E

ECODESENVOLVIMENTO
ecodevelopment
écodéveloppement
ecodesarrollo

“O ecodesenvolvimento se define como um processo criativo de transformação do meio com a ajuda de técnicas ecologicamente prudentes, concebidas em função das potencialidades deste meio, impedindo o desperdício inconsiderado dos recursos, e cuidando para que estes sejam empregados na satisfação das necessidades de todos os membros da sociedade, dada a diversidade dos meios naturais e dos contextos culturais. As estratégias do ecodesenvolvimento serão múltiplas e só poderão ser concebidas a partir de um espaço endógeno das populações consideradas. Promover o ecodesenvolvimento é, no essencial, ajudar as populações envolvidas a se organizar, a se educar, para que elas repensem seus problemas, identifiquem as suas necessidades e os recursos potenciais para conceber e realizar um futuro digno de ser vivido, conforme os postulados de justiça social e prudência ecológica” (Sachs, 1976).
“Um estilo ou modelo para o desenvolvimento de cada ecossistema, que, além dos aspectos gerais, considera de maneira particular os dados ecológicos e culturais do próprio ecossistema para otimizar seu aproveitamento, evitando a degradação do meio ambiente e as ações degradadoras (…) É uma técnica de planejamento que busca articular dois objetivos: por um lado, o objetivo do desenvolvimento, a melhoria da qualidade de vida através do incremento da produtividade; por outro, o objetivo de manter em equilíbrio o ecossistema onde se realizam essas atividades” (SAHOP, 1978).
“É uma forma de desenvolvimento econômico e social, em cujo planejamento se deve considerar a variável meio ambiente” (Strong apud Hurtubia, 1980).
“Uma forma de desenvolvimento planejado que otimiza o uso dos recursos disponíveis num lugar, dentro das restrições ambientais locais” (Munn, 1979).

ECOLOGIA
ecology
écologie
ecología

O termo “Ecologia” foi criado por Hernst Haekel (1834 1919) em 1869, em seu livro “Generelle Morphologie des Organismen”, para designar “o estudo das relações de um organismo com seu ambiente inorgânico ou orgânico, em particular, o estudo das relações do tipo positivo ou amistoso e do tipo negativo (inimigos) com as plantas e animais com que convive” (Haekel apud Margaleff, 1980). Em português, aparece pela primeira vez em Pontes de Miranda, 1924, “Introdução à Política Científica”. O conceito original evoluiu até o presente no sentido de designar uma ciência, parte da Biologia, e uma área específica do conhecimento humano que tratam do estudo das relações dos organismos uns com os outros e com todos os demais fatores naturais e sociais que compreendem seu ambiente.
“Em sentido literal, a Ecologia é a ciência ou o estudo dos organismos em “sua casa”, isto é, em seu meio (…) Define se como o estudo das relações dos organismos, ou grupos de organismos, com seu meio (…) Está em maior consonância com a conceituação moderna definir Ecologia como estudo da estrutura e da função da natureza, entendendo se que o homem dela faz parte” (Odum, 1972).
“Deriva se do grego “oikos”, que significa lugar onde se vive ou hábitat (…) Ecologia é a ciência que estuda a dinâmica dos ecossistemas (…) é a disciplina que estuda os processos, interações e a dinâmica de todos os seres vivos com os aspectos químicos e físicos do meio ambiente e com cada um dos demais, incluindo os aspectos econômicos, sociais, culturais e psicológicos peculiares ao homem (…) é um estudo interdisciplinar e interativo que deve, por sua própria natureza, sintetizar informação e conhecimento da maioria, senão de todos os demais campos do saber. Ecologia não é meio ambiente. Ecologia não é o lugar onde se vive. Ecologia não é um descontentamento emocional com os aspectos industriais e tecnológicos da sociedade moderna” (Wickersham et alii, 1975).
“É a ciência que estuda as condições de existência dos seres vivos e as interações, de qualquer natureza, existentes entre esses seres vivos e seu meio” (Dajoz, 1973).
“Ciência das relações dos seres vivos com o seu meio (…) Termo usado freqüente e erradamente para designar o meio ou o ambiente” (Dansereau, 1978).
“(1) o ramo da ciência concernente à interrelação dos organismos e seus ambientes, manifestada em especial por: ciclos e ritmos naturais; desenvolvimento e estrutura das comunidades; distribuição geográfica; interações dos diferentes tipos de organismos; alterações de população; (2) o modelo ou a totalidade das relações entre os organismos e seu ambiente” (Webster’s, 1976).
“(1) parte da Biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o meio ou ambiente em que vivem, bem como suas recíprocas influências. (2) ramo das ciências humanas que estuda a estrutura e o desenvolvimento das comunidadades humanas em suas relações com o meio ambiente e sua conseqüente adaptação a ele, assim como os novos aspectos que os processos tecnológicos ou os sistemas de organização social possam acarretar para as condições de vida do homem” (Ferreira, 1975).
“Disciplina biológica que lida com o estudo das inter-relações dinâmicas dos componentes bióticos e abióticos do meio ambiente” (USDT, 1980).

