A PhD catadora de lixo que revolucionou coleta e inspirou reciclagem no Líbano

Zeinab Mokalled

Uma mulher de 81 anos que organizou uma equipe feminina de coletoras de lixo em sua cidade no Líbano agora vive ouvindo perguntas sobre como fez isso.

O acúmulo de lixo e a falta de aterros sanitários são um sério problema no país. Durante nove meses em 2015 e 2016, pilhas de lixo foram espalhadas pelas ruas da capital, Beirute, e até hoje a solução tem sido jogar parte do lixo no mar.

Zeinab Mokalled provou que, quando o governo falha, iniciativas locais no estilo “faça você mesmo” podem funcionar.

“Havia sujeira por todo canto e as crianças estavam imundas”, diz.

Ela está relembrando os anos 1980 e 1990, quando Israel ocupou parte do sul do país, por 15 anos, e o recolhimento de resíduos foi interrompido em sua cidade, Arabsalim.

Com o passar dos anos, o lixo foi se acumulando e Mokalled foi pedir ajuda ao governador da região.

“Por que você se importa? Não somos Paris”, respondeu ele.

“Eu soube naquele dia que eu tinha que fazer algo eu mesma.”

Mokalled chamou as mulheres de seu vilarejo para ajudar – em parte porque queria empoderá-las e também porque acreditava que elas fariam um trabalho melhor.

Khadija FarhatKhadija Farhat comprou um caminhão para coletar itens recicláveis

Além disso, organizar a reciclagem doméstica e colocar o lixo para fora eram tarefas que já vinham sendo realizadas por mulheres.

Mokalled precisava, então, de voluntárias para bater de porta em porta e falar sobre a iniciativa – e colocar homens para fazer isso em uma comunidade libanesa muçulmana em meados dos anos 1990 não seria apropriado.

Elas não tinham equipamentos nem infraestrutura. Então por onde começar?

Uma amiga de Mokalled, Khadija Farhat, comprou um pequeno caminhão com dinheiro de seu próprio bolso. Mokalled ofereceu seu próprio jardim como depósito de lixo reciclável.

Não parecia provável que os 10 mil moradores da cidade pagariam para ter seu lixo coletado, então as voluntárias resolveram arcar com esse custo. E 19 anos depois, elas continuam fazendo o mesmo – cada uma dos 46 membros da equipe paga cerca de US$ 40 (R$ 130) por ano.

“A reciclagem caseira era a melhor solução”, diz Mokalled, que chamou a organização de “Chamado da Terra”.

Elas começaram reciclando vidro, papel e plástico. Recentemente, começaram a coletar lixo eletrônico e contrataram um pesquisador para descobrir a melhor forma de fazer compostagem nas condições secas e quentes do sul do Líbano.

A única ajuda que as catadoras de lixo receberam das autoridades locais, após três anos de trabalho, foram 300 cestas de plástico e um terreno de presente, o que permitiu que Mokalled recuperasse seu jardim.

Ao mesmo tempo, elas começaram a alugar um pequeno caminhão além do de Farhat, e contrataram um motorista homem – apesar de sempre acompanhá-lo para garantir que ele não se aproxime de mulheres sozinho.

Depois de 10 anos, elas ganharam uma doação da embaixada italiana para construir um depósito, que é onde Mokalled agora recebe visitantes – crianças, estudantes e ativistas – que vêm estudar como o Chamado da Terra funciona.

Os problemas relacionados a lixo aumentaram no país desde o fechamento do principal aterro de Beirute em 2015, o que levou à concentração de resíduos na cidade e na área no entorno do Monte Líbano.

Um Um “rio de lixo” em Beirute antes de sua remoção para um aterro em março de 2016

As tentativas de encontrar um novo local para despejar o lixo da cidade foram infrutíferas. Nenhum dos grupos étnicos que tradicionalmente disputam o poder no país – cristãos, sunitas ou xiitas – quis receber o aterro. O governo, então, anunciou que exportaria o lixo – mas reverteu a decisão meses depois.

O lixo, no entanto, tinha que ir para algum lugar, e acabou sendo despejado perto do aeroporto. Só que isso atraiu bandos de gaivotas, que viraram um perigo para os aviões. Iniciativas de matar as gaivotas a tiros provocaram ondas de protesto, então foram usadas máquinas para tocar música alta e assustá-las. Uma decisão da Justiça exigiu o fechamento do local, mesmo assim, as gaivotas continuam circulando sobre a área.

Para piorar, um antigo aterro sanitário foi reaberto. Além de trazer novos resíduos, caminhões estão levando lixo velho – em parte, contaminado por químicos – e jogando o entulho no mar Mediterrâneo.

