{"id":12891,"date":"2014-03-26T08:00:22","date_gmt":"2014-03-26T11:00:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=12891"},"modified":"2014-03-26T10:07:48","modified_gmt":"2014-03-26T13:07:48","slug":"a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/","title":{"rendered":"A qu\u00edmica por tr\u00e1s da \u00e1gua de torneira e da \u00e1gua mineral"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Infografico-1-parte-1\" src=\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-1.jpg\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Infografico-1-parte-2-1\" src=\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-2-1.jpg\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Infografico-1-parte-3\" src=\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-3.jpg\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Infografico-1-parte-4\" src=\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-4.jpg\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Infografico-1-parte-5\" src=\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-5.jpg\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Infografico-1-parte-6\" src=\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-6.jpg\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"line-height: 1.5em;\">Agrot\u00f3xicos, metais pesados e subst\u00e2ncias que imitam horm\u00f4nios podem estar na \u00e1gua que chega \u00e0 torneira da sua casa ou na mineral, vendida em garraf\u00f5es, restaurantes e supermercados. Saiba por que nenhuma das duas \u00e9 totalmente segura.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.apublica.org\/2014\/03\/da-para-beber-essa-agua\/\" target=\"_blank\">Esta reportagem<\/a> foi feita pela P\u00fablica, uma ag\u00eancia de jornalismo investigativo cuja miss\u00e3o \u00e9 \u201cproduzir reportagens de f\u00f4lego pautadas pelo interesse p\u00fablico sobre as grandes quest\u00f5es do pa\u00eds, do ponto de vista da popula\u00e7\u00e3o\u201d. Visite-os em <a href=\"apublica.org\" target=\"_blank\">apublica.org<\/a>.<\/p>\n<p>Pesquisar sobre a \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. N\u00e3o existem leis ou regras que definam um crit\u00e9rio uniforme para a divulga\u00e7\u00e3o de dados. Esperei mais de 15 dias, por exemplo, para receber as an\u00e1lises de qualidade para o munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, segundo as normas da <a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/gm\/2011\/prt2914_12_12_2011.html\" target=\"_blank\">Portaria 2.914\/2011<\/a>, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Os <a href=\"http:\/\/www.apublica.org\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/analises-rio-de-janeiro-2013.pdf\" target=\"_blank\">mesmos resultados para o Rio de Janeiro<\/a> est\u00e3o dispon\u00edveis para consulta de qualquer pessoa no site da Companhia Estadual de \u00c1guas e Esgotos (Cedae), respons\u00e1vel pelo tratamento de \u00e1gua na cidade. N\u00e3o se sabe por que uma das concession\u00e1rias fornece a informa\u00e7\u00e3o publicamente, enquanto a outra n\u00e3o diz nada sobre o assunto.<\/p>\n<p>Depois de muita espera e de uma dezena de e-mails trocados, recebi quase todas as an\u00e1lises da capital paulista feitas pela Companhia de Saneamento B\u00e1sico do Estado de S\u00e3o Paulo (Sabesp), encarregada da \u00e1gua e do saneamento na metr\u00f3pole. No primeiro envio, por\u00e9m, faltavam v\u00e1rios dos par\u00e2metros considerados pela portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Por qu\u00ea? N\u00e3o h\u00e1 como saber. Depois de insistir mais, recebi todos os dados (<a href=\"http:\/\/www.apublica.org\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/MATU_complementar.pdf\" target=\"_blank\">aqui<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.apublica.org\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/MATT_complementar-3.pdf\" target=\"_blank\">aqui<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.apublica.org\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/MATT-Taia%C3%A7upeba.pdf\" target=\"_blank\">aqui<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.apublica.org\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/MATU-GUARAU.pdf\" target=\"_blank\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p>A \u00e1gua usada para abastecimento p\u00fablico passa por um processo de tratamento e desinfec\u00e7\u00e3o mec\u00e2nico e qu\u00edmico, que elimina toda a polui\u00e7\u00e3o microbiol\u00f3gica (coliformes totais \u2013 grupos de bact\u00e9rias associadas \u00e0 decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica \u2013 e Escherichia coli). \u201cA \u00e1gua da torneira \u00e9 controlada v\u00e1rias vezes por dia, para se ter certeza de que est\u00e1 sempre dentro dos padr\u00f5es de qualidade\u201d, afirma Jorge Briard, diretor de produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua da Cedae, no Rio.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, no entanto, verificar se a caixa d\u2019\u00e1gua do im\u00f3vel est\u00e1 limpa. Tanto em um pr\u00e9dio como em uma casa, ela precisa ser lavada a cada seis meses. Nos condom\u00ednios, o s\u00edndico \u00e9 o respons\u00e1vel por cuidar da execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. Nas resid\u00eancias, o propriet\u00e1rio tem que fazer o trabalho ou contratar uma empresa para isso. Se a limpeza estiver em dia, tudo bem.