Coral Gables pode ser a primeira cidade da Flórida a proibir sacos plásticos

Sacola retornável FUNVERDE

Vereadores da cidade deram aprovação inicial, na última terça-feira, 14, a uma portaria proibindo o uso de sacolas plásticas por varejistas ou em eventos especiais. A medida ainda exige uma segunda votação para se tornar lei. O texto inclui exceções para sacos plásticos trazidos por compradores ou usados para armazenar medicamentos prescritos, bem como sacos de limpeza a seco e de jornal, além de sacolas de lixo.

De acordo com informações divulgadas pelo Miami Herald, ambientalistas ocuparam as câmaras de comissão para apoiar a portaria e pressionar que se torne lei.

A diretora regional da Federação de Varejo da Flórida, Josie Correa, disse que a cidade deve esperar para proibir os sacos de plástico até que uma corte de apelações declare a proibição de isopor – aprovada no ano passado. A entidade está apelando à decisão de um juiz que sustente essa proibição.

Fontes – Local 10 / Miami Herald / Gazeta News de 15 de março de 2017

Os alemães e sua montanha de embalagens no lixo

Bildergalerie Verpacktes Essen (DW/A. Maciol)

Ao mesmo tempo em que é uma meca da reciclagem, Alemanha é também a número um na produção per capita de embalagens na Europa. E tentar evitar essa montanha de lixo é mais difícil do que parece.

Os alemães são conhecidos como ávidos separadores dos diversos tipos de lixo e por reciclarem meticulosamente. De fato, o país é um dos campeões de reciclagem no mundo, reutilizando cerca de metade de seus resíduos. No entanto, números recentes da organização ambiental alemã Deutsche Umwelthilfe (DUH) mostram que a Alemanha também é boa – até demais – na produção de lixo.

De acordo com a DUH, cada cidadão produz uma média de 213 quilos de resíduos de embalagens por ano, ou mais de 600 gramas por dia. Em comparação com a França (185 quilos), Áustria (150 quilos) e Suécia (109 quilos), a Alemanha ocupa o primeiro lugar na Europa em embalagens postas no lixo.

E o problema está aumentando: os resíduos de embalagens cresceram 13% no país, na última década, refletindo uma tendência mundial. Mas, enquanto as empresas lucram com mais embalagens, o governo está lutando para conter a crescente quantidade de resíduos por meio de regulamentações.

Lucrando com excesso de embalagens

Por um lado, “há uma clara tendência a dividir os produtos previamente em porções, que vão ficando cada vez menores, o que resulta em quantidades enormes de embalagens”, explica Thomas Fischer, da DUH. Essa divisão em porções atende ao crescente número de pessoas vivendo sozinhas, mas as companhias também a praticam para aumentar sua margem de lucro ou disfarçar a redução do tamanho de seus produtos.

defaultUso de garrafas reutilizáveis reduziu-se drasticamente na Alemanha

Um bom exemplo é a popular cápsula de café: as porções pré-embaladas usam 16 vezes mais embalagem do que o pó empacotado da maneira convencional, mas garantem aos fabricantes um faturamento até quatro vezes maior.

Fatores de mercado igualmente corroeram o sistema alemão de reutilização de frascos de bebidas. O que já foi um sistema modelar está sendo cada vez mais deixado de lado, à medida que as empresas priorizam as garrafas descartáveis, que são mais baratas e, uma vez esmagadas, dispensam custosos espaços de armazenamento.

Cerca de 25 anos atrás, mais de 90% da água mineral era vendida pelo sistema de depósito – em que o consumidor paga um valor a mais ao comprar garrafas reutilizáveis e recebe esse dinheiro de volta ao devolvê-las nos mercados. Agora, a proporção é inferior a 30%. As redes de supermercados populares Aldi e Lidl suspenderam inteiramente o uso de garrafas reutilizáveis.

