Países que baniram o plástico já são mais de dez

imagem de gráfico mostrando plástico ingerido por peixes e aves marinhas(ilustração: SurfinSantos)

Países que baniram o plástico

Atualmente são mais de dez países que baniram o plástico, entre eles Índia, Bélgica, Costa Rica, França, Grenada, Indonésia, Noruega, Panamá, Santa Lúcia, Serra Leoa e Uruguai.

Por que banir o plástico?

Porque o material é um dos maiores inimigos do meio ambiente. Para começar, a produção do material exige petróleo (5%). Mesmo que seja pouco, para extraí-lo e refiná-lo é necessário todo o processo que envolve práticas que poluem excessivamente o meio ambiente. Outro problema grave, é que o material demora mais de 100 anos para se decompor e, segundo a ONU, entre 22% a 43% do total produzido, 310 milhões de toneladas/ano, vão parar em aterros. E por lá ficam quase um século! Finalmente, de acordo com pesquisa da Ellen MacArthur Foundation, no mundo apenas 14% das embalagens plásticas é recolhida para reciclagem.

O plástico e os oceanos: mais de 150 milhões de toneladas

A mais confiável pesquisa, atualmente disponível, estima que atualmente haja mais de 150 milhões de toneladas de material plástico nos oceanos. Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico- equivalentes a um caminhão de lixo por minuto- vazam para os oceanos por ano. E ainda não existe tecnologia capaz de retirar este material dos oceanos.

Algumas idéias para reaproveitar, ou mitigar, o plástico dos oceanos

Não são muitas, e algumas são complexas. Mas existem desde bactérias que estão sendo desenvolvidas para comerem plástico, como outras que sugerem pavimentar estradas com o plástico dos oceanos. Mas ainda não existem tecnologias capazes de retirar o incrível montante do material que já está nos oceanos matando aves, tartarugas e mamíferos marinhos. No futuro, com o avanço da tecnologia talvez seja possível a retirada do material do mar. Mas as sugestões que hoje circulam ainda não conseguiram unanimidade entre pesquisadores.

Índia, e dez outros países que baniram o plástico

A  Índia, e dez outros países, vão banir plástico. No caso da Índia, a lei vale para Nova Delhi. A lei  foi publicada em junho de 2017. O país não está só. Este é um problema mundial. Trinta e dois por cento dos 78 milhões de toneladas de embalagens plásticas produzidas anualmente vão parar nos oceanos. Isso equivale a um caminhão de lixo (de plástico) a cada minuto nos mares do planeta.

Índia: responsável por 60% do plástico despejado nos oceanos

De acordo com o India Times, a Índia é responsável por surpreendentes 60% do plástico despejados nos oceanos  todos os anos. O país tornou-se tão preocupado com o problema  que o Tribunal Verde Nacional introduziu uma proibição de plástico descartável na capital. Agora não é permitido usar sacolas de plástico, xícaras de cha e talheres em Delhi.

França aprova lei para banir plástico que não seja degradável

A lei francesa, aprovada em julho deste ano, vai proibir a venda de talheres, copos e pratos de plástico que não sejam biodegradáveis a partir de 2020. O jornal Les Echos diz que no país são jogados fora, por ano, 4,7 bilhões de copos de plástico o que “constitui uma pirâmide tão alta como 25 torres Eiffel”.

Segundo o jornal, o problema da lei para a transição verde, em francês ‘loi de transition énergétique pour la croissance verte’, é o custo mais alto dos novos copos e outros materiais que, em vez de plástico, serão produzidos por celulose. Eles custarão três vezes mais caro.

Costa Rica segue exemplo e propõe banir plástico até 2021

A medida vale para sacolas, garrafas, talheres, tampas, tem como objetivo diminuir a poluição de plásticos principalmente nos oceanos. Ainda não se sabe qual material será usado no lugar do plástico. O governo  vai investir em pesquisas e oferecer incentivo para o desenvolvimento de novos materiais.
O Brasil bem que poderia seguir estes exemplos.
ONU lança o #CleanSeas

No mês passado o Programa do Meio Ambiente da ONU lançou #CleanSeas, uma grande campanha global para impedir ou diminuir o lixo  plástico nos oceanos. Dez países já se juntaram.

Até 2050 é estimado que 99% das aves marinhas terão ingerido plástico. O lixo plástico prejudica mais de 600 espécies marinhas.

Fontes – João Lara Mesquita, weforum.org/ hypeness.com.br / lesechos.fr / Mar sem Fim de 05 de setembro de 2017

Já são mais de 1400 as espécies afetadas pelo lixo que despejamos nos oceanos

O número total de espécies afetadas pelo lixo marinho está a subir constantemente e já ultrapassa, atualmente, as 1400 espécies.

Onúmero total de espécies afetadas pelo lixo marinho está a subir constantemente e já ultrapassa, atualmente, as 1400 espécies. São 1441 as espécies afetadas de peixes, mamíferos, moluscos, algas, aves marinhas, tartarugas, bactérias, corais e muitas outras formas de vida aquática.