<\/p>\n<p>Como primeiro resultado dessa investiga\u00e7\u00e3o sobre a qualidade da \u00e1gua, posso dizer que, em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro, d\u00e1 para beber a \u00e1gua da torneira sem correr o risco de ser v\u00edtima de uma contamina\u00e7\u00e3o microbiol\u00f3gica. Ningu\u00e9m vai passar mal, nem ter diarreia. Mas o fato de se poder beber a \u00e1gua da torneira n\u00e3o quer dizer que o l\u00edquido n\u00e3o esteja polu\u00eddo \u2013 e que n\u00e3o possa causar problemas de sa\u00fade no longo prazo.<\/p>\n<p><strong>Regras \u201cadaptadas \u00e0 realidade brasileira\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00e1gua do abastecimento p\u00fablico, existem v\u00e1rios tipos de poluentes t\u00f3xicos. Estudos cient\u00edficos associam o consumo de muitos deles ao aumento da incid\u00eancia de c\u00e2ncer na popula\u00e7\u00e3o, enquanto outros t\u00eam efeitos ainda pouco conhecidos na sa\u00fade. Est\u00e3o presentes na \u00e1gua que bebemos subst\u00e2ncias qu\u00edmicas como antim\u00f4nio, ars\u00eanio, b\u00e1rio, c\u00e1dmio, chumbo, cianeto, merc\u00fario, nitratos, triclorobenzeno, diclorometano; agrot\u00f3xicos como atrazina, DDT, trifluralina, endrin e simazina; e desinfetantes como cloro, alum\u00ednio ou am\u00f4nia.<\/p>\n<p>A portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade controla os n\u00edveis de 15 produtos qu\u00edmicos inorg\u00e2nicos (metais pesados), de 15 produtos qu\u00edmicos org\u00e2nicos (solventes), de sete produtos qu\u00edmicos que prov\u00eam da desinfec\u00e7\u00e3o domiciliar e de 27 tipos de agrot\u00f3xicos presentes na \u00e1gua. Na primeira norma de potabilidade da \u00e1gua do Brasil, a Portaria 56\/1977, havia apenas 12 tipos de agrot\u00f3xicos, 10 produtos qu\u00edmicos inorg\u00e2nicos (metais pesados) e nenhum produto qu\u00edmico org\u00e2nico (solventes), nem produtos qu\u00edmicos secund\u00e1rios da desinfec\u00e7\u00e3o domiciliar.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a reflete a crescente polui\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, que utiliza metais pesados e solventes; do setor agr\u00edcola, que usa agrot\u00f3xicos e fertilizantes; e de todos n\u00f3s, que limpamos a casa com cada vez mais produtos qu\u00edmicos. A assessoria de comunica\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirma que as subst\u00e2ncias que hoje est\u00e3o na Portaria 2.914\/2011 foram escolhidas a partir \u201cdos avan\u00e7os do conhecimento t\u00e9cnico-cient\u00edfico, das experi\u00eancias internacionais e das recomenda\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS, 2004), adaptadas \u00e0 realidade brasileira\u201d.<\/p>\n<p>O \u00faltimo trecho da resposta do minist\u00e9rio, \u201cadaptadas \u00e0 realidade brasileira\u201d, permite entender a diferen\u00e7a entre os agrot\u00f3xicos e contaminantes inorg\u00e2nicos escolhidos pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e os listados na portaria brasileira. A OMS inclui <a href=\"http:\/\/www.who.int\/water_sanitation_health\/publications\/2011\/dwq_guidelines\/en\/\" target=\"_blank\">um n\u00famero muito maior de produtos qu\u00edmicos<\/a>. Em um dossi\u00ea especial sobre agrot\u00f3xicos publicado em 2012, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco) questiona essa discrep\u00e2ncia: \u201cPor que monitorar menos de 10% dos ingredientes ativos oficialmente registrados no pa\u00eds?\u201d O ingrediente ativo, ou princ\u00edpio ativo, \u00e9 uma subst\u00e2ncia que tem algum tipo de efeito em organismos vivos.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a bentazona. Considerada pela OMS como um poluente da \u00e1gua, a subst\u00e2ncia n\u00e3o aparece na portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Na bula de agrot\u00f3xicos que a cont\u00eam, como o Basagran, a bentazona \u00e9 descrita como \u201cum agroqu\u00edmico da classe toxicol\u00f3gica I \u2013 extremamente t\u00f3xico e nocivo por ingest\u00e3o\u201d. Como herbicida, \u00e9 muito usada nas culturas de soja, arroz, feij\u00e3o, milho e trigo. E o que isso tem a ver com a \u00e1gua? Os pr\u00f3prios fabricantes d\u00e3o a entender que, se for mal utilizada, a bentazona pode causar efeitos danosos sobre o ambiente aqu\u00e1tico. \u201c[O produto] \u00e9 perigoso para o meio ambiente por ser altamente m\u00f3vel, apresentando alto potencial de deslocamento no solo e podendo atingir principalmente as \u00e1guas subterr\u00e2neas. Possui ainda a caracter\u00edstica de ser altamente persistente no meio ambiente, ou seja, de dif\u00edcil degrada\u00e7\u00e3o\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>Outro exemplo: <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0103-84782009000900001&amp;script=sci_arttext\" target=\"_blank\">um estudo de 2009 sobre a contamina\u00e7\u00e3o de mananciais h\u00eddricos<\/a>, liderado pelo pesquisador Diecson Ruy Orsolin da Silva, da Universidade Federal de Pelotas, monitorou a ocorr\u00eancia de agrot\u00f3xicos em \u00e1guas superficiais de sete regi\u00f5es do sul do Brasil, associadas ao cultivo de arroz na safra 2007\/2008. De todos os produtos detectados \u2013 clomazona, quincloraque, penoxsulam, imazetapir, imazapique, carbofurano, 3-hidr\u00f3xido-carbofurano, fipronil e tebuconazol \u2013 somente o carbofurano \u00e9 controlado pela portaria. Isso mostra que muitos dos agrot\u00f3xicos utilizados, e que est\u00e3o presentes nos meios aqu\u00e1ticos no pa\u00eds, n\u00e3o s\u00e3o fiscalizados pelas empresas de tratamento de \u00e1gua. Elas n\u00e3o s\u00e3o obrigadas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a fazer o controle.