Empresas dão pequenos passos

De acordo com um estudo do Instituto do Clima, Meio Ambiente e Energia de Wuppertal, as empresas poderiam reduzir fácil e imediatamente os recursos utilizados em embalagens em 20% se as reprojetassem para ser mais eficientes e ecológicas.

defaultCápsulas produzem 16 vezes mais lixo do que pó de café em pacotes

Alguns exemplos têm aparecido no mercado, como desodorantes spray com a mesma quantidade de produto, mas 20% menos de embalagem, ou detergentes em embalagens comprimidas. O Lidl reduziu a embalagem de seu papel higiênico em 20% simplesmente mudando a forma de empacotamento, apertando mais os rolos.

Outra ação voluntária das empresas para reduzir o desperdício é a proibição de sacos plásticos. Desde 1º de junho, os supermercados Rewe, a segunda maior cadeia do país, baniram os sacos plásticos de suas lojas. A rede calcula que assim serão usados menos 140 milhões de sacos plásticos.

Embora com medidas menos drásticas, 240 redes alemãs também se comprometeram a cobrar um valor pela sacola de plástico a partir de julho de 2016. No entanto, os sacos de papel que o Rewe e outros supermercados e drogarias continuam oferecendo não são muito melhores para o meio ambiente e podem, em parte, ser até mais nocivos, já que sua produção emprega recursos significativos.

Sacolas não são todas iguais

Não só de plástico

defaultAlgumas bananas aqui, algumas maçãs acolá – durante as compras, as sacolas plásticas estão sempre por perto e logo ficam cheias. Em média, cada alemão usa 71 sacolas por ano. Mas há alternativas que agridem menos o meio ambiente do que as sacolas produzidas apenas com polietileno, o material mais comum.

A vilã

defaultA sacola plástica comum é composta quase só de polietileno, que é produzido a partir do petróleo bruto. Esse tipo de sacola é tudo, menos boa para o meio ambiente. Ela precisa de 400 a 500 anos para se decompor. A Comissão Europeia considera isso tempo demais e exige uma lei só para regular o uso de sacolas plásticas.

Plástico de plantas

defaultNa Europa, algumas sacolas são produzidas com 30% do plástico oriundo de matérias primas renováveis e 70%, de petróleo. Parece melhor, mas essas sacolas plásticas são de difícil reciclagem. O plástico delas também é menos resistente, o que leva ao uso de mais plástico do que nas sacolas comuns. Além disso, o cultivo de plantas para a produção de plástico tem um impacto ambiental negativo.

Péssimas! Não podem ser recicladas com o plástico convencional e retiram recursos naturais importantíssimos para a humanidade, como solo fértil e água potável que ao invés de serem utilizados para plantar alimentos para a humanidade, são desviados para a fabricação das sacolas plásticas de uso único que são utilizadas por no máximo meia hora e totalmente dispensáveis.

Polietileno reciclado

defaultExistem também as sacolas plásticas feitas com pelo menos 70% de polietileno obtido da reciclagem. Esse tipo é o melhor para o meio ambiente se forem consideradas apenas as sacolas plásticas descartáveis. Só que apenas uma pequena parte do polietileno usado em sacolas plásticas acaba sendo reciclado.

São necessárias de 500 a 800 sacolas para 1 quilo de plástico, que é vendido a menos de 1 Real o quilo, portanto, são praticamente ignoradas na hora da reciclagem.

Papel não é muito melhor

defaultAs sacolas de papel não são necessariamente melhores do que as de plástico. Elas são produzidas com fibras de celulose especialmente resistentes, que necessitam ser tratadas com produtos químicos. A situação melhora quando o papel tem origem na reciclagem.

Novamente, papel tem origem vegetal, em que são utilizados recursos naturais – solo fértil e água potável – que devem ser utilizados com sabedoria para não se esgotarem e somente para plantio de alimento para uma humanidade que está se aproximando de 10 bilhões de bocas famintas e sedentas.