Estes dados são da AWI Litterbase, uma base de dados digital do Instituto Alfred Wegener, que compila os dados científicos publicados sobre o lixo marinho e que é frequentemente atualizada.

Os encontros da vida aquática com o nosso lixo

Os dados da Litterbase sobre as interações do lixo com os organismos mostram, sob a forma de mapas mundiais e gráficos, que os peixes e as aves marinhas são especialmente afetados por esta poluição e que a maioria do lixo encontrado no mar é constituída por plástico.

A vida aquática afetada pelo lixo marinho (primeira imagem) e os tipos de lixo a afetar a vida aquática (segunda imagem)

“Estima-se que, todos os anos, um milhão de aves e 100 mil animais marinhos, incluindo mamíferos e tartarugas, morram vítimas dos detritos de plástico nos oceanos.”

Segundo a análise mais recente de interações da Litterbase, 36% das espécies ingerem os detritos, 31% ficam presas ou enredadas neles e 28% colonizam-nos.

Tipos de encontros (primeira imagem) e efeitos dos encontros (segunda imagem)

Os detritos que os animais ingerem, por os confundirem com alimento, podem perfurar ou obstruir-lhes o aparelho digestivo e causar-lhes outros problemas de saúde e ferimentos que podem resultar na sua morte. No caso da ingestão de resíduos plásticos existe ainda o problema de estes poderem absorver e libertar poluentes, que se vão acumulando ao longo da cadeia alimentar.

Muitos animais também ficam presos no lixo marinho. Todos os anos, as redes de pesca “fantasma”abandonadas nos oceanos capturam e matam milhares de focas, leões-marinhos e baleias, entre outros animais.

Os encontros da vida selvagem com o lixo marinho

A distribuição do lixo nos oceanos

“[A AWI LItterbase] é de tremendo valor científico. A nossa base de dados permitir-nos-á avaliar e compreender melhor as quantidades e padrões de distribuição globais do lixo no oceano”, explicou Melanie Bergmann, bióloga do Instituto Alfred Wegener. “Os mapas documentam os lugares onde os investigadores identificaram lixo marinho. Mas convém ter em conta que as áreas a branco no mapa não representam necessariamente regiões sem lixo; pelo contrário, são ângulos mortos.”

A distribuição do lixo e microplásticos nos oceanos

Estes “ângulos mortos” ajudam a identificar as áreas onde os esforços de investigação precisam de ser intensificados. Por exemplo, facilmente se percebe, observando o mapa acima, que foram realizados muitos estudos no Mediterrâneo. No entanto, houve poucos artigos sobre a situação em África, no mar Morto ou em mar aberto.

Melanie Bergmann, Lars Gutow e Mine Tekman, os investigadores que desenvolveram a base de dados, ficaram surpreendidos com a variedade de trabalhos científicos que descreviam a presença de lixo marinho. Estes podiam ser artigos sobre assuntos muito diversos, “como estudos sobre os jardins de corais no Mediterrâneo [ou] os efeitos antropogénicos de atividades como a pesca no fundo do mar”.

Também redescobriram dados antigos sobre este problema, como estudos realizados nos anos 80 sobre a ingestão de microplástico por plâncton e organismos unicelulares. “A Litterbase também vai ajudar-nos a redescobrir dados ‘antigos’ e em alguns casos esquecidos”, disse a bióloga.

O facto de disponibilizar hiperligações para todos os artigos científicos usados para a sua criação faz da AWI Litterbase uma ferramenta de grande utilidade para quem esteja interessado em aprofundar as suas próprias investigações.

Fonte – The UniPlanet de 14 de setembro de 2017

Quênia introduz lei mais dura do mundo para os sacos plásticos

Sacos plásticosSacos plásticos (Imagens via Pixabay)

Mas outras pessoas apontam para o custo ambiental dos sacos de plástico: pode demorar entre 500 e 1.000 anos para se decompor na natureza

O Quênia tem sido um grande exportador de saco de plástico – mas agora o país está atacando a poluição plasmática com a lei mais rígida desse tipo no mundo. Os quenianos que vendem, produzem ou apenas usam sacolas de plástico podem enfrentar uma multa de US $ 40.000 ou prisão de até quatro anos.

A lei do saco de plástico do Quênia entrou em vigor apenas nesta semana. Segundo a Reuters, o país da África Oriental reúne-se em mais de 40 países em todo o mundo que proibiram, parcialmente proibiram ou impuseram impostos sobre sacos plásticos de uso único, como Ruanda, Itália e China. De acordo com a nova lei do Quênia, a polícia pode abordar qualquer pessoa que transporta uma bolsa de plástico, embora o ministro do meio ambiente , Judy Wakhungu, tenha dito que a imposição da Reuters inicialmente priorizaria fornecedores e fabricantes e que o homem comum “não será prejudicado”.

Nem todos estão felizes com a nova lei, que levou o Quênia mais de 10 anos – e três tentativas – de passar. O porta-voz da Associação dos Fabricantes do Quênia, Samuel Matonda, disse que 176 fabricantes terão que fechar, com cerca de 60 mil postos de trabalho perdidos.

