{"id":11218,"date":"2012-10-29T09:00:23","date_gmt":"2012-10-29T12:00:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=11218"},"modified":"2012-10-29T09:00:23","modified_gmt":"2012-10-29T12:00:23","slug":"sylvia-earle-a-dama-dos-mares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/sylvia-earle-a-dama-dos-mares\/","title":{"rendered":"Sylvia Earle: a dama dos mares"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/farm9.staticflickr.com\/8196\/8135246934_eabddd9f60.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" \/><\/p>\n<p>Os oceanos t\u00eam uma voz. Feminina, sens\u00edvel e experiente. <strong>&#8220;\u00c9 hora de agir. O que fazemos hoje \u00e9 pouco, um sussurro, n\u00e3o um grito. Os pr\u00f3ximos dez anos talvez sejam os mais cruciais dos pr\u00f3ximos 10 mil&#8221;,<\/strong> alerta a ocean\u00f3grafa e ambientalista americana Sylvia Earle a respeito da urg\u00eancia de se criar pol\u00edticas para a conserva\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, esgotadas pelas sobrepesca e polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sylvia falou com a revista no Rio de Janeiro, em uma pausa de suas palestras na Rio+20, no restaurante de um hotel na Barra da Tijuca &#8211; ao mesmo tempo, circulavam no hall dezenas de chefes de Estado, muitos que, durante a confer\u00eancia, ouviram claramente o recado de Sylvia. <strong>&#8220;Os oceanos controlam o modo como funciona o mundo. E est\u00e3o negligenciando a import\u00e2ncia deles no estudo das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8221;,<\/strong> diz. Ainda assim, ela mant\u00e9m o otimismo: &#8220;Se eu pudesse escolher um momento para nascer, seria hoje, em que nossas a\u00e7\u00f5es ter\u00e3o um impacto efetivo no futuro&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A senhora pode falar um pouco de sua vida e da maneira como v\u00ea o mundo hoje?<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>Como uma mulher de 77 anos, gostaria, antes de mais nada, que todos se dessem conta de que venho de um planeta muito diferente, que tinha, por exemplo, menos CO2 na atmosfera e bem mais peixes nos oceanos. Viviam aqui 2 bilh\u00f5es de pessoas, em vez dos atuais 7 bilh\u00f5es. Havia mais \u00e1rvores. O mundo que vejo hoje \u00e9 resultado de uma transforma\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e brutal no ambiente, que coincide com o tempo de minha vida.<\/p>\n<p>Muito do que fizemos nos trouxe benef\u00edcios: a revolu\u00e7\u00e3o na medicina, a tecnologia das telecomunica\u00e7\u00f5es. Ainda assim, estamos em um momento crucial na hist\u00f3ria, porque, pela primeira vez, somos capazes de nos ver em perspectiva. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, aprendemos mais sobre n\u00f3s mesmos que durante toda a hist\u00f3ria anterior da humanidade. Quando eu era pequena, n\u00e3o havia a possibilidade de quantificar o CO2. N\u00e3o sab\u00edamos da exist\u00eancia de cadeias montanhosas nos oceanos, as maiores forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas da Terra. Nem das fontes hidrotermais. N\u00e3o sab\u00edamos que os continentes se deslocam, e que isso \u00e9 parte de nosso passado e de nosso futuro, pois esses processos determinam as transforma\u00e7\u00f5es naturais do planeta. Com o conhecimento, a ci\u00eancia, nos demos conta de que n\u00f3s, seres humanos, somos o vetor da mudan\u00e7a, e desencadeamos transforma\u00e7\u00f5es em \u00e2mbito planet\u00e1rio que podem n\u00e3o ser nada ben\u00e9ficas.