Cinco vídeos da NASA explicando o aquecimento global e suas consequências

A NASA possui uma série de vídeos curtos (em inglês) intitulada ‘Minuto da Terra’, abordando o aquecimento global e as mudanças climáticas. Abaixo é apresentada uma seleção a respeito dos principais temas da ciência climática.

1. Aquecimento global

A temperatura média global da superfície da Terra aumentou no último século. E continuará aumentando no presente século, caso se mantenha inalterada a tendência de emissões de gases de efeito estufa. A temperatura média global é um entre vários indicadores do aquecimento global.

2. Gases de efeito estufa

A atmosfera é composta por gases, entre eles aqueles chamados de efeito estufa. Os gases de efeito estufa interferem na quantidade de energia absorvida e emitida pelo planeta, e com isso em todo o sistema climático. Desde a Revolução Industrial, as atividades humanas tem sido a fonte de aceleradas emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera.

3. Fatores que influenciam o sistema climático

O desenvolvimento da ciência do clima ocorreu através do estudo dos fatores que condicionam o sistema climático da Terra, como aqueles citados pelo vídeo – vulcanismo, correntes oceânicas, ou insolação. Foi por meio do conhecimento desses fatores que a ciência avaliou as mudanças registradas no último século, concluindo que elas se devem à alteração na composição dos gases atmosféricos causada pelas atividades humanas.

4. Aumento do nível do mar

O aumento do nível do mar é uma das consequências mais críticas do aquecimento global. O nível do mar está subindo por dois motivos: de um lado, o aumento da temperatura faz as águas expandirem em volume, de outro lado, o derretimento da criosfera (como calotas polares e geleiras) adiciona mais água aos oceanos. Milhares de pessoas vivem atualmente em cidades costeiras, e inúmeras atividades humanas dependem ou estão relacionadas com essa região.

5. Groenlândia

Por que monitorar a Groenlândia é tão importante quando o assunto é aquecimento global? Em primeiro lugar, porque essa região do planeta é mais sensível às alterações no sistema climático, funcionando como um indicador do que pode estar por vir para o restante do planeta. Mas também porque as mudanças na região do Ártico tem implicações extremamente relevantes, tanto em termos do nível do mar, quanto da circulação atmosférica.

Fontes – NASA / Clima e Ciência de 07 de setembro de 2017

Documentário Sem Clima – uma República controlada pelo agronegócio

Assista aqui.

De Olho Nos Ruralistas lançou seu primeiro documentário: “Sem Clima – uma República controlada pelo agronegócio”. Qual a relação entre a bancada ruralista e as mudanças climáticas? Ou, pensando no Acordo de Paris: com o Congresso que temos o Brasil será capaz de cumprir o acordo?

Para tentar responder a essas perguntas o observatório entrevistou, durante sete meses, parlamentares e especialistas no tema. A equipe foi até Brasília conversar com os próprios ruralistas, mas acabou expulsa da sede da Frente Parlamentar da Agropecuária, uma mansão no Lago Sul. Por quê?

Desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, os ruralistas – que já tinham grande espaço no governo – se fortalecem ao ponto de indicar representantes em diversos postos chave do Executivo. Do Ministério da Agricultura ao Ministério da Justiça, passando pela Casa Civil. O poder político do agronegócio se multiplica.

Como eles têm agido no Congresso e no Executivo? Que leis estão aprovando, que projetos (relativos a desmatamento e terras indígenas, por exemplo) podem ameaçar os compromissos assumidos pelo Brasil? E o que pensam os parlamentares e lideranças críticos desse modelo ruralista?

Ficha técnica

Direção – ALCEU LUIS CASTILHO & FABRÍCIO LIMA
Produção Executiva – ANDRÉ TAKAHASHI
Roteiro – ALCEU LUIS CASTILHO; ANDRÉ TAKAHASHI & FABRÍCIO LIMA

Montagem e finalização – FABRÍCIO LIMA

Equipes de apoio

Distrito Federal – ALCEU CASTILHO; ANDRÉ TAKAHASHI; NATHAN NIELSON; PAIQUE DUQUES SANTAREM

Mato Grosso do Sul – MICHELLE COELHO

São Paulo – ALCEU CASTILHO; ANDRÉ TAKAHASHI; FABRÍCIO LIMA & JULIANO VIEIRA

Rio de Janeiro – FREDERICO NETO & ISABELLA LANAVE

Arquivo – ENDEMIC MEDIA; GREENPEACE; TVT; TV SENADO; TV CÂMARA.

Dir. Alceu Luís Castilho & Fabrício Lima
Digital | 41’ | Documentário | COR | 2017
De Olho Nos Ruralistas / Drone | Full HD

Documentário Gasland – A Verdade Sobre o Fracking (fraturamento hidráulico)

Documentário sobre o impacto socioambiental da exploração do gás natural das zonas de xisto nos EUA.

