Por Girish LingannaDnaindia – 28 de setembro de 2025 – Como a pressa da Índia em proibir o plástico criou uma confusão ambiental ainda maior

Todas as manhãs, milhões de indianos entram em lojas com as melhores intenções.

Pedem “sacolas compostáveis” em vez de plásticas, acreditando que estão salvando o planeta.

O que eles não sabem é que podem estar piorando a situação.

Depois de cinco anos promovendo sacolas compostáveis ​​como a solução para o problema do plástico na Índia, estamos descobrindo uma verdade incômoda: essas alternativas supostamente ecológicas estão criando novas formas de poluição que podem ser mais perigosas do que o plástico convencional.
A história começa com boas intenções.

Quando o governo começou a proibir plásticos descartáveis, os fabricantes rapidamente ofereceram sacolas compostáveis ​​como o substituto perfeito.

Feitas de amido de milho e materiais vegetais em vez de petróleo, essas sacolas prometiam desaparecer inofensivamente na terra.

Campanhas de marketing mostravam sacolas se dissolvendo em solo fértil, alimentando plantas e completando o ciclo da natureza.

A mensagem era simples e atraente: mesma conveniência, zero culpa.

Mas eis o que os anúncios não mostram.

Aqueles sacos que se dissolvem perfeitamente nos comerciais estão em laboratórios caros com condições perfeitas — temperatura controlada, níveis específicos de umidade e culturas bacterianas cuidadosamente mantidas.

O mundo real, especialmente o caótico sistema de gerenciamento de resíduos da Índia, não se parece em nada com aquelas condições estéreis de laboratório.

Passeie por qualquer cidade indiana e observe o que realmente acontece com o nosso lixo.

Mumbai gera 11.000 toneladas de lixo diariamente, a maior parte do qual vai para aterros sanitários superlotados em Deonar e Mulund.

O lixo de Delhi acaba em enormes lixões em Ghazipur e Okhla. Bangalore transporta seu lixo de caminhão para locais já saturados em Mandur e Bannerghatta.

Nenhum desses lugares possui as condições controladas necessárias para que sacolas compostáveis ​​sejam compostadas de fato.

Em vez disso, essas sacolas ficam nas mesmas pilhas que o plástico comum, levando anos para se decompor e, ao mesmo tempo, potencialmente liberando substâncias químicas nocivas para as águas subterrâneas.

A ciência por trás da compostagem é fascinante, mas desafiadora.

Materiais compostáveis ​​precisam de temperaturas acima de 55 graus Celsius, níveis específicos de umidade, revolvimento regular para fornecer oxigênio e tipos específicos de bactérias para se decomporem adequadamente.

Instalações industriais de compostagem criam essas condições artificialmente usando tambores rotativos, monitoramento de temperatura e sistemas de controle de umidade.

A Índia tem menos de 50 instalações desse tipo em todo o país.

Para lidar adequadamente com nossa geração atual de resíduos, precisaríamos de mais de 5.000.

A matemática é preocupante: 85% das sacolas compostáveis ​​vendidas na Índia acabam em condições nas quais não podem ser compostadas.

Pesquisas recentes revelam uma realidade ainda mais preocupante.

Mesmo em instalações de compostagem adequadas, esses sacos estão criando microplásticos – pequenos fragmentos invisíveis a olho nu que persistem no composto final.

Estudos realizados em locais de compostagem em toda a Índia encontraram níveis de contaminação por microplásticos comparáveis ​​aos encontrados em sedimentos oceânicos.

Quando esse composto contaminado chega aos campos agrícolas, essas partículas microscópicas (os famosos microplásticos) entram na cadeia alimentar por meio das plantações e do gado.

As implicações para a agricultura indiana são sérias.

Todos os anos, milhões de partículas microplásticas provenientes de sacolas incompletamente decompostas são espalhadas em terras agrícolas por meio do composto orgânico.

Essas partículas não se limitam a permanecer inofensivas no solo.

Pesquisas mostram que elas podem alterar a química do solo, promover o crescimento de fungos nocivos e potencialmente contaminar plantações de alimentos.

Alguns estudos detectaram produtos químicos industriais e até compostos PFAS – os famosos “produtos químicos eternos” – em compostos contendo materiais compostáveis ​​degradados.

O custo econômico dessa solução fracassada vai além dos danos ambientais.

Sacolas compostáveis ​​custam de três a cinco vezes mais do que sacolas plásticas comuns, mas não oferecem nenhum benefício ambiental real nas condições indianas.

Os consumidores frequentemente precisam embalar os itens duas vezes devido à resistência reduzida, o que efetivamente dobra seu impacto ambiental.

Instalações de processamento de resíduos relatam custos de manutenção mais altos quando materiais compostáveis ​​criam lodo que obstrui as máquinas.

Talvez o mais frustrante seja que o foco em sacolas compostáveis ​​nos distraiu de soluções que realmente funcionam.

Cada centavo gasto nessas falsas alternativas poderia ter sido investida na construção de uma infraestrutura de compostagem adequada ou na promoção de opções genuinamente sustentáveis ​​que já existem em todos os lares indianos.

A resposta não é encontrar uma sacola descartável melhor, mas sim eliminar completamente a necessidade de sacolas descartáveis.

Em todos os lares indianos, há tecidos velhos que podem ser transformados em sacolas de compras duráveis.

Uma única sacola de tecido pode substituir 500 sacolas plásticas durante sua vida útil.

As cestas tradicionais feitas de bambu ou folhas de palmeira, usadas pelos nossos avós, são completamente biodegradáveis ​​e apoiam os artesãos locais.

Sacolas de papel feitas de resíduos agrícolas se decompõem completamente em qualquer ambiente em poucos meses, ao contrário do plástico compostável, que precisa de instalações especiais.

A transição exige mudança de hábitos, em vez de mudança de produtos.

Mantenha sacolas de pano no carro, no escritório e no bolso.

Opte por papel em vez de qualquer tipo de plástico quando precisar de sacolas descartáveis.

Apoie empresas que oferecem opções sem embalagem.

Mais importante ainda, questione alegações ambientais que parecem boas demais para ser verdade.

Os alunos nas escolas devem aprender a reconhecer o “greenwashing” — quando as empresas usam linguagem ambiental para vender produtos sem benefícios ambientais genuínos.

A crise das sacolas compostáveis ​​é um estudo de caso perfeito de como boas intenções podem gerar resultados ruins quando a infraestrutura e a realidade não correspondem às promessas de marketing.

A lição para o movimento ambientalista indiano é clara: soluções sustentáveis ​​devem funcionar dentro dos nossos sistemas existentes, não em sistemas imaginários perfeitos.

Antes de promover qualquer tecnologia “verde”, precisamos nos fazer três perguntas: onde esse produto realmente vai parar?

Que infraestrutura ele requer?

Pode piorar a situação?

Sacolas compostáveis ​​não passam nos três testes nas condições indianas.

Elas acabam nos mesmos lixões que o plástico comum, exigem infraestrutura cara que não temos e criam novas formas de poluição por meio da contaminação por microplásticos.

As roupas novas do imperador eram invisíveis; nossas sacolas verdes são poluentes invisíveis.

A verdadeira solução ambiental é a sabedoria ancestral aplicada aos problemas modernos.