Ecologia humana
“Estudo científico das relações entre os homens e seu meio ambiente, isto é, as condições naturais, interações e variações, em todos os aspectos quantitativos e qualitativos” (SAHOP, 1978).

Ecologia urbana
“Estudo científico das relações biológicas, culturais e econômicas entre o homem e o meio ambiente urbano, que se estabelecem em função das características particulares dos mesmos e das transformações que o homem exerce através da urbanização” (SAHOP, 1978).

ECOLOGISTA
ecologist
écologiste, éco-activiste, écologue
ecologista

“Termo que designa as pessoas e entidades que se preocupam ativamente em defender a natureza” (Diccionario de la Naturaleza, 1987).
(ver também AMBIENTALISTA)

ECONOMIA DE ESCALA
economy of scale
économie d’échelle
economía de escala

“Existe economia de escala quando a expansão da capacidade de produção de uma firma ou indústria causa um aumento dos custos totais de produção menor que, proporcionalmente, os do produto. Como resultado, os custos médios de produção caem, a longo prazo” (Bannock et alii, 1977).
“Aquela que organiza o processo produtivo de maneira que se alcance, através da busca do tamanho ótimo, a máxima utilização dos fatores que intervêm em tal processo. Como resultado, baixam se os custos de produção e incrementam se os bens e serviços” (SAHOP, 1978).
“Ganhos que se verificam no produto e/ou nos seus custos, quando se aumenta a dimensão de uma fábrica, de uma loja ou de uma indústria” (Seldon & Pennance, 1977).

ECOSSISTEMA
ecosystem
écosystème
ecosistema

Termo criado por Tansey em 1935. Sistema aberto que inclui, em uma certa área, todos os fatores físicos e biológicos (elementos bióticos e abióticos) do ambiente e suas interações, o que resulta em uma diversidade biótica com estrutura trófica claramente definida e na troca de energia e matéria entre esses fatores.
“A biocenose e seu biótopo constituem dois elementos inseparáveis que reagem um sobre o outro para produzir um sistema mais ou menos estável que recebe o nome de ecossistema (Tansley, 1935) (…) O ecossistema é a unidade funcional de base em ecologia, porque inclui, ao mesmo tempo, os seres vivos e o meio onde vivem, com todas as interações recíprocas entre o meio e os organismos” (Dajoz, 1973).
“Os vegetais, animais e microorganismos que vivem numa região e constituem uma comunidade biológica estão ligados entre si por uma intrincada rede de relações que inclui o ambiente físico em que existem estes organismos. Estes componentes físicos e biológicos interdependentes formam o que os biólogos designam com o nome de ecossistema” (Ehrlich & Ehrlich, 1974).
“É o espaço limitado onde a ciclagem de recursos através de um ou vários níveis tróficos é feita por agentes mais ou menos fixos, utilizando simultânea e sucessivamente processos mutuamente compatíveis que geram produtos utilizáveis a curto ou longo prazo” (Dansereau, 1978).
“É um sistema aberto integrado por todos os organismos vivos (compreendido o homem) e os elementos não viventes de um setor ambiental definido no tempo e no espaço, cujas propriedades globais de funcionamento (fluxo de energia e ciclagem de matéria) e auto regulação (controle) derivam das relações entre todos os seus componentes, tanto pertencentes aos sistemas naturais, quanto os criados ou modificados pelo homem” (Hurtubia, 1980).
“Sistema integrado e autofuncionante que consiste em interações de elementos bióticos e abióticos; seu tamanho pode variar consideravelmente” (USDT, 1980).
“A comunidade total de organismos, junto com o ambiente físico e químico no qual vivem se denomina ecossistema, que é a unidade funcional da ecologia” (Beron, 1981).

Ecossistema natural
” Expressão usada para designar genericamente os ecossistemas que não estão sujeitos à influência da atividade humana” (Forattini, 1992).

ECÓTIPOS
ecotypes
écotypes
ecotipos
“São populações de espécies de grande extensão geográfica, localmente adaptadas e que possuem graus ótimos e limites de tolerância adequados às condições do lugar” (Odum, 1972).
“Raça ecológica. Fenômeno de adaptação fisiológica dos limites de tolerância de uma mesma espécie, freqüentemente fixados nas formas locais por um mecanismo genético” (Dajoz, 1973).
“Raça genética (ou série de raças genéticas de origem independente), mais ou menos bem distinta fisiologicamente (mesmo se não morfologicamente) que é adaptada a certas condições de ambiente diferentes das de outra raça genética da mesma espécie. Exemplo: certas espécies de ervas crescem eretas no interior (ecótipo interiorano), mas prostradas na praia marítima” (ACIESP, 1980).

