Entenda a definição de reciclagem primária, secundária e terciária

O processo de reciclagem pode ser feito de diversas formas, permitindo a classificação entre reciclagem primária, secundária e terciária. Imagem: iStock / Getty Images Plus / LightFieldStudios

A busca por um mundo mais sustentável é uma pauta presente em todos os países do mundo, uma vez que está mais do que provado que o planeta deve ter uma vida muito curta se o ser humano continuar a consumir recursos naturais de maneira desenfreada e manter as práticas poucos sustentáveis que existem hoje.

Nessa luta por um mundo mais sustentável, a reciclagem se destaca como uma das ações chave. Isso porque o processo permite a redução dos impactos ambientais associados aos processos produtivos, uma vez que minimiza a necessidade de extrair recursos naturais.

Embora o Brasil seja referência na reciclagem de latinhas de alumínio, ainda há muito o que fazer quando o assunto é reciclagem de maneira geral: de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apenas 13% dos resíduos sólidos urbanos são reciclados. Esse número aponta a necessidade de que cidadãos e autoridades se conscientizem mais a respeito dessa prática e das diferenças entre reciclagem primária, secundária e terciária.

Reciclagem primária, secundária e terciária

Antes de qualquer coisa, vale esclarecer que a reciclagem corresponde à transformação de um material previamente utilizado para que possa ser empregado em outros fins. Para isso, são empregados processos físicos, químicos e/ou biológicos — diferentemente do reaproveitamento, que é um processo que não envolve esse tipo de alteração.

O processo de transformação por meio da reciclagem pode ser feito de diversas maneiras. Na reciclagem primária, os produtos transformados são aqueles produzidos na própria indústria ou empresa, e são utilizados para outros fins. Como exemplo, podem ser citadas as sobras de matérias-primas, rebarbas advindas do processo de produção e peças defeituosas. Isso significa que os materiais utilizados na reciclagem primária têm as mesmas características dos produtos originais.

Outra maneira de realizar a transformação é a partir dos produtos já usados, advindos principalmente dos resíduos sólidos urbanos, correspondendo à reciclagem secundária. Nela, os resíduos precisam ser separados e possuem qualidade inferior quando comparados aos utilizados na reciclagem primária, uma vez que vêm contaminados como resíduo orgânico, como sobre de comida.

Por fim, na reciclagem terciária, os produtos originais são transformados por meio de diversos processos — como no caso do plástico, que é transformado em hidrocarbonetos ou monômeros, podendo ser utilizado na produção de novos plásticos ou mesmo de produtos químicos. Quer saber tudo sobre a reciclagem do plástico? Clique no link!

Fonte – Pensamento Verde de 24 de abril de 2018

Inglaterra vai criar tara recuperável para latas e garrafas de plástico e vidro

1ª foto: Richard Lochhead, ministro escocês dos Assuntos Rurais, usa uma máquina automática de recolha de garrafas e latas em Edimburgo (Cate Gillon)

Os consumidores ingleses terão de pagar um depósito quando compram bebidas, que lhes será restituído quando devolverem as garrafas e latas

Para promover a reciclagem e reduzir a quantidade de resíduos que poluem os espaços naturais, a Inglaterra vai criar uma tara recuperável para as garrafas e latas de bebidas, quer elas sejam de plástico, vidro ou metal.

Isto significa que os consumidores terão de pagar um depósito quando compram as bebidas, o qual lhes será restituído quando devolverem a embalagem da bebida.

Cerca de 40 países – incluindo a Alemanha, a Suécia e Israel – e 21 estados norte-americanos têm sistemas semelhantes. As taxas variam consoante o tamanho da garrafa ou lata e muitos utilizam máquinas automáticas de recolha das embalagens que devolvem o dinheiro aos utilizadores.

“Na Alemanha, a política de tara recuperável foi implementada em 2003 e 99% das garrafas de plástico são recicladas, uma percentagem que contrasta marcadamente com a taxa de reciclagem no Reino Unido, onde se reciclam apenas 43% das cerca de 13 mil milhões de garrafas de plástico vendidas anualmente.”

“Não tenhamos dúvidas de que o plástico está a ter um impacto devastador no nosso ambiente marinho”, disse o secretário para o Ambiente do Governo britânico, Michael Gove.

“Já proibimos as micropartículas de plástico e reduzimos o uso de sacos deste material, e agora queremos tomar medidas relativamente às garrafas de plástico de forma a ajudar a limpar os nossos oceanos”, defendeu. “Precisamos de ver uma mudança nas atitudes e nos comportamentos. E está provado que estes sistemas são um poderoso agente de mudança.”

As informações detalhadas sobre o novo esquema estão sujeitas a consulta, não sendo ainda claro se todos os retalhistas terão de participar.

A Escócia já tinha anunciado planos para a criação de uma tara recuperável em setembro de 2017 e o País de Gales quer implementar um sistema que abranja todo o Reino Unido. Os ministros da Irlanda do Norte também estão a considerar esta medida.

“Estou muito satisfeita pelo facto de irmos finalmente ver os muitos benefícios que um sistema de depósito trará ao país, dos quais o menor não será a ausência de embalagens de bebidas a poluirem as nossas belas zonas rurais”, disse Samantha Harding, da Campanha para Proteger a Inglaterra Rural, uma organização que já defendia a necessidade de se criar uma tara recuperável no país há uma década.

“O que é importante é que os produtores pagarão agora a totalidade dos custos das suas embalagens, reduzindo o ónus dos contribuintes e criando um forte precedente para outros esquemas, nos quais o poluidor é que paga”, afirmou.

Elena Polisano, da Greenpeace, avisou contudo que o “governo deve ter o cuidado de evitar um esquema voluntário que só se aplica a alguns retalhistas”.

Fonte – The UniPlanet de 02 de abril de 2018

Lixo na escola: qual a importância e como podemos reciclar os materiais gerados neste ambiente?

É fundamental que as escolas mostrem para os seus alunos o caminho percorrido pelo lixo e a importância da reciclagem desses resíduos. Imagem: AVAVA / iStock / Getty Images Plus

As escolas descartam uma grande quantidade de lixo, sendo que a maior parte deste montante é reciclável. Investir em ações que incentivem a reciclagem desses materiais é importante não apenas par ao meio ambiente, mas também para envolver e conscientizar os alunos e a comunidade escolar a respeito da sustentabilidade ambiental.

Vale destacar que o debate a respeito do lixo é fundamental, e deve estar presente nas salas de aula para dar exemplo aos alunos e fazer com que eles aprendam a cuidar do meio ambiente de maneira prática. O aprendizado dos alunos não se restringe à teoria, e é essencial que eles se envolvam com os assuntos discutidos na sala.

O que ensinar aos alunos sobre lixo?

Uma escola é capaz de gerar uma grande quantidade de lixo por dia: além de papéis e materiais, há a hora do recreio, em que alunos e professores descartam restos de alimentos e itens como sacos plásticos, embalagens, guardanapos e copos. O final do intervalo para o recreio, portanto, pode ser um excelente momento para mostrar aos alunos a quantidade de detritos que são descartados.

