SALINIDADE
salinity
salinité
salinidad
“Medida de concentração de sais minerais dissolvidos na água” (Carvalho, 1981).
SALINAÇÃO, SALINIZAÇÃO
salting
salaison
salazón
“Incremento do conteúdo salino da água, dos solos, sedimentos etc. A salinização pode originar mudanças drásticas no papel ecológico e no uso de tais recursos, impedindo ou favorecendo a existência de certos seres vivos, a obtenção de colheitas etc.” (Diccionario de la Naturaleza, 1987).
SAMBAQUIS
“São monumentos arqueológicos compostos de acúmulo de moluscos marinhos, fluviais ou terrestres, feitos pelos índios. Nesses jazigos de conchas se encontram, correntemente, ossos humanos, objetos líticos e peças de cerâmica” (Guerra, 1978).
SANEAMENTO
sanitation
assainissement
saneamiento
“O controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem efeito deletério sobre seu bem estar físico, mental ou social” (Organização Mundial da Saúde, apud ACIESP, 1980).
Saneamento ambiental
“Conjunto de ações que tendem a conservar e melhorar as condições do meio ambiente em benefício da saúde (SAHOP, 1978).
“É a aplicação dos princípios da Engenharia, da Medicina, da Biologia e da Física no controle do ambiente, com aquelas modificações originárias da proteção e das medidas porventura desejáveis ou necessárias para instituir as condições ótimas de saúde e bem estar” (Carvalho, 1981).
“O conjunto de ações, serviços e obras que têm por objetivo alcançar níveis crescentes de salubridade ambiental, por meio do abastecimento de água potável, coleta e disposição sanitária de resíduos líquidos, sólidos e gasosos, promoção da disciplina sanitária do uso e ocupação do solo, drenagem urbana, controle de vetores de doenças transmissíveis e demais serviços e obras especializados” (Lei º 7.750, de 13.03.92)
Saneamento básico
“É a solução dos problemas relacionados estritamente com abastecimento de água e disposição dos esgotos de uma comunidade. Há quem defenda a inclusão do lixo e outros problemas que terminarão por tornar sem sentido o vocábulo ‘básico’ do título do verbete” (Carvalho, 1981).
“As ações, serviços e obras considerados prioritários em programas de saúde pública, notadamente o abastecimento público de água e a coleta e o tratamento de esgotos” (Lei nº 7.750, de 31.03.92)
SATURAÇÃO
saturation
saturation
saturación
“É a qualidade de uma área definida em função do teor de poluente específico, existente ou previsto no horizonte de planejamento, se comparado com o limite padrão estabelecido para a área, coerentemente com o uso da mesma, objeto de opção política” (PRONOL/FEEMA RT 940).
“Condição de um líquido quando guarda em solução a quantidade máxima possível de uma dada substância em certa pressão e temperatura” (Carvalho, 1981).
SATURNISMO
saturnism
saturnisme
saturnismo
“Doença causada pela intoxicação por chumbo” (Lemaire & Lemaire, 1975).
SAÚDE PÚBLICA
public health
santé publique
salud pública
“Ciência e arte de promover, proteger e recuperar a saúde física e mental, através de medidas de alcance coletivo e de motivação da população. Para Winslow, Saúde Pública é a ciência e a arte de prevenir as doenças, prolongar a vida e promover a saúde e a eficiência física e mental, através dos esforços organizados da comunidade, visando ao saneamento do meio, ao controle das infecções na comunidade, a educação dos indivíduos nos princípios da higiene pessoal, a organização de serviços médicos e de enfermagem para o diagnóstico precoce e o tratamento preventivo das doenças, e ao desenvolvimento da máquina social que garantirá, para cada indivíduo da comunidade, um padrão de vida adequado à manutenção da saúde” (ACIESP, 1980).
SEDIMENTAÇÃO
sedimentation
sédimentation
sedimentación
Em geologia
“Processo pelo qual se verifica a deposição de sedimentos ou de substâncias que poderão vir a ser mineralizados. Os depósitos sedimentares são resultantes da desagregação ou mesmo da decomposição de rochas primitivas. Esses depósitos podem ser de origem fluvial, marinha, glaciária, eólia, lacustre, etc.” (Guerra, 1978).
Em engenharia sanitária
“Em tratamento de despejos líquidos, a deposição de sólidos pela ação da gravidade” (The World Bank, 1978).
“Processo de deposição, pela ação da gravidade, de material suspenso, levado pela água, água residuária ou outros líquidos. É obtido normalmente pela redução da velocidade do líquido abaixo do ponto a partir do qual pode transportar o material suspenso. Também chamada decantação ou clarificação” (Carvalho, 1981).
SELEÇÃO DE AÇÕES
EIA screening
examen préalable
selección de proyectos, delimitación del campo de aplicación
Em avaliação de impacto ambiental
Atividade desenvolvida como parte e no início do processo de avaliação de impacto ambiental para decidir se uma proposta de ação (projetos, planos, programas, políticas) deve ser objeto de estudo de impacto ambiental. Dependendo da legislação, esta seleção pode se apoiar em listas positivas das atividades obrigatoriamente sujeitas à avaliação de impacto ambiental, ou ser orientada por uma avaliação preliminar dos impactos do projeto. Em geral, os critérios de seleção incluem a dimensão e o potencial de impacto da atividade e a fragilidade do sistema ambiental a ser afetado. No Brasil, a Resolução nº 001, de 23.01.86, apresenta uma lista indicativa das atividades sujeitas à avaliação de impacto ambiental e alguns Estados da União contam com regulamentos que detalham os critérios de seleção.
“É o processo através do qual se analisam e selecionam as ações suscetíveis de causar impactos significativos no ambiente” (Partidário, 1994).
SENSIBILIDADE
sensitiviness
sensibilité
sensibilidad
Propriedade de reagir que possuem os sistemas ambientais e os ecossistemas, alterando o seu estado de qualidade, quando afetados por uma ação humana.
SENSORIAMENTO REMOTO
remote sensing
télédetection
sensoriamiento remoto
A técnica que utiliza sensores na captação e registro da energia refletida ou emitida por superfícies ou objetos da esfera terrestre ou de outros astros” (Oliveira, 1993).
