriores, a partir de um mesmo ângulo.

Um exemplo é um trecho com cerca de 600 metros de extensão do Córrego Mandacaru, entre a Avenida das Palmeiras e a Rua Arlindo Pedralli, na zona norte de Maringá. Em 2003, mostram as imagens de satélite, pouco mais de 400 metros desse pedaço do córrego não contava com nenhuma arborização às margens. Já em março deste ano, apesar de alguns pontos ainda precisarem de mais árvores para chegar ao mínimo de 30 metros, inexiste trecho sem arborização – que em alguns pontos passa de 40 metros de largura em cada lado da margem do córrego.

Já no Córrego Ribeirão Morangueiro, trecho que passa paralelo à Rua Colômbia, no Jardim Alvorada, rumo ao Parque Alfredo Nyffeler, em 2003 havia uma clareira com cerca de 70 metros de largura. Hoje, o local está repleto de árvores.

Mais ao norte, onde o Ribeirão Morangueiro se divide, formando o Córrego Osório, nos fundos do Conjunto Batel, há 11 anos havia uma reserva com cerca de 140 metros de largura, por 80 metros de profundidade, rumo onde hoje é o Contorno Norte. Atualmente, a profundidade varia de 120 a 250 metros, dependendo do trecho.

O plantio de mudas de espécies nativas ao longo dos anos é dividido entre o trabalho de voluntários da ONG Funverde e ações da Prefeitura de Maringá. “Sempre precisamos de mãos fortes. Tentamos convencer as pessoas que em vez de gastarem calorias em esteiras elétricas que façam exercícios plantando árvores, que é algo realmente útil para a cidade”, diz Ana Domingues, fundadora da Funverde .

A ONG foi fundada em 1999 e desde 2004 atua no plantio de árvores em terrenos públicos – desde então, já foram plantadas mais de 50 mil mudas. Os voluntários e estagiários, que variam de 20 a 60 – vários deles de cursos universitários – se reúnem para o plantio todas as manhãs de domingo, de março a novembro, período definido para coincidir com o calendário acadêmico. As mudas vêm de doações, a maior parte delas da concessionária Viapar – como compensação pela emissão de carbono. “O plantio é um ato de preocupação com as crianças, com a cidade, para nós todo o dia é dia do meio ambiente”, diz Ana.

Entre as revitalizações promovidas pela ONG está a do Córrego Nazareth, que passa ao fundo do Cemitério Parque, localizado na Avenida Alziro Zarur. As imagens aéreas mostram que onde não havia nenhuma árvore às margens do córrego, hoje a arborização passa dos 30 metros de largura em cada lado, chegando em alguns pontos a mais de 100 metros.

Segundo a Prefeitura de Maringá, durante a gestão passada (2009-2012) foram plantadas 22 mil árvores. Já nos últimos dois anos foram plantadas mais 33 mil – contabilidade que não inclui as ações da Funverde. A administração municipal prevê que até 2016 sejam plantadas mais 30 mil mudas em fundos de vale. “Essas ações melhoram a qualidade da água, porque temos dezenas de córregos cortando a cidade”, diz o secretário municipal do Meio Ambiente, Umberto Crispim.

‘Bosques’

Em alguns pontos, a cidade ganhou verdadeiros bosques, como é o caso da Zona 7, em um trecho que também envolve o Córrego Mandacaru. Aos fundos da Rua Quintino Bocaiuva, em 2003 havia cerca de 130 metros de pastagem até a margem do córrego, em um trecho com largura de 300 metros. Todo esse espaço espaço, com cerca de 40 mil metros quadrados, hoje está tomado por árvores. “É um privilégio morar em Maringá e ter uma vista dessas”, diz o universitário Ramon Kelvin Parron, morador do 7º andar de um edifício na Quintino Bocaiuva, com vista de frente para o fundo de vale recuperado.

Ao fundo do Jardim Novo Horizonte, onde se unem o Córrego Cleópatra, que nasce no Bosque 2, e o Córrego Moscados, com nascente no Parque do Ingá – a transformação também é visível. A região, que conta com lagoas utilizadas para o tratamento de esgoto desativadas há décadas, ganhou milhares de árvores: a margem direita do Córrego Moscados, próximo à confluência, ganhou mais de 100 metros de largura de fundo de vale. Em 2003, só havia mato no local. “Hoje tem gente até pescando naquelas lagoas”, diz o geógrafo Amauri Divino Pereira, coordenador técnico do setor de Áreas de Preservação Permanente da prefeitura.

Segundo a administração, não há cálculo sobre a área total reflorestada. O município informa que houve um aumento do reflorestamento nos últimos anos pela exigência à iniciativa privada do plantio de mudas, como medida compensatória para empreendimentos que gerem impacto de vizinhança – como supermercados e shoppings . “Não basta plantar: tem que cuidar por cerca de três anos”, diz Pereira.
IDEIA

“Tentamos convencer as pessoas que em vez de gastarem calorias em esteiras elétricas que façam exercícios plantando árvores.” Ana Domingues – Instituidora da Funverde

62 córregos em Maringá

Segundo uma dissertação de mestrado da Universidade Estadual de Maringá (UEM), apresentada ano passado, desse total de córregos, 20 passam pela zona urbana e 19 tem suas nascentes no perímetro urbano.