ECÓTONO
ecotone
écotone
ecotono

“Transição entre duas ou mais comunidades diferentes (…) é uma zona de união ou um cinturão de tensão que poderá ter extensão linear considerável, porém mais estreita que as áreas das próprias comunidades adjacentes. A comunidade do ecótono pode conter organismos de cada uma das comunidades que se entrecortam, além dos organismos característicos” (Odum, 1972).
“Zona de transição que determina a passagem e marca o limite de uma biocenose à outra” (Dajoz, 1973).
“Zona de transição entre dois biomas que se caracteriza pela exuberância dos processos vitais e mistura relativa de espécies circundantes. A estas características se chama efeito de borda” (Carvalho, 1981).
“Zona de contato entre duas formações com características distintas. Áreas de transição entre dois tipos de vegetação. A transição pode ser gradual, abrupta (ruptura), em mosaico ou apresentar estrutura própria” (ACIESP, 1980).
“Zona de contato ou transição entre duas formações vegetais com característica distintas” (Resolução n° 12, de 4.05.94, do CONAMA).

EDUCAÇÃO AMBIENTAL
environmental education
éducation sur l’environnement
educación ambiental

“Processo de aprendizagem e comunicação de problemas relacionados à interação dos homens com seu ambiente natural. É o instrumento de formação de uma consciência, através do conhecimento e da reflexão sobre a realidade ambiental” (FEEMA, Assessoria de Comunicação, informação pessoal, 1986).
“O processo de formação e informação social orientado para: (I) o desenvolvimento de consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução dos problemas ambientais, tanto em relação aos seus aspectos biofísicos, quanto sociais, políticos, econômicos e culturais; (II) o desenvolvimento de habilidades e instrumentos tecnológicos necessários à solução dos problemas ambientais; (III) o desenvolvimento de atitudes que levem à participação das comunidades na preservação do equilíbrio ambiental” (Proposta de Resolução CONAMA nº 02/85).

EDUCAÇÃO SANITÁRIA
sanitary education
éducation sanitaire
educación sanitaria

“Denominação dada à prática educativa que objetiva a induzir a população a adquirir hábitos que promovam a saúde e evitem a doença” (Forattini, 1992).

EFEITO AMBIENTAL (ver IMPACTO AMBIENTAL)

EFEITO ESTUFA
greenhouse effect
effet de serre
efecto invernadero

Efeito do dióxido de carbono resultante da queima de combustíveis fósseis na temperatura média da Terra.
“O termo efeito estufa baseia-se na analogia entre o comportamento do dióxido de carbono na atmosfera e o vidro em uma estufa. Na estufa, o vidro facilita a passagem das ondas curtas de energia solar, para que seja absorvida pelos objetos em seu interior. O ambiente interior aquecido então irradia ondas longas em direção ao vidro. Sendo o vidro, entretanto, relativamente opaco em relação à energia que assim recebe, o resultado é que a energia penetra no interior da estufa com mais facilidade do que pode sair e, portanto, o aquece (…) Do mesmo modo, na atmosfera, o dióxido de carbono é transparente à energia solar e opaco às ondas longas de energia re-irradiadas desde a terra. À medida que cresce o nível de dióxido de carbono, a energia solar que chega não é afetada, mas a terra tem mais dificuldade de re-enviar essa a energia de volta ao espaço. O equilíbrio entre as duas é perturbado, chegando mais energia do que a que é perdida, e a terra se esquenta (Masters apud Ortolano, 1984).
“O efeito estufa é um componente natural do clima da terra pelo qual certos gases atmosféricos (conhecidos como gases estufa) absorvem algumas das radiações de calor que a terra emite depois de receber energia solar. Este fenômeno é essencial à vida na terra, como se conhece, já que sem ele a Terra seria aproximadamente 30º C mais fria. Entretanto, certas atividades humanas têm o potencial de amplificar o efeito estufa pela emissão de gases estufa (dióxidos de carbono primários, metano, óxido de enxofre, clorofluorcarbonetos, halogenados e ozônio troposférico) para a atmosfera, causando aumento de suas concentrações. O resultado é um aumento nas temperaturas médias globais, isto é, o aquecimento climático” ( The World Bank, 1991).

EFLUENTE
effluent
effluent
efluente

“Qualquer tipo de água, ou outro líquido que flui de um sistema de coleta, de transporte, como tubulações, canais, reservatórios, elevatórias, ou de um sistema de tratamento ou disposição final, como estações de tratamento e corpos d’água” (ABNT, 1973).
“Descarga de poluentes no meio ambiente, parcial ou completamente tratada ou em seu estado natural” (The World, Bank 1978).
“Águas servidas que saem de um depósito ou estação de tratamento” (DNAEE, 1976).
“Substância líquida, com predominância de água, contendo moléculas orgânicas e inorgânicas das substâncias que não se precipitam por gravidade. Água residuária lançada na rede de esgotos ou nas águas receptoras” (Braile, 1983).

EIA (ver ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL)

ELEMENTO AMBIENTAL (ver FATOR AMBIENTAL)

EM (ver PRONOL)

EMISSÃO
emission
émission
emisión

“Lançamento de contaminantes no ar ambiente” (FEEMA/PRONOL DZ 602).
“Lançamento de material no ar, seja de um ponto localizado ou como resultado de reações fotoquímicas ou cadeia de reações iniciada por um processo fotoquímico (Bolea, 1977).
“Processo de desprendimento de energia de um sistema, sob a forma de reação eletromagnética ou sob a forma de partículas. Pode ser provocado por um aquecimento, pela ação de radiação ou pelo impacto de partículas” (Carvalho, 1981).
“Lançamento de descargas para a atmosfera” (Braile, 1983).