Aulas teóricas a respeito do caminho que o lixo percorre ao ser descartado também são importantes, de modo a ensinar como as ações cotidianas levam ao acúmulo de resíduos nos lixões. Também é importante destacar a importância de separar os materiais recicláveis e não recicláveis, encaminhando todos de maneira adequada.

Para as crianças pequenas, aprender a jogar seu lixo em uma lixeira já é um grande aprendizado. Porém, é preciso ir além e ensinar como podemos fazer a diferença no impacto que ele causa ao meio ambiente. Uma dessas ações é separar o lixo em lixeiras apropriadas, como as de materiais orgânicos, plásticos, papeis, vidros, eletrônicos e o restante do lixo.

Outro fundamento essencial é mostrar para os alunos como eles podem diminuir a quantidade de lixo gerada por meio de ações simples como reduzir o uso de copos plásticos ou reaproveitar garrafas PET.

A importância da reciclagem

A união das aulas teóricas com a prática da coleta de lixo seletivo permite ao aluno refletir sobre a realidade mundial a respeito da poluição. O mundo não tem recursos infinitos, embora sejam abundantes. Por isso, se não houver cuidado no manejo de fontes animais, vegetais e minerais, simplesmente se extinguirá.

O lixo é um dos principais causadores dos danos ambientais. Materiais como uma sacola plástica, quando jogados diretamente na natureza, demoram no mínimo cem anos para se degradar. Enquanto isso não acontece, pode até mesmo matar espécies e contaminar rios. Mas se esse material for coletado e reciclado, ele não irá para a natureza e voltará a ser reutilizado em sua função anterior ou de outras formas.

Crianças e adolescentes tem uma tendência natural a se engajar por causas transformadoras, desde que incentivados adequadamente. Eles, inclusive, tendem a copiar comportamentos e a repercuti-los em seus grupos sociais — o que aumenta ainda mais a responsabilidade de envolvê-los em valores importantes.

Fonte – Pensamento Verde de 02 de abril de 2018

Cidade enterra R$ 11 milhões que poderia reciclar

Levantamento da ONG Funverde mostra que a prefeitura aterra hoje R$ 11,4 milhões por ano em recicláveis que poderiam ser destinados a cooperativas. E ainda paga outros R$ 11,7 mil por dia para aterrar esse material por falta de um programa eficaz de reciclagem

Recicláveis aterrados somam R$ 31 mil/dia

Desperdício

Valor que poderia gerar renda às cooperativas passa de R$ 11,4 milhões por ano, de acordo com levantamento da ONG Funverde. Prefeitura de Maringá fala em triplicar coleta seletiva com os novos caminhões

Os materiais recicláveis aterrados em Maringá, se devidamente aproveitados, renderiam R$ 31,7 mil por dia. No ritmo atual da coleta seletiva, de 19,4 toneladas/dia, a soma chegaria a R$ 11,4 milhões
por ano. Em outras palavras: o município está enterrando um dinheiro que poderia gerar renda às cooperativas.

O levantamento da ONG Funverde tem por base a realidade de uma Maringá que é referência nacional em vários indicadores sociais, mas que peca na coleta seletiva. Das 150 toneladas de recicláveis gerados diariamente, 130,6 toneladas (87%) vão parar no aterro sanitário.

A riqueza jogada no lixo inclui mais de R$ 20 mil apenas em plásticos (veja no infográfico). “Tudo isso poderia gerar renda para as 150 famílias das sete cooperativas de recicladores”, diz a ambientalista Ana Domingues, presidente da Funverde.

O levantamento da ONG inclui apenas os valores de todo o alumínio, vidro, papelão e outros materiais desperdiçados. A soma não considera o custo de R$ 89,93 por tonelada para dar fim ao “lixo que não é lixo”. Numa hipotética coleta seletiva 100% eficiente, o município economizaria R$ 11.744,86 por dia com o aterro sanitário.

A situação já foi pior. O aumento da frota para 15 caminhões ampliou a coleta seletiva de cerca de 10 toneladas para 19,4 toneladas diárias. Segundo a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Semusp), o objetivo é triplicar a coleta seletiva. Para a Funverde, o ideal seria ter 75 caminhões.

Além da compra de dez novos caminhões, a Semusp tem estimulado a população a separar o lixo. Entre as ações educativas adotadas está a distribuição de sacolas biodegradáveis com informações sobre o que deve ser separado para a reciclagem.

Fonte – Luiz Fernando Cardoso, Jornal Metro Maringá de 19 de abril de 2018

Agora, esta parte é para você dona-de-casa e dono-de-casa. Sim, porque não importa o gênero, todos nós geramos mais de um quilo de lixo por dia e, destes, aproximadamente 30% são de materiais recicláveis.

Ao ler os dados acima, você deve ter percebido que sua preguiça em separar o material para reciclagem causa diversos problemas:

  • Você está impedindo os recicladores, que são pequenos empresários e que usam o que você joga no lixo, mas que não é lixo, é matéria-prima para impulsionar a economia circular, de terem produto para garantirem uma renda justa.
  • Você está roubando das futuras gerações o direito de uma vida, pois, caso você não saiba, esta rocha perdida no universo, foi formada com uma quantidade limitada de recursos naturais para produção dos objetos que usamos todos os dias e, se usarmos muito agora e jogarmos no lixo, faltará para os futuros habitantes do planeta.
  • Você está causando um gasto desnecessário ao poder público e a você mesmo – tudo é pago com o dinheiro de impostos – porque o que não for reciclado, será enterrado.

Poderia me estender até encher seu saco, mas você, como um ser inteligente que é, já entendeu. Você que mora em Maringá, separe o material reciclável e coloque no saco verde que a prefeitura está entregando uma vez por semana.

E por favor, não seja um porcalhão, enxague o material e vire de cabeça para baixo, para secar, afinal, tem um humano do outro lado da cadeia de reciclagem e ele merece respeito, não precisa de ratos, baratas e escorpiões se acumulando nas cooperativas porque você não teve a gentileza de perder alguns segundos para enxaguar – não estou falando em lavar com bucha e sabão, só passar uma água e deixar secar – o material que irá ser reciclado.

O objetivo desta matéria é claro, fazer você entender que tem que separar o material reciclável para ser coletado pelos caminhões que coletam recicláveis e entregam nas cooperativas.

Agora, se você for a outra metade da população, aquela que é preguiçosa ou se acha muito superior ao resto da humanidade, para você, esperamos que brevemente haja lei para multar, ou, como gosto de dizer, educar pelo bolso.

E não venha com argumentos de quem quer se safar da responsabilidade.

Não, você não tem direito a desconto no IPTU se fizer a reciclagem. A Lei 12305/2010, em seu artigo 30, fala de responsabilidade compartilhada, isto é, “(…) responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida
dos produtos, a ser implementada de forma individualizada e encadeada,
abrangendo os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, os
consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de
manejo de resíduos sólidos (…)”. Portanto, é sua obrigação, como humano gerador de resíduos, dar a destinação final adequada a esses resíduos.