Desvantagens do algodão

defaultSacolas de algodão ou de linho são mais resistentes e podem assim ser usadas inúmeras vezes, o que é bom para o meio ambiente. Mas a sua produção consome muito mais material e energia do que a produção das de plástico. Além disso, elas são feitas a partir de plantas cujo cultivo requer uma grande quantidade de água e recursos naturais.

Menos pior do que o plástico, porque estas sacolas podem ser utilizadas por mais de uma dezena de anos e assim diminuindo a pegada ambiental da sua produção. Após as compras, ao ficarem sujas, é só lavá-las e voltar a utilizá-las por tempo indefinido. Eu tenho sacolas retornáveis de algodão em uso há mais de uma década. Estão feias? Sim. Mas e daí? Tem seu charme.

Melhor do que a reputação

defaultAo contrário do que muita gente pensa, sacolas reutilizáveis feitas de polipropileno, poliéster ou politereftalato de etileno (PET) não são piores do que as feitas de pano. E, se for usada mais de três vezes, uma sacola de polipropileno já é mais benéfica ao meio ambiente do que as tradicionais sacolinhas de polietileno.

Elas não são piores do que as sacolas plásticas de uso único tradicionais mas são piores do que as de algodão, porque se desgastam rapidamente e há toda a dificuldade da higienização após o uso.

E a vencedora é…

defaultSacolas reutilizáveis feitas de poliéster são consideradas a melhor alternativa para quem se preocupa com o meio ambiente. Quando dobradas, elas são menores do que um maço de cigarros. Elas pesam cerca de 30 gramas, menos até do que muitas sacolinhas descartáveis. E, mesmo assim, carregam até 10 quilos.

Na verdade, qualquer sacola que você use mais de 100 vezes é melhor do que a sacola plástica de uso único. Use sempre sacolas retornáveis, seja consciente.

Fonte – Daniela Späth,  DW de 11 de dezembro de 2016

Sacolas retornáveis FUNVERDE

Sacolas retornáveis para eventos a partir de 100 unidades em lona de algodão e algodão cru.

Solicite orçamento de sacolas personalizadas com sua logomarca pelo email funverde@funverde.org.br.

Depois de alguns anos, voltamos a produzir as sacolas retornáveis. Havíamos parado a produção, por existirem muitas opções de sacolas retornáveis no mercado e como as nossas sacolas tinham um preço de produção maior, pois, além do custo normal de produção, existia o preço da compra das arvores que plantamos – o objetivo da venda das sacolas – a comercialização era baixa.

Agora, muitas empresas deixaram de comercializar estas sacolas, fazendo com que pudéssemos manter o valor da sacola mais o valor da muda de árvore que plantamos.

Por isso, novamente, insistimos para que você troque as sacolas plásticas de uso único por uma sacola retornável. Não vamos dizer que o planeta agradece, porque seria uma inverdade, mas o ser humano que ainda não nasceu sim. Estamos poluindo o planeta de tal maneira que ficará muito difícil a vida neste planeta daqui a alguns anos.

Se você for um organizador de eventos, como workshop, aniversário, casamento, ou qualquer evento que necessite de uma sacola, troque as bolsas e pastas por sacolas retornáveis que serão utilizadas mesmo após o final do seu evento, onde sua marca será lembrada por muito tempo. Se você é uma daquelas pessoas que vive em congressos, simpósios, workshops, cursos e eventos em geral, você recebe aquela pasta que é útil somente durante o evento de depois fica guardada em qualquer canto de sua casa ou escritório até o dia que você resolve fazer uma limpeza e manda tudo para o lixo, sendo que para a fabricação da embalagem utilizada uma única vez foram utilizados recursos naturais do planeta. A sacola retornável será usada no dia a dia por muitos e muitos anos.