Emissão primária
“Poluentes emitidos diretamente no ar por fontes identificáveis. Pode ser caracterizada: sólidos finos (diâmetro menor que de 100 micra), partículas (diâmetro maior que 100 micra), compostos de enxofre, compostos orgânicos, compostos de nitrogênio, compostos de oxigênio, compostos halogenados e compostos radiativos” (Lund, 1971).

Emissão secundária
“Produto de reações no ar poluído, tais como os que ocorrem nas reações fotoquímicas da atmosfera. Os poluentes secundários incluem o ozônio, os formaldeidos, os hidroperóxidos orgânicos, os radicais livres, o óxido de nitrogênio etc.” (Lund, 1971).

Emissões fugitivas
“Quaisquer poluentes lançados no ar ambiente, sem passar por alguma chaminé ou condutor para dirigir ou controlar seu fluxo” (FEEMA/PRONOL DZ 559, 1989).

EMISSÁRIO
emissary
émissaire
emisario

“São canalizações de esgoto que não recebem contribuição ao longo de seu percurso, conduzindo apenas a descarga recebida de montante (…) destinadas a conduzir o material coletado pela rede de esgoto à estação de tratamento ou ao local adequado de despejo” (IES, 1972).
“Coletor que recebe o esgoto de uma rede coletora e o encaminha a um ponto final de despejo ou de tratamento (ACIESP, 1980).

ENCOSTA
slope
pente
pediente

“Declive nos flancos de um morro, de uma colina ou uma serra” (Guerra, 1978).

ENDEMISMO
endemism
endémie
endemismo

“Característica representada pela existência de espécies endêmicas em determinada área geográfica” (Forattini, 1992).
“Isolamento de uma ou muitas espécies em um espaço terrestre, após uma evolução genética diferente daquelas ocorrida em outras regiões. O endemismo insular permite à Ecologia estudar ecossistemas antigos que sobreviveram até estes dias” (Lemaire & Lemaire, 1975).

ENFITEUSE, ENFITEUTA (ver AFORAMENTO PÚBLICO)

ENSEADA
inlet
rade
ensenada

“Reentrância da costa, bem aberta em direção ao mar, porém com pequena penetração deste, ou, em outras palavras, uma baía na qual aparecem dois promontórios distanciados um do outro” (Guerra, 1978).

ENTIDADE POLUIDORA, POLUIDOR

“Qualquer pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável por atividade ou equipamento poluidor, ou potencialmente poluidor do meio ambiente” (Deliberação CECA nº 03, de 28.12.77).
“A pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental” (Lei nº 6.938 de 31.08.81).
(ver também ATIVIDADE POLUIDORA)

ENTROPIA
entropy
entropie
entropía

“Medida da desordem ou da quantidade de energia não disponível em um sistema” (Odum, 1972).
“É uma quantidade relativa da energia perdida de modo natural e inevitável num sistema físico químico, conforme a segunda lei da termodinâmica. Enquanto esta energia perdida vai aumentando, o sistema vai se aproximando cada vez mais do seu estado de equilíbrio. Deste modo, a entropia pode ser encarada como uma medida de degeneração termodinâmica” (Carvalho, 1981).

EPÍFITA
epiphyte
épiphyte
epífita

Qualquer espécie vegetal que cresce ou se apóia fisicamente sobre outra planta ou objeto, retirando seu alimento da chuva ou de detritos e resíduos que coleta de seu suporte.
“Plantas aéreas, sem raízes no solo” (Odum, 1972).
“Planta que cresce sobre outra planta, mas que não tira alimento do tecido vivo do hospedeiro (grego: epi=sobre; phyton=vegetal)” (ACIESP, 1980).
“Planta que cresce sobre a outra planta sem retirar alimento ou tecido vivo do hospedeiro” (Resolução nº 12, de 4.05.94, do CONAMA).

EPISÓDIO CRÍTICO DE POLUIÇÃO DO AR

“A presença de altas concentrações de poluentes na atmosfera em curto período de tempo, resultante da ocorrência de condições meteorológicas desfavoráveis à dispersão dos mesmos” (Resolução nº 03, de 28.06.90, do CONAMA).
(ver também PRONAR)

EQUIPAMENTO
equipment
équipement
equipo, equipamiento

Em controle da poluição
“É todo e qualquer dispositivo, industrial ou não, poluidor ou destinado ao controle da poluição” (Deliberação CECA nº 03, de 28.12.77).

Equipamento absorvedor
Em controle da poluição do ar, “equipamento de absorção de gases projetados para promover o perfeito contato entre um gás e um solvente líquido, com a finalidade de permitir a difusão dos materiais (…) O contato entre o gás e o líquido pode ser alcançado pela dispersão do gás no líquido ou vice versa. Os equipamentos absorvedores que dispersam líquido compreendem as torres recheadas, as câmaras e torres de aspersão e os lavadores venturi. Os equipamentos que usam a dispersão do gás incluem as torres e vasilhas com equipamento de aspersão” (Danielson, 1973).