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo e no Rio, os n\u00edveis dos produtos qu\u00edmicos listados na portaria est\u00e3o dentro dos limites permitidos. Na verdade, os valores de S\u00e3o Paulo s\u00e3o muitos melhores do que os do Rio. Isso \u00e9 uma boa not\u00edcia? Sim e n\u00e3o. \u201cOs processos de transforma\u00e7\u00e3o qu\u00edmica quebram as mol\u00e9culas t\u00f3xicas, fazendo com que desapare\u00e7am. Essa manipula\u00e7\u00e3o da \u00e1gua cria outros compostos ou res\u00edduos desconhecidos. Ningu\u00e9m procura por eles e evidentemente n\u00e3o est\u00e3o na portaria. Hoje ningu\u00e9m sabe quais s\u00e3o os efeitos dessas mol\u00e9culas\u201d, diz Fabrice Nicolino, jornalista franc\u00eas especializado em meio ambiente. Mesmo concentra\u00e7\u00f5es muito baixas de algumas subst\u00e2ncias podem ser perigosas.<\/p>\n<p><strong>A pol\u00eamica do alum\u00ednio<\/strong><\/p>\n<p>Como se tiram os poluentes da \u00e1gua? Tudo come\u00e7a com um processo chamado coagula\u00e7\u00e3o. Nessa fase, s\u00e3o adicionados sulfato de alum\u00ednio e cloreto f\u00e9rrico, para agregar as part\u00edculas de sujeira presentes. O uso do sulfato de alum\u00ednio \u00e9 muito pol\u00eamico no mundo todo. Ainda que n\u00e3o tenha sido provada uma rela\u00e7\u00e3o direta entre esse produto qu\u00edmico e a doen\u00e7a de Alzheimer, v\u00e1rios cientistas europeus defendem que ele \u00e9 respons\u00e1vel pelo aumento da incid\u00eancia do problema nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Um estudo feito durante oito anos pelo Instituto Nacional Franc\u00eas de Sa\u00fade e Pesquisa M\u00e9dica (Inserm), em Bordeaux, no sul da Fran\u00e7a, concluiu que uma forte concentra\u00e7\u00e3o de alum\u00ednio na \u00e1gua, bebida a vida toda, <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC1971111\/\" target=\"_blank\">pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de Alzheimer<\/a>. Realizada por um dos centros de maior prest\u00edgio da Fran\u00e7a, a pesquisa causou \u2013 e continua a causar \u2013 muito barulho, tanto na imprensa quanto no mundo cient\u00edfico.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/2006\/060417\/full\/news060417-10.html\" target=\"_blank\">Tamb\u00e9m teve forte impacto um artigo cient\u00edfico<\/a> dos pesquisadores Chris Exley, da Universidade Keele, e Margaret Esiri, da Universidade de Oxford \u2013 ambas no Reino Unido \u2013 publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry em 2006. Quando foi realizada a aut\u00f3psia de Carole Cross, que morreu, aos 59 anos, de Alzheimer, observaram-se altas concentra\u00e7\u00f5es de alum\u00ednio no seu c\u00e9rebro. Os autores relacionaram o achado a um acidente que atingiu a cidade de Camelford, na Inglaterra, onde Carole vivia em 1988. Na \u00e9poca, 20 toneladas de sulfato de alum\u00ednio foram depositadas por engano nas tubula\u00e7\u00f5es de \u00e1gua pot\u00e1vel. Os pesquisadores n\u00e3o relacionam diretamente a presen\u00e7a do metal com a doen\u00e7a. Sabe-se, contudo, que o alum\u00ednio est\u00e1 ligado a alguns tipos de dem\u00eancia, e que Carole n\u00e3o tinha antecedentes familiares com doen\u00e7as semelhantes.<\/p>\n<p><strong>Princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Faz um bom tempo que as empresas respons\u00e1veis pelo tratamento da \u00e1gua conhecem os perigos do alum\u00ednio. Em Paris, a subst\u00e2ncia deixou de ser usada nesse processo h\u00e1 mais de 20 anos. Adota-se o cloreto f\u00e9rrico. A prefeitura da capital francesa resolveu fazer a mudan\u00e7a pelo que \u00e9 conhecido como princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o: se existem antecedentes ou experi\u00eancias que sugiram um risco, n\u00e3o se espera que a ci\u00eancia comprove isso. \u00c9 melhor prevenir do que lidar com o problema depois.<\/p>\n<p>Quando perguntei \u00e0 Sabesp e \u00e0 Cedae se achavam poss\u00edvel parar de usar o alum\u00ednio, a resposta foi clara. \u201cMas por qu\u00ea? O produto funciona muito bem\u201d, disse Andr\u00e9 Luis Gois Rodrigues, respons\u00e1vel pela qualidade da \u00e1gua na Sabesp. As duas empresas admitiram conhecer a pol\u00eamica. \u201cNada foi comprovado. O uso do alum\u00ednio \u00e9 permitido pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e tamb\u00e9m pela OMS. Se um dia for demonstrado que h\u00e1 risco, com certeza deixaremos de usar\u201d, explicou Jorge Briard, da Cedae. Al\u00e9m de ser barato, o sulfato de alum\u00ednio permite obter uma cor transparente, um pouquinho azul, bem bonitinha, semelhante \u00e0 de um rio limpo. Por isso, \u00e9 bem pr\u00e1tico. Ningu\u00e9m vai se queixar da cor da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Vale lembrar que a \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica fonte de absor\u00e7\u00e3o do alum\u00ednio no corpo. Atualmente, a subst\u00e2ncia encontra-se em altas concentra\u00e7\u00f5es na comida (nos legumes e especialmente nos aditivos alimentares, como conservantes, corantes e estabilizadores), nos cosm\u00e9ticos ou nos utens\u00edlios de cozinha. De acordo com a OMS, um adulto ingere cerca de 5 miligramas de alum\u00ednio por dia apenas da comida. Para a organiza\u00e7\u00e3o, os aditivos s\u00e3o a principal fonte de alum\u00ednio no corpo. Em compara\u00e7\u00e3o, a \u00e1gua traz um volume muito menor: em m\u00e9dia 0,1 miligrama por litro, o que pode somar 0,3 miligramas se voc\u00ea bebe 3 litros por dia. Segundo a entidade, o alum\u00ednio na \u00e1gua representa s\u00f3 4% do que um adulto absorve.