Caminhões transportam lixo antigo até o mar MediterrâneoCaminhões transportam lixo antigo até o mar Mediterrâneo

A longo prazo, o governo diz que quer queimar o lixo e gerar eletricidade a partir dele. Mas críticos temem que eles não lidem com a questão direito e que os plásticos e outros materiais capazes de criar fumaça tóxica sejam queimados junto a resíduos orgânicos limpos.

Por isso, talvez não seja tão surpreendente que o simples esquema de reciclagem pela comunidade, bolado por Zeinab Mokalled, atraia tanta atenção.

As mulheres do vilarejo vizinho de Kaffaremen recentemente começaram sua própria iniciativa, que é parecida com a de Mokalled, a única diferença é que é mantida pelo dinheiro dos moradores, não das voluntárias. Outra cidade próxima, Jaarjoua, também decidiu seguir o mesmo modelo.

“Quando olho para elas, é como olhar para nós mesmas há 20 anos”, diz Mokalled.

Quando criança, ela dava aulas de literatura árabe para algumas das voluntárias de Kaffaremen. Agora, ela é sua mentora em questões ambientais.

“Vocês vão enfrentar muitos desafios, mas é tudo uma questão de paciência e determinação”, diz a elas.

Wafaa, uma das ex-alunas de Mokalled, aperta com firmeza sua mão e diz: “Ela é um exemplo para mim. Ela nunca desistiu”.

Além de garantir que Arabsalim esteja limpa, Mokalled ainda arranjou tempo para fazer um doutorado em Estudos Árabes, conquistado quando tinha 70 anos.

Um aterro temporário chamado Costa Brava, bem ao lado do mar no aeroporto de BeiruteUm aterro temporário chamado Costa Brava, bem ao lado do mar no aeroporto de Beirute

Do que ela mais se orgulha?

“Plantar a ideia na cabeça das pessoas de que cuidar do planeta é nossa responsabilidade nesta parte do mundo. Se o fizermos ou não, os políticos não vão se importar. Depende de nós. Se todos fizessem o que fizemos em Arabsalim, o Líbano não teria problemas com lixo.”

