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Nível de agrotóxico em soja transgênica é alto

Para não dizer que não falei das flores. Flores de soja, naturalmente.

Desde o início desta sandice deste governo federal incompetente e bêbado de liberar transgênicos e em troca encher os bolsos de dinheiro, ficamos muito assustados, mas pudemos contar com um governador previdente.

Lembram do princípio da precaução? Pois bem, ele bateu a mão na mesa e disse que o Paraná não seguiria o governo federal para destruir a biodiversidade do país.

Agora, mais e mais notícias estão mostrando a verdade sobre os transgênicos, a praga do Século XXI e países que querem exportar soja não transgênica só compram do Paraná.

Parabéns governador, por cumprir seu papel de proteger os cidadãos do Paraná.

Jornal O Diário do Norte do Paraná, de 28 de julho de 2007 

Glifosato encontrado em amostras do produto no Paraná está acima do permitido pela Anvisa; especialistas alertam para os riscos de intoxicação e de prejuízo à saúde

Cleber França A quantidade de glifosato encontrada nas amostras de soja transgênica do Estado está acima do permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A informação, divulgada pela Empresa Paranaense de Classificação (Claspar), é que 70% das análises apresentaram resíduos de agrotóxicos, das quais 5% estão em um patamar considerado grave.De acordo com o presidente da Claspar, Valdir Izidoro Silveira, de toda a produção de soja do Estado, colhida na última safra, 290 mil toneladas estariam contaminadas com 2,9 mil quilos do princípio ativo do agrotóxico. Ele ressaltou que além de representar um risco à saúde pública, o uso excessivo do agrotóxico contribui para contaminação do solo e causa prejuízo à biodiversidade.

Em 2003, a Anvisa elevou o valor máximo de porcentagem do glifosato, de 2 para 10 microgramas, para cada quilo. Em algumas amostras avaliadas este ano foi detectado teor de intoxicação superior  a 36. De acordo com Silveria , se fossem adotados os patamares anteriores à normativa aprovada há quatro anos, todas as amostras seriam reprovadas.

A mudança, na opinião do presidente da Claspar, beneficia somente o fabricante . “Estão colocando veneno em nossa mesa. Quem aprovou e apóia essa normativa deveria estar na cadeia”, disse.

Intoxicação
No Paraná, de 1993 a 2005, foram registrados 8.665 casos de intoxicação por agrotóxico. Desse total, 1.054 foram por herbicidas do tipo glifosato. Os herbicidas têm sido utilizados de forma crescente na agricultura, nas duas últimas décadas, para eliminação de ervas daninhas. Substituem a mão-de-obra na capina. De 2000 a 2004, o consumo de glifosato cresceu 95% no Brasil, enquanto que no mesmo período a área plantada de soja avançou 71%.

Conforme a Secretaria de Estado e Agricultura do Paraná o efeito do glifosato é cumulativo e pode  estar ligado diretamente a vários tipos de câncer, podendo inclusive causar deformação em fetos. “Essa doença tem maior incidência em regiões onde se usa muito agrotóxico”, relatou o médico oncologista Jordão Francisco da Silva Junior.

Os sinais de intoxicação vão desde irritação nas mucosas à insuficiência pulmonar. O contato com a pele pode provocar ulcerações e necrose; os efeitos decorrentes de  inalação incluem irritação nasal, cefaléia e tosse. E o contato com os olhos pode provocar  inflamação severa da  córnea e opacidade da visão.

TRANSGÊNICOS E OS AGROTÓXICOS

45% foi o porcentual transgênico na safra de soja 2006/2007, plantada no Paraná.

70% é o porcentual transgênico previsto para a atual safra de soja plantada no Estado.

271.903 foi a quantidade de glifosato, em toneladas, consumida no País em 2005.

279.215 foi a quantidade de glifosato, em toneladas, consumida no País em 2006.

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