SEPARADOR INERCIAL
inertial separators
pré-separateur
separador inercial
“Os separadores inerciais são os equipamentos mais usados para a coleta de partículas de tamanho médio e grande (do ar)(…) operam segundo o princípio de se imprimir uma força centrífuga à partícula a ser removida da corrente de ar que a carrega. Tal força se produz dirigindo-se o ar para um caminho circular ou efetuando-se-lhe uma brusca mudança de direção” (Danielson, 1973)
SERVIÇO PÚBLICO
“Atividade administrativa pela qual a Administração, por si ou por seus delegados, satisfaz as necessidades essenciais ou secundárias da comunidade, assim por lei consideradas, e sob as condições por aquela impostas unilateralmente” (Moreira Neto, 1976).
SERVIDÃO ADMINISTRATIVA OU PÚBLICA
“Forma de intervenção do Estado na propriedade privada, que se caracteriza por ser parcialmente expropriatória, impositiva de ônus real de uso público, onerosa, permanente, não executória e de promoção delegável. O uso público de servidão administrativa não significa uso comum do público, mas utilização para serviços de interesse público, pelo Estado ou seus delegados. Pode ser constituída por lei, por decreto ou atos bilaterais. Como exemplo, o estabelecimento de faixas marginais a cursos d’água para uso exclusivo das autoridades encarregadas do policiamento das águas e somente para esse fim” (Moreira Neto, 1976).
SETORES ECONÔMICOS
Setor primário
“O setor primário (ou agricultura em geral) abrange a agricultura em sentido restrito (isto é, a lavoura), a pecuária, a caça, a pesca, a extração de minerais e de madeira ou seja, todas as atividades de exploração direta dos recursos naturais de origem vegetal, animal e mineral” (Miglioli et alii, 1977).
Setor secundário
“O setor secundário (ou indústria em geral) compreende todas as atividades de transformação de bens e divide se em três subsetores: a indústria da construção civil, a indústria de serviços públicos (geração e distribuição de energia elétrica, beneficiamento e distribuição de água à população, produção e distribuição de gás encanado) e a indústria manufatureira, também chamada de indústria de transformação, o que é uma redundância, visto toda indústria implicar uma transformação de produtos)” (Miglioli et alii, 1977).
Setor terciário
“O setor terciário (ou de serviços em geral) se refere a todas as demais atividades econômicas que se caracterizam por não produzirem bens materiais e sim prestarem serviços” (Miglioli et alii, 1977).
SILICOSE
silicosis
silicose
silicose
“Afecção pulmonar causada pela inalação de partículas finas (inferiores a 5 micra) de sílica ou silicatos, quartzo, areia, granito, pórfiro. Enfermidade profissional dos trabalhadores em pedreiras e em jateamento de areia, etc.” (Lemaire & Lemaire, 1975).
SILTE
silt
boue
silte
“Grãos que entram na formação de um solo ou de uma rocha sedimentar, cujos diâmetros variam entre 0,02mm e 0,002mm. Outros consideram os seguintes diâmetros: 0,05mm a 0,005mm” (Guerra, 1978).
“Limo, matéria telúrica fina, transportada pela água e depositada na forma de um sedimento” (Carvalho, 1981).
SIMULAÇÃO
simulation
simulation
simulación
“Processo de elaborar modelos de sistema real e de conduzir experimentos, com a finalidade de compreender o comportamento do sistema ou de avaliar as possíveis estratégias para operação do sistema” (Forattini, 1992).
Simulação visual
Desenhos em perspectiva, modelos tridimensionais, fotografia ou outras técnicas de representação gráfica ou visual que ajude a simular paisagens reais ou projetadas, em diferentes condições e pontos de vista.
SINERGIA, SINERGISMO
synergism
synergie
sinergia
Fenômeno químico no qual o efeito obtido pela ação combinada de duas substâncias químicas diferentes é maior do que a soma dos efeitos individuais dessas mesmas substâncias. Este fenômeno pode ser observado nos efeitos do lançamento de diferentes poluentes num mesmo corpo d’água.
“Reações químicas nas quais o efeito total da ação recíproca é superior à soma dos efeitos de cada substância separadamente” (Odum, 1972).
SINÉRGICO
synergic
synergique
sinérgico
“É o que tem a capacidade de agir em sinergia ou ação cooperativa de agentes discretos, tais que o efeito total é maior que a soma dos efeitos tomados independentemente” (USAID, 1980).
“Nas interações sinérgicas, o perigo resultante da combinação de dois poluentes é superior à soma de todos os riscos que um único deles pode representar individualmente” (Ehrlich & Ehrlich, 1974).
SISTEMA
system
système
sistema
Conjunto de elementos unidos por alguma forma de interação ou interdependência.
“Conjunto de partes que se integram direta ou indiretamente de maneira que uma alteração em qualquer dessas partes afeta as demais. A interação pode ser de natureza causal ou lógica, segundo o sistema seja material ou conceitual” (SAHOP, 1978).
“É o conjunto de fenômenos que se processam mediante fluxos de matéria e energia. Esses fluxos originam relações de dependência mútua entre os fenômenos. Como conseqüência, o sistema apresenta propriedades que lhe são inerentes e diferem da soma das propriedades dos seus componentes. Uma delas é ter dinâmica própria, especifica do sistema” (Tricart, 1977).
Sistema de abastecimento de água
“Conjunto de canalizações reservatórios e estações elevatórias destinado ao abastecimento de água (Carvalho, 1981).
Sistema ambiental
Nos estudos ambientais, a tendência mais recente é analisar o meio ambiente como um sistema, o sistema ambiental, definido como os processos e interações do conjunto de elementos e fatores que o compõem, incluindo se, além dos elementos físicos, bióticos e socioeconômicos, os fatores políticos e institucionais. O sistema ambiental, para efeito de estudo, pode ser subdividido sucessivamente em subsistemas, setores, subsetores, fatores, componentes ou elementos, existindo variações de nomenclatura e método de classificação, segundo a concepção de cada autor. Alguns consideram dois subsistemas: o geobiofísico e o antrópico ou socioeconômico, separando, assim, o meio físico e o meio biológico do meio cultural. Outros adotam três subsistemas: o físico, o biótico e o antrópico.