Fonte – Nidale Abou Mrad, BBC Brasil de 08 de junho de 2017

Esse lixo é um luxo

Separar lixo na Alemanha requer conhecimento e habilidade. Quando chegamos aqui, levei uma bronca – atitude normal alemã –  da dona do hotel em que moramos nos primeiros quarenta dias, por ter jogado uma tetrapack no lixo de papel. Depois disso, a agente de recolocação nos forneceu um roteiro com a separação correta do lixo e me senti fazendo um curso de especialização em reciclagem.
Já instalados em nossa casa, compramos uma lixeira com 3 separações para facilitar a seleção do lixo: uma divisão para metais e plásticos, outra para papel e outra para restos domésticos em geral . Em nosso prédio, até dois meses atrás, não tínhamos o contêiner para lixo biológico  não processado- restos de verduras, legumes, frutas, cascas de ovos e plantas, então, não fazíamos essa separação e agora precisamos de mais um recipiente para esse tipo de lixo; as garrafas pet são retornáveis e as de vidro devem ser jogadas em contêineres espalhados pela cidade, prestando atenção na cor das garrafas para fazer a separação correta;  e a coleta de isopor e baterias é feita nos supermercados e lojas que vendem estes tipos de produtos. Com a coleta seletiva, passamos a perceber a quantidade de lixo que produzimos por dia. É um absurdo! Então, tentamos, sempre que possível, escolher produtos pela embalagem, de forma que não produzamos tanto lixo.
Não justificaria tanto trabalho em micro escala se não houvesse uma logística para recolhimento e tratamento pós-coleta deste lixo. E aqui, seja rico ou seja pobre ou seja governo, tem-se que respeitar o processo do principio ao fim (igualzinho no Brasil, buáá ). No começo do ano, recebemos pelo correio um plano de coleta de lixo, que é super importante para residências, pois o morador tem que colocar o respectivo contêiner na rua, no dia da coleta. Já, a maioria dos prédios possuem contêineres enoooormes onde aos poucos depositamos a nossa caca diária. Eles são colocados em áreas de fácil acesso aos caminhões de lixo e são feitos de forma a se encaixarem no caminhão, evitando que os coletores  manuseiem o lixo diretamente.
E o que fazer com as quinquilharias, como roupas, aparelhos eletrônicos e móveis?
Quatro vezes por ano, acontece a coleta do lixo que não é lixo, ou melhor, do que é lixo pra mim mas pode não ser para outrem (want not waste not). É o chamado Sperrmüll (nosso “bota-fora”), que é o lixo que pelo seu tamanho ou tipo não pode ser jogado no lixo comum. Neste dia, pode-se colocar gentilmente na rua, sem atrapalhar o trajeto dos transeuntes nas calçadas, tudo que você não quer mais e não cabe nos lixos citados acima. Pela regra, não poderiam ser jogados roupas ou aparelhos eletrônicos. Mas não é só brasileiro que não segue regra, não. Pela regra também, o lixo só poderia ser colocado na rua a partir das 7 horas da manhã do dia da coleta. Mas todo mundo coloca na noite anterior.
Essa “estratégia” é para que se jogue tudo, inclusive o que não pode, pois dá tempo das pessoas passarem pela rua e escarafunchar o lixo que não é lixo pra ver se encontram algo que interesse. Uma pessoa aqui perto jogou uma coleção de Matchbox com centenas de carrinhos. Crianças e adultos se acotovelaram pra pegar o quanto podiam. A minha amiga brasileira adora olhar o que está em oferta nas calçadas e já chegou a encontrar mais de 3 metros de lã pura. Fez um casacão lindo. Eu mesminha tenho um quadro que ela pegou no lixo e me deu. Tinha uma foto de uma paisagem escocesa e ela pegou só por causa da moldura. Quando abri para limpar, encontrei uma gravura por trás da foto e agora ela está na minha parede. Existem vários casos de gente que encontrou coisas valiosíssimas em Sperrmüll por aqui.  Por conta disso, tem pessoas que tem por hobby caçar  coisas nestes dias. Eu pus uma cadeira de carro da Lara no lixo e tão logo a coloquei, parou uma Mercedes prata linda, desceu uma mulher e carregou a cadeira embora. Será que era pra ela usar? Pode até ser.  Mas ela pode ser uma daquelas pessoas que adoram participar de Flohmarkt , feiras espalhadas pela cidade que são uma febre por aqui e que conhecemos como bazares de segunda mão ou, literalmente, Mercado de Pulgas (este é um assunto para outro post).Outros fregueses deste tipo de lixo são os que moram ou tem parentes na Europa Oriental. Eles normalmente vem de van e carregam tudo que possa servir pra vender na terra deles. E por que será que tem tanta gente que joga tanta coisa que tem conserto fora?
Uma das dicas que o folheto do Sperrmüll dá é  “ao comprar móveis e aparelhos domésticos, preste atenção nas possibilidades de conserto e longevidade dos mesmos. Assim, eles não irão tão rápido para o lixo(“achten Sie beim Kauf von Möbeln und Haushaltsgeräten auf Reparaturfreundlichkeit und Langlebigkeit. Dann werden sie nicht so schnell zu Müll”). Ou seja, devemos evitar comprar produtos de baixa qualidade ou que não precisamos mas compramos porque  tá barato, porque certamente eles irão parar no lixo em pouco tempo. Esse tipo de conselho procede porque o barato sai realmente caro. Serviços e consertos custam os olhos da cara e, na maioria das vezes, o custo é mais alto do que comprar um novo produto. Eu mesminha já tive este tipo de problema com micro-ondas, torradeira, aspirador portátil, secador de cabelos e um notebook (da HP, que não era de baixa qualidade): o preço do conserto era mais alto do que comprar outro. Com exceção do notebook, foi tudo pro Sperrmüll.
Roupas e sapatos não devem ser jogados no “bota-fora”. Eles podem ser depositados em contêineres de instuições beneficentes espalhados pela cidade, ser entregues nas sedes dessas instituições ou ainda vendidos nas garage sales ou Flohmärkte.
A minha mãe, dona Dercy do Baeta, iria se deliciar com o esquema de reciclagem daqui, pois o passatempo preferido dela é mexer no lixo dos outros e catar o que as pessoas não querem mais. E aí ela enche a casa dela de cacareco e móvel velho e as coisas ficam lá até aparecer alguém que queira ou, então, ela faz um bazar para arrecadar dinheiro e comprar comida para os pedintes – é o que eu chamo de “Dercyclagem”, versão baetense do Sperrmüll e do Flohmarkt.
Fonte – blog Tudo de Bonn de 21 de fevereiro de 2010
Está na hora de inspirar nossos gestores ambientais.

Coleta seletiva de embalagens custa menos de 1 centavo para cada produto

Depósito da Coopamare, uma das cooperativas da cidade de São Paulo (Foto: Julio Avanzo)Depósito da Coopamare, uma das cooperativas da cidade de São Paulo (Foto: Julio Avanzo)

Dados mostram que a indústria poderia ajudar a subsidiar a reciclagem em larga escala – conforme previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos

A coleta seletiva do nosso lixo é mais viável economicamente do que se imagina. É o que mostra um relatório divulgado pela BVRio. A empresa negocia créditos de coleta seletiva de lixo promovida por catadores organizados em cooperativas do país. O levantamento foi feito com base no trabalho realizado pela BVRio entre 2014 e 2015 com cerca de 3 mil catadores de aproximadamente 100 cooperativas distribuídas por 21 estados brasileiros. Entre outros dados, o relatório apresenta uma média do custo da coleta realizada por essas cooperativas. O trabalho das cooperativas envolve recolher, separar e enviar para reciclagem ou reúso as embalagens mais comuns, como garrafa PET, latinha ou sacolas plásticas. É a chamada logística reversa. Essa operação, segundo a BVRio, custa menos de R$ 0,01 (1 centavo de real) por unidade nos principais materiais coletados.

