{"id":13080,"date":"2014-06-04T13:00:28","date_gmt":"2014-06-04T16:00:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/?p=13080"},"modified":"2016-01-31T09:44:33","modified_gmt":"2016-01-31T12:44:33","slug":"projeto-mata-ciliar-funverde-materia-no-jornal-o-diario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funverde.org.br\/blog\/projeto-mata-ciliar-funverde-materia-no-jornal-o-diario\/","title":{"rendered":"Projeto Mata Ciliar FUNVERDE &#8211; Mat\u00e9ria no jornal O Di\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/e.issuu.com\/embed.html#4622892\/8133239\" width=\"525\" height=\"894\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Sat\u00e9lite mostra que fundos de vale est\u00e3o mais verdes<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dez anos foram plantadas mais de 100 mil mudas de esp\u00e9cies nativas \u00e0s margens dos c\u00f3rregos de Maring\u00e1. Ainda h\u00e1 muito para ser reflorestado, mas as imagens do Google Earth mostram que pastos est\u00e3o dando\u00a0lugar \u00e0s \u00e1rvores. Recomposi\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada pela Prefeitura de Maring\u00e1 e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais.<\/p>\n<p>Olhando daqui do ch\u00e3o fica dif\u00edcil para o maringaense constatar que a arboriza\u00e7\u00e3o de Maring\u00e1 tenha mudado na \u00faltima d\u00e9cada \u2013 al\u00e9m das podas, cortes e replantios no passeio p\u00fablico. J\u00e1 algumas centenas de quil\u00f4metros acima, imagens de sat\u00e9lite mostram que o antes e o depois s\u00e3o evidentes. Com o plantio de cerca de 100 mil mudas de esp\u00e9cies nativas desde 2004, diversas regi\u00f5es de fundos de vale tiveram o cen\u00e1rio de pasto e terra substitu\u00eddo por densas \u00e1reas de esp\u00e9cies nativas da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>\u00c9 o que O Di\u00e1rio levantou com base em imagens do Google Earth, programa de computador que traz imagens de sat\u00e9lite e que conta com op\u00e7\u00e3o de &#8220;linha do tempo&#8221;, permitindo a compara\u00e7\u00e3o das fotos recentes \u2013 as novas s\u00e3o de mar\u00e7o deste ano \u2013 com anteriores, a partir de um mesmo \u00e2ngulo.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 um trecho com cerca de 600 metros de extens\u00e3o do C\u00f3rrego Mandacaru, entre a Avenida das Palmeiras e a Rua Arlindo Pedralli, na zona norte de Maring\u00e1. Em 2003, mostram as imagens de sat\u00e9lite, pouco mais de 400 metros desse peda\u00e7o do c\u00f3rrego n\u00e3o contava com nenhuma arboriza\u00e7\u00e3o \u00e0s margens. J\u00e1 em mar\u00e7o deste ano, apesar de alguns pontos ainda precisarem de mais \u00e1rvores para chegar ao m\u00ednimo de 30 metros, inexiste trecho sem arboriza\u00e7\u00e3o \u2013 que em alguns pontos passa de 40 metros de largura em cada lado da margem do c\u00f3rrego.<\/p>\n<p>J\u00e1 no C\u00f3rrego Ribeir\u00e3o Morangueiro, trecho que passa paralelo \u00e0 Rua Col\u00f4mbia, no Jardim Alvorada, rumo ao Parque Alfredo Nyffeler, em 2003 havia uma clareira com cerca de 70 metros de largura. Hoje, o local est\u00e1 repleto de \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Mais ao norte, onde o Ribeir\u00e3o Morangueiro se divide, formando o C\u00f3rrego Os\u00f3rio, nos fundos do Conjunto Batel, h\u00e1 11 anos havia uma reserva com cerca de 140 metros de largura, por 80 metros de profundidade, rumo onde hoje \u00e9 o Contorno Norte. Atualmente, a profundidade varia de 120 a 250 metros, dependendo do trecho.<\/p>\n<p>O plantio de mudas de esp\u00e9cies nativas ao longo dos anos \u00e9 dividido entre o trabalho de volunt\u00e1rios da ONG Funverde e a\u00e7\u00f5es da Prefeitura de Maring\u00e1. &#8220;Sempre precisamos de m\u00e3os fortes. Tentamos convencer as pessoas que em vez de gastarem calorias em esteiras el\u00e9tricas que fa\u00e7am exerc\u00edcios plantando \u00e1rvores, que \u00e9 algo realmente \u00fatil para a cidade&#8221;, diz Ana Domingues, fundadora da Funverde .