Ministério do Meio Ambiente lança cartilha sobre descarte correto de lixo orgânico

Quando descartados de maneira incorreta, esses resíduos liberam chorume e atraem transmissores de doenças. © Depositphotos.com / Pixavri/

Órgão traz diversas formas de compostagem dos resíduos orgânicos, visando impulsionar o método no Brasil e proteger o meio ambiente

Hoje no Brasil são produzidas aproximadamente 250 mil toneladas de lixo por dia, sendo que 52% são de lixo orgânico. Porém, o descarte desses resíduos é realizado incorretamente pela população, causando diversos danos ao planeta.

Por isso, o Ministério do Meio Ambiente lançou uma cartilha online que explica e informa de forma didática sobre o descarte correto de lixo orgânico. A iniciativa surgiu após o Ministério perceber que esses resíduos representam metade do lixo gerado no Brasil, o que é bastante preocupante, uma vez que esses são uma ameaça ao meio ambiente, por liberarem chorume e gases de efeito estufa no solo e no ar, e colaborarem com o aparecimento e a propagação de animais transmissores de doenças.

O manual de orientação é uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, SESC e Cepagro de Santa Catarina e visa mostrar para a população que o correto é fazer com que os resíduos orgânicos, como aparatos de madeira, esterco e restos de comida e poda, voltem para o solo de forma segura e sejam utilizados como adubos naturais em jardins, hortas, pastos e na recuperação de áreas degradadas.

A cartilha ainda dá diversas dicas de compostagem doméstica, comunitária e institucional, mostrando a melhor forma de separação do lixo e descarte do material, quais ferramentas e equipamentos utilizar e os materiais e insumos necessários. Além disso, mostra alternativas para o tratamento dos resíduos orgânicos, tais como: vermicompostagem (com minhoca), enterramento, biodigestão e incineração.

Para o Ministério, o principal objetivo desse manual é impulsionar a compostagem no Brasil, motivando para a população e as instituições a autogestão e o grande potencial de aproveitamento dos lixos orgânicos.

Fonte – Pensamento Verde de 31 de julho de 2017

Repensar, recusar, reduzir, consertar para reutilizar, compartilhar e finalmente, reciclar

Lâmpadas led recuperadas

Há alguns meses, um amigo nosso encerrou as atividades da empresa de importação de lâmpadas LED, que gerou uma quantidade grande de lâmpadas que foram trocadas em garantia e estavam queimadas. Essas lâmpadas teriam como destino final o aterro sanitário. Vendo aquela grande quantidade de lâmpadas, pensamos que deveríamos criar alguma maneira de consertar estas lâmpadas para reusá-las.

Procuramos na internet e não havia nada a respeito. Desmontamos e estragamos algumas até aprender como funcionavam, assim conseguimos recuperar algumas delas. Com isso, conseguimos recuperar aproximadamente 300 lâmpadas LED de aproximadamente 900 lâmpadas queimadas.

Com esta iniciativa da FUNVERDE, elas foram consertadas e poderão cumprir novamente sua finalidade, preservando o meio ambiente da extração de novos recursos naturais finitos no planeta. Lâmpadas LED tem alguns minerais que estão acabando no planeta: cobre em aproximadamente 30 anos, índio em aproximadamente 10 anos.

Sabemos que para se comprar uma lâmpada LED nova, o valor pode variar entre doze reais a vinte e cinco reais. Como estamos junto com as cooperativas de reciclagem desde 2010 e sabendo da situação financeira dos cooperados, resolvemos doar um lote de cinco lâmpadas para cada família de reciclador das cooperativas.

Além de gerar uma qualidade de luz confortável, as lâmpadas LED são até 90% mais econômicas que as incandescentes e proporcionam uma redução de cerca de 30% na fatura de energia elétrica. Outra vantagem é a sua durabilidade, muito maior do que as outras lâmpadas.

Não temos ideia de quanto tempo ainda irão durar estas lâmpadas recuperadas, mas com certeza, neste tempo, irão reduzir o valor da conta de energia elétrica, gerando economia para estas pessoas e ao mesmo tempo, gerar economia de energia para o sistema elétrico brasileiro, evitando que se construam novas usinas e assim impactando menos o ambiente.

Repensar, recusar, reduzir, consertar para reutilizar, compartilhar e finalmente, reciclar. Essas e outras ideias opostas ao consumismo inconsequentemente e a exploração desenfreada dos recursos naturais são ações e valores defendidos e praticados pela FUNVERDE para que as próximas gerações encontrem um planeta habitável.

Fonte – Instituto FUNVERDE

Com produção concentrada, custo logístico dificulta a reciclagem do vidro

Paolocristaldi

A reciclagem e o pleno aproveitamento do vidro passam por um gargalo: embora 100% reciclável, o material ainda não atingiu índices de coleta significativos no país.

Os dados sobre a efetiva reciclagem no material estão sendo levantados pela Abividro, associação que representa os fabricantes, e devem ser conhecidos até o final de junho. Hoje, estimativas apontam para um índice de reciclagem entre 30% e 40%, bem inferior aos de outras embalagens, como o PET (58%) e as latas de alumínio (98%).

O principal motivo para a baixa taxa de reúso é a ineficiência da coleta, impedindo que grande parte do vidro pós-consumo chegue à fábrica para ser reintroduzido no processo produtivo.