Mas outras pessoas apontam para o custo ambiental dos sacos de plástico: pode demorar entre 500 e 1.000 anos para se decompor na natureza. E os sacos têm aparecido em vacas destinadas ao consumo humano. Em matadouros em Nairobi, algumas dessas vacas tinham 20 sacos tirados do estômago. O veterinário do condado Mbuthi Kinyanjui disse: “Isso é algo que não conseguimos há 10 anos, mas agora é quase em uma base diária”.

O Quênia limita o Oceano Índico, e sacos plásticos podem entrar no oceano e acabar consumidos por baleias e golfinhos, que finalmente morrem quando seus estômagos se enchem de lixo. As bolsas podem estrangular ou sufocar criaturas marinhas como tartarugas e aves marinhas. O plástico também acaba em peixes depois comido por humanos. O especialista em lixo marinho Habib El-Habr, trabalhando com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente no Quênia, disse: “Se continuarmos assim, até 2050, teremos mais plástico no oceano do que nos peixes”.

Cadeias de supermercados no Quênia, como Nakumatt e Carrefour, começaram a oferecer bolsas de pano como alternativas ao plástico para clientes.

Fontes – Reuters / Vagner Liberato, Jornal Sustentabilidade de 29 de agosto de 2017

Imagens via Pixabay e Wikimedia Commons

Microplásticos contaminam água da torneira mundo afora

Pessoa enche copo de água da torneira

Em média, 83% de amostras coletadas nos cinco continentes contêm plástico, aponta estudo

Fibras de plástico invisíveis estão presentes não apenas nos oceanos, mas também na água potável usada por milhões de pessoas, aponta estudo. De onde vêm essas partículas e como podem afetar a saúde humana?

De Nova York a Nova Déli, fibras de plástico microscópicas estão saindo junto com a água da torneira, aponta uma pesquisa da Orb Media, uma redação de notícias digital e sem fins lucrativos, baseada em Washington.

“Isso é ruim. Ouvimos muitas coisas sobre câncer”, diz Mercedes Noroña, de 61 anos, após saber que uma amostra de água de sua casa, próxima a Quito, no Equador, contém fibras plásticas. “Talvez eu esteja exagerando, mas eu tenho medo das coisas que vêm na água.”

Pesquisas recentes mostraram como os microplásticos poluem nossos oceanos, fontes de água doce, o solo e o ar. Esse estudo é o primeiro a revelar plástico na água da torneira da qual bilhões de pessoas dependem em todo o mundo.

As novas descobertas são um alerta, diz Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz de 2006. “Isso deve nos afetar. Nós vemos o nó ficando mais apertado ao redor do nosso pescoço”, comenta.

Para o estudo, mais de 150 amostras de água da torneira foram coletadas em cidades localizadas nos cinco continentes. Em média, 83% continham plástico. Se as fibras sintéticas estão na água da torneira, elas provavelmente estão também em alimentos, como pão e comida para bebê.

Não está claro como as fibras plásticas entram na água da torneira ou quais seriam os riscos disso. Especialistas suspeitam que elas venham de roupas sintéticas, tapetes ou estofamentos.

Infografik Mikroplastik Leitungswasser POR

Impacto nos animais e seres humanos

Especialistas temem que, quando consumidas, as fibras plásticas possam transportar toxinas do meio ambiente para o corpo humano. O pesquisador Richard Tompson, da Universidade de Plymouth, diz que em estudos com animais “tornou-se claro que o plástico liberaria esses produtos químicos – e que, na verdade, as condições no intestino facilitariam uma liberação bastante rápida”.

Dados existentes sobre como o plástico afeta a vida selvagem são motivo de preocupação, aponta Sherri Mason, pioneira da pesquisa sobre microplásticos que supervisionou o estudo da Orb.

“Se eles estão impactando os animais, então, como pensamos que eles não vão também nos impactar de alguma forma?”, questiona Mason.

Por enquanto, ninguém sabe, afirma Lincoln Fok, cientista ambiental da Universidade de Hong Kong. “A pesquisa [sobre microplásticos] na saúde humana ainda está engatinhando”, destaca.

Fibras de plástico são onipresentes

As fibras plásticas estão na água da torneira de países ricos e pobres. O número de fibras encontradas em uma amostra de uma pia de banheiro do restaurante Trump Grill, em Nova York, foi igual ao encontrado em amostras de Jacarta, na Indonésia. A Organização Trump não respondeu a telefonemas e e-mails em busca de comentários sobre o assunto.

Cientistas querem filtrar micropartículas da água de esgoto.

As fibras microscópicas também foram encontradas em água engarrafada, e em casas com filtros com processo de osmose reversa. Os EUA não têm um padrão de segurança para o plástico na água da torneira. Na União Europeia (UE), normas determinam que a água da torneira seja livre de substâncias contaminantes.