Sistema de disposição de resíduos sólidos
“Conjunto de unidades, processos e procedimentos que visam ao lançamento de resíduos no solo, garantindo-se a proteção da saúde pública e a qualidade do meio ambiente” (Resolução nº 5, de 5.07.93, do CONAMA).
Sistema de esgotos
“É o conjunto de dispositivos e equipamentos empregados para coletar e transportar a um local adequado as águas servidas, assim como as águas excedentes da superfície ou do subsolo. No primeiro caso, temos os esgotos sanitários, em cujo sistema se inclui o tratamento da água poluída, de modo a evitar a contaminação do meio pelos germes nela contidos. Os sistemas para afastamento das águas de superfície são os esgotos pluviais, que podem também receber águas oriundas do subsolo. Muitas vezes, o sistema de esgotos serve, pelo menos em parte, para a condução simultânea das águas poluídas e das águas pluviais. Os sistemas combinados ou unitários reúnem e transportam em conjunto os despejos domiciliares, industriais e as águas pluviais e de qualquer origem. Dos sistemas separadores, há um que conduz os despejos sanitários (domiciliares e industriais) e outro destinado as águas de superfície e subsolo” (IES, 1972).
“Designa coletivamente todas as unidades necessárias ao funcionamento de um sistema de coleta, transporte, tratamento e disposição final dos esgotos de uma área ou de uma comunidade” (Carvalho, 1981).
Sistema separador absoluto
“É aquele em que as águas residuárias são coletadas, na rede de esgotos, separadamente das águas pluviais” (Decreto E nº 2.721, de 04.03.69).
Sistema de tratamento
“Conjunto de dispositivos e equipamentos destinados ao tratamento de esgotos sanitários gerados por ocasião da instalação da atividade ou na sua fase de operação” (PRONOL/FEEMA IT 1835, 1990).
Sistema de tratamento de resíduos sólidos
“Conjunto de unidades, processos e procedimentos que alteram as características físicas, químicas e biológicas dos resíduos e conduzem à minimização dos riscos à saúde pública e à qualidade do meio ambiente” (Resolução nº 5 de 5.07.93 do CONAMA).
Sistema unitário de esgotos
“É aquele em que as águas residuárias são coletadas juntamente com as águas pluviais; as galerias de águas pluviais fazem parte deste sistema” (Decreto E nº 2.721, de 04.03.69).
SISTEMA DE INFORMAÇÃO AMBIENTAL
environmental information system
système d’information sur l’environnement
sistema de información ambiental
“Sistema de informática formado por um conjunto de programas e bancos de dados quantitativos e qualitativos e ainda informações cartográficas sobre os fatores ambientais e as atividades modificadoras do meio ambiente numa certa área, podendo incluir informações sobre a legislação e os procedimentos administrativos de gestão ambiental. Esses sistemas têm como finalidade prestar informação para estudos técnicos, subsidiar a tomada de decisão e auxiliar a emissão de relatórios de qualidade ambiental” (Luiz Filinto Basto, informação pessoal, 1996).
SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA (SIG)
geographic information systems (GIS)
système d’information geographique
sistemas de información geográfica (SIG)
São métodos gráficos para organizar, mapear e processar a informação sobre o meio ambiente de uma área, e prepará-la para a análise das interações das variáveis bióticas, abióticas, sociais e econômicas.
“Sistemas de computação e procedimentos concebidos para apoiar o registro, a gestão, a manipulação, a análise (…), assim como dispor espacialmente dados de referência para tratar problemas complexos de planejamento e gestão” (U.S. Federal Committee on Digital Cartography apud The World Bank, 1993).
SISTEMA DE LICENCIAMENTO DE ATIVIDADES POLUIDORAS (SLAP)
Figura instituída no Estado do Rio de Janeiro, pelo Decreto Lei nº 1.633, de 21.12.77, regulamentado pela Comissão Estadual de Controle Ambiental CECA e consagrada em nível federal pela Lei nº 6.938 de 31.08.81, o SLAP é o principal instrumento de execução da política ambiental. De acordo com a lei, sujeitam se ao SLAP todas as pessoas físicas ou jurídicas, inclusive as entidades da Administração Pública que estiverem ou vierem a se instalar no Estado, cujas atividades, de qualquer natureza, possam causar efetiva ou potencialmente, qualquer forma de poluição. O processo de licenciamento realiza se em três etapas correspondentes às fases de implantação da atividade, cabendo para cada uma delas um dos três tipos de licença: Licença Prévia (LP), Licença de instalação (LI) e Licença de Operação (LO).
SISTEMA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (SISNAMA)
Instituído pela Lei nº 6.938, de 31.08.81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, o SISNAMA reúne os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, que estejam envolvidos com o uso dos recursos ambientais ou que sejam responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. Constituem o SISNAMA: o Conselho Nacional do Meio Ambiente, denominado Órgão Consultivo e Deliberativo, com a função de assistir o Presidente da República na formulação das diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente; o Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal, Órgão Central; o IBAMA, Órgão Executor, encarregado de promover, disciplinar e avaliar a implementação dessa Política; os órgãos, entidades e fundações estaduais, Órgãos Seccionais, responsáveis pelo planejamento e execução das ações de controle ambiental; os órgãos e entidades municipais, Órgãos Locais, responsáveis, em suas áreas de jurisdição, pelo controle e fiscalização das atividades modificadoras do meio ambiente.
SÍTIO ARQUEOLÓGICO ESTADUAL
“Área de domínio público estadual destinada a proteger vestígios de ocupação pré histórica humana, contra quaisquer alterações e onde as atividades são disciplinadas e controladas de modo a não prejudicar os valores a serem preservados” (FEEMA/PRONOL NT 1107).
SMOG
smog
smog
smog
Neologismo surgido em 1911, na Inglaterra (Des Voeux’s apud Chambers, 1962), para designar o fenômeno de poluição atmosférica, no qual os contaminantes se misturam à névoa, dificultando a dispersão. Usa se também a expressão “smog fotoquímico”
“É a mistura de névoa com fumaça – fumaça (smoke) mais névoa (fog)” (Ehrlich & Ehrlich. 1974).