Josh Fox percorre as zonas mais afetadas pelo fraturamento hidráulico nos EUA e desvela como a indústria de petróleo e gás vem poluindo a água potável do povo americano e como as instituições políticas e reguladoras vêm sendo cooptadas à permitir e facilitar tal agressão ao meio ambiente e à saúde pública.

Gasland, 2010
Diretor Josh Fox

Fluxo, por amor à água

Este é um documentário que apresenta entrevistas com ativistas e cientistas sobre a problemática da Privatização da Água. O filme ganhou o Prémio do Grande Júri no Festival de Cinema de Mumbai Internacional e o Prémio do Júri para Melhor Documentário no Festival de Cinema das Nações Unidas.

O filme concentra-se no grande negócio de privatização da infra-estrutura de água que prioriza os lucros sobre a disponibilidade de água limpa para as pessoas e o meio ambiente. As grandes empresas retratadas no filme são a Nestlé, a Coca-Cola, Suez e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

FLUXO lançou a campanha Direito à Água para adicionar um artigo 31º à Declaração Universal dos Direitos Humanos, Article31.org. FLUXO foi lançado nos cinemas pela Labs Oscilloscope em Setembro de 2008

Em 28 de julho de 2010, uma resolução foi apresentada pela Bolívia e co-patrocinada por 35 países, chamando a Assembleia Geral da ONU a reconhecer o direito à água. Apesar da oposição dos EUA, Reino Unido e seus aliados, a resolução foi aprovada com o apoio de 122 países, representando mais de 5 bilhões da população mundial.

Título – Flow, for love of water
Diretor – Irena Salina
País –
Ano – 2008

Consumido

Para assistir, clique no link http://philos.tv/video/consumismo/22080/

A partir de uma análise científica e psicológica, veja como o capitalismo vem transformando as tendências evolutivas da nossa sociedade e criando um comportamento onde o “consumir” vem antes do “interagir”. Saiba de que forma esse comportamento reflete na nossa saúde, com doenças “modernas” como a depressão, a ansiedade e os vícios; entenda as consequências da cultura consumista no meio ambiente; e reflita sobre como isso deve se desenvolver no futuro.

Título – Consumed, inside of the belly of the beast
Diretor – Richard Heap
Ano – 2011

Ouro azul, a guerra mundial pela água

Em 1906, Pablo Valencia ousou realizar a viagem do México até a Califórnia em busca de ouro. Ele sobreviveu sem água por uma semana. Quando foi resgatado ele documentou a experiência da sede. A saliva se torna espessa, a garganta dá um nó. A língua incha tanto que sai da boca, a laringe incha a ponto de dificultar a respiração, criando a terrível sensação de afogamento. A face endurece devido à contração da pele. As pálpebras secam e os globos oculares sangram. Muitos começam a alucinar.  Esse não é um filme sobre salvar o meio ambiente mas sobre salvar a nós mesmos. Pois qualquer um (independente da sua visão política, social e ambiental) que ficar sete dias sem água irá verter lágrimas de sangue.

Título – Blue Gold: World Water Wars
Diretor – Sam Bozzo
País – EUA
Ano – 2008

A comercialização da infância

Desde que nascemos, estamos aptos ao consumo. Consumo na verdade, é uma palavra que tem seu significado cercado de emblemáticas construções históricas, principalmente envolvendo o sistema capitalista que atualmente rege nosso mundo. O consumo hoje, situa-se muito mais no ato de comprar de maneira desenfreada, do que simplesmente o que necessitamos.

Pode parecer algo anti-ético, mas já existem (e como existem) especialistas em Marketing que tem a missão de fazer as crianças consumirem, adentrarem nessa bola de neve que seguirá rolando provavelmente até o fim da vida de cada um de nós. O melhor que podemos fazer com relação a esse cenário, é nos informar, ter a consciência do que está acontecendo e principalmente o porque está.

Consuming Kids: a comercialização da infância (2008), é um documentário que explica como as grandes corporações utilizam-se da infância para gerar lucros gigantescos, vendendo todo o tipo de produtos, muitas vezes, de forma desonesta, desumana e pouco ética, tornando-as vulneráveis na idade mais delicada de suas vidas.

Cada vez mais os brinquedos representam personagens de TV, reduzindo o poder de imaginação, deixando as crianças menos criativas. Cada vez mais substitui-se a brincadeira de rua pela tela de TV ou computador. Com isso as crianças estão tornando-se mais obesas e menos atentas. O número de casos de disfunção bipolar infantil é 4 vezes maior que há 30 anos atrás, sem falar em outras doenças crescendo assustadoramente nessa faixa etária como diabetes, depressão, hipertensão, etc.