Não adianta dizer “temos que educar as criancinhas, e em 20 anos o brasil será o paraíso, blablablá…”. Não temos tempo, temos que educar as crianças desde que nascem, educá-las em casa e nas escolas, mas, temos que ao mesmo tempo fazer campanha de educação para os adultos e multar quem não separar para a reciclagem – notem que não estou tocando no assunto compostagem, mas chegaremos lá – para que a mudança ocorra agora.

Estamos destruindo o planeta, com nosso consumismo, que é usado para substituir o vazio interior e conseguir aprovação externa. Vixi, exagerei! Voltando ao assunto… O design para a obsolescência foi criado tanto para enriquecer a indústria como para você sempre poder ter um objeto novo de adoração e, enquanto isso, recursos naturais são desperdiçados. Lembre-se, você não possui nada, você apenas é um habitante passageiro deste planeta, um visitante de curta duração, e como visitante, você deve ter a cordialidade de manter a casa limpa e, por casa limpa, quero dizer, não sujar o planeta. Entendeu?

Então, acorde e seja um cidadão, e não um porcalhão! Use sabiamente o saco para lixo que está sendo disponibilizado gratuitamente.

A FUNVERDE brigou ferozmente para a prefeitura de Maringá contratar esses 10 novos caminhões – seriam apenas 5 -, e, se você separar o material, eles terão que contratar mais 10, mais 10… até os 75 necessários para coletar as mais de 150 ton/dia geradas de recicláveis. Maringá tem aproximadamente 450 mil habitantes. Agora só depende de você ser um cidadão responsável do planeta terra.

Abaixo, rota da reciclagem e a política nacional de resíduos sólidos.

Você que é de outra cidade, brigue, lute, faça com que a reciclagem seja feita em seu município, nós da FUNVERDE não podemos estar em todos os locais, mas o cidadão precisa cobrar para que o mínimo seja feito, e neste momento é importante reciclar. Vamos fazer nossa parte, agir agora para existir um futuro.

ROTEIRO DA COLETA SELETIVA

Dia da semana e bairro de Maringá
Segunda e quarta – Conjunto Habitacional Sol Nascente
Segunda e quarta – Conjunto Habitacional Cidade Alta I, Ii e Iii
Segunda e quarta – Conjunto Itatiaia
Segunda e quarta – Conjunto Residencial Cidade Canção
Segunda e quarta – Conjunto Santa Felicidade
Segunda e quarta – Galeão
Segunda e quarta – Hab. Sanenge Iii
Segunda e quarta – Jardim América
Segunda e quarta – Jardim Catedral
Segunda e quarta – Jardim Das Flores
Segunda e quarta – Jardim Ipanema
Segunda e quarta – Jardim Leblon
Segunda e quarta – Jardim Paraiso
Segunda e quarta – Jardim Pro Lar
Segunda e quarta – Jardim São Paulo
Segunda e quarta – Jardim São Silvestre
Segunda e quarta – Parque Da Gávea
Segunda e quarta – Parque Lagoa Dourada
Segunda e quarta – Parque Tarumã I, Ii e Iii
Segunda e quarta – Porto Seguro
Segunda e quarta – Residencial Dolores Duran
Segunda e quarta – Residencial Pioneiro Odivaldo Bueno Neto
Segunda e quarta – Vila Cafelândia
Segunda, quarta e sexta – Central Parque
Segunda, quarta e sexta – Conjunto Hab Itamaraty
Segunda, quarta e sexta – Conjunto Hab. Inocente Vila Nova Junior (Borba Gato)
Segunda, quarta e sexta – Guaporé
Segunda, quarta e sexta – Jardim Aclimação
Segunda, quarta e sexta – Jardim Alamar
Segunda, quarta e sexta – Jardim Bertioga
Segunda, quarta e sexta – Jardim Cerro Azul
Segunda, quarta e sexta – Jardim Cidade Monções
Segunda, quarta e sexta – Jardim Das Estações
Segunda, quarta e sexta – Jardim Das Nações
Segunda, quarta e sexta – Jardim Higinópolis
Segunda, quarta e sexta – Jardim Horizonte
Segunda, quarta e sexta – Jardim Horizonte I
Segunda, quarta e sexta – Jardim Iguaçu
Segunda, quarta e sexta – Jardim Industrial
Segunda, quarta e sexta – Jardim Itaipu
Segunda, quarta e sexta – Jardim Itália
Segunda, quarta e sexta – Jardim Laudicéia
Segunda, quarta e sexta – Jardim San Remo
Segunda, quarta e sexta – Jardim Santa Mônica
Segunda, quarta e sexta – Jardim Santa Rita
Segunda, quarta e sexta – Jardim Santa Rosa
Segunda, quarta e sexta – Jardim Tabaetê
Segunda, quarta e sexta – Jardim Universo
Segunda, quarta e sexta – Jardim Verônica
Segunda, quarta e sexta – Parque Anchieta
Segunda, quarta e sexta – Parque Residencial Aeroporto
Segunda, quarta e sexta – Res. Rio Branco
Segunda, quarta e sexta – Vila Bosque
Segunda, quarta e sexta – Vila Cleopatra
Segunda, quarta e sexta – Vila Cristiano
Segunda, quarta e sexta – Vila Emilia
Segunda, quarta e sexta – Vila Marumby
Segunda, quarta e sexta – Vila Nova
Segunda, quarta e sexta – Zona 01
Segunda, quarta e sexta – Zona 02
Segunda, quarta e sexta – Zona 03
Segunda, quarta e sexta – Zona 04
Segunda, quarta e sexta – Zona 05
Segunda, quarta e sexta – Zona 06
Segunda, quarta e sexta – Zona 07
Segunda, quarta e sexta – Zona 08
Segunda, quarta e sexta – Zona Industrial
Terça-feira – Conjunto Habitacional Requião
Terça-feira – Conjunto Residencial Guaiapó
Terça-feira – Jardim Andrade
Terça-feira – Jardim Colina Verde
Terça-feira – Jardim Dias I e Ii
Terça-feira – Jardim Lice
Terça-feira – Jardim Novo Paulista
Terça-feira – Jardim Paulista I, Ii, Iii e Iv
Terça-feira – Jardim Tóquio
Terça-feira – Loteamento Sumaré
Terça-feira – Parque Avenida
Terça-feira – Parque Dos Grevileas
Terça-feira – Parque Grevileasii
Terça-feira – Parque Residencial Eldorado
Terça e quinta – Alvorada Iii
Terça e quinta – Chacara Alvorada
Terça e quinta – Chacara Morangueira
Terça e quinta – Champagnat
Terça e quinta – Cidade Jardim
Terça e quinta – Conjunto Hab. Requião I
Terça e quinta – Conjunto Itaparica
Terça e quinta – Conjunto Karina
Terça e quinta – Conjunto Res. Branca Vieira
Terça e quinta – Conjunto Res. Rodolpho Bernard
Terça e quinta – Conjunto Residencial Parigot Souza
Terça e quinta – Ebenezer
Terça e quinta – Jardim Alvorada
Terça e quinta – Jardim Alvorada Parte Ii
Terça e quinta – Jardim Brasil
Terça e quinta – Jardim Campos Eliseos
Terça e quinta – Jardim Canadá
Terça e quinta – Jardim Castor
Terça e quinta – Jardim Do Sol
Terça e quinta – Jardim Dourado
Terça e quinta – Jardim Glória
Terça e quinta – Jardim Imperial I
Terça e quinta – Jardim Imperial Ii
Terça e quinta – Jardim Império Do Sol
Terça e quinta – Jardim Monte Rei
Terça e quinta – Jardim Monte Sião
Terça e quinta – Jardim Monte Sinai
Terça e quinta – Jardim Novo Alvorada
Terça e quinta – Jardim Novo Oásis
Terça e quinta – Jardim Oásis
Terça e quinta – Jardim Paraizo
Terça e quinta – Jardim Paris
Terça e quinta – Jardim Paris I e Ii
Terça e quinta – Jardim Pinheiro I
Terça e quinta – Jardim Pinheiro Ii
Terça e quinta – Jardim Real
Terça e quinta – Jardim Rebouças
Terça e quinta – Jardim Santa Clara
Terça e quinta – Jardim Santa Helena
Terça e quinta – Jardim São Francisco
Terça e quinta – Jardim Universitário
Terça e quinta – Liberdade I
Terça e quinta – Loteamento Alto Da Boa Vista
Terça e quinta – Loteamento Grajaú
Terça e quinta – Monte Belo
Terça e quinta – Parque Res. Cidade Nova
Terça e quinta – Parque Res. Patricia
Terça e quinta – Parque Res. Tuiuti
Terça e quinta – Vila Esperança
Terça e quinta – Vila Ipiranga
Terça e quinta – Vila Morangueira
Terça e quinta – Vila Nevada
Terça e quinta – Vila Progresso
Terça e quinta – Vila Santo Antônio
Terça e quinta – Zona Armazém
Quinta-feira – Cidade Universitária
Quinta-feira – Condomínio Ana Rosa
Quinta-feira – Condomínio Cidade Campo
Quinta-feira – Condomínio Portal Das Torres
Quinta-feira – Condomínio Santa Maria
Quinta-feira – Condominio Santa Marina
Quinta-feira – Conjunto Bela Vista I e Ii
Quinta-feira – Conjunto Hab. Herman Moraes Barros (Miosotis)
Quinta-feira – Jardim Brasilia
Quinta-feira – Jardim Diamante
Quinta-feira – Jardim Favoretto
Quinta-feira – Jardim Los Angeles
Quinta-feira – Jardim Lucianópolis
Quinta-feira – Jardim Mandacaru
Quinta-feira – Jardim Maravilha
Quinta-feira – Jardim Monte Carlo
Quinta-feira – Jardim Oriental
Quinta-feira – Jardim Paris Iii, Iv, V e Vi
Quinta-feira – Jardim São Jorge
Quinta-feira – Jardim Seminário
Quinta-feira – Jardim Vitória
Quinta-feira – Parque Das Bandeiras
Quinta-feira – Parque Das Laranjeiras
Quinta-feira – Parque Das Palmeiras
Quinta-feira – Parque Residencial Quebec
Quinta-feira – Tropical
Quinta-feira – Vila Santa Isabel
Quinta-feira – Vila Vardelina
Sexta-feira – Chacara Estilo
Sexta-feira – Cidade Hanover
Sexta-feira – Cidade Industrial
Sexta-feira – Conjunto Hab . João Barros Thais
Sexta-feira – Conjunto Hab. Sanenge
Sexta-feira – Conjunto Res. Ney Braga
Sexta-feira – Distrito De Floriano
Sexta-feira – Distrito Industrial Ii
Sexta-feira – Giardino San Marco
Sexta-feira – Iguatemi
Sexta-feira – Jardim Atami
Sexta-feira – Jardim Aurora
Sexta-feira – Jardim Califórnia
Sexta-feira – Jardim Campo Belo
Sexta-feira – Jardim Do Carmo
Sexta-feira – Jardim Dos Pássaros
Sexta-feira – Jardim Espanha
Sexta-feira – Jardim Everest
Sexta-feira – Jardim Guairacá
Sexta-feira – Jardim Indaiá
Sexta-feira – Jardim Kosmos
Sexta-feira – Jardim Montreal
Sexta-feira – Jardim Nilza
Sexta-feira – Jardim Nordeste
Sexta-feira – Jardim Olímpico
Sexta-feira – Jardim Ouro Cola
Sexta-feira – Jardim Santa Cruz
Sexta-feira – Jardim São Clemente
Sexta-feira – Jardim São Miguel
Sexta-feira – Jardim Sofia
Sexta-feira – Jardim Três Lagoas
Sexta-feira – Parque Hortência I
Sexta-feira – Parque Hortência Ii
Sexta-feira – Parque Residencial Andreia
Sexta-feira – Residencial Arezzo
Sexta-feira – São Domingos