No entanto, as fibras plásticas são onipresentes. Em amostras de água da torneira dos EUA e de Beirute, no Líbano, 94% continham fibras de plástico microscópicas. Outros locais com amostras coletadas foram Nova Déli, na Índia (82%); Kampala, em Uganda (81%); Jacarta, na Indonésia (76%); Quito, no Equador (75%); e na Europa (72%).

Descrença

A noção de plástico na água potável causa confusão e rejeição. Uma porta-voz do departamento de água de Los Angeles afirmou que “os resultados dos nossos testes em curso não mostram níveis elevados de plástico”. Ainda assim, duas de cada três amostras de Los Angeles – incluindo água de um bebedouro público – continham fibras de plástico.

James Nsereko, pescador do Lago Victoria, em Uganda, também rejeitou a ideia. “Nós nunca encontramos nada assim”, afirma. Mas uma amostra da torneira da vila onde Nsereko vive continha quatro fibras.

Em Washington, uma amostra de 500 ml de água da torneira do edifício do Capitólio continha 16 fibras, assim como a do prédio da Agência de Proteção Ambiental. Autoridades das cidades de Washington e Nova York disseram que suas águas estão de acordo com os padrões legais.

Infografik Mikroplastik Quellen POR

Mistério ambiental

Existe uma fonte confirmada de poluição de fibras plásticas – e você provavelmente a está usando. As roupas de tecidos sintéticos emitem até 700 mil fibras por lavagem, apontam os pesquisadores. A maior parte escapa do processo de tratamento de água e é descarregada em cursos d’água.

Mason afirma que águas residuais tratadas com fibras são provavelmente coletadas e, posteriormente, encaminhadas para casas de outras comunidades.

As fibras plásticas podem ser até transportadas do ar para nossos recursos hídricos pela chuva. Um estudo de 2015 estimou que de três a dez toneladas de fibras de plástico caíram anualmente nos telhados e ruas de Paris.

“O que observamos em Paris tende a demonstrar que uma grande quantidade de fibras está presente na precipitação atmosférica”, diz Johnny Gasperi, da Universidade de Paris-Est Créteil.

De onde quer que elas venham, as fibras de plástico na água da torneira são um problema novo e perturbador para ser resolvido pelo governo, ciência e indústria, conclui Mason. “As pessoas sempre perguntavam: ‘isto está em nossa água potável?’ Eu nunca pensei que realmente estivesse”, diz.

Fonte – Dan Morrison, Christopher Tyree, DW de 09 de setembro de 2017

Vender ou importar sacos plásticos dá multa ou cadeia no Quênia

Shoppers in Kenya use an estimated 100 million plastic bags a year, many of which wind up in landfills like this one in Nairobi. BEN CURTIS / ASSOCIATED PRESS

DAR ES SALAAM, Tanzania — Kenya will now punish with up to four years in jail anyone making, selling or importing plastic bags, putting in place one of the world’s toughest bans on the ubiquitous item that is blamed for clogging oceans and killing marine life.

The new rule, announced in March and put into effect on Monday, also means that garbage bags will be taken off supermarket shelves and visitors entering Kenya will be required to leave their duty-free shopping bags at the airport.

Kenya joins more than 40 other countries including China, the Netherlands and France that have introduced taxes on bags or limited or prohibited their use.

In Rwanda, plastic bags are illegal, and visitors are searched at the airport. Britain introduced a 5 pence charge at stores in 2015, leading to a plunge of more than 80 percent in the use of plastic bags. There are no nationwide restrictions on the use of plastic bags in the United States, though states like California and Hawaii ban nonbiodegradable bags.

Kenyan shoppers are thought to use 100 million plastic bags a year, according to the United Nations, and the new rules created some worries in the capital, Nairobi, when they were announced.

Fruit and vegetable sellers were at a loss for how to market their produce, and some residents mistook ordinary traffic controllers for law enforcement officials looking to punish consumers who violated the new law. In informal settlements, where most of the city’s residents live, plastic bags are used as “flying toilets” — holding human waste in the absence of a proper sewage system.

Judy Wakhungu, Kenya’s environment minister, tried to allay people’s fears, telling Reuters that the ban was primarily aimed at manufacturers and suppliers. “Ordinary wananchi will not be harmed,” she said, using a Kiswahili word for “common person.”

Kenya tried to ban the use of plastic bags in 2007 and 2011, but the limits were not put in place.

The new regulations call for a fine of $19,000 to $38,000 or a four-year jail term for those manufacturing or importing plastic bags in Kenya. Plastics used in primary industrial packaging are exempt, according to the National Environment Management Authority, although it said that the new regulation would prohibit retailers from selling garbage bags.

Kenyans have had several months to adjust to the idea of the new rules, a period during which big supermarket chains like Nakumatt and the French multinational retail giant Carrefour began offering cloth bags instead of plastic. The country’s High Court last week rejected a case filed by two plastic bag importers to drop the ban, saying that protecting the environment was more important than the companies’ commercial interests.

Before the ban went into effect, Chege Kariuki, the chairman of the Waste and Environment Management Association of Kenya, said that garbage collectors would be unable to operate without plastic bin liners. “Waste management in Nairobi will become impossible for all waste companies,” he told The Star, a Kenyan newspaper.