Equipamento urbano
“Conjunto de edificações e espaços, predominantemente de uso público, nos quais se realizam atividades complementares à habitação e ao trabalho, ou nos quais se oferecem à população os serviços de bem estar social e de apoio às atividades econômicas” (SAHOP, 1978).

EQUÍSTICA
ekistics
ekistique
ekística

“Segundo Constantin A. Doxiadis, conhecido urbanista grego, é a ciência que estuda os assentamentos humanos” (SAHOP, 1978).

EROSÃO
erosion
érosion
erosión

Processo de desagregação do solo e transporte dos sedimentos pela ação mecânica da água dos rios (erosão fluvial), da água da chuva (erosão pluvial), dos ventos (erosão eólica), do degelo (erosão glacial), das ondas e correntes do mar (erosão marinha); o processo natural de erosão pode se acelerar, direta ou indiretamente, pela ação humana. A remoção da cobertura vegetal e a destruição da flora pelo efeito da emissão de poluentes em altas concentrações na atmosfera são exemplos de fatores que provocam erosão ou aceleram o processo erosivo natural.
“O desprendimento da superfície do solo pelo vento, ou pela água, ocorre naturalmente por força do clima ou do escoamento superficial, mas é, muitas vezes, intensificado pelas práticas humanas de retirada da vegetação” (The World Bank, 1978).
“Desgaste do solo por água corrente, geleiras, ventos e vagas” (DNAEE, 1976).
“Destruição das saliências ou reentrâncias do relevo, tendendo a um nivelamento ou colmatagem, no caso de litorais, baías, enseadas e depressões” (Guerra, 1978).

Erosão fluvial
“Trabalho contínuo e espontâneo das águas correntes, na superfície do globo terrestre” (Guerra, 1978).

Erosão pluvial
“Fenômeno de destruição dos agregados do solo pelo impacto das gotas da chuva” (Tricart, 1977).

Erosão do solo
“Destruição nas partes altas e acúmulo nas partes deprimidas da camada superficial edafizada” (Guerra, 1978).

ERRO
error
erreur
erro

Erro absoluto
Diferença entre o valor de um parâmetro observado em uma medição e o valor real desse mesmo parâmetro.

Erro padrão
Desvio padrão dos erros absolutos de medição de um mesmo parâmetro.

ESCALA DE RINGELMANN
Ringelmann’s chart
carte de Ringelmann
gráfica de Ringelmann

“Consiste em uma escala gráfica para avaliação colorimétrica de densidade de fumaça, constituída de seis padrões com variações uniformes de tonalidade entre o branco e o preto. Os padrões são apresentados por meio de quadros retangulares, com redes de linhas de espessuras e espaçamento definidos, sobre um fundo branco” (Decreto “N” nº 779, de 30 de janeiro de 1967).
“Consiste de quadros de quatro, de cinco e três quartos de polegada por oito polegadas e meia, cada um com uma malha retangular de linhas negras sobre fundo branco. A largura e o espaçamento das linhas são desenhados de modo que cada quadro apresente uma certa porcentagem de branco. Ringelmann #1 equivale a 20% de negro, Ringelmann #2, 40%, Ringelmann 3#, 60% e Ringelmann 4#, 80%. É usada para avaliar o grau de opacidade de plumas de fumos” (Lund, 1971).
“Gráfico com uma série de ilustrações, indo do cinza claro até o preto. É usado para medir a opacidade da fumaça emitida de chaminés e outras fontes. Os tons de cinza simulam várias densidades de fumaça e são numerados (os tons cinza) de 1 a 5. Ringelmann n.1 é equivalente a uma densidade de 20% e o n.5, a uma de 100%” (Braile, 1992).

ESCOAMENTO FLUVIAL, DEFLÚVIO
stream flow
écoulement
flujo de corriente

“Água corrente na calha de um curso d’água” (DNAEE, 1976).
“Corresponde à quantidade total de água que alcança os cursos fluviais, incluindo o escoamento pluvial que é imediato e a quantidade de água que, pela infiltração, vai se juntar a ela de modo lento” (Guerra, 1978).

ESCOAMENTO SUPERFICIAL
run off
ruissellement
escorrentía superficial

“Parte da precipitação que se escoa para um curso d’água pela superfície do solo” (DNAEE, 1976).
“Porção de água da chuva, neve derretida ou água de irrigação que corre sobre a superfície do solo e, finalmente, retorna aos corpos d’água. O escoamento pode carrear poluentes do ar e do solo para os corpos receptores” (The World Bank, 1978).
“Escoamento, nos cursos d’água, da água que cai em determinada superfície. A água que se escoa sem entrar no solo é designada como escoamento superficial, e a que entra no solo antes de atingir o curso d’água é designada como escoamento subsuperficial. Em pedologia, escoamento refere se normalmente à água perdida por escoamento superficial; na geologia e na hidráulica, normalmente inclui o escoamento superficial e subsuperficial” (ACIESP, 1980).
“Porção de água precipitada sobre o solo que não se infiltra e que escoa até alcançar os cursos d’água” (Carvalho, 1981).

ESGOTOS
sewage, sewerage
égouts
albañal, aguas servidas

“Refugo líquido que deve ser conduzido a um destino final” (Decreto nº 553, de 16.01.76).