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida para os agrot\u00f3xicos. \u00c9 bem prov\u00e1vel que, comendo legumes n\u00e3o-org\u00e2nicos, uma pessoa absorva uma quantidade muito maior desses produtos do que ao beber \u00e1gua. Fazer essa compara\u00e7\u00e3o \u00e9 muito complicado, porque o jeito de contabilizar os agrot\u00f3xicos \u00e9 diferente na comida e na \u00e1gua. Sabemos, por\u00e9m, que os agrot\u00f3xicos s\u00e3o diretamente aplicados nas planta\u00e7\u00f5es, e as medi\u00e7\u00f5es mostram que est\u00e3o em propor\u00e7\u00e3o maior nos alimentos do que na \u00e1gua.<\/p>\n<p>Por conta da grande utiliza\u00e7\u00e3o de medicamentos na cria\u00e7\u00e3o de animais hoje, os cientistas reconhecem que a dose di\u00e1ria de absor\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos e horm\u00f4nios de crescimento \u00e9 mais importante pela comida do que pela \u00e1gua. O professor Wilson Jardim, da Unicamp, explica, no entanto, que isso n\u00e3o muda o fato de que, mesmo em doses pequenas, <a href=\"http:\/\/www.apublica.org\/2014\/03\/brasil-contaminacao-de-mananciais-e-pior\/\" target=\"_blank\">os contaminantes presentes na \u00e1gua possam ter um efeito negativo na sa\u00fade<\/a>.<\/p>\n<p><strong>A sa\u00edda \u00e9 a garrafinha?<\/strong><\/p>\n<p>Seria ent\u00e3o melhor para a sa\u00fade beber \u00e1gua engarrafada, que chega a custar 800 vezes mais do que a \u00e1gua da torneira? A resposta, de novo, n\u00e3o \u00e9 simples. Em tese, a \u00e1gua envasada tem melhor qualidade por ser subterr\u00e2nea, o que oferece uma prote\u00e7\u00e3o natural contra contamina\u00e7\u00e3o. Mas encontrar informa\u00e7\u00f5es sobre a qualidade da \u00e1gua mineral tamb\u00e9m \u00e9 muito complicado no Brasil. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ind\u00fastria de \u00c1gua Mineral (Abinam), que representa as envasadoras da \u00e1gua, negou os pedidos de entrevista para esta reportagem. A comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 muito aberta do lado das autoridades.<\/p>\n<p>Na verdade, n\u00e3o h\u00e1 como ter acesso \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o sobre a qualidade da \u00e1gua engarrafada. Para obter a lavraria e a renova\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o, uma empresa de \u00e1gua mineral recebe, a cada tr\u00eas anos, a visita dos funcion\u00e1rios do Laborat\u00f3rio de An\u00e1lises Minerais (Lamin) da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), um \u00f3rg\u00e3o federal. Os resultados das an\u00e1lises s\u00e3o comunicados \u00e0 empresa e ao Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DNPM), respons\u00e1vel pela \u00e1gua mineral no pa\u00eds, mas n\u00e3o ficam dispon\u00edveis para o p\u00fablico. Por qu\u00ea? N\u00e3o recebi resposta do DNPM.<\/p>\n<p>Essas an\u00e1lises teriam que ser feitas seguindo a <a href=\"http:\/\/www.suvisa.rn.gov.br\/content\/aplicacao\/sesap_suvisa\/arquivos\/gerados\/resol_173_setembro_2006.pdf\" target=\"_blank\">resolu\u00e7\u00e3o RDC 274\/2005<\/a>, da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). A norma inclui agrot\u00f3xicos e \u00e9 bem parecida com a portaria que regula a \u00e1gua da torneira. Al\u00e9m de os dados n\u00e3o estarem dispon\u00edveis publicamente, outro problema \u00e9 a forma de fiscaliza\u00e7\u00e3o das fontes. O Lamin do Rio faz an\u00e1lises no pa\u00eds todo, enquanto o de S\u00e3o Paulo concentra-se no estado de S\u00e3o Paulo, onde fica a maior concentra\u00e7\u00e3o de concess\u00f5es de \u00e1gua mineral do pa\u00eds. At\u00e9 o in\u00edcio de 2013, o Lamin do Rio n\u00e3o tinha os equipamentos necess\u00e1rios para fazer as an\u00e1lises dos agrot\u00f3xicos, e s\u00f3 no fim de 2014 o Lamin de S\u00e3o Paulo dever\u00e1 fazer esse trabalho. Ou seja, a resolu\u00e7\u00e3o levou oito anos para come\u00e7ar a ter todos os seus itens verificados.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o acontece com a \u00e1gua da torneira, que \u00e9 muito mais controlada. Primeiro, porque ela precisa chegar a toda a popula\u00e7\u00e3o. Segundo, porque a \u00e1gua bruta, a partir da qual se produz a \u00e1gua pot\u00e1vel, vem em geral da superf\u00edcie e est\u00e1 mais sujeita a todo tipo de contamina\u00e7\u00e3o. Isso requer aten\u00e7\u00e3o constante e an\u00e1lises mais frequentes. A \u00e1gua mineral vem de len\u00e7\u00f3is subterr\u00e2neos, onde fica confinada. \u00c9 menos polu\u00edda do que a que vem dos rios e n\u00e3o recebe nenhum tratamento qu\u00edmico. Depois de um ano fazendo as an\u00e1lises de agrot\u00f3xicos, o Lamin do Rio disse que n\u00e3o encontrou esses produtos nas \u00e1guas minerais de todo o pa\u00eds, com exce\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo (onde ainda n\u00e3o fazem essa an\u00e1lise e onde est\u00e1 a maior parte das fontes). Mas n\u00e3o tive acesso aos documentos que comprovariam isso.