“Em geral, usado como um equivalente a poluição do ar, particularmente associado a oxidantes” (The World Bank, 1978).
SÓLIDOS
solids
solides
sólidos
Sólidos decantáveis
“São os sólidos separáveis em um dispositivo para decantação denominado cone de Imhoff durante o prazo de 60 minutos ou 120 minutos” (Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal, 1986).
Sólidos filtráveis
“Ou matéria sólida dissolvida são aqueles que atravessam um filtro que possa reter sólidos de diâmetro maior ou igual a 1 mícron (Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal, 1986).
Sólidos fixos
“São os não voláteis” (Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal, 1986).
Sólidos flutuantes, matéria flutuante
“Gorduras, sólidos, líquidos e escuma removíveis da superfície de um líquido” (ABNT, 1973).
Sólidos suspensos, sólidos em suspensão
“Pequenas partículas de poluentes sólidos nos despejos, que contribuem para a turbidez e que resistem à separação por meios convencionais…” (The World Bank, 1978).
“São aqueles que não atravessam o filtro que os separa dos sólidos filtráveis” (Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal, 1986).
Sólidos totais
“A quantidade total de sólidos presente em um efluente, tanto em solução quanto em suspensão” (Lund, 1971).
“Analiticamente, os sólidos totais contidos nos esgotos são definidos como a matéria que permanece como resíduo depois da evaporação à temperatura compreendida entre 103ºC e 105ºC” (Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal, 1986).
Sólidos voláteis
“São aqueles que se volatilizam a uma temperatura de 600ºC” (Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal, 1986).
(ver também MATÉRIA)
SOLO
soil
sol
suelo
Pode se definir solo segundo três diferentes acepções. A primeira diz respeito à “parte desintegrada da camada superficial da crosta terrestre, constituída de material incoerente, ou de fraca coerência, como, por exemplo, cascalho, areia, argila, silte, ou qualquer mistura desses materiais” (DNAEE, 1976) ou “a parte superior do regolito, isto é, a camada que vai da superfície até a rocha consolidada” (Margaleff, 1980). Solo pode ainda significar “terra, território, superfície considerada em função de suas qualidades produtivas e suas possibilidades de uso, exploração ou aproveitamento”(SAHOP, 1978), conceito este usado em economia, planejamento regional, urbano e territorial.
Em pedologia e ecologia:
“O material terrestre alterado por agentes físicos, químicos e biológicos e que serve de base para as raízes das plantas” (DNAEE, 1976).
“A camada superficial de terra arável, possuidora de vida microbiana” (Guerra, 1978).
“A camada da superfície da crosta terrestre capaz de abrigar raízes de plantas, representando, pois, o substrato para a vegetação terrestre” (Margaleff, 1980).
“O resultado líquido da ação do clima e dos organismos, especialmente da vegetação, sobre o material original da superfície da Terra (…) se compõe de um material originário do substrato geológico ou mineral subjacente e de um incremento orgânico em que os organismos e seus produtos se entremisturam com as partículas finamente divididas desse material” (Odum, 1972).
SOPÉ (ver FALDA)
SUBPRODUTO
by-product
sous-produit
subproducto
“Qualquer material ou produto resultante de um processo concebido primeiramente para produzir outro produto. O custo de um subproduto e virtualmente zero. Há, entretanto, incentivo para encontrar usos ou mercados para os subprodutos, por exemplo, escoria de alto forno, usada na construção de estradas. Se tal uso não existe, o subproduto torna se um resíduo” (Bannock et alii, 1977).
SUBSÍDIOS
subsidies
subsides
subsidios
Instrumento econômico de política ambiental que “inclui doações e empréstimos a juros baixos que atuam como incentivo para que os poluidores ou usuários de recursos mudem seu comportamento ou diminuam os custos da redução da poluição que seria arcado pelos poluidores” (Margulis & Bernstein, 1995).
SUBSTANCIAS CONSERVATIVAS
conservative substances
substances conservable
sustancias conservativas
Aquelas que não se modificam por reação química ou biológica na água natural.
SUBSTANCIAS PERIGOSAS
hazardous substances
substance dangereuses
sustancias peligrosas
“Aquelas que se categorizam por uma ou mais das seguintes definições:
(a) inflamáveis: substâncias que se inflamam facilmente a assim causam risco de incêndio em condições normais na indústria (ex.: metais finamente divididos, líquidos com ponto de flash de 100ºC ou menor).
(b) corrosivas: substâncias que requerem armazenagem especial por sua capacidade de corroer material padrão (ex.: ácidos, anidridos ácidos e álcalis).
(c) reativa: substâncias que requerem armazenagem e manuseio especial porque tendem a reagir espontaneamente com ácido ou emanação ácida (ex: cianidos, álcalis concentrados), tendem a reagir violentamente com vapor ou água (ex: fosfinas, ácidos concentrados ou álcalis) ou tendem a ser instáveis ao choque ou ao calor (ex.: líquidos inflamáveis sob pressão), resultando tanto em geração de gases tóxicos, explosão, fogo ou aumento de calor.
(d) tóxicas: substâncias que, quando manejadas inadequadamente, podem liberar tóxicos em quantidade suficiente para causar efeito direto, crônico ou agudo na saúde, através de inalação, absorção pela pele e ingestão ou levar a acumulação potencialmente tóxica no meio ambiente e/ou na cadeia alimentar (ex: metais pesados, pesticidas, solventes, combustíveis derivados de petróleo).
(e) biológicas: substâncias que, quando manejadas inadequadamente, podem liberar micro-organismos patogênicos em quantidades suficientes para causar infecção, ou pólen, mofo ou irritantes em quantidades suficientes para causar reação alérgica em pessoas suscetíveis” (The World Bank, 1991).
SUCESSÃO
succession
succession
sucesión
“Processo de substituição de uma comunidade por outra, conseqüente à modificação do ambiente e ao desequilíbrio que pode ocorrer, uma vez atingido o nível de saturação” (Forattini, 1992).
Sucessão ecológica
Mudança nas características (tipos de espécies) de uma comunidade biológica, ao longo do tempo.