Como os polos vidreiros estão concentrados em algumas capitais (São Paulo, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre), o custo logístico para o transporte de cacos por longas distâncias inviabiliza a reciclagem. O preço do material, por si só, não paga os custos do frete e da coleta.

“A grande dificuldade é a falta de um sistema integrado, que una fabricantes e consumidores, para facilitar a coleta e incorporar as que viram caco para que se transformem em novas embalagens”, afirma Stefan David, consultor de reciclagem da Abividro (Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro).

A associação chegou a propor ao governo um modelo inspirado no sistema adotado na Europa, em que uma entidade sem fins lucrativos ficaria responsável por articular o recolhimento e incentivar o consumidor a levar as embalagens a pontos de coleta.

Só que a proposta previa que os grandes consumidores dessas embalagens, como indústrias de bebidas, arcassem com a entidade, e não teve muita adesão.

A associação estuda reavaliar a proposta ou aderir ao acordo que a indústria de embalagens firmou com o governo em 2015, para cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a ampliação da coleta e da reciclagem.

Além das vantagens ambientais, reciclar é vantajoso para o fabricante: cada quilo de caco substitui 1,2 quilo de matéria-prima virgem.

A Owen-Illinois, uma das maiores indústrias vidreiras do mundo, tem feito parcerias com clientes que utilizam as embalagens para aumentar o volume de cacos que retornam às fábricas. Hoje o percentual de vidro reciclado nos produtos que fabrica é de 24%, mas a empresa tem uma meta global de aumentar esse volume para 60%.

Mas, dadas as dificuldades de realizar a coleta em um país do tamanho do Brasil, a empresa não fixou um prazo para atingir a meta, afirma Flavio Castellan, diretor de compras da Owen-Illinois.

Mesmo cidades com coleta seletiva enfrentam problemas. Em São Paulo, por exemplo, as centrais de triagem mecanizadas das concessionária EcoUrbis e Loga, responsáveis pela coleta seletiva, não separam os cacos dos demais materiais recicláveis por causa do maquinário.

Para aumentar o volume de cacos que chegam às fábricas, a empresa mantém um programa com fabricantes de bebidas cujo objetivo é incentivar bares e restaurantes a separar o vidro e encaminhá-lo às cooperativas.

O programa opera em 135 estabelecimentos e, desde seu início, em 2010, reintroduziu no processo produtivo 8.000 toneladas de vidro, o equivalente a 16 milhões de garrafas de bebida de 1 litro.

Embalagens de vidro para bebidas foram soberanas durante décadas, até que outras alternativas, como PET e embalagens longa-vida, se tornassem competitivas.

A garrafa reutilizável ensaiou um retorno no mercado de refrigerantes, mas continua na ativa com outras bebidas: a Cia. Muller de Bebidas, fabricante da Cachaça 51, envasa 95% de suas garrafas com os retornáveis.

Fonte – Andrea Vialli, Folha de S. Paulo de 23 de junho de 2016

ONU Meio Ambiente e parceiros lançam movimento por separação e descarte correto de lixo

A ONU Meio Ambiente e a Coalizão Embalagens, formada por 23 associações empresariais signatárias do Acordo Setorial de Embalagens em Geral, lançaram nesta segunda-feira (28) na Casa da ONU, em Brasília (DF), o movimento “Separe. Não Pare” com o objetivo de informar, inspirar e mobilizar a população brasileira a separar e descartar corretamente os resíduos domésticos.

Para a representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú, o “Separe. Não Pare.” vai ajudar a transformar a forma como o brasileiro olha para seu lixo. “Quando as pessoas reparam no lixo que geram, passam a adotar outros valores e hábitos de consumo consciente, e isso é o que muda nossos padrões de produção e consumo para outros mais sustentáveis”, declarou.

A coalizão tem como missão reduzir em 22% a quantidade de embalagens encaminhadas para aterros sanitários no Brasil até 2018. Para atingir esse resultado, ressalta a responsabilidade compartilhada, tão disseminada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos com a participação de empresas, prefeituras e da população. Um dos focos é sensibilizar a sociedade sobre a separação do lixo doméstico em orgânico e reciclável e destinar corretamente para catadores do bairro, em pontos de entrega, ou por caminhões de coleta seletiva.

O lançamento do movimento teve a presença do ministro do Meio Ambiente, Jose Sarney Filho, da representante da ONU Meio Ambiente, Denise Hamú, e de representantes das associadas. Para o presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), entidade que coordena a coalizão, Victor Bicca, o movimento representa um importante passo para a conscientização da população em relação ao resíduo pós-consumo.

“Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas hoje reforçamos a relevância da participação da população em contribuir com o processo da reciclagem. Vamos conscientizar de que é simples reciclar e descartar corretamente o lixo”, afirmou Bicca.

Movimento ‘Separe. Não pare.’

A divulgação será feita por uma campanha digital, desenvolvida pelo Grupo TV1, com a participação de influenciadores e o portal informativo www.separenaopare.com.br. Nele, a população pode encontrar conteúdos como o passo a passo da separação e o descarte corretos de diferentes tipos de embalagens; onde encontrar pontos de entrega; iniciativas já existentes; detalhes sobre quais materiais são recicláveis ou não, entre outros.