<\/p>\n<p>Ao procurar informa\u00e7\u00f5es adicionais, descobri que, em S\u00e3o Paulo, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) iniciou, em 2011, o monitoramento de len\u00e7\u00f3is subterr\u00e2neos do estado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a de contaminantes e \u00e0 atividade estrog\u00eanica \u2013 ou seja, \u00e0 capacidade de algumas subst\u00e2ncias agirem no sistema reprodutivo humano, antecipando, por exemplo, a puberdade nas meninas ou produzindo esterilidade nos homens. \u201cN\u00e3o foi detectada atividade estrog\u00eanica na maioria dos 33 pontos de amostragem, selecionados em fun\u00e7\u00e3o de sua maior vulnerabilidade. Apenas tr\u00eas locais apresentaram atividade estrog\u00eanica baixa. Isso significa que n\u00e3o h\u00e1 potencial de preocupa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade humana se a \u00e1gua for consumida\u201d, explica Gilson Alves Quinaglia, gerente do setor de an\u00e1lises toxicol\u00f3gicas da Cetesb.<\/p>\n<p><strong>Agrot\u00f3xicos e medicamentos<\/strong><\/p>\n<p>As empresas de \u00e1gua mineral usam, na publicidade, o argumento de que a \u00e1gua subterr\u00e2nea est\u00e1 confinada e, consequentemente, fica protegida da polui\u00e7\u00e3o moderna. Seria bom se fosse assim, mas existem estudos que comprovam que a polui\u00e7\u00e3o pode chegar a todos os lugares \u2013 at\u00e9 mesmo ao subsolo.<\/p>\n<p>No ano passado, uma pesquisa encomendada a laborat\u00f3rios independentes pelas ONGs 60 Milh\u00f5es de Consumidores e Funda\u00e7\u00e3o Danielle Mitterrand-France Libert\u00e9s, na Fran\u00e7a, <a href=\"http:\/\/www.theguardian.com\/world\/2013\/mar\/25\/french-bottled-waters-contaminated-brands\" target=\"_blank\">encontrou tanto agrot\u00f3xicos como medicamentos na \u00e1gua engarrafada<\/a>. \u201cFoi uma surpresa, porque mostra que at\u00e9 a \u00e1gua mineral est\u00e1 polu\u00edda. Achamos um agrot\u00f3xico, a atrazina, usado no cultivo do milho, que est\u00e1 proibido no pa\u00eds h\u00e1 mais de dez anos. Essa subst\u00e2ncia tem a propriedade de ser muito persistente no meio ambiente. O que significa que, em dez anos, chega ao subsolo\u201d, explica Thomas Laurenceau, da 60 Milh\u00f5es de Consumidores.<\/p>\n<p>Outra grande surpresa foi detectar o tamoxifeno, um horm\u00f4nio usado no tratamento de c\u00e2ncer de mama, nas amostras analisadas. \u201cOs n\u00edveis encontrados s\u00e3o muito baixos, mas a presen\u00e7a mostra at\u00e9 que ponto nosso meio ambiente est\u00e1 polu\u00eddo\u201d, acrescenta Emmanuel Poilane, presidente da France Libert\u00e9s.<\/p>\n<p>A contamina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 causada pelas envasadoras de \u00e1gua, e sim pela deteriora\u00e7\u00e3o geral do meio ambiente. \u201cAs empresas de \u00e1gua mineral sempre est\u00e3o tentando proteger as fontes. N\u00e3o depredam o meio ambiente. N\u00e3o \u00e9 conveniente para elas\u201d, afirma Doralice Assirati, do DNPM. Na Europa e nos Estados Unidos, algumas delas foram obrigadas a fechar explora\u00e7\u00f5es, por conta da polui\u00e7\u00e3o detectada.<\/p>\n<p>Uma das contamina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis no Brasil seria pelas fossas s\u00e9pticas, que, \u00e0s vezes, s\u00e3o malfeitas. No estado de S\u00e3o Paulo, muitas envasadoras de \u00e1gua ficam em \u00e1reas urbanas, porque a proximidade do consumidor ajuda o neg\u00f3cio a ser mais lucrativo. Mas, na verdade, o maior problema das \u00e1guas envasadas n\u00e3o vem do l\u00edquido, mas do cont\u00eainer de pl\u00e1stico. Se as garrafas e os garraf\u00f5es fossem de vidro, poder\u00edamos confiar mais na qualidade. S\u00f3 que os problemas causados pelo uso do pl\u00e1stico j\u00e1 s\u00e3o bastante conhecidos e estudados.<\/p>\n<p><strong>PET, PP, PE, PVC, PC<\/strong><\/p>\n<p>O mundo dos pl\u00e1sticos \u00e9 complicado. Aproximadamente 75% da \u00e1gua envasada no Brasil est\u00e1 em garraf\u00f5es. \u201cEles podem ser confeccionados em todo e qualquer pl\u00e1stico \u2013 PVC, policarbonato (PC), polipropileno (PP) e polietileno (PE) \u2013, desde que obede\u00e7am aos regulamentos da Anvisa para embalagens em contato com alimentos\u201d, afirma Carla Castilho, assessora t\u00e9cnica do Instituto Nacional do Pl\u00e1stico. Isso na teoria. Na pr\u00e1tica, a ind\u00fastria fabrica 90% dos garraf\u00f5es em polipropileno e o restante, em politereftalato de etileno (PET) e policarbonato, segundo o Instituto Nacional do Pl\u00e1stico. O polipropileno tem custo baixo para o produtor. Isso \u00e9 uma boa not\u00edcia, porque \u00e9 o pl\u00e1stico menos propenso a ter Bisfenol A (BPA), uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica perigosa usada na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Anvisa autoriza o uso de BPA em materiais pl\u00e1sticos destinados ao contato com alimentos e estabelece, como limite seguro de migra\u00e7\u00e3o, 0,6 miligrama por quilo de alimento e 0,6 miligrama por litro de bebida. A ag\u00eancia limita-se a estabelecer a quantidade de BPA que pode migrar de um produto para o alimento, n\u00e3o a quantidade m\u00e1xima presente no produto.<\/p>\n<p>V\u00e1rios pa\u00edses europeus, como Fran\u00e7a e Dinamarca, est\u00e3o proibindo o BPA nas embalagens de alimentos. Isso n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com a migra\u00e7\u00e3o do BPA, e sim com os materiais em que ele est\u00e1 presente, como o policarbonato e as resinas ep\u00f3xi em todas as latas de alum\u00ednio. \u00c9 alta a probabilidade de que a Autoridade Europeia de Seguran\u00e7a Alimentar (EFSA) reduza o n\u00edvel de migra\u00e7\u00e3o de 0,5 miligrama por quilo por dia para at\u00e9 0,005 miligrama por quilo por dia.