Um outro motivo que você pode levar em conta é que, quando você adquire uma sacola retornável da FUNVERDE, você esta ajudando a adquirir árvores para projeto do bosque sensorial da FUNVERDE, que desde 2009 vem plantando o maior bosque frutífero urbano do país.

Você poderá também presentear sua mãe, esposa, marido, filho e peça para que deixe a sacola retornável no porta malas do carro, na moto, na bolsa.

Ao invés de embrulhar os presentes de natal, embale em uma sacola retornável.

Sempre pense à frente de seu tempo, pense sustentável. Hoje estamos gastando os recursos naturais do único planeta que temos acesso. Vamos usar menos recursos naturais para que os próximos habitantes do planeta possam também ter recursos naturais para sobreviverem.

Solicite orçamento pelo email funverde@funverde.org.br.

Califórnia proíbe oficialmente o uso de sacolas de plástico

sacolas-de-plastico-capaFoto: Victor Andronache/European Parliament

O objetivo é incentivar o uso de sacolas de compras reutilizáveis

Uma sacola de plástico demora, em média, 1.000 anos para se decompor completamente. Todos os anos, os norte-americanos jogam fora 100 bilhões de sacolas de plástico, causando enormes danos no meio ambiente e colocando em risco a vida de várias espécies de animais – principalmente espécies marinhas, como baleias, peixes, tartarugas e focas.

californiaplasticbagban3Foto via Jonathan Kos-Read

Pensando nisso, o estado da Califórnia criou um referendo, o California Plastic Bag Veto Referendum, para consultar sua população sobre a proibição do uso de sacolas plásticas. O referendo foi realizado no dia 8 de novembro e teve 51,97% de votos a favor da proibição.

A nova lei estadual não proíbe a produção de sacolas plásticas, mas será cobrado dos clientes 10 centavos por sacola utilizada. O objetivo é incentivar o uso de sacolas de compras reutilizáveis. Uma iniciativa semelhante na Inglaterra diminuiu o uso de sacolas de plástico em 85%.

“Esta é uma vitória ambiental importante que significará uma eliminação imediata de 25 milhões de sacolas de plástico que poluem a Califórnia todos os dias, ameaçando a vida selvagem”, comemora Mark Murray, co-presidente da California Against Waste.

californiaplasticbagban1Foto via sidknee23

As sacolas de plático começaram a ser utilizadas nos supermercados na década de 1980. Mas, após diversos estudos mostrarem o perigo que elas representam para o meio ambiente e a vida animal, países do mundo inteiro vêm aprovando medidas para diminuir o seu uso. Em 2014, a União Européia, por exemplo, aprovou uma driretriz para reduzir o uso de sacolas de pláticos em 80% até 2019, incentivando o uso de sacos biodegradáveis ou aplicando taxas sobre o consumo. Hong Kong, Quênia e África do Sul são alguns dos outros países que também proibiram o uso de sacolas de plástico.

Fontes – MY MODERN MET / Razões para Acreditar de 29 de novembro de 2016

Após Havaí, Califórnia também proíbe sacolas plásticas

sacolinha adeus

Após a proibição de sacolas plásticas no estado americano do Havaí ano passado, agora é a vez da Califórnia abolir um dos símbolos mais poluentes do capitalismo contemporâneo. Com 52% de votos favoráveis, a chamada Proposition 67 já está em vigor e torna o uso de sacolas plásticas ilegais em 58 distritos californianos.

O primeiro estado americano a proibir oficialmente o uso das sacolas plásticas foi o Havaí em 1° de Julho de 2015, mesmo que agora passe por alguns entraves legais, como medidas que autorizaram o reuso de sacolas já existentes.

De qualquer maneira, na Califórnia a notícia foi bem recebida, mesmo que tenha pego alguns consumidores de surpresa: “estive nesta loja há alguns dias e hoje eu (descubro) que tenho que comprar sacolas plásticas. Eu estava acostumado com a conveniência, então não tinha que pensar sobre isso. Agora isso acabou” relata a consumidora Sadie Hodge para o Los Angeles Times.

