T

T-90

“É o tempo que leva a água do mar para reduzir de 90% o número de bactérias do esgoto” (Carvalho, 1981).

TABULEIRO, CHAPADA
tableland, plateau
plateau
meseta

“Formas topográficas que se assemelham a planaltos, com declividade média inferior a 10% (aproximadamente 6%) e extensão superior a dez hectares, terminados em forma abrupta; a chapada se caracteriza por grandes superfícies, a mais de setecentos metros de altitude” (Resolução nº 04, de 18.09.85, do CONAMA).

TALUDE
talus
talus
talud

Inclinação natural ou artificial da superfície de um terreno.
“Superfície inclinada do terreno na base de um morro ou de uma encosta do vale, onde se encontra um depósito de detritos” (Guerra, 1978).

TALVEGUE
thalweg
talweg, thalweg
vaguada, thalweg

“Linha de maior profundidade no leito fluvial. Resulta da interseção dos planos das vertentes com dois sistemas de declives convergentes; é o oposto de crista. O termo significa “caminho do vale'” (Guerra 1978).
“Linha que segue a parte mais baixa do leito de um rio, de um canal ou de um vale” (DNAEE, 1976).
“Perfil longitudinal de um rio; linha que une os pontos de menor cota ao longo de um vale” (Diccionario de la Naturaleza, 1987).

TAXAS (ver TRIBUTOS)

TÉCNICA
technic
téchnique
técnica

“Conjunto de procedimentos e recursos de que se serve uma ciência” (Diccionario de la Naturaleza, 1987).

TÉCNICA DELPHI (ver MÉTODO DELPHI)

TÉCNICAS DE PREVISÃO DE IMPACTOS
impact prediction techniques
outils d’estimation des impacts
técnicas de predicción de impactos

São mecanismos técnicos formais ou informais destinados a prever a magnitude dos impactos ambientais, isto é, a medir as futuras condições de qualidade de fatores ambientais específicos afetados por uma ação.

TEIA ALIMENTAR (ver REDE ALIMENTAR)

TEMPO DE CONCENTRAÇÃO
time of concentration
temps de concentration
tiempo de concentración

“Período de tempo necessário para que o escoamento superficial proveniente de uma precipitação pluviométrica escoe entre o ponto mais remoto de uma bacia, até o exutório” (DNAEE, 1976).

TERRAÇO
terrace
terrasse
terraza

“Superfície horizontal ou levemente inclinada constituída por depósito sedimentar ou superfície topográfica modelada pela erosão fluvial, marinha ou lacustre e limitada por dois declives do mesmo sentido. É por conseguinte uma banqueta ou patamar interrompendo um declive contínuo” (Guerra, 1978).
“(1) Planície, em regra estreita, que margina um rio, um lago ou o mar. Os rios, por vezes, são marginados por terraços de vários níveis; (2) Faixa de terra sobrelevada, mais ou menos horizontal, usualmente construída segundo ou próximo das curvas de nível, sustentada do lado inferior por muros de pedras ou outras barreiras semelhantes e projetada para tornar o terreno apropriado para a cultura e para evitar a erosão acelerada” (ACIESP, 1980).

TERRAS DEVOLUTAS

“As que, incluídas no domínio público, não receberam qualquer uso público, nacional, estadual ou municipal. São portanto bens públicos dominicais inafetados” (Moreira Neto, 1976).
“São todas aquelas que, pertencentes ao domínio público de qualquer das entidades estatais, não se acham utilizadas pelo Poder Público, nem destinadas a fins administrativos específicos. São bens públicos patrimoniais ainda não utilizados pelos respectivos proprietários” (Meireles, 1976).

TERRAS ÚMIDAS
wetlands
terres humides
humedales

“Área inundada por água subterrânea ou de superfície, com uma freqüência suficiente para sustentar vida vegetal ou aquática que requeira condições de saturação do solo” (EPA, 1979).
“Áreas de pântano, brejo, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, parada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo as águas do mar, cuja profundidade na maré baixa não exceda seis metros” (Informação pessoal de Norma Crud, 1985, baseada na Conferência de Ramsar, 1971).