“Seqüências naturais nas quais um organismo ou grupo de organismos toma o lugar de outro em um hábitat, com o passar do tempo” (Diccionario de la Naturaleza, 1987).
SUMIDOURO
swallow hole, doline
doline
sumidero
Em hidrologia
“Cavidade, em forma de funil, na superfície do solo, que se comunica com o sistema de drenagem subterrânea, em regiões calcárias, causada pela dissolução da rocha” (DNAEE, 1976).
Em engenharia sanitária
“Poço destinado a receber o efluente da fossa séptica e permitir sua infiltração subterrânea” (ACIESP, 1980).
SUPERPOSIÇÃO DE CARTAS
overlay mapping
superposition cartographique
superposición de mapas
Tipo básico de método de avaliação de impacto ambiental, originalmente desenvolvido para estudos de planejamento urbano e regional, perfeitamente adaptável à análise e diagnóstico ambiental, que consiste na confecção de uma série de cartas temáticas de uma mesma área geográfica, uma para cada fator ambiental que se quer considerar, onde se representam os dados organizados em categorias. Essas cartas são superpostas para produzir a síntese da situação ambiental da área, podendo ser elaboradas de acordo com os conceitos de fragilidade ou potencialidade de uso dos recursos ambientais, segundo se desejem obter cartas de restrição ou aptidão de uso. As cartas também podem ser processadas em computador caso o número de fatores ambientais considerados assim o determine.
SURFACTANTES
surfactants
surfactifs
surfactantes
“São substâncias tensoativas, compostas de moléculas grandes, ligeiramente solúveis na água. Costumam causar espuma nos corpos de água onde são lançadas, tendendo a manter se na interface ar água. Até 1965, os surfactantes presentes nos detergentes sintéticos eram não biodegradávéis. Depois dessa data, começaram a ser usados detergentes biodegradávéis, reduzindo se bastante o problema das espumas. A determinação de surfactantes é realizada pela mudança de cor de uma solução padronizada de azul de metileno. Um outro nome para surfactantes é substâncias ativas ao azul de metileno” (Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal, 1986).
SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL
environmental sustainability
durabilité environnementale
sustentabilidad ambiental
“Melhoria da qualidade da vida humana, respeitando a capacidade de assimilação dos ecossistemas que a suportam” (WWF apud Goodland, 1995).
“A sustentabilidade ambiental define-se por duas funções (services) fundamentais do meio ambiente – fonte e receptor – que se devem manter inalteradas durante o período em que se requer a sustentabilidade(…) Assim, a sustentabilidade ambiental é um conjunto de restrições de quatro atividades fundamentais que regulam a escala do subsistema econômico do homem: a assimilação da poluição e dos resíduos, no que se refere à função “receptor”, e o uso dos recursos renováveis e dos não renováveis, no que se refere à função “fonte”. O ponto fundamental a ser observado nesta definição é que a sustentabilidade ambiental é um conceito da ciência natural e obedece a leis biofísicas, mais do que às leis humanas. Esta definição geral parece ser válida, qualquer que seja o país, o setor ou a época por vir.” (Goodland, 1995).

cascavel vive do desvio de verbas, e a sec de cultura representa a maior incompetecia possivel, não sei como os artistas profissionais vivem lá, aqui em toledo estamos dando um banho em cascavel que é terra de bandido, por isso , por causa deste descaso na cultura , que até o filho do prefeito é viciado em crack ( o calé) será que já nao basta de descaso, será que os ricos caipiras não aprenderam que a cultura é o caminho, vlorizar os grupos locais tanto profissionais como os amadores seria o correto, fomos ver o festival de teatro de lá , e deu até dó de ver , um teatro sem qualidade, e o festival de cinema, que merda era aquela, elogios só para a dança e os musicos .
edgar planta e colhe ignorancia
Gostei muito da iniciativa de produzir estas sacolas, so tomei parte hoje(28/02/2010) pois fui comprar um remédio e a farmácia o envolveu nesta sacola.Esta campanha de evitar a sacolinha é ótima mais deveria ser mais divulgada na midia os danos que esta praga faz ao ambiente, fui fazer uma campanha em um supermercad pela faculdade cujo o tema foi o SACO È UM SACO e pude notar a desenformação por parte dos cidaões, muitos me perguntaram se realmente era verdade estes impactos que as sacolinhas trazem.Bom a campanha é boa de adquirir estas sacolas oxy-biodegradaveis,só depende da conciência de cada um para fazer valer esta iniciativa.
agiuardo resposta como comprar
aguardo resposta como comprar
Achei o artigo interessante do ponto de vista de controle do uso do plástico mas acho que ainda fica faltando uma conscientização da reciclagem do plástico que o devolve o carbono a cadeia de produção e retira do meio ambiente a sacola plástica, a garrafa pet, e etc.
Outro fator a ser observado é a implementação do plástico oxi-biodegradável que não encontra validade na sua biodegradação, e ao invés disso, o que ocorre a deterioração e fragmentação da sacola em partículas que não vemos a olho nu, mas as mesma continuam no ambiente.
Partindo deste ponto, o que seria melhor: a visualização do problema ou uma maquiada no mesmo?
Acho que o ideal é diminuirmos o consumo de plástico através de sacolas retornaveis, sejam elas mochilas, carrinhos de feiras, bolsas de marca e até mesmo sacolas plásticas reutilizadas diversas vezes. Incluindo nisso uma conscientização a partir do investimento em educação, informando a todos sobre a reciclagem e coleta seletiva, invés do descarte aleatório.
Uma outra medida prática é não fazer compra de sacos plásticos para lixo. Mas a cabo disso surge outra questão: como descartar nosso lixo para as companhias coletoras? A COMLURB-RJ não aceita que o lixo seja descartado em “ecobagas de pano” por exemplo, e nem em sacos de papel. Já a sacola plástica tem a sua função de selar os liquidos provenientes do lixo.
Em função disso tudo acho que ocorre uma grande demonização do plástico, sem levar em consideração do seu uso e da sua praticidade para a sociedade.
Nada como um pensamento crítico e consciente para resolver pequenas questões que afetam toda a sociedade e rever “verdades” que são formadas por grupos de interesse.