O custo é mais baixo ainda para um dos materiais mais comuns no supermercado hoje. É o Bopp, sigla em inglês para Polipropileno Biorientado. Trata-se de um tipo de plástico que pode ser metalizado ou laminado. É usado na embalagem de sachês de alimentos, de saquinhos de batata frita, barras de cereais, biscoitos e vários outros produtos. Segundo o levantamento da BVRio, a coleta de cada unidade de Bopp custa R$ 0,0010 em média.

O custo por unidade coletada de cada tipo de resíduo é o seguinte:

latinha: R$ 0,0014
sacolinha plástica: R$ 0,0003
garrafa PET: R$ 0,0051
vidro: R$ 0,0245
caixa de papelão: R$ 0,0140
BOPP (embalagem comum em sachês, biscoitos  barras de cereal): R$ 0,0010

Esse custo relativamente baixo pode significar que uma coleta seletiva feita em larga escala com ajuda da indústria seria mais viável do que se imagina. O Brasil produz cerca de 67 milhões de toneladas por ano de lixo. Menos de 1% disso é reciclado. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, uma legislação criada em 2010, determina que as empresas devem assumir responsabilidades pela coleta e pelo descarte devido dos resíduos de seus produtos. Mas essa  diretriz está longe de ser colocada em prática. O principal argumento da indústria é que embutir no custo dos produtos as despesas com a coleta e a destinação teria um grande impacto no preço ao consumidor.

“Quando você olha os custos reais de recolher os produtos usando a rede nacional de catadores, vê que é absurdo não termos mais incentivos para aumentar o alcance da coleta”, diz Pedro Moura Costa, presidente da BVRio. “Fica evidente que, se a indústria assumisse uma responsabilidade maior para viabilizar a coleta, o impacto no preço final dos produtos não seria relevante.”

Além de reduzir a pressão sobre os aterros e lixões, esse investimento melhoraria a renda dos 800 mil catadores de lixo que atuam hoje no país. Permitiria que tivessem um incremento na qualidade de vida e nas condições de trabalho.

Fonte – Alexandre Mansur, Blog do Planeta de 24 de maio de 2017

O que você precisa saber sobre o sistema de reciclagem na Alemanha

O que você precisa saber sobre o sistema de reciclagem na Alemanha

Não tem como se mudar para a Alemanha e não perceber como esse negócio de reciclagem é sério por aqui. Para se ter uma ideia, a Alemanha é o número 1 no mundo quando o assunto é reciclagem, de acordo com informação fornecida pela OECD. É um assunto muito importante no país e como turista e principalmente como expatriados, você precisa saber como o sistema de reciclagem funciona.

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Na verdade, saber como esse sistema funciona é essencial para o seu dia a dia morando no país. Certamente irá te ajudar a economizar tempo e dinheiro e a manter a paz com seus vizinhos. Sim, seus vizinhos, porque as pessoas aqui não só fazem a parte delas, elas também se importam se você está fazendo a sua.

Através da minha experiência morando na Alemanha há 4 anos e com uma pesquisa por sites oficiais, fiz um pequeno guia sobre o que você precisa saber sobre o sistema de reciclagem na Alemanha. O assunto é vasto, dá para escrever um livro inteiro sobre isso, então me perdoem se eu não mencionar cada detalhe nesse post. De qualquer forma, espero que seja útil para muita gente que mora ou está vindo morar por aqui, ou que estão apenas de passagem.

As garrafas retornáveis (Pfand)

Uma das primeiras coisas que você notará na Alemanha é que dá para receber dinheiro de volta pelas garrafas retornáveis. Dependendo da garrafa (as que são recicladas somente uma vez,Einweg ou as que podem ser recicladas mais vezes, as Mehrweg) você pode receber entre 0,08 e 0,25 centavos de volta.

Essas garrafas que podem ser de plástico, metal ou de vidro, são devolvidas nos supermercados e em qualquer Geträkemarkt (depósito de bebidas). Há umas máquinas nesses locais, onde dá para depositar as garrafas e receber um recibo com o valor que você tem direito a receber. Esse recibo pode ser trocado por dinheiro ou usado como desconto na sua compra no local.