O movimento começará como um projeto-piloto na cidade de São Paulo. Entre as ações que serão realizadas, estão a distribuição de panfletos informativos para a população e colaboradores das empresas participantes da coalizão, além de parceria com o SECOVI-SP (Sindicato da Habitação) para comunicação direta com os condomínios.

A campanha também ressalta a importância da ação dos catadores na cadeia da reciclagem. Eles são responsáveis por mais de 50% do material recolhido e encaminhado às cooperativas, em São Paulo, e têm papel fundamental na cadeia. Atualmente, cerca de 80 mil pessoas trabalham em cooperativas e associações de catadores.

Para Denise Hamú, da ONU Meio Ambiente, o “Separe. Não Pare.” vai ajudar a transformar a forma como o brasileiro olha para seu lixo. “Estamos muito entusiasmados com esse movimento. Acreditamos ser um importante passo para um Brasil mais sustentável. Quando as pessoas reparam no lixo que geram, passam a adotar outros valores e hábitos de consumo consciente, e isso é o que muda nossos padrões de produção e consumo para outros mais sustentáveis”.

Sobre a Coalizão Embalagens

A Coalizão Embalagens é resultado de um acordo setorial, assinado em 25 de novembro de 2015, que busca alternativas para ampliar a reciclagem no país. Conta a participação de produtores, importadores, usuários e comerciantes de embalagens, com apoio do CEMPRE, da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Sobre o CEMPRE

O Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE) é uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem dentro do conceito de gerenciamento integrado do lixo. Fundado em 1992, o CEMPRE é mantido por empresas privadas de diversos setores.

A organização trabalha para conscientizar a sociedade sobre a importância da redução, reutilização e reciclagem de lixo através de publicações, pesquisas técnicas, seminários e bancos de dados. Os programas de conscientização são dirigidos principalmente para formadores de opinião, tais como prefeitos, diretores de empresas, acadêmicos e organizações não governamentais (ONGs).

Sobre a ONU Meio Ambiente

O ONU Meio Ambiente, principal autoridade global em meio ambiente, é a agência do Sistema das Nações Unidas (ONU) responsável por promover a conservação do meio ambiente e o uso eficiente de recursos no contexto do desenvolvimento sustentável.

No Brasil, o escritório trabalha para disseminar, entre seus parceiros e a sociedade em geral, informações sobre acordos ambientais, programas, metodologias e conhecimentos em temas ambientais relevantes da agenda global e regional e, por outro lado, para promover uma participação e contribuição mais intensa de especialistas e instituições brasileiras em fóruns, iniciativas e ações internacionais.

Entre as principais áreas de atuação no país, estão o Manejo de Ecossistemas, Mudança Climática, Substâncias Nocivas e Resíduos e Eficiência de Recursos, sendo este último guarda-chuva das ações como a campanha “Separe. Não Pare”.

Fonte – ONU de 28 de agosto de 2017

Catadora mostra erros na separação e no descarte de lixo; veja dicas – parte 4 de 5

Catadora mostra erros na separação e no descarte de lixo; veja dicas

Roselaine Mendes Ferreira, integrante do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis, mostra os problemas mais graves quando se joga resíduos fora

A catadora Roselaine Mendes Ferreira, integrante do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis (MNCR), mostrou os principais erros na separação e no descarte de lixo, a pedido do G1.

Ela é uma das líderes de uma cooperativa no bairro Boqueirão, em Curitiba, e diz que o cuidado em casa e nas empresas faz toda a diferença para o reaproveitamento dos materiais e também na proteção dos catadores de ferimentos e doenças graves.

Saiba mais sobre o descarte correto e incorreto do lixo na reportagem muitas famílias ainda não descartam corretamente o lixo.

Veja os principais problemas clicando aqui: Caixa de leite, lixo de banheiro, alimentos, material hospitalar, tubo de televisão, isopor, pneus, lâmpadas e pilhas, vidro, remédios.

Lixo tóxico

Pilhas, baterias, toner de impressão, embalagens de inseticidas, tintas, medicamentos vencidos, lâmpadas fluorescestes (até 10 unidades), óleos de origem animal e vegetal (embalados em garrafas PET de 2 litros) devem ser levados a locais específicos, determinados pelas prefeituras. Para saber para onde levar no município em que mora, basta procurar a administração municipal.

Fonte – G1 PR de 03 de agosto de 2017

Lei da separação do lixo entra em vigor neste domingo em Santos

É preciso conscientizar a população da importância da reciclagem (Foto: Luigi Bongiovanni/A Tribuna)

Começa neste domingo (2) uma nova obrigação ao santista: separar lixo orgânico de lixo reciclável, sob risco de intimação e multa. Tudo para conscientizar sobre a necessidade de reduzir o lixo descartado e aumentar a reciclagem. Isso porque, o aterro Sanitário Sítio das Neves, que recebe material de sete cidades da Baixada Santista, está perto do limite de capacidade. O ano previsto ao fechamento é 2020.

A região leva para lá, todos os dias, 1,5 mil toneladas de resíduos. São mais de 626 toneladas diárias só de Santos. Do total, 40% do que é levado para lá poderia ser reciclado na Cidade. Santos só recicla 3% de tudo o que é coletado.