<\/p>\n<p>No Brasil, somente as embalagens da \u00e1gua mineral Indai\u00e1, do Grupo Edson Queiroz, um dos maiores do pa\u00eds, s\u00e3o feitas de policarbonato. T\u00e9cnicos da empresa enviaram an\u00e1lises para nos convencer de que n\u00e3o h\u00e1 nenhum problema com os recipientes em policarbonato. Os resultados do laborat\u00f3rio, de fato, s\u00e3o \u00f3timos. S\u00f3 que os problemas causados pelos pl\u00e1sticos n\u00e3o acontecem quando as embalagens s\u00e3o novas, mas com a manuten\u00e7\u00e3o, a exposi\u00e7\u00e3o ao calor e as m\u00faltiplas lavagens dos garraf\u00f5es, que podem ser usados durante tr\u00eas anos. \u201cN\u00e3o podemos nos responsabilizar pela manuten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o depende da gente\u201d, disse Francisco Sales, gerente industrial do grupo Edson Queiroz. A degrada\u00e7\u00e3o do PET, material das garrafas descart\u00e1veis, n\u00e3o \u00e9 algo com que se preocupar se o recipiente for usado uma vez s\u00f3.<\/p>\n<p>Estudos cient\u00edficos mostram ainda que, com o tempo, <a href=\"https:\/\/www.sciencenews.org\/blog\/science-public\/bottled-water-may-contain-%E2%80%98hormones%E2%80%99-plastics\" target=\"_blank\">mesmo a qualidade da \u00e1gua mineral se degrada<\/a>. Em 2009, uma pesquisa realizada por Martin Wagner e J\u00f6rg Oehlman, da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, detectou interferentes end\u00f3crinos \u2013 isto \u00e9, subst\u00e2ncias artificiais que agem no nosso corpo por serem parecidas com horm\u00f4nios \u2013 em 12 das 20 amostras de \u00e1gua mineral analisadas. Os dois cientistas tamb\u00e9m inseriram moluscos em garrafas PET e de vidro e notaram que, nos recipientes pl\u00e1sticos, houve reprodu\u00e7\u00e3o em uma velocidade maior. Isso tamb\u00e9m indica a presen\u00e7a desses contaminantes, que podem ter se desprendido do pl\u00e1stico das garrafas. As ind\u00fastrias do pl\u00e1stico e da \u00e1gua contestaram os resultados.<\/p>\n<p>Praticamente na mesma \u00e9poca, as pesquisadoras Barbara Pinto e Daniela Reali, da Universidade de Pisa, na It\u00e1lia, <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC2702426\/\" target=\"_blank\">detectaram uma contamina\u00e7\u00e3o semelhante<\/a>, mas em menor n\u00edvel, em amostras de \u00e1gua mineral italiana. Elas n\u00e3o souberam explicar a origem dos interferentes que apareceram em 10% das garrafas. Isso levou v\u00e1rios cientistas a pedir para a ind\u00fastria do pl\u00e1stico que revelasse os segredos de fabrica\u00e7\u00e3o, para entender o que acontece em uma \u00e1gua que fica um certo tempo nesses recipientes. A resposta foi o sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 pouca colabora\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, os problemas causados pelos ftalatos, outros produtos qu\u00edmicos usados no pl\u00e1stico, ainda s\u00e3o pouco conhecidos e estudados. Tanto os ftalatos quanto o BPA est\u00e3o presentes em praticamente todo o pl\u00e1stico que h\u00e1 nas nossas casas. Os ftalatos s\u00e3o usados na fabrica\u00e7\u00e3o de acess\u00f3rios dom\u00e9sticos (piso, papel de parede), produtos infantis (mamadeiras, brinquedos, colchonetes para troca de fraldas, mordedores), embalagens (filme transparente, garrafas descart\u00e1veis) e at\u00e9 em utens\u00edlios m\u00e9dicos (cateteres, bolsas de sangue e soro). O BPA est\u00e1 nos equipamentos esportivos, em dispositivos m\u00e9dicos e odontol\u00f3gicos, produtos para obtura\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria e selantes, lentes para os olhos, todos os produtos com PVC, e policarbonatos, CDs e DVDs, eletrodom\u00e9sticos, embalagens de pl\u00e1stico duras, jarras de \u00e1gua em pl\u00e1stico duro e latas de alum\u00ednio.<\/p>\n<p>\u201cExistem, na vida, janelas de exposi\u00e7\u00e3o do BPA mais problem\u00e1ticas do que outras. As crian\u00e7as s\u00e3o mais expostas do que um adulto. Tamb\u00e9m ocorre maior migra\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos para a comida ou a \u00e1gua com o calor\u201d, diz o pesquisador Wilson Jardim, da Unicamp. Ou seja, ainda falta muita informa\u00e7\u00e3o sobre o perigo dos produtos e a toxicidade dos que j\u00e1 est\u00e3o no meio ambiente. Hoje, temos consci\u00eancia do perigo de subst\u00e2ncias que a gera\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 nossa usava de maneira regular, como o DDT. Mas, como acontece agora, a ind\u00fastria ou n\u00e3o informava, ou negava o problema da contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e1gua \u00e9 melhor?