Reclamações dos fabricantes

No entanto, mesmo com o evidente benefício ecológico do banimento das sacolas plásticas, houve também quem apresentasse contra-argumentos, como os fabricantes de sacolas plásticas de Los Angeles. Para a indústria, a proibição do uso de sacolas fará com que haja redução de empregos, uma vez que fábricas terão de ser fechadas. Então vamos continuar a caçar baleias para não acabar com os empregos, desmatar para os madeireiros não perderem os empregos, consumir drogas para a quem trabalha cadeia da fabricação das drogas não perder o emprego…

Bill Lindamood, diretor de marketing da fábrica local Elkay Plastics, classificou a medida de proibição completamente “equivocada”, demonstrando a clara oposição da indústria: “nós nos opomos à proibição, acreditamos que existem alternativas melhores disponíveis, como a reciclagem”. Para o reciclador conseguir um quilo de sacola plástica de uso único, é necessário coletar de 500 a 800 sacolas e ele consegue menos de 1 Real por isso. Sabe quando sacolas plásticas de uso único são recicladas? Nunca!

Porém, a indústria de plásticos parece estar ecoando numa batalha perdida. Para o bem do meio ambiente, a proibição de sacolas plásticas na Califórnia teve receptividade expressiva, incentivamento um meio ambiente repensado, envolvendo diretamente a sociedade. Na Califórnia, a maioria dos consumidores demonstrou satisfação com a nova lei, além de se mostrarem enérgicos e dispostos a fazerem uso das alternativas propostas, como sacolas ecológicas ou sacos de papel adquiridos no supermercado.

O meio ambiente agradece

Embora ainda não haja dados precisos a respeito da quantidade de anos que uma sacola de plástico demora para se decompor, sabe-se que há materiais que podem levar até 100 anos ou mais, causando danos irreversíveis para o meio ambiente. O ato da Califórnia e de outros estados como o Havaí, é um exemplo de respeito não somente ao meio ambiente, mas à vida como um todo.

Em matemática simples, basta que se visualize a quantidade de sacolas plásticas encontradas em cada lar. Normalmente, para cada 3 itens adquiridos no supermercado, soma-se uma sacola plástica que irá ser descartada no meio ambiente. Quando estes números são multiplicados pelos integrantes de uma família e em seguida de uma nação, tornam-se estatísticas aterrorizantes.

Tão importantes quanto as leis de proibição, são as medidas socioeducativas e os exemplos dos cuidadores das crianças na formação de caráter. Em termos reais de comportamento, quando alguém não é educado desde cedo a respeitar o meio ambiente e a vida, dificilmente respeitará a lei de proibição de sacolas, julgando-a como desnecessária ou simplesmente vazia de sentido.

Faça a tua parte

Não é necessário esperar que haja a proibição de sacolas plásticas para que cessemos seu uso imediatamente. Há diversas formas de substituir a sacola plástica, como com a utilização de sacolas de pano ou material reutilizado que não será lançado à natureza depois. Há ainda a possibilidade da utilização de sacos de papel. Casos há em que a sacola nem mesmo é necessária, mas por hábito a aceitamos para levar qualquer coisa que seja.

Os sacos de papel, aliás, eram normais até a década de 90, mas sutilmente foram desaparecendo dos supermercados, substituídos aos poucos pelas sacolas plásticas. Um retrocesso de consciência ou domínio de lobby da indústria?

Fonte – GreenME de 02 dezembro de 2016

Adquira as sacolas retornáveis FUNVERDE para seus eventos e ajude a FUNVERDE a plantar árvores. Clique na imagem.