Quem precisa se preocupar

Todos os santistas, moradores de prédios ou casas, devem separar o lixo orgânico do limpo. Edifícios têm uma preocupação a mais: verificar se a quantidade de lixo orgânico do prédio ultrapassa 120 quilos ou 200 litros por dia.

O cálculo pode ser feito pela quantidade de moradores. A média brasileira diz que cada pessoa produz cerca de 1,2 quilos de lixo diariamente. Mas, pesar ou verificar os sacos na lixeira, também ajuda.

Quem passar do limite imposto pela Lei Complementar 952 (200 litros ou 120 quilos) por dia deve se cadastrar na Secretaria de Meio Ambiente como grande gerador doméstico. Esses cadastrados terão que apresentar, periodicamente, a comprovação do destino que foi dado ao lixo reciclável, caso não usem só a coleta semanal da Prefeitura.

Isso é diferente do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, pois este último documento é obrigado só a grandes geradores comerciais. Consiste em mostrar como se fez a triagem, armazenagem, transporte e destinação final de todos os resíduos.

Quem descumprir lei poderá pagar multas a partir de R$ 50,00 (Foto: Luigi Bongiovanni/A Tibuna)

Diferentemente do que muitos pensam, a coleta de lixo vai continuar normalmente. Como sempre, o caminhão da Prefeitura vai recolher os resíduos comuns todos os dias e o lixo limpo uma vez por semana. O caminhão para de passar?

A exceção é para o grande gerador comercial, que são os comércios que produzem mais do que a quantidade regulamentada (120 quilos ou 200 litros de lixo por dia). A Prefeitura só não vai mais retirar o lixo orgânico desses locais. Se enquadram: grandes edifícios comerciais, shoppings e hotéis por exemplo.

Há quem reclame, no entanto, que será difícil aguardar a vinda do caminhão de recicláveis, pois a tendência é que a quantidade de lixo limpo aumente e o recolhimento público continuará sendo feito uma vez por semana.

Para isso, a Prefeitura ressalta a importância das cooperativas, que poderão auxiliar, a baixo custo, os síndicos na atividade de destinação correta dos resíduos limpos, evitando multas.

Custos

A Prefeitura ainda não sabe quanto poderá economizar por não cuidar mais do lixo dos grandes geradores comerciais. Segundo o secretário de Meio Ambiente da Cidade, Marcos Libório, os próximos 60 dias servirão para dimensionar isso.

“A gente tem ideia de que shoppings e grandes condomínios comerciais façam parte desse número, mas ainda não fizemos a conta. O principal objetivo é que, neste momento, todos possam refletir a respeito de quanto lixo estamos gerando, para que a quantidade de grandes geradores diminua ao longo do tempo”, diz.

Multas

Quem misturar recicláveis com orgânicos, desobedecendo a nova lei complementar 952, pode pagar*:

R$ 50,00 a R$ 500,00: no caso de pessoa física

R$ 501,00 a R$ 2,5 mil: quando se tratar de pequeno gerador doméstico

R$ 2.501 a R$ 5 mil: quando pequeno gerador comercial

R$ de 5.001 a R$ 10 mil: se pequeno gerador doméstico

R$ 10.001 a R$ 50 mil: se grande gerador comercial

*Será aplicado o dobro em caso de reincidência

Fonte – Sheila Almeida, A Tribuna de 01 de julho de 2017

A PhD catadora de lixo que revolucionou coleta e inspirou reciclagem no Líbano

Zeinab Mokalled

Uma mulher de 81 anos que organizou uma equipe feminina de coletoras de lixo em sua cidade no Líbano agora vive ouvindo perguntas sobre como fez isso.

O acúmulo de lixo e a falta de aterros sanitários são um sério problema no país. Durante nove meses em 2015 e 2016, pilhas de lixo foram espalhadas pelas ruas da capital, Beirute, e até hoje a solução tem sido jogar parte do lixo no mar.

Zeinab Mokalled provou que, quando o governo falha, iniciativas locais no estilo “faça você mesmo” podem funcionar.

“Havia sujeira por todo canto e as crianças estavam imundas”, diz.

Ela está relembrando os anos 1980 e 1990, quando Israel ocupou parte do sul do país, por 15 anos, e o recolhimento de resíduos foi interrompido em sua cidade, Arabsalim.

Com o passar dos anos, o lixo foi se acumulando e Mokalled foi pedir ajuda ao governador da região.

“Por que você se importa? Não somos Paris”, respondeu ele.

“Eu soube naquele dia que eu tinha que fazer algo eu mesma.”

Mokalled chamou as mulheres de seu vilarejo para ajudar – em parte porque queria empoderá-las e também porque acreditava que elas fariam um trabalho melhor.

Khadija FarhatKhadija Farhat comprou um caminhão para coletar itens recicláveis

Além disso, organizar a reciclagem doméstica e colocar o lixo para fora eram tarefas que já vinham sendo realizadas por mulheres.

Mokalled precisava, então, de voluntárias para bater de porta em porta e falar sobre a iniciativa – e colocar homens para fazer isso em uma comunidade libanesa muçulmana em meados dos anos 1990 não seria apropriado.

Elas não tinham equipamentos nem infraestrutura. Então por onde começar?