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Nem todas as garrafas são retornáveis: garrafas de vinho, geleia, as que indicam Pfandfrei, entre outras.

As retornáveis: garrafas de cerveja, refrigerantes, água, suco, e até mesmo as latinhas de refrigerantes e energéticos.

Em cidades grandes como Munique, é de costume deixar garrafas retornáveis encostadas em lugares pelas ruas para que mendigos possam pegá-las e devolvê-las.

Os containers

3Vai logo se acostumando com eles. Dependendo da cidade em que você mora, terá esses em sua casa/prédio:

Preto

Para o lixo geral, o que significa tudo que não é reciclável.

Exemplos: resto de comida, poeira, pontas de cigarro, fraldas de bebê, cocô de cachorro, etc.

Não inclui: lixo orgânico, tudo que é reciclável, lixo especial como pilhas, etc.

Coleta: normalmente a cada 2 semanas.

Azul

Para papel.

Exemplos: jornais, caixas de papelão (sapatos, pizza, etc), sacolas de papel, panfletos, lenços de papel limpos, etc.

Não inclui: papel sujo, sacolas de plástico, adesivos, papel carbono, papel de fotografia, etc.

Coleta: mensalmente

Amarelo

Para embalagens de plástico e metal leves. Dependendo da cidade, pode ser que sacolas amarelas sejam usadas ao invés do container. Em outros casos, é necessário levar esse lixo até os grandes containers encontrados nas ruas.

Exemplos: latinhas, materiais plásticos, embalagens de alumínio, caixas de leite, etc.

Não inclui: embalagens ainda com conteúdo, fraldas de bebê, vidros, embalagens de papel, etc.

Coleta: mensalmente para as sacolas e pequenos containers, e duas vezes no mês para os containers grandes.

Marrom e verde

São para lixo orgânico.

Exemplos: frutas e verduras, cascas de ovo, plantas, folhas, etc.

Não inclui: restos de comida, carne, cinzas, poeira, etc.

Coleta: a cada 2 semanas.

Os Vidros

As garrafas de vidro que não são retornáveis são divididas entre transparentes, verdes e marrons. Elas podem ser depositadas nos grandes containers das ruas.

Os volumosos

São os móveis de casa, como sofás, mesas, prateleiras, etc. O lugar para se desfazer dos mesmos se chama wertstoffhof, que é basicamente uma estação de lixo.

Não inclui: partes de carro, roupas velhas, aparelhos eletrônicos, etc.

Lixo especial

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Aparelhos eletrônicos pequenos e grandes, como geladeiras, torradeiras, fornos microondas, etc. Pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, tinta, etc. Devem ser levados ao wertstoffhof. Em alguns supermercados é possível se desfazer de pilhas, por exemplo.

O Wertstoffhof

É basicamente uma central, encontrada em praticamente todo bairro da cidade. Ir lá vale a pena quando se tem grande quantidade de lixo ou aqueles que estão na categoria especiais. Árvores de Natal, móveis, muito plástico e papelão, aparelhos eletrônicos, etc.

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Os containers das ruas

São encontrados nas ruas das cidades (nem todas). Entre esses containers, há alguns para plástico e alumínio, outros para os vidros (marrom, verde e transparente). Se em seu prédio/casa não há esses containers, é lá para onde você deverá levar esse lixo.

Entre eles também há um onde é possível doar roupas.

Note que existe um certo horário que é permitido jogar lixo nesses containers: das 07:00 até às 19:00 em dias da semana. Mas para ser sincera vejo gente jogando todo dia e à qualquer hora. Essa regra existe para não fazer barulho para a vizinhança.

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Vocabulário útil

Restmüll: lixo geral
Papier: papel
Kompost: composto orgânico
Plastik: lixo de plástico
Kunststoffe: plástico
Flaschen: garrafas
Glas: vidro
Dosen: latas

Fonte – Allane Milliane, Alemanha para brasileiros de 11 de maio de 2017

Um pouquinho de inspiração para nossos gestores.

Os alemães e sua relação com o consumo – Uma nova forma de olhar as coisas

Os alemães e sua relação com o consumo – Uma nova forma de olhar as coisasHábitos que olharíamos com profundo preconceito no Brasil, fazem parte do dia-a-dia de uma das maiores potências do mundo.

Um dos grandes prazeres de uma viagem está em observar e aprender com o outro. “O destino de alguém não é nunca um lugar, mas uma nova forma de olhar as coisas”, disse uma vez o escritor norte-americano Henry Miller.

Na última viagem que fiz para a Alemanha, considerei uma cena emblemática: um sujeito bem vestido, terno e grava, aparentando seus 30 e poucos anos, entrando em um supermercado com uma bolsa de tecido repleta de garrafas pet vazias e pacientemente as inserindo em uma máquina, uma a uma, em troca de alguns centavos.