TERRENOS DE MARINHA, ACRESCIDOS E MARGINAIS

Terrenos de marinha
“São terrenos de marinha, em uma profundidade de 33 metros, medidos para a parte da terra, do ponto em que passava a linha do preamar médio de 1831: a) os situados no continente, na costa marítima e nas margens dos rios e lagoas, até onde se faça sentir a influência das mares; b) os que contornam as ilhas situadas em zona onde se faça sentir a influência das mares” (Decreto Lei nº 3.438, de 17.07.41).
“São terrenos de marinha: a) os terrenos em uma profundidade de trinta e três metros medidos horizontalmente, para a parte da terra, da posição de linha do preamar médio de 1831, situados no continente, na costa marítima e nas margens dos rios e lagoas, até onde se faça sentir a influência das marés; b) os terrenos em uma profundidade de trinta e três metros medidos horizontalmente para a parte da terra, da posição da linha do preamar médio de 1831, que contornam as ilhas situadas nas zonas onde se faça sentir a influência das marés” (PORTOMARINST nº 318.001 20.10.80).

Terrenos acrescidos de marinha
“Os que se tiverem formado natural ou artificialmente para o lado do mar ou dos rios e lagoas em seguimento aos terrenos de marinha” (PORTOMARINST nº 318.001 20.10.80).

Terrenos marginais
“Os que, banhados pelas correntes navegáveis, fora do alcance das marés, vão até a distância de 15 (quinze) metros, medidos horizontalmente, para a parte da terra, contados desde a linha média das enchentes ordinárias” (PORTOMARINST nº 318.001 20.10.80).

TOLERÂNCIA
tolerance
tolérance
tolerancia

Nos estudos ambientais, tolerância é a capacidade de um sistema ambiental absorver determinados impactos de duração e intensidade tais que sua qualidade e sua estabilidade não sejam afetadas a ponto de torná lo impróprio aos usos a que se destina.
“Em estudos ecológicos e geográficos, é a amplitude de condições físico químicas em que um determinado ecótipo espécie, gênero, família, etc. de plantas ou animais pode crescer naturalmente, na ausência de competição” (ACIESP, 1980).

TOMADA D’ÁGUA
water intake
prise d’eau
toma de agua

“Estrutura ou local cuja finalidade é controlar, regular, derivar e receber água, diretamente da fonte por uma entrada d’água construída a montante” (DNAEE, 1976).

TOMBAMENTO

“Forma de intervenção do Estado na propriedade privada, limitativa de exercício de direito de utilização e de disposição, gratuita, permanente e indelegável, destinada à preservação, sob regime especial de cuidados, dos bens de valor histórico, arqueológico, artístico ou paisagístico. Os bens tombados móveis ou imóveis, permanecem sob domínio e posse particulares mas sua utilização passa a ser disciplinada” (Moreira Neto, 1976).
“É a declaração, pelo Poder Público, do valor histórico, artístico, paisagístico ou científico de coisas que, por essa razão, devem ser preservadas de acordo com a inscrição no livro próprio. É ato administrativo do órgão competente e não função abstrata da lei. A lei estabelece normas para o tombamento, mas não o faz. O tombamento pode acarretar uma restrição individual, reduzindo os direitos do proprietário, ou uma limitação geral, quando abrange uma coletividade, obrigando a a respeitar padrões urbanísticos ou arquitetônicos, como ocorre com o tombamento de núcleos históricos” (Meireles, 1976).

TÔMBOLO
tombolo
tombolo
tómbolo

“Depósito arenoso estreito e de forma mais ou menos curva que une a praia à uma ilha próxima” (Diccionario de la Naturaleza, 1987).

TOPO (DE MORRO), CUME
hilltop, summit
sommet
cumbre

“Diz se da parte mais elevada de um morro ou de uma elevação. Usa se algumas vezes, como sinônimo de cume” (Guerra 1978).
“Parte mais alta do morro, monte, montanha ou serra” (Resolução nº 04, de 18.09.85, do CONAMA).

TORRE DE ASPERSÃO
spray tower
tour d’aspersion
torre rociada

Equipamento de controle da poluição, do tipo absorvedor úmido, no qual um fluxo de gás poluído, penetrando pela base da torre e fluindo de baixo para cima, encontra-se com gotas aspergidas do topo da torre; as gotas, em velocidade superior à do fluxo gasoso, molham as partículas de poluentes que vão se sedimentar na base da torre, de onde são recolhidas.

TORRE RECHEADA
packed tower
tour filtrante
torre de rrelleno

Equipamento de controle da poluição do ar, no qual “a corrente gasosa saturada de poluentes atravessa um leito de material de coleta granular ou fibroso; um líquido passa sobre a superfície coletora para mantê-la limpa e prevenir que as partículas já depositadas se entranhem outra vez” (Danielson, 1973).

TOXIDEZ, TOXICIDADE
toxicity
toxicité
toxicidad

Capacidade de uma toxina ou substância venenosa produzir dano a um organismo animal.
“A qualidade ou grau de ser venenoso ou danoso à vida animal ou vegetal” (The World Bank, 1978).