PS: Não sou defensor do plástico só estou contribuindo com informações .colhidas.
***
Duda,
Respostas para suas perguntas.
Achei o artigo interessante do ponto de vista de controle do uso do plástico mas acho que ainda fica faltando uma conscientização da reciclagem do plástico que o devolve o carbono a cadeia de produção e retira do meio ambiente a sacola plástica, a garrafa pet, e etc.
RESPOSTA: Não fica faltando não, pois temos o projeto resíduo zero que ensina condomínios a fazerem a separação do lixo, das lâmpadas, pilhas e baterias e óleo usado, damos consultoria para prefeituras que querem aumentar a vida útil dos aterros em 95% com a compostagem e reciclagem, então o ciclo fica completo. Se você ler nossa página com mais atenção, verá que estamos apoiando e fazendo lobbie para acabar com as garrafas one way, para se utilizar somente garrafas de vidro reutilizáveis e o próximo passo é a lei para banir também a PET nos refrigerantes, voltando o uso de vidro reutilizável. Se você ler nossa página mais profundamente – afinal a página existe desde 2005 e tem mais de 1.000 artigos – , perceberá que o objetivo final da FV é banir as sacolas de plástico de uso único e quando algum prefeito ou governador, vereador ou deputado nos solicita, temos projeto lei de utilização de oxi-biodegradável que prevê o banimento gradual destas sacolas de uso único até restar somente a sacola retornável, a única alternativa viável para carregar compras.
Outro fator a ser observado é a implementação do plástico oxi-biodegradável que não encontra validade na sua biodegradação, e ao invés disso, o que ocorre a deterioração e fragmentação da sacola em partículas que não vemos a olho nu, mas as mesma continuam no ambiente.
RESPOSTA: Qualquer fruta, legume ou verdura, a unha do dedão do pé e o cabelo que você corta, o jornal, uma folha de grama ou a flor de um ipê, todo organismo vivo primeiro se degrada para então posteriormente se biodegradar, a exemplo do plástico oxi-biodegradável, que em muitos casos se biodegrada muito antes dos exemplos citados acima, sendo que o plástico oxi-biodegradável volta para o planeta em forma de biomassa – adubo – água e uma pequena quantidade de CO2, isto tudo em aproximadamente 18 meses, ao contrário do plástico convencional que demora até cinco séculos poluindo e plastificando a mãe terra. A FV é uma fundação de meio ambiente com compromisso para com a humanidade e o planeta e nossos projetos sempre prevêem diminuir o consumo, diminuir a retirada de recursos naturais do planeta, reciclar, recuperar e pesquisa sempre novas tecnologias para que este objetivo seja alcançado, portanto, você acha mesmo que depois de um ano de pesquisa, iniciada em 2004, que foi à procura de uma tecnologia para desplastificar o planeta teríamos, em 2005, lançado o projeto sacolas ecológicas sem ter todos os laudos para se certificar de que a tecnologia era eficaz e segura ambientalmente? Temos dezenas de laudos nacionais e internacionais comprovando a eficácia e a segurança ambiental do plástico com ciclo de vida útil controlado D2W. Não podemos viver na idade média, temos que pesquisar e usar tecnologias que mudem nossa vida, que garantam a continuidade dos humanos no planeta, claro que sempre embasados em laudos e pesquisas.
Partindo deste ponto, o que seria melhor: a visualização do problema ou uma maquiada no mesmo?
RESPOSTA: Não estamos maquiando o problema, mas sim, resolvendo o problema da plastificação mundial e estamos lutando por isso desde 2004, com ótimos resultados, com leis e mudança de comportamento da população na sua relação insana com as malditas sacolas plásticas de uso único. Ninguém antes da FV abordou este gravíssimo problema das sacolas plásticas, e dizemos mais, ninguém detém tantos dados técnicos da plastificação do país como nós, após anos de levantamento de dados. Mas não fizemos só isso, além de acordar o Brasil para o problema, encontramos a solução, portanto, não entendemos como você pode nos acusar de maquiar um problema, muito estranha esta sua afirmação.
Acho que o ideal é diminuirmos o consumo de plástico através de sacolas retornaveis, sejam elas mochilas, carrinhos de feiras, bolsas de marca e até mesmo sacolas plásticas reutilizadas diversas vezes. Incluindo nisso uma conscientização a partir do investimento em educação, informando a todos sobre a reciclagem e coleta seletiva, invés do descarte aleatório.
RESPOSTA: Estas suas indagações já estão respondidas nos parágrafos anteriores e estamos agindo em todas estas áreas, da educação ambiental à proposição de leis tanto no Brasil como no exterior.
Uma outra medida prática é não fazer compra de sacos plásticos para lixo. Mas a cabo disso surge outra questão: como descartar nosso lixo para as companhias coletoras? A COMLURB-RJ não aceita que o lixo seja descartado em “ecobagas de pano” por exemplo, e nem em sacos de papel. Já a sacola plástica tem a sua função de selar os liquidos provenientes do lixo.
RESPOSTA: A solução final é banir sim a sacola plástica de uso único com multas para quem distribuir e usar, acondicionar o lixo orgânico somente em saco de lixo oxi-biodegradável feito de plástico reciclado – para criar demanda para o plástico reciclado e gerar renda para o reciclador -, usar container reutilizável – caixa de papelão, saco de juta, tambor de plástico ou do que quiser, desde que seja não descartável – para o lixo reciclável que deve estar limpo e seco e assim diminuir em 75% o uso do saco de lixo e as cidades realizarem compostagem com o lixo orgânico – o saco de lixo oxi-biodegradável pode ser compostado junto – aumentando assim vida útil dos lixões e aterros em 95% e proporcionando dignidade ao coletor de recicláveis e compostáveis, que prestam um serviço inestimável a toda a sociedade.
Em função disso tudo acho que ocorre uma grande demonização do plástico, sem levar em consideração do seu uso e da sua praticidade para a sociedade.