No mês do Dia Mundial da Água precisamos falar sobre um vilão chamado plástico

No dia 22 de março comemora-se o Dia Mundial da Água. Criado pelas Nações Unidas em 1993, esse dia especial é um convite aos Estados para a realização de atividades em prol da conscientização pública e debates sobre nossos recursos hídricos e sua preservação. O abastecimento de água potável e a importância da conservação das fontes de água são pautas essenciais desse dia, ainda assim, esse é um tema importante para ser tratado o ano todo.

Hoje é impossível falar sobre a água sem lembrar de um problema fatal que tem sido peça chave na poluição de nossos oceanos e rios: o plástico. Além das milhões de garrafas que compõem boa parte da poluição que destrói nossas praias, a superfície dos mares está de fato coberta também por microplásticos.

Apesar de ser um fenômeno recente, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza, desde 1950 foram fabricados cerca de 8,3 bilhões de toneladas de plástico no mundo – destes, apenas 30% permanecem em uso. Consome-se hoje uma média de 60 quilos de plástico por pessoa anualmente pelo planeta – e esse consumo se baseia principalmente em quatro produtos:

1) Garrafas PET

O impacto do uso das garrafas PET não vem somente da imensa quantidade consumida – cerca de um milhão de embalagens plásticas são vendidas por minuto no mundo – mas também pelos males que ela provoca para nossa saúde por meio dos compostos químicos liberados na bebida. Feitas de um plástico derivado do petróleo altamente poluente, elas quase sempre são utilizadas somente uma vez e depois descartadas. Depois de descartada na natureza, contudo, uma garrafa plástica pode atravessar séculos contaminando as águas, animais e ecossistemas, em especial os costeiros, restingas, manguezais e oceânicos. Quando a garrafa pet vai para o oceano, ela se fragmenta em microplásticos, que funcionam como esponjas no mar, absorvendo toxinas. Quando os peixes ingerem estas partículas, eles adquirem também todas essas toxinas, que além de comprometerem seu metabolismo – podendo levar a morte – acabam prejudicando também os seres humanos ou outros animais maiores da ingestão de sua carne. Esse vídeo explica isso tudo de uma forma super didática.