Nossos ancestrais viviam perfeitamente bem sem sacolas descartáveis ​​de qualquer tipo.

Com pequenos ajustes em suas práticas – sacolas de pano em vez de fardos de pano, pacotes de papel em vez de folhas de palmeira – podemos eliminar a necessidade de embalagens descartáveis, ao mesmo tempo em que apoiamos as economias locais e as habilidades tradicionais.

A escolha que os consumidores indianos enfrentam é simples: continuar acreditando em mentiras confortáveis ​​sobre soluções tecnológicas ou aceitar a verdade incômoda de que a melhor solução ambiental muitas vezes exige mudanças de comportamento em vez de produtos.

O planeta não precisa de um plástico melhor – precisa de menos plástico.

E essa mudança começa com cada um de nós se recusando a comprar sacolas descartáveis ​​de qualquer tipo, uma compra de cada vez.

O verdadeiro progresso ambiental acontece quando paramos de procurar substitutos convenientes e começamos a fazer mudanças inconvenientes.

Carregar uma sacola de pano exige planejamento e esforço.

Usar cestas tradicionais significa adotar métodos antigos de fazer as coisas.

Fazer sacolas de papel com jornais exige tempo e habilidade.

Essas soluções não são tão fáceis quanto pegar uma sacola “compostável” no caixa, mas, na verdade, funcionam dentro da realidade da Índia, em vez de exigir mudanças.

O experimento da sacola compostável foi uma lição valiosa sobre a diferença entre boas intenções e bons resultados.

Agora é hora de aprender com nossos erros e escolher soluções que priorizem a eficácia em vez da conveniência, a realidade em vez do marketing e a sustentabilidade genuína em vez do greenwashing.

Nosso meio ambiente não pode se dar ao luxo de mais um erro bem-intencionado disfarçado de solução.

Por FUNVERDE – Com informação da Agência FAPESP – 12 de setembro de 2025 – Cientistas fizeram ensaios em laboratório com ostras-do-mangue (Crassostrea gasar) para avaliar os efeitos toxicológicos de compostos da droga sintética derivada da anfetamina (foto: Andressa Ortega/Campus Experimental do Litoral Paulista, Instituto de Biociências-Unesp).

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estão investigando um problema ambiental preocupante: os impactos do ecstasy (MDMA) em animais marinhos.

A droga sintética, conhecida popularmente como “bala” ou “bala do amor”, pode se tornar um poluente emergente no litoral brasileiro, trazendo riscos ainda maiores do que os já causados pela cocaína.

Os poluentes emergentes são substâncias que não estão incluídas nas legislações de monitoramento ambiental, mas que já oferecem riscos para a natureza e para a saúde humana.

Entre eles estão medicamentos, cafeína e drogas ilícitas que acabam chegando à água por meio do esgoto, já que as estações de tratamento não conseguem eliminá-las completamente.

Nos estudos de laboratório, as ostras-do-mangue (Crassostrea gasar), espécie nativa do Brasil e considerada “organismo sentinela” por sua capacidade de bioacumulação, apresentaram efeitos letais e subletais quando expostas ao MDMA.

Segundo os cientistas, o ecstasy pode ser ainda mais tóxico para a vida marinha do que a cocaína.

“Apesar de a concentração no mar teoricamente ser menor, sua toxicidade pode ser maior. Portanto, os efeitos nos animais marinhos são mais graves”, explicou o professor Camilo Dias Seabra, coordenador do projeto.

Nos últimos anos, pesquisas já haviam identificado cocaína, ibuprofeno, diclofenaco, cafeína e outros contaminantes nas águas, sedimentos e organismos da baía de Santos.

Em 2024, até tubarões capturados no litoral do Rio de Janeiro apresentaram resíduos de cocaína em seus organismos.

Essas descobertas reforçam a necessidade urgente de monitorar e ampliar o debate sobre poluentes emergentes, que já representam uma ameaça real aos ecossistemas costeiros brasileiros.

O estudo é um alerta para todos nós.

Este estudo da Unifesp mostra como os hábitos de consumo humano – legais ou ilegais – deixam marcas profundas no meio ambiente.

O que descartamos (ou excretamos) pode chegar até os rios e mares, impactando a biodiversidade de forma silenciosa e perigosa.

A FUNVERDE sempre apoiou e divulga pesquisas como esta porque acredita que conhecimento e conscientização são fundamentais para a preservação da vida no planeta.

Leia a matéria da FAPESP aqui.

Por FUNVERDE – 24 de julho de 2025 – Se você já percebeu que os para-brisas dos carros não ficam mais cheios de insetos após uma viagem, saiba que isso não é motivo para alívio. Foto: FUNVERDE.

Pelo contrário, é um sinal preocupante de uma crise silenciosa que ameaça o equilíbrio dos ecossistemas: o declínio alarmante das populações de insetos.

Por que os insetos são tão importantes?

Insetos são verdadeiros pilares da vida no planeta. Eles desempenham papéis cruciais, como:

  1. Polinização: Cerca de 75% das culturas agrícolas dependem de insetos polinizadores, como abelhas e borboletas, para a produção de alimentos, como frutas, vegetais e grãos.

  2. Reciclagem de nutrientes: Insetos, como besouros e formigas, decompõem matéria orgânica, mantendo o solo fértil e saudável.

  3. Controle natural de pragas: Joaninhas e outros predadores naturais ajudam a manter populações de pragas sob controle, reduzindo a necessidade de agrotóxicos.

  4. Base da cadeia alimentar: Insetos são alimento essencial para pássaros, anfíbios, répteis e até mamíferos. Sem eles, toda a cadeia alimentar entra em colapso.

A ausência desses pequenos seres pode levar a impactos devastadores, como a redução na produção de alimentos, o aumento de pragas agrícolas e a perda de biodiversidade.

O que está causando o desaparecimento dos insetos?

Estudos apontam que as populações de insetos estão diminuindo drasticamente em várias partes do mundo, com quedas de até 80% em algumas regiões nos últimos 30 anos. Entre as principais causas estão:

  1. Uso excessivo de agrotóxicos: Pesticidas matam não apenas as pragas, mas também insetos benéficos, como polinizadores e predadores naturais.

  2. Mudanças climáticas: Alterações de temperatura e padrões climáticos afetam os ciclos de vida dos insetos, dificultando sua reprodução e sobrevivência.

  3. Destruição de habitats: O desmatamento, a expansão agrícola e a urbanização desordenada eliminam os ambientes naturais onde os insetos vivem.

  4. Poluição luminosa: A iluminação artificial nas cidades confunde insetos noturnos, como mariposas, atrapalhando seus comportamentos naturais.

Um problema maior do que imaginamos

O mais alarmante é que milhões de espécies de insetos ainda não foram catalogadas pela ciência. Muitas podem desaparecer antes mesmo de serem descobertas, levando consigo benefícios ecológicos e potenciais aplicações para a medicina, agricultura e tecnologia.

Qual ação tomar?

Proteger os insetos é proteger a vida – incluindo a nossa. Algumas ações que podemos adotar incluem:

  1. Visitar e apoiar o Bosque Sensorial: No Bosque Sensorial, é possível observar a riqueza de insetos, como abelhas polinizando as flores das árvores. Participar de atividades nesse espaço ajuda a conscientizar sobre a importância dos insetos e a inspirar ações de preservação.