RESPOSTA: ninguém está demonizando o plástico de uso permanente, mas sim o plástico de uso único que corresponde a 80% de todo o plástico fabricado, que é utilizado somente uma vez e depois deixado de herança para os seres do amanhã. Veja bem, 20% de todo o lixo coletado diariamente corresponde a plástico e 50% desse plástico corresponde a sacolas plásticas de uso único que não tem valor comercial, portanto este plástico não é reciclado jamais, num país em que a taxa geral de reciclagem não chega a 1% e que mais de 85% de todas as cidades só contam com lixões a céu aberto. São descartadas do país anualmente mais de 20 bilhões de sacolas plásticas de uso único e que ficarão aí, poluindo, entupindo bueiros, matando animais por 500 anos e você diz que demonizamos o plástico? Não precisamos, esta é uma invenção por si só demoníaca e deve ser banida, legada ao esquecimento e as pessoas tem que entender que se não dermos um passo atrás ao esquecer esta invenção e retornarmos ao velho hábito da sacola retornável, nossos descendentes estarão pisando não em solo fértil, mas em montanhas de plástico antes num futuro não muito distante.
Nada como um pensamento crítico e consciente para resolver pequenas questões que afetam toda a sociedade e rever “verdades” que são formadas por grupos de interesse.
PS: Não sou defensor do plástico só estou contribuindo com informações colhidas.
RESPOSTA: Os membros da FV não tem o perfil de ambientalista de escritório, isto é, aqueles que reclamam na mídia, querem seus 15 minutos de fama, mas não resolvem os problemas e só ficam gritando que o mundo está acabando mas sem apresentar nenhuma proposta para salvar o mundo. Nós da FV detectamos o problema, pesquisamos as soluções e finalmente as aplicamos, em uma união do primeiro, segundo setor e terceiro setor. Se ainda tiver dúvidas sobre a lei de sacolas plásticas e a nossa batalha contra a plastificação planetária ou ainda, perguntas sobre qualquer um de nossos projetos, por favor, entre em contato novamente que teremos o maior prazer em responder a todas as suas perguntas e assim quem sabe, ajudar a esclarecer dúvidas de outros leitores. Você também está convidado a participar do Fórum sobre o ciclo de vida de embalagens plásticas com foco no descarte final que ocorrerá no dia 19 de março de 2009, sexta-feira, na câmara municipal de Piracicaba, SP.
Duda,
Respostas para suas perguntas.
Achei o artigo interessante do ponto de vista de controle do uso do plástico mas acho que ainda fica faltando uma conscientização da reciclagem do plástico que o devolve o carbono a cadeia de produção e retira do meio ambiente a sacola plástica, a garrafa pet, e etc.
RESPOSTA: Não fica faltando não, pois temos o projeto resíduo zero que ensina condomínios a fazerem a separação do lixo, das lâmpadas, pilhas e baterias e óleo usado, damos consultoria para prefeituras que querem aumentar a vida útil dos aterros em 95% com a compostagem e reciclagem, então o ciclo fica completo. Se você ler nossa página com mais atenção, verá que estamos apoiando e fazendo lobbie para acabar com as garrafas one way, para se utilizar somente garrafas de vidro reutilizáveis e o próximo passo é a lei para banir também a PET nos refrigerantes, voltando o uso de vidro reutilizável. Se você ler nossa página mais profundamente – afinal a página existe desde 2005 e tem mais de 1.000 artigos – , perceberá que o objetivo final da FV é banir as sacolas de plástico de uso único e quando algum prefeito ou governador, vereador ou deputado nos solicita, temos projeto lei de utilização de oxi-biodegradável que prevê o banimento gradual destas sacolas de uso único até restar somente a sacola retornável, a única alternativa viável para carregar compras.
Outro fator a ser observado é a implementação do plástico oxi-biodegradável que não encontra validade na sua biodegradação, e ao invés disso, o que ocorre a deterioração e fragmentação da sacola em partículas que não vemos a olho nu, mas as mesma continuam no ambiente.
RESPOSTA: Qualquer fruta, legume ou verdura, a unha do dedão do pé e o cabelo que você corta, o jornal, uma folha de grama ou a flor de um ipê, todo organismo vivo primeiro se degrada para então posteriormente se biodegradar, a exemplo do plástico oxi-biodegradável, que em muitos casos se biodegrada muito antes dos exemplos citados acima, sendo que o plástico oxi-biodegradável volta para o planeta em forma de biomassa – adubo – água e uma pequena quantidade de CO2, isto tudo em aproximadamente 18 meses, ao contrário do plástico convencional que demora até cinco séculos poluindo e plastificando a mãe terra. A FV é uma fundação de meio ambiente com compromisso para com a humanidade e o planeta e nossos projetos sempre prevêem diminuir o consumo, diminuir a retirada de recursos naturais do planeta, reciclar, recuperar e pesquisa sempre novas tecnologias para que este objetivo seja alcançado, portanto, você acha mesmo que depois de um ano de pesquisa, iniciada em 2004, que foi à procura de uma tecnologia para desplastificar o planeta teríamos, em 2005, lançado o projeto sacolas ecológicas sem ter todos os laudos para se certificar de que a tecnologia era eficaz e segura ambientalmente? Temos dezenas de laudos nacionais e internacionais comprovando a eficácia e a segurança ambiental do plástico com ciclo de vida útil controlado D2W. Não podemos viver na idade média, temos que pesquisar e usar tecnologias que mudem nossa vida, que garantam a continuidade dos humanos no planeta, claro que sempre embasados em laudos e pesquisas.
Partindo deste ponto, o que seria melhor: a visualização do problema ou uma maquiada no mesmo?
RESPOSTA: Não estamos maquiando o problema, mas sim, resolvendo o problema da plastificação mundial e estamos lutando por isso desde 2004, com ótimos resultados, com leis e mudança de comportamento da população na sua relação insana com as malditas sacolas plásticas de uso único. Ninguém antes da FV abordou este gravíssimo problema das sacolas plásticas, e dizemos mais, ninguém detém tantos dados técnicos da plastificação do país como nós, após anos de levantamento de dados. Mas não fizemos só isso, além de acordar o Brasil para o problema, encontramos a solução, portanto, não entendemos como você pode nos acusar de maquiar um problema, muito estranha esta sua afirmação.