Uma amiga de Mokalled, Khadija Farhat, comprou um pequeno caminhão com dinheiro de seu próprio bolso. Mokalled ofereceu seu próprio jardim como depósito de lixo reciclável.

Não parecia provável que os 10 mil moradores da cidade pagariam para ter seu lixo coletado, então as voluntárias resolveram arcar com esse custo. E 19 anos depois, elas continuam fazendo o mesmo – cada uma dos 46 membros da equipe paga cerca de US$ 40 (R$ 130) por ano.

“A reciclagem caseira era a melhor solução”, diz Mokalled, que chamou a organização de “Chamado da Terra”.

Elas começaram reciclando vidro, papel e plástico. Recentemente, começaram a coletar lixo eletrônico e contrataram um pesquisador para descobrir a melhor forma de fazer compostagem nas condições secas e quentes do sul do Líbano.

A única ajuda que as catadoras de lixo receberam das autoridades locais, após três anos de trabalho, foram 300 cestas de plástico e um terreno de presente, o que permitiu que Mokalled recuperasse seu jardim.

Ao mesmo tempo, elas começaram a alugar um pequeno caminhão além do de Farhat, e contrataram um motorista homem – apesar de sempre acompanhá-lo para garantir que ele não se aproxime de mulheres sozinho.

Depois de 10 anos, elas ganharam uma doação da embaixada italiana para construir um depósito, que é onde Mokalled agora recebe visitantes – crianças, estudantes e ativistas – que vêm estudar como o Chamado da Terra funciona.

Os problemas relacionados a lixo aumentaram no país desde o fechamento do principal aterro de Beirute em 2015, o que levou à concentração de resíduos na cidade e na área no entorno do Monte Líbano.

Um Um “rio de lixo” em Beirute antes de sua remoção para um aterro em março de 2016

As tentativas de encontrar um novo local para despejar o lixo da cidade foram infrutíferas. Nenhum dos grupos étnicos que tradicionalmente disputam o poder no país – cristãos, sunitas ou xiitas – quis receber o aterro. O governo, então, anunciou que exportaria o lixo – mas reverteu a decisão meses depois.

O lixo, no entanto, tinha que ir para algum lugar, e acabou sendo despejado perto do aeroporto. Só que isso atraiu bandos de gaivotas, que viraram um perigo para os aviões. Iniciativas de matar as gaivotas a tiros provocaram ondas de protesto, então foram usadas máquinas para tocar música alta e assustá-las. Uma decisão da Justiça exigiu o fechamento do local, mesmo assim, as gaivotas continuam circulando sobre a área.

Para piorar, um antigo aterro sanitário foi reaberto. Além de trazer novos resíduos, caminhões estão levando lixo velho – em parte, contaminado por químicos – e jogando o entulho no mar Mediterrâneo.

Caminhões transportam lixo antigo até o mar MediterrâneoCaminhões transportam lixo antigo até o mar Mediterrâneo

A longo prazo, o governo diz que quer queimar o lixo e gerar eletricidade a partir dele. Mas críticos temem que eles não lidem com a questão direito e que os plásticos e outros materiais capazes de criar fumaça tóxica sejam queimados junto a resíduos orgânicos limpos.

Por isso, talvez não seja tão surpreendente que o simples esquema de reciclagem pela comunidade, bolado por Zeinab Mokalled, atraia tanta atenção.

As mulheres do vilarejo vizinho de Kaffaremen recentemente começaram sua própria iniciativa, que é parecida com a de Mokalled, a única diferença é que é mantida pelo dinheiro dos moradores, não das voluntárias. Outra cidade próxima, Jaarjoua, também decidiu seguir o mesmo modelo.

“Quando olho para elas, é como olhar para nós mesmas há 20 anos”, diz Mokalled.

Quando criança, ela dava aulas de literatura árabe para algumas das voluntárias de Kaffaremen. Agora, ela é sua mentora em questões ambientais.

“Vocês vão enfrentar muitos desafios, mas é tudo uma questão de paciência e determinação”, diz a elas.

Wafaa, uma das ex-alunas de Mokalled, aperta com firmeza sua mão e diz: “Ela é um exemplo para mim. Ela nunca desistiu”.

Além de garantir que Arabsalim esteja limpa, Mokalled ainda arranjou tempo para fazer um doutorado em Estudos Árabes, conquistado quando tinha 70 anos.

Um aterro temporário chamado Costa Brava, bem ao lado do mar no aeroporto de BeiruteUm aterro temporário chamado Costa Brava, bem ao lado do mar no aeroporto de Beirute

Do que ela mais se orgulha?

“Plantar a ideia na cabeça das pessoas de que cuidar do planeta é nossa responsabilidade nesta parte do mundo. Se o fizermos ou não, os políticos não vão se importar. Depende de nós. Se todos fizessem o que fizemos em Arabsalim, o Líbano não teria problemas com lixo.”