  2. Reduzir o uso de agrotóxicos: Prefira produtos orgânicos e apoie práticas agrícolas sustentáveis.

  3. Plantar jardins amigáveis aos insetos: Cultive flores nativas que atraem polinizadores, como girassóis e lavandas.

  4. Preservar áreas verdes: Participe de iniciativas de reflorestamento e proteção de habitats naturais.

  5. Conscientizar: Compartilhe informações sobre a importância dos insetos e incentive práticas sustentáveis na sua comunidade.

Um futuro com insetos é um futuro com vida

O sumiço dos insetos nos para-brisas é um lembrete de que a natureza está pedindo ajuda.

Cada pequena ação, como visitar o Bosque Sensorial e aprender com a presença vibrante de abelhas e outros insetos, conta para reverter esse declínio e garantir que esses trabalhadores incansáveis continuem sustentando a vida no planeta.

Vamos agir antes que seja tarde demais!

Por Funverde – 24 de junho de 2025 – A Amazônia, conhecida como o pulmão do planeta, enfrenta uma crise silenciosa e devastadora: o envenenamento de seus rios.

Esses cursos d’água, essenciais para a vida de comunidades indígenas, ribeirinhas e para a biodiversidade, estão sendo contaminados por atividades humanas, como o garimpo ilegal e a mineração industrial.

Inspirados pela investigação publicada na revista Piauí sobre o rio Xingu, trazemos um alerta sobre a gravidade desse problema que ameaça o equilíbrio ambiental e a sobrevivência de povos tradicionais.

O Veneno nos Rios

No coração da Amazônia, rios como o Xingu, o Tapajós e o Madeira sofrem com a poluição por mercúrio, substância amplamente utilizada no garimpo de ouro.

O mercúrio, altamente tóxico, é liberado nas águas, contaminando peixes, solo e a cadeia alimentar.

As comunidades que dependem desses rios para pesca, consumo de água e agricultura estão expostas a sérios riscos à saúde, incluindo doenças neurológicas e danos irreversíveis ao sistema nervoso.

Estudos apontam que, em algumas regiões do Xingu, os níveis de mercúrio na água e em peixes superam em muito os limites considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, a mineração não apenas polui, mas também promove o desmatamento e a destruição de áreas protegidas, agravando a crise ambiental.

Impactos nas Comunidades

As populações indígenas e ribeirinhas são as mais afetadas. Para esses povos, o rio não é apenas uma fonte de alimento, mas um elemento central de sua cultura e espiritualidade.

A contaminação dos rios compromete sua segurança alimentar e os força a buscar alternativas, muitas vezes insuficientes.

Crianças e gestantes são particularmente vulneráveis, com relatos de aumento de casos de malformações congênitas e problemas de desenvolvimento associados ao mercúrio.

Além do impacto humano, a fauna aquática sofre com a redução drástica de espécies.

Peixes, tartarugas e outros animais que habitam os rios amazônicos estão desaparecendo, desequilibrando ecossistemas inteiros.

A Responsabilidade Coletiva

O envenenamento dos rios amazônicos não é um problema isolado, mas um reflexo de falhas na fiscalização e na implementação de políticas ambientais.

O garimpo ilegal opera muitas vezes com impunidade, enquanto grandes projetos de mineração carecem de regulamentação rigorosa.

É urgente que o governo, a sociedade civil e a iniciativa privada unam esforços para:

Um Chamado à Ação

A Funverde reforça seu compromisso com a defesa do meio ambiente e convoca todos a se engajarem na luta pela preservação dos rios amazônicos.

Cada assinatura em petições, cada apoio a organizações locais e cada escolha consciente pelo consumo sustentável pode fazer a diferença.

O coração da Amazônia ainda pulsa, mas precisa de nossa ajuda para continuar vivo.

Juntos, podemos salvar os rios da Amazônia e proteger o futuro de nosso planeta.

Por Imprensa ARAYARA – 10 de dezembro de 2024 – Contra-Cúpula do Gás: Ambientalistas se mobilizam contra a indústria do gás fóssil em Berlim e no Brasil’. – FOTO: ©2024 – Imprensa ARAYARA.

Em 2023, a intensa disputa sobre a indústria do gás fóssil tem se intensificado globalmente, com a mineração desempenhando um papel central.

O mercado de gás natural liquefeito (GNL) está passando por mudanças significativas, pressionando pela expansão do fracking em várias regiões.

A técnica do fracking, usada para extrair gás fóssil, levanta debates acalorados, estando sob o olhar atento de ativistas ambientais.

Eles destacam que o fracking pode acarretar em consideráveis riscos ambientais, ao mesmo tempo que questiona o modelo de sustentabilidade da mineração associada.

Recentemente, em outubro de 2023, Berlim se tornou o epicentro dos protestos contra a exploração do GNL.

Ativistas locais e internacionais se uniram, protestando vigorosamente contra a contínua dependência da indústria no fracking.

Movimentos de resistência exigem uma transição drástica para fontes de energia mais limpas, destacando os perigos das práticas extrativas atuais.

Ao mesmo tempo, a mineração não deixa de ser crucial para a indústria, exercendo influência direta sobre decisões de investimento.

A presença de líderes de mineração em conferências de gás fóssil sinaliza a importância de uma abordagem colaborativa para futuros desenvolvimentos, com foco na automação e eficiência.

É evidente que o setor de mineração deseja ser visto como um aliado na busca por soluções energéticas mais sustentáveis.

A indústria extrativa continua desempenhando um papel vital na definição dos rumos futuros para o gás fóssil, especialmente em face das pressões para reduzir a pegada de carbono.

Paralelamente, profissionais da área têm trabalhado incansavelmente para encontrar soluções inovadoras que equilibrem a demanda energética com práticas ecologicamente corretas.

A integração de tecnologias avançadas e políticas de ESG (Environmental, Social, and Governance) na mineração pode ser o divisor de águas necessário para viabilizar uma infraestrutura mais verde.

Até 2025, espera-se que a mineração esteja na vanguarda das iniciativas de transição energética global, capacitando o setor a reduzir emissões e aprimorar sua eficiência operacional.

Impacto Global e Projeções Futuras

Eventos recentes indicam que a mineração precisa priorizar a sustentabilidade enquanto continua a apoiar a indústria do gás fóssil.

As tendências atuais mostram que as indústrias relacionadas estão em constante evolução, com a mineração de minerais essenciais fazendo parte das estratégias de diversificação energética.

Especialistas prevêem que nos próximos dois anos esses setores precisarão integrar práticas ESG ainda mais profundamente para atender às novas exigências internacionais e regionais.

A fonte de dados e acontecimentos recentes inclui participações e relatórios de conferências internacionais como o encontro ‘Future of Sustainable Energy’ em Berlim 2023 bem como análises do Instituto de Estudos Energia Limpa.

Estes documentos enfatizam complexidade alinhar automação transição energética dentro sectores tradicionalmente resistentes como da mineração.

Encontro da Indústria do Gás Fóssil no World LNG Summit

Líderes de grandes corporações, como Shell, ExxonMobil e TotalEnergies, estão reunidos para o World LNG Summit, que acontece no prestigiado Hotel Adlon em Berlim, até o dia 12 de dezembro.