Samuel Matonda, a spokesman for the Kenya Association of Manufacturers, said the new regulation could cost up to 60,000 jobs. “The knock-on effects will be very severe,” Mr. Matonda told The Standard newspaper. “It will even affect the women who sell vegetables in the market — how will their customers carry their shopping home?”

In lieu of plastic, the Kenyan government has encouraged people to tote reusable alternatives, including bags made of paper, cloth and sisal, a plant with stiff leaves.

Worldwide, plastic bags contribute to eight million tons of plastic that leak into the ocean every year, according to the United Nations Environment Program. “At current rates, by 2050, there will be more plastic in the oceans than fish, wreaking havoc on marine fisheries, wildlife and tourism,” the program said in a statement when Kenya’s ban was announced in March.

Plastic bags can take hundreds of years to degrade, and polyethylene bags can strangle sea turtles and fill the stomachs of whales and dolphins until they die of starvation. In Kenya, livestock often graze on garbage, and bags are found in the stomachs of cows when they are slaughtered, according to the United Nations Environment Program.

Njeri Kabeberi, the executive director of Greenpeace Africa, said Kenyans needed to switch to “100 percent” reusable and eco-friendly alternative packaging materials.

“We urge all Kenyans to know the importance of preserving the environment,” she said.

Fonte – The New York Times

Boletim do Instituto IDEAIS, BI 30/08/2017

Instituto IDEAIS
www.i-ideais.org.br
info@i-ideais.org.br
+ 55 19 3327 3524

Microplásticos ameaçam centenas de espécies da fauna marinha em todo o mundo

poluição por plásticosEm alguns lugares do mundo a poluição por plásticos é simplesmente catastrófica, como nesta praia em Mumbai, na Índia. Foto: UN Environment – Arquivo

Centenas de espécies da fauna marinha, como peixes, moluscos e outras, estão sendo ameaças pela ingestão do lixo que se acumula no mar em forma de microplásticos, sem que até o momento se saiba a fundo suas causas e consequências. Os últimos estudos apontam que até 529 espécies selvagens já foram afetadas pelos resíduos, um risco mortal que se soma aos outros já enfrentados por dezenas delas em perigo de extinção. A informação é da EFE.

Por menores que sejam, os microplásticos (de até cinco milímetros de diâmetro e presentes em vários produtos, como os cosméticos) representam uma ameaça para as mais de 220 espécies que os absorvem, algumas delas muito importantes no comércio mundial, como os mexilhões, as lagostas, os camarões, as sardinhas e o bacalhau.

Relatório recente da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou para as consequências desses resíduos para a pesca e a aquicultura. “Ainda que nos preocupe a ingestão de microplásticos por parte das pessoas através dos frutos do mar, ainda não temos evidências científicas que confirmem os efeitos prejudiciais em animais selvagens”, explicou à Agência EFE uma das autoras do estudo, a pesquisadora Amy Lusher.

Ela acredita que ainda faltam muitos anos de estudos, dado o vazio de informação que existe sobre o assunto e as muitas inconsistências nos dados disponíveis. Para contribuir com o debate, uma revista especializada em biologia da Royal Society, de Londres, publicou recentemente um estudo que sugere que certos peixes estão predispostos a confundir o plástico com o alimento, por terem um cheiro parecido.

Matthew Savoca, líder de um trabalho realizado em colaboração com um aquário de San Francisco (Estados Unidos), explica que foram apresentadas a vários grupos de anchovas substâncias com o cheiro de resíduos plásticos recolhidos do mar e outras com o cheiro de plásticos limpos.

As anchovas reagiram ao lixo de forma similar à que fariam com o alimento, já que esses resíduos estão cobertos de material biológico, como algas, que têm cheiro de comida.

“Muitos animais marítimos dependem muito do seu olfato para encontrar comida, muito mais que os humanos”, afirmou Savoca, ressaltando que o plástico “parece enganar” os animais que o encontram no mar, sendo “muito difícil para eles ver que não é um alimento”.

A FAO lembra que os efeitos adversos dos microplásticos na fauna marinha são observados em experiências em laboratórios, normalmente com um grau de exposição a estas substâncias “muito maior” que o encontrado no ambiente.

Até então, estas partículas só apareceram no aparelho digestivo dos animais, que as pessoas “costumam retirar antes de consumir”, apontou a pesquisadora Amy Lusher.

Substâncias contaminantes

No pior dos cenários, o problema seria a presença de substâncias contaminantes e de aditivos que são acrescentados aos plásticos durante sua fabricação ou são absorvidos no mar, ainda que não se saiba muito sobre o seu impacto e o dos plásticos menores na alimentação.

Para os cientistas, é preciso estudar mais a fundo a distribuição desses resíduos a nível global, por mais que se movam de um lado a outro, e o processo de acumulação de lixo, ao qual contribuem a pesca e a aquicultura quando seus equipamentos de plástico acabam perdidos ou abandonados nos oceanos.