Fonte – Nidale Abou Mrad, BBC Brasil de 08 de junho de 2017

Esse lixo é um luxo

Separar lixo na Alemanha requer conhecimento e habilidade. Quando chegamos aqui, levei uma bronca – atitude normal alemã –  da dona do hotel em que moramos nos primeiros quarenta dias, por ter jogado uma tetrapack no lixo de papel. Depois disso, a agente de recolocação nos forneceu um roteiro com a separação correta do lixo e me senti fazendo um curso de especialização em reciclagem.
Já instalados em nossa casa, compramos uma lixeira com 3 separações para facilitar a seleção do lixo: uma divisão para metais e plásticos, outra para papel e outra para restos domésticos em geral . Em nosso prédio, até dois meses atrás, não tínhamos o contêiner para lixo biológico  não processado- restos de verduras, legumes, frutas, cascas de ovos e plantas, então, não fazíamos essa separação e agora precisamos de mais um recipiente para esse tipo de lixo; as garrafas pet são retornáveis e as de vidro devem ser jogadas em contêineres espalhados pela cidade, prestando atenção na cor das garrafas para fazer a separação correta;  e a coleta de isopor e baterias é feita nos supermercados e lojas que vendem estes tipos de produtos. Com a coleta seletiva, passamos a perceber a quantidade de lixo que produzimos por dia. É um absurdo! Então, tentamos, sempre que possível, escolher produtos pela embalagem, de forma que não produzamos tanto lixo.
Não justificaria tanto trabalho em micro escala se não houvesse uma logística para recolhimento e tratamento pós-coleta deste lixo. E aqui, seja rico ou seja pobre ou seja governo, tem-se que respeitar o processo do principio ao fim (igualzinho no Brasil, buáá ). No começo do ano, recebemos pelo correio um plano de coleta de lixo, que é super importante para residências, pois o morador tem que colocar o respectivo contêiner na rua, no dia da coleta. Já, a maioria dos prédios possuem contêineres enoooormes onde aos poucos depositamos a nossa caca diária. Eles são colocados em áreas de fácil acesso aos caminhões de lixo e são feitos de forma a se encaixarem no caminhão, evitando que os coletores  manuseiem o lixo diretamente.
E o que fazer com as quinquilharias, como roupas, aparelhos eletrônicos e móveis?
Quatro vezes por ano, acontece a coleta do lixo que não é lixo, ou melhor, do que é lixo pra mim mas pode não ser para outrem (want not waste not). É o chamado Sperrmüll (nosso “bota-fora”), que é o lixo que pelo seu tamanho ou tipo não pode ser jogado no lixo comum. Neste dia, pode-se colocar gentilmente na rua, sem atrapalhar o trajeto dos transeuntes nas calçadas, tudo que você não quer mais e não cabe nos lixos citados acima. Pela regra, não poderiam ser jogados roupas ou aparelhos eletrônicos. Mas não é só brasileiro que não segue regra, não. Pela regra também, o lixo só poderia ser colocado na rua a partir das 7 horas da manhã do dia da coleta. Mas todo mundo coloca na noite anterior.
Essa “estratégia” é para que se jogue tudo, inclusive o que não pode, pois dá tempo das pessoas passarem pela rua e escarafunchar o lixo que não é lixo pra ver se encontram algo que interesse. Uma pessoa aqui perto jogou uma coleção de Matchbox com centenas de carrinhos. Crianças e adultos se acotovelaram pra pegar o quanto podiam. A minha amiga brasileira adora olhar o que está em oferta nas calçadas e já chegou a encontrar mais de 3 metros de lã pura. Fez um casacão lindo. Eu mesminha tenho um quadro que ela pegou no lixo e me deu. Tinha uma foto de uma paisagem escocesa e ela pegou só por causa da moldura. Quando abri para limpar, encontrei uma gravura por trás da foto e agora ela está na minha parede. Existem vários casos de gente que encontrou coisas valiosíssimas em Sperrmüll por aqui.  Por conta disso, tem pessoas que tem por hobby caçar  coisas nestes dias. Eu pus uma cadeira de carro da Lara no lixo e tão logo a coloquei, parou uma Mercedes prata linda, desceu uma mulher e carregou a cadeira embora. Será que era pra ela usar? Pode até ser.  Mas ela pode ser uma daquelas pessoas que adoram participar de Flohmarkt , feiras espalhadas pela cidade que são uma febre por aqui e que conhecemos como bazares de segunda mão ou, literalmente, Mercado de Pulgas (este é um assunto para outro post).Outros fregueses deste tipo de lixo são os que moram ou tem parentes na Europa Oriental. Eles normalmente vem de van e carregam tudo que possa servir pra vender na terra deles. E por que será que tem tanta gente que joga tanta coisa que tem conserto fora?
Uma das dicas que o folheto do Sperrmüll dá é  “ao comprar móveis e aparelhos domésticos, preste atenção nas possibilidades de conserto e longevidade dos mesmos. Assim, eles não irão tão rápido para o lixo(“achten Sie beim Kauf von Möbeln und Haushaltsgeräten auf Reparaturfreundlichkeit und Langlebigkeit. Dann werden sie nicht so schnell zu Müll”). Ou seja, devemos evitar comprar produtos de baixa qualidade ou que não precisamos mas compramos porque  tá barato, porque certamente eles irão parar no lixo em pouco tempo. Esse tipo de conselho procede porque o barato sai realmente caro. Serviços e consertos custam os olhos da cara e, na maioria das vezes, o custo é mais alto do que comprar um novo produto. Eu mesminha já tive este tipo de problema com micro-ondas, torradeira, aspirador portátil, secador de cabelos e um notebook (da HP, que não era de baixa qualidade): o preço do conserto era mais alto do que comprar outro. Com exceção do notebook, foi tudo pro Sperrmüll.
Roupas e sapatos não devem ser jogados no “bota-fora”. Eles podem ser depositados em contêineres de instuições beneficentes espalhados pela cidade, ser entregues nas sedes dessas instituições ou ainda vendidos nas garage sales ou Flohmärkte.
A minha mãe, dona Dercy do Baeta, iria se deliciar com o esquema de reciclagem daqui, pois o passatempo preferido dela é mexer no lixo dos outros e catar o que as pessoas não querem mais. E aí ela enche a casa dela de cacareco e móvel velho e as coisas ficam lá até aparecer alguém que queira ou, então, ela faz um bazar para arrecadar dinheiro e comprar comida para os pedintes – é o que eu chamo de “Dercyclagem”, versão baetense do Sperrmüll e do Flohmarkt.
Fonte – blog Tudo de Bonn de 21 de fevereiro de 2010
Está na hora de inspirar nossos gestores ambientais.