Este importante evento de networking é uma oportunidade-chave para a indústria do gás fóssil discutir novos projetos e selar novos acordos, focando especialmente na exploração do gás natural liquefeito (GNL).

Enquanto celebram suas conquistas, ativistas de diversas nações e organizações da sociedade civil organizaram a Contra-Cúpula do Gás, ocorrendo na Fundação Rosa Luxemburgo, também em Berlim.

Este evento visa não apenas deter o avanço do GNL, mas também alertar o público global quanto aos efeitos devastadores dessas práticas econômicas no meio ambiente e na sociedade.

Contra-Cúpula do Gás e Mobilização Global

Com a participação de diferentes representantes, o Instituto ARAYARA está no coração do protesto global chamado ‘Pare o Lobby do Gás – FRACK OFF!’, impulsionado pela Stop Gas Summit.

‘Participar de mobilizações internacionais é crucial para que a ARAYARA reforce sua dedicação em combater a expansão da indústria do gás fóssil e promova agilmente a transição para um futuro baseado em energias renováveis’, enfatizou Nicole de Oliveira Figueiredo, diretora executiva da ARAYARA.

De acordo com organizações ambientais, o conclave dos executivos é feito sob a fachada de exaltar inovações, usando práticas de greenwashing para esconder os impactos socioambientais nocivos de suas operações.

No entanto, os acordos firmados nessas reuniões desconsideram preocupações climáticas urgentes, aprofundando a dependência mundial de combustíveis não renováveis.

Avanço do Gás Fóssil e Protestos no Brasil

Conforme ocorrem protestos em Berlim, uma situação paradoxal persiste no Brasil.

Mesmo com seu gigante potencial para energias renováveis, o país continua a progredir na infraestrutura do gás fóssil.

Pesquisa realizada pela ARAYARA revelou a existência de 29 terminais de GNL em diferentes estágios de desenvolvimento, com sete operando e outros oito em fase de licenciamento ambiental.

Alarmante é o fato de que quase um terço desses terminais encontra-se na Amazônia Legal, região já altamente afetada pelos impactos socioambientais.

O engenheiro ambiental Alisson Capelli alerta que a expansão do GNL na Amazônia coloca em risco ecossistemas sensíveis e comunidades locais, citando, por exemplo, Barcarena, no Pará.

Uma nova usina termelétrica a gás está em construção lá, com capacidade prevista de até 2,6 GW, em um local já marcado por constantes desastres ambientais.

Impactos e Desafios Globais do GNL e Fracking

Desde os anos 2000, Barcarena enfrenta diversos problemas ambientais, incluindo vazamentos químicos e contaminação hídrica, além do naufrágio trágico de um navio repleto de gado, que lhe deu o apelido de ‘Chernobyl da Amazônia’.

A expansão do GNL e do fracking não se limita ao Brasil e é uma preocupação mundial. Informações da plataforma Investing in Climate Chaos mostram que mais de 7000 investidores institucionais possuem um total de 4,3 trilhões de dólares em ações e obrigações de empresas do setor de combustíveis fósseis, de acordo com dados até maio de 2024.

Para Nicole de Oliveira Figueiredo, a luta contra a indústria do gás é mais que econômica; é uma ‘questão de sobrevivência‘ para as comunidades e nosso planeta.

‘Enquanto os líderes do setor buscam maximizar seus lucros, ativistas se mantêm firmes em sua luta por um futuro mais justo e renovável. Com a aproximação da COP30, o Brasil enfrenta a escolha entre continuar com esses combustíveis ou liderar a transição para energias limpas‘, concluiu ela.

Campanha Não Fracking Brasil e Conquistas Legislativas

Desde 2016, o Instituto ARAYARA, junto com a Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida (COESUS), está à frente da campanha ‘Não Fracking Brasil’, que visa mobilizar a sociedade civil, legisladores e autoridades para a proibição desta prática nociva no país.

Entre suas realizações está a instituição da primeira legislação antifracking do Brasil, aprovada no Paraná em julho de 2019, seguida pela aprovação do projeto de lei nº 145/2019, que proíbe a exploração de gás de xisto em Santa Catarina.

Recentemente, em 2 de dezembro, a Justiça Federal decretou a suspensão do uso do fracking para extração na região do Recôncavo Baiano, marcando mais um progresso significativo na proteção ambiental e na luta contra essa prática no Brasil.

Por Redação – Agência FAPESP – 07 de novembro de 2024 – Em três artigos recentes, cientistas vinculados ao Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais alertam para a ação sinérgica das substâncias quando misturadas. Pesquisadores destacam a importância de estudar os impactos de metais combinados em ambientes aquáticos (imagem: CDMF/divulgação).

Pesquisadores vinculados ao Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) têm investigado o impacto de diferentes tipos de metais em organismos marinhos. Parte dos resultados foi divulgada em três artigos recentemente publicados.

Na revista Marine Pollution Bulletin foi descrito um estudo que avaliou a ocorrência de sinergia em 21 misturas binárias dos metais arsênio, cádmio, cobre, ferro, mercúrio, chumbo e zinco e o efeito de cada mistura em colônias de Proales similis, uma espécie animal aquática e microscópica que compõe o chamado zooplâncton.

A pesquisa identificou sinergismos em 20 das 21 misturas em uma das análises (conduzida com o modelo denominado TU50) e em 13 das 21 em outra feita com uma ferramenta (MIXTOX) mais robusta e complexa para interpretação dos dados de misturas de compostos.

Os resultados apontam para a importância de uma revisão dos limites legais de presença de cada metal na água, uma vez que o sinergismo amplia seus efeitos, mesmo que cada metal esteja em concentração menor do que os limites estabelecidos.

Outro estudo, “publicado no periódico Chemosphere,” avaliou a toxicidade de nanopartículas de tungstato de zinco numa espécie de microalga.

Trata-se, possivelmente, do primeiro trabalho sobre a toxicidade desse material semicondutor em um organismo eucarioto (cujas células apresentam núcleo delimitado por membrana).

Os resultados indicam que o tungstato de zinco é tóxico para a microalga Raphidocelis subcapitata, causando especialmente inibição de crescimento.

Isso reforça a necessidade de monitoramento da presença desse material – utilizado inclusive para remediação ambiental – em ambientes aquáticos.

A microalga também aparece no artigo “Isolated and combined effects of cobalt and nickel on the microalga Raphidocelis subcapitata”, publicado na revista Ecotoxicology.

O estudo investigou o efeito dos metais cobalto e níquel sobre o organismo marinho.

Os resultados demonstraram que, sozinhos, ambos os metais alteraram o metabolismo da microalga.

Misturados, apresentaram efeitos sinergísticos, quando a composição era de uma dose baixa de níquel e uma dose alta de cobalto, e efeitos antagônicos, quando a composição trazia muito níquel e pouco cobalto.

Os pesquisadores do CDMF – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – destacam a importância de estudar os impactos de metais combinados em ambientes aquáticos, uma vez que podem ser diferentes de seus impactos isolados.

Lembram ainda que as microalgas são organismos muito sensíveis a contaminantes e estão na base da cadeia trófica, fazendo com que qualquer dano a elas possa atingir níveis tróficos mais altos.

O artigo Toxicity of binary-metal mixtures (As, Cd, Cu, Fe, Hg, Pb and Zn) in the euryhaline rotifer Proales similis: Antagonistic and synergistic effects pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0025326X23012547.