2) Sacos plásticos

Diversos países já proíbem o uso de sacos plásticos em lojas e supermercados e, ainda que possam ser reutilizados, seu consumo é imenso, e eles invariavelmente acabam em lixões, ruas, mares e rios. Assim como o PET, também levam séculos para desaparecerem – ameaçando a vida de diversos animais silvestres, seja pela ingestão, seja pelo sufocamento. Há alternativas sustentáveis para evitar o uso desse produto como sacolas retornáveis ou modelos que podem ser feitos de produtos orgânicos como milho e cana. (Essas sacolas ditas ecologicamente corretas de amido podem produzidas a partir de milho, mandioca, arroz, trigo, batata… e utilizam água fértil e água potável, recursos naturais cada vez mais preciosos, para plantar o alimento e depois roubar este alimento do prato dos humanos e transformar uma sacola de uso único que será usada por meia hora. Insanidade, ganância, crime contra a humanidade e o planeta! A outra, fabricada a partir do milho ou cana demora os mesmos 500 anos para sumir da face da terra, por isso as denominamos I’m NOT green!)

3) Canudos

O estado da Califórnia, nos EUA, já proibiu o uso de canudos, e outras partes do mundo tem tomado a mesma medida para evitá-los. Além de também ser um produto altamente consumido como os outros citados, ele pode ser facilmente substituído por opções mais ambientalmente corretas como os canudos reutilizáveis de bambu e até de palha.

Ou pode ser substituído por nada! Você é um ser humano dotado de uma boca que é maleável, e não de um bico que é duro. Se você tomar sua bebida direto do copo ou garrafa, não irá derramar porque sua boca se molda ao recipiente. Cada invenção mais sem sentido, credo!

4) Microplásticos

Presentes majoritariamente em produtos de limpeza e produtos cosméticos, uma pesquisa publicada recentemente pela revista Frontiers in Marine Science revelou que hoje 3 em cada 4 peixes, mesmo em zonas remotas do oceano, possuem microplásticos em seus estômagos. Sua utilização em tais produtos na maior parte das vezes possui função meramente estética, com tamanhos que variam entre 1 e 5 milímetros. Essas pequenas partes alteram a composição de todo o oceano, ameaçando ecossistemas e, assim, a nossa saúde. Para se ter uma noção real do impacto, uma pesquisa realizada pelo Imperial College de Londres estima que até 2014, de 15 a 51 trilhões de partículas microplásticas flutuavam em nossos mares – equivalendo a um peso entre 93 e 236 mil toneladas.

Para combater todo esse mal é preciso oferecer alternativas– especialmente no que diz respeito às possibilidades de fabricação com menor impacto e reciclagem. Pois o problema das embalagens plásticas não se restringe ao seu descarte, mas também ao consumo de água, energia e a emissão de poluentes durante o processo de fabricação.

No Dia Mundial da Água, a utilização consciente desse recurso deve ser debatida em todas as esferas, e principalmente a industrial.

A diminuição do impacto que o descarte de tais embalagens pode provocar necessariamente passa pela reciclagem. Nesse ponto, o alumínio mais uma vez se confirma como uma das melhores alternativas, pois enquanto o plástico, por exemplo, possui um ciclo limitado de reutilização (podendo ser reciclado em torno de 20 vezes) o alumínio é infinitamente reciclável. Cerca de 75% de todo o alumínio produzido no mundo continua em uso até hoje.

As latas também trazem um rendimento maior para catadores de lixo e cooperativas de reciclagem, seu ciclo é especialmente veloz – uma latinha descartada hoje está de volta às prateleiras como uma nova embalagem em até 60 dias.

Por essas e outras que a lata de alumínio é hoje a embalagem mais reciclada do mundo. Um relatório recentemente realizado em 25 países pela consultoria internacional de sustentabilidade Resource Recycling Systems constatou que 69% das latas de alumínio do mundo são recicladas, contra 46% de garrafas de vidro e 43% de garrafas pet. E o Brasil possui um papel de ponta nesses números, como o país que mais recicla latas de alumínio em todo o planeta. Por aqui, segundo dados da Abal e da Abralatas,  98% das latas produzidas em 2016 foram recicladas, o. Para se ter uma ideia do significado de tais números, os EUA ficam em torno de 55% de reciclagem da embalagem, enquanto o Japão chega a 77%.

A reciclagem de uma lata de alumínio reduz, segundo estudo realizado pelo Centro de  Tecnologia de Embalagem (CETEA) (inserir link: http://www.cetea.ital.org.br/ ), em até 70% as emissões de CO2 e em 71% o consumo de energia, além de consumir apenas 5% de energia elétrica quando comparado à produção a partir do metal primário. O impacto anual é imenso: a reciclagem das 280 mil toneladas de latinhas em 2016 significou no Brasil uma economia equivalente ao consumo de energia anual de 6,7 milhões de pessoas em 2 milhões de residências, ainda de acordo com o CETEA.

O Dia Mundial da Água é também, portanto, um dia para se refletir sobre nossa melhor relação com esse recurso natural vital para nossa sobrevivência, mas também sobre o impacto da ação humana no meio ambiente de modo geral. Esses dados refletem não só o tamanho do problema no que diz respeito à poluição e ao descarte como um todo, mas também o quanto é possível minimizar tal impacto com alternativas que já existem e que comprovadamente funcionam, como as latas de alumínio.

*A matéria foi escrita com base em dados divulgados pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e por pela publicações científicas mencionadas acima.

Por isso, o Hypeness e a Ball, uma das maiores fabricantes de latinhas do mundo, uniram forças para criar um Canal especialmente dedicado a reverberar a campanha #vadelata. Vamos juntos consumir de forma mais consciente, pensando sempre no nosso conforto, mas também no melhor para o meio ambiente?

Fonte – Hypeness de março de 2018

Inauguração da CVMR – central de valorização de materiais recicláveis fase II unidade plástico

Foi inaugurada dia 20 passado, a segunda fase da CVMR – central de valorização de materiais recicláveis, desta vez a central de processamento de embalagens plásticas.

Abaixo, algumas fotos do evento e o discurso das autoridades.

Para saber mais sobre a CVMR, pesquise na página da FUNVERDE.

Central de reciclagem potencializa ganhos de cooperativas da região

O vice-prefeito, Edson Scabora, e vereadores descerram placa de inauguração da Central de Recicláveis. Cary Bertazzoni

Inaugurada nesta terça, 20, o segundo barracão da Central de Valorização de Materiais Recicláveis (CVMR),  que vai gerar renda para cooperativas de Maringá, Mandaguari, Munhoz de Melo, Mandaguaçu, Paiçandu, Sarandi e Marialva. A central beneficiará embalagens plásticas como de refrigerantes, cosméticos e de produtos de limpeza comercializadas com empresas de reciclagem.

inauguração contou com a participação do vice-prefeito, Edson Scabora (representando o prefeito), dos vereadores Carlos Mariucci (representando a Câmara Municipal), Sidnei Teles e Jean Marques, dos secretários municipais Vagner de Oliveira (Serviços Públicos) e Ederlei Alkamim (Meio Ambiente), do presidente do Instituto Paranaense de Logística Reversa (ILOG), Nilo Cini Junior, do presidente da Coopercentral, Tercivaldo Joaquim dos Santos, cooperados, servidores municipais e comunidade.

O vice-prefeito Edson Scabora ressaltou que a inauguração do barracão e maquinário é um marco para o município e região e destacou que de R$ 1,72, os cooperados poderão vender, sem a ação de atravessadores e direto para empresas de reciclagem, o material a R$ 3,20 o quilo.