<\/p>\n<p><strong>Como surgem os oceanos nesse cen\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>Todos n\u00f3s somos donos do alto-mar. \u00c9 como o ar. \u00c9 um bem comum, e ser\u00e1 bom que permane\u00e7a intacto e saud\u00e1vel, pois \u00e9 a garantia de nossa exist\u00eancia. Os oceanos contribuem com a gera\u00e7\u00e3o de 70% do oxig\u00eanio atmosf\u00e9rico. Essa \u00e9 uma das grandes descobertas do s\u00e9culo 20, algo que v\u00ednhamos subestimando. Nada se compara ao pl\u00e2ncton em termos de captura de carbono e gera\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio. Todavia, segundo alguns estudos, desde 1950 houve um decl\u00ednio de 40% no fitopl\u00e2ncton oce\u00e2nico. O mesmo se d\u00e1 com a redu\u00e7\u00e3o dos peixes; a tend\u00eancia de decl\u00ednio \u00e9 clara. N\u00e3o protegemos os sistemas que nos mant\u00eam vivos. O que precisamos \u00e9 agir antes que seja tarde demais, antes que os tubar\u00f5es e os atuns desapare\u00e7am, antes que os corais tenham se extinguido &#8211; no Caribe, 80% deles sumiram desde 1950. Quando a gente olha para os n\u00fameros, fica \u00f3bvio de que h\u00e1 algo errado no planeta. E, ao contr\u00e1rio do que muita gente acredita, o tamanho dos oceanos n\u00e3o \u00e9 suficiente para evitar um colapso.<\/p>\n<p><strong>Quais seriam as boas pol\u00edticas para a preserva\u00e7\u00e3o dos mares?<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rias a\u00e7\u00f5es precisam ser postas em pr\u00e1tica. Entre elas, uma rede global de \u00e1reas marinhas protegidas. Prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade em \u00e1guas internacionais. Pesquisas coordenadas da acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos e de seus efeitos. Expans\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de acordos institucionais para a prote\u00e7\u00e3o do ambiente marinho. E estabelecimento, sempre que vi\u00e1vel e por consenso de todos os interessados, dos procedimentos de manejo nas \u00e1reas de pesca, com base no respeito aos ecossistemas e aos pescadores artesanais.<\/p>\n<p><strong>Circula entre alguns conservacionistas a ideia de que, se conseguirmos proteger de modo efetivo 10% dos oceanos, ser\u00e1 poss\u00edvel salvar as popula\u00e7\u00f5es de peixes. \u00c9 verdade?<\/strong><\/p>\n<p>Admitindo-se que o oceano \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o do planeta, basta transpor a imagem para nosso corpo: algu\u00e9m consegue viver com 10% do cora\u00e7\u00e3o? N\u00e3o funciona assim.<\/p>\n<p>Mudando de met\u00e1fora, n\u00e3o faz sentido achar que, depois de gastar 90% do que voc\u00ea tem no banco, os 10% restantes continuar\u00e3o rendendo o mesmo que antes. No litoral de muitos pa\u00edses, a polui\u00e7\u00e3o fez com que alguns tipos de pl\u00e2ncton proliferassem e consumissem todo o oxig\u00eanio, criando zonas an\u00f3xicas, que provocam a morte dos peixes. S\u00e3o zonas sem vida, e j\u00e1 existem 400 delas nos litorais do mundo.<\/p>\n<p>A cada ano, buscamos uma meta de pesca de 100 milh\u00f5es de toneladas, mas bem menos que isso chega aos mercados. Esse total \u00e9 atingido apenas se considerarmos a pesca acidental &#8211; as criaturas que ficam presas e s\u00e3o descartadas das redes de arrasto, puxadas por traineiras que varrem o leito do mar. Os peixes nobres cobi\u00e7ados pela pesca n\u00e3o est\u00e3o sozinhos. Sem eles, tendemos a achar que os oceanos n\u00e3o passam de rocha e \u00e1gua, mas, na verdade, s\u00e3o constitu\u00eddos de rocha, \u00e1gua e muitos tipos de organismo. \u00c9 a parte viva do oceano que torna hospitaleira, para n\u00f3s, essa pequena rocha em que vivemos no universo.<\/p>\n<p><strong>A tecnologia que permite a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos mares n\u00e3o favorece a conserva\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Na pesca, estamos usando redes de pl\u00e1stico super-resistentes, com as quais recolhemos a floresta inteira, quando tudo o que quer\u00edamos eram alguns poucos p\u00e1ssaros canoros. Voc\u00ea fica com esses p\u00e1ssaros e joga fora o resto da floresta, e tamb\u00e9m a rede, que continua a matar. Esse \u00e9 um dos problemas mais graves nos oceanos. Se voc\u00ea est\u00e1 em um submarino, a \u00faltima coisa que quer \u00e9 topar com uma dessas redes. O dano aos mam\u00edferos marinhos \u00e9 colossal. Um estudo da organiza\u00e7\u00e3o WWF chegou a um n\u00famero pavoroso: 300 mil mam\u00edferos marinhos &#8211; golfinhos, baleias, focas, le\u00f5es-marinhos -, assim como centenas de milhares de aves e tartarugas, morrem todos os anos presos nessas redes.