Em um mundo onde há cada vez mais plástico (322 milhões de toneladas produzidas em 2015), estima-se que a poluição continuará aumentando nos oceanos, onde em 2010 foram despejados entre 4,8 milhões e 12,7 milhões de toneladas desse tipo de lixo.

Fontes – EFE / ABr / EcoDebate de 05 de setembro de 2017

Venda ou importação de sacolas plásticas pode dar multa de US$ 19 mil ou prisão no Quênia

O Quênia agora punirá com até quatro anos de prisão qualquer um que produzir, vender ou importar sacolas plásticas, adotando uma das proibições mais severas do mundo ao item ubíquo que é responsabilizado por poluir os oceanos e matar vida marinha.

A nova lei, anunciada em março e que entrou em vigor na segunda-feira, também significa que sacos de lixo serão retirados das prateleiras dos supermercados e visitantes que chegarem ao Quênia serão obrigados a deixar as sacolas de compras de free shops no aeroporto.

O Quênia se junta a mais de 40 países, incluindo China, Holanda e França, que impuseram taxas às sacolas ou limitaram ou proibiram seu uso.

Em Ruanda, sacolas plásticas são ilegais e os visitantes são revistados nos aeroportos. O Reino Unido introduziu uma taxa de 5 pences (R$ 0,20) nas lojas em 2015, levando a uma queda de mais de 80% no uso de sacolas plásticas. Não há restrições nacionais ao uso de sacolas plásticas nos Estados Unidos, apesar de Estados como a Califórnia e o Havaí proibirem sacolas não biodegradáveis.

Acredita-se que os consumidores quenianos usem 100 milhões de sacolas plásticas por ano, segundo as Nações Unidas, e as regras provocaram algumas preocupações na capital, Nairóbi, quando foram anunciadas.

Vendedores de hortifrútis ficaram sem saber como vender seus produtos, e alguns moradores confundiram policias de trânsito comuns como autoridades buscando punir consumidores que violaram a nova lei. Em assentamentos informais, onde a maioria dos moradores da cidade vive, sacolas plásticas são usadas como “vasos sanitários voadores”, recebendo dejetos humanos na ausência de um sistema de esgoto apropriado.

Judy Wakhungu, o ministro do meio-ambiente do Quênia, tentou acalmar as pessoas, dizendo à agência de notícias “Reuters” que a proibição visa principalmente fabricantes e fornecedores. “‘Wananchi’ não serão prejudicadas”, ela disse, usando uma palavra em suaíli para “pessoas comuns”.

O Quênia tentou proibir o uso de sacolas plásticas em 2007 e 2011, mas os limites não foram implantados.

As novas regulações pedem por uma multa de US$ 19 mi a US$ 38 mil (aproximadamente R$ 60 mil a R$ 120 mil) ou pena de prisão de quatro anos para quem fabricar ou importar sacolas plásticas no Quênia. Os plásticos usados em embalagens industriais está isento, segundo a Autoridade Nacional de Gestão Ambiental, apesar de ter dito que uma nova regulação proibiria os varejistas de venderem sacos de lixo.

Os quenianos tiveram vários meses para se adaptar à ideia das novas regras, um período durante o qual grandes redes de supermercados como Nakumatt e a gigante multinacional francesa Carrefour começaram a oferecer sacolas de pano em vez de plástico. A Suprema Corte do país rejeitou na semana passada um caso impetrado por dois importadores de sacolas plásticas para suspensão da proibição, dizendo que a proteção do meio ambiente era mais importante do que os interesses comerciais das empresas.

Antes da proibição entrar em vigor, Chege Kariuki, o presidente da Associação de Gestão de Lixo e Meio Ambiente do Quênia, disse que será impossível a coleta de lixo sem os sacos plásticos. “A gestão do lixo em Nairóbi se tornará impossível para todas as empresas de coleta de lixo”, ele disse ao jornal queniano “The Star”.

Samuel Matonda, um porta-voz da Associação da Indústria Manufatureira do Quênia, disse que a nova regulação poderá custar até 60 mil empregos. “Os efeitos serão muito severos”, disse Matonda ao jornal “The Standard”. “Afetará até mesmo as mulheres que vendem hortifrútis no mercado; como os clientes delas levarão as compras para casa?”

Mundialmente, as sacolas plásticas contribuem para 8 milhões de toneladas de plástico que vazam para o oceano a cada ano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. “Nas taxas atuais, em 2050, haverá mais plástico nos oceanos do que peixes, provocando caos na pesca, vida marinha e turismo”, disse o programa em uma declaração quando a proibição foi anunciada no Quênia, em março.

As sacolas plásticas podem levar centenas de anos para se degradarem e as sacolas de polietileno podem estrangular tartarugas marinhas e encher os estômagos de baleias e golfinhos até morrerem de fome. No Quênia, o gado com frequência pasta no lixo e sacolas são encontradas nos estômagos das vacas quando são abatidas, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Njeri Kabeberi, a diretora executiva do Greenpeace Africa, disse que os quenianos precisam passar a materiais alternativos para embalagens “100%” reutilizáveis e bons para o meio ambiente, como as cestas kiondo, feitas de sisal, uma planta de fibra dura.