Algo de “errado” na cena? Evidentemente que não. Para os demais alemães presentes no supermercado, era uma cena comum. Para mim, como brasileiro, o primeiro pensamento foi que dificilmente poderia presenciar algo do tipo no Brasil.

Uma realidade bem diferente da nossa

No Brasil, o ato de economizar quase sempre é associado a um momento temporário de escassez de recursos ou a um objetivo de consumo específico. Final do mês, faltou dinheiro? Economiza. A pasta de dentes está no fim e não tem outra? Economiza. Foi demitido? Hora de rever os gastos. Quer viajar no fim do ano? Junta dinheiro para gastar tudo na viagem.

Fora desses cenários, a pessoa que para pra pensar antes de fazer um gasto costuma ser rotulada como “mão de vaca”, “muquirana” ou “sovina” – termos pejorativos associados ao sujeito que não “gosta” de gastar dinheiro.

Quem racionaliza os impactos de seus gastos muitas vezes é colocado na mesma categoria de um sujeito que não gasta com nada. O modelo vigente é: Se tenho dinheiro, compro; se não tenho, não compro – ou até compro, mas parcelado a perder de vista.

Os alemães e sua relação com o consumo – um aspecto cultural

Na Alemanha, o “modo de viver” econômico é uma característica cultural do povo alemão, e está totalmente dissociado do quanto você tem (ou não tem) de dinheiro – simplesmente são conceitos distintos.

Ter dinheiro suficiente para comprar algo não significa que você vá de fato comprar sem antes analisar uma série de fatores: isso vale o quanto estão me cobrando? Quanto eu preciso realmente disso?

Costuma-se atribuir essa cultura ao período de grande escassez de recursos vivido pelo povo alemão ao longo das duas grandes Guerras Mundiais.

Independente das razões, fato é que a maior parte dos alemães tem incutido em seu modelo mental o hábito de ser econômico e analisar seus gastos e hábitos de consumo. Uma ótima forma de ilustrar isso é voltar ao exemplo do supermercado para analisar alguns hábitos e comportamentos dos alemães.

Receber troco em balas? Nos supermercados da Alemanha, isso simplesmente não existe!

Lembra do sujeito de terno devolvendo garrafas em uma máquina? O nome dessas máquinas é “Pfandautomat“, e a função delas é justamente receber embalagens (pet ou vidro) vazias. O nome é por conta do “Pfand“, um valor cobrado pelas embalagens no ato da compra e que pode ser recebido de volta quando a pessoa se dá ao trabalho de devolver essas embalagens em uma “Pfandautomat“.

Os alemães e sua relação com o consumo - Uma nova forma de olhar as coisasPfandautomat

E aqueles centavos de troco que aqui no Brasil a gente acaba deixando pra lá ou recebendo em balas? Nos supermercados da Alemanha isso simplesmente não existe. Se a pessoa tem direito a um troco de 1 centavo, vai receber sua moeda sem precisar brigar por isso. Para o alemão, cada centavo que seja seu por direito é importante.

É raro encontrar um alemão fazendo compras sem a sua ecobag

Outro hábito interessante que observei por lá é que no Brasil ainda estamos engatinhando: o uso de ecobags, aquelas sacolas de tecido que podem ser reutilizadas. É raro encontrar um alemão fazendo compras sem a sua ecobag ou sem um carrinho de compras para minimizar o uso das sacolinhas de plástico – que são cobradas à parte.

No Brasil, esse modelo já foi implementado em muitas redes de supermercados, mas a maior parte das pessoas continua preferindo pagar pelas sacolas de plástico do que levar a sua própria de casa.

Nessa cultura do “ser econômico”, o dinheiro é somente uma das pontas. Direta e indiretamente, todo o modelo de consumo e de aproveitamento dos recursos é impactado por essa característica. Não por acaso, a Alemanha é pioneira em diversas iniciativas de políticas sustentáveis.

A Alemanha recicla 65% dos resíduos produzidos

Para começar, o país possui uma legislação específica para tratar da maneira como os alemães devem separar seu lixo doméstico para descarte, separando os produtos recicláveis em categorias. Se alguém é pego descumprindo a regra, a multa é pesada. Isso explica a Alemanha ser o país que mais recicla em todo o mundo, atingindo incríveis 65% dos resíduos produzidos.

“The Good Food”  ao invés de jogar alimentos no lixo e supermercado sem embalagens

Em Colônia, na Alemanha, a loja “The Good Food” é especializada em vender alimentos que iriam para o lixo por serem “feios” ou por estarem próximos a data de vencimento (ou até recentemente vencidos). Em alguns casos, o preço do produto é definido pelo comprador, que paga o quanto acha que vale.