<\/p>\n<p>Semanas atr\u00e1s, eu estava nas Bahamas. No \u00faltimo mergulho de nossa expedi\u00e7\u00e3o, surgiu do nada um golfinho solit\u00e1rio. Consegui ver a cara dele emergindo das profundezas. Havia cerca de dez pessoas na \u00e1gua. Ele foi se aproximando cada vez mais e a\u00ed passou a nadar em volta. Est\u00e1vamos todos muito pr\u00f3ximos dele, t\u00e3o perto quanto estamos aqui. E ele ficou nos espreitando. Esse contato maravilhoso durou uns 20 minutos. Era o tipo de golfinho mais conhecido, o nariz-de-garrafa. Um animal lindo, mas em seu dorso havia um corte, j\u00e1 cicatrizado. Ele quase perdera a cauda.<\/p>\n<p>N\u00e3o acho que seja proposital que pescadores tenham a inten\u00e7\u00e3o de matar mam\u00edferos marinhos, mas, com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, todos os lugares em que mergulhei nos \u00faltimos 20 anos tinham lixo pl\u00e1stico. Em geral, equipamentos de pesca descartados.<\/p>\n<p><strong>Devemos ser pessimistas?<\/strong><\/p>\n<p>Tenho grande confian\u00e7a de que a vida, de alguma forma, vai sobreviver. As bact\u00e9rias est\u00e3o por a\u00ed h\u00e1, literalmente, bilh\u00f5es de anos. Agora aqui estamos n\u00f3s. N\u00e3o apenas nos \u00faltimos 10 mil anos, mas, sobretudo, no \u00faltimo s\u00e9culo, aceleramos mais e mais a destrui\u00e7\u00e3o das circunst\u00e2ncias que nos permitem continuar vivos. Um dos termos usados para designar esse per\u00edodo \u00e9 Antropoceno. <strong>Mas, \u00e0s vezes, digo que nasci no &#8220;pr\u00e9-plasticoceno&#8221;, pois n\u00e3o havia nada desse material quando eu era crian\u00e7a.<\/strong> O pl\u00e1stico foi uma d\u00e1diva a nossa civiliza\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m um fardo, porque s\u00f3 observamos sua praticidade, n\u00e3o seu dano ao ambiente.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel remover o pl\u00e1stico dos mares?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como vamos recolher cada pedacinho moldado dele? N\u00e3o existe nenhum m\u00e9todo que nos permita baixar uma esp\u00e9cie de \u00edm\u00e3 no oceano e retirar esse material sem levar junto as coisas boas. Ent\u00e3o, resta apenas um trabalhoso processo de coleta, poss\u00edvel apenas nas \u00e1reas de muita concentra\u00e7\u00e3o de dejetos. Ainda \u00e9 preciso avaliar a viabilidade pr\u00e1tica disso, sobretudo em locais como a Grande Mancha de Lixo do Pac\u00edfico. Ou, no Atl\u00e2ntico, o Mar de Sarga\u00e7os. S\u00e3o \u00e1reas em que as correntes formam gigantescos redemoinhos, que carregam o lixo e as subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, os quais v\u00e3o se concentrando \u00e0 medida que se aproximam do centro.<\/strong><\/p>\n<p>Enfim, essa coleta pode fazer diferen\u00e7a quando se trata de material mais volumoso. Por exemplo, o que vamos fazer com os objetos carregados pelo mar durante o tsunami no Jap\u00e3o? \u00c9 uma avalanche de material; h\u00e1 at\u00e9 um enorme peda\u00e7o de cais que chegou \u00e0 costa americana do Oregon, carregando consigo criaturas que n\u00e3o s\u00e3o nativas daquela regi\u00e3o no Pac\u00edfico.<\/p>\n<p><strong>No dia a dia, que escolhas podemos fazer?<\/strong><\/p>\n<p>A alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um par\u00e2metro sempre oportuno de nossas decis\u00f5es. Os peixes, por exemplo. Melhor consumir aqueles que est\u00e3o mais embaixo na cadeia alimentar, como a til\u00e1pia, a carpa, o bagre. N\u00e3o \u00e9 bom para o oceano que a gente se alimente de atum, peixe-espada, tubar\u00e3o, garoupa ou caranha. \u00c9 o mesmo que comer carne de tigre, com a diferen\u00e7a de que esses peixes est\u00e3o em posi\u00e7\u00e3o superior a de qualquer carn\u00edvoro terrestre, pois as cadeias oce\u00e2nicas s\u00e3o bem mais longas e complexas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os peixes s\u00e3o mais velhos que qualquer outro animal criado. Raramente, uma galinha tem mais de 1 ano de vida. Nenhuma vaca \u00e9 abatida com mais de 2 anos, pois ningu\u00e9m quer carne dura. No entanto, alguns dos peixes encontrados hoje em supermercados levaram 100 anos para crescer. O peixe-rel\u00f3gio precisa de 30 anos para ficar adulto &#8211; j\u00e1 se constatou que alguns deles chegam a mais de 200 anos. O peixe conhecido como hoki, ou granadeiro-azul, vive nas profundezas do mar, a milhares de metros da superf\u00edcie. Antes do fim do s\u00e9culo 20, ele era inacess\u00edvel. Agora \u00e9 usado pelo McDonald\u00bfs em seus sandu\u00edches.