“Firmamos também um novo contrato com os cooperados mais justo e que de R$ 52 mil, poderá chegar a R$ 112 mil, lembrando que já no primeiro pagamento as cooperativas receberam R$ 73 mil”, acrescentou Scabora.

Scabora ainda lembrou que o objetivo é fazer de Maringá uma referência na reciclagem e destacou que um dos principais resultados do projeto é de fomentar o empreendedorismo dos cooperados e possibilitar a ascensão social. O vice-prefeito também anunciou para o dia 2 de abril o início de operação de mais 10 caminhões para a coleta seletiva.

O vereador Carlos Mariucci parabenizou a administração por apoiar os cooperados que lutam para um futuro melhor e ressaltou que o projeto é uma conquista coletiva. O presidente do Coopercentral, Tercivaldo Joaquim dos Santos, agradeceu a prefeitura pelas ações em benefício aos cooperados e espera que outras cooperativas participem da central.

Já o presidente do Instituto Paranaense de Logística Reversa (ILOG), Nilo Cini Junior, lembrou da importância da união entre os cooperados para o sucesso do negócio e também parabenizou a administração por ampliar o número de caminhões para a coleta seletiva.

Instalado no barracão de 700 metros, a central conta com estação de tratamento de efluentes, empilhadeira, motocompressor, transpalete para 2 toneladas, balança eletrônica, leitor de código de barras, entre outros equipamentos.

O município é responsável pelas despesas com aluguel, água e luz dos dois barracões, o primeiro foi inaugurado em 2016 e realiza o beneficiamento de papel e papelão. Já a ILog é responsável com os investimentos em pessoal, capital de giro e instalação de equipamentos. A CVMR integra o Programa Pós Consumo de Embalagens do Estado do Paraná e atende a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A central está instalada na Avenida Vereador João Batista Sanches, 1234, Parque Industrial.

Fonte – Assessoria de comunicação da prefeitura municipal de Maringá de 20 de março de 2018

Reciclagem do plástico, um drama da nossa geração

imagem de catador de Reciclagem do plásticoFoto: The Guardian

Reciclagem do plástico, o mundo produziu 8,3 bi de toneladas em 65 anos e reciclou só 9%

Os dados do título acima são de uma pesquisa publicada pela Science Advances, em 2017. Você sabia que  o ser humano fabrica quase 20 mil garrafas de plástico a cada segundo (a Coca-Cola sozinha põe no mercado 3.400 garrafa plásticas a cada segundo)?  Por ano são mais de 100 bilhões de garrafas de plástico descartáveis!  Mas o pior é que, embora a maioria das garrafas usadas para refrigerantes e água sejam feitas de tereftalato de polietileno (Pet),  altamente reciclável, as seis principais empresas de bebidas no mundo usam apenas 6,6% de Pet reciclado em seus produtos. E nenhuma  pretende usar 100% de reciclagem do plástico em sua produção global (Greenpeace).

Um milhão de garrafas de plástico são compradas em todo o mundo a cada minuto…

Pesquisamos na net o que acontece no Brasil e no mundo sobre a questão do plástico. As respostas não são fáceis. É preciso um esforço coletivo: das empresas produtoras, dos governos, e da população. Se não houver esta união, e convergência, a questão pode nos levar a um tremendo impasse.

A matemática é cruel. Segundo a Science Advances, o número de garrafas compradas vai pular mais 20% até 2021, criando uma crise ambiental que alguns ativistas prevêem tão grave quanto a mudança climática.  Somos 7,4 bilhões de pessoas no planeta. Em média, segundo a ONU, cada pessoa produz cerca de 1,5 kg de lixo por dia. Onde colocar este Everest de lixo-nosso-de-cada-dia?

Dois tipos de plástico

São dois tipos diferentes: os termorígidos ou termofixos e os termoplásticos.

O plástico ‘termorígido ou termofixo’

Segundo estudo da UNICAMP “os plásticos termofixos são aqueles que não se fundem e uma vez moldados e endurecidos, não oferecem condições para reciclagem. É o caso das telhas transparentes, do revestimento do telefone, do material do orelhão e de inúmeras peças utilizadas na mecânica e especificamente na indústria automobilística.”

imagem de plástico termofixoO termorígido ou termofixo (foto: blogdoplastico.wordpress.com)

O Sindicato da Indústria do Material Plástico do Estado de Minas Gerais – SIMPLAST diz que “este tipo representa cerca de 20% do total consumido no Brasil.”

Os ‘termoplásticos’

“São aqueles que amolecem ao serem aquecidos, podendo ser moldados. Uma vez resfriados endurecem e tomam  determinada forma. Como o processo pode ser repetido várias vezes, esses plásticos são recicláveis podendo ser reaproveitados.”

imagem de termoplásticosOs ‘termoplásticos’ (foto: mecanicaindustrial.com.br)

Mas, mesmo assim, há limitações…

“O termoplástico reciclado não pode ser empregado em embalagens de alimentos a fim de se evitar contaminações provenientes de tintas e produtos tóxicos. Eles podem voltar na forma de baldes, mangueiras, sacos de lixo e outras modalidade.”

As sete espécies de ‘termoplásticos’, segundo a UNICAMP

A- Polietileno Tereftalato – PET, utilizado em frascos de refrigerantes, de produtos de limpeza e farmacêuticos, em fibras sintéticas, etc..

B- Polietileno de Alta Densidade – PEAD, utilizados na confecção de engradados para bebidas, garrafas de álcool e de produtos químicos, bambonas, tambores, tubos para líquidos e gás, tanques de combustível, etc..

C- PVC ou Policloreto de Venilha – V,  utilizados em frascos de água mineral, em tubos e conexões para água, em calçados, encapamentos de cabos elétricos, equipamentos médico-cirúrgico, lonas, esquadrias, etc..

D- Polietileno de Baixa Densidade – PEBD, empregados nas embalagens de alimentos, sacos industriais, sacos para lixo, filmes flexíveis, lonas agrícolas, etc.

E- Polipropileno – PP, empregados em embalagem de massas alimentícias e biscoitos, potes de margarina, seringas descartáveis, equipamentos médico-cirúrgicos, fibras e fios têxteis, utilidades domésticas, autopeças, etc..

F- Poliestireno – PS, usado em copos descartáveis, placas isolantes, aparelhos de som e de TV, embalagens alimentícias, revestimento de geladeiras, material escolar, etc..

G- Outros, são as resinas plásticas não indicadas até aqui e são utilizadas em plásticos especiais na engenharia e em CD¢ s, em eletrodomésticos, corpo de computadores e em outras utilidades especiais.