Já o estudo Effects of ZnWO4 nanoparticles on growth, photosynthesis, and biochemical parameters of the green microalga Raphidocelis subcapitata está disponível em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0045653524004831.

E o artigo Isolated and combined effects of cobalt and nickel on the microalga Raphidocelis subcapitata pode ser acessado no endereço: https://link.springer.com/article/10.1007/s10646-024-02728-0.

* Com informações do CDMF.

Por Valentina Bressan, da Redação AME/CDD – 24 de janeiro de 2023 – Biscoitos recheados, macarrão instantâneo e embutidos representam 30% das calorias que adolescentes e adultos brasileiros ingerem diariamente, em média.

Esses alimentos, que integram o grupo dos chamados ultraprocessados, aumentam o risco de desenvolver hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade, síndrome metabólica, entre outras doenças.

Um estudo brasileiro, publicado na edição de dezembro do Journal of the American Medical Association, o Jama, traz um novo alerta, dessa vez para a saúde cerebral.

Os pesquisadores encontraram uma associação entre o consumo de ultraprocessados e a aceleração do declínio cognitivo.

Em condições normais, esse déficit é esperado com o avançar da idade.

Conforme envelhecemos, a rapidez para realizar certas atividades que exigem mais concentração tende a diminuir, e podemos ter problemas para fazer planejamentos e lembrar de tarefas e compromissos.

Uma dieta rica em ultraprocessados, porém, faz com que esse processo natural acabe ocorrendo muito antes.

“Observamos que pessoas que comiam mais de 20% de ultraprocessados diariamente tinham um declínio acelerado. É como se a pessoa tivesse a cognição de alguém 10 ou 20 anos mais velho”, explica a bióloga Natália Gomes Gonçalves, pesquisadora do Laboratório de Patologia Cardiovascular do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Para chegar aos resultados, estudiosos de quatro universidades brasileiras e da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, avaliaram dados sobre a saúde de mais de 11 mil pessoas, com idades entre 35 e 74 anos, de seis cidades brasileiras ao longo de oito anos. Informações de alimentação e de capacidade cognitiva foram coletadas em três etapas e fazem parte do Estudo Longitudinal Brasileiro de Saúde do Adulto (Elsa-Brasil), um levantamento epidemiológico que investiga diversas doenças crônicas.

Durante a pesquisa, os participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares e realizaram testes que avaliaram a memória, a fluência verbal e a função executiva (a habilidade de planejar diferentes tipos de tarefas, conscientes ou não, desde a organização de uma viagem até um simples movimento do corpo).

Ao comparar o grupo que ingeria mais de 20% da dieta diária em ultraprocessados com quem não alcançava essa marca, identificou-se que o declínio cognitivo global foi 28% mais rápido para o primeiro.

O estudo sugere que o consumo desses alimentos representa um risco para a mente por si só, mesmo quando não são desenvolvidas outras patologias típicas associadas a essa dieta, como o diabetes, a hipertensão e a obesidade.

“Fizemos um ajuste estatístico para que esses fatores não interferissem no resultado final”, afirma a pesquisadora.

“Então podemos afirmar que, independentemente de ter essas doenças, os ultraprocessados estão associados ao declínio cognitivo”, completa.

Cuidados desde cedo

O risco do consumo em excesso dos ultraprocessados, segundo o artigo, é ainda maior para as pessoas mais jovens, com um declínio mais acentuado entre quem tinha 35 e 59 anos.

“O que acontece é que temos uma janela de prevenção do cérebro. Desde a infância, temos uma reserva cognitiva, expandida conforme aprendemos coisas e desenvolvemos a cognição. Essa reserva atinge um pico por volta dos 30 a 35 anos, e a partir daí temos o declínio cognitivo natural”, explica Gonçalves.

“É por isso que, a partir dos 35 anos, precisamos prevenir para não ter doenças neurodegenerativas ou um declínio cognitivo acelerado”.

Acima dos 60, a associação não foi tão significativa porque já se passou da fase da prevenção – ou seja, boa parte do declínio natural do envelhecimento já está em curso, o que fez com que o efeito isolado dos ultraprocessados fosse menos significativo.

Atenção: isso não significa que quem já ultrapassou a janela de prevenção não possa se beneficiar de mudanças no estilo de vida.

“A cognição não vai voltar a ser a mesma de antes, se pararmos de ingerir ultraprocessados agora, mas podemos desacelerar esse declínio”, pontua a bióloga.

O mecanismo que explica a relação entre os ultraprocessados e o declínio cognitivo ainda não foi completamente esclarecido pela ciência.

Como os participantes da base de dados do Elsa-Brasil não realizaram exames de neuroimagem, os pesquisadores não conseguiram identificar possíveis razões para o envelhecimento cerebral se acelerar.

Mas já existem hipóteses.

“A função cognitiva é sensível a lesões vasculares. Pequenos derrames, às vezes imperceptíveis, podem afetar essa função”, explica Gonçalves.

Ocorre que uma má alimentação favorece esses microderrames por comprometer a saúde vascular.

“Outro ponto já claro na literatura é que os ultraprocessados aumentam a inflamação no corpo.

E essa inflamação poderia afetar o cérebro, mas ainda não é possível ter certeza”, diz Gonçalves.

Estudos prévios, com avaliação de neuroimagem, já demonstraram que a dieta “ocidental” – rica em gordura saturada e carboidratos com pouco valor nutricional – está relacionada a uma redução do hipocampo esquerdo, área do cérebro que atua em funções de aprendizado, memória e regulação do humor em indivíduos saudáveis.

Os pesquisadores brasileiros vão seguir com os estudos para investigar a associação de outras enfermidades com os ultraprocessados. “Durante a escrita do artigo, notamos uma alta prevalência de depressão, então estamos estudando isso agora”, conta a bióloga e doutora em patologia.

Alimentação que beneficia o cérebro?

Na contramão dos ultraprocessados, dietas saudáveis já foram relacionadas com aumento do volume cerebral e a níveis baixos de inflamação.

No estudo brasileiro, o padrão de alimentação considerado saudável foi baseado na chamada dieta MIND, que combina ingredientes da alimentação tipicamente mediterrânea com outra desenvolvida para conter a hipertensão.

As recomendações são clássicas: consumir mais vegetais de folhas verde-escuras, frutas vermelhas, nozes, grãos integrais, peixe e leguminosas.

Os impactos dessa dieta na saúde do cérebro são amplamente pesquisados e, para incluí-la nas considerações da pesquisa brasileira, algumas adaptações foram necessárias.

“Como essa dieta foi desenvolvida no hemisfério norte, alguns alimentos incluídos são caros aqui no Brasil. Adaptamos para nossa cultura local, trocando, por exemplo, as amêndoas, que são caras, por amendoim e castanha de caju. Também incluímos mais tipos de frutas vermelhas”, explica Gonçalves.

Embora não se possa estabelecer um nível de consumo seguro para consumir ultraprocessados, uma dieta com alimentos saudáveis em abundância protegeu, de certa forma, as pessoas do declínio cognitivo acelerado.

“O problema não é tanto o hambúrguer que você come, mas a alface que você não está comendo. Adicionar vegetais e alimentos saudáveis pode compensar o risco de ultraprocessados”, indica a pesquisadora.

