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Guerra ao plástico

O qua acontece quando o governo é bem intencionado mas muito, muito mesmo, mal assessorado.

Parabéns pela iniciativa e sinto muito pela solução encontrada.

Ontem ouvi que na Holanda estão chamando plástico de matriz orgânica de PLANTAÇÃO DE PLÁSTICO.

Papel então nem pensar, imagine que na europa só 16% da terra é fertil, a população logo chegará a 10 bilhões de almas e o povo plantando comida para transformar em plástico ou papel para alguém utilizar uma única vez durante 20 minutos e depois jogar fora.

O custo ambiental deste tipo de ambalagem é inaceitável.

Primeiro o plástico de amido é 50% mais caro, no mínimo, depois é comida e não deve ser utilizado para armazenagem, deve ser utilizado como alimento, oras bolas.

Aproveitando e corrigindo, o plástico pode demorar mais de 500 anos para se degradar.

Quando o assessor da diretoria técnica e industrial da COMLURB, José Henrique Penido diz na matéria para trocar por sacolas retornáveis. Aí sim, a FUNVERDE é totalmente favorável a esta medida.

Quando o presidente da associação brasileira da indústria de embalagens plasticas flexíveis Rogério Mani diz indústria diz que está trabalhando em projetos de coleta seletiva e reciclagem minha resposta é. HAHAHA, uma sonora gargalhada, porque eles jamais colocaram a mão no bolso para tirar um centavo e não vai ser agora, só diz isso para que a lei não passe e depois esquecem o assunto. Normal, estão defendendo o que é deles.

Quando ele diz que estão trabalhando em novas tecnologias, que sei quais são e uma delas já estão fazendo alarde que é o plástico de álcool – que pode ser feito de qualquer coisa da qual se faça bebida, como cana, arroz, beterraba … -, só que não importa de se petróleo ou de álcool, nenhum dos dois é degradável, a não ser que se aplique um aditivo de biodegradação.

Não nos enrole Rogério Mani e esclareça a população sobre essa enrolação de voces. – Dã, agora somos ecologistas porque estamos fazendo plástico de etanol, Ok, pode falar isso mas desde que diga que a cadeia molecular do plástico de álcool é tão grande quanto a cadeia molecular do plástico da matriz de petróleo. Chega de enganar a população.

Me assustei também com a ambientalista presidente da ONG Ecomarapendi, Vera Chavalier quando defende o plástico de milho.

Ela só pensou na biodegradação completa, mas sem pesar o custo ambiental deste custo de plástico, porque, de novo, fazer plantação de plástico é inaceitável e depois o plástico biodegradável precisa de ambiente biologicamente ativo para se degradar, o que não ocorrerá com ao plástico que não é dada destinação correta – aqueles que voam para cima das árvores e outros locais inusitados – e depois esse plástico necessita de ambiente biologicamente ativo para se degradar – normalmente locais de compostagem.

Não vai adiantar nada para aqueles porcos que jogam seus sacos nas ruas, rios.

Última coisa contra o plástico de amido, ele gera metano na degradação, 21 vezes mais prejudicial ao planeta do que o CO2.

Porque o governo não baixa uma lei de utilização de plásticos oxi-biodegradáveis, que não necessita de ambiente biologicamente ativo para a degradação?

Ou então proibe de vez as sacolas plásticas?

Ou ainda, só permite que os estabelecimentos dêem ou vendam para seus clientes sacolas retornáveis?

Ou mais uma sugestão, primeiro só permita sacolas oxi-biodegradáveis e a cada ano diminua um percentual de 10%  a utilização destes sacos substituindo-os por sacolas retornáveis.

Qualquer coisa, mas procurem assessores mais competentes que entendam o problema como um conjunto e não com soluções únicas e mal arranjadas.

O globo de 26 de julho de 2007

Estado quer proibir sacolas e multar empresas que não recolhem garrafas para reciclagem

O governo estadual enviara à Assembléia Legislativa (alerj), ao fim do recesso, no inicio de agosto, um projeto de lei que proíbe a distribuição gratuita de sacolas plasticas aos consumidores.

Além disso, torna obrigatória a substituição gradual do produto por plástico fabricado a partir de material biodegradável.