O Original Unverpackt, em Berlim, foi o primeiro supermercado do mundo com a proposta de não gerar resíduos. Os produtos são vendidos a granel e não fazem uso das embalagens tradicionais – o cliente é quem leva de casa seus potes e sacolas para acomodar suas compras.

O “Sperrmüll”

Há ainda um “evento” dedicado ao reaproveitamento de produtos descartados por outras pessoas, o “Sperrmüll“:

Em diversas datas definidas ao longo do ano, o alemão pega tudo que não quer mais – móveis, sofás, colchões e afins – e coloca do lado de fora da casa.

Outras pessoas simplesmente passam e pegam aquilo que precisam para suas casas – e não são moradores de rua ou mendigos, são pessoas com dinheiro que optam por uma solução mais sustentável. O que não é reaproveitado por outras pessoas é recolhido pela administração municipal e levado para centros de reciclagem.

Sperrmüll na Alemanha“Sperrmüll” em rua na Alemanha – Por 3268zauber (Trabalho próprio) – CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Uma nova forma de olhar as coisas

Cuidar do seu lixo; comprar produtos que estão pra vencer; levar seus próprios potes e sacolas para as compras; vasculhar naquilo que o outro descartou a procura de algo que sirva para você. Hábitos que no Brasil olharíamos com profundo preconceito, mas que fazem parte do dia-a-dia dos cidadãos de uma das maiores e mais ricas potências do mundo.

Talvez seja mais do que hora de buscarmos essa “nova forma de olhar as coisas”. Se tem algo que podemos aprender com os alemães é esse modo de consumir mais consciente, baseado em uma gestão mais responsável dos recursos.

Fonte – Augusto Lohmann, blog Alemanha para Brasileiros de 05 de junho de 2017

Site divulga pontos de descarte de lixo

Já está no ar o site www.maringadescarta.com.br, criado pelo vereador Homero Marchese (PV).

Lá é possível conferir os locais destinados a receber resíduos
sólidos como móveis, eletrodomésticos, metal, vidro,
entre outros.

Ao clicar sobre o endereço o internauta verá o mapa respectivo
com a indicação de rotas. No final da página, será possível contribuir indicando outros locais de descarte.

Fonte – Jornal Metro de 12 de junho de 2017

Engenheiro britânico usa plástico reciclado para criar asfalto 60% mais resistente

Engenheiro britânico usa plástico reciclado para criar asfalto 60% mais resistenteO asfalto é feito com materiais 100% reciclados. | Foto: Divulgação/MacRebur

O produto tem chamado atenção de grandes investidores, entre eles o bilionário Richard Branson

O uso de plástico reciclado tem sido cada vez mais testado na construção sustentável. Um dos exemplos mais recentes veio de um trio de empreendedores do Reino Unido. Trata-se do desenvolvimento de um asfalto de excelente qualidade produzido de uma maneira muito mais barata, uma vez que utiliza resíduos plásticos.

Batizado de MR6, o asfalto ecológico possui menos betume do que uma pavimentação tradicional. A empresa desenvolvedora, MacRebur, afirma que o resultado é um produto mais fácil de ser aplicado, em comparação com os outros. Também garante que o asfalto é mais 60% mais resistente, tendo melhores resultados em diversos quesitos – o que aumenta a vida útil da estrada.

Foto: MacRebur

Apresentado como um asfalto econômico e duradouro, ele é feito com materiais 100% reciclados, o processo é benéfico por diversas razões, entra eles ajuda a reduzir: o uso de combustíveis fósseis, a pegada de carbono e a quantidade de lixo que iria para o aterro sanitário. Além disso, ele não tem custos de infra-estrutura maiores do que um asfalto comum e ainda requer menor investimento em manutenção.

Foto: MacRebur

A ideia da tecnologia veio do engenheiro Toby McCartney quando trabalhava no sul da Índia com uma instituição de caridade que ajudava trabalhadores de um aterro sanitário. Quando voltou ao Reino Unido ele se juntou a dois amigos para criar uma mistura de resíduos de plásticos que pode ser adicionada ao material base da produção de asfalto e assim surgiu o MR6.

Foto: MacRebur

“Após 18 meses de testes e testes, tivemos o nosso produto que é dentro dos padrões britânicos e europeus e é um aditivo de alto desempenho que melhora as estradas que conduzimos hoje”, explica a companhia.

O produto tem chamado atenção de grandes investidores, entre eles o bilionário Richard Branson que premiou a MacRebur com o primeiro lugar em uma competição de startups promovida pela sua empresa.

Fontes – ONE2030 / CicloVivo de 01 de junho de 2017

Conheça projetos de preservação ambiental existentes em Maringá

Os projetos variam desde coleta seletiva, reciclagem de produtos, reutilização de óleo de cozinha e muitos outros. A Prefeitura investe em novas ideias para preservar.