Na dúvida, vale seguir as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira: usar o máximo de alimentos minimamente processados, buscar preparar as refeições em casa sempre que possível e comprar frutas e vegetais produzidos localmente. “A principal dica é descascar mais”, brinca a bióloga.

Para proteger a saúde cerebral, também é importante exercitar o corpo e a mente: aprender novas habilidades, como um novo idioma e fazer exercícios aeróbicos.

Nesse âmbito, tudo que desafia o cérebro e o corpo é relevante para manter o cérebro ativo, até jogos como palavras cruzadas ou sudoku.

“Aquirir hábitos saudáveis é um processo longo, mas que pode ser feito aos poucos. As pessoas podem ter paciência e mudar devagar. Não é preciso fazer tudo de uma vez, e é possível se beneficiar desses hábitos em qualquer idade”, completa a pesquisadora.

 

Por Isabela Henriques – TudoGostoso – 30 de outubro de 2024 – Um estudo realizado na Europa indicou que 100% das latas de atum estavam contaminadas – Novo estudo divulgado mostra concentração alta de mercúrio em atum enlatado (Créditos: Canva).

A contaminação de peixes e frutos do mar com mercúrio é um problema que os países enfrentam há muitas décadas por conta do garimpo, seja ele legal ou não.

Por ser extremamente tóxico para os seres humanos, a Organização Mundial da Saúde e outros órgãos controladores definiram uma quantidade máxima de mercúrio nos peixes e frutos do mar, mas um estudo realizado na Europa mostrou que o atum enlatado está contaminado com mercúrio em quantidades alarmantes.

Atum enlatado contaminado com mercúrio está presente em cinco países da Europa

A pesquisa que identificou que o atum enlatado está contaminado com mercúrio acima do ideal foi realizada pela Bloom, uma instituição ambiental, junto com a Foodwatch.

Ao todo, foram selecionadas 148 latas de atum de forma aleatória na França, Alemanha, Reino Unido, Espanha e Itália, sendo testadas em um laboratório independente.

O resultado foi que 100% das latas de atum estavam contaminadas com mercúrio.

O estudo ainda destaca que mais de uma em cada duas latas continham mercúrio acima do limite imposto para outras espécies de peixe, que é de 0,3mg/kg.

O que muita gente não sabe é que o os limites de mercúrio na maioria das espécies de peixe é exatamente 0,3mg/kg, mas o atum é diferente.

A quantidade máxima fixada para o peso do atum fresco é de 1mg/kg, uma diferença alarmante.

Segundo o estudo, a quantidade máxima permitida de mercúrio no atum foi calculada com base na contaminação desse peixe, e não no risco para a saúde humana.

Dessa forma, é possível garantir a venda de mais de 90% do atum.

Por que o atum enlatado tem altos níveis de mercúrio?

Se você achava que a situação era ruim para o atum fresco, prepare-se!

O atum enlatado tem uma concentração ainda maior de mercúrio, porque ele é desidratado.

Quando ele passa por esse processo, ele perde água, mas a quantidade de metal não muda.

Ao final, o atum enlatado pode chegar a conter 2,7mg/kg de mercúrio, segundo dados da Bloom.

Quais são os efeitos do mercúrio no corpo humano?

O mercúrio é um metal tóxico para os seres humanos que pode causar uma série de problemas, como danos ao sistema nervoso central e ao sistema respiratório, distúrbios nos rins, no coração e no sistema imunológico e muito mais.

O tempo de vida do mercúrio no organismo é de 60 dias, mas pode passar de um ano se estiver no sistema nervoso central, não tendo nenhuma prova de que ele seja eliminado por completo do corpo.

Ele é eliminado pela urina, fezes, suor e expiração, mas também pode ser necessário um tratamento com remédios.

Além disso, quando o indivíduo é exposto ao mercúrio por longos períodos, os sintomas podem ser irreversíveis.

Preciso cortar peixes e frutos do mar da alimentação?

De forma geral, mesmo que você corte peixes e frutos do mar da alimentação, não há garantias de que você não irá se intoxicar com mercúrio.

Isso porque ele também está presente na atmosfera por causa do processo de mineração do ouro.

Além disso, os peixes e frutos do mar possuem diversos nutrientes essenciais para o bom funcionamento do corpo humano.

Para diminuir a ingestão de mercúrio, os especialistas explicam que o ideal é investir em outras espécies de peixe.

O atum conta com uma grande quantidade porque ele é um predador, se alimentando de peixes menores que também estão contaminados, aumentando os níveis de mercúrio na cadeia final.

Os peixes com menor concentração de mercúrio são pescada, tilápia, polvo, lulas, bacalhau, garoupa, linguado, sarda, tamboril entre outros.

No caso de peixes grandes e predadores, o ideal é restringir o consumo a pequenas porções e a duas vezes por mês.

No caso de grávidas, crianças e lactantes, o consumo deve ser menor ainda, já que o mercúrio pode afetar o desenvolvimento cognitivo do feto e da criança.

Por Alice de SouzaDW – 20 de setembro de 2024 –  Há mais de 500 naufrágios da Segunda Guerra Mundial no Atlântico Sul, sendo 53 da Alemanha nazista. Cargas de óleo e borracha podem poluir praias brasileiras, apontam pesquisadores. Navio Rio Grande é um dos que tinha carga de borracha e é apontado por pesquisadores da UFC como origem de fardos que chegaram às praias brasileiras em 2018 – Foto: www.wrecksite.eu via Sixtant-Website

Há cerca de cinco anos, o Brasil foi palco do que ficou conhecido como o maior derramamento de óleo já registrado em águas tropicais.

Cinco mil toneladas de petróleo atingiram 130 cidades de 11 estados, deixando consequências até os dias atuais. Aquela, entretanto, não era a única ameaça à biodiversidade marinha e às populações costeiras brasileiras chegando por meio do mar.

Um ano antes, em 2018, outro material de origem desconhecida começou a surgir nas praias do Nordeste.

Eram fardos de látex, matéria-prima utilizada na indústria de borracha, que brotavam na água e areia.

As caixas, que pesavam até 200kg, chegaram primeiro às praias de Sergipe, Alagoas e Bahia, mas desde então já foram encontradas também em Pernambuco, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Utilizando simulações matemáticas e analisando as correntes existentes entre o Brasil e a África, pesquisadores das Universidades Federal de Alagoas (Ufal) e do Ceará (UFC) identificaram que o material estava dentro de dois antigos navios da Alemanha nazista naufragados durante a Segunda Guerra Mundial no Atlântico Sul.

As duas descobertas, de acordo com os pesquisadores, mostram como os naufrágios ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial no Atlântico Sul são uma ameaça de poluição à costa brasileira.

Segundo eles, há pelo menos 548 navios afundados nessa região, sendo 53 da Alemanha nazista, parte deles carregando não só fardos de borracha, mas também petróleo e derivados, o que poderia desencadear outra tragédia ambiental como ocorreu em 2019, quando o óleo se espalhou pelas praias brasileiras.

“Você tem mais de 500 naufrágios que estão aí no fundo do mar sem nenhum tipo de monitoramento, de estudo, para saber a atual situação deles.

E muitos carregavam óleo”, alerta o professor do Labomar Marcelo Soares.