Coleta seletiva de embalagens custa menos de 1 centavo para cada produto

Depósito da Coopamare, uma das cooperativas da cidade de São Paulo (Foto: Julio Avanzo)Depósito da Coopamare, uma das cooperativas da cidade de São Paulo (Foto: Julio Avanzo)

Dados mostram que a indústria poderia ajudar a subsidiar a reciclagem em larga escala – conforme previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos

A coleta seletiva do nosso lixo é mais viável economicamente do que se imagina. É o que mostra um relatório divulgado pela BVRio. A empresa negocia créditos de coleta seletiva de lixo promovida por catadores organizados em cooperativas do país. O levantamento foi feito com base no trabalho realizado pela BVRio entre 2014 e 2015 com cerca de 3 mil catadores de aproximadamente 100 cooperativas distribuídas por 21 estados brasileiros. Entre outros dados, o relatório apresenta uma média do custo da coleta realizada por essas cooperativas. O trabalho das cooperativas envolve recolher, separar e enviar para reciclagem ou reúso as embalagens mais comuns, como garrafa PET, latinha ou sacolas plásticas. É a chamada logística reversa. Essa operação, segundo a BVRio, custa menos de R$ 0,01 (1 centavo de real) por unidade nos principais materiais coletados.

O custo é mais baixo ainda para um dos materiais mais comuns no supermercado hoje. É o Bopp, sigla em inglês para Polipropileno Biorientado. Trata-se de um tipo de plástico que pode ser metalizado ou laminado. É usado na embalagem de sachês de alimentos, de saquinhos de batata frita, barras de cereais, biscoitos e vários outros produtos. Segundo o levantamento da BVRio, a coleta de cada unidade de Bopp custa R$ 0,0010 em média.

O custo por unidade coletada de cada tipo de resíduo é o seguinte:

latinha: R$ 0,0014
sacolinha plástica: R$ 0,0003
garrafa PET: R$ 0,0051
vidro: R$ 0,0245
caixa de papelão: R$ 0,0140
BOPP (embalagem comum em sachês, biscoitos  barras de cereal): R$ 0,0010

Esse custo relativamente baixo pode significar que uma coleta seletiva feita em larga escala com ajuda da indústria seria mais viável do que se imagina. O Brasil produz cerca de 67 milhões de toneladas por ano de lixo. Menos de 1% disso é reciclado. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, uma legislação criada em 2010, determina que as empresas devem assumir responsabilidades pela coleta e pelo descarte devido dos resíduos de seus produtos. Mas essa  diretriz está longe de ser colocada em prática. O principal argumento da indústria é que embutir no custo dos produtos as despesas com a coleta e a destinação teria um grande impacto no preço ao consumidor.

“Quando você olha os custos reais de recolher os produtos usando a rede nacional de catadores, vê que é absurdo não termos mais incentivos para aumentar o alcance da coleta”, diz Pedro Moura Costa, presidente da BVRio. “Fica evidente que, se a indústria assumisse uma responsabilidade maior para viabilizar a coleta, o impacto no preço final dos produtos não seria relevante.”

Além de reduzir a pressão sobre os aterros e lixões, esse investimento melhoraria a renda dos 800 mil catadores de lixo que atuam hoje no país. Permitiria que tivessem um incremento na qualidade de vida e nas condições de trabalho.

Fonte – Alexandre Mansur, Blog do Planeta de 24 de maio de 2017

O que você precisa saber sobre o sistema de reciclagem na Alemanha

O que você precisa saber sobre o sistema de reciclagem na Alemanha

Não tem como se mudar para a Alemanha e não perceber como esse negócio de reciclagem é sério por aqui. Para se ter uma ideia, a Alemanha é o número 1 no mundo quando o assunto é reciclagem, de acordo com informação fornecida pela OECD. É um assunto muito importante no país e como turista e principalmente como expatriados, você precisa saber como o sistema de reciclagem funciona.

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Na verdade, saber como esse sistema funciona é essencial para o seu dia a dia morando no país. Certamente irá te ajudar a economizar tempo e dinheiro e a manter a paz com seus vizinhos. Sim, seus vizinhos, porque as pessoas aqui não só fazem a parte delas, elas também se importam se você está fazendo a sua.