Entenda porque as sacolas plásticas prejudicam o meio ambiente

Entenda porque as sacolas plásticas prejudicam o meio ambiente

Veja quais as alternativas mais sustentáveis para transportar suas compras

A sacola plástica prejudica a vida animal, entope a drenagem urbana e polui as cidades e os rios, contribuindo para inundações. A  poluição dos mares por este tipo de lixo também é intensa e afeta as espécies marinhas. 80% de todos os plásticos são usados apenas uma vez e depois descartados, ou viram sacolas para acondicionar o lixo doméstico.

Segundo a pesquisadora do Laboratório de Embalagens e Acondicionamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Mara Lucia Dantas, todo o material que não é compatível com a natureza, se descartado inadequadamente, prejudica o meio ambiente.

Mara explica que a sacola plástica é feita de polímero – composto químico utilizado em vários setores da indústria e presente em diversos produtos. Se o material ficar exposto às ações do meio ambiente, como a radiação solar, vai se degradar em partículas menores passíveis de serem digeridas por micro-organismos. Em 3 meses, ela deixa de ser sacola, gerando resíduos. “Caso o plástico fique enterrado, permanecerá igual. Assim como uma casca de banana que se decompõe muito lentamente se não estiver exposta”, esclarece.

De acordo com a pesquisadora, em materiais descartáveis, ou seja, destinados a um único uso, a indústria não se preocupa em adicionar algum aditivo que prolongue a vida desse polímero. É o caso das sacolas plásticas. “A sacola de ráfia (utilizadas em feiras) também é plástico, mas o fabricante coloca um aditivo que faz com que o polímero se degrade mais lentamente, resista mais a ação do meio ambiente, tornando-se resistente e reutilizável”, relata Mara.

“Na vida útil das sacolas plásticas, o melhor a fazer é que esse material, ao invés de ser descartado, vá para a reciclagem. A partir dele, pode ser feita outra sacola ou, até mesmo, algum outro objeto. Qualquer lixo que descartamos inapropriadamente na natureza causa poluição e doenças. Se não há a possibilidade de retornar para a indústria para reciclar, é preciso fazer uma disposição final adequada, que seria o aterro sanitário”, afirma a pesquisadora.

Mara ainda ressalta que uma solução seria a educação para um consumo responsável, para que as pessoas utilizem somente aquilo que necessitam. O primeiro passo seria pegar apenas a quantidade de sacolas que irá utilizar. Depois, dar uma segunda utilidade para elas, como acondicionar o lixo ou reutilizar para outras compras. Ou então, encaminhar para a reciclagem.

Outra saída seria a utilização de sacolas retornáveis, que, segundo a pesquisadora, vai depender da situação em que o consumidor está. “Se você se planejou para ir ao supermercado, a pé ou de bicicleta, pode levar uma sacola retornável. Se vai de carro, dê preferência às caixas de papelão que alguns supermercados disponibilizam. Os centros comerciais também podem colaborar, oferecendo alternativas. Nas escolas e na sociedade, em geral,deve haver educação ambiental para o consumo responsável. Cada um tem que pensar em reduzir o uso das sacolas plásticas”, declara.

Para Mara, é necessário o envolvimento da indústria, do consumidor e de toda a sociedade para que essas mudanças aconteçam.

O Walmart desestimula o uso de sacolas descartáveis de qualquer tipo. Desde 2009, o programa “Cliente Consciente Merece Desconto” oferece desconto de R$ 0,03 a cada cinco produtos comprados pelo consumidor que opta pela não utilização de sacolas plásticas descartáveis. Mais de 227 milhões de sacolas plásticas deixaram de ser usadas devido ao projeto. Sacolas reutilizáveis estão à venda em nossas lojas desde 2008. Além disso, desenvolvemos campanhas para a redução do consumo de sacolinhas descartáveis e uso das reutilizáveis; e treinamento para os funcionários, para colocar um item a mais nas sacolas e reduzir o consumo.