Áreas em situação crítica ainda existem no município

A comparação de imagens de satélite de Maringá entre os anos de 2004 e 2014 mostra que ainda há fundos de vale em situação crítica – e mesmo onde houve melhoras ainda falta muito para ser feito. Um exemplo é o Ribeirão Maringá, na região do Conjunto Atenas, zona oeste da cidade.Em 2004, naquele trecho, as duas margens eram desprotegidas. Dez anos depois, apenas um dos lados, na face leste, ganhou vegetação. Já o Córrego Diamante, entre o Jardim Imperial e o Conjunto Cidade Jardim, permanece com cerca de 200 metros de curso d’água ladeados apenas por um matagal.

Pela legislação ambiental, os fundos de vale de Maringá deveriam ter 30 metros de faixa de árvores em cada lado da margem. A situação é pior quando se observa o Rio Pirapó. Há trechos do rio em que, pela largura do leito, deveria haver 100 metros de faixas de árvores em cada lado da margem, não há nenhum tronco.

Para o promotor de Justiça do Meio Ambiente de Maringá, José Lafaieti Barbosa Tourinho, houve melhoras visíveis na situação dos fundos de vale nos últimos anos, mas ainda há muito o que ser feito. “Fica até difícil dizer quantos procedimentos temos aqui por conta disso”, afirma.

Segundo Tourinho, há processos não apenas por falta da mata ciliar, mas por construções dentro das áreas de preservação, despejo de entulho nesses locais e protegidos e falta de cuidados que levaram diversos pontos à erosão. “São processos que demoram pela difícil identificação dos responsáveis. Mas de modo geral, o que estamos sentindo é uma melhora dentro do município, com o cercamento desses fundo de vale, construção de calçadas e aplicação de multas. Há uma mudança nesse sentido”.

Fonte – Fábio Linjardi, Jornal O Diário do Norte do Paraná de 04 de junho de 2014

Usando como fonte a prefeitura de Maringá, a cidade conta com 32 rios, riachos e córregos, 68 nascentes e 72 km de fundos de vale que precisam ser protegidos por mata ciliar.

Alguns trechos em que plantamos não existe mais nenhuma árvore, porque a população local arrancou, quebrou, incendiou, enfim, fez de tudo para as árvores morrerem. Ignorância de quem acha que floresta atrai bandido. No início do projeto nós plantávamos, replantávamos várias vezes a cada vez que os vândalos destruíam o plantio, até aprendermos que se eles não querem, é melhor ir plantar onde querem sombra e frutas.

Graças a uma visita que tivemos de um engenheiro da VIAPAR à FUNVERDE em 2005 para doação de árvores, iniciamos uma parceria que persiste até hoje com eles adquirindo as árvores e nos doando para plantarmos e recuperarmos a mata ciliar. A partir de 2007, eles começaram a fazer a neutralização de carbono da empresa e nos repassando as árvores da neutralização para plantarmos nos fundos de vale de Maringá.

Fotos do plantio de árvores para recuperar o bosque neste domingo

Mais fotos do plantio de árvores nativas neste domingo.

Estamos replantando um bosque que está morrendo, pois só foram plantadas grevíleas que vivem por aproximadamente meio século e o ciclo de vida delas está acabando e este bosque, que há dois anos atrás era era fechado com a copa das árvores, agora tem clareiras imensas.

Para cada árvore que cai, plantamos outras mais apropriadas para o local e que durem mais tempo.

Estamos plantando cerca de 50 árvores por domingo com os membros e estagiários da FUNVERDE, a partir das 9 horas da manhã.

Se você não tiver compromisso no domingo de manhã, junte-se a nós, você será muito bem vindo.

Se você quiser doar árvores, sempre aceitamos, desde que elas tenham mais de 1,5 metro de altura. Se você gostar de alguma fruta, compre uma árvore que nós plantamos no bosque para no futuro você poder colher esta fruta do pé.

Estamos plantando árvores nativas com madeira nobre e também muitas frutíferas nativas e exóticas, para que os visitantes do bosque comam estas frutas quando estiverem passeando, principalmente se estiverem com seus filhos, pois as crianças não sabem mais de onde vem as frutas, ou melhor, acham que as frutas vem do supermercado.

No local, serão plantadas mais de 3.500 árvores, mas não determinamos tempo para o final do plantio pois, como dissemos anteriormente, só plantaremos onde as árvores forem arrancadas ou caírem.

Este ano os visitantes já comeram muitas amoras e pitangas, mas no ano que vem muitas outras frutíferas alimentarão os visitantes do bosque, porque plantamos frutíferas já com idade de frutificação.