“Pedimos a todos os quenianos que saibam da importância de preservar o meio ambiente”, ela disse.

Fontes – Kimiko de Freytas, NYT / tradutor George El Khouri Andolfato, UOL de 30 de agosto de 2017

Peixes estão comendo plástico porque ele tem um cheiro delicioso

Cardume de anchovas do norte (Matthew Savoca)

Todo ano nossa civilização despeja cerca de oito milhões de toneladas de plástico no oceano, e parte disso acaba no estômago de peixes e, consequentemente, em nossos jantares. Uma nova pesquisa sugere que pelo menos uma espécie de peixe não está interessada nestes resíduos por acaso – o cheiro do plástico os atrai.

A anchova do norte (Engraulis mordax) um cardume comum encontrado na costa oeste do norte dos Estados Unidos e parte crucial da cadeia alimentar oceânica – consome plástico porque ele tem o mesmo cheiro que suas presas, de acordo com uma nova pesquisa publicada ontem na Proceedings of the Royal Society B. Dada a importância ecológica destes animais marinhos, essa descoberta carrega grandes implicações para o bem estar da cadeia alimentar aquática e, possivelmente, da saúde humana.

O olfato é importante aos peixes. Alguns tubarões podem cheirar pequenas quantidades de químicos associados a suas presas, e salmões usam da mesma habilidade para subir rios até o local de desova. Outros peixes usam o cheiro para caçar, acasalar, migrar e colher. Infelizmente, como explica Matthew Savoca, pós-doutorando da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), em seu novo estudo, o senso de cheiro pode ser um problema para as anchovas, que consideram o cheiro de plástico irresistível.

Com seus colegas, Savoca pretendia determinar se plástico tinha o mesmo cheiro que comida para estas espécies. Pesquisas anteriores completadas por cientistas japoneses mostram que anchovas consomem micro fragmentos de plástico e missangas, mas Savoca queria saber se estes peixes inadvertidamente ou deliberadamente consumiam estes pequenos pedaços de plástico (um importante adendo: em 2016 um estudo mostrou que larvas de peixes ficavam presas em micro fragmentos de plástico, mas a pesquisa foi desconsiderada pela Science depois de revelado que ela era falsa).

Para o experimento, os pesquisadores da NOAA precisaram de água fria de rápido fluxo e cardumes de pelo menos 100 anchovas. Com essa configuração, os peixes nadaram devagar no sentido do fluxo, mas ao sentir a presença de comida, o comportamento dos espécimes mudava significantemente. O time de Savoca trabalhou em conjunto com o Aquário da Baía de São Francisco para replicar tais condições.

Para testar a hipótese, os pesquisadores mergulharam por algumas horas em água salgada krill (crustáceos parecidos com minúsculos camarões que anchovas gostam de comer) e resíduos de plástico, para que a água de cada amostra ficasse com o cheiro do alimento e do plástico. Armados com uma GoPro, os pesquisadores observaram mudanças no comportamento tanto quando as anchovas eram expostas a água salgada com cheiro de krill ou a água salgada com cheiro de plástico ou a água salgada sem cheiro (para controle). Usando uma combinação automatizada para análise e observação, o time avaliou quão juntos os cardumes ficavam, e como mudava o corpo de cada peixe antes e depois da adição da água salgada com cheiro.

Esquerda: anchovas nadando em água do mar sem cheiro. Direita: Anchovas exibindo comportamento alimentar depois de serem expostas ao odor de resíduos plásticos. (Imagem: Matthew Savoca)

“Quando injetamos água salgada com cheiro de krill no tanque, a resposta das anchovas foi a de procurar por comida – que no caso não estava lá”, nota Savoca no The Conversation. “E quando apresentamos a água salgada com cheiro de plástico, os cardumes responderam quase que da mesma maneira, se aglomerando e se movendo aleatoriamente como se estivessem procurando por comida. Essa reação providenciou a primeira evidência comportamental que vertebrados marinhos podem ser enganados para consumir plástico dependendo do cheiro dele”.

As observações mostram duas coisas – que anchovas do norte usam seu senso de cheiro para encontrar comida (o que, surpreendentemente não tinha sido provado antes) e que resíduos plásticos estão confundindo anchovas, que os interpretam como comida devido ao cheiro.

Para o futuro, cientistas precisam determinar se outros peixes são atraídos por estes plásticos – comportamentos alimentares e se a contaminação destes plásticos está sendo transferidas para os peixes e se, por consequência, para humanos que comem peixes. Enquanto isso, deveríamos todos parar de usar itens de plástico e reciclá-los em vez de jogá-los no lixo.