Três tipo de reciclagem do plástico

Além das dois tipos  de plástico, e das sete espécies do ‘termoplástico’, há três tipos de reciclagem possíveis segundo estudo da UNICAMP. Note que todas estas especificidades tornam o processo de reciclagem do plástico mais complexo que o do alumínio, por exemplo.

imagem de Oficina de reciclagem do plástico Oficina de reciclagem do plástico (Foto: http://www.elobservatoriodeltrabajo.org)

  1. “No Brasil, o maior mercado é o da reciclagem primária. Consiste na regeneração de um único tipo de resina separadamente. Este tipo de reciclagem absorve 5% do plástico consumido no país. É geralmente associada à produção industrial (Pré-consumo).”
  2. “Um mercado crescente é o da reciclagem secundária. O processamento de polímeros, misturado ou não, entre os mais de 40 existentes no mercado.”
  3. “A reciclagem terciária, ainda não existente no Brasil, é a aplicação de processos químicos para recuperar as resinas que compõem o lixo plástico, fazendo-as voltar ao estágio químico inicial.”

Reciclagem do plástico no Brasil

Parece fácil responder a pergunta, certo? Nem tanto. Ao pesquisar  os dados brasileiros encontramos dificuldades. As cifras de várias pesquisas, sites especializados, ‘grande impressa’, e da própria indústria do plástico, não batem. Um ponto, entretanto, é consenso: a taxa de reutilização é baixa. A reciclagem do plástico não anda bem no BrasilA maioria das taxas encontradas giram em torno de 20%.

As taxas de reciclagem do plástico no Brasil

Cempre- Compromisso para a reciclagem empresarial diz que “cerca de 21,7 % dos plásticos foram reciclados no Brasil em 2011.”

Antonio Silvio Hendges, em artigo para o ecodebate informa que “o índice de reciclagem mecânica – IRmP (resíduo reciclado + resíduo exportado para reciclagem)  – em 2012  foi de 20,9%.”

UNICAMP  informa que a reciclagem primária absorve 5% do plástico consumido no país e é geralmente associada à produção industrial (Pré-consumo).

Plastivida, entidade composta pelos representantes da atividade, diz que o índice nacional de reciclagem do plástico pós-consumo bateu na casa dos 21% em 2012.

Reciclagem do plástico no mundo – alguns dados

Como dissemos, o problema é mundial. A seguir, dados da…

Europa

Em 2011 o país campeão na reciclagem de plásticos foi a Suíça (53%). Em seguida da Alemanha (33%), Suécia (33,2%), Bélgica (29,2%), Itália (23,5%), países que incineram a maior parte do plástico coletado seletivamente (dados do Cempre). Antonio Silvio Hendges informa que “a média da União Europeia (2012) foi 25,4%.”

Estados Unidos

De acordo com a Environmental Protection Agency- EPA,  9,5% de material plástico gerado no fluxo de resíduos sólidos municipais (MSW) dos EUA foi reciclado em 2014Outros 15% foram queimados para energia. E 75,5% foram enviados para aterros sanitários.

Os três atores: a indústria, o governo, e os cidadãos

Da pesquisa feita pelo Mar Sem Fim, destacamos alguns pontos que envolvem os três protagonistas deste drama mundial. O plástico é um dos materiais mais poluentes e com menor taxa de degradação no meio natural (estimativas indicam 500 anos para ele se desfazer).
O plástico está entupindo os oceanos, inviabilizando a vida marinha cuja cadeia de alimentação já foi atingida pelo material; e voltando-se contra o ser humano que consome peixes e frutos do mar e, junto com  eles, o plástico que nós mesmos produzimos e descartamos de forma errada.

A indústria do plástico

No Brasilo consumo chega a 10 Kg por ano/por pessoa. Na Europa e Japão, 50 Kg por ano/por pessoa. Nos Estados Unidos o número é de 70 Kg por ano/por pessoa.

imagem de indústria de plásticoA reciclagem do plástico deveria se modernizar como a indústria do produto (Foto: http://www.sindicatodaindustria.com.br)

A produção anual subiu de 2 milhões de toneladas métricas, em 1950, para 400 milhões de toneladas métricas, em 2015. O Correio Brasiliense (22/07/2017)  informa que,  “das 6,3 bilhões de toneladas de lixo plástico produzidas de 1950 até 2015, apenas 9% foram reciclados12% terminaram incinerados, e 79% estão acumulados em aterros sanitários ou no ambiente natural.”

Roland Geyer, principal autor do estudo e professor-associado da Escola de Ciências e Gestão Ambiental da Universidade da Califórnia,  explicou: “Espero que nossos números mostrem que apenas continuar a reciclar e incinerar plásticos — alternativas que usamos atualmente — não é o suficiente. Precisamos repensar fundamentalmente a forma como produzimos e utilizamos esse material. Esse estudo levou muitos anos e finalmente está completo”.

Empresas devem planejar descarte

Ana Maria Domingues Luz, ambientalista e presidente do Instituo GEA – Ética e Meio Ambiente, disse ao Correio Brasiliense: “Acredito que as empresas deveriam planejar o descarte de suas embalagens e produtos antes de eles serem produzidos. Eles fabricam, mas não levam em conta qual será o destino final de sua produção.  A indústria precisa pensar em alternativas para que seu produto não vá para o lixo, como parcerias com cooperativas de reciclagem, por exemplo”.

Apoio público ou privado

professor Leandro Fragacoordenador de pesquisa da FIA (Fundação Instituto de Administração), disse sobre a indústria do plástico e reciclagem: “Trata-se de uma cadeia produtiva que se desenvolve com seus próprios recursos e poderia fazer ainda mais se contasse com apoio público ou privado”.

O exemplo da Natura:  “Dentro do processo de desenvolvimento de produtos, reduzimos o consumo de materiais de embalagens e incorporamos o material reciclado pós-consumo”, conta o gerente de sustentabilidade da companhia, Keyvan Macedo (O Tempo Economia).

Também disponibilizamos refil desde 1983. Com isso, o consumidor tem acesso a produtos com custo mais acessível, já que o refil utiliza menos material de embalagem”, conclui.

Os governos

Paulo Da Pieve, especialista em economia circular e sustentabilidade e coordenador do grupo de resíduos sólidos da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), declarou ao site O Tempo Economia: “Falta investimento na indústria de reciclagem.  Em outros países, como a Alemanha – que desde 2010 já recicla mais de 50% do seu lixo –, existem subsídios para as empresas que utilizam material reciclado. No Brasil não tem incentivoPelo contrário, tem uma tributação que o encarece. O imposto incide no produto quando ele é matéria prima e depois, quando é reciclado. No caso do plástico, chegam a incidir oito impostos. Não existe o incentivo fiscal necessário para estimular o desenvolvimento dessa cadeia de material”.

Desrespeito à Política Nacional de Resíduos Sólidos

desrespeito à Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei nº 12.305/10), que prevê o fim dos lixões nos municípios, é outro problema que dificulta o desenvolvimento da indústria de reciclados no Brasil.

Aterros sanitários

O Tempo Economia explica que “a construção dos aterros sanitários facilita a reciclagem do produto descartado. Muitas prefeituras não se adaptaram à lei, que previa o descarte de todo o lixo do país em aterros sanitários até 2014. O Senado (2015) prorrogou o prazo de adaptação. Os municípios passaram a ter de 2018 a 2021 para se adequarem à lei, de acordo com o seu tamanho.”

imagem de aterro sanitário e catadores de material para reciclagem do plásticoOs aterros são um dos problemas da enorme cadeia de reciclagem do plástico (Foto:http://www.gazetadopovo.com.br)

Incentivo à economia privada

Estudo da Unicamp conclui: “o governo deveria incentivar a economia privada na execução dos serviços de coleta seletiva dos plásticos. Essa parece a melhor política a ser seguida pelos administradores municipais. Ela traz  conseqüências  positivas para a proteção do meio ambiente.”

