skip to Main Content

Fundo dos mares europeus tem espécies vulneráveios e cada vez mais plástico

O plástico representa 95% dos resíduos que flutuam no Mar Mediterrâneo

O fundo dos mares e oceanos europeus, como o Atlântico, Mediterrâneo ou Báltico, têm algumas das espécies mais vulneráveis, como os tubarões, mas também uma “quantidade crescente” de resíduos plásticos, alertou hoje a organização Oceana.

A assinalar o Dia Mundial dos Oceanos, que hoje se comemora, a organização científica salienta a “crescente quantidade de plásticos que afectam as espécies de profundidade vulneráveis”.

Nas suas actividades de exploração dos oceanos, os investigadores filmaram resíduos em áreas até mil metros de profundidade nas águas europeias.

Em comunicado, a Oceana recorda que, a cada minuto, se vende um milhão de garrafas de plástico e cada uma delas “demora cerca de 450 anos a desintegrar-se”.

Segundo estimativas existentes, referidas pela organização, há mais de cinco mil milhões de fragmentos de plástico a flutuar nos oceanos, com um peso superior a 250 mil toneladas, e todos os anos chegam ao mar oito milhões de toneladas daquele material.

Alerta para os “graves danos” provocados por este tipo de poluição nos organismos marinhos e no ecossistema do oceano já que, “ao se deteriorarem em pequenos bocados, as micropartículas de plástico entram na cadeia alimentar”.

“O maior impacto do lixo no mar é aquele que não vemos: os microplásticos e a contaminação das profundezas”, realça o director executivo da Oceana Europa, Lasse Gustavsson, citado no comunicado.

Os responsáveis políticos europeus, como os portugueses, estão alertados para este problema e a Comissão Europeia apresentou uma proposta de estratégia visando, nomeadamente, a proibição de determinados produtos de plástico não reutilizáveis, a qual é apoiada pela Oceana.

“Muitas pessoas perguntam o que podem fazer para preservar os oceanos, e todos temos um papel a desempenhar: os governos devem limitar a produção e os cidadãos reciclar e reutilizar os utensílios de plástico para que não cheguem às praias e ao estômago dos peixes e aos frágeis habitats de profundidade”, refere Lasse Gustavsson.

A vulnerabilidade destes ecossistemas está relacionada com vários factores como o seu crescimento lento, como os corais, ou a sua limitada procriação, como é o caso dos tubarões de profundidade.

ONG denuncia que plástico contamina 95% do Mar Mediterrâneo

O plástico representa 95% dos resíduos que flutuam no Mar Mediterrâneo, que alcançam “níveis recordes de contaminação” a maior parte de países, como a Turquia e a Espanha, indica um estudo da World Wide Fund for Nature (WWF).

A propósito do Dia Mundial dos Oceanos, a Organização Não Governamental chama a atenção para a poluição no Mediterrâneo e pede às instituições, empresas e cidadãos que se comprometam com a luta contra a contaminação marinha.

Segundo o relatório, os turistas de um conjunto de países onde se inclui a Turquia, Espanha, Itália, Egipto e França, provocam um aumento da poluição marinha em cerca de 40% em cada Verão.

O Mar Mediterrâneo está, segundo a WWF, a converter-se numa perigosa lixeira, com níveis recorde de contaminação de microplásticos que ameaçam várias espécies marinhas e a saúde dos seres humanos quando estes produtos entram na cadeia alimentar.

As Nações Unidas lembram que 80% da poluição dos oceanos é proveniente das pessoas.

Na sua página oficial, a ONU lembra também que oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos em cada ano, prejudicando a vida selvagem, mas igualmente a pesca ou o turismo.

E acrescenta que a poluição por plásticos custa a vida a um milhão de aves marinhas e a 100 mil mamíferos, também em cada ano.

E é também em cada ano que o plástico causa oito mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros) de danos nos ecossistemas marinhos.

Fonte – Sábado.pt

Imagens – Reuters

Voletim do Instituto IDEAIS de 08 de junho de 2018

Este Post tem 0 Comentários

Deixe uma resposta

Back To Top