<\/p>\n<p>A ONG foi fundada em 1999 e desde 2004 atua no plantio de \u00e1rvores em terrenos p\u00fablicos \u2013 desde ent\u00e3o, j\u00e1 foram plantadas mais de 50 mil mudas. Os volunt\u00e1rios e estagi\u00e1rios, que variam de 20 a 60 \u2013 v\u00e1rios deles de cursos universit\u00e1rios \u2013 se re\u00fanem para o plantio todas as manh\u00e3s de domingo, de mar\u00e7o a novembro, per\u00edodo definido para coincidir com o calend\u00e1rio acad\u00eamico. As mudas v\u00eam de doa\u00e7\u00f5es, a maior parte delas da concession\u00e1ria Viapar \u2013 como compensa\u00e7\u00e3o pela emiss\u00e3o de carbono. &#8220;O plantio \u00e9 um ato de preocupa\u00e7\u00e3o com as crian\u00e7as, com a cidade, para n\u00f3s todo o dia \u00e9 dia do meio ambiente&#8221;, diz Ana.<\/p>\n<p>Entre as revitaliza\u00e7\u00f5es promovidas pela ONG est\u00e1 a do C\u00f3rrego Nazareth, que passa ao fundo do Cemit\u00e9rio Parque, localizado na Avenida Alziro Zarur. As imagens a\u00e9reas mostram que onde n\u00e3o havia nenhuma \u00e1rvore \u00e0s margens do c\u00f3rrego, hoje a arboriza\u00e7\u00e3o passa dos 30 metros de largura em cada lado, chegando em alguns pontos a mais de 100 metros.<\/p>\n<p>Segundo a Prefeitura de Maring\u00e1, durante a gest\u00e3o passada (2009-2012) foram plantadas 22 mil \u00e1rvores. J\u00e1 nos \u00faltimos dois anos foram plantadas mais 33 mil \u2013 contabilidade que n\u00e3o inclui as a\u00e7\u00f5es da Funverde. A administra\u00e7\u00e3o municipal prev\u00ea que at\u00e9 2016 sejam plantadas mais 30 mil mudas em fundos de vale. &#8220;Essas a\u00e7\u00f5es melhoram a qualidade da \u00e1gua, porque temos dezenas de c\u00f3rregos cortando a cidade&#8221;, diz o secret\u00e1rio municipal do Meio Ambiente, Umberto Crispim.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Bosques&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>Em alguns pontos, a cidade ganhou verdadeiros bosques, como \u00e9 o caso da Zona 7, em um trecho que tamb\u00e9m envolve o C\u00f3rrego Mandacaru. Aos fundos da Rua Quintino Bocaiuva, em 2003 havia cerca de 130 metros de pastagem at\u00e9 a margem do c\u00f3rrego, em um trecho com largura de 300 metros. Todo esse espa\u00e7o espa\u00e7o, com cerca de 40 mil metros quadrados, hoje est\u00e1 tomado por \u00e1rvores. &#8220;\u00c9 um privil\u00e9gio morar em Maring\u00e1 e ter uma vista dessas&#8221;, diz o universit\u00e1rio Ramon Kelvin Parron, morador do 7\u00ba andar de um edif\u00edcio na Quintino Bocaiuva, com vista de frente para o fundo de vale recuperado.<\/p>\n<p>Ao fundo do Jardim Novo Horizonte, onde se unem o C\u00f3rrego Cle\u00f3patra, que nasce no Bosque 2, e o C\u00f3rrego Moscados, com nascente no Parque do Ing\u00e1 \u2013 a transforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 vis\u00edvel. A regi\u00e3o, que conta com lagoas utilizadas para o tratamento de esgoto desativadas h\u00e1 d\u00e9cadas, ganhou milhares de \u00e1rvores: a margem direita do C\u00f3rrego Moscados, pr\u00f3ximo \u00e0 conflu\u00eancia, ganhou mais de 100 metros de largura de fundo de vale. Em 2003, s\u00f3 havia mato no local. &#8220;Hoje tem gente at\u00e9 pescando naquelas lagoas&#8221;, diz o ge\u00f3grafo Amauri Divino Pereira, coordenador t\u00e9cnico do setor de \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente da prefeitura.<\/p>\n<p>Segundo a administra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 c\u00e1lculo sobre a \u00e1rea total reflorestada. O munic\u00edpio informa que houve um aumento do reflorestamento nos \u00faltimos anos pela exig\u00eancia \u00e0 iniciativa privada do plantio de mudas, como medida compensat\u00f3ria para empreendimentos que gerem impacto de vizinhan\u00e7a \u2013 como supermercados e shoppings . &#8220;N\u00e3o basta plantar: tem que cuidar por cerca de tr\u00eas anos&#8221;, diz Pereira.<br \/>\nIDEIA<\/p>\n<p>&#8220;Tentamos convencer as pessoas que em vez de gastarem calorias em esteiras el\u00e9tricas que fa\u00e7am exerc\u00edcios plantando \u00e1rvores.&#8221;\u00a0Ana Domingues &#8211;\u00a0Instituidora\u00a0da Funverde<\/p>\n<p><strong>62 c\u00f3rregos em Maring\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Segundo uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado da Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM), apresentada ano passado, desse total de c\u00f3rregos, 20 passam pela zona urbana e 19 tem suas nascentes no per\u00edmetro urbano.