Esgotos domésticos
“São os efluentes líquidos dos usos domésticos da água. Estritamente falando, podem ser decompostos em águas cloacais e águas resultantes de outros usos (Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal, 1986).

Esgotos pluviais
“São águas provenientes das precipitações (chuvas) e que chegam ao solo ou aos telhados já despidas de suas qualidades naturais, por sua passagem pela atmosfera, de onde trazem impurezas” (Carvalho, 1981).

Esgotos sanitários
“São efluentes líquidos que contêm pequena quantidade de esgotos industriais e águas de infiltração provenientes do lençol freático” (Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal, 1986).
“Refugo líquido proveniente do uso da água para fins higiênicos” (Decreto nº 553, de 16.01.76).
“Despejos orgânicos totais e despejos líquidos gerados por estabelecimentos residenciais e comerciais” (The World Bank, 1978).
“São aquelas águas que foram utilizadas para fins higiênicos, onde preponderam as águas de lavagem e matéria fecal, e provêm geralmente de construções habitadas por seres humanos e/ou animais” (Carvalho, 1981).
“São os efluentes originários dos processos usuais da vida. São de tal natureza que podem ser lançados in natura na rede pública de esgotos” (Braile, 1983).

Esgotos sépticos
“É o esgoto sanitário em plena fase de putrefação com ausência completa de oxigênio livre” (Carvalho, 1981).

ESPÉCIE
species
espèce
especie

“Conjunto de seres vivos que descendem uns dos outros, cujo genótipo é muito parecido (donde sua similitude morfológica, fisiológica e etológica) e que, nas condições naturais, não se cruzam, por causas gênicas, anatômicas, etológicas, espaciais ou ecológicas, com os seres vivos de qualquer outro grupo” (P.P. Grasse apud Lemaire & Lemaire, 1975).
“A menor população natural considerada suficientemente diferente de todas as outras para merecer um nome científico, sendo assumido ou provado que permanecerá diferente de outras, ainda que possam ocorrer eventuais intercruzamentos com espécies próximas” (ACIESP, 1980).
Espécie endêmica ou nativa
“Diz se de uma espécie cuja distribuição esteja limitada a uma zona geográfica definida” (Peres, 1968).
“Espécies que têm uma limitada distribuição na face da Terra (…) em geral encontradas nas regiões de origem” (Martins, 1978).
“(1) Espécie cuja área de distribuição é restrita a uma região geográfica limitada e usualmente bem definida. (2) Para certos autores, sinônimo de espécie nativa” (ACIESP, 1980).

Espécie exótica
“Espécie presente em uma determinada área geográfica da qual não é originaria” (ACIESP, 1980).

Espécie pioneira
“Espécie ou comunidade que coloniza inicialmente uma área nova não ocupada por outras espécies” (Diccionario de la Naturaleza, 1987).
“Aquela que se instala em uma região, área ou hábitat anteriormente não ocupada por ela, iniciando a colonização de áreas desabitadas” (Resolução nº 12, de 4.05.94, do CONAMA).

Espécie protegida
“Aquela que desfruta de proteção legal, para evitar que seja objeto de caça, colecionismo etc.” (Diccionario de la Naturaleza, 1987)

ESPÉCIES EM PERIGO DE EXTINÇÃO, ESPÉCIES AMEAÇADA DE EXTINÇÃO
endangered species, threatened species
espèces en voi de disparition
especies en peligro de extinción, especies amenazadas de extinción

Espécies da flora e da fauna selvagem, de valor estético, científico, cultural, recreativo e econômico, protegidas contra a exploração econômica pelo comércio internacional, de acordo com a “Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção”, firmada em Washington, a 3 de março de 1973, e aprovada pelo Decreto Legislativo nº 54, de 24.06.75.
“Qualquer espécie que esteja em perigo de extinção ou que provavelmente venha a se encontrar em perigo de extinção dentro de um futuro previsível, na totalidade ou em uma porção significativa de seu território” (USDT, 1980).

ESPIGÃO (ver DIQUE)

ESPORÕES

Pontas de areia formadas às margens de uma laguna costeira pelo trabalho de erosão e deposição de sedimentos resultante da força dos ventos, das correntes e, em menor intensidade, da força de Coriolis.
“Denominação usada por Alberto Ribeiro Lamego para os pontais secundários no interior das lagunas” (Guerra, 1978).

ESTABILIDADE (DE ECOSSISTEMAS)
stability
stabilité
estabilidad

“É a capacidade de o sistema ecológico retornar a um estado de equilíbrio após um distúrbio temporário. Quanto mais rapidamente e com menor flutuação ele retorna, mais estável é” (Holling, 1973).
“Capacidade de um ecossistema resistir ou responder a contingências abióticas sem alterar substancialmente sua estrutura comunitária ou seus balanços de material ou energia”
(ACIESP, 1980).

ESTAÇÃO ECOLÓGICA

“São áreas representativas de ecossistemas brasileiros, destinadas à realização de pesquisas básicas e aplicadas de ecologia, à proteção do ambiente natural e ao desenvolvimento da educação conservacionista” (Lei nº 6.902, de 27.04.81).