Nota do IDEAIS: Não são as sacolas, não são os plásticos que prejudicam o meio ambiente. Como também não são os carros que provocam acidentes.
Nesta lógica distorcida do artigo, todas as embalagens dos produtos vendidos em supermercados prejudicam o meio ambiente. Por que o supermercado não está preocupado com as outras embalagens?
A abordagem correta deveria ser “o descarte incorreto de resíduos” prejudica o meio ambiente.

Ainda continuam achando que plásticos prejudicam o meio ambiente? Então por que não utilizam plásticos biodegradáveis que há muito tempo estão disponíveis no mundo todo, inclusive para as sacolas?

Fonte – Walmart Brasil

Boletim do Instituto IDEAIS de 28 de novembro de 2016

Instituto Ideais
www.i-ideais.org.br
info@i-ideais.org.br
+ 55 19 3327 3524

Nota da FUNVERDE: enquanto as sacolas plásticas não tiverem um custo alto – ao menos 30 centavos a unidade -, continuará a ser consumida descontroladamente. É só ver as iniciativas de cobrança – cobrança pesada – em outros países, que tem diminuído em até 90% o consumo das sacolas plásticas de uso único.

Sacolas plásticas de uso único são totalmente dispensáveis, obsoletas, e devem ser substituídas por sacolas retornáveis.

Quanto às outras embalagens de produtos, essas devem ser sempre fabricadas com material biodegradável, visto que no Brasil a reciclagem se arrasta e mal passa do 1%. O resto? Vai parar nos lixões, córregos, riachos, lagos, rios, mares…

Alunos de escola de Luzerna desenvolvem sacolas ecológicas com camisetas usadas

Ao utilizar sacolas retornáveis, você evita o uso das sacolas plásticas, responsáveis por grande parte do lixo nos aterros, reduz a poluição e o efeito estufa, já que o plástico é derivado do petróleo. O tempo de decomposição dessas sacolas na natureza pode levar mais de 100 anos. Então, que tal se conscientizar desses danos e fazer a sua própria sacola retornável com camisetas que você não usa mais?

É na busca dessa conscientização, que os alunos do sétimo ano da Escola Municipal São Francisco, de Luzerna, participaram de um projeto criado pela acadêmica Cristina Küll, da 10ª fase de Direito, disciplina de Direito Ambiental, ministrada pelo professor Ricardo Marcelo de Menezes.

Para a criação desse material foi necessário somente uma tesoura e uma camiseta que não usa mais, o que possibilita que você possa levar toda a sua compra em uma ou duas sacolas resistentes e bonitas, evitando levar um monte de saquinhos plásticos que vão acabar poluindo o meio ambiente por longos anos.

Fonte – Assessoria de comunicação de Luzerna de 01 de novembro de 2016

Desfile marca primeira etapa da produção de sacolas e bolsas ecológicas

CID2-SACOLASESCOLOGICAS

Foram 39 mulheres e um homem escolhidos nos Grupos Econômicos Solidários

Um desfile de moda encerra nesta sexta-feira, 8, a primeira etapa da produção de sacolas ecológicas, uma iniciativa da Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete). Os quarenta participantes vão exibir ao público as sacolas e bolsas confeccionadas com o reaproveitamento de lonas usadas em banners e demais peças publicitárias, além de garrafas pet e tecido jeans.
O curso foi aplicado por técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Foram 39 mulheres e um homem escolhidos nos Grupos Econômicos Solidários para participar da capacitação.

O projeto Ecoart Sacolas Ecológicas foi desenvolvido pela Secretaria de Trabalho, por meio do Núcleo de Associativismo e de Economia Solidária. A base do projeto foi extraída de uma pós-graduação da servidora da Sete.

Por contar com uma moderna oficina de costura industrial e técnicos especializados, os Grupos Econômicos Solidários receberam do Senai treinamento sobre o corte correto das lonas, técnicas de costura industrial, combinação de material na produção das sacolas, entre outras informações.