Através da minha experiência morando na Alemanha há 4 anos e com uma pesquisa por sites oficiais, fiz um pequeno guia sobre o que você precisa saber sobre o sistema de reciclagem na Alemanha. O assunto é vasto, dá para escrever um livro inteiro sobre isso, então me perdoem se eu não mencionar cada detalhe nesse post. De qualquer forma, espero que seja útil para muita gente que mora ou está vindo morar por aqui, ou que estão apenas de passagem.

As garrafas retornáveis (Pfand)

Uma das primeiras coisas que você notará na Alemanha é que dá para receber dinheiro de volta pelas garrafas retornáveis. Dependendo da garrafa (as que são recicladas somente uma vez,Einweg ou as que podem ser recicladas mais vezes, as Mehrweg) você pode receber entre 0,08 e 0,25 centavos de volta.

Essas garrafas que podem ser de plástico, metal ou de vidro, são devolvidas nos supermercados e em qualquer Geträkemarkt (depósito de bebidas). Há umas máquinas nesses locais, onde dá para depositar as garrafas e receber um recibo com o valor que você tem direito a receber. Esse recibo pode ser trocado por dinheiro ou usado como desconto na sua compra no local.

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Nem todas as garrafas são retornáveis: garrafas de vinho, geleia, as que indicam Pfandfrei, entre outras.

As retornáveis: garrafas de cerveja, refrigerantes, água, suco, e até mesmo as latinhas de refrigerantes e energéticos.

Em cidades grandes como Munique, é de costume deixar garrafas retornáveis encostadas em lugares pelas ruas para que mendigos possam pegá-las e devolvê-las.

Os containers

3Vai logo se acostumando com eles. Dependendo da cidade em que você mora, terá esses em sua casa/prédio:

Preto

Para o lixo geral, o que significa tudo que não é reciclável.

Exemplos: resto de comida, poeira, pontas de cigarro, fraldas de bebê, cocô de cachorro, etc.

Não inclui: lixo orgânico, tudo que é reciclável, lixo especial como pilhas, etc.

Coleta: normalmente a cada 2 semanas.

Azul

Para papel.

Exemplos: jornais, caixas de papelão (sapatos, pizza, etc), sacolas de papel, panfletos, lenços de papel limpos, etc.

Não inclui: papel sujo, sacolas de plástico, adesivos, papel carbono, papel de fotografia, etc.

Coleta: mensalmente

Amarelo

Para embalagens de plástico e metal leves. Dependendo da cidade, pode ser que sacolas amarelas sejam usadas ao invés do container. Em outros casos, é necessário levar esse lixo até os grandes containers encontrados nas ruas.

Exemplos: latinhas, materiais plásticos, embalagens de alumínio, caixas de leite, etc.

Não inclui: embalagens ainda com conteúdo, fraldas de bebê, vidros, embalagens de papel, etc.

Coleta: mensalmente para as sacolas e pequenos containers, e duas vezes no mês para os containers grandes.

Marrom e verde

São para lixo orgânico.

Exemplos: frutas e verduras, cascas de ovo, plantas, folhas, etc.

Não inclui: restos de comida, carne, cinzas, poeira, etc.

Coleta: a cada 2 semanas.

Os Vidros

As garrafas de vidro que não são retornáveis são divididas entre transparentes, verdes e marrons. Elas podem ser depositadas nos grandes containers das ruas.

Os volumosos

São os móveis de casa, como sofás, mesas, prateleiras, etc. O lugar para se desfazer dos mesmos se chama wertstoffhof, que é basicamente uma estação de lixo.

Não inclui: partes de carro, roupas velhas, aparelhos eletrônicos, etc.

Lixo especial

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Aparelhos eletrônicos pequenos e grandes, como geladeiras, torradeiras, fornos microondas, etc. Pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, tinta, etc. Devem ser levados ao wertstoffhof. Em alguns supermercados é possível se desfazer de pilhas, por exemplo.

O Wertstoffhof

É basicamente uma central, encontrada em praticamente todo bairro da cidade. Ir lá vale a pena quando se tem grande quantidade de lixo ou aqueles que estão na categoria especiais. Árvores de Natal, móveis, muito plástico e papelão, aparelhos eletrônicos, etc.

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Os containers das ruas

São encontrados nas ruas das cidades (nem todas). Entre esses containers, há alguns para plástico e alumínio, outros para os vidros (marrom, verde e transparente). Se em seu prédio/casa não há esses containers, é lá para onde você deverá levar esse lixo.

Entre eles também há um onde é possível doar roupas.

Note que existe um certo horário que é permitido jogar lixo nesses containers: das 07:00 até às 19:00 em dias da semana. Mas para ser sincera vejo gente jogando todo dia e à qualquer hora. Essa regra existe para não fazer barulho para a vizinhança.

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Vocabulário útil

Restmüll: lixo geral
Papier: papel
Kompost: composto orgânico
Plastik: lixo de plástico
Kunststoffe: plástico
Flaschen: garrafas
Glas: vidro
Dosen: latas

Fonte – Allane Milliane, Alemanha para brasileiros de 11 de maio de 2017

Um pouquinho de inspiração para nossos gestores.