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel saber se a \u00e1gua envasada \u00e9 de melhor qualidade do que a \u00e1gua da torneira, pois h\u00e1 pouca informa\u00e7\u00e3o sobre o uso de recipientes pl\u00e1sticos \u2013 que podem trazer ainda mais problemas para o meio ambiente, pelo fato de gerar lixo. A \u00e1gua tratada tamb\u00e9m tem poluentes em um n\u00edvel pouco conhecido, mas com certeza menor do que o da comida n\u00e3o-org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a \u00e1gua que devemos beber? Responder a essa pergunta, que j\u00e1 \u00e9 complicado atualmente, ser\u00e1 ainda mais dif\u00edcil para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, por causa do aumento nos n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o no meio ambiente. Ser\u00e1 que morar no campo \u00e9 garantia de encontrar \u00e1gua pura? Hoje isso j\u00e1 n\u00e3o acontece. No Brasil e em outros pa\u00edses, a qualidade da \u00e1gua em zonas de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola como as do Mato Grosso \u00e9 bem ruim, devido ao uso intensivo dos agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Parece que o \u00fanico caminho para salvar a \u00e1gua pot\u00e1vel \u00e9 o da cidadania. As melhores experi\u00eancias para se obter uma qualidade de \u00e1gua razo\u00e1vel ocorrem quando os cidad\u00e3os participam da gest\u00e3o da \u00e1gua, fiscalizando as empresas de tratamento e exigindo que as autoridades aumentem o or\u00e7amento para o recurso \u201c\u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p>Hoje, o monitoramento das concession\u00e1rias no Brasil \u00e9 feito pelas ag\u00eancias de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria de cada estado. Mas at\u00e9 as empresas reconhecem que n\u00e3o h\u00e1 fiscaliza\u00e7\u00e3o. As autoridades n\u00e3o parecem ter vontade de aumentar o or\u00e7amento para saneamento, mesmo sabendo, h\u00e1 muitos anos, que isso \u00e9 mais do que necess\u00e1rio para melhorar tanto a \u00e1gua e o meio ambiente quanto a sa\u00fade das pessoas.<\/p>\n<p>Ainda \u00e9 poss\u00edvel mudar as coisas. As solu\u00e7\u00f5es existem, s\u00f3 que custam caro. No mesmo estudo sobre a contamina\u00e7\u00e3o das garrafas de \u00e1gua com agrot\u00f3xicos e medicamentos, as ONGs foram para regi\u00f5es mais polu\u00eddas da Fran\u00e7a (nem toda a Fran\u00e7a \u00e9 como Paris), onde os agrot\u00f3xicos chegam a n\u00edveis bem acima do permitido pela legisla\u00e7\u00e3o, h\u00e1 muitos anos. A polui\u00e7\u00e3o obrigou as autoridades a investir em tecnologia de ponta para melhorar a qualidade da \u00e1gua. Conseguiram. Entre essas novas tecnologias est\u00e3o nanofiltra\u00e7\u00e3o, ultrafiltra\u00e7\u00e3o, osmose reversa e tratamento com raios ultravioleta solares. Mas, para que os impostos sirvam a essa causa, a mobiliza\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e9 obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p>No Canad\u00e1, na Europa, no M\u00e9xico ou na Bol\u00edvia, existem numerosos exemplos de como a popula\u00e7\u00e3o retomou o poder sobre a qualidade, o pre\u00e7o e, inclusive, a propriedade da \u00e1gua. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1ria a vontade pol\u00edtica das autoridades para limitar o uso de produtos qu\u00edmicos no meio ambiente e aumentar o apoio \u00e0 agricultura org\u00e2nica. E da ajuda de todos no momento das compras \u2013 um consumo consciente, que prefira produtos menos danosos ao meio ambiente, tanto na fabrica\u00e7\u00e3o quanto na vida \u00fatil. Isso significa deixar de beber tr\u00eas pequenas garrafas pl\u00e1sticas de \u00e1gua por dia.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; Anne Vigna, Ag\u00eancia P\u00fablica \/ Gizmodo Brasil de\u00a023 de mar\u00e7o de 2014<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">Infogr\u00e1ficos &#8211; Bruno Fonseca<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Agrot\u00f3xicos, metais pesados e subst\u00e2ncias que imitam horm\u00f4nios podem estar na \u00e1gua que chega \u00e0 torneira da sua casa ou na mineral, vendida em garraf\u00f5es, restaurantes e supermercados. Saiba por que nenhuma das duas \u00e9 totalmente segura. Esta reportagem foi feita pela P\u00fablica, uma ag\u00eancia de jornalismo investigativo cuja miss\u00e3o \u00e9 \u201cproduzir reportagens&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[9,90,8],"post_series":[],"class_list":["post-12891","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-agua-water","tag-ambiente-ambiental-environment-environmental-meio-ambiente","tag-veneno-agrotoxico","entry","no-media"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A qu\u00edmica por tr\u00e1s da \u00e1gua de torneira e da \u00e1gua mineral - FUNVERDE<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A qu\u00edmica por tr\u00e1s da \u00e1gua de torneira e da \u00e1gua mineral - FUNVERDE\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&nbsp; &nbsp; Agrot\u00f3xicos, metais pesados e subst\u00e2ncias que imitam horm\u00f4nios podem estar na \u00e1gua que chega \u00e0 torneira da sua casa ou na mineral, vendida em garraf\u00f5es, restaurantes e supermercados. Saiba por que nenhuma das duas \u00e9 totalmente segura. Esta reportagem foi feita pela P\u00fablica, uma ag\u00eancia de jornalismo investigativo cuja miss\u00e3o \u00e9 \u201cproduzir reportagens&hellip;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"FUNVERDE\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/funverde\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2014-03-26T11:00:22+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2014-03-26T13:07:48+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-1.