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, em nossa santa ignor\u00e2ncia, comemos animais que n\u00e3o apenas deveriam permanecer nos oceanos como tamb\u00e9m acumularam ao longo da vida tudo aquilo que n\u00e3o queremos para n\u00f3s. Quanto mais al\u00e9m na cadeia alimentar, mais velha \u00e9 a criatura, e maior a concentra\u00e7\u00e3o nela de merc\u00fario, subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, inseticidas &#8211; tudo isso que lan\u00e7amos no ar e na \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o damos a devida aten\u00e7\u00e3o \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o por que n\u00e3o conseguimos nos livrar de nossos h\u00e1bitos?<\/strong><\/p>\n<p>Basicamente, ainda somos as mesmas criaturas &#8211; em termos f\u00edsico, intelectual e emocional &#8211; que \u00e9ramos 10 mil anos atr\u00e1s. Como ca\u00e7adores-coletores, faz\u00edamos uso do mundo ao redor, sem nos dar conta de que havia limites. Impomos nossa vontade \u00e0 natureza por quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. Todos os animais agem assim. A minhoca faz isso, e o cervo, o urso, o caranguejo, a lagosta. Voc\u00ea vive ou morre, consegue ou n\u00e3o prosperar em fun\u00e7\u00e3o da habilidade de se apropriar dos recursos a sua volta. Portanto, \u00e9 natural que as pessoas cacem e pesquem para se alimentar. \u00c9 um mundo no qual ou se come ou se \u00e9 comido.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 algo crucial que nos distingue: sabemos que existem limites, que podemos viajar pelo espa\u00e7o, ou mesmo entrar no Google Earth, e ver a Terra como um ponto azul maravilhoso no universo. Outros animais podem ficar intrigados com tantos pontos brilhantes no c\u00e9u, mas apenas n\u00f3s compreendemos o que s\u00e3o as estrelas e os planetas, e tamb\u00e9m sabemos que est\u00e3o al\u00e9m de nosso alcance como moradia. N\u00e3o podemos nos mudar para l\u00e1 &#8211; pelo menos no futuro imediato. Ent\u00e3o, temos de fazer as pazes com a natureza, com a \u00e1gua, as aves, as florestas, os peixes, enfim, com os sistemas que permitem a vida no planeta Terra. Caso contr\u00e1rio, estaremos condenados.<\/p>\n<p><strong>Por \u00faltimo, uma pergunta pessoal: qual \u00e9 o lugar no mundo onde a senhora mais gosta de mergulhar?<\/strong><\/p>\n<p>Qualquer local de 50 anos atr\u00e1s&#8230; (Risos.) Certos lugares na Fl\u00f3rida que conheci quando crian\u00e7a nem existem mais&#8230; Foram aterrados. Mas adoro voltar aos que j\u00e1 conhe\u00e7o, pois \u00e9 como reencontrar velhos amigos. \u00c9 o caso de Abrolhos, na Bahia. Ou a costa de Nova Jersey, onde vi o mar pela primeira vez. Quando tinha uns 3 anos, fui derrubada por uma onda ali. Era o oceano me chamando.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Ronaldo Ribeiro e Matthew Shirts, National Geographic Brasil \/ Planeta Sustent\u00e1vel de outubro 10 de 2012<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Fa\u00e7a a diferen\u00e7a para a humanidade e para o planeta. Idade n\u00e3o \u00e9 nada, conhecimento \u00e9 tudo!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Saiba mais sobre esta guerreira da m\u00e3e terra\u00a0<\/span><span style=\"color: #ff0000;\"><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sylvia_Earle\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sylvia_Earle<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os oceanos t\u00eam uma voz. Feminina, sens\u00edvel e experiente. &#8220;\u00c9 hora de agir. O que fazemos hoje \u00e9 pouco, um sussurro, n\u00e3o um grito. 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