ESTAÇÃO ELEVATÓRIA

“O conjunto de dispositivos e equipamentos que recebem as águas do esgoto e as recalcam ao destino adequado” (IES, 1972).
“É o conjunto de bombas e acessórios que possibilitam a elevação da cota piezométrica da água transportada nos serviços de abastecimento público” (ACIESP, 1980).

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO
treatment plant
station d’épuration
planta de tratamiento

Conjunto de instalações, dispositivos e equipamentos destinados ao tratamento. Quando dedicada a tratar água bruta para uso público ou industrial, chama se estação de tratamento de água (ETA); para tratamento de esgotos domésticos, estação de tratamento de esgotos (ETE); para esgotos industriais, estação de tratamento de despejos industriais (ETDI) ou estação de tratamento de efluentes industriais (ETEI).
(ver também TRATAMENTO)

ESTERILIZAÇÃO
sterilization
stérilisation
esterilización

“Destruição de todo organismo vivo, mesmo a nível biológico. Exige permanência de ao menos 30 minutos à temperatura de 170ºC. A esterilização da água se faz por meio químicos (cloro) ou físicos (ultravioleta)” (Lemaire & Lemaire, 1975).

ESTRATÉGIA MUNDIAL PARA A CONSERVAÇÃO

Documento elaborado em 1980 pela União Mundial para a Conservação (UICN), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o “World Wildlife Fund” (WWF), introduzindo o termo desenvolvimento sustentável e enfatizando três objetivos para a conservação do planeta Terra: os processos ecológicos essenciais e os sistemas de sustentação da vida devem ser mantidos; a diversidade genética deve ser preservada; qualquer utilização de espécies e de ecossistemas deve ser sustentável. Tais objetivos foram testados em mais de cinqüenta países, com a preparação de estratégias de conservação nacionais e locais.

ESTRATIFICACAO TÉRMICA
thermic stratification
stratification termique
estratificación térmica

“Presença de camadas de temperaturas diferentes nas massas de água” (Batalha, 1987).

ESTRATO
stratum
stratus, couche
estrato

Camada, capa. Em ecologia, refere-se às camadas de vegetação, de diferentes alturas, que caracterizam a cobertura vegetal de uma determinada área. Em geologia, as camadas em que se dispõem os minerais, nas rochas metamórficas e sedimentares.

ESTUÁRIO
estuary
estuaire
estuario, estero

“Uma extensão de água costeira, semifechada, que tem uma comunicação livre com o alto mar, resultando, portanto, fortemente afetado pela atividade das marés e nele se mistura a água do mar (em geral de forma mensurável) com a água doce da drenagem terrestre. São exemplos as desembocaduras dos rios, as baías costeiras, as marismas (terrenos encharcados à beira do mar) e as extensões de água barradas por praias. Cabe considerar os estuários como ecótonos entre a água doce e os hábitats marinhos, embora muitos de seus atributos físicos e biológicos não sejam, de modo algum, de transição e sim únicos” (Odum, 1972).
“Parte terminal de um rio geralmente larga onde o escoamento fluvial é influenciado pela maré” (DNAEE, 1976).
“Forma de desaguadouro de um rio no oceano. O estuário forma uma boca única e é geralmente batido por correntes marinhas e correntes de marés que impedem a acumulação de detritos, como ocorre nos deltas” (Guerra, 1978).
“Área costeira, em geral semicontida, na qual a água doce se mistura com a salgada” (USDT, 1980).
“Foz à maré. Desembocadura de um rio no mar, havendo mistura das águas doces com as salgadas” (Carvalho, 1981).
“Áreas onde a água doce encontra a água salgada: baías, desembocaduras de rios, lagoas. Constituem ecossistemas delicados, são usados como local de desova de peixes” (Braile, 1983).

ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA)
environmental impact study
étude d’impacts sur l’environnement
estudio de impacto ambiental

Um dos documentos do processo de avaliação de impacto ambiental. Trata se da execução por equipe multidisciplinar das tarefas técnicas e científicas destinadas a analisar, sistematicamente, as conseqüências da implantação de um projeto no meio ambiente, por meio de métodos de AIA e técnicas de previsão de impacto. O estudo realiza se sob a orientação da autoridade ambiental responsável pelo licenciamento do projeto em questão, que, por meio de termos de referência específicos, indica a abrangência do estudo e os fatores ambientais a serem considerados detalhadamente. O estudo de impacto ambiental compreende, no mínimo: a descrição das ações do projeto e suas alternativas, nas etapas de planejamento, construção, operação e, no caso de projetos de curta duração, desativação; a delimitação e o diagnóstico ambiental da área de influência; a identificação, a medição e a valoração dos impactos; a comparação das alternativas e a previsão da situação ambiental futura da área de influência, nos casos de adoção de cada uma das alternativas, inclusive no caso de o projeto não se executar; a identificação das medidas mitigadoras; o programa de gestão ambiental do empreendimento, que inclui a monitoração dos impactos; e a preparação do relatório de impacto ambiental (RIMA).