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@funverde\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"funverde\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"23 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/\"},\"author\":{\"name\":\"funverde\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277\"},\"headline\":\"A qu\u00edmica por tr\u00e1s da \u00e1gua de torneira e da \u00e1gua mineral\",\"datePublished\":\"2014-03-26T11:00:22+00:00\",\"dateModified\":\"2014-03-26T13:07:48+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/\"},\"wordCount\":4622,\"commentCount\":2,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-1.jpg\",\"keywords\":[\"Agua\",\"Ambiente\",\"Veneno, Agrot\u00f3xico\"],\"articleSection\":[\"Geral\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/\",\"name\":\"A qu\u00edmica por tr\u00e1s da \u00e1gua de torneira e da \u00e1gua mineral - FUNVERDE\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-1.jpg\",\"datePublished\":\"2014-03-26T11:00:22+00:00\",\"dateModified\":\"2014-03-26T13:07:48+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#primaryimage\",\"url\":\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-1.jpg\",\"contentUrl\":\"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-1.jpg\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A qu\u00edmica por tr\u00e1s da \u00e1gua de torneira e da \u00e1gua mineral\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\",\"name\":\"FUNVERDE\",\"description\":\"ONG criada em 1999, para melhorar o planeta, atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"FUNVERDE\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg\",\"width\":457,\"height\":499,\"caption\":\"FUNVERDE\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/funverde\",\"https:\/\/x.com\/funverde\",\"https:\/\/www.instagram.com\/funverde\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277\",\"name\":\"funverde\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"funverde\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A qu\u00edmica por tr\u00e1s da \u00e1gua de torneira e da \u00e1gua mineral - FUNVERDE","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"A qu\u00edmica por tr\u00e1s da \u00e1gua de torneira e da \u00e1gua mineral - FUNVERDE","og_description":"&nbsp; &nbsp; Agrot\u00f3xicos, metais pesados e subst\u00e2ncias que imitam horm\u00f4nios podem estar na \u00e1gua que chega \u00e0 torneira da sua casa ou na mineral, vendida em garraf\u00f5es, restaurantes e supermercados. Saiba por que nenhuma das duas \u00e9 totalmente segura. Esta reportagem foi feita pela P\u00fablica, uma ag\u00eancia de jornalismo investigativo cuja miss\u00e3o \u00e9 \u201cproduzir reportagens&hellip;","og_url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/","og_site_name":"FUNVERDE","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/funverde","article_published_time":"2014-03-26T11:00:22+00:00","article_modified_time":"2014-03-26T13:07:48+00:00","og_image":[{"url":"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-1.jpg","type":"","width":"","height":""}],"author":"funverde","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@funverde","twitter_site":"@funverde","twitter_misc":{"Escrito por":"funverde","Est. tempo de leitura":"23 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/"},"author":{"name":"funverde","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277"},"headline":"A qu\u00edmica por tr\u00e1s da \u00e1gua de torneira e da \u00e1gua mineral","datePublished":"2014-03-26T11:00:22+00:00","dateModified":"2014-03-26T13:07:48+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/"},"wordCount":4622,"commentCount":2,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-1.jpg","keywords":["Agua","Ambiente","Veneno, Agrot\u00f3xico"],"articleSection":["Geral"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/","name":"A qu\u00edmica por tr\u00e1s da \u00e1gua de torneira e da \u00e1gua mineral - FUNVERDE","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-1.jpg","datePublished":"2014-03-26T11:00:22+00:00","dateModified":"2014-03-26T13:07:48+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#primaryimage","url":"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-1.jpg","contentUrl":"http:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2014\/03\/Infografico-1-parte-1.jpg"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/a-quimica-por-tras-da-agua-de-torneira-e-da-agua-mineral\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A qu\u00edmica por tr\u00e1s da \u00e1gua de torneira e da \u00e1gua mineral"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/","name":"FUNVERDE","description":"ONG criada em 1999, para melhorar o planeta, atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#organization","name":"FUNVERDE","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Logo_Funverde.jpg","width":457,"height":499,"caption":"FUNVERDE"},"image":{"@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/funverde","https:\/\/x.com\/funverde","https:\/\/www.instagram.com\/funverde\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/bec97e35994e1efd40b63cb533e44277","name":"funverde","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6dd413cb194962ed8eb124d2dce6f715?s=96&d=mm&r=g","caption":"funverde"}}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12891"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12891"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12891\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12896,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12891\/revisions\/12896"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12891"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12891"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12891"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=12891"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}