A iniciativa da Secretaria do Ambiente foi encampada pelo governador Sergio Cabral, que enviará o texto, em regime de urgência, para a apreciação dos deputados.

A medida pretende reduzir os gastos anuais da SERLA, de quase R$ 15 milhões, com a dragagem de “verdadeiros rios de plástico”, como classificou o secretario Carlos Minc.

Esses estabelecimentos desrespeitaram a lei 3369/00, que obriga quem produz ou vende plástico a recomprar 25% do material e apoiar cooperativas de catadores que fazem coleta e reciclagem.

Feita de resinas sintéticas originadas do petróleo, a maior parte dos sacos plásticos usados no comercio não é biodegradável.

Com a lei, só serão permitidos plásticos feitos de materiais como fibra de cana ou de milho, que degradam em três meses, enquanto os convencionais levam de 100 a 200 anos.

O prazo para a substituição das sacolas no comercio pode variar de seis meses a um ano.

PROBLEMA É MAIOR NOS RIOS DA BAIXADA

Minc calcula que circulem no comércio do Rio cerca de um bilhão de sacolas plásticos por ano, além de 900 milhões de unidades de PET, entre garrafas e embalagens.

Para ele, os plásticos não biodegradáveis são os principais responsáveis pelo assoreamento de rios e canais.

O secretario cita como mais problemáticos os rios da Baixada Fluminense, entre eles Meriti, Sarapuí, Pavuna e Iguaçu. – Parece que dá para andar por cima de tanto plástico,que entope os rios, mata os peixes e causa enchentes que levam esgoto para dentro das casas – explicou Minc.

O coordenador do projeto ECOBARREIRAS da fundação superintendência estadual de rios e lagos (SERIA), Marcio Carvalho, informa que os sacos plásticos representam cerca de 30% do lixo retirado das barreiras flutuantes montadas nos rios Irajá. Meriti, Arroio Fundo e nos canais do Mangue, do Cunha e de Marapendi.

Segundo ele, nelas são retiradas de 13 a 15 toneladas de lixo por mês.

Parte do material é reciclado, mas os sacos, juntamente com o material orgânico, acabam no lixo.

A COMLURB estima que os sacos de plástico representam algo entre 3% e 4% das 8,5 mil toneladas de lixo recolhidas diariamente.

A proposta promete causar polemica com fabricantes e comerciantes.

O presidente da associação brasileira da indústria de embalagens plasticas flexíveis Rogério Mani, diz que projetos semelhantes surgem com freqüência em outras cidades e estados, mas não se transformam em lei.

Ele lembra que uma iniciativa parecida não foi aprovada na camara de vereadores do rio, há dois anos: – Temos que tomar cuidado, pois você pode achar que vai resolver um problema e criar outro para as próximas gerações.

Não existe no Brasil um material totalmente degradável e o que vem de fora, de amido de milho, é inviável, porque custa cinco vezes mais. Talvez seja possível utilizá-lo daqui a alguns anos, mas hoje não.

Ele diz que o problema das sacolas hoje seria o descarte incorreto, mas que isso poderia ser resolvido com investimento em educação: – A sacola virou a bola da vez dos ambientalistas.

Esse lugar já foi ocupado pelas garrafas PET e pelas latas, que hoje viraram fonte de renda e saíram das ruas.

Mas, hoje, 28% do que é produzido já é reciclado.

A indústria já está trabalhando em cima de novas tecnologias e em projetos de coleta seletiva e reciclagem.

Para o assessor da diretoria técnica e industrial da COMLURB, José Henrique Penido, a troca por sacolas de plástico biodegradável não resolveria o problema.

Ele acha que a substituição deveria ser feita por sacos de papel ou bolsas retornáveis: – sou contra o plástico biodegradável.

Os que não são totalmente biodegradáveis também geram detritos, alem de contribuir para o efeito estufa, gerando gás metano.

E os feitos de amido de milho, alem de também gerarem metano, usam um alimento na produção de embalagens.

A presidente da ONG Ecomarapendi, Vera Chavalier, discorda.