Os comerciais de Fast-food, brinquedos, roupas, até mesmo automóveis para os pais são feitos utilizando-se de profissionais como psicólogos e antropólogos, desviando o ciência para uma única direção: o lucro.

Título – Consuming kids, the commercialization of childhood
Diretor – Adriana Barbaro / Jeremy Earp
País – EUA
Ano – 2008

Obsolescência programada

Era uma vez ….. produtos eram para durar. Então, no início da década de 1920, um grupo de empresários constataram o seguinte: “Um produto que se recusa a se desgastar é uma tragédia para o negócio” (1928). Assim nasceu a “Obsolescência Planejada”. Pouco depois, foi criado o primeiro cartel do mundo especificamente para reduzir a vida útil das lâmpadas incandescentes, um símbolo de inovação e de novas ideias brilhantes, e a primeira vítima oficial da obsolescência planejada. Durante a década de 1950, com o nascimento da sociedade de consumo, o conceito adquiriu um significado completamente novo, como explica o designer flamboyant Brooks Stevens: “obsolescência planejada, o desejo de possuir alguma coisa um pouco mais nova, um pouco melhor, um pouco mais cedo do que necessário …’. A sociedade do crescimento floresceu, todo mundo tinha tudo, as sucatas foram se acumulando, de preferência bem longe, em lixões ilegais no Terceiro Mundo, até que os consumidores começaram a se rebelar…

Comprar, Tirar, Comprar é um documentário espanhol sobre a obsolescência programada. O documentário viaja para a França, Alemanha, Espanha e para os Estados Unidos a fim de entrevistar pessoas envolvidas de alguma forma com essa que se tornou uma das bases da economia moderna.

Este documentário foi realizado por Cosima Dannoritzer. É uma co-produção Media 3.14 (Espanha) & Article Z (França), co-financiada por diversas televisões: Arte (França), TVE (Espanha) & Televisão da Catalunha (Espanha), e em colaboração com NRK (Noruega), RTBF (Bélgica), SBS-TV (Austrália), TG4 (Irlanda), Télévision Suisse Romande (Suíça), YLE (Finlândia).

Obsolescência programada é a decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar e distribuir um produto para consumo de forma que se torne obsoleto ou não-funcional especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto.

A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como “descartalização”, e é totalmente nociva ao meio ambiente, sendo considerada uma estratégia não-sustentável. A obsolescência programada faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar ou tornem-se obsoletos em um curto espaço de tempo, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por outros produtos mais modernos.

A obsolescência programada foi criada, na década de 1920, pelo então presidente da General Motors Alfred Sloan. Ele procurou atrair os consumidores a trocar de carro frequentemente, tendo como apelo a mudança anual de modelos e acessórios. Na tecnologia, empresas como Apple e Microsoft são comumente lembradas por adotarem essa estratégia de negócio em seus produtos e sistemas operacionais, como o iOS (Apple) e o Windows (Microsoft).2 Neste campo, o software livre torna-se uma alternativa tecnológica sustentável à obsolescência programada, visto que pode ser modificado para funcionar em aparelhos antigos e reduzir o descarte desnecessário de aparelhos funcionais, como também o lixo tecnológico.

Inspirado na Centennial Bulb, lâmpada que continua em funcionamento desde 1901, o espanhol Benito Muros, da SOP (Sem Obsolescência Programada) desenvolveu uma lâmpada de longa durabilidade e recebeu ameaças por conta desta invenção.

Título – La historia secreta de la obsolescencia programada
Diretor – Cosima Dannoritzer
País – Espanha,França
Ano – 2011

Vídeo – O doce veneno nos campos do senhor

Conexão Repórter de 18 de junho de 2014.

Roberto Cabrini comandou uma investigação exclusiva e revelou as graves consequências do uso indiscriminado de agrotóxicos. No sertão nordestino, o programa encontrou trabalhadores desprotegidos que se contaminam todos os dias. Uma região onde a incidência de câncer chega a ser 30% maior do que o normal.

Assistam, principalmente os céticos em relação aos benefícios dos orgânicos e que pensam que o veneno na comida, os transgênicos, não nos causam nenhuma doença.

Vídeo – O veneno está na mesa 2, 2014

Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos em O Veneno está na Mesa, o diretor Sílvio Tendler apresenta no segundo filme uma nova perspectiva.

O Veneno Está Na Mesa 2 atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional atual e de suas consequências para a saúde pública. O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas em todo o Brasil, mostrando a existência de alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores.

Com este documentário, vem a certeza de que o país precisar tomar um posicionamento diante do dilema que se apresenta: Em qual mundo queremos viver? O mundo envenenado do agronegócio ou da liberdade e da diversidade agroecológica?