Site Sixtant contabiliza 548 navios naufragados no Atlântico Sul – Foto: Sixtant-Website

Por que há tantos navios naufragados no Atlântico Sul

Em todo o mundo, estima-se que haja 3 milhões de embarcações afundadas e abandonadas no oceano. Dessas, 8,5 mil são “naufrágios potencialmente poluentes”, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, em inglês).

A maioria desses naufrágios são da Primeira e Segunda Guerra Mundiais e contém poluentes químicos nocivos, munições não detonadas e cerca de seis bilhões de galões de óleo combustível pesado.

A borracha era um material fundamental para a produção de carros, aviões e uniformes durante o período das guerras mundiais. Durante a Segunda Guerra, os alemães iam até o Sudeste Asiático, em locais como Singapura, Malásia e a antiga Indochina – atualmente Vietnã, Laos e Camboja – para buscar os fardos de látex.

Com eles, também vinham cargas de metais como cobalto e tungstênio.

Para chegar à Europa, entretanto, eles precisavam contornar a África pelo Atlântico Sul, numa tentativa de furar os bloqueios impostos aos países do Eixo – grupo formado pela Alemanha, Itália e Japão – pelos aliados – Estados Unidos, França, União Soviética e Reino Unido.

Os alemães utilizavam os chamados navios furadores de bloqueio e, mesmo fugindo de rotas mais próximas pelo Oriente Médio, encontravam resistência nos mares do Atlântico.

“Havia um bloqueio naval aqui. Os americanos tinham estabelecido bases navais no Nordeste brasileiro, então há vários documentos mostrando que os pescadores recolhiam já naquela época os fardos dos navios que eram afundados.

Mas isso tinha caído no esquecimento”, afirmou o professor Luis Ernesto Bezerra, do Labomar.

O site Sixtant, que armazena informações sobre os navios afundados no Atlântico Sul e foi utilizado pelos pesquisadores da UFC durante a investigação da origem dos fardos, mostra 25 submarinos alemães e um submarino italiano que foram afundados num esforço conjunto das Marinhas norte-americana, brasileira e britânica.

O site quantifica 548 navios afundados no Atlântico Sul entre 1939 e 1945, sendo 53 deles de origem alemã.

Os meses de setembro a dezembro de 1939 e julho a setembro de 1943 foi a época em que mais navios e submarinos nazistas naufragaram no Atlântico Sul, quando foram afundadas respectivamente nove e 10 embarcações.

Há navios, por exemplo, não estudados que carregavam mais de 7 mil toneladas de óleo combustível 1,2 mil toneladas de óleo diesel para consumo próprio, como o Esso Hamburg, afundado em junho de 1941.

Um levantamento da DW no Sixtant contabiliza pelo menos quatro embarcações que tinham carga de óleo combustível e cinco com carga de borracha.

As pesquisas realizadas no Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da UFC, mostraram que os primeiros fardos de borrachaque chegaram em 2018 e 2019 ao Brasil eram do navio MS Rio Grande.

A embarcação de origem alemã foi afundada em 1944, pelos Estados Unidos, quando tentava furar o bloqueio naval imposto pelos americanos.

Já o material encontrado em 2021 era do navio alemão MS Weserland, que naufragou em janeiro do mesmo ano, também pela ação da Marinha dos Estados Unidos.

O MS Weserland, por exemplo, saiu de Yokohama no Japão no dia 26 de outubro de 1943, com destino à Europa.

No dia de ano novo de 1944, o navio foi visto por um esquadrão de reconhecimento na Ilha de Ascensão, no Atlântico Sul, a cerca de 2,2 mil quilômetros da costa da América do Sul.

No dia 3 de janeiro, o navio foi afundado, carregando borracha, estanho e volframita (material de onde o tungstênio é extraído). Ele está a uma profundidade de 5 mil metros.

Carga de borracha de navios nazistas apareceu na costa brasileira entre os anos de 2018 e 2022 – Foto: Labomar UFC

Por que os naufrágios são uma ameaça à costa brasileira

A hipótese dos pesquisadores da UFC é de que os fardos de borracha estejam se soltando dos navios por dois motivos: a deterioração natural dos cascos das embarcações e a ação de piratas e empresas irregulares, em busca dos metais e cargas afundadas com os barcos.

“Já vai fazer 70, 80 anos desses naufrágios. Esse é justamente o tempo de deterioração dos navios”, afirma Marcelo Soares.

Em um estudo pré-aprovado para publicação na revista acadêmica Ocean and Coastal Research, os pesquisadores analisam que a exploração desses navios naufragados é facilitada pelo fato de que essas embarcações estão em águas internacionais, ou seja, fora de áreas legisladas pelos países sul-americanos e africanos.

Os pesquisadores mostraram que a carga do MS Weserland poderia chegar a custar entre 17 e 68 milhões de dólares, considerando o preço do estanho em maio de 2021, ano em que os fardos foram vistos na costa nordestina.

“Esse navio (MS Weserland) carregava tungstênio, uma commodity que bombou na Bolsa de Valores, principalmente na pandemia, porque é usado para fazer celular, tablet e computador”, explica Luis Ernesto Arruda.

Segundo ele, os metais contidos nesses navios também são considerados valiosos porque foram extraídos antes das explosões atômicas de 1945.

Há outros navios já identificados carregando cargas valiosas, como o navio nazista MS Burgenland, que tem uma carga de 2 mil fardos de borracha, estanho e óleo, e está naufragado a mil quilômetros da costa do Recife, em Pernambuco.

“A empresa vai lá, quebrar um navio para tirar o metal, e como efeito colateral pode vazar borracha e óleo, que chegam ao litoral porque as correntes trazem para cá.

Então, a questão não é se esse óleo vai vazar, mas quando irá”, afirma Luis Ernesto Arruda.

Além da chegada dos materiais tóxicos e fardos de borracha, os navios naufragados podem facilitar a chegada de espécies invasoras no litoral brasileiro.

Num artigo publicado no Marine Pollution Bulletin, em 2020, pesquisadores da UFC demonstraram que esses naufrágios da Segunda Guerra servem como trampolins para a chegada de espécies como o coral-sol, que ajudam a espalhar outras espécies invasoras e alteram a biomassa dos peixes.

“Existem algumas espécies marinhas que só se fixam em substratos duros, então esses naufrágios acabam virando o local de colonização delas.

Então, elas podem ir colonizando de naufrágio em naufrágio”, acrescentou Arruda.

Esso Hamburg é um dos navios de origem nazista que está naufragado na região. Embarcação tinha carga de combustíveis. Foto: www.aukevisser.nl via Sixtant-Website

Brasil não fiscaliza naufrágios como deveria, defendem pesquisadores

Os pesquisadores alertam que o Brasil não tem monitorado os naufrágios como deveria, para identificar navios que são potenciais poluidores.

Para eles é fundamental implementar legislações e criar estruturas para prevenir que a chegada de materiais provenientes dos naufrágios cause danos ao meio ambiente, bem como para identificar quem são as empresas ou pessoas que estão explorando a carga existente nas embarcações.

“Cada naufrágio é único, eles têm uma arquitetura e material de construção específico, e estão em locais e profundidades diferentes. Então, eles precisam ser avaliados individualmente”, ressalta Luis Ernesto Arruda.