Para ela, a lei deve estimular a produção não só de sacolas, mas de outros produtos biodegradáveis. – Os plásticos biodegradáveis podem ser feitos a partir do petróleo ou por polímeros orgânicos, como milho e açúcar.

Os de milho são totalmente biodegradáveis.

O custo pode ser apontado como um empecilho, mas apenas porque a escala de produção é baixa – disse.

Representantes do comércio no rio aplaudem a medida, mas temem prejuízos.

O presidente da Sindilojas, Aldo Carlos de Moura Gonçalves, espera uma contrapartida do estado, caso haja aumento de custos.

Para o presidente da associação de supermercados, Aylton Fornari, a lei forçará todos os comerciantes a diminuir os danos ao meio ambiente, sem prejudicar a concorrência.

Segundo Minc, o estado espera atrair duas grandes empresas européias de reciclagem.

A aversão a sacolas costuma ser observada em estrangeiros, em sua maioria.

Uma caixa de um supermercado da Zona Sul contou que turistas europeus costumam se negar a usar as sacolas, por razões ecológicas.

Sacos plásticos e lixo tomam conta da Praia do Catalão, na Ilha do Fundão

Na praia de São Conrado surfistas passeiam diante de um mar de garrafas PET levadas para a areia após um temporal

Quanto aos turistas estrangeiros, no Brasil tem muita gente – descendente de europeus – como minha vizinha, neta de alemães que só usa sacola retornável, no caso está utilizando uma sacola retornável que foi de sua avó alemã.

Afinal, porque jogar fora a sacola se após anos e anos de uso ainda funciona?

Educação sendo transmitida geração para geração.

É por isso que sempre dizemos, educação é tudo, porque, você acha que algum descendente desta senhora irá voltar a utilizar sacos plásticos? Acho que não, o bom exemplo é a melhor forma de educação.

This Post Has One Comment
  1. Apoio o combate às sacolas plasticas.
    Deveriamos voltar uns trinta anos quando os supermercados e outros comércios utilizavam sacolas de papel com alças de papel dobrado ou papel torcido.
    Tá certo que uma maior produção de papel para as sacolas seria necessária, mas o governo ao invés de gastar fortunas com passeios de deputados e senadores,contratação de um monte de acessores(ASPONEs) deveria sim incentivar a recilclágem e subsidiar os custos com investimentos e menor carga tributária aos que aderirem às sacolas de papel,como por exemplo porporcionar descontos nas declarações de rendas pessoa juridica comprovadamente com notas fiscais que estarão nas escritas comerciais das empresas.
    Outro caminho seria o incentivo fiscal às cooperativas de reciclagem e redução ou isenção de impostos para empresas que se especializem na reciclagem de papeis e papelão ,de modo que fosse possível diminuir os preços do papel reciclado para todos os fins.
    Mas de que adianta eu pensar assim se o interesse dos governantes e dos que se dizem politicos , é só pensarem em enriquecer com tramóias e grandes desvios de dinheiro público.De que adianta um cidadão querer opinar para sugerir alguns caminhos se as grandes cias de petróleo dão propinas gordas para os “políticos” votarem contra. De que adianta voce torcer para a vida ficar melhor se as favelas desembocam imensos mares de sujeira nas praias e nos rios. De que adianta voce economizar a energia elétrica em sua casa para colaborar com o governo se nas favelas ninguem paga conta de luz e deixam as luzes acezas dia e noite desperdiçando milhoes de kw/ hora. De que adianta voce poupar agua em sua casa, se nas favelas ninguem paga pela agua que é roubada em “gatos” e esses gatos são protegidos pelos traficantes. De que adianta o cidadão decente que paga os impostos em dia se revoltar e ter que pagar licença para construir em um terreno que comprou e pagou e continua a pagar IPTU enquanto nas favelas eles invadem as áreas verdes, desmatam, constroem desordenadamente,e não pagam pelo terreno,nem pela luz nem pela água e desperdiçam tudo e ainda poluem, rios, ruas, lagoas, mar, defendem traficantes e rechaçam as açoes policiais. TENHAM A SANTA PACIENCIA. Eu estou cansado de bater boca e ficar esperando.
    Atenciosamente.
    EDUARDO FÁDEL
    C O N T I N U E M T E N T A N D O

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