Desfile de moda

Uma passarela será montada no auditório da Casa da Industria, para o desfile que está marcado para as 16 horas. O objetivo é permitir que os participantes do curso exibam ao público as sacolas e bolsas confeccionada durante o curso.

Empresários de vários segmentos, como supermercados, farmácias e comércio em geral foram convidados para o evento. A finalidade é fazer com que se tornem potenciais compradores dos produtos. Mas as sacolas também serão vendidas pelos Grupos Econômicos Solidários em feiras do produtor de Macapá e Santana.

“A produção dos participantes do curso, para o desfile, estará sob a responsabilidade dos alunos concluintes do curso de maquiagem do projeto Qualifica Amapá. É um momento especial na vida dessas pessoas que o Governo do Estado oferece em parceria com Senai. A partir de agora, eles têm a oportunidade de não só aprender uma nova profissão como abrir o próprio negócio e serem potenciais empreendedores”, afirmou a secretária da Sete, Marciane Santo.

Fonte – Diário do Amapá de 08 de julho de 2016

Estudantes recebem sacolas ecológicas do projeto A Incrível Horta

Turma 132 com suas sacolas ecológicas

Diante da problemática mundial da larga utilização de sacolas plásticas, o Colégio Marista Maria Imaculada realizou uma ação em prol da preservação ambiental, produzindo sacolas ecológicas para presentear os estudantes do 3º ano EF.

As turmas 131 e 132 são as que mais utilizam a horta escolar no desenvolvimento dos conteúdos específicos da série e, por isso, foram os escolhidos para receber as sacolas, feitas com algodão cru, e multiplicarem a ideia entre seus familiares e amigos. Foram lembrados que o problema gerado pelas sacolas plásticas está em seu descarte inconsciente, prejudicial não apenas à natureza, como também para regiões urbanizadas.

A proposta é de que, a partir de agora, tragam semanalmente suas sacolas para poder levar para casa o que costumam colher em suas visitas à Incrível Horta. Algumas das crianças, inclusive, já encontraram outras utilidades, como trazer o lanche de casa ou outros itens que normalmente seriam colocados em sacos plásticos.

A Incrível Horta do Ir. Arlindo

O espaço promove a interação dos estudantes com a natureza e, para tal, as crianças são incentivadas à observação dos aspectos físico-químicos e biológicos e dos diversos fatores vivos presentes na horta, destacando a importância da interdependência existente entre esses seres. A proposta é que as crianças notem a biodiversidade de plantas e outros organismos, processos como fotossíntese, a estrutura física das hortaliças e, principalmente, o compromisso do homem com o meio ambiente. O projeto é trabalhado especialmente no 3º ano, mas o espaço fica disponível para todas as turmas, durante todo o ano.

O nome da horta foi escolhido pelas turmas 131 e 132 no ano de 2016, e homenageia o Ir. Arlindo Löch, falecido em 2015. Durante diversos anos, foi responsável pelos cuidados com o local, passando seu amor pela natureza a diversas gerações de estudantes maristas.

Veja fotos da horta do Ir. Arlindo.

Fonte – Colégio Marista Maria Imaculada de 11 de julho de 2016

Retomada do Projeto Sacolas Retornáveis

IMG_4259_site

Assim as sacolas ecológicas se fazem presentes no dia a dia da comunidade xaxinense desde 2009, quando iniciou a Campanha das Sacolas Retornáveis.

Para substituir o uso de sacolas plásticas por recicláveis, o Rotary Club se juntou à Administração Municipal, à Celer Faculdades e aos supermercadistas do município e mobilizou a população sobre os benefícios que a utilização dessas bolsas traria ao meio ambiente.

Para avaliar os reflexos da campanha, entidades se reuniram na última sexta-feira (1º) e decidiram retomar os trabalhos de conscientização, que devem iniciar em setembro e, além disso, estudam a possibilidade de criar uma lei que proíba o uso de sacolas plásticas em Xaxim.

Fonte – Faculdades Celer