Fonte – RicMais de 05 de junho de 2017

Campanha recolhe lixo eletrônico nesta terça

Destinação poderá ser feita em ponto de entrega na Praça Napoleão Moreira da Silva (em frente da agência Sicoob – avenida Santos Dumont)
Divulgação

A Semana do Meio Ambiente terá como atração desta terça, 6, a Campanha E-Lixo que irá coletar computadores, impressoras, aparelhos de TV e outros equipamentos. A destinação poderá ser feita em ponto de entrega na Praça Napoleão Moreira da Silva (em frente da agência Sicoob – avenida Santos Dumont), entre as 9 e 16 horas. A ação é resultado da parceria entre o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescap) e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema).
A diretora regional do SESCAP-PR, Miram da Silva Braz, explica que muitos aparelhos eletrônicos contêm substâncias tóxicas e se descartados de maneira incorreta, tornam-se um grave problema ambiental. “Dar um destino adequado para esses equipamentos faz parte de uma consciência cidadã”, reforça.
O secretário de Meio Ambiente, Jaime Dallagnol, destaca que a coleta será repassada para cooperativa de reciclagem. “Além de destinar corretamente esses produtos e reduzir o passivo ambiental, essa ação irá contribuir com a fonte de renda para famílias de baixa renda que separam os materiais e comercializam com empresas de reciclagem”, explicou.
A Campanha E-Lixo está em sua sexta edição. Surgiu em 2011 para resolver um problema de acúmulos de aparelhos eletrônicos inutilizados nas empresas representadas pelo SESCAP-PR e com o sucesso da campanha, tornou-se uma ação pública, com a participação da sociedade. Até hoje a E-Lixo já deu um destino correto a 348 toneladas de materiais descartáveis nos municípios de Arapongas, Curitiba, Guarapuava, Maringá, Paiçandu, Sabáudia, Toledo e Umuarama.
A Semana do Meio Ambiente é uma realização da Sema e conta com o apoio  das secretarias municipais de Educação, Saúde e Serviços Públicos. A programação prossegue até sexta, 9, com diversas atividades de educação ambiental.
Fonte – Assessoria de comunicação da prefeitura de Maringá de 05 de junho de 2017

Ambev investe 1,5 milhão em máquinas de garrafas retornáveis de cerveja

Equipamentos vão incentivar as pessoas a serem mais cuidadosas com o planeta. © Depositphotos.com / room76photography

Ação visa incentivar uso de garrafas retornáveis por parte do consumidor e, consequentemente, promover a economia circular

Poucas coisas na rotina de uma pessoa com hábitos boêmios são mais importantes que o sagrado happy hour com os amigos. Ao mesmo tempo que a ocasião é marcada por muita diversão e, claro, drinks – momento no qual vai garrafa cheia, volta garrafa vazia –, um pequeno ciclo acontece sem que muita gente perceba ou simplesmente dê importância: o ciclo de economia circular das garrafas.

Peça-chave para o futuro da relação entre o homem e o consumo de materiais, a economia circular é uma estratégia extremamente valiosa para os rumos da reciclagem e sustentabilidade como um todo.

A Ambev, Companhia de Bebidas das Américas, entende a importância e relevância do processo de logística reversa de suas garrafas para o planeta, e tem trabalhado em prol de alguns projetos com foco no desenvolvimento do setor.

Na última semana, dia 09, a cervejaria veio a público anunciar que está destinando 1,5 milhão de reais de sua renda para investimentos em máquinas nacionais de coleta de garrafas retornáveis, visando a economia de até 70% nos custos logísticos da operação.

De acordo com a publicação, o objetivo da empresa, que já conta com 900 equipamentos nos supermercados do país, é fornecer 500 novas máquinas até o fim de 2017, ajudando a reforçar a proposta de redução de todo o processo.

Com as máquinas de coleta, a ideia é de que o consumidor seja incentivado a participar dessa prática de economia circular, através da troca de suas garrafas vazias por tickets de desconto na compra de outro produto retornável. Em conjunto, a Ambev se preocupou em também investir na criação de uma nova cesta, com o intuito de facilitar o transporte durante a troca de garrafas.

Vale destacar que o projeto teve início após a cervejaria realizar uma pesquisa com o seu público e constatar que seus consumidores ainda não optam pelo uso de garrafas retornáveis no mercado, sendo que 35% dos entrevistados apontam a dificuldade na hora do transporte como principal problema dos modelos retornáveis.

A pesquisa apontou também que 70% dos consumidores são conscientes de que as retornáveis são a opção mais em conta e que 21% utilizam o vasilhame retornável por enxergar suas vantagens sustentáveis.

Fonte – Pensamento Verde de 16 de maio de 2017