Fontes – George Dvorsky, Proceedings of the Royal Society B / Gizmodo de 16 de agosto de 2017

29 baleias cachalotes são encontradas mortas na Alemanha com estômagos cheios de lixo plástico

29 baleias cachalotes são encontradas mortas na Alemanha com estômagos cheios de lixo plástico

 

1, 2, 3… V-I-N-T-E E N-O-V-E. Esse foi o número de baleias cachalotes encontradas mortas em praias da Alemanha, na região do Mar do Norte. A quantidade expressiva de animais intrigou os pesquisadores. Afinal, o que matou tantas baleias de uma vez só?

A resposta chegou há poucos dias, com o resultado das necrópsias: os 29 animais – todos jovens e do sexo masculino – tinham (MUITO!) lixo plástico no estômago. De pequenos a grandes fragmentos, os cientistas encontraram de tudo dentro deles. Inclusive uma rede de pesca de 13 metros de comprimento e uma peça de carro de 70 centímetros.

Ainda segundo a necrópsia, as baleias tiveram insuficiência cardíaca por conta da ingestão de plástico. “Depois de ingerir tanto lixo, elas não são capazes de suportar o próprio peso. Os órgãos internos entram em colapso e elas encalham em águas rasas, sendo levadas pela correnteza até as praias”, explicaram os especialistas à National Geographic.

Pesquisas apontam que o ser humano descarta cerca de oito milhões de toneladas de plástico nos oceanos todos os anos. É tanto lixo tóxico à vida marinha que, se continuarmos nesse ritmo, até 2050 haverá mais plástico do que peixes em nossos mares.

Parabéns aos envolvidos…

Fonte – Débora Spitzcovsky, The Greenest Post

Boletim do Instituto Ideais de 15 de agosto de 2017

Instituto IDEAIS
www.i-ideais.org.br
info@i-ideais.org.br
+ 55 19 3327 3524

Cada um de nós é culpado, ao usarmos sacolas plásticas de uso único ao invés de sacolas retornáveis, tomarmos água de garrafa descartável, ao invés de usarmos garrafas permanentes e reenchermos, mesmo tomando bebidas em garrafas de pet, vidro ou alumínio individuais, aceitarmos um copo de plástico ou canudo, ao invés de tomarmos na própria garrafa… Cada uma de nossas atitudes preguiçosas, egoístas, está levando a humanidade e todas as outras espécies à extinção.

 

Bilhões de toneladas de lixo plástico se acumulam na Terra

Bilhões de toneladas de lixo plástico se acumulam na TerraMais de 9,1 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas na Terra até hoje, e a maior parte desse material foi jogada em aterros ou nos oceanos

Sua embalagem plástica está ali? Se fosse de plástico biodegradável provavelmente não.

Mais de 9,1 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas na Terra, e a maior parte desse material está em aterros ou nos oceanos, advertiram pesquisadores americanos nesta quarta-feira.

Este estudo, publicado na revista científica Science Advances, é descrito como “a primeira análise global de todo o plástico produzido” no mundo, e alerta que um cenário ainda mais preocupante nos espera.

Com base no ritmo atual, “mais de 13 bilhões de toneladas de lixo plástico serão descartadas em aterros ou no meio ambiente até 2050”, aponta a pesquisa.

Esta quantidade, o equivalente a 12 bilhões de toneladas métricas, representa 35.000 vezes o peso do edifício Empire State de Nova York.

“A maioria dos plásticos não é biodegradável, de modo que pode permanecer conosco por centenas ou inclusive milhares de anos”, disse Jenna Jambeck, coautora do estudo e professora de engenharia na Universidade da Geórgia.

Os pesquisadores compilaram informações de produção de resinas, fibras e aditivos utilizando várias fontes da indústria.

O estudo revelou que até 2015 quase sete bilhões de toneladas de lixo plástico foram geradas no nosso planeta, e que 79% desta quantidade se acumulava em lixões ou no meio ambiente, incluindo os oceanos.

Apesar de todos os esforços que são feitos em termos de reutilização, apenas 9% do lixo plástico foi reciclado, e 12% foi incinerado, um processo que também pode ser prejudicial para o meio ambiente.

Pouco mais de duas toneladas de plástico foram produzidas em nível global em 1950, quando começou a produção em massa do material, afirma o estudo.

Em 2015, esse número tinha escalado a mais de 440 milhões de toneladas, ultrapassando a maioria dos materiais, com exceção do aço e do cimento. Cerca de metade de todo o plástico produzido entre 1950 e 2015 foi fabricado nos últimos 13 anos desse período.

Enquanto o aço e o cimento são utilizados durante anos, a maior parte do plástico é usado para embalar coisas, e é jogado no lixo após um único uso, como acontece com as garrafas de água e refrigerante.

“Metade dos plásticos se transforma em lixo após quatro ou menos anos de uso”, diz Roland Geyer, autor principal do estudo e professor da Universidade da Califórnia.

A porcentagem de plástico no lixo passou de menos de 1% em 1960 a mais de 10% em 2005 em países desenvolvidos.

Fonte – Isto É

Boletim do Instituto Ideais de 08 de agosto de 2017

Instituto IDEAIS
www.i-ideais.org.br
info@i-ideais.org.br
+ 55 19 3327 3524