Acho que o ideal é diminuirmos o consumo de plástico através de sacolas retornaveis, sejam elas mochilas, carrinhos de feiras, bolsas de marca e até mesmo sacolas plásticas reutilizadas diversas vezes. Incluindo nisso uma conscientização a partir do investimento em educação, informando a todos sobre a reciclagem e coleta seletiva, invés do descarte aleatório.
RESPOSTA: Estas suas indagações já estão respondidas nos parágrafos anteriores e estamos agindo em todas estas áreas, da educação ambiental à proposição de leis tanto no Brasil como no exterior.
Uma outra medida prática é não fazer compra de sacos plásticos para lixo. Mas a cabo disso surge outra questão: como descartar nosso lixo para as companhias coletoras? A COMLURB-RJ não aceita que o lixo seja descartado em “ecobagas de pano” por exemplo, e nem em sacos de papel. Já a sacola plástica tem a sua função de selar os liquidos provenientes do lixo.
RESPOSTA: A solução final é banir sim a sacola plástica de uso único com multas para quem distribuir e usar, acondicionar o lixo orgânico somente em saco de lixo oxi-biodegradável feito de plástico reciclado – para criar demanda para o plástico reciclado e gerar renda para o reciclador -, usar container reutilizável – caixa de papelão, saco de juta, tambor de plástico ou do que quiser, desde que seja não descartável – para o lixo reciclável que deve estar limpo e seco e assim diminuir em 75% o uso do saco de lixo e as cidades realizarem compostagem com o lixo orgânico – o saco de lixo oxi-biodegradável pode ser compostado junto – aumentando assim vida útil dos lixões e aterros em 95% e proporcionando dignidade ao coletor de recicláveis e compostáveis, que prestam um serviço inestimável a toda a sociedade.
Em função disso tudo acho que ocorre uma grande demonização do plástico, sem levar em consideração do seu uso e da sua praticidade para a sociedade.
RESPOSTA: ninguém está demonizando o plástico de uso permanente, mas sim o plástico de uso único que corresponde a 80% de todo o plástico fabricado, que é utilizado somente uma vez e depois deixado de herança para os seres do amanhã. Veja bem, 20% de todo o lixo coletado diariamente corresponde a plástico e 50% desse plástico corresponde a sacolas plásticas de uso único que não tem valor comercial, portanto este plástico não é reciclado jamais, num país em que a taxa geral de reciclagem não chega a 1% e que mais de 85% de todas as cidades só contam com lixões a céu aberto. São descartadas do país anualmente mais de 20 bilhões de sacolas plásticas de uso único e que ficarão aí, poluindo, entupindo bueiros, matando animais por 500 anos e você diz que demonizamos o plástico? Não precisamos, esta é uma invenção por si só demoníaca e deve ser banida, legada ao esquecimento e as pessoas tem que entender que se não dermos um passo atrás ao esquecer esta invenção e retornarmos ao velho hábito da sacola retornável, nossos descendentes estarão pisando não em solo fértil, mas em montanhas de plástico antes num futuro não muito distante.
Nada como um pensamento crítico e consciente para resolver pequenas questões que afetam toda a sociedade e rever “verdades” que são formadas por grupos de interesse.
PS: Não sou defensor do plástico só estou contribuindo com informações colhidas.
RESPOSTA: Os membros da FV não tem o perfil de ambientalista de escritório, isto é, aqueles que reclamam na mídia, querem seus 15 minutos de fama, mas não resolvem os problemas e só ficam gritando que o mundo está acabando mas sem apresentar nenhuma proposta para salvar o mundo. Nós da FV detectamos o problema, pesquisamos as soluções e finalmente as aplicamos, em uma união do primeiro, segundo setor e terceiro setor. Se ainda tiver dúvidas sobre a lei de sacolas plásticas e a nossa batalha contra a plastificação planetária ou ainda, perguntas sobre qualquer um de nossos projetos, por favor, entre em contato novamente que teremos o maior prazer em responder a todas as suas perguntas e assim quem sabe, ajudar a esclarecer dúvidas de outros leitores. Você também está convidado a participar do Fórum sobre o ciclo de vida de embalagens plásticas com foco no descarte final que ocorrerá no dia 19 de março de 2009, sexta-feira, na câmara municipal de Piracicaba, SP.
gostaria de receber um video ou informaçoes detalhadas sobre a construçao. materiais nescessarios par construçao do aquecedor solar caseiro com garrafas pet. fico no aguardo. muito obrigado
Ótima iniciativa!!!!
A inscrição pode ser via-email?
Pode sim.
ATENÇÃO: EM RESPOSTA AOS E-MAILS QUE ESTAMOS RECEBENDO E ÁQUELES QUE PROCURAM TAL INFORMAÇÃO, AS INSCRIÇÕES PARA O EVENTO PODERÃO SEREM FEITAS NO DIA DO EVENTO.
ACESSO PIRACICABA VIA AVIÃO: AEROPORTO DE VIRACOPOS – CAMPINAS. AEROPORTO DE CONGONHAS E CUMBICA – SÃO PAULO
ACESSO PIRACICABA VIA ÔNIBUS: SAÍDA DA RODOVIÁRIA TIETÊ EM SÃO PAULO, DE 30 EM 30 MINUTOS (VIAÇÃO PIRACICABANA – UMA HORA E QUARENTA DE VIAGEM). SAÍDA DA RODOVIÁRIA DE CAMPINAS: DE HORA EM HORA (VIAÇÃO AVA – 45 MINUTOS DE VIAGEM). SAÍDA DA RODOVIARIA DO RIO DE JANEIRO: 10H00 E 23H55 (VIAÇÃO COMETA-OITO HORAS E MEIA DE VIAGEM. CIDADES VIZINHAS À PIRACICABA TÊM SAÍDA DE ÔNIBUS. OUTRAS CAPITAIS TAMBÉM POSSUEM SAÍDA À PIRACICABA – CONSULTAR.
ACESSO PIRACICABA CARRO: PARA QUEM VÊM DE SÃO PAULO=RODOVIA ANHANGUERA OU RODOVIA DOS BANDEIRANTES – ENTRADA NA RODOVIA SP 304 – LUIZ DE QUEIRÓZ. OUTROS DESTINOS, PODE CONSULTAR VIA E-MAIL.