De acordo com ele, os Estados Unidos são um dos países do mundo que consegue fazer um monitoramento da situação dos navios naufragados próximos à sua costa.

Com isso, é possível identificar qual a carga existente neles, o valor para extraí-la e também coletar amostras de óleo para confrontar com eventuais manchas que aparecem nas praias.

A UFC planeja tentar fazer um mapeamento dos navios naufragados para classificar quais riscos eles trazem à costa brasileira.

“Mas não é uma pesquisa simples, pois a maioria desses navios estão a mais de 4 mil metros de profundidade”, pondera Marcelo Soares.

De acordo com a Marinha, os incidentes de poluição por óleo na costa brasileira são geralmente reportados por meio de um documento chamado “Comunicação Inicial do Incidente” ou por meio de denúncia direta aos agentes da autoridade marítima.

Há também ocorrências que surgem das fiscalizações realizadas pelas capitanias, delegacias e agências das capitanias dos portos espalhadas por todo o Brasil.

Até julho deste ano já foram inspecionadas 211 mil embarcações. Em 2020, ano em que o maior volume de óleo derramado foi identificado na costa brasileira e começou a pandemia de covid-19, entretanto, houve a menor quantidade de inspeções realizadas – 202 mil.

Entre 2020 e julho de 2024, a Marinha Brasileira registrou uma média de 14 incidentes envolvendo derramamento de óleo na costa brasileira por mês, sendo 758 incidentes no total.

Neste ano, já foram identificados 87 casos, com derramamento de 153,7 mil litros.

Em 2020, ano posterior ao derramamento de óleo nas praias do Nordeste, foram 169 incidentes, mas com um volume de 1,3 milhão de litros.

A Marinha Brasileira afirmou que o país tem um Grupo de Acompanhamento e Avaliação permanente desde 2020 para acompanhamento e avaliação da dimensão e importância de incidentes de poluição por óleo.

A DW procurou o Ministério do Meio Ambiente e Mudança no Clima e o Ibama, para saber como a chegada desses fardos de borracha vem sendo monitorada na costa brasileira, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

 

Por Débora Oliveira  – Correio Braziliense – 11 de julho de 2024 – Quantidade de álcool encontrada nos produtos avaliados são suficiente para levar motorista a flagrante no bafômetro. De dez marcas analisadas, em três a quantidade de álcool poderia levar motoristas a flagrante por embriaguez em testes do bafômetro – Sincerely Media na Unsplash.

Um estudo da Associação Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, conhecida como Proteste, revelou que marcas populares de pão de forma possuem alto teor alcoólico.

De dez marcas analisadas, em três a quantidade de álcool poderia levar motoristas a flagrante por embriaguez em testes do bafômetro.

Foram analisadas as marcas Pulmann, Visconti, Bauducco, Wickbold 5 zeros, Wickbold sem glúten, Wickbold leve, Panco, Seven Boys, Wickbold e Plusvita.

Entre os produtos estudados, o pão da marca Visconti apresentou uma concentração de álcool de 3,37%, enquanto o da Bauducco registrou 1,17%.

Já o pão da Wickbold Sem Glúten registrou  0,89%, o Wickbold Leve, 0,52%; e o Panco 0,51%.

Segundo a legislação brasileira, bebidas com teor de etanol acima de 0,5% são classificadas como alcoólicas.

Isso significa que a quantidade de álcool encontrada nos pães é significativamente maior do que o limite estabelecido para bebidas alcoólicas.

O álcool é um subproduto natural do processo de fermentação, que faz o pão crescer.

No entanto, a maior parte desse álcool geralmente evapora durante o processo de assar os pães.

A associação de consumidores Proteste aponta que os níveis de álcool encontrados nas análises estão relacionados aos esforços das empresas em conservar seus produtos.

Aproximadamente 10% de toda a produção de pães no Brasil é perdida devido ao mofo, levando as empresas a utilizarem um antimofo diluído em álcool para aumentar a durabilidade do produto.

A Proteste alerta que a quantidade de álcool deveria se dissipar antes de o pão chegar ao consumidor. No entanto, isso não está acontecendo devido à quantidade excessiva de antimofo utilizada.

Como resultado, os pães estão sendo comercializados com teores alcoólicos significativos, sem que isso seja informado aos consumidores. O instituto de pesquisa pede cuidado no consumo do produto por crianças e gestantes.

O que dizem as marcas

Bauducco e Visconti

A Pandurata Alimentos, responsável pela fabricação dos produtos Bauducco e Visconti, esclarece que adota rigorosos padrões de segurança alimentar em todo seu processo produtivo e na cadeia de fornecimento. A empresa possui a certificação BRCGS (British Retail Consortium Global Standard), reconhecida como referência global em boas práticas na indústria alimentícia, e segue toda a legislação e regulamentações vigentes.

Panco

A Panco é uma empresa com mais de 70 anos de presença no mercado brasileiro e que sempre teve sua atuação pautada pela conduta ética e compromisso com a qualidade de seus produtos, bem como com a saúde e segurança de todos os seus públicos.

A companhia atesta a adoção de práticas totalmente alinhadas aos mais rigorosos padrões de mercado e o cumprimento de todas as normas e legislações específicas vigentes para a produção de alimentos. Para assegurar esses padrões, a companhia possui rígidos controles de qualidade (internos e envolvendo fornecedores externos), além de estabelecer mecanismos criteriosos de homologação de seus fornecedores de matérias-primas. A respeito do estudo da Proteste, a Panco informa que não foi notificada em nenhum momento pela responsável pelo levantamento, desconhecendo, portanto, sua metodologia. Além disso, esclarece que não utiliza etanol na fabricação do pão, mas que ele pode resultar do processo de fermentação, sendo que os resíduos não intencionais são aceitos pelas normas e legislações vigentes.

A empresa reitera o seu compromisso com a qualidade de seus produtos e está empenhada em realizar análises complementares para entender os pontos levantados e avaliar a necessidade de eventuais adaptações em seus processos.

A Panco também esclarece que seus produtos chegam, nas grandes lojas, até no máximo 48 horas depois de produzidos, garantindo a maciez, frescor e sabor que os consumidores merecem.

Wickbold

O Grupo Wickbold, que detém a marca de mesmo nome e a Seven Boys, reforça que todas as receitas de produtos, assim como todas as áreas da empresa, seguem protocolos de segurança e qualidade, com o mais alto teor de controle, bem como cumpre toda a legislação vigente, dentro dos parâmetros impostos pelas normas estabelecidas. Como a fabricante não foi notificada sobre o referido estudo e a metodologia utilizada, não é possível qualquer manifestação sobre ele. Contudo, após ter acesso ao mesmo e a metodologia empregada, poderá prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários, confirmando o legado de ética, transparência e respeito às pessoas que mantém há 86 anos.

Nota da FUNVERDE
Já existe no mercado um produto que pode resolver alguns problemas relacionados a utilização do álcool na panificação.
Este álcool é usado como diluente nos conservantes que são utilizados na fabricação dos pães e semelhantes.
Dependendo do caso, ao utilizar o masterbatch antimicrobiano e antiviral d2pAM pode reduzir muito o uso de conservantes ou até mesmo eliminar esta necessidade.
Tecnologia existe hoje, basta querer resolver este problema.
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