Política de preços mínimos

O IBGE, em matéria do noticias.uol.com.br,  acredita que “o estabelecimento, pelo governo federal, de preços mínimos para os materiais recicláveis deve elevar a proporção de materiais reciclados. Segundo o Instituto, apenas uma pequena parte do lixo produzido no Brasil, e os altos níveis de reciclagem (de alumínio, por exemplo, que ultrapassa 90% da produção) estão mais associados ao valor das matérias-primas e aos altos níveis de pobreza e desemprego do que à educação e à conscientização ambiental.”

Limpeza urbana

O sitewww.plastico.com.br sugere “sistemas eficientes de limpeza urbana, ampliação da coleta seletiva no País e a conscientização da população. Com isso pode-se criar uma cadeia produtiva da indústria da reciclagem. Ela gera renda, beneficia pessoas com empregos e deixa nossas cidades mais limpas.”

imagem de garis de limpeza urbanaO investimento em educação de qualidade está abaixo das taxas de reciclagem do plástico (Foto: http://www.maceio.al.gov.br)

A responsabilidade dos cidadãos

Consumir com responsabilidade. Evitar desperdícios, descartar no lugar correto, separar para a reciclagem, e usar plástico o menos possível. Por exemplo, é extremamente fácil abolir totalmente os canudinhos de plástico. Só nos Estados Unidos são produzidos 500 milhões de canudinhos por dia! No Brasil, repare, os canudinhos de bares e lanchonetes vêm embalados num envelope de…plástico! Quer desperdício maior? Simplesmente, não use. Está ao seu alcance.

Exercendo cidadania

Pressione as empresas que usam plástico em demasia, sem se importarem com o descarte. Caso da Coca- Cola, por exemplo. Se você for comprar um mesmo produto que seja embalado em plástico, ou outro material, prefira esse último. As embalagens são uma parte enorme do problema. Você joga no lixo, e elas vão parar nos oceanos. Ninguém utiliza uma embalagem. Portanto, preste atenção ao ir às compras. Outro exemplo são os copos descartáveis usados em empresas, consultórios, escolas, etc. Converse com os responsáveis. É preciso cessar de vez a produção de copos descartáveis. Que cada um use o seu, ou lave depois do uso. Simples, não?

Mapeamento dos pontos de entrega de recicláveis

Se sua cidade não tiver coleta seletiva, pressione o poder púbico. Se tiver, separe seu lixo. Mapeamento dos pontos de entrega de recicláveis, trabalho de pesquisa da FIA, fez um mapeamento georreferenciado dos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária). Foram cadastrados 1.936 pontos, em 61 cidades de 20 estados brasileiros, que podem ser acessados via aplicativo ou pela internet.

APP “Reciclagem de Plásticos”

O APP “Reciclagem de Plásticos” permite ao usuário acessar rapidamente o endereço do PEV mais próximo de sua casa ou estabelecimento comercial. As buscas pelo PEV ou por recicladores podem ser feitas por meio do CEP, nome de rua e, no caso dos aplicativos para celular, por georreferenciamento automático, quando o aparelho possuir essa função.”

Baixe aqui o APP “Reciclagem de Plásticos”

Os dados podem ser acessados gratuitamente pelo APP “Reciclagem de Plásticos”,  disponível aos usuários de smartphones com sistema iOS e Android, ou via internet.

Fontes virtuais no Brasil

http://www.plastivida.org.br/images/releases/Release_091_Reciclagem_Plasticos_.pdf

https://www.ecodebate.com.br/2015/09/04/a-reciclagem-no-brasil-em-2014-artigo-de-antonio-silvio-hendges

https://www.embalagemmarca.com.br/2016/10/levantamento-mapeia-a-reciclagem-de-plasticos-no-brasil/

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2017/07/22/interna_ciencia_saude,611649/plastico-mundo-produziu-8-3-bi-de-toneladas-em-65-anos-e-reciclou-so.shtml

http://cempre.org.br/artigo-publicacao/ficha-tecnica/id/4/plasticos

http://www.otempo.com.br/capa/economia/brasil-perde-r-120-bilh%C3%B5es-por-ano-ao-n%C3%A3o-reciclar-lixo-1.1423628

http://www.unicamp.br/fea/ortega/temas530/mariana.htm

http://www.portalsaofrancisco.com.br/meio-ambiente/reciclagem-do-plastico

http://simplast.com.br/

Fontes virtuais no mundo

http://www.keepeek.com/Digital-Asset-Management/oecd/environment/environment-at-a-glance-2015_9789264235199-en#page30

https://www.thebalance.com/plastic-recycling-facts-and-figures-2877886

https://www.epa.gov/

Fonte – João Lara Mesquita, Blog Mar sem Fim de 20 de fevereiro de 2018

Aplicativo brasileiro conhecido como ‘Tinder da Reciclagem’ é premiado pela ONU como uma das 10 maiores inovações tecnológicas do mundo

Aplicativo brasileiro conhecido como ‘Tinder da Reciclagem’ é premiado pela ONU como uma das 10 maiores inovações tecnológicas do mundoFoto: DW/Karina Gomes

Dois mil projetos de todo o mundo inscritos e lá estava o aplicativo brasileiro Cataki entre os grandes vencedores! A ferramenta, também conhecida como Tinder da Reciclagem, foi considerada uma das 10 maiores inovações tecnológicas do planeta pelo Netexplo, um observatório independente que estuda os impactos das tecnologias digitais na sociedade em parceria com a Unesco, o orgão da ONU para a Educação, Ciência e Cultura.

Idealizado pelo ativista e grafiteiro Mundano – que também é fundador do movimento Pimp My Carroça –, o aplicativo Cataki ficou conhecido como Tinder da Reciclagem por proporcionar “matchs” entre catadores e pessoas e empresas interessadas em descartar materiais recicláveis – como vidro, plástico, papel, móveis e aparelhos eletrônicos.

Desde julho de 2017, quando a ferramenta foi lançada, 300 catadores de mais de 30 cidades do país se cadastraram no aplicativo – e afirmam estar trabalhando muito mais graças a ele. Na prática, o app empodera os catadores, tão pouco reconhecidos por seu trabalho no país, e garante que um montante considerável de resíduos – que, não fosse a facilidade do Cataki, seria descartado em aterros – seja encaminhado para reciclagem. Fala se esse prêmio não foi para lá de merecido?

Ao lado de Breno Castro Alves, coordenador da iniciativa, Mundano recebeu o troféu Innovation Forum Netexplo em cerimônia oficial que aconteceu na sede da Unesco em Paris, na França. E, claro, para celebrar a conquista, os dois levaram à festa confetes feitos de…. material reciclável!

Quer saber mais sobre o Cataki? Clique aqui!

Fonte – Débora Spitzcovsky, Thee Greenest Post de 20 de fevereiro de 2018