Toxicidade aguda
“Qualquer efeito venenoso produzido dentro de um certo período de tempo, usualmente de 24 96 horas, que resulte em dano biológico severo e, às vezes, em morte” (The World Bank, 1978).

Toxicidade crônica
“É a resultante da exposição a um produto tóxico durante um longo prazo (em relação ao tempo de vida)” (Diccionario de la Naturaleza, 1987).

Toxicidade oral
“Capacidade de uma substância química ou biológica de provocar dano quando ingerida pela boca” (ACIESP, 1980).

TRAÇADOR
tracer
traceur
trazador

“Substância estranha que, misturada a uma dada substância, permite determinar subseqüentemente a distribuição e a localização dessa última” (Lund, 1971).
“Substância química (fluoresceina) ou radioativa (sodium 24, tritium) misturada à água para que se estude seu caminhamento” (Lemaire & Lemaire, 1975).
“Substância facilmente detectável, que pode ser adicionada em pequenas quantidades a correntes de águas superficiais ou subterrâneas para evidenciar as trajetórias de partículas ou para medir diversas características do escoamento, como velocidade, tempo de percurso, diluição etc.(…)” (DNAEE, 1976).

TRANSFERÊNCIA DE BACIA

É a diversão de água de uma bacia hidrográfica para outra, através de obras de engenharia.
“É o processo de transferência de água que consiste em conduzir o fluxo de um rio que transborda para terrenos permeáveis, a fim de ser incorporado às reservas subterrâneas ou a rios pobres de outra bacia” (Carvalho, 1981).

TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA
technology transfer
transfer de téchnologie
transferência tecnológica

Processo de difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos.
“Em que consiste a transferência de tecnologia? A grosso modo, distinguem-se os seguintes conteúdos: a cessão de direitos de uma propriedade industrial; o fornecimento de bens e serviços associados à instalação de indústrias; a cessão de um saber tecnológico contido em documentos, planos, diagramas, prestação de serviços etc.; a transmissão de serviços técnicos associada à venda de maquinária e equipamentos” (Diccionario de la Naturaleza, 1987).

TRATAMENTO
treatment
traitement
tratamiento

Processo artificial de depuração e remoção das impurezas, substâncias e compostos químicos de água captada dos cursos naturais, de modo a torná la própria ao consumo humano, ou de qualquer tipo de efluente liquido, de modo a adequar sua qualidade para a disposição final.

Tratamento aeróbio
“O mesmo que tratamento por oxidação biológica, em presença de oxigênio” (Carvalho, 1981).

Tratamento de água
“É o conjunto de ações destinadas a alterar as características físicas e/ou químicas e/ou biológicas da água, de modo a satisfazer o padrão de potabilidade” (ACIESP, 1980).

Tratamento anaeróbio
“Estabilização de resíduos feita pela ação de microorganismos, na ausência de ar ou oxigênio elementar. Refere se normalmente ao tratamento por fermentação mecânica” (Carvalho, 1981).

Tratamento biológico
“Forma de tratamento de água residuária na qual a ação de microorganismos é intensificada para estabilizar e oxidar a matéria orgânica”(ACIESP, 1980).

Tratamento completo
“No sentido genérico, o processamento da água residuária de origem doméstica ou industrial, por meio de um tratamento primário, secundário e terciário. Pode incluir outros tipos especiais de tratamento e desinfecção. Envolve a remoção de uma alta percentagem de matéria suspensa coloidal e matéria orgânica dissolvida” (ACIESP, 1980).

Tratamento preliminar
“Operações unitárias, tais como remoção de sólidos grosseiros, de gorduras e de areia, que prepara a água residuária para o tratamento subseqüente” (Carvalho, 1981).

Tratamento primário
“Operações unitárias, com vistas principalmente à remoção e estabilização de sólidos em suspensão, tais como sedimentação, digestão de lodo, remoção da umidade do lodo” (Carvalho, 1981).
“São os processos unitários empregados para remover uma alta percentagem de sólidos em suspensão e sólidos flutuantes, mas pequena ou nenhuma percentagem de substâncias coloidais ou dissolvidas. Inclui recalque, gradeamento e decantação primária” (Braile, 1983).

Tratamento químico
“Qualquer processo envolvendo a adição de reagentes químicos para a obtenção de um determinado resultado” (ACIESP, 1980).