Abaixo algumas fotos das frutas. Para ver mais fotos da recuperação do bosque, clique em http://www.flickr.com/funverde

 

Projeto Canto das ervas – domingo, 25 de abril de 2010

A planta abaixo é o figatil, também chamada de árvore do pinguço, por motivos óbvios. Temos três referências de nomes científicos, Vernonanthura condensata, Vernonia bahiensis e Vernonia sylvestris.

Conforme as plantas forem crescendo, iremos colocar os estágios de crescimento. Plantamos na semana passada somente as estacas sem nenhuma folha e hoje todas já estão com brotos novos.

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Preparando um novo canteiro para plantio de manjericão alface e manjericão roxa de folha larga, com 50 mudas de cada espécie.

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Demarcando e iniciando a retirada da grama para o plantio.

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Agora começa o mais difícil, que é afofar a terra.

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O Edson quis experimentar a furadeira, mas depois de dois buracos conseguiu prensar os dedos no cabo e com dor, abandonou a tarefa e foi plantar.

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Colocação de terra vegetal.

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Finalmente, o canteiro pronto.

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Projeto mata ciliar FUNVERDE – 18 de outubro de 2008 – sábado

Preciso falar? Mais post atrasado do mata ciliar.

Hoje plantamos 30 árvores.

Neste calor, nada melhor que muito sorvete.

Gabiroba.

O Negri trouxe uma roçadeira costal para facilitar o coroamento das árvores.

Os cavalos e vacas que pastam pelo local, para variar, entortaram as estacas de bambu.

Para realizar este trabalho em conjunto tem que ser muito amigo e ter confiança mútua.

Todo mundo quis testar a roçadeira.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 11 de outubro de 2008 – sábado

Adivinhe … mais um post do projeto mata ciliar de 2008.

Plantadas, estaqueadas e amarradas 100 árvores.

Observe na foto abaixo a vizinhança fofocando na calçada, o famoso coçando o … Mas, se você ousa pedir ajuda no plantio ao lado da casa deles, onde eles usufruirão da sombra e frutas das árvores é um Deus nos acuda, todos inventam desculpas esfarrapadas. Assim caminha a humanidade, com muita preguiça e nenhuma vontade.

Agora, se é para se livrar do lixo eles fazem o esforço de caminhar até o barranco do rio, para que o lixo caia dentro da água. Vai ver eles pensam que a água é um desmaterializador de matéria. Não, nada disso, é vagabundagem mesmo. Bando de porcos!

E lá vem a chuva.

Sempre que observar que as estacas estão tortas ou caídas, veja o motivo abaixo. Apesar de suplicarmos, os vizinhos porcos safados deixam vacas e cavalos pastarem no local e os bichos derrubam tudo.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 04 de outubro de 2008 – sábado

De novo post do projeto mata ciliar de 2008.

Plantamos, estaqueamos e amarramos 80 árvores.

Encontramos várias amoreiras no local e claro, nos divertimos.

A Silmara trouxe algumas orquídeas que o pessoal havia encomendado.

Como sempre, após o término do plantio, ficamos conversando sobre assuntos ambientais antes de ir embora.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 27 de setembro de 2008 – sábado

Mais um post com atividades do projeto mata ciliar de 2008.

Hoje fizemos coroamento nas árvores para evitar concorrência com o mato, estaqueamos e amarramos as árvores plantadas anteriormente.

Marcamos o espaçamento das árvores com pequenas estacas para o tratorista saber onde fazer os buracos para plantio na próxima semana.

Como sobrou tempo, depois de terminar o trabalho pesado, descemos o barranco do rio para ver o lixo nas margens que estamos revegetando.

Claro que encontramos o de sempre, PET e muitas, mas muitas sacolas plásticas de uso único.

Depois da subida do barranco do rio, um descanso antes de ir para casa.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 13 de setembro de 2008 – sábado

Mais um post de 2008 das atividades do projeto mata ciliar.

Pedimos para o viveiro separar 100 árvores, mas como voce pode ver pelas nuvens nas fotos, imaginamos que ninguém iria plantar e só levamos 25 para o local de plantio. Ainda bem, porque foram pouquíssimas pessoas, mas o suficiente para plantar as árvores.

No final do plantio o céu caiu e tivemos que ir rapidamente embora por causa dos raios e por isso também não regamos as árvores, o céu se encarregou do trabalho.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 30 de agosto de 2008 – sábado

Retomando as postagens do Projeto Mata Ciliar FUNVERDE, que estão paradas desde agosto de 2008.

São tantos projetos, atividades, que ou nós desenvolvemos as atividades dos projetos ou mantemos a página atualizada, não temos gente suficiente para fazer as duas coisas.

Não é só o projeto mata ciliar que está com um leve atraso na postagem, mas todos os outros projetos estão com um ou dois anos de atraso, mas calma, chegaremos lá.

Plantadas 60 árvores.

Estaqueadas, amarradas e regadas as árvores plantadas anteriormente e as plantadas hoje.