<\/p>\n<p><strong>\u00c1reas em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica ainda existem no munic\u00edpio<\/strong><\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o de imagens de sat\u00e9lite de Maring\u00e1 entre os anos de 2004 e 2014 mostra que ainda h\u00e1 fundos de vale em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica \u2013 e mesmo onde houve melhoras ainda falta muito para ser feito. Um exemplo \u00e9 o Ribeir\u00e3o Maring\u00e1, na regi\u00e3o do Conjunto Atenas, zona oeste da cidade.Em 2004, naquele trecho, as duas margens eram desprotegidas. Dez anos depois, apenas um dos lados, na face leste, ganhou vegeta\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o C\u00f3rrego Diamante, entre o Jardim Imperial e o Conjunto Cidade Jardim, permanece com cerca de 200 metros de curso d&#8217;\u00e1gua ladeados apenas por um matagal.<\/p>\n<p>Pela legisla\u00e7\u00e3o ambiental, os fundos de vale de Maring\u00e1 deveriam ter 30 metros de faixa de \u00e1rvores em cada lado da margem. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 pior quando se observa o Rio Pirap\u00f3. H\u00e1 trechos do rio em que, pela largura do leito, deveria haver 100 metros de faixas de \u00e1rvores em cada lado da margem, n\u00e3o h\u00e1 nenhum tronco.<\/p>\n<p>Para o promotor de Justi\u00e7a do Meio Ambiente de Maring\u00e1, Jos\u00e9 Lafaieti Barbosa Tourinho, houve melhoras vis\u00edveis na situa\u00e7\u00e3o dos fundos de vale nos \u00faltimos anos, mas ainda h\u00e1 muito o que ser feito. &#8220;Fica at\u00e9 dif\u00edcil dizer quantos procedimentos temos aqui por conta disso&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Segundo Tourinho, h\u00e1 processos n\u00e3o apenas por falta da mata ciliar, mas por constru\u00e7\u00f5es dentro das \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o, despejo de entulho nesses locais e protegidos e falta de cuidados que levaram diversos pontos \u00e0 eros\u00e3o. &#8220;S\u00e3o processos que demoram pela dif\u00edcil identifica\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis. Mas de modo geral, o que estamos sentindo \u00e9 uma melhora dentro do munic\u00edpio, com o cercamento desses fundo de vale, constru\u00e7\u00e3o de cal\u00e7adas e aplica\u00e7\u00e3o de multas. H\u00e1 uma mudan\u00e7a nesse sentido&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; F\u00e1bio Linjardi, Jornal O Di\u00e1rio do Norte do Paran\u00e1 de 04 de junho de 2014<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\">Usando como fonte a prefeitura de Maring\u00e1, a cidade conta com\u00a032 rios, riachos e c\u00f3rregos, 68 nascentes e 72 km de fundos de vale que precisam ser protegidos por\u00a0mata ciliar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\">Alguns trechos em que plantamos n\u00e3o existe mais nenhuma \u00e1rvore, porque a popula\u00e7\u00e3o local arrancou, quebrou, incendiou, enfim, fez de tudo para as \u00e1rvores\u00a0morrerem. Ignor\u00e2ncia\u00a0de quem acha que floresta atrai bandido. No in\u00edcio do projeto n\u00f3s plant\u00e1vamos, replant\u00e1vamos v\u00e1rias vezes a cada vez que os v\u00e2ndalos destru\u00edam o plantio, at\u00e9 aprendermos que se eles n\u00e3o querem, \u00e9 melhor ir plantar onde querem sombra e frutas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\">Gra\u00e7as a uma visita que tivemos de um engenheiro da VIAPAR \u00e0 FUNVERDE em 2005 para doa\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores, iniciamos uma parceria que persiste at\u00e9 hoje com eles adquirindo as \u00e1rvores e nos doando para plantarmos e recuperarmos a mata ciliar. A partir de 2007, eles come\u00e7aram a fazer a neutraliza\u00e7\u00e3o de carbono da empresa e nos repassando\u00a0as \u00e1rvores da neutraliza\u00e7\u00e3o para plantarmos nos fundos de vale de Maring\u00e1.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sat\u00e9lite mostra que fundos de vale est\u00e3o mais verdes Nos \u00faltimos dez anos foram plantadas mais de 100 mil mudas de esp\u00e9cies nativas \u00e0s margens dos c\u00f3rregos de Maring\u00e1. Ainda h\u00e1 muito para ser reflorestado, mas as imagens do Google Earth mostram que pastos est\u00e3o dando\u00a0lugar \u00e0s \u00e1rvores. 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