Tratamento secundário
“Tratamento de despejos líquidos, além do primeiro estágio, no qual as bactérias consomem as partes orgânicas do despejo. A ação bioquímica é conseguida pelo uso de filtros biológicos ou processo de lodos ativados. O tratamento efetivo remove virtualmente todo o material flutuante e sedimentável e, aproximadamente, 90% da DBO5 e dos sólidos em suspensão. Usualmente, a desinfecção com cloro é o estágio final desse processo de tratamento” (The World Bank, 1978).
“Operações unitárias de tratamento, visando principalmente à redução de carga orgânica dissolvida, geralmente por processos biológicos de tratamento” (Carvalho, 1981).
“São os processos unitários destinados a remover ou reduzir as substâncias coloidais ou dissolvidas, obtendo como conseqüência a estabilização das matérias orgânicas pela oxidação biológica. É projetado, principalmente, para reduzir os sólidos em suspensão e a DBO” (Braile, 1983).

Tratamento terciário
“Tratamento de despejos líquidos, além do secundário, ou estágio biológico que inclui a remoção de nutrientes tais como fósforo e nitrogênio e uma alta percentagem de sólidos em suspensão. Também conhecido como tratamento avançado de despejos, produz efluente de alta qualidade” (The World Bank, 1978).
“Operações unitárias que se desenvolvem após o tratamento secundário, visando ao aprimoramento da qualidade do efluente, por exemplo a desinfecção, a remoção de fosfatos e outras substâncias” (Carvalho, 1981).

TRIBUTÁRIO (ver AFLUENTE)

TRIBUTO, TAXA
charge, taxation
tribut, taxe
tributo

“Tributo é a designação geral para os pagamentos compulsórios que as pessoas físicas e jurídicas, (isto é, indivíduos e estabelecimentos) fazem ao governo em decorrência de determinadas atividades por elas realizadas ou em decorrência de certos patrimônios por elas mantidos. No Brasil, as principais espécies de tributos são os impostos e as taxas. Os impostos não implicam qualquer contrapartida por parte do governo. Os impostos são usualmente divididos em duas categorias: impostos diretos e impostos indiretos. Os impostos diretos são assim chamados porque incidem diretamente sobre o patrimônio ou a renda das pessoas. Nesse caso estão o imposto sobre a renda o imposto sobre a propriedade territorial rural, o imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana. Os impostos indiretos incidem indiretamente sobre o patrimônio ou a renda das pessoas através dos produtos e serviços por elas comprados de terceiros. Nesse caso, os impostos são adicionados ao valor das mercadorias e, ao comprá las, as pessoas os estão pagando. Servem como exemplos o imposto sobre produtos industrializados, o imposto sobre a circulação de mercadorias, o imposto sobre serviços de transporte e comunicações. As taxas são pagas pelas pessoas em contrapartida a serviços real ou potencialmente prestados pelo governo” (Miglioli et alii, 1977).

Taxa de poluição
“Instrumento econômico (de política ambiental) de caráter fiscal que permite atribuir um valor à poluição liberada no meio ambiente” (Tarquínio, 1994).
“Pagamento imposto com base na quantidade ou na qualidade de uma descarga (de poluentes) no meio ambiente” (Margulis & Bernstein, 1995).

Taxa de produto
Instrumento econômico de política ambiental que utiliza um “valor adicional ao preço de um produto ou um insumo que cause poluição (por exemplo, taxa sobre o conteúdo de enxofre em óleo mineral ou mesmo no mineral). Uma forma de taxa de produto é a taxa diferenciada que resulta em preços mais favoráveis para os produtos menos danosos ao meio ambiente, ou vice-versa”(Margulis & Bernstein, 1995).

TURBIDEZ
turbidity
turbidité
turbiedad

Medida da transparência de uma amostra ou corpo d’água, em termos da redução de penetração da luz, devido à presença de matéria em suspensão ou substâncias coloidais.
“Mede a não propagação da luz na água. É o resultado da maior ou menor presença de substâncias coloidais na água” (Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal, 1986).

TURFA
peat
tourbe
turba

“Depósito recente de carvões, formado principalmente em regiões de clima frio ou temperado, onde os vegetais antes do apodrecimento são carbonizados. Estas transformações exigem que a água seja límpida e o local não muito profundo. A turfa é uma matéria lenhosa, que perdeu parte de seu oxigênio por ocasião de carbonização, assim transformando se em carvão, cujo valor econômico como combustível é, no entanto, pequeno” (Guerra 1978).
“Solo altamente orgânico, mais de 50% combustível de restos vegetais cujas estruturas são ainda bem reconhecíveis, pouco decompostos devido às condições anaeróbias, frias, ácidas, embebidas de água” (Mendes, 1984).
“Material não consolidado do solo, que consiste, em grande parte, em matéria vegetal levemente decomposta, acumulada em condições de umidade excessiva” (ACIESP, 1980).

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