ETOLOGIA
ethology
éthologie
etología

“Investigação comparada da conduta, entre os animais e entre os homens. Seu objeto é a conduta do indivíduo e da espécie (o indivíduo é um “exemplar” representativo de sua espécie) enquanto realidade observável, mensurável e reproduzível. A conduta como conjunto de alterações e manifestações quantitativas e qualitativas no espaço e no tempo, quer dizer, a conduta como processo” (Diccionario de la Naturaleza, 1987).

Etologia animal
“É o estudo do comportamento do animal, bem como de suas reações em face de determinado meio” (Carvalho, 1981).

Etologia humana
“É o estudo do comportamento do homem, bem como de suas reações face a determinado meio” (Carvalho 1981).

EUTROFICAÇÃO, EUTROFIZAÇÃO
eutrophication
eutrophisation
eutroficación

“O processo normalmente de ação vagarosa pelo qual um lago evolui para um charco ou brejo, e, ao final, assume condição terrestre e desaparece. Durante a eutroficação o lago fica tão rico em compostos nutritivos, especialmente nitrogênio e fósforo, que as algas e outros microvegetais se tornam superabundantes, desse modo ‘sufocando’ o lago e causando sua eventual secagem. A eutroficação pode ser acelerada por muitas atividades humanas” (The World Bank, 1978).
“De acordo com Hastler (1947), o termo eutroficação significa a adição em excesso de um ou mais compostos orgânicos ou inorgânicos aos ecossistemas naturais, causando uma elevação anormal nas suas concentrações” (Ehrlich & Ehrlich, 1974).
“Processo de envelhecimento dos lagos. Durante a eutroficação, o lago torna se tão rico em compostos nutritivos, especialmente o nitrogênio e o fósforo, que há uma superabundância de algas” (Braile, 1983).
“É o enriquecimento da água com nutrientes através de meios criados pelo homem, produzindo uma abundante proliferação de algas” (Beron, 1981).

EUTRÓFICO
eutrophic
eutrophe
eutrófico

Diz-se de um meio (corpo d’água) rico em nutrientes.

EVAPOTRANSPIRAÇÃO
evapotranspiration
évapotranspiration
evapotranspiración

“É o fenômeno que corresponde à evaporação das águas acumuladas nas retenções e nas camadas superficiais do solo, acrescida da evaporação da água da chuva interceptada pela folhagem da cobertura vegetal e da transpiração natural que os vegetais executam” (Helder G. Costa, informação pessoal, 1985).
“Quantidade de água transferida do solo à atmosfera por evaporação e transpiração das plantas” (DNAEE, 1976).

EXÓTICO
exotic
éxotique
exótico

“Termo que se aplica às plantas e aos animais que vivem em uma área distinta da de sua origem. Neste sentido é o contrário de autóctone” (Diccionario de la Naturaleza, 1987).

EXPOSIÇÃO
exposition
exposition
exposición

“Quantidade de um agente físico ou químico que atinge um receptor (organismo, população ou recurso)” (OMS, 1977).

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS (EM) (ver PRONOL)

EXTERNALIDADES
externalities
externalités
externalidades

“Existem externalidades no consumo quando o nível de consumo de qualquer bem ou serviço por um consumidor tem um efeito direto sobre o bem estar de outro consumidor, em vez de um efeito indireto através do mecanismo de preços (observe se que os “bens” são definidos de modo amplo, qualquer coisa que tenha utilidade); existem externalidades na produção quando as atividades produtivas de uma firma afetam as atividades produtivas de outra firma (as economias de escala externas e as deseconomias de escala são portanto casos particulares de externalidades na produção). São exemplos de externalidades no consumo: (i) em busca de privacidade, A constrói um muro alto, o que reduz a capacidade de iluminação solar da janela de B; (ii) A, ao dobrar a esquina em uma rua de mão dupla, causa um enorme engarrafamento (…) São exemplos de externalidades na produção: (i) a firma A lança efluentes em um rio, o que aumenta os custos da firma B a jusante; (ii) a firma A cria uma escola de treinamento em programação de computadores, o que aumenta a oferta de programadores para a firma B. Naturalmente, pode haver externalidades mistas, no consumo e no produto. Por exemplo: (i) vôos noturnos de aviões a jato podem causar a perda de horas de sono aos residentes próximos ao aeroporto, afetando, assim, sua capacidade de trabalho; (ii) motoristas em férias podem congestionar uma estrada, aumentando assim os custos das firmas de transporte rodoviário. A essência das externalidades, quer na produção quer no consumo, é que seus custos e benefícios não se refletem nos preços de mercado” (Bannock et alii, 1977).
“O conceito de externalidade apareceu em 1920 com Alfred Marshall. Desde então, vem recebendo várias contribuições e diferentes denominações: fenômenos externos, efeitos externos, economias/deseconomias externas, custos externos etc. Diz-se que as externalidades aparecem quando, no funcionamento normal da atividade econômica, ocorrem interdependências ‘extra-mercado’ entre as empresas e os indivíduos” (Comune, 1992).

EXTRAVASOR
extravaseur
exreavasor

Estrutura ou canalização destinada a escoar